{"id":1286721,"date":"2023-10-03T01:06:45","date_gmt":"2023-10-03T04:06:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1286721"},"modified":"2023-10-03T01:06:47","modified_gmt":"2023-10-03T04:06:47","slug":"informativo-stj-788-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-788-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STJ 788 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p>Informativo n\u00ba 788 do STJ\u00a0<strong>COMENTADO<\/strong>\u00a0saindo do forno (quentinho) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/10\/03010632\/stj-informativo-788.pdf\" rel=\"sponsored nofollow\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/p>\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_XCsp3baQo0Y\"><div id=\"lyte_XCsp3baQo0Y\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/XCsp3baQo0Y\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/XCsp3baQo0Y\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/XCsp3baQo0Y\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-administrativo\"><a>DIREITO ADMINISTRATIVO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resolucao-n-2-2018-da-camara-de-regulacao-do-mercado-de-medicamentos-e-extrapolacao-do-poder-regulamentar-ao-fixar-margem-zero-de-sobrepreco-em-relacao-aos-medicamentos-fornecidos-por-hospitais-na-prestacao-do-servico-de-assistencia-medica-e-estabelecer-sancao-na-hipotese-de-violacao\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resolu\u00e7\u00e3o n 2\/2018 da C\u00e2mara de Regula\u00e7\u00e3o do Mercado de Medicamentos e extrapola\u00e7\u00e3o do poder regulamentar ao fixar margem zero de sobrepre\u00e7o em rela\u00e7\u00e3o aos medicamentos fornecidos por hospitais na presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o de assist\u00eancia m\u00e9dica e estabelecer san\u00e7\u00e3o na hip\u00f3tese de viola\u00e7\u00e3o<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Resolu\u00e7\u00e3o n. 2\/2018 da C\u00e2mara de Regula\u00e7\u00e3o do Mercado de Medicamentos n\u00e3o extrapolou do poder regulamentar ao fixar margem zero de sobrepre\u00e7o em rela\u00e7\u00e3o aos medicamentos fornecidos por hospitais na presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o de assist\u00eancia m\u00e9dica e estabelecer san\u00e7\u00e3o na hip\u00f3tese de viola\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>AREsp 1.708.364-RJ, Rel. Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 12\/9\/2023. (Info 788)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O Hospital Quebradeira ajuizou a\u00e7\u00e3o por meio da qual questiona a Resolu\u00e7\u00e3o n. 2\/2018 da C\u00e2mara de Regula\u00e7\u00e3o do Mercado de Medicamentos. Conforme o hospital, a resolu\u00e7\u00e3o teria excedido o poder regulamentar ao fixar margem zero de sobrepre\u00e7o em rela\u00e7\u00e3o aos medicamentos fornecidos por hospitais na presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o de assist\u00eancia m\u00e9dica e estabelecer san\u00e7\u00e3o na hip\u00f3tese de viola\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 10.742\/2003:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 6<sup>o<\/sup>&nbsp;Compete \u00e0 CMED, dentre outros atos necess\u00e1rios \u00e0 consecu\u00e7\u00e3o dos objetivos a que se destina esta Lei:<\/p>\n\n\n\n<p>V &#8211; estabelecer crit\u00e9rios para fixa\u00e7\u00e3o de margens de comercializa\u00e7\u00e3o de medicamentos a serem observados pelos representantes, distribuidores, farm\u00e1cias e drogarias, inclusive das margens de farm\u00e1cias voltadas especificamente ao atendimento privativo de unidade hospitalar ou de qualquer outra equivalente de assist\u00eancia m\u00e9dica;<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 5.991\/1973:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 4\u00ba &#8211; Para efeitos desta Lei, s\u00e3o adotados os seguintes conceitos:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 5\u00ba &#8211; O com\u00e9rcio de drogas, medicamentos e de insumos farmac\u00eauticos \u00e9 privativo das empresas e dos estabelecimentos definidos nesta Lei.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1\u00ba &#8211; O com\u00e9rcio de determinados correlatos, tais como, aparelhos e acess\u00f3rios, produtos utilizados para fins diagn\u00f3sticos e anal\u00edticos, odontol\u00f3gicos, veterin\u00e1rios, de higiene pessoal ou de ambiente, cosm\u00e9ticos e perfumes, exercido por estabelecimentos especializados, poder\u00e1 ser extensivo \u00e0s farm\u00e1cias e drogarias, observado o disposto em lei federal e na supletiva dos Estados, do Distrito Federal e dos Territ\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2\u00ba &#8211; A venda de produtos diet\u00e9ticos ser\u00e1 realizada nos estabelecimentos de dispensa\u00e7\u00e3o e, desde que n\u00e3o contenham subst\u00e2ncias medicamentosas, pelos do com\u00e9rcio fixo<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-extrapolou-se-o-do-poder-regulamentar\"><a>1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Extrapolou-se o do poder regulamentar?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooopsss!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia consiste em saber, em resumo, se a Resolu\u00e7\u00e3o n. 2\/2018 da C\u00e2mara de Regula\u00e7\u00e3o do Mercado de Medicamentos (CMED) desbordaram da sua fun\u00e7\u00e3o regulamentar, disciplinando quest\u00f5es para al\u00e9m da lei regulada (Lei n. 10.742\/2003).<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, n\u00e3o houve na resolu\u00e7\u00e3o questionada normatividade capaz de efetivamente inovar a ordem jur\u00eddica, porque esta (a ordem jur\u00eddica) j\u00e1 estabelecia a possibilidade de regulamenta\u00e7\u00e3o e seus limites, de modo que <strong>a norma regulamentadora se situa no \u00e2mbito da sua ordin\u00e1ria compet\u00eancia executiva<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal, diante de contexto semelhante (RMS 28.487\/DF), considerou legal\/constitucional a amplitude da delega\u00e7\u00e3o normativa conferida \u00e0 CMED, entendendo ser aquela necess\u00e1ria para fazer face \u00e0 din\u00e2mica e \u00e0s peculiaridades t\u00e9cnicas do mercado de medicamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>O art. 6\u00ba, V, da Lei n. 10.742\/2003 disciplina que compete \u00e0 CMED estabelecer os crit\u00e9rios para fixa\u00e7\u00e3o da margem de comercializa\u00e7\u00e3o, o que abrangeria, portanto, a hip\u00f3tese em que fosse fixada margem zero de sobrepre\u00e7o em rela\u00e7\u00e3o aos medicamentos fornecidos pelo hospital na presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o de assist\u00eancia m\u00e9dica.<\/p>\n\n\n\n<p>Extrai-se dos arts. 4\u00ba e 5\u00ba da Lei n. 5.991\/1973 que <strong>a negocia\u00e7\u00e3o em si das drogas, medicamentos e insumos farmac\u00eauticos \u00e9 privativa das unidades que exer\u00e7am como atividade principal ou subsidi\u00e1ria o com\u00e9rcio, venda, fornecimento e distribui\u00e7\u00e3o daquelas subst\u00e2ncias, situa\u00e7\u00e3o jur\u00eddica n\u00e3o vivenciada pelos hospitais<\/strong>, cuja fun\u00e7\u00e3o primordial \u00e9 de prestar o servi\u00e7o de assist\u00eancia m\u00e9dica.<\/p>\n\n\n\n<p>Caso em que a norma principal autorizou a norma secund\u00e1ria a disciplinar, de maneira ampla, os procedimentos de controle do mercado de medicamentos &#8211; inclusive as margens de comercializa\u00e7\u00e3o &#8211; e expressamente admitiu a aplica\u00e7\u00e3o de san\u00e7\u00e3o nas hip\u00f3teses de viola\u00e7\u00e3o \u00e0quelas regras que o pr\u00f3prio legislador quis que fossem criadas.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>1.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A Resolu\u00e7\u00e3o n. 2\/2018 da C\u00e2mara de Regula\u00e7\u00e3o do Mercado de Medicamentos n\u00e3o extrapolou do poder regulamentar ao fixar margem zero de sobrepre\u00e7o em rela\u00e7\u00e3o aos medicamentos fornecidos por hospitais na presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o de assist\u00eancia m\u00e9dica e estabelecer san\u00e7\u00e3o na hip\u00f3tese de viola\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-civil\"><a>DIREITO CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-ir-responsabilidade-da-vendedora-de-passagem-aerea-pelos-danos-morais-e-materiais-experimentados-pelo-passageiro-em-razao-do-cancelamento-do-voo\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Ir)Responsabilidade da vendedora de passagem a\u00e9rea pelos danos morais e materiais experimentados pelo passageiro em raz\u00e3o do cancelamento do voo<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A vendedora de passagem a\u00e9rea n\u00e3o responde solidariamente com a companhia a\u00e9rea pelos danos morais e materiais experimentados pelo passageiro em raz\u00e3o do cancelamento do voo.