{"id":1309322,"date":"2023-11-21T02:54:46","date_gmt":"2023-11-21T05:54:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1309322"},"modified":"2023-11-21T02:54:48","modified_gmt":"2023-11-21T05:54:48","slug":"informativo-stj-794-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-794-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STJ 794 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p>Informativo n\u00ba 794 do STJ\u00a0<strong>COMENTADO<\/strong>\u00a0saindo do forno (quentinho) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/11\/21025434\/stj-informativo-794.pdf\" rel=\"sponsored nofollow\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_u4DO7x7wq1U\"><div id=\"lyte_u4DO7x7wq1U\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/u4DO7x7wq1U\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/u4DO7x7wq1U\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/u4DO7x7wq1U\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-administrativo\"><a>DIREITO ADMINISTRATIVO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-requisitos-concessao-de-remocao-ao-servidor-publico-e-interpretacao-da-dependencia-economica\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Requisitos concess\u00e3o de remo\u00e7\u00e3o ao servidor p\u00fablico e interpreta\u00e7\u00e3o da depend\u00eancia econ\u00f4mica<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para fins de concess\u00e3o de remo\u00e7\u00e3o ao servidor p\u00fablico, ainda que provisoriamente, \u00e0 luz do art. 36, par\u00e1grafo \u00fanico, III, b, da Lei 8.112\/1990, h\u00e1 a necessidade de preenchimento do requisito da depend\u00eancia econ\u00f4mica, n\u00e3o abrangendo eventual depend\u00eancia f\u00edsica ou afetiva.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.015.278-PB, Rel. Ministro S\u00e9rgio Kukina, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 7\/11\/2023. (Info 794)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creiton, servidor p\u00fablico federal, requereu remo\u00e7\u00e3o para outra cidade em raz\u00e3o de problemas de sa\u00fade de seus pais idosos. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O pedido foi indeferido por entender a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica inexistente a depend\u00eancia dos pais em rela\u00e7\u00e3o ao filho, aqui sendo considerada tamb\u00e9m a depend\u00eancia f\u00edsica e afetiva.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei 8.112\/1990:<\/p>\n\n\n\n<p>Art.&nbsp;36.&nbsp;&nbsp;Remo\u00e7\u00e3o \u00e9 o deslocamento do servidor, a pedido ou de of\u00edcio, no \u00e2mbito do mesmo quadro, com ou sem mudan\u00e7a de sede.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Para fins do disposto neste artigo, entende-se por modalidades de remo\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>III&nbsp;&#8211;&nbsp; a pedido, para outra localidade, independentemente do interesse da Administra\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>b)&nbsp;por motivo de sa\u00fade do servidor, c\u00f4njuge, companheiro ou dependente que viva \u00e0s suas expensas e conste do seu assentamento funcional, condicionada \u00e0 comprova\u00e7\u00e3o por junta m\u00e9dica oficial;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-abrange-dependencia-fisica-e-afetiva\"><a>1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Abrange depend\u00eancia f\u00edsica e afetiva?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Noooopsss!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o controvertida cinge-se \u00e0 seguinte indaga\u00e7\u00e3o: para fins de concess\u00e3o de remo\u00e7\u00e3o ao servidor p\u00fablico, ainda que provisoriamente, \u00e0 luz do art. 36, par\u00e1grafo \u00fanico, III,&nbsp;<em>b<\/em>, da Lei 8.112\/1990, h\u00e1, ou n\u00e3o, necessidade de preenchimento do requisito da depend\u00eancia econ\u00f4mica?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O voc\u00e1bulo &#8220;expensas&#8221;, como gizado no artigo acima, remete \u00e0 ideia de &#8220;despesas, custos&#8221;, evidenciando que, a partir da altera\u00e7\u00e3o implementada pela Lei n. 9.527\/1997, a depend\u00eancia em tela assumiu n\u00edtida fei\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Tal compreens\u00e3o vem sendo reiteradamente adotada pelo STJ, ao consignar que &#8220;o pedido de remo\u00e7\u00e3o de servidor para outra localidade, independentemente de vaga e de interesse da Administra\u00e7\u00e3o, ser\u00e1 deferido quando fundado em motivo de sa\u00fade do servidor, de c\u00f4njuge, companheiro ou dependente que viva \u00e0s suas expensas e conste do seu assentamento funcional, condicionada \u00e0 comprova\u00e7\u00e3o por junta m\u00e9dica oficial&#8221; (REsp n. 1.937.055\/PB, relator Ministro S\u00e9rgio Kukina, Primeira Turma, DJe de 3\/11\/2021).<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, n\u00e3o h\u00e1 como admitir que o voc\u00e1bulo &#8220;expensas&#8221; possa ser interpretado de forma extensiva, a fim de abranger tamb\u00e9m eventual &#8220;depend\u00eancia f\u00edsica&#8221; ou &#8220;afetiva&#8221; dos genitores em rela\u00e7\u00e3o ao filho servidor p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo<strong>, conquanto no caso inexista controv\u00e9rsia a respeito do estado de sa\u00fade dos genitores do autor, ora recorrido, tal fato, isoladamente considerado, n\u00e3o \u00e9 capaz de legitimar a manuten\u00e7\u00e3o do entendimento adotado pela ilustrada Corte regional, no que esta desconsiderou a tamb\u00e9m necessidade de comprova\u00e7\u00e3o do requisito legal concernente \u00e0 depend\u00eancia econ\u00f4mica<\/strong>, sob pena de se incorrer em vis\u00edvel afronta \u00e0 S\u00famula Vinculante n. 10\/STF: &#8220;Viola a cl\u00e1usula de reserva de plen\u00e1rio (CF, artigo 97) a decis\u00e3o de \u00f3rg\u00e3o fracion\u00e1rio de tribunal que, embora n\u00e3o declare expressamente a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder P\u00fablico, afasta sua incid\u00eancia, no todo ou em parte&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>1.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Para fins de concess\u00e3o de remo\u00e7\u00e3o ao servidor p\u00fablico, ainda que provisoriamente, \u00e0 luz do art. 36, par\u00e1grafo \u00fanico, III, b, da Lei 8.112\/1990, h\u00e1 a necessidade de preenchimento do requisito da depend\u00eancia econ\u00f4mica, n\u00e3o abrangendo eventual depend\u00eancia f\u00edsica ou afetiva.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-civil\"><a>DIREITO CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-i-legalidade-da-intimacao-de-instauracao-de-um-segundo-cumprimento-de-sentenca-na-pessoa-do-seu-advogado-referente-ao-mesmo-titulo-judicial-quando-da-inequivoca-ciencia-do-devedor-acerca-de-debito-alimentar-objeto-de-execucao\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (I)Legalidade da intima\u00e7\u00e3o de instaura\u00e7\u00e3o de um segundo cumprimento de senten\u00e7a na pessoa do seu advogado referente ao mesmo t\u00edtulo judicial quando da inequ\u00edvoca ci\u00eancia do devedor acerca de d\u00e9bito alimentar objeto de execu\u00e7\u00e3o.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>PROCESSO EM SEGREDO DE JUSTI\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Havendo inequ\u00edvoca ci\u00eancia do devedor acerca de d\u00e9bito alimentar objeto de execu\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 ilegal a intima\u00e7\u00e3o de instaura\u00e7\u00e3o de um segundo cumprimento de senten\u00e7a na pessoa do seu advogado referente ao mesmo t\u00edtulo judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministro Marco Aur\u00e9lio Bellizze, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 24\/10\/2023, DJe 26\/10\/2023. (Info 794)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>No caso, tramitavam dois cumprimentos de senten\u00e7a de presta\u00e7\u00e3o aliment\u00edcia, envolvendo as mesmas partes &#8211; o Creiton (executado) e sua filha Creide (exequente) &#8211; e ambos sob o rito do art. 528 do CPC\/2015 (pris\u00e3o civil).<\/p>\n\n\n\n<p>O Ju\u00edzo&nbsp;de primeiro grau dividiu a execu\u00e7\u00e3o do d\u00e9bito alimentar da seguinte forma: No primeiro processo, como houve a pris\u00e3o civil do executado, referente ao primeiro per\u00edodo, o Magistrado registrou que o cumprimento de senten\u00e7a deveria tramitar pelo rito da penhora (CPC\/2015, art. 523). J\u00e1 no segundo processo, o cumprimento de senten\u00e7a deveria prosseguir em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s presta\u00e7\u00f5es vencidas no per\u00edodo posterior \u00e0 pris\u00e3o civil do executado e n\u00e3o inclu\u00eddo no primeiro processo. Neste, o rito seria o do art. 528 do CPC\/2015, possibilitando a pris\u00e3o civil de Creiton. Inconformado, Creiton interp\u00f4s recurso no qual questiona a legalidade da intima\u00e7\u00e3o do segundo cumprimento de senten\u00e7a na pessoa de seu advogado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 523. No caso de condena\u00e7\u00e3o em quantia certa, ou j\u00e1 fixada em liquida\u00e7\u00e3o, e no caso de decis\u00e3o sobre parcela incontroversa, o cumprimento definitivo da senten\u00e7a far-se-\u00e1 a requerimento do exequente, sendo o executado intimado para pagar o d\u00e9bito, no prazo de 15 (quinze) dias, acrescido de custas, se houver.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 1\u00ba N\u00e3o ocorrendo pagamento volunt\u00e1rio no prazo do&nbsp;caput&nbsp;, o d\u00e9bito ser\u00e1 acrescido de multa de dez por cento e, tamb\u00e9m, de honor\u00e1rios de advogado de dez por cento.