{"id":1388379,"date":"2024-04-23T07:43:48","date_gmt":"2024-04-23T10:43:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1388379"},"modified":"2024-04-23T07:43:50","modified_gmt":"2024-04-23T10:43:50","slug":"informativo-stj-807-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-807-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STJ 807 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p><p><span data-darkreader-inline-color=\"\" style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\">Mais um passo em nossa caminhada&#8230; Informativos n\u00ba 807 do STJ\u00a0<\/span><strong style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\" data-darkreader-inline-color=\"\">COMENTADO<\/strong><span data-darkreader-inline-color=\"\" style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\"> entra na parada. Simbora!<\/span><\/p><p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/04\/23074333\/stj-informativo-807.pdf\" rel=\"sponsored nofollow\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_Jf3aDZIxyak\"><div id=\"lyte_Jf3aDZIxyak\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/Jf3aDZIxyak\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/Jf3aDZIxyak\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/Jf3aDZIxyak\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-administrativo\"><a>DIREITO ADMINISTRATIVO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-criterios-para-distribuicao-dos-royalties-decorrentes-de-exploracao-maritima\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Crit\u00e9rios para distribui\u00e7\u00e3o dos royalties decorrentes de explora\u00e7\u00e3o mar\u00edtima<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A distribui\u00e7\u00e3o dos royalties pela explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e de g\u00e1s natural depende da origem do hidrocarboneto que percorre as instala\u00e7\u00f5es de extra\u00e7\u00e3o e transporte, de modo que os munic\u00edpios que movimentam g\u00e1s natural ou petr\u00f3leo de origem terrestre n\u00e3o fazem jus aos royalties da lavra mar\u00edtima quando n\u00e3o comprovado o efetivo tr\u00e2nsito de hidrocarbonetos provenientes desta lavra.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no REsp 1.992.403-DF, Rel. Ministro Benedito Gon\u00e7alves, Rel. para ac\u00f3rd\u00e3o Ministro Paulo S\u00e9rgio Domingues, Primeira Turma, por maioria, julgado em 9\/4\/2024. (Info 807 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O Munic\u00edpio Quebradeira ajuizou a\u00e7\u00e3o por meio da qual questiona o valor dos royalties a que tem direito. O ente alega recebeu normalmente os valores devidos pela explora\u00e7\u00e3o terrestre, mas n\u00e3o os royalties da lavra mar\u00edtima. Por sua vez, a ANPP sustenta as condi\u00e7\u00f5es para os royalties pretendidos n\u00e3o estariam presentes.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-depende-da-origem-do-produto\"><a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Depende da origem do produto?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Exatamente!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O que se discute \u00e9 a pretens\u00e3o de cumula\u00e7\u00e3o dos&nbsp;<em>royalties<\/em>&nbsp;j\u00e1 distribu\u00eddos e reconhecidos como devidos pela Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo &#8211; ANP &#8211; pela explora\u00e7\u00e3o terrestre -, com aqueles derivados da explora\u00e7\u00e3o mar\u00edtima, que o Munic\u00edpio pretende perceber t\u00e3o s\u00f3 por possuir em seu territ\u00f3rio IED&#8217;s (instala\u00e7\u00f5es de embarque e desembarque de hidrocarbonetos), que teriam especifica\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas suficientes para receberem hidrocarbonetos de origem oce\u00e2nica, mas que, de forma incontroversa, n\u00e3o o recebem.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme entendimento da Primeira Turma, a distribui\u00e7\u00e3o dos&nbsp;<em>royalties<\/em>&nbsp;pela explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e de g\u00e1s natural depende da origem do hidrocarboneto que percorre as instala\u00e7\u00f5es de extra\u00e7\u00e3o e transporte, de modo que os munic\u00edpios que movimentam g\u00e1s natural ou petr\u00f3leo de origem terrestre n\u00e3o fazem jus aos&nbsp;<em>royalties<\/em>&nbsp;da lavra mar\u00edtima quando n\u00e3o realizam diretamente essa explora\u00e7\u00e3o. Nesse sentido: AgInt no REsp n. 1.516.546\/BA, Rel. Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, julgado em 19\/9\/2017, DJe 27\/11\/2017 e AgInt no REsp n. 1.468.965\/RN, relator Ministro S\u00e9rgio Kukina, Primeira Turma, julgado em 9\/3\/2021, DJe de 22\/3\/2021.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, sob a \u00e9gide da Lei n. 7.990\/1989, o crit\u00e9rio era a divis\u00e3o proporcional entre Estados, Munic\u00edpios produtores e Munic\u00edpios onde havia instala\u00e7\u00f5es de embarque ou desembarque, nos seguintes termos: &#8220;Art. 27: A sociedade e suas subsidi\u00e1rias ficam obrigadas a pagar a compensa\u00e7\u00e3o financeira aos Estados, Distrito Federal e Munic\u00edpios, correspondente a 5% (cinco por cento) sobre o valor do \u00f3leo bruto, do xisto betuminoso e do g\u00e1s extra\u00eddo de seus respectivos territ\u00f3rios, onde se fixar a lavra do petr\u00f3leo ou se localizarem instala\u00e7\u00f5es mar\u00edtimas ou terrestres de embarque ou desembarque de \u00f3leo bruto ou de g\u00e1s natural, operados pela Petr\u00f3leo Brasileiro S.A. &#8211; Petrobr\u00e1s, obedecidos os seguintes crit\u00e9rio: I &#8211; 70% (setenta por cento) aos Estados produtores; II &#8211; 20% (vinte por cento) aos Munic\u00edpios produtores; III &#8211; 10% (dez por cento) aos Munic\u00edpios onde se localizarem instala\u00e7\u00f5es mar\u00edtimas ou terrestres de embarque ou desembarque de \u00f3leo bruto e\/ou g\u00e1s natural.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, constata-se que a divis\u00e3o n\u00e3o permitia somar, para um mesmo munic\u00edpio, sua participa\u00e7\u00e3o como produtor e como detentor de instala\u00e7\u00f5es de embarque ou desembarque de hidrocarbonetos. Ao contr\u00e1rio, o inciso III do art. 27 veio a prestigiar aqueles munic\u00edpios que, n\u00e3o sendo produtores, participavam da cadeia produtiva do petr\u00f3leo como detentores de instala\u00e7\u00f5es de embarque ou desembarque.<\/p>\n\n\n\n<p>A Lei n. 9.478\/1997, por sua vez, com a reda\u00e7\u00e3o da Lei n. 12.734\/2012, modificou a distribui\u00e7\u00e3o dos&nbsp;<em>royalties<\/em>, mas claramente estabeleceu o crit\u00e9rio da origem do hidrocarboneto como o definidor da sua distribui\u00e7\u00e3o, tanto em seu artigo 48, quanto em seu artigo 49, ela trouxe as duas hip\u00f3teses de pagamento, conforme a seguinte reda\u00e7\u00e3o: &#8220;Art. 48: I &#8211; quando a lavra ocorrer em terra ou em lagos, rios, ilhas fluviais e lacustres: (&#8230;) II &#8211; quando a lavra ocorrer na plataforma continental, no mar territorial ou na zona econ\u00f4mica exclusiva: (&#8230;) art. 49: I &#8211; quando a lavra ocorrer em terra ou em lagos, rios, ilhas fluviais e lacustres: (&#8230;) II &#8211; quando a lavra ocorrer na plataforma continental:(&#8230;)&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Sendo assim, considerando <strong>as informa\u00e7\u00f5es dos autos que indicam o tr\u00e2nsito somente de hidrocarbonetos de origem terrestre nas instala\u00e7\u00f5es do Munic\u00edpio, o pedido de percep\u00e7\u00e3o de&nbsp;<em>royalties<\/em>&nbsp;derivados da explora\u00e7\u00e3o mar\u00edtima somente teria cabimento se comprovado o efetivo tr\u00e2nsito nas referidas instala\u00e7\u00f5es dos hidrocarbonetos provenientes da lavra oce\u00e2nica<\/strong>, circunst\u00e2ncia n\u00e3o afirmada ou demonstrada no ac\u00f3rd\u00e3o da origem.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A distribui\u00e7\u00e3o dos royalties pela explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e de g\u00e1s natural depende da origem do hidrocarboneto que percorre as instala\u00e7\u00f5es de extra\u00e7\u00e3o e transporte, de modo que os munic\u00edpios que movimentam g\u00e1s natural ou petr\u00f3leo de origem terrestre n\u00e3o fazem jus aos royalties da lavra mar\u00edtima quando n\u00e3o comprovado o efetivo tr\u00e2nsito de hidrocarbonetos provenientes desta lavra.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-natureza-juridica-da-anuidade-cobrada-pela-oab\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Natureza jur\u00eddica da anuidade cobrada pela OAB<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A anuidade cobrada pela Ordem dos Advogados do Brasil n\u00e3o tem natureza jur\u00eddica tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>AREsp 2.451.645-SP, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 9\/4\/2024. (Info 807 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Dr. Creisson deixou de pagar as anuidades da OAB. A ordem ajuizou a\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a, mas o&nbsp; juiz c\u00edvel declinou da compet\u00eancia e remeteu o feito \u00e0s varas de execu\u00e7\u00e3o fiscal, ao fundamento de que a causa tem natureza tribut\u00e1rio, tese da qual discorda a OAB.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-natureza-de-tributo\"><a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Natureza de tributo?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Noooopsss!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No Tribunal de origem, decidiu-se que a contribui\u00e7\u00e3o profissional feita \u00e0 Ordem dos Advogados do Brasil tem natureza tribut\u00e1ria e, por isso, a cobran\u00e7a de valores n\u00e3o pagos pelos profissionais sujeita-se ao regime da Lei 6.830\/1980, o que implica &#8220;ipso facto&#8221; a compet\u00eancia de varas especializadas em execu\u00e7\u00f5es fiscais, e n\u00e3o varas c\u00edveis comuns.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, havia realmente na Primeira Turma do STJ um entendimento que sujeitava a cobran\u00e7a das anuidades da OAB \u00e0 Lei de Execu\u00e7\u00f5es Fiscais (LEF), mas a Segunda Turma adotava compreens\u00e3o distinta, isto \u00e9, afastava a LEF nessas hip\u00f3teses. A diverg\u00eancia entre ambas as Turmas foi composta na Primeira Se\u00e7\u00e3o por ocasi\u00e3o do julgamento dos EREsp 463.258\/SC, cuja relatoria coube \u00e0 Em. Ministra Eliana Calmon, que na ocasi\u00e3o convenceu a maioria a adotar o entendimento que a Segunda Turma j\u00e1 adotava.<\/p>\n\n\n\n<p>A jurisprud\u00eancia pacificou-se, mas essa &#8220;paz&#8221; vem a ser perturbada por for\u00e7a de um precedente qualificado do Supremo Tribunal Federal, o RE 647.885\/RS, rel. Ministro Edson Fachin, no qual se debatia a possibilidade de a OAB suspender do exerc\u00edcio profissional aqueles advogados que n\u00e3o pagassem a anuidade, no que a Corte Suprema decidiu negativamente e fixou a seguinte tese: &#8220;\u00c9 inconstitucional a suspens\u00e3o realizada por conselho de fiscaliza\u00e7\u00e3o profissional do exerc\u00edcio laboral de seus inscritos por inadimpl\u00eancia de anuidades, pois a medida consiste em san\u00e7\u00e3o pol\u00edtica em mat\u00e9ria tribut\u00e1ria&#8221;. A quest\u00e3o surge porque nada obstante a controv\u00e9rsia versasse sobre outra tem\u00e1tica bastante mais restrita, uma das premissas utilizadas por Sua Excel\u00eancia foi justamente a natureza tribut\u00e1ria das anuidades cobradas pelos conselhos profissionais &#8220;lato sensu&#8221;, o que se utilizou sem a corriqueira adjetiva\u00e7\u00e3o que se d\u00e1 especificamente \u00e0 OAB como entidade &#8220;sui generis&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, <strong>o voto proferido nesse precedente n\u00e3o distingue os conselhos profissionais genericamente considerados e a OAB para efeito de pontuar a inviabilidade da suspens\u00e3o do exerc\u00edcio profissional, em que pese a demanda em si se tratasse especialmente de advogado e da OAB, e dessa forma a express\u00e3o do car\u00e1ter tribut\u00e1rio tem sido inadvertidamente estendido \u00e0s anuidades cobradas pela OAB<\/strong>. Essa compreens\u00e3o \u00e9 corroborada por um outro julgado qualificado do Supremo Tribunal Federal, no qual o Ministro Edson Fachin foi designado redator do ac\u00f3rd\u00e3o (RE 1.182.189, Relator(a): Marco Aur\u00e9lio, Relator(a) p\/ Ac\u00f3rd\u00e3o: Edson Fachin, Tribunal Pleno, julgado em 25-04-2023), em que se diz, aqui expressamente, que a anuidade cobrada pela OAB n\u00e3o tem natureza tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, o decidido no RE 647.885\/RS n\u00e3o abala a jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a nem mesmo a do Supremo Tribunal Federal no que concerne \u00e0 natureza jur\u00eddica das anuidades cobradas pela OAB e dessa forma o ac\u00f3rd\u00e3o impugnado realmente destoa da correta interpreta\u00e7\u00e3o dada \u00e0 mat\u00e9ria.