{"id":1413928,"date":"2024-06-12T01:31:54","date_gmt":"2024-06-12T04:31:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1413928"},"modified":"2024-06-12T01:31:55","modified_gmt":"2024-06-12T04:31:55","slug":"informativo-stf-1138-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1138-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STF 1138 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p>Mais um passo em nossa caminhada jurisprudencial em 2024. Hoje, vamos para cima do Informativo n\u00ba 1138 do STF\u00a0<strong>COMENTADO.\u00a0<\/strong>Se voc\u00ea est\u00e1 ligad@ aqui\u00a0no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas, sabe a aprova\u00e7\u00e3o est\u00e1 no horizonte proximo! Simbora!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/06\/12013116\/stf-informativo-1138.pdf\">DOWNLOAD do PDF<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_8W9k9AHkvA0\"><div id=\"lyte_8W9k9AHkvA0\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/8W9k9AHkvA0\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/8W9k9AHkvA0\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/8W9k9AHkvA0\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-administrativo\"><a>DIREITO ADMINISTRATIVO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-competencia-legislativa-para-editar-norma-sobre-a-ordem-de-fases-de-processo-licitatorio\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Compet\u00eancia legislativa para editar norma sobre a ordem de fases de processo licitat\u00f3rio<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO EXTRAORDIN\u00c1RIO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o constitucionais as leis dos Estados, Distrito Federal e Munic\u00edpios que, no procedimento licitat\u00f3rio, antecipam a fase da apresenta\u00e7\u00e3o das propostas \u00e0 da habilita\u00e7\u00e3o dos licitantes, em raz\u00e3o da compet\u00eancia dos demais entes federativos de legislar sobre procedimento administrativo.<\/p>\n\n\n\n<p>RE 1.188.352\/DF, relator Ministro Luiz Fux, julgamento virtual finalizado em 24.05.2024 (Info 1138)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O recurso foi interposto pelo governador do Distrito Federal contra ac\u00f3rd\u00e3o do TJDFT que assentou a inconstitucionalidade da Lei Distrital 5.345\/2014, que disp\u00f5e sobre as fases do procedimento de licita\u00e7\u00e3o. O Tribunal considerou que o Distrito Federal, ao editar norma que determina a ado\u00e7\u00e3o de procedimento licitat\u00f3rio com ordem de fases diversa daquela indicada pela Lei Federal 8.666\/1993, invadiu compet\u00eancia legislativa privativa da Uni\u00e3o, fixada no artigo 22, inciso XXVII, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>O GDF alega que a invers\u00e3o da ordem das fases da licita\u00e7\u00e3o, sem que se dispense qualquer delas, n\u00e3o consubstancia norma geral. A altera\u00e7\u00e3o, sustenta, se insere dentro da compet\u00eancia suplementar do estado, uma vez que se trata de norma especial. Dessa forma, n\u00e3o haveria que se cogitar de invas\u00e3o de compet\u00eancia de qualquer outro ente da federa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-a-alteracao-de-procedimento-viola-a-cf\"><a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; A altera\u00e7\u00e3o de procedimento viola a CF?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooopsss!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional <strong>\u2014 pois n\u00e3o viola o princ\u00edpio do pacto federativo, as regras do sistema de reparti\u00e7\u00e3o de compet\u00eancias ou normas gerais de licita\u00e7\u00e3o e contrata\u00e7\u00e3o (CF\/1988, art. 22, XXVII) \u2014<\/strong> lei distrital que adota procedimento licitat\u00f3rio cuja ordem das fases \u00e9 diversa da prevista na Lei n\u00ba 8.666\/1993.<\/p>\n\n\n\n<p>A previs\u00e3o na lei distrital da invers\u00e3o de fases do procedimento licitat\u00f3rio revela norma que atende \u00e0 autonomia das entidades federativas subnacionais para editarem leis de auto-organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa norma n\u00e3o cria exig\u00eancia adicional para os licitantes ao que j\u00e1 previsto na lei geral (Lei n\u00ba 8.666\/1993). Trata-se de mera disciplina PROCEDIMENTAL, que n\u00e3o afeta as modalidades licitat\u00f3rias ou fases existentes e n\u00e3o p\u00f5e em risco a uniformidade dos par\u00e2metros entre os entes federativos, muito menos constitui circunst\u00e2ncia alheia \u00e0s condi\u00e7\u00f5es estabelecidas na licita\u00e7\u00e3o. <strong>Ela tamb\u00e9m n\u00e3o ocasiona barreira \u00e0 livre concorr\u00eancia nem afeta a finalidade de selecionar a melhor proposta.