{"id":1327934,"date":"2024-01-02T11:03:48","date_gmt":"2024-01-02T14:03:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1327934"},"modified":"2024-01-03T08:33:07","modified_gmt":"2024-01-03T11:33:07","slug":"informativo-stf-comentado-revisao-2023-2-direito-administrativo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-comentado-revisao-2023-2-direito-administrativo\/","title":{"rendered":"Informativo STF Comentado &#8211; Revis\u00e3o 2023.2 Direito Administrativo"},"content":{"rendered":"\n<p>Informativo do STF&nbsp;<strong>COMENTADO<\/strong>. N\u00e3o paramos nem nas f\u00e9rias! Nesta parte 2 de nossa retrospectiva, bora revisar o que de mais importante apareceu em 2023 em Direito Administrativo. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/01\/02110331\/stf-rev-23-ii-adm.pdf\" rel=\"sponsored nofollow\">DOWNLOAD do PDF<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_9aPCmaaK1i8\"><div id=\"lyte_9aPCmaaK1i8\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/9aPCmaaK1i8\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/9aPCmaaK1i8\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/9aPCmaaK1i8\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-administrativo\"><a>DIREITO ADMINISTRATIVO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-tomada-de-contas-especial-prazo-prescricional-para-instauracao-pelo-tcu\"><a><\/a><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tomada de Contas Especial: prazo prescricional para instaura\u00e7\u00e3o pelo TCU<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>MANDADO DE SEGURAN\u00c7A<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Com exce\u00e7\u00e3o do ressarcimento de valores pleiteados pela via judicial decorrentes da ilegalidade de despesa ou da irregularidade de contas, as san\u00e7\u00f5es administrativas aplicadas pelo Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU) s\u00e3o prescrit\u00edveis, aplicando-se os prazos da Lei 9.873\/1999.<\/p>\n\n\n\n<p>MS 36.990 AgR\/DF, relator Ministro Ricardo Lewandowski, julgamento em 28.3.2023 (Info 1089)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a><\/a><a>1.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Tadeu era integrante de uma associa\u00e7\u00e3o que recebia recursos federais. O TCU constatou que Tadeu teria praticado atos suspeitos de irregularidade em 2009. Em 2015, o TCU instaurou o processo de Tomada de Contas, com a cita\u00e7\u00e3o sendo cumprida em 2017, isto \u00e9, cerca de oito anos ap\u00f3s a pr\u00e1tica dos atos. A tomada de contas resultou na aplica\u00e7\u00e3o de multa. Tadeu ent\u00e3o impetrou Mandado de Seguran\u00e7a no qual alega a prescri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>1.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei 9.873\/1999: \u201cArt. 1\u00ba Prescreve em cinco anos a a\u00e7\u00e3o punitiva da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica Federal, direta e indireta, no exerc\u00edcio do poder de pol\u00edcia, objetivando apurar infra\u00e7\u00e3o \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o em vigor, contados da data da pr\u00e1tica do ato ou, no caso de infra\u00e7\u00e3o permanente ou continuada, do dia em que tiver cessado. \u00a7 1\u00ba Incide a prescri\u00e7\u00e3o no procedimento administrativo paralisado por mais de tr\u00eas anos, pendente de julgamento ou despacho, cujos autos ser\u00e3o arquivados de of\u00edcio ou mediante requerimento da parte interessada, sem preju\u00edzo da apura\u00e7\u00e3o da responsabilidade funcional decorrente da paralisa\u00e7\u00e3o, se for o caso. \u00a7 2\u00ba Quando o fato objeto da a\u00e7\u00e3o punitiva da Administra\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m constituir crime, a prescri\u00e7\u00e3o reger-se-\u00e1 pelo prazo previsto na lei penal. Art. 1\u00ba-A. Constitu\u00eddo definitivamente o cr\u00e9dito n\u00e3o tribut\u00e1rio, ap\u00f3s o t\u00e9rmino regular do processo administrativo, prescreve em 5 (cinco) anos a a\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica federal relativa a cr\u00e9dito decorrente da aplica\u00e7\u00e3o de multa por infra\u00e7\u00e3o \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o em vigor. Art. 2\u00ba Interrompe-se a prescri\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o punitiva: I \u2013 pela notifica\u00e7\u00e3o ou cita\u00e7\u00e3o do indiciado ou acusado, inclusive por meio de edital; II &#8211; por qualquer ato inequ\u00edvoco, que importe apura\u00e7\u00e3o do fato; III &#8211; pela decis\u00e3o condenat\u00f3ria recorr\u00edvel. IV \u2013&nbsp;por&nbsp;qualquer ato inequ\u00edvoco que importe em manifesta\u00e7\u00e3o expressa de tentativa de solu\u00e7\u00e3o conciliat\u00f3ria no \u00e2mbito interno da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica federal.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-as-sancoes-aplicadas-pelo-tcu-sao-prescritiveis\"><a>1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; As san\u00e7\u00f5es aplicadas pelo TCU s\u00e3o prescrit\u00edveis?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Como regra, SIM!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em regra, as a\u00e7\u00f5es de ressarcimento ao er\u00e1rio submetem-se \u00e0 prescri\u00e7\u00e3o, salvo aquelas fundadas na pr\u00e1tica de ato doloso tipificado na Lei 8.429\/1992 (vide&nbsp;Tema 897 RG). Isso inclui <strong>todas as demandas que envolvam a pretens\u00e3o estatal de ser ressarcido pela pr\u00e1tica de qualquer ato il\u00edcito, seja de natureza civil, administrativa ou penal, ressalvadas as exce\u00e7\u00f5es constitucionais<\/strong> (CF\/1988, art. 5\u00ba, XLII e XLIV) e, como dito, a pr\u00e1tica de ato doloso de improbidade administrativa (excluindo-se os atos \u00edmprobos culposos, que se submetem \u00e0 regra prescricional).<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, a jurisprud\u00eancia do STF repele a imprescritibilidade de pretens\u00f5es punitivas do TCU, de modo que a aplicabilidade de suas san\u00e7\u00f5es administrativas sofre os efeitos fulminantes da passagem de tempo, de acordo com os prazos previstos em lei. No caso, \u00e9 regulada integralmente pela Lei 9.873\/1999,&nbsp;que estabelece o prazo de cinco anos da a\u00e7\u00e3o punitiva da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica federal, direta e indireta, no exerc\u00edcio do poder de pol\u00edcia, objetivando apurar infra\u00e7\u00e3o \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o em vigor, contados da data da pr\u00e1tica do ato ou, no caso de infra\u00e7\u00e3o permanente ou continuada, do dia em que tiver cessado.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Na esp\u00e9cie, a prescri\u00e7\u00e3o restou configurada, pois o impetrante teria praticado atos comissivos em novembro de 2009. Em outubro de 2015, o TCU instaurou o processo de Tomada de Contas e a cita\u00e7\u00e3o foi devidamente cumprida em setembro de 2017, isto \u00e9, cerca de oito anos ap\u00f3s a pr\u00e1tica dos atos.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>1.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, a Segunda Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental para manter a decis\u00e3o monocr\u00e1tica que declarou a ocorr\u00eancia da prescri\u00e7\u00e3o da pretens\u00e3o punitiva do TCU em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s infra\u00e7\u00f5es imputadas ao impetrante nos autos da TC 030.229\/2015-4, bem como ressaltou a possibilidade de a Uni\u00e3o perseguir, se assim entender, os valores referentes ao ressarcimento dos danos na esfera judicial.