{"id":1347747,"date":"2024-02-06T01:09:35","date_gmt":"2024-02-06T04:09:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1347747"},"modified":"2024-02-06T01:09:37","modified_gmt":"2024-02-06T04:09:37","slug":"informativo-stj-comentado-revisao-2023-3-consumidor-e-empresarial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-comentado-revisao-2023-3-consumidor-e-empresarial\/","title":{"rendered":"Informativo STJ Comentado &#8211; Revis\u00e3o 2023.3 Consumidor e Empresarial"},"content":{"rendered":"\n<p>Informativo do STJ\u00a0<strong>COMENTADO<\/strong>. N\u00e3o paramos nem nas f\u00e9rias! Bora revisar o que de mais importante apareceu em 2023, em nossa parte 3 vamos para Direito do Consumidor e Empresarial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/02\/06010923\/stj-rev-23-iii-consumidor-_-empresarial.pdf\" rel=\"sponsored nofollow\">DOWNLOAD do PDF<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_POzeIX23Vq0\"><div id=\"lyte_POzeIX23Vq0\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/POzeIX23Vq0\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/POzeIX23Vq0\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/POzeIX23Vq0\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-consumidor\"><a>DIREITO CONSUMIDOR<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-abrangencia-da-internacao-domiciliar-em-substituicao-a-internacao-hospitalar\"><a><\/a><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Abrang\u00eancia da interna\u00e7\u00e3o domiciliar em substitui\u00e7\u00e3o \u00e0 interna\u00e7\u00e3o hospitalar<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A cobertura de interna\u00e7\u00e3o domiciliar, em substitui\u00e7\u00e3o \u00e0 interna\u00e7\u00e3o hospitalar, deve abranger os insumos necess\u00e1rios para garantir a efetiva assist\u00eancia m\u00e9dica ao benefici\u00e1rio &#8211; insumos a que ele faria jus caso estivesse internado no hospital -, sob pena de desvirtuamento da finalidade do atendimento em domic\u00edlio, de comprometimento de seus benef\u00edcios e da sua subutiliza\u00e7\u00e3o enquanto tratamento de sa\u00fade substitutivo \u00e0 perman\u00eancia em hospital.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.017.759-MS, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 14\/2\/2023. (Info 765)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a><\/a><a>1.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Tadeu, curador de Judite, ajuizou a\u00e7\u00e3o em face de MaisSa\u00fade pretendendo o custeio do tratamento m\u00e9dico na modalidade de <em>home care<\/em>, incluindo os insumos necess\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, a operadora do plano de sa\u00fade sustenta n\u00e3o haver qualquer previs\u00e3o na Lei que imponha o dever das operadoras de planos de sa\u00fade em prestar atendimento domiciliar e que o <em>home care<\/em> seria uma liberalidade da operadora para pacientes que efetivamente apresentem necessidade do tratamento em regime de interna\u00e7\u00e3o domiciliar, j\u00e1 que n\u00e3o possui cobertura contratual.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>1.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-questao-juridica\"><a>1.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 9.656\/1998:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 12.&nbsp; S\u00e3o facultadas a oferta, a contrata\u00e7\u00e3o e a vig\u00eancia dos produtos de que tratam o inciso I e o \u00a7 1o do art. 1o desta Lei, nas segmenta\u00e7\u00f5es previstas nos incisos I a IV deste artigo, respeitadas as respectivas amplitudes de cobertura definidas no plano-refer\u00eancia de que trata o art. 10, segundo as seguintes exig\u00eancias m\u00ednimas:<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; quando incluir interna\u00e7\u00e3o hospitalar:<\/p>\n\n\n\n<p>c) cobertura de despesas referentes a honor\u00e1rios m\u00e9dicos, servi\u00e7os gerais de enfermagem e alimenta\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p>d)&nbsp;cobertura de exames complementares indispens\u00e1veis para o controle da evolu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a e elucida\u00e7\u00e3o diagn\u00f3stica, fornecimento de medicamentos, anest\u00e9sicos, gases medicinais, transfus\u00f5es e sess\u00f5es de quimioterapia e radioterapia, conforme prescri\u00e7\u00e3o do m\u00e9dico assistente, realizados ou ministrados durante o per\u00edodo de interna\u00e7\u00e3o hospitalar<\/p>\n\n\n\n<p>e)&nbsp;cobertura de toda e qualquer taxa, incluindo materiais utilizados, assim como da remo\u00e7\u00e3o do paciente, comprovadamente necess\u00e1ria, para outro estabelecimento hospitalar, dentro dos limites de abrang\u00eancia geogr\u00e1fica previstos no contrato, em territ\u00f3rio brasileiro; e&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>g)&nbsp;cobertura para tratamentos antineopl\u00e1sicos ambulatoriais e domiciliares de uso oral, procedimentos radioter\u00e1picos para tratamento de c\u00e2ncer e hemoterapia, na qualidade de procedimentos cuja necessidade esteja relacionada \u00e0 continuidade da assist\u00eancia prestada em \u00e2mbito de interna\u00e7\u00e3o hospitalar;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-a-internacao-em-home-care-deve-abranger-tambem-os-insumos\"><a>1.2.2. A interna\u00e7\u00e3o em <em>home care<\/em> deve abranger tamb\u00e9m os insumos?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na sa\u00fade suplementar, os Servi\u00e7os de Aten\u00e7\u00e3o Domiciliar &#8211; SAD, na modalidade de interna\u00e7\u00e3o domiciliar PODEM ser oferecidos pelas operadoras como alternativa \u00e0 interna\u00e7\u00e3o hospitalar. Somente o m\u00e9dico assistente do benefici\u00e1rio poder\u00e1 determinar se h\u00e1 ou n\u00e3o indica\u00e7\u00e3o de interna\u00e7\u00e3o domiciliar em substitui\u00e7\u00e3o \u00e0 interna\u00e7\u00e3o hospitalar e a operadora n\u00e3o pode suspender uma interna\u00e7\u00e3o hospitalar pelo simples pedido de interna\u00e7\u00e3o domiciliar. <strong>Caso a operadora n\u00e3o concorde em oferecer o servi\u00e7o de interna\u00e7\u00e3o domiciliar, dever\u00e1 manter o benefici\u00e1rio internado at\u00e9 sua alta hospitalar<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Acrescenta-se a isso que, nos termos da jurisprud\u00eancia do STJ, &#8220;<strong>\u00e9 abusiva a cl\u00e1usula contratual que veda a interna\u00e7\u00e3o domiciliar (<em>home care<\/em>) como alternativa \u00e0 interna\u00e7\u00e3o hospitalar<\/strong>&#8220;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quando a operadora, por sua livre iniciativa ou por previs\u00e3o contratual, oferecer a interna\u00e7\u00e3o domiciliar como alternativa \u00e0 interna\u00e7\u00e3o hospitalar, o Servi\u00e7o de Aten\u00e7\u00e3o Domiciliar &#8211; SAD dever\u00e1 obedecer \u00e0s exig\u00eancias m\u00ednimas<\/strong> previstas na <a>Lei n. 9.656\/1998<\/a>, para os planos de segmenta\u00e7\u00e3o hospitalar, em especial o disposto nas al\u00edneas &#8220;c&#8221;, &#8220;d&#8221;, &#8220;e&#8221; e &#8220;g&#8221;, do inciso II do artigo 12 da referida Lei.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 dizer, a cobertura de interna\u00e7\u00e3o domiciliar, em substitui\u00e7\u00e3o \u00e0 interna\u00e7\u00e3o hospitalar, deve abranger os insumos necess\u00e1rios para garantir a efetiva assist\u00eancia m\u00e9dica ao benefici\u00e1rio, ou seja, aqueles insumos a que ele faria jus acaso estivesse internado no hospital, sob pena de DESVIRTUAMENTO da finalidade do atendimento em domic\u00edlio, de comprometimento de seus benef\u00edcios, e da sua subutiliza\u00e7\u00e3o enquanto tratamento de sa\u00fade substitutivo \u00e0 perman\u00eancia em hospital.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sinal, o atendimento domiciliar deficiente, nessas hip\u00f3teses, levar\u00e1, ao fim e ao cabo, a novas interna\u00e7\u00f5es hospitalares, as quais obrigar\u00e3o a operadora, inevitavelmente, ao custeio integral de todos os procedimentos e eventos delas decorrentes.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o por outro motivo, a Terceira Turma, no julgamento do REsp 1.378.707\/RJ (julgado em 26\/5\/2015, DJe 15\/6\/2015), decidiu, \u00e0 unanimidade, que &#8220;nos contratos de plano de sa\u00fade sem contrata\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, o servi\u00e7o de interna\u00e7\u00e3o domiciliar (<em>home care<\/em>) pode ser utilizado em substitui\u00e7\u00e3o \u00e0 interna\u00e7\u00e3o hospitalar, desde que observados certos requisitos como a indica\u00e7\u00e3o do m\u00e9dico assistente, a concord\u00e2ncia do paciente e a n\u00e3o afeta\u00e7\u00e3o do equil\u00edbrio contratual nas hip\u00f3teses em que o custo do atendimento domiciliar por dia supera o custo di\u00e1rio em hospital&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-3-resultado-final\"><a>1.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A cobertura de interna\u00e7\u00e3o domiciliar, em substitui\u00e7\u00e3o \u00e0 interna\u00e7\u00e3o hospitalar, deve abranger os insumos necess\u00e1rios para garantir a efetiva assist\u00eancia m\u00e9dica ao benefici\u00e1rio &#8211; insumos a que ele faria jus caso estivesse internado no hospital -, sob pena de desvirtuamento da finalidade do atendimento em domic\u00edlio, de comprometimento de seus benef\u00edcios e da sua subutiliza\u00e7\u00e3o enquanto tratamento de sa\u00fade substitutivo \u00e0 perman\u00eancia em hospital.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-dever-do-plano-de-saude-de-reembolsar-as-despesas-medico-hospitalares-realizadas-por-beneficiario-fora-da-rede-credenciada-na-hipotese-em-que-descumpre-o-dever-de-garantir-o-atendimento-no-mesmo-municipio\"><a><\/a><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dever do plano de sa\u00fade de reembolsar as despesas m\u00e9dico-hospitalares realizadas por benefici\u00e1rio fora da rede credenciada na hip\u00f3tese em que descumpre o dever de garantir o atendimento no mesmo munic\u00edpio<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>PROCESSO SOB SEGREDO DE JUSTI\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Plano de sa\u00fade tem o dever de reembolsar as despesas m\u00e9dico-hospitalares realizadas por benefici\u00e1rio fora da rede credenciada na hip\u00f3tese em que descumpre o dever de garantir o atendimento no mesmo munic\u00edpio, ainda que por prestador n\u00e3o integrante da rede assistencial.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministro Luis Felipe Salom\u00e3o, Rel. para ac\u00f3rd\u00e3o Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, por maioria, julgado em 27\/9\/2022, DJe 16\/2\/2023. (Info 765)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a><\/a><a>2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Crementino \u00e9 benefici\u00e1rio do plano de sa\u00fade Unimais. Ocorre que Crementino reside em uma cidade pequena, sem rede credenciada no referido plano. Quando necess\u00e1rio, Crementino se desloca para a cidade maior mais pr\u00f3xima onde a cobertura do plano \u00e9 mais ampla.<\/p>\n\n\n\n<p>Em um belo dia, Crementino necessitou de tratamento urgente, raz\u00e3o pela qual buscou atendimento no pr\u00f3prio munic\u00edpio de resid\u00eancia em um prestador n\u00e3o integrante da rede assistencial do plano. Pagou as despesas m\u00e9dicas hospitalares e requereu o reembolso ao plano de sa\u00fade, que negou o pedido sob a alega\u00e7\u00e3o de inexist\u00eancia de obriga\u00e7\u00e3o de reembolso.<\/p>\n\n\n\n<p>*Processo sob segredo de justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-o-plano-deve-reembolsar-os-valores\"><a>2.2.1. O plano deve reembolsar os valores?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Controv\u00e9rsia afeta \u00e0 possibilidade de considerar cumprida a obriga\u00e7\u00e3o do plano de garantir acesso do benefici\u00e1rio aos servi\u00e7os e procedimentos para atendimento das coberturas, na hip\u00f3tese de indisponibilidade de prestador de servi\u00e7o credenciado no munic\u00edpio de abrang\u00eancia do plano, quando existir hospital credenciado em munic\u00edpio lim\u00edtrofe.