{"id":1405386,"date":"2024-05-28T08:29:20","date_gmt":"2024-05-28T11:29:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1405386"},"modified":"2024-05-28T08:29:23","modified_gmt":"2024-05-28T11:29:23","slug":"informativo-stj-811-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-811-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STJ 811 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p><p><span data-darkreader-inline-color=\"\" style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\">Mais um passo em nossa caminhada&#8230; Informativos n\u00ba 811 do STJ\u00a0<\/span><strong style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\" data-darkreader-inline-color=\"\">COMENTADO<\/strong><span data-darkreader-inline-color=\"\" style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\"> entra na parada. Simbora!<\/span><\/p><p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/05\/28082908\/stj-informativo-811.pdf\" rel=\"sponsored nofollow\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_Kf-zX0-bznc\"><div id=\"lyte_Kf-zX0-bznc\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/Kf-zX0-bznc\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/Kf-zX0-bznc\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/Kf-zX0-bznc\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-civil\"><a>DIREITO CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-confusao-entre-a-moradia-de-entidade-familiar-com-o-local-de-funcionamento-de-empresa-como-requisito-para-o-reconhecimento-da-protecao-de-imovel-como-bem-de-familia\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Confus\u00e3o entre a moradia de entidade familiar com o local de funcionamento de empresa como requisito para o reconhecimento da prote\u00e7\u00e3o de im\u00f3vel como bem de fam\u00edlia<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO O AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A confus\u00e3o entre a moradia de entidade familiar com o local de funcionamento de empresa n\u00e3o constitui requisito para o reconhecimento da prote\u00e7\u00e3o de im\u00f3vel como bem de fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no AREsp 2.360.631-RJ, Rel. Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 8\/4\/2024, DJe 2\/5\/2024. (Info 811 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Um bem im\u00f3vel foi transferido propriedade de sociedade empres\u00e1ria. Os credores da sociedade, mais do que depressa, requereram a penhora de tal bem em execu\u00e7\u00e3o. S\u00f3 que a\u00ed um s\u00f3cio que vive no local apresentou embargos de terceiro alegando que como o bem lhe serve de resid\u00eancia e ele n\u00e3o tem outro lugar para morar, tem-se a impenhorabilidade do bem de fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>Em recurso, a exequente sustenta que a propriedade do bem \u00e9 da empresa, e o fato de existir poss\u00edvel confus\u00e3o entre moradia de entidade familiar e localidade do funcionamento da empresa n\u00e3o constituiria \u00f3bice \u00e0 penhora do im\u00f3vel.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-penhora\"><a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Penhora?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nada!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se, na origem, de embargos de terceiro que visam resguardar, de futura penhora, o bem cuja titularidade fora transferido para a propriedade de sociedade empres\u00e1ria e tenha se tornado indispon\u00edvel por for\u00e7a de liminar deferida nos autos considerando que a interessada afirma n\u00e3o possuir qualquer outro im\u00f3vel, mas apenas deter a posse do im\u00f3vel e por l\u00e1 residir.<\/p>\n\n\n\n<p>Por senten\u00e7a, os pedidos veiculados nos embargos de terceiro foram julgados improcedentes, sob o fundamento de que o bem objeto da lide foi integralizado \u00e0 pessoa jur\u00eddica familiar de grande porte, por\u00e9m nenhuma parte do im\u00f3vel seria utilizada para qualquer atividade empresarial, e, portanto, n\u00e3o poderia aproveitar a &#8220;el\u00e1stica jurisprud\u00eancia&#8221; relacionada a impenhorabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A Lei n. 8.009\/1990, por outro lado, \u00e9 clara no sentido de que <strong>a impenhorabilidade \u00e9 opon\u00edvel em qualquer processo de execu\u00e7\u00e3o civil, fiscal, previdenci\u00e1ria, trabalhista ou de outra natureza; e de que o im\u00f3vel residencial pr\u00f3prio \u00e9 impenhor\u00e1vel e n\u00e3o responder\u00e1 por qualquer tipo de d\u00edvida civil, comercial, fiscal, previdenci\u00e1ria ou de outra natureza, contra\u00edda pelos c\u00f4njuges ou pelos pais ou filhos que sejam seus propriet\u00e1rios e nele residam, salvo nas hip\u00f3teses previstas nessa lei<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora a referida Lei determine que a impenhorabilidade recaia sobre o im\u00f3vel de propriedade dos membros da fam\u00edlia que nele residam<strong>, o STJ j\u00e1 decidiu que essa prote\u00e7\u00e3o legal tamb\u00e9m pode ser aplicada a im\u00f3veis pertencentes a pessoas jur\u00eddicas<\/strong>, <strong>desde que sirvam de resid\u00eancia dos s\u00f3cios,<\/strong> conforme o disposto no REsp n. 1935563\/SP.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, a Lei, estabelecida em raz\u00e3o da prote\u00e7\u00e3o \u00e0 dignidade da pessoa humana, \u00e9 norma cogente, que cont\u00e9m princ\u00edpio de ordem p\u00fablica, n\u00e3o se admitindo, assim, interpreta\u00e7\u00f5es extensivas \u00e0s exce\u00e7\u00f5es \u00e0 garantia legal da impenhorabilidade. Assim, <strong>a simples comprova\u00e7\u00e3o de que o im\u00f3vel constitui moradia \u00e9 suficiente para lhe conferir a prote\u00e7\u00e3o legal<\/strong>. A confus\u00e3o entre a moradia da entidade familiar com o local de funcionamento da empresa, portanto, n\u00e3o constitui requisito para o reconhecimento da prote\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, deve-se entender como poss\u00edvel a interposi\u00e7\u00e3o de embargos de terceiro visando \u00e0 declara\u00e7\u00e3o de impenhorabilidade de im\u00f3vel pertencente a empresa envolvida em processo fiscal, por ser o im\u00f3vel a resid\u00eancia da genitora dos s\u00f3cios envolvidos e em nada interferir na decreta\u00e7\u00e3o de indisponibilidade de a\u00e7\u00e3o cautelar.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A confus\u00e3o entre a moradia de entidade familiar com o local de funcionamento de empresa n\u00e3o constitui requisito para o reconhecimento da prote\u00e7\u00e3o de im\u00f3vel como bem de fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-teoria-da-perda-de-uma-chance-e-responsabilidade-civil-de-empresa-organizadora-de-competicao-automobilistica-que-deixa-de-prestar-socorro-a-piloto-que-falece-por-afogamento-apos-acidente-durante-o-percurso\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Teoria da perda de uma chance e responsabilidade civil de empresa organizadora de competi\u00e7\u00e3o automobil\u00edstica que deixa de prestar socorro a piloto que falece por afogamento ap\u00f3s acidente durante o percurso<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a teoria da perda de uma chance, h\u00e1 responsabilidade civil de empresa organizadora de competi\u00e7\u00e3o automobil\u00edstica que deixa de prestar socorro a piloto que falece por afogamento ap\u00f3s acidente durante o percurso.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.108.182-MG, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, por maioria, julgado em 16\/4\/2024, DJe 19\/4\/2024. (Info 811 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma competi\u00e7\u00e3o automobil\u00edstica, o piloto Rubinho veio a falecer em acidente \u2014 capotamento do ve\u00edculo e afogamento em rio pr\u00f3ximo.&nbsp; A fam\u00edlia de Rubinho ajuizou a\u00e7\u00e3o por meio da qual alega a responsabilidade civil da empresa organizadora, uma vez que, conforme a fam\u00edlia, houve neglig\u00eancia em raz\u00e3o da falta de presta\u00e7\u00e3o de socorro ao acidentado, consistente na falta de envio de ambul\u00e2ncias para o resgate, mesmo que presentes no local. Invocou ainda a teoria da perda de uma chance.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-a-empresa-e-responsavel\"><a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; A empresa \u00e9 respons\u00e1vel?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeap!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia a definir se h\u00e1 responsabilidade civil de empresa organizadora de competi\u00e7\u00e3o automobil\u00edstica que deixa de prestar socorro a piloto que falece, por afogamento, em raz\u00e3o de capotamento e queda de autom\u00f3vel em rio durante o percurso.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A organizadora de competi\u00e7\u00e3o automobil\u00edstica, que disp\u00f5e de ambul\u00e2ncias com equipe m\u00e9dica e deixa de envi\u00e1-las para socorrer piloto participante que sofreu acidente durante o percurso, pratica ato il\u00edcito pela falta do dever de cuidado esperado<\/strong>, resultando em dano moral, ao frustrar a leg\u00edtima expectativa de assist\u00eancia e causar profundo sofrimento e desamparo.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a teoria da perda de uma chance, a expectativa ou a chance de alcan\u00e7ar um resultado ou de evitar um preju\u00edzo \u00e9 um bem que merece prote\u00e7\u00e3o jur\u00eddica e deve, por isso, ser indenizado. Assim, <strong>a simples priva\u00e7\u00e3o indevida da chance de cura ou sobreviv\u00eancia \u00e9 pass\u00edvel de ser reparada<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>O nexo causal que autoriza a responsabilidade pela aplica\u00e7\u00e3o da teoria da perda de uma chance \u00e9 aquele entre a conduta omissiva ou comissiva do agente e a chance perdida, sendo desnecess\u00e1rio que esse nexo se estabele\u00e7a diretamente com o dano final.<\/p>\n\n\n\n<p>Hip\u00f3tese em que existia chance s\u00e9ria e concreta de que a organizadora, se tivesse enviado a ambul\u00e2ncia ao local do acidente de forma imediata, teria conseguido promover o resgate em menor tempo e prestar assist\u00eancia m\u00e9dica, aumentando significativamente as chances de sobrevida do piloto.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>De acordo com a teoria da perda de uma chance, h\u00e1 responsabilidade civil de empresa organizadora de competi\u00e7\u00e3o automobil\u00edstica que deixa de prestar socorro a piloto que falece por afogamento ap\u00f3s acidente durante o percurso.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-termo-inicial-da-prescricao-nos-casos-de-abuso-sexual-durante-a-infancia-e-adolescencia\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Termo inicial da prescri\u00e7\u00e3o nos casos de abuso sexual durante a inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O termo inicial da prescri\u00e7\u00e3o nos casos de abuso sexual durante a inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia n\u00e3o pode ser automaticamente vinculado \u00e0 maioridade civil, sendo essencial analisar o momento em que a v\u00edtima tomou plena ci\u00eancia dos danos em sua vida, aplicando-se a teoria subjetiva da actio nata.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.123.047-SP, Rel. Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 23\/4\/2024, DJe 30\/4\/2024. (Info 811 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creide ajuizou a\u00e7\u00e3o de indeniza\u00e7\u00e3o por danos materiais e morais em decorr\u00eancia de abuso sexual sofrido na inf\u00e2ncia, alegadamente praticados pelo padrasto. O Tribunal local manteve a prescri\u00e7\u00e3o reconhecida na senten\u00e7a, pois j\u00e1 havia transcorrido mais que os tr\u00eas anos do prazo prescricional ap\u00f3s a maioridade civil.