{"id":1275980,"date":"2023-09-12T07:53:33","date_gmt":"2023-09-12T10:53:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1275980"},"modified":"2023-09-12T07:53:35","modified_gmt":"2023-09-12T10:53:35","slug":"informativo-stj-785-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-785-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STJ 785 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p>Informativo n\u00ba 785 do STJ\u00a0<strong>COMENTADO<\/strong>\u00a0saindo do forno (quentinho) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/09\/12075315\/stj-informativo-785-1.pdf\" rel=\"sponsored nofollow\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_SYgA4gdwG10\"><div id=\"lyte_SYgA4gdwG10\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/SYgA4gdwG10\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/SYgA4gdwG10\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/SYgA4gdwG10\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-administrativo\"><a>DIREITO ADMINISTRATIVO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-im-possibilidade-da-administracao-publica-pode-inscrever-em-cadastros-de-restricao-de-credito-os-seus-inadimplentes-ainda-que-nao-haja-inscricao-previa-em-divida-ativa\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica pode inscrever em cadastros de restri\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito os seus inadimplentes, ainda que n\u00e3o haja inscri\u00e7\u00e3o pr\u00e9via em d\u00edvida ativa<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica pode inscrever em cadastros de restri\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito os seus inadimplentes, ainda que n\u00e3o haja inscri\u00e7\u00e3o pr\u00e9via em d\u00edvida ativa.<\/p>\n\n\n\n<p>AREsp 2.265.805-ES, Rel. Ministro Francisco Falc\u00e3o, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 22\/8\/2023, DJe 25\/8\/2023. (Info 785)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Porto Seguro Log ajuizou a\u00e7\u00e3o anulat\u00f3ria em face da Ag\u00eancia Nacional de Transportes Terrestres-ANTT, pretendendo a nulidade de autos de infra\u00e7\u00e3o lavrados pela ag\u00eancia reguladora e a declara\u00e7\u00e3o de ilegalidade da inscri\u00e7\u00e3o de seu nome em cadastro de restri\u00e7\u00e3o ao cr\u00e9dito. A senten\u00e7a julgou parcialmente procedente o pedido apenas para declarar a ilegalidade da inscri\u00e7\u00e3o do nome do autor nos \u00f3rg\u00e3os de prote\u00e7\u00e3o ao cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformada, a ANTT interp\u00f4s recurso especial no qual sustenta ser desnecess\u00e1ria a inscri\u00e7\u00e3o pr\u00e9via do d\u00e9bito em d\u00edvida ativa antes de ser encaminhado ao cadastro de inadimplentes privado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 11.457\/2007:<\/p>\n\n\n\n<p>Art.46.AFazendaNacionalpoder\u00e1celebrarconv\u00eanioscomentidadesp\u00fablicaseprivadasparaadivulga\u00e7\u00e3odeinforma\u00e7\u00f5esprevistasnosincisosIIeIIIdo\u00a73<sup>o<\/sup>doart.198daLein<sup>o<\/sup>5.172,de25deoutubrode1966-C\u00f3digoTribut\u00e1rioNacional-CTN.<\/p>\n\n\n\n<p>Lei Federal n. 10.522\/02:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 37-C.&nbsp; A Advocacia-Geral da Uni\u00e3o poder\u00e1 celebrar os conv\u00eanios de que trata o art. 46 da Lei n<sup>o<\/sup>&nbsp;11.457, de 16 de mar\u00e7o de 2007, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s informa\u00e7\u00f5es de pessoas f\u00edsicas ou jur\u00eddicas que tenham d\u00e9bito inscrito em D\u00edvida Ativa das autarquias e funda\u00e7\u00f5es p\u00fablicas federais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-possivel-a-inscricao-em-cadastro-de-restricao-de-credito\"><a>1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel a inscri\u00e7\u00e3o em cadastro de restri\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeap!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o tema, merece destaque a reda\u00e7\u00e3o do art. 46 da Lei n. 11.457\/2007,&nbsp;<em>in verbis<\/em>: &#8220;Art. 46. A Fazenda Nacional poder\u00e1 celebrar conv\u00eanios com entidades p\u00fablicas e privadas para a divulga\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es previstas nos incisos II e III do art. 3\u00ba do art. 198 da Lei n. 5.172, de 25 de outubro de 1966 &#8211; C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional &#8211; CTN&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Visando a conferir efetividade ao dispositivo, o art. 37-C da <a>Lei Federal n. 10.522\/02 <\/a>previu que: &#8220;<strong>A Advocacia-Geral da Uni\u00e3o poder\u00e1 celebrar os conv\u00eanios de que trata o art. 46 da Lei n. 11.457, de 16 de mar\u00e7o de 2007, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s informa\u00e7\u00f5es de pessoas f\u00edsicas ou jur\u00eddicas que tenham d\u00e9bito inscrito em D\u00edvida Ativa das autarquias e funda\u00e7\u00f5es p\u00fablicas federais<\/strong>&#8220;.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados pass\u00edveis de divulga\u00e7\u00e3o s\u00e3o aqueles relacionados nos incisos do art. 198, \u00a73\u00ba, do CTN: &#8220;I &#8211; representa\u00e7\u00f5es fiscais para fins penais; II &#8211; inscri\u00e7\u00f5es na D\u00edvida Ativa da Fazenda P\u00fablica; III &#8211; parcelamento ou morat\u00f3ria.&#8221; Quanto a este tema, esta Corte j\u00e1 possui o firme entendimento de que &#8220;\u00c9 \u00e9 poss\u00edvel a utiliza\u00e7\u00e3o do sistema Serasajud nos processos de Execu\u00e7\u00e3o Fiscal&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Ressalte-se que, no julgamento da ADI n. 5.886, <strong>o Supremo Tribunal Federal considerou constitucional o disposto no art. 20-B, \u00a7 3\u00ba, II, da Lei n. 10.522\/2002, que possibilita a averba\u00e7\u00e3o da certid\u00e3o de d\u00edvida ativa em \u00f3rg\u00e3os de registros de bens e direitos, tornando-os indispon\u00edveis, ap\u00f3s a conclus\u00e3o do processo administrativo fiscal, mas em momento anterior ao ajuizamento da execu\u00e7\u00e3o fiscal<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A d\u00favida apresentada no presente caso, entretanto, \u00e9 se esse cadastro no Serasa prescindiria da inscri\u00e7\u00e3o pr\u00e9via em d\u00edvida ativa, ou seja, se seria poss\u00edvel uma restri\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito de um particular inadimplente, ainda que n\u00e3o tenha sido emitida uma certid\u00e3o de d\u00edvida ativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Verifica-se que n\u00e3o se aplica \u00e0 hip\u00f3tese o disposto no art. 46 da Lei n. 11.457\/2008, que disp\u00f5e sobre a Administra\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria Federal. O mencionado dispositivo \u00e9 claro ao determinar que, para a divulga\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es acerca de inscri\u00e7\u00e3o em d\u00edvida ativa, necess\u00e1rio que a Fazenda Nacional celebre conv\u00eanios com entidades p\u00fablicas e privadas. A presente hip\u00f3tese, no entanto, n\u00e3o trata da divulga\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es sobre inscri\u00e7\u00e3o em d\u00edvida ativa; lado outro, refere-se \u00e0 possibilidade de a Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica inscrever em cadastros os seus inadimplentes, ainda que n\u00e3o haja inscri\u00e7\u00e3o pr\u00e9via em d\u00edvida ativa.<\/p>\n\n\n\n<p>A expedi\u00e7\u00e3o de uma certid\u00e3o de d\u00edvida ativa &#8211; CDA visa a comprovar o d\u00e9bito do particular devedor, permitindo que o fisco adote medidas judiciais &#8211; por meio do ajuizamento de uma execu\u00e7\u00e3o fiscal &#8211; para perseguir a quantia devida. Diante desse cen\u00e1rio, \u00e9 poss\u00edvel perceber que a expedi\u00e7\u00e3o de uma CDA para se autorizar a inscri\u00e7\u00e3o do devedor em cadastros de inadimplentes torna mais onerosa para a Administra\u00e7\u00e3o a busca pelo pagamento de seus cr\u00e9ditos.<\/p>\n\n\n\n<p>No julgamento do Tema n. 1026, destaca-se que o Ministro Og Fernandes, ao julgar o recurso repetitivo REsp n. 1.814.310-RS, entendeu que &#8220;sendo medida menos onerosa, a anota\u00e7\u00e3o do nome da parte executada em cadastro de inadimplentes pode ser determinada antes de exaurida a busca por bens penhor\u00e1veis&#8221;. Em outras palavras,&nbsp;<em>mutatis mutandi<\/em>, <strong>a inscri\u00e7\u00e3o em cadastro de inadimplentes tende a efetivar o princ\u00edpio da menor onerosidade, j\u00e1 que a negativa\u00e7\u00e3o do nome do devedor \u00e9 uma medida menos gravosa quando comparada com a necess\u00e1ria inscri\u00e7\u00e3o de d\u00edvida ativa<\/strong>. Nesse sentido, bastaria ao credor interessado comprovar a d\u00edvida com um documento que contenha os elementos necess\u00e1rios para se reconhecer o d\u00e9bito, n\u00e3o sendo, necessariamente, a CDA.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>1.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica pode inscrever em cadastros de restri\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito os seus inadimplentes, ainda que n\u00e3o haja inscri\u00e7\u00e3o pr\u00e9via em d\u00edvida ativa.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-civil\"><a>DIREITO CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-servico-de-clipping-e-necessidade-da-autorizacao-do-titular-do-conteudo-editorial-ou-remuneracao-por-seu-uso\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Servi\u00e7o de clipping e necessidade da autoriza\u00e7\u00e3o do titular do conte\u00fado editorial ou remunera\u00e7\u00e3o por seu uso<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O servi\u00e7o de&nbsp;clipping, consistente na elabora\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o de mat\u00e9rias jornal\u00edsticas e colunas publicadas em jornais, sem <a>autoriza\u00e7\u00e3o do titular do conte\u00fado editorial ou remunera\u00e7\u00e3o por seu uso, <\/a>viola direitos autorais do titular da obra.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.008.122-SP, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, por maioria, julgado em 22\/8\/2023, DJe 28\/8\/2023. (Info 785)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Folha Matinal ajuizou a\u00e7\u00e3o em face de Linha Clipping em raz\u00e3o do uso n\u00e3o autorizado de mat\u00e9rias jornal\u00edsticas e colunas de jornais de sua propriedade em servi\u00e7o de clipping de not\u00edcias.<\/p>\n\n\n\n<p>A senten\u00e7a julgou improcedentes os pedidos sob o fundamento de que n\u00e3o haveria conduta il\u00edcita. Inconformada, Folha interp\u00f4s recurso especial no qual defende que conte\u00fado jornal\u00edstico por ela produzido n\u00e3o pode ser utilizado, sem sua autoriza\u00e7\u00e3o ou sem a devida remunera\u00e7\u00e3o, pela r\u00e9, pois tal pr\u00e1tica violaria a legisla\u00e7\u00e3o protetiva dos direitos autorais.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>LDA:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 28. Cabe ao autor o direito exclusivo de utilizar, fruir e dispor da obra liter\u00e1ria, art\u00edstica ou cient\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Art. 29. Depende de autoriza\u00e7\u00e3o pr\u00e9via e expressa do autor a utiliza\u00e7\u00e3o da obra, por quaisquer modalidades, tais como:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I &#8211; a reprodu\u00e7\u00e3o parcial ou integral;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>II &#8211; a edi\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>III &#8211; a adapta\u00e7\u00e3o, o arranjo musical e quaisquer outras transforma\u00e7\u00f5es;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>IV &#8211; a tradu\u00e7\u00e3o para qualquer idioma;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>V &#8211; a inclus\u00e3o em fonograma ou produ\u00e7\u00e3o audiovisual;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>VI &#8211; a distribui\u00e7\u00e3o, quando n\u00e3o intr\u00ednseca ao contrato firmado pelo autor com terceiros para uso ou explora\u00e7\u00e3o da obra;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>VII &#8211; a distribui\u00e7\u00e3o para oferta de obras ou produ\u00e7\u00f5es mediante cabo, fibra \u00f3tica, sat\u00e9lite, ondas ou qualquer outro sistema que permita ao usu\u00e1rio realizar a sele\u00e7\u00e3o da obra ou produ\u00e7\u00e3o para perceb\u00ea-la em um tempo e lugar previamente determinados por quem formula a demanda, e nos casos em que o acesso \u00e0s obras ou produ\u00e7\u00f5es se fa\u00e7a por qualquer sistema que importe em pagamento pelo usu\u00e1rio;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>VIII &#8211; a utiliza\u00e7\u00e3o, direta ou indireta, da obra liter\u00e1ria, art\u00edstica ou cient\u00edfica, mediante:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>a) representa\u00e7\u00e3o, recita\u00e7\u00e3o ou declama\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>b) execu\u00e7\u00e3o musical;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>c) emprego de alto-falante ou de sistemas an\u00e1logos;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>d) radiodifus\u00e3o sonora ou televisiva;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>e) capta\u00e7\u00e3o de transmiss\u00e3o de radiodifus\u00e3o em locais de freq\u00fc\u00eancia coletiva;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>f) sonoriza\u00e7\u00e3o ambiental;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>g) a exibi\u00e7\u00e3o audiovisual, cinematogr\u00e1fica ou por processo assemelhado;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>h) emprego de sat\u00e9lites artificiais;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>i) emprego de sistemas \u00f3ticos, fios telef\u00f4nicos ou n\u00e3o, cabos de qualquer tipo e meios de comunica\u00e7\u00e3o similares que venham a ser adotados;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>j) exposi\u00e7\u00e3o de obras de artes pl\u00e1sticas e figurativas;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>IX &#8211; a inclus\u00e3o em base de dados, o armazenamento em computador, a microfilmagem e as demais formas de arquivamento do g\u00eanero;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>X &#8211; quaisquer outras modalidades de utiliza\u00e7\u00e3o existentes ou que venham a ser inventadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 36. O direito de utiliza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica dos escritos publicados pela imprensa, di\u00e1ria ou peri\u00f3dica, com exce\u00e7\u00e3o dos assinados ou que apresentem sinal de reserva, pertence ao editor, salvo conven\u00e7\u00e3o em contr\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Par\u00e1grafo \u00fanico. A autoriza\u00e7\u00e3o para utiliza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica de artigos assinados, para publica\u00e7\u00e3o em di\u00e1rios e peri\u00f3dicos, n\u00e3o produz efeito al\u00e9m do prazo da periodicidade acrescido de vinte dias, a contar de sua publica\u00e7\u00e3o, findo o qual recobra o autor o seu direito.