{"id":1273800,"date":"2023-09-05T00:40:51","date_gmt":"2023-09-05T03:40:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1273800"},"modified":"2023-09-05T00:40:53","modified_gmt":"2023-09-05T03:40:53","slug":"informativo-stj-784-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-784-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STJ 784 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p>Informativo n\u00ba 784 do STJ\u00a0<strong>COMENTADO<\/strong>\u00a0saindo do forno (quentinho) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/09\/05004040\/stj-informativo-784.pdf\" rel=\"sponsored nofollow\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_JRMq2z9uzyA\"><div id=\"lyte_JRMq2z9uzyA\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/JRMq2z9uzyA\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/JRMq2z9uzyA\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/JRMq2z9uzyA\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-administrativo\"><a>DIREITO ADMINISTRATIVO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-falta-de-intimacao-do-servidor-publico-apos-a-apresentacao-do-relatorio-final-pela-comissao-processante-e-ofensa-as-garantias-do-contraditorio-e-da-ampla-defesa\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Falta de intima\u00e7\u00e3o do servidor p\u00fablico, ap\u00f3s a apresenta\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio final pela comiss\u00e3o processante e ofensa \u00e0s garantias do contradit\u00f3rio e da ampla defesa<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>MANDADO DE SEGURAN\u00c7A<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A falta de intima\u00e7\u00e3o do servidor p\u00fablico, ap\u00f3s a apresenta\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio final pela comiss\u00e3o processante, em processo administrativo disciplinar, n\u00e3o configura ofensa \u00e0s garantias do contradit\u00f3rio e da ampla defesa, ante a aus\u00eancia de previs\u00e3o legal.<\/p>\n\n\n\n<p>MS 22.750-DF, Rel. Ministra Regina Helena Costa, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 9\/8\/2023, DJe 15\/8\/2023. (Info 784)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creiton foi demitido do cargo de PRF ap\u00f3s decis\u00e3o em processo administrativo disciplinar. Inconformado, impetrou mandado de seguran\u00e7a no qual alega viola\u00e7\u00e3o aos princ\u00edpios do contradit\u00f3rio e da ampla defesa, em raz\u00e3o de, entre <em>outras cositas mas<\/em>, n\u00e3o haver intima\u00e7\u00e3o dos seus novos caus\u00eddicos acerca dos atos posteriores \u00e0 juntada do substabelecimento, especialmente quando da apresenta\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio final.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-violadas-as-garantias\"><a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Violadas as garantias?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooopsss!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Impetrante alega viola\u00e7\u00e3o aos princ\u00edpios do contradit\u00f3rio e da ampla defesa, em raz\u00e3o de, entre outros, n\u00e3o haver intima\u00e7\u00e3o dos novos caus\u00eddicos acerca dos atos posteriores \u00e0 juntada do substabelecimento, especialmente quando da apresenta\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio final.<\/p>\n\n\n\n<p>Acerca do aludido cerceamento de defesa, o Supremo Tribunal Federal assentou orienta\u00e7\u00e3o no sentido de que, ante a aus\u00eancia de previs\u00e3o legal, a falta de intima\u00e7\u00e3o do servidor p\u00fablico, ap\u00f3s a apresenta\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio final pela comiss\u00e3o processante, em processo administrativo disciplinar, n\u00e3o configura ofensa \u00e0s garantias do contradit\u00f3rio e da ampla defesa, como espelha o seguinte julgado:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. RECURSO ORDIN\u00c1RIO EM MANDADO DE SEGURAN\u00c7A. ATO DO MINSTRO DA FAZENDA. DEMISS\u00c3O DE SERVIDOR P\u00daBLICO POR ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. AUS\u00caNCIA DE V\u00cdCIOS NO PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. NEGATIVA DE PROVIMENTO DO RECURSO. [&#8230;] 2. <strong>Inexiste previs\u00e3o na Lei n. 8.112\/1990 de intima\u00e7\u00e3o do acusado ap\u00f3s a elabora\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio final da comiss\u00e3o processante, sendo necess\u00e1ria a demonstra\u00e7\u00e3o do preju\u00edzo causado pela falta de intima\u00e7\u00e3o, o que n\u00e3o ocorreu no presente caso<\/strong>. [&#8230;]&#8221; (RMS n. 28.774, Relator(a): Ministro MARCO AUR\u00c9LIO, Relator(a) para ac\u00f3rd\u00e3o: Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, julgado em 22\/9\/2015, AC\u00d3RD\u00c3O ELETR\u00d4NICO DJe-180 DIVULG 24\/8\/2016 PUBLIC 25\/8\/2016).<\/p>\n\n\n\n<p>Destaca-se, ainda, julgado desta Corte Superior:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ORDIN\u00c1RIO. SERVIDOR P\u00daBLICO ESTADUAL. DEMISS\u00c3O. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. OFENSA AOS PRINC\u00cdPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADIT\u00d3RIO. INEXIST\u00caNCIA. [&#8230;] 2. Inexistindo previs\u00e3o legal expressa em sentido contr\u00e1rio, a aus\u00eancia de intima\u00e7\u00e3o do indiciado, acerca do relat\u00f3rio final da comiss\u00e3o processante, n\u00e3o importa em ofensa aos princ\u00edpios da ampla defesa e do contradit\u00f3rio. Nesse sentido,&nbsp;<em>mutatis mutandis<\/em>: MS n. 20.549\/DF, Rel. Ministro Benedito Gon\u00e7alves, Primeira Se\u00e7\u00e3o, DJe 29\/11\/2016; MS n. 19.104\/DF, Rel. Ministro Napole\u00e3o Nunes Maia Filho, Primeira Se\u00e7\u00e3o, DJe 1\/12\/2016. 3. Agravo interno n\u00e3o provido&#8221; (AgInt no RMS n. 45.478\/MT, Rel. Ministro Benedito Gon\u00e7alves, Primeira Turma, DJe 16\/11\/2017).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A falta de intima\u00e7\u00e3o do servidor p\u00fablico, ap\u00f3s a apresenta\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio final pela comiss\u00e3o processante, em processo administrativo disciplinar, n\u00e3o configura ofensa \u00e0s garantias do contradit\u00f3rio e da ampla defesa, ante a aus\u00eancia de previs\u00e3o legal.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-acao-de-reintegracao-de-servidor-e-direito-a-direito-a-indenizacao-de-valores-retroativos-a-exoneracao\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A\u00e7\u00e3o de reintegra\u00e7\u00e3o de servidor e direito \u00e0 direito \u00e0 indeniza\u00e7\u00e3o de valores retroativos \u00e0 exonera\u00e7\u00e3o<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Servidora p\u00fablica que pede exonera\u00e7\u00e3o e fica inerte por mais de 3 anos at\u00e9 ingressar com a\u00e7\u00e3o judicial requerendo declara\u00e7\u00e3o de nulidade do ato administrativo e a consequente reintegra\u00e7\u00e3o ao cargo, n\u00e3o tem direito \u00e0 indeniza\u00e7\u00e3o de valores retroativos \u00e0 exonera\u00e7\u00e3o, por configurar enriquecimento sem causa.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.005.114-RS, Rel. Ministro Benedito Gon\u00e7alves, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 22\/8\/2023. (Info 784)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creide foi aprovada em concurso p\u00fablico para o cargo desejado, cuja nomea\u00e7\u00e3o ocorreu normalmente. Durante o per\u00edodo de est\u00e1gio probat\u00f3rio, apresentou problemas de adapta\u00e7\u00e3o ao local de trabalho, tendo inclusive faltado \u00e0s suas atividades laborais.<\/p>\n\n\n\n<p>Como a coisa n\u00e3o melhorou, pediu exonera\u00e7\u00e3o do cargo com data retroativa ao in\u00edcio das faltas. Ap\u00f3s mais de tr\u00eas anos, ingressou com a a\u00e7\u00e3o judicial, requerendo a declara\u00e7\u00e3o de nulidade do ato administrativo de exonera\u00e7\u00e3o, com a consequente reintegra\u00e7\u00e3o ao cargo p\u00fablico e a condena\u00e7\u00e3o da Administra\u00e7\u00e3o no recebimento dos vencimentos e direitos correspondentes desde a data da exonera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-deve-receber-a-indenizacao-dos-valores-retroativos\"><a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Deve receber a indeniza\u00e7\u00e3o dos valores retroativos?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooooops!