{"id":132342,"date":"2018-07-24T18:25:15","date_gmt":"2018-07-24T21:25:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=132342"},"modified":"2018-09-17T16:37:47","modified_gmt":"2018-09-17T19:37:47","slug":"direito-administrativo-trt-sp-ajaj-ajaa-e-tjaa-prova-resolvida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/direito-administrativo-trt-sp-ajaj-ajaa-e-tjaa-prova-resolvida\/","title":{"rendered":"Direito Administrativo TRT SP (AJAJ, AJAA, TJAA e OJAF) &#8211; prova resolvida e gabarito"},"content":{"rendered":"<p>Ol\u00e1 pessoal, tudo bem?<\/p>\n<p>Seguem meus coment\u00e1rios \u00e0s quest\u00f5es de <strong>Direito Administrativo<\/strong> da prova do TRT SP, organizada pela <strong>FCC<\/strong> em 22\/7\/2018.<\/p>\n<p>Aqui temos as provas de AJAJ, AJAA, TJAA e OJAF.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Mas antes de conferir a corre\u00e7\u00e3o, n\u00e3o deixe de participar do Ranking TRT SP para conferir seu desempenho na prova. Clique na imagem abaixo para cadastrar seu gabarito:<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/docs.google.com\/forms\/d\/e\/1FAIpQLSevKdrh7jQ7_jvkSgTgplVDA9wWsbxU2q_rrQqZ78QrBTL-_g\/viewform\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-132337 size-full\" src=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2018\/07\/23181830\/TRT-SP-RANKING.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 1184px) 100vw, 1184px\" srcset=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2018\/07\/23181830\/TRT-SP-RANKING.jpg 1184w, https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2018\/07\/23181830\/TRT-SP-RANKING.jpg 300w, https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2018\/07\/23181830\/TRT-SP-RANKING.jpg 768w, https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2018\/07\/23181830\/TRT-SP-RANKING.jpg 1024w, https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2018\/07\/23181830\/TRT-SP-RANKING.jpg 610w\" alt=\"\" width=\"1184\" height=\"183\" \/><\/a><\/p>\n<p>Vamos aos coment\u00e1rios!<\/p>\n<p>****<\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff; font-size: 18pt;\"><strong>Analista Judici\u00e1rio \u2013 \u00c1rea Judici\u00e1ria<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong> (FCC \u2013 TRT SP \u2013 AJAJ 2018) <\/strong>A edi\u00e7\u00e3o de um decreto pelo Chefe do Executivo instituindo proibi\u00e7\u00e3o de circula\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos por determinado per\u00edmetro da cidade<\/p>\n<p>(A) encontra fundamento no poder regulamentar, porque este se presta a suprir lacunas legais.<\/p>\n<p>(B) insere-se dentre as atribui\u00e7\u00f5es inerentes ao poder hier\u00e1rquico, considerando a supremacia do interesse p\u00fablico sobre o particular, que permite a limita\u00e7\u00e3o da liberdade dos administrados, em prol da coletividade.<\/p>\n<p>(C) configura express\u00e3o do poder disciplinar, posto que se presta a pacificar as rela\u00e7\u00f5es entre a Administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica e os administrados.<\/p>\n<p>(D) excede os limites do poder regulamentar, na medida em que inova o ordenamento jur\u00eddico ao estabelecer nova restri\u00e7\u00e3o a direitos sem que conste haver o devido fundamento em lei.<\/p>\n<p>(E) excede os limites do poder de pol\u00edcia, tendo em vista que esta atua\u00e7\u00e3o se presta apenas a imposi\u00e7\u00e3o de obriga\u00e7\u00f5es, n\u00e3o sendo admitido o estabelecimento de limita\u00e7\u00e3o ou restri\u00e7\u00e3o a direitos dos administrados.<\/p>\n<p><strong><u>Coment\u00e1rios<\/u><\/strong><strong>: A edi\u00e7\u00e3o de decreto pelo Chefe do Poder Executivo constitui manifesta\u00e7\u00e3o do poder regulamentar. \u00c9 pac\u00edfico que, ao exercer esse poder, o chefe do Poder Executivo n\u00e3o pode ultrapassar os limites da lei, instituindo novos direitos ou impondo novas obriga\u00e7\u00f5es que n\u00e3o tenham previs\u00e3o legal. No caso em an\u00e1lise, o Chefe do Executivo inovou o ordenamento jur\u00eddico, estabelecendo nova restri\u00e7\u00e3o de circula\u00e7\u00e3o sem que haver um fundamento legal pr\u00e9vio. Logo, podemos afirmar que ele excedeu os limites do seu poder regulamentar, sendo o referido Decreto pass\u00edvel de susta\u00e7\u00e3o pelo Poder Legislativo. Da\u00ed a corre\u00e7\u00e3o da alternativa \u201cd\u201d. Vamos analisar as demais:<\/strong><\/p>\n<p><strong>a) ERRADA. O poder regulamentar n\u00e3o se presta a suprir lacunas legais, e sim deve ser exercido nos limites da lei, para regulamentar a execu\u00e7\u00e3o daquilo que foi previsto na lei. Eventuais lacunas devem ser preenchidas por outras leis.<\/strong><\/p>\n<p><strong>b) ERRADA. O poder hier\u00e1rquico \u00e9 exercido internamente na Administra\u00e7\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1 hierarquia entre a Administra\u00e7\u00e3o e os administrados.<\/strong><\/p>\n<p><strong>c) ERRADA. O poder disciplinar somente incide sobre os administrados que possuem algum v\u00ednculo espec\u00edfico com a Administra\u00e7\u00e3o, a exemplo de servidores p\u00fablicos e particulares contratados. Na quest\u00e3o, a proibi\u00e7\u00e3o foi direcionada para os particulares em geral, raz\u00e3o pela qual n\u00e3o se trata de manifesta\u00e7\u00e3o do poder disciplinar.<\/strong><\/p>\n<p><strong>e) ERRADA. Tamb\u00e9m constitui manifesta\u00e7\u00e3o do poder de pol\u00edcia o estabelecimento de limita\u00e7\u00e3o ou restri\u00e7\u00e3o a direitos dos administrados. Por\u00e9m, essas limita\u00e7\u00f5es e restri\u00e7\u00f5es devem ser impostas por lei, e n\u00e3o por decreto.<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #666699;\"><strong>Gabarito: alternativa \u201cd\u201d<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong> (FCC \u2013 TRT SP \u2013 AJAJ 2018) <\/strong>O diretor executivo de uma sociedade de economia mista exploradora de atividade econ\u00f4mica<\/p>\n<p>(A) emite ato administrativo sempre que determina ou autoriza uma contrata\u00e7\u00e3o, precedida ou n\u00e3o de licita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>(B) tem sua atua\u00e7\u00e3o sujeita a controle externo exercido pelo Tribunal de Contas, que n\u00e3o det\u00e9m poderes para sustar os contratos administrativos que aquele subscrever em nome da empresa.<\/p>\n<p>(C) submete-se a concurso p\u00fablico para provimento do cargo efetivo que ocupa, que exige v\u00ednculo estatut\u00e1rio.<\/p>\n<p>(D) sujeita-se aos princ\u00edpios que regem a Administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, mas n\u00e3o se enquadra no conceito de agente p\u00fablico para fins de configura\u00e7\u00e3o de ato de improbidade administrativa.<\/p>\n<p>(E) est\u00e1 sujeito a controle externo e interno, em raz\u00e3o das fun\u00e7\u00f5es que exerce em pessoa jur\u00eddica de direito p\u00fablico, mas n\u00e3o incide em responsabiliza\u00e7\u00e3o por infra\u00e7\u00e3o disciplinar ou por ato de improbidade.<\/p>\n<p><strong><u>Coment\u00e1rio<\/u><\/strong><strong>:<\/strong><\/p>\n<p><strong>a) ERRADA. Os dirigentes de empresas estatais apenas emitem ato administrativo quando atuam no exerc\u00edcio da fun\u00e7\u00e3o administrativa, sob regime de direito p\u00fablico. Isso ocorre, basicamente, nas atividades-meio das entidades. Por outro lado, quando atuam na atividade-fim, sob o regime de direito privado, n\u00e3o h\u00e1 a emiss\u00e3o de atos administrativos. Por exemplo, quando o Banco do Brasil, uma sociedade de economia mista federal, assina um contrato de empr\u00e9stimo com seu cliente, n\u00e3o emite ato administrativo.<\/strong><\/p>\n<p><strong>b) CERTA. Os Tribunais de Contas possuem jurisdi\u00e7\u00e3o sobre as sociedades de economia mista, ainda que elas possuam capital privado em seu patrim\u00f4nio, conforme entendimento pacificado do STF. A CF preceitua que, se verificar ilegalidade em contrato de seus jurisdicionados, o Tribunal de Contas deve assinar prazo para o exato cumprimento da lei e, caso n\u00e3o atendido, o <em>Congresso Nacional<\/em> dever\u00e1 adotar o ato de susta\u00e7\u00e3o, solicitando ao Poder Executivo as medidas cab\u00edveis (CF, art. 71, IX, \u00a7\u00a71\u00ba e 2\u00ba). Logo, \u00e9 correto afirmar que o Tribunal de Contas \u201cn\u00e3o det\u00e9m poderes para sustar os contratos administrativos que aquele subscrever em nome da empresa\u201d, pois essa compet\u00eancia \u00e9 do Poder Legislativo. N\u00e3o obstante, vale ressaltar que, caso o Poder Legislativo ou o Poder Executivo n\u00e3o adotarem as provid\u00eancias relativas \u00e0 susta\u00e7\u00e3o do contrato no prazo de 90 dias, caber\u00e1 ao Tribunal de Contas decidir a respeito.<\/strong><\/p>\n<p><strong>c) ERRADA. Os dirigentes de empresas estatais n\u00e3o ocupam cargos efetivos. O v\u00ednculo com a entidade \u00e9 estatut\u00e1rio, mas n\u00e3o no mesmo sentido que os servidores p\u00fablicos, cujo v\u00ednculo estatut\u00e1rio \u00e9 estabelecido por lei. No caso dos dirigentes das estatais, o v\u00ednculo \u00e9 definido pelo Estatuto da entidade, com base nas normas de direito empresarial.<\/strong><\/p>\n<p><strong>d) ERRADA. Os dirigentes de empresas estatais exercem fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica e, nessa condi\u00e7\u00e3o, s\u00e3o sim considerados \u201cagentes p\u00fablicos\u201d para fins de configura\u00e7\u00e3o de ato de improbidade administrativa.<\/strong><\/p>\n<p><strong>e) ERRADA. O primeiro erro \u00e9 que os dirigentes de sociedades de economia mista atuam em uma entidade de direito privado, e n\u00e3o de direito p\u00fablico. Outro erro \u00e9 que eles est\u00e3o sim sujeitos \u00e0 responsabiliza\u00e7\u00e3o disciplinar e tamb\u00e9m por improbidade administrativa.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><span style=\"color: #666699;\"><strong>Gabarito: alternativa \u201cb\u201d<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>(FCC \u2013 TRT SP \u2013 AJAJ 2018) <\/strong>Tramitando procedimento de licita\u00e7\u00e3o para contrata\u00e7\u00e3o de uma parceria p\u00fablico-privada na modalidade concess\u00e3o administrativa, a Administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica fez juntar aos autos revis\u00e3o do custo das obras de infraestrutura, decorrente de necessidade de altera\u00e7\u00e3o da solu\u00e7\u00e3o de tecnologia de opera\u00e7\u00e3o, impactando o valor de investimentos exigido do futuro concession\u00e1rio. Considerando a proximidade da sess\u00e3o designada para a apresenta\u00e7\u00e3o das propostas, a Administra\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>(A) poder\u00e1 aguardar a conclus\u00e3o do procedimento de licita\u00e7\u00e3o para atualiza\u00e7\u00e3o dos valores de investimento e majora\u00e7\u00e3o do valor do contrato.<\/p>\n<p>(B) poder\u00e1 retificar os valores alterados em raz\u00e3o da majora\u00e7\u00e3o de custos, intimando os licitantes cadastrados para eventual aditamento das propostas a serem apresentadas na sess\u00e3o designada.<\/p>\n<p>(C) pretendendo prosseguir com a licita\u00e7\u00e3o, dever\u00e1 promover as retifica\u00e7\u00f5es de valores necess\u00e1rias e, ap\u00f3s, providenciar a republica\u00e7\u00e3o do edital, com nova sess\u00e3o de apresenta\u00e7\u00e3o de propostas.<\/p>\n<p>(D) poder\u00e1 aguardar a apresenta\u00e7\u00e3o de propostas, a fim de aferir se alguma delas \u00e9 exequ\u00edvel considerando os valores cuja retifica\u00e7\u00e3o foi necess\u00e1ria ou, alternativamente, anular a licita\u00e7\u00e3o, reiniciando-se o procedimento.<\/p>\n<p>(E) dever\u00e1 revogar a licita\u00e7\u00e3o e observar o prazo m\u00ednimo de 180 dias para designa\u00e7\u00e3o de nova sess\u00e3o para apresenta\u00e7\u00e3o de propostas, caso pretenda republicar o edital.<\/p>\n<p><strong><u>Coment\u00e1rio<\/u><\/strong><strong>: Inicialmente, vale lembrar que as licita\u00e7\u00f5es que precedem a forma\u00e7\u00e3o das parcerias p\u00fablico-privadas devem ser conduzidas na modalidade concorr\u00eancia (Lei 11.079\/2004, art. 10). Assim, as regras do procedimento devem ser retiradas da Lei 8.666\/93, a exce\u00e7\u00e3o das disposi\u00e7\u00f5es espec\u00edficas previstas nos arts. 12 e 13 da Lei das PPP.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Vamos ent\u00e3o relembrar o que a Lei de Licita\u00e7\u00f5es nos diz sobre a necessidade de republica\u00e7\u00e3o quando ocorrer alguma altera\u00e7\u00e3o significativa nos termos da licita\u00e7\u00e3o: <\/strong><\/p>\n<p><em>Art. 21 (&#8230;)<\/em><\/p>\n<p><em>4<u><sup>o<\/sup><\/u>Qualquer modifica\u00e7\u00e3o no edital exige divulga\u00e7\u00e3o pela mesma forma que se deu o texto original, reabrindo-se o prazo inicialmente estabelecido, exceto quando, inq\u00fcestionavelmente, a altera\u00e7\u00e3o n\u00e3o afetar a formula\u00e7\u00e3o das propostas.