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 2\u00ba Efetuado o pagamento parcial no prazo previsto no&nbsp;caput&nbsp;, a multa e os honor\u00e1rios previstos no \u00a7 1\u00ba incidir\u00e3o sobre o restante.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 3\u00ba N\u00e3o efetuado tempestivamente o pagamento volunt\u00e1rio, ser\u00e1 expedido, desde logo, mandado de penhora e avalia\u00e7\u00e3o, seguindo-se os atos de expropria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 528. No cumprimento de senten\u00e7a que condene ao pagamento de presta\u00e7\u00e3o aliment\u00edcia ou de decis\u00e3o interlocut\u00f3ria que fixe alimentos, o juiz, a requerimento do exequente, mandar\u00e1 intimar o executado pessoalmente para, em 3 (tr\u00eas) dias, pagar o d\u00e9bito, provar que o fez ou justificar a impossibilidade de efetu\u00e1-lo.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-ilegal-a-intimacao\"><a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ilegal a intima\u00e7\u00e3o?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooopss!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na origem, tramitavam dois cumprimentos de senten\u00e7a de presta\u00e7\u00e3o aliment\u00edcia, envolvendo as mesmas partes &#8211; o paciente (executado) e sua filha (exequente) &#8211; e ambos sob o rito do art. 528 do CPC\/2015 (pris\u00e3o civil).<\/p>\n\n\n\n<p>O Ju\u00edzo&nbsp;<em>a quo,&nbsp;<\/em>ent\u00e3o, dividiu a execu\u00e7\u00e3o do d\u00e9bito alimentar da seguinte forma: No primeiro processo, como houve a pris\u00e3o civil do executado, referente ao primeiro per\u00edodo, o Magistrado registrou que o cumprimento de senten\u00e7a deveria tramitar pelo rito da penhora (CPC\/2015, art. 523). J\u00e1 no segundo processo, o cumprimento de senten\u00e7a deveria prosseguir em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s presta\u00e7\u00f5es vencidas no per\u00edodo posterior \u00e0 pris\u00e3o civil do executado e n\u00e3o inclu\u00eddo no primeiro processo. Neste, o rito seria o do art. 528 do CPC\/2015, possibilitando a pris\u00e3o civil do paciente.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a entende que a pris\u00e3o civil somente pode ser decretada ap\u00f3s a intima\u00e7\u00e3o pessoal do devedor para, em 3 (tr\u00eas) dias, pagar o d\u00e9bito, provar que o fez ou justificar a impossibilidade de efetu\u00e1-lo<\/strong>, n\u00e3o suprindo a mera intima\u00e7\u00e3o do procurador constitu\u00eddo, em obedi\u00eancia ao que determina o art. 528 do CPC\/2015.<\/p>\n\n\n\n<p>O fundamento para que n\u00e3o seja admitida a intima\u00e7\u00e3o do devedor na pessoa de seu advogado, sem poderes espec\u00edficos para tanto, consiste na necessidade de se ter a certeza da efetiva ci\u00eancia do devedor de alimentos a respeito do cumprimento de senten\u00e7a instaurado, a fim de lhe oportunizar o pagamento do d\u00e9bito, provar que o pagou ou demonstrar a impossibilidade de faz\u00ea-lo, notadamente em raz\u00e3o da grave consequ\u00eancia ocasionada pelo n\u00e3o cumprimento dessa obriga\u00e7\u00e3o, qual seja, a pris\u00e3o civil.<\/p>\n\n\n\n<p>Na hip\u00f3tese, <strong>contudo, o paciente teve ci\u00eancia inequ\u00edvoca da execu\u00e7\u00e3o da d\u00edvida alimentar subjacente, tanto que chegou a ser preso no bojo do primeiro cumprimento de senten\u00e7a instaurado.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Assim, o fato de ter sido instaurado um segundo cumprimento de senten\u00e7a n\u00e3o exige que o paciente seja novamente intimado pessoalmente, pois se trata do mesmo t\u00edtulo judicial executado em rela\u00e7\u00e3o ao primeiro cumprimento de senten\u00e7a instaurado, mudando-se apenas o per\u00edodo correspondente ao d\u00e9bito executado.<\/p>\n\n\n\n<p>Somente se fosse instaurado um novo cumprimento de senten\u00e7a referente a OUTRO t\u00edtulo judicial, \u00e9 que seria necess\u00e1ria nova intima\u00e7\u00e3o pessoal do devedor.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>2.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Havendo inequ\u00edvoca ci\u00eancia do devedor acerca de d\u00e9bito alimentar objeto de execu\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 ilegal a intima\u00e7\u00e3o de instaura\u00e7\u00e3o de um segundo cumprimento de senten\u00e7a na pessoa do seu advogado referente ao mesmo t\u00edtulo judicial.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-im-possibilidade-da-intimacao-por-edital-quando-o-devedor-fiduciante-se-escusa-por-diversas-vezes-de-receber-as-intimacoes-para-purgar-a-mora-em-seu-endereco-comercial-conforme-expressamente-indicado-no-contrato-de-alienacao-fiduciaria-de-imovel-induzindo-os-correios-a-erro\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade da intima\u00e7\u00e3o por edital quando o devedor fiduciante se escusa, por diversas vezes, de receber as intima\u00e7\u00f5es para purgar a mora em seu endere\u00e7o comercial, conforme expressamente indicado no contrato de aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria de im\u00f3vel, induzindo os Correios a erro.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Se o devedor fiduciante se escusa, por diversas vezes, de receber as intima\u00e7\u00f5es para purgar a mora em seu endere\u00e7o comercial, conforme expressamente indicado no contrato de aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria de im\u00f3vel, induzindo os Correios a erro ao indicar poss\u00edvel mudan\u00e7a de domic\u00edlio que nunca existiu, n\u00e3o h\u00e1 \u00f3bice \u00e0 sua intima\u00e7\u00e3o por edital.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.733.777-SP, Rel. Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 17\/10\/2023, DJe 23\/10\/2023. (Info 794)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Lorenz Agr\u00edcola era devedora fiduciante e se intentou intim\u00e1-la no endere\u00e7o de sua sede, conforme constante do contrato de aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria. Ap\u00f3s expedi\u00e7\u00e3o de cinco cartas com aviso de recebimento, todas devolvidas com a indica\u00e7\u00e3o de que &#8220;mudou-se&#8221;, houve tentativa de intima\u00e7\u00e3o dos s\u00f3cios no pr\u00f3prio im\u00f3vel que era objeto da aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria, mas tamb\u00e9m sem sucesso.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante desse quadro, o juiz se convenceu de que a devedora estava a se esquivar, inclusive tendo induzido os Correios a erro ao indicar poss\u00edvel mudan\u00e7a de domic\u00edlio que nunca existiu. Determinou ent\u00e3o a intima\u00e7\u00e3o por edital. Inconformada, Lorenz interp\u00f4s recurso no qual sustenta que o insucesso da intima\u00e7\u00e3o pelo correio n\u00e3o autorizaria a intima\u00e7\u00e3o por edital.b<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 9.514\/1997:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 26. Vencida e n\u00e3o paga a d\u00edvida, no todo ou em parte, e constitu\u00eddos em mora o devedor e, se for o caso, o terceiro fiduciante, ser\u00e1 consolidada, nos termos deste artigo, a propriedade do im\u00f3vel em nome do fiduci\u00e1rio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 4\u00ba Quando o devedor ou, se for o caso, o terceiro fiduciante, o cession\u00e1rio, o representante legal ou o procurador regularmente constitu\u00eddo encontrar-se em local ignorado, incerto ou inacess\u00edvel, o fato ser\u00e1 certificado pelo serventu\u00e1rio encarregado da dilig\u00eancia e informado ao oficial de registro de im\u00f3veis, que, \u00e0 vista da certid\u00e3o, promover\u00e1 a intima\u00e7\u00e3o por edital publicado pelo per\u00edodo m\u00ednimo de 3 (tr\u00eas) dias em jornal de maior circula\u00e7\u00e3o local ou em jornal de comarca de f\u00e1cil acesso, se o local n\u00e3o dispuser de imprensa di\u00e1ria, contado o prazo para purga\u00e7\u00e3o da mora da data da \u00faltima publica\u00e7\u00e3o do edital.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-possivel-a-intimacao-por-edital\"><a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel a intima\u00e7\u00e3o por edital?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeap!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Da leitura do \u00a7 4\u00ba do art. 26 da Lei n. 9.514\/1997, verifica-se que, ap\u00f3s tentativa frustrada de intima\u00e7\u00e3o pessoal do devedor fiduciante, o dispositivo autoriza, expressamente, a sua intima\u00e7\u00e3o por edital, caso o devedor se encontre em local ignorado, incerto ou inacess\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, conforme esclarecido na senten\u00e7a, intima\u00e7\u00f5es das pessoas jur\u00eddicas foram enviadas para o endere\u00e7o da sua sede, constante do contrato de aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria. Ap\u00f3s expedi\u00e7\u00e3o de cinco cartas com aviso de recebimento para fins de intima\u00e7\u00e3o no endere\u00e7o indicado no contrato, todas devolvidas com a indica\u00e7\u00e3o de que &#8220;mudou-se&#8221;, houve tentativa de intima\u00e7\u00e3o dos s\u00f3cios no pr\u00f3prio im\u00f3vel que era objeto da aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria, mas tamb\u00e9m sem sucesso.