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia limita-se \u00e0 discuss\u00e3o quanto ao pagamento dos valores retroativos a reintegra\u00e7\u00e3o de servidora que pediu exonera\u00e7\u00e3o e depois de 3 anos ingressou com a\u00e7\u00e3o judicial requerendo a declara\u00e7\u00e3o de nulidade do ato administrativo de exonera\u00e7\u00e3o, com a consequente reintegra\u00e7\u00e3o ao cargo p\u00fablico e a condena\u00e7\u00e3o da Administra\u00e7\u00e3o no recebimento dos vencimentos e direitos correspondentes desde a data da exonera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao ponto, n\u00e3o se desconhece a exist\u00eancia de jurisprud\u00eancia do STJ no sentido de que <strong>o servidor p\u00fablico que for reintegrado ao cargo, em virtude de declara\u00e7\u00e3o judicial de nulidade do ato de demiss\u00e3o, tem como consequ\u00eancia l\u00f3gica a recomposi\u00e7\u00e3o integral dos seus direitos, com o pagamento dos vencimentos e vantagens que lhe seriam pagos durante o per\u00edodo em que esteve indevidamente desligado<\/strong>. Contudo, o caso em an\u00e1lise comporta PECULIARIDADES que o distinguem desse entendimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, ap\u00f3s a exonera\u00e7\u00e3o, a recorrida permaneceu inerte por quase 3 anos sem questionar o ato na seara administrativa ou judicial, tendo, inclusive, conforme comprovado pelo Estado recorrente, desenvolvido atividades na esfera privada durante alguns per\u00edodos deste interregno.<\/p>\n\n\n\n<p>Outrossim, <strong>somente com a per\u00edcia judicial realizada nos autos, houve o reconhecimento de que no momento do pedido de exonera\u00e7\u00e3o a recorrida encontrava-se privada momentaneamente de capacidade<\/strong>, o que ampara a boa-f\u00e9 da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica naquele momento em que aceitou o pedido de exonera\u00e7\u00e3o de of\u00edcio, em respeito \u00e0 legalidade administrativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, a pretens\u00e3o, ap\u00f3s esse longo per\u00edodo que ultrapassa 20 anos, de receber todas as vantagens que lhe seriam devidas caso n\u00e3o tivesse sido exonerada, sem a devida contrapresta\u00e7\u00e3o, caracteriza inequ\u00edvoco enriquecimento sem causa por parte da servidora p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>Efetivamente, o direito a reintegra\u00e7\u00e3o ao cargo j\u00e1 determinado pela Corte local, n\u00e3o deve acompanhar indeniza\u00e7\u00e3o correspondente aos vencimentos pelo tempo n\u00e3o trabalhado, ante as peculiaridades do caso concreto.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Servidora p\u00fablica que pede exonera\u00e7\u00e3o e fica inerte por mais de 3 anos at\u00e9 ingressar com a\u00e7\u00e3o judicial requerendo declara\u00e7\u00e3o de nulidade do ato administrativo e a consequente reintegra\u00e7\u00e3o ao cargo, n\u00e3o tem direito \u00e0 indeniza\u00e7\u00e3o de valores retroativos \u00e0 exonera\u00e7\u00e3o, por configurar enriquecimento sem causa.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-efeitos-do-registro-do-loteamento\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Efeitos do registro do loteamento<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O registro do loteamento implica perda da posse e do dom\u00ednio do espa\u00e7o livre, com transfer\u00eancia irrevers\u00edvel para o Poder P\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.856.024-SC, Rel. Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 22\/8\/2023. (Info 784)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Trata-se de recurso especial no qual se discutem os efeitos do registro do loteamento em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 posse e dom\u00ednio do espa\u00e7o livre. De um lado, os particulares aduzem que a express\u00e3o &#8220;inalien\u00e1vel&#8221; n\u00e3o implicaria dizer que a \u00e1rea referida no comando normativo teria integrado o dom\u00ednio p\u00fablico, ou seja, n\u00e3o transfere o bem para a municipalidade. De outra banda, a Fazenda P\u00fablica defende que inalienabilidade mencionada no dispositivo legal transfere automaticamente para o Poder P\u00fablico a \u00e1rea.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Decreto-Lei n. 58\/1937:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 3\u00ba A inscri\u00e7\u00e3o torna inalien\u00e1veis, por qualquer t\u00edtulo, as vias de comunica\u00e7\u00e3o e os espa\u00e7os livres constantes do memorial e da planta.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-implica-na-perda-da-posse-e-dominio-para-o-poder-publico\"><a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Implica na perda da posse e dom\u00ednio para o poder p\u00fablico?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Aparentemente, SIM!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia consiste em saber qual a interpreta\u00e7\u00e3o que deve ser conferida \u00e0 norma do art. 3\u00ba do Decreto-Lei n. 58\/1937, redigida com o seguinte texto: &#8220;A inscri\u00e7\u00e3o torna inalien\u00e1veis, por qualquer t\u00edtulo, as vias de comunica\u00e7\u00e3o e os espa\u00e7os livres constantes do memorial e da planta.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>De um lado, os particulares aduzem que a express\u00e3o &#8220;inalien\u00e1vel&#8221; n\u00e3o implica dizer que a \u00e1rea referida no comando normativo teria integrado o dom\u00ednio p\u00fablico, ou seja, n\u00e3o transfere o bem para a municipalidade. De outra banda, a Fazenda P\u00fablica defende que inalienabilidade mencionada no dispositivo legal transfere automaticamente para o Poder P\u00fablico a \u00e1rea.<\/p>\n\n\n\n<p>A melhor interpreta\u00e7\u00e3o do art. 3\u00ba do Decreto-Lei n. 58\/1937 e dos arts. 65, 66 e 69 do CC\/1916 conduz ao entendimento de que o registro do loteamento implica perda da posse e do dom\u00ednio do espa\u00e7o livre, com transfer\u00eancia irrevers\u00edvel para o Poder P\u00fablico (REsp n. 1.230.323\/GO, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 23\/2\/2016, DJe 18\/12\/2018.)<\/p>\n\n\n\n<p>A jurisprud\u00eancia do STF, \u00e0 \u00e9poca, era no sentido de que a transfer\u00eancia das \u00e1reas reservadas ao dom\u00ednio p\u00fablico operava-se&nbsp;<em>pleno juris<\/em>&nbsp;(RE n. 89.252, Rel. Ministro Thompson Flores).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>3.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O registro do loteamento implica perda da posse e do dom\u00ednio do espa\u00e7o livre, com transfer\u00eancia irrevers\u00edvel para o Poder P\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-civil\"><a>DIREITO CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-efeitos-do-ajuizamento-pelo-consumidor-de-acao-perante-o-poder-judiciario-em-relacao-a-clausula-de-contrato-de-consumo-que-determina-a-utilizacao-compulsoria-da-arbitragem\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Efeitos do ajuizamento pelo consumidor, de a\u00e7\u00e3o perante o Poder Judici\u00e1rio, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cl\u00e1usula de contrato de consumo que determina a utiliza\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria da arbitragem.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>EMBARGOS DE DIVERG\u00caNCIA EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Com o ajuizamento, pelo consumidor, de a\u00e7\u00e3o perante o Poder Judici\u00e1rio, presume-se a discord\u00e2ncia dele em submeter-se ao ju\u00edzo arbitral, sendo nula a cl\u00e1usula de contrato de consumo que determina a utiliza\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria da arbitragem.<\/p>\n\n\n\n<p>EREsp 1.636.889-MG, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 9\/8\/2023, DJe 14\/8\/2023. (Info 784)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Crementino contratou uma empresa para construir sua casa. No contrato, havia cl\u00e1usula arbitral que fixava a compet\u00eancia origin\u00e1ria do Tribunal Arbitral at\u00e9 mesmo para aprecia\u00e7\u00e3o da validade da mencionada cl\u00e1usula.<\/p>\n\n\n\n<p>A obra n\u00e3o foi realizada no prazo previsto, raz\u00e3o que levou Crementino a ajuizar a\u00e7\u00e3o na qual requereu condena\u00e7\u00e3o da r\u00e9 \u00e0 obriga\u00e7\u00e3o de concluir e entregar a obra contratada. Por sua vez, a construtora sustenta a exist\u00eancia de cl\u00e1usula arbitral e compet\u00eancia do Tribunal Arbitral para decidir o conflito.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CDC:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 51. S\u00e3o nulas de pleno direito, entre outras, as cl\u00e1usulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e servi\u00e7os que:<\/p>\n\n\n\n<p>VII &#8211; determinem a utiliza\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria de arbitragem;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-vale-a-clausula\"><a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Vale a cl\u00e1usula?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Negativo. J\u00e1 era!