{"id":138816,"date":"2018-09-02T07:58:53","date_gmt":"2018-09-02T10:58:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=138816"},"modified":"2019-04-09T17:04:31","modified_gmt":"2019-04-09T20:04:31","slug":"generos-textuais-no-enem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/generos-textuais-no-enem\/","title":{"rendered":"G\u00eaneros Textuais no ENEM"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><strong>G\u00eaneros Textuais no ENEM<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ol\u00e1, pessoal!!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Quando os alunos me perguntam sobre quais s\u00e3o os conte\u00fados mais cobrados em portugu\u00eas, eu digo que temos<span style=\"color: #993366\"><strong> g\u00eaneros textuais<\/strong><\/span> como um dos que mais aparecem em provas! Vale muito a pena aprofundar o estudo sobre eles! Vamos l\u00e1?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Da constante necessidade que n\u00f3s temos de interagir e de nos comunicar com os outros, surgiram os <strong><span style=\"color: #993366\">g\u00eaneros textuais<\/span><\/strong>. Pelo fato de variarem muito, adaptando-se \u00e0s necessidades de comunica\u00e7\u00e3o de cada um, os g\u00eaneros textuais n\u00e3o podem ser numerados. \u00c9 poss\u00edvel, no entanto, observarmos que eles possuem caracter\u00edsticas particulares que nos permitem identific\u00e1-los e reconhec\u00ea-los entre tantos outros g\u00eaneros.<br \/>\nOs g\u00eaneros s\u00e3o utilizados sempre que estamos inseridos em alguma situa\u00e7\u00e3o que envolve comunica\u00e7\u00e3o. Mesmo que de maneira inconsciente, selecionamos um g\u00eanero que melhor se adapta \u00e0quilo que desejamos transmitir aos nossos interlocutores, na inten\u00e7\u00e3o de sobre eles obter algum efeito. Seja no bilhetinho deixado na porta da geladeira, seja nas postagens feitas nas redes sociais ou at\u00e9 mesmo nas piadas que contamos para os nossos amigos, os g\u00eaneros est\u00e3o l\u00e1, trabalhando a servi\u00e7o da comunica\u00e7\u00e3o e da linguagem.<br \/>\nComo vimos, os g\u00eaneros s\u00e3o incont\u00e1veis, por isso vamos direcionar os nossos estudos para os que t\u00eam sido mais recorrentes nas provas do Enem (G\u00eaneros Textuais no ENEM).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #993366\"><strong>G\u00caNEROS DO TIPO DISSERTATIVO<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os discursos argumentativos, persuasivos podem se organizar em diferentes g\u00eaneros, nas mais variadas linguagens. Vamos ver alguns deles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong><em>Editorial<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os editoriais s\u00e3o textos jornal\u00edsticos, publicados em jornais ou revistas, cujo conte\u00fado expressa a opini\u00e3o da <strong>empresa<\/strong>, <strong>da dire\u00e7\u00e3o ou da equipe de reda\u00e7\u00e3o<\/strong>, sem a obriga\u00e7\u00e3o de se submeter a nenhuma imparcialidade ou objetividade. \u00c9 comum grandes jornais reservarem um espa\u00e7o para os editoriais em duas ou mais colunas, sempre nas primeiras p\u00e1ginas internas. Os <em>boxes <\/em>(quadros) dos editoriais s\u00e3o normalmente demarcados com uma borda ou tipologia diferente para ressaltar claramente que aquele texto \u00e9 <strong>opinativo<\/strong> e <strong>n\u00e3o informativo<\/strong>, como a maioria dos demais textos jornal\u00edsticos. Editoriais maiores e mais anal\u00edticos s\u00e3o chamados de <strong>artigos<\/strong> <strong>de fundo.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Normalmente os editorialistas assinam o editorial, mas, na chamada &#8220;grande imprensa&#8221;, os editoriais s\u00e3o ap\u00f3crifos, isto \u00e9, nunca s\u00e3o assinados por ningu\u00e9m em particular.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong><em>Artigo de opini\u00e3o<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00c9 um texto do tipo argumentativo em que o escritor, al\u00e9m de expor seu ponto de vista, apresenta argumentos sobre determinado assunto. As ideias defendidas no artigo de opini\u00e3o s\u00e3o de total responsabilidade do autor, cuja assinatura deve constar no artigo. \u00c9 ele quem opina e que tenta convencer o leitor a adotar a opini\u00e3o apresentada. Sendo assim, \u00e9 comum observarmos nesse tipo de texto apelo emotivo, humor, ironia e descri\u00e7\u00f5es detalhadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Trata-se de um texto pequeno de leitura breve e simples, e a linguagem \u00e9 simples tamb\u00e9m, sem rebuscamento, uma vez que a inten\u00e7\u00e3o \u00e9 atingir os variados leitores de um jornal ou de uma revista. No geral, o texto \u00e9 escrito em primeira pessoa, uma vez que se trata de uma opini\u00e3o pessoal, que \u00e9 cheia de subjetividade por natureza, por\u00e9m pode ocorrer em terceira pessoa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Carta de leitor<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os leitores de jornais e revistas t\u00eam um espa\u00e7o nesses ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o que \u00e9 reservado para suas sugest\u00f5es, cr\u00edticas, opini\u00f5es e reclama\u00e7\u00f5es, chamado Carta do leitor (ou Carta de leitor).