{"id":1320582,"date":"2023-12-13T01:54:47","date_gmt":"2023-12-13T04:54:47","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1320582"},"modified":"2023-12-13T01:54:49","modified_gmt":"2023-12-13T04:54:49","slug":"informativo-stf-1119-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1119-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STF 1119 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p>Vamos que vamos de Informativo n\u00ba 1119 do STF\u00a0<strong>COMENTADO.\u00a0<\/strong>S\u00f3 para voc\u00ea que est\u00e1 ligad@ aqui\u00a0no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas!<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/12\/13015434\/stf-informativo-1119.pdf\" rel=\"sponsored nofollow\">DOWNLOAD do PDF<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_9BVcsQmsDyQ\"><div id=\"lyte_9BVcsQmsDyQ\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/9BVcsQmsDyQ\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/9BVcsQmsDyQ\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/9BVcsQmsDyQ\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-administrativo\"><a>DIREITO ADMINISTRATIVO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-inconstitucionalidade-da-vedacao-a-posse-em-cargo-publico-de-candidatos-que-tenham-se-recuperado-de-doenca-grave\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Inconstitucionalidade da veda\u00e7\u00e3o \u00e0 posse em cargo p\u00fablico de candidatos que tenham se recuperado de doen\u00e7a grave<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO EXTRAORDIN\u00c1RIO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional a veda\u00e7\u00e3o \u00e0 posse em cargo p\u00fablico de candidato(a) aprovado(a) que, embora tenha sido acometido(a) por doen\u00e7a grave, n\u00e3o apresenta sintoma incapacitante nem possui restri\u00e7\u00e3o relevante que impe\u00e7a o exerc\u00edcio da fun\u00e7\u00e3o pretendida (CF, arts. 1\u00ba, III, 3\u00ba, IV, 5\u00ba, caput, 37, caput, I e II).<\/p>\n\n\n\n<p>RE 886.131\/MG, relator Ministro Lu\u00eds Roberto Barroso, julgamento finalizado em 30.11.2023 <a>(Info 1119)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O RE trata da situa\u00e7\u00e3o de Josefina, aprovada para o cargo de oficial judici\u00e1rio do TJ-MG, que passou por cirurgia, quimioterapia e radioterapia para tratar uma neoplasia mam\u00e1ria (c\u00e2ncer de mama). Ap\u00f3s a nomea\u00e7\u00e3o, a junta m\u00e9dica respons\u00e1vel pelo exame admissional a considerou inapta para assumir o cargo com base em dispositivo do Manual de Per\u00edcias M\u00e9dicas do TJ-MG que veda a admiss\u00e3o de portadoras de carcinomas ginecol\u00f3gicos de qualquer localiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o manual, ap\u00f3s a cirurgia, Josefina deveria aguardar por 5 anos ap\u00f3s o t\u00e9rmino do tratamento, al\u00e9m de comprovar estar livre de doen\u00e7a neopl\u00e1sica na data do exame admissional. Josefina havia realizado cirurgia mam\u00e1ria 18 meses antes do exame admissional.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-correta-a-decisao-da-banca-medica\"><a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Correta a decis\u00e3o da banca m\u00e9dica?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Obviamente que N\u00c3O!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional \u2014<strong> por viola\u00e7\u00e3o dos arts. 1\u00ba, III, 3\u00ba, IV, 5\u00ba, \u201ccaput\u201d, 37, \u201ccaput\u201d, I e II, da CF\/1988 <\/strong>\u2014 a veda\u00e7\u00e3o \u00e0 posse em cargo p\u00fablico de candidato(a) que esteve acometido(a) de doen\u00e7a grave, mas que n\u00e3o apresenta sintomas atuais de restri\u00e7\u00e3o para o trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Eventuais restri\u00e7\u00f5es de acesso a cargos p\u00fablicos devem ser EXCEPCIONAIS e baseadas em justifica\u00e7\u00e3o id\u00f4nea calcada no princ\u00edpio da legalidade e nas especificidades da fun\u00e7\u00e3o a ser exercida. A exclus\u00e3o de candidatos que n\u00e3o apresentam qualquer restri\u00e7\u00e3o para o trabalho viola os princ\u00edpios do concurso p\u00fablico e da impessoalidade, diante da determina\u00e7\u00e3o constitucional de ampla acessibilidade aos cargos p\u00fablicos e de avalia\u00e7\u00e3o com base em crit\u00e9rios