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Conforme consignado pela Terceira Turma no REsp 1.785.783\/GO, apontado como paradigma, &#8220;com a promulga\u00e7\u00e3o da Lei de Arbitragem, passaram a conviver, em harmonia, tr\u00eas regramentos de diferentes graus de especificidade: (i) a regra geral, que obriga a observ\u00e2ncia da arbitragem quando pactuada pelas partes; (ii) a regra espec\u00edfica, aplic\u00e1vel a contratos de ades\u00e3o gen\u00e9ricos, que restringe a efic\u00e1cia da cl\u00e1usula compromiss\u00f3ria; e (iii) a regra ainda mais espec\u00edfica, incidente sobre contratos sujeitos ao C\u00f3digo de Defesa do Consumidor, sejam eles de ades\u00e3o ou n\u00e3o, impondo a nulidade de cl\u00e1usula que determine a utiliza\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria da arbitragem, ainda que satisfeitos os requisitos do art. 4\u00ba, \u00a7 2\u00ba, da Lei n. 9.307\/1996&#8221; (REsp 1.785.783\/GO, Terceira Turma, julgado em 5\/11\/2019, DJe 7\/11\/2019).<\/p>\n\n\n\n<p>Na mesma oportunidade, definiu-se, ainda, <strong>que o ajuizamento, pelo consumidor, de a\u00e7\u00e3o perante o Poder Judici\u00e1rio caracteriza a sua discord\u00e2ncia em submeter-se ao ju\u00edzo arbitral, n\u00e3o podendo prevalecer a cl\u00e1usula que imp\u00f5e a sua utiliza\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>No \u00e2mbito do STJ, o referido entendimento consolidou-se em ambas as Turmas que comp\u00f5em a Segunda Se\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, &#8220;N\u00e3o h\u00e1 incompatibilidade entre os arts. 51, VII, do CDC e 4\u00ba, \u00a7 2\u00ba, da Lei n. 9.307\/1996. Visando conciliar os normativos e garantir a maior prote\u00e7\u00e3o ao consumidor \u00e9 que entende-se que a cl\u00e1usula compromiss\u00f3ria s\u00f3 vir\u00e1 a ter efic\u00e1cia caso este aderente venha a tomar a iniciativa de instituir a arbitragem, ou concorde, expressamente, com a sua institui\u00e7\u00e3o, n\u00e3o havendo, por conseguinte, falar em compulsoriedade. Ademais, h\u00e1 situa\u00e7\u00f5es em que, apesar de se tratar de consumidor, n\u00e3o h\u00e1 vulnerabilidade da parte a justificar sua prote\u00e7\u00e3o&#8221; (REsp 1.189.050\/SP, relator Ministro Luis Felipe Salom\u00e3o, Quarta Turma, julgado em 1\u00ba\/3\/2016, DJe 14\/3\/2016.)<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, <strong>ofenderia o sistema erigido para a prote\u00e7\u00e3o e defesa do consumidor, e tampouco seria razo\u00e1vel exigir do sujeito vulner\u00e1vel que recorresse ao ju\u00edzo arbitral t\u00e3o somente para ver declarada a nulidade de cl\u00e1usula compromiss\u00f3ria que lhe imp\u00f5e a utiliza\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria da arbitragem<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Impor tal \u00f4nus ao consumidor, do ponto de vista pragm\u00e1tico, seria o mesmo que, por vias obl\u00edquas, lhe impor a ado\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria da arbitragem, fazendo letra morta tanto do art. 51, VII, do CDC, quanto da jurisprud\u00eancia sedimentada nesta Corte Superior.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, conclui-se que: a) \u00e9 nula a cl\u00e1usula de contrato de consumo que determina a utiliza\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria da arbitragem; e b) o ajuizamento, pelo consumidor, de a\u00e7\u00e3o perante o Poder Judici\u00e1rio caracteriza a sua discord\u00e2ncia em submeter-se ao ju\u00edzo arbitral, n\u00e3o podendo prevalecer a cl\u00e1usula que imp\u00f5e a sua utiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>4.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com o ajuizamento, pelo consumidor, de a\u00e7\u00e3o perante o Poder Judici\u00e1rio, presume-se a discord\u00e2ncia dele em submeter-se ao ju\u00edzo arbitral, sendo nula a cl\u00e1usula de contrato de consumo que determina a utiliza\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria da arbitragem.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-des-necessidade-de-que-haja-confusao-no-publico-consumidor-ou-associacao-erronea-em-prejuizo-do-seu-titular-para-que-reste-configurada-a-violacao-ao-direito-marcario\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Des)Necessidade de que haja confus\u00e3o no p\u00fablico consumidor ou associa\u00e7\u00e3o err\u00f4nea em preju\u00edzo do seu titular para que reste configurada a viola\u00e7\u00e3o ao direito marc\u00e1rio<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A prote\u00e7\u00e3o da marca, seja ela de alto renome ou n\u00e3o, busca evitar a confus\u00e3o ou a associa\u00e7\u00e3o de uma marca registrada a uma outra, sendo imprescind\u00edvel que, para que exista a viola\u00e7\u00e3o ao direito marc\u00e1rio, haja confus\u00e3o no p\u00fablico consumidor ou associa\u00e7\u00e3o err\u00f4nea em preju\u00edzo do seu titular.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.874.635-RJ, Rel. Ministro Marco Aur\u00e9lio Bellizze, Terceira Turma, por maioria, julgado em 8\/8\/2023, DJe 15\/8\/2023. (Info 784)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Advance Magazines ajuizou a\u00e7\u00e3o em face de Conde Constru\u00e7\u00f5es postulando que a r\u00e9 se abstivesse de usar a marca Vogue (concorr\u00eancia desleal) e pretendendo ainda indeniza\u00e7\u00e3o por danos materiais decorrentes do uso indevido da marca.<\/p>\n\n\n\n<p>A autora \u00e9 propriet\u00e1ria da marca \u201cVogue\u201d e alega que houve viola\u00e7\u00e3o ao direito marc\u00e1rio quando a r\u00e9 nomeou um de seus edif\u00edcios com o nome \u201cVogue Square\u201d, este constitu\u00eddo por escrit\u00f3rios, lojas, hotel, academia e centro de conven\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-necessaria-a-confusao-ou-associacao-erronea\"><a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Necess\u00e1ria a confus\u00e3o ou associa\u00e7\u00e3o err\u00f4nea?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeap!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A marca Vogue, a despeito de ser famosa, <strong>n\u00e3o se encontrava entre as marcas de alto renome no Brasil e, portanto, n\u00e3o se beneficia da prote\u00e7\u00e3o da\u00ed decorrente, mormente quanto \u00e0 exce\u00e7\u00e3o ao princ\u00edpio da especialidade<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, as recorrentes informam a exist\u00eancia de fato novo, qual seja, a decis\u00e3o administrativa proferida pelo INPI reconhecendo formalmente a marca Vogue como de alto renome, estendendo a prote\u00e7\u00e3o de sua marca a todos os ramos de atividade.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse fato, contudo, n\u00e3o tem o cond\u00e3o de interferir no julgamento do presente caso, pois, consoante j\u00e1 decidido pela Terceira Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, <strong>mesmo que o princ\u00edpio da especialidade n\u00e3o se aplique \u00e0s marcas de alto renome, a prote\u00e7\u00e3o legal n\u00e3o abrange nomes de edif\u00edcios e empreendimentos imobili\u00e1rios, pois n\u00e3o gozam de exclusividade<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Como bem destacado no voto proferido pelo Ministro Moura Ribeiro, no REsp 1.804.960\/SP<strong>, \u00e9 comum que os aludidos bens recebam id\u00eantica denomina\u00e7\u00e3o e, por isso, proliferem as homon\u00edmias sem que um condom\u00ednio possa impedir o outro de receber id\u00eantica denomina\u00e7\u00e3o, de forma que seus nomes, na verdade, n\u00e3o qualificam produtos ou servi\u00e7os, apenas conferem uma denomina\u00e7\u00e3o para individualiza\u00e7\u00e3o do bem<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a prote\u00e7\u00e3o \u00e0 marca, principalmente a individualiza\u00e7\u00e3o de um produto e servi\u00e7o para explora\u00e7\u00e3o de determinada atividade econ\u00f4mica, n\u00e3o se estende \u00e0 denomina\u00e7\u00e3o atribu\u00edda a um bem para identificar objetos singulares, sem nenhuma criatividade ou capacidade inventiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante disso, v\u00ea-se que o empreendimento imobili\u00e1rio <a>Vogue Square \u00e9 constitu\u00eddo por escrit\u00f3rios, lojas, hotel, academia e centro de conven\u00e7\u00f5es<\/a>, de modo que n\u00e3o se vislumbra a possibilidade de indu\u00e7\u00e3o dos consumidores ao erro, da caracteriza\u00e7\u00e3o de concorr\u00eancia parasit\u00e1ria ou do ofuscamento da marca da autora, tratando-se apenas da individualiza\u00e7\u00e3o de um empreendimento imobili\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Saliente-se que<strong> os estabelecimentos ali situados conservam seus nomes originais, sem nenhuma vincula\u00e7\u00e3o de produtos ou servi\u00e7os \u00e0 marca Vogue, havendo, na verdade, uma busca pela clientela de cada um dos comerciantes ali situados de acordo com suas pr\u00f3prias expertises<\/strong>, sem nenhuma associa\u00e7\u00e3o \u00e0 referida marca, ou seja, os frequentadores do empreendimento l\u00e1 n\u00e3o v\u00e3o com o objetivo de consumir nenhum produto ou servi\u00e7o relacionado \u00e0 Vogue, mas, sim, aqueles prestados separadamente por cada um dos fornecedores que ali se encontram, com suas particularidades, marcas pr\u00f3prias e segmentos espec\u00edficos.