{"id":1382951,"date":"2024-04-11T18:47:31","date_gmt":"2024-04-11T21:47:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1382951"},"modified":"2024-04-11T18:47:33","modified_gmt":"2024-04-11T21:47:33","slug":"informativo-stj-805-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-805-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STJ 805 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p><span data-darkreader-inline-color=\"\" style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\">Mais um passo em nossa caminhada&#8230; Informativos n\u00ba 805 do STJ\u00a0<\/span><strong style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\" data-darkreader-inline-color=\"\">COMENTADO<\/strong><span data-darkreader-inline-color=\"\" style=\"font-size: revert;color: initial;, sans-serif;--darkreader-inline-color: initial\"> entra na parada. Simbora!<\/span><\/p><p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/04\/11184716\/stj-informativo-805.pdf\" rel=\"sponsored nofollow\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_xsmy6CzApMM\"><div id=\"lyte_xsmy6CzApMM\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/xsmy6CzApMM\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/xsmy6CzApMM\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/xsmy6CzApMM\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-constitucional-e-internacional\"><a>DIREITO CONSTITUCIONAL E INTERNACIONAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-transferencia-da-execucao-de-pena-de-brasileiro-nato-para-ser-cumprida-no-brasil\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Transfer\u00eancia da<\/a> execu\u00e7\u00e3o de pena de brasileiro nato para ser cumprida no Brasil<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>HOMOLOGA\u00c7\u00c3O DE&nbsp; EXECU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A transfer\u00eancia da execu\u00e7\u00e3o de pena de brasileiro nato para ser cumprida no Brasil, imposta em outro pa\u00eds, n\u00e3o viola o n\u00facleo do direito fundamental contido no art. 5\u00ba, inciso LI, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>HDE 7.986-EX, Rel. Ministro Francisco Falc\u00e3o, Corte Especial, por maioria, julgado em 20\/3\/2024. (Info 805 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Trata-se da homologa\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a estrangeira na qual o ex-jogador de futebol Robinho foi condenado pela justi\u00e7a italiana pelo crime de estupro. O governo da It\u00e1lia requereu a transfer\u00eancia de execu\u00e7\u00e3o da pena imposta, uma vez que o processo origin\u00e1rio j\u00e1 havia transitado em julgado.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, a defesa do ex-jogador sustenta a inconstitucionalidade do pedido de homologa\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o condenat\u00f3ria penal para que seja executada no Brasil pena estabelecida no estrangeiro, pois entende que, sendo vedada a extradi\u00e7\u00e3o do brasileiro nato para se submeter a a\u00e7\u00e3o penal por imputa\u00e7\u00e3o feita em Estado alien\u00edgena, por identidade de raz\u00f5es n\u00e3o se h\u00e1 de admitir que pena l\u00e1 estabelecida seja simplesmente homologada e executada no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Constitui\u00e7\u00e3o Federal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 5\u00ba Todos s\u00e3o iguais perante a lei, sem distin\u00e7\u00e3o de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no Pa\u00eds a inviolabilidade do direito \u00e0 vida, \u00e0 liberdade, \u00e0 igualdade, \u00e0 seguran\u00e7a e \u00e0 propriedade, nos termos seguintes:<\/p>\n\n\n\n<p>LI &#8211; nenhum brasileiro ser\u00e1 extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime comum, praticado antes da naturaliza\u00e7\u00e3o, ou de comprovado envolvimento em tr\u00e1fico il\u00edcito de entorpecentes e drogas afins, na forma da lei;<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 13.445\/2017:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 100. Nas hip\u00f3teses em que couber solicita\u00e7\u00e3o de extradi\u00e7\u00e3o execut\u00f3ria, a autoridade competente poder\u00e1 solicitar ou autorizar a transfer\u00eancia de execu\u00e7\u00e3o da pena, desde que observado o princ\u00edpio do&nbsp;non bis in idem&nbsp;.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Sem preju\u00edzo do disposto no&nbsp;Decreto-Lei n\u00ba 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (C\u00f3digo Penal)&nbsp;, a transfer\u00eancia de execu\u00e7\u00e3o da pena ser\u00e1 poss\u00edvel quando preenchidos os seguintes requisitos:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; o condenado em territ\u00f3rio estrangeiro for nacional ou tiver resid\u00eancia habitual ou v\u00ednculo pessoal no Brasil;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; a senten\u00e7a tiver transitado em julgado;<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; a dura\u00e7\u00e3o da condena\u00e7\u00e3o a cumprir ou que restar para cumprir for de, pelo menos, 1 (um) ano, na data de apresenta\u00e7\u00e3o do pedido ao Estado da condena\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p>IV &#8211; o fato que originou a condena\u00e7\u00e3o constituir infra\u00e7\u00e3o penal perante a lei de ambas as partes; e<\/p>\n\n\n\n<p>V &#8211; houver tratado ou promessa de reciprocidade.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-possivel-a-execucao-no-brasil\"><a>1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel a execu\u00e7\u00e3o no Brasil?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeap!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Governo da It\u00e1lia apresentou pedido de transfer\u00eancia de execu\u00e7\u00e3o da pena imposta a brasileiro nato condenado a nove anos de pris\u00e3o por estupro contra uma mulher albanesa, na It\u00e1lia, em 2013.<\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente, pontua-se que o sistema de contenciosidade limitada adotado pelo Brasil em mat\u00e9ria de homologa\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a penal estrangeira impede a rediscuss\u00e3o do m\u00e9rito da a\u00e7\u00e3o penal que resultou na condena\u00e7\u00e3o do cidad\u00e3o brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p>A transfer\u00eancia de execu\u00e7\u00e3o penal \u00e9 instituto processual de coopera\u00e7\u00e3o internacional, previsto em tratados internacionais dos quais o Brasil \u00e9 parte e est\u00e1 positivado na Lei n. 13.445\/2017. Cuida de hip\u00f3tese voltada \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o de pena privativa de liberdade, ap\u00f3s seu regular reconhecimento pelo STJ, que for imposta no exterior a nacionais ou a estrangeiros que aqui tenham resid\u00eancia habitual.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A Constitui\u00e7\u00e3o Federal veda a extradi\u00e7\u00e3o de brasileiro nato, conforme o art. 5\u00ba, LI, o que n\u00e3o impede o deferimento do pedido de coopera\u00e7\u00e3o internacional, que trata de instituto diverso<\/strong>. A homologa\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a estrangeira n\u00e3o consistir\u00e1 na entrega de nacional brasileiro condenado criminalmente para cumprimento de pena em outro pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, o pr\u00f3prio governo brasileiro admitiu o processamento do pedido de transfer\u00eancia de pena, formulado pelo Governo da It\u00e1lia, pois, por meio de tratados internacionais, a rede de prote\u00e7\u00e3o de cidad\u00e3os brasileiros foi fortalecida com a possibilidade de cumprimento de pena no seu pr\u00f3prio pa\u00eds, com isso, al\u00e9m da transfer\u00eancia de execu\u00e7\u00e3o da pena, tamb\u00e9m se possibilita a pr\u00f3pria transfer\u00eancia do preso que cumpre pena fora do territ\u00f3rio nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, n\u00e3o h\u00e1 inconstitucionalidade na transfer\u00eancia de execu\u00e7\u00e3o de pena, porque n\u00e3o h\u00e1 viola\u00e7\u00e3o do n\u00facleo do direito fundamental contido no art. 5\u00ba, LI, da CF. Pelo contr\u00e1rio, h\u00e1 um refor\u00e7o do compromisso internacional do Brasil em adotar instrumentos de coopera\u00e7\u00e3o eficientes para assegurar a efic\u00e1cia da jurisdi\u00e7\u00e3o criminal.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, descabida a interpreta\u00e7\u00e3o segundo a qual se aplicaria a transfer\u00eancia apenas nos casos em que cab\u00edvel a extradi\u00e7\u00e3o, pois praticamente seria letra morta na legisla\u00e7\u00e3o. Naturalmente que o pa\u00eds requerente sempre daria prefer\u00eancia \u00e0 extradi\u00e7\u00e3o, relegando \u00e0 inutilidade a previs\u00e3o de transfer\u00eancia da execu\u00e7\u00e3o. De outro lado, esse modelo de solu\u00e7\u00e3o alternativa est\u00e1 posto em diversos Tratados Internacionais (como as Conven\u00e7\u00f5es de Viena, Palermo e M\u00e9rida), nos quais h\u00e1 previs\u00e3o expressa de transfer\u00eancia da execu\u00e7\u00e3o sempre que a extradi\u00e7\u00e3o for recusada pelo crit\u00e9rio da nacionalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Destaca-se, ainda, que <strong>a negativa em homologar a senten\u00e7a estrangeira geraria a impossibilidade completa de nova persecu\u00e7\u00e3o penal, na medida em que n\u00e3o poder\u00e1 ser novamente processado e julgado pelo mesmo fato que resultou em sua condena\u00e7\u00e3o na It\u00e1lia.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se do instituto do&nbsp;<em>non bis in idem<\/em>, tamb\u00e9m contemplado no art. 100 da Lei n. 13.445\/2017, que assim disp\u00f5e: &#8220;Nas hip\u00f3teses em que couber solicita\u00e7\u00e3o de extradi\u00e7\u00e3o execut\u00f3ria, a autoridade competente poder\u00e1 solicitar ou autorizar a transfer\u00eancia de execu\u00e7\u00e3o da pena, desde que observado o princ\u00edpio do&nbsp;<em>non bis in idem.<\/em>&#8220;.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o tema, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, no HC 171118 de relatoria do ministro Gilmar Mendes, ao interpretar os arts. 5\u00ba, 6\u00ba e 8\u00ba do C\u00f3digo Penal, assentou que a proibi\u00e7\u00e3o da dupla incrimina\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m incide no \u00e2mbito internacional. Assim, no Brasil, n\u00e3o se admite que um cidad\u00e3o seja novamente processado e julgado pelos mesmos fatos que resultaram em sua condena\u00e7\u00e3o definitiva no exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Da mesma forma, o argumento de que a aplica\u00e7\u00e3o da Lei n. 13.445\/2017 violaria o &#8220;princ\u00edpio constitucional da irretroatividade da nova lei penal mais gravosa&#8221; n\u00e3o subsiste ante a natureza jur\u00eddica da coopera\u00e7\u00e3o internacional.<\/p>\n\n\n\n<p>O STF j\u00e1 decidiu que as normas sobre coopera\u00e7\u00e3o internacional em mat\u00e9ria penal n\u00e3o t\u00eam natureza criminal, o que permite a aplica\u00e7\u00e3o imediata conforme art. 6\u00ba da LINDB. Com isso, a norma de coopera\u00e7\u00e3o internacional pode ser &#8220;imediatamente aplic\u00e1vel, seja em benef\u00edcio, seja em preju\u00edzo do extraditando&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a edi\u00e7\u00e3o do art. 100 da Lei n. 13.445\/2017, n\u00e3o h\u00e1 mais d\u00favida acerca da possibilidade da transfer\u00eancia da execu\u00e7\u00e3o da pena, pois houve mitiga\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da territorialidade das penas previsto no art. 9\u00ba do C\u00f3digo Penal. Como o novo instituto veda a propositura de nova a\u00e7\u00e3o penal sobre o mesmo fato no territ\u00f3rio nacional, assegurou-se maior efetividade da jurisdi\u00e7\u00e3o criminal. Reconhece-se, assim, o princ\u00edpio do<em>&nbsp;non bis in idem<\/em>&nbsp;no plano internacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel declarar a nulidade da a\u00e7\u00e3o penal que tramitou na It\u00e1lia por inobserv\u00e2ncia de normas da legisla\u00e7\u00e3o penal e processual brasileira. Nos tratados internacionais celebrados entre o Brasil e a It\u00e1lia, n\u00e3o h\u00e1 norma que imponha o dever de o Poder Judici\u00e1rio italiano aplicar as normas procedimentais brasileiras em processo que apura responsabilidade criminal de brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Sendo assim, a homologa\u00e7\u00e3o da transfer\u00eancia de execu\u00e7\u00e3o da pena ao efetivar a coopera\u00e7\u00e3o internacional, tem o cond\u00e3o de, secundariamente, resguardar os direitos humanos das v\u00edtimas. A homologa\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a n\u00e3o \u00e9 um fim em si mesmo, mas um instrumento efetiva\u00e7\u00e3o dos direitos fundamentais tanto do condenado como da v\u00edtima.