{"id":1309972,"date":"2023-11-22T01:42:56","date_gmt":"2023-11-22T04:42:56","guid":{"rendered":"https:\/\/blog-estrategia.mystagingwebsite.com\/blog\/?p=1309972"},"modified":"2023-11-22T01:42:58","modified_gmt":"2023-11-22T04:42:58","slug":"informativo-stf-1116-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1116-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STF 1116 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Vamos que vamos de Informativo n\u00ba 1116 do STF\u00a0<strong>COMENTADO.\u00a0<\/strong>S\u00f3 para voc\u00ea que est\u00e1 ligad@ aqui\u00a0no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><strong><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/11\/22014244\/stf-informativo-1116.pdf\" rel=\"sponsored nofollow\">DOWNLOAD do PDF<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_wAqmjPEz7uo\"><div id=\"lyte_wAqmjPEz7uo\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/wAqmjPEz7uo\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/wAqmjPEz7uo\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/wAqmjPEz7uo\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-administrativo\"><a>DIREITO ADMINISTRATIVO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-provimento-derivado-em-ambito-estadual-policia-penal-e-preenchimento-de-cargos-mediante-transformacao-e-aproveitamento-de-outros\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Provimento derivado em \u00e2mbito estadual: pol\u00edcia penal e preenchimento de cargos mediante transforma\u00e7\u00e3o e aproveitamento de outros<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A transforma\u00e7\u00e3o de carreira de n\u00edvel m\u00e9dio em outra de n\u00edvel superior, com atribui\u00e7\u00f5es distintas, constitui forma de provimento derivado vedada pelo art. 37, II, da CF\/88.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ADI 7.229\/AC, relator Ministro Dias Toffoli, redator do ac\u00f3rd\u00e3o Ministro Lu\u00eds Roberto Barroso, julgamento virtual finalizado em 10.11.2023 (Info 1116)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Associa\u00e7\u00e3o dos Policiais Penais do Brasil (Ageppen-Brasil) ajuizou a ADI 7229 por meio da qual questiona trechos de emendas \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o do Estado do Acre que autorizavam a transforma\u00e7\u00e3o de cargos p\u00fablicos de motorista penitenci\u00e1rio e agente socioeducativo em cargos de policial penal e permitiam o aproveitamento de servidores tempor\u00e1rios nos quadros da Pol\u00edcia Penal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conforme a autora, a transposi\u00e7\u00e3o de cargos para carreira com natureza e atribui\u00e7\u00f5es distintas e o aproveitamento de servidores tempor\u00e1rios nos quadros da Pol\u00edcia Penal ofendem a regra constitucional do concurso p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-provimento-derivado\"><a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Provimento derivado?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Exatamente!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 inconstitucional<strong>\u2014 por violar a exig\u00eancia de provimento de cargos p\u00fablicos por meio de concurso (CF\/1988, art. 37, II) \u2014 <\/strong>norma de Constitui\u00e7\u00e3o estadual que, a pretexto de promover uma reestrutura\u00e7\u00e3o administrativa, aproveita e transforma cargos com exig\u00eancias de escolaridade e atribui\u00e7\u00f5es distintas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O texto constitucional imp\u00f5e que a investidura em cargos ou empregos p\u00fablicos ocorra por meio de pr\u00e9via aprova\u00e7\u00e3o em concurso p\u00fablico de provas e t\u00edtulos, de acordo com suas respectivas natureza e complexidade<\/strong>, na forma prevista na lei, ressalvadas as nomea\u00e7\u00f5es para cargo em comiss\u00e3o declarado em lei, o qual \u00e9 de livre nomea\u00e7\u00e3o e exonera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na esp\u00e9cie, os cargos de motorista penitenci\u00e1rio (n\u00edvel m\u00e9dio) e policial penal (n\u00edvel superior) n\u00e3o possuem requisitos semelhantes para o provimento nem atividades equivalentes, sendo invi\u00e1vel que sejam transformados uns nos outros de forma coerente com a regra do certame p\u00fablico. De igual modo, o cargo de agente socioeducativo (n\u00edvel m\u00e9dio) desenvolve atividade de preven\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o, nos termos do ECA, ao passo que o de pol\u00edcia penal, atividade repressiva de natureza policial. Assim, tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 semelhan\u00e7a das atribui\u00e7\u00f5es desses dois cargos, em especial porque, embora os agentes atuem na condu\u00e7\u00e3o e acompanhamento de menores em unidades operacionais de execu\u00e7\u00e3o de medidas socioeducativas, n\u00e3o fazem parte do Sistema \u00danico de Seguran\u00e7a P\u00fablica (Susp), sendo certo que as referidas unidades operacionais n\u00e3o integram a lista de \u00f3rg\u00e3os repressivos de seguran\u00e7a p\u00fablica (CF\/1988, art. 144).