{"id":1351382,"date":"2024-02-13T02:42:03","date_gmt":"2024-02-13T05:42:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1351382"},"modified":"2024-02-13T02:42:06","modified_gmt":"2024-02-13T05:42:06","slug":"informativo-stj-edicao-extraordinaria-15","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-edicao-extraordinaria-15\/","title":{"rendered":"Informativo STJ Edi\u00e7\u00e3o Extraordin\u00e1ria 15"},"content":{"rendered":"\n<p>Informativo do STJ\u00a0<strong>COMENTADO<\/strong> saindo do forno (quentinho) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! Vamos encarar hoje essa Edi\u00e7\u00e3o Extraordin\u00e1ria 15 &#8211; decis\u00f5es in\u00e9ditas que nos ajudar\u00e3o a dar mais um passo rumo \u00e0 aprovai\u00e7\u00e3o!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/02\/13024109\/stj-informativo-ed-ext-15.pdf\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_jqmWvqJO6PI\"><div id=\"lyte_jqmWvqJO6PI\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/jqmWvqJO6PI\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/jqmWvqJO6PI\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/jqmWvqJO6PI\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-civil\"><a>DIREITO CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-admissibilidade-da-purgacao-da-mora-em-contrato-de-mutuo-imobiliario-com-pacto-de-alienacao-fiduciaria-apos-a-consolidacao-da-propriedade-em-favor-do-credor-fiduciario\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Admissibilidade da purga\u00e7\u00e3o da mora em contrato de m\u00fatuo imobili\u00e1rio com pacto de aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria ap\u00f3s a consolida\u00e7\u00e3o da propriedade em favor do credor fiduci\u00e1rio<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se admite a purga\u00e7\u00e3o da mora, nos contratos de m\u00fatuo imobili\u00e1rio com pacto adjeto de aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria, submetidos \u00e0 Lei n. 9.514\/1997 com a reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n. 13.465\/2017, nas hip\u00f3teses em que a consolida\u00e7\u00e3o da propriedade em favor do credor fiduci\u00e1rio ocorreu na vig\u00eancia da nova lei, sendo assegurado ao devedor fiduciante t\u00e3o somente o exerc\u00edcio do direito de prefer\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.942.898-SP, Rel. Ministro Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 23\/8\/2023, DJe 13\/9\/2023. (Info. Ext. 15)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creosvaldo financiou a compra de im\u00f3vel com o Banco Cobromesmo atrav\u00e9s de contrato de m\u00fatuo imobili\u00e1rio com pacto de aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria. Logo deu zica na renda e o <em>homi<\/em> deixou de pagar as presta\u00e7\u00f5es combinadas. Creosvaldo foi ent\u00e3o intimado extrajudicialmente para purgar a mora (pagar a d\u00edvida), o que n\u00e3o fez no prazo. O cart\u00f3rio de registro de im\u00f3veis certificou a mora e consolidou a propriedade em nome do Banco Cobromesmo.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de toda a \u00e1gua ter passado por baixo da ponte, Creosvaldo tentou pagar a d\u00edvida e reaver o bem, o que foi recusado pelo Banco. Inconformado, ajuizou a\u00e7\u00e3o na qual sustenta a possibilidade de purga\u00e7\u00e3o da mora mesmo ap\u00f3s a consolida\u00e7\u00e3o da propriedade em favor do credor fiduci\u00e1rio.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n\u00ba 9.514\/1997:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 27. Consolidada a propriedade em seu nome, o fiduci\u00e1rio promover\u00e1 leil\u00e3o p\u00fablico para a aliena\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel, no prazo de 60 (sessenta) dias, contado da data do registro de que trata o \u00a7 7\u00ba do art. 26 desta Lei.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2\u00ba-B Ap\u00f3s a averba\u00e7\u00e3o da consolida\u00e7\u00e3o da propriedade fiduci\u00e1ria no patrim\u00f4nio do credor fiduci\u00e1rio e at\u00e9 a data da realiza\u00e7\u00e3o do segundo leil\u00e3o, \u00e9 assegurado ao fiduciante o direito de prefer\u00eancia para adquirir o im\u00f3vel por pre\u00e7o correspondente ao valor da d\u00edvida, somado \u00e0s despesas, aos pr\u00eamios de seguro, aos encargos legais, \u00e0s contribui\u00e7\u00f5es condominiais, aos tributos, inclusive os valores correspondentes ao imposto sobre transmiss\u00e3o&nbsp;<strong>inter vivos<\/strong>&nbsp;e ao laud\u00eamio, se for o caso, pagos para efeito de consolida\u00e7\u00e3o da propriedade fiduci\u00e1ria no patrim\u00f4nio do credor fiduci\u00e1rio, e \u00e0s despesas inerentes aos procedimentos de cobran\u00e7a e leil\u00e3o, hip\u00f3tese em que incumbir\u00e1 tamb\u00e9m ao fiduciante o pagamento dos encargos tribut\u00e1rios e das despesas exig\u00edveis para a nova aquisi\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel, inclusive das custas e dos emolumentos.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-possivel-a-purgacao-da-mora-apos-a-consolidacao-da-propriedade\"><a>1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel a purga\u00e7\u00e3o da mora ap\u00f3s a consolida\u00e7\u00e3o da propriedade?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooopss!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia a definir a possibilidade de purga\u00e7\u00e3o da mora, nos contratos de m\u00fatuo imobili\u00e1rio com pacto adjeto de aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria, submetidos \u00e0 Lei n. 9.514\/1997, com a reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n. 13.465\/2017, nas hip\u00f3teses em que a consolida\u00e7\u00e3o da propriedade em favor do credor fiduci\u00e1rio ocorreu na vig\u00eancia da nova lei.<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento consolidado no ac\u00f3rd\u00e3o recorrido desafia os precedentes firmados por esta Terceira Turma, no sentido de que &#8220;(&#8230;) a partir da entrada em vigor da lei nova, nas situa\u00e7\u00f5es em que consolidada a propriedade, mas n\u00e3o purgada a mora, \u00e9 assegurado ao devedor fiduciante t\u00e3o somente o exerc\u00edcio do direito de prefer\u00eancia previsto no \u00a7 2\u00ba-B do art. 27 da Lei n. 9.514\/1997&#8221; (REsp n\u00ba 2.007.941\/MG, Relatora Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 14\/2\/2023, DJe de 16\/2\/2023).<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, <strong>a Lei n. 13.465, de 11\/7\/2017, introduziu o \u00a7 2\u00ba-B no art. 27 da Lei n\u00ba 9.514\/1997, positivando o direito de prefer\u00eancia ao devedor fiduciante na aquisi\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel objeto de garantia fiduci\u00e1ria, a ser exercido ap\u00f3s a consolida\u00e7\u00e3o da propriedade e at\u00e9 a data em que realizado o segundo leil\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, na esteira dos julgados do Tribunal Superior, com a entrada em vigor da nova lei, n\u00e3o mais se admite a purga\u00e7\u00e3o da mora ap\u00f3s a consolida\u00e7\u00e3o da propriedade em favor do fiduci\u00e1rio, sendo assegurado ao devedor fiduciante t\u00e3o somente o exerc\u00edcio do direito de prefer\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>1.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se admite a purga\u00e7\u00e3o da mora, nos contratos de m\u00fatuo imobili\u00e1rio com pacto adjeto de aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria, submetidos \u00e0 Lei n. 9.514\/1997 com a reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n. 13.465\/2017, nas hip\u00f3teses em que a consolida\u00e7\u00e3o da propriedade em favor do credor fiduci\u00e1rio ocorreu na vig\u00eancia da nova lei, sendo assegurado ao devedor fiduciante t\u00e3o somente o exerc\u00edcio do direito de prefer\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-im-possibilidade-de-conferir-maior-eficacia-juridica-ao-contrato-preliminar-que-ao-definitivo-sobretudo-quando-as-partes-nessa-nova-avenca-pactuaram-obrigacoes-diametralmente-opostas-e-desautorizam-expressamente-os-termos-da-proposta-origina\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade de conferir maior efic\u00e1cia jur\u00eddica ao contrato preliminar que ao definitivo, sobretudo quando as partes, nessa nova aven\u00e7a, pactuaram obriga\u00e7\u00f5es diametralmente opostas e desautorizam, expressamente, os termos da proposta origina<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel conferir maior efic\u00e1cia jur\u00eddica ao contrato preliminar que ao definitivo, sobretudo quando as partes, nessa nova aven\u00e7a, pactuaram obriga\u00e7\u00f5es diametralmente opostas e desautorizam, expressamente, os termos da proposta original.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.054.411-DF, Rel. Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 3\/10\/2023, DJe 6\/10\/2023. (Info. Ext. 15)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A startup Echo foi vendida para a empresa Nexus. No contrato preliminar, restou combinado que a adquirente Nexus ficaria respons\u00e1vel pelas obriga\u00e7\u00f5es de Echo, inclusive as de natureza tribut\u00e1ria e trabalhistas. Por\u00e9m, no contrato definitivo assinado, constava justamente o oposto, ou seja, a responsabilidade da empresa Echo e seus acionistas em rela\u00e7\u00e3o a tais obriga\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao cobrar de Nexus o pagamento de tais obriga\u00e7\u00f5es, a empresa Echo sustenta que deveria prevalecer a cl\u00e1usula prevista no contrato preliminar e tamb\u00e9m na oferta de aquisi\u00e7\u00e3o apresentada inicialmente.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-qual-deve-prevalecer\"><a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Qual deve prevalecer?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>A constante no contrato definitivo!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O contrato preliminar confere, em benef\u00edcio de qualquer das partes, a prerrogativa de exigir da outra a celebra\u00e7\u00e3o do neg\u00f3cio definitivo com observ\u00e2ncia do que fora inicialmente pactuado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nada obsta, por\u00e9m, que, na oportunidade da celebra\u00e7\u00e3o do contrato definitivo, as partes estabele\u00e7am, de comum acordo, deveres e obriga\u00e7\u00f5es diversos e at\u00e9 mesmo contr\u00e1rios \u00e0queles previstos no pacto inicial<\/strong>, porquanto o contrato-promessa ou preliminar se reveste de uma fun\u00e7\u00e3o preparat\u00f3ria e instrumental que, entretanto, poder\u00e1 vir a ser modificada, conforme o interesse das partes.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, a liberdade contratual confere aos negociantes amplos poderes para revogar, modificar ou substituir ajustes anteriores, n\u00e3o importando se esses ajustes foram incorporados em contrato preliminar ou definitivo, uma vez que, em qualquer caso, a autonomia da vontade das partes pode desconstituir obriga\u00e7\u00f5es anteriormente assumidas.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, as partes convencionaram, inicialmente, que a responsabilidade pelo pagamento dos d\u00e9bitos trabalhistas seria do adquirente, mas, depois, acertaram que ela seria dos vendedores. Foram os pr\u00f3prios negociantes que, depois do acordo inicial, resolveram mudar de ideia e, consensualmente, formalizar um contrato em sentido oposto ao da proposta inicial &#8211; tanto que o instrumento do contrato definitivo ainda indicou expressamente que a nova aven\u00e7a substitu\u00eda todas as promessas, contratos e acordos anteriores, verbais ou escritos.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, n\u00e3o \u00e9 cab\u00edvel a ado\u00e7\u00e3o de comportamento incoerente ao se sustentar a exigibilidade da proposta como um todo e pleitearem sua aplica\u00e7\u00e3o apenas na parte em que lhes interessa. Isso porque, <strong>se a vontade livre e esclarecida dos contratantes confluiu em sentido contr\u00e1rio ao do ajuste preliminar, n\u00e3o h\u00e1 mais como conferir efic\u00e1cia ou exigibilidade ao ajuste inicial.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel conferir maior efic\u00e1cia jur\u00eddica ao contrato preliminar que ao definitivo, sobretudo quando as partes, nessa nova aven\u00e7a, pactuaram obriga\u00e7\u00f5es diametralmente opostas e desautorizam, expressamente, os termos da proposta original.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-isencao-da-convencao-de-nova-iorque-e-aplicabilidade-as-remessas-envolvendo-verbas-alimentares\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Isen\u00e7\u00e3o da Conven\u00e7\u00e3o de Nova Iorque e aplicabilidade \u00e0s remessas envolvendo verbas alimentares.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A isen\u00e7\u00e3o prevista na Conven\u00e7\u00e3o de Nova Iorque (Decreto Legislativo n. 56.826\/1965) deve incidir sobre todos os procedimentos necess\u00e1rios \u00e0 efetiva\u00e7\u00e3o de decis\u00e3o judicial que fixa a verba alimentar, entre eles o servi\u00e7o banc\u00e1rio de remessa de valores para o exterior, independentemente de norma regulamentar editada pelo Banco Central do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.705.928-SP, Rel. Ministro Humberto Martins, Terceira Turma, por maioria, julgado em 12\/12\/2023. (Info. Ext. 15)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Quando fixado o pagamento de verbas alimentares por meio de remessa de valores internacionais, os bancos envolvidos na transa\u00e7\u00e3o acabavam cobrando tarifas elevadas (entre $100 e $150) que terminavam por diminuir o valor efetivamente recebido pelos alimentados.<\/p>\n\n\n\n<p>O MPF ficou sabendo da situa\u00e7\u00e3o e ajuizou ACP em face do BB e da Uni\u00e3o sustentando a necessidade de isen\u00e7\u00e3o das tarifas em raz\u00e3o do car\u00e1ter alimentar da presta\u00e7\u00e3o, bem como da previs\u00e3o na Conven\u00e7\u00e3o de Nova Iorque (Decreto Legislativo n. 56.826\/1965).<\/p>\n\n\n\n<p>O BB ent\u00e3o sustentou que, para tanto, seria necess\u00e1ria norma regulamentar editada pelo BACEN.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-as-remessas-de-pensao-alimenticia-devem-ser-isentas-de-tarifas\"><a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; As remessas de pens\u00e3o aliment\u00edcia devem ser isentas de tarifas?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeap!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Acerca da isen\u00e7\u00e3o das tarifas banc\u00e1rias e da suposta viola\u00e7\u00e3o do Decreto n. 56.826\/1965, consta do pre\u00e2mbulo da Conven\u00e7\u00e3o de Nova Iorque a necessidade de resolver os problemas e vencer as dificuldades que envolvem &#8220;a execu\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es sobre presta\u00e7\u00e3o de alimentos ou o cumprimento de decis\u00f5es relativas ao assunto&#8221;, diante das &#8220;s\u00e9rias dificuldades legais e pr\u00e1ticas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A interpreta\u00e7\u00e3o literal e isolada da norma poderia conduzir \u00e0 conclus\u00e3o de que as &#8220;isen\u00e7\u00f5es de custos e de despesas concedidas aos demandantes&#8221; abarcariam apenas as despesas judiciais<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, o objetivo da isen\u00e7\u00e3o \u00e9 o de facilitar &#8220;a obten\u00e7\u00e3o de alimentos&#8221; e n\u00e3o apenas a propositura de uma a\u00e7\u00e3o de alimentos. Por isso, <strong>a facilita\u00e7\u00e3o de acesso aos alimentos inclui todos os mecanismos necess\u00e1rios para que o alimentante<\/strong> (&#8220;demandado&#8221;) possa cumprir as decis\u00f5es judiciais que fixam a verba alimentar. Em outras palavras, deve englobar todos os procedimentos necess\u00e1rios para a efetiva\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o judicial, entre eles o servi\u00e7o banc\u00e1rio de remessa de valores para o exterior, sob pena de n\u00e3o restarem afastados e vencidos os problemas e as dificuldades mencionadas na Conven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a remessa para o exterior de verba alimentar fixada judicialmente representa a efetiva\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o judicial e, consequentemente, a viabiliza\u00e7\u00e3o da obten\u00e7\u00e3o dos alimentos, e culmina na conclus\u00e3o de que a isen\u00e7\u00e3o prevista na Conven\u00e7\u00e3o de Nova Iorque deve incidir tamb\u00e9m sobre as tarifas banc\u00e1rias exigidas em tal opera\u00e7\u00e3o, INDEPENTEMENTE de norma regulamentar editada pelo Banco Central do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A isen\u00e7\u00e3o prevista na Conven\u00e7\u00e3o de Nova Iorque (Decreto Legislativo n. 56.826\/1965) deve incidir sobre todos os procedimentos necess\u00e1rios \u00e0 efetiva\u00e7\u00e3o de decis\u00e3o judicial que fixa a verba alimentar, entre eles o servi\u00e7o banc\u00e1rio de remessa de valores para o exterior, independentemente de norma regulamentar editada pelo Banco Central do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-criacao-de-gado-bovino-como-atividade-pecuaria-de-grande-porte-e-prazo-minimo-do-contrato-de-arrendamento\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cria\u00e7\u00e3o de gado bovino como atividade pecu\u00e1ria de grande porte e prazo m\u00ednimo do contrato de arrendamento.