{"id":1270500,"date":"2023-08-29T01:15:34","date_gmt":"2023-08-29T04:15:34","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1270500"},"modified":"2023-08-29T01:15:36","modified_gmt":"2023-08-29T04:15:36","slug":"informativo-stj-783-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-783-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STJ 783 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p>Informativo n\u00ba 783 do STJ\u00a0<strong>COMENTADO<\/strong>\u00a0saindo do forno (quentinho) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/08\/29011523\/stj-informativo-783.pdf\" rel=\"sponsored nofollow\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_uA-0jlaKwkw\"><div id=\"lyte_uA-0jlaKwkw\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/uA-0jlaKwkw\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/uA-0jlaKwkw\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/uA-0jlaKwkw\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-administrativo\"><a>DIREITO ADMINISTRATIVO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-im-possibilidade-da-renegociacao-dos-debitos-de-precatorios-vencidos-e-dos-que-vencerao-dentro-do-periodo-previsto-pela-ec-n-109-2021\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade da renegocia\u00e7\u00e3o dos d\u00e9bitos de precat\u00f3rios vencidos e dos que vencer\u00e3o dentro do per\u00edodo previsto pela EC n. 109\/2021<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO EM MANDADO DE SEGURAN\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel a renegocia\u00e7\u00e3o dos d\u00e9bitos de precat\u00f3rios vencidos e dos que vencer\u00e3o dentro do per\u00edodo previsto pela EC n. 109\/2021.<\/p>\n\n\n\n<p>RMS 69.711-SP, Rel. Ministro S\u00e9rgio Kukina, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 15\/8\/2023. (Info 783)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O munic\u00edpio Pagonada impetrou mandado de seguran\u00e7a. Alega que \u00e9 ilegal o indeferimento parcial do aditamento ao Plano Anual de Pagamento de Precat\u00f3rios, seguido da determina\u00e7\u00e3o de sequestro valores das contas municipais. A decis\u00e3o judicial atacada determinou o bloqueio dos valores para pagamento das insufici\u00eancias desde 2018 \u2014 o munic\u00edpio vinha deixando de arcar com os pagamentos&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>O munic\u00edpio sustenta que o advento da Emenda Constitucional n\u00ba 109\/2021 assegura aos Munic\u00edpio o direito \u00e0 apresenta\u00e7\u00e3o de um novo Plano de Pagamento, contemplando todos os valores em aberto, a fim de formar um \u00fanico montante global, a ser quitado at\u00e9 o prazo final determinado pela EC 109\/2021.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-possivel-a-renegociacao\"><a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel a renegocia\u00e7\u00e3o?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeap!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Acerca do tema, <strong>o Supremo Tribunal Federal adotou a compreens\u00e3o no sentido de que o plano de pagamentos apresentados pelo devedor de precat\u00f3rios ao respectivo Tribunal deve contemplar todo o passivo, de modo a formar um \u00fanico montante global de d\u00e9bitos de precat\u00f3rios<\/strong>, ainda que se refiram a parcelas vencidas e n\u00e3o pagas em per\u00edodo anterior ao advento da Emenda Constitucional n. 109\/2021.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma vez que o prazo de pagamento antes estabelecido pela EC n. 99\/2017 (at\u00e9 31\/12\/2024) foi estendido pela EC n. 109\/2021 para 31\/12\/2029, sem ressalva alguma quanto aos anos a que se referem os d\u00e9bitos em quest\u00e3o, apresenta-se indevida a discrimina\u00e7\u00e3o realizada pela autoridade impetrada, no sentido de n\u00e3o autorizar a renegocia\u00e7\u00e3o proposta pelo ora recorrente quanto \u00e0s d\u00edvidas anteriores a 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>Acolhida a pretens\u00e3o do munic\u00edpio impetrante, para fazer-se incluir na repactua\u00e7\u00e3o requerida \u00e0 luz da EC n. 109\/2021 tamb\u00e9m o passivo referente aos exerc\u00edcios dos anos de 2018, 2019 e 2020. Tal solu\u00e7\u00e3o importar\u00e1 em que a autoridade impetrada novamente avalie qual o percentual da receita corrente l\u00edquida da municipalidade ser\u00e1 suficiente para a quita\u00e7\u00e3o dos d\u00e9bitos existentes quando da elabora\u00e7\u00e3o anual do plano de pagamentos, conforme a reda\u00e7\u00e3o da EC n. 109\/2021, tomando as medidas que entender necess\u00e1rias para assegurar o adimplemento dessas obriga\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel a renegocia\u00e7\u00e3o dos d\u00e9bitos de precat\u00f3rios vencidos e dos que vencer\u00e3o dentro do per\u00edodo previsto pela EC n. 109\/2021.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-prazo-prescricional-da-acao-indenizatoria-decorrente-de-acidente-de-transito-ocasionado-por-empresa-particular-prestadora-de-servico-publico-cuja-vitima-e-relativamente-incapaz\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Prazo prescricional da a\u00e7\u00e3o indenizat\u00f3ria decorrente de acidente de tr\u00e2nsito ocasionado por empresa particular prestadora de servi\u00e7o p\u00fablico, cuja v\u00edtima \u00e9 relativamente incapaz.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Depois da entrada em vigor do art. 1\u00ba-C da Lei n. 9.494\/1997, \u00e9 quinquenal o prazo de prescri\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o indenizat\u00f3ria decorrente de acidente de tr\u00e2nsito ocasionado por empresa particular prestadora de servi\u00e7o p\u00fablico, cuja v\u00edtima \u00e9 relativamente incapaz.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.019.785-SP, Rel. Ministro S\u00e9rgio Kukina, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 15\/8\/2023, DJe 18\/8\/2023. (Info 783)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creitinho, ent\u00e3o com doze anos, sofreu acidente de tr\u00e2nsito provocado por empresa particular prestadora de servi\u00e7o p\u00fablico, no ano de 1990. Eventualmente foi ajuizada a\u00e7\u00e3o indenizat\u00f3ria, mas ent\u00e3o iniciou-se a discuss\u00e3o acerca do prazo prescricional aplic\u00e1vel diante das altera\u00e7\u00f5es trazidas pela Lei 9.494\/1997 e pelo novo C\u00f3digo Civil.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CC\/2002:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 198. Tamb\u00e9m n\u00e3o corre a prescri\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; contra os incapazes de que trata o art. 3&nbsp;<sup>o&nbsp;<\/sup>;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 206. Prescreve:<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 3&nbsp;<sup>o&nbsp;<\/sup>Em tr\u00eas anos:<\/p>\n\n\n\n<p>V &#8211; a pretens\u00e3o de repara\u00e7\u00e3o civil;<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 9.494\/1997:<\/p>\n\n\n\n<p>Art.&nbsp;1<sup>o<\/sup>-C.&nbsp;&nbsp;Prescrever\u00e1 em cinco anos o direito de obter indeniza\u00e7\u00e3o dos danos causados por agentes de pessoas jur\u00eddicas de direito p\u00fablico e de pessoas jur\u00eddicas de direito privado prestadoras de servi\u00e7os p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-qual-o-prazo-a-ser-observado\"><a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Qual o prazo a ser observado?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Quinquenal!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No caso, tendo em vista que o acidente ocorreu em 24\/12\/1990, quando o autor tinha 12 anos, <strong>o curso do prazo prescricional s\u00f3 teve in\u00edcio em 16\/12\/1994, quando ele alcan\u00e7ou a capacidade civil relativa (16 anos),<\/strong> nos termos dos arts. 167, I, do CC\/1916 e 198, I, do CC\/2002.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo entendimento do STJ, em respeito \u00e0 prote\u00e7\u00e3o dos interesses do menor incapaz, caso a contagem do prazo prescricional sob a \u00e9gide do C\u00f3digo Civil de 2002 vier a lhe ocasionar efetivo preju\u00edzo, deve-se afastar o disposto no art. 169, I, do revogado C\u00f3digo Civil, para computar o prazo vinten\u00e1rio na \u00edntegra, estabelecendo-se a data do evento danoso como termo inicial.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Com base nessa premissa jurisprudencial, deve ser avaliado o padr\u00e3o mais vantajoso para o autor<\/strong>. De um lado, tem-se a possibilidade de aplica\u00e7\u00e3o da regra de transi\u00e7\u00e3o estabelecida no art. 2.028 do CC, com o prazo trienal previsto no art. 206, \u00a7 3\u00ba, V, situa\u00e7\u00e3o em que o termo final para o ajuizamento da a\u00e7\u00e3o seria em 11\/1\/2003. De outro, existe a possibilidade de contagem do prazo vinten\u00e1rio a partir do evento danoso (24\/12\/1990), consolidando-se a prescri\u00e7\u00e3o no final de 2010.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, nas a\u00e7\u00f5es indenizat\u00f3rias movidas em desfavor de pessoa jur\u00eddica de direito privado, na condi\u00e7\u00e3o de prestadora de servi\u00e7o p\u00fablico, a prescri\u00e7\u00e3o \u00e9 regida pelo C\u00f3digo Civil, at\u00e9 a entrada em vigor do art. 1\u00ba-C da Lei n. 9.494\/1997, em 28\/8\/2001.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo, independentemente da metodologia adotada, \u00e9 inafast\u00e1vel que, com a entrada em vigor do art. 1\u00ba-C da Lei n. 9.494\/1997, em 28\/1\/2001, o prazo passou a ser quinquenal, fazendo com que, na esp\u00e9cie, o termo final da prescri\u00e7\u00e3o ocorresse em 28\/1\/2006.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>2.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Depois da entrada em vigor do art. 1\u00ba-C da Lei n. 9.494\/1997, \u00e9 quinquenal o prazo de prescri\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o indenizat\u00f3ria decorrente de acidente de tr\u00e2nsito ocasionado por empresa particular prestadora de servi\u00e7o p\u00fablico, cuja v\u00edtima \u00e9 relativamente incapaz.