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Trata-se de um pequeno texto em que o leitor de um peri\u00f3dico se expressa a respeito de reportagens de edi\u00e7\u00f5es anteriores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em um texto desse tipo deve constar a especifica\u00e7\u00e3o do assunto, o objetivo da carta e o destinat\u00e1rio. A linguagem pode ser formal ou informal dependendo do objetivo. Se \u00e9 uma cr\u00edtica, normalmente a linguagem \u00e9 mais formal, se elogio ou sugest\u00e3o, costuma ocorrer uma linguagem menos formal. N\u00e3o h\u00e1, por\u00e9m, um modelo espec\u00edfico, j\u00e1 que o espa\u00e7o reservado para a carta \u00e9 padronizado pelo ve\u00edculo de comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>TIPOS DE CARTAS<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Para que um texto seja considerado carta (de maneira padr\u00e3o), \u00e9 preciso que apresente as seguintes partes:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\">&#8211; Local e Data;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8211; Destinat\u00e1rio;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8211; Sauda\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8211; Interlocu\u00e7\u00e3o com o destinat\u00e1rio (desenvolvimento do assunto);<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8211; Despedida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\">Lembrando que os esses itens est\u00e3o na ordem em que devem aparecer na carta. A carta logo nos remete a algo pessoal. Antigamente, quando a internet n\u00e3o existia, as cartas eram muito mais comuns. Chamadas de <strong>cartas familiares<\/strong>, elas contavam coisas sobre a vida pessoal e serviam como entretenimento! \u00a0 Hoje elas s\u00e3o usadas com objetivos espec\u00edficos, como vamos ver a seguir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>A carta argumentativa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Especialmente em concursos p\u00fablicos, h\u00e1 um tipo de carta preferido: a <strong>carta argumentativa<\/strong>. Falarei um pouco mais sobre ela para que voc\u00ea consiga identifica-la facilmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Como o pr\u00f3prio nome diz, s\u00e3o ARGUMENTATIVAS, devem sustentar uma <strong>tese <\/strong>e <strong>defend\u00ea-la<\/strong>, de modo a persuadir seu interlocutor a concordar com os argumentos utilizados. \u00c9 um texto de opini\u00e3o que utiliza a estrutura de uma carta, ou seja, deve obedecer \u00e0s mesmas caracter\u00edsticas das outras cartas, as quais j\u00e1 foram citadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Detalhe importante: n\u00e3o \u00e9 porque a carta tende a ser um texto mais \u201cleve\u201d no que tange ao uso da norma culta que isso dever\u00e1 acontecer na carta argumentativa. Ela deve obedecer, assim como os demais textos, \u00e0s regras de sintaxe, paragrafa\u00e7\u00e3o, grafia, concord\u00e2ncia, reg\u00eancia (nominal e verbal), coloca\u00e7\u00e3o pronominal, pontua\u00e7\u00e3o e regras de coer\u00eancia e coes\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O que diferencia a carta argumentativa das demais cartas \u00e9 o compromisso que ela assume com o <strong><u>convencimento do interlocutor<\/u><\/strong>, e o que a diferencia de uma simples disserta\u00e7\u00e3o argumentativa \u00e9 que esta \u00e9 dirigida a um interlocutor universal, enquanto a carta \u00e9 dirigida a um interlocutor previamente especificado. Este fato torna mais f\u00e1cil o processo de argumenta\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que eu conhe\u00e7o o leitor da minha carta, e assim posso prever os questionamentos e interesses possivelmente vindos dele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Convite<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O <strong>convite<\/strong> \u00e9 um tipo de carta que pode ser extremamente formal ou muit\u00edssimo \u00edntimo. Algumas informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o importantes aqui: local, data e hora para o evento para o qual o interlocutor est\u00e1 sendo convidado. O objetivo do convite \u00e9 bem espec\u00edfico, embora n\u00e3o tenha a inten\u00e7\u00e3o clara de persuadir, \u00e9 de interesse do emissor que o receptor da carta aceite o convite.