objetivos, e o princ\u00edpio da efici\u00eancia, porque reduz o espectro da sele\u00e7\u00e3o e faz a Administra\u00e7\u00e3o perder talentos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ressalte-se que o risco futuro e incerto de recidiva, licen\u00e7as de sa\u00fade e aposentadoria n\u00e3o pode impedir a frui\u00e7\u00e3o do direito ao trabalho, que \u00e9 indispens\u00e1vel para propiciar a subsist\u00eancia, a emancipa\u00e7\u00e3o e o reconhecimento social<\/strong>. Nesse contexto, a veda\u00e7\u00e3o \u00e0 posse desrespeita tamb\u00e9m a dignidade humana, pois representa um atestado de incapacidade apto a minar a autoestima de qualquer um.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, no caso concreto, h\u00e1 discrimina\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 em raz\u00e3o de sa\u00fade, mas tamb\u00e9m de g\u00eanero. Isso, porque o ato administrativo restringiu o acesso de mulheres a cargos p\u00fablicos ao estabelecer per\u00edodo de car\u00eancia especificamente para carcinomas ginecol\u00f3gicos sem que houvesse previs\u00e3o semelhante para doen\u00e7as urol\u00f3gicas ou outras que acometam igualmente homens e mulheres.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, ao apreciar o&nbsp;Tema 1.015 da repercuss\u00e3o geral, deu parcial provimento ao recurso extraordin\u00e1rio para condenar o Estado de Minas Gerais a nomear e dar posse \u00e0 recorrente.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-direito-a-transposicao-de-assistente-juridico-aposentado-anteriormente-a-lei-9-028-1995-ao-cargo-de-advogado-da-uniao\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Direito \u00e0 transposi\u00e7\u00e3o de assistente jur\u00eddico aposentado anteriormente \u00e0 Lei 9.028\/1995 ao cargo de Advogado da Uni\u00e3o<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO EXTRAORDIN\u00c1RIO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Desde que preenchidos os requisitos legais, os servidores aposentados em cargo de Assistente Jur\u00eddico da Administra\u00e7\u00e3o Direta antes do advento da Lei n\u00ba 9.028\/95 possuem o direito \u00e0 transposi\u00e7\u00e3o ao cargo de Assistente Jur\u00eddico do quadro da Advocacia-Geral da Uni\u00e3o, transformado no cargo de Advogado da Uni\u00e3o pela Lei n\u00ba 10.549\/02, com o apostilamento dessa denomina\u00e7\u00e3o ao t\u00edtulo de inatividade.<\/p>\n\n\n\n<p>RE 682.934\/DF, relator Ministro Dias Toffoli, julgamento virtual finalizado em 24.11.2023 (Info 1119)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Nerso, servidor aposentado no cargo de Assistente Jur\u00eddico da Administra\u00e7\u00e3o Direta antes da vig\u00eancia da Lei 9.028\/1995, ajuizou a\u00e7\u00e3o por meio da qual sustenta ter direito \u00e0 transposi\u00e7\u00e3o do cargo em quest\u00e3o para o cargo de Assistente Jur\u00eddico da AGU (atualmente Advogado da Uni\u00e3o), com o devido apostilamento.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei 9.028\/1995: \u201cArt. 19. S\u00e3o transpostos para as carreiras da Advocacia-Geral da Uni\u00e3o os atuais cargos efetivos de Subprocurador-Geral da Fazenda Nacional e Procurador da Fazenda Nacional, como os de Assistente Jur\u00eddico da Administra\u00e7\u00e3o Federal direta, os quais (&#8230;) Art. 19-A.&nbsp; S\u00e3o transpostos, para a Carreira de Assistente Jur\u00eddico da Advocacia-Geral da Uni\u00e3o, os atuais cargos efetivos da Administra\u00e7\u00e3o Federal direta, privativos de bacharel em Direito, cujas atribui\u00e7\u00f5es, fixadas em ato normativo h\u00e1bil, tenham conte\u00fado eminentemente jur\u00eddico e correspondam \u00e0quelas de assist\u00eancia fixadas aos cargos da referida Carreira, ou as abranjam, e os quais: (&#8230;)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-possivel-a-transposicao\"><a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel a transposi\u00e7\u00e3o?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeap!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A cl\u00e1usula de paridade entre ativos e inativos, prevista inicialmente no art. 40, \u00a7 4\u00ba, da CF\/1988, incide em favor dos servidores aposentados no cargo de assistente jur\u00eddico da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica Federal Direta antes da Lei 9.028\/1995, para fins do direito \u00e0 transposi\u00e7\u00e3o ao cargo de assistente jur\u00eddico do quadro da Advocacia-Geral da Uni\u00e3o, caso preenchidos os requisitos legais.