{"id":1303106,"date":"2023-11-07T02:27:56","date_gmt":"2023-11-07T05:27:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1303106"},"modified":"2023-11-07T02:27:58","modified_gmt":"2023-11-07T05:27:58","slug":"informativo-stj-792-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-792-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STJ 792 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p>Informativo n\u00ba 792 do STJ\u00a0<strong>COMENTADO<\/strong>\u00a0saindo do forno (quentinho) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/11\/07022742\/stj-informativo-792.pdf\" rel=\"sponsored nofollow\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_fKAb75uVPfo\"><div id=\"lyte_fKAb75uVPfo\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/fKAb75uVPfo\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/fKAb75uVPfo\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/fKAb75uVPfo\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-administrativo\"><a>DIREITO ADMINISTRATIVO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-obrigatoriedade-da-adm-publica-em-divulgar-permanentemente-edital-de-credenciamento-em-sitio-eletronico\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Obrigatoriedade da Adm P\u00fablica em divulgar, permanentemente, edital de credenciamento em s\u00edtio eletr\u00f4nico<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO EM MANDADO DE SEGURAN\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica \u00e9 obrigada a divulgar, permanentemente, edital de credenciamento de leiloeiros em s\u00edtio eletr\u00f4nico somente ap\u00f3s a vig\u00eancia da Nova Lei de Licita\u00e7\u00f5es e Contrata\u00e7\u00f5es Administrativas e quando optar por n\u00e3o se utilizar de servidor p\u00fablico&nbsp; para conduzir os leil\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>RMS 68.504-SC, Rel. Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 10\/10\/2023, DJe 16\/10\/2023(Info 792)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Craudio, leiloeiro oficial, impetrou mandado de seguran\u00e7a buscando a concess\u00e3o de ordem para determinar sua inser\u00e7\u00e3o na lista de credenciados ou, subsidiariamente, determina\u00e7\u00e3o de publica\u00e7\u00e3o de edital de credenciamento pela autoridade coatora, sob o fundamento segundo o qual o art. 79, par\u00e1grafo \u00fanico, I, da Lei n. 14.133\/2021 imp\u00f5e a divulga\u00e7\u00e3o permanente de instrumento convocat\u00f3rio de em s\u00edtio eletr\u00f4nico na internet, n\u00e3o havendo discricionaridade administrativa.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\">1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 14.133\/2021:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 13. Os atos praticados no processo licitat\u00f3rio s\u00e3o p\u00fablicos, ressalvadas as hip\u00f3teses de informa\u00e7\u00f5es cujo sigilo seja imprescind\u00edvel \u00e0 seguran\u00e7a da sociedade e do Estado, na forma da lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 31. O leil\u00e3o poder\u00e1 ser cometido a leiloeiro oficial ou a servidor designado pela autoridade competente da Administra\u00e7\u00e3o, e regulamento dever\u00e1 dispor sobre seus procedimentos operacionais.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 1\u00ba Se optar pela realiza\u00e7\u00e3o de leil\u00e3o por interm\u00e9dio de leiloeiro oficial, a Administra\u00e7\u00e3o dever\u00e1 selecion\u00e1-lo mediante credenciamento ou licita\u00e7\u00e3o na modalidade preg\u00e3o e adotar o crit\u00e9rio de julgamento de maior desconto para as comiss\u00f5es a serem cobradas, utilizados como par\u00e2metro m\u00e1ximo os percentuais definidos na lei que regula a referida profiss\u00e3o e observados os valores dos bens a serem leiloados.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 79. O credenciamento poder\u00e1 ser usado nas seguintes hip\u00f3teses de contrata\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Os procedimentos de credenciamento ser\u00e3o definidos em regulamento, observadas as seguintes regras:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; a Administra\u00e7\u00e3o dever\u00e1 divulgar e manter \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do p\u00fablico, em s\u00edtio eletr\u00f4nico oficial, edital de chamamento de interessados, de modo a permitir o cadastramento permanente de novos interessados;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-obrigatoria-a-publicacao-permanente\">1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Obrigat\u00f3ria a publica\u00e7\u00e3o permanente?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Depende!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o art. 31 da Lei n. 14.133\/2021, <strong>os procedimentos licitat\u00f3rios na modalidade leil\u00e3o podem ser conduzidos por servidor p\u00fablico ou, alternativamente, ser cometidos a leiloeiro oficial, facultando-se \u00e0 autoridade competente ju\u00edzo discricion\u00e1rio entre o certame levado a efeito por agente integrante dos quadros da Administra\u00e7\u00e3o ou por terceiro que atenda \u00e0s prescri\u00e7\u00f5es do Decreto n. 21.981\/1932, o qual regulamenta a profiss\u00e3o de leiloeiro<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Outrossim, caso a escolha do respons\u00e1vel pela realiza\u00e7\u00e3o do leil\u00e3o recaia sobre auxiliar do com\u00e9rcio, a norma contida no \u00a7 1\u00ba do art. 31 da Nova Lei de Licita\u00e7\u00f5es e Contrata\u00e7\u00f5es Administrativas autoriza a sele\u00e7\u00e3o do profissional mediante preg\u00e3o ou, ainda, por meio de credenciamento sem, no entanto, a fixa\u00e7\u00e3o de crit\u00e9rios de preced\u00eancia condicionada entre quaisquer dos instrumentos, raz\u00e3o pela qual invi\u00e1vel extrair de citada disposi\u00e7\u00e3o normativa o dever legal de selecionar leiloeiros oficiais mediante divulga\u00e7\u00e3o de edital de chamamento p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, <strong>embora o art. 79, par\u00e1grafo \u00fanico, I, da Lei n. 14.133\/2021 imponha a manuten\u00e7\u00e3o p\u00fablica de edital de credenciamento em s\u00edtio eletr\u00f4nico, de modo a permitir ao cadastramento permanente de novos interessados obstando, por conseguinte, a fixa\u00e7\u00e3o pr\u00e9via de balizas temporais limitando o acesso de novos postulantes, especificamente quanto \u00e0 contrata\u00e7\u00e3o de leiloeiros oficiais<\/strong>, tal normatividade somente incide quando presente prova cabal da op\u00e7\u00e3o administrativa por essa modalidade de sele\u00e7\u00e3o p\u00fablica na vig\u00eancia da Nova Lei de Licita\u00e7\u00f5es e Contrata\u00e7\u00f5es Administrativas, porquanto ausente igual obriga\u00e7\u00e3o nas disposi\u00e7\u00f5es constantes da Lei n. 8.666\/1993.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\">1.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>A Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica \u00e9 obrigada a divulgar, permanentemente, edital de credenciamento em s\u00edtio eletr\u00f4nico somente ap\u00f3s a vig\u00eancia da Nova Lei de Licita\u00e7\u00f5es e Contrata\u00e7\u00f5es Administrativas.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-civil\"><a>DIREITO CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-reconhecimento-da-prescricao-como-impeditivo-da-cobranca-extrajudicial\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Reconhecimento da prescri\u00e7\u00e3o como impeditivo da cobran\u00e7a extrajudicial<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O reconhecimento da prescri\u00e7\u00e3o da pretens\u00e3o impede tanto a cobran\u00e7a judicial quanto a cobran\u00e7a extrajudicial do d\u00e9bito.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.088.100-SP, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 17\/10\/2023. (Info 792)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creiton era devedor da empresa Cobromesmo. Apesar das cobran\u00e7as, nunca pagou o devido. O tempo passou e ocorreu a prescri\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito. Mesmo assim, Cobromesmo continuou a cobrar Creiton, da\u00ed em diante por meio de empresa de recupera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos. Al\u00e9m de ter seu nome inscrito no cadastro de inadimplentes, Creiton era cobrado por SMS e mensagens de WhatsApp.