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-natureza-da-gratificacao-de-desempenho-de-atividade-juridica-gdaj\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Natureza da Gratifica\u00e7\u00e3o de Desempenho de Atividade Jur\u00eddica &#8211; GDAJ<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em an\u00e1lise dos dispositivos da Medida Provis\u00f3ria n. 2.048\/2000, reitera-se que a Gratifica\u00e7\u00e3o de Desempenho de Atividade Jur\u00eddica &#8211; GDAJ tem car\u00e1ter&nbsp;propter laborem&nbsp;e&nbsp;n\u00e3o \u00e9 devida aos servidores inativos.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.833.226-DF, Rel. Ministro S\u00e9rgio Kukina, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 15\/8\/2023, DJe 18\/8\/2023. (Info 783)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Tadeu, procurador federal, ajuizou a\u00e7\u00e3o por meio da qual pretendia ter reconhecido o direito ao recebimento da Gratifica\u00e7\u00e3o de Desempenho de Atividade Jur\u00eddica \u2013 GDAJ, mesmo ap\u00f3s sua aposentadoria.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, a Uni\u00e3o entende que a GDAJ estabelece car\u00e1ter <em>propter laborem<\/em>, o que tornaria a gratifica\u00e7\u00e3o inextens\u00edvel aos inativos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Medida Provis\u00f3ria n. 2.048\/2000:<\/p>\n\n\n\n<p>Art.&nbsp;41.&nbsp;&nbsp;Fica institu\u00edda a Gratifica\u00e7\u00e3o de Desempenho de Atividade Jur\u00eddica&nbsp;&#8211;&nbsp;GDAJ, devida aos integrantes das Carreiras de Advogado da Uni\u00e3o e de Assistente Jur\u00eddico da Advocacia-Geral da Uni\u00e3o, de Defensor P\u00fablico da Uni\u00e3o e de Procurador Federal, no percentual de at\u00e9 trinta por cento, incidente sobre o vencimento b\u00e1sico do servidor, quando em exerc\u00edcio nas unidades jur\u00eddicas dos \u00f3rg\u00e3os e das entidades da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica Federal direta, aut\u00e1rquica e fundacional.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7&nbsp;1<sup>o<\/sup>&nbsp;&nbsp;A GDAJ ser\u00e1 atribu\u00edda em fun\u00e7\u00e3o do efetivo desempenho do servidor e dos resultados alcan\u00e7ados pelos \u00f3rg\u00e3os jur\u00eddicos dos \u00f3rg\u00e3os e das entidades, na forma estabelecida em ato do Advogado-Geral da Uni\u00e3o e, no caso do Defensor P\u00fablico da Uni\u00e3o, em ato do Defensor-Geral da Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-devida-tambem-aos-inativos\"><a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Devida tamb\u00e9m aos inativos?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A jurisprud\u00eancia predominante do STJ orienta-se no sentido de que <strong>a discuss\u00e3o acerca da concess\u00e3o da Gratifica\u00e7\u00e3o de Desempenho de Atividade Jur\u00eddica &#8211; GDAJ demanda a an\u00e1lise pr\u00e9via dos dispositivos da Medida Provis\u00f3ria n. 2.048\/2000, atual MP n. 2.229-43\/2001, de modo a definir a natureza da aludida vantagem<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Extrai-se dos art. 41, \u00a7 1\u00ba, e 54, I, da Medida Provis\u00f3ria n. 2.048\/2000 que n\u00e3o h\u00e1 falar em extens\u00e3o da GDAJ aos aposentados e pensionistas, pois a gratifica\u00e7\u00e3o subordina-se ao desempenho individual e institucional, fatores n\u00e3o afer\u00edveis em rela\u00e7\u00e3o aos servidores inativos.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a compreens\u00e3o firmada pelo STJ, &#8220;<strong>a GDAJ, institu\u00edda pelo art. 40 da Medida Provis\u00f3ria n. 2.048-26\/2000, n\u00e3o \u00e9 devida aos servidores inativos, em face de seu car\u00e1ter<em>&nbsp;propter laborem<\/em><\/strong>&#8221; (AgInt no AREsp 1.074.083\/DF, relator Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, julgado em 19\/10\/2017, DJe 19\/12\/2017).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>3.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Em an\u00e1lise dos dispositivos da Medida Provis\u00f3ria n. 2.048\/2000, reitera-se que a Gratifica\u00e7\u00e3o de Desempenho de Atividade Jur\u00eddica &#8211; GDAJ tem car\u00e1ter&nbsp;<em>propter laborem&nbsp;<\/em>en\u00e3o \u00e9 devida aos servidores inativos.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-civil\"><a>DIREITO CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-deferimento-de-processamento-da-recuperacao-judicial-em-consolidacao-processual-como-impeditivo-a-posterior-analise-do-preenchimento-dos-requisitos-para-o-pedido-de-recuperacao-em-relacao-a-cada-um-dos-litisconsortes\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Deferimento de processamento da recupera\u00e7\u00e3o judicial em consolida\u00e7\u00e3o processual como impeditivo a posterior an\u00e1lise do preenchimento dos requisitos para o pedido de recupera\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a cada um dos litisconsortes.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O deferimento de processamento da recupera\u00e7\u00e3o judicial em consolida\u00e7\u00e3o processual n\u00e3o impede a posterior an\u00e1lise do preenchimento dos requisitos para o pedido de recupera\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a cada um dos litisconsortes.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.068.263-SP, Rel. Ministro Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 15\/8\/2023. (Info 783)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A Construtora Quebradeira requereu recupera\u00e7\u00e3o judicial, tendo sido deferido o seu processamento pelo Ju\u00edzo da Vara da Comarca de Itapecerica da Serra\/SP. Com o ingresso de outras sociedades do grupo no feito requerendo a extens\u00e3o da recupera\u00e7\u00e3o judicial, os autos foram redistribu\u00eddos ao Ju\u00edzo da Vara de Fal\u00eancias e Recupera\u00e7\u00f5es Judiciais do Foro Central de S\u00e3o Paulo, que entendeu n\u00e3o ser poss\u00edvel o processamento conjunto da recupera\u00e7\u00e3o, sendo determinada a extin\u00e7\u00e3o do processo em rela\u00e7\u00e3o a v\u00e1rias sociedades.<\/p>\n\n\n\n<p>Contra essa decis\u00e3o, foi interposto agravo de instrumento, o qual foi provido para admitir a consolida\u00e7\u00e3o processual, deixando aos credores o exame da possibilidade de haver consolida\u00e7\u00e3o substancial. Devolvidos os autos ao primeiro grau, houve delibera\u00e7\u00e3o no sentido de que a recupera\u00e7\u00e3o n\u00e3o poderia seguir em consolida\u00e7\u00e3o substancial sem o pr\u00e9vio exame dos credores.<\/p>\n\n\n\n<p>Na subsequente assembleia geral de credores, foi aprovado o plano de recupera\u00e7\u00e3o das sociedades pertencentes ao grupo, com exce\u00e7\u00e3o da empresa Pet Energia, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 qual a assembleia foi suspensa. Em rela\u00e7\u00e3o a esta, o Ju\u00edzo de primeiro grau extinguiu o processo, pois havia somente 2 (dois) credores para deliberar a respeito do plano, o que, no seu entender, levaria \u00e0 extin\u00e7\u00e3o do processo, uma vez que a recupera\u00e7\u00e3o judicial n\u00e3o se destina a solucionar crise econ\u00f4mico-financeira quando o devedor tem apenas um credor, ou, ainda, um \u00fanico credor em cada classe.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>LREF:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 51. A peti\u00e7\u00e3o inicial de recupera\u00e7\u00e3o judicial ser\u00e1 instru\u00edda com:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I \u2013 a exposi\u00e7\u00e3o das causas concretas da situa\u00e7\u00e3o patrimonial do devedor e das raz\u00f5es da crise econ\u00f4mico-financeira;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>II \u2013 as demonstra\u00e7\u00f5es cont\u00e1beis relativas aos 3 (tr\u00eas) \u00faltimos exerc\u00edcios sociais e as levantadas especialmente para instruir o pedido, confeccionadas com estrita observ\u00e2ncia da legisla\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria aplic\u00e1vel e compostas obrigatoriamente de:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>a) balan\u00e7o patrimonial;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>b) demonstra\u00e7\u00e3o de resultados acumulados;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>c) demonstra\u00e7\u00e3o do resultado desde o \u00faltimo exerc\u00edcio social;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>d) relat\u00f3rio gerencial de fluxo de caixa e de sua proje\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>e) descri\u00e7\u00e3o das sociedades de grupo societ\u00e1rio, de fato ou de direito;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>III &#8211; a rela\u00e7\u00e3o nominal completa dos credores, sujeitos ou n\u00e3o \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o judicial, inclusive aqueles por obriga\u00e7\u00e3o de fazer ou de dar, com a indica\u00e7\u00e3o do endere\u00e7o f\u00edsico e eletr\u00f4nico de cada um, a natureza, conforme estabelecido nos arts. 83 e 84 desta Lei, e o valor atualizado do cr\u00e9dito, com a discrimina\u00e7\u00e3o de sua origem, e o regime dos vencimentos;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>IV \u2013 a rela\u00e7\u00e3o integral dos empregados, em que constem as respectivas fun\u00e7\u00f5es, sal\u00e1rios, indeniza\u00e7\u00f5es e outras parcelas a que t\u00eam direito, com o correspondente m\u00eas de compet\u00eancia, e a discrimina\u00e7\u00e3o dos valores pendentes de pagamento;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>V \u2013 certid\u00e3o de regularidade do devedor no Registro P\u00fablico de Empresas, o ato constitutivo atualizado e as atas de nomea\u00e7\u00e3o dos atuais administradores;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>VI \u2013 a rela\u00e7\u00e3o dos bens particulares dos s\u00f3cios controladores e dos administradores do devedor;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>VII \u2013 os extratos atualizados das contas banc\u00e1rias do devedor e de suas eventuais aplica\u00e7\u00f5es financeiras de qualquer modalidade, inclusive em fundos de investimento ou em bolsas de valores, emitidos pelas respectivas institui\u00e7\u00f5es financeiras;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>VIII \u2013 certid\u00f5es dos cart\u00f3rios de protestos situados na comarca do domic\u00edlio ou sede do devedor e naquelas onde possui filial;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>IX &#8211; a rela\u00e7\u00e3o, subscrita pelo devedor, de todas as a\u00e7\u00f5es judiciais e procedimentos arbitrais em que este figure como parte, inclusive as de natureza trabalhista, com a estimativa dos respectivos valores demandados;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>X &#8211; o relat\u00f3rio detalhado do passivo fiscal; e&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>XI &#8211; a rela\u00e7\u00e3o de bens e direitos integrantes do ativo n\u00e3o circulante, inclu\u00eddos aqueles n\u00e3o sujeitos \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o judicial, acompanhada dos neg\u00f3cios jur\u00eddicos celebrados com os credores de que trata o \u00a7 3\u00ba do art. 49 desta Lei.