<\/p>\n\n\n\n<p>A jurisprud\u00eancia do STJ firmou-se no sentido da <strong>desnecessidade de lei para estender aos inativos os benef\u00edcios e vantagens concedidas aos servidores em atividade, quando se est\u00e1 diante da regra da paridade, cuja aplicabilidade \u00e9 imediata<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, no presente caso, ao se entrela\u00e7ar com a dignidade da pessoa humana, a paridade n\u00e3o s\u00f3 protege o aspecto econ\u00f4mico relacionado com a aposentadoria, mas possibilita o direito, entre outros, ao apostilamento da denomina\u00e7\u00e3o de Advogado da Uni\u00e3o no t\u00edtulo de inatividade.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>2.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, ao apreciar o&nbsp;Tema 553 da repercuss\u00e3o geral,&nbsp;negou seguimento ao recurso extraordin\u00e1rio, com a fixa\u00e7\u00e3o da tese acima referida.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-constitucional\"><a>DIREITO CONSTITUCIONAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-criacao-e-organizacao-de-justica-militar-estadual\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cria\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o de Justi\u00e7a Militar estadual<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o conflita com a Constitui\u00e7\u00e3o Federal previs\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o estadual, de natureza declarat\u00f3ria, que reconhece a exist\u00eancia de Tribunal Militar estadual anteriormente institu\u00eddo por lei.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 4.360\/RS, relator Ministro Edson Fachin, julgamento virtual finalizado em 1\u00ba.12.2023 (Info 1119)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A PGR ajuizou a ADI 4360 contra dispositivo da Constitui\u00e7\u00e3o do Estado do Rio Grande do Sul, na parte em que disp\u00f5e sobre a cria\u00e7\u00e3o da Justi\u00e7a Militar e sua organiza\u00e7\u00e3o. Segundo O PGR, o dispositivo violaria o artigo 125, \u00a7 3\u00ba, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, segundo o qual cabe \u00e0 lei ordin\u00e1ria estadual, de iniciativa do Tribunal de Justi\u00e7a, a cria\u00e7\u00e3o da Justi\u00e7a Militar, incluindo sua organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Na a\u00e7\u00e3o, a PGR lembra que a quest\u00e3o j\u00e1 foi enfrentada pelo Supremo, no julgamento da ADI 725, ajuizada pela Associa\u00e7\u00e3o dos Magistrados Brasileiros (AMB), na qual reconheceu a expressa reserva em favor de lei estadual ordin\u00e1ria estadual, de iniciativa exclusiva do TJ, para a cria\u00e7\u00e3o da Justi\u00e7a Militar estadual.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CF\/1988: \u201cArt. 125.&nbsp;&nbsp;Os Estados organizar\u00e3o sua Justi\u00e7a, observados os princ\u00edpios estabelecidos nesta Constitui\u00e7\u00e3o. (&#8230;) \u00a7 3\u00ba A lei estadual poder\u00e1 criar, mediante proposta do Tribunal de Justi\u00e7a, a Justi\u00e7a Militar estadual, constitu\u00edda, em primeiro grau, pelos ju\u00edzes de direito e pelos Conselhos de Justi\u00e7a e, em segundo grau, pelo pr\u00f3prio Tribunal de Justi\u00e7a, ou por Tribunal de Justi\u00e7a Militar nos Estados em que o efetivo militar seja superior a vinte mil integrantes.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-tudo-certo-arnaldo\"><a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tudo certo, Arnaldo?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Segue o jogo!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A Constitui\u00e7\u00e3o Federal n\u00e3o previu, expressamente, regra de transi\u00e7\u00e3o nem a extin\u00e7\u00e3o da Justi\u00e7a Militar estadual preexistente.<\/strong> Portanto, presume-se que ela recepcionou a norma que instituiu a Justi\u00e7a Militar estadual, n\u00e3o havendo \u00f3bice para que o constituinte estadual origin\u00e1rio mantenha abstratamente essa organiza\u00e7\u00e3o judici\u00e1ria devidamente criada por lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa constitucionaliza\u00e7\u00e3o, no entanto, limita-se a uma declara\u00e7\u00e3o do arranjo institucional \u00e0 \u00e9poca da edi\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o estadual, n\u00e3o afastando a prescri\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o Federal quanto \u00e0 esp\u00e9cie normativa e \u00e0 reserva de iniciativa das disposi\u00e7\u00f5es posteriores.