{"id":1271216,"date":"2023-08-30T01:08:35","date_gmt":"2023-08-30T04:08:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1271216"},"modified":"2023-08-30T01:08:38","modified_gmt":"2023-08-30T04:08:38","slug":"informativo-stf-1104-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1104-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STF 1104 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p>E aqui est\u00e1 o Informativo n\u00ba 1104 do STF\u00a0<strong>COMENTADO.\u00a0<\/strong>S\u00f3 para voc\u00ea que est\u00e1 ligad@ aqui\u00a0no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/08\/30010823\/stf-informativo-1104.pdf\" rel=\"sponsored nofollow\">DOWNLOAD do PDF<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_oh7KYrZbP1M\"><div id=\"lyte_oh7KYrZbP1M\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/oh7KYrZbP1M\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/oh7KYrZbP1M\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/oh7KYrZbP1M\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-administrativo\"><a>DIREITO ADMINISTRATIVO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-prorrogacao-antecipada-de-contrato-de-concessao-de-servico-de-transporte-coletivo-estadual\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Prorroga\u00e7\u00e3o antecipada de contrato de concess\u00e3o de servi\u00e7o de transporte coletivo estadual<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional \u2014 pois ocorrida dentro dos limites explicitados pelo STF no julgamento da ADI 5.991\/DF \u2014 a prorroga\u00e7\u00e3o antecipada do contrato de concess\u00e3o do servi\u00e7o de transporte coletivo do corredor metropolitano S\u00e3o Mateus\/Jabaquara promovida pelos Decretos 65.574\/2021 e 65.757\/2021, ambos do Estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 7.048\/SP, relatora Ministra C\u00e1rmen L\u00facia, redator do ac\u00f3rd\u00e3o Ministro Gilmar Mendes, julgamento virtual finalizado em 21.8.2023 <a>(Info 1104)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Na ADI 7048, o Partido Solidariedade questionava atos do governo paulista, em especial o Decreto Estadual n\u00ba 65.574\/2021 e n\u00ba 65.575\/2021, que autorizou a prorroga\u00e7\u00e3o antecipada da concess\u00e3o do servi\u00e7o de transporte coletivo intermunicipal de \u00f4nibus e tr\u00f3lebus no Corredor Metropolitano ABD (S\u00e3o Mateus \u2013 Jabaquara). Para o partido, as normas teriam beneficiado apenas uma empresa, sem licita\u00e7\u00e3o, com contratos de concess\u00e3o por 25 anos, ao custo de quase R$ 23 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-possivel-a-prorrogacao-antecipada\"><a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel a prorroga\u00e7\u00e3o antecipada?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeap!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Os decretos impugnados s\u00e3o compat\u00edveis com os princ\u00edpios constitucionais da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica que regem a prorroga\u00e7\u00e3o das concess\u00f5es sob as seguintes balizas:<\/strong>&nbsp;<strong>(i)&nbsp;<\/strong>exig\u00eancia de licita\u00e7\u00e3o pr\u00e9via e da vincula\u00e7\u00e3o ao instrumento convocat\u00f3rio;&nbsp;<strong>(ii)<\/strong>&nbsp;prorroga\u00e7\u00e3o por prazo n\u00e3o superior ao originalmente admitido;&nbsp;<strong>(iii)<\/strong>&nbsp;discricionariedade da prorroga\u00e7\u00e3o; e&nbsp;<strong>(iv)<\/strong>&nbsp;vantajosidade da prorroga\u00e7\u00e3o antecipada para a Administra\u00e7\u00e3o, devidamente apontada por estudos t\u00e9cnicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, na esp\u00e9cie, <strong>a assun\u00e7\u00e3o de novas obriga\u00e7\u00f5es de fazer para investimento em malhas do interesse da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica n\u00e3o desfigura o objeto do contrato de concess\u00e3o original<\/strong>. Como o contrato de concess\u00e3o \u00e9 um acordo bilateral que opera no interesse da Administra\u00e7\u00e3o, nada impede que, de forma acess\u00f3ria \u00e0 obriga\u00e7\u00e3o principal de presta\u00e7\u00e3o adequada do servi\u00e7o dentro da malha licitada, tamb\u00e9m sejam pactuadas novas obriga\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, conheceu da ADI como ADPF e, no m\u00e9rito, por maioria, a julgou improcedente para assentar a constitucionalidade dos Decretos&nbsp;65.574\/2021&nbsp;e&nbsp;65.575\/2021, ambos do Estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-transformacao-nbsp-de-cargos-em-comissao-e-de-funcoes-de-confianca-mediante-ato-normativo-infralegal\"><a><\/a><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Transforma\u00e7\u00e3o<\/a>&nbsp;de cargos em comiss\u00e3o e de fun\u00e7\u00f5es de confian\u00e7a mediante ato normativo infralegal<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional \u2014 por ultrapassar a prerrogativa pautada na mera reorganiza\u00e7\u00e3o administrativa (CF\/1988, art. 84, VI, \u201ca\u201d e \u201cb\u201d) e ofender o princ\u00edpio da reserva legal (CF\/1988, art. 48, X, c\/c o art. 61, \u00a7 1\u00ba, II, \u201ca\u201d) \u2014 norma estadual que autoriza a transforma\u00e7\u00e3o, mediante decreto ou outro ato normativo infralegal, de fun\u00e7\u00f5es de confian\u00e7a em cargos em comiss\u00e3o ou vice-versa.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 6.180\/SE, relator Ministro Dias Toffoli, julgamento virtual finalizado em 14.8.2023 (Info 1104)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) ajuizou a ADI 6180 no STF contra dispositivos de leis do Estado de Sergipe que autorizam a transforma\u00e7\u00e3o de cargos em comiss\u00e3o e fun\u00e7\u00f5es de confian\u00e7a entre si ou em cargos e fun\u00e7\u00f5es de igual natureza, independente de lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a OAB, ao permitir ao Poder Executivo local e ao Tribunal de Contas Estadual (TCE-SE) a transforma\u00e7\u00e3o de cargos e fun\u00e7\u00f5es por ato infralegal, as normas sergipanas violam a exig\u00eancia de lei para a cria\u00e7\u00e3o, extin\u00e7\u00e3o e transforma\u00e7\u00e3o de cargos, empregos e fun\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, conforme prev\u00ea a Constitui\u00e7\u00e3o Federal. A entidade alega tamb\u00e9m que n\u00e3o h\u00e1 autoriza\u00e7\u00e3o constitucional para o chefe do Executivo transformar fun\u00e7\u00f5es de confian\u00e7a em cargos em comiss\u00e3o, ou o inverso, uma vez que \u201cas fun\u00e7\u00f5es e cargos p\u00fablicos t\u00eam natureza distinta e, desse modo, n\u00e3o s\u00e3o intercambi\u00e1veis entre si\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo a OAB, as leis locais ferem o princ\u00edpio constitucional do concurso p\u00fablico, previsto no artigo 37, inciso II, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, pois permitem o aumento, por meio de atos infralegais, da propor\u00e7\u00e3o de ocupantes de cargos em comiss\u00e3o na administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-vale-transformacao-de-cargos-por-decreto\"><a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Vale transforma\u00e7\u00e3o de cargos por decreto?<\/a>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>De jeito nenhum!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A jurisprud\u00eancia do STF \u00e9 firme no sentido de que <strong>o modelo federal, cuja observ\u00e2ncia \u00e9 obrigat\u00f3ria no \u00e2mbito dos estados-membros, n\u00e3o abarca a possibilidade de o chefe do Poder Executivo, no campo de simples reorganiza\u00e7\u00e3o interna da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica, criar cargos e reestruturar \u00f3rg\u00e3os por meio de decreto ou outro ato infralegal<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>As fun\u00e7\u00f5es de confian\u00e7a e os cargos em comiss\u00e3o, por expressa disposi\u00e7\u00e3o constitucional, possuem naturezas e formas de provimento distintas (CF\/1988, art. 37, V), o que INVIBIALIZA a transforma\u00e7\u00e3o de uma em outra sem a devida edi\u00e7\u00e3o de lei formal e espec\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, no contexto das medidas normativas para sua organiza\u00e7\u00e3o e funcionamento interno, <strong>os Tribunais de Contas, embora detenham autonomia funcional, administrativa e financeira, devem guardar observ\u00e2ncia aos mesmos limites impostos a esse respeito para o chefe do Poder Executivo (CF\/1988, art. 84, VI,&nbsp;a&nbsp;e&nbsp;b), a saber: n\u00e3o gera\u00e7\u00e3o de aumento de despesa e possibilidade de extinguir fun\u00e7\u00f5es ou cargos p\u00fablicos somente nos casos de vac\u00e2ncia<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por maioria,&nbsp;julgou procedente a a\u00e7\u00e3o para:&nbsp;<strong>(i)<\/strong>&nbsp;declarar inconstitucional o art. 43, I e II, da Lei 8.496\/2018 do Estado de Sergipe (3);&nbsp;<strong>(ii)<\/strong>&nbsp;tendo em conta o efeito repristinat\u00f3rio da declara\u00e7\u00e3o de inconstitucionalidade da referida norma, declarar inconstitucionais o art. 50, I e II, da Lei 3.591\/1995; o art. 62, I e II, da Lei 4.749\/2003; o art. 65, I e II da Lei 6.130\/2007; o art. 73, I e II, da Lei 7.116\/2011; e o art. 49, I e II, da Lei 7.950\/2014, todas do Estado de Sergipe; e&nbsp;<strong>(iii)<\/strong>&nbsp;conferir interpreta\u00e7\u00e3o conforme ao art. 6\u00ba da Lei sergipana 2.963\/1991 (4), a fim de esclarecer que a extin\u00e7\u00e3o de cargos ou fun\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, mediante ato normativo infralegal, somente pode recair sobre os postos vagos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-estatuto-nbsp-dos-militares-e-alteracoes-promovidas-pela-lei-13-954-2019-reforma-de-militar-temporario-por-incapacidade-definitiva-para-o-servico-ativo-das-forcas-armadas\"><a><\/a><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Estatuto<\/a>&nbsp;dos Militares e altera\u00e7\u00f5es promovidas pela Lei 13.954\/2019: reforma de militar tempor\u00e1rio por incapacidade definitiva para o servi\u00e7o ativo das For\u00e7as Armadas<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 formalmente constitucional \u2014 por n\u00e3o desrespeitar a exig\u00eancia de lei complementar prevista no art. 142, \u00a7 1\u00ba, da CF\/1988 \u2014 a Lei 13.954\/2019, que alterou a Lei 6.880\/1980 (Estatuto dos Militares).