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nos termos da Resolu\u00e7\u00e3o Normativa n. 259\/2011 da Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade Suplementar (ANS), em caso de indisponibilidade de prestador credenciado da rede assistencial que ofere\u00e7a o servi\u00e7o ou procedimento demandado, no munic\u00edpio pertencente \u00e0 \u00e1rea geogr\u00e1fica de abrang\u00eancia e \u00e0 \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o do produto, a operadora dever\u00e1 garantir o atendimento, preferencialmente, no \u00e2mbito do mesmo munic\u00edpio, ainda que por prestador n\u00e3o integrante da rede assistencial da operadora do plano de sa\u00fade<\/strong>, cujo pagamento se dar\u00e1 mediante acordo entre as partes (operadora do plano e prestador).<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, se o caso,<strong> competia \u00e0 operadora de sa\u00fade ter realizado a indica\u00e7\u00e3o de prestador n\u00e3o credenciado para o atendimento da benefici\u00e1ria no munic\u00edpio de abrang\u00eancia<\/strong>, sendo certo que o pagamento se daria &#8220;mediante acordo entre as partes&#8221;, ou seja, entre a operadora e o prestador do servi\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ressalte-se, que, nessas hip\u00f3teses, a operadora tem a obriga\u00e7\u00e3o, ainda, de custear o transporte do benefici\u00e1rio (ida e volta) e se, por qualquer motivo, descumprir a garantia de atendimento, incidir\u00e1 o disposto no artigo 9\u00ba, que prev\u00ea reembolso integral.<\/p>\n\n\n\n<p>Seja em raz\u00e3o da primazia do atendimento no munic\u00edpio pertencente \u00e0 \u00e1rea geogr\u00e1fica de abrang\u00eancia, ainda que por prestador n\u00e3o integrante da rede credenciada, seja em virtude da n\u00e3o indica\u00e7\u00e3o, pela operadora, de prestador junto ao qual tenha firmado acordo, bem como diante da impossibilidade de a parte autora se locomover a munic\u00edpio lim\u00edtrofe, afigura-se devido o reembolso integral das despesas realizadas, no prazo de 30 (trinta) dias, contado da data da solicita\u00e7\u00e3o de reembolso, conforme previs\u00e3o expressa do artigo 9\u00b0 da RN n. 259\/11 da ANS.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-resultado-final\"><a>2.2.2. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Plano de sa\u00fade tem o dever de reembolsar as despesas m\u00e9dico-hospitalares realizadas por benefici\u00e1rio fora da rede credenciada na hip\u00f3tese em que descumpre o dever de garantir o atendimento no mesmo munic\u00edpio, ainda que por prestador n\u00e3o integrante da rede assistencial.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-i-licitude-da-peca-publicitaria-em-que-o-fabricante-ou-o-prestador-de-servico-se-autoavalia-como-o-melhor-naquilo-que-faz\"><a><\/a><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (I)Licitude da pe\u00e7a publicit\u00e1ria em que o fabricante ou o prestador de servi\u00e7o se autoavalia como o melhor naquilo que faz<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 l\u00edcita a pe\u00e7a publicit\u00e1ria em que o fabricante ou o prestador de servi\u00e7o se autoavalia como o melhor naquilo que faz, pr\u00e1tica caracterizada como puffing (n\u00e3o il\u00edcita).<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.759.745-SP, Rel. Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 28\/2\/2023. (Info 765)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a><\/a><a>3.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A Unilever, dona da marca de maionese Helmann\u00b4s, acionou o CADE para determinar a suspens\u00e3o do uso das express\u00f5es \u201cHeinz, o ketchup mais consumido do mundo\u201d e \u201cHeinz, melhor em tudo o que faz\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformada, Heinz Brasil ajuizou a\u00e7\u00e3o alegando a ilegalidade da suspens\u00e3o. A senten\u00e7a considerou as express\u00f5es l\u00edcitas, mas determinou que a frase referente ao maior consumo fosse acompanhada de fonte de pesquisa que confirmasse a informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformada, Unilever interp\u00f4s recurso especial no qual sustenta que a utiliza\u00e7\u00e3o de tais express\u00f5es seria propaganda enganosa. Alega ainda que a frase \u201cmelhor em tudo o que faz\u201d n\u00e3o seria pass\u00edvel de medi\u00e7\u00e3o objetiva pelo consumidor.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>3.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-questao-juridica\"><a>3.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Defesa do Consumidor:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 37. \u00c9 proibida toda publicidade enganosa ou abusiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Lei da Propriedade Industrial:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 195. Comete crime de concorr\u00eancia desleal quem:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I &#8211; publica, por qualquer meio, falsa afirma\u00e7\u00e3o, em detrimento de concorrente, com o fim de obter vantagem;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>II &#8211; presta ou divulga, acerca de concorrente, falsa informa\u00e7\u00e3o, com o fim de obter vantagem;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>III &#8211; emprega meio fraudulento, para desviar, em proveito pr\u00f3prio ou alheio, clientela de outrem;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>IV &#8211; usa express\u00e3o ou sinal de propaganda alheios, ou os imita, de modo a criar confus\u00e3o entre os produtos ou estabelecimentos;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>V &#8211; usa, indevidamente, nome comercial, t\u00edtulo de estabelecimento ou ins\u00edgnia alheios ou vende, exp\u00f5e ou oferece \u00e0 venda ou tem em estoque produto com essas refer\u00eancias;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>VI &#8211; substitui, pelo seu pr\u00f3prio nome ou raz\u00e3o social, em produto de outrem, o nome ou raz\u00e3o social deste, sem o seu consentimento;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>VII &#8211; atribui-se, como meio de propaganda, recompensa ou distin\u00e7\u00e3o que n\u00e3o obteve;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>VIII &#8211; vende ou exp\u00f5e ou oferece \u00e0 venda, em recipiente ou inv\u00f3lucro de outrem, produto adulterado ou falsificado, ou dele se utiliza para negociar com produto da mesma esp\u00e9cie, embora n\u00e3o adulterado ou falsificado, se o fato n\u00e3o constitui crime mais grave;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>IX &#8211; d\u00e1 ou promete dinheiro ou outra utilidade a empregado de concorrente, para que o empregado, faltando ao dever do emprego, lhe proporcione vantagem;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>X &#8211; recebe dinheiro ou outra utilidade, ou aceita promessa de paga ou recompensa, para, faltando ao dever de empregado, proporcionar vantagem a concorrente do empregador;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>XI &#8211; divulga, explora ou utiliza-se, sem autoriza\u00e7\u00e3o, de conhecimentos, informa\u00e7\u00f5es ou dados confidenciais, utiliz\u00e1veis na ind\u00fastria, com\u00e9rcio ou presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, exclu\u00eddos aqueles que sejam de conhecimento p\u00fablico ou que sejam evidentes para um t\u00e9cnico no assunto, a que teve acesso mediante rela\u00e7\u00e3o contratual ou empregat\u00edcia, mesmo ap\u00f3s o t\u00e9rmino do contrato;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>XII &#8211; divulga, explora ou utiliza-se, sem autoriza\u00e7\u00e3o, de conhecimentos ou informa\u00e7\u00f5es a que se refere o inciso anterior, obtidos por meios il\u00edcitos ou a que teve acesso mediante fraude; ou<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>XIII &#8211; vende, exp\u00f5e ou oferece \u00e0 venda produto, declarando ser objeto de patente depositada, ou concedida, ou de desenho industrial registrado, que n\u00e3o o seja, ou menciona-o, em an\u00fancio ou papel comercial, como depositado ou patenteado, ou registrado, sem o ser;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>XIV &#8211; divulga, explora ou utiliza-se, sem autoriza\u00e7\u00e3o, de resultados de testes ou outros dados n\u00e3o divulgados, cuja elabora\u00e7\u00e3o envolva esfor\u00e7o consider\u00e1vel e que tenham sido apresentados a entidades governamentais como condi\u00e7\u00e3o para aprovar a comercializa\u00e7\u00e3o de produtos.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-tudo-certo-arnaldo\"><a>3.2.2. Tudo certo, Arnaldo?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Segue o jogo!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia a determinar se configuraria propaganda enganosa ou concorr\u00eancia desleal a utiliza\u00e7\u00e3o do&nbsp;<em>claim<\/em>&nbsp;&#8220;Melhor em tudo o que faz&#8221;, pois seria uma informa\u00e7\u00e3o pass\u00edvel de medi\u00e7\u00e3o objetiva.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Essa express\u00e3o caracteriza-se como&nbsp;<em>puffing<\/em>, sendo forma de publicidade que utiliza o exagero publicit\u00e1rio como m\u00e9todo de convencimento dos consumidores<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A respeito deste m\u00e9todo publicit\u00e1rio, a doutrina aponta que &#8220;haver\u00e1 muitos casos em que o&nbsp;<em>puffing<\/em>, ainda que utilizado intencionalmente para atrair o consumidor incauto, acaba n\u00e3o podendo ser capaz de tornar enganoso o an\u00fancio. Isso \u00e9 muito comum nos casos dos aspectos subjetivos t\u00edpicos dos produtos ou servi\u00e7os: quando se diz que \u00e9 o &#8216;mais gostoso&#8217;; tenha &#8216;o melhor paladar&#8217;; &#8216;o melhor sabor&#8217;; &#8216;o lugar mais aconchegante&#8217;; &#8216;o mais acolhedor&#8217;; &#8216;a melhor com\u00e9dia&#8217;; &#8216;o filme do ano&#8217;; etc. Como tais afirma\u00e7\u00f5es dependem de uma avalia\u00e7\u00e3o cr\u00edtica (ou n\u00e3o) subjetiva de cada consumidor, fica dif\u00edcil, sen\u00e3o imposs\u00edvel, atribuir de fato a possibilidade da prova da verdade da afirma\u00e7\u00e3o. <strong>Afinal, gosto \u00e9 dif\u00edcil de discutir<\/strong>&#8220;.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, de acordo com o exposto nas raz\u00f5es do especial, as pe\u00e7as publicit\u00e1rias dariam a entender ser o seu produto melhor do que outros em rela\u00e7\u00e3o aos atributos cor, consist\u00eancia e sabor, e, por esse motivo, a ocorr\u00eancia de propaganda enganosa, bem como concorr\u00eancia desleal capazes de violar, respectivamente, o art. 37 do C\u00f3digo de Defesa do Consumidor e o art. 195 da Lei da Propriedade Industrial.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, n\u00e3o \u00e9 razo\u00e1vel proibir o fabricante ou prestador de servi\u00e7o de se autoproclamar o melhor naquilo que faz, mormente porque essa \u00e9 a autoavalia\u00e7\u00e3o do seu produto e a meta a ser alcan\u00e7ada, ainda mais quando n\u00e3o h\u00e1 nenhuma mensagem depreciativa no tocante aos seus concorrentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, <strong>a empresa concorrente, em sua argumenta\u00e7\u00e3o, realiza uma excessiva infantiliza\u00e7\u00e3o do consumidor m\u00e9dio brasileiro<\/strong>, como se a partir de determinada pe\u00e7a publicit\u00e1ria tudo fosse levado ao p\u00e9 da letra, ignorando a relev\u00e2ncia das prefer\u00eancias pessoais, bem como a an\u00e1lise subjetiva de custo-benef\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>Percebe-se, desse modo, que os exemplos indicados pela doutrina como de&nbsp;<em>puffing<\/em>&nbsp;se amoldam perfeitamente \u00e0 hip\u00f3tese&nbsp;<em>sub judice<\/em>, qual seja, uma afirma\u00e7\u00e3o exagerada que depende de uma avalia\u00e7\u00e3o cr\u00edtica subjetiva para averigua\u00e7\u00e3o, n\u00e3o sendo poss\u00edvel mensura\u00e7\u00e3o objetiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, caso se considere existir conte\u00fado comparativo na express\u00e3o entre o produto de uma empresa e os demais da mesma esp\u00e9cie oferecidos no mercado, o entendimento do STJ firmou-se no sentido de admitir a publicidade comparativa, desde que obede\u00e7a ao princ\u00edpio da veracidade das informa\u00e7\u00f5es, seja objetiva e n\u00e3o abusiva. <strong>A propaganda ilegal \u00e9 aquela que induz em erro o consumidor, causando confus\u00e3o entre as marcas, ocorrendo de maneira a depreciar a marca do concorrente, com o consequente desvio de sua clientela, prestando informa\u00e7\u00f5es falsas e n\u00e3o objetivas<\/strong> (REsp 1.377.911\/SP, relator Ministro Luis Felipe Salom\u00e3o, Quarta Turma, julgado em 2\/10\/2014, DJe 19\/12\/2014).