{"id":1274285,"date":"2023-09-05T23:23:16","date_gmt":"2023-09-06T02:23:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1274285"},"modified":"2023-09-05T23:23:18","modified_gmt":"2023-09-06T02:23:18","slug":"informativo-stf-1105-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1105-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STF 1105 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p>E aqui est\u00e1 o Informativo n\u00ba 1105 do STF\u00a0<strong>COMENTADO.\u00a0<\/strong>S\u00f3 para voc\u00ea que est\u00e1 ligad@ aqui\u00a0no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/09\/05232304\/stf-informativo-1105.pdf\" rel=\"sponsored nofollow\">DOWNLOAD do PDF<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_RSxo_zl12uA\"><div id=\"lyte_RSxo_zl12uA\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/RSxo_zl12uA\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/RSxo_zl12uA\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/RSxo_zl12uA\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-administrativo\"><a>DIREITO ADMINISTRATIVO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-lei-de-nbsp-improbidade-nbsp-administrativa-constitucionalidade-das-exigencias-e-penalidades-de-agentes-publicos-nbsp\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <em>Lei de&nbsp;<\/em><\/a><a><em>Improbidade<\/em><\/a><em>&nbsp;Administrativa: constitucionalidade das exig\u00eancias e penalidades de agentes p\u00fablicos<\/em><em>&nbsp;<\/em><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o constitucionais os dispositivos da Lei de Improbidade Administrativa (Lei 8.429\/1992 &#8211; LIA) que ampliam o conceito de agente p\u00fablico, imp\u00f5em obriga\u00e7\u00f5es no tocante \u00e0s informa\u00e7\u00f5es patrimoniais para posse e exerc\u00edcio do cargo, bem como preveem san\u00e7\u00f5es \u2014 independentemente das esferas penais, civis e administrativas \u2014 e o acompanhamento dos respectivos procedimentos administrativos pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico e pelo Tribunal de Contas.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 4.295\/DF, relator Ministro Marco Aur\u00e9lio, redator do ac\u00f3rd\u00e3o Ministro Gilmar Mendes, julgamento virtual finalizado em 21.8.2023 (Info 1105)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O Partido da Mobiliza\u00e7\u00e3o Nacional (PMN) ajuizou no STF a ADI n\u00ba 4295, questionando 13 artigos da Lei de Improbidade Administrativa (Lei n\u00ba 8.429\/92), por consider\u00e1-los excessivamente abrangentes e vagos. Segundo o PMN, a Lei 8.429\/92 exorbita ao regular as puni\u00e7\u00f5es para a pr\u00e1tica de improbidade administrativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Em especial, a legenda questiona:<\/p>\n\n\n\n<p>1. As disposi\u00e7\u00f5es que ampliam o conceito de agente p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>2. Os dispositivos que imp\u00f5em obriga\u00e7\u00f5es no tocante \u00e0s informa\u00e7\u00f5es patrimoniais para posse e exerc\u00edcio do cargo (tem de abrir o imposto de renda), bem como preveem san\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>3. A determina\u00e7\u00e3o de acompanhamento dos respectivos procedimentos administrativos pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico e pelo Tribunal de Contas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-tudo-certo-arnaldo\"><a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tudo certo, Arnaldo?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Segue o jogo!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A LIA, em seu artigo 2\u00ba, estende a condi\u00e7\u00e3o de agente p\u00fablico para os efeitos da lei a \u201ctodo aquele que exerce, ainda que transitoriamente ou sem remunera\u00e7\u00e3o, por elei\u00e7\u00e3o, nomea\u00e7\u00e3o, designa\u00e7\u00e3o, contrata\u00e7\u00e3o ou qualquer outra forma de investidura ou v\u00ednculo, mandato, cargo, emprego ou fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica\u201d, conflitaria com entendimento firmado pelo Plen\u00e1rio do STF no julgamento da Reclama\u00e7\u00e3o (RCL) 2138.<\/p>\n\n\n\n<p>O artigo 3\u00ba, por sua vez, estende os efeitos da lei aos que, mesmo n\u00e3o sendo agentes p\u00fablicos, induzam ou concorram para a pr\u00e1tica de ato de improbidade ou dele se beneficiem sob qualquer forma direta ou indireta.<\/p>\n\n\n\n<p>Nada a reparar aqui!<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme jurisprud\u00eancia do STF, <strong>\u00e9 poss\u00edvel o duplo regime sancionat\u00f3rio de agentes pol\u00edticos, \u00e0 exce\u00e7\u00e3o do Presidente da Rep\u00fablica.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A proibi\u00e7\u00e3o do respons\u00e1vel pelo ato de improbidade de contratar com o Poder P\u00fablico, ainda que por interm\u00e9dio de pessoa jur\u00eddica (LIA, art. 12, I, II e III), n\u00e3o viola o princ\u00edpio da incomunicabilidade das puni\u00e7\u00f5es (CF\/1988, art. 5\u00ba, XLV), pois, ao atuar ostensivamente no controle e direcionamento da atividade empresarial, evita fraude \u00e0 san\u00e7\u00e3o imposta.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A obrigatoriedade de todo agente p\u00fablico apresentar sua declara\u00e7\u00e3o de imposto de renda e proventos de qualquer natureza (LIA, art. 13) visa assegurar mecanismos de fiscaliza\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio de agentes p\u00fablicos<\/strong>, com o objetivo de resguardar a moralidade e o er\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>A intima\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico e do Tribunal de Contas (LIA, art.15) n\u00e3o fere o princ\u00edpio da separa\u00e7\u00e3o de Poderes. Em verdade, <strong>concretiza o princ\u00edpio da efici\u00eancia (CF\/1988, art. 37,&nbsp;caput), notadamente porque cabe ao&nbsp;Parquet \u2014&nbsp;como institui\u00e7\u00e3o essencial \u00e0 fun\u00e7\u00e3o jurisdicional do Estado \u2014 promover as medidas necess\u00e1rias \u00e0 garantia de sua miss\u00e3o constitucional e de suas respectivas fun\u00e7\u00f5es institucionais<\/strong> (CF\/1988, arts. 127 e 129).<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, a defesa da probidade administrativa n\u00e3o se restringe \u00e0 prote\u00e7\u00e3o do er\u00e1rio, sob o prisma patrimonial. Portanto, dada a desnecessidade de comprova\u00e7\u00e3o do dano ao patrim\u00f4nio p\u00fablico para a configura\u00e7\u00e3o de determinados atos de improbidade, inexiste a alegada viola\u00e7\u00e3o ao devido processo legal.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o&nbsp;Plen\u00e1rio,&nbsp;por maioria, conheceu em parte da a\u00e7\u00e3o e, nessa extens\u00e3o, a julgou improcedente, para declarar a constitucionalidade dos arts. 2\u00ba, 12 e seus incisos, 13, 15 e 21, I, todos da&nbsp;Lei 8.429\/1992.