{"id":1265302,"date":"2023-08-16T08:59:57","date_gmt":"2023-08-16T11:59:57","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1265302"},"modified":"2023-08-16T08:59:59","modified_gmt":"2023-08-16T11:59:59","slug":"informativo-stf-1102-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1102-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STF 1102 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p>Voltou com tudo!!! Findo o recesso, aqui est\u00e1 o Informativo n\u00ba 1102 do STF\u00a0<strong>COMENTADO.\u00a0<\/strong>S\u00f3 para voc\u00ea que est\u00e1 ligad@ aqui\u00a0no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/08\/16085942\/stf-informativo-1102.pdf\" rel=\"sponsored nofollow\">DOWNLOAD do PDF<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_HpryX9_VpSw\"><div id=\"lyte_HpryX9_VpSw\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/HpryX9_VpSw\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/HpryX9_VpSw\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/HpryX9_VpSw\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-ambiental\"><a>DIREITO AMBIENTAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-politica-estadual-de-desenvolvimento-sustentavel-da-pesca-em-ambito-estadual-e-proibicao-da-pesca-de-arrasto-motorizado-no-mar-territorial-costeiro\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Pol\u00edtica Estadual de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel da Pesca em \u00e2mbito estadual e proibi\u00e7\u00e3o da pesca de arrasto motorizado no mar territorial costeiro<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional \u2014 uma vez observadas as regras do sistema de reparti\u00e7\u00e3o compet\u00eancias e a import\u00e2ncia do princ\u00edpio do desenvolvimento sustent\u00e1vel como justo equil\u00edbrio entre a atividade econ\u00f4mica e a prote\u00e7\u00e3o do meio ambiente \u2014 norma estadual que pro\u00edbe a atividade de pesca exercida mediante toda e qualquer rede de arrasto tracionada por embarca\u00e7\u00f5es motorizadas na faixa mar\u00edtima da zona costeira de seu territ\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 6.218\/RS, relator Ministro Nunes Marques, redatora do ac\u00f3rd\u00e3o Ministra Rosa Weber, julgamento virtual finalizado em 30.6.2023 (Info 1102)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O Partido Liberal (PL) questionou no STF a constitucionalidade de dispositivos da Lei estadual 15.223\/2018, que reordenou o setor pesqueiro no Rio Grande do Sul e criou o Fundo Estadual da Pesca. Na ADI 6218, uma das alega\u00e7\u00f5es apresentadas pelo partido \u00e9 a de que a norma criou uma veda\u00e7\u00e3o \u00e0 pesca com a utiliza\u00e7\u00e3o de rede de arrasto tracionada por embarca\u00e7\u00f5es motorizadas, nas 12 milhas n\u00e1uticas da zona costeira do estado.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o partido, a norma atacada \u00e9 inconstitucional porque legisla sobre mar territorial, em viola\u00e7\u00e3o ao que disp\u00f5e \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o Federal. No artigo 20, inciso VI, a CF estabelece que o mar territorial \u00e9 bem p\u00fablico da Uni\u00e3o, dessa forma somente a Uni\u00e3o tem compet\u00eancia para legislar sobre seus bens.&nbsp; Para o PL, o Estado do Rio Grande do Sul poderia dispor sobre as novas regras de pesca exclusivamente nas \u00e1reas que lhes s\u00e3o permitidas pelo artigo 26 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal. Segundo esse dispositivo, somente as \u00e1guas superficiais ou subterr\u00e2neas presentes no territ\u00f3rio do ente federado dever\u00e3o ser consideradas bens dos estados.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-a-vedacao-encontra-amparo-na-cf\">1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A veda\u00e7\u00e3o encontra amparo na CF?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeap!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ao vedar tal atividade, o estado-membro atua no \u00e2mbito de sua compet\u00eancia concorrente suplementar em mat\u00e9ria de pesca e de prote\u00e7\u00e3o do meio ambiente <\/strong>(CF\/1988, art. 24, VI), a qual \u00e9 refor\u00e7ada pela imposi\u00e7\u00e3o de defesa e preserva\u00e7\u00e3o conferida ao Poder P\u00fablico (CF\/1988, art. 225, \u00a7 1\u00ba, V e VII). Nesse contexto,&nbsp;<a><u>o mar territorial brasileiro, apesar de integrar o dom\u00ednio da Uni\u00e3o (CF\/1988, art. 20, VI), situa-se, simultaneamente, em seu pr\u00f3prio espa\u00e7o territorial e no dos estados costeiros e munic\u00edpios confrontantes, raz\u00e3o pela qual se sujeita, ao mesmo tempo, a tr\u00eas ordens jur\u00eddicas sobrepostas: a legisla\u00e7\u00e3o federal (ou nacional), a estadual e a municipal<\/u>.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A lei estadual objeto de aprecia\u00e7\u00e3o (Pol\u00edtica Estadual de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel da Pesca riograndense) est\u00e1 em conson\u00e2ncia com as diretrizes e normas gerais da Pol\u00edtica Nacional de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel da Aquicultura e da Pesca (Lei 11.959\/2009), na qual vedada expressamente a pr\u00e1tica de toda e qualquer modalidade de pesca predat\u00f3ria no territ\u00f3rio mar\u00edtimo brasileiro (art. 6\u00ba). Na esp\u00e9cie, os dispositivos impugnados se LEGITIMAM, tamb\u00e9m, em raz\u00e3o do conte\u00fado da Lei Complementar 140\/2011.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\">1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por maioria, julgou improcedente a a\u00e7\u00e3o para assentar a constitucionalidade do art. 1\u00ba, par\u00e1grafo \u00fanico, e do art. 30, VI,&nbsp;e, ambos da Lei 15.223\/2018 do Estado do Rio Grande do Sul.<a><\/a><\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-constitucinal\"><a>DIREITO CONSTITUCINAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-supressao-de-indicadores-de-feminicidios-e-letalidade-policial-do-plano-nacional-de-seguranca-publica-e-defesa-social\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Supress\u00e3o de indicadores de feminic\u00eddios e letalidade policial do Plano Nacional de Seguran\u00e7a P\u00fablica e Defesa Social<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A aus\u00eancia de disciplina objetiva e expressa dos objetivos, metas, programas e indicadores para acompanhamento de feminic\u00eddios e mortes decorrentes da interven\u00e7\u00e3o de agentes de seguran\u00e7a p\u00fablica no Plano Nacional de Seguran\u00e7a P\u00fablica e Defesa Social II (PNSP II &#8211; Decreto 10.822\/2021) configura retrocesso social em mat\u00e9ria de direitos fundamentais e prote\u00e7\u00e3o deficiente dos direitos \u00e0 vida e \u00e0 seguran\u00e7a p\u00fablica (CF\/1988, arts. 5\u00ba, \u201ccaput\u201d; e 144).<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 7.013\/DF, relatora Ministra C\u00e1rmen L\u00facia, julgamento virtual finalizado em 30.6.2023 (Info 1102)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O Partido Socialista Brasileiro (PSB) questionou no STF a retirada do monitoramento e da avalia\u00e7\u00e3o dos indicadores referentes aos feminic\u00eddios e \u00e0s mortes causadas por agentes de seguran\u00e7a p\u00fablica do Plano Nacional de Seguran\u00e7a P\u00fablica e Defesa Social. A quest\u00e3o \u00e9 objeto ADI 7013.<\/p>\n\n\n\n<p>A supress\u00e3o dos indicadores ocorreu por meio do Decreto presidencial 10.822\/2021, que prop\u00f4s um novo Plano Nacional, com vig\u00eancia de 2021 a 2030. A norma regulamenta a Lei 13.675\/2018, que, ao disciplinar a organiza\u00e7\u00e3o e o funcionamento dos \u00f3rg\u00e3os respons\u00e1veis pela seguran\u00e7a p\u00fablica, instituiu o Sistema \u00danico de Seguran\u00e7a P\u00fablica (Susp) e criou a Pol\u00edtica Nacional de Seguran\u00e7a P\u00fablica e Defesa Social (PNSPDS).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-configurado-o-retrocesso-social\">2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Configurado o retrocesso social?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Pode apostar!