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;A senten\u00e7a entendeu legal a cobran\u00e7a, mas o Tribunal local reformou a decis\u00e3o por entender que a prescri\u00e7\u00e3o da d\u00edvida tornaria inexig\u00edvel a cobran\u00e7a, seja judicial ou extrajudicial.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\">2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Civil de 2002:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 189. Violado o direito, nasce para o titular a pretens\u00e3o, a qual se extingue, pela prescri\u00e7\u00e3o, nos prazos a que aludem os arts. 205 e 206.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 882. N\u00e3o se pode repetir o que se pagou para solver d\u00edvida prescrita, ou cumprir obriga\u00e7\u00e3o judicialmente inexig\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-impedida-a-cobranca-extrajudicial\">2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Impedida a cobran\u00e7a extrajudicial?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeap!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para o deslinde da controv\u00e9rsia, \u00e9 necess\u00e1rio que se examine a atua\u00e7\u00e3o da prescri\u00e7\u00e3o no plano da efic\u00e1cia, o que perpassa, inicialmente, pela distin\u00e7\u00e3o entre os conceitos de direito subjetivo e de pretens\u00e3o, pois, somente esta \u00e9, propriamente, atingida pela prescri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a doutrina, a pretens\u00e3o \u00e9 o poder de exigir um comportamento positivo ou negativo da outra parte da rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica. Observa-se, desse modo, que, antes do advento da pretens\u00e3o, j\u00e1 existe direito e dever, mas em situa\u00e7\u00e3o est\u00e1tica. Isso porque a dinamicidade do direito subjetivo surge, t\u00e3o somente, com o nascimento da pretens\u00e3o, que pode ser ou n\u00e3o concomitante ao surgimento do pr\u00f3prio direito subjetivo. Somente a partir desse momento, o titular do direito poder\u00e1 exigir do devedor que cumpra aquilo a que est\u00e1 obrigado.<\/p>\n\n\n\n<p>No que diz respeito ao seu modo de atua\u00e7\u00e3o, restou demonstrado que a prescri\u00e7\u00e3o n\u00e3o atingiria a a\u00e7\u00e3o, mas sim a pretens\u00e3o, o que representou fundamental virada dogm\u00e1tica com reflexos n\u00e3o s\u00f3 na nomenclatura, mas, sobretudo, na ess\u00eancia do instituto. Na doutrina brasileira, era relativamente comum, antes do advento do C\u00f3digo Civil de 2002, e em alguns casos, at\u00e9 mesmo, depois de sua entrada em vigor -, se apontar como alvo da efic\u00e1cia da prescri\u00e7\u00e3o a pr\u00f3pria a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, <strong>o art. 189 do C\u00f3digo Civil de 2002, que representou importante inova\u00e7\u00e3o legislativa em face do direito anterior, acolheu a novel constru\u00e7\u00e3o doutrin\u00e1ria ao estabelecer, expressamente, que o alvo da prescri\u00e7\u00e3o \u00e9 mesmo a pretens\u00e3o, instituto de direito material<\/strong>. Dessa forma, a doutrina defende que &#8220;eventuais proje\u00e7\u00f5es ao direito de a\u00e7\u00e3o (em sentido processual) s\u00f3 se justificam de modo reflexo.&#8221; Isso porque, sendo a pretens\u00e3o e a a\u00e7\u00e3o em sentido material encobertas pela prescri\u00e7\u00e3o, o seu titular n\u00e3o pode se servir dos rem\u00e9dios processuais da a\u00e7\u00e3o em sentido processual.<\/p>\n\n\n\n<p>A doutrina adverte que &#8220;a consequ\u00eancia processual de n\u00e3o poder se servir da &#8216;a\u00e7\u00e3o&#8217;, no entanto, n\u00e3o tem o cond\u00e3o de explicar o instituto. Trata-se de um resultado decorrente de uma pr\u00e9via efic\u00e1cia que se sucedeu no direito material&#8221;. <strong>Nessa esteira de intelec\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se pode olvidar, ainda, que a &#8220;pretens\u00e3o se submete ao princ\u00edpio da indiferen\u00e7a das vias, isto \u00e9, pode ser exercida tanto judicial, quanto extrajudicialmente<\/strong>&#8220;.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, ao cobrar extrajudicialmente o devedor, o credor est\u00e1, efetivamente, exercendo sua pretens\u00e3o, ainda que fora do processo. Se a pretens\u00e3o \u00e9 o poder de exigir o cumprimento da presta\u00e7\u00e3o, uma vez paralisada em raz\u00e3o da prescri\u00e7\u00e3o, n\u00e3o ser\u00e1 mais poss\u00edvel exigir o referido comportamento do devedor, ou seja, n\u00e3o ser\u00e1 mais poss\u00edvel cobrar a d\u00edvida. Logo, o reconhecimento da prescri\u00e7\u00e3o da pretens\u00e3o impede tanto a cobran\u00e7a judicial quanto a cobran\u00e7a extrajudicial do d\u00e9bito.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>N\u00e3o h\u00e1, portanto, duas pretens\u00f5es, uma veiculada por meio do processo e outra veiculada extrajudicialmente.<\/strong> Independentemente do instrumento utilizado, trata-se da mesma pretens\u00e3o, haurida do direito material. \u00c9 a pretens\u00e3o e n\u00e3o o direito subjetivo que permite a exig\u00eancia da d\u00edvida. Uma vez prescrita, resta impossibilitada a cobran\u00e7a da presta\u00e7\u00e3o. Nessas situa\u00e7\u00f5es, n\u00e3o h\u00e1 que se falar em pagamento indevido, nem sequer em enriquecimento sem causa, nos termos do art. 882 do C\u00f3digo Civil, uma vez que o direito subjetivo (cr\u00e9dito) continua a existir. O que n\u00e3o h\u00e1, de fato, \u00e9 a possibilidade de exig\u00ed-lo.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\">2.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>O reconhecimento da prescri\u00e7\u00e3o da pretens\u00e3o impede tanto a cobran\u00e7a judicial quanto a cobran\u00e7a extrajudicial do d\u00e9bito.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-do-consumidor\"><a>DIREITO DO CONSUMIDOR<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-publicidade-do-tipo-puffing-e-aptidao-para-se-fonte-de-dano-difuso\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Publicidade do tipo puffing e aptid\u00e3o para se fonte de dano difuso.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A publicidade do tipo puffing, cuja mensagem enaltece o fato de um aparelho de ar condicionado ser &#8220;silencioso&#8221;, n\u00e3o tem aptid\u00e3o para ser fonte de dano difuso, pois n\u00e3o ostenta qualquer gravidade intoler\u00e1vel em preju\u00edzo dos consumidores em geral.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.370.677-SP, Rel. Ministro Raul Ara\u00fajo, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 17\/10\/2023. (Info 792)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O MPF ajuizou A\u00e7\u00e3o Civil P\u00fablica em face de Sprint Ltda alegando ter tomado conhecimento de que o CONAR &#8211; Conselho Nacional de Autorregulamenta\u00e7\u00e3o Publicit\u00e1ria havia reconhecido como enganosa propaganda veiculada pela r\u00e9, na qual atribu\u00edam a um determinado modelo de aparelho de ar condicionado, por ela comercializado, a qualidade de &#8220;silencioso&#8221;, o que n\u00e3o correspondia \u00e0 realidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Por entender ter ocorrido viola\u00e7\u00e3o a direito difuso dos consumidores, requereu fosse a r\u00e9 condenada a pagar indeniza\u00e7\u00e3o correspondente ao valor dispendido com a produ\u00e7\u00e3o e veicula\u00e7\u00e3o dos comerciais, a ser apurado em per\u00edcia, bem como que fosse a senten\u00e7a condenat\u00f3ria publicada da mesma forma da viola\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\">3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n\n\n\n<p>CDC:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 37. \u00c9 proibida toda publicidade enganosa ou abusiva.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-configurado-o-dano\">3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Configurado o dano?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooopsss!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No caso, a propaganda foi tida por enganosa, pelas inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias, em virtude de per\u00edcia, na qual constatado que os aparelhos condicionadores de ar n\u00e3o eram realmente silenciosos, como afirmado na publicidade veiculada em 1989. Em raz\u00e3o disso, conclu\u00edram ter ocorrido danos morais coletivos.