<\/p>\n\n\n\n<p>A dilui\u00e7\u00e3o da referida marca decorre do uso de sinal distintivo por terceiros fora do campo de especialidade de determinadas marcas de grande relev\u00e2ncia ou famosas (mas que n\u00e3o foram reconhecidas como de alto renome pelo INPI), de maneira que seu valor informacional deixa de ser suficientemente significativo, tornando o signo cada vez menos exclusivo.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A prote\u00e7\u00e3o da marca, seja ela de alto renome ou n\u00e3o, busca evitar a confus\u00e3o ou a associa\u00e7\u00e3o de uma marca registrada a uma outra, sendo imprescind\u00edvel que, para que exista a viola\u00e7\u00e3o ao direito marc\u00e1rio, haja confus\u00e3o no p\u00fablico consumidor ou associa\u00e7\u00e3o err\u00f4nea em preju\u00edzo do seu titular.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-civil\"><a>DIREITO PROCESSUAL CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-requisitos-para-a-concessao-da-seguranca-em-relacao-a-impetracao-do-nbsp-mandamus-nbsp-contra-decisao-em-procedimento-de-producao-antecipada-de-provas\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Requisitos para a concess\u00e3o da seguran\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 impetra\u00e7\u00e3o do&nbsp;mandamus&nbsp;contra decis\u00e3o em procedimento de produ\u00e7\u00e3o antecipada de provas<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO RECURSO EM MANDADO DE SEGURAN\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A concess\u00e3o da seguran\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 impetra\u00e7\u00e3o do&nbsp;mandamus&nbsp;contra decis\u00e3o em procedimento de produ\u00e7\u00e3o antecipada de provas requer a aprecia\u00e7\u00e3o da eventual teratologia, da manifesta ilegalidade ou do abuso de poder no ato judicial atacado.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no RMS 69.967-PR, Rel. Ministro Raul Ara\u00fajo, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 16\/5\/2023, DJe 23\/5\/2023. (Info 784)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>6.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Energ\u00e9tica Rio das Pedras ajuizou a\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o antecipada de provas em face de Construpeso Construtora. Determinada a per\u00edcia, o perito foi intimado responder aos quesitos apresentados em seu laudo pericial, conforme determina o art. 477, \u00a7 3\u00ba, do CPC\/2015. Antes do decurso do prazo estabelecido, Rio das Pedras apresentou 6 quesitos. A\u00ed, um dia antes da data designada para a nova audi\u00eancia, apresentou 36 quesitos adicionais. Estupefato, o perito requereu a prorroga\u00e7\u00e3o do prazo para a an\u00e1lise desses novos quesitos, ocasi\u00e3o na qual o magistrado&nbsp;<em>a quo<\/em>&nbsp;reconheceu a intempestividade de todos os quesitos apresentados em ambas as manifesta\u00e7\u00f5es da autora, mantendo, contudo, a realiza\u00e7\u00e3o da audi\u00eancia na data aprazada.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante a realiza\u00e7\u00e3o da audi\u00eancia, entretanto, o magistrado reconsiderou a decis\u00e3o anterior e reputou tempestivos os primeiros 6 quesitos apresentados, ocasi\u00e3o na qual a r\u00e9 requereu a reabertura do prazo para apresenta\u00e7\u00e3o de quesitos, pedido que foi imediatamente rejeitado.&nbsp; A negativa motivou a impetra\u00e7\u00e3o de mandado de seguran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 382. Na peti\u00e7\u00e3o, o requerente apresentar\u00e1 as raz\u00f5es que justificam a necessidade de antecipa\u00e7\u00e3o da prova e mencionar\u00e1 com precis\u00e3o os fatos sobre os quais a prova h\u00e1 de recair.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>\u00a7 4\u00ba Neste procedimento, n\u00e3o se admitir\u00e1 defesa ou recurso, salvo contra decis\u00e3o que indeferir totalmente a produ\u00e7\u00e3o da prova pleiteada pelo requerente origin\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 477. O perito protocolar\u00e1 o laudo em ju\u00edzo, no prazo fixado pelo juiz, pelo menos 20 (vinte) dias antes da audi\u00eancia de instru\u00e7\u00e3o e julgamento.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 3\u00ba Se ainda houver necessidade de esclarecimentos, a parte requerer\u00e1 ao juiz que mande intimar o perito ou o assistente t\u00e9cnico a comparecer \u00e0 audi\u00eancia de instru\u00e7\u00e3o e julgamento, formulando, desde logo, as perguntas, sob forma de quesitos.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-possivel-a-concessao-da-seguranca\"><a>6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel a concess\u00e3o da seguran\u00e7a?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>SIM, excepcionalmente!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No caso, requereu-se a intima\u00e7\u00e3o do perito para prestar esclarecimentos acerca de laudo pericial sem apresentar, na ocasi\u00e3o, os quesitos a serem respondidos, conforme determina o art. 477, \u00a7 3\u00ba, do CPC\/2015.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes do decurso do prazo estabelecido, a recorrente apresentou 6 quesitos. Todavia, um dia antes da data designada para a nova audi\u00eancia, apresentou 36 quesitos adicionais. Diante disso, no mesmo dia, o perito requereu a prorroga\u00e7\u00e3o do prazo para a an\u00e1lise desses novos quesitos, ocasi\u00e3o na qual o magistrado&nbsp;<em>a quo<\/em>&nbsp;reconheceu a intempestividade de todos os quesitos apresentados em ambas as manifesta\u00e7\u00f5es da agravante, mantendo, contudo, a realiza\u00e7\u00e3o da audi\u00eancia na data aprazada.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante a realiza\u00e7\u00e3o da audi\u00eancia, entretanto, o magistrado reconsiderou a decis\u00e3o anterior e reputou tempestivos os primeiros 6 quesitos apresentados, ocasi\u00e3o na qual a ora agravante requereu a reabertura do prazo para apresenta\u00e7\u00e3o de quesitos, pedido que foi imediatamente rejeitado.<\/p>\n\n\n\n<p>Em que pese a jurisprud\u00eancia do STJ reconhe\u00e7a ser cab\u00edvel a impetra\u00e7\u00e3o de mandado de seguran\u00e7a contra decis\u00e3o proferida em procedimento de produ\u00e7\u00e3o antecipada de provas, contra a qual n\u00e3o cabe recurso, nos termos do art. 382, \u00a7 4\u00ba, do CPC\/2015, tal circunst\u00e2ncia, por si s\u00f3, n\u00e3o enseja a concess\u00e3o da seguran\u00e7a, devendo ser apreciada a eventual teratologia, a manifesta ilegalidade ou o abuso de poder no ato judicial atacado (AgInt no RMS 63.075\/SP, Relator Ministro Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Terceira Turma, julgado em 23\/11\/2020, DJe 1\u00ba\/12\/2020).<\/p>\n\n\n\n<p>Isso, porque, nos termos do \u00a7 3\u00ba do art. 477 do CPC\/2015<strong>, \u00e9 \u00f4nus da parte que requer a intima\u00e7\u00e3o do perito para prestar esclarecimentos acerca do laudo apresentar, no momento do requerimento, os quesitos complementares.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O simples fato de ter sido determinada nova data para a realiza\u00e7\u00e3o da audi\u00eancia n\u00e3o resulta na reabertura autom\u00e1tica de prazo que, sem respaldo legal e por liberalidade do magistrado, foi concedido \u00e0 agravante, <strong>n\u00e3o constituindo, portanto, direito l\u00edquido e certo.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ainda, n\u00e3o h\u00e1 falar em preclus\u00e3o&nbsp;<em>pro judicato<\/em>&nbsp;no caso. Isso, porque a decis\u00e3o que, por liberalidade, concedeu prazo para a apresenta\u00e7\u00e3o de quesitos complementares, sem respaldo legal, n\u00e3o est\u00e1 sujeita \u00e0 veda\u00e7\u00e3o de novo pronunciamento judicial acerca da quest\u00e3o, uma vez que tal impedimento limita-se \u00e0s decis\u00f5es definitivas ou com for\u00e7a de definitivas, assim entendidas como aquelas que p\u00f5em fim \u00e0 rela\u00e7\u00e3o ou etapa processual, o que n\u00e3o se verifica na hip\u00f3tese.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, segundo o princ\u00edpio da proibi\u00e7\u00e3o do comportamento contradit\u00f3rio (<em>venire contra factum proprium<\/em>), a ningu\u00e9m \u00e9 l\u00edcito fazer valer um direito em contradi\u00e7\u00e3o com a sua conduta anterior ou posterior interpretada objetivamente, de modo que afigura-se descabido que a agravante pretenda ser beneficiada com a reabertura do prazo que nem sequer deveria ter sido concedido e que fora por ela descumprido.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>6.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A concess\u00e3o da seguran\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 impetra\u00e7\u00e3o do&nbsp;<em>mandamus<\/em>&nbsp;contra decis\u00e3o em procedimento de produ\u00e7\u00e3o antecipada de provas requer a aprecia\u00e7\u00e3o da eventual teratologia, da manifesta ilegalidade ou do abuso de poder no ato judicial atacado.