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses entendimentos,&nbsp;o Plen\u00e1rio, por maioria, ao apreciar o&nbsp;Tema 1.036 da repercuss\u00e3o geral, deu provimento ao recurso extraordin\u00e1rio, assentou a constitucionalidade da&nbsp;Lei distrital n\u00ba 5.345\/2014&nbsp;e fixou a tese anteriormente citada.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-constitucional\"><a>DIREITO CONSTITUCIONAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-inconstitucionalidade-da-desqualificacao-da-vitima-em-processos-criminais-de-violencia-contra-a-mulher\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Inconstitucionalidade da desqualifica\u00e7\u00e3o da v\u00edtima em processos criminais de viol\u00eancia contra a mulher<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>ARGUI\u00c7AO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional a pr\u00e1tica de desqualificar a mulher v\u00edtima de viol\u00eancia durante a instru\u00e7\u00e3o e o julgamento de crimes contra a dignidade sexual e todos os crimes de viol\u00eancia contra a mulher, de maneira que se pro\u00edbe eventual men\u00e7\u00e3o, inquiri\u00e7\u00e3o ou fundamenta\u00e7\u00e3o sobre a vida sexual pregressa ou o modo de vida da v\u00edtima em audi\u00eancias e decis\u00f5es judiciais.<\/p>\n\n\n\n<p>ADPF 1.107\/DF, relatora Ministra C\u00e1rmen L\u00facia, julgamento finalizado em 23.05.2024 (Info 1138)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica, por meio da ADPF 1.107, pede que o STF pro\u00edba questionamentos sobre a vida sexual pregressa da v\u00edtima e seu modo de vida durante a apura\u00e7\u00e3o e o julgamento de crimes contra a dignidade sexual.<\/p>\n\n\n\n<p>A PGR alega que o discurso de desqualifica\u00e7\u00e3o da v\u00edtima, mediante a an\u00e1lise e a exposi\u00e7\u00e3o de sua conduta e h\u00e1bitos de vida, parte da &#8220;concep\u00e7\u00e3o odiosa&#8221; de que seria poss\u00edvel distinguir mulheres que merecem ou n\u00e3o a prote\u00e7\u00e3o penal pela viol\u00eancia sofrida.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro argumento \u00e9 o de que, na investiga\u00e7\u00e3o de crimes relacionados \u00e0 viol\u00eancia sexual contra a mulher, o consentimento da v\u00edtima \u00e9 o \u00fanico elemento a ser apreciado. Considera\u00e7\u00f5es sobre seu comportamento partem de conduta enviesada e discriminat\u00f3ria e devem ser prontamente contidas e repreendidas. Para a PGR, essa pr\u00e1tica \u00e9 inconstitucional e deve ser invalidada, impondo-se aos \u00f3rg\u00e3os que conduzem o processo criminal a obriga\u00e7\u00e3o de prontamente coibi-la e de responsabilizar quem imp\u00f5e viol\u00eancia psicol\u00f3gica \u00e0 v\u00edtima.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPP\/1941: \u201cArt. 400. Na audi\u00eancia de instru\u00e7\u00e3o e julgamento, a ser realizada no prazo m\u00e1ximo de 60 (sessenta) dias, proceder-se-\u00e1 \u00e0 tomada de declara\u00e7\u00f5es do ofendido, \u00e0 inquiri\u00e7\u00e3o das testemunhas arroladas pela acusa\u00e7\u00e3o e pela defesa, nesta ordem, ressalvado o disposto no art. 222 deste C\u00f3digo, bem como aos esclarecimentos dos peritos, \u00e0s acarea\u00e7\u00f5es e ao reconhecimento de pessoas e coisas, interrogando-se, em seguida, o acusado.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;\u201cArt. 563. Nenhum ato ser\u00e1 declarado nulo, se da nulidade n\u00e3o resultar preju\u00edzo para a acusa\u00e7\u00e3o ou para a defesa. Art. 564. A nulidade ocorrer\u00e1 nos seguintes casos: I &#8211; por incompet\u00eancia, suspei\u00e7\u00e3o ou suborno do juiz; II &#8211; por ilegitimidade de parte; III &#8211; por falta das f\u00f3rmulas ou dos termos seguintes: a) a den\u00fancia ou a queixa e a representa\u00e7\u00e3o e, nos processos de contraven\u00e7\u00f5es penais, a portaria ou o auto de pris\u00e3o em flagrante; b) o exame do corpo de delito nos crimes que deixam vest\u00edgios, ressalvado o disposto no Art. 167; c) a nomea\u00e7\u00e3o de defensor ao r\u00e9u presente, que o n\u00e3o tiver, ou ao ausente, e de curador ao menor de 21 anos; d) a interven\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico em todos os termos da a\u00e7\u00e3o por ele intentada e nos da intentada pela parte ofendida, quando se tratar de crime de a\u00e7\u00e3o p\u00fablica; e) a cita\u00e7\u00e3o do r\u00e9u para ver-se processar, o seu interrogat\u00f3rio, quando presente, e os prazos concedidos \u00e0 acusa\u00e7\u00e3o e \u00e0 defesa; f) a senten\u00e7a de pron\u00fancia, o libelo e a entrega da respectiva c\u00f3pia, com o rol de testemunhas, nos processos perante o Tribunal do J\u00fari; g) a intima\u00e7\u00e3o do r\u00e9u para a sess\u00e3o de julgamento, pelo Tribunal do J\u00fari, quando a lei n\u00e3o permitir o julgamento \u00e0 revelia; h) a intima\u00e7\u00e3o das testemunhas arroladas no libelo e na contrariedade, nos termos estabelecidos pela lei; i) a presen\u00e7a pelo menos