<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 7.092\/DF, relator Ministro Edson Fachin, julgamento virtual finalizado em 21.8.2023 (Info 1104)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O Partido Democr\u00e1tico Trabalhista (PDT) ajuizou duas A\u00e7\u00f5es Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs 7092 e 7093) contra normas que tratam, respectivamente, dos militares tempor\u00e1rios e da remunera\u00e7\u00e3o das For\u00e7as Armadas. Na ADI 7092, a legenda questiona a Lei 13.954\/2019, que alterou dispositivos do Estatuto dos Militares (Lei 6.880\/1980) que tratam da reforma por incapacidade permanente do militar tempor\u00e1rio. Segundo a norma, isso s\u00f3 ocorre quando a les\u00e3o ou a doen\u00e7a tiver rela\u00e7\u00e3o direta com situa\u00e7\u00f5es de guerra ou opera\u00e7\u00f5es de garantia da lei e da ordem.<\/p>\n\n\n\n<p>Na ADI 7093, o PDT contesta as Medidas Provis\u00f3rias (MPs) 2.131\/2000 e 2215-10\/2001, que disp\u00f5em sobre a reestrutura\u00e7\u00e3o da remunera\u00e7\u00e3o dos militares das For\u00e7as Armadas. Para o partido, as normas n\u00e3o cumprem os requisitos de urg\u00eancia e relev\u00e2ncia para a edi\u00e7\u00e3o de medida provis\u00f3ria (artigo 62 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal), que permitiriam sua regulamenta\u00e7\u00e3o unilateral.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei 6.880\/1980: \u201cArt. 106. A reforma ser\u00e1 aplicada ao militar que:&nbsp;&nbsp;(&#8230;) II-A. se tempor\u00e1rio: (&#8230;) b) for julgado incapaz, definitivamente, para o servi\u00e7o ativo das For\u00e7as Armadas, quando enquadrado no disposto nos incisos I e II do&nbsp;<strong>caput<\/strong>&nbsp;do art. 108 desta Lei; (&#8230;) Art. 108. A incapacidade definitiva pode sobrevir em consequ\u00eancia de: I \u2013 ferimento recebido em campanha ou na manuten\u00e7\u00e3o da ordem p\u00fablica; II \u2013 enfermidade contra\u00edda em campanha ou na manuten\u00e7\u00e3o da ordem p\u00fablica, ou enfermidade cuja causa eficiente decorra de uma dessas situa\u00e7\u00f5es; III \u2013 acidente em servi\u00e7o; IV \u2013 doen\u00e7a, mol\u00e9stia ou enfermidade adquirida em tempo de paz, com rela\u00e7\u00e3o de causa e efeito a condi\u00e7\u00f5es inerentes ao servi\u00e7o; V \u2013 tuberculose ativa, aliena\u00e7\u00e3o mental, esclerose m\u00faltipla, neoplasia maligna, cegueira, lepra, paralisia irrevers\u00edvel e incapacitante, cardiopatia grave, mal de Parkinson, p\u00eanfigo, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave e outras mol\u00e9stias que a lei indicar com base nas conclus\u00f5es da medicina especializada; e VI \u2013 acidente ou doen\u00e7a, mol\u00e9stia ou enfermidade, sem rela\u00e7\u00e3o de causa e efeito com o servi\u00e7o. \u00a7 1\u00ba Os casos de que tratam os itens I, II, III e IV ser\u00e3o provados por atestado de origem, inqu\u00e9rito sanit\u00e1rio de origem ou ficha de evacua\u00e7\u00e3o, sendo os termos do acidente, baixa ao hospital, papeleta de tratamento nas enfermarias e hospitais, e os registros de baixa utilizados como meios subsidi\u00e1rios para esclarecer a situa\u00e7\u00e3o. \u00a7 2\u00ba Os militares julgados incapazes por um dos motivos constantes do item V deste artigo somente poder\u00e3o ser reformados ap\u00f3s a homologa\u00e7\u00e3o, por Junta Superior de Sa\u00fade, da inspe\u00e7\u00e3o de sa\u00fade que concluiu pela incapacidade definitiva, obedecida \u00e0 regulamenta\u00e7\u00e3o espec\u00edfica de cada For\u00e7a Singular. Art. 109. O militar de carreira julgado incapaz definitivamente para a atividade militar por uma das hip\u00f3teses previstas nos incisos I, II, III, IV e V do&nbsp;<strong>caput&nbsp;<\/strong>do art. 108 desta Lei ser\u00e1 reformado com qualquer tempo de servi\u00e7o. \u00a7 1\u00ba O disposto neste artigo aplica-se ao militar tempor\u00e1rio enquadrado em uma das hip\u00f3teses previstas nos incisos I e II do&nbsp;<strong>caput&nbsp;<\/strong>do art. 108 desta Lei. \u00a7 2\u00ba O disposto neste artigo aplica-se ao militar tempor\u00e1rio enquadrado em uma das hip\u00f3teses previstas nos incisos III, IV e V do&nbsp;<strong>caput<\/strong>&nbsp;do art. 108 desta Lei se, concomitantemente, for considerado inv\u00e1lido por estar impossibilitado total e permanentemente para qualquer atividade laboral, p\u00fablica ou privada. \u00a7 3\u00ba O militar tempor\u00e1rio que estiver enquadrado em uma das hip\u00f3teses previstas nos incisos III, IV e V do&nbsp;<strong>caput&nbsp;<\/strong>do art. 108 desta Lei, mas n\u00e3o for considerado inv\u00e1lido por n\u00e3o estar impossibilitado total e permanentemente para qualquer atividade laboral, p\u00fablica ou privada, ser\u00e1 licenciado ou desincorporado na forma prevista na legisla\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o militar.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-tudo-certo\"><a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tudo certo?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Segue o jogo!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A melhor leitura do art. 142, \u00a7 1\u00ba, da CF\/1988 \u00e9 no sentido de que <strong>a exig\u00eancia de lei complementar est\u00e1 diretamente relacionada ao \u00f3rg\u00e3o \u201cFor\u00e7as Armadas\u201d e n\u00e3o a seus membros<\/strong>. Portanto, a norma que disp\u00f5e sobre a reforma de militares tempor\u00e1rios n\u00e3o est\u00e1 sujeita \u00e0 reserva de lei complementar.<\/p>\n\n\n\n<p>A al\u00ednea \u201cb\u201d do inciso II-A do art. 106 e os \u00a7\u00a7 1\u00ba, 2\u00ba e 3\u00ba do art. 109 do Estatuto dos Militares (ambos na reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei 13.954\/2019) \u2014 que modificaram as regras atinentes ao direito de reforma de militares tempor\u00e1rios por incapacidade definitiva para o servi\u00e7o ativo das For\u00e7as Armadas \u2014 s\u00e3o materialmente constitucionais e n\u00e3o afrontam o direito \u00e0 igualdade, a responsabilidade objetiva do Estado ou o princ\u00edpio da proibi\u00e7\u00e3o do retrocesso.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O tratamento diferenciado entre os militares efetivos e os tempor\u00e1rios, previsto na lei impugnada, n\u00e3o \u00e9 discriminat\u00f3rio, visto que o trabalho realizado pelas duas categorias e o respectivo acesso \u00e0s carreiras s\u00e3o distintos<\/strong>. Assim, a extens\u00e3o dos direitos assegurados aos militares efetivos aos tempor\u00e1rios n\u00e3o \u00e9 autorizado, descabendo ao Poder Judici\u00e1rio aumentar vantagens ou equiparar regimes sob o fundamento de isonomia.<\/p>\n\n\n\n<p>A responsabilidade objetiva do Estado decorrente de acidentes de trabalho n\u00e3o \u00e9 diminu\u00edda pela exclus\u00e3o do direito \u00e0 reforma. O tempor\u00e1rio que n\u00e3o for capaz de desempenhar as fun\u00e7\u00f5es militares, mas somente as civis, n\u00e3o poder\u00e1 ser indenizado por prazo superior ao da dura\u00e7\u00e3o legal do contrato tempor\u00e1rio, inexistindo qualquer infring\u00eancia ao art. 37, \u00a7 6\u00ba, da CF\/1988.<\/p>\n\n\n\n<p>A jurisprud\u00eancia do STF reconhece que <strong>as disposi\u00e7\u00f5es relativas \u00e0 seguridade social dos servidores p\u00fablicos integram seu regime jur\u00eddico<\/strong>. Todavia, o princ\u00edpio da proibi\u00e7\u00e3o do retrocesso n\u00e3o abrange direito adquirido a regime jur\u00eddico.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>3.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou improcedente a a\u00e7\u00e3o para assentar a constitucionalidade formal da&nbsp;Lei 13.954\/2019&nbsp;e material da al\u00ednea&nbsp;b&nbsp;do inciso II-A do art. 106 e \u00a7\u00a7 1\u00ba, 2\u00ba e 3\u00ba do art. 109 da&nbsp;Lei 6.880\/1980, na reda\u00e7\u00e3o dada pelo art. 2\u00ba da Lei 13.954\/2019 (4).