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Existe um tipo de carta que vem normalmente ligada ao convite: a <strong>carta de agradecimento<\/strong>. Para aceitar ou para recusar o convite, esse tipo de carta \u00e9 uma maneira cort\u00eas de se fazer isso. Especialmente se a carta de agradecimento for para recusar um convite, \u00e9 muito importante expor com detalhes todos os motivos da recusa. Assim, a cortesia fica completa e de bom tom.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Carta Comercial<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Tamb\u00e9m chamada de <strong>carta empresarial<\/strong>, \u00e9 utilizada pelas empresas em geral, sejam elas atuantes no com\u00e9rcio, setor banc\u00e1rio, na ind\u00fastria, setor de servi\u00e7os, entre outros segmentos.\u00a0\u00a0 Com rela\u00e7\u00e3o ao conte\u00fado, tal modalidade pode ser definida por distintas inten\u00e7\u00f5es, tais como o agradecimento por um servi\u00e7o prestado, solicita\u00e7\u00e3o de um determinado or\u00e7amento, cobran\u00e7a na melhoria dos servi\u00e7os prestados, cobran\u00e7a financeira, entre outras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Partes que comp\u00f5em uma carta comercial:<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify\">\n<li><em> Timbre ou cabe\u00e7alho;<\/em><\/li>\n<li><em> Local e data;<\/em><\/li>\n<li><em> \u00cdndice e n\u00famero (sendo esta parte opcional);<\/em><\/li>\n<li><em> Identifica\u00e7\u00e3o do destinat\u00e1rio;<\/em><\/li>\n<li><em> Ep\u00edgrafe ou ementa (a qual revela o assunto referente \u00e0 carta), tamb\u00e9m se consolidando como parte opcional;<\/em><\/li>\n<li><em> Vocativo;<\/em><\/li>\n<li><em>Texto;<\/em><\/li>\n<\/ol>\n<ol style=\"text-align: justify\" start=\"8\">\n<li><em> Despedida;<\/em><\/li>\n<li><em> Assinatura.<\/em><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong><em>A charge<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A charge \u00e9 um tipo de texto que apresenta, normalmente, linguagem mista (palavras e imagens), al\u00e9m de um discurso humor\u00edstico. Est\u00e1 presente em revistas e principalmente em jornais. S\u00e3o desenhos elaborados por cartunistas que captam de maneira perspicaz as diversas situa\u00e7\u00f5es do cotidiano, transpondo para o desenho algum tipo de cr\u00edtica ou opini\u00e3o, geralmente permeada por fina ironia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mas a charge \u00e9 um texto de opini\u00e3o? Sim! N\u00e3o \u00e9 por acaso que elas s\u00e3o normalmente publicadas em meio a artigos de opini\u00e3o, editoriais e cartas de leitores. Tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 por acaso que cada vez mais as charges estejam presentes nas diversas provas de vestibulares e certames como objeto de an\u00e1lise.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ao analisarmos uma charge, podemos perceber que nela est\u00e3o inscritas diversas informa\u00e7\u00f5es constru\u00eddas a partir de um interessant<span style=\"color: #000000\">e processo intertextual com o cotidi<\/span>ano, que obriga o interlocutor a fazer infer\u00eancias e a construir analogias, elementos sem os quais a compreens\u00e3o textual ficaria comprometida. Observe um exemplo de charge:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/generos-textuais-no-enem\/charge\/\" rel=\"attachment wp-att-138821\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-138821 aligncenter\" src=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2018\/08\/31190911\/charge.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"284\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\">Esta charge faz uma cr\u00edtica tanto \u00e0 desigualdade social quanto \u00e0 crise na fam\u00edlia. Observe o plano n\u00e3o verbal e perceba como as pessoas est\u00e3o vestidas, onde est\u00e3o, os cartazes na parede. A figura da m\u00e3e est\u00e1 sendo comparada \u00e0 do Papai Noel e do Coelhinho da P\u00e1scoa como seres que n\u00e3o existem!