<\/p>\n\n\n\n<p>Sendo assim, constatado que as recorrentes se esquivaram, por diversas vezes, a receber as intima\u00e7\u00f5es para purgar a mora em seu endere\u00e7o comercial, conforme expressamente indicado no contrato de aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria, induzindo os Correios a erro ao indicar poss\u00edvel mudan\u00e7a de domic\u00edlio que nunca existiu, n\u00e3o h\u00e1 \u00f3bice \u00e0 intima\u00e7\u00e3o por edital.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, <strong>apenas a partir da Lei n. 13.465\/2017, tornou-se necess\u00e1ria a intima\u00e7\u00e3o do devedor fiduciante da data do leil\u00e3o, devido \u00e0 expressa determina\u00e7\u00e3o legal<\/strong>. No caso, como o procedimento de execu\u00e7\u00e3o extrajudicial \u00e9 anterior \u00e0 entrada em vigor da Lei n. 13.645\/2017, n\u00e3o h\u00e1 que se falar em nulidade devido \u00e0 falta de intima\u00e7\u00e3o dos devedores da data de realiza\u00e7\u00e3o do leil\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>3.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Se o devedor fiduciante se escusa, por diversas vezes, de receber as intima\u00e7\u00f5es para purgar a mora em seu endere\u00e7o comercial, conforme expressamente indicado no contrato de aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria de im\u00f3vel, induzindo os Correios a erro ao indicar poss\u00edvel mudan\u00e7a de domic\u00edlio que nunca existiu, n\u00e3o h\u00e1 \u00f3bice \u00e0 sua intima\u00e7\u00e3o por edital.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-civil\"><a>DIREITO PROCESSUAL CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-im-possibilidade-da-opcao-do-exequente-por-ajuizar-no-distrito-federal-o-cumprimento-de-sentenca-coletiva-contra-a-uniao\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade da op\u00e7\u00e3o do exequente por ajuizar no Distrito Federal o cumprimento de senten\u00e7a coletiva contra a Uni\u00e3o.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>CONFLITO DE COMPET\u00caNCIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O exequente pode optar por ajuizar no Distrito Federal o cumprimento de senten\u00e7a coletiva contra a Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>CC 199.938-SP, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 11\/10\/2023, DJe 17\/10\/2023. (Info 794)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em um cumprimento de senten\u00e7a ajuizado por Creosvaldo contra a Uni\u00e3o , o ju\u00edzo da Vara Federal de Bras\u00edlia declinou da compet\u00eancia para o ju\u00edzo da Vara Federal de S\u00e3o Paulo, por entender que a compet\u00eancia para a execu\u00e7\u00e3o individual de senten\u00e7a coletiva seria do ju\u00edzo da a\u00e7\u00e3o de conhecimento ou do foro do domic\u00edlio do exequente.<\/p>\n\n\n\n<p>O Ju\u00edzo de S\u00e3o Paulo, por sua vez, declinou da compet\u00eancia por entender que as causas intentadas contra a Uni\u00e3o podem ser aforadas na Se\u00e7\u00e3o Judici\u00e1ria em que for domiciliado do autor, naquela onde houver ocorrido o ato ou fato que deu origem \u00e0 demanda ou onde esteja situada a coisa, ou, ainda, no Distrito Federal, raz\u00e3o pela qual suscitou conflito de compet\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CDC:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;<\/strong>Art. 98. A execu\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser coletiva, sendo promovida pelos legitimados de que trata o art. 82, abrangendo as v\u00edtimas cujas indeniza\u00e7\u00f5es j\u00e1 tiveram sido fixadas em senten\u00e7a de liquida\u00e7\u00e3o, sem preju\u00edzo do ajuizamento de outras execu\u00e7\u00f5es<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2\u00b0 \u00c9 competente para a execu\u00e7\u00e3o o ju\u00edzo:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; da liquida\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a ou da a\u00e7\u00e3o condenat\u00f3ria, no caso de execu\u00e7\u00e3o individual;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 101. Na a\u00e7\u00e3o de responsabilidade civil do fornecedor de produtos e servi\u00e7os, sem preju\u00edzo do disposto nos Cap\u00edtulos I e II deste t\u00edtulo, ser\u00e3o observadas as seguintes normas:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; a a\u00e7\u00e3o pode ser proposta no domic\u00edlio do autor;<\/p>\n\n\n\n<p>Constitui\u00e7\u00e3o Federal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 109. Aos ju\u00edzes federais compete processar e julgar:<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2\u00ba As causas intentadas contra a Uni\u00e3o poder\u00e3o ser aforadas na se\u00e7\u00e3o judici\u00e1ria em que for domiciliado o autor, naquela onde houver ocorrido o ato ou fato que deu origem \u00e0 demanda ou onde esteja situada a coisa, ou, ainda, no Distrito Federal.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-possivel-o-ajuizamento-no-df\"><a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel o ajuizamento no DF?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Com certeza!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Corte Especial do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, quando do julgamento do REsp n. 1.243.887\/PR, Rel. Ministro Luis Felipe Salom\u00e3o, DJe 12\/12\/2011, processado sob o regime do art. 543-C do CPC\/1973, adotou entendimento sobre a compet\u00eancia para julgar a execu\u00e7\u00e3o individual do t\u00edtulo judicial em A\u00e7\u00e3o Civil P\u00fablica, cabendo ao exequente escolher entre (i) o foro em que a A\u00e7\u00e3o Coletiva foi processada e julgada e (ii) o foro do seu domic\u00edlio, nos termos dos arts. 98, \u00a7 2\u00ba, I, e 101, I, do CDC.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso dos autos, contudo, possui peculiaridade que o distingue do precedente obrigat\u00f3rio da Corte Especial no recurso repetitivo REsp 1.243.887\/PR, visto que o cumprimento de senten\u00e7a aqui tratado foi manejado contra a Uni\u00e3o<strong>, havendo autorizativo no \u00a7 2\u00ba do art. 109 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal no sentido de que as causas intentadas contra a Uni\u00e3o poder\u00e3o ser aforadas no Distrito Federal, al\u00e9m das hip\u00f3teses de aforamento no domic\u00edlio do autor, onde houver ocorrido o ato ou fato que deu origem \u00e0 demanda ou onde esteja situada a coisa<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, pode o exequente optar por ajuizar no Distrito Federal o cumprimento de senten\u00e7a coletiva contra a Uni\u00e3o, nos termos do \u00a7 2\u00ba do art. 109 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, entendimento que milita a favor da m\u00e1xima efetividade do dispositivo constitucional, al\u00e9m de ampliar\/facilitar o acesso \u00e0 justi\u00e7a pelo credor da Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Superado o entendimento firmado no REsp n. 1.991.739\/GO, Segunda Turma desta Corte, DJe 19\/12\/2022, ocasi\u00e3o em que, em caso similar, aferiu-se a compet\u00eancia para o processamento da execu\u00e7\u00e3o individual de senten\u00e7a coletiva contra a Uni\u00e3o apenas sob a perspectiva do REsp repetitivo 1.243.887\/PR e dos dispositivos legais alegados pelo recorrente, al\u00e9m da limita\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria do recurso especial que n\u00e3o realizou, como se est\u00e1 a fazer no presente feito, o&nbsp;<em>distinguishing<\/em>&nbsp;entre o referido precedente obrigat\u00f3rio e o autorizativo do \u00a7 2\u00ba do art. 109 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal que elenca o Distrito Federal como op\u00e7\u00e3o conferida a quem litiga contra a Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>4.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O exequente pode optar por ajuizar no Distrito Federal o cumprimento de senten\u00e7a coletiva contra a Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-atracao-da-competencia-pelo-juizo-onde-se-localiza-o-bem-na-efetivacao-de-liminar-concedida-em-acao-de-busca-e-apreensao-de-bem-movel\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Atra\u00e7\u00e3o da compet\u00eancia pelo ju\u00edzo onde se localiza o bem na efetiva\u00e7\u00e3o de liminar concedida em a\u00e7\u00e3o de busca e apreens\u00e3o de bem m\u00f3vel,<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>CONFLITO DE COMPET\u00caNCIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A efetiva\u00e7\u00e3o de liminar concedida em a\u00e7\u00e3o de busca e apreens\u00e3o de bem m\u00f3vel, por Ju\u00edzo onde se localize o bem, n\u00e3o atrai a sua compet\u00eancia para eventual impugna\u00e7\u00e3o ao conte\u00fado dessa liminar, que dever\u00e1 ser postulada perante o Ju\u00edzo da causa que a concedeu.<\/p>\n\n\n\n<p>CC 186.137-PR, Rel. Ministro Marco Aur\u00e9lio Bellizze, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 8\/11\/2023. (Info 794)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma a\u00e7\u00e3o de busca e apreens\u00e3o de bem m\u00f3vel, foi deferida liminar de busca e apreens\u00e3o pelo Ju\u00edzo de Direito da Vara C\u00edvel do Foro Regional de Pinhais\/PR, e cumprida, a requerimento do credor fiduci\u00e1rio, cumprida pelo Ju\u00edzo de Direito da Vara C\u00edvel da Comarca de S\u00e3o Lu\u00eds\/MA.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a efetiva\u00e7\u00e3o da medida, o devedor fiduciante interp\u00f4s agravo de instrumento contra a decis\u00e3o liminar perante o Tribunal de Justi\u00e7a do Estado do Maranh\u00e3o, que concedeu efeito suspensivo \u00e0quele agravo em manifesta viola\u00e7\u00e3o ao juiz natural da causa, entendeu competente para o julgamento desse recurso ao Tribunal de Justi\u00e7a do Estado do Paran\u00e1, ao qual estaria vinculado o Juiz da causa.