de 15 jurados para a constitui\u00e7\u00e3o do j\u00fari; j) o sorteio dos jurados do conselho de senten\u00e7a em n\u00famero legal e sua incomunicabilidade; k) os quesitos e as respectivas respostas; l) a acusa\u00e7\u00e3o e a defesa, na sess\u00e3o de julgamento; m) a senten\u00e7a; n) o recurso de oficio, nos casos em que a lei o tenha estabelecido; o) a intima\u00e7\u00e3o, nas condi\u00e7\u00f5es estabelecidas pela lei, para ci\u00eancia de senten\u00e7as e despachos de que caiba recurso; p) no Supremo Tribunal Federal e nos Tribunais de Apela\u00e7\u00e3o, o&nbsp;quorum&nbsp;legal para o julgamento; IV &#8211; por omiss\u00e3o de formalidade que constitua elemento essencial do ato. V &#8211; em decorr\u00eancia de decis\u00e3o carente de fundamenta\u00e7\u00e3o. Par\u00e1grafo \u00fanico. Ocorrer\u00e1 ainda a nulidade, por defici\u00eancia dos quesitos ou das suas respostas, e contradi\u00e7\u00e3o entre estas. Art. 565. Nenhuma das partes poder\u00e1 arg\u00fcir nulidade a que haja dado causa, ou para que tenha concorrido, ou referente a formalidade cuja observ\u00e2ncia s\u00f3 \u00e0 parte contr\u00e1ria interesse. Art. 566. N\u00e3o ser\u00e1 declarada a nulidade de ato processual que n\u00e3o houver influ\u00eddo na apura\u00e7\u00e3o da verdade substancial ou na decis\u00e3o da causa. Art. 567. A incompet\u00eancia do ju\u00edzo anula somente os atos decis\u00f3rios, devendo o processo, quando for declarada a nulidade, ser remetido ao juiz competente. Art. 568. A nulidade por ilegitimidade do representante da parte poder\u00e1 ser a todo tempo sanada, mediante ratifica\u00e7\u00e3o dos atos processuais. Art. 569. As omiss\u00f5es da den\u00fancia ou da queixa, da representa\u00e7\u00e3o, ou, nos processos das contraven\u00e7\u00f5es penais, da portaria ou do auto de pris\u00e3o em flagrante, poder\u00e3o ser supridas a todo o tempo, antes da senten\u00e7a final. Art. 570. A falta ou a nulidade da cita\u00e7\u00e3o, da intima\u00e7\u00e3o ou notifica\u00e7\u00e3o estar\u00e1 sanada, desde que o interessado compare\u00e7a, antes de o ato consumar-se, embora declare que o faz para o \u00fanico fim de arg\u00fci-la. O juiz ordenar\u00e1, todavia, a suspens\u00e3o ou o adiamento do ato, quando reconhecer que a irregularidade poder\u00e1 prejudicar direito da parte. Art. 571. As nulidades dever\u00e3o ser arg\u00fcidas: &#8211; as da instru\u00e7\u00e3o criminal dos processos da compet\u00eancia do j\u00fari, nos prazos a que se refere o art. 406; II &#8211; as da instru\u00e7\u00e3o criminal dos processos de compet\u00eancia do juiz singular e dos processos especiais, salvo os dos Cap\u00edtulos V e Vll do T\u00edtulo II do Livro II, nos prazos a que se refere o art. 500; III -as do processo sum\u00e1rio, no prazo a que se refere o art. 537, ou, se verificadas depois desse prazo, logo depois de aberta a audi\u00eancia e apregoadas as partes; IV &#8211; as do processo regulado no Cap\u00edtulo VII do T\u00edtulo II do Livro II, logo depois de aberta a audi\u00eancia; V &#8211; as ocorridas posteriormente \u00e0 pron\u00fancia, logo depois de anunciado o julgamento e apregoadas as partes (art. 447); VI &#8211; as de instru\u00e7\u00e3o criminal dos processos de compet\u00eancia do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais de Apela\u00e7\u00e3o, nos prazos a que se refere o art. 500; VII &#8211; se verificadas ap\u00f3s a decis\u00e3o da primeira inst\u00e2ncia, nas raz\u00f5es de recurso ou logo depois de anunciado o julgamento do recurso e apregoadas as partes; VIII &#8211; as do julgamento em plen\u00e1rio, em audi\u00eancia ou em sess\u00e3o do tribunal, logo depois de ocorrerem. Art. 572. As nulidades previstas no art. 564, Ill,&nbsp;d&nbsp;e&nbsp;e, segunda parte,&nbsp;g&nbsp;e&nbsp;h, e IV, considerar-se-\u00e3o sanadas: I &#8211; se n\u00e3o forem arg\u00fcidas, em tempo oportuno, de acordo com o disposto no artigo anterior; II &#8211; se, praticado por outra forma, o ato tiver atingido o seu fim; III &#8211; se a parte, ainda que tacitamente, tiver aceito os seus efeitos. Art.&nbsp;573.&nbsp;Os atos, cuja nulidade n\u00e3o tiver sido sanada, na forma dos artigos anteriores, ser\u00e3o renovados ou retificados. \u00a7 1\u00ba A nulidade de um ato, uma vez declarada, causar\u00e1 a dos atos que dele diretamente dependam ou sejam consequ\u00eancia. \u00a7 2\u00ba O juiz que pronunciar a nulidade declarar\u00e1 os atos a que ela se estende.