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-do-consumidor\"><a>DIREITO DO CONSUMIDOR<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-im-possibilidade-de-responsabilizar-instituicao-financeira-em-caso-de-transacoes-realizadas-mediante-a-apresentacao-de-cartao-fisico-com-nbsp-chip-nbsp-e-a-senha-pessoal-do-correntista-sem-indicios-de-fraude\"><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade de responsabilizar institui\u00e7\u00e3o financeira em caso de transa\u00e7\u00f5es realizadas mediante a apresenta\u00e7\u00e3o de cart\u00e3o f\u00edsico com&nbsp;chip&nbsp;e a senha pessoal do correntista, sem ind\u00edcios de fraude<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se pode responsabilizar institui\u00e7\u00e3o financeira em caso de transa\u00e7\u00f5es realizadas mediante a apresenta\u00e7\u00e3o de cart\u00e3o f\u00edsico com&nbsp;chip&nbsp;e a senha pessoal do correntista, sem ind\u00edcios de fraude.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.898.812-SP, Rel. Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 15\/8\/2023. (Info 784)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>7.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creosvalda teve saques realizados por terceiros em sua conta corrente mediante uso de cart\u00e3o com chip e senha. Inconformada, ajuizou a\u00e7\u00e3o em face do banco Pagonada, alegando a responsabilidade deste pela falta de seguran\u00e7a bem como por n\u00e3o conseguir identificar os respons\u00e1veis pelos saques.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-possivel-responsabilizar-a-instituicao-financeira\"><a>7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel responsabilizar a institui\u00e7\u00e3o financeira?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>A\u00ed tamb\u00e9m n\u00e3o&#8230;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As Turmas de Direito Privado do STJ t\u00eam decidido <strong>que cabe ao correntista, em caso de eventuais saques irregulares na conta, feitos com o cart\u00e3o e a senha cadastrada pelo consumidor, a prova de que o banco agiu com neglig\u00eancia, imper\u00edcia ou imprud\u00eancia na entrega do dinheiro<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o STJ, basta \u00e0 institui\u00e7\u00e3o financeira comprovar que o saque foi feito com o cart\u00e3o do cliente e a respectiva senha, n\u00e3o tendo que demonstrar que foi ele pessoalmente que efetuou a retirada.<\/p>\n\n\n\n<p>Ressalta-se que, <strong>ainda que comprovado que n\u00e3o foi o autor, nem outra pessoa por ele autorizada, que realizou os saques, ainda assim, ressalvada a excepcionalidade de saques at\u00edpicos, n\u00e3o poderia a institui\u00e7\u00e3o financeira ser responsabilizada<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ao se tornar cliente de qualquer banco, o correntista assume inteira responsabilidade por sua senha e pelo cart\u00e3o magn\u00e9tico.<\/strong> Portanto, cabe ao autor, como correntista, o devido zelo por seu cart\u00e3o e senha banc\u00e1ria de modo a impedir que terceiros tenham, de alguma forma, acesso a este.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso n\u00e3o houve retiradas frequentes e repetitivas da conta do autor em diferentes caixas eletr\u00f4nicos, com valores significativos em rela\u00e7\u00e3o ao saldo, o que poderia indicar um poss\u00edvel golpe ou clonagem do cart\u00e3o, situa\u00e7\u00e3o em que a institui\u00e7\u00e3o financeira teria a obriga\u00e7\u00e3o de tomar medidas para evitar a continua\u00e7\u00e3o da fraude. Se n\u00e3o o fizesse, isso implicaria uma falha no servi\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, na situa\u00e7\u00e3o analisada, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel responsabilizar o banco por saques realizados ao longo de quatro meses na mesma ag\u00eancia banc\u00e1ria, usando o cart\u00e3o f\u00edsico com&nbsp;<em>chip<\/em>&nbsp;do autor e sua senha pessoal.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se pode responsabilizar institui\u00e7\u00e3o financeira em caso de transa\u00e7\u00f5es realizadas mediante a apresenta\u00e7\u00e3o de cart\u00e3o f\u00edsico com&nbsp;<em>chip<\/em>&nbsp;e a senha pessoal do correntista, sem ind\u00edcios de fraude.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-tributario\"><a>DIREITO TRIBUT\u00c1RIO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-des-necessidade-do-acrescimo-de-30-sobre-o-valor-do-debito-na-substituicao-de-carta-de-fianca-bancaria-por-seguro-garantia-em-execucao-fiscal\"><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Des)Necessidade do acr\u00e9scimo de 30% sobre o valor do d\u00e9bito na substitui\u00e7\u00e3o de carta de fian\u00e7a banc\u00e1ria por seguro garantia em execu\u00e7\u00e3o fiscal<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A substitui\u00e7\u00e3o de carta de fian\u00e7a banc\u00e1ria por seguro garantia em execu\u00e7\u00e3o fiscal n\u00e3o necessita de acr\u00e9scimo de 30% sobre o valor do d\u00e9bito.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.887.012-RJ, Rel. Ministro Francisco Falc\u00e3o, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 15\/8\/2023, DJe 18\/8\/2023. (Info 784)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>8.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a cita\u00e7\u00e3o em uma execu\u00e7\u00e3o fiscal, o contribuinte ofereceu em garantia carta de fian\u00e7a banc\u00e1ria emitida com valor 30% superior ao d\u00e9bito cobrado. Em seguida, o pr\u00f3prio contribuinte requereu a substitui\u00e7\u00e3o da mencionada carta de fian\u00e7a por seguro garantia, sem o acr\u00e9scimo de 30% previsto no art. 656, \u00a7 2\u00ba, do CPC\/1973, o que foi deferido.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformado, o Ibama interp\u00f4s recurso apontando viola\u00e7\u00e3o do art. 656, \u00a7 2\u00ba, do CPC\/1973, sustentando que a substitui\u00e7\u00e3o da carta de fian\u00e7a banc\u00e1ria inicialmente oferecida pelo contribuinte por seguro garantia est\u00e1 condicionada ao acr\u00e9scimo de 30% em rela\u00e7\u00e3o ao valor total do d\u00e9bito exequendo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 6.830\/1980:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 9\u00ba &#8211; Em garantia da execu\u00e7\u00e3o, pelo valor da d\u00edvida, juros e multa de mora e encargos indicados na Certid\u00e3o de D\u00edvida Ativa, o executado poder\u00e1:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>II &#8211; oferecer fian\u00e7a banc\u00e1ria ou seguro garantia;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 3<sup>o<\/sup>&nbsp;&nbsp;A garantia da execu\u00e7\u00e3o, por meio de dep\u00f3sito em dinheiro, fian\u00e7a banc\u00e1ria ou seguro garantia, produz os mesmos efeitos da penhora.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-necessario-o-plus-de-30\"><a>8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Necess\u00e1rio o \u201cplus\u201d de 30%?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nem!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O art. 656, \u00a7 2\u00ba, do CPC\/1973 <strong>disciplina a quest\u00e3o relativa \u00e0 necessidade de acr\u00e9scimo financeiro (30%) ao valor do d\u00e9bito executado quando for requerida a substitui\u00e7\u00e3o da penhora em dinheiro por carta de fian\u00e7a ou seguro garantia judicial<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, mediante o simples confronto anal\u00edtico entre o mencionado dispositivo legal e a situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica dos autos, atestada pelo Tribunal de origem, percebe-se que o comando normativo, contido no art. 656, \u00a7 2\u00ba, do CPC\/1973, n\u00e3o \u00e9 suficiente para alterar o entendimento firmado pelo Ju\u00edzo&nbsp;<em>a quo<\/em>, tendo em vista que disciplina a substitui\u00e7\u00e3o da penhora em dinheiro por carta de fian\u00e7a ou seguro garantia, quest\u00e3o jur\u00eddica diversa da tratada no presente recurso especial, referente \u00e0 possibilidade de substitui\u00e7\u00e3o da carta de fian\u00e7a banc\u00e1ria originalmente apresentada por seguro garantia judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, a pr\u00f3pria Lei de Execu\u00e7\u00f5es Fiscais (Lei n. 6.830\/1980) em seu art. 9\u00ba, II, equiparou o oferecimento da fian\u00e7a banc\u00e1ria \u00e0 apresenta\u00e7\u00e3o inicial de seguro garantia e, no \u00a7 3\u00ba do mesmo dispositivo, prescreveu que a garantia do feito executivo pode ser uniformemente alcan\u00e7ada por meio do dep\u00f3sito em dinheiro, da fian\u00e7a banc\u00e1ria, do seguro garantia e da penhora.