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O PNSP II (2021-2030) retrocede em rela\u00e7\u00e3o ao PNSP I (2018-2028), institu\u00eddo pelo Decreto 9.630\/2018, no sentido da necess\u00e1ria e especial aten\u00e7\u00e3o aos temas relativos \u00e0 viol\u00eancia de g\u00eanero e desproporcionalidade\/ilicitude frequente na atua\u00e7\u00e3o de agentes de seguran\u00e7a p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, os feminic\u00eddios passaram a ser inclu\u00eddos no grupo \u201cmortes violentas\u201d, inviabilizando-se a classifica\u00e7\u00e3o espec\u00edfica dos casos para atendimento eficiente da atua\u00e7\u00e3o estatal. Ademais, <strong>n\u00e3o h\u00e1 meta ou objetivo estabelecido para redu\u00e7\u00e3o de mortes por interven\u00e7\u00e3o de agentes de seguran\u00e7a p\u00fablica no primeiro ciclo do PNSP II.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O retrocesso social decorrente da substitui\u00e7\u00e3o do PNSP de 2018 pelo de 2021 e a prote\u00e7\u00e3o insuficiente em face da omiss\u00e3o do Poder Executivo na inclus\u00e3o de indicadores exatos de feminic\u00eddios e letalidade policial imp\u00f5em a necessidade de restabelecimento do modelo anterior de defini\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas relacionadas ao tema, a fim de dar cumprimento aos objetivos fundamentais da Rep\u00fablica (CF\/1988, art. 3\u00ba, I, III e IV).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\">2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por maioria, recebeu a ADI como ADO,&nbsp;<strong>(i)<\/strong>&nbsp;converteu o exame da medida cautelar em julgamento de m\u00e9rito; e&nbsp;<strong>(ii)<\/strong>&nbsp;julgou procedente a a\u00e7\u00e3o para que seja suprida a omiss\u00e3o reconhecida, determinando-se o restabelecimento do cuidado antes adotado e ao qual se retrocedeu, com a inclus\u00e3o, no Plano Nacional de Seguran\u00e7a P\u00fablica e Defesa Social, de disciplina objetiva e expressa dos objetivos, metas, programas e indicadores para acompanhamento de feminic\u00eddios e mortes decorrentes da interven\u00e7\u00e3o de agentes de seguran\u00e7a p\u00fablica, prevista no Decreto presidencial 9.630\/2018, a ser cumprido no prazo m\u00e1ximo de 120 dias.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-protecao-integral-dos-territorios-com-presenca-de-povos-indigenas-isolados-e-de-recente-contato-piirc\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Prote\u00e7\u00e3o integral dos territ\u00f3rios com presen\u00e7a de Povos Ind\u00edgenas Isolados e de Recente Contato (PIIRC)<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>ARGUI\u00c7\u00c3O DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Encontram-se presentes os requisitos para a concess\u00e3o de medida cautelar, pois (i) h\u00e1 plausibilidade jur\u00eddica na demonstra\u00e7\u00e3o perfunct\u00f3ria da inefici\u00eancia da atua\u00e7\u00e3o estatal na prote\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios ocupados pelos povos ind\u00edgenas isolados ainda n\u00e3o demarcados (CF\/1988, arts. 215, 216 e 231); (ii) h\u00e1 perigo da demora na presta\u00e7\u00e3o jurisdicional, eis que evidenciados risco de genoc\u00eddio, inseguran\u00e7a alimentar e acultura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>ADPF 991 MC-Ref\/DF, relator Ministro Edson Fachin, julgamento virtual finalizado em 7.8.2023 (Info 1102)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A Articula\u00e7\u00e3o dos Povos Ind\u00edgenas do Brasil (Apib) ajuizou a ADPF 991 por meio da qual requer a ado\u00e7\u00e3o de provid\u00eancias para proteger e garantir os direitos dos povos ind\u00edgenas isolados e de recente contato.<\/p>\n\n\n\n<p>A Apib narra que \u00f3rg\u00e3os estatais especializados em proteger os povos isolados, como as Frentes e Bases de Prote\u00e7\u00e3o EtnoAmbiental e a Coordena\u00e7\u00e3o Geral de \u00cdndios Isolados e Rec\u00e9m Contatados, est\u00e3o sucateados e aparelhados politicamente, enquanto indigenistas e defensores dos direitos humanos s\u00e3o amea\u00e7ados e mortos, como ocorreu com Bruno Pereira e o jornalista brit\u00e2nico Dom Phillips. Cita tamb\u00e9m \u201cataques institucionalizados governamentais \u00e0s terras dos povos isolados\u201d. Segundo a entidade, h\u00e1 114 registros de povos isolados e de recente contato na Amaz\u00f4nia Legal, e a forma como eles mant\u00eam dist\u00e2ncia expressa o desejo de controle sobre as rela\u00e7\u00f5es que estabelecem com os grupos ao seu redor. Por isso, manter outras pessoas fora dessas \u00e1reas tem sido uma diretriz no Brasil desde 1987, mas a partir de 2019 essa conduta foi alterada.