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O leitor pode at\u00e9 achar, em um primeiro contato, que a charge \u00e9 apenas um texto engra\u00e7ado e inocente, mas n\u00e3o \u00e9 bem assim! Basta uma leitura mais cuidadosa para percebermos que estamos diante de um g\u00eanero textual riqu\u00edssimo, que critica personalidades, pol\u00edtica, sociedade, entre outros temas relevantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Seu principal objetivo \u00e9 estabelecer uma opini\u00e3o cr\u00edtica e, atrav\u00e9s dos elementos visuais e verbais, persuadir o leitor, influenciando-o ideologicamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\"><strong><em>Texto publicit\u00e1rio<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nos canais de r\u00e1dio ou de TV, na palma da m\u00e3o, em nossos celulares, ou no nosso computador, em cartazes, <em>folders<\/em> ou <em>outdoors<\/em> recebemos in\u00fameras mensagens publicit\u00e1rias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/generos-textuais-no-enem\/texto-publi\/\" rel=\"attachment wp-att-138822\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-138822 aligncenter\" src=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2018\/08\/31191034\/texto-publi.png\" alt=\"\" width=\"199\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2018\/08\/31191034\/texto-publi.png 323w, https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2018\/08\/31191034\/texto-publi.png 199w\" sizes=\"auto, (max-width: 199px) 100vw, 199px\" \/><\/a> <a href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/generos-textuais-no-enem\/texto-publicitaripo\/\" rel=\"attachment wp-att-138823\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-138823 aligncenter\" src=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2018\/08\/31191038\/texto-publicitaripo.png\" alt=\"\" width=\"290\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2018\/08\/31191038\/texto-publicitaripo.png 469w, https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2018\/08\/31191038\/texto-publicitaripo.png 290w\" sizes=\"auto, (max-width: 290px) 100vw, 290px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\">Como vimos nesses an\u00fancios, o texto publicit\u00e1rio apresenta dois tipos de linguagem, a verbal e a visual (n\u00e3o verbal), sendo que uma serve de apoio ou refor\u00e7o para a outra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">De modo geral, a <strong><u>linguagem \u00e9 persuasiva<\/u><\/strong>, direta e clara. Frequentemente s\u00e3o empregados verbos no modo imperativo ou no presente do indicativo, com um n\u00edvel coloquial de linguagem na maioria das vezes, mas esse registro pode variar de acordo com o p\u00fablico que se pretende atingir, com o produto que se anuncia e o ve\u00edculo utilizado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Por ser uma modalidade do tipo dissertativo-argumentativo, o texto publicit\u00e1rio apresenta argumentos para persuadir o interlocutor a consumir o produto ou a ideia veiculada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Percebe-se tamb\u00e9m, como recursos de persuas\u00e3o, o emprego de figuras de linguagem, ambiguidades, frases feitas e popularmente conhecidas, jogos de palavras, prov\u00e9rbios entre v\u00e1rios outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A publicidade deve divertir, motivar, seduzir, fazer sonhar, excitar ou entusiasmar. A linguagem publicit\u00e1ria apela \u00e0 emo\u00e7\u00e3o. Os textos publicit\u00e1rios merecem uma leitura cr\u00edtica e inteligente do consumidor, para isso \u00e9 importante conseguir ler nas entrelinhas, perceber o sentido impl\u00edcito de uma mensagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #993366\"><strong>G\u00caNEROS DO TIPO NARRATIVO<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Para que um texto seja considerado narrativo, \u00e9 preciso que ele possua, antes de qualquer coisa, os elementos essenciais de uma narrativa, que s\u00e3o:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong><a href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/generos-textuais-no-enem\/hdi\/\" rel=\"attachment wp-att-138824\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-138824 aligncenter\" src=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2018\/08\/31191138\/hdi.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"221\" srcset=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2018\/08\/31191138\/hdi.png 554w, https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2018\/08\/31191138\/hdi.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Vamos analisar a fun\u00e7\u00e3o de <strong>cada elemento de uma narrativa<\/strong>:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>&#8211; Personagens<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">S\u00e3o os seres que participam da narrativa. Algumas ocupam lugar de destaque, tamb\u00e9m chamadas <strong>protagonistas<\/strong>, outras se opondo a elas, denominadas de <strong>antagonistas<\/strong>. As demais caracterizam-se como secund\u00e1rias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\">&#8211; <strong>Tempo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Marcado cronologicamente, ou seja, determinado por horas e datas, revelado por acontecimentos dispostos numa ordem sequencial e linear &#8211; in\u00edcio, meio e fim; ou psicol\u00f3gico, aquele ligado \u00e0s emo\u00e7\u00f5es e sentimentos, caracterizado pelas lembran\u00e7as dos personagens, reveladas por momentos imprecisos, fundindo-se em presente, passado e futuro, o tempo retrata o momento em que ocorrem os fatos (manh\u00e3, tarde, noite, na primavera, em dia chuvoso, em um dia feliz ou triste, uma manh\u00e3 de domingo, etc).