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>1.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A transfer\u00eancia da execu\u00e7\u00e3o de pena de brasileiro nato para ser cumprida no Brasil, imposta em outro pa\u00eds, n\u00e3o viola o n\u00facleo do direito fundamental contido no art. 5\u00ba, inciso LI, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-homol-ogacao-de-sentenca-estrangeira-pelo-stj-e-obice-a-propositura-de-acao-de-modificacao-de-guarda-em-territorio-nacional\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Homol<\/a>oga\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a estrangeira pelo STJ e \u00f3bice \u00e0 propositura de a\u00e7\u00e3o de modifica\u00e7\u00e3o de guarda em territ\u00f3rio nacional<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>PROCESSO EM SEGREDO DE JUSTI\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A homologa\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a estrangeira pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a n\u00e3o \u00e9, por si s\u00f3, \u00f3bice \u00e0 propositura de a\u00e7\u00e3o de modifica\u00e7\u00e3o de guarda em territ\u00f3rio nacional quando aqui estabelecidos os menores cujo interesse se discute em ju\u00edzo.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministro Raul Ara\u00fajo, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 5\/3\/2024, DJe 18\/3\/2024. (Info 805 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Ti\u00e3o e Tib\u00farcia pais australiano-brasileiros acordaram l\u00e1 na Austr\u00e1lia (onde viviam) a guarda compartilhada das menores, que haveriam de residir com a genitora em territ\u00f3rio australiano. Todavia, posteriormente, houve o deslocamento desta e das menores para o territ\u00f3rio brasileiro, com autoriza\u00e7\u00e3o paterna, para aqui permanecerem por um ano. Como houve a efetiva inser\u00e7\u00e3o das menores no contexto social e familiar brazuca, passaram a desejar aqui permanecerem definitivamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a comunica\u00e7\u00e3o da homologa\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a estrangeira pelo STJ, bem como da propositura do cumprimento de senten\u00e7a estrangeira perante o ju\u00edzo Federal, o genitor protocolou a\u00e7\u00e3o revisional de acordo de guarda com pedido de tutela antecipada.<\/p>\n\n\n\n<p>*Processo em segredo de justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-a-homologacao-da-sentenca-estrangeira-impede-a-reanalise-da-guarda\"><a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A homologa\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a estrangeira impede a rean\u00e1lise da guarda?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooopss!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao ponto, o STJ entende que homologa\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a estrangeira n\u00e3o \u00e9, por si s\u00f3, \u00f3bice \u00e0 propositura de a\u00e7\u00e3o de modifica\u00e7\u00e3o de guarda em territ\u00f3rio nacional quando aqui estabelecidos os menores cujo interesse se discute em ju\u00edzo.<\/p>\n\n\n\n<p>De outra banda, tamb\u00e9m o fato de uma poss\u00edvel repatria\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as, fundamentada na Conven\u00e7\u00e3o de Haia, n\u00e3o \u00e9 suficiente para se sobrepor \u00e0 jurisdi\u00e7\u00e3o nacional. A respeito dessa quest\u00e3o, a<strong> Quarta Turma j\u00e1 teve oportunidade de firmar o entendimento de que \u00e9 competente o foro de resid\u00eancia dos menores para aprecia\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es relativas a guarda, em casos de modifica\u00e7\u00e3o de pa\u00eds de resid\u00eancia para o Brasil<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A ordem deve ser concedida, a fim de obstar, provis\u00f3ria e transitoriamente, o cumprimento de ordem de busca e apreens\u00e3o das crian\u00e7as, bem como de retorno ao pa\u00eds de origem, at\u00e9 que seja designada e realizada a audi\u00eancia presencial das menores perante a autoridade judicial competente para aprecia\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o de modifica\u00e7\u00e3o de guarda, cabendo a decis\u00e3o \u00e0 inst\u00e2ncia ordin\u00e1ria, em ju\u00edzo exauriente, conforme entender de direito.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A homologa\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a estrangeira pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a n\u00e3o \u00e9, por si s\u00f3, \u00f3bice \u00e0 propositura de a\u00e7\u00e3o de modifica\u00e7\u00e3o de guarda em territ\u00f3rio nacional quando aqui estabelecidos os menores cujo interesse se discute em ju\u00edzo.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-civil\"><a>DIREITO CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-i-legitimidade-do-credor-do-falecido-autor-da-heranca-para-requerer-a-abertura-do-inventario\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (I)Legitimidade do <\/a>credor do falecido (autor da heran\u00e7a) para requerer a abertura do invent\u00e1rio,<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O credor do falecido (autor da heran\u00e7a) tem legitimidade concorrente para requerer a abertura do invent\u00e1rio, conforme o art. 616, VI, do CPC.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no REsp 1.761.773-PR, Rel. Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 4\/3\/2024, DJe 7\/3\/2024. (Info 805 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Geremia faleceu sem deixar herdeiros aparentes. N\u00e3o foi verificada a exist\u00eancia de arrolamento ou invent\u00e1rio em tr\u00e2mite, raz\u00e3o pela qual o credor Craudio requereu a abertura do invent\u00e1rio, uma vez sabedor da exist\u00eancia de bens em nome do falecido.<\/p>\n\n\n\n<p>Para sua surpresa, o juiz extinguiu a a\u00e7\u00e3o por entender que Craudio n\u00e3o teria legitimidade para tanto.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CC:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.997. A heran\u00e7a responde pelo pagamento das d\u00edvidas do falecido; mas, feita a partilha, s\u00f3 respondem os herdeiros, cada qual em propor\u00e7\u00e3o da parte que na heran\u00e7a lhe coube.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1&nbsp;<sup>o&nbsp;<\/sup>Quando, antes da partilha, for requerido no invent\u00e1rio o pagamento de d\u00edvidas constantes de documentos, revestidos de formalidades legais, constituindo prova bastante da obriga\u00e7\u00e3o, e houver impugna\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o se funde na alega\u00e7\u00e3o de pagamento, acompanhada de prova valiosa, o juiz mandar\u00e1 reservar, em poder do inventariante, bens suficientes para solu\u00e7\u00e3o do d\u00e9bito, sobre os quais venha a recair oportunamente a execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2&nbsp;<sup>o&nbsp;<\/sup>No caso previsto no par\u00e1grafo antecedente, o credor ser\u00e1 obrigado a iniciar a a\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a no prazo de trinta dias, sob pena de se tornar de nenhum efeito a provid\u00eancia indicada.<\/p>\n\n\n\n<p>CPC:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 616. T\u00eam, contudo, legitimidade concorrente:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>VI &#8211; o credor do herdeiro, do legat\u00e1rio ou do autor da heran\u00e7a;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-tem-legitimidade\"><a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tem legitimidade?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Mas \u00e9 claro!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A jurisprud\u00eancia do STJ \u00e9 no sentido de que &#8220;<strong>\u00e9 o esp\u00f3lio &#8211; universalidade de bens deixados pelo de cujus &#8211; que, por expressa determina\u00e7\u00e3o legal (arts. 597 do CPC\/73 e 1.997 do CC), responde pelas d\u00edvidas do autor da heran\u00e7a e tem legitimidade passiva para integrar a lide, enquanto ainda n\u00e3o h\u00e1 partilha<\/strong>&#8221; (AgInt no AREsp n. 1.039.064\/PR, Rel. Ministro Raul Ara\u00fajo, Quarta Turma, julgado em 27\/11\/2018, DJe 4\/12\/2018).<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, o credor do falecido (autor da heran\u00e7a) tem legitimidade concorrente para requerer a abertura do invent\u00e1rio, conforme expressamente disp\u00f5e o 616, VI do CPC. Nesse sentido, veja-se: [&#8230;] &#8220;aos credores do autor da heran\u00e7a \u00e9 facultada, antes da partilha dos bens transmitidos, a habilita\u00e7\u00e3o de seus cr\u00e9ditos no ju\u00edzo do invent\u00e1rio ou o ajuizamento de a\u00e7\u00e3o em face do esp\u00f3lio&#8221; (REsp n. 1.367.942\/SP, Rel. Ministro Luis Felipe Salom\u00e3o, Quarta Turma, julgado em 21\/5\/2015, DJe 11\/6\/2015).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>3.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O credor do falecido (autor da heran\u00e7a) tem legitimidade concorrente para requerer a abertura do invent\u00e1rio, conforme o art. 616, VI, do CPC.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-civil\"><a>DIREITO PROCESSUAL CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-a-usencia-de-juntada-da-certidao-de-julgamento-no-momento-da-interposicao-dos-embargos-de-divergencia-como-vicio-insanavel\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A<\/a>us\u00eancia de juntada da certid\u00e3o de julgamento no momento da interposi\u00e7\u00e3o dos embargos de diverg\u00eancia como v\u00edcio insan\u00e1vel.<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>PROCESSO EM SEGREDO DE JUSTI\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A aus\u00eancia de juntada da certid\u00e3o de julgamento no momento da interposi\u00e7\u00e3o dos embargos de diverg\u00eancia constitui v\u00edcio insan\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministra Daniela Teixeira, Terceira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 13\/3\/2024, DJe 18\/3\/2024. (Info 805 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Dr. Creisson, advogado deveras ocupado, interp\u00f4s embargos de diverg\u00eancia, mas, por lapso, deixou de juntar a certid\u00e3o de julgamento no momento da interposi\u00e7\u00e3o do recurso.<\/p>\n\n\n\n<p>O recurso n\u00e3o foi conhecido, o que levou o advogado a questionar a decis\u00e3o sob o fundamento de que se trataria de mera irregularidade ou v\u00edcio san\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Processo sob segredo de justi\u00e7a.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-da-para-consertar\"><a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; D\u00e1 para consertar?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>D\u00e1 nada! J\u00e1 era!<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A jurisprud\u00eancia do STJ \u00e9 firme no sentido de que &#8220;No que diz respeito \u00e0 c\u00f3pia do &#8216;inteiro teor&#8217; dos ac\u00f3rd\u00e3os apontados como paradigmas, a jurisprud\u00eancia da Corte Especial considera que tal documento compreende o relat\u00f3rio, o voto, a ementa\/ac\u00f3rd\u00e3o e a respectiva certid\u00e3o de julgamento&#8221; (AgInt nos EREsp n. 1.903.273\/PR, Corte Especial, Rel. Ministro Luis Felipe Salom\u00e3o, DJe de 16\/5\/2022).