{"id":1382950,"date":"2024-04-11T18:43:56","date_gmt":"2024-04-11T21:43:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1382950"},"modified":"2024-04-11T18:43:58","modified_gmt":"2024-04-11T21:43:58","slug":"informativo-stj-804-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-804-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STJ 804 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p><p>Mais um passo em nossa caminhada&#8230; Informativos n\u00ba 804 do STJ\u00a0<strong>COMENTADO<\/strong> entra na parada. Simbora!<\/p><p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/04\/11184309\/stj-informativo-804.pdf\" rel=\"sponsored nofollow\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_F1cVAqQjQC0\"><div id=\"lyte_F1cVAqQjQC0\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/F1cVAqQjQC0\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/F1cVAqQjQC0\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/F1cVAqQjQC0\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-civil\"><a>DIREITO<\/a> CIVIL<\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-im-possibilidade-de-renuncia-a-impenhorabilidade-dos-recursos-do-fundo-partidario\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade de ren\u00fancia \u00e0 impenhorabilidade dos recursos do fundo partid\u00e1rio<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O partido pol\u00edtico pode renunciar \u00e0 impenhorabilidade dos recursos do fundo partid\u00e1rio, desde que o fa\u00e7a para viabilizar o pagamento de d\u00edvida contra\u00edda, conforme art. 44 da Lei n. 9.096\/1995.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.101.596-RJ, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 12\/3\/2024, DJe 14\/3\/2024. (Info 804 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>VG Marketing ajuizou a\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a em face do partido pol\u00edtico Lasquemos. Durante o curso da a\u00e7\u00e3o, foi homologado acordo no qual o partido renunciou \u00e0 impenhorabilidade dos recursos do fundo partid\u00e1rio na hip\u00f3tese de descumprimento da aven\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Os pagamentos n\u00e3o foram efetuados conforme o acordado, mas, quando da penhora dos recursos, o partido alega n\u00e3o ser poss\u00edvel renunciar \u00e0 impenhorabilidade das verbas do fundo partid\u00e1rio, \u00e0 medida em que t\u00eam natureza de verba p\u00fablica.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 833. S\u00e3o impenhor\u00e1veis:<\/p>\n\n\n\n<p>XI &#8211; os recursos p\u00fablicos do fundo partid\u00e1rio recebidos por partido pol\u00edtico, nos termos da lei;<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 9.096\/1995:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 44. Os recursos oriundos do Fundo Partid\u00e1rio ser\u00e3o aplicados:<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; na propaganda doutrin\u00e1ria e pol\u00edtica;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-possivel-a-renuncia-a-impenhorabilidade\"><a>1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel a ren\u00fancia \u00e0 impenhorabilidade?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeap!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Os recursos do fundo partid\u00e1rio t\u00eam natureza p\u00fablica, raz\u00e3o pela qual s\u00e3o impenhor\u00e1veis<\/strong> (art. 833, XI, do CPC). Ademais, eles somente podem ser destinados aos fins consagrados no art. 44 da Lei n. 9.096\/1995. Ou seja, trata-se de verbas com vincula\u00e7\u00e3o espec\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p>A natureza p\u00fablica dos recursos do fundo partid\u00e1rio n\u00e3o os torna indispon\u00edveis, j\u00e1 que os partidos podem dispor dessas verbas em conson\u00e2ncia com o disposto na lei. Assim, o partido pol\u00edtico pode renunciar \u00e0 prote\u00e7\u00e3o da impenhorabilidade dos recursos do fundo partid\u00e1rio, desde que o fa\u00e7a para viabilizar o pagamento de d\u00edvida contra\u00edda para os fins previstos no art. 44 da Lei n. 9.096\/1995.<\/p>\n\n\n\n<p>No particular, no curso da a\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a, as partes celebraram acordo, no qual o partido recorrente renunciou \u00e0 impenhorabilidade dos recursos do fundo partid\u00e1rio na hip\u00f3tese de descumprimento da aven\u00e7a. Considerando que a d\u00edvida se enquadra no disposto no art. 44, II, da Lei n. 9.096\/1995 (&#8220;propaganda doutrin\u00e1ria e pol\u00edtica&#8221;), a ren\u00fancia \u00e9 v\u00e1lida.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>1.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O partido pol\u00edtico pode renunciar \u00e0 impenhorabilidade dos recursos do fundo partid\u00e1rio, desde que o fa\u00e7a para viabilizar o pagamento de d\u00edvida contra\u00edda, conforme art. 44 da Lei n. 9.096\/1995.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-recebimento-de-pensao-previdenciaria-como-razao-para-exclusao-da-a-condenacao-do-ofensor-a-prestacao-de-alimentos-indenizatorios\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Recebimento de pens\u00e3o previdenci\u00e1ria como raz\u00e3o para exclus\u00e3o da a condena\u00e7\u00e3o do ofensor \u00e0 presta\u00e7\u00e3o de alimentos indenizat\u00f3rios<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O recebimento de pens\u00e3o previdenci\u00e1ria n\u00e3o exclui a condena\u00e7\u00e3o do ofensor \u00e0 presta\u00e7\u00e3o de alimentos indenizat\u00f3rios, desde que demonstrado decr\u00e9scimo na situa\u00e7\u00e3o financeira dos dependentes da v\u00edtima.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.392.730-DF, Rel. Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, por maioria, julgado em 5\/3\/2024. (Info 804 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Crementina ajuizou a\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a em face de Creiton, respons\u00e1vel pelo acidente que ceifou a vida de Tadeu, servidor p\u00fablico e marido de Crementina. A senten\u00e7a condenou Tadeu ao pagamento de pens\u00e3o mensal durante o per\u00edodo de expectativa de vida da v\u00edtima.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, Tadeu sustenta que o fato de Crementina receber a pens\u00e3o previdenci\u00e1ria seria raz\u00e3o suficiente para excluir a condena\u00e7\u00e3o do pagamento de pens\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 944. A indeniza\u00e7\u00e3o mede-se pela extens\u00e3o do dano.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Se houver excessiva despropor\u00e7\u00e3o entre a gravidade da culpa e o dano, poder\u00e1 o juiz reduzir, eq\u00fcitativamente, a indeniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 948. No caso de homic\u00eddio, a indeniza\u00e7\u00e3o consiste, sem excluir outras repara\u00e7\u00f5es:<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; na presta\u00e7\u00e3o de alimentos \u00e0s pessoas a quem o morto os devia, levando-se em conta a dura\u00e7\u00e3o prov\u00e1vel da vida da v\u00edtima.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-pode-cumular\"><a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Pode cumular?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Sim, desde que demonstrado decr\u00e9scimo na situa\u00e7\u00e3o financeira dos dependentes da v\u00edtima!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia sobre a possibilidade ou n\u00e3o de cumular pens\u00e3o vital\u00edcia integral do Estado, em decorr\u00eancia do \u00f3bito de seu companheiro, ocupante do cargo p\u00fablico, e a decorrente de ato il\u00edcito causado por acidente automobil\u00edstico.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>N\u00e3o se ignora que as pens\u00f5es indenizat\u00f3rias t\u00eam causa jur\u00eddica distinta das pens\u00f5es previdenci\u00e1rias, embora ambas decorram do mesmo evento lesivo (morte ou incapacidade para o trabalho).<\/strong> Dessa forma, nos termos da pac\u00edfica jurisprud\u00eancia desta Corte, &#8220;o percebimento de outra pens\u00e3o de natureza previdenci\u00e1ria n\u00e3o constitui \u00f3bice para o recebimento da pens\u00e3o decorrente de ato il\u00edcito (REsp 1.525.356\/RJ, Rel. Ministro Raul Ara\u00fajo, Quarta Turma, julgado em 17\/9\/2015, DJe 2\/12\/2015).<\/p>\n\n\n\n<p>Todavia, deve-se olhar a mat\u00e9ria sob o prisma do princ\u00edpio da repara\u00e7\u00e3o integral do dano consagrado no art. 944 do <a>C\u00f3digo Civil <\/a>como definidor da indeniza\u00e7\u00e3o a ser suportada pelo agente. Assim, somente se justificar\u00e1 a condena\u00e7\u00e3o ao pagamento de pens\u00e3o aliment\u00edcia indenizat\u00f3ria se o valor da pens\u00e3o paga pelo Estado n\u00e3o assegurar, ao dependente da v\u00edtima, a recomposi\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o patrimonial anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, n\u00e3o se controverte que h\u00e1 v\u00ednculo jur\u00eddico-econ\u00f4mico entre a falecida e o seu companheiro, porque presum\u00edvel a depend\u00eancia econ\u00f4mica entre c\u00f4njuges.<\/p>\n\n\n\n<p>Resta estabelecer a ocorr\u00eancia de preju\u00edzo econ\u00f4mico efetivo, pois a concess\u00e3o irrestrita de pens\u00e3o a quem n\u00e3o necessita efetivamente de verba alimentar para recompor a renda familiar ap\u00f3s o \u00f3bito representaria quebra ao princ\u00edpio da repara\u00e7\u00e3o integral do dano, positivado no art. 944 do C\u00f3digo Civil, segundo o qual &#8220;a indeniza\u00e7\u00e3o mede-se pela extens\u00e3o do dano&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, <strong>o recebimento de pens\u00e3o previdenci\u00e1ria n\u00e3o exclui a condena\u00e7\u00e3o do ofensor \u00e0 presta\u00e7\u00e3o de alimentos indenizat\u00f3rios, desde que demonstrado decr\u00e9scimo na situa\u00e7\u00e3o financeira dos dependentes da v\u00edtima.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No caso, ficou comprovado que n\u00e3o existiu a diferen\u00e7a patrimonial na renda familiar, pois a vi\u00fava recebe mesma quantia que a v\u00edtima receberia se viva fosse. Assim, somente se justificar\u00e1 a condena\u00e7\u00e3o ao pagamento de pens\u00e3o aliment\u00edcia indenizat\u00f3ria se o valor da pens\u00e3o paga pelo Estado n\u00e3o assegurar, ao dependente da v\u00edtima, a recomposi\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o patrimonial anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, houve culpa concorrente entre a v\u00edtima fatal e o r\u00e9u no acidente que causou o \u00f3bito, o que deveria ser considerado no arbitramento de pens\u00e3o aliment\u00edcia caso tivesse havido decr\u00e9scimo na renda familiar. Nesse arbitramento tamb\u00e9m deveria ser levado em conta que parte da renda familiar seria destinada a manuten\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio companheiro falecido.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, como a companheira do falecido j\u00e1 recebe pens\u00e3o integral paga pelo Estado decorrente do falecimento de seu companheiro, e n\u00e3o comprovou que ele exercesse alguma outra atividade que lhe proporcionasse renda extra, n\u00e3o h\u00e1 preju\u00edzo a ser ressarcido sob o t\u00edtulo de pens\u00e3o aliment\u00edcia indenizat\u00f3ria (C\u00f3digo Civil, art. 948, II).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>2.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O recebimento de pens\u00e3o previdenci\u00e1ria n\u00e3o exclui a condena\u00e7\u00e3o do ofensor \u00e0 presta\u00e7\u00e3o de alimentos indenizat\u00f3rios, desde que demonstrado decr\u00e9scimo na situa\u00e7\u00e3o financeira dos dependentes da v\u00edtima.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-civil\"><a>DIREITO PROCESSUAL CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-extensao-da-impenhorabilidade-de-40-salarios-minimos-para-outras-aplicacoes\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Extens\u00e3o da impenhorabilidade de 40 sal\u00e1rios m\u00ednimos para outras aplica\u00e7\u00f5es<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Se a medida de bloqueio\/penhora judicial, por meio f\u00edsico ou eletr\u00f4nico (Bacenjud), atingir dinheiro mantido em conta corrente ou quaisquer outras aplica\u00e7\u00f5es financeiras, poder\u00e1 eventualmente a garantia da impenhorabilidade ser estendida a tal investimento, respeitado o teto de quarenta sal\u00e1rios m\u00ednimos, desde que comprovado, pela parte processual atingida pelo ato constritivo, que o referido montante constitui reserva de patrim\u00f4nio destinado a assegurar o m\u00ednimo existencial.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.677.144-RS, Rel. Ministro Herman Benjamin, Corte Especial, por unanimidade, julgado em 21\/2\/2024. (Info 804 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Geremia ajuizou a\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o de t\u00edtulo extrajudicial em face de Creiton. Em determinado momento processual, o juiz determinou a utiliza\u00e7\u00e3o do sistema SISBAJUD, o qual bloqueou certo valor da conta corrente e aplica\u00e7\u00f5es de Creiton.<\/p>\n\n\n\n<p>Instado a se manifestar, Creiton alega a impenhorabilidade dos valores inferiores a 40 sal\u00e1rios m\u00ednimos, ainda que n\u00e3o estivessem depositados em poupan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 833. S\u00e3o impenhor\u00e1veis:<\/p>\n\n\n\n<p>X &#8211; a quantia depositada em caderneta de poupan\u00e7a, at\u00e9 o limite de 40 (quarenta) sal\u00e1rios-m\u00ednimos;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-extensivel-a-penhorabilidade\"><a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Extens\u00edvel a penhorabilidade?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Segue a juris&#8230;<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia dos autos est\u00e1 em definir se \u00e9 impenhor\u00e1vel a quantia depositada em conta-corrente do executado, at\u00e9 o limite de 40 sal\u00e1rios-m\u00ednimos, nos termos do art. 833, X, do CPC (art. 649, X, do CPC\/1973).<\/p>\n\n\n\n<p>O art. 649, X, do CPC\/1973, desde a sua introdu\u00e7\u00e3o no C\u00f3digo de Processo Civil de 1973, vinha recebendo a orienta\u00e7\u00e3o jurisprudencial cedi\u00e7a do STJ de que a regra da impenhorabilidade era limitada aos valores depositados em caderneta de poupan\u00e7a, consoante dic\u00e7\u00e3o expressa da lei.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir de 2014, todavia, alguns julgados do STJ passaram a adotar posi\u00e7\u00e3o diametralmente oposta, no sentido de que &#8220;a impenhorabilidade da quantia de at\u00e9 quarenta sal\u00e1rios m\u00ednimos poupada alcan\u00e7a n\u00e3o somente as aplica\u00e7\u00f5es em caderneta de poupan\u00e7a, mas tamb\u00e9m as mantidas em fundo de investimentos, em conta corrente ou guardadas em papel-moeda, ressalvado eventual abuso, m\u00e1-f\u00e9, ou fraude, a ser verificado de acordo com as circunst\u00e2ncias do caso concreto&#8221; (REsp 1.582.264\/PR, Rel. Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, DJe 28\/6\/2016).<\/p>\n\n\n\n<p>A reda\u00e7\u00e3o literal do C\u00f3digo de Processo Civil (tanto o de 1973 &#8211; art. 649, X &#8211; como o atual &#8211; art. 833, X) sempre especificou que <strong>\u00e9 absolutamente impenhor\u00e1vel a quantia de at\u00e9 quarenta (40) sal\u00e1rios m\u00ednimos aplicada APENAS em caderneta de poupan\u00e7a.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, sucede que n\u00e3o \u00e9 despropositado observar que realmente houve altera\u00e7\u00e3o na realidade f\u00e1tica das aplica\u00e7\u00f5es financeiras. <strong>Na cultura generalizada vigente nas \u00faltima d\u00e9cadas do s\u00e9culo passado, o cidad\u00e3o m\u00e9dio quando pensava em reservar alguma quantia para a prote\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria ou de sua fam\u00edlia, pensava naturalmente na poupan\u00e7a.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Hoje em dia, <strong>n\u00e3o \u00e9 incomum verificar a grande expans\u00e3o de empresas especializadas em atender a um crescente mercado voltado ao investimento no mercado financeiro, sendo frequente que um segmento social (ainda que eventualmente pequeno) relativamente privilegiado saiba muito bem que, atualmente a poupan\u00e7a \u00e9 a aplica\u00e7\u00e3o que d\u00e1 menor retorno.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Exatamente por essa raz\u00e3o, \u00e9 de se reconhecer que o nome da aplica\u00e7\u00e3o financeira, por si s\u00f3, \u00e9 insuficiente para viabilizar a prote\u00e7\u00e3o almejada pelo legislador.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, se considerar que a reserva de numer\u00e1rio m\u00ednimo, destinado a formar patrim\u00f4nio necess\u00e1rio ao resguardo da dignidade da pessoa humana (aqui inclu\u00edda a do grupo familiar a que pertence), constitui o fim social almejado pelo legislador, n\u00e3o seria razo\u00e1vel, \u00e0 luz da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, consagrar o entendimento no sentido de proteger apenas a parte processual que optou por fazer aplica\u00e7\u00e3o em cadernetas de poupan\u00e7a, instituindo tratamento desigual para outros que, aplicando sua reserva monet\u00e1ria em aplica\u00e7\u00f5es com caracter\u00edsticas e finalidade similares \u00e0 da poupan\u00e7a, buscam obter retorno financeiro mais bem qualificado.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, o que se tem por razo\u00e1vel \u00e9 considerar que a norma sobre a impenhorabilidade deve ser interpretada, \u00e0 luz da CF\/1988, sob a perspectiva de preservar direitos fundamentais, sem que isso autorize, entretanto, a ado\u00e7\u00e3o de interpreta\u00e7\u00e3o ampliativa em rela\u00e7\u00e3o a normas editadas com finalidade eminentemente restritiva (j\u00e1 que a impenhorabilidade constitui exce\u00e7\u00e3o ao princ\u00edpio da responsabilidade patrimonial), pois, em tal contexto, n\u00e3o haveria interpreta\u00e7\u00e3o buscando compatibilizar normas jur\u00eddicas, mas constru\u00e7\u00e3o de um ordenamento jur\u00eddico sustentado por sistema hermen\u00eautico autof\u00e1gico, em que uma norma aniquilaria o esp\u00edrito e a raz\u00e3o de existir de outra.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir do racioc\u00ednio acima, conclui-se no sentido de que:<\/p>\n\n\n\n<p>a) \u00e9 irrelevante o nome dado \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o financeira, mas \u00e9 essencial que o investimento possua caracter\u00edsticas e objetivo similares ao da utiliza\u00e7\u00e3o da poupan\u00e7a (isto \u00e9, reserva cont\u00ednua e duradoura de numer\u00e1rio at\u00e9 quarenta sal\u00e1rios m\u00ednimos, destinado a conferir prote\u00e7\u00e3o individual ou familiar em caso de emerg\u00eancia ou imprevisto grave).<\/p>\n\n\n\n<p>b) <strong>n\u00e3o possui as caracter\u00edsticas acima o dinheiro referente \u00e0s sobras que remanescem, no final do m\u00eas, em conta corrente tradicional ou remunerada<\/strong> (a qual se destina, justamente, a fazer frente \u00e0s mais diversas opera\u00e7\u00f5es financeiras de natureza di\u00e1ria, eventual ou frequente, mas jamais a constituir reserva financeira para prote\u00e7\u00e3o contra adversidades futuras e incertas).<\/p>\n\n\n\n<p>c) importante ressalvar que a circunst\u00e2ncia descrita anterior, por si s\u00f3, n\u00e3o conduz automaticamente ao entendimento de que o valor mantido em conta corrente ser\u00e1 sempre penhor\u00e1vel. Com efeito, deve subsistir a orienta\u00e7\u00e3o jurisprudencial de que o devedor poder\u00e1 solicitar a anula\u00e7\u00e3o da medida constritiva, desde que comprove que o dinheiro percebido no m\u00eas de ingresso do numer\u00e1rio possui natureza absolutamente impenhor\u00e1vel (por exemplo, conta usada para receber o sal\u00e1rio, ou verba de natureza salarial).<\/p>\n\n\n\n<p>d) para os fins da impenhorabilidade descrita acima, ressalvada a hip\u00f3tese de aplica\u00e7\u00e3o em caderneta de poupan\u00e7a (em torno da qual h\u00e1 presun\u00e7\u00e3o absoluta de impenhorabilidade), <strong>\u00e9 \u00f4nus da parte devedora produzir prova concreta de que a aplica\u00e7\u00e3o similar \u00e0 poupan\u00e7a constitui reserva de patrim\u00f4nio destinado a assegurar o m\u00ednimo existencial ou a proteger o indiv\u00edduo ou seu n\u00facleo familiar contra adversidades<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Em resumo, a garantia da impenhorabilidade \u00e9 aplic\u00e1vel automaticamente, em rela\u00e7\u00e3o ao montante de at\u00e9 quarenta (40) sal\u00e1rios m\u00ednimos, ao valor depositado exclusivamente em caderneta de poupan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Se a medida de bloqueio\/penhora judicial, por meio f\u00edsico ou eletr\u00f4nico (Bacenjud), atingir dinheiro mantido em conta corrente ou quaisquer outras aplica\u00e7\u00f5es financeiras, poder\u00e1 eventualmente a garantia da impenhorabilidade ser estendida a tal investimento, respeitado o teto de quarenta sal\u00e1rios m\u00ednimos, desde que comprovado, pela parte processual atingida pelo ato constritivo, que o referido montante constitui reserva de patrim\u00f4nio destinado a assegurar o m\u00ednimo existencial<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>3.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Se a medida de bloqueio\/penhora judicial, por meio f\u00edsico ou eletr\u00f4nico (Bacenjud), atingir dinheiro mantido em conta corrente ou quaisquer outras aplica\u00e7\u00f5es financeiras, poder\u00e1 eventualmente a garantia da impenhorabilidade ser estendida a tal investimento, respeitado o teto de quarenta sal\u00e1rios m\u00ednimos, desde que comprovado, pela parte processual atingida pelo ato constritivo, que o referido montante constitui reserva de patrim\u00f4nio destinado a assegurar o m\u00ednimo existencial.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-competencia-para-julgar-reclamacao-contra-a-cef-e-funcef-visando-a-reimplantacao-do-auxilio-alimentacao-pago-em-pecunia-bem-como-a-complementacao-da-aposentadoria\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Compet\u00eancia para julgar reclama\u00e7\u00e3o <\/a>contra a CEF e FUNCEF, visando a reimplanta\u00e7\u00e3o do aux\u00edlio-alimenta\u00e7\u00e3o pago em pec\u00fania, bem como a complementa\u00e7\u00e3o da aposentadoria<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO CONFLITO DE COMPET\u00caNCIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Compete \u00e0 Justi\u00e7a do Trabalho julgar reclama\u00e7\u00e3o trabalhista contra a CEF e FUNCEF, visando a reimplanta\u00e7\u00e3o do aux\u00edlio-alimenta\u00e7\u00e3o pago em pec\u00fania, bem como a complementa\u00e7\u00e3o da aposentadoria, a fim de que reflita a inclus\u00e3o da parcela salarial no benef\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no CC 185.622-RN, Rel. Ministro Jo\u00e3o Ot\u00e1vio de Noronha, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 13\/3\/2024. (Info 804 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Crementino, empregado p\u00fablico da Caixa Econ\u00f4mica Federal, ajuizou para discutir aux\u00edlio-alimenta\u00e7\u00e3o e complementa\u00e7\u00e3o de aposentadoria, de modo que o aux\u00edlio-alimenta\u00e7\u00e3o reflita na base de c\u00e1lculo do benef\u00edcio previdenci\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao receber a reclamat\u00f3ria, o juiz do trabalho declinou da compet\u00eancia ao argumento de que a causa de pedir seria previdenci\u00e1ria, de modo que a solu\u00e7\u00e3o da controv\u00e9rsia deveria ser julgada no \u00e2mbito da Justi\u00e7a comum.<\/p>\n\n\n\n<p>Os autos foram encaminhados ao Ju\u00edzo de Direito da Vara C\u00edvel. Este, ao suscitar o conflito, entendeu que a solu\u00e7\u00e3o da controv\u00e9rsia trabalhista com o reconhecimento do direito de receber o aux\u00edlio-alimenta\u00e7\u00e3o, seria prejudicial em rela\u00e7\u00e3o ao exame da demanda previdenci\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-com-quem-fica-a-crianca\"><a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Com quem fica a crian\u00e7a?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Justi\u00e7a do TRABALHO!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se aplica \u00e0 hip\u00f3tese a decis\u00e3o do STF no RE n. 586.453\/SE. Isso porque, no caso dos autos, foi ajuizada a reclama\u00e7\u00e3o trabalhista contra a Caixa Econ\u00f4mica Federal e a Funda\u00e7\u00e3o dos Economi\u00e1rios Federais, visando a reimplanta\u00e7\u00e3o do aux\u00edlio-alimenta\u00e7\u00e3o pago em pec\u00fania, bem como a complementa\u00e7\u00e3o da aposentadoria, a fim de que reflita a inclus\u00e3o da parcela salarial no benef\u00edcio. N\u00e3o se discute aqui valor pago por entidade de previd\u00eancia privada (benef\u00edcio previdenci\u00e1rio).<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o foi ajuizada e distribu\u00edda, inicialmente, ao Ju\u00edzo da Vara do Trabalho, <a>ao argumento de que a causa de pedir \u00e9 previdenci\u00e1ria, de modo que a solu\u00e7\u00e3o da controv\u00e9rsia deve ser julgada no \u00e2mbito da Justi\u00e7a comum. Depois, os autos foram encaminhados ao Ju\u00edzo de Direito da Vara C\u00edvel. Este, ao suscitar o presente conflito, entendeu que a solu\u00e7\u00e3o da controv\u00e9rsia trabalhista<\/a>, com o reconhecimento do direito de receber o aux\u00edlio-alimenta\u00e7\u00e3o, consubstancia-se prejudicial em rela\u00e7\u00e3o ao exame da demanda previdenci\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A jurisprud\u00eancia do STJ pacificou orienta\u00e7\u00e3o no sentido de <strong>que a compet\u00eancia para processamento e julgamento \u00e9 definida em raz\u00e3o do pedido e da causa de pedir e, no caso concreto, a causa de pedir envolve rela\u00e7\u00e3o tanto trabalhista quanto previdenci\u00e1ria, uma vez que a reclama\u00e7\u00e3o trabalhista foi ajuizada visando a reimplanta\u00e7\u00e3o do aux\u00edlio-alimenta\u00e7\u00e3o, ante a natureza salarial da verba, estando, portanto, integrada ao contrato de trabalho<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, embora o reclamante tamb\u00e9m pretenda a complementa\u00e7\u00e3o da aposentadoria, em demanda aut\u00f4noma, previdenci\u00e1ria, direcionada contra a FUNCEF, fica evidenciado que a demanda trabalhista \u00e9 prim\u00e1ria e de seu resultado depende, inclusive, a quest\u00e3o previdenci\u00e1ria. Desse modo, \u00e9 competente a Justi\u00e7a laboral para, dentro dos seus limites de jurisdi\u00e7\u00e3o e dos limites impostos pela pr\u00f3pria parte autora, apreciar e julgar a controv\u00e9rsia.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Compete \u00e0 Justi\u00e7a do Trabalho julgar reclama\u00e7\u00e3o trabalhista contra a CEF e FUNCEF, visando a reimplanta\u00e7\u00e3o do aux\u00edlio-alimenta\u00e7\u00e3o pago em pec\u00fania, bem como a complementa\u00e7\u00e3o da aposentadoria, a fim de que reflita a inclus\u00e3o da parcela salarial no benef\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-cabimento-de-acao-rescisoria-contra-decisao-proferida-em-agravo-de-instrumento-que-determina-a-retificacao-da-parte-beneficiaria-de-precatorio-judicial\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cabimento de a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria contra decis\u00e3o proferida em agravo de instrumento que determina a retifica\u00e7\u00e3o da parte benefici\u00e1ria de precat\u00f3rio judicial<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 cab\u00edvel a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria contra decis\u00e3o proferida em agravo de instrumento que determina a retifica\u00e7\u00e3o da parte benefici\u00e1ria de precat\u00f3rio judicial, diante do conte\u00fado merit\u00f3rio da decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.745.513-RS, Rel. Ministro Paulo S\u00e9rgio Domingues, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 12\/3\/2024, publicado em 15\/3\/2024. (Info 804 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma requisi\u00e7\u00e3o de pagamento decorrente de feito executivo proposto por Trento Brasil, esta objetivava a cobran\u00e7a de verba honor\u00e1ria sucumbencial da Uni\u00e3o, fixada em raz\u00e3o do \u00eaxito nos embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi expedido precat\u00f3rio em benef\u00edcio do advogado da empresa, Dr. Creisson. A Uni\u00e3o, contudo, requereu por peti\u00e7\u00e3o a retifica\u00e7\u00e3o da ordem para que a expedi\u00e7\u00e3o se desse em nome da exequente Trento Brasil, o que foi deferido em decis\u00e3o proferida em agravo de instrumento que determinou a retifica\u00e7\u00e3o da parte benefici\u00e1ria de precat\u00f3rio judicial<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformado, Dr. Creisson ajuizou a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria com a qual pretende desconstituir a decis\u00e3o que alterou o benefici\u00e1rio do precat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-cabe-a-acao-rescisoria\"><a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cabe a a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>T\u00e1 valendo, <em>dout\u00f4<\/em>!!<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O cerne da controv\u00e9rsia cinge-se ao cabimento da a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria para desconstitui\u00e7\u00e3o de decis\u00e3o proferida em agravo de instrumento que determinou a retifica\u00e7\u00e3o da parte benefici\u00e1ria de precat\u00f3rio judicial.