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conforme jurisprud\u00eancia do STF, s\u00e3o inconstitucionais as normas que permitem a investidura em cargos ou empregos p\u00fablicos diversos daqueles para os quais se prestou concurso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ademais, <strong>ao servidor tempor\u00e1rio<\/strong> \u2014 cuja exce\u00e7\u00e3o \u00e0 regra do concurso p\u00fablico s\u00f3 \u00e9 justific\u00e1vel se configurada a transitoriedade da contrata\u00e7\u00e3o e a excepcionalidade do interesse p\u00fablico \u2014 <strong>\u00e9 vedado ascender a cargo de provimento efetivo e sua estabilidade sem a realiza\u00e7\u00e3o de pr\u00e9vio concurso p\u00fablico<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por maioria, julgou procedente a a\u00e7\u00e3o para declarar a inconstitucionalidade&nbsp;<strong>(i)<\/strong>&nbsp;da express\u00e3o \u201c<em>os cargos de Motorista Penitenci\u00e1rio Oficial<\/em>\u201d, prevista no art. 7\u00ba, II, da&nbsp;EC 53\/2019 \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o do Estado do Acre; e&nbsp;<strong>(ii)<\/strong>&nbsp;da express\u00e3o \u201c<em>socioeducativo<\/em>\u201d, contida no&nbsp;<strong>caput<\/strong>&nbsp;do art. 134-A e no \u00a7 1\u00ba do art. 134, ambos da&nbsp;Constitui\u00e7\u00e3o do Estado do Acre, na reda\u00e7\u00e3o dada pela&nbsp;EC acreana 63\/2022.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-ambiental\"><a>DIREITO AMBIENTAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-regras-sobre-licenciamento-ambiental-em-ambito-estadual\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Regras sobre licenciamento ambiental em \u00e2mbito estadual<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 constitucional \u2014 pois n\u00e3o viola o princ\u00edpio do pacto federativo e as regras do sistema de reparti\u00e7\u00e3o de compet\u00eancias \u2014 norma estadual que cria modelo simplificado de licenciamento ambiental para regulariza\u00e7\u00e3o de atividades ou empreendimentos em instala\u00e7\u00e3o ou funcionamento, e para atividades de baixo e m\u00e9dio potencial poluidor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ADI 5.014\/BA, relator Ministro Dias Toffoli, julgamento virtual finalizado em 10.11.2023 (Info 1116)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Procuradoria Geral da Rep\u00fablica ajuizou no STF a ADI 5014, em que questiona altera\u00e7\u00f5es efetuadas pela Lei Estadual 12.377\/2011 em dispositivos da Lei 10.431\/2006, do Estado da Bahia, que disp\u00f5e sobre Pol\u00edtica Estadual de Meio Ambiente e de Prote\u00e7\u00e3o \u00e0 Biodiversidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os principais questionamentos dizem respeito ao acr\u00e9scimo de dois incisos ao artigo 45 da lei alterada, que introduziram duas modalidades de licen\u00e7as ambientais n\u00e3o previstas na legisla\u00e7\u00e3o federal: a \u201cLicen\u00e7a de Regulariza\u00e7\u00e3o\u201d (LR) e a \u201cLicen\u00e7a Ambiental por Ades\u00e3o e Compromisso\u201d (LAC).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com a Lei 12.377\/2011, a Licen\u00e7a de Regulariza\u00e7\u00e3o ser\u00e1 concedida para regulariza\u00e7\u00e3o de atividades ou empreendimentos, em instala\u00e7\u00e3o ou em funcionamento, existentes at\u00e9 a data da regulamenta\u00e7\u00e3o da lei, \u201cmediante a apresenta\u00e7\u00e3o de estudos de viabilidade e comprova\u00e7\u00e3o da recupera\u00e7\u00e3o e\/ou compensa\u00e7\u00e3o ambiental de seu passivo, caso n\u00e3o haja risco \u00e0 sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o e dos trabalhadores\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Procuradoria sustenta que a LR permite, portanto, que atividades ou empreendimentos de qualquer porte, ilegalmente instalados (justamente porque n\u00e3o se submeteram ao processo de licenciamento ambiental), continuem a funcionar simplesmente mediante a \u201ccomprova\u00e7\u00e3o de viabilidade\u201d e de \u201crecupera\u00e7\u00e3o ou compensa\u00e7\u00e3o do passivo ambiental\u201d<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-violado-o-pacto-federativo\"><a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Violado o pacto federativo?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooopsss!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cabe \u00e0 Uni\u00e3o elaborar as normas gerais sobre prote\u00e7\u00e3o do meio ambiente e responsabilidade por dano ambiental, de modo a fixar, no interesse nacional, as diretrizes que devem ser observadas pelas demais unidades federativas (CF\/1988, art. 24, VI e VIII). Assim, em mat\u00e9ria de licenciamento ambiental, os estados possuem compet\u00eancia suplementar, a fim de atender \u00e0s peculiaridades locais e preencherem lacunas normativas que atendam \u00e0s caracter\u00edsticas e necessidades regionais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conforme jurisprud\u00eancia do STF, os estados podem criar procedimentos ambientais simplificados em complementa\u00e7\u00e3o \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o federal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na esp\u00e9cie, a lei estadual impugnada criou a Licen\u00e7a de Regulariza\u00e7\u00e3o (LR) e a Licen\u00e7a Ambiental por Ades\u00e3o e Compromisso (LAC), as quais se situam no \u00e2mbito normativo concorrente e concretizam o dever constitucional de suplementar a legisla\u00e7\u00e3o sobre licenciamento ambiental (Lei federal 6.938\/1981), \u00e0 luz da predomin\u00e2ncia do interesse em estabelecer procedimentos espec\u00edficos para atividades e empreendimentos locais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 constitucional <strong>\u2014 pois n\u00e3o ofende o princ\u00edpio da proibi\u00e7\u00e3o ao retrocesso socioambiental \u2014<\/strong> lei estadual que dispensa a faculdade de ocorr\u00eancia de pr\u00e9vias consultas p\u00fablicas para subsidiar a elabora\u00e7\u00e3o do Termo de Refer\u00eancia do Estudo de Impacto Ambiental, anteriormente prevista em sua reda\u00e7\u00e3o original.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O referido princ\u00edpio n\u00e3o \u00e9 absoluto e somente \u00e9 tido por inobservado quando o n\u00facleo essencial do direito fundamental j\u00e1 concretizado pela norma \u00e9 desrespeitado<\/strong>, de modo a esvaziar ou at\u00e9 mesmo inviabilizar a efic\u00e1cia do direito social garantido por norma anterior. Nesse contexto, caso se verifique a subsist\u00eancia de um sistema eficaz de controle ou de prote\u00e7\u00e3o, o mencionado n\u00facleo continuar\u00e1 a ser tutelado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na esp\u00e9cie, as altera\u00e7\u00f5es legislativas n\u00e3o eliminaram, no \u00e2mbito estadual, a participa\u00e7\u00e3o da sociedade civil no procedimento de concess\u00e3o de licenciamento ambiental, motivo pelo qual inexiste infring\u00eancia ao princ\u00edpio da participa\u00e7\u00e3o social (princ\u00edpio democr\u00e1tico), em especial porque a prote\u00e7\u00e3o ambiental n\u00e3o foi eliminada nem houve dispensa da fiscaliza\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;Ademais, em se tratando de mat\u00e9ria de compet\u00eancia concorrente, nada impede a aplicabilidade de normas federais em \u00e2mbito estadual, como, por exemplo, a realiza\u00e7\u00e3o de audi\u00eancias p\u00fablicas nos moldes de resolu\u00e7\u00e3o do CONAMA.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por maioria, julgou improcedente a a\u00e7\u00e3o para declarar a constitucionalidade dos arts. 40, 45, VII e VIII, e 147, todos da&nbsp;Lei 10.431\/2006, com a reda\u00e7\u00e3o que lhes foi conferida pela&nbsp;Lei 12.377\/2011,&nbsp;ambas do Estado da Bahia.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-civil\"><a>DIREITO CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-ec-66-2010-desnecessidade-de-separacao-judicial-previa-para-se-divorciar\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; EC 66\/2010: desnecessidade de separa\u00e7\u00e3o judicial pr\u00e9via para se divorciar<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>RECURSO EXTRAORDIN\u00c1RIO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s a promulga\u00e7\u00e3o da EC n\u00ba 66\/2010, a separa\u00e7\u00e3o judicial n\u00e3o \u00e9 mais requisito para o div\u00f3rcio nem subsiste como figura aut\u00f4noma no ordenamento jur\u00eddico. Sem preju\u00edzo, preserva-se o estado civil das pessoas que j\u00e1 est\u00e3o separadas, por decis\u00e3o judicial ou escritura p\u00fablica, por se tratar de ato jur\u00eddico perfeito (art. 5\u00ba, XXXVI, da CF)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">RE 1.167.478\/RJ, relator Ministro Luiz Fux, julgamento finalizado em 8.11.2023 (Info 1116)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O RE foi interposto contra ac\u00f3rd\u00e3o do Tribunal de Justi\u00e7a do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ), segundo o qual a EC 66\/2010 afastou a exig\u00eancia pr\u00e9via da separa\u00e7\u00e3o de fato ou judicial para o pedido de div\u00f3rcio. Ao manter a senten\u00e7a, o TJ-RJ entendeu que, com a mudan\u00e7a na Constitui\u00e7\u00e3o, se um dos c\u00f4njuges manifestar a vontade de romper o v\u00ednculo conjugal, o outro nada pode fazer para impedir o div\u00f3rcio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Supremo, um dos c\u00f4njuges alega que o artigo 226, par\u00e1grafo 6\u00ba, da Constitui\u00e7\u00e3o apenas tratou do div\u00f3rcio, mas seu exerc\u00edcio foi regulamentado pelo C\u00f3digo Civil, que prev\u00ea a separa\u00e7\u00e3o judicial pr\u00e9via. Sustenta que seria equivocado o fundamento de que o artigo 226 tem aplicabilidade imediata, com a desnecess\u00e1ria edi\u00e7\u00e3o ou observ\u00e2ncia de qualquer outra norma infraconstitucional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em contrarraz\u00f5es, a outra parte defende a inexigibilidade da separa\u00e7\u00e3o judicial ap\u00f3s a altera\u00e7\u00e3o constitucional. Portanto, seguindo seu entendimento, n\u00e3o haveria qualquer nulidade na senten\u00e7a que declarou o div\u00f3rcio.