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O art. 125, \u00a7 3\u00ba, da CF\/1988 \u00e9 norma de reprodu\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria, cabendo \u00e0 lei estadual, mediante proposta do Tribunal de Justi\u00e7a, criar e, consequentemente, organizar a Justi\u00e7a Militar estadual e o Tribunal de Justi\u00e7a Militar.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 do Poder Judici\u00e1rio, portanto, o ju\u00edzo pol\u00edtico de conveni\u00eancia e oportunidade para a cria\u00e7\u00e3o de tribunais militares.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, deve-se considerar a norma contida no art. 122, II, da CF\/1988, igualmente de reprodu\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria, de modo que a exist\u00eancia ou n\u00e3o dos tribunais militares, ainda que previstos na Constitui\u00e7\u00e3o estadual, depende tamb\u00e9m da institui\u00e7\u00e3o por lei de iniciativa do Tribunal de Justi\u00e7a local, assim como, pelo paralelismo das formas, sua eventual extin\u00e7\u00e3o depende apenas da lei.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>3.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou parcialmente procedentes os pedidos da a\u00e7\u00e3o direta, para declarar a constitucionalidade do art. 95, V,&nbsp;a, do art. 105 e do art. 112, da&nbsp;Constitui\u00e7\u00e3o do Estado do Rio Grande do Sul; a constitucionalidade do art. 91, II e V, e do art. 104,&nbsp;caput, da&nbsp;Constitui\u00e7\u00e3o do Estado do Rio Grande do Sul, desde que haja a sua interpreta\u00e7\u00e3o conforme \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica, aditando-lhes a express\u00e3o \u201c<em>institu\u00eddo(s) por lei<\/em>\u201d; e a inconstitucionalidade do art. 95, VII, do art. 104, \u00a7\u00a7 2\u00ba, 4\u00ba e 5\u00ba, e do art. 106 da&nbsp;Constitui\u00e7\u00e3o do Estado do Rio Grande do Sul<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-obrigatoriedade-instituida-por-lei-municipal-de-implantacao-de-ambulatorio-medico-ou-unidade-de-pronto-socorro-em-shopping-centers\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Obrigatoriedade, institu\u00edda por lei municipal, de implanta\u00e7\u00e3o de ambulat\u00f3rio m\u00e9dico ou unidade de pronto-socorro em shopping centers<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>RECURSO EXTRAORDIN\u00c1RIO<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9&nbsp;inconstitucional lei municipal que estabelece a obriga\u00e7\u00e3o da implanta\u00e7\u00e3o, nos shopping centers, de ambulat\u00f3rio m\u00e9dico ou servi\u00e7o de pronto-socorro equipado para o atendimento de emerg\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>RE 833.291\/SP, relator Ministro Dias Toffoli, julgamento virtual finalizado em 1\u00ba.12.2023 (Info 1119)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) interp\u00f4s RE contra ac\u00f3rd\u00e3o do TJSP que julgou improcedente a\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade estadual e declarou a constitucionalidade de leis do Munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo que obrigam os shoppings centers a implantarem ambulat\u00f3rio m\u00e9dico ou servi\u00e7o de pronto-socorro em suas depend\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>O TJSP considerou que, por meio das normas, a administra\u00e7\u00e3o municipal exerceu o seu poder de pol\u00edcia, com a finalidade de preservar a integridade f\u00edsica e a sa\u00fade dos frequentadores e dos usu\u00e1rios dos shoppings. No Supremo, a associa\u00e7\u00e3o argumenta que as normas impugnadas, al\u00e9m de n\u00e3o revelarem interesse local do Munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo, afrontam a compet\u00eancia privativa da Uni\u00e3o para legislar sobre seguridade social e ofendem os princ\u00edpios da livre iniciativa, da razoabilidade e da proporcionalidade.