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O objeto da a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria, como regra, encontra-se estritamente vinculado \u00e0 desconstitui\u00e7\u00e3o da coisa julgada, a qual apenas se forma de decis\u00f5es com conte\u00fado merit\u00f3rio<\/strong>. Assim, o Superior Tribunal de Justi\u00e7a firmou entendimento no sentido de considerar admiss\u00edvel a a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria para impugna\u00e7\u00e3o de decis\u00f5es, ainda que interlocut\u00f3rias, que tenham enfrentado o m\u00e9rito da controv\u00e9rsia. Precedente: AR n. 4.231\/PR, relator Ministro S\u00e9rgio Kukina, Primeira Se\u00e7\u00e3o, julgado em 23\/8\/2017, DJe de 2\/2\/2018.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, a Corte Superior j\u00e1 se pronunciou no sentido de que que a &#8220;<strong>&#8216;senten\u00e7a de m\u00e9rito&#8217; a que se refere o art. 485 do CPC\/1973 e que est\u00e1 sujeita a a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria, \u00e9 toda a decis\u00e3o judicial (senten\u00e7a em sentido estrito, ac\u00f3rd\u00e3o, ou decis\u00e3o interlocut\u00f3ria) que fa\u00e7a ju\u00edzo sobre a exist\u00eancia ou a inexist\u00eancia ou modo de ser da rela\u00e7\u00e3o de direito material objeto da demanda<\/strong>&#8221; (REsp 784.799\/PR, relator Ministro Teori Albino Zavascki, Primeira Turma, julgado em 17\/12\/2009, DJe de 2\/2\/2010).<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, a doutrina sobre o tema entende que &#8220;por m\u00e9rito considera-se o objeto litigioso, que diz respeito ao pedido (quest\u00e3o principal) [&#8230;]&#8221;; al\u00e9m disso &#8220;se o \u00f3rg\u00e3o jurisdicional, levando em considera\u00e7\u00e3o as provas produzidas no processo, convence-se da ilegitimidade da parte, da aus\u00eancia de interesse do autor ou da impossibilidade jur\u00eddica do pedido, h\u00e1 resolu\u00e7\u00e3o de m\u00e9rito (art. 269, I, CPC\/1973).&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>No caso em discuss\u00e3o, observa-se, contudo, que a decis\u00e3o rescindenda n\u00e3o se limitou \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de mero exame processual, mas efetivo ju\u00edzo sobre a rela\u00e7\u00e3o de direito material quando, ao determinar a corre\u00e7\u00e3o do precat\u00f3rio, conferiu a titularidade da verba honor\u00e1ria sucumbencial \u00e0 parte exequente, em detrimento do seu patrono, encerrando definitivamente a discuss\u00e3o sobre a mat\u00e9ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica de direito material submetida \u00e0 presente an\u00e1lise, portanto, surgiu ap\u00f3s o julgamento do m\u00e9rito da causa principal, o que n\u00e3o se caracteriza como mero consect\u00e1rio do tema central da causa, mas, na verdade, uma nova rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica que sobreveio ap\u00f3s a determina\u00e7\u00e3o das verbas sucumbenciais. Dessa forma, essa rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica, em que se discute a titularidade do valor a ser pago por meio de precat\u00f3rio, e que diz respeito \u00e0 verba honor\u00e1ria sucumbencial, \u00e9 inegavelmente quest\u00e3o de m\u00e9rito surgida no julgamento da causa, sendo impugn\u00e1vel, portanto, por meio de a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 cab\u00edvel a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria contra decis\u00e3o proferida em agravo de instrumento que determina a retifica\u00e7\u00e3o da parte benefici\u00e1ria de precat\u00f3rio judicial, diante do conte\u00fado merit\u00f3rio da decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-requisitos-para-um-dos-socios-manifestar-interesse-em-adquirir-as-quotas-antes-da-intimacao-da-sociedade-cujas-cotas-foram-penhoradas-e-da-apresentacao-do-balanco-especial\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Requisitos para um dos s\u00f3cios manifestar interesse em adquirir as quotas antes da intima\u00e7\u00e3o da sociedade, cujas cotas foram penhoradas e da apresenta\u00e7\u00e3o do balan\u00e7o especial<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Se um dos s\u00f3cios manifestar interesse em adquirir as quotas antes da intima\u00e7\u00e3o da sociedade, cujas cotas foram penhoradas e da apresenta\u00e7\u00e3o do balan\u00e7o especial, incumbe ao juiz intimar exequente e executado para se manifestarem a esse respeito, bem como cientificar a sociedade, a fim de dar ci\u00eancia aos demais s\u00f3cios. N\u00e3o havendo impugna\u00e7\u00e3o quanto ao valor ofertado, ser\u00e1 vi\u00e1vel o exerc\u00edcio imediato do direito de prefer\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.101.226-SP, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 12\/3\/2024, DJe 14\/3\/2024. (Info 804 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>6.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>No tr\u00e2mite de uma a\u00e7\u00e3o, foram penhoradas a\u00e7\u00f5es ordin\u00e1rias nominativas de sociedade empresarial, as quais s\u00e3o titularizadas por uma das executadas. Foi determinada a intima\u00e7\u00e3o da sociedade para apresenta\u00e7\u00e3o do balan\u00e7o especial, mas antes da sua perfectibiliza\u00e7\u00e3o, o s\u00f3cio Tadeu manifestou-se nos autos e postulou a transfer\u00eancia das quotas para si, o que foi indeferido.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformado, Tadeu interp\u00f4s recurso no qual alega ser poss\u00edvel o exerc\u00edcio do direito de prefer\u00eancia pelo s\u00f3cio antes da intima\u00e7\u00e3o da sociedade cujas quotas foram penhoradas e da apresenta\u00e7\u00e3o do balan\u00e7o especial.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 797. Ressalvado o caso de insolv\u00eancia do devedor, em que tem lugar o concurso universal, realiza-se a execu\u00e7\u00e3o no interesse do exequente que adquire, pela penhora, o direito de prefer\u00eancia sobre os bens penhorados.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Par\u00e1grafo \u00fanico. Recaindo mais de uma penhora sobre o mesmo bem, cada exequente conservar\u00e1 o seu t\u00edtulo de prefer\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 861. Penhoradas as quotas ou as a\u00e7\u00f5es de s\u00f3cio em sociedade simples ou empres\u00e1ria, o juiz assinar\u00e1 prazo razo\u00e1vel, n\u00e3o superior a 3 (tr\u00eas) meses, para que a sociedade:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; apresente balan\u00e7o especial, na forma da lei;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 5\u00ba Caso n\u00e3o haja interesse dos demais s\u00f3cios no exerc\u00edcio de direito de prefer\u00eancia, n\u00e3o ocorra a aquisi\u00e7\u00e3o das quotas ou das a\u00e7\u00f5es pela sociedade e a liquida\u00e7\u00e3o do inciso III do caput seja excessivamente onerosa para a sociedade, o juiz poder\u00e1 determinar o leil\u00e3o judicial das quotas ou das a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 870. A avalia\u00e7\u00e3o ser\u00e1 feita pelo oficial de justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Se forem necess\u00e1rios conhecimentos especializados e o valor da execu\u00e7\u00e3o o comportar, o juiz nomear\u00e1 avaliador, fixando-lhe prazo n\u00e3o superior a 10 (dez) dias para entrega do laudo.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 880. N\u00e3o efetivada a adjudica\u00e7\u00e3o, o exequente poder\u00e1 requerer a aliena\u00e7\u00e3o por sua pr\u00f3pria iniciativa ou por interm\u00e9dio de corretor ou leiloeiro p\u00fablico credenciado perante o \u00f3rg\u00e3o judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>\u00a7 2\u00ba A aliena\u00e7\u00e3o ser\u00e1 formalizada por termo nos autos, com a assinatura do juiz, do exequente, do adquirente e, se estiver presente, do executado, expedindo-se:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I &#8211; a carta de aliena\u00e7\u00e3o e o mandado de imiss\u00e3o na posse, quando se tratar de bem im\u00f3vel;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>II &#8211; a ordem de entrega ao adquirente, quando se tratar de bem m\u00f3vel.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-necessaria-a-intimacao-do-exequente-e-executado\"><a>6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Necess\u00e1ria a intima\u00e7\u00e3o do exequente e executado?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Com certeza!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O prop\u00f3sito recursal consiste em dizer se \u00e9 poss\u00edvel <a>o exerc\u00edcio do direito de prefer\u00eancia pelo s\u00f3cio antes da intima\u00e7\u00e3o da sociedade cujas quotas foram penhoradas e da apresenta\u00e7\u00e3o do balan\u00e7o especial.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Uma vez penhoradas as quotas ou a\u00e7\u00f5es, o juiz fixar\u00e1 prazo razo\u00e1vel, n\u00e3o superior a 3 (tr\u00eas) meses, e mandar\u00e1 intimar a pessoa jur\u00eddica, na pessoa do seu representante, para, dentre outras provid\u00eancias, apresentar balan\u00e7o especial<\/strong>, na forma da lei, e oferecer as quotas ou as a\u00e7\u00f5es aos demais s\u00f3cios, observado o direito de prefer\u00eancia legal ou contratual.<\/p>\n\n\n\n<p>Todavia, se algum s\u00f3cio manifestar seu interesse em adquirir as quotas ou a\u00e7\u00f5es penhoradas antes da intima\u00e7\u00e3o da sociedade, o juiz dever\u00e1 intimar as partes do processo &#8211; exequente e executado &#8211; a respeito da proposta apresentada e dever\u00e1 dar ci\u00eancia \u00e0 sociedade, para evitar burla a eventual direito de prefer\u00eancia convencionado no contrato social.<\/p>\n\n\n\n<p>O art. 861, I, do CPC exige a apresenta\u00e7\u00e3o de balan\u00e7o especial pela sociedade para a defini\u00e7\u00e3o do valor correspondente \u00e0s quotas ou a\u00e7\u00f5es objeto de penhora. Entretanto, se credor e devedor anu\u00edrem com o montante indicado pelo s\u00f3cio e n\u00e3o houver oposi\u00e7\u00e3o, ser\u00e1 vi\u00e1vel o exerc\u00edcio imediato do direito de prefer\u00eancia pelo s\u00f3cio interessado, procedendo-se \u00e0 transfer\u00eancia das quotas ou a\u00e7\u00f5es \u00e0 sua titularidade mediante termo nos autos (art. 880, \u00a7 2\u00ba, do CPC). Aplica-se, por analogia, o disposto no art. 871, I, do CPC.<\/p>\n\n\n\n<p>Se o montante ofertado pelo s\u00f3cio for impugnado, ser\u00e1 necess\u00e1rio aguardar o transcurso do prazo definido pelo juiz para apresenta\u00e7\u00e3o do balan\u00e7o especial pela sociedade (art. 861, I, do CPC). Mas, havendo requerimento de qualquer dos interessados, o juiz poder\u00e1 dispensar o balan\u00e7o especial e determinar a realiza\u00e7\u00e3o de avalia\u00e7\u00e3o judicial (art. 870 do CPC) se entender que tal medida se revela mais adequada. A avalia\u00e7\u00e3o judicial tamb\u00e9m ser\u00e1 cab\u00edvel se a sociedade se omitir ou se recusar a elaborar o balan\u00e7o especial.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa situa\u00e7\u00e3o, as quotas ou a\u00e7\u00f5es dever\u00e3o ser avaliadas para, na sequ\u00eancia, serem adjudicadas ou alienadas em leil\u00e3o eletr\u00f4nico ou presencial. Em aten\u00e7\u00e3o \u00e0 previs\u00e3o contida no art. 876, \u00a7 7\u00ba, do CPC, a sociedade dever\u00e1 ser novamente intimada, a fim de que seja oportunizado aos s\u00f3cios o exerc\u00edcio do direito de prefer\u00eancia mediante a adjudica\u00e7\u00e3o das quotas ou a\u00e7\u00f5es penhoradas.<\/p>\n\n\n\n<p>O art. 861, \u00a7 5\u00ba, do CPC apenas autoriza o leil\u00e3o judicial das quotas ou a\u00e7\u00f5es se nenhuma das medidas preconizadas em seus incisos tiver \u00eaxito. Todavia, esse dispositivo deve ser interpretado ampliativamente, em homenagem ao disposto no art. 797 do CPC e aos princ\u00edpios da efetividade, da celeridade e da economia processual.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, foram penhoradas a\u00e7\u00f5es ordin\u00e1rias nominativas de sociedade, as quais s\u00e3o titularizadas por uma das executadas. Foi determinada a intima\u00e7\u00e3o da sociedade para apresenta\u00e7\u00e3o do balan\u00e7o especial, mas antes da sua perfectibiliza\u00e7\u00e3o, o recorrente (s\u00f3cio) manifestou-se nos autos e postulou a transfer\u00eancia das quotas para si, o que foi indeferido. Entretanto, \u00e9 descabido o indeferimento, de plano, do requerimento, devendo as partes e os demais s\u00f3cios serem intimados para se manifestarem quanto \u00e0 inten\u00e7\u00e3o da compra.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>6.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Se um dos s\u00f3cios manifestar interesse em adquirir as quotas antes da intima\u00e7\u00e3o da sociedade, cujas cotas foram penhoradas e da apresenta\u00e7\u00e3o do balan\u00e7o especial, incumbe ao juiz intimar exequente e executado para se manifestarem a esse respeito, bem como cientificar a sociedade, a fim de dar ci\u00eancia aos demais s\u00f3cios. N\u00e3o havendo impugna\u00e7\u00e3o quanto ao valor ofertado, ser\u00e1 vi\u00e1vel o exerc\u00edcio imediato do direito de prefer\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-des-necessidade-de-fundamentacao-no-tocante-a-dosimetria-da-decisao-que-decreta-a-prisao-civil-do-devedor-de-alimentos\"><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Des)Necessidade de fundamenta\u00e7\u00e3o no tocante \u00e0 dosimetria da <\/a>decis\u00e3o que decreta a pris\u00e3o civil do devedor de alimentos<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>PROCESSO EM SEGREDO DE JUSTI\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o que decreta a pris\u00e3o civil do devedor de alimentos deve ser fundamentada no tocante \u00e0 dosimetria do prazo de encarceramento (entre 1 m\u00eas e 3 meses), notadamente quando se adotar prazo superior ao m\u00ednimo legal.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministro Raul Ara\u00fajo, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 12\/3\/2024. (Info 804 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>7.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creosvalda, filha de Craudio, ajuizou a\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a de alimentos em face do pai. Como Craudio n\u00e3o pagava a pens\u00e3o aliment\u00edcia h\u00e1 mais de seis meses, requereu que fosse decretada a pris\u00e3o civil do genitor.<\/p>\n\n\n\n<p>O ju\u00edzo decretou logo a pris\u00e3o pelo prazo de tr\u00eas meses, mas deixou de fundamentar a dosimetria que o levou a optar pelo prazo m\u00e1ximo. Inconformada, a defesa de Craudio alega a nulidade da decis\u00e3o pela falta de fundamenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>*Processo em segredo de justi\u00e7a. Caso imaginado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Art. 528. No cumprimento de senten\u00e7a que condene ao pagamento de presta\u00e7\u00e3o aliment\u00edcia ou de decis\u00e3o interlocut\u00f3ria que fixe alimentos, o juiz, a requerimento do exequente, mandar\u00e1 intimar o executado pessoalmente para, em 3 (tr\u00eas) dias, pagar o d\u00e9bito, provar que o fez ou justificar a impossibilidade de efetu\u00e1-lo.