{"id":1416726,"date":"2024-06-18T01:21:56","date_gmt":"2024-06-18T04:21:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1416726"},"modified":"2024-06-18T01:21:57","modified_gmt":"2024-06-18T04:21:57","slug":"informativo-stj-814-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-814-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STJ 814 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p><p><span data-darkreader-inline-color=\"\" style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\">Mais um passo em nossa caminhada&#8230; Informativos n\u00ba 814 do STJ\u00a0<\/span><strong style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\" data-darkreader-inline-color=\"\">COMENTADO<\/strong><span data-darkreader-inline-color=\"\" style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\"> entra na parada. Simbora!<\/span><\/p><p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/06\/18012142\/stj-informativo-814.pdf\" rel=\"sponsored nofollow\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_WnhF2Kha3mA\"><div id=\"lyte_WnhF2Kha3mA\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/WnhF2Kha3mA\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/WnhF2Kha3mA\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/WnhF2Kha3mA\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-administrativo\"><a>DIREITO ADMINISTRATIVO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-l-apso-prescricional-da-demanda-indenizatoria-ajuizada-pelo-ente-estatal\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; L<\/a>apso prescricional da demanda indenizat\u00f3ria ajuizada pelo ente estatal<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em respeito ao princ\u00edpio da isonomia, o lapso prescricional da demanda indenizat\u00f3ria ajuizada pelo ente estatal dever\u00e1 obedecer ao mesmo prazo quinquenal do art. 1\u00ba do Decreto n. 20.910\/1932, previsto para as a\u00e7\u00f5es indenizat\u00f3rias ajuizadas contra a Fazenda P\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no REsp 2.100.988-PE, Rel. Ministro S\u00e9rgio Kukina, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 8\/4\/2024, DJe 11\/4\/2024(Info 814 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creiton recebia aux\u00edlio-doen\u00e7a do INSS decorrente de acidente de trabalho. O INSS ajuizou a\u00e7\u00e3o de ressarcimento em face da empregadora com o fim de obter o ressarcimento dos valores despendidos com o pagamento de benef\u00edcio previdenci\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua defesa, a empregadora Pagonada defende que \u00e9 trienal o prazo prescricional aplic\u00e1vel \u00e0 esp\u00e9cie e que o recolhimento da contribui\u00e7\u00e3o ao SAT impede a pretens\u00e3o ressarcit\u00f3ria do INSS pois &#8220;a empresa j\u00e1 custeava o sistema previdenci\u00e1rio&#8221;. Ressalta que o ressarcimento pretendido pela autarquia agravada consubstancia inadequado bis in idem.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Decreto n. 20.910\/1932:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1\u00ba As d\u00edvidas passivas da Uni\u00e3o, dos Estados e dos Munic\u00edpios, bem assim todo e qualquer direito ou a\u00e7\u00e3o contra a Fazenda federal, estadual ou municipal, seja qual for a sua natureza, prescrevem em cinco anos contados da data do ato ou fato do qual se originarem.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-quinquenal-ou-trienal\"><a>1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quinquenal ou trienal?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Quinquenal!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cuida-se, na origem, de a\u00e7\u00e3o de procedimento ordin\u00e1rio proposta pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), com o fim de obter o ressarcimento dos valores despendidos com o pagamento de benef\u00edcio previdenci\u00e1rio, modalidade aux\u00edlio-doen\u00e7a, pago ao funcion\u00e1rio da empresa demandada.<\/p>\n\n\n\n<p>A Primeira Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, no julgamento do Recurso Especial n. 1.256.993\/RS, da relatoria do Ministro Mauro Campbell Marques, publicado no DJe de 12\/12\/2012, sob o rito dos recursos repetitivos, firmou posicionamento no sentido de que se aplica o prazo prescricional quinquenal, previsto do Decreto n. 20.910\/1932, nas a\u00e7\u00f5es indenizat\u00f3rias ajuizadas contra a Fazenda P\u00fablica, em detrimento do prazo trienal contido do C\u00f3digo Civil de 2002.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, <strong>em respeito ao princ\u00edpio da isonomia, o lapso prescricional da demanda indenizat\u00f3ria ajuizada pelo ente estatal dever\u00e1 obedecer ao mesmo prazo estipulado pelo art. 1\u00ba do Decreto n. 20.910\/1932<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>1.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Em respeito ao princ\u00edpio da isonomia, o lapso prescricional da demanda indenizat\u00f3ria ajuizada pelo ente estatal dever\u00e1 obedecer o mesmo prazo quinquenal do art. 1\u00ba do Decreto n. 20.910\/1932, previsto para as a\u00e7\u00f5es indenizat\u00f3rias ajuizadas contra a Fazenda P\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-submissao-dos-municipios-ao-inmetro\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Submiss\u00e3o dos Munic\u00edpios ao INMETRO<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Munic\u00edpio, no \u00e2mbito das atividades que envolvem servi\u00e7os de metrologia desempenhadas em postos de sa\u00fade, por n\u00e3o exercer atividade comercial, n\u00e3o se submete \u00e0 fiscaliza\u00e7\u00e3o do INMETRO.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.012.248-RN, Rel. Ministro Afr\u00e2nio Vilela, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 21\/5\/2024, DJe 27\/5\/2024. (Info 814 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Num belo dia, os fiscais do INMETRO resolveram fazer vistoria em um posto de sa\u00fade do munic\u00edpio Quebradeira. E l\u00e1 encontraram uma balan\u00e7a que estava pesando a mais do que o devido (&#8220;erro quantitativo superior ao m\u00e1ximo admiss\u00edvel em servi\u00e7o\u201d). Os fiscais n\u00e3o tiveram d\u00favida e lavraram auto de infra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando a multa foi executada, o munic\u00edpio op\u00f4s embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o fiscal, ao argumento de que o INMETRO n\u00e3o tem nada que ficar fazendo fiscaliza\u00e7\u00e3o de balan\u00e7as nas unidades b\u00e1sicas de sa\u00fade dos munic\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-pode-o-inmetro-multar-o-municipio-nesse-caso\"><a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Pode o INMETRO multar o Munic\u00edpio nesse caso<\/a>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooopsss!!!<\/strong>!<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a jurisprud\u00eancia do STJ, a Taxa de Servi\u00e7os Metrol\u00f3gicos, decorrente do poder de pol\u00edcia do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia &#8211; INMETRO em fiscalizar a regularidade das balan\u00e7as, visa preservar as rela\u00e7\u00f5es de consumo, sendo imprescind\u00edvel verificar se o equipamento objeto de aferi\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial \u00e0 atividade desempenhada pela empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, o STJ, em casos an\u00e1logos, entende que o Munic\u00edpio, no \u00e2mbito das atividades desempenhadas em postos de sa\u00fade, por n\u00e3o exercer atividade comercial, n\u00e3o se submete \u00e0 fiscaliza\u00e7\u00e3o do INMETRO.<\/p>\n\n\n\n<p>A prop\u00f3sito, conforme afirmado no AgInt no REsp n. 1.653.347\/RS de relatoria do Ministro Og Fernandes, o &#8220;<strong>mesmo entendimento pelo descabimento do procedimento fiscalizat\u00f3rio tem sido aplicado pelas Turmas que comp\u00f5em a Primeira Se\u00e7\u00e3o desta Corte Superior, nas hip\u00f3teses em que a autarquia pretendia ver declarada a legalidade da cobran\u00e7a da taxa de servi\u00e7os metrol\u00f3gicos decorrentes da fiscaliza\u00e7\u00e3o de balan\u00e7as e esfigomoman\u00f4metros utilizados nos postos de sa\u00fade da municipalidade&#8221;<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O Munic\u00edpio, no \u00e2mbito das atividades que envolvem servi\u00e7os de metrologia desempenhadas em postos de sa\u00fade, por n\u00e3o exercer atividade comercial, n\u00e3o se submete \u00e0 fiscaliza\u00e7\u00e3o do INMETRO.