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\">&#8211; <strong>Espa\u00e7o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00c9 o lugar onde os fatos acontecem. Algumas vezes \u00e9 apenas sugerido no intuito de agu\u00e7ar a mente do leitor, outras, para caracterizar os personagens de forma contundente. Dependendo do enredo, a caracteriza\u00e7\u00e3o do mesmo torna-se de fundamental import\u00e2ncia, como, por exemplo, os romances regionalistas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>&#8211; Narrador<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Tecnicamente, podemos dizer que pode-se narrar algo de maneiras diferentes. O ponto de vista de quem nada pode mudar. Geralmente, se resumem em tr\u00eas possibilidades:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>\u00a01. <\/strong><strong>Narrador-observador:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>*<\/strong> Ele revela ao leitor somente os fatos que consegue observar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">* Usa a 3\u00aa pessoa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">* N\u00e3o \u00e9 personagem, n\u00e3o participa da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">* Embora n\u00e3o seja personagem da hist\u00f3ria, sua vis\u00e3o \u00e9 limitada \u00e0quilo que consegue observar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>2.\u00a0 Narrador-onisciente:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\">* o narrador n\u00e3o apenas observa, mas conhece TUDO sobre a hist\u00f3ria, at\u00e9 o pensamento dos personagens.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">* Usa a 3\u00aa pessoa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">* N\u00e3o \u00e9 personagem, n\u00e3o participa da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">* Sua vis\u00e3o \u00e9 multilateral, conhece todos os lados da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">* Algumas vezes limita-se a observar os fatos de forma objetiva, em outras, emite opini\u00f5es e julgamento de valor acerca do assunto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>3. Narrador-personagem:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\">* A narrador \u00e9 tamb\u00e9m personagem (principal ou secund\u00e1ria) da hist\u00f3ria narrada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">* Usa a 1\u00aa pessoa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">* Possui uma vis\u00e3o limitada dos fatos, pois est\u00e1 vendo sob o seu ponto de vista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>&#8211; <\/strong><strong>Enredo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00c9 o conjunto de fatos que constituem a a\u00e7\u00e3o da narrativa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Todo enredo \u00e9 composto por um conflito vivido por um ou mais personagens, cujo foco principal \u00e9 prender a aten\u00e7\u00e3o do leitor por meio de um clima de tens\u00e3o que se organiza em torno dos fatos e os faz avan\u00e7ar. Geralmente, o conflito determina as partes do enredo, representadas pelas referidas partes:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>* Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong> \u2013 \u00c9 o come\u00e7o da hist\u00f3ria, no qual se apresentam os fatos iniciais, os personagens, e, \u00e0s vezes, o tempo e o espa\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>*<\/strong><strong> Complica\u00e7\u00e3o<\/strong> \u2013 \u00c9 a parte em que se desenvolve o conflito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>* Cl\u00edmax <\/strong>\u2013 Figura-se como o ponto culminante de toda a trama, revelado pelo momento de maior tens\u00e3o. \u00c9 a parte em que o conflito atinge seu \u00e1pice.