<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1, na express\u00e3o veiculada nas propagandas comerciais, nenhuma deprecia\u00e7\u00e3o aos produtos de suas concorrentes, apenas exorta\u00e7\u00e3o ao seu pr\u00f3prio, o que n\u00e3o \u00e9 vedado pela legisla\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, \u00e9 L\u00cdCITA a utiliza\u00e7\u00e3o da frase &#8220;Melhor em tudo o que faz&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-3-resultado-final\"><a>3.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 l\u00edcita a pe\u00e7a publicit\u00e1ria em que o fabricante ou o prestador de servi\u00e7o se autoavalia como o melhor naquilo que faz, pr\u00e1tica caracterizada como puffing.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-responsabilidade-do-shopping-center-e-estacionamento-vinculado-em-caso-de-roubo-a-mao-armada-ocorrido-na-cancela-para-ingresso-no-estabelecimento-comercial-em-via-publica\"><a><\/a><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Responsabilidade do shopping center e estacionamento vinculado em caso de roubo \u00e0 m\u00e3o armada ocorrido na cancela para ingresso no estabelecimento comercial, em via p\u00fablica<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>O shopping center e o estacionamento vinculado a ele podem ser responsabilizados por roubo \u00e0 m\u00e3o armada ocorrido na cancela para ingresso no estabelecimento comercial, em via p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.031.816-RJ, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 14\/3\/2023. (Info 767)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a><\/a><a>4.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Maur\u00edcio, parou seu ve\u00edculo Palio 1997 na cancela do shopping center para apertar o bot\u00e3o e pegar o ticket do estacionamento. Eis que foi assaltado por um indiv\u00edduo armado que levou sua carteira, rel\u00f3gio e celular. N\u00e3o havia qualquer agente de seguran\u00e7a no local.<\/p>\n\n\n\n<p>Chateado, Maur\u00edcio ajuizou a\u00e7\u00e3o requerendo a condena\u00e7\u00e3o do shopping em danos morais e materiais. Em sua defesa, o shopping e o estacionamento vinculado alegaram que o assalto ocorreu na parte de fora da cancela, ou seja, em via p\u00fablica, o que lhes retiraria a responsabilidade pelo ocorrido.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>4.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-possivel-a-responsabilizacao-do-shopping-e-estacionamento\"><a>4.2.1. Poss\u00edvel a responsabiliza\u00e7\u00e3o do Shopping e estacionamento?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Pragmaticamente, <strong>incide o regramento consumerista no percurso relacionado com a presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o e, notadamente, quando o fornecedor dele se vale no interesse de atrair o consumidor<\/strong>. Assim, na hip\u00f3tese de se exigir do consumidor determinada conduta para que usufrua do servi\u00e7o prestado pela fornecedora, colocando-o em vulnerabilidade n\u00e3o s\u00f3 jur\u00eddica, mas sobretudo f\u00e1tica, ainda que momentaneamente, se houver falha na presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o, ser\u00e1 o fornecedor obrigado a indeniz\u00e1-lo.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa linha de racioc\u00ednio, quando o consumidor, com a finalidade de ingressar no estacionamento de&nbsp;<em>shopping center<\/em>, tem de reduzir a velocidade ou at\u00e9 mesmo parar seu ve\u00edculo e se submeter \u00e0 cancela &#8211; barreira f\u00edsica imposta pelo fornecedor e em seu benef\u00edcio &#8211; incide a prote\u00e7\u00e3o consumerista, ainda que o consumidor n\u00e3o tenha ultrapassado referido obst\u00e1culo e mesmo que este esteja localizado na via p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa hip\u00f3tese, o consumidor se encontra, de fato, na \u00e1rea de presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o oferecido pelo estabelecimento comercial. Por conseguinte, tamb\u00e9m nessa \u00e1rea incidem os deveres inerentes \u00e0s rela\u00e7\u00f5es consumeristas e ao fornecimento de seguran\u00e7a indispens\u00e1vel que se espera dos estacionamentos de&nbsp;<em>shoppings centers.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O STJ analisou situa\u00e7\u00e3o parecida, na qual o consumidor que se encontrava dentro de estacionamento de&nbsp;<em>shopping center<\/em>, ao parar na cancela para sair do referido estabelecimento, foi surpreendido pela abordagem de indiv\u00edduos com arma de fogo que tentaram subtrair seus pertences (REsp 1.269.691\/PB, Quarta Turma, DJe 5\/3\/2014).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Da mesma maneira como sucede com a sa\u00edda, o consumidor tamb\u00e9m est\u00e1 sujeito a tal vulnerabilidade ao ingressar no estabelecimento<\/strong>. \u00c9 necess\u00e1rio que aquele, a fim de utilizar o servi\u00e7o oferecido pela recorrente, permane\u00e7a &#8211; ainda que por pouco tempo &#8211; desprotegido ao esperar a emiss\u00e3o do ticket e o levantamento da cancela.<\/p>\n\n\n\n<p>Inclusive, a \u00fanica raz\u00e3o para que o consumidor permane\u00e7a desprotegido, aguardando a abertura da cancela, \u00e9, justamente, para ingressar no estabelecimento do fornecedor. Logo, <strong>n\u00e3o pode o&nbsp;<em>shopping center<\/em>&nbsp;buscar afastar sua responsabilidade por aquilo que criou para se beneficiar e que tamb\u00e9m lhe incumbe proteger, sob pena de violar at\u00e9 mesmo o comando da boa-f\u00e9 objetiva e o princ\u00edpio da prote\u00e7\u00e3o contratual do consumidor<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Em s\u00edntese, o&nbsp;<em>shopping center<\/em>&nbsp;e o estacionamento vinculado podem ser responsabilizados por defeitos na presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o n\u00e3o s\u00f3 quando o consumidor se encontra efetivamente dentro da \u00e1rea assegurada, mas tamb\u00e9m quando se submete \u00e0 cancela para ingressar no estabelecimento comercial.<\/p>\n\n\n\n<p>No que tange especificamente \u00e0 responsabilidade de<em>&nbsp;shoppings centers<\/em>, este Superior Tribunal de Justi\u00e7a, &#8220;conferindo interpreta\u00e7\u00e3o extensiva \u00e0 S\u00famula n. 130\/STJ, entende que estabelecimentos comerciais, tais como grandes&nbsp;<em>shoppings centers<\/em>&nbsp;e hipermercados, ao oferecerem estacionamento, ainda que gratuito, respondem pelos assaltos \u00e0 m\u00e3o armada praticados contra os clientes quando, apesar de o estacionamento n\u00e3o ser inerente \u00e0 natureza do servi\u00e7o prestado, gera leg\u00edtima expectativa de seguran\u00e7a ao cliente em troca dos benef\u00edcios financeiros indiretos decorrentes desse acr\u00e9scimo de conforto aos consumidores&#8221; (EREsp 1.431.606\/SP, Segunda Se\u00e7\u00e3o, DJe 2\/5\/2019) &#8211; com exce\u00e7\u00e3o da hip\u00f3tese em que o estacionamento representa &#8220;mera comodidade, sendo \u00e1rea aberta, gratuita e de livre acesso por todos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, n\u00e3o cabe d\u00favida de que a empresa que agrega ao seu neg\u00f3cio um servi\u00e7o visando \u00e0 comodidade e \u00e0 seguran\u00e7a do cliente deve responder por eventuais defeitos ou defici\u00eancias na sua presta\u00e7\u00e3o. Afinal, servi\u00e7os dessa natureza n\u00e3o t\u00eam outro objetivo sen\u00e3o atrair um n\u00famero maior de consumidores ao estabelecimento, incrementando o movimento e, por via de consequ\u00eancia, o lucro, devendo o fornecedor, portanto, suportar os \u00f4nus respectivos.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos termos expostos, pode-se concluir que o&nbsp;<em>shopping center<\/em>&nbsp;que oferece estacionamento responde por roubo perpetrado por terceiro \u00e0 m\u00e3o armada ocorrido na cancela para ingresso no estabelecimento, uma vez que gerou no consumidor expectativa leg\u00edtima de seguran\u00e7a em troca dos benef\u00edcios financeiros que percebera indiretamente.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-resultado-final\"><a>4.2.2. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O shopping center e o estacionamento vinculado a ele podem ser responsabilizados por roubo \u00e0 m\u00e3o armada ocorrido na cancela para ingresso no estabelecimento comercial, em via p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-requisitos-da-notificacao-do-consumidor-acerca-da-inscricao-de-seu-nome-em-cadastro-restritivo-de-credito\"><a><\/a><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Requisitos da notifica\u00e7\u00e3o do consumidor acerca da inscri\u00e7\u00e3o de seu nome em cadastro restritivo de cr\u00e9dito<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A notifica\u00e7\u00e3o do consumidor acerca da inscri\u00e7\u00e3o de seu nome em cadastro restritivo de cr\u00e9dito exige o pr\u00e9vio envio de correspond\u00eancia ao seu endere\u00e7o, sendo vedada a notifica\u00e7\u00e3o exclusiva por meio de e-mail ou mensagem de texto de celular (SMS).<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.056.285-RS, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 25\/4\/2023, DJe 27\/4\/2023. (Info 773)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a><\/a><a>5.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Craudete ajuizou a\u00e7\u00e3o objetivando o cancelamento de inscri\u00e7\u00f5es negativas realizadas em seu nome junto a \u00f3rg\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito. O CPC, por sua vez, sustenta que teria notificado a devedora por meio de SMS e e-mail.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformada, Craudete interp\u00f4s sucessivos recursos alegando que caberia ao \u00f3rg\u00e3o mantenedor do Cadastro de Prote\u00e7\u00e3o ao Cr\u00e9dito a notifica\u00e7\u00e3o postal do devedor antes de proceder \u00e0 inscri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>5.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-questao-juridica\"><a>5.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CDC:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 4\u00ba A Pol\u00edtica Nacional das Rela\u00e7\u00f5es de Consumo tem por objetivo o atendimento das necessidades dos consumidores, o respeito \u00e0 sua dignidade, sa\u00fade e seguran\u00e7a, a prote\u00e7\u00e3o de seus interesses econ\u00f4micos, a melhoria da sua qualidade de vida, bem como a transpar\u00eancia e harmonia das rela\u00e7\u00f5es de consumo, atendidos os seguintes princ\u00edpios:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 43. O consumidor, sem preju\u00edzo do disposto no art. 86, ter\u00e1 acesso \u00e0s informa\u00e7\u00f5es existentes em cadastros, fichas, registros e dados pessoais e de consumo arquivados sobre ele, bem como sobre as suas respectivas fontes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2\u00b0 A abertura de cadastro, ficha, registro e dados pessoais e de consumo dever\u00e1 ser comunicada por escrito ao consumidor, quando n\u00e3o solicitada por ele.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-necessario-o-envio-de-correspondencia\"><a>5.2.2. Necess\u00e1rio o envio de correspond\u00eancia?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O prop\u00f3sito recursal consiste em dizer se a notifica\u00e7\u00e3o pr\u00e9via \u00e0 inscri\u00e7\u00e3o do consumidor em cadastro de inadimplentes, prevista no \u00a7 2\u00ba do art. 43 do CDC, pode ser realizada, exclusivamente, por e-mail ou por mensagem de texto de celular (SMS).