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A anuidade cobrada pela Ordem dos Advogados do Brasil n\u00e3o tem natureza jur\u00eddica tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-civil\"><a>DIREITO CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-validade-do-instrumento-de-confissao-de-divida-cuja-origem-decorre-de-valores-cedidos-em-contrato-de-fomento-mercantil-factoring\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Validade do instrumento de confiss\u00e3o de d\u00edvida cuja origem decorre de valores cedidos em contrato de fomento mercantil (factoring)<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 inv\u00e1lido o instrumento de confiss\u00e3o de d\u00edvida cuja origem decorre de valores cedidos em contrato de fomento mercantil (factoring), ainda que o referido instrumento de confiss\u00e3o, assinado pelo devedor e duas testemunhas, tenha for\u00e7a executiva.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.106.765-CE, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 12\/3\/2024, DJe 15\/3\/2024. (Info 807 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Tooth Factoring ajuizou a\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a em face de OCS Minera\u00e7\u00e3o baseada em instrumento de confiss\u00e3o de d\u00edvida decorrente de contrato de fomento mercantil (factoring), O tribunal local entendeu pela invalidade do instrumento em raz\u00e3o da exist\u00eancia de contrato de factoring e a utiliza\u00e7\u00e3o da confiss\u00e3o de d\u00edvida como mecanismo de invers\u00e3o do risco de neg\u00f3cio da empresa de fomento mercantil ao cedente e, assim, desvirtuar os efeitos naturais daquela atividade empresarial.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>&nbsp;Art. 784. S\u00e3o t\u00edtulos executivos extrajudiciais:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>III &#8211; o documento particular assinado pelo devedor e por 2 (duas) testemunhas;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-valido-o-instrumento-de-confissao-de-divida\"><a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; V\u00e1lido o instrumento de confiss\u00e3o de d\u00edvida?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Negativo!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O&nbsp;<em>factoring<\/em>&nbsp;(faturiza\u00e7\u00e3o ou fomento mercantil) pode ser definido, em linhas gerais, como a opera\u00e7\u00e3o mercantil por meio da qual determinada empresa (faturizadora) compra os direitos credit\u00f3rios de outra (faturizada), mediante pagamento antecipado de valor inferior ao montante adquirido<\/strong>. Nessa opera\u00e7\u00e3o, h\u00e1 assun\u00e7\u00e3o de riscos pela faturizadora, isto \u00e9, com a transfer\u00eancia do cr\u00e9dito pela faturizada &#8211; geralmente manifestado por meio de t\u00edtulos de cr\u00e9dito -, h\u00e1 o risco de que o montante transferido n\u00e3o seja pago na data do vencimento.<\/p>\n\n\n\n<p>A solvabilidade dos t\u00edtulos, destarte, consubstancia \u00e1lea inerente \u00e0 atividade mercantil desenvolvida. Na hip\u00f3tese de posterior inadimpl\u00eancia do t\u00edtulo transferido, a doutrina leciona que a faturizadora n\u00e3o poder\u00e1 cobrar a faturizada, porquanto a transfer\u00eancia do cr\u00e9dito, no&nbsp;<em>factoring<\/em>, realiza-se em car\u00e1ter&nbsp;<em>pro soluto<\/em>, sem corresponsabilidade da faturizada, a qual, por sua vez, apenas responde pela exist\u00eancia do cr\u00e9dito no momento da cess\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Segundo a doutrina, no caso de&nbsp;<em>factoring<\/em>, n\u00e3o h\u00e1 responsabilidade do endossante ou do cedente, porquanto haveria uma compra do cr\u00e9dito e dos riscos<\/strong>. Ora, havendo a compra dos riscos do faturizado n\u00e3o se pode exigir dele o pagamento do t\u00edtulo.<\/p>\n\n\n\n<p>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a compartilha desse entendimento e refor\u00e7a, em diversos julgados, que a faturizadora n\u00e3o tem direito de regresso contra a faturizada em raz\u00e3o de inadimplemento dos t\u00edtulos transferidos, visto que tal risco \u00e9 da ess\u00eancia do contrato de&nbsp;<em>factoring<\/em>. Como consequ\u00eancia, nos contratos de faturiza\u00e7\u00e3o, s\u00e3o nulas eventuais cl\u00e1usulas de recompra dos cr\u00e9ditos vencidos e de responsabiliza\u00e7\u00e3o da faturizada pela solv\u00eancia dos valores transferidos (AgInt no REsp n. 2.051.414\/SP, Terceira Turma, julgado em 11\/12\/2023, DJe de 15\/12\/2023 e AgInt no AREsp n. 2.368.404\/ES, Quarta Turma, julgado em 18\/9\/2023, DJe de 22\/9\/2023).<\/p>\n\n\n\n<p>Do mesmo modo, a Terceira Turma decidiu pela invalidade das notas promiss\u00f3rias emitidas com o fim de garantir a solv\u00eancia dos cr\u00e9ditos cedidos no bojo de opera\u00e7\u00e3o de&nbsp;<em>factoring<\/em>, bem como pela insubsist\u00eancia de eventual fian\u00e7a ou aval aposto na c\u00e1rtula garantidora,&nbsp;<em>in verbis<\/em>: &#8220;[&#8230;] A natureza do contrato de&nbsp;<em>factoring<\/em>, diversamente do que se d\u00e1 no contrato de cess\u00e3o de cr\u00e9dito puro, n\u00e3o d\u00e1 margem para que os contratantes, ainda que sob o signo da autonomia de vontades que regem os contratos em geral, estipulem a responsabilidade da cedente (faturizada) pela solv\u00eancia do devedor\/sacado. [&#8230;] afigurando-se nulos a disposi\u00e7\u00e3o contratual nesse sentido e eventuais t\u00edtulos de cr\u00e9ditos emitidos com o fim de garantir a solv\u00eancia dos cr\u00e9ditos cedidos no bojo de opera\u00e7\u00e3o de&nbsp;<em>factoring<\/em>, cujo risco \u00e9 integral e exclusivo da faturizadora&#8221; (REsp n. 1.711.412\/MG, Terceira Turma, julgado em 4\/5\/2021, DJe de 10\/5\/2021).<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa linha de racioc\u00ednio, deve ser considerado inv\u00e1lido o instrumento de confiss\u00e3o de d\u00edvida cuja origem decorre de valores cedidos em contrato de faturiza\u00e7\u00e3o (<em>factoring<\/em>). Em que pese o instrumento de confiss\u00e3o assinado pelo devedor e duas testemunhas tenha for\u00e7a executiva (art. 784, III, CPC), <strong>a origem desse d\u00e9bito corresponde \u00e0 d\u00edvida n\u00e3o sujeita a direito de regresso.<\/strong> Logo, admitir a validade e autorizar a exigibilidade do referido t\u00edtulo subverteria a pr\u00f3pria l\u00f3gica do fomento mercantil.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, n\u00e3o h\u00e1 que se falar em livre autonomia da vontade das partes para instrumentalizar t\u00edtulo executivo a fim de, sob nova roupagem (contrato de confiss\u00e3o de d\u00edvida), burlar o entendimento consolidado por esta Corte de Justi\u00e7a acerca do tema.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>3.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 inv\u00e1lido o instrumento de confiss\u00e3o de d\u00edvida cuja origem decorre de valores cedidos em contrato de fomento mercantil (factoring), ainda que o referido instrumento de confiss\u00e3o, assinado pelo devedor e duas testemunhas, tenha for\u00e7a executiva.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-momento-de-constituicao-do-credito-oriundo-de-contrato-estimatorio-e-recuperacao-judicial\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Momento de constitui\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito oriundo de contrato estimat\u00f3rio e recupera\u00e7\u00e3o judicial<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em contrato estimat\u00f3rio, se as mercadorias forem vendidas a terceiros ap\u00f3s o processamento da recupera\u00e7\u00e3o judicial, os cr\u00e9ditos das consignantes possuem natureza concursal, submentendo-se aos efeitos do plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.934.930-SP, Rel. Ministro Marco Aur\u00e9lio Bellizze, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 2\/4\/2024, Dje 10\/4\/2024. (Info 807 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Diversas empresas, integrantes do chamado &#8220;Grupo Abril&#8221;, receberam em consigna\u00e7\u00e3o diversas revistas das editoras antes do ajuizamento do pedido de recupera\u00e7\u00e3o judicial, por\u00e9m a venda a terceiros dessas mercadorias se efetivou em data posterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Os credores passaram a requerer os pagamentos devidos e passou-se a discutir sobre qual seria o momento de constitui\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito oriundo de contrato estimat\u00f3rio, a fim de analisar a sua sujei\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o ao plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 11.101\/2005:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 49. Est\u00e3o sujeitos \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o judicial todos os cr\u00e9ditos existentes na data do pedido, ainda que n\u00e3o vencidos.<\/p>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 534. Pelo contrato estimat\u00f3rio, o consignante entrega bens m\u00f3veis ao consignat\u00e1rio, que fica autorizado a vend\u00ea-los, pagando \u00e0quele o pre\u00e7o ajustado, salvo se preferir, no prazo estabelecido, restituir-lhe a coisa consignada.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 535. O consignat\u00e1rio n\u00e3o se exonera da obriga\u00e7\u00e3o de pagar o pre\u00e7o, se a restitui\u00e7\u00e3o da coisa, em sua integridade, se tornar imposs\u00edvel, ainda que por fato a ele n\u00e3o imput\u00e1vel<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-natureza-concursal\"><a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Natureza concursal?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Se a venda ocorrer AP\u00d3S o processamento da recupera\u00e7\u00e3o judicial, SIM!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia consiste em definir qual \u00e9 o momento de constitui\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito oriundo de contrato estimat\u00f3rio, a fim de analisar a sua sujei\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o ao plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos termos do art. 49,&nbsp;<em>caput<\/em>, da Lei n. 11.101\/2005, est\u00e3o sujeitos \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o judicial todos os cr\u00e9ditos existentes na data do pedido, ainda que n\u00e3o vencidos.<\/p>\n\n\n\n<p>A no\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito envolve basicamente a troca de uma presta\u00e7\u00e3o atual por uma presta\u00e7\u00e3o futura. A partir de um v\u00ednculo jur\u00eddico existente entre as partes, um dos sujeitos cumpre com a sua presta\u00e7\u00e3o (a atual), com o que passa a assumir a condi\u00e7\u00e3o de credor, conferindo \u00e0 outra parte (o devedor) um prazo para a efetiva\u00e7\u00e3o da contrapresta\u00e7\u00e3o. Nesses termos, o cr\u00e9dito se encontra constitu\u00eddo, independente do transcurso de prazo que o devedor tem para cumprir com a sua contrapresta\u00e7\u00e3o, ou seja, ainda que inexig\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>A Segunda Se\u00e7\u00e3o do STJ, por ocasi\u00e3o do julgamento do REsp 1.843.332-RS, sob o rito dos repetitivos, fixou a seguinte tese (Tema 1051): &#8220;<strong>Para o fim de submiss\u00e3o aos efeitos da recupera\u00e7\u00e3o judicial, considera-se que a exist\u00eancia do cr\u00e9dito \u00e9 determinada pela data em que ocorreu o seu fato gerador<\/strong>&#8220;.