{"id":1316190,"date":"2023-12-05T02:11:44","date_gmt":"2023-12-05T05:11:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1316190"},"modified":"2023-12-05T02:11:46","modified_gmt":"2023-12-05T05:11:46","slug":"informativo-stj-796-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-796-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STJ 796 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p>Informativo n\u00ba 796 do STJ\u00a0<strong>COMENTADO<\/strong>\u00a0saindo do forno (quentinho) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/12\/05021014\/stj-informativo-796.pdf\" rel=\"sponsored nofollow\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><a href=\"\"><\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_iA_AgciaeA4\"><div id=\"lyte_iA_AgciaeA4\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/iA_AgciaeA4\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/iA_AgciaeA4\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/iA_AgciaeA4\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-administrativo\"><a>DIREITO ADMINISTRATIVO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-criterio-de-aplicacao-de-percentual-de-vagas-para-candidatos-pcd\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Crit\u00e9rio de aplica\u00e7\u00e3o de percentual de vagas para candidatos PCD<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A aplica\u00e7\u00e3o do percentual de reserva de vagas para candidatos com defici\u00eancia que resulta em n\u00famero fracion\u00e1rio enseja o seu arredondamento para o inteiro imediatamente superior.<\/p>\n\n\n\n<p>AREsp 2.397.514-SP, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 21\/11\/2023. (Info 796)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Nerso, aluno do ECJ, foi aprovado no cadastro de reservas de um concurso p\u00fablico, optando pela concorr\u00eancia especial de deficientes para o cargo e ficando em primeiro lugar na concorr\u00eancia especial.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme Nerso, havia a reserva de cinco por cento das vagas e que at\u00e9 ent\u00e3o apenas candidatos da lista geral haviam sido nomeados, isso porque a Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica estaria respaldada por uma decis\u00e3o judicial que lhe permitia o provimento dos aprovados na lista geral at\u00e9 que fosse atingido um determinado &#8220;n\u00famero inteiro&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformado, o rapaz ajuizou a\u00e7\u00e3o na qual sustenta que isso representa burla \u00e0 lei porque o certame dera-se unicamente para a forma\u00e7\u00e3o de cadastro de reserva, de maneira que esse &#8220;n\u00famero inteiro&#8221; a ser atingido representa mera fic\u00e7\u00e3o e imporia a necessidade de arredondamento para o n\u00famero inteiro imediatamente superior.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-arredonda-pra-cima\"><a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Arredonda pra cima?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Com certeza!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o \u00e9 singela: o recorrente participou de concurso p\u00fablico para a forma\u00e7\u00e3o de cadastro de reserva e optou pela concorr\u00eancia especial de pessoas com defici\u00eancia, nela sagrando-se exitoso ao obter a primeira coloca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A demanda tem foco na omiss\u00e3o da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica em prov\u00ea-lo no cargo, isso considerando que <strong>foram nomeados doze candidatos da concorr\u00eancia ampla e, portanto, havia concluir pela exist\u00eancia de doze vagas e da\u00ed a incid\u00eancia do percentual da reserva para pessoas com defici\u00eancia que resultaria em seis d\u00e9cimos de uma vaga para a concorr\u00eancia de candidatos com defici\u00eancia<\/strong>, impondo-se a\u00ed o arredondamento para o inteiro imediatamente superior, o que lhe alcan\u00e7aria a classifica\u00e7\u00e3o em primeiro lugar.<\/p>\n\n\n\n<p>O aspecto jur\u00eddico-legal da controv\u00e9rsia reside na obrigatoriedade de que em concursos p\u00fablicos se reserve um determinado percentual das vagas para candidatos com defici\u00eancia, sendo que no caso concreto esse percentual era de 5%, havendo considerar ainda o fato de que foram providos 12 candidatos da ampla concorr\u00eancia, e nenhum da concorr\u00eancia especial.<\/p>\n\n\n\n<p>Na hip\u00f3tese,<strong> tratar-se de concurso para a forma\u00e7\u00e3o de cadastro de reserva n\u00e3o descaracteriza essa compreens\u00e3o na medida em que a regula\u00e7\u00e3o legal adotada no ac\u00f3rd\u00e3o estende essa reserva \u00e0 situa\u00e7\u00e3o<\/strong> e, sendo assim, o fato de ter ocorrido o provimento de 12 vagas e de nenhuma delas ter sido pela concorr\u00eancia especial impunha o provimento do recorrente.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A aplica\u00e7\u00e3o do percentual de reserva de vagas para candidatos com defici\u00eancia que resulta em n\u00famero fracion\u00e1rio enseja o seu arredondamento para o inteiro imediatamente superior.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-civil\"><a>DIREITO CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-vinculo-entre-igreja-e-sacerdote-como-motivo-de-responsabilidade-objetiva-da-instituicao-por-desvio-moral-de-seu-representante\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; V\u00ednculo entre igreja e sacerdote como motivo de responsabilidade objetiva da institui\u00e7\u00e3o por desvio moral de seu representante.