<\/p>\n\n\n\n<p>Como \u00e9 de conhecimento ordin\u00e1rio, <strong>a vulnerabilidade do consumidor, presumida pelo CDC, n\u00e3o decorre apenas de fatores econ\u00f4micos, desdobrando-se em diversas esp\u00e9cies<\/strong>, a saber: a) vulnerabilidade informacional; b) vulnerabilidade t\u00e9cnica; c) vulnerabilidade jur\u00eddica ou cient\u00edfica; e d) vulnerabilidade f\u00e1tica ou socioecon\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, <strong>admitir a notifica\u00e7\u00e3o, exclusivamente, via e-mail ou por simples mensagem de texto de celular representaria diminui\u00e7\u00e3o da prote\u00e7\u00e3o do consumidor &#8211;<\/strong> conferida pela lei e pela jurisprud\u00eancia do STJ -, caminhando em sentido CONTR\u00c1RIO ao escopo da norma, causando les\u00e3o ao bem ou interesse juridicamente protegido.<\/p>\n\n\n\n<p>A regra \u00e9 que os consumidores possam atuar no mercado de consumo sem m\u00e1cula alguma em seu nome; a exce\u00e7\u00e3o \u00e9 a inscri\u00e7\u00e3o do nome do consumidor em cadastros de inadimplentes, desde que autorizada pela lei. Est\u00e1 em mira a pr\u00f3pria dignidade do consumidor (Art. 4\u00ba, caput, do CDC).<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a doutrina, &#8220;os arquivos de consumo, em todo o mundo, s\u00e3o vistos com desconfian\u00e7a. Esse receio n\u00e3o \u00e9 destitu\u00eddo de fundamento, remontando a quatro tra\u00e7os b\u00e1sicos inerentes a esses organismos e que se chocam com m\u00e1ximas da vida democr\u00e1tica contempor\u00e2nea, do&nbsp;<em>Welfare State:<\/em>&nbsp;a unilateralidade (s\u00f3 arquivam dados de um dos sujeitos da rela\u00e7\u00e3o obrigacional), a invasividade (disseminam informa\u00e7\u00f5es que, normalmente, integram o reposit\u00f3rio da vida privada do cidad\u00e3o), a parcialidade (enfatizam os aspectos negativos da vida financeira do consumidor) e o descaso pelo&nbsp;<em>due process<\/em>&nbsp;(negam ao &#8216;negativado&#8217; direitos fundamentais garantidos pela ordem constitucional). Por isso mesmo, submetem-se eles a r\u00edgido controle legal&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outras palavras &#8220;apesar de facilitar a circula\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es aptas a subsidiar a concess\u00e3o de cr\u00e9dito, notou-se que a atividade da coleta, do armazenamento e do fornecimento de dados sobre os h\u00e1bitos de consumo p\u00f5e em risco os direitos da personalidade dos consumidores. H\u00e1, de fato, manifesta tens\u00e3o entre os proveitos econ\u00f4micos da atividade de coleta de dados e a prote\u00e7\u00e3o constitucional aos direitos da personalidade e \u00e0 dignidade da pessoa humana, raz\u00e3o pela qual se vislumbrou interesse p\u00fablico em sua regula\u00e7\u00e3o&#8221; (REsp n. 1.630.659\/DF, Terceira Turma, julgado em 11\/9\/2018, DJe de 21\/9\/2018).<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, n\u00e3o h\u00e1 como se admitir que a notifica\u00e7\u00e3o do consumidor seja realizada, t\u00e3o somente, por simples e-mail ou mensagem de texto de celular, por se tratar de exegese ampliativa que, na esp\u00e9cie, n\u00e3o deve ser admitida.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, do exame dos precedentes que deram origem \u00e0 S\u00famula 404 do STJ, constata-se que, muito embora afastem a necessidade do aviso de recebimento (AR), n\u00e3o deixam de exigir que a notifica\u00e7\u00e3o do \u00a7 2\u00ba do art. 43 do CDC seja realizada mediante envio de correspond\u00eancia ao endere\u00e7o do devedor.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se pode olvidar que a referida s\u00famula, ao dispensar o aviso de recebimento (AR), j\u00e1 operou relevante flexibiliza\u00e7\u00e3o nas formalidades da notifica\u00e7\u00e3o ora examinada, n\u00e3o se revelando razo\u00e1vel nova flexibiliza\u00e7\u00e3o em preju\u00edzo da parte vulner\u00e1vel da rela\u00e7\u00e3o de consumo sem que exista justificativa alguma para tal medida.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, em \u00e2mbito doutrin\u00e1rio, \u00e9 comum a afirma\u00e7\u00e3o de que, para o cumprimento da exig\u00eancia prevista no \u00a7 2\u00ba do art. 43 do CDC, embora n\u00e3o seja necess\u00e1rio o aviso de recebimento (AR), &#8220;basta a comprova\u00e7\u00e3o de sua postagem para o endere\u00e7o informado pelo devedor ao credor&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-3-resultado-final\"><a>5.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A notifica\u00e7\u00e3o do consumidor acerca da inscri\u00e7\u00e3o de seu nome em cadastro restritivo de cr\u00e9dito exige o pr\u00e9vio envio de correspond\u00eancia ao seu endere\u00e7o, sendo vedada a notifica\u00e7\u00e3o exclusiva por meio de e-mail ou mensagem de texto de celular (SMS).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-im-possibilidade-do-reconhecimento-da-figura-do-consumidor-por-equiparacao-na-hipotese-de-danos-individuais-decorrentes-do-exercicio-de-atividade-de-exploracao-de-potencial-hidroenergetico-causadora-de-impacto-ambiental\"><a><\/a><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade do reconhecimento da figura do consumidor por equipara\u00e7\u00e3o na hip\u00f3tese de danos individuais decorrentes do exerc\u00edcio de atividade de explora\u00e7\u00e3o de potencial hidroenerg\u00e9tico causadora de impacto ambiental<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel o reconhecimento da figura do consumidor por equipara\u00e7\u00e3o na hip\u00f3tese de danos individuais decorrentes do exerc\u00edcio de atividade de explora\u00e7\u00e3o de potencial hidroenerg\u00e9tico causadora de impacto ambiental, em virtude da caracteriza\u00e7\u00e3o do acidente de consumo.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.018.386-BA, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 10\/5\/2023, DJe 12\/5\/2023. (Info 774)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica-0\"><a><\/a><a>1.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Crementina, pescadora, ajuizou a\u00e7\u00e3o de indeniza\u00e7\u00e3o por danos materiais e morais em face de Vetor Energias em virtude da ocorr\u00eancia de supostos danos causados em raz\u00e3o da instala\u00e7\u00e3o de Usina Hidrel\u00e9trica.<\/p>\n\n\n\n<p>Na a\u00e7\u00e3o, alegou que a atividade desenvolvida pelas sociedades empres\u00e1rias de produ\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica, apresenta defeito que ultrapassa os limites do ato de explora\u00e7\u00e3o de potencial hidroel\u00e9trico a ponto de causar danos materiais e morais em raz\u00e3o do impacto causado no desenvolvimento da atividade pesqueira e de mariscagem.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao julgar o tema, o Tribunal local entendeu pela n\u00e3o aplicabilidade do CDC e pela compet\u00eancia de uma das varas c\u00edveis do local, em vez de uma das varas de rela\u00e7\u00e3o de consumo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica-0\"><a><\/a><a>1.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-questao-juridica-0\"><a>1.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Defesa do Consumidor:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 2\u00b0 Consumidor \u00e9 toda pessoa f\u00edsica ou jur\u00eddica que adquire ou utiliza produto ou servi\u00e7o como destinat\u00e1rio final,<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas, ainda que indetermin\u00e1veis, que haja intervindo nas rela\u00e7\u00f5es de consumo.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 12. O fabricante, o produtor, o construtor, nacional ou estrangeiro, e o importador respondem, independentemente da exist\u00eancia de culpa, pela repara\u00e7\u00e3o dos danos causados aos consumidores por defeitos decorrentes de projeto, fabrica\u00e7\u00e3o, constru\u00e7\u00e3o, montagem, f\u00f3rmulas, manipula\u00e7\u00e3o, apresenta\u00e7\u00e3o ou acondicionamento de seus produtos, bem como por informa\u00e7\u00f5es insuficientes ou inadequadas sobre sua utiliza\u00e7\u00e3o e riscos.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 14. O fornecedor de servi\u00e7os responde, independentemente da exist\u00eancia de culpa, pela repara\u00e7\u00e3o dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos \u00e0 presta\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os, bem como por informa\u00e7\u00f5es insuficientes ou inadequadas sobre sua frui\u00e7\u00e3o e riscos.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 17. Para os efeitos desta Se\u00e7\u00e3o, equiparam-se aos consumidores todas as v\u00edtimas do evento.<\/p>\n\n\n\n<p>CC\/2002:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 83. Consideram-se m\u00f3veis para os efeitos legais:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; as energias que tenham valor econ\u00f4mico;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-possivel-o-reconhecimento-da-figura-do-consumidor-por-equiparacao\"><a>1.2.2. Poss\u00edvel o reconhecimento da figura do consumidor por equipara\u00e7\u00e3o?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia consiste em definir o ju\u00edzo competente para processar e julgar a\u00e7\u00e3o de indeniza\u00e7\u00e3o por danos materiais e morais em virtude da ocorr\u00eancia de supostos danos decorrentes de atividade de explora\u00e7\u00e3o de complexo hidroel\u00e9trico, o que demanda que se verifique se as v\u00edtimas de supostos danos podem ser consideradas consumidores por equipara\u00e7\u00e3o (<em>bystander<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>Na hip\u00f3tese, sustenta-se que a atividade desenvolvida pelas sociedades empres\u00e1rias de produ\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica, apresenta defeito que ultrapassa os limites do ato de explora\u00e7\u00e3o de potencial hidroel\u00e9trico a ponto de causar danos materiais e morais em raz\u00e3o do impacto causado no desenvolvimento da atividade pesqueira e de mariscagem.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O conceito de consumidor est\u00e1 previsto no art. 2\u00ba do C\u00f3digo de Defesa do Consumidor (CDC), que o define como toda pessoa f\u00edsica ou jur\u00eddica que adquire ou utiliza produto ou servi\u00e7o como destinat\u00e1rio final<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A legisla\u00e7\u00e3o consumerista, ao tratar da responsabilidade pelo fato do produto e do servi\u00e7o, ampliou o conceito para abranger todas as v\u00edtimas do evento danoso. Trata-se da figura do consumidor por equipara\u00e7\u00e3o (<em>bystander<\/em>), prevista no art. 17 do CDC.<\/p>\n\n\n\n<p>A equipara\u00e7\u00e3o, no entanto, aplica-se apenas nas hip\u00f3teses de fato do produto ou servi\u00e7o, nas quais, segundo a doutrina, &#8220;a utiliza\u00e7\u00e3o do produto ou servi\u00e7o \u00e9 capaz de gerar riscos \u00e0 seguran\u00e7a do consumidor ou de terceiros, podendo ocasionar um evento danoso, denominado de &#8216;acidente de consumo'&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Como j\u00e1 entendeu o STJ, &#8220;o defeito (arts. 12 a 17 do CDC) est\u00e1 vinculado a um acidente de consumo, um defeito exterior que ultrapassa o objeto e provoca les\u00f5es, gerando risco \u00e0 seguran\u00e7a f\u00edsica e ps\u00edquica do consumidor. O v\u00edcio (arts. 18 a 25 do CDC), por sua vez, causa preju\u00edzo exclusivamente patrimonial e \u00e9 intr\u00ednseco ao produto ou servi\u00e7o, tornando-o impr\u00f3prio para o fim que se destina ou diminuindo-lhe as fun\u00e7\u00f5es, mas sem colocar em risco a sa\u00fade ou seguran\u00e7a do consumidor&#8221; (AgRg no REsp 1.000.329\/SC, Quarta Turma, julgado em 10\/8\/2010, DJe 19\/8\/2010).<\/p>\n\n\n\n<p>No \u00e2mbito jurisprudencial, <strong>o STJ admite, nos termos do art. 17 do CDC, a exist\u00eancia da figura do consumidor por equipara\u00e7\u00e3o nas hip\u00f3teses de danos ambientais<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, na hip\u00f3tese de danos individuais decorrentes do exerc\u00edcio de atividade empresarial destinada \u00e0 fabrica\u00e7\u00e3o de produtos ou presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, \u00e9 poss\u00edvel, em virtude da caracteriza\u00e7\u00e3o do acidente de consumo, o reconhecimento da figura do consumidor por equipara\u00e7\u00e3o, o que atrai a incid\u00eancia das disposi\u00e7\u00f5es do C\u00f3digo de Defesa do Consumidor.