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 46. N\u00e3o constitui ofensa aos direitos autorais:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I &#8211; a reprodu\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>a) na imprensa di\u00e1ria ou peri\u00f3dica, de not\u00edcia ou de artigo informativo, publicado em di\u00e1rios ou peri\u00f3dicos, com a men\u00e7\u00e3o do nome do autor, se assinados, e da publica\u00e7\u00e3o de onde foram transcritos;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>VII &#8211; a utiliza\u00e7\u00e3o de obras liter\u00e1rias, art\u00edsticas ou cient\u00edficas para produzir prova judici\u00e1ria ou administrativa;<\/p>\n\n\n\n<p>VIII &#8211; a reprodu\u00e7\u00e3o, em quaisquer obras, de pequenos trechos de obras preexistentes, de qualquer natureza, ou de obra integral, quando de artes pl\u00e1sticas, sempre que a reprodu\u00e7\u00e3o em si n\u00e3o seja o objetivo principal da obra nova e que n\u00e3o prejudique a explora\u00e7\u00e3o normal da obra reproduzida nem cause um preju\u00edzo injustificado aos leg\u00edtimos interesses dos autores.<\/p>\n\n\n\n<p>Constitui\u00e7\u00e3o de 1988:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 5\u00ba Todos s\u00e3o iguais perante a lei, sem distin\u00e7\u00e3o de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no Pa\u00eds a inviolabilidade do direito \u00e0 vida, \u00e0 liberdade, \u00e0 igualdade, \u00e0 seguran\u00e7a e \u00e0 propriedade, nos termos seguintes:<\/p>\n\n\n\n<p>XXVII &#8211; aos autores pertence o direito exclusivo de utiliza\u00e7\u00e3o, publica\u00e7\u00e3o ou reprodu\u00e7\u00e3o de suas obras, transmiss\u00edvel aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-necessaria-a-autorizacao-ou-remuneracao-para-o-uso\"><a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Necess\u00e1ria a autoriza\u00e7\u00e3o ou remunera\u00e7\u00e3o para o uso?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Com certeza!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia est\u00e1 em saber se a atividade de elabora\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o de&nbsp;<em>clipping&nbsp;<\/em>de mat\u00e9rias jornal\u00edsticas e colunas publicadas em jornais, sem autoriza\u00e7\u00e3o ou remunera\u00e7\u00e3o, viola direitos autorais protegidos pela Lei de Direitos Autorais, pertencendo, em consequ\u00eancia, exclusivamente aos respectivos autores ou titulares, o direito de utiliza\u00e7\u00e3o p\u00fablica e aproveitamento econ\u00f4mico (arts. 28 e 29 da <a>LDA<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda que,&nbsp;<em>prima facie,<\/em>&nbsp;as obras jornal\u00edsticas em quest\u00e3o sejam tuteladas pelas normas protetivas de Direito Autoral, h\u00e1 de se atentar para a possibilidade de incidir \u00e0 esp\u00e9cie alguma das limita\u00e7\u00f5es previstas nos inc. I, &#8220;a&#8221;, e VII do art. 46 da LDA.<\/p>\n\n\n\n<p>No que concerne ao art. 46, I, &#8220;a&#8221;, da LDA, verifica-se <strong>que a regra em quest\u00e3o estabelece limita\u00e7\u00e3o ao direito do autor exclusivamente na hip\u00f3tese de reprodu\u00e7\u00e3o de not\u00edcia ou de artigo na imprensa di\u00e1ria ou peri\u00f3dica<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A atividade desenvolvida, no caso, todavia, n\u00e3o se afei\u00e7oa \u00e0 moldura f\u00e1tica exigida pela norma, <strong>uma vez que o servi\u00e7o de&nbsp;<em>clipping<\/em>&nbsp;comercializado n\u00e3o constitui &#8220;reprodu\u00e7\u00e3o na imprensa di\u00e1ria ou peri\u00f3dica&#8221;, mas sim, conforme descri\u00e7\u00e3o constante em seu pr\u00f3prio s\u00edtio na internet, monitoramento de m\u00eddia realizado de acordo com as especifica\u00e7\u00f5es do cliente, o que resulta consolida\u00e7\u00e3o de dados e valores de not\u00edcias que s\u00e3o encaminhados ao contratante<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se tratando, portanto, de atividade que possa ser classificada como &#8220;reprodu\u00e7\u00e3o na imprensa di\u00e1ria ou peri\u00f3dica&#8221;, como exige o art. 46, I, &#8220;a&#8221;, da, infere-se que tal norma n\u00e3o \u00e9 apta a conferir licitude aos servi\u00e7os prestados.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao art. 46, VIII, da LDA, importa considerar que, mesmo que se reconhe\u00e7a que a clipagem por ela elaborada possa ser enquadrada como &#8220;reprodu\u00e7\u00e3o [&#8230;] de pequenos trechos de obras preexistentes&#8221; (conforme preceitua o texto legal), h\u00e1 de se atentar para a necessidade de preenchimento dos requisitos estabelecidos na parte final da norma (&#8220;sempre que a reprodu\u00e7\u00e3o em si n\u00e3o seja o objetivo principal da obra nova e que n\u00e3o prejudique a explora\u00e7\u00e3o normal da obra reproduzida nem cause um preju\u00edzo injustificado aos leg\u00edtimos interesses dos autores&#8221;).<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se do denominado &#8220;Teste dos Tr\u00eas Passos&#8221;&nbsp;<em>(three step test<\/em>), disciplinado originariamente na Conven\u00e7\u00e3o de Berna (art. 9.2) e no Acordo TRIPS (art. 13), segundo a qual <strong>a reprodu\u00e7\u00e3o n\u00e3o autorizada de obras de terceiros \u00e9 admitida nas seguintes hip\u00f3teses (requisitos cumulativos): (I) em certos casos especiais; (II) que n\u00e3o conflitem com a explora\u00e7\u00e3o comercial normal da obra; e (III) que n\u00e3o prejudiquem injustificadamente os leg\u00edtimos interesses do autor<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a doutrina, em raz\u00e3o do compromisso assumido pelo Brasil na condi\u00e7\u00e3o de signat\u00e1rio da Conven\u00e7\u00e3o de Berna e do Acordo TRIPS, todas as limita\u00e7\u00f5es aos direitos patrimoniais dos titulares de direitos autorais dever\u00e3o passar pelo crivo do &#8220;Teste dos Tr\u00eas Passos&#8221; antes de sua aplica\u00e7\u00e3o a um caso concreto.<\/p>\n\n\n\n<p>A hip\u00f3tese, contudo, n\u00e3o apresenta aptid\u00e3o para preencher a totalidade dos requisitos do &#8220;Teste dos Tr\u00eas Passos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Em primeiro lugar porque a clipagem de not\u00edcias conflita com a &#8220;explora\u00e7\u00e3o comercial normal da obra&#8221; reproduzida, haja vista que o contratante do servi\u00e7o (clientes da recorrida), possuindo acesso ao conte\u00fado de seu interesse por meio do&nbsp;<em>clipping,&nbsp;<\/em>encontra-se desestimulado a adquirir os jornais editados pela recorrente. Ou seja, a utiliza\u00e7\u00e3o das mat\u00e9rias jornal\u00edsticas, no particular, n\u00e3o pode ser considerada como juridicamente irrelevante para o titular dos direitos autorais.<\/p>\n\n\n\n<p>Em segundo, porque, pertencendo exclusivamente ao respectivo titular o direito de &#8220;utiliza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica de escritos publicados pela imprensa di\u00e1ria ou peri\u00f3dica&#8221; (art. 36 da LDA), as reprodu\u00e7\u00f5es de conte\u00fado, com incontroverso objetivo de lucro, constituem situa\u00e7\u00f5es que ensejam preju\u00edzo injustificado aos leg\u00edtimos interesses econ\u00f4micos da recorrente.<\/p>\n\n\n\n<p>O <strong>servi\u00e7o de clipagem, em hip\u00f3teses como a presente, n\u00e3o se enquadra na moldura f\u00e1tica da norma do art. 10.1 da Conven\u00e7\u00e3o de Berna, pois as mat\u00e9rias jornal\u00edsticas s\u00e3o utilizadas como insumo do produto comercializado de&nbsp;<em>clipping<\/em>, e n\u00e3o como meras cita\u00e7\u00f5es.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Diante disso, considerando-se que o servi\u00e7o de&nbsp;<em>clipping<\/em>&nbsp;de not\u00edcias comercializado pela recorrida n\u00e3o satisfaz os requisitos cumulativos exigidos pelo &#8220;Teste dos Tr\u00eas Passos&#8221;, est\u00e1 caracterizada, no particular, viola\u00e7\u00e3o ao direito fundamental da recorrente de utiliza\u00e7\u00e3o exclusiva das obras de sua titularidade (art. 5\u00ba, XXVII, da Constitui\u00e7\u00e3o de 1988).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>2.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O servi\u00e7o de&nbsp;<em>clipping<\/em>, consistente na elabora\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o de mat\u00e9rias jornal\u00edsticas e colunas publicadas em jornais, sem autoriza\u00e7\u00e3o do titular do conte\u00fado editorial ou remunera\u00e7\u00e3o por seu uso, viola direitos autorais do titular da obra.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-des-obrigatoriedade-da-operadora-de-plano-de-saude-deve-custear-o-procedimento-de-criopreservacao-de-ovulos-como-medida-preventiva-a-infertilidade\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Des)Obrigatoriedade da operadora de plano de sa\u00fade deve custear o procedimento de criopreserva\u00e7\u00e3o de \u00f3vulos, como medida preventiva \u00e0 infertilidade<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A operadora de plano de sa\u00fade deve custear o procedimento de criopreserva\u00e7\u00e3o de \u00f3vulos, como medida preventiva \u00e0 infertilidade, enquanto poss\u00edvel efeito adverso do tratamento de quimioterapia prescrito para c\u00e2ncer de mama, at\u00e9 a alta da quimioterapia.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.962.984-SP, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 15\/8\/2023, DJe 23\/8\/2023. (Info 785)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creosvalda foi diagnosticada com c\u00e2ncer de mama. Ao saber da necessidade do tratamento por meio da quimioterapia, solicitou \u00e0 operadora do seu plano de sa\u00fade que custeasse procedimento de criopreserva\u00e7\u00e3o de \u00f3vulos, como medida preventiva \u00e0 infertilidade, o que foi negado.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformada, Creosvalda ajuizou a\u00e7\u00e3o na qual alega a necessidade do procedimento para preserva\u00e7\u00e3o de sua capacidade reprodutiva ap\u00f3s a realiza\u00e7\u00e3o de quimioterapia prescrita para o tratamento de c\u00e2ncer de mama.<\/p>\n\n\n\n<p>Em defesa, a operadora sustenta que o contrato firmado entre as partes exclui expressamente t\u00e9cnicas de fertiliza\u00e7\u00e3o in vitro, insemina\u00e7\u00e3o artificial e quaisquer outros m\u00e9todos de reprodu\u00e7\u00e3o assistida. Tamb\u00e9m alega que o procedimento de congelamento dos \u00f3vulos n\u00e3o est\u00e1 previso no rol de coberturas obrigat\u00f3rias da ANS.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-a-operadora-deve-custear-o-procedimento\"><a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A operadora deve custear o procedimento?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeap!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Esta Turma, ao julgar o REsp 1.815.796\/RJ<\/strong> (julgado em 26\/5\/2020, DJe de 09\/6\/2020), <strong>fez a distin\u00e7\u00e3o entre o TRATAMENTO DA INFERTILIDADE &#8211; que, segundo a jurisprud\u00eancia, n\u00e3o \u00e9 de cobertura obrigat\u00f3ria pelo plano de sa\u00fade<\/strong> (REsp 1.590.221\/DF, Terceira Turma, julgado em 7\/11\/2017, DJe de 13\/11\/2017) &#8211; <strong>e a PREVEN\u00c7\u00c3O DA INFERTILIDADE, enquanto efeito adverso do tratamento prescrito ao paciente e coberto pelo plano de sa\u00fade<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>O princ\u00edpio do&nbsp;<em>primum, non nocere<\/em>&nbsp;(primeiro, n\u00e3o prejudicar), n\u00e3o imp\u00f5e ao profissional da sa\u00fade um dever absoluto de n\u00e3o prejudicar, mas o de n\u00e3o causar um preju\u00edzo evit\u00e1vel, desnecess\u00e1rio ou desproporcional ao paciente, provocado pela pr\u00f3pria enfermidade que se pretende tratar; dele se extrai um dever de prevenir, sempre que poss\u00edvel, o dano previs\u00edvel e evit\u00e1vel resultante do tratamento m\u00e9dico prescrito.<\/p>\n\n\n\n<p>Conclui-se, na pondera\u00e7\u00e3o entre a leg\u00edtima expectativa da consumidora e o alcance da restri\u00e7\u00e3o estabelecida pelo ordenamento jur\u00eddico quanto aos limites do contrato de plano de sa\u00fade, que, se a operadora cobre o procedimento de quimioterapia para tratar o c\u00e2ncer de mama, h\u00e1 de faz\u00ea-lo tamb\u00e9m com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 preven\u00e7\u00e3o dos efeitos adversos e previs\u00edveis dele decorrentes<strong>, como a infertilidade<\/strong>, de modo a possibilitar a plena reabilita\u00e7\u00e3o da benefici\u00e1ria ao final do seu tratamento, quando ent\u00e3o se considerar\u00e1 devidamente prestado o servi\u00e7o fornecido.<\/p>\n\n\n\n<p>Se a obriga\u00e7\u00e3o de presta\u00e7\u00e3o de assist\u00eancia m\u00e9dica assumida pela operadora de plano de sa\u00fade imp\u00f5e a realiza\u00e7\u00e3o do tratamento prescrito para o c\u00e2ncer de mama, a ele se vincula a obriga\u00e7\u00e3o de custear a criopreserva\u00e7\u00e3o dos \u00f3vulos, sendo esta <strong>DEVIDA at\u00e9 a alta do tratamento de quimioterapia prescrito para o c\u00e2ncer de mama, <\/strong>a partir de quando caber\u00e1 \u00e0 benefici\u00e1ria arcar com os eventuais custos, \u00e0s suas expensas, se necess\u00e1rio for.