<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, a parte, no momento da interposi\u00e7\u00e3o do recurso, n\u00e3o juntou aos autos o inteiro teor dos ac\u00f3rd\u00e3os paradigmas (Relat\u00f3rio, Voto, Ementa\/Ac\u00f3rd\u00e3o e Certid\u00e3o\/Termo de Julgamento), pois ausente a certid\u00e3o de julgamento. Dessa forma, deixou de cumprir regra t\u00e9cnica do presente recurso, o que constitui v\u00edcio substancial insan\u00e1vel. Com efeito, a juntada da ementa e voto na \u00edntegra n\u00e3o supre a necessidade de juntada da certid\u00e3o de julgamento, documento fundamental \u00e0 aferi\u00e7\u00e3o temporal dos requisitos formais de julgamento dos embargos de diverg\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, &#8220;<strong>Conforme pac\u00edfica orienta\u00e7\u00e3o desta Corte a aus\u00eancia de juntada da certid\u00e3o de julgamento no momento da interposi\u00e7\u00e3o dos embargos de diverg\u00eancia constitui v\u00edcio insan\u00e1vel, n\u00e3o se aplicando o art. 932, par\u00e1grafo \u00fanico, do C\u00f3digo de Processo Civil<\/strong>.&#8221; (AgRg nos EREsp n. 1.991.582\/MG, Rel. Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Terceira Se\u00e7\u00e3o, DJe 11\/11\/2022).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A aus\u00eancia de juntada da certid\u00e3o de julgamento no momento da interposi\u00e7\u00e3o dos embargos de diverg\u00eancia constitui v\u00edcio insan\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-transito-em-julgado-da-decisao-que-aprecia-pedido-de-desconsideracao-da-personalidade-juridica-e-preclusao\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tr\u00e2nsito em julgado <\/a>da decis\u00e3o que aprecia pedido de desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica e preclus\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O tr\u00e2nsito em julgado da decis\u00e3o que aprecia pedido de desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica torna a quest\u00e3o preclusa para as partes da rela\u00e7\u00e3o processual, inviabilizando a dedu\u00e7\u00e3o de novo requerimento com base na mesma causa de pedir.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.123.732-MT, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 19\/3\/2024, DJe 21\/3\/2024. (Info 805 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Tadeu ajuizou a\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios advocat\u00edcios em face de VG Agropecu\u00e1ria. Em determinado momento processual, requereu a desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica da empresa devedora, o que foi indeferido pelo ju\u00edzo.<\/p>\n\n\n\n<p>Algum tempo depois, requereu novamente a desconsidera\u00e7\u00e3o, com base na mesma causa de pedir. O ju\u00edzo entendeu que a quest\u00e3o estaria preclusa, em raz\u00e3o do tr\u00e2nsito em julgado sobre o tema.<\/p>\n\n\n\n<p>Incans\u00e1vel, Tadeu interp\u00f4s recurso no qual sustenta que n\u00e3o houve forma\u00e7\u00e3o de coisa julgada na hip\u00f3tese, uma vez que tal qualidade n\u00e3o se aplica a decis\u00f5es interlocut\u00f3rias, sejam de m\u00e9rito ou n\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-gera-preclusao\"><a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Gera preclus\u00e3o?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>E n\u00e3o se fala mais nisso!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia em definir se o tr\u00e2nsito em julgado de decis\u00e3o que indefere pedido de desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica obsta que outro incidente dessa natureza seja apresentado no curso da mesma execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A aplica\u00e7\u00e3o da consequ\u00eancia jur\u00eddica adequada \u00e0 situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica dos autos (preclus\u00e3o consumativa) n\u00e3o altera a conclus\u00e3o do ac\u00f3rd\u00e3o recorrido no sentido da impossibilidade de se examinar novamente o pedido de desconsidera\u00e7\u00e3o<\/strong>. Isso porque, os fundamentos que deram suporte ao primeiro pedido de desconsidera\u00e7\u00e3o s\u00e3o os mesmos que foram novamente levados \u00e0 considera\u00e7\u00e3o do ju\u00edzo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda que tenha sido autuado em apartado, o pedido de desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica da devedora foi deduzido no curso da mesma a\u00e7\u00e3o executiva e com fundamento em id\u00eantica causa de pedir.<\/p>\n\n\n\n<p>O tr\u00e2nsito em julgado da decis\u00e3o que apreciou o primeiro pedido de desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica tornou a quest\u00e3o preclusa na presente rela\u00e7\u00e3o processual (execu\u00e7\u00e3o), inviabilizando, assim, o exame do novo requerimento formulado pelo exequente.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O tr\u00e2nsito em julgado da decis\u00e3o que aprecia pedido de desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica torna a quest\u00e3o preclusa para as partes da rela\u00e7\u00e3o processual, inviabilizando a dedu\u00e7\u00e3o de novo requerimento com base na mesma causa de pedir.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-inadimplemento-do-devedor-fiduciante-e-consequencia-para-os-direitos-aquisitivos-derivados-da-aquisicao-do-imovel-alienado-fiduciariamente\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Inadimplemento do devedor fiduciante e consequ\u00eancia para os direitos<\/a> aquisitivos derivados da aquisi\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel alienado fiduciariamente<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os direitos aquisitivos derivados da aquisi\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel alienado fiduciariamente (art. 835, XII, do CPC) desaparecem com a consolida\u00e7\u00e3o da propriedade em favor do credor fiduci\u00e1rio, ante o inadimplemento do devedor fiduciante.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.835.431-SP, Rel. Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 19\/3\/2024, DJe 21\/3\/2024. (Info 805 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>6.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>W2 Ltda ajuizou a\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o em face de Olive Sharp. No curso da a\u00e7\u00e3o, o ju\u00edzo deferiu o pedido de penhora sobre os direitos que Olive possu\u00eda sobre im\u00f3vel por ela dado em aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria em garantia \u00e0 CEF. Contra essa decis\u00e3o interlocut\u00f3ria, a CEF interp\u00f4s agravo de instrumento sustentando que a penhora deveria ser levantada pois, em virtude da inadimpl\u00eancia de Olive, foi-lhe consolidada a propriedade do bem.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 835. A penhora observar\u00e1, preferencialmente, a seguinte ordem:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>XII &#8211; direitos aquisitivos derivados de promessa de compra e venda e de aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria em garantia;<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 9.514\/1997:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 27. Consolidada a propriedade em seu nome, o fiduci\u00e1rio promover\u00e1 leil\u00e3o p\u00fablico para a aliena\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel, no prazo de 60 (sessenta) dias, contado da data do registro de que trata o \u00a7 7\u00ba do art. 26 desta Lei.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-como-que-fica-a-penhora\"><a>6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Como que fica a penhora?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>N\u00e3o fica&#8230;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia em saber se a consolida\u00e7\u00e3o da propriedade pelo credor fiduci\u00e1rio extingue o direito do devedor fiduciante \u00e0 mencionada aquisi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, em observ\u00e2ncia ao que disp\u00f5e o art. 835, XII, do CPC, a penhora se deu sobre os direitos aquisitivos derivados da aquisi\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel alienado fiduciariamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Todavia, <strong>uma vez executada a garantia e consolidada a propriedade em favor do credor fiduci\u00e1rio, n\u00e3o mais subsistem aqueles direitos aquisitivos, pois a situa\u00e7\u00e3o equivale ao perecimento ou desaparecimento da coisa submetida ao gravame, que n\u00e3o mais pode subsistir<\/strong>. Isso porque a penhora \u00e9 ato de apreens\u00e3o e dep\u00f3sito de um bem, que passa a responder pelo d\u00e9bito.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo, se essa afeta\u00e7\u00e3o n\u00e3o mais se faz poss\u00edvel, porque a propriedade do bem legalmente mudou de m\u00e3os pelo inadimplemento da compra e venda com garantia fiduci\u00e1ria, n\u00e3o mais se pode prosseguir na sua aliena\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A penhora em favor do credor exequente n\u00e3o tem for\u00e7a para impedir a consolida\u00e7\u00e3o da propriedade em favor do credor fiduci\u00e1rio<\/strong>, consoante o art. 27 da a Lei n. 9.514\/1997. A solu\u00e7\u00e3o ent\u00e3o passa pela substitui\u00e7\u00e3o da penhora, medida que \u00e9 permitida pelo C\u00f3digo de Processo Civil (arts. 847 a 849), mediante sua transfer\u00eancia para outros bens (art. 850) ou at\u00e9 nova ou segunda penhora (art. 851).<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, resta apenas a substitui\u00e7\u00e3o do bem penhorado, com lavratura de novo termo, consoante disp\u00f5e o art. 849 do C\u00f3digo de Processo Civil no saldo que eventualmente restar do produto da venda pelo fiduciante. A subsist\u00eancia do gravame apenas servir\u00e1 como mero complicador na futura transfer\u00eancia ao adquirente do bem em leil\u00e3o, dificultando a pr\u00e1tica a sua formaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>6.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Os direitos aquisitivos derivados da aquisi\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel alienado fiduciariamente (art. 835, XII, do CPC) desaparecem com a consolida\u00e7\u00e3o da propriedade em favor do credor fiduci\u00e1rio, ante o inadimplemento do devedor fiduciante.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-empresarial\"><a>DIREITO EMPRESARIAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-eficacia-da-clausula-que-estende-a-novacao-aos-coobrigados-oriunda-da-aprovacao-do-plano-de-recuperacao-judicial-da-devedora-principal-em-relacao-aos-credores-ausentes-da-assembleia-geral-aos-que-se-abstiveram-de-votar-ou-se-posicionaram-contra-tal-disposicao\"><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Efic\u00e1cia da <\/a>cl\u00e1usula que estende a nova\u00e7\u00e3o aos coobrigados, oriunda da aprova\u00e7\u00e3o do plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial da devedora principal, em rela\u00e7\u00e3o aos credores ausentes da assembleia geral, aos que se abstiveram de votar ou se posicionaram contra tal disposi\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DECLARAT\u00d3RIOS NO CONFLITO DE COMPET\u00caNCIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A cl\u00e1usula que estende a nova\u00e7\u00e3o aos coobrigados, oriunda da aprova\u00e7\u00e3o do plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial da devedora principal, n\u00e3o \u00e9 eficaz em rela\u00e7\u00e3o aos credores ausentes da assembleia geral, aos que abstiveram-se de votar ou se posicionaram contra tal disposi\u00e7\u00e3o, restando intactas, para esses, as garantias de seu cr\u00e9dito e seu direito de execu\u00e7\u00e3o fora do \u00e2mbito da recupera\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt nos EDcl no CC 172.379-PE, Rel. Ministro Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 5\/3\/2024, DJe 7\/3\/2024. (Info 805 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>7.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Durante a recupera\u00e7\u00e3o judicial da empresa Bonanza, o Ju\u00edzo de Direito da Vara C\u00edvel de S\u00e3o Paulo&nbsp;(SP)&nbsp;declarou a inefic\u00e1cia de cl\u00e1usula do plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial homologado pelo Ju\u00edzo de Direito da Vara C\u00edvel da Comarca de Caruaru (PE).