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-necessaria-nova-analise\"><a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Necess\u00e1ria nova an\u00e1lise?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Exatamente!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O <strong>termo consolida\u00e7\u00e3o processual se refere apenas \u00e0 possibilidade de apresentar o pedido de recupera\u00e7\u00e3o em litiscons\u00f3rcio ativo<\/strong>. No entanto, cada um dos litisconsortes deve preencher os requisitos para o pedido de recupera\u00e7\u00e3o judicial individualmente, e seus ativos e passivos ser\u00e3o tratados em separado.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, a parte alega que, em julgamento anterior, j\u00e1 havia sido deferido o processamento da recupera\u00e7\u00e3o judicial do Grupo Econ\u00f4mico em consolida\u00e7\u00e3o processual, reconhecendo-se o entrela\u00e7amento societ\u00e1rio e financeiro entre as 6 empresas que comp\u00f5em o grupo, admitindo-se todas no polo ativo do processo de recupera\u00e7\u00e3o. Assim, a Corte de origem, ao permitir a extin\u00e7\u00e3o do processo em rela\u00e7\u00e3o a um dos litisconsortes, acabou por decidir mat\u00e9ria acobertada pela preclus\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a doutrina, &#8220;como litisconsorte ativo facultativo, portanto, exige-se na consolida\u00e7\u00e3o processual que todos os requisitos exigidos pela LREF sejam preenchidos por cada um dos autores, os quais, ademais, dever\u00e3o apresentar individualmente a documenta\u00e7\u00e3o exigida no art. 51 dessa lei para se permitir a an\u00e1lise individualizada da crise e dos meios para o seu soerguimento pelos seus respectivos credores&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, o ac\u00f3rd\u00e3o recorrido n\u00e3o trata de mat\u00e9ria preclusa quando analisa se a recorrente individualmente preenche os requisitos para pleitear a recupera\u00e7\u00e3o judicial. De fato, o que foi decidido \u00e9 que as requerentes compunham um grupo econ\u00f4mico, o que autorizava o pedido de recupera\u00e7\u00e3o judicial em litiscons\u00f3rcio ativo, sem que tenha sido examinado se cada uma das recuperandas preenchia isoladamente os requisitos exigidos em lei.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>4.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O deferimento de processamento da recupera\u00e7\u00e3o judicial em consolida\u00e7\u00e3o processual n\u00e3o impede a posterior an\u00e1lise do preenchimento dos requisitos para o pedido de recupera\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a cada um dos litisconsortes.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-recebimento-de-comissao-sobre-o-valor-total-de-precatorio-na-hipotese-em-que-nao-foi-integralmente-pago-em-razao-de-negociacao-previa-do-credito-com-desagio-boa-fe-objetiva-e-enriquecimento-sem-causa\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Recebimento de comiss\u00e3o sobre o valor total de precat\u00f3rio na hip\u00f3tese em que n\u00e3o foi integralmente pago, em raz\u00e3o de negocia\u00e7\u00e3o pr\u00e9via do cr\u00e9dito com des\u00e1gio, boa-f\u00e9 objetiva e enriquecimento sem causa.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>EMBARGOS DECLARAT\u00d3RIOS NO AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O recebimento de comiss\u00e3o sobre o valor total de precat\u00f3rio na hip\u00f3tese em que n\u00e3o foi integralmente pago, em raz\u00e3o de negocia\u00e7\u00e3o pr\u00e9via do cr\u00e9dito com des\u00e1gio, fere a boa-f\u00e9 objetiva e gera enriquecimento sem causa.<\/p>\n\n\n\n<p>EDcl no AgInt no AREsp 1.809.319-RJ, Rel. Ministro Jo\u00e3o Ot\u00e1vio de Noronha, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 14\/8\/2023, DJe 17\/8\/2023. (Info 783)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Tadeu celebrou contrato com o escrit\u00f3rio de advocacia Cobrotudo, o qual se incumbiu de cobrar valor de precat\u00f3rio. No contrato se previa, a t\u00edtulo de comiss\u00e3o, o valor correspondente a 10% dos honor\u00e1rios advocat\u00edcios sobre o valor do precat\u00f3rio. Acontece que tal cr\u00e9dito (precat\u00f3rio) foi negociado com terceiro, tendo Tadeu recebido valor inferior ao nominal, considerando o des\u00e1gio da negocia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O escrit\u00f3rio Cobrotudo n\u00e3o quis nem saber e continuou a cobrar 10% sobre o valor original do cr\u00e9dito, balizando-se na letra estrita (e fria) do contrato. Tadeu alega que \u00e9 justo que pague apenas 10% sobre o valor efetivamente recebido.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 478. Nos contratos de execu\u00e7\u00e3o continuada ou diferida, se a presta\u00e7\u00e3o de uma das partes se tornar excessivamente onerosa, com extrema vantagem para a outra, em virtude de acontecimentos extraordin\u00e1rios e imprevis\u00edveis, poder\u00e1 o devedor pedir a resolu\u00e7\u00e3o do contrato. Os efeitos da senten\u00e7a que a decretar retroagir\u00e3o \u00e0 data da cita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-devida-a-comissao-sobre-o-valor-total-do-precatorio\"><a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Devida a comiss\u00e3o sobre o valor total do precat\u00f3rio?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Obviamente que N\u00c3O!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia \u00e9 quanto a serem, ou n\u00e3o, devidos ao autor da demanda a integralidade da comiss\u00e3o estabelecida em contrato de transa\u00e7\u00e3o em que ficou estabelecido que o autor receberia uma comiss\u00e3o de 10% sobre o valor dos honor\u00e1rios recebidos em determinada a\u00e7\u00e3o judicial a t\u00edtulo de indica\u00e7\u00e3o de cliente e sobre eventual legitimidade dos descontos realizados.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, as partes assinaram contrato em que se previa, a t\u00edtulo de comiss\u00e3o, o valor correspondente a 10% dos honor\u00e1rios advocat\u00edcios sucumbenciais, que resultou no pagamento de precat\u00f3rio judicial; e em seguida, foi negociado o cr\u00e9dito referente ao precat\u00f3rio judicial com terceiros, apurando-se valor diverso daquele originariamente estabelecido, tendo em vista o des\u00e1gio da negocia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pelo princ\u00edpio da obrigatoriedade, o contrato faz lei entre as partes e \u00e9 formalizado para ser cumprido<\/strong>. No entanto, tamb\u00e9m esse princ\u00edpio n\u00e3o \u00e9 absoluto, podendo sofrer limita\u00e7\u00f5es devido \u00e0 teoria da imprevis\u00e3o (ou cl\u00e1usula&nbsp;<em>rebus sic stantibus<\/em>), sendo certo que, nessas hip\u00f3teses, o pr\u00f3prio <a>C\u00f3digo Civil<\/a>, no art. 478, permite a resolu\u00e7\u00e3o do contrato caso a obriga\u00e7\u00e3o tenha se tornado excessivamente onerosa para uma das partes.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso porque, <strong>sendo o objeto do contrato precat\u00f3rio, que, por natureza, apresenta dificuldades concretas no recebimento em curto ou m\u00e9dio prazo, j\u00e1 era poss\u00edvel e, em certa medida, at\u00e9 esperado que pudesse haver alguma modifica\u00e7\u00e3o na condi\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito com o decorrer do tempo<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa linha de racioc\u00ednio, \u00e9 plenamente pass\u00edvel de valora\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise pelo STJ o fato incontroverso e reconhecido na origem de que, ap\u00f3s o contrato, o precat\u00f3rio tenha sido negociado por seu propriet\u00e1rio, com des\u00e1gio, ensejando, assim, uma altera\u00e7\u00e3o concreta no valor do cr\u00e9dito origin\u00e1rio. Por consequ\u00eancia, n\u00e3o se poderia concluir pela obrigatoriedade do valor de origem quando, na realidade, n\u00e3o foi o valor efetivamente recebido pela parte.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda, <strong>o princ\u00edpio da boa-f\u00e9 foi introduzido na teoria dos neg\u00f3cios jur\u00eddicos pelo C\u00f3digo Civil de 2002 e prev\u00ea que as partes devem agir de forma correta antes, durante e depois do contrato<\/strong>. Portanto, caracteriza-se pelo comportamento esperado dos contratantes consubstanciado no dever de lealdade, de coopera\u00e7\u00e3o, de transpar\u00eancia e clareza, que deve orientar as rela\u00e7\u00f5es em todas as fases, inclusive na de execu\u00e7\u00e3o do contrato.<\/p>\n\n\n\n<p>Tal pretens\u00e3o, vai de encontro \u00e0 boa-f\u00e9 objetiva, que deve amparar as rela\u00e7\u00f5es, configurando deslealdade contratual, cuja manuten\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de excessivamente onerosa para uma das partes, implicaria claro enriquecimento sem causa da outra parte.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa \u00f3tica, seriam devidos \u00e0 parte 10% (contratuais) do valor do precat\u00f3rio com des\u00e1gio ou do valor total dos honor\u00e1rios efetivamente percebidos, pois foi ela a \u00fanica contraparte no contrato em quest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>5.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O recebimento de comiss\u00e3o sobre o valor total de precat\u00f3rio na hip\u00f3tese em que n\u00e3o foi integralmente pago, em raz\u00e3o de negocia\u00e7\u00e3o pr\u00e9via do cr\u00e9dito com des\u00e1gio, fere a boa-f\u00e9 objetiva e gera enriquecimento sem causa.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-correcao-do-deposito-judicial-pela-instituicao-financeira-e-responsabilidade-pela-diferenca-dos-encargos-ate-o-efetivo-pagamento\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Corre\u00e7\u00e3o do dep\u00f3sito judicial pela institui\u00e7\u00e3o financeira e responsabilidade pela diferen\u00e7a dos encargos at\u00e9 o efetivo pagamento.