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-metro-df-satisfacao-de-debitos-mediante-o-regime-de-precatorios-nbsp\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <em>Metr\u00f4-DF: satisfa\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos mediante o regime de precat\u00f3rios<\/em><\/a><em>&nbsp;<\/em><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>ARGUI\u00c7\u00c3O DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sociedades de economia mista, como o Metr\u00f4-DF, desde que prestem servi\u00e7o p\u00fablico essencial em regime de exclusividade (monop\u00f3lio natural) e sem intuito lucrativo, submetem-se ao regime constitucional de precat\u00f3rios para o adimplemento de seus d\u00e9bitos).<\/p>\n\n\n\n<p>ADPF 524\/DF, relator Ministro Edson Fachin, julgamento virtual finalizado em 21.8.2023 (Info 1104)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O governador do Distrito Federal ajuizou a ADPF 524, na qual questiona decis\u00f5es da Justi\u00e7a do Trabalho que determinaram o bloqueio de valores nas contas da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metr\u00f4-DF) para pagamento de verbas trabalhistas de seus empregados. Entre os argumentos apresentados ao STF, o governador afirma que o bloqueio dos valores desrespeita o regime de precat\u00f3rios e gera s\u00e9rios riscos \u00e0 continuidade do servi\u00e7o p\u00fablico prestado.<\/p>\n\n\n\n<p>O governador sustenta que o Metr\u00f4-DF, empresa p\u00fablica distrital, presta servi\u00e7o p\u00fablico em regime n\u00e3o concorrencial e, segundo a jurisprud\u00eancia do STF, deve se submeter ao mesmo regime de execu\u00e7\u00e3o conferido \u00e0 Fazenda P\u00fablica em geral (regime de precat\u00f3rios). Salienta que as decis\u00f5es proferidas pela Justi\u00e7a do Trabalho no Distrito Federal e pelo Tribunal Regional do Trabalho da 10\u00aa Regi\u00e3o (TRT-10), ao recusarem a aplica\u00e7\u00e3o de tal regime, interferem no mecanismo de racionaliza\u00e7\u00e3o dos pagamentos das obriga\u00e7\u00f5es estatais de senten\u00e7as judiciais.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-aplica-se-o-regime-de-precatorios\"><a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Aplica-se o regime de precat\u00f3rios?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Com certeza!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O transporte p\u00fablico coletivo de passageiros sobre trilhos configura servi\u00e7o p\u00fablico essencial que n\u00e3o concorre com as demais esp\u00e9cies de transporte coletivo<\/strong>. A sua atua\u00e7\u00e3o, dentro do contexto da pol\u00edtica p\u00fablica de mobilidade urbana, \u00e9 complementar.<\/p>\n\n\n\n<p>A constitui\u00e7\u00e3o de uma sociedade de economia mista para gerenciar a presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o dos metr\u00f4s deve-se, em ess\u00eancia, \u00e0 maior agilidade e operabilidade administrativa, mas a viabilidade econ\u00f4mica, normalmente, depende do investimento do Poder P\u00fablico, desde as desapropria\u00e7\u00f5es at\u00e9 os bilion\u00e1rios subs\u00eddios.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, a transfer\u00eancia de recursos deve estar condicionada \u00e0 observ\u00e2ncia dos princ\u00edpios constitucionais de gest\u00e3o fiscal e or\u00e7ament\u00e1ria do er\u00e1rio, no que se inclui o regime de pagamentos por precat\u00f3rios. <strong>Entendimento diverso pode, entre outros aspectos, subverter a programa\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria do ente p\u00fablico, em preju\u00edzo de despesas com manuten\u00e7\u00e3o, investimento em novos equipamentos, recrutamento e qualifica\u00e7\u00e3o profissional<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por maioria, julgou procedente a argui\u00e7\u00e3o, com efeitos&nbsp;erga omnes&nbsp;e vinculantes, para que, confirmando&nbsp;a medida cautelar oportunamente deferida, a execu\u00e7\u00e3o de decis\u00f5es judiciais proferidas contra o Metr\u00f4-DF ocorra exclusivamente sob o regime de precat\u00f3rios previsto no art. 100 da CF\/1988.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-ambiental\"><a>DIREITO AMBIENTAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-omissao-nbsp-estatal-na-protecao-da-amazonia-legal\"><a><\/a><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <em>Omiss\u00e3o<\/em><\/a><em>&nbsp;estatal na prote\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia Legal<\/em><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE POR OMISS\u00c3O<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Configura omiss\u00e3o normativa quanto \u00e0s obriga\u00e7\u00f5es referentes \u00e0 ativa\u00e7\u00e3o do Fundo Amaz\u00f4nia, em patente inobserv\u00e2ncia ao art. 225, \u00a7 4\u00ba, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988, o inadimplemento dos deveres constitucionais de tutela do meio ambiente pela Uni\u00e3o, materializado na aus\u00eancia de pol\u00edticas p\u00fablicas adequadas para a prote\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia Legal e na desestrutura\u00e7\u00e3o institucional daquelas formuladas em per\u00edodos antecedentes.<\/p>\n\n\n\n<p>ADO 59\/DF, relatora Ministra Rosa Weber, julgamento finalizado em 3.11.2022 (Info 1104)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O Partido Socialista Brasileiro (PSB), o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), o Partido dos Trabalhadores (PT) e a Rede Sustentabilidade ajuizaram no STF duas ADOs (59 e 60) para que seja reconhecida a omiss\u00e3o da Uni\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 paralisa\u00e7\u00e3o do Fundo Amaz\u00f4nia e do Fundo Nacional sobre Mudan\u00e7a do Clima (Fundo Clima).<\/p>\n\n\n\n<p>Na ADO 59, as legendas apontam que o objetivo do Fundo Amaz\u00f4nia \u00e9 fomentar projetos de preven\u00e7\u00e3o ou combate ao desmatamento e voltados para a conserva\u00e7\u00e3o e a integra\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel com os recursos naturais na Amaz\u00f4nia Legal, como o uso alternativo da terra.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo as siglas, o governo federal extinguiu dois \u00f3rg\u00e3os do fundo \u2013 o Comit\u00ea T\u00e9cnico e o Comit\u00ea Orientador \u2013, e mais de R$ 1,5 bilh\u00e3o est\u00e3o represados, sem a contrata\u00e7\u00e3o de novos projetos ou a implementa\u00e7\u00e3o de qualquer medida de equil\u00edbrio. Al\u00e9m disso, o fundo, mesmo com os aumentos exponenciais de desmatamento e inc\u00eandios na regi\u00e3o, est\u00e1 parado, com todas as atividades totalmente interrompidas desde o ano passado, \u00e0 exce\u00e7\u00e3o das firmadas at\u00e9 2018, que aguardam o t\u00e9rmino de seus projetos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>&nbsp;Decreto 9.759\/2019: \u201cArt. 1\u00ba Este Decreto extingue e estabelece diretrizes, regras e limita\u00e7\u00f5es para colegiados da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica federal direta, aut\u00e1rquica e fundacional. Par\u00e1grafo \u00fanico.&nbsp;&nbsp;A aplica\u00e7\u00e3o deste Decreto abrange os colegiados institu\u00eddos por:&nbsp;(Revogado pelo Decreto n\u00ba 9.812, de 2019)&nbsp;I &#8211; decreto, inclu\u00eddos aqueles mencionados em leis nas quais n\u00e3o conste a indica\u00e7\u00e3o de suas compet\u00eancias ou dos membros que o comp\u00f5em;&nbsp;(Revogado pelo Decreto n\u00ba 9.812, de 2019)&nbsp;II &#8211;&nbsp;&nbsp;ato normativo inferior a decreto; e&nbsp;&nbsp;(Revogado pelo Decreto n\u00ba 9.812, de 2019)&nbsp;III &#8211; ato de outro colegiado.&nbsp;(Revogado pelo Decreto n\u00ba 9.812, de 2019)&nbsp;\u00a7 1\u00ba&nbsp;&nbsp;A aplica\u00e7\u00e3o deste Decreto abrange os colegiados institu\u00eddos por:&nbsp;(Inclu\u00eddo pelo Decreto n\u00ba 9.812, de 2019)&nbsp;I &#8211; decreto;&nbsp;(Inclu\u00eddo pelo Decreto n\u00ba 9.812, de 2019)&nbsp;II &#8211;&nbsp;&nbsp;ato normativo inferior a decreto; e&nbsp;(Inclu\u00eddo pelo Decreto n\u00ba 9.812, de 2019)&nbsp;III &#8211; ato de outro colegiado.&nbsp;(Inclu\u00eddo pelo Decreto n\u00ba 9.812, de 2019)&nbsp;\u00a7 2\u00ba Aplica-se o disposto no \u00a7 1\u00ba aos colegiados institu\u00eddos por ato infralegal, cuja lei em que s\u00e3o mencionados nada conste sobre a compet\u00eancia ou a composi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-confirmada-a-omissao\"><a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Confirmada a omiss\u00e3o?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Mas \u00e9 claro!