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, \u00e9 bastante question\u00e1vel que, na \u00e9poca e nas condi\u00e7\u00f5es do caso concreto, tenha ocorrido, efetivamente, propaganda que possa ser qualificada como enganosa, j\u00e1 que os fatos se passaram antes do advento do C\u00f3digo de Defesa do Consumidor e, mesmo na vig\u00eancia do CDC, quando passou a existir mais expressa regula\u00e7\u00e3o sobre o assunto (art. 37), a doutrina consumerista classifica publicidade do tipo considerado no caso de puffing.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a doutrina, &#8220;<strong>a utiliza\u00e7\u00e3o de adjetiva\u00e7\u00f5es exageradas pode causar enganosidade ou n\u00e3o. O chamado puffing \u00e9 a t\u00e9cnica publicit\u00e1ria da utiliza\u00e7\u00e3o do exagero. A doutrina entende que o puffing n\u00e3o est\u00e1 proibido enquanto apresentado &#8216;como publicidade espalhafatosa, cujo car\u00e1ter subjetivo ou jocoso n\u00e3o permite que seja objetivamente encarada como vinculante. \u00c9 o an\u00fancio em que se diz ser &#8216;o melhor produto do mercado&#8217;, por exemplo&#8217;<\/strong>.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentindo, n\u00e3o se deve considerar tratar-se o termo &#8220;silencioso&#8221;, enfatizado na propaganda, como uma afirma\u00e7\u00e3o literal. Dizer ser o aparelho silencioso, nas condi\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas da \u00e9poca, em que os condicionadores de ar de gera\u00e7\u00f5es anteriores produziam mais ru\u00eddo, era mero exagero publicit\u00e1rio comparativo, destinado a enaltecer essa caracter\u00edstica espec\u00edfica do produto, decorrente de inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e, portanto, o mote da publicidade, em tal contexto, n\u00e3o seria apto, por si, a enganar ou induzir o consumidor a um efetivo engano. At\u00e9 porque este, movido por natural curiosidade, certamente testava o n\u00edvel de ru\u00eddo do produto antes da compra.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 ocorr\u00eancia de dano, consigna-se que o dano moral coletivo se configura in re ipsa, embora n\u00e3o esteja ligado a atributos da pessoa humana, considerada de per si, n\u00e3o exigindo a demonstra\u00e7\u00e3o de preju\u00edzos concretos ou de abalo moral efetivo. Por isso, a doutrina e a jurisprud\u00eancia consolidada por esta Corte orientam-se pelo norte de que a condena\u00e7\u00e3o por danos morais coletivos ao consumidor tem de decorrer de fatos impregnados de gravidade tal que sejam intoler\u00e1veis, porque lesam valores fundamentais da sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se constata, por\u00e9m, a gravidade dos fatos, tampouco a sua intolerabilidade social e muito menos que atingiram valores fundamentais da sociedade. <strong>Uma publicidade cuja mensagem enaltece o fato de ser o aparelho de ar condicionado &#8220;silencioso&#8221;, n\u00e3o tem aptid\u00e3o para ser fonte de dano difuso, pois n\u00e3o ostenta qualquer gravidade intoler\u00e1vel em preju\u00edzo dos consumidores em geral<\/strong>.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\">3.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>A publicidade do tipo puffing, cuja mensagem enaltece o fato de um aparelho de ar condicionado ser &#8220;silencioso&#8221;, n\u00e3o tem aptid\u00e3o para ser fonte de dano difuso, pois n\u00e3o ostenta qualquer gravidade intoler\u00e1vel em preju\u00edzo dos consumidores em geral.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-penal\"><a>DIREITO PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-im-possibilidade-da-a-aplicacao-da-fracao-maxima-de-majoracao-prevista-no-art-71-caput-do-codigo-penal-no-crime-de-estupro-de-vulneravel\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade da a aplica\u00e7\u00e3o da fra\u00e7\u00e3o m\u00e1xima de majora\u00e7\u00e3o prevista no art. 71, caput, do C\u00f3digo Penal, no crime de estupro de vulner\u00e1vel.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No crime de estupro de vulner\u00e1vel, \u00e9 poss\u00edvel a aplica\u00e7\u00e3o da fra\u00e7\u00e3o m\u00e1xima de majora\u00e7\u00e3o prevista no art. 71, caput, do C\u00f3digo Penal, ainda que n\u00e3o haja a delimita\u00e7\u00e3o precisa do n\u00famero de atos sexuais praticados, desde que o longo per\u00edodo de tempo e a recorr\u00eancia das condutas permita concluir que houve 7 (sete) ou mais repeti\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.029.482-RJ, Rel. Ministra Laurita Vaz, Terceira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 17\/10\/2023. (Tema 1202). (Info 792)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creosvaldo foi condenado pelo crime de estupro de vulner\u00e1vel e tamb\u00e9m estupro em concurso material. As condutas teriam ocorrido mais de uma vez em cada tipo penal. Inconformada, a defesa interp\u00f4s recurso a fim de afastar o concurso material, aplicar a continuidade delitiva entre todos os delitos imputados e reduzir a fra\u00e7\u00e3o de majora\u00e7\u00e3o da pena em decorr\u00eancia do crime continuado, sob o fundamento de que \u00e0 Defesa n\u00e3o teria sido oportunizada a particulariza\u00e7\u00e3o distintiva de datas nas quais tais epis\u00f3dios teriam tido lugar.<\/p>\n\n\n\n<p>O MP ent\u00e3o interp\u00f4s recurso especial no qual sustenta que para a aplica\u00e7\u00e3o da fra\u00e7\u00e3o m\u00e1xima de majora\u00e7\u00e3o decorrente da continuidade delitiva, no crime de estupro de vulner\u00e1vel, seria dispens\u00e1vel a delimita\u00e7\u00e3o espec\u00edfica de cada uma das condutas sexuais praticadas, sendo poss\u00edvel que se constate o elevado n\u00famero de crimes com base no longo per\u00edodo no qual ocorreram os fatos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\">4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Penal:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Crime continuado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Art. 71 &#8211; Quando o agente, mediante mais de uma a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o, pratica dois ou mais crimes da mesma esp\u00e9cie e, pelas condi\u00e7\u00f5es de tempo, lugar, maneira de execu\u00e7\u00e3o e outras semelhantes, devem os subseq\u00fcentes ser havidos como continua\u00e7\u00e3o do primeiro, aplica-se-lhe a pena de um s\u00f3 dos crimes, se id\u00eanticas, ou a mais grave, se diversas, aumentada, em qualquer caso, de um sexto a dois ter\u00e7os.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Estupro<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 213.&nbsp; Constranger algu\u00e9m, mediante viol\u00eancia ou grave amea\u00e7a, a ter conjun\u00e7\u00e3o carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Pena &#8211; reclus\u00e3o, de 6 (seis) a 10 (dez) anos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1o&nbsp; Se da conduta resulta les\u00e3o corporal de natureza grave ou se a v\u00edtima \u00e9 menor de 18 (dezoito) ou maior de 14 (catorze) anos:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Pena &#8211; reclus\u00e3o, de 8 (oito) a 12 (doze) anos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Estupro de vulner\u00e1vel<\/strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 217-A.&nbsp; Ter conjun\u00e7\u00e3o carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Pena &#8211; reclus\u00e3o, de 8 (oito) a 15 (quinze) anos.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-possivel-a-aplicacao-da-fracao-maxima\">4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel a aplica\u00e7\u00e3o da fra\u00e7\u00e3o m\u00e1xima?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Com certeza!