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-necessaria-fundamentacao-especifica\"><a>7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Necess\u00e1ria fundamenta\u00e7\u00e3o espec\u00edfica?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Com certeza!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A pris\u00e3o civil \u00e9 t\u00e9cnica executiva processual voltada a intimidar o devedor a cumprir, de forma c\u00e9lere e efetiva, o pagamento do d\u00e9bito alimentar<\/strong>. Como toda medida coercitiva, deve haver a devida justificativa para a sua ado\u00e7\u00e3o, notadamente porque se est\u00e1 no \u00e2mbito de direitos fundamentais do devedor executado, mais precisamente, o seu direito de liberdade e a sua dignidade humana.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa perspectiva, o dever de fundamenta\u00e7\u00e3o anal\u00edtica e adequada de toda decis\u00e3o determinante de pris\u00e3o civil do devedor de alimentos \u00e9 medida obrigat\u00f3ria, seja quanto ao preenchimento dos requisitos &#8211; requerimento do credor; exist\u00eancia de d\u00e9bito alimentar que compreenda at\u00e9 3 presta\u00e7\u00f5es anteriores ao ajuizamento da execu\u00e7\u00e3o; n\u00e3o pagamento do d\u00e9bito em 3 dias; aus\u00eancia de justifica\u00e7\u00e3o ou de impossibilidade de faz\u00ea-lo (CPC, art. 528) -, seja quanto \u00e0 defini\u00e7\u00e3o do tempo de constri\u00e7\u00e3o de liberdade entre o m\u00ednimo e o m\u00e1ximo (1 a 3 meses) estabelecidos pela legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nos casos em que houver necessidade se adotar prazo superior ao m\u00ednimo legal, deve o magistrado fixar de forma individualizada, proporcional e razo\u00e1vel, o tempo de restri\u00e7\u00e3o da liberdade, estabelecendo crit\u00e9rios objetivos de pondera\u00e7\u00e3o<\/strong>. Deve-se levar em conta, por exemplo, a capacidade econ\u00f4mica do devedor e o valor da d\u00edvida; o comportamento do devedor (est\u00e1 de boa-f\u00e9, \u00e9 mau pagador reincidente e outros); as caracter\u00edsticas pessoais do devedor (como desemprego, nascimento de outro filho, alguma patologia grave etc.); as consequ\u00eancias advindas da inadimpl\u00eancia (interna\u00e7\u00e3o hospitalar, abandono da escola, entre outros) etc.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>7.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o que decreta a pris\u00e3o civil do devedor de alimentos deve ser fundamentada no tocante \u00e0 dosimetria do prazo de encarceramento (entre 1 m\u00eas e 3 meses), notadamente quando se adotar prazo superior ao m\u00ednimo legal.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-empresarial\"><a>DIREITO EMPRESARIAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-im-possibilidade-de-deferimento-da-recuperacao-judicial-sem-a-aprovacao-do-plano-pelo-quorum-previsto-no-art-45-da-lei-n-11-101-2005-e-sem-o-atendimento-cumulativo-de-todos-os-requisitos-do-art-58-1\u00ba-da-referida-lei\"><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade de deferimento da Recupera\u00e7\u00e3o Judicial <\/a>sem a aprova\u00e7\u00e3o do plano pelo qu\u00f3rum previsto no art. 45 da Lei n. 11.101\/2005 e sem o atendimento cumulativo de todos os requisitos do art. 58, \u00a7 1\u00ba, da referida lei<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Quando n\u00e3o restar comprovado <a>o abuso de direito de voto por parte do credor que se manifestou contr\u00e1rio ao plano recuperacional, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel deferir a recupera\u00e7\u00e3o judicial sem a aprova\u00e7\u00e3o do plano pelo qu\u00f3rum previsto no art. 45 <\/a>da Lei n. 11.101\/2005 e sem o atendimento cumulativo de todos os requisitos do art. 58, \u00a7 1\u00ba, da referida lei, para a aplica\u00e7\u00e3o do cram down.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.880.358-SP, Rel. Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 27\/2\/2024, DJe 29\/2\/2024. (Info 804 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>8.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma recupera\u00e7\u00e3o judicial, foi concedida a recupera\u00e7\u00e3o para a empresa Tinner S.A, tendo em vista que, realizada a Assembleia Geral de Credores, o Plano de Recupera\u00e7\u00e3o Judicial foi aprovado por 100% (cem por cento) dos credores das Classes I (trabalhista), III (quirograf\u00e1rios, privil\u00e9gios especial e geral e subordinados) e IV (ME e EPP).<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, o Banco New e empresa Pluma Ltda participaram da vota\u00e7\u00e3o na assembleia por for\u00e7a de decis\u00e3o judicial, sendo os respectivos votos colhidos em apartado. Na senten\u00e7a foi consignado que, para o cen\u00e1rio no qual computaram-se os votos dos credores Novo New e Pluma, o plano de recupera\u00e7\u00e3o foi rejeitado na classe II e aprovados nas demais, mas sem possibilidade de aplica\u00e7\u00e3o do instituto do <em>cram down<\/em> na esp\u00e9cie, at\u00e9 mesmo pela desaprova\u00e7\u00e3o de 97,38% do total de cr\u00e9ditos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda assim, o tribunal local entendeu que houve o abuso de direito de voto por parte do credor majorit\u00e1rio que se manifestou contr\u00e1rio ao plano recuperacional, e deferiu a recupera\u00e7\u00e3o judicial sem a aprova\u00e7\u00e3o do plano pelo qu\u00f3rum previsto no art. 45 da Lei de Fal\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 11.101\/2005:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 45. Nas delibera\u00e7\u00f5es sobre o plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial, todas as classes de credores referidas no art. 41 desta Lei dever\u00e3o aprovar a proposta.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 58. Cumpridas as exig\u00eancias desta Lei, o juiz conceder\u00e1 a recupera\u00e7\u00e3o judicial do devedor cujo plano n\u00e3o tenha sofrido obje\u00e7\u00e3o de credor nos termos do art. 55 desta Lei ou tenha sido aprovado pela assembleia-geral de credores na forma dos arts. 45 ou 56-A desta Lei.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 1\u00ba O juiz poder\u00e1 conceder a recupera\u00e7\u00e3o judicial com base em plano que n\u00e3o obteve aprova\u00e7\u00e3o na forma do art. 45 desta Lei, desde que, na mesma assembl\u00e9ia, tenha obtido, de forma cumulativa:<\/p>\n\n\n\n<p>I \u2013 o voto favor\u00e1vel de credores que representem mais da metade do valor de todos os cr\u00e9ditos presentes \u00e0 assembl\u00e9ia, independentemente de classes;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>II &#8211; a aprova\u00e7\u00e3o de 3 (tr\u00eas) das classes de credores ou, caso haja somente 3 (tr\u00eas) classes com credores votantes, a aprova\u00e7\u00e3o de pelo menos 2 (duas) das classes ou, caso haja somente 2 (duas) classes com credores votantes, a aprova\u00e7\u00e3o de pelo menos 1 (uma) delas, sempre nos termos do art. 45 desta Lei;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>III \u2013 na classe que o houver rejeitado, o voto favor\u00e1vel de mais de 1\/3 (um ter\u00e7o) dos credores, computados na forma dos \u00a7\u00a7 1\u00ba e 2\u00ba do art. 45 desta Lei.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-possivel-o-deferimento-da-recuperacao-judicial\"><a>8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel o deferimento da recupera\u00e7\u00e3o judicial?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooopsss!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o jur\u00eddica controvertida versa sobre a configura\u00e7\u00e3o do abuso de direito pela rejei\u00e7\u00e3o do plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial por credor com poder de veto, que sofreria des\u00e1gio de 90% de seu cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde logo, n\u00e3o se ignora precedente do STJ no sentido de <strong>ser poss\u00edvel, em situa\u00e7\u00f5es excepcional\u00edssimas, a concess\u00e3o da recupera\u00e7\u00e3o judicial, ainda que n\u00e3o alcan\u00e7ado o qu\u00f3rum do art. 45 da Lei n. 11.101\/2005 e sem o cumprimento cumulativo dos requisitos do art. 58, \u00a7 1\u00ba, a fim de evitar o abuso do direito de voto por alguns credores, visando a preserva\u00e7\u00e3o da empresa<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Descabe, entretanto, transformar em regra a exce\u00e7\u00e3o. O&nbsp;<em>cram down<\/em>&nbsp;\u00e9, por si, medida excepcional, que existe com objetivo de superar impasses e permitir a continuidade da empresa, impondo aos credores divergentes um plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial, ainda que n\u00e3o alcan\u00e7ado o qu\u00f3rum legal para sua aprova\u00e7\u00e3o. Justamente por excluir o voto divergente do credor, a Lei de Fal\u00eancia e Recupera\u00e7\u00e3o Judicial restringe o uso da ferramenta, exigindo o cumprimento cumulativo de tr\u00eas requisitos legais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>No caso, dos tr\u00eas requisitos legais exigidos, dois deles n\u00e3o foram cumpridos<\/strong>, quais sejam: (i) a exig\u00eancia de voto favor\u00e1vel de credores que representem mais da metade do valor de todos os cr\u00e9ditos presentes \u00e0 assembleia, independentemente de classes (art. 58, \u00a7 1\u00ba, I) e (ii) na classe que houver rejeitado o plano, o voto favor\u00e1vel de mais de 1\/3 dos credores (art. 58, \u00a7 1\u00ba, II). Some-se a isso o fato de que o Tribunal de origem reconheceu que &#8220;o des\u00e1gio de 90% previsto para as classes II, III e IV \u00e9 excessivo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Considerando que na situa\u00e7\u00e3o do banco recorrente, credor classe II, o des\u00e1gio de 90% \u00e9 mais expressivo do que para as classes III e IV, n\u00e3o \u00e9 razo\u00e1vel exigir do credor, titular de cerca de 95% das obriga\u00e7\u00f5es passivas da devedora, que manifeste incondicional anu\u00eancia na redu\u00e7\u00e3o do equivalente a 90% de seu cr\u00e9dito<\/strong>, em benef\u00edcio da coletividade de credores e em detrimento de seus pr\u00f3prios interesses.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo, a manuten\u00e7\u00e3o da homologa\u00e7\u00e3o do plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial, sem o qu\u00f3rum de aprova\u00e7\u00e3o, sem o cumprimento dos requisitos legais cumulativos para aplica\u00e7\u00e3o do&nbsp;<em>cram down<\/em>&nbsp;e sem a demonstra\u00e7\u00e3o do abuso de direito, viola os arts. 41, 45 e 58, \u00a7 1\u00ba, da Lei n. 11.101\/2005.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>8.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Quando n\u00e3o restar comprovado o abuso de direito de voto por parte do credor que se manifestou contr\u00e1rio ao plano recuperacional, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel deferir a recupera\u00e7\u00e3o judicial sem a aprova\u00e7\u00e3o do plano pelo qu\u00f3rum previsto no art. 45 da Lei n. 11.101\/2005 e sem o atendimento cumulativo de todos os requisitos do art. 58, \u00a7 1\u00ba, da referida lei, para a aplica\u00e7\u00e3o do cram down.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-previdenciario\"><a>DIREITO PREVIDENCI\u00c1RIO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-incidencia-de-contribuicao-previdenciaria-patronal-sobre-os-valores-pagos-ao-trabalhador-a-titulo-de-decimo-terceiro-salario-proporcional-relacionado-ao-periodo-do-aviso-previo-indenizado\"><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Incid\u00eancia de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria patronal sobre os valores pagos ao trabalhador a t\u00edtulo de d\u00e9cimo terceiro sal\u00e1rio proporcional relacionado ao per\u00edodo do aviso pr\u00e9vio indenizado<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria patronal incide sobre os valores pagos ao trabalhador a t\u00edtulo de d\u00e9cimo terceiro sal\u00e1rio proporcional relacionado ao per\u00edodo do aviso pr\u00e9vio indenizado.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.974.197-AM, Rel. Ministro Paulo S\u00e9rgio Domingues, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 13\/3\/2024. (Tema 1170). (Info 804 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>9.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Trata-se de julgamento de recurso repetitivo no qual o STJ passou a analisar se, conforme alega\u00e7\u00e3o da Fazenda Nacional, incide a contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria patronal sobre os valores pagos ao trabalhador a t\u00edtulo de d\u00e9cimo terceiro sal\u00e1rio proporcional em rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo do aviso pr\u00e9vio indenizado.<\/p>\n\n\n\n<p>A Fazenda Nacional defende a incid\u00eancia da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria diante da alegada natureza remunerat\u00f3ria do d\u00e9cimo terceiro proporcional ao aviso pr\u00e9vio indenizado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>9.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei 8.212\/1991:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 22. A contribui\u00e7\u00e3o a cargo da empresa, destinada \u00e0 Seguridade Social, al\u00e9m do disposto no art. 23, \u00e9 de:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; vinte por cento sobre o total das remunera\u00e7\u00f5es pagas, devidas ou creditadas a qualquer t\u00edtulo, durante o m\u00eas, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestem servi\u00e7os, destinadas a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos servi\u00e7os efetivamente prestados, quer pelo tempo \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do empregador ou tomador de servi\u00e7os, nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de conven\u00e7\u00e3o ou acordo coletivo de trabalho ou senten\u00e7a normativa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2\u00ba N\u00e3o integram a remunera\u00e7\u00e3o as parcelas de que trata o \u00a7 9\u00ba do art. 28.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 28. Entende-se por sal\u00e1rio-de-contribui\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 9\u00ba N\u00e3o integram o sal\u00e1rio-de-contribui\u00e7\u00e3o para os fins desta Lei, exclusivamente:<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-incide-a-contribuicao-previdenciaria-patronal\"><a>9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Incide a contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria patronal?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Pode apostar!