{"id":1276357,"date":"2023-09-13T01:53:26","date_gmt":"2023-09-13T04:53:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1276357"},"modified":"2023-09-13T01:53:28","modified_gmt":"2023-09-13T04:53:28","slug":"informativo-stf-1106-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1106-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STF 1106 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p>Vamos que vamos de Informativo n\u00ba 1106 do STF\u00a0<strong>COMENTADO.\u00a0<\/strong>S\u00f3 para voc\u00ea que est\u00e1 ligad@ aqui\u00a0no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/09\/13015312\/stf-informativo-1106.pdf\" rel=\"sponsored nofollow\">DOWNLOAD do PDF<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_1MH4hPnlDSM\"><div id=\"lyte_1MH4hPnlDSM\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/1MH4hPnlDSM\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/1MH4hPnlDSM\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/1MH4hPnlDSM\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-administrativo\"><a>DIREITO ADMINISTRATIVO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-imprescritibilidade-nbsp-de-pretensao-de-ressarcimento-ao-erario-decorrente-de-exploracao-irregular-do-patrimonio-mineral-da-uniao\"><a><\/a><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <em>Imprescritibilidade<\/em><\/a><em>&nbsp;de pretens\u00e3o de ressarcimento ao er\u00e1rio decorrente de explora\u00e7\u00e3o irregular do patrim\u00f4nio mineral da Uni\u00e3o<\/em><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO EXTRAORDIN\u00c1RIO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 imprescrit\u00edvel a pretens\u00e3o de ressarcimento ao er\u00e1rio decorrente da explora\u00e7\u00e3o irregular do patrim\u00f4nio mineral da Uni\u00e3o, porquanto indissoci\u00e1vel do dano ambiental causado.<\/p>\n\n\n\n<p>RE 1.427.694\/SC, relatora Ministra Presidente, julgamento finalizado no Plen\u00e1rio Virtual em 1\u00ba.9.2023 <a>(Info 1106)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em recurso extraordin\u00e1rio, Porto A\u00e7u Extra\u00e7\u00e3o de areia discute a possibilidade de prescri\u00e7\u00e3o da pretens\u00e3o de ressarcimento ao er\u00e1rio decorrente da explora\u00e7\u00e3o irregular do patrim\u00f4nio mineral da Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-ocorre-a-prescricao\"><a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ocorre a prescri\u00e7\u00e3o?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooopsss!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o imprescrit\u00edveis as a\u00e7\u00f5es de ressarcimento ao er\u00e1rio, decorrentes de lavra mineral efetuada em desacordo com a licen\u00e7a concedida, tendo em conta a degrada\u00e7\u00e3o ambiental e a especial prote\u00e7\u00e3o constitucional atribu\u00edda ao meio ambiente e aos recursos minerais<strong>.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Os danos ambientais n\u00e3o correspondem a mero il\u00edcito civil, de modo que merecem destacada aten\u00e7\u00e3o em benef\u00edcio de toda a coletividade<\/strong>. Assim, prevalecem os princ\u00edpios constitucionais de prote\u00e7\u00e3o, preserva\u00e7\u00e3o e repara\u00e7\u00e3o do meio ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, os interesses coletivos envolvidos ultrapassam gera\u00e7\u00f5es e fronteiras, de forma que n\u00e3o devem sofrer limites temporais \u00e0 sua prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, o entendimento do STF \u00e9 que, existindo il\u00edcito indissoci\u00e1vel da repara\u00e7\u00e3o por dano ambiental, n\u00e3o se aplica a tese firmada ao julgamento do&nbsp;RE 669.069\/MG (Tema 666 RG), mas a fixada no exame do&nbsp;RE 654.833\/AC&nbsp;(Tema 999 RG).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, reconheceu a exist\u00eancia de repercuss\u00e3o geral da quest\u00e3o constitucional suscitada (Tema 1.268 da repercuss\u00e3o geral) e reafirmou a jurisprud\u00eancia dominante sobre a mat\u00e9ria para dar provimento ao recurso extraordin\u00e1rio e, por conseguinte, afastar a prescri\u00e7\u00e3o e determinar a devolu\u00e7\u00e3o dos autos ao Ju\u00edzo de origem para que prossiga no exame da causa.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-desapropriacao-para-reforma-agraria-propriedade-produtiva-e-atendimento-de-sua-funcao-social\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Desapropria\u00e7\u00e3o para reforma agr\u00e1ria: propriedade produtiva e atendimento de sua fun\u00e7\u00e3o social<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o constitucionais os artigos 6\u00ba e 9\u00ba da Lei 8.629\/1993, que exigem a presen\u00e7a simult\u00e2nea do car\u00e1ter produtivo da propriedade e da fun\u00e7\u00e3o social como requisitos para que determinada propriedade seja insuscet\u00edvel de desapropria\u00e7\u00e3o para fins de reforma agr\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 3.865\/DF, relator Ministro Edson Fachin, julgamento virtual finalizado em 1\u00ba.9.2023 (Info 1106)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A Confedera\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Brasil (CNA) ajuizou no STF a ADI 3865, com pedido de liminar, contra partes do texto dos artigos 6\u00ba e 9\u00ba, da Lei 8.629\/93. A CNA ressalta que os textos questionados violam os artigos 184, 185 e 186 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, que definem os im\u00f3veis rurais suscet\u00edveis de desapropria\u00e7\u00e3o, por interesse social, para fins de reforma agr\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o advogado da confedera\u00e7\u00e3o, a reda\u00e7\u00e3o dos dispositivos embaralhou requisitos que n\u00e3o se confundem, a saber, o do grau de utiliza\u00e7\u00e3o da terra (GUT) e o de efici\u00eancia em sua explora\u00e7\u00e3o (GEE). Ele explica que o GUT \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o percentual entre a \u00e1rea efetivamente utilizada e a \u00e1rea aproveit\u00e1vel total do im\u00f3vel, e o GEE \u00e9 a medida do que o im\u00f3vel produz em determinado per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CF\/1988: \u201cArt. 184. Compete \u00e0 Uni\u00e3o desapropriar por interesse social, para fins de reforma agr\u00e1ria, o im\u00f3vel rural que n\u00e3o esteja cumprindo sua fun\u00e7\u00e3o social, mediante pr\u00e9via e justa indeniza\u00e7\u00e3o em t\u00edtulos da d\u00edvida agr\u00e1ria, com cl\u00e1usula de preserva\u00e7\u00e3o do valor real, resgat\u00e1veis no prazo de at\u00e9 vinte anos, a partir do segundo ano de sua emiss\u00e3o, e cuja utiliza\u00e7\u00e3o ser\u00e1 definida em lei.<a><\/a>&nbsp;(&#8230;)<a><\/a>&nbsp;Art. 185. S\u00e3o insuscet\u00edveis de desapropria\u00e7\u00e3o para fins de reforma agr\u00e1ria:<a><\/a>&nbsp;I &#8211; a pequena e m\u00e9dia propriedade rural, assim definida em lei, desde que seu propriet\u00e1rio n\u00e3o possua outra;<a><\/a>&nbsp;II &#8211; a propriedade produtiva.<a><\/a>&nbsp;Par\u00e1grafo \u00fanico. A lei garantir\u00e1 tratamento especial \u00e0 propriedade produtiva e fixar\u00e1 normas para o cumprimento dos requisitos relativos a sua fun\u00e7\u00e3o social.<a><\/a>&nbsp;<a><\/a>Art. 186. A fun\u00e7\u00e3o social \u00e9 cumprida quando a propriedade rural atende, simultaneamente, segundo crit\u00e9rios e graus de exig\u00eancia estabelecidos em lei, aos seguintes requisitos:<a><\/a>&nbsp;I &#8211; aproveitamento racional e adequado;<a><\/a>&nbsp;II &#8211; utiliza\u00e7\u00e3o adequada dos recursos naturais dispon\u00edveis e preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente;<a><\/a>&nbsp;III &#8211; observ\u00e2ncia das disposi\u00e7\u00f5es que regulam as rela\u00e7\u00f5es de trabalho;<a><\/a>&nbsp;IV &#8211; explora\u00e7\u00e3o que favore\u00e7a o bem-estar dos propriet\u00e1rios e dos trabalhadores.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Lei 8.629\/1993: \u201cArt. 6\u00ba Considera-se propriedade produtiva aquela que, explorada econ\u00f4mica e racionalmente, atinge, simultaneamente, graus de utiliza\u00e7\u00e3o da terra e de efici\u00eancia na explora\u00e7\u00e3o, segundo \u00edndices fixados pelo \u00f3rg\u00e3o federal competente. \u00a7 1\u00ba O grau de utiliza\u00e7\u00e3o da terra, para efeito do caput deste artigo, dever\u00e1 ser igual ou superior a 80% (oitenta por cento), calculado pela rela\u00e7\u00e3o percentual entre a \u00e1rea efetivamente utilizada e a \u00e1rea aproveit\u00e1vel total do im\u00f3vel. \u00a7 2\u00ba O grau de efici\u00eancia na explora\u00e7\u00e3o da terra dever\u00e1 ser igual ou superior a 100% (cem por cento), e ser\u00e1 obtido de acordo com a seguinte sistem\u00e1tica: I &#8211; para os produtos vegetais, divide-se a quantidade colhida de cada produto pelos respectivos \u00edndices de rendimento estabelecidos pelo \u00f3rg\u00e3o competente do Poder Executivo, para cada Microrregi\u00e3o Homog\u00eanea; II &#8211; para a explora\u00e7\u00e3o pecu\u00e1ria, divide-se o n\u00famero total de Unidades Animais (UA) do rebanho, pelo \u00edndice de lota\u00e7\u00e3o estabelecido pelo \u00f3rg\u00e3o competente do Poder Executivo, para cada Microrregi\u00e3o Homog\u00eanea; III &#8211; a soma dos resultados obtidos na forma dos incisos I e II deste artigo, dividida pela \u00e1rea efetivamente utilizada e multiplicada por 100 (cem), determina o grau de efici\u00eancia na explora\u00e7\u00e3o. \u00a7 3\u00ba Considera-se efetivamente utilizadas: I &#8211; as \u00e1reas plantadas com produtos vegetais; II &#8211; as \u00e1reas de pastagens nativas e plantadas, observado o \u00edndice de lota\u00e7\u00e3o por zona de pecu\u00e1ria, fixado pelo Poder Executivo; III &#8211; as \u00e1reas de explora\u00e7\u00e3o extrativa vegetal ou florestal, observados os \u00edndices de rendimento estabelecidos pelo \u00f3rg\u00e3o competente do Poder Executivo, para cada Microrregi\u00e3o Homog\u00eanea, e a legisla\u00e7\u00e3o ambiental; IV &#8211; as \u00e1reas de explora\u00e7\u00e3o de florestas nativas, de acordo com plano de explora\u00e7\u00e3o e nas condi\u00e7\u00f5es estabelecidas pelo \u00f3rg\u00e3o federal competente; V &#8211; as \u00e1reas sob processos t\u00e9cnicos de forma\u00e7\u00e3o ou recupera\u00e7\u00e3o de pastagens ou de culturas permanentes, tecnicamente conduzidas e devidamente comprovadas, mediante documenta\u00e7\u00e3o e Anota\u00e7\u00e3o de Responsabilidade T\u00e9cnica. \u00a7 4\u00ba No caso de cons\u00f3rcio ou intercala\u00e7\u00e3o de culturas, considera-se efetivamente utilizada a \u00e1rea total do cons\u00f3rcio ou intercala\u00e7\u00e3o. \u00a7 5\u00ba No caso de mais de um cultivo no ano, com um ou mais produtos, no mesmo espa\u00e7o, considera-se efetivamente utilizada a maior \u00e1rea usada no ano considerado. \u00a7 6\u00ba Para os produtos que n\u00e3o tenham \u00edndices de rendimentos fixados, adotar-se-\u00e1 a \u00e1rea utilizada com esses produtos, com resultado do c\u00e1lculo previsto no inciso I do \u00a7 2\u00ba deste artigo. \u00a7 7\u00ba N\u00e3o perder\u00e1 a qualifica\u00e7\u00e3o de propriedade produtiva o im\u00f3vel que, por raz\u00f5es de for\u00e7a maior, caso fortuito ou de renova\u00e7\u00e3o de pastagens tecnicamente conduzida, devidamente comprovados pelo \u00f3rg\u00e3o competente, deixar de apresentar, no ano respectivo, os graus de efici\u00eancia na explora\u00e7\u00e3o, exigidos para a esp\u00e9cie. \u00a7 8\u00ba S\u00e3o garantidos os incentivos fiscais referentes ao Imposto Territorial Rural relacionados com os graus de utiliza\u00e7\u00e3o e de efici\u00eancia na explora\u00e7\u00e3o, conforme o disposto no art. 49 da Lei n\u00ba 4.504, de 30 de novembro de 1964. (&#8230;) Art. 9\u00ba A fun\u00e7\u00e3o social \u00e9 cumprida quando a propriedade rural atende, simultaneamente, segundo graus e crit\u00e9rios estabelecidos nesta lei, os seguintes requisitos: I &#8211; aproveitamento racional e adequado; II &#8211; utiliza\u00e7\u00e3o adequada dos recursos naturais dispon\u00edveis e preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente; III &#8211; observ\u00e2ncia das disposi\u00e7\u00f5es que regulam as rela\u00e7\u00f5es de trabalho; IV &#8211; explora\u00e7\u00e3o que favore\u00e7a o bem-estar dos propriet\u00e1rios e dos trabalhadores. \u00a7 1\u00ba Considera-se racional e adequado o aproveitamento que atinja os graus de utiliza\u00e7\u00e3o da terra e de efici\u00eancia na explora\u00e7\u00e3o especificados nos \u00a7\u00a7 1\u00ba a 7\u00ba do art. 6\u00ba desta lei. (&#8230;)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-tudo-certo-arnaldo\"><a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tudo certo, Arnaldo?