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A operadora de plano de sa\u00fade deve custear o procedimento de criopreserva\u00e7\u00e3o de \u00f3vulos, como medida preventiva \u00e0 infertilidade, enquanto poss\u00edvel efeito adverso do tratamento de quimioterapia prescrito para c\u00e2ncer de mama, at\u00e9 a alta da quimioterapia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-contratacao-de-links-patrocinados-e-concorrencia-desleal\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Contrata\u00e7\u00e3o de links patrocinados e concorr\u00eancia desleal<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A contrata\u00e7\u00e3o de&nbsp;links&nbsp;patrocinados, em regra, caracteriza concorr\u00eancia desleal quando: (I) a ferramenta&nbsp;Google Ads&nbsp;\u00e9 utilizada para a compra de palavra-chave correspondente \u00e0 marca registrada ou a nome empresarial; (II) o titular da marca ou do nome e o adquirente da palavra-chave atuam no mesmo ramo de neg\u00f3cio (concorrentes), oferecendo servi\u00e7os e produtos tidos por semelhantes; e (III) o uso da palavra-chave \u00e9 suscet\u00edvel de violar as fun\u00e7\u00f5es identificadora e de investimento da marca e do nome empresarial adquiridos como palavra-chave.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.032.932-SP, Rel. Ministro Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 8\/8\/2023, DJe 24\/8\/2023. (Info 785)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Echo Decor ajuizou a\u00e7\u00e3o em face de Rogus e Google do Brasil afirmando que a primeira adquiriu o link patrocinado junto \u00e0 segunda, utilizando seu nome como indexador. Isto \u00e9, quando se buscava por Echo Decor, aparecia um anuncia da empresa Rogus.<\/p>\n\n\n\n<p>O tribunal local reformou a senten\u00e7a para julgar procedentes os pedidos sob o fundamento de que o consumidor ao fazer uma busca espec\u00edfica no Google, por obvio que sabe exatamente o que procura, n\u00e3o devendo ser apresentado ao concorrente.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformado, Google interp\u00f4s recurso no qual sustenta que o uso do sinal de terceiro com finalidade comparativa n\u00e3o causa preju\u00edzo a seu titular na fun\u00e7\u00e3o distintiva. Tamb\u00e9m defende que n\u00e3o haveria o intuito de prejudicar o consumidor ou induzi-lo a erro, pois os an\u00fancios est\u00e3o identificados como tal, s\u00e3o exibidos de forma apartada e trazem consigo o link e o nome espec\u00edfico da empresa \u00e0 qual se referem.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 16. Toda pessoa tem direito ao nome, nele compreendidos o prenome e o sobrenome.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 17. O nome da pessoa n\u00e3o pode ser empregado por outrem em publica\u00e7\u00f5es ou representa\u00e7\u00f5es que a exponham ao desprezo p\u00fablico, ainda quando n\u00e3o haja inten\u00e7\u00e3o difamat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 18. Sem autoriza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se pode usar o nome alheio em propaganda comercial.<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 9.279\/1996:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>Art. 195. Comete crime de concorr\u00eancia desleal quem:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>III &#8211; emprega meio fraudulento, para desviar, em proveito pr\u00f3prio ou alheio, clientela de outrem;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-verifica-se-a-concorrencia-desleal\"><a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Verifica-se a concorr\u00eancia desleal?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Sim sinh\u00f4!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia resume-se em definir se a utiliza\u00e7\u00e3o da ferramenta Google AdWords a partir da inser\u00e7\u00e3o como palavra-chave de nome empresarial implica a pr\u00e1tica de concorr\u00eancia desleal.<\/p>\n\n\n\n<p>Prevalece na doutrina entendimento de que <strong>o direito ao nome (art. 16 do C\u00f3digo Civil) \u00e9 parte integrante dos direitos de personalidade tanto das pessoas f\u00edsicas quanto das pessoas jur\u00eddicas, constituindo o motivo pelo qual o nome (empresarial ou fantasia) n\u00e3o pode ser empregado por outrem em publica\u00e7\u00f5es ou representa\u00e7\u00f5es que a exponham ao desprezo p\u00fablico<\/strong> (art. 17 do C\u00f3digo Civil) nem tampouco utilizado por terceiro, sem sua autoriza\u00e7\u00e3o pr\u00e9via, em propaganda comercial (art. 18 do C\u00f3digo Civil).<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, a prote\u00e7\u00e3o emprestada aos nomes empresarias, assim como \u00e0s marcas, tem como objetivo proteger o consumidor, evitando que incorra em erro quanto \u00e0 origem do produto ou servi\u00e7o ofertado, e preservar o investimento do titular, coibindo a usurpa\u00e7\u00e3o, o proveito econ\u00f4mico parasit\u00e1rio e o desvio de clientela.<\/p>\n\n\n\n<p>Fixada essa premissa, <strong>\u00e9 preciso destacar que a busca por clientela \u00e9 o objetivo de todo o empres\u00e1rio. E, conquistar clientes significa, de certo modo, &#8220;desviar&#8221; clientes de outrem<\/strong>. Nesse contexto, \u00e9 poss\u00edvel, dentro do campo da licitude, que o agente econ\u00f4mico cause danos justos (mesmo que extensos) aos concorrentes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A distin\u00e7\u00e3o entre a licitude e a ilicitude est\u00e1, portanto, na forma como a conquista de clientes \u00e9 feita<\/strong>. Se a concorr\u00eancia se d\u00e1 a partir de atos de efici\u00eancia pr\u00f3prios ou de inefici\u00eancia alheia, esse ato tende a ser leal. Por outro lado, se a concorr\u00eancia \u00e9 estabelecida a partir de atos injustos, em muito se aproximando da l\u00f3gica do abuso de direito, \u00e9 que se pode falar em concorr\u00eancia desleal.<\/p>\n\n\n\n<p>A conquista de clientes a partir da contrata\u00e7\u00e3o de links patrocinados de determinada marca ou nome empresarial n\u00e3o tem origem no aumento de efici\u00eancia pr\u00f3pria ou mesmo na inefici\u00eancia alheia, mas, sim, no aproveitamento do prest\u00edgio e do reconhecimento do concorrente.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, ao procurar por um produto ou servi\u00e7o e digitar a palavra-chave relativa ao nome da empresa ou \u00e0 marca do produto na p\u00e1gina de busca, aquele nome\/termo s\u00f3 vem \u00e0 lembran\u00e7a do consumidor em decorr\u00eancia do esfor\u00e7o do titular para fixar aquela correspond\u00eancia. Trata-se, portanto, de escolha do consumidor que pode decorrer de sua anterior experi\u00eancia com aquele produto, da indica\u00e7\u00e3o de utiliza\u00e7\u00e3o por outrem, do marketing realizado pelo empres\u00e1rio, do prest\u00edgio da marca, da qualidade do servi\u00e7o, da solidez do nome empresarial, todas situa\u00e7\u00f5es por tr\u00e1s das quais est\u00e1 o esfor\u00e7o do empres\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante disso, \u00e9 poss\u00edvel concluir que a contrata\u00e7\u00e3o de links patrocinados a partir de determinado nome empresarial ou marca se configura como desvio il\u00edcito de clientela, o que se traduz em ato de concorr\u00eancia desleal, baseado no aproveitamento do prest\u00edgio e do reconhecimento do titular (parasitismo), conduta que se enquadra no disposto no artigo 195, III, da Lei n. 9.279\/1996. Al\u00e9m disso, trata-se de uso indevido de nome comercial, o que atrai a incid\u00eancia do inciso V do referido artigo 195 da LPI.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa conduta em muito diverge da contrata\u00e7\u00e3o de uma palavra que se refira ao produto ou servi\u00e7o buscado, mas que n\u00e3o corresponda a uma marca ou nome empresarial, como a contrata\u00e7\u00e3o de express\u00f5es como &#8220;lareira ecol\u00f3gica&#8221; ou &#8220;acess\u00f3rios para lareira ecol\u00f3gica&#8221;, quando, a\u00ed sim, poder\u00e3o ser exibidos os diversos an\u00fancios adquiridos, sem que se possa falar em aproveitamento do esfor\u00e7o de outrem, mas no livre exerc\u00edcio da publicidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Conclui-se, portanto, que fica caracterizada a concorr\u00eancia desleal quando: (I) <strong>a ferramenta&nbsp;<em>Google Ads<\/em>&nbsp;\u00e9 utilizada para a compra de palavra-chave correspondente \u00e0 marca registrada ou a nome empresarial<\/strong>; (II) <strong>o titular da marca ou do nome e o adquirente da palavra-chave atuam no mesmo ramo de neg\u00f3cio (concorrentes), oferecendo servi\u00e7os e produtos tidos por semelhantes,<\/strong> e (III) <strong>o uso da palavra-chave \u00e9 suscet\u00edvel de violar as fun\u00e7\u00f5es identificadora e de investimento da marca e do nome empresarial adquiridos como palavra-chave<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>4.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A contrata\u00e7\u00e3o de&nbsp;<em>links<\/em>&nbsp;patrocinados, em regra, caracteriza concorr\u00eancia desleal quando: (I) a ferramenta&nbsp;<em>Google Ads<\/em>&nbsp;\u00e9 utilizada para a compra de palavra-chave correspondente \u00e0 marca registrada ou a nome empresarial; (II) o titular da marca ou do nome e o adquirente da palavra-chave atuam no mesmo ramo de neg\u00f3cio (concorrentes), oferecendo servi\u00e7os e produtos tidos por semelhantes; e (III) o uso da palavra-chave \u00e9 suscet\u00edvel de violar as fun\u00e7\u00f5es identificadora e de investimento da marca e do nome empresarial adquiridos como palavra-chave.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-regra-aplicavel-ao-montante-a-ser-reembolsado-pela-participacao-social-e-quanto-a-possibilidade-de-inclusao-de-lucro-futuro-na-dissolucao-parcial-da-sociedade\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Regra aplic\u00e1vel ao montante a ser reembolsado pela participa\u00e7\u00e3o social e quanto \u00e0 possibilidade de inclus\u00e3o de lucro futuro na dissolu\u00e7\u00e3o parcial da sociedade.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na dissolu\u00e7\u00e3o parcial da sociedade, omisso o contrato social quanto ao montante a ser reembolsado pela participa\u00e7\u00e3o social e quanto \u00e0 possibilidade de inclus\u00e3o de lucro futuro, aplica-se a regra geral de apura\u00e7\u00e3o de haveres, em que o s\u00f3cio n\u00e3o receber\u00e1 valor diverso do que receberia, como partilha, na dissolu\u00e7\u00e3o total.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.904.252-RS, Rel. Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 22\/8\/2023. (Info 785)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Cl\u00ednica Chronos ajuizou a\u00e7\u00e3o de dissolu\u00e7\u00e3o parcial de sociedade e apura\u00e7\u00e3o de haveres em face de Crementina. O contrato social era omisso quanto ao montante a ser reembolsado pela participa\u00e7\u00e3o social, bem como \u00e0 possibilidade de inclus\u00e3o de lucro futuro. A senten\u00e7a julgou parcialmente procedente o pedido para o fim de definir os haveres devidos \u00e0 r\u00e9, em face da dissolu\u00e7\u00e3o parcial da sociedade, com a retirada da s\u00f3cia.<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre que, em apela\u00e7\u00e3o, o tribunal local declarou a nulidade da senten\u00e7a e passou a apreciar o m\u00e9rito, estabelecendo os crit\u00e9rios para a apura\u00e7\u00e3o dos haveres, a ser feita na fase de liquida\u00e7\u00e3o, por meio de nova per\u00edcia cont\u00e1bil, observados os crit\u00e9rios definidos na fundamenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Processo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 604. Para apura\u00e7\u00e3o dos haveres, o juiz:<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 3\u00ba Se o contrato social estabelecer o pagamento dos haveres, ser\u00e1 observado o que nele se disp\u00f4s no dep\u00f3sito judicial da parte incontroversa.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 606. Em caso de omiss\u00e3o do contrato social, o juiz definir\u00e1, como crit\u00e9rio de apura\u00e7\u00e3o de haveres, o valor patrimonial apurado em balan\u00e7o de determina\u00e7\u00e3o, tomando-se por refer\u00eancia a data da resolu\u00e7\u00e3o e avaliando-se bens e direitos do ativo, tang\u00edveis e intang\u00edveis, a pre\u00e7o de sa\u00edda, al\u00e9m do passivo tamb\u00e9m a ser apurado de igual forma.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Par\u00e1grafo \u00fanico. Em todos os casos em que seja necess\u00e1ria a realiza\u00e7\u00e3o de per\u00edcia, a nomea\u00e7\u00e3o do perito recair\u00e1 preferencialmente sobre especialista em avalia\u00e7\u00e3o de sociedades.<\/p>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.031. Nos casos em que a sociedade se resolver em rela\u00e7\u00e3o a um s\u00f3cio, o valor da sua quota, considerada pelo montante efetivamente realizado, liquidar-se-\u00e1, salvo disposi\u00e7\u00e3o contratual em contr\u00e1rio, com base na situa\u00e7\u00e3o patrimonial da sociedade, \u00e0 data da resolu\u00e7\u00e3o, verificada em balan\u00e7o especialmente levantado.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-aplica-se-a-regra-geral\"><a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Aplica-se a regra geral?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Isso!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de discuss\u00e3o a respeito dos crit\u00e9rios para apura\u00e7\u00e3o de haveres, quais valores estariam abrangidos e prazo prescricional para distribui\u00e7\u00e3o de lucros n\u00e3o distribu\u00eddos ao s\u00f3cio retirante no caso de dissolu\u00e7\u00e3o parcial da sociedade e se deveriam ser abarcados os lucros futuros da sociedade ou ainda os lucros n\u00e3o distribu\u00eddos durante o per\u00edodo em que ainda a integrava.