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-civil\"><a>DIREITO CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-cabimento-do-pensionamento-na-hipotese-de-falecimento-de-recem-nascido-cujo-termo-inicial-sera-a-data-em-que-a-vitima-completaria-14-quatorze-anos\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cabimento do pensionamento<\/a> na hip\u00f3tese de falecimento de rec\u00e9m-nascido, cujo termo inicial ser\u00e1 a data em que a v\u00edtima completaria 14 (quatorze) anos.<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 cab\u00edvel pensionamento na hip\u00f3tese de falecimento de rec\u00e9m-nascido, cujo termo inicial ser\u00e1 a data em que a v\u00edtima completaria 14 (quatorze) anos, e o termo final ser\u00e1 a data em que a v\u00edtima completaria a idade correspondente \u00e0 expectativa m\u00e9dia de vida do brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.121.056-PR, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 21\/5\/2024, DJe 24\/5\/2024. (Info 814 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creide, a m\u00e3e da v\u00edtima, que estava gr\u00e1vida na ocasi\u00e3o, procurou atendimento m\u00e9dico devido a dores nas costas e foi encaminhada ao hospital. No local, foi submetida \u00e0 cesariana e deu \u00e0 luz uma menina, a qual, todavia, veio a falecer dias depois. O falecimento foi decorrente de erro do Dr. Creisson, m\u00e9dico respons\u00e1vel na ocasi\u00e3o, o qual n\u00e3o realizou os exames necess\u00e1rios previamente ao parto.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformada, Creide ajuizou a\u00e7\u00e3o na qual requer o pensionamento pelo falecimento de rec\u00e9m-nascido, pedido contra o qual se op\u00f5e o hospital sob a alega\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o \u00e9 devido tal esp\u00e9cie de indeniza\u00e7\u00e3o, mesmo sendo a fam\u00edlia de baixa renda, uma vez que os rendimentos do rec\u00e9m-nascido s\u00e3o futuros, potenciais, e incertos para os pais. Al\u00e9m disso, alega a necessidade de que a per\u00edcia fosse realizada por m\u00e9dico especialista.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-devida-a-pensao\"><a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Devida a pens\u00e3o?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeap!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No caso, a m\u00e3e da v\u00edtima, que estava gr\u00e1vida na ocasi\u00e3o, procurou atendimento m\u00e9dico devido a dores nas costas e foi encaminhada ao hospital. No local, foi submetida \u00e0 cesariana e deu \u00e0 luz uma menina, a qual, todavia, veio a falecer dias depois, tendo sido constatado que o falecimento foi decorrente de erro m\u00e9dico, porque n\u00e3o foram realizados os exames necess\u00e1rios previamente ao parto. Nesse contexto, a controv\u00e9rsia consiste em definir se \u00e9 cab\u00edvel pensionamento pelo falecimento de rec\u00e9m-nascido.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O pensionamento tem por finalidade suprir o amparo financeiro que era prestado pelo falecido. Ainda que a morte seja de filho menor, a pens\u00e3o ser\u00e1 devida, tendo em vista que h\u00e1 uma presun\u00e7\u00e3o de aux\u00edlio econ\u00f4mico futuro<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Se a fam\u00edlia for de baixa renda, h\u00e1 presun\u00e7\u00e3o relativa da depend\u00eancia econ\u00f4mica entre os seus membros e, nas demais situa\u00e7\u00f5es, \u00e9 necess\u00e1ria a comprova\u00e7\u00e3o da depend\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa situa\u00e7\u00e3o, todavia, o termo inicial da pens\u00e3o ser\u00e1 a data em que a v\u00edtima completaria 14 (quatorze) anos, idade a partir da qual \u00e9 admitida a celebra\u00e7\u00e3o de contrato de trabalho, e o termo final ser\u00e1 a data em que a v\u00edtima completaria a idade correspondente \u00e0 expectativa m\u00e9dia de vida do brasileiro, segundo a Tabela do IBGE, ou o momento do falecimento do benefici\u00e1rio, o que ocorrer primeiro. Ademais, a pens\u00e3o corresponder\u00e1 \u00e0 2\/3 do sal\u00e1rio m\u00ednimo vigente \u00e0 data do \u00f3bito e ser\u00e1 reduzida para 1\/3 ap\u00f3s a data em que ele completaria 25 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa \u00e9 a orienta\u00e7\u00e3o consolidada na S\u00famula 491 do STF, segundo a qual &#8220;\u00e9 indeniz\u00e1vel o acidente que cause a morte de filho menor, ainda que n\u00e3o exer\u00e7a trabalho remunerado&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00c9 poss\u00edvel presumir que se o rec\u00e9m-nascido n\u00e3o tivesse vindo a \u00f3bito em decorr\u00eancia de ato il\u00edcito praticado por terceiro, ele passaria a contribuir para as despesas familiares quando atingisse 14 (quatorze) anos de idade<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>E em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 per\u00edcia?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>N\u00e3o necessita especialista!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na hip\u00f3tese, o hospital sustentou a nulidade do laudo pericial porque o perito n\u00e3o \u00e9 especialista em ginecologia e obstetr\u00edcia, mas sim cl\u00ednico geral.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, <strong>a fun\u00e7\u00e3o do perito, enquanto auxiliar da Justi\u00e7a, \u00e9 analisar e emitir opini\u00e3o t\u00e9cnica ou cient\u00edfica sobre dados objetivos, quando o julgador n\u00e3o possuir o conhecimento necess\u00e1rio para faz\u00ea-lo por si mesmo ou a partir de outras provas<\/strong>. Em raz\u00e3o disso, o art. 465, caput, do CPC prev\u00ea que &#8220;o juiz nomear\u00e1 perito especializado no objeto da per\u00edcia e fixar\u00e1 de imediato o prazo para a entrega do laudo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Exige-se que o perito seja um profissional com conhecimento especializado exigido para a realiza\u00e7\u00e3o da per\u00edcia. Segundo a doutrina, esse profissional pode ser um aut\u00f4nomo legalmente habilitado (pessoa natural) ou pode ser integrante do quadro de profissionais de uma pessoa jur\u00eddica ou de um \u00f3rg\u00e3o t\u00e9cnico ou cient\u00edfico especializado.<\/p>\n\n\n\n<p>Sucede que nem sempre o objeto da per\u00edcia reclamar\u00e1 o exame por profissional com especialidade em determinada \u00e1rea do conhecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Atento a isso, o STJ j\u00e1 flexibilizou essa exig\u00eancia para decidir que a forma\u00e7\u00e3o do perito &#8211; seu grau de instru\u00e7\u00e3o e\/ou sua especialidade &#8211; deve ser compat\u00edvel com a natureza e a complexidade da per\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 precedentes do STJ no sentido de que a pertin\u00eancia da especialidade m\u00e9dica, em regra, n\u00e3o consubstancia pressuposto de validade da prova pericial, de modo que que incumbe ao perito m\u00e9dico nomeado se escusar do encargo se n\u00e3o se considerar apto \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o da per\u00edcia (REsp n. 1.514.268\/SP, Segunda Turma, DJe 27\/11\/2015; REsp n. 1.758.180\/RJ, Segunda Turma, DJe 21\/11\/2018). Tamb\u00e9m h\u00e1 julgado dispensando a comprova\u00e7\u00e3o da especializa\u00e7\u00e3o do perito em hip\u00f3tese na qual a prova pericial realizada atingiu a sua finalidade (AgRg no REsp n. 1.230.624\/PR, Quarta Turma, DJe de 21\/10\/2015).<\/p>\n\n\n\n<p>Se o prop\u00f3sito do legislador \u00e9 garantir credibilidade e seguran\u00e7a na produ\u00e7\u00e3o da prova pericial, basta que o perito nomeado tenha conhecimento t\u00e9cnico ou cient\u00edfico bastante para contribuir com a elucida\u00e7\u00e3o dos fatos controvertidos no processo, e que se manifeste de forma suficientemente clara, objetiva e confi\u00e1vel, de tal modo que permita \u00e0s partes compreender e eventualmente contraditar o seu laudo e ao julgador interpret\u00e1-lo e valor\u00e1-lo juridicamente, formando o seu convencimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Sendo assim, nos processos em que \u00e9 necess\u00e1ria a realiza\u00e7\u00e3o de prova pericial para fins de apurar a ocorr\u00eancia ou n\u00e3o de erro m\u00e9dico, \u00e9 poss\u00edvel que a per\u00edcia seja realizada por um m\u00e9dico n\u00e3o especialista na \u00e1rea de conhecimento do profissional cuja atua\u00e7\u00e3o se busca apurar, desde que os elementos concretos revelem que essa circunst\u00e2ncia n\u00e3o comprometer\u00e1 a idoneidade da prova.