{"id":1279369,"date":"2023-09-19T01:03:08","date_gmt":"2023-09-19T04:03:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1279369"},"modified":"2023-09-19T01:03:09","modified_gmt":"2023-09-19T04:03:09","slug":"informativo-stj-786-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-786-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STJ 786 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p>Informativo n\u00ba 786 do STJ\u00a0<strong>COMENTADO<\/strong>\u00a0saindo do forno (quentinho) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/09\/19010246\/stj-informativo-786.pdf\" rel=\"sponsored nofollow\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/p>\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_wPBIqVl7khs\"><div id=\"lyte_wPBIqVl7khs\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/wPBIqVl7khs\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/wPBIqVl7khs\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/wPBIqVl7khs\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><a>DIREITO ADMINISTRATIVO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Limita\u00e7\u00e3o administrativa e dever de pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o aos propriet\u00e1rios dos im\u00f3veis abrangidos em \u00e1rea delimitada por ato administrativo<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Tratando-se de limita\u00e7\u00e3o administrativa, em regra, \u00e9 indevido o pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o aos propriet\u00e1rios dos im\u00f3veis abrangidos em \u00e1rea delimitada por ato administrativo, a n\u00e3o ser que comprovem efetivo preju\u00edzo, ou limita\u00e7\u00e3o al\u00e9m das j\u00e1 existentes.<\/p>\n\n\n\n<p>AREsp 551.389-RN, Rel. Ministra Assusete Magalh\u00e3es, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 5\/8\/2023. (Info 786)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creiton ajuizou a\u00e7\u00e3o de indeniza\u00e7\u00e3o em desfavor do Munic\u00edpio de Natal, objetivando a condena\u00e7\u00e3o do demandado a reparar os danos materiais sofridos em raz\u00e3o de limita\u00e7\u00f5es administrativas de restri\u00e7\u00f5es de uso e ocupa\u00e7\u00e3o de terrenos de sua propriedade. Conforme narra Creiton, a limita\u00e7\u00e3o administrativa destituiu o im\u00f3vel de qualquer valor comercial.<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o foi julgada procedente. Inconformado, o munic\u00edpio interp\u00f4s recurso no qual alega e inexist\u00eancia de desapossamento da \u00e1rea assim como a aplica\u00e7\u00e3o da regra que condiciona o uso da propriedade \u00e0 sua fun\u00e7\u00e3o social e ambiental.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Devida a indeniza\u00e7\u00e3o?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Se se mostrar o efetivo preju\u00edzo, SIM!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A jurisprud\u00eancia do STJ firmou-se no sentido de que &#8216;a indeniza\u00e7\u00e3o pela limita\u00e7\u00e3o administrativa advinda da cria\u00e7\u00e3o de \u00e1rea<em>&nbsp;non aedificandi<\/em>, somente \u00e9 devida se imposta sobre im\u00f3vel urbano e desde que fique demonstrado o preju\u00edzo causado ao propriet\u00e1rio da \u00e1rea&#8217; (REsp n. 750.050\/SC, Primeira Turma, Rel. Ministro Luiz Fux, DJe 7\/11\/2006).<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, o Tribunal de origem<strong>, \u00e0 luz das provas dos autos, notadamente do laudo pericial, concluiu que o preju\u00edzo restou demonstrado, pois, a partir do advento da lei municipal, os loteamentos foram enquadrados na zona de prote\u00e7\u00e3o ambiental, situa\u00e7\u00e3o que contribuiu para a desvaloriza\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria dos aludidos lotes, diminuindo-lhes o valor econ\u00f4mico<\/strong>. Assim, os argumentos utilizados pela parte recorrente somente poderiam ter sua proced\u00eancia verificada mediante o necess\u00e1rio reexame de mat\u00e9ria f\u00e1tica, n\u00e3o cabendo ao STJ, a fim de alcan\u00e7ar conclus\u00e3o diversa, reavaliar o conjunto probat\u00f3rio dos autos, em conformidade com a S\u00famula 7\/STJ. No mesmo sentido, confira-se:<\/p>\n\n\n\n<p>PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. A\u00c7\u00c3O DE INDENIZA\u00c7\u00c3O POR DESAPROPRIA\u00c7\u00c3O INDIRETA. VIOLA\u00c7\u00c3O DO ART. 535 DO CPC. N\u00c3O-OCORR\u00caNCIA. INDENIZA\u00c7\u00c3O DE \u00c1REA NON AEDIFICANDI. MAT\u00c9RIA DE PROVA. S\u00daMULA 7\/STJ. (espa\u00e7o) (&#8230;) 3. A jurisprud\u00eancia desta Corte firmou-se no sentido de que &#8216;a indeniza\u00e7\u00e3o pela limita\u00e7\u00e3o administrativa advinda da cria\u00e7\u00e3o de \u00e1rea&nbsp;<em>non aedificandi<\/em>, somente \u00e9 devida se imposta sobre im\u00f3vel urbano e desde que fique demonstrado o preju\u00edzo causado ao propriet\u00e1rio da \u00e1rea&#8217; (REsp n. 750.050\/SC, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 7\/11\/2006). 4. A ocorr\u00eancia ou n\u00e3o de tais circunst\u00e2ncias, no entanto, por envolver o reexame do contexto f\u00e1tico-probat\u00f3rio dos autos, n\u00e3o pode ser analisada em sede de recurso especial, segundo o disposto na S\u00famula n. 7\/STJ. 5. Agravo regimental desprovido&#8217; (AgRg nos EDcl no REsp n. 1.108.188\/SC, Rel. Ministra Denise Arruda, Primeira Turma, DJe 26\/11\/2009).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Tratando-se de limita\u00e7\u00e3o administrativa, em regra, \u00e9 indevido o pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o aos propriet\u00e1rios dos im\u00f3veis abrangidos em \u00e1rea delimitada por ato administrativo, a n\u00e3o ser que comprovem efetivo preju\u00edzo, ou limita\u00e7\u00e3o al\u00e9m das j\u00e1 existentes.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><a>DIREITO CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cabimento da condena\u00e7\u00e3o em danos morais coletivos em raz\u00e3o da exig\u00eancia, pela institui\u00e7\u00e3o financeira, de tarifa banc\u00e1ria considerada indevida.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o cabe condena\u00e7\u00e3o em danos morais coletivos em raz\u00e3o da exig\u00eancia, pela institui\u00e7\u00e3o financeira, de tarifa banc\u00e1ria considerada indevida.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no AREsp 1.754.555-RN, Rel. Ministro Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 28\/8\/2023, DJe 31\/8\/2023. (Info 786)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O MP ajuizou a\u00e7\u00e3o contra o Banco OMG, visando \u00e0&nbsp;condena\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o financeira \u00e0 devolu\u00e7\u00e3o em dobro de valores reputados indevidamente recolhidos (comiss\u00e3o de perman\u00eancia, Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o, Perda e Roubo de Cart\u00e3o de Cr\u00e9dito, Tarifa de Confec\u00e7\u00e3o de Cadastro&#8230;) e ao pagamento de danos morais coletivos. O pedido foi julgado improcedente.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformado, o MP interp\u00f4s sucessivos recursos nos quais insiste em afirmar que&nbsp;ficou caracterizado, na esp\u00e9cie, o dano moral coletivo em virtude das condutas praticadas pela institui\u00e7\u00e3o financeira.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sujou pro banco?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nada!! T\u00e1 limpinho!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se, na origem, de a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica promovida pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico contra institui\u00e7\u00e3o financeira visando i) \u00e0 absten\u00e7\u00e3o da cobran\u00e7a da comiss\u00e3o de perman\u00eancia cumulada com outros encargos da mora e das Tarifas de Confec\u00e7\u00e3o de Cadastro e de Aditamento Contratual, ii) \u00e0 veda\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica de venda casada no tocante ao Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o, Perda e Roubo de Cart\u00e3o de Cr\u00e9dito e iii) \u00e0 condena\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o financeira \u00e0 devolu\u00e7\u00e3o em dobro dos valores indevidamente recolhidos e ao pagamento de danos morais coletivos.