<\/p>\n\n\n\n<p>O ordenamento brasileiro delimita a quest\u00e3o, ao especificar que o crit\u00e9rio a ser observado \u00e9 aquele previsto no contrato social, ou, em caso de omiss\u00e3o, o valor patrimonial apurado em balan\u00e7o de determina\u00e7\u00e3o, tomando-se por refer\u00eancia a data da resolu\u00e7\u00e3o e avaliando-se bens e direitos do ativo, tang\u00edveis e intang\u00edveis, a pre\u00e7o de sa\u00edda, al\u00e9m do passivo tamb\u00e9m a ser apurado de igual forma, conforme os arts. 604, \u00a7 3\u00ba, e 606, ambos do <a>C\u00f3digo de Processo Civil<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, <strong>o pagamento estabelecido no contrato \u00e9&nbsp;<em>ius dispositium<\/em><\/strong>&nbsp;(art. 1.031 do C\u00f3digo Civil). Nesse sentido, podem os s\u00f3cios disciplinar, no contrato social, a forma como se efetivar\u00e1 o pagamento dos haveres ao s\u00f3cio que se retirou da sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de o contrato social poder dispor de forma diversa \u00e0 previs\u00e3o legal<strong>, a jurisprud\u00eancia tem se firmado no sentido de n\u00e3o se admitir um mero levantamento cont\u00e1bil para apura\u00e7\u00e3o de haveres, devendo-se proceder a um balan\u00e7o real, f\u00edsico e econ\u00f4mico, mas n\u00e3o necessariamente que projete os lucros futuros da sociedade<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso porque a base de c\u00e1lculo dos haveres \u00e9 o patrim\u00f4nio da sociedade. Assim, aqueles valores que ainda n\u00e3o o haviam integrado n\u00e3o podem ser repartidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, omisso o contrato social relativamente \u00e0 quantifica\u00e7\u00e3o do reembolso (se abarca o lucro futuro da sociedade, ou n\u00e3o), observa-se a regra geral de apura\u00e7\u00e3o de haveres segundo a qual o s\u00f3cio n\u00e3o pode, na dissolu\u00e7\u00e3o parcial da sociedade, receber valor diverso (nem maior nem menor) do que receberia, como partilha, na dissolu\u00e7\u00e3o total, verificada t\u00e3o somente naquele momento.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>5.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Na dissolu\u00e7\u00e3o parcial da sociedade, omisso o contrato social quanto ao montante a ser reembolsado pela participa\u00e7\u00e3o social e quanto \u00e0 possibilidade de inclus\u00e3o de lucro futuro, aplica-se a regra geral de apura\u00e7\u00e3o de haveres, em que o s\u00f3cio n\u00e3o receber\u00e1 valor diverso do que receberia, como partilha, na dissolu\u00e7\u00e3o total.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-im-possibilidade-do-comodante-ser-onerado-pelas-despesas-ordinarias-da-coisa-no-contrato-de-comodato\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade do comodante ser onerado pelas despesas ordin\u00e1rias da coisa no contrato de comodato<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No contrato de comodato, n\u00e3o poder\u00e1 o comodante ser onerado pelas despesas ordin\u00e1rias da coisa, exceto em caso de consentimento expresso.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no AREsp 1.657.468-SP, Rel. Ministro Jo\u00e3o Ot\u00e1vio de Noronha, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 21\/8\/2023, DJe 23\/8\/2023. (Info 785)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>6.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creide reside em im\u00f3vel de propriedade de Craudio, no regime de comodato por tempo determinado, definido ap\u00f3s processo judicial. Ap\u00f3s algum tempo, Craudio ajuizou a\u00e7\u00e3o por meio da qual requereu que fosse declarada a obriga\u00e7\u00e3o jur\u00eddica da r\u00e9 ao pagamento do IPTU e ao ressarcimento dos valores j\u00e1 pagos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em defesa, Creide sustenta que o art. 582 do CC restringe a responsabilidade do comodat\u00e1rio \u00e0s despesas ordin\u00e1rias pr\u00f3prias da manuten\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel, entre as quais n\u00e3o se encontra o IPTU.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CC:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 582. O comodat\u00e1rio \u00e9 obrigado a conservar, como se sua pr\u00f3pria fora, a coisa emprestada, n\u00e3o podendo us\u00e1-la sen\u00e3o de acordo com o contrato ou a natureza dela, sob pena de responder por perdas e danos. O comodat\u00e1rio constitu\u00eddo em mora, al\u00e9m de por ela responder, pagar\u00e1, at\u00e9 restitu\u00ed-la, o aluguel da coisa que for arbitrado pelo comodante.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-comodatario-creide-paga-ou-nao-paga\"><a>6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Comodat\u00e1rio (Creide) paga ou n\u00e3o paga?<\/a>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Ah, se paga!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nos termos do art. 582 do CC, \u00e9 dever do comodat\u00e1rio arcar com as despesas decorrentes do uso e gozo da coisa emprestada, assim como conservar o bem como se fosse seu.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sendo o comodato esp\u00e9cie de contrato gratuito, n\u00e3o poder\u00e1 o comodante ser onerado pelas despesas ordin\u00e1rias da coisa, exceto em caso de consentimento expresso, o que, no presente caso, n\u00e3o ocorreu.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nessa linha de pensamento, o Superior Tribunal de Justi\u00e7a tamb\u00e9m j\u00e1 decidiu no sentido de <strong>que compete ao comodat\u00e1rio o pagamento das despesas ordin\u00e1rias para a conserva\u00e7\u00e3o normal e manuten\u00e7\u00e3o regular da coisa emprestada<\/strong> (REsp 249.925\/RJ, relatora Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 23\/11\/2000, DJe 12\/2\/2001).<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, n\u00e3o h\u00e1 falar em enriquecimento il\u00edcito. Ao contr\u00e1rio, admitir que o comodante arque com as despesas decorrentes do uso e gozo da coisa de que o comodat\u00e1rio gratuitamente usufrui implicaria enriquecimento sem causa do \u00faltimo, o que \u00e9 VEDADO pelo art. 884 do C\u00f3digo Civil.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>6.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>No contrato de comodato, n\u00e3o poder\u00e1 o comodante ser onerado pelas despesas ordin\u00e1rias da coisa, exceto em caso de consentimento expresso.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-civil\"><a>DIREITO PROCESSUAL CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-alteracao-do-valor-da-causa-apos-acolhimento-do-pedido-em-sentenca-para-majorar-a-base-de-calculo-dos-honorarios-de-sucumbencia\"><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Altera\u00e7\u00e3o do valor da causa ap\u00f3s acolhimento do pedido em senten\u00e7a para majorar a base de c\u00e1lculo dos honor\u00e1rios de sucumb\u00eancia<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Se a parte autora indica, na peti\u00e7\u00e3o inicial, valor da causa incompat\u00edvel com o proveito econ\u00f4mico pretendido, n\u00e3o pode, ap\u00f3s o acolhimento do pedido em senten\u00e7a, postular a altera\u00e7\u00e3o da quantia por ela mesmo alegada, com o fim de majorar a base de c\u00e1lculos de honor\u00e1rios de sucumb\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no AREsp 1.901.349-GO, Rel. Ministro Raul Ara\u00fajo, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 21\/8\/2023, DJe 25\/8\/2023. (Info 785)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>7.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>H\u00f3rus Ltda (em recupera\u00e7\u00e3o judicial), representada por advogado, atribuiu ao incidente de impugna\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito o m\u00f3dico valor de R$ 1 mil, apesar de o cr\u00e9dito alcan\u00e7ar valor superior a R$ 39 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando do julgamento em segundo grau e ap\u00f3s o acolhimento do pedido em senten\u00e7a, a empresa (ou seu advogado) interp\u00f4s embargos declarat\u00f3rios requerendo a altera\u00e7\u00e3o do valor da causa com o fim de majorar a base de c\u00e1lculos de honor\u00e1rios de sucumb\u00eancia, apontando que o valor apontado inicialmente fora um \u201cequ\u00edvoco\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-possivel-a-alteracao\"><a>7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel a altera\u00e7\u00e3o?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Era s\u00f3 o que faltava&#8230;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia consiste em definir se o autor, ou o advogado que o representa, pode, ap\u00f3s atribuir \u00e0 causa valor meramente estimativo e sem nenhuma correspond\u00eancia com o vultoso proveito econ\u00f4mico pretendido, postular para que o Tribunal de segundo grau proceda \u00e0 altera\u00e7\u00e3o do valor da demanda, a fim de majorar a base de c\u00e1lculo dos honor\u00e1rios de sucumb\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 certo que <strong>h\u00e1 muitos precedentes do Superior Tribunal de Justi\u00e7a apontando que constitui poder do magistrado determinar, at\u00e9 mesmo de of\u00edcio, a corre\u00e7\u00e3o do valor da causa, para que possa exprimir, de forma adequada, o proveito econ\u00f4mico pretendido.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, segundo a narrativa, foi a pr\u00f3pria parte (em recupera\u00e7\u00e3o judicial), j\u00e1 representada por advogado, quem atribuiu ao incidente de impugna\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito o m\u00f3dico valor de R$ 1.000,00 (mil reais), apesar de o cr\u00e9dito alcan\u00e7ar valor superior a R$ 39.000.000,00 (trinta e nove milh\u00f5es de reais), <strong>certamente com o objetivo de pagar custas menores e de prevenir grandes perdas, na hip\u00f3tese de insucesso da impugna\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que os honor\u00e1rios, nesse cen\u00e1rio, seriam fixados em valores baixos ou suport\u00e1veis<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante disso, a pretens\u00e3o do advogado da autora para corrigir o valor da causa apenas em embargos de declara\u00e7\u00e3o opostos em segundo grau caracteriza n\u00edtida viola\u00e7\u00e3o ao princ\u00edpio da boa-f\u00e9 processual, tendo em vista que <strong>esperou a \u00faltima fase do procedimento nas inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias &#8211; isto \u00e9, apenas ap\u00f3s ter certeza da proced\u00eancia da demanda &#8211; para apontar que a pr\u00f3pria parte teria se equivocado.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A postura do advogado subscritor da peti\u00e7\u00e3o inicial do incidente de impugna\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito, caracteriza n\u00edtida tentativa de se valer da pr\u00f3pria torpeza, al\u00e9m de caracterizar comportamento contradit\u00f3rio (<em>tu quoque<\/em>&nbsp;ou atos pr\u00f3prios), devendo ser <strong>RECHA\u00c7ADA<\/strong> pelo Poder Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Se a parte autora indica, na peti\u00e7\u00e3o inicial, valor da causa incompat\u00edvel com o proveito econ\u00f4mico pretendido, n\u00e3o pode, ap\u00f3s o acolhimento do pedido em senten\u00e7a, postular a altera\u00e7\u00e3o da quantia por ela mesmo alegada, com o fim de majorar a base de c\u00e1lculos de honor\u00e1rios de sucumb\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-abrangencia-da-eficacia-subjetiva-da-sentenca-coletiva\"><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Abrang\u00eancia da efic\u00e1cia subjetiva da senten\u00e7a coletiva<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A efic\u00e1cia subjetiva da senten\u00e7a coletiva abrange os substitu\u00eddos domiciliados em todo o territ\u00f3rio nacional desde que proposta por entidade associativa de \u00e2mbito nacional, em desfavor da Uni\u00e3o, na Justi\u00e7a Federal do Distrito Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no AREsp 2.122.178-SP, Rel. Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 21\/8\/2023, DJe 24\/8\/2023. (Info 785)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>8.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma a\u00e7\u00e3o coletiva, a Unafisco interp\u00f4s recurso especial no qual sustenta a inaplicabilidade do tema 499 do STF, uma vez que ajuizada a demanda com base na legitima\u00e7\u00e3o extraordin\u00e1ria por substitui\u00e7\u00e3o processual, bem como na aus\u00eancia de territorialidade nas a\u00e7\u00f5es coletivas nos moldes do Tema 1.075 do STF.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-e-possivel-a-acao-coletiva-ter-eficacia-em-todo-o-territorio-nacional\"><a>8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 poss\u00edvel a a\u00e7\u00e3o coletiva ter efic\u00e1cia em todo o territ\u00f3rio nacional<\/a>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Se a a\u00e7\u00e3o for ajuizada por entidade de \u00e2mbito nacional&#8230;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal &#8211; STF, em julgamento realizado pela sistem\u00e1tica da repercuss\u00e3o geral, fixou a tese de que &#8220;<strong>a efic\u00e1cia subjetiva da coisa julgada formada a partir de a\u00e7\u00e3o coletiva, de rito ordin\u00e1rio, ajuizada por associa\u00e7\u00e3o civil na defesa de interesses dos associados, somente alcan\u00e7a os filiados, residentes no \u00e2mbito da jurisdi\u00e7\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o julgador, que o fossem em momento anterior ou at\u00e9 a data da propositura da demanda, constantes da rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica juntada \u00e0 inicial do processo de conhecimento<\/strong>&#8220;. Nesse sentido, veja-se o seguinte precedente:<\/p>\n\n\n\n<p>PROCESSO CIVIL. EXECU\u00c7\u00c3O INDIVIDUAL DE SENTEN\u00c7A COLETIVA. A\u00c7\u00c3O COLETIVA ORDIN\u00c1RIA PROPOSTA POR ASSOCIA\u00c7\u00c3O. LIMITA\u00c7\u00c3O TERRITORIAL DOS EFEITOS DA DECIS\u00c3O. TEMA N. 499 DO STF. RECURSO ESPECIAL PROVIDO PARA RECONHECER A ILEGIMIDADE DE EXEQUENTE N\u00c3O ABRANGIDO PELA LIMITA\u00c7\u00c3O TERRITORIAL. AGRAVO INTERNO. DECIS\u00c3O MANTIDA. [&#8230;] IV &#8211; A Suprema Corte, no julgamento do RE n. 612.043\/PR (Tema n. 499), em regime de repercuss\u00e3o geral, fixou o entendimento no sentido de que a efic\u00e1cia subjetiva da coisa julgada, formada a partir de a\u00e7\u00e3o coletiva, de rito ordin\u00e1rio, ajuizada por associa\u00e7\u00e3o civil na defesa de interesses dos associados, somente alcan\u00e7a os filiados, residentes no \u00e2mbito da jurisdi\u00e7\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o julgador, que o fossem em momento anterior ou at\u00e9 a data da propositura da demanda, constantes da rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica juntada \u00e0 inicial do processo de conhecimento. V &#8211; Nessa linha, est\u00e1 bem delimitado e evidenciado no referido ac\u00f3rd\u00e3o do STF que a tese relativa \u00e0 limita\u00e7\u00e3o territorial dos efeitos da decis\u00e3o coletiva diz respeito apenas \u00e0s a\u00e7\u00f5es coletivas de rito ordin\u00e1rio, ajuizadas por associa\u00e7\u00e3o civil, que agem em representa\u00e7\u00e3o processual, n\u00e3o se estendendo tal entendimento aos sindicatos, que agem na condi\u00e7\u00e3o de substitutos processuais, nem a outras esp\u00e9cies de a\u00e7\u00f5es coletivas, como, por exemplo, o mandado de seguran\u00e7a coletivo ou a a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica. [&#8230;] (AgInt no REsp n. 1.993.350\/RN, relator Ministro Francisco Falc\u00e3o, Segunda Turma, julgado em 19\/9\/2022, DJe de 21\/9\/2022.).