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Decreto-Lei n. 911\/1969:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 3o O propriet\u00e1rio fiduci\u00e1rio ou credor poder\u00e1, desde que comprovada a mora, na forma estabelecida pelo \u00a7 2o do art. 2o, ou o inadimplemento, requerer contra o devedor ou terceiro a busca e apreens\u00e3o do bem alienado fiduciariamente, a qual ser\u00e1 concedida liminarmente, podendo ser apreciada em plant\u00e3o judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 12. &nbsp;A parte interessada poder\u00e1 requerer diretamente ao ju\u00edzo da comarca onde foi localizado o ve\u00edculo com vistas \u00e0 sua apreens\u00e3o, sempre que o bem estiver em comarca distinta daquela da tramita\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o, bastando que em tal requerimento conste a c\u00f3pia da peti\u00e7\u00e3o inicial da a\u00e7\u00e3o e, quando for o caso, a c\u00f3pia do despacho que concedeu a busca e apreens\u00e3o do ve\u00edculo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>&nbsp;Art. 237. Ser\u00e1 expedida carta:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>III &#8211; precat\u00f3ria, para que \u00f3rg\u00e3o jurisdicional brasileiro pratique ou determine o cumprimento, na \u00e1rea de sua compet\u00eancia territorial, de ato relativo a pedido de coopera\u00e7\u00e3o judici\u00e1ria formulado por \u00f3rg\u00e3o jurisdicional de compet\u00eancia territorial diversa;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-a-efetivacao-da-busca-e-apreensao-atrai-a-competencia-para-impugnacao-da-liminar\"><a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A efetiva\u00e7\u00e3o da busca e apreens\u00e3o atrai a compet\u00eancia para impugna\u00e7\u00e3o da liminar?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooopss!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia em verificar quem \u00e9 competente para analisar a impugna\u00e7\u00e3o ao conte\u00fado de liminar concedida em a\u00e7\u00e3o de busca e apreens\u00e3o de bem m\u00f3vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Da an\u00e1lise do art. 3\u00ba, \u00a7 12, do Decreto-Lei n. 911\/1969, depreende-se que <strong>o seu prop\u00f3sito \u00e9 facilitar ao credor a apreens\u00e3o dos bens alienados fiduciariamente e que se encontrem situados em comarca de Ju\u00edzo de compet\u00eancia territorial diversa do Juiz da causa onde se processa a a\u00e7\u00e3o de busca e apreens\u00e3o, a evidenciar a sua similitude com a carta precat\u00f3ria, que \u00e9 um meio de coopera\u00e7\u00e3o judici\u00e1ria para a pr\u00e1tica de atos judiciais<\/strong>, nos termos do que se depreende do art. 237, III, do CPC\/2015, que n\u00e3o tem o cond\u00e3o de modificar a compet\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, a efetiva\u00e7\u00e3o de medida liminar concedida em a\u00e7\u00e3o de busca e apreens\u00e3o de bem m\u00f3vel, por Ju\u00edzo onde se localize o bem, a pedido da parte interessada, com fundamento no art. 3\u00ba, \u00a7 12, do Decreto-Lei n. 911\/1969, n\u00e3o atrai a compet\u00eancia desse Ju\u00edzo para eventual impugna\u00e7\u00e3o ao conte\u00fado de tal liminar, <strong>que dever\u00e1 ser postulada perante o Ju\u00edzo da causa que concedeu a liminar, afigurando-se igualmente competente para o julgamento de eventual recurso interposto contra essa decis\u00e3o o Tribunal ao qual se encontra vinculado esse Ju\u00edzo natural<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Na hip\u00f3tese, foi deferida liminar em a\u00e7\u00e3o de busca e apreens\u00e3o pelo Ju\u00edzo de Direito da Vara C\u00edvel do Foro Regional de Pinhais\/PR, e cumprida, a requerimento do banco suscitante\/credor fiduci\u00e1rio, amparado no art. 3\u00ba, \u00a7 12, do Decreto-Lei n. 911\/1969, pelo Ju\u00edzo de Direito da 2\u00aa Vara C\u00edvel da Comarca de S\u00e3o Lu\u00eds\/MA. Ap\u00f3s a efetiva\u00e7\u00e3o da medida, a r\u00e9\/devedora fiduciante interp\u00f4s agravo de instrumento contra a decis\u00e3o liminar perante o Tribunal de Justi\u00e7a do Estado do Maranh\u00e3o, que concedeu efeito suspensivo \u00e0quele agravo em manifesta viola\u00e7\u00e3o ao juiz natural da causa, sendo competente para o julgamento desse recurso o Tribunal de Justi\u00e7a do Estado do Paran\u00e1, ao qual est\u00e1 vinculado o Juiz da causa.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>5.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A efetiva\u00e7\u00e3o de liminar concedida em a\u00e7\u00e3o de busca e apreens\u00e3o de bem m\u00f3vel, por Ju\u00edzo onde se localize o bem, n\u00e3o atrai a sua compet\u00eancia para eventual impugna\u00e7\u00e3o ao conte\u00fado dessa liminar, que dever\u00e1 ser postulada perante o Ju\u00edzo da causa que a concedeu.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-aplicabilidade-da-prerrogativa-de-intimacao-pessoal-conferida-a-defensoria-publica-se-aplica-aos-nucleos-de-pratica-juridica-das-faculdades-de-direito-publicas-ou-privadas\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Aplicabilidade da prerrogativa de intima\u00e7\u00e3o pessoal conferida \u00e0 Defensoria P\u00fablica se aplica aos n\u00facleos de pr\u00e1tica jur\u00eddica das faculdades de Direito, p\u00fablicas ou privadas<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>PROCESSO EM SEGREDO DE JUSTI\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A prerrogativa de intima\u00e7\u00e3o pessoal conferida \u00e0 Defensoria P\u00fablica se aplica aos n\u00facleos de pr\u00e1tica jur\u00eddica das faculdades de Direito, p\u00fablicas ou privadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministro Marco Aur\u00e9lio Bellizze, Rel. para ac\u00f3rd\u00e3o Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, por maioria, julgado em 7\/11\/2023. (Info 794)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>6.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Crementina ajuizou a\u00e7\u00e3o assistida por um N\u00facleo de Pr\u00e1tica Jur\u00eddica da Faculdade de Direito de sua cidade. Ocorre que, por excesso de demanda, n\u00e3o foi observado um prazo perempt\u00f3rio em sua a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em recurso, o Crementina sustenta que deveria ter ocorrido a intima\u00e7\u00e3o pessoal do respons\u00e1vel pelo NPJ, nos mesmos moldes do que prev\u00ea a lei para a Defensoria P\u00fablica e Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 180. O Minist\u00e9rio P\u00fablico gozar\u00e1 de prazo em dobro para manifestar-se nos autos, que ter\u00e1 in\u00edcio a partir de sua intima\u00e7\u00e3o pessoal, nos termos do art. 183, \u00a7 1\u00ba .<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 183. A Uni\u00e3o, os Estados, o Distrito Federal, os Munic\u00edpios e suas respectivas autarquias e funda\u00e7\u00f5es de direito p\u00fablico gozar\u00e3o de prazo em dobro para todas as suas manifesta\u00e7\u00f5es processuais, cuja contagem ter\u00e1 in\u00edcio a partir da intima\u00e7\u00e3o pessoal.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 186. A Defensoria P\u00fablica gozar\u00e1 de prazo em dobro para todas as suas manifesta\u00e7\u00f5es processuais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1\u00ba O prazo tem in\u00edcio com a intima\u00e7\u00e3o pessoal do defensor p\u00fablico, nos termos do art. 183, \u00a7 1\u00ba .<\/p>\n\n\n\n<p>CF:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 5\u00ba Todos s\u00e3o iguais perante a lei, sem distin\u00e7\u00e3o de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no Pa\u00eds a inviolabilidade do direito \u00e0 vida, \u00e0 liberdade, \u00e0 igualdade, \u00e0 seguran\u00e7a e \u00e0 propriedade, nos termos seguintes:<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-aplicavel-aos-nucleos-de-pratica-juridica\"><a>6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Aplic\u00e1vel aos N\u00facleos de Pr\u00e1tica Jur\u00eddica?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Aparentemente, SIM!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A lei assegura ao Minist\u00e9rio P\u00fablico, \u00e0 Advocacia P\u00fablica e \u00e0 Defensoria P\u00fablica a prerrogativa da intima\u00e7\u00e3o pessoal<\/strong> (arts. 180, 183 e 186, \u00a7 1\u00ba, do C\u00f3digo de Processo Civil). Assim, a intima\u00e7\u00e3o dessas entidades deve ocorrer por carga, remessa ou meio eletr\u00f4nico (art. 183, \u00a7 1\u00ba, do CPC).