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>De in\u00edcio, consigna-se que se trata da defini\u00e7\u00e3o de quest\u00e3o de direito que prescinde da an\u00e1lise de dispositivos constitucionais, mas sim e apenas da interpreta\u00e7\u00e3o de comandos emergentes de preceitos de natureza legal (arts. 22 e 28 da Lei 8.212\/1991). <\/strong>Tanto \u00e9 assim que o Supremo Tribunal Federal recusou a submiss\u00e3o da mat\u00e9ria ao regime da repercuss\u00e3o geral, destacando, para tanto, a inexist\u00eancia de quest\u00e3o constitucional a ser enfrentada (Tema 754\/STF).<\/p>\n\n\n\n<p>O tema tangencia o quanto j\u00e1 decidido por este Tribunal Superior por ocasi\u00e3o do julgamento do REsp 1.230.957\/RS, oportunidade em que a Primeira Se\u00e7\u00e3o, debru\u00e7ando-se sobre a natureza jur\u00eddica de diversas verbas trabalhistas, fixou teses jur\u00eddicas acerca da incid\u00eancia de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre elas (Temas Repetitivos 478\/STJ, 479\/STJ, 737\/STJ, 738\/STJ, 739\/STJ e 740\/STJ).<\/p>\n\n\n\n<p>No&nbsp;<em>leading case<\/em>&nbsp;em quest\u00e3o evidentemente n\u00e3o se cuidou da rubrica de que ora se cuida (d\u00e9cimo terceiro proporcional ao aviso pr\u00e9vio indenizado), raz\u00e3o pela qual o presente recurso especial foi afetado a julgamento pela Primeira Se\u00e7\u00e3o, a fim de que, tamb\u00e9m para tal verba, seja edificado precedente de car\u00e1ter vinculante, conferindo-se seguran\u00e7a jur\u00eddica \u00e0 rela\u00e7\u00e3o entre os contribuintes com o Fisco no tocante \u00e0 incid\u00eancia da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria patronal.<\/p>\n\n\n\n<p>Examinada que seja a jurisprud\u00eancia do STJ acerca da quest\u00e3o de direito posta, n\u00e3o se faz necess\u00e1ria maior digress\u00e3o sobre ela, haja vista que a submiss\u00e3o da controv\u00e9rsia ao regime dos recursos repetitivos parece ter por escopo, precipuamente, reafirmar-se sob esse especial regime jur\u00eddico de forma\u00e7\u00e3o de precedentes vinculantes a sedimentada jurisprud\u00eancia persuasiva de ambas as Turmas de Direito P\u00fablico do STJ, a dizer que, \u00e0 luz da interpreta\u00e7\u00e3o dos arts. 22, I, e \u00a7 2\u00ba, e 28, \u00a7 9\u00ba, da Lei n. 8.212\/1991, incide a contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria patronal sobre os valores pagos ao trabalhador a t\u00edtulo de d\u00e9cimo terceiro proporcional ao aviso pr\u00e9vio indenizado, incid\u00eancia essa que decorre da natureza remunerat\u00f3ria da verba em apre\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>9.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria patronal incide sobre os valores pagos ao trabalhador a t\u00edtulo de d\u00e9cimo terceiro sal\u00e1rio proporcional relacionado ao per\u00edodo do aviso pr\u00e9vio indenizado.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-tributario\"><a>DIREITO TRIBUT\u00c1RIO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-nbsp-integracao-das-tarifas-tust-e-tusd-na-base-de-calculo-do-icms\"><a>10.&nbsp; Integra\u00e7\u00e3o das tarifas TUST E TUSD na base de c\u00e1lculo do ICMS<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Tarifa de Uso do Sistema de Transmiss\u00e3o (TUST) e\/ou a Tarifa de Uso de Distribui\u00e7\u00e3o (TUSD), quando lan\u00e7ada na fatura de energia el\u00e9trica, como encargo a ser suportado diretamente pelo consumidor final (seja ele livre ou cativo), integra, para os fins do art. 13, \u00a7 1\u00ba, II, &#8216;a&#8217;, da LC 87\/1996, a base de c\u00e1lculo do ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.699.851-TO, Rel. Ministro Herman Benjamin, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 13\/3\/2024. (Tema 986). (Info 804 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>10.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Restaurante Dom Virgilio impetrou mandado de seguran\u00e7a no qual alega o direito l\u00edquido e certo de n\u00e3o ter computado na base do c\u00e1lculo do ICMS a Tarifa de Uso do Sistema de Transmiss\u00e3o (TUST) e\/ou a Tarifa de Uso de Distribui\u00e7\u00e3o (TUSD), quando lan\u00e7ada na fatura de energia el\u00e9trica. Por sua vez, o Estado do Tocantins sustenta que tais tarifas devem compor a base de c\u00e1lculo do ICMS.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>10.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>10.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>ADCT:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 34. O sistema tribut\u00e1rio nacional entrar\u00e1 em vigor a partir do primeiro dia do quinto m\u00eas seguinte ao da promulga\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o, mantido, at\u00e9 ent\u00e3o, o da Constitui\u00e7\u00e3o de 1967, com a reda\u00e7\u00e3o dada pela Emenda n\u00ba 1, de 1969, e pelas posteriores.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 9\u00ba At\u00e9 que lei complementar disponha sobre a mat\u00e9ria, as empresas distribuidoras de energia el\u00e9trica, na condi\u00e7\u00e3o de contribuintes ou de substitutos tribut\u00e1rios, ser\u00e3o as respons\u00e1veis, por ocasi\u00e3o da sa\u00edda do produto de seus estabelecimentos, ainda que destinado a outra unidade da Federa\u00e7\u00e3o, pelo pagamento do imposto sobre opera\u00e7\u00f5es relativas \u00e0 circula\u00e7\u00e3o de mercadorias incidente sobre energia el\u00e9trica, desde a produ\u00e7\u00e3o ou importa\u00e7\u00e3o at\u00e9 a \u00faltima opera\u00e7\u00e3o, calculado o imposto sobre o pre\u00e7o ent\u00e3o praticado na opera\u00e7\u00e3o final e assegurado seu recolhimento ao Estado ou ao Distrito Federal, conforme o local onde deva ocorrer essa opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-integram-a-base-de-calculo-do-icms\"><a>10.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Integram a base de c\u00e1lculo do ICMS?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Cola junto igual chiclete em sola de sapato!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o controvertida nos feitos que foram afetados ao julgamento no rito dos Recursos Repetitivos tem por escopo definir se os encargos setoriais correlacionados com opera\u00e7\u00f5es de transmiss\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica &#8211; especificamente a Tarifa de Uso do Sistema de Distribui\u00e7\u00e3o (TUSD) e a Tarifa de Uso do Sistema de Transmiss\u00e3o (TUST) -, lan\u00e7ados nas faturas de consumo de energia el\u00e9trica, e suportados pelo consumidor final, comp\u00f5em a base de c\u00e1lculo do ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente, merecem aten\u00e7\u00e3o as refer\u00eancias, tanto na disciplina constitucional (art. 34, \u00a7 9\u00ba, do ADCT) como na infraconstitucional (arts. 9\u00ba, \u00a7 1\u00ba, II, e 13, I, e \u00a7 2\u00ba, II, &#8220;a&#8221;, da LC 87\/1996), <strong>a express\u00f5es que, de modo inequ\u00edvoco, indicam como sujeitas \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o as &#8220;opera\u00e7\u00f5es&#8221; (no plural) com energia el\u00e9trica, &#8220;desde a produ\u00e7\u00e3o ou importa\u00e7\u00e3o at\u00e9 a \u00faltima opera\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/strong> Tal premissa revela-se de essencial compreens\u00e3o, pois o sistema nacional da energia el\u00e9trica abrange diversas etapas interdependentes, conexas finalisticamente, entre si, como a gera\u00e7\u00e3o\/produ\u00e7\u00e3o (ou importa\u00e7\u00e3o), a transmiss\u00e3o e a distribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, as atividades essenciais da ind\u00fastria de energia el\u00e9trica, conforme a disciplina jur\u00eddica vigente no territ\u00f3rio nacional, s\u00e3o: produ\u00e7\u00e3o\/gera\u00e7\u00e3o, transmiss\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de eletricidade. A atividade que d\u00e1 in\u00edcio ao processo \u00e9 a gera\u00e7\u00e3o, quando ocorre a produ\u00e7\u00e3o de eletricidade por meio de fontes diversas (hidrel\u00e9trica, e\u00f3lica, etc.). Posteriormente, d\u00e1-se a transmiss\u00e3o, ou seja, a propaga\u00e7\u00e3o de eletricidade, que ocorre em alta tens\u00e3o, por longa dist\u00e2ncia. No atual modelo jur\u00eddico em vigor o transmissor n\u00e3o compra ou vende energia el\u00e9trica, limitando-se a disponibilizar as instala\u00e7\u00f5es em alta voltagem e a respectiva manuten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Os usu\u00e1rios dos sistemas de transmiss\u00e3o, por sua vez, celebram Contrato de Uso do Sistema de Transmiss\u00e3o &#8211; CUST; definem no contrato a quantidade de uso contratada e efetuam o pagamento do montante contratado, mediante a aplica\u00e7\u00e3o da Tarifa de Uso do Sistema de Transmiss\u00e3o &#8211; TUST<\/strong>. Finalmente, a distribui\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica abrange (a) a disponibiliza\u00e7\u00e3o de instala\u00e7\u00f5es que propagar\u00e3o energia el\u00e9trica, em baixa tens\u00e3o, normalmente a curtas dist\u00e2ncias, aos consumidores a ela conectados; e (b) a comercializa\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica \u00e0 parte dos usu\u00e1rios conectados \u00e0 sua rede.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, existem dois diferentes ambientes em que se d\u00e1 a comercializa\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica. O primeiro \u00e9 o Ambiente de Contrata\u00e7\u00e3o Livre &#8211; ACL, no qual ocorre a comercializa\u00e7\u00e3o por livre negocia\u00e7\u00e3o entre os agentes vendedores (geradores ou terceiros comerciantes) e os agentes compradores &#8211; denominados consumidores livres (em regra, ind\u00fastrias de grande porte, que consomem elevada quantidade de energia el\u00e9trica no processo produtivo) -, nos termos do art. 1\u00ba, \u00a7 3\u00ba, da Lei 10.848\/2004. No ACL, a atividade da distribuidora se resume \u00e0 disponibiliza\u00e7\u00e3o de sua rede, na forma de Contratos de Uso do Sistema de Distribui\u00e7\u00e3o &#8211; CUSD celebrados com os usu\u00e1rios, com a incid\u00eancia da Tarifa de Uso do Sistema de Distribui\u00e7\u00e3o &#8211; TUSD. De outro lado, no Ambiente de Contrata\u00e7\u00e3o Regulada &#8211; ACR, a distribuidora disponibiliza a sua rede aos usu\u00e1rios &#8211; os quais s\u00e3o denominados consumidores cativos (consumidores residenciais e empresas de pequeno ou m\u00e9dio porte) -, mediante pagamento de tarifa (TUSD), como vendedora de energia el\u00e9trica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Al\u00e9m da TUST e da TUSD, comumente denominadas &#8220;tarifas de fio&#8221;, a fatura de consumo de energia el\u00e9trica prev\u00ea a incid\u00eancia da &#8220;Tarifa de Energia&#8221; (TE), que \u00e9 referente ao valor da opera\u00e7\u00e3o de compra e venda da energia el\u00e9trica a ser consumida pelo usu\u00e1rio<\/strong>. \u00c9 importante esclarecer que todos os encargos acima referidos s\u00e3o suportados, efetivamente, pelo consumidor final da energia el\u00e9trica, sendo irrelevante definir a natureza jur\u00eddica da TUST e da TUSD (se taxa ou pre\u00e7o p\u00fablico), porquanto o presente objeto litigioso pode ser assim definido: constituindo tais cobran\u00e7as a remunera\u00e7\u00e3o por servi\u00e7o alegadamente intermedi\u00e1rio e inconfund\u00edvel com a compra e venda de energia el\u00e9trica (pois a transmiss\u00e3o e a distribui\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica n\u00e3o constituem circula\u00e7\u00e3o jur\u00eddica da aludida mercadoria), seria poss\u00edvel a sua inclus\u00e3o na base de c\u00e1lculo do ICMS?<\/p>\n\n\n\n<p>No Superior Tribunal de Justi\u00e7a, a resposta ao questionamento acima costumeiramente se dava no sentido de definir que a TUSD (estendendo-se o mesmo racioc\u00ednio para a TUST) n\u00e3o integra a base de c\u00e1lculo do ICMS sobre o consumo de energia el\u00e9trica, &#8220;uma vez que o fato gerador ocorre apenas no momento em que a energia sai do estabelecimento fornecedor e \u00e9 efetivamente consumida. Assim, tarifa cobrada na fase anterior do sistema de distribui\u00e7\u00e3o n\u00e3o comp\u00f5e o valor da opera\u00e7\u00e3o de sa\u00edda da mercadoria entregue ao consumidor&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento acima, que vinha sendo constru\u00eddo, ao que parece, a partir do precedente contido no REsp 222.810\/MG (Rel. Ministro Milton Luiz Pereira, Primeira Turma, DJ 15.5.2000, p. 135), foi modificado pelo julgamento, na Primeira Turma do STJ, do REsp 1.163.020\/RS (Rel. Ministro Gurgel de Faria, DJe 27.3.2017), quando se definiu que &#8220;O ICMS incide sobre todo o processo de fornecimento de energia el\u00e9trica, tendo em vista a indissociabilidade das suas fases de gera\u00e7\u00e3o, transmiss\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o, sendo que o custo inerente a cada uma dessas etapas &#8211; entre elas a referente \u00e0 Tarifa de Uso do Sistema de Distribui\u00e7\u00e3o (TUSD) &#8211; comp\u00f5e o pre\u00e7o final da opera\u00e7\u00e3o e, consequentemente, a base de c\u00e1lculo do imposto, nos termos do art. 13, I, da Lei Complementar n. 87\/1996&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, os pronunciamentos do STJ a respeito da inclus\u00e3o da TUST e da TUSD na base de c\u00e1lculo do ICMS-Energia El\u00e9trica valeram-se de precedentes anteriores que examinaram tema conexo, mas absolutamente distinto, isto \u00e9, se a contrata\u00e7\u00e3o de pot\u00eancia de energia (energia contratada, mas n\u00e3o consumida) est\u00e1 inclu\u00edda no conceito de fato gerador da energia el\u00e9trica, para efeito de incid\u00eancia do ICMS. Em momento algum, nos aludidos precedentes iniciais, houve enfrentamento espec\u00edfico a respeito da inclus\u00e3o da TUST e da TUSD na base de c\u00e1lculo do ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 no presente caso, contudo, que se debate o que se deve entender pela express\u00e3o &#8220;tarifa correspondente \u00e0 energia efetivamente consumida&#8221;, isto \u00e9, se abrange somente a &#8220;Tarifa de Energia&#8221; (TE) &#8211; em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 qual n\u00e3o h\u00e1 diss\u00eddio entre as partes &#8211; ou tamb\u00e9m a TUST e a TUSD, como integrantes das opera\u00e7\u00f5es feitas &#8220;desde a produ\u00e7\u00e3o at\u00e9 a opera\u00e7\u00e3o final&#8221;, de efetivo consumo da energia. Assim, uma coisa \u00e9 a remunera\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o p\u00fablico (de transmiss\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica) por tarifa (respectivamente, TUST e TUSD), como instrumento de manuten\u00e7\u00e3o do equil\u00edbrio econ\u00f4mico-financeiro de contratos firmados para atividades empresariais que, por raz\u00f5es de pol\u00edtica de gest\u00e3o do sistema de energia el\u00e9trica, foram desmembradas da gera\u00e7\u00e3o da energia el\u00e9trica, bem como analisar se tal tipo de servi\u00e7o constitui &#8220;circula\u00e7\u00e3o de mercadoria&#8221; (fato gerador do ICMS). Quest\u00e3o absolutamente diversa \u00e9 definir se o repasse de tais encargos ao consumidor final, na cobran\u00e7a da fatura de consumo de energia