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-ambiental\"><a>DIREITO AMBIENTAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-lei-da-nbsp-biosseguranca-normas-de-seguranca-e-mecanismos-de-fiscalizacao-de-atividades-relacionadas-a-organismos-geneticamente-modificados-e-seus-derivados\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Lei da&nbsp;<\/a><a>Biosseguran\u00e7a<\/a>: normas de seguran\u00e7a e mecanismos de fiscaliza\u00e7\u00e3o de atividades relacionadas a organismos geneticamente modificados e seus derivados<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 formalmente constitucional \u2014 por n\u00e3o violar o sistema de reparti\u00e7\u00e3o de compet\u00eancias \u2014 lei editada pela Uni\u00e3o para regulamentar dispositivos da Constitui\u00e7\u00e3o que disp\u00f5em sobre o meio ambiente (CF\/1988, art. 225, \u00a7 1\u00ba, II, IV e V) e estabelecer normas de seguran\u00e7a e mecanismos de fiscaliza\u00e7\u00e3o de atividades que envolvam organismos geneticamente modificados (OGM) e seus derivados no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 3.526\/DF, relator Ministro Nunes Marques, redator do ac\u00f3rd\u00e3o Ministro Gilmar Mendes, julgamento virtual finalizado em 21.8.2023 (Info 1105)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A PGR ajuizou a ADI 3526 na qual contesta mais de 20 dispositivos da Lei de Biosseguran\u00e7a (Lei n\u00ba 11.105\/05) que estabelecem normas de seguran\u00e7a e mecanismos de fiscaliza\u00e7\u00e3o de atividades que envolvam organismos geneticamente modificados (OGMs) e seus derivados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O foco da ADI \u00e9 a compet\u00eancia atribu\u00edda \u00e0 Comiss\u00e3o T\u00e9cnica Nacional de Biosseguran\u00e7a (CTNBio), vinculada ao Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia e Tecnologia, em rela\u00e7\u00e3o aos transg\u00eanicos. Pela lei impugnada, cabe \u00e0 comiss\u00e3o &#8220;deliberar, em \u00faltima e definitiva inst\u00e2ncia, sobre os casos em que a atividade \u00e9 potencial ou efetivamente causadora de degrada\u00e7\u00e3o ambiental, bem como sobre a necessidade do licenciamento ambiental&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a PGR, tal atribui\u00e7\u00e3o fere o artigo 23 da Constitui\u00e7\u00e3o, segundo o qual \u00e9 compet\u00eancia comum da Uni\u00e3o, dos Estados, do Distrito Federal e dos munic\u00edpios proteger o meio ambiente e combater a polui\u00e7\u00e3o em qualquer de suas formas. Assim, n\u00e3o caberia aos munic\u00edpios e estados pedir autoriza\u00e7\u00e3o \u00e0 Uni\u00e3o para aplicar os instrumentos da Pol\u00edtica Nacional do Meio Ambiente (Lei n\u00ba 6938\/81), como o licenciamento ambiental.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-verifica-se-a-inconstitucionalidade-formal\"><a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Verifica-se a inconstitucionalidade formal?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooopsss!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No \u00e2mbito da compet\u00eancia legislativa concorrente, <strong>incumbe \u00e0 Uni\u00e3o editar normas gerais sobre prote\u00e7\u00e3o do meio ambiente, produ\u00e7\u00e3o, consumo e sa\u00fade p\u00fablica (CF\/1988, art. 24, V, VI e XII), ao passo que os estados elaboram apenas normas complementares com o objetivo de atender suas peculiaridades locais<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, as normas de seguran\u00e7a e mecanismos de fiscaliza\u00e7\u00e3o de atividades relativas a OGM imp\u00f5em tratamento uniforme no territ\u00f3rio nacional, com evidente preponder\u00e2ncia do interesse da Uni\u00e3o, de modo que inexiste qualquer inger\u00eancia no espa\u00e7o reservado aos estados, em especial porque n\u00e3o h\u00e1 como segmentar o tratamento do tema a partir de divisas geogr\u00e1ficas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>E quanto \u00e0 atua\u00e7\u00e3o da CTNBio???<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A vincula\u00e7\u00e3o do procedimento de licenciamento ambiental de OGM ao crivo t\u00e9cnico da Comiss\u00e3o T\u00e9cnica Nacional de Biosseguran\u00e7a (CTNBIo) n\u00e3o desrespeita o sistema de prote\u00e7\u00e3o ambiental (CF\/1988, art. 225) nem implica redu\u00e7\u00e3o do grau de tutela do meio ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A lei federal impugnada atribui \u00e0 CTNBIo<\/strong> \u2014 \u00f3rg\u00e3o t\u00e9cnico adequadamente estruturado e qualificado \u2014 <strong>a tarefa de analisar a necessidade de submiss\u00e3o de OGM a procedimento de licenciamento ambiental, circunst\u00e2ncia que concretiza o princ\u00edpio da precau\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, n\u00e3o h\u00e1 ofensa ao princ\u00edpio democr\u00e1tico, eis que h\u00e1 previs\u00e3o de realiza\u00e7\u00e3o de audi\u00eancia p\u00fablica, com garantia de participa\u00e7\u00e3o da sociedade civil, assim como estabelece, de modo similar, a pr\u00f3pria normatiza\u00e7\u00e3o do licenciamento ambiental.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por maioria, conheceu em parte da a\u00e7\u00e3o e, nessa extens\u00e3o, a julgou improcedente, para declarar a constitucionalidade da&nbsp;Lei 11.105\/2005.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-constitucional\"><a>DIREITO CONSTITUCIONAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-participacao-nbsp-do-ministerio-publico-em-operacoes-policiais-de-cumprimento-de-medidas-possessorias-de-carater-coletivo-nbsp\"><a><\/a><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Participa\u00e7\u00e3o<\/a>&nbsp;do Minist\u00e9rio P\u00fablico em opera\u00e7\u00f5es policiais de cumprimento de medidas possess\u00f3rias de car\u00e1ter coletivo&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional \u2014 por usurpar a prerrogativa legislativa conferida ao Procurador-Geral de Justi\u00e7a e ofender a autonomia e a independ\u00eancia do Minist\u00e9rio P\u00fablico (CF\/1988, arts. 127, \u00a7 2\u00ba; e 128, \u00a7 5\u00ba) \u2014 norma estadual, de iniciativa parlamentar, que disp\u00f5e sobre a atua\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico nas opera\u00e7\u00f5es policiais de cumprimento de medidas possess\u00f3rias de car\u00e1ter coletivo.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 3.238\/PE, relator Ministro Nunes Marques, julgamento virtual finalizado em 25.8.2023 (Info 1105)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A PGR ajuizou a ADI 3238 contra Lei Estadual (11.365\/960) que torna obrigat\u00f3ria a presen\u00e7a de integrante do Minist\u00e9rio P\u00fablico (MP) em opera\u00e7\u00f5es de execu\u00e7\u00e3o de ordem judicial ou administrativa de despejos que envolvam mais de cinq\u00fcenta pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p>A PGR sustenta que a norma fere os artigos 127, caput e par\u00e1grafo 2\u00ba, e 129, inciso IX, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal. Os dispositivos tratam das fun\u00e7\u00f5es essenciais do MP, assegurando ao \u00f3rg\u00e3o autonomia funcional e administrativa, e possibilidade de exercer outras fun\u00e7\u00f5es n\u00e3o previstas constitucionalmente desde que compat\u00edveis com sua finalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O procurador-geral registra na ADI que os membros do MP n\u00e3o est\u00e3o subordinados a nenhum \u00f3rg\u00e3o ou poder, seja o Executivo, o Judici\u00e1rio ou o Legislativo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-pode-o-legislador-estadual-dar-trabalho-ao-mp\"><a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Pode o legislador estadual dar trabalho ao MP<\/a>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Por iniciativa pr\u00f3pria? N\u00c3O!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A jurisprud\u00eancia do STF \u00e9 firme no sentido da <strong>coexist\u00eancia de leis gerais e espec\u00edficas na esfera estadual<\/strong>. A Lei Org\u00e2nica Nacional (Lei 8.625\/1993) estabelece normas gerais e garante a uniformidade entre os Minist\u00e9rios P\u00fablicos das unidades federadas (CF\/1988, art. 61, \u00a7 1\u00ba, II,&nbsp;<strong>d<\/strong>). A Lei Org\u00e2nica do estado, por sua vez, delimita, em lei complementar de iniciativa do Procurador-Geral de Justi\u00e7a, a organiza\u00e7\u00e3o, as atribui\u00e7\u00f5es e o estatuto de cada Minist\u00e9rio P\u00fablico (CF\/1988, arts. 127, \u00a7 2\u00ba; e 128, \u00a7 5\u00ba).<\/p>\n\n\n\n<p>Na esfera federal, <strong>o constituinte atribuiu ao Presidente da Rep\u00fablica e ao Procurador-Geral da Rep\u00fablica iniciativa concorrente para editar lei complementar dispondo sobre a organiza\u00e7\u00e3o, as atribui\u00e7\u00f5es e o estatuto do Minist\u00e9rio P\u00fablico da Uni\u00e3o, atual LC 75\/1993<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, no tocante \u00e0s referidas mat\u00e9rias, inexiste a possibilidade de proposi\u00e7\u00e3o legislativa de origem parlamentar, como ocorreu na esp\u00e9cie.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por maioria,&nbsp;julgou procedente a a\u00e7\u00e3o, para declarar a inconstitucionalidade da&nbsp;Lei 11.365\/1996 do Estado de Pernambuco.