{"id":1312548,"date":"2023-11-28T01:47:38","date_gmt":"2023-11-28T04:47:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1312548"},"modified":"2023-11-28T01:47:40","modified_gmt":"2023-11-28T04:47:40","slug":"informativo-stj-795-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-795-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STJ 795 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p>Informativo n\u00ba 795 do STJ\u00a0<strong>COMENTADO<\/strong>\u00a0saindo do forno (quentinho) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/11\/28014725\/stj-informativo-795.pdf\" rel=\"sponsored nofollow\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_tlV-2LJ4C_A\"><div id=\"lyte_tlV-2LJ4C_A\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/tlV-2LJ4C_A\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/tlV-2LJ4C_A\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/tlV-2LJ4C_A\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-administrativo\"><a>DIREITO ADMINISTRATIVO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-anp-e-dupla-visita-fiscalizatoria-no-caso-da-conduta-de-armazenamento-no-mesmo-ambiente-de-recipientes-de-gas-liquefeito-de-petroleo-glp-cheios-e-vazios-como-situacao-de-risco\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; ANP e dupla visita fiscalizat\u00f3ria no caso da conduta de armazenamento, no mesmo ambiente, de recipientes de g\u00e1s liquefeito de petr\u00f3leo (GLP) cheios e vazios como situa\u00e7\u00e3o de risco<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo, do G\u00e1s Natural e dos Biocombust\u00edveis adota, como regra de suas atividades fiscalizat\u00f3rias, a dupla visita, n\u00e3o elencando a conduta de armazenamento, no mesmo ambiente, de recipientes de g\u00e1s liquefeito de petr\u00f3leo (GLP) cheios e vazios como situa\u00e7\u00e3o de risco.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.952.610-RS, Rel. Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 7\/11\/2023, DJe 13\/11\/2023. (Info 795)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A ANP constatou em uma fiscaliza\u00e7\u00e3o \u00e0 empresa PetroMais que os recipientes de GLP cheios (no total de oito) n\u00e3o estavam situados dentro da \u00e1rea de armazenamento, separados dos vazios ou parcialmente utilizados (no total de 50), sendo este o motivo de autua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformada, PetroMais ajuizou a\u00e7\u00e3o na qual sustenta que deveria ter sido adotado o crit\u00e9rio da dupla visita antes da aplica\u00e7\u00e3o de multa.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 179. A Uni\u00e3o, os Estados, o Distrito Federal e os Munic\u00edpios dispensar\u00e3o \u00e0s microempresas e \u00e0s empresas de pequeno porte, assim definidas em lei, tratamento jur\u00eddico diferenciado, visando a incentiv\u00e1-las pela simplifica\u00e7\u00e3o de suas obriga\u00e7\u00f5es administrativas, tribut\u00e1rias, previdenci\u00e1rias e credit\u00edcias, ou pela elimina\u00e7\u00e3o ou redu\u00e7\u00e3o destas por meio de lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Lei Complementar n. 123\/2006:<\/p>\n\n\n\n<p>Art.&nbsp;55.&nbsp;&nbsp;A&nbsp;fiscaliza\u00e7\u00e3o, no&nbsp;que&nbsp;se&nbsp;refere&nbsp;aos&nbsp;aspectos&nbsp;trabalhista,&nbsp;metrol\u00f3gico, sanit\u00e1rio,&nbsp;ambiental,&nbsp;de&nbsp;seguran\u00e7a,&nbsp;de&nbsp;rela\u00e7\u00f5es&nbsp;de consumo&nbsp;e&nbsp;de uso e ocupa\u00e7\u00e3o do solo&nbsp;das&nbsp;microempresas&nbsp;e&nbsp;das empresas&nbsp;de&nbsp;pequeno&nbsp;porte,&nbsp;dever\u00e1&nbsp;ser&nbsp;prioritariamente orientadora quando&nbsp;a&nbsp;atividade&nbsp;ou&nbsp;situa\u00e7\u00e3o,&nbsp;por&nbsp;sua&nbsp;natureza, comportar&nbsp;grau&nbsp;de risco&nbsp;compat\u00edvel&nbsp;com&nbsp;esse&nbsp;procedimento.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-necessaria-a-dupla-visita\"><a>1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Necess\u00e1ria a dupla visita?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>No caso, N\u00c3O!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O art. 179 da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica prev\u00ea como princ\u00edpio geral da atividade econ\u00f4mica o tratamento jur\u00eddico diferenciado \u00e0s microempresas e empresas de pequeno porte<\/strong>, visando a incentiv\u00e1-las pela simplifica\u00e7\u00e3o de suas obriga\u00e7\u00f5es administrativas, tribut\u00e1rias, previdenci\u00e1rias e credit\u00edcias, ou pela elimina\u00e7\u00e3o ou redu\u00e7\u00e3o destas por meio de lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentre essas prerrogativas, consoante estabelecido no art. 55 da Lei Complementar n. 123\/2006, est\u00e1 o car\u00e1ter prioritariamente orientador da a\u00e7\u00e3o fiscalizat\u00f3ria de suas atividades, impondo-se o crit\u00e9rio da dupla visita para lavratura dos autos de infra\u00e7\u00e3o, ressalvadas situa\u00e7\u00f5es de risco incompat\u00edvel com o procedimento, reincid\u00eancia, fraude, resist\u00eancia ou embara\u00e7o \u00e0 fiscaliza\u00e7\u00e3o, cabendo aos \u00f3rg\u00e3os administrativos, mediante ato infralegal, arrolar as atividades n\u00e3o sujeitas ao procedimento geral.<\/p>\n\n\n\n<p>A Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo, do G\u00e1s Natural e dos Biocombust\u00edveis &#8211; ANP adota, como regra de suas atividades fiscalizat\u00f3rias, a dupla visita, n\u00e3o elencando a conduta de armazenamento, no mesmo ambiente, de recipientes de g\u00e1s liquefeito de petr\u00f3leo (GLP) cheios e vazios como situa\u00e7\u00e3o de risco.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, <strong>a ANP regulamentou seus procedimentos de fiscaliza\u00e7\u00e3o das microempresas e empresas de pequeno porte pela Resolu\u00e7\u00e3o n. 759, arrolando as atividades consideradas de risco, fraude, resist\u00eancia ou embara\u00e7o \u00e0 fiscaliza\u00e7\u00e3o<\/strong>. A referida resolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o alterou o grau de risco da atividade, mas apenas regulamentou o art. 55 da Lei Complementar n. 123\/2006, de forma a positivar a compatibilidade do procedimento de dupla visita com a atua\u00e7\u00e3o de fiscaliza\u00e7\u00e3o da ANP.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, pode-se concluir, em regra, <strong>pela compatibilidade das atividades supervisionadas pela ANP com o tratamento priorit\u00e1rio conferido \u00e0s microempresas e empresas de pequeno porte na sobredita Lei Complementar<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>1.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo, do G\u00e1s Natural e dos Biocombust\u00edveis adota, como regra de suas atividades fiscalizat\u00f3rias, a dupla visita, n\u00e3o elencando a conduta de armazenamento, no mesmo ambiente, de recipientes de g\u00e1s liquefeito de petr\u00f3leo (GLP) cheios e vazios como situa\u00e7\u00e3o de risco.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-civil\"><a>DIREITO CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-condicionamento-ao-lucro-na-cobranca-de-direitos-autorais-pela-execucao-de-obras-musicais-protegidas-em-eventos-publicos\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Condicionamento ao lucro na cobran\u00e7a de direitos autorais pela execu\u00e7\u00e3o de obras musicais protegidas em eventos p\u00fablicos<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A cobran\u00e7a de direitos autorais pela execu\u00e7\u00e3o de obras musicais protegidas em eventos p\u00fablicos n\u00e3o est\u00e1 condicionada ao objetivo ou obten\u00e7\u00e3o de lucro.