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Na esp\u00e9cie, nos exerc\u00edcios de 2019 e 2020, em decorr\u00eancia da paralisa\u00e7\u00e3o do funcionamento do referido Fundo<\/strong> \u2014 promovida pela edi\u00e7\u00e3o unilateral dos Decretos 9.759\/2019, 10.144\/2019 e 10.223\/2020, que revogaram dispositivos do Decreto 6.527\/2008 e, dentre outras medidas, extinguiram os seus comit\u00eas (Comit\u00ea Orientador &#8211; COFA e Comit\u00ea T\u00e9cnico-cient\u00edfico &#8211; CTFA) \u2014, <strong>o recebimento de doa\u00e7\u00f5es foi interrompido<\/strong>. Essa medida, por sua vez, culminou em retra\u00e7\u00e3o no adimplemento dos compromissos internacionais de car\u00e1ter supralegal assumidos pelo Brasil, al\u00e9m de impactar diretamente a realidade f\u00e1tica da Amaz\u00f4nia Legal, conforme exaustivamente demonstrado nos \u00edndices crescentes de desmatamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, <strong>a altera\u00e7\u00e3o do modelo de governan\u00e7a do Fundo Amaz\u00f4nia, com a extin\u00e7\u00e3o dos mecanismos normativos essenciais para a sua gest\u00e3o, configura retrocesso na tutela ambiental<\/strong>. Consequentemente, o cen\u00e1rio atual da Amaz\u00f4nia Legal n\u00e3o responde aos deveres assumidos internamente pelo Pa\u00eds \u2014 conforme prescreve a Lei 12.187\/2009, que instituiu a Pol\u00edtica Nacional sobre Mudan\u00e7a do Clima (PNMC) \u2014 nem \u00e0 prote\u00e7\u00e3o contra o desmatamento e as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas determinada em \u00e2mbito internacional pela Conven\u00e7\u00e3o-Quadro sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas de 1992 (Decreto 2.652\/1998), pelo Protocolo de Kyoto, de 2005 (Decreto 5.445\/2015), e pelo Acordo de Paris, em vigor desde 2016 (Decreto 9.073\/2017).<\/p>\n\n\n\n<p>A degrada\u00e7\u00e3o ambiental na Amaz\u00f4nia Legal tem causado danos cont\u00ednuos \u00e0 sa\u00fade, \u00e0 vida e \u00e0 dignidade das pessoas, mantendo o Brasil distante de alcan\u00e7ar os objetivos fundamentais da Rep\u00fablica (CF\/1988, art. 3\u00ba, I, II e IV), bem como de <strong>responder responsavelmente aos compromissos assumidos no marco da Pol\u00edtica Nacional sobre Mudan\u00e7a do Clima<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>5.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por maioria, julgou parcialmente procedente a a\u00e7\u00e3o, a fim de declarar a inconstitucionalidade do art. 12, II, do&nbsp;Decreto 10.144\/2019 e do art. 1\u00ba do&nbsp;Decreto 9.759\/2019, no que se referem aos colegiados institu\u00eddos pelo&nbsp;Decreto 6.527\/2008, bem como determinar \u00e0 Uni\u00e3o a ado\u00e7\u00e3o, no prazo de sessenta dias, das provid\u00eancias administrativas necess\u00e1rias para a reativa\u00e7\u00e3o do Fundo Amaz\u00f4nia, nos limites de suas compet\u00eancias, com o formato de governan\u00e7a estabelecido no Decreto 6.527\/2008.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-constitucional\"><a>DIREITO CONSTITUCIONAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-criacao-nbsp-de-cargo-de-advogado-em-entidade-publica-fora-da-estrutura-da-procuradoria-do-estado-nbsp\"><a><\/a><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <em>Cria\u00e7\u00e3o<\/em><\/a><em>&nbsp;de cargo de advogado em entidade p\u00fablica fora da estrutura da Procuradoria do Estado<\/em><em>&nbsp;<\/em><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 inconstitucional, por viola\u00e7\u00e3o do art. 132 da CF, a cria\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3o ou de cargos jur\u00eddicos fora da estrutura da Procuradoria do Estado, com fun\u00e7\u00f5es de representa\u00e7\u00e3o judicial, consultoria ou assessoramento jur\u00eddico de autarquias e funda\u00e7\u00f5es p\u00fablicas estaduais.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 7.380\/AM, relator Ministro Roberto Barroso, julgamento virtual finalizado em 21.8.2023 (Info 1104)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>6.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Procuradores dos Estados \u2013 ANAPE, ingressou com uma a ADI 7380 alegando haver ilegalidade na lei amazonense que permite que a AmazonPrev use de servidores comissionados ou ainda aprovados em concurso p\u00fablico diverso da carreira da PGE\/AM, para prestar consultoria jur\u00eddica em paralelo aos Procuradores Estaduais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A alega\u00e7\u00e3o \u00e9 de que deve haver a representa\u00e7\u00e3o \u00fanica dos interesses jur\u00eddicos do Estado por meio da PGE\/AM e que a representa\u00e7\u00e3o judicial do AmazonPrev, na forma atual, por servidores n\u00e3o integrantes da Procuradoria Geral do Estado do Estado, viola\u00e7\u00e3o ao artigo 132 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CF\/1988: \u201cArt. 132. Os Procuradores dos Estados e do Distrito Federal, organizados em carreira, na qual o ingresso depender\u00e1 de concurso p\u00fablico de provas e t\u00edtulos, com a participa\u00e7\u00e3o da Ordem dos Advogados do Brasil em todas as suas fases, exercer\u00e3o a representa\u00e7\u00e3o judicial e a consultoria jur\u00eddica das respectivas unidades federadas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>ADCT: \u201cArt. 69. Ser\u00e1 permitido aos Estados manter consultorias jur\u00eddicas separadas de suas Procuradorias-Gerais ou Advocacias-Gerais, desde que, na data da promulga\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o, tenham \u00f3rg\u00e3os distintos para as respectivas fun\u00e7\u00f5es<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-a-norma-viola-a-cf\"><a>6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A norma viola a CF?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os procuradores dos estados e do Distrito Federal, organizados em carreira \u00fanica, det\u00e9m atribui\u00e7\u00e3o exclusiva das fun\u00e7\u00f5es de representa\u00e7\u00e3o judicial, consultoria e assessoramento jur\u00eddico das unidades federativas. Esse modelo constitucional <strong>exige a unicidade org\u00e2nica da advocacia p\u00fablica estadual, que \u00e9 incompat\u00edvel com a cria\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os jur\u00eddicos paralelos para o desempenho das mesmas atribui\u00e7\u00f5es no \u00e2mbito da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica direta ou indireta<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, o art. 69 do ADCT deve ser interpretado RESTRITIVAMENTE, sendo que o caso analisado n\u00e3o se enquadra em nenhuma das espec\u00edficas hip\u00f3teses em que o STF j\u00e1 reconheceu exce\u00e7\u00f5es \u00e0 referida unicidade.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>6.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou procedente a a\u00e7\u00e3o, a fim de declarar a inconstitucionalidade do art. 29 e Anexos I, III e IV da&nbsp;Lei 4.794\/2019 do Estado do Amazonas, bem assim, por arrastamento, do Anexo III da Lei Complementar amazonense 30\/2001.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-aproveitamento-nbsp-de-policiais-militares-da-reserva-para-a-realizacao-de-tarefas-especificas-por-prazo-certo\"><a><\/a><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <em>Aproveitamento<\/em><\/a><em>&nbsp;de policiais militares da reserva para a realiza\u00e7\u00e3o de tarefas espec\u00edficas por prazo certo<\/em><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional \u2014 por n\u00e3o caracterizar investidura em cargo p\u00fablico nem forma\u00e7\u00e3o de novo v\u00ednculo jur\u00eddico concomitante com a inatividade (CF\/1988, arts. 37, II, XVI e \u00a7 10; e 42, \u00a7 3\u00ba) \u2014 norma estadual que permite o aproveitamento transit\u00f3rio e por prazo certo de policiais militares da reserva remunerada em tarefas relacionadas ao planejamento e assessoramento no \u00e2mbito da Pol\u00edcia Militar ou para integrarem a seguran\u00e7a patrimonial em \u00f3rg\u00e3o da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 3.663\/MA, relator Ministro Dias Toffoli, julgamento virtual finalizado em 21.8.2023 (Info 1104)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>7.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O procurador-geral da Rep\u00fablica ajuizou a ADI 3663 para pedir suspens\u00e3o cautelar da Lei n\u00ba 6.839\/96 do Estado do Maranh\u00e3o.&nbsp;A norma prev\u00ea o aproveitamento do potencial de policiais militares inativos com tarefas relacionadas ao planejamento e assessoramento no \u00e2mbito da Pol\u00edcia Militar.<\/p>\n\n\n\n<p>Alega o procurador que a lei estadual afronta o artigo 37, inciso XVI, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, que prev\u00ea ser poss\u00edvel a acumula\u00e7\u00e3o remunerada somente quando houver compatibilidade de hor\u00e1rios para os cargos de professor ou empregos privativos de profissionais de sa\u00fade, com profiss\u00f5es regulamentadas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-da-reserva-para-a-titularidade\"><a>7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da reserva para a titularidade?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>\u00c9 por a\u00ed&#8230;.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Os militares dos estados e os servidores p\u00fablicos civis, atualmente, est\u00e3o subordinados \u00e0 mesma regra geral de veda\u00e7\u00e3o \u00e0 cumula\u00e7\u00e3o de cargos p\u00fablicos<\/strong> (CF\/1988, art. 42, \u00a7 3\u00ba, c\/c o art. 37, XVI) <strong>e de veda\u00e7\u00e3o \u00e0 percep\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea de proventos da aposentadoria (ou da reserva\/reforma, no caso de militares) com a remunera\u00e7\u00e3o pelo exerc\u00edcio de cargos p\u00fablicos, ressalvadas as hip\u00f3teses de cargos acumul\u00e1veis na forma da Constitui\u00e7\u00e3o<\/strong>, os cargos eletivos e os cargos em comiss\u00e3o (CF\/1988, art. 37, \u00a7 10).