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a>CF\/1988: \u201cArt. 226. A fam\u00edlia, base da sociedade, tem especial prote\u00e7\u00e3o do Estado. (&#8230;) \u00a7 6\u00ba O casamento civil pode ser dissolvido pelo div\u00f3rcio, ap\u00f3s pr\u00e9via separa\u00e7\u00e3o judicial por mais de um ano nos casos expressos em lei, ou comprovada separa\u00e7\u00e3o de fato por mais de dois anos.\u201d<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Art. 226. (&#8230;) \u00a7 6\u00ba O casamento civil pode ser dissolvido pelo div\u00f3rcio.&nbsp;(Reda\u00e7\u00e3o dada Pela Emenda Constitucional n\u00ba 66, de 2010)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-separacao-judicial-ainda-e-requisito-para-o-divorcio\"><a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Separa\u00e7\u00e3o judicial ainda \u00e9 requisito para o div\u00f3rcio?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>No m\u00e1s!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com o advento da EC 66\/2010, a separa\u00e7\u00e3o judicial deixou de ser um requisito para o div\u00f3rcio, bem como uma figura aut\u00f4noma no ordenamento jur\u00eddico brasileiro. Por essa raz\u00e3o, as normas do C\u00f3digo Civil que tratam da separa\u00e7\u00e3o judicial perderam sua validade, a partir dessa altera\u00e7\u00e3o constitucional, o que permite que as pessoas se divorciem, desde ent\u00e3o, a qualquer momento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em sua reda\u00e7\u00e3o original, <strong>a CF\/1988 previu que o casamento civil poderia ser dissolvido pelo div\u00f3rcio, ap\u00f3s pr\u00e9via separa\u00e7\u00e3o judicial por mais de um ano nos casos expressos em lei, ou comprovada separa\u00e7\u00e3o de fato por mais de dois anos<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A altera\u00e7\u00e3o promovida pela EC 66\/2010 objetivou simplificar o rompimento do v\u00ednculo matrimonial, eliminando as referidas condicionantes. Nesse contexto, a moldura atual prescreve que o div\u00f3rcio \u00e9 incondicionado ou n\u00e3o causal, de modo que a pr\u00e9via separa\u00e7\u00e3o judicial ou f\u00e1tica n\u00e3o \u00e9 mais necess\u00e1ria para alcan\u00e7\u00e1-lo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ademais, a separa\u00e7\u00e3o judicial n\u00e3o permanece como instituto aut\u00f4nomo, pois a supress\u00e3o da segunda parte do art. 226, \u00a7 6\u00ba, da CF\/1988 significa uma redu\u00e7\u00e3o na margem de conforma\u00e7\u00e3o legislativa, no sentido de inviabilizar a cria\u00e7\u00e3o de outras condicionantes para se efetivar o div\u00f3rcio. Assim, na enuncia\u00e7\u00e3o \u201c<em>o casamento civil pode ser dissolvido pelo div\u00f3rcio<\/em>\u201d, o verbo \u201c<em>pode<\/em>\u201d n\u00e3o se dirige ao legislador como uma faculdade, mas \u00e0s pessoas casadas, enquanto direito a ser exercido, quando e se assim desejarem.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>3.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, ao apreciar o&nbsp;Tema 1.053 da repercuss\u00e3o geral, negou provimento ao recurso extraordin\u00e1rio e, por maioria, fixou a tese supracitada.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-constitucional\"><a>DIREITO CONSTITUCIONAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-ministerio-publico-estadual-organizacao-e-regulamentacao-por-lei-ordinaria\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Minist\u00e9rio P\u00fablico estadual: organiza\u00e7\u00e3o e regulamenta\u00e7\u00e3o por lei ordin\u00e1ria<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 formalmente inconstitucional \u2014 por n\u00e3o observar a exig\u00eancia de reserva de lei complementar (CF\/1988, art. 128, \u00a7 5\u00ba) \u2014 lei ordin\u00e1ria estadual, aprovada na vig\u00eancia da atual ordem constitucional, que organiza e disciplina as atribui\u00e7\u00f5es e regulamenta o Estatuto dos respectivos membros do Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ADI 3.194\/RS, relator Ministro Nunes Marques, julgamento virtual finalizado em 10.11.2023 (Info 1116)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Partido Social Liberal (PSL) ajuizou a ADI 