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.098.063-SP, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 7\/11\/2023, DJe 13\/11\/2023. (Info 795)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O Escrit\u00f3rio Central de Arrecada\u00e7\u00e3o e Distribui\u00e7\u00e3o (ECAD) ajuizou a\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a em face do Munic\u00edpio Pagonada, requerendo a condena\u00e7\u00e3o ao pagamento do percentual de 15% para m\u00fasica mec\u00e2nica e 10% para m\u00fasica ao vivo, sobre o custo total dos eventos realizados pela administra\u00e7\u00e3o municipal.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, o munic\u00edpio sustenta que o pagamento de direitos autorais somente seria devido quando houver qualquer tipo de lucro ou proveito econ\u00f4mico, o que n\u00e3o ocorreu na hip\u00f3tese dos autos, pois foram festas comemorativas, sem finalidade lucrativa, em logradouros p\u00fablicos abertos \u00e0 popula\u00e7\u00e3o em geral.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 9.610\/1998:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 68. Sem pr\u00e9via e expressa autoriza\u00e7\u00e3o do autor ou titular, n\u00e3o poder\u00e3o ser utilizadas obras teatrais, composi\u00e7\u00f5es musicais ou l\u00edtero-musicais e fonogramas, em representa\u00e7\u00f5es e execu\u00e7\u00f5es p\u00fablicas.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-devidos-os-direitos-autorais\"><a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Devidos os direitos autorais?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeap!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia em determinar se pode haver a cobran\u00e7a de direitos autorais pela execu\u00e7\u00e3o de m\u00fasicas em eventos p\u00fablicos promovido por Prefeitura sem o objetivo de lucro.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O sistema erigido para a tutela dos direitos autorais no Brasil, filiado ao chamado sistema franc\u00eas, tem por escopo incentivar a produ\u00e7\u00e3o intelectual, transformando a prote\u00e7\u00e3o do autor em instrumento para a promo\u00e7\u00e3o de uma sociedade culturalmente diversificada e rica<\/strong>. Nesse contexto, se por um lado \u00e9 fundamental incentivar a atividade criativa, por outro, \u00e9 igualmente importante garantir o acesso da sociedade \u00e0s fontes de cultura.<\/p>\n\n\n\n<p>Anteriormente, sob a \u00e9gide da reda\u00e7\u00e3o do art. 73 da Lei n. 5.988\/1973, o STJ entendia que, tratando-se de festejo de cunho social e cultural, sem a cobran\u00e7a de ingresso e sem a contrata\u00e7\u00e3o de artistas, inexistente o proveito econ\u00f4mico, seria indevida a cobran\u00e7a por direitos autorais.<\/p>\n\n\n\n<p>Note-se que a gratuidade das apresenta\u00e7\u00f5es p\u00fablicas de obras musicais protegidas era elemento relevante para determinar o que estaria sujeito ao pagamento de direitos autorais.<\/p>\n\n\n\n<p>Posteriormente, o sistema passou a ser regulado Lei n. 9.610\/1998, que atualizou e consolidou a legisla\u00e7\u00e3o sobre direitos autorais, alterando, significativamente, a disciplina relativa \u00e0 cobran\u00e7a por direitos autorais. Com efeito, observa-se que o art. 68 da nova lei, correspondente ao art. 73 da legisla\u00e7\u00e3o revogada, suprimiu, no novo texto, a express\u00e3o &#8220;que visem lucro direto ou indireto&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, \u00e0 luz da Lei n. 9.610\/1998, a cobran\u00e7a de direitos autorais em virtude da execu\u00e7\u00e3o de obras musicais protegidas em eventos p\u00fablicos n\u00e3o est\u00e1 condicionada ao objetivo ou obten\u00e7\u00e3o de lucro.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>2.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A cobran\u00e7a de direitos autorais pela execu\u00e7\u00e3o de obras musicais protegidas em eventos p\u00fablicos n\u00e3o est\u00e1 condicionada ao objetivo ou obten\u00e7\u00e3o de lucro.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-aplicabilidade-do-cdc-aos-contratos-de-emprestimo-tomados-por-sociedade-empresaria-para-implementar-ou-incrementar-suas-atividades-negociais\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Aplicabilidade do CDC aos contratos de empr\u00e9stimo tomados por sociedade empres\u00e1ria para implementar ou incrementar suas atividades negociais<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se aplica o C\u00f3digo de Defesa do Consumidor aos contratos de empr\u00e9stimo tomados por sociedade empres\u00e1ria para implementar ou incrementar suas atividades negociais.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.497.574-SC, Rel. Ministro Raul Ara\u00fajo, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 24\/10\/2023, DJe 3\/11\/2023. (Info 795)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O MP ajuizou ACP em face do Banco Ga\u00facho a fim de discutir cl\u00e1usulas e encargos banc\u00e1rios supostamente abusivos nos contratos celebrados ou que venha a celebrar com consumidores de seus servi\u00e7os. A senten\u00e7a julgou o pedido parcialmente procedente, fato que levou o banco a interpor sucessivos recursos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em s\u00edntese, o banco sustenta que deve ser reconhecida a inaplicabilidade do CDC aos contratos em que caracterizada a hip\u00f3tese de consumidor intermedi\u00e1rio, isto \u00e9, nos contratos firmados para o incremento da atividade produtiva de empresa.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CDC:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 6\u00ba S\u00e3o direitos b\u00e1sicos do consumidor:<\/p>\n\n\n\n<p>VIII &#8211; a facilita\u00e7\u00e3o da defesa de seus direitos, inclusive com a invers\u00e3o do \u00f4nus da prova, a seu favor, no processo civil, quando, a crit\u00e9rio do juiz, for veross\u00edmil a alega\u00e7\u00e3o ou quando for ele hipossuficiente, segundo as regras ordin\u00e1rias de experi\u00eancias;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-aplicavel-o-cdc\"><a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Aplic\u00e1vel o CDC?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooopsss!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nos termos da jurisprud\u00eancia do STJ, em regra, com base na Teoria Finalista, n\u00e3o se aplica o C\u00f3digo de Defesa do Consumidor aos contratos de empr\u00e9stimo tomados por sociedade empres\u00e1ria para implementar ou incrementar suas atividades negociais, uma vez que a contratante n\u00e3o \u00e9 considerada destinat\u00e1ria final do servi\u00e7o e n\u00e3o pode ser considerada consumidora, <strong>somente sendo poss\u00edvel a mitiga\u00e7\u00e3o dessa regra na hip\u00f3tese em que demonstrada a espec\u00edfica condi\u00e7\u00e3o de hipossufici\u00eancia t\u00e9cnica, jur\u00eddica ou econ\u00f4mica da pessoa jur\u00eddica.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido: &#8220;<strong>\u00e9 inaplic\u00e1vel o diploma consumerista na contrata\u00e7\u00e3o de neg\u00f3cios jur\u00eddicos e empr\u00e9stimos para fomento da atividade empresarial, uma vez que a contratante n\u00e3o \u00e9 considerada destinat\u00e1ria final do servi\u00e7o. Precedentes. N\u00e3o h\u00e1 que se falar, portanto, em aplica\u00e7\u00e3o do CDC ao contrato banc\u00e1rio celebrado por pessoa jur\u00eddica para fins de obten\u00e7\u00e3o de capital de giro<\/strong>&#8221; &#8220;Dessa maneira, inexistindo rela\u00e7\u00e3o de consumo entre as partes, mas sim, rela\u00e7\u00e3o de insumo, afasta-se a aplica\u00e7\u00e3o do C\u00f3digo de Defesa do Consumidor e seus regramentos protetivos decorrentes, como a invers\u00e3o do \u00f4nus da prova ope judicis (art. 6\u00ba, inc. VIII, do CDC).&#8221; (REsp 2.001.086\/MT, Relatora Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 27\/9\/2022, DJe de 30\/9\/2022).