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, <strong>a Portaria n. 440\/2016, editada pela Advocacia-Geral da Uni\u00e3o para regulamentar as condi\u00e7\u00f5es de aceita\u00e7\u00e3o da fian\u00e7a banc\u00e1ria e de seguro garantia pela Procuradoria-Geral Federal, em seu art. 2\u00ba, \u00a7 3\u00ba, expressamente prescreveu que \u00e9 indevida a exig\u00eancia de acr\u00e9scimo percentual ao valor do d\u00e9bito para o oferecimento de ambas as garantias<\/strong>, ao passo em que o art. 3\u00ba, \u00a7 1\u00ba, da mencionada norma infralegal possibilitou a substitui\u00e7\u00e3o rec\u00edproca entre o seguro garantia e a carta de fian\u00e7a banc\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>8.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A substitui\u00e7\u00e3o de carta de fian\u00e7a banc\u00e1ria por seguro garantia em execu\u00e7\u00e3o fiscal n\u00e3o necessita de acr\u00e9scimo de 30% sobre o valor do d\u00e9bito.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-penal\"><a>DIREITO PROCESSUAL PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-requisitos-para-a-proibicao-generica-de-consumo-de-alcool-imposta-como-condicao-especial-ao-apenado-com-o-argumento-geral-de-preservar-a-saude-mental-do-condenado-ou-prevenir-futuros-crimes\"><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Requisitos para a proibi\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica de consumo de \u00e1lcool imposta como condi\u00e7\u00e3o especial ao apenado, com o argumento geral de preservar a sa\u00fade mental do condenado ou prevenir futuros crimes<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECLAMA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A <a>proibi\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica de consumo de \u00e1lcool imposta como condi\u00e7\u00e3o <\/a>especial ao apenado, com o argumento geral de preservar a sa\u00fade mental do condenado ou prevenir futuros crimes, deve vincular a necessidade da regra \u00e0s circunst\u00e2ncias espec\u00edficas do crime pelo qual o condenado foi sentenciado.<\/p>\n\n\n\n<p>Rcl 45.054-MG, Rel. Ministro Reynaldo Soares Da Fonseca, Terceira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 9\/8\/2023, DJe 17\/8\/2023. (Info 784)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>9.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Craudi\u00e3o impetrou HC no qual foi concedida a ordem de of\u00edcio, pelo STJ, a fim de cassar o ac\u00f3rd\u00e3o impugnado e a decis\u00e3o do Ju\u00edzo de Execu\u00e7\u00e3o Penal, na parte em que aplicou condi\u00e7\u00f5es, al\u00e9m das legais, para o cumprimento do regime aberto ao paciente, sem preju\u00edzo de que fosse proferida nova decis\u00e3o, estabelecendo condi\u00e7\u00f5es especiais ao apenado, desde que de forma fundamentada e individualizada.<\/p>\n\n\n\n<p>O juiz da execu\u00e7\u00e3o, em novo pronunciamento, definiu pelo recolhimento durante o per\u00edodo noturno, domingos, feriados e hor\u00e1rios em que n\u00e3o houvesse trabalho, permiss\u00e3o para deixar a resid\u00eancia somente para o trabalho, proibi\u00e7\u00e3o de frequentar bares, boates, botequins, casa de prostitui\u00e7\u00e3o ou lugares semelhantes e proibi\u00e7\u00e3o de ingerir bebida alco\u00f3lica de qualquer esp\u00e9cie. Inconformado e chegado em um gole, Craudi\u00e3o impetrou reclama\u00e7\u00e3o por meio da qual questiona a proibi\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica de consumo de \u00e1lcool imposta como condi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>9.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>LEP:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 115. O Juiz poder\u00e1 estabelecer condi\u00e7\u00f5es especiais para a concess\u00e3o de regime aberto, sem preju\u00edzo das seguintes condi\u00e7\u00f5es gerais e obrigat\u00f3rias:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; permanecer no local que for designado, durante o repouso e nos dias de folga;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; sair para o trabalho e retornar, nos hor\u00e1rios fixados;<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; n\u00e3o se ausentar da cidade onde reside, sem autoriza\u00e7\u00e3o judicial;<\/p>\n\n\n\n<p>IV &#8211; comparecer a Ju\u00edzo, para informar e justificar as suas atividades, quando for determinado.<\/p>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Tr\u00e2nsito Brasileiro:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 306.&nbsp; Conduzir ve\u00edculo automotor com capacidade psicomotora alterada em raz\u00e3o da influ\u00eancia de \u00e1lcool ou de outra subst\u00e2ncia psicoativa que determine depend\u00eancia:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Penas &#8211; deten\u00e7\u00e3o, de seis meses a tr\u00eas anos, multa e suspens\u00e3o ou proibi\u00e7\u00e3o de se obter a permiss\u00e3o ou a habilita\u00e7\u00e3o para dirigir ve\u00edculo automotor.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-deve-haver-vinculacao-entre-as-medidas-e-o-caso\"><a>9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Deve haver vincula\u00e7\u00e3o entre as medidas e o caso<\/a>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Com certeza!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A cria\u00e7\u00e3o de regra que <strong>destoe das condi\u00e7\u00f5es gerais e obrigat\u00f3rias previstas nos incisos do art. 115 da LEP pressup\u00f5e, necessariamente, que a imposi\u00e7\u00e3o esteja acompanhada de fundamenta\u00e7\u00e3o que justifique adequadamente a adequa\u00e7\u00e3o da restri\u00e7\u00e3o imposta ao executado \u00e0 sua situa\u00e7\u00e3o concreta<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A condi\u00e7\u00e3o especial que veda ao apenado ingerir bebidas alco\u00f3licas de qualquer esp\u00e9cie, com base na justificativa gen\u00e9rica de que a proibi\u00e7\u00e3o visaria \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o da sa\u00fade mental do reeducando ou \u00e0 preven\u00e7\u00e3o do cometimento de novo delito, n\u00e3o atende ao comando da decis\u00e3o emanada do STJ (HC 751.948\/MG).<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, <strong>n\u00e3o se nega que o apenado n\u00e3o deve ingerir \u00e1lcool durante o trabalho ou antes de conduzir ve\u00edculo automotor, neste \u00faltimo caso, sob pena de incorrer no delito descrito no art. 306 do <a>C\u00f3digo de Tr\u00e2nsito Brasileiro<\/a><\/strong>. No entanto, n\u00e3o parece, a princ\u00edpio, irrazo\u00e1vel que o executado, estando dentro de sua resid\u00eancia, no per\u00edodo noturno ou em dias de folga, venha a ingerir algum tipo de bebida alc\u00f3olica (como uma cerveja, por exemplo), cujo consumo n\u00e3o \u00e9 vedado no ordenamento jur\u00eddico brasileiro. Aconselhando-se, por \u00f3bvio, a modera\u00e7\u00e3o, tendo em conta os conhecidos efeitos delet\u00e9rios do excesso de consumo de \u00e1lcool para a sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, na hip\u00f3tese, <strong>verifica-se a aus\u00eancia de vincula\u00e7\u00e3o da regra imposta \u00e0s circunst\u00e2ncias concretas relacionadas aos delitos pelos quais o executado cumpre pena, e\/ou ao comportamento do reeducando no curso da execu\u00e7\u00e3o penal<\/strong>, ou at\u00e9 mesmo a problemas de sa\u00fade espec\u00edficos de que sabidamente pade\u00e7a e que justifiquem a contraindica\u00e7\u00e3o da ingest\u00e3o de bebidas alco\u00f3licas.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>9.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A proibi\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica de consumo de \u00e1lcool imposta como condi\u00e7\u00e3o especial ao apenado, com o argumento geral de preservar a sa\u00fade mental do condenado ou prevenir futuros crimes, deve vincular a necessidade da regra \u00e0s circunst\u00e2ncias espec\u00edficas do crime pelo qual o condenado foi sentenciado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-nbsp-des-necessidade-de-instrucao-probatoria-acerca-do-dano-psiquico-do-grau-de-sofrimento-da-vitima-para-a-fixacao-de-indenizacao-minima-por-danos-morais\"><a>10.&nbsp; (Des)Necessidade de instru\u00e7\u00e3o probat\u00f3ria acerca do dano ps\u00edquico, do grau de sofrimento da v\u00edtima para a fixa\u00e7\u00e3o de indeniza\u00e7\u00e3o m\u00ednima por danos morais<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Para fixa\u00e7\u00e3o de indeniza\u00e7\u00e3o m\u00ednima por danos morais, nos termos do art. 387, IV, do CP, n\u00e3o se exige instru\u00e7\u00e3o probat\u00f3ria acerca do dano ps\u00edquico, do grau de sofrimento da v\u00edtima, bastando que conste pedido expresso na inicial acusat\u00f3ria, garantia suficiente ao exerc\u00edcio do contradit\u00f3rio e da ampla defesa.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no REsp 2.029.732-MS, Rel. Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 22\/8\/2023, DJe 25\/8\/2023. (Info 784)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>10.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creitinho cometeu crime de roubo majorado contra Tadeu. Inconformada, a v\u00edtima requereu a fixa\u00e7\u00e3o de um valor m\u00ednimo para repara\u00e7\u00e3o dos danos causados pela infra\u00e7\u00e3o, o que foi afastado pelo tribunal local.