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>CP\/1940: \u201cArt. 59 &#8211; O juiz, atendendo \u00e0 culpabilidade, aos antecedentes, \u00e0 conduta social, \u00e0 personalidade do agente, aos motivos, \u00e0s circunst\u00e2ncias e consequ\u00eancias do crime, bem como ao comportamento da v\u00edtima, estabelecer\u00e1, conforme seja necess\u00e1rio e suficiente para reprova\u00e7\u00e3o e preven\u00e7\u00e3o do crime: I &#8211; as penas aplic\u00e1veis dentre as cominadas II &#8211; a quantidade de pena aplic\u00e1vel, dentro dos limites previstos; III &#8211; o regime inicial de cumprimento da pena privativa de liberdade; IV &#8211; a substitui\u00e7\u00e3o da pena privativa da liberdade aplicada, por outra esp\u00e9cie de pena, se cab\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-pratica-nefasta-que-deve-ser-abolida\"><a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Pr\u00e1tica nefasta que deve ser abolida?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeap!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da evolu\u00e7\u00e3o legal e constitucional, o Estado e a sociedade brasileira continuam aceitando a discrimina\u00e7\u00e3o e a viol\u00eancia de g\u00eanero contra a mulher na apura\u00e7\u00e3o e judicializa\u00e7\u00e3o dos atentados contra ela, principalmente nos crimes contra a dignidade sexual. De fato, <strong>\u00e9 comum que, nas audi\u00eancias, a v\u00edtima seja inquirida quanto \u00e0 sua vida pregressa e aos seus h\u00e1bitos sexuais para que tais elementos sejam utilizados como argumentos para justificar a conduta do agressor<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas pr\u00e1ticas n\u00e3o possuem base legal nem constitucional e foram constru\u00eddas para relativizar a viol\u00eancia contra a mulher e gerar toler\u00e2ncia em rela\u00e7\u00e3o a estupros praticados contra aquelas cujo comportamento fugisse do que era considerado aceit\u00e1vel pelo agressor. Nesses casos, <strong>culpa-se a v\u00edtima pela conduta delituosa do agente.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, todos os Poderes da Rep\u00fablica devem atuar conjuntamente para coibir a viol\u00eancia de g\u00eanero, especialmente a vitimiza\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria da pessoa agredida em sua dignidade sexual.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>2.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou procedente a argui\u00e7\u00e3o para (i) conferir interpreta\u00e7\u00e3o conforme a Constitui\u00e7\u00e3o \u00e0 express\u00e3o elementos alheios aos fatos objeto de apura\u00e7\u00e3o posta no art. 400-A do CPP\/1941, para excluir a possibilidade de invoca\u00e7\u00e3o, pelas partes ou procuradores, de elementos referentes \u00e0 viv\u00eancia sexual pregressa da v\u00edtima ou ao seu modo de vida em audi\u00eancia de instru\u00e7\u00e3o e julgamento de crimes contra a dignidade sexual e de viol\u00eancia contra a mulher, sob pena de nulidade do ato ou do julgamento, nos termos dos arts. 563 a 573 do CPP\/1941; (ii) vedar o reconhecimento da nulidade referida no item anterior na hip\u00f3tese de a defesa invocar o modo de vida da v\u00edtima ou a questionar quanto a viv\u00eancia sexual pregressa com essa finalidade, considerando a impossibilidade de o acusado se beneficiar da pr\u00f3pria torpeza; (iii) conferir interpreta\u00e7\u00e3o conforme a Constitui\u00e7\u00e3o ao art. 59 do CP\/1940, para assentar ser vedado ao magistrado, na fixa\u00e7\u00e3o da pena em crimes sexuais, valorar a vida sexual pregressa da v\u00edtima ou seu modo de vida; e (iv) assentar ser dever do magistrado julgador atuar no sentido de impedir essa pr\u00e1tica inconstitucional, sob pena de responsabiliza\u00e7\u00e3o civil, administrativa e penal. Por fim, o Tribunal determinou o encaminhamento do ac\u00f3rd\u00e3o deste julgamento a todos os tribunais de justi\u00e7a e tribunais regionais federais do Pa\u00eds, para que sejam adotadas as diretrizes ora determinadas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-assedio-judicial-a-jornalistas-liberdade-de-expressao-liberdade-de-imprensa-e-foro-de-domicilio-do-reu\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ass\u00e9dio judicial a jornalistas: liberdade de express\u00e3o, liberdade de imprensa e foro de domic\u00edlio do r\u00e9u<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>1. Constitui ass\u00e9dio judicial comprometedor da liberdade de express\u00e3o o ajuizamento de in\u00fameras a\u00e7\u00f5es a respeito dos mesmos fatos, em comarcas diversas, com o intuito ou o efeito de constranger jornalista ou \u00f3rg\u00e3o de imprensa, dificultar sua defesa ou torn\u00e1-la excessivamente onerosa; 2. Caracterizado o ass\u00e9dio judicial, a parte demandada poder\u00e1 requerer a reuni\u00e3o de todas as a\u00e7\u00f5es no foro de seu domic\u00edlio. 3. A responsabilidade civil de jornalistas ou de \u00f3rg\u00e3os de imprensa somente estar\u00e1 configurada em caso inequ\u00edvoco de dolo ou de culpa grave (evidente neglig\u00eancia profissional na apura\u00e7\u00e3o dos fatos).