<\/em><\/p>\n<p><strong>Logo, no caso em an\u00e1lise, a Administra\u00e7\u00e3o dever\u00e1 providenciar a republica\u00e7\u00e3o do edital, conforme descrito na alternativa \u201cc\u201d.<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #666699;\"><strong>Gabarito: alternativa \u201cc\u201d<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>(FCC \u2013 TRT SP \u2013 AJAJ 2018) <\/strong>O regime jur\u00eddico aplic\u00e1vel aos im\u00f3veis p\u00fablicos se presta \u00e0 prote\u00e7\u00e3o dos mesmos, especialmente porque estes devem se destinar ao atingimento do interesse p\u00fablico e \u00e0 presta\u00e7\u00e3o de utilidades em favor dos administrados. Nesse sentido, dentre as prerrogativas e prote\u00e7\u00f5es impostas aos bens p\u00fablicos,<\/p>\n<p>(A) a inalienabilidade n\u00e3o permite venda ou doa\u00e7\u00e3o de bens de uso comum do povo, de bens especiais ou de bens dominicais, independentemente de o titular integrar a Administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica direta ou indireta.<\/p>\n<p>(B) a impenhorabilidade impede que os bens p\u00fablicos sejam compulsoriamente penhorados, admitindo essa garantia apenas quando em car\u00e1ter volunt\u00e1rio por parte da Administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n<p>(C) a inalienabilidade protege os bens p\u00fablicos afetados a uma finalidade p\u00fablica, inclusive aqueles pertencentes a autarquias.<\/p>\n<p>(D) n\u00e3o se incluem os bens pertencentes \u00e0s autarquias, salvo quando expressamente previstos em lei.<\/p>\n<p>(E) n\u00e3o se inclui a inalienabilidade dos bens de uso especial, tendo em vista que somente os bens de uso comum do povo s\u00e3o indispon\u00edveis.<\/p>\n<p><strong><u>Coment\u00e1rio<\/u><\/strong><strong>: <\/strong><\/p>\n<p><strong>a) ERRADA. A inalienabilidade n\u00e3o permite a venda de bens especiais e de uso comum do povo, mas permite a venda de bens dominicais.<\/strong><\/p>\n<p><strong>b) ERRADA. A impenhorabilidade n\u00e3o d\u00e1 margem para que a Administra\u00e7\u00e3o, a seu crit\u00e9rio, admitida a penhora de bens p\u00fablicos.<\/strong><\/p>\n<p><strong>c) CERTA. A inalienabilidade protege apenas os bens p\u00fablicos afetados a uma finalidade p\u00fablica, raz\u00e3o pela qual \u00e9 poss\u00edvel ocorrer a aliena\u00e7\u00e3o de bens dominicais. Vale ainda lembrar que os bens pertencentes \u00e0s autarquias s\u00e3o bens p\u00fablicos, visto que autarquias s\u00e3o entidades de direito p\u00fablico.<\/strong><\/p>\n<p><strong>d) ERRADA. Como dito acima, os bens das autarquias s\u00e3o bens p\u00fablicos; logo, eles contam com as prerrogativas e prote\u00e7\u00f5es impostas a essa natureza de bens.<\/strong><\/p>\n<p><strong>e) ERRADA. Os bens de uso especial tamb\u00e9m s\u00e3o protegidos pela inalienabilidade. Para que possam ser vendidos, eles devem ser desafetados, passando \u00e0 categoria de bens dominicais.<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #666699;\"><strong>Gabarito: alternativa \u201cc\u201d<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>(FCC \u2013 TRT SP \u2013 AJAJ 2018) <\/strong>A Administra\u00e7\u00e3o de determinado estado pretende desenvolver, em conjunto com a Municipalidade local, um projeto para realoca\u00e7\u00e3o de fam\u00edlias de baixa renda que vivem em situa\u00e7\u00e3o de risco, lan\u00e7ando m\u00e3o, ainda, da execu\u00e7\u00e3o material dos trabalhos pela empresa estatal respons\u00e1vel pela edifica\u00e7\u00e3o de unidades habitacionais. Para viabilizar tal projeto, os entes pol\u00edticos e pessoa jur\u00eddica envolvidos<\/p>\n<p>(A) devem firmar conv\u00eanio administrativo para contrata\u00e7\u00e3o conjunta, precedida de licita\u00e7\u00e3o, das obras de edifica\u00e7\u00e3o necess\u00e1rias para realoca\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias.<\/p>\n<p>(B) podem celebrar acordo de coopera\u00e7\u00e3o, nos termos da Lei no 13019\/2014, desde que o modelo de neg\u00f3cio n\u00e3o envolva finalidade lucrativa.<\/p>\n<p>(C) devem celebrar cons\u00f3rcio p\u00fablico, dispensada autoriza\u00e7\u00e3o legislativa por se tratar de entes integrantes da Administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n<p>(D) precisam de autoriza\u00e7\u00e3o legislativa para celebrarem conv\u00eanio administrativo ou qualquer dos modelos de parceria previstos na Lei no 13019\/2014, tendo em vista que o objeto da aven\u00e7a envolve transfer\u00eancia de compet\u00eancias.<\/p>\n<p>(E) podem celebrar conv\u00eanio administrativo, devendo constar do respectivo plano de trabalho as atribui\u00e7\u00f5es e cronograma de execu\u00e7\u00e3o referentes a cada um dos convenentes, inclu\u00eddos os repasses dos recursos necess\u00e1rios para fazer frente aos custos da obra.<\/p>\n<p><strong><u>Coment\u00e1rios<\/u><\/strong><strong>:<\/strong><\/p>\n<p><strong>a) ERRADA. O primeiro \u00e9 que a forma\u00e7\u00e3o de conv\u00eanios \u00e9 uma decis\u00e3o discricion\u00e1ria, e n\u00e3o vinculada, motivo pelo qual a palavra \u201cdeve\u201d torna o item errado. Outro erro \u00e9 que, nos conv\u00eanios entre entes federados, geralmente um deles repassa os recursos e o outro aplica esses recursos, fazendo as devidas licita\u00e7\u00f5es. Ou seja, n\u00e3o uma contrata\u00e7\u00e3o conjunta.<\/strong><\/p>\n<p><strong>b) ERRADA. As parcerias disciplinadas pela Lei 13.019\/2014 envolvem o fomento a entidades privadas sem fins lucrativos (organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil), n\u00e3o sendo aplic\u00e1vel a a\u00e7\u00f5es conjuntas de entes federados.<\/strong><\/p>\n<p><strong>c) ERRADA. Aqui tamb\u00e9m h\u00e1 o erro na palavra \u201cdevem\u201d, pois a celebra\u00e7\u00e3o de cons\u00f3rcio p\u00fablico n\u00e3o \u00e9 uma decis\u00e3o vinculada. Outro erro \u00e9 que h\u00e1 necessidade sim de autoriza\u00e7\u00e3o legislativa para a forma\u00e7\u00e3o de cons\u00f3rcios, mediante a ratifica\u00e7\u00e3o do protocolo de inten\u00e7\u00f5es.<\/strong><\/p>\n<p><strong>d) ERRADA. Valem as mesmas explica\u00e7\u00f5es dadas na op\u00e7\u00e3o \u201cb\u201d acerca da abrang\u00eancia da Lei 13.019\/2014.<\/strong><\/p>\n<p><strong>e) CERTA. O conv\u00eanio \u00e9 um instrumento jur\u00eddico que possibilita a forma\u00e7\u00e3o de parcerias entre entes federados, e tem no Plano de Trabalho o documento que formaliza as obriga\u00e7\u00f5es e responsabilidades de cada parte envolvida.<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #666699;\"><strong>Gabarito: alternativa \u201ce\u201d<\/strong><\/span><\/p>\n<p>*****<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 18pt;\"><strong><span style=\"color: #0000ff;\">Analista Judici\u00e1rio &#8211; \u00c1rea Administrativa<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>(FCC \u2013 TRT SP \u2013 AJAA 2018) <\/strong>Tendo o Poder P\u00fablico decido transferir a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o p\u00fablico de transporte de passageiros a empresa privada, optou por faz\u00ea-lo mediante permiss\u00e3o e n\u00e3o por concess\u00e3o, o que significa que<\/p>\n<p>(A) a explora\u00e7\u00e3o se dar\u00e1 por conta e risco do permission\u00e1rio, mediante cobran\u00e7a de tarifa do usu\u00e1rio.<\/p>\n<p>(B) est\u00e1 dispensado o pr\u00e9vio procedimento licitat\u00f3rio para sele\u00e7\u00e3o das empresas permission\u00e1rias.<\/p>\n<p>(C) se trata de servi\u00e7o p\u00fablico n\u00e3o exclusivo, pass\u00edvel de explora\u00e7\u00e3o privada por autoriza\u00e7\u00e3o administrativa.<\/p>\n<p>(D) a explora\u00e7\u00e3o n\u00e3o poder\u00e1 ultrapassar o prazo de 2 anos, prorrog\u00e1vel, justificadamente, por igual per\u00edodo.<\/p>\n<p>(E) ser\u00e1 transferida a titularidade do servi\u00e7o ao permission\u00e1rio, para sua explora\u00e7\u00e3o mediante cobran\u00e7a de taxa.<\/p>\n<p><strong><u>Coment\u00e1rios<\/u><\/strong><strong>:<\/strong><\/p>\n<p><strong>a) CERTA. Assim como a concess\u00e3o, a permiss\u00e3o de servi\u00e7os p\u00fablicos se d\u00e1 por conta e risco do permission\u00e1rio, cujos investimentos ser\u00e3o amortizados mediante as tarifas cobradas dos usu\u00e1rios.<\/strong><\/p>\n<p><strong>b) ERRADA. A permiss\u00e3o tamb\u00e9m deve ser precedida de licita\u00e7\u00e3o. A diferen\u00e7a \u00e9 que, ao contr\u00e1rio da concess\u00e3o que necessariamente deve ser feita na modalidade concorr\u00eancia, a Lei 8.987\/95 n\u00e3o exige modalidade espec\u00edfica para as licita\u00e7\u00f5es que precedem a permiss\u00e3o. Assim, em tese, qualquer uma das modalidades pode ser adotada (inclusive a concorr\u00eancia).<\/strong><\/p>\n<p><strong>c) ERRADA. Os servi\u00e7os p\u00fablicos pass\u00edveis de delega\u00e7\u00e3o via permiss\u00e3o (ou concess\u00e3o) s\u00e3o os servi\u00e7os p\u00fablicos <\/strong><strong>exclusivos<\/strong><strong>, isto \u00e9, aqueles que <em><u>n\u00e3o<\/u><\/em> s\u00e3o abertos \u00e0 livre iniciativa e s\u00f3 podem ser prestados por particulares caso obtenham uma delega\u00e7\u00e3o contratual do Poder P\u00fablico. Os servi\u00e7os p\u00fablicos <\/strong><strong>n\u00e3o exclusivos<\/strong><strong>, por sua vez, s\u00e3o aqueles que podem ser prestados livremente pelos particulares, independentemente de concess\u00e3o ou permiss\u00e3o, sujeitos apenas ao consentimento do Estado com base no poder de pol\u00edcia, de que seriam exemplo os servi\u00e7os de sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p><strong>d) ERRADA. A Lei 8.987\/1995 n\u00e3o estabeleceu prazos, nem m\u00e1ximos nem m\u00ednimos, para a dura\u00e7\u00e3o dos contratos de concess\u00e3o ou de permiss\u00e3o de servi\u00e7os p\u00fablicos. N\u00e3o obstante, \u00e9 fato que tais contratos <em><u>n\u00e3o<\/u><\/em> podem ser celebrados sem prazo, vale dizer, devem ter prazo determinado. Caber\u00e1 ao poder concedente fixar o prazo em cada caso.<\/strong><\/p>\n<p><strong>e) ERRADA. Permiss\u00e3o e concess\u00e3o de servi\u00e7os p\u00fablicos s\u00e3o instrumentos de descentraliza\u00e7\u00e3o por colabora\u00e7\u00e3o ou delega\u00e7\u00e3o, em que o Poder P\u00fablico transfere para a iniciativa privada apenas a execu\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o a titularidade do servi\u00e7o p\u00fablico.<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #666699;\"><strong>Gabarito: alternativa \u201ca\u201d<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>(FCC \u2013 TRT SP \u2013 AJAA 2018) <\/strong>Os atos administrativos discricion\u00e1rios s\u00e3o pass\u00edveis de controle judicial no que concerne<\/p>\n<p>(A) exclusivamente a eventual desvio de finalidade, quando evidenciado que a Administra\u00e7\u00e3o praticou o ato visando a fim il\u00edcito.<\/p>\n<p>(B) \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de conveni\u00eancia e oportunidade para sua pr\u00e1tica, com base nos princ\u00edpios aplic\u00e1veis \u00e0 Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica.<\/p>\n<p>(C) ao seu m\u00e9rito, avaliando-se a ader\u00eancia do mesmo ao interesse p\u00fablico que justificou a sua edi\u00e7\u00e3o e \u00e0s finalidades colimadas.<\/p>\n<p>(D) a v\u00edcios de legalidade, o que inclui tamb\u00e9m a avalia\u00e7\u00e3o da inexist\u00eancia ou falsidade dos motivos declinados pela Administra\u00e7\u00e3o para a edi\u00e7\u00e3o do ato.<\/p>\n<p>(E) apenas a v\u00edcios de compet\u00eancia, cuja convalida\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser feita, contudo, mediante ratifica\u00e7\u00e3o administrativa ou judicial.<\/p>\n<p><strong><u>Coment\u00e1rios<\/u><\/strong><strong>:<\/strong><\/p>\n<p><strong>a) ERRADA. De fato, o ato administrativo discricion\u00e1rio praticado com desvio de finalidade est\u00e1 sujeito a controle judicial, pois \u00e9 um ato ilegal. Contudo, n\u00e3o \u00e9 apenas neste caso que um ato discricion\u00e1rio poder\u00e1 ser objeto do controle judicial. Com efeito, sempre que um ato discricion\u00e1rio apresentar alguma ilegalidade, poder\u00e1 ser anulado pelo Poder Judici\u00e1rio. Isso pode ocorrer, por exemplo, quando algum de seus elementos vinculados (compet\u00eancia, finalidade e forma) for praticado em desconformidade com a lei, ou mesmo quando seus elementos discricion\u00e1rios (motivo e objeto) extrapolarem os limites da lei ou n\u00e3o observarem os princ\u00edpios da Administra\u00e7\u00e3o. Em todas essas hip\u00f3teses teremos a configura\u00e7\u00e3o de uma <\/strong><strong>ilegalidade<\/strong><strong> capaz de atrair o controle judicial. Assim, a palavra \u201cexclusivamente\u201d torna o item errado. Ressalte-se, contudo, que o Poder Judici\u00e1rio <em><u>n\u00e3o<\/u><\/em> pode mudar o m\u00e9rito de um ato administrativo discricion\u00e1rio que tenha sido praticado conforme a lei e com observ\u00e2ncia dos princ\u00edpios.