<\/p>\n\n\n\n<p>O MP ent\u00e3o interp\u00f4s recurso no qual sustenta que, a respeito dos preju\u00edzos materiais, a necessidade de indica\u00e7\u00e3o do valor do dano e da realiza\u00e7\u00e3o de instru\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, com a finalidade de oportunizar que o r\u00e9u produza provas de que os bens avariados ou subtra\u00eddos possuem valor diverso daquele que fora apontado pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico. Contudo, no tocante aos danos morais, entende n\u00e3o haver as mesmas exig\u00eancias, j\u00e1 que as les\u00f5es psicol\u00f3gicas s\u00e3o de dif\u00edcil mensura\u00e7\u00e3o no aspecto financeiro, por serem de cunho puramente subjetivo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>10.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-1-questao-juridica\"><a>10.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Processo Penal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art.&nbsp;63.&nbsp;&nbsp;Transitada em julgado a senten\u00e7a condenat\u00f3ria, poder\u00e3o promover-lhe a execu\u00e7\u00e3o, no ju\u00edzo c\u00edvel, para o efeito da repara\u00e7\u00e3o do dano, o ofendido, seu representante legal ou seus herdeiros.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Par\u00e1grafo \u00fanico.&nbsp; Transitada em julgado a senten\u00e7a condenat\u00f3ria, a execu\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser efetuada pelo valor fixado nos termos do&nbsp;inciso iv do caput&nbsp;do art. 387 deste C\u00f3digo&nbsp;sem preju\u00edzo da liquida\u00e7\u00e3o para a apura\u00e7\u00e3o do dano efetivamente sofrido.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Art.&nbsp;387.&nbsp;&nbsp;O juiz, ao proferir senten\u00e7a condenat\u00f3ria:&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>IV &#8211; fixar\u00e1 valor m\u00ednimo para repara\u00e7\u00e3o dos danos causados pela infra\u00e7\u00e3o, considerando os preju\u00edzos sofridos pelo ofendido;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>CPC:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 509. Quando a senten\u00e7a condenar ao pagamento de quantia il\u00edquida, proceder-se-\u00e1 \u00e0 sua liquida\u00e7\u00e3o, a requerimento do credor ou do devedor:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>II &#8211; pelo procedimento comum, quando houver necessidade de alegar e provar fato novo.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-2-necessaria-instrucao-probatoria-acerca-do-dano-psiquico\"><a>10.2.2. Necess\u00e1ria instru\u00e7\u00e3o probat\u00f3ria acerca do dano ps\u00edquico?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sob an\u00e1lise mais acurada a respeito da altera\u00e7\u00e3o promovida pela Lei n. 11.719\/2008 ao art. 387, IV, do <a>C\u00f3digo de Processo Penal <\/a>e dos julgados do STJ, necess\u00e1ria a revis\u00e3o do posicionamento at\u00e9 ent\u00e3o adotado pela Quinta Turma desta Corte.<\/p>\n\n\n\n<p>A nova reda\u00e7\u00e3o do art. 387, IV, do C\u00f3digo de Processo Penal tornou poss\u00edvel, desde a senten\u00e7a condenat\u00f3ria, a fixa\u00e7\u00e3o de um valor m\u00ednimo para repara\u00e7\u00e3o dos danos causados pela infra\u00e7\u00e3o, afastando, assim, a necessidade da liquida\u00e7\u00e3o do t\u00edtulo. O objetivo da norma foi o de dar maior efetividade aos direitos civis da v\u00edtima no processo penal e, desde logo, satisfazer certo grau de repara\u00e7\u00e3o ou compensa\u00e7\u00e3o do dano, al\u00e9m de responder \u00e0 tend\u00eancia mundial de redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de processos.<\/p>\n\n\n\n<p>A previs\u00e3o legal \u00e9 a de fixa\u00e7\u00e3o de um valor m\u00ednimo, n\u00e3o exauriente, sendo poss\u00edvel a liquida\u00e7\u00e3o complementar de senten\u00e7a para apurar o efetivo dano sofrido, nos termos do art. 509, II, do CPC. Observe-se, nesse sentido, o art. 63, par\u00e1grafo \u00fanico, do C\u00f3digo de Processo Penal: &#8220;transitada em julgado a senten\u00e7a condenat\u00f3ria, a execu\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser efetuada pelo valor fixado nos termos do inciso IV do&nbsp;<em>caput<\/em>&nbsp;do art. 387 deste C\u00f3digo sem preju\u00edzo da liquida\u00e7\u00e3o para a apura\u00e7\u00e3o do dano efetivamente sofrido&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A&nbsp;<em>mens legis<\/em>, taxativamente, n\u00e3o \u00e9 a estipula\u00e7\u00e3o do valor integral da recomposi\u00e7\u00e3o patrimonial, mas, isto sim, a restaura\u00e7\u00e3o parcial do&nbsp;<em>status quo<\/em>&nbsp;por indeniza\u00e7\u00e3o m\u00ednima<\/strong>, na medida do preju\u00edzo evidenciado na instru\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o penal, sendo desnecess\u00e1rio o aprofundamento espec\u00edfico da instru\u00e7\u00e3o probat\u00f3ria acerca dos danos, caracter\u00edstico do processo civil.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, a exist\u00eancia do dano moral&nbsp;<em>ipso facto<\/em>&nbsp;\u00e9 satisfatoriamente debatida ao longo do processo, j\u00e1 que o r\u00e9u se defende dos fatos imputados na den\u00fancia, porventura ensejadores de manifesta indeniza\u00e7\u00e3o, justamente para que n\u00e3o acarrete posterga\u00e7\u00e3o do processo criminal. No crime de roubo majorado pelo concurso de pessoas e uso de arma branca, o ofendido teve a faca posta em seu pesco\u00e7o, tendo sido constatado pelas inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias o trauma psicol\u00f3gico sofrido, j\u00e1 que passou a ter dificuldades para dormir e medo de ser perseguido na rua pelos acusados.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, <strong>\u00e9 poss\u00edvel a fixa\u00e7\u00e3o de um m\u00ednimo indenizat\u00f3rio a t\u00edtulo de dano moral, sem a necessidade de instru\u00e7\u00e3o probat\u00f3ria espec\u00edfica para fins de sua constata\u00e7\u00e3o (exist\u00eancia do dano e sua dimens\u00e3o).<\/strong> Decorre de abalo emocional inequ\u00edvoco, facilmente verificado pelas provas dos autos, com pedido expresso na inicial acusat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, passa-se a adotar o posicionamento da Sexta Turma do STJ, que n\u00e3o exige instru\u00e7\u00e3o probat\u00f3ria acerca do dano ps\u00edquico, do grau de sofrimento da v\u00edtima, nos termos do art. 387, IV, do CPP, bastando que conste o pedido expresso na inicial acusat\u00f3ria, garantia bastante ao exerc\u00edcio do contradit\u00f3rio e da ampla defesa.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-3-resultado-final\"><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a>10.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Para fixa\u00e7\u00e3o de indeniza\u00e7\u00e3o m\u00ednima por danos morais, nos termos do art. 387, IV, do CP, n\u00e3o se exige instru\u00e7\u00e3o probat\u00f3ria acerca do dano ps\u00edquico, do grau de sofrimento da v\u00edtima, bastando que conste pedido expresso na inicial acusat\u00f3ria, garantia suficiente ao exerc\u00edcio do contradit\u00f3rio e da ampla defesa.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-nbsp-nulidade-a-ser-reconhecida-na-pronuncia-quando-sua-fundamentacao-nao-utilizou-elementos-de-prova-produzidos-unilateralmente-pelo-ministerio-publico-e-pela-autoridade-policial-juntados-apos-a-sentenca-de-pronuncia\"><a>11.&nbsp; Nulidade<\/a> a ser reconhecida na pron\u00fancia quando sua fundamenta\u00e7\u00e3o n\u00e3o utilizou elementos de prova produzidos unilateralmente pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico e pela autoridade policial, juntados ap\u00f3s a senten\u00e7a de pron\u00fancia.<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ainda que os <a>elementos de prova produzidos unilateralmente pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico e pela autoridade policial, juntados ap\u00f3s a decis\u00e3o de pron\u00fancia<\/a>, sejam nulos, n\u00e3o existe nulidade a ser reconhecida na pron\u00fancia quando sua fundamenta\u00e7\u00e3o n\u00e3o utilizou essas provas.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.004.051-SC, Rel. Ministra Laurita Vaz, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 15\/8\/2023. (Info 784)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>11.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma a\u00e7\u00e3o penal, o Tribunal local assentou a nulidade dos laudos periciais produzidos unilateralmente pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico e pela autoridade policial, quando j\u00e1 estava em curso a instru\u00e7\u00e3o criminal. O pr\u00f3prio juiz do caso s\u00f3 ficou sabendo da decis\u00e3o quando j\u00e1 havia proferido a decis\u00e3o de pron\u00fancia. O controle judicial n\u00e3o foi realizado na produ\u00e7\u00e3o das referidas per\u00edcias, tampouco seguiram o regramento previsto no CPP. Assim, foi reconhecida a ilegalidade na pr\u00f3pria produ\u00e7\u00e3o da prova, sendo anuladas e desentranhadas dos autos.