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0 cobran\u00e7a da denominada Tarifa de Confec\u00e7\u00e3o de Cadastro, aplica-se a tese firmada no julgamento do REsp 1.251.331\/RS, submetido ao rito do art. 543-C do C\u00f3digo de Processo Civil de 1973: &#8220;Teses para os efeitos do art. 543-C do CPC: &#8211; 1\u00aa Tese: Nos contratos banc\u00e1rios celebrados at\u00e9 30.4.2008 (fim da vig\u00eancia da Resolu\u00e7\u00e3o CMN 2.303\/96) era v\u00e1lida a pactua\u00e7\u00e3o das tarifas de abertura de cr\u00e9dito (TAC) e de emiss\u00e3o de carn\u00ea (TEC), ou outra denomina\u00e7\u00e3o para o mesmo fato gerador, ressalvado o exame de abusividade em cada caso concreto. &#8211; 2\u00aa Tese: Com a vig\u00eancia da Resolu\u00e7\u00e3o CMN 3.518\/2007, em 30\/4\/2008, a cobran\u00e7a por servi\u00e7os banc\u00e1rios priorit\u00e1rios para pessoas f\u00edsicas ficou limitada \u00e0s hip\u00f3teses taxativamente previstas em norma padronizadora expedida pela autoridade monet\u00e1ria. Desde ent\u00e3o, n\u00e3o mais tem respaldo legal a contrata\u00e7\u00e3o da Tarifa de Emiss\u00e3o de Carn\u00ea (TEC) e da Tarifa de Abertura de Cr\u00e9dito (TAC), ou outra denomina\u00e7\u00e3o para o mesmo fato gerador. Permanece v\u00e1lida a Tarifa de Cadastro expressamente tipificada em ato normativo padronizador da autoridade monet\u00e1ria, a qual somente pode ser cobrada no in\u00edcio do relacionamento entre o consumidor e a institui\u00e7\u00e3o financeira. &#8211; 3\u00aa Tese: Podem as partes convencionar o pagamento do Imposto sobre Opera\u00e7\u00f5es Financeiras e de Cr\u00e9dito (IOF) por meio de financiamento acess\u00f3rio ao m\u00fatuo principal, sujeitando-o aos mesmos encargos contratuais. 10. Recurso especial parcialmente provido&#8221; (REsp 1.251.331\/RS, Rel. Ministra Maria Izabel Gallotti, Segunda Se\u00e7\u00e3o, julgado em 28\/8\/2013, DJe 24\/10\/2013).<\/p>\n\n\n\n<p>Seguindo o mesmo racioc\u00ednio, tamb\u00e9m <strong>n\u00e3o h\u00e1 \u00f3bice \u00e0 cobran\u00e7a da Tarifa de Aditamento Contratual, porquanto prevista no art. 5\u00ba, II, da Resolu\u00e7\u00e3o n. 3.919\/2010, do Conselho Monet\u00e1rio Nacional, conforme consignado no ac\u00f3rd\u00e3o recorrido<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>No tocante aos danos morais coletivos, prevalece no STJ o entendimento de que &#8220;(&#8230;) a exig\u00eancia de uma tarifa banc\u00e1ria considerada indevida n\u00e3o infringe valores essenciais da sociedade, tampouco possui os atributos da gravidade e intolerabilidade, configurando a mera infring\u00eancia \u00e0 lei ou ao contrato, o que \u00e9 insuficiente para a caracteriza\u00e7\u00e3o do dano moral coletivo&#8221; (REsp 1.502.967\/RS, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 7\/8\/2018, DJe 14\/8\/2018).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o cabe condena\u00e7\u00e3o em danos morais coletivos em raz\u00e3o da exig\u00eancia, pela institui\u00e7\u00e3o financeira, de tarifa banc\u00e1ria considerada indevida.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><a>DIREITO TRIBUT\u00c1RIO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade de dedu\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo do IPRF das<\/a> contribui\u00e7\u00f5es extraordin\u00e1rias pagas para equacionar o resultado deficit\u00e1rio nos planos de previd\u00eancia privada<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As contribui\u00e7\u00f5es extraordin\u00e1rias pagas para equacionar o resultado deficit\u00e1rio nos planos de previd\u00eancia privada podem ser deduzidas da base de c\u00e1lculo do imposto de renda das pessoas f\u00edsicas, observado o limite de 12% do total dos rendimentos computados na determina\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo do imposto devido na declara\u00e7\u00e3o de rendimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>AREsp 1.890.367-SC, Rel. Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 5\/9\/2023. (Info 786)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creosvaldo ajuizou a\u00e7\u00e3o declarat\u00f3ria de inexist\u00eancia de rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddico-tribut\u00e1ria cumulada com repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito, por meio da qual pretende a dedu\u00e7\u00e3o dos valores recolhidos para o fundo de previd\u00eancia privada por meio de contribui\u00e7\u00e3o extraordin\u00e1ria, institu\u00edda para sanar d\u00e9ficit financeiro, da base de c\u00e1lculo do Imposto de Renda (IRPF).<\/p>\n\n\n\n<p>No primeiro grau de jurisdi\u00e7\u00e3o, o pedido foi julgado procedente, o que levou a Fazenda Nacional a interpor recurso no qual sustenta que a contribui\u00e7\u00e3o extraordin\u00e1ria, paga pelos participantes ou benefici\u00e1rio de plano de previd\u00eancia privada para sanear as finan\u00e7as do fundo previdenci\u00e1rio deficit\u00e1rio, n\u00e3o deve ser deduzida da base de c\u00e1lculo do Imposto de Renda, por n\u00e3o constar da norma isentiva.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei Complementar n. 109\/2001:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 19. As contribui\u00e7\u00f5es destinadas \u00e0 constitui\u00e7\u00e3o de reservas ter\u00e3o como finalidade prover o pagamento de benef\u00edcios de car\u00e1ter previdenci\u00e1rio, observadas as especificidades previstas nesta Lei Complementar.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. As contribui\u00e7\u00f5es referidas no caput classificam-se em:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; normais, aquelas destinadas ao custeio dos benef\u00edcios previstos no respectivo plano; e<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; extraordin\u00e1rias, aquelas destinadas ao custeio de d\u00e9ficits, servi\u00e7o passado e outras finalidades n\u00e3o inclu\u00eddas na contribui\u00e7\u00e3o normal.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Art. 21. O resultado deficit\u00e1rio nos planos ou nas entidades fechadas ser\u00e1 equacionado por patrocinadores, participantes e assistidos, na propor\u00e7\u00e3o existente entre as suas contribui\u00e7\u00f5es, sem preju\u00edzo de a\u00e7\u00e3o regressiva contra dirigentes ou terceiros que deram causa a dano ou preju\u00edzo \u00e0 entidade de previd\u00eancia complementar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1<sup>o<\/sup>&nbsp;O equacionamento referido no caput poder\u00e1 ser feito, dentre outras formas, por meio do aumento do valor das contribui\u00e7\u00f5es, institui\u00e7\u00e3o de contribui\u00e7\u00e3o adicional ou redu\u00e7\u00e3o do valor dos benef\u00edcios a conceder, observadas as normas estabelecidas pelo \u00f3rg\u00e3o regulador e fiscalizador.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2<sup>o<\/sup>&nbsp;A redu\u00e7\u00e3o dos valores dos benef\u00edcios n\u00e3o se aplica aos assistidos, sendo cab\u00edvel, nesse caso, a institui\u00e7\u00e3o de contribui\u00e7\u00e3o adicional para cobertura do acr\u00e9scimo ocorrido em raz\u00e3o da revis\u00e3o do plano.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 3<sup>o<\/sup>&nbsp;Na hip\u00f3tese de retorno \u00e0 entidade dos recursos equivalentes ao d\u00e9ficit previsto no caput deste artigo, em conseq\u00fc\u00eancia de apura\u00e7\u00e3o de responsabilidade mediante a\u00e7\u00e3o judicial ou administrativa, os respectivos valores dever\u00e3o ser aplicados necessariamente na redu\u00e7\u00e3o proporcional das contribui\u00e7\u00f5es devidas ao plano ou em melhoria dos benef\u00edcios.<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 9.250\/1995:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 8\u00ba A base de c\u00e1lculo do imposto devido no ano-calend\u00e1rio ser\u00e1 a diferen\u00e7a entre as somas:<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; das dedu\u00e7\u00f5es relativas:<\/p>\n\n\n\n<p>a) aos pagamentos efetuados, no ano-calend\u00e1rio, a m\u00e9dicos, dentistas, psic\u00f3logos, fisioterapeutas, fonoaudi\u00f3logos, terapeutas ocupacionais e hospitais, bem como as despesas com exames laboratoriais, servi\u00e7os radiol\u00f3gicos, aparelhos ortop\u00e9dicos e pr\u00f3teses ortop\u00e9dicas e dent\u00e1rias;<\/p>\n\n\n\n<p>b) a pagamentos de despesas com instru\u00e7\u00e3o do contribuinte e de seus dependentes, efetuados a estabelecimentos de ensino, relativamente \u00e0 educa\u00e7\u00e3o infantil, compreendendo as creches e as pr\u00e9-escolas; ao ensino fundamental; ao ensino m\u00e9dio; \u00e0 educa\u00e7\u00e3o superior, compreendendo os cursos de gradua\u00e7\u00e3o e de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o (mestrado, doutorado e especializa\u00e7\u00e3o); e \u00e0 educa\u00e7\u00e3o profissional, compreendendo o ensino t\u00e9cnico e o tecnol\u00f3gico, at\u00e9 o limite anual individual de:<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 9.532\/1999:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 11. As dedu\u00e7\u00f5es relativas \u00e0s contribui\u00e7\u00f5es para entidades de previd\u00eancia privada, a que se refere a&nbsp;al\u00ednea&nbsp;e&nbsp;do inciso II do art. 8<sup>o<\/sup>&nbsp;da Lei n<sup>o<\/sup>&nbsp;9.250, de 26 de dezembro de 1995, e \u00e0s contribui\u00e7\u00f5es para o Fundo de Aposentadoria Programada Individual &#8211; Fapi, a que se refere a&nbsp;Lei n<sup>o<\/sup>&nbsp;9.477, de 24 de julho de 1997, cujo \u00f4nus seja da pr\u00f3pria pessoa f\u00edsica, ficam condicionadas ao recolhimento, tamb\u00e9m, de contribui\u00e7\u00f5es para o regime geral de previd\u00eancia social ou, quando for o caso, para regime pr\u00f3prio de previd\u00eancia social dos servidores titulares de cargo efetivo da Uni\u00e3o, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Munic\u00edpios, observada a contribui\u00e7\u00e3o m\u00ednima, e limitadas a 12% (doze por cento) do total dos rendimentos computados na determina\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo do imposto devido na declara\u00e7\u00e3o de rendimentos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel a dedu\u00e7\u00e3o?