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-constitucional-0\"><a>DIREITO CONSTITUCIONAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-placas-nbsp-de-identificacao-de-veiculos-do-brasil-credenciamento-para-a-contratacao-dos-servicos-de-fabricacao-e-de-estampagem\"><a><\/a><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Placas<\/a>&nbsp;de Identifica\u00e7\u00e3o de Ve\u00edculos do Brasil: credenciamento para a contrata\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os de fabrica\u00e7\u00e3o e de estampagem<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional \u2014 pois n\u00e3o viola a seguran\u00e7a vi\u00e1ria (CF\/1988, art. 144, \u00a7 10, I e II), a exig\u00eancia de licita\u00e7\u00e3o para a presta\u00e7\u00e3o indireta de servi\u00e7os p\u00fablicos (CF\/1988, art. 175), ou pacto federativo e a autonomia dos estados-membros (CF\/1988, arts. 18 e 25, \u201ccaput\u201d e \u00a7 1\u00ba) \u2014 a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de fabrica\u00e7\u00e3o e de estampagem de Placas de Identifica\u00e7\u00e3o de Ve\u00edculos do Brasil (PIV) por empresas habilitadas mediante credenciamento.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 6.313\/DF, relator Ministro Alexandre de Moraes, julgamento virtual finalizado em 25.8.2023 (Info 1105)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Fabricantes de Placas Veiculares (Anfapv) ajuizou no STF a ADI 6313 contra a Resolu\u00e7\u00e3o 780\/2019 do Conselho Nacional de Tr\u00e2nsito (Contran), que estabelece o novo sistema de placas de identifica\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>O objeto da a\u00e7\u00e3o \u00e9 o artigo 10 da resolu\u00e7\u00e3o, que estabelece que a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de fabrica\u00e7\u00e3o e a estampagem das placas ser\u00e1 realizada por meio de credenciamento de empresas interessadas, sem licita\u00e7\u00e3o formal com todos os contornos. Segundo a associa\u00e7\u00e3o, o emplacamento se inclui na fiscaliza\u00e7\u00e3o de tr\u00e2nsito e \u00e9 servi\u00e7o p\u00fablico de titularidade dos entes federativos, por dizer respeito \u00e0 seguran\u00e7a p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-vale-o-mero-credenciamento\"><a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Vale o mero credenciamento<\/a>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Obviamente!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A execu\u00e7\u00e3o dos referidos servi\u00e7os constitui ato preparat\u00f3rio \u00e0 pr\u00e1tica de atos t\u00edpicos da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica (emplacamento mediante sistema informatizado e sua fiscaliza\u00e7\u00e3o), caracterizando-se como atividade econ\u00f4mica em sentido estrito (CF\/1988, art. 170). Por isso, <strong>pode ser validamente confiada a qualquer particular previamente credenciado pelos \u00f3rg\u00e3os executivos de tr\u00e2nsito dos entes federativos.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O credenciamento \u00e9 modalidade adotada quando a Administra\u00e7\u00e3o objetiva dispor da maior rede poss\u00edvel de prestadores de servi\u00e7os. Assim, a inviabilidade de competi\u00e7\u00e3o \u2014 que enseja a consequente inexigibilidade de licita\u00e7\u00e3o \u2014 n\u00e3o decorre da sua impossibilidade, mas da aus\u00eancia de interesse estatal em restringir o n\u00famero de contratados, de modo que qualquer um que preencha os requisitos estar\u00e1 apto a realizar o servi\u00e7o ou fornecer o produto.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, nos moldes do C\u00f3digo de Tr\u00e2nsito Brasileiro (Lei 9.503\/1997), cabe ao ente federal legislar sobre a fabrica\u00e7\u00e3o de placas (art. 115<strong>). Essa compet\u00eancia \u00e9 exercida pelo Conselho Nacional de Tr\u00e2nsito (CONTRAN) \u2014 \u00f3rg\u00e3o m\u00e1ximo normativo e consultivo do Sistema Nacional de Tr\u00e2nsito (art. 7\u00ba, I) \u2014, o qual estabelece o credenciamento como modalidade adequada<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou improcedente a a\u00e7\u00e3o, para assentar a constitucionalidade do art. 10 da&nbsp;Resolu\u00e7\u00e3o CONTRAN 780\/2019, norma posteriormente substitu\u00edda pela&nbsp;Resolu\u00e7\u00e3o CONTRAN 969\/2022.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-sistema-nbsp-eletronico-de-execucao-unificado-tramitacao-eletronica-de-execucao-penal-instituida-pelo-conselho-nacional-de-j-ustica-nbsp\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <em>Sistema&nbsp;Eletr\u00f4nico de Execu\u00e7\u00e3o Unificado: tramita\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica de execu\u00e7\u00e3o penal institu\u00edda pelo Conselho Nacional de J<\/em><\/a><a><\/a><em>usti\u00e7a<\/em>&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional a Resolu\u00e7\u00e3o CNJ 280\/2019 (com a reda\u00e7\u00e3o dada pela Resolu\u00e7\u00e3o CNJ 304\/2019),&nbsp;que estabelece diretrizes e par\u00e2metros para o processamento da execu\u00e7\u00e3o penal nos tribunais brasileiros e determina, entre outras provid\u00eancias, que todos os processos nessa fase processual tramitem pelo Sistema Eletr\u00f4nico de Execu\u00e7\u00e3o Unificado (SEEU).<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 6.259\/DF, relator Ministro Alexandre de Moraes, redator do ac\u00f3rd\u00e3o Ministro Dias Toffoli, julgamento virtual finalizado em 21.8.2023 (Info 1105)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A Mesa da Assembleia Legislativa do Estado de S\u00e3o Paulo (Alesp) ajuizou no STF a ADI 6259 contra a resolu\u00e7\u00e3o do CNJ que determina a tramita\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria de todos os processos de execu\u00e7\u00e3o penal pelo Sistema Eletr\u00f4nico de Execu\u00e7\u00e3o Unificado (SEEU) a partir de 31\/12. Segundo o Legislativo paulista, o CNJ, ao editar a Resolu\u00e7\u00e3o 280\/2019, violou o princ\u00edpio federativo e usurpou a compet\u00eancia da Uni\u00e3o e dos estados para legislar sobre direito penitenci\u00e1rio e procedimentos em mat\u00e9ria processual, al\u00e9m de afrontar os princ\u00edpios da separa\u00e7\u00e3o dos Poderes e do autogoverno dos Tribunais.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a Assembleia, a implanta\u00e7\u00e3o das determina\u00e7\u00f5es da resolu\u00e7\u00e3o acarretar\u00e1 s\u00e9rios preju\u00edzos ao funcionamento de \u00f3rg\u00e3os da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica estadual com atribui\u00e7\u00f5es na mat\u00e9ria, com \u201cinequ\u00edvoco risco de preju\u00edzo e perecimento de direitos\u201d. Em raz\u00e3o da inferioridade t\u00e9cnica e funcional do SEEU em rela\u00e7\u00e3o ao atual sistema estadual, a Alesp sustenta que haver\u00e1 inevit\u00e1vel atraso na aprecia\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios, indultos e pedidos de sa\u00edda provis\u00f3ria, fatores que geram tens\u00e3o na popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria e maior lentid\u00e3o no andamento dos processos de execu\u00e7\u00e3o criminal.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CF\/1988:<\/p>\n\n\n\n<p>CF\/1988:&nbsp;&nbsp;\u201cArt. 37. A administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica direta e indireta de qualquer dos Poderes da Uni\u00e3o, dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic\u00edpios obedecer\u00e1 aos princ\u00edpios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e efici\u00eancia e, tamb\u00e9m, ao seguinte:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 103-B. O Conselho Nacional de Justi\u00e7a comp\u00f5e-se de 15 (quinze) membros com mandato de 2 (dois) anos, admitida 1 (uma) recondu\u00e7\u00e3o, sendo: (&#8230;)&nbsp;\u00a7 4\u00ba Compete ao Conselho o controle da atua\u00e7\u00e3o administrativa e financeira do Poder Judici\u00e1rio e do cumprimento dos deveres funcionais dos ju\u00edzes, cabendo-lhe, al\u00e9m de outras atribui\u00e7\u00f5es que lhe forem conferidas pelo Estatuto da Magistratura:&nbsp;(Inclu\u00eddo pela Emenda Constitucional n\u00ba 45, de 2004)&nbsp;I &#8211; zelar pela autonomia do Poder Judici\u00e1rio e pelo cumprimento do Estatuto da Magistratura, podendo expedir atos regulamentares, no \u00e2mbito de sua compet\u00eancia, ou recomendar provid\u00eancias;&nbsp;(Inclu\u00eddo pela Emenda Constitucional n\u00ba 45, de 2004)\u201d<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-a-resolucao-e-inconstitucional\"><a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A resolu\u00e7\u00e3o \u00e9 inconstitucional?