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CF\/1988:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1\u00ba A Rep\u00fablica Federativa do Brasil, formada pela uni\u00e3o indissol\u00favel dos Estados e Munic\u00edpios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democr\u00e1tico de Direito e tem como fundamentos: (&#8230;) IV &#8211; os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; (&#8230;) Art. 170. A ordem econ\u00f4mica, fundada na valoriza\u00e7\u00e3o do trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos exist\u00eancia digna, conforme os ditames da justi\u00e7a social, observados os seguintes princ\u00edpios: (&#8230;)\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 22. Compete privativamente \u00e0 Uni\u00e3o legislar sobre: (&#8230;) I &#8211; direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agr\u00e1rio, mar\u00edtimo, aeron\u00e1utico, espacial e do trabalho;\u201d<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-inconstitucionalidade-formal-e-material\"><a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Inconstitucionalidade formal e material?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Essa conseguiu a fa\u00e7anha!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 formal e materialmente inconstitucional<strong>\u2014 por violar a compet\u00eancia privativa da Uni\u00e3o para legislar sobre direito do trabalho e direito comercial (CF\/1988, art. 22, I) e os princ\u00edpios da livre iniciativa (CF\/1988, arts. 1\u00ba, IV, e 170, \u201ccaput\u201d), da razoabilidade e da proporcionalidade \u2014 <\/strong>lei municipal que imp\u00f5e a instala\u00e7\u00e3o de ambulat\u00f3rio m\u00e9dico ou servi\u00e7o de pronto-socorro, para presta\u00e7\u00e3o de atendimento de emerg\u00eancia, bem como a contrata\u00e7\u00e3o de profissional m\u00e9dico, nos shopping centers existentes na \u00e1rea do munic\u00edpio<strong>.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O STF j\u00e1 reconheceu, em caso an\u00e1logo, a invalidade de norma municipal por usurpa\u00e7\u00e3o da compet\u00eancia legislativa privativa da Uni\u00e3o para tratar da mat\u00e9ria.<\/p>\n\n\n\n<p>No presente caso, <strong>as exig\u00eancias contidas nas normas impugnadas afrontam, de forma desproporcional, a liberdade econ\u00f4mica, com demasiado \u00f4nus aos empres\u00e1rios do ramo, o que consiste em inadequada e impertinente interven\u00e7\u00e3o estatal<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>4.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, ao apreciar o&nbsp;Tema 1.051 da repercuss\u00e3o geral,&nbsp;deu provimento ao recurso extraordin\u00e1rio para declarar a inconstitucionalidade das Leis&nbsp;10.947\/1991&nbsp;e&nbsp;11.649\/1994, ambas do Munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo, bem como, por arrastamento, do&nbsp;Decreto Municipal 29.728\/1991.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-do-consumidor\"><a>DIREITO DO CONSUMIDOR<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-contrato-de-transporte-aereo-internacional-de-passageiros-danos-morais\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Contrato de transporte a\u00e9reo internacional de passageiros: danos morais<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDIN\u00c1RIO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nos termos do art. 178 da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica,&nbsp;as normas e os tratados internacionais limitadores da responsabilidade das transportadoras a\u00e9reas de passageiros,&nbsp;especialmente as&nbsp;Conven\u00e7\u00f5es de Vars\u00f3via e Montreal, t\u00eam preval\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o ao C\u00f3digo de Defesa do Consumidor. O presente entendimento n\u00e3o se aplica \u00e0s hip\u00f3teses de danos extrapatrimoniais.<\/p>\n\n\n\n<p>ARE 766.618 ED\/SP, relator Ministro Lu\u00eds Roberto Barroso, julgamento finalizado em 30.11.2023 (Info 1119)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em RE, o STF decidiu que os tratados internacionais sobre transporte a\u00e9reo de passageiros, ratificados pelo Brasil, t\u00eam preval\u00eancia sobre o C\u00f3digo de Defesa do Consumidor (CDC). Essa decis\u00e3o do Plen\u00e1rio reverteu ac\u00f3rd\u00e3o da Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo favor\u00e1vel \u00e0 passageira, que condenava a Air Canad\u00e1 ao pagamento de R$ 6 mil a t\u00edtulo de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais em raz\u00e3o de atraso de 12 horas em voo internacional.