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A continuidade delitiva, prevista no art. 71 do C\u00f3digo Penal, \u00e9 instituto da dosimetria da pena concebido com a fun\u00e7\u00e3o de racionalizar a puni\u00e7\u00e3o de condutas que, embora praticadas de forma independente, estejam inseridas dentro de um mesmo desenvolvimento delitivo. Assim, <strong>por op\u00e7\u00e3o legislativa e crit\u00e9rios de pol\u00edtica criminal, a lei penal afasta excepcionalmente a aplica\u00e7\u00e3o do concurso material e imp\u00f5e uma \u00fanica puni\u00e7\u00e3o \u00e0queles casos nos quais os crimes subsequentes possam ser tidos como continua\u00e7\u00e3o de um primeiro delito, de acordo com a an\u00e1lise das condi\u00e7\u00f5es de tempo, lugar, maneira de execu\u00e7\u00e3o e outras semelhantes<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, a compreens\u00e3o jurisprudencial un\u00edssona do STJ firmou-se no sentido de que, <strong>diante da pr\u00e1tica de apenas 2 (duas) condutas em continuidade, deve-se aplicar o aumento m\u00ednimo previsto no art. 71, <em>caput<\/em>, do C\u00f3digo Penal, qual seja, 1\/6 (um sexto). A partir desse piso, a fra\u00e7\u00e3o de aumento deve ser aumentada gradativamente, conforme o n\u00famero de condutas em continuidade, at\u00e9 se alcan\u00e7ar o teto legal de 2\/3 (dois ter\u00e7os), o que ocorre a partir da s\u00e9tima conduta delituosa<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A ado\u00e7\u00e3o do crit\u00e9rio referente ao n\u00famero de condutas praticadas suscita quest\u00f5es espec\u00edficas nos crimes de natureza sexual, especialmente no delito de estupro de vulner\u00e1vel, em raz\u00e3o do triste contexto f\u00e1tico que frequentemente se constata nestes crimes. A proximidade que o autor do delito de estupro de vulner\u00e1vel normalmente possui com a v\u00edtima, a facilidade de acesso \u00e0 sua resid\u00eancia e a menor capacidade que os vulner\u00e1veis possuem de se insurgir contra o agressor s\u00e3o condi\u00e7\u00f5es que favorecem a repeti\u00e7\u00e3o silenciosa, cruel e indeterminada de abusos sexuais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>N\u00e3o raras vezes, cria-se um ambiente de submiss\u00e3o perene da v\u00edtima ao agressor, naturalizando-se a repeti\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia sexual como parte da rotina cotidiana de crian\u00e7as e adolescentes<\/strong>. Nessas hip\u00f3teses, a v\u00edtima, completamente subjugada e objetificada, n\u00e3o possui sequer condi\u00e7\u00f5es de quantificar quantas vezes foi violentada. A viol\u00eancia contra ela deixou ser um fato extraordin\u00e1rio, convertendo-se no modo cotidiano de vida que lhe foi imposto.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A torpeza do agressor, que submeteu a v\u00edtima a abusos sexuais t\u00e3o recorrentes e constantes ao ponto de tornar imposs\u00edvel determinar o n\u00famero exato de suas condutas, evidentemente n\u00e3o pode ser invocada para se pleitear uma majora\u00e7\u00e3o menor na aplica\u00e7\u00e3o da continuidade delitiva<\/strong>. Nos crimes de natureza sexual, o crit\u00e9rio jurisprudencial objetivo para a fixa\u00e7\u00e3o da fra\u00e7\u00e3o de majora\u00e7\u00e3o na continuidade delitiva deve ser contextualizado com as circunst\u00e2ncias concretas do delito, em especial o tempo de dura\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia sexual e a recorr\u00eancia das condutas no cotidiano da v\u00edtima, devendo-se aplicar o aumento no patamar que, de acordo com as provas dos autos, melhor se aproxime do n\u00famero real de atos sexuais efetivamente praticados.<\/p>\n\n\n\n<p>De fato, ambas as turmas que comp\u00f5em a Terceira Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a j\u00e1 se manifestaram, de forma un\u00e2nime, no sentido de que, para aplica\u00e7\u00e3o do aumento decorrente da continuidade delitiva, \u00e9 prescind\u00edvel a indica\u00e7\u00e3o exata do n\u00famero de condutas praticadas, sendo preponderante o exame do tempo de dura\u00e7\u00e3o dos abusos e da sua recorr\u00eancia<\/p>\n\n\n\n<p>Na situa\u00e7\u00e3o em an\u00e1lise, a Corte estadual esclareceu que <strong>a v\u00edtima, com apenas 11 anos de idade no in\u00edcio das condutas delitivas, foi submetida pelo Acusado aos mais diversos tipos de atos libidinosos, de modo frequente e ininterrupto, ao longo de cerca de 4 (quatro) anos. Estas circunst\u00e2ncias f\u00e1ticas tornam plenamente justificada a majora\u00e7\u00e3o da pena, em decorr\u00eancia da continuidade delitiva, na fra\u00e7\u00e3o m\u00e1xima de 2\/3 (dois ter\u00e7os<\/strong>).<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel a aplica\u00e7\u00e3o da continuidade delitiva entre os delitos de estupro qualificado (art. 213, \u00a7 1.\u00ba, do C\u00f3digo Penal) e estupro de vulner\u00e1vel (art. 217-A do C\u00f3digo Penal), pois se tratam de tipos penais que tutelam bens jur\u00eddicos diversos e que possuem circunst\u00e2ncias elementares bastante distintivas. Enquanto o estupro de vulner\u00e1vel tutela a dignidade sexual e o direito ao desenvolvimento da personalidade livre de abusos, o estupro qualificado tutela a liberdade sexual e o direito ao exerc\u00edcio da sexualidade sem coa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, verifica-se que ambos os bens jur\u00eddicos foram violados, pois o sentenciado violou a dignidade sexual da crian\u00e7a, convertendo-a em instrumento sexual quando ela sequer era capaz de consentir com os atos praticados, bem como, posteriormente, violou a liberdade sexual da adolescente, privando-a da liberdade de consentir ao constrang\u00ea-la mediante o emprego de grave amea\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\">4.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>No crime de estupro de vulner\u00e1vel, \u00e9 poss\u00edvel a aplica\u00e7\u00e3o da fra\u00e7\u00e3o m\u00e1xima de majora\u00e7\u00e3o prevista no art. 71, caput, do C\u00f3digo Penal, ainda que n\u00e3o haja a delimita\u00e7\u00e3o precisa do n\u00famero de atos sexuais praticados, desde que o longo per\u00edodo de tempo e a recorr\u00eancia das condutas permita concluir que houve 7 (sete) ou mais repeti\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-natureza-do-crime-de-apropriacao-indebita-previdenciaria\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Natureza do crime de apropria\u00e7\u00e3o ind\u00e9bita previdenci\u00e1ria<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O crime de apropria\u00e7\u00e3o ind\u00e9bita previdenci\u00e1ria, previsto no art. 168-A, \u00a7 1\u00ba, I, do C\u00f3digo Penal, possui natureza de delito material, que s\u00f3 se consuma com a constitui\u00e7\u00e3o definitiva, na via administrativa, do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio, consoante o disposto na S\u00famula Vinculante n. 24 do Supremo Tribunal Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.982.304-SP, Rel. Ministra Laurita Vaz, Terceira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 17\/10\/2023, DJe 20\/10\/2023 (Tema 1166). (Info 792)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O MPF ajuizou den\u00fancia em desfavor de Crementina pelo crime de apropria\u00e7\u00e3o ind\u00e9bita previdenci\u00e1ria, em raz\u00e3o de ela ter deixado de repassar, no prazo legal, as contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias devidas aos cofres do Instituto Nacional do Seguro Social \u2013 INSS, descontadas dos pagamentos efetuados aos empregados.<\/p>\n\n\n\n<p>A Defesa impetrou habeas corpus argumentando que o termo inicial do prazo prescricional n\u00e3o seria a constitui\u00e7\u00e3o definitiva do cr\u00e9dito, pois, em sendo formal e pr\u00f3pria a natureza jur\u00eddica do delito imputado \u2013 apropria\u00e7\u00e3o ind\u00e9bita previdenci\u00e1ria \u2013, a conduta se consumaria nas datas em que deixaram de ser realizados os repasses, devendo ser essas consideradas para fins de c\u00e1lculo do transcurso do interst\u00edcio prescricional.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\">5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Penal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 111 &#8211; A prescri\u00e7\u00e3o, antes de transitar em julgado a senten\u00e7a final, come\u00e7a a correr:&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; do dia em que o crime se consumou<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Apropria\u00e7\u00e3o ind\u00e9bita previdenci\u00e1ria&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Art. 168-A. Deixar de repassar \u00e0 previd\u00eancia social as contribui\u00e7\u00f5es recolhidas dos contribuintes, no prazo e forma legal ou convencional:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Pena \u2013 reclus\u00e3o, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1<sup>o<\/sup>&nbsp;Nas mesmas penas incorre quem deixar de:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>I \u2013 recolher, no prazo legal, contribui\u00e7\u00e3o ou outra import\u00e2ncia destinada \u00e0 previd\u00eancia social que tenha sido descontada de pagamento efetuado a segurados, a terceiros ou arrecadada do p\u00fablico;<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00famula Vinculante n. 24 STF:<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se tipifica crime material contra a ordem tribut\u00e1ria, previsto no art. 1\u00ba, incisos I a IV, da Lei n. 8.137\/1990, antes do lan\u00e7amento definitivo do tributo.