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O fato de a institui\u00e7\u00e3o financeira ser respons\u00e1vel pela corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e pelos juros de mora ap\u00f3s o dep\u00f3sito judicial n\u00e3o exime o devedor de pagar eventual diferen\u00e7a sobre os encargos, calculados de acordo com o t\u00edtulo, que incidem at\u00e9 o efetivo pagamento.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no REsp 1.965.048-SP, Rel. Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 12\/6\/2023, DJe 15\/6\/2023. (Info 783)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>6.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma a\u00e7\u00e3o judicial, o devedor Creosvaldo realizou dep\u00f3sito judicial da quantia integral do d\u00e9bito APENAS para fins de deferimento da suspens\u00e3o cautelar. Ao final do feito, ele acabou condenado ao pagamento da quantia executada.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao se atualizar o valor devido, verificou-se diferen\u00e7a entre o valor do dep\u00f3sito judicial e o d\u00e9bito atualizado. Inconformado, Creosvaldo interp\u00f4s sucessivos recursos nos quais alega n\u00e3o ser respons\u00e1vel pelo pagamento das diferen\u00e7as, sendo esta responsabilidade da institui\u00e7\u00e3o financeira que deveria ter atualizado os valores depositados para corresponder ao d\u00e9bito corrigido no tempo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-devedor-arca-com-as-diferencas-dos-encargos\"><a>6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Devedor arca com as diferen\u00e7as dos encargos?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Com certeza!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a tem o entendimento de que <strong>os encargos estabelecidos no t\u00edtulo apenas cessam se n\u00e3o houve \u00f3bice ao levantamento do valor pelo credor, sendo que, do contr\u00e1rio, pode este pleitear as diferen\u00e7as entre os encargos pagos pela institui\u00e7\u00e3o financeira deposit\u00e1ria e aqueles resultantes da previs\u00e3o no t\u00edtulo<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, o dep\u00f3sito foi realizado apenas para fins de deferimento do pedido cautelar.<\/p>\n\n\n\n<p>E de acordo com a jurisprud\u00eancia do STJ &#8220;<strong>a satisfa\u00e7\u00e3o da obriga\u00e7\u00e3o credit\u00edcia somente ocorre quando o valor a ela correspondente ingressa no campo de disponibilidade do exequente; permanecendo o valor em conta judicial, ou mesmo indispon\u00edvel ao credor, por op\u00e7\u00e3o do devedor, por evidente, mant\u00e9m-se o inadimplemento da presta\u00e7\u00e3o de pagar quantia certa<\/strong>&#8221; (REsp 1.175.763\/RS, Rel. Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, julgado em 21\/6\/2012, DJe 5\/10\/2012).<\/p>\n\n\n\n<p>A responsabilidade pela corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e pelos juros de mora, ap\u00f3s feito o dep\u00f3sito judicial, \u00e9 da institui\u00e7\u00e3o financeira onde o numer\u00e1rio foi depositado.<\/p>\n\n\n\n<p>Nada obstante, tal exegese n\u00e3o significa que o devedor fica liberado dos consect\u00e1rios pr\u00f3prios de sua obriga\u00e7\u00e3o, pois, no momento em que a quantia se tornar dispon\u00edvel para o exequente (data do efetivo pagamento), os valores depositados judicialmente, com os acr\u00e9scimos pagos pela institui\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria, dever\u00e3o ser deduzidos do montante da condena\u00e7\u00e3o calculado na forma do t\u00edtulo judicial ou extrajudicial. Com isso, evitar-se-\u00e1 a ocorr\u00eancia de&nbsp;<em>bis in idem<\/em>&nbsp;e ser\u00e1 corretamente imputada a responsabilidade pela mora (REsp 1.475.859\/RJ, Rel. Ministro Jo\u00e3o Ot\u00e1vio de Noronha, Terceira Turma, julgado em 16\/8\/2016, DJe 25\/8\/2016).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O fato de a institui\u00e7\u00e3o financeira ser respons\u00e1vel pela corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e pelos juros de mora ap\u00f3s o dep\u00f3sito judicial n\u00e3o exime o devedor de pagar eventual diferen\u00e7a sobre os encargos, calculados de acordo com o t\u00edtulo, que incidem at\u00e9 o efetivo pagamento.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-civil\"><a>DIREITO PROCESSUAL CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-cabimento-do-recurso-ordinario-constitucional-em-sede-de-execucao-em-mandado-de-seguranca\"><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cabimento do recurso ordin\u00e1rio constitucional em sede de execu\u00e7\u00e3o em mandado de seguran\u00e7a.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>PETI\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o cabe recurso ordin\u00e1rio constitucional em sede de execu\u00e7\u00e3o em mandado de seguran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Pet 15.753-BA, Rel. Ministra Assusete Magalh\u00e3es, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 15\/8\/2023. (Info 783)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>7.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Crementino ajuizou execu\u00e7\u00e3o individual de cumprimento de senten\u00e7a derivada de Mandado de Seguran\u00e7a Coletivo no qual foi reconhecido o direito de todos os associados da ASPRA a perceberem o aux\u00edlio transporte, com direito ao recebimento dos valores retroativos desde a data de impetra\u00e7\u00e3o. O Tribunal local acolheu impugna\u00e7\u00e3o da parte executada para reduzir o d\u00e9bito exequendo. Em resposta, Crementino a interp\u00f4s recurso ordin\u00e1rio constitucional.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Constitui\u00e7\u00e3o Federal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 105. Compete ao Superior Tribunal de Justi\u00e7a:<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; julgar, em recurso ordin\u00e1rio:<\/p>\n\n\n\n<p>a) os&nbsp;habeas corpus&nbsp;decididos em \u00fanica ou \u00faltima inst\u00e2ncia pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados, do Distrito Federal e Territ\u00f3rios, quando a decis\u00e3o for denegat\u00f3ria;<\/p>\n\n\n\n<p>b) os mandados de seguran\u00e7a decididos em \u00fanica inst\u00e2ncia pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados, do Distrito Federal e Territ\u00f3rios, quando denegat\u00f3ria a decis\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p>CPC:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.027. Ser\u00e3o julgados em recurso ordin\u00e1rio:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>II &#8211; pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a:<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-cabivel-o-recurso-ordinario-constitucional\"><a>7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cab\u00edvel o recurso ordin\u00e1rio constitucional?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O art. 105, II,<em>&nbsp;b<\/em>, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal prev\u00ea o cabimento de recurso ordin\u00e1rio para o STJ, em &#8220;mandados de seguran\u00e7a decididos em \u00fanica inst\u00e2ncia pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados, do Distrito Federal e Territ\u00f3rios, quando denegat\u00f3ria a decis\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>As hip\u00f3teses de cabimento de recurso ordin\u00e1rio para o STJ, delineadas no art. 105, II, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, bem como no art. 1.027, II, do CPC &#8211; que reproduz fielmente o texto constitucional -, constituem rol TAXATIVO<\/strong>. A mesma orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 adotada pelo STF, em rela\u00e7\u00e3o ao recurso ordin\u00e1rio previsto no art. 102, II, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal (RMS 36.462 AgR, Rel. Ministro Luiz Fux, Tribunal Pleno, DJe de 23\/4\/2020).<\/p>\n\n\n\n<p>Como j\u00e1 decidiu o STF, em situa\u00e7\u00e3o an\u00e1loga \u00e0 dos autos, o &#8220;rol de hip\u00f3teses de cabimento do recurso ordin\u00e1rio, do art. 102, II,<em>&nbsp;a<\/em>, CF, \u00e9 taxativo&#8221;, raz\u00e3o pela qual deve-se reconhecer o &#8220;n\u00e3o cabimento de recurso ordin\u00e1rio constitucional em sede de execu\u00e7\u00e3o em mandado de seguran\u00e7a&#8221; (STF, Pet 5.397 AgR, Rel. Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 9\/3\/2015).<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, tem-se entendido no STJ que o princ\u00edpio da fungibilidade recursal n\u00e3o \u00e9 aplic\u00e1vel \u00e0 situa\u00e7\u00e3o em que o recurso ordin\u00e1rio constitucional \u00e9 manejado fora das hip\u00f3teses taxativamente enumeradas no art. 105, II, do texto constitucional.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>7.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o cabe recurso ordin\u00e1rio constitucional em sede de execu\u00e7\u00e3o em mandado de seguran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-limites-percentuais-na-fixacao-de-honorarios-arbitrados-com-base-em-proveito-economico-nas-acoes-de-desapropriacao-em-fase-de-cumprimento-de-sentenca\"><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Limites<\/a> percentuais na fixa\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios arbitrados com base em proveito econ\u00f4mico nas a\u00e7\u00f5es de desapropria\u00e7\u00e3o em fase de cumprimento de senten\u00e7a.<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As a\u00e7\u00f5es de desapropria\u00e7\u00e3o observam na fase de cumprimento de senten\u00e7a, no que couber, o regime do art. 27, \u00a7 1\u00ba, do Decreto-Lei n. 3.365\/1941, o que inclui os seus limites percentuais na fixa\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios arbitrados com base em proveito econ\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.075.692-SP, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 8\/8\/2023, DJe 17\/8\/2023. (Info 783)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>8.