{"id":1367187,"date":"2024-03-12T01:07:24","date_gmt":"2024-03-12T04:07:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1367187"},"modified":"2024-03-12T01:07:26","modified_gmt":"2024-03-12T04:07:26","slug":"informativo-stj-802-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-802-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STJ 802 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p><p>Continuamos em nossa caminhada&#8230; Informativos n\u00ba 802 do STJ\u00a0<strong>COMENTADO<\/strong> entra na parada. Simbora!<\/p><p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/03\/12010712\/stj-informativo-802.pdf\" rel=\"sponsored nofollow\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_Ri-9Bud5ric\"><div id=\"lyte_Ri-9Bud5ric\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/Ri-9Bud5ric\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/Ri-9Bud5ric\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/Ri-9Bud5ric\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-administrativo\"><a>DIREITO ADMINISTRATIVO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-continuidade-tipico-normativa-da-lia\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Continuidade t\u00edpico-normativa da LIA<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o obstante a aboli\u00e7\u00e3o da hip\u00f3tese de responsabiliza\u00e7\u00e3o por viola\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica aos princ\u00edpios administrativos no art. 11 da Lei de Improbidade Administrativa, a nova previs\u00e3o espec\u00edfica em seus incisos, de viola\u00e7\u00e3o aos princ\u00edpios da moralidade e da impessoalidade, evidencia verdadeira continuidade t\u00edpico-normativa da conduta.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no AREsp 1.206.630-SP, Rel. Ministro Paulo S\u00e9rgio Domingues, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 27\/2\/2024, DJe 1\u00ba\/3\/2024. (Info STJ 802)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O MP ajuizou a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica em face de Tadeu, em raz\u00e3o da realiza\u00e7\u00e3o de propagandas em obras, comemora\u00e7\u00f5es e fotos para promo\u00e7\u00e3o pessoal, enquanto prefeito do Munic\u00edpio de Inoc\u00eancio.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua defesa, o ex-prefeito sustenta a impossibilidade de responsabiliza\u00e7\u00e3o por viola\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica aos princ\u00edpios administrativos do art. 11 da Lei de Improbidade Administrativa.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>LIA:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 11. Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princ\u00edpios da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica a a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o dolosa que viole os deveres de honestidade, de imparcialidade e de legalidade, caracterizada por uma das seguintes condutas:<\/p>\n\n\n\n<p>XII &#8211; praticar, no \u00e2mbito da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica e com recursos do er\u00e1rio, ato de publicidade que contrarie o disposto no \u00a7 1\u00ba do art. 37 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, de forma a promover inequ\u00edvoco enaltecimento do agente p\u00fablico e personaliza\u00e7\u00e3o de atos, de programas, de obras, de servi\u00e7os ou de campanhas dos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-possivel-a-condenacao\"><a>1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel a condena\u00e7\u00e3o?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeap!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Haver\u00e1 aboli\u00e7\u00e3o da figura t\u00edpica da Lei de Improbidade Administrativa quando a conduta anteriormente tipificada sob a antiga reda\u00e7\u00e3o do art. 11 da LIA se tornar irrelevante para os fins da referida Lei e n\u00e3o quando tenha sido disciplinada por dispositivo legal diverso, ou seja, os nov\u00e9is incisos do art. 11 da Lei n. 8.429\/1992.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, a inst\u00e2ncia origin\u00e1ria reconheceu que o r\u00e9u, &#8220;de maneira dissimulada, tentava eternizar seu mandato fazendo promo\u00e7\u00e3o pessoal para o presente e futuro, na medida em que remete a popula\u00e7\u00e3o local \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de obras, campanhas de \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos etc, pela pessoa f\u00edsica do Prefeito e n\u00e3o pela Prefeitura Municipal, numa verdadeira confus\u00e3o intencional&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Tal conduta est\u00e1 agora explicitamente prevista como <strong>\u00edmproba no inciso XII do art. 11 da LIA, segundo o qual haver\u00e1 improbidade administrativa quando houver a pr\u00e1tica &#8220;no \u00e2mbito da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica e com recursos do er\u00e1rio, ato de publicidade que contrarie o disposto no \u00a7 1\u00ba do art. 37 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, de forma a promover inequ\u00edvoco enaltecimento do agente p\u00fablico e personaliza\u00e7\u00e3o de atos, de programas, de obras, de servi\u00e7os ou de campanhas dos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos<\/strong>&#8220;.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, n\u00e3o \u00e9 demais relembrar os termos do \u00a7 1\u00ba do art. 37 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal: &#8220;A publicidade dos atos, programas, obras, servi\u00e7os e campanhas dos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos dever\u00e1 ter car\u00e1ter educativo, informativo ou de orienta\u00e7\u00e3o social, dela n\u00e3o podendo constar nomes, s\u00edmbolos ou imagens que caracterizem promo\u00e7\u00e3o pessoal de autoridades ou servidores p\u00fablicos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, n\u00e3o obstante a aboli\u00e7\u00e3o da gen\u00e9rica hip\u00f3tese de responsabiliza\u00e7\u00e3o por viola\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica aos princ\u00edpios administrativos anteriormente prevista no&nbsp;<em>caput<\/em>&nbsp;do art. 11 da Lei n. 8.249\/1992, a novel previs\u00e3o, entre os seus incisos, da conduta considerada no ac\u00f3rd\u00e3o como violadora dos princ\u00edpios da moralidade e da impessoalidade evidencia verdadeira continuidade t\u00edpico-normativa.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>1.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o obstante a aboli\u00e7\u00e3o da hip\u00f3tese de responsabiliza\u00e7\u00e3o por viola\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica aos princ\u00edpios administrativos no art. 11 da Lei de Improbidade Administrativa, a nova previs\u00e3o espec\u00edfica em seus incisos, de viola\u00e7\u00e3o aos princ\u00edpios da moralidade e da impessoalidade, evidencia verdadeira continuidade t\u00edpico-normativa da conduta.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-responsabilidade-de-pagamento-do-laudemio-no-caso-de-arrematacao-em-hasta-publica\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Responsabilidade de pagamento do laud\u00eamio no caso de arremata\u00e7\u00e3o em hasta p\u00fablica<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>EMBARGOS DECLARAT\u00d3RIOS NO RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nos casos de arremata\u00e7\u00e3o de im\u00f3vel em hasta p\u00fablica a obriga\u00e7\u00e3o pelo recolhimento do laud\u00eamio \u00e9 de responsabilidade do arrematante, quando previsto no Edital do leil\u00e3o e na Carta de Arremata\u00e7\u00e3o. Nessa hip\u00f3tese, o arrematante possui, tamb\u00e9m, legitimidade ativa para pleitear a sua repeti\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito.<\/p>\n\n\n\n<p>EDcl no REsp 1.781.946-SE, Rel. Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 27\/2\/2024. (Info STJ 802)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creiton ajuizou de A\u00e7\u00e3o de Repeti\u00e7\u00e3o de Ind\u00e9bito contra a Uni\u00e3o, pretendendo declarar indevido o pagamento a maior realizado a t\u00edtulo de laud\u00eamio (5% sobre o valor do dom\u00ednio pleno do im\u00f3vel). Sustenta que a base de c\u00e1lculo deveria ser o valor pelo qual o im\u00f3vel foi arrematado.<\/p>\n\n\n\n<p>O im\u00f3vel foi arrematado em hasta p\u00fablica na qual o edital previa expressamente a responsabilidade do arrematante pelo pagamento do laud\u00eamio. O pagamento da d\u00edvida foi efetivado em nome do Hotel Parque dos Coqueiros, antigo possuidor do dom\u00ednio \u00fatil do im\u00f3vel e sujeito passivo da execu\u00e7\u00e3o fiscal, raz\u00e3o pela qual a Uni\u00e3o alega a ilegitimidade de Creiton para pleitear a repeti\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Decreto n. 95.760\/1998:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 2\u00b0 O alienante, foreiro ou ocupante, regularmente inscrito efetuar\u00e1 a transfer\u00eancia, sem a pr\u00e9via autoriza\u00e7\u00e3o do Servi\u00e7o do Patrim\u00f4nio da Uni\u00e3o &#8211; SPU, desde que cumpridas as seguintes formalidades:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;I &#8211; recolhimento do laud\u00eamio ao Tesouro Nacional, por meio da rede banc\u00e1ria, mediante Documento de Arrecada\u00e7\u00e3o de Receitas Federais (DARF);<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; apresenta\u00e7\u00e3o, ao Cart\u00f3rio de Notas, dos seguintes documentos, em nome do alienante:<\/p>\n\n\n\n<p>a) comprovante do pagamento do laud\u00eamio; e<\/p>\n\n\n\n<p>b) no caso de aforamento, o respectivo contrato, com as eventuais averba\u00e7\u00f5es ou termo de transfer\u00eancia, se houver; ou, no caso de ocupa\u00e7\u00e3o, a certid\u00e3o de inscri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1\u00b0 Da escritura p\u00fablica, dever\u00e1 constar refer\u00eancia aos documentos apresentados, especificando-se, quanto ao DARF, o valor pago, a data do recolhimento, o banco e a ag\u00eancia arrecadadora.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2\u00ba No caso de transfer\u00eancia de aforamento, o interessado dever\u00e1 apresentar ao Registro de Im\u00f3veis, junto com o traslado da escritura, c\u00f3pia autenticada, pelo Cart\u00f3rio de Notas, dos documentos mencionados no item II deste artigo, bem assim dos comprovantes de pagamento dos foros referentes aos tr\u00eas \u00faltimos anos.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-parte-legitima\"><a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Parte leg\u00edtima?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Com certeza!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O sujeito passivo da obriga\u00e7\u00e3o de pagar o laud\u00eamio, como regra, \u00e9 do alienante, nos termos do art. 2\u00ba, do Decreto n. 95.760\/1998<\/strong>, que regulamenta o art. 3\u00ba, do Decreto-lei n. 2.398\/1987.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre a mat\u00e9ria, o STJ possui entendimento de que a exist\u00eancia de acordo firmado entre as partes, atribuindo responsabilidade ao adquirente pelo pagamento do laud\u00eamio, n\u00e3o tem o cond\u00e3o de conferir legitimidade ativa a ele (adquirente) para discutir em ju\u00edzo o valor do cr\u00e9dito cobrado pela Uni\u00e3o em nome do alienante do dom\u00ednio \u00fatil do im\u00f3vel, quando a pr\u00f3pria lei lhe atribui a responsabilidade pelo seu pagamento. Nesse sentido: AgInt no AREsp n. 1.835.434\/SP, Rel. Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, DJe de 18\/2\/2022.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso em esp\u00e9cie, contudo, possui uma peculiaridade: cuida-se de arremata\u00e7\u00e3o de im\u00f3vel em hasta p\u00fablica. Assim, embora a aquisi\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel seja onerosa, trata de aquisi\u00e7\u00e3o de propriedade de forma origin\u00e1ria, de modo que n\u00e3o h\u00e1 a possibilidade de existir acordo entre as partes. No caso em quest\u00e3o, a obriga\u00e7\u00e3o de pagar o laud\u00eamio do im\u00f3vel arrematado em hasta p\u00fablica foi do arrematante, uma vez que prevista em Edital e na Carta de Arremata\u00e7\u00e3o, conforme consta no ac\u00f3rd\u00e3o de origem.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, nos casos de arremata\u00e7\u00e3o de im\u00f3vel em hasta p\u00fablica a obriga\u00e7\u00e3o pelo recolhimento do laud\u00eamio \u00e9 de responsabilidade do arrematante, quando previsto no Edital do leil\u00e3o e na Carta de Arremata\u00e7\u00e3o. Nessa hip\u00f3tese, o arrematante possui, tamb\u00e9m, legitimidade ativa para pleitear a sua repeti\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>2.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Nos casos de arremata\u00e7\u00e3o de im\u00f3vel em hasta p\u00fablica a obriga\u00e7\u00e3o pelo recolhimento do laud\u00eamio \u00e9 de responsabilidade do arrematante, quando previsto no Edital do leil\u00e3o e na Carta de Arremata\u00e7\u00e3o. Nessa hip\u00f3tese, o arrematante possui, tamb\u00e9m, legitimidade ativa para pleitear a sua repeti\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-civil\"><a>DIREITO CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-i-legitimidade-do-cedente-para-executar-diferencas-decorrentes-da-mora-quando-da-cessao-do-credito\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (I)Legitimidade do cedente para executar diferen\u00e7as decorrentes da mora quando da cess\u00e3o do cr\u00e9dito<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A cess\u00e3o de cr\u00e9dito, desde logo noticiada em transa\u00e7\u00e3o firmada entre credor e devedor, afasta a legitimidade do cedente para executar diferen\u00e7as decorrentes da mora no cumprimento do pacto celebrado.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no REsp 1.267.649-RJ, Rel. Ministro S\u00e9rgio Kukina, Primeira Turma, julgado em 27\/2\/2024. (Info STJ 802)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creosvaldo cedeu um cr\u00e9dito para Crementino. Ocorre que o valor n\u00e3o foi pago conforme o combinado \u2014 Tadeu, o devedor insistia em n\u00e3o pagar. Creosvaldo quis executar as diferen\u00e7as da mora do cumprimento do pacto. Por sua vez, Tadeu sustenta a ilegitimidade do cedente para tanto. Na sua alega\u00e7\u00e3o, uma vez que o cr\u00e9dito \u00e9 cedido, apenas o cession\u00e1rio (Crementino) pode exigir valores relativos \u00e0 mora.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-cedente-tem-legitimidade\"><a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cedente tem legitimidade?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooopsss!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia cinge-se sobre a exist\u00eancia de legitimidade ou n\u00e3o do cedente para propor, em nome pr\u00f3prio, o cumprimento de senten\u00e7a relativo a diferen\u00e7as decorrentes da mora no cumprimento do cr\u00e9dito cedido.<\/p>\n\n\n\n<p>O Tribunal de origem, compreendeu que, apesar de a cess\u00e3o vir registrada no acordo promovido com o devedor, homologado em ju\u00edzo, a legitimidade das partes n\u00e3o se alteraria pela aliena\u00e7\u00e3o da coisa ou do direito litigioso, a t\u00edtulo particular, por ato entre vivos, e que o art. 42 do CPC\/1973 permitiria que a autora cedente, na condi\u00e7\u00e3o de substituta processual, perseguisse o cr\u00e9dito gerado pelo atraso no adimplemento da obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a, entretanto, ao apreciar o REsp 1.091.443\/SP, julgado na forma do art. 543-C do CPC\/73 (Recurso Especial Repetitivo), esclareceu que &#8220;<strong>Em havendo regra espec\u00edfica aplic\u00e1vel ao processo de execu\u00e7\u00e3o (art. 567, II, do CPC), que prev\u00ea expressamente a possibilidade de prosseguimento da execu\u00e7\u00e3o pelo cession\u00e1rio, n\u00e3o h\u00e1 falar em incid\u00eancia, na execu\u00e7\u00e3o, de regra que se aplica somente ao processo de conhecimento no sentido da necessidade de anu\u00eancia do advers\u00e1rio para o ingresso do cession\u00e1rio no processo<\/strong> (arts. 41 e 42 do CPC)&#8221; (relatora Ministra Maria Thereza de Assis Moura, Corte Especial, julgado em 2\/5\/2012, DJe de 29\/5\/2012), n\u00e3o havendo, portanto, como reconhecer a legitimidade do cedente origin\u00e1rio para propor a execu\u00e7\u00e3o do t\u00edtulo judicial formado em \u00e2mbito de transa\u00e7\u00e3o judicialmente homologada.