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-impedimento-da-aposentadoria-voluntaria-e-da-exoneracao-a-pedido-de-servidor-estadual-que-responde-a-processo-administrativo-disciplinar\"><a><\/a><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Impedimento da aposentadoria volunt\u00e1ria e da exonera\u00e7\u00e3o a pedido de servidor estadual que responde a processo administrativo disciplinar<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional norma estadual que impede a exonera\u00e7\u00e3o a pedido e a aposentadoria volunt\u00e1ria de servidor que responde a processo administrativo disciplinar (PAD). Contudo, \u00e9 poss\u00edvel conceder a aposentadoria ao investigado quando a conclus\u00e3o do PAD n\u00e3o observar prazo razo\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 6.591\/DF, relator Ministro Edson Fachin, julgamento virtual finalizado em 2.5.2023 (Info 1092)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a><\/a><a>2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Foi ajuizada a ADI 6591 em face de norma estadual baiana que impedia a exonera\u00e7\u00e3o a pedido e a aposentadoria volunt\u00e1ria de servidor que respondesse a processo administrativo disciplinar (PAD).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei 8.112\/1990: \u201cArt. 172.&nbsp;&nbsp;O servidor que responder a processo disciplinar s\u00f3 poder\u00e1 ser exonerado a pedido, ou aposentado voluntariamente, ap\u00f3s a conclus\u00e3o do processo e o cumprimento da penalidade, acaso aplicada. Par\u00e1grafo \u00fanico. Ocorrida a exonera\u00e7\u00e3o de que trata o par\u00e1grafo \u00fanico, inciso I do art. 34, o ato ser\u00e1 convertido em demiss\u00e3o, se for o caso.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-pode-segurar-o-sujeito-pelo-cangote\"><a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Pode segurar o sujeito pelo cangote<\/a>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Pode. Mas \u00e9 poss\u00edvel conceder a aposentadoria ao investigado quando a conclus\u00e3o do PAD n\u00e3o observar prazo razo\u00e1vel!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica n\u00e3o possui discricionariedade para deixar de aplicar penalidades disciplinares quando os fatos se amoldarem ao tipo legal, assim como para estender, de modo desproporcional, o prazo para a conclus\u00e3o do respectivo processo administrativo. Assim, \u00e9 poss\u00edvel a cumula\u00e7\u00e3o de san\u00e7\u00f5es \u2014 pois se revela como medida razo\u00e1vel e proporcional \u2014 necess\u00e1rias para a observ\u00e2ncia do princ\u00edpio democr\u00e1tico.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, a indisponibilidade dos bens para o ressarcimento do dano ou a configura\u00e7\u00e3o de eventual inelegibilidade \u2014 penalidades aplic\u00e1veis quando o servidor \u00e9 demitido \u2014 justificam a previs\u00e3o do art. 172 da Lei 8.112\/1990 \u2014 que disp\u00f5e sobre o regime jur\u00eddico dos servidores p\u00fablicos civis da Uni\u00e3o, das autarquias e das funda\u00e7\u00f5es p\u00fablicas federais \u2014, e cuja reda\u00e7\u00e3o foi replicada pela lei estadual impugnada.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, o <strong>tempo de espera para a conclus\u00e3o do PAD pode ser demasiado e acabar atingindo, de forma reflexa, o direito \u00e0 aposentadoria<\/strong>. Se isso ocorrer, \u00e9 necess\u00e1rio verificar, \u00e0 luz do caso concreto, o real motivo da demora: se a des\u00eddia, entre outras possibilidades, decorre do abuso do direito de defesa, pela complexidade do caso, ou pela necessidade de produ\u00e7\u00e3o de provas.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>2.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por maioria,&nbsp;julgou parcialmente procedente a a\u00e7\u00e3o para conferir interpreta\u00e7\u00e3o conforme a Constitui\u00e7\u00e3o ao art. 240 da Lei 6.677\/1994 do Estado da Bahia, a fim de assentar que, em caso de inobserv\u00e2ncia de prazo razo\u00e1vel para a conclus\u00e3o de processo administrativo disciplinar, seja poss\u00edvel a concess\u00e3o de aposentadoria a servidor investigado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-agentes-de-combate-as-endemias-norma-que-define-o-regime-juridico-da-categoria\"><a><\/a><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Agentes de combate \u00e0s endemias: norma que define o regime jur\u00eddico da categoria<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A EC n\u00ba 51\/2006, ao prever a admiss\u00e3o de agentes de combate \u00e0s endemias por processo seletivo p\u00fablico, estabeleceu exce\u00e7\u00e3o constitucional \u00e0 regra do concurso p\u00fablico, cabendo ao legislador ordin\u00e1rio definir o regime jur\u00eddico aplic\u00e1vel aos profissionais.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 5.554\/DF, relator Ministro Roberto Barroso, julgamento virtual finalizado em 24.4.2023 (Info 1093)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a><\/a><a>3.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O PGR ajuizou no STF a ADI 5554 contra dispositivos da Lei 13.026\/2014, na parte em que cria o Quadro em Extin\u00e7\u00e3o de Combate a Endemias e autoriza a transforma\u00e7\u00e3o dos empregos, criados pela Lei 11.350\/2006, no cargo de agente de combate a endemias.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o procurador-geral, a lei, ao transformar os ocupantes de empregos p\u00fablicos em ocupantes de CARGOS p\u00fablicos, materializou <em>provimento derivado <\/em>e contrariou o artigo 37, inciso II, da CF, que exige a aprova\u00e7\u00e3o em concurso p\u00fablico para a investidura em cargo ou emprego p\u00fablico. Ele explica que, antes da edi\u00e7\u00e3o da EC 51\/2006, os gestores locais do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) costumavam contratar esses funcion\u00e1rios por meio de contratos tempor\u00e1rios por excepcional interesse p\u00fablico.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>3.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-a-quem-cabe-definir-o-regime-juridico-dos-agentes\"><a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A quem cabe definir o regime jur\u00eddico dos agentes?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Ao legislador ordin\u00e1rio!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional a Lei 13.026\/2014, na parte em que cria o Quadro em Extin\u00e7\u00e3o de Combate \u00e0s Endemias e autoriza a transforma\u00e7\u00e3o dos empregos p\u00fablicos criados pelo art. 15 da Lei 11.350\/2006 no cargo de Agente de Combate \u00e0s Endemias, a ser regido pela Lei 8.112\/1990 (regime estatut\u00e1rio).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A EC 51\/2006 previu exce\u00e7\u00e3o \u00e0 regra da obrigat\u00f3ria aprova\u00e7\u00e3o pr\u00e9via em concurso p\u00fablico, possibilitando a admiss\u00e3o de agentes comunit\u00e1rios de sa\u00fade e de combate \u00e0s endemias mediante \u201cprocesso seletivo p\u00fablico<\/strong>\u201d (CF\/1988, art. 198, \u00a7 4\u00ba). O objetivo foi fixar procedimento simplificado de contrata\u00e7\u00e3o para viabilizar a escolha de pessoas legitimadas e reconhecidas pela comunidade destinat\u00e1ria das a\u00e7\u00f5es de sa\u00fade. Nesse contexto, inexiste provimento derivado de cargo p\u00fablico ou inconstitucionalidade decorrente da transforma\u00e7\u00e3o de emprego em cargo p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, a EC 51\/2006 n\u00e3o vedou ou determinou a ado\u00e7\u00e3o de um regime jur\u00eddico espec\u00edfico (celetista ou estatut\u00e1rio), mas deixou essa escolha a cargo do legislador. Como a regra do concurso p\u00fablico \u00e9 aplic\u00e1vel a emprego ou a cargo p\u00fablico, a incid\u00eancia da exce\u00e7\u00e3o constitucional \u00e9 indiferente ao regime jur\u00eddico do agente. Nesse sentido, a mencionada EC atribuiu \u00e0 lei federal, de forma expressa, a disciplina sobre o regime jur\u00eddico aplic\u00e1vel \u00e0 referida categoria de profissionais, al\u00e9m da regulamenta\u00e7\u00e3o do piso salarial nacional, as diretrizes para os planos de carreira e as atividades a serem exercidas.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><a>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou improcedente a a\u00e7\u00e3o para assentar a constitucionalidade dos arts. 3\u00ba, \u00a7\u00a7 1\u00ba, 2\u00ba, 3\u00ba e 5\u00ba; 4\u00ba, par\u00e1grafo \u00fanico; 5\u00ba,&nbsp;caput&nbsp;e par\u00e1grafo \u00fanico; e 6\u00ba, todos da Lei 13.026\/2014.