<\/p>\n\n\n\n<p>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a &#8211; STJ entende que a efic\u00e1cia subjetiva da senten\u00e7a coletiva abrange os substitu\u00eddos domiciliados em todo o territ\u00f3rio nacional desde que proposta por entidade associativa de \u00e2mbito nacional, em desfavor da Uni\u00e3o, na Justi\u00e7a Federal do Distrito Federal. Confira-se o precedente:<\/p>\n\n\n\n<p>PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVOS REGIMENTAIS NOS EMBARGOS DE DECLARA\u00c7\u00c3O NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. A\u00c7\u00c3O COLETIVA. LIMITA\u00c7\u00c3O SUBJETIVA. ART. 2\u00ba-A DA LEI 9.494\/97. A\u00c7\u00c3O PROPOSTA NO DISTRITO FEDERAL CONTRA A UNI\u00c3O POR ENTIDADE ASSOCIATIVA DE \u00c2MBITO NACIONAL. EFIC\u00c1CIA SUBJETIVA DA SENTEN\u00c7A COLETIVA A TODOS OS SUBSTITU\u00cdDOS DOMICILIADOS NO TERRIT\u00d3RIO NACIONAL. CORRE\u00c7\u00c3O MONET\u00c1RIA A PARTIR DE 29\/6\/2009. IPCA. DECLARA\u00c7\u00c3O DE INCONSTITUCIONALIDADE. APLICA\u00c7\u00c3O DE IMEDIATO. PEND\u00caNCIA DE MODULA\u00c7\u00c3O DOS EFEITOS. SOBRESTAMENTO. DESNECESSIDADE. 1. A jurisprud\u00eancia desta Corte se firmou no sentido de que a senten\u00e7a proferida em a\u00e7\u00e3o coletiva somente surte efeito nos limites da compet\u00eancia territorial do \u00f3rg\u00e3o que a proferiu e exclusivamente em rela\u00e7\u00e3o aos substitu\u00eddos processuais que ali eram domiciliados \u00e0 \u00e9poca da propositura da demanda. Aplica\u00e7\u00e3o do disposto no art. 2\u00ba-A da Lei n. 9.494\/1997. Precedentes. 2. A efic\u00e1cia subjetiva da senten\u00e7a coletiva abrange os substitu\u00eddos domiciliados em todo o territ\u00f3rio nacional desde que: 1) proposta por entidade associativa de \u00e2mbito nacional; 2) contra a Uni\u00e3o; e 3) no Distrito Federal. Interpreta\u00e7\u00e3o do art. 2\u00ba-A da Lei n. 9.494\/1997 \u00e0 luz do disposto no \u00a7 2\u00ba do art. 109, \u00a7 1\u00ba do art. 18 e inciso XXI do art. 5\u00ba, todos da CF. [&#8230;](AgRg nos EDcl no AgRg no Ag n. 1.424.442\/DF, relator Ministro Benedito Gon\u00e7alves, Primeira Turma, julgado em 20\/3\/2014, DJe de 28\/3\/2014).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A efic\u00e1cia subjetiva da senten\u00e7a coletiva abrange os substitu\u00eddos domiciliados em todo o territ\u00f3rio nacional desde que proposta por entidade associativa de \u00e2mbito nacional, em desfavor da Uni\u00e3o, na Justi\u00e7a Federal do Distrito Federal.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-requisitos-para-a-aplicacao-do-art-1-025-do-cpc-2015-e-para-o-conhecimento-das-alegacoes-da-parte-em-sede-de-recurso-especial\"><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Requisitos para a aplica\u00e7\u00e3o do art. 1.025 do CPC\/2015 e para o conhecimento das alega\u00e7\u00f5es da parte em sede de recurso especial<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>EMBARGOS DECLARAT\u00d3RIOS NO AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para a aplica\u00e7\u00e3o do art. 1.025 do CPC\/2015 e para o conhecimento das alega\u00e7\u00f5es da parte em sede de recurso especial, \u00e9 necess\u00e1rio: a) a oposi\u00e7\u00e3o dos embargos de declara\u00e7\u00e3o na Corte de origem; b) a indica\u00e7\u00e3o de viola\u00e7\u00e3o do art. 1.022 do CPC\/2015 no recurso especial; e, c) a mat\u00e9ria deve ser: i) alegada nos embargos de declara\u00e7\u00e3o opostos; ii) devolvida a julgamento ao Tribunal&nbsp;a quo&nbsp;e; iii) relevante e pertinente com a mat\u00e9ria.<\/p>\n\n\n\n<p>EDcl no AgInt no AREsp 2.222.062-DF, Rel. Ministro Francisco Falc\u00e3o, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 21\/8\/2023, DJe 23\/8\/2023. (Info 785)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>9.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Trata-se de recurso no qual se discutem os requisitos para a aplica\u00e7\u00e3o do art. 1.025 do CPC\/2015 e para o conhecimento das alega\u00e7\u00f5es da parte em sede de recurso especial.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>9.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.022. Cabem embargos de declara\u00e7\u00e3o contra qualquer decis\u00e3o judicial para:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I &#8211; esclarecer obscuridade ou eliminar contradi\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>II &#8211; suprir omiss\u00e3o de ponto ou quest\u00e3o sobre o qual devia se pronunciar o juiz de of\u00edcio ou a requerimento;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>III &#8211; corrigir erro material.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Par\u00e1grafo \u00fanico. Considera-se omissa a decis\u00e3o que:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I &#8211; deixe de se manifestar sobre tese firmada em julgamento de casos repetitivos ou em incidente de assun\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia aplic\u00e1vel ao caso sob julgamento;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>II &#8211; incorra em qualquer das condutas descritas no&nbsp;art. 489, \u00a7 1\u00ba&nbsp;.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.025. Consideram-se inclu\u00eddos no ac\u00f3rd\u00e3o os elementos que o embargante suscitou, para fins de pr\u00e9-questionamento, ainda que os embargos de declara\u00e7\u00e3o sejam inadmitidos ou rejeitados, caso o tribunal superior considere existentes erro, omiss\u00e3o, contradi\u00e7\u00e3o ou obscuridade.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-possivel-a-aplicacao-do-art-1-025-do-cpc\"><a>9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel a aplica\u00e7\u00e3o do art. 1.025 do CPC?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>SIM, desde que a) a oposi\u00e7\u00e3o dos embargos de declara\u00e7\u00e3o na Corte de origem; b) a indica\u00e7\u00e3o de viola\u00e7\u00e3o do art. 1.022 do CPC\/2015 no recurso especial; e, c) a mat\u00e9ria deve ser: i) alegada nos embargos de declara\u00e7\u00e3o opostos; ii) devolvida a julgamento ao Tribunal&nbsp;a quo&nbsp;e; iii) relevante e pertinente com a mat\u00e9ria!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se, em suma, de controv\u00e9rsia relacionada \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o do art. 1.025 do CPC, que assim disp\u00f5e: &#8220;Art. 1.025. Consideram-se inclu\u00eddos no ac\u00f3rd\u00e3o os elementos que o embargante suscitou, para fins de pr\u00e9-questionamento, ainda que os embargos de declara\u00e7\u00e3o sejam inadmitidos ou rejeitados, caso o tribunal superior considere existentes erro, omiss\u00e3o, contradi\u00e7\u00e3o ou obscuridade&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Cumpre registrar que a previs\u00e3o do art. 1.025 do C\u00f3digo de Processo Civil de 2015 n\u00e3o invalidou o enunciado n. 211 da S\u00famula do STJ (<strong>Inadmiss\u00edvel recurso especial quanto \u00e0 quest\u00e3o que, a despeito da oposi\u00e7\u00e3o de embargos declarat\u00f3rios, n\u00e3o foi apreciada pelo Tribunal&nbsp;<em>a quo<\/em><\/strong>).<\/p>\n\n\n\n<p>Para que o art. 1.025 do CPC\/2015 seja aplicado, e permita-se o conhecimento das alega\u00e7\u00f5es da parte recorrente, \u00e9 necess\u00e1rio que haja a oposi\u00e7\u00e3o dos embargos de declara\u00e7\u00e3o na Corte de origem (e. 211\/STJ) e indica\u00e7\u00e3o de viola\u00e7\u00e3o do art. 1.022 do CPC\/2015, no recurso especial (REsp n. 1.764.914\/SP, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 8\/11\/2018, DJe 23\/11\/2018). Al\u00e9m disso, a mat\u00e9ria deve ser: i) <strong>alegada nos embargos de declara\u00e7\u00e3o opostos<\/strong> (AgInt no REsp n. 1.443.520\/RS, relator Ministro Napole\u00e3o Nunes Maia Filho, Primeira Turma, julgado em 1\u00ba\/4\/2019, DJe 10\/4\/2019); ii) <strong>devolvida a julgamento ao Tribunal&nbsp;<em>a quo<\/em><\/strong>(AgRg no REsp n. 1.459.940\/SP, relatora Ministra Assusete Magalh\u00e3es, Segunda Turma, julgado em 24\/5\/2016, DJe 2\/6\/2016) e; iii) <strong>relevante e pertinente com a mat\u00e9ria<\/strong> (AgInt no AREsp n. 1.433.961\/SP, relator Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, julgado em 17\/9\/2019, DJe 24\/9\/2019).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>9.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Para a aplica\u00e7\u00e3o do art. 1.025 do CPC\/2015 e para o conhecimento das alega\u00e7\u00f5es da parte em sede de recurso especial, \u00e9 necess\u00e1rio: a) a oposi\u00e7\u00e3o dos embargos de declara\u00e7\u00e3o na Corte de origem; b) a indica\u00e7\u00e3o de viola\u00e7\u00e3o do art. 1.022 do CPC\/2015 no recurso especial; e, c) a mat\u00e9ria deve ser: i) alegada nos embargos de declara\u00e7\u00e3o opostos; ii) devolvida a julgamento ao Tribunal&nbsp;<em>a quo<\/em>&nbsp;e; iii) relevante e pertinente com a mat\u00e9ria.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-nbsp-im-possibilidade-de-penhora-quando-da-impugnacao-parcial-ao-cumprimento-de-sentenca\"><a>10.&nbsp; (Im)Possibilidade de penhora quando da impugna\u00e7\u00e3o parcial ao cumprimento de senten\u00e7a<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na impugna\u00e7\u00e3o parcial ao cumprimento de senten\u00e7a, \u00e9 direito da parte exequente prosseguir com os atos execut\u00f3rios sobre a parte incontroversa da d\u00edvida, inclusive com realiza\u00e7\u00e3o de penhora.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.077.121-GO, Rel. Ministro Marco Aur\u00e9lio Bellizze, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 8\/8\/2023, DJe 15\/8\/2023. (Info 785)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>10.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em um cumprimento de senten\u00e7a, Creiton apresentou o valor que entendia devido. A r\u00e9 Construmenos impugnou parcialmente tais valores, no entanto, reconhecendo parte do d\u00e9bito. O juiz, em raz\u00e3o do impasse quanto ao valor total da d\u00edvida executada, determinou a remessa dos autos \u00e0 per\u00edcia cont\u00e1bil.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda pendente o julgamento da impugna\u00e7\u00e3o, Creiton requereu que fosse realizada penhora de bens da executada. O Ju\u00edzo indeferiu o pedido e postergou o prosseguimento do cumprimento de senten\u00e7a, sob o fundamento de que n\u00e3o haveria qualquer preju\u00edzo \u00e0 parte exequente. Inconformado, Creiton interp\u00f4s sucessivos recursos nos quais afirma ter direito ao cumprimento parcial da senten\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o ao valor incontroverso.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>10.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-1-questao-juridica\"><a>10.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Processo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 525. Transcorrido o prazo previsto no&nbsp;art. 523&nbsp;sem o pagamento volunt\u00e1rio, inicia-se o prazo de 15 (quinze) dias para que o executado, independentemente de penhora ou nova intima\u00e7\u00e3o, apresente, nos pr\u00f3prios autos, sua impugna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 6\u00ba A apresenta\u00e7\u00e3o de impugna\u00e7\u00e3o n\u00e3o impede a pr\u00e1tica dos atos executivos, inclusive os de expropria\u00e7\u00e3o, podendo o juiz, a requerimento do executado e desde que garantido o ju\u00edzo com penhora, cau\u00e7\u00e3o ou dep\u00f3sito suficientes, atribuir-lhe efeito suspensivo, se seus fundamentos forem relevantes e se o prosseguimento da execu\u00e7\u00e3o for manifestamente suscet\u00edvel de causar ao executado grave dano de dif\u00edcil ou incerta repara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-2-possivel-o-cumprimento-parcial-inclusive-com-penhora\"><a>10.2.2. Poss\u00edvel o cumprimento parcial, inclusive com penhora?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Obviamente!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A impugna\u00e7\u00e3o ao cumprimento de senten\u00e7a n\u00e3o possui, como regra, efeito suspensivo,<\/strong> <strong>nada impedindo, portanto, que o Magistrado determine a pr\u00e1tica de atos executivos no patrim\u00f4nio do executado, inclusive os de expropria\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A exce\u00e7\u00e3o, contudo, \u00e9 quando o executado demonstrar a presen\u00e7a do&nbsp;<em>fumus boni iuris<\/em>, consistente na relev\u00e2ncia dos fundamentos apresentados na impugna\u00e7\u00e3o, e do&nbsp;<em>periculum in mora<\/em>, caso o prosseguimento da execu\u00e7\u00e3o seja suscet\u00edvel de causar dano grave de dif\u00edcil ou incerta repara\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de garantir o ju\u00edzo, por meio de penhora, cau\u00e7\u00e3o ou dep\u00f3sito.<\/p>\n\n\n\n<p>A prop\u00f3sito, \u00e9 o que disp\u00f5e o \u00a7 6\u00ba do art. 525 do C\u00f3digo de Processo Civil de 2015,&nbsp;<em>in verbis<\/em>: &#8220;A apresenta\u00e7\u00e3o de impugna\u00e7\u00e3o n\u00e3o impede a pr\u00e1tica dos atos executivos, inclusive os de expropria\u00e7\u00e3o, podendo o juiz, a requerimento do executado e desde que garantido o ju\u00edzo com penhora, cau\u00e7\u00e3o ou dep\u00f3sito suficientes, atribuir-lhe efeito suspensivo, se seus fundamentos forem relevantes e se o prosseguimento da execu\u00e7\u00e3o for manifestamente suscet\u00edvel de causar ao executado grave dano de dif\u00edcil ou incerta repara\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, <a>ap\u00f3s a apresenta\u00e7\u00e3o da impugna\u00e7\u00e3o ao cumprimento de senten\u00e7a, o Ju\u00edzo<em>&nbsp;a quo<\/em>, em raz\u00e3o do impasse quanto ao valor total da d\u00edvida executada, determinou a remessa dos autos \u00e0 per\u00edcia cont\u00e1bil para recalcular o d\u00e9bito. <\/a>O Magistrado, muito embora n\u00e3o tenha concedido o efeito suspensivo \u00e0 impugna\u00e7\u00e3o apresentada pelo executado, resolveu postergar o prosseguimento do cumprimento de senten\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 parte incontroversa, sob o fundamento de que n\u00e3o haveria qualquer preju\u00edzo \u00e0 parte exequente.