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NOS EMBAGOS DE DIVERG\u00caNCIA EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O v\u00ednculo permanente e vital\u00edcio entre a Igreja Cat\u00f3lica e seu sacerdote \u00e9 apto a ensejar a responsabilidade objetiva da institui\u00e7\u00e3o religiosa por desvio moral de conduta de seu representante, desde que comprovada a responsabilidade subjetiva do padre por fato criminoso vinculado ao prest\u00edgio social angariado em raz\u00e3o do desempenho da fun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt nos EREsp 1.393.699-PR, Rel. Ministro Raul Ara\u00fajo, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 27\/9\/2023, DJe 4\/10\/2023. (Info 796)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Padre Quemedo, vinculado a uma institui\u00e7\u00e3o religiosa, cometeu crime de pedofilia. A v\u00edtima ajuizou a\u00e7\u00e3o de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais contra a \u201cautoridade religiosa\u201d (para n\u00e3o usar outras palavras) e tamb\u00e9m contra a igreja.<\/p>\n\n\n\n<p>Em defesa, a institui\u00e7\u00e3o religiosa sustenta que n\u00e3o seria respons\u00e1vel pelas atitudes do acusado, tampouco haveria v\u00ednculo de preposi\u00e7\u00e3o entre eles. Alega que n\u00e3o haveria comando da Diocese, tampouco subordina\u00e7\u00e3o \u00e0s diretrizes, fun\u00e7\u00f5es ou ordens emanadas pelo Bisco Diocesano.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-a-instituicao-religiosa-responde\"><a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A institui\u00e7\u00e3o religiosa responde?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeap!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Verifica-se pela experi\u00eancia de senso comum que, no espec\u00edfico caso de sacerdote, este tem v\u00ednculo vital\u00edcio e permanente com a Igreja Cat\u00f3lica<\/strong>. N\u00e3o se desliga do consider\u00e1vel prest\u00edgio social e da autoridade pr\u00f3prias da institui\u00e7\u00e3o religiosa, ostentando permanentemente a liturgia, a autoridade moral e inspirando a confian\u00e7a decorrentes e inerentes ao of\u00edcio sacerdotal. N\u00e3o importa onde ou quando esteja o padre, ele \u00e9 sempre o pastor, o sacerdote em quem se pode confiar e a quem se pode recorrer.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, <strong>somente em situa\u00e7\u00e3o excepcional, dif\u00edcil de conceber, de absoluto anonimato, fato n\u00e3o ocorrente nos autos, poderia estar o padre momentaneamente desvinculado da Igreja<\/strong>. N\u00e3o se pode, assim, ter a situa\u00e7\u00e3o de desvio de comportamento moral de um padre, com atua\u00e7\u00e3o criminosa, comparada \u00e0 conduta delitiva de profissionais comuns, como um simples motorista de transportadora ou de um m\u00e9dico empregado de hospital. Nessas situa\u00e7\u00f5es, o v\u00ednculo de preposi\u00e7\u00e3o realmente \u00e9 singelo, t\u00eanue; n\u00e3o \u00e9 permanente, mas moment\u00e2neo e circunstancial.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o padre, onde quer que v\u00e1 e em qualquer hor\u00e1rio, representa a Igreja Cat\u00f3lica, fazendo permanente uso da autoridade eclesial, inspirando confian\u00e7a e influenciando pessoas, especialmente os fi\u00e9is.<\/p>\n\n\n\n<p>O v\u00ednculo de preposi\u00e7\u00e3o entre Igreja e sacerdote \u00e9, portanto, pressuposto e permanente, sendo, por isso, a institui\u00e7\u00e3o religiosa responsabilizada objetivamente pelo desvio de conduta, desde que comprovada a responsabilidade subjetiva do padre por fato criminoso vinculado ao prest\u00edgio social angariado em raz\u00e3o do desempenho da fun\u00e7\u00e3o. Trata-se de uma <strong>esp\u00e9cie de risco relacionado com a atividade eclesi\u00e1stica<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O v\u00ednculo permanente e vital\u00edcio entre a Igreja Cat\u00f3lica e seu sacerdote \u00e9 apto a ensejar a responsabilidade objetiva da institui\u00e7\u00e3o religiosa por desvio moral de conduta de seu representante, desde que comprovada a responsabilidade subjetiva do padre por fato criminoso vinculado ao prest\u00edgio social angariado em raz\u00e3o do desempenho da fun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-negativacao-nos-cadastros-de-consumidores-como-motivo-de-vedacao-a-contratacao-de-plano-de-saude\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Negativa\u00e7\u00e3o nos cadastros de consumidores como motivo de veda\u00e7\u00e3o \u00e0 contrata\u00e7\u00e3o de plano de sa\u00fade.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>O simples fato de o consumidor registrar negativa\u00e7\u00e3o nos cadastros de consumidores n\u00e3o pode bastar, por si s\u00f3, para vedar a contrata\u00e7\u00e3o do plano de sa\u00fade pretendido.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.019.136-RS, Rel. Ministro Nancy Andrighi, Rel. para ac\u00f3rd\u00e3o Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma, por maioria, julgado em 7\/11\/2023, DJe 23\/11\/2023. (Info 796)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Crementino ajuizou a\u00e7\u00e3o em face de Unimais Cooperativa M\u00e9dica em raz\u00e3o da negativa da operadora de firmar contrato de plano de sa\u00fade, justificada pela exist\u00eancia de restri\u00e7\u00e3o no servi\u00e7o de prote\u00e7\u00e3o ao cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, a operadora do plano de sa\u00fade sustenta que inexiste norma impeditiva \u00e0 recusa de contrata\u00e7\u00e3o aos contratantes\/aderentes cujo nome se encontre inscrito nos \u00f3rg\u00e3os de prote\u00e7\u00e3o ao cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CDC:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 39. \u00c9 vedado ao fornecedor de produtos ou servi\u00e7os, dentre outras pr\u00e1ticas abusivas:<\/p>\n\n\n\n<p>V &#8211; exigir do consumidor vantagem manifestamente excessiva;<\/p>\n\n\n\n<p>IX &#8211; recusar a venda de bens ou a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, diretamente a quem se disponha a adquiri-los mediante pronto pagamento, ressalvados os casos de intermedia\u00e7\u00e3o regulados em leis especiais;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>CC\/2002:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 177. A anulabilidade n\u00e3o tem efeito antes de julgada por senten\u00e7a, nem se pronuncia de of\u00edcio; s\u00f3 os interessados a podem alegar, e aproveita exclusivamente aos que a alegarem, salvo o caso de solidariedade ou indivisibilidade.