{"id":1413184,"date":"2024-06-10T23:54:41","date_gmt":"2024-06-11T02:54:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1413184"},"modified":"2024-06-10T23:54:43","modified_gmt":"2024-06-11T02:54:43","slug":"informativo-stj-812-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-812-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STJ 812 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p><p><span data-darkreader-inline-color=\"\" style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\">Mais um passo em nossa caminhada&#8230; Informativos n\u00ba 812 do STJ\u00a0<\/span><strong style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\" data-darkreader-inline-color=\"\">COMENTADO<\/strong><span data-darkreader-inline-color=\"\" style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\"> entra na parada. Simbora!<\/span><\/p><p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/06\/10235431\/stj-informativo-812.pdf\" rel=\"sponsored nofollow\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_goz4ObvFIAw\"><div id=\"lyte_goz4ObvFIAw\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/goz4ObvFIAw\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/goz4ObvFIAw\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/goz4ObvFIAw\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-administrativo\"><a>DIREITO ADMINISTRATIVO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-suspensao-do-prazo-prescricional-aplicavel-as-relacoes-juridicas-de-direito-publico-que-tratam-de-direitos-e-obrigacoes-que-surjam-de-concurso-publico\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Suspens\u00e3o do prazo prescricional aplic\u00e1vel \u00e0s rela\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas de direito p\u00fablico que tratam de direitos e obriga\u00e7\u00f5es que surjam de concurso p\u00fablico<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os efeitos da Lei n. 14.010\/2020 concernentes \u00e0 prescri\u00e7\u00e3o e \u00e0 decad\u00eancia n\u00e3o se aplicam <a>\u00e0s rela\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas de direito p\u00fablico que tratam de direitos e obriga\u00e7\u00f5es que surjam de concurso p\u00fablico<\/a>, aplicando-se o prazo do Decreto Federal n. 20.910\/1932 para a pretens\u00e3o de nomea\u00e7\u00e3o deduzida por candidato aprovado em cadastro de reserva.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.134.160-AP, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 14\/5\/2024, DJe 17\/5\/2024. (Info 812 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Crementino foi aprovado em concurso municipal, no qual ficou no classificado dentro do cadastro de reserva. O concurso era v\u00e1lido at\u00e9 2016. Em 2022, o rapaz ajuizou a\u00e7\u00e3o por meio da qual requeria a nomea\u00e7\u00e3o em raz\u00e3o de preteri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O Munic\u00edpio alegou a ocorr\u00eancia da prescri\u00e7\u00e3o quinquenal com base no Decreto 20.910\/1932. Por sua vez, Crementino sustenta que a Lei 14.020\/2020 teria suspenso o prazo prescricional.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-suspenso-o-prazo-prescricional\"><a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Suspenso o prazo prescricional?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooopsss!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Durante a pandemia ocasionada pelo v\u00edrus SARS-CoV-2 o Congresso Nacional fez editar diversas leis com o intuito de minimizar o impacto que surgia da conting\u00eancia das restri\u00e7\u00f5es \u00e0 liberdade ambulatorial e os seus efeitos econ\u00f4micos, uma dessas leis a de n. 14.010, de 10.06.2020, que dispunha sobre o Regime Jur\u00eddico Emergencial e Transit\u00f3rio das Rela\u00e7\u00f5es Jur\u00eddicas de Direito Privado (RJET) no per\u00edodo da pandemia do coronav\u00edrus (Covid-19).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Essa lei contemplou uma s\u00e9rie de regramentos que buscavam compor essa situa\u00e7\u00e3o excepcional com o regular andamento da vida em sociedade<\/strong>, e assim, por exemplo, suspendeu o exerc\u00edcio do direito de arrependimento do consumidor previsto no art. 49 do C\u00f3digo de Defesa do Consumidor para a hip\u00f3tese de entrega domiciliar (&#8220;delivery&#8221;) de produtos perec\u00edveis ou de consumo imediato e de medicamentos. Uma outra regra, a do art. 3.\u00ba, <strong>dispunha explicitamente sobre os prazos prescricionais e decadenciais, igualmente tratando de sustar o curso regular deles.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Por disposi\u00e7\u00e3o legal expressa a regra impedia o in\u00edcio desses prazos ou os suspendia desde a entrada em vigor da lei at\u00e9 o dia 30.10.2020. \u00c9 preciso ter em mente que o objetivo da lei nunca foi o de regular as rela\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas de direito p\u00fablico mas unicamente aquelas de direito privado e tanto assim que, atentando ao fato de que se presumia tratar-se a pandemia de uma situa\u00e7\u00e3o passageira, disp\u00f4s nos seus dois primeiros artigos o \u00e2mbito da sua aplica\u00e7\u00e3o assim como o per\u00edodo da produ\u00e7\u00e3o dos seus efeitos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 bastante claro, portanto, que <strong>a Lei n. 14.010\/2020 estabeleceu um regime jur\u00eddico transit\u00f3rio de regula\u00e7\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es privadas, o que torna absolutamente impertinente a sua aplicabilidade no caso concreto, que trata de rela\u00e7\u00e3o entre Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica e administrado, na especificidade da executora do concurso p\u00fablico e o candidato<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, n\u00e3o parece razo\u00e1vel uma interpreta\u00e7\u00e3o que considere que a vontade legislativa expressada no texto legal (&#8220;voluntas legis&#8221;) seja distinta da vontade legislativa supostamente impl\u00edcita (&#8220;voluntas legislatoris&#8221;) e que se deva, ent\u00e3o, utilizar de m\u00e9todo interpretativo que estenda a aplica\u00e7\u00e3o da lei a situa\u00e7\u00f5es claramente n\u00e3o abrangidas por ela. Nesse sentido, verifica-se que todos os preceitos normativos da Lei n. 14.010\/2020 trataram meramente de situa\u00e7\u00f5es relacionadas ao direito privado, como a resolu\u00e7\u00e3o, resili\u00e7\u00e3o e revis\u00e3o contratual, os condom\u00ednios edil\u00edcios, as rela\u00e7\u00f5es de consumo ou as rela\u00e7\u00f5es de direito de fam\u00edlia e sucess\u00f5es, de forma que n\u00e3o h\u00e1 no corpo legal nada que possibilite ao int\u00e9rprete criar situa\u00e7\u00e3o que descambe dos limites do texto.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, inaplic\u00e1vel a Lei n. 14.010\/2020 \u00e0s rela\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas de direito p\u00fablico que tratem de pretens\u00e3o decorrente de concurso p\u00fablico, aplicando-se o prazo do Decreto Federal 20.910\/1932 para a pretens\u00e3o de nomea\u00e7\u00e3o deduzida por candidato aprovado em cadastro de reserva.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Os efeitos da Lei n. 14.010\/2020 concernentes \u00e0 prescri\u00e7\u00e3o e \u00e0 decad\u00eancia n\u00e3o se aplicam \u00e0s rela\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas de direito p\u00fablico que tratam de direitos e obriga\u00e7\u00f5es que surjam de concurso p\u00fablico, aplicando-se o prazo do Decreto Federal n. 20.910\/1932 para a pretens\u00e3o de nomea\u00e7\u00e3o deduzida por candidato aprovado em cadastro de reserva.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-civil\"><a>DIREITO CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-aplicabilidade-da-lei-nova-nos-tratamentos-de-carater-continuado\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Aplicabilidade da lei nova nos tratamentos de car\u00e1ter continuado<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nos tratamentos de car\u00e1ter continuado, dever\u00e3o ser observadas, a partir da sua vig\u00eancia, as inova\u00e7\u00f5es trazidas pela Lei n. 14.454\/2022, diante da aplicabilidade imediata da lei nova.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.037.616-SP, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Rel. para ac\u00f3rd\u00e3o Ministro Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 24\/4\/2024, DJe 8\/5\/2024. (Info 812 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creosvalda foi submetida a uma cirurgia de remo\u00e7\u00e3o de tumor no intestino, tendo sido solicitada a realiza\u00e7\u00e3o de exame PET-SCAN, com vistas a evidenciar e a monitorar a situa\u00e7\u00e3o da sua patologia, o que foi negado pela operadora do plano de sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>A operadora sustenta que o pedido m\u00e9dico, por si s\u00f3, n\u00e3o acarretaria obrigatoriedade de custeio do procedimento m\u00e9dico, n\u00e3o se cogitando de abusividade a sua negativa, ainda que o contrato esteja sob a \u00e9gide do estatuto consumerista.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 9.656\/1998:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 10.&nbsp; \u00c9 institu\u00eddo o plano-refer\u00eancia de assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade, com cobertura assistencial m\u00e9dico-ambulatorial e hospitalar, compreendendo partos e tratamentos, realizados exclusivamente no Brasil, com padr\u00e3o de enfermaria, centro de terapia intensiva, ou similar, quando necess\u00e1ria a interna\u00e7\u00e3o hospitalar, das doen\u00e7as listadas na Classifica\u00e7\u00e3o Estat\u00edstica Internacional de Doen\u00e7as e Problemas Relacionados com a Sa\u00fade, da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade, respeitadas as exig\u00eancias m\u00ednimas estabelecidas no art. 12 desta Lei, exceto:<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 13. Em caso de tratamento ou procedimento prescrito por m\u00e9dico ou odont\u00f3logo assistente que n\u00e3o estejam previstos no rol referido no \u00a7 12 deste artigo, a cobertura dever\u00e1 ser autorizada pela operadora de planos de assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade, desde que:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; exista comprova\u00e7\u00e3o da efic\u00e1cia, \u00e0 luz das ci\u00eancias da sa\u00fade, baseada em evid\u00eancias cient\u00edficas e plano terap\u00eautico; ou&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; existam recomenda\u00e7\u00f5es pela Comiss\u00e3o Nacional de Incorpora\u00e7\u00e3o de Tecnologias no Sistema \u00danico de Sa\u00fade (Conitec), ou exista recomenda\u00e7\u00e3o de, no m\u00ednimo, 1 (um) \u00f3rg\u00e3o de avalia\u00e7\u00e3o de tecnologias em sa\u00fade que tenha renome internacional, desde que sejam aprovadas tamb\u00e9m para seus nacionais.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-paga-o-exame\"><a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Paga o exame?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Com certeza!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se a discuss\u00e3o acerca do alcance das normas definidoras do plano refer\u00eancia de assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade, tamb\u00e9m conhecido como Rol de Procedimentos e Eventos em Sa\u00fade, elaborado periodicamente pela Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade Suplementar (ANS), sobretudo com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s Diretrizes de Utiliza\u00e7\u00e3o (DUT).<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, a paciente se <a>submeteu a uma cirurgia de remo\u00e7\u00e3o de tumor no intestino (neoplasia estenosante de sigmoide), tendo sido solicitada a realiza\u00e7\u00e3o de exame PET-SCAN, com vistas a evidenciar e a monitorar a situa\u00e7\u00e3o da sua patologia<\/a>, o que contrariaria Diretriz de Utiliza\u00e7\u00e3o do Rol da ANS.