el\u00e9trica, deve compor a base de c\u00e1lculo do ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, o entendimento concernente \u00e0 alegada autonomia dos contratos relativos \u00e0 transmiss\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica, como situa\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma e desvinculada do consumo, revela-se de todo in\u00fatil e equivocado para os fins de solu\u00e7\u00e3o da lide. In\u00fatil porque n\u00e3o se est\u00e1 a discutir a incid\u00eancia de ICMS sobre tal fato (celebra\u00e7\u00e3o de contrato), ou sobre a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o &#8211; transmiss\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica. Equivocada (a premissa) porque n\u00e3o se revela logicamente conceb\u00edvel afirmar que a transmiss\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica possam ser qualificadas como aut\u00f4nomas, independentes, pois a energia el\u00e9trica \u00e9 essencialmente produzida ou gerada para ser consumida, se parte dessa mercadoria, circunstancialmente, n\u00e3o for consumida, tal situa\u00e7\u00e3o dir\u00e1 respeito \u00e0 pr\u00f3pria n\u00e3o ocorr\u00eancia do fato gerador do ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>Sendo assim, mostra-se incorreto concluir que, apurado o efetivo consumo da energia el\u00e9trica, n\u00e3o integram o valor da opera\u00e7\u00e3o, encontrando-se fora da base de c\u00e1lculo do ICMS, os encargos relacionados com situa\u00e7\u00e3o que constitui antecedente operacional necess\u00e1rio (a transmiss\u00e3o e a distribui\u00e7\u00e3o, ap\u00f3s a pr\u00e9via gera\u00e7\u00e3o da energia el\u00e9trica que foi objeto de compra e venda). Tal racioc\u00ednio n\u00e3o condiz com a disciplina jur\u00eddica da exa\u00e7\u00e3o que, seja no ADCT (art. 34, \u00a7 9\u00ba), seja na LC 87\/1996 (art. 9\u00ba, \u00a7 1\u00ba, II), quando faz refer\u00eancia ao pagamento do ICMS sobre a energia el\u00e9trica, conecta tal situa\u00e7\u00e3o (isto \u00e9, o pagamento do tributo) \u00e0 express\u00e3o &#8220;desde a produ\u00e7\u00e3o ou importa\u00e7\u00e3o at\u00e9 a \u00faltima opera\u00e7\u00e3o&#8221;, o que somente refor\u00e7a a conclus\u00e3o de que se inclui na base de c\u00e1lculo do ICMS, como &#8220;demais import\u00e2ncias pagas ou recebidas&#8221; (art. 13, \u00a7 1\u00ba, II, &#8220;a&#8221;, da LC 87\/1996), o valor referente \u00e0 TUST e ao TUSD &#8211; tanto em rela\u00e7\u00e3o aos consumidores livres como, em sendo o caso, para os consumidores cativos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ressalte-se, por fim, que a \u00fanica hip\u00f3tese que, em princ\u00edpio, justificaria a tese defendida pelos contribuintes, seria aquela em que fosse poss\u00edvel o fornecimento de energia el\u00e9trica diretamente pelas usinas produtoras ao consumidor final, sem a necessidade de utiliza\u00e7\u00e3o das redes interconectadas de transmiss\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica &#8211; hip\u00f3tese em que, a rigor, nem sequer seriam por ele devidos os pagamentos (como efetivo respons\u00e1vel ou a t\u00edtulo de ressarcimento, conforme previs\u00e3o em lei, regulamenta\u00e7\u00e3o legal ou contratual) de TUST e TUSD.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a>10.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A Tarifa de Uso do Sistema de Transmiss\u00e3o (TUST) e\/ou a Tarifa de Uso de Distribui\u00e7\u00e3o (TUSD), quando lan\u00e7ada na fatura de energia el\u00e9trica, como encargo a ser suportado diretamente pelo consumidor final (seja ele livre ou cativo), integra, para os fins do art. 13, \u00a7 1\u00ba, II, &#8216;a&#8217;, da LC 87\/1996, a base de c\u00e1lculo do ICMS.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-nbsp-limitacao-das-contribuicoes-de-terceiros-a-vinte-salarios-minimos\"><a>11.&nbsp; Limita\u00e7\u00e3o das contribui\u00e7\u00f5es de terceiros a vinte sal\u00e1rios m\u00ednimos<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>i) o art. 1\u00ba do Decreto-Lei n. 1.861\/1981 (com a reda\u00e7\u00e3o dada pelo DL n. 1.867\/1981) definiu que as contribui\u00e7\u00f5es devidas ao Sesi, ao Senai, ao Sesc e ao Senac incidem at\u00e9 o limite m\u00e1ximo das contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias;<\/p>\n\n\n\n<p>ii) especificando o limite m\u00e1ximo das contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias, o art. 4\u00ba, par\u00e1grafo \u00fanico, da superveniente Lei n. 6.950\/1981, tamb\u00e9m especificou o teto das contribui\u00e7\u00f5es parafiscais em geral, devidas em favor de terceiros, estabelecendo-o em 20 vezes o maior sal\u00e1rio m\u00ednimo vigente; e<\/p>\n\n\n\n<p>iii) o art. 1\u00ba, inciso I, do Decreto-Lei n. 2.318\/1986, expressamente revogou a norma especif\u00edca que estabelecia teto limite para as contribui\u00e7\u00f5es parafiscais devidas ao Sesi, ao Senai, ao Sesc e ao Senac, assim como o seu art. 3\u00ba expressamente revogou o teto limite para as contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias;<\/p>\n\n\n\n<p>iv) portanto, a partir da entrada em vigor do art. 1\u00ba, I, do Decreto-Lei n. 2.318\/1986, as contribui\u00e7\u00f5es destinadas ao Sesi, ao Senai, ao Sesc e ao Senac n\u00e3o est\u00e3o submetidas ao teto de vinte sal\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.898.532-CE, Rel. Ministra Regina Helena Costa, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por maioria, julgado em 13\/3\/2024. (Tema 1079). (Info 804 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>11.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Gicel Cosm\u00e9ticos impetrou mandado de seguran\u00e7a por meio do qual pretendia a suspens\u00e3o da exigibilidade do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio referente \u00e0s Contribui\u00e7\u00f5es de Terceiros (contribui\u00e7\u00f5es ao INCRA, SENAC, SESC, SEBRAE e FNDE &#8211; Sal\u00e1rio-Educa\u00e7\u00e3o), no que exceder a base de c\u00e1lculo de vinte sal\u00e1rios-m\u00ednimos, nos termos do disposto no artigo 4\u00ba da Lei n\u00ba 6.950\/1981.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa sustenta que o artigo 4\u00ba, par\u00e1grafo \u00fanico, da Lei 6.950\/91 n\u00e3o foi revogado, enquanto a Fazenda Nacional alega que tal dispositivo legal n\u00e3o teria mais vig\u00eancia desde a edi\u00e7\u00e3o do Decreto-Lei 2.318\/86.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>11.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>11.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 6.950\/1981:<\/p>\n\n\n\n<p>Art 4\u00ba &#8211; O limite m\u00e1ximo do sal\u00e1rio-de-contribui\u00e7\u00e3o, previsto no&nbsp;art. 5\u00ba da Lei n\u00ba 6.332, de 18 de maio de 1976, \u00e9 fixado em valor correspondente a 20 (vinte) vezes o maior sal\u00e1rio-m\u00ednimo vigente no Pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico &#8211; O limite a que se refere o presente artigo aplica-se \u00e0s contribui\u00e7\u00f5es parafiscais arrecadadas por conta de terceiros.<\/p>\n\n\n\n<p>Decreto-Lei n. 2.318\/1986:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Art 1\u00ba Mantida a cobran\u00e7a, fiscaliza\u00e7\u00e3o, arrecada\u00e7\u00e3o e repasse \u00e0s entidades benefici\u00e1rias das contribui\u00e7\u00f5es para o Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), para o Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC), para o Servi\u00e7o Social da Ind\u00fastria (SESI) e para o Servi\u00e7o Social do Com\u00e9rcio (SESC), ficam revogados:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; o teto limite a que se referem os&nbsp;artigos 1\u00ba e 2\u00ba do Decreto-lei n\u00ba 1.861, de 25 de fevereiro de 1981, com a reda\u00e7\u00e3o dada pelo artigo 1\u00ba do Decreto-lei n\u00ba 1.867, de 25 de mar\u00e7o de 1981;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; o&nbsp;artigo 3\u00ba do Decreto-lei n\u00ba 1.861, de 25 de fevereiro de 1981, com a reda\u00e7\u00e3o dada pelo artigo 1\u00ba do Decreto-lei n\u00ba 1.867, de 25 de mar\u00e7o de 1981.<\/p>\n\n\n\n<p>Art 3\u00ba Para efeito do c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o da empresa para a previd\u00eancia social, o sal\u00e1rio de contribui\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 sujeito ao limite de vinte vezes o sal\u00e1rio m\u00ednimo, imposto pelo&nbsp;art. 4\u00ba da Lei n\u00ba 6.950, de 4 de novembro de 1981.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-derrubaram-o-teto-de-20-salarios-minimos\"><a>11.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Derrubaram o teto de 20 sal\u00e1rios m\u00ednimos?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Derrubaram na marretada!<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No contexto hist\u00f3rico-normativo anterior \u00e0 vigente ordem constitucional, a express\u00e3o &#8220;contribui\u00e7\u00f5es parafiscais&#8221; englobava tanto as contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias propriamente ditas, destinadas aos Institutos e Caixas de Pens\u00f5es e Aposentadorias e calculadas sobre o sal\u00e1rio-de-contribui\u00e7\u00e3o, como tamb\u00e9m as arrecadadas em favor do SENAI, SESI, SESC e SENAC, e incidentes sobre a folha de sal\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A norma contida no par\u00e1grafo \u00fanico do art. 4\u00ba da Lei n. 6.950\/1981, subordinada \u00e0 disciplina do&nbsp;<em>caput<\/em>&nbsp;do dispositivo, limitava o recolhimento das contribui\u00e7\u00f5es parafiscais que tivessem o sal\u00e1rio-de-contribui\u00e7\u00e3o como base de c\u00e1lculo<\/strong>, n\u00e3o alcan\u00e7ando, desse modo, as contribui\u00e7\u00f5es patronais destinadas aos servi\u00e7os sociais aut\u00f4nomos, cuja base eleita sempre foi a folha salarial.<\/p>\n\n\n\n<p>Os arts. 1\u00ba e 3\u00ba do Decreto-Lei n. 2.318\/1986 revogaram o&nbsp;<em>caput&nbsp;<\/em>do art. 4\u00ba da Lei n. 6.950\/1981, e, com ele, seu par\u00e1grafo \u00fanico, o qual estendia a limita\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias \u00e0s parafiscais cuja base impon\u00edvel fosse o sal\u00e1rio-de-contribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Proposta a supera\u00e7\u00e3o do vigorante e espec\u00edfico quadro jurisprudencial sobre a mat\u00e9ria tratada (<em>overruling<\/em>), e, em rever\u00eancia \u00e0 estabilidade e \u00e0 previsibilidade dos precedentes judiciais, imp\u00f5e-se modular os efeitos do julgado t\u00e3o-s\u00f3 com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s empresas que ingressaram com a\u00e7\u00e3o judicial e\/ou protocolaram pedidos administrativos at\u00e9 a data do in\u00edcio do presente julgamento, obtendo pronunciamento (judicial ou administrativo) favor\u00e1vel, restringindo-se a limita\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo, por\u00e9m, at\u00e9 a publica\u00e7\u00e3o do ac\u00f3rd\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>11.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>i) o art. 1\u00ba do Decreto-Lei n. 1.861\/1981 (com a reda\u00e7\u00e3o dada pelo DL n. 1.867\/1981) definiu que as contribui\u00e7\u00f5es devidas ao Sesi, ao Senai, ao Sesc e ao Senac incidem at\u00e9 o limite m\u00e1ximo das contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias;<\/p>\n\n\n\n<p>ii) especificando o limite m\u00e1ximo das contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias, o art. 4\u00ba, par\u00e1grafo \u00fanico, da superveniente Lei n. 6.950\/1981, tamb\u00e9m especificou o teto das contribui\u00e7\u00f5es parafiscais em geral, devidas em favor de terceiros, estabelecendo-o em 20 vezes o maior sal\u00e1rio m\u00ednimo vigente; e<\/p>\n\n\n\n<p>iii) o art. 1\u00ba, inciso I, do Decreto-Lei n. 2.318\/1986, expressamente revogou a norma especif\u00edca que estabelecia teto limite para as contribui\u00e7\u00f5es parafiscais devidas ao Sesi, ao Senai, ao Sesc e ao Senac, assim como o seu art. 3\u00ba expressamente revogou o teto limite para as contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias;<\/p>\n\n\n\n<p>iv) portanto, a partir da entrada em vigor do art. 1\u00ba, I, do Decreto-Lei n. 2.318\/1986, as contribui\u00e7\u00f5es destinadas ao Sesi, ao Senai, ao Sesc e ao Senac n\u00e3o est\u00e3o submetidas ao teto de vinte sal\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-penal\"><a>DIREITO PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-nbsp-nulidade-da-decisao-que-genericamente-indefere-o-pedido-de-apresentacao-do-reu-em-plenario-do-juri-com-roupas-civis\"><a>12.&nbsp; Nulidade da decis\u00e3o que, genericamente, indefere o pedido de apresenta\u00e7\u00e3o do r\u00e9u em plen\u00e1rio do j\u00fari com roupas civis.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>HABEAS CORPUS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 nula a decis\u00e3o que, genericamente, indefere o pedido de apresenta\u00e7\u00e3o do r\u00e9u em plen\u00e1rio do j\u00fari com roupas civis.<\/p>\n\n\n\n<p>HC 778.503-MG, Rel. Ministra Daniela Teixeira, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 12\/3\/2024, DJe 19\/3\/2024. (Info 804 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>12.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em um julgamento pelo Tribunal do J\u00fari, a defesa do acusado Craudiao requereu que ele fosse apresentado em plen\u00e1rio com roupas civis. O pedido foi indeferido pelo ju\u00edzo, o que levou a defesa a impetrar HC no qual alega ser nula a decis\u00e3o que indeferiu o pedido de apresenta\u00e7\u00e3o do paciente em Plen\u00e1rio de J\u00fari sem o uso de vestes prisionais.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>12.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>12.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Constitui\u00e7\u00e3o Federal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 5\u00ba Todos s\u00e3o iguais perante a lei, sem distin\u00e7\u00e3o de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no Pa\u00eds a inviolabilidade do direito \u00e0 vida, \u00e0 liberdade, \u00e0 igualdade, \u00e0 seguran\u00e7a e \u00e0 propriedade, nos termos seguintes:<\/p>\n\n\n\n<p>XXXVIII &#8211; \u00e9 reconhecida a institui\u00e7\u00e3o do j\u00fari, com a organiza\u00e7\u00e3o que lhe der a lei, assegurados:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>a) a plenitude de defesa;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>b) o sigilo das vota\u00e7\u00f5es;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>c) a soberania dos veredictos;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>d) a compet\u00eancia para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nula-a-decisao\"><a>12.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nula a decis\u00e3o?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Com certeza!