<\/p>\n\n\n\n<p>Creide alega que somente se deu conta dos abusos aos 34 anos de idade, quando precisou de ajuda m\u00e9dica e passou a realizar terapia. Em raz\u00e3o disso, interp\u00f4s recurso no qual sustenta que o prazo prescricional deveria contar a partir da ci\u00eancia dos danos em sua vida.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CC\/2002:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 189. Violado o direito, nasce para o titular a pretens\u00e3o, a qual se extingue, pela prescri\u00e7\u00e3o, nos prazos a que aludem os arts. 205 e 206.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 206. Prescreve:<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 3 o Em tr\u00eas anos:<\/p>\n\n\n\n<p>V &#8211; a pretens\u00e3o de repara\u00e7\u00e3o civil;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-qual-o-termo-inicial-a-ser-considerado\"><a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Qual o termo inicial a ser considerado?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>A data da ci\u00eancia dos danos resultados pelos abusos!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na origem, foi ajuizada <a>a\u00e7\u00e3o de indeniza\u00e7\u00e3o por danos materiais e morais em decorr\u00eancia de abuso sexual sofrido na inf\u00e2ncia. O Tribunal&nbsp;<em>a qu<\/em>o manteve a prescri\u00e7\u00e3o reconhecida na senten\u00e7a, pois j\u00e1 havia transcorrido muito mais que os tr\u00eas anos do prazo prescricional<\/a>. Ademais, consignou que o prazo &#8220;tem a flu\u00eancia a partir da maioridade, e n\u00e3o, do in\u00edcio do tratamento psicol\u00f3gico, eis que j\u00e1 tinha discernimento suficiente para mensurar a gravidade dos fatos ocorridos e o livre arb\u00edtrio para procurar os meios legais para responsabiliza\u00e7\u00e3o do r\u00e9u&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, a controv\u00e9rsia diz respeito ao termo inicial da prescri\u00e7\u00e3o no caso de abuso sexual cometido contra menor de idade, em que o resultado lesivo do crime foi efetivamente constatado pela v\u00edtima apenas muitos anos ap\u00f3s a cessa\u00e7\u00e3o dos atos libidinosos.<\/p>\n\n\n\n<p>O abuso sexual contra menores de idade \u00e9 problema grave e alarmante, que traz consequ\u00eancias devastadoras para as v\u00edtimas e suas fam\u00edlias. Embora seja tema sens\u00edvel, \u00e9 fundamental discuti-lo para ampliar a conscientiza\u00e7\u00e3o e promover medidas eficazes de preven\u00e7\u00e3o e combate.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O abuso sexual ocasiona danos permanentes, deixando cicatrizes emocionais, cognitivas e comportamentais que podem perdurar ao longo da vida da v\u00edtima. Por sua vez, esses danos podem se manifestar de maneira mais percept\u00edvel em determinadas \u00e9pocas da vida da pessoa, muitas vezes em resposta a acontecimentos espec\u00edficos<\/strong>. Por exemplo, uma pessoa que tenha sido v\u00edtima de abuso sexual na inf\u00e2ncia pode experimentar o ressurgimento significativo dos traumas durante a gravidez, o nascimento de um filho, ou ao entrar em relacionamento \u00edntimo. Esses eventos podem desencadear lembran\u00e7as dolorosas e uma s\u00e9rie de rea\u00e7\u00f5es emocionais e psicol\u00f3gicas, como ansiedade, depress\u00e3o ou baixa autoestima.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo, <strong>embora os danos do abuso sexual sejam intrinsecamente permanentes, sua manifesta\u00e7\u00e3o pode variar ao longo do tempo e em resposta a diferentes eventos ou est\u00e1gios da vida da v\u00edtima<\/strong>. Muitas vezes, as v\u00edtimas enfrentam dificuldades para lidar com as consequ\u00eancias emocionais e psicol\u00f3gicas do abuso e podem levar anos, ou mesmo d\u00e9cadas, para reconhecer e processar plenamente o trauma que sofreram.<\/p>\n\n\n\n<p>Por conseguinte, \u00e9 DEZARRAZOADO exigir da v\u00edtima de abuso sexual a imediata atua\u00e7\u00e3o no ex\u00edguo prazo prescricional de tr\u00eas anos ap\u00f3s atingir a maioridade civil (art. 206, \u00a7 3\u00ba, V, do CC\/2002). Em raz\u00e3o da complexidade do trauma causado pelo abuso sexual infantil, \u00e9 plenamente poss\u00edvel que, aos 21 anos de idade, ela ainda n\u00e3o tenha total consci\u00eancia do dano sofrido nem das consequ\u00eancias desse fato ao longo de sua vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Sob outro \u00e2ngulo, \u00e9 crucial considerar a possibilidade de a v\u00edtima, aos 21 anos, ainda manter contato direto com o agressor, que, na maior parte das vezes, \u00e9 membro da fam\u00edlia, como o pai, o padrasto ou parente pr\u00f3ximo. Essa situa\u00e7\u00e3o pode adicionar uma camada significativa de complexidade e dificuldade para reconhecer e lidar com o abuso sofrido.<\/p>\n\n\n\n<p>Em regra, o STJ adota para o c\u00f4mputo da prescri\u00e7\u00e3o a teoria objetiva da&nbsp;<em>actio nata<\/em>, considerando a data da efetiva viola\u00e7\u00e3o ao direito como marco inicial para a contagem (art. 189 do CC\/2002). Contudo, em situa\u00e7\u00f5es peculiares, nas quais a v\u00edtima n\u00e3o det\u00e9m plena consci\u00eancia do dano nem de sua extens\u00e3o, a jurisprud\u00eancia do STJ tem adotado a teoria subjetiva da&nbsp;<em>actio nata<\/em>, elegendo a data da ci\u00eancia como termo inicial da prescri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A teoria subjetiva da&nbsp;<em>actio nata<\/em>&nbsp;\u00e9 especialmente relevante no contexto de abuso sexual infantil, em que o ofendido pode n\u00e3o ter plena consci\u00eancia do dano sofrido at\u00e9 d\u00e9cadas ap\u00f3s o ocorrido, quando o trauma come\u00e7a a se manifestar de forma mais evidente. Nessa situa\u00e7\u00e3o, a teoria subjetiva da&nbsp;<em>actio nata<\/em>&nbsp;permite que o prazo de prescri\u00e7\u00e3o inicie a partir do momento em que a v\u00edtima efetivamente tenha conhecimento dos efeitos decorrentes do abuso sexual, permitindo que busque a repara\u00e7\u00e3o legal.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, considerando a gravidade do crime, a complexidade do dano causado e suas repercuss\u00f5es, com impacto permanente na vida tanto da v\u00edtima quanto de seus familiares, e o relevante bem jur\u00eddico tutelado &#8211; a integridade f\u00edsica, moral e psicol\u00f3gica -, \u00e9 imperativo reconhecer que, nos casos de abuso sexual durante a inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia, o in\u00edcio do prazo prescricional n\u00e3o pode ser automaticamente vinculado \u00e0 maioridade civil. Em vez disso, \u00e9 essencial analisar o momento em que a v\u00edtima tomou plena ci\u00eancia dos danos em sua vida, aplicando-se assim a teoria subjetiva da&nbsp;<em>actio nata<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, \u00e9 imprescind\u00edvel conceder \u00e0 v\u00edtima a oportunidade de comprovar o momento em que constatou os transtornos decorrentes do abuso sexual, a fim de estabelecer o termo inicial de contagem do prazo prescricional para a repara\u00e7\u00e3o civil.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>3.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O termo inicial da prescri\u00e7\u00e3o nos casos de abuso sexual durante a inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia n\u00e3o pode ser automaticamente vinculado \u00e0 maioridade civil, sendo essencial analisar o momento em que a v\u00edtima tomou plena ci\u00eancia dos danos em sua vida, aplicando-se a teoria subjetiva da actio nata.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-suficiencia-da-notificacao-extrajudicial-do-devedor-fiduciante-por-e-mail\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sufici\u00eancia da notifica\u00e7\u00e3o extrajudicial do devedor fiduciante por e-mail<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 suficiente a notifica\u00e7\u00e3o extrajudicial do devedor fiduciante por e-mail, desde que seja encaminhada ao endere\u00e7o eletr\u00f4nico indicado no contrato de aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria e comprovado seu efetivo recebimento.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.087.485-RS, Rel. Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 23\/4\/2024, DJe 2\/5\/2024. (Info 811 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O Banco Cobromesmo ajuizou a\u00e7\u00e3o de busca e apreens\u00e3o de ve\u00edculo alienado fiduciariamente. Em sua defesa, o devedor Craudiao alega que n\u00e3o fora notificado da d\u00edvida, o que implicaria na falta de mora. Por sua vez, o banco informa que fora realizada notifica\u00e7\u00e3o extrajudicial por meio do enviado ao endere\u00e7o eletr\u00f4nico indicado no contrato de aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria e comprova o efetivo recebimento.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Decreto-Lei n. 911\/1969:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 2<sup>o<\/sup>&nbsp;&nbsp;No caso de inadimplemento ou mora nas obriga\u00e7\u00f5es contratuais garantidas mediante aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria, o propriet\u00e1rio fiduci\u00e1rio ou credor poder\u00e1 vender a coisa a terceiros, independentemente de leil\u00e3o, hasta p\u00fablica, avalia\u00e7\u00e3o pr\u00e9via ou qualquer outra medida judicial ou extrajudicial, salvo disposi\u00e7\u00e3o expressa em contr\u00e1rio prevista no contrato, devendo aplicar o pre\u00e7o da venda no pagamento de seu cr\u00e9dito e das despesas decorrentes e entregar ao devedor o saldo apurado, se houver, com a devida presta\u00e7\u00e3o de contas.&nbsp;.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 2<sup>o<\/sup>&nbsp;A mora decorrer\u00e1 do simples vencimento do prazo para pagamento e poder\u00e1 ser comprovada por carta registrada com aviso de recebimento, n\u00e3o se exigindo que a assinatura constante do referido aviso seja a do pr\u00f3prio destinat\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-a-notificacao-no-e-mail-informado-e-suficiente\"><a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; A notifica\u00e7\u00e3o no e-mail informado \u00e9 suficiente?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Desde que comprovado o recebimento, SIM!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O art. 2\u00ba, \u00a7 2\u00ba, do Decreto-Lei n. 911\/1969 estabelece ser a carta registrada com aviso de recebimento uma das formas de notifica\u00e7\u00e3o extrajudicial do devedor. Por sua vez, o STJ firmou o entendimento, em recurso especial repetitivo, de que, &#8220;<strong>em a\u00e7\u00e3o de busca e apreens\u00e3o fundada em contratos garantidos com aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria (art. 2\u00ba, \u00a7 2\u00ba, do Decreto-Lei n. 911\/1969), para a comprova\u00e7\u00e3o da mora, \u00e9 suficiente o envio de notifica\u00e7\u00e3o extrajudicial ao devedor no endere\u00e7o indicado no instrumento contratual, dispensando-se a prova do recebimento, quer seja pelo pr\u00f3prio destinat\u00e1rio, quer por terceiros<\/strong>&#8221; (REsp 1.951.662\/RS, relator Ministro Jo\u00e3o Ot\u00e1vio de Noronha, Segunda Se\u00e7\u00e3o, DJe 20\/10\/2023).<\/p>\n\n\n\n<p>Isso significa que dever\u00e1 ser considerada suficiente a notifica\u00e7\u00e3o extrajudicial do devedor fiduciante encaminhada ao endere\u00e7o indicado no contrato, com prova de seu recebimento, independentemente de quem tenha assinado o AR.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A par desses dois requisitos &#8211; notifica\u00e7\u00e3o enviada para o endere\u00e7o do contrato e comprova\u00e7\u00e3o de sua entrega efetiva -, \u00e9 vi\u00e1vel explorar outros poss\u00edveis meios de notifica\u00e7\u00e3o extrajudicial que possam legitimamente demonstrar, perante o Poder Judici\u00e1rio, o cumprimento da obriga\u00e7\u00e3o legal<\/strong> para o ajuizamento da a\u00e7\u00e3o de busca e apreens\u00e3o do bem.