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando do julgamento dos EREsps n. 1.886.929\/SP e 1.889.704\/SP, <strong>a Segunda Se\u00e7\u00e3o do STJ uniformizou o entendimento de ser o Rol da ANS, em regra, taxativo, podendo ser mitigado quando atendidos determinados crit\u00e9rios<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A Lei n. 14.454\/2022 promoveu altera\u00e7\u00e3o na Lei n. 9.656\/1998 (art. 10, \u00a7 13) para estabelecer crit\u00e9rios que permitam a cobertura de exames ou tratamentos de sa\u00fade que n\u00e3o est\u00e3o inclu\u00eddos no Rol de Procedimentos e Eventos em Sa\u00fade Suplementar. Com essa edi\u00e7\u00e3o legislativa o Rol da ANS passou por sens\u00edveis modifica\u00e7\u00f5es em seu formato, suplantando a eventual oposi\u00e7\u00e3o rol taxativo\/rol exemplificativo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A superveni\u00eancia desse novo diploma legal foi capaz de fornecer nova solu\u00e7\u00e3o legislativa, antes inexistente, provocando altera\u00e7\u00e3o substancial do complexo normativo<\/strong>. Ainda que se quisesse cogitar, erroneamente, que a modifica\u00e7\u00e3o legislativa havida foi no sentido de trazer uma &#8220;interpreta\u00e7\u00e3o aut\u00eantica&#8221;, ressalta-se que o sentido colimado n\u00e3o vigora desde a data do ato interpretado, mas apenas opera efeitos&nbsp;<em>ex nunc<\/em>, j\u00e1 que a nova regra modificadora ostenta car\u00e1ter inovador.<\/p>\n\n\n\n<p>Em \u00e2mbito c\u00edvel, conforme o princ\u00edpio da irretroatividade, a lei nova n\u00e3o alcan\u00e7a fatos passados, ou seja, aqueles anteriores \u00e0 sua vig\u00eancia. Seus efeitos somente podem atingir fatos presentes e futuros, salvo previs\u00e3o expressa em outro sentido e observados o ato jur\u00eddico perfeito, a coisa julgada e o direito adquirido.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora a lei nova n\u00e3o possa, em regra, retroagir, \u00e9 poss\u00edvel a sua aplica\u00e7\u00e3o imediata, ainda mais em contratos de trato sucessivo. Assim, nos tratamentos de car\u00e1ter continuado, dever\u00e3o ser observadas, a partir da sua vig\u00eancia, as inova\u00e7\u00f5es trazidas pela Lei n. 14.454\/2022, diante da aplicabilidade IMEDIATA da lei nova.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, mant\u00e9m-se a jurisprud\u00eancia da Segunda Se\u00e7\u00e3o do STJ, que uniformizou a interpreta\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o da \u00e9poca, devendo incidir aos casos regidos pelas normas que vigoravam quando da ocorr\u00eancia dos fatos, podendo a nova lei incidir, a partir de sua vig\u00eancia, aos fatos da\u00ed sucedidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, a Diretriz de Utiliza\u00e7\u00e3o (DUT) deve ser entendida apenas como elemento organizador da presta\u00e7\u00e3o farmac\u00eautica de insumos e de procedimentos no \u00e2mbito da Sa\u00fade Suplementar, n\u00e3o podendo a sua fun\u00e7\u00e3o restritiva inibir t\u00e9cnicas diagn\u00f3sticas essenciais ou alternativas terap\u00eauticas ao paciente, sobretudo quando j\u00e1 tiverem sido esgotados tratamentos convencionais e existir comprova\u00e7\u00e3o da efic\u00e1cia da terapia \u00e0 luz da medicina baseada em evid\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, aplicando-se os par\u00e2metros definidos para a supera\u00e7\u00e3o,&nbsp;<em>in concreto<\/em>, da taxatividade do Rol da ANS (que s\u00e3o similares \u00e0 inova\u00e7\u00e3o trazida pela Lei n. 14.454\/2022, conforme tamb\u00e9m demonstra o Enunciado n. 109 das Jornadas de Direito da Sa\u00fade), verifica-se que a paciente faz jus \u00e0 cobertura pretendida de realiza\u00e7\u00e3o do PET-SCAN (ou PET-CT), ainda mais em se tratando de exame vinculado a tratamento de c\u00e2ncer.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>2.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Nos tratamentos de car\u00e1ter continuado, dever\u00e3o ser observadas, a partir da sua vig\u00eancia, as inova\u00e7\u00f5es trazidas pela Lei n. 14.454\/2022, diante da aplicabilidade imediata da lei nova.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-requisitos-para-exoneracao-do-fiador-em-caso-de-alteracao-de-quadro-social-da-empresa-afiancada\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Requisitos para exonera\u00e7\u00e3o do fiador em caso de altera\u00e7\u00e3o de quadro social da empresa afian\u00e7ada<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na loca\u00e7\u00e3o por prazo determinado, embora possa ser enviada notifica\u00e7\u00e3o exonerat\u00f3ria ao locador durante a vig\u00eancia do contrato, o fiador somente ir\u00e1 se exonerar de sua obriga\u00e7\u00e3o ao t\u00e9rmino do contrato por prazo determinado, ainda que haja altera\u00e7\u00e3o no quadro social da empresa afian\u00e7ada, ou em 120 dias a partir da data em que o contrato se torna indeterminado, por qualquer raz\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.121.585-PR, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 14\/5\/2024, DJe 17\/5\/2024. (Info 812 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creide era muita amiga de Arnaldito, s\u00f3cio da empresa Kamus Engenharia. Tanto amiga era que aceitou ser fiadora em um contrato de loca\u00e7\u00e3o. S\u00f3 que a\u00ed empresa come\u00e7ou a fraquejar e Arnaldito se retirou da sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando a locadora ajuizou a\u00e7\u00e3o de despejo em face da Kamus Engenharia em raz\u00e3o de inadimpl\u00eancia de contrato de aluguel, o ju\u00edzo reconheceu a ilegitimidade de Creide em raz\u00e3o da altera\u00e7\u00e3o de contrato social (que exclu\u00edra Arnaldito do seu quadro societ\u00e1rio). A credora aduz que o fiador n\u00e3o pode exonerar-se das obriga\u00e7\u00f5es antes do t\u00e9rmino do contrato de loca\u00e7\u00e3o firmado por prazo determinado. Alega subsidiariamente que os efeitos da exonera\u00e7\u00e3o devem ocorrer em 120 dias, a contar da notifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 8.245\/1991:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 40. O locador poder\u00e1 exigir novo fiador ou a substitui\u00e7\u00e3o da modalidade de garantia, nos seguintes casos:<\/p>\n\n\n\n<p>X \u2013 prorroga\u00e7\u00e3o da loca\u00e7\u00e3o por prazo indeterminado uma vez notificado o locador pelo fiador de sua inten\u00e7\u00e3o de desonera\u00e7\u00e3o, ficando obrigado por todos os efeitos da fian\u00e7a, durante 120 (cento e vinte) dias ap\u00f3s a notifica\u00e7\u00e3o ao locador.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-possivel-a-exoneracao-antes-do-termino-do-contrato\"><a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel a exonera\u00e7\u00e3o antes do t\u00e9rmino do contrato?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Negativo!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia em saber se, em contrato de loca\u00e7\u00e3o por prazo determinado, a altera\u00e7\u00e3o de quadro social da empresa afian\u00e7ada admite a exonera\u00e7\u00e3o de fiador que havia prestado a garantia em raz\u00e3o de v\u00ednculo afetivo com algum dos s\u00f3cios que se retirou e, sendo poss\u00edvel, a partir de quando a notifica\u00e7\u00e3o passa surtir os efeitos de exonerar o fiador.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Necess\u00e1rio distinguir a notifica\u00e7\u00e3o feita pelo fiador ao locador com a inten\u00e7\u00e3o de exonerar-se dos efeitos dessa notifica\u00e7\u00e3o, os quais ir\u00e3o definir efetivamente a partir de quando o fiador estar\u00e1 exonerado da obriga\u00e7\u00e3o fidejuss\u00f3ria<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A exonera\u00e7\u00e3o do fiador tem in\u00edcio distinto em cada uma das modalidades de contrato de loca\u00e7\u00e3o, que pode ser firmado por (I) prazo indeterminado, (II) por prazo determinado que, prorrogando-se, torna-se indeterminado e (III) por prazo determinado que se extingue na data prevista ou antes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Em se tratando de loca\u00e7\u00e3o por prazo determinado que tem fim na data aven\u00e7ada ou antes, a notifica\u00e7\u00e3o exonerat\u00f3ria pode ser feita durante sua vig\u00eancia, mas o compromisso fidejuss\u00f3rio se estende at\u00e9 o fim do contrato<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 como se aplicar aos contratos de loca\u00e7\u00e3o firmados por prazo determinado a regra do art. 40, X, da Lei n. 8.245\/1991, pois o dispositivo refere-se exclusivamente aos contratos por prazo indeterminado.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora possa ser enviada notifica\u00e7\u00e3o exonerat\u00f3ria ao locador durante a vig\u00eancia do contrato por prazo determinado, o fiador somente ir\u00e1 se exonerar de sua obriga\u00e7\u00e3o, (I) ao t\u00e9rmino do contrato por prazo determinado, ainda que haja altera\u00e7\u00e3o no quadro social da empresa afian\u00e7ada ou (II) em 120 dias a partir da data em que o contrato se torna indeterminado, por qualquer raz\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, nos contratos por prazo determinado em que n\u00e3o houve prorroga\u00e7\u00e3o, embora admita-se que o fiador realize a notifica\u00e7\u00e3o extrajudicial durante a sua vig\u00eancia, somente haver\u00e1 exonera\u00e7\u00e3o da garantia com o fim do prazo estabelecido contratualmente. Tal conclus\u00e3o remanesce mesmo se houver altera\u00e7\u00e3o no quadro societ\u00e1rio da empresa afian\u00e7ada durante a vig\u00eancia do contrato.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 mesmo porque, diferentemente do que ocorria no C\u00f3digo Civil de 1916, em que a exonera\u00e7\u00e3o decorria de acordo entre as partes ou de senten\u00e7a, no atual C\u00f3digo, o \u00fanico requisito formal \u00e9 a notifica\u00e7\u00e3o. Assim, a mera notifica\u00e7\u00e3o extrajudicial; elaborada unilateralmente pelo fiador; alegando quest\u00e3o de alta subjetividade, como o &#8220;v\u00ednculo afetivo&#8221; com algum dos s\u00f3cios da empresa afian\u00e7ada; e de alta recorr\u00eancia, como a altera\u00e7\u00e3o do quadro social de empresa; n\u00e3o pode ser requisito suficiente para a exonera\u00e7\u00e3o, sob o risco de enfraquecimento da garantia fidejuss\u00f3ria mais utilizada no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, o fiador que livremente anuiu em prestar garantia a uma pessoa jur\u00eddica &#8211; e n\u00e3o a um de seus s\u00f3cios-, ciente de que a empresa estaria sujeita a altera\u00e7\u00e3o de quadro social, n\u00e3o pode simplesmente exonerar-se, ap\u00f3s enviar notifica\u00e7\u00e3o extrajudicial, ainda durante a vig\u00eancia de contrato por tempo determinado, em raz\u00e3o de fato que lhe era previs\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>E <strong>sendo o v\u00ednculo pessoal entre o fiador e algum dos s\u00f3cios da empresa afian\u00e7ada essencial para continuidade da garantia, tal disposi\u00e7\u00e3o deve estar prevista expressamente no contrato de fian\u00e7a<\/strong>, nos termos do art. 830 do C\u00f3digo Civil<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>3.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Na loca\u00e7\u00e3o por prazo determinado, embora possa ser enviada notifica\u00e7\u00e3o exonerat\u00f3ria ao locador durante a vig\u00eancia do contrato, o fiador somente ir\u00e1 se exonerar de sua obriga\u00e7\u00e3o ao t\u00e9rmino do contrato por prazo determinado, ainda que haja altera\u00e7\u00e3o no quadro social da empresa afian\u00e7ada, ou em 120 dias a partir da data em que o contrato se torna indeterminado, por qualquer raz\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-aplicabilidade-das-normas-que-impedem-a-arrematacao-por-preco-vil-a-execucao-extrajudicial-de-imovel-alienado-fiduciariamente\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Aplicabilidade das normas que impedem a arremata\u00e7\u00e3o por pre\u00e7o vil \u00e0 execu\u00e7\u00e3o extrajudicial de im\u00f3vel alienado fiduciariamente<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As normas que impedem a arremata\u00e7\u00e3o por pre\u00e7o vil s\u00e3o aplic\u00e1veis \u00e0 execu\u00e7\u00e3o extrajudicial de im\u00f3vel alienado fiduciariamente.