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos termos do que disp\u00f5em os arts. 534 e 535 do C\u00f3digo Civil, pelo contrato estimat\u00f3rio, tamb\u00e9m chamado de &#8220;venda em consigna\u00e7\u00e3o&#8221;, o consignante entrega bens m\u00f3veis ao consignat\u00e1rio, que fica autorizado a vend\u00ea-los, pagando \u00e0quele o pre\u00e7o ajustado, salvo se preferir, no prazo estabelecido, restituir-lhe a coisa consignada. Nessa modalidade contratual, o consignat\u00e1rio n\u00e3o se exonera da obriga\u00e7\u00e3o de pagar o pre\u00e7o, se a restitui\u00e7\u00e3o da coisa, em sua integridade, se tornar imposs\u00edvel, ainda que por fato a ele n\u00e3o imput\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme assentado pela doutrina, o contrato estimat\u00f3rio apenas se aperfei\u00e7oa com a efetiva entrega do bem m\u00f3vel com o pre\u00e7o estimado ao consignat\u00e1rio, tratando-se, portanto, de contrato real. O consignante, ao entregar o bem m\u00f3vel, cumpre com a sua presta\u00e7\u00e3o, com o que passa a assumir a condi\u00e7\u00e3o de credor, ocasi\u00e3o em que \u00e9 conferido \u00e0 outra parte (consignat\u00e1rio\/devedor) um prazo para cumprir com a sua contrapresta\u00e7\u00e3o, qual seja, a de pagar o pre\u00e7o ajustado ou restituir a coisa consignada.<\/p>\n\n\n\n<p>Na hip\u00f3tese, as recorrentes, <a>integrantes do chamado &#8220;Grupo Abril&#8221;, receberam em consigna\u00e7\u00e3o diversas revistas das recorridas\/interessadas (editoras) antes do ajuizamento do pedido de recupera\u00e7\u00e3o judicial, por\u00e9m a venda a terceiros dessas mercadorias se efetivou em data posterior.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O fato gerador do cr\u00e9dito em discuss\u00e3o ocorreu no momento em que as mercadorias foram entregues \u00e0s recorrentes (consignat\u00e1rias), isto \u00e9, antes do ajuizamento do pedido de recupera\u00e7\u00e3o judicial, quando se perfectibilizou o v\u00ednculo jur\u00eddico entre as partes<\/strong>, decorrente do contrato estimat\u00f3rio firmado, independente do transcurso do prazo que elas teriam para cumprir com a sua contrapresta\u00e7\u00e3o (pagar o pre\u00e7o ou restituir a coisa), ou seja, ainda que o cr\u00e9dito fosse inexig\u00edvel e il\u00edquido.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, se ap\u00f3s o processamento da recupera\u00e7\u00e3o judicial, as mercadorias foram vendidas a terceiros, o cr\u00e9dito das consignantes, evidentemente, possui natureza concursal, devendo se submeter aos efeitos do plano de soerguimento das recuperandas, nos termos do que determina o art. 49,&nbsp;<em>caput<\/em>, da Lei n. 11.101\/2005.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>4.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Em contrato estimat\u00f3rio, se as mercadorias forem vendidas a terceiros ap\u00f3s o processamento da recupera\u00e7\u00e3o judicial, os cr\u00e9ditos das consignantes possuem natureza concursal, submentendo-se aos efeitos do plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-im-possibilidade-de-aplicacao-de-licitacao-entre-os-pretendentes-a-adjudicacao-de-bem-penhorado-as-regras-relativas-ao-concurso-de-credores-na-hipotese-de-multiplos-credores-com-creditos-de-valores-distintos\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade de aplica\u00e7\u00e3o de licita\u00e7\u00e3o entre os pretendentes \u00e0 adjudica\u00e7\u00e3o de bem penhorado as regras relativas ao concurso de credores na hip\u00f3tese de m\u00faltiplos credores com cr\u00e9ditos de valores distintos<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que se aplique \u00e0 licita\u00e7\u00e3o entre os pretendentes \u00e0 adjudica\u00e7\u00e3o de bem penhorado as regras relativas ao concurso de credores na hip\u00f3tese de m\u00faltiplos credores com cr\u00e9ditos de valores distintos.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.098.109-PR, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 5\/3\/2024, DJe 7\/3\/2024. (Info 807 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma a\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o, verificou-se a exist\u00eancia de mais de um credor. Foi penhorado bem im\u00f3vel de significativo valor, mas os cr\u00e9ditos cobrados eram de valores distintos. Um dos credores, requereu a adjudica\u00e7\u00e3o do bem.<\/p>\n\n\n\n<p>L\u00e1 pelas tantas, o outro credor, cujo cr\u00e9dito era bem inferior ao valor do im\u00f3vel, tamb\u00e9m se interessou pelo bem, pelo que requereu que fossem aplicadas as regras relativas ao concurso de credores e licita\u00e7\u00e3o entre os legitimados pretendentes.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 876. \u00c9 l\u00edcito ao exequente, oferecendo pre\u00e7o n\u00e3o inferior ao da avalia\u00e7\u00e3o, requerer que lhe sejam adjudicados os bens penhorados.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 6\u00ba Se houver mais de um pretendente, proceder-se-\u00e1 a licita\u00e7\u00e3o entre eles, tendo prefer\u00eancia, em caso de igualdade de oferta, o c\u00f4njuge, o companheiro, o descendente ou o ascendente, nessa ordem.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 877. Transcorrido o prazo de 5 (cinco) dias, contado da \u00faltima intima\u00e7\u00e3o, e decididas eventuais quest\u00f5es, o juiz ordenar\u00e1 a lavratura do auto de adjudica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>CC:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 908. O possuidor de t\u00edtulo dilacerado, por\u00e9m identific\u00e1vel, tem direito a obter do emitente a substitui\u00e7\u00e3o do anterior, mediante a restitui\u00e7\u00e3o do primeiro e o pagamento das despesas.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 909. O propriet\u00e1rio, que perder ou extraviar t\u00edtulo, ou for injustamente desapossado dele, poder\u00e1 obter novo t\u00edtulo em ju\u00edzo, bem como impedir sejam pagos a outrem capital e rendimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. O pagamento, feito antes de ter ci\u00eancia da a\u00e7\u00e3o referida neste artigo, exonera o devedor, salvo se se provar que ele tinha conhecimento do fato.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-possivel-a-aplicacao-da-licitacao\"><a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel a aplica\u00e7\u00e3o da licita\u00e7\u00e3o?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooopsss!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O instituto da adjudica\u00e7\u00e3o est\u00e1 previsto nos artigos 876 e 877 do CPC, destacando-se como pressupostos para o exerc\u00edcio da faculdade de adjudicar: a) o oferecimento de pre\u00e7o n\u00e3o inferior ao da avalia\u00e7\u00e3o; e b) a capacidade para adjudicar.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00c9 poss\u00edvel que haja diversos legitimados na promo\u00e7\u00e3o da adjudica\u00e7\u00e3o, conforme disp\u00f5e o art. 876, \u00a76\u00ba, do CPC, hip\u00f3tese em que se proceder\u00e1 \u00e0 licita\u00e7\u00e3o entre os legitimados pretendentes<\/strong>. Para tanto, \u00e9 INDISPENS\u00c1VEL que haja requerimento do credor ou de terceiro para concorrer \u00e0 adjudica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A licita\u00e7\u00e3o entre pretendentes (art. 876 e 877 do CPC) n\u00e3o se confunde com o concurso de prefer\u00eancias (art. 908 e 909 do CC).<\/p>\n\n\n\n<p>O <strong>concurso de credores, disciplinado pelos arts. 908 e 909 do CPC, instaura-se na hip\u00f3tese de disputa sobre o dinheiro arrecadado pela adjudica\u00e7\u00e3o do bem a terceiro, ou seja, em rela\u00e7\u00e3o ao produto da adjudica\u00e7\u00e3o, enquanto a licita\u00e7\u00e3o entre os pretendentes \u00e0 adjudica\u00e7\u00e3o diz respeito ao bem penhorado.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel autorizar que o credor que n\u00e3o requereu a adjudica\u00e7\u00e3o se aproveite do procedimento adjudicat\u00f3rio com fundamento no concurso de credores e na possibilidade de rateio dos valores, sob pena de antecipa\u00e7\u00e3o do concurso de credores, o qual se restringe \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o do produto da adjudica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, verifica-se que o recorrente sequer requereu \u00e0 adjudica\u00e7\u00e3o, n\u00e3o havendo raz\u00f5es para anular o feito e aplicar o instituto do concurso de credores sobre o bem propriamente dito. Preval\u00eancia do princ\u00edpio da isonomia entre credores e observ\u00e2ncia ao procedimento da adjudica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>5.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que se aplique \u00e0 licita\u00e7\u00e3o entre os pretendentes \u00e0 adjudica\u00e7\u00e3o de bem penhorado as regras relativas ao concurso de credores na hip\u00f3tese de m\u00faltiplos credores com cr\u00e9ditos de valores distintos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-anulacao-de-oficio-de-negocio-juridico-realizado-pela-empresa-falida\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Anula\u00e7\u00e3o de of\u00edcio de neg\u00f3cio jur\u00eddico realizado pela empresa falida<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 luz do Decreto-lei n. 7.661\/1945, a anula\u00e7\u00e3o de neg\u00f3cio jur\u00eddico realizado pela empresa falida ap\u00f3s a decreta\u00e7\u00e3o da quebra prescinde do ajuizamento de a\u00e7\u00e3o revocat\u00f3ria, podendo ser pronunciada, de of\u00edcio, pelo ju\u00edzo falimentar.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.958.096-PR, Rel. Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 5\/3\/2024, DJe 14\/3\/2024. (Info 807 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>6.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em um processo de fal\u00eancia, o ju\u00edzo declarou a nulidade de compra e venda de im\u00f3vel realizada pela empresa falida, depois de decretada a sua quebra, sob o fundamento de que seria necess\u00e1ria, para tanto, a propositura de a\u00e7\u00e3o revocat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa recorreu da decis\u00e3o por entender pela impossibilidade de anula\u00e7\u00e3o de of\u00edcio pelo ju\u00edzo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Decreto-lei n. 7.661\/1945:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 40.&nbsp;Desde o momento da abertura da fal\u00eancia, ou da decreta\u00e7\u00e3o do seq\u00fcestro, o devedor perde o direito de administrar os seus bens e d\u00eales disp\u00f4r.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1\u00ba N\u00e3o pode o devedor, desde aqu\u00eale momento, praticar qualquer ato que se refira direta ou indiretamente, aos bens, inter\u00easses, direitos e obriga\u00e7\u00f5es compreendidos na fal\u00eancia, sob pena de nulidade, que o juiz pronunciar\u00e1 de of\u00edcio, independentemente de prova de preju\u00edzo.<\/p>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 168. As nulidades dos artigos antecedentes podem ser alegadas por qualquer interessado, ou pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico, quando lhe couber intervir.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. As nulidades devem ser pronunciadas pelo juiz, quando conhecer do neg\u00f3cio jur\u00eddico ou dos seus efeitos e as encontrar provadas, n\u00e3o lhe sendo permitido supri-las, ainda que a requerimento das partes.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 169. O neg\u00f3cio jur\u00eddico nulo n\u00e3o \u00e9 suscet\u00edvel de confirma\u00e7\u00e3o, nem convalesce pelo decurso do tempo.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-possivel-a-anulacao-de-oficio\"><a>6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel a anula\u00e7\u00e3o de of\u00edcio?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeap!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia em verificar se o juiz respons\u00e1vel pelo processo de fal\u00eancia pode declarar, nos autos do processo falimentar, a nulidade de neg\u00f3cio jur\u00eddico de compra e venda de im\u00f3vel realizado pela empresa falida ap\u00f3s a decreta\u00e7\u00e3o da quebra, independentemente da propositura de a\u00e7\u00e3o revocat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A exig\u00eancia da propositura de a\u00e7\u00e3o revocat\u00f3ria para a anula\u00e7\u00e3o de neg\u00f3cio jur\u00eddico realizado por empresa falida, ap\u00f3s a decreta\u00e7\u00e3o da quebra, n\u00e3o encontra respaldo no Decreto-lei n. 7.661\/1945, sob pena de viola\u00e7\u00e3o ao seu art. 40, \u00a7 1\u00ba, que n\u00e3o faz men\u00e7\u00e3o \u00e0 necessidade do ajuizamento da referida demanda nesse tipo de situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Independentemente da boa-f\u00e9 de terceiros, o neg\u00f3cio jur\u00eddico nulo n\u00e3o \u00e9 suscet\u00edvel de confirma\u00e7\u00e3o, nem convalesce pelo decurso do tempo<\/strong>, nos termos do art. 169 do C\u00f3digo Civil. Ou seja, a boa-f\u00e9 de terceiro adquirente n\u00e3o tem o cond\u00e3o de afastar a nulidade do neg\u00f3cio jur\u00eddico feito em desacordo com a lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, se a boa-f\u00e9 n\u00e3o pode transformar um ato nulo em ato v\u00e1lido, a exig\u00eancia de propositura de a\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para que se declare a referida nulidade n\u00e3o \u00e9 razo\u00e1vel. Ao contr\u00e1rio, n\u00e3o h\u00e1 sentido em se exigir o ajuizamento de a\u00e7\u00e3o que ser\u00e1 julgada procedente, especialmente se h\u00e1 para o terceiro prejudicado a possibilidade de opor os embargos de terceiro previstos no art. 674 do CPC.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, cabe ressaltar que n\u00e3o s\u00f3 o art. 40, \u00a7 1\u00ba, do Decreto-lei n. 7.661\/45, mas tamb\u00e9m o art. 168, par\u00e1grafo \u00fanico, do C\u00f3digo Civil indicam que a nulidade absoluta n\u00e3o s\u00f3 pode como deve ser pronunciada de of\u00edcio pelo juiz, independentemente de a\u00e7\u00e3o espec\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>6.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c0 luz do Decreto-lei n. 7.661\/1945, a anula\u00e7\u00e3o de neg\u00f3cio jur\u00eddico realizado pela empresa falida ap\u00f3s a decreta\u00e7\u00e3o da quebra prescinde do ajuizamento de a\u00e7\u00e3o revocat\u00f3ria, podendo ser pronunciada, de of\u00edcio, pelo ju\u00edzo falimentar.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-civil\"><a>DIREITO PROCESSUAL CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-natureza-do-prazo-processual-para-formulacao-do-pedido-principal-na-tutela-antecipada\"><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Natureza do prazo processual para formula\u00e7\u00e3o do pedido principal na tutela antecipada.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>EMBARGOS DE DIVERG\u00caNCIA EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O prazo de 30 dias para a formula\u00e7\u00e3o do pedido principal previsto no art. 308 do C\u00f3digo de Processo Civil possui natureza jur\u00eddica processual e, consequentemente, sua contagem deve ser realizada em dias \u00fateis, nos termos do art. 219 do CPC.<\/p>\n\n\n\n<p>EREsp 2.066.868-SP, Rel. Ministro Sebasti\u00e3o Reis J\u00fanior, Corte Especial, por unanimidade, julgado em 3\/4\/2024, DJe 9\/4\/2024. (Info 807 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>7.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Metal Law ajuizou a\u00e7\u00e3o judicial pelo procedimento de tutela antecipada requerida em car\u00e1ter antecedente, cujo pedido de tutela foi inicialmente negado. Ap\u00f3s intimado para formular o pedido principal no prazo de 30 dias, o advogado passou a trabalhar na exordial.<\/p>\n\n\n\n<p>Para sua surpresa, foi notificado da extin\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o pelo decurso do prazo de 30 dias corridos. Inconformado, recorreu da decis\u00e3o por entender que o prazo em quest\u00e3o teria natureza processual, ou seja, deveria ser contado em dias \u00fateis.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Art. 219. Na contagem de prazo em dias, estabelecido por lei ou pelo juiz, computar-se-\u00e3o somente os dias \u00fateis.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Par\u00e1grafo \u00fanico. O disposto neste artigo aplica-se somente aos prazos processuais.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Art. 308. Efetivada a tutela cautelar, o pedido principal ter\u00e1 de ser formulado pelo autor no prazo de 30 (trinta) dias, caso em que ser\u00e1 apresentado nos mesmos autos em que deduzido o pedido de tutela cautelar, n\u00e3o dependendo do adiantamento de novas custas processuais.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>&nbsp;Art. 309. Cessa a efic\u00e1cia da tutela concedida em car\u00e1ter antecedente, se:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>II &#8211; n\u00e3o for efetivada dentro de 30 (trinta) dias;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-natureza-processual-que-deve-ser-contado-em-dias-uteis\"><a>7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Natureza processual que deve ser contado em dias \u00fateis?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Exatamente!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia a saber se o prazo de 30 dias para a formula\u00e7\u00e3o do pedido principal previsto no art. 308 do C\u00f3digo de Processo Civil possui natureza jur\u00eddica material ou processual e se sua contagem \u00e9 realizada em dias corridos ou dias \u00fateis.<\/p>\n\n\n\n<p>O ac\u00f3rd\u00e3o embargado da Terceira Turma entendeu que o prazo de 30 estabelecido no art. 308 do <a>CPC\/2015 <\/a>tem natureza processual, devendo ser contado em dias \u00fateis (art. 219 do CPC\/2015).<\/p>\n\n\n\n<p>O ac\u00f3rd\u00e3o paradigma da Primeira Turma, por sua vez, decidiu que o prazo de 30 dias para a formula\u00e7\u00e3o do pedido principal (art. 308 do CPC\/2015) tem natureza decadencial e deve ser contado em dias corridos, e n\u00e3o em dias \u00fateis, regra aplic\u00e1vel somente para prazos processuais (art. 219, par\u00e1grafo \u00fanico).<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao ponto, ressalta-se que <strong>ap\u00f3s a altera\u00e7\u00e3o do CPC\/2015 com rela\u00e7\u00e3o ao procedimento para requerimento de tutelas cautelares antecedentes, o pedido principal deve ser formulado nos mesmos autos, n\u00e3o sendo necess\u00e1rio ajuizamento de nova demanda<\/strong> (extin\u00e7\u00e3o da autonomia do processo cautelar). Atual sistem\u00e1tica que prev\u00ea apenas um processo, com etapa inicial que cuida de tutela cautelar antecedente, com possibilidade de posterior amplia\u00e7\u00e3o da cogni\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A dedu\u00e7\u00e3o do pedido principal, nesse caso, \u00e9 um ato PROCESSUAL que produz efeitos no processo j\u00e1 em curso, e o transcurso do prazo em branco apenas faz cessar a efic\u00e1cia da medida concedida<\/strong> (art. 309, II, do CPC\/2015), fato que n\u00e3o afeta o direito material em discuss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, o prazo de 30 (trinta) dias para a formula\u00e7\u00e3o do pedido principal previsto no art. 308 do C\u00f3digo de Processo Civil possui natureza jur\u00eddica processual e, consequentemente, sua contagem deve ser realizada em dias \u00fateis, nos termos do art. 219 do CPC.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>7.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O prazo de 30 dias para a formula\u00e7\u00e3o do pedido principal previsto no art. 308 do C\u00f3digo de Processo Civil possui natureza jur\u00eddica processual e, consequentemente, sua contagem deve ser realizada em dias \u00fateis, nos termos do art. 219 do CPC.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-tributario\"><a>DIREITO TRIBUT\u00c1RIO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-cabimento-do-reconhecimento-do-direito-a-exclusao-dos-custos-de-frete-nas-operacoes-de-revenda-de-veiculos-automoveis-na-base-de-calculo-da-contribuicao-para-o-pis-pasep-e-da-cofins\"><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cabimento do reconhecimento do direito \u00e0 exclus\u00e3o dos custos de frete nas opera\u00e7\u00f5es de revenda de ve\u00edculos autom\u00f3veis na base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/PASEP e da COFINS<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>EMBARGOS DE DIVERG\u00caNCIA EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 incab\u00edvel o reconhecimento do direito \u00e0 exclus\u00e3o dos custos de frete nas opera\u00e7\u00f5es de revenda de ve\u00edculos autom\u00f3veis na base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/PASEP e da COFINS.<\/p>\n\n\n\n<p>EREsp 1.691.475-RJ, Rel. Ministro Francisco Falc\u00e3o, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 28\/2\/2024, DJe 4\/3\/2024. (Info 807 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>8.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Lada Ve\u00edculos impetrou mandado de seguran\u00e7a por meio da qual intentava ter reconhecido o direito l\u00edquido e certo ao cr\u00e9dito do PIS\/Cofins em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s despesas com frete na aquisi\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos novos para revenda ou entrega ao consumidor final e \u00e0 compensa\u00e7\u00e3o dos valores indevidamente recolhidos nos \u00faltimos 10 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>A Fazenda Nacional n\u00e3o curtiu a ideia e sustenta a inviabilidade da concess\u00e3o de cr\u00e9ditos decorrentes do frete pago pelos revendedores por ocasi\u00e3o da aquisi\u00e7\u00e3o de mercadorias nos casos de substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria e de tributa\u00e7\u00e3o monof\u00e1sica.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 10.485\/2002:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1<sup>o<\/sup>&nbsp;&nbsp;As pessoas jur\u00eddicas fabricantes e as importadoras de m\u00e1quinas, implementos e ve\u00edculos classificados nos c\u00f3digos 73.09, 7310.29, 7612.90.12, 8424.81, 84.29, 8430.69.90, 84.32, 84.33, 84.34, 84.35, 84.36, 84.37, 87.01, 87.02, 87.03, 87.04, 87.05, 87.06 e 8716.20.00 da Tabela de Incid\u00eancia do Imposto sobre Produtos Industrializados &#8211;&nbsp;Tipi, aprovada pelo Decreto n<sup>o<\/sup>&nbsp;7.660, de 23 de dezembro de 2011, relativamente \u00e0 receita bruta decorrente de venda desses produtos, ficam sujeitas ao pagamento da contribui\u00e7\u00e3o para o Programa de Integra\u00e7\u00e3o Social e de Forma\u00e7\u00e3o do Patrim\u00f4nio do Servidor P\u00fablico &#8211; PIS\/Pasep e da Contribui\u00e7\u00e3o para o Financiamento da Seguridade Social &#8211; Cofins, \u00e0s al\u00edquotas de 2% (dois por cento) e 9,6% (nove inteiros e seis d\u00e9cimos por cento), respectivamente<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 2<sup>o<\/sup>&nbsp;Poder\u00e3o ser exclu\u00eddos da base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es para o PIS\/Pasep, da Cofins e do IPI os valores recebidos pelo fabricante ou importador nas vendas diretas ao consumidor final dos ve\u00edculos classificados nas posi\u00e7\u00f5es 87.03 e 87.04 da TIPI, por conta e ordem dos concession\u00e1rios de que trata a&nbsp;Lei n<sup>o<\/sup>&nbsp;6.729, de 28 de novembro de 1979,, a estes devidos pela intermedia\u00e7\u00e3o ou entrega dos ve\u00edculos, e o Imposto sobre Opera\u00e7\u00f5es Relativas \u00e0 Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e sobre Presta\u00e7\u00f5es de Servi\u00e7os de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunica\u00e7\u00f5es \u2013 ICMS incidente sobre esses valores, nos termos estabelecidos nos respectivos contratos de concess\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 10.833\/2003<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 3o Do valor apurado na forma do art. 2o a pessoa jur\u00eddica poder\u00e1 descontar cr\u00e9ditos calculados em rela\u00e7\u00e3o a:<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; bens e servi\u00e7os, utilizados como insumo na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e na produ\u00e7\u00e3o ou fabrica\u00e7\u00e3o de bens ou produtos destinados \u00e0 venda, inclusive combust\u00edveis e lubrificantes, exceto em rela\u00e7\u00e3o ao pagamento de que trata o art. 2o da Lei no 10.485, de 3 de julho de 2002, devido pelo fabricante ou importador, ao concession\u00e1rio, pela intermedia\u00e7\u00e3o ou entrega dos ve\u00edculos classificados nas posi\u00e7\u00f5es 87.03 e 87.04 da Tipi;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>IX &#8211; armazenagem de mercadoria e frete na opera\u00e7\u00e3o de venda, nos casos dos incisos I e II, quando o \u00f4nus for suportado pelo vendedor.