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooopssss!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O SEEU, enquanto sistema unificado de tramita\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica dos processos de execu\u00e7\u00e3o penal, \u00e9 um importante incremento na efici\u00eancia da atividade jurisdicional.<\/strong> Por isso, ele deve ser ESTIMULADO e PROMOVIDO pelo CNJ em sua miss\u00e3o de efetuar o controle administrativo do Poder Judici\u00e1rio, \u00e0 luz dos princ\u00edpios estabelecidos no art. 37 da CF\/1988.<\/p>\n\n\n\n<p>Em fun\u00e7\u00e3o de sua pr\u00f3pria natureza, o SEEU n\u00e3o interfere nos poderes administrativos do estado-membro relativos ao sistema penitenci\u00e1rio de sua responsabilidade. Ao contr\u00e1rio, representa a busca por uma pol\u00edtica p\u00fablica efetiva, que qualifica o sistema de justi\u00e7a no enfrentamento do grave estado de coisas inconstitucional do sistema penitenci\u00e1rio brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A efetiva implanta\u00e7\u00e3o de um sistema \u00fanico nacional informatizado permite ao Judici\u00e1rio a integra\u00e7\u00e3o com outras institui\u00e7\u00f5es e contribui para a efetiva\u00e7\u00e3o dos atos normativos do CNJ<\/strong>, para a aplica\u00e7\u00e3o igualit\u00e1ria da legisla\u00e7\u00e3o penal e do exerc\u00edcio de direitos fundamentais das pessoas em cumprimento de pena, bem como para o cumprimento de decis\u00f5es dos tribunais superiores.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, inexiste viola\u00e7\u00e3o ao princ\u00edpio federativo (CF\/1988, art. 1\u00ba c\/c os arts. 18,&nbsp;caput, e 25,&nbsp;caput), \u00e0 separa\u00e7\u00e3o de Poderes (CF\/1988, art. 2\u00ba), \u00e0 compet\u00eancia legislativa estadual (CF\/1988, art. 24, I e XI), \u00e0 autonomia conferida aos tribunais (CF\/1988, arts. 96, I,&nbsp;b; 99,&nbsp;caput; e 125, \u00a7 1\u00ba), tampouco aos limites do poder normativo do CNJ (CF\/1988, art. 103-B, \u00a7 4\u00ba, I).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>5.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por maioria, julgou improcedente a a\u00e7\u00e3o, a fim de assentar a constitucionalidade da&nbsp;Resolu\u00e7\u00e3o 280\/2019, com a reda\u00e7\u00e3o dada pela&nbsp;Resolu\u00e7\u00e3o 304\/2019, ambas do CNJ.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-populacao-nbsp-em-situacao-de-rua-no-brasil-e-estado-de-coisas-inconstitucional-nbsp\"><a><\/a><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Popula\u00e7\u00e3o<\/a>&nbsp;em situa\u00e7\u00e3o de rua no Brasil e estado de coisas inconstitucional&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>ARGUI\u00c7\u00c3O DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITOS FUNDAMENTAIS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Est\u00e3o presentes os pressupostos necess\u00e1rios para a concess\u00e3o da medida cautelar (fuma\u00e7a do bom direito e perigo da demora na efetiva\u00e7\u00e3o de uma decis\u00e3o judicial), eis que: (i) a discuss\u00e3o acerca das condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias de vida da popula\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de rua no Brasil demanda uma reestrutura\u00e7\u00e3o institucional que decorre de um quadro grave e urgente de desrespeito a direitos humanos fundamentais; e (ii) a viola\u00e7\u00e3o maci\u00e7a de direitos humanos \u2014 a indicar um potencial estado de coisas inconstitucional \u2014 impele o Poder Judici\u00e1rio a intervir, mediar e promover esfor\u00e7os para estabelecer uma estrutura adequada de enfrentamento.<\/p>\n\n\n\n<p>ADPF 976 MC-Ref\/DF, relator Ministro Alexandre de Moraes, julgamento virtual finalizado em 21.8.2023 (Info 1105)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>6.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A ADPF 976 foi ajuizada pela Rede Sustentabilidade, pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) sob o argumento de que a popula\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de rua no Brasil est\u00e1 submetida a condi\u00e7\u00f5es desumanas de vida devido a omiss\u00f5es estruturais dos tr\u00eas n\u00edveis federativos do Executivo e do Legislativo. Afirmaram que a situa\u00e7\u00e3o caracteriza um estado de coisas inconstitucional e pediram a ado\u00e7\u00e3o de provid\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Alexandre de Moraes, em decis\u00e3o liminar, determinou que os estados, o Distrito Federal e os munic\u00edpios passem a observar, imediatamente e independentemente de ades\u00e3o formal, as diretrizes do Decreto Federal 7.053\/2009, que institui a Pol\u00edtica Nacional para a Popula\u00e7\u00e3o em Situa\u00e7\u00e3o de Rua.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-o-plenario-referendou-a-decisao-sobre-o-atendimento-a-populacao-de-rua\"><a>6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O plen\u00e1rio referendou a decis\u00e3o sobre o atendimento \u00e0 popula\u00e7\u00e3o de rua?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeap!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A aten\u00e7\u00e3o \u00e0 popula\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de rua deve ser realizada com o intuito de:&nbsp;<strong>(i)<\/strong>&nbsp;evitar a entrada nas ruas;&nbsp;<strong>(ii)<\/strong>&nbsp;garantir direitos enquanto o indiv\u00edduo est\u00e1 em situa\u00e7\u00e3o de rua; e&nbsp;<strong>(iii)<\/strong>&nbsp;promover condi\u00e7\u00f5es para a sa\u00edda das ruas.<\/p>\n\n\n\n<p>No \u00e2mbito da medida cautelar em an\u00e1lise, tamb\u00e9m se consideraram, entre outros fatores:&nbsp;<strong>(i)<\/strong>&nbsp;os desafios do retorno da popula\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de rua \u00e0 educa\u00e7\u00e3o escolar, que v\u00e3o al\u00e9m da falta de acesso a programas;&nbsp;<strong>(ii)<\/strong>&nbsp;os obst\u00e1culos relacionados \u00e0 reinser\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho;&nbsp;<strong>(iii)<\/strong>&nbsp;a \u201caporofobia\u201d, entendida como violadora dos objetivos fundamentais, em especial o relacionado ao combate a todas as formas de discrimina\u00e7\u00e3o (CF\/1988, art. 3\u00ba, IV);&nbsp;<strong>(iv)<\/strong>&nbsp;o direito \u00e0 identidade al\u00e9m do mero registro;&nbsp;<strong>(v)<\/strong>&nbsp;o acolhimento institucional e o direito fundamental \u00e0 moradia;&nbsp;<strong>(vi)<\/strong>&nbsp;a presen\u00e7a de atos comissivos e omissivos, imputados a agentes p\u00fablicos e pessoas privadas, que atentam flagrantemente contra a dignidade dessa popula\u00e7\u00e3o;&nbsp;<strong>(vii)<\/strong>&nbsp;a necessidade de medidas paliativas que impulsionem a constru\u00e7\u00e3o de respostas estatais duradouras; e&nbsp;<strong>(viii)<\/strong>&nbsp;a necessidade de elabora\u00e7\u00e3o de um estudo capaz de delinear todas as nuances que permeiam o problema cr\u00f4nico social em debate, para evitar pol\u00edticas desassociadas do espa\u00e7o e do tempo de aplica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, os estados, o Distrito Federal e os munic\u00edpios devem, de modo imediato, observar, obrigatoriamente e independentemente de ades\u00e3o formal, as diretrizes contidas no Decreto federal 7.053\/2009, que institui a Pol\u00edtica Nacional para a Popula\u00e7\u00e3o em Situa\u00e7\u00e3o de Rua, em conjunto e nos moldes das determina\u00e7\u00f5es estabelecidas na parte dispositiva da decis\u00e3o do STF.