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.096.465-SP, Rel. Ministro Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 14\/5\/2024, DJe 16\/5\/2024. (Info 812 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Lucci Participa\u00e7\u00f5es (devedor fiduciante) ingressou com demanda cautelar antecedente, com pedido liminar de suspens\u00e3o de leil\u00f5es extrajudiciais, contra KF INVESTIMENTOS S.A. (credor fiduci\u00e1rio), alegando haverem firmado &#8220;Escritura P\u00fablica de Cess\u00e3o de Cr\u00e9dito com Pacto Adjeto de Aliena\u00e7\u00e3o Fiduci\u00e1ria de Im\u00f3vel&#8221;, tendo por objeto um cr\u00e9dito a ser pago em presta\u00e7\u00f5es mensais.<\/p>\n\n\n\n<p>Em virtude do inadimplemento verificado, o im\u00f3vel dado em garantia fiduci\u00e1ria, de valor muito superior \u00e0 d\u00edvida, foi levado a leil\u00e3o a pre\u00e7o inferior ao seu valor real e sem observ\u00e2ncia das formalidades exigidas na Lei n\u00ba 9.514\/1997. Em recurso, Lucci sustenta que deve ser declarada a nulidade da arremata\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel por pre\u00e7o vil, sob pena de enriquecimento sem causa do arrematante.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 9.514\/1997:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 24. O contrato que serve de t\u00edtulo ao neg\u00f3cio fiduci\u00e1rio conter\u00e1:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; o valor da d\u00edvida, sua estima\u00e7\u00e3o ou seu valor m\u00e1ximo;<\/p>\n\n\n\n<p>VI &#8211; a indica\u00e7\u00e3o, para efeito de venda em p\u00fablico leil\u00e3o, do valor do im\u00f3vel e dos crit\u00e9rios para a respectiva revis\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 805. Quando por v\u00e1rios meios o exequente puder promover a execu\u00e7\u00e3o, o juiz mandar\u00e1 que se fa\u00e7a pelo modo menos gravoso para o executado.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Ao executado que alegar ser a medida executiva mais gravosa incumbe indicar outros meios mais eficazes e menos onerosos, sob pena de manuten\u00e7\u00e3o dos atos executivos j\u00e1 determinados.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 891. N\u00e3o ser\u00e1 aceito lance que ofere\u00e7a pre\u00e7o vil.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Par\u00e1grafo \u00fanico. Considera-se vil o pre\u00e7o inferior ao m\u00ednimo estipulado pelo juiz e constante do edital, e, n\u00e3o tendo sido fixado pre\u00e7o m\u00ednimo, considera-se vil o pre\u00e7o inferior a cinquenta por cento do valor da avalia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-anula-tudo\"><a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Anula tudo?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Com certeza!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A execu\u00e7\u00e3o extrajudicial de im\u00f3vel dado em aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria tem regramento pr\u00f3prio estabelecido na Lei n. 9.514\/1997, que, antes das modifica\u00e7\u00f5es perpetradas pela Lei n. 14.711\/2023, previa que o contrato que serve de t\u00edtulo ao neg\u00f3cio fiduci\u00e1rio deveria conter o valor do principal da d\u00edvida e a indica\u00e7\u00e3o, para efeito de venda em p\u00fablico leil\u00e3o, do valor do im\u00f3vel e dos crit\u00e9rios para a respectiva revis\u00e3o (art. 24, I e VI).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A partir da vig\u00eancia da Lei n. 14.711\/2023, n\u00e3o h\u00e1 mais d\u00favidas de que, em segundo leil\u00e3o, n\u00e3o pode ser aceito lance inferior \u00e0 metade do valor de avalia\u00e7\u00e3o do bem, ainda que superior ao valor da d\u00edvida<\/strong> (acrescido das demais despesas), \u00e0 semelhan\u00e7a da disposi\u00e7\u00e3o contida no art. 891 do CPC\/2015.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, o leil\u00e3o foi realizado antes da vig\u00eancia da Lei n. 14.711\/2023, o que n\u00e3o altera, contudo, a compreens\u00e3o acerca da mat\u00e9ria. Com efeito, no \u00e2mbito doutrin\u00e1rio, h\u00e1 muito j\u00e1 se defendia a impossibilidade de aliena\u00e7\u00e3o extrajudicial a pre\u00e7o vil, n\u00e3o s\u00f3 por invoca\u00e7\u00e3o do art. 891 do CPC\/2015, mas tamb\u00e9m de outras normas, tanto de direito processual quanto material, que i) desautorizam o exerc\u00edcio abusivo de um direito (art. 187 do C\u00f3digo Civil); ii) condenam o enriquecimento sem causa (art. 884 do C\u00f3digo Civil); iii) determinam a mitiga\u00e7\u00e3o dos preju\u00edzos do devedor (art. 422 do C\u00f3digo Civil) e iv) prelecionam que a execu\u00e7\u00e3o deve ocorrer da forma menos gravosa para o executado (art. 805 do CPC\/2015).<\/p>\n\n\n\n<p>A despeito de ser a quantia obtida em segundo leil\u00e3o muito inferior \u00e0 metade do pre\u00e7o de avalia\u00e7\u00e3o para venda for\u00e7ada, mesmo sem atualiza\u00e7\u00e3o, entenderam as inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias que as normas de car\u00e1ter geral n\u00e3o seriam aplic\u00e1veis \u00e0 execu\u00e7\u00e3o extrajudicial regida pelas disposi\u00e7\u00f5es especiais da Lei n. 9.514\/1997.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tal orienta\u00e7\u00e3o, no entanto, n\u00e3o encontra amparo nem na doutrina majorit\u00e1ria, tampouco em julgados do STJ que, mesmo antes da inova\u00e7\u00e3o legislativa, j\u00e1 defendiam a impossibilidade da arremata\u00e7\u00e3o a pre\u00e7o vil na execu\u00e7\u00e3o extrajudicial<\/strong> de im\u00f3vel alienado fiduciariamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, em que pese a preval\u00eancia do car\u00e1ter negocial da aliena\u00e7\u00e3o por iniciativa particular, tamb\u00e9m \u00e0 ela se aplica a veda\u00e7\u00e3o da aliena\u00e7\u00e3o a pre\u00e7o vil, entendida, em regra, como sendo aquela que n\u00e3o alcan\u00e7a 50% do valor da avalia\u00e7\u00e3o, ressalvadas as situa\u00e7\u00f5es em que se deve levar em conta as particularidades do caso concreto<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>4.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>As normas que impedem a arremata\u00e7\u00e3o por pre\u00e7o vil s\u00e3o aplic\u00e1veis \u00e0 execu\u00e7\u00e3o extrajudicial de im\u00f3vel alienado fiduciariamente.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-aplicabilidade-do-conceito-agrario-de-imovel-rural-ao-procedimento-de-certificacao-do-memorial-descritivo-georreferenciado\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Aplicabilidade do conceito agr\u00e1rio de im\u00f3vel rural ao procedimento de certifica\u00e7\u00e3o do memorial descritivo georreferenciado<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se aplica o conceito agr\u00e1rio de im\u00f3vel rural ao procedimento de certifica\u00e7\u00e3o do memorial descritivo georreferenciado, para os fins e efeitos do registro imobili\u00e1rio, devendo o georreferenciamento ser realizado no \u00e2mbito de cada matr\u00edcula individualizada.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.706.088-ES, Rel. Ministro Raul Ara\u00fajo, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 14\/5\/2024. (Info 812 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Jurandir vendeu im\u00f3veis rurais para JD Agro. Por\u00e9m, o INCRA entrou na parada aduzindo ser nulo o registro de transfer\u00eancia de propriedade rural sem as exig\u00eancias legais de pr\u00e9vio georreferenciamento e certifica\u00e7\u00e3o pelo INCRA de toda a \u00e1rea alienada.<\/p>\n\n\n\n<p>Jurandir alega que os georreferenciamentos j\u00e1 existem nas matr\u00edculas dos im\u00f3veis alienados, n\u00e3o havendo que se falar em georreferenciamento da terra como um todo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei de Registros P\u00fablicos:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 176 &#8211; O Livro n\u00ba 2 &#8211; Registro Geral &#8211; ser\u00e1 destinado, \u00e0 matr\u00edcula dos im\u00f3veis e ao registro ou averba\u00e7\u00e3o dos atos relacionados no art. 167 e n\u00e3o atribu\u00eddos ao Livro n\u00ba 3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 3<sup>o<\/sup>&nbsp;Nos casos de desmembramento, parcelamento ou remembramento de im\u00f3veis rurais, a identifica\u00e7\u00e3o prevista na al\u00ednea&nbsp;a&nbsp;do item 3 do inciso II do \u00a7 1<sup>o<\/sup>&nbsp;ser\u00e1 obtida a partir de memorial descritivo, assinado por profissional habilitado e com a devida Anota\u00e7\u00e3o de Responsabilidade T\u00e9cnica \u2013 ART, contendo as coordenadas dos v\u00e9rtices definidores dos limites dos im\u00f3veis rurais, geo-referenciadas ao Sistema Geod\u00e9sico Brasileiro e com precis\u00e3o posicional a ser fixada pelo INCRA, garantida a isen\u00e7\u00e3o de custos financeiros aos propriet\u00e1rios de im\u00f3veis rurais cuja somat\u00f3ria da \u00e1rea n\u00e3o exceda a quatro m\u00f3dulos fiscais.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 4<sup>o<\/sup>&nbsp;A identifica\u00e7\u00e3o de que trata o \u00a7 3<sup>o<\/sup>&nbsp;tornar-se-\u00e1 obrigat\u00f3ria para efetiva\u00e7\u00e3o de registro, em qualquer situa\u00e7\u00e3o de transfer\u00eancia de im\u00f3vel rural, nos prazos fixados por ato do Poder Executivo.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-georreferencia-tudo\"><a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Georreferencia tudo<\/a>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>N\u00e3o \u00e9 bem assim!!!<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O princ\u00edpio da especialidade imp\u00f5e que, para efeito de registro p\u00fablico, toda inscri\u00e7\u00e3o deve recair sobre um objeto precisamente individualizado, a partir de indica\u00e7\u00f5es exatas de suas medidas, caracter\u00edsticas e confronta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O artigo 176 da Lei de Registros P\u00fablicos mostra-se como verdadeira express\u00e3o do registro da especialidade ao exigir, para fins de registro do im\u00f3vel, sua identifica\u00e7\u00e3o com todas as suas caracter\u00edsticas e confronta\u00e7\u00f5es, localiza\u00e7\u00e3o, \u00e1rea e denomina\u00e7\u00e3o, se rural, ou logradouro e n\u00famero, se urbano, e sua designa\u00e7\u00e3o cadastral, se houver.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A Lei n. 10.267\/2001, que alterou a Lei de Registros P\u00fablicos, instituiu a necessidade de georreferenciamento dos im\u00f3veis rurais, uma t\u00e9cnica ainda mais precisa de descri\u00e7\u00e3o desses im\u00f3veis<\/strong>, que passou a ser exigida para os casos de desmembramento, parcelamento ou remembramento de im\u00f3veis rurais, bem como para efetiva\u00e7\u00e3o de registro.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, o procedimento de georreferenciamento passou a integrar o registro dos im\u00f3veis rurais, com a necessidade de que a certifica\u00e7\u00e3o do memorial descritivo conste da matr\u00edcula do im\u00f3vel, com o objetivo de aperfei\u00e7oar a identifica\u00e7\u00e3o e descri\u00e7\u00e3o dos im\u00f3veis rurais, garantindo uma maior precis\u00e3o e a veracidade das informa\u00e7\u00f5es constantes do registro p\u00fablico, principalmente para evitar eventuais efeitos negativos decorrentes de descri\u00e7\u00f5es imobili\u00e1rias vagas e imprecisas como a superposi\u00e7\u00e3o de \u00e1reas, por exemplo.