<\/p>\n\n\n\n<p>O STF entendeu no julgamento do Recurso Extraordin\u00e1rio com Agravo (ARE) 766618, de autoria da companhia a\u00e9rea, que o prazo de prescri\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00e3o de responsabilidade civil decorrente de atraso de voo internacional deveria seguir os par\u00e2metros da Conven\u00e7\u00e3o de Montreal, sucessora da Conven\u00e7\u00e3o de Vars\u00f3via, que \u00e9 de dois anos, e n\u00e3o do CDC, cuja prescri\u00e7\u00e3o \u00e9 de cinco anos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-o-que-prevalece\"><a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O que prevalece<\/a>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Depende! Danos morais ou materiais?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nas hip\u00f3teses de danos morais decorrentes de contrato de transporte a\u00e9reo internacional de passageiros, o C\u00f3digo de Defesa do Consumidor prevalece sobre as normas e os tratados internacionais limitadores da responsabilidade das transportadoras a\u00e9reas<strong>(Conven\u00e7\u00f5es de Vars\u00f3via e Montreal).<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Posteriormente \u00e0 decis\u00e3o de m\u00e9rito do STF no presente caso, o STF consolidou orienta\u00e7\u00e3o no sentido de que n\u00e3o se aplicam as conven\u00e7\u00f5es de Vars\u00f3via e Montreal \u00e0s hip\u00f3teses de danos extrapatrimoniais decorrentes de contrato de transporte a\u00e9reo internacional.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por maioria, deu parcial provimento aos embargos de declara\u00e7\u00e3o, com efeitos infringentes, e negou provimento ao recurso extraordin\u00e1rio, reconhecendo a inaplicabilidade do prazo prescricional das Conven\u00e7\u00f5es de Vars\u00f3via e Montreal ao caso em julgamento, em que s\u00f3 houve condena\u00e7\u00e3o por danos morais. Em seguida, a tese do&nbsp;Tema 210 da repercuss\u00e3o geral&nbsp;foi reajustada para abranger o novo entendimento do Tribunal.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-penal\"><a>DIREITO PROCESSUAL PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-abertura-de-encomendas-sem-autorizacao-de-juiz-diante-de-fortes-suspeitas-da-pratica-de-crime\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Abertura de encomendas, sem autoriza\u00e7\u00e3o de juiz, diante de fortes suspeitas da pr\u00e1tica de crime<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>RECURSO EXTRAORDIN\u00c1RIO<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>(1) Sem autoriza\u00e7\u00e3o judicial ou fora das hip\u00f3teses legais, \u00e9 il\u00edcita a&nbsp;prova obtida mediante abertura de carta, telegrama, pacote ou meio an\u00e1logo, salvo se ocorrida&nbsp;em estabelecimento penitenci\u00e1rio, quando houver fundados ind\u00edcios da pr\u00e1tica de atividades il\u00edcitas; (2) Em rela\u00e7\u00e3o a abertura de encomenda postada nos Correios, a prova obtida somente ser\u00e1 l\u00edcita quando houver fundados ind\u00edcios da pr\u00e1tica de atividade il\u00edcita, formalizando-se as provid\u00eancias adotadas para fins de controle administrativo ou judicial<strong>.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>RE 1.116.949 ED\/PR, relator Ministro Edson Fachin, julgamento finalizado em 30.11.2023 (Info 1119)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>6.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Jeremias, policial militar, durante o expediente, deixou no Protocolo Geral do Pal\u00e1cio Igua\u00e7u uma caixa para remessa pelo servi\u00e7o de envio de correspond\u00eancia da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica. Os servidores p\u00fablicos respons\u00e1veis pela triagem, desconfiados do peso e do conte\u00fado da embalagem, abriram o pacote e constataram a exist\u00eancia de 36 frascos com l\u00edquido transparente. Ap\u00f3s per\u00edcia, verificou-se que os frascos continham \u00e1cido gama-hidroxibut\u00edrico e cetamina, subst\u00e2ncias entorpecentes sujeitas a controle especial.