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, existindo regra espec\u00edfica que traz a possibilidade de prosseguimento da execu\u00e7\u00e3o pelo cession\u00e1rio, cabe a ele a legitimidade para pleitear valores supervenientes, decorrentes do inadimplemento do devedor em rela\u00e7\u00e3o ao objeto da transa\u00e7\u00e3o homologada judicialmente, para p\u00f4r fim \u00e0 a\u00e7\u00e3o ordin\u00e1ria, devendo, assim, ser afastada a aplica\u00e7\u00e3o do art. 42 do CPC\/73.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A cess\u00e3o de cr\u00e9dito, desde logo noticiada em transa\u00e7\u00e3o firmada entre credor e devedor, afasta a legitimidade do cedente para executar diferen\u00e7as decorrentes da mora no cumprimento do pacto celebrado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-im-possibilidade-de-afastamento-da-prisao-civil-quando-o-recebimento-dos-alimentos-nao-for-urgente\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade de afastamento da pris\u00e3o civil quando o recebimento dos alimentos n\u00e3o for urgente.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>PROCESSO EM SEGREDO DE JUSTI\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A pris\u00e3o civil do devedor de alimentos pode ser afastada quando particularidades do caso concreto permitem aferir a aus\u00eancia de urg\u00eancia no recebimento dos alimentos executados.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 20\/2\/2024, DJe 23\/2\/2024. (Info STJ 802)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Patr\u00edcia, advogada de 26 anos, \u00e9 filha de pais separados. Sempre recebeu um valor razo\u00e1vel de pens\u00e3o aliment\u00edcia de seu pai, embora n\u00e3o dependesse desse valor em raz\u00e3o de sua atividade laboral e do segundo casamento de sua m\u00e3e com um abonado empres\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda assim, ap\u00f3s alguns meses sem receber o valor dos alimentos, ajuizou a\u00e7\u00e3o na qual requereu a pris\u00e3o civil do devedor. Ao julgar o caso, o tribunal local entendeu que a pris\u00e3o poderia ser afastada em raz\u00e3o da aus\u00eancia de urg\u00eancia no recebimento dos alimentos executados.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo sob segredo de justi\u00e7a. Caso imaginado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>S\u00famula n. 358 do STJ: O cancelamento de pens\u00e3o aliment\u00edcia de filho que atingiu a maioridade est\u00e1 sujeito \u00e0 decis\u00e3o judicial, mediante contradit\u00f3rio, ainda que nos pr\u00f3prios autos.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-possivel-o-afastamento-da-prisao-civil\"><a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel o afastamento da pris\u00e3o civil?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Presentes particularidades no caso, SIM!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na linha da jurisprud\u00eancia do STJ<strong>, em regra, a maioridade civil e a capacidade de promo\u00e7\u00e3o ao pr\u00f3prio sustento, por si s\u00f3, n\u00e3o s\u00e3o capazes de desconstituir a obriga\u00e7\u00e3o alimentar, devendo haver prova pr\u00e9-constitu\u00edda da aus\u00eancia de necessidade dos alimentos.<\/strong> A teor da S\u00famula n. 358 do STJ (O cancelamento de pens\u00e3o aliment\u00edcia de filho que atingiu a maioridade est\u00e1 sujeito \u00e0 decis\u00e3o judicial, mediante contradit\u00f3rio, ainda que nos pr\u00f3prios autos).<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, o caso possui particularidades que permitem aferir a aus\u00eancia de urg\u00eancia no recebimento dos alimentos executados pelo rito da pris\u00e3o civil: (i) a credora \u00e9 maior de idade (26 anos), com forma\u00e7\u00e3o superior (Direito) e p\u00f3s-graduanda em Direito em Processo do Trabalho, inscrita no respectivo conselho de classe e \u00e9 associada a um escrit\u00f3rio de advocacia e atua em diversas causas; (ii) o risco alimentar e a pr\u00f3pria sobreviv\u00eancia da credora, n\u00e3o se mostram iminentes e insuper\u00e1veis, podendo ela, por si s\u00f3, como vem fazendo, afastar a hip\u00f3tese pelo pr\u00f3prio esfor\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A medida coativa extrema se revela desnecess\u00e1ria e ineficaz. Diferentemente do que ocorre com os menores de idade e incapazes, na qual h\u00e1 presun\u00e7\u00e3o absoluta de que n\u00e3o podem se autossustentar, a credora, se n\u00e3o tiver nenhum problema que a incapacite, tem plenas e totais condi\u00e7\u00f5es de se manter pelo pr\u00f3prio esfor\u00e7o<\/strong>, de modo que n\u00e3o parece razo\u00e1vel manter a pris\u00e3o do paciente se n\u00e3o h\u00e1 risco alimentar.<\/p>\n\n\n\n<p>O executado, que n\u00e3o cumpriu com a sua obriga\u00e7\u00e3o legal e moral (devedor confesso) para com a filha durante anos, ao que tudo indica, vai sofrer os efeitos da execu\u00e7\u00e3o pela via da expropria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A Terceira Turma do STJ j\u00e1 decidiu, em caso semelhante, que &#8220;o fato de a credora ter atingido a maioridade e exercer atividade profissional, bem como fato de o devedor ser idoso e possuir problemas de sa\u00fade incompat\u00edveis com o recolhimento em estabelecimento carcer\u00e1rio, recomenda que o restante da d\u00edvida seja executada sem a possibilidade de uso da pris\u00e3o civil como t\u00e9cnica coercitiva, em virtude da indispens\u00e1vel pondera\u00e7\u00e3o entre a efetividade da tutela e a menor onerosidade da execu\u00e7\u00e3o, somada \u00e0 dignidade da pessoa humana sob a \u00f3tica da credora e tamb\u00e9m do devedor&#8221; (RHC n. 91.642-MG, DJe de 9\/3\/2018).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>4.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A pris\u00e3o civil do devedor de alimentos pode ser afastada quando particularidades do caso concreto permitem aferir a aus\u00eancia de urg\u00eancia no recebimento dos alimentos executados.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-obrigatoriedade-da-cobertura-de-equoterapia-e-musicoterapia-para-segurados-com-transtorno-autista\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Obrigatoriedade da cobertura de equoterapia e musicoterapia para segurados com transtorno autista.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>PROCESSO EM SEGREDO DE JUSTI\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A equoterapia e a musicoterapia s\u00e3o de cobertura obrigat\u00f3ria pelas operadoras de planos de sa\u00fade para os benefici\u00e1rios com transtornos globais do desenvolvimento, dentre eles o transtorno do espectro autista.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 20\/2\/2024. (Info STJ 802)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creide teve seu filho diagnosticado com transtorno de espectro autista. O m\u00e9dico respons\u00e1vel indicou os tratamentos de equoterapia e a musicoterapia que, embora n\u00e3o ir\u00e3o curar a crian\u00e7a, ajudariam na intera\u00e7\u00e3o e desenvolvimento do menor.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, o plano de sa\u00fade de Creide negou a cobertura e sustenta que tais tratamentos n\u00e3o seriam de cobertura obrigat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-o-plano-de-saude-que-lute\"><a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; O plano de sa\u00fade que lute?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>\u00c9 por a\u00ed&#8230;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia em verificar o dever de cobertura, pela operadora do plano de sa\u00fade, de sess\u00f5es de psicopedagogia, equoterapia e musicoterapia prescritos pelo m\u00e9dico assistente para o tratamento de menor com transtorno do espectro autista, al\u00e9m da configura\u00e7\u00e3o do dano moral.