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>*<\/strong><strong> Conclus\u00e3o ou desfecho final <\/strong>\u2013 \u00c9 a solu\u00e7\u00e3o do conflito instaurado, podendo apresentar final tr\u00e1gico, c\u00f4mico, triste, ou at\u00e9 mesmo surpreendente. Tudo ir\u00e1 depender da decis\u00e3o imposta pelo narrador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\">Agora vou especificar caracter\u00edsticas de alguns dos g\u00eaneros mais importantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\"><strong><em>A not\u00edcia<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Not\u00edcia \u00e9 o relato de um fato novo, que desperta o interesse do p\u00fablico alvo do jornal. \u00c9 um g\u00eanero textual tipicamente jornal\u00edstico e pode ser veiculado em jornais, escritos e falados, e em revistas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Na not\u00edcia, predomina a narra\u00e7\u00e3o e muitas vezes h\u00e1 trechos de descri\u00e7\u00e3o. Ela apresenta uma <strong>estrutura<\/strong> pr\u00f3pria e fixa, composta de duas partes: o <em>lead <\/em>e o corpo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong><em>Lead <\/em><\/strong>\u00e9 um resumo do fato em poucas linhas e compreende, normalmente, o primeiro par\u00e1grafo da not\u00edcia. Cont\u00e9m as informa\u00e7\u00f5es mais importantes, que fornecem ao leitor a maior parte das respostas \u00e0s seis perguntas b\u00e1sicas: o qu\u00ea, quem, quando, onde, como e por que (representam os elementos da narrativa).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Corpo <\/strong>s\u00e3o os demais par\u00e1grafos da not\u00edcia, nos quais se faz o detalhamento do exposto no <em>lead<\/em> por meio da apresenta\u00e7\u00e3o ao leitor de novas informa\u00e7\u00f5es, em ordem cronol\u00f3gica ou de import\u00e2ncia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Caracter\u00edsticas<\/strong><\/p>\n<ul style=\"text-align: justify\">\n<li>Predom\u00ednio da narra\u00e7\u00e3o, com a presen\u00e7a dos elementos essenciais de um texto narrativo: fatos, pessoas envolvidas, tempo e lugar em que ocorreu o fato, como e porque aconteceu;<\/li>\n<li>estrutura padr\u00e3o composta de <em>lead<\/em> e corpo;<\/li>\n<li>t\u00edtulo simples, pequeno, mas chamativo;<\/li>\n<li>linguagem impessoal, clara, precisa, objetiva, direta, de acordo com a variedade padr\u00e3o da l\u00edngua.<\/li>\n<li>discurso: jornal\u00edstico.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\"><strong><em>A cr\u00f4nica<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\">A cr\u00f4nica surgiu no Brasil h\u00e1 uns 150 anos, com o Romantismo e o desenvolvimento da imprensa. Inicialmente chamado de <em>folhetim, <\/em>era um artigo de rodap\u00e9 escrito sobre assuntos do dia \u2013 pol\u00edticos, sociais, art\u00edsticos, liter\u00e1rios. Com o passar do tempo, foi se tornando um texto mais curto e se afastando da finalidade de informar e comentar, sendo substitu\u00edda pela inten\u00e7\u00e3o de apresentar os fatos cotidianos de forma art\u00edstica e pessoal. A <strong>linguagem<\/strong> tornou-se mais po\u00e9tica ao mesmo tempo que ganhou certa gratuidade, em raz\u00e3o da aus\u00eancia de v\u00ednculos com interesses pr\u00e1ticos e com as informa\u00e7\u00f5es presentes nas demais partes de um jornal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A cr\u00f4nica \u00e9 o resultado da vis\u00e3o pessoal subjetiva do cronista com rela\u00e7\u00e3o a um fato qualquer, que pode ter sido colhido no notici\u00e1rio do jornal ou no cotidiano. Quase sempre explora o humor; \u00e0s vezes, diz as coisas mais s\u00e9rias por meio de uma aparente conversa fiada; outras vezes, despretensiosamente, engrandece o valor das coisas mais banais e insignificantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O discurso de uma cr\u00f4nica \u00e9 <strong>jornal\u00edstico<\/strong> devido ao meio no qual \u00e9 publicada e <strong>liter\u00e1rio<\/strong> devido ao estilo aplicado ao texto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Caracter\u00edsticas<\/strong><\/p>\n<ul style=\"text-align: justify\">\n<li>Texto curto;<\/li>\n<li>linguagem descontra\u00edda, simples, coloquial, pr\u00f3xima do leitor;<\/li>\n<li>espa\u00e7o e tempo limitados por ser um texto curto;<\/li>\n<li>admite narrador em 1\u00aa e em 3\u00aa pessoa;<\/li>\n<li>discurso liter\u00e1rio e jornal\u00edstico (texto hibrido).<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\"><strong><em>O conto<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Trata-se de uma pequena narrativa com tempo e espa\u00e7o reduzidos e poucos personagens.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Por ser um texto <strong>narrativo<\/strong>, relata fatos em uma sequ\u00eancia temporal, relacionados a um determinado acontecimento, podendo ser real ou fict\u00edcio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Exemplo de conto:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;text-align: justify\"><strong>Tenta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;text-align: justify\">\n<p style=\"padding-left: 30px;text-align: justify\">Ela estava com solu\u00e7o. E como se n\u00e3o bastasse a claridade das duas horas, ela era ruiva.