3194 no STF contra a totalidade das Leis 11.722\/02 e 11.723\/02 do Rio Grande do Sul, que disp\u00f5em sobre o Estatuto do Minist\u00e9rio P\u00fablico daquele estado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Lei 11.722 veda aos membros do Minist\u00e9rio P\u00fablico o exerc\u00edcio de atividade pol\u00edtico-partid\u00e1ria, com a ressalva da filia\u00e7\u00e3o e o direito de afastar-se para exercer cargo eletivo ou concorrer a elei\u00e7\u00e3o. Veda, ainda, o ingresso em comiss\u00f5es de sindic\u00e2ncia ou de processo administrativo estranhos ao Minist\u00e9rio P\u00fablico, sem a autoriza\u00e7\u00e3o do procurador-geral da Justi\u00e7a. A Lei 11.723 estabelece que n\u00e3o ser\u00e1 reconhecido o merecimento para fins de promo\u00e7\u00e3o de promotor de Justi\u00e7a afastado do cargo para exercer outro cargo, emprego ou fun\u00e7\u00e3o, de n\u00edvel equivalente ou maior na administra\u00e7\u00e3o direta ou indireta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O PSL argumenta, na ADI, incompatibilidade das referidas leis com os artigos 128 e 129 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal. O primeiro dispositivo veda aos membros do Minist\u00e9rio P\u00fablico o exerc\u00edcio, ainda que em disponibilidade, de qualquer outra fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica, salvo uma de magist\u00e9rio, e as atividades pol\u00edtico-partid\u00e1rias. O segundo artigo veda a representa\u00e7\u00e3o judicial e a consultoria jur\u00eddica de entidades p\u00fablicas. Salienta, ainda, que essas leis ofendem a Constitui\u00e7\u00e3o Federal por serem Leis Ordin\u00e1rias que dispuseram sobre organiza\u00e7\u00e3o, atribui\u00e7\u00f5es e o estatuto do Minist\u00e9rio P\u00fablico ga\u00facho e que essa norma \u00e9 reservada&nbsp; \u00e0&nbsp; Lei Complementar, de compet\u00eancia estadual, de acordo com o par\u00e1grafo 5\u00ba do artigo 128 da CF\/88.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">CF\/1988: \u201cArt. 128. O Minist\u00e9rio P\u00fablico abrange: (&#8230;) \u00a7 5\u00ba Leis complementares da Uni\u00e3o e dos Estados, cuja iniciativa \u00e9 facultada aos respectivos Procuradores-Gerais, estabelecer\u00e3o a organiza\u00e7\u00e3o, as atribui\u00e7\u00f5es e o estatuto de cada Minist\u00e9rio P\u00fablico, observadas, relativamente a seus membros: (&#8230;) II &#8211; as seguintes veda\u00e7\u00f5es: (&#8230;) d) exercer, ainda que em disponibilidade, qualquer outra fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica, salvo uma de magist\u00e9rio;\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ADCT: \u201cArt. 29. Enquanto n\u00e3o aprovadas as leis complementares relativas ao Minist\u00e9rio P\u00fablico e \u00e0 Advocacia-Geral da Uni\u00e3o, o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, as Consultorias Jur\u00eddicas dos Minist\u00e9rios, as Procuradorias e Departamentos Jur\u00eddicos de autarquias federais com representa\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria e os membros das Procuradorias das Universidades fundacionais p\u00fablicas continuar\u00e3o a exercer suas atividades na \u00e1rea das respectivas atribui\u00e7\u00f5es. (&#8230;) \u00a7 3\u00ba Poder\u00e1 optar pelo regime anterior, no que respeita \u00e0s garantias e vantagens, o membro do Minist\u00e9rio P\u00fablico admitido antes da promulga\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o, observando-se, quanto \u00e0s veda\u00e7\u00f5es, a situa\u00e7\u00e3o jur\u00eddica na data desta.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-inconstitucionalidade-formal\"><a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Inconstitucionalidade formal?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>E das grandes!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A Lei Org\u00e2nica do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Estado do Rio Grande do Sul (Lei 6.536\/1973), aprovada como lei ordin\u00e1ria, foi recepcionada pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988 com&nbsp;status&nbsp;de lei complementar<\/strong>, pois inexistia, no texto constitucional anterior, previs\u00e3o de tramita\u00e7\u00e3o espec\u00edfica. No entanto, essa mesma condi\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser atribu\u00edda \u00e0s leis estaduais que a modificaram quando j\u00e1 vigorava a CF\/1988 e que, mesmo com qu\u00f3rum de maioria absoluta, foram aprovadas sob o rito ordin\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 materialmente inconstitucional<strong>\u2014 por configurar condi\u00e7\u00e3o incompat\u00edvel com o disposto no art. 128, \u00a7 5\u00ba, II, \u201cd\u201d, da CF\/1988 c\/c o art. 29, \u00a7 3\u00ba do ADCT \u2014 <\/strong>norma estadual que permite a integra\u00e7\u00e3o de membro do Minist\u00e9rio P\u00fablico em comiss\u00e3o de sindic\u00e2ncia ou processo administrativo estranho ao \u00f3rg\u00e3o ministerial mediante autoriza\u00e7\u00e3o do Procurador-Geral de Justi\u00e7a, ouvido o Conselho Superior do \u00f3rg\u00e3o ministerial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conforme jurisprud\u00eancia do STF, <strong>o exerc\u00edcio de cargos e fun\u00e7\u00f5es estranhos \u00e0 carreira do Minist\u00e9rio P\u00fablico \u00e9 permitido somente aos membros que ingressaram no \u00f3rg\u00e3o antes da vig\u00eancia da atual Constitui\u00e7\u00e3o e fizeram a op\u00e7\u00e3o de que trata o art. 29, \u00a7 3\u00ba, do ADCT).