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No caso da cria\u00e7\u00e3o de gado bovino, a atividade pecu\u00e1ria deve ser considerada de grande porte, raz\u00e3o pela qual o prazo m\u00ednimo para dura\u00e7\u00e3o do contrato de arrendamento rural \u00e9 de 5 (cinco) anos, conforme disciplina o art. 13, II, &#8220;a&#8221;, do Decreto n. 59.566\/1966.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.980.953-RS, Rel. Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 12\/12\/2023. (Info. Ext. 15)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Crementino firmou contrato de arrendamento rural com Creosvaldo, no qual ficou combinado que o primeiro se utilizaria das terras do segundo durante um per\u00edodo de 2 anos para cria\u00e7\u00e3o de gado, mediante pagamentos mensais.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao final do per\u00edodo inicialmente estipulado, Crementino procurou Creosvaldo para propor a renova\u00e7\u00e3o do arrendamento, mas o propriet\u00e1rio recusou. Inconformado, Crementino ajuizou a\u00e7\u00e3o alegando que o per\u00edodo m\u00ednimo previsto em lei para o arrendamento para cria\u00e7\u00e3o de gado (pecu\u00e1ria de grande porte) seria de 05 anos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Decreto n. 59.566\/1966:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;<a><\/a>Art 13. Nos contratos agr\u00e1rios, qualquer que seja a sua forma, contar\u00e3o obrigatoriamente, clausulas q&nbsp;ue assegurem a conserva\u00e7\u00e3o dos recursos naturais e a prote\u00e7\u00e3o social e econ\u00f4mica dos arrenda t&nbsp;\u00e1rios e dos parceiros-outorgados a saber<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; Observ\u00e2ncia das seguintes normas, visando a conserva\u00e7\u00e3o dos recursos naturais:<\/p>\n\n\n\n<p>a) prazos m\u00ednimos, na forma da&nbsp;al\u00ednea &#8221; b&nbsp;&#8220;, do inciso XI, do art. 95&nbsp;e da&nbsp;al\u00ednea &#8221; b&nbsp;&#8220;, do inciso V, do art. 96 do Estatuto da Terra:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; de 3 (tr\u00eas), anos nos casos de arrendamento em que ocorra atividade de explora\u00e7\u00e3o de lavoura tempor\u00e1ria e ou de pecu\u00e1ria de pequeno e m\u00e9dio porte; ou em todos os casos de parceria;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; de 5 (cinco), anos nos casos de arrendamento em que ocorra atividade de explora\u00e7\u00e3o de lavoura permanente e ou de pecu\u00e1ria de grande porte para cria, recria, engorda ou extra\u00e7\u00e3o de mat\u00e9rias primas de origem animal;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; de 7 (sete), anos nos casos em que ocorra atividade de explora\u00e7\u00e3o florestal;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-o-contrato-deve-ser-de-no-minimo-cinco-anos\"><a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; O contrato deve ser de no m\u00ednimo cinco anos?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Exatamente!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia consiste em definir o prazo de dura\u00e7\u00e3o do contrato de arrendamento rural no caso de cria\u00e7\u00e3o de gado bovino.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo as inst\u00e2ncias de origem, por n\u00e3o ser extensa a \u00e1rea de explora\u00e7\u00e3o da atividade pecu\u00e1ria, o contrato teria vig\u00eancia de apenas 3 (tr\u00eas) anos, nos termos do art. 13, II,&nbsp;<em>a<\/em>, do Decreto n. 59.566\/1966.<\/p>\n\n\n\n<p>Insta consignar que, &#8220;em se tratando de contrato agr\u00e1rio, o imperativo de ordem p\u00fablica determina sua interpreta\u00e7\u00e3o de acordo com o regramento espec\u00edfico, visando obter uma tutela jurisdicional que se mostre adequada \u00e0 fun\u00e7\u00e3o social da propriedade. As normas de reg\u00eancia do tema disciplinam interesse de ordem p\u00fablica, consubstanciado na prote\u00e7\u00e3o, em especial, do arrendat\u00e1rio rural, o qual, pelo desenvolvimento do seu trabalho, exerce a relevante fun\u00e7\u00e3o de fornecer alimentos \u00e0 popula\u00e7\u00e3o&#8221; (REsp 1.277.085\/AL, relator Ministro Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Terceira Turma, julgado em 27\/9\/2016, DJe de 7\/10\/2016).<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa perspectiva, <strong>a melhor interpreta\u00e7\u00e3o do o art. 13 do Decreto n. 59.566\/1966 \u00e9 a que confere ao tamanho do animal a fun\u00e7\u00e3o de caracterizar se a atividade exercida \u00e9 de pequeno, m\u00e9dio ou de grande porte, sendo irrelevante, consequentemente, a dimens\u00e3o do empreendimento.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a cria\u00e7\u00e3o de gado bovino, por si, \u00e9 suficiente para configurar a atividade pecu\u00e1ria como sendo de grande porte, tendo em vista que, em raz\u00e3o dos ciclos exigidos para cria\u00e7\u00e3o, reprodu\u00e7\u00e3o, engorda e abate, h\u00e1 necessidade de dura\u00e7\u00e3o mais extensa do contrato de arrendamento rural.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse mesmo sentido, a Terceira Turma decidiu que &#8220;a atividade pecu\u00e1ria para a cria\u00e7\u00e3o de gado bovino deve ser reconhecida como de grande porte, de modo que incide o prazo de 5 (cinco) anos para a dura\u00e7\u00e3o do contrato de arrendamento rural, nos termos do art. 13, II,&nbsp;<em>a<\/em>, do Decreto n. 59.566\/1966&#8243; (REsp n. 1.336.293\/RS, relator Ministro Jo\u00e3o Ot\u00e1vio de Noronha, Terceira Turma, julgado em 24\/5\/2016, DJe de 1\/6\/2016).<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, conclui-se que as inst\u00e2ncias de origem, ao determinarem o prazo de 3 (tr\u00eas) anos para o contrato de arrendamento rural em casos envolvendo a cria\u00e7\u00e3o de gado bovino, violaram o disposto no art. 13, II,<em>&nbsp;a<\/em>, do Decreto n. 59.566\/1966.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>4.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>No caso da cria\u00e7\u00e3o de gado bovino, a atividade pecu\u00e1ria deve ser considerada de grande porte, raz\u00e3o pela qual o prazo m\u00ednimo para dura\u00e7\u00e3o do contrato de arrendamento rural \u00e9 de 5 (cinco) anos, conforme disciplina o art. 13, II, &#8220;a&#8221;, do Decreto n. 59.566\/1966.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-responsabilidade-do-ente-quando-da-terceirizacao-da-contratacao-de-shows-e-apresentacoes-musicais-quando-da-violacao-de-direitos-autorais\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Responsabilidade do ente quando da terceiriza\u00e7\u00e3o da contrata\u00e7\u00e3o de shows e apresenta\u00e7\u00f5es musicais quando da viola\u00e7\u00e3o de direitos autorais.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>EMBARGOS DELCARAT\u00d3RIOS NO AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ainda que terceirizada a execu\u00e7\u00e3o de shows e apresenta\u00e7\u00f5es musicais, subsiste a responsabilidade solid\u00e1ria do ente p\u00fablico idealizador do evento pelas san\u00e7\u00f5es decorrentes da viola\u00e7\u00e3o dos direitos autorais.<\/p>\n\n\n\n<p>EDcl no AgInt no REsp 1.797.700-DF, Rel. Ministro Jo\u00e3o Ot\u00e1vio de Noronha, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 12\/9\/2023, DJe 14\/9\/2023. (Info. Ext. 15)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Ao organizar o carnaval de rua, o Estado X resolveu \u201cdelegar\u201d a tarefa de contratar as bandas a uma associa\u00e7\u00e3o civil, o que foi feito. Ocorre que a Associa\u00e7\u00e3o Folia Sem Fim deixou de obter a libera\u00e7\u00e3o pr\u00e9via do ECAD para as execu\u00e7\u00f5es p\u00fablicas das m\u00fasicas, bem como deixou de recolher os valores dos direitos autorais devidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao ficar sabendo da situa\u00e7\u00e3o, o ECAD ajuizou a\u00e7\u00e3o em face da Associa\u00e7\u00e3o Folia Sem Fim e do Estado X. Em sua defesa, X sustenta a aus\u00eancia de responsabilidade, uma vez que apenas delegou a contrata\u00e7\u00e3o dos m\u00fasicos \u00e0 associa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 9.610\/1998:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 86. Os direitos autorais de execu\u00e7\u00e3o musical relativos a obras musicais, l\u00edtero-musicais e fonogramas inclu\u00eddos em obras audiovisuais ser\u00e3o devidos aos seus titulares pelos respons\u00e1veis dos locais ou estabelecimentos a que alude o \u00a7 3o do art. 68 desta Lei, que as exibirem, ou pelas emissoras de televis\u00e3o que as transmitirem.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 68. Sem pr\u00e9via e expressa autoriza\u00e7\u00e3o do autor ou titular, n\u00e3o poder\u00e3o ser utilizadas obras teatrais, composi\u00e7\u00f5es musicais ou l\u00edtero-musicais e fonogramas, em representa\u00e7\u00f5es e execu\u00e7\u00f5es p\u00fablicas.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>\u00a7 3\u00ba Consideram-se locais de freq\u00fc\u00eancia coletiva os teatros, cinemas, sal\u00f5es de baile ou concertos, boates, bares, clubes ou associa\u00e7\u00f5es de qualquer natureza, lojas, estabelecimentos comerciais e industriais, est\u00e1dios, circos, feiras, restaurantes, hot\u00e9is, mot\u00e9is, cl\u00ednicas, hospitais, \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos da administra\u00e7\u00e3o direta ou indireta, fundacionais e estatais, meios de transporte de passageiros terrestre, mar\u00edtimo, fluvial ou a\u00e9reo, ou onde quer que se representem, executem ou transmitam obras liter\u00e1rias, art\u00edsticas ou cient\u00edficas.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 110. Pela viola\u00e7\u00e3o de direitos autorais nos espet\u00e1culos e audi\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, realizados nos locais ou estabelecimentos a que alude o art. 68, seus propriet\u00e1rios, diretores, gerentes, empres\u00e1rios e arrendat\u00e1rios respondem solidariamente com os organizadores dos espet\u00e1culos.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-o-estado-responde-tambem\"><a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; O Estado responde tamb\u00e9m?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Com certeza!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Discute-se a cobran\u00e7a de direitos autorais pelo Escrit\u00f3rio Central de Arrecada\u00e7\u00e3o e Distribui\u00e7\u00e3o (ECAD), tendo em vista a execu\u00e7\u00e3o de obras musicais em festejos carnavalescos populares, sem cobran\u00e7a de ingressos, idealizados e promovidos por ente p\u00fablico, embora terceirizados os shows e apresenta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos termos do art. 86 da Lei n. 9.610\/1998, &#8220;os direitos autorais de execu\u00e7\u00e3o musical relativos a obras musicais, l\u00edtero-musicais e fonogramas inclu\u00eddos em obras audiovisuais ser\u00e3o devidos aos seus titulares pelos respons\u00e1veis dos locais ou estabelecimentos a que alude o \u00a7 3\u00ba do art. 68 desta Lei, que as exibirem, ou pelas emissoras de televis\u00e3o que as transmitirem&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o \u00a7 3\u00ba do art. 68 da Lei n. 9.610\/1998, na reda\u00e7\u00e3o vigente \u00e0 \u00e9poca dos fatos, dispunha que s\u00e3o locais de frequ\u00eancia coletiva os \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos da administra\u00e7\u00e3o direta ou indireta, fundacionais e estatais ou onde quer que se representem, executem ou transmitam obras liter\u00e1rias, art\u00edsticas ou cient\u00edficas.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, <strong>a realiza\u00e7\u00e3o de festividade carnavalesca por ente estatal em logradouro p\u00fablico e com execu\u00e7\u00e3o de obras musicais configura local de frequ\u00eancia coletiva para os fins da Lei n. 9.610\/1998<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Registre-se ser firme o entendimento jurisprudencial do STJ de <strong>que \u00e9 devido o pagamento de direitos autorais por utiliza\u00e7\u00e3o de obras musicais em espet\u00e1culos promovidos pelo Poder P\u00fablico, mesmo em eventos que n\u00e3o visem direta ou indiretamente ao lucro<\/strong>, segundo disp\u00f5e a Lei n. 9.610\/1998.<\/p>\n\n\n\n<p>A atua\u00e7\u00e3o estatal, no caso, n\u00e3o se limitou \u00e0 mera concess\u00e3o de subven\u00e7\u00e3o social \u00e0s escolas de samba, com transfer\u00eancia de recursos \u00e0 entidade sem fins lucrativos, tampouco \u00e0 participa\u00e7\u00e3o governamental em programa de desenvolvimento de cultura popular. As festividades carnavalescas foram idealizadas e promovidas pelo ente p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, embora terceirizados os shows e apresenta\u00e7\u00f5es, subsiste a responsabilidade solid\u00e1ria do ente p\u00fablico idealizador do evento pelas san\u00e7\u00f5es decorrentes da viola\u00e7\u00e3o dos direitos autorais, nos termos do art. 110 da Lei n. 9.610\/1998.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>5.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Ainda que terceirizada a execu\u00e7\u00e3o de shows e apresenta\u00e7\u00f5es musicais, subsiste a responsabilidade solid\u00e1ria do ente p\u00fablico idealizador do evento pelas san\u00e7\u00f5es decorrentes da viola\u00e7\u00e3o dos direitos autorais.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-ir-responsabilidade-da-loja-ou-empresa-em-que-fora-utilizado-carao-de-credito-extraviado-junto-com-a-senha\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Ir)Responsabilidade da loja ou empresa em que fora utilizado car\u00e3o de cr\u00e9dito extraviado junto com a senha.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 como imputar responsabilidade \u00e0 empresa ou \u00e0 loja em que foi utilizado cart\u00e3o de cr\u00e9dito extraviado, furtado ou fraudado para a realiza\u00e7\u00e3o de compras, especialmente se houve uso regular de senha ou, ent\u00e3o, em compras efetuadas pela internet, se houve a digita\u00e7\u00e3o de todos os dados necess\u00e1rios para a opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.095.413-SC, Rel. Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 24\/10\/2023, DJe 6\/11\/2023. (Info. Ext. 15)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>6.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creide, cidad\u00e3 pouco precavida, perdeu sua carteira com seu cart\u00e3o de cr\u00e9dito. Como se n\u00e3o bastasse, no cart\u00e3o havia um adesivo no qual constava a senha desse. Algu\u00e9m encontrou o cart\u00e3o e n\u00e3o tardou a efetuar diversas compras presenciais e tamb\u00e9m online.