<\/p>\n\n\n\n<p>Observa-se, n\u00e3o obstante, que os danos alegados decorrem do processo de produ\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica como um todo, isto \u00e9, da pr\u00f3pria atividade desenvolvida, o que, a teor dos arts. 12 e 14 do CDC, \u00e9 suficiente para atrair a disciplina normativa da responsabilidade por fato do produto ou do servi\u00e7o e a caracteriza\u00e7\u00e3o da figura do consumidor por equipara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se pode olvidar, nesse contexto, que a atividade empresarial desenvolvida, na esp\u00e9cie, destina-se \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de um verdadeiro produto, pois, nos termos do inciso I do art. 83 do CC\/2002, as energias que tenham valor econ\u00f4mico possuem natureza jur\u00eddica de bem m\u00f3vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, pouco ou nada importa perquirir se a energia produzida \u00e9 utilizada pelas pr\u00f3prias r\u00e9s, se \u00e9 distribu\u00edda ao cidad\u00e3o como usu\u00e1rio final ou se \u00e9 entregue a alguma entidade da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica para posterior distribui\u00e7\u00e3o. Isso porque, em qualquer das hip\u00f3teses, observa-se que as recorridas exploram o complexo hidroel\u00e9trico em prol da atividade empresarial por elas desenvolvida.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-3-resultado-final-0\"><a>1.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel o reconhecimento da figura do consumidor por equipara\u00e7\u00e3o na hip\u00f3tese de danos individuais decorrentes do exerc\u00edcio de atividade de explora\u00e7\u00e3o de potencial hidroenerg\u00e9tico causadora de impacto ambiental, em virtude da caracteriza\u00e7\u00e3o do acidente de consumo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-responsabilidade-da-instituicao-financeira-quando-descumpre-o-dever-de-seguranca-que-lhe-cabe-e-nao-obsta-a-realizacao-de-compras-com-cartao-de-credito-em-estabelecimento-comercial-suspeito-com-perfil-de-compra-de-consumidor-que-discrepa-das-aquisicoes-fraudulentas-efetivadas\"><a><\/a><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Responsabilidade da institui\u00e7\u00e3o financeira quando descumpre o dever de seguran\u00e7a que lhe cabe e n\u00e3o obsta a realiza\u00e7\u00e3o de compras com cart\u00e3o de cr\u00e9dito em estabelecimento comercial suspeito, com perfil de compra de consumidor que discrepa das aquisi\u00e7\u00f5es fraudulentas efetivadas<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A institui\u00e7\u00e3o financeira responde civilmente, caracterizando-se fortuito interno, nos termos do art. 14, \u00a7 3\u00ba, do CDC, quando descumpre o dever de seguran\u00e7a que lhe cabe e n\u00e3o obsta a realiza\u00e7\u00e3o de compras com cart\u00e3o de cr\u00e9dito em estabelecimento comercial suspeito, com perfil de compra de consumidor que discrepa das aquisi\u00e7\u00f5es fraudulentas efetivadas.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no AREsp 1.728.279-SP, Rel. Ministro Raul Ara\u00fajo, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 8\/5\/2023, DJe 17\/5\/2023. (Info 776)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a><\/a><a>7.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Crementina, senhora idosa, foi v\u00edtima de um golpe. Os golpistas ligaram para ela se identificando como empregados do banco no qual a idosa mantinha conta e cart\u00e3o de cr\u00e9dito, informaram que o cart\u00e3o da idosa fora clonado e que iriam enviar um motoboy at\u00e9 a casa dela para recolher o cart\u00e3o e a senha da idosa.<\/p>\n\n\n\n<p>De posse do cart\u00e3o de cr\u00e9dito, os golpistas come\u00e7aram a efetuar compras em valores vultosos, at\u00e9 estourar o limite do cart\u00e3o. Restou claro no processo que Crementina costumava usar o cart\u00e3o somente na fun\u00e7\u00e3o d\u00e9bito, em pequenas compras de at\u00e9 R$ 100,00, mas no dia em quest\u00e3o os meliantes fizeram reiteradas compras acima de R$ 5.000,00.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformada com a negativa da Institui\u00e7\u00e3o Financeira em ressarcir os valores, Crementina ajuizou a\u00e7\u00e3o na qual alega a responsabilidade desta, que teria descumprido seu dever de seguran\u00e7a ao n\u00e3o obstar a realiza\u00e7\u00e3o de compras por cart\u00e3o de cr\u00e9dito em estabelecimento comercial objeto de suspeita em transa\u00e7\u00f5es anteriores, na mesma data, asseverando que o perfil de compra da cliente discrepava do volume das transa\u00e7\u00f5es fraudulentas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>7.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-questao-juridica\"><a>7.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Defesa do Consumidor:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 14. O fornecedor de servi\u00e7os responde, independentemente da exist\u00eancia de culpa, pela repara\u00e7\u00e3o dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos \u00e0 presta\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os, bem como por informa\u00e7\u00f5es insuficientes ou inadequadas sobre sua frui\u00e7\u00e3o e riscos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 3\u00b0 O fornecedor de servi\u00e7os s\u00f3 n\u00e3o ser\u00e1 responsabilizado quando provar:<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; que, tendo prestado o servi\u00e7o, o defeito inexiste;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-a-if-e-responsavel\"><a>7.2.2. A IF \u00e9 respons\u00e1vel?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Pode apostar!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia a determinar se a responsabiliza\u00e7\u00e3o de empresa respons\u00e1vel por cart\u00e3o de cr\u00e9dito por descumprir seu dever de seguran\u00e7a constitui ofensa ao art. 14, \u00a7 3\u00ba, I e II, do C\u00f3digo de Defesa do Consumidor (CDC).<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento jurisprudencial do STJ \u00e9 de que <strong>a responsabilidade da institui\u00e7\u00e3o financeira deve ser afastada quando o evento danoso decorre de transa\u00e7\u00f5es realizadas com a apresenta\u00e7\u00e3o f\u00edsica do cart\u00e3o original e mediante uso de senha pessoal do correntista<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, no caso, apesar de o consumidor ter entregue seus cart\u00f5es a motoboy ap\u00f3s telefonema de um suposto funcion\u00e1rio da institui\u00e7\u00e3o financeira, o qual detinha conhecimento dos dados pessoais e das informa\u00e7\u00f5es referentes \u00e0s suas \u00faltimas transa\u00e7\u00f5es, n\u00e3o h\u00e1 como afastar a responsabilidade da institui\u00e7\u00e3o financeira. H\u00e1 evidente descumprimento no seu dever de seguran\u00e7a ao n\u00e3o obstar a realiza\u00e7\u00e3o de compras por cart\u00e3o de cr\u00e9dito em estabelecimento comercial objeto de suspeita em transa\u00e7\u00f5es anteriores, na mesma data, e que discrepam do perfil de gastos do consumidor nos meses anteriores.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, n\u00e3o se pode olvidar que <strong>a vulnerabilidade do sistema banc\u00e1rio, que admite opera\u00e7\u00f5es totalmente at\u00edpicas em rela\u00e7\u00e3o ao padr\u00e3o de consumo dos consumidores, viola o dever de seguran\u00e7a que cabe \u00e0s institui\u00e7\u00f5es financeiras e, por conseguinte, cristaliza a falha na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-3-resultado-final\"><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a>7.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A institui\u00e7\u00e3o financeira responde civilmente, caracterizando-se fortuito interno, nos termos do art. 14, \u00a7 3\u00ba, do CDC, quando descumpre o dever de seguran\u00e7a que lhe cabe e n\u00e3o obsta a realiza\u00e7\u00e3o de compras com cart\u00e3o de cr\u00e9dito em estabelecimento comercial suspeito, com perfil de compra de consumidor que discrepa das aquisi\u00e7\u00f5es fraudulentas efetivadas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-ir-responsabilidade-da-vendedora-de-passagem-aerea-pelos-danos-morais-e-materiais-experimentados-pelo-passageiro-em-razao-do-cancelamento-do-voo\"><a><\/a><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Ir)Responsabilidade da vendedora de passagem a\u00e9rea pelos danos morais e materiais experimentados pelo passageiro em raz\u00e3o do cancelamento do voo<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A vendedora de passagem a\u00e9rea n\u00e3o responde solidariamente com a companhia a\u00e9rea pelos danos morais e materiais experimentados pelo passageiro em raz\u00e3o do cancelamento do voo.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.082.256-SP, Rel. Ministro Marco Aur\u00e9lio Bellizze, Terceira Turma, por maioria, julgado em 12\/9\/2023, DJe 21\/9\/2023. (Info 788)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a><\/a><a>8.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creide ajuizou a\u00e7\u00e3o em desfavor de 321 Milhas e Gole Linhas A\u00e9reas na qual alegou que adquiriu passagens por meio da primeira r\u00e9 para trajeto a ser realizado pela segunda, mas, ao chegar no aeroporto, foi surpreendida pela not\u00edcia do cancelamento do voo.<\/p>\n\n\n\n<p>As r\u00e9s contestaram o pedido e 321 milhas sustentou sua ilegitimidade passiva, uma vez que, seu servi\u00e7o, consistente na emiss\u00e3o da passagem, teria sido perfeitamente realizado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>8.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-questao-juridica\"><a>8.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Defesa do Consumidor:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 14. O fornecedor de servi\u00e7os responde, independentemente da exist\u00eancia de culpa, pela repara\u00e7\u00e3o dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos \u00e0 presta\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os, bem como por informa\u00e7\u00f5es insuficientes ou inadequadas sobre sua frui\u00e7\u00e3o e riscos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 3\u00b0 O fornecedor de servi\u00e7os s\u00f3 n\u00e3o ser\u00e1 responsabilizado quando provar:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; que, tendo prestado o servi\u00e7o, o defeito inexiste;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-a-vendedora-de-passagens-responde-solidariamente\"><a>8.2.2. A vendedora de passagens responde solidariamente?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooopsss!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia a saber se a sociedade empresarial que apenas vendeu as passagens a\u00e9reas tem responsabilidade pelo cancelamento do voo.<\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente, <strong>constata-se que na ocorr\u00eancia da compra de passagem, n\u00e3o houve nenhum defeito na presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o contratado junto \u00e0 sociedade empres\u00e1ria, pois as passagens a\u00e9reas foram devidamente emitidas<\/strong>, n\u00e3o lhe incumbindo a responsabilidade pelo efetivo cumprimento do contrato de transporte a\u00e9reo com a companhia.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito<strong>, os fatos demonstram a incid\u00eancia da exclus\u00e3o de responsabilidade do fornecedor, prevista no art. 14, \u00a7 3\u00ba, incisos I e II, do C\u00f3digo de Defesa do Consumidor, pois, de um lado, n\u00e3o existe defeito em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o que incumbia \u00e0 empresa que intermediou a venda da passagem<\/strong> (emiss\u00e3o dos bilhetes a\u00e9reos), e, de outro, houve culpa exclusiva de terceiro, companhia a\u00e9rea, no tocante ao cancelamento do voo contratado.