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-crime-formal-ou-material\">5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Crime formal ou material?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>MATERIAL!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia consiste em definir a natureza jur\u00eddica (formal ou material) do crime de apropria\u00e7\u00e3o ind\u00e9bita previdenci\u00e1ria, previsto no art. 168-A do C\u00f3digo Penal.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A import\u00e2ncia pr\u00e1tica da distin\u00e7\u00e3o entre crime formal e crime material diz respeito \u00e0 necessidade de constitui\u00e7\u00e3o definitiva do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio para a tipifica\u00e7\u00e3o do crime do art. 168-A, \u00a7 1\u00ba, I, do C\u00f3digo Penal, o que repercute na defini\u00e7\u00e3o acerca da data da consuma\u00e7\u00e3o do delito e no termo inicial da prescri\u00e7\u00e3o<\/strong>, pois, nos termos do art. 111, I, do C\u00f3digo Penal, a &#8220;prescri\u00e7\u00e3o, antes de transitar em julgado a senten\u00e7a final, come\u00e7a a correr: I &#8211; do dia em que o crime se consumou&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, <a>a S\u00famula Vinculante n. 24 do STF estabelece que &#8220;<u>N\u00e3o se tipifica crime material contra a ordem tribut\u00e1ria, previsto no art. 1\u00ba, incisos I a IV, da Lei n. 8.137\/1990, antes do lan\u00e7amento definitivo do tributo<\/u><\/a>&#8220;. Como se v\u00ea, os crimes insculpidos no art. 1\u00ba, I a IV, da Lei n. 8.137\/1990 s\u00e3o considerados crimes materiais, sendo necess\u00e1ria a redu\u00e7\u00e3o ou supress\u00e3o do tributo e, consequentemente, a constitui\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio definitivo como condi\u00e7\u00e3o para a persecu\u00e7\u00e3o penal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 certo que o enunciado da S\u00famula Vinculante n. 24\/STF trata expressamente dos delitos previstos no art. 1\u00ba, I a IV, da Lei n. 8.137\/1990. No entanto, o Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal, nos autos do Inq. 3.102\/MG, reconheceu que a &#8220;sistem\u00e1tica de imputa\u00e7\u00e3o penal por crimes de sonega\u00e7\u00e3o contra a Previd\u00eancia Social deve se sujeitar \u00e0 mesma l\u00f3gica aplicada \u00e0queles contra a ordem tribut\u00e1ria em sentido estrito&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, vale ressaltar que a quest\u00e3o deduzida no recurso se encontra, atualmente, pacificada no \u00e2mbito do STJ, no sentido de que o crime de apropria\u00e7\u00e3o ind\u00e9bita previdenci\u00e1ria \u00e9 de natureza material, que s\u00f3 se consuma com a constitui\u00e7\u00e3o definitiva, na via administrativa, do d\u00e9bito tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Por todo o exposto, para os fins do art. 927, inciso III, c\/c o art. 1.039 e seguintes, do C\u00f3digo de Processo Civil, h\u00e1 a reafirma\u00e7\u00e3o do entendimento consolidado desta Corte Superior e a resolu\u00e7\u00e3o da controv\u00e9rsia repetitiva com a tese: &#8220;O crime de apropria\u00e7\u00e3o ind\u00e9bita previdenci\u00e1ria, previsto no art. 168-A, \u00a7 1\u00ba, inciso I, do C\u00f3digo Penal, possui natureza de delito material, que s\u00f3 se consuma com a constitui\u00e7\u00e3o definitiva, na via administrativa, do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio, consoante o disposto na S\u00famula Vinculante n. 24 do Supremo Tribunal Federal&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\">5.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>O crime de apropria\u00e7\u00e3o ind\u00e9bita previdenci\u00e1ria, previsto no art. 168-A, \u00a7 1\u00ba, I, do C\u00f3digo Penal, possui natureza de delito material, que s\u00f3 se consuma com a constitui\u00e7\u00e3o definitiva, na via administrativa, do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio, consoante o disposto na S\u00famula Vinculante n. 24 do Supremo Tribunal Federal.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-admissao-da-reincidencia-pelo-juizo-das-execucoes-penais-para-analise-da-concessao-de-beneficios-ainda-que-nao-reconhecida-pelo-juizo-que-prolatou-a-sentenca-condenatoria\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Admiss\u00e3o da reincid\u00eancia pelo ju\u00edzo das execu\u00e7\u00f5es penais para an\u00e1lise da concess\u00e3o de benef\u00edcios, ainda que n\u00e3o reconhecida pelo ju\u00edzo que prolatou a senten\u00e7a condenat\u00f3ria.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A reincid\u00eancia pode ser admitida pelo ju\u00edzo das execu\u00e7\u00f5es penais para an\u00e1lise da concess\u00e3o de benef\u00edcios, ainda que n\u00e3o reconhecida pelo ju\u00edzo que prolatou a senten\u00e7a condenat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.049.870-MG, Rel. Ministra Laurita Vaz, Terceira Se\u00e7\u00e3o, por maioria, julgado em 17\/10\/2023, DJe 20\/10\/2023. (Tema 1208). (Info 792)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>6.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creiton, apenado, ficou sabendo que o MP requereu a retifica\u00e7\u00e3o do atestado de penas para que fosse reconhecida a reincid\u00eancia, o que foi deferido pelo juiz da execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformada, sua defesa interp\u00f4s agravo em execu\u00e7\u00e3o penal, que foi provido sob o fundamento de que n\u00e3o sendo a reincid\u00eancia da agravante reconhecida em senten\u00e7a condenat\u00f3ria, seria invi\u00e1vel o seu reconhecimento posterior pelo ju\u00edzo da execu\u00e7\u00e3o, porquanto consistiria em medida prejudicial ao condenado, sem o devido respeito \u00e0s garantias do contradit\u00f3rio, ampla defesa e devido processo legal.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, em recurso especial, o MP sustenta ser cab\u00edvel o reconhecimento da reincid\u00eancia pelo Ju\u00edzo da Execu\u00e7\u00e3o, ainda que n\u00e3o declarada na senten\u00e7a condenat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\">6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Penal:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Circunst\u00e2ncias agravantes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Art. 61 &#8211; S\u00e3o circunst\u00e2ncias que sempre agravam a pena, quando n\u00e3o constituem ou qualificam o crime:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; a reincid\u00eancia;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-possivel-a-admissao-da-reincidencia-pelo-juizo-da-execucao\">6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel a admiss\u00e3o da reincid\u00eancia pelo ju\u00edzo da execu\u00e7\u00e3o?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Sim sinh\u00f4!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O reconhecimento da reincid\u00eancia nas fases de conhecimento e de execu\u00e7\u00e3o penal produz efeitos diversos.<\/p>\n\n\n\n<p>Incumbe ao Ju\u00edzo de conhecimento a aplica\u00e7\u00e3o da agravante do art. 61, inciso I, do C\u00f3digo Penal, para fins de agravamento da reprimenda e fixa\u00e7\u00e3o do regime inicial de cumprimento de pena. <strong>Em um segundo momento, o reconhecimento dessa condi\u00e7\u00e3o pessoal para fins de concess\u00e3o de benef\u00edcios da execu\u00e7\u00e3o penal compete ao Ju\u00edzo das Execu\u00e7\u00f5es, nos termos do art. 66, inciso III, da Lei de Execu\u00e7\u00e3o Penal.