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;text-align: justify\">Na rua vazia as pedras vibravam de calor \u2014 a cabe\u00e7a da menina flamejava. Sentada nos degraus de sua casa, ela suportava. Ningu\u00e9m na rua, s\u00f3 uma pessoa esperando inutilmente no ponto do \u00f4nibus. E como se n\u00e3o bastasse seu olhar submisso e paciente, o solu\u00e7o a interrompia de momento a momento, abalando o queixo que se apoiava conformado na m\u00e3o. Que fazer de urna menina ruiva com solu\u00e7o? Olhamo-nos sem palavras, desalento contra desalento. Na rua deserta nenhum sinal de bonde. Numa terra de morenos, ser ruivo era urna revolta involunt\u00e1ria. Que importava se num dia futuro sua marca ia faz\u00ea-la erguer insolente uma cabe\u00e7a de mulher? Por enquanto ela estava sentada num degrau faiscante da porta, \u00e0s duas Horas. O que a salvava era urna bolsa velha de senhora, com al\u00e7a partida. Segurava-a com um amor conjugal j\u00e1 habituado, apertando-a contra os joelhos.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;text-align: justify\">Foi quando se aproximou a sua outra metade neste mundo, um irm\u00e3o em Graja\u00fa. A possibilidade de comunica\u00e7\u00e3o surgiu no \u00e2ngulo quente da equina, acompanhando uma senhora, e encarnada na figura de um c\u00e3o. Era um basset lindo e miser\u00e1vel, doce sob a sua fatalidade. Era um basset ruivo.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;text-align: justify\">L\u00e1 vinha ele trotando, \u00e0 frente da sua dona, arrastando o seu comprimento. Desprevenido, acostumado, cachorro.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;text-align: justify\">A menina abriu os olhos pasmada. Suavemente avisado, o cachorro estacou diante dela. Sua l\u00edngua vibrava. Ambos se olhavam.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;text-align: justify\">Entre tantos seres que est\u00e3o prontos para se tornarem donos de outro ser, l\u00e1 estava a menina que viera ao mundo para ter aquele cachorro. Ele fremia suavemente, sem latir. Ela olhava-o sob os cabelos, fascinada, s\u00e9ria. Quanto tempo se passava? Um grande solu\u00e7o sacudiu-a desafinado. Ele nem sequer tremeu. Tamb\u00e9m ela passou por cima do solu\u00e7o e continuou a fit\u00e1-lo.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;text-align: justify\">Os pelos de ambos eram curtos, vermelhos.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;text-align: justify\">Que foi que se disseram? N\u00e3o se sabe. Sabe-se apenas que se comunicaram rapidamente, pois n\u00e3o havia tempo. Sabe-se tamb\u00e9m que sem falar eles se pediam. Pediam-se com urg\u00eancia, com entabulamento, surpreendidos.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;text-align: justify\">No meio de tanta vaga impossibilidade e de tanto sol, ali estava a solu\u00e7\u00e3o para a crian\u00e7a vermelha. E no meio de tantas ruas a serem trotadas, de tantos c\u00e3es maiores, de tantos esgotos secos \u2014 l\u00e1 estava uma menina, como se fora carne de sua ruiva carne. Eles se fitavam profundos, entregues, ausentes ele Graja\u00fa. Mais um instante e o suspenso sonho se quebraria, cedendo talvez \u00e0 gravidade com que se pediam.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;text-align: justify\">Mas ambos eram comprometidos.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;text-align: justify\">Ela com sua inf\u00e2ncia imposs\u00edvel, o centro da inoc\u00eancia que s\u00f3 se abriria quando ela fosse uma mulher. Ele, com sua natureza aprisionada.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;text-align: justify\">A dona esperava impaciente sob o guarda-sol. O basset ruivo afinal despregou-se da menina e saiu son\u00e2mbulo. Ela ficou espantada, com o acontecimento, numa mudez que nem pai nem m\u00e3e compreenderiam. Acompanhou-o com olhos pretos que mal acreditavam, debru\u00e7ada sobre a bolsa e os joelhos, at\u00e9 v\u00ea-lo dobrar a outra esquina.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;text-align: justify\">Mas ele foi mais forte que ela. Nem uma s\u00f3 vez olhou para tr\u00e1s.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;text-align: justify\">(Clarice Lispector. A legi\u00e3o estrangeira. 14. ed. S\u00e3o Paulo: Siciliano, 1996. p. 69-71.)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 8pt\">estacar: parar ou fazer parar.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 8pt\">flamejar: expelir chamas ou reverbera\u00e7\u00f5es parecidas com fogo, chamejar, arder.