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-justifica-a-negativa\"><a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Justifica a negativa?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Claro que N\u00c3O!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia consiste em definir se a operadora de plano de sa\u00fade est\u00e1 autorizada a negar a contrata\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o com quem est\u00e1 com o nome negativado em \u00f3rg\u00e3o de restri\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nos contratos de consumo de bens essenciais como \u00e1gua, energia el\u00e9trica, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o etc, n\u00e3o pode o fornecedor agir pensando apenas no que melhor lhe conv\u00e9m<\/strong>. A negativa de contrata\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os essenciais constitui evidente afronta \u00e0 dignidade da pessoa, sendo incompat\u00edvel ainda com os princ\u00edpios do C\u00f3digo de Defesa do Consumidor (CDC).<\/p>\n\n\n\n<p>O fato de o consumidor registrar negativa\u00e7\u00e3o nos cadastros de consumidores n\u00e3o pode bastar, por si s\u00f3, para vedar a contrata\u00e7\u00e3o do plano de sa\u00fade pretendido.<strong> A presta\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os sempre pode ser obstada se n\u00e3o tiver havido o pagamento correspondente<\/strong>. Assim, exigir que a contrata\u00e7\u00e3o seja efetuada apenas mediante &#8220;pronto pagamento&#8221;, nos termos do que disp\u00f5e o art. 39, IX, do CDC, equivale a impor ao consumidor uma desvantagem manifestamente excessiva, o que \u00e9 vedado pelo art. 39, V, do mesmo diploma. E ainda, em se considerando que o fornecimento (ou o atendimento pelo plano de sa\u00fade) s\u00f3 persistir\u00e1 se houver o efetivo adimplemento das presta\u00e7\u00f5es contratadas.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, ademais, n\u00e3o se est\u00e1 diante de um produto ou servi\u00e7o de entrega imediata, mas de um servi\u00e7o eventual e futuro que, embora posto \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o, poder\u00e1, ou n\u00e3o, vir a ser exigido. Assim, a recusa da contrata\u00e7\u00e3o ou a exig\u00eancia de que s\u00f3 seja feita mediante &#8220;pronto pagamento&#8221;, excede aos limites impostos pelo fim econ\u00f4mico do direito e pela boa-f\u00e9 (art. 187 do CC\/2002).<\/p>\n\n\n\n<p>A contrata\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os essenciais n\u00e3o mais pode ser vista pelo prisma individualista ou de utilidade do contratante, mas pelo sentido ou fun\u00e7\u00e3o social que tem na comunidade, at\u00e9 porque o consumidor tem trato constitucional, n\u00e3o \u00e9 vassalo, nem sequer um p\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>3.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O simples fato de o consumidor registrar negativa\u00e7\u00e3o nos cadastros de consumidores n\u00e3o pode bastar, por si s\u00f3, para vedar a contrata\u00e7\u00e3o do plano de sa\u00fade pretendido.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-usufruto-estabelecido-por-ato-inter-vivos-e-dever-do-o-usufrutuario-sobrevivente-prestar-contas-dos-frutos-referentes-ao-quinhao-de-usufrutuario-falecido-no-processo-de-inventario\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Usufruto estabelecido por ato <em>inter vivos<\/em> e dever do o usufrutu\u00e1rio sobrevivente prestar contas dos frutos referentes ao quinh\u00e3o de usufrutu\u00e1rio falecido no processo de invent\u00e1rio<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em se tratando de usufruto estabelecido por ato inter vivos, o usufrutu\u00e1rio sobrevivente n\u00e3o tem o dever de prestar contas dos frutos referentes ao quinh\u00e3o de usufrutu\u00e1rio falecido no processo de invent\u00e1rio, haja vista que o referido quinh\u00e3o n\u00e3o foi acrescido ao seu e nem transmitido aos herdeiros, apenas retornando ao nu-propriet\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.942.097-MT, Rel. Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 7\/11\/2023, DJe 10\/11\/2023. (Info 796)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Mauro instituiu usufruto de bem im\u00f3vel, por ato <em>inter vivos<\/em>, em favor de Nerso e sua esposa Nirse. Ocorre que, depois da morte de Mauro, Nerso tamb\u00e9m veio a falecer. No processo de invent\u00e1rio, os herdeiros de Nerso requereram que Nirse preste de contas dos frutos derivados do usufruto, os quais seriam de direito do usufrutu\u00e1rio falecido, e, portanto, do quinh\u00e3o de cada herdeiro.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.946. Legado um s\u00f3 usufruto conjuntamente a duas ou mais pessoas, a parte da que faltar acresce aos co-legat\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Se n\u00e3o houver conjun\u00e7\u00e3o entre os co-legat\u00e1rios, ou se, apesar de conjuntos, s\u00f3 lhes foi legada certa parte do usufruto, consolidar-se-\u00e3o na propriedade as quotas dos que faltarem, \u00e0 medida que eles forem faltando.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-existe-o-dever-de-prestar-contas-pelo-usufrutuario-sobrevivente\"><a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Existe o dever de prestar contas pelo usufrutu\u00e1rio sobrevivente?