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 cab\u00edvel pensionamento na hip\u00f3tese de falecimento de rec\u00e9m-nascido, cujo termo inicial ser\u00e1 a data em que a v\u00edtima completaria 14 (quatorze) anos, e o termo final ser\u00e1 a data em que a v\u00edtima completaria a idade correspondente \u00e0 expectativa m\u00e9dia de vida do brasileiro. A per\u00edcia elaborada por perito m\u00e9dico n\u00e3o especialista na \u00e1rea de conhecimento da per\u00edcia n\u00e3o acarreta a nulidade do laudo pericial, desde que os elementos concretos revelem que essa circunst\u00e2ncia n\u00e3o comprometer\u00e1 a idoneidade da prova.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-responsabilizacao-da-instituicao-financeira-nao-pode-ser-responsabilizada-pelo-roubo-de-que-o-cliente-fora-vitima-em-via-publica-apos-chegada-ao-seu-destino-portando-valores-recentemente-sacados-diretamente-no-caixa-bancario\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Responsabiliza\u00e7\u00e3o da <\/a>institui\u00e7\u00e3o financeira n\u00e3o pode ser responsabilizada pelo roubo de que o cliente fora v\u00edtima, em via p\u00fablica, ap\u00f3s chegada ao seu destino portando valores recentemente sacados diretamente no caixa banc\u00e1rio.<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A institui\u00e7\u00e3o financeira n\u00e3o pode ser responsabilizada pelo roubo de que o cliente fora v\u00edtima, em via p\u00fablica, ap\u00f3s chegada ao seu destino portando valores recentemente sacados diretamente no caixa banc\u00e1rio, porquanto evidencia-se fato de terceiro, que exclui a responsabilidade objetiva, por se tratar de caso fortuito externo.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no AREsp 1.379.845-BA, Rel. Ministro Raul Ara\u00fajo, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 14\/5\/2024. (Info 814 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Crementino foi v\u00edtima do crime de roubo ap\u00f3s transitar por via p\u00fablica e chegar ao seu destino, no caso estacionamento do pr\u00e9dio onde se situa o escrit\u00f3rio da empresa da v\u00edtima, pelo fato de estar de posse de valores, em esp\u00e9cie, recentemente sacados diretamente no caixa banc\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>No preju\u00edzo, Crementino ent\u00e3o ajuizou a\u00e7\u00e3o em face da institui\u00e7\u00e3o financeira e alega a responsabilidade dessa, uma vez que teria sido seguido por todo o percurso pelos criminosos at\u00e9 o estacionamento do pr\u00e9dio onde se situa o escrit\u00f3rio de sua empresa e, s\u00f3 ap\u00f3s chegar a este local, fora anunciado o assalto.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-responsabilidade-da-if\"><a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Responsabilidade da IF?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooopsss!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia consiste em definir se a institui\u00e7\u00e3o financeira deve ou n\u00e3o ser responsabilizada por roubo contra cliente, ap\u00f3s este transitar por via p\u00fablica e chegar ao seu destino, no caso estacionamento do pr\u00e9dio onde se situa o escrit\u00f3rio da empresa do correntista, pelo fato de estar de posse de valores, em esp\u00e9cie, recentemente sacados diretamente no caixa banc\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>No julgamento do Recurso Especial Repetitivo n. 1.197.929\/PR, a Segunda Se\u00e7\u00e3o do<strong> STJ assentou a tese de que as institui\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias respondem de forma objetiva pelos danos causados aos correntistas, decorrentes de fraudes praticadas por terceiros, caracterizando-se como fortuito interno.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, a mat\u00e9ria se encontra sumulada neste Tribunal Superior, no Verbete n. 479,&nbsp;<em>in verbis<\/em>: &#8220;As institui\u00e7\u00f5es financeiras respondem objetivamente pelos danos gerados por fortuito interno relativo a fraudes e delitos praticados por terceiros no \u00e2mbito de opera\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias&#8221;. Nessa senda, constata-se que o referido entendimento se aplica t\u00e3o somente nos casos de fortuito interno, raz\u00e3o pela qual a jurisprud\u00eancia do STJ admite a responsabilidade objetiva dos bancos por crimes ocorridos no interior de suas ag\u00eancias, em raz\u00e3o do risco inerente \u00e0 atividade, que abrange guarda e movimenta\u00e7\u00e3o de altos valores em esp\u00e9cie.<\/p>\n\n\n\n<p>Todavia, esse entendimento jurisprudencial n\u00e3o se aplica \u00e0 hip\u00f3tese presente, em que, a v\u00edtima, ap\u00f3s sacar uma quantia na ag\u00eancia banc\u00e1ria, supostamente teria sido seguida por todo o percurso pelos criminosos at\u00e9 o estacionamento do pr\u00e9dio onde se situa o escrit\u00f3rio de sua empresa e, s\u00f3 ap\u00f3s chegar a este local, fora anunciado o assalto. Dessa forma, tendo em conta os contornos f\u00e1ticos delineados pela inst\u00e2ncia de origem, e<strong>m um cen\u00e1rio em que o correntista \u00e9 v\u00edtima de crime de roubo em local distante das depend\u00eancias do banco onde, anteriormente, efetivara saque de dinheiro em esp\u00e9cie, n\u00e3o se revela a responsabilidade da institui\u00e7\u00e3o financeira pela ocorr\u00eancia do crime contra o correntista tempos depois e quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, cuida-se de evidente fortuito externo, o qual afasta o nexo de causalidade e, portanto, afasta a responsabilidade civil objetiva da institui\u00e7\u00e3o financeira, especialmente pela raz\u00e3o de que o crime n\u00e3o foi praticado no interior do estabelecimento banc\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Em casos semelhantes \u00e0 hip\u00f3tese, o Superior Tribunal de Justi\u00e7a j\u00e1 firmou jurisprud\u00eancia no sentido de que o banco n\u00e3o pode ser responsabilizado por crime ocorrido em via p\u00fablica, tendo em vista que o risco inerente \u00e0 atividade exercida pela institui\u00e7\u00e3o financeira n\u00e3o a torna respons\u00e1vel pelo crime sofrido pelo correntista fora das suas depend\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A institui\u00e7\u00e3o financeira n\u00e3o pode ser responsabilizada pelo roubo de que o cliente fora v\u00edtima, em via p\u00fablica, ap\u00f3s chegada ao seu destino portando valores recentemente sacados diretamente no caixa banc\u00e1rio, porquanto evidencia-se fato de terceiro, que exclui a responsabilidade objetiva, por se tratar de caso fortuito externo.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-civil\"><a>DIREITO PROCESSUAL CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-c-omunicacao-dirigida-as-partes-para-informar-que-o-processo-foi-digitalizado-transferindo-se-do-meio-fisico-para-o-digital-como-a-primeira-oportunidade-em-que-couber-a-parte-falar-nos-autos-sob-pena-de-preclusao\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; C<\/a>omunica\u00e7\u00e3o dirigida \u00e0s partes para informar que o processo foi digitalizado, transferindo-se do meio f\u00edsico para o digital, como a &#8220;primeira oportunidade em que couber \u00e0 parte falar nos autos, sob pena de preclus\u00e3o&#8221;.<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A comunica\u00e7\u00e3o dirigida \u00e0s partes para informar que o processo foi digitalizado, transferindo-se do meio f\u00edsico para o digital, n\u00e3o pode ser considerada, para fins do disposto no art. 278, do CPC, como a &#8220;primeira oportunidade em que couber \u00e0 parte falar nos autos, sob pena de preclus\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.001.562-SC, Rel. Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 14\/5\/2024. (Info 814 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Um determinado processo muito antigo foi transferindo-se do meio f\u00edsico para o digital, ocasi\u00e3o em que as partes foram intimadas da modifica\u00e7\u00e3o. Ocorre que, simultaneamente, uma das partes deveria se manifestar sobre determinada nulidade na primeira oportunidade em que couber falar nos autos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s o prazo sem manifesta\u00e7\u00e3o, a parte contr\u00e1ria alegou ent\u00e3o a preclus\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 245. N\u00e3o se far\u00e1 cita\u00e7\u00e3o quando se verificar que o citando \u00e9 mentalmente incapaz ou est\u00e1 impossibilitado de receb\u00ea-la.