<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, e consideradas as particularidades do regime jur\u00eddico diferenciado dos militares, a norma impugnada, ao permitir o aproveitamento dos militares em inatividade mediante o pagamento de acr\u00e9scimo remunerat\u00f3rio, viabiliza mero exerc\u00edcio at\u00edpico, volunt\u00e1rio e transit\u00f3rio de uma fun\u00e7\u00e3o an\u00f4mala por quem j\u00e1 possui v\u00ednculo jur\u00eddico com a Administra\u00e7\u00e3o. O objetivo principal desse instrumento de gest\u00e3o de pessoal \u00e9 o aproveitamento das habilidades e expertises dos designados ou, circunstancialmente, medida para suprir a car\u00eancia de efetivo na organiza\u00e7\u00e3o militar.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por unanimidade,&nbsp;julgou improcedente a a\u00e7\u00e3o para declarar a constitucionalidade&nbsp;da&nbsp;Lei 6.839\/1996 do Estado do Maranh\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-centros-nbsp-judiciarios-de-solucao-de-conflitos-e-cidadania-facultatividade-de-representacao-por-advogado-ou-defensor-publico-nbsp\"><a><\/a><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Centros<\/a>&nbsp;Judici\u00e1rios de Solu\u00e7\u00e3o de Conflitos e Cidadania: facultatividade de representa\u00e7\u00e3o por advogado ou defensor p\u00fablico&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 constitucional a disposi\u00e7\u00e3o do Conselho Nacional de Justi\u00e7a que prev\u00ea a facultatividade de representa\u00e7\u00e3o por advogado ou defensor p\u00fablico nos Centros Judici\u00e1rios de Solu\u00e7\u00e3o de Conflitos e Cidadania (CEJUSCs).\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 6.324\/DF, relator Ministro Roberto Barroso, julgamento virtual finalizado em 21.8.2023 (Info 1104)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>8.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O Conselho da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) ajuizou a ADI 6324 no STF para questionar a validade do artigo 11 da Resolu\u00e7\u00e3o 125\/2010 do Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ), que disp\u00f5e sobre a atua\u00e7\u00e3o de advogados e defensores p\u00fablicos nos Centros Judici\u00e1rios de Solu\u00e7\u00e3o de Conflitos e Cidadania (Cejuscs).<\/p>\n\n\n\n<p>A entidade argumenta que a express\u00e3o \u201cpoder\u00e3o atuar\u201d, contida na norma, permite a interpreta\u00e7\u00e3o de que a presen\u00e7a dos advogados e dos defensores p\u00fablicos nos centros \u00e9 meramente facultativa, independentemente do contexto ou da fase em que se d\u00ea o acesso por parte do jurisdicionado. A quest\u00e3o da facultatividade ou da obrigatoriedade da assist\u00eancia por advogado, segundo a OAB, seria mat\u00e9ria que ultrapassaria a compet\u00eancia constitucional conferida ao CNJ, pois n\u00e3o diz respeito ao controle administrativo, financeiro e disciplinar da magistratura, mas ao exerc\u00edcio da fun\u00e7\u00e3o jurisdicional.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CF\/1988: \u201cArt. 103-B. O Conselho Nacional de Justi\u00e7a comp\u00f5e-se de 15 (quinze) membros com mandato de 2 (dois) anos, admitida 1 (uma) recondu\u00e7\u00e3o, sendo: (Reda\u00e7\u00e3o dada pela Emenda Constitucional n\u00ba 61, de 2009) (&#8230;) \u00a7 4\u00ba Compete ao Conselho o controle da atua\u00e7\u00e3o administrativa e financeira do Poder Judici\u00e1rio e do cumprimento dos deveres funcionais dos ju\u00edzes, cabendo-lhe, al\u00e9m de outras atribui\u00e7\u00f5es que lhe forem conferidas pelo Estatuto da Magistratura: (Inclu\u00eddo pela Emenda Constitucional n\u00ba 45, de 2004) I &#8211; zelar pela autonomia do Poder Judici\u00e1rio e pelo cumprimento do Estatuto da Magistratura, podendo expedir atos regulamentares, no \u00e2mbito de sua compet\u00eancia, ou recomendar provid\u00eancias; (Inclu\u00eddo pela Emenda Constitucional n\u00ba 45, de 2004)\u201d<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-pode-ser-facultativo\"><a>8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Pode ser facultativo?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Com certeza!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional o art. 11 da Resolu\u00e7\u00e3o 125\/2010 do CNJ, que permite a atua\u00e7\u00e3o de membros do Minist\u00e9rio P\u00fablico, defensores p\u00fablicos, procuradores e advogados nos Centros Judici\u00e1rios de Solu\u00e7\u00e3o de Conflito e Cidadania. Assim, <strong>fica facultada a representa\u00e7\u00e3o por advogado ou defensor p\u00fablico, medida que se revela incentivadora para uma atua\u00e7\u00e3o mais eficiente e menos burocratizada do Poder Judici\u00e1rio para assegurar direitos<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A mat\u00e9ria tratada se insere na compet\u00eancia do CNJ relativa ao controle da atua\u00e7\u00e3o administrativa dos tribunais (CF\/1988, art. 103-B, \u00a7 4\u00ba, I), a qual \u00e9 interpretada de forma ampliativa por esta Corte, de modo a fortalecer a atua\u00e7\u00e3o do Conselho na gest\u00e3o eficiente dos \u00f3rg\u00e3os do Poder Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, <strong>a facultatividade da atua\u00e7\u00e3o do advogado ou do defensor p\u00fablico, na fase pr\u00e9-processual ou em procedimentos jurisdicionais espec\u00edficos e simplificados, n\u00e3o viola o contradit\u00f3rio, a ampla defesa (CF\/1988, art. 5\u00ba, LV), o acesso \u00e0 justi\u00e7a (CF\/1988, art. 5\u00ba, XXXV) ou a garantia da defesa t\u00e9cnica<\/strong> (CF\/1988, arts. 133 e 134). Isso porque a mencionada Resolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o afasta a necessidade da presen\u00e7a de advogados nos casos em que a lei processual a imp\u00f5e. Essa op\u00e7\u00e3o ocorre somente em procedimentos judiciais em que, por for\u00e7a de lei, \u00e9 desnecess\u00e1ria a atua\u00e7\u00e3o do procurador (Lei 13.140\/2015, art. 26), como nos juizados e nos atos de resolu\u00e7\u00e3o consensual em momento pr\u00e9-processual ou de mera informa\u00e7\u00e3o sobre direitos.<\/p>\n\n\n\n<p>A previs\u00e3o constitucional de indispensabilidade do advogado \u00e0 administra\u00e7\u00e3o da Justi\u00e7a (CF\/1988, art. 133) <strong>n\u00e3o implica a assist\u00eancia ou representa\u00e7\u00e3o por um profissional da \u00e1rea jur\u00eddica para todo ato de negocia\u00e7\u00e3o ou de disposi\u00e7\u00e3o de direitos de uma pessoa maior e capaz.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>8.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou improcedente a a\u00e7\u00e3o, a fim de assentar a constitucionalidade do art. 11 da&nbsp;Resolu\u00e7\u00e3o 125\/2010 do CNJ.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-do-trabalho\"><a>DIREITO DO TRABALHO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-reforma-nbsp-trabalhista-regras-para-uniformizacao-da-jurisprudencia-na-justica-do-trabalho\"><a><\/a><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <em>Reforma<\/em><\/a><em>&nbsp;trabalhista: regras para uniformiza\u00e7\u00e3o da jurisprud\u00eancia na Justi\u00e7a do Trabalho<\/em><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional \u2014 por violar o princ\u00edpio da separa\u00e7\u00e3o de Poderes e a autonomia dos tribunais \u2014 iniciativa do Poder Legislativo que cerceia a atribui\u00e7\u00e3o dos Tribunais Regionais do Trabalho e do Tribunal Superior do Trabalho, derivada da pr\u00f3pria fun\u00e7\u00e3o jurisdicional que lhes \u00e9 inerente, de estabelecer, alterar ou cancelar enunciados sumulares.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 6.188\/DF, relator Ministro Ricardo Lewandowski, redator do ac\u00f3rd\u00e3o Ministro Edson Fachin, julgamento virtual finalizado em 21.8.2023 (Info 1104)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>9.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A PGR ajuizou no STF a ADI 6188 por meio da qual questiona dispositivos da Reforma Trabalhista de 2017 que fixam procedimento e regras para o estabelecimento e a altera\u00e7\u00e3o de s\u00famulas e outros enunciados de jurisprud\u00eancia sem for\u00e7a vinculante&nbsp;pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) e pelos Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs).<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o vice-procurador-geral, as regras impugnadas, ao exigirem qu\u00f3rum altamente qualificado (2\/3 de seus membros) para que os Tribunais do Trabalho aprovem ou revisem s\u00famulas ou enunciados de jurisprud\u00eancia uniforme ofendem os princ\u00edpios da razoabilidade e da proporcionalidade, pois a Constitui\u00e7\u00e3o Federal exige maioria absoluta para que tribunais declarem a inconstitucionalidade de leis ou atos normativos. Ele observa que a faculdade de elaborar regimentos internos sem interfer\u00eancias dos demais Poderes.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>9.