<\/p>\n\n\n\n<p>Sob esse aspecto, \u00e9 poss\u00edvel, por interpreta\u00e7\u00e3o anal\u00f3gica do art. 2\u00ba, \u00a7 2\u00ba, do Decreto-Lei n. 911\/1969, considerar suficiente a notifica\u00e7\u00e3o extrajudicial do devedor fiduciante por correio eletr\u00f4nico, desde que seja encaminhada ao endere\u00e7o eletr\u00f4nico indicado no contrato e, principalmente, seja comprovado seu recebimento, independentemente de quem a tenha recebido.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 razo\u00e1vel exigir, a cada inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica que facilite a comunica\u00e7\u00e3o e as notifica\u00e7\u00f5es para fins empresariais, a necessidade de uma regulamenta\u00e7\u00e3o normativa no Brasil para sua utiliza\u00e7\u00e3o como prova judicial, sob pena de subutiliza\u00e7\u00e3o da tecnologia desenvolvida.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a aceita\u00e7\u00e3o, pelo Poder Judici\u00e1rio, de m\u00e9todos de comprova\u00e7\u00e3o de entrega de mensagens eletr\u00f4nicas pode ser embasada na an\u00e1lise de sua efic\u00e1cia e confiabilidade, como ocorre com qualquer prova documental, independentemente de certifica\u00e7\u00f5es formais. Se a parte apresentar evid\u00eancias s\u00f3lidas e verific\u00e1veis que atestem a entrega da mensagem, assim como a autenticidade de seu conte\u00fado, o magistrado pode considerar tais elementos v\u00e1lidos para efeitos legais.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa perspectiva, se o credor fiduci\u00e1rio apresentar prova do recebimento do e-mail, encaminhado ao endere\u00e7o eletr\u00f4nico fornecido no contrato de aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria, a notifica\u00e7\u00e3o extrajudicial deve ser admitida para o ajuizamento da a\u00e7\u00e3o de busca e apreens\u00e3o do bem, uma vez cumpridos os mesmos requisitos exigidos da carta registrada com aviso de recebimento.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>4.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 suficiente a notifica\u00e7\u00e3o extrajudicial do devedor fiduciante por e-mail, desde que seja encaminhada ao endere\u00e7o eletr\u00f4nico indicado no contrato de aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria e comprovado seu efetivo recebimento.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-civil\"><a>DIREITO PROCESSUAL CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-im-possibilidade-do-bloqueio-de-ativos-financeiros-ou-determinar-a-liberacao-dos-valores-constritos-quando-parte-executada-nao-possui-saldo-suficiente\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade do bloqueio de ativos financeiros ou determinar a libera\u00e7\u00e3o dos valores constritos quando parte executada n\u00e3o possui saldo suficiente<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Constatado que a parte executada n\u00e3o possui saldo suficiente, cabe ao juiz, independentemente da manifesta\u00e7\u00e3o da interessada, indeferir o bloqueio de ativos financeiros ou determinar a libera\u00e7\u00e3o dos valores constritos.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no AREsp 2.220.880-RS, Rel. Ministro Paulo S\u00e9rgio Domingues, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 26\/2\/2024, DJe 29\/2\/2024. (Info 811 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma execu\u00e7\u00e3o, foi determinada a busca de valores do executado Craudinei por meio do sistema SISBAJUD. Por\u00e9m, a busca n\u00e3o encontrou valores suficientes para a quita\u00e7\u00e3o da d\u00edvida, em especial em aplica\u00e7\u00f5es com valor superior a 40 sal\u00e1rios m\u00ednimos. O juiz ent\u00e3o determinou a libera\u00e7\u00e3o dos valores constritos.<\/p>\n\n\n\n<p>O exequente ficou revoltado e interp\u00f4s recurso no qual alega a impossibilidade de o juiz determinar a libera\u00e7\u00e3o de of\u00edcio, sem que houvesse manifesta\u00e7\u00e3o da parte interessada.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Processo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 833. S\u00e3o impenhor\u00e1veis:<\/p>\n\n\n\n<p>X &#8211; a quantia depositada em caderneta de poupan\u00e7a, at\u00e9 o limite de 40 (quarenta) sal\u00e1rios-m\u00ednimos;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-necessario-ouvir-a-parte-interessada\"><a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Necess\u00e1rio ouvir a parte interessada?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooopsss!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia dos autos cinge-se \u00e0 (i)legitimidade do reconhecimento, de plano, da impenhorabilidade prevista no art. 833, X, do C\u00f3digo de Processo Civil.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos termos do art. 833, X, do C\u00f3digo de Processo Civil, bem como da jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, s\u00e3o impenhor\u00e1veis valores inferiores a 40 (quarenta) sal\u00e1rios m\u00ednimos depositados em aplica\u00e7\u00f5es financeiras, de modo que, constatado que a parte executada n\u00e3o possui saldo suficiente, cabe ao juiz, independentemente da manifesta\u00e7\u00e3o da parte interessada, indeferir o bloqueio de ativos financeiros ou determinar a libera\u00e7\u00e3o dos valores constritos, isso porque, <strong>al\u00e9m de as mat\u00e9rias de ordem p\u00fablicas serem cognosc\u00edveis de of\u00edcio, a impenhorabilidade em quest\u00e3o \u00e9 presumida, cabendo ao credor a demonstra\u00e7\u00e3o de eventual abuso, m\u00e1-f\u00e9 ou fraude do devedor.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, o Superior Tribunal de Justi\u00e7a j\u00e1 se manifestou nos seguintes termos: &#8220;a impenhorabilidade constitui mat\u00e9ria de ordem p\u00fablica, cognosc\u00edvel de of\u00edcio pelo juiz, n\u00e3o havendo falar em nulidade da decis\u00e3o que, de plano, determina o desbloqueio da quantia ilegalmente penhorada.&#8221; (AgInt no AREsp 2.151.910\/RS, relator Ministro S\u00e9rgio Kukina, Primeira Turma, julgado em 19\/09\/2022, DJe de 22\/09\/2022).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>5.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Constatado que a parte executada n\u00e3o possui saldo suficiente, cabe ao juiz, independentemente da manifesta\u00e7\u00e3o da interessada, indeferir o bloqueio de ativos financeiros ou determinar a libera\u00e7\u00e3o dos valores constritos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-isencao-do-irpf-como-criterio-para-o-deferimento-do-beneficio-da-assistencia-judiciaria-gratuita\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Isen\u00e7\u00e3o do IRPF como crit\u00e9rio para o deferimento do benef\u00edcio da assist\u00eancia judici\u00e1ria gratuita<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O enquadramento na faixa de isen\u00e7\u00e3o de imposto de renda n\u00e3o deve ser utilizado como crit\u00e9rio para o deferimento do benef\u00edcio da assist\u00eancia judici\u00e1ria gratuita.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no AREsp 2.441.809-RS, Rel. Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 8\/4\/2024, DJe 2\/5\/2024. (Info 811 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>6.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Crementina queria interpor um REsp. S\u00f3 que lhe foi determinado o recolhimento do preparo recursal. A mo\u00e7a n\u00e3o curtiu muito a ideia de recolher tais valores. Em vez de mostrar a grana (show me the money!), interp\u00f4s agravo no qual sustenta a desnecessidade de recolhimento por ser pobre, uma vez que seus rendimentos anuais est\u00e3o na faixa de isen\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda Pessoa F\u00edsica.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 98. A pessoa natural ou jur\u00eddica, brasileira ou estrangeira, com insufici\u00eancia de recursos para pagar as custas, as despesas processuais e os honor\u00e1rios advocat\u00edcios tem direito \u00e0 gratuidade da justi\u00e7a, na forma da lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 99. O pedido de gratuidade da justi\u00e7a pode ser formulado na peti\u00e7\u00e3o inicial, na contesta\u00e7\u00e3o, na peti\u00e7\u00e3o para ingresso de terceiro no processo ou em recurso.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 1\u00ba Se superveniente \u00e0 primeira manifesta\u00e7\u00e3o da parte na inst\u00e2ncia, o pedido poder\u00e1 ser formulado por peti\u00e7\u00e3o simples, nos autos do pr\u00f3prio processo, e n\u00e3o suspender\u00e1 seu curso.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 2\u00ba O juiz somente poder\u00e1 indeferir o pedido se houver nos autos elementos que evidenciem a falta dos pressupostos legais para a concess\u00e3o de gratuidade, devendo, antes de indeferir o pedido, determinar \u00e0 parte a comprova\u00e7\u00e3o do preenchimento dos referidos pressupostos.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 3\u00ba Presume-se verdadeira a alega\u00e7\u00e3o de insufici\u00eancia deduzida exclusivamente por pessoa natural.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>\u00a7 5\u00ba Na hip\u00f3tese do \u00a7 4\u00ba, o recurso que verse exclusivamente sobre valor de honor\u00e1rios de sucumb\u00eancia fixados em favor do advogado de benefici\u00e1rio estar\u00e1 sujeito a preparo, salvo se o pr\u00f3prio advogado demonstrar que tem direito \u00e0 gratuidade.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>\u00a7 7\u00ba Requerida a concess\u00e3o de gratuidade da justi\u00e7a em recurso, o recorrente estar\u00e1 dispensado de comprovar o recolhimento do preparo, incumbindo ao relator, neste caso, apreciar o requerimento e, se indeferi-lo, fixar prazo para realiza\u00e7\u00e3o do recolhimento.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-isencao-do-irpf-extensivel-a-ajg\"><a>6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Isen\u00e7\u00e3o do IRPF extens\u00edvel \u00e0 AJG?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Calma l\u00e1!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de agravo interno em que o agravante, dentre outras alega\u00e7\u00f5es, defende a desnecessidade de recolhimento do preparo em recurso especial com base no fato de comprovar, nos autos, rendimentos anuais que est\u00e3o na faixa de isen\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda Pessoa F\u00edsica, o que levaria \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o dos arts. 98 c\/c 99, \u00a71\u00ba, \u00a72\u00ba, \u00a73\u00ba,\u00a75\u00ba, e \u00a77\u00ba, todos do CPC.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, cumpre esclarecer que o STJ tamb\u00e9m vem rejeitando a ado\u00e7\u00e3o da faixa de isen\u00e7\u00e3o de imposto de renda como crit\u00e9rio para o deferimento do benef\u00edcio da assist\u00eancia judici\u00e1ria gratuita.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, eventual deferimento de tal pedido ap\u00f3s a interposi\u00e7\u00e3o do recurso especial n\u00e3o teria efeito retroativo, n\u00e3o isentando a parte do recolhimento do respectivo preparo quando da interposi\u00e7\u00e3o do apelo. Isto \u00e9, ainda que o pedido de justi\u00e7a gratuita formulado no reclamo fosse deferido, o deferimento n\u00e3o teria o cond\u00e3o de afastar a deser\u00e7\u00e3o do recurso, o qual continuaria n\u00e3o sendo conhecido.<\/p>\n\n\n\n<p>A prop\u00f3sito: &#8220;(&#8230;) <strong>O benef\u00edcio da gratuidade judici\u00e1ria n\u00e3o tem efeito retroativo, de modo que a sua concess\u00e3o posterior \u00e0 interposi\u00e7\u00e3o do recurso n\u00e3o tem o cond\u00e3o de isentar a parte do recolhimento do respectivo preparo. Desse modo, nem mesmo eventual deferimento da benesse nesta fase processual, descaracterizaria a deser\u00e7\u00e3o do recurso especial.