<\/p>\n\n\n\n<p>O mencionado decreto deve ser interpretado como pormenoriza\u00e7\u00e3o efetiva de comandos constitucionais, a ser aplicado de forma a atingir todos os entes subnacionais. <strong>Essa aplica\u00e7\u00e3o nacional tamb\u00e9m promove preceitos constitucionais conformadores da assist\u00eancia social que asseguram ao ente federal as compet\u00eancias de coordenar a\u00e7\u00f5es governamentais e estabelecer normas gerais, atribui\u00e7\u00f5es reproduzidas na Lei 8.742\/1993<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, visando \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de uma solu\u00e7\u00e3o robusta e duradoura, \u00e9 necess\u00e1rio mobilizar os demais Poderes, mais afeitos \u00e0s especificidades das pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, referendou a&nbsp;cautelar anteriormente concedida&nbsp;para o fim de tornar obrigat\u00f3ria a observ\u00e2ncia, pelos estados, Distrito Federal e munic\u00edpios, imediata e independentemente de ades\u00e3o formal, das diretrizes contidas no&nbsp;Decreto federal 7.053\/2009,&nbsp;que institui a Pol\u00edtica Nacional para a Popula\u00e7\u00e3o em Situa\u00e7\u00e3o de Rua, bem como determinar:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(I)<\/strong>&nbsp;A formula\u00e7\u00e3o pelo Poder Executivo federal, no prazo de 120 dias, do Plano de A\u00e7\u00e3o e Monitoramento para a Efetiva Implementa\u00e7\u00e3o da Pol\u00edtica Nacional para a Popula\u00e7\u00e3o em Situa\u00e7\u00e3o de Rua, com a participa\u00e7\u00e3o, dentre outros \u00f3rg\u00e3os, do Comit\u00ea intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Pol\u00edtica Nacional para Popula\u00e7\u00e3o em Situa\u00e7\u00e3o de Rua (CIAMP-Rua), do Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH), da Defensoria P\u00fablica da Uni\u00e3o (DPU) e do Movimento Nacional da Popula\u00e7\u00e3o em Situa\u00e7\u00e3o de Rua.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-competencia-nbsp-da-uniao-para-legislar-sobre-contrato-de-aprendizagem\"><a><\/a><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <em>Compet\u00eancia<\/em><\/a><em>&nbsp;da Uni\u00e3o para legislar sobre contrato de aprendizagem<\/em><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional \u2014 por usurpar a compet\u00eancia privativa da Uni\u00e3o para legislar sobre direito do trabalho (CF\/1988, art. 22, I) \u2014 lei estadual que, ao criar o \u201cest\u00e1gio supervisionado, educativo e profissionalizante\u201d sob a forma de bolsa de inicia\u00e7\u00e3o ao trabalho ao menor que frequente o ensino regular ou supletivo, constitui rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica que se aproxima do instituto do contrato de aprendizagem.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 3.093\/RJ, relator Ministro Nunes Marques, julgamento virtual finalizado em 25.8.2023 (Info 1105)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>7.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A ADI 3093 foi ajuizada pelo ent\u00e3o procurador-geral da Rep\u00fablica, Cl\u00e1udio Fonteles, a pedido da Procuradoria Regional do Trabalho da 1\u00aa Regi\u00e3o, no Rio de Janeiro. A A\u00e7\u00e3o impugna a Lei fluminense 1.888\/91, que disp\u00f5e sobre bolsas de inicia\u00e7\u00e3o ao trabalho de adolescentes entre 14 e 18 anos incompletos e que frequentem ensino regular ou supletivo. Segundo Fonteles, a norma fere o artigo 22, inciso I, em que se estabelece que \u00e9 de compet\u00eancia privativa da Uni\u00e3o legislar sobre direito do trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele cita o julgamento da ADI 953, em que se assentou ser &#8220;pac\u00edfico o entendimento deste Supremo Tribunal quanto \u00e0 inconstitucionalidade de normas locais que tenham como objeto mat\u00e9rias de compet\u00eancia legislativa privativa da Uni\u00e3o&#8221;, requerendo, portanto, que seja declarada a inconstitucionalidade da Lei 1.888\/91.<br \/>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-usurpada-a-competencia-da-uniao\"><a>7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Usurpada a compet\u00eancia da Uni\u00e3o?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Bastante!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O contrato de aprendizagem possui majorit\u00e1rio prop\u00f3sito educativo direcionado \u00e0 inser\u00e7\u00e3o do aprendiz no mercado de trabalho, eis que a rela\u00e7\u00e3o se forma sem a participa\u00e7\u00e3o de institui\u00e7\u00e3o de ensino, configurando rela\u00e7\u00e3o de natureza trabalhista especial. Diferencia-se do est\u00e1gio, que tem car\u00e1ter predominantemente educativo relacionado ao projeto pedag\u00f3gico do curso que o estagi\u00e1rio frequenta \u2014 tanto que a institui\u00e7\u00e3o de ensino tem a responsabilidade de participar do v\u00ednculo \u2014, motivo pelo qual a atribui\u00e7\u00e3o normativa sobre o tema \u00e9 concorrente, por se tratar de educa\u00e7\u00e3o e ensino (CF\/1988, art. 24, IX).<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, <strong>a lei estadual impugnada prev\u00ea a constitui\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica diretamente entre a empresa ou entidade de direito p\u00fablico e o menor de 14 a 18 anos incompletos, sem a participa\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o de ensino<\/strong>. Essa circunst\u00e2ncia, aliada \u00e0 n\u00e3o exig\u00eancia de termo de compromisso, afasta a natureza essencialmente educacional capaz de configurar o pretendido est\u00e1gio.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o&nbsp;Plen\u00e1rio,&nbsp;por maioria, julgou procedente a a\u00e7\u00e3o, para declarar a inconstitucionalidade, sem pron\u00fancia de nulidade, da&nbsp;Lei 1.888\/1991 do Estado do Rio de Janeiro, pelo prazo de 24 meses, per\u00edodo em que o legislador estadual dever\u00e1 reapreciar a disciplina do est\u00e1gio supervisionado, educativo e profissionalizante \u00e0 luz da disciplina estabelecida na&nbsp;Lei federal 11.788\/2008. O Tribunal tamb\u00e9m modulou os efeitos da decis\u00e3o, a fim de que passe a surtir efeitos ap\u00f3s o prazo de 24 meses a contar da publica\u00e7\u00e3o da ata de julgamento.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-instituicao-mediante-lei-estadual-nbsp-do-feriado-comemorativo-do-dia-de-sao-jorge-nbsp\"><a><\/a><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Institui\u00e7\u00e3o<\/a>, mediante lei estadual,&nbsp;do feriado comemorativo do \u201cDia de S\u00e3o Jorge\u201d&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional \u2014 pois inserida dentro da compet\u00eancia comum dos entes federados para proteger documentos, obras e outros bens de valor hist\u00f3rico, art\u00edstico e cultural, monumentos, paisagens naturais not\u00e1veis e s\u00edtios arqueol\u00f3gicos (CF\/1988, art. 23, III), e da compet\u00eancia concorrente para legislar sobre esses temas (CF\/1988, art. 24, VII) \u2014 a institui\u00e7\u00e3o, pela Lei fluminense 5.198\/2008, de feriado comemorativo do \u201cDia de S\u00e3o Jorge\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 4.092\/RJ, relator Ministro Nunes Marques, redator do ac\u00f3rd\u00e3o Ministro Edson Fachin, julgamento virtual finalizado em 25.8.2023 (Info 1105)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>8.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo (CNC) ajuizou as ADIs 4091 e 4092 no STF, questionando leis estaduais do Rio de Janeiro que criaram feriados consagrados \u00e0 Consci\u00eancia Negra e a S\u00e3o Jorge.<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se&nbsp;das leis 4.007\/2002, que instituiu o dia 20 de novembro, data do anivers\u00e1rio de Zumbi dos Palmares e Dia Nacional da Consci\u00eancia Negra, como feriado estadual, sancionada pela ent\u00e3o governadora Benedita da Silva (PT), e da Lei 5.198\/2008, que institui como feriado estadual o dia 23 de abril, \u201cDia de S\u00e3o Jorge\u201d, sancionada pelo governador fluminense, S\u00e9rgio Cabral Filho (PMDB).