<\/strong><\/p>\n<p><strong>b) ERRADA. O Poder Judici\u00e1rio, no exerc\u00edcio do controle judicial, <em><u>n\u00e3o<\/u><\/em> pode invalidar as condi\u00e7\u00f5es de conveni\u00eancia e oportunidade para a pr\u00e1tica de atos discricion\u00e1rios, pois tais requisitos s\u00e3o pr\u00f3prios do <\/strong><strong>m\u00e9rito<\/strong><strong> do ato. Caso contr\u00e1rio, ter\u00edamos uma invas\u00e3o indevida da fun\u00e7\u00e3o jurisdicional sobre o exerc\u00edcio da fun\u00e7\u00e3o administrativa. Essa \u00e9 a raz\u00e3o pela qual somente a pr\u00f3pria Administra\u00e7\u00e3o pode revogar, isto \u00e9, exercer controle de m\u00e9rito sobre seus atos. O Judici\u00e1rio somente exerce <\/strong><strong>controle de legalidade<\/strong><strong>.<\/strong><\/p>\n<p><strong>c) ERRADA. Conforme comentado anteriormente, o m\u00e9rito dos atos administrativos discricion\u00e1rios <em><u>n\u00e3o<\/u><\/em> \u00e9 pass\u00edvel de controle judicial. A avalia\u00e7\u00e3o da ader\u00eancia do ato ao interesse p\u00fablico, desde que respeitados os limites da lei e os princ\u00edpios administrativos, \u00e9 uma prerrogativa da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica, pr\u00f3pria do exerc\u00edcio da fun\u00e7\u00e3o administrativa.<\/strong><\/p>\n<p><strong>d) CERTA. Conforme comentado, os atos administrativos discricion\u00e1rios est\u00e3o sujeitos ao controle de legalidade do Poder Judici\u00e1rio. Al\u00e9m das possibilidades j\u00e1 apresentadas na alternativa \u201ca\u201d, outra ilegalidade pass\u00edvel de ser verificada nos atos discricion\u00e1rios \u00e9 o v\u00edcio de motivo, que ocorre quando os motivos indicados para a pr\u00e1tica do ato s\u00e3o falsos, ileg\u00edtimos ou inexistentes. Esse \u00e9 o fundamento da chamada <\/strong><strong>\u201cteoria dos motivos determinantes\u201d<\/strong><strong>, segundo a qual a validade dos atos administrativos est\u00e1 condicionada \u00e0 veracidade e legitimidade dos motivos apontados para a sua pr\u00e1tica. Assim, com base nessa teoria, o Poder Judici\u00e1rio pode anular atos administrativos discricion\u00e1rios com base na avalia\u00e7\u00e3o da inexist\u00eancia ou falsidade dos motivos declinados pela Administra\u00e7\u00e3o para a edi\u00e7\u00e3o do ato.<\/strong><\/p>\n<p><strong>e) ERRADA. N\u00e3o s\u00e3o apenas os v\u00edcios de compet\u00eancia que podem submeter um ato administrativo discricion\u00e1rio ao controle judicial, conforme amplamente comentado nas alternativas anteriores. Outro erro do item \u00e9 que a convalida\u00e7\u00e3o de atos administrativos somente pode ser feita pela pr\u00f3pria Administra\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o pelo Poder Judici\u00e1rio (n\u00e3o pode haver uma \u201cratifica\u00e7\u00e3o judicial\u201d, portanto).<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #666699;\"><strong>Gabarito: alternativa \u201cd\u201d<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>(FCC \u2013 TRT SP \u2013 AJAA 2018) <\/strong>No que concerne \u00e0 compet\u00eancia das autoridades administrativas e sua delega\u00e7\u00e3o, nos termos disciplinados pela Lei Federal no 9.784, de 1999, que disciplina o processo administrativo no \u00e2mbito da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica Federal, tem-se que<\/p>\n<p>(A) a delega\u00e7\u00e3o somente \u00e9 admitida para \u00f3rg\u00e3o hierarquicamente subordinado \u00e0quele detentor da compet\u00eancia legal.<\/p>\n<p>(B) n\u00e3o \u00e9 admiss\u00edvel a delega\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia para decis\u00e3o de recursos administrativos.<\/p>\n<p>(C) admite-se a delega\u00e7\u00e3o para a edi\u00e7\u00e3o de atos normativos, desde que n\u00e3o gerem efeitos perante terceiros.<\/p>\n<p>(D) a avoca\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia de \u00f3rg\u00e3o hierarquicamente inferior \u00e9 sempre cab\u00edvel, independentemente de ato espec\u00edfico.<\/p>\n<p>(E) n\u00e3o \u00e9 pass\u00edvel de delega\u00e7\u00e3o a compet\u00eancia exclusiva, salvo para a pr\u00e1tica de atos declarat\u00f3rios.<\/p>\n<p><strong><u>Coment\u00e1rios<\/u><\/strong><strong>:<\/strong><\/p>\n<p><strong>a) ERRADA. Conforme o art. 12 da Lei 9.784, <\/strong><em>\u201cUm \u00f3rg\u00e3o administrativo e seu titular poder\u00e3o, se n\u00e3o houver impedimento legal, <u>delegar<\/u> parte da sua compet\u00eancia a outros \u00f3rg\u00e3os ou titulares, <u>ainda que estes n\u00e3o lhe sejam hierarquicamente subordinados<\/u>, quando for conveniente, em raz\u00e3o de circunst\u00e2ncias de \u00edndole t\u00e9cnica, social, econ\u00f4mica, jur\u00eddica ou territorial\u201d.<\/em><\/p>\n<p><strong>b) CERTA, nos termos do art. 13 da Lei 9.784\/99:<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><em>Art. 13. <u>N\u00e3o<\/u> podem ser objeto de delega\u00e7\u00e3o:<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0I &#8211; a edi\u00e7\u00e3o de atos de car\u00e1ter normativo;<\/em><\/p>\n<p><em>II &#8211; a <u>decis\u00e3o de recursos administrativos<\/u>;<\/em><\/p>\n<p><em>III &#8211; as mat\u00e9rias de compet\u00eancia exclusiva do \u00f3rg\u00e3o ou autoridade<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p><strong>c) ERRADA. Como se nota no coment\u00e1rio \u00e0 alternativa anterior, a lei tamb\u00e9m veda a delega\u00e7\u00e3o para a edi\u00e7\u00e3o de atos normativos, <em>sem exce\u00e7\u00e3o<\/em>.<\/strong><\/p>\n<p><strong>d) ERRADA. A avoca\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 sempre cab\u00edvel, pois a Lei 9.784\/99, em seu art. 15, diz que ela ser\u00e1 permitida \u201cem car\u00e1ter excepcional e por motivos relevantes devidamente justificados\u201d. Ademais, como h\u00e1 necessidade de indica\u00e7\u00e3o dos motivos, a avoca\u00e7\u00e3o deve ser feita mediante ato espec\u00edfico.<\/strong><\/p>\n<p><strong>e) ERRADA. Como se nota no coment\u00e1rio \u00e0 alternativa \u201cb\u201d, a lei veda a delega\u00e7\u00e3o de mat\u00e9rias de compet\u00eancia exclusiva, <em>sem exce\u00e7\u00e3o<\/em>.<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #666699;\"><strong>Gabarito: alternativa \u201cc\u201d<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>(FCC \u2013 TRT SP \u2013 AJAA 2018) <\/strong>Suponha que determinado cidad\u00e3o tenha sofrido ferimentos enquanto aguardava uma audi\u00eancia em um pr\u00e9dio do Poder Judici\u00e1rio, ocasionados por um servidor que buscava conter um tumulto que se formou no local em raz\u00e3o de protestos de determinada categoria de funcion\u00e1rios p\u00fablicos. Referido cidad\u00e3o buscou a responsabiliza\u00e7\u00e3o civil do Estado pelos danos sofridos. De acordo com o que predica a teoria do risco administrativo, o Estado<\/p>\n<p>(A) possui responsabilidade objetiva pelos danos sofridos pelo cidad\u00e3o, descabendo qualquer excludente de responsabilidade, como for\u00e7a maior, culpa da v\u00edtima ou de terceiros.<\/p>\n<p>(B) apenas responde pelos danos causados em car\u00e1ter comprovadamente doloso ou culposo pelos seus agentes, assegurado o direito de regresso contra o agressor.<\/p>\n<p>(C) n\u00e3o responde pelos danos causados, salvo se comprovada omiss\u00e3o no dever de fiscalizar a presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o p\u00fablico envolvido e suas condi\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>(D) possui responsabilidade subjetiva pelos danos sofridos pelo cidad\u00e3o, a quem compete comprovar o nexo de causalidade e a culpa an\u00f4nima do servi\u00e7o.<\/p>\n<p>(E) pode ser responsabilizado, independentemente de culpa ou dolo de seus agentes, excluindo-se tal responsabilidade se comprovada culpa de terceiros.<\/p>\n<p><strong><u>Coment\u00e1rio<\/u><\/strong><strong>: O gabarito \u00e9 a alternativa \u201ce\u201d. A <\/strong><span style=\"color: #666699;\"><strong>teoria do risco administrativo<\/strong><\/span><strong>, positivada no art. 37, \u00a76\u00ba da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, consagra a <\/strong><span style=\"color: #666699;\"><strong>responsabilidade civil objetiva<\/strong><\/span><strong> do Estado em rela\u00e7\u00e3o aos danos causados a terceiros por agentes p\u00fablicos no exerc\u00edcio da fun\u00e7\u00e3o. Assim, o Estado pode ser responsabilizado a indenizar o terceiro independentemente de dolo ou culpa do agente, sendo assegurado o direito de regresso contra este. Para que seja caracterizada a responsabilidade do Estado, basta que seja demonstrada a presen\u00e7a de tr\u00eas elementos: <span style=\"color: #666699;\">ato de agente p\u00fablico, dano causado a terceiro e nexo de causalidade entre o ato e o dano<\/span>. Uma caracter\u00edstica essencial da teoria do risco administrativo \u00e9 que ela admite <span style=\"color: #666699;\">\u201cexcludentes de responsabilidade\u201d<\/span>, isto \u00e9, situa\u00e7\u00f5es que rompem o nexo de causalidade entre o ato do agente p\u00fablico e o dano sofrido pelo terceiro, <em>afastando<\/em> a responsabilidade do Estado. Os excludentes de responsabilidade destacados pela doutrina s\u00e3o: <\/strong><strong>culpa exclusiva ou concorrente da v\u00edtima; caso fortuito e for\u00e7a maior; e fato exclusivo de terceiros<\/strong><strong>.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Na situa\u00e7\u00e3o hipot\u00e9tica apresentada na quest\u00e3o, um agente p\u00fablico, no exerc\u00edcio de suas atribui\u00e7\u00f5es, causou dano a um particular. Assim, o Estado pode sim ser responsabilizado a reparar esse dano, pagando uma indeniza\u00e7\u00e3o ao particular, independentemente de o agente que efetivamente provocou o dano ter agido com dolo ou culpa. Contudo, pela teoria do risco administrativo, a responsabilidade do Estado pode ser afastada se ficar comprovada a culpa de terceiros (ou fato exclusivo de terceiros), isto \u00e9, se ficar demonstrado que o dano sofrido pelo terceiro foi causado pela atua\u00e7\u00e3o incontrol\u00e1vel da multid\u00e3o, a qual n\u00e3o poderia ter sido evitada ainda que a Administra\u00e7\u00e3o tivesse tomado todas as precau\u00e7\u00f5es a seu alcance. <\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #666699;\"><strong>Gabarito: alternativa \u201ce\u201d<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>(FCC \u2013 TRT SP \u2013 AJAA 2018) <\/strong>Considere que a Administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica necessite adquirir cartuchos de impressora para diversos \u00f3rg\u00e3os administrativos, a fim de assegurar a reposi\u00e7\u00e3o de tais itens com regularidade, evitando o constante desabastecimento verificado em fun\u00e7\u00e3o dos prazos envolvidos nos procedimentos licitat\u00f3rios a cargo de cada \u00f3rg\u00e3o para as aquisi\u00e7\u00f5es correspondentes. Considerando a legisla\u00e7\u00e3o e normatiza\u00e7\u00e3o aplic\u00e1vel, uma das solu\u00e7\u00f5es juridicamente cab\u00edveis seria<\/p>\n<p>(A) a ado\u00e7\u00e3o da modalidade convite, mais c\u00e9lere e que poder\u00e1 ser adotada, a crit\u00e9rio da Administra\u00e7\u00e3o, independentemente do valor das aquisi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>(B) a contrata\u00e7\u00e3o direta, com dispensa de licita\u00e7\u00e3o, em raz\u00e3o da natureza comum dos servi\u00e7os, desde que observados os pre\u00e7os de mercado.<\/p>\n<p>(C) a ado\u00e7\u00e3o do sistema de registro de pre\u00e7os, com possibilidade de ades\u00e3o de diferentes \u00f3rg\u00e3os e entidades da Administra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>(D) a ado\u00e7\u00e3o de chamamento p\u00fablico, com cadastramento de fornecedores locais por ordem de pre\u00e7o ofertado, mediante preg\u00e3o eletr\u00f4nico.