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma a\u00e7\u00e3o de desapropria\u00e7\u00e3o em fase de cumprimento de senten\u00e7a, Pechara Advogados teve arbitrado em seu favor honor\u00e1rios sucumbenciais com base em ju\u00edzo de equidade. Inconformado, o escrit\u00f3rio interp\u00f4s recurso no qual sustenta que deveriam ser aplicados os percentuais previstos no CPC.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Decreto-Lei n. 3.365\/1941:<\/p>\n\n\n\n<p>Art.&nbsp;27.&nbsp;&nbsp;O juiz indicar\u00e1 na senten\u00e7a os fatos que motivaram o seu convencimento e dever\u00e1 atender, especialmente, \u00e0 estima\u00e7\u00e3o dos bens para efeitos fiscais; ao pre\u00e7o de aquisi\u00e7\u00e3o e interesse que deles aufere o propriet\u00e1rio; \u00e0 sua situa\u00e7\u00e3o, estado de conserva\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a; ao valor venal dos da mesma esp\u00e9cie, nos \u00faltimos cinco anos, e \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o ou deprecia\u00e7\u00e3o de \u00e1rea remanescente, pertencente ao r\u00e9u.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7&nbsp;1<sup>o<\/sup>&nbsp;&nbsp;A senten\u00e7a que fixar o valor da indeniza\u00e7\u00e3o quando este for superior ao pre\u00e7o oferecido condenar\u00e1 o desapropriante a pagar honor\u00e1rios do advogado, que ser\u00e3o fixados entre meio e cinco por cento do valor da diferen\u00e7a, observado o disposto no&nbsp;\u00a7 4<sup>o<\/sup>&nbsp;do art. 20 do C\u00f3digo de Processo Civil,&nbsp;n\u00e3o podendo os honor\u00e1rios ultrapassar R$ 151.000,00 (cento e cinq\u00fcenta e um mil reais).&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>CPC:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>Art. 85. A senten\u00e7a condenar\u00e1 o vencido a pagar honor\u00e1rios ao advogado do vencedor.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 1\u00ba S\u00e3o devidos honor\u00e1rios advocat\u00edcios na reconven\u00e7\u00e3o, no cumprimento de senten\u00e7a, provis\u00f3rio ou definitivo, na execu\u00e7\u00e3o, resistida ou n\u00e3o, e nos recursos interpostos, cumulativamente.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 2\u00ba Os honor\u00e1rios ser\u00e3o fixados entre o m\u00ednimo de dez e o m\u00e1ximo de vinte por cento sobre o valor da condena\u00e7\u00e3o, do proveito econ\u00f4mico obtido ou, n\u00e3o sendo poss\u00edvel mensur\u00e1-lo, sobre o valor atualizado da causa, atendidos:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I &#8211; o grau de zelo do profissional;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>II &#8211; o lugar de presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>III &#8211; a natureza e a import\u00e2ncia da causa;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>IV &#8211; o trabalho realizado pelo advogado e o tempo exigido para o seu servi\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-aplica-se-o-cpc\"><a>8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Aplica-se o CPC?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Corte Especial firmou entendimento, em regime de recurso repetitivo (Tema 1076\/STJ), a respeito de afastar o ju\u00edzo de equidade na fixa\u00e7\u00e3o dos honor\u00e1rios advocat\u00edcios sucumbenciais, no sentido de que o arbitramento de honor\u00e1rios advocat\u00edcios sucumbenciais por ju\u00edzo de equidade ocorrer\u00e1 quando, havendo ou n\u00e3o condena\u00e7\u00e3o, o proveito econ\u00f4mico obtido pelo vencedor for inestim\u00e1vel (= de estima\u00e7\u00e3o invi\u00e1vel ou imposs\u00edvel) ou irris\u00f3rio (= demasiadamente insignificante), ou o valor da causa for muito baixo.<\/p>\n\n\n\n<p>Todavia, as a\u00e7\u00f5es de desapropria\u00e7\u00e3o por utilidade p\u00fablica orientam-se especialmente pelas disposi\u00e7\u00f5es do Decreto-Lei n. 3.365\/1941 e, nesse particular, destaca-se o texto do art. 27, \u00a7 1\u00ba, que estabelece base de c\u00e1lculo e percentuais pr\u00f3prios e distintos da ordena\u00e7\u00e3o geral do CPC.<\/p>\n\n\n\n<p>O preceito contempla op\u00e7\u00e3o do legislador pela exist\u00eancia de \u00f4nus de sucumb\u00eancia apenas quando o valor indenizat\u00f3rio for superior \u00e0 oferta inicial. A base de c\u00e1lculo dos honor\u00e1rios corresponder\u00e1 \u00e0 diferen\u00e7a entre ambos, o que aparentemente elege como crit\u00e9rio n\u00e3o o valor condenat\u00f3rio propriamente, porque este seria o equivalente \u00e0 pr\u00f3pria indeniza\u00e7\u00e3o arbitrada, mas a um par\u00e2metro ligado \u00e0 condena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de o texto do dispositivo fazer remiss\u00e3o claramente \u00e0 fase de conhecimento &#8211; tanto que remete \u00e0 defini\u00e7\u00e3o da indeniza\u00e7\u00e3o e \u00e0 oferta inicial, que vem consignada na peti\u00e7\u00e3o inicial -, o Decreto-Lei disciplina a sucumb\u00eancia para as a\u00e7\u00f5es de desapropria\u00e7\u00e3o. Portanto, \u00e9 devida a sua observ\u00e2ncia em todas as suas fases, no que for cab\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sendo cab\u00edvel a sucumb\u00eancia no caso da fase de cumprimento de senten\u00e7a, a sua estipula\u00e7\u00e3o \u00e9 regida com base na mesma diferen\u00e7a entre indeniza\u00e7\u00e3o e oferta inicial, tendo em vista que esses par\u00e2metros j\u00e1 foram definidos na fase de conhecimento<\/strong>. Nesse sentido, afasta-se a utiliza\u00e7\u00e3o da equidade &#8211; porque ausentes as hip\u00f3teses autorizativas.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, a pretens\u00e3o recursal deduzida objetiva n\u00e3o apenas o afastamento da regra de fixa\u00e7\u00e3o por ju\u00edzo de equidade, mas desde logo a fixa\u00e7\u00e3o dos honor\u00e1rios entre 10% e 20% desse proveito econ\u00f4mico. Contudo, neste ponto, o recurso n\u00e3o comporta provimento porque a regula\u00e7\u00e3o especial do Decreto-Lei n. 3.365\/1941 deve prevalecer sobre as regras gerais do CPC e, nesse sentido, os percentuais aplic\u00e1veis s\u00e3o menores.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, <strong>dada a inexist\u00eancia das hip\u00f3teses de aplicabilidade do ju\u00edzo de equidade, considera-se que o proveito econ\u00f4mico deve servir de base de c\u00e1lculo dos honor\u00e1rios devidos na fase de cumprimento de senten\u00e7a, a teor do art. 85, \u00a7\u00a7 1\u00ba e 2\u00ba, do CPC, uma vez inexistente a condena\u00e7\u00e3o propriamente dita<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>8.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>As a\u00e7\u00f5es de desapropria\u00e7\u00e3o observam na fase de cumprimento de senten\u00e7a, no que couber, o regime do art. 27, \u00a7 1\u00ba, do Decreto-Lei n. 3.365\/1941, o que inclui os seus limites percentuais na fixa\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios arbitrados com base em proveito econ\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-ambiental\"><a>DIREITO AMBIENTAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-aplicabilidade-das-razoes-que-fundamentam-a-sumula-625-stj-a-tutela-do-patrimonio-cultural\"><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Aplicabilidade das raz\u00f5es que fundamentam a S\u00famula 625\/STJ \u00e0 tutela do patrim\u00f4nio cultural.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A S\u00famula 652\/STJ (&#8220;A responsabilidade civil da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica por danos ao meio ambiente, decorrente de sua omiss\u00e3o no dever de fiscaliza\u00e7\u00e3o, \u00e9 de car\u00e1ter solid\u00e1rio, mas de execu\u00e7\u00e3o subsidi\u00e1ria&#8221;) s\u00e3o aplic\u00e1veis \u00e0 tutela do patrim\u00f4nio cultural.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.991.456-SC, Rel. Ministra Assusete Magalh\u00e3es, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 8\/8\/2023, DJe 14\/8\/2023. (Info 783)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>9.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Uma A\u00e7\u00e3o Civil P\u00fablica foi ajuizada em litiscons\u00f3rcio pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal e pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico do Estado de Santa Catarina contra a Uni\u00e3o, o Munic\u00edpio de Crici\u00fama e o Departamento Nacional de Produ\u00e7\u00e3o Mineral &#8211; DNPM, objetivando a determina\u00e7\u00e3o de medidas de prote\u00e7\u00e3o e restaura\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel que abriga o Centro Cultural Jorge Zanatta, pertencente \u00e0 Uni\u00e3o e tombado, em 2007, como patrim\u00f4nio hist\u00f3rico e cultural pelo Munic\u00edpio de Crici\u00fama, que det\u00e9m a cess\u00e3o de uso do bem.<\/p>\n\n\n\n<p>O Ju\u00edzo de 1\u00ba Grau julgou parcialmente procedentes os pedidos, a fim de condenar o Munic\u00edpio de Crici\u00fama e a Uni\u00e3o solidariamente, \u00e0 obriga\u00e7\u00e3o de fazer, consistente em proteger e restaurar o im\u00f3vel &#8216;Centro Cultural Jorge Zanatta&#8217; na sua integralidade. Por sua vez, o DNPM deveria proceder com a retirada de todos os testemunhos de perfura\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel, dando-lhes o acondicionamento devido.<\/p>\n\n\n\n<p>Em recurso especial, a Uni\u00e3o sustenta a responsabilidade exclusiva do Munic\u00edpio de Crici\u00fama, ou, noutra hip\u00f3tese, a responsabilidade subsidi\u00e1ria ou &#8220;a responsabilidade solid\u00e1ria de responsabilidade subsidi\u00e1ria&#8221; da Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>9.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\"><a>9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>S\u00famula 652\/STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A responsabilidade civil da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica por danos ao meio ambiente, decorrente de sua omiss\u00e3o no dever de fiscaliza\u00e7\u00e3o, \u00e9 de car\u00e1ter solid\u00e1rio, mas de execu\u00e7\u00e3o subsidi\u00e1ria&#8221;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-aplicavel-a-sumula-652-stj\"><a>9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Aplic\u00e1vel a S\u00famula 652\/STJ?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Com certeza!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se, na origem, de a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica &#8211; objetivando a determina\u00e7\u00e3o de medidas de prote\u00e7\u00e3o e restaura\u00e7\u00e3o de im\u00f3vel pertencente \u00e0 Uni\u00e3o e tombado, em 2007, como patrim\u00f4nio hist\u00f3rico e cultural pelo Munic\u00edpio de Crici\u00fama, que det\u00e9m a cess\u00e3o de uso do bem.