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia em verificar se, em caso de usufruto constitu\u00eddo em favor de duas ou mais pessoas, com a morte de uma delas, o usufrutu\u00e1rio sobrevivente teria o dever de prestar contas dos frutos referentes ao quinh\u00e3o do usufrutu\u00e1rio falecido, a partir da data de abertura da sucess\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em se tratando de usufruto estabelecido por ato&nbsp;<em>inter vivos<\/em>, os dispositivos que regem o instituto s\u00e3o aqueles previstos nos artigos 1.390 a 1.411 do C\u00f3digo Civil, n\u00e3o se aplicando ao caso o art. 1.946 do mesmo C\u00f3digo, uma vez que diz respeito a usufruto legado por testamento.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>N\u00e3o tendo sido estipulada cl\u00e1usula prevendo o direito de se acrescer o quinh\u00e3o do usufrutu\u00e1rio falecido ao quinh\u00e3o do usufrutu\u00e1rio sobrevivente, a partir da sua morte, aquele quinh\u00e3o volta ao nu-propriet\u00e1rio.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 como entender que o usufrutu\u00e1rio sobrevivente deveria prestar contas dos frutos referentes ao quinh\u00e3o de usufrutu\u00e1rio falecido no processo de invent\u00e1rio, haja vista que o referido quinh\u00e3o n\u00e3o foi acrescido ao seu e nem transmitido aos herdeiros.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora, <strong>a partir do falecimento do usufrutu\u00e1rio, seja necess\u00e1rio o cancelamento do usufruto no Registro de Im\u00f3veis, eventual falha nessa comunica\u00e7\u00e3o do \u00f3bito n\u00e3o faz nascer o direito de transmiss\u00e3o do quinh\u00e3o aos herdeiros<\/strong>, pois o ato registral apenas visa a resguardar direito de terceiros.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>4.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Em se tratando de usufruto estabelecido por ato inter vivos, o usufrutu\u00e1rio sobrevivente n\u00e3o tem o dever de prestar contas dos frutos referentes ao quinh\u00e3o de usufrutu\u00e1rio falecido no processo de invent\u00e1rio, haja vista que o referido quinh\u00e3o n\u00e3o foi acrescido ao seu e nem transmitido aos herdeiros, apenas retornando ao nu-propriet\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-previdenciario\"><a>DIREITO PREVIDENCI\u00c1RIO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-prescricao-do-fundo-de-direito-da-pretensao-a-concessao-inicial-ou-ao-direito-de-revisao-de-ato-de-indeferimento-cancelamento-ou-cessacao-do-bpc-loas\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Prescri\u00e7\u00e3o do fundo de direito da pretens\u00e3o \u00e0 concess\u00e3o inicial ou ao direito de revis\u00e3o de ato de indeferimento, cancelamento ou cessa\u00e7\u00e3o do BPC-LOAS<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A pretens\u00e3o \u00e0 concess\u00e3o inicial ou ao direito de revis\u00e3o de ato de indeferimento, cancelamento ou cessa\u00e7\u00e3o do BPC-LOAS n\u00e3o \u00e9 fulminada pela prescri\u00e7\u00e3o do fundo de direito, mas t\u00e3o somente das presta\u00e7\u00f5es sucessivas anteriores ao lustro prescricional previsto no art. 1\u00ba do Decreto n. 20.910\/1932.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.803.530-PE, Rel. Ministro Herman Benjamin, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por maioria, julgado em 22\/11\/2023. (Info 796)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creosvaldo, desempregado com doen\u00e7a incapacitante, ajuizou a\u00e7\u00e3o na qual requereu o reconhecimento da imprescritibilidade do seu direito de buscar na justi\u00e7a a concess\u00e3o do BPC negado pelo INSS.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 8.742\/1993:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 20.&nbsp; O benef\u00edcio de presta\u00e7\u00e3o continuada \u00e9 a garantia de um sal\u00e1rio-m\u00ednimo mensal \u00e0 pessoa com defici\u00eancia e ao idoso com 65 (sessenta e cinco) anos ou mais que comprovem n\u00e3o possuir meios de prover a pr\u00f3pria manuten\u00e7\u00e3o nem de t\u00ea-la provida por sua fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 8.213\/1991:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 103. &nbsp;O prazo de decad\u00eancia do direito ou da a\u00e7\u00e3o do segurado ou benefici\u00e1rio para a revis\u00e3o do ato de concess\u00e3o, indeferimento, cancelamento ou cessa\u00e7\u00e3o de benef\u00edcio e do ato de deferimento, indeferimento ou n\u00e3o concess\u00e3o de revis\u00e3o de benef\u00edcio \u00e9 de 10 (dez) anos, contado:&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; do dia primeiro do m\u00eas subsequente ao do recebimento da primeira presta\u00e7\u00e3o ou da data em que a presta\u00e7\u00e3o deveria ter sido paga com o valor revisto; ou&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; do dia em que o segurado tomar conhecimento da decis\u00e3o de indeferimento, cancelamento ou cessa\u00e7\u00e3o do seu pedido de benef\u00edcio ou da decis\u00e3o de deferimento ou indeferimento de revis\u00e3o de benef\u00edcio, no \u00e2mbito administrativo.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Prescreve em cinco anos, a contar da data em que deveriam ter sido pagas, toda e qualquer a\u00e7\u00e3o para haver presta\u00e7\u00f5es vencidas ou quaisquer restitui\u00e7\u00f5es ou diferen\u00e7as devidas pela Previd\u00eancia Social, salvo o direito dos menores, incapazes e ausentes, na forma do C\u00f3digo Civil.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-atingido-o-fundo-de-direito-pela-prescricao\"><a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Atingido o fundo de direito pela prescri\u00e7\u00e3o?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a tem afastado a prescri\u00e7\u00e3o do fundo de direito quando em discuss\u00e3o direito fundamental ao Benef\u00edcio de Presta\u00e7\u00e3o Continuada da Lei Org\u00e2nica da Assist\u00eancia Social (art. 20 da Lei n. 8.742\/1993). D\u00e1 ao BPC-LOAS a qualidade de instrumento de garantia \u00e0 cobertura pela Seguridade Social da manuten\u00e7\u00e3o da vida digna e do atendimento \u00e0s necessidades b\u00e1sicas sociais.