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Art. 278. A nulidade dos atos deve ser alegada na primeira oportunidade em que couber \u00e0 parte falar nos autos, sob pena de preclus\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Par\u00e1grafo \u00fanico. N\u00e3o se aplica o disposto no&nbsp;caput&nbsp;\u00e0s nulidades que o juiz deva decretar de of\u00edcio, nem prevalece a preclus\u00e3o provando a parte leg\u00edtimo impedimento.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-primeira-oportunidade\"><a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Primeira oportunidade?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>N\u00e3o \u00e9 bem assim!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a possui orienta\u00e7\u00e3o no sentido de que, em regra, &#8220;<strong>o v\u00edcio relativo \u00e0 aus\u00eancia de intima\u00e7\u00e3o constitui nulidade relativa, uma vez que, nos termos do art. 245 do CPC\/1973, a nulidade dos atos deve ser alegada na primeira oportunidade em que couber \u00e0 parte falar nos autos, sob pena de preclus\u00e3o<\/strong> (AgInt no REsp n. 1.690.956\/MG, relator Ministro S\u00e9rgio Kukina, Primeira Turma, julgado em 12\/12\/2023, DJe 23\/1\/2024).<\/p>\n\n\n\n<p>O referido entendimento, contudo, somente pode ser aplicado se a parte efetivamente tiver sido provocada para falar nos autos, isto \u00e9, tenha sido intimada para a pr\u00e1tica de um ato processual t\u00edpico e de impulso processual.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, a comunica\u00e7\u00e3o dirigida \u00e0s partes para informar que o processo foi digitalizado, transferindo-se do meio f\u00edsico para o digital<strong>, n\u00e3o pode ser considerada, ao contr\u00e1rio do que concluiu o ac\u00f3rd\u00e3o recorrido, como a &#8220;primeira oportunidade em que couber \u00e0 parte falar nos autos, sob pena de preclus\u00e3o&#8221;.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, sendo fato incontroverso que n\u00e3o houve intima\u00e7\u00e3o a respeito da senten\u00e7a, viola a norma do art. 278,&nbsp;<em>caput<\/em>, do CPC, e a boa-f\u00e9 processual, concluir que, comunicada apenas sobre a digitaliza\u00e7\u00e3o do processo, caberia \u00e0 parte revisitar integralmente os autos e alegar nulidade, sob pena de preclus\u00e3o, notadamente quando o que ficou precluso foi o direito de apelar da senten\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>5.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A comunica\u00e7\u00e3o dirigida \u00e0s partes para informar que o processo foi digitalizado, transferindo-se do meio f\u00edsico para o digital, n\u00e3o pode ser considerada, para fins do disposto no art. 278, do CPC, como a &#8220;primeira oportunidade em que couber \u00e0 parte falar nos autos, sob pena de preclus\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-do-consumidor\"><a>DIREITO DO CONSUMIDOR<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-abusividade-da-negativa-de-tratamento-essencial-ao-controle-de-doenca-degenerativa-do-sistema-nervoso-apenas-por-ser-o-medicamento-administravel-na-forma-oral-em-ambiente-domiciliar\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Abusividade da negativa<\/a> de tratamento essencial ao controle de doen\u00e7a degenerativa do sistema nervoso, apenas por ser o medicamento administr\u00e1vel na forma oral em ambiente domiciliar<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 abusiva a negativa de tratamento essencial ao controle de doen\u00e7a degenerativa do sistema nervoso, apenas por ser o medicamento administr\u00e1vel na forma oral em ambiente domiciliar, quando, entre outras circunst\u00e2ncias, esteja inclu\u00eddo no rol da ANS e fa\u00e7a parte de espec\u00edfico tratamento escalonado pelo qual o paciente necessariamente precisa passar para ter direito ao fornecimento de f\u00e1rmaco de cobertura obrigat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no AREsp 2.251.773-DF, Rel. Ministro Antonio Carlos Ferreira, Rel. para o ac\u00f3rd\u00e3o Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, por maioria, julgado em 21\/5\/2024. (Info 814 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>6.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Crementina, diagnosticada com doen\u00e7a degenerativa do sistema nervoso, ajuizou a\u00e7\u00e3o em face da operadora do plano de sa\u00fade na qual sustenta que n\u00e3o faz uso de medicamento antineopl\u00e1sico, tampouco conta com assist\u00eancia por meio de &#8220;home care&#8221;, pretendendo apenas ter custeado o medicamento fingolimode para uso oral.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda assim, a operadora do plano de sa\u00fade negou o custeio do medicamento por entender que a cobertura n\u00e3o seria obrigat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 9.656\/1998:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 10.&nbsp; \u00c9 institu\u00eddo o plano-refer\u00eancia de assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade, com cobertura assistencial m\u00e9dico-ambulatorial e hospitalar, compreendendo partos e tratamentos, realizados exclusivamente no Brasil, com padr\u00e3o de enfermaria, centro de terapia intensiva, ou similar, quando necess\u00e1ria a interna\u00e7\u00e3o hospitalar, das doen\u00e7as listadas na Classifica\u00e7\u00e3o Estat\u00edstica Internacional de Doen\u00e7as e Problemas Relacionados com a Sa\u00fade, da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade, respeitadas as exig\u00eancias m\u00ednimas estabelecidas no art. 12 desta Lei, exceto:<\/p>\n\n\n\n<p>VI &#8211; fornecimento de medicamentos para tratamento domiciliar, ressalvado o disposto nas al\u00edneas \u2018c\u2019 do inciso I e \u2018g\u2019 do inciso II do art. 12;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 35-C. \u00c9 obrigat\u00f3ria a cobertura do atendimento nos casos:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; de emerg\u00eancia, como tal definidos os que implicarem risco imediato de vida ou de les\u00f5es irrepar\u00e1veis para o paciente, caracterizado em declara\u00e7\u00e3o do m\u00e9dico assistente;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; de urg\u00eancia, assim entendidos os resultantes de acidentes pessoais ou de complica\u00e7\u00f5es no processo gestacional;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; de planejamento familiar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo&nbsp;\u00fanico.&nbsp;&nbsp;A ANS far\u00e1 publicar normas regulamentares para o disposto neste artigo, observados os termos de adapta\u00e7\u00e3o previstos no art. 35<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-conduta-abusiva\"><a>6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Conduta abusiva?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Com certeza!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia cinge-se sobre a possibilidade de recusa da operadora de plano de sa\u00fade em fornecer o medicamento &#8220;fingolimode&#8221; para tratamento de esclerose m\u00faltipla, por se tratar de f\u00e1rmaco de uso domiciliar administrado na via oral, para o qual n\u00e3o haveria previs\u00e3o legal ou contratual de cobertura obrigat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Consoante previs\u00e3o contida no artigo 10, VI, da Lei n. 9.656\/1998, o plano-refer\u00eancia de assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade n\u00e3o \u00e9 obrigado a custear o &#8220;fornecimento de medicamentos para tratamento domiciliar, ressalvado o disposto nas al\u00edneas&nbsp;<em>c<\/em>&nbsp;do inciso I e&nbsp;<em>g<\/em>&nbsp;do inciso II do art. 12&#8243;, que versam sobre medicamentos antineopl\u00e1sicos, ou tratamento em &#8220;home care&#8221;. O artigo 17, par\u00e1grafo \u00fanico, VI, da Resolu\u00e7\u00e3o Normativa n. 465\/2021 da ANS traz previs\u00e3o no mesmo sentido.<\/p>\n\n\n\n<p>Na hip\u00f3tese, a autora n\u00e3o faz uso de medicamento antineopl\u00e1sico, tampouco conta com assist\u00eancia por meio de &#8220;home care&#8221;, pretendendo apenas ter custeado o medicamento fingolimode para uso oral.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, <strong>a jurisprud\u00eancia do STJ \u00e9 iterativa no sentido de que \u00e9 l\u00edcita a exclus\u00e3o, na Sa\u00fade Suplementar, do fornecimento de medicamentos para tratamento domiciliar, isto \u00e9, aqueles prescritos pelo m\u00e9dico assistente para administra\u00e7\u00e3o em ambiente externo ao de unidade de sa\u00fade, salvo os antineopl\u00e1sicos orais (e correlacionados), a medica\u00e7\u00e3o assistida (&#8220;home care&#8221;) e os inclu\u00eddos no rol da Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade Suplementar (ANS) para esse fim<\/strong>. Nesse sentido: AgInt no AgInt no REsp n. 2.071.979\/SP, relatora Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, julgado em 29\/4\/2024, DJe de 2\/5\/2024 e AgInt no AREsp n. 1.771.350\/PR, relator Ministro Raul Ara\u00fajo, Quarta Turma, julgado em 18\/9\/2023, DJe de 22\/9\/2023.