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CF\/1988: \u201cArt. 96. Compete privativamente: I &#8211; aos tribunais: a) eleger seus \u00f3rg\u00e3os diretivos e elaborar seus regimentos internos, com observ\u00e2ncia das normas de processo e das garantias processuais das partes, dispondo sobre a compet\u00eancia e o funcionamento dos respectivos \u00f3rg\u00e3os jurisdicionais e administrativos; (&#8230;) Art. 99. Ao Poder Judici\u00e1rio \u00e9 assegurada autonomia administrativa e financeira. \u00a7 1\u00ba Os tribunais elaborar\u00e3o suas propostas or\u00e7ament\u00e1rias dentro dos limites estipulados conjuntamente com os demais Poderes na lei de diretrizes or\u00e7ament\u00e1rias. \u00a7 2\u00ba O encaminhamento da proposta, ouvidos os outros tribunais interessados, compete: I &#8211; no \u00e2mbito da Uni\u00e3o, aos Presidentes do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores, com a aprova\u00e7\u00e3o dos respectivos tribunais; II &#8211; no \u00e2mbito dos Estados e no do Distrito Federal e Territ\u00f3rios, aos Presidentes dos Tribunais de Justi\u00e7a, com a aprova\u00e7\u00e3o dos respectivos tribunais. \u00a7 3\u00ba Se os \u00f3rg\u00e3os referidos no \u00a7 2\u00ba n\u00e3o encaminharem as respectivas propostas or\u00e7ament\u00e1rias dentro do prazo estabelecido na lei de diretrizes or\u00e7ament\u00e1rias, o Poder Executivo considerar\u00e1, para fins de consolida\u00e7\u00e3o da proposta or\u00e7ament\u00e1ria anual, os valores aprovados na lei or\u00e7ament\u00e1ria vigente, ajustados de acordo com os limites estipulados na forma do \u00a7 1\u00ba deste artigo. \u00a7 4\u00ba Se as propostas or\u00e7ament\u00e1rias de que trata este artigo forem encaminhadas em desacordo com os limites estipulados na forma do \u00a7 1\u00ba, o Poder Executivo proceder\u00e1 aos ajustes necess\u00e1rios para fins de consolida\u00e7\u00e3o da proposta or\u00e7ament\u00e1ria anual. \u00a7 5\u00ba Durante a execu\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria do exerc\u00edcio, n\u00e3o poder\u00e1 haver a realiza\u00e7\u00e3o de despesas ou a assun\u00e7\u00e3o de obriga\u00e7\u00f5es que extrapolem os limites estabelecidos na lei de diretrizes or\u00e7ament\u00e1rias, exceto se previamente autorizadas, mediante a abertura de cr\u00e9ditos suplementares ou especiais.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>CPC\/2015: \u201cArt. 926. Os tribunais devem uniformizar sua jurisprud\u00eancia e mant\u00ea-la est\u00e1vel, \u00edntegra e coerente. \u00a7 1\u00ba Na forma estabelecida e segundo os pressupostos fixados no regimento interno, os tribunais editar\u00e3o enunciados de s\u00famula correspondentes a sua jurisprud\u00eancia dominante. \u00a7 2\u00ba Ao editar enunciados de s\u00famula, os tribunais devem ater-se \u00e0s circunst\u00e2ncias f\u00e1ticas dos precedentes que motivaram sua cria\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>CLT\/1943: \u201cArt. 702 &#8211; Ao Tribunal Pleno compete: I &#8211; em \u00fanica inst\u00e2ncia: (&#8230;) f) estabelecer ou alterar s\u00famulas e outros enunciados de jurisprud\u00eancia uniforme, pelo voto de pelo menos dois ter\u00e7os de seus membros, caso a mesma mat\u00e9ria j\u00e1 tenha sido decidida de forma id\u00eantica por unanimidade em, no m\u00ednimo, dois ter\u00e7os das turmas em pelo menos dez sess\u00f5es diferentes em cada uma delas, podendo, ainda, por maioria de dois ter\u00e7os de seus membros, restringir os efeitos daquela declara\u00e7\u00e3o ou decidir que ela s\u00f3 tenha efic\u00e1cia a partir de sua publica\u00e7\u00e3o no Di\u00e1rio Oficial; (\u2026) \u00a7 3\u00ba As sess\u00f5es de julgamento sobre estabelecimento ou altera\u00e7\u00e3o de s\u00famulas e outros enunciados de jurisprud\u00eancia dever\u00e3o ser p\u00fablicas, divulgadas com, no m\u00ednimo, trinta dias de anteced\u00eancia, e dever\u00e3o possibilitar a sustenta\u00e7\u00e3o oral pelo Procurador-Geral do Trabalho, pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, pelo Advogado-Geral da Uni\u00e3o e por confedera\u00e7\u00f5es sindicais ou entidades de classe de \u00e2mbito nacional. \u00a7 4\u00ba O estabelecimento ou a altera\u00e7\u00e3o de s\u00famulas e outros enunciados de jurisprud\u00eancia pelos Tribunais Regionais do Trabalho dever\u00e3o observar o disposto na al\u00ednea f do inciso I e no \u00a7 3\u00ba deste artigo, com rol equivalente de legitimados para sustenta\u00e7\u00e3o oral, observada a abrang\u00eancia de sua circunscri\u00e7\u00e3o judici\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-violada-a-separacao-dos-poderes\"><a>9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Violada a separa\u00e7\u00e3o dos poderes?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Aparentemente, SIM!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Embora a Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988 confira \u00e0 Uni\u00e3o a iniciativa privativa para legislar em mat\u00e9ria de processo, <strong>permanecem como compet\u00eancia do Poder Judici\u00e1rio a defini\u00e7\u00e3o de seus regimentos internos e a iniciativa de leis que disponham sobre sua autonomia pol\u00edtica, org\u00e2nica e administrativa.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, ao dispor acerca da uniformiza\u00e7\u00e3o da jurisprud\u00eancia pelos tribunais, o CPC n\u00e3o fixou qu\u00f3rum, n\u00famero de sess\u00f5es ou outro par\u00e2metro para a consecu\u00e7\u00e3o dessa incumb\u00eancia, eis que se trata de quest\u00e3o reservada aos \u00f3rg\u00e3os jurisdicionais colegiados de cada uma das cortes de justi\u00e7a, segundo balizas&nbsp;<strong>interna corporis<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, <strong>n\u00e3o h\u00e1 qualquer circunst\u00e2ncia distintiva que autorize um tratamento anti-ison\u00f4mico entre as v\u00e1rias cortes de justi\u00e7a, em especial porque os tribunais integrantes da Justi\u00e7a do Trabalho tamb\u00e9m s\u00e3o \u00f3rg\u00e3os do Poder Judici\u00e1rio<\/strong> (CF\/1988, art. 92).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>9.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por maioria, julgou procedente a a\u00e7\u00e3o para declarar a inconstitucionalidade do art. 702, I,&nbsp;f, \u00a7\u00a7 3\u00ba e 4\u00ba da&nbsp;CLT (Decreto-Lei 5.452\/1943), na reda\u00e7\u00e3o dada pela&nbsp;Lei 13.467\/2017.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-eleitoral\"><a>DIREITO ELEITORAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-nbsp-dupla-nbsp-vacancia-na-chefia-do-poder-executivo-eleicoes-indiretas-e-autonomia-estadual-para-estabelecer-a-respectiva-solucao-normativa\"><a><\/a><a>10.&nbsp; <em>Dupla<\/em><\/a><em>&nbsp;vac\u00e2ncia na chefia do Poder Executivo: elei\u00e7\u00f5es indiretas e autonomia estadual para estabelecer a respectiva solu\u00e7\u00e3o normativa<\/em><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>ARGUI\u00c7\u00c3O DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os Estados possuem autonomia relativa na solu\u00e7\u00e3o normativa do problema da dupla vac\u00e2ncia da Chefia do Poder Executivo, n\u00e3o estando vinculados ao modelo e ao procedimento federal (art. 81, CF), mas tampouco pode desviar-se dos princ\u00edpios constitucionais que norteiam a mat\u00e9ria, por for\u00e7a do art. 25 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal devendo observar: (i) a necessidade de registro e vota\u00e7\u00e3o dos candidatos a Governador e Vice-Governador por meio de chapa \u00fanica; (ii) a observ\u00e2ncia das condi\u00e7\u00f5es constitucionais de elegibilidade e das hip\u00f3teses de inelegibilidade previstas no art. 14 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal e na Lei Complementar a que se refere o \u00a7 9\u00ba do art. 14; e (iii) que a filia\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria n\u00e3o pressup\u00f5e a escolha em conven\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria nem o registro da candidatura pelo partido pol\u00edtico; (iv) a regra da maioria, enquanto crit\u00e9rio de averigua\u00e7\u00e3o do candidato vencedor, n\u00e3o se mostra afetada a qualquer preceito constitucional que vincule os Estados e o Distrito Federal.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>ADPF 969\/AL, relator Ministro Gilmar Mendes, julgamento virtual finalizado em 14.8.2023 (Info 1104)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>10.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Na ADPF 969, o Partido Progressistas (PP) questiona a constitucionalidade do edital que convoca elei\u00e7\u00e3o indireta para os cargos de Governador e Vice no caso de dupla vac\u00e2ncia no \u00faltimo bi\u00eanio do mandato.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;O PP sustenta que o formato da elei\u00e7\u00e3o indireta, por maioria simples, e n\u00e3o absoluta, sem previs\u00e3o de segundo turno, viola o princ\u00edpio majorit\u00e1rio. Alega, ainda, que a permiss\u00e3o de registro de candidatos a governador e vice de forma separada viola o sistema eleitoral brasileiro, que prev\u00ea chapa \u00fanica em elei\u00e7\u00f5es para o Executivo. Outro aspecto contestado \u00e9 a permiss\u00e3o de candidaturas avulsas e sem filia\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>10.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-1-questao-juridica\"><a>10.