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-cabe-a-exclusao\"><a>8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cabe a exclus\u00e3o?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Negativo!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ao decidir o Tema n. 1093, a Primeira Se\u00e7\u00e3o firmou a tese de que, conquanto n\u00e3o constitua cr\u00e9ditos, a incid\u00eancia monof\u00e1sica das contribui\u00e7\u00f5es ao PIS\/PASEP e da COFINS &#8220;<strong>n\u00e3o \u00e9 incompat\u00edvel com a t\u00e9cnica do creditamento, visto que se prende aos bens e n\u00e3o \u00e0 pessoa jur\u00eddica que os comercializa que pode adquirir e revender conjuntamente bens sujeitos \u00e0 n\u00e3o cumulatividade em incid\u00eancia plurif\u00e1sica, os quais podem lhe gerar cr\u00e9ditos<\/strong>&#8220;.<\/p>\n\n\n\n<p>Tendo em vista a intr\u00ednseca rela\u00e7\u00e3o com a t\u00e9cnica de tributa\u00e7\u00e3o plurif\u00e1sica, contudo, o exame do creditamento no regime n\u00e3o cumulativo demanda cautela quando se estiver diante da utiliza\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicas de tributa\u00e7\u00e3o monof\u00e1sica, como no caso de revenda de ve\u00edculos por concession\u00e1rias, sob pena de cria\u00e7\u00e3o de benef\u00edcio fiscal sem a devida previs\u00e3o legal e, por conseguinte, cria\u00e7\u00e3o de redu\u00e7\u00e3o discriminada de tributos sem a observ\u00e2ncia das normas or\u00e7ament\u00e1rias e financeiras pertinentes, repercutindo negativamente na frui\u00e7\u00e3o de outros direitos.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, cumpre ressaltar que os fabricantes est\u00e3o obrigados ao pagamento da contribui\u00e7\u00e3o para PIS\/PASEP e da COFINS, \u00e0s al\u00edquotas de 2% (dois por cento) e de 9,6% (nove inteiros e seis d\u00e9cimos por cento), respectivamente, incidentes sobre a receita bruta decorrente da venda dos ve\u00edculos autom\u00f3veis, c\u00f3digos NCM 87.03 e 87.04, conforme determina o art. 1\u00ba da Lei n. 10.485\/2002.<\/p>\n\n\n\n<p>O art. 2\u00ba da Lei n. 10.485\/2002, por sua vez, permitiu a exclus\u00e3o dos valores recebidos pelo fabricante ou importador nas vendas diretas ao consumidor final dos ve\u00edculos, decorrentes da intermedia\u00e7\u00e3o ou entrega dos ve\u00edculos por conta e ordem das concession\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>O art. 13 da Lei n. 6.729\/1979, por fim, destacou ser livre o pre\u00e7o de revenda do concession\u00e1rio ao consumidor, por\u00e9m, o inciso II do \u00a7 2\u00ba do art. 2\u00ba da Lei n. 10.485\/2002 estipulou a al\u00edquota zero \u00e0s concession\u00e1rias, tendo em vista a ado\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica de tributa\u00e7\u00e3o monof\u00e1sica no primeiro momento da cadeia produtiva (no caso, na sa\u00edda dos fabricantes ou dos importadores) e com vistas \u00e0 concess\u00e3o de incentivo ao setor automobil\u00edstico.<\/p>\n\n\n\n<p>Os custos com o frete dos ve\u00edculos para revenda, assim, n\u00e3o devem permitir a concess\u00e3o de creditamento, na medida em que n\u00e3o h\u00e1 cobran\u00e7a de PIS\/COFINS, em raz\u00e3o da incid\u00eancia da al\u00edquota zero decorrente da ado\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica de tributa\u00e7\u00e3o monof\u00e1sica. Al\u00e9m disso, a despeito de discriminado em documentos fiscais, o \u00f4nus econ\u00f4mico relativo ao frete n\u00e3o \u00e9 propriamente suportado pelas concession\u00e1rias, mas incorporado no pre\u00e7o de revenda dos ve\u00edculos (livremente fixados), de tal sorte que o desconto na base de c\u00e1lculo poder\u00e1 representar indevida apropria\u00e7\u00e3o em detrimento dos receitas p\u00fablicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, a exce\u00e7\u00e3o prevista na parte final do inciso II do art. 3\u00ba da Lei n. 10.833\/2003 impediu o desconto dos pagamentos ao concession\u00e1rio pela intermedia\u00e7\u00e3o ou entrega de ve\u00edculos autom\u00f3veis na base de c\u00e1lculo do PIS\/COFINS incidente sobre a receita bruta, em virtude da sistem\u00e1tica da t\u00e9cnica de tributa\u00e7\u00e3o monof\u00e1sica. Isso porque, tal como ocorreria com o reconhecimento de cr\u00e9dito pelos custos do frete, a concess\u00e3o do cr\u00e9dito decorrente dos pagamentos feitos pelos fabricantes de ve\u00edculos representa apropria\u00e7\u00e3o de valores pelos concession\u00e1rios, em total inobserv\u00e2ncia da sistem\u00e1tica da t\u00e9cnica de tributa\u00e7\u00e3o monof\u00e1sica.<\/p>\n\n\n\n<p>Sendo assim, \u00e9 inadmiss\u00edvel ampliar o texto do inciso IX do art. 3\u00ba da Lei n. 10.833\/2003, o qual se restringe \u00e0s hip\u00f3teses de desconto autorizadas pelo inciso II do mesmo artigo, sob pena de criar hip\u00f3tese de concess\u00e3o de cr\u00e9dito sem a devida previs\u00e3o legal, em afronta ao disposto no inciso II do art. 111 do CTN.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, considerando a interpreta\u00e7\u00e3o dos incisos II e IX do art. 3\u00ba da Lei n. 10.833\/2003, <strong>incab\u00edvel o reconhecimento do direito \u00e0 exclus\u00e3o dos custos de frete nas opera\u00e7\u00f5es de revenda de ve\u00edculos autom\u00f3veis (NCM 87.03 e 87.04) na base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/PASEP e da COFINS, sob pena de cria\u00e7\u00e3o de benef\u00edcio tribut\u00e1rio sem a devida previs\u00e3o legal espec\u00edfica.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Inaplic\u00e1vel, assim, o entendimento firmado no REsp n. 1.215.773\/RS, relator Ministro Benedito Gon\u00e7alves, relator para ac\u00f3rd\u00e3o Ministro Cesar Asfor Rocha, Primeira Se\u00e7\u00e3o, julgado em 22\/8\/2012, DJe de 18\/9\/2012, em virtude das teses firmadas no&nbsp;Tema 1093\/STJ.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>8.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 incab\u00edvel o reconhecimento do direito \u00e0 exclus\u00e3o dos custos de frete nas opera\u00e7\u00f5es de revenda de ve\u00edculos autom\u00f3veis na base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/PASEP e da COFINS.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-criterios-para-identificacao-do-sujeito-ativo-da-obrigacao-tributaria-em-sede-de-issqn\"><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Crit\u00e9rios para identifica\u00e7\u00e3o do sujeito ativo da obriga\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria em sede de ISSQN<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para identifica\u00e7\u00e3o do sujeito ativo da obriga\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria em sede de ISSQN deve-se verificar se h\u00e1 unidade empresarial aut\u00f4noma no local da presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o, sendo irrelevante a sua denomina\u00e7\u00e3o (se de sede ou filial).<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.079.423-MG, Rel. Ministro Teodoro Silva Santos, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 9\/4\/2024, DJe 12\/4\/2024. (Info 807 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>9.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>S\u00f3tec Ltda ajuizou a\u00e7\u00e3o de consigna\u00e7\u00e3o em pagamento do ISSQN em face do Munic\u00edpio de Contagem e do Munic\u00edpio de Lafaiete. entes tributantes que realizavam a cobran\u00e7a do tributo mencionado referente ao mesmo fato gerador.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa teria prestado servi\u00e7os no \u00e2mbito territorial do Munic\u00edpio de Lafaiete e que por este motivo os servi\u00e7os de manuten\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas realizados na referida territorialidade est\u00e3o sujeitos \u00e0 arrecada\u00e7\u00e3o naquele ente tributante e n\u00e3o no Munic\u00edpio de Contagem.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, o Munic\u00edpio de Contagem alega que a empresa teria sede no seu territ\u00f3rio e que por essa raz\u00e3o o ISSQN seria a ele devido.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>9.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>LC n. 116\/2003:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 4o Considera-se estabelecimento prestador o local onde o contribuinte desenvolva a atividade de prestar servi\u00e7os, de modo permanente ou tempor\u00e1rio, e que configure unidade econ\u00f4mica ou profissional, sendo irrelevantes para caracteriz\u00e1-lo as denomina\u00e7\u00f5es de sede, filial, ag\u00eancia, posto de atendimento, sucursal, escrit\u00f3rio de representa\u00e7\u00e3o ou contato ou quaisquer outras que venham a ser utilizadas.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-como-faz\"><a>9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Como faz?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Deve-se verificar se h\u00e1 unidade empresarial aut\u00f4noma no local da presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o, sendo irrelevante a sua denomina\u00e7\u00e3o (se de sede ou filial)!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O cerne da controv\u00e9rsia diz respeito \u00e0 defini\u00e7\u00e3o de qual o ente municipal competente para arrecadar Imposto Sobre Servi\u00e7o de Qualquer Natureza &#8211; ISSQN que venha a incidir sobre os servi\u00e7os descritos no subitem 14.01 da Lista Anexa \u00e0 LC n. 116\/2003.<\/p>\n\n\n\n<p>Afirmou-se, na origem, que a empresa que ajuizou a a\u00e7\u00e3o origin\u00e1ria teria sede no territ\u00f3rio do munic\u00edpio recorrente e que por essa raz\u00e3o o ISSQN seria devido em tal munic\u00edpio, nos termos dos arts. 3\u00ba e 4\u00ba da LC n. 116\/2003. Constata-se ainda que o Tribunal de origem adotou como premissa o fato de que a compet\u00eancia tribut\u00e1ria para arrecada\u00e7\u00e3o do ISSQN ir\u00e1 depender, essencialmente, da localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica da presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o e n\u00e3o do local do estabelecimento prestador.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a jurisprud\u00eancia pac\u00edfica do tribunal superior, contudo, para identifica\u00e7\u00e3o do sujeito ativo da obriga\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria em sede de ISSQN deve-se verificar se h\u00e1 unidade empresarial aut\u00f4noma no local da presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o. Segundo o art. 4\u00ba da LC n. 116\/2003, seria irrelevante a sua denomina\u00e7\u00e3o (se sede, filial ou semelhantes).<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, <strong>inexistindo estabelecimento do prestador no local da presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o, deve-se ISSQN ao munic\u00edpio do local da empresa que efetivou a presta\u00e7\u00e3o.<\/strong> Assim, o mero deslocamento da m\u00e3o de obra n\u00e3o seria apto a alterar a compet\u00eancia do ente tributante. Nesse sentido, o STJ afirma que: &#8220;<strong>existindo unidade econ\u00f4mica ou profissional do estabelecimento prestador no munic\u00edpio onde o servi\u00e7o \u00e9 perfectibilizado, ou seja, onde ocorrido o fato gerador tribut\u00e1rio, ali dever\u00e1 ser recolhido o tributo<\/strong>.&#8221; (REsp 1.060.210\/SC, Rel. Ministro Napole\u00e3o Nunes Maia Filho, Primeira Se\u00e7\u00e3o, DJe de 5\/3\/2013 &#8211; representativo de controv\u00e9rsia).<\/p>\n\n\n\n<p>No caso em apre\u00e7o, deve-se afastar o entendimento que a Corte estadual firmou, de que seria o local da presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o que deve indicar o ente tributante. Portanto, os autos devem retornar \u00e0 origem para que seja analisado se a pessoa jur\u00eddica que presta os servi\u00e7os possui efetivamente unidade aut\u00f4noma no \u00e2mbito territorial do Munic\u00edpio em que houve a presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>9.