<\/p>\n<p>(E) a contrata\u00e7\u00e3o direta, com inexigibilidade de licita\u00e7\u00e3o, em face das circunst\u00e2ncias singulares envolvidas, em que a competi\u00e7\u00e3o n\u00e3o beneficia a Administra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong><u>Coment\u00e1rios<\/u><\/strong><strong>: A situa\u00e7\u00e3o apresentada amolda-se perfeitamente \u00e0 ado\u00e7\u00e3o do <\/strong><strong>sistema de registro de pre\u00e7os<\/strong><strong>, que nada mais \u00e9 que um conjunto de procedimentos para a forma\u00e7\u00e3o de um \u201cbanco de dados\u201d de pre\u00e7os e fornecedores, que fica registrado numa ata, denominada ata de registro de pre\u00e7os, com caracter\u00edstica de compromisso para futura contrata\u00e7\u00e3o. Assim, quando a Administra\u00e7\u00e3o desejar contratar determinado bem ou servi\u00e7o registrado em SRP, n\u00e3o precisa fazer uma nova licita\u00e7\u00e3o; basta apenas acionar o fornecedor cadastrado na ata, que ser\u00e1 ent\u00e3o obrigado a fornecedor o bem ou executar o servi\u00e7o nas condi\u00e7\u00f5es e pre\u00e7os constantes do registro. O SRP geralmente \u00e9 utilizado, dentre outras hip\u00f3teses, nas unidades que realizam <em><u>contrata\u00e7\u00f5es frequentes<\/u><\/em> de determinado bem ou servi\u00e7o<\/strong> <strong>e para atendimento a <em><u>mais de um \u00f3rg\u00e3o ou entidade<\/u><\/em>. Assim, correta a alternativa \u201cc\u201d.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Vamos ver o erro das demais:<\/strong><\/p>\n<p><strong>a) ERRADA. A ado\u00e7\u00e3o da modalidade convite depende do valor estimado das aquisi\u00e7\u00f5es.<\/strong><\/p>\n<p><strong>b) ERRADA. A situa\u00e7\u00e3o apresentada n\u00e3o se enquadra em nenhuma das hip\u00f3teses de licita\u00e7\u00e3o dispens\u00e1vel previstas no art. 24 da Lei 8.666\/93.<\/strong><\/p>\n<p><strong>d) ERRADA. Chamamento p\u00fablico, conforme previsto na Lei 13019\/2014, destina-se \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de parcerias do Estado com organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil, e n\u00e3o para a compra de bens.<\/strong><\/p>\n<p><strong>e) ERRADA. A situa\u00e7\u00e3o apresentada n\u00e3o caracteriza inviabilidade de competi\u00e7\u00e3o, afinal, cartucho de impressora \u00e9 um bem de natureza comum, facilmente encontrado no mercado.<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #666699;\"><strong>Gabarito: alternativa \u201cc\u201d<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>(FCC \u2013 TRT SP \u2013 AJAA 2018) <\/strong>Considere que, firmado pelo Estado contrato administrativo para a constru\u00e7\u00e3o de uma rodovia, tenha sobrevindo aumento da carga tribut\u00e1ria incidente sobre a m\u00e3o de obra empregada na execu\u00e7\u00e3o do objeto contratual. Diante de tal cen\u00e1rio, a empreiteira contratada informou que n\u00e3o poderia concluir a execu\u00e7\u00e3o das obras com base nos pre\u00e7os contratados, haja vista a majora\u00e7\u00e3o dos encargos em rela\u00e7\u00e3o ao momento em que apresentou a sua oferta no correspondente procedimento licitat\u00f3rio. Considerando a disciplina constitucional e legal sobre a mat\u00e9ria,<\/p>\n<p>(A) a contratada poder\u00e1 paralisar as obras, por onerosidade excessiva, afastando a aplica\u00e7\u00e3o de multa contratual.<\/p>\n<p>(B) dever\u00e1 ser rescindido o contrato, por condi\u00e7\u00e3o superveniente, e instaurada nova licita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>(C) caber\u00e1 reequil\u00edbrio do contrato, mediante aditivo, para reestabelecer a equa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mico-financeira original.<\/p>\n<p>(D) a contratada somente ter\u00e1 direito ao reequil\u00edbrio contratual se a majora\u00e7\u00e3o de imposto for imput\u00e1vel ao ente contratante.<\/p>\n<p>(E) o Estado poder\u00e1 revogar a licita\u00e7\u00e3o que precedeu o contrato, como forma de evitar o aumento dos encargos contratuais.<\/p>\n<p><strong><u>Coment\u00e1rios<\/u><\/strong><strong>: O aumento da carga tribut\u00e1ria que produz reflexos sobre o contrato configura o chamado <\/strong><strong>\u201cfato do pr\u00edncipe\u201d<\/strong><strong>, conceituado como um ato geral do Poder P\u00fablico imprevis\u00edvel, extracontratual e extraordin\u00e1rio que modifica as condi\u00e7\u00f5es do contrato, provocando preju\u00edzos ao contratado. Pela \u201cteoria da imprevis\u00e3o\u201d, quando um evento dessa natureza provoca desequil\u00edbrio na equa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mico-financeira do contrato, \u00e9 poss\u00edvel que ele seja alterado com vista a recompor o equil\u00edbrio original.<\/strong><\/p>\n<p><strong>A Lei 8.666\/1993 encampou expressamente a teoria da imprevis\u00e3o ao prever que os contratos administrativos podem ser alterados por acordo das partes (art. 65, II, \u201cd\u201d):<\/strong><\/p>\n<blockquote><p><em>d) para <u>restabelecer a rela\u00e7\u00e3o que as partes pactuaram inicialmente<\/u> entre os encargos do contratado e a retribui\u00e7\u00e3o da administra\u00e7\u00e3o para a justa remunera\u00e7\u00e3o da obra, servi\u00e7o ou fornecimento, objetivando a manuten\u00e7\u00e3o do equil\u00edbrio econ\u00f4mico-financeiro inicial do contrato, na hip\u00f3tese de sobrevirem <u>fatos imprevis\u00edveis<\/u>, ou <u>previs\u00edveis por\u00e9m de consequ\u00eancias incalcul\u00e1veis<\/u>, <u>retardadores<\/u> ou <u>impeditivos<\/u> da execu\u00e7\u00e3o do ajustado, ou, ainda, em caso de <u>for\u00e7a maior<\/u>, <u>caso fortuito<\/u> ou <u>fato do pr\u00edncipe<\/u>, configurando \u00e1lea econ\u00f4mica extraordin\u00e1ria e extracontratual. <\/em><\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Dessa forma, correta a alternativa \u201cc\u201d. Quanto \u00e0s demais, temos o seguinte:<\/strong><\/p>\n<p><strong>a) ERRADA. A contratada n\u00e3o pode paralisar as obras, sob pena de sofrer penaliza\u00e7\u00e3o por inexecu\u00e7\u00e3o contratual. Na verdade, a contratada somente poder\u00e1 deixar de cumprir sua parte no contrato em virtude de atraso superior a 90 dias dos pagamentos devidos pela Administra\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p><strong>b) ERRADA. Como visto, a Lei 8.666\/93 permite que, diante do fato do pr\u00edncipe, o contrato seja alterado para recompor o equil\u00edbrio original, raz\u00e3o pela qual n\u00e3o dever\u00e1 necessariamente ocorrer a rescis\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p><strong>d) ERRADA. O fato do pr\u00edncipe \u00e9 <\/strong><strong>extracontratual<\/strong><strong>, isto \u00e9, o Poder P\u00fablico, ao editar o ato geral, n\u00e3o atua como parte contratual (Estado-administrador), e sim como Estado-imp\u00e9rio (uso de supremacia). Assim, para a incid\u00eancia da teoria da imprevis\u00e3o, n\u00e3o importa qual seja o ente federado instituidor do tributo que onerou excessivamente o contrato.<\/strong><\/p>\n<p><strong>e) ERRADA. A licita\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser revogada ap\u00f3s a assinatura do contrato.<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #666699;\"><strong>Gabarito: alternativa \u201cc\u201d<\/strong><\/span><\/p>\n<p>*****<\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff; font-size: 18pt;\"><strong>T\u00e9cnico Judici\u00e1rio &#8211; \u00c1rea Administrativa<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>(<\/strong><strong>FCC \u2013 TRT SP \u2013 TJAA 2018<\/strong><strong>)<\/strong> Constitui exemplo de atua\u00e7\u00e3o da Administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica fundada no exerc\u00edcio do poder de pol\u00edcia:<\/p>\n<p>(A) Interdi\u00e7\u00e3o e demoli\u00e7\u00e3o de constru\u00e7\u00e3o com risco de desabamento.<\/p>\n<p>(B) Permiss\u00e3o de uso de im\u00f3vel p\u00fablico para particular que se responsabilize por sua guarda.<\/p>\n<p>(C) Declara\u00e7\u00e3o de inidoneidade \u00e0 particular que fraudou procedimento licitat\u00f3rio.<\/p>\n<p>(D) Concess\u00e3o de servi\u00e7o p\u00fablico \u00e0 explora\u00e7\u00e3o privada, sujeito \u00e0s normas fixadas pelo poder concedente.<\/p>\n<p>(E) Aplica\u00e7\u00e3o de penalidade a servidor p\u00fablico, observado o devido processo legal e o contradit\u00f3rio.<\/p>\n<p><strong><u>Coment\u00e1rio:<\/u> O poder de pol\u00edcia \u00e9 uma das atividades t\u00edpicas estatais, sendo caracterizado por <\/strong><strong>acarretar restri\u00e7\u00f5es \u00e0 esfera jur\u00eddica individual do administrado, a seus direitos e interesses. Ao resolver a quest\u00e3o, voc\u00ea deve buscar qual alternativa fornece uma hip\u00f3tese dessa modalidade de exerc\u00edcio, a qual n\u00e3o pode ser confundida com outras atividades estatais tamb\u00e9m presentes entre as op\u00e7\u00f5es.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Vamos comentar cada uma das alternativas abaixo.<\/strong><\/p>\n<p><strong>(A) CORRETA. A interdi\u00e7\u00e3o e a demoli\u00e7\u00e3o de constru\u00e7\u00e3o em risco de desabamento s\u00e3o duas hip\u00f3teses cl\u00e1ssicas de <\/strong><strong>atua\u00e7\u00e3o do poder de pol\u00edcia de forma repressiva. Repare que ambos os casos decorrem da constata\u00e7\u00e3o de um problema, possivelmente uma infra\u00e7\u00e3o, mas t\u00eam um objetivo principal acautelat\u00f3rio, pois pretendem evitar ou reduzir danos \u00e0 coletividade. Assim, restringem a esfera de particulares considerando o interesse p\u00fablico.<\/strong><\/p>\n<p><strong>(B) ERRADA. Conforme ensina Maria Sylvia di Pietro, a permiss\u00e3o de uso de bem p\u00fabli<\/strong><strong>co \u00e9 o ato administrativo unilateral, discricion<\/strong><strong>\u00e1rio e prec\u00e1rio, gratuito ou oneroso, pelo qual a Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica faculta a utiliza\u00e7\u00e3o privativa de bem p\u00fablico, <\/strong><strong>para fins de interesse p\u00fablico<\/strong><strong>. Esse ato n\u00e3o decorre do poder de pol\u00edcia, mas pode caracterizar, por exemplo, atividade de fomento da Administra\u00e7\u00e3o. Veja um exemplo: podem ser destinados<\/strong><strong> recursos or\u00e7ament\u00e1rios e <\/strong><strong>bens p\u00fablicos<\/strong><strong> \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es sociais, mediante permiss\u00e3o de uso, consoante cl\u00e1usula expressa do contrato de gest\u00e3o. <\/strong><\/p>\n<p><strong>(C) ERRADA. Estamos diante de um caso de aplica\u00e7\u00e3o de san\u00e7\u00e3o pela administra\u00e7\u00e3o. Sobre esse t\u00f3pico, tenham em mente que a aplica\u00e7\u00e3o de san\u00e7\u00f5es a particulares que t\u00eam rela\u00e7\u00e3o espec\u00edfica com o poder p\u00fablico decorre do poder disciplinar, que n\u00e3o se relaciona com o poder hier\u00e1rquico nessa hip\u00f3tese. \u00c9 o que se observa com participantes de um procedimento licitat\u00f3rio, por exemplo. Em rela\u00e7\u00e3o a particulares que n\u00e3o t\u00eam uma liga\u00e7\u00e3o espec\u00edfica com a administra\u00e7\u00e3o, temos a incid\u00eancia do poder de pol\u00edcia, mas esse n\u00e3o \u00e9 o caso trazido na alternativa.<\/strong><\/p>\n<p><strong>(D) ERRADA. A concess\u00e3o de servi\u00e7o p\u00fablico, como o pr\u00f3prio nome revela, relaciona-se a outra atividade t\u00edpica da administra\u00e7\u00e3o, que \u00e9 exatamente a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os p\u00fablicos. <\/strong><\/p>\n<p><strong>(E) ERRADA. A aplica\u00e7\u00e3o de penalidades a servidores p\u00fablicos decorre de forma mediata do poder hier\u00e1rquico e de forma imediata do poder disciplinar, n\u00e3o havendo rela\u00e7\u00e3o com o poder de pol\u00edcia, como explicado no coment\u00e1rio da letra \u2018c\u2019. <\/strong><\/p>\n<p><strong>Note, ent\u00e3o, que temos tr\u00eas possibilidades em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o de san\u00e7\u00f5es pela administra\u00e7\u00e3o: <\/strong><strong>servidor p\u00fablico<\/strong><strong> (poder hier\u00e1rquico de forma mediata e <\/strong><strong>poder disciplinar de forma imediata<\/strong><strong>); <\/strong><strong>particular que tem rela\u00e7\u00e3o espec\u00edfica com a administra\u00e7\u00e3o<\/strong><strong> (apenas <\/strong><strong>poder disciplinar<\/strong><strong>) e; <\/strong><strong>particular que n\u00e3o t\u00eam rela\u00e7\u00e3o espec\u00edfica com a administra\u00e7\u00e3o<\/strong><strong> (<\/strong><strong>poder de pol\u00edcia<\/strong><strong>).<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #666699;\"><strong>Gabarito: alternativa \u201ca\u201d<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>(<\/strong><strong>FCC \u2013 TRT SP \u2013 TJAA 2018<\/strong><strong>) <\/strong>Suponha que determinado cidad\u00e3o tenha interposto recurso administrativo, buscando a anula\u00e7\u00e3o de um ato praticado por autoridade administrativa, consistente na concess\u00e3o de alvar\u00e1 de funcionamento de estabelecimento comercial, alegando que, embora n\u00e3o seja titular do direito envolvido, o ato em quest\u00e3o estaria afetando indiretamente seus interesses. O recurso foi interposto perante a autoridade superior \u00e0quela que proferiu a referida decis\u00e3o. Diante de tal situa\u00e7\u00e3o,<\/p>\n<p>(A) o recurso n\u00e3o ser\u00e1 conhecido, por se tratar de ato vinculado, cujo controle somente \u00e9 admiss\u00edvel em sede judicial, quando identificado v\u00edcio de legalidade.