&#8221;<\/strong> (AgInt no AREsp n. 2.380.943\/SP, relatora Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 16\/10\/2023, DJe de 18\/10\/2023).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>6.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O enquadramento na faixa de isen\u00e7\u00e3o de imposto de renda n\u00e3o deve ser utilizado como crit\u00e9rio para o deferimento do benef\u00edcio da assist\u00eancia judici\u00e1ria gratuita.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-im-possibilidade-de-exigir-o-recolhimento-do-preparo-recursal-apos-a-desistencia-de-recurso-que-verse-sobre-a-concessao-da-gratuidade-da-justica-sob-pena-de-inscricao-em-divida-ativa\"><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade de exigir o recolhimento do preparo recursal ap\u00f3s a desist\u00eancia de recurso que verse sobre a concess\u00e3o da gratuidade da justi\u00e7a, sob pena de inscri\u00e7\u00e3o em d\u00edvida ativa<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel exigir o recolhimento do preparo recursal ap\u00f3s a desist\u00eancia de recurso que verse sobre a concess\u00e3o da gratuidade da justi\u00e7a, sob pena de inscri\u00e7\u00e3o em d\u00edvida ativa.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.119.389-SP, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 23\/4\/2024, DJe 26\/4\/2024. (Info 811 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>7.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Construmais Ltda apresentou apela\u00e7\u00e3o e requereu gratuidade para n\u00e3o recolher o preparo. Antes mesmo que tudo isso fosse analisado, desistiu da bagun\u00e7a. O juiz homologou o pedido de desist\u00eancia do recurso, mas determinou que a empresa recolhesse o respectivo preparo, sob pena de inscri\u00e7\u00e3o em d\u00edvida ativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformada, Construmais interp\u00f4s recurso no qual sustenta que, tendo sido a gratuidade da justi\u00e7a objeto do recurso especial do qual se operou a desist\u00eancia, a empresa estaria dispensada de recolher o preparo, pois n\u00e3o restou preclusa a mat\u00e9ria atinente \u00e0 gratuidade da justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 99. O pedido de gratuidade da justi\u00e7a pode ser formulado na peti\u00e7\u00e3o inicial, na contesta\u00e7\u00e3o, na peti\u00e7\u00e3o para ingresso de terceiro no processo ou em recurso.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 7\u00ba Requerida a concess\u00e3o de gratuidade da justi\u00e7a em recurso, o recorrente estar\u00e1 dispensado de comprovar o recolhimento do preparo, incumbindo ao relator, neste caso, apreciar o requerimento e, se indeferi-lo, fixar prazo para realiza\u00e7\u00e3o do recolhimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.007. No ato de interposi\u00e7\u00e3o do recurso, o recorrente comprovar\u00e1, quando exigido pela legisla\u00e7\u00e3o pertinente, o respectivo preparo, inclusive porte de remessa e de retorno, sob pena de deser\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-possivel-a-exigencia\"><a>7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel a exig\u00eancia?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>N\u00e3o \u00e9 bem assim!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Requerida a concess\u00e3o de gratuidade da justi\u00e7a em recurso, o recorrente estar\u00e1 dispensado de comprovar o recolhimento do preparo, incumbindo ao relator, neste caso, apreciar o requerimento e, se indeferi-lo, fixar prazo para realiza\u00e7\u00e3o do recolhimento. Mantendo-se inerte, o recurso n\u00e3o ser\u00e1 conhecido em virtude da deser\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Por seu turno, a decis\u00e3o que reconhece o pedido de desist\u00eancia tem natureza declarat\u00f3ria. <strong>A partir do momento em que a desist\u00eancia \u00e9 informada no processo, o recurso passa a n\u00e3o mais existir<\/strong>. Com isso, a desist\u00eancia de recurso que estava dispensado do pagamento do preparo pelo art. 99, \u00a77\u00ba do CPC, torna-o inexistente no mundo jur\u00eddico, antes mesmo de ser analisada a gratuidade da justi\u00e7a. Assim, n\u00e3o h\u00e1 fato gerador que justifique a cobran\u00e7a do recolhimento do preparo.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos termos do art. 1.007 do CPC, n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o legal de outra medida sancionat\u00f3ria al\u00e9m da deser\u00e7\u00e3o \u00e0 parte que negligencia o recolhimento do preparo recursal, seja quanto ao valor, seja quanto ao prazo. Apesar da natureza de taxa do preparo recursal, inexiste fundamento legal para a cobran\u00e7a de seu recolhimento sob pena de inscri\u00e7\u00e3o de d\u00edvida ativa, notadamente nas hip\u00f3teses em que houve desist\u00eancia de recurso que foi dispensado do preparo em raz\u00e3o do benef\u00edcio previsto no art. 99, \u00a77\u00ba do CPC.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>7.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel exigir o recolhimento do preparo recursal ap\u00f3s a desist\u00eancia de recurso que verse sobre a concess\u00e3o da gratuidade da justi\u00e7a, sob pena de inscri\u00e7\u00e3o em d\u00edvida ativa.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-tributario\"><a>DIREITO TRIBUT\u00c1RIO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-natureza-das-gorjetas-e-integracao-ao-conceito-de-faturamento\"><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Natureza das gorjetas e integra\u00e7\u00e3o ao conceito de faturamento.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O valor pago a t\u00edtulo de gorjetas, ante a sua natureza salarial, n\u00e3o pode integrar o conceito de faturamento, receita bruta ou lucro para fins de apura\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no AREsp 1.846.725-PI, Rel. Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 8\/4\/2024, DJe 18\/4\/2024. (Info 811 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>8.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Ketros Bar impetrou mandado seguran\u00e7a em que busca o reconhecimento do direito l\u00edquido e certo da empresa contribuinte de que as gorjetas e o&nbsp;<em>couvert<\/em>&nbsp;art\u00edstico n\u00e3o sejam considerados receita bruta para fins de tributa\u00e7\u00e3o sob o regime do Simples Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>A Uni\u00e3o n\u00e3o concorda com a tese e alega que o Regulamento do Simples Nacional \u2013 Resolu\u00e7\u00e3o CGSN n. 140\/2018 \u2013 prev\u00ea expressamente que a gorjeta deve ser considerada no c\u00e1lculo da tributa\u00e7\u00e3o diferenciada.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei Complementar n. 123\/2006:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 3\u00ba Para os efeitos desta Lei Complementar, consideram-se microempresas ou empresas de pequeno porte, a sociedade empres\u00e1ria, a sociedade simples, a empresa individual de responsabilidade limitada e o empres\u00e1rio a que se refere o art. 966 da Lei no 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (C\u00f3digo Civil), devidamente registrados no Registro de Empresas Mercantis ou no Registro Civil de Pessoas Jur\u00eddicas, conforme o caso, desde que:<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1\u00ba&nbsp; Considera-se receita bruta, para fins do disposto no caput deste artigo, o produto da venda de bens e servi\u00e7os nas opera\u00e7\u00f5es de conta pr\u00f3pria, o pre\u00e7o dos servi\u00e7os prestados e o resultado nas opera\u00e7\u00f5es em conta alheia, n\u00e3o inclu\u00eddas as vendas canceladas e os descontos incondicionais concedidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 18.&nbsp; O valor devido mensalmente pela microempresa ou empresa de pequeno porte optante pelo Simples Nacional ser\u00e1 determinado mediante aplica\u00e7\u00e3o das al\u00edquotas efetivas, calculadas a partir das al\u00edquotas nominais constantes das tabelas dos Anexos I a V desta Lei Complementar, sobre a base de c\u00e1lculo de que trata o \u00a7 3o deste artigo, observado o disposto no \u00a7 15 do art. 3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 3o&nbsp; Sobre a receita bruta auferida no m\u00eas incidir\u00e1 a al\u00edquota efetiva determinada na forma do caput e dos \u00a7\u00a7 1o, 1o-A e 2o deste artigo, podendo tal incid\u00eancia se dar, \u00e0 op\u00e7\u00e3o do contribuinte, na forma regulamentada pelo Comit\u00ea Gestor, sobre a receita recebida no m\u00eas, sendo essa op\u00e7\u00e3o irretrat\u00e1vel para todo o ano-calend\u00e1rio.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-gorjeta-integra-o-conceito-de-faturamento\"><a>8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Gorjeta integra o conceito de faturamento?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooopsss!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na origem, o feito decorre de mandado seguran\u00e7a em que se busca o reconhecimento do direito l\u00edquido e certo da contribuinte impetrante de que as gorjetas e o&nbsp;<em>couvert<\/em>&nbsp;art\u00edstico n\u00e3o sejam considerados receita bruta para fins de tributa\u00e7\u00e3o sob o regime do Simples Nacional, ou seja, discute-se a possibilidade de inclus\u00e3o da gorjeta no conceito de receita bruta, base de c\u00e1lculo do Simples Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o art. 18, \u00a7 3\u00ba, da Lei Complementar n. 123\/2006, <strong>a tributa\u00e7\u00e3o unificada &#8220;Simples Nacional&#8221; tem como base de c\u00e1lculo a receita bruta da microempresa ou empresa de pequeno porte optante<\/strong> (&#8220;Sobre a receita bruta auferida no m\u00eas incidir\u00e1 a al\u00edquota efetiva determinada na forma do caput e dos \u00a7\u00a7 1\u00ba, 1\u00ba-A e 2\u00ba deste artigo, podendo tal incid\u00eancia se dar, \u00e0 op\u00e7\u00e3o do contribuinte, na forma regulamentada pelo Comit\u00ea Gestor, sobre a receita recebida no m\u00eas, sendo essa op\u00e7\u00e3o irretrat\u00e1vel para todo o ano-calend\u00e1rio&#8221;).<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o art. 3\u00ba, \u00a7 1\u00ba, dessa norma traz o conceito de receita bruta e disp\u00f5e que se considera &#8220;receita bruta, para fins do disposto no&nbsp;<em>caput<\/em>&nbsp;deste artigo, o produto da venda de bens e servi\u00e7os nas opera\u00e7\u00f5es de conta pr\u00f3pria, o pre\u00e7o dos servi\u00e7os prestados e o resultado nas opera\u00e7\u00f5es em conta alheia, n\u00e3o inclu\u00eddas as vendas canceladas e os descontos incondicionais concedidos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse diapas\u00e3o, o STJ adotou o entendimento de que o valor pago a t\u00edtulo de gorjetas, ante a sua natureza salarial, n\u00e3o pode integrar o conceito de faturamento, receita bruta ou lucro para fins de apura\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria. Nesse sentido: AgInt no REsp n. 1.668.117\/PR, relator Ministro S\u00e9rgio Kukina, Primeira Turma, julgado em 21\/2\/2022, DJe de 24\/2\/2022 e AREsp n. 1.604.057\/PE, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 4\/2\/2020, DJe de 12\/5\/2020.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, <strong>considerando o conceito de receita bruta explicitado na Lei Complementar n. 123\/2006, n\u00e3o se vislumbra nenhuma possibilidade de considerar a gorjeta como produto de venda, pre\u00e7o de servi\u00e7o prestado ou resultado nas opera\u00e7\u00f5es em conta alheia, pois, de acordo com o entendimento do STJ<\/strong>, a gorjeta tem natureza salarial, ou seja, comp\u00f5e o sal\u00e1rio do empregado. Assim, a referida verba n\u00e3o deve integrar a receita bruta para fins de c\u00e1lculo do Simples Nacional.