<\/strong> Aos demais, ou seja, aos que n\u00e3o optaram pelo regime anterior ou que passaram a integrar o&nbsp;Parquet&nbsp;ap\u00f3s 5 de outubro de 1988, \u00e9 vedado ocupar fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica que n\u00e3o no \u00e2mbito da pr\u00f3pria institui\u00e7\u00e3o, ressalvado um cargo de magist\u00e9rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na esp\u00e9cie, os diplomas legais estaduais impugnados possibilitaram que membros do Minist\u00e9rio P\u00fablico local integrassem comiss\u00e3o de sindic\u00e2ncia ou processo administrativo estranho ao \u00f3rg\u00e3o quando o Procurador-Geral de Justi\u00e7a autorizar, ouvido o Conselho Superior da institui\u00e7\u00e3o. Nesse contexto, essas normas franquearam o exerc\u00edcio de fun\u00e7\u00e3o de assessoramento do Poder Executivo por membros do \u00f3rg\u00e3o ministerial, mediante requisito n\u00e3o contido no texto constitucional.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>4.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, conheceu parcialmente da a\u00e7\u00e3o e, nessa extens\u00e3o, a julgou procedente em parte, para declarar<strong>&nbsp;(i)<\/strong>&nbsp;a inconstitucionalidade formal das Leis ga\u00fachas&nbsp;11.722\/2002&nbsp;e&nbsp;11.723\/2002; e&nbsp;<strong>(ii)&nbsp;<\/strong>a inconstitucionalidade material da express\u00e3o \u201csem autoriza\u00e7\u00e3o do Procurador-Geral de Justi\u00e7a, ouvido o Conselho Superior do Minist\u00e9rio P\u00fablico\u201d, constante do art. 4\u00ba-A, VII, da&nbsp;Lei 6.536\/1973, no texto conferido pela&nbsp;Lei 11.722\/2002, ambas do Estado do Rio Grande do Sul.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-escolha-do-chefe-de-defensoria-publica-estadual-e-seu-substituto-impossibilidade-de-nao-ser-integrante-da-carreira\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Escolha do chefe de Defensoria P\u00fablica estadual e seu substituto: impossibilidade de n\u00e3o ser integrante da carreira<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 inconstitucional \u2014 por conflitar com o modelo estabelecido pela Uni\u00e3o no exerc\u00edcio de sua compet\u00eancia para legislar sobre normas gerais referentes \u00e0 assist\u00eancia jur\u00eddica e \u00e0 Defensoria P\u00fablica (CF\/1988, art. 24, XIII) \u2014 norma estadual que prev\u00ea a livre nomea\u00e7\u00e3o e exonera\u00e7\u00e3o, pelo governador, dos cargos de Defensor P\u00fablico-Geral e do Subdefensor P\u00fablico-Geral locais, escolhidos dentre advogados com reconhecido saber jur\u00eddico e idoneidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ADI 4.982\/RN, relator Ministro Nunes Marques, julgamento virtual finalizado em 10.11.2023 (Info 1116)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Procuradoria Geral da Rep\u00fablica (PGR) ajuizou a ADI 4982 STF na qual pede liminar para suspender os efeitos de dispositivos da Lei Complementar 251\/2003, do Rio Grande do Norte, que estrutura administrativamente a Defensoria P\u00fablica no Estado. A lei potiguar equipara o cargo de defensor p\u00fablico-geral ao de secret\u00e1rio de Estado, permitindo sua livre nomea\u00e7\u00e3o e exonera\u00e7\u00e3o pelo governador, e permite que o cargo seja exercido por advogado com \u201creconhecido saber jur\u00eddico e idoneidade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A&nbsp;PGR cita na a\u00e7\u00e3o precedentes do STF no sentido de que os cargos de defensor p\u00fablico-geral e subdefensor p\u00fablico-geral s\u00e3o privativos de integrantes da carreira, sendo vedada sua equipara\u00e7\u00e3o com o cargo de secret\u00e1rio de Estado. Argumenta que as normas impugnadas tratam de temas inseridos no \u00e2mbito da compet\u00eancia concorrente da Uni\u00e3o para editar normas gerais, mediante lei complementar, a respeito da organiza\u00e7\u00e3o da Defensoria P\u00fablica no plano estadual. Desse modo, violam frontalmente o artigo 134, par\u00e1grafo 1\u00ba, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-a-norma-e-constitucional\"><a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A norma \u00e9 constitucional?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nem de perto!