<\/p>\n\n\n\n<p>Em precedente do STF (RE 626.489\/SE, Relator Min. Roberto Barroso, Tribunal Pleno, julgado em 16\/10\/2013, DJe de 23\/9\/2014), julgado sob o rito da repercuss\u00e3o geral, o <strong>direito fundamental \u00e0 concess\u00e3o inicial ao benef\u00edcio previdenci\u00e1rio pode ser exercido a qualquer tempo, sem que se atribua consequ\u00eancia prejudicial ao direito pela in\u00e9rcia do benefici\u00e1rio, entendimento esse aplic\u00e1vel, com muito mais for\u00e7a ao BPC-LOAS, por seu car\u00e1ter assistencial<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso do BPC-LOAS, o direito de revis\u00e3o do ato que indefere ou cessa a presta\u00e7\u00e3o assistencial n\u00e3o \u00e9 completamente fulminado pela demora em exercitar-se o mencionado direito, ao contr\u00e1rio do que ocorre aos benef\u00edcios previdenci\u00e1rios, sobre os quais incide o prazo decadencial de dez anos, e a prescri\u00e7\u00e3o fulmina apenas as presta\u00e7\u00f5es sucessivas anteriores aos cinco anos da a\u00e7\u00e3o de concess\u00e3o inicial ou de revis\u00e3o, conforme art. 103 da Lei n. 8.213\/1991.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, admitir que sobre o direito de revis\u00e3o do ato de indeferimento do BPC-LOAS incida a prescri\u00e7\u00e3o quinquenal do fundo de direito \u00e9 estabelecer regime jur\u00eddico mais rigoroso que o aplicado aos benef\u00edcios previdenci\u00e1rios, sendo estes menos essenciais \u00e0 dignidade humana que o benef\u00edcio assistencial.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>5.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A pretens\u00e3o \u00e0 concess\u00e3o inicial ou ao direito de revis\u00e3o de ato de indeferimento, cancelamento ou cessa\u00e7\u00e3o do BPC-LOAS n\u00e3o \u00e9 fulminada pela prescri\u00e7\u00e3o do fundo de direito, mas t\u00e3o somente das presta\u00e7\u00f5es sucessivas anteriores ao lustro prescricional previsto no art. 1\u00ba do Decreto n. 20.910\/1932.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-penal\"><a>DIREITO PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-periodo-em-que-o-sentenciado-deixou-de-comparecer-em-juizo-por-causa-da-pandemia-da-covid-19-como-tempo-de-pena-efetivamente-cumprido\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Per\u00edodo em que o sentenciado deixou de comparecer em ju\u00edzo por causa da pandemia da covid-19 como tempo de pena efetivamente cumprido<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O per\u00edodo em que o sentenciado deixou de comparecer em ju\u00edzo por causa da pandemia da covid-19 n\u00e3o pode ser considerado como tempo de pena efetivamente cumprido.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no REsp 2.076.164-PR, Rel. Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 9\/10\/2023, DJe 16\/10\/2023. (Info 796)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>6.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creitinho, sentenciado, deixou de comparecer em ju\u00edzo em raz\u00e3o da pandemia da Covid-19. O juiz da execu\u00e7\u00e3o penal determinou ent\u00e3o o prosseguimento da execu\u00e7\u00e3o da PRD para que Creitinho cumprisse os meses remanescentes de sua pena.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformada, a defesa do rapaz interp\u00f4s sucessivos recursos nos quais sustenta que caso n\u00e3o houvesse a pandemia de COVID-19, a pena tela sido integralmente cumprida em idos de 2022. Logo, reconstituir a obriga\u00e7\u00e3o o determinar o cumprimento agora, anos depois di que seria sua extin\u00e7\u00e3o (n\u00e3o fosse a pandemia), significaria impor pena de maneira desproporcional e injusta com o executado, que n\u00e3o deu causa \u00e0 impossibilidade de apresenta\u00e7\u00e3o perante o ju\u00edzo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-conta-como-tempo-de-pena-cumprida\"><a>6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Conta como tempo de pena cumprida?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Era s\u00f3 o que faltava!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o controvertida cinge-se \u00e0 possibilidade de cumprimento ficto da pena, em decorr\u00eancia da pandemia da covid-19, bem como \u00e0 possibilidade de o ju\u00edzo da execu\u00e7\u00e3o desprezar per\u00edodo de pena a cumprir e, desde logo, extinguir a punibilidade do apenado pelo cumprimento da pena.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o tema, a jurisprud\u00eancia do STJ \u00e9 firme no sentido de que &#8220;[<strong>n]\u00e3o \u00e9 admiss\u00edvel, por aus\u00eancia de previs\u00e3o legal, que se considere como cumprida a pena daquele que j\u00e1 obtivera &#8211; por motivo de for\u00e7a maior e para n\u00e3o se expor a maior risco em virtude da pandemia &#8211; o benef\u00edcio da suspens\u00e3o da pena restritiva de direitos, sendo absolutamente necess\u00e1rio o efetivo cumprimento da pena como instrumento tanto de ressocializa\u00e7\u00e3o do apenado como de contrapresta\u00e7\u00e3o em virtude da pr\u00e1tica delitiva, a fim de que o reeducando alcance o requisito necess\u00e1rio para a extin\u00e7\u00e3o de sua punibilidade<\/strong>&#8221; (AgRg no HC 644.942\/GO, Rel. Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, DJe 17\/6\/2021).<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, o per\u00edodo em que o sentenciado deixou de comparecer em ju\u00edzo por causa da pandemia da covid-19 n\u00e3o pode ser considerado como tempo efetivamente cumprido. Apesar de o reeducando n\u00e3o ter dado causa \u00e0quela situa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se pode concluir que a finalidade da pena (retribui\u00e7\u00e3o e de ressocializa\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo) tenha sido atingida apenas pelo decurso do tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 dever do ju\u00edzo da execu\u00e7\u00e3o dar fiel cumprimento ao t\u00edtulo judicial, executando a pena do r\u00e9u nos limites impostos na senten\u00e7a. A altera\u00e7\u00e3o das disposi\u00e7\u00f5es contidas no t\u00edtulo judicial, com o desprezo do per\u00edodo de pena remanescente, sem nenhuma justificativa legal, viola a coisa julgada.