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 8pt\">fremir: soar ruidosamente, provocar breve estremecimento, vibrar, tremer<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 8pt\">Graja\u00fa: bairro da cidade do Rio de Janeiro<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 8pt\">gravidade: seriedade, compostura, for\u00e7a de atra\u00e7\u00e3o m\u00fatua entre os corpos originada pela gravita\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 8pt\">insolente: incomum, nunca visto; altivo<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esse conto de Clarice Lispector possui os seguintes elementos da narrativa:<\/p>\n<ul>\n<li>Personagens principais: a menina e o basset ruivo<\/li>\n<li>Espa\u00e7o: a rua em Graja\u00fa<\/li>\n<li>Tempo: psicol\u00f3gico (segue o fluxo de pensamento da menina)<\/li>\n<li>Narrador: em 3\u00aa pessoa (onisciente)<\/li>\n<li>Enredo: encontro da menina ruiva com \u201csua outra metade\u201d que era o basset tamb\u00e9m ruivo.<\/li>\n<li>Cl\u00edmax: momento em que os dois se encontram.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong><em>Hist\u00f3rias em quadrinhos e tirinhas<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Trata-se de uma modalidade de texto misto muito comum em nosso cotidiano, talvez por isso mesmo o ENEM goste tanto de trabalhar com esse g\u00eanero. As Hist\u00f3rias em quadrinhos e tirinhas (a diferen\u00e7a entre eles \u00e9 que as tirinhas s\u00e3o bem menores) apresentam caracter\u00edsticas semelhantes \u00e0 narra\u00e7\u00e3o, como personagens, espa\u00e7o, tempo, sobretudo, pelo enredo, se caracterizam por uma sequ\u00eancia de a\u00e7\u00f5es apoiadas pelas imagens, parte n\u00e3o verbal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Apenas diferem-se dos demais g\u00eaneros narrativos pelo fato de que, ao inv\u00e9s do narrador, <strong><em>o di\u00e1logo \u00e9 retratado de forma direta<\/em><\/strong>, representado em forma de <strong><em>bal\u00f5es<\/em><\/strong>, uma composi\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica, em conson\u00e2ncia com uma linguagem n\u00e3o verbal, na qual as imagens representam um papel de destaque, de modo a promover a intera\u00e7\u00e3o entre os interlocutores por meio de uma rela\u00e7\u00e3o de causa e efeito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A principal finalidade de desse g\u00eanero \u00e9 o entretenimento, embora em algumas ocasi\u00f5es veicule uma informa\u00e7\u00e3o como forma de alertar a popula\u00e7\u00e3o para problemas pol\u00eamicos, como \u00e9 o caso de campanhas comunit\u00e1rias relacionadas \u00e0 \u00e1rea da sa\u00fade, fatores ligados ao tr\u00e2nsito, consumo de \u00e1gua e energia, dentre outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\">A hist\u00f3ria a seguir nos faz refletir sobre \u00e9tica:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/generos-textuais-no-enem\/hq\/\" rel=\"attachment wp-att-138827\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-138827\" src=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2018\/08\/31191320\/hq.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"1170\" srcset=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2018\/08\/31191320\/hq.jpg 700w, https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2018\/08\/31191320\/hq.jpg 179w, https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2018\/08\/31191320\/hq.jpg 613w, https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2018\/08\/31191320\/hq.jpg 610w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Esse assunto \u00e9 inesgot\u00e1vel, dada a grande quantidade de g\u00eaneros textuais que possu\u00edmos! Ainda temos assunto para mais um artigo!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\">Abra\u00e7o!!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Prof. Rafaela Freitas<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>G\u00eaneros Textuais no ENEM Ol\u00e1, pessoal!! Quando os alunos me perguntam sobre quais s\u00e3o os conte\u00fados mais cobrados em portugu\u00eas, eu digo que temos g\u00eaneros textuais como um dos que mais aparecem em provas! Vale muito a pena aprofundar o estudo sobre eles! Vamos l\u00e1? Da constante necessidade que n\u00f3s temos de interagir e de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":190,"featured_media":138824,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"post_tipo":"article","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[786,3523,19999,2395],"tax_estado":[],"class_list":["post-138816","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cursos-e-concursos","tag-enem","tag-enem-2018","tag-generos-textuais-no-enem","tag-portugues-enem"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v27.2 (Yoast SEO v27.2) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>G\u00eaneros Textuais no ENEM G\u00eaneros Textuais no ENEM 2018<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Quando os alunos me perguntam sobre quais s\u00e3o os conte\u00fados mais cobrados em portugu\u00eas, eu digo que temos sempre os g\u00eaneros 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