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme defini\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o agr\u00e1ria defendida pelo Instituto Nacional de Coloniza\u00e7\u00e3o e Reforma Agr\u00e1ria (Incra), im\u00f3vel rural abrange a totalidade das glebas cont\u00edguas do mesmo propriet\u00e1rio utilizadas para fins econ\u00f4micos similares. Todavia, tal defini\u00e7\u00e3o, embora seja utilizada para fins de cadastro de im\u00f3veis rurais na autarquia, n\u00e3o pode ser utilizada no \u00e2mbito do direito registral, em observ\u00e2ncia ao j\u00e1 mencionado princ\u00edpio da especialidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o direito registral, com espeque nos princ\u00edpios da especialidade e da unitariedade, cada matr\u00edcula representa uma unidade imobili\u00e1ria, inclusive no que tange aos im\u00f3veis rurais, o que significa que o memorial descritivo a que se refere os \u00a7\u00a7 3\u00ba e 4\u00ba do artigo 176 da Lei de Registros P\u00fablicos deve corresponder ao im\u00f3vel representado pela matr\u00edcula e que, portanto, cada matr\u00edcula deve ser demarcada e georreferenciada individualmente.<\/p>\n\n\n\n<p>Nada impede que o propriet\u00e1rio requeira a unifica\u00e7\u00e3o das \u00e1reas descritas em matr\u00edculas distintas de sua propriedade, o que ent\u00e3o resultar\u00e1 na forma\u00e7\u00e3o de uma nova unidade imobili\u00e1ria com a abertura de uma nova matr\u00edcula. Somente nessa hip\u00f3tese \u00e9 que o per\u00edmetro georreferenciado dever\u00e1 abranger todos os im\u00f3veis referidos nas suas respectivas matr\u00edculas, as quais ser\u00e3o encerradas para constituir um \u00fanico im\u00f3vel rural com uma nova matr\u00edcula.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>5.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se aplica o conceito agr\u00e1rio de im\u00f3vel rural ao procedimento de certifica\u00e7\u00e3o do memorial descritivo georreferenciado, para os fins e efeitos do registro imobili\u00e1rio, devendo o georreferenciamento ser realizado no \u00e2mbito de cada matr\u00edcula individualizada.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-civil\"><a>DIREITO PROCESSUAL CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-criterios-para-arbitramento-de-honorarios-nos-casos-em-que-a-excecao-de-pre-executividade-visar-tao-somente-a-exclusao-do-excipiente-do-polo-passivo-da-execucao-fiscal-sem-impugnar-o-credito-executado\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Crit\u00e9rios para arbitramento de honor\u00e1rios nos casos em que a exce\u00e7\u00e3o de pr\u00e9-executividade visar, t\u00e3o somente, \u00e0 exclus\u00e3o do excipiente do polo passivo da execu\u00e7\u00e3o fiscal, sem impugnar o cr\u00e9dito executado<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>EMBARGOS DE DIVERG\u00caNCIA EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nos casos em que a exce\u00e7\u00e3o de pr\u00e9-executividade visar, t\u00e3o somente, \u00e0 exclus\u00e3o do excipiente do polo passivo da execu\u00e7\u00e3o fiscal, sem impugnar o cr\u00e9dito executado, os honor\u00e1rios advocat\u00edcios dever\u00e3o ser fixados por aprecia\u00e7\u00e3o equitativa, nos termos do art. 85, \u00a7 8\u00ba, do CPC\/2015, por n\u00e3o ser poss\u00edvel se estimar o proveito econ\u00f4mico obtido com o provimento jurisdicional.<\/p>\n\n\n\n<p>EREsp 1.880.560-RN, Rel. Ministro Francisco Falc\u00e3o, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 24\/4\/2024. (Info 812 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>6.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma execu\u00e7\u00e3o fiscal, a parte executada apresentou a exce\u00e7\u00e3o de pr\u00e9-executividade que visava somente a exclus\u00e3o do excipiente do polo passivo da execu\u00e7\u00e3o fiscal, sem impugnar o cr\u00e9dito executado.<\/p>\n\n\n\n<p>O juiz acolheu o pedido e fixou os honor\u00e1rios de forma equitativa, mas o advogado da excipiente sustenta que o valor deveria ser calculado sobre o proveito econ\u00f4mico obtido com a decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 85. A senten\u00e7a condenar\u00e1 o vencido a pagar honor\u00e1rios ao advogado do vencedor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 8\u00ba Nas causas em que for inestim\u00e1vel ou irris\u00f3rio o proveito econ\u00f4mico ou, ainda, quando o valor da causa for muito baixo, o juiz fixar\u00e1 o valor dos honor\u00e1rios por aprecia\u00e7\u00e3o equitativa, observando o disposto nos incisos do \u00a7 2\u00ba.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-apreciacao-equitativa\"><a>6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Aprecia\u00e7\u00e3o equitativa?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>\u00c9 o jeito!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O feito em discuss\u00e3o decorre de embargos de diverg\u00eancia opostos contra ac\u00f3rd\u00e3o da Primeira Turma, da relatoria do Ministro Benedito Gon\u00e7alves, no qual se definiu, em s\u00edntese, que &#8220;o \u00a7 8\u00ba do art. 85 do CPC\/2015 deve ser observado sempre que parte executada objetivar somente a exclus\u00e3o do polo passivo, sem impugna\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio, porquanto n\u00e3o h\u00e1 como estimar proveito econ\u00f4mico algum&#8221;. Foi apontado como paradigma o AgInt no REsp n. 1.665.300\/PR, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 12\/12\/2017, DJe 19\/12\/2017, no qual ficou decidido, em circunst\u00e2ncias semelhantes, que &#8220;a fixa\u00e7\u00e3o, pelo Tribunal de origem, do valor dos honor\u00e1rios por aprecia\u00e7\u00e3o equitativa, conforme determinado no \u00a7 8\u00ba do artigo 85 do CPC\/2015, mostra-se inadequada&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o controvertida, portanto, cinge-se \u00e0 possibilidade ou n\u00e3o de se determinar, de maneira objetiva, o valor do proveito econ\u00f4mico nas hip\u00f3teses de exclus\u00e3o de um dos coexecutados do polo passivo de execu\u00e7\u00e3o fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>Deve-se adotar o entendimento pela Primeira Turma do STJ, no sentido de que, nos casos em que a exce\u00e7\u00e3o de pr\u00e9-executividade visar, t\u00e3o somente, \u00e0 exclus\u00e3o do excipiente do polo passivo da execu\u00e7\u00e3o fiscal, sem impugnar o cr\u00e9dito executado, os honor\u00e1rios advocat\u00edcios dever\u00e3o ser fixados por aprecia\u00e7\u00e3o equitativa, nos moldes do art. 85, \u00a7 8\u00ba, do CPC\/2015, porquanto n\u00e3o h\u00e1 como se estimar o proveito econ\u00f4mico obtido com o provimento jurisdicional.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>N\u00e3o se pode admitir, em hip\u00f3teses tais, a fixa\u00e7\u00e3o dos honor\u00e1rios com base em percentual incidente sobre o valor da causa porquanto em feitos complexos que envolvam diversas pessoas f\u00edsicas e jur\u00eddicas por m\u00faltiplas hip\u00f3teses de redirecionamento de execu\u00e7\u00e3o fiscal, cogitar-se da possibilidade de que a Fazenda Nacional seja obrigada a arcar com honor\u00e1rios de cada exclu\u00eddo com base no valor total da causa implicaria exorbitante multiplica\u00e7\u00e3o indevida dos custos da execu\u00e7\u00e3o fiscal.<\/strong> Isso porque o cr\u00e9dito continua exig\u00edvel, em sua totalidade, do devedor principal ou outros respons\u00e1veis. A depender das circunst\u00e2ncias do caso concreto, a Fazenda P\u00fablica poderia se ver obrigada a pagar honor\u00e1rios m\u00faltiplas vezes, sobre um mesmo valor de causa, revelando-se inadequado bis in idem e impondo barreiras excessivas, ou mesmo inviabilizando, sob o ponto de vista do proveito \u00fatil do processo, a persegui\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos p\u00fablicos pela Procuradoria da Fazenda Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>A sa\u00edda considerada de calcular-se o valor do proveito econ\u00f4mico a partir da divis\u00e3o do valor total da d\u00edvida executada pelo n\u00famero de coexecutados, considerando-se a responsabilidade por fra\u00e7\u00e3o ideal da d\u00edvida, n\u00e3o merece acolhida. Isso porque a f\u00f3rmula n\u00e3o releva contornos objetivos seguros nem possibilidade de universaliza\u00e7\u00e3o sem distor\u00e7\u00f5es proporcionais, especialmente porque, em diversas circunst\u00e2ncias, h\u00e1 redirecionamento posterior da execu\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a outras pessoas jur\u00eddicas pertencentes a um mesmo grupo econ\u00f4mico, ou outros s\u00f3cios, n\u00e3o sendo absoluto ou definitivo o n\u00famero total de coexecutados existente no in\u00edcio da execu\u00e7\u00e3o fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>A depender dos motivos que autorizam a exclus\u00e3o de s\u00f3cio do polo passivo da execu\u00e7\u00e3o, n\u00e3o haveria que se falar em proveito econ\u00f4mico imediato na exclus\u00e3o, mas t\u00e3o somente posterga\u00e7\u00e3o de eventual pagamento de parte do d\u00e9bito. Ademais, \u00e9 necess\u00e1rio considerar que, mesmo em d\u00edvidas de valor elevado, o devedor n\u00e3o seria afetado al\u00e9m do limite do seu patrim\u00f4nio expropri\u00e1vel, o que tamb\u00e9m afeta a aferi\u00e7\u00e3o do proveito econ\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<p>No julgamento do recurso representativo da controv\u00e9rsia no&nbsp;Tema 961\/STJ&nbsp;&#8211; REsp n. 1.358.837\/SP, da relatoria Ministra Assusete Magalh\u00e3es, Primeira Se\u00e7\u00e3o, julgado em 10\/3\/2021, DJe de 29\/3\/2021 &#8211; no qual definiu-se a tese de que &#8220;Observado o princ\u00edpio da causalidade, \u00e9 cab\u00edvel a fixa\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios advocat\u00edcios, em exce\u00e7\u00e3o de pr\u00e9-executividade, quando o s\u00f3cio \u00e9 exclu\u00eddo do polo passivo da execu\u00e7\u00e3o fiscal, que n\u00e3o \u00e9 extinta&#8221;, constou, das raz\u00f5es de decidir, que o arbitramento dos honor\u00e1rios, a partir da extin\u00e7\u00e3o parcial da execu\u00e7\u00e3o, seria determinado com base no crit\u00e9rio de equidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Reputa-se correta a premissa adotada pela Primeira Turma do STJ de que, em regra, nos casos em que a exce\u00e7\u00e3o de pr\u00e9-executividade visar, t\u00e3o somente, \u00e0 exclus\u00e3o do excipiente do polo passivo da execu\u00e7\u00e3o fiscal, sem impugnar o cr\u00e9dito executado, os honor\u00e1rios advocat\u00edcios dever\u00e3o ser fixados por aprecia\u00e7\u00e3o equitativa, nos moldes do art. 85, \u00a7 8\u00ba, do CPC\/2015, porquanto n\u00e3o h\u00e1 como se estimar o proveito econ\u00f4mico obtido com o provimento jurisdicional.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 que se falar em inobserv\u00e2ncia da tese firmada no&nbsp;Tema 1076\/STJ&nbsp;dos recursos repetitivos, sendo a quest\u00e3o aqui definida &#8211; car\u00e1ter inestim\u00e1vel do proveito econ\u00f4mico decorrente da exclus\u00e3o de coexecutado do polo passivo da execu\u00e7\u00e3o fiscal &#8211; compat\u00edvel com a conclus\u00e3o alcan\u00e7ada no citado precedente qualificado, segunda parte, na qual se determinou que devem ser fixados por equidade os honor\u00e1rios nos casos em que o proveito econ\u00f4mico obtido pelo vencedor for inestim\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>6.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Nos casos em que a exce\u00e7\u00e3o de pr\u00e9-executividade visar, t\u00e3o somente, \u00e0 exclus\u00e3o do excipiente do polo passivo da execu\u00e7\u00e3o fiscal, sem impugnar o cr\u00e9dito executado, os honor\u00e1rios advocat\u00edcios dever\u00e3o ser fixados por aprecia\u00e7\u00e3o equitativa, nos termos do art. 85, \u00a7 8\u00ba, do CPC\/2015, por n\u00e3o ser poss\u00edvel se estimar o proveito econ\u00f4mico obtido com o provimento jurisdicional.