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Segue o jogo!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O pr\u00f3prio texto constitucional exige, de forma inequ\u00edvoca, o cumprimento da fun\u00e7\u00e3o social da propriedade produtiva como requisito simult\u00e2neo para a sua inexpropriabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, ao definir que a lei fixar\u00e1 normas para o cumprimento da fun\u00e7\u00e3o social (CF\/1988, art. 185, par\u00e1grafo \u00fanico), <strong>a Constitui\u00e7\u00e3o define o alcance da garantia prevista para a propriedade produtiva e alberga cl\u00e1usula semanticamente plural<\/strong>. Assim, entre as possibilidades abertas, a op\u00e7\u00e3o do legislador por uma interpreta\u00e7\u00e3o que congregue as garantias constitucionais da propriedade produtiva com a funcionaliza\u00e7\u00e3o social exigida de todas as propriedades \u00e9 plenamente v\u00e1lida, dada a plurissignifica\u00e7\u00e3o do texto constitucional.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>2.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou improcedente a a\u00e7\u00e3o, para assentar a constitucionalidade das express\u00f5es \u201c<em>explorada econ\u00f4mica e racionalmente<\/em>\u201d, \u201c<em>simultaneamente<\/em>\u201de \u201c<em>utiliza\u00e7\u00e3o da terra e<\/em>\u201d, constantes do art. 6\u00ba; e da express\u00e3o \u201c<em>e de efici\u00eancia na explora\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d, contida no \u00a7 1\u00ba do art. 9\u00ba, ambos da&nbsp;Lei 8.629\/1993.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-concurso-nbsp-de-remocao-no-servico-notarial-e-de-registro-nbsp\"><a><\/a><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <em>Concurso<\/em><\/a><em>&nbsp;de remo\u00e7\u00e3o no servi\u00e7o notarial e de registro<\/em><em>&nbsp;<\/em><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DECLARAT\u00d3RIA DE CONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional \u2014 por violar regra expressa no art. 236, \u00a7 3\u00ba, da CF\/1988 \u2014 norma que estabelece a modalidade de concurso de remo\u00e7\u00e3o na titularidade dos servi\u00e7os notariais e de registro apenas por avalia\u00e7\u00e3o de t\u00edtulos.<\/p>\n\n\n\n<p>ADC 14\/DF, relatora Ministra Rosa Weber, julgamento virtual finalizado em 1\u00ba.9.2023 (Info 1106)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o dos Not\u00e1rios e Registradores do Brasil (Anoreg\/BR) ajuizou a ADC 14 com a finalidade de ser declarada a constitucionalidade do artigo 16 da Lei Federal 8.935\/94. Segundo a Anoreg, a antiga reda\u00e7\u00e3o do dispositivo era inconstitucional devido ao evidente erro datilogr\u00e1fico que n\u00e3o foi corrigido antes da publica\u00e7\u00e3o oficial da lei. A Associa\u00e7\u00e3o, \u00e0 \u00e9poca, prop\u00f4s a ADI 2018 contra a lei. No entanto, o Poder Executivo enviou ao Congresso Nacional proposta de nova reda\u00e7\u00e3o para o dispositivo questionado, com a finalidade de corrigir o equ\u00edvoco.<\/p>\n\n\n\n<p>Aprovada a Lei Federal 10.506\/02, que modificou a reda\u00e7\u00e3o do artigo 16 da Lei 8.935\/94, deu-se a perda do objeto da ADI proposta pela Anoreg. Em seguida, o Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo abriu concurso p\u00fablico de provas e t\u00edtulos para a outorga de delega\u00e7\u00f5es de notas e registros com base na antiga reda\u00e7\u00e3o do artigo 16, prevendo remo\u00e7\u00e3o apenas por provas de t\u00edtulos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CF\/1988: \u201c<a><\/a>Art. 236. Os servi\u00e7os notariais e de registro s\u00e3o exercidos em car\u00e1ter privado, por delega\u00e7\u00e3o do Poder P\u00fablico.&nbsp;(&#8230;) \u00a7 3\u00ba O ingresso na atividade notarial e de registro depende de concurso p\u00fablico de provas e t\u00edtulos, n\u00e3o se permitindo que qualquer serventia fique vaga, sem abertura de concurso de provimento ou de remo\u00e7\u00e3o, por mais de seis meses.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Resolu\u00e7\u00e3o 81 do CNJ: \u201cArt. 1\u00ba O ingresso, por provimento ou remo\u00e7\u00e3o, na titularidade dos servi\u00e7os notariais e de registros declarados vagos, se dar\u00e1 por meio de concurso de provas e t\u00edtulos realizado pelo Poder Judici\u00e1rio, nos termos do \u00a7 3\u00ba do artigo 236 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Lei 8.935\/1994: \u201cArt. 16. As vagas ser\u00e3o preenchidas alternadamente, duas ter\u00e7as partes por concurso p\u00fablico de provas e t\u00edtulos e uma ter\u00e7a parte por meio de remo\u00e7\u00e3o, mediante concurso de t\u00edtulos, n\u00e3o se permitindo que qualquer serventia notarial ou de registro fique vaga, sem abertura de concurso de provimento inicial ou de remo\u00e7\u00e3o, por mais de seis meses<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-concurso-de-remocao-exclusivamente-por-titulos\"><a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Concurso de remo\u00e7\u00e3o exclusivamente por t\u00edtulos?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Era s\u00f3 o que faltava!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Em homenagem aos princ\u00edpios da igualdade, da impessoalidade, da moralidade e da efici\u00eancia<\/strong> (CF\/1988, art. 37,&nbsp;caput&nbsp;e II) e, dado o car\u00e1ter ESSENCIAL e o n\u00edvel de COMPLEXIDADE dos servi\u00e7os, a Constitui\u00e7\u00e3o expressamente consignou que o ingresso na atividade notarial e registral, por meio de provimento inicial ou remo\u00e7\u00e3o, exige a pr\u00e9via habilita\u00e7\u00e3o em concurso de provas e t\u00edtulos.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>3.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por unanimidade,&nbsp;julgou improcedente a a\u00e7\u00e3o, para declarar a inconstitucionalidade do art. 16 da&nbsp;Lei 8.935\/1994&nbsp;(Lei dos Cart\u00f3rios), na reda\u00e7\u00e3o&nbsp;dada pela&nbsp;Lei 10.506\/2002. O Tribunal tamb\u00e9m modulou os efeitos da decis\u00e3o para estabelecer \u201c<em>a validade das remo\u00e7\u00f5es realizadas com base na norma declarada inconstitucional, quando precedidas de concursos p\u00fablicos exclusivamente de t\u00edtulos iniciados e conclu\u00eddos, com a publica\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o dos aprovados, no per\u00edodo compreendido entre a entrada em vigor da Lei 10.506\/2002 (9.7.2002) e a edi\u00e7\u00e3o da&nbsp;Resolu\u00e7\u00e3o CNJ 81\/2009&nbsp;(9.6.2009)<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-aposentadoria-nbsp-especial-em-razao-do-exercicio-da-funcao-de-magisterio-em-ambito-estadual-nbsp\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <em>Aposentadoria&nbsp;especial em raz\u00e3o do exerc\u00edcio da fun\u00e7\u00e3o de magist\u00e9rio em \u00e2mbito estadual<\/em><\/a><em>&nbsp;<\/em><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional \u2014 por invadir a iniciativa privativa do chefe do Poder Executivo (CF\/1988, art. 61, II, \u201cc\u201d e \u201ce\u201d) e a compet\u00eancia privativa da Uni\u00e3o legislar sobre seguridade social e sobre diretrizes e bases da educa\u00e7\u00e3o nacional (CF\/1988, art. 22, XXIII e XXIV), bem como por violar o n\u00facleo da norma que restringe a aposentadoria especial a fun\u00e7\u00f5es de magist\u00e9rio (CF\/1988, art. 40, \u00a7 5\u00ba) \u2014 lei estadual, de iniciativa parlamentar, que estende essa modalidade de aposentadoria para atividades administrativas, t\u00e9cnico-pedag\u00f3gicas e outras que n\u00e3o propriamente a de professor, inclusive a de representa\u00e7\u00e3o associativa ou sindical.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 856\/RS, relator Ministro Luiz Fux, julgamento virtual finalizado em 1\u00ba.9.2023 (Info 1106)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Trata-se de ADI ajuizada pelo Estado do RS para impugnar a Lei ga\u00facha n\u00ba 9.841, de 16 de mar\u00e7o de 1993 que estendeu a aposentadoria especial dos professores para atividades administrativas, t\u00e9cnico-pedag\u00f3gicas e outras que n\u00e3o propriamente a de professor, inclusive a de representa\u00e7\u00e3o associativa ou sindical. O autor da a\u00e7\u00e3o alega viola\u00e7\u00e3o da compet\u00eancia da Uni\u00e3o para legislar sobre o tema.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei 9.394\/1996: \u201cArt. 67 (&#8230;) \u00a7 2\u00ba Para os efeitos do disposto no \u00a7 5\u00ba do art. 40 e no \u00a7 8\u00ba do art. 201 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, s\u00e3o consideradas fun\u00e7\u00f5es de magist\u00e9rio as exercidas por professores e especialistas em educa\u00e7\u00e3o no desempenho de atividades educativas, quando exercidas em estabelecimento de educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica em seus diversos n\u00edveis e modalidades, inclu\u00eddas, al\u00e9m do exerc\u00edcio da doc\u00eancia, as de dire\u00e7\u00e3o de unidade escolar e as de coordena\u00e7\u00e3o e assessoramento pedag\u00f3gico.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-virou-festa\"><a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Virou festa?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Obviamente que N\u00c3O!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A jurisprud\u00eancia do STF reconhece <strong>a compet\u00eancia privativa do chefe do Poder Executivo para iniciar projetos de lei que envolvam altera\u00e7\u00f5es no sistema estadual de ensino, defini\u00e7\u00e3o das fun\u00e7\u00f5es de magist\u00e9rio e disposi\u00e7\u00f5es sobre a aposentadoria de servidores<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, compete \u00e0 Uni\u00e3o editar as normas gerais sobre previd\u00eancia social (CF\/1988, art. 24, XII e \u00a7 1\u00ba), <strong>motivo pelo qual n\u00e3o se admite que cada estado fixe requisitos diferenciados para a concess\u00e3o de aposentadoria especial<\/strong>. A Lei 9.394\/1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educa\u00e7\u00e3o Nacional) regulamentou a aposentadoria especial do professor e definiu quais fun\u00e7\u00f5es se enquadram como de magist\u00e9rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, as atividades meramente administrativas n\u00e3o podem ser consideradas como magist\u00e9rio, sob pena de ofensa \u00e0 autoridade da decis\u00e3o proferida na ADI 3.772\/DF.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>4.