<\/p>\n\n\n\n<p>O Tribunal de origem reconheceu a responsabilidade solid\u00e1ria da Uni\u00e3o. O fato de ela celebrar conv\u00eanios com demais entes n\u00e3o a exime da responsabilidade de cuidado com os seus bens &#8211; que, ao fim e ao cabo, s\u00e3o bens p\u00fablicos. &#8220;Uma vez realizada a cess\u00e3o de uso, permanece a Uni\u00e3o, propriet\u00e1ria do bem, com a incumb\u00eancia de fiscalizar e zelar pela integridade f\u00edsica do seu patrim\u00f4nio&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O crit\u00e9rio que, por identidade de raz\u00f5es, serve \u00e0 solu\u00e7\u00e3o da controv\u00e9rsia em julgamento \u00e9 aquele definido pela <a>S\u00famula 652\/STJ: &#8220;A responsabilidade civil da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica por danos ao meio ambiente, decorrente de sua omiss\u00e3o no dever de fiscaliza\u00e7\u00e3o, \u00e9 de car\u00e1ter solid\u00e1rio, mas de execu\u00e7\u00e3o subsidi\u00e1ria<\/a><\/strong>&#8220;., Rel. Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe de 16\/12\/2010). Essa orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 consolidada na jurisprud\u00eancia do STJ: &#8220;No caso de omiss\u00e3o de dever de controle e fiscaliza\u00e7\u00e3o, a responsabilidade ambiental solid\u00e1ria da Administra\u00e7\u00e3o \u00e9 de execu\u00e7\u00e3o subsidi\u00e1ria (ou com ordem de prefer\u00eancia)&#8221; (REsp 1.071.741\/SP<\/p>\n\n\n\n<p>Embora o caso dos autos verse sobre a tutela do patrim\u00f4nio cultural, tem-se defendido, em doutrina, que &#8220;<strong>o meio ambiente \u00e9, assim, a intera\u00e7\u00e3o do conjunto dos elementos naturais, artificiais e culturais, que propiciem o desenvolvimento equilibrado da vida em todas as suas formas. A integra\u00e7\u00e3o busca assumir uma concep\u00e7\u00e3o unit\u00e1ria do ambiente, compreensiva dos recursos naturais e culturais<\/strong>&#8220;. Como afirmou o Ministro Celso de Mello, no voto condutor do ac\u00f3rd\u00e3o proferido na ADI 3.540\/MC (Tribunal Pleno, DJU de 3\/2\/2006), a defesa do meio ambiente &#8220;traduz conceito amplo e abrangente das no\u00e7\u00f5es de meio ambiente natural, de meio ambiente cultural, de meio ambiente artificial (espa\u00e7o urbano) e de meio ambiente laboral&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>As raz\u00f5es subjacentes \u00e0 S\u00famula 652\/STJ recomendam a extens\u00e3o do regime da obriga\u00e7\u00e3o solid\u00e1ria de execu\u00e7\u00e3o subsidi\u00e1ria \u00e0 tutela do patrim\u00f4nio cultural. Isso por configurar um modelo que, al\u00e9m de assegurar mais de uma via para a repara\u00e7\u00e3o do direito difuso, chama \u00e0 responsabilidade prim\u00e1ria aquele que deu causa direta ao dano, evitando que a maior capacidade reparat\u00f3ria do ente fiscalizador acabe por isentar ou at\u00e9 mesmo estimular a conduta lesiva.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\"><a>9.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>As raz\u00f5es que fundamentam a S\u00famula 652\/STJ (&#8220;A responsabilidade civil da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica por danos ao meio ambiente, decorrente de sua omiss\u00e3o no dever de fiscaliza\u00e7\u00e3o, \u00e9 de car\u00e1ter solid\u00e1rio, mas de execu\u00e7\u00e3o subsidi\u00e1ria&#8221;) s\u00e3o aplic\u00e1veis \u00e0 tutela do patrim\u00f4nio cultural.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-penal\"><a>DIREITO PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-nbsp-cabimento-da-remicao-da-pena-pela-aprovacao-no-exame-nacional-do-ensino-medio-enem-ainda-que-o-apenado-ja-tenha-concluido-o-ensino-medio-antes-de-dar-inicio-ao-cumprimento-da-pena\"><a>10.&nbsp; Cabimento da remi\u00e7\u00e3o da pena pela aprova\u00e7\u00e3o no Exame Nacional do Ensino M\u00e9dio &#8211; ENEM, ainda que o apenado j\u00e1 tenha conclu\u00eddo o ensino m\u00e9dio antes de dar in\u00edcio ao cumprimento da pena<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>HABEAS CORPUS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 cab\u00edvel a remi\u00e7\u00e3o da pena pela <a>aprova\u00e7\u00e3o no Exame Nacional do Ensino M\u00e9dio &#8211; ENEM, ainda que o apenado j\u00e1 tenha conclu\u00eddo o ensino m\u00e9dio antes de dar in\u00edcio ao cumprimento da pena<\/a>, ressalvado o acr\u00e9scimo de 1\/3, com fundamento no art. 126, \u00a7 5\u00ba, da Lei de Execu\u00e7\u00e3o Penal.<\/p>\n\n\n\n<p>HC 786.844-SP, Rel. Ministro Joel Ilan Paciornik, Rel. para ac\u00f3rd\u00e3o Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, por maioria, julgado em 8\/8\/2023. (Info 783)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>10.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creiton, apenado, requereu a remi\u00e7\u00e3o de pena em raz\u00e3o de aprova\u00e7\u00e3o no Exame Nacional do Ensino M\u00e9dio &#8211; ENEM, o que foi negado em raz\u00e3o do apenado j\u00e1 ter conclu\u00eddo o ensino m\u00e9dio antes de dar in\u00edcio ao cumprimento da pena. Inconformada, a defesa de Creiton impetrou HC no qual alega ser devida a remi\u00e7\u00e3o integral em raz\u00e3o da aprova\u00e7\u00e3o no ENEM.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>10.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-1-questao-juridica\"><a>10.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>LEP:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 126.&nbsp; O condenado que cumpre a pena em regime fechado ou semiaberto poder\u00e1 remir, por trabalho ou por estudo, parte do tempo de execu\u00e7\u00e3o da pena.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 5<sup>o<\/sup>&nbsp; O tempo a remir em fun\u00e7\u00e3o das horas de estudo ser\u00e1 acrescido de 1\/3 (um ter\u00e7o) no caso de conclus\u00e3o do ensino fundamental, m\u00e9dio ou superior durante o cumprimento da pena, desde que certificada pelo \u00f3rg\u00e3o competente do sistema de educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-2-cabivel-a-remicao\"><a>10.2.2. Cab\u00edvel a remi\u00e7\u00e3o?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Sim, ressalvado o acr\u00e9scimo de 1\/3!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia a definir se a aprova\u00e7\u00e3o no ENEM autoriza a remi\u00e7\u00e3o de pena por estudo, mesmo que o apenado j\u00e1 tenha conclu\u00eddo o ensino m\u00e9dio antes de dar in\u00edcio ao cumprimento da pena.<\/p>\n\n\n\n<p>A despeito de as mat\u00e9rias nas quais o estudante \u00e9 examinado no ENCCEJA &#8211; ensino m\u00e9dio e no ENEM possu\u00edrem nomes semelhantes, n\u00e3o h\u00e1 como se deduzir que ambos os exames tenham o mesmo grau de complexidade. Pelo contr\u00e1rio, <strong>\u00e9 muito mais plaus\u00edvel depreender-se que a avalia\u00e7\u00e3o efetuada no ENEM cont\u00e9m quest\u00f5es mais complexas dos que as formuladas no ENCCEJA &#8211; ensino m\u00e9dio, sobretudo tendo em conta que a finalidade do ENEM \u00e9 possibilitar o ingresso no ensino superior, o que, por certo, demanda mais empenho do executado nos estudos<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa linha de entendimento, o pedido de remi\u00e7\u00e3o de pena por aprova\u00e7\u00e3o (total ou parcial) no ENCCEJA &#8211; ensino m\u00e9dio n\u00e3o possui o mesmo &#8220;fato gerador&#8221; do pleito de remi\u00e7\u00e3o de pena em decorr\u00eancia de aprova\u00e7\u00e3o (total ou parcial) no ENEM realizado a partir de 2017. N\u00e3o fosse assim, a Resolu\u00e7\u00e3o n. 391, de 10\/05\/2021, do CNJ, que revogou a Recomenda\u00e7\u00e3o n. 44\/2013, teria deixado de reiterar a possibilidade de remi\u00e7\u00e3o de pena por aprova\u00e7\u00e3o no ENEM, mantendo apenas a remi\u00e7\u00e3o de pena por aprova\u00e7\u00e3o no ENCCEJA. Mas n\u00e3o foi o que ocorreu. Com isso em mente, deixar de reconhecer o direito do apenado \u00e0 remi\u00e7\u00e3o de pena por aprova\u00e7\u00e3o total ou parcial no ENEM \u00e9 negar vig\u00eancia \u00e0 Resolu\u00e7\u00e3o n. 391 do CNJ.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Transposto esse racioc\u00ednio para a situa\u00e7\u00e3o da conclus\u00e3o do ensino m\u00e9dio antes do ingresso do apenado no sistema prisional, \u00e9 for\u00e7oso concluir, tamb\u00e9m, que sua superveniente aprova\u00e7\u00e3o no ENEM durante o cumprimento da pena n\u00e3o corresponde ao mesmo n\u00edvel de esfor\u00e7o e ao mesmo &#8220;fato gerador&#8221; correspondente \u00e0 obten\u00e7\u00e3o do grau do ensino m\u00e9dio<\/strong>, n\u00e3o havendo que falar em concess\u00e3o do benef\u00edcio (remi\u00e7\u00e3o de pena) em duplicidade pelo mesmo fato.<\/p>\n\n\n\n<p>Devo ressalvar, por cautela, que &#8220;A jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a \u00e9 pac\u00edfica sobre a impossibilidade de nova remi\u00e7\u00e3o pela segunda aprova\u00e7\u00e3o nas mesmas mat\u00e9rias do ensino fundamental em outro exame, a qual n\u00e3o pode ser duplamente considerada, sob pena de&nbsp;<em>bis in idem&#8221;&nbsp;<\/em>(AgRg no HC 608.477\/SC, Rel. Ministra Laurita Vaz, Sexta Turma, DJe 21\/6\/2021). Al\u00e9m disso, a jurisprud\u00eancia desta Corte e do Supremo Tribunal Federal \u00e9 assente no sentido de que as 1.200 horas, correspondentes ao ensino m\u00e9dio, divididas por 12 (1 dia de pena a cada 12 horas de estudo) resultam em 100 dias remidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, id\u00eantica forma de parametrizar a contagem do tempo a ser remido \u00e9 aplic\u00e1vel ao ENEM, com a exce\u00e7\u00e3o de que o apenado aprovado em todas as \u00e1reas do ENEM, a partir de 2017, n\u00e3o faz jus ao acr\u00e9scimo de 1\/3 (um ter\u00e7o) previsto no art. 126, \u00a7 5\u00ba, da LEP.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-3-resultado-final\"><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a>10.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 cab\u00edvel a remi\u00e7\u00e3o da pena pela aprova\u00e7\u00e3o no Exame Nacional do Ensino M\u00e9dio &#8211; ENEM, ainda que o apenado j\u00e1 tenha conclu\u00eddo o ensino m\u00e9dio antes de dar in\u00edcio ao cumprimento da pena, ressalvado o acr\u00e9scimo de 1\/3, com fundamento no art. 126, \u00a7 5\u00ba, da Lei de Execu\u00e7\u00e3o Penal.