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-teimosinha-do-sisbajud-e-ilegalidade\"><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Teimosinha do SISBAJUD e ilegalidade<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A reitera\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica de ordens de bloqueio on-line de valores (&#8220;Teimosinha&#8221;) n\u00e3o \u00e9, por si s\u00f3, revestida de ilegalidade, devendo a sua legalidade ser avaliada em cada caso concreto.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no REsp 2.091.261-PR, Rel. Ministro Benedito Gon\u00e7alves, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 22\/4\/2024, DJe 25\/4\/2024. (Info 812 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>7.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma execu\u00e7\u00e3o, a parte executada alega que o uso prolongado e indiscriminado de ferramentas como o sistema SISBAJUD, prorrogando o cumprimento de ordens judiciais por v\u00e1rios dias (famosa \u201cteimosinha\u201d: se n\u00e3o der, tenta de novo!), pode acarretar s\u00e9rios preju\u00edzos \u00e0 operacionalidade da empresa sem que se assegure a manuten\u00e7\u00e3o de suas atividades essenciais.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-alem-de-teimosa-e-ilegal\"><a>7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Al\u00e9m de \u201cteimosa\u201d \u00e9 ilegal?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>N\u00e3o \u00e9 pra tanto&#8230;<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No caso, trata-se de agravo em que alega a parte recorrente que o uso prolongado e indiscriminado de ferramentas como o sistema SISBAJUD, prorrogando o cumprimento de ordens judiciais por v\u00e1rios dias, pode acarretar s\u00e9rios preju\u00edzos \u00e0 operacionalidade da empresa sem que se assegure a manuten\u00e7\u00e3o de suas atividades essenciais.<\/p>\n\n\n\n<p>A Primeira Turma do STJ firmou entendimento no sentido de que &#8220;[a] modalidade &#8216;teimosinha&#8217; tenciona aumentar a efetividade das decis\u00f5es judiciais e aperfei\u00e7oar a presta\u00e7\u00e3o jurisdicional, notadamente no \u00e2mbito das execu\u00e7\u00f5es, e n\u00e3o \u00e9 revestida, por si s\u00f3, de qualquer ilegalidade, porque busca dar concretude aos arts. 797,&nbsp;<em>caput<\/em>, e 835, I, do CPC, os quais estabelecem, respectivamente, que a execu\u00e7\u00e3o se desenvolve em benef\u00edcio do exequente, e que a penhora em dinheiro \u00e9 priorit\u00e1ria na busca pela satisfa\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito. <strong>A medida deve ser avaliada em cada caso concreto, porque pode haver meios menos gravosos ao devedor de satisfa\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito (art. 805 do CPC), mas n\u00e3o se pode concluir que a ferramenta \u00e9, \u00e0 primeira vista, ilegal<\/strong>&#8221; (REsp n. 2.034.208\/RS, Rel. Min. Gurgel de Faria, Primeira Turma, DJe de 31\/1\/2023).<\/p>\n\n\n\n<p>Na hip\u00f3tese em discuss\u00e3o, observa-se que o indeferimento de acionamento da referida ferramenta pelo Tribunal&nbsp;<em>a quo<\/em>&nbsp;se apoia em fundamento gen\u00e9rico, sem men\u00e7\u00e3o \u00e0s peculiaridades f\u00e1ticas do caso concreto. Logo, deve ser provido o recurso, com a determina\u00e7\u00e3o de retorno dos autos para novo julgamento, ocasi\u00e3o em que o \u00f3rg\u00e3o julgador dever\u00e1 decidir a respeito da adequa\u00e7\u00e3o da medida pedida pela exequente, \u00e0 luz das peculiaridades do caso concreto, com observ\u00e2ncia do princ\u00edpio da razoabilidade.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A reitera\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica de ordens de bloqueio on-line de valores (&#8220;Teimosinha&#8221;) n\u00e3o \u00e9, por si s\u00f3, revestida de ilegalidade, devendo a sua legalidade ser avaliada em cada caso concreto.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-extensao-dos-efeitos-de-sentenca-coletiva-que-nao-delimita-seus-limites-subjetivos\"><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Extens\u00e3o dos efeitos de senten\u00e7a coletiva que n\u00e3o delimita seus limites subjetivos<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Caso a senten\u00e7a coletiva n\u00e3o tenha uma delimita\u00e7\u00e3o expressa dos seus limites subjetivos, especificando os benefici\u00e1rios do t\u00edtulo executivo judicial, a coisa julgada advinda da a\u00e7\u00e3o coletiva proposta por sindicato deve alcan\u00e7ar todas as pessoas abrangidas pela categoria profissional, e n\u00e3o apenas os seus filiados.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no AREsp 2.399.352-MA, Rel. Ministro Teodoro Silva Santos, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 23\/4\/2024, DJe 25\/4\/2024. (Info 812 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>8.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O Sindicato dos Servidores P\u00fablicos Estaduais (sindicato que abrange todos os servidores p\u00fablicos estaduais que n\u00e3o integram um sindicato espec\u00edfico) ajuizou a\u00e7\u00e3o coletiva por meio da qual requereu a incorpora\u00e7\u00e3o de certa parcela ao sal\u00e1rio dos servidores. Algum tempo depois, Creide, filiada ao Sindicato dos Professores Estaduais, intentou a execu\u00e7\u00e3o individual do julgado, mas teve sua ilegitimidade declarada.<\/p>\n\n\n\n<p>Como a senten\u00e7a coletiva n\u00e3o delimitou expressamente seus limites subjetivos, Creide sustenta que seria parte ileg\u00edtima para executar o referido t\u00edtulo judicial.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CLT:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 511. \u00c9 l\u00edcita a associa\u00e7\u00e3o para fins de estudo, defesa e coordena\u00e7\u00e3o dos seus interesses econ\u00f4micos ou profissionais de todos os que, como empregadores, empregados, agentes ou trabalhadores aut\u00f4nomos ou profissionais liberais exer\u00e7am, respectivamente, a mesma atividade ou profiss\u00e3o ou atividades ou profiss\u00f5es similares ou conexas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2\u00ba A similitude de condi\u00e7\u00f5es de vida oriunda da profiss\u00e3o ou trabalho em comum, em situa\u00e7\u00e3o de emprego na mesma atividade econ\u00f4mica ou em atividades econ\u00f4micas similares ou conexas, comp\u00f5e a express\u00e3o social elementar compreendida como categoria profissional.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 570. Os sindicatos constituir-se-\u00e3o, normalmente, por categorias econ\u00f4micas ou profissionais, espec\u00edficas, na conformidade da discrimina\u00e7\u00e3o do quadro das atividades e profiss\u00f5es a que se refere o art. 577 ou segundo as subdivis\u00f5es que, sob proposta da Comiss\u00e3o do Enquadramento Sindical, de que trata o art. 576, forem criadas pelo ministro do Trabalho, Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Par\u00e1grafo \u00fanico &#8211; Quando os exercentes de quaisquer atividades ou profiss\u00f5es se constitu\u00edrem, seja pelo n\u00famero reduzido, seja pela natureza mesma dessas atividades ou profiss\u00f5es, seja pelas afinidades existentes entre elas, em condi\u00e7\u00f5es tais que n\u00e3o se possam sindicalizar eficientemente pelo crit\u00e9rio de especificidade de categoria, \u00e9-lhes permitido sindicalizar-se pelo crit\u00e9rio de categorias similares ou conexas, entendendo-se como tais as que se acham compreendidas nos limites de cada grupo constante do Quadro de Atividades e Profiss\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-ta-dentro-ou-ta-fora\"><a>8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; T\u00e1 dentro ou t\u00e1 fora?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>T\u00e1 dentro!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Do direito do trabalho, colhe-se que <strong>a categoria profissional, como ponto de jun\u00e7\u00e3o institucional dos trabalhadores em torno do sindicato, \u00e9 constitu\u00edda, em rela\u00e7\u00e3o ao enquadramento sindical, pela &#8220;similitude de condi\u00e7\u00f5es de vida oriunda da profiss\u00e3o ou trabalho em comum, em situa\u00e7\u00e3o de emprego na mesma atividade econ\u00f4mica ou em atividades econ\u00f4micas similares ou conexas<\/strong>&#8221; (art. 511, \u00a7 2\u00ba, Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho &#8211; CLT).<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse panorama, as regras da unicidade e especificidade sindicais (art. 570, CLT) n\u00e3o parecem constituir argumento suficiente para impedir a execu\u00e7\u00e3o individual de t\u00edtulo judicial formado por sindicato que abrange a generalidade da categoria substitu\u00edda. Isto porque <strong>aquele instituto do direito do trabalho n\u00e3o influi neste do processo civil, mais especificamente do processo coletivo, por possu\u00edrem raz\u00f5es jur\u00eddicas distintas de ser e existir.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, o Superior Tribunal de Justi\u00e7a j\u00e1 firmou entendimento no sentido do &#8220;reconhecimento (&#8230;) a todos quantos se encontrem na condi\u00e7\u00e3o de substitu\u00eddo pelo ente sindical, independentemente de constar ou n\u00e3o de lista anexa \u00e0 peti\u00e7\u00e3o inicial ou mesmo de encontrar-se a ele filiado \u00e0 data do ajuizamento da a\u00e7\u00e3o, mas que compartilhem da mesma situa\u00e7\u00e3o funcional que ensejou a demanda coletiva, o direito de pleitear individualmente o cumprimento do t\u00edtulo judicial&#8221; (AgInt no REsp n. 1.956.999\/RS, relator Ministro Francisco Falc\u00e3o, Segunda Turma, julgado em 9\/11\/2022, DJe de 11\/11\/2022); bem como de que o &#8220;servidor p\u00fablico integrante da categoria beneficiada, desde que comprove essa condi\u00e7\u00e3o, tem legitimidade para propor execu\u00e7\u00e3o individual, ainda que n\u00e3o ostente a condi\u00e7\u00e3o de filiado ou associado da entidade autora da a\u00e7\u00e3o de conhecimento&#8221; (AgInt no AREsp n. 1.481.158\/RJ, relator Ministro Francisco Falc\u00e3o, Segunda Turma, julgado em 19\/10\/2020, DJe de 22\/10\/2020).<\/p>\n\n\n\n<p>Registre-se ainda o fato de se tratar de execu\u00e7\u00e3o individual advinda de t\u00edtulo proferido em a\u00e7\u00e3o coletiva em que n\u00e3o houve a limita\u00e7\u00e3o subjetiva da coisa julgada apenas aos integrantes do sindicato promovente. Observa-se, pela leitura da senten\u00e7a e do ac\u00f3rd\u00e3o origin\u00e1rios, que o reajuste salarial foi concedido a todos os servidores p\u00fablicos estaduais, e n\u00e3o somente a uma classe espec\u00edfica de profissionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo, \u00e9 invi\u00e1vel restringir os efeitos da decis\u00e3o apenas aos filiados \u00e0 mesma entidade sindical promotora do lit\u00edgio coletivo &#8211; no caso, dos servidores p\u00fablicos estaduais -, ainda mais quando o Estado reconheceu, na fase de liquida\u00e7\u00e3o, o direito da recorrente sindicalizada em categoria abrangida por aquela &#8211; na esp\u00e9cie, do magist\u00e9rio estadual -, em homenagem aos princ\u00edpios do m\u00e1ximo benef\u00edcio da coisa julgada coletiva e da m\u00e1xima efetividade do processo coletivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Sendo assim, caso a senten\u00e7a coletiva n\u00e3o tenha uma delimita\u00e7\u00e3o expressa dos seus limites subjetivos, especificando os benefici\u00e1rios do t\u00edtulo executivo judicial, a coisa julgada advinda da a\u00e7\u00e3o coletiva deve alcan\u00e7ar todas as pessoas abrangidas pela categoria profissional, e n\u00e3o apenas pelos seus filiados, podendo, ainda, ser aproveitada por trabalhadores vinculados a outro ente sindical, desde que contidos no universo daquele mais abrangente.