<\/p>\n\n\n\n<p>A Defensoria P\u00fablica, essa importante institui\u00e7\u00e3o, enfrenta algumas dificuldades que decorrem, notadamente, do elevado n\u00famero de demandas para as quais \u00e9 chamada a atuar, de impasses para contatar os assistidos, que, no mais das vezes, n\u00e3o disp\u00f5em de telefone, e-mail ou outros meios de f\u00e1cil comunica\u00e7\u00e3o, da precariedade da estrutura material e do n\u00famero insuficiente de defensores p\u00fablicos e de profissionais para prestar-lhes assist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse cen\u00e1rio, <strong>o benef\u00edcio da intima\u00e7\u00e3o pessoal se assenta no princ\u00edpio da isonomia material (art. 5\u00ba,&nbsp;<em>caput<\/em>, da CF) e constitui mecanismo voltado \u00e0 concretiza\u00e7\u00e3o do acesso \u00e0 justi\u00e7a e do contradit\u00f3rio pelos hipossuficientes<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Pesquisa Nacional da Defensoria P\u00fablica, das 2.307 Comarcas instaladas no territ\u00f3rio brasileiro, apenas 1.286 Comarcas contam com atendimento regular por parte da Defensoria P\u00fablica Estadual, dado que representa 49,8% do total e contraria o disposto na EC n. 80\/2014 que, ao inserir o art. 98, \u00a71\u00b0, no ADCT, previu que at\u00e9 o t\u00e9rmino do ano de 2022, a Uni\u00e3o, os Estados e o Distrito Federal deveriam contar com defensores p\u00fablicos em todas as unidades jurisdicionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Feitas essas considera\u00e7\u00f5es, verifica-se que <strong>a materializa\u00e7\u00e3o do acesso \u00e0 justi\u00e7a ainda depende da atua\u00e7\u00e3o de outros personagens, dentre os quais se incluem os escrit\u00f3rios de pr\u00e1tica jur\u00eddica das faculdades de Direito<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A lei processual estende, expressamente, o benef\u00edcio do prazo em dobro a tais institui\u00e7\u00f5es, bem como \u00e0s entidades que prestam assist\u00eancia jur\u00eddica gratuita em raz\u00e3o de conv\u00eanios firmados com a Defensoria P\u00fablica (art. 186, \u00a7 3\u00ba, do CPC).<\/p>\n\n\n\n<p>A interpreta\u00e7\u00e3o LITERAL das referidas normas realmente <strong>autoriza a conclus\u00e3o de que apenas a prerrogativa de c\u00f4mputo em dobro dos prazos seria extens\u00edvel aos escrit\u00f3rios de pr\u00e1tica jur\u00eddica das institui\u00e7\u00f5es de ensino superior, mas n\u00e3o a prerrogativa da intima\u00e7\u00e3o pessoal.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Todavia, deve-se interpretar as regras de modo SISTEM\u00c1TICO e \u00e0 luz de sua FINALIDADE, do que se conclui, respeitosamente, que n\u00e3o h\u00e1 raz\u00e3o jur\u00eddica plaus\u00edvel para tratamento anti-ison\u00f4mico nesse particular.<\/p>\n\n\n\n<p>A prerrogativa de intima\u00e7\u00e3o pessoal da Defensoria P\u00fablica tamb\u00e9m est\u00e1 prevista no art. 5\u00ba, \u00a7 5\u00ba, da Lei n. 1.060\/1950. Esse dispositivo prescreve que &#8220;nos Estados onde a Assist\u00eancia Judici\u00e1ria seja organizada e por eles mantida, o Defensor P\u00fablico, ou quem exer\u00e7a cargo equivalente, ser\u00e1 intimado pessoalmente de todos os atos do processo, em ambas as Inst\u00e2ncias, contando-se-lhes em dobro todos os prazos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a interpretava a express\u00e3o &#8220;cargo equivalente&#8221; como servi\u00e7o de assist\u00eancia judici\u00e1ria organizado e mantido pelo Estado, afastando, assim, os n\u00facleos de pr\u00e1tica jur\u00eddica de entidades privadas de ensino superior (REsp 1106213\/SP, Terceira Turma, DJe 7\/11\/2011; AgInt no AREsp n. 1.836.142\/DF, Quarta Turma, DJe de 27\/9\/2021).<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre que, ao editar o CPC, o legislador n\u00e3o fez qualquer diferencia\u00e7\u00e3o entre escrit\u00f3rios de pr\u00e1tica jur\u00eddica de entidades de car\u00e1ter p\u00fablico ou privado (art. 186, \u00a7 3\u00ba, do CPC). Por conseguinte, a interpreta\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica das normas &#8211; art. 5\u00ba, \u00a7 5\u00ba, da Lei n. 1.060\/1950 e art. 186, \u00a7 3\u00ba, do CPC &#8211; conduz \u00e0 conclus\u00e3o de que, tal qual a Defensoria P\u00fablica, os escrit\u00f3rios de pr\u00e1tica jur\u00eddica das faculdades de Direito, p\u00fablicas ou privadas, devem ser intimados pessoalmente dos atos processuais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Dado que tais departamentos jur\u00eddicos prestam assist\u00eancia judici\u00e1ria aos hipossuficientes, \u00e9 absolutamente razo\u00e1vel crer que eles experimentam as mesmas dificuldades de comunica\u00e7\u00e3o e de obten\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es dos assistidos<\/strong>, as quais s\u00e3o conhecidamente vivenciadas no \u00e2mbito da Defensoria P\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, a intima\u00e7\u00e3o pessoal constitui uma ferramenta imprescind\u00edvel para o desempenho das atividades desenvolvidas pelos n\u00facleos de pr\u00e1tica jur\u00eddica das faculdades de Direito.<\/p>\n\n\n\n<p>Ressalte-se que, recentemente, a Corte Especial do STJ decidiu pela aplica\u00e7\u00e3o da prerrogativa do prazo em dobro n\u00e3o s\u00f3 aos n\u00facleos de pr\u00e1tica jur\u00eddica das universidades p\u00fablicas, mas tamb\u00e9m das universidades privadas de ensino superior. Tal conclus\u00e3o fundou-se n\u00e3o apenas na literalidade do art. 183, \u00a7 3\u00ba, do CPC\/2015, mas tamb\u00e9m na semelhan\u00e7a das dificuldades enfrentadas por tais entidades e pela Defensoria P\u00fablica (REsp 1.986.064\/RS, Corte Especial, DJe 8\/6\/2022).<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, a Terceira Turma, no julgamento do RMS 64894\/SP (DJe de 9\/8\/2021), por unanimidade, decidiu que a prerrogativa conferida \u00e0 Defensoria P\u00fablica de requerer a intima\u00e7\u00e3o pessoal da parte na hip\u00f3tese do art. 186, \u00a7 2\u00ba, do CPC se estende ao defensor dativo. Ainda que n\u00e3o sejam id\u00eanticas, \u00e9 not\u00f3ria a semelhan\u00e7a entre essa quest\u00e3o e a hip\u00f3tese examinada.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>6.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A prerrogativa de intima\u00e7\u00e3o pessoal conferida \u00e0 Defensoria P\u00fablica se aplica aos n\u00facleos de pr\u00e1tica jur\u00eddica das faculdades de Direito, p\u00fablicas ou privadas.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-previdenciario\"><a>DIREITO PREVIDENCI\u00c1RIO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-contribuicao-previdenciaria-dos-administradores-nao-empregados\"><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria dos administradores n\u00e3o empregados.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o incide a contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria da Lei n. 8.212\/1991 sobre os valores vertidos a planos de previd\u00eancia privada complementar de administradores n\u00e3o empregados, mesmo quando n\u00e3o disponibilizados \u00e0 totalidade de empregados e dirigentes da empresa. (1) A distribui\u00e7\u00e3o de lucros e resultados destinada aos administradores sem v\u00ednculo empregat\u00edcio, na condi\u00e7\u00e3o de segurados obrigat\u00f3rios (contribuintes individuais), constitui verba remunerat\u00f3ria, devendo integrar o sal\u00e1rio de contribui\u00e7\u00e3o. (2)<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.182.060-SC, Rel. Ministro S\u00e9rgio Kukina, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 7\/11\/2023. (Info 794)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>7.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Craudio \u00e9 administrador n\u00e3o empregado da empresa Delusion S.A. Como tal, recebe significativos valores a t\u00edtulo de participa\u00e7\u00e3o nos lucros e plano de previd\u00eancia privada complementar (entidade aberta).<\/p>\n\n\n\n<p>Delusion ent\u00e3o ajuizou a\u00e7\u00e3o por meio da qual defende a inexigibilidade de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre tais parcelas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 8.212\/1991:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 28. Entende-se por sal\u00e1rio-de-contribui\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; para o contribuinte individual: a remunera\u00e7\u00e3o auferida em uma ou mais empresas ou pelo exerc\u00edcio de sua atividade por conta pr\u00f3pria, durante o m\u00eas, observado o limite m\u00e1ximo a que se refere o \u00a7 5o<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 9\u00ba N\u00e3o integram o sal\u00e1rio-de-contribui\u00e7\u00e3o para os fins desta Lei, exclusivamente:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>p) o valor das contribui\u00e7\u00f5es efetivamente pago pela pessoa jur\u00eddica relativo a programa de previd\u00eancia complementar, aberto ou fechado, desde que dispon\u00edvel \u00e0 totalidade de seus empregados e dirigentes, observados, no que couber, os arts. 9\u00ba e 468 da CLT;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-incide-contribuicao-sobre-os-valores-da-previdencia-complementar\"><a>7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Incide contribui\u00e7\u00e3o sobre os valores da previd\u00eancia complementar?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooopss!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No tocante aos valores recolhidos pelas empresas em benef\u00edcio de seus administradores n\u00e3o empregados, para o custeio de plano de previd\u00eancia complementar privada, o art. 28, \u00a7 9\u00ba,&nbsp;<em>p<\/em>, da Lei n. 8.212\/1991, dispunha: \u00a7 9\u00ba- N\u00e3o integram o sal\u00e1rio-de-contribui\u00e7\u00e3o para os fins desta Lei, exclusivamente: [&#8230;] p) o valor das contribui\u00e7\u00f5es efetivamente pago pela pessoa jur\u00eddica, relativo a programa de previd\u00eancia complementar, aberto ou fechado, desde que dispon\u00edvel \u00e0 totalidade de seus empregados e dirigentes, observados, no que couber, os arts. 9\u00ba e 468 da CLT.