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeap!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Da dic\u00e7\u00e3o dos arts. 19 e 21 da Lei Complementar n. 109\/2001, extrai-se que <strong>todas as contribui\u00e7\u00f5es destinadas \u00e0 constitui\u00e7\u00e3o de reservas, sejam elas classificadas como contribui\u00e7\u00e3o normal ou extraordin\u00e1ria, t\u00eam como objetivo final o pagamento dos benef\u00edcios de car\u00e1ter previdenci\u00e1rio<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, \u00e9 INVI\u00c1VEL concluir que os valores vertidos pelo participante, em raz\u00e3o da constata\u00e7\u00e3o de que as reservas financeiras do fundo est\u00e3o deficit\u00e1rias e devem ser recompostas, possam ter fun\u00e7\u00e3o outra sen\u00e3o a garantia de que o benef\u00edcio acordado ser\u00e1 devidamente adimplido.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, os arts. 8\u00ba, II, e, da Lei n. 9.250\/1995 e 11 da Lei n. 9.532\/1999, explicitam regras para dedu\u00e7\u00e3o das contribui\u00e7\u00f5es feitas aos planos de previd\u00eancia privada da base de c\u00e1lculo do imposto de renda<strong>, as quais s\u00e3o consideradas despesas dedut\u00edveis at\u00e9 o limite de 12% do total dos rendimentos computados da base de incid\u00eancia do referido tributo.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>De fato, esses <strong>dispositivos n\u00e3o trazem qualquer diferencia\u00e7\u00e3o entre as esp\u00e9cies de contribui\u00e7\u00f5es pagas pelos participantes ao plano de previd\u00eancia privada &#8211; normais ou extraordin\u00e1rias. A \u00fanica exig\u00eancia legal \u00e9 de que essas sejam &#8220;destinadas a custear benef\u00edcios complementares assemelhados aos da Previd\u00eancia Social<\/strong>&#8220;, reda\u00e7\u00e3o bastante similar \u00e0quela adotada no&nbsp;<em>caput<\/em>&nbsp;do art. 19 da Lei Complementar n. 109\/2001.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 demais reiterar que as contribui\u00e7\u00f5es pagas pelo participante para custear d\u00e9ficit do plano de previd\u00eancia privada tamb\u00e9m servem para garantir o cumprimento do objetivo principal almejado por quem adere ao plano, ou seja, de manter o recebimento dos benef\u00edcios acordados, na forma como estipulado \u00e0 \u00e9poca da inscri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, as contribui\u00e7\u00f5es extraordin\u00e1rias pagas para equacionar o resultado deficit\u00e1rio nos planos de previd\u00eancia privada podem ser deduzidas da base de c\u00e1lculo do imposto de renda, observado o limite de 12% do total dos rendimentos computados na determina\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo do imposto devido na declara\u00e7\u00e3o de rendimentos.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>3.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>As contribui\u00e7\u00f5es extraordin\u00e1rias pagas para equacionar o resultado deficit\u00e1rio nos planos de previd\u00eancia privada podem ser deduzidas da base de c\u00e1lculo do imposto de renda das pessoas f\u00edsicas, observado o limite de 12% do total dos rendimentos computados na determina\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo do imposto devido na declara\u00e7\u00e3o de rendimentos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade da Fazenda impedir a dedutibilidade do \u00e1gio da base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL, nas hip\u00f3teses em que o instituto \u00e9 decorrente da rela\u00e7\u00e3o entre &#8220;partes dependentes&#8221; (\u00e1gio interno), ou quando o neg\u00f3cio jur\u00eddico \u00e9 materializado via &#8220;empresa-ve\u00edculo&#8221;.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 cab\u00edvel \u00e0 Fazenda impedir a dedutibilidade do \u00e1gio da base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL, nas hip\u00f3teses em que o instituto \u00e9 decorrente da rela\u00e7\u00e3o entre &#8220;partes dependentes&#8221; (\u00e1gio interno), ou quando o neg\u00f3cio jur\u00eddico \u00e9 materializado via &#8220;empresa-ve\u00edculo&#8221;, n\u00e3o podendo presumir, de maneira absoluta, que esses tipos de organiza\u00e7\u00f5es s\u00e3o desprovidos de fundamento material\/econ\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.026.473-SC, Rel. Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 5\/9\/2023. (Info 786)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Trata-se de recurso especial no qual se discute sob a legisla\u00e7\u00e3o anterior \u00e0&nbsp;Lei n\u00ba 12.973\/14, o aproveitamento fiscal de \u00e1gio em opera\u00e7\u00f5es supostamente travadas entre partes relacionadas (\u201c\u00e1gio interno\u201d) e com a utiliza\u00e7\u00e3o de \u201cempresa ve\u00edculo\u201d. A a\u00e7\u00e3o foi ajuizada ap\u00f3s o Fisco promover a glosa de despesa de \u00e1gio amortizado pela empresa com fundamento nos arts. 7\u00ba e 8\u00ba da Lei n. 9.532\/1997, sob o argumento de n\u00e3o ser poss\u00edvel a dedu\u00e7\u00e3o do \u00e1gio decorrente de opera\u00e7\u00f5es internas (entre sociedades empres\u00e1rias dependentes) e mediante o emprego de &#8220;empresa-ve\u00edculo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O recurso foi interposto pela Uni\u00e3o contra ac\u00f3rd\u00e3o do TRF4 favor\u00e1vel ao contribuinte. A discuss\u00e3o deriva da cobran\u00e7a de IRPJ e CSLL por amortiza\u00e7\u00e3o supostamente indevida de \u00e1gio decorrente da reorganiza\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria de grupo empresarial.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 9.532\/1997:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 7\u00ba A pessoa jur\u00eddica que absorver patrim\u00f4nio de outra, em virtude de incorpora\u00e7\u00e3o, fus\u00e3o ou cis\u00e3o, na qual detenha participa\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria adquirida com \u00e1gio ou des\u00e1gio, apurado segundo o disposto no&nbsp;art. 20 do Decreto-Lei n\u00ba 1.598, de 26 de dezembro de 1977:&nbsp;(Vide Medida Provis\u00f3ria n\u00ba 135, de 30.10.2003)<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; dever\u00e1 registrar o valor do \u00e1gio ou des\u00e1gio cujo fundamento seja o de que trata a&nbsp;al\u00ednea &#8220;a&#8221; do \u00a7 2\u00ba do art. 20 do Decreto-Lei n\u00ba 1.598, de 1977, em contrapartida \u00e0 conta que registre o bem ou direito que lhe deu causa;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; dever\u00e1 registrar o valor do \u00e1gio cujo fundamento seja o de que trata a&nbsp;al\u00ednea &#8220;c&#8221; do \u00a7 2\u00ba do art. 20 do Decreto-Lei n\u00ba 1.598, de 1977, em contrapartida a conta de ativo permanente, n\u00e3o sujeita a amortiza\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p>III&nbsp;&#8211;&nbsp;poder\u00e1 amortizar o valor do \u00e1gio cujo fundamento seja o de que trata a&nbsp;al\u00ednea &#8220;b&#8221; do \u00a7&nbsp;2\u00b0&nbsp;do art. 20 do Decreto-lei n\u00b0&nbsp;1.598, de 1977, nos balan\u00e7os correspondentes \u00e0 apura\u00e7\u00e3o de lucro real, levantados posteriormente \u00e0 incorpora\u00e7\u00e3o, fus\u00e3o ou cis\u00e3o, \u00e0 raz\u00e3o de um sessenta avos, no m\u00e1ximo, para cada m\u00eas do per\u00edodo de apura\u00e7\u00e3o;&nbsp;(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 9.718, de 1998)<\/p>\n\n\n\n<p>IV &#8211; dever\u00e1 amortizar o valor do des\u00e1gio cujo fundamento seja o de que trata a&nbsp;al\u00ednea &#8220;b&#8221; do \u00a7 2\u00ba do art. 20 do Decreto-Lei n\u00ba 1.598, de 1977, nos balan\u00e7os correspondentes \u00e0 apura\u00e7\u00e3o de lucro real, levantados durante os cinco anos-calend\u00e1rios subseq\u00fcentes \u00e0 incorpora\u00e7\u00e3o, fus\u00e3o ou cis\u00e3o, \u00e0 raz\u00e3o de 1\/60 (um sessenta avos), no m\u00ednimo, para cada m\u00eas do per\u00edodo de apura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1\u00ba O valor registrado na forma do inciso I integrar\u00e1 o custo do bem ou direito para efeito de apura\u00e7\u00e3o de ganho ou perda de capital e de deprecia\u00e7\u00e3o, amortiza\u00e7\u00e3o ou exaust\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2\u00ba Se o bem que deu causa ao \u00e1gio ou des\u00e1gio n\u00e3o houver sido transferido, na hip\u00f3tese de cis\u00e3o, para o patrim\u00f4nio da sucessora, esta dever\u00e1 registrar:<\/p>\n\n\n\n<p>a) o \u00e1gio, em conta de ativo diferido, para amortiza\u00e7\u00e3o na forma prevista no inciso III;<\/p>\n\n\n\n<p>b) o des\u00e1gio, em conta de receita diferida, para amortiza\u00e7\u00e3o na forma prevista no inciso IV.