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora fixando a tese quanto \u00e0 taxatividade, em regra, do rol de procedimentos e eventos em sa\u00fade da Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade &#8211; ANS, <strong>a Segunda Se\u00e7\u00e3o do STJ negou provimento a recurso de operadora do plano de sa\u00fade, para manter ac\u00f3rd\u00e3o da Terceira Turma que concluiu ser abusiva a recusa de cobertura de sess\u00f5es de terapias especializadas prescritas para o Tratamento de Transtorno do Espectro Autista (TEA).<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Especificamente quanto \u00e0 psicopedagogia, a despeito da aus\u00eancia de regulamenta\u00e7\u00e3o legal, a atua\u00e7\u00e3o do psicopedagogo \u00e9 reconhecida como ocupa\u00e7\u00e3o pelo Minist\u00e9rio do Trabalho, sob o c\u00f3digo n. 2394-25 da Classifica\u00e7\u00e3o Brasileira de Ocupa\u00e7\u00f5es &#8211; CBO (fam\u00edlia dos programadores, avaliadores e orientadores de ensino) e \u00e9 tamb\u00e9m considerada especialidade da psicologia (Resolu\u00e7\u00e3o n. 14\/2000 do Conselho Federal de Psicologia).<\/p>\n\n\n\n<p>A psicopedagogia h\u00e1 de ser considerada como contemplada nas sess\u00f5es de psicologia, as quais, de acordo com a ANS, s\u00e3o de cobertura obrigat\u00f3ria e ilimitada pelas operadoras de planos de sa\u00fade, especialmente no tratamento multidisciplinar do benefici\u00e1rio com transtorno do espectro autista, obriga\u00e7\u00e3o essa, todavia, que, salvo previs\u00e3o contratual expressa, n\u00e3o se estende ao acompanhamento em ambiente escolar e\/ou domiciliar ou realizado por profissional do ensino.<\/p>\n\n\n\n<p>A Terceira Turma consolidou o entendimento de que, sendo a equoterapia e a musicoterapia m\u00e9todos eficientes de reabilita\u00e7\u00e3o da pessoa com defici\u00eancia, h\u00e3o de ser tidas como de cobertura obrigat\u00f3ria pelas operadoras de planos de sa\u00fade para os benefici\u00e1rios com transtornos globais do desenvolvimento, dentre eles o transtorno do espectro autista.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A equoterapia e a musicoterapia s\u00e3o de cobertura obrigat\u00f3ria pelas operadoras de planos de sa\u00fade para os benefici\u00e1rios com transtornos globais do desenvolvimento, dentre eles o transtorno do espectro autista.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-civil\"><a>DIREITO PROCESSUAL CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-competencia-para-julgamento-do-cumprimento-de-sentenca-promovido-pelo-inss-relativo-ao-ressarcimento-de-honorarios-periciais-antecipados-no-bojo-de-acao-acidentaria\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Compet\u00eancia para julgamento do cumprimento de senten\u00e7a promovido pelo INSS relativo ao ressarcimento de honor\u00e1rios periciais antecipados no bojo de a\u00e7\u00e3o acident\u00e1ria<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>CONFLITO DE COMPET\u00caNCIA.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Compete ao Ju\u00edzo Estadual o processamento e julgamento do cumprimento de senten\u00e7a promovido pelo INSS relativo ao ressarcimento de honor\u00e1rios periciais antecipados no bojo de a\u00e7\u00e3o acident\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>CC 191.185-MS, Rel. Ministro Afr\u00e2nio Vilela, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 28\/2\/2024, DJe 4\/3\/2024. (Info STJ 802)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>6.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Crementina ajuizou a\u00e7\u00e3o acident\u00e1ria na justi\u00e7a estadual. Foi determinada a realiza\u00e7\u00e3o de per\u00edcia, cujos valores foram antecipados pelo INSS. A per\u00edcia teve conclus\u00e3o desfavor\u00e1vel \u00e0 Crementina. O INSS ent\u00e3o requereu o ressarcimento dos valores adiantados a t\u00edtulo de honor\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando do cumprimento de senten\u00e7a, o ju\u00edzo Estadual declinou da compet\u00eancia, por entender que o credor INSS seria uma autarquia federal, o que atrairia a compet\u00eancia da justi\u00e7a federal. Por sua vez, o ju\u00edzo federal suscitou conflito de compet\u00eancia por entender que nas demandas em que o INSS \u00e9 parte, o julgamento n\u00e3o se esgota na fase cognitiva do processo, devendo estender-se, tamb\u00e9m, para a fase de cumprimento de senten\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Processo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 43. Determina-se a compet\u00eancia no momento do registro ou da distribui\u00e7\u00e3o da peti\u00e7\u00e3o inicial, sendo irrelevantes as modifica\u00e7\u00f5es do estado de fato ou de direito ocorridas posteriormente, salvo quando suprimirem \u00f3rg\u00e3o judici\u00e1rio ou alterarem a compet\u00eancia absoluta.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 516. O cumprimento da senten\u00e7a efetuar-se-\u00e1 perante:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I &#8211; os tribunais, nas causas de sua compet\u00eancia origin\u00e1ria;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>II &#8211; o ju\u00edzo que decidiu a causa no primeiro grau de jurisdi\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>III &#8211; o ju\u00edzo c\u00edvel competente, quando se tratar de senten\u00e7a penal condenat\u00f3ria, de senten\u00e7a arbitral, de senten\u00e7a estrangeira ou de ac\u00f3rd\u00e3o proferido pelo Tribunal Mar\u00edtimo.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Par\u00e1grafo \u00fanico. Nas hip\u00f3teses dos incisos II e III, o exequente poder\u00e1 optar pelo ju\u00edzo do atual domic\u00edlio do executado, pelo ju\u00edzo do local onde se encontrem os bens sujeitos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o ou pelo ju\u00edzo do local onde deva ser executada a obriga\u00e7\u00e3o de fazer ou de n\u00e3o fazer, casos em que a remessa dos autos do processo ser\u00e1 solicitada ao ju\u00edzo de origem.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-a-quem-compete\"><a>6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; A quem compete?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Justi\u00e7a ESTADUAL!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente, cumpre trazer \u00e0 baila o disposto no C\u00f3digo de Processo Civil acerca da compet\u00eancia para o processamento do cumprimento de senten\u00e7a, o qual disp\u00f5e, em seu art. 516 e incisos, que: &#8220;O cumprimento da senten\u00e7a efetuar-se-\u00e1 perante: I &#8211; os tribunais, nas causas de sua compet\u00eancia origin\u00e1ria; II &#8211; o ju\u00edzo que decidiu a causa no primeiro grau de jurisdi\u00e7\u00e3o; III &#8211; o ju\u00edzo c\u00edvel competente, quando se tratar de senten\u00e7a penal condenat\u00f3ria, de senten\u00e7a arbitral, de senten\u00e7a estrangeira ou de ac\u00f3rd\u00e3o proferido pelo Tribunal Mar\u00edtimo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Referida norma consagra a <strong>regra geral de compet\u00eancia para os t\u00edtulos judiciais e decorre do sincretismo processual, a partir do qual o reconhecimento do direito e a sua efetiva\u00e7\u00e3o ocorrem no mesmo processo, diferindo-se apenas por fases<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A norma ainda traduz princ\u00edpio consagrado na parte geral do C\u00f3digo, segundo o qual a compet\u00eancia \u00e9 determinada no momento do registro ou da distribui\u00e7\u00e3o da peti\u00e7\u00e3o inicial, sendo irrelevantes as modifica\u00e7\u00f5es do estado de fato ou de direito ocorridas posteriormente, salvo quando suprimirem \u00f3rg\u00e3o judici\u00e1rio ou alterarem a compet\u00eancia absoluta (art. 43 do CPC).