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.082.256-SP, Rel. Ministro Marco Aur\u00e9lio Bellizze, Terceira Turma, por maioria, julgado em 12\/9\/2023, DJe 21\/9\/2023. (Info 788)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creide ajuizou a\u00e7\u00e3o em desfavor de 321 Milhas e Gole Linhas A\u00e9reas na qual alegou que adquiriu passagens por meio da primeira r\u00e9 para trajeto a ser realizado pela segunda, mas, ao chegar no aeroporto, foi surpreendida pela not\u00edcia do cancelamento do voo.<\/p>\n\n\n\n<p>As r\u00e9s contestaram o pedido e 321 milhas sustentou sua ilegitimidade passiva, uma vez que, seu servi\u00e7o, consistente na emiss\u00e3o da passagem, teria sido perfeitamente realizado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Defesa do Consumidor:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 14. O fornecedor de servi\u00e7os responde, independentemente da exist\u00eancia de culpa, pela repara\u00e7\u00e3o dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos \u00e0 presta\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os, bem como por informa\u00e7\u00f5es insuficientes ou inadequadas sobre sua frui\u00e7\u00e3o e riscos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 3\u00b0 O fornecedor de servi\u00e7os s\u00f3 n\u00e3o ser\u00e1 responsabilizado quando provar:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; que, tendo prestado o servi\u00e7o, o defeito inexiste;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-a-vendedora-de-passagens-responde-solidariamente\"><a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A vendedora de passagens responde solidariamente?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooopsss!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia a saber se a sociedade empresarial que apenas vendeu as passagens a\u00e9reas tem responsabilidade pelo cancelamento do voo.<\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente, <strong>constata-se que na ocorr\u00eancia da compra de passagem, n\u00e3o houve nenhum defeito na presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o contratado junto \u00e0 sociedade empres\u00e1ria, pois as passagens a\u00e9reas foram devidamente emitidas<\/strong>, n\u00e3o lhe incumbindo a responsabilidade pelo efetivo cumprimento do contrato de transporte a\u00e9reo com a companhia.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito<strong>, os fatos demonstram a incid\u00eancia da exclus\u00e3o de responsabilidade do fornecedor, prevista no art. 14, \u00a7 3\u00ba, incisos I e II, do C\u00f3digo de Defesa do Consumidor, pois, de um lado, n\u00e3o existe defeito em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o que incumbia \u00e0 empresa que intermediou a venda da passagem<\/strong> (emiss\u00e3o dos bilhetes a\u00e9reos), e, de outro, houve culpa exclusiva de terceiro, companhia a\u00e9rea, no tocante ao cancelamento do voo contratado.<\/p>\n\n\n\n<p>Conquanto as normas do Estatuto Consumerista (CDC) tenham como finalidade a busca pelo equil\u00edbrio nas rela\u00e7\u00f5es de consumo, trazendo princ\u00edpios e regras pr\u00f3prias para proteger o consumidor de eventuais preju\u00edzos na aquisi\u00e7\u00e3o de produtos e servi\u00e7os, dentre as quais est\u00e1 a responsabilidade solid\u00e1ria, a sua aplica\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ultrapassar os limites da razoabilidade, tanto que o pr\u00f3prio diploma consumerista traz hip\u00f3teses de exclus\u00e3o da responsabilidade do fornecedor de produtos e servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>2.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A vendedora de passagem a\u00e9rea n\u00e3o responde solidariamente com a companhia a\u00e9rea pelos danos morais e materiais experimentados pelo passageiro em raz\u00e3o do cancelamento do voo.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-civil\"><a>DIREITO PROCESSUAL CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-cabimento-do-agravo-interno-contra-decisao-que-indefere-o-ingresso-de-terceiro-na-qualidade-de-amicus-curiae-em-recurso-especial-representativo-de-controversia\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cabimento do agravo interno contra decis\u00e3o que indefere o ingresso de terceiro na qualidade de <em>amicus curiae<\/em> em recurso especial representativo de controv\u00e9rsia<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NA PETI\u00c7\u00c3O NO RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 cab\u00edvel agravo interno contra decis\u00e3o que indefere o ingresso de terceiro na qualidade de amicus curiae em recurso especial representativo de controv\u00e9rsia.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt na PET no REsp 1.908.497-RN, Rel. Ministra Assusete Magalh\u00e3es, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 13\/9\/2023, DJe 20\/9\/2023. (Info 788)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em um recurso especial representativo de controv\u00e9rsia, a Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Usu\u00e1rios do Transporte de Carga-ANUT peticionou requerendo sua interven\u00e7\u00e3o no feito, na condi\u00e7\u00e3o de <em>amicus curiae<\/em>, o que foi indeferido.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformada, ANUT interp\u00f4s agravo interno contra a decis\u00e3o denegat\u00f3ria na qual requereu a reconsidera\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 138. O juiz ou o relator, considerando a relev\u00e2ncia da mat\u00e9ria, a especificidade do tema objeto da demanda ou a repercuss\u00e3o social da controv\u00e9rsia, poder\u00e1, por decis\u00e3o irrecorr\u00edvel, de of\u00edcio ou a requerimento das partes ou de quem pretenda manifestar-se, solicitar ou admitir a participa\u00e7\u00e3o de pessoa natural ou jur\u00eddica, \u00f3rg\u00e3o ou entidade especializada, com representatividade adequada, no prazo de 15 (quinze) dias de sua intima\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-cabivel-o-agravo-interno\"><a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cab\u00edvel o agravo interno?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Noooopsssss!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia a analisar o cabimento de agravo interno contra decis\u00e3o que indefere o ingresso de terceiro na qualidade de&nbsp;<em>amicus curiae<\/em>&nbsp;em recurso especial representatitvo de controv\u00e9rsia.<\/p>\n\n\n\n<p>Na doutrina, verifica-se que <strong>o cabimento do agravo interno contra decis\u00e3o que indefere o ingresso do&nbsp;<em>amicus curiae<\/em>&nbsp;no feito tem encontrado defensores em dois sentidos<\/strong>: ora em favor da irrecorribilidade, defendendo que &#8220;o art. 138,&nbsp;<em>caput<\/em>, generalizou a inadmissibilidade do recurso pr\u00f3prio contra o ato admitindo, ou n\u00e3o, a interven\u00e7\u00e3o do&nbsp;<em>amicus curiae<\/em>, excepcionando, nesse caso, o art. 1.015, IX, do NCPC&#8221;, ora em defesa da recorribilidade, firme no sentido de que &#8220;o juiz ou relator poder\u00e1, &#8216;por decis\u00e3o irrecorr\u00edvel&#8217;, &#8216;solicitar ou admitir&#8217; a interven\u00e7\u00e3o de&nbsp;<em>amicus curiae<\/em>. V\u00ea-se, assim, que a lei processual n\u00e3o estabelece a irrecorribilidade da decis\u00e3o que n\u00e3o admite a interven\u00e7\u00e3o de&nbsp;<em>amicus curiae<\/em>, mas apenas daquela que o admite.<\/p>\n\n\n\n<p>De igual modo, no STJ, em um primeiro momento, a Primeira Se\u00e7\u00e3o do STJ, sem maiores embates, em 22\/3\/2017, no julgamento do AgRg na PET no REsp 1.336.026\/PE (Rel. Ministro Og Fernandes, Primeira Se\u00e7\u00e3o, DJe de 28\/3\/2017), conheceu do agravo interno, interposto contra decis\u00e3o que inadmitira o ingresso no feito de<em>&nbsp;amicus curiae<\/em>, negando-lhe, contudo, provimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Na mesma linha, no julgamento do AgInt na Pet no REsp 1.657.156\/RJ (Rel. Ministro Benedito Gon\u00e7alves, Primeira Se\u00e7\u00e3o, DJe de 3\/10\/2017), ap\u00f3s amplo debate, em 27\/9\/2017, a Primeira Se\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m concluiu, por unanimidade, ser cab\u00edvel a interposi\u00e7\u00e3o de agravo interno contra a decis\u00e3o que n\u00e3o admite a participa\u00e7\u00e3o de terceiro como&nbsp;<em>amicus curiae<\/em>, considerando irrecorr\u00edvel apenas a decis\u00e3o que solicita ou admite tal participa\u00e7\u00e3o, nos termos da interpreta\u00e7\u00e3o literal dada ao art. 138 do CPC.<\/p>\n\n\n\n<p>Todavia, ainda que tal posi\u00e7\u00e3o tenha sido vencedora, em um primeiro momento, existem precedentes inclusive posteriores aos mencionados julgamentos da Primeira Se\u00e7\u00e3o, ora no sentido do n\u00e3o cabimento do recurso contra decis\u00e3o que indefere o pedido de ingresso de&nbsp;<em>amicus curiae<\/em>, ora no sentido de seu cabimento.