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 3\u00ba O valor registrado na forma do inciso II do&nbsp;caput:<\/p>\n\n\n\n<p>a) ser\u00e1 considerado custo de aquisi\u00e7\u00e3o, para efeito de apura\u00e7\u00e3o de ganho ou perda de capital na aliena\u00e7\u00e3o do direito que lhe deu causa ou na sua transfer\u00eancia para s\u00f3cio ou acionista, na hip\u00f3tese de devolu\u00e7\u00e3o de capital;<\/p>\n\n\n\n<p>b) poder\u00e1 ser deduzido como perda, no encerramento das atividades da empresa, se comprovada, nessa data, a inexist\u00eancia do fundo de com\u00e9rcio ou do intang\u00edvel que lhe deu causa.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;\u00a7 4\u00ba Na hip\u00f3tese da al\u00ednea &#8220;b&#8221; do par\u00e1grafo anterior, a posterior utiliza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do fundo de com\u00e9rcio ou intang\u00edvel sujeitar\u00e1 a pessoa f\u00edsica ou jur\u00eddica usu\u00e1ria ao pagamento dos tributos e contribui\u00e7\u00f5es que deixaram de ser pagos, acrescidos de juros de mora e multa, calculados de conformidade com a legisla\u00e7\u00e3o vigente.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;\u00a7 5\u00ba O valor que servir de base de c\u00e1lculo dos tributos e contribui\u00e7\u00f5es a que se refere o par\u00e1grafo anterior poder\u00e1 ser registrado em conta do ativo, como custo do direito.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 8\u00ba O disposto no artigo anterior aplica-se, inclusive, quando:<\/p>\n\n\n\n<p>a) o investimento n\u00e3o for, obrigatoriamente, avaliado pelo valor de patrim\u00f4nio l\u00edquido;<\/p>\n\n\n\n<p>b) a empresa incorporada, fusionada ou cindida for aquela que detinha a propriedade da participa\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 149. O lan\u00e7amento \u00e9 efetuado e revisto de of\u00edcio pela autoridade administrativa nos seguintes casos:<\/p>\n\n\n\n<p>VIII &#8211; quando deva ser apreciado fato n\u00e3o conhecido ou n\u00e3o provado por ocasi\u00e3o do lan\u00e7amento anterior;<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 12.973\/2014:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 22. A pessoa jur\u00eddica que absorver patrim\u00f4nio de outra, em virtude de incorpora\u00e7\u00e3o, fus\u00e3o ou cis\u00e3o, na qual detinha participa\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria adquirida com \u00e1gio por rentabilidade futura (&nbsp;goodwill&nbsp;) decorrente da aquisi\u00e7\u00e3o de participa\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria entre partes n\u00e3o dependentes, apurado segundo o disposto no&nbsp;inciso III do&nbsp;caput&nbsp;do art. 20 do Decreto-Lei n\u00ba 1.598, de 26 de dezembro de 1977&nbsp;, poder\u00e1 excluir para fins de apura\u00e7\u00e3o do lucro real dos per\u00edodos de apura\u00e7\u00e3o subsequentes o saldo do referido \u00e1gio existente na contabilidade na data da aquisi\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria, \u00e0 raz\u00e3o de 1\/60 (um sessenta avos), no m\u00e1ximo, para cada m\u00eas do per\u00edodo de apura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel impedir a dedu\u00e7\u00e3o?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Noopsss!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia principal dos autos consiste em saber se agiu bem o Fisco ao promover a glosa de despesa de \u00e1gio amortizado pela recorrida com fundamento nos arts. 7\u00ba e 8\u00ba da Lei n. 9.532\/1997, sob o argumento de n\u00e3o ser poss\u00edvel a dedu\u00e7\u00e3o do \u00e1gio decorrente de opera\u00e7\u00f5es internas (entre sociedades empres\u00e1rias dependentes) e mediante o emprego de &#8220;empresa-ve\u00edculo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c1gio, segundo a legisla\u00e7\u00e3o aplic\u00e1vel na \u00e9poca dos fatos narrados na inicial, consistiria na escritura\u00e7\u00e3o da diferen\u00e7a (para mais) entre o custo de aquisi\u00e7\u00e3o do investimento (compra de participa\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria) e o valor do patrim\u00f4nio l\u00edquido na \u00e9poca da aquisi\u00e7\u00e3o (art. 20 do Decreto-Lei n. 1.598\/1977).<\/p>\n\n\n\n<p>Em regra, <strong>apenas quando h\u00e1 a aliena\u00e7\u00e3o, liquida\u00e7\u00e3o, extin\u00e7\u00e3o ou baixa do investimento \u00e9 que o \u00e1gio a elas vinculado pode ser deduzido fiscalmente como custo, para fins de apura\u00e7\u00e3o de ganho ou perda de capital<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A EXCE\u00c7\u00c3O <strong>\u00e0 regra da indedutibilidade do \u00e1gio est\u00e1 inserida nos arts. 7\u00ba e 8\u00ba da Lei n. 9.532\/1997, os quais passaram a admitir a dedu\u00e7\u00e3o quando a participa\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria \u00e9 extinta em raz\u00e3o de incorpora\u00e7\u00e3o, fus\u00e3o ou cis\u00e3o de sociedades empres\u00e1rias<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o de motivos da Medida Provis\u00f3ria n. 1.602\/1997 (convertida na Lei n. 9.532\/1997) visou limitar a dedu\u00e7\u00e3o do \u00e1gio \u00e0s hip\u00f3teses em que fossem acarretados efeitos econ\u00f4mico-tribut\u00e1rios que o justificassem.<\/p>\n\n\n\n<p>O C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional autoriza que a autoridade administrativa promova o lan\u00e7amento de of\u00edcio quando &#8220;se comprove que o sujeito passivo, ou terceiro em benef\u00edcio daquele, agiu com dolo, fraude ou simula\u00e7\u00e3o&#8221; (art. 149, VII) e tamb\u00e9m cont\u00e9m norma geral antielisiva (art. 116, par\u00e1grafo \u00fanico), a qual poderia, em \u00faltima an\u00e1lise, at\u00e9 mesmo justificar a requalifica\u00e7\u00e3o de neg\u00f3cios jur\u00eddicos il\u00edcitos\/dissimulados, embora prevale\u00e7a a orienta\u00e7\u00e3o de que a &#8220;plena efic\u00e1cia da norma depende de lei ordin\u00e1ria para estabelecer os procedimentos a serem seguidos&#8221; (STF, ADI 2446, rel. Min. Carmen L\u00facia).<\/p>\n\n\n\n<p>Embora seja justific\u00e1vel a preocupa\u00e7\u00e3o quanto \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es societ\u00e1rias exclusivamente artificiais, n\u00e3o \u00e9 dado \u00e0 Fazenda, alegando buscar extrair o &#8220;prop\u00f3sito negocial&#8221; das opera\u00e7\u00f5es, impedir a dedutibilidade, por si s\u00f3, do \u00e1gio nas hip\u00f3teses em que o instituto \u00e9 decorrente da rela\u00e7\u00e3o entre &#8220;partes dependentes&#8221; (\u00e1gio interno), ou quando o neg\u00f3cio jur\u00eddico \u00e9 materializado via &#8220;empresa-ve\u00edculo&#8221;; ou seja, n\u00e3o \u00e9 cab\u00edvel presumir, de maneira absoluta, que esses tipos de organiza\u00e7\u00f5es s\u00e3o desprovidos de fundamento material\/econ\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<p>Do ponto de vista l\u00f3gico-jur\u00eddico, <strong>as premissas nas quais assentadas o Fisco n\u00e3o resultam automaticamente na conclus\u00e3o de que o &#8220;\u00e1gio interno&#8221; ou o \u00e1gio resultado de opera\u00e7\u00e3o com o emprego de &#8220;empresa-ve\u00edculo&#8221; impediria a dedu\u00e7\u00e3o do instituto em exame da base de c\u00e1lculo do lucro real<\/strong>, especialmente porque, at\u00e9 2014, a legisla\u00e7\u00e3o era silente nesse sentido.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando desejou excluir, de plano, o \u00e1gio interno, o legislador o fez expressamente (com a inclus\u00e3o do art. 22 da Lei n. 12.973\/2014), a evidenciar que, anteriormente, n\u00e3o havia veda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Se a preocupa\u00e7\u00e3o da autoridade administrativa \u00e9 quanto \u00e0 exist\u00eancia de rela\u00e7\u00f5es exclusivamente artificiais (ex: absolutamente simuladas), compete ao Fisco, caso a caso, demonstrar a artificialidade das opera\u00e7\u00f5es, mas jamais pressupor que a exist\u00eancia de \u00e1gio entre partes dependentes ou com o emprego de empresa-ve\u00edculo j\u00e1 seria por si s\u00f3, abusiva.