<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre que, tratando-se de impugna\u00e7\u00e3o parcial ao cumprimento de senten\u00e7a, \u00e9 direito da parte exequente prosseguir com os atos execut\u00f3rios sobre a parte incontroversa da d\u00edvida, inclusive com realiza\u00e7\u00e3o de penhora, nos termos do que disp\u00f5e o art. 525, \u00a7 6\u00ba, do CPC.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, por se tratar de quantia INCONTROVERSA, <strong>n\u00e3o h\u00e1 raz\u00e3o para se postergar a execu\u00e7\u00e3o imediata, pois, ainda que a impugna\u00e7\u00e3o seja acolhida, n\u00e3o haver\u00e1 qualquer modifica\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao valor n\u00e3o impugnado pela parte devedora<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-3-resultado-final\"><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a>10.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Na impugna\u00e7\u00e3o parcial ao cumprimento de senten\u00e7a, \u00e9 direito da parte exequente prosseguir com os atos execut\u00f3rios sobre a parte incontroversa da d\u00edvida, inclusive com realiza\u00e7\u00e3o de penhora.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-nbsp-cabimento-da-presuncao-relativa-de-veracidade-dos-fatos-que-a-parte-adversa-pretendia-comprovar-com-a-juntada-dos-documentos-solicitados-na-exibicao-incidental-de-documentos\"><a>11.&nbsp; Cabimento da presun\u00e7\u00e3o relativa de veracidade dos fatos que a parte adversa pretendia comprovar com a juntada dos documentos solicitados na exibi\u00e7\u00e3o incidental de documentos<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em <a>exibi\u00e7\u00e3o incidental de documentos<\/a>, cabe a presun\u00e7\u00e3o relativa de veracidade dos fatos que a parte adversa pretendia comprovar com a juntada dos documentos solicitados, sendo que, no julgamento da lide, as consequ\u00eancias dessa veracidade ser\u00e3o avaliadas, em conjunto com as demais provas produzidas.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no AREsp 2.102.423-PR, Rel. Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 21\/8\/2023, DJe 24\/8\/2023. (Info 785)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>11.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma execu\u00e7\u00e3o movida pelo Banco Cobromesmo em face de Creide, houve o pedido incidental de exibi\u00e7\u00e3o de documentos \u2014 extratos banc\u00e1rios do per\u00edodo da d\u00edvida.<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre que tais documentos n\u00e3o foram exibidos, o que levou Creide a requerer a extin\u00e7\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o sob o argumento de iliquidez do t\u00edtulo, ante \u00e0 n\u00e3o juntada dos extratos que demonstrariam a evolu\u00e7\u00e3o da d\u00edvida.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>11.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-1-questao-juridica\"><a>11.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 400. Ao decidir o pedido, o juiz admitir\u00e1 como verdadeiros os fatos que, por meio do documento ou da coisa, a parte pretendia provar se:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I &#8211; o requerido n\u00e3o efetuar a exibi\u00e7\u00e3o nem fizer nenhuma declara\u00e7\u00e3o no prazo do&nbsp;art. 398&nbsp;;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>II &#8211; a recusa for havida por ileg\u00edtima.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Par\u00e1grafo \u00fanico. Sendo necess\u00e1rio, o juiz pode adotar medidas indutivas, coercitivas, mandamentais ou sub-rogat\u00f3rias para que o documento seja exibido.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-2-cabe-a-presuncao-relativa-de-veracidade\"><a>11.2.2. Cabe a presun\u00e7\u00e3o relativa de veracidade?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Aparentemente, SIM!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No caso, pretende-se a extin\u00e7\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o sob o argumento de iliquidez do t\u00edtulo, ante a n\u00e3o juntada dos extratos que demonstrariam a evolu\u00e7\u00e3o da d\u00edvida.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, ao realizar o&nbsp;<em>distinguishing<\/em>, a <strong>Corte local consignou que n\u00e3o h\u00e1 falar em iliquidez do t\u00edtulo, pois a n\u00e3o juntada dos extratos n\u00e3o enseja a extin\u00e7\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o, sobretudo porque a parte exequente juntou os contratos, os quais permitiram verificar a higidez do t\u00edtulo exequendo<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, &#8220;em exibi\u00e7\u00e3o incidental de documentos, cabe a presun\u00e7\u00e3o relativa de veracidade dos fatos que a parte adversa pretendia comprovar com a juntada dos documentos solicitados, nos termos do art. 359 do CPC\/1973 (atual art. 400 do CPC\/2015), sendo certo que, no julgamento da lide, as consequ\u00eancias dessa veracidade ser\u00e3o avaliadas, pelo Ju\u00edzo de origem, em conjunto com as demais provas produzidas nos autos&#8221; (AgInt no AREsp 1.646.587\/PR, Rel. Ministro Raul Ara\u00fajo, Quarta Turma, julgado em 24\/8\/2020, DJe 15\/9\/2020).<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, n\u00e3o h\u00e1 falar em iliquidez do t\u00edtulo executivo ante a n\u00e3o juntada dos extratos banc\u00e1rios, pois a presun\u00e7\u00e3o (relativa) da\u00ed decorrente pode ser afastada pelo \u00f3rg\u00e3o julgador, como no caso, em que os contratos celebrados foram juntados e permitiram aferir a higidez da execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-3-resultado-final\"><a>11.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Em exibi\u00e7\u00e3o incidental de documentos, cabe a presun\u00e7\u00e3o relativa de veracidade dos fatos que a parte adversa pretendia comprovar com a juntada dos documentos solicitados, sendo que, no julgamento da lide, as consequ\u00eancias dessa veracidade ser\u00e3o avaliadas, em conjunto com as demais provas produzidas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-nbsp-arbitramento-de-honorarios-advocaticios-quando-a-excecao-de-pre-executividade-apresentada-por-terceiro-em-acao-executiva-for-acolhida-levando-a-exclusao-deste-no-polo-passivo-da-execucao\"><a>12.&nbsp; Arbitramento de honor\u00e1rios advocat\u00edcios quando a exce\u00e7\u00e3o de pr\u00e9-executividade apresentada por terceiro em a\u00e7\u00e3o executiva for acolhida, levando \u00e0 exclus\u00e3o deste no polo passivo da execu\u00e7\u00e3o<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Quando a exce\u00e7\u00e3o de pr\u00e9-executividade apresentada por terceiro em a\u00e7\u00e3o executiva for acolhida, levando \u00e0 exclus\u00e3o deste no polo passivo da execu\u00e7\u00e3o, os honor\u00e1rios advocat\u00edcios devem ser fixados por equidade, nos termos do art. 85, \u00a7 8\u00ba, do CPC\/2015, uma vez que n\u00e3o se pode vincular a verba sucumbencial ao valor da causa dado na execu\u00e7\u00e3o, sendo inestim\u00e1vel o proveito econ\u00f4mico por ela auferido.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no REsp 1.739.095-PE, Rel. Ministro Raul Ara\u00fajo, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 14\/8\/2023, DJe 18\/8\/2023. (Info 785)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>12.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma execu\u00e7\u00e3o movida em face do Banco Cain, o relator deu provimento ao recurso especial para fixar os honor\u00e1rios de sucumb\u00eancia da exce\u00e7\u00e3o de pr\u00e9-executividade acolhida para excluir terceiro do polo passivo da demanda. O montante ficou em 10% do valor atualizado da execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformado, o banco interp\u00f4s agravo no qual sustenta que o valor do proveito econ\u00f4mico, na exce\u00e7\u00e3o de pr\u00e9-executividade, seria inestim\u00e1vel, nos termos do afirmado na senten\u00e7a, o que autorizaria a fixa\u00e7\u00e3o dos honor\u00e1rios pelo crit\u00e9rio da equidade, na forma do art. 85, \u00a7 8\u00ba, do CPC\/2015.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>12.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-1-questao-juridica\"><a>12.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 85. A senten\u00e7a condenar\u00e1 o vencido a pagar honor\u00e1rios ao advogado do vencedor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 8\u00ba Nas causas em que for inestim\u00e1vel ou irris\u00f3rio o proveito econ\u00f4mico ou, ainda, quando o valor da causa for muito baixo, o juiz fixar\u00e1 o valor dos honor\u00e1rios por aprecia\u00e7\u00e3o equitativa, observando o disposto nos incisos do \u00a7 2\u00ba.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-2-deve-ser-arbitrado-por-equidade\"><a>12.2.2. Deve ser arbitrado por equidade?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeap!!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nos termos da jurisprud\u00eancia do STJ, &#8220;<strong>a senten\u00e7a (ou o ato jurisdicional equivalente, na compet\u00eancia origin\u00e1ria dos tribunais), como ato processual que qualifica o nascedouro do direito \u00e0 percep\u00e7\u00e3o dos honor\u00e1rios advocat\u00edcios, deve ser considerada o marco temporal para a aplica\u00e7\u00e3o das regras fixadas pelo CPC\/2015<\/strong>&#8221; (EAREsp n. 1.255.986\/PR, Relator Ministro Luis Felipe Salom\u00e3o, Corte Especial, julgado em 20\/3\/2019, DJe de 6\/5\/2019).<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, a exce\u00e7\u00e3o de pr\u00e9-executividade foi apresentada pela esposa de um dos coobrigados foi acolhida. Isso levou \u00e0 exclus\u00e3o da esposa do polo passivo, mas n\u00e3o implicou a extin\u00e7\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o ou redu\u00e7\u00e3o do valor cobrado, uma vez que se manteve v\u00e1lida a fian\u00e7a no tocante \u00e0 codevedora.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, os honor\u00e1rios advocat\u00edcios devem ser fixados por equidade, nos termos do art. 85, \u00a7 8\u00ba, do CPC\/2015, uma vez que, n\u00e3o sendo a excipiente parte na a\u00e7\u00e3o executiva, n\u00e3o se pode vincular a verba sucumbencial ao valor da causa dado na execu\u00e7\u00e3o, sendo inestim\u00e1vel, no caso, o proveito econ\u00f4mico por ela auferido.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-3-resultado-final\"><a>12.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Quando a exce\u00e7\u00e3o de pr\u00e9-executividade apresentada por terceiro em a\u00e7\u00e3o executiva for acolhida, levando \u00e0 exclus\u00e3o deste no polo passivo da execu\u00e7\u00e3o, os honor\u00e1rios advocat\u00edcios devem ser fixados por equidade, nos termos do art. 85, \u00a7 8\u00ba, do CPC\/2015, uma vez que n\u00e3o se pode vincular a verba sucumbencial ao valor da causa dado na execu\u00e7\u00e3o, sendo inestim\u00e1vel o proveito econ\u00f4mico por ela auferido.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-previdenciario\"><a>DIREITO PREVIDENCI\u00c1RIO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-nbsp-tema-995-stf-como-obstativo-d-a-viabilidade-de-reconhecimento-do-direito-a-prestacao-previdenciaria-nas-hipoteses-em-que-atendidas-as-regras-de-concessao-em-momento-anterior-ao-ajuizamento-da-acao\"><a>13.&nbsp; Tema 995\/STF como obstativo d<\/a>a viabilidade de reconhecimento do direito \u00e0 presta\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria nas hip\u00f3teses em que atendidas as regras de concess\u00e3o em momento anterior ao ajuizamento da a\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DECLARAT\u00d3RIOS NO RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento fixado no tema repetitivo 995\/STJ n\u00e3o obstou a viabilidade de reconhecimento do direito \u00e0 presta\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria nas hip\u00f3teses em que atendidas as regras de concess\u00e3o em momento anterior ao ajuizamento da a\u00e7\u00e3o, apenas recha\u00e7ou-se a possibilidade de reafirma\u00e7\u00e3o da DER para a data de implemento dos requisitos correspondentes ao benef\u00edcio, devendo o termo inicial, nessa hip\u00f3tese, ser fixado na data da cita\u00e7\u00e3o v\u00e1lida do INSS.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt nos EDcl no REsp 2.004.888-RS, Rel. Ministro Gurgel de Faria, Rel. para ac\u00f3rd\u00e3o Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, por maioria, julgado em 22\/8\/2023, DJe 31\/8\/2023. (Info 785)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>13.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Craudio requereu aposentadoria administrativamente no INSS, o que foi inicialmente negado. Ajuizou ent\u00e3o a\u00e7\u00e3o com o mesmo objetivo. Ocorre que, em raz\u00e3o de fatos supervenientes ao ajuizamento da a\u00e7\u00e3o, entendeu que ent\u00e3o cumpria os requisitos e requereu a altera\u00e7\u00e3o da <strong>data de entrada do requerimento (DER)<\/strong> para recebimento do benef\u00edcio retroativo. O pedido foi negado.<\/p>\n\n\n\n<p>Em recurso, Craudio sustenta que a DER n\u00e3o foi reafirmada para data posterior ao t\u00e9rmino do processo administrativo e sim quando ainda estava em tramita\u00e7\u00e3o, de modo que o INSS tinha conhecimento da pretens\u00e3o de averba\u00e7\u00e3o de per\u00edodos de labor especial.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>13.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-1-questao-juridica\"><a>13.