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao referido artigo, ressalta-se que com a superveni\u00eancia do \u00a7 1\u00ba, do art. 69, da LC n. 109\/2001, as contribui\u00e7\u00f5es direcionadas ao custeio de planos de previd\u00eancia complementar privada, de entidades aberta e fechada, deixaram, em qualquer circunst\u00e2ncia, de se submeter \u00e0 incid\u00eancia da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria exigida pelo fisco e, portanto, n\u00e3o mais integram o sal\u00e1rio-de-contribui\u00e7\u00e3o, independentemente de beneficiarem, ou n\u00e3o, \u00e0 totalidade dos empregados e dirigentes da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo, deve prevalecer, no caso, o par\u00e2metro hermen\u00eautico disposto no art. 2\u00ba, \u00a7 1\u00ba, da LINDB (Decreto-Lei n. 4.657\/1942), segundo o qual &#8220;A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare, quando seja com ela incompat\u00edvel [caso sob exame] ou quando regule inteiramente a mat\u00e9ria de que tratava a lei anterior&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>E a PLR????<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Essa n\u00e3o escapa da \u00e2nsia do fisco!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No que tange \u00e0 participa\u00e7\u00e3o nos lucros da empresa, deve-se pontuar a circunst\u00e2ncia, incontroversa, de que <strong>os administradores n\u00e3o empregados das companhias recorrentes est\u00e3o, no \u00e2mbito do custeio do regime geral de previd\u00eancia social, enquadrados na categoria de contribuintes individuais, conforme o teor do art. 12, V,&nbsp;<em>f<\/em>, da Lei n. 8.212\/1991<\/strong>, da\u00ed que, de acordo com o art. 28, III, desse mesmo diploma, seu sal\u00e1rio-de-contribui\u00e7\u00e3o \u00e9 considerado como sendo a &#8220;remunera\u00e7\u00e3o auferida em uma ou mais empresas ou pelo exerc\u00edcio de sua atividade por conta pr\u00f3pria, durante o m\u00eas, observado o limite m\u00e1ximo a que se refere o \u00a7 5\u00ba&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a verba denominada participa\u00e7\u00e3o nos lucros da empresa constitui-se em pagamento aos empregados e administradores, nas hip\u00f3teses em que haja resultado empresarial positivo. Nesse passo, disp\u00f5e o \u00a7 9\u00ba,&nbsp;<em>j<\/em>, do art. 28 da mesma Lei n. 8.212\/1991: \u00a7 9\u00ba N\u00e3o integram o sal\u00e1rio-de-contribui\u00e7\u00e3o para os fins desta Lei, exclusivamente: [&#8230;] j) a participa\u00e7\u00e3o nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de acordo com lei espec\u00edfica;<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, coube \u00e0 Lei n. 10.101\/2000 regulamentar a participa\u00e7\u00e3o dos trabalhadores nos lucros ou resultados da empresa, como instrumento de integra\u00e7\u00e3o entre o capital e o trabalho, bem assim como incentivo \u00e0 produtividade, nos termos aventados pelo art. 7\u00ba, inciso XI, da Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 os arts. 152 e 190 da Lei n. 6.404\/1976 (Lei das Sociedades An\u00f4nimas) versam sobre a remunera\u00e7\u00e3o dos administradores e sua participa\u00e7\u00e3o nos lucros da companhia, <strong>n\u00e3o servindo, entretanto, s\u00f3 por si, como suporte legal capaz de legitimar a tese da n\u00e3o incid\u00eancia de contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias sobre a participa\u00e7\u00e3o dos administradores n\u00e3o empregados nos lucros da empresa<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, considerando-se que a distribui\u00e7\u00e3o de lucros, na esp\u00e9cie examinada, \u00e9 destinada aos administradores sem v\u00ednculo empregat\u00edcio com as empresas e, portanto, na condi\u00e7\u00e3o de contribuintes individuais, deve o referido montante, sim, integrar o sal\u00e1rio-de-contribui\u00e7\u00e3o como efetiva verba remunerat\u00f3ria, na forma do art. 28, III, da Lei n. 8.212\/1991.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>7.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o incide a contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria da Lei n. 8.212\/1991 sobre os valores vertidos a planos de previd\u00eancia privada complementar de administradores n\u00e3o empregados, mesmo quando n\u00e3o disponibilizados \u00e0 totalidade de empregados e dirigentes da empresa. (1) A distribui\u00e7\u00e3o de lucros e resultados destinada aos administradores sem v\u00ednculo empregat\u00edcio, na condi\u00e7\u00e3o de segurados obrigat\u00f3rios (contribuintes individuais), constitui verba remunerat\u00f3ria, devendo integrar o sal\u00e1rio de contribui\u00e7\u00e3o. (2)<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-tributario\"><a>DIREITO TRIBUT\u00c1RIO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-gorjeta-como-parte-da-bc-do-regime-fiscal-simples-nacional\"><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Gorjeta como parte da BC do regime fiscal Simples Nacional<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>As gorjetas n\u00e3o se incluem na base de c\u00e1lculo do regime fiscal denominado &#8220;Simples Nacional&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>AREsp 2.381.899-SC, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 17\/10\/2023, DJe 19\/10\/2023. (Info 794)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>8.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma execu\u00e7\u00e3o fiscal, a Fazenda Nacional sustenta que a t\u00edtulo de gorjeta ou taxa de servi\u00e7o cobrada pelo restaurante Craudio\u00b4s, ao desempenhar a sua atividade econ\u00f4mica, deveria compor a base de c\u00e1lculo para a cobran\u00e7a dos impostos unificados pelo &#8220;Simples Nacional&#8221;, sobretudo porque a Lei Complementar 123\/2006 previu taxativamente as hip\u00f3teses de exclus\u00e3o do conceito de receita bruta, de maneira que a taxa de servi\u00e7o no caso em tela comp\u00f5e a receita bruta do estabelecimento, devendo sofrer a tributa\u00e7\u00e3o em quest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho \u2013 CLT:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 457 &#8211; Compreendem-se na remunera\u00e7\u00e3o do empregado, para todos os efeitos legais, al\u00e9m do sal\u00e1rio devido e pago diretamente pelo empregador, como contrapresta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o, as gorjetas que receber.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 3\u00ba&nbsp; Considera-se gorjeta n\u00e3o s\u00f3 a import\u00e2ncia espontaneamente dada pelo cliente ao empregado, como tamb\u00e9m o valor cobrado pela empresa, como servi\u00e7o ou adicional, a qualquer t\u00edtulo, e destinado \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o aos empregados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>LC n. 123\/2006:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 18.&nbsp; O valor devido mensalmente pela microempresa ou empresa de pequeno porte optante pelo Simples Nacional ser\u00e1 determinado mediante aplica\u00e7\u00e3o das al\u00edquotas efetivas, calculadas a partir das al\u00edquotas nominais constantes das tabelas dos Anexos I a V desta Lei Complementar, sobre a base de c\u00e1lculo de que trata o \u00a7 3o deste artigo, observado o disposto no \u00a7 15 do art. 3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7&nbsp;3<sup>o<\/sup>&nbsp;&nbsp;Sobre&nbsp;a&nbsp;receita&nbsp;bruta&nbsp;auferida&nbsp;no&nbsp;m\u00eas incidir\u00e1&nbsp;a&nbsp;al\u00edquota&nbsp;efetiva determinada&nbsp;na&nbsp;forma&nbsp;do&nbsp;<strong>caput<\/strong>&nbsp;e&nbsp;dos&nbsp;\u00a7\u00a7&nbsp;1<sup>o<\/sup>,&nbsp;1<sup>o<\/sup>-A&nbsp;e&nbsp;2<sup>o<\/sup>&nbsp;deste&nbsp;artigo, podendo&nbsp;tal incid\u00eancia&nbsp;se dar, \u00e0 op\u00e7\u00e3o&nbsp;do contribuinte,&nbsp;na&nbsp;forma regulamentada&nbsp;pelo&nbsp;Comit\u00ea&nbsp;Gestor,&nbsp;sobre a receita recebida no m\u00eas, sendo essa op\u00e7\u00e3o irretrat\u00e1vel para todo o ano-calend\u00e1rio.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-gorjetas-integram-a-base-de-calculo-para-o-simples-nacional\"><a>8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Gorjetas integram a base de c\u00e1lculo para o Simples Nacional?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooopssss!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia em saber se as gorjetas ou taxa de servi\u00e7o cobradas pelos restaurantes, as quais integram a remunera\u00e7\u00e3o dos empregados, deve ou n\u00e3o compor a receita bruta da empresa para fins de incid\u00eancia da al\u00edquota de tributa\u00e7\u00e3o pelo Simples Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Deveras, impende registrar que <strong>as gorjetas encontram disciplina legal na Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho &#8211; CLT, mais especificamente em seu artigo 457, \u00a7 3\u00ba<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A exegese do diploma normativo permite inferir que a gorjeta, compuls\u00f3ria ou inserida na nota de servi\u00e7o, tem natureza salarial, compondo a remunera\u00e7\u00e3o do empregado, n\u00e3o constituindo renda, lucro ou receita bruta\/faturamento da empresa. Logo, <strong>as gorjetas representam apenas ingresso de caixa ou tr\u00e2nsito cont\u00e1bil a ser repassado ao empregado, n\u00e3o implicando incremento no patrim\u00f4nio da empresa, raz\u00e3o pela qual deve sofrer a aplica\u00e7\u00e3o apenas de tributos e contribui\u00e7\u00f5es que incidem sobre o sal\u00e1rio<\/strong>. (AgRg no AgRg nos Edcl no REsp 1.339.476\/PE, Min. Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe 16\/9\/2013). Consequentemente, afigura-se ileg\u00edtima a exig\u00eancia do recolhimento do PIS, COFINS, IRPJ e CSLL sobre a referida taxa de servi\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Do mesmo modo e pelas mesmas raz\u00f5es, n\u00e3o h\u00e1 que se falar em inclus\u00e3o das gorjetas na base de c\u00e1lculo do regime fiscal denominado &#8220;Simples Nacional&#8221;, que incide sobre a receita bruta na forma do art. 18, \u00a7 3\u00ba, da LC n. 123\/2006. (AREsp n. 1.704.335\/ES, Ministro Mauro Campbell Marques, DJe 18\/9\/2020).