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>4.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 cab\u00edvel \u00e0 Fazenda impedir a dedutibilidade do \u00e1gio da base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL, nas hip\u00f3teses em que o instituto \u00e9 decorrente da rela\u00e7\u00e3o entre &#8220;partes dependentes&#8221; (\u00e1gio interno), ou quando o neg\u00f3cio jur\u00eddico \u00e9 materializado via &#8220;empresa-ve\u00edculo&#8221;, n\u00e3o podendo presumir, de maneira absoluta, que esses tipos de organiza\u00e7\u00f5es s\u00e3o desprovidos de fundamento material\/econ\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><a>DIREITO PROCESSUAL CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cabimento do pagamento de honor\u00e1rios sucumbenciais \u00e0 Defensoria P\u00fablica quanto litiga contra os entes federativos.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 assegurado o pagamento de honor\u00e1rios sucumbenciais \u00e0 Defensoria P\u00fablica, independentemente do ente p\u00fablico com que litiga.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.089.489-GO, Rel. Ministro Francisco Falc\u00e3o, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 5\/9\/2023, DJe 8\/9\/2023. (Info 786)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Crementino, assistido pela Defensoria P\u00fablica do Estado de Goi\u00e1s, ajuizou a\u00e7\u00e3o de obriga\u00e7\u00e3o de fazer contra o Munic\u00edpio de Goi\u00e2nia. A senten\u00e7a julgou procedente o pedido, deixando de fixar honor\u00e1rios sucumbenciais, decis\u00e3o mantida pelo TJ local.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformada, a Defensoria interp\u00f4s recurso no qual sustenta o cabimento da condena\u00e7\u00e3o em honor\u00e1rios sucumbenciais, conforme precedentes do STJ e STF.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Art. 85. A senten\u00e7a condenar\u00e1 o vencido a pagar honor\u00e1rios ao advogado do vencedor.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cab\u00edvel a condena\u00e7\u00e3o dos entes?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeap!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a, nos autos do REsp 1.108.013\/RJ, submetido \u00e0 sistem\u00e1tica prevista no art. 543-C do CPC\/1973<strong>, firmou tese, descrita no Tema Repetitivo n. 129, reconhecendo \u00e0 Defensoria P\u00fablica o direito ao recebimento dos honor\u00e1rios advocat\u00edcios quando a atua\u00e7\u00e3o se d\u00e1 contra ente federativo DIVERSO do qual \u00e9 parte integrante<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Por seu turno, o Supremo Tribunal Federal, no RE 1.140.005\/RJ, de relatoria do Ministro Roberto Barroso, reconheceu a repercuss\u00e3o geral da tese sobre a possibilidade de os entes federativos pagarem honor\u00e1rios advocat\u00edcios \u00e0s Defensorias P\u00fablicas que os integram, correspondente ao Tema 1002\/STF, sob o argumento de que &#8220;as Emendas Constitucionais n. 74\/2013 e n. 80\/2014, que asseguraram autonomia administrativa \u00e0s Defensorias P\u00fablicas, representaram altera\u00e7\u00e3o relevante do quadro normativo, o que justifica a rediscuss\u00e3o da quest\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse panorama, o STF deu provimento ao recurso extraordin\u00e1rio em discuss\u00e3o para condenar a Uni\u00e3o ao pagamento de honor\u00e1rios em favor da Defensoria P\u00fablica da Uni\u00e3o, nos termos do art. 85 do CPC, fixando-se as teses de que &#8220;1. \u00c9 devido o pagamento de honor\u00e1rios sucumbenciais \u00e0 Defensoria P\u00fablica, quando representa parte vencedora em demanda ajuizada contra qualquer ente p\u00fablico, inclusive aquele que integra; 2. O valor recebido a t\u00edtulo de honor\u00e1rios sucumbenciais deve ser destinado, exclusivamente, ao aparelhamento das Defensorias P\u00fablicas, vedado o seu rateio entre os membros da institui\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, constata-se que <strong>o Supremo Tribunal, por unanimidade, ao considerar a autonomia administrativa, funcional e financeira atribu\u00edda \u00e0 Defensoria P\u00fablica, concluiu pela aus\u00eancia de subordina\u00e7\u00e3o ao poder executivo, e consequente supera\u00e7\u00e3o do argumento de confus\u00e3o patrimonial<\/strong>. Portanto, \u00e9 assegurado o pagamento de honor\u00e1rios sucumbenciais \u00e0 institui\u00e7\u00e3o, quando represente a parte vencedora, INDEPENDENTEMENTE do ente p\u00fablico litigante.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>5.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 assegurado o pagamento de honor\u00e1rios sucumbenciais \u00e0 Defensoria P\u00fablica, independentemente do ente p\u00fablico com que litiga.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><a>DIREITO PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Incid\u00eancia da regra a continuidade delitiva especifica nos crimes de estupro praticados com viol\u00eancia presumida<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>PROCESSO EM SEGREDO DE JUSTI\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o incide a regra a continuidade delitiva especifica nos crimes de estupro praticados com viol\u00eancia presumida.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 5\/9\/2023, DJe 8\/9\/2023. (Info 786)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>6.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Um cidad\u00e3o foi condenado pelos crimes de estupro praticados com viol\u00eancia presumida. Ao realizar a dosimetria, o juiz de primeiro grau n\u00e3o aplicou a regra continuidade delitiva espec\u00edfica porque n\u00e3o empregada viol\u00eancia real contra as v\u00edtimas.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo sob segredo de justi\u00e7a. Caso imaginado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CP:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Crime continuado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Art. 71 &#8211; Quando o agente, mediante mais de uma a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o, pratica dois ou mais crimes da mesma esp\u00e9cie e, pelas condi\u00e7\u00f5es de tempo, lugar, maneira de execu\u00e7\u00e3o e outras semelhantes, devem os subseq\u00fcentes ser havidos como continua\u00e7\u00e3o do primeiro, aplica-se-lhe a pena de um s\u00f3 dos crimes, se id\u00eanticas, ou a mais grave, se diversas, aumentada, em qualquer caso, de um sexto a dois ter\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico &#8211; Nos crimes dolosos, contra v\u00edtimas diferentes, cometidos com viol\u00eancia ou grave amea\u00e7a \u00e0 pessoa, poder\u00e1 o juiz, considerando a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a personalidade do agente, bem como os motivos e as circunst\u00e2ncias, aumentar a pena de um s\u00f3 dos crimes, se id\u00eanticas, ou a mais grave, se diversas, at\u00e9 o triplo, observadas as regras do par\u00e1grafo \u00fanico do art. 70 e do art. 75 deste C\u00f3digo.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Incide a regra da continuidade delitiva?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Negativo!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O crime continuado \u00e9 benef\u00edcio penal, modalidade de concurso de crimes, que, por fic\u00e7\u00e3o legal, consagra unidade incind\u00edvel entre os crimes que o formam, para fins espec\u00edficos de aplica\u00e7\u00e3o da pena<\/strong>. Para a sua aplica\u00e7\u00e3o, o art. 71,&nbsp;<em>caput<\/em>, do CP, exige, concomitantemente, tr\u00eas requisitos objetivos: pluralidade de condutas, pluralidade de crime da mesma esp\u00e9cie e condi\u00e7\u00f5es semelhantes de tempo lugar, maneira de execu\u00e7\u00e3o e outras semelhantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0 continuidade delitiva espec\u00edfica, descrita no art. 71, par\u00e1grafo \u00fanico, do C\u00f3digo Penal, s\u00e3o acrescidos os seguintes requisitos: sejam dolosos, realizados contra v\u00edtimas diferentes e cometidos com viol\u00eancia ou grave amea\u00e7a \u00e0 pessoa.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, a inst\u00e2ncia&nbsp;<em>a quo<\/em>&nbsp;n\u00e3o aplicou a regra continuidade delitiva espec\u00edfica porque n\u00e3o empregada viol\u00eancia real contra as v\u00edtimas.<\/p>\n\n\n\n<p>De fato, &#8220;<strong>A viol\u00eancia de que trata a continuidade delitiva especial (art. 71, par\u00e1grafo \u00fanico, do C\u00f3digo Penal) \u00e9 real, sendo invi\u00e1vel aplicar limites mais gravosos do benef\u00edcio penal da continuidade delitiva com base, exclusivamente, na fic\u00e7\u00e3o jur\u00eddica de viol\u00eancia do legislador utilizada para criar o tipo penal de estupro de vulner\u00e1vel, se efetivamente a conjun\u00e7\u00e3o carnal ou ato libidinoso executado contra vulner\u00e1vel foi desprovido de qualquer viol\u00eancia real<\/strong>.