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 493. Se, depois da propositura da a\u00e7\u00e3o, algum fato constitutivo, modificativo ou extintivo do direito influir no julgamento do m\u00e9rito, caber\u00e1 ao juiz tom\u00e1-lo em considera\u00e7\u00e3o, de of\u00edcio ou a requerimento da parte, no momento de proferir a decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Par\u00e1grafo \u00fanico. Se constatar de of\u00edcio o fato novo, o juiz ouvir\u00e1 as partes sobre ele antes de decidir.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 933. Se o relator constatar a ocorr\u00eancia de fato superveniente \u00e0 decis\u00e3o recorrida ou a exist\u00eancia de quest\u00e3o apreci\u00e1vel de of\u00edcio ainda n\u00e3o examinada que devam ser considerados no julgamento do recurso, intimar\u00e1 as partes para que se manifestem no prazo de 5 (cinco) dias.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 1\u00ba Se a constata\u00e7\u00e3o ocorrer durante a sess\u00e3o de julgamento, esse ser\u00e1 imediatamente suspenso a fim de que as partes se manifestem especificamente.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 2\u00ba Se a constata\u00e7\u00e3o se der em vista dos autos, dever\u00e1 o juiz que a solicitou encaminh\u00e1-los ao relator, que tomar\u00e1 as provid\u00eancias previstas no&nbsp;caput&nbsp;e, em seguida, solicitar\u00e1 a inclus\u00e3o do feito em pauta para prosseguimento do julgamento, com submiss\u00e3o integral da nova quest\u00e3o aos julgadores.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-2-qual-o-termo-inicial-a-ser-observado\"><a>13.2.2. Qual o termo inicial a ser observado?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>O da CITA\u00c7\u00c3O v\u00e1lida do INSS!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia cinge-se em determinar se: (a) a aus\u00eancia de renova\u00e7\u00e3o da postula\u00e7\u00e3o administrativa caracteriza aus\u00eancia de interesse de agir, atraindo a aplica\u00e7\u00e3o do entendimento firmado no julgamento do Tema n. 350\/STF; e (b) a tese fixada no julgamento do Tema n. 995\/STJ impossibilita o reconhecimento do direito ao benef\u00edcio no caso de implemento dos requisitos em momento anterior \u00e0 propositura da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Tema n. 350\/STF, fixou orienta\u00e7\u00e3o segundo a qual <strong>a concess\u00e3o de benef\u00edcios previdenci\u00e1rios depende de pr\u00e9vio requerimento do interessado na seara administrativa, porquanto para configurar o interesse de agir \u00e9 preciso estar caracterizada a necessidade de ir a ju\u00edzo<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, para a configura\u00e7\u00e3o do interesse de agir, faz-se indispens\u00e1vel a demonstra\u00e7\u00e3o da necessidade da presta\u00e7\u00e3o jurisdicional para a satisfa\u00e7\u00e3o da pretens\u00e3o do autor.<\/p>\n\n\n\n<p>A reafirma\u00e7\u00e3o da DER \u00e9 um instituto t\u00edpico do Direito Processual Civil Previdenci\u00e1rio que ocorre quando se reconhece o direito a benef\u00edcio por fato superveniente ao requerimento administrativo, fixando-se a sua data de in\u00edcio (Data de In\u00edcio do Benef\u00edcio &#8211; DIB) para o momento do adimplemento dos requisitos legais.<\/p>\n\n\n\n<p>A Primeira Se\u00e7\u00e3o, no julgamento do <strong>Tema n. 995\/STJ, fixou orienta\u00e7\u00e3o segundo a qual \u00e9 poss\u00edvel a reafirma\u00e7\u00e3o da DER para o momento em que restarem implementados os requisitos para a concess\u00e3o do benef\u00edcio, mesmo que isso se d\u00ea no interst\u00edcio entre o ajuizamento da a\u00e7\u00e3o e a entrega da presta\u00e7\u00e3o jurisdicional nas inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias<\/strong>, nos termos dos artigos 493 e 933 do CPC\/2015, observada a causa de pedir.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sede de Embargos de Declara\u00e7\u00e3o, a Primeira Se\u00e7\u00e3o deliberou pela impossibilidade de reafirma\u00e7\u00e3o da DER para a data de implemento dos requisitos de concess\u00e3o quando o fato superveniente for posterior \u00e0 propositura da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Do julgado apontado \u00e9 poss\u00edvel extrair a compreens\u00e3o de que <strong>somente se poder\u00e1 admitir o reconhecimento dos efeitos financeiros desde o momento do implemento dos requisitos para a concess\u00e3o do benef\u00edcio quando o fato superveniente for posterior ao ajuizamento da a\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso significa que n\u00e3o se obstou a viabilidade de reconhecimento do direito \u00e0 presta\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria nas hip\u00f3teses em que atendidas as regras de concess\u00e3o em momento anterior ao ajuizamento da a\u00e7\u00e3o, apenas recha\u00e7ou-se a possibilidade de reafirma\u00e7\u00e3o da DER para a data de implemento dos requisitos correspondentes ao benef\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo,<strong> imp\u00f5e-se a fixa\u00e7\u00e3o do termo inicial, nessas hip\u00f3teses, na data da cita\u00e7\u00e3o v\u00e1lida do INSS.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-3-resultado-final\"><a>13.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O entendimento fixado no tema repetitivo 995\/STJ n\u00e3o obstou a viabilidade de reconhecimento do direito \u00e0 presta\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria nas hip\u00f3teses em que atendidas as regras de concess\u00e3o em momento anterior ao ajuizamento da a\u00e7\u00e3o, apenas recha\u00e7ou-se a possibilidade de reafirma\u00e7\u00e3o da DER para a data de implemento dos requisitos correspondentes ao benef\u00edcio, devendo o termo inicial, nessa hip\u00f3tese, ser fixado na data da cita\u00e7\u00e3o v\u00e1lida do INSS.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-penal\"><a>DIREITO PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-nbsp-consentimento-da-vitima-e-atipicidade-do-descumprimento-de-medida-protetiva\"><a>14.&nbsp; Consentimento da v\u00edtima e atipicidade do descumprimento de medida protetiva<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A aproxima\u00e7\u00e3o do r\u00e9u com o consentimento da v\u00edtima torna at\u00edpica a conduta de descumprir medida protetiva de urg\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no AREsp 2.330.912-DF, Rel. Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 22\/8\/2023, DJe 28\/8\/2023. (Info 785)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>14.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creosvalda requereu medida protetiva em desfavor de seu filho Crementino. Enquanto ainda v\u00e1lida a medida, Crementino veio a residir no mesmo lote, mas em casas distintas, tudo de acordo e com a autoriza\u00e7\u00e3o de Creosvalda.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda assim, o MP sustenta que para a configura\u00e7\u00e3o do crime basta a comprova\u00e7\u00e3o da conduta dolosa do acusado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>14.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-1-questao-juridica\"><a>14.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 11.340\/2006:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 24-A. Descumprir decis\u00e3o judicial que defere medidas protetivas de urg\u00eancia previstas nesta Lei:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Pena \u2013 deten\u00e7\u00e3o, de 3 (tr\u00eas) meses a 2 (dois) anos.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 1\u00ba A configura\u00e7\u00e3o do crime independe da compet\u00eancia civil ou criminal do juiz que deferiu as medidas.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 2\u00ba Na hip\u00f3tese de pris\u00e3o em flagrante, apenas a autoridade judicial poder\u00e1 conceder fian\u00e7a.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 3\u00ba O disposto neste artigo n\u00e3o exclui a aplica\u00e7\u00e3o de outras san\u00e7\u00f5es cab\u00edveis<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-2-conduta-atipica\"><a>14.2.2. Conduta at\u00edpica?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Aparentemente SIM!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Tribunal de origem afastou o argumento de causa supralegal de exclus\u00e3o de tipicidade asseverando que &#8220;No crime de descumprimento de medida protetiva de urg\u00eancia, o bem jur\u00eddico tutelado \u00e9 a administra\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a e, apenas indiretamente, a prote\u00e7\u00e3o da v\u00edtima. Trata-se, portanto, de bem indispon\u00edvel. O consentimento da v\u00edtima na aproxima\u00e7\u00e3o do agressor n\u00e3o tem o cond\u00e3o de afastar a tipicidade do fato&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Todavia, o entendimento adotado pelo Tribunal&nbsp;<em>a quo<\/em>&nbsp;n\u00e3o encontra amparo na jurisprud\u00eancia do STJ, pois <strong>o consentimento da v\u00edtima para aproxima\u00e7\u00e3o do r\u00e9u afasta eventual amea\u00e7a ou les\u00e3o ao bem jur\u00eddico tutelado pelo crime capitulado no art. 24-A da Lei n. 11.340\/2006<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, sendo incontroverso que a pr\u00f3pria v\u00edtima permitiu a aproxima\u00e7\u00e3o do r\u00e9u, autorizando-o a residir com ela no mesmo lote residencial, em casas distintas, \u00e9 de se reconhecer a atipicidade da conduta.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, &#8220;Ainda que efetivamente tenha o acusado violado cautelar de n\u00e3o aproxima\u00e7\u00e3o da v\u00edtima, isto se deu com a autoriza\u00e7\u00e3o dela, de modo que n\u00e3o se verifica efetiva les\u00e3o e falta inclusive ao fato dolo de desobedi\u00eancia.&#8221; (HC 521.622\/SC, relator Ministro Nefi Cordeiro, Sexta Turma, DJe de 22\/11\/2019).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-3-resultado-final\"><a>14.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A aproxima\u00e7\u00e3o do r\u00e9u com o consentimento da v\u00edtima torna at\u00edpica a conduta de descumprir medida protetiva de urg\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-penal\"><a>DIREITO PROCESSUAL PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-nbsp-continuidade-do-foro-por-prerrogativa-de-funcao-referente-a-atos-praticados-durante-o-primeiro-mandato-quando-da-continuidade-entre-os-mandatos\"><a>15.&nbsp; Continuidade do foro por prerrogativa de fun\u00e7\u00e3o referente a atos praticados durante o primeiro mandato quando da continuidade entre os mandatos<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EM HABEAS CORPUS<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Havendo solu\u00e7\u00e3o de continuidade entre os mandatos, n\u00e3o exercidos de maneira ininterrupta, cessa o foro por prerrogativa de fun\u00e7\u00e3o referente a atos praticados durante o primeiro mandato.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no RHC 182.049-DF, Rel. Ministro Messod Azulay Neto, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 8\/8\/2023, DJe 16\/8\/2023. (Info 785)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>15.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Jos\u00e9, atualmente Senador da Rep\u00fablica, est\u00e1 sendo processado perante Ju\u00edzo de primeiro grau por supostos fatos criminosos praticados durante o exerc\u00edcio do mandato de Deputado Federal e em raz\u00e3o do cargo ocupado.<\/p>\n\n\n\n<p>Sua defesa impetrou HC no qual sustenta que, embora exer\u00e7a mandato distinto daquele ocupado \u00e0 \u00e9poca dos fatos pelos quais foi denunciado, tal circunst\u00e2ncia n\u00e3o afasta a compet\u00eancia do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar os autos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>15.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-2-1-e-agora-jose\"><a>15.2.1. E agora, Jos\u00e9?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Cessa o FPF relativo aos atos do primeiro mandato!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a jurisprud\u00eancia do STF e do STJ, &#8220;<strong>na hip\u00f3tese em que o delito seja praticado em um mandato e o r\u00e9u seja reeleito para o mesmo cargo, a continuidade do foro por prerrogativa de fun\u00e7\u00e3o restringe-se \u00e0s hip\u00f3teses em que os diferentes mandatos sejam exercidos em ordem sequencial e ininterrupta<\/strong> (Inq 4.127, Rel. Ministro Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, DJe 23\/11\/2018)&#8221; (RHC 111.781\/CE, Quinta Turma, Rel. Min. Ribeiro Dantas, DJe 01\/7\/2019).<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, constata-se que <strong>houve a quebra da necess\u00e1ria e indispens\u00e1vel continuidade do exerc\u00edcio do mandato pol\u00edtico para fins de prorroga\u00e7\u00e3o da compet\u00eancia<\/strong>, conforme \u00e9 exigido pelo Supremo Tribunal Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa linha, &#8220;[&#8230;] <strong>Havendo solu\u00e7\u00e3o de continuidade entre os mandatos, que n\u00e3o foram exercidos pelo r\u00e9u de maneira ininterrupta, cessa o foro por prerrogativa de fun\u00e7\u00e3o referente a atos praticados durante o primeiro deles. [&#8230;] &#8220;Praticado o crime em um mandato e existindo reelei\u00e7\u00e3o ao mesmo cargo, verifica-se a prorroga\u00e7\u00e3o do foro por prerrogativa de fun\u00e7\u00e3o acaso os diferentes mandatos sejam exercidos em ordem sequencial e ininterrupta<\/strong>.&#8221; (HC 529.095\/SC, Rel. Ministro Nefi Cordeiro, Terceira Se\u00e7\u00e3o, DJe 24\/11\/2020).<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, nos termos da jurisprud\u00eancia formada nas Cortes Superiores, considerando que houve solu\u00e7\u00e3o de continuidade no exerc\u00edcio dos cargos que poderiam atrair o foro por prerrogativa de fun\u00e7\u00e3o para o Supremo Tribunal Federal, evidencia-se o acerto do entendimento exarado pelo ac\u00f3rd\u00e3o questionado ao n\u00e3o remeter o feito para processamento e julgamento perante a Corte Suprema.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-2-2-resultado-final\"><a>15.2.2. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Havendo solu\u00e7\u00e3o de continuidade entre os mandatos, n\u00e3o exercidos de maneira ininterrupta, cessa o foro por prerrogativa de fun\u00e7\u00e3o referente a atos praticados durante o primeiro mandato.