<\/p>\n\n\n\n<p>Sustenta que a lei n\u00e3o encontra amparo na Constitui\u00e7\u00e3o Federal nem na Lei 9.093\/1995, que disciplina a mat\u00e9ria. Defende ainda que legislar sobre direito do trabalho seria de compet\u00eancia privativa da Uni\u00e3o. Segundo a Confedera\u00e7\u00e3o, nessa prerrogativa privativa estaria impl\u00edcita, tamb\u00e9m, a compet\u00eancia para decretar feriados, j\u00e1 que eles afetam a rela\u00e7\u00e3o laboral entre trabalhadores e patr\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>&nbsp;Lei federal 9.043\/1995: \u201cArt. 1\u00ba S\u00e3o feriados civis: I &#8211; os declarados em lei federal; II &#8211; a data magna do Estado fixada em lei estadual. III &#8211; os dias do in\u00edcio e do t\u00e9rmino do ano do centen\u00e1rio de funda\u00e7\u00e3o do Munic\u00edpio, fixados em lei municipal. (Inciso inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 9.335, de 10.12.1996) Art. 2\u00ba S\u00e3o feriados religiosos os dias de guarda, declarados em lei municipal, de acordo com a tradi\u00e7\u00e3o local e em n\u00famero n\u00e3o superior a quatro, neste inclu\u00edda a Sexta-Feira da Paix\u00e3o. Art. 3\u00ba Esta Lei entra em vigor na data de sua publica\u00e7\u00e3o. Art. 4\u00ba Revogam-se as disposi\u00e7\u00f5es em contr\u00e1rio, especialmente o&nbsp;art. 11 da Lei n\u00ba 605, de 5 de janeiro de 1949.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-mais-um-feriado\"><a>8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Mais um feriado?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Aparentemente, SIM!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Lei federal 9.043\/1995, que disp\u00f5e sobre feriados, n\u00e3o restringe a compet\u00eancia legislativa dos estados e dos munic\u00edpios apenas para os casos que elenca nem afasta o exerc\u00edcio de prote\u00e7\u00e3o dos bens hist\u00f3ricos-culturais imateriais pelos entes federados.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, Estado do Rio de Janeiro, nos moldes da prote\u00e7\u00e3o visada pela norma, justificou a institui\u00e7\u00e3o de feriado de alta significa\u00e7\u00e3o \u00e9tnica ao demonstrar a relev\u00e2ncia religiosa e cultural do santo cat\u00f3lico S\u00e3o Jorge. Assim, <strong>na linha de compreens\u00e3o do federalismo cooperativo e consoante a atual jurisprud\u00eancia do STF, deve ser reconhecida a legitimidade das raz\u00f5es invocadas pelo Poder P\u00fablico estadual<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>8.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por maioria, julgou improcedente a a\u00e7\u00e3o para declarar a constitucionalidade da&nbsp;Lei 5.198\/2008 do Estado do Rio de Janeiro.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-reparticao-nbsp-de-competencias-atinente-ao-servico-postal-em-caixas-comunitarias-nbsp\"><a><\/a><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <em>Reparti\u00e7\u00e3o<\/em><\/a><em>&nbsp;de compet\u00eancias atinente ao servi\u00e7o postal em caixas comunit\u00e1rias<\/em><em>&nbsp;<\/em><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional \u2014 por invadir a compet\u00eancia da Uni\u00e3o exclusiva para manter o servi\u00e7o postal e privativa para legislar sobre a mat\u00e9ria (CF\/1988, arts. 21, X; e 22, V) \u2014 lei estadual que pro\u00edbe a entrega, em caixas postais comunit\u00e1rias, das correspond\u00eancias que se enquadram como carta, cart\u00e3o-postal e correspond\u00eancia agrupada<strong>.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>ADI 3.081\/RJ, relator Ministro Nunes Marques, julgamento virtual finalizado em 25.8.2023 (Info 1105)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>9.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O ent\u00e3o procurador-geral da Rep\u00fablica, Cl\u00e1udio Fonteles, ajuizou a ADI 3081, no STF contra a Lei estadual 3.477\/00 do Rio de Janeiro. A norma disp\u00f5e sobre a proibi\u00e7\u00e3o de implanta\u00e7\u00e3o de caixas postais comunit\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;A Lei fluminense diz que o Poder P\u00fablico garantir\u00e1 a todos os cidad\u00e3os do estado condi\u00e7\u00f5es de acesso e de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os postais. Estabelece, entre outros pontos, que caixas postais comunit\u00e1rias eventualmente instaladas dever\u00e3o ser substitu\u00eddas por carteiros, para que a entrega da correspond\u00eancia seja domiciliar.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>9.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CF\/1988: \u201c<a><\/a><a><\/a>Art. 21. Compete \u00e0 Uni\u00e3o: (&#8230;) X &#8211; manter o servi\u00e7o postal e o correio a\u00e9reo nacional; (&#8230;) Art. 22. Compete privativamente \u00e0 Uni\u00e3o legislar sobre: (&#8230;) V &#8211; servi\u00e7o postal;\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>(2) Lei 6.538\/1978: \u201cArt. 9\u00ba &#8211; S\u00e3o exploradas pela Uni\u00e3o, em regime de monop\u00f3lio, as seguintes atividades postais:<a><\/a>&nbsp;I &#8211; recebimento, transporte e entrega, no territ\u00f3rio nacional, e a expedi\u00e7\u00e3o, para o exterior, de carta e cart\u00e3o-postal; II &#8211; recebimento, transporte e entrega, no territ\u00f3rio nacional, e a expedi\u00e7\u00e3o, para o exterior, de correspond\u00eancia agrupada: III &#8211; fabrica\u00e7\u00e3o, emiss\u00e3o de selos e de outras f\u00f3rmulas de franqueamento postal. \u00a7 1\u00ba &#8211; Dependem de pr\u00e9via e expressa autoriza\u00e7\u00e3o da empresa exploradora do servi\u00e7o postal; a) venda de selos e outras f\u00f3rmulas de franqueamento postal; b) fabrica\u00e7\u00e3o, importa\u00e7\u00e3o e utiliza\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas de franquear correspond\u00eancia, bem como de matrizes para estampagem de selo ou carimbo postal. \u00a7 2\u00ba &#8211; N\u00e3o se incluem no regime de monop\u00f3lio: a) transporte de carta ou cart\u00e3o-postal, efetuado entre depend\u00eancias da mesma pessoa jur\u00eddica, em neg\u00f3cios de sua economia, por meios pr\u00f3prios, sem intermedia\u00e7\u00e3o comercial; b) transporte e entrega de carta e cart\u00e3o-postal; executados eventualmente e sem fins lucrativos, na forma definida em regulamento.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-houve-invasao-de-competencia-da-uniao\"><a>9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Houve invas\u00e3o de compet\u00eancia da Uni\u00e3o?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeap!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A Uni\u00e3o,<\/strong> no exerc\u00edcio de sua compet\u00eancia privativa para legislar sobre o servi\u00e7o postal, <strong>disciplinou a entrega de correspond\u00eancias em caixas postais comunit\u00e1rias e n\u00e3o autorizou os estados e o Distrito Federal a normatizarem eventuais quest\u00f5es espec\u00edficas que tratem do tema<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>O servi\u00e7o postal prestado como prerrogativa exclusiva do ente central \u00e9 constitu\u00eddo pelas atividades previstas na Lei 6.538\/1978, e se restringe aos conceitos de carta, cart\u00e3o-postal, impresso, cecograma, pequena-encomenda e correspond\u00eancia agrupada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional lei estadual que \u2014 <strong>em contrariedade ao que disp\u00f5e a legisla\u00e7\u00e3o federal que trata da mat\u00e9ria e sem demonstrar interesse particular ou justificativa objetiva e precisa do respectivo ente federativo<\/strong> \u2014 pro\u00edbe a postagem, em caixas postais comunit\u00e1rias, de boletos de pagamento alusivos a servi\u00e7os prestados por empresas p\u00fablicas e privadas<strong>.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o aos boletos de pagamento, <strong>o STF reconhece a compet\u00eancia normativa concorrente dos estados e do Distrito Federal para regular a sua postagem<\/strong> \u2014 com fundamento na prote\u00e7\u00e3o do consumidor (CF\/1988, art. 24, VIII) \u2014, <strong>a qual admite tanto a suplementa\u00e7\u00e3o ou repeti\u00e7\u00e3o das normas gerais quanto a cria\u00e7\u00e3o de regime jur\u00eddico.