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao perceber o que estava ocorrendo, Creide ent\u00e3o solicitou o bloqueio do cart\u00e3o, mas o preju\u00edzo j\u00e1 era grande. Inconformada, ajuizou a\u00e7\u00e3o em face das lojas onde foram realizadas as compras e alegou que n\u00e3o foram efetuados os procedimentos de seguran\u00e7a para evitar a fraude, tal como exigir a identidade do comprador e comparar com os dados constantes no cart\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-as-lojas-sao-responsaveis\"><a>6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; As lojas s\u00e3o respons\u00e1veis?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Era s\u00f3 o que faltava!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao tema, existe entendimento neste STJ no sentido de que &#8220;<strong>cabe \u00e0s administradoras, em parceria com o restante da cadeia de fornecedores do servi\u00e7o (propriet\u00e1rias das bandeiras, adquirentes e estabelecimentos comerciais), a verifica\u00e7\u00e3o da idoneidade das compras realizadas com cart\u00f5es magn\u00e9ticos<\/strong>&#8221; (REsp n. 1.058.221\/PR, relatora Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 4\/10\/2011, DJe de 14\/10\/2011).<\/p>\n\n\n\n<p>Em que pese a jurisprud\u00eancia citada, verifica-se que ela s\u00f3 se aplica aos lojistas em casos mais antigos, envolvendo cart\u00e3o sem&nbsp;<em>chip<\/em>&nbsp;e sem a necessidade de senha, haja vista que, nesse cen\u00e1rio, eles tinham o dever de conferir, ao menos, a identidade da pessoa que estava efetuando a compra e a sua assinatura no boleto ou no canhoto. Atualmente, por\u00e9m, a realidade das transa\u00e7\u00f5es comerciais \u00e9 outra.<\/p>\n\n\n\n<p>De fato<strong>, hoje em dia, para a realiza\u00e7\u00e3o de compras com cart\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio apenas que a pessoa que o esteja portando digite a sua senha pessoal, ou ent\u00e3o, em compras realizadas pela&nbsp;<em>internet<\/em>, digite todos os dados necess\u00e1rios para a opera\u00e7\u00e3o, inclusive c\u00f3digo de seguran\u00e7a<\/strong>. No cen\u00e1rio atual, exigir do lojista, caso seja utilizada a senha correta, que ele fa\u00e7a confer\u00eancia extraordin\u00e1ria, para verificar se aquele cart\u00e3o foi emitido regularmente e n\u00e3o foi objeto de fraude ou furto n\u00e3o parece razo\u00e1vel, at\u00e9 porque, enquanto n\u00e3o for registrada nenhuma ocorr\u00eancia, \u00e9 mesmo imposs\u00edvel atestar a inexist\u00eancia de irregularidades.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, n\u00e3o \u00e9 correto imputar responsabilidade \u00e0 empresa ou \u00e0 loja em que foi utilizado o cart\u00e3o extraviado, furtado ou fraudado para a realiza\u00e7\u00e3o de compras, a n\u00e3o ser que se comprove que o lojista tamb\u00e9m est\u00e1 envolvido na fraude, furto ou roubo, ou que o cart\u00e3o tenha sido emitido em raz\u00e3o de parceria comercial entre o estabelecimento comercial e o banco administrador. Se os cart\u00f5es de cr\u00e9dito est\u00e3o livres de restri\u00e7\u00e3o, ou seja, desbloqueados e sem impedimentos de ordem financeira, n\u00e3o h\u00e1 como entender, pelo simples fato de autorizarem a compra, que os lojistas estariam vinculados \u00e0 fraude.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 como imputar responsabilidade \u00e0 empresa ou \u00e0 loja em que foi utilizado cart\u00e3o de cr\u00e9dito extraviado, furtado ou fraudado para a realiza\u00e7\u00e3o de compras, especialmente se houve uso regular de senha ou, ent\u00e3o, em compras efetuadas pela internet, se houve a digita\u00e7\u00e3o de todos os dados necess\u00e1rios para a opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-responsabilidade-da-concessionaria-de-servico-publico-quando-do-assalto-a-mao-armada-em-suas-dependencias\"><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Responsabilidade da concession\u00e1ria de servi\u00e7o p\u00fablico quando do assalto \u00e0 m\u00e3o armada em suas depend\u00eancias.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A concession\u00e1ria de servi\u00e7o p\u00fablico deve ser responsabilizada pelos danos sofridos por passageira nas depend\u00eancias da esta\u00e7\u00e3o do metr\u00f4, em raz\u00e3o de assalto \u00e0 m\u00e3o armada, quando evidenciada a falha na presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o, em virtude da n\u00e3o ado\u00e7\u00e3o de procedimentos m\u00ednimos de seguran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.611.429-SP, Rel. Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, por maioria, julgado em 5\/9\/2023, DJe 21\/9\/2023. (Info. Ext. 15)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>7.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Tadeu aguardava para embarcar em tr\u00eas na esta\u00e7\u00e3o da concession\u00e1ria do servi\u00e7o p\u00fablico quando foi assaltado por tr\u00eas indiv\u00edduos armados. Apesar das not\u00edcias frequentes de assaltos por aquelas bandas, n\u00e3o havia agentes de seguran\u00e7a ou monitoramento no local naquele momento.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformado, ajuizou a\u00e7\u00e3o contra a concession\u00e1ria do servi\u00e7o p\u00fablico em quest\u00e3o, alegando a falha na presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o, especificamente no quesito da seguran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 6.149\/1974:<\/p>\n\n\n\n<p>Art 3\u00ba Para a seguran\u00e7a do transporte metrovi\u00e1rio, a pessoa jur\u00eddica que o execute deve manter corpo pr\u00f3prio e especializado de agente de seguran\u00e7a com atua\u00e7\u00e3o nas \u00e1reas do servi\u00e7o, especialmente nas esta\u00e7\u00f5es, linhas e carros de transporte.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Art 4\u00ba O corpo de seguran\u00e7a do metr\u00f4 colaborar\u00e1 com a Pol\u00edcia local para manter a ordem p\u00fablica, prevenir ou reprimir crimes e contraven\u00e7\u00f5es penais nas \u00e1reas do servi\u00e7o de transporte metrovi\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1\u00ba Em qualquer emerg\u00eancia ou ocorr\u00eancia, o corpo de seguran\u00e7a dever\u00e1 tomar imediatamente as provid\u00eancias necess\u00e1rias a manuten\u00e7\u00e3o ou restabelecimento da normalidade do tr\u00e1fego e da ordem nas depend\u00eancias do metr\u00f4.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2\u00ba Em caso de acidente, crime ou contraven\u00e7\u00e3o penal, o corpo de seguran\u00e7a do metr\u00f4 adotar\u00e1 as provid\u00eancias previstas na&nbsp;Lei n\u00ba 5.970, de 11 de dezembro de 1973, independentemente da presen\u00e7a de autoridade ou agente policial, devendo ainda:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; Remover os feridos para pronto-socorro ou hospital;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; Prender em flagrante os autores dos crimes ou contraven\u00e7\u00f5es penais e apreender os instrumentos e os objetos que tiverem rela\u00e7\u00e3o com o fato, entregando-os \u00e0 autoridade policial competente; e<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; Isolar o local para verifica\u00e7\u00f5es e per\u00edcias, se poss\u00edvel e conveniente, sem a paralisa\u00e7\u00e3o do tr\u00e1fego.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Art 5\u00ba Em qualquer dos casos a que se refere o \u00a7 2\u00ba do artigo anterior, ap\u00f3s a ado\u00e7\u00e3o das provid\u00eancias previstas, o corpo de seguran\u00e7a do metr\u00f4 lavrar\u00e1, encaminhando-o \u00e0 autoridade policial competente, boletim de ocorr\u00eancia em que ser\u00e3o consignados o fato, as pessoas nele envolvidas, as testemunhas e os demais elementos \u00fateis para o esclarecimento da verdade.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. O boletim de ocorr\u00eancia se equipara ao registro policial de ocorr\u00eancia para todos os fins de direito.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-a-concessionaria-responde-pelos-danos\"><a>7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; A concession\u00e1ria responde pelos danos?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>No Brazilz\u00e3o \u00e9 um tal de um joga para o outro&#8230;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Segunda Se\u00e7\u00e3o, por ocasi\u00e3o do julgamento do REsp n. 1.853.361\/PB, firmou o entendimento de que &#8220;n\u00e3o h\u00e1 responsabilidade da empresa de transporte coletivo na hip\u00f3tese de ocorr\u00eancia de pr\u00e1tica de il\u00edcito alheio \u00e0 atividade fim, pois o ato doloso de terceiro afasta a responsabilidade civil da concession\u00e1ria por estar situado fora do desenvolvimento normal do contrato de transporte (fortuito externo), n\u00e3o tendo com ele conex\u00e3o&#8221; (REsp n. 1.853.361\/PB, relatora Ministra Nancy Andrighi, relator para ac\u00f3rd\u00e3o Ministro Marco Buzzi, Segunda Se\u00e7\u00e3o, DJe de 5\/4\/2021).<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, no caso<strong>, a concession\u00e1ria n\u00e3o foi responsabilizada pelo mero ato il\u00edcito praticado por terceiro ou por n\u00e3o ter impedido o assalto \u00e0 m\u00e3o armada, mas em raz\u00e3o de n\u00e3o ter cumprido com os requisitos m\u00ednimos legais de seguran\u00e7a<\/strong>, sobressaindo sua responsabilidade em virtude da aus\u00eancia de agente de seguran\u00e7a ou mesmo de dispositivo de monitoramento nas depend\u00eancias da esta\u00e7\u00e3o de metr\u00f4, de modo que n\u00e3o somente facilitada a ocorr\u00eancia de crimes em seu interior, j\u00e1 denunciados em reportagem meses antes do fato, mas tamb\u00e9m impossibilitado qualquer aux\u00edlio na busca e repreens\u00e3o do autor do il\u00edcito.<\/p>\n\n\n\n<p>A falta de corpo de seguran\u00e7a no local e de dispositivos de monitoramento configura ofensa flagrante aos deveres impostos \u00e0 prestadora de servi\u00e7o p\u00fablico de transporte metrovi\u00e1rio, \u00e0 luz do disposto nos artigos da Lei n. 6.149\/1974.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, seria l\u00f3gico que a concession\u00e1ria tivesse adotado o m\u00ednimo de condi\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a esperada nos meses seguintes, o que n\u00e3o ocorreu, pois, quando do cometimento do crime, as depend\u00eancias da esta\u00e7\u00e3o permaneciam sem mecanismo de vigil\u00e2ncia algum, o que, impediu inclusive o aux\u00edlio na busca e repreens\u00e3o dos autores do il\u00edcito, dever atribu\u00eddo \u00e0 concession\u00e1ria por for\u00e7a dos artigos 3\u00b0, 4\u00b0 e 5\u00b0 da referida lei.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>7.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A concession\u00e1ria de servi\u00e7o p\u00fablico deve ser responsabilizada pelos danos sofridos por passageira nas depend\u00eancias da esta\u00e7\u00e3o do metr\u00f4, em raz\u00e3o de assalto \u00e0 m\u00e3o armada, quando evidenciada a falha na presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o, em virtude da n\u00e3o ado\u00e7\u00e3o de procedimentos m\u00ednimos de seguran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-arbitrariedade-da-exclusao-dos-quadros-da-cooperativa-de-medico-cooperado-que-fundou-nova-cooperativa-medica-para-operar-no-mesmo-campo-economico-da-anterior\"><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Arbitrariedade da exclus\u00e3o, dos quadros da cooperativa, de m\u00e9dico cooperado que fundou nova cooperativa m\u00e9dica para operar no mesmo campo econ\u00f4mico da anterior<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se mostra arbitr\u00e1ria ou discriminat\u00f3ria a exclus\u00e3o, dos quadros da cooperativa, de m\u00e9dico cooperado que fundou nova cooperativa m\u00e9dica para operar no mesmo campo econ\u00f4mico da anterior, gerando evidente conflito de interesses.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.311.662-RJ, Rel. Ministro Raul Ara\u00fajo, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 12\/9\/2023, DJe 21\/9\/2023. (Info. Ext. 15)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>8.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creosvaldo, m\u00e9dico cooperado da Unimais, resolveu reunir alguns amigos m\u00e9dicos e fundar outra cooperativa m\u00e9dica, a DrCoop. Em raz\u00e3o disso, a Unimais o excluiu dos seus quadros.<\/p>\n\n\n\n<p>Creosvaldo n\u00e3o gostou e ajuizou a\u00e7\u00e3o em face da Unimais, alegando que a exclus\u00e3o fora discriminat\u00f3ria e implicaria em cl\u00e1usula de unimilit\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-exclusao-arbitraria-ou-justificada\"><a>8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Exclus\u00e3o arbitr\u00e1ria ou justificada?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Justificad\u00edssima<\/strong><strong>!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A cl\u00e1usula de unimilit\u00e2ncia \u00e9 aquela que exige exclusividade dos m\u00e9dicos cooperados, impedindo-os de se credenciarem ou referenciarem a quaisquer outras operadoras de planos de sa\u00fade ou seguradoras especializadas em sa\u00fade concorrentes, o que acaba por criar restri\u00e7\u00f5es ao exerc\u00edcio da atividade profissional dos cooperados, que passam a ser vinculados exclusivamente \u00e0 cooperativa m\u00e9dica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A pr\u00e1tica, apesar de habitual no \u00e2mbito das cooperativas m\u00e9dicas, \u00e9 h\u00e1 muito recha\u00e7ada pelo ordenamento jur\u00eddico.<\/strong> A Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade Suplementar (ANS) publicou, em 23 de setembro de 2008, a Resolu\u00e7\u00e3o Normativa n. 175 &#8211; que alterou a RN n. 85\/2004, que disp\u00f5e sobre os requisitos para o funcionamento das operadoras de planos de sa\u00fade -, para acrescentar a veda\u00e7\u00e3o \u00e0 unimilit\u00e2ncia como condi\u00e7\u00e3o para autoriza\u00e7\u00e3o de funcionamento das operadoras de planos de sa\u00fade, sendo que, a partir de ent\u00e3o, as cooperativas de trabalho m\u00e9dico passaram a ser obrigadas a inserir, em estatuto social, cl\u00e1usula de veda\u00e7\u00e3o \u00e0 exclusividade.<\/p>\n\n\n\n<p>O Conselho Administrativo de Defesa Econ\u00f4mica (CADE) editou o enunciado sumular n. 7, que disp\u00f5e que &#8220;Constitui infra\u00e7\u00e3o contra a ordem econ\u00f4mica a pr\u00e1tica, sob qualquer forma manifestada, de impedir ou criar dificuldades a que m\u00e9dicos cooperados prestem servi\u00e7os fora do \u00e2mbito da cooperativa, caso esta detenha posi\u00e7\u00e3o dominante&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, a veda\u00e7\u00e3o \u00e0 unimilit\u00e2ncia busca afastar situa\u00e7\u00f5es que restrinjam ou criem embara\u00e7o \u00e0 atividade profissional dos m\u00e9dicos e que, consequentemente, resultem em preju\u00edzo aos consumidores.<\/p>\n\n\n\n<p>Todavia, <strong>a veda\u00e7\u00e3o \u00e0 exclusividade n\u00e3o confere liberdade absoluta e irrestrita ao m\u00e9dico prestador de servi\u00e7os, devendo a interpreta\u00e7\u00e3o do art. 18, III, da Lei dos Planos de Sa\u00fade ser realizada em harmonia com outras normas vigentes<\/strong>, como a Lei n. 5.764\/1971, j\u00e1 mencionada, o C\u00f3digo de Defesa do Consumidor e at\u00e9 mesmo a Lei Antitruste e o C\u00f3digo Civil.