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, o r\u00e9u n\u00e3o pode se beneficiar daquilo que efetivamente n\u00e3o cumpriu, sob pena de se vulnerar a fun\u00e7\u00e3o ressocializadora, bem como retributiva da reprimenda, ensejando, com isso, grave inseguran\u00e7a jur\u00eddica no tocante \u00e0 execu\u00e7\u00e3o da pena.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O per\u00edodo em que o sentenciado deixou de comparecer em ju\u00edzo por causa da pandemia da covid-19 n\u00e3o pode ser considerado como tempo de pena efetivamente cumprido.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-penal\"><a>DIREITO PROCESSUAL PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-natureza-e-requisitos-da-inspecao-de-seguranca-nas-bagagens-dos-passageiros-de-onibus-em-fiscalizacao-de-rotina-realizada-pela-policia-rodoviaria-federal\"><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Natureza e requisitos da inspe\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a nas bagagens dos passageiros de \u00f4nibus, em fiscaliza\u00e7\u00e3o de rotina realizada pela Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>HABEAS CORPUS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A inspe\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a nas bagagens dos passageiros de \u00f4nibus, em fiscaliza\u00e7\u00e3o de rotina realizada pela Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal, tem natureza administrativa e prescinde de fundada suspeita.<\/p>\n\n\n\n<p>HC 625.274-SP, Rel. Ministra Laurita Vaz, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 17\/10\/2023, DJe 20\/10\/2023. (Info 796)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>7.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creidinha, juntamente com seu namorado Creitinho, foi condenada pelo crime de tr\u00e1fico de drogas. Os dois foram abordados em \u00f4nibus de linha interestadual pela PRF que, em revista nas bagagens dos jovens, encontrou significativa quantidade de drogas.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformada, a defesa de Creidinha impetrou HC no qual sustenta a ilicitude da prova da materialidade do delito, aduzindo que n\u00e3o ficou configurada a hip\u00f3tese de fundada suspeita ensejadora da busca pessoal.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Processo Penal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 244.&nbsp; A busca pessoal independer\u00e1 de mandado, no caso de pris\u00e3o ou quando houver fundada suspeita de que a pessoa esteja na posse de arma proibida ou de objetos ou pap\u00e9is que constituam corpo de delito, ou quando a medida for determinada no curso de busca domiciliar.<\/p>\n\n\n\n<p>Decreto n. 11.195\/2022:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 81.&nbsp; A realiza\u00e7\u00e3o da inspe\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a da avia\u00e7\u00e3o civil, nos passageiros e em suas bagagens de m\u00e3o, \u00e9 de responsabilidade do operador de aer\u00f3dromo, sob supervis\u00e3o da Pol\u00edcia Federal.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-dispensa-a-fundada-suspeita\"><a>7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dispensa a fundada suspeita?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Isso mesmo!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Sexta Turma do STJ, partir do julgamento do RHC 158.580\/BA, aprofundou a compreens\u00e3o acerca do instituto da busca pessoal, analisando de forma exaustiva os requisitos do art. 244 do C\u00f3digo de Processo Penal. O caso em an\u00e1lise revela a necessidade de se atentar para a distin\u00e7\u00e3o existente entre a busca pessoal prevista na lei processual penal e outros procedimentos que n\u00e3o possuem a mesma natureza, os quais, a rigor, n\u00e3o exigem a presen\u00e7a de &#8220;fundada suspeita&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A denominada &#8220;busca pessoal por raz\u00f5es de seguran\u00e7a&#8221; ou &#8220;inspe\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a&#8221;, ocorre rotineiramente em aeroportos, rodovi\u00e1rias, pr\u00e9dios p\u00fablicos, eventos festivos, ou seja, locais em que h\u00e1 grande circula\u00e7\u00e3o de pessoas<\/strong> e, em consequ\u00eancia, necessidade de zelar pela integridade f\u00edsica dos usu\u00e1rios, bem como pela seguran\u00e7a dos servi\u00e7os e instala\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora a inspe\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a tamb\u00e9m envolva restri\u00e7\u00e3o a direito fundamental e possa ser alvo de controle judicial&nbsp;<em>a posteriori<\/em>, a fim de averiguar a proporcionalidade da medida e a sua realiza\u00e7\u00e3o sem exposi\u00e7\u00e3o vexat\u00f3ria, o principal ponto de distin\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 busca de natureza penal \u00e9 a faculdade que o indiv\u00edduo tem de se sujeitar a ela ou n\u00e3o. Em outras palavras, h\u00e1 um aspecto de contratualidade, pois a recusa a se submeter \u00e0 inspe\u00e7\u00e3o apenas ir\u00e1 obstar o acesso ao servi\u00e7o ou transporte coletivo, funcionando como uma medida de seguran\u00e7a dissuas\u00f3ria da pr\u00e1tica de il\u00edcitos.