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><a>Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por maioria, julgou procedente a a\u00e7\u00e3o para, confirmando a&nbsp;<\/a>medida cautelar anteriormente deferida, declarar a inconstitucionalidade da&nbsp;Lei 9.841\/1993 do Estado do Rio Grande do Sul.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-constitucional\"><a>DIREITO CONSTITUCIONAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-escalonamento-dos-valores-dos-subsidios-de-magistrados-estaduais\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Escalonamento dos valores dos subs\u00eddios de magistrados estaduais<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em respeito \u00e0 autonomia federativa, n\u00e3o viola o art. 37, V, da Constitui\u00e7\u00e3o a lei estadual que considera as promo\u00e7\u00f5es entre entr\u00e2ncias para o escalonamento dos subs\u00eddios da carreira da magistratura.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 4.216\/TO, relator Ministro Roberto Barroso, julgamento virtual finalizado em 1\u00ba.9.2023 (Info 1106)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o dos Magistrados Brasileiros (AMB) ajuizou no STF a ADI contra dispositivo de lei estadual que n\u00e3o teria observado a diferen\u00e7a salarial m\u00e1xima de 10% entre entr\u00e2ncias da magistratura.<\/p>\n\n\n\n<p>Em todos os pedidos, a AMB alega que normas estaduais violam o inciso V do artigo 93 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, na reda\u00e7\u00e3o dada pela Emenda Constitucional 19\/98, ao n\u00e3o observarem a estrutura judici\u00e1ria nacional para estabelecer o valor dos subs\u00eddios da magistratura local.<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o proposta pela AMB \u00e9 a ADI 4248, que pede a declara\u00e7\u00e3o de inconstitucionalidade do par\u00e1grafo 3\u00ba do artigo 81 da Lei paranaense 7.297\/80. Segundo a entidade, a lei estabelece quatro n\u00edveis abaixo do cargo de desembargador para a magistratura estadual, com diferen\u00e7a de 10% entre eles.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CF\/1988: \u201cArt. 93 Lei complementar, de iniciativa do Supremo Tribunal Federal, dispor\u00e1 sobre o Estatuto da Magistratura, observados os seguintes princ\u00edpios: (&#8230;) V &#8211; o subs\u00eddio dos Ministros dos Tribunais Superiores corresponder\u00e1 a noventa e cinco por cento do subs\u00eddio mensal fixado para os Ministros do Supremo Tribunal Federal e os subs\u00eddios dos demais magistrados ser\u00e3o fixados em lei e escalonados, em n\u00edvel federal e estadual, conforme as respectivas categorias da estrutura judici\u00e1ria nacional, n\u00e3o podendo a diferen\u00e7a entre uma e outra ser superior a dez por cento ou inferior a cinco por cento, nem exceder a noventa e cinco por cento do subs\u00eddio mensal dos Ministros dos Tribunais Superiores, obedecido, em qualquer caso, o disposto nos arts. 37, XI, e 39, \u00a7 4\u00ba.&nbsp;(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Emenda Constitucional n\u00ba 19, de 1998)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-possivel-o-escalonamento\"><a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel o escalonamento?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeap!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional lei estadual que considera as promo\u00e7\u00f5es entre entr\u00e2ncias para o escalonamento dos subs\u00eddios da carreira da magistratura.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O texto constitucional veda apenas a fixa\u00e7\u00e3o de tetos remunerat\u00f3rios distintos em rela\u00e7\u00e3o a magistrados federais e estaduais, sem impedir a diferencia\u00e7\u00e3o dos valores dos subs\u00eddios<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A express\u00e3o \u201c<em>conforme as categorias da estrutura judici\u00e1ria nacional<\/em>\u201d (CF\/1988, art. 93, V) deve ser interpretada de modo a prestigiar decis\u00f5es pol\u00edticas regionais que considerem as peculiaridades dos estados-membros, pois compete a eles, mediante leis de iniciativa dos respectivos tribunais de justi\u00e7a, organizar o Poder Judici\u00e1rio local, definir o n\u00famero de entr\u00e2ncias e fixar os subs\u00eddios de seus magistrados (CF\/1988, art. 125, \u00a7 1\u00ba).<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, a promo\u00e7\u00e3o de magistrados de \u201c<em>entr\u00e2ncia para entr\u00e2ncia, alternadamente, por antiguidade e merecimento<\/em>\u201d (CF\/1988, art. 93, II) <strong>est\u00e1 em conson\u00e2ncia com o princ\u00edpio da efici\u00eancia<\/strong> (CF\/1988, art. 37,&nbsp;<strong>caput<\/strong>), na medida em que permite que o sistema remunerat\u00f3rio sirva de est\u00edmulo aos que desejam ser promovidos por merecimento.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>5.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou improcedente a a\u00e7\u00e3o, para declarar a constitucionalidade do art. 1\u00ba, par\u00e1grafo \u00fanico, da&nbsp;Lei 1.631\/2005 do Estado do Tocantins.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-remocao-nbsp-por-permuta-nacional-com-membros-vitalicios-do-mp-de-outras-unidades-da-federacao-nbsp\"><a><\/a><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <em>Remo\u00e7\u00e3o<\/em><\/a><em>&nbsp;por permuta nacional com membros vital\u00edcios do MP de outras unidades da Federa\u00e7\u00e3o<\/em>&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional \u2014 por ferir o princ\u00edpio federativo e a autonomia dos estados (CF\/1988, arts. 1\u00ba; 25 e 60, \u00a7 4\u00ba, I), bem como por ofender a autonomia e a independ\u00eancia do Minist\u00e9rio P\u00fablico (CF\/1988, arts. 128, \u00a7 5\u00ba e 129, \u00a7 4\u00ba) \u2014 norma estadual que autoriza a remo\u00e7\u00e3o por permuta, em \u00e2mbito nacional, entre membros dos Minist\u00e9rios P\u00fablicos dos estados e do Distrito Federal e Territ\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 6.780\/RN, relator Ministro Nunes Marques, julgamento virtual finalizado em 1\u00ba.9.2023 (Info 1106)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>6.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A PGR ajuizou a ADI 6780 em face de norma do Estado do Rio Grande do Norte que autorizava a remo\u00e7\u00e3o por permuta, em \u00e2mbito nacional, entre membros dos Minist\u00e9rios P\u00fablicos dos estados e do Distrito Federal e Territ\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-ofensa-ao-principio-federativo-e-autonomia-dos-estados\"><a>6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ofensa ao princ\u00edpio federativo e autonomia dos estados?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Claro que SIM!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A investidura no cargo de membro do&nbsp;Parquetexige pr\u00e9via aprova\u00e7\u00e3o em certame de provas e t\u00edtulos (CF\/1988, art. 129, \u00a7 3\u00ba). Assim, a migra\u00e7\u00e3o entre quadros, mediante permuta, constitui forma de ingresso em cargo diverso daquele para o qual o servidor foi aprovado, em inobserv\u00e2ncia ao princ\u00edpio do concurso p\u00fablico (CF\/1988, art. 37, II).<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, o STF j\u00e1 entendeu pela <strong>inexist\u00eancia de uma carreira \u00fanica, que seja comum a todos os Minist\u00e9rios P\u00fablicos estaduais e ao Minist\u00e9rio P\u00fablico da Uni\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por unanimidade,&nbsp;julgou procedente a a\u00e7\u00e3o, para declarar a inconstitucionalidade da&nbsp;Lei Complementar 653\/2019 do Estado do Rio Grande do Norte.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-regulamentacao-da-nbsp-escolha-nbsp-do-procurador-geral-do-ministerio-publico-junto-ao-tribunal-de-contas-estadual\"><a><\/a><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <em>Regulamenta\u00e7\u00e3o da&nbsp;<\/em><\/a><a><\/a><em>escolha<\/em><em>&nbsp;do Procurador-Geral do Minist\u00e9rio P\u00fablico junto ao Tribunal de Contas estadual<\/em><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional \u2014 pois revela op\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do legislador, adotada em conformidade com a margem de discricionariedade atribu\u00edda pela pr\u00f3pria Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988 \u2014 dispositivo de lei org\u00e2nica estadual que dispensa a forma\u00e7\u00e3o de lista tr\u00edplice para nomea\u00e7\u00e3o do Procurador-Geral do Minist\u00e9rio P\u00fablico junto ao Tribunal de Contas estadual.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 4.427\/AM, relatora Ministra Rosa Weber, julgamento virtual finalizado em 1\u00ba.9.2023 (Info 1106)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>7.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Nacional do Minist\u00e9rio P\u00fablico de Contas ajuizou a ADI 4427 no STF, questionando lei do estado do Amazonas que trata da escolha do procurador-geral do Minist\u00e9rio P\u00fablico junto ao Tribunal de Contas estadual.<\/p>\n\n\n\n<p>Na ADI, a associa\u00e7\u00e3o alega que altera\u00e7\u00e3o feita no artigo 112 da Lei Org\u00e2nica do Tribunal de Contas do Amazonas (Lei 2.423\/1996) suprimiu todo o sistema eleitoral preexistente, permitindo que tal escolha ocorra sem a forma\u00e7\u00e3o de uma lista tr\u00edplice entre os membros da carreira.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a entidade, a mudan\u00e7a na norma viola o princ\u00edpio da simetria, prevista no artigo 130 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, que garante aos membros do Minist\u00e9rio P\u00fablico junto aos Tribunais de Contas as mesmas disposi\u00e7\u00f5es relativas aos membros do Minist\u00e9rio P\u00fablico comum.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CF\/1988: \u201cArt. 130. Aos membros do Minist\u00e9rio P\u00fablico junto aos Tribunais de Contas aplicam-se as disposi\u00e7\u00f5es desta se\u00e7\u00e3o pertinentes a direitos, veda\u00e7\u00f5es e forma de investidura<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-a-opcao-do-legislador-encontra-amparo-na-cf\"><a>7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A op\u00e7\u00e3o do legislador encontra amparo na CF?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeap!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na linha da jurisprud\u00eancia STF, <strong>o artigo 130 da Constitui\u00e7\u00e3o \u2014 com o intuito de proteger os membros do Minist\u00e9rio P\u00fablico especial no desempenho de suas atribui\u00e7\u00f5es \u2014 veicula norma de extens\u00e3o obrigat\u00f3ria t\u00e3o somente com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s cl\u00e1usulas de garantias subjetivas<\/strong> (vitaliciedade, inamovibilidade, irredutibilidade, independ\u00eancia funcional, forma de ingresso na carreira). Todas as demais prerrogativas institucionais dispensadas ao Minist\u00e9rio P\u00fablico comum, como a autonomia administrativa, financeira e or\u00e7ament\u00e1ria, s\u00e3o INAPLIC\u00c1VEIS ao&nbsp;Parquetque atua junto ao Tribunal de Contas.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, as cl\u00e1usulas constitucionais que disciplinam o processo de escolha, nomea\u00e7\u00e3o e destitui\u00e7\u00e3o do Procurador-Geral do Minist\u00e9rio P\u00fablico comum \u2014 por n\u00e3o configurarem prerrogativa subjetiva de seus membros \u2014 n\u00e3o s\u00e3o extens\u00edveis ao Minist\u00e9rio P\u00fablico especial. Desse modo, compete aos estados-membros, no desempenho de sua autonomia pol\u00edtico-administrativa, disciplinar a quest\u00e3o, eis que inaplic\u00e1veis, na hip\u00f3tese, o princ\u00edpio da simetria, a Lei 8.625\/1993 (Lei Org\u00e2nica Nacional do Minist\u00e9rio P\u00fablico) e a Lei Complementar 75\/1993 (Estatuto do Minist\u00e9rio P\u00fablico da Uni\u00e3o)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>7.