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>8.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O valor pago a t\u00edtulo de gorjetas, ante a sua natureza salarial, n\u00e3o pode integrar o conceito de faturamento, receita bruta ou lucro para fins de apura\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-do-consumidor\"><a>DIREITO DO CONSUMIDOR<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-abusividade-da-cobranca-das-taxas-de-conveniencia-retirada-e-ou-entrega-de-ingressos-comprados-na-internet\"><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Abusividade da cobran\u00e7a das taxas de conveni\u00eancia, retirada e\/ou entrega de ingressos comprados na internet<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o configura pr\u00e1tica abusiva a cobran\u00e7a das taxas de conveni\u00eancia, retirada e\/ou entrega de ingressos comprados na internet, desde que o valor cobrado pelo servi\u00e7o seja acess\u00edvel e claro.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.632.928-RJ, Rel. Ministro Marco Buzzi, Rel. para ac\u00f3rd\u00e3o Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, por maioria, julgado em 9\/4\/2024, DJe 25\/4\/2024. (Info 811 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>9.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O MP ajuizou A\u00e7\u00e3o Civil P\u00fablica em face de WebTickets, na qual sustenta que, na venda de ingressos sob retirada ou entrega, os custos da taxa de conveni\u00eancia estariam sendo omitidos dos consumidores: a empresa ofereceria os ingressos sob o pagamento de valor adicional, o qual estaria agregando ao valor dos ingressos mesmo quando adquiridos junto \u00e0s bilheterias.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>9.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-pratica-abusiva\"><a>9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Pr\u00e1tica abusiva?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>N\u00e3o \u00e9 para tanto!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A taxa de conveni\u00eancia \u00e9 aquela cobrada pela simples aquisi\u00e7\u00e3o de ingresso por meio de empresa contratada e diz respeito aos custos de intermedia\u00e7\u00e3o da venda desses ingressos<\/strong>. Por outro lado, a taxa de retirada (tamb\u00e9m chamada de&nbsp;<em>will call<\/em>) \u00e9 aquela cobrada quando o pr\u00f3prio consumidor compra o ingresso pela internet ou por telefone, mas, ao inv\u00e9s de imprimi-lo em casa, o emite em bilheteria espec\u00edfica colocada \u00e0 sua disposi\u00e7\u00e3o. No mais, taxa de entrega \u00e9 aquela cobrada quando a pessoa opta por receber seu ingresso em domic\u00edlio, pelos Correios ou por outro servi\u00e7o de&nbsp;<em>courier<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso relativo \u00e0 taxa de conveni\u00eancia, cobrada quando da aquisi\u00e7\u00e3o de ingresso pela internet, guiando-se pelo que decidido no julgamento dos Temas n. 938 e n. 958, a Terceira Turma do STJ j\u00e1 entendeu que n\u00e3o h\u00e1 \u00f3bice a que os custos da intermedia\u00e7\u00e3o de venda de ingressos sejam transferidos ao consumidor, desde que haja informa\u00e7\u00e3o pr\u00e9via acerca do pre\u00e7o total da aquisi\u00e7\u00e3o, com destaque do valor.<\/p>\n\n\n\n<p>Na inicial da a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica, o MP n\u00e3o alega que <a>os custos da taxa de conveni\u00eancia estariam sendo omitidos dos consumidores, existindo indica\u00e7\u00e3o expressa no sentido de que a empresa recorrente ofereceria os ingressos &#8220;sob o pagamento de valor adicional&#8221; e que estaria agregando &#8220;referido valor ao dos ingressos, ainda que os mesmos sejam adquiridos junto \u00e0s bilheterias&#8221;.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Tratando-se de valor expl\u00edcito no momento da compra do ingresso, n\u00e3o h\u00e1 como considerar, neste tipo de situa\u00e7\u00e3o, que tenha havido a ocorr\u00eancia de pr\u00e1tica abusiva.<\/p>\n\n\n\n<p>As taxas de entrega e de retirada, ao contr\u00e1rio da taxa de conveni\u00eancia, n\u00e3o configuram um simples custo de intermedia\u00e7\u00e3o de venda, mas est\u00e3o vinculadas a um servi\u00e7o independente, dirigido ao consumidor que n\u00e3o quer ou n\u00e3o pode imprimir seu ingresso virtual em casa.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim como a entrega em domic\u00edlio gera um custo para a empresa respons\u00e1vel pela venda dos bilhetes, pois implica a contrata\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o de&nbsp;<em>courier<\/em>, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas de que o servi\u00e7o de retirada de bilhetes em posto f\u00edsico (<em>will call<\/em>) tamb\u00e9m acarreta um custo para a mesma empresa, porque, para coloc\u00e1-lo \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do consumidor, ela tem que contratar uma pessoa para atend\u00ea-lo, al\u00e9m de ter que alugar ou comprar um espa\u00e7o f\u00edsico e as impressoras necess\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Se h\u00e1 servi\u00e7o disponibilizado ao consumidor, que pode optar, a seu crit\u00e9rio, se vai imprimir seu ingresso em casa, se vai solicitar que ele seja entregue pelos Correios, ou se vai preferir retir\u00e1-lo em bilheteria, e se o valor cobrado pelo servi\u00e7o \u00e9 acess\u00edvel e claro, n\u00e3o h\u00e1 que se falar em abusividade.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o configura pr\u00e1tica abusiva a cobran\u00e7a das taxas de conveni\u00eancia, retirada e\/ou entrega de ingressos comprados na internet, desde que o valor cobrado pelo servi\u00e7o seja acess\u00edvel e claro.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-empresarial\"><a>DIREITO EMPRESARIAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-nbsp-validade-da-clausula-que-possibilita-nova-convocacao-da-assembleia-geral-de-credores-em-caso-de-descumprimento-do-plano-de-recuperacao-judicial-em-vez-da-imediata-conversao-em-falencia\"><a>10.&nbsp; Validade da cl\u00e1usula que possibilita nova convoca\u00e7\u00e3o da assembleia geral de credores em caso de descumprimento do plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial, em vez da imediata convers\u00e3o em fal\u00eancia<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 v\u00e1lida a cl\u00e1usula que possibilita nova convoca\u00e7\u00e3o da assembleia geral de credores em caso de descumprimento do plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial, em vez da imediata convers\u00e3o em fal\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.830.550-SP, Rel. Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 23\/4\/2024, DJe 30\/4\/2024. (Info 811 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>10.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma recupera\u00e7\u00e3o judicial, foi pactuada em assembleia geral cl\u00e1usula que possibilita nova convoca\u00e7\u00e3o da assembleia geral de credores em caso de descumprimento do plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial, em vez da imediata convers\u00e3o em fal\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao ser descumprido o plano, um dos insatisfeitos impetrou recurso no qual sustenta a ilegalidade da cl\u00e1usula em quest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>10.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-1-questao-juridica\"><a>10.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 11.101\/2005:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 47. A recupera\u00e7\u00e3o judicial tem por objetivo viabilizar a supera\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o de crise econ\u00f4mico-financeira do devedor, a fim de permitir a manuten\u00e7\u00e3o da fonte produtora, do emprego dos trabalhadores e dos interesses dos credores, promovendo, assim, a preserva\u00e7\u00e3o da empresa, sua fun\u00e7\u00e3o social e o est\u00edmulo \u00e0 atividade econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 61. Proferida a decis\u00e3o prevista no art. 58 desta Lei, o juiz poder\u00e1 determinar a manuten\u00e7\u00e3o do devedor em recupera\u00e7\u00e3o judicial at\u00e9 que sejam cumpridas todas as obriga\u00e7\u00f5es previstas no plano que vencerem at\u00e9, no m\u00e1ximo, 2 (dois) anos depois da concess\u00e3o da recupera\u00e7\u00e3o judicial, independentemente do eventual per\u00edodo de car\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 1\u00ba Durante o per\u00edodo estabelecido no&nbsp;<strong>caput&nbsp;<\/strong>deste artigo, o descumprimento de qualquer obriga\u00e7\u00e3o prevista no plano acarretar\u00e1 a convola\u00e7\u00e3o da recupera\u00e7\u00e3o em fal\u00eancia, nos termos do art. 73 desta Lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 73. O juiz decretar\u00e1 a fal\u00eancia durante o processo de recupera\u00e7\u00e3o judicial:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>IV \u2013 por descumprimento de qualquer obriga\u00e7\u00e3o assumida no plano de recupera\u00e7\u00e3o, na forma do \u00a7 1\u00ba do art. 61 desta Lei.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-2-a-clausula-e-valida\"><a>10.2.2. A cl\u00e1usula \u00e9 v\u00e1lida?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeap!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia jur\u00eddica envolve a legalidade de cl\u00e1usulas que preveem a convoca\u00e7\u00e3o de uma nova assembleia geral de credores caso seja descumprido o plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial, em vez da imediata convers\u00e3o em fal\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>As inst\u00e2ncias de origem afirmaram que a previs\u00e3o de nova assembleia geral de credores violaria o estabelecido nos arts. 61, \u00a7 1\u00ba, e 73, IV, da Lei n. 11.101\/2005, os quais determinam que, em caso de descumprimento de qualquer obriga\u00e7\u00e3o, a recupera\u00e7\u00e3o judicial deve ser convertida em fal\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, essas disposi\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o normas imperativas, devendo ser interpretadas \u00e0 luz do prop\u00f3sito da Lei de Recupera\u00e7\u00e3o Judicial, que consiste principalmente na supera\u00e7\u00e3o da crise econ\u00f4mico-financeira e na preserva\u00e7\u00e3o da empresa, conforme estabelecido em seu artigo 47.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A inser\u00e7\u00e3o de cl\u00e1usula que possibilita nova convoca\u00e7\u00e3o da assembleia geral, a fim de evitar o decreto imediato da fal\u00eancia, est\u00e1 inserida no \u00e2mbito da liberdade negocial dos credores<\/strong>. Se os pr\u00f3prios credores, maiores interessados no recebimento do cr\u00e9dito, optam por mais uma tentativa para manter a empresa, essa decis\u00e3o, firmada em assembleia, coaduna-se com os imperativos que regem a Lei de Recupera\u00e7\u00e3o Judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>Justamente por n\u00e3o ser a convers\u00e3o em fal\u00eancia norma cogente, a Quarta Turma, ao julgar o AREsp n. 1.059.178\/SP, entendeu ser poss\u00edvel a instala\u00e7\u00e3o de nova assembleia, em raz\u00e3o de altera\u00e7\u00f5es no quadro f\u00e1tico e da exist\u00eancia de novos elementos para elabora\u00e7\u00e3o de um plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial efetivamente vi\u00e1vel, a ser aprovado pelos credores.