<\/p>\n\n\n\n<p>A <strong>dissipar d\u00favidas sobre o tema, a Corte Especial do STJ, por unanimidade<\/strong>, em 1\u00ba\/8\/2018, no julgamento da Quest\u00e3o de Ordem no REsp 1.696.396\/MT, afetado sob o rito dos recursos repetitivos, decidiu que &#8220;a leitura do art. 138 do CPC\/2015, n\u00e3o deixa d\u00favida de que a decis\u00e3o unipessoal que verse sobre a admissibilidade do&nbsp;<em>amicus curiae<\/em>&nbsp;n\u00e3o \u00e9 impugn\u00e1vel por agravo interno, seja porque o&nbsp;<em>caput&nbsp;<\/em>expressamente a coloca como uma decis\u00e3o irrecorr\u00edvel, seja porque o \u00a71\u00ba expressamente diz que a interven\u00e7\u00e3o n\u00e3o autoriza a interposi\u00e7\u00e3o de recursos, ressalvada a oposi\u00e7\u00e3o de embargos de declara\u00e7\u00e3o ou a interposi\u00e7\u00e3o de recurso contra a decis\u00e3o que julgar o IRDR&#8221; (QO no REsp 1.696.396\/MT, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Corte Especial, DJe de 19\/12\/2018)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>3.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 cab\u00edvel agravo interno contra decis\u00e3o que indefere o ingresso de terceiro na qualidade de amicus curiae em recurso especial representativo de controv\u00e9rsia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-im-penhorabilidade-em-execucao-de-saldo-em-conta-de-investimento\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Penhorabilidade, em execu\u00e7\u00e3o, de saldo em conta de investimento<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A penhora, em execu\u00e7\u00e3o, de saldo em conta de investimento sujeita-se ao regramento do art. 833, X, do C\u00f3digo de Processo Civil (impenhorabilidade at\u00e9 o montante de 40 sal\u00e1rios-m\u00ednimos) &#8211; que incide, inclusive, nas execu\u00e7\u00f5es de natureza n\u00e3o alimentar -, ainda que o montante tenha sido transferido (seja oriundo) de conta vinculada do FGTS, afastando-se, assim, a impenhorabilidade absoluta de que trataria o art. 2\u00ba, \u00a7 2\u00ba, da Lei n. 8.036\/1990.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.021.651-PR, Rel. Ministro Jo\u00e3o Batista Moreira (Desembargador convocado do TRF1), Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 19\/9\/2023. (Info 788)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma execu\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a criminal condenat\u00f3ria, o MP requereu a penhora online de valores de Craudi\u00e3o, o que foi realizado com sucesso. Inconformado, Craudi\u00e3o alega a impenhorabilidade dos valores, uma vez que eram provenientes de sua conta vinculada do FGTS e posteriormente transferidos para uma conta de investimento. A seu ver, o valor seria impenhor\u00e1vel em sua totalidade, ou ao menos deveria ser aplicada a regra da impenhorabilidade at\u00e9 o montante de 40 sal\u00e1rios m\u00ednimos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 8.036\/1990:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 2\u00ba O FGTS \u00e9 constitu\u00eddo pelos saldos das contas vinculadas a que se refere esta lei e outros recursos a ele incorporados, devendo ser aplicados com atualiza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e juros, de modo a assegurar a cobertura de suas obriga\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2\u00ba As contas vinculadas em nome dos trabalhadores s\u00e3o absolutamente impenhor\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-impenhoravel\"><a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Impenhor\u00e1vel?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>S\u00f3 at\u00e9 o limite de 40 sal\u00e1rios m\u00ednimos!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O \u00a7 2\u00ba do art. 2\u00ba da Lei n. 8.036\/1990 disp\u00f5e que &#8220;As contas vinculadas em nome dos trabalhadores s\u00e3o absolutamente impenhor\u00e1veis.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, a inst\u00e2ncia de origem afastou a impenhorabilidade absoluta ao fundamento de que o saldo da conta vinculada do FGTS fora transferido para conta de aplica\u00e7\u00e3o financeira.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, a jurisprud\u00eancia do STJ j\u00e1 decidiu que &#8220;<strong>A ocorr\u00eancia de transfer\u00eancia dos cr\u00e9ditos para conta particular do trabalhador desautoriza a aplica\u00e7\u00e3o do art. 2\u00ba, \u00a7 2\u00ba, da Lei n. 8.036\/1990<\/strong>.&#8221; (REsp 867.062\/RS, Rel. Ministra Eliana Calmon, Segunda Turma, DJe 5\/9\/2008).<\/p>\n\n\n\n<p>Embora o saldo das contas vinculadas perten\u00e7a aos seus titulares, os recursos do FGTS n\u00e3o t\u00eam como \u00fanica finalidade indenizar o trabalhador. Dessa forma, \u00e9 razo\u00e1vel o racioc\u00ednio de que, enquanto n\u00e3o havida hip\u00f3tese de saque, a impenhorabilidade absoluta de que trata o \u00a7 2\u00aa do art. 2\u00ba da Lei n. 8.036\/1990 tem por escopo assegurar a aplica\u00e7\u00e3o dos recursos do FGTS nos termos do \u00a7 2\u00ba do art. 9\u00ba da mesma lei, ou seja, em prol da coletividade.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, tendo havido saque e transfer\u00eancia do saldo da conta vinculada, passa a incidir, no regramento sobre impenhorabilidade do saldo na outra conta (conta-investimento), o quanto disposto no inciso X do art. 833 do CPC, o que afasta a regra da impenhorabilidade com base na Lei n. 8.036\/1990. O entendimento do STJ \u00e9 pela incid\u00eancia da referida norma processual mesmo a contas de aplica\u00e7\u00e3o financeira.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa linha, &#8220;<strong>A jurisprud\u00eancia desta Corte Superior \u00e9 firme no sentido da impenhorabilidade de valor at\u00e9 40 sal\u00e1rios m\u00ednimos poupados ou mantidos pelo devedor em conta corrente ou em outras aplica\u00e7\u00f5es financeiras, ressalvada a comprova\u00e7\u00e3o de m\u00e1-f\u00e9, abuso de direito ou fraude, o que n\u00e3o foi demonstrado nos autos<\/strong> (AgInt nos EDcl no REsp 2.011.412\/PR, relator Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma, DJe de 5\/5\/2023).<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, registre-se que a jurisprud\u00eancia do STJ j\u00e1 admitia a penhora de verba salarial para quita\u00e7\u00e3o de qualquer d\u00edvida (ou seja, n\u00e3o somente de execu\u00e7\u00e3o de alimentos) do montante acima de 50 (cinquenta) sal\u00e1rios m\u00ednimos recebidos pelo executado. O entendimento evoluiu para, em avalia\u00e7\u00e3o a ser feita no caso concreto, afastar at\u00e9 mesmo esse limite (EREsp 1.874.222\/DF, Rel. Ministro Jo\u00e3o Ot\u00e1vio de Noronha, Corte Especial, por maioria, julgado em 19\/4\/2023).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>4.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A penhora, em execu\u00e7\u00e3o, de saldo em conta de investimento sujeita-se ao regramento do art. 833, X, do C\u00f3digo de Processo Civil (impenhorabilidade at\u00e9 o montante de 40 sal\u00e1rios-m\u00ednimos) &#8211; que incide, inclusive, nas execu\u00e7\u00f5es de natureza n\u00e3o alimentar -, ainda que o montante tenha sido transferido (seja oriundo) de conta vinculada do FGTS, afastando-se, assim, a impenhorabilidade absoluta de que trataria o art. 2\u00ba, \u00a7 2\u00ba, da Lei n. 8.036\/1990.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-do-consumidor\"><a>DIREITO DO CONSUMIDOR<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-ir-responsabilidade-da-instituicao-financeira-por-falha-na-prestacao-de-servicos-bancarios-ao-permitir-a-contratacao-de-emprestimo-por-estelionatario\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Ir)Responsabilidade da institui\u00e7\u00e3o financeira por falha na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os banc\u00e1rios ao permitir a contrata\u00e7\u00e3o de empr\u00e9stimo por estelionat\u00e1rio<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A institui\u00e7\u00e3o financeira responde objetivamente por falha na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os banc\u00e1rios ao permitir a contrata\u00e7\u00e3o de empr\u00e9stimo por estelionat\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.052.228-DF, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 12\/9\/2023, DJe 15\/9\/2023 (Info 788)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Crementina ajuizou a\u00e7\u00e3o em desfavor do Banco Brasa por meio da qual requer a declara\u00e7\u00e3o da inexist\u00eancia de d\u00edvida, susta\u00e7\u00e3o das cobran\u00e7as e indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais e materiais, uma vez que o empr\u00e9stimo cobrado teria sido realizado por estelionat\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, o Banco sustenta n\u00e3o ter responsabilidade na quest\u00e3o, uma vez que o empr\u00e9stimo foi realizado por terceiro ap\u00f3s conseguir os dados de Crementina por telefone.