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou improcedente a a\u00e7\u00e3o, para declarar a constitucionalidade do artigo 112 da&nbsp;Lei 2.423\/1996&nbsp;(Lei Org\u00e2nica do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-cadastro-nbsp-estadual-de-usuarios-e-dependentes-de-drogas\"><a><\/a><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <em>Cadastro<\/em><\/a><em>&nbsp;estadual de usu\u00e1rios e dependentes de drogas<\/em><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional \u2014 por invadir a compet\u00eancia privativa da Uni\u00e3o para legislar sobre mat\u00e9ria penal e processual penal (CF\/1988, art. 22, I), bem como por violar o Estado de direito, os direitos fundamentais e o sistema constitucional especial de prote\u00e7\u00e3o de dados \u2014 lei estadual que cria cadastro de usu\u00e1rios e dependentes de drogas, com informa\u00e7\u00f5es concernentes ao registro de ocorr\u00eancia policial, inclusive sobre reincid\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 6.561\/TO, relator Ministro Edson Fachin, julgamento virtual finalizado em 1\u00ba.9.2023 (Info 1106)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>8.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O procurador-geral da Rep\u00fablica, Augusto Aras, ajuizou no STF a ADI 6561, contra a Lei estadual 3.528\/2019 do Tocantins, que cria o Cadastro Estadual de Usu\u00e1rios e Dependentes de Drogas.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a norma, a lista destinada ao uso da Secretaria Estadual de Sa\u00fade, dever\u00e1 conter o nome do usu\u00e1rio ou dependente, a droga apontada no registro de ocorr\u00eancia policial ou de outra fonte de informa\u00e7\u00e3o oficial, a forma pela qual o usu\u00e1rio ou dependente adquiriu a droga e outras informa\u00e7\u00f5es de car\u00e1ter reservado, visando preservar a intimidade do cadastrado. Segundo o texto, o objetivo do cadastro \u00e9 libertar o usu\u00e1rio do v\u00edcio das drogas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-a-previsao-do-cadastro-encontra-respaldo-na-cf\"><a>8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A previs\u00e3o do cadastro encontra respaldo na CF?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooopsss!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O exerc\u00edcio da compet\u00eancia concorrente em mat\u00e9ria de direito sanit\u00e1rio (CF\/1988, art. 24, XII) deve maximizar direitos fundamentais e n\u00e3o pode desrespeitar a norma federal. Nesse contexto, a Lei 11.343\/2006 (Lei de Drogas), que instituiu o Sistema Nacional de Pol\u00edticas P\u00fablicas sobre Drogas (Sisnad), disp\u00f5e que a sistematiza\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es compete \u00e0 Uni\u00e3o (art. 8\u00ba-A, XII), de modo que os estados n\u00e3o podem criar cadastro pr\u00f3prio.<\/p>\n\n\n\n<p>Sob o aspecto material, <strong>o referido cadastro revela reprova\u00e7\u00e3o penal pela conduta autodestrutiva do cidad\u00e3o e tem vi\u00e9s de seletividade e higieniza\u00e7\u00e3o social<\/strong>. Desse modo, <strong>\u00e9 incompat\u00edvel com o Estado de direito e com os direitos fundamentais constitucionalmente protegidos, em especial, os atinentes \u00e0 igualdade<\/strong> (CF\/1988, art. 5\u00ba,&nbsp;<strong>caput<\/strong>), \u00e0 dignidade da pessoa humana (CF\/1988, art. 1\u00ba, III), <strong>\u00e0 intimidade e \u00e0 vida privada<\/strong> (CF\/1988, art. 5\u00ba, X) e ao <strong>devido processo legal<\/strong> (CF\/1988, art. 5\u00ba, LIV). Al\u00e9m disso, a lei estadual impugnada sequer prev\u00ea um protocolo claro de prote\u00e7\u00e3o e tratamento do material cadastrado.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou procedente a a\u00e7\u00e3o, para declarar a inconstitucionalidade da&nbsp;Lei 3.528\/2019 do Estado do Tocantins.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-computo-nbsp-de-gastos-previdenciarios-como-despesas-com-manutencao-e-desenvolvimento-do-ensino-nbsp\"><a><\/a><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <em>C\u00f4mputo<\/em><\/a><em>&nbsp;de gastos previdenci\u00e1rios como despesas com manuten\u00e7\u00e3o e desenvolvimento do ensino<\/em><em>&nbsp;<\/em><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional lei estadual que autoriza o c\u00f4mputo de gastos previdenci\u00e1rios como despesas com manuten\u00e7\u00e3o e desenvolvimento do ensino.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 6.412\/PE, relator Ministro Roberto Barroso, julgamento virtual finalizado em 1\u00ba.9.2023 (Info 1106)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>9.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O procurador-geral da Rep\u00fablica, Augusto Aras, ajuizou no STF ADI 6412, contra dispositivo da Lei Complementar estadual 43\/2002 de Pernambuco, que considera os gastos com benef\u00edcios previdenci\u00e1rios de profissionais da educa\u00e7\u00e3o como despesas com manuten\u00e7\u00e3o e desenvolvimento do ensino.<\/p>\n\n\n\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do procurador-geral, a norma viola a compet\u00eancia legislativa privativa da Uni\u00e3o prevista na Constitui\u00e7\u00e3o Federal para dispor sobre diretrizes e bases da educa\u00e7\u00e3o nacional e editar normas gerais de ensino. Ele frisa que a Lei de Diretrizes e Bases da Educa\u00e7\u00e3o Nacional (Lei 9.394\/1996) estabelece quais despesas s\u00e3o consideradas como destinadas \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o e ao desenvolvimento do ensino.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>9.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei 9.394\/1996: \u201cArt. 70. Considerar-se-\u00e3o como de manuten\u00e7\u00e3o e desenvolvimento do ensino as despesas realizadas com vistas \u00e0 consecu\u00e7\u00e3o dos objetivos b\u00e1sicos das institui\u00e7\u00f5es educacionais de todos os n\u00edveis, compreendendo as que se destinam a: I &#8211; remunera\u00e7\u00e3o e aperfei\u00e7oamento do pessoal docente e demais profissionais da educa\u00e7\u00e3o; II &#8211; aquisi\u00e7\u00e3o, manuten\u00e7\u00e3o, constru\u00e7\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o de instala\u00e7\u00f5es e equipamentos necess\u00e1rios ao ensino; III \u2013 uso e manuten\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os vinculados ao ensino; IV &#8211; levantamentos estat\u00edsticos, estudos e pesquisas visando precipuamente ao aprimoramento da qualidade e \u00e0 expans\u00e3o do ensino; V &#8211; realiza\u00e7\u00e3o de atividades-meio necess\u00e1rias ao funcionamento dos sistemas de ensino; VI &#8211; concess\u00e3o de bolsas de estudo a alunos de escolas p\u00fablicas e privadas; VII &#8211; amortiza\u00e7\u00e3o e custeio de opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito destinadas a atender ao disposto nos incisos deste artigo;&nbsp;&nbsp;VIII &#8211; aquisi\u00e7\u00e3o de material did\u00e1tico-escolar e manuten\u00e7\u00e3o de programas de transporte escolar. IX \u2013 realiza\u00e7\u00e3o de atividades curriculares complementares voltadas ao aprendizado dos alunos ou \u00e0 forma\u00e7\u00e3o continuada dos profissionais da educa\u00e7\u00e3o, tais como exposi\u00e7\u00f5es, feiras ou mostras de ci\u00eancias da natureza ou humanas, matem\u00e1tica, l\u00edngua portuguesa ou l\u00edngua estrangeira, literatura e cultura.&nbsp;(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 14.560, de 2023)&nbsp;Art. 71. N\u00e3o constituir\u00e3o despesas de manuten\u00e7\u00e3o e desenvolvimento do ensino aquelas realizadas com: I &#8211; pesquisa, quando n\u00e3o vinculada \u00e0s institui\u00e7\u00f5es de ensino, ou, quando efetivada fora dos sistemas de ensino, que n\u00e3o vise, precipuamente, ao aprimoramento de sua qualidade ou \u00e0 sua expans\u00e3o; II &#8211; subven\u00e7\u00e3o a institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas ou privadas de car\u00e1ter assistencial, desportivo ou cultural; III &#8211; forma\u00e7\u00e3o de quadros especiais para a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, sejam militares ou civis, inclusive diplom\u00e1ticos; IV &#8211; programas suplementares de alimenta\u00e7\u00e3o, assist\u00eancia m\u00e9dico-odontol\u00f3gica, farmac\u00eautica e psicol\u00f3gica, e outras formas de assist\u00eancia social; V &#8211; obras de infra-estrutura, ainda que realizadas para beneficiar direta ou indiretamente a rede escolar; VI &#8211; pessoal docente e demais trabalhadores da educa\u00e7\u00e3o, quando em desvio de fun\u00e7\u00e3o ou em atividade alheia \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o e desenvolvimento do ensino.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>(3) CF\/1988: \u201cArt. 212. A Uni\u00e3o aplicar\u00e1, anualmente, nunca menos de dezoito, e os Estados, o Distrito Federal e os Munic\u00edpios vinte e cinco por cento, no m\u00ednimo, da receita resultante de impostos, compreendida a proveniente de transfer\u00eancias, na manuten\u00e7\u00e3o e desenvolvimento do ensino. (&#8230;) \u00a7 5\u00ba A educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica p\u00fablica ter\u00e1 como fonte adicional de financiamento a contribui\u00e7\u00e3o social do sal\u00e1rio-educa\u00e7\u00e3o, recolhida pelas empresas na forma da lei.&nbsp;(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Emenda Constitucional n\u00ba 53, de 2006)&nbsp;&nbsp;\u00a7 6\u00ba As cotas estaduais e municipais da arrecada\u00e7\u00e3o da contribui\u00e7\u00e3o social do sal\u00e1rio-educa\u00e7\u00e3o ser\u00e3o distribu\u00eddas proporcionalmente ao n\u00famero de alunos matriculados na educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica nas respectivas redes p\u00fablicas de ensino.&nbsp;&nbsp;(Inclu\u00eddo pela Emenda Constitucional n\u00ba 53, de 2006)&nbsp;\u00a7 7\u00ba \u00c9 vedado o uso dos recursos referidos no caput e nos \u00a7\u00a7 5\u00ba e 6\u00ba deste artigo para pagamento de aposentadorias e de pens\u00f5es.&nbsp;(Inclu\u00eddo pela Emenda Constitucional n\u00ba 108, de 2020).\u201d<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nova-violacao-de-competencia-da-uniao\"><a>9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nova viola\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia da Uni\u00e3o?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Exatamente!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional<strong>\u2014 por invadir a compet\u00eancia privativa da Uni\u00e3o para legislar sobre diretrizes e bases da educa\u00e7\u00e3o nacional (CF\/1988, art. 22, XXIV), bem como para dispor sobre as normas gerais de educa\u00e7\u00e3o (CF\/1988, art. 24, IX e \u00a7 1\u00ba) \u2014 <\/strong>lei estadual&nbsp;que considera como despesas com manuten\u00e7\u00e3o e desenvolvimento do ensino as dota\u00e7\u00f5es destinadas \u00e0 previd\u00eancia de docentes e demais profissionais da educa\u00e7\u00e3o<strong>.