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>8.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>As gorjetas n\u00e3o se incluem na base de c\u00e1lculo do regime fiscal denominado &#8220;Simples Nacional&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-penal\"><a>DIREITO PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-plantio-e-aquisicao-de-semente-de-cannabis-para-fins-medicinais-e-tipicidade\"><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Plantio e aquisi\u00e7\u00e3o de semente de cannabis para fins medicinais e tipicidade<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS.<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>O plantio e a aquisi\u00e7\u00e3o das sementes da Cannabis sativa, para fins medicinais, n\u00e3o configuram conduta criminosa, independente da regulamenta\u00e7\u00e3o da ANVISA.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no HC 783.717-PR, Rel. Ministro Messod Azulay Neto, Rel. para ac\u00f3rd\u00e3o Ministro Jesu\u00edno Rissato (Desembargador convocado do TJDFT), Terceira Se\u00e7\u00e3o, por maioria, julgado em 13\/9\/2023, DJe 3\/10\/2023. (Info 794)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>9.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creusa impetrou HC com o objetivo de conseguir liminar que permitisse a aquisi\u00e7\u00e3o de sementes de cannabis para fins medicinais. O Tribunal Regional Federal da 4\u00aa regi\u00e3o negou a liminar ao fundamento de que a autoriza\u00e7\u00e3o para plantar, colher, extrair, produzir, possuir, conservar, ter em dep\u00f3sito Cannabis sativa, destinada \u00e0 extra\u00e7\u00e3o de \u00f3leo para fins medicinais voltados ao tratamento de epilepsia idiop\u00e1tica, n\u00e3o seria de al\u00e7ada da justi\u00e7a penal, mas sim, da esfera c\u00edvel e administrativa.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>9.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-conduta-criminosa\"><a>9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Conduta criminosa?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Para n\u00e9!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o tema, o entendimento da Quinta Turma passou a corroborar o da Sexta Turma desta Corte proferido no Recurso Especial 1.972.092-SP. Ent\u00e3o, ambas as turmas passaram a entender que o plantio e a aquisi\u00e7\u00e3o das sementes da&nbsp;<em>Cannabis sativa<\/em>, para fins medicinais, n\u00e3o se trata de conduta criminosa, independente da regulamenta\u00e7\u00e3o da ANVISA.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s o precedente paradigma da Sexta Turma, formou-se a jurisprud\u00eancia, segundo a qual, &#8220;<strong>uma vez que o uso pleiteado do \u00f3leo da&nbsp;<em>Cannabis sativa<\/em>, mediante fabrico artesanal, se dar\u00e1 para fins exclusivamente terap\u00eauticos, com base em receitu\u00e1rio e laudo subscrito por profissional m\u00e9dico especializado, chancelado pela ANVISA na oportunidade em que autorizou os pacientes a importarem o medicamento feito \u00e0 base de&nbsp;<em>canabidiol<\/em>&nbsp;&#8211; a revelar que reconheceu a necessidade que t\u00eam no seu uso -, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas de que deve ser obstada a iminente repress\u00e3o criminal sobre a conduta praticada pelos pacientes\/recorridos<\/strong>&#8221; (REsp 1.972.092\/SP, relator Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, DJe 30\/6\/2022).<\/p>\n\n\n\n<p>A Quinta Turma passou a entender que &#8220;a aus\u00eancia de regulamenta\u00e7\u00e3o administrativa persiste e n\u00e3o tem previs\u00e3o para solu\u00e7\u00e3o breve, uma vez que a ANVISA considera que a compet\u00eancia para regular o cultivo de plantas sujeitas a controle especial seria do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e este considera que a compet\u00eancia seria da ANVISA&#8221;, e \u00e9 inevit\u00e1vel evoluir na an\u00e1lise do tema na seara penal, com o objetivo de superar eventuais \u00f3bices administrativos e c\u00edveis, privilegiando-se, dessa forma, o acesso \u00e0 sa\u00fade, por todos os meios poss\u00edveis, ainda que pela concess\u00e3o de salvo-conduto.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, o referido \u00f3rg\u00e3o colegiado entendeu que a mat\u00e9ria diz respeito ao direito fundamental \u00e0 sa\u00fade, constante do art. 196 da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica, sendo que o direito penal deve objetivar a repress\u00e3o ao tr\u00e1fico.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, o conjunto probat\u00f3rio em an\u00e1lise aponta que o uso medicinal do \u00f3leo extra\u00eddo da planta&nbsp;<em>Cannabis sativa<\/em>&nbsp;encontra-se suficientemente demonstrado pela documenta\u00e7\u00e3o m\u00e9dica, pois foram anexados Laudo M\u00e9dico e receitu\u00e1rios m\u00e9dicos, os quais indicam o uso do \u00f3leo medicinal (CBD Usa Hemp 6000mg&nbsp;<em>full spectrum<\/em>&nbsp;e \u00d3leo CBD\/THC 10%).<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, a quest\u00e3o, aqui tratada, n\u00e3o pode ser objeto da san\u00e7\u00e3o penal, porque se trata do exerc\u00edcio de um Direito Fundamental, constitucionalmente, garantido, isto \u00e9, o Direito \u00e0 Sa\u00fade, e a atua\u00e7\u00e3o proativa da Quinta e da Sexta Turma do STJ justifica-se juridicamente, pois &#8220;vislumbra-se que &#8216;ativismo judicial&#8217; \u00e9 um exerc\u00edcio pr\u00f3-ativo dos \u00f3rg\u00e3os da fun\u00e7\u00e3o judicial do Poder P\u00fablico, n\u00e3o apenas de fazer cumprir a lei em seu significado exclusivamente formal, mas \u00e9 uma atividade perspicaz na interpreta\u00e7\u00e3o de princ\u00edpios constitucionais abstratos tais como a dignidade da pessoa humana, igualdade, liberdade, dentre outros.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O plantio e a aquisi\u00e7\u00e3o das sementes da Cannabis sativa, para fins medicinais, n\u00e3o configuram conduta criminosa, independente da regulamenta\u00e7\u00e3o da ANVISA.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-nbsp-combinacao-de-leis-e-aplicacao-do-requisito-objetivo-para-a-progressao-de-regime-previsto-na-antiga-redacao-do-art-112-da-lei-de-execucao-penal-em-relacao-ao-crime-comum-e-a-aplicacao-retroativa-do-pacote-anticrime-para-reger-apenas-a-progressao-do-crime-hediondo\"><a>10.&nbsp; Combina\u00e7\u00e3o de leis e aplica\u00e7\u00e3o do requisito objetivo para a progress\u00e3o de regime previsto na antiga reda\u00e7\u00e3o do art. 112 da Lei de Execu\u00e7\u00e3o Penal, em rela\u00e7\u00e3o ao crime comum, e a aplica\u00e7\u00e3o retroativa do Pacote Anticrime para reger apenas a progress\u00e3o do crime hediondo<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o configura combina\u00e7\u00e3o de leis a aplica\u00e7\u00e3o do requisito objetivo para a progress\u00e3o de regime previsto na antiga reda\u00e7\u00e3o do art. 112 da Lei de Execu\u00e7\u00e3o Penal, em rela\u00e7\u00e3o ao crime comum, e a aplica\u00e7\u00e3o retroativa do Pacote Anticrime para reger apenas a progress\u00e3o do crime hediondo, quando ambos os delitos comp\u00f5em uma mesma execu\u00e7\u00e3o penal e foram praticados em momento anterior \u00e0 edi\u00e7\u00e3o da Lei n. 13.964\/2019.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.026.837-SC, Rel. Ministro Messod Azulay Neto, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 7\/11\/2023. (Info 794)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>10.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creitinho foi condenado pelo crime de les\u00e3o corporal e tentativa de homic\u00eddio. Em raz\u00e3o do Pacote Anticrime (Lei n. 13.964\/2019), o ju\u00edzo da Vara de Execu\u00e7\u00f5es Penais modificou o requisito objetivo da progress\u00e3o de regime de ambos os delitos, de modo que passou a exigir 50% do cumprimento da pena para o crime hediondo e 30% para o crime comum. Contra essa decis\u00e3o, a defesa interp\u00f4s agravo em execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>10.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-1-questao-juridica\"><a>10.