<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 6.792\/DF, relatora Ministra Rosa Weber, redator do ac\u00f3rd\u00e3o Ministro Lu\u00eds Roberto Barroso, julgamento finalizado em 22.05.2024 (Info 1138)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Imprensa ajuizou a ADI 6792 para contestar o emprego abusivo de a\u00e7\u00f5es judiciais de repara\u00e7\u00e3o de danos materiais e morais com o intuito de impedir a atua\u00e7\u00e3o livre de jornalistas e \u00f3rg\u00e3os de imprensa.<\/p>\n\n\n\n<p>A autora da a\u00e7\u00e3o explica que proliferam no Brasil decis\u00f5es judiciais que, na fixa\u00e7\u00e3o da indeniza\u00e7\u00e3o e em sua execu\u00e7\u00e3o, produzem, como resultado, um indesejado \u201cefeito silenciador da cr\u00edtica p\u00fablica\u201d, em afronta \u00e0 liberdade de express\u00e3o, de informa\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica e ao direito \u00e0 informa\u00e7\u00e3o. As indeniza\u00e7\u00f5es, argumenta, interrompem ou prejudicam gravemente o funcionamento de \u00f3rg\u00e3os de imprensa e amea\u00e7am a subsist\u00eancia de profissionais de comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a ABI, jornalistas e ve\u00edculos de imprensa quando publicam, de boa-f\u00e9, mat\u00e9rias sobre casos de corrup\u00e7\u00e3o ou atos de improbidade que n\u00e3o foram objeto de uma comprova\u00e7\u00e3o definitiva, n\u00e3o devem sofrer risco de retalia\u00e7\u00f5es, por meio do ajuizamento de a\u00e7\u00f5es c\u00edveis. Apenas a divulga\u00e7\u00e3o dolosa ou gravemente negligente de not\u00edcia falsa pode legitimar condena\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:&nbsp;\u201cArt. 46. A a\u00e7\u00e3o fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens m\u00f3veis ser\u00e1 proposta, em regra, no foro de domic\u00edlio do r\u00e9u.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>CC\/2002: \u201cArt. 186. Aquele que, por a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o volunt\u00e1ria, neglig\u00eancia ou imprud\u00eancia, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato il\u00edcito. (&#8230;) Art. 927. Aquele que, por ato il\u00edcito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repar\u00e1-lo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:&nbsp;\u201cArt. 53. \u00c9 competente o foro: I &#8211; para a a\u00e7\u00e3o de div\u00f3rcio, separa\u00e7\u00e3o, anula\u00e7\u00e3o de casamento e reconhecimento ou dissolu\u00e7\u00e3o de uni\u00e3o est\u00e1vel: a) de domic\u00edlio do guardi\u00e3o de filho incapaz; b) do \u00faltimo domic\u00edlio do casal, caso n\u00e3o haja filho incapaz; c) de domic\u00edlio do r\u00e9u, se nenhuma das partes residir no antigo domic\u00edlio do casal; d) de domic\u00edlio da v\u00edtima de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar, nos termos da&nbsp;Lei n\u00ba 11.340, de 7 de agosto de 2006 (Lei Maria da Penha);&nbsp;(Inclu\u00edda pela Lei n\u00ba 13.894, de 2019) II &#8211; de domic\u00edlio ou resid\u00eancia do alimentando, para a a\u00e7\u00e3o em que se pedem alimentos; III &#8211; do lugar: a) onde est\u00e1 a sede, para a a\u00e7\u00e3o em que for r\u00e9 pessoa jur\u00eddica; b) onde se acha ag\u00eancia ou sucursal, quanto \u00e0s obriga\u00e7\u00f5es que a pessoa jur\u00eddica contraiu; c) onde exerce suas atividades, para a a\u00e7\u00e3o em que for r\u00e9 sociedade ou associa\u00e7\u00e3o sem personalidade jur\u00eddica; d) onde a obriga\u00e7\u00e3o deve ser satisfeita, para a a\u00e7\u00e3o em que se lhe exigir o cumprimento; e) de resid\u00eancia do idoso, para a causa que verse sobre direito previsto no respectivo estatuto; f) da sede da serventia notarial ou de registro, para a a\u00e7\u00e3o de repara\u00e7\u00e3o de dano por ato praticado em raz\u00e3o do of\u00edcio; IV &#8211; do lugar do ato ou fato para a a\u00e7\u00e3o: a) de repara\u00e7\u00e3o de dano; b) em que for r\u00e9u administrador ou gestor de neg\u00f3cios alheios; V &#8211; de domic\u00edlio do autor ou do local do fato, para a a\u00e7\u00e3o de repara\u00e7\u00e3o de dano sofrido em raz\u00e3o de delito ou acidente de ve\u00edculos, inclusive aeronaves.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-assedio-judicial\"><a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ass\u00e9dio judicial?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Exatamente!