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, ainda que n\u00e3o reconhecida na condena\u00e7\u00e3o, a reincid\u00eancia deve ser observada pelo Ju\u00edzo das Execu\u00e7\u00f5es para concess\u00e3o de benef\u00edcios, sendo descabida a alega\u00e7\u00e3o de reformatio in pejus ou de viola\u00e7\u00e3o da coisa julgada, pois se trata de atribui\u00e7\u00f5es distintas. <strong>H\u00e1, na verdade, a individualiza\u00e7\u00e3o da pena relativa \u00e0 aprecia\u00e7\u00e3o de institutos pr\u00f3prios da execu\u00e7\u00e3o penal.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A mat\u00e9ria foi definida pela Terceira Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a no julgamento do EREsp 1.738.968\/MG, oportunidade em que ficou estabelecido que a intangibilidade da senten\u00e7a penal condenat\u00f3ria transitada em julgado n\u00e3o retira do Ju\u00edzo das Execu\u00e7\u00f5es Penais o dever de adequar o cumprimento da san\u00e7\u00e3o penal \u00e0s condi\u00e7\u00f5es pessoais do r\u00e9u.<\/p>\n\n\n\n<p>Efetivamente, &#8220;a reincid\u00eancia \u00e9 um fato, relativo \u00e0 condi\u00e7\u00e3o pessoal do condenado, que n\u00e3o pode ser desconsiderado pelo ju\u00edzo da execu\u00e7\u00e3o, independente da sua men\u00e7\u00e3o na senten\u00e7a condenat\u00f3ria, pois afetaria exponencialmente o bom desenvolvimento da execu\u00e7\u00e3o da pena tra\u00e7ado nas normas correspondentes&#8221; (AgRg no REsp 1.642.746\/ES, relatora Ministra Maria Thereza de Assis Moura, Sexta Turma, DJe de 14\/8\/2017).<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, frisa-se que &#8220;<strong>n\u00e3o cabe ao Juiz da Execu\u00e7\u00e3o rever a pena e o regime aplicados no t\u00edtulo judicial a cumprir. Contudo, \u00e9 de sua compet\u00eancia realizar o somat\u00f3rio das condena\u00e7\u00f5es (unifica\u00e7\u00e3o das penas), analisar a natureza dos crimes (hediondo ou a ele equiparados) e a circunst\u00e2ncia pessoal do reeducando (primariedade ou reincid\u00eancia) para fins de frui\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios da LEP<\/strong>.&#8221; (AgRg no AREsp 1.237.581\/MS, Rel. Ministro Rog\u00e9rio Schietti Cruz, Sexta Turma, DJe 1\/8\/2018).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\">6.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>A reincid\u00eancia pode ser admitida pelo ju\u00edzo das execu\u00e7\u00f5es penais para an\u00e1lise da concess\u00e3o de benef\u00edcios, ainda que n\u00e3o reconhecida pelo ju\u00edzo que prolatou a senten\u00e7a condenat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-recusa-pelo-detento-em-aceitar-alimento-que-julga-improprio-para-consumo-e-configuracao-de-falta-grave\"><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Recusa pelo detento em aceitar alimento que julga impr\u00f3prio para consumo e configura\u00e7\u00e3o de falta grave.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>PROCESSO SOB SEGREDO DE JUSTI\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A recusa do detento em aceitar alimento que julga impr\u00f3prio para consumo, quando realizada de forma pac\u00edfica e sem amea\u00e7ar a seguran\u00e7a do ambiente carcer\u00e1rio, n\u00e3o configura falta grave.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 17\/10\/2023. (Info 792)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>7.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creide, apenada, recebeu sua marmita na pris\u00e3o. Por\u00e9m, entendeu que o alimento era impr\u00f3prio para consumo, raz\u00e3o pela qual o recusou. A recusa ocorreu de forma pac\u00edfica, sendo uma op\u00e7\u00e3o individual da detenta e n\u00e3o gerou protestos ou amea\u00e7a ao ambiente carcer\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda assim, Creide foi acusada de cometer falta grave prevista no art. 50, I da LEP.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Processo em segredo de justi\u00e7a. Caso imaginado.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\">7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 7.210\/1984:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 50. Comete falta grave o condenado \u00e0 pena privativa de liberdade que:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; incitar ou participar de movimento para subverter a ordem ou a disciplina;<\/p>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Penal:<\/p>\n\n\n\n<p>Dano<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 163 &#8211; Destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia:<\/p>\n\n\n\n<p>Pena &#8211; deten\u00e7\u00e3o, de um a seis meses, ou multa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Motim de presos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Art. 354 &#8211; Amotinarem-se presos, perturbando a ordem ou disciplina da pris\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>Pena &#8211; deten\u00e7\u00e3o, de seis meses a dois anos, al\u00e9m da pena correspondente \u00e0 viol\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>CF\/88:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 5\u00ba Todos s\u00e3o iguais perante a lei, sem distin\u00e7\u00e3o de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no Pa\u00eds a inviolabilidade do direito \u00e0 vida, \u00e0 liberdade, \u00e0 igualdade, \u00e0 seguran\u00e7a e \u00e0 propriedade, nos termos seguintes:<\/p>\n\n\n\n<p>IV &#8211; \u00e9 livre a manifesta\u00e7\u00e3o do pensamento, sendo vedado o anonimato;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-falta-grave\">7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Falta grave?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>A\u00ed tamb\u00e9m n\u00e3o n\u00e9!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O art. 50, I, da Lei n. 7.210\/1984 (Lei de Execu\u00e7\u00e3o Penal) estabelece que comete falta grave o detento condenado \u00e0 pena privativa de liberdade que incitar ou participar de movimento para subverter a ordem ou a disciplina.<\/p>\n\n\n\n<p>No contexto desse dispositivo legal, <strong>o termo &#8220;participar&#8221; significa envolver-se ativamente, cooperar ou contribuir para a realiza\u00e7\u00e3o de um movimento que tenha o prop\u00f3sito de desestabilizar a ordem ou a disciplina, seja por meio de a\u00e7\u00f5es concretas, como o uso de viol\u00eancia ou amea\u00e7as, ou por meio de a\u00e7\u00f5es intelectuais, como o planejamento ou a organiza\u00e7\u00e3o das atividades<\/strong>. Aquele que incita, ou seja, que estimula, motiva ou encoraja outros indiv\u00edduos a praticar atos de subvers\u00e3o ou indisciplina de forma coletiva, tamb\u00e9m ser\u00e1 responsabilizado por essa infra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A &#8220;greve de fome&#8221; realizada pelos detentos pode, em determinadas circunst\u00e2ncias, caracterizar a falta grave prevista no art. 50, I, da LEP, especialmente se o movimento resultar na configura\u00e7\u00e3o do crime de motim de presos, previsto no art. 354 do C\u00f3digo Penal, ou no crime de dano ao patrim\u00f4nio p\u00fablico, conforme estabelecido no art. 163 do C\u00f3digo Penal<strong>. Em tais situa\u00e7\u00f5es, a recusa deliberada em se alimentar pode ser considerada parte de um movimento que busca subverter a ordem ou a disciplina no estabelecimento prisional, sujeitando os envolvidos \u00e0s san\u00e7\u00f5es correspondentes<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, a recusa do detento em aceitar alimento que julga impr\u00f3prio para consumo n\u00e3o se configura como falta grave, uma vez que no ordenamento jur\u00eddico vigente n\u00e3o existe qualquer imposi\u00e7\u00e3o que obrigue o indiv\u00edduo privado de liberdade a ingerir alimentos em circunst\u00e2ncias que considere inadequadas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Essa atitude, quando realizada de forma pac\u00edfica e sem amea\u00e7ar a seguran\u00e7a do ambiente carcer\u00e1rio, representa um exerc\u00edcio do direito \u00e0 liberdade de express\u00e3o por parte do detento<\/strong>, direito esse amparado pelo pr\u00f3prio ordenamento jur\u00eddico no art. 5\u00ba, IV, da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, \u00e9 fundamental observar o art. 41 da Lei de Execu\u00e7\u00e3o Penal, que elenca os direitos do preso, notadamente o direito \u00e0 &#8220;alimenta\u00e7\u00e3o suficiente&#8221; e \u00e0 &#8220;assist\u00eancia material e \u00e0 sa\u00fade&#8221;. A recusa em ingerir alimentos inadequados est\u00e1 intrinsecamente ligada \u00e0 obriga\u00e7\u00e3o legal de proporcionar alimenta\u00e7\u00e3o suficiente e est\u00e1 relacionada diretamente \u00e0 assist\u00eancia material e \u00e0 sa\u00fade do detento. A ingest\u00e3o de alimentos inadequados poderia prejudicar seriamente seu bem-estar f\u00edsico e, consequentemente, sua sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, a recusa do detento em se negar a aceitar alimento que julga impr\u00f3prio para consumo n\u00e3o se caracteriza como falta grave. Ao contr\u00e1rio, essa atitude representa o exerc\u00edcio de seu direito \u00e0 liberdade de express\u00e3o e \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o de sua dignidade, respeitando os direitos fundamentais do ser humano no sistema penitenci\u00e1rio, conforme preconizam as leis nacionais e os tratados internacionais ratificados pelo Brasil. Isso, desde que seja feita de forma ordeira e sem colocar em risco a ordem e a disciplina do estabelecimento prisional.