<\/p>\n<p>(B) o recurso n\u00e3o ser\u00e1 conhecido, eis que, embora apresentado perante a autoridade competente, o postulante n\u00e3o possui legitimidade para recorrer, podendo, contudo, solicitar a revis\u00e3o do ato perante a autoridade que o prolatou.<\/p>\n<p>(C) o recurso dever\u00e1 ser conhecido, desde que apresentado no prazo de 10 dias da publica\u00e7\u00e3o do ato recorrido, podendo a autoridade competente, a seu crit\u00e9rio, submet\u00ea-lo, previamente, \u00e0 revis\u00e3o da autoridade prolatora.<\/p>\n<p>(D) embora o postulante possua legitimidade para recorrer, o recurso n\u00e3o ser\u00e1 conhecido eis que interposto perante autoridade incompetente, o que n\u00e3o impede que o ato seja revisto de of\u00edcio pela Administra\u00e7\u00e3o, se ilegal e se n\u00e3o operada a preclus\u00e3o administrativa.<\/p>\n<p>(E) embora interposto perante autoridade incompetente e por pessoa n\u00e3o legitimada, o recurso pode ser conhecido, a crit\u00e9rio da Administra\u00e7\u00e3o, desde que intime o benefici\u00e1rio do ato para apresentar suas contrarraz\u00f5es.<\/p>\n<p><strong><u>Coment\u00e1rio:<\/u><\/strong><strong> Essa quest\u00e3o avalia conhecimento sobre as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para a interposi\u00e7\u00e3o de recursos administrativos com base na Lei 9.784\/1999. Sobre esse tema, \u00e9 necess\u00e1rio ter em mente que: (I) <\/strong><strong>o recurso ser\u00e1 dirigido \u00e0 autoridade que proferiu a decis\u00e3o<\/strong><strong>, a qual, se n\u00e3o a reconsiderar no prazo de cinco dias, o encaminhar\u00e1 \u00e0 autoridade superior (art. 56, \u00a71\u00ba da Lei 9.784\/1999); (II) t\u00eam legitimidade para interpor recurso administrativo, <\/strong><strong>entre outros casos<\/strong><strong> considerados pela lei: <\/strong><strong>aqueles cujos direitos ou interesses forem indiretamente afetados pela decis\u00e3o recorrida <\/strong><strong>(art. 58, II, Lei 9.784\/1999)<\/strong><strong>; (III) o n\u00e3o conhecimento do recurso <\/strong><strong>n\u00e3o impede a Administra\u00e7\u00e3o de rever de of\u00edcio o ato ilegal, desde que n\u00e3o ocorrida preclus\u00e3o administrativa <\/strong><strong>(art. 63, \u00a72\u00ba, Lei 9.784\/1999)<\/strong><strong>. <\/strong><\/p>\n<p><strong>Com base nas informa\u00e7\u00f5es acima, vamos analisar as alternativas:<\/strong><\/p>\n<p><strong>(A) ERRADA. Em primeiro lugar, a afirmativa deixa impl\u00edcito que a hip\u00f3tese da quest\u00e3o trata de um recurso judicial, o que n\u00e3o \u00e9 o caso. Al\u00e9m disso, nada podemos dizer a respeito da legalidade do ato, pois n\u00e3o h\u00e1 elementos suficientes para isso. Apenas sabemos que um interessado indiretamente afetado por um ato vinculado, que \u00e9 a licen\u00e7a, interp\u00f4s recurso administrativo. A fundamenta\u00e7\u00e3o desse recurso n\u00e3o \u00e9 apresentada. <\/strong><\/p>\n<p><strong>(B) ERRADA. Com base na explica\u00e7\u00e3o oferecida introdutoriamente, \u00e9 poss\u00edvel perceber que: (a) <\/strong><strong>a autoridade superior, perante a qual foi interposto o recurso, \u00e9 incompetente<\/strong><strong>; (b)<\/strong><strong> o recorrente tem legitimidade, pois tem interesses afetados pela decis\u00e3o<\/strong><strong>.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Al\u00e9m disso, a revis\u00e3o do ato \u00e9 outro instituto que n\u00e3o tem rela\u00e7\u00e3o com o caso apresentado. Nesse sentido, aos tratarmos de revis\u00e3o, estamos falando que os processos administrativos de que resultem san\u00e7\u00f5es poder\u00e3o ser revistos, a qualquer tempo, a pedido ou de of\u00edcio, quando surgirem fatos novos ou circunst\u00e2ncias relevantes suscet\u00edveis de justificar a inadequa\u00e7\u00e3o da san\u00e7\u00e3o aplicada (art. 65, Lei 9.784\/1999).<\/strong><\/p>\n<p><strong>C) ERRADA. Primeiramente, salvo disposi\u00e7\u00e3o legal espec\u00edfica, \u00e9 de dez dias o prazo para interposi\u00e7\u00e3o de recurso administrativo, <\/strong><strong>contado a partir da ci\u00eancia ou divulga\u00e7\u00e3o oficial da decis\u00e3o recorrida<\/strong><strong>. Al\u00e9m disso, conforme explicado, <\/strong><strong>a autoridade prolatora \u00e9 a autoridade competente<\/strong><strong> para conhecer do recurso.<\/strong><\/p>\n<p><strong>(D) CORRETA. Considerando toda a explica\u00e7\u00e3o anterior, vemos que a alternativa est\u00e1 certa.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Acrescentamos apenas para aprofundamento do tema que o recurso n\u00e3o ser\u00e1 conhecido quando interposto perante \u00f3rg\u00e3o incompetente, mas nessa hip\u00f3tese, segundo a lei, ser\u00e1 indicada ao recorrente a autoridade competente, sendo-lhe devolvido o prazo para recurso. Esse detalhe n\u00e3o torna a alternativa \u2018d\u2019 errada, pois apesar de n\u00e3o trazer a informa\u00e7\u00e3o completa sobre a hip\u00f3tese, todas as informa\u00e7\u00f5es trazidas s\u00e3o verdadeiras.<\/strong><\/p>\n<p><strong>E) ERRADA. A parte recorrente \u00e9 leg\u00edtima, o que j\u00e1 macula a afirmativa. <\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Gabarito: alternativa \u201cd\u201d (cabe recurso!)<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Fundamento do recurso<\/span>: para resolver a quest\u00e3o, seria necess\u00e1rio conhecer o Cap\u00edtulo XV da Lei 9.784\/99 (Do Recurso Administrativo e da Revis\u00e3o). Ocorre que o edital do concurso foi expl\u00edcito em exigir apenas\u00a0o Cap\u00edtulo I (Das disposi\u00e7\u00f5es gerais), o Cap\u00edtulo II (Dos Direitos dos Administrados) e o Cap\u00edtulo III (Dos Deveres dos Administrados). Logo, trata-se de item que extrapolou o conte\u00fado program\u00e1tico previsto no edital.<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>(<\/strong><strong>FCC \u2013 TRT SP \u2013 TJAA 2018<\/strong><strong>) <\/strong>Suponha que determinada autoridade p\u00fablica tenha concedido a particular permiss\u00e3o de uso de \u201cbox\u201d em um Mercado Municipal. Posteriormente, foi constatado que a autoridade que praticou o ato n\u00e3o detinha a compet\u00eancia legal e tampouco houve delega\u00e7\u00e3o para a sua pr\u00e1tica. Diante de tal situa\u00e7\u00e3o, o ato em quest\u00e3o<\/p>\n<p>(A) \u00e9 nulo, devendo ser revogado administrativa ou judicialmente.<\/p>\n<p>(B) \u00e9 pass\u00edvel de convalida\u00e7\u00e3o pela autoridade competente.<\/p>\n<p>(C) pode ser mantido, pela mesma autoridade, se verificado o interesse p\u00fablico na sua edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>(D) n\u00e3o \u00e9 pass\u00edvel de ratifica\u00e7\u00e3o, dado o seu car\u00e1ter discricion\u00e1rio, sendo nulo de pleno direito.<\/p>\n<p>(E) ostenta v\u00edcio de compet\u00eancia, insan\u00e1vel por se tratar de ato vinculado, cuja compet\u00eancia \u00e9 sempre indeleg\u00e1vel.<\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <u>Coment\u00e1rio:<\/u> Estamos diante de um cl\u00e1ssico caso de v\u00edcio de ato administrativo, sendo necess\u00e1rio identificar se esse v\u00edcio \u00e9 san\u00e1vel ou n\u00e3o e, consequentemente, quais as provid\u00eancias podem ser adotadas pela administra\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Passando a quest\u00e3o propriamente, estamos diante de uma hip\u00f3tese de v\u00edcio de compet\u00eancia. Sobre esse v\u00edcio, o enunciado informa que a autoridade que praticou o ato n\u00e3o tinha compet\u00eancia para tanto e tampouco houve <\/strong><strong>delega\u00e7\u00e3o<\/strong><strong> para a sua pr\u00e1tica. A men\u00e7\u00e3o da delega\u00e7\u00e3o demonstra que esta era poss\u00edvel, mas n\u00e3o ocorreu na pr\u00e1tica, ent\u00e3o n\u00e3o se trata de compet\u00eancia exclusiva. Caso tratasse de compet\u00eancia exclusiva, esse detalhe seria indicado.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O que precisamos saber para resolver a quest\u00e3o: <\/strong><strong>o v\u00edcio de compet\u00eancia \u00e9 san\u00e1vel? Sim<\/strong><strong>, pois <\/strong><strong>s<\/strong><strong>\u00e3o san\u00e1veis o <\/strong><strong>v\u00edcio de compet\u00eancia quanto \u00e0 pessoa<\/strong><strong>, <\/strong><strong>exceto no caso de compet\u00eancia exclusiva<\/strong><strong>, e o v\u00edcio de forma, a menos que se trate de forma exigida pela lei como condi\u00e7\u00e3o essencial \u00e0 validade do ato. Ent\u00e3o estamos diante de um <\/strong><strong>ato anul\u00e1vel<\/strong><strong> e n\u00e3o de um ato nulo. Assim, \u00e9 poss\u00edvel a <\/strong><strong>convalida\u00e7\u00e3o<\/strong><strong> do ato. <\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Com essas informa\u00e7\u00f5es j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel chegar ao gabarito da quest\u00e3o. Veja que aqui n\u00e3o discutimos a vincula\u00e7\u00e3o ou discricionariedade do ato, pois o v\u00edcio de compet\u00eancia independe dessas caracter\u00edsticas, e que <\/strong><strong>o ato anul\u00e1vel pode ser convalidado ou anulado<\/strong><strong>, n\u00e3o sendo caso de <\/strong><strong>revoga\u00e7\u00e3o<\/strong><strong>, como inferido pela letra \u2018a\u2019, ou de <\/strong><strong>manuten\u00e7\u00e3o pela mesma autoridade com base no interesse p\u00fablico<\/strong><strong>, como inferido pela letra \u2018c\u2019. <\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #666699;\"><strong>Gabarito: alternativa \u201cb\u201d<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>(<\/strong><strong>FCC \u2013 TRT SP \u2013 TJAA 2018<\/strong><strong>) <\/strong>Suponha que determinada autarquia estadual pretenda alienar diversos m\u00f3veis e equipamentos de sua titularidade, que est\u00e3o ociosos e se tornaram inserv\u00edveis \u00e0s finalidades da entidade. De acordo com as disposi\u00e7\u00f5es pertinentes da Lei no 8.666\/1993,<\/p>\n<p>(A) os bens poder\u00e3o ser alienados independentemente de licita\u00e7\u00e3o, se o valor total foi inferior a R$ 150.000,00, mediante pr\u00e9vio cadastramento dos interessados.<\/p>\n<p>(B) os bens poder\u00e3o ser alienados mediante preg\u00e3o, eletr\u00f4nico ou presencial, precedido de avalia\u00e7\u00e3o e justificativa da autoridade quanto \u00e0 inservibilidade.<\/p>\n<p>(C) a aliena\u00e7\u00e3o depende de pr\u00e9via avalia\u00e7\u00e3o e de procedimento licitat\u00f3rio, sendo cab\u00edvel a ado\u00e7\u00e3o da modalidade leil\u00e3o.<\/p>\n<p>(D) somente \u00e9 admiss\u00edvel a doa\u00e7\u00e3o a outro \u00f3rg\u00e3o ou entidade p\u00fablica ou entidade privada sem fins lucrativos, vedada a aliena\u00e7\u00e3o a particulares.<\/p>\n<p>(E) \u00e9 obrigat\u00f3ria a instaura\u00e7\u00e3o de licita\u00e7\u00e3o, na modalidade concorr\u00eancia, independentemente do valor dos bens, para ampla concorr\u00eancia e obten\u00e7\u00e3o da melhor proposta.<\/p>\n<p><strong><u>Coment\u00e1rio:<\/u> A Lei 8.666\/1993 ao tratar da aliena\u00e7\u00e3o de bens da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica, determina que a <\/strong><strong>aliena\u00e7\u00e3o de bens <u>m\u00f3veis<\/u><\/strong><strong>, depender\u00e1 de <\/strong><strong>avalia\u00e7\u00e3o pr\u00e9via e de licita\u00e7\u00e3o<\/strong><strong>. Traz algumas hip\u00f3teses de dispensa do procedimento licitat\u00f3rio, mas entre elas n\u00e3o se encontra a venda de bens inserv\u00edveis. Nesse sentido, o<\/strong><strong> Leil\u00e3o \u00e9 a modalidade de licita\u00e7\u00e3o entre quaisquer interessados para a venda de bens m\u00f3veis inserv\u00edveis<\/strong><strong> para a administra\u00e7\u00e3o ou de produtos legalmente apreendidos ou penhorados. <\/strong><\/p>\n<p><strong>(A) ERRADA. N\u00e3o existe essa regra. Na verdade, a alternativa traz elementos da modalidade de licita\u00e7\u00e3o convite, que costumava ter como limite de valor estimado da contrata\u00e7\u00e3o R$ 150.000,00 para obras e servi\u00e7os de engenharia. Atualmente esse valor n\u00e3o est\u00e1 mais valendo e a modalidade de licita\u00e7\u00e3o convite para obras e servi\u00e7os de engenharia tem como limite o valor de R$ 330.000,00, com base n<\/strong><strong>o Decreto 9.412\/2018. Voltando \u00e0 quest\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 que se falar em dispensa de licita\u00e7\u00e3o em caso de valores inferiores a esse, pois n\u00e3o h\u00e1 nada na lei que determine essa condi\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p><strong>(B) ERRADA. Considerando as disposi\u00e7\u00f5es legais j\u00e1 expostas, n\u00e3o \u00e9 caso de emprego da modalidade preg\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p><strong>(C) CORRETA. Conforme explica\u00e7\u00f5es anteriores, a alternativa est\u00e1 certa.