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>3.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se aplica o C\u00f3digo de Defesa do Consumidor aos contratos de empr\u00e9stimo tomados por sociedade empres\u00e1ria para implementar ou incrementar suas atividades negociais.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-desistencia-da-adocao-de-crianca-na-fase-do-estagio-de-convivencia-e-abuso-de-direito\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Desist\u00eancia da ado\u00e7\u00e3o de crian\u00e7a na fase do est\u00e1gio de conviv\u00eancia e abuso de direito.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>PROCESSO EM SEGREDO DE JUSTI\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A desist\u00eancia de ado\u00e7\u00e3o de crian\u00e7a na fase do est\u00e1gio de conviv\u00eancia, ap\u00f3s significativo lapso temporal, n\u00e3o configura abuso de direito, quando os candidatos a pais n\u00e3o possuam condi\u00e7\u00f5es financeiras, somado ao fato de a genitora biol\u00f3gica ter contestado o processo de ado\u00e7\u00e3o e ter requerido, por sucessivas vezes, que a crian\u00e7a lhe fosse devolvida ou que lhe fosse deferido o direito de visita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 24\/10\/2023, DJe 3\/11\/2023. (Info 795)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creide e Creiton resolveram adotar uma crian\u00e7a e assim iniciaram o longo processo para tanto. Ap\u00f3s algum tempo, j\u00e1 em fase do est\u00e1gio de conviv\u00eancia, o casal optou pela desist\u00eancia da ado\u00e7\u00e3o e fundamentou a decis\u00e3o na falta de condi\u00e7\u00f5es financeiras para criar a menor, somado ao fato de ela ter sido diagnosticada com doen\u00e7a grave e incur\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Concomitantemente, a genitora da adotada contesta o processo de ado\u00e7\u00e3o e requereu a devolu\u00e7\u00e3o da menor ou, ao menos, o direito de visita\u00e7\u00e3o. O MP entende que houve abuso de direito por parte do casal adotante.<\/p>\n\n\n\n<p>*Processo em segredo de justi\u00e7a. Caso imaginado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-configurado-o-abuso-de-direito\"><a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Configurado o abuso de direito?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>N\u00e3o \u00e9 pra tanto,n\u00e9!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia cinge-se em verificar se a desist\u00eancia de ado\u00e7\u00e3o de crian\u00e7a na fase do est\u00e1gio de conviv\u00eancia, ap\u00f3s significativo lapso temporal, acarretaria a responsabilidade civil dos candidatos a pais adotivos e, por consequ\u00eancia, dever de indenizar o infante.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A desist\u00eancia da ado\u00e7\u00e3o durante o est\u00e1gio de conviv\u00eancia n\u00e3o configura ato il\u00edcito, n\u00e3o impondo o Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente nenhuma san\u00e7\u00e3o<\/strong> aos pretendentes habilitados em virtude disso.<\/p>\n\n\n\n<p>O &#8220;est\u00e1gio de conviv\u00eancia&#8221;, est\u00e1 previsto no art. 46 da Lei n. 8.069\/1990, que assim dispunha, \u00e0 \u00e9poca dos fatos: &#8220;A ado\u00e7\u00e3o ser\u00e1 precedida de est\u00e1gio de conviv\u00eancia com a crian\u00e7a ou adolescente, pelo prazo que a autoridade judici\u00e1ria fixar, observadas as peculiaridades do caso&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Atualmente, a Lei n. 13.509\/2017 fixou o prazo m\u00e1ximo de 90 dias para o est\u00e1gio de conviv\u00eancia, mas, em 2008, quando se deram os fatos em an\u00e1lise, esse prazo n\u00e3o existia<\/strong>. \u00c0 \u00e9poca, o Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente tamb\u00e9m n\u00e3o impunha nenhuma san\u00e7\u00e3o aos pretendentes \u00e0 ado\u00e7\u00e3o, por eventual desist\u00eancia no curso do processo.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora o fato de a crian\u00e7a ter recebido diagn\u00f3stico de doen\u00e7a grave e incur\u00e1vel possa ter contribu\u00eddo para a desist\u00eancia da ado\u00e7\u00e3o, haja vista que os candidatos a pais eram pessoas extremamente simples, sem condi\u00e7\u00f5es financeiras, e moravam longe de centros urbanos, <strong>o fato de a genitora biol\u00f3gica ter contestado o processo de ado\u00e7\u00e3o e ter requerido, sucessivamente, que a crian\u00e7a lhe fosse devolvida ou que lhe fosse deferido o direito de visita\u00e7\u00e3o, n\u00e3o pode ser desprezado nesse processo decis\u00f3rio<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A desist\u00eancia da ado\u00e7\u00e3o, nesse contexto, est\u00e1 devidamente JUSTIFICADA, n\u00e3o havendo que se falar em abuso de direito, especialmente, quando, durante todo o est\u00e1gio de conviv\u00eancia, a crian\u00e7a foi bem tratada, n\u00e3o existindo nada desabone a conduta daqueles que se candidataram no processo.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A desist\u00eancia de ado\u00e7\u00e3o de crian\u00e7a na fase do est\u00e1gio de conviv\u00eancia, ap\u00f3s significativo lapso temporal, n\u00e3o configura abuso de direito, quando os candidatos a pais n\u00e3o possuam condi\u00e7\u00f5es financeiras, somado ao fato de a genitora biol\u00f3gica ter contestado o processo de ado\u00e7\u00e3o e ter requerido, por sucessivas vezes, que a crian\u00e7a lhe fosse devolvida ou que lhe fosse deferido o direito de visita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-civil\"><a>DIREITO PROCESSUAL CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-requisitos-da-majoracao-recursal-dos-honorarios-de-sucumbencia-prevista-no-art-85-11-do-cpc\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Requisitos da <\/a>majora\u00e7\u00e3o recursal dos honor\u00e1rios de sucumb\u00eancia prevista no art. 85, \u00a7 11, do CPC<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A majora\u00e7\u00e3o dos honor\u00e1rios de sucumb\u00eancia prevista no art. 85, \u00a7 11, do CPC pressup\u00f5e que o recurso tenha sido integralmente desprovido ou n\u00e3o conhecido pelo tribunal, monocraticamente ou pelo \u00f3rg\u00e3o colegiado competente. N\u00e3o se aplica o art. 85, \u00a7 11, do CPC em caso de provimento total ou parcial do recurso, ainda que m\u00ednima a altera\u00e7\u00e3o do resultado do julgamento e limitada a consect\u00e1rios da condena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.864.633-RS, Rel. Ministro Paulo S\u00e9rgio Domingues, Corte Especial, por maioria, julgado em 9\/11\/2023. (Tema 1059). (Info 795)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em recurso especial, o INSS sustenta que seria indevida a majora\u00e7\u00e3o da verba honor\u00e1ria, uma vez que seu recurso de Apela\u00e7\u00e3o foi parcialmente provido, e como os honor\u00e1rios de sucumb\u00eancia s\u00e3o regidos pelo princ\u00edpio da causalidade, com o parcial provimento do recurso do INSS, n\u00e3o h\u00e1 se falar em majora\u00e7\u00e3o dos honor\u00e1rios, porquanto a apela\u00e7\u00e3o da autarquia federal foi necess\u00e1ria para a reforma, ainda que parcial, da senten\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 85. A senten\u00e7a condenar\u00e1 o vencido a pagar honor\u00e1rios ao advogado do vencedor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 11. O tribunal, ao julgar recurso, majorar\u00e1 os honor\u00e1rios fixados anteriormente levando em conta o trabalho adicional realizado em grau recursal, observando, conforme o caso, o disposto nos \u00a7\u00a7 2\u00ba a 6\u00ba, sendo vedado ao tribunal, no c\u00f4mputo geral da fixa\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios devidos ao advogado do vencedor, ultrapassar os respectivos limites estabelecidos nos \u00a7\u00a7 2\u00ba e 3\u00ba para a fase de conhecimento.