<\/p>\n\n\n\n<p>A defesa sustenta a ilicitude da prova, em raz\u00e3o da inviolabilidade constitucional da correspond\u00eancia. Na senten\u00e7a, o ju\u00edzo concluiu pela impossibilidade de o sigilo de correspond\u00eancia legitimar pr\u00e1ticas ilegais e destacou n\u00e3o estar em jogo a prote\u00e7\u00e3o da intimidade, pois n\u00e3o houve viola\u00e7\u00e3o de comunica\u00e7\u00e3o escrita ou de conte\u00fado que veiculasse manifesta\u00e7\u00e3o de pensamento. Assentou que <em>a caixa, por qualificar-se como encomenda, n\u00e3o est\u00e1 inserida na inviolabilidade prevista na CF<\/em> (artigo 5\u00ba, inciso XII).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-valida-a-prova\"><a>6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; V\u00e1lida a prova?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Se houver ind\u00edcios fundamentados de ilicitude, SIM!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 v\u00e1lida a abertura de encomenda postada nos Correios por funcion\u00e1rios da empresa, desde que haja ind\u00edcios fundamentados da pr\u00e1tica de atividade il\u00edcita. Nesse caso, \u00e9 necess\u00e1rio formalizar as provid\u00eancias adotadas para permitir o posterior controle administrativo ou judicial<strong>. Nos pres\u00eddios, tamb\u00e9m \u00e9 v\u00e1lida a abertura de&nbsp;carta, telegrama, pacote ou meio an\u00e1logo&nbsp;quando houver ind\u00edcios fundamentados da pr\u00e1tica de atividades il\u00edcitas.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O tratamento legal (Lei 6.538\/1978) e jurisprudencial n\u00e3o \u00e9 id\u00eantico em rela\u00e7\u00e3o a cartas e encomendas. Exatamente por isso, h\u00e1 todo um sistema de fiscaliza\u00e7\u00e3o nos Correios.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, conheceu dos embargos de declara\u00e7\u00e3o e deu-lhes parcial provimento para, acolhendo a sugest\u00e3o de reda\u00e7\u00e3o formulada pelo Ministro Alexandre de Moraes, explicitar a tese do&nbsp;Tema 1.041 da repercuss\u00e3o geral.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-tributario\"><a>DIREITO TRIBUT\u00c1RIO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-lc-190-2022-regulamentacao-da-cobranca-do-difal-alusivo-ao-icms-principio-da-anterioridade-tributaria-e-producao-de-efeitos\"><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; LC 190\/2022: regulamenta\u00e7\u00e3o da cobran\u00e7a do Difal alusivo ao ICMS, princ\u00edpio da anterioridade tribut\u00e1ria e produ\u00e7\u00e3o de efeitos &#8211;<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A LC 190\/2022, que regulamentou a cobran\u00e7a do Diferencial de Al\u00edquotas do ICMS, n\u00e3o imp\u00f4s ao contribuinte repercuss\u00e3o econ\u00f4mica relacionada \u00e0 obriga\u00e7\u00e3o principal da rela\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria; s\u00e3o determinadas somente OBRIGA\u00c7\u00d5ES ACESS\u00d3RIAS, as quais N\u00c3O se sujeitam ao princ\u00edpio da anterioridade. O legislador complementar pode determinar prazo de 90 dias para a cobran\u00e7a do Difal\/ICMS de forma a garantir maior previsibilidade para os contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 7.066\/DF, relator Ministro Alexandre de Moraes, julgamento finalizado em 29.11.2023 (Info 1119)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>7.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Na ADI 7066, a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria de M\u00e1quinas e Equipamentos (Abimaq) pede ao STF que a LC 190\/2022, editada para regular a cobran\u00e7a do Diferencial de Al\u00edquota do ICMS (Difal) n\u00e3o produza efeitos este ano. Na a\u00e7\u00e3o, a entidade argumenta que como a lei foi promulgada em 2022, a cobran\u00e7a s\u00f3 poderia vigorar em 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>A entidade ainda sustenta que, embora a lei estabele\u00e7a a necessidade de observar o prazo constitucional de 90 dias (<strong>anterioridade<\/strong> <strong>nonagesimal<\/strong>), essa norma deve ser aplicada em conjunto com o princ\u00edpio da <strong>anterioridade anual<\/strong>, que veda a possibilidade da cobran\u00e7a de impostos no mesmo exerc\u00edcio financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou (artigo 150, inciso III, al\u00ednea \u201cb\u201d, da CF).