<\/a><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-colaboracao-nbsp-premiada-possibilidade-de-utilizacao-no-ambito-de-acao-civil-publica-por-ato-de-improbidade-administrativa\"><a><\/a><a><\/a><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <em>Colabora\u00e7\u00e3o<\/em><\/a><em>&nbsp;premiada: possibilidade de utiliza\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito de a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica por ato de improbidade administrativa<\/em><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>&nbsp;RECURSO EXTRAORDIN\u00c1RIO COM AGRAVO<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 constitucional a utiliza\u00e7\u00e3o da colabora\u00e7\u00e3o premiada, nos termos da Lei 12.850\/2013, no \u00e2mbito civil, em a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica por ato de improbidade administrativa movida pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico, observando-se as seguintes diretrizes: (1) Realizado o acordo de colabora\u00e7\u00e3o premiada, ser\u00e3o remetidos ao juiz, para an\u00e1lise, o respectivo termo, as declara\u00e7\u00f5es do colaborador e c\u00f3pia da investiga\u00e7\u00e3o, devendo o juiz ouvir sigilosamente o colaborador, acompanhado de seu defensor, oportunidade em que analisar\u00e1 os seguintes aspectos na homologa\u00e7\u00e3o: regularidade, legalidade e voluntariedade da manifesta\u00e7\u00e3o de vontade, especialmente nos casos em que o colaborador est\u00e1 ou esteve sob efeito de medidas cautelares, nos termos dos \u00a7\u00a7 6\u00ba e 7\u00ba do artigo 4\u00ba da referida Lei 12.850\/2013; (2) As declara\u00e7\u00f5es do agente colaborador, desacompanhadas de outros elementos de prova, s\u00e3o insuficientes para o in\u00edcio da a\u00e7\u00e3o civil por ato de improbidade; (3) A obriga\u00e7\u00e3o de ressarcimento do dano causado ao er\u00e1rio pelo agente colaborador deve ser integral, n\u00e3o podendo ser objeto de transa\u00e7\u00e3o ou acordo, sendo v\u00e1lida a negocia\u00e7\u00e3o em torno do modo e das condi\u00e7\u00f5es para a indeniza\u00e7\u00e3o; (4) O acordo de colabora\u00e7\u00e3o deve ser celebrado pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico, com a interveni\u00eancia da pessoa jur\u00eddica interessada e devidamente homologado pela autoridade judicial; (5) Os acordos j\u00e1 firmados somente pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico ficam preservados at\u00e9 a data deste julgamento, desde que haja previs\u00e3o de total ressarcimento do dano, tenham sido devidamente homologados em Ju\u00edzo e regularmente cumpridos pelo beneficiado.<\/p>\n\n\n\n<p>ARE 1.175.650\/PR, relator Ministro Alexandre de Moraes, julgamento virtual finalizado em 30.6.2023 (Info 1101)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a><\/a><a>4.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico do Paran\u00e1 prop\u00f4s a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica por ato de improbidade administrativa contra um auditor fiscal e mais 24 pessoas f\u00edsicas e jur\u00eddicas. Na Opera\u00e7\u00e3o Publicano, revelou-se a exist\u00eancia de organiza\u00e7\u00e3o criminosa que obtinha vantagem patrimonial por meio de acordos (corrup\u00e7\u00e3o) com empres\u00e1rios sujeitos \u00e0 fiscaliza\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria na Receita Estadual.<\/p>\n\n\n\n<p>O MP-PR requereu a indisponibilidade de valores e de bens m\u00f3veis e im\u00f3veis dos acusados e a imposi\u00e7\u00e3o das san\u00e7\u00f5es previstas na Lei 8.429\/1992 (Lei de Improbidade Administrativa). A defesa de um dos auditores investigados alega que a medida se amparou em elementos colhidos em colabora\u00e7\u00e3o premiada, cuja utiliza\u00e7\u00e3o em a\u00e7\u00e3o de improbidade n\u00e3o seria admitida pelo artigo 17, par\u00e1grafo 1\u00ba, da Lei 8.429\/1992.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>4.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei 13.964\/2019: \u201cArt. 6\u00ba A Lei n\u00ba 8.429, de 2 de junho de 1992, passa a vigorar com as seguintes altera\u00e7\u00f5es: \u2018Art. 17&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1\u00ba As a\u00e7\u00f5es de que trata este artigo admitem a celebra\u00e7\u00e3o de acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o c\u00edvel, nos termos desta Lei.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-possivel-o-uso-da-colaboracao-premiada-em-acp-por-ato-de-improbidade\"><a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel o uso da colabora\u00e7\u00e3o premiada em ACP por ato de improbidade?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Observados os requisitos fixados pelo STF, SIM!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional o uso do instituto da colabora\u00e7\u00e3o premiada em a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica por ato de improbidade administrativa ajuizada pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico se a pessoa jur\u00eddica interessada participar como interveniente e se forem observadas as diretrizes ora fixadas pelo Supremo Tribunal Federal<strong>, cuja finalidade \u00e9 favorecer a efetiva tutela do patrim\u00f4nio p\u00fablico, da legalidade e da moralidade administrativas, e evitar a impunidade de maneira eficiente, com a prioriza\u00e7\u00e3o do combate \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O art. 6\u00ba da Lei 13.964\/2019, ao dar nova reda\u00e7\u00e3o ao \u00a7 1\u00ba do art. 17 da Lei 8.429\/1992 (Lei de Improbidade Administrativa &#8211; LIA), introduziu uma nova esp\u00e9cie de justi\u00e7a consensual\/negocial, permitindo, de modo expresso, a celebra\u00e7\u00e3o de acordo \u2014 de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o c\u00edvel \u2014 no \u00e2mbito da a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica por ato de improbidade administrativa. Contudo, antes mesmo da derroga\u00e7\u00e3o da proibi\u00e7\u00e3o dos referidos modelos de justi\u00e7a, j\u00e1 se verificava a possibilidade de utiliza\u00e7\u00e3o da colabora\u00e7\u00e3o premiada com base no restante da legisla\u00e7\u00e3o vigente.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, <strong>atendidos os par\u00e2metros legais, o acordo de colabora\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser homologado pelo juiz, desde que n\u00e3o isente o colaborador de ressarcir integralmente os danos causados, ainda que a forma de como se dar\u00e1 a indeniza\u00e7\u00e3o possa ser objeto de negocia\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, como a LIA prev\u00ea a legitimidade ativa concorrente entre o \u00f3rg\u00e3o ministerial e a pessoa jur\u00eddica de direito p\u00fablico lesada para o ajuizamento da a\u00e7\u00e3o, deve ser permitida a sua participa\u00e7\u00e3o, como interveniente, na celebra\u00e7\u00e3o do acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o c\u00edvel. O posicionamento do interveniente n\u00e3o impedir\u00e1 a celebra\u00e7\u00e3o da colabora\u00e7\u00e3o premiada pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico, por\u00e9m dever\u00e1 ser observado e analisado pelo magistrado no momento de sua homologa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>4.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, ao apreciar o&nbsp;Tema 1.043 da repercuss\u00e3o geral, negou provimento ao recurso extraordin\u00e1rio e fixou a tese jur\u00eddica supracitada.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-acesso-restrito-aos-processos-do-sistema-eletronico-de-informacoes-da-policia-federal\"><a><\/a><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Acesso restrito aos processos do Sistema Eletr\u00f4nico de Informa\u00e7\u00f5es da Pol\u00edcia Federal<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>ARGUI\u00c7\u00c3O DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O ato de qualquer dos poderes p\u00fablicos restritivo de publicidade deve ser motivado objetiva, espec\u00edfica e formalmente, sendo nulos os atos p\u00fablicos que imponham, genericamente e sem fundamenta\u00e7\u00e3o v\u00e1lida e espec\u00edfica, impeditivo do direito fundamental \u00e0 informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>ADPF 872\/DF, relatora Ministra C\u00e1rmen L\u00facia, julgamento virtual finalizado em 14.8.2023 (Info 1103)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a><\/a><a>5.