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O tribunal do j\u00fari \u00e9 o juiz natural e soberano para julgar os crimes dolosos contra a vida, sendo institui\u00e7\u00e3o que desempenha o exerc\u00edcio direto da participa\u00e7\u00e3o da sociedade no Poder Judici\u00e1rio, nos termos preceituados no art. 5\u00ba, XXXVIII, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/strong> Outrossim, o conselho de senten\u00e7a, no uso de suas prerrogativas constitucionais, adota o sistema da \u00edntima convic\u00e7\u00e3o, no tocante \u00e0 valora\u00e7\u00e3o das provas, de forma que &#8220;a decis\u00e3o do tribunal do j\u00fari, soberana, \u00e9 regida pelo princ\u00edpio da livre convic\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o pelo art. 93, IX, da CF.&#8221; (HC n. 82.023\/RJ, rel. Ministro Arnaldo Esteves Lima, Quinta Turma, DJ de 7\/12\/2009).<\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o da doutrina, o tribunal do j\u00fari \u00e9 um ritual, ou seja: &#8220;a institui\u00e7\u00e3o da sociedade existe enquanto materializa\u00e7\u00e3o desse magma de significa\u00e7\u00f5es imagin\u00e1rias sociais, traduz\u00edvel por meio do simb\u00f3lico. A rela\u00e7\u00e3o dos agentes sociais com a realidade (que aparece) \u00e9 intermediada por um mundo de significa\u00e7\u00f5es&#8221;. Em suma, o ritual e seus simbolismos ser\u00e3o levados em conta pelo jurado, juiz natural do j\u00fari, para tomar a decis\u00e3o final.<\/p>\n\n\n\n<p>Partindo de tais premissas, no caso, verifica-se que o acusado foi submetido a julgamento pelo conselho de senten\u00e7a com a utiliza\u00e7\u00e3o do uniforme prisional. Contudo, constata-se que a decis\u00e3o que indeferiu o pedido da defesa para apresenta\u00e7\u00e3o do r\u00e9u com roupas civis em plen\u00e1rio n\u00e3o aponta um risco concreto de fuga especificamente do acusado, mas apenas de modo geral e hipot\u00e9tico, devido \u00e0 insufici\u00eancia de vigil\u00e2ncia no f\u00f3rum.<\/p>\n\n\n\n<p>A utiliza\u00e7\u00e3o de roupas sociais pelo r\u00e9u durante seu julgamento pelo tribunal do j\u00fari \u00e9 um direito e n\u00e3o traria qualquer inseguran\u00e7a ou perigo, tendo em vista a exist\u00eancia de ostensivo policiamento nos f\u00f3runs do estado.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, na Corte de origem, nos termos voto vencido: &#8220;o indeferimento do pleito da defesa de troca do uniforme prisional para vestimentas civis, sem nenhum fundamento leg\u00edtimo, configura viola\u00e7\u00e3o aos princ\u00edpios fundamentais, acarretando influ\u00eancia em sua condena\u00e7\u00e3o. Deve ser possibilitado aos julgadores um olhar de imparcialidade e serenidade para com o r\u00e9u, atrav\u00e9s da aboli\u00e7\u00e3o de qualquer s\u00edmbolo de culpa, tal como a vestimenta carcer\u00e1ria, que constr\u00f3i, por \u00f3bvio, um estigma sociocultural de culpado em torno do custodiado, influenciando de forma indevida o \u00e2nimo dos jurados&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Ressalte-se, ainda, que \u00e9 poss\u00edvel a utiliza\u00e7\u00e3o das Regras de Mandela ao caso concreto (Regra 19), que disp\u00f5e: &#8220;em circunst\u00e2ncias excecionais, sempre que um recluso obtenha licen\u00e7a para sair do estabelecimento, deve ser autorizado a vestir as suas pr\u00f3prias roupas ou roupas que n\u00e3o chamem a aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, o Superior Tribunal j\u00e1 se manifestou no sentido de que &#8220;<strong>havendo razoabilidade m\u00ednima no pleito da defesa, como se vislumbra do pedido pela apresenta\u00e7\u00e3o do r\u00e9u em Plen\u00e1rio com roupas civis, resta eivada de nulidade a decis\u00e3o que genericamente o indefere<\/strong>.&#8221; (RMS n. 60.575\/MG, relator Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, DJe de 19\/8\/2019).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>12.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 nula a decis\u00e3o que, genericamente, indefere o pedido de apresenta\u00e7\u00e3o do r\u00e9u em plen\u00e1rio do j\u00fari com roupas civis.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-nbsp-mencao-a-autoridades-detentoras-de-foro-como-razao-para-deslocamento-de-competencia\"><a>13.&nbsp; Men\u00e7\u00e3o a autoridades detentoras de foro como raz\u00e3o para deslocamento de compet\u00eancia<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o basta a simples men\u00e7\u00e3o a autoridades detentoras de foro por prerrogativa de fun\u00e7\u00e3o para deslocar a compet\u00eancia, prevalecendo a compreens\u00e3o de validade dos atos praticados pela autoridade judicial aparentemente competente.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no HC 820.933-TO, Rel. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 26\/2\/2024, DJe 28\/2\/2024. (Info 804 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>13.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Geremia, investigado em um inqu\u00e9rito policial, impetrou HC no qual sustenta a incompet\u00eancia do ju\u00edzo da Vara Federal, Se\u00e7\u00e3o Judici\u00e1rio do Estado do Tocantins, tendo em vista que, desde o in\u00edcio, os \u00f3rg\u00e3os de investiga\u00e7\u00e3o constataram a presen\u00e7a de pessoas detentoras de foro por prerrogativa de fun\u00e7\u00e3o, raz\u00e3o pela qual os autos deveriam ter sido remetidos ao Tribunal Regional Federal desde seu in\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao julgar o tema, o TRF-1 entendeu que n\u00e3o basta a simples men\u00e7\u00e3o nas investiga\u00e7\u00f5es sobre pessoas com prerrogativa de foro para deslocar a compet\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>13.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-a-mera-mencao-justifica-o-deslocamento-de-competencia\"><a>13.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A mera men\u00e7\u00e3o justifica o deslocamento de compet\u00eancia?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nem a pau!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A jurisprud\u00eancia do STJ tem reiterado entendimento no sentido de que <strong>n\u00e3o se cogita viola\u00e7\u00e3o \u00e0s regras de compet\u00eancia na hip\u00f3tese de encontro fortuito de provas, tamb\u00e9m conhecido como princ\u00edpio da serendipidade, envolvendo autoridade com foro por prerrogativa de fun\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, tem-se repetido no \u00e2mbito da Corte Superior o entendimento no sentido de que a simples men\u00e7\u00e3o \u00e0 possibilidade de envolvimento de autoridades detentoras de foro privilegiado n\u00e3o \u00e9 suficiente para atrair a compet\u00eancia do eventual Tribunal competente. (RHC 125.670\/SC, de minha relatoria, Quinta Turma, julgado em 9\/2\/2021, DJe de 11\/2\/2021).<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, n\u00e3o basta a simples men\u00e7\u00e3o a autoridades para atrair a compet\u00eancia por prerrogativa de foro, prevalecendo a compreens\u00e3o de validade dos atos praticados pela autoridade judicial aparentemente competente.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante desse quadro e considerando, ainda, a informa\u00e7\u00e3o de que o ju\u00edzo de primeiro grau tomou provid\u00eancias para preservar a prerrogativa de foro dos agentes que det\u00eam essa condi\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se constata a ocorr\u00eancia de constrangimento ilegal a ser sanado.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>13.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o basta a simples men\u00e7\u00e3o a autoridades detentoras de foro por prerrogativa de fun\u00e7\u00e3o para deslocar a compet\u00eancia, prevalecendo a compreens\u00e3o de validade dos atos praticados pela autoridade judicial aparentemente competente.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-nbsp-necessidade-da-demonstracao-de-ciencia-no-crime-de-gestao-fraudulenta-da-instituicao-financeira\"><a>14.&nbsp; Necessidade da demonstra\u00e7\u00e3o de ci\u00eancia no crime de gest\u00e3o fraudulenta da institui\u00e7\u00e3o financeira.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A condena\u00e7\u00e3o de terceiro pelo crime do art. 4\u00ba, caput, da Lei n. 7.492\/1986 exige a demonstra\u00e7\u00e3o concreta, por meio de elementos de provas, da ci\u00eancia de que os atos para os quais estava concorrendo tinham por finalidade a gest\u00e3o fraudulenta da institui\u00e7\u00e3o financeira.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.116.936-BA, Rel. Ministro Teodoro Silva Santos, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 12\/3\/2024, DJe 15\/3\/2024. (Info 804 STJ)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>14.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Crementino foi condenado por crime contra o sistema financeiro, ainda que n\u00e3o fosse gestor (ou equiparado) da institui\u00e7\u00e3o financeira, mas a sua condena\u00e7\u00e3o ocorreu na modalidade de concurso de pessoas porque teria concorrido, juntamente com os corr\u00e9us que eram gestores do banco, para a pr\u00e1tica do crime de gest\u00e3o fraudulenta dessa institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Sua defesa alega que ele n\u00e3o tinha ci\u00eancia de que os atos para os quais estava concorrendo tinham por finalidade a gest\u00e3o fraudulenta.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>14.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>14.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 7.492\/1986:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;<a><\/a>Art. 4\u00ba Gerir fraudulentamente institui\u00e7\u00e3o financeira:<\/p>\n\n\n\n<p>Pena &#8211; Reclus\u00e3o, de 3 (tr\u00eas) a 12 (doze) anos, e multa.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Par\u00e1grafo \u00fanico. Se a gest\u00e3o \u00e9 temer\u00e1ria:<\/p>\n\n\n\n<p>Pena &#8211; Reclus\u00e3o, de 2 (dois) a 8 (oito) anos, e multa.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-necessario-comprovar-que-o-acusado-tinha-ciencia-de-que-cometia-o-crime\"><a>14.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Necess\u00e1rio comprovar que o acusado tinha ci\u00eancia de que cometia o crime?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Aparentemente, SIM!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Superior Tribunal de justi\u00e7a firmou entendimento no sentido de <strong>que o crime do art. 4\u00ba da Lei n. 7.492\/1986, por ser delito pr\u00f3prio (e n\u00e3o de m\u00e3o pr\u00f3pria) admite o concurso de terceiros, sendo poss\u00edvel a condena\u00e7\u00e3o de pessoas que n\u00e3o s\u00e3o gestores de institui\u00e7\u00e3o financeiras ou que s\u00e3o a eles s\u00e3o equiparados<\/strong>, segundo o rol previsto no art. 25 da mesma Lei, pois as elementares se comunicam ao terceiro que, dolosamente, adere e concorre para a pr\u00e1tica delitiva em conjunto com o agente que det\u00e9m a condi\u00e7\u00e3o especial exigida pelo tipo penal.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, o acusado n\u00e3o era gestor (ou equiparado) da institui\u00e7\u00e3o financeira, mas a sua condena\u00e7\u00e3o ocorreu na modalidade de concurso de pessoas porque teria concorrido, juntamente com os corr\u00e9us que eram gestores do banco, para a pr\u00e1tica do crime de gest\u00e3o fraudulenta dessa institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A condena\u00e7\u00e3o exige que haja a demonstra\u00e7\u00e3o concreta, por meio de elementos de provas, de que o terceiro tinha ci\u00eancia de que os atos para os quais estava dolosamente concorrendo tinham por finalidade a gest\u00e3o fraudulenta da institui\u00e7\u00e3o financeira. N\u00e3o pode estar lastreada em presun\u00e7\u00f5es ou meros ind\u00edcios, mas demanda prova concreta de que o agente praticou as elementares do tipo penal, ou no caso de condena\u00e7\u00e3o em raz\u00e3o concurso de pessoas, de que o agente aderiu, expressa e dolosamente, ao cometimento do delito pelo co-autor.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso n\u00e3o h\u00e1 qualquer elemento concreto de prova, demonstrando que o sentenciado, enquanto administrador da sua empresa, que n\u00e3o era institui\u00e7\u00e3o financeira, tinha ci\u00eancia de que as transa\u00e7\u00f5es por ela realizadas, algumas com o banco, objetivavam a execu\u00e7\u00e3o de fraudes na gest\u00e3o desta institui\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A condena\u00e7\u00e3o est\u00e1 fundamentada na simples condi\u00e7\u00e3o de dirigente da sua empresa, na presun\u00e7\u00e3o de que, como administrador experiente no ramo imobili\u00e1rio e financeiro, deveria ter conhecimento de que os valores pagos no im\u00f3vel, que posteriormente foi oferecido como garantia de m\u00fatuo contratado com o banco, estaria acima dos praticados no mercado e de que a transa\u00e7\u00e3o por ele realizada seria de risco para a sua pr\u00f3pria empresa (e n\u00e3o de risco para a institui\u00e7\u00e3o financeira), bem assim de que sua empresa n\u00e3o teria lastro para arcar com os pagamentos do empr\u00e9stimo tomado, al\u00e9m do fato de n\u00e3o ter registrado as transa\u00e7\u00f5es imobili\u00e1rias no registro de im\u00f3veis e recolhido o Imposto de Transmiss\u00e3o de Bens Im\u00f3veis &#8211; ITBI.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, mesmo que as inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias tivessem indicados prova concreta da exist\u00eancia desses fatos, diriam respeito \u00e0 gest\u00e3o do acusado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pr\u00f3pria empresa por ele dirigida, n\u00e3o configurando, por si s\u00f3, uma ades\u00e3o volunt\u00e1ria e dolosa \u00e0 gest\u00e3o fraudulenta praticada pelos corr\u00e9us no Banco Econ\u00f4mico S.A., crime pelo qual foi condenado.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem indica\u00e7\u00e3o dessas provas, a absolvi\u00e7\u00e3o \u00e9 medida que se imp\u00f5e.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>14.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A condena\u00e7\u00e3o de terceiro pelo crime do art. 4\u00ba, caput, da Lei n. 7.492\/1986 exige a demonstra\u00e7\u00e3o concreta, por meio de elementos de provas, da ci\u00eancia de que os atos para os quais estava concorrendo tinham por finalidade a gest\u00e3o fraudulenta da institui\u00e7\u00e3o financeira.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-penal\"><a>DIREITO PROCESSUAL PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-nbsp-competencia-para-processar-e-julgar-crimes-sem-conexao-probatoria-com-os-que-estao-em-curso-na-justica-federal-mesmo-que-os-delitos-tenham-sido-descobertos-dentro-do-mesmo-contexto-fatico\"><a>15.&nbsp; Compet\u00eancia para processar e julgar crimes sem conex\u00e3o probat\u00f3ria com os que est\u00e3o em curso na Justi\u00e7a Federal, mesmo que os delitos tenham sido descobertos dentro do mesmo contexto f\u00e1tico.