<\/p>\n\n\n\n<p>A t\u00edtulo exemplificativo, destaca-se que a inspe\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a em aeroportos decorre de cumprimento de diretriz internacional, prevista no Anexo 17 da Conven\u00e7\u00e3o da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional de Avia\u00e7\u00e3o Civil (OACI), da qual o Brasil \u00e9 signat\u00e1rio. O Decreto n. 11.195\/2022 regulamenta a quest\u00e3o e prev\u00ea expressamente que a inspe\u00e7\u00e3o de passageiros e bagagens \u00e9 de responsabilidade do operador de aer\u00f3dromo, sob supervis\u00e3o da Pol\u00edcia Federal (art. 81). Ou seja, delega-se essa possibilidade ao agente privado, sendo a atua\u00e7\u00e3o policial tamb\u00e9m prevista, de forma subsidi\u00e1ria e complementar.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, <strong>se a busca ou inspe\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a &#8211; em espa\u00e7os e transporte coletivos &#8211; pode ser realizada por agentes privados incumbidos da seguran\u00e7a, com mais raz\u00e3o pode &#8211; e deve &#8211; ser realizada por agentes p\u00fablicos que estejam atuando no mesmo contexto, sem preju\u00edzo do controle judicial a posteriori acerca da proporcionalidade da medida, em ambos os casos<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>O contexto que legitima a inspe\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a em espa\u00e7os e meios de transporte de uso coletivo \u00e9 absolutamente DISTINTO daquele que ampara a realiza\u00e7\u00e3o da busca pessoal para fins penais, na qual h\u00e1 que se observar a necess\u00e1ria referibilidade da medida (fundada suspeita de posse de objetos il\u00edcitos), conforme j\u00e1 muito bem tratado no referido RHC 158.580\/BA, da relatoria do Ministro Rogerio Schietti Cruz.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, policiais rodovi\u00e1rios federais, em fiscaliza\u00e7\u00e3o na Rodovia Castelo Branco, abordaram \u00f4nibus que fazia o trajeto de Dourados-MS para S\u00e3o Paulo-SP. Os agentes p\u00fablicos narraram que a sele\u00e7\u00e3o se deu a partir de an\u00e1lise comportamental (nervosimo vis\u00edvel e troca de olhares entre um adolescente viajando sozinho e outra passageira que afirmou n\u00e3o conhecer). Afirmaram ainda que informaram \u00e0 acusada quanto ao direito de permanecer em sil\u00eancio e, em seguida, iniciaram a vistoria das bagagens, localizando cerca de 30kg de maconha, divididos em tabletes, tanto nos pertences da acusada, como nos do adolescente que viajava ao seu lado, embalados da mesma forma.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, for\u00e7oso concluir que a inspe\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a nas bagagens dos passageiros do \u00f4nibus, em fiscaliza\u00e7\u00e3o de rotina realizada pela Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal, teve natureza administrativa, ou seja, n\u00e3o se deu como busca pessoal de natureza processual penal e, portanto, prescindiria de fundada suspeita.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, <strong>se a bagagem dos passageiros poderia ser submetida \u00e0 inspe\u00e7\u00e3o aleat\u00f3ria na rodovi\u00e1ria ou em um aeroporto, passando por um raio-X ou inspe\u00e7\u00e3o manual detalhada, sem qualquer pr\u00e9via indica\u00e7\u00e3o de suspeita, por exemplo, n\u00e3o h\u00e1 raz\u00e3o para questionar a legalidade da vistoria feita pelos policiais rodovi\u00e1rios federais<\/strong>, que atuaram no contexto f\u00e1tico de t\u00edpica inspe\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a em transporte coletivo.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>7.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A inspe\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a nas bagagens dos passageiros de \u00f4nibus, em fiscaliza\u00e7\u00e3o de rotina realizada pela Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal, tem natureza administrativa e prescinde de fundada suspeita.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-consequencias-da-falta-de-assinatura-do-perito-encarregado-pela-lavratura-do-laudo-toxicologico-definitivo\"><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Consequ\u00eancias da falta de assinatura do perito encarregado pela lavratura do laudo toxicol\u00f3gico definitivo<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A simples falta de assinatura do perito encarregado pela lavratura do laudo toxicol\u00f3gico definitivo constitui mera irregularidade e n\u00e3o tem o cond\u00e3o de anular a prova pericial na hip\u00f3tese de existirem outros elementos que comprovem a sua autenticidade, notadamente quando o expert estiver devidamente identificado e for constatada a exist\u00eancia de subst\u00e2ncia il\u00edcita.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.048.422-MG, Rel. Ministro Sebasti\u00e3o Reis J\u00fanior, Terceira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 22\/11\/2023 (Tema 1206).<a> (Info 796)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>8.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma a\u00e7\u00e3o penal (tr\u00e1fico de drogas), o perito esqueceu de assinar o laudo toxicol\u00f3gico definitivo. Ainda que no documento constasse o nome do perito respons\u00e1vel pelo exame do entorpecente, inclusive com c\u00f3digo de barras numerado a identificar o laudo, a defesa do acusado insiste na anula\u00e7\u00e3o da prova.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-anula-se-a-prova\"><a>8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Anula-se a prova?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>N\u00e3o \u00e9 para tanto!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia em definir se a assinatura do laudo toxicol\u00f3gico definitivo por perito criminal \u00e9 imprescind\u00edvel para a comprova\u00e7\u00e3o da materialidade do delito de tr\u00e1fico de drogas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Havendo a apreens\u00e3o de entorpecente, devem ser elaborados dois laudos: o primeiro, denominado de laudo de constata\u00e7\u00e3o, deve indicar se o material apreendido \u00e9, efetivamente, subst\u00e2ncia ou produto capaz de causar depend\u00eancia, assim especificado em lei ou relacionado em listas atualizadas periodicamente pelo Poder Executivo da Uni\u00e3o, devendo apontar, ainda, a quantidade apreendida<\/strong>. Trata-se, portanto, de um exame provis\u00f3rio, apto a comprovar a materialidade do delito e, como tal, autorizar a pris\u00e3o do agente ou a instaura\u00e7\u00e3o do respectivo inqu\u00e9rito policial, caso n\u00e3o verificado o estado de flagr\u00e2ncia. \u00c9 firmado por um perito oficial ou, em sua falta, por pessoa id\u00f4nea.