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso em exame, todavia, apresenta peculiaridades que justificam a aplica\u00e7\u00e3o de entendimento diverso. A indica\u00e7\u00e3o feita pelo m\u00e9dico assistente da recorrente estabelece a imprescindibilidade da terapia com o espec\u00edfico medicamento fingolimode em dose di\u00e1ria. Ademais, em consulta ao bul\u00e1rio eletr\u00f4nico da Anvisa, constata-se que o medicamento fingolimode conta com o devido registro tanto para a vers\u00e3o original como para as vers\u00f5es gen\u00e9ricas e \u00e9 expressamente indicado para o tratamento de esclerose m\u00faltipla, estando dispon\u00edvel apenas sob a forma de c\u00e1psula, administr\u00e1vel via oral, n\u00e3o havendo alternativa na modalidade injet\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Em que pese o referido f\u00e1rmaco n\u00e3o esteja previsto como de cobertura obrigat\u00f3ria para o tratamento de esclerose m\u00faltipla no Rol de Procedimentos de Eventos em Sa\u00fade da Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade Suplementar (Anexo II da RN n. 465\/2021), a aludida normativa contempla o uso do fingolimode como segunda ou terceira linha de tratamento, pelas quais o paciente necessariamente precisa passar para ter direito ao fornecimento de f\u00e1rmaco de cobertura obrigat\u00f3ria (Natalizumabe) em terceira ou quarta linha de tratamento, quando houver falha terap\u00eautica, eventos adversos ou falta de ades\u00e3o nas linhas anteriores.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, h\u00e1 relat\u00f3rio m\u00e9dico esclarecendo que o paciente j\u00e1 fez uso pr\u00e9vio de terapia injet\u00e1vel, com utiliza\u00e7\u00e3o de outros f\u00e1rmacos, sem sucesso; atesta, ainda, que o caso n\u00e3o se enquadra nas diretrizes cl\u00ednicas para indica\u00e7\u00e3o da terapia endovenosa e conclui reiterando a imprescind\u00edvel necessidade da medica\u00e7\u00e3o oral prescrita.<\/p>\n\n\n\n<p>Efetivamente, a orienta\u00e7\u00e3o da m\u00e9dica assistente, ao prescrever o tratamento com fingolimode em segunda linha, est\u00e1 em conson\u00e2ncia tanto com o disposto no Anexo II da RN n. 465\/2021, transcrito em linhas anteriores, como com o Protocolo Cl\u00ednico e Diretrizes Terap\u00eauticas (PCDT) para o tratamento de esclerose m\u00faltipla, elaborado pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, que considera crit\u00e9rios de efic\u00e1cia, seguran\u00e7a, efetividade e custo-efetividade das tecnologias recomendadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ressalta-se que o fingolimode \u00e9 fornecido pelo SUS, sendo poss\u00edvel extrair do Relat\u00f3rio de Recomenda\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o Nacional de Incorpora\u00e7\u00e3o de Tecnologias no SUS &#8211; CONITEC, acostado aos autos, informa\u00e7\u00f5es relevantes acerca das diferen\u00e7as entre as formas de administra\u00e7\u00e3o das terapias dispon\u00edveis (oral ou injet\u00e1vel), inclusive que a administra\u00e7\u00e3o do medicamento por via oral \u00e9 mais eficaz, sobretudo porque propicia maior ades\u00e3o ao tratamento.<\/p>\n\n\n\n<p>A corroborar todas as circunst\u00e2ncias acima referidas, as quais indicam a necessidade de cobertura do f\u00e1rmaco fingolimode, n\u00e3o \u00e9 adequado exigir que a recorrente passe, de plano, para a etapa subsequente de tratamento, na contram\u00e3o das recomenda\u00e7\u00f5es dos \u00f3rg\u00e3os t\u00e9cnicos e da m\u00e9dica assistente.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00c9 absolutamente desarrazoado submet\u00ea-la a sofr\u00edvel tratamento injet\u00e1vel, realizado em ambiente hospitalar, quando pode fazer uso de tratamento via oral, mais pr\u00e1tico, indolor e sem gastos com deslocamento e disp\u00eandio de tempo, al\u00e9m de representar custo inferior para a operadora do plano de sa\u00fade, n\u00e3o afetando o equil\u00edbrio contratual.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, embora a situa\u00e7\u00e3o cl\u00ednica da recorrente n\u00e3o se amolde ao conceito legal de emerg\u00eancia m\u00e9dica &#8211; relativo a casos que indiquem risco imediato de vida ou dano irrepar\u00e1vel \u00e0 sa\u00fade do paciente, declarado por m\u00e9dico &#8211; n\u00e3o havendo se falar, portanto, em viola\u00e7\u00e3o ao art. 35-C da Lei n. 9.656\/1998, de rigor, todavia, concluir que a negativa de cobertura, na hip\u00f3tese, revela-se abusiva.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>6.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 abusiva a negativa de tratamento essencial ao controle de doen\u00e7a degenerativa do sistema nervoso, apenas por ser o medicamento administr\u00e1vel na forma oral em ambiente domiciliar, quando, entre outras circunst\u00e2ncias, esteja inclu\u00eddo no rol da ANS e fa\u00e7a parte de espec\u00edfico tratamento escalonado pelo qual o paciente necessariamente precisa passar para ter direito ao fornecimento de f\u00e1rmaco de cobertura obrigat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-empresarial\"><a>DIREITO EMPRESARIAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-i-nstalacao-de-lojas-do-mesmo-ramo-em-shopping-center-como-atividade-predatoria-nem-ofensa-ao-tenant-mix\"><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; I<\/a>nstala\u00e7\u00e3o de lojas do mesmo ramo em shopping center como atividade predat\u00f3ria nem ofensa ao tenant mix<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A instala\u00e7\u00e3o de lojas do mesmo ramo em shopping center n\u00e3o configura, por si s\u00f3, atividade predat\u00f3ria nem ofensa ao tenant mix, desde que essa op\u00e7\u00e3o n\u00e3o implique desrespeito aos contratos firmados com os lojistas.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.101.659-RJ, Rel. Ministro Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Terceira Turma, por maioria, julgado em 21\/5\/2024, DJe 24\/5\/2024. (Info 814 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>7.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Seiki Restaurante firmou contrato de loca\u00e7\u00e3o comercial com o Shopping Barra. Com o decorrer do tempo e algumas renova\u00e7\u00f5es, come\u00e7aram as desaven\u00e7as entre as partes, que culminaram no ajuizamento de a\u00e7\u00e3o de obriga\u00e7\u00e3o de n\u00e3o fazer em raz\u00e3o da autoriza\u00e7\u00e3o para instala\u00e7\u00e3o de outro restaurante japon\u00eas em frente ao seu. A autora ressalta que no in\u00edcio da loca\u00e7\u00e3o foi atra\u00edda pela concess\u00e3o de exclusividade na explora\u00e7\u00e3o da culin\u00e1ria japonesa, de modo que n\u00e3o poderia o Shopping romper esse ajuste de modo unilateral.<\/p>\n\n\n\n<p>Defende que a exclusividade garantida no in\u00edcio teve seus efeitos prorrogados no tempo, mantendo-se durante toda a rela\u00e7\u00e3o contratual, criando-se uma expectativa de manuten\u00e7\u00e3o de tal circunst\u00e2ncia e de preserva\u00e7\u00e3o da clientela. Por fim, alega que a conduta do Shopping configuraria atividade predat\u00f3ria e viola\u00e7\u00e3o do tenant mix.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-atividade-predatoria\"><a>7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Atividade predat\u00f3ria?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nah!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O contrato de loca\u00e7\u00e3o em&nbsp;<em>shopping center<\/em>&nbsp;tem \u00edndole marcadamente empresarial. <strong>Os sujeitos da rela\u00e7\u00e3o obrigacional s\u00e3o empres\u00e1rios (pressuposto subjetivo) e seu objeto decorre da atividade empresarial por eles exercida (pressuposto objetivo).<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Essa constata\u00e7\u00e3o atinge diretamente a forma como o contrato deve ser interpretado, pois a atividade empresarial \u00e9 caracterizada pelo risco e regulada pela l\u00f3gica da livre concorr\u00eancia, devendo prevalecer nesses ajustes, salvo situa\u00e7\u00e3o excepcional, a autonomia da vontade e o princ\u00edpio do&nbsp;<em>pacta sunt servanda<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>O&nbsp;<em>tenant mix<\/em>, por sua vez, refere-se \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o e \u00e9 uma das principais caracter\u00edsticas de um&nbsp;<em>shopping center.