<\/p>\n\n\n\n<p>A cl\u00e1usula em quest\u00e3o previa a extens\u00e3o da nova\u00e7\u00e3o aos coobrigados, oriunda da aprova\u00e7\u00e3o do plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial da devedora principal, fato que levou os credores ausentes a questionarem sua legalidade.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei de Fal\u00eancias e Recupera\u00e7\u00e3o Judicial:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 6\u00ba A decreta\u00e7\u00e3o da fal\u00eancia ou o deferimento do processamento da recupera\u00e7\u00e3o judicial implica:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I &#8211; suspens\u00e3o do curso da prescri\u00e7\u00e3o das obriga\u00e7\u00f5es do devedor sujeitas ao regime desta Lei;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>II &#8211; suspens\u00e3o das execu\u00e7\u00f5es ajuizadas contra o devedor, inclusive daquelas dos credores particulares do s\u00f3cio solid\u00e1rio, relativas a cr\u00e9ditos ou obriga\u00e7\u00f5es sujeitos \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o judicial ou \u00e0 fal\u00eancia:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>III &#8211; proibi\u00e7\u00e3o de qualquer forma de reten\u00e7\u00e3o, arresto, penhora, sequestro, busca e apreens\u00e3o e constri\u00e7\u00e3o judicial ou extrajudicial sobre os bens do devedor, oriunda de demandas judiciais ou extrajudiciais cujos cr\u00e9ditos ou obriga\u00e7\u00f5es sujeitem-se \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o judicial ou \u00e0 fal\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 49. Est\u00e3o sujeitos \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o judicial todos os cr\u00e9ditos existentes na data do pedido, ainda que n\u00e3o vencidos.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 1\u00ba Os credores do devedor em recupera\u00e7\u00e3o judicial conservam seus direitos e privil\u00e9gios contra os coobrigados, fiadores e obrigados de regresso.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-a-clausula-e-eficaz-em-relacao-a-todo-os-credores\"><a>7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A cl\u00e1usula \u00e9 eficaz em rela\u00e7\u00e3o a todo os credores<\/a>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooopss!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a \u00e9 firme no sentido de que as cl\u00e1usulas que estenderam a nova\u00e7\u00e3o, oriunda da recupera\u00e7\u00e3o judicial do devedor principal, aos coobrigados e avalistas n\u00e3o alcan\u00e7a o credor que n\u00e3o estava presente na assembleia geral de credores que aprovou o plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial homologado pelo ju\u00edzo universal, restando intactas as garantias de seu cr\u00e9dito e seu direito de execu\u00e7\u00e3o fora do \u00e2mbito da recupera\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A anu\u00eancia do titular da garantia real \u00e9 indispens\u00e1vel na hip\u00f3tese em que o plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial prev\u00ea a sua supress\u00e3o ou substitui\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, em que a empresa credora da execu\u00e7\u00e3o individual em curso n\u00e3o estava presente na assembleia geral de credores, as cl\u00e1usulas que estenderam a nova\u00e7\u00e3o aos coobrigados e avalistas n\u00e3o lhe alcan\u00e7am, restando intactas as garantias de seu cr\u00e9dito e seu direito de execu\u00e7\u00e3o contra os garantidores da d\u00edvida, fora do \u00e2mbito da recupera\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, n\u00e3o se suspende a execu\u00e7\u00e3o individual contra os garantidores da empresa em recupera\u00e7\u00e3o, nos termos do art. 6\u00ba c\/c o art. 49, \u00a7 1\u00ba, da Lei de Fal\u00eancias e Recupera\u00e7\u00e3o Judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>O STJ consagrou na S\u00famula n. 581\/STJ o entendimento segundo o qual &#8220;A recupera\u00e7\u00e3o judicial do devedor principal n\u00e3o impede o prosseguimento das a\u00e7\u00f5es e execu\u00e7\u00f5es ajuizadas contra terceiros devedores solid\u00e1rios ou coobrigados em geral, por garantia cambial, real ou fidejuss\u00f3ria&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Tal entendimento se compatibiliza com enunciado da S\u00famula n. 480\/STJ que j\u00e1 apregoava que &#8220;O ju\u00edzo da recupera\u00e7\u00e3o judicial n\u00e3o \u00e9 competente para decidir sobre a constri\u00e7\u00e3o de bens n\u00e3o abrangidos pelo plano de recupera\u00e7\u00e3o da empresa&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>7.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A cl\u00e1usula que estende a nova\u00e7\u00e3o aos coobrigados, oriunda da aprova\u00e7\u00e3o do plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial da devedora principal, n\u00e3o \u00e9 eficaz em rela\u00e7\u00e3o aos credores ausentes da assembleia geral, aos que abstiveram-se de votar ou se posicionaram contra tal disposi\u00e7\u00e3o, restando intactas, para esses, as garantias de seu cr\u00e9dito e seu direito de execu\u00e7\u00e3o fora do \u00e2mbito da recupera\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-des-necessidade-da-apresentacao-as-certidoes-de-regularidade-fiscal-como-condicao-para-a-homologacao-do-plano-de-recuperacao-judicial\"><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Des)Necessidade da apresenta\u00e7\u00e3o <\/a>as certid\u00f5es de regularidade fiscal como condi\u00e7\u00e3o para a homologa\u00e7\u00e3o do plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Considerando-se a nova disciplina adequada a oportunizar, no contexto da recupera\u00e7\u00e3o judicial, o equacionamento tamb\u00e9m das d\u00edvidas fiscais do empres\u00e1rio e da sociedade empres\u00e1ria, infere-se que a partir da entrada em vigor da Lei n. 14.112\/2020 torna-se exig\u00edvel a apresenta\u00e7\u00e3o das certid\u00f5es de regularidade fiscal como condi\u00e7\u00e3o para a homologa\u00e7\u00e3o do plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial, nos termos dos arts. 57 da Lei n. 11.101\/2005 e 191-A do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.955.325-PE, Rel. Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 12\/3\/2024. (Info 805 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>8.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Brokening Ltda requereu recupera\u00e7\u00e3o judicial. Ao receber a inicial, o ju\u00edzo intimou a parte para apresentar as certid\u00f5es de regularidade fiscal como condi\u00e7\u00e3o para a homologa\u00e7\u00e3o do plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial, o que n\u00e3o foi cumprido e levou ao indeferimento do pedido.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformada, Brokening interp\u00f4s recurso no qual alega que o fato de ter ajuizado a a\u00e7\u00e3o antes da exig\u00eancia trazida pela vig\u00eancia da Lei 14.122\/2020 a isentaria da obrigatoriedade de apresentar as mencionadas certid\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CTN:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 155-A. O parcelamento ser\u00e1 concedido na forma e condi\u00e7\u00e3o estabelecidas em lei espec\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 11.101\/2005:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 52. Estando em termos a documenta\u00e7\u00e3o exigida no art. 51 desta Lei, o juiz deferir\u00e1 o processamento da recupera\u00e7\u00e3o judicial e, no mesmo ato:<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; determinar\u00e1 a dispensa da apresenta\u00e7\u00e3o de certid\u00f5es negativas para que o devedor exer\u00e7a suas atividades, observado o disposto no&nbsp;\u00a7 3\u00ba do art. 195 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal&nbsp;e no art. 69 desta Lei;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-necessaria-a-apresentacao-das-certidoes\"><a>8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Necess\u00e1ria a apresenta\u00e7\u00e3o das certid\u00f5es?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Com certeza!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Lei n. 14.112\/2020, que, a pretexto de introduzir nova disciplina acerca do parcelamento para empres\u00e1rios ou sociedades empres\u00e1rias em recupera\u00e7\u00e3o judicial, trouxe diversas medidas que objetivam facilitar a reorganiza\u00e7\u00e3o da empresa recuperanda no que toca aos d\u00e9bitos tribut\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Vale anotar, ainda, que n\u00e3o se constata a contradi\u00e7\u00e3o insuper\u00e1vel entre as proposi\u00e7\u00f5es consubstanciadas no princ\u00edpio da preserva\u00e7\u00e3o da empresa e o interesse p\u00fablico no recebimento das d\u00edvidas fiscais. Contrariamente, no microssistema em que se estrutura o direito recuperacional, o legislador sup\u00f5e que a preserva\u00e7\u00e3o da empresa deve coexistir com o interesse social na arrecada\u00e7\u00e3o dos ativos fiscais, por n\u00e3o constitu\u00edrem enunciados antit\u00e9ticos.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso de n\u00e3o atendimento \u00e0 decis\u00e3o que determinar a comprova\u00e7\u00e3o da regularidade fiscal, a solu\u00e7\u00e3o compat\u00edvel com a disciplina legal \u00e9 a suspens\u00e3o do processo. Essa medida promove a descontinuidade dos efeitos favor\u00e1veis \u00e0 recuperada, como a suspens\u00e3o das execu\u00e7\u00f5es em seu desfavor e dos pedidos de fal\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s d\u00edvidas fiscais estaduais e municipais, a exig\u00eancia da apresenta\u00e7\u00e3o das certid\u00f5es de regularidade fiscal como condi\u00e7\u00e3o para a homologa\u00e7\u00e3o do plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial depende da edi\u00e7\u00e3o de lei espec\u00edfica acerca do parcelamento dos tributos de sua respectiva compet\u00eancia<\/strong>, observando-se que o art. 155-A do CTN.<\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente, o Relator prop\u00f4s a inaplicabilidade da nova disciplina aos processos de recupera\u00e7\u00e3o judicial ajuizados antes da vig\u00eancia da Lei n. 14.112\/2020. Ao longo dos debates, em prest\u00edgio \u00e0 Colegialidade, o Relator se associou ao entendimento da Turma no sentido de que, no caso em quest\u00e3o, prevalece a disciplina anterior, porquanto a decis\u00e3o homologat\u00f3ria foi proferida sob a vig\u00eancia da Lei n. 13.043\/2014.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, a jurisprud\u00eancia do STJ, ao interpretar o art. 52, II, da Lei n. 11.101\/2005, em sua reda\u00e7\u00e3o original, orientou-se no sentido de mitigar o rigor da restri\u00e7\u00e3o imposta pela norma, dispensando, inclusive, a apresenta\u00e7\u00e3o de certid\u00f5es para a contrata\u00e7\u00e3o com o Poder P\u00fablico ou para o recebimento de benef\u00edcios ou incentivos fiscais ou credit\u00edcios, a fim de possibilitar a preserva\u00e7\u00e3o da unidade econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>8.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Considerando-se a nova disciplina adequada a oportunizar, no contexto da recupera\u00e7\u00e3o judicial, o equacionamento tamb\u00e9m das d\u00edvidas fiscais do empres\u00e1rio e da sociedade empres\u00e1ria, infere-se que a partir da entrada em vigor da Lei n. 14.112\/2020 torna-se exig\u00edvel a apresenta\u00e7\u00e3o das certid\u00f5es de regularidade fiscal como condi\u00e7\u00e3o para a homologa\u00e7\u00e3o do plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial, nos termos dos arts. 57 da Lei n. 11.101\/2005 e 191-A do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-tributario\"><a>DIREITO TRIBUT\u00c1RIO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-extensao-do-i-nstituto-da-substituicao-tributaria-do-comerciante-varejista-ao-comerciante-atacadista\"><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Extens\u00e3o do i<\/a>nstituto da substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria do &#8220;comerciante varejista&#8221; ao &#8220;comerciante atacadista&#8221;<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O art. 29 da Lei n. 10.865\/2004, ao permitir que o instituto da substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria do &#8220;comerciante varejista&#8221; tamb\u00e9m fosse aplicado ao &#8220;comerciante atacadista&#8221; n\u00e3o operou dentro do sentido e alcance das leis anteriores, de modo que n\u00e3o h\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o de interpreta\u00e7\u00e3o para fins de aplica\u00e7\u00e3o retroativa da norma.