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) ajuizou no STF a ADPF 872, contra ato do presidente da Comiss\u00e3o Nacional do Sistema Eletr\u00f4nico de Informa\u00e7\u00f5es (SEI) da Pol\u00edcia Federal (PF) que adaptou o sistema para que todos os processos sejam criados com a sugest\u00e3o de n\u00edvel de acesso restrito ou sigiloso, com exce\u00e7\u00e3o dos procedimentos das \u00e1reas de administra\u00e7\u00e3o e log\u00edstica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para o PSOL, o efeito pr\u00e1tico da orienta\u00e7\u00e3o, disposta em of\u00edcio dirigido a todos os servidores da PF, \u00e9 tornar restritas ou sigilosas todas as informa\u00e7\u00f5es e todos os documentos inseridos no SEI. A legenda registra que o of\u00edcio traz como justificativa a compartimenta\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es sens\u00edveis e a possibilidade de lan\u00e7amentos equivocados no sistema, motiva\u00e7\u00e3o que considera gen\u00e9rica e sem validade.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, o partido afirma que a determina\u00e7\u00e3o viola preceitos fundamentais da Constitui\u00e7\u00e3o Federal que dizem respeito \u00e0 moralidade, \u00e0 legalidade, \u00e0 transpar\u00eancia, ao direito de acesso \u00e0s informa\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, ao controle social, \u00e0 impessoalidade e \u00e0 cidadania.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>5.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei 12.527\/2011: \u201cArt. 7\u00ba O acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o de que trata esta Lei compreende, entre outros, os direitos de obter: I &#8211; orienta\u00e7\u00e3o sobre os procedimentos para a consecu\u00e7\u00e3o de acesso, bem como sobre o local onde poder\u00e1 ser encontrada ou obtida a informa\u00e7\u00e3o almejada; II &#8211; informa\u00e7\u00e3o contida em registros ou documentos, produzidos ou acumulados por seus \u00f3rg\u00e3os ou entidades, recolhidos ou n\u00e3o a arquivos p\u00fablicos; III &#8211; informa\u00e7\u00e3o produzida ou custodiada por pessoa f\u00edsica ou entidade privada decorrente de qualquer v\u00ednculo com seus \u00f3rg\u00e3os ou entidades, mesmo que esse v\u00ednculo j\u00e1 tenha cessado; IV &#8211; informa\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria, \u00edntegra, aut\u00eantica e atualizada; V &#8211; informa\u00e7\u00e3o sobre atividades exercidas pelos \u00f3rg\u00e3os e entidades, inclusive as relativas \u00e0 sua pol\u00edtica, organiza\u00e7\u00e3o e servi\u00e7os; VI &#8211; informa\u00e7\u00e3o pertinente \u00e0 administra\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio p\u00fablico, utiliza\u00e7\u00e3o de recursos p\u00fablicos, licita\u00e7\u00e3o, contratos administrativos; e VII &#8211; informa\u00e7\u00e3o relativa: a) \u00e0 implementa\u00e7\u00e3o, acompanhamento e resultados dos programas, projetos e a\u00e7\u00f5es dos \u00f3rg\u00e3os e entidades p\u00fablicas, bem como metas e indicadores propostos; b) ao resultado de inspe\u00e7\u00f5es, auditorias, presta\u00e7\u00f5es e tomadas de contas realizadas pelos \u00f3rg\u00e3os de controle interno e externo, incluindo presta\u00e7\u00f5es de contas relativas a exerc\u00edcios anteriores<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-necessaria-fundamentacao\"><a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Necess\u00e1ria fundamenta\u00e7\u00e3o?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Com certeza!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O controle de legalidade e finalidade dos atos administrativos exige transpar\u00eancia na gest\u00e3o p\u00fablica e n\u00e3o se restringe ao ato perfeito e acabado, pois abrange o processo administrativo que o precede e os motivos determinantes para ado\u00e7\u00e3o de dada conduta pela Administra\u00e7\u00e3o<\/strong> (Lei 12.527\/2011, art. 7\u00ba).<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, \u00e9 invi\u00e1vel a averigua\u00e7\u00e3o da legitimidade dos atos da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica pelos cidad\u00e3os e pelo Poder Judici\u00e1rio se n\u00e3o houver possibilidade de cotejamento da motiva\u00e7\u00e3o apontada com os fatos e atos administrativos. A publicidade do processo administrativo que precede o ato, portanto, \u00e9 imprescind\u00edvel para essa verifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>5.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o&nbsp;Plen\u00e1rio,&nbsp;por maioria, julgou procedente o pedido para reconhecer a nulidade do ato formalizado pelo Of\u00edcio 10\/2021 CNS\/CGAD\/DLOG\/PF, que estabeleceu que todos os processos do SEI-PF sejam cadastrados com n\u00edvel de acesso restrito.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-transformacao-nbsp-de-cargos-em-comissao-e-de-funcoes-de-confianca-mediante-ato-normativo-infralegal\"><a><\/a><a><\/a><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Transforma\u00e7\u00e3o<\/a>&nbsp;de cargos em comiss\u00e3o e de fun\u00e7\u00f5es de confian\u00e7a mediante ato normativo infralegal<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional \u2014 por ultrapassar a prerrogativa pautada na mera reorganiza\u00e7\u00e3o administrativa (CF\/1988, art. 84, VI, \u201ca\u201d e \u201cb\u201d) e ofender o princ\u00edpio da reserva legal (CF\/1988, art. 48, X, c\/c o art. 61, \u00a7 1\u00ba, II, \u201ca\u201d) \u2014 norma estadual que autoriza a transforma\u00e7\u00e3o, mediante decreto ou outro ato normativo infralegal, de fun\u00e7\u00f5es de confian\u00e7a em cargos em comiss\u00e3o ou vice-versa.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 6.180\/SE, relator Ministro Dias Toffoli, julgamento virtual finalizado em 14.8.2023 (Info 1104)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a><\/a><a>6.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) ajuizou a ADI 6180 no STF contra dispositivos de leis do Estado de Sergipe que autorizam a transforma\u00e7\u00e3o de cargos em comiss\u00e3o e fun\u00e7\u00f5es de confian\u00e7a entre si ou em cargos e fun\u00e7\u00f5es de igual natureza, independente de lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a OAB, ao permitir ao Poder Executivo local e ao Tribunal de Contas Estadual (TCE-SE) a transforma\u00e7\u00e3o de cargos e fun\u00e7\u00f5es por ato infralegal, as normas sergipanas violam a exig\u00eancia de lei para a cria\u00e7\u00e3o, extin\u00e7\u00e3o e transforma\u00e7\u00e3o de cargos, empregos e fun\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, conforme prev\u00ea a Constitui\u00e7\u00e3o Federal. A entidade alega tamb\u00e9m que n\u00e3o h\u00e1 autoriza\u00e7\u00e3o constitucional para o chefe do Executivo transformar fun\u00e7\u00f5es de confian\u00e7a em cargos em comiss\u00e3o, ou o inverso, uma vez que \u201cas fun\u00e7\u00f5es e cargos p\u00fablicos t\u00eam natureza distinta e, desse modo, n\u00e3o s\u00e3o intercambi\u00e1veis entre si\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo a OAB, as leis locais ferem o princ\u00edpio constitucional do concurso p\u00fablico, previsto no artigo 37, inciso II, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, pois permitem o aumento, por meio de atos infralegais, da propor\u00e7\u00e3o de ocupantes de cargos em comiss\u00e3o na administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>6.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-vale-transformacao-de-cargos-por-decreto\"><a>6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Vale transforma\u00e7\u00e3o de cargos por decreto?<\/a>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>De jeito nenhum!