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A jurisprud\u00eancia do STF entende que a defini\u00e7\u00e3o do conceito de despesas com manuten\u00e7\u00e3o e desenvolvimento do ensino \u00e9 mat\u00e9ria atinente aos referidos temas de compet\u00eancia da Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, a Lei federal 9.394\/1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educa\u00e7\u00e3o) n\u00e3o incluiu os gastos com servidores inativos no espec\u00edfico rol de despesas previsto nos arts. 70 e 71. Al\u00e9m disso, pela l\u00f3gica do que estabelece o seu art. 71, VI, <strong>os disp\u00eandios previdenci\u00e1rios tamb\u00e9m n\u00e3o podem ser considerados como de manuten\u00e7\u00e3o e desenvolvimento do ensino p\u00fablico<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, a EC 108\/2020 incluiu o par\u00e1grafo 7\u00ba ao art. 212 da CF\/1988, de modo a constitucionalizar a exclus\u00e3o dos gastos previdenci\u00e1rios do referido rol de despesas.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>9.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou procedente a a\u00e7\u00e3o para declarar a inconstitucionalidade do art. 6\u00ba, II, da&nbsp;Lei Complementar 43\/2002 do Estado de Pernambuco.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-eleitoral\"><a>DIREITO ELEITORAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-nbsp-revisao-nbsp-periodica-da-proporcionalidade-na-relacao-deputado-populacao-omissao-legislativa-do-congresso-nacional-e-sentenca-construtiva-nbsp\"><a><\/a><a>10.&nbsp; <em>Revis\u00e3o<\/em><\/a><em>&nbsp;peri\u00f3dica da proporcionalidade na rela\u00e7\u00e3o deputado\/popula\u00e7\u00e3o: omiss\u00e3o legislativa do Congresso Nacional e senten\u00e7a construtiva<\/em><em>&nbsp;<\/em><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE POR OMISS\u00c3O<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A mora legislativa na edi\u00e7\u00e3o de lei complementar para proceder aos ajustes necess\u00e1rios \u00e0 adequa\u00e7\u00e3o do n\u00famero de deputados federais \u00e0 propor\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o de cada estado e do Distrito Federal configura omiss\u00e3o inconstitucional do Congresso Nacional em dar efetividade \u00e0 segunda parte do art. 45, \u00a7 1\u00ba, da CF\/1988.<\/p>\n\n\n\n<p>ADO 38\/DF, relator Ministro Luiz Fux, julgamento virtual finalizado em 25.8.2023 (Info 1106)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>10.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Na ADO 38, o governo paraense explica que a Constitui\u00e7\u00e3o Federal disp\u00f5e em seu artigo 45, par\u00e1grafo 1\u00ba, que o n\u00famero total de deputados, bem como a representa\u00e7\u00e3o por estado e pelo Distrito Federal, ser\u00e1 estabelecido por lei complementar, proporcionalmente \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, procedendo-se aos ajustes necess\u00e1rios, no ano anterior \u00e0s elei\u00e7\u00f5es, para que nenhuma daquelas unidades da Federa\u00e7\u00e3o tenha menos de oito ou mais de setenta deputados.<\/p>\n\n\n\n<p>O estado afirma, no entanto, que inexiste legisla\u00e7\u00e3o que discipline esta representa\u00e7\u00e3o ou qualquer crit\u00e9rio que deva ser utilizado para ajust\u00e1-la.&nbsp;Ressalta que a atual representa\u00e7\u00e3o n\u00e3o reflete a realidade dos entes federados e que, embora existam v\u00e1rios projetos de lei sobre o tema em tr\u00e2mite no Congresso, o \u201cinsucesso em concluir a tramita\u00e7\u00e3o e vota\u00e7\u00e3o dos mesmos s\u00f3 refor\u00e7a a in\u00e9rcia do Poder Legislativo e aprofunda as inconstitucionalidades decorrentes da omiss\u00e3o legislativa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>10.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-1-questao-juridica\"><a>10.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CF\/1988: \u201cArt. 45. A C\u00e2mara dos Deputados comp\u00f5e-se de representantes do povo, eleitos, pelo sistema proporcional, em cada Estado, em cada Territ\u00f3rio e no Distrito Federal. \u00a7 1\u00ba O n\u00famero total de Deputados, bem como a representa\u00e7\u00e3o por Estado e pelo Distrito Federal, ser\u00e1 estabelecido por lei complementar, proporcionalmente \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, procedendo-se aos ajustes necess\u00e1rios, no ano anterior \u00e0s elei\u00e7\u00f5es, para que nenhuma daquelas unidades da Federa\u00e7\u00e3o tenha menos de oito ou mais de setenta Deputados.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>CF\/1988: \u201cArt. 27. O n\u00famero de Deputados \u00e0 Assembleia Legislativa corresponder\u00e1 ao triplo da representa\u00e7\u00e3o do Estado na C\u00e2mara dos Deputados e, atingido o n\u00famero de trinta e seis, ser\u00e1 acrescido de tantos quantos forem os Deputados Federais acima de doze. (&#8230;) Art. 32. (&#8230;) \u00a7 3\u00ba Aos Deputados Distritais e \u00e0 C\u00e2mara Legislativa aplica-se o disposto no art. 27.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-2-verifica-se-a-omissao-do-cn\"><a>10.2.2. Verifica-se a omiss\u00e3o do CN?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Pra variar&#8230;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A exig\u00eancia da referida proporcionalidade se coloca no ordenamento jur\u00eddico como um princ\u00edpio constitucional<\/strong>. Assim, o n\u00e3o cumprimento do comando de seu restabelecimento peri\u00f3dico \u2014 na medida em que cria assimetria representativa \u2014 implica em viola\u00e7\u00e3o ao direito pol\u00edtico fundamental ao sufr\u00e1gio das popula\u00e7\u00f5es das unidades federativas sub-representadas e, por conseguinte, em contrariedade ao princ\u00edpio democr\u00e1tico.<\/p>\n\n\n\n<p>A inconstitucionalidade do par\u00e1grafo \u00fanico do art. 1\u00ba da Lei Complementar 78\/1993 firmada por esta Corte \u2014 em virtude da indelegabilidade da regulamenta\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria \u2014 refor\u00e7a o estado de in\u00e9rcia deliberada do Congresso Nacional, o que n\u00e3o \u00e9 descaracterizado pela mera exist\u00eancia de projetos de lei complementar em tramita\u00e7\u00e3o no Poder Legislativo.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-3-resultado-final\"><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a>10.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, <strong>o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou procedente a a\u00e7\u00e3o para declarar a mora do Congresso Nacional quanto \u00e0 edi\u00e7\u00e3o da lei complementar prevista na segunda parte do \u00a7 1\u00ba do art. 45 da&nbsp;CF\/1988, fixando prazo at\u00e9 30 de junho de 2025 para que seja sanada a omiss\u00e3o, pela redistribui\u00e7\u00e3o proporcional das cadeiras hoje existentes<\/strong>. O Tribunal tamb\u00e9m entendeu que, ap\u00f3s esse prazo, e na hip\u00f3tese de persist\u00eancia da omiss\u00e3o inconstitucional, caber\u00e1 ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinar, at\u00e9 1\u00ba de outubro de 2025, o n\u00famero de deputados federais de cada estado e do Distrito Federal para a legislatura que se iniciar\u00e1 em 2027, bem como o consequente n\u00famero de deputados estaduais e distritais (CF\/1988, arts. 27,&nbsp;caput; e 32, \u00a7 3\u00ba, observado o piso e o teto constitucional por circunscri\u00e7\u00e3o e o n\u00famero total de parlamentares previsto na&nbsp;Lei Complementar 78\/1993, com base nos dados demogr\u00e1ficos coletados pelo IBGE no Censo 2022 e na metodologia utilizada por ocasi\u00e3o da edi\u00e7\u00e3o da&nbsp;Resolu\u00e7\u00e3o TSE 23.389\/2013.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-previdenciario\"><a>DIREITO PREVIDENCI\u00c1RIO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-nbsp-atividades-nbsp-de-risco-e-aposentadoria-especial-com-proventos-calculados-com-base-na-integralidade-e-paridade-direito-de-servidor-publico-independentemente-das-regras-das-ec-nbsp-nbsp-41-2003-e-47-2005-nbsp\"><a><\/a><a>11.&nbsp; <em>Atividades<\/em><\/a><em>&nbsp;de risco e aposentadoria especial com proventos calculados com base na integralidade e paridade: direito de servidor p\u00fablico independentemente das regras das EC&nbsp;&nbsp;41\/2003 e 47\/2005<\/em><em>&nbsp;<\/em><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO EXTRAORDIN\u00c1RIO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O servidor p\u00fablico policial civil que preencheu os requisitos para a aposentadoria especial volunt\u00e1ria prevista na LC n\u00ba 51\/85 tem direito ao c\u00e1lculo de seus proventos com base na regra da integralidade e, quando tamb\u00e9m previsto em lei complementar, na regra da paridade, independentemente do cumprimento das regras de transi\u00e7\u00e3o especificadas nos arts. 2\u00ba e 3\u00ba da EC 47\/05, por enquadrar-se na exce\u00e7\u00e3o prevista no art. 40, \u00a7 4\u00ba, inciso II, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, na reda\u00e7\u00e3o anterior \u00e0 EC 103\/19, atinente ao exerc\u00edcio de atividade de risco.<\/p>\n\n\n\n<p>RE 1.162.672\/SP, relator Ministro Dias Toffoli, julgamento virtual finalizado em 1\u00ba.9.2023 (Info 1106)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>11.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creide, policial civil do Estado de S\u00e3o Paulo, requereu a concess\u00e3o de aposentadoria especial com proventos integrais e com paridade com os servidores ativos ocupantes do mesmo cargo. O magistrado julgou procedentes os pedidos para conceder a aposentadoria especial, com base na LC n\u00b0 51\/1985, alterada pela LCn\u00b0 144\/2014, com proventos integrais e direito \u00e0 paridade remunerat\u00f3ria com os servidores da ativa.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>11.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-1-questao-juridica\"><a>11.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CF\/1988: \u201cArt. 40.&nbsp;O regime pr\u00f3prio de previd\u00eancia social dos servidores titulares de cargos efetivos ter\u00e1 car\u00e1ter contributivo e solid\u00e1rio, mediante contribui\u00e7\u00e3o do respectivo ente federativo, de servidores ativos, de aposentados e de pensionistas, observados crit\u00e9rios que preservem o equil\u00edbrio financeiro e atuarial.&nbsp;(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Emenda Constitucional n\u00ba 103, de 2019)&nbsp;(&#8230;) \u00a7 4\u00ba&nbsp;\u00c9 vedada a ado\u00e7\u00e3o de requisitos ou crit\u00e9rios diferenciados para concess\u00e3o de benef\u00edcios em regime pr\u00f3prio de previd\u00eancia social, ressalvado o disposto nos \u00a7\u00a7 4\u00ba-A, 4\u00ba-B, 4\u00ba-C e 5\u00ba.&nbsp;(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Emenda Constitucional n\u00ba 103, de 2019)&nbsp;\u00a7 4\u00ba-A. Poder\u00e3o ser estabelecidos por lei complementar do respectivo ente federativo idade e tempo de contribui\u00e7\u00e3o diferenciados para aposentadoria de servidores com defici\u00eancia, previamente submetidos a avalia\u00e7\u00e3o biopsicossocial realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar.&nbsp;(Inclu\u00eddo pela Emenda Constitucional n\u00ba 103, de 2019)&nbsp;\u00a7 4\u00ba-B. Poder\u00e3o ser estabelecidos por lei complementar do respectivo ente federativo idade e tempo de contribui\u00e7\u00e3o diferenciados para aposentadoria de ocupantes do cargo de agente penitenci\u00e1rio, de agente socioeducativo ou de policial dos \u00f3rg\u00e3os de que tratam o inciso IV do caput do art. 51, o inciso XIII do caput do art. 52 e os incisos I a IV do caput do art. 144.&nbsp;(Inclu\u00eddo pela Emenda Constitucional n\u00ba 103, de 2019)&nbsp;\u00a7 4\u00ba-C. Poder\u00e3o ser estabelecidos por lei complementar do respectivo ente federativo idade e tempo de contribui\u00e7\u00e3o diferenciados para aposentadoria de servidores cujas atividades sejam exercidas com efetiva exposi\u00e7\u00e3o a agentes qu\u00edmicos, f\u00edsicos e biol\u00f3gicos prejudiciais \u00e0 sa\u00fade, ou associa\u00e7\u00e3o desses agentes, vedada a caracteriza\u00e7\u00e3o por categoria profissional ou ocupa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-2-o-beneficio-deve-ser-calculado-com-base-na-integralidade-e-paridade\"><a>11.2.2. O benef\u00edcio deve ser calculado com base na integralidade e paridade?