<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, em regra, <strong>o ju\u00edzo que formou o t\u00edtulo executivo \u00e9 o competente para execut\u00e1-lo, estando as exce\u00e7\u00f5es previstas no pr\u00f3prio artigo de lei, de modo que somente n\u00e3o ser\u00e3o executados perante o ju\u00edzo que processou a a\u00e7\u00e3o os t\u00edtulos formados a partir de senten\u00e7a penal condenat\u00f3ria, de senten\u00e7a arbitral, de senten\u00e7a estrangeira ou de ac\u00f3rd\u00e3o proferido pelo Tribunal Mar\u00edtimo<\/strong> ou, ainda, nos casos em que os bens sujeitos \u00e0 constri\u00e7\u00e3o judicial se encontrarem em foro diverso ou se diverso for o foro atual do domic\u00edlio do executado.<\/p>\n\n\n\n<p>E, no caso em discuss\u00e3o, observa-se que n\u00e3o se enquadra em nenhuma das situa\u00e7\u00f5es que excepcionam a regra contida no art. 516, II, do CPC, porquanto a exequente pretende efetivar o direito \u00e0 percep\u00e7\u00e3o dos honor\u00e1rios periciais antecipados na lide, em raz\u00e3o de o vencido ser benefici\u00e1rio da justi\u00e7a gratuita.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse mesmo sentido, o STJ vem reconhecendo a compet\u00eancia do Ju\u00edzo Estadual para o processamento e julgamento do Cumprimento de Senten\u00e7a promovido pelo INSS, relativo ao ressarcimento de honor\u00e1rios periciais antecipados no bojo de a\u00e7\u00e3o acident\u00e1ria, nos seguintes julgados: CC n. 186.830\/MS, relator Ministro Herman Benjamin, DJe de 12\/4\/2022; CC n. 186.831\/MS, relator Ministro Manoel Erhardt (Desembargador Federal convocado do TRF\/5\u00aa Regi\u00e3o), DJe de 31\/3\/2022; CC n. 186.837\/MS, relator Ministro Benedito Gon\u00e7alves, DJe de 28\/3\/2022; CC n. 186.666\/MS, relator Ministro Francisco Falc\u00e3o, DJe de 18\/3\/2022, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, deve ser declarado competente para o processamento e julgamento do feito, no caso, o Ju\u00edzo Estadual, ora suscitado.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>6.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Compete ao Ju\u00edzo Estadual o processamento e julgamento do cumprimento de senten\u00e7a promovido pelo INSS relativo ao ressarcimento de honor\u00e1rios periciais antecipados no bojo de a\u00e7\u00e3o acident\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-criterio-para-rateio-de-honorarios-sucumbenciais-quando-houver-mais-de-um-escritorio-representando-pluralidade-de-vencedores\"><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Crit\u00e9rio para rateio de honor\u00e1rios sucumbenciais quando houver mais de um escrit\u00f3rio representando pluralidade de vencedores.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Quando houver pluralidade de vencedores representados por escrit\u00f3rios de advocacia distintos, os honor\u00e1rios de sucumb\u00eancia dever\u00e3o ser partilhados entre eles, na propor\u00e7\u00e3o das respectivas pretens\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no REsp 1.842.035-MT, Rel. Ministro Raul Ara\u00fajo, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 20\/2\/2024. (Info STJ 802)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>7.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em um determinado julgamento, foram fixados os honor\u00e1rios advocat\u00edcios sucumbenciais em 10% do valor da causa. Ocorre que o valor da causa era de cento e cinquenta milh\u00f5es de reais e havia vencedores representados por escrit\u00f3rios distintos.<\/p>\n\n\n\n<p>Apavorada, a parte sucumbente requereu a redu\u00e7\u00e3o do percentual para 1% do valor da causa, enquanto os advogados das partes vencedoras iniciaram debate sobre a divis\u00e3o dos valores. Uns defendiam a divis\u00e3o em partes iguais, outros, o rateio conforme as respectivas pretens\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-reduz-e-partilha-conforme-proporcao-dos-interesses\"><a>7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Reduz e partilha conforme propor\u00e7\u00e3o dos interesses<\/a>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Exatamente!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia em definir como deve ocorrer a fixa\u00e7\u00e3o dos honor\u00e1rios advocat\u00edcios quando houver pluralidade de vencedores representados por escrit\u00f3rios de advocacia distintos, sob a \u00f3tica do CPC\/1973.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, entendeu-se que a fixa\u00e7\u00e3o dos honor\u00e1rios advocat\u00edcios sucumbenciais em 10% sobre o elevado valor da causa de R$150.000.000,00 (cento e cinquenta milh\u00f5es de reais) n\u00e3o foi razo\u00e1vel e proporcional. Da\u00ed o provimento recursal para reduzir os honor\u00e1rios advocat\u00edcios de 10% (dez por cento) para 1% (um por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 20, \u00a7 4\u00ba, do CPC\/1973, consoante a jurisprud\u00eancia do STJ firmada sob a \u00e9gide do CPC de 1973, que considerava irris\u00f3ria a verba honor\u00e1ria quando fixada em montante inferior a 1% (um por cento) sobre o valor da causa<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, <strong>mesmo considerando serem os litisconsortes vencedores representados por escrit\u00f3rios de advocacia distintos, n\u00e3o se deve determinar o pagamento de 1% sobre o valor da causa em favor de cada um dos litisconsortes e de seus nobres patronos<\/strong>. O montante de 1% sobre o valor da causa corresponder\u00e1 a, pelo menos, R$ 1.500.000,00 (um milh\u00e3o e quinhentos mil reais), quantia expressiva e suficiente, mesmo ap\u00f3s ser repartida proporcionalmente entre os litisconsortes.<\/p>\n\n\n\n<p>Cumpre registrar o entendimento do STJ de que, havendo pluralidade de vencedores, os honor\u00e1rios de sucumb\u00eancia dever\u00e3o ser partilhados entre eles, na propor\u00e7\u00e3o das respectivas pretens\u00f5es, sob pena de se onerar demasiadamente a parte sucumbente.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Quando houver pluralidade de vencedores representados por escrit\u00f3rios de advocacia distintos, os honor\u00e1rios de sucumb\u00eancia dever\u00e3o ser partilhados entre eles, na propor\u00e7\u00e3o das respectivas pretens\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-im-possibilidade-da-aplicacao-do-limite-de-credito-de-150-cento-e-cinquenta-salarios-minimos-a-hipotese-de-concurso-singular-de-credores-contra-devedor-solvente\"><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade da aplica\u00e7\u00e3o do limite de cr\u00e9dito de 150 (cento e cinquenta) sal\u00e1rios-m\u00ednimos \u00e0 hip\u00f3tese de concurso singular de credores contra devedor solvente.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel a <a>aplica\u00e7\u00e3o do limite de cr\u00e9dito de 150 (cento e cinquenta) sal\u00e1rios-m\u00ednimos, previsto no art. 83, I, da Lei n. 11.101\/2005, \u00e0 hip\u00f3tese de concurso singular de credores contra devedor solvente.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.839.608-SP, Rel. Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 20\/2\/2024, DJe 27\/2\/2024. (Info STJ 802)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>8.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Dr. Creisson, advogado, ajuizou a\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o em face de Kuati Ltda por meio da qual cobra valores decorrente de honor\u00e1rios advocat\u00edcios. O Ju\u00edzo, em raz\u00e3o da exist\u00eancia de concurso de credores, limitou o cr\u00e9dito exequendo em 150 sal\u00e1rios-m\u00ednimos por entender que embora o concurso n\u00e3o tenha sido formado em processo de execu\u00e7\u00e3o universal, haveria de se considerar que a devedora fechou suas portas com d\u00edvidas na pra\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformado, Dr. Creisson interp\u00f4s recurso no qual sustenta a impossibilidade da aplica\u00e7\u00e3o de tal limite quando em concurso singular de credores contra devedor solvente.