<\/p>\n\n\n\n<p>Ressalte-se que haveria grave viola\u00e7\u00e3o \u00e0 seguran\u00e7a jur\u00eddica e \u00e0 prote\u00e7\u00e3o da confian\u00e7a leg\u00edtima se, passados mais de uma d\u00e9cada do ingresso no feito coletivo, a parte ativa fosse considerada ileg\u00edtima por excesso de formalismo, sob pena de deixar dezenas ou at\u00e9 centenas de servidores desamparados, estando prescritas as parcelas anteriores ao quinqu\u00eanio legal, em manifesta afronta \u00e0 efici\u00eancia da demanda coletiva e \u00e0 igualdade material.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>8.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Caso a senten\u00e7a coletiva n\u00e3o tenha uma delimita\u00e7\u00e3o expressa dos seus limites subjetivos, especificando os benefici\u00e1rios do t\u00edtulo executivo judicial, a coisa julgada advinda da a\u00e7\u00e3o coletiva proposta por sindicato deve alcan\u00e7ar todas as pessoas abrangidas pela categoria profissional, e n\u00e3o apenas os seus filiados.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-necessidade-de-comprovacao-de-regularidade-fiscal-dos-processos-de-recuperacao-judicial-em-andamento-no-momento-da-entrada-em-vigor-da-lei-n-14-112-2020-mas-ainda-pendente-a-concessao-da-recuperacao-judicial\"><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Necessidade de comprova\u00e7\u00e3o de regularidade fiscal dos processos de recupera\u00e7\u00e3o judicial em andamento no momento da entrada em vigor da Lei n. 14.112\/2020, mas ainda pendente a concess\u00e3o da recupera\u00e7\u00e3o judicial<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos <a>processos de recupera\u00e7\u00e3o judicial em andamento no momento da entrada em vigor da Lei n. 14.112\/2020, mas ainda pendente a concess\u00e3o da recupera\u00e7\u00e3o judicial<\/a>, deve ser conferido prazo razo\u00e1vel pelo Ju\u00edzo da recupera\u00e7\u00e3o para comprova\u00e7\u00e3o da regularidade fiscal antes de decidir sobre o pedido.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.127.647-SP, Rel. Ministro Marco Aur\u00e9lio Bellizze, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 14\/5\/2024, DJe 17\/5\/2024. (Info 812 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>9.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Codisa Ltda ajuizou a\u00e7\u00e3o de recupera\u00e7\u00e3o judicial antes da vig\u00eancia da Lei 14.112\/2020, que passou a exigir a comprova\u00e7\u00e3o da regularidade fiscal para a concess\u00e3o do pedido. Quando intimada para apresentar tais documentos, a empresa sustentou e reiterou em recurso que tal exig\u00eancia advinda da Lei n. 14.112\/2020 somente poderia incidir sobre os pedidos ajuizados e deferidos ap\u00f3s a sua vig\u00eancia, em observ\u00e2ncia ao princ\u00edpio tempus regit actum, n\u00e3o sendo este o caso, em que as circunst\u00e2ncias antecedem a lei nova.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>9.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 14. A norma processual n\u00e3o retroagir\u00e1 e ser\u00e1 aplic\u00e1vel imediatamente aos processos em curso, respeitados os atos processuais praticados e as situa\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas consolidadas sob a vig\u00eancia da norma revogada.<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 11.101\/2005:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 47. A recupera\u00e7\u00e3o judicial tem por objetivo viabilizar a supera\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o de crise econ\u00f4mico-financeira do devedor, a fim de permitir a manuten\u00e7\u00e3o da fonte produtora, do emprego dos trabalhadores e dos interesses dos credores, promovendo, assim, a preserva\u00e7\u00e3o da empresa, sua fun\u00e7\u00e3o social e o est\u00edmulo \u00e0 atividade econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 58. Cumpridas as exig\u00eancias desta Lei, o juiz conceder\u00e1 a recupera\u00e7\u00e3o judicial do devedor cujo plano n\u00e3o tenha sofrido obje\u00e7\u00e3o de credor nos termos do art. 55 desta Lei ou tenha sido aprovado pela assembleia-geral de credores na forma dos arts. 45 ou 56-A desta Lei.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 189. Aplica-se, no que couber, aos procedimentos previstos nesta Lei, o disposto na Lei n\u00ba 13.105, de 16 de mar\u00e7o de 2015 (C\u00f3digo de Processo Civil), desde que n\u00e3o seja incompat\u00edvel com os princ\u00edpios desta Lei.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-exige-regularidade-ou-nao\"><a>9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Exige regularidade ou n\u00e3o<\/a>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Sim, mas com prazo para apresentar!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Lei n. 14.112\/2020, que entrou em vigor 30 (trinta) dias ap\u00f3s a sua publica\u00e7\u00e3o, ou seja, em 23\/1\/2021, aplica-se aos casos em andamento, consoante o teor do art. 5\u00ba, observando-se o disposto no art. 14 do CPC\/2015, segundo o qual &#8220;a norma processual n\u00e3o retroagir\u00e1 e ser\u00e1 aplic\u00e1vel imediatamente aos processos em curso, respeitados os atos processuais praticados e as situa\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas consolidadas sob a vig\u00eancia da norma revogada&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A despeito do citado art. 14 do CPC\/2015 limitar-se \u00e0 norma processual, igualmente se aplicam as balizas restritivas da incid\u00eancia da lei nova \u00e0 norma de cunho material, pois, partindo da natureza mista da Lei de Recupera\u00e7\u00e3o e Fal\u00eancia, o art. 5\u00ba da Lei n. 14.112\/2020 deve ser lido em conjunto com o art. 6\u00ba da LINDB<\/strong>, que, versando sobre a retroatividade m\u00ednima da lei, imp\u00f5e o respeito, pela lei nova, aos atos praticados validamente segundo a lei vigente \u00e0 \u00e9poca.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse regramento representa a ado\u00e7\u00e3o pelo legislador da teoria do isolamento dos atos processuais, encampada pacificamente pela jurisprud\u00eancia deste Tribunal Superior.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a regra \u00e9 a incid\u00eancia imediata da Lei n. 14.112\/2020 aos processos pendentes, ressalvadas as hip\u00f3teses elencadas nos incisos do \u00a7 1\u00ba do art. 5\u00ba, em que o marco temporal de incid\u00eancia dessa lei nova \u00e9 a data de ajuizamento do pedido de recupera\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora a Lei de Recupera\u00e7\u00e3o de Empresas e Fal\u00eancia seja de natureza mista (material e processual), n\u00e3o h\u00e1 \u00f3bice \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o imediata e integral da Lei n. 14.112\/2020, independentemente da natureza da norma.<\/p>\n\n\n\n<p>No que tange aos arts. 47 e 58 da Lei n. 11.101\/2005, a jurisprud\u00eancia dominante atual do STJ \u00e9 un\u00edssona na esteira de que, com a entrada em vigor da Lei n. 14.112\/2020, \u00e9 imprescind\u00edvel \u00e0 concess\u00e3o da recupera\u00e7\u00e3o judicial a comprova\u00e7\u00e3o da regularidade fiscal das empresas em recupera\u00e7\u00e3o, com a apresenta\u00e7\u00e3o das certid\u00f5es negativas de d\u00e9bito tribut\u00e1rio (ou positivas com efeito de negativa), na forma do art. 57 da Lei n. 11.101\/2005.<\/p>\n\n\n\n<p>Da an\u00e1lise da Lei n. 11.101\/2005, n\u00e3o se verifica essa exig\u00eancia em momento anterior do processo de recupera\u00e7\u00e3o, pois n\u00e3o se trata de pressuposto do deferimento do pedido de recupera\u00e7\u00e3o judicial (art. 48 da Lei n. 11.101\/2005), nem de documento de juntada obrigat\u00f3ria com a peti\u00e7\u00e3o inicial (art. 51 da Lei n. 11.101\/2005).<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, <strong>conclui-se que a comprova\u00e7\u00e3o da regularidade fiscal da empresa em soerguimento \u00e9 condi\u00e7\u00e3o apenas \u00e0 homologa\u00e7\u00e3o judicial do plano e \u00e0 concess\u00e3o da recupera\u00e7\u00e3o judicial<\/strong>, sendo este o marco para fins de incid\u00eancia da Lei n. 14.112\/2020 e, em consequ\u00eancia, da jurisprud\u00eancia atual do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, que, superando o entendimento anterior, confere efetiva aplicabilidade ao art. 57 da Lei n. 11.101\/2005.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse foi o entendimento da Quarta Turma proferido no julgamento do outrora citado REsp n. 1.955.325-PE, dispondo que, &#8220;na hip\u00f3tese de decis\u00f5es homologat\u00f3rias do plano de recupera\u00e7\u00e3o proferidas anteriormente \u00e0 vig\u00eancia da Lei n. 14.112\/2020, aplica-se o entendimento jurisprudencial pret\u00e9rito no sentido da inexigibilidade da comprova\u00e7\u00e3o da regularidade fiscal, forte no princ\u00edpio<em>&nbsp;tempus regit actum<\/em>&nbsp;(art. 5\u00ba, XXXVI, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal e art. 6\u00ba da Lei de Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0s Normas do Direito Brasileiro), de forma a n\u00e3o prejudicar o cumprimento do plano&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, em rela\u00e7\u00e3o aos processos de recupera\u00e7\u00e3o em andamento no momento da entrada em vigor da Lei n. 14.112\/2020, mas ainda pendente a concess\u00e3o da recupera\u00e7\u00e3o judicial, h\u00e1 de ser conferido prazo razo\u00e1vel pelo Ju\u00edzo da recupera\u00e7\u00e3o para a ado\u00e7\u00e3o dessa provid\u00eancia antes de decidir sobre a concess\u00e3o, tendo em vista os preceitos dos arts. 218, \u00a7 1\u00ba, do CPC\/2015 e do art. 189 da Lei n. 11.101\/2005.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>9.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos processos de recupera\u00e7\u00e3o judicial em andamento no momento da entrada em vigor da Lei n. 14.112\/2020, mas ainda pendente a concess\u00e3o da recupera\u00e7\u00e3o judicial, deve ser conferido prazo razo\u00e1vel pelo Ju\u00edzo da recupera\u00e7\u00e3o para comprova\u00e7\u00e3o da regularidade fiscal antes de decidir sobre o pedido.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-tributario\"><a>DIREITO TRIBUT\u00c1RIO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-nbsp-providencias-elencadas-no-art-53-da-lei-n-6-766-1979-para-que-possa-ser-alterado-o-uso-de-solo-rural-para-fins-urbanos-e-do-fato-gerador-e-a-cobranca-de-iptu-sobre-imovel-que-por-lei-local-passou-a-integrar-a-zona-urbana-da-municipalidade\"><a>10.&nbsp; Provid\u00eancias elencadas no art. 53 da Lei n. 6.766\/1979 para que possa ser alterado o uso de solo rural para fins urbanos e do fato gerador e \u00e0 cobran\u00e7a de IPTU sobre im\u00f3vel que, por lei local, passou a integrar a zona urbana da municipalidade<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As provid\u00eancias elencadas no art. 53 da Lei n. 6.766\/1979 para que possa ser alterado o uso de solo rural para fins urbanos, dentre elas a necessidade de pr\u00e9via audi\u00eancia do Incra, n\u00e3o configuram condi\u00e7\u00e3o \u00e0 caracteriza\u00e7\u00e3o do fato gerador e \u00e0 cobran\u00e7a de IPTU sobre im\u00f3vel que, por lei local, passou a integrar a zona urbana da municipalidade e que preenche os requisitos do art. 32 do CTN.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.105.387-SP, Rel. Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 14\/5\/2024. (Info 812 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>10.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Crementino ajuizou a\u00e7\u00e3o anulat\u00f3ria de lan\u00e7amento fiscal em desfavor do Munic\u00edpio Cobromesmo sob a alega\u00e7\u00e3o de n\u00e3o incid\u00eancia de IPTU em raz\u00e3o da destina\u00e7\u00e3o rural dada ao im\u00f3vel, da aus\u00eancia de lei municipal a integrar o im\u00f3vel no per\u00edmetro urbano e descumprimento de obriga\u00e7\u00e3o de comunica\u00e7\u00e3o da altera\u00e7\u00e3o do solo ao Incra.