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, inexiste, na lei impugnada, refer\u00eancia expl\u00edcita da situa\u00e7\u00e3o concreta ou do interesse particular local que legitime o surgimento de regime espec\u00edfico, discrepante do modelo federal, para as caixas postais comunit\u00e1rias no estado.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>9.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou procedente a a\u00e7\u00e3o para declarar a inconstitucionalidade da&nbsp;Lei 3.477\/2000 do Estado do Rio de Janeiro.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-nbsp-reconhecimento-nbsp-das-guardas-municipais-como-orgao-de-seguranca-publica\"><a>10.&nbsp; <em>Reconhecimento&nbsp;das guardas municipais como \u00f3rg\u00e3o de seguran\u00e7a p\u00fablica<\/em><\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>ARGUI\u00c7\u00c3O DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>As guardas municipais s\u00e3o reconhecidamente \u00f3rg\u00e3os de seguran\u00e7a p\u00fablica e aquelas devidamente criadas e institu\u00eddas&nbsp;integram o Sistema \u00danico de Seguran\u00e7a P\u00fablica (SUSP).<\/p>\n\n\n\n<p>ADPF 995\/DF, relator Ministro Alexandre de Moraes, julgamento virtual finalizado em 25.8.2023 (Info 1105)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>10.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Na ADPF 995, a Associa\u00e7\u00e3o das Guardas Municipais do Brasil (AGMB) defende que as guardas municipais se inserem no sistema de seguran\u00e7a p\u00fablica, mas diversas decis\u00f5es judiciais n\u00e3o reconhecem essa situa\u00e7\u00e3o, o que afetaria o exerc\u00edcio das atribui\u00e7\u00f5es do \u00f3rg\u00e3o e comprometeria a seguran\u00e7a jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>10.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-1-questao-juridica\"><a>10.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei 13.022\/2014: \u201cArt. 4\u00ba \u00c9 compet\u00eancia geral das guardas municipais a prote\u00e7\u00e3o de bens, servi\u00e7os, logradouros p\u00fablicos municipais e instala\u00e7\u00f5es do Munic\u00edpio. Par\u00e1grafo \u00fanico. Os bens mencionados no&nbsp;<strong>caput<\/strong>&nbsp;abrangem os de uso comum, os de uso especial e os dominiais.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Lei 13.675\/2018: \u201cArt. 9\u00ba \u00c9 institu\u00eddo o Sistema \u00danico de Seguran\u00e7a P\u00fablica (Susp), que tem como \u00f3rg\u00e3o central o Minist\u00e9rio Extraordin\u00e1rio da Seguran\u00e7a P\u00fablica e \u00e9 integrado pelos \u00f3rg\u00e3os de que trata o&nbsp;art. 144 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, pelos agentes penitenci\u00e1rios, pelas guardas municipais e pelos demais integrantes estrat\u00e9gicos e operacionais, que atuar\u00e3o nos limites de suas compet\u00eancias, de forma cooperativa, sist\u00eamica e harm\u00f4nica.&nbsp;\u00a7 1\u00ba S\u00e3o integrantes estrat\u00e9gicos do Susp:<a><\/a>&nbsp;I &#8211; a Uni\u00e3o, os Estados, o Distrito Federal e os Munic\u00edpios, por interm\u00e9dio dos respectivos Poderes Executivos;<a><\/a>&nbsp;II &#8211; os Conselhos de Seguran\u00e7a P\u00fablica e Defesa Social dos tr\u00eas entes federados.<a><\/a>&nbsp;\u00a7 2\u00ba S\u00e3o integrantes operacionais do Susp:<a><\/a>&nbsp;I &#8211; pol\u00edcia federal;<a><\/a>&nbsp;II &#8211; pol\u00edcia rodovi\u00e1ria federal;<a><\/a>&nbsp;III \u2013 (VETADO);<a><\/a>&nbsp;IV &#8211; pol\u00edcias civis;<a><\/a>&nbsp;V &#8211; pol\u00edcias militares;<a><\/a>&nbsp;VI &#8211; corpos de bombeiros militares;<a><\/a>&nbsp;VII &#8211; guardas municipais;<a><\/a>&nbsp;VIII &#8211; \u00f3rg\u00e3os do sistema penitenci\u00e1rio;<a><\/a>&nbsp;IX &#8211; (VETADO);<a><\/a>&nbsp;X &#8211; institutos oficiais de criminal\u00edstica, medicina legal e identifica\u00e7\u00e3o;<a><\/a>&nbsp;XI &#8211; Secretaria Nacional de Seguran\u00e7a P\u00fablica (Senasp);<a><\/a>&nbsp;XII &#8211; secretarias estaduais de seguran\u00e7a p\u00fablica ou cong\u00eaneres;<a><\/a>&nbsp;XIII &#8211; Secretaria Nacional de Prote\u00e7\u00e3o e Defesa Civil (Sedec);<a><\/a>&nbsp;XIV &#8211; Secretaria Nacional de Pol\u00edtica Sobre Drogas (Senad);<a><\/a>&nbsp;XV &#8211; agentes de tr\u00e2nsito;<a><\/a>&nbsp;XVI &#8211; guarda portu\u00e1ria.<a><\/a>&nbsp;XVII &#8211;&nbsp;pol\u00edcia legislativa, prevista no&nbsp;\u00a7 3\u00ba do art. 27,&nbsp;no&nbsp;inciso IV do&nbsp;<strong>caput<\/strong>&nbsp;do art. 51&nbsp;e no&nbsp;inciso XIII do caput do art. 52 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal.&nbsp;(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 14.531, de 2023)<a><\/a>&nbsp;\u00a7 3\u00ba (VETADO).<a><\/a>&nbsp;\u00a7 4\u00ba Os sistemas estaduais, distrital e municipais ser\u00e3o respons\u00e1veis pela implementa\u00e7\u00e3o dos respectivos programas, a\u00e7\u00f5es e projetos de seguran\u00e7a p\u00fablica, com liberdade de organiza\u00e7\u00e3o e funcionamento, respeitado o disposto nesta Lei.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-2-integram-a-seguranca-publica\"><a>10.2.2. Integram a seguran\u00e7a p\u00fablica?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Sim sinh\u00f4!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O deslocamento topogr\u00e1fico da disciplina das guardas municipais no texto constitucional n\u00e3o implica a sua desconfigura\u00e7\u00e3o como agentes de seguran\u00e7a p\u00fablica, de modo que n\u00e3o prevalece o argumento acerca de sua simples aus\u00eancia em pretenso rol taxativo do art. 144 da CF\/1988.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos termos da jurisprud\u00eancia do STF, <strong>as guardas municipais, sob o aspecto material, exercem atividade t\u00edpica de seguran\u00e7a p\u00fablica, consubstanciada na prote\u00e7\u00e3o de bens, servi\u00e7os e instala\u00e7\u00f5es municipais<\/strong> (CF\/1988, art. 144, \u00a7 8\u00ba), e que se afigura essencial ao atendimento de necessidades inadi\u00e1veis da comunidade (CF\/1988, art. 9\u00ba, \u00a7 1\u00ba).<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, o Congresso Nacional, no exerc\u00edcio de sua leg\u00edtima compet\u00eancia legislativa (CF\/1988, art. 144, \u00a7 7\u00ba), editou a Lei 13.675\/2018 e colocou as guardas municipais como integrantes operacionais do SUSP (art. 9\u00ba, \u00a7 1\u00ba, inciso VII). J\u00e1 a Lei 13.022\/2014, que disp\u00f5e sobre o Estatuto Geral das Guardas Municipais, prev\u00ea diversas atribui\u00e7\u00f5es que s\u00e3o inerentes a agentes de seguran\u00e7a p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-3-resultado-final\"><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a>10.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por maioria, converteu o julgamento da medida cautelar em julgamento definitivo de m\u00e9rito e julgou procedente a argui\u00e7\u00e3o para , nos termos do artigo 144, \u00a7 8\u00ba, da&nbsp;CF\/1988, conceder interpreta\u00e7\u00e3o conforme a Constitui\u00e7\u00e3o ao artigo 4\u00ba da&nbsp;Lei 13.022\/2014 e ao artigo 9\u00ba da&nbsp;Lei 13.675\/2013&nbsp;, de modo a declarar inconstitucionais todas as interpreta\u00e7\u00f5es judiciais que excluem as guardas municipais, devidamente criadas e institu\u00eddas, como integrantes do Sistema de Seguran\u00e7a P\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-penal\"><a>DIREITO PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-nbsp-inconstitucionalidade-nbsp-da-tese-da-legitima-defesa-da-honra-nbsp\"><a><\/a><a>11.&nbsp; <em>Inconstitucionalidade<\/em><\/a><em>&nbsp;da tese da \u201cleg\u00edtima defesa da honra\u201d<\/em><em>&nbsp;<\/em><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>ARGUI\u00c7\u00c3O DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional&nbsp;\u2014&nbsp;por contrariar os princ\u00edpios da dignidade da pessoa humana (CF\/1988, art. 1\u00ba, III), da prote\u00e7\u00e3o \u00e0 vida (CF\/1988, art. 5\u00ba, \u201ccaput\u201d) e da igualdade de g\u00eanero (CF\/1988, art. 5\u00ba, I) \u2014 o uso da tese da \u201cleg\u00edtima defesa da honra\u201d em crimes de feminic\u00eddio ou de agress\u00e3o contra mulheres, seja&nbsp;no curso do processo penal (fase pr\u00e9-processual ou processual), seja no \u00e2mbito de julgamento no Tribunal do J\u00fari.