<\/p>\n\n\n\n<p>A lei tamb\u00e9m indica a exist\u00eancia do laudo definitivo, que \u00e9 realizado de forma cient\u00edfica e minuciosa e, como o pr\u00f3prio nome indica, deve trazer a certeza quanto \u00e0 materialidade do delito, definindo se o material analisado efetivamente se cuida de subst\u00e2ncia il\u00edcita, a fim de embasar um ju\u00edzo definitivo acerca do delito.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante disso, a Terceira Se\u00e7\u00e3o do STJ, no julgamento do ERESp 1.544.057\/RJ, pacificou o entendimento de que <strong>o laudo toxicol\u00f3gico definitivo, em regra, \u00e9 imprescind\u00edvel \u00e0 comprova\u00e7\u00e3o da materialidade dos delitos envolvendo entorpecentes.<\/strong> Ausente o referido exame, \u00e9 for\u00e7osa a absolvi\u00e7\u00e3o do acusado, ressalvada, no entanto, em situa\u00e7\u00f5es excepcionais, a possibilidade de aferi\u00e7\u00e3o da materialidade do delito por laudo de constata\u00e7\u00e3o provis\u00f3rio, desde que este tenha sido elaborado por perito oficial e permita grau de certeza id\u00eantico ao do laudo definitivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Conclui-se que, havendo apreens\u00e3o de material considerado como &#8220;droga&#8221;, a prova de sua materialidade depende, efetivamente, de algum tipo de exame de corpo de delito efetuado por perito que possa identificar, com certo grau de certeza, a exist\u00eancia dos elementos f\u00edsicos e qu\u00edmicos que qualifiquem a subst\u00e2ncia como entorpecente.<\/p>\n\n\n\n<p>Em situa\u00e7\u00f5es excepcionais, admite a jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a que a materialidade do crime de tr\u00e1fico de drogas seja comprovada pelo pr\u00f3prio laudo de constata\u00e7\u00e3o provis\u00f3rio. Trata-se de situa\u00e7\u00e3o singular, em que a constata\u00e7\u00e3o permite grau de certeza correspondente ao laudo definitivo, pois elaborado por perito oficial, em procedimento e com conclus\u00f5es equivalentes e seguras atestando a presen\u00e7a de subst\u00e2ncia il\u00edcita no material analisado.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, <strong>se a materialidade delitiva do crime de tr\u00e1fico pode, excepcionalmente, ser comprovada por laudo de constata\u00e7\u00e3o provis\u00f3rio, n\u00e3o h\u00e1 de ser diferente a compreens\u00e3o nos casos em que o exame toxicol\u00f3gico definitivo n\u00e3o possui assinatura v\u00e1lida do perito<\/strong>. Ou seja, reputa-se que esses casos \u2212 em que n\u00e3o consta a assinatura do perito oficial que elaborou o laudo toxicol\u00f3gico definitivo \u2212 tamb\u00e9m se enquadram nas excepcionalidades mencionadas pelo EREsp 1.544.057\/RJ.<\/p>\n\n\n\n<p>O STJ, em diversos julgados, firmou o entendimento de que a simples falta de assinatura do perito criminal no laudo toxicol\u00f3gico definitivo constitui mera irregularidade e n\u00e3o tem o cond\u00e3o de anular o exame, sobretudo nos casos em que o perito oficial est\u00e1 devidamente identificado com seu nome e n\u00famero de registro no documento e houve o resultado positivo para as subst\u00e2ncias il\u00edcitas analisadas.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A simples falta de assinatura do perito encarregado pela lavratura do laudo toxicol\u00f3gico definitivo constitui mera irregularidade e n\u00e3o tem o cond\u00e3o de anular a prova pericial na hip\u00f3tese de existirem outros elementos que comprovem a sua autenticidade, notadamente quando o expert estiver devidamente identificado e for constatada a exist\u00eancia de subst\u00e2ncia il\u00edcita.<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-5bf051ad-f162-4912-a062-9621680e69fe\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/12\/05021014\/stj-informativo-796.pdf\">stj-informativo-796<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/12\/05021014\/stj-informativo-796.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-5bf051ad-f162-4912-a062-9621680e69fe\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Informativo n\u00ba 796 do STJ\u00a0COMENTADO\u00a0saindo do forno (quentinho) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! 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DIREITO ADMINISTRATIVO 1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Crit\u00e9rio de aplica\u00e7\u00e3o de percentual de vagas para candidatos PCD AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL A aplica\u00e7\u00e3o do percentual de reserva de vagas para candidatos com defici\u00eancia que resulta em n\u00famero [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":833,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"post_tipo":"article","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"tax_estado":[],"class_list":["post-1316190","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cursos-e-concursos"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v27.2 (Yoast SEO v27.2) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Informativo STJ 796 Comentado<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-796-comentado\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Informativo STJ 796 Comentado\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Informativo n\u00ba 796 do STJ\u00a0COMENTADO\u00a0saindo do forno (quentinho) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! 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