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 11.101\/2005:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 83. A classifica\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos na fal\u00eancia obedece \u00e0 seguinte ordem:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>I &#8211; os cr\u00e9ditos derivados da legisla\u00e7\u00e3o trabalhista, limitados a 150 (cento e cinquenta) sal\u00e1rios-m\u00ednimos por credor, e aqueles decorrentes de acidentes de trabalho;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 797. Ressalvado o caso de insolv\u00eancia do devedor, em que tem lugar o concurso universal, realiza-se a execu\u00e7\u00e3o no interesse do exequente que adquire, pela penhora, o direito de prefer\u00eancia sobre os bens penhorados.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Par\u00e1grafo \u00fanico. Recaindo mais de uma penhora sobre o mesmo bem, cada exequente conservar\u00e1 o seu t\u00edtulo de prefer\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Art. 905. O juiz autorizar\u00e1 que o exequente levante, at\u00e9 a satisfa\u00e7\u00e3o integral de seu cr\u00e9dito, o dinheiro depositado para segurar o ju\u00edzo ou o produto dos bens alienados, bem como do faturamento de empresa ou de outros frutos e rendimentos de coisas ou empresas penhoradas, quando:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I &#8211; a execu\u00e7\u00e3o for movida s\u00f3 a benef\u00edcio do exequente singular, a quem, por for\u00e7a da penhora, cabe o direito de prefer\u00eancia sobre os bens penhorados e alienados;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>II &#8211; n\u00e3o houver sobre os bens alienados outros privil\u00e9gios ou prefer\u00eancias institu\u00eddos anteriormente \u00e0 penhora.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Par\u00e1grafo \u00fanico. Durante o plant\u00e3o judici\u00e1rio, veda-se a concess\u00e3o de pedidos de levantamento de import\u00e2ncia em dinheiro ou valores ou de libera\u00e7\u00e3o de bens apreendidos.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a><\/a>Art. 908. Havendo pluralidade de credores ou exequentes, o dinheiro lhes ser\u00e1 distribu\u00eddo e entregue consoante a ordem das respectivas prefer\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 1\u00ba No caso de adjudica\u00e7\u00e3o ou aliena\u00e7\u00e3o, os cr\u00e9ditos que recaem sobre o bem, inclusive os de natureza&nbsp;propter rem&nbsp;, sub-rogam-se sobre o respectivo pre\u00e7o, observada a ordem de prefer\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 2\u00ba N\u00e3o havendo t\u00edtulo legal \u00e0 prefer\u00eancia, o dinheiro ser\u00e1 distribu\u00eddo entre os concorrentes, observando-se a anterioridade de cada penhora.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>&nbsp;Art. 909. Os exequentes formular\u00e3o as suas pretens\u00f5es, que versar\u00e3o unicamente sobre o direito de prefer\u00eancia e a anterioridade da penhora, e, apresentadas as raz\u00f5es, o juiz decidir\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>Estatuto da Advocacia e a Ordem dos Advogados do Brasil \u2013 EAOAB:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 24. A decis\u00e3o judicial que fixar ou arbitrar honor\u00e1rios e o contrato escrito que os estipular s\u00e3o t\u00edtulos executivos e constituem cr\u00e9dito privilegiado na fal\u00eancia, concordata, concurso de credores, insolv\u00eancia civil e liquida\u00e7\u00e3o extrajudicial.<\/p>\n\n\n\n<p>LINDB:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 4o&nbsp; Quando a lei for omissa, o juiz decidir\u00e1 o caso de acordo com a analogia, os costumes e os princ\u00edpios gerais de direito.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-possivel-a-limitacao-falencia-implicita\"><a>8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel a limita\u00e7\u00e3o<\/a> (fal\u00eancia impl\u00edcita)?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Obviamente que N\u00c3O!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia cinge-se \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o do limite de cr\u00e9dito de 150 (cento e cinquenta) sal\u00e1rios-m\u00ednimos, previsto no art. 83, I, da Lei n. 11.101\/2005, \u00e0 hip\u00f3tese de concurso singular de credores contra devedor solvente.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, o Tribunal de origem, ao conferir a prefer\u00eancia legal ao cr\u00e9dito decorrente de honor\u00e1rios advocat\u00edcios no concurso singular de credores, aplicou por analogia o disposto na Lei de Recupera\u00e7\u00e3o de Empresas e Fal\u00eancia, que restringe o pagamento preferencial do cr\u00e9dito em 150 (cento e cinquenta) sal\u00e1rios-m\u00ednimos.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, <strong>a aplica\u00e7\u00e3o da norma restritiva estabelecida na Lei de Recupera\u00e7\u00e3o de Empresas e Fal\u00eancias \u00e0 situa\u00e7\u00e3o do concurso singular de credores \u00e9 descabida<\/strong>. Isso se deve \u00e0 DIVERSIDADE dos prop\u00f3sitos de cada um dos procedimentos e de suas particularidades.<\/p>\n\n\n\n<p>O concurso singular ocorre no contexto da execu\u00e7\u00e3o por quantia certa, de forma individualizada, contra devedor solvente, cujo procedimento est\u00e1 descrito nos arts. 905 908 e 909 do CPC\/2015. Dessa maneira, o C\u00f3digo de Processo Civil permite mais de uma penhora sobre o mesmo bem, decorrentes de execu\u00e7\u00f5es distintas, cabendo ao juiz a tarefa de iniciar o incidente concursal para determinar quais dos credores ser\u00e3o satisfeitos (art. 797, par\u00e1grafo \u00fanico, do CPC\/2015).<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, <strong>no caso do concurso singular, o legislador n\u00e3o se preocupou em atender \u00e0 pretens\u00e3o de todos os credores, somente participando da disputa pelo bem apreendido e pelo respectivo produto da aliena\u00e7\u00e3o aqueles que ajuizaram a execu\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, a fal\u00eancia e a recupera\u00e7\u00e3o judicial fazem parte do chamado concurso universal ou coletivo, em que, ap\u00f3s declara\u00e7\u00e3o judicial de insolv\u00eancia, \u00e9 realizado o levantamento e a arrecada\u00e7\u00e3o dos bens, com a convoca\u00e7\u00e3o de todos os credores para participarem do processo. Por conseguinte, no concurso coletivo, o legislador concedeu um tratamento global ao falido ou insolvente, com a liquida\u00e7\u00e3o de todo o seu patrim\u00f4nio e a forma\u00e7\u00e3o da massa ativa e passiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Em tais circunst\u00e2ncias, havendo mais diferen\u00e7as do que semelhan\u00e7as entre os procedimentos, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, por analogia, utilizar previs\u00e3o normativa espec\u00edfica do concurso universal, a fim de restringir direito preferencial do credor singular no recebimento integral de seu cr\u00e9dito de natureza alimentar.<\/p>\n\n\n\n<p>Consigne-se, ademais que o art. 24 do Estatuto da Advocacia e a Ordem dos Advogados do Brasil &#8211; EAOAB disciplina o car\u00e1ter privilegiado dos honor\u00e1rios advocat\u00edcios sem qualquer limite de valor, de sorte que descabida a aplica\u00e7\u00e3o da analogia \u00e0 esp\u00e9cie, \u00e0 m\u00edngua de omiss\u00e3o legislativa exigida pelo art. 4\u00ba da LINDB.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, as inst\u00e2ncias de origem, ao restringirem o pagamento do cr\u00e9dito de natureza alimentar em 150 (cento e cinquenta) sal\u00e1rios-m\u00ednimos, violaram o disposto no art. 908 do CPC\/2015.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>8.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel a aplica\u00e7\u00e3o do limite de cr\u00e9dito de 150 (cento e cinquenta) sal\u00e1rios-m\u00ednimos, previsto no art. 83, I, da Lei n. 11.101\/2005, \u00e0 hip\u00f3tese de concurso singular de credores contra devedor solvente.