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\">7.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>A recusa do detento em aceitar alimento que julga impr\u00f3prio para consumo, quando realizada de forma pac\u00edfica e sem amea\u00e7ar a seguran\u00e7a do ambiente carcer\u00e1rio, n\u00e3o configura falta grave.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-penal\"><a>DIREITO PROCESSUAL PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-im-possibilidade-da-utilizacao-de-acoes-encobertas-controladas-virtuais-ou-de-agentes-infiltrados-no-plano-cibernetico-inclusive-via-espelhamento-do-whatsapp-web\"><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade da utiliza\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es encobertas, controladas virtuais ou de agentes infiltrados no plano cibern\u00e9tico, inclusive via espelhamento do Whatsapp Web.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel a utiliza\u00e7\u00e3o, no ordenamento jur\u00eddico p\u00e1trio, de a\u00e7\u00f5es encobertas, controladas virtuais ou de agentes infiltrados no plano cibern\u00e9tico, inclusive via espelhamento do Whatsapp Web, desde que o uso da a\u00e7\u00e3o controlada na investiga\u00e7\u00e3o criminal esteja amparada por autoriza\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>AREsp 2.309.888-MG, Rel. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 17\/10\/2023. (Info 792)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>8.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma investiga\u00e7\u00e3o, o MP postulou pelo deferimento de a\u00e7\u00f5es controladas, destinadas ao desmantelamento da associa\u00e7\u00e3o criminosa atuante no munic\u00edpio, sendo as a\u00e7\u00f5es controladas, bem assim intercepta\u00e7\u00f5es telef\u00f4nicas e quebra de sigilo de dados, autorizadas pelo Ju\u00edzo em processo cautelar apartado. Em recurso, a defesa dos investigados sustenta a ilicitude da quebra de sigilo telem\u00e1tico por meio de espelhamento do aplicativo whatsapp.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\">8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 12.850\/2013:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 10-A. Ser\u00e1 admitida a a\u00e7\u00e3o de agentes de pol\u00edcia infiltrados virtuais, obedecidos os requisitos do caput do art. 10, na internet, com o fim de investigar os crimes previstos nesta Lei e a eles conexos, praticados por organiza\u00e7\u00f5es criminosas, desde que demonstrada sua necessidade e indicados o alcance das tarefas dos policiais, os nomes ou apelidos das pessoas investigadas e, quando poss\u00edvel, os dados de conex\u00e3o ou cadastrais que permitam a identifica\u00e7\u00e3o dessas pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 9.296\/1996:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1\u00ba A intercepta\u00e7\u00e3o de comunica\u00e7\u00f5es telef\u00f4nicas, de qualquer natureza, para prova em investiga\u00e7\u00e3o criminal e em instru\u00e7\u00e3o processual penal, observar\u00e1 o disposto nesta Lei e depender\u00e1 de ordem do juiz competente da a\u00e7\u00e3o principal, sob segredo de justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Par\u00e1grafo \u00fanico. O disposto nesta Lei aplica-se \u00e0 intercepta\u00e7\u00e3o do fluxo de comunica\u00e7\u00f5es em sistemas de inform\u00e1tica e telem\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-possivel-a-utilizacao-das-provas-obtidas-via-espelhamento-do-zapzap\">8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel a utiliza\u00e7\u00e3o das provas obtidas via espelhamento do ZapZap?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Se houver autoriza\u00e7\u00e3o judicial, SIM!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia a aferi\u00e7\u00e3o da possibilidade de utiliza\u00e7\u00e3o, no ordenamento jur\u00eddico p\u00e1trio, de a\u00e7\u00f5es encobertas, controladas virtuais ou de agentes infiltrados no plano cibern\u00e9tico, inclusive via espelhamento do <em>Whatsapp Web.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>No ordenamento p\u00e1trio, <strong>as a\u00e7\u00f5es encobertas recebem a denomina\u00e7\u00e3o de infiltra\u00e7\u00e3o de agentes<\/strong>. A Lei que trata acerca de Organiza\u00e7\u00f5es Criminosas, Lei n. 12.850\/2013, prev\u00ea que, em qualquer fase da persecu\u00e7\u00e3o penal, ser\u00e3o permitidos, sem preju\u00edzo de outros procedimentos j\u00e1 previstos em lei, infiltra\u00e7\u00e3o, por policiais, em atividade de investiga\u00e7\u00e3o, mediante motivada e sigilosa autoriza\u00e7\u00e3o judicial. Objetiva-se a outorga, ao agente estatal, da possibilidade de penetrar na organiza\u00e7\u00e3o criminosa, participando de atividades di\u00e1rias, para, assim, compreend\u00ea-la e melhor combat\u00ea-la pelo repasse de informa\u00e7\u00f5es \u00e0s autoridades.<\/p>\n\n\n\n<p>De se mencionar, ainda, que a lei que regulamenta o Marco Civil da <em>Internet <\/em>(Lei n. 12.965\/2014), estabelece princ\u00edpios, garantias, direitos e deveres para uso da <em>Internet <\/em>no Brasil, garante o acesso e a interfer\u00eancia no &#8220;fluxo das comunica\u00e7\u00f5es pela <em>Internet, <\/em>por ordem judicial&#8221;. De id\u00eantica forma, a referida Lei n. 12.850\/2013 (Lei da ORCRIM), com reda\u00e7\u00e3o trazida pela Lei 13.694\/2019, passou a prever, de forma expressa, a figura do agente infiltrado virtual, em seu art. 10-A.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, a Lei n. 9.296\/1996 (Intercepta\u00e7\u00e3o Telef\u00f4nica), permite em seu art. 1\u00ba, par\u00e1grafo \u00fanico, a quebra do sigilo no que concerne \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o de dados, mediante ordem judicial fundamentada. Nesse ponto reside a permiss\u00e3o normativa para quebra de sigilo de dados inform\u00e1ticos e de forma subsequente, para permitir a intera\u00e7\u00e3o, a intercepta\u00e7\u00e3o e a infiltra\u00e7\u00e3o do agente, inclusive pelo meio cibern\u00e9tico, consistente no espelhamento do <em>Whatsapp Web<\/em><em>. <\/em>A lei de intercepta\u00e7\u00e3o, em combina\u00e7\u00e3o com a Lei das Organiza\u00e7\u00f5es Criminosas outorga legitimidade (legalidade) e dita o rito (regra procedimental), a mencionado espelhamento, em interpreta\u00e7\u00e3o progressiva, em conformidade com a realidade atual, para adequar a norma \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A potencialidade danosa dos delitos praticados por organiza\u00e7\u00f5es criminosas, pelo meio virtual, aliada a complexidade e dificuldade da persecu\u00e7\u00e3o penal no \u00e2mbito cibern\u00e9tico devem levar a jurisprud\u00eancia a admitir as a\u00e7\u00f5es controladas e infiltradas no mesmo plano virtual.<\/strong> De fato, nos \u00faltimos anos, as redes sociais e respectivos aplicativos se tornaram uma ferramenta indispens\u00e1vel para a comunica\u00e7\u00e3o, intera\u00e7\u00e3o e compartilhamento de informa\u00e7\u00f5es em todo o mundo. Entretanto, essa r\u00e1pida expans\u00e3o e influ\u00eancia tamb\u00e9m trouxeram consigo uma s\u00e9rie de desafios e problemas no \u00e2mbito da investiga\u00e7\u00e3o, no meio virtual, tornando-se a evolu\u00e7\u00e3o da jurisprud\u00eancia acerca do tema quest\u00e3o cada vez mais relevante e urgente.