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo<strong>, ainda que, de acordo com princ\u00edpio das portas abertas, que rege o sistema cooperativo, n\u00e3o possam existir restri\u00e7\u00f5es arbitr\u00e1rias e discriminat\u00f3rias \u00e0 livre entrada de novos membros nas cooperativas, a livre ades\u00e3o de cooperados n\u00e3o pode ser compreendida como princ\u00edpio absoluto, mormente diante da necessidade de que a cooperativa defenda seus interesses leg\u00edtimos<\/strong>, zelando n\u00e3o s\u00f3 pela qualidade do atendimento, mas tamb\u00e9m por sua sa\u00fade financeira e consequente sobreviv\u00eancia no mercado do ramo de planos de sa\u00fade, sendo, por essa raz\u00e3o, leg\u00edtimas as cl\u00e1usulas estatut\u00e1rias que visem evitar situa\u00e7\u00f5es de conflitos de interesses que possam prejudicar o desempenho de sua atividade econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, o cooperado n\u00e3o foi eliminado do quadro de cooperados simplesmente por ingressar em cooperativa para realizar atendimentos m\u00e9dicos. Em vez disso, <strong>fundou, em conjunto com outros cooperados, uma nova cooperativa m\u00e9dica para concorrer com a cooperativa recorrida, em raz\u00e3o da insatisfa\u00e7\u00e3o com alegadas limita\u00e7\u00f5es impostas \u00e0s atividades dos cooperados, passando a integrar \u00f3rg\u00e3o social da nova entidade<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, a sua elimina\u00e7\u00e3o n\u00e3o se mostra arbitr\u00e1ria ou discriminat\u00f3ria, tampouco imp\u00f5e restri\u00e7\u00f5es \u00e0 sua atividade profissional. Ao contr\u00e1rio, resultou do rompimento do pacto cooperativo, que tem como principal objetivo potencializar o sucesso econ\u00f4mico da cooperativa de trabalho m\u00e9dico que, por sua vez, passou a concorrer diretamente com a nova cooperativa por ele fundada.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, o estatuto social n\u00e3o imp\u00f4s dever de exclusividade, vedada pelo jurisprud\u00eancia do STJ e do CADE, porquanto n\u00e3o impediu que o m\u00e9dico realizasse atendimentos m\u00e9dicos fora do \u00e2mbito da cooperativa, mas apenas buscou afastar situa\u00e7\u00f5es de conflito de interesses que pudessem trazer preju\u00edzos \u00e0 atua\u00e7\u00e3o da cooperativa e dos pr\u00f3prios cooperados.<\/p>\n\n\n\n<p>Referidas disposi\u00e7\u00f5es estatut\u00e1rias, portanto, n\u00e3o podem ser consideradas abusivas e\/ou anticompetitivas, pois n\u00e3o t\u00eam o cond\u00e3o de limitar a concorr\u00eancia ou de diminuir a oferta de planos de sa\u00fade aos consumidores, uma vez que n\u00e3o impedem a cria\u00e7\u00e3o de operadoras concorrentes ou o exerc\u00edcio do m\u00e9dico em operadoras distintas, mas apenas buscam proteger a higidez e a efici\u00eancia econ\u00f4mica da cooperativa em situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas de conflito de interesses.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se mostra arbitr\u00e1ria ou discriminat\u00f3ria a exclus\u00e3o, dos quadros da cooperativa, de m\u00e9dico cooperado que fundou nova cooperativa m\u00e9dica para operar no mesmo campo econ\u00f4mico da anterior, gerando evidente conflito de interesses.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-civil\"><a>DIREITO PROCESSUAL CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-im-possibilidade-da-majoracao-dos-honorarios-recursais-em-recurso-da-parte-vencedora-para-ampliar-a-condenacao-ainda-que-tal-recurso-seja-desprovido\"><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade da majora\u00e7\u00e3o dos honor\u00e1rios recursais em recurso da parte vencedora para ampliar a condena\u00e7\u00e3o, ainda que tal recurso seja desprovido.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>EMBARGOS DE DIVERG\u00caNCIA EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O recurso interposto pelo vencedor para ampliar a condena\u00e7\u00e3o &#8211; que n\u00e3o seja conhecido, rejeitado ou desprovido &#8211; n\u00e3o implica honor\u00e1rios de sucumb\u00eancia recursal para a parte contr\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>EAREsp 1.847.842-PR, Rel. Ministro Herman Benjamin, Corte Especial, por unanimidade, julgado em 6\/9\/2023, DJe 21\/9\/2023. (Info. Ext. 15)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>9.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creide ajuizou a\u00e7\u00e3o requerendo indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais em face de Creiton. O juiz deferiu o pedido, mas em valor abaixo do requerido e condenou Creiton ao pagamento de honor\u00e1rios fixados em 10%.<\/p>\n\n\n\n<p>Creide n\u00e3o concordou com o valor e interp\u00f4s apela\u00e7\u00e3o requerendo a majora\u00e7\u00e3o da indeniza\u00e7\u00e3o, o que n\u00e3o foi provido pelo TJ local. Como se n\u00e3o bastasse, ao julgar a apela\u00e7\u00e3o, o TJ ainda condenou Creide ao pagamento de honor\u00e1rios de 10% aos advogados da parte contr\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>9.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 85. A senten\u00e7a condenar\u00e1 o vencido a pagar honor\u00e1rios ao advogado do vencedor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 11. O tribunal, ao julgar recurso, majorar\u00e1 os honor\u00e1rios fixados anteriormente levando em conta o trabalho adicional realizado em grau recursal, observando, conforme o caso, o disposto nos \u00a7\u00a7 2\u00ba a 6\u00ba, sendo vedado ao tribunal, no c\u00f4mputo geral da fixa\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios devidos ao advogado do vencedor, ultrapassar os respectivos limites estabelecidos nos \u00a7\u00a7 2\u00ba e 3\u00ba para a fase de conhecimento.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-devida-a-condenacao-em-verba-honoraria\"><a>9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Devida a condena\u00e7\u00e3o em verba honor\u00e1ria<\/a>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooopsss!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de Embargos de Diverg\u00eancia interpostos contra ac\u00f3rd\u00e3o da Primeira Turma, que entendeu &#8220;cab\u00edvel a condena\u00e7\u00e3o em honor\u00e1rios recursais quando integralmente desprovida a apela\u00e7\u00e3o interposta pela parte que, embora vencedora na demanda, recorra para o fim de majora\u00e7\u00e3o da indeniza\u00e7\u00e3o estipulada em seu favor&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Todavia, o entendimento consolidado da Segunda Se\u00e7\u00e3o do STJ e a jurisprud\u00eancia das demais Turmas do STJ s\u00e3o de que s\u00e3o incab\u00edveis honor\u00e1rios recursais no recurso interposto pela parte vencedora para ampliar a condena\u00e7\u00e3o, pela pr\u00f3pria reda\u00e7\u00e3o do art. 85, \u00a7 11, do CPC\/2015.<\/p>\n\n\n\n<p>Na forma da jurisprud\u00eancia, &#8220;<strong>o recurso interposto pelo vencedor para ampliar a condena\u00e7\u00e3o &#8211; que n\u00e3o seja conhecido, rejeitado ou desprovido &#8211; n\u00e3o implica honor\u00e1rios de sucumb\u00eancia recursal para a parte contr\u00e1ria. O texto do \u00a711 do art. 85 do CPC\/15, prev\u00ea, expressamente, que somente ser\u00e3o majorados os &#8216;honor\u00e1rios fixados anteriormente&#8217;, de modo que, n\u00e3o havendo arbitramento de honor\u00e1rios pelas inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias, como na esp\u00e9cie, n\u00e3o haver\u00e1 incid\u00eancia da referida regra<\/strong>&#8221; (EDcl no AgInt no AREsp 1.040.024\/GO, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, DJe 31\/8\/2017).<\/p>\n\n\n\n<p>Diante da previs\u00e3o expressa do art. 85, \u00a7 11, do C\u00f3digo Processual Civil, deve prevalecer, portanto, a tese de que \u00e9 indevida a majora\u00e7\u00e3o dos honor\u00e1rios recursais em recurso da parte vencedora para ampliar a condena\u00e7\u00e3o, ainda que tal recurso seja desprovido.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, a Corte Especial do STJ tem jurisprud\u00eancia pac\u00edfica de descabimento de majora\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios quando inexistente pr\u00e9via fixa\u00e7\u00e3o de verba honor\u00e1ria em desfavor da parte recorrente na origem.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>9.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 indevida a majora\u00e7\u00e3o dos honor\u00e1rios recursais em recurso da parte vencedora para ampliar a condena\u00e7\u00e3o, ainda que tal recurso seja desprovido.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-nbsp-superacao-da-regra-de-competencia-quando-se-constatar-que-o-juizo-perante-o-qual-tramita-a-acao-nao-e-adequado-ou-conveniente-para-processa-la-e-julga-la\"><a>10.&nbsp; Supera\u00e7\u00e3o da regra de compet\u00eancia quando se constatar que o ju\u00edzo perante o qual tramita a a\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 adequado ou conveniente para process\u00e1-la e julg\u00e1-la.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>PROCESSO EM SEGREDO DE JUSTI\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A regra do art. 43 do CPC pode ser superada, sempre em car\u00e1ter excepcional, quando se constatar que o ju\u00edzo perante o qual tramita a a\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 adequado ou conveniente para process\u00e1-la e julg\u00e1-la.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministro Moura Ribeiro, Rel. para ac\u00f3rd\u00e3o Ministra Nancy Andrighi, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por maioria, julgado em 13\/12\/2023, DJe 18\/12\/2023. (Info. Ext. 15)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>10.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em a\u00e7\u00e3o de guarda movida em Fortaleza (CE), foi fixada a guarda compartilhada. A m\u00e3e Jurema logo passou a desconfiar que Geremia, o pai, estaria abusando sexualmente do filho. Ajuizou a\u00e7\u00e3o em Fortaleza buscando liminar para proibir Geremia de ter contato com o filho, o que foi deferido. Empoderada, mudou-se para Natal-RN, e l\u00e1 ajuizou requereu a guarda unilateral da crian\u00e7a, o que tamb\u00e9m foi deferido. Empolgado, o juiz\u00e3o de Natal se declarou competente para julgar as a\u00e7\u00f5es pendentes de julgamento em Fortaleza que envolvessem o menor.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas a\u00ed come\u00e7ou a confus\u00e3o! O juiz de Fortaleza discordou e emitiu ordem para que a crian\u00e7a fosse devolvida ao pai. Jurema n\u00e3o entregou a crian\u00e7a, o que motivou o ju\u00edzo cearense a determinar a busca e apreens\u00e3o da crian\u00e7a e determinar a instaura\u00e7\u00e3o de inqu\u00e9rito policial por subtra\u00e7\u00e3o de menor, bem como a execu\u00e7\u00e3o de multa por descumprimento de ordem judicial. A crian\u00e7a ent\u00e3o foi entregue ao pai.<\/p>\n\n\n\n<p>Concomitantemente, o MP ajuizou den\u00fancia em face de Geremia por estupro de vulner\u00e1vel. Na den\u00fancia, o MP requereu a busca e apreens\u00e3o da crian\u00e7a e a determina\u00e7\u00e3o de que o Geremia fosse proibido de se aproximar do filho. O juiz de Natal ficou sabendo da situa\u00e7\u00e3o e declinou da compet\u00eancia para o ju\u00edzo de Fortaleza. Mas \u00e1i o ju\u00edzo de Fortaleza declinou da compet\u00eancia da execu\u00e7\u00e3o da multa (agora \u00e9 que n\u00e3o julgo mais nada!, disse ele). Finalmente, foi instaurado conflito de compet\u00eancia e a bagun\u00e7a chegou ao STJ&#8230;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>10.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-1-questao-juridica\"><a>10.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 43. Determina-se a compet\u00eancia no momento do registro ou da distribui\u00e7\u00e3o da peti\u00e7\u00e3o inicial, sendo irrelevantes as modifica\u00e7\u00f5es do estado de fato ou de direito ocorridas posteriormente, salvo quando suprimirem \u00f3rg\u00e3o judici\u00e1rio ou alterarem a compet\u00eancia absoluta.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-2-possivel-superar-excepcionalmente-a-regra-geral-de-competencia\"><a>10.2.2. Poss\u00edvel superar excepcionalmente a regra geral de compet\u00eancia?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeap!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia em definir o Ju\u00edzo competente para processar e julgar a\u00e7\u00e3o de guarda quando presentes ind\u00edcios da pr\u00e1tica de crime do genitor contra a crian\u00e7a e de condu\u00e7\u00e3o inadequada e inconveniente do processo por um dos ju\u00edzos abstratamente competentes.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a teoria da derrotabilidade das normas, <strong>as regras possuem exce\u00e7\u00f5es expl\u00edcitas, previamente definidas pelo legislador, e exce\u00e7\u00f5es impl\u00edcitas, cuja identifica\u00e7\u00e3o e incid\u00eancia deve ser conformada pelo julgador, a quem se atribui o poder de super\u00e1-la, excepcional e concretamente, em determinadas hip\u00f3teses<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A exce\u00e7\u00e3o impl\u00edcita, de car\u00e1ter sempre excepcional, pode ser utilizada para superar a regrar quando a literalidade dela for insuficiente para resolver situa\u00e7\u00f5es n\u00e3o consideradas pelo legislador ou quando, por raz\u00f5es de inadequa\u00e7\u00e3o, inefici\u00eancia ou injusti\u00e7a, o resultado da interpreta\u00e7\u00e3o literal contrarie a pr\u00f3pria finalidade da regra jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p>O art. 43 do CPC estabelece que o registro ou a distribui\u00e7\u00e3o da peti\u00e7\u00e3o inicial s\u00e3o os elementos que definem a compet\u00eancia do ju\u00edzo, pretendendo-se, com isso, colocar em salvaguarda o princ\u00edpio constitucional do juiz natural. A regra da&nbsp;<em>perpetuatio jurisdictionis<\/em>&nbsp;tamb\u00e9m contempla duas exce\u00e7\u00f5es expl\u00edcitas: a supress\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o judici\u00e1rio em que tramitava o processo e a altera\u00e7\u00e3o superveniente de compet\u00eancia absoluta daquele \u00f3rg\u00e3o judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Modernamente, o princ\u00edpio do juiz natural tem sido objeto de releitura doutrin\u00e1ria, passando da fixa\u00e7\u00e3o da regra de compet\u00eancia sob a \u00f3tica formal para a necessidade de observ\u00e2ncia da compet\u00eancia sob a perspectiva material, com destaque especial para o princ\u00edpio da compet\u00eancia adequada, do qual deriva a ideia de existir, ainda que excepcionalmente, um&nbsp;<em>forum non conveniens<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir desses desenvolvimentos te\u00f3ricos e estabelecida a premissa de que existam dois ou mais ju\u00edzos abstratamente competentes, \u00e9 l\u00edcito fixar, excepcionalmente, a compet\u00eancia em concreto naquele ju\u00edzo que re\u00fana as melhores condi\u00e7\u00f5es e seja mais adequado e conveniente para processar e julgar a causa.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora n\u00e3o seja de nossa tradi\u00e7\u00e3o de&nbsp;<em>civil&nbsp;<\/em>law, a fixa\u00e7\u00e3o da compet\u00eancia tamb\u00e9m com base em um ju\u00edzo de melhor adequa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma possibilidade bastante comum nos pa\u00edses de&nbsp;<em>common&nbsp;<\/em>law. A aplica\u00e7\u00e3o do instituto do&nbsp;<em>forum non conveniens<\/em>, tipicamente de&nbsp;<em>common law<\/em>&nbsp;&#8211; em que os procedimentos s\u00e3o mais flex\u00edveis e adapt\u00e1veis -, em pa\u00edses de tradi\u00e7\u00e3o romano-germ\u00e2nica, incluindo-se o Brasil, \u00e9 particularmente complexa diante de um sistema interno de compet\u00eancias herm\u00e9tico e pouco flex\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entretanto, a aplica\u00e7\u00e3o da teoria da supera\u00e7\u00e3o das regras (ou da derrotabilidade das normas) \u00e9 a sa\u00edda correta para que se possa, sempre em car\u00e1ter excepcional e diante de um&nbsp;<em>hard case<\/em>, como \u00e9 a hip\u00f3tese em exame, superar a imutabilidade da regra do art. 43 do CPC (que cont\u00e9m apenas duas exce\u00e7\u00f5es expl\u00edcitas) para reconhecer que, nessa regra, tamb\u00e9m h\u00e1 uma exce\u00e7\u00e3o impl\u00edcita, relacionada \u00e0 inadequa\u00e7\u00e3o e inconveni\u00eancia do ju\u00edzo em que tramita a a\u00e7\u00e3o<\/strong> com o deslocamento de sua compet\u00eancia para outro ju\u00edzo abstratamente competente.