<\/p>\n\n\n\n<p>Conquanto as normas do Estatuto Consumerista (CDC) tenham como finalidade a busca pelo equil\u00edbrio nas rela\u00e7\u00f5es de consumo, trazendo princ\u00edpios e regras pr\u00f3prias para proteger o consumidor de eventuais preju\u00edzos na aquisi\u00e7\u00e3o de produtos e servi\u00e7os, dentre as quais est\u00e1 a responsabilidade solid\u00e1ria, a sua aplica\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ultrapassar os limites da razoabilidade, tanto que o pr\u00f3prio diploma consumerista traz hip\u00f3teses de exclus\u00e3o da responsabilidade do fornecedor de produtos e servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-3-resultado-final\"><a>8.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A vendedora de passagem a\u00e9rea n\u00e3o responde solidariamente com a companhia a\u00e9rea pelos danos morais e materiais experimentados pelo passageiro em raz\u00e3o do cancelamento do voo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-ir-responsabilidade-da-instituicao-financeira-por-falha-na-prestacao-de-servicos-bancarios-ao-permitir-a-contratacao-de-emprestimo-por-estelionatario\"><a><\/a><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Ir)Responsabilidade da institui\u00e7\u00e3o financeira por falha na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os banc\u00e1rios ao permitir a contrata\u00e7\u00e3o de empr\u00e9stimo por estelionat\u00e1rio<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A institui\u00e7\u00e3o financeira responde objetivamente por falha na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os banc\u00e1rios ao permitir a contrata\u00e7\u00e3o de empr\u00e9stimo por estelionat\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.052.228-DF, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 12\/9\/2023, DJe 15\/9\/2023 (Info 788)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a><\/a><a>9.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Crementina ajuizou a\u00e7\u00e3o em desfavor do Banco Brasa por meio da qual requer a declara\u00e7\u00e3o da inexist\u00eancia de d\u00edvida, susta\u00e7\u00e3o das cobran\u00e7as e indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais e materiais, uma vez que o empr\u00e9stimo cobrado teria sido realizado por estelionat\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, o Banco sustenta n\u00e3o ter responsabilidade na quest\u00e3o, uma vez que o empr\u00e9stimo foi realizado por terceiro ap\u00f3s conseguir os dados de Crementina por telefone.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>9.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-1-questao-juridica\"><a>9.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>S\u00famula n. 297\/STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>O C\u00f3digo de Defesa do Consumidor \u00e9 aplic\u00e1vel \u00e0s institui\u00e7\u00f5es financeiras.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-2-a-if-responde-objetivamente\"><a>9.2.2. A IF responde objetivamente?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O C\u00f3digo de Defesa do Consumidor (CDC) \u00e9 aplic\u00e1vel \u00e0s institui\u00e7\u00f5es financeiras<\/strong> (S\u00famula n. 297\/STJ), as quais devem prestar servi\u00e7os de qualidade no mercado de consumo.<\/p>\n\n\n\n<p>O dever de seguran\u00e7a \u00e9 no\u00e7\u00e3o que abrange tanto a integridade psicof\u00edsica do consumidor, quanto sua integridade patrimonial. Como consequ\u00eancia, <strong>\u00e9 dever da institui\u00e7\u00e3o financeira verificar a regularidade e a idoneidade das transa\u00e7\u00f5es realizadas pelos consumidores, desenvolvendo mecanismos capazes de dificultar fraudes perpetradas por terceiros, independentemente de qualquer ato dos consumidores<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Veja-se que, nas fraudes e nos golpes de engenharia social, geralmente s\u00e3o efetuadas diversas opera\u00e7\u00f5es em sequ\u00eancia, num curto intervalo de tempo e em valores elevados. Em raz\u00e3o desta combina\u00e7\u00e3o de fatores, <strong>as transa\u00e7\u00f5es feitas por criminosos destoam completamente do perfil do consumidor e, portanto, podem e devem ser identificadas pelos bancos<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A conduta das institui\u00e7\u00f5es financeiras de se manter inerte perante a ocorr\u00eancia de diversas transa\u00e7\u00f5es at\u00edpicas em poucos minutos concorre para permitir os golpes aplicados em seus correntistas. Assim, <strong>o nexo causal \u00e9 estabelecido ao se concluir que poderia a institui\u00e7\u00e3o financeira ter evitado o dano sofrido em decorr\u00eancia dos golpes, caso adotasse medidas de seguran\u00e7a mais eficazes<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>No entendimento do Tema Repetitivo 466\/STJ, que contribuiu para a edi\u00e7\u00e3o da S\u00famula 479\/STJ, as institui\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias respondem objetivamente pelos danos causados por fraudes ou delitos praticados por terceiros como, por exemplo, abertura de conta corrente ou recebimento de empr\u00e9stimos mediante fraude ou utiliza\u00e7\u00e3o de documentos falsos, porquanto tal responsabilidade decorre do risco do empreendimento, caracterizando-se como fortuito interno (REsp 1.197.929\/PR, Segunda Se\u00e7\u00e3o, julgado em 24\/8\/2011, DJe 12\/9\/2011).<\/p>\n\n\n\n<p>Mesma l\u00f3gica se aplica \u00e0 hip\u00f3tese em que o fals\u00e1rio, passando-se por funcion\u00e1rio da institui\u00e7\u00e3o financeira e ap\u00f3s ter instru\u00eddo o consumidor a aumentar o limite de suas transa\u00e7\u00f5es, contrata m\u00fatuo com o banco e, na mesma data, vale-se do alto montante contratado e dos demais valores em conta corrente para quitar obriga\u00e7\u00f5es relacionadas, majoritariamente, a d\u00e9bitos fiscais de ente federativo diverso daquele em que domiciliado o consumidor.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-3-resultado-final\"><a>9.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A institui\u00e7\u00e3o financeira responde objetivamente por falha na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os banc\u00e1rios ao permitir a contrata\u00e7\u00e3o de empr\u00e9stimo por estelionat\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-nbsp-aplicabilidade-do-cdc-aos-contratos-de-emprestimo-tomados-por-sociedade-empresaria-para-implementar-ou-incrementar-suas-atividades-negociais\"><a><\/a><a>10.&nbsp; Aplicabilidade do CDC aos contratos de empr\u00e9stimo tomados por sociedade empres\u00e1ria para implementar ou incrementar suas atividades negociais<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se aplica o C\u00f3digo de Defesa do Consumidor aos contratos de empr\u00e9stimo tomados por sociedade empres\u00e1ria para implementar ou incrementar suas atividades negociais.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.497.574-SC, Rel. Ministro Raul Ara\u00fajo, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 24\/10\/2023, DJe 3\/11\/2023. (Info 795)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a><\/a><a>10.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O MP ajuizou ACP em face do Banco Ga\u00facho a fim de discutir cl\u00e1usulas e encargos banc\u00e1rios supostamente abusivos nos contratos celebrados ou que venha a celebrar com consumidores de seus servi\u00e7os. A senten\u00e7a julgou o pedido parcialmente procedente, fato que levou o banco a interpor sucessivos recursos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em s\u00edntese, o banco sustenta que deve ser reconhecida a inaplicabilidade do CDC aos contratos em que caracterizada a hip\u00f3tese de consumidor intermedi\u00e1rio, isto \u00e9, nos contratos firmados para o incremento da atividade produtiva de empresa.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>10.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>10.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CDC:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 6\u00ba S\u00e3o direitos b\u00e1sicos do consumidor:<\/p>\n\n\n\n<p>VIII &#8211; a facilita\u00e7\u00e3o da defesa de seus direitos, inclusive com a invers\u00e3o do \u00f4nus da prova, a seu favor, no processo civil, quando, a crit\u00e9rio do juiz, for veross\u00edmil a alega\u00e7\u00e3o ou quando for ele hipossuficiente, segundo as regras ordin\u00e1rias de experi\u00eancias;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-aplicavel-o-cdc\"><a>10.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Aplic\u00e1vel o CDC?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooopsss!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nos termos da jurisprud\u00eancia do STJ, em regra, com base na Teoria Finalista, n\u00e3o se aplica o C\u00f3digo de Defesa do Consumidor aos contratos de empr\u00e9stimo tomados por sociedade empres\u00e1ria para implementar ou incrementar suas atividades negociais, uma vez que a contratante n\u00e3o \u00e9 considerada destinat\u00e1ria final do servi\u00e7o e n\u00e3o pode ser considerada consumidora, <strong>somente sendo poss\u00edvel a mitiga\u00e7\u00e3o dessa regra na hip\u00f3tese em que demonstrada a espec\u00edfica condi\u00e7\u00e3o de hipossufici\u00eancia t\u00e9cnica, jur\u00eddica ou econ\u00f4mica da pessoa jur\u00eddica.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido: &#8220;<strong>\u00e9 inaplic\u00e1vel o diploma consumerista na contrata\u00e7\u00e3o de neg\u00f3cios jur\u00eddicos e empr\u00e9stimos para fomento da atividade empresarial, uma vez que a contratante n\u00e3o \u00e9 considerada destinat\u00e1ria final do servi\u00e7o. Precedentes. N\u00e3o h\u00e1 que se falar, portanto, em aplica\u00e7\u00e3o do CDC ao contrato banc\u00e1rio celebrado por pessoa jur\u00eddica para fins de obten\u00e7\u00e3o de capital de giro<\/strong>&#8221; &#8220;Dessa maneira, inexistindo rela\u00e7\u00e3o de consumo entre as partes, mas sim, rela\u00e7\u00e3o de insumo, afasta-se a aplica\u00e7\u00e3o do C\u00f3digo de Defesa do Consumidor e seus regramentos protetivos decorrentes, como a invers\u00e3o do \u00f4nus da prova ope judicis (art. 6\u00ba, inc. VIII, do CDC).&#8221; (REsp 2.001.086\/MT, Relatora Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 27\/9\/2022, DJe de 30\/9\/2022).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>10.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se aplica o C\u00f3digo de Defesa do Consumidor aos contratos de empr\u00e9stimo tomados por sociedade empres\u00e1ria para implementar ou incrementar suas atividades negociais.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-nbsp-negativacao-nos-cadastros-de-consumidores-como-motivo-de-vedacao-a-contratacao-de-plano-de-saude\"><a><\/a><a>11.&nbsp; Negativa\u00e7\u00e3o nos cadastros de consumidores como motivo de veda\u00e7\u00e3o \u00e0 contrata\u00e7\u00e3o de plano de sa\u00fade.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>O simples fato de o consumidor registrar negativa\u00e7\u00e3o nos cadastros de consumidores n\u00e3o pode bastar, por si s\u00f3, para vedar a contrata\u00e7\u00e3o do plano de sa\u00fade pretendido.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.019.136-RS, Rel. Ministro Nancy Andrighi, Rel. para ac\u00f3rd\u00e3o Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma, por maioria, julgado em 7\/11\/2023, DJe 23\/11\/2023. (Info 796)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a><\/a><a>11.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Crementino ajuizou a\u00e7\u00e3o em face de Unimais Cooperativa M\u00e9dica em raz\u00e3o da negativa da operadora de firmar contrato de plano de sa\u00fade, justificada pela exist\u00eancia de restri\u00e7\u00e3o no servi\u00e7o de prote\u00e7\u00e3o ao cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, a operadora do plano de sa\u00fade sustenta que inexiste norma impeditiva \u00e0 recusa de contrata\u00e7\u00e3o aos contratantes\/aderentes cujo nome se encontre inscrito nos \u00f3rg\u00e3os de prote\u00e7\u00e3o ao cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>11.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>11.