<\/p>\n\n\n\n<p>No mais, no \u00e2mbito do processo de recupera\u00e7\u00e3o, \u00e9 soberana a delibera\u00e7\u00e3o da assembleia geral de credores relativa ao conte\u00fado do plano. Ao magistrado compete exclusivamente a avalia\u00e7\u00e3o da conformidade legal do ato jur\u00eddico, fundamentado no interesse p\u00fablico refletido no Princ\u00edpio da Preserva\u00e7\u00e3o da Empresa e na consequente manuten\u00e7\u00e3o dos empregos e das fontes de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, a pr\u00f3pria Lei de Recupera\u00e7\u00e3o Judicial, em seu artigo art. 35, I,&nbsp;<em>a<\/em>, estabelece a compet\u00eancia da assembleia geral de credores para deliberar acerca de eventual altera\u00e7\u00e3o no plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-3-resultado-final\"><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a>10.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 v\u00e1lida a cl\u00e1usula que possibilita nova convoca\u00e7\u00e3o da assembleia geral de credores em caso de descumprimento do plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial, em vez da imediata convers\u00e3o em fal\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-penal\"><a>DIREITO PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-nbsp-indulto-natalino-e-relevancia-da-eventual-diferenciacao-entre-organizacao-criminosa-e-faccao-criminosa\"><a>11.&nbsp; Indulto Natalino e relev\u00e2ncia da eventual diferencia\u00e7\u00e3o entre organiza\u00e7\u00e3o criminosa e fac\u00e7\u00e3o criminosa<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EM HABEAS CORPUS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para fins de exame de pedido de indulto com fundamento no Decreto n. 11.302\/2022, a discuss\u00e3o sobre eventual diferencia\u00e7\u00e3o entre organiza\u00e7\u00e3o criminosa e fac\u00e7\u00e3o criminosa n\u00e3o tem relev\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no RHC 185.970-PR, Rel. Ministro Messod Azulay Neto, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 7\/5\/2024. (Info 811 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>11.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Geremia e seus comparsas requereram a concess\u00e3o de indulto, que foi indeferido pelas inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias, uma vez que, na senten\u00e7a condenat\u00f3ria e no julgamento do pedido de indulto, foram reconhecidos como l\u00edderes de organiza\u00e7\u00e3o criminosa, de modo a atrair a restri\u00e7\u00e3o contida no \u00a71\u00ba do artigo 7\u00ba do Decreto n. 11.302\/2022.<\/p>\n\n\n\n<p>Em recurso, sustentaram que reuniriam os requisitos objetivos autorizadores da concess\u00e3o do indulto prescrito no Decreto n. 11.302\/2022 e n\u00e3o incidiriam na hip\u00f3tese de exclus\u00e3o do benef\u00edcio prevista no \u00a71\u00ba, art. 7\u00ba, do mesmo ato normativo. Alegaram a necessidade de diferenciar organiza\u00e7\u00e3o criminosa das fac\u00e7\u00f5es criminosas previstas no decreto.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>11.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-1-questao-juridica\"><a>11.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Decreto n. 11.302\/2022:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 7\u00ba&nbsp; O indulto natalino concedido nos termos do disposto neste Decreto n\u00e3o abrange os crimes:<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1\u00ba&nbsp; O indulto natalino tamb\u00e9m n\u00e3o ser\u00e1 concedido aos integrantes de fac\u00e7\u00f5es criminosas, ainda que sejam reconhecidas somente no julgamento do pedido de indulto.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-2-discussao-relevante\"><a>11.2.2. Discuss\u00e3o relevante?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nem!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O \u00a71\u00ba do art. 7\u00ba do Decreto n. 11.302\/2022 prescreve hip\u00f3tese de veda\u00e7\u00e3o da concess\u00e3o de indulto, nos seguintes termos: &#8220;(o) indulto natalino tamb\u00e9m n\u00e3o ser\u00e1 concedido aos integrantes de fac\u00e7\u00f5es criminosas, ainda que sejam reconhecidas somente no julgamento do pedido de indulto&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, o pedido foi indeferido pelas inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias, uma vez que, na senten\u00e7a condenat\u00f3ria e no julgamento do pedido de indulto, os pacientes foram reconhecidos como l\u00edderes de organiza\u00e7\u00e3o criminosa, de modo a atrair a restri\u00e7\u00e3o contida no \u00a71\u00ba do artigo 7\u00ba do Decreto n. 11.302\/2022.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, o indeferimento do indulto est\u00e1 fundamentado em elementos concretos que indicam participa\u00e7\u00e3o em organiza\u00e7\u00e3o reconhecida pelas inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias como fac\u00e7\u00e3o criminosa, nos moldes do \u00a71\u00ba, art. 7\u00ba, do Decreto n. 11.302\/2022.<\/p>\n\n\n\n<p>Para fins de exame de pedido de indulto com fundamento no Decreto n. 11.302\/2022, a discuss\u00e3o sobre eventual diferencia\u00e7\u00e3o entre organiza\u00e7\u00e3o criminosa e fac\u00e7\u00e3o criminosa n\u00e3o tem relev\u00e2ncia. Isso porque o \u00a71\u00ba, art. 7\u00ba, do ato normativo, estabeleceu o dever do ju\u00edzo de reconhecer, de forma fundamentada, ainda que somente no julgamento do pedido de indulto, a participa\u00e7\u00e3o em fac\u00e7\u00e3o criminosa.<\/p>\n\n\n\n<p>Consigne-se, ainda, que a compreens\u00e3o dada pelo Tribunal n\u00e3o implica interpreta\u00e7\u00e3o extensiva&nbsp;<em>in malam partem<\/em>. Isso porque a veda\u00e7\u00e3o do \u00a71\u00ba, art. 7\u00ba, Decreto n. 11.302\/2022 impede a concess\u00e3o de um benef\u00edcio, derivado de discricionariedade do Presidente da Rep\u00fablica, que desconstitui uma san\u00e7\u00e3o penal aplicada com observ\u00e2ncia do devido processo legal, nos exatos termos previstos pelo ato concessivo. E, <strong>nesse contexto, a veda\u00e7\u00e3o, de forma literal, prev\u00ea a possibilidade de reconhecimento da participa\u00e7\u00e3o em fac\u00e7\u00e3o criminosa ainda que somente no julgamento do pedido de indulto.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>N\u00e3o h\u00e1, pois, extens\u00e3o da compreens\u00e3o do termo organiza\u00e7\u00e3o criminosa em ju\u00edzo de adequa\u00e7\u00e3o t\u00edpica com finalidade condenat\u00f3ria em preju\u00edzo dos reeducandos<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-3-resultado-final\"><a>11.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Para fins de exame de pedido de indulto com fundamento no Decreto n. 11.302\/2022, a discuss\u00e3o sobre eventual diferencia\u00e7\u00e3o entre organiza\u00e7\u00e3o criminosa e fac\u00e7\u00e3o criminosa n\u00e3o tem relev\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-nbsp-estelionato-judicial-e-atipicidade-penal\"><a>12.&nbsp; Estelionato judicial e atipicidade penal<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O denominado estelionato judicial \u00e9 conduta at\u00edpica na esfera penal.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no HC 841.731-MS, Rel. Ministro Sebasti\u00e3o Reis J\u00fanior, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 15\/4\/2024, DJe 18\/4\/2024. (Info 811 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>12.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Craudete foi condenada pelo crime de estelionato, porque teria, na condi\u00e7\u00e3o de advogada, ajuizado a\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o com base em t\u00edtulo inaut\u00eantico, sendo autorizado o levantamento de vultuosa quantia da conta banc\u00e1ria da v\u00edtima.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Habeas Corpus, sua defesa alega a atipicidade de tal conduta, bem como a impossibilidade de condena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>12.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-1-conduta-atipica\"><a>12.2.1. Conduta at\u00edpica?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Aparentemente, SIM!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Tribunal&nbsp;<em>a quo<\/em>&nbsp;confirmou a condena\u00e7\u00e3o da acusada pelo crime de estelionato, porque teria, na condi\u00e7\u00e3o de advogada, ajuizado a\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o com base em t\u00edtulo inaut\u00eantico, sendo autorizado o levantamento de vultuosa quantia da conta banc\u00e1ria da v\u00edtima.<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre que, conforme jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, o uso de a\u00e7\u00f5es judiciais com o objetivo de obter lucro ou vantagem indevida caracteriza estelionato judicial, conduta at\u00edpica na esfera penal.<\/p>\n\n\n\n<p>O STJ entende que <strong>a figura do estelionato judici\u00e1rio \u00e9 at\u00edpica pela absoluta impropriedade do meio, uma vez que o processo tem natureza dial\u00e9tica, possibilitando o exerc\u00edcio do contradit\u00f3rio e a interposi\u00e7\u00e3o dos recursos cab\u00edveis, n\u00e3o se podendo falar, no caso, em &#8216;indu\u00e7\u00e3o em erro&#8217; do magistrado<\/strong>. Eventual ilicitude de documentos que embasaram o pedido judicial poderia, em tese, constituir crime aut\u00f4nomo, que n\u00e3o se confunde com a imputa\u00e7\u00e3o de &#8216;estelionato judicial&#8217; e n\u00e3o foi descrito na den\u00fancia.&#8221; (REsp 1.101.914\/RJ, Ministra Maria Thereza de Assis Moura, Sexta Turma, DJe 21\/3\/2012).<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, \u00e9 &#8220;Inexistente como figura penal t\u00edpica a conduta de induzir em erro o Poder Judici\u00e1rio a fim de obter vantagem il\u00edcita, n\u00e3o havendo falar em absor\u00e7\u00e3o de uma conduta t\u00edpica (falso) por outra que sequer \u00e9 prevista legalmente (estelionato judici\u00e1rio).&#8221; (AgRg no RHC 98.041\/RJ, Ministro Nefi Cordeiro, Sexta Turma, DJe 4\/9\/2018).<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, frise-se que o reconhecimento da atipicidade da conduta do estelionato judici\u00e1rio n\u00e3o afasta a possibilidade de apura\u00e7\u00e3o de eventuais crimes aut\u00f4nomos remanescentes.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-2-resultado-final\"><a>12.2.2. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O denominado estelionato judicial \u00e9 conduta at\u00edpica na esfera penal.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-nbsp-requisitos-dos-crimes-impeditivos-do-beneficio-do-indulto-previsto-no-decreto-11-302-2022\"><a>13.&nbsp; Requisitos dos crimes impeditivos do benef\u00edcio do indulto previsto no Decreto 11.302\/2022.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os crimes impeditivos do benef\u00edcio do indulto, fundamentado no Decreto Presidencial n. 11.302\/2022, devem ser tanto os praticados em concurso, como os remanescentes em raz\u00e3o da unifica\u00e7\u00e3o de penas.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no HC 835.685-SC, Rel. Ministro Jesu\u00edno Rissato (Desembargador convocado do TJDFT), Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 7\/5\/2024, DJe 13\/5\/2024. (Info 811 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>13.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Gerald\u00e3o requereu a concess\u00e3o de indulto conforme Decreto Presidencial n. 11.302\/2022. O benef\u00edcio foi negado pelo juiz da execu\u00e7\u00e3o por entender a impossibilidade de concess\u00e3o da referida benesse nos casos em que houver tamb\u00e9m a unifica\u00e7\u00e3o entre condena\u00e7\u00e3o por delito impeditivo e n\u00e3o impeditivo, como ocorreu no presente caso.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformada, a defesa impetrou HC no qual sustenta que o fato de cumprir pena por tr\u00e1fico de drogas e tentativa de latroc\u00ednio em nada interfere na aplica\u00e7\u00e3o do indulto aos crimes de disparo de arma de fogo e dano.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>13.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-1-quais-impedem-a-concessao-do-indulto\"><a>13.2.1. Quais impedem a concess\u00e3o do indulto?