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-honorarios-a-parte-contraria-em-provimento-parcial\"><a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Honor\u00e1rios \u00e0 parte contr\u00e1ria em provimento parcial<\/a>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooopss!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia que se apresenta a julgamento diz respeito \u00e0 possibilidade de se proceder, em grau recursal, \u00e0 majora\u00e7\u00e3o da verba honor\u00e1ria estabelecida na inst\u00e2ncia recorrida, notadamente quando o recurso interposto venha a ser provido total ou parcialmente, ainda que o provimento esteja limitado a cap\u00edtulo secund\u00e1rio da decis\u00e3o recorrida.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, \u00e9 pressuposto da majora\u00e7\u00e3o da verba honor\u00e1ria sucumbencial em grau recursal, tal como estabelecida no art. 85, \u00a7 11, do CPC, a infrutuosidade do recurso interposto, assim considerado aquele que em nada altera o resultado do julgamento tal como provindo da inst\u00e2ncia de origem.<\/p>\n\n\n\n<p>Da\u00ed que, se <strong>a regra legal do art. 85, \u00a7 11, do CPC existe para penalizar o recorrente que se vale de impugna\u00e7\u00e3o infrutuosa, que amplia sem raz\u00e3o jur\u00eddica o tempo de dura\u00e7\u00e3o do processo, pode-se concluir que foge ao escopo da norma aplicar a penalidade em situa\u00e7\u00e3o concreta na qual o recurso tenha sido, em alguma medida, proveitoso \u00e0 parte que dele se valeu<\/strong>. Configuraria evidente contrassenso, enfim, aplicar o dispositivo legal em exame para punir o recorrente pelo \u00eaxito obtido com o recurso, ainda que m\u00ednimo ou limitado a cap\u00edtulo secund\u00e1rio da decis\u00e3o recorrida, a exemplo dos que estabelecem os consect\u00e1rios de uma condena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Respeitada essa premissa, surge sem maiores dificuldades uma primeira conclus\u00e3o inafast\u00e1vel: para os fins do art. 85, \u00a7 11, do CPC, n\u00e3o faz diferen\u00e7a alguma se o recurso foi declarado incognosc\u00edvel por lhe faltar qualquer requisito de admissibilidade; ou se o recurso foi examinado pelo m\u00e9rito e integralmente desprovido. Ambas as hip\u00f3teses equivalem-se juridicamente para efeito de majora\u00e7\u00e3o da verba honor\u00e1ria prefixada, j\u00e1 que nenhuma dessas hip\u00f3teses possui aptid\u00e3o para alterar o resultado do julgamento, e o recurso interposto, ao fim e ao cabo, foi infrutuoso e em nada beneficiou o recorrente.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra conclus\u00e3o que se p\u00f5e, desta vez diretamente relacionada \u00e0 controv\u00e9rsia em desate, est\u00e1 em reconhecer <strong>que o \u00eaxito recursal, ainda quando m\u00ednimo, deslocar\u00e1 a causa para al\u00e9m do campo de incid\u00eancia do art. 85, \u00a7 11, do CPC, n\u00e3o se podendo cogitar, nessa hip\u00f3tese, de majora\u00e7\u00e3o pelo tribunal dos honor\u00e1rios previamente fixados<\/strong>. N\u00e3o cabe, com efeito, penalizar o recorrente se a altera\u00e7\u00e3o no resultado do julgamento &#8211; ainda que m\u00ednima &#8211; constitui decorr\u00eancia direta da interposi\u00e7\u00e3o do recurso, e se d\u00e1 em favor da posi\u00e7\u00e3o jur\u00eddica do recorrente.<\/p>\n\n\n\n<p>Pensar diferente, ademais, conduziria inevitavelmente os tribunais a um caminho de perturbadora inseguran\u00e7a jur\u00eddica, fomentando-se infind\u00e1veis discuss\u00f5es acerca do ponto a partir do qual a modifica\u00e7\u00e3o do resultado do julgamento decorrente do provimento parcial do recurso dispensaria o tribunal de majorar os honor\u00e1rios sucumbenciais previamente fixados.<\/p>\n\n\n\n<p>Percebe-se, enfim, que n\u00e3o h\u00e1 raz\u00e3o jur\u00eddica para se sustentar a aplica\u00e7\u00e3o do art. 85, \u00a7 11, do CPC nos casos de provimento parcial do recurso, ainda que m\u00ednima a altera\u00e7\u00e3o do resultado do julgamento e diminuto o proveito obtido pelo recorrente com a impugna\u00e7\u00e3o aviada, mesmo quando circunscrita \u00e0 altera\u00e7\u00e3o do resultado ou o proveito obtido a mero consect\u00e1rio de um decreto condenat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse entendimento, ademais, \u00e9 o que se mostra assentado no \u00e2mbito do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, que estabelece como um dos requisitos para a aplica\u00e7\u00e3o do art. 85, \u00a7 11, do CPC, que se esteja a cuidar de recurso integralmente n\u00e3o conhecido ou desprovido, monocraticamente ou pelo \u00f3rg\u00e3o colegiado competente.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>5.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A majora\u00e7\u00e3o dos honor\u00e1rios de sucumb\u00eancia prevista no art. 85, \u00a7 11, do CPC pressup\u00f5e que o recurso tenha sido integralmente desprovido ou n\u00e3o conhecido pelo tribunal, monocraticamente ou pelo \u00f3rg\u00e3o colegiado competente. N\u00e3o se aplica o art. 85, \u00a7 11, do CPC em caso de provimento total ou parcial do recurso, ainda que m\u00ednima a altera\u00e7\u00e3o do resultado do julgamento e limitada a consect\u00e1rios da condena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resistencia-do-exequente-ao-reconhecimento-de-prescricao-intercorrente-e-afastamento-do-principio-da-causalidade-na-fixacao-dos-onus-sucumbenciais\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resist\u00eancia do exequente ao reconhecimento de prescri\u00e7\u00e3o intercorrente e afastamento do princ\u00edpio da causalidade na fixa\u00e7\u00e3o dos \u00f4nus sucumbenciais<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>EMBARGOS EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A resist\u00eancia do exequente ao reconhecimento de prescri\u00e7\u00e3o intercorrente n\u00e3o \u00e9 capaz de afastar o princ\u00edpio da causalidade na fixa\u00e7\u00e3o dos \u00f4nus sucumbenciais, mesmo ap\u00f3s a extin\u00e7\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o pela prescri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>EAREsp 1.854.589-PR, Rel. Ministro Raul Ara\u00fajo, Corte Especial, por unanimidade, julgado em 9\/11\/2023. (Info 795)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>6.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma execu\u00e7\u00e3o, a parte exequente se op\u00f4s reiteradamente ao reconhecimento da prescri\u00e7\u00e3o intercorrente. Ainda assim, foi decretada a extin\u00e7\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o e afastado o princ\u00edpio da causalidade no momento da fixa\u00e7\u00e3o dos \u00f4nus sucumbenciais, decis\u00e3o que passou a ser objeto de recurso.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-afasta-o-principio-da-causalidade\"><a>6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Afasta o princ\u00edpio da causalidade?