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>&nbsp;CF\/1988: \u201cArt. 28. A elei\u00e7\u00e3o do Governador e do Vice-Governador de Estado, para mandato de 4 (quatro) anos, realizar-se-\u00e1 no primeiro domingo de outubro, em primeiro turno, e no \u00faltimo domingo de outubro, em segundo turno, se houver, do ano anterior ao do t\u00e9rmino do mandato de seus antecessores, e a posse ocorrer\u00e1 em 6 de janeiro do ano subsequente, observado, quanto ao mais, o disposto no art. 77 desta Constitui\u00e7\u00e3o. (&#8230;) Art. 77. A elei\u00e7\u00e3o do Presidente e do Vice-Presidente da Rep\u00fablica realizar-se-\u00e1, simultaneamente, no primeiro domingo de outubro, em primeiro turno, e no \u00faltimo domingo de outubro, em segundo turno, se houver, do ano anterior ao do t\u00e9rmino do mandato presidencial vigente. \u00a7 1\u00ba A elei\u00e7\u00e3o do Presidente da Rep\u00fablica importar\u00e1 a do Vice-Presidente com ele registrado.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>CF\/1988: \u201cArt. 14. (&#8230;) \u00a7 3\u00ba S\u00e3o condi\u00e7\u00f5es de elegibilidade, na forma da lei: I \u2013 a nacionalidade brasileira; II \u2013 o pleno exerc\u00edcio dos direitos pol\u00edticos; III \u2013 o alistamento eleitoral; IV \u2013 o domic\u00edlio eleitoral na circunscri\u00e7\u00e3o; V \u2013 a filia\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria; VI \u2013 a idade m\u00ednima de: a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente da Rep\u00fablica e Senador; b) trinta anos para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal; c) vinte e um anos para Deputado Federal, Deputado Estadual ou Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito e juiz de paz; d) dezoito anos para Vereador. \u00a7 4\u00ba S\u00e3o ineleg\u00edveis os inalist\u00e1veis e os analfabetos. \u00a7 5\u00ba O Presidente da Rep\u00fablica, os Governadores de Estado e do Distrito Federal, os Prefeitos e quem os houver sucedido, ou substitu\u00eddo no curso dos mandatos poder\u00e3o ser reeleitos para um \u00fanico per\u00edodo subsequente. \u00a7 6\u00ba Para concorrerem a outros cargos, o Presidente da Rep\u00fablica, os Governadores de Estado e do Distrito Federal e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos at\u00e9 seis meses antes do pleito. \u00a7 7\u00ba S\u00e3o ineleg\u00edveis, no territ\u00f3rio de jurisdi\u00e7\u00e3o do titular, o c\u00f4njuge e os parentes consangu\u00edneos ou afins, at\u00e9 o segundo grau ou por ado\u00e7\u00e3o, do Presidente da Rep\u00fablica, de Governador de Estado ou Territ\u00f3rio, do Distrito Federal, de Prefeito ou de quem os haja substitu\u00eddo dentro dos seis meses anteriores ao pleito, salvo se j\u00e1 titular de mandato eletivo e candidato \u00e0 reelei\u00e7\u00e3o. \u00a7 8\u00ba O militar alist\u00e1vel \u00e9 eleg\u00edvel, atendidas as seguintes condi\u00e7\u00f5es: I \u2013 se contar menos de dez anos de servi\u00e7o, dever\u00e1 afastar-se da atividade; II \u2013 se contar mais de dez anos de servi\u00e7o, ser\u00e1 agregado pela autoridade superior e, se eleito, passar\u00e1 automaticamente, no ato da diploma\u00e7\u00e3o, para a inatividade. \u00a7 9\u00ba Lei complementar estabelecer\u00e1 outros casos de inelegibilidade e os prazos de sua cessa\u00e7\u00e3o, a fim de proteger a probidade administrativa, a moralidade para exerc\u00edcio de mandato considerada vida pregressa do candidato, e a normalidade e legitimidade das elei\u00e7\u00f5es contra a influ\u00eancia do poder econ\u00f4mico ou o abuso do exerc\u00edcio de fun\u00e7\u00e3o, cargo ou emprego na administra\u00e7\u00e3o direta ou indireta.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-2-ha-vinculacao-ao-modelo-e-procedimento-federal\"><a>10.2.2. H\u00e1 vincula\u00e7\u00e3o ao modelo e procedimento federal?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooopsss!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os estados n\u00e3o est\u00e3o vinculados ao modelo e ao procedimento federal (CF\/1988, art. 81) para a resolu\u00e7\u00e3o normativa do problema da dupla vac\u00e2ncia da chefia do Poder Executivo ocorrida no \u00faltimo bi\u00eanio do per\u00edodo governamental e decorrente de causas n\u00e3o eleitorais, <strong>mas encontram limites em outros preceitos e princ\u00edpios constitucionais<\/strong> (CF\/1988, art. 25).<\/p>\n\n\n\n<p>Deve ser observado o princ\u00edpio da unicidade da chapa de governador e vice-governador, de forma que n\u00e3o se admite a cindibilidade dessas candidaturas para a elei\u00e7\u00e3o indireta, pois \u00e9 INDISSOCI\u00c1VEL do pr\u00f3prio modelo constitucional de exerc\u00edcio dos cargos (CF\/1988, arts. 28 e 77). Assim, <strong>as inscri\u00e7\u00f5es das candidaturas ou as elei\u00e7\u00f5es aos cargos n\u00e3o podem ser segregadas.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m devem ser observadas as condi\u00e7\u00f5es constitucionais de elegibilidade e as hip\u00f3teses de inelegibilidade previstas no art. 14 da CF\/1988, inclusive as estabelecidas na legisla\u00e7\u00e3o complementar mencionada em seu \u00a7 9\u00ba. A exig\u00eancia de filia\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria, contudo, n\u00e3o representa obrigatoriedade de escolha do candidato em conven\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria e de registro da candidatura pelo partido pol\u00edtico.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao modo de vota\u00e7\u00e3o na Assembleia Legislativa, \u00e9 constitucional o estabelecimento em ato normativo estadual de que seja nominal e aberto.<\/p>\n\n\n\n<p>No que diz respeito ao crit\u00e9rio majorit\u00e1rio de elei\u00e7\u00e3o para a declara\u00e7\u00e3o do vencedor, a norma estadual n\u00e3o se vincula a qualquer preceito constitucional, raz\u00e3o pela qual pode existir previs\u00e3o da sucess\u00e3o de escrut\u00ednio com crit\u00e9rios distintos, o que objetiva evitar, sobretudo, que grupos parlamentares menores bloqueiem qualquer solu\u00e7\u00e3o que imponha maioria absoluta.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>E quanto ao procedimento que prev\u00ea a inscri\u00e7\u00e3o com prazos ex\u00edguos??<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>At\u00e9 a\u00ed, tudo bem&#8230;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 compat\u00edvel com a Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988, pois n\u00e3o afronta o direito fundamental ao devido processo legal, a regulamenta\u00e7\u00e3o estadual do procedimento de inscri\u00e7\u00e3o dos aludidos candidatos com prazos ex\u00edguos, por configurar medida necess\u00e1ria para que o impasse institucional n\u00e3o se prolongue demasiadamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, <strong>\u00e9 necess\u00e1rio procedimento de registro de candidatura c\u00e9lere, motivo pelo qual inexiste, no caso concreto, incompatibilidade entre os prazos e meios de impugna\u00e7\u00e3o e as exig\u00eancias a serem cumpridas para valida\u00e7\u00e3o da inscri\u00e7\u00e3o<\/strong>, tampouco irrazoabilidade ou desproporcionalidade a impor a interven\u00e7\u00e3o jurisdicional.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-3-resultado-final\"><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a>10.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou parcialmente procedente a a\u00e7\u00e3o, nos termos da&nbsp;medida cautelar anteriormente deferida, para:&nbsp;<strong>(a)<\/strong>&nbsp;conferir interpreta\u00e7\u00e3o conforme a Constitui\u00e7\u00e3o ao item I do Edital de Convoca\u00e7\u00e3o das Elei\u00e7\u00f5es Indiretas para o Preenchimento dos Cargos de Governador e Vice-Governador do Estado de Alagoas de 8.4.2022 do Presidente da Assembleia Legislativa Estadual e ao art. 4\u00ba da Lei alagoana 8.576\/2022, a fim de estabelecer que o registro e a vota\u00e7\u00e3o dos candidatos a governador e vice-governador devem ser realizados em chapa \u00fanica; e&nbsp;<strong>(b)<\/strong>&nbsp;conferir interpreta\u00e7\u00e3o conforme a Constitui\u00e7\u00e3o ao item II do mencionado edital de convoca\u00e7\u00e3o e, por decorr\u00eancia l\u00f3gica, ao art. 2\u00ba da Lei 8.576\/2022 do Estado de Alagoas, a fim de estabelecer que&nbsp;<strong>(i)<\/strong>&nbsp;nos termos do precedente firmado na ADI 1.057\/BA, a candidatura ao certame condiciona-se \u00e0 observ\u00e2ncia das condi\u00e7\u00f5es constitucionais de elegibilidade e das hip\u00f3teses de inelegibilidade previstas no art. 14 da CF\/1988 e na Lei Complementar a que se refere em seu \u00a7 9\u00ba; e&nbsp;<strong>(ii)<\/strong>&nbsp;a filia\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria n\u00e3o pressup\u00f5e a escolha em conven\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria, tampouco o registro da candidatura pelo partido pol\u00edtico.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-penal\"><a>DIREITO PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-nbsp-lei-nbsp-maria-da-penha-obrigatoriedade-de-designacao-da-audiencia-de-retratacao-e-do-comparecimento-da-vitima\"><a><\/a><a>11.