<\/strong><\/p>\n<p><strong>(D) ERRADA. \u00c9 poss\u00edvel sim a aliena\u00e7\u00e3o a particulares, inexistindo essa veda\u00e7\u00e3o legal, o que j\u00e1 torna essa afirmativa incorreta. Quanto \u00e0 doa\u00e7\u00e3o dos bens m\u00f3veis, a regra tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 essa. Na realidade, temos que, na hip\u00f3tese de doa\u00e7\u00e3o de bens m\u00f3veis, a licita\u00e7\u00e3o \u00e9 dispensada, e essa doa\u00e7\u00e3o \u00e9 permitida exclusivamente para fins e uso de interesse social, ap\u00f3s avalia\u00e7\u00e3o de sua oportunidade e conveni\u00eancia s\u00f3cio-econ\u00f4mica, relativamente \u00e0 escolha de outra forma de aliena\u00e7\u00e3o (art. 17, II, \u2018a\u2019 Lei 8.666\/1993)<\/strong><\/p>\n<p><strong>(E) ERRADA. Existe um<\/strong><strong> limite de valor que pauta a <\/strong><strong>aliena\u00e7\u00e3o de bens m\u00f3veis<\/strong><strong>,<\/strong><strong> p<\/strong><strong>ois \u00e9 poss\u00edvel a utiliza\u00e7\u00e3o do <\/strong><strong>leil\u00e3o<\/strong><strong> nos casos em que os bens m\u00f3veis a serem alienados sejam avaliados, isolada e globalmente, em valor igual ou inferior a <\/strong><strong>R$ 1.430.000,00<\/strong><strong> desde a edi\u00e7\u00e3o do Decreto 9.412\/2018 (antigamente era R$ 650.000,00). <\/strong><strong>Aliena\u00e7\u00f5es de bens m\u00f3veis em valor superior a esse depende da ado\u00e7\u00e3o da concorr\u00eancia<\/strong><strong>, ou seja, apenas nesse caso essa modalidade ser\u00e1 obrigat\u00f3ria.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p><strong>Note que esse Decreto n\u00e3o foi cobrado na prova e n\u00e3o era necess\u00e1rio saber valores para acertar a quest\u00e3o, mas trazemos esses elementos para o estudo do t\u00f3pico com base em legisla\u00e7\u00e3o atual.<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #666699;\"><strong>Gabarito: alternativa \u201cc\u201d<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>(<\/strong><strong>FCC \u2013 TRT SP \u2013 TJAA 2018<\/strong><strong>) <\/strong>De acordo com as disposi\u00e7\u00f5es pertinentes da Lei no 8.666\/1993, a garantia exig\u00edvel daqueles que contratam com a Administra\u00e7\u00e3o para assegurar a execu\u00e7\u00e3o do contrato<\/p>\n<p>(A) somente pode ser prestada por cau\u00e7\u00e3o em dinheiro ou fian\u00e7a banc\u00e1ria.<\/p>\n<p>(B) limita-se ao valor do contrato e pode ser prestada mediante seguro garantia.<\/p>\n<p>(C) pode ser dispensada, justificadamente, pela autoridade contratante.<\/p>\n<p>(D) \u00e9 obrigat\u00f3ria para o contratado e facultativa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s obriga\u00e7\u00f5es da Administra\u00e7\u00e3o contratante.<\/p>\n<p>(E) somente \u00e9 exig\u00edvel para obras e servi\u00e7os de engenharia, limitada a 10% do valor do contrato.<\/p>\n<p><strong><u>Coment\u00e1rio:<\/u> Ao estudarmos contratos administrativos, vemos que a<\/strong><strong> Lei 8.666\/1993 prev<\/strong><strong>\u00ea que <\/strong><strong>a exig\u00eancia ou n\u00e3o de garantia \u00e9 <\/strong><strong>decis\u00e3o discricion\u00e1ria da autoridade competente<\/strong><strong>, existindo <\/strong><strong>tr\u00eas diferentes modalidades, <\/strong><strong>ficando a crit\u00e9rio do contratado optar por uma delas<\/strong><strong>. Essas modalidades podem ser resumidas como: (I)<\/strong><strong> cau\u00e7\u00e3o em dinheiro ou t\u00edtulos da d\u00edvida p\u00fablica; (II)<\/strong> <strong>seguro-garantia<\/strong><strong>;<\/strong><strong> (III)<\/strong><strong> fian\u00e7a banc\u00e1ria.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Em regra, <\/strong><strong>a garantia <\/strong><strong>n\u00e3o pode exceder 5% do valor do contrato<\/strong><strong> e ser\u00e1 atualizada nas condi\u00e7\u00f5es deste. Esse limite, por\u00e9m, <\/strong><strong>pode ser elevado para at\u00e9 10% do valor do contrato<\/strong><strong> nas contrata\u00e7\u00f5es de grande vulto que envolvam alta complexidade t\u00e9cnica e riscos financeiros consider\u00e1veis.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Com isso em mente, vamos analisar as alternativas:<\/strong><\/p>\n<p><strong>(A) ERRADA. A alternativa omite a modalidade <\/strong><strong>seguro-garantia<\/strong><strong>, que tamb\u00e9m pode ser adotada. Lembre-se de que o seguro-garantia <\/strong><strong>\u00e9 um <\/strong><strong>seguro feito pelo contrato mediante<\/strong> <strong>ajuste com empresa seguradora, que se compromete a cobrir os custos de eventual preju\u00edzo \u00e0 Administra\u00e7\u00e3o<\/strong><strong>.<\/strong><\/p>\n<p><strong>(B) ERRADA. Em regra, a garantia n\u00e3o pode exceder 5% do valor do contrato e em situa\u00e7\u00e3o especificamente prevista em lei pode chegar a 10% do valor do contrato.<\/strong><\/p>\n<p><strong>(C) CORRETA. A<\/strong><strong> exig\u00eancia ou n\u00e3o de garantia \u00e9 <\/strong><strong>decis\u00e3o discricion\u00e1ria da autoridade competente<\/strong><strong>, como exposto introdutoriamente.<\/strong><\/p>\n<p><strong>(D) ERRADA. N\u00e3o existe essa regra, conforme explicado anteriormente.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0(E) ERRADA. Na realidade, poder\u00e1 ser exigida presta\u00e7\u00e3o de garantia nas contrata\u00e7\u00f5es de <\/strong><strong>obras, servi\u00e7os e compras<\/strong><strong>, como ensina o caput do art. 56, Lei 8.666\/1993. <\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #666699;\"><strong>Gabarito: alternativa \u201cc\u201d<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>(<\/strong><strong>FCC \u2013 TRT SP \u2013 TJAA 2018<\/strong><strong>) <\/strong>Suponha que determinado servidor p\u00fablico federal tenha solicitado licen\u00e7a para tratar de interesses particulares, a qual, contudo, restou negada pela Administra\u00e7\u00e3o. Entre os poss\u00edveis motivos legalmente previstos para negativa, nos termos disciplinados pela Lei no 8.112\/1990, se insere(m):<\/p>\n<p>Estar o servidor no curso de est\u00e1gio probat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Ser o servidor ocupante exclusivamente de cargo em comiss\u00e3o.<\/p>\n<p>III. Raz\u00f5es de conveni\u00eancia da Administra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Est\u00e1 correto o que se afirma em<\/p>\n<p>(A) I, II e III.<\/p>\n<p>(B) II, apenas.<\/p>\n<p>(C) II e III, apenas.<\/p>\n<p>(D) I e III, apenas.<\/p>\n<p>(E) I e II, apenas.<\/p>\n<p><strong><u>Coment\u00e1rio:<\/u> O art. 91 da Lei 8.112\/1990, prev\u00ea que, <\/strong><strong>a crit\u00e9rio da Administra\u00e7\u00e3o <\/strong><strong>(por isso tra<\/strong><strong>ta-se de ato discricion\u00e1rio), poder\u00e3o ser concedidas ao <\/strong><strong>servidor ocupante de cargo efetivo <\/strong><strong>(n\u00e3o \u00e9 o caso do servidor ocupante exclusivamente de cargo em comiss\u00e3o)<\/strong><strong>, desde que <\/strong><strong>n\u00e3o esteja em est\u00e1gio probat\u00f3rio<\/strong><strong>, <\/strong><strong>licen\u00e7as para o trato de assuntos particulares<\/strong><strong> pelo prazo de at\u00e9 tr\u00eas anos consecutivos, sem remunera\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00c9 f\u00e1cil ver, ent\u00e3o, que as tr\u00eas afirmativas est\u00e3o corretas.<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #666699;\"><strong>Gabarito: alternativa \u201ca\u201d<\/strong><\/span><\/p>\n<p>*****<\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff; font-size: 18pt;\"><strong>Oficial de Justi\u00e7a Avaliador Federal<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>(<\/strong><strong>FCC \u2013 TRT SP \u2013 OJAF 2018<\/strong><strong>) <\/strong>A reparti\u00e7\u00e3o de compet\u00eancias constitucionalmente estabelecida entre os entes federados<\/p>\n<p>(A) impede a delega\u00e7\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os p\u00fablicos entre os diversos entes pol\u00edticos, bem como destes para as pessoas jur\u00eddicas que integram a Administra\u00e7\u00e3o indireta.<\/p>\n<p>(B) n\u00e3o impede a celebra\u00e7\u00e3o de cons\u00f3rcio p\u00fablico, este que se consubstancia em outra pessoa jur\u00eddica \u00e0 qual pode ser atribu\u00edda a execu\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o p\u00fablico de compet\u00eancia de um dos convenentes.<\/p>\n<p>(C) possibilita a delega\u00e7\u00e3o de titularidade dos servi\u00e7os p\u00fablicos entre os diversos entes federados, desde que se preste \u00e0 execu\u00e7\u00e3o direta das referidas utilidades.<\/p>\n<p>(D) comporta delega\u00e7\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os p\u00fablicos para a iniciativa privada, desde que em car\u00e1ter n\u00e3o oneroso e para presta\u00e7\u00e3o mediante regime jur\u00eddico de direito p\u00fablico.<\/p>\n<p>(E) contempla a titularidade dos servi\u00e7os p\u00fablicos atribu\u00eddos a cada um dos entes, n\u00e3o sendo admitida a delega\u00e7\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o daqueles \u00e0 pessoas jur\u00eddicas de direito privado que integram a Administra\u00e7\u00e3o indireta.<\/p>\n<p><strong><u>Coment\u00e1rio:<\/u><\/strong><strong> Existem alguns coment\u00e1rios introdut\u00f3rios importantes a serem feitos sobre essa quest\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Em primeiro lugar, a reparti\u00e7\u00e3o de compet\u00eancias a que o enunciado se refere \u00e9 muito bem tratada por Hely Lopes Meirelles e pode ser resumida da seguinte forma: quando falamos sobre uma federa\u00e7\u00e3o composta por entes aut\u00f4nomos, como \u00e9 o caso da Rep\u00fablica Federativa do Brasil, <\/strong><strong>pressupomos a<\/strong><strong> reparti\u00e7\u00e3o, constitucionalmente estabelecida, de compet\u00eancias administrativas, legislativas e tribut\u00e1rias, sendo essa uma t\u00e9cnica<\/strong><strong> para partilhar entre os entes federados (Uni\u00e3o, Estados, Munic\u00edpios e Distrito Federal) as diferentes atividades do Estado Federal.<\/strong><strong> Sem adentrar de forma aprofundada nessa quest\u00e3o, ressaltamos que existem compet\u00eancias privativas e comuns aos entes para execu\u00e7\u00e3o de atividades administrativas, como a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os p\u00fablicos.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Vamos agora traduzir e interpretar as alternativas:<\/strong><\/p>\n<p><strong>(A) ERRADA. <\/strong><strong>A <\/strong><strong>presta\u00e7\u00e3o de um servi\u00e7o p\u00fablico pode ocorrer de forma descentralizada, quando a pessoa que cuida da sua presta\u00e7\u00e3o \u00e9 uma pessoa diferente do ente federado a que a Constitui\u00e7\u00e3o atribui a titularidade do servi\u00e7o. <\/strong><\/p>\n<p><strong>Essa descentraliza\u00e7\u00e3o, em regra, poder ser feita por <\/strong><strong>outorga<\/strong><strong>, com presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o por entidade da administra\u00e7\u00e3o indireta do pr\u00f3prio ente federado respons\u00e1vel e, nesse caso, h\u00e1 transfer\u00eancia da titularidade do servi\u00e7o por lei. Tamb\u00e9m pode ser feita por <\/strong><strong>delega\u00e7\u00e3o<\/strong><strong>, modalidade em que ocorre transfer\u00eancia apenas da execu\u00e7\u00e3o da atividade \u00e0 pessoa n\u00e3o integrante da Administra\u00e7\u00e3o do ente federado em quest\u00e3o. <\/strong><\/p>\n<p><strong>N\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o constitucional que autorize a mera delega\u00e7\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os p\u00fablicos a outros entes da federa\u00e7\u00e3o pelo ente titular.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Os entes federados n\u00e3o s\u00e3o meros executores de atividades administrativas, e sim os <\/strong><strong>centros pol\u00edticos<\/strong><strong> da federa\u00e7\u00e3o. A eles n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel atribuir a titularidade de um servi\u00e7o a outro ente por lei, o que significaria abrir m\u00e3o da autonomia e da compet\u00eancia definida constitucionalmente. Tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel delegar mera execu\u00e7\u00e3o de atividade, cuja titularidade seja conservada pelo ente original, o que igualmente implicaria ao ente executor em abrir m\u00e3o da sua autonomia para simplesmente executar atividades sobre o mando do ente titular de forma subalterna. Nesse ponto a quest\u00e3o est\u00e1 certa.