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Noooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Segundo farta jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, <strong>em caso de extin\u00e7\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o, em raz\u00e3o do reconhecimento da prescri\u00e7\u00e3o intercorrente, mormente quando este se der por aus\u00eancia de localiza\u00e7\u00e3o do devedor ou de seus bens, \u00e9 o princ\u00edpio da causalidade que deve nortear o julgador para fins de verifica\u00e7\u00e3o da responsabilidade pelo pagamento das verbas sucumbenciais<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo na hip\u00f3tese de resist\u00eancia do exequente &#8211; por meio de impugna\u00e7\u00e3o \u00e0 exce\u00e7\u00e3o de pr\u00e9-executividade ou aos embargos do executado ou de interposi\u00e7\u00e3o de recurso contra a decis\u00e3o que decreta a referida prescri\u00e7\u00e3o -, \u00e9 indevido atribuir-se ao credor, al\u00e9m da frustra\u00e7\u00e3o na pretens\u00e3o de resgate dos cr\u00e9ditos executados, tamb\u00e9m os \u00f4nus sucumbenciais com fundamento no princ\u00edpio da sucumb\u00eancia, sob pena de indevidamente beneficiar-se duplamente a parte devedora, que n\u00e3o cumpriu oportunamente com a sua obriga\u00e7\u00e3o, nem cumprir\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>A causa determinante para a fixa\u00e7\u00e3o dos \u00f4nus sucumbenciais, em caso de extin\u00e7\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o pela prescri\u00e7\u00e3o intercorrente, n\u00e3o \u00e9 a exist\u00eancia, ou n\u00e3o, de compreens\u00edvel resist\u00eancia do exequente \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o da referida prescri\u00e7\u00e3o. \u00c9, sobretudo, o inadimplemento do devedor, respons\u00e1vel pela instaura\u00e7\u00e3o do feito execut\u00f3rio e, na sequ\u00eancia, pela extin\u00e7\u00e3o do feito, diante da n\u00e3o localiza\u00e7\u00e3o do executado ou de seus bens.<\/p>\n\n\n\n<p>A resist\u00eancia do exequente ao reconhecimento de prescri\u00e7\u00e3o intercorrente n\u00e3o infirma, nem supera a causalidade decorrente da exist\u00eancia das premissas que autorizaram o ajuizamento da execu\u00e7\u00e3o, apoiadas na presun\u00e7\u00e3o de certeza, liquidez e exigibilidade do t\u00edtulo executivo e no inadimplemento do devedor.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, em homenagem aos princ\u00edpios da boa-f\u00e9 processual e da coopera\u00e7\u00e3o, quando a prescri\u00e7\u00e3o intercorrente ensejar a extin\u00e7\u00e3o da pretens\u00e3o executiva, em raz\u00e3o das tentativas infrut\u00edferas de localiza\u00e7\u00e3o do devedor ou de bens penhor\u00e1veis, ser\u00e1 incab\u00edvel a fixa\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios advocat\u00edcios em favor do executado, sob pena de se beneficiar duplamente o devedor pela sua recalcitr\u00e2ncia. Dever\u00e1, mesmo na hip\u00f3tese de resist\u00eancia do credor, ser aplicado o princ\u00edpio da causalidade, no arbitramento dos \u00f4nus sucumbenciais.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A resist\u00eancia do exequente ao reconhecimento de prescri\u00e7\u00e3o intercorrente n\u00e3o \u00e9 capaz de afastar o princ\u00edpio da causalidade na fixa\u00e7\u00e3o dos \u00f4nus sucumbenciais, mesmo ap\u00f3s a extin\u00e7\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o pela prescri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-inadmissibilidade-do-recurso-que-insiste-em-nao-atacar-especificamente-os-fundamentos-da-decisao-recorrida-seguidamente\"><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Inadmissibilidade do recurso que insiste em n\u00e3o atacar especificamente os fundamentos da decis\u00e3o recorrida seguidamente<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>PROCESSO SOB SEGREDO DE JUSTI\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O recurso que insiste em n\u00e3o atacar especificamente os fundamentos da decis\u00e3o recorrida seguidamente \u00e9 manifestamente inadmiss\u00edvel (dupla aplica\u00e7\u00e3o do art. 932, III, do CPC\/2015), devendo ser penalizado com a multa de 1%, sobre o valor atualizado da causa, prevista no art. 1.021, \u00a74\u00ba, do CPC\/2015.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo sob segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministra Assusete Magalh\u00e3es, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 7\/11\/2023, DJe 13\/11\/2023. (Info 795)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>7.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Dr. Creisson, advogado, foi intimado de uma senten\u00e7a contr\u00e1ria aos interesses de seu cliente. Em raz\u00e3o disso, interp\u00f4s reiteradamente recurso que insistia em n\u00e3o atacar especificamente os fundamentos da decis\u00e3o recorrida. Pela conduta reiterada, foi penalizado com multa de 1 % do valor da causa, decis\u00e3o contra a qual novamente interp\u00f4s recurso.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Processo sob segredo de justi\u00e7a. Caso imaginado.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>S\u00famula 182 STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 invi\u00e1vel o agravo do art. 545 do CPC que deixa de atacar especificamente os fundamentos da decis\u00e3o agravada.<\/p>\n\n\n\n<p>CPC:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 932. Incumbe ao relator:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>III &#8211; n\u00e3o conhecer de recurso inadmiss\u00edvel, prejudicado ou que n\u00e3o tenha impugnado especificamente os fundamentos da decis\u00e3o recorrida;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.021. Contra decis\u00e3o proferida pelo relator caber\u00e1 agravo interno para o respectivo \u00f3rg\u00e3o colegiado, observadas, quanto ao processamento, as regras do regimento interno do tribunal.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 1\u00ba Na peti\u00e7\u00e3o de agravo interno, o recorrente impugnar\u00e1 especificadamente os fundamentos da decis\u00e3o agravada.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>\u00a7 4\u00ba Quando o agravo interno for declarado manifestamente inadmiss\u00edvel ou improcedente em vota\u00e7\u00e3o un\u00e2nime, o \u00f3rg\u00e3o colegiado, em decis\u00e3o fundamentada, condenar\u00e1 o agravante a pagar ao agravado multa fixada entre um e cinco por cento do valor atualizado da causa.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-inadmissivel-e-penalizado-com-multa\"><a>7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Inadmiss\u00edvel e penalizado com multa?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Com certeza!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente, ressalta-se que <strong>a parte agravante tem o \u00f4nus da impugna\u00e7\u00e3o espec\u00edfica dos fundamentos da decis\u00e3o agravada. N\u00e3o basta repetir as raz\u00f5es j\u00e1 expendidas, no recurso anterior, ou limitar-se a infirmar, genericamente, o&nbsp;<em>decisum<\/em><\/strong>. \u00c9 preciso que o Agravo interno impugne, dialogue, combata, enfim, demonstre o desacerto do que restou decidido. Encampando tal compreens\u00e3o, esta Corte editou a S\u00famula 182,&nbsp;<em>in verbi<\/em>s: &#8220;\u00c9 invi\u00e1vel o agravo do art. 545 do CPC que deixa de atacar especificamente os fundamentos da decis\u00e3o agravada&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A nova sistem\u00e1tica processual, introduzida pelo CPC de 2015, ratificou tal compreens\u00e3o,&nbsp;<em>in verbis<\/em>: &#8220;Art. 1.021. Contra decis\u00e3o proferida pelo relator caber\u00e1 agravo interno para o respectivo \u00f3rg\u00e3o colegiado, observadas, quanto ao processamento, as regras do regimento interno do tribunal. [&#8230;] \u00a7 1\u00ba. Na peti\u00e7\u00e3o de agravo interno, o recorrente impugnar\u00e1 especificadamente os fundamentos da decis\u00e3o agravada&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, <strong>constata-se que o princ\u00edpio da dialeticidade permanece vivo, nesse novo diploma processual, uma vez que se revela indispens\u00e1vel que a parte recorrente fa\u00e7a a impugna\u00e7\u00e3o espec\u00edfica dos fundamentos da decis\u00e3o agravada, expondo os motivos pelos quais n\u00e3o teriam sido devidamente apreciados os fatos e\/ou as raz\u00f5es pelas quais n\u00e3o se teria aplicado corretamente o direito<\/strong>, no caso concreto, enfrentando os fundamentos da decis\u00e3o agravada, o que n\u00e3o ocorreu, na hip\u00f3tese dos autos.