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A responsabilidade civil de jornalistas, ao divulgar not\u00edcias sobre figuras p\u00fablicas ou assuntos de interesse social, s\u00f3 ocorre em casos de dolo ou culpa grave (manifesta neglig\u00eancia profissional na apura\u00e7\u00e3o dos fatos), n\u00e3o se aplicando a opini\u00f5es, cr\u00edticas ou informa\u00e7\u00f5es verdadeiras de interesse p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>O STF considera a liberdade de express\u00e3o uma liberdade preferencial pela sua import\u00e2ncia para a dignidade da pessoa humana, sendo imprescind\u00edvel para a democracia, que depende da participa\u00e7\u00e3o esclarecida das pessoas. Essa posi\u00e7\u00e3o preferencial da liberdade de express\u00e3o protege a atividade jornal\u00edstica, <strong>somente cabendo atribuir a responsabilidade civil ao jornalista ou ao ve\u00edculo de comunica\u00e7\u00e3o nas hip\u00f3teses expl\u00edcitas de dolo ou culpa grave, esta \u00faltima caracterizada pela evidente neglig\u00eancia profissional na apura\u00e7\u00e3o dos fatos<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>E como fica na pr\u00e1tica????<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nos casos de ass\u00e9dio judicial a jornalistas, a parte r\u00e9 poder\u00e1 solicitar a reuni\u00e3o de todas as demandas judiciais para serem julgadas no foro de seu domic\u00edlio.<\/p>\n\n\n\n<p>O ass\u00e9dio judicial verifica-se quando in\u00fameras a\u00e7\u00f5es s\u00e3o ajuizadas sobre os mesmos fatos em comarcas diversas com o objetivo de intimidar jornalistas, impedir sua defesa ou torn\u00e1-la extremamente dispendiosa. \u00c9 uma pr\u00e1tica ABUSIVA do direito de a\u00e7\u00e3o, com not\u00f3rio intuito de prejudicar o direito de defesa de jornalista ou \u00f3rg\u00e3o de imprensa.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, <strong>quando identificado o ass\u00e9dio judicial, a prote\u00e7\u00e3o da liberdade de express\u00e3o legitima a fixa\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia no foro do domic\u00edlio do r\u00e9u, que \u00e9 a regra geral do direito brasileiro<\/strong> (CPC\/2015, art. 46). E h\u00e1 v\u00e1rias leis que estabelecem expressamente a reuni\u00e3o de a\u00e7\u00f5es com os mesmos fundamentos em um \u00fanico foro (Lei da A\u00e7\u00e3o Popular, Lei da A\u00e7\u00e3o Civil P\u00fablica, Lei de Improbidade Administrativa). Para unificar as a\u00e7\u00f5es que forem iniciadas em tribunais distintos, bastar\u00e1 que a defesa solicite a sua remessa e redistribui\u00e7\u00e3o, tornando-se prevento o juiz do domic\u00edlio do r\u00e9u no qual a primeira a\u00e7\u00e3o for distribu\u00edda.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, nas situa\u00e7\u00f5es em que restar evidente o ass\u00e9dio judicial, o magistrado competente poder\u00e1 reconhecer de of\u00edcio a aus\u00eancia do interesse de agir e, consequentemente, extinguir sumariamente a a\u00e7\u00e3o sem resolu\u00e7\u00e3o do m\u00e9rito.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>3.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, em aprecia\u00e7\u00e3o conjunta,&nbsp;por maioria, julgou parcialmente procedente a ADI 6.792\/DF e integralmente procedente a ADI 7.055\/DF, para dar interpreta\u00e7\u00e3o conforme a Constitui\u00e7\u00e3o aos arts. 186 e 927, caput, do C\u00f3digo Civil, e ao art. 53 do C\u00f3digo de Processo Civil, nos moldes da tese anteriormente citada, fixada tamb\u00e9m por maioria.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-tiro-desportivo-autonomia-para-entidades-e-empresas-fixarem-horario-e-local-de-funcionamento\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tiro desportivo: autonomia para entidades e empresas fixarem hor\u00e1rio e local de funcionamento<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>ARGUI\u00c7\u00c3O DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Encontram-se presentes os requisitos para a concess\u00e3o da medida cautelar, pois: (i) h\u00e1 plausibilidade jur\u00eddica no que se refere \u00e0 alegada usurpa\u00e7\u00e3o \u2014 pela lei municipal impugnada \u2014 da compet\u00eancia da Uni\u00e3o para autorizar e fiscalizar a produ\u00e7\u00e3o e o com\u00e9rcio de material b\u00e9lico (CF\/1988, art. 21, VI); e (ii) h\u00e1 perigo da demora na presta\u00e7\u00e3o jurisdicional, consubstanciado nas incertezas a que se submetem as autoridades p\u00fablicas quanto ao exerc\u00edcio de suas atribui\u00e7\u00f5es diante do aparente conflito entre as legisla\u00e7\u00f5es federal e municipal.<\/p>\n\n\n\n<p>ADPF 1.136 MC-Ref\/SP, relator Ministro Alexandre de Moraes, julgamento virtual finalizado em 24.05.2024 (Info 1138)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O Partido dos Trabalhadores questiona no STF norma do Munic\u00edpio de Ribeir\u00e3o Preto (SP) que prev\u00ea a autonomia das entidades que desenvolvem a pr\u00e1tica e treinamento de tiro desportivo para fixarem hor\u00e1rio e local de funcionamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a legenda, a Lei Municipal 14.876\/2023 usurpou a compet\u00eancia exclusiva da Uni\u00e3o para autorizar e fiscalizar a produ\u00e7\u00e3o e o com\u00e9rcio de material b\u00e9lico, prevista no artigo 21, inciso VI, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal. Segundo o PT, esse dispositivo tamb\u00e9m alcan\u00e7a a circula\u00e7\u00e3o e a utiliza\u00e7\u00e3o das armas de fogo sob qualquer forma, incluindo o funcionamento dos clubes de tiro, j\u00e1 que a sua \u00fanica atividade-fim \u00e9 promover o uso recreativo dos cidad\u00e3os com material b\u00e9lico.