<\/p>\n\n\n\n<p>Todavia, os referidos laudos periciais n\u00e3o foram utilizados pelo magistrado para fundamentar a pron\u00fancia, mesmo porque foram juntados aos autos em momento a ela posterior. Ainda assim, a defesa sustenta a nulidade da decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>11.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-1-nbsp-deve-ser-reconhecida-a-nulidade\">11.2.1. &nbsp;<a>Deve ser reconhecida a nulidade?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooopsss!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia cinge-se \u00e0 possibilidade de se utilizar elementos de prova produzidos unilateralmente pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico e pela autoridade policial, quando j\u00e1 estava em curso a instru\u00e7\u00e3o criminal e juntados ap\u00f3s a senten\u00e7a de pron\u00fancia.<\/p>\n\n\n\n<p>O STJ entende que &#8220;[&#8230;] <strong>\u00e9 inconceb\u00edvel admitir como prova t\u00e9cnica oficial um laudo que emanou exclusivamente de \u00f3rg\u00e3o que atua como parte acusadora no processo criminal, sem qualquer tipo de controle judicial ou de participa\u00e7\u00e3o da defesa<\/strong> [&#8230;] (HC 154.093\/RJ, Rel. Ministro Jorge Mussi, Quinta Turma, julgado em 9\/11\/2010, DJe 15\/4\/2011).<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, o Tribunal de origem constatou a nulidade dos laudos periciais produzidos unilateralmente pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico e pela autoridade policial, quando j\u00e1 estava em curso a instru\u00e7\u00e3o criminal. Houve conhecimento do Ju\u00edzo quando j\u00e1 havia sido proferida a senten\u00e7a de pron\u00fancia, pois juntados aos autos somente na fase em que a defesa iria apresentar as raz\u00f5es ao seu recurso em sentido estrito dirigido contra a pron\u00fancia. O controle judicial n\u00e3o foi realizado na produ\u00e7\u00e3o das referidas per\u00edcias, tampouco seguiram o regramento previsto no CPP. Assim, manifestou-se a ilegalidade na pr\u00f3pria produ\u00e7\u00e3o da prova, sendo anuladas e desentranhadas dos autos.<\/p>\n\n\n\n<p>Todavia, os referidos laudos periciais n\u00e3o foram utilizados pelo magistrado para fundamentar a pron\u00fancia, mesmo porque foram juntados aos autos em momento a ela posterior. O fato de a pron\u00fancia ter mencionado imagens que j\u00e1 constavam dos autos n\u00e3o configura nulidade ou cerceamento de defesa, uma vez que as conclus\u00f5es contidas nesses laudos n\u00e3o lastrearam a senten\u00e7a que finalizou a primeira fase do procedimento do j\u00fari.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, inexiste nulidade a ser reconhecida na pron\u00fancia, que n\u00e3o se fundamentou na prova produzida unilateralmente e n\u00e3o foi submetida ao contradit\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-2-resultado-final\"><a>11.2.2. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Ainda que os elementos de prova produzidos unilateralmente pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico e pela autoridade policial, juntados ap\u00f3s a senten\u00e7a de pron\u00fancia, sejam nulos, n\u00e3o existe nulidade a ser reconhecida na pron\u00fancia quando sua fundamenta\u00e7\u00e3o n\u00e3o utilizou essas provas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-nbsp-i-licitude-da-solicitacao-de-relatorios-de-inteligencia-financeira-feita-pela-autoridade-policial-ao-coaf-atual-uif-em-autorizacao-judicial\"><a>12.&nbsp; (I)Licitude da solicita\u00e7\u00e3o de relat\u00f3rios de intelig\u00eancia financeira feita pela autoridade policial ao COAF (atual UIF) em autoriza\u00e7\u00e3o judicial.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>RECURSO EM HABEAS CORPUS<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Sem autoriza\u00e7\u00e3o judicial, \u00e9 il\u00edcita a solicita\u00e7\u00e3o de relat\u00f3rios de intelig\u00eancia financeira feita pela autoridade policial ao COAF (atual UIF).<\/p>\n\n\n\n<p>RHC 147.707-PA, Rel. Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, por maioria, julgado em 15\/8\/2023, DJe 24\/8\/2023. <a>(Info 784)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>12.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creide, investigada pela suposta pr\u00e1tica do delito de lavagem de capitais, impetrou pr\u00e9vio HC no tribunal local, pugnando pelo reconhecimento de ilicitude dos elementos de informa\u00e7\u00e3o colhidos atrav\u00e9s do COAF nos autos da Busca e Apreens\u00e3o, em raz\u00e3o do envio dos relat\u00f3rios ter sido realizado mediante mera requisi\u00e7\u00e3o da autoridade policial.<\/p>\n\n\n\n<p>Afirma que a solicita\u00e7\u00e3o da autoridade policial compreendeu per\u00edodo de mais de 6 anos, e que o primeiro relat\u00f3rio foi enviado apenas 10 dias ap\u00f3s a instaura\u00e7\u00e3o do inqu\u00e9rito, o que indica a aus\u00eancia de qualquer investiga\u00e7\u00e3o preliminar que evidenciasse a necessidade do requerimento, violando o entendimento do Supremo Tribunal Federal sobre a mat\u00e9ria.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>12.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-1-necessaria-a-autorizacao-judicial\"><a>12.2.1. Necess\u00e1ria a autoriza\u00e7\u00e3o judicial?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Com certeza!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O STF, ao julgar o RE 1.055.941\/SP, em \u00e2mbito de repercuss\u00e3o geral, fixou as seguintes teses: &#8220;1. <strong>\u00c9 constitucional o compartilhamento dos relat\u00f3rios de intelig\u00eancia financeira da UIF e da \u00edntegra do procedimento fiscalizat\u00f3rio da Receita Federal do Brasil &#8211; em que se define o lan\u00e7amento do tributo &#8211; com os \u00f3rg\u00e3os de persecu\u00e7\u00e3o penal para fins criminais sem pr\u00e9via autoriza\u00e7\u00e3o judicial, devendo ser resguardado o sigilo das informa\u00e7\u00f5es em procedimentos formalmente instaurados e sujeitos a posterior controle jurisdicional<\/strong>; 2. O compartilhamento pela UIF e pela RFB referido no item anterior deve ser feito unicamente por meio de comunica\u00e7\u00f5es formais, com garantia de sigilo, certifica\u00e7\u00e3o do destinat\u00e1rio e estabelecimento de instrumentos efetivos de apura\u00e7\u00e3o e corre\u00e7\u00e3o de eventuais desvios.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Infere-se do julgado que \u00e9 poss\u00edvel o compartilhamento dos relat\u00f3rios de intelig\u00eancia da UIF e da \u00edntegra do procedimento fiscalizat\u00f3rio da Receita Federal do Brasil com os \u00f3rg\u00e3os de persecu\u00e7\u00e3o penal, ou seja, constatadas pela UIF ou pela Receita Federal do Brasil ilegalidades nos processos administrativos fiscais, deve ser feita a comunica\u00e7\u00e3o com os \u00f3rg\u00e3os de persecu\u00e7\u00e3o penal.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso em an\u00e1lise, <strong>a autoridade policial requisitou diretamente ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras &#8211; COAF (atual Unidade de Intelig\u00eancia Financeira &#8211; UIF) o envio dos relat\u00f3rios de intelig\u00eancia financeira sem autoriza\u00e7\u00e3o judicial<\/strong>, situa\u00e7\u00e3o, portanto, DIVERSA da qual foi decidida pelo Supremo Tribunal Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Acerca do tema, a Terceira Se\u00e7\u00e3o do STJ analisou situa\u00e7\u00e3o similar, ao julgar o RHC 83.233\/SP, no qual o Minist\u00e9rio P\u00fablico requisitou diretamente \u00e0 Receita Federal do Brasil o envio da declara\u00e7\u00e3o de imposto de renda de determinadas pessoas, o que foi considerado il\u00edcito pelo STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, <strong>constata-se a ilicitude dos relat\u00f3rios de intelig\u00eancia financeira solicitados diretamente pela autoridade policial ao COAF<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-2-resultado-final\"><a>12.2.2. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Sem autoriza\u00e7\u00e3o judicial, \u00e9 il\u00edcita a solicita\u00e7\u00e3o de relat\u00f3rios de intelig\u00eancia financeira feita pela autoridade policial ao COAF (atual UIF).<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-183f8daa-c337-4399-acb5-547848bc085e\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/09\/05004040\/stj-informativo-784.pdf\">stj-informativo-784<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/09\/05004040\/stj-informativo-784.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-183f8daa-c337-4399-acb5-547848bc085e\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Informativo n\u00ba 784 do STJ\u00a0COMENTADO\u00a0saindo do forno (quentinho) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! 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