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Lei Complementar 80\/1994 organiza a Defensoria P\u00fablica da Uni\u00e3o, do Distrito Federal e dos territ\u00f3rios e prescreve normas gerais para sua organiza\u00e7\u00e3o nos estados, e d\u00e1 outras provid\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao estabelecer crit\u00e9rios para a nomea\u00e7\u00e3o do Defensor P\u00fablico-Geral e do Subdefensor P\u00fablico-Geral em descompasso com a referida norma geral preceituada pela Uni\u00e3o (art. 99,&nbsp;capute \u00a7 1\u00ba), o legislador estadual excedeu os limites de sua compet\u00eancia legislativa suplementar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De igual modo, <strong>a tentativa de equiparar o Defensor P\u00fablico-Geral aos Secret\u00e1rios de Estado, para efeito de prerrogativas, tratamento e remunera\u00e7\u00e3o, configura manifesta infring\u00eancia aos crit\u00e9rios de nomea\u00e7\u00e3o estabelecidos na norma geral federal, em especial porque aquele \u00e9 um cargo privativo de membro da carreira e, estes, agentes pol\u00edticos sujeitos \u00e0 livre escolha do governador<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou parcialmente procedente a a\u00e7\u00e3o para declarar a inconstitucionalidade, com efic\u00e1cia&nbsp;ex nunc, a contar da publica\u00e7\u00e3o da ata deste julgamento,&nbsp;<strong>(i)&nbsp;<\/strong>da express\u00e3o \u201c<em>de livre nomea\u00e7\u00e3o e exonera\u00e7\u00e3o pelo Governador do Estado, dentre advogados, com reconhecido saber jur\u00eddico e idoneidade<\/em>\u201d, contida no&nbsp;caput&nbsp;e no par\u00e1grafo \u00fanico do art. 7\u00ba; e&nbsp;(ii)&nbsp;do trecho \u201c<em>de livre nomea\u00e7\u00e3o e exonera\u00e7\u00e3o pelo Governador do Estado<\/em>\u201d, constante do art. 8\u00ba, ambos da&nbsp;Lei Complementar 251\/2003 do Estado do Rio Grande do Norte.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-civil\"><a>DIREITO PROCESSUAL CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-juizados-especiais-inexigibilidade-da-execucao-do-titulo-executivo-judicial-e-efeitos-da-decisao-com-transito-em-julgado-em-face-de-declaracao-de-inconstitucionalidade-proferida-pelo-stf\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Juizados Especiais: inexigibilidade da execu\u00e7\u00e3o do t\u00edtulo executivo judicial e efeitos da decis\u00e3o com tr\u00e2nsito em julgado em face de declara\u00e7\u00e3o de inconstitucionalidade proferida pelo STF<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>RECURSO EXTRAORDIN\u00c1RIO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 poss\u00edvel aplicar o artigo 741, par\u00e1grafo \u00fanico, do CPC\/1973, atual art. 535, \u00a7 5\u00ba, do CPC\/2015, aos feitos submetidos ao procedimento sumar\u00edssimo, desde que o tr\u00e2nsito em julgado da fase de conhecimento seja posterior a 27.8.2001; 2) \u00c9 admiss\u00edvel a invoca\u00e7\u00e3o como fundamento da inexigibilidade de ser o t\u00edtulo judicial fundado em \u2018aplica\u00e7\u00e3o ou interpreta\u00e7\u00e3o tida como incompat\u00edvel com a Constitui\u00e7\u00e3o\u2019 quando houver pronunciamento jurisdicional, contr\u00e1rio ao decidido pelo Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal, seja no controle difuso, seja no controle concentrado de constitucionalidade; 3) O art. 59 da Lei 9.099\/1995 n\u00e3o impede a desconstitui\u00e7\u00e3o da coisa julgada quando o t\u00edtulo executivo judicial se amparar em contrariedade \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o ou sentido da norma conferida pela Suprema Corte, anterior ou posterior ao tr\u00e2nsito em julgado, admitindo, respectivamente, o manejo (i) de impugna\u00e7\u00e3o ao cumprimento de senten\u00e7a ou (ii) de simples peti\u00e7\u00e3o, a ser apresentada em prazo equivalente ao da a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">RE 586.068\/PR, relatora Ministra Rosa Weber, redator do ac\u00f3rd\u00e3o Ministro Gilmar Mendes, julgamento finalizado em 9.11.2023 (Info 1116)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>6.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No RE, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) recorria de decis\u00e3o da 2\u00aa Turma Recursal dos Juizados Especiais Federal do Paran\u00e1 que havia reconhecido o direito de uma segurada de ter seu benef\u00edcio de pens\u00e3o por morte revisado com a aplica\u00e7\u00e3o retroativa de um percentual de aumento previsto na Lei 9.032\/1995. Ap\u00f3s o tr\u00e2nsito em julgado da decis\u00e3o, o STF afastou a aplica\u00e7\u00e3o desse percentual aos benef\u00edcios previdenci\u00e1rios anteriores \u00e0 entrada em vigor da lei.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Turma Recursal considerou inaplic\u00e1vel uma regra do CPC de 1973, mantida pelo CPC atual, que admite a invalida\u00e7\u00e3o de decis\u00f5es com base em norma declarada inconstitucional, pois entendeu que a decis\u00e3o do STF s\u00f3 valeria para os casos posteriores a esse julgamento de inconstitucionalidade.