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A jurisprud\u00eancia do STF \u00e9 firme no sentido de que <strong>o modelo federal, cuja observ\u00e2ncia \u00e9 obrigat\u00f3ria no \u00e2mbito dos estados-membros, n\u00e3o abarca a possibilidade de o chefe do Poder Executivo, no campo de simples reorganiza\u00e7\u00e3o interna da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica, criar cargos e reestruturar \u00f3rg\u00e3os por meio de decreto ou outro ato infralegal<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>As fun\u00e7\u00f5es de confian\u00e7a e os cargos em comiss\u00e3o, por expressa disposi\u00e7\u00e3o constitucional, possuem naturezas e formas de provimento distintas (CF\/1988, art. 37, V), o que INVIBIALIZA a transforma\u00e7\u00e3o de uma em outra sem a devida edi\u00e7\u00e3o de lei formal e espec\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, no contexto das medidas normativas para sua organiza\u00e7\u00e3o e funcionamento interno, <strong>os Tribunais de Contas, embora detenham autonomia funcional, administrativa e financeira, devem guardar observ\u00e2ncia aos mesmos limites impostos a esse respeito para o chefe do Poder Executivo (CF\/1988, art. 84, VI,&nbsp;a&nbsp;e&nbsp;b), a saber: n\u00e3o gera\u00e7\u00e3o de aumento de despesa e possibilidade de extinguir fun\u00e7\u00f5es ou cargos p\u00fablicos somente nos casos de vac\u00e2ncia<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por maioria,&nbsp;julgou procedente a a\u00e7\u00e3o para:&nbsp;<strong>(i)<\/strong>&nbsp;declarar inconstitucional o art. 43, I e II, da Lei 8.496\/2018 do Estado de Sergipe (3);&nbsp;<strong>(ii)<\/strong>&nbsp;tendo em conta o efeito repristinat\u00f3rio da declara\u00e7\u00e3o de inconstitucionalidade da referida norma, declarar inconstitucionais o art. 50, I e II, da Lei 3.591\/1995; o art. 62, I e II, da Lei 4.749\/2003; o art. 65, I e II da Lei 6.130\/2007; o art. 73, I e II, da Lei 7.116\/2011; e o art. 49, I e II, da Lei 7.950\/2014, todas do Estado de Sergipe; e&nbsp;<strong>(iii)<\/strong>&nbsp;conferir interpreta\u00e7\u00e3o conforme ao art. 6\u00ba da Lei sergipana 2.963\/1991 (4), a fim de esclarecer que a extin\u00e7\u00e3o de cargos ou fun\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, mediante ato normativo infralegal, somente pode recair sobre os postos vagos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-lei-de-nbsp-improbidade-nbsp-administrativa-constitucionalidade-das-exigencias-e-penalidades-de-agentes-publicos-nbsp\"><a><\/a><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <em>Lei de&nbsp;<\/em><\/a><a><em>Improbidade<\/em><\/a><em>&nbsp;Administrativa: constitucionalidade das exig\u00eancias e penalidades de agentes p\u00fablicos<\/em><em>&nbsp;<\/em><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o constitucionais os dispositivos da Lei de Improbidade Administrativa (Lei 8.429\/1992 &#8211; LIA) que ampliam o conceito de agente p\u00fablico, imp\u00f5em obriga\u00e7\u00f5es no tocante \u00e0s informa\u00e7\u00f5es patrimoniais para posse e exerc\u00edcio do cargo, bem como preveem san\u00e7\u00f5es \u2014 independentemente das esferas penais, civis e administrativas \u2014 e o acompanhamento dos respectivos procedimentos administrativos pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico e pelo Tribunal de Contas.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 4.295\/DF, relator Ministro Marco Aur\u00e9lio, redator do ac\u00f3rd\u00e3o Ministro Gilmar Mendes, julgamento virtual finalizado em 21.8.2023 (Info 1105)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a><\/a><a>7.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O Partido da Mobiliza\u00e7\u00e3o Nacional (PMN) ajuizou no STF a ADI n\u00ba 4295, questionando 13 artigos da Lei de Improbidade Administrativa (Lei n\u00ba 8.429\/92), por consider\u00e1-los excessivamente abrangentes e vagos. Segundo o PMN, a Lei 8.429\/92 exorbita ao regular as puni\u00e7\u00f5es para a pr\u00e1tica de improbidade administrativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Em especial, a legenda questiona:<\/p>\n\n\n\n<p>1. As disposi\u00e7\u00f5es que ampliam o conceito de agente p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>2. Os dispositivos que imp\u00f5em obriga\u00e7\u00f5es no tocante \u00e0s informa\u00e7\u00f5es patrimoniais para posse e exerc\u00edcio do cargo (tem de abrir o imposto de renda), bem como preveem san\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>3. A determina\u00e7\u00e3o de acompanhamento dos respectivos procedimentos administrativos pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico e pelo Tribunal de Contas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>7.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-tudo-certo-arnaldo\"><a>7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tudo certo, Arnaldo?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Segue o jogo!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A LIA, em seu artigo 2\u00ba, estende a condi\u00e7\u00e3o de agente p\u00fablico para os efeitos da lei a \u201ctodo aquele que exerce, ainda que transitoriamente ou sem remunera\u00e7\u00e3o, por elei\u00e7\u00e3o, nomea\u00e7\u00e3o, designa\u00e7\u00e3o, contrata\u00e7\u00e3o ou qualquer outra forma de investidura ou v\u00ednculo, mandato, cargo, emprego ou fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica\u201d, conflitaria com entendimento firmado pelo Plen\u00e1rio do STF no julgamento da Reclama\u00e7\u00e3o (RCL) 2138.<\/p>\n\n\n\n<p>O artigo 3\u00ba, por sua vez, estende os efeitos da lei aos que, mesmo n\u00e3o sendo agentes p\u00fablicos, induzam ou concorram para a pr\u00e1tica de ato de improbidade ou dele se beneficiem sob qualquer forma direta ou indireta.<\/p>\n\n\n\n<p>Nada a reparar aqui!<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme jurisprud\u00eancia do STF, <strong>\u00e9 poss\u00edvel o duplo regime sancionat\u00f3rio de agentes pol\u00edticos, \u00e0 exce\u00e7\u00e3o do Presidente da Rep\u00fablica.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A proibi\u00e7\u00e3o do respons\u00e1vel pelo ato de improbidade de contratar com o Poder P\u00fablico, ainda que por interm\u00e9dio de pessoa jur\u00eddica (LIA, art. 12, I, II e III), n\u00e3o viola o princ\u00edpio da incomunicabilidade das puni\u00e7\u00f5es (CF\/1988, art. 5\u00ba, XLV), pois, ao atuar ostensivamente no controle e direcionamento da atividade empresarial, evita fraude \u00e0 san\u00e7\u00e3o imposta.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A obrigatoriedade de todo agente p\u00fablico apresentar sua declara\u00e7\u00e3o de imposto de renda e proventos de qualquer natureza (LIA, art. 13) visa assegurar mecanismos de fiscaliza\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio de agentes p\u00fablicos<\/strong>, com o objetivo de resguardar a moralidade e o er\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>A intima\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico e do Tribunal de Contas (LIA, art.15) n\u00e3o fere o princ\u00edpio da separa\u00e7\u00e3o de Poderes. Em verdade, <strong>concretiza o princ\u00edpio da efici\u00eancia (CF\/1988, art. 37,&nbsp;caput), notadamente porque cabe ao&nbsp;Parquet \u2014&nbsp;como institui\u00e7\u00e3o essencial \u00e0 fun\u00e7\u00e3o jurisdicional do Estado \u2014 promover as medidas necess\u00e1rias \u00e0 garantia de sua miss\u00e3o constitucional e de suas respectivas fun\u00e7\u00f5es institucionais<\/strong> (CF\/1988, arts. 127 e 129).<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, a defesa da probidade administrativa n\u00e3o se restringe \u00e0 prote\u00e7\u00e3o do er\u00e1rio, sob o prisma patrimonial. Portanto, dada a desnecessidade de comprova\u00e7\u00e3o do dano ao patrim\u00f4nio p\u00fablico para a configura\u00e7\u00e3o de determinados atos de improbidade, inexiste a alegada viola\u00e7\u00e3o ao devido processo legal.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o&nbsp;Plen\u00e1rio,&nbsp;por maioria, conheceu em parte da a\u00e7\u00e3o e, nessa extens\u00e3o, a julgou improcedente, para declarar a constitucionalidade dos arts. 2\u00ba, 12 e seus incisos, 13, 15 e 21, I, todos da&nbsp;Lei 8.429\/1992.