&#8221; (PET no REsp 1.659.662\/CE, relator Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, DJe de 14\/5\/2021).<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, &#8220;A jurisprud\u00eancia desta Corte Superior decidiu que, nas hip\u00f3teses de crimes de estupro ou de atentado violento ao pudor praticados com viol\u00eancia presumida, N\u00c3O incide a regra do concurso material nem da continuidade delitiva espec\u00edfica. (REsp 1.602.771\/MG, relator Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, DJe de 27\/10\/2017).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>6.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o incide a regra a continuidade delitiva especifica nos crimes de estupro praticados com viol\u00eancia presumida.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; I<\/a><a>doneidade da<\/a> mensura\u00e7\u00e3o da repercuss\u00e3o internacional do delito na majora\u00e7\u00e3o da pena-base pelas consequ\u00eancias do crime.<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>PROCESSO EM SEGREDO DE JUSTI\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 id\u00f4nea a mensura\u00e7\u00e3o da repercuss\u00e3o internacional do delito na majora\u00e7\u00e3o da pena-base pelas consequ\u00eancias do crime.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 22\/8\/2023, DJe 28\/8\/2023. (Info 786)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>7.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Os r\u00e9us policiais foram condenados pelos crimes de tortura e oculta\u00e7\u00e3o de cad\u00e1ver. O delito se tornou not\u00f3rio e emblem\u00e1tico por representar epis\u00f3dio de viol\u00eancia policial contra integrante da popula\u00e7\u00e3o preta e perif\u00e9rica do Rio de Janeiro. O caso provocou como\u00e7\u00e3o social n\u00e3o apenas na comunidade local, como teve repercuss\u00e3o nacional e internacional.<\/p>\n\n\n\n<p>A defesa alega que a mensura\u00e7\u00e3o da repercuss\u00e3o midi\u00e1tica do delito n\u00e3o pode ser considerada na majora\u00e7\u00e3o da pena-base pelas consequ\u00eancias do crime.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo sob segredo de justi\u00e7a. Caso imaginado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Id\u00f4nea a mensura\u00e7\u00e3o da repercuss\u00e3o internacional?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Sim sinh\u00f4!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A pena-base comporta aumento em virtude da repercuss\u00e3o internacional do delito, por se referir a consequ\u00eancias que desbordam do tipo penal.<\/p>\n\n\n\n<p>Note-se que &#8220;<strong>a circunst\u00e2ncia judicial referente \u00e0s consequ\u00eancias do delito procura mensurar o abalo social da conduta, em raz\u00e3o da extens\u00e3o e da repercuss\u00e3o dos efeitos do delito, principalmente, o grau de alcance do resultado da a\u00e7\u00e3o il\u00edcita<\/strong>.&#8221; (AgRg no HC 438.774\/RJ, Rel. Ministro Jorge Mussi, Quinta Turma, DJe 13\/9\/2018), e &#8220;o vetor consequ\u00eancias, no contexto da individualiza\u00e7\u00e3o das penas, devem ser avaliado aferindo-se a repercuss\u00e3o do fato no cotidiano da v\u00edtima e no tecido social.&#8221; (HC 435.215\/RS, Rel. Ministra Maria Thereza de Assis Moura, Sexta Turma, DJe 29\/8\/2018).<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, em que os r\u00e9us foram condenados pelos crimes de tortura e oculta\u00e7\u00e3o de cad\u00e1ver, diferentemente do que concluiu a Corte estadual, n\u00e3o h\u00e1 como atribuir essa repercuss\u00e3o t\u00e3o somente aos interesses pol\u00edtico-econ\u00f4micos da \u00e9poca, que haveriam influenciado a imprensa.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, o delito se tornou not\u00f3rio em decorr\u00eancia da gravidade concreta do fato, que configurou um emblem\u00e1tico epis\u00f3dio de viol\u00eancia policial contra integrante da popula\u00e7\u00e3o preta e perif\u00e9rica do Rio de Janeiro, a provocar abalos sociais n\u00e3o apenas na comunidade local, como tamb\u00e9m no pa\u00eds e na comunidade internacional.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 id\u00f4nea a mensura\u00e7\u00e3o da repercuss\u00e3o internacional do delito na majora\u00e7\u00e3o da pena-base pelas consequ\u00eancias do crime.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><a>DIREITO PROCESSUAL PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Modifica\u00e7\u00e3o da natureza cautelar penal das medidas protetivas previstas no art. 22, incisos I, II e III, da Lei Maria da Penha.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>PROCESSO SOB SEGREDO DE JUSTI\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A altera\u00e7\u00e3o promovida pela Lei n. 14.550\/2023 n\u00e3o provocou qualquer modifica\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 natureza cautelar penal das medidas protetivas previstas no art. 22, incisos I, II e III, da Lei n. 11.340\/2006, apenas previu uma fase pr\u00e9-cautelar na disciplina das medidas protetivas de urg\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 5\/9\/2023. (Info 786)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>8.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Trata-se de recurso no qual se discute se as altera\u00e7\u00f5es promovidas pela Lei n. 14.550\/2023 provocaram alguma modifica\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 natureza cautelar penal das medidas protetivas previstas no art. 22, incisos I, II e III, da Lei Maria da Penha.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 11.340\/2006:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 19. As medidas protetivas de urg\u00eancia poder\u00e3o ser concedidas pelo juiz, a requerimento do Minist\u00e9rio P\u00fablico ou a pedido da ofendida.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 1\u00ba As medidas protetivas de urg\u00eancia poder\u00e3o ser concedidas de imediato, independentemente de audi\u00eancia das partes e de manifesta\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico, devendo este ser prontamente comunicado.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 2\u00ba As medidas protetivas de urg\u00eancia ser\u00e3o aplicadas isolada ou cumulativamente, e poder\u00e3o ser substitu\u00eddas a qualquer tempo por outras de maior efic\u00e1cia, sempre que os direitos reconhecidos nesta Lei forem amea\u00e7ados ou violados.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 3\u00ba Poder\u00e1 o juiz, a requerimento do Minist\u00e9rio P\u00fablico ou a pedido da ofendida, conceder novas medidas protetivas de urg\u00eancia ou rever aquelas j\u00e1 concedidas, se entender necess\u00e1rio \u00e0 prote\u00e7\u00e3o da ofendida, de seus familiares e de seu patrim\u00f4nio, ouvido o Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 4\u00ba As medidas protetivas de urg\u00eancia ser\u00e3o concedidas em ju\u00edzo de cogni\u00e7\u00e3o sum\u00e1ria a partir do depoimento da ofendida perante a autoridade policial ou da apresenta\u00e7\u00e3o de suas alega\u00e7\u00f5es escritas e poder\u00e3o ser indeferidas no caso de avalia\u00e7\u00e3o pela autoridade de inexist\u00eancia de risco \u00e0 integridade f\u00edsica, psicol\u00f3gica, sexual, patrimonial ou moral da ofendida ou de seus dependentes.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 14.550, de 2023)<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 5\u00ba As medidas protetivas de urg\u00eancia ser\u00e3o concedidas independentemente da tipifica\u00e7\u00e3o penal da viol\u00eancia, do ajuizamento de a\u00e7\u00e3o penal ou c\u00edvel, da exist\u00eancia de inqu\u00e9rito policial ou do registro de boletim de ocorr\u00eancia.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 14.550, de 2023)<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 6\u00ba As medidas protetivas de urg\u00eancia vigorar\u00e3o enquanto persistir risco \u00e0 integridade f\u00edsica, psicol\u00f3gica, sexual, patrimonial ou moral da ofendida ou de seus dependentes.