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CDC:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 39. \u00c9 vedado ao fornecedor de produtos ou servi\u00e7os, dentre outras pr\u00e1ticas abusivas:<\/p>\n\n\n\n<p>V &#8211; exigir do consumidor vantagem manifestamente excessiva;<\/p>\n\n\n\n<p>IX &#8211; recusar a venda de bens ou a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, diretamente a quem se disponha a adquiri-los mediante pronto pagamento, ressalvados os casos de intermedia\u00e7\u00e3o regulados em leis especiais;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>CC\/2002:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 177. A anulabilidade n\u00e3o tem efeito antes de julgada por senten\u00e7a, nem se pronuncia de of\u00edcio; s\u00f3 os interessados a podem alegar, e aproveita exclusivamente aos que a alegarem, salvo o caso de solidariedade ou indivisibilidade.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-justifica-a-negativa\"><a>11.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Justifica a negativa?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Claro que N\u00c3O!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia consiste em definir se a operadora de plano de sa\u00fade est\u00e1 autorizada a negar a contrata\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o com quem est\u00e1 com o nome negativado em \u00f3rg\u00e3o de restri\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nos contratos de consumo de bens essenciais como \u00e1gua, energia el\u00e9trica, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o etc, n\u00e3o pode o fornecedor agir pensando apenas no que melhor lhe conv\u00e9m<\/strong>. A negativa de contrata\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os essenciais constitui evidente afronta \u00e0 dignidade da pessoa, sendo incompat\u00edvel ainda com os princ\u00edpios do C\u00f3digo de Defesa do Consumidor (CDC).<\/p>\n\n\n\n<p>O fato de o consumidor registrar negativa\u00e7\u00e3o nos cadastros de consumidores n\u00e3o pode bastar, por si s\u00f3, para vedar a contrata\u00e7\u00e3o do plano de sa\u00fade pretendido.<strong> A presta\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os sempre pode ser obstada se n\u00e3o tiver havido o pagamento correspondente<\/strong>. Assim, exigir que a contrata\u00e7\u00e3o seja efetuada apenas mediante &#8220;pronto pagamento&#8221;, nos termos do que disp\u00f5e o art. 39, IX, do CDC, equivale a impor ao consumidor uma desvantagem manifestamente excessiva, o que \u00e9 vedado pelo art. 39, V, do mesmo diploma. E ainda, em se considerando que o fornecimento (ou o atendimento pelo plano de sa\u00fade) s\u00f3 persistir\u00e1 se houver o efetivo adimplemento das presta\u00e7\u00f5es contratadas.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, ademais, n\u00e3o se est\u00e1 diante de um produto ou servi\u00e7o de entrega imediata, mas de um servi\u00e7o eventual e futuro que, embora posto \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o, poder\u00e1, ou n\u00e3o, vir a ser exigido. Assim, a recusa da contrata\u00e7\u00e3o ou a exig\u00eancia de que s\u00f3 seja feita mediante &#8220;pronto pagamento&#8221;, excede aos limites impostos pelo fim econ\u00f4mico do direito e pela boa-f\u00e9 (art. 187 do CC\/2002).<\/p>\n\n\n\n<p>A contrata\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os essenciais n\u00e3o mais pode ser vista pelo prisma individualista ou de utilidade do contratante, mas pelo sentido ou fun\u00e7\u00e3o social que tem na comunidade, at\u00e9 porque o consumidor tem trato constitucional, n\u00e3o \u00e9 vassalo, nem sequer um p\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>11.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O simples fato de o consumidor registrar negativa\u00e7\u00e3o nos cadastros de consumidores n\u00e3o pode bastar, por si s\u00f3, para vedar a contrata\u00e7\u00e3o do plano de sa\u00fade pretendido.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-empresarial\"><a>DIREITO EMPRESARIAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-nbsp-efeitos-da-decretacao-da-falencia-e-poderes-do-devedor-falido\"><a><\/a><a>12.&nbsp; Efeitos da decreta\u00e7\u00e3o da fal\u00eancia e poderes do devedor falido<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>EMBARGOS DECLARAT\u00d3RIOS NO AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Depois da decreta\u00e7\u00e3o da fal\u00eancia, o devedor falido n\u00e3o se convola em mero expectador no processo falimentar, podendo praticar atos processuais em defesa dos seus interesses pr\u00f3prios.<\/p>\n\n\n\n<p>EDcl no AgInt no AREsp 1.271.076-GO, Rel. Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 24\/4\/2023, DJe 28\/4\/2023. (Info 775)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a><\/a><a>12.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A empresa Quebradeira teve decretada sua fal\u00eancia. Creiton, o devedor falido, insurgiu-se contra decis\u00f5es no processo falimentar que iam contra seus interesses. Ocorre que o ju\u00edzo falimentar entendeu pela ilegitimidade deste para se manifestar ap\u00f3s a decreta\u00e7\u00e3o da fal\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>12.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>12.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 11.101\/2005:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 22. Ao administrador judicial compete, sob a fiscaliza\u00e7\u00e3o do juiz e do Comit\u00ea, al\u00e9m de outros deveres que esta Lei lhe imp\u00f5e:<\/p>\n\n\n\n<p>III \u2013 na fal\u00eancia:<\/p>\n\n\n\n<p>n) representar a massa falida em ju\u00edzo, contratando, se necess\u00e1rio, advogado, cujos honor\u00e1rios ser\u00e3o previamente ajustados e aprovados pelo Comit\u00ea de Credores;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 103. Desde a decreta\u00e7\u00e3o da fal\u00eancia ou do seq\u00fcestro, o devedor perde o direito de administrar os seus bens ou deles dispor.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. O falido poder\u00e1, contudo, fiscalizar a administra\u00e7\u00e3o da fal\u00eancia, requerer as provid\u00eancias necess\u00e1rias para a conserva\u00e7\u00e3o de seus direitos ou dos bens arrecadados e intervir nos processos em que a massa falida seja parte ou interessada, requerendo o que for de direito e interpondo os recursos cab\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-devedor-falido-vira-mero-expectador\"><a>12.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Devedor falido vira mero expectador?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Noooops!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ap\u00f3s a decreta\u00e7\u00e3o da fal\u00eancia, o falido perde a possibilidade de dispor de seus bens e administr\u00e1-los, que passam a ser geridos pelo s\u00edndico da massa falida,<\/strong> conforme disp\u00f5e o art. 22, III, &#8220;n&#8221;, da Lei n. 11.101\/2005.<\/p>\n\n\n\n<p>Em raz\u00e3o do teor do referido dispositivo legal, foram proferidos precedentes do STJ com entendimento de que &#8220;com a decreta\u00e7\u00e3o da quebra, h\u00e1 a perda da legitima\u00e7\u00e3o ativa e passiva do falido como consequ\u00eancia l\u00f3gica da impossibilidade de dispor de seus bens e de administr\u00e1-los, haja vista que os interesses patrimoniais passam a ser geridos e representados pelo s\u00edndico da massa falida&#8221; (REsp 1.323.353\/RJ, Rel. Ministro Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Terceira Turma, julgado em 9\/12\/2014, DJe 15\/12\/2014).<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, o Tribunal de origem aplicou o disposto no art. 103 da Lei n. 11.101\/2005, que prev\u00ea que &#8220;<strong>o falido, embora n\u00e3o possa mais representar a massa falida, poder\u00e1 intervir nos processos em defesa de seus pr\u00f3prios interesses, mormente quando se mostram conflitantes com os da massa falida<\/strong>&#8220;.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela mesma raz\u00e3o, pacificou-se no STJ o entendimento de que a &#8220;<em>massa falida n\u00e3o se confunde com a pessoa do falido, ou seja, o devedor contra quem foi proferida senten\u00e7a de quebra empresarial. Nesse passo, a nomea\u00e7\u00e3o do s\u00edndico visa a preservar, sobretudo, a comunh\u00e3o de interesses dos credores (massa falida subjetiva), mas n\u00e3o os interesses do falido, os quais, no mais das vezes, s\u00e3o conflitantes com os interesses da massa. Assim, depois da decreta\u00e7\u00e3o da fal\u00eancia, o devedor falido n\u00e3o se convola em mero expectador no processo falimentar, podendo praticar atos processuais em defesa dos seus interesses pr\u00f3prios<\/em>&#8221; (REsp 702.835\/PR, Rel. Ministro Luis Felipe Salom\u00e3o, Quarta Turma, julgado em 16\/9\/2010, DJe 23\/9\/2010).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>12.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Depois da decreta\u00e7\u00e3o da fal\u00eancia, o devedor falido n\u00e3o se convola em mero expectador no processo falimentar, podendo praticar atos processuais em defesa dos seus interesses pr\u00f3prios.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-nbsp-admissibilidade-da-responsabilidade-solidaria-e-a-extensao-dos-efeitos-da-falencia-ao-socio-diretor-de-sociedade-anonima\"><a><\/a><a>13.&nbsp; Admissibilidade da responsabilidade solid\u00e1ria e a extens\u00e3o dos efeitos da fal\u00eancia ao s\u00f3cio diretor de sociedade an\u00f4nima<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A responsabilidade solid\u00e1ria e a extens\u00e3o dos efeitos da fal\u00eancia ao s\u00f3cio diretor de sociedade an\u00f4nima somente s\u00e3o admitidas mediante declara\u00e7\u00e3o em senten\u00e7a pr\u00e9via proferida em processo aut\u00f4nomo reconhecendo a pr\u00e1tica de atos que tenham resultado na quebra da pessoa jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.833.445-RJ, Rel. Ministro Jo\u00e3o Ot\u00e1vio de Noronha, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 20\/6\/2023, Dje 22\/6\/2023. (Info 780)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a><\/a><a>13.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Com a homologa\u00e7\u00e3o do pedido de autofal\u00eancia da empresa Quebradeira, o Ju\u00edzo de primeiro grau determinou o registro da senten\u00e7a no Cart\u00f3rio de Interdi\u00e7\u00f5es e Tutelas, estendendo a anota\u00e7\u00e3o aos nomes dos s\u00f3cios diretores.<\/p>\n\n\n\n<p>O inqu\u00e9rito judicial instaurado para apura\u00e7\u00e3o de eventual responsabilidade pelos atos de fal\u00eancia foi arquivado pelo fato de a quebra das sociedades ter se dado exclusivamente pela conjuntura econ\u00f4mica do pa\u00eds, em especial pelo Plano Collor. Ao avaliar o pedido de baixa dos nomes dos s\u00f3cios diretores no cart\u00f3rio extrajudicial competente, o Tribunal local entendeu que a qualidade de diretores e administradores das sociedades falidas atrairia a incid\u00eancia do disposto no art. 37 do Decreto-Lei n. 7.661\/1945, vigente \u00e0 \u00e9poca da quebra, o que autorizaria a equipara\u00e7\u00e3o deles \u00e0 figura do falido, com a consequente extens\u00e3o de todas as restri\u00e7\u00f5es legais e das obriga\u00e7\u00f5es destinadas \u00e0 massa.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>13.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>13.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Decreto-Lei n. 7.661\/1945:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 6\u00b0 A responsabilidade solid\u00e1ria dos diretores das sociedades an\u00f4nimas e dos gerentes das sociedades por cotas de responsabilidade limitada, estabelecida nas respectivas leis; a dos s\u00f3cios comandit\u00e1rios (C\u00f3digo Comercial, art. 314), e a do s\u00f3cio oculto (C\u00f3digo Comercial, art. 305), ser\u00e3o apuradas, e tornar-se-\u00e3o efetivas, mediante processo ordin\u00e1rio, no ju\u00edzo da fal\u00eancia, aplicando-se ao caso o disposto no art. 50, \u00a7 1\u00b0.