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-desapropriacao-para-reforma-agraria-propriedade-produtiva-e-atendimento-de-sua-funcao-social\"><a><\/a><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Desapropria\u00e7\u00e3o para reforma agr\u00e1ria: propriedade produtiva e atendimento de sua fun\u00e7\u00e3o social<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o constitucionais os artigos 6\u00ba e 9\u00ba da Lei 8.629\/1993, que exigem a presen\u00e7a simult\u00e2nea do car\u00e1ter produtivo da propriedade e da fun\u00e7\u00e3o social como requisitos para que determinada propriedade seja insuscet\u00edvel de desapropria\u00e7\u00e3o para fins de reforma agr\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 3.865\/DF, relator Ministro Edson Fachin, julgamento virtual finalizado em 1\u00ba.9.2023 (Info 1106)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a><\/a><a>8.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A Confedera\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Brasil (CNA) ajuizou no STF a ADI 3865, com pedido de liminar, contra partes do texto dos artigos 6\u00ba e 9\u00ba, da Lei 8.629\/93. A CNA ressalta que os textos questionados violam os artigos 184, 185 e 186 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, que definem os im\u00f3veis rurais suscet\u00edveis de desapropria\u00e7\u00e3o, por interesse social, para fins de reforma agr\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o advogado da confedera\u00e7\u00e3o, a reda\u00e7\u00e3o dos dispositivos embaralhou requisitos que n\u00e3o se confundem, a saber, o do grau de utiliza\u00e7\u00e3o da terra (GUT) e o de efici\u00eancia em sua explora\u00e7\u00e3o (GEE). Ele explica que o GUT \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o percentual entre a \u00e1rea efetivamente utilizada e a \u00e1rea aproveit\u00e1vel total do im\u00f3vel, e o GEE \u00e9 a medida do que o im\u00f3vel produz em determinado per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>8.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CF\/1988: \u201cArt. 184. Compete \u00e0 Uni\u00e3o desapropriar por interesse social, para fins de reforma agr\u00e1ria, o im\u00f3vel rural que n\u00e3o esteja cumprindo sua fun\u00e7\u00e3o social, mediante pr\u00e9via e justa indeniza\u00e7\u00e3o em t\u00edtulos da d\u00edvida agr\u00e1ria, com cl\u00e1usula de preserva\u00e7\u00e3o do valor real, resgat\u00e1veis no prazo de at\u00e9 vinte anos, a partir do segundo ano de sua emiss\u00e3o, e cuja utiliza\u00e7\u00e3o ser\u00e1 definida em lei.<a><\/a>&nbsp;(&#8230;)<a><\/a>&nbsp;Art. 185. S\u00e3o insuscet\u00edveis de desapropria\u00e7\u00e3o para fins de reforma agr\u00e1ria:<a><\/a>&nbsp;I &#8211; a pequena e m\u00e9dia propriedade rural, assim definida em lei, desde que seu propriet\u00e1rio n\u00e3o possua outra;<a><\/a>&nbsp;II &#8211; a propriedade produtiva.<a><\/a>&nbsp;Par\u00e1grafo \u00fanico. A lei garantir\u00e1 tratamento especial \u00e0 propriedade produtiva e fixar\u00e1 normas para o cumprimento dos requisitos relativos a sua fun\u00e7\u00e3o social.<a><\/a>&nbsp;<a><\/a>Art. 186. A fun\u00e7\u00e3o social \u00e9 cumprida quando a propriedade rural atende, simultaneamente, segundo crit\u00e9rios e graus de exig\u00eancia estabelecidos em lei, aos seguintes requisitos:<a><\/a>&nbsp;I &#8211; aproveitamento racional e adequado;<a><\/a>&nbsp;II &#8211; utiliza\u00e7\u00e3o adequada dos recursos naturais dispon\u00edveis e preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente;<a><\/a>&nbsp;III &#8211; observ\u00e2ncia das disposi\u00e7\u00f5es que regulam as rela\u00e7\u00f5es de trabalho;<a><\/a>&nbsp;IV &#8211; explora\u00e7\u00e3o que favore\u00e7a o bem-estar dos propriet\u00e1rios e dos trabalhadores.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Lei 8.629\/1993: \u201cArt. 6\u00ba Considera-se propriedade produtiva aquela que, explorada econ\u00f4mica e racionalmente, atinge, simultaneamente, graus de utiliza\u00e7\u00e3o da terra e de efici\u00eancia na explora\u00e7\u00e3o, segundo \u00edndices fixados pelo \u00f3rg\u00e3o federal competente. \u00a7 1\u00ba O grau de utiliza\u00e7\u00e3o da terra, para efeito do caput deste artigo, dever\u00e1 ser igual ou superior a 80% (oitenta por cento), calculado pela rela\u00e7\u00e3o percentual entre a \u00e1rea efetivamente utilizada e a \u00e1rea aproveit\u00e1vel total do im\u00f3vel.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-tudo-certo\"><a>8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tudo certo<\/a>??<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Segue o jogo!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O pr\u00f3prio texto constitucional exige, de forma inequ\u00edvoca, o cumprimento da fun\u00e7\u00e3o social da propriedade produtiva como requisito simult\u00e2neo para a sua inexpropriabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, ao definir que a lei fixar\u00e1 normas para o cumprimento da fun\u00e7\u00e3o social (CF\/1988, art. 185, par\u00e1grafo \u00fanico), <strong>a Constitui\u00e7\u00e3o define o alcance da garantia prevista para a propriedade produtiva e alberga cl\u00e1usula semanticamente plural<\/strong>. Assim, entre as possibilidades abertas, a op\u00e7\u00e3o do legislador por uma interpreta\u00e7\u00e3o que congregue as garantias constitucionais da propriedade produtiva com a funcionaliza\u00e7\u00e3o social exigida de todas as propriedades \u00e9 plenamente v\u00e1lida, dada a plurissignifica\u00e7\u00e3o do texto constitucional.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>8.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou improcedente a a\u00e7\u00e3o, para assentar a constitucionalidade das express\u00f5es \u201c<em>explorada econ\u00f4mica e racionalmente<\/em>\u201d, \u201c<em>simultaneamente<\/em>\u201de \u201c<em>utiliza\u00e7\u00e3o da terra e<\/em>\u201d, constantes do art. 6\u00ba; e da express\u00e3o \u201c<em>e de efici\u00eancia na explora\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d, contida no \u00a7 1\u00ba do art. 9\u00ba, ambos da&nbsp;Lei 8.629\/1993.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-implantacao-e-compartilhamento-de-infraestrutura-de-telecomunicacoes-em-ambito-municipal\"><a><\/a><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Implanta\u00e7\u00e3o e compartilhamento de infraestrutura de telecomunica\u00e7\u00f5es em \u00e2mbito municipal<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>ARGUI\u00c7\u00c3O DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional \u2014 por invadir a compet\u00eancia da Uni\u00e3o exclusiva para explorar os servi\u00e7os de telecomunica\u00e7\u00f5es (CF\/1988, art. 21, XI) e privativa para legislar sobre a mat\u00e9ria (CF\/1988, art. 22, IV) \u2014 lei municipal que disp\u00f5e sobre a implanta\u00e7\u00e3o e o compartilhamento da infraestrutura de telecomunica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>ADPF 1.031\/DF, relator Ministro Nunes Marques, julgamento virtual finalizado em 15.9.2023 (Info 1108)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a><\/a><a>9.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Por meio da ADPF 1031\/DF, a Associa\u00e7\u00e3o Nacional das Operadoras Celulares (Acel) questionou a constitucionalidade de lei do Munic\u00edpio de Belo Horizonte que imp\u00f5e condicionantes e exige licenciamento para a instala\u00e7\u00e3o e o funcionamento de infraestruturas de telecomunica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a associa\u00e7\u00e3o, a Lei municipal 11.382\/2022 invade a compet\u00eancia privativa da Uni\u00e3o para legislar, explorar e regulamentar o tema de telecomunica\u00e7\u00f5es. Na avalia\u00e7\u00e3o da Acel, ao estabelecer condicionantes para a implanta\u00e7\u00e3o das esta\u00e7\u00f5es transmissoras de radiocomunica\u00e7\u00e3o na capital mineira, impondo regras e crit\u00e9rios que interferem e restringem a presta\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os, a norma acaba por regular a infraestrutura de telecomunica\u00e7\u00f5es, burlando a compet\u00eancia da Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>9.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-houve-invasao-de-competencia\"><a>9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Houve invas\u00e3o de compet\u00eancia?