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>S\u00famula n. 297\/STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>O C\u00f3digo de Defesa do Consumidor \u00e9 aplic\u00e1vel \u00e0s institui\u00e7\u00f5es financeiras.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-a-if-responde-objetivamente\"><a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A IF responde objetivamente?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O C\u00f3digo de Defesa do Consumidor (CDC) \u00e9 aplic\u00e1vel \u00e0s institui\u00e7\u00f5es financeiras<\/strong> (S\u00famula n. 297\/STJ), as quais devem prestar servi\u00e7os de qualidade no mercado de consumo.<\/p>\n\n\n\n<p>O dever de seguran\u00e7a \u00e9 no\u00e7\u00e3o que abrange tanto a integridade psicof\u00edsica do consumidor, quanto sua integridade patrimonial. Como consequ\u00eancia, <strong>\u00e9 dever da institui\u00e7\u00e3o financeira verificar a regularidade e a idoneidade das transa\u00e7\u00f5es realizadas pelos consumidores, desenvolvendo mecanismos capazes de dificultar fraudes perpetradas por terceiros, independentemente de qualquer ato dos consumidores<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Veja-se que, nas fraudes e nos golpes de engenharia social, geralmente s\u00e3o efetuadas diversas opera\u00e7\u00f5es em sequ\u00eancia, num curto intervalo de tempo e em valores elevados. Em raz\u00e3o desta combina\u00e7\u00e3o de fatores, <strong>as transa\u00e7\u00f5es feitas por criminosos destoam completamente do perfil do consumidor e, portanto, podem e devem ser identificadas pelos bancos<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A conduta das institui\u00e7\u00f5es financeiras de se manter inerte perante a ocorr\u00eancia de diversas transa\u00e7\u00f5es at\u00edpicas em poucos minutos concorre para permitir os golpes aplicados em seus correntistas. Assim, <strong>o nexo causal \u00e9 estabelecido ao se concluir que poderia a institui\u00e7\u00e3o financeira ter evitado o dano sofrido em decorr\u00eancia dos golpes, caso adotasse medidas de seguran\u00e7a mais eficazes<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>No entendimento do Tema Repetitivo 466\/STJ, que contribuiu para a edi\u00e7\u00e3o da S\u00famula 479\/STJ, as institui\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias respondem objetivamente pelos danos causados por fraudes ou delitos praticados por terceiros como, por exemplo, abertura de conta corrente ou recebimento de empr\u00e9stimos mediante fraude ou utiliza\u00e7\u00e3o de documentos falsos, porquanto tal responsabilidade decorre do risco do empreendimento, caracterizando-se como fortuito interno (REsp 1.197.929\/PR, Segunda Se\u00e7\u00e3o, julgado em 24\/8\/2011, DJe 12\/9\/2011).<\/p>\n\n\n\n<p>Mesma l\u00f3gica se aplica \u00e0 hip\u00f3tese em que o fals\u00e1rio, passando-se por funcion\u00e1rio da institui\u00e7\u00e3o financeira e ap\u00f3s ter instru\u00eddo o consumidor a aumentar o limite de suas transa\u00e7\u00f5es, contrata m\u00fatuo com o banco e, na mesma data, vale-se do alto montante contratado e dos demais valores em conta corrente para quitar obriga\u00e7\u00f5es relacionadas, majoritariamente, a d\u00e9bitos fiscais de ente federativo diverso daquele em que domiciliado o consumidor.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>5.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A institui\u00e7\u00e3o financeira responde objetivamente por falha na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os banc\u00e1rios ao permitir a contrata\u00e7\u00e3o de empr\u00e9stimo por estelionat\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-tributario\"><a>DIREITO TRIBUT\u00c1RIO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-im-possibilidade-da-utilizacao-da-base-de-calculo-negativa-do-csll-e-dos-prejuizos-fiscais-para-amortizar-o-valor-a-ser-pago-a-titulo-de-antecipacao-de-parcelamento-fiscal\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade da utiliza\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo negativa do CSLL e dos preju\u00edzos fiscais para amortizar o valor a ser pago a t\u00edtulo de antecipa\u00e7\u00e3o de parcelamento fiscal<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Na aus\u00eancia de previs\u00e3o legal espec\u00edfica, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel a utiliza\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo negativa do CSLL e dos preju\u00edzos fiscais para amortizar o valor a ser pago a t\u00edtulo de antecipa\u00e7\u00e3o de parcelamento fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no AREsp 1.912.248-PE, Rel. Ministro S\u00e9rgio Kukina, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 28\/8\/2023, DJe 31\/8\/2023. (Info 788)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>6.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Madeireira Pinus ajuizou a\u00e7\u00e3o por meio da qual requereu que fosse reconhecido o direito \u00e0 a utiliza\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo negativa do CSLL e dos preju\u00edzos fiscais para amortizar o valor a ser pago a t\u00edtulo de antecipa\u00e7\u00e3o de parcelamento fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, a Fazenda Nacional contesta a tese em raz\u00e3o da aus\u00eancia de previs\u00e3o legal para tanto.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-possivel-a-utilizacao-da-bc-negativa\"><a>6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel a utiliza\u00e7\u00e3o da BC negativa?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooopssss!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o posicionamento do STJ, ante a aus\u00eancia de previs\u00e3o legal espec\u00edfica, n\u00e3o se mostra poss\u00edvel a utiliza\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo negativa do CSLL e dos preju\u00edzos fiscais para amortizar o valor a ser pago a t\u00edtulo de antecipa\u00e7\u00e3o do parcelamento. Nessa mesma linha, tem-se que &#8220;<strong>na aus\u00eancia de previs\u00e3o legal espec\u00edfica, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel a utiliza\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo negativa do CSLL e dos preju\u00edzos fiscais para amortizar o valor a ser pago a t\u00edtulo de antecipa\u00e7\u00e3o do parcelamento, tendo em vista que, tratando-se de benef\u00edcio fiscal, deve o aplicador do direito utilizar a interpreta\u00e7\u00e3o literal da legisla\u00e7\u00e3o de reg\u00eancia<\/strong>&#8221; (AgInt no REsp n. 2.019.687\/PR, relator Ministro Benedito Gon\u00e7alves, Primeira Turma, julgado em 12\/6\/2023, DJe de 14\/6\/2023).<\/p>\n\n\n\n<p>Registra-se, ainda, que o remansoso posicionamento deste Tribunal Superior no sentido de que a utiliza\u00e7\u00e3o de preju\u00edzos fiscais de IRPJ e de bases negativas da CSLL deve obedecer aos ritos e \u00e0s possibilidades expressamente previstas em lei. A prop\u00f3sito: &#8220;(&#8230;) A compensa\u00e7\u00e3o dos preju\u00edzos fiscais de IRPJ e bases de c\u00e1lculo negativas da CSLL com os demais tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal somente \u00e9 poss\u00edvel excepcionalmente, nas situa\u00e7\u00f5es expressamente previstas em lei. Esse fato \u00e9 de conhecimento da pr\u00f3pria recorrente que listou v\u00e1rias dessas leis de parcelamentos especiais que abrem excepcionalmente essa possibilidade, para determinados d\u00e9bitos fiscais e com vig\u00eancia limitada no tempo. Nunca \u00e9 demasiado lembrar que este STJ tem julgado em sede de recurso repetitivo no sentido de que a lei aplic\u00e1vel \u00e0 compensa\u00e7\u00e3o \u00e9 aquela vigente na data do pedido (REsp 1.137.738\/SP, Primeira Se\u00e7\u00e3o, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 9\/12\/2009) e n\u00e3o h\u00e1 qualquer lei em vigor que autorize o pleito&#8221; (AgInt no AgInt nos EDcl no AREsp 1.758.987\/SP, relator Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, julgado em 16\/5\/2022, DJe de 19\/5\/2022).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Na aus\u00eancia de previs\u00e3o legal espec\u00edfica, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel a utiliza\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo negativa do CSLL e dos preju\u00edzos fiscais para amortizar o valor a ser pago a t\u00edtulo de antecipa\u00e7\u00e3o de parcelamento fiscal.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-cabimento-da-inclusao-das-despesas-com-a-contratacao-de-agentes-autonomos-de-investimento-aais-na-base-de-calculo-do-pis-e-da-cofins\"><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cabimento da inclus\u00e3o das despesas com a contrata\u00e7\u00e3o de Agentes Aut\u00f4nomos de Investimento (AAIs) na base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 devida a inclus\u00e3o das despesas com a contrata\u00e7\u00e3o de Agentes Aut\u00f4nomos de Investimento (AAIs) na base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins, tendo em vista que os servi\u00e7os prestados pelos referidos profissionais n\u00e3o se enquadram no conceito de intermedia\u00e7\u00e3o financeira.