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. O juiz, a requerimento do s\u00edndico, pode ordenar o sequestro de bens que bastem para efetivar a responsabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 37. Ressalvados os direitos reconhecidos aos s\u00f3cios solid\u00e0riamente respons\u00e1veis pelas obriga\u00e7\u00f5es sociais, as sociedades falidas ser\u00e3o representadas na fal\u00eancia pelos seus diretores, administradores, gerentes ou liquidantes, os quais ficar\u00e3o sujeitos a t\u00f4das as obriga\u00e7\u00f5es que a presente lei imp\u00f5e ao devedor ou falido, ser\u00e3o ouvidos nos casos em que a lei prescreve a audi\u00eancia do falido, e incorrer\u00e3o na pena de pris\u00e3o nos t\u00earmos do art. 35.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Cabe ao inventariante, nos t\u00earmos d\u00easte artigo, a representa\u00e7\u00e3o do esp\u00f3lio falido.<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 11.101\/2005:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 82. A responsabilidade pessoal dos s\u00f3cios de responsabilidade limitada, dos controladores e dos administradores da sociedade falida, estabelecida nas respectivas leis, ser\u00e1 apurada no pr\u00f3prio ju\u00edzo da fal\u00eancia, independentemente da realiza\u00e7\u00e3o do ativo e da prova da sua insufici\u00eancia para cobrir o passivo, observado o procedimento ordin\u00e1rio previsto no C\u00f3digo de Processo Civil.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-possivel-a-extensao-dos-efeitos-ao-socio-diretor\"><a>13.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel a extens\u00e3o dos efeitos ao s\u00f3cio diretor?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Somente mediante declara\u00e7\u00e3o em senten\u00e7a pr\u00e9via proferida em processo aut\u00f4nomo reconhecendo a pr\u00e1tica de atos que tenham resultado na quebra da pessoa jur\u00eddica!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia a determinar, na vig\u00eancia do Decreto-Lei n. 7.661\/1945, a possibilidade de estender aos diretores os efeitos da fal\u00eancia, se n\u00e3o houve constata\u00e7\u00e3o de responsabilidades desses pela fal\u00eancia da sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A responsabilidade pessoal do s\u00f3cio da pessoa jur\u00eddica submetida ao procedimento falimentar tem como pressuposto a subsidiariedade decorrente da separa\u00e7\u00e3o de personalidades e, por consequ\u00eancia, de patrim\u00f4nio<\/strong>. Assim, n\u00e3o pode a personalidade civil da pessoa f\u00edsica do s\u00f3cio ser confundida com a personalidade jur\u00eddica da pessoa jur\u00eddica, sob pena de se estabelecer verdadeira confus\u00e3o patrimonial acerca das obriga\u00e7\u00f5es contra\u00eddas, em especial daquelas oriundas do procedimento falimentar. Essa dualidade de personalidades da pessoa f\u00edsica e da pessoa jur\u00eddica imp\u00f5e, como regra, a orienta\u00e7\u00e3o acerca da incomunicabilidade entre o patrim\u00f4nio do s\u00f3cio e o patrim\u00f4nio da sociedade empresarial.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso das sociedades de responsabilidade limitada, a responsabiliza\u00e7\u00e3o dos s\u00f3cios e administradores da sociedade falida, via de regra, pode ocorrer em duas situa\u00e7\u00f5es distintas. <strong>A primeira diz respeito aos atos praticados perante a sociedade<\/strong>, o que acarretaria a responsabilidade perante a massa falida, exigindo-se, para tanto, a\u00e7\u00e3o de responsabilidade pr\u00f3pria, nos termos do art. 6\u00ba do Decreto-Lei n. 7.661\/1945. <strong>A segunda diz respeito \u00e0 responsabilidade dos s\u00f3cios perante os credores da massa<\/strong>, o que exigiria procedimento incidente relacionado \u00e0 desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica, conforme disposto no art. 82 da Lei n. 11.101\/2005.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>As duas hip\u00f3teses n\u00e3o se confundem, mas ambas exigem a caracteriza\u00e7\u00e3o espec\u00edfica da responsabilidade, motivo pelo qual a incid\u00eancia da solidariedade do art. 37 do Decreto-Lei n. 7.661\/1945 n\u00e3o pode se dar de forma autom\u00e1tica nos autos<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa maneira, a aus\u00eancia de processo aut\u00f4nomo em que se tenha comprovado a exist\u00eancia de responsabilidade pela pr\u00e1tica de atos que tenham rela\u00e7\u00e3o direta ou indireta com a quebra da sociedade empres\u00e1ria inviabiliza o reconhecimento da solidariedade a respeito das obriga\u00e7\u00f5es oriundas do procedimento falimentar, o que impede a extens\u00e3o dos efeitos da fal\u00eancia aos s\u00f3cios diretores e a manuten\u00e7\u00e3o da anota\u00e7\u00e3o de seus nomes junto ao cart\u00f3rio extrajudicial.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 cabimento para a responsabilidade objetiva do s\u00f3cio de responsabilidade limitada, sem que tenha sido demonstrada a pr\u00e1tica de atos de fal\u00eancia ou o descumprimento de deveres no bojo do procedimento falimentar.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>13.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A responsabilidade solid\u00e1ria e a extens\u00e3o dos efeitos da fal\u00eancia ao s\u00f3cio diretor de sociedade an\u00f4nima somente s\u00e3o admitidas mediante declara\u00e7\u00e3o em senten\u00e7a pr\u00e9via proferida em processo aut\u00f4nomo reconhecendo a pr\u00e1tica de atos que tenham resultado na quebra da pessoa jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-nbsp-des-necessidade-de-que-haja-confusao-no-publico-consumidor-ou-associacao-erronea-em-prejuizo-do-seu-titular-para-que-reste-configurada-a-violacao-ao-direito-marcario\"><a><\/a><a>14.&nbsp; (Des)Necessidade de que haja confus\u00e3o no p\u00fablico consumidor ou associa\u00e7\u00e3o err\u00f4nea em preju\u00edzo do seu titular para que reste configurada a viola\u00e7\u00e3o ao direito marc\u00e1rio<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A prote\u00e7\u00e3o da marca, seja ela de alto renome ou n\u00e3o, busca evitar a confus\u00e3o ou a associa\u00e7\u00e3o de uma marca registrada a uma outra, sendo imprescind\u00edvel que, para que exista a viola\u00e7\u00e3o ao direito marc\u00e1rio, haja confus\u00e3o no p\u00fablico consumidor ou associa\u00e7\u00e3o err\u00f4nea em preju\u00edzo do seu titular.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.874.635-RJ, Rel. Ministro Marco Aur\u00e9lio Bellizze, Terceira Turma, por maioria, julgado em 8\/8\/2023, DJe 15\/8\/2023. (Info 784)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a><\/a><a>14.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Advance Magazines ajuizou a\u00e7\u00e3o em face de Conde Constru\u00e7\u00f5es postulando que a r\u00e9 se abstivesse de usar a marca Vogue (concorr\u00eancia desleal) e pretendendo ainda indeniza\u00e7\u00e3o por danos materiais decorrentes do uso indevido da marca.<\/p>\n\n\n\n<p>A autora \u00e9 propriet\u00e1ria da marca \u201cVogue\u201d e alega que houve viola\u00e7\u00e3o ao direito marc\u00e1rio quando a r\u00e9 nomeou um de seus edif\u00edcios com o nome \u201cVogue Square\u201d, este constitu\u00eddo por escrit\u00f3rios, lojas, hotel, academia e centro de conven\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>14.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-necessaria-a-confusao-ou-associacao-erronea\"><a>14.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Necess\u00e1ria a confus\u00e3o ou associa\u00e7\u00e3o err\u00f4nea?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeap!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A marca Vogue, a despeito de ser famosa, <strong>n\u00e3o se encontrava entre as marcas de alto renome no Brasil e, portanto, n\u00e3o se beneficia da prote\u00e7\u00e3o da\u00ed decorrente, mormente quanto \u00e0 exce\u00e7\u00e3o ao princ\u00edpio da especialidade<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, as recorrentes informam a exist\u00eancia de fato novo, qual seja, a decis\u00e3o administrativa proferida pelo INPI reconhecendo formalmente a marca Vogue como de alto renome, estendendo a prote\u00e7\u00e3o de sua marca a todos os ramos de atividade.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse fato, contudo, n\u00e3o tem o cond\u00e3o de interferir no julgamento do presente caso, pois, consoante j\u00e1 decidido pela Terceira Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, <strong>mesmo que o princ\u00edpio da especialidade n\u00e3o se aplique \u00e0s marcas de alto renome, a prote\u00e7\u00e3o legal n\u00e3o abrange nomes de edif\u00edcios e empreendimentos imobili\u00e1rios, pois n\u00e3o gozam de exclusividade<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Como bem destacado no voto proferido pelo Ministro Moura Ribeiro, no REsp 1.804.960\/SP<strong>, \u00e9 comum que os aludidos bens recebam id\u00eantica denomina\u00e7\u00e3o e, por isso, proliferem as homon\u00edmias sem que um condom\u00ednio possa impedir o outro de receber id\u00eantica denomina\u00e7\u00e3o, de forma que seus nomes, na verdade, n\u00e3o qualificam produtos ou servi\u00e7os, apenas conferem uma denomina\u00e7\u00e3o para individualiza\u00e7\u00e3o do bem<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a prote\u00e7\u00e3o \u00e0 marca, principalmente a individualiza\u00e7\u00e3o de um produto e servi\u00e7o para explora\u00e7\u00e3o de determinada atividade econ\u00f4mica, n\u00e3o se estende \u00e0 denomina\u00e7\u00e3o atribu\u00edda a um bem para identificar objetos singulares, sem nenhuma criatividade ou capacidade inventiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante disso, v\u00ea-se que o empreendimento imobili\u00e1rio <a>Vogue Square \u00e9 constitu\u00eddo por escrit\u00f3rios, lojas, hotel, academia e centro de conven\u00e7\u00f5es<\/a>, de modo que n\u00e3o se vislumbra a possibilidade de indu\u00e7\u00e3o dos consumidores ao erro, da caracteriza\u00e7\u00e3o de concorr\u00eancia parasit\u00e1ria ou do ofuscamento da marca da autora, tratando-se apenas da individualiza\u00e7\u00e3o de um empreendimento imobili\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Saliente-se que<strong> os estabelecimentos ali situados conservam seus nomes originais, sem nenhuma vincula\u00e7\u00e3o de produtos ou servi\u00e7os \u00e0 marca Vogue, havendo, na verdade, uma busca pela clientela de cada um dos comerciantes ali situados de acordo com suas pr\u00f3prias expertises<\/strong>, sem nenhuma associa\u00e7\u00e3o \u00e0 referida marca, ou seja, os frequentadores do empreendimento l\u00e1 n\u00e3o v\u00e3o com o objetivo de consumir nenhum produto ou servi\u00e7o relacionado \u00e0 Vogue, mas, sim, aqueles prestados separadamente por cada um dos fornecedores que ali se encontram, com suas particularidades, marcas pr\u00f3prias e segmentos espec\u00edficos.<\/p>\n\n\n\n<p>A dilui\u00e7\u00e3o da referida marca decorre do uso de sinal distintivo por terceiros fora do campo de especialidade de determinadas marcas de grande relev\u00e2ncia ou famosas (mas que n\u00e3o foram reconhecidas como de alto renome pelo INPI), de maneira que seu valor informacional deixa de ser suficientemente significativo, tornando o signo cada vez menos exclusivo.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>14.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A prote\u00e7\u00e3o da marca, seja ela de alto renome ou n\u00e3o, busca evitar a confus\u00e3o ou a associa\u00e7\u00e3o de uma marca registrada a uma outra, sendo imprescind\u00edvel que, para que exista a viola\u00e7\u00e3o ao direito marc\u00e1rio, haja confus\u00e3o no p\u00fablico consumidor ou associa\u00e7\u00e3o err\u00f4nea em preju\u00edzo do seu titular.<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-a7cacf5c-12d9-4688-b115-fde6181762e2\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/02\/06010923\/stj-rev-23-iii-consumidor-_-empresarial.pdf\">stj-rev-23-iii-consumidor-_-empresarial<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/02\/06010923\/stj-rev-23-iii-consumidor-_-empresarial.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-a7cacf5c-12d9-4688-b115-fde6181762e2\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Informativo do STJ\u00a0COMENTADO. 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