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.515.500-RS, Rel. Ministro Benedito Gon\u00e7alves, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 12\/3\/2024, DJe 19\/3\/2024(Info 805 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>9.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Atacadex S.A., com\u00e9rcio atacadista, ajuizou a\u00e7\u00e3o por meio da qual requereu que fosse declarado o direito \u00e0 substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria nos mesmos moldes da Lei n. 10.865\/2004, aplicando-se-lhe o previsto na legisla\u00e7\u00e3o ao comerciante varejista.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, a Fazenda Nacional que a Lei n. 10.865\/2004 n\u00e3o tem nada de interpretativa, tratando-se de novo tratamento normativo. Logo, n\u00e3o se poderia aplicar o fen\u00f4meno da retroatividade da lei tribut\u00e1ria interpretativa ao caso.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>9.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 106. A lei aplica-se a ato ou fato pret\u00e9rito:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, exclu\u00edda a aplica\u00e7\u00e3o de penalidade \u00e0 infra\u00e7\u00e3o dos dispositivos interpretados;<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 10.865\/2004:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 29. As disposi\u00e7\u00f5es do&nbsp;art. 3\u00ba da Lei Complementar n\u00ba 70, de 30 de dezembro de 1991,&nbsp;do&nbsp;art. 5\u00ba da Lei n\u00ba 9.715, de 25 de novembro de 1998,&nbsp;e do&nbsp;art. 53 da Lei n\u00ba 9.532, de 10 de dezembro de 1997,&nbsp;alcan\u00e7am tamb\u00e9m o comerciante atacadista.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-interpretacao-ou-novo-tratamento-legal\"><a>9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Interpreta\u00e7\u00e3o ou novo tratamento legal<\/a>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Tudo novinho em folha!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Controverte-se, neste caso concreto, acerca da caracteriza\u00e7\u00e3o de uma norma jur\u00eddica como sendo, ou n\u00e3o, expressamente interpretativa, para efeitos do art. 106, I, do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN), e, portanto, da sua incid\u00eancia sobre fatos anteriores \u00e0 respectiva vig\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Em s\u00edntese, existem duas normas a serem analisadas: (a) a norma que teria sido objeto de interpreta\u00e7\u00e3o; (b) e a norma expressamente interpretativa. A norma que teria sido objeto de interpreta\u00e7\u00e3o est\u00e1 contida nos artigos 3\u00ba e 5\u00ba da Lei Complementar n. 70\/1991 e da Lei n. 9.715\/1998, respectivamente. O primeiro deles est\u00e1 assim transcrito: &#8220;A base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o mensal devida pelos fabricantes de cigarros, na condi\u00e7\u00e3o de contribuintes e de substitutos dos comerciantes varejistas, ser\u00e1 obtida multiplicando-se o pre\u00e7o de venda do produto no varejo por cento e dezoito por cento.&#8221; O texto da Lei 9.715\/1998 possui mesmo conte\u00fado normativo e reda\u00e7\u00e3o semelhante.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a norma expressamente interpretativa seria a contida no artigo 29 da Lei 10.865\/2004, cuja reda\u00e7\u00e3o \u00e9 a seguinte: &#8220;As disposi\u00e7\u00f5es do art. 3\u00ba da Lei Complementar n. 70, de 30 de dezembro de 1991, do art. 5\u00ba da Lei n. 9.715, de 25 de novembro de 1998, e do art. 53 da Lei n. 9.532, de 10 de dezembro de 1997, alcan\u00e7am tamb\u00e9m o comerciante atacadista.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, o art. 106, I, do CTN prev\u00ea que: &#8220;A lei aplica-se a ato ou fato pret\u00e9rito [&#8230;] em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, exclu\u00edda a aplica\u00e7\u00e3o de penalidade [&#8230;]. Assim, de acordo com a jurisprud\u00eancia deste Superior Tribunal de Justi\u00e7a: &#8220;A aplica\u00e7\u00e3o retroativa da legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria encontra os seus limites delineados no art. 106, do CTN, que prev\u00ea a possibilidade de retroa\u00e7\u00e3o, quando se tratar de lei expressamente interpretativa, ou, ben\u00e9fica em prol do contribuinte, nos casos n\u00e3o definitivamente julgados, quando a lei deixa de definir o ato como infra\u00e7\u00e3o, ou deixa de trat\u00e1-lo como contr\u00e1rio a qualquer exig\u00eancia de a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o, desde que n\u00e3o tenha sido fraudulento e n\u00e3o tenha implicado em falta de pagamento de tributo, ou comina penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo de sua pr\u00e1tica&#8221; (AgRg no Ag n. 442.007\/RJ, relator Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 10\/2\/2004, DJ de 1\/3\/2004, p. 125).<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, ao permitir que o instituto da substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria do &#8220;comerciante varejista&#8221; tamb\u00e9m fosse aplicado ao &#8220;comerciante atacadista&#8221;, a Lei n. 10.865\/2004 n\u00e3o operou dentro do sentido e alcance das leis anteriores, de modo que n\u00e3o se restringiu ao desvelamento da pret\u00e9rita normatividade. Na hip\u00f3tese h\u00e1 uma substancial diferen\u00e7a entre os conceitos de comerciante varejista e atacadista, n\u00e3o cabendo, pela via da interpreta\u00e7\u00e3o normativa, a equipara\u00e7\u00e3o entre os termos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A legisla\u00e7\u00e3o posterior, portanto, operou em alargamento do alcance da normatividade das leis pret\u00e9ritas, vez que n\u00e3o se pode extrair da express\u00e3o &#8220;comerciante varejista&#8221; o &#8220;comerciante atacadista&#8221;,<\/strong> uma vez que as modalidades de venda no atacado e varejo s\u00e3o distintas, com caracter\u00edsticas e p\u00fablicos espec\u00edficos, sendo a primeira caracterizada pela oferta de produtos em grandes quantidades, geralmente para revenda, e a segunda pela oferta em menor quantidade, direcionada ao consumidor final.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>9.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O art. 29 da Lei n. 10.865\/2004, ao permitir que o instituto da substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria do &#8220;comerciante varejista&#8221; tamb\u00e9m fosse aplicado ao &#8220;comerciante atacadista&#8221; n\u00e3o operou dentro do sentido e alcance das leis anteriores, de modo que n\u00e3o h\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o de interpreta\u00e7\u00e3o para fins de aplica\u00e7\u00e3o retroativa da norma.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-ambiental\"><a>DIREITO AMBIENTAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-nbsp-des-necessidade-da-prova-tecnica-para-a-comprovacao-do-efetivo-dano-ambiental-quando-o-reconhecimento-do-dever-de-reparacao-ambiental-no-caso-de-despejo-irregular-de-esgoto\"><a>10.&nbsp; (Des)Necessidade da prova t\u00e9cnica <\/a>para a comprova\u00e7\u00e3o do efetivo dano ambiental quando o reconhecimento do dever de repara\u00e7\u00e3o ambiental, no caso de despejo irregular de esgoto.<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A aus\u00eancia de prova t\u00e9cnica para a comprova\u00e7\u00e3o do efetivo dano ambiental n\u00e3o inviabiliza o reconhecimento do dever de repara\u00e7\u00e3o ambiental, no caso de despejo irregular de esgoto.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.065.347-PE, Rel. Ministro Francisco Falc\u00e3o, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 27\/2\/2024. (Info 805 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>10.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Shoainarai Ltda, empresa do ramo de limpeza, foi condenada pelo lan\u00e7amento irregular de esgoto e seus dejetos, sem qualquer tratamento, em \u00e1rea situada sobre a muralha de arrecifes, que guarnece o estu\u00e1rio de um rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformada, a empresa interp\u00f4s recurso no qual alega a impossibilidade de condena\u00e7\u00e3o ao dever de repara\u00e7\u00e3o ambiental ante a falta de realiza\u00e7\u00e3o de prova t\u00e9cnica no processo para a comprova\u00e7\u00e3o de efetivo dano.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>10.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>10.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CF\/1988:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 225. Todos t\u00eam direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial \u00e0 sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder P\u00fablico e \u00e0 coletividade o dever de defend\u00ea-lo e preserv\u00e1- lo para as presentes e futuras gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 6938\/1981:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 14 &#8211; Sem preju\u00edzo das penalidades definidas pela legisla\u00e7\u00e3o federal, estadual e municipal, o n\u00e3o cumprimento das medidas necess\u00e1rias \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o ou corre\u00e7\u00e3o dos inconvenientes e danos causados pela degrada\u00e7\u00e3o da qualidade ambiental sujeitar\u00e1 os transgressores:<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1\u00ba Sem obstar a aplica\u00e7\u00e3o das penalidades previstas neste artigo, \u00e9 o poluidor obrigado, independentemente da exist\u00eancia de culpa, a indenizar ou reparar os danos causados ao meio ambiente e a terceiros, afetados por sua atividade. O Minist\u00e9rio P\u00fablico da Uni\u00e3o e dos Estados ter\u00e1 legitimidade para propor a\u00e7\u00e3o de responsabilidade civil e criminal, por danos causados ao meio ambiente.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-necessaria-prova-tecnica\"><a>10.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Necess\u00e1ria prova t\u00e9cnica?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooopsss!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia em discuss\u00e3o remete-se a definir a exist\u00eancia de responsabilidade ambiental ou n\u00e3o, em raz\u00e3o do lan\u00e7amento irregular de esgoto em \u00e1rea pr\u00f3xima a localiza\u00e7\u00e3o de arrecifes, quando ausente prova t\u00e9cnica para comprova\u00e7\u00e3o do efetivo dano ambiental.<\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente, cumpre ressaltar que, <strong>embora n\u00e3o haja um conceito singular positivado de dano ambiental, o &#8220;bem ambiental&#8221; \u00e9 tutelado diretamente pela CF\/1988, que, em seu artigo 225, estabelece a obriga\u00e7\u00e3o espec\u00edfica de manuten\u00e7\u00e3o da qualidade ambiental, n\u00e3o apenas para o poder p\u00fablico, mas, em igual medida, tamb\u00e9m a toda a coletividade<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>O Pnama (Lei n. 6938\/1981), por sua vez, trata de degrada\u00e7\u00e3o da qualidade ambiental e da polui\u00e7\u00e3o, respectivamente, em seu artigo 3\u00ba, incisos II e IV, definindo como poluidor aquele que causa degrada\u00e7\u00e3o da qualidade ambiental, assim conceituada como uma altera\u00e7\u00e3o adversa das caracter\u00edsticas do meio ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, o citado diploma normativo, em seu art. 14, par\u00e1grafo 1\u00ba, estabelece que os poluidores, ou seja, todos aqueles que, direta ou indiretamente, causem uma altera\u00e7\u00e3o adversa das caracter\u00edsticas do meio ambiente, s\u00e3o respons\u00e1veis pela repara\u00e7\u00e3o do dano ambiental, independentemente da exist\u00eancia de culpa. Observa-se, portanto, que a responsabilidade civil por danos ambientais decorre do princ\u00edpio do poluidor-pagador, em que o poluidor, que internaliza os lucros, n\u00e3o pode socializar a degrada\u00e7\u00e3o, devendo, assim, responder por ela.