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Por outro lado, \u00e9 sim poss\u00edvel a delega\u00e7\u00e3o da <\/strong><strong>execu\u00e7\u00e3o<\/strong><strong> de servi\u00e7os p\u00fablicos a entidades que comp\u00f5e a <\/strong><strong>administra\u00e7\u00e3o indireta<\/strong><strong>, como ocorre, por exemplo, com algumas concession\u00e1rias de energia do pa\u00eds, que s\u00e3o estatais dos Estados e prestam um servi\u00e7o delegado pela Uni\u00e3o (ex: a CEMIG, \u00e9 uma sociedade de economia mista do Estado de Minas Gerais, <\/strong><strong>explorou durante muito tempo hidrel\u00e9tricas da Uni\u00e3o sob o regime de concess\u00e3o.<\/strong><strong>). Em raz\u00e3o dessa parte final, o item est\u00e1 errado.<\/strong><\/p>\n<p><strong>(B) CERTA. Considerando toda a exposi\u00e7\u00e3o anterior, temos que \u00e9 necess\u00e1rio um instrumento espec\u00edfico de colabora\u00e7\u00e3o entre os entes para a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os p\u00fablicos nos casos em que a gest\u00e3o associada seja necess\u00e1ria, o que pode ocorrer.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Por essa raz\u00e3o, a Constitui\u00e7\u00e3o Federal determina, em seu art. 241, que: a Uni\u00e3o, os Estados, o Distrito Federal e os Munic\u00edpios disciplinar\u00e3o por meio de lei os <\/strong><strong>cons\u00f3rcios p\u00fablicos<\/strong><strong> e os conv\u00eanios de coopera\u00e7\u00e3o entre os entes federados, autorizando a <\/strong><strong>gest\u00e3o associada de servi\u00e7os p\u00fablicos<\/strong><strong>, bem como a transfer\u00eancia total ou parcial de encargos, servi\u00e7os, pessoal e bens essenciais \u00e0 continuidade dos servi\u00e7os transferidos.<\/strong><\/p>\n<p><strong>A Lei 11.107\/2005, nesse sentido, trata dos cons\u00f3rcios p\u00fablicos e com o intuito de respeitar os princ\u00edpios federativos, exige, por exemplo,<\/strong><strong> que: (I) cada ente federado ratifique o protocolo de inten\u00e7\u00f5es <\/strong><strong>por lei <\/strong><strong>(art. 5\u00ba),<\/strong> <strong>que \u00e9 o documento que explicita, entre outros itens, <\/strong><strong>as compet\u00eancias cujo exerc\u00edcio se transferiu e os servi\u00e7os objeto da gest\u00e3o associada pelo cons\u00f3rcio, que \u00e9 uma pessoa jur\u00eddica distinta dos entes que o comp\u00f5e (art. 4\u00ba, IX, \u2018a\u2019 e \u2018b\u2019)<\/strong><strong><em>; <\/em><\/strong><strong>(II) \u00a0manda observar os limites constitucionais de cada ente federado na determina\u00e7\u00e3o <\/strong><strong>dos objetivos dos cons\u00f3rcios (art. 2\u00ba<em>).<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>(C) ERRADA. A alternativa afirma que a reparti\u00e7\u00e3o de compet\u00eancias entre os entes da federa\u00e7\u00e3o <\/strong><strong>autoriza<\/strong><strong> a <\/strong><strong>transfer\u00eancia de titularidade<\/strong><strong>, desde que o ente originalmente titular do servi\u00e7o continue <\/strong><strong>executando a atividade<\/strong><strong>. \u00c9 uma afirma\u00e7\u00e3o absurda com base em tudo o que foi visto acima. Transfer\u00eancia de titularidade a outro ente significa abrir m\u00e3o da titularidade em favor de outro ente, desrespeitando a compet\u00eancia definida constitucionalmente.<\/strong><\/p>\n<p><strong>(D) ERRADA. Saindo um pouco do tema espec\u00edfico das outras alternativas, a quest\u00e3o trata aqui da possibilidade de execu\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os por entidades privadas. Essa execu\u00e7\u00e3o \u00e9 sim poss\u00edvel, mas de forma <\/strong><strong>onerosa<\/strong><strong>, isto \u00e9, mediante a cobran\u00e7a de tarifa dos usu\u00e1rios.<\/strong><\/p>\n<p><strong>(E) ERRADA. \u00c9 admitido em nosso ordenamento jur\u00eddico a execu\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os p\u00fablicos, enquanto atividades econ\u00f4micas em sentido amplo, por pessoas jur\u00eddicas de direito privado que integram a administra\u00e7\u00e3o indireta, como as empresas p\u00fablicas e sociedades de economia mista. <\/strong><\/p>\n<p><strong>Isso se d\u00e1 de duas formas: (I) pode haver outorga de servi\u00e7o p\u00fablico, com transfer\u00eancia da titularidade e execu\u00e7\u00e3o por lei, desde que a entidade componha a administra\u00e7\u00e3o indireta do ente competente pelo servi\u00e7o; e (II) pode haver descentraliza\u00e7\u00e3o por delega\u00e7\u00e3o, quando o ente transfere apenas a execu\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o, mediante permiss\u00e3o ou concess\u00e3o, por exemplo, a empresa estatal de outro ente. A CEMIG, sociedade de economia mista de Minas Gerais, explorou durante muito tempo hidrel\u00e9tricas da Uni\u00e3o sob o regime de concess\u00e3o. <\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #666699;\"><strong>Gabarito: alternativa \u201cb\u201d<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>(<\/strong><strong>FCC \u2013 TRT SP \u2013 OJAF 2018<\/strong><strong>) <\/strong>Um administrado apresentou requerimento de expedi\u00e7\u00e3o de licen\u00e7a \u00e0 Administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, instru\u00eddo nos termos das exig\u00eancias legais pertinentes. A autoridade competente pela expedi\u00e7\u00e3o da licen\u00e7a, em que pese reconhecer a completude da instru\u00e7\u00e3o do pedido, indeferiu o pleito, fundamentando sua decis\u00e3o no excessivo n\u00famero de licen\u00e7as outorgadas no \u00faltimo trimestre, o que, segundo entendeu, n\u00e3o seria aderente \u00e0s pol\u00edticas p\u00fablicas da Administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica. O requerente, inconformado com a decis\u00e3o,<\/p>\n<p>(A) dever\u00e1 recorrer administrativamente da decis\u00e3o, obrigatoriamente requerendo a reconsidera\u00e7\u00e3o do indeferimento, considerando que n\u00e3o houve defici\u00eancia de instru\u00e7\u00e3o documental.<\/p>\n<p>(B) poder\u00e1 impugnar a decis\u00e3o judicialmente, desde que o fa\u00e7a dentro do prazo estabelecido para apresenta\u00e7\u00e3o do competente recurso administrativo.<\/p>\n<p>(C) poder\u00e1 impetrar mandado de seguran\u00e7a contra a decis\u00e3o da autoridade que indeferiu a licen\u00e7a, considerando que se trata de ato administrativo vinculado, n\u00e3o havendo fundamento legal para sua negativa diante do preenchimento dos requisitos legais para expedi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>(D) dever\u00e1 ajuizar a\u00e7\u00e3o judicial para pleitear o deferimento da licen\u00e7a, considerando que os atos administrativos fundados em raz\u00f5es de conveni\u00eancia e oportunidade n\u00e3o comportam recurso, somente pedido de reconsidera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>(E) poder\u00e1 exigir a revoga\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o, administrativa ou judicialmente, tendo em vista que n\u00e3o havia previs\u00e3o legal para negativa da expedi\u00e7\u00e3o do ato diante do preenchimento dos requisitos legais.<\/p>\n<p><strong><u>Coment\u00e1rio:<\/u><\/strong><strong> Essa \u00e9 uma quest\u00e3o que demanda a conjuga\u00e7\u00e3o de alguns t\u00f3picos de Direito Administrativo. \u00c9 preciso, para a sua compreens\u00e3o completa, identificar que a licen\u00e7a \u00e9 ato <\/strong><strong>unilateral e<\/strong><strong> vinculado <\/strong><strong>pelo qual a Administra<\/strong><strong>\u00e7\u00e3o faculta o <\/strong><strong>exerc\u00edcio de uma atividade<\/strong><strong> \u00e0quele que <\/strong><strong>preencha os requisitos legais<\/strong><strong>. Como o administrado preencheu os requisitos legais, o indeferimento do pedido \u00e9 <em>ilegal<\/em>, pois n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel exerc\u00edcio do ju\u00edzo de conveni\u00eancia e oportunidade da Administra\u00e7\u00e3o nos atos vinculados.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Definido o primeiro ponto, resta saber quais instrumentos est\u00e3o dispon\u00edveis ao administrado para combater a ilegalidade, tendo em mente que a jurisdi\u00e7\u00e3o no Brasil \u00e9 una, ou seja, n\u00e3o se exclui da<\/strong><strong> aprecia\u00e7\u00e3o do Poder Judici\u00e1rio les\u00e3o ou amea\u00e7a a direito e que, ainda assim, a pr\u00f3pria Administra\u00e7\u00e3o pode anular seus atos ilegais, pelo exerc\u00edcio da autotutela.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Vejamos cada uma das op\u00e7\u00f5es apresentadas pelas alternativas:<\/strong><\/p>\n<p><strong>(A) ERRADA. Conforme expresso anteriormente, n\u00e3o h\u00e1 <\/strong><strong>obrigatoriedade<\/strong><strong> em tentar recurso administrativo contra a decis\u00e3o, sendo <\/strong><strong>igualmente l\u00edcito<\/strong><strong> recorrer diretamente ao Judici\u00e1rio. Por essa raz\u00e3o, o uso do termo \u201cdever\u00e1\u201d \u00e9 impr\u00f3prio. Nesse sentido, a parte n\u00e3o \u00e9 obrigada a demandar a reconsidera\u00e7\u00e3o ou mesmo entrar com recurso administrativo para defender o seu direito.<\/strong><\/p>\n<p><strong>(B) ERRADA. N\u00e3o existe essa limita\u00e7\u00e3o. O prazo para ajuizamento de uma a\u00e7\u00e3o judicial n\u00e3o est\u00e1 atrelado ao prazo do recurso administrativo. <\/strong><\/p>\n<p><strong>(C) CERTA. Perfeito. O mandado de seguran\u00e7a \u00e9 um rem\u00e9dio constitucional e \u00e9 conce<\/strong><strong>dido para proteger <\/strong><strong>direito l\u00edquido e certo<\/strong><strong>, n\u00e3o amparado por habeas corpus ou habeas data, sempre que, <\/strong><strong>ilegalmente ou com abuso de poder<\/strong><strong>, qualquer pessoa f\u00edsica ou jur\u00eddica sofrer <\/strong><strong>viola\u00e7\u00e3o<\/strong><strong> ou houver justo receio de sofr\u00ea-la <\/strong><strong>por parte de autoridade<\/strong><strong>, seja de que categoria for e sejam quais forem as fun\u00e7\u00f5es que exer\u00e7a.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Diante do indeferimento ilegal do pedido, apesar do cumprimento de todos os requisitos e sendo uma quest\u00e3o facilmente apreci\u00e1vel por prova documental, o mandado de seguran\u00e7a \u00e9 perfeito para o caso. Note que o enunciado deu a dica ao afirmar que a autoridade competente <\/strong><strong>reconheceu a completude da instru\u00e7\u00e3o do pedido<\/strong><strong>, demonstrando o quanto \u00e9 flagrante a ilegalidade com viola\u00e7\u00e3o de direito l\u00edquido e certo, j\u00e1 que a licen\u00e7a \u00e9 um ato vinculado. <\/strong><\/p>\n<p><strong>(D) ERRADA. Em primeiro lugar o uso do termo \u201cdever\u00e1\u201d \u00e9 incorreto, pois \u00e9 poss\u00edvel tamb\u00e9m o recurso administrativo. Al\u00e9m disso, a concess\u00e3o de licen\u00e7a n\u00e3o tem fundamento na conveni\u00eancia e oportunidade do ato, o que acontece com atos discricion\u00e1rios. Por fim, das decis\u00f5es administrativas cabe recurso, em face de raz\u00f5es de legalidade e de <\/strong><strong>m\u00e9rito<\/strong><strong> (Lei 9.784\/1999, art. 56). <\/strong><\/p>\n<p><strong>(E) ERRADA. Existem dois erros graves nessa afirmativa. Em primeiro lugar, a revoga\u00e7\u00e3o decorre do exerc\u00edcio de autotutela sobre atos l\u00edcitos, atrav\u00e9s de ju\u00edzo de conveni\u00eancia e oportunidade. A ilegalidade leva a anula\u00e7\u00e3o do ato, n\u00e3o a sua revoga\u00e7\u00e3o. Com base nisso, n\u00e3o se <\/strong><strong>revogam<\/strong><strong> atos judicialmente, j\u00e1 que o Poder Judici\u00e1rio apenas analisa a legalidade dos atos.<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #666699;\"><strong>Gabarito: alternativa \u201cc\u201d<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>(<\/strong><strong>FCC \u2013 TRT SP \u2013 OJAF 2018<\/strong><strong>) <\/strong>A cria\u00e7\u00e3o de uma sociedade de economia mista por um ente pol\u00edtico, para presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o p\u00fablico de sua titularidade, expressa<\/p>\n<p>(A) organiza\u00e7\u00e3o administrativa sob a forma de desconcentra\u00e7\u00e3o, tendo em vista que outra pessoa jur\u00eddica, ainda que com personalidade jur\u00eddica de direito p\u00fablico, desempenhar\u00e1 as atividades t\u00edpicas da Administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n<p>(B) a possibilidade de incid\u00eancia do regime jur\u00eddico de direito p\u00fablico para as pessoas jur\u00eddicas de direito privado integrantes da Administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, com exce\u00e7\u00e3o da incid\u00eancia de normas e princ\u00edpios aplic\u00e1veis \u00e0 Administra\u00e7\u00e3o central, como a obrigatoriedade de submiss\u00e3o a concurso p\u00fablico para contrata\u00e7\u00e3o de servidores, porque n\u00e3o ser\u00e3o submetidos a regime estatut\u00e1rio.