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, conclui-se que a regra do art. 43 do CPC pode ser superada, sempre em car\u00e1ter excepcional, quando se constatar que o ju\u00edzo perante o qual tramita a a\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 adequado ou conveniente para process\u00e1-la e julg\u00e1-la.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-3-resultado-final\"><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a>10.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A regra do art. 43 do CPC pode ser superada, sempre em car\u00e1ter excepcional, quando se constatar que o ju\u00edzo perante o qual tramita a a\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 adequado ou conveniente para process\u00e1-la e julg\u00e1-la.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-nbsp-i-legitimidade-das-vitimas-de-evento-danoso-possuem-legitimidade-para-executar-individualmente-o-termo-de-ajustamento-de-conduta-firmado-por-ente-publico-que-verse-sobre-direitos-individuais-homogeneos\"><a>11.&nbsp; (I)Legitimidade das v\u00edtimas de evento danoso possuem legitimidade para executar individualmente o Termo de Ajustamento de Conduta firmado por ente p\u00fablico que verse sobre direitos individuais homog\u00eaneos<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As v\u00edtimas de evento danoso possuem legitimidade para executar individualmente o Termo de Ajustamento de Conduta firmado por ente p\u00fablico que verse sobre direitos individuais homog\u00eaneos.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.059.781-RJ, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, por maioria, julgado em 12\/12\/2023, DJe 15\/12\/2023. (Info. Ext. 15)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>11.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a cat\u00e1strofe ambiental ocorrida em Brumadinho-MG, a Defensoria P\u00fablica firmou um Termo de Ajustamento de Conduta com a Vale S.A, em raz\u00e3o dos danos impostos \u00e0s pessoas ali residentes.<\/p>\n\n\n\n<p>O TAC previa indeniza\u00e7\u00f5es espec\u00edficas conforme os tipos de danos apresentados pelas v\u00edtimas. Craudio, ex-residente da \u00e1rea, ajuizou a\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o extrajudicial do TAC, alegando que sofreu severos danos emocionais. Por\u00e9m, a peti\u00e7\u00e3o inicial foi indeferida pelo ju\u00edzo de primeiro grau, que entendeu pela ilegitimidade ativa de Craudio para executar individualmente o Termo de Ajustamento de Conduta firmado por ente p\u00fablico que verse sobre direitos individuais homog\u00eaneos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>11.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-1-as-vitimas-tem-legitimidade-para-tanto\"><a>11.2.1. As v\u00edtimas t\u00eam legitimidade para tanto?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Com certeza!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A trag\u00e9dia do rompimento da Barragem do C\u00f3rrego do Feij\u00e3o, ocorrida em 25 de janeiro de 2019 no Munic\u00edpio de Brumadinho\/MG, acarretou in\u00fameras mortes e incomensur\u00e1veis preju\u00edzos na vida dos indiv\u00edduos atingidos &#8211; de ordem material e moral -, bem como devastador e irrepar\u00e1vel dano ambiental na regi\u00e3o. Ou seja, a partir de um \u00fanico evento danoso, foram violados, simultaneamente, direitos difusos, direitos coletivos&nbsp;<em>stricto sensu<\/em>&nbsp;e direitos individuais homog\u00eaneos.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, a Defensoria P\u00fablica do Estado de Minas Gerais firmou Termo de Ajustamento de Conduta com a empresa Vale S\/A, por meio do qual esta se comprometeu a indenizar extrajudicialmente as v\u00edtimas do acidente ocorrido na cidade de Brumadinho\/MG.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Embora a legisla\u00e7\u00e3o especial estabele\u00e7a a legitimidade dos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos para firmar o TAC, n\u00e3o prescreve os legitimados para execut\u00e1-lo<\/strong>. Ademais, essa quest\u00e3o, tanto na doutrina quanto na jurisprud\u00eancia, ainda n\u00e3o est\u00e1 pacificada.<\/p>\n\n\n\n<p>Todavia, interpreta\u00e7\u00e3o recente e consent\u00e2nea com a finalidade das normas protetivas do microssistema de demandas coletivas correlaciona a legitimidade para executar o Termo de Ajustamento de Conduta \u00e0 natureza do direito tutelado. Isto \u00e9, versando o ato negocial sobre direitos difusos e coletivos&nbsp;<em>stricto sensu<\/em>, s\u00e3o legitimados os \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos. Por outro lado, tratando-se de direitos individuais homog\u00eaneos, nada impede que os pr\u00f3prios lesados executem o t\u00edtulo extrajudicial individualmente.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, h\u00e1 legitimidade dos indiv\u00edduos para executar individualmente o Termo de Ajustamento de Conduta firmado por ente p\u00fablico que verse sobre direitos individuais homog\u00eaneos.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-2-resultado-final\"><a>11.2.2. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>As v\u00edtimas de evento danoso possuem legitimidade para executar individualmente o Termo de Ajustamento de Conduta firmado por ente p\u00fablico que verse sobre direitos individuais homog\u00eaneos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-nbsp-penhorabilidade-dos-valores-abaixo-de-40-salarios-minimos\"><a>12.&nbsp; Penhorabilidade dos valores abaixo de 40 sal\u00e1rios m\u00ednimos<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Presume-se como indispens\u00e1vel para preservar a reserva financeira essencial \u00e0 prote\u00e7\u00e3o do m\u00ednimo existencial do executado e de sua fam\u00edlia, bem como de dep\u00f3sitos em caderneta de poupan\u00e7a ou qualquer outro tipo de aplica\u00e7\u00e3o financeira, o valor de quarenta sal\u00e1rios m\u00ednimos.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no REsp 2.018.134-PR, Rel. Ministro Humberto Martins, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 27\/11\/2023, DJe 30\/11\/2023. (Info. Ext. 15)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>12.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O Banco Cobromesmo ajuizou execu\u00e7\u00e3o em face de Tadeu. Em determinado momento, o juiz determinou a utiliza\u00e7\u00e3o do convenio SISBAJUD, no qual foram bloqueados aproximadamente 38 sal\u00e1rios m\u00ednimos da conta corrente do rapaz.<\/p>\n\n\n\n<p>Tadeu se manifestou alegando a impenhorabilidade prevista no CPC sobre valores depositados at\u00e9 40 sal\u00e1rios m\u00ednimos, enquanto o banco sustenta ser inaplic\u00e1vel a impenhorabilidade por se tratar de conta corrente e n\u00e3o poupan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>12.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-1-questao-juridica\"><a>12.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Processo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 833. S\u00e3o impenhor\u00e1veis:<\/p>\n\n\n\n<p>IV &#8211; os vencimentos, os subs\u00eddios, os soldos, os sal\u00e1rios, as remunera\u00e7\u00f5es, os proventos de aposentadoria, as pens\u00f5es, os pec\u00falios e os montepios, bem como as quantias recebidas por liberalidade de terceiro e destinadas ao sustento do devedor e de sua fam\u00edlia, os ganhos de trabalhador aut\u00f4nomo e os honor\u00e1rios de profissional liberal, ressalvado o \u00a7 2\u00ba ;<\/p>\n\n\n\n<p>X &#8211; a quantia depositada em caderneta de poupan\u00e7a, at\u00e9 o limite de 40 (quarenta) sal\u00e1rios-m\u00ednimos;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-2-possivel-a-penhora-na-conta-corrente\"><a>12.2.2. Poss\u00edvel a penhora na conta corrente?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooopsss!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O art. 833, X do C\u00f3digo de Processo Civil prev\u00ea, textualmente, a impenhorabilidade de valores abaixo de 40 sal\u00e1rios m\u00ednimos depositados em caderneta de poupan\u00e7a. Todavia, h\u00e1 entendimento dominante do STJ acerca da impenhorabilidade dos dep\u00f3sitos inferiores a 40 sal\u00e1rios m\u00ednimos em qualquer tipo de aplica\u00e7\u00e3o: n\u00e3o h\u00e1 raz\u00e3o l\u00f3gica ou jur\u00eddica para que a prote\u00e7\u00e3o se limite a determinado tipo de investimento, em detrimento de outro.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, a possibilidade de penhora parcial de valores existe apenas no caso de quantias de origem salarial, protegidas na forma do art. 833, IV, CPC. Afinal, <strong>o motivo da prote\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio \u00e9 a garantia da subsist\u00eancia do devedor, assegurada pelas remunera\u00e7\u00f5es recebidas com a finalidade de pagamento das despesas familiares b\u00e1sicas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o art. 833, X, CPC busca preservar a reserva financeira essencial \u00e0 prote\u00e7\u00e3o do m\u00ednimo existencial do executado e de sua fam\u00edlia, em raz\u00e3o das in\u00fameras conting\u00eancias que podem tornar imprescind\u00edvel essa poupan\u00e7a. Presume-se, assim, como valor indispens\u00e1vel para tanto a quantia de 40 (quarenta) sal\u00e1rios m\u00ednimos.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-3-resultado-final\"><a>12.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Presume-se como indispens\u00e1vel para preservar a reserva financeira essencial \u00e0 prote\u00e7\u00e3o do m\u00ednimo existencial do executado e de sua fam\u00edlia, bem como de dep\u00f3sitos em caderneta de poupan\u00e7a ou qualquer outro tipo de aplica\u00e7\u00e3o financeira, o valor de quarenta sal\u00e1rios m\u00ednimos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-nbsp-im-possibilidade-de-atribuir-a-associacao-de-protecao-veicular-a-responsabilidade-pelo-pagamento-da-indenizacao-securitaria-em-solidariedade-com-o-ente-segurador-que-atue-na-condicao-de-estipulante-de-seguro-automotivo-coletivo\"><a>13.&nbsp; (Im)Possibilidade de atribuir \u00e0 associa\u00e7\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o veicular a responsabilidade pelo pagamento da indeniza\u00e7\u00e3o securit\u00e1ria, em solidariedade com o ente segurador que atue na condi\u00e7\u00e3o de estipulante de seguro automotivo coletivo<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel, excepcionalmente, atribuir \u00e0 associa\u00e7\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o veicular a responsabilidade pelo pagamento da indeniza\u00e7\u00e3o securit\u00e1ria, em solidariedade com o ente segurador que atue na condi\u00e7\u00e3o de estipulante de seguro automotivo coletivo.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.080.290-MG, Rel. Ministro Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 15\/8\/2023, DJe 23\/8\/2023. (Info. Ext. 15)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>13.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>SegurAuto, associa\u00e7\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o veicular, firmou contrato com a Seguradora Orion por meio do qual restou acordado que a primeira ofereceria os seguros da Orion para seus associados.<\/p>\n\n\n\n<p>Creosvaldo, caminhoneiro associado, contratou o seguro e algum tempo depois sofreu grave acidente, no qual n\u00e3o foi paga a indeniza\u00e7\u00e3o contratada. Inconformado, ajuizou a\u00e7\u00e3o em face da seguradora e da associa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A associa\u00e7\u00e3o se defendeu alegando a irresponsabilidade para tanto, uma vez que consta apenas como estipulante do contrato securit\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>13.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-1-questao-juridica\"><a>13.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CC:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 801. O seguro de pessoas pode ser estipulado por pessoa natural ou jur\u00eddica em proveito de grupo que a ela, de qualquer modo, se vincule.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1&nbsp;<sup>o&nbsp;<\/sup>O estipulante n\u00e3o representa o segurador perante o grupo segurado, e \u00e9 o \u00fanico respons\u00e1vel, para com o segurador, pelo cumprimento de todas as obriga\u00e7\u00f5es contratuais.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-2-possivel-atribuir-a-responsabilidade-ao-estipulante\"><a>13.2.2. Poss\u00edvel atribuir a responsabilidade ao estipulante?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeap!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia consiste em definir se associa\u00e7\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o veicular, que atuava na condi\u00e7\u00e3o de estipulante de seguro automotivo coletivo, possui legitimidade passiva<em>&nbsp;ad causam<\/em>, podendo ser responsabilizada solidariamente com o ente segurador, em a\u00e7\u00e3o que busca o pagamento da indeniza\u00e7\u00e3o securit\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O estipulante \u00e9 a pessoa natural ou jur\u00eddica que ajusta um contrato de seguro em proveito do grupo que a ela se vincula, assumindo perante o segurador a responsabilidade pelo cumprimento de todas as obriga\u00e7\u00f5es contratuais, a exemplo do pagamento do pr\u00eamio recolhido dos segurados<\/strong>. Todavia, o estipulante n\u00e3o representa o segurador perante o grupo segurado, exercendo papel independente das demais partes que participam do contrato (art. 801, \u00a7 1\u00ba, do CC).<\/p>\n\n\n\n<p>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a firmou o entendimento de que o estipulante, em regra, n\u00e3o \u00e9 o respons\u00e1vel pelo pagamento da indeniza\u00e7\u00e3o securit\u00e1ria, visto que atua apenas como interveniente, na condi\u00e7\u00e3o de mandat\u00e1rio do segurado, agilizando o procedimento de contrata\u00e7\u00e3o do seguro (arts. 21, \u00a7 2\u00ba, do Decreto-Lei n\u00ba 73\/1966 e 801, \u00a7 1\u00ba, do C\u00f3digo Civil).<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, \u00e9 poss\u00edvel, excepcionalmente, atribuir ao estipulante a responsabilidade pelo pagamento da indeniza\u00e7\u00e3o securit\u00e1ria, em solidariedade com o ente segurador, como nas hip\u00f3teses de mau cumprimento de suas obriga\u00e7\u00f5es contratuais ou de cria\u00e7\u00e3o nos segurados de leg\u00edtima expectativa de ser ele o respons\u00e1vel por esse pagamento.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, a legitimidade passiva&nbsp;<em>ad causam<\/em>&nbsp;e a responsabiliza\u00e7\u00e3o solid\u00e1ria da recorrente decorrem tanto do descumprimento de suas obriga\u00e7\u00f5es como estipulante da ap\u00f3lice coletiva (j\u00e1 que prejudicou a autora no que tange ao in\u00edcio de vig\u00eancia do contrato de seguro) quanto da sua atividade de prote\u00e7\u00e3o veicular, expressa em seu regulamento associativo. Logo, a atua\u00e7\u00e3o n\u00e3o se restringe apenas como mera estipulante, ou seja, como simples intermedi\u00e1ria do neg\u00f3cio jur\u00eddico securit\u00e1rio, visto que tamb\u00e9m criou no associado, por meio da atividade de prote\u00e7\u00e3o veicular &#8211; sua raz\u00e3o de ser -, leg\u00edtima expectativa de que ele estaria protegido ainda pelo fundo associativo de socorro m\u00fatuo.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, a responsabilidade da entidade associativa de socorro m\u00fatuo em garantir sinistros de seus associados n\u00e3o \u00e9 afastada por ela tamb\u00e9m atuar como estipulante em contrato de seguro em grupo, de modo que deve observar seu regulamento e o objetivo que fundamenta sua cria\u00e7\u00e3o, no caso, a prote\u00e7\u00e3o veicular.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-3-resultado-final\"><a>13.