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei de Execu\u00e7\u00e3o Penal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 112. A pena privativa de liberdade ser\u00e1 executada em forma progressiva com a transfer\u00eancia para regime menos rigoroso, a ser determinada pelo juiz, quando o preso tiver cumprido ao menos:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; 16% (dezesseis por cento) da pena, se o apenado for prim\u00e1rio e o crime tiver sido cometido sem viol\u00eancia \u00e0 pessoa ou grave amea\u00e7a;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; 20% (vinte por cento) da pena, se o apenado for reincidente em crime cometido sem viol\u00eancia \u00e0 pessoa ou grave amea\u00e7a;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; 25% (vinte e cinco por cento) da pena, se o apenado for prim\u00e1rio e o crime tiver sido cometido com viol\u00eancia \u00e0 pessoa ou grave amea\u00e7a;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>IV &#8211; 30% (trinta por cento) da pena, se o apenado for reincidente em crime cometido com viol\u00eancia \u00e0 pessoa ou grave amea\u00e7a;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>V &#8211; 40% (quarenta por cento) da pena, se o apenado for condenado pela pr\u00e1tica de crime hediondo ou equiparado, se for prim\u00e1rio;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>VI &#8211; 50% (cinquenta por cento) da pena, se o apenado for:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>a) condenado pela pr\u00e1tica de crime hediondo ou equiparado, com resultado morte, se for prim\u00e1rio, vedado o livramento condicional;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>b) condenado por exercer o comando, individual ou coletivo, de organiza\u00e7\u00e3o criminosa estruturada para a pr\u00e1tica de crime hediondo ou equiparado; ou&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>c) condenado pela pr\u00e1tica do crime de constitui\u00e7\u00e3o de mil\u00edcia privada;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>VII &#8211; 60% (sessenta por cento) da pena, se o apenado for reincidente na pr\u00e1tica de crime hediondo ou equiparado;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>VIII &#8211; 70% (setenta por cento) da pena, se o apenado for reincidente em crime hediondo ou equiparado com resultado morte, vedado o livramento condicional<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-2-configurada-a-combinacao-indevida-de-leis\"><a>10.2.2. Configurada a combina\u00e7\u00e3o indevida de leis<\/a>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooopss!!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia consiste em determinar se \u00e9 poss\u00edvel aplicar a reda\u00e7\u00e3o anterior do art. 112 da Lei de Execu\u00e7\u00e3o Penal para que a progress\u00e3o de regime atinente ao crime comum se d\u00ea com 1\/6 do cumprimento da pena e, ao mesmo tempo, aplicar a tese do&nbsp;Tema 1084&nbsp;desta Corte, decorrente do Pacote Anticrime, para que o requisito objetivo a ser aferido para o crime hediondo seja de 40%.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, <strong>\u00e9 mais adequado que os c\u00e1lculos para a progress\u00e3o de regime sejam feitos de modo independente, quando houver, em uma mesma execu\u00e7\u00e3o, crimes comuns e hediondos.<\/strong> Isso porque a aplica\u00e7\u00e3o de uma s\u00f3 lei, nesse caso, contraria o princ\u00edpio da n\u00e3o retroatividade da lei penal mal\u00e9fica, pois o crime comum ser\u00e1 regido por norma mais rigorosa, que leva em considera\u00e7\u00e3o par\u00e2metros n\u00e3o contemplados na lei anterior, como a reincid\u00eancia e o cometimento de viol\u00eancia \u00e0 pessoa ou grave amea\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Soma-se a isso o argumento ventilado no HC 617.922\/SP, oportunidade em que a Quinta Turma sinalizava a possibilidade de aderir ao entendimento da Sexta Turma no sentido de que &#8220;(n)\u00e3o h\u00e1 que se falar em indevida combina\u00e7\u00e3o de leis quando se est\u00e1 diante de duas leis que tratam de temas distintos e que, circunstancialmente, vieram a ser alteradas pela mesma norma infraconstitucional superveniente&#8221;. De fato, a&nbsp;<em>mens legis&nbsp;<\/em>\u00e9 de que os crimes hediondos recebam tratamento distinto dos comuns, ainda que, por quest\u00f5es pr\u00e1ticas, o legislador tenha optado por reunir os temas em um mesmo dispositivo de lei.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Os princ\u00edpios da individualiza\u00e7\u00e3o da pena e da isonomia recomendam que os delitos comuns e hediondos recebam tratamentos distintos.<\/strong> Em sendo o requisito temporal para a progress\u00e3o de regime de ordem objetiva, causa perplexidade a ado\u00e7\u00e3o de um crit\u00e9rio que permite que coautores sejam tratados de modo diferente no curso da execu\u00e7\u00e3o penal, a despeito de terem cometido o mesmo fato, apenas em raz\u00e3o de uma eventualidade envolvendo a sucess\u00e3o de leis no tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, registre-se que <strong>a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal autorizou a aplica\u00e7\u00e3o de leis distintas para reger a progress\u00e3o de regime de crimes comuns e hediondos, por entender que essa solu\u00e7\u00e3o \u00e9 a que melhor se alinha \u00e0s diretrizes estabelecidas pela Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Por esta raz\u00e3o, n\u00e3o incide, no caso, o \u00f3bice jurisprudencial que veda a combina\u00e7\u00e3o de normas ou de leis, consistente na cria\u00e7\u00e3o de uma&nbsp;<em>lex tertia<\/em>. Trata-se de regimes de progress\u00e3o de pena que receberam, do legislador, tratamento legal independente, cada qual (crimes comuns e crimes hediondos) com seu conjunto espec\u00edfico de normas de reg\u00eancia. (RHC 221.271 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, STF, Primeira Turma, DJe de 15\/5\/2023).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-3-resultado-final\"><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a>10.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o configura combina\u00e7\u00e3o de leis a aplica\u00e7\u00e3o do requisito objetivo para a progress\u00e3o de regime previsto na antiga reda\u00e7\u00e3o do art. 112 da Lei de Execu\u00e7\u00e3o Penal, em rela\u00e7\u00e3o ao crime comum, e a aplica\u00e7\u00e3o retroativa do Pacote Anticrime para reger apenas a progress\u00e3o do crime hediondo, quando ambos os delitos comp\u00f5em uma mesma execu\u00e7\u00e3o penal e foram praticados em momento anterior \u00e0 edi\u00e7\u00e3o da Lei n. 13.964\/2019.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-nbsp-consumacao-do-crime-de-favorecimento-real-em-estabelecimento-prisional\"><a>11.&nbsp; Consuma\u00e7\u00e3o do crime de favorecimento real em estabelecimento prisional<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Flagrado o agente antes do efetivo ingresso no interior do estabelecimento prisional, ainda durante a revista, n\u00e3o h\u00e1 falar em consuma\u00e7\u00e3o do crime do art. 349-A do C\u00f3digo Penal, mas apenas em tentativa.<\/p>\n\n\n\n<p>AREsp 2.104.638-RJ, Rel. Ministro Jesu\u00edno Rissato (Desembargador convocado do TJDFT), Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 7\/11\/2023. (Info 794)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>11.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creitinho, ao tentar visitar seu pai apenado Creitao, foi revistado e com ele foi encontrada droga que seria destinada ao preso. Ap\u00f3s a den\u00fancia, Creitinho foi condenado pelo crime consumado de favorecimento real, contra o que sua defesa interp\u00f4s sucessivos recursos alegando que deveria ser reconhecida somente a tentativa quanto ao delito.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>11.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-1-questao-juridica\"><a>11.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Penal:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Favorecimento real<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Art. 349-A.&nbsp; Ingressar, promover, intermediar, auxiliar ou facilitar a entrada de aparelho telef\u00f4nico de comunica\u00e7\u00e3o m\u00f3vel, de r\u00e1dio ou similar, sem autoriza\u00e7\u00e3o legal, em estabelecimento prisional.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Pena: deten\u00e7\u00e3o, de 3 (tr\u00eas) meses a 1 (um) ano.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-2-responde-so-pela-tentativa\"><a>11.2.2. Responde s\u00f3 pela tentativa?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeap!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Tribunal estadual entendeu ser incab\u00edvel o reconhecimento da tentativa em rela\u00e7\u00e3o ao crime do art. 349-A do C\u00f3digo Penal, <strong>pois o delito foi cometido no interior da unidade prisional, no setor de revista da unidade, raz\u00e3o pela qual o crime estaria consumado<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, a realiza\u00e7\u00e3o de revistas pessoais efetuadas antes do ingresso no estabelecimento prisional n\u00e3o tem o cond\u00e3o de tornar absolutamente ineficaz o meio de escolha para a execu\u00e7\u00e3o do crime, pois, como \u00e9 sabido, as revistas n\u00e3o s\u00e3o infal\u00edveis, o que permite a entrada de subst\u00e2ncias entorpecentes, bem como de outros objetos, como celulares, dentro dos pres\u00eddios.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, tendo sido o agente flagrado antes do efetivo ingresso no interior do estabelecimento prisional, ainda durante a revista, n\u00e3o h\u00e1 falar em consuma\u00e7\u00e3o do delito, mas apenas em tentativa.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-3-resultado-final\"><a>11.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Flagrado o agente antes do efetivo ingresso no interior do estabelecimento prisional, ainda durante a revista, n\u00e3o h\u00e1 falar em consuma\u00e7\u00e3o do crime do art. 349-A do C\u00f3digo Penal, mas apenas em tentativa.<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-50e2ffd4-c705-4ede-832f-22151306e983\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/11\/21025434\/stj-informativo-794.pdf\">stj-informativo-794<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/11\/21025434\/stj-informativo-794.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-50e2ffd4-c705-4ede-832f-22151306e983\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Informativo n\u00ba 794 do STJ\u00a0COMENTADO\u00a0saindo do forno (quentinho) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! 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