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no REsp 1.880.724-SP, Rel. Ministro Francisco Falc\u00e3o, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 12\/9\/2023, DJe 15\/9\/2023. (Info 788)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>7.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Genial C\u00e2mbio ajuizou a\u00e7\u00e3o por meio da qual postula a exclus\u00e3o das bases de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es do PIS e da Cofins do valor correspondente \u00e0s despesas incorridas com a contrata\u00e7\u00e3o de Agentes Aut\u00f4nomos de Investimentos. Na senten\u00e7a, o pedido foi julgado improcedente, decis\u00e3o mantida pelo tribunal local.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformada, Genial interp\u00f4s recurso especial no qual sustenta que agente aut\u00f4nomo de investimento realiza intermedia\u00e7\u00e3o financeira. Ao ver da empresa, \u00e9 tudo a mesma coisa!<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 9.718\/1998:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 3o&nbsp; O faturamento a que se refere o art. 2o compreende a receita bruta de que trata o art. 12 do Decreto-Lei no 1.598, de 26 de dezembro de 1977.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 6o&nbsp; Na determina\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es para o PIS\/PASEP e COFINS, as pessoas jur\u00eddicas referidas no \u00a7 1o do art. 22 da Lei no 8.212, de 1991, al\u00e9m das exclus\u00f5es e dedu\u00e7\u00f5es mencionadas no \u00a7 5o, poder\u00e3o excluir ou deduzir:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; no caso de bancos comerciais, bancos de investimentos, bancos de desenvolvimento, caixas econ\u00f4micas, sociedades de cr\u00e9dito, financiamento e investimento, sociedades de cr\u00e9dito imobili\u00e1rio, sociedades corretoras, distribuidoras de t\u00edtulos e valores mobili\u00e1rios, empresas de arrendamento mercantil e cooperativas de cr\u00e9dito:&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>CTN:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 111. Interpreta-se literalmente a legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria que disponha sobre:<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; outorga de isen\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-mesma-coisa-ou-diferente\"><a>7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Mesma coisa ou diferente<\/a>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>\u00c9 diferente!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Inaplic\u00e1vel<\/strong>, no caso, o disposto na al\u00ednea a do inciso I do \u00a7 6\u00ba do art. 3\u00ba da Lei n. 9.718\/1998, <strong>que permite a exclus\u00e3o das despesas incorridas com a intermedia\u00e7\u00e3o financeira da base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o para o PIS e da COFINS exigido das pessoas jur\u00eddicas submetidas ao regime cumulativo<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O agente aut\u00f4nomo de investimento<\/strong> (atualmente chamados de assessores de investimento, nos termos da Resolu\u00e7\u00e3o n. 179, de 14 de fevereiro de 2023, da Comiss\u00e3o de Valores Mobili\u00e1rios &#8211; CVM, e dos arts. 15, III, e 16, III e par\u00e1grafo \u00fanico, ambos da Lei n. 6.385\/1976, conforme a reda\u00e7\u00e3o conferida pela Lei n. 14.317, de 2022) <strong>n\u00e3o realiza propriamente a atividade de intermedia\u00e7\u00e3o financeira, a despeito da sua relev\u00e2ncia decorrente da facilita\u00e7\u00e3o para a forma\u00e7\u00e3o de neg\u00f3cios e para a diminui\u00e7\u00e3o de assimetrias informacionais<\/strong>. Os agentes aut\u00f4nomos de investimento (ou os assessores de investimento), conforme se extrai do art. 1\u00ba da Instru\u00e7\u00e3o n. 497, de 3 de junho de 2011, e repetido nos incisos do art. 3\u00ba da Resolu\u00e7\u00e3o n. 179, de 2023, realizam (1) a prospec\u00e7\u00e3o e a capta\u00e7\u00e3o de clientes; (2) a recep\u00e7\u00e3o e o registro de ordens e transmiss\u00e3o dessas ordens para os sistemas de negocia\u00e7\u00e3o ou de registro cab\u00edveis; e (3) a presta\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es sobre produtos oferecidos e sobre os servi\u00e7os prestados pelos intermedi\u00e1rios em nome dos quais atue.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, a intermedia\u00e7\u00e3o financeira pressup\u00f5e (1) a capta\u00e7\u00e3o de recursos de terceiros; (2) o objetivo de lucro, advindo do resultado da diferen\u00e7a entre os custos dessa capta\u00e7\u00e3o e da remunera\u00e7\u00e3o decorrente da distribui\u00e7\u00e3o do valor mobili\u00e1rio; e (3) a habitualidade na conduta e atua\u00e7\u00e3o profissional.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, o fato de fazer parte do sistema de distribui\u00e7\u00e3o de valores mobili\u00e1rios e de exercer as atividades de media\u00e7\u00e3o de valores mobili\u00e1rios em bolsas de valores ou no mercado de balc\u00e3o mediante credenciamento e registro na CVM, por si s\u00f3, n\u00e3o justificam a amplia\u00e7\u00e3o do conceito de intermedia\u00e7\u00e3o financeira a qual pressup\u00f5e, frise-se, a capta\u00e7\u00e3o de recursos do p\u00fablico no mercado de capitais e equipar\u00e1-lo ao conceito geral de intermedia\u00e7\u00e3o, referente \u00e0s v\u00e1rias formas de aproxima\u00e7\u00e3o de partes interessadas para a realiza\u00e7\u00e3o de neg\u00f3cios jur\u00eddicos, como \u00e9 o caso dos agentes aut\u00f4nomos de investimento (ou assessores de investimento), sob pena de viola\u00e7\u00e3o do art. 111, II, do <a>CTN<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme a Resolu\u00e7\u00e3o CVM n. 35, de 26 de maio de 2021, a intermedia\u00e7\u00e3o de opera\u00e7\u00f5es no mercado de capitais \u00e9 privativa dos intermedi\u00e1rios definidos como a institui\u00e7\u00e3o habilitada a atuar como integrante do sistema de distribui\u00e7\u00e3o, por conta pr\u00f3pria e de terceiros, na negocia\u00e7\u00e3o de valores mobili\u00e1rios em mercados regulamentados de valores mobili\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, os assessores de investimento s\u00e3o entendidos como pessoas vinculadas, as quais, nos termos do art. 3\u00ba, I, da Instru\u00e7\u00e3o n. 497, de 2011, e do art. 4\u00ba e 25, IV, ambos da Resolu\u00e7\u00e3o n. 179, de 2023, devem manter contratos com os intermedi\u00e1rios para realizar opera\u00e7\u00f5es na condi\u00e7\u00e3o de preposto dos intermedi\u00e1rios. Por conseguinte, os assessores de investimento n\u00e3o realizam propriamente a intermedia\u00e7\u00e3o financeira no mercado de capitais, isto \u00e9, os assessores de investimento n\u00e3o realizam a atividade-fim dos intermedi\u00e1rios, mas apenas as atividades mencionadas no art. 1\u00ba da Instru\u00e7\u00e3o n. 497, de 2011, e nos incisos do art. 3\u00ba da Resolu\u00e7\u00e3o n. 179, de 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>V\u00ea-se, portanto, <strong>a inexist\u00eancia de viola\u00e7\u00e3o dos arts. 17 e 18 da Lei n. 4.595\/1964, e do art. 15, III, da Lei n. 6.385\/1976, porquanto a realidade normativa dos assessores de investimento n\u00e3o \u00e9 a de um intermedi\u00e1rio financeiro<\/strong> (no sentido amplo), mas \u00e9 a de um facilitador das negocia\u00e7\u00f5es no mercado de capitais (pessoa vinculada).<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o por outro motivo a jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a \u00e9 pac\u00edfica ao afirmar que \u00e9 devida a inclus\u00e3o das despesas com a contrata\u00e7\u00e3o de agentes aut\u00f4nomos de investimento na base de c\u00e1lculo do PIS\/Cofins, tendo em vista que os servi\u00e7os prestados pelos referidos profissionais n\u00e3o se enquadram no conceito de intermedia\u00e7\u00e3o financeira&#8221; (STJ, Segunda Turma, Ministro Herman Benjamin, REsp 1.872.529\/SP, 6\/10\/2020, DJe 14\/4\/2021.).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>7.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 devida a inclus\u00e3o das despesas com a contrata\u00e7\u00e3o de Agentes Aut\u00f4nomos de Investimento (AAIs) na base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins, tendo em vista que os servi\u00e7os prestados pelos referidos profissionais n\u00e3o se enquadram no conceito de intermedia\u00e7\u00e3o financeira.