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 14.550, de 2023)<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 22. Constatada a pr\u00e1tica de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a mulher, nos termos desta Lei, o juiz poder\u00e1 aplicar, de imediato, ao agressor, em conjunto ou separadamente, as seguintes medidas protetivas de urg\u00eancia, entre outras:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I &#8211; suspens\u00e3o da posse ou restri\u00e7\u00e3o do porte de armas, com comunica\u00e7\u00e3o ao \u00f3rg\u00e3o competente, nos termos da&nbsp;Lei n\u00ba 10.826, de 22 de dezembro de 2003 ;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>II &#8211; afastamento do lar, domic\u00edlio ou local de conviv\u00eancia com a ofendida;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>III &#8211; proibi\u00e7\u00e3o de determinadas condutas, entre as quais:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>a) aproxima\u00e7\u00e3o da ofendida, de seus familiares e das testemunhas, fixando o limite m\u00ednimo de dist\u00e2ncia entre estes e o agressor;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>b) contato com a ofendida, seus familiares e testemunhas por qualquer meio de comunica\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>c) freq\u00fcenta\u00e7\u00e3o de determinados lugares a fim de preservar a integridade f\u00edsica e psicol\u00f3gica da ofendida;<\/p>\n\n\n\n<p>CPP:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 319.&nbsp; S\u00e3o medidas cautelares diversas da pris\u00e3o:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>II &#8211; proibi\u00e7\u00e3o de acesso ou frequ\u00eancia a determinados lugares quando, por circunst\u00e2ncias relacionadas ao fato, deva o indiciado ou acusado permanecer distante desses locais para evitar o risco de novas infra\u00e7\u00f5es;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 12.403, de 2011).<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>III &#8211; proibi\u00e7\u00e3o de manter contato com pessoa determinada quando, por circunst\u00e2ncias relacionadas ao fato, deva o indiciado ou acusado dela permanecer distante;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Permanece a natureza cautelar?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Com certeza!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A Lei n. 14.550\/2023 incluiu tr\u00eas novos par\u00e1grafos ao art. 19 da Lei n. 11.340\/2006, relativamente \u00e0 disciplina das medidas protetivas de urg\u00eancia<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A altera\u00e7\u00e3o legislativa veio a refor\u00e7ar que a concess\u00e3o da medida protetiva, ou seja, o ato inicial, urgente e imediato de se deferir a medida para tutelar a vida e a integridade f\u00edsica e ps\u00edquica da v\u00edtima, prescinde de qualquer formalidade e repele qualquer obst\u00e1culo que possa causar morosidade ou embara\u00e7o \u00e0 efetividade da prote\u00e7\u00e3o pretendida.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, n\u00e3o se deve perquirir, neste primeiro momento, se h\u00e1 perfeita compatibilidade entre a conduta narrada pela v\u00edtima como praticada pelo agressor e alguma figura t\u00edpica penal. Tampouco se deve exigir o registro de boletim de ocorr\u00eancia, e menos ainda a exist\u00eancia de inqu\u00e9rito ou de a\u00e7\u00e3o c\u00edvel ou penal. O que se busca \u00e9 a celeridade da tutela estatal e, com ela, a efetividade da medida protetiva, que cumpre sua finalidade ao impedir a concretiza\u00e7\u00e3o da amea\u00e7a, a continuidade da pr\u00e1tica ou o agravamento do ato lesivo contra a mulher.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse cen\u00e1rio, as medidas protetivas deferidas nos termos do \u00a7 5\u00ba do art. 19 da Lei n. 11.340\/2006 devem ser consideradas como pr\u00e9-cautelares, pois precedem a uma cautelar propriamente dita, e tem como objetivo a paralisa\u00e7\u00e3o imediata do ato lesivo praticado ou em vias de ser praticado pelo agressor. <strong>Enquanto pr\u00e9-cautelares, as medidas protetivas podem ser concedidas em car\u00e1ter de urg\u00eancia, de forma aut\u00f4noma e independente de qualquer procedimento, podendo at\u00e9 mesmo ser deferidas pelo pr\u00f3prio delegado ou pelo policial<\/strong>, na hip\u00f3tese do art. 12-C da Lei n. 11.340\/2006.<\/p>\n\n\n\n<p>As medidas protetivas de urg\u00eancia n\u00e3o perdem a natureza cautelar, mesmo depois da Lei n. 14.450\/2023, mas apenas ganham uma fase pr\u00e9-cautelar, \u00e0 luz do art. 19, \u00a7 5\u00ba, da Lei n. 11.340\/2006. Ap\u00f3s o momento inicial de cessa\u00e7\u00e3o do risco imediato, as medidas seguem o procedimento cautelar tal como antes.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, est\u00e3o mantidos os aspectos das medidas protetivas de urg\u00eancia que denotam a sua natureza penal (incisos I, II e III do art. 22): o envolvimento de valores fundamentais da v\u00edtima (vida, integridade f\u00edsica, psicol\u00f3gica e mental) e do suposto autor (liberdade de ir e vir); a possibilidade de decreta\u00e7\u00e3o de pris\u00e3o em caso de renit\u00eancia no descumprimento das medidas protetivas pelo agressor; o paralelismo existente entre as medidas protetivas da Lei Maria da Penha e as medidas cautelares penais alternativas \u00e0 pris\u00e3o previstas no art. 319, II e III, do CPP.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso em an\u00e1lise, as medidas deferidas referem-se \u00e0 proibi\u00e7\u00e3o de aproxima\u00e7\u00e3o da ofendida e das testemunhas e proibi\u00e7\u00e3o de estabelecer contato com a ofendida, seus familiares e testemunhas, previstas no art. 22, II e III, da Lei Maria da Penha, todas de cunho penal, de modo que o recurso de apela\u00e7\u00e3o defensivo deve ser revisado sob o prisma do Direito Processual Penal.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, mant\u00e9m-se a orienta\u00e7\u00e3o h\u00e1 muito firmada nesta Corte &#8211; e reiterada no julgamento do REsp 2.009.402\/GO &#8211; no sentido de que as medidas protetivas de urg\u00eancia previstas no art. 22, incisos I, II e III, da Lei n. 11.340\/2006 s\u00e3o medidas cautelares de natureza criminal, devendo a elas ser aplicado o procedimento previsto no CPP, com aplica\u00e7\u00e3o apenas subsidi\u00e1ria do CPC.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>8.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A altera\u00e7\u00e3o promovida pela Lei n. 14.550\/2023 n\u00e3o provocou qualquer modifica\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 natureza cautelar penal das medidas protetivas previstas no art. 22, incisos I, II e III, da Lei n. 11.340\/2006, apenas previu uma fase pr\u00e9-cautelar na disciplina das medidas protetivas de urg\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade de o magistrado avaliar pertin\u00eancia da produ\u00e7\u00e3o da prova e plenitude de defesa no Tribunal do J\u00fari.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>PROCESSO EM SEGREDO DE JUSTI\u00c7A<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A plenitude de defesa exercida no Tribunal do J\u00fari n\u00e3o impede que o magistrado avalie a pertin\u00eancia da produ\u00e7\u00e3o da prova.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministro Messod Azulay Neto, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 5\/9\/2023. (Info 786)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>9.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Craudi\u00e3o, acusado de homic\u00eddio e respondendo a processo perante Tribunal do J\u00fari, requereu que fosse realizada per\u00edcia no celular da v\u00edtima, a qual foi inicialmente deferida pelo magistrado de primeiro grau. Algum tempo depois, Craudi\u00e3orequereu a renova\u00e7\u00e3o da per\u00edcia por meio do&nbsp;<em>software da Cellebrite<\/em>. O magistrado achou que era demais e indeferiu a dilig\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformada, a defesa de Craudiao impetrou HC contra o indeferimento da produ\u00e7\u00e3o da prova no qual alega cerceamento de defesa e viola\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da plenitude de defesa.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>9.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CF\/88:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 5\u00ba Todos s\u00e3o iguais perante a lei, sem distin\u00e7\u00e3o de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no Pa\u00eds a inviolabilidade do direito \u00e0 vida, \u00e0 liberdade, \u00e0 igualdade, \u00e0 seguran\u00e7a e \u00e0 propriedade, nos termos seguintes:<\/p>\n\n\n\n<p>X &#8211; s\u00e3o inviol\u00e1veis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indeniza\u00e7\u00e3o pelo dano material ou moral decorrente de sua viola\u00e7\u00e3o;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>XXXVIII &#8211; \u00e9 reconhecida a institui\u00e7\u00e3o do j\u00fari, com a organiza\u00e7\u00e3o que lhe der a lei, assegurados:<\/p>\n\n\n\n<p>a) a plenitude de defesa;<\/p>\n\n\n\n<p>b) o sigilo das vota\u00e7\u00f5es;<\/p>\n\n\n\n<p>c) a soberania dos veredictos;<\/p>\n\n\n\n<p>d) a compet\u00eancia para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel ao magistrado avaliar a pertin\u00eancia?