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO REGIMENTAL NO CONFLITO DE COMPET\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Compete \u00e0 Justi\u00e7a estadual processar e julgar crimes sem conex\u00e3o probat\u00f3ria com os que est\u00e3o em curso na Justi\u00e7a Federal, mesmo que os delitos tenham sido descobertos dentro do mesmo contexto f\u00e1tico.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no CC 200.833-PR, Rel. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Terceira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 13\/3\/2024, DJe 15\/3\/2024. <a>(Info 804 STJ)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>15.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>No curso da Opera\u00e7\u00e3o Hip\u00f3crates, investiga\u00e7\u00e3o em curso na Justi\u00e7a Federal, foi apurada a poss\u00edvel pr\u00e1tica de falsidade ideol\u00f3gica decorrente de irregularidade na forma de interna\u00e7\u00e3o de paciente em cl\u00ednica psiqui\u00e1trica.<\/p>\n\n\n\n<p>O juiz Federal decidiu que a falsidade, ou n\u00e3o, do prontu\u00e1rio de um paciente quanto \u00e0 forma de interna\u00e7\u00e3o em nada influencia na apura\u00e7\u00e3o dos crimes de peculato de recursos federais provenientes do Sistema \u00danico de Sa\u00fade &#8211; SUS e demais delitos conexos, objeto de a\u00e7\u00e3o penal em curso na Justi\u00e7a Federal na Opera\u00e7\u00e3o Hip\u00f3crates, logo, n\u00e3o haveria como se reconhecer a exist\u00eancia de conex\u00e3o probat\u00f3ria entre eles.<\/p>\n\n\n\n<p>A defesa dos investigados insiste em que os fatos que est\u00e3o sendo apurados no procedimento investigat\u00f3rio s\u00e3o conexos, devendo serem julgados pelo mesmo ju\u00edzo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>15.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-a-quem-compete\"><a>15.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A quem compete?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Justi\u00e7a ESTADUAL!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia a respeito da compet\u00eancia para o processamento e julgamento de procedimento investigat\u00f3rio criminal instaurado a fim de <a>apurar a poss\u00edvel pr\u00e1tica de falsidade ideol\u00f3gica decorrente de irregularidade na forma de interna\u00e7\u00e3o de paciente em cl\u00ednica psiqui\u00e1trica<\/a>, irregularidade essa descoberta no bojo da &#8220;Opera\u00e7\u00e3o Hip\u00f3crates&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, o juiz Federal reconheceu que a falsidade, ou n\u00e3o, do prontu\u00e1rio de um paciente quanto \u00e0 forma de interna\u00e7\u00e3o em nada influencia na apura\u00e7\u00e3o dos crimes de peculato de recursos federais provenientes do Sistema \u00danico de Sa\u00fade &#8211; SUS e demais delitos conexos, objeto de a\u00e7\u00e3o penal em curso na Justi\u00e7a Federal, n\u00e3o h\u00e1 como se reconhecer a exist\u00eancia de conex\u00e3o probat\u00f3ria entre eles.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao ponto, a jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a \u00e9 firme no sentido de que, inexistindo conex\u00e3o probat\u00f3ria, n\u00e3o \u00e9 da Justi\u00e7a Federal a compet\u00eancia para processar e julgar crimes de compet\u00eancia da Justi\u00e7a estadual, ainda que os delitos tenham sido descobertos em um mesmo contexto f\u00e1tico.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, a jurisprud\u00eancia do STJ afirma que &#8220;<strong>em raz\u00e3o da garantia constitucional do ju\u00edzo natural, a modifica\u00e7\u00e3o da compet\u00eancia penal pelo instituto da conex\u00e3o \u00e9 medida excepcional que somente se admite nas hip\u00f3teses taxativamente previstas no art. 76 do C\u00f3digo de Processo Penal. N\u00e3o \u00e9 suficiente para este prop\u00f3sito o fato de as condutas delitivas terem sido praticadas no mesmo contexto, pois isso n\u00e3o significa que a prova de uma infra\u00e7\u00e3o ir\u00e1 influenciar na prova de outra<\/strong>&#8220;. (CC n. 199.191\/RS, relator Ministro Teodoro Silva Santos, Terceira Se\u00e7\u00e3o, julgado em 13\/12\/2023, DJe de 15\/12\/2023).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>15.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Compete \u00e0 Justi\u00e7a estadual processar e julgar crimes sem conex\u00e3o probat\u00f3ria com os que est\u00e3o em curso na Justi\u00e7a Federal, mesmo que os delitos tenham sido descobertos dentro do mesmo contexto f\u00e1tico.<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-b0fe9062-f836-4e57-a621-280fcd0c06f7\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/04\/11184309\/stj-informativo-804.pdf\">stj-informativo-804<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/04\/11184309\/stj-informativo-804.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-b0fe9062-f836-4e57-a621-280fcd0c06f7\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais um passo em nossa caminhada&#8230; Informativos n\u00ba 804 do STJ\u00a0COMENTADO entra na parada. Simbora! DOWNLOAD do PDF AQUI! DIREITO CIVIL 1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade de ren\u00fancia \u00e0 impenhorabilidade dos recursos do fundo partid\u00e1rio RECURSO ESPECIAL O partido pol\u00edtico pode renunciar \u00e0 impenhorabilidade dos recursos do fundo partid\u00e1rio, desde que o fa\u00e7a para viabilizar o pagamento de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":833,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"post_tipo":"article","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"tax_estado":[],"class_list":["post-1382950","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cursos-e-concursos"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v27.2 (Yoast SEO v27.2) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Informativo STJ 804 Comentado<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-804-comentado\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Informativo STJ 804 Comentado\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Mais um passo em nossa caminhada&#8230; Informativos n\u00ba 804 do STJ\u00a0COMENTADO entra na parada. Simbora! DOWNLOAD do PDF AQUI! DIREITO CIVIL 1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade de ren\u00fancia \u00e0 impenhorabilidade dos recursos do fundo partid\u00e1rio RECURSO ESPECIAL O partido pol\u00edtico pode renunciar \u00e0 impenhorabilidade dos recursos do fundo partid\u00e1rio, desde que o fa\u00e7a para viabilizar o pagamento de [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-804-comentado\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Estrat\u00e9gia Concursos\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2024-04-11T21:43:56+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2024-04-11T21:43:58+00:00\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Jean Vilbert\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@EstratConcursos\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@EstratConcursos\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Jean Vilbert\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"68 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"NewsArticle\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-804-comentado\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-804-comentado\/\"},\"author\":{\"name\":\"Jean Vilbert\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/person\/475a0922f10cff0d1bc8bfecde05f999\"},\"headline\":\"Informativo STJ 804 Comentado\",\"datePublished\":\"2024-04-11T21:43:56+00:00\",\"dateModified\":\"2024-04-11T21:43:58+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-804-comentado\/\"},\"wordCount\":13633,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization\"},\"articleSection\":[\"Concursos P\u00fablicos\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-804-comentado\/#respond\"]}],\"copyrightYear\":\"2024\",\"copyrightHolder\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization\"}},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-804-comentado\/\",\"url\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-804-comentado\/\",\"name\":\"Informativo STJ 804 Comentado\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#website\"},\"datePublished\":\"2024-04-11T21:43:56+00:00\",\"dateModified\":\"2024-04-11T21:43:58+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-804-comentado\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-804-comentado\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-804-comentado\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Informativo STJ 804 Comentado\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#website\",\"url\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/\",\"name\":\"Estrat\u00e9gia Concursos\",\"description\":\"O blog da Estrat\u00e9gia Concursos traz not\u00edcias sobre concursos e artigos de professores oferecendo cursos para concursos (pdf + videaulas) no site.\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization\",\"name\":\"Estrat\u00e9gia Concursos\",\"url\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/06\/03203428\/logo_concursos-1.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/06\/03203428\/logo_concursos-1.jpg\",\"width\":230,\"height\":60,\"caption\":\"Estrat\u00e9gia Concursos\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/\"},\"sameAs\":[\"https:\/\/x.com\/EstratConcursos\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/person\/475a0922f10cff0d1bc8bfecde05f999\",\"name\":\"Jean Vilbert\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/1667694e4ebdd32feeac9ea2794de3f0470b5c55c6198181ab0b0c333b121921?s=96&d=mm&r=g\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/1667694e4ebdd32feeac9ea2794de3f0470b5c55c6198181ab0b0c333b121921?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/1667694e4ebdd32feeac9ea2794de3f0470b5c55c6198181ab0b0c333b121921?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"Jean Vilbert\"},\"url\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/author\/jeanvilbertgmail-com\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO Premium plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Informativo STJ 804 Comentado","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-804-comentado\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Informativo STJ 804 Comentado","og_description":"Mais um passo em nossa caminhada&#8230; Informativos n\u00ba 804 do STJ\u00a0COMENTADO entra na parada. Simbora! DOWNLOAD do PDF AQUI! DIREITO CIVIL 1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade de ren\u00fancia \u00e0 impenhorabilidade dos recursos do fundo partid\u00e1rio RECURSO ESPECIAL O partido pol\u00edtico pode renunciar \u00e0 impenhorabilidade dos recursos do fundo partid\u00e1rio, desde que o fa\u00e7a para viabilizar o pagamento de [&hellip;]","og_url":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-804-comentado\/","og_site_name":"Estrat\u00e9gia Concursos","article_published_time":"2024-04-11T21:43:56+00:00","article_modified_time":"2024-04-11T21:43:58+00:00","author":"Jean Vilbert","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@EstratConcursos","twitter_site":"@EstratConcursos","twitter_misc":{"Escrito por":"Jean Vilbert","Est. tempo de leitura":"68 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"NewsArticle","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-804-comentado\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-804-comentado\/"},"author":{"name":"Jean Vilbert","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/person\/475a0922f10cff0d1bc8bfecde05f999"},"headline":"Informativo STJ 804 Comentado","datePublished":"2024-04-11T21:43:56+00:00","dateModified":"2024-04-11T21:43:58+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-804-comentado\/"},"wordCount":13633,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization"},"articleSection":["Concursos P\u00fablicos"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-804-comentado\/#respond"]}],"copyrightYear":"2024","copyrightHolder":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization"}},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-804-comentado\/","url":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-804-comentado\/","name":"Informativo STJ 804 Comentado","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#website"},"datePublished":"2024-04-11T21:43:56+00:00","dateModified":"2024-04-11T21:43:58+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-804-comentado\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-804-comentado\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-804-comentado\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Informativo STJ 804 Comentado"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#website","url":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/","name":"Estrat\u00e9gia Concursos","description":"O blog da Estrat\u00e9gia Concursos traz not\u00edcias sobre concursos e artigos de professores oferecendo cursos para concursos (pdf + videaulas) no site.","publisher":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization","name":"Estrat\u00e9gia Concursos","url":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/06\/03203428\/logo_concursos-1.jpg","contentUrl":"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/06\/03203428\/logo_concursos-1.jpg","width":230,"height":60,"caption":"Estrat\u00e9gia Concursos"},"image":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/x.com\/EstratConcursos"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/person\/475a0922f10cff0d1bc8bfecde05f999","name":"Jean Vilbert","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/1667694e4ebdd32feeac9ea2794de3f0470b5c55c6198181ab0b0c333b121921?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/1667694e4ebdd32feeac9ea2794de3f0470b5c55c6198181ab0b0c333b121921?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/1667694e4ebdd32feeac9ea2794de3f0470b5c55c6198181ab0b0c333b121921?s=96&d=mm&r=g","caption":"Jean Vilbert"},"url":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/author\/jeanvilbertgmail-com\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1382950","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/833"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1382950"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1382950\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1382957,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1382950\/revisions\/1382957"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1382950"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1382950"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1382950"},{"taxonomy":"tax_estado","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tax_estado?post=1382950"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}