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-empresarial\"><a>DIREITO EMPRESARIAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-a-alienacao-de-unidade-produtiva-isolada-por-um-valor-muito-superior-ao-preco-minimo-previsto-no-plano-de-recuperacao-como-motivo-ensejador-de-convocacao-de-assembleia-geral-de-credores-para-que-lhes-seja-demonstrada-a-nova-situacao-economica\"><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A aliena\u00e7\u00e3o de Unidade Produtiva Isolada por um valor muito superior ao pre\u00e7o m\u00ednimo previsto no plano de recupera\u00e7\u00e3o como motivo ensejador de convoca\u00e7\u00e3o de assembleia geral de credores para que lhes seja demonstrada a nova situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A aliena\u00e7\u00e3o de Unidade Produtiva Isolada por um valor muito superior ao pre\u00e7o m\u00ednimo previsto no plano de recupera\u00e7\u00e3o enseja, excepcionalmente, a convoca\u00e7\u00e3o de assembleia geral de credores para que lhes seja demonstrada a nova situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, com a respectiva altera\u00e7\u00e3o da proposta de pagamento dos cr\u00e9ditos.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.071.143-RJ, Rel. Ministro Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 12\/9\/2023, DJe 15\/9\/2023 (Info 788)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>8.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma recupera\u00e7\u00e3o judicial, o plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial previa um pre\u00e7o m\u00ednimo de aliena\u00e7\u00e3o da unidade produtiva isolada &nbsp;(UPI), no entanto, alcan\u00e7ou um valor 6 vezes maior do que o fixado, o que talvez fosse suficiente at\u00e9 mesmo para descaracterizar a situa\u00e7\u00e3o de crise.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao ficar sabendo da situa\u00e7\u00e3o, o Banco Dayco peticionou sustentando ser poss\u00edvel a convoca\u00e7\u00e3o de assembleia geral de credores para alterar o plano j\u00e1 aprovado e homologado quando existe altera\u00e7\u00e3o das premissas que o fundamentaram, o que foi negado pelo ju\u00edzo da recupera\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 11.101\/2005:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 47. A recupera\u00e7\u00e3o judicial tem por objetivo viabilizar a supera\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o de crise econ\u00f4mico-financeira do devedor, a fim de permitir a manuten\u00e7\u00e3o da fonte produtora, do emprego dos trabalhadores e dos interesses dos credores, promovendo, assim, a preserva\u00e7\u00e3o da empresa, sua fun\u00e7\u00e3o social e o est\u00edmulo \u00e0 atividade econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 53. O plano de recupera\u00e7\u00e3o ser\u00e1 apresentado pelo devedor em ju\u00edzo no prazo improrrog\u00e1vel de 60 (sessenta) dias da publica\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o que deferir o processamento da recupera\u00e7\u00e3o judicial, sob pena de convola\u00e7\u00e3o em fal\u00eancia, e dever\u00e1 conter:<\/p>\n\n\n\n<p>I \u2013 discrimina\u00e7\u00e3o pormenorizada dos meios de recupera\u00e7\u00e3o a ser empregados, conforme o art. 50 desta Lei, e seu resumo;<\/p>\n\n\n\n<p>II \u2013 demonstra\u00e7\u00e3o de sua viabilidade econ\u00f4mica; e<\/p>\n\n\n\n<p>III \u2013 laudo econ\u00f4mico-financeiro e de avalia\u00e7\u00e3o dos bens e ativos do devedor, subscrito por profissional legalmente habilitado ou empresa especializada.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. O juiz ordenar\u00e1 a publica\u00e7\u00e3o de edital contendo aviso aos credores sobre o recebimento do plano de recupera\u00e7\u00e3o e fixando o prazo para a manifesta\u00e7\u00e3o de eventuais obje\u00e7\u00f5es, observado o art. 55 desta Lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 64. Durante o procedimento de recupera\u00e7\u00e3o judicial, o devedor ou seus administradores ser\u00e3o mantidos na condu\u00e7\u00e3o da atividade empresarial, sob fiscaliza\u00e7\u00e3o do Comit\u00ea, se houver, e do administrador judicial, salvo se qualquer deles:<\/p>\n\n\n\n<p>III \u2013 houver agido com dolo, simula\u00e7\u00e3o ou fraude contra os interesses de seus credores;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-justifica-a-convocacao-de-nova-assembleia\"><a>8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Justifica a convoca\u00e7\u00e3o de nova assembleia?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Excepcionalmente, SIM!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A recupera\u00e7\u00e3o judicial tem como objetivo<\/strong>, nos exatos termos do artigo 47 da Lei n. 11.101\/2005, <strong>viabilizar a supera\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o de crise econ\u00f4mico-financeira do devedor a fim de permitir a preserva\u00e7\u00e3o da empresa e dos benef\u00edcios sociais que ela gera.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O artigo 53 da Lei n. 11.101\/2005 determina que o plano de recupera\u00e7\u00e3o contenha o demonstrativo de sua viabilidade econ\u00f4mica, o laudo econ\u00f4mico-financeiro e de avalia\u00e7\u00e3o dos bens e ativos do devedor, de modo que os credores possam analisar a viabilidade do plano e se o grau de sacrif\u00edcio que lhes est\u00e1 sendo exigido encontra respaldo na crise que a empresa diz estar enfrentando.<\/p>\n\n\n\n<p>Na hip\u00f3tese, o plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial previa um pre\u00e7o m\u00ednimo de aliena\u00e7\u00e3o da UPI, no entanto, alcan\u00e7ou um valor 6 (seis) vezes maior do que o fixado, o que talvez fosse suficiente at\u00e9 mesmo para descaracterizar a situa\u00e7\u00e3o de crise.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, <strong>com fundamento no princ\u00edpio da boa-f\u00e9 e sem descuidar da assimetria informacional existente entre devedora e credores<\/strong>, caberia \u00e0s pr\u00f3prias recuperandas convocar seus credores e esclarecer como o valor excedente impactou a sua situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e se seria ou n\u00e3o o caso de lhes oferecer melhores condi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 da devedora que se exige n\u00e3o agir com dolo, simula\u00e7\u00e3o ou fraude contra o interesse de seus credores (artigo 64, III, da LREF), assim como o dever de transpar\u00eancia e informa\u00e7\u00e3o. Diante disso, <strong>ainda que n\u00e3o houvesse previs\u00e3o no plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial acerca da destina\u00e7\u00e3o de eventual excedente para o pagamento dos credores em melhores condi\u00e7\u00f5es, essa falha deveria ser imputada \u00e0s recuperandas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>8.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A aliena\u00e7\u00e3o de Unidade Produtiva Isolada por um valor muito superior ao pre\u00e7o m\u00ednimo previsto no plano de recupera\u00e7\u00e3o enseja, excepcionalmente, a convoca\u00e7\u00e3o de assembleia geral de credores para que lhes seja demonstrada a nova situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, com a respectiva altera\u00e7\u00e3o da proposta de pagamento dos cr\u00e9ditos.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-penal\"><a>DIREITO PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-requisitos-para-configuracao-do-crime-de-constituicao-de-milicia-privada\"><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Requisitos para configura\u00e7\u00e3o do crime de constitui\u00e7\u00e3o de mil\u00edcia privada<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Somente configura o crime de constitui\u00e7\u00e3o de mil\u00edcia privada se a atua\u00e7\u00e3o do grupo criminoso se restringe aos delitos previstos no C\u00f3digo Penal.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.986.629-RJ, Rel. Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 8\/8\/2023, DJe 15\/8\/2023. (Info 788)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>9.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma a\u00e7\u00e3o penal, o Tribunal local desclassificou o crime de constitui\u00e7\u00e3o de mil\u00edcia privada para o delito de associa\u00e7\u00e3o criminosa armada, mais favor\u00e1vel aos r\u00e9us conhecidos como Bando do Rocha, em raz\u00e3o de o grupo criminoso n\u00e3o ter se limitado a praticar somente os delitos dispostos no C\u00f3digo Penal, destacando que tamb\u00e9m praticavam outros crimes previstos em legisla\u00e7\u00e3o extravagante, notadamente o porte ou posse ilegal de arma de fogo.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformado, o MP interp\u00f4s recurso especial no qual sustenta que o delito de constitui\u00e7\u00e3o de mil\u00edcia privada se aperfei\u00e7oa com a constitui\u00e7\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o criminosa com a finalidade de praticar crimes do C\u00f3digo Penal, pouco importando se, al\u00e9m desses, o bando igualmente se dedica a atividades delituosas previstas em legisla\u00e7\u00e3o extravagante.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>9.