<\/p>\n\n\n\n<p>O munic\u00edpio sustenta que o artigo 53 da Lei 6.766\/79 situado nas disposi\u00e7\u00f5es finais na lei do parcelamento do solo urbano teria efeitos meramente cadastrais, n\u00e3o possuindo for\u00e7a isentiva ou imunizante, pois n\u00e3o trouxe norma que elimine qualquer elemento da regra matriz de incid\u00eancia do IPTU, permanecendo inc\u00f3lume a obriga\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria <em>ex lege<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>10.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-1-questao-juridica\"><a>10.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 6.766\/1979:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 53. Todas as altera\u00e7\u00f5es de uso do solo rural para fins urbanos depender\u00e3o de pr\u00e9via audi\u00eancia do Instituto Nacional de Coloniza\u00e7\u00e3o e Reforma Agr\u00e1ria &#8211; INCRA, do \u00d3rg\u00e3o Metropolitano, se houver, onde se localiza o Munic\u00edpio, e da aprova\u00e7\u00e3o da Prefeitura municipal, ou do Distrito Federal quando for o caso, segundo as exig\u00eancias da legisla\u00e7\u00e3o pertinente.<\/p>\n\n\n\n<p>Constitui\u00e7\u00e3o Federal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 182. A pol\u00edtica de desenvolvimento urbano, executada pelo Poder P\u00fablico municipal, conforme diretrizes gerais fixadas em lei, tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das fun\u00e7\u00f5es sociais da cidade e garantir o bem- estar de seus habitantes.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>CTN:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 32. O imp\u00f4sto, de compet\u00eancia dos Munic\u00edpios, s\u00f4bre a propriedade predial e territorial urbana tem como fato gerador a propriedade, o dom\u00ednio \u00fatil ou a posse de bem im\u00f3vel por natureza ou por acess\u00e3o f\u00edsica, como definido na lei civil, localizado na zona urbana do Munic\u00edpio.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-2-caracterizado-o-fato-gerador\"><a>10.2.2. Caracterizado o fato gerador?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeap!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia em definir se o art. 53 da Lei n. 6.766\/1979 estabelece a obriga\u00e7\u00e3o do munic\u00edpio de previamente comunicar ao Instituto Nacional de Coloniza\u00e7\u00e3o e Reforma Agr\u00e1ria &#8211; Incra acerca da altera\u00e7\u00e3o de destina\u00e7\u00e3o de \u00e1rea rural para urbana, como condi\u00e7\u00e3o para que a propriedade deixe de sofrer a incid\u00eanica do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural&nbsp;<strong>&#8211;&nbsp;<\/strong>ITR e passe a sofrer a incid\u00eancia do Imposto Predial e Territorial Urbano &#8211; IPTU, a fim de se evitar a bitributa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O art. 182 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal (CF) preconiza que &#8220;a pol\u00edtica de desenvolvimento urbano, executada pelo Poder P\u00fablico municipal, conforme diretrizes gerais fixadas em lei, tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das fun\u00e7\u00f5es sociais da cidade e garantir o bem-estar de seus habitantes&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A Lei n. 6.766\/1979, por sua vez, \u00e9 a lei federal ordin\u00e1ria, recepcionada pela CF, que disciplina as normas gerais sobre a pol\u00edtica urbana referente ao parcelamento do solo, dispondo no mencionado art. 53 que: &#8220;todas as altera\u00e7\u00f5es de uso do solo rural para fins urbanos depender\u00e3o de pr\u00e9via audi\u00eancia do Instituto Nacional de Coloniza\u00e7\u00e3o e Reforma Agr\u00e1ria &#8211; INCRA, do \u00d3rg\u00e3o Metropolitano, se houver, onde se localiza o Munic\u00edpio, e da aprova\u00e7\u00e3o da Prefeitura municipal, ou do Distrito Federal quando for o caso, segundo as exig\u00eancias da legisla\u00e7\u00e3o pertinente&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>N\u00e3o h\u00e1 na reda\u00e7\u00e3o do texto legal, portanto, passagem que possa sugerir eventual subordina\u00e7\u00e3o entre os entes p\u00fablicos, notadamente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 exist\u00eancia de condicionante para fins de tributa\u00e7\u00e3o municipal<\/strong>. As condi\u00e7\u00f5es estabelecidas no supracitado dispositivo dizem respeito \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de altera\u00e7\u00f5es no uso do solo rural para fins urbanos, ou seja, s\u00e3o dirigidas \u00e0 pessoa do loteador, que somente poder\u00e1 efetivar essa modifica\u00e7\u00e3o de utiliza\u00e7\u00e3o da \u00e1rea depois de consultar (&#8220;pr\u00e9via audi\u00eancia&#8221;) o Incra e o \u00f3rg\u00e3o municipal pertinente e de obter a aprova\u00e7\u00e3o do projeto pela prefeitura ou do Distrito Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa disposi\u00e7\u00e3o legal atribui apenas \u00e0 municipalidade a atribui\u00e7\u00e3o de aprovar ou desaprovar essa modifica\u00e7\u00e3o de uso para fins de loteamento, o que guarda sintonia com o art. 12 dessa mesma lei, que assim disp\u00f5e: &#8220;Art. 12. O projeto de loteamento e desmembramento dever\u00e1 ser aprovado pela Prefeitura Municipal, ou pelo Distrito Federal quando for o caso, a quem compete tamb\u00e9m a fixa\u00e7\u00e3o das diretrizes a que aludem os arts. 6\u00ba e 7\u00ba desta Lei, salvo a exce\u00e7\u00e3o prevista no artigo seguinte&#8221;. Ressalte-se ainda que essa consulta ao Incra est\u00e1 prevista antes da aprova\u00e7\u00e3o do projeto pela municipalidade e, por conseguinte, da lei municipal que integrar\u00e1 essa \u00e1rea na zona urbana da cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Constata-se, assim, que as provid\u00eancias elencadas no art. 53 da Lei n. 6.766\/1979 dizem respeito \u00e0s condi\u00e7\u00f5es para se garantir, no m\u00e1ximo, a regularidade do processo de parcelamento\/loteamento de \u00e1rea ent\u00e3o rural, e n\u00e3o aos requisitos para a cobran\u00e7a do IPTU sobre im\u00f3vel que, por lei local, passou a ser considerado como urbano, ou seja, o supracitado comando normativo trata de regra procedimental para fins de parcelamento do solo urbano, n\u00e3o implicando regra de natureza tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, eventual circunst\u00e2ncia condicionante \u00e0 configura\u00e7\u00e3o do fato gerador do tributo em quest\u00e3o (IPTU) somente poderia ser validamente institu\u00edda por lei complementar (art. 146, III, &#8220;a&#8221;, da CF), o que n\u00e3o \u00e9 o caso da Lei n. 6.766\/1979; bem como n\u00e3o se vislumbra a ocorr\u00eancia de bitributa\u00e7\u00e3o, porquanto tal fen\u00f4meno ocorre quando dois entes federados exigem o pagamento de tributo por um mesmo fato gerador, o que n\u00e3o ocorre na esp\u00e9cie.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, ressalvada a subsist\u00eancia da destina\u00e7\u00e3o rural do im\u00f3vel (Tema 174&nbsp;do STJ), estando preenchidas as condi\u00e7\u00f5es elencadas no art. 32 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional &#8211; CTN, \u00e9 de se considerar v\u00e1lidos o lan\u00e7amento e a cobran\u00e7a do IPTU sobre os im\u00f3veis que a lei municipal passou a definir como pertencentes \u00e0 zona urbana da cidade.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-3-resultado-final\"><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a>10.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>As provid\u00eancias elencadas no art. 53 da Lei n. 6.766\/1979 para que possa ser alterado o uso de solo rural para fins urbanos, dentre elas a necessidade de pr\u00e9via audi\u00eancia do Incra, n\u00e3o configuram condi\u00e7\u00e3o \u00e0 caracteriza\u00e7\u00e3o do fato gerador e \u00e0 cobran\u00e7a de IPTU sobre im\u00f3vel que, por lei local, passou a integrar a zona urbana da municipalidade e que preenche os requisitos do art. 32 do CTN.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-penal\"><a>DIREITO PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-nbsp-crime-impeditivo-em-concurso-e-indulto-do-decreto-presidencial-11-302-2022\"><a>11.&nbsp; Crime impeditivo em concurso e indulto do Decreto Presidencial 11.302\/2022.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O crime impeditivo do indulto, fundamentado no Decreto Presidencial n. 11.302\/2022, deve ser considerado tanto no concurso de crimes quanto em raz\u00e3o da unifica\u00e7\u00e3o de penas.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no HC 890.929-SE, Rel. Ministro Sebasti\u00e3o Reis J\u00fanior, Terceira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 24\/4\/2024, DJe 29\/4\/2024. (Info 812 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>11.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Craudi\u00e3o, em cumprimento de pena por crime de associa\u00e7\u00e3o criminosa e roubo majorado, praticados em concurso, bem como de recepta\u00e7\u00e3o simples, requereu a concess\u00e3o do indulto natalino previsto no Decreto 11.302\/2022, o que foi deferido.<\/p>\n\n\n\n<p>O MPF n\u00e3o curtiu e interp\u00f4s recurso no qual sustenta que a decis\u00e3o, al\u00e9m de conflitar com a necessidade de interpreta\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica e restritiva, de norma liberativa e discricion\u00e1ria do Presidente da Rep\u00fablica, ainda se contrap\u00f5e ao entendimento exarado pelo Supremo Tribunal Federal.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>11.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-1-ha-de-ser-considerado\"><a>11.2.1. H\u00e1 de ser considerado?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Com certeza!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No julgamento do AgRg no HC n. 856.053\/SC, a Terceira Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a firmou orienta\u00e7\u00e3o de que, para a concess\u00e3o do benef\u00edcio de indulto, fundamentado no Decreto Presidencial n. 11.302\/2022, dever-se-ia considerar como crime impeditivo do benef\u00edcio apenas o cometido em concurso. Em se tratando de crimes cometidos em contextos diversos, fora das hip\u00f3teses de concurso (material ou formal), n\u00e3o haveria de se exigir o cumprimento integral da pena pelos crimes impeditivos.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, sobreveio a aprecia\u00e7\u00e3o do tema pelo Supremo Tribunal Federal, ocasi\u00e3o na qual o Pleno da Corte, em sess\u00e3o de julgamento realizada em 21\/2\/2024, firmou a orienta\u00e7\u00e3o de que o crime impeditivo do indulto, fundamentado no referido Decreto Presidencial, deve ser considerado tanto no concurso de crimes quanto em raz\u00e3o da unifica\u00e7\u00e3o de penas.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a fim de prezar pela seguran\u00e7a jur\u00eddica, deve o Superior Tribunal de Justi\u00e7a modificar sua convic\u00e7\u00e3o, a fim de considerar que o crime impeditivo do benef\u00edcio do indulto, fundamentado no Decreto Presidencial n. 11.302\/2022, deve ser tanto o praticado em concurso como o remanescente em raz\u00e3o da unifica\u00e7\u00e3o de penas.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-2-resultado-final\"><a>11.2.2. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O crime impeditivo do indulto, fundamentado no Decreto Presidencial n. 11.302\/2022, deve ser considerado tanto no concurso de crimes quanto em raz\u00e3o da unifica\u00e7\u00e3o de penas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-nbsp-desastres-ambientais-e-flexibilizacao-das-prisoes\"><a>12.