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n\u00ba 14.876\/2023 do Munic\u00edpio de Ribeir\u00e3o Preto\/SP: \u201cArt. 1\u00ba As entidades e empresas destinadas \u00e0 pr\u00e1tica e treinamento de tiro desportivo no munic\u00edpio de Ribeir\u00e3o Preto poder\u00e3o funcionar sem restri\u00e7\u00e3o de hor\u00e1rio. Art. 2\u00ba As entidades e empresas descritas no artigo 1\u00ba desta Lei n\u00e3o est\u00e3o sujeitas a distanciamento m\u00ednimo de quaisquer outras atividades. Art. 3\u00ba Esta Lei entra em vigor na data de sua publica\u00e7\u00e3o, revogadas as disposi\u00e7\u00f5es em contr\u00e1rio<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-ha-merito-na-alegacao-do-partido\"><a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; H\u00e1 m\u00e9rito na alega\u00e7\u00e3o do partido?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Suficiente para a concess\u00e3o de cautelar!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em sede de ju\u00edzo cautelar, compreende-se que a fixa\u00e7\u00e3o do hor\u00e1rio de funcionamento para locais destinados \u00e0 pr\u00e1tica de treinamento de tiro, bem assim do distanciamento m\u00ednimo em rela\u00e7\u00e3o aos estabelecimentos de ensino \u00e9 mat\u00e9ria afeta \u00e0 autoriza\u00e7\u00e3o e fiscaliza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o e do com\u00e9rcio de material b\u00e9lico, cuja compet\u00eancia \u00e9 atribu\u00edda \u00e0 Uni\u00e3o (CF\/1988, art. 21, VI).<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, a disciplina estabelecida pela Lei n\u00ba 10.826\/2003 (Estatuto do Desarmamento) \u2014 que reserva espa\u00e7o de regulamenta\u00e7\u00e3o para o Decreto n\u00ba 11.615\/2023 \u2014 refere-se \u00e0 pol\u00edtica de seguran\u00e7a nacional e exige regras uniformes em todo o territ\u00f3rio brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, a legisla\u00e7\u00e3o municipal questionada contraria requisitos exigidos para a autoriza\u00e7\u00e3o de funcionamento de atividade submetida a crit\u00e9rios e condi\u00e7\u00f5es da al\u00e7ada da legisla\u00e7\u00e3o federal.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>4.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, referendou a&nbsp;medida cautelar concedida, que suspendeu a efic\u00e1cia da&nbsp;Lei n\u00ba 14.876\/2023 do Munic\u00edpio de Ribeir\u00e3o Preto\/SP, at\u00e9 o efetivo julgamento de m\u00e9rito da ADPF.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-civil\"><a>DIREITO PROCESSUAL CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-admissibilidade-de-reclamacao-constitucional-sem-o-esgotamento-das-vias-ordinarias-e-inconstitucionalidade-de-bonus-de-inclusao-regional-para-ingresso-no-curso-de-medicina\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Admissibilidade de reclama\u00e7\u00e3o constitucional sem o esgotamento das vias ordin\u00e1rias e inconstitucionalidade de b\u00f4nus de inclus\u00e3o regional para ingresso no curso de medicina<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECLAMA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Demonstrado o perigo de perecimento do direito pelo decurso do tempo, pode ser relativizada a exig\u00eancia do esgotamento das inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias (CPC\/2015, art. 988, \u00a7 5\u00ba, II) e admitida a reclama\u00e7\u00e3o, a fim de corrigir a m\u00e1 aplica\u00e7\u00e3o de tese da repercuss\u00e3o geral e garantir direitos.<\/p>\n\n\n\n<p>Rcl 65.976\/MA, relatora Ministra C\u00e1rmen L\u00facia, julgamento finalizado em 21.05.2024 (Info 1138)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Geremia, queria ser m\u00e9dico. Ele prestou vestibular e ficaria dentro da lista de aprovados se n\u00e3o fosse por um detalhe: o b\u00f4nus de inclus\u00e3o regional! O b\u00f4nus em quest\u00e3o estabelece uma \u201cbonifica\u00e7\u00e3o de inclus\u00e3o regional\u201d, incidente sobre a nota final do Exame Nacional do Ensino M\u00e9dio (Enem), no Sistema de Sele\u00e7\u00e3o Unificada (Sisu), para o ingresso em Universidade Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>A bonifica\u00e7\u00e3o beneficia os alunos que conclu\u00edram o ensino m\u00e9dio nas imedia\u00e7\u00f5es da institui\u00e7\u00e3o de ensino, e \u00e9 fixada t\u00e3o somente para ingresso no curso de medicina, sob a justificativa de arregimenta\u00e7\u00e3o de m\u00e9dicos para a localidade. Isso porque estudantes com origens em outra regi\u00e3o tendem a n\u00e3o fixar resid\u00eancia na localidade, ap\u00f3s a conclus\u00e3o do curso.