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, interposto Agravo interno com raz\u00f5es deficientes, que n\u00e3o impugnam, especificamente, os fundamentos da decis\u00e3o agravada, devem ser aplicados, no particular, a S\u00famula 182 do STJ e o art. 1.021, \u00a7 1\u00ba, do CPC\/2015.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, deve ser imposta, no caso, a multa, prevista no art. 1.021, \u00a7 4\u00ba, do CPC\/2015, no patamar de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa. Segundo entendimento firmado pela Segunda Turma do STJ, &#8220;<strong>o recurso que insiste em n\u00e3o atacar especificamente os fundamentos da decis\u00e3o recorrida seguidamente \u00e9 manifestamente inadmiss\u00edvel (dupla aplica\u00e7\u00e3o do art. 932, III, do CPC\/2015), devendo ser penalizado com a multa de 1%, sobre o valor atualizado da causa, prevista no art. 1.021, \u00a7 4\u00ba, do CPC\/2015<\/strong>&#8221; (STJ, AgInt no AREsp n. 974.848\/SP, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe de 13\/3\/2017).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>7.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O recurso que insiste em n\u00e3o atacar especificamente os fundamentos da decis\u00e3o recorrida seguidamente \u00e9 manifestamente inadmiss\u00edvel (dupla aplica\u00e7\u00e3o do art. 932, III, do CPC\/2015), devendo ser penalizado com a multa de 1%, sobre o valor atualizado da causa, prevista no art. 1.021, \u00a74\u00ba, do CPC\/2015.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-tributario\"><a>DIREITO TRIBUT\u00c1RIO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-i-legalidade-da-norma-que-restringiu-a-deducao-do-pat-a-valores-pagos-a-titulo-de-alimentacao-para-os-trabalhadores-que-recebam-ate-cinco-salarios-minimos-limitada-a-deducao-ao-valor-de-no-maximo-um-salario-minimo\"><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (I)Legalidade da norma que restringiu a dedu\u00e7\u00e3o do PAT a valores pagos a t\u00edtulo de alimenta\u00e7\u00e3o para os trabalhadores que recebam at\u00e9 cinco sal\u00e1rios-m\u00ednimos, limitada a dedu\u00e7\u00e3o ao valor de, no m\u00e1ximo, um sal\u00e1rio-m\u00ednimo.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O art. 186, do Decreto n. 10.854, de 2021, ao restringir a dedu\u00e7\u00e3o do PAT a valores pagos a t\u00edtulo de alimenta\u00e7\u00e3o para os trabalhadores que recebam at\u00e9 cinco sal\u00e1rios-m\u00ednimos, limitada a dedu\u00e7\u00e3o ao valor de, no m\u00e1ximo, um sal\u00e1rio-m\u00ednimo, incorreu em ilegalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.086.417-RN, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 7\/11\/2023, DJe 10\/11\/2023. (Info 795)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>8.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A Casa de Sa\u00fade S\u00e3o Basti\u00e3o ajuizou a\u00e7\u00e3o mandamental almejando a dedu\u00e7\u00e3o do seu imposto de renda das despesas realizadas com o Programa de Alimenta\u00e7\u00e3o do Trabalhador \u2013 PAT.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme a autora, o art. 186 do Decreto 10.854\/2021, ao restringir a dedu\u00e7\u00e3o do PAT a valores pagos a t\u00edtulo de alimenta\u00e7\u00e3o para os trabalhadores que recebam at\u00e9 cinco sal\u00e1rios-m\u00ednimos, limitada a dedu\u00e7\u00e3o ao valor de, no m\u00e1ximo, um sal\u00e1rio-m\u00ednimo, teria incorrido em ilegalidade.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Decreto n. 10.854\/2021:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 186.&nbsp; O&nbsp;Decreto n\u00ba 9.580, de 2018, passa a vigorar com as seguintes altera\u00e7\u00f5es:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cArt. 645.&nbsp; &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1\u00ba&nbsp; A dedu\u00e7\u00e3o de que trata o art. 641:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; ser\u00e1 aplic\u00e1vel em rela\u00e7\u00e3o aos valores despendidos para os trabalhadores que recebam at\u00e9 cinco sal\u00e1rios m\u00ednimos e poder\u00e1 englobar todos os trabalhadores da empresa benefici\u00e1ria, nas hip\u00f3teses de servi\u00e7o pr\u00f3prio de refei\u00e7\u00f5es ou de distribui\u00e7\u00e3o de alimentos por meio de entidades fornecedoras de alimenta\u00e7\u00e3o coletiva; e<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; dever\u00e1 abranger apenas a parcela do benef\u00edcio que corresponder ao valor de, no m\u00e1ximo, um sal\u00e1rio-m\u00ednimo.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-ilegal-a-reducao-por-resolucao-ate-rimou\"><a>8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ilegal a redu\u00e7\u00e3o por resolu\u00e7\u00e3o (at\u00e9 rimou)<\/a>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Com certeza!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Decreto n. 9.580\/2018 (RIR\/2018) foi alterado pelo art. 186, do Decreto n. 10.854\/2021 para nele fazer incluir os incisos I e II, do \u00a71\u00ba, do art. 645, onde foi estabelecido que a dedu\u00e7\u00e3o referente ao Programa de Alimenta\u00e7\u00e3o ao Trabalhador &#8211; PAT &#8220;ser\u00e1 aplic\u00e1vel em rela\u00e7\u00e3o aos valores despendidos para os trabalhadores que recebam at\u00e9 cinco sal\u00e1rios m\u00ednimos&#8221; e &#8220;dever\u00e1 abranger apenas a parcela do benef\u00edcio que corresponder ao valor de, no m\u00e1ximo, um sal\u00e1rio-m\u00ednimo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 toda evid\u00eancia, tais limita\u00e7\u00f5es para a dedu\u00e7\u00e3o n\u00e3o constam expressamente nas leis criadoras do Programa de Alimenta\u00e7\u00e3o ao Trabalhador &#8211; PAT, n\u00e3o podendo ser estabelecidas via decreto regulamentar, ainda que as leis regulamentadas tragam cl\u00e1usula geral de regulamenta\u00e7\u00e3o, pois carecedor de autoriza\u00e7\u00e3o legal espec\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p>O estabelecimento de prioridade para o atendimento aos trabalhadores de baixa renda, na forma do regulamento, n\u00e3o significa a autoriza\u00e7\u00e3o para a exclus\u00e3o dos demais trabalhadores pelo regulamento, tal a correta interpreta\u00e7\u00e3o dos arts. 1\u00ba e 2\u00ba, da Lei n. 6.321\/1976.<\/p>\n\n\n\n<p>Em situa\u00e7\u00e3o an\u00e1loga, o tema j\u00e1 foi enfrentado por este Superior Tribunal de Justi\u00e7a quando da fixa\u00e7\u00e3o de custos m\u00e1ximos para as refei\u00e7\u00f5es individuais oferecidas pelo mesmo Programa de Alimenta\u00e7\u00e3o ao Trabalhador &#8211; PAT pela Portaria Interministerial n. 326\/1977 e pela a Instru\u00e7\u00e3o Normativa da Secretaria da Receita Federal n. 267\/2002, que estabeleceram limita\u00e7\u00f5es ilegais n\u00e3o previstas na Lei n. 6.321\/1976, no Decreto n. 78.676\/1976 ou no Decreto n. 5\/1991.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Mutatis mutandis<\/em>, as mesmas raz\u00f5es aqui se aplicam. Com efeito<strong>, ato infralegal n\u00e3o pode restringir, ampliar ou alterar direitos decorrentes de lei. A lei \u00e9 que estabelece as diretrizes para a atua\u00e7\u00e3o administrativa-normativa regulamentar<\/strong>. Se o poder p\u00fablico identificou a necessidade de realizar corre\u00e7\u00f5es no programa h\u00e1 que faz\u00ea-lo pelo caminho jur\u00eddico adequado e n\u00e3o improvisar via comandos normativos de hierarquia inferior, conduta j\u00e1 recha\u00e7ada em abund\u00e2ncia pela jurisprud\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Em conclus\u00e3o, o art. 186, do Decreto n. 10.854\/2021, ao restringir a dedu\u00e7\u00e3o do PAT a valores pagos a t\u00edtulo de alimenta\u00e7\u00e3o para os trabalhadores que recebam at\u00e9 cinco sal\u00e1rios-m\u00ednimos, limitada a dedu\u00e7\u00e3o ao valor de, no m\u00e1ximo, um sal\u00e1rio-m\u00ednimo, incorreu em ilegalidade.