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-penal\"><a>DIREITO PROCESSUAL PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-nbsp-licitude-da-prova-quando-da-participacao-dos-orgaos-de-persecucao-estatal-na-gravacao-ambiental-realizada-por-um-dos-interlocutores\"><a>11.&nbsp; Licitude da prova quando da participa\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os de persecu\u00e7\u00e3o estatal na grava\u00e7\u00e3o ambiental realizada por um dos interlocutores<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO EM HABEAS CORPUS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A participa\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os de persecu\u00e7\u00e3o estatal na grava\u00e7\u00e3o ambiental realizada por um dos interlocutores, sem pr\u00e9via autoriza\u00e7\u00e3o judicial, acarreta a ilicitude da prova<\/p>\n\n\n\n<p>RHC 150.343-GO, Rel. Ministro Rogerio Schietti Cruz, Rel. para ac\u00f3rd\u00e3o Ministro Sebasti\u00e3o Reis J\u00fanior, Sexta Turma, por maioria, julgado em 15\/8\/2023. (Info 783)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>11.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma investiga\u00e7\u00e3o criminal, um dos interlocutores de uma conversa potencialmente embara\u00e7osa, resolveu realizar uma grava\u00e7\u00e3o ambiental. Para tanto, contou com a colabora\u00e7\u00e3o do MP, que, al\u00e9m da orienta\u00e7\u00e3o, forneceu os equipamentos para tanto.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformada, a defesa do investigado gravado impetrou HC no qual sustenta a ilegalidade da prova em raz\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o do MP na grava\u00e7\u00e3o ambiental.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>11.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-1-questao-juridica\"><a>11.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 9.034\/1995:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 2<sup>o<\/sup>&nbsp;Em qualquer fase de persecu\u00e7\u00e3o criminal s\u00e3o permitidos, sem preju\u00edzo dos j\u00e1 previstos em lei, os seguintes procedimentos de investiga\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o de provas:<\/p>\n\n\n\n<p>IV \u2013 a capta\u00e7\u00e3o e a intercepta\u00e7\u00e3o ambiental de sinais eletromagn\u00e9ticos, \u00f3ticos ou ac\u00fasticos, e o seu registro e an\u00e1lise, mediante circunstanciada autoriza\u00e7\u00e3o judicial;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 9.296\/1996:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 8\u00ba-A. Para investiga\u00e7\u00e3o ou instru\u00e7\u00e3o criminal, poder\u00e1 ser autorizada pelo juiz, a requerimento da autoridade policial ou do Minist\u00e9rio P\u00fablico, a capta\u00e7\u00e3o ambiental de sinais eletromagn\u00e9ticos, \u00f3pticos ou ac\u00fasticos, quando:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; a prova n\u00e3o puder ser feita por outros meios dispon\u00edveis e igualmente eficazes; e&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; houver elementos probat\u00f3rios razo\u00e1veis de autoria e participa\u00e7\u00e3o em infra\u00e7\u00f5es criminais cujas penas m\u00e1ximas sejam superiores a 4 (quatro) anos ou em infra\u00e7\u00f5es penais conexas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 4\u00ba A capta\u00e7\u00e3o ambiental feita por um dos interlocutores sem o pr\u00e9vio conhecimento da autoridade policial ou do Minist\u00e9rio P\u00fablico poder\u00e1 ser utilizada, em mat\u00e9ria de defesa, quando demonstrada a integridade da grava\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-2-a-prova-e-licita\"><a>11.2.2. A prova \u00e9 l\u00edcita?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia \u00e0 validade da capta\u00e7\u00e3o ambiental realizada por particular sem o conhecimento do interlocutor e com o aux\u00edlio do Minist\u00e9rio P\u00fablico ou da pol\u00edcia. O par\u00e2metro normativo, no caso, deve ser a Lei n. 9.034\/1995, tendo em vista que vigente \u00e0 \u00e9poca da produ\u00e7\u00e3o da prova em quest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A grava\u00e7\u00e3o realizada por um dos interlocutores sem o conhecimento do outro, n\u00e3o protegida por um sigilo legal (QO no Inq. 2116, Supremo Tribunal Federal) \u00e9 prova v\u00e1lida<\/strong>. Trata-se de hip\u00f3tese pac\u00edfica na jurisprud\u00eancia do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, pois se considera que os interlocutores podem, em depoimento pessoal ou em testemunho, revelar o teor dos di\u00e1logos.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, a produ\u00e7\u00e3o da prova obtida com colabora\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os de persecu\u00e7\u00e3o penal deve observar as f\u00f3rmulas legais, tendo em conta a conten\u00e7\u00e3o da atua\u00e7\u00e3o estatal, cingindo-o, por princ\u00edpio, \u00e0s f\u00f3rmulas do devido processo legal. Ao permitir a coopera\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3o de persecu\u00e7\u00e3o, a jurisprud\u00eancia pode encorajar atua\u00e7\u00e3o abusiva, violadora de direitos e garantias do cidad\u00e3o, at\u00e9 porque sempre vai pairar a d\u00favida se a iniciativa da grava\u00e7\u00e3o partiu da pr\u00f3pria parte envolvida ou do \u00f3rg\u00e3o estatal.<\/p>\n\n\n\n<p>A norma vigente \u00e0 \u00e9poca, Lei n. 9.034\/1995, com reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n. 10.217\/2011, exigia, expressamente, para capta\u00e7\u00e3o ambiental, &#8220;circunstanciada autoriza\u00e7\u00e3o judicial&#8221; (art. 2\u00ba, IV).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A participa\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico na produ\u00e7\u00e3o da prova, fornecendo equipamento, aproxima o agente particular de um agente colaborador ou de um agente infiltrado e, consequentemente, de suas restri\u00e7\u00f5es<\/strong>. Sem contar que, mesmo se procurado de forma espont\u00e2nea pela parte interessada, \u00e9 dif\u00edcil crer que o Minist\u00e9rio P\u00fablico n\u00e3o oriente o interlocutor no que concerne a conduzir a conversa quanto a quais informa\u00e7\u00f5es seriam necess\u00e1rias e relevantes, limitando-se apenas a fornecer o equipamento necess\u00e1rio para a grava\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, <strong>a participa\u00e7\u00e3o da pol\u00edcia ou do Minist\u00e9rio P\u00fablico na produ\u00e7\u00e3o da prova exerce a atra\u00e7\u00e3o dos marcos legais, que, no caso, repita-se, exigiam &#8220;circunstanciada autoriza\u00e7\u00e3o judicial<\/strong>&#8220;. N\u00e3o obtida a chancela do Poder Judici\u00e1rio, opera a regra de exclus\u00e3o, pois a prova em quest\u00e3o \u00e9 il\u00edcita.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, esse reposicionamento ainda antev\u00ea debate sobre o teor do \u00a7 4\u00ba do art. 8\u00ba-A da Lei n. 9.296\/1996, inserido pela Lei n. 13.964\/2019, que reabre discuss\u00e3o acerca da amplitude da validade da capta\u00e7\u00e3o ambiental feita por um dos interlocutores. Tal dispositivo n\u00e3o se aplica ao caso, mas busca restringir esse meio de prova, considerando que essa prova s\u00f3 ser\u00e1 v\u00e1lida sem o pr\u00e9vio conhecimento da autoridade policial ou do Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-3-resultado-final\"><a>11.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A participa\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os de persecu\u00e7\u00e3o estatal na grava\u00e7\u00e3o ambiental realizada por um dos interlocutores, sem pr\u00e9via autoriza\u00e7\u00e3o judicial, acarreta a ilicitude da prova<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-nbsp-extensao-das-mesmas-garantias-e-prerrogativas-outorgadas-aos-desembargadores-dos-tribunais-de-justica-aos-conselheiros-estaduais-e-distritais\"><a>12.&nbsp; Extens\u00e3o das mesmas garantias e prerrogativas outorgadas aos Desembargadores dos Tribunais de Justi\u00e7a aos Conselheiros estaduais e distritais<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>PROCESSO EM SEGREDO DE JUSTI\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As mesmas garantias e prerrogativas outorgadas aos Desembargadores dos Tribunais de Justi\u00e7a devem ser estendidas aos Conselheiros estaduais e distritais, no que se inclui o <a>reconhecimento do foro por prerrogativa de fun\u00e7\u00e3o durante o exerc\u00edcio do cargo, haja, ou n\u00e3o, rela\u00e7\u00e3o de causalidade entre a infra\u00e7\u00e3o penal e o cargo.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministro Raul Ara\u00fajo, Corte Especial, por unanimidade, julgado em 16\/8\/2023. (Info 783)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>12.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Um Conselheiro de Tribunal de Contas cometeu crime comum em nada relacionado \u00e0s fun\u00e7\u00f5es. Ap\u00f3s a den\u00fancia, sua defesa sustenta necess\u00e1rio o reconhecimento do foro por prerrogativa de fun\u00e7\u00e3o durante o exerc\u00edcio do cargo, haja, ou n\u00e3o, rela\u00e7\u00e3o de causalidade entre a infra\u00e7\u00e3o penal e o cargo.<\/p>\n\n\n\n<p>*Processo sob segredo de justi\u00e7a. Caso imaginado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>12.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-1-questao-juridica\"><a>12.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Constitui\u00e7\u00e3o Federal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 96. Compete privativamente:<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; aos Tribunais de Justi\u00e7a julgar os ju\u00edzes estaduais e do Distrito Federal e Territ\u00f3rios, bem como os membros do Minist\u00e9rio P\u00fablico, nos crimes comuns e de responsabilidade, ressalvada a compet\u00eancia da Justi\u00e7a Eleitoral.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-2-mantem-o-fpf-dos-conselheiros\"><a>12.2.2. Mant\u00e9m o FPF dos Conselheiros<\/a>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Aparentemente, SIM!