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-penal\"><a>DIREITO PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-reiteracao-de-descaminho-e-principio-da-insignificancia\"><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Reitera\u00e7\u00e3o de descaminho e princ\u00edpio da insignific\u00e2ncia<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A reitera\u00e7\u00e3o da conduta delitiva obsta a aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da insignific\u00e2ncia ao crime de descaminho &#8211; independentemente do valor do tributo n\u00e3o recolhido -, ressalvada a possibilidade de, no caso concreto, se concluir que a medida \u00e9 socialmente recomend\u00e1vel. A contum\u00e1cia pode ser aferida a partir de procedimentos penais e fiscais pendentes de definitividade, sendo inaplic\u00e1vel o prazo previsto no art. 64, I, do CP, incumbindo ao julgador avaliar o lapso temporal transcorrido desde o \u00faltimo evento delituoso \u00e0 luz dos princ\u00edpios da proporcionalidade e razoabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.083.701-SP, Rel. Ministro Sebasti\u00e3o Reis J\u00fanior, Terceira Se\u00e7\u00e3o, por maioria, julgado em 28\/2\/2024 (Tema 1218). (Info STJ 802)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>9.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creitinho, morador de cidade perto da fronteira com o Paraguai, frequentemente para l\u00e1 viaja e traz consigo aparelhos MP3, Ipods, celulares startacs e outros. J\u00e1 foi autuado e teve suas compras apreendidas mais de uma vez e em raz\u00e3o disso responde pelo crime de descaminho.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a condena\u00e7\u00e3o, sua defesa recorre ao princ\u00edpio da insignific\u00e2ncia, uma vez que o valor total dos aparelhos seria bem inferior a R$ 10 mil contos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>9.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 10.522\/2002:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 20.&nbsp; Ser\u00e3o arquivados, sem baixa na distribui\u00e7\u00e3o, por meio de requerimento do Procurador da Fazenda Nacional, os autos das execu\u00e7\u00f5es fiscais de d\u00e9bitos inscritos em d\u00edvida ativa da Uni\u00e3o pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional ou por ela cobrados, de valor consolidado igual ou inferior \u00e0quele estabelecido em ato do Procurador-Geral da Fazenda Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>CP:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 64 &#8211; Para efeito de reincid\u00eancia: (Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 7.209, de 11.7.1984)<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; n\u00e3o prevalece a condena\u00e7\u00e3o anterior, se entre a data do cumprimento ou extin\u00e7\u00e3o da pena e a infra\u00e7\u00e3o posterior tiver decorrido per\u00edodo de tempo superior a 5 (cinco) anos, computado o per\u00edodo de prova da suspens\u00e3o ou do livramento condicional, se n\u00e3o ocorrer revoga\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-reiteracao-obsta-a-aplicacao-do-principio-da-insignificancia\"><a>9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Reitera\u00e7\u00e3o obsta a aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da insignific\u00e2ncia?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>No descaminho, SIM!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No julgamento do REsp 1.709.029\/MG, a Terceira Se\u00e7\u00e3o do STJ, revendo a tese fixada no julgamento do REsp 1.112.748\/TO (Tema 157) , firmou o entendimento de que <strong>incide o princ\u00edpio da insignific\u00e2ncia aos crimes tribut\u00e1rios federais e de descaminho quando o d\u00e9bito tribut\u00e1rio verificado n\u00e3o ultrapassar o limite de R$ 20.000,00 (vinte mil reais), a teor do disposto no art. 20 da Lei n. 10.522\/2002<\/strong>, com as atualiza\u00e7\u00f5es efetivadas pelas Portarias n. 75 e 130, ambas do Minist\u00e9rio da Fazenda.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, a controv\u00e9rsia oposta traduz um desdobramento direto daquele julgamento, na medida em que busca elucidar se o princ\u00edpio da insignific\u00e2ncia incide nos casos em que verificada a reitera\u00e7\u00e3o do crime de descaminho.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o tema, a Terceira Se\u00e7\u00e3o do STJ, firmou o entendimento no sentido de que &#8220;A reitera\u00e7\u00e3o da conduta delitiva obsta a aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da insignific\u00e2ncia ao crime de descaminho, ressalvada a possibilidade de, no caso concreto, as inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias verificarem que a medida \u00e9 socialmente recomend\u00e1vel (EREsp 1.217.514\/RS, Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Terceira Se\u00e7\u00e3o, DJe 16\/12\/2015).<\/p>\n\n\n\n<p>Ora, a reitera\u00e7\u00e3o da conduta \u00e9 uma circunst\u00e2ncia apta a indicar uma conduta mais reprov\u00e1vel e de periculosidade social relevante, inclusive porque transmite a ideia de impunidade, reduzindo o car\u00e1ter de preven\u00e7\u00e3o geral da norma penal, de modo que, caso verificada, tem-se por afastado, ao menos, dois dos pressupostos para reconhecimento da atipicidade material da conduta nos moldes estabelecidos pela jurisprud\u00eancia, a saber: aus\u00eancia de periculosidade social da a\u00e7\u00e3o e reduzido grau de reprovabilidade do comportamento. Ressalte-se, no entanto, que \u00e9 recomend\u00e1vel a manuten\u00e7\u00e3o da ressalva proposta pelo Ministro Reynaldo Soares da Fonseca quando do julgamento do EREsp 1.217.514\/RS.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso porque, <strong>\u00e9 imposs\u00edvel contemplar a multiplicidade de situa\u00e7\u00f5es f\u00e1ticas que podem acarretar na pr\u00e1tica de crime descaminho, sendo certo que, a depender das circunst\u00e2ncias que tangenciem a reitera\u00e7\u00e3o da conduta, o julgador pode compreender que o reconhecimento da atipicidade material \u00e9 a medida socialmente recomend\u00e1vel<\/strong>.&nbsp;<em>Mutatis mutandis<\/em>, essa \u00e9 a mesma compreens\u00e3o que tem orientado esta Corte na an\u00e1lise do princ\u00edpio da insignific\u00e2ncia nos crimes de furto em que verificada a contum\u00e1cia do agente.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, frise-se, procedimentos pendentes de definitividade, inclusive processos administrativos fiscais, podem ser sopesados para formar a convic\u00e7\u00e3o no sentido da contum\u00e1cia da conduta delitiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m, registre-se, n\u00e3o h\u00e1 base legal para aplica\u00e7\u00e3o do prazo preconizado no art. 64, I, do CP, ou mesmo outro marco objetivo para fins de an\u00e1lise da contum\u00e1cia delitiva, sendo aplic\u00e1veis os princ\u00edpios da razoabilidade e proporcionalidade, de modo que o ju\u00edzo ordin\u00e1rio deve avaliar se a conduta anterior \u00e9 suficiente para denotar que o agente ativo \u00e9 contumaz na pr\u00e1tica delitiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim<strong>, em se tratando de agente contumaz na pr\u00e1tica delitiva, \u00e9 desinfluente perquirir o valor do tributo n\u00e3o recolhido para fins de aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio insignific\u00e2ncia, pois a contum\u00e1cia indica ser uma conduta mais gravosa e de periculosidade social relevante, de modo que a reitera\u00e7\u00e3o, em regra, acaba por afastar os requisitos necess\u00e1rios para o reconhecimento da atipicidade material da conduta<\/strong>. Admitir a possibilidade de aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da insignific\u00e2ncia, no caso de reitera\u00e7\u00e3o da conduta, com base no montante do tributo n\u00e3o recolhido (inferior a vinte mil reais), teria o efeito delet\u00e9rio de estimular uma &#8220;economia do crime&#8221;, na medida em que acabaria por criar uma &#8220;cota&#8221; de imunidade penal para a pr\u00e1tica de sucessivas condutas delituosas.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, \u00e9 de se concluir que a reitera\u00e7\u00e3o da conduta delitiva obsta a aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da insignific\u00e2ncia ao crime de descaminho &#8211; independentemente do valor do tributo n\u00e3o recolhido -, ressalvada a possibilidade de, no caso concreto, se concluir que a medida \u00e9 socialmente recomend\u00e1vel. A contum\u00e1cia pode ser aferida a partir de procedimentos penais e fiscais pendentes de definitividade, sendo inaplic\u00e1vel o prazo previsto no art. 64, I, do CP, incumbindo ao julgador avaliar o lapso temporal transcorrido desde o \u00faltimo evento delituoso \u00e0 luz dos princ\u00edpios da proporcionalidade e razoabilidade.