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CP:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Associa\u00e7\u00e3o Criminosa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Art. 288. &nbsp;Associarem-se 3 (tr\u00eas) ou mais pessoas, para o fim espec\u00edfico de cometer crimes:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Pena &#8211; reclus\u00e3o, de 1 (um) a 3 (tr\u00eas) anos.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. &nbsp;A pena aumenta-se at\u00e9 a metade se a associa\u00e7\u00e3o \u00e9 armada ou se houver a participa\u00e7\u00e3o de crian\u00e7a ou adolescente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Constitui\u00e7\u00e3o de mil\u00edcia privada<\/strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 288-A. &nbsp;Constituir, organizar, integrar, manter ou custear organiza\u00e7\u00e3o paramilitar, mil\u00edcia particular, grupo ou esquadr\u00e3o com a finalidade de praticar qualquer dos crimes previstos neste C\u00f3digo:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;(Inclu\u00eddo dada pela Lei n\u00ba 12.720, de 2012)<\/p>\n\n\n\n<p>Pena &#8211; reclus\u00e3o, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-a-atuacao-deve-ser-restrita-aos-crimes-do-cp\"><a>9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A atua\u00e7\u00e3o deve ser restrita aos crimes do CP?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Acredite se quiser&#8230;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia est\u00e1 em definir se somente configura o crime de mil\u00edcia privada se o grupo praticar exclusivamente delitos previstos no C\u00f3digo Penal.<\/p>\n\n\n\n<p>Na hip\u00f3tese, <a>o Tribunal estadual desclassificou o crime de constitui\u00e7\u00e3o de mil\u00edcia privada (art. 288-A do CP) para o delito de associa\u00e7\u00e3o criminosa armada (art. 288, par\u00e1grafo \u00fanico, do CP), mais favor\u00e1vel aos r\u00e9us, em raz\u00e3o de o grupo criminoso n\u00e3o ter se limitado a praticar somente os delitos dispostos no C\u00f3digo Penal, destacando que tamb\u00e9m praticavam outros crimes previstos em legisla\u00e7\u00e3o extravagante, notadamente o porte ou posse ilegal de arma de fogo<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, comete o crime de constitui\u00e7\u00e3o de mil\u00edcia privada, nos termos do art. 288-A do C\u00f3digo Penal, quem &#8220;<strong>Constituir, organizar, integrar, manter ou custear organiza\u00e7\u00e3o paramilitar, mil\u00edcia particular, grupo ou esquadr\u00e3o com a finalidade de praticar qualquer dos crimes previstos neste C\u00f3digo<\/strong>.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Depreende-se da interpreta\u00e7\u00e3o LITERAL da norma acima descrita, que o <strong>legislador RESTRINGIU as hip\u00f3teses para a caracteriza\u00e7\u00e3o da mil\u00edcia privada \u00e0 pr\u00e1tica dos crimes previstos no C\u00f3digo Penal<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, deve prevalecer a desclassifica\u00e7\u00e3o para o delito de associa\u00e7\u00e3o criminosa armada, pois a amplia\u00e7\u00e3o do alcance da norma disposta no art. 288-A do C\u00f3digo Penal, para incluir no \u00e2mbito de atua\u00e7\u00e3o do grupo criminoso os crimes previstos em legisla\u00e7\u00e3o extravagante, n\u00e3o pode ser admitida, na medida em que a interpreta\u00e7\u00e3o extensiva em preju\u00edzo ao r\u00e9u (in malam partem) \u00e9 VEDADA no \u00e2mbito do direito penal.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>9.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Somente configura o crime de constitui\u00e7\u00e3o de mil\u00edcia privada se a atua\u00e7\u00e3o do grupo criminoso se restringe aos delitos previstos no C\u00f3digo Penal.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-nbsp-incompatibilidade-entre-a-agravante-do-art-298-inciso-i-do-ctb-e-os-delitos-de-transito-culposos\"><a>10.&nbsp; Incompatibilidade entre a agravante do art. 298, inciso I, do CTB e os delitos de tr\u00e2nsito culposos<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 incompatibilidade entre a agravante do art. 298, inciso I (dano potencial para duas ou mais pessoas ou com grande risco de grave dano patrimonial a terceiros), do CTB e os delitos de tr\u00e2nsito culposos.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no AREsp 2.391.112-SP, Rel. Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 12\/9\/2023, DJe 19\/9\/2023. (Info 788)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>10.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creiton foi condenado pelo crime de les\u00e3o corporal culposa na condu\u00e7\u00e3o de ve\u00edculo, agravada pelo dano no ve\u00edculo da v\u00edtima e, ainda, pelo potencial dano para as pessoas que passavam pelo local. Inconformada, sua defesa interp\u00f4s sucessivos recursos nos quais alega a incompatibilidade do reconhecimento de uma circunst\u00e2ncia agravante quando o resultado n\u00e3o foi pretendido pelo agente, \u00e0 medida em que se reconheceu a conduta culposa de Creiton.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>10.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-1-questao-juridica\"><a>10.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Tr\u00e2nsito Brasileiro:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 298. S\u00e3o circunst\u00e2ncias que sempre agravam as penalidades dos crimes de tr\u00e2nsito ter o condutor do ve\u00edculo cometido a infra\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; com dano potencial para duas ou mais pessoas ou com grande risco de grave dano patrimonial a terceiros;<\/p>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Penal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 61 &#8211; S\u00e3o circunst\u00e2ncias que sempre agravam a pena, quando n\u00e3o constituem ou qualificam o crime:<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; ter o agente cometido o crime:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>a) por motivo f\u00fatil ou torpe;<\/p>\n\n\n\n<p>b) para facilitar ou assegurar a execu\u00e7\u00e3o, a oculta\u00e7\u00e3o, a impunidade ou vantagem de outro crime;<\/p>\n\n\n\n<p>c) \u00e0 trai\u00e7\u00e3o, de emboscada, ou mediante dissimula\u00e7\u00e3o, ou outro recurso que dificultou ou tornou imposs\u00edvel a defesa do ofendido;<\/p>\n\n\n\n<p>d) com emprego de veneno, fogo, explosivo, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou de que podia resultar perigo comum;<\/p>\n\n\n\n<p>e) contra ascendente, descendente, irm\u00e3o ou c\u00f4njuge;<\/p>\n\n\n\n<p>f) com abuso de autoridade ou prevalecendo-se de rela\u00e7\u00f5es dom\u00e9sticas, de coabita\u00e7\u00e3o ou de hospitalidade, ou com viol\u00eancia contra a mulher na forma da lei espec\u00edfica;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>g) com abuso de poder ou viola\u00e7\u00e3o de dever inerente a cargo, of\u00edcio, minist\u00e9rio ou profiss\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p>h) contra crian\u00e7a, maior de 60 (sessenta) anos, enfermo ou mulher gr\u00e1vida;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>i) quando o ofendido estava sob a imediata prote\u00e7\u00e3o da autoridade;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;j) em ocasi\u00e3o de inc\u00eandio, naufr\u00e1gio, inunda\u00e7\u00e3o ou qualquer calamidade p\u00fablica, ou de desgra\u00e7a particular do ofendido;<\/p>\n\n\n\n<p>l) em estado de embriaguez preordenada<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-2-ha-incompatibilidade-entre-as-normas\"><a>10.2.2. H\u00e1 incompatibilidade entre as normas?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooopsss!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Tribunal de origem aplicou a agravante do art. 298, inciso I, do C\u00f3digo de Tr\u00e2nsito Brasileiro em raz\u00e3o do dano no ve\u00edculo da v\u00edtima e, ainda, ao potencial dano para as pessoas que passavam pelo local.<\/p>\n\n\n\n<p>De fato, <strong>a doutrina e a jurisprud\u00eancia majorit\u00e1rias somente admitem a incid\u00eancia das agravantes previstas no inciso II do artigo 61 do C\u00f3digo Penal aos crimes dolosos, por absoluta incompatibilidade com o delito culposo, cujo resultado \u00e9 involunt\u00e1rio<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, verifica-se, em rela\u00e7\u00e3o a agravante do art. 298, I, do CTB (&#8220;dano potencial para duas ou mais pessoas ou com grande risco de grave dano patrimonial a terceiros&#8221;), que a norma visou proteger do autor do homic\u00eddio culposo, al\u00e9m da v\u00edtima, as demais pessoas que forem colocadas em risco, bem como o patrim\u00f4nio de terceiros.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1, pois, nenhuma incompatibilidade entre a referida agravante e as figuras t\u00edpicas culposas, que tamb\u00e9m t\u00eam o potencial de colocar em risco outras pessoas al\u00e9m da v\u00edtima.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-3-resultado-final\"><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a>10.