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-16-nbsp-requisitos-da-utilizacao-da-fundamentacao-nbsp-per-relationem-nbsp\"><a>16.&nbsp; Requisitos da utiliza\u00e7\u00e3o da fundamenta\u00e7\u00e3o&nbsp;<em>per relationem<\/em><\/a>&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>PROCESSO EM SEGREDO DE JUSTI\u00c7A<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Sob pena de nulidade, a utiliza\u00e7\u00e3o da fundamenta\u00e7\u00e3o&nbsp;per relationem&nbsp;demanda, ainda que concisamente, acr\u00e9scimos de fundamenta\u00e7\u00e3o pelo magistrado ou exposi\u00e7\u00e3o das premissas f\u00e1ticas que formaram sua convic\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 8\/8\/2023, DJe 15\/8\/2023. (Info 785)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-16-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>16.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma a\u00e7\u00e3o penal, o Minist\u00e9rio P\u00fablico solicitou a quebra de sigilo banc\u00e1rio do investigado, o que foi deferido pelo Magistrado singular, o qual se restringiu aos seguintes termos: &#8220;Defiro integralmente os pedidos formulados pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico nos termos da fundamenta\u00e7\u00e3o apresentada&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformada, a defesa do acusado sustenta a nulidade da decis\u00e3o em raz\u00e3o da aus\u00eancia de fundamenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Processo sob segredo de justi\u00e7a. Caso imaginado.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-16-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>16.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-16-2-1-nula-a-decisao\"><a>16.2.1. Nula a decis\u00e3o?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeap!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A jurisprud\u00eancia do STJ \u00e9 pac\u00edfica no sentido de que <strong>a fundamenta\u00e7\u00e3o&nbsp;<em>per relationem<\/em>&nbsp;&#8211; ou &#8220;aliunde&#8221; &#8211; demanda, ainda que concisamente, a aposi\u00e7\u00e3o de fundamenta\u00e7\u00e3o pelo magistrado ou exposi\u00e7\u00e3o das premissas f\u00e1ticas que formaram sua convic\u00e7\u00e3o para justificar a invas\u00e3o \u00e0 esfera privada do cidad\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, &#8220;\u00c9 nula a decis\u00e3o que apenas realiza remiss\u00e3o aos fundamentos de terceiros, desprovida de acr\u00e9scimo pessoal que indique o exame do pleito pelo julgador e clarifique suas raz\u00f5es de convencimento.&#8221; (AgRg no HC 741.194\/RS, relator Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, julgado em 13\/3\/2023).<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, <a>o Minist\u00e9rio P\u00fablico solicitou a quebra de sigilo banc\u00e1rio do investigado, no que foi deferida pelo Magistrado singular, que se restringiu aos seguintes termos: &#8220;Defiro integralmente os pedidos formulados pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico nos termos da fundamenta\u00e7\u00e3o apresentada&#8221;.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, n\u00e3o h\u00e1 como se considerar legal a decis\u00e3o que autorizou a quebra do sigilo banc\u00e1rio, motivo pelo qual deve ser anulada, bem como todas as provas obtidas a partir de tal dilig\u00eancia e as da\u00ed decorrentes, <strong>EXCETUADAS as independentes e n\u00e3o contaminadas.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-16-2-2-resultado-final\"><a>16.2.2. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Sob pena de nulidade, a utiliza\u00e7\u00e3o da fundamenta\u00e7\u00e3o&nbsp;<em>per relationem<\/em>&nbsp;demanda, ainda que concisamente, acr\u00e9scimos de fundamenta\u00e7\u00e3o pelo magistrado ou exposi\u00e7\u00e3o das premissas f\u00e1ticas que formaram sua convic\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-17-nbsp-requisitos-da-decisao-que-homologa-o-arquivamento-do-inquerito-que-apura-violencia-domestica-e-familiar-contra-a-mulher\"><a>17.&nbsp; Requisitos da decis\u00e3o que homologa o arquivamento do inqu\u00e9rito que apura viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a mulher<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO EM MANDADO DE SEGURAN\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A <a>decis\u00e3o que homologa o arquivamento do inqu\u00e9rito que apura viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a mulher <\/a>deve observar a devida dilig\u00eancia na investiga\u00e7\u00e3o e a observ\u00e2ncia de aspectos b\u00e1sicos do Protocolo para Julgamento com Perspectiva de G\u00eanero do Conselho Nacional de Justi\u00e7a, em especial quanto \u00e0 valora\u00e7\u00e3o da palavra da v\u00edtima, corroborada por outros ind\u00edcios probat\u00f3rios, que assume inquestion\u00e1vel import\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>RMS 70.338-SP, Rel. Ministra Laurita Vaz, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 22\/8\/2023. <a>(Info 785)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-17-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>17.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Craudete realizou dela\u00e7\u00e3o na qual narra que sofreu viol\u00eancia dom\u00e9stica. Ocorre que o MP requereu o arquivamento do inqu\u00e9rito correspondente, o que foi deferido pelo ju\u00edzo. Inconformada, Craudete requereu a remessa dos autos para revis\u00e3o do arquivamento pelo Procurador-Geral de Justi\u00e7a, o que foi igualmente indeferido pelo Ju\u00edzo de origem.<\/p>\n\n\n\n<p>Craudete ent\u00e3o impetrou mandado de seguran\u00e7a no Tribunal estadual, que denegou a ordem liminarmente por entender incab\u00edvel o MS por falta de direito l\u00edquido e certo. Em recurso, Crau sustenta que possui direito l\u00edquido e certo ao prosseguimento das investiga\u00e7\u00f5es, pois h\u00e1 ind\u00edcios suficientes de autoria e materialidade delitivas, inclusive diante das provas que foram apresentadas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-17-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>17.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-17-2-1-necessaria-maior-diligencia-antes-do-arquivamento\"><a>17.2.1. Necess\u00e1ria maior dilig\u00eancia antes do arquivamento?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Aparentemente, SIM!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Por aus\u00eancia de previs\u00e3o legal, a jurisprud\u00eancia majorit\u00e1ria do STJ compreende que <strong>a decis\u00e3o do Juiz singular que, a pedido do Minist\u00e9rio P\u00fablico, determina o arquivamento de inqu\u00e9rito policial, \u00e9 irrecorr\u00edvel<\/strong>. Todavia, em hip\u00f3teses EXCEPCIONAL\u00cdSSIMAS, nas quais h\u00e1 flagrante viola\u00e7\u00e3o a direito l\u00edquido e certo da v\u00edtima, o STJ tem admitido o manejo do mandado de seguran\u00e7a para impugnar a decis\u00e3o de arquivamento.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A admiss\u00e3o do mandado de seguran\u00e7a na esp\u00e9cie encontra fundamento no dever de assegurar \u00e0s v\u00edtimas de poss\u00edveis viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos, como ocorre nos casos de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a mulher, o direito de participa\u00e7\u00e3o em todas as fases da persecu\u00e7\u00e3o criminal, inclusive na etapa investigativa<\/strong>, conforme determina\u00e7\u00e3o da Corte Interamericana de Direitos Humanos em condena\u00e7\u00e3o proferida contra o Estado brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p>O exerc\u00edcio da a\u00e7\u00e3o penal em contextos de viol\u00eancia contra a mulher constitui verdadeiro instrumento para garantir a observ\u00e2ncia dos direitos humanos, devendo ser compreendido, \u00e0 luz do Direito Internacional dos Direitos Humanos, como parte integrante da obriga\u00e7\u00e3o do Estado brasileiro de garantir o livre e pleno exerc\u00edcio desses direitos a toda pessoa que esteja sujeita \u00e0 sua jurisdi\u00e7\u00e3o e de assegurar a exist\u00eancia de mecanismos judiciais eficazes para prote\u00e7\u00e3o contra atos que os violem, conforme se extrai dos arts. 1\u00ba e 25 da Conven\u00e7\u00e3o Americana sobre Direitos Humanos (Decreto n. 678\/1992) e do art. 7\u00ba, al\u00ednea&nbsp;<em>b<\/em>, da Conven\u00e7\u00e3o Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Viol\u00eancia contra a Mulher (Decreto n. 1.973\/1996).<\/p>\n\n\n\n<p>A Corte Interamericana de Direitos Humanos, ao proferir condena\u00e7\u00e3o contra o Brasil no caso Favela Nova Bras\u00edlia vs. Brasil, refor\u00e7ou que os pa\u00edses signat\u00e1rios da Conven\u00e7\u00e3o Americana t\u00eam o dever de, diante da not\u00edcia de viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos, agir com a devida dilig\u00eancia para promover uma investiga\u00e7\u00e3o s\u00e9ria, imparcial e efetiva do ocorrido, no \u00e2mbito das garantias do devido processo. Em especial, quanto ao arquivamento de inqu\u00e9ritos sem que houvesse pr\u00e9via investiga\u00e7\u00e3o empreendida com a devida dilig\u00eancia, a Corte Interamericana censurou a conduta do Poder Judici\u00e1rio brasileiro que, naquele caso, &#8220;n\u00e3o procedeu a um controle efetivo da investiga\u00e7\u00e3o e se limitou a manifestar estar de acordo com a Promotoria, o que foi decisivo para a impunidade dos fatos e a falta de prote\u00e7\u00e3o judicial dos familiares&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, no caso Barbosa de Souza e outros vs. Brasil, a Corte Interamericana novamente fez um alerta ao Poder Judici\u00e1rio Brasileiro, destacando que &#8220;a inefic\u00e1cia judicial frente a casos individuais de viol\u00eancia contra as mulheres propicia um ambiente de impunidade que facilita e promove a repeti\u00e7\u00e3o de fatos de viol\u00eancia em geral&#8221; e &#8220;envia uma mensagem segundo a qual a viol\u00eancia contra as mulheres pode ser tolerada e aceita, o que favorece sua perpetua\u00e7\u00e3o e a aceita\u00e7\u00e3o social do fen\u00f4meno, o sentimento e a sensa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a das mulheres, bem como sua persistente desconfian\u00e7a no sistema de administra\u00e7\u00e3o de justi\u00e7a&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, <strong>a palavra segura da v\u00edtima, aliada \u00e0 exist\u00eancia de laudo pericial constatando m\u00faltiplas les\u00f5es significativas e atestando que houve ofensa \u00e0 sua integridade corporal, formam um substrato probat\u00f3rio que n\u00e3o pode ser desprezado<\/strong>. Ainda que n\u00e3o se formasse a convic\u00e7\u00e3o pelo exerc\u00edcio imediato da a\u00e7\u00e3o penal, seria necess\u00e1rio, no m\u00ednimo, a busca por testemunhas ou outras informa\u00e7\u00f5es, a fim de melhor definir se existe, ou n\u00e3o, situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia contra a mulher.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, <strong>a decis\u00e3o que homologou o arquivamento do inqu\u00e9rito foi proferida sem que fosse empregada a devida dilig\u00eancia na investiga\u00e7\u00e3o<\/strong> e com inobserv\u00e2ncia de aspectos b\u00e1sicos do Protocolo para Julgamento com Perspectiva de G\u00eanero do Conselho Nacional de Justi\u00e7a, em especial quanto \u00e0 valora\u00e7\u00e3o da palavra da v\u00edtima, corroborada por outros ind\u00edcios probat\u00f3rios, que assume inquestion\u00e1vel import\u00e2ncia quando se discute viol\u00eancia contra a mulher.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante destacar que n\u00e3o se est\u00e1 estabelecendo nenhum ju\u00edzo valorativo acerca da veracidade, ou n\u00e3o, da narrativa f\u00e1tica apresentada pela recorrente, cuja apura\u00e7\u00e3o encontra-se em fase inicial e competir\u00e1 \u00e0s inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias no curso do devido processo legal. Constata-se, apenas, que a palavra de pessoa que se apresenta como v\u00edtima de viol\u00eancia dom\u00e9stica contra a mulher deve ser examinada com a seriedade e a dilig\u00eancia compat\u00edveis com os est\u00e2ndares nacionais e internacionais pr\u00f3prios da investiga\u00e7\u00e3o desse tipo de delito, o que n\u00e3o foi observado.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, o encerramento prematuro das investiga\u00e7\u00f5es, aliado \u00e0s manifesta\u00e7\u00f5es processuais inconsistentes nas inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias, denotam que n\u00e3o houve a devida dilig\u00eancia na apura\u00e7\u00e3o de poss\u00edveis viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos praticadas contra a v\u00edtima, em ofensa ao seu direito l\u00edquido e certo \u00e0 prote\u00e7\u00e3o judicial, o que lhe \u00e9 assegurado pelo art. 1\u00ba e 25 da Conven\u00e7\u00e3o Americana sobre Direitos Humanos, c.c. o art. 7\u00ba, al\u00ednea&nbsp;<em>b<\/em>, da Conven\u00e7\u00e3o Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Viol\u00eancia contra a Mulher.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-17-2-2-resultado-final\"><a>17.2.2. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o que homologa o arquivamento do inqu\u00e9rito que apura viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a mulher deve observar a devida dilig\u00eancia na investiga\u00e7\u00e3o e a observ\u00e2ncia de aspectos b\u00e1sicos do Protocolo para Julgamento com Perspectiva de G\u00eanero do Conselho Nacional de Justi\u00e7a, em especial quanto \u00e0 valora\u00e7\u00e3o da palavra da v\u00edtima, corroborada por outros ind\u00edcios probat\u00f3rios, que assume inquestion\u00e1vel import\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-8454f355-1014-4aa6-983c-72a517ff7707\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/09\/12075315\/stj-informativo-785-1.pdf\">stj-informativo-785-1<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/09\/12075315\/stj-informativo-785-1.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-8454f355-1014-4aa6-983c-72a517ff7707\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Informativo n\u00ba 785 do STJ\u00a0COMENTADO\u00a0saindo do forno (quentinho) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! 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