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Para identifica\u00e7\u00e3o do sujeito ativo da obriga\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria em sede de ISSQN deve-se verificar se h\u00e1 unidade empresarial aut\u00f4noma no local da presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o, sendo irrelevante a sua denomina\u00e7\u00e3o (se de sede ou filial).<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-do-consumidor\"><a>DIREITO DO CONSUMIDOR<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-nbsp-incidencia-do-cdc-no-caso-de-concessionaria-de-servicos-publicos-pertencente-a-grande-grupo-economico\"><a>10.&nbsp; Incid\u00eancia do CDC no caso de concession\u00e1ria de servi\u00e7os p\u00fablicos pertencente a grande grupo econ\u00f4mico<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o incide o C\u00f3digo de Defesa do Consumidor no caso de concession\u00e1ria de servi\u00e7os p\u00fablicos pertencente a grande grupo econ\u00f4mico, que pressup\u00f5e elevado n\u00edvel de organiza\u00e7\u00e3o e planejamento para participa\u00e7\u00e3o de processos licitat\u00f3rios e sujei\u00e7\u00e3o a ag\u00eancias de regula\u00e7\u00e3o setorial.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.802.569-MT, Rel. Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, por maioria, julgado em 12\/3\/2024, DJe 11\/4\/2024. (Info 807 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>10.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Brew S.A., concession\u00e1ria de energia el\u00e9trica controlada por uma sociedade an\u00f4nima, pleiteou a condena\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o financeira Cobromesmo S.A. a abster-se de fazer novas movimenta\u00e7\u00f5es em sua conta corrente ou conta de investimento, bem como \u00e0 devolu\u00e7\u00e3o dos valores retidos e utilizados para amortiza\u00e7\u00e3o das d\u00edvidas da controladora. A concession\u00e1ria defende que sua rela\u00e7\u00e3o com a institui\u00e7\u00e3o financeira seria disciplinada pelo C\u00f3digo de Defesa do Consumidor.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, o Banco Cobromesmo sustenta a inaplicabilidade do CDC ao caso, por se tratar de grande grupo econ\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>10.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-1-aplicavel-o-cdc\"><a>10.2.1. Aplic\u00e1vel o CDC?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>N\u00e3o \u00e9 bem assim!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No caso, a <a>concession\u00e1ria de energia el\u00e9trica, que era controlada por uma sociedade an\u00f4nima, pleiteou a condena\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o financeira a abster-se de fazer novas movimenta\u00e7\u00f5es na conta corrente ou conta de investimento, bem como \u00e0 devolu\u00e7\u00e3o dos valores retidos e utilizados para amortiza\u00e7\u00e3o das d\u00edvidas da controladora. A concession\u00e1ria defende que sua rela\u00e7\u00e3o com a institui\u00e7\u00e3o financeira \u00e9 disciplinada pelo C\u00f3digo de Defesa do Consumidor.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao ponto, em julgados mais recentes, a partir de uma interpreta\u00e7\u00e3o teleol\u00f3gica do CDC, <strong>o STJ tem admitido temperamentos \u00e0 teoria finalista, de forma a reconhecer sua aplicabilidade a situa\u00e7\u00f5es em que, malgrado o produto ou servi\u00e7o seja adquirido no fluxo da atividade empresarial, seja comprovada a vulnerabilidade t\u00e9cnica, jur\u00eddica ou econ\u00f4mica do contratante perante o fornecedor<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a ado\u00e7\u00e3o, por conseguinte, da teoria finalista mitigada, a jurisprud\u00eancia autoriza a expans\u00e3o da concep\u00e7\u00e3o de rela\u00e7\u00e3o de consumo, de forma a abranger em seu espectro rela\u00e7\u00f5es que, \u00e0 vista da ado\u00e7\u00e3o da teoria finalista pura, seriam exclu\u00eddas do \u00e2mbito de regula\u00e7\u00e3o do CDC.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, as caracter\u00edsticas dos neg\u00f3cios jur\u00eddicos realizados entre a concession\u00e1ria e a institui\u00e7\u00e3o financeira n\u00e3o permitem reconhecer qualquer tipo de vulnerabilidade que possibilite a incid\u00eancia da norma consumerista a uma rela\u00e7\u00e3o que, em princ\u00edpio, estaria exclu\u00edda, por configurar aquisi\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os destinados \u00e0 implementa\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica, isto \u00e9, inserida no fluxo da atividade empresarial da sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>Destarte, considerando o vulto das obriga\u00e7\u00f5es garantidas, a recorr\u00eancia das pactua\u00e7\u00f5es e das autoriza\u00e7\u00f5es fornecidas ao banco &#8211; como reconhecido pelas inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias para identificar o comportamento contradit\u00f3rio (<em>venire contra factum proprium<\/em>) -, a caracter\u00edstica da concession\u00e1ria ao pertencer a grande grupo econ\u00f4mico ordenado tendente \u00e0 presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os p\u00fablicos concedidos &#8211; que pressup\u00f5e elevado n\u00edvel de organiza\u00e7\u00e3o e planejamento para participa\u00e7\u00e3o de processos licitat\u00f3rios e sujei\u00e7\u00e3o a ag\u00eancias de regula\u00e7\u00e3o setorial -, n\u00e3o se pode reconhecer, por nenhum vi\u00e9s, que exista algum tipo de vulnerabilidade que autorize a incid\u00eancia do C\u00f3digo de Defesa do Consumidor.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-2-resultado-final\"><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a>10.2.2. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o incide o C\u00f3digo de Defesa do Consumidor no caso de concession\u00e1ria de servi\u00e7os p\u00fablicos pertencente a grande grupo econ\u00f4mico, que pressup\u00f5e elevado n\u00edvel de organiza\u00e7\u00e3o e planejamento para participa\u00e7\u00e3o de processos licitat\u00f3rios e sujei\u00e7\u00e3o a ag\u00eancias de regula\u00e7\u00e3o setorial.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-internacional\"><a>DIREITO INTERNACIONAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-nbsp-competencia-para-conhecimento-e-embargos-de-execucao-de-titulo-extrajudicial-com-previsao-contratual-que-faculte-ao-credor-a-escolha-do-foro-de-execucao\"><a>11.&nbsp; Compet\u00eancia para conhecimento e embargos de execu\u00e7\u00e3o de t\u00edtulo extrajudicial com previs\u00e3o contratual que faculte ao credor a escolha do foro de execu\u00e7\u00e3o<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Caso exista <a>previs\u00e3o contratual que faculte ao credor a escolha do foro de execu\u00e7\u00e3o <\/a>e este opte pela execu\u00e7\u00e3o dos contratos de empr\u00e9stimos celebrados no exterior perante a Justi\u00e7a brasileira, deve haver submiss\u00e3o \u00e0 forma processual t\u00edpica de tal via processual, inclusive quanto ao conhecimento e julgamento dos respectivos embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.966.276-SP, Rel. Ministro. Raul Ara\u00fajo, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 9\/4\/2024. (Info 807 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>11.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Um t\u00edtulo extrajudicial firmado no Panam\u00e1 foi executado contra os devedores residentes no Brasil que, em sua defesa, opuseram embargos. O tribunal local determinou a extin\u00e7\u00e3o dos embargos sem resolu\u00e7\u00e3o de m\u00e9rito. Com isso, cindiu a jurisdi\u00e7\u00e3o brasileira, mantendo sua compet\u00eancia para o processamento das medidas executivas, ao mesmo tempo em que afastou sua compet\u00eancia para julgamento da defesa oferecida pelos devedores, afirmando que, nesse ponto, haveria compet\u00eancia exclusiva da Justi\u00e7a panamenha.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformada, a exequente interp\u00f4s recurso no qual alega a exist\u00eancia de cl\u00e1usula contratual que lhe faculta a escolha do foro de execu\u00e7\u00e3o, o que abrangeria o todo no processo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>11.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-1-questao-juridica\"><a>11.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 22. Compete, ainda, \u00e0 autoridade judici\u00e1ria brasileira processar e julgar as a\u00e7\u00f5es:<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; em que as partes, expressa ou tacitamente, se submeterem \u00e0 jurisdi\u00e7\u00e3o nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>LINDB:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 9o&nbsp; Para qualificar e reger as obriga\u00e7\u00f5es, aplicar-se-\u00e1 a lei do pa\u00eds em que se constituirem.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 12.&nbsp; \u00c9 competente a autoridade judici\u00e1ria brasileira, quando for o r\u00e9u domiciliado no Brasil ou aqui tiver de ser cumprida a obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 14.&nbsp; N\u00e3o conhecendo a lei estrangeira, poder\u00e1 o juiz exigir de quem a invoca prova do texto e da vig\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-2-e-tudo-nosso\"><a>11.2.2. \u00c9 tudo nosso?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>\u00c9 tupiniquim!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Debate-se nos autos a jurisdi\u00e7\u00e3o nacional para conhecer e processar embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o opostos por devedor brasileiro em contraposi\u00e7\u00e3o \u00e0 a\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o de t\u00edtulo extrajudicial manejada por institui\u00e7\u00e3o financeira estrangeira perante a justi\u00e7a brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente, cumpre ressaltar <strong>que a previs\u00e3o, em contrato internacional, que faculta \u00e0s partes a elei\u00e7\u00e3o de uma jurisdi\u00e7\u00e3o nacional distinta da do local da contrata\u00e7\u00e3o \u00e9 hip\u00f3tese reconhecida pela legisla\u00e7\u00e3o brasileira de jurisdi\u00e7\u00e3o internacional CONCORRENTE<\/strong> (CPC, art. 22, III).<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, ao eleger a jurisdi\u00e7\u00e3o brasileira, ainda que o contrato seja regido por legisla\u00e7\u00e3o estrangeira para fins de validade do neg\u00f3cio jur\u00eddico, o procedimento judicial respectivo ser\u00e1 regido pelas regras processuais estabelecidas na legisla\u00e7\u00e3o nacional, conforme interpreta\u00e7\u00e3o dos arts. 9\u00ba, 12 e 14 da LINDB e 22 do CPC.<\/p>\n\n\n\n<p>Em execu\u00e7\u00e3o de t\u00edtulo extrajudicial, por sua vez, <strong>o meio de defesa legalmente previsto se instrumentaliza por meio dos embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o, cuja natureza de a\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma de oposi\u00e7\u00e3o n\u00e3o afasta sua fun\u00e7\u00e3o prec\u00edpua de materializa\u00e7\u00e3o do contradit\u00f3rio<\/strong>, admitindo, por consequ\u00eancia, a dedu\u00e7\u00e3o de defesas processuais e materiais.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso concreto, tendo em vista a previs\u00e3o contratual que facultava ao credor a escolha do foro de execu\u00e7\u00e3o, a institui\u00e7\u00e3o financeira optou por executar contratos de empr\u00e9stimos celebrados no exterior perante a Justi\u00e7a brasileira, devendo, por consequ\u00eancia, submeter-se \u00e0 forma processual t\u00edpica dessa via processual, inclusive ao conhecimento e julgamento dos respectivos embargos opostos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o pelos executados, via processual adequada ao exerc\u00edcio da ampla defesa e do contradit\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, a exist\u00eancia de processo de liquida\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o financeira credora perante autoridade estrangeira, no caso, a liquida\u00e7\u00e3o de institui\u00e7\u00e3o financeira em tr\u00e2mite no Panam\u00e1, n\u00e3o modifica a jurisdi\u00e7\u00e3o internacional do Poder Judici\u00e1rio brasileiro para as a\u00e7\u00f5es individuais aqui propostas.