<\/p>\n\n\n\n<p>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a entende ainda que o princ\u00edpio da precau\u00e7\u00e3o pressup\u00f5e a invers\u00e3o do \u00f4nus probat\u00f3rio, competindo a quem supostamente promoveu o dano ambiental, comprovar que n\u00e3o o causou ou que a subst\u00e2ncia lan\u00e7ada ao meio ambiente n\u00e3o lhe era potencialmente lesiva (REsp n. 1.060.753\/SP, relatora Ministra Eliana Calmon, Segunda Turma, julgado em 1\/12\/2009, DJe de 14\/12\/2009). Desse modo, existindo uma desconfian\u00e7a, ou seja, um risco de que determinada atividade possa gerar um dano ao meio ambiente ou \u00e0 sa\u00fade humana, deve-se considerar que esta atividade acarreta sim este dano. Precedentes: REsp n. 1.454.281\/MG, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 16\/8\/2016, DJe de 9\/9\/2016; e REsp n. 1.049.822\/RS, relator Ministro Francisco Falc\u00e3o, Primeira Turma, julgado em 23\/4\/2009, DJe de 18\/5\/2009.<\/p>\n\n\n\n<p>Na hip\u00f3tese dos autos, houve a constata\u00e7\u00e3o pelo Tribunal de origem do lan\u00e7amento irregular de esgoto e seus dejetos, sem qualquer tratamento, em \u00e1rea situada sobre a muralha de arrecifes, que guarnece o estu\u00e1rio de um rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, diante dos princ\u00edpios da precau\u00e7\u00e3o e da preven\u00e7\u00e3o e dado o alto grau de risco que a atividade de despejo de dejetos, por meio do lan\u00e7amento irregular de esgoto &#8211; sem qualquer tratamento e em \u00e1rea pr\u00f3xima a localiza\u00e7\u00e3o de arrecifes &#8211; representa para o meio ambiente, a aus\u00eancia de prova t\u00e9cnica pela parte autora n\u00e3o inviabilizada o reconhecimento do dever de repara\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a><\/a><a><\/a><a>10.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A aus\u00eancia de prova t\u00e9cnica para a comprova\u00e7\u00e3o do efetivo dano ambiental n\u00e3o inviabiliza o reconhecimento do dever de repara\u00e7\u00e3o ambiental, no caso de despejo irregular de esgoto.<a><\/a><a><\/a><\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-do-consumidor\"><a>DIREITO DO CONSUMIDOR<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-nbsp-dever-da-operadora-de-plano-de-saude-de-custear-o-transporte-sempre-que-por-indisponibilidade-ou-inexistencia-de-prestador-no-municipio-de-demanda-pertencente-a-area-geografica-de-abrangencia-do-produto-o-beneficiario-for-obrigado-a-se-deslocar-para-municipio-nao-limitrofe\"><a>11.&nbsp; Dever da operadora<\/a> de plano de sa\u00fade de custear o transporte sempre que, por indisponibilidade ou inexist\u00eancia de prestador no munic\u00edpio de demanda, pertencente \u00e0 \u00e1rea geogr\u00e1fica de abrang\u00eancia do produto, o benefici\u00e1rio for obrigado a se deslocar para munic\u00edpio n\u00e3o lim\u00edtrofe<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A operadora de plano de sa\u00fade tem a obriga\u00e7\u00e3o de custear o transporte sempre que, por indisponibilidade ou inexist\u00eancia de prestador no munic\u00edpio de demanda, pertencente \u00e0 \u00e1rea geogr\u00e1fica de abrang\u00eancia do produto, o benefici\u00e1rio for obrigado a se deslocar para munic\u00edpio n\u00e3o lim\u00edtrofe \u00e0quele para a realiza\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o ou procedimento de sa\u00fade contratado.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.112.090-SP, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 19\/3\/2024, DJe 22\/3\/2024. (Info 805 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>11.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Crementino, benefici\u00e1rio do plano de sa\u00fade HardBread foi diagnosticado com doen\u00e7a que exige um tratamento altamente espec\u00edfico e inexistente na regi\u00e3o de sua resid\u00eancia. O plano de sa\u00fade providenciou ent\u00e3o a oferta do servi\u00e7o em outro munic\u00edpio, fora da \u00e1rea geogr\u00e1fica da abrang\u00eancia do produto, mas recusou-se a custear o transporte do rapaz.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformado, Crementino ajuizou a\u00e7\u00e3o na qual sustenta a obrigatoriedade do custeio em quest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>11.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>11.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 9.656\/1998:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Art.&nbsp;16.&nbsp;&nbsp;Dos contratos, regulamentos ou condi\u00e7\u00f5es gerais dos produtos de que tratam o inciso I e o \u00a7&nbsp;1<sup>o<\/sup>&nbsp;do art. 1<sup>o<\/sup>&nbsp;desta Lei devem constar dispositivos que indiquem com clareza:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;X&nbsp;&#8211;&nbsp;a \u00e1rea geogr\u00e1fica de abrang\u00eancia;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-a-operadora-deve-custear\"><a>11.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A operadora deve custear?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Com certeza!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O art. 16, X, da <a>Lei n. 9.656\/1998<\/a>, disp\u00f5e que, <strong>dos contratos, regulamentos ou condi\u00e7\u00f5es gerais dos planos privados de assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade devem constar dispositivos que indiquem com clareza, dentre outros, a \u00e1rea geogr\u00e1fica de abrang\u00eancia.<\/strong> Tal \u00e1rea, de acordo com a Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade Suplementar (ANS), corresponde \u00e0 \u00e1rea em que a operadora fica obrigada a garantir todas as coberturas de assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade contratadas pelo benefici\u00e1rio, podendo ser nacional, estadual, grupo de estados, municipal ou grupo de munic\u00edpios (art. 1\u00ba, \u00a7 1\u00ba, I, da Resolu\u00e7\u00e3o Normativa n. 259\/2011 &#8211; atual art. 1\u00ba, \u00a7 1\u00ba, I, da Resolu\u00e7\u00e3o Normativa n. 566\/2022 da ANS).<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, o art. 2\u00ba da Resolu\u00e7\u00e3o Normativa n. 259\/2011 da ANS (atual art. 2\u00ba da Resolu\u00e7\u00e3o Normativa n. 566\/2022 da ANS) acrescenta que a operadora dever\u00e1 garantir o atendimento integral dessas coberturas no munic\u00edpio onde o benefici\u00e1rio os demandar, desde que seja integrante da \u00e1rea geogr\u00e1fica de abrang\u00eancia e da \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o do produto.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim como no SUS (art. 2\u00ba, I, Decreto n. 7.508\/2011), a sa\u00fade suplementar trabalha com o conceito de regi\u00f5es de sa\u00fade (agrupamentos de munic\u00edpios lim\u00edtrofes), o qual \u00e9 dirigido \u00e0s operadoras com a \u00fanica finalidade de permitir-lhes integrar a organiza\u00e7\u00e3o, o planejamento e a execu\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os de sa\u00fade que prestam (art. 1\u00ba, \u00a7 1\u00ba, V, da Resolu\u00e7\u00e3o Normativa n. 259\/2011 &#8211; atual art. 1\u00ba, \u00a7 1\u00ba, V, da Resolu\u00e7\u00e3o Normativa n. 566\/2022); tal conceito, portanto, n\u00e3o pode ser utilizado como um mecanismo que dificulta o acesso do benefici\u00e1rio \u00e0s coberturas de assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade contratadas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>N\u00e3o \u00e9 razo\u00e1vel que o benefici\u00e1rio seja obrigado a custear o seu deslocamento para receber atendimento fora do munic\u00edpio de demanda integrante da \u00e1rea geogr\u00e1fica de abrang\u00eancia estabelecida no contrato<\/strong>. Isso sobretudo em munic\u00edpio que sequer \u00e9 lim\u00edtrofe a este, ainda que sejam ambos da mesma regi\u00e3o de sa\u00fade, especialmente considerando que a dist\u00e2ncia entre os munic\u00edpios de uma mesma regi\u00e3o de sa\u00fade pode ser bastante longa, ainda mais para quem necessita de tratamento m\u00e9dico.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo, seguindo a diretriz do art. 4\u00ba da Resolu\u00e7\u00e3o Normativa n. 259\/2011 (atual art. 4\u00ba da Resolu\u00e7\u00e3o Normativa n. 566\/2022 da ANS), conclui-se que, se, no munic\u00edpio de demanda, n\u00e3o houver prestador da rede assistencial apto a realizar o servi\u00e7o ou o procedimento demandado, caber\u00e1 \u00e0 operadora, no prazo regulamentar, garantir o atendimento em: (i) prestador n\u00e3o integrante da rede assistencial no munic\u00edpio de demanda; ou (ii) prestador, integrante ou n\u00e3o da rede assistencial, em munic\u00edpio lim\u00edtrofe ao munic\u00edpio de demanda; ou (iii) prestador, integrante ou n\u00e3o da rede assistencial, em munic\u00edpio n\u00e3o lim\u00edtrofe ao munic\u00edpio de demanda, mas integrante da mesma regi\u00e3o de sa\u00fade deste, garantindo o transporte &#8211; ida e volta &#8211; do benefici\u00e1rio; ou (iv) prestador, integrante ou n\u00e3o da rede assistencial, em munic\u00edpio n\u00e3o integrante da regi\u00e3o de sa\u00fade do munic\u00edpio de demanda, garantindo o transporte &#8211; ida e volta &#8211; do benefici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>11.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A operadora de plano de sa\u00fade tem a obriga\u00e7\u00e3o de custear o transporte sempre que, por indisponibilidade ou inexist\u00eancia de prestador no munic\u00edpio de demanda, pertencente \u00e0 \u00e1rea geogr\u00e1fica de abrang\u00eancia do produto, o benefici\u00e1rio for obrigado a se deslocar para munic\u00edpio n\u00e3o lim\u00edtrofe \u00e0quele para a realiza\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o ou procedimento de sa\u00fade contratado.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-penal\"><a>DIREITO PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-nbsp-revisao-criminal-quando-da-incoerencia-processual\"><a>12.&nbsp; Revis\u00e3o criminal quando da incoer\u00eancia processual<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO&nbsp; EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Existe incoer\u00eancia processual, suscet\u00edvel de corre\u00e7\u00e3o por meio de revis\u00e3o criminal, na hip\u00f3tese de condena\u00e7\u00e3o de r\u00e9u com foro por prerrogativa de fun\u00e7\u00e3o e \u00e0 absolvi\u00e7\u00e3o dos demais r\u00e9us sem tal prerrogativa, em decorr\u00eancia da imputa\u00e7\u00e3o dos mesmos crimes.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no AREsp 2.241.055-SP, Rel. Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 20\/2\/2024, DJe 23\/2\/2024. (Info 805 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>12.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O MP ajuizou a\u00e7\u00e3o penal em face de Creiton, Craudio, Crairton e Creosvaldo em raz\u00e3o de terem cometido os crimes de fraude \u00e0 licita\u00e7\u00e3o e lavagem de dinheiro. Desses, somente Creiton contava com foro de prerrogativa de fun\u00e7\u00e3o, raz\u00e3o pela qual o processo foi desmembrado e enviado para o foro competente.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de terem sido acusados pelas mesmas pr\u00e1ticas, Creiton foi condenado, enquanto os demais r\u00e9us sem foro de prerrogativa de fun\u00e7\u00e3o foram absolvidos. A defesa de Creiton, ap\u00f3s ficar sabendo da absolvi\u00e7\u00e3o, ajuizou ent\u00e3o revis\u00e3o criminal por meio da qual requer a absolvi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>12.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>12.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Processo Penal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art.&nbsp;580.&nbsp;&nbsp;No caso de concurso de agentes (C\u00f3digo Penal, art.&nbsp;25), a decis\u00e3o do recurso interposto por um dos r\u00e9us, se fundado em motivos que n\u00e3o sejam de car\u00e1ter exclusivamente pessoal, aproveitar\u00e1 aos outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Art.