<\/em>&nbsp;Nesse contexto, cabe ao empreendedor a escolha das lojas que compor\u00e3o o empreendimento, a instala\u00e7\u00e3o de \u00e1reas de lazer e a realiza\u00e7\u00e3o de propaganda e promo\u00e7\u00f5es. Essas estrat\u00e9gias servem para atrair o maior n\u00famero de consumidores ao empreendimento e alcan\u00e7ar a melhor lucratividade, finalidade que atende aos interesses dos lojistas e do pr\u00f3prio&nbsp;<em>shopping,<\/em>&nbsp;que faz jus ao recebimento de aluguel calculado sobre o faturamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de, em um primeiro momento, parecer que a concorr\u00eancia entre lojas no mesmo&nbsp;<em>shopping center<\/em>&nbsp;n\u00e3o \u00e9 a melhor estrat\u00e9gia, <strong>o fato \u00e9 que em empreendimentos maiores \u00e9 comum a presen\u00e7a de lojas do mesmo segmento concorrendo entre si, instaladas lado a lado, ou frente a frente, como no caso das lanchonetes de&nbsp;<em>fast food<\/em>, lojas de sapato e roupas, trazendo atratividade para o&nbsp;<em>shopping,<\/em>&nbsp;beneficiando os consumidores e, portanto, os demais lojistas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Sob essa perspectiva, n\u00e3o est\u00e1 vedado ao empreendedor do&nbsp;<em>shopping<\/em>, caso entenda que a concorr\u00eancia trar\u00e1 benef\u00edcios para a organiza\u00e7\u00e3o das lojas (<em>tenant mix<\/em>), optar pela instala\u00e7\u00e3o de lojas concorrentes, desde que essa op\u00e7\u00e3o n\u00e3o implique desrespeito aos contratos firmados com os lojistas. De fato, cabe ao lojista avaliar se os custos para participar daquele empreendimento, no qual pode enfrentar alguma concorr\u00eancia, compensam.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, por\u00e9m, garantir que o aumento do n\u00famero de clientes e das vendas resultar\u00e1 no incremento dos lucros dos lojistas, pois v\u00e1rias causas concorrem para esse fim, a exemplo do presente caso em que o faturamento do estabelecimento j\u00e1 estava em decl\u00ednio antes mesmo da instala\u00e7\u00e3o do segundo lojista de mesmo ramo de atividade.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, o contrato previa expressamente a possibilidade de amplia\u00e7\u00e3o e revis\u00e3o do<em>&nbsp;tenant mix<\/em>&nbsp;e haviam sido inaugurados diversos centros de compras na regi\u00e3o ao redor do&nbsp;<em>shopping<\/em>&nbsp;ora recorrente, de modo que a altera\u00e7\u00e3o e amplia\u00e7\u00e3o do&nbsp;<em>tenant mix<\/em>&nbsp;n\u00e3o pode ser considerada uma conduta desarrazoada, violadora da boa-f\u00e9 objetiva. Ainda, foi constatado que o faturamento do estabelecimento j\u00e1 vinha em decl\u00ednio antes mesmo da instala\u00e7\u00e3o do segundo lojista de mesmo ramo de atividade, n\u00e3o tendo sido efetivamente constatada a viola\u00e7\u00e3o do contrato firmado entre as partes ou do<em>&nbsp;tenant mix<\/em>, diante da necessidade de enfrentamento das novas situa\u00e7\u00f5es de mercado.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A instala\u00e7\u00e3o de lojas do mesmo ramo em shopping center n\u00e3o configura, por si s\u00f3, atividade predat\u00f3ria nem ofensa ao tenant mix, desde que essa op\u00e7\u00e3o n\u00e3o implique desrespeito aos contratos firmados com os lojistas.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-tributario\"><a>DIREITO TRIBUT\u00c1RIO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-enquadramento-das-decisoes-proferidas-pelo-carf-como-praticas-reiteradamente-observadas-e-aceitas-pelas-autoridades-administrativas\"><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Enquadramento das <\/a>decis\u00f5es proferidas pelo CARF como pr\u00e1ticas reiteradamente observadas e aceitas pelas autoridades administrativas<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As decis\u00f5es proferidas pelo CARF n\u00e3o podem ser enquadradas como pr\u00e1ticas reiteradamente observadas e aceitas pelas autoridades administrativas, previstas no art. 100, III, do CTN.<\/p>\n\n\n\n<p>AREsp 2.554.882-SP, Rel. Ministro Francisco Falc\u00e3o, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 21\/5\/2024, DJe 23\/5\/2024. (Info 814 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>8.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Sumatra Ltda impetrou mandado de seguran\u00e7a pretendendo e afastar a exig\u00eancia de juros e multa decorrentes de auto de infra\u00e7\u00e3o e relacionados \u00e0 compensa\u00e7\u00e3o indevida de preju\u00edzos fiscais acima do limite de 30%.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa alega que a \u00e9poca de apura\u00e7\u00e3o dos seus lucros tribut\u00e1veis em 2004, o CARF tinha posicionamento consolidado autorizando a compensa\u00e7\u00e3o de preju\u00edzos fiscais em valor superior a 30% na hip\u00f3tese espec\u00edfica de extin\u00e7\u00e3o da pessoa jur\u00eddica, sendo o entendimento em quest\u00e3o modificado apenas em 2009. Alega que seria o caso de enquadramento nas pr\u00e1ticas reiteradamente observadas e aceitas pelas autoridades administrativas previstas no CTN.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CTN:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Art. 100. S\u00e3o normas complementares das leis, dos tratados e das conven\u00e7\u00f5es internacionais e dos decretos:<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; as pr\u00e1ticas reiteradamente observadas pelas autoridades administrativas;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-possivel-o-enquadramento\"><a>8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel o enquadramento?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooopss!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>As normas complementares em mat\u00e9ria tribut\u00e1ria, de acordo com a doutrina, &#8220;s\u00e3o preceitos de menor hierarquia que versam, no todo ou em parte, sobre tributos e rela\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas a eles pertinentes, tais como atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas e outros elencados no art. 100 do CTN&#8221;<\/strong>. O art. 100, III, do CTN, especificamente, trata de &#8220;pr\u00e1ticas reiteradamente observadas pelas autoridades administrativas, significando, de um lado, pr\u00e1ticas dos contribuintes aceitas &#8211; comprovada e estavelmente &#8211; pela Administra\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria e, de outro lado, pr\u00e1ticas da pr\u00f3pria Administra\u00e7\u00e3o, em geral,&nbsp;<em>contra legem<\/em>&#8220;.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, as decis\u00f5es proferidas pelo CARF n\u00e3o podem ser enquadradas como pr\u00e1ticas reiteradamente observadas e aceitas pelas autoridades administrativas, previstas no art. 100, III, do CTN. Isso porque a exist\u00eancia de in\u00fameras decis\u00f5es administrativas sobre um determinado tema evidencia, na verdade, instabilidade do entendimento da Administra\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria, visto que a Fiscaliza\u00e7\u00e3o adota posicionamento contr\u00e1rio ao contribuinte e divergente daquele observado pelo CARF.<\/p>\n\n\n\n<p>Destarte, n\u00e3o por outro motivo que o art. 100, II, do CTN possui previs\u00e3o espec\u00edfica para enquadrar as decis\u00f5es dos \u00f3rg\u00e3os singulares ou coletivos de jurisdi\u00e7\u00e3o administrativa como normas complementares, exigindo, para tanto, que a lei lhes atribua efic\u00e1cia normativa, atingindo tanto os agentes da Fiscaliza\u00e7\u00e3o quanto os contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>8.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>As decis\u00f5es proferidas pelo CARF n\u00e3o podem ser enquadradas como pr\u00e1ticas reiteradamente observadas e aceitas pelas autoridades administrativas, previstas no art. 100, III, do CTN.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-penal\"><a>DIREITO PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-orientacao-sexual-da-vitima-e-delito-de-injuria\"><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Orienta\u00e7\u00e3o sexual da v\u00edtima e delito de inj\u00faria<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Independentemente da orienta\u00e7\u00e3o sexual da v\u00edtima, o delito de inj\u00faria se caracteriza pela utiliza\u00e7\u00e3o de insultos preconceituosos e homof\u00f3bicos que ofendem a honra subjetiva do ofendido<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no HC 844.274-DF, Rel. Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 13\/5\/2024, DJe 15\/5\/2024. (Info 814 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>9.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Gabriel estava em sua casa quando seu vizinho passou a proferir xingamentos contra ele e a companheira de Gabriel. O vizinho utilizou-se de insultos homof\u00f3bicos na ocasi\u00e3o, mesmo Gabriel n\u00e3o tendo tal orienta\u00e7\u00e3o sexual.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a queixa, o vizinho sustenta a atipicidade da conduta j\u00e1 que o ofendido n\u00e3o pertence a nenhum grupo minorit\u00e1rio que possa ter sido ofendido com os xingamentos proferidos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>9.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-conduta-atipica\"><a>9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Conduta at\u00edpica?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Negativo!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No caso, a v\u00edtima gravou as ofensas no interior da sua casa no momento em que seu vizinho de casa cont\u00edgua proferia diversos xingamentos contra ele e a companheira.<\/p>\n\n\n\n<p>A grava\u00e7\u00e3o realizada pela v\u00edtima sem o conhecimento do autor do delito n\u00e3o se equipara \u00e0 intercepta\u00e7\u00e3o telef\u00f4nica, sendo prova v\u00e1lida. Caso em que a v\u00edtima, dentro de sua pr\u00f3pria resid\u00eancia, gravou as ofensas homof\u00f3bicas proferidas pelo vizinho a ela direcionadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Independentemente da real orienta\u00e7\u00e3o sexual da v\u00edtima, o delito de inj\u00faria restou caracterizado quando o acusado, valendo-se de insultos indiscutivelmente preconceituosos e homof\u00f3bicos, ofendeu a honra subjetiva do ofendido, seu vizinho.<\/p>\n\n\n\n<p>Isto \u00e9, <strong>n\u00e3o \u00e9 porque a v\u00edtima \u00e9 heterossexual que n\u00e3o pode sofrer homofobia (inj\u00faria racial equiparada) quando seu agressor, acreditando que a v\u00edtima seja homossexual, profere ofensas valendo-se de termos pejorativos atrelados de forma criminosa a esse grupo minorit\u00e1rio e estigmatizado.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a><\/a><a><\/a><a>9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Independentemente da orienta\u00e7\u00e3o sexual da v\u00edtima, o delito de inj\u00faria se caracteriza pela utiliza\u00e7\u00e3o de insultos preconceituosos e homof\u00f3bicos que ofendem a honra subjetiva do ofendido<a><\/a><a><\/a><\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-penal\"><a>DIREITO PROCESSUAL PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-nbsp-direito-do-terceiro-delatado-de-impugnar-a-validade-do-acordo-de-colaboracao-premiada\"><a>10.&nbsp; Direito do terceiro delatado de<\/a> impugnar a validade do acordo de colabora\u00e7\u00e3o premiada.<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O terceiro delatado tem o direito de impugnar a validade do acordo de colabora\u00e7\u00e3o premiada, o que pressup\u00f5e o direito de acessar as grava\u00e7\u00f5es das tratativas e da audi\u00eancia de homologa\u00e7\u00e3o do acordo pelo juiz, a fim de verificar a legalidade, a regularidade e a voluntariedade do colaborador ao assinar o instrumento de colabora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.954.842-RJ, Rel. Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 14\/5\/2024. (Info 814 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>10.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Dr. Creisson, juiz federal, negou o acesso ao investigado Tib\u00farcio, terceiro delatado, \u00e0s tratativas pr\u00e9vias ao acordo de colabora\u00e7\u00e3o premiada firmado por Geremias e \u00e0 grava\u00e7\u00e3o da audi\u00eancia de homologa\u00e7\u00e3o desses acordos.<\/p>\n\n\n\n<p>O Tribunal local concedeu ordem para autorizar o acesso dos documentos \u00e0 defesa de Tib\u00farcio. Inconformado, o MP sustenta que Tib\u00farcio n\u00e3o pode impugnar o acordo do qual n\u00e3o faz parte (terceiro n\u00e3o apita).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>10.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>10.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 12.850\/2013:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 3\u00ba-A. O acordo de colabora\u00e7\u00e3o premiada \u00e9 neg\u00f3cio jur\u00eddico processual e meio de obten\u00e7\u00e3o de prova, que pressup\u00f5e utilidade e interesse p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 4\u00ba O juiz poder\u00e1, a requerimento das partes, conceder o perd\u00e3o judicial, reduzir em at\u00e9 2\/3 (dois ter\u00e7os) a pena privativa de liberdade ou substitu\u00ed-la por restritiva de direitos daquele que tenha colaborado efetiva e voluntariamente com a investiga\u00e7\u00e3o e com o processo criminal, desde que dessa colabora\u00e7\u00e3o advenha um ou mais dos seguintes resultados:<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 7\u00ba Realizado o acordo na forma do \u00a7 6\u00ba deste artigo, ser\u00e3o remetidos ao juiz, para an\u00e1lise, o respectivo termo, as declara\u00e7\u00f5es do colaborador e c\u00f3pia da investiga\u00e7\u00e3o, devendo o juiz ouvir sigilosamente o colaborador, acompanhado de seu defensor, oportunidade em que analisar\u00e1 os seguintes aspectos na homologa\u00e7\u00e3o:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-terceiro-apita\"><a>10.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Terceiro apita<\/a>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Piiiiii!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o art. 3\u00ba-A da Lei n. 12.850\/2013, o acordo de colabora\u00e7\u00e3o premiada tem natureza jur\u00eddica h\u00edbrida e consubstancia, a um s\u00f3 tempo, neg\u00f3cio jur\u00eddico processual e meio de obten\u00e7\u00e3o de prova.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma vez que o acordo de colabora\u00e7\u00e3o premiada tamb\u00e9m \u00e9 meio de obten\u00e7\u00e3o de prova e, por isso, serve de instrumento para a coleta de elementos incriminat\u00f3rios contra terceiros e atinge a esfera jur\u00eddica deles, \u00e9 natural que esses terceiros tenham interesse e legitimidade para impugnar n\u00e3o apenas o conte\u00fado de tais provas, mas tamb\u00e9m a legalidade da medida que fez com que elas aportassem aos autos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>N\u00e3o \u00e9 apenas o conte\u00fado das provas fornecidas pelo delator que interfere na esfera jur\u00eddica do acusado, porquanto \u00e9 s\u00f3 por meio do acordo de colabora\u00e7\u00e3o que as provas s\u00e3o obtidas. Assim, essas provas s\u00f3 podem ser valoradas se o acordo que levou at\u00e9 elas tamb\u00e9m for v\u00e1lido.<\/strong> Comparativamente, por exemplo, em uma busca e apreens\u00e3o (outro meio de obten\u00e7\u00e3o de prova), \u00e9 indiscut\u00edvel que os indiv\u00edduos prejudicados pela medida podem questionar tanto a sua validade &#8211; mesmo quando amparada em autoriza\u00e7\u00e3o judicial &#8211; quanto o conte\u00fado das provas colhidas por meio dela.<\/p>\n\n\n\n<p>Obstar essa possibilidade de questionamento pelo terceiro delatado com base no postulado civilista da relatividade dos neg\u00f3cios jur\u00eddicos implicaria inadmiss\u00edvel cerceamento de defesa e, por consequ\u00eancia, abriria margem para a ocorr\u00eancia de abusos, porque conferiria a legitimidade para impugna\u00e7\u00e3o dos acordos t\u00e3o somente \u00e0queles que mais t\u00eam interesse na sua preserva\u00e7\u00e3o: Minist\u00e9rio P\u00fablico e colaborador. Ali\u00e1s, mesmo no direito privado, o princ\u00edpio da relatividade dos neg\u00f3cios jur\u00eddicos vem sendo constantemente mitigado \u00e0 luz da fun\u00e7\u00e3o social do contrato &#8211; em sua efic\u00e1cia externa -, especialmente quando atinge direitos de terceiros, justamente para evitar que aquele que n\u00e3o participou voluntariamente do neg\u00f3cio alheio seja indevidamente prejudicado.