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-3-resultado-final\"><a>11.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Caso exista previs\u00e3o contratual que faculte ao credor a escolha do foro de execu\u00e7\u00e3o e este opte pela execu\u00e7\u00e3o dos contratos de empr\u00e9stimos celebrados no exterior perante a Justi\u00e7a brasileira, deve haver submiss\u00e3o \u00e0 forma processual t\u00edpica de tal via processual, inclusive quanto ao conhecimento e julgamento dos respectivos embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-penal\"><a>DIREITO PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-nbsp-estupro-de-vulneravel-e-criterios-para-penalizacao\"><a>12.&nbsp; Estupro de vulner\u00e1vel e crit\u00e9rios para penaliza\u00e7\u00e3o<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>PROCESSO EM SEGREDO DE JUSTI\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A conduta de estupro de vulner\u00e1vel imputada a um jovem de 20 anos, trabalhador rural e com pouca escolaridade, que se relacionou com uma adolescente de 12 anos, que havia sido, em um primeiro momento, aceito pela fam\u00edlia da adolescente, sobrevindo uma filha e a efetiva constitui\u00e7\u00e3o de n\u00facleo familiar, apesar de n\u00e3o estarem mais juntos como casal, embora formalmente t\u00edpica, n\u00e3o constitui infra\u00e7\u00e3o penal, tendo em vista o reconhecimento da aus\u00eancia de culpabilidade por erro de proibi\u00e7\u00e3o, bem como pelo fato de que se deve garantir prote\u00e7\u00e3o integral \u00e0 crian\u00e7a que nasceu dessa rela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, por maioria, julgado em 12\/3\/2024, DJe 10\/4\/2024. (Info 807 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>12.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Nerso, jovem trabalhador rural de 20 anos e pouca escolaridade, relacionou-se com adolescente de 12 anos, fato que havia sido aceito pela fam\u00edlia da mo\u00e7a. Do relacionamento ainda nasceu uma filha e efetiva comunh\u00e3o familiar.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s algum, tempo o casal optou pelo fim da rela\u00e7\u00e3o. O MP ficou sabendo meio que tardiamente da situa\u00e7\u00e3o, mas ainda assim denunciou Nerso pelo crime de estupro de vulner\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Processo em segredo de justi\u00e7a. Caso imaginado.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>12.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-1-questao-juridica\"><a>12.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Penal:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Estupro de vulner\u00e1vel<\/strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 217-A.&nbsp; Ter conjun\u00e7\u00e3o carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Pena &#8211; reclus\u00e3o, de 8 (oito) a 15 (quinze) anos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Constitui\u00e7\u00e3o Federal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 226. A fam\u00edlia, base da sociedade, tem especial prote\u00e7\u00e3o do Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 3\u00ba Para efeito da prote\u00e7\u00e3o do Estado, \u00e9 reconhecida a uni\u00e3o est\u00e1vel entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua convers\u00e3o em casamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 227. \u00c9 dever da fam\u00edlia, da sociedade e do Estado assegurar \u00e0 crian\u00e7a, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito \u00e0 vida, \u00e0 sa\u00fade, \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o, \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, ao lazer, \u00e0 profissionaliza\u00e7\u00e3o, \u00e0 cultura, \u00e0 dignidade, ao respeito, \u00e0 liberdade e \u00e0 conviv\u00eancia familiar e comunit\u00e1ria, al\u00e9m de coloc\u00e1-los a salvo de toda forma de neglig\u00eancia, discrimina\u00e7\u00e3o, explora\u00e7\u00e3o, viol\u00eancia, crueldade e opress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-2-estupro-ou-segue-a-vida\"><a>12.2.2. Estupro ou segue a vida?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>No caso concreto, segue a vida&#8230;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Terceira Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, sob o rito dos recursos repetitivos, no julgamento do REsp n. 1.480.881\/PI, firmou entendimento no sentido de que, &#8220;para a caracteriza\u00e7\u00e3o do crime de estupro de vulner\u00e1vel previsto no art. 217-A,&nbsp;<em>caput<\/em>, do C\u00f3digo Penal, basta que o agente tenha conjun\u00e7\u00e3o carnal ou pratique qualquer ato libidinoso com pessoa menor de 14 anos. O consentimento da v\u00edtima, sua eventual experi\u00eancia sexual anterior ou a exist\u00eancia de relacionamento amoroso entre o agente e a v\u00edtima n\u00e3o afastam a ocorr\u00eancia do crime&#8221;. Tal orienta\u00e7\u00e3o, inclusive, foi sedimentada por meio da edi\u00e7\u00e3o do verbete n. 593\/STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>No presente caso, o Tribunal local concluiu que &#8220;n\u00e3o se verificou,&nbsp;<em>in casu<\/em>, o conhecimento sobre a ilicitude da conduta&#8221;. E que &#8220;a pouca escolaridade do acusado e sua boa-f\u00e9 de que estaria em um relacionamento l\u00edcito, aferida a partir da prova produzida em ju\u00edzo, permitem a conclus\u00e3o de que o apelante agiu em erro de proibi\u00e7\u00e3o invenc\u00edvel&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A presente hip\u00f3tese<strong> n\u00e3o trata de atipicidade da conduta em virtude de eventual consentimento da v\u00edtima ou pelo fato de o r\u00e9u &#8220;ser matuto&#8221;, nem de excludente de ilicitude por paix\u00e3o<\/strong>. De igual sorte, n\u00e3o se est\u00e1 diante de erro de tipo, mas sim de excludente de culpabilidade, por erro de proibi\u00e7\u00e3o invenc\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>O&nbsp;<em>caput<\/em>&nbsp;do art. 227 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, disp\u00f5e que &#8220;\u00e9 dever da fam\u00edlia, da sociedade e do Estado assegurar \u00e0 crian\u00e7a, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito \u00e0 vida, \u00e0 sa\u00fade, \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o, \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, ao lazer, \u00e0 profissionaliza\u00e7\u00e3o, \u00e0 cultura, \u00e0 dignidade, ao respeito, \u00e0 liberdade e \u00e0 conviv\u00eancia familiar e comunit\u00e1ria, al\u00e9m de coloc\u00e1-los a salvo de toda forma de neglig\u00eancia, discrimina\u00e7\u00e3o, explora\u00e7\u00e3o, viol\u00eancia, crueldade e opress\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O legislador infraconstitucional estabeleceu que se considera &#8220;crian\u00e7a, para os efeitos desta Lei, a pessoa at\u00e9 doze anos de idade incompletos, e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade&#8221; (<em>caput<\/em>&nbsp;do art. 227 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal). Ademais, &#8220;s\u00e3o consideradas jovens as pessoas com idade entre 15 (quinze) e 29 (vinte e nove) anos de idade&#8221; (art. 1\u00ba, \u00a7 1\u00ba, da Lei n. 12.852\/2013).<\/p>\n\n\n\n<p>Tem-se, portanto, <strong>norma constitucional que protege igualmente a crian\u00e7a nascida da rela\u00e7\u00e3o tida entre a adolescente de 12 anos e o jovem de 20 anos, \u00e0 \u00e9poca dos fatos<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, necess\u00e1rio realizar uma pondera\u00e7\u00e3o de princ\u00edpios. O legislador ordin\u00e1rio, por meio da Lei n. 13.257\/2016, estabeleceu a necessidade de se atentar para a especificidade e a relev\u00e2ncia dos primeiros anos de vida, denominada primeira inf\u00e2ncia, no desenvolvimento infantil e no desenvolvimento do ser humano. Assim, a prioridade absoluta, na hip\u00f3tese, deve ser a prote\u00e7\u00e3o integral da crian\u00e7a que nasceu desta rela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, deve se levar igualmente em considera\u00e7\u00e3o a aus\u00eancia de relev\u00e2ncia social e de efetiva vulnera\u00e7\u00e3o ao bem jur\u00eddico tutelado, uma vez que se trata do relacionamento de dois jovens, que havia sido, em um primeiro momento, aceito pela fam\u00edlia da adolescente, sobrevindo uma filha e a efetiva constitui\u00e7\u00e3o de n\u00facleo familiar, apesar de n\u00e3o estarem mais juntos como casal.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, cabe ao aplicador da lei, aferir se a conduta merece a mesma resposta penal dada, por exemplo, ao padrasto que se aproveita de sua enteada ou \u00e0quele que se utiliza de viol\u00eancia ou grave amea\u00e7a para manter conjun\u00e7\u00e3o carnal. \u00c9 nesse ponto, inclusive, que reside o instituto da&nbsp;<em>distinguishing<\/em>&nbsp;ou distin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A manuten\u00e7\u00e3o da pena privativa de liberdade acabaria por deixar a adolescente e a filha de ambos desamparadas n\u00e3o apenas materialmente, mas tamb\u00e9m emocionalmente, desestruturando entidade familiar constitucionalmente protegida. &#8220;Est\u00e1 em julgamento a vida de tr\u00eas pessoas que, mesmo chegando a este Tribunal disfar\u00e7adas de autos processuais, s\u00e3o as mais diretamente interessadas na resolu\u00e7\u00e3o do conflito decorrente do crime&#8221;. (AREsp 1555030\/GO e REsp 1524494\/RN, Rel. Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, julgado em 18\/5\/2021).<\/p>\n\n\n\n<p>Se por um lado a Constitui\u00e7\u00e3o Federal consagra a prote\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a e do adolescente quanto \u00e0 sua dignidade e respeito (art. 227), n\u00e3o fez diferente quando tamb\u00e9m estabeleceu que a fam\u00edlia \u00e9 a base da sociedade, e que deve ter a prote\u00e7\u00e3o do Estado, reconhecendo a uni\u00e3o est\u00e1vel como entidade familiar (art. 226, \u00a73\u00b0). Antes, ainda proclamou a dignidade da pessoa humana como um dos fundamentos do Estado Democr\u00e1tico de Direito (1\u00ba, III) e o caminho da sociedade livre, justa e fraterna como objetivo central da Rep\u00fablica (pre\u00e2mbulo e art. 3\u00ba, III).<\/p>\n\n\n\n<p>A censura penal no novo v\u00ednculo familiar (que existiu e que ainda permanece &#8211; pai e filha; m\u00e3e e filha &#8211; onze anos depois &#8211; 2013\/2024), \u00e9 mais prejudicial do que se pensa sobre a relev\u00e2ncia do relacionamento e da rela\u00e7\u00e3o sexual prematura entre a v\u00edtima e o acusado, haja vista o nascimento da filha do casal.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-3-resultado-final\"><a>12.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A conduta de estupro de vulner\u00e1vel imputada a um jovem de 20 anos, trabalhador rural e com pouca escolaridade, que se relacionou com uma adolescente de 12 anos, que havia sido, em um primeiro momento, aceito pela fam\u00edlia da adolescente, sobrevindo uma filha e a efetiva constitui\u00e7\u00e3o de n\u00facleo familiar, apesar de n\u00e3o estarem mais juntos como casal, embora formalmente t\u00edpica, n\u00e3o constitui infra\u00e7\u00e3o penal, tendo em vista o reconhecimento da aus\u00eancia de culpabilidade por erro de proibi\u00e7\u00e3o, bem como pelo fato de que se deve garantir prote\u00e7\u00e3o integral \u00e0 crian\u00e7a que nasceu dessa rela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-penal\"><a>DIREITO PROCESSUAL PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-nbsp-espontaneidade-da-permissao-para-ingresso-no-domicilio-proferida-em-clima-de-estresse-policial\"><a>13.&nbsp; Espontaneidade da permiss\u00e3o para ingresso no domic\u00edlio, proferida em clima de estresse policial<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A permiss\u00e3o para ingresso no domic\u00edlio, proferida em clima de estresse policial, n\u00e3o deve ser considerada espont\u00e2nea, a menos que tenha sido por escrito e testemunhada, ou documentada em v\u00eddeo.