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 incompatibilidade entre a agravante do art. 298, inciso I, do CTB e os delitos de tr\u00e2nsito culposos.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-penal\"><a>DIREITO PROCESSUAL PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-nbsp-i-legitimidade-do-mp-para-requerer-em-acao-civil-publica-medida-protetiva-de-urgencia-em-favor-de-mulher-vitima-de-violencia-domestica\"><a>11.&nbsp; (I)Legitimidade do MP para requerer, em a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica, medida protetiva de urg\u00eancia em favor de mulher v\u00edtima de viol\u00eancia dom\u00e9stica<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico possui legitimidade para requerer, em a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica, medida protetiva de urg\u00eancia em favor de mulher v\u00edtima de viol\u00eancia dom\u00e9stica.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.828.546-SP, Rel. Ministro Jesu\u00edno Rissato (Desembargador convocado do TJDFT), Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 12\/9\/2023, DJe 15\/9\/2023. (Info 788)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>11.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico do Estado de S\u00e3o Paulo prop\u00f4s a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica, cumulada com pedido de obriga\u00e7\u00e3o de n\u00e3o fazer contra Crementino, no interesse de pessoa espec\u00edfica e determinada, a irm\u00e3 do r\u00e9u Creosvalda, que estaria sendo v\u00edtima de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar. O Juiz indeferiu a peti\u00e7\u00e3o inicial, por ilegitimidade ativa do autor da a\u00e7\u00e3o, e o Tribunal de origem negou provimento ao recurso de apela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformado, o MP interp\u00f4s recurso especial no qual sustenta leg\u00edtima a atua\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o ministerial para a propositura de a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica, c\/c obriga\u00e7\u00e3o de n\u00e3o fazer, pois objetiva a amplia\u00e7\u00e3o da vig\u00eancia de medida protetiva, em prol de v\u00edtima de viol\u00eancia dom\u00e9stica. Aduz ainda versar a causa sobre interesses individuais indispon\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>11.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-1-questao-juridica\"><a>11.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 8.625\/1993:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1\u00ba O Minist\u00e9rio P\u00fablico \u00e9 institui\u00e7\u00e3o permanente, essencial \u00e0 fun\u00e7\u00e3o jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jur\u00eddica, do regime democr\u00e1tico e dos interesses sociais e individuais indispon\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. S\u00e3o princ\u00edpios institucionais do Minist\u00e9rio P\u00fablico a unidade, a indivisibilidade e a independ\u00eancia funcional.<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 11.343\/2006:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 25. As institui\u00e7\u00f5es da sociedade civil, sem fins lucrativos, com atua\u00e7\u00e3o nas \u00e1reas da aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade e da assist\u00eancia social, que atendam usu\u00e1rios ou dependentes de drogas poder\u00e3o receber recursos do Funad, condicionados \u00e0 sua disponibilidade or\u00e7ament\u00e1ria e financeira.<\/p>\n\n\n\n<p>Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 226. A fam\u00edlia, base da sociedade, tem especial prote\u00e7\u00e3o do Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 8\u00ba O Estado assegurar\u00e1 a assist\u00eancia \u00e0 fam\u00edlia na pessoa de cada um dos que a integram, criando mecanismos para coibir a viol\u00eancia no \u00e2mbito de suas rela\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-2-mp-tem-legitimidade-para-tanto\"><a>11.2.2. MP tem legitimidade para tanto?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Aparentemente, SIM!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia refere-se \u00e0 legitimidade, ou n\u00e3o, do Minist\u00e9rio P\u00fablico para requerer, em a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica, medida protetiva de urg\u00eancia em favor de mulher v\u00edtima de viol\u00eancia dom\u00e9stica.<\/p>\n\n\n\n<p>O art. 25 da Lei n. 11.343\/2006 determina que o Minist\u00e9rio P\u00fablico \u00e9 leg\u00edtimo para atuar nas causas c\u00edveis e criminais decorrentes da viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a mulher.<\/p>\n\n\n\n<p>A Primeira Se\u00e7\u00e3o do STJ, em recurso repetitivo, firmou a tese de que <strong>o Minist\u00e9rio P\u00fablico \u00e9 parte leg\u00edtima para pleitear tratamento m\u00e9dico ou entrega de medicamentos nas demandas de sa\u00fade propostas contra os entes federativos, mesmo quando se tratar de feitos contendo benefici\u00e1rios individualizados, porque se trata de direitos individuais indispon\u00edveis<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o STJ, o limite para a legitimidade da atua\u00e7\u00e3o judicial do Minist\u00e9rio P\u00fablico vincula-se \u00e0 disponibilidade, ou n\u00e3o, dos direitos individuais vindicados, isto \u00e9, tratando-se de direitos individuais dispon\u00edveis, e n\u00e3o havendo uma lei espec\u00edfica autorizando, de forma excepcional, a atua\u00e7\u00e3o dessa institui\u00e7\u00e3o permanente, n\u00e3o se pode falar em legitimidade de sua atua\u00e7\u00e3o. Contudo, <strong>se se tratar de direitos ou interesses indispon\u00edveis, a legitimidade ministerial decorre do art. 1\u00ba da Lei n. 8.625\/1993.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Outrossim, o STJ entende que \u00e9 vi\u00e1vel a a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica n\u00e3o apenas para tutelar conflitos de massa (direitos transindividuais), mas tamb\u00e9m se revela como o meio pertinente \u00e0 tutela de direitos e interesses indispon\u00edveis e\/ou que detenham suficiente repercuss\u00e3o social, aproveitando, em maior ou menor medida, toda a coletividade.<\/p>\n\n\n\n<p>A medida protetiva de urg\u00eancia requerida para resguardar interesse individual de mulher v\u00edtima de viol\u00eancia dom\u00e9stica tem natureza indispon\u00edvel, e, pela razoabilidade, n\u00e3o se pode entender pela disponibilidade do direito, haja vista que a Lei 11.340\/2006 surgiu no ordenamento jur\u00eddico brasileiro como um dos instrumentos que resguardam os tratados internacionais de direitos humanos, dos quais o Brasil \u00e9 parte, e assumiu o compromisso de resguardar a dignidade humana da mulher, dentre eles, a Conven\u00e7\u00e3o sobre a Elimina\u00e7\u00e3o de Todas as Formas de Discrimina\u00e7\u00e3o contra as Mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p>A Lei Maria da Penha foi criada como mecanismo para coibir e prevenir a viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a mulher, nos termos do \u00a78\u00b0 do art. 226 da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica, da Conven\u00e7\u00e3o sobre a Elimina\u00e7\u00e3o de Todas as Formas de Viol\u00eancia contra a Mulher, da Conven\u00e7\u00e3o Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Viol\u00eancia contra a Mulher e de outros tratados internacionais ratificados pela Rep\u00fablica Federativa do Brasil; disp\u00f5e sobre a cria\u00e7\u00e3o dos Juizados de Viol\u00eancia Dom\u00e9stica e Familiar contra a Mulher; e estabelece medidas de assist\u00eancia e prote\u00e7\u00e3o \u00e0s mulheres em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, conclui-se que, no \u00e2mbito do combate \u00e0 viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a mulher, por se tratar de direito individual indispon\u00edvel, o MP possui legitimidade para atuar tanto na esfera jur\u00eddica penal, quanto na c\u00edvel, nos termos do art. 1\u00ba da Lei n. 8.625\/1993 e art. 25 da Lei n. 11.340\/2006.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-3-resultado-final\"><a>11.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico possui legitimidade para requerer, em a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica, medida protetiva de urg\u00eancia em favor de mulher v\u00edtima de viol\u00eancia dom\u00e9stica.<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-0fd7251a-9cef-4e83-b881-728fc5418668\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/10\/03010632\/stj-informativo-788.pdf\">stj-informativo-788<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/10\/03010632\/stj-informativo-788.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-0fd7251a-9cef-4e83-b881-728fc5418668\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Informativo n\u00ba 788 do STJ\u00a0COMENTADO\u00a0saindo do forno (quentinho) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! 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