&nbsp;621.&nbsp;&nbsp;A revis\u00e3o dos processos findos ser\u00e1 admitida:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I&nbsp;&#8211;&nbsp;quando a senten\u00e7a condenat\u00f3ria for contr\u00e1ria ao texto expresso da lei penal ou \u00e0 evid\u00eancia dos autos;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>III&nbsp;&#8211;&nbsp;quando, ap\u00f3s a senten\u00e7a, se descobrirem novas provas de inoc\u00eancia do condenado ou de circunst\u00e2ncia que determine ou autorize diminui\u00e7\u00e3o especial da pena.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-incoerencia-processual\"><a>12.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Incoer\u00eancia processual?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>\u00c9 por a\u00ed&#8230;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O cerne da controv\u00e9rsia cinge-se \u00e0 possibilidade de subsist\u00eancia da responsabiliza\u00e7\u00e3o criminal do acusado a despeito do superveniente pronunciamento da inexist\u00eancia das mesmas premissas f\u00e1ticas emolduradas na den\u00fancia contra todos os r\u00e9us, por \u00f3rg\u00e3o fracion\u00e1rio diverso do mesmo Tribunal Regional Federal, respons\u00e1vel pela presta\u00e7\u00e3o jurisdicional no processo remanescentes dos corr\u00e9us despidos de foro especial por prerrogativa de fun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, vislumbra-se que <strong>h\u00e1 n\u00edtida incoer\u00eancia processual no tocante \u00e0 condena\u00e7\u00e3o indistinta do acusado com foro por prerrogativa de fun\u00e7\u00e3o e a absolvi\u00e7\u00e3o dos demais r\u00e9us sem prerrogativa de foro em raz\u00e3o da imputa\u00e7\u00e3o dos mesmos fatos delitivos<\/strong>. Conquanto se trate de provimentos jurisdicionais exarados em bases procedimentais distintas, a disson\u00e2ncia s\u00f3 se justificaria se calcada em evid\u00eancias exclusivas hauridas na instru\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma do feito desmembrado em fun\u00e7\u00e3o da compet\u00eancia por prerrogativa de foro, sob pena de odiosa viola\u00e7\u00e3o aos princ\u00edpios baluartes da isonomia processual\/igualdade perante a lei, seguran\u00e7a jur\u00eddica, da justi\u00e7a e boa-f\u00e9 processuais. Entretanto, esse tra\u00e7o distintivo n\u00e3o \u00e9 percept\u00edvel no quadro em an\u00e1lise.<\/p>\n\n\n\n<p>Indubitavelmente, <strong>apesar de o condenado e os demais acusados terem sido processados em autos diversos, \u00e9 evidente que a conduta delitiva narrada na exordial acusat\u00f3ria envolve a todos, sendo desarrazoada a aplica\u00e7\u00e3o de conclus\u00f5es diversas a condutas manifestamente similares e\/ou conexas<\/strong>, ao menos sem que sobressaia arcabou\u00e7o probat\u00f3rio independente e capaz de suplantar a car\u00eancia probat\u00f3ria aferida na decis\u00e3o posterior sobre os crimes antecedentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Ressalta-se que o \u00d3rg\u00e3o Especial do Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o tinha a op\u00e7\u00e3o de processar todos os acusados em conjunto com o r\u00e9u detentor de foro privilegiado, como forma de evitar decis\u00f5es contradit\u00f3rias aos litisconsortes passivos, haja vista a concatena\u00e7\u00e3o (conex\u00e3o instrumental) das condutas imputadas, sendo este o entendimento, inclusive, exarado no Enunciado da S\u00famula n. 704 do Supremo Tribunal Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, tendo o \u00d3rg\u00e3o Especial da Corte de origem optado pelo desmembramento do feito em rela\u00e7\u00e3o aos r\u00e9us sem prerrogativa de foro, \u00e9 ululante a discrep\u00e2ncia dos julgamentos em debate. Essa linha intelectiva independe da discuss\u00e3o quanto ao acerto, ou n\u00e3o, dos argumentos jur\u00eddicos apresentados no ac\u00f3rd\u00e3o que entendeu pela absolvi\u00e7\u00e3o dos outros r\u00e9us. Por essa perspectiva, n\u00e3o \u00e9 justo nem razo\u00e1vel que sujeito passivo da persecu\u00e7\u00e3o penal seja prejudicado em raz\u00e3o da operada cis\u00e3o processual.<\/p>\n\n\n\n<p>Mostra-se irrelevante, na hip\u00f3tese em an\u00e1lise, a discuss\u00e3o acerca da import\u00e2ncia do crime antecedente para a absolvi\u00e7\u00e3o ou condena\u00e7\u00e3o pelo delito de lavagem de dinheiro, pois o que prepondera \u00e9 a extens\u00e3o do mesmo entendimento jur\u00eddico em rela\u00e7\u00e3o a todos os acusados abarcados indistintamente pelos mesmos fatos, os quais receberam julgamentos diametralmente opostos somente em virtude da question\u00e1vel cis\u00e3o processual.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo,<strong> haja vista o r\u00e9u se encontrar na mesma situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tico-jur\u00eddica dos demais acusados que foram absolvidos nos autos desmembrados, aplic\u00e1vel, por analogia, o disposto no art. 580 do C\u00f3digo de Processo Penal, o qual disp\u00f5e que &#8220;[n]o caso de concurso de agentes, a decis\u00e3o do recurso interposto por um dos r\u00e9us, se fundado em motivos que n\u00e3o sejam de car\u00e1ter exclusivamente pessoal<\/strong>, aproveitar\u00e1 aos outros&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Admiss\u00edvel, portanto, a absolvi\u00e7\u00e3o por meio de revis\u00e3o criminal, com lastro no art. 621, incisos I e III, do CPP, na medida em que o ac\u00f3rd\u00e3o transitado em julgado que deu ensejo \u00e0 sua condena\u00e7\u00e3o mostrou-se manifestamente contr\u00e1rio ao conjunto global de evid\u00eancias, pois em patente contrariedade \u00e0 conclus\u00e3o atingida na persecu\u00e7\u00e3o penal matricial &#8211; da qual foi desmembrado &#8211; que culminou na absolvi\u00e7\u00e3o dos demais acusados. Al\u00e9m disso, posteriormente \u00e0 condena\u00e7\u00e3o do agravado, houve a configura\u00e7\u00e3o de um fato novo apto a respaldar a sua &#8220;inoc\u00eancia&#8221;, esta considerada em seu sentido amplo, haja vista que a conclus\u00e3o sobre a aus\u00eancia de provas suficientes para a condena\u00e7\u00e3o dos demais suspeitos deve ser aplicada \u00e0 sua situa\u00e7\u00e3o processual.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>12.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Existe incoer\u00eancia processual, suscet\u00edvel de corre\u00e7\u00e3o por meio de revis\u00e3o criminal, na hip\u00f3tese de condena\u00e7\u00e3o de r\u00e9u com foro por prerrogativa de fun\u00e7\u00e3o e \u00e0 absolvi\u00e7\u00e3o dos demais r\u00e9us sem tal prerrogativa, em decorr\u00eancia da imputa\u00e7\u00e3o dos mesmos crimes.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-nbsp-i-nexistencia-de-delito-antecedente-como-excludente-a-tipicidade-do-crime-de-lavagem-de-dinheiro\"><a>13.&nbsp; I<\/a>nexist\u00eancia de delito antecedente como excludente a tipicidade do crime de lavagem de dinheiro<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO EM&nbsp; HABEAS CORPUS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A inexist\u00eancia de delito antecedente exclui a tipicidade do crime de lavagem de dinheiro e torna insubsistente a imputa\u00e7\u00e3o do crime de organiza\u00e7\u00e3o criminosa, pela aus\u00eancia da pr\u00e1tica de infra\u00e7\u00f5es penais.<\/p>\n\n\n\n<p>RHC 161.701-PB, Rel. Ministro Sebasti\u00e3o Reis J\u00fanior, Sexta Turma, por maioria, julgado em 19\/3\/2024. (Info 805 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>13.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Crementina e Creosvalda foram denunciadas pelos crimes contra a ordem tribut\u00e1ria, organiza\u00e7\u00e3o criminosa e lavagem de dinheiro. Em momento posterior ao recebimento da inicial acusat\u00f3ria, o ju\u00edzo de primeiro grau, ancorado em parecer ministerial, extinguiu a punibilidade com rela\u00e7\u00e3o ao crime contra a ordem tribut\u00e1ria ante o pagamento integral do d\u00e9bito, mantendo h\u00edgidas as demais imputa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Ato seguinte, reconhecida a atipicidade da conduta apontada como crime antecedente, as acusadas pugnaram pelo trancamento da a\u00e7\u00e3o penal com rela\u00e7\u00e3o aos delitos de lavagem de dinheiro e de organiza\u00e7\u00e3o criminosa. O Tribunal de local entendeu que, por serem delitos aut\u00f4nomos, n\u00e3o haveria constrangimento ilegal na continuidade da persecu\u00e7\u00e3o penal.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>13.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>13.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei 8.137\/1990:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1\u00b0 Constitui crime contra a ordem tribut\u00e1ria suprimir ou reduzir tributo, ou contribui\u00e7\u00e3o social e qualquer acess\u00f3rio, mediante as seguintes condutas:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>V &#8211; negar ou deixar de fornecer, quando obrigat\u00f3rio, nota fiscal ou documento equivalente, relativa a venda de mercadoria ou presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o, efetivamente realizada, ou fornec\u00ea-la em desacordo com a legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 11. Quem, de qualquer modo, inclusive por meio de pessoa jur\u00eddica, concorre para os crimes definidos nesta lei, incide nas penas a estes cominadas, na medida de sua culpabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Par\u00e1grafo \u00fanico. Quando a venda ao consumidor for efetuada por sistema de entrega ao consumo ou por interm\u00e9dio de outro em que o pre\u00e7o ao consumidor \u00e9 estabelecido ou sugerido pelo fabricante ou concedente, o ato por este praticado n\u00e3o alcan\u00e7a o distribuidor ou revendedor.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Art. 12. S\u00e3o circunst\u00e2ncias que podem agravar de 1\/3 (um ter\u00e7o) at\u00e9 a metade as penas previstas nos arts. 1\u00b0, 2\u00b0 e 4\u00b0 a 7\u00b0:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I &#8211; ocasionar grave dano \u00e0 coletividade;<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 9.613\/1998:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1o&nbsp; Ocultar ou dissimular a natureza, origem, localiza\u00e7\u00e3o, disposi\u00e7\u00e3o, movimenta\u00e7\u00e3o ou propriedade de bens, direitos ou valores provenientes, direta ou indiretamente, de infra\u00e7\u00e3o penal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2<sup>o<\/sup>&nbsp; Incorre, ainda, na mesma pena quem:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I &#8211; utiliza, na atividade econ\u00f4mica ou financeira, bens, direitos ou valores provenientes de infra\u00e7\u00e3o penal;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 12.850\/2013:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 2\u00ba Promover, constituir, financiar ou integrar, pessoalmente ou por interposta pessoa, organiza\u00e7\u00e3o criminosa:<\/p>\n\n\n\n<p>Pena &#8211; reclus\u00e3o, de 3 (tr\u00eas) a 8 (oito) anos, e multa, sem preju\u00edzo das penas correspondentes \u00e0s demais infra\u00e7\u00f5es penais praticadas.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>\u00a7 4\u00ba A pena \u00e9 aumentada de 1\/6 (um sexto) a 2\/3 (dois ter\u00e7os):<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; se h\u00e1 participa\u00e7\u00e3o de crian\u00e7a ou adolescente;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; se h\u00e1 concurso de funcion\u00e1rio p\u00fablico, valendo-se a organiza\u00e7\u00e3o criminosa dessa condi\u00e7\u00e3o para a pr\u00e1tica de infra\u00e7\u00e3o penal;<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; se o produto ou proveito da infra\u00e7\u00e3o penal destinar-se, no todo ou em parte, ao exterior;<\/p>\n\n\n\n<p>IV &#8211; se a organiza\u00e7\u00e3o criminosa mant\u00e9m conex\u00e3o com outras organiza\u00e7\u00f5es criminosas independentes;<\/p>\n\n\n\n<p>V &#8211; se as circunst\u00e2ncias do fato evidenciarem a transnacionalidade da organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-exclui-a-tipicidade\"><a>13.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Exclui a tipicidade?