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Tanto os praticados em concurso, como os remanescentes em raz\u00e3o da unifica\u00e7\u00e3o de penas!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Corte de origem invocou fundamentos que est\u00e3o em conson\u00e2ncia com o atual entendimento deste Tribunal Superior que, superando entendimento anterior quanto \u00e0 possibilidade de concess\u00e3o de indulto quando n\u00e3o houvesse concurso entre os delitos, praticados em contextos f\u00e1ticos diversos, passou a restringir a referida benesse nos casos em que houver tamb\u00e9m a unifica\u00e7\u00e3o entre condena\u00e7\u00e3o por delito impeditivo e n\u00e3o impeditivo, como ocorre no presente caso, em que o paciente foi condenado em a\u00e7\u00f5es penais diversas pelos delitos de tr\u00e1fico de drogas e tentativa de latroc\u00ednio, estes impeditivos da aplica\u00e7\u00e3o do indulto previsto no Decreto n. 11.302\/2022.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o tema, a Terceira Se\u00e7\u00e3o do STJ, no julgamento do AgRg no HC 890.929\/SE, em 24\/4\/2024, modificou sua convic\u00e7\u00e3o para seguir a jurisprud\u00eancia do Supremo Tribunal Federal, considerando que os crimes impeditivos do benef\u00edcio do indulto, fundamentado no Decreto Presidencial n. 11.302\/2022, devem ser tanto os praticados em concurso, como os remanescentes em raz\u00e3o da unifica\u00e7\u00e3o de penas.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-2-resultado-final\"><a>13.2.2. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Os crimes impeditivos do benef\u00edcio do indulto, fundamentado no Decreto Presidencial n. 11.302\/2022, devem ser tanto os praticados em concurso, como os remanescentes em raz\u00e3o da unifica\u00e7\u00e3o de penas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-nbsp-resultado-desfavoravel-de-exame-criminologico-como-justificativa-da-negativa-de-progressao-de-regime\"><a>14.&nbsp; Resultado desfavor\u00e1vel de exame criminol\u00f3gico como justificativa da negativa de progress\u00e3o de regime.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O resultado desfavor\u00e1vel de exame criminol\u00f3gico justifica a negativa de progress\u00e3o de regime por falta de requisito subjetivo.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no HC 895.107-SP, Rel. Ministro Jesu\u00edno Rissato (Desembargador convocado do TJDFT), Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 7\/5\/2024, DJe 13\/5\/2024. (Info 811 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>14.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creosvaldo, apenado, requereu a progress\u00e3o de regime, o que foi indeferido em raz\u00e3o da exist\u00eancia de aspectos desfavor\u00e1veis destacados no laudo psicol\u00f3gico realizado.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformada, sua defesa impetrou HC no qual alega que Creosvaldo j\u00e1 implementou os requisitos objetivos e subjetivos para a concess\u00e3o da progress\u00e3o de regime, bem como que a impossibilidade de negativa justificada unicamente pelo resultado desfavor\u00e1vel do exame criminol\u00f3gico.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>14.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-1-questao-juridica\"><a>14.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>LEP:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 112. A pena privativa de liberdade ser\u00e1 executada em forma progressiva com a transfer\u00eancia para regime menos rigoroso, a ser determinada pelo juiz, quando o preso tiver cumprido ao menos:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1\u00ba Em todos os casos, o apenado somente ter\u00e1 direito \u00e0 progress\u00e3o de regime se ostentar boa conduta carcer\u00e1ria, comprovada pelo diretor do estabelecimento, e pelos resultados do exame criminol\u00f3gico, respeitadas as normas que vedam a progress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-2-justifica-o-indeferimento\"><a>14.2.2. Justifica o indeferimento?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Sim sinh\u00f4!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Para a progress\u00e3o de regime, deve o reeducando preencher os requisitos de natureza objetiva (lapso temporal) e subjetiva (bom comportamento carcer\u00e1rio), <\/strong>nos termos do art. 112 da LEP.<\/p>\n\n\n\n<p>Com as inova\u00e7\u00f5es da Lei n. 10.792\/2003, que alterou o art. 112 da Lei n. 7.210\/1984, afastou-se a exig\u00eancia do exame criminol\u00f3gico para fins de progress\u00e3o de regime. No entanto, <strong>o Superior Tribunal de Justi\u00e7a firmou entendimento de que o Magistrado de primeiro grau, ou o Tribunal&nbsp;<em>a quo<\/em>, diante das circunst\u00e2ncias do caso concreto, podem determinar a realiza\u00e7\u00e3o da referida prova t\u00e9cnica para a forma\u00e7\u00e3o de seu convencimento, desde que essa decis\u00e3o seja adequadamente motivada<\/strong>. Intelig\u00eancia da S\u00famula n. 439\/STJ e da S\u00famula vinculante n. 26.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, verifica-se que as inst\u00e2ncias de origem consideraram que, para al\u00e9m da longa pena a cumprir e da gravidade do delito cometido, a exist\u00eancia de aspectos desfavor\u00e1veis destacados no laudo psicol\u00f3gico realizado, no qual foi destacado que o reeducando &#8220;apresenta personalidade com tra\u00e7os de imaturidade e dificuldade no controle racional de suas emo\u00e7\u00f5es, agindo de forma desajustada diante das adversidades do cotidiano&#8221; e &#8220;diante da dificuldade de ressocializa\u00e7\u00e3o em virtude dos impactos negativos da depend\u00eancia qu\u00edmica e prisioniza\u00e7\u00e3o observa-se a necessidade de acompanhamento adequado.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme a jurisprud\u00eancia do STJ, &#8220;o resultado desfavor\u00e1vel de exame criminol\u00f3gico justifica a negativa de progress\u00e3o de regime por falta de requisito subjetivo&#8221; (AgRg no HC 848.737\/SP, relator Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, DJe de 5\/10\/2023).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-3-resultado-final\"><a>14.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O resultado desfavor\u00e1vel de exame criminol\u00f3gico justifica a negativa de progress\u00e3o de regime por falta de requisito subjetivo.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-penal\"><a>DIREITO PROCESSUAL PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-nbsp-requisitos-do-mandado-de-busca-e-apreensao\"><a>15.&nbsp; Requisitos do mandado de busca e apreens\u00e3o<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>PROCESSO EM SEGREDO DE JUSTI\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O mandado de busca e apreens\u00e3o deve apontar, de maneira clara, a pessoa e o local onde a dilig\u00eancia ocorrer\u00e1, n\u00e3o podendo surpreender terceiros em viola\u00e7\u00e3o de seus domic\u00edlios.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministra Daniela Teixeira, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 7\/5\/2024, DJe 10\/5\/2024. (Info 811 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>15.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma investiga\u00e7\u00e3o criminal, foi expedido mandado de busca e apreens\u00e3o em desfavor de uma empresa. Ocorre que, na empolga\u00e7\u00e3o do cumprimento do mandado, As dilig\u00eancias se estenderam ao edif\u00edcio cont\u00edguo, pertencente a pessoa jur\u00eddica diversa, que n\u00e3o figurava na demanda acautelat\u00f3ria. No local foram encontrados objetos provenientes de crime.<\/p>\n\n\n\n<p>A defesa dos investigados que n\u00e3o constavam no mandado interp\u00f4s recursos alegando a nulidade das provas ali produzidas, em raz\u00e3o do cumprimento \u201cextensivo\u201d do mandado.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Processo em segredo de justi\u00e7a. Caso imaginado.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>15.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-2-1-questao-juridica\"><a>15.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CRFB\/1988:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 5\u00ba Todos s\u00e3o iguais perante a lei, sem distin\u00e7\u00e3o de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no Pa\u00eds a inviolabilidade do direito \u00e0 vida, \u00e0 liberdade, \u00e0 igualdade, \u00e0 seguran\u00e7a e \u00e0 propriedade, nos termos seguintes:<\/p>\n\n\n\n<p>X &#8211; s\u00e3o inviol\u00e1veis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indeniza\u00e7\u00e3o pelo dano material ou moral decorrente de sua viola\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>XI &#8211; a casa \u00e9 asilo inviol\u00e1vel do indiv\u00edduo, ningu\u00e9m nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determina\u00e7\u00e3o judicial;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>XII &#8211; \u00e9 inviol\u00e1vel o sigilo da correspond\u00eancia e das comunica\u00e7\u00f5es telegr\u00e1ficas, de dados e das comunica\u00e7\u00f5es telef\u00f4nicas, salvo, no \u00faltimo caso, por ordem judicial, nas hip\u00f3teses e na forma que a lei estabelecer para fins de investiga\u00e7\u00e3o criminal ou instru\u00e7\u00e3o processual penal;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>XIII &#8211; \u00e9 livre o exerc\u00edcio de qualquer trabalho, of\u00edcio ou profiss\u00e3o, atendidas as qualifica\u00e7\u00f5es profissionais que a lei estabelecer;<\/p>\n\n\n\n<p>CPP:<\/p>\n\n\n\n<p>Art.&nbsp;243.&nbsp;&nbsp;O mandado de busca dever\u00e1:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I&nbsp;&#8211;&nbsp;indicar, o mais precisamente poss\u00edvel, a casa em que ser\u00e1 realizada a dilig\u00eancia e o nome do respectivo propriet\u00e1rio ou morador; ou, no caso de busca pessoal, o nome da pessoa que ter\u00e1 de sofr\u00ea-la ou os sinais que a identifiquem;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-2-2-o-mandado-tem-alcance-restrito\"><a>15.2.2. O mandado tem alcance restrito?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Naturalmente!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Em se tratando de dilig\u00eancia que tangencia direitos e garantias fundamentais do acusado (art. 5\u00ba, X a XIII da CRFB\/1988), o legislador processual penal houve por bem estabelecer, de maneira minuciosa, os elementos materiais e formais contidos no mandado<\/strong> que instrumentaliza a busca e apreens\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, a despeito de a a\u00e7\u00e3o cautelar tramitar apenas em desfavor de uma empresa, o cumprimento das dilig\u00eancias de busca e apreens\u00e3o se estendeu ao edif\u00edcio cont\u00edguo, pertencente \u00e0 pessoa jur\u00eddica diversa, que n\u00e3o figurava na demanda acautelat\u00f3ria e, portanto, n\u00e3o poderia ter sua sede violada. O fato de o ju\u00edzo ter delegado a verifica\u00e7\u00e3o da propriedade do estabelecimento e da documenta\u00e7\u00e3o apreendida aos oficiais que cumpriam a dilig\u00eancia ou a constata\u00e7\u00e3o, &#8220;a posteriori&#8221;, de confus\u00e3o entre o acervo documental das empresas, n\u00e3o altera o quadro de viola\u00e7\u00e3o constatado, na medida em que o art. 243, I do CPP estabelece, de maneira inequ\u00edvoca, que &#8220;O mandado de busca dever\u00e1: I &#8211; indicar, o mais precisamente poss\u00edvel, a casa em que ser\u00e1 realizada a dilig\u00eancia e o nome do respectivo propriet\u00e1rio ou morador (&#8230;)&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Efetivamente, se \u00e9 cedi\u00e7o que \u00e9 invi\u00e1vel ao magistrado, na elabora\u00e7\u00e3o do mandado, especificar todos os documentos e objetos a serem apreendidos, n\u00e3o \u00e9 menos inequ\u00edvoco que o instrumento que municia a dilig\u00eancia deve apontar, de maneira clara, a pessoa e o local onde a mesma ocorrer\u00e1, n\u00e3o podendo surpreender terceiros em viola\u00e7\u00e3o de seus domic\u00edlios &#8220;lato&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta linha de pensamento, <strong>as quest\u00f5es relativas \u00e0 exist\u00eancia de grupo empresarial ou qualquer outra forma de liga\u00e7\u00e3o entre a impetrante e a parte demandada na medida cautelar deveriam ter sido levadas ao conhecimento do ju\u00edzo previamente \u00e0 expedi\u00e7\u00e3o do mandado<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 de se aplicar, portanto, o entendimento deste STJ no sentido de que &#8220;(&#8230;) 13. Segundo o art. 243 do C\u00f3digo de Processo Penal, o mandado de busca dever\u00e1: i) indicar, o mais precisamente poss\u00edvel, a casa em que ser\u00e1 realizada a dilig\u00eancia e o nome do respectivo propriet\u00e1rio ou morador e ii) mencionar o motivo e os fins da dilig\u00eancia. 