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>9.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A reitera\u00e7\u00e3o da conduta delitiva obsta a aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da insignific\u00e2ncia ao crime de descaminho &#8211; independentemente do valor do tributo n\u00e3o recolhido -, ressalvada a possibilidade de, no caso concreto, se concluir que a medida \u00e9 socialmente recomend\u00e1vel. A contum\u00e1cia pode ser aferida a partir de procedimentos penais e fiscais pendentes de definitividade, sendo inaplic\u00e1vel o prazo previsto no art. 64, I, do CP, incumbindo ao julgador avaliar o lapso temporal transcorrido desde o \u00faltimo evento delituoso \u00e0 luz dos princ\u00edpios da proporcionalidade e razoabilidade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-nbsp-remicao-de-pena-e-necessidade-de-credenciamento-da-instituicao-de-ensino-junto-ao-sistema-nacional-de-informacoes-da-educacao-profissional-e-tecnologica-sistec-do-ministerio-da-educacao\"><a>10.&nbsp; Remi\u00e7\u00e3o de pena e necessidade de credenciamento da institui\u00e7\u00e3o de ensino junto ao Sistema Nacional de Informa\u00e7\u00f5es da Educa\u00e7\u00e3o Profissional e Tecnol\u00f3gica (SISTEC) do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para fins de remi\u00e7\u00e3o de pena, a institui\u00e7\u00e3o de ensino que ministra o curso \u00e0 dist\u00e2ncia deve estar credenciada junto ao Sistema Nacional de Informa\u00e7\u00f5es da Educa\u00e7\u00e3o Profissional e Tecnol\u00f3gica (SISTEC) do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.105.666-MG, Rel. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 27\/2\/2024, DJe 1\u00ba\/3\/2024. (Info STJ 802)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>10.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Craudio, apenado, requereu remi\u00e7\u00e3o de pena em raz\u00e3o da realiza\u00e7\u00e3o de curso a dist\u00e2ncia oferecido pela Tabajara Corporations. O juiz da execu\u00e7\u00e3o indeferiu a remi\u00e7\u00e3o em raz\u00e3o de que a renomada institui\u00e7\u00e3o de ensino n\u00e3o estaria credenciada junto ao Sistema Nacional de Informa\u00e7\u00f5es da Educa\u00e7\u00e3o Profissional e Tecnol\u00f3gica (SISTEC) do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>10.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-1-questao-juridica\"><a>10.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei de Execu\u00e7\u00e3o Penal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 126.&nbsp; O condenado que cumpre a pena em regime fechado ou semiaberto poder\u00e1 remir, por trabalho ou por estudo, parte do tempo de execu\u00e7\u00e3o da pena.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp; &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 2<sup>o<\/sup>&nbsp; As atividades de estudo a que se refere o \u00a7 1<sup>o<\/sup>&nbsp;deste artigo poder\u00e3o ser desenvolvidas de forma presencial ou por metodologia de ensino a dist\u00e2ncia e dever\u00e3o ser certificadas pelas autoridades educacionais competentes dos cursos frequentados.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 129.&nbsp; A autoridade administrativa encaminhar\u00e1 mensalmente ao ju\u00edzo da execu\u00e7\u00e3o c\u00f3pia do registro de todos os condenados que estejam trabalhando ou estudando, com informa\u00e7\u00e3o dos dias de trabalho ou das horas de frequ\u00eancia escolar ou de atividades de ensino de cada um deles.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-2-necessario-o-credenciamento-da-instituicao-de-ensino\"><a>10.2.2. Necess\u00e1rio o credenciamento da institui\u00e7\u00e3o de ensino?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeap!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nos termos do art. 126, \u00a7 2\u00ba, da Lei de Execu\u00e7\u00e3o Penal e da Resolu\u00e7\u00e3o n. 391 do Conselho Nacional de Justi\u00e7a (publicada no DJe\/CNJ n. 120\/2021, de 11\/5\/2021), a remi\u00e7\u00e3o de pena em virtude de estudo realizado pelo apenado na modalidade capacita\u00e7\u00e3o profissional \u00e0 dist\u00e2ncia deve atender os requisitos previstos nos arts. 2\u00ba e 4\u00ba da mencionada resolu\u00e7\u00e3o, dentre os quais (1) demonstra\u00e7\u00e3o de que a institui\u00e7\u00e3o de ensino que ministra o curso \u00e0 dist\u00e2ncia \u00e9 autorizada ou conveniada com o poder p\u00fablico para esse fim; (2) demonstra\u00e7\u00e3o da integra\u00e7\u00e3o do curso \u00e0 dist\u00e2ncia realizado ao projeto pol\u00edtico-pedag\u00f3gico (PPP) da unidade ou do sistema prisional; (3) indica\u00e7\u00e3o da carga hor\u00e1ria a ser ministrada e do conte\u00fado program\u00e1tico; (4) registro de participa\u00e7\u00e3o da pessoa privada de liberdade nas atividades realizadas.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, a entidade educacional n\u00e3o est\u00e1 cadastrada junto \u00e0 unidade prisional, tampouco est\u00e1 devidamente autorizada ou conveniada com o Poder P\u00fablico para tal fim. N\u00e3o h\u00e1, outrossim, evid\u00eancia de que a entidade, emissora do certificado do curso, seja credenciada junto ao Sistema Nacional de Informa\u00e7\u00f5es da Educa\u00e7\u00e3o Profissional e Tecnol\u00f3gica (SISTEC) do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o para ofertar os cursos realizados pelo apenado, n\u00e3o sendo poss\u00edvel aferir se a certifica\u00e7\u00e3o possui respaldo das autoridades educacionais competentes, na forma do art. 129 da LEP. Ademais, frise-se, a afirma\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica de que a entidade de ensino est\u00e1 cadastrada junto ao Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o supre a referida exig\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Vale lembrar que, <strong>ainda que conclu\u00eddos os cursos na modalidade a dist\u00e2ncia, a remi\u00e7\u00e3o em decorr\u00eancia do estudo exige, para cada dia de pena remido, a comprova\u00e7\u00e3o de horas de estudo, que, dada a sistem\u00e1tica da lei de execu\u00e7\u00e3o penal, encontrando-se o apenado sob a cust\u00f3dia do Estado<\/strong>, deve preceder de fiscaliza\u00e7\u00e3o e autenticidade do cumprimento dos requisitos legais.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, embora a orienta\u00e7\u00e3o jurisprudencial disponha que o apenado n\u00e3o pode ser prejudicado pela in\u00e9rcia do Estado na fiscaliza\u00e7\u00e3o, no caso, n\u00e3o se cuida de falha na fiscaliza\u00e7\u00e3o. Na verdade, o que se verifica \u00e9 a efetiva aus\u00eancia de pr\u00e9vio cadastramento da entidade de ensino com a unidade prisional e o poder p\u00fablico para a finalidade pretendida, conforme expressamente consignado pelo Ju\u00edzo das Execu\u00e7\u00f5es Penais.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-3-resultado-final\"><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a>10.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Para fins de remi\u00e7\u00e3o de pena, a institui\u00e7\u00e3o de ensino que ministra o curso \u00e0 dist\u00e2ncia deve estar credenciada junto ao Sistema Nacional de Informa\u00e7\u00f5es da Educa\u00e7\u00e3o Profissional e Tecnol\u00f3gica (SISTEC) do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-58300bd6-9ad5-491b-ba04-a8b08dee0b50\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/03\/12010712\/stj-informativo-802.pdf\">stj-informativo-802<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/03\/12010712\/stj-informativo-802.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-58300bd6-9ad5-491b-ba04-a8b08dee0b50\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Continuamos em nossa caminhada&#8230; Informativos n\u00ba 802 do STJ\u00a0COMENTADO entra na parada. 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