<\/p>\n\n\n\n<p>ADPF 779\/DF, relator Ministro Dias Toffoli, julgamento finalizado em 1\u00ba.8.2023 (Info 1105)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>11.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O Partido Democr\u00e1tico Trabalhista (PDT) ajuizou a ADPF 995 por meio da qual contesta o uso da tese de leg\u00edtima defesa da honra em crimes de feminic\u00eddio. Na a\u00e7\u00e3o, o autor argumenta que h\u00e1 decis\u00f5es de Tribunais de Justi\u00e7a que ora validam, ora anulam vereditos do Tribunal do J\u00fari em que se absolvem r\u00e9us processados pela pr\u00e1tica de feminic\u00eddio com fundamento na tese. O partido apontou, tamb\u00e9m, diverg\u00eancias de entendimento entre o Supremo e o Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>11.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-1-questao-juridica\"><a>11.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CP\/1940: \u201cArt. 23. N\u00e3o h\u00e1 crime quando o agente pratica o fato:&nbsp;&nbsp;(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 7.209, de 11.7.1984)&nbsp;(&#8230;) II &#8211; em leg\u00edtima defesa;&nbsp;&nbsp;&nbsp;(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 7.209, de 11.7.1984)&nbsp;(&#8230;) Art. 25. Entende-se em leg\u00edtima defesa quem, usando moderadamente dos meios necess\u00e1rios, repele injusta agress\u00e3o, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem.&nbsp;&nbsp;(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 7.209, de 11.7.1984)&nbsp;Par\u00e1grafo \u00fanico. Observados os requisitos previstos no&nbsp;<strong>caput<\/strong>&nbsp;deste artigo, considera-se tamb\u00e9m em leg\u00edtima defesa o agente de seguran\u00e7a p\u00fablica que repele agress\u00e3o ou risco de agress\u00e3o a v\u00edtima mantida ref\u00e9m durante a pr\u00e1tica de crimes.&nbsp;(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.964, de 2019)\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>CPP\/1941: \u201cArt. 65. Faz coisa julgada no c\u00edvel a senten\u00e7a penal que reconhecer ter sido o ato praticado em estado de necessidade, em leg\u00edtima defesa, em estrito cumprimento de dever legal ou no exerc\u00edcio regular de direito.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>CPP\/1941: \u201cArt. 483. Os quesitos ser\u00e3o formulados na seguinte ordem, indagando sobre:&nbsp;&nbsp;(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 11.689, de 2008)&nbsp;(&#8230;) III \u2013 se o acusado deve ser absolvido;&nbsp;&nbsp;(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 11.689, de 2008)&nbsp;(&#8230;) \u00a7 2\u00ba Respondidos afirmativamente por mais de 3 (tr\u00eas) jurados os quesitos relativos aos incisos I e II do&nbsp;<strong>caput<\/strong>&nbsp;deste artigo ser\u00e1 formulado quesito com a seguinte reda\u00e7\u00e3o:&nbsp;&nbsp;(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 11.689, de 2008)&nbsp;O jurado absolve o acusado?\u201d<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-2-a-tese-encontra-respaldo-na-cf\"><a>11.2.2. A tese encontra respaldo na CF?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Era s\u00f3 o que faltava&#8230;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A t\u00e9cnica jur\u00eddica n\u00e3o reconhece essa tese como uma das hip\u00f3teses&nbsp;excludentes de ilicitude (CP\/1940, arts. 23, II, e 25), eis que o ordenamento jur\u00eddico prev\u00ea que a emo\u00e7\u00e3o e a paix\u00e3o n\u00e3o excluem a imputabilidade penal&nbsp;(CP\/1940, art. 28, I).<\/p>\n\n\n\n<p>No Tribunal do J\u00fari, a referida tese \u00e9 usualmente suscitada, dada a preval\u00eancia&nbsp;da plenitude da defesa (CF\/1988, art. 5\u00ba, XXXVIII), a qual admite a apresenta\u00e7\u00e3o de argumentos extrajur\u00eddicos. Todavia, a \u201cleg\u00edtima defesa da honra\u201d configura&nbsp;recurso argumentativo odioso, desumano e cruel utilizado pelas defesas de acusados de feminic\u00eddio ou agress\u00f5es contra mulheres para imputar \u00e0s v\u00edtimas a causa de suas pr\u00f3prias mortes ou les\u00f5es, contribuindo para a naturaliza\u00e7\u00e3o e a perpetua\u00e7\u00e3o da cultura de viol\u00eancia contra as mulheres no Pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo, <strong>independentemente de ser&nbsp;invocado como argumento n\u00e3o jur\u00eddico inerente \u00e0 plenitude da defesa, o uso da referida tese induz \u00e0 nulidade do respectivo ato e do julgamento, porque representa pr\u00e1tica destitu\u00edda de t\u00e9cnica e incompat\u00edvel com os&nbsp;objetivos fundamentais da Rep\u00fablica<\/strong> (CF\/1988, art. 3\u00ba, I e IV),&nbsp;al\u00e9m de&nbsp;ofensiva \u00e0 dignidade da pessoa humana, \u00e0 veda\u00e7\u00e3o de discrimina\u00e7\u00e3o e aos direitos \u00e0 igualdade e \u00e0 vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, a ordem constitucional vigente imp\u00f5e ao Estado n\u00e3o somente a obriga\u00e7\u00e3o de criar mecanismos para coibir o feminic\u00eddio e a viol\u00eancia dom\u00e9stica, mas o dever de n\u00e3o ser conivente e de n\u00e3o estimular tais comportamentos (CF\/1988, art. 226, \u00a7 8\u00ba).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-3-resultado-final\"><a>11.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou procedente a argui\u00e7\u00e3o para:\u00a0<strong>(<\/strong>i)\u00a0firmar o entendimento de que a tese da \u201cleg\u00edtima defesa da honra\u201d \u00e9 inconstitucional, por contrariar os princ\u00edpios constitucionais da dignidade da pessoa humana, da prote\u00e7\u00e3o \u00e0 vida e da igualdade de g\u00eanero;\u00a0(ii<strong>)<\/strong>\u00a0conferir interpreta\u00e7\u00e3o conforme a Constitui\u00e7\u00e3o aos arts. 23, II, e 25,\u00a0caput\u00a0e par\u00e1grafo \u00fanico, ambos do\u00a0C\u00f3digo Penal, e ao art. 65 do\u00a0C\u00f3digo de Processo Penal, de modo a excluir a leg\u00edtima defesa da honra do \u00e2mbito do instituto da leg\u00edtima defesa e, por consequ\u00eancia<strong>,\u00a0<\/strong>(iii)\u00a0obstar \u00e0 defesa, \u00e0 acusa\u00e7\u00e3o, \u00e0 autoridade policial e ao ju\u00edzo que utilizem, direta ou indiretamente, a tese de \u201cleg\u00edtima defesa da honra\u201d\u00a0(ou qualquer argumento que induza \u00e0 tese) nas fases pr\u00e9-processual ou processual penais, bem como durante o julgamento perante o Tribunal do J\u00fari, sob pena de nulidade do ato e do julgamento;\u00a0(iv)\u00a0diante da impossibilidade de o acusado beneficiar-se da pr\u00f3pria torpeza, fica vedado o reconhecimento da nulidade, na hip\u00f3tese de a defesa ter-se utilizado da tese com esta finalidade; e\u00a0(v)\u00a0conferir interpreta\u00e7\u00e3o conforme a Constitui\u00e7\u00e3o ao art. 483, III, \u00a7 2\u00ba, do\u00a0C\u00f3digo de Processo Penal, para entender que n\u00e3o fere a soberania dos vereditos do Tribunal do J\u00fari o provimento de apela\u00e7\u00e3o que anule a absolvi\u00e7\u00e3o fundada em quesito gen\u00e9rico, quando, de algum modo, possa implicar a repristina\u00e7\u00e3o da odiosa tese da \u201cleg\u00edtima defesa da honra\u201d.<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-032b9f0a-5fb8-4b23-b038-78586ea5cab2\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/09\/05232304\/stf-informativo-1105.pdf\">stf-informativo-1105<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/09\/05232304\/stf-informativo-1105.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-032b9f0a-5fb8-4b23-b038-78586ea5cab2\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>E aqui est\u00e1 o Informativo n\u00ba 1105 do STF\u00a0COMENTADO.\u00a0S\u00f3 para voc\u00ea que est\u00e1 ligad@ aqui\u00a0no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! 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