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">CPC\/1973: \u201cArt. 741. Na execu\u00e7\u00e3o contra a Fazenda P\u00fablica, os embargos s\u00f3 poder\u00e3o versar sobre: (&#8230;) Par\u00e1grafo \u00fanico. Para efeito do disposto no inciso II do&nbsp;<strong>caput<\/strong>&nbsp;deste artigo, considera-se tamb\u00e9m inexig\u00edvel o t\u00edtulo judicial fundado em lei ou ato normativo declarados inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal, ou fundado em aplica\u00e7\u00e3o ou interpreta\u00e7\u00e3o da lei ou ato normativo tidas pelo Supremo Tribunal Federal como incompat\u00edveis com a Constitui\u00e7\u00e3o Federal<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-possivel-a-invalidacao-das-decisoes-definitivas-dos-jefs\"><a>6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel a invalida\u00e7\u00e3o das decis\u00f5es definitivas dos JEFs?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeap!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a>As decis\u00f5es definitivas de Juizados Especiais podem ser invalidadas quando se fundamentarem em norma, aplica\u00e7\u00e3o ou interpreta\u00e7\u00e3o jur\u00eddicas declaradas inconstitucionais pelo Plen\u00e1rio do STF <\/a><strong>\u2014 em controle difuso ou concentrado de constitucionalidade<\/strong><strong>&nbsp;\u2014<\/strong> antes ou depois do tr\u00e2nsito em julgado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O princ\u00edpio fundamental da coisa julgada (CF\/1988, art. 5\u00ba, XXXVI) n\u00e3o \u00e9 absoluto<\/strong>. Em se tratando de processos submetidos ao rito sumar\u00edssimo, o seu \u00e2mbito de incid\u00eancia deve ser atenuado para ceder \u00e0 for\u00e7a normativa da Constitui\u00e7\u00e3o, quando o t\u00edtulo judicial conflitar com inconstitucionalidade declarada por este Tribunal. Ademais, a aplica\u00e7\u00e3o ou interpreta\u00e7\u00e3o constitucional proferida pelo STF, ainda que em sede de controle incidental, serve de orienta\u00e7\u00e3o aos tribunais inferiores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse contexto, o art. 59 da Lei 9.099\/1995 \u2014 que inadmite a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria nas causas processadas nos Juizados Especiais \u2014 n\u00e3o impede a desconstitui\u00e7\u00e3o da coisa julgada firmada sob esse procedimento especial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Assim, se o pronunciamento do STF for anterior \u00e0 forma\u00e7\u00e3o do tr\u00e2nsito em julgado, deve ser admitida a impugna\u00e7\u00e3o ao&nbsp;<a>cumprimento de senten\u00e7a, pois descumprido claramente precedente que deveria ter sido observado para a hermen\u00eautica da quest\u00e3o constitucional, o qual repercutiria na conclus\u00e3o do caso concreto.<\/a><\/strong> J\u00e1 na hip\u00f3tese em que for posterior \u00e0 coisa julgada, a insurg\u00eancia deve ser arguida mediante simples peti\u00e7\u00e3o, a ser apresentada em prazo equivalente ao da a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria&nbsp;(2 anos), dada a necessidade de adotar procedimentos judiciais mais c\u00e9leres e informais na resolu\u00e7\u00e3o de conflitos de menor complexidade. Evidentemente, para possuir tamanha efic\u00e1cia expansiva, \u00e9 necess\u00e1rio que a manifesta\u00e7\u00e3o do STF ocorra em sua composi\u00e7\u00e3o plen\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>6.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por maioria e em conclus\u00e3o de julgamento (Informativo 968), ao apreciar o\u00a0Tema 100 da repercuss\u00e3o geral, deu provimento ao recurso extraordin\u00e1rio para, aplicando o par\u00e1grafo \u00fanico do art. 741 do\u00a0CPC\/1973(norma id\u00eantica ao \u00a7 5\u00ba do art. 535 do\u00a0CPC\/2015), reformar o ac\u00f3rd\u00e3o recorrido da 2\u00aa Turma Recursal do Estado do Paran\u00e1 e restabelecer a decis\u00e3o lavrada pelo Ju\u00edzo de 1\u00ba grau do Juizado Especial Federal de origem quanto ao m\u00e9rito da impugna\u00e7\u00e3o ao cumprimento de senten\u00e7a formulada pelo INSS<a>.<\/a><\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-09653b3c-e4f9-4131-9e18-ea4e90c50573\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/11\/22014244\/stf-informativo-1116.pdf\">stf-informativo-1116<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/11\/22014244\/stf-informativo-1116.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-09653b3c-e4f9-4131-9e18-ea4e90c50573\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vamos que vamos de Informativo n\u00ba 1116 do STF\u00a0COMENTADO.\u00a0S\u00f3 para voc\u00ea que est\u00e1 ligad@ aqui\u00a0no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! 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