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.114.277-SP, Rel. Ministro Jesu\u00edno Rissato (Desembargador convocado do TJDFT), por unanimidade, Sexta Turma, julgado em 9\/4\/2024. (Info 807 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>13.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creitinho foi avistado pela pol\u00edcia, ocasi\u00e3o em que correu para interior da sua resid\u00eancia, e posteriormente teria arremessado por\u00e7\u00f5es de coca\u00edna sobre um muro divis\u00f3rio. Os policiais aproveitaram para entrar em sua resid\u00eancia, supostamente com sua permiss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a condena\u00e7\u00e3o, a defesa do rapaz sustenta a nulidade da permiss\u00e3o para entrada no domic\u00edlio, uma vez que proferida pelo rapaz em clima de grande estresse policial e medo de eventuais repres\u00e1lias.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>13.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-1-permissao-espontanea-situacao-de-estresse-policial\"><a>13.2.1. Permiss\u00e3o espont\u00e2nea? Situa\u00e7\u00e3o de estresse policial???<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Mais um crit\u00e9rio subjetivo&#8230;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nos crimes permanentes, tal como o tr\u00e1fico de entorpecentes e posse ilegal de arma e muni\u00e7\u00f5es, <strong>o estado de flagr\u00e2ncia protrai-se no tempo, o que n\u00e3o \u00e9 suficiente, por si s\u00f3, para justificar a busca domiciliar desprovida de mandado judicial, exigindo-se a demonstra\u00e7\u00e3o de ind\u00edcios m\u00ednimos de que, naquele momento, dentro da resid\u00eancia, h\u00e1 uma situa\u00e7\u00e3o de flagrante delito em desenvolvimento<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Consoante julgamento do RE n. 603.616\/RO, pelo Supremo Tribunal Federal, n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria certeza quanto \u00e0 ocorr\u00eancia da pr\u00e1tica delitiva para se admitir a entrada em domic\u00edlio, bastando que, em compasso com as provas produzidas, seja demonstrada a justa causa na ado\u00e7\u00e3o medida, ante a exist\u00eancia de elementos concretos que apontem para o flagrante delito.<\/p>\n\n\n\n<p>O Tribunal de origem reconheceu que havia fundadas raz\u00f5es para o ingresso dos policiais na resid\u00eancia, em virtude da fuga do r\u00e9u para o <a>interior da resid\u00eancia, e posterior arremesso de por\u00e7\u00f5es de coca\u00edna sobre um muro divis\u00f3rio.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, <strong>\u00e9 poss\u00edvel extrair do contexto f\u00e1tico a inexist\u00eancia de elementos concretos a evidenciar a ocorr\u00eancia de flagrante delito, pois que o ingresso no domic\u00edlio ocorreu em virtude da fuga do r\u00e9u para o interior da resid\u00eancia, ap\u00f3s a chegada dos policiais, momento em que tentou se desfazer das drogas, jogando-as por cima de um muro divis\u00f3rio<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Constata-se, ainda, que n\u00e3o foram realizadas investiga\u00e7\u00f5es pr\u00e9vias nem indicados elementos concretos robustos a indicar a exist\u00eancia de com\u00e9rcio de drogas no interior da resid\u00eancia, tampouco comprovou-se ter havido o com\u00e9rcio de drogas em via p\u00fablica e o consentimento do morador para o ingresso no local, o que torna IL\u00cdCITA toda a prova obtida com a invas\u00e3o de domic\u00edlio.<\/p>\n\n\n\n<p>A permiss\u00e3o para ingresso no domic\u00edlio, proferida em clima de estresse policial, n\u00e3o deve ser considerada espont\u00e2nea, a menos que tenha sido por escrito e testemunhada, ou documentada em v\u00eddeo.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-2-resultado-final\"><a>13.2.2. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A permiss\u00e3o para ingresso no domic\u00edlio, proferida em clima de estresse policial, n\u00e3o deve ser considerada espont\u00e2nea, a menos que tenha sido por escrito e testemunhada, ou documentada em v\u00eddeo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-nbsp-vigencia-das-medidas-protetivas-de-urgencia\"><a>14.&nbsp; Vig\u00eancia das medidas protetivas de urg\u00eancia<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>PROCESSO EM SEGREDO DE JUSTI\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As medidas protetivas de urg\u00eancia, embora tenham car\u00e1ter provis\u00f3rio, n\u00e3o possuem prazo de vig\u00eancia, devendo vigorar enquanto persistir a situa\u00e7\u00e3o de risco \u00e0 ofendida.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 2\/4\/2024. (Info 807 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>14.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creide requereu a aplica\u00e7\u00e3o de medidas protetivas de urg\u00eancia em face de seu ex-companheiro Craudi\u00e3o. As medidas foram deferidas pelo prazo de 90 dias, quando ent\u00e3o o ju\u00edzo, sem oitiva da v\u00edtima, as revogou por entende que haviam cumprido seu objetivo.<\/p>\n\n\n\n<p>*Processo em segredo de justi\u00e7a. Caso imaginado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>14.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-1-que-seja-eterno-enquanto-dure\"><a>14.2.1. Que seja eterno enquanto dure?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Mais ou menos por a\u00ed!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>As medidas protetivas de urg\u00eancia previstas na Lei n. 11.340\/2006, por visarem resguardar a integridade f\u00edsica e ps\u00edquica da ofendida, possuem fei\u00e7\u00e3o de tutela inibit\u00f3ria e reintegrat\u00f3ria, conte\u00fado satisfativo e n\u00e3o se vinculam, necessariamente, a um procedimento principal<\/strong>. Elas t\u00eam como objeto a prote\u00e7\u00e3o da v\u00edtima e devem permanecer enquanto durar a situa\u00e7\u00e3o de perigo.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste ponto, destaque-se julgado do Superior Tribunal de Justi\u00e7a no sentido de que &#8220;[se] deve [&#8230;] compreender a medida protetiva como tutela inibit\u00f3ria que prestigia a sua finalidade de preven\u00e7\u00e3o de riscos para a mulher, frente \u00e0 possibilidade de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar&#8221; (CC 156.284\/PR, Rel. Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, DJe 6\/3\/2018).<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, <strong>as medidas protetivas tamb\u00e9m t\u00eam car\u00e1ter provis\u00f3rio, e como tal, devem apenas vigorar enquanto subsistir o risco \u00e0 integridade f\u00edsica, psicol\u00f3gica, sexual, patrimonial ou moral da v\u00edtima, o que dever\u00e1 ser avaliado pelo Ju\u00edzo de origem<\/strong>. Com efeito, a fim de se evitar a pereniza\u00e7\u00e3o das medidas, h\u00e1 a orienta\u00e7\u00e3o de REVIS\u00c3O PER\u00cdODICA da necessidade de sua manuten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, a jurisprud\u00eancia recente do STJ entende que, para a revoga\u00e7\u00e3o dessas medidas, \u00e9 necess\u00e1ria a manifesta\u00e7\u00e3o da v\u00edtima. Sob todas essas premissas, n\u00e3o se pode presumir a desnecessidade das medidas protetivas pelo simples fato de estarem vigentes por certo per\u00edodo de tempo.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-2-resultado-final\"><a>14.2.2. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>As medidas protetivas de urg\u00eancia, embora tenham car\u00e1ter provis\u00f3rio, n\u00e3o possuem prazo de vig\u00eancia, devendo vigorar enquanto persistir a situa\u00e7\u00e3o de risco \u00e0 ofendida.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-nbsp-competencia-para-julgar-pedido-de-direito-de-resposta-amparado-na-antiga-lei-de-imprensa-lei-n-5-250-1967-das-demandas-em-andamento\"><a>15.&nbsp; Compet\u00eancia para julgar pedido de direito de resposta amparado na antiga Lei de Imprensa (Lei n. 5.250\/1967) das demandas em andamento.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>CONFLITO DE COMPET\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Compete \u00e0s Turmas da Terceira Se\u00e7\u00e3o do STJ <a>julgar pedido de direito de resposta amparado na antiga Lei de Imprensa (Lei n. 5.250\/1967) das demandas em andamento.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>CC 195.616-DF, Rel. Ministro Antonio Carlos Ferreira, Corte Especial, por unanimidade, julgado em 21\/2\/2024, DJe 28\/2\/2024. (Info 807 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>15.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Trata-se de conflito de compet\u00eancia entre Se\u00e7\u00f5es do STJ para julgamento de um \u00fanico pedido de direito de resposta, vinculado a suposta inj\u00faria e cal\u00fania em editorial jornal\u00edstico e fundamentado nos dispositivos da antiga Lei de Imprensa (Lei n. 5.250\/1967.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>15.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-2-1-a-quem-compete\"><a>15.2.1. A quem compete?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R<\/u><\/em><\/strong><em><u>:<\/u><\/em> <strong>Uma das turmas da TERCEIRA SE\u00c7\u00c3O do STJ!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de <a>um \u00fanico pedido de direito de resposta, vinculado a suposta inj\u00faria e cal\u00fania em editorial jornal\u00edstico e fundamentado nos dispositivos da antiga Lei de Imprensa (Lei n. 5.250\/1967<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p>Em tal contexto, os \u00f3rg\u00e3os da Terceira Se\u00e7\u00e3o do STJ, aos quais compete processar e julgar &#8220;os feitos relativos \u00e0 mat\u00e9ria penal em geral, salvo os casos de compet\u00eancia origin\u00e1ria da Corte Especial e os habeas corpus de compet\u00eancia das Turmas que comp\u00f5em a Primeira e a Segunda Se\u00e7\u00e3o&#8221; (art. 9\u00ba, \u00a7 3\u00ba, do RISTJ), corretamente sempre decidiram que o direito de resposta possui natureza de san\u00e7\u00e3o criminal, submetendo-se \u00e0s normas do C\u00f3digo de Processo Penal e devendo a a\u00e7\u00e3o ser processada no Ju\u00edzo Criminal.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o do Plen\u00e1rio STF, proferida na Argui\u00e7\u00e3o de Descumprimento de Preceito Fundamental n. 130\/DF, em 30\/9\/2009, que declarou &#8220;como n\u00e3o recepcionado pela Constitui\u00e7\u00e3o de 1988 todo o conjunto de dispositivos da Lei federal n\u00ba 5.250, de 9 de fevereiro de 1967&#8221;, n\u00e3o modifica a natureza penal origin\u00e1ria da presente demanda, proposta em 2005, com fundamento no referido diploma infraconstitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>Apenas caber\u00e1 ao \u00f3rg\u00e3o competente para os feitos criminais, no caso, a Terceira Se\u00e7\u00e3o, definir os efeitos e as consequ\u00eancias imediatas do julgamento realizado pelo STF sobre o resultado final merit\u00f3rio das demandas em andamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, n\u00e3o se cuida de a\u00e7\u00e3o indenizat\u00f3ria cumulada com pedido de direito de resposta. <strong>Tal cumula\u00e7\u00e3o de pedidos poderia atrair, de fato, a compet\u00eancia da Segunda Se\u00e7\u00e3o, tendo em vista que o requerimento indenizat\u00f3rio, at\u00e9 mesmo por praticidade e funcionalidade, deve ser considerado como principal, ressaltando-se a inviabilidade de cis\u00e3o do julgamento do recurso no Tribunal Superior<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-2-2-resultado-final\"><a>15.2.2. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Compete \u00e0s Turmas da Terceira Se\u00e7\u00e3o do STJ julgar pedido de direito de resposta amparado na antiga Lei de Imprensa (Lei n. 5.250\/1967) das demandas em andamento.<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-b513336d-87f4-4568-a344-9556101215fd\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/04\/23074333\/stj-informativo-807.pdf\">stj-informativo-807<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/04\/23074333\/stj-informativo-807.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-b513336d-87f4-4568-a344-9556101215fd\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais um passo em nossa caminhada&#8230; Informativos n\u00ba 807 do STJ\u00a0COMENTADO entra na parada. Simbora! 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