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel, excepcionalmente, atribuir \u00e0 associa\u00e7\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o veicular a responsabilidade pelo pagamento da indeniza\u00e7\u00e3o securit\u00e1ria, em solidariedade com o ente segurador que atue na condi\u00e7\u00e3o de estipulante de seguro automotivo coletivo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-nbsp-imprescindibilidade-do-esgotamento-dos-meios-executivos-tipicos-para-a-utilizacao-do-sistema-central-nacional-de-indisponibilidade-de-bens-cnib-como-medida-executiva-atipica\"><a>14.&nbsp; Imprescindibilidade do esgotamento dos meios executivos t\u00edpicos para a utiliza\u00e7\u00e3o do sistema Central Nacional de Indisponibilidade de Bens (CNIB) como medida executiva at\u00edpica<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 imprescind\u00edvel o esgotamento dos meios executivos t\u00edpicos para a utiliza\u00e7\u00e3o do sistema Central Nacional de Indisponibilidade de Bens (CNIB) como medida executiva at\u00edpica.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.963.178-SP, Rel. Ministro Marco Aur\u00e9lio Bellizze, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 12\/12\/2023, DJe 14\/12\/2023. (Info. Ext. 15)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>14.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O Banco Cobromesmo ajuizou execu\u00e7\u00e3o em face da empresa Pagonada. De in\u00edcio, requereu a utiliza\u00e7\u00e3o do SISBAJUD, mas nenhum valor foi encontrado em nome da executada. Diante da negativa, requereu que fosse utilizado o Central Nacional de Indisponibilidade de Bens (CNIB).<\/p>\n\n\n\n<p>O ju\u00edzo da execu\u00e7\u00e3o indeferiu o pedido por entender que tal sistema somente deveria ser utilizado em a\u00e7\u00f5es contra a criminalidade e improbidade administrativa e n\u00e3o para satisfa\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o individual.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>14.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-1-questao-juridica\"><a>14.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 139. O juiz dirigir\u00e1 o processo conforme as disposi\u00e7\u00f5es deste C\u00f3digo, incumbindo-lhe:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>IV &#8211; determinar todas as medidas indutivas, coercitivas, mandamentais ou sub-rogat\u00f3rias necess\u00e1rias para assegurar o cumprimento de ordem judicial, inclusive nas a\u00e7\u00f5es que tenham por objeto presta\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Art. 300. A tutela de urg\u00eancia ser\u00e1 concedida quando houver elementos que evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado \u00fatil do processo.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-2-so-apos-esgotados-os-meios-usuais\"><a>14.2.2. S\u00f3 ap\u00f3s esgotados os meios usuais?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>\u00c9 por a\u00ed&#8230;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia consiste em verificar a possibilidade de o magistrado, com base no seu poder geral de cautela, determinar a busca e a decreta\u00e7\u00e3o de indisponibilidade de bens da parte executada por meio do sistema Central Nacional de Indisponibilidade de Bens (CNIB).<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal, no julgamento da ADI 5.941\/DF, recentemente declarou a constitucionalidade da aplica\u00e7\u00e3o concreta das medidas at\u00edpicas previstas no art. 139, IV, do CPC, desde que n\u00e3o avance sobre direitos fundamentais e observe os princ\u00edpios da proporcionalidade e razoabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A fim de regulamentar o Cadastro Nacional de Indisponibilidade de Bens (CNIB), o Conselho Nacional de Justi\u00e7a editou o Provimento n. 39\/2014, o qual prev\u00ea busca pela racionaliza\u00e7\u00e3o do interc\u00e2mbio de informa\u00e7\u00f5es entre o Poder Judici\u00e1rio e os \u00f3rg\u00e3os prestadores de servi\u00e7os notariais e de registro, constituindo uma importante ferramenta para a execu\u00e7\u00e3o, a propiciar maior seguran\u00e7a jur\u00eddica aos cidad\u00e3os em suas transa\u00e7\u00f5es imobili\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido<strong>, a ado\u00e7\u00e3o do CNIB atende aos princ\u00edpios da razoabilidade e da proporcionalidade, bem como n\u00e3o viola o princ\u00edpio da menor onerosidade do devedor, pois a exist\u00eancia de anota\u00e7\u00e3o n\u00e3o impede a lavratura de escritura p\u00fablica representativa do neg\u00f3cio jur\u00eddico relativo \u00e0 propriedade ou outro direito real sobre im\u00f3vel<\/strong>, exercendo o papel de instrumento de publicidade do ato de indisponibilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, o Tribunal de origem determinou a consulta aos sistemas informatizados BacenJud e RenaJud, com vistas a buscar bens dos devedores pass\u00edveis de constri\u00e7\u00e3o, sugerindo, portanto, que nem todos os meios executivos t\u00edpicos foram adotados. Contudo, por se tratar de medida executiva at\u00edpica, a utiliza\u00e7\u00e3o do CNIB ser\u00e1 admiss\u00edvel somente quando exauridos os meios executivos t\u00edpicos, ante a sua subsidiariedade.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, &#8220;o julgador<em>&nbsp;a quo<\/em>&nbsp;deve apreciar concretamente o preenchimento dos requisitos da probabilidade do direito e do perigo de dano ou do risco ao resultado \u00fatil do processo, nos termos do art. 300 do CPC\/2015, em circunst\u00e2ncias que exijam a efetiva\u00e7\u00e3o de medida id\u00f4nea para a assegura\u00e7\u00e3o do direito; no caso, como a medida de indisponibilidade de bens via Central Nacional de Indisponibilidade &#8211; CNIB (art. 301 do CPC\/2015)&#8221; (REsp 1.808.622\/SC, Rel. Min. Francisco Falc\u00e3o, Segunda Turma, julgado em 15\/10\/2019, DJe 18\/10\/2019).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-3-resultado-final\"><a>14.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 imprescind\u00edvel o esgotamento dos meios executivos t\u00edpicos para a utiliza\u00e7\u00e3o do sistema Central Nacional de Indisponibilidade de Bens (CNIB) como medida executiva at\u00edpica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-nbsp-arbitramento-de-honorarios-a-dpe-quando-do-exercicio-da-funcao-de-curadoria-especial\"><a>15.&nbsp; Arbitramento de honor\u00e1rios \u00e1 DPE quando do exerc\u00edcio da fun\u00e7\u00e3o de curadoria especial<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Defensoria P\u00fablica, no exerc\u00edcio da fun\u00e7\u00e3o de curadoria especial, faz jus \u00e0 verba decorrente da condena\u00e7\u00e3o ao pagamento de honor\u00e1rios sucumbenciais caso o seu assistido sagre-se vencedor na demanda.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.912.281-AC, Rel. Ministro Marco Aur\u00e9lio Bellizze, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 12\/12\/2023, DJe 14\/12\/2023. (Info. Ext. 15)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>15.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O Banco Cobromesmo ajuizou execu\u00e7\u00e3o em face de Tadeu, esse n\u00e3o localizado, citado por edital e ao qual foi nomeado curador especial, a ser exercido pela Defensoria P\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>A DP op\u00f4s embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o no qual alegou a nulidade da cita\u00e7\u00e3o por edital. O TJ acolheu o pedido e anulou o processo de execu\u00e7\u00e3o a partir da cita\u00e7\u00e3o por edital, mas n\u00e3o arbitrou honor\u00e1rios em favor da DP. Inconformada, a DP ent\u00e3o interp\u00f4s recurso no qual sustenta que embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma, logo, seriam devidos os honor\u00e1rios em favor da curadora. Por sua vez, o Banco defende serem indevidos os honor\u00e1rios no caso de exerc\u00edcio da fun\u00e7\u00e3o de curadoria especial.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>15.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-2-1-devidos-honorarios\"><a>15.2.1. Devidos honor\u00e1rios?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeap!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia consiste em saber se s\u00e3o devidos honor\u00e1rios sucumbenciais na hip\u00f3tese em que os embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o s\u00e3o acolhidos para reconhecer a nulidade da cita\u00e7\u00e3o por edital efetivada no processo de execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A Defensoria P\u00fablica, no exerc\u00edcio da fun\u00e7\u00e3o de curadoria especial, faz jus \u00e0 verba decorrente da condena\u00e7\u00e3o ao pagamento de honor\u00e1rios sucumbenciais caso o seu assistido sagre-se vencedor na demanda.<\/p>\n\n\n\n<p>A fim de corroborar com esse entendimento: &#8220;(&#8230;) 2. <strong>Segundo entendimento desta Corte, &#8220;A Defensoria P\u00fablica, no exerc\u00edcio da fun\u00e7\u00e3o de curador especial, faz jus \u00e0 verba decorrente da condena\u00e7\u00e3o em honor\u00e1rios sucumbenciais caso o seu assistido sagre-se vencedor na demanda<\/strong>&#8221; (AgInt no REsp 1.787.471\/DF, relator Ministro Raul Ara\u00fajo, Quarta Turma, julgado em 27\/8\/2019, DJe de 11\/9\/2019). 3. Agravo interno n\u00e3o provido. (AgInt no REsp 1.991.998\/RS, Rel. Min. S\u00e9rgio Kukina, Primeira Turma, julgado em 5\/9\/2022, DJe 8\/9\/2022).<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o Supremo Tribunal Federal, no julgamento do RE 114.005\/RJ, com repercuss\u00e3o geral (Tema 1002\/STF), fixou a tese de que os honor\u00e1rios sucumbenciais s\u00e3o devidos \u00e0 Defensoria P\u00fablica quando a parte por ela representada for vencedora na demanda, ainda que a parte vencida seja o ente p\u00fablico que ela integra.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-2-2-resultado-final\"><a>15.2.2. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A Defensoria P\u00fablica, no exerc\u00edcio da fun\u00e7\u00e3o de curadoria especial, faz jus \u00e0 verba decorrente da condena\u00e7\u00e3o ao pagamento de honor\u00e1rios sucumbenciais caso o seu assistido sagre-se vencedor na demanda.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-16-nbsp-reconhecimento-do-poderio-economico-e-tecnico-da-fornecedora-e-da-debilidade-da-distribuidora-retratado-em-sucessivas-alteracoes-contratuais-como-razao-para-tornar-nula-clausula-de-limitacao-de-responsabilidade\"><a>16.&nbsp; Reconhecimento do poderio econ\u00f4mico e t\u00e9cnico da fornecedora e da debilidade da distribuidora, retratado em sucessivas altera\u00e7\u00f5es contratuais, como raz\u00e3o para tornar nula cl\u00e1usula de limita\u00e7\u00e3o de responsabilidade<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O simples reconhecimento do poderio econ\u00f4mico e t\u00e9cnico da fornecedora e da debilidade da distribuidora, retratado em sucessivas altera\u00e7\u00f5es contratuais, \u00e9 insuficiente para tornar nula cl\u00e1usula de limita\u00e7\u00e3o de responsabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.989.291-SP, Rel. Ministro Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Rel. para ac\u00f3rd\u00e3o Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma, por maioria, julgado em 7\/11\/2023, DJe 23\/11\/2023. (Info. Ext. 15)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-16-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>16.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>OrionTech, grande empresa do ramo de inform\u00e1tica, celebrou contrato com a empresa Techtoy, distribuidora de produtos de inform\u00e1tica. No contrato restou acordado que Techtoy compraria os produtos de OrionTech e os venderia no munic\u00edpio da sua sede.<\/p>\n\n\n\n<p>O contrato vigorou por v\u00e1rios anos, mas foram feitas sucessivas altera\u00e7\u00f5es em favor de Orion, que resultavam sempre em diminui\u00e7\u00e3o da margem de lucro da TechToy, a qual, alegadamente, se via obrigada a concordar com as mudan\u00e7as em raz\u00e3o da diferen\u00e7a de poderio econ\u00f4mico das empresas. Ap\u00f3s algum tempo, Techtoy ajuizou a\u00e7\u00e3o em face de Orion por meio da qual alega ter sofrido grande preju\u00edzo.<\/p>\n\n\n\n<p>Orion ent\u00e3o alegou que no contrato havia cl\u00e1usula de limita\u00e7\u00e3o de responsabilidade que limitaria a indeniza\u00e7\u00e3o a um quarto do preju\u00edzo comprovado. Em recurso, Techtoy sustenta que a diferen\u00e7a de poderio econ\u00f4mico das empresas seria justificativa suficiente para anular a cl\u00e1usula de limita\u00e7\u00e3o de responsabilidade.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-16-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>16.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-16-2-1-questao-juridica\"><a>16.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 408. Incorre de pleno direito o devedor na cl\u00e1usula penal, desde que, culposamente, deixe de cumprir a obriga\u00e7\u00e3o ou se constitua em mora.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 416. Para exigir a pena convencional, n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio que o credor alegue preju\u00edzo.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Ainda que o preju\u00edzo exceda ao previsto na cl\u00e1usula penal, n\u00e3o pode o credor exigir indeniza\u00e7\u00e3o suplementar se assim n\u00e3o foi convencionado. Se o tiver sido, a pena vale como m\u00ednimo da indeniza\u00e7\u00e3o, competindo ao credor provar o preju\u00edzo excedente.<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 12.529\/2011:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 36.&nbsp; Constituem infra\u00e7\u00e3o da ordem econ\u00f4mica, independentemente de culpa, os atos sob qualquer forma manifestados, que tenham por objeto ou possam produzir os seguintes efeitos, ainda que n\u00e3o sejam alcan\u00e7ados:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; aumentar arbitrariamente os lucros; e&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>IV &#8211; exercer de forma abusiva posi\u00e7\u00e3o dominante.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-16-2-2-a-diferenca-de-poderio-economico-justifica-a-anulacao-da-clausula\"><a>16.2.2. A diferen\u00e7a de poderio econ\u00f4mico justifica a anula\u00e7\u00e3o da cl\u00e1usula?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooopsss!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia consiste em definir se \u00e9 poss\u00edvel afastar cl\u00e1usula limitativa de extens\u00e3o indenizat\u00f3ria livremente pactuada na hip\u00f3tese de infra\u00e7\u00e3o \u00e0 ordem econ\u00f4mica (aumento arbitr\u00e1rio de lucros e exerc\u00edcio abusivo de posi\u00e7\u00e3o dominante).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O ordenamento jur\u00eddico admite expressamente a possibilidade de as partes estabelecerem cl\u00e1usula penal compensat\u00f3ria como forma de antecipa\u00e7\u00e3o das perdas e danos que futuramente possam sofrer. No caso, a cl\u00e1usula penal foi prevista e serve, exatamente, para casos em que o contratante deixe de cumprir a obriga\u00e7\u00e3o<\/strong> (art. 408, C\u00f3digo Civil) e, para ser exigida, n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio que o credor alegue preju\u00edzo (art. 416, C\u00f3digo Civil). O tribunal estadual, por sua vez, entendeu por bem afastar a cl\u00e1usula limitativa de responsabilidade para &#8220;coibir eventual infra\u00e7\u00e3o \u00e0 ordem econ\u00f4mica&#8221;, nos termos do art. 36, III e IV da Lei n. 12.529\/2011.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, se o instrumento estabelecer uma cl\u00e1usula penal para regular os eventuais preju\u00edzos provenientes da rela\u00e7\u00e3o negocial, n\u00e3o pode o credor simplesmente desconsider\u00e1-la e demandar o devedor pela integralidade dos danos, exceto no caso de dolo ou se o contrato autorizar a cobran\u00e7a dos preju\u00edzos excedentes, o que n\u00e3o foi o caso, porque nada foi previsto nesse sentido.