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Embora fixada pelo STF tese segundo a qual &#8220;o foro por prerrogativa de fun\u00e7\u00e3o aplica-se apenas aos crimes cometidos durante o exerc\u00edcio do cargo e relacionados \u00e0s fun\u00e7\u00f5es desempenhadas&#8221; (QO na APn 937\/DF), a prerrogativa de interpretar as normas constitucionais que disciplinam a compet\u00eancia do pr\u00f3prio STJ permitiu \u00e0 Corte afastar excepcionalmente o mencionado requisito para a fixa\u00e7\u00e3o do foro por prerrogativa de fun\u00e7\u00e3o de Desembargadores, sob o fundamento da necessidade de garantir independ\u00eancia tamb\u00e9m ao \u00f3rg\u00e3o julgador (QO na APn 878\/DF).<\/p>\n\n\n\n<p>Do mesmo modo, <strong>a Terceira Se\u00e7\u00e3o e a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, ao enfrentarem a discuss\u00e3o relativa ao foro por prerrogativa de fun\u00e7\u00e3o de membros do Minist\u00e9rio P\u00fablico, igualmente consideraram inaplic\u00e1vel o crit\u00e9rio, com base na equipara\u00e7\u00e3o prevista no art. 96, III, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal<\/strong> (CC 177.100\/CE e HC 684.254\/MG).<\/p>\n\n\n\n<p>Na atribui\u00e7\u00e3o de definir os limites das hip\u00f3teses de compet\u00eancia&nbsp;<em>ratione personae&nbsp;<\/em>do STJ, a exist\u00eancia de decis\u00f5es excepcionando os crit\u00e9rios adotados pelo STF demonstra o qu\u00e3o pulsante \u00e9 o tema. Nesse contexto, a invoca\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio republicano n\u00e3o pode chegar ao limite de negar o modelo de Rep\u00fablica Federativa fixada pela pr\u00f3pria Constitui\u00e7\u00e3o, que abrange o arranjo de garantias e prerrogativas a determinados cargos p\u00fablicos, nunca com o fim de garantir odioso privil\u00e9gio pessoal, mas sim como instrumento de salvaguarda da independ\u00eancia e da liberdade no exerc\u00edcio de atribui\u00e7\u00f5es particularmente relevantes para a sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>Compreendida a quest\u00e3o nestes termos, <strong>ao estabelecer crit\u00e9rios distintos de defini\u00e7\u00e3o da compet\u00eancia&nbsp;<em>ratione personae<\/em>&nbsp;para Desembargadores e Conselheiros, o que genuinamente estar\u00e1 sendo feito n\u00e3o \u00e9 interpretar o art. 105, I,&nbsp;<em>a<\/em>, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, mas, sim, escolher quais garantias e quais prerrogativas seriam extens\u00edveis aos Conselheiros, ignorando que o art. 73, \u00a7 3\u00ba, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal garante aos membros das Cortes de Contas &#8220;as mesmas garantias, prerrogativas&#8221; da magistratura<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, cabe fixar o entendimento de que a compet\u00eancia por prerrogativa de foro aos membros dos Tribunais de Contas, perante o Superior Tribunal de Justi\u00e7a, independe de a infra\u00e7\u00e3o penal haver sido praticada durante o exerc\u00edcio do cargo e de estar relacionada \u00e0s fun\u00e7\u00f5es desempenhadas<strong>.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-3-resultado-final\"><a>12.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>As mesmas garantias e prerrogativas outorgadas aos Desembargadores dos Tribunais de Justi\u00e7a devem ser estendidas aos Conselheiros estaduais e distritais, no que se inclui o reconhecimento do foro por prerrogativa de fun\u00e7\u00e3o durante o exerc\u00edcio do cargo, haja, ou n\u00e3o, rela\u00e7\u00e3o de causalidade entre a infra\u00e7\u00e3o penal e o cargo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-nbsp-mudanca-de-entendimento-jurisprudencial-como-autorizativo-de-ajuizamento-de-revisao-criminal\"><a>13.&nbsp; Mudan\u00e7a de entendimento jurisprudencial como autorizativo de ajuizamento de revis\u00e3o criminal<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>REVIS\u00c3O CRIMINAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A <a>mudan\u00e7a de entendimento jurisprudencial n\u00e3o autoriza o ajuizamento de revis\u00e3o criminal<\/a>, ressalvadas hip\u00f3teses excepcional\u00edssimas de entendimento pac\u00edfico e relevante.<\/p>\n\n\n\n<p>RvCr 5.620-SP, Rel. Ministra Laurita Vaz, Terceira Se\u00e7\u00e3o, por maioria, julgado em 14\/6\/2023, DJe 30\/6\/2023. <a>(Info 783)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-situacao-fatica\"><a>13.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Craudi\u00e3o foi condenado \u00e0 pena de reclus\u00e3o, tudo conforme processo transitado em julgado sob a batuta da jurisprud\u00eancia prevalente \u00e0 \u00e9poca. Ocorre que, algum tempo depois houve significativa mudan\u00e7a de entendimento jurisprudencial que embasou a condena\u00e7\u00e3o e dosimetria da pena aplicada. Incans\u00e1vel, a combativa defesa de Craudi\u00e3o ajuizou revis\u00e3o criminal por entender que a mudan\u00e7a de entendimento jurisprudencial justificaria a revis\u00e3o da pena aplicada.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-analise-estrategica\"><a>13.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-1-justifica-a-revisao-criminal\"><a>13.2.1. Justifica a revis\u00e3o criminal?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>N\u00e3o, ressalvadas hip\u00f3teses excepcional\u00edssimas de entendimento pac\u00edfico e relevante!!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia consiste em a\u00e7\u00e3o revisional que pretende, em s\u00edntese, o refazimento da dosimetria da pena aplicada ao sentenciado, ante a impropriedade da considera\u00e7\u00e3o da quantidade da droga apreendida (79 kg de maconha) em duas fases: na primeira, para exaspera\u00e7\u00e3o da pena-base; na terceira, para o afastamento do tr\u00e1fico privilegiado.<\/p>\n\n\n\n<p>De in\u00edcio, consigna-se que <strong>a jurisprud\u00eancia da Quinta Turma \u00e0 \u00e9poca n\u00e3o reconhecia&nbsp;<em>bis in idem<\/em>&nbsp;na pr\u00e1tica de majorar a pena-base e tamb\u00e9m afastar o tr\u00e1fico privilegiado com fundamento na quantidade e\/ou natureza de entorpecentes<\/strong>, distinguindo tal situa\u00e7\u00e3o da julgada pelo Supremo Tribunal Federal no ARE 666.334\/AM.<\/p>\n\n\n\n<p>Sendo assim, considerando que a revis\u00e3o criminal tem por objeto rever decis\u00e3o monocr\u00e1tica que se conformava com o posicionamento do \u00f3rg\u00e3o colegiado ao tempo em que proferida, n\u00e3o h\u00e1 como conhecer de seus fundamentos, tendo em vista que a jurisprud\u00eancia do STJ est\u00e1 consolidada no sentido de que &#8220;a mudan\u00e7a de entendimento jurisprudencial n\u00e3o autoriza o ajuizamento de Revis\u00e3o Criminal&#8221; (AgRg no HC 439.815\/SC, Rel. Ministro Rog\u00e9rio Schietti Cruz, Sexta Turma, DJe 17\/9\/2019), a n\u00e3o ser em hip\u00f3teses excepcional\u00edssimas que n\u00e3o est\u00e3o presentes no caso.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, n\u00e3o se olvida que a Terceira Se\u00e7\u00e3o do STJ j\u00e1 se pronunciou no sentido de que \u00e9 &#8220;cab\u00edvel o manejo da revis\u00e3o criminal fundada no art. 621, I, do CPP em situa\u00e7\u00f5es nas quais se pleiteia a ado\u00e7\u00e3o de novo entendimento jurisprudencial mais benigno, desde que a mudan\u00e7a jurisprudencial corresponda a um novo entendimento pac\u00edfico e relevante&#8221; (RvCr 3.900\/SP, Rel. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Terceira Se\u00e7\u00e3o, DJe 15\/12\/2017).<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, <strong>nos julgamentos em que a Terceira Se\u00e7\u00e3o excepcionou o entendimento de que n\u00e3o cabe revis\u00e3o criminal em face de mudan\u00e7a de jurisprud\u00eancia foram identificadas PECULIARIEDADES que n\u00e3o est\u00e3o presentes no caso em an\u00e1lise<\/strong>. No julgamento da Revis\u00e3o Criminal 3.900\/SP, concluiu-se que a decis\u00e3o revisada, na data em que proferida (6\/8\/2015), contrariou a jurisprud\u00eancia desta Casa j\u00e1 consolidada anteriormente, sendo citados precedentes de 2013 em diante. J\u00e1 no caso da Revis\u00e3o Criminal 5.627\/DF, aplicou-se o entendimento advindo de relevante altera\u00e7\u00e3o jurisprudencial, qual seja, reconhecimento de inconstitucionalidade do preceito secund\u00e1rio do art. 273 do C\u00f3digo Penal pelo Supremo Tribunal Federal, em recurso com repercuss\u00e3o geral reconhecida (RE n. 979.962\/RS).<\/p>\n\n\n\n<p>Vale frisar novamente que, a despeito de o precedente do Supremo Tribunal Federal ter sido proferido no ano de 2014 (ARE 666.334\/AM), <strong>a diverg\u00eancia acerca da situa\u00e7\u00e3o em que a quantidade de drogas era utilizada para negar a minorante do tr\u00e1fico persistiu no \u00e2mbito desta Corte de Justi\u00e7a at\u00e9 o in\u00edcio do ano de 2020<\/strong>. Logo, em prol da estabilidade jur\u00eddica, somente um maior distanciamento temporal permitir\u00e1 concluir que a referida jurisprud\u00eancia ostenta a for\u00e7a necess\u00e1ria para, excepcionalmente, reverter provimentos jurisdicionais definitivos, como \u00e9 o caso.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, <strong>o caso em discuss\u00e3o se distingue dos dois referidos precedentes, seja porque a decis\u00e3o revisada se conformava \u00e0 jurisprud\u00eancia do colegiado ao tempo em que proferida, seja porque o entendimento jurisprudencial que se sucedeu n\u00e3o foi consolidado em precedente qualificado<\/strong>. Logo, n\u00e3o parece ser o caso de excepcionar o entendimento firme desta Terceira Se\u00e7\u00e3o quanto ao n\u00e3o cabimento de revis\u00e3o criminal em face de mudan\u00e7a de entendimento jurisprudencial.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-2-resultado-final\"><a>13.2.2. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A mudan\u00e7a de entendimento jurisprudencial n\u00e3o autoriza o ajuizamento de revis\u00e3o criminal, ressalvadas hip\u00f3teses excepcional\u00edssimas de entendimento pac\u00edfico e relevante.<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-f74d2524-768f-4d1b-b37f-8f2b140c0303\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/08\/29011523\/stj-informativo-783.pdf\">stj-informativo-783<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/08\/29011523\/stj-informativo-783.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-f74d2524-768f-4d1b-b37f-8f2b140c0303\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Informativo n\u00ba 783 do STJ\u00a0COMENTADO\u00a0saindo do forno (quentinho) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! 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