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Se preenchidos os requisitos para tanto, SIM!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 o advento da EC 103\/2019, era constitucional a ado\u00e7\u00e3o, pelo legislador complementar, de requisitos e crit\u00e9rios diferenciados, inclusive relativos ao c\u00e1lculo e ao reajuste de proventos, a fim de garantir a integralidade e a paridade na aposenta\u00e7\u00e3o especial volunt\u00e1ria dos policiais.<\/p>\n\n\n\n<p>O art. 40, \u00a7 4\u00ba, II, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, na reda\u00e7\u00e3o conferida pela EC 20\/1998 ou pela EC 47\/2005, <strong>permitia que a aposentadoria especial de servidores que exercessem atividade de risco fosse concedida com a integralidade e a paridade, sem a necessidade de cumprimento das regras de transi\u00e7\u00e3o<\/strong> previstas nas EC 41\/2003 e 47\/2005, o que passou a ser exigido somente com o advento da EC 103\/2019.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, a Lei Complementar 51\/1985, que regula a aposentadoria especial dos ocupantes das carreiras policiais, constitui a regra geral no tocante ao regime de aposentadoria dos servidores policiais civis e garante a integralidade dos proventos em \u00e2mbito nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o direito \u00e0 paridade, no \u00e2mbito da aposentadoria especial volunt\u00e1ria, precisa estar previsto em lei complementar da unidade federada \u00e0 qual pertence o servidor policial civil. Assim, a lei complementar de cada ente da Federa\u00e7\u00e3o poder\u00e1 regular a hip\u00f3tese excepcional do art. 40, \u00a7 4\u00ba, II, da CF, at\u00e9 o advento da&nbsp;EC 103\/2019.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-3-resultado-final\"><a>11.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, ao apreciar o&nbsp;Tema 1.019 da repercuss\u00e3o geral, negou provimento a ambos os recursos extraordin\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-penal\"><a>DIREITO PROCESSUAL PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-nbsp-resolucao-nbsp-do-cnmp-utilizacao-das-interceptacoes-telefonicas-no-ambito-do-ministerio-publico\"><a><\/a><a>12.&nbsp; <em>Resolu\u00e7\u00e3o<\/em><\/a><em>&nbsp;do CNMP: utiliza\u00e7\u00e3o das intercepta\u00e7\u00f5es telef\u00f4nicas no \u00e2mbito do Minist\u00e9rio P\u00fablico<\/em><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional o estabelecimento, por resolu\u00e7\u00e3o do CNPM, de cautelas procedimentais para prote\u00e7\u00e3o de dados sigilosos e garantia da efetividade dos elementos de prova colhidos via intercepta\u00e7\u00e3o telef\u00f4nica.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 5.315\/DF, relator Ministro Roberto Barroso, julgamento virtual finalizado em 1\u00ba.9.2023 (Info 1106)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>12.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o dos Delegados de Pol\u00edcia do Brasil (Adepol\/Brasil) a ADI 5315 no STF, contra a Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 36, de 6 de abril de 2009, do Conselho Nacional do Minist\u00e9rio P\u00fablico (CNMP), que disp\u00f5e sobre o pedido e a utiliza\u00e7\u00e3o de intercepta\u00e7\u00f5es telef\u00f4nicas no \u00e2mbito do MP.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a Adepol\/Brasil, a resolu\u00e7\u00e3o que instituiu \u201ca controvertida Central de Grampos\u201d (Sistema Guardi\u00e3o) viola a Constitui\u00e7\u00e3o Federal sob dois aspectos. No primeiro, por ofender a compet\u00eancia federal para legislar sobre direito processual (artigo 22, inciso I),&nbsp;e o princ\u00edpio da legalidade (artigo 5\u00ba, incisos II e XII), ao editar norma de conte\u00fado processual sem estatura legal. Em segundo lugar, por afrontar as fun\u00e7\u00f5es exclusivas de pol\u00edcia judici\u00e1ria (artigo 144, par\u00e1grafo 1\u00ba, inciso IV e par\u00e1grafo 4\u00ba).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>12.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-1-extrapola-a-competencia-do-cnmp\"><a>12.2.1. Extrapola a compet\u00eancia do CNMP?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Aparentemente, N\u00c3O!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional<strong>\u2014 por n\u00e3o extrapolar as compet\u00eancias do Conselho Nacional do Minist\u00e9rio P\u00fablico &#8211; CNMP (CF\/1988, art. 130-A, caput, \u00a7 2\u00ba, II), bem como n\u00e3o violar a compet\u00eancia privativa da Uni\u00e3o para legislar sobre direito processual (CF\/1988, art. 22, I), o princ\u00edpio da legalidade (CF\/1988, art. 5\u00ba, II) e a compet\u00eancia da Pol\u00edcia Judici\u00e1ria (CF\/1988, art. 144, \u00a7 1\u00ba, IV e \u00a7 4\u00ba) \u2014 <\/strong>a&nbsp;Resolu\u00e7\u00e3o 51\/2010 do CNMP,&nbsp;que disp\u00f5e sobre o pedido e a utiliza\u00e7\u00e3o das intercepta\u00e7\u00f5es telef\u00f4nicas no \u00e2mbito do Minist\u00e9rio P\u00fablico<strong>.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O conte\u00fado dessa resolu\u00e7\u00e3o se insere na compet\u00eancia do CNMP para disciplinar os deveres funcionais dos membros do&nbsp;Parquet<\/strong>, entre os quais o dever de sigilo e o de zelar pela observ\u00e2ncia dos princ\u00edpios previstos no art. 37 da CF\/1988.<\/p>\n\n\n\n<p>O ato normativo impugnado versa sobre quest\u00f5es procedimentais, restringindo-se a uniformizar pr\u00e1ticas formais necess\u00e1rias a assegurar a lisura e a efici\u00eancia da atua\u00e7\u00e3o ministerial, sem as quais a investiga\u00e7\u00e3o poderia ser comprometida. Assim, ele d\u00e1 concretude ao princ\u00edpio da efici\u00eancia e se compatibiliza com os limites das atribui\u00e7\u00f5es do Conselho, al\u00e9m de regulamentar, de modo leg\u00edtimo, a Lei 9.296\/1996, dispondo sobre a atua\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico no seu cumprimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, inexiste interfer\u00eancia nas atribui\u00e7\u00f5es legais e constitucionais da autoridade policial na condu\u00e7\u00e3o dos procedimentos de intercepta\u00e7\u00e3o telef\u00f4nica, em especial porque a resolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o autoriza grava\u00e7\u00f5es&nbsp;<strong>intra murus<\/strong>&nbsp;nem confere ao&nbsp;<strong>Parquet&nbsp;<\/strong>legitimidade investigat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-2-resultado-final\"><a>12.2.2. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por maioria, julgou improcedente a a\u00e7\u00e3o, para declarar a constitucionalidade da&nbsp;Resolu\u00e7\u00e3o 51\/2010 do Conselho Nacional do Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-nbsp-lei-nbsp-anticrime-nbsp-e-alteracoes-no-cpp-juiz-das-garantias-procedimento-de-arquivamento-do-inquerito-policial-acordo-de-nao-persecucao-penal-obrigatoriedade-de-realizacao-da-audiencia-de-custodia-no-prazo-de-24-horas-e-revogacao-automatica-de-prisao\"><a>13.&nbsp; <em>Lei&nbsp;<\/em><\/a><a><em>Anticrime<\/em><\/a><em>&nbsp;e altera\u00e7\u00f5es no CPP: juiz das garantias, procedimento de arquivamento do inqu\u00e9rito policial, acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal, obrigatoriedade de realiza\u00e7\u00e3o da audi\u00eancia de cust\u00f3dia no prazo de 24 horas e revoga\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica de pris\u00e3o<\/em><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional o art. 3\u00ba da Lei 13.964\/2019 (Lei Anticrime), especificamente quanto \u00e0 institui\u00e7\u00e3o e \u00e0 implementa\u00e7\u00e3o do juiz das garantias no processo penal brasileiro, porquanto trata de quest\u00f5es atinentes ao processo penal, mat\u00e9ria da compet\u00eancia legislativa privativa da Uni\u00e3o (CF\/1988, art. 22, I), que tem natureza cogente sobre todos os entes federativos e os Poderes da Rep\u00fablica. No entanto, \u00e9 formalmente inconstitucional \u2014 por configurar invas\u00e3o desarrazoada \u00e0 autonomia administrativa e ao poder de auto-organiza\u00e7\u00e3o do Judici\u00e1rio (CF\/1988, art. 96, I) \u2014 a introdu\u00e7\u00e3o do par\u00e1grafo \u00fanico do art. 3\u00ba-D do CPP, que imp\u00f5e a cria\u00e7\u00e3o de um \u201csistema de rod\u00edzio de magistrados\u201d nas comarcas em que funcionar um \u00fanico juiz.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 6.298\/DF, relator Ministro Luiz Fux, julgamento finalizado em 24.8.2023 (Info 1106)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>13.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A ADI 6298 foi ajuizada pela Associa\u00e7\u00e3o dos Ju\u00edzes Federais do Brasil por meio da qual questionava a validade das modifica\u00e7\u00f5es ao&nbsp;CPP implementadas pela&nbsp;Lei 13.964\/2019, instituindo o juiz das garantias.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>13.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-1-questao-juridica\"><a>13.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPP\/1941: \u201cArt. 3\u00ba-A. O processo penal ter\u00e1 estrutura acusat\u00f3ria, vedadas a iniciativa do juiz na fase de investiga\u00e7\u00e3o e a substitui\u00e7\u00e3o da atua\u00e7\u00e3o probat\u00f3ria do \u00f3rg\u00e3o de acusa\u00e7\u00e3o. Art. 3\u00ba-B. O juiz das garantias \u00e9 respons\u00e1vel pelo controle da legalidade da investiga\u00e7\u00e3o criminal e pela salvaguarda dos direitos individuais cuja franquia tenha sido reservada \u00e0 autoriza\u00e7\u00e3o pr\u00e9via do Poder Judici\u00e1rio, competindo-lhe especialmente: (&#8230;) IV \u2013 ser informado sobre a instaura\u00e7\u00e3o de qualquer investiga\u00e7\u00e3o criminal; (&#8230;) VI \u2013 prorrogar a pris\u00e3o provis\u00f3ria ou outra medida cautelar, bem como substitu\u00ed-las ou revog\u00e1-las, assegurado, no primeiro caso, o exerc\u00edcio do contradit\u00f3rio em audi\u00eancia p\u00fablica e oral, na forma do disposto neste C\u00f3digo ou em legisla\u00e7\u00e3o especial pertinente; VII \u2013 decidir sobre o requerimento de produ\u00e7\u00e3o antecipada de provas consideradas urgentes e n\u00e3o repet\u00edveis, assegurados o contradit\u00f3rio e a ampla defesa em audi\u00eancia p\u00fablica e oral; VIII \u2013 prorrogar o prazo de dura\u00e7\u00e3o do inqu\u00e9rito, estando o investigado preso, em vista das raz\u00f5es apresentadas pela autoridade policial e observado o disposto no \u00a7 2\u00ba deste artigo; IX \u2013 determinar o trancamento do inqu\u00e9rito policial quando n\u00e3o houver fundamento razo\u00e1vel para sua instaura\u00e7\u00e3o ou prosseguimento; (&#8230;) XIV \u2013 decidir sobre o recebimento da den\u00fancia ou queixa, nos termos do art. 399 deste C\u00f3digo; (&#8230;) \u00a7 1\u00ba O preso em flagrante ou por for\u00e7a de mandado de pris\u00e3o provis\u00f3ria ser\u00e1 encaminhado \u00e0 presen\u00e7a do juiz de garantias no prazo de 24 (vinte e quatro) horas, momento em que se realizar\u00e1 audi\u00eancia com a presen\u00e7a do Minist\u00e9rio P\u00fablico e da Defensoria P\u00fablica ou de advogado constitu\u00eddo, vedado o emprego de videoconfer\u00eancia. \u00a7 2\u00ba Se o investigado estiver preso, o juiz das garantias poder\u00e1, mediante representa\u00e7\u00e3o da autoridade policial e ouvido o Minist\u00e9rio P\u00fablico, prorrogar, uma \u00fanica vez, a dura\u00e7\u00e3o do inqu\u00e9rito por at\u00e9 15 (quinze) dias, ap\u00f3s