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de certificada a posi\u00e7\u00e3o dominante da r\u00e9, <strong>importante consignar que a distribuidora tamb\u00e9m era uma empresa de grande porte, que cresceu exponencialmente com a parceria comercial, de modo que n\u00e3o h\u00e1 como concluir que sua vulnerabilidade impedia o conhecimento e a compreens\u00e3o de uma cl\u00e1usula limitativa de responsabilidade<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, tendo em vista que n\u00e3o ficou minimamente comprovado o dolo na fixa\u00e7\u00e3o da cl\u00e1usula penal nem foi previsto no contrato a possibilidade de o credor demandar indeniza\u00e7\u00e3o suplementar, deve mesmo prevalecer a validade da cl\u00e1usula limitativa de responsabilidade, que engloba, inclusive, os danos morais arbitrados.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-16-2-3-resultado-final\"><a>16.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O simples reconhecimento do poderio econ\u00f4mico e t\u00e9cnico da fornecedora e da debilidade da distribuidora, retratado em sucessivas altera\u00e7\u00f5es contratuais, \u00e9 insuficiente para tornar nula cl\u00e1usula de limita\u00e7\u00e3o de responsabilidade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-17-nbsp-advogado-de-npj-e-direito-a-honorarios-remuneratorios-quando-da-representacao-de-reu-revel\"><a>17.&nbsp; Advogado de NPJ e direito a honor\u00e1rios remunerat\u00f3rios quando da representa\u00e7\u00e3o de r\u00e9u revel.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>PROCESSO EM SEGREDO DE JUSTI\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O advogado de n\u00facleo de pr\u00e1tica jur\u00eddica, quando designado para patrocinar causa de juridicamente necessitado ou de r\u00e9u revel, ante a impossibilidade de a presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o ser realizada pela Defensoria P\u00fablica, possui direito aos honor\u00e1rios remunerat\u00f3rios fixados pelo juiz e pagos pelo Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 12\/12\/2023. (Info. Ext. 15)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-17-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>17.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Dr. Creiton \u00e9 advogado e Professor Orientador de N\u00facleo de Pr\u00e1tica Jur\u00eddica da Unimais, universidade particular. Foi designado para patrocinar a causa de Creosvaldo, r\u00e9u revel, em raz\u00e3o da inexist\u00eancia de Defensoria P\u00fablica na comarca.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao final do processo, o ju\u00edzo arbitrou certo valor em honor\u00e1rios para Dr. Creiton, mas o Estado recorreu da decis\u00e3o por entender que esse, enquanto advogado de n\u00facleo de pr\u00e1tica jur\u00eddica, n\u00e3o faria jus ao recebimento de honor\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-17-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>17.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-17-2-1-questao-juridica\"><a>17.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 8.906\/1994:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 22. A presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o profissional assegura aos inscritos na OAB o direito aos honor\u00e1rios convencionados, aos fixados por arbitramento judicial e aos de sucumb\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1\u00ba O advogado, quando indicado para patrocinar causa de juridicamente necessitado, no caso de impossibilidade da Defensoria P\u00fablica no local da presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o, tem direito aos honor\u00e1rios fixados pelo juiz, segundo tabela organizada pelo Conselho Seccional da OAB, e pagos pelo Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>Constitui\u00e7\u00e3o Federal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 134. A Defensoria P\u00fablica \u00e9 institui\u00e7\u00e3o permanente, essencial \u00e0 fun\u00e7\u00e3o jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe, como express\u00e3o e instrumento do regime democr\u00e1tico, fundamentalmente, a orienta\u00e7\u00e3o jur\u00eddica, a promo\u00e7\u00e3o dos direitos humanos e a defesa, em todos os graus, judicial e extrajudicial, dos direitos individuais e coletivos, de forma integral e gratuita, aos necessitados, na forma do inciso LXXIV do art. 5\u00ba desta Constitui\u00e7\u00e3o Federal .<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-17-2-2-devidos-os-honorarios\"><a>17.2.2. Devidos os honor\u00e1rios?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Com certeza!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia jur\u00eddica cinge-se a estabelecer se cabe ao advogado do n\u00facleo de pr\u00e1tica jur\u00eddica o direito \u00e0 remunera\u00e7\u00e3o pelo trabalho desempenhado como defensor dativo, com pagamento a ser realizado pelo Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>Os n\u00facleos de pr\u00e1tica jur\u00eddica desempenham papel social significativo na busca pela universaliza\u00e7\u00e3o do acesso \u00e0 Justi\u00e7a, auxiliando na presta\u00e7\u00e3o de assist\u00eancia jur\u00eddica integral e gratuita aos necessitados, trabalho essencial diante da elevada demanda enfrentada pelas Defensorias P\u00fablicas em todo o pa\u00eds no atendimento \u00e0 popula\u00e7\u00e3o mais carente.<\/p>\n\n\n\n<p>A defensoria dativa possui um papel de relev\u00e2ncia na promo\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a e na garantia dos princ\u00edpios constitucionais do devido processo legal, do contradit\u00f3rio, da ampla defesa e do tratamento ison\u00f4mico das partes. Nesse aspecto, <strong>quando o m\u00fanus p\u00fablico \u00e9 desempenhado por advogado, que aceitou designa\u00e7\u00e3o do Magistrado para defesa de r\u00e9u hipossuficiente ou citado por edital, cabe ao Estado o pagamento dos honor\u00e1rios<\/strong>, de acordo com o que disp\u00f5e o art. 22, \u00a7 1\u00ba, da Lei n. 8.906\/1994.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso decorre do dever constitucional do Estado de fornecer assist\u00eancia judici\u00e1ria aos r\u00e9us necessitados e organizar as entidades necess\u00e1rias e suficientes para cumprir essa miss\u00e3o, conforme estabelecido no art. 134 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal. Portanto, o Estado n\u00e3o pode se locupletar do trabalho desempenhado por advogado, que somente atendeu ao chamado da Justi\u00e7a em colabora\u00e7\u00e3o com o Poder P\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 entendimento pac\u00edfico da Corte Superior de que &#8220;s\u00e3o devidos pelo Estado os honor\u00e1rios advocat\u00edcios do curador especial nomeado em raz\u00e3o da aus\u00eancia de Defensoria P\u00fablica para a defesa dos interesses do r\u00e9u revel citado por edital&#8221; (AgRg no AREsp n. 658.146\/PR, relator Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, julgado em 16\/5\/2017, DJe de 23\/5\/2017).<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, o fato de o advogado ser remunerado pela institui\u00e7\u00e3o educacional de n\u00edvel superior, na qualidade de orientador do n\u00facleo de pr\u00e1tica jur\u00eddica, n\u00e3o impede que ele receba honor\u00e1rios advocat\u00edcios na condi\u00e7\u00e3o de defensor dativo. Isso ocorre porque s\u00e3o fun\u00e7\u00f5es distintas e n\u00e3o se confundem. Enquanto a supervis\u00e3o dos estudantes de direito \u00e9 atividade&nbsp;<em>interna corporis<\/em>, o trabalho de advogado dativo refere-se ao exerc\u00edcio de um m\u00fanus p\u00fablico por determina\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, n\u00e3o \u00e9 razo\u00e1vel considerar que a responsabilidade pela remunera\u00e7\u00e3o do advogado pelo m\u00fanus p\u00fablico prestado recaia sobre uma terceira parte &#8211; a institui\u00e7\u00e3o particular de ensino superior -, com base numa rela\u00e7\u00e3o de trabalho na qual o Estado n\u00e3o teve nenhum envolvimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Os honor\u00e1rios advocat\u00edcios devem ser reconhecidos como a devida remunera\u00e7\u00e3o do trabalho desenvolvido pelo advogado e, como tal, s\u00e3o protegidos pelo princ\u00edpio fundamental do valor social do trabalho, previsto no art. 1\u00ba, IV, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-17-2-3-resultado-final\"><a>17.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O advogado de n\u00facleo de pr\u00e1tica jur\u00eddica, quando designado para patrocinar causa de juridicamente necessitado ou de r\u00e9u revel, ante a impossibilidade de a presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o ser realizada pela Defensoria P\u00fablica, possui direito aos honor\u00e1rios remunerat\u00f3rios fixados pelo juiz e pagos pelo Estado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-18-nbsp-requisitos-para-configuracao-da-fraude-a-execucao\"><a>18.&nbsp; Requisitos para configura\u00e7\u00e3o da fraude \u00e0 execu\u00e7\u00e3o<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo no sistema legal anterior \u00e0 Lei n. 8.953\/1994, a caracteriza\u00e7\u00e3o da fraude \u00e0 execu\u00e7\u00e3o, quando o credor n\u00e3o efetuou o registro imobili\u00e1rio da penhora, dependia de prova de que o terceiro adquirente tinha ci\u00eancia do \u00f4nus que reca\u00eda sobre o bem.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no REsp 1.577.144-SP, Rel. Ministro Raul Ara\u00fajo, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 2\/10\/2023, DJe 5\/10\/2023. (Info. Ext. 15)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-18-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>18.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O Banco Cobromesmo ajuizou execu\u00e7\u00e3o contra Creiton, na qual foi penhorado um im\u00f3vel, mas n\u00e3o foi realizada a devida averba\u00e7\u00e3o na matr\u00edcula. Dois anos depois, Creiton vendeu o im\u00f3vel ao seu amigo Craudio, ato devidamente registrado em cart\u00f3rio. S\u00f3 que a\u00ed o ju\u00edzo da execu\u00e7\u00e3o determinou a hasta p\u00fablica para venda do im\u00f3vel, sem saber que este havia sido vendido, ato em que o im\u00f3vel foi adquirido por Tadeu.<\/p>\n\n\n\n<p>Como se n\u00e3o bastasse, Craudio tamb\u00e9m revendeu o im\u00f3vel para Crementino, opera\u00e7\u00e3o na qual o \u00faltimo dispensou a apresenta\u00e7\u00e3o das certid\u00f5es de \u00f4nus reais.&nbsp; Tadeu, que adquiriu o im\u00f3vel em hasta p\u00fablica, ajuizou a\u00e7\u00e3o de imiss\u00e3o na posse, enquanto Crementino ajuizou embargos de terceiros alegando que era o propriet\u00e1rio do im\u00f3vel. O juiz considerou que Crementino n\u00e3o era terceiro de boa-f\u00e9, pelo que declarou fraude \u00e0 execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-18-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>18.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-18-2-1-necessario-que-o-terceiro-tenha-ciencia-do-onus\"><a>18.2.1. Necess\u00e1rio que o terceiro tenha ci\u00eancia do \u00f4nus?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Com certeza!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Conforme entendimento firmado em sede de recurso repetitivo pela Corte Especial no julgamento do REsp 956.943\/PR (Tema 243), nos termos da S\u00famula 375\/STJ, &#8220;O reconhecimento da fraude \u00e0 execu\u00e7\u00e3o depende do registro da penhora do bem alienado ou da prova de m\u00e1-f\u00e9 do terceiro adquirente&#8221;, sendo que, &#8220;inexistindo registro da penhora na matr\u00edcula do im\u00f3vel, \u00e9 do credor o \u00f4nus da prova de que o terceiro adquirente tinha conhecimento de demanda capaz de levar o alienante \u00e0 insolv\u00eancia&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos termos da referida tese, <strong>para o reconhecimento da inefic\u00e1cia do ato de disposi\u00e7\u00e3o do bem penhorado, al\u00e9m da aliena\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a cita\u00e7\u00e3o do devedor em demanda capaz de levar o alienante \u00e0 insolv\u00eancia, \u00e9 necess\u00e1rio investigar se o credor levou a registro a penhora do bem alienado ou, em caso negativo, se o terceiro adquirente agiu de m\u00e1-f\u00e9, n\u00e3o sendo vi\u00e1vel a presun\u00e7\u00e3o de eventual m\u00e1-f\u00e9<\/strong>, mas a certeza de conduta nesse sentido, que deve ser comprovada pelo credor-exequente.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde a reda\u00e7\u00e3o original do o \u00a7 4\u00ba do art. 659, do CPC\/1973 que dispunha que &#8220;A penhora de bens im\u00f3veis realizar-se-\u00e1 mediante auto ou termo de penhora, e inscri\u00e7\u00e3o no respectivo registro&#8221;, j\u00e1 era necess\u00e1rio registro da penhora para o reconhecimento de fraude \u00e0 execu\u00e7\u00e3o, sendo que a altera\u00e7\u00e3o do referido dispositivo pela Lei n. 11.382\/2006, apenas deixou ainda mais clara a exig\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de compreens\u00e3o l\u00f3gica que apenas foi sendo aprimorada pelos textos normativos que a consagram. N\u00e3o faz sentido exigir-se de terceiro interessado na aquisi\u00e7\u00e3o de bem im\u00f3vel que percorra o Pa\u00eds buscando obter nos foros c\u00edveis, trabalhistas e federais certid\u00f5es negativas acerca de eventual exist\u00eancia de a\u00e7\u00f5es que possam reduzir \u00e0 insolv\u00eancia o propriet\u00e1rio do im\u00f3vel a ser adquirido. Muito mais sensato e f\u00e1cil \u00e9 exigir que o pr\u00f3prio credor interessado na penhora do im\u00f3vel promova, na respectiva matr\u00edcula, o registro de sua pretens\u00e3o ou constri\u00e7\u00e3o, de modo a dar amplo conhecimento a todos.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-18-2-2-resultado-final\"><a>18.2.2. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Mesmo no sistema legal anterior \u00e0 Lei n. 8.953\/1994, a caracteriza\u00e7\u00e3o da fraude \u00e0 execu\u00e7\u00e3o, quando o credor n\u00e3o efetuou o registro imobili\u00e1rio da penhora, dependia de prova de que o terceiro adquirente tinha ci\u00eancia do \u00f4nus que reca\u00eda sobre o bem.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-19-nbsp-advogado-doente-e-possibilidade-de-extensao-do-prazo-recursal\"><a>19.&nbsp; Advogado doente e possibilidade de extens\u00e3o do prazo recursal<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A doen\u00e7a que acomete o advogado somente pode constituir justa causa para autorizar a interposi\u00e7\u00e3o tardia de recurso se, sendo o \u00fanico procurador da parte, estiver o advogado totalmente impossibilitado de exercer a profiss\u00e3o ou de substabelecer o mandato a colega seu para recorrer da decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no AREsp 1.223.183-RS, Rel. Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 2\/10\/2023, DJe 5\/10\/2023. (Info. Ext. 15)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-19-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>19.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A empresa Tetris ajuizou execu\u00e7\u00e3o em face da empresa Brick. Tetris era representada por <em>dois advogados<\/em>, Creiton e Creisson, sendo que a inicial foi assinada pelo Dr. Creisson. A tutela provis\u00f3ria foi negada, o que abriu prazo para a interposi\u00e7\u00e3o de recurso pela autora. O recurso foi interposto apenas ap\u00f3s o prazo ter sido esgotado. Segundo o Dr. Creisson, ele estaria acometido por doen\u00e7a que demandava repouso absoluto por alguns dias. Por isso seu atraso na interposi\u00e7\u00e3o do recurso seria justific\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>O TJ local n\u00e3o teve pena e n\u00e3o recebeu o recurso por entender que se a empresa era representada por dois advogados, quando da impossibilidade de um, caberia ao outro interp\u00f4s o recurso.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-19-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>19.