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>8.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O art. 186, do Decreto n. 10.854, de 2021, ao restringir a dedu\u00e7\u00e3o do PAT a valores pagos a t\u00edtulo de alimenta\u00e7\u00e3o para os trabalhadores que recebam at\u00e9 cinco sal\u00e1rios-m\u00ednimos, limitada a dedu\u00e7\u00e3o ao valor de, no m\u00e1ximo, um sal\u00e1rio-m\u00ednimo, incorreu em ilegalidade.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-penal\"><a>DIREITO PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-concessao-de-residencia-permanente-ao-estrangeiro-mesmo-apos-indeferido-o-pedido-de-refugio\"><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Concess\u00e3o de resid\u00eancia permanente ao estrangeiro mesmo ap\u00f3s indeferido o pedido de ref\u00fagio<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ainda que indeferido o pedido de ref\u00fagio, a concess\u00e3o de resid\u00eancia permanente ao estrangeiro equivale a uma anistia legal para os crimes de uso de documento falso e falsifica\u00e7\u00e3o de documento p\u00fablico, conforme estabelecido no art. 10, par\u00e1grafo 1\u00ba, da Lei n. 9.474\/1997 em rela\u00e7\u00e3o aos refugiados<\/p>\n\n\n\n<p>AREsp 2.346.755-SP, Rel. Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 7\/11\/2023, DJe 13\/11\/2023. (Info 795)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>9.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Faye, estrangeiro, foi denunciado por uso de documento falso e de falsifica\u00e7\u00e3o de documento p\u00fablico em sua solicita\u00e7\u00e3o de ref\u00fagio \u00e0s autoridades brasileiras. Essa den\u00fancia foi oferecida posteriormente ao indeferimento do pedido de reconhecimento como refugiado pelo Comit\u00ea Nacional para os Refugiados (CONARE).<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo ap\u00f3s o indeferimento do pedido de ref\u00fagio, Faye deu um jeito de obter a qualifica\u00e7\u00e3o de residente no territ\u00f3rio nacional. Adicionalmente, foi agraciado com um visto de perman\u00eancia definitiva concedido pelas autoridades competentes.<\/p>\n\n\n\n<p>O MPF sustenta que uma vez que reconhecimento da qualidade de refugiado, o estrangeiro n\u00e3o se enquadra nas disposi\u00e7\u00f5es de suspens\u00e3o previstas no caput do art. 10 da Lei 9.474\/1997. Ou seja, o crime de falso se sustentaria.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>9.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 9.474\/1997:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 3\u00ba N\u00e3o se beneficiar\u00e3o da condi\u00e7\u00e3o de refugiado os indiv\u00edduos que:<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; tenham cometido crime contra a paz, crime de guerra, crime contra a humanidade, crime hediondo, participado de atos terroristas ou tr\u00e1fico de drogas;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 7\u00ba O estrangeiro que chegar ao territ\u00f3rio nacional poder\u00e1 expressar sua vontade de solicitar reconhecimento como refugiado a qualquer autoridade migrat\u00f3ria que se encontre na fronteira, a qual lhe proporcionar\u00e1 as informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias quanto ao procedimento cab\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2\u00ba O benef\u00edcio previsto neste artigo n\u00e3o poder\u00e1 ser invocado por refugiado considerado perigoso para a seguran\u00e7a do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 8\u00ba O ingresso irregular no territ\u00f3rio nacional n\u00e3o constitui impedimento para o estrangeiro solicitar ref\u00fagio \u00e0s autoridades competentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 10. A solicita\u00e7\u00e3o, apresentada nas condi\u00e7\u00f5es previstas nos artigos anteriores, suspender\u00e1 qualquer procedimento administrativo ou criminal pela entrada irregular, instaurado contra o peticion\u00e1rio e pessoas de seu grupo familiar que o acompanhem.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1\u00ba Se a condi\u00e7\u00e3o de refugiado for reconhecida, o procedimento ser\u00e1 arquivado, desde que demonstrado que a infra\u00e7\u00e3o correspondente foi determinada pelos mesmos fatos que justificaram o dito reconhecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2\u00ba Para efeito do disposto no par\u00e1grafo anterior, a solicita\u00e7\u00e3o de ref\u00fagio e a decis\u00e3o sobre a mesma dever\u00e3o ser comunicadas \u00e0 Pol\u00edcia Federal, que as transmitir\u00e1 ao \u00f3rg\u00e3o onde tramitar o procedimento administrativo ou criminal.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-fica-ou-vai-embora-e-o-crime-de-falso\"><a>9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Fica ou vai embora? E o crime de falso?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Fica! Fica! Fica&#8230; T\u00c1 TUDO ANISTIADO! Aqui \u00e9 Brasil-sil-sil!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Conforme estabelecido no art. 8\u00ba da Lei n. 9.474\/1997, a entrada irregular de estrangeiros no territ\u00f3rio nacional n\u00e3o impede que eles solicitem ref\u00fagio \u00e0s autoridades competentes. Em outras palavras, salvo raras exce\u00e7\u00f5es previstas nos arts. 7\u00ba, \u00a7\u00a7 2\u00ba, e 3\u00ba, III, da mesma lei, o fato de ter ingressado de maneira irregular, seja de forma ilegal ou il\u00edcita, n\u00e3o impede que alcancem a qualidade jur\u00eddica de refugiado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quando uma pessoa qualificada como &#8220;refugiado&#8221; comete alguma conduta il\u00edcita com o prop\u00f3sito de ingressar no territ\u00f3rio nacional e essa conduta est\u00e1 diretamente relacionada a esse intento, o procedimento, seja ele de natureza c\u00edvel, administrativa ou criminal, deve ser arquivado,<\/strong> com base no \u00a7 1\u00ba do artigo 10 da referida lei.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, embora o pedido de reconhecimento da condi\u00e7\u00e3o de refugiado tenha sido indeferido pelo Comit\u00ea Nacional para os Refugiados (CONARE) devido \u00e0 falta de demonstra\u00e7\u00e3o de um fundado temor de persegui\u00e7\u00e3o compat\u00edvel com os crit\u00e9rios de elegibilidade previstos no art. 10 da Lei n. 9.474\/1997, \u00e9 importante destacar que <strong>o estrangeiro encontra-se classificado como residente no territ\u00f3rio nacional e recebeu um visto ou a permiss\u00e3o permanente, o que denota a condi\u00e7\u00e3o de resid\u00eancia legal no Brasil<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>O art. 395, inciso III, do C\u00f3digo de Processo Penal prescreve a rejei\u00e7\u00e3o da den\u00fancia quando inexistir justa causa para o in\u00edcio do processo penal, isto \u00e9, quando n\u00e3o houver fundamentos s\u00f3lidos para a persecu\u00e7\u00e3o penal. Essa medida, na situa\u00e7\u00e3o em an\u00e1lise, \u00e9 necess\u00e1ria, pois configura uma aplica\u00e7\u00e3o pertinente do princ\u00edpio da interven\u00e7\u00e3o m\u00ednima e refor\u00e7a a relev\u00e2ncia do car\u00e1ter fragment\u00e1rio do direito penal, j\u00e1 que a pr\u00f3pria administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica reconheceu o direito de resid\u00eancia permanente no territ\u00f3rio nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, tamb\u00e9m, \u00e9 apropriado evocar a analogia&nbsp;<em>in bonam partem<\/em>, uma vez que a interpreta\u00e7\u00e3o nos conduz \u00e0 conclus\u00e3o de que a concess\u00e3o de resid\u00eancia permanente ao estrangeiro equivale a uma anistia legal para os crimes de uso de documento falso e falsifica\u00e7\u00e3o de documento p\u00fablico, conforme estabelecido no art. 10, par\u00e1grafo 1\u00ba, da Lei n. 9.474\/1997 em rela\u00e7\u00e3o aos refugiados. Logo, <strong>tal situa\u00e7\u00e3o resulta na inexist\u00eancia de justa causa para a a\u00e7\u00e3o penal, considerando a correla\u00e7\u00e3o entre o uso de passaporte falso e sua entrada irregular no Brasil<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>9.