<\/p>\n\n\n\n<p>Geremia n\u00e3o concluiu o ensino m\u00e9dio nas imedia\u00e7\u00f5es da Universidade Federal do Maranh\u00e3o, e por causa do b\u00f4nus acabou ficando de fora da lista de aprovados. Ele ajuizou reclama\u00e7\u00e3o (mesmo sem o esgotamento das inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias), alegando risco do perecimento do direito, uma vez que estava em curso o procedimento de matr\u00edcula e in\u00edcio do ano letivo para os alunos aprovados no curso de medicina. O receito do rapaz era a possibilidade de \u201csua\u201d vaga na facul de medicina ser preenchida por outro aluno, em especial um beneficiado pelo questionado um b\u00f4nus de inclus\u00e3o regional.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-possivel-a-relativizacao-da-exigencia-do-esgotamento-das-instancias-ordinarias\"><a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel a relativiza\u00e7\u00e3o da exig\u00eancia do esgotamento das inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Excepcionalmente, SIM!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O STF exige o esgotamento das inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias para examinar reclama\u00e7\u00e3o ajuizada com o objetivo de corrigir decis\u00e3o pela qual se aplica a sistem\u00e1tica da repercuss\u00e3o geral <\/strong>(CPC\/2015, art. 988, \u00a7 5\u00ba, II). N\u00e3o obstante, se houver perigo de perecimento de direito pelo decurso do tempo, o Tribunal tem relativizado essa necessidade e admitido a an\u00e1lise da reclama\u00e7\u00e3o para corrigir comprovada m\u00e1 aplica\u00e7\u00e3o de tese da repercuss\u00e3o geral.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, <strong>haveria risco de perecimento do direito informado, em face da continuidade do procedimento de matr\u00edcula e in\u00edcio do ano letivo para os demais alunos aprovados no curso de medicina<\/strong>, e da possibilidade da vaga do reclamante, nesse curso, ser preenchida por outro aluno eventualmente beneficiado por um b\u00f4nus de inclus\u00e3o regional.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>E quanto ao \u201cb\u00f4nus\u201d?????<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional<strong>\u2014 por violar o princ\u00edpio da igualdade \u2014 <\/strong>o estabelecimento de bonifica\u00e7\u00e3o de inclus\u00e3o regional incidente sobre a nota final do Exame Nacional do Ensino M\u00e9dio (Enem), no Sistema de Sele\u00e7\u00e3o Unificada (Sisu), para o ingresso em universidade federal, a beneficiar os alunos que conclu\u00edram o ensino m\u00e9dio nas imedia\u00e7\u00f5es da institui\u00e7\u00e3o de ensino, mesmo que o b\u00f4nus seja fixado t\u00e3o somente para o ingresso no curso de medicina, sob a justificativa da dificuldade de arregimenta\u00e7\u00e3o de m\u00e9dicos para a localidade<strong>.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Como corol\u00e1rio do princ\u00edpio da isonomia (CF\/1988, art. 5\u00ba, caput), <strong>o texto constitucional enuncia expressamente ser vedado \u00e0 Uni\u00e3o, aos estados, ao Distrito Federal e aos munic\u00edpios criar distin\u00e7\u00f5es entre brasileiros ou prefer\u00eancias entre si<\/strong> (CF\/1988, art. 19, III).<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da melhor das inten\u00e7\u00f5es, a fixa\u00e7\u00e3o do aludido crit\u00e9rio, embasado apenas na origem ou na proced\u00eancia dos cidad\u00e3os, contraria o princ\u00edpio da igualdade e afronta a autoridade de decis\u00f5es proferidas pelo STF.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, a Primeira Turma, por unanimidade, julgou procedente a reclama\u00e7\u00e3o para, confirmando a\u00a0medida liminar deferida, cassar a decis\u00e3o reclamada e determinar que outra seja proferida, em observ\u00e2ncia ao decidido por este Tribunal na\u00a0ADI 4.868\/DF\u00a0e no\u00a0RE 614.873\/AM, paradigma do\u00a0Tema 474 da repercuss\u00e3o geral, prejudicado o agravo regimental interposto.<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-a3016c57-eae0-4cd8-af74-97529e890979\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/06\/12013116\/stf-informativo-1138.pdf\">stf-informativo-1138<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/06\/12013116\/stf-informativo-1138.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-a3016c57-eae0-4cd8-af74-97529e890979\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais um passo em nossa caminhada jurisprudencial em 2024. Hoje, vamos para cima do Informativo n\u00ba 1138 do STF\u00a0COMENTADO.\u00a0Se voc\u00ea est\u00e1 ligad@ aqui\u00a0no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas, sabe a aprova\u00e7\u00e3o est\u00e1 no horizonte proximo! Simbora! 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