o que, se ainda assim a investiga\u00e7\u00e3o n\u00e3o for conclu\u00edda, a pris\u00e3o ser\u00e1 imediatamente relaxada. Art. 3\u00ba-C. A compet\u00eancia do juiz das garantias abrange todas as infra\u00e7\u00f5es penais, exceto as de menor potencial ofensivo, e cessa com o recebimento da den\u00fancia ou queixa na forma do art. 399 deste C\u00f3digo. \u00a7 1\u00ba Recebida a den\u00fancia ou queixa, as quest\u00f5es pendentes ser\u00e3o decididas pelo juiz da instru\u00e7\u00e3o e julgamento. \u00a7 2\u00ba As decis\u00f5es proferidas pelo juiz das garantias n\u00e3o vinculam o juiz da instru\u00e7\u00e3o e julgamento, que, ap\u00f3s o recebimento da den\u00fancia ou queixa, dever\u00e1 reexaminar a necessidade das medidas cautelares em curso, no prazo m\u00e1ximo de 10 (dez) dias. \u00a7 3\u00ba Os autos que comp\u00f5em as mat\u00e9rias de compet\u00eancia do juiz das garantias ficar\u00e3o acautelados na secretaria desse ju\u00edzo, \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico e da defesa, e n\u00e3o ser\u00e3o apensados aos autos do processo enviados ao juiz da instru\u00e7\u00e3o e julgamento, ressalvados os documentos relativos \u00e0s provas irrepet\u00edveis, medidas de obten\u00e7\u00e3o de provas ou de antecipa\u00e7\u00e3o de provas, que dever\u00e3o ser remetidos para apensamento em apartado. \u00a7 4\u00ba Fica assegurado \u00e0s partes o amplo acesso aos autos acautelados na secretaria do ju\u00edzo das garantias. Art. 3\u00ba-D. O juiz que, na fase de investiga\u00e7\u00e3o, praticar qualquer ato inclu\u00eddo nas compet\u00eancias dos arts. 4\u00ba e 5\u00ba deste C\u00f3digo ficar\u00e1 impedido de funcionar no processo. Par\u00e1grafo \u00fanico. Nas comarcas em que funcionar apenas um juiz, os tribunais criar\u00e3o um sistema de rod\u00edzio de magistrados, a fim de atender \u00e0s disposi\u00e7\u00f5es deste Cap\u00edtulo. Art. 3\u00ba-E. O juiz das garantias ser\u00e1 designado conforme as normas de organiza\u00e7\u00e3o judici\u00e1ria da Uni\u00e3o, dos Estados e do Distrito Federal, observando crit\u00e9rios objetivos a serem periodicamente divulgados pelo respectivo tribunal. Art. 3\u00ba-F. O juiz das garantias dever\u00e1 assegurar o cumprimento das regras para o tratamento dos presos, impedindo o acordo ou ajuste de qualquer autoridade com \u00f3rg\u00e3os da imprensa para explorar a imagem da pessoa submetida \u00e0 pris\u00e3o, sob pena de responsabilidade civil, administrativa e penal. Par\u00e1grafo \u00fanico. Por meio de regulamento, as autoridades dever\u00e3o disciplinar, em 180 (cento e oitenta) dias, o modo pelo qual as informa\u00e7\u00f5es sobre a realiza\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o e a identidade do preso ser\u00e3o, de modo padronizado e respeitada a programa\u00e7\u00e3o normativa aludida no&nbsp;<strong>caput<\/strong>&nbsp;deste artigo, transmitidas \u00e0 imprensa, assegurados a efetividade da persecu\u00e7\u00e3o penal, o direito \u00e0 informa\u00e7\u00e3o e a dignidade da pessoa submetida \u00e0 pris\u00e3o. (&#8230;) Art. 28. Ordenado o arquivamento do inqu\u00e9rito policial ou de quaisquer elementos informativos da mesma natureza, o \u00f3rg\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico comunicar\u00e1 \u00e0 v\u00edtima, ao investigado e \u00e0 autoridade policial e encaminhar\u00e1 os autos para a inst\u00e2ncia de revis\u00e3o ministerial para fins de homologa\u00e7\u00e3o, na forma da lei. \u00a7 1\u00ba Se a v\u00edtima, ou seu representante legal, n\u00e3o concordar com o arquivamento do inqu\u00e9rito policial, poder\u00e1, no prazo de 30 (trinta) dias do recebimento da comunica\u00e7\u00e3o, submeter a mat\u00e9ria \u00e0 revis\u00e3o da inst\u00e2ncia competente do \u00f3rg\u00e3o ministerial, conforme dispuser a respectiva lei org\u00e2nica. (&#8230;) Art. 28-A. N\u00e3o sendo caso de arquivamento e tendo o investigado confessado formal e circunstancialmente a pr\u00e1tica de infra\u00e7\u00e3o penal sem viol\u00eancia ou grave amea\u00e7a e com pena m\u00ednima inferior a 4 (quatro) anos, o Minist\u00e9rio P\u00fablico poder\u00e1 propor acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal, desde que necess\u00e1rio e suficiente para reprova\u00e7\u00e3o e preven\u00e7\u00e3o do crime, mediante as seguintes condi\u00e7\u00f5es ajustadas cumulativa e alternativamente: (&#8230;) III \u2013 prestar servi\u00e7o \u00e0 comunidade ou a entidades p\u00fablicas por per\u00edodo correspondente \u00e0 pena m\u00ednima cominada ao delito diminu\u00edda de um a dois ter\u00e7os, em local a ser indicado pelo ju\u00edzo da execu\u00e7\u00e3o, na forma do art. 46 do Decreto-Lei 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (C\u00f3digo Penal); IV \u2013 pagar presta\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria, a ser estipulada nos termos do art. 45 do Decreto-Lei 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (C\u00f3digo Penal), a entidade p\u00fablica ou de interesse social, a ser indicada pelo ju\u00edzo da execu\u00e7\u00e3o, que tenha, preferencialmente, como fun\u00e7\u00e3o proteger bens jur\u00eddicos iguais ou semelhantes aos aparentemente lesados pelo delito; ou (&#8230;) \u00a7 5\u00ba Se o juiz considerar inadequadas, insuficientes ou abusivas as condi\u00e7\u00f5es dispostas no acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal, devolver\u00e1 os autos ao Minist\u00e9rio P\u00fablico para que seja reformulada a proposta de acordo, com concord\u00e2ncia do investigado e seu defensor. (&#8230;) \u00a7 7\u00ba O juiz poder\u00e1 recusar homologa\u00e7\u00e3o \u00e0 proposta que n\u00e3o atender aos requisitos legais ou quando n\u00e3o for realizada a adequa\u00e7\u00e3o a que se refere o \u00a7 5\u00ba deste artigo. \u00a7 8\u00ba Recusada a homologa\u00e7\u00e3o, o juiz devolver\u00e1 os autos ao Minist\u00e9rio P\u00fablico para a an\u00e1lise da necessidade de complementa\u00e7\u00e3o das investiga\u00e7\u00f5es ou o oferecimento da den\u00fancia. (&#8230;) Art. 157.&nbsp;&nbsp;(&#8230;) \u00a7 5\u00ba O juiz que conhecer do conte\u00fado da prova declarada inadmiss\u00edvel n\u00e3o poder\u00e1 proferir a senten\u00e7a ou ac\u00f3rd\u00e3o. (&#8230;) Art. 310. Ap\u00f3s receber o auto de pris\u00e3o em flagrante, no prazo m\u00e1ximo de at\u00e9 24 (vinte e quatro) horas ap\u00f3s a realiza\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o, o juiz dever\u00e1 promover audi\u00eancia de cust\u00f3dia com a presen\u00e7a do acusado, seu advogado constitu\u00eddo ou membro da Defensoria P\u00fablica e o membro do Minist\u00e9rio P\u00fablico, e, nessa audi\u00eancia, o juiz dever\u00e1, fundamentadamente: (&#8230;) \u00a7 4\u00ba Transcorridas 24 (vinte e quatro) horas ap\u00f3s o decurso do prazo estabelecido no&nbsp;<strong>caput<\/strong>&nbsp;deste artigo, a n\u00e3o realiza\u00e7\u00e3o de audi\u00eancia de cust\u00f3dia sem motiva\u00e7\u00e3o id\u00f4nea ensejar\u00e1 tamb\u00e9m a ilegalidade da pris\u00e3o, a ser relaxada pela autoridade competente, sem preju\u00edzo da possibilidade de imediata decreta\u00e7\u00e3o de pris\u00e3o preventiva.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-2-a-criacao-do-juiz-de-garantias-encontra-amparo-na-cf\"><a>13.2.2. A cria\u00e7\u00e3o do juiz de garantias encontra amparo na CF?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Pro STF? Mas \u00e9 claro!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A implementa\u00e7\u00e3o do juiz das garantias visa garantir uma maior imparcialidade, a prote\u00e7\u00e3o de direitos fundamentais e o aprimoramento do sistema judicial. Contudo, <strong>para viabilizar a ado\u00e7\u00e3o do instituto de forma progressiva e programada pelos tribunais, \u00e9 necess\u00e1rio fixar prazo de transi\u00e7\u00e3o mais dilatado e adequado ao equacionamento da reorganiza\u00e7\u00e3o do Poder Judici\u00e1rio nacional<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A atua\u00e7\u00e3o do juiz das garantias se encerra com o oferecimento da den\u00fancia ou da queixa, e n\u00e3o com o recebimento de uma delas, devendo o juiz da instru\u00e7\u00e3o ter acesso aos elementos produzidos no inqu\u00e9rito policial ou no procedimento investigativo criminal. Restringir esse acesso afeta diretamente a independ\u00eancia funcional do magistrado em exercer seu julgamento motivado, em busca da verdade real. <strong>N\u00e3o se pode presumir que o simples contato com os elementos que ensejaram a den\u00fancia seja apto a vulnerar a imparcialidade do julgador<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, a inobserv\u00e2ncia do prazo previsto em lei n\u00e3o causa a revoga\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica da pris\u00e3o e o ju\u00edzo competente deve ser instado a avaliar os motivos que a ensejaram. N\u00e3o \u00e9 razo\u00e1vel, proporcional ou obediente ao primado da inafastabilidade da jurisdi\u00e7\u00e3o, exigir que, em toda e qualquer hip\u00f3tese, independentemente de suas peculiaridades e dos riscos envolvidos, a pris\u00e3o seja automaticamente relaxada.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de n\u00e3o abranger as infra\u00e7\u00f5es de menor potencial ofensivo (CPP\/1941, art. 3\u00ba-C), o juiz das garantias tamb\u00e9m n\u00e3o se aplica:&nbsp;<strong>(i)<\/strong>&nbsp;aos tribunais, pois a colegialidade, por si s\u00f3, \u00e9 fato e refor\u00e7o da independ\u00eancia e da imparcialidade judicial, a justificar a diferen\u00e7a de tratamento;&nbsp;<strong>(ii)<\/strong>&nbsp;aos processos de compet\u00eancia do Tribunal do J\u00fari, pela mesma l\u00f3gica do item anterior; e&nbsp;<strong>(iii)<\/strong>&nbsp;aos processos criminais de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar, porque a natureza desses casos exige disciplina processual penal espec\u00edfica, que traduza um procedimento mais din\u00e2mico, apto a promover o pronto e efetivo amparo e prote\u00e7\u00e3o da v\u00edtima.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-3-resultado-final\"><a>13.