14. Hip\u00f3tese concreta em que a decis\u00e3o ordenou a expedi\u00e7\u00e3o de um mandado de busca e apreens\u00e3o indeterminado, ou seja, para qualquer crime, em qualquer lugar e para a apreens\u00e3o de quaisquer objetos. Al\u00e9m disso, n\u00e3o trouxe nenhum fundamento que justificasse o emprego da medida. (&#8230;)&#8221; (HC 245.466-CE, Relator Ministro Sebasti\u00e3o Reis J\u00fanior, Sexta Turma, Julgado em 27\/11\/2012).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-2-3-resultado-final\"><a>15.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O mandado de busca e apreens\u00e3o deve apontar, de maneira clara, a pessoa e o local onde a dilig\u00eancia ocorrer\u00e1, n\u00e3o podendo surpreender terceiros em viola\u00e7\u00e3o de seus domic\u00edlios.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-16-nbsp-falta-de-procedimentos-para-garantir-a-idoneidade-e-integridade-dos-dados-extraidos-de-um-celular-apreendido-e-quebra-da-cadeia-de-custodia\"><a>16.&nbsp; Falta de procedimentos para garantir a idoneidade e integridade dos dados extra\u00eddos de um celular apreendido e quebra da cadeia de cust\u00f3dia<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A falta de procedimentos para garantir a idoneidade e integridade dos dados extra\u00eddos de um celular apreendido resulta na quebra da cadeia de cust\u00f3dia e na inadmissibilidade da prova digital.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no HC 828.054-RN, Rel. Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 23\/4\/2024, DJe 29\/4\/2024. (Info 811 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-16-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>16.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creiton foi condenado pelo crime de tr\u00e1fico de drogas. Inconformada, sua defesa impetrou HC no qual alega ofensa ao disposto no art. 158-A do C\u00f3digo de Processo Penal \u2013\u2009CPP, destacando que a extra\u00e7\u00e3o de dados mediante print screen de conversas realizadas pelo aplicativo Whatsapp n\u00e3o seria elemento confi\u00e1vel, uma vez que facilmente manipul\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, quando da senten\u00e7a condenat\u00f3ria, o ju\u00edzo singular pontuou que a an\u00e1lise se deu ap\u00f3s consulta direta ao aparelho, sem necessidade de uso de m\u00e1quinas extratoras (ex.&nbsp;<em>Cellebrite<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-16-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>16.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-16-2-1-questao-juridica\"><a>16.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPP:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 158-A. Considera-se cadeia de cust\u00f3dia o conjunto de todos os procedimentos utilizados para manter e documentar a hist\u00f3ria cronol\u00f3gica do vest\u00edgio coletado em locais ou em v\u00edtimas de crimes, para rastrear sua posse e manuseio a partir de seu reconhecimento at\u00e9 o descarte.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1\u00ba O in\u00edcio da cadeia de cust\u00f3dia d\u00e1-se com a preserva\u00e7\u00e3o do local de crime ou com procedimentos policiais ou periciais nos quais seja detectada a exist\u00eancia de vest\u00edgio.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2\u00ba O agente p\u00fablico que reconhecer um elemento como de potencial interesse para a produ\u00e7\u00e3o da prova pericial fica respons\u00e1vel por sua preserva\u00e7\u00e3o.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 3\u00ba Vest\u00edgio \u00e9 todo objeto ou material bruto, vis\u00edvel ou latente, constatado ou recolhido, que se relaciona \u00e0 infra\u00e7\u00e3o penal.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-16-2-2-houve-quebra-da-cadeia-de-custodia\"><a>16.2.2. Houve quebra da cadeia de cust\u00f3dia?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeap!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O instituto da cadeia de cust\u00f3dia, arts. 158-A e seguintes do CPP, visa a garantir que o tratamento dos elementos probat\u00f3rios, desde a sua arrecada\u00e7\u00e3o at\u00e9 a an\u00e1lise e delibera\u00e7\u00e3o pela autoridade judicial, seja id\u00f4neo e livre de qualquer interfer\u00eancia<\/strong> que possa macular a confiabilidade da prova.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, discute-se a inidoneidade de relat\u00f3rio de an\u00e1lise de extra\u00e7\u00e3o de dados baseado em&nbsp;<em>print screen<\/em>&nbsp;de di\u00e1logos entre usu\u00e1rios de&nbsp;<em>Whatsapp<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante da volatilidade dos dados telem\u00e1ticos e da maior suscetibilidade a altera\u00e7\u00f5es, imprescind\u00edvel se faz a ado\u00e7\u00e3o de mecanismos que assegurem a preserva\u00e7\u00e3o integral dos vest\u00edgios probat\u00f3rios, de forma que seja poss\u00edvel a constata\u00e7\u00e3o de eventuais altera\u00e7\u00f5es, intencionais ou n\u00e3o, dos elementos inicialmente coletados, demonstrando-se a higidez do caminho percorrido pelo material.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mostra-se indispens\u00e1vel que todas as fases do processo de obten\u00e7\u00e3o das provas digitais sejam documentadas, cabendo \u00e0 pol\u00edcia, al\u00e9m da adequa\u00e7\u00e3o de metodologias tecnol\u00f3gicas que garantam a integridade dos elementos extra\u00eddos, o devido registro das etapas da cadeia de cust\u00f3dia<\/strong>, de modo que sejam asseguradas a autenticidade e a integralidade dos dados.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, pode-se dizer que as provas digitais, em raz\u00e3o de sua natureza facilmente &#8211; e imperceptivelmente &#8211; alter\u00e1vel, demandam ainda maior aten\u00e7\u00e3o e cuidado em sua cust\u00f3dia e tratamento, sob pena de ter seu grau de confiabilidade diminu\u00eddo drasticamente ou at\u00e9 mesmo anulado.<\/p>\n\n\n\n<p>Conv\u00e9m, assim, que o material epistemol\u00f3gico digital de interesse \u00e0 persecu\u00e7\u00e3o penal seja tratado mediante crit\u00e9rios bem definidos, que possibilitem a sua preserva\u00e7\u00e3o, na maior medida poss\u00edvel, notadamente com expl\u00edcita indica\u00e7\u00e3o de quem foi respons\u00e1vel pelo seu reconhecimento, coleta, acondicionamento, transporte e processamento, que dever\u00e1 ser formalizado em laudo produzido por perito, notadamente com indica\u00e7\u00e3o da metodologia empregada e das ferramentas eventualmente utilizadas.<\/p>\n\n\n\n<p>A documenta\u00e7\u00e3o de cada etapa da cadeia de cust\u00f3dia \u00e9 fundamental, a fim de que o procedimento seja audit\u00e1vel. \u00c9 dizer, as partes devem ter condi\u00e7\u00f5es de aferir se o m\u00e9todo t\u00e9cnico-cient\u00edfico para a extra\u00e7\u00e3o dos dados foi devidamente observado (auditabilidade da evid\u00eancia digital).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Assim, a auditabilidade, a repetibilidade, a reprodutibilidade e a justificabilidade s\u00e3o quatro aspectos essenciais das evid\u00eancias digitais, os quais buscam ser garantidos pela utiliza\u00e7\u00e3o de metodologias e procedimentos certificados, como, e.g., os recomendados pela ABNT<\/strong>. A aus\u00eancia de quaisquer deles redunda em um elemento epistemologicamente fr\u00e1gil e deficiente, e, portanto, de valor probat\u00f3rio reduzido ou nulo.<\/p>\n\n\n\n<p>A observa\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da mesmidade visa a assegurar a confiabilidade da prova, a fim de que seja poss\u00edvel se verificar a correspond\u00eancia entre aquilo que foi colhido e o que resultou de todo o processo de extra\u00e7\u00e3o da prova de seu substrato digital.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Uma forma de se garantir a mesmidade dos elementos digitais \u00e9 a utiliza\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica de algoritmo&nbsp;<em>hash<\/em>, a qual deve vir acompanhada da utiliza\u00e7\u00e3o de um&nbsp;<em>software<\/em>&nbsp;confi\u00e1vel, audit\u00e1vel e amplamente certificado, que possibilite o acesso, a interpreta\u00e7\u00e3o e a extra\u00e7\u00e3o dos dados do arquivo digital<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, quando da senten\u00e7a condenat\u00f3ria, o ju\u00edzo singular pontuou que a &#8220;an\u00e1lise se deu ap\u00f3s consulta direta ao aparelho, sem necessidade de uso de m\u00e1quinas extratoras (ex.&nbsp;<em>Cellebrite<\/em>).&#8221;, n\u00e3o sendo poss\u00edvel inferir a idoneidade das provas extra\u00eddas pelo acesso direto ao celular apreendido, sem a utiliza\u00e7\u00e3o de ferramenta forense que garantisse a exatid\u00e3o das evid\u00eancias, n\u00e3o havendo registros de que os elementos inicialmente coletados s\u00e3o id\u00eanticos ao que corroboraram a condena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>De relevo, o entendimento majorit\u00e1rio desta Quinta Turma no sentido de que &#8220;\u00e9 \u00f4nus do Estado comprovar a integridade e confiabilidade das fontes de prova por ele apresentadas. \u00c9 incab\u00edvel, aqui, simplesmente presumir a veracidade das alega\u00e7\u00f5es estatais, quando descumpridos os procedimentos referentes \u00e0 cadeia de cust\u00f3dia&#8221; (AgRg no RHC 143.169\/RJ, relator Ministro Messod Azulay Neto, relator para ac\u00f3rd\u00e3o Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, DJe de 2\/3\/2023).<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, inafast\u00e1vel a conclus\u00e3o de que,<em>&nbsp;in casu<\/em>, n\u00e3o houve a ado\u00e7\u00e3o de procedimentos que assegurassem a idoneidade e a integridade dos elementos obtidos pela extra\u00e7\u00e3o dos dados do celular do corr\u00e9u. Logo, evidente o preju\u00edzo causado pela quebra da cadeia de cust\u00f3dia e a imprestabilidade da prova digital.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-16-2-3-resultado-final\"><a>16.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A falta de procedimentos para garantir a idoneidade e integridade dos dados extra\u00eddos de um celular apreendido resulta na quebra da cadeia de cust\u00f3dia e na inadmissibilidade da prova digital.<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-03a1e255-a869-43f4-90ac-8cd2cb3d39f6\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/05\/28082908\/stj-informativo-811.pdf\">stj-informativo-811<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/05\/28082908\/stj-informativo-811.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-03a1e255-a869-43f4-90ac-8cd2cb3d39f6\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais um passo em nossa caminhada&#8230; Informativos n\u00ba 811 do STJ\u00a0COMENTADO entra na parada. 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