<\/p>\n<p>(C) a transfer\u00eancia de compet\u00eancias para pessoas jur\u00eddicas com personalidade jur\u00eddica pr\u00f3pria, aut\u00f4nomas e desprovidas de rela\u00e7\u00e3o hier\u00e1rquica ou de tutela com o ente que as instituiu.<\/p>\n<p>(D) organiza\u00e7\u00e3o administrativa do ente p\u00fablico estruturada de forma desconcentrada, abrangendo delega\u00e7\u00e3o de compet\u00eancias para \u00f3rg\u00e3os administrativos e pessoas jur\u00eddicas com personalidade jur\u00eddica pr\u00f3pria.<\/p>\n<p>(E) forma descentralizada de organiza\u00e7\u00e3o administrativa, na qual pessoas jur\u00eddicas s\u00e3o institu\u00eddas para integrar a Administra\u00e7\u00e3o indireta do ente federado e desempenhar as atribui\u00e7\u00f5es especificadas nos atos institutivos, originalmente de atribui\u00e7\u00e3o da Administra\u00e7\u00e3o central.<\/p>\n<p><strong><u>Coment\u00e1rio:<\/u><\/strong><strong> A Administra\u00e7\u00e3o pode exercer suas atividades de forma <\/strong><strong>centralizada<\/strong><strong>, pode <\/strong><strong>desconcentrar<\/strong><strong> o exerc\u00edcio das suas atividades atrav\u00e9s da cria\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os dentro da pr\u00f3pria pessoa jur\u00eddica e, pode tamb\u00e9m, <\/strong><strong>descentralizar<\/strong><strong> o exerc\u00edcio das suas atividades, seja criando uma entidade para a qual transfere a titularidade do servi\u00e7o, seja por delega\u00e7\u00e3o a um particular.<\/strong><\/p>\n<p><strong>A quest\u00e3o pergunta sobre a cria\u00e7\u00e3o de uma sociedade de economia mista para a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os p\u00fablicos. Vejamos as alternativas:<\/strong><\/p>\n<p><strong>(A) ERRADA. Estamos diante de organiza\u00e7\u00e3o administrativa descentralizada, pois foi criada outra pessoa jur\u00eddica, comumente chamada de entidade, para o exerc\u00edcio da atividade. Ademais, a personalidade jur\u00eddica da sociedade de economia mista \u00e9 de direito privado.<\/strong><\/p>\n<p><strong>(B) ERRADA. O regime jur\u00eddico aplic\u00e1vel \u00e0 sociedade de economia mista \u00e9 misto, n\u00e3o sendo puramente privado ou p\u00fablico. Como exemplo de aplica\u00e7\u00e3o do regime p\u00fablico temos a <\/strong><strong>obrigatoriedade do concurso p\u00fablico,<\/strong><strong> e como exemplo de aplica\u00e7\u00e3o do regime privado temos a <\/strong><strong>contrata\u00e7\u00e3o de empregados p\u00fablicos regidos pela CLT<\/strong><strong>.<\/strong><\/p>\n<p><strong>(C) ERRADA. N\u00e3o existe hierarquia entre o ente e a entidade da administra\u00e7\u00e3o indireta, mas existe tutela, com controle final\u00edstico sobre as atividades exercidas pelas sociedades de economia mista. <\/strong><\/p>\n<p><strong>(D) ERRADA. Conforme explicado anteriormente, estamos diante de um caso de <\/strong><strong>descentraliza\u00e7\u00e3o<\/strong><strong>, com a <\/strong><strong>cria\u00e7\u00e3o de outra pessoa jur\u00eddica<\/strong><strong> para transfer\u00eancia da titularidade e exerc\u00edcio de um servi\u00e7o p\u00fablico. <\/strong><\/p>\n<p><strong>(E) CERTA. Considerando as explica\u00e7\u00f5es anteriores n\u00e3o h\u00e1 erro nesta alternativa.<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #666699;\"><strong>Gabarito: alternativa \u201ce\u201d<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>(<\/strong><strong>FCC \u2013 TRT SP \u2013 OJAF 2018<\/strong><strong>) <\/strong>As obras de constru\u00e7\u00e3o de um gin\u00e1sio municipal de esportes atingiram o percentual de execu\u00e7\u00e3o f\u00edsica de 90%. A construtora, no entanto, comunicou formalmente \u00e0 Administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica sobre sua impossibilidade de prosseguimento, o que ensejou consulta do gestor do contrato a assessoria jur\u00eddica sobre as poss\u00edveis condutas a adotar. Dentre as alternativas legalmente poss\u00edveis, considerando que o contrato original ser\u00e1 rescindido, a Administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica<\/p>\n<p>(A) poder\u00e1 contratar o remanescente de obra com o licitante classificado logo depois daquele que foi contratado, nas condi\u00e7\u00f5es e valores por este apresentados, mediante dispensa de licita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>(B) dever\u00e1 licitar a execu\u00e7\u00e3o da parcela de obras restante, desde que mantidas as mesmas condi\u00e7\u00f5es e valores da contrata\u00e7\u00e3o original.<\/p>\n<p>(C) poder\u00e1 celebrar contrata\u00e7\u00e3o direta com qualquer interessado que preencha as condi\u00e7\u00f5es de habilita\u00e7\u00e3o que constaram do edital de licita\u00e7\u00e3o original.<\/p>\n<p>(D) dever\u00e1 dar in\u00edcio a novo procedimento de licita\u00e7\u00e3o, com integral instru\u00e7\u00e3o, exceto quanto ao projeto b\u00e1sico, sendo prescind\u00edvel sua apresenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>(E) poder\u00e1 celebrar contrata\u00e7\u00e3o direta, mediante inexigibilidade de licita\u00e7\u00e3o em raz\u00e3o da singularidade do objeto, considerando que n\u00e3o se trata da integralidade da execu\u00e7\u00e3o de obra.<\/p>\n<p><strong><u>Coment\u00e1rio:<\/u><\/strong><strong> Estamos diante de um dos casos de dispensa de licita\u00e7\u00e3o. A Lei 8.666\/1993 prev\u00ea expressamente que \u00e9 <\/strong><strong>dispens\u00e1vel<\/strong><strong> a licita\u00e7\u00e3o na contrata\u00e7\u00e3o de <\/strong><strong>remanescente de obra, servi\u00e7o ou fornecimento<\/strong><strong>, em consequ\u00eancia de <\/strong><strong>rescis\u00e3o contratual<\/strong><strong>, desde que <\/strong><strong>atendida a ordem de classifica\u00e7\u00e3o da licita\u00e7\u00e3o anterior <\/strong><strong>e <\/strong><strong>aceitas as mesmas condi\u00e7\u00f5es oferecidas pelo licitante vencedor<\/strong><strong>, inclusive quanto ao pre\u00e7o, devidamente corrigido (art. 24, XI).<\/strong><\/p>\n<p><strong>Assim, a administra\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 obrigada a realizar novo procedimento licitat\u00f3rio, mas tamb\u00e9m n\u00e3o pode contratar diretamente sem observar as condi\u00e7\u00f5es acima. <\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #666699;\"><strong>Gabarito: alternativa \u201ca\u201d<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>(<\/strong><strong>FCC \u2013 TRT SP \u2013 OJAF 2018<\/strong><strong>) \u00a0<\/strong>A desapropria\u00e7\u00e3o de terrenos para implanta\u00e7\u00e3o de unidades escolares depende<\/p>\n<p>(A) de pr\u00e9via declara\u00e7\u00e3o de interesse social, subscrita pelo Chefe do Executivo ou por autoridade a quem este delegar formalmente tal atribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>(B) de concord\u00e2ncia do expropriado em rela\u00e7\u00e3o ao pre\u00e7o ofertado pelo expropriante, em observ\u00e2ncia ao princ\u00edpio da justa indeniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>(C) da exist\u00eancia de im\u00f3veis vagos, considerando que h\u00e1 expressa veda\u00e7\u00e3o legal para expropria\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis ou terrenos ocupados por pessoas.<\/p>\n<p>(D) de pr\u00e9via declara\u00e7\u00e3o de utilidade p\u00fablica, podendo a expropria\u00e7\u00e3o ser proposta judicialmente, hip\u00f3tese em que n\u00e3o \u00e9 imprescind\u00edvel a concord\u00e2ncia do expropriado em rela\u00e7\u00e3o ao pre\u00e7o ofertado.<\/p>\n<p>(E) da comprova\u00e7\u00e3o da inexist\u00eancia de outros im\u00f3veis que possam ser aproveitados pela Administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica para a mesma finalidade, ainda que n\u00e3o preencham todos os requisitos t\u00e9cnicos de adequa\u00e7\u00e3o e necessidade.<\/p>\n<p><strong><u>Coment\u00e1rio:<\/u><\/strong><strong> A desapropria\u00e7\u00e3o \u00e9 uma forma de interven\u00e7\u00e3o na propriedade privada, sendo c<\/strong><strong>onsiderada por Maria Sylvia di Pietro um procedimento administrativo <\/strong><strong>pelo qual o Poder P\u00fablico ou seus delegados, mediante pr\u00e9via declara\u00e7\u00e3o de necessidade p\u00fablica, utilidade p\u00fablica ou interesse social, imp\u00f5e ao propriet\u00e1rio a perda de um bem, substituindo-o em seu patrim\u00f4nio por justa indeniza\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Vejamos as alternativas:<\/strong><\/p>\n<p><strong>(A) ERRADA. O <\/strong><strong>interesse social mencionado nesta alternativa relaciona-se \u00e0 fun\u00e7\u00e3o social da propriedade, focando em certas circunst\u00e2ncias que imp\u00f5em o condicionamento da propriedade, para seu melhor aproveitamento em benef\u00edcio da coletividade. \u00c9 o caso, por exemplo, da desapropria\u00e7\u00e3o de terras rurais para fins de reforma agr\u00e1ria.<\/strong><\/p>\n<p><strong>O enunciado, todavia, n\u00e3o fornecer elementos que permitam concluir que a desapropria\u00e7\u00e3o tem como fundamento o desvio da fun\u00e7\u00e3o social dos terrenos, existindo apenas a informa\u00e7\u00e3o de que a finalidade do ato \u00e9 implantar unidades escolares, <\/strong><strong>indicando desapropria\u00e7\u00e3o por utilidade p\u00fablica<\/strong><strong>.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Temos a utilidade p\u00fablica quando a transfer\u00eancia do bem para o Poder P\u00fablico \u00e9 <em>conveniente<\/em>, m\u00e3o n\u00e3o imprescind\u00edvel, como ocorre com a necessidade p\u00fablica, e n\u00e3o tem como base, tampouco, a inobserv\u00e2ncia da fun\u00e7\u00e3o social da propriedade. Um exemplo cl\u00e1ssico \u00e9 exatamente a desapropria\u00e7\u00e3o para constru\u00e7\u00e3o de uma escola.<\/strong><\/p>\n<p><strong>(B) ERRADA. <\/strong><strong>A<\/strong><strong> indeniza<\/strong><strong>\u00e7\u00e3o deve ser pr\u00e9via, justa e em dinheiro (existindo exce\u00e7\u00f5es), mas n\u00e3o necessariamente deve ser amig\u00e1vel, pois n\u00e3o \u00e9 condicionada \u00e0 concord\u00e2ncia do expropriado com o procedimento ou com o valor oferecido pela Administra\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Existindo acordo entre o desapropriado e o Poder P\u00fablico administrativamente, o neg\u00f3cio ser\u00e1 devidamente formalizado. Inexistindo acordo na via administrativa, ser\u00e1 proposta a\u00e7\u00e3o judicial para solucionar o conflito. O poder judici\u00e1rio, ent\u00e3o, arbitrar\u00e1 o valor da indeniza\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p><strong>(C) ERRADA. N\u00e3o h\u00e1 essa veda\u00e7\u00e3o legal. Na realidade, segundo a Lei 3.365\/1941, temos que, mediante declara\u00e7\u00e3o de utilidade p\u00fablica, <\/strong><strong>todos os bens poder\u00e3o ser desapropriados<\/strong><strong> pela Uni\u00e3o, pelos Estados, Munic\u00edpios, Distrito Federal e Territ\u00f3rios.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Aproveitamos a oportunidade para ressaltar que existem exce\u00e7\u00f5es, pois n\u00e3o s\u00e3o desapropri\u00e1veis: a moeda corrente <\/strong><strong>do Pa\u00eds<\/strong><strong>, os direitos personal\u00edssimos, as margens dos rios naveg\u00e1veis, as <\/strong><strong>pessoas jur\u00eddicas.<\/strong><\/p>\n<p><strong>(D) CERTA. Conforme coment\u00e1rios \u00e0s alternativas anteriores, n\u00e3o h\u00e1 reparos a serem feitos a alternativa.<\/strong><\/p>\n<p><strong>(E) ERRADA. N\u00e3o h\u00e1 essa imposi\u00e7\u00e3o legal, como explicado no coment\u00e1rio da letra \u2018c\u2019.<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #666699;\"><strong>Gabarito: alternativa \u201cd\u201d<\/strong><\/span><\/p>\n<p>*****<\/p>\n<p>Espero que nossos alunos tenham ido muito bem!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ol\u00e1 pessoal, tudo bem? Seguem meus coment\u00e1rios \u00e0s quest\u00f5es de Direito Administrativo da prova do TRT SP, organizada pela FCC em 22\/7\/2018. Aqui temos as provas de AJAJ, AJAA, TJAA e OJAF. Mas antes de conferir a corre\u00e7\u00e3o, n\u00e3o deixe de participar do Ranking TRT SP para conferir seu desempenho na prova. 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