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Com certeza!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As atividades relacionadas ao setor de telecomunica\u00e7\u00f5es <strong>submetem-se ao poder central da Uni\u00e3o, a qual editou a Lei 13.116\/2015, que estabelece as normas gerais para implanta\u00e7\u00e3o e compartilhamento da infraestrutura desse setor<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, a pretexto de proteger o meio ambiente e combater a polui\u00e7\u00e3o, a lei municipal impugnada disp\u00f4s acerca dos servi\u00e7os de telecomunica\u00e7\u00f5es, violando o sistema constitucional de reparti\u00e7\u00e3o de compet\u00eancias. Ademais, ao fixar, entre outras medidas, limites m\u00e1ximos de ru\u00eddos e vibra\u00e7\u00f5es, obrigatoriedade de licenciamento das instala\u00e7\u00f5es mediante o pagamento de taxa e a previs\u00e3o de penalidades, a referida norma acabou por interferir na rela\u00e7\u00e3o contratual entre o Poder P\u00fablico e as concession\u00e1rias do setor.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por maioria, conheceu da ADPF e, por unanimidade, a julgou procedente para declarar a inconstitucionalidade da&nbsp;Lei 11.382\/2022 do Munic\u00edpio de Belo Horizonte\/MG.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-nbsp-direito-da-gestante-contratada-por-prazo-determinado-ou-ocupante-de-cargo-em-comissao-a-licenca-maternidade-e-a-estabilidade-provisoria\"><a><\/a><a>10.&nbsp; Direito da gestante contratada por prazo determinado ou ocupante de cargo em comiss\u00e3o \u00e0 licen\u00e7a-maternidade e \u00e0 estabilidade provis\u00f3ria<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO EXTRAORDIN\u00c1RIO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA trabalhadora gestante tem direito ao gozo de licen\u00e7a-maternidade e \u00e0 estabilidade provis\u00f3ria, independentemente do regime jur\u00eddico aplic\u00e1vel, se contratual ou administrativo, ainda que ocupe cargo em comiss\u00e3o ou seja contratada por tempo determinado.<\/p>\n\n\n\n<p>RE 842.844\/SC, relator Ministro Luiz Fux, julgamento finalizado em 5.10.2023 (Info 1111)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a><\/a><a>10.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>No Recurso Extraordin\u00e1rio 842844, o Estado de Santa Catarina questiona decis\u00e3o do TJ-SC que garantiu a uma professora contratada pelo estado por prazo determinado o direito \u00e0 licen\u00e7a-maternidade e \u00e0 estabilidade provis\u00f3ria desde a confirma\u00e7\u00e3o da gravidez at\u00e9 cinco meses ap\u00f3s o parto, prevista no artigo 10 do ADCT.<\/p>\n\n\n\n<p>No STF, o estado alega que a estabilidade descaracteriza esse tipo de admiss\u00e3o, transformando-a em contrato por prazo indeterminado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>10.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>10.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CF\/1988: \u201cArt. 7\u00ba S\u00e3o direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, al\u00e9m de outros que visem \u00e0 melhoria de sua condi\u00e7\u00e3o social: (&#8230;) XVIII &#8211; licen\u00e7a \u00e0 gestante, sem preju\u00edzo do emprego e do sal\u00e1rio, com a dura\u00e7\u00e3o de cento e vinte dias; (&#8230;) Art. 39. (&#8230;) \u00a7 3\u00ba Aplica-se aos servidores ocupantes de cargo p\u00fablico o disposto no art. 7\u00ba, IV, VII, VIII, IX, XII, XIII, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XX, XXII e XXX, podendo a lei estabelecer requisitos diferenciados de admiss\u00e3o quando a natureza do cargo o exigir.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-estabilizou\"><a>10.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Estabilizou<\/a>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Firmo o p\u00e9 e daqui ningu\u00e9m me tira!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Dada a preval\u00eancia da prote\u00e7\u00e3o constitucional \u00e0 maternidade e \u00e0 inf\u00e2ncia, a gestante contratada pela Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica por prazo determinado ou ocupante de cargo em comiss\u00e3o tamb\u00e9m possui direito \u00e0 licen\u00e7a-maternidade de 120 dias e \u00e0 estabilidade provis\u00f3ria, desde a confirma\u00e7\u00e3o da gravidez at\u00e9 5 meses ap\u00f3s o parto<strong>.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A prote\u00e7\u00e3o ao trabalho da mulher gestante \u00e9 medida justa e necess\u00e1ria que independe da natureza do v\u00ednculo empregat\u00edcio<\/strong> (celetista, tempor\u00e1rio ou estatut\u00e1rio), da modalidade do prazo do contrato ou da forma de provimento (em car\u00e1ter efetivo ou em comiss\u00e3o).<\/p>\n\n\n\n<p>A garantia constitucional \u00e9 GEN\u00c9RICA e INCONDICIONAL, circunst\u00e2ncia que atende ao princ\u00edpio da m\u00e1xima efetividade dos direitos fundamentais e assegura \u00e0 trabalhadora gestante n\u00e3o apenas o emprego, mas uma gravidez protegida e digna ao nascituro, inclusive no que diz respeito \u00e0s necessidades do per\u00edodo p\u00f3s-parto, em especial a amamenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, <strong>como medida de fortalecimento da igualdade material, o referido direito deve ser estendido \u00e0 universalidade das servidoras, pouco importando a modalidade do trabalho<\/strong>, notadamente porque o texto constitucional N\u00c3O EXCLUIU as trabalhadoras com v\u00ednculo n\u00e3o efetivo.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>10.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, ao apreciar o&nbsp;Tema 542 da repercuss\u00e3o geral, negou provimento ao recurso extraordin\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-nbsp-desapropriacao-para-atender-a-interesse-publico-forma-de-pagamento-da-complementacao-da-previa-indenizacao\"><a><\/a><a>11.&nbsp; Desapropria\u00e7\u00e3o para atender a interesse p\u00fablico: forma de pagamento da complementa\u00e7\u00e3o da pr\u00e9via indeniza\u00e7\u00e3o<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO EXTRAORDIN\u00c1RIO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No caso de necessidade de complementa\u00e7\u00e3o da indeniza\u00e7\u00e3o, ao final do processo expropriat\u00f3rio, dever\u00e1 o pagamento ser feito mediante dep\u00f3sito judicial direto se o Poder P\u00fablico n\u00e3o estiver em dia com os precat\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p>RE 922.144\/MG, relator Ministro Lu\u00eds Roberto Barroso, julgamento finalizado em 19.10.2023 (Tema 865 RG (Info 1113)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a><\/a><a>11.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O Munic\u00edpio de Juiz de Fora (MG) ajuizou a\u00e7\u00e3o de desapropria\u00e7\u00e3o por utilidade p\u00fablica com o objetivo de construir hospital e indicou como valor dos im\u00f3veis uma quantia que, depositada, possibilitou a imiss\u00e3o provis\u00f3ria na posse dos bens. Ap\u00f3s a instru\u00e7\u00e3o processual em primeira inst\u00e2ncia, com realiza\u00e7\u00e3o de per\u00edcia nos im\u00f3veis, o pedido de desapropria\u00e7\u00e3o foi julgado procedente, e fixada a indeniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente, o ju\u00edzo de primeira inst\u00e2ncia determinou que a diferen\u00e7a entre o valor final e o depositado para imiss\u00e3o provis\u00f3ria na posse fosse complementada via dep\u00f3sito judicial. Ap\u00f3s embargos de declara\u00e7\u00e3o opostos pelo munic\u00edpio, a senten\u00e7a foi alterada e reconhecida a necessidade de se observar o regime de precat\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Em recurso extraordin\u00e1rio ao STF, a propriet\u00e1ria dos im\u00f3veis Creide alega que o regime de precat\u00f3rios n\u00e3o se aplica \u00e0 verba indenizat\u00f3ria em caso de desapropria\u00e7\u00e3o, pois o processo deve ser precedido de indeniza\u00e7\u00e3o pr\u00e9via, justa e em dinheiro. Para ela, a relev\u00e2ncia social do tema&nbsp;seria refor\u00e7ada pelas falhas estatais em cumprir o regime de precat\u00f3rios, ressaltando a dimens\u00e3o da d\u00edvida p\u00fablica e os sucessivos regimes especiais editados por emendas constitucionais com o objetivo de aumentar o prazo de quita\u00e7\u00e3o das ordens judiciais.