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Aparentemente,SIM!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge a controv\u00e9rsia a definir a repercuss\u00e3o jur\u00eddica do reconhecimento da atipicidade do crime antecedente (sonega\u00e7\u00e3o fiscal) apto a configurar lavagem de dinheiro e organiza\u00e7\u00e3o criminosa.<\/p>\n\n\n\n<p>Na origem, ressoa que os acusados efetuaram a quita\u00e7\u00e3o do tributo e da multa aplicada antes da sua constitui\u00e7\u00e3o definitiva. Assim, em momento posterior ao recebimento da inicial acusat\u00f3ria, o ju\u00edzo de primeiro grau extinguiu a punibilidade com rela\u00e7\u00e3o ao crime contra a ordem tribut\u00e1ria (art. 1\u00ba, V, art. 11 e art. 12, I da Lei 8.137\/1990) ante o pagamento integral do d\u00e9bito, mantendo h\u00edgidas as demais imputa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Reconhecida a atipicidade da conduta apontada como crime antecedente, os r\u00e9us pugnaram pelo trancamento da a\u00e7\u00e3o penal com rela\u00e7\u00e3o aos delitos de lavagem de dinheiro (art. 1\u00ba, \u00a72\u00ba, I da Lei n. 9.613\/1998) e de organiza\u00e7\u00e3o criminosa (art. 2\u00ba,&nbsp;<em>caput<\/em>, \u00a7 4\u00ba da Lei n. 12.850\/2013). O Tribunal&nbsp;<em>a quo<\/em>&nbsp;entendeu que, por serem delitos aut\u00f4nomos, n\u00e3o haveria constrangimento ilegal na continuidade da persecu\u00e7\u00e3o penal.<\/p>\n\n\n\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o ao crime de lavagem de capitais, a mat\u00e9ria encontra-se positivada pelos seguintes dispositivos da Lei n. 9.613\/1998: &#8220;Art. 2\u00ba O processo e julgamento dos crimes previstos nesta Lei: (..) II &#8211; independem do processo e julgamento das infra\u00e7\u00f5es penais antecedentes, ainda que praticados em outro pa\u00eds, cabendo ao juiz competente para os crimes previstos nesta Lei a decis\u00e3o sobre a unidade de processo e julgamento; (&#8230;) \u00a7 1\u00ba A den\u00fancia ser\u00e1 instru\u00edda com ind\u00edcios suficientes da exist\u00eancia da infra\u00e7\u00e3o penal antecedente, sendo pun\u00edveis os fatos previstos nesta Lei, ainda que desconhecido ou isento de pena o autor, ou extinta a punibilidade da infra\u00e7\u00e3o penal antecedente.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de crime ACESS\u00d3RIO. Cedi\u00e7o, pois, que <strong>para a configura\u00e7\u00e3o do delito de lavagem de capitais, imperiosa a exist\u00eancia de infra\u00e7\u00e3o penal antecedente, que se configura elemento normativo do tipo.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o tema, conv\u00e9m destacar que a orienta\u00e7\u00e3o jurisprudencial do STJ \u00e9 no sentido de que, para a configura\u00e7\u00e3o do delito de lavagem de capitais n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria a condena\u00e7\u00e3o pelo delito antecedente, tendo em vista a autonomia do primeiro crime em rela\u00e7\u00e3o ao segundo. Basta, apenas, a presen\u00e7a de ind\u00edcios suficientes da exist\u00eancia do crime antecedente (AgRg no AgRg no HC n. 782.749\/SP, Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, DJe 26\/5\/2023).<\/p>\n\n\n\n<p>Estabelecida a natureza acess\u00f3ria objetiva do crime de lavagem de capital, resta aferir sua amplitude. Sobre o tema, a doutrina assenta que o legislador adotou a regra da acessoriedade limitada, ou seja, a conduta anterior deve ser t\u00edpica e il\u00edcita.<\/p>\n\n\n\n<p>Partindo de igual premissa, a Sexta Turma do STJ assim j\u00e1 decidiu: &#8220;3.<strong> Na esp\u00e9cie sequer se discute a falta de prova do crime antecedente, mas, ao contr\u00e1rio, certa \u00e9 a inexist\u00eancia do crime, pois indispens\u00e1vel \u00e0 configura\u00e7\u00e3o do delito de sonega\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria \u00e9 a pr\u00e9via constitui\u00e7\u00e3o definitiva do tributo. 4. Sem crime antecedente, resta configurado o constrangimento ilegal na persecu\u00e7\u00e3o criminal por lavagem de dinheiro<\/strong>.&#8221; (RHC n. 73.599\/SC, relator Ministro Nefi Cordeiro, Sexta Turma, julgado em 13\/9\/2016, DJe de 20\/9\/2016).<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, \u00e9 incontroverso que a \u00fanica conduta apontada como crime anterior (sonega\u00e7\u00e3o fiscal) foi reconhecida como at\u00edpica. Assim, a n\u00e3o exist\u00eancia de crime antecedente exclui a pr\u00f3pria tipicidade do delito de lavagem de capitais.<\/p>\n\n\n\n<p>A mesma raz\u00e3o de decidir se aplica, no caso, ao delito de organiza\u00e7\u00e3o criminosa.<\/p>\n\n\n\n<p>A Lei n. 12.850\/2013, em seu art. 1\u00ba, define organiza\u00e7\u00e3o criminosa nos seguintes termos: &#8220;\u00a7 1\u00ba Considera-se organiza\u00e7\u00e3o criminosa a associa\u00e7\u00e3o de 4 (quatro) ou mais pessoas estruturalmente ordenada e caracterizada pela divis\u00e3o de tarefas, ainda que informalmente, com objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagem de qualquer natureza, mediante a pr\u00e1tica de infra\u00e7\u00f5es penais cujas penas m\u00e1ximas sejam superiores a 4 (quatro) anos, ou que sejam de car\u00e1ter transnacional.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Note-se que, al\u00e9m do n\u00famero de pessoas, reunidas de modo ordenado e estruturado, com estabilidade e perman\u00eancia, para a configura\u00e7\u00e3o do delito \u00e9 imprescind\u00edvel a pr\u00e1tica de infra\u00e7\u00f5es penais.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, a den\u00fancia aponta que os r\u00e9us, representantes legais da empresa, compunham a organiza\u00e7\u00e3o criminosa como benefici\u00e1rios de esquema de fraude fiscal, com o escopo de sonegar ICMS devido ao Estado da Para\u00edba. Assim, o suposto liame subjetivo dos agentes tinha como objetivo cometer crime de sonega\u00e7\u00e3o fiscal e de lavagem de dinheiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre que, consoante j\u00e1 visto, fora declarada a extin\u00e7\u00e3o da punibilidade da conduta apontada como crime contra a ordem tribut\u00e1ria pelo primeiro grau de jurisdi\u00e7\u00e3o. Como consequ\u00eancia, ausente delito antecedente, a imputa\u00e7\u00e3o de lavagem de capitais n\u00e3o se sustenta. Nesse sentido, uma vez reconhecido que a a\u00e7\u00e3o dos acusados na gest\u00e3o da sociedade empres\u00e1ria n\u00e3o configura delito, \u00e9 consect\u00e1rio l\u00f3gico a aus\u00eancia de materialidade do crime de organiza\u00e7\u00e3o criminosa.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>13.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A inexist\u00eancia de delito antecedente exclui a tipicidade do crime de lavagem de dinheiro e torna insubsistente a imputa\u00e7\u00e3o do crime de organiza\u00e7\u00e3o criminosa, pela aus\u00eancia da pr\u00e1tica de infra\u00e7\u00f5es penais.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-penal\"><a>DIREITO PROCESSUAL PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-nbsp-validade-do-pedido-de-fixacao-do-valor-minimo-indenizatorio-formulado-pelo-assistente-de-acusacao\"><a>14.&nbsp; Validade do <\/a>pedido de <a>fixa\u00e7\u00e3o do valor m\u00ednimo indenizat\u00f3rio<\/a> formulado pelo assistente de acusa\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DECLARAT\u00d3RIOS NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O pedido de <a>fixa\u00e7\u00e3o do valor m\u00ednimo indenizat\u00f3rio<\/a>, na forma do art. art. 387, V, do CPP, formulado pelo assistente de acusa\u00e7\u00e3o n\u00e3o supre a necessidade de que a pretens\u00e3o conste da den\u00fancia.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg nos EDcl no AREsp 1.797.301-SP, Rel. Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 12\/3\/2024. <a>(Info 805 STJ)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>14.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creitinho cometeu o crime de roubo contra a empresa Tchau Brasil Telef\u00f4nica. Quando da den\u00fancia ofertada pelo MP, a empresa se habilitou como assistente e formulou pedido de fixa\u00e7\u00e3o do valor m\u00ednimo indenizat\u00f3rio, inexistente na den\u00fancia ministerial.<\/p>\n\n\n\n<p>O pedido foi indeferido pelo ju\u00edzo justamente em raz\u00e3o da aus\u00eancia de pretens\u00e3o na exordial acusat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>14.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>14.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPP:<\/p>\n\n\n\n<p>Art.&nbsp;387.&nbsp;&nbsp;O juiz, ao proferir senten\u00e7a condenat\u00f3ria:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>IV &#8211; fixar\u00e1 valor m\u00ednimo para repara\u00e7\u00e3o dos danos causados pela infra\u00e7\u00e3o, considerando os preju\u00edzos sofridos pelo ofendido;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>V&nbsp;&#8211;&nbsp;atender\u00e1, quanto \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o provis\u00f3ria de interdi\u00e7\u00f5es de direitos e medidas de seguran\u00e7a, ao disposto no&nbsp;T\u00edtulo Xl deste Livro;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-valido-o-pedido-do-assistente-de-acusacao\"><a>14.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; V\u00e1lido o pedido do assistente de acusa\u00e7\u00e3o?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooopsss!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o tema, entendia a Sexta Turma do STJ que os requisitos de fixa\u00e7\u00e3o do valor m\u00ednimo para a indeniza\u00e7\u00e3o prevista no art. 387, IV, do <a>CPP<\/a> exigiam, t\u00e3o somente, pedido expresso na den\u00fancia, pois prescind\u00edveis a indica\u00e7\u00e3o de valor e a instru\u00e7\u00e3o probat\u00f3ria espec\u00edfica. A satisfa\u00e7\u00e3o dos referidos requisitos n\u00e3o importaria em viola\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio do devido processo legal e do contradit\u00f3rio, pois facultou-se \u00e0 defesa, desde o in\u00edcio da a\u00e7\u00e3o penal, contrapor-se ao pleito ministerial, nos termos do art. 387, V, do CPP.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, recentemente, a Terceira Se\u00e7\u00e3o do STJ firmou a tese no sentido de que, &#8220;<strong>em situa\u00e7\u00f5es envolvendo dano moral presumido, a defini\u00e7\u00e3o de um valor m\u00ednimo para a repara\u00e7\u00e3o de danos: (I) n\u00e3o exige prova para ser reconhecida, tornando desnecess\u00e1ria uma instru\u00e7\u00e3o espec\u00edfica com esse prop\u00f3sito, todavia, (II) requer um pedido expresso e (III) a indica\u00e7\u00e3o do valor pretendido pela acusa\u00e7\u00e3o na den\u00fancia<\/strong>&#8221; (REsp 1.986.672\/SC, Terceira Se\u00e7\u00e3o, Rel. Min. Ribeiro Dantas, DJe 21\/11\/2023).<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, muito embora a empresa v\u00edtima haja ingressado com pedido de habilita\u00e7\u00e3o como assistente de acusa\u00e7\u00e3o, em que constou o pedido expresso de repara\u00e7\u00e3o do dano no valor m\u00ednimo mencionado, referido valor m\u00ednimo indenizat\u00f3rio, com fundamento no art. 387, IV, do CPP n\u00e3o consta da den\u00fancia, circunst\u00e2ncia que obsta a concess\u00e3o da indeniza\u00e7\u00e3o na esfera penal, conforme o entendimento ora sedimentado no STJ.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>14.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O pedido de fixa\u00e7\u00e3o do valor m\u00ednimo indenizat\u00f3rio, na forma do art. art. 387, V, do CPP, formulado pelo assistente de acusa\u00e7\u00e3o n\u00e3o supre a necessidade de que a pretens\u00e3o conste da den\u00fancia.<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-2d668c0b-4f46-4d2a-882e-d6c0ab8fcff2\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/04\/11184716\/stj-informativo-805.pdf\">stj-informativo-805<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/04\/11184716\/stj-informativo-805.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-2d668c0b-4f46-4d2a-882e-d6c0ab8fcff2\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais um passo em nossa caminhada&#8230; Informativos n\u00ba 805 do STJ\u00a0COMENTADO entra na parada. 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