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, ao analisar algumas das modifica\u00e7\u00f5es ao&nbsp;CPP\/1941, implementadas pela&nbsp;Lei 13.964\/2019, julgou parcialmente procedentes as a\u00e7\u00f5es para:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(i)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>por maioria, atribuir interpreta\u00e7\u00e3o conforme ao art. 3\u00ba-A do CPP, para assentar que o juiz, pontualmente, nos limites legalmente autorizados, pode determinar a realiza\u00e7\u00e3o de dilig\u00eancias suplementares, para o fim de dirimir d\u00favida sobre quest\u00e3o relevante para o julgamento do m\u00e9rito;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(ii)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>por maioria, declarar a constitucionalidade do&nbsp;<strong>caput<\/strong>&nbsp;do art. 3\u00ba-B do CPP, e, por unanimidade, fixar o prazo de doze meses, a contar da publica\u00e7\u00e3o da ata do julgamento, para que sejam adotadas as medidas legislativas e administrativas necess\u00e1rias \u00e0 adequa\u00e7\u00e3o das diferentes leis de organiza\u00e7\u00e3o judici\u00e1ria, \u00e0 efetiva implanta\u00e7\u00e3o e ao efetivo funcionamento do juiz das garantias em todo o Pa\u00eds, tudo conforme as diretrizes do Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ) e sob a supervis\u00e3o dele. Esse prazo poder\u00e1 ser prorrogado uma \u00fanica vez, por no m\u00e1ximo doze meses, devendo a devida justificativa ser apresentada em procedimento realizado junto ao CNJ;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(iii)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>por unanimidade, declarar a inconstitucionalidade parcial, por arrastamento, do art. 20 da Lei 13.964\/2019, quanto \u00e0 fixa\u00e7\u00e3o do prazo de trinta dias para a instala\u00e7\u00e3o dos ju\u00edzes das garantias;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(iv)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>por unanimidade, atribuir interpreta\u00e7\u00e3o conforme aos incisos IV, VIII e IX do art. 3\u00ba-B do CPP, para que todos os atos praticados pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico, como condutor de investiga\u00e7\u00e3o penal, se submetam ao controle judicial (HC 89.837\/DF) e fixar o prazo de at\u00e9 noventa dias, contados da publica\u00e7\u00e3o da ata do julgamento, para os representantes do&nbsp;<strong>Parquet&nbsp;<\/strong>encaminharem, sob pena de nulidade, todos os PIC e outros procedimentos de investiga\u00e7\u00e3o criminal, mesmo que tenham outra denomina\u00e7\u00e3o, ao respectivo juiz natural, independentemente de o juiz das garantias j\u00e1 ter sido implementado na respectiva jurisdi\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(v)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>por unanimidade, atribuir interpreta\u00e7\u00e3o conforme ao inciso VI do art. 3\u00ba-B do CPP, para prever que o exerc\u00edcio do contradit\u00f3rio ser\u00e1 preferencialmente em audi\u00eancia p\u00fablica e oral;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(vi)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>por unanimidade, atribuir interpreta\u00e7\u00e3o conforme ao inciso VII do art. 3\u00ba-B do CPP, para estabelecer que o juiz pode deixar de realizar a audi\u00eancia quando houver risco para o processo, ou diferi-la em caso de necessidade;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(vii)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>por maioria, declarar a inconstitucionalidade do inciso XIV do art. 3\u00ba-B do CPP, e atribuir interpreta\u00e7\u00e3o conforme para assentar que a compet\u00eancia do juiz das garantias cessa com o oferecimento da den\u00fancia;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(viii)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>por unanimidade, atribuir interpreta\u00e7\u00e3o conforme ao \u00a7 1\u00ba do art. 3\u00ba-B do CPP, para estabelecer que o preso em flagrante ou por for\u00e7a de mandado de pris\u00e3o provis\u00f3ria ser\u00e1 encaminhado \u00e0 presen\u00e7a do juiz das garantias, no prazo de 24 horas, salvo impossibilidade f\u00e1tica, momento em que se realizar\u00e1 a audi\u00eancia com a presen\u00e7a do minist\u00e9rio p\u00fablico e da defensoria p\u00fablica ou de advogado constitu\u00eddo, cabendo, excepcionalmente, o emprego de videoconfer\u00eancia, mediante decis\u00e3o da autoridade judici\u00e1ria competente, desde que este meio seja apto \u00e0 verifica\u00e7\u00e3o da integridade do preso e \u00e0 garantia de todos os seus direitos;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(ix)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>por unanimidade, atribuir interpreta\u00e7\u00e3o conforme ao \u00a7 2\u00ba do art. 3\u00ba-B do CPP, para assentar que:&nbsp;<strong>(a)<\/strong>&nbsp;o juiz pode decidir de forma fundamentada, reconhecendo a necessidade de novas prorroga\u00e7\u00f5es do inqu\u00e9rito, diante de elementos concretos e da complexidade da investiga\u00e7\u00e3o; e&nbsp;<strong>(b)<\/strong>&nbsp;a inobserv\u00e2ncia do prazo previsto em lei n\u00e3o implica a revoga\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica da pris\u00e3o preventiva, devendo o ju\u00edzo competente ser instado a avaliar os motivos que a ensejaram, nos termos da ADI 6.581\/DF;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(x)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>por unanimidade, atribuir interpreta\u00e7\u00e3o conforme \u00e0 primeira parte do&nbsp;<strong>caput<\/strong>&nbsp;do art. 3\u00ba-C do CPP, para esclarecer que as normas relativas ao juiz das garantias n\u00e3o se aplicam \u00e0s seguintes situa\u00e7\u00f5es:&nbsp;<strong>(a)<\/strong>&nbsp;processos de compet\u00eancia origin\u00e1ria dos tribunais, os quais s\u00e3o regidos pela Lei 8.038\/1990;&nbsp;<strong>(b)<\/strong>&nbsp;processos de compet\u00eancia do tribunal do j\u00fari;&nbsp;<strong>(c)<\/strong>&nbsp;casos de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar; e&nbsp;<strong>(d)<\/strong>&nbsp;infra\u00e7\u00f5es penais de menor potencial ofensivo;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(xi)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>por maioria, declarar a inconstitucionalidade da express\u00e3o \u201c<em>recebimento da den\u00fancia ou queixa na forma do art. 399 deste C\u00f3digo<\/em>\u201dcontida na segunda parte do&nbsp;<strong>caput<\/strong>&nbsp;do art. 3\u00ba-C do CPP, e atribuir interpreta\u00e7\u00e3o conforme para assentar que a compet\u00eancia do juiz das garantias cessa com o oferecimento da den\u00fancia;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(xii)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>por maioria, declarar a inconstitucionalidade do termo \u201c<em>Recebida<\/em>\u201d contido no \u00a7 1\u00ba do art. 3\u00ba-C do CPP, e atribuir interpreta\u00e7\u00e3o conforme ao dispositivo para assentar que, oferecida a den\u00fancia ou queixa, as quest\u00f5es pendentes ser\u00e3o decididas pelo juiz da instru\u00e7\u00e3o e julgamento;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(xiii)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>por maioria, declarar a inconstitucionalidade do termo \u201c<em>recebimento<\/em>\u201d contido no \u00a7 2\u00ba do art. 3\u00ba-C do CPP, e atribuir interpreta\u00e7\u00e3o conforme ao dispositivo para assentar que, ap\u00f3s o oferecimento da den\u00fancia ou queixa, o juiz da instru\u00e7\u00e3o e julgamento dever\u00e1 reexaminar a necessidade das medidas cautelares em curso, no prazo m\u00e1ximo de dez dias;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(xiv)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>por unanimidade, declarar a inconstitucionalidade, com redu\u00e7\u00e3o de texto, dos \u00a7\u00a7 3\u00ba e 4\u00ba do art. 3\u00ba-C do CPP, e atribuir interpreta\u00e7\u00e3o conforme para entender que os autos que comp\u00f5em as mat\u00e9rias de compet\u00eancia do juiz das garantias ser\u00e3o remetidos ao juiz da instru\u00e7\u00e3o e julgamento;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(xv)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>por unanimidade, declarar a inconstitucionalidade do&nbsp;<strong>caput&nbsp;<\/strong>do art. 3\u00ba-D do CPP;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(xvi)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>por unanimidade, declarar a inconstitucionalidade formal do par\u00e1grafo \u00fanico do art. 3\u00ba-D do CPP;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(xvii)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>por unanimidade, atribuir interpreta\u00e7\u00e3o conforme ao art. 3\u00ba-E do CPP, para assentar que o juiz das garantias ser\u00e1 investido, e n\u00e3o designado, conforme as normas de organiza\u00e7\u00e3o judici\u00e1ria da Uni\u00e3o, dos estados e do Distrito Federal, observando crit\u00e9rios objetivos a serem periodicamente divulgados pelo respectivo tribunal;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(xviii)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>por unanimidade, declarar a constitucionalidade do&nbsp;<strong>caput<\/strong>&nbsp;do art. 3\u00ba-F do CPP;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(xix)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>por unanimidade, atribuir interpreta\u00e7\u00e3o conforme ao par\u00e1grafo \u00fanico do art. 3\u00ba-F do CPP, para assentar que a divulga\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es sobre a realiza\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o e a identidade do preso pelas autoridades policiais, Minist\u00e9rio P\u00fablico e magistratura deve assegurar a efetividade da persecu\u00e7\u00e3o penal, o direito \u00e0 informa\u00e7\u00e3o e a dignidade da pessoa submetida \u00e0 pris\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(xx)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>por maioria, atribuir interpreta\u00e7\u00e3o conforme ao&nbsp;<strong>caput&nbsp;<\/strong>do art. 28 do CPP, para assentar que, ao se manifestar pelo arquivamento do inqu\u00e9rito policial ou de quaisquer elementos informativos da mesma natureza, o \u00f3rg\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico submeter\u00e1 sua manifesta\u00e7\u00e3o ao juiz competente e comunicar\u00e1 \u00e0 v\u00edtima, ao investigado e \u00e0 autoridade policial, podendo encaminhar os autos para o Procurador-Geral ou para a inst\u00e2ncia de revis\u00e3o ministerial, quando houver, para fins de homologa\u00e7\u00e3o, na forma da lei;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(xxi)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>por unanimidade, atribuir interpreta\u00e7\u00e3o conforme ao \u00a7 1\u00ba do art. 28 do CPP, para assentar que, al\u00e9m da v\u00edtima ou de seu representante legal, a autoridade judicial competente tamb\u00e9m poder\u00e1 submeter a mat\u00e9ria \u00e0 revis\u00e3o da inst\u00e2ncia competente do \u00f3rg\u00e3o ministerial, caso verifique patente ilegalidade ou teratologia no ato do arquivamento;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(xxii)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>por unanimidade, declarar a constitucionalidade dos arts. 28-A,&nbsp;<strong>caput<\/strong>, III, IV e \u00a7\u00a7 5\u00ba, 7\u00ba e 8\u00ba do CPP;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(xxiii)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>por maioria, declarar a inconstitucionalidade do \u00a7 5\u00ba do art. 157 do CPP;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(xxiv)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>por unanimidade, atribuir interpreta\u00e7\u00e3o conforme ao&nbsp;<strong>caput&nbsp;<\/strong>do art. 310 do CPP, para assentar que o juiz, em caso de urg\u00eancia e se o meio se revelar id\u00f4neo, poder\u00e1 realizar a audi\u00eancia de cust\u00f3dia por videoconfer\u00eancia;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(xxv)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>por unanimidade, atribuir interpreta\u00e7\u00e3o conforme ao \u00a7 4\u00ba do art. 310 do CPP, para assentar que a autoridade judici\u00e1ria dever\u00e1 avaliar se est\u00e3o presentes os requisitos para a prorroga\u00e7\u00e3o excepcional do prazo ou para sua realiza\u00e7\u00e3o por videoconfer\u00eancia, sem preju\u00edzo da possibilidade de imediata decreta\u00e7\u00e3o de pris\u00e3o preventiva; e<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(xxvi)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/strong>por unanimidade, fixar a seguinte regra de transi\u00e7\u00e3o: quanto \u00e0s a\u00e7\u00f5es penais j\u00e1 instauradas no momento da efetiva implementa\u00e7\u00e3o do juiz das garantias pelos tribunais, a efic\u00e1cia da lei n\u00e3o acarretar\u00e1 qualquer modifica\u00e7\u00e3o do ju\u00edzo competente.<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-1fbfb110-d345-448f-8a63-e799c9c3406d\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/09\/13015312\/stf-informativo-1106.pdf\">stf-informativo-1106<\/a><a 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