&nbsp; Desastres ambientais e flexibiliza\u00e7\u00e3o das pris\u00f5es<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO EM HABEAS CORPUS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em situa\u00e7\u00f5es de desastres p\u00fablicos, a flexibiliza\u00e7\u00e3o das pris\u00f5es, mediante avalia\u00e7\u00e3o individualizada da segrega\u00e7\u00e3o cautelar, pode ser justificada por motivos humanit\u00e1rios ou por quest\u00f5es pr\u00e1ticas e operacionais relativas \u00e0 crise e aos \u00f3rg\u00e3os respons\u00e1veis pelo gerenciamento das a\u00e7\u00f5es estatais.<\/p>\n\n\n\n<p>RHC 191.995-RS, Rel. Ministra Daniela Teixeira, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 14\/5\/2024. (Info 812 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>12.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A Defensoria P\u00fablica do Estado do Rio Grande do Sul impetrou HC em face da decis\u00e3o que manteve a pris\u00e3o de Creosvalda por entender presentes os requisitos da segrega\u00e7\u00e3o cautelar, ap\u00f3s pris\u00e3o em flagrante pela suposta pr\u00e1tica do crime de tr\u00e1fico de entorpecentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Em recurso, a DPE afirma estarem presentes os pressupostos previstos nas diretrizes do CNJ para os casos de r\u00e9us presos no Estado do Rio Grande do Sul, que enfrenta calamidade p\u00fablica, para a liberdade provis\u00f3ria ou substitui\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o cautelar por pris\u00e3o domiciliar da paciente m\u00e3e de crian\u00e7as menores de 12 anos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>12.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-1-possivel-a-flexibilizacao\"><a>12.2.1. Poss\u00edvel a flexibiliza\u00e7\u00e3o?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Sim sinhora!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em situa\u00e7\u00f5es de desastres p\u00fablicos, a flexibiliza\u00e7\u00e3o das pris\u00f5es pode ser justificada por motivos humanit\u00e1rios ou por quest\u00f5es pr\u00e1ticas e operacionais relativas \u00e0 crise e aos \u00f3rg\u00e3os respons\u00e1veis pelo gerenciamento das a\u00e7\u00f5es estatais. <strong>Eventos como pandemias, cat\u00e1strofes naturais ou emerg\u00eancias em larga escala exigem uma reavalia\u00e7\u00e3o das prioridades e capacidades do sistema prisional, que pode ser gravemente afetado nessas circunst\u00e2ncias.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Do ponto de vista humanit\u00e1rio, a superlota\u00e7\u00e3o e as condi\u00e7\u00f5es muitas vezes prec\u00e1rias das pris\u00f5es podem se tornar ainda mais problem\u00e1ticas durante uma calamidade. Quest\u00f5es como higiene prec\u00e1ria, acesso limitado a cuidados m\u00e9dicos e a impossibilidade de manter o distanciamento social podem transformar as pris\u00f5es em focos de propaga\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as, representando um risco n\u00e3o apenas para os detentos, mas tamb\u00e9m para os funcion\u00e1rios penitenci\u00e1rios e a comunidade em geral.<\/p>\n\n\n\n<p>Sob uma \u00f3tica mais pragm\u00e1tica, a libera\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria ou a aplica\u00e7\u00e3o de penas alternativas \u00e0 pris\u00e3o domiciliar ou liberdade condicional podem ser medidas necess\u00e1rias para reduzir a press\u00e3o sobre as instala\u00e7\u00f5es carcer\u00e1rias. Isso possibilita que a administra\u00e7\u00e3o prisional concentre seus recursos limitados na ger\u00eancia da crise e na prote\u00e7\u00e3o dos detentos sob cust\u00f3dia, especialmente aqueles que n\u00e3o podem ser liberados por conta da natureza de seus crimes ou do perigo que representam para a sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, tais a\u00e7\u00f5es podem ser consideradas uma maneira de garantir a incolumidade e os direitos humanos das pessoas presas, garantindo que n\u00e3o sejam desproporcionalmente prejudicados durante uma crise que requer medidas extraordin\u00e1rias. \u00c9 crucial que tais decis\u00f5es sejam baseadas em avalia\u00e7\u00f5es minuciosas e personalizadas dos riscos envolvidos para cada detento, a fim de assegurar que a seguran\u00e7a p\u00fablica permane\u00e7a como prioridade<\/p>\n\n\n\n<p>No caso em apre\u00e7o, a situa\u00e7\u00e3o excepcional\u00edssima a garantir a medida diferente da segrega\u00e7\u00e3o cautelar est\u00e1 caracterizada pela necessidade de garantir-se os cuidados e os interesses da crian\u00e7a durante o tr\u00e2mite do processo, eis que em se tratando de uma beb\u00ea de apenas 5 meses, presume-se a necessidade dos cuidados maternos em tenra idade, em situa\u00e7\u00e3o de calamidade p\u00fablica enfrentada pelo Estado do Rio Grande do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, quanto ao pedido de extens\u00e3o a todas a presas do Estado pretendido pela Defensoria P\u00fablica, em se tratando de pris\u00f5es definitivas e provis\u00f3rias no Estado do Rio Grande do Sul, que enfrenta o que talvez se possa afirmar ser o pior desastre natural de sua hist\u00f3ria, a aten\u00e7\u00e3o do Poder Judici\u00e1rio e a garantia da paz social exigem um cuidado redobrado dos operadores do direito. Essa \u00e9 a raz\u00e3o da positiva\u00e7\u00e3o das diretrizes pelo CNJ.<\/p>\n\n\n\n<p>A extens\u00e3o extra processual pretendida extrapola a compet\u00eancia desta Turma, uma vez que se trata de provid\u00eancia pleiteada em&nbsp;<em>habeas corpu<\/em>s individual, inexistindo a possibilidade de exame da similaridade exigida na norma processual.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, ainda que com grande esfor\u00e7o interpretativo na avalia\u00e7\u00e3o dos requisitos da pris\u00e3o preventiva das pessoas presas no Estado afligido pela calamidade, n\u00e3o se pode correr o risco de agravar-se o caos e o sentimento de inseguran\u00e7a das v\u00edtimas e da sociedade em geral. Pessoas com hist\u00f3rico de viol\u00eancia, acusadas de crimes graves, ainda que sem o tr\u00e2nsito em julgado, n\u00e3o podem ser libertadas sem uma avalia\u00e7\u00e3o individualizada de sua segrega\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-2-resultado-final\"><a>12.2.2. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Em situa\u00e7\u00f5es de desastres p\u00fablicos, a flexibiliza\u00e7\u00e3o das pris\u00f5es, mediante avalia\u00e7\u00e3o individualizada da segrega\u00e7\u00e3o cautelar, pode ser justificada por motivos humanit\u00e1rios ou por quest\u00f5es pr\u00e1ticas e operacionais relativas \u00e0 crise e aos \u00f3rg\u00e3os respons\u00e1veis pelo gerenciamento das a\u00e7\u00f5es estatais.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-para-testar-seu-conhecimento\"><a><\/a><a>PARA TESTAR SEU CONHECIMENTO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-nbsp-questoes\"><a><\/a><a>13.&nbsp; QUEST\u00d5ES<\/a><\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questoes-objetivas-certo-ou-errado\"><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a>13.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00f5es objetivas<\/a>: CERTO ou ERRADO.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas. Nos tratamentos de car\u00e1ter continuado, dever\u00e3o ser observadas, a partir da sua vig\u00eancia, as inova\u00e7\u00f5es trazidas pela Lei n. 14.454\/2022, diante da aplicabilidade imediata da lei nova.<\/p>\n\n\n\n<p>Q2\u00ba. Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas. As normas que impedem a arremata\u00e7\u00e3o por pre\u00e7o vil n\u00e3o s\u00e3o aplic\u00e1veis \u00e0 execu\u00e7\u00e3o extrajudicial de im\u00f3vel alienado fiduciariamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Q3\u00ba. Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas. O crime impeditivo do indulto, fundamentado no Decreto Presidencial n. 11.302\/2022, deve ser considerado tanto no concurso de crimes quanto em raz\u00e3o da unifica\u00e7\u00e3o de penas.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Q4\u00ba. Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas. Aplica-se o conceito agr\u00e1rio de im\u00f3vel rural ao procedimento de certifica\u00e7\u00e3o do memorial descritivo georreferenciado, para os fins e efeitos do registro imobili\u00e1rio, devendo o georreferenciamento ser realizado no \u00e2mbito de cada matr\u00edcula individualizada.<\/p>\n\n\n\n<p>Q5\u00ba. Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas. A reitera\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica de ordens de bloqueio on-line de valores (&#8220;Teimosinha&#8221;) n\u00e3o \u00e9, por si s\u00f3, revestida de ilegalidade, devendo a sua legalidade ser avaliada em cada caso concreto.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-gabarito\"><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a>13.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Gabarito<\/a>.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. CORRETO: Embora a lei nova n\u00e3o possa, em regra, retroagir, \u00e9 poss\u00edvel a sua aplica\u00e7\u00e3o imediata, ainda mais em contratos de trato sucessivo. Assim, nos tratamentos de car\u00e1ter continuado, dever\u00e3o ser observadas, a partir da sua vig\u00eancia, as inova\u00e7\u00f5es trazidas pela Lei n. 14.454\/2022, diante da aplicabilidade imediata da lei nova.<\/p>\n\n\n\n<p>Q2\u00ba. ERRADO: Com efeito, no \u00e2mbito doutrin\u00e1rio, h\u00e1 muito j\u00e1 se defendia a impossibilidade de aliena\u00e7\u00e3o extrajudicial a pre\u00e7o vil, n\u00e3o s\u00f3 por invoca\u00e7\u00e3o do art. 891 do CPC\/2015, mas tamb\u00e9m de outras normas, tanto de direito processual quanto material, que i) desautorizam o exerc\u00edcio abusivo de um direito (art. 187 do C\u00f3digo Civil); ii) condenam o enriquecimento sem causa (art. 884 do C\u00f3digo Civil); iii) determinam a mitiga\u00e7\u00e3o dos preju\u00edzos do devedor (art. 422 do C\u00f3digo Civil) e iv) prelecionam que a execu\u00e7\u00e3o deve ocorrer da forma menos gravosa para o executado (art. 805 do CPC\/2015).<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a>Q3\u00ba.<\/a> CORRETO: Assim, a fim de prezar pela seguran\u00e7a jur\u00eddica, deve o Superior Tribunal de Justi\u00e7a modificar sua convic\u00e7\u00e3o, a fim de considerar que o crime impeditivo do benef\u00edcio do indulto, fundamentado no Decreto Presidencial n. 11.302\/2022, deve ser tanto o praticado em concurso como o remanescente em raz\u00e3o da unifica\u00e7\u00e3o de penas<\/p>\n\n\n\n<p>Q4\u00ba. ERRADO: Conforme defini\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o agr\u00e1ria defendida pelo Instituto Nacional de Coloniza\u00e7\u00e3o e Reforma Agr\u00e1ria (Incra), im\u00f3vel rural abrange a totalidade das glebas cont\u00edguas do mesmo propriet\u00e1rio utilizadas para fins econ\u00f4micos similares. Todavia, tal defini\u00e7\u00e3o, embora seja utilizada para fins de cadastro de im\u00f3veis rurais na autarquia, n\u00e3o pode ser utilizada no \u00e2mbito do direito registral, em observ\u00e2ncia ao j\u00e1 mencionado princ\u00edpio da especialidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Q5\u00ba. CORRETO: A medida deve ser avaliada em cada caso concreto, porque pode haver meios menos gravosos ao devedor de satisfa\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito (art. 805 do CPC), mas n\u00e3o se pode concluir que a ferramenta \u00e9, \u00e0 primeira vista, ilegal&#8221; (REsp n. 2.034.208\/RS, Rel. Min. Gurgel de Faria, Primeira Turma, DJe de 31\/1\/2023).<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-d41eeb03-8cee-40d1-a824-bd05c033a53e\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/06\/10235431\/stj-informativo-812.pdf\">stj-informativo-812<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/06\/10235431\/stj-informativo-812.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-d41eeb03-8cee-40d1-a824-bd05c033a53e\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais um passo em nossa caminhada&#8230; Informativos n\u00ba 812 do STJ\u00a0COMENTADO entra na parada. Simbora! DOWNLOAD do PDF AQUI! 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