&nbsp; <em>Lei<\/em><\/a><em>&nbsp;Maria da Penha: obrigatoriedade de designa\u00e7\u00e3o da audi\u00eancia de retrata\u00e7\u00e3o e do comparecimento da v\u00edtima<\/em><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional o entendimento de que eventual n\u00e3o comparecimento da v\u00edtima de viol\u00eancia dom\u00e9stica implica \u201cretrata\u00e7\u00e3o t\u00e1cita\u201d ou \u201cren\u00fancia t\u00e1cita ao direito de representa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 7.267\/DF, relator Ministro Edson Fachin, julgamento virtual finalizado em 21.8.2023 (Info 1104)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>11.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Membros do Minist\u00e9rio P\u00fablico (Conamp) ajuizou a\u00e7\u00e3o em que requer que o STF garanta a continuidade de a\u00e7\u00f5es penais nos casos em que a v\u00edtima de viol\u00eancia dom\u00e9stica n\u00e3o comparecer \u00e0 audi\u00eancia de retrata\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o diz respeito ao artigo 16 da Lei Maria da Penha (Lei 11.340\/2006), que prev\u00ea que, nas a\u00e7\u00f5es penais p\u00fablicas condicionadas \u00e0 representa\u00e7\u00e3o da v\u00edtima (les\u00e3o corporal leve e les\u00e3o culposa), a ren\u00fancia s\u00f3 ser\u00e1 admitida perante o juiz, em audi\u00eancia especialmente designada para essa finalidade, antes do recebimento da den\u00fancia e ap\u00f3s ouvido o Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>Na a\u00e7\u00e3o, a Conamp explica que o n\u00e3o comparecimento da v\u00edtima a essa audi\u00eancia tem sido interpretado como ren\u00fancia t\u00e1cita, com a extin\u00e7\u00e3o da punibilidade do agressor e o arquivamento do processo. Essa interpreta\u00e7\u00e3o estaria levando compulsoriamente mulheres e meninas v\u00edtimas desse tipo de viol\u00eancia ao Poder Judici\u00e1rio, caracterizando um processo de revitimiza\u00e7\u00e3o e resultando na impunidade de milhares de homens autores de crimes cometidos nesse contexto.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>11.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-1-questao-juridica\"><a>11.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>&nbsp;Lei 11.340\/2006: \u201cArt. 16. Nas a\u00e7\u00f5es penais p\u00fablicas condicionadas \u00e0 representa\u00e7\u00e3o da ofendida de que trata esta Lei, s\u00f3 ser\u00e1 admitida a ren\u00fancia \u00e0 representa\u00e7\u00e3o perante o juiz, em audi\u00eancia especialmente designada com tal finalidade, antes do recebimento da den\u00fancia e ouvido o Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-2-resultado\"><a>11.2.2. Resultado.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por unanimidade,&nbsp;julgou parcialmente procedente a a\u00e7\u00e3o para dar interpreta\u00e7\u00e3o conforme a Constitui\u00e7\u00e3o ao artigo 16 da&nbsp;Lei 11.340\/2006, no sentido de assentar a inconstitucionalidadedo reconhecimento de que eventual n\u00e3o comparecimento da v\u00edtima de viol\u00eancia dom\u00e9stica implique \u201cretrata\u00e7\u00e3o t\u00e1cita\u201d ou \u201cren\u00fancia t\u00e1cita ao direito de representa\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-civil\"><a>DIREITO PROCESSUAL CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-nbsp-codigo-nbsp-de-processo-civil-regra-sobre-impedimentos-de-juizes\"><a><\/a><a>12.&nbsp; <em>C\u00f3digo<\/em><\/a><em>&nbsp;de Processo Civil: regra sobre impedimentos de ju\u00edzes<\/em><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional \u2014 por violar os princ\u00edpios do juiz natural, da razoabilidade e da proporcionalidade \u2014 o inciso VIII do art. 114 do C\u00f3digo de Processo Civil&nbsp;(CPC\/2015), que estabelece que o magistrado est\u00e1 impedido de atuar nos processos em que a parte seja cliente do escrit\u00f3rio de advocacia de seu c\u00f4njuge, companheiro ou parente consangu\u00edneo ou afim, em linha reta ou colateral, at\u00e9 o terceiro grau, inclusive, ainda que essa mesma parte seja representada por advogado de escrit\u00f3rio diverso.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 5.953\/DF, relator Ministro Edson Fachin, redator do ac\u00f3rd\u00e3o Ministro Gilmar Mendes, julgamento virtual finalizado em 21.8.2023 (Info 1104)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>12.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o dos Magistrados Brasileiros (AMB) ajuizou no STF a ADI 5953 contra regra do C\u00f3digo de Processo Civil (CPC) que trata do impedimento de ju\u00edzes. Segundo o artigo 144, inciso VIII, do CPC, h\u00e1 impedimento do juiz nos processos em que figure como parte cliente do escrit\u00f3rio de advocacia de seu c\u00f4njuge, companheiro ou parente, consangu\u00edneo, mesmo que patrocinado por advogado de outro escrit\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>A associa\u00e7\u00e3o afirma que a lei exige uma conduta imposs\u00edvel de ser observada por parte do magistrado e, por este motivo, a regra fere o princ\u00edpio constitucional da proporcionalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a entidade, o juiz n\u00e3o tem como saber que uma das partes \u00e9 cliente de advogado que se enquadre na regra de impedimento porque n\u00e3o h\u00e1 no processo nenhuma informa\u00e7\u00e3o quanto a esse fato objetivo. \u201c\u00c9 um impedimento que o juiz n\u00e3o pode, sozinho, verificar quando o processo lhe \u00e9 submetido \u00e0 conclus\u00e3o para exame e julgamento\u201d, argumenta.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>12.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-1-questao-juridica\"><a>12.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:&nbsp;<a><\/a>\u201cArt. 144. H\u00e1 impedimento do juiz, sendo-lhe vedado exercer suas fun\u00e7\u00f5es no processo:<a><\/a>&nbsp;(&#8230;)<a><\/a>&nbsp;VIII &#8211; em que figure como parte cliente do escrit\u00f3rio de advocacia de seu c\u00f4njuge, companheiro ou parente, consangu\u00edneo ou afim, em linha reta ou colateral, at\u00e9 o terceiro grau, inclusive, mesmo que patrocinado por advogado de outro escrit\u00f3rio;\u201d<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-2-norma-pouco-razoavel\"><a>12.2.2. Norma pouco razo\u00e1vel?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Aparentemente&#8230;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As hip\u00f3teses de exce\u00e7\u00e3o de impedimento devem ser aferidas objetivamente pelo magistrado, de forma a viabilizar uma atua\u00e7\u00e3o imparcial e desinteressada.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, uma cl\u00e1usula aberta e excessivamente abrangente, como a prevista no dispositivo impugnado, \u00e9 irrazo\u00e1vel e inviabiliza, sobremaneira, a efetividade da jurisdi\u00e7\u00e3o, pois define causa de impedimento sem dar ao juiz o poder ou os meios para pesquisar a carteira de clientes do escrit\u00f3rio de seu familiar, limitando a sua averigua\u00e7\u00e3o \u00e0s informa\u00e7\u00f5es apresentadas por terceiros.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ademais, a regra prevista pelo dispositivo impugnado gera uma presun\u00e7\u00e3o absoluta de impedimento, em contrariedade ao princ\u00edpio do juiz natural<\/strong> (CF\/1988, art. 5\u00ba, XXXVII e LIII).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-3-resultado-final\"><a>12.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por maioria, julgou procedente a a\u00e7\u00e3o para declarar a inconstitucionalidade do inciso VIII do art. 144 do\u00a0CPC (Lei 13.105\/2015).<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-f44a731c-0274-4360-8349-3d12419760ec\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/08\/30010823\/stf-informativo-1104.pdf\">stf-informativo-1104<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/08\/30010823\/stf-informativo-1104.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-f44a731c-0274-4360-8349-3d12419760ec\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>E aqui est\u00e1 o Informativo n\u00ba 1104 do STF\u00a0COMENTADO.\u00a0S\u00f3 para voc\u00ea que est\u00e1 ligad@ aqui\u00a0no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! DOWNLOAD do PDF DIREITO ADMINISTRATIVO 1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Prorroga\u00e7\u00e3o antecipada de contrato de concess\u00e3o de servi\u00e7o de transporte coletivo estadual A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE \u00c9 constitucional \u2014 pois ocorrida dentro dos limites explicitados pelo STF no julgamento da ADI [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":833,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"post_tipo":"article","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"tax_estado":[],"class_list":["post-1271216","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cursos-e-concursos"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v27.2 (Yoast SEO v27.2) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Informativo STF 1104 Comentado<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1104-comentado\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Informativo STF 1104 Comentado\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"E aqui est\u00e1 o Informativo n\u00ba 1104 do STF\u00a0COMENTADO.\u00a0S\u00f3 para voc\u00ea que est\u00e1 ligad@ aqui\u00a0no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! 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