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeap!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A Constitui\u00e7\u00e3o prescreve a plenitude de defesa como postulado fundamental do Tribunal do J\u00fari<\/strong>, nos termos de seu art. 5\u00ba, inciso XXXVIII, al\u00ednea&nbsp;<em>a<\/em>. E n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que <strong>o direito \u00e0 prova \u00e9 instrumento para o exerc\u00edcio adequado daquele princ\u00edpio<\/strong>. Todavia, o direito \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de provas n\u00e3o \u00e9 absoluto. Ao magistrado \u00e9 conferida discricionariedade para indeferir, em decis\u00e3o fundamentada, as provas que reputar protelat\u00f3rias, irrelevantes ou impertinentes.<\/p>\n\n\n\n<p>A discricionariedade judicial \u00e9 balizada pela avalia\u00e7\u00e3o dos crit\u00e9rios da objetividade e da pertin\u00eancia da prova. No caso em an\u00e1lise, nada obstante a prova pretendida ter sido, <a>inicialmente, deferida pelo magistrado de primeiro grau, a renova\u00e7\u00e3o da per\u00edcia no celular da v\u00edtima por meio do&nbsp;<em>software da Cellebrite<\/em>&nbsp;n\u00e3o denota pertin\u00eancia e objetividade para o deferimento.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A per\u00edcia foi devidamente realizada no telefone do acusado. N\u00e3o parece l\u00f3gico, portanto, o pedido de exame no celular da v\u00edtima para apura\u00e7\u00e3o de comunica\u00e7\u00e3o com o paciente. Isso porque, necessariamente, qualquer interlocu\u00e7\u00e3o entre acusado e v\u00edtima, mesmo apagada, estaria registrada nos dois aparelhos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, <strong>n\u00e3o h\u00e1 fundamento constitucional ou legal para que se promova investiga\u00e7\u00e3o inespec\u00edfica no celular da v\u00edtima, uma vez que n\u00e3o \u00e9 papel do Estado procurar provas que se sup\u00f5e que possam existir sem qualquer delimita\u00e7\u00e3o, especialmente, envolvendo coopera\u00e7\u00e3o com outros Estados da Federa\u00e7\u00e3o<\/strong>. A prova deve se destinar a um objetivo certo e delimitado, sob pena, inclusive, de viola\u00e7\u00e3o da garantia constitucional da inviolabilidade da intimidade e da vida privada (art. 5\u00ba, X, Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica).<\/p>\n\n\n\n<p>Logo, n\u00e3o se pode deferir investiga\u00e7\u00e3o de conversas da v\u00edtima com terceiros com base em mera suposi\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia de informa\u00e7\u00f5es relevantes. Tal provimento constituiria, por certo, provid\u00eancia especulativa, visto que inexistente qualquer outro elemento de prova, ainda que indici\u00e1rio, que indique sua pertin\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Frise-se que o crit\u00e9rio judicial para o deferimento de provas \u00e9 mecanismo que visa assegurar a tutela dos direitos e garantias individuais daqueles que s\u00e3o submetidos \u00e0 jurisdi\u00e7\u00e3o. Assim, o magistrado deve aten\u00e7\u00e3o aos limites constitucionais na produ\u00e7\u00e3o da prova, de modo que tem o dever de evitar provas impertinentes e que se mostrem meramente especulativas.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>9.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A plenitude de defesa exercida no Tribunal do J\u00fari n\u00e3o impede que o magistrado avalie a pertin\u00eancia da produ\u00e7\u00e3o da prova.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>10.&nbsp; Nulidade decorrente da m\u00e1 formula\u00e7\u00e3o de quesito, com imputa\u00e7\u00f5es n\u00e3o admitidas na pron\u00fancia.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A <a>m\u00e1 formula\u00e7\u00e3o de quesito, com imputa\u00e7\u00f5es n\u00e3o admitidas na pron\u00fancia, <\/a>causa nulidade absoluta e justifica exce\u00e7\u00e3o \u00e0 regra da impugna\u00e7\u00e3o imediata, afastando-se a preclus\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.062.459-RS, Rel. Ministro Rogerio Schietti Cruz, Rel. para ac\u00f3rd\u00e3o Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, por maioria, julgado em 5\/9\/2023. (Info 786)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>10.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O Tribunal do J\u00fari condenou os reputados respons\u00e1veis pelo inc\u00eandio da Boate Kiss em Santa Maria-RS. Ap\u00f3s a condena\u00e7\u00e3o, a defesa dos acusados interp\u00f4s recursos nos quais sustenta a nulidade do julgamento em raz\u00e3o da m\u00e1 formula\u00e7\u00e3o de quesitos, com imputa\u00e7\u00f5es n\u00e3o haviam sido admitidas na pron\u00fancia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>10.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>10.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Processo Penal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 484.&nbsp; A seguir, o presidente ler\u00e1 os quesitos e indagar\u00e1 das partes se t\u00eam requerimento ou reclama\u00e7\u00e3o a fazer, devendo qualquer deles, bem como a decis\u00e3o, constar da ata.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 11.689, de 2008)<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Par\u00e1grafo \u00fanico.&nbsp; Ainda em plen\u00e1rio, o juiz presidente explicar\u00e1 aos jurados o significado de cada quesito.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>10.2.2. Quesito enviesado implica na nulidade absoluta<\/a>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Joga tudo por \u00e1gua abaixo!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No que tange \u00e0 disciplina das nulidades atinentes \u00e0 quesita\u00e7\u00e3o ofertada aos jurados, <strong>as eventuais irregularidades que caracterizam nulidade relativa ensejam a sua imediata contesta\u00e7\u00e3o e a prova do preju\u00edzo para a parte a quem aproveita a nulidade<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, segundo a dic\u00e7\u00e3o do art. 484 do C\u00f3digo de Processo Penal, ap\u00f3s formular os quesitos o juiz-presidente os ler\u00e1, indagando \u00e0s partes se t\u00eam qualquer obje\u00e7\u00e3o a fazer, o que dever\u00e1 constar obrigatoriamente em ata. E, nos termos do art. 571, VIII, do diploma mencionado, as nulidades dever\u00e3o ser arguidas, no caso de julgamento em Plen\u00e1rio, t\u00e3o logo ocorram.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, essa n\u00e3o \u00e9 a hip\u00f3tese. Isso porque, nas particularidades do caso concreto, <strong>a m\u00e1 formula\u00e7\u00e3o do quesito de n. 2 deve ser considerada como causa de nulidade absoluta e sua elevada gravidade justifica excepcionar a regra da impugna\u00e7\u00e3o imediata, afastando-se a hip\u00f3tese de preclus\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>O Tribunal de Justi\u00e7a do Estado do Rio Grande do Sul, no julgamento do recurso em sentido estrito, para a delimita\u00e7\u00e3o da imputa\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o de pron\u00fancia, determinou a exclus\u00e3o de parte das condutas atribu\u00eddas aos r\u00e9us.<\/p>\n\n\n\n<p>A inser\u00e7\u00e3o nos quesitos de imputa\u00e7\u00f5es que n\u00e3o foram admitidas no julgamento do recurso em sentido estrito ofende a um s\u00f3 tempo o princ\u00edpio da correla\u00e7\u00e3o entre pron\u00fancia e senten\u00e7a e, ainda, a hierarquia do julgamento colegiado do Tribunal de Justi\u00e7a do Estado do Rio Grande do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 entendimento do STJ de que as nulidades absolutas, notadamente aquelas capazes de causar perplexidade aos jurados e com evidente viola\u00e7\u00e3o ao princ\u00edpio da correla\u00e7\u00e3o entre pron\u00fancia e senten\u00e7a, ensejam a supera\u00e7\u00e3o do \u00f3bice da preclus\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a>10.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A m\u00e1 formula\u00e7\u00e3o de quesito, com imputa\u00e7\u00f5es n\u00e3o admitidas na pron\u00fancia, causa nulidade absoluta e justifica exce\u00e7\u00e3o \u00e0 regra da impugna\u00e7\u00e3o imediata, afastando-se a preclus\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-1db7399c-9af4-4e45-87f0-ec4c63aa9a01\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/09\/19010246\/stj-informativo-786.pdf\">stj-informativo-786<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/09\/19010246\/stj-informativo-786.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-1db7399c-9af4-4e45-87f0-ec4c63aa9a01\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Informativo n\u00ba 786 do STJ\u00a0COMENTADO\u00a0saindo do forno (quentinho) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! 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