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>11.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-via-deposito-judicial\"><a>11.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Via dep\u00f3sito judicial?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>S\u00f3 se o poder p\u00fablico n\u00e3o estiver em dia com os precat\u00f3rios!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na hip\u00f3tese em que o ente federativo expropriante estiver&nbsp;em&nbsp;mora com a quita\u00e7\u00e3o de seus precat\u00f3rios (CF\/1988, art. 100),&nbsp;o pagamento da diferen\u00e7a entre o valor das avalia\u00e7\u00f5es final e inicial do im\u00f3vel desapropriado pelo Poder P\u00fablico deve ser feito por meio de dep\u00f3sito judicial direto ao ent\u00e3o propriet\u00e1rio<strong>, em respeito \u00e0 natureza pr\u00e9via da indeniza\u00e7\u00e3o&nbsp;(CF\/1988, art. 5\u00ba, XXIV).<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A submiss\u00e3o da desapropria\u00e7\u00e3o&nbsp;ao regime de precat\u00f3rios n\u00e3o viola o comando constitucional de indeniza\u00e7\u00e3o pr\u00e9via e justa<\/strong>, pois se revela medida RAZO\u00c1VEL para organizar as finan\u00e7as p\u00fablicas do ente p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, <strong>a realidade da maioria dos entes expropriantes \u00e9 caracterizada pelo constante atraso no pagamento das referidas d\u00edvidas, circunst\u00e2ncia que deslegitima o Poder P\u00fablico, desnatura a natureza pr\u00e9via da indeniza\u00e7\u00e3o e esvazia o conte\u00fado do direito de propriedade<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, a medida excepcional, na qual a complementa\u00e7\u00e3o \u00e9 paga mediante dep\u00f3sito judicial, objetiva n\u00e3o prejudicar injustamente o antigo propriet\u00e1rio do im\u00f3vel pela demora exagerada no recebimento do montante que lhe \u00e9 devido, em especial porque, al\u00e9m da longa tramita\u00e7\u00e3o usual das a\u00e7\u00f5es de desapropria\u00e7\u00e3o, ele perdeu a posse do bem ainda no in\u00edcio do processo, mediante dep\u00f3sito dissociado do correto valor de mercado.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>11.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por maioria, ao apreciar o&nbsp;Tema 865 da repercuss\u00e3o geral, deu provimento ao recurso extraordin\u00e1rio e limitou a efic\u00e1cia temporal da decis\u00e3o para que as teses ora fixadas sejam aplicadas somente \u00e0s desapropria\u00e7\u00f5es propostas a partir da publica\u00e7\u00e3o da ata deste julgamento, ressalvadas as a\u00e7\u00f5es judiciais em curso em que se discuta expressamente a constitucionalidade do pagamento da complementa\u00e7\u00e3o da indeniza\u00e7\u00e3o por meio de precat\u00f3rio judicial.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-nbsp-inconstitucionalidade-da-vedacao-a-posse-em-cargo-publico-de-candidatos-que-tenham-se-recuperado-de-doenca-grave\"><a><\/a><a>12.&nbsp; Inconstitucionalidade da veda\u00e7\u00e3o \u00e0 posse em cargo p\u00fablico de candidatos que tenham se recuperado de doen\u00e7a grave<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO EXTRAORDIN\u00c1RIO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional a veda\u00e7\u00e3o \u00e0 posse em cargo p\u00fablico de candidato(a) aprovado(a) que, embora tenha sido acometido(a) por doen\u00e7a grave, n\u00e3o apresenta sintoma incapacitante nem possui restri\u00e7\u00e3o relevante que impe\u00e7a o exerc\u00edcio da fun\u00e7\u00e3o pretendida (CF, arts. 1\u00ba, III, 3\u00ba, IV, 5\u00ba, caput, 37, caput, I e II).<\/p>\n\n\n\n<p>RE 886.131\/MG, relator Ministro Lu\u00eds Roberto Barroso, julgamento finalizado em 30.11.2023 <a>(Info 1119)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a><\/a><a>12.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O RE trata da situa\u00e7\u00e3o de Josefina, aprovada para o cargo de oficial judici\u00e1rio do TJ-MG, que passou por cirurgia, quimioterapia e radioterapia para tratar uma neoplasia mam\u00e1ria (c\u00e2ncer de mama). Ap\u00f3s a nomea\u00e7\u00e3o, a junta m\u00e9dica respons\u00e1vel pelo exame admissional a considerou inapta para assumir o cargo com base em dispositivo do Manual de Per\u00edcias M\u00e9dicas do TJ-MG que veda a admiss\u00e3o de portadoras de carcinomas ginecol\u00f3gicos de qualquer localiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o manual, ap\u00f3s a cirurgia, Josefina deveria aguardar por 5 anos ap\u00f3s o t\u00e9rmino do tratamento, al\u00e9m de comprovar estar livre de doen\u00e7a neopl\u00e1sica na data do exame admissional. Josefina havia realizado cirurgia mam\u00e1ria 18 meses antes do exame admissional.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a><\/a><a>12.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-correta-a-decisao-da-banca-medica\"><a>12.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Correta a decis\u00e3o da banca m\u00e9dica?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Obviamente que N\u00c3O!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional \u2014<strong> por viola\u00e7\u00e3o dos arts. 1\u00ba, III, 3\u00ba, IV, 5\u00ba, \u201ccaput\u201d, 37, \u201ccaput\u201d, I e II, da CF\/1988 <\/strong>\u2014 a veda\u00e7\u00e3o \u00e0 posse em cargo p\u00fablico de candidato(a) que esteve acometido(a) de doen\u00e7a grave, mas que n\u00e3o apresenta sintomas atuais de restri\u00e7\u00e3o para o trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Eventuais restri\u00e7\u00f5es de acesso a cargos p\u00fablicos devem ser EXCEPCIONAIS e baseadas em justifica\u00e7\u00e3o id\u00f4nea calcada no princ\u00edpio da legalidade e nas especificidades da fun\u00e7\u00e3o a ser exercida. A exclus\u00e3o de candidatos que n\u00e3o apresentam qualquer restri\u00e7\u00e3o para o trabalho viola os princ\u00edpios do concurso p\u00fablico e da impessoalidade, diante da determina\u00e7\u00e3o constitucional de ampla acessibilidade aos cargos p\u00fablicos e de avalia\u00e7\u00e3o com base em crit\u00e9rios objetivos, e o princ\u00edpio da efici\u00eancia, porque reduz o espectro da sele\u00e7\u00e3o e faz a Administra\u00e7\u00e3o perder talentos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ressalte-se que o risco futuro e incerto de recidiva, licen\u00e7as de sa\u00fade e aposentadoria n\u00e3o pode impedir a frui\u00e7\u00e3o do direito ao trabalho, que \u00e9 indispens\u00e1vel para propiciar a subsist\u00eancia, a emancipa\u00e7\u00e3o e o reconhecimento social<\/strong>. Nesse contexto, a veda\u00e7\u00e3o \u00e0 posse desrespeita tamb\u00e9m a dignidade humana, pois representa um atestado de incapacidade apto a minar a autoestima de qualquer um.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, no caso concreto, h\u00e1 discrimina\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 em raz\u00e3o de sa\u00fade, mas tamb\u00e9m de g\u00eanero. Isso, porque o ato administrativo restringiu o acesso de mulheres a cargos p\u00fablicos ao estabelecer per\u00edodo de car\u00eancia especificamente para carcinomas ginecol\u00f3gicos sem que houvesse previs\u00e3o semelhante para doen\u00e7as urol\u00f3gicas ou outras que acometam igualmente homens e mulheres.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>12.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, ao apreciar o&nbsp;Tema 1.015 da repercuss\u00e3o geral, deu parcial provimento ao recurso extraordin\u00e1rio para condenar o Estado de Minas Gerais a nomear e dar posse \u00e0 recorrente.<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-3215572d-c73c-4c55-8fc7-9abf2462c90c\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/01\/02110331\/stf-rev-23-ii-adm.pdf\">stf-rev-23-ii-adm<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2024\/01\/02110331\/stf-rev-23-ii-adm.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-3215572d-c73c-4c55-8fc7-9abf2462c90c\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Informativo do STF&nbsp;COMENTADO. 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