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Ainda que indeferido o pedido de ref\u00fagio, a concess\u00e3o de resid\u00eancia permanente ao estrangeiro equivale a uma anistia legal para os crimes de uso de documento falso e falsifica\u00e7\u00e3o de documento p\u00fablico, conforme estabelecido no art. 10, par\u00e1grafo 1\u00ba, da Lei n. 9.474\/1997 em rela\u00e7\u00e3o aos refugiados.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-penal\"><a>DIREITO PROCESSUAL PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-nbsp-des-necessidade-de-que-o-investigado-seja-intimado-para-justificar-o-descumprimento-das-condicoes-impostas-no-anpp-quando-de-sua-revogacao\"><a>10.&nbsp; (Des)Necessidade de que o investigado seja intimado para justificar o descumprimento das condi\u00e7\u00f5es impostas no ANPP quando de sua revoga\u00e7\u00e3o.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A revoga\u00e7\u00e3o do acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal n\u00e3o exige que o investigado seja intimado para justificar o descumprimento das condi\u00e7\u00f5es impostas na aven\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no HC 809.639-GO, Rel. Ministro Jesu\u00edno Rissato (Desembargador convocado do TJDFT), Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 17\/10\/2023, DJe 20\/10\/2023. <a>(Info 795)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>10.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creitinho foi devidamente cientificado dos termos e condi\u00e7\u00f5es do acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal e posteriormente foi feita a tentativa de intima\u00e7\u00e3o no endere\u00e7o fornecido, a fim de que fosse dado in\u00edcio ao cumprimento da aven\u00e7a firmada. Foram realizadas dilig\u00eancias, em endere\u00e7os diferentes, no intuito de efetivar a comunica\u00e7\u00e3o, sendo que todas as vezes o meirinho foi atendido por familiares de Creitinho, os quais informaram que o rapaz n\u00e3o residia no local, bem assim que desconheciam o paradeiro dele. Em raz\u00e3o disso, o ANPP foi revogado.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformada, a defesa de Creitinho impetrou HC no qual sustenta que ele deveria ter sido intimado por edital, ao entendimento de que n\u00e3o houve o pr\u00e9vio esgotamento dos meios de comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>10.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-1-questao-juridica\"><a>10.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Processo Penal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 28-A. N\u00e3o sendo caso de arquivamento e tendo o investigado confessado formal e circunstancialmente a pr\u00e1tica de infra\u00e7\u00e3o penal sem viol\u00eancia ou grave amea\u00e7a e com pena m\u00ednima inferior a 4 (quatro) anos, o Minist\u00e9rio P\u00fablico poder\u00e1 propor acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal, desde que necess\u00e1rio e suficiente para reprova\u00e7\u00e3o e preven\u00e7\u00e3o do crime, mediante as seguintes condi\u00e7\u00f5es ajustadas cumulativa e alternativamente:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 9\u00ba A v\u00edtima ser\u00e1 intimada da homologa\u00e7\u00e3o do acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal e de seu descumprimento.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 10. Descumpridas quaisquer das condi\u00e7\u00f5es estipuladas no acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal, o Minist\u00e9rio P\u00fablico dever\u00e1 comunicar ao ju\u00edzo, para fins de sua rescis\u00e3o e posterior oferecimento de den\u00fancia.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-2-necessaria-a-intimacao-para-justificacao\"><a>10.2.2. Necess\u00e1ria a intima\u00e7\u00e3o para justifica\u00e7\u00e3o?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Negativo!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O investigado foi devidamente cientificado dos termos e condi\u00e7\u00f5es do acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal e posteriormente foi feita tentativa de intima\u00e7\u00e3o no endere\u00e7o fornecido<\/strong>, a fim de que fosse dado in\u00edcio ao cumprimento da aven\u00e7a firmada, que restou infrut\u00edfera. Intimada a defesa para apresentar o endere\u00e7o, sob pena de rescis\u00e3o do acordo, manifestou-se pela intima\u00e7\u00e3o edital\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme consignado pelo Tribunal de origem, o investigado foi devidamente cientificado a respeito n\u00e3o s\u00f3 da obriga\u00e7\u00e3o assumida e das consequ\u00eancias do seu descumprimento, mas tamb\u00e9m, de que era seu dever informar ao ju\u00edzo qualquer altera\u00e7\u00e3o no seu endere\u00e7o\/telefone.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, <strong>configurou-se o descumprimento das condi\u00e7\u00f5es impostas no acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal (ANPP), notadamente a obriga\u00e7\u00e3o de comunicar mudan\u00e7a de endere\u00e7o ou telefone<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Prev\u00ea o \u00a710 do art. 28-A do C\u00f3digo de Processo Penal que o descumprimento das condi\u00e7\u00f5es impostas no acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal implica a revoga\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio, devendo o Minist\u00e9rio P\u00fablico comunicar o fato ao ju\u00edzo, para fins de sua rescis\u00e3o e posterior oferecimento de den\u00fancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o legal para que o investigado seja intimado, mesmo que por edital, para justificar o descumprimento das condi\u00e7\u00f5es pactuadas, tampouco sendo o caso de aplica\u00e7\u00e3o anal\u00f3gica do art. 118, \u00a72\u00ba, da Lei de Execu\u00e7\u00f5es Penais, visto que n\u00e3o se encontra em situa\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o de pena privativa de liberdade.<\/p>\n\n\n\n<p>Note-se que \u00a79\u00ba do art. 28-A do C\u00f3digo de Processo Penal <strong>prev\u00ea apenas que a v\u00edtima ser\u00e1 intimada da homologa\u00e7\u00e3o do acordo, bem como de seu descumprimento, sem a determina\u00e7\u00e3o de que o investigado seja intimado para justificar o descumprimento das condi\u00e7\u00f5es impostas pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-3-resultado-final\"><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a>10.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A revoga\u00e7\u00e3o do acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal n\u00e3o exige que o investigado seja intimado para justificar o descumprimento das condi\u00e7\u00f5es impostas na aven\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-0b9f9fbb-8b54-4927-be93-a88e48a7cb2c\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/11\/28014725\/stj-informativo-795.pdf\">stj-informativo-795<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/11\/28014725\/stj-informativo-795.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-0b9f9fbb-8b54-4927-be93-a88e48a7cb2c\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Informativo n\u00ba 795 do STJ\u00a0COMENTADO\u00a0saindo do forno (quentinho) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! 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