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso significaria, hipoteticamente, que, se fossem oferecidos benef\u00edcios indevidos ao delator a fim de obter a incrimina\u00e7\u00e3o de terceiro e a medida fosse chancelada pelo magistrado, nada poderia ser feito para questionar o acordo. Da mesma forma, se o colaborador fosse coagido a delatar algu\u00e9m e, para n\u00e3o perder os benef\u00edcios, deixasse de impugnar a aven\u00e7a, ningu\u00e9m mais poderia faz\u00ea-lo caso o Juiz n\u00e3o identificasse a coa\u00e7\u00e3o ao homologar o acordo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao determinar que dever\u00e1 &#8220;o juiz ouvir sigilosamente o colaborador&#8221;, o art. 4\u00ba, \u00a7 7\u00ba, da Lei n. 12.850\/2013 n\u00e3o estabelece uma regra perp\u00e9tua quanto \u00e0 restri\u00e7\u00e3o da publicidade do ato. Trata-se, apenas, de preservar aquele momento incipiente da investiga\u00e7\u00e3o, em que o sigilo se faz necess\u00e1rio para assegurar a efic\u00e1cia de dilig\u00eancias em andamento, as quais podem ser frustradas se o indiv\u00edduo delatado tiver acesso a elas.<\/p>\n\n\n\n<p>Todavia, oferecida e recebida a den\u00fancia, a regra volta a ser a que deve imperar em todo Estado Democr\u00e1tico de Direito, isto \u00e9, publicidade dos atos estatais e respeito \u00e0 ampla defesa e ao contradit\u00f3rio, nos termos do art. 7\u00ba, \u00a7 3\u00ba, da Lei n. 12.850\/2013: &#8220;O acordo de colabora\u00e7\u00e3o premiada e os depoimentos do colaborador ser\u00e3o mantidos em sigilo at\u00e9 o recebimento da den\u00fancia ou da queixa-crime, sendo vedado ao magistrado decidir por sua publicidade em qualquer hip\u00f3tese&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse dispositivo, embora se refira expressamente apenas ao acordo e aos depoimentos do colaborador, tamb\u00e9m deve ser aplicado \u00e0s tratativas &#8211; obrigatoriamente gravadas por imposi\u00e7\u00e3o do \u00a7 13 do art. 4\u00ba &#8211; e \u00e0 audi\u00eancia de homologa\u00e7\u00e3o do acordo, em virtude da mesma l\u00f3gica: recebida a den\u00fancia, o sigilo excepcional perde a raz\u00e3o de existir e cede espa\u00e7o \u00e0 regra da necess\u00e1ria publicidade dos atos estatais, assim como do respeito ao contradit\u00f3rio e \u00e0 ampla defesa, exceto quanto \u00e0s dilig\u00eancias em andamento que possam ter sua execu\u00e7\u00e3o prejudicada pela revela\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, o Tribunal de origem determinou que o Ju\u00edzo singular fornecesse \u00e0 defesa do r\u00e9u &#8211; indiv\u00edduo delatado &#8211; o acesso aos v\u00eddeos e \u00e0s atas das audi\u00eancias realizadas com os colaboradores, a fim de que ela pudesse analisar a legalidade, a regularidade e a voluntariedade das colabora\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 ilegalidade a ser reconhecida no ac\u00f3rd\u00e3o, uma vez que o r\u00e9u delatado tem legitimidade para questionar a validade do acordo de colabora\u00e7\u00e3o do delator &#8211; o que pressup\u00f5e o acesso \u00e0s tratativas e \u00e0 audi\u00eancia de homologa\u00e7\u00e3o &#8211; e o sigilo n\u00e3o mais se justifica, porque a den\u00fancia j\u00e1 foi recebida e nenhum risco concreto a dilig\u00eancias em andamento foi apontado.<\/p>\n\n\n\n<p>De todo modo, nada impede que, constatando a pend\u00eancia de alguma dilig\u00eancia sigilosa, o Ju\u00edzo singular preserve, pontualmente, com fundamenta\u00e7\u00e3o concreta, o sigilo dela, mas sem vedar indefinidamente, em abstrato e de antem\u00e3o, o acesso da defesa \u00e0 totalidade das tratativas do acordo e \u00e0 audi\u00eancia de homologa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>10.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O terceiro delatado tem o direito de impugnar a validade do acordo de colabora\u00e7\u00e3o premiada, o que pressup\u00f5e o direito de acessar as grava\u00e7\u00f5es das tratativas e da audi\u00eancia de homologa\u00e7\u00e3o do acordo pelo juiz, a fim de verificar a legalidade, a regularidade e a voluntariedade do colaborador ao assinar o instrumento de colabora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-nbsp-nulidade-por-falta-de-citacao-no-caso-em-que-o-reu-foi-devidamente-assistido-tendo-respondido-a-todos-os-atos-processuais-por-meio-de-advogado-constituido\"><a>11.&nbsp; Nulidade por falta de cita\u00e7\u00e3o no caso em que o r\u00e9u <\/a>foi devidamente assistido, tendo respondido a todos os atos processuais por meio de advogado constitu\u00eddo.<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 como reconhecer a nulidade por cerceamento de defesa no caso em que comprovado que, a despeito de o paciente encontrar-se foragido desde a data dos fatos e de serem infrut\u00edferas as diversas tentativas de intima\u00e7\u00e3o pessoal do acusado, durante toda a instru\u00e7\u00e3o processual ele foi devidamente assistido, tendo respondido a todos os atos processuais por meio de advogado constitu\u00eddo, de modo que a finalidade da cita\u00e7\u00e3o foi integralmente alcan\u00e7ada.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no HC 823.208-RJ, Rel. Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 29\/4\/2024, DJe 3\/5\/2024. <a>(Info 814 STJ)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>11.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creitinho foi condenado pelo crime de roubo. Em HC, sua defesa objetiva a declara\u00e7\u00e3o de nulidade de todo o processo, por aus\u00eancia de cita\u00e7\u00e3o. Aduz que n\u00e3o houve regular constitui\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o processual, uma vez que ap\u00f3s o recebimento da den\u00fancia, o rapaz n\u00e3o foi citado pessoalmente ou sequer por edital.<\/p>\n\n\n\n<p>O MP observa que durante toda a instru\u00e7\u00e3o processual, Creitinho esteve foragido, e ainda foi devidamente assistido, tendo respondido a todos os atos processuais por meio de advogado constitu\u00eddo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>11.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nulo\"><a>11.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nulo?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Negativo!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A cita\u00e7\u00e3o do acusado \u00e9 o ato processual por meio do qual se perfectibiliza a rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddico-processual penal deflagradora do devido processo legal substancial.<\/p>\n\n\n\n<p>O colegiado de origem afastou a nulidade por cerceamento de defesa por estar comprovado nos autos que o acusado tinha total conhecimento da a\u00e7\u00e3o penal, porquanto constituiu defensor logo ap\u00f3s a decis\u00e3o de primeiro grau que recebeu a den\u00fancia, determinou a cita\u00e7\u00e3o dos acusados e decretou a pris\u00e3o preventiva, concluindo que, &#8220;embora n\u00e3o tenha sido encontrado para ser citado por estar foragido, teve o seu direito de defesa amplamente exercido&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Na hip\u00f3tese, a despeito de o paciente encontrar-se foragido desde a data dos fatos e de serem infrut\u00edferas as diversas tentativas de intima\u00e7\u00e3o pessoal do acusado, durante toda a instru\u00e7\u00e3o processual ele foi devidamente assistido, tendo respondido a todos os atos processuais por meio de advogado constitu\u00eddo, de modo que a finalidade da cita\u00e7\u00e3o foi integralmente alcan\u00e7ada.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, n\u00e3o h\u00e1 como reconhecer a nulidade por cerceamento de defesa, mormente porque n\u00e3o comprovado preju\u00edzo decorrente da cita\u00e7\u00e3o por edital, sendo certo que o paciente n\u00e3o pode beneficiar-se de sua pr\u00f3pria torpeza a fim de nulificar os atos processuais a que deu causa.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>11.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 como reconhecer a nulidade por cerceamento de defesa no caso em que comprovado que, a despeito de o paciente encontrar-se foragido desde a data dos fatos e de serem infrut\u00edferas as diversas tentativas de intima\u00e7\u00e3o pessoal do acusado, durante toda a instru\u00e7\u00e3o processual ele foi devidamente assistido, tendo respondido a todos os atos processuais por meio de advogado constitu\u00eddo, de modo que a finalidade da cita\u00e7\u00e3o foi integralmente alcan\u00e7ada.<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-12d53b39-6d04-4188-b82b-97fe45a6a04f\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/06\/18012142\/stj-informativo-814.pdf\">stj-informativo-814<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/06\/18012142\/stj-informativo-814.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-12d53b39-6d04-4188-b82b-97fe45a6a04f\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais um passo em nossa caminhada&#8230; Informativos n\u00ba 814 do STJ\u00a0COMENTADO entra na parada. 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