<\/p>\n\n\n\n<p>Impositivo se mostra o estabelecimento de regras processuais compat\u00edveis com a modernidade do crime organizado, por\u00e9m, sempre respeitando, dentro de tal quadro, os direitos e garantias fundamentais do investigado. Tal desiderato restou alcan\u00e7ado na medida em que, no ordenamento p\u00e1trio, a infiltra\u00e7\u00e3o, igualmente a outros institutos que restringem garantias e direitos fundamentais, est\u00e1 submetida ao controle e amparada por ordem de um juiz competente.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 empecilho, portanto, na utiliza\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es encobertas ou agentes infiltrados na persecu\u00e7\u00e3o de delitos, pela via dos meios virtuais, desde que, conjugados crit\u00e9rios de proporcionalidade (utilidade, necessidade), reste observada a subsidiariedade, n\u00e3o podendo a prova ser produzida por outros meios dispon\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 o que se d\u00e1 na hip\u00f3tese em an\u00e1lise, com o autorizado espelhamento via <em>Whatsapp Web<\/em>, como meio de infiltra\u00e7\u00e3o investigativa, na medida em que a intercepta\u00e7\u00e3o de dados direta, feita no pr\u00f3prio aplicativo original do <em>Whatsapp, <\/em>se denota, por vezes, despicienda, em face da conhecida criptografia ponta a ponta que vigora no aplicativo original, impossibilitando o acesso ao teor das conversas ali entabuladas. <strong>Concebe-se plaus\u00edvel, portanto, que o espelhamento autorizado via <em>Whatsapp Web, <\/em>pelos \u00f3rg\u00e3os de persecu\u00e7\u00e3o, se denote equivalente \u00e0 modalidade de infiltra\u00e7\u00e3o do agente, que consiste em meio extraordin\u00e1rio, mas v\u00e1lido, de obten\u00e7\u00e3o de prova.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Pode, desta forma, o agente policial valer-se da utiliza\u00e7\u00e3o do espelhamento pela via do <em>Whatsapp Web, <\/em>desde que respeitados os par\u00e2metros de proporcionalidade, subsidiariedade, controle judicial e legalidade, calcado pelo competente mandado judicial. De fato, a Lei n. 9.296\/1996, que regulamenta as intercepta\u00e7\u00f5es, conjugada com a Lei n. 12.850\/2013 (Lei das Organiza\u00e7\u00f5es Criminosas), outorgam substrato de validade processual \u00e0s a\u00e7\u00f5es infiltradas no plano cibern\u00e9tico, desde que observada a cl\u00e1usula de reserva de jurisdi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\">8.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel a utiliza\u00e7\u00e3o, no ordenamento jur\u00eddico p\u00e1trio, de a\u00e7\u00f5es encobertas, controladas virtuais ou de agentes infiltrados no plano cibern\u00e9tico, inclusive via espelhamento do Whatsapp Web, desde que o uso da a\u00e7\u00e3o controlada na investiga\u00e7\u00e3o criminal esteja amparada por autoriza\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-in-viabilidade-da-fixacao-na-esfera-penal-indenizacao-minima-a-titulo-de-danos-morais-sem-que-tenha-havido-a-efetiva-comprovacao-do-abalo-a-honra-objetiva-da-pessoa-juridica\"><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (In)Viabilidade da fixa\u00e7\u00e3o, na esfera penal, indeniza\u00e7\u00e3o m\u00ednima a t\u00edtulo de danos morais, sem que tenha havido a efetiva comprova\u00e7\u00e3o do abalo \u00e0 honra objetiva da pessoa jur\u00eddica<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 invi\u00e1vel fixar, na esfera penal, indeniza\u00e7\u00e3o m\u00ednima a t\u00edtulo de danos morais, sem que tenha havido a efetiva comprova\u00e7\u00e3o do abalo \u00e0 honra objetiva da pessoa jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p>AREsp 2.267.828-MG, Rel. Ministro Messod Azulay Neto, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 17\/10\/2023, DJe 23\/10\/2023. (Info 792)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>9.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creitinho foi condenado pelo crime de roubo a uma loja. Al\u00e9m da pena privativa de liberdade, a condena\u00e7\u00e3o incluiu o pagamento de valor de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais ao ofendido pessoa jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, a defesa de Creitinho interp\u00f4s recurso no qual sustenta que n\u00e3o existem elementos que evidenciem a ocorr\u00eancia dos danos alegados.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>9.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-necessario-comprovar-a-ofensa-a-honra-objetiva-da-pj\">9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Necess\u00e1rio comprovar a ofensa \u00e0 honra objetiva da PJ?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeap!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A possibilidade de condena\u00e7\u00e3o do r\u00e9u por danos morais, sem a indica\u00e7\u00e3o pr\u00e9via do <em>quantum debeatur<\/em> e sem instru\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, \u00e9 mat\u00e9ria que suscita posi\u00e7\u00f5es divergentes no \u00e2mbito do Superior Tribunal de Justi\u00e7a. Sobre o tema, recentemente a Quinta Turma sinalizou mudan\u00e7a de orienta\u00e7\u00e3o para passar a admitir a fixa\u00e7\u00e3o de dano moral mediante simples requerimento na exordial acusat\u00f3ria, alinhando-se ao entendimento da Sexta Turma. Nada obstante, posteriormente, a quest\u00e3o foi afetada \u00e0 Terceira Se\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>De todo modo, qualquer que seja a orienta\u00e7\u00e3o jurisprudencial adotada, \u00e9 invi\u00e1vel fixar, na esfera penal, indeniza\u00e7\u00e3o m\u00ednima a t\u00edtulo de danos morais, sem que tenha havido a efetiva comprova\u00e7\u00e3o do abalo \u00e0 honra objetiva da pessoa jur\u00eddica. <strong>Diferentemente do que ocorre com as pessoas naturais, as pessoas jur\u00eddicas n\u00e3o s\u00e3o tuteladas a partir da concep\u00e7\u00e3o estrita do dano moral, isto \u00e9, ofensa \u00e0 dignidade humana, o que impede, via de regra, a presun\u00e7\u00e3o de dano<em> ipso facto<\/em><\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, o Tribunal de origem justificou a fixa\u00e7\u00e3o de valor m\u00ednimo indenizat\u00f3rio por danos morais, pois n\u00e3o haveria &#8220;&#8230;qualquer elemento que afaste a ofensa \u00e0 esfera intima do ofendido, que \u00e9 pr\u00f3pria da pr\u00e1tica da infra\u00e7\u00e3o penal&#8230;&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, o conceito de &#8220;esfera \u00edntima&#8221; \u00e9 inapropriado nas hip\u00f3teses em que o ofendido \u00e9 pessoa jur\u00eddica. \u00c9 temer\u00e1rio presumir que o roubo a um caminh\u00e3o de entregas possa ter causado danos morais \u00e0 pessoa jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, <strong>\u00e9 poss\u00edvel que determinados crimes afetem a imagem e a honra de empresas<\/strong>. Seria, por exemplo, o caso de consumidores que param de frequentar determinado estabelecimento por raz\u00f5es de seguran\u00e7a. Da\u00ed porque se conclui pela IMPRESCINDIBILIDADE da instru\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para comprovar, caso a caso, a ocorr\u00eancia de efetivo abalo \u00e0 honra objetiva da pessoa jur\u00eddica para os fins do art. 387, inciso IV, do C\u00f3digo de Processo Penal.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\">9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 invi\u00e1vel fixar, na esfera penal, indeniza\u00e7\u00e3o m\u00ednima a t\u00edtulo de danos morais, sem que tenha havido a efetiva comprova\u00e7\u00e3o do abalo \u00e0 honra objetiva da pessoa jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-d84d4cf1-9824-4eab-90c0-ba9d21b7d0bb\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/11\/07022742\/stj-informativo-792.pdf\">stj-informativo-792<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/11\/07022742\/stj-informativo-792.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-d84d4cf1-9824-4eab-90c0-ba9d21b7d0bb\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Informativo n\u00ba 792 do STJ\u00a0COMENTADO\u00a0saindo do forno (quentinho) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! 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