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CF\/1988:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;\u201cArt. 150. Sem preju\u00edzo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, \u00e9 vedado \u00e0 Uni\u00e3o, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Munic\u00edpios: (&#8230;) III \u2013 cobrar tributos: (&#8230;) b) no mesmo exerc\u00edcio financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou; c) antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou, observado o disposto na al\u00ednea b;\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>LC 190\/2022: \u201cArt. 3\u00ba Esta Lei Complementar entra em vigor na data de sua publica\u00e7\u00e3o, observado, quanto \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de efeitos, o disposto na al\u00ednea \u201cc\u201d do inciso III do&nbsp;<strong>caput<\/strong>&nbsp;do art. 150 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-a-norma-deve-observar-as-anterioridades-anual-e-nonagesimal\"><a>7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A norma deve observar as anterioridades anual e nonagesimal?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A LC 190\/2022 n\u00e3o modificou a hip\u00f3tese de incid\u00eancia, tampouco da base de c\u00e1lculo, mas apenas a destina\u00e7\u00e3o do produto da arrecada\u00e7\u00e3o, por meio de t\u00e9cnica fiscal que atribuiu a capacidade tribut\u00e1ria ativa a outro ente pol\u00edtico e cuja efic\u00e1cia pode ocorrer no mesmo exerc\u00edcio, pois n\u00e3o corresponde a institui\u00e7\u00e3o nem majora\u00e7\u00e3o de tributo. <strong>Em verdade, a LC 190\/2022, visou sanar v\u00edcio formal apontado pelo STF<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, ao contribuinte n\u00e3o \u00e9 imposta repercuss\u00e3o econ\u00f4mica relacionada \u00e0 obriga\u00e7\u00e3o principal da rela\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria; s\u00e3o determinadas somente obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias, as quais, na linha do que decidido no STF, n\u00e3o se sujeitam ao princ\u00edpio da anterioridade.<\/p>\n\n\n\n<p>A institui\u00e7\u00e3o do Difal se deu mediante leis estaduais ou do DF, que foram editadas ap\u00f3s a EC 87\/2015, na expectativa da san\u00e7\u00e3o da lei complementar em debate.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, <strong>embora as anterioridades tribut\u00e1rias sejam inexig\u00edveis em face da LC 190\/2022, o legislador complementar pode assegurar, dentro da razoabilidade e em seu n\u00edvel de compet\u00eancia, outras salvaguardas, a balizar o poder de tributar<\/strong>. Nesse sentido, \u00e9 constitucional o art. 3\u00ba da LC 190\/2022 no que determinou lapso temporal m\u00ednimo de noventa dias da data da publica\u00e7\u00e3o da lei complementar para que ela passasse a produzir efeitos.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, <strong>a cobran\u00e7a do Difal pelas unidades federativas sujeita-se, cumulativamente, \u00e0 observ\u00e2ncia das anterioridades geral e nonagesimal \u2014 tendo em conta a publica\u00e7\u00e3o das leis estaduais e do DF \u2014, bem assim \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de efeitos estipulada na LC 190\/2022.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>7.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade e em julgamento conjunto, considerou improcedentes os pedidos formulados na ADI 7.070 e na ADI 7.078 e, por maioria, reputou improcedente o pleito deduzido na ADI 7.066, reconhecendo a constitucionalidade do art. 3\u00ba da\u00a0LC 190\/2022 no que estabelecida a produ\u00e7\u00e3o dos efeitos da lei complementar ap\u00f3s decorridos noventa dias de sua publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-84a6aaae-915a-4f6e-b9b4-b95631dc8a7a\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/12\/13015434\/stf-informativo-1119.pdf\">stf-informativo-1119<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/12\/13015434\/stf-informativo-1119.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-84a6aaae-915a-4f6e-b9b4-b95631dc8a7a\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vamos que vamos de Informativo n\u00ba 1119 do STF\u00a0COMENTADO.\u00a0S\u00f3 para voc\u00ea que est\u00e1 ligad@ aqui\u00a0no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! 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