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-19-2-1-autoriza-a-interposicao-de-recurso-tardio\"><a>19.2.1. Autoriza a interposi\u00e7\u00e3o de recurso tardio?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooopsss!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A jurisprud\u00eancia do STJ, segundo a qual <strong>o pedido de devolu\u00e7\u00e3o do prazo por motivo de doen\u00e7a do advogado somente pode constituir justa causa se ele for o \u00fanico procurador constitu\u00eddo nos autos. <\/strong>Nesse sentido, veja-se os seguintes precedentes:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;(&#8230;) 2. A jurisprud\u00eancia deste Superior Tribunal de Justi\u00e7a \u00e9 firme no sentido de que o pedido de devolu\u00e7\u00e3o do prazo por motivo de doen\u00e7a do advogado somente pode constituir justa causa se ele for o \u00fanico procurador constitu\u00eddo nos autos. 3. Agravo interno desprovido. (AgInt no AREsp n. 1.202.211\/SP, relator Ministro Marco Aur\u00e9lio Bellizze, Terceira Turma, julgado em 8\/5\/2018, DJe de 17\/5\/2018).<\/p>\n\n\n\n<p>(&#8230;) 1. A jurisprud\u00eancia desta Corte \u00e9 no sentido de que a doen\u00e7a do advogado somente pode constituir justa causa para autorizar a interposi\u00e7\u00e3o tardia de recurso se, sendo o \u00fanico procurador da parte, estiver o advogado totalmente impossibilitado de exercer a profiss\u00e3o ou de substabelecer o mandato a colega seu para recorrer da decis\u00e3o, o que n\u00e3o ocorre no caso espec\u00edfico. (&#8230;) (EDcl no AgRg no AREsp n. 531.572\/RS, relator Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, julgado em 30\/8\/2018, DJe de 10\/9\/2018).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-19-2-2-resultado-final\"><a>19.2.2. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A doen\u00e7a que acomete o advogado somente pode constituir justa causa para autorizar a interposi\u00e7\u00e3o tardia de recurso se, sendo o \u00fanico procurador da parte, estiver o advogado totalmente impossibilitado de exercer a profiss\u00e3o ou de substabelecer o mandato a colega seu para recorrer da decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-do-consumidor\"><a>DIREITO DO CONSUMIDOR<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-20-nbsp-valor-a-ser-restituido-quando-da-devolucao-integral-do-valor-atualizado-pago-pelo-produto\"><a>20.&nbsp; Valor a ser restitu\u00eddo quando da devolu\u00e7\u00e3o integral do valor atualizado pago pelo produto<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 devida a devolu\u00e7\u00e3o integral do valor atualizado pago pelo produto, n\u00e3o sendo cab\u00edvel a restitui\u00e7\u00e3o de seu valor como usado, no caso de objeto que teve v\u00edcio redibit\u00f3rio reconhecido, ultrapassado o prazo para sanar o v\u00edcio, nos termos do art. 18 do CDC.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no AREsp 2.233.500-DF, Rel. Ministro Jo\u00e3o Ot\u00e1vio de Noronha, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 11\/9\/2023, DJe 13\/9\/2023. (Info. Ext. 15)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-20-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>20.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creide comprou um ve\u00edculo zero km. Ap\u00f3s menos de tr\u00eas anos de uso, o ve\u00edculo apresentou problemas no motor. Creide ent\u00e3o o levou at\u00e9 a concession\u00e1ria, a qual ficou de refazer o motor, mas informou que levaria mais de 90 dias, prazo esse n\u00e3o aceito pela consumidora que alega precisar do ve\u00edculo para trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformada, Creide ajuizou a\u00e7\u00e3o na qual requereu a devolu\u00e7\u00e3o do valor integral pago pelo ve\u00edculo, enquanto a concession\u00e1ria defende que deveria ser pago o valor da FIPE, considerando o per\u00edodo de utiliza\u00e7\u00e3o e desgaste do possante.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-20-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>20.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-20-2-1-questao-juridica\"><a>20.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CDC:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 18. Os fornecedores de produtos de consumo dur\u00e1veis ou n\u00e3o dur\u00e1veis respondem solidariamente pelos v\u00edcios de qualidade ou quantidade que os tornem impr\u00f3prios ou inadequados ao consumo a que se destinam ou lhes diminuam o valor, assim como por aqueles decorrentes da disparidade, com a indica\u00e7\u00f5es constantes do recipiente, da embalagem, rotulagem ou mensagem publicit\u00e1ria, respeitadas as varia\u00e7\u00f5es decorrentes de sua natureza, podendo o consumidor exigir a substitui\u00e7\u00e3o das partes viciadas.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-20-2-2-valor-pago-atualizado-ou-valor-do-usado\"><a>20.2.2. Valor pago atualizado ou valor do usado?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Valor total pago ATUALIZADO!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia cinge-se a averiguar se \u00e9 cab\u00edvel a restitui\u00e7\u00e3o do valor do objeto que teve o v\u00edcio redibit\u00f3rio reconhecido como usado ou se \u00e9 devida a devolu\u00e7\u00e3o integral do valor pago pelo produto.<\/p>\n\n\n\n<p>A atual jurisprud\u00eancia do STJ \u00e9 no sentido de que &#8220;a op\u00e7\u00e3o pela restitui\u00e7\u00e3o da quantia paga nada mais \u00e9 do que o exerc\u00edcio do direito de resolver o contrato em raz\u00e3o do inadimplemento, sendo que um dos efeitos da resolu\u00e7\u00e3o da aven\u00e7a consiste no retorno dos contraentes ao&nbsp;<em>status quo ante<\/em>. Para que o regresso ao estado anterior efetivamente se verifique, o fornecedor deve restituir ao consumidor o valor despendido por este no momento da aquisi\u00e7\u00e3o do produto viciado. O abatimento da quantia correspondente \u00e0 desvaloriza\u00e7\u00e3o do bem, haja vista a sua utiliza\u00e7\u00e3o pelo adquirente, n\u00e3o encontra respaldo na legisla\u00e7\u00e3o consumerista&#8221; (REsp 2.000.701\/PR, relatora Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 30\/8\/2022, DJe de 1\u00ba\/9\/2022).<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, o Tribunal de origem entendeu que, n\u00e3o obstante o v\u00edcio oculto na motocicleta, ele n\u00e3o foi integralmente solucionado no prazo de 30 dias. A pretens\u00e3o inicial n\u00e3o foi de indeniza\u00e7\u00e3o por perdas e danos, mas de redibi\u00e7\u00e3o, tendo em vista o v\u00edcio oculto na motocicleta nova adquirida, pleiteando a devolu\u00e7\u00e3o integral. Portanto, dentro das op\u00e7\u00f5es do art. 18 do CDC, seria devida a restitui\u00e7\u00e3o do valor do bem, que, para a Corte&nbsp;<em>a quo<\/em>, seria o valor de mercado na data que fora entregue na concession\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, a &#8220;aplica\u00e7\u00e3o da Tabela FIPE, em casos como o presente, n\u00e3o encontra guarida na jurisprud\u00eancia desta Corte Superior&#8221; (AREsp n. 2.242.191\/GO, Ministro Paulo de Tarso Sanseverino, julgado em 27\/2\/2023, DJe de 1\u00ba\/0\/2023) e, &#8220;<strong>ao estabelecer, no caso concreto, a devolu\u00e7\u00e3o ao consumidor, n\u00e3o do valor por ele efetivamente pago, mas de um valor a menor, considerando a utiliza\u00e7\u00e3o do bem viciado durante o lapso temporal at\u00e9 a solu\u00e7\u00e3o da controv\u00e9rsia, o TJDFT contrariou o disposto no art. 18, \u00a7 1\u00ba, II, do CDC, bem como a jurisprud\u00eancia desta Corte Superior, criando crit\u00e9rio diverso daquele previsto na lei de reg\u00eancia<\/strong>&#8221; (AgInt no REsp 1.845.875\/DF, relator Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma, julgado em 4\/5\/2020, DJe de 7\/5\/2020).<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, no que tange a objeto que teve v\u00edcio redibit\u00f3rio reconhecido, ultrapassado o prazo para sanar o v\u00edcio, nos termos do art. 18 do CDC, n\u00e3o \u00e9 cab\u00edvel a restitui\u00e7\u00e3o de seu valor como usado, sendo devida a devolu\u00e7\u00e3o integral do valor atualizado pago pelo produto.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-20-2-3-resultado-final\"><a>20.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 devida a devolu\u00e7\u00e3o integral do valor atualizado pago pelo produto, n\u00e3o sendo cab\u00edvel a restitui\u00e7\u00e3o de seu valor como usado, no caso de objeto que teve v\u00edcio redibit\u00f3rio reconhecido, ultrapassado o prazo para sanar o v\u00edcio, nos termos do art. 18 do CDC.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-21-nbsp-im-possibilidade-de-imposicao-aos-sites-de-intermediacao-de-venda-e-compra-a-previa-fiscalizacao-sobre-a-origem-de-todos-os-produtos-anunciados\"><a>21.&nbsp; (Im)Possibilidade de imposi\u00e7\u00e3o aos sites de intermedia\u00e7\u00e3o de venda e compra a pr\u00e9via fiscaliza\u00e7\u00e3o sobre a origem de todos os produtos anunciados<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DECLARAT\u00d3RIOS NO RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se pode impor aos sites de intermedia\u00e7\u00e3o de venda e compra a pr\u00e9via fiscaliza\u00e7\u00e3o sobre a origem de todos os produtos anunciados, na medida em que n\u00e3o constitui atividade intr\u00ednseca ao servi\u00e7o prestado.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt nos EDcl nos EDcl no REsp 1.890.786-DF, Rel. Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 30\/10\/2023, DJe 3\/11\/2023. <a>(Info. Ext. 15)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-21-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>21.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Embarcando na moda de vender cursos das mais diversas finalidades pelo Instagram, Creitinho resolveu lan\u00e7ar o curso \u201cPasso a passo para importa\u00e7\u00e3o legal de Cannabis para fins medicinais\u201d. Tudo legalizado e dentro das normas previstas. Ocorre que, depois de algum tempo, Creitinho verificou que algu\u00e9m baixou as aulas do curso e estava vendendo por valor muito abaixo por meio da plataforma\/site MercadoLivre.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformado, notificou o MercadoLivre para que retirasse o an\u00fancio, mas assim que um an\u00fancio do produto era retirado, outro com o mesmo conte\u00fado e pre\u00e7o era colocado por outro usu\u00e1rio. Sem paci\u00eancia, Creitinho ent\u00e3o ajuizou a\u00e7\u00e3o para que o MercadoLivre passasse a fiscalizar previamente todos os produtos anunciados, para que ent\u00e3o o seu parasse de ser \u201cpireteado\u201d.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-21-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>21.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-21-2-1-questao-juridica\"><a>21.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Marco Civil da Internet:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 19. Com o intuito de assegurar a liberdade de express\u00e3o e impedir a censura, o provedor de aplica\u00e7\u00f5es de internet somente poder\u00e1 ser responsabilizado civilmente por danos decorrentes de conte\u00fado gerado por terceiros se, ap\u00f3s ordem judicial espec\u00edfica, n\u00e3o tomar as provid\u00eancias para, no \u00e2mbito e nos limites t\u00e9cnicos do seu servi\u00e7o e dentro do prazo assinalado, tornar indispon\u00edvel o conte\u00fado apontado como infringente, ressalvadas as disposi\u00e7\u00f5es legais em contr\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-21-2-2-mercadolivre-que-lute\"><a>21.2.2. Mercadolivre que lute?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Obviamente que N\u00c3O!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento do STJ \u00e9 no sentido de que <strong>o conte\u00fado de terceiros apontado como infringente a ser removido, necessita ser previamente identificado, de forma clara e precisa, por meio de URL&#8217;s ou&nbsp;<em>links<\/em>, justamente para permitir a sua individualiza\u00e7\u00e3o e localiza\u00e7\u00e3o e, consequentemente, a sua adequada remo\u00e7\u00e3o<\/strong>. Logo, n\u00e3o se afigura vi\u00e1vel impor ao site de intermedia\u00e7\u00e3o de vendas uma pr\u00e9via fiscaliza\u00e7\u00e3o sobre a origem ou a legalidade dos produtos anunciados.<\/p>\n\n\n\n<p>Ressalta-se, ademais, que o art. 19 do Marco Civil da&nbsp;<em>Internet,<\/em>&nbsp;vigente \u00e0 \u00e9poca dos fatos, estabelece que o provedor de aplica\u00e7\u00e3o de&nbsp;<em>internet<\/em>&nbsp;n\u00e3o ser\u00e1 responsabilizado por danos decorrentes de conte\u00fados produzidos por terceiros, salvo se ap\u00f3s ordem judicial espec\u00edfica, n\u00e3o adotar provid\u00eancias para tornar indispon\u00edvel o conte\u00fado apontado como danoso. Nesse sentido, a mera cita\u00e7\u00e3o no processo e consequente ci\u00eancia dos documentos dos autos n\u00e3o \u00e9 suficiente apara configurar a responsabilidade do provedor. Citam-se precedentes desta Corte:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;3. Os provedores de aplica\u00e7\u00f5es de&nbsp;<em>internet<\/em>&nbsp;possuem regramento pr\u00f3prio acerca da responsabiliza\u00e7\u00e3o pela publica\u00e7\u00e3o de an\u00fancios no ambiente digital, o que afasta a incid\u00eancia da Lei n. 9.610\/1998 e atrai o disposto no art. 19, \u00a7 1\u00ba, da Lei n. 12.965\/2014 (Marco Civil da&nbsp;<em>Internet<\/em>). 4. &#8220;A ordem que determina a retirada de um conte\u00fado da&nbsp;<em>internet<\/em>&nbsp;deve ser proveniente do poder judici\u00e1rio e, como requisito de validade, deve ser identificada claramente. O Marco Civil da&nbsp;<em>Internet<\/em>&nbsp;elenca, entre os requisitos de validade da ordem judicial para a retirada de conte\u00fado infringente, a &#8216;identifica\u00e7\u00e3o clara e espec\u00edfica do conte\u00fado&#8217;, sob pena de nulidade, sendo necess\u00e1rio, portanto, a indica\u00e7\u00e3o do localizador URL&#8221;. (..) REsp n. 1.694.405\/RJ, Terceira Turma). (&#8230;)&#8221; (REsp n. 1.763.517\/SP, relator Ministro Jo\u00e3o Ot\u00e1vio de Noronha, Quarta Turma, julgado em 5\/9\/2023, DJe de 8\/9\/2023.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;(&#8230;) 4. A jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a est\u00e1 amplamente consolidada no sentido de afirmar que a responsabilidade dos provedores de aplica\u00e7\u00e3o da&nbsp;<em>internet<\/em>, por conte\u00fado gerado de terceiro, \u00e9 subjetiva e solid\u00e1ria, somente nas hip\u00f3teses em que, ap\u00f3s ordem judicial, negar ou retardar indevidamente a retirada do conte\u00fado. 5. A motiva\u00e7\u00e3o do conte\u00fado divulgado de forma indevida \u00e9 indiferente para a incid\u00eancia do art. 19, do Marco Civil da&nbsp;<em>Internet<\/em>. (&#8230;)&#8221; (REsp n. 1.993.896\/SP, relatora Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 17\/5\/2022, DJe de 19\/5\/2022).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-21-2-3-resultado-final\"><a>21.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se pode impor aos sites de intermedia\u00e7\u00e3o de venda e compra a pr\u00e9via fiscaliza\u00e7\u00e3o sobre a origem de todos os produtos anunciados, na medida em que n\u00e3o constitui atividade intr\u00ednseca ao servi\u00e7o prestado.<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-cb2e4eed-2429-48ff-aa91-3a3f5ad39c75\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/02\/13024109\/stj-informativo-ed-ext-15.pdf\">stj-informativo-ed-ext-15<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/02\/13024109\/stj-informativo-ed-ext-15.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-cb2e4eed-2429-48ff-aa91-3a3f5ad39c75\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Informativo do STJ\u00a0COMENTADO saindo do forno (quentinho) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! 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