<\/p>\n\n\n\n<p>A entidade sustenta que, diante da implementa\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica indigenista extremamente nociva a estes povos, aliado ao \u00edndice crescente do desmatamento e invas\u00f5es nas terras ind\u00edgenas, esses povos estariam sendo submetidos ao risco concreto e iminente de exterm\u00ednio.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\">3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n\n\n\n<p>CF\/1988: \u201cArt. 231. S\u00e3o reconhecidos aos \u00edndios sua organiza\u00e7\u00e3o social, costumes, l\u00ednguas, cren\u00e7as e tradi\u00e7\u00f5es, e os direitos origin\u00e1rios sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo \u00e0 Uni\u00e3o demarc\u00e1-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens.<a><\/a>&nbsp;\u00a7 1\u00ba S\u00e3o terras tradicionalmente ocupadas pelos \u00edndios as por eles habitadas em car\u00e1ter permanente, as utilizadas para suas atividades produtivas, as imprescind\u00edveis \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o dos recursos ambientais necess\u00e1rios a seu bem-estar e as necess\u00e1rias a sua reprodu\u00e7\u00e3o f\u00edsica e cultural, segundo seus usos, costumes e tradi\u00e7\u00f5es.<a><\/a>&nbsp;\u00a7 2\u00ba As terras tradicionalmente ocupadas pelos \u00edndios destinam-se a sua posse permanente, cabendo-lhes o usufruto exclusivo das riquezas do solo, dos rios e dos lagos nelas existentes.<a><\/a>&nbsp;\u00a7 3\u00ba O aproveitamento dos recursos h\u00eddricos, inclu\u00eddos os potenciais energ\u00e9ticos, a pesquisa e a lavra das riquezas minerais em terras ind\u00edgenas s\u00f3 podem ser efetivados com autoriza\u00e7\u00e3o do Congresso Nacional, ouvidas as comunidades afetadas, ficando-lhes assegurada participa\u00e7\u00e3o nos resultados da lavra, na forma da lei.<a><\/a>&nbsp;\u00a7 4\u00ba As terras de que trata este artigo s\u00e3o inalien\u00e1veis e indispon\u00edveis, e os direitos sobre elas, imprescrit\u00edveis.<a><\/a>&nbsp;\u00a7 5\u00ba \u00c9 vedada a remo\u00e7\u00e3o dos grupos ind\u00edgenas de suas terras, salvo, \u2018ad referendum\u2019 do Congresso Nacional, em caso de cat\u00e1strofe ou epidemia que ponha em risco sua popula\u00e7\u00e3o, ou no interesse da soberania do Pa\u00eds, ap\u00f3s delibera\u00e7\u00e3o do Congresso Nacional, garantido, em qualquer hip\u00f3tese, o retorno imediato logo que cesse o risco.<a><\/a>&nbsp;\u00a7 6\u00ba S\u00e3o nulos e extintos, n\u00e3o produzindo efeitos jur\u00eddicos, os atos que tenham por objeto a ocupa\u00e7\u00e3o, o dom\u00ednio e a posse das terras a que se refere este artigo, ou a explora\u00e7\u00e3o das riquezas naturais do solo, dos rios e dos lagos nelas existentes, ressalvado relevante interesse p\u00fablico da Uni\u00e3o, segundo o que dispuser lei complementar, n\u00e3o gerando a nulidade e a extin\u00e7\u00e3o direito a indeniza\u00e7\u00e3o ou a a\u00e7\u00f5es contra a Uni\u00e3o, salvo, na forma da lei, quanto \u00e0s benfeitorias derivadas da ocupa\u00e7\u00e3o de boa f\u00e9.<a><\/a>&nbsp;\u00a7 7\u00ba N\u00e3o se aplica \u00e0s terras ind\u00edgenas o disposto no art. 174, \u00a7 3\u00ba e \u00a7 4\u00ba.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-suficiente-para-a-concessao-de-cautelar\">3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Suficiente para a concess\u00e3o de cautelar?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Com certeza!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Conforme jurisprud\u00eancia do STF, <strong>a FUNAI e demais agentes p\u00fablicos devem atuar sob a dire\u00e7\u00e3o dos princ\u00edpios da precau\u00e7\u00e3o e da preven\u00e7\u00e3o, de modo a exercer a sua fun\u00e7\u00e3o constitucional e legal na prote\u00e7\u00e3o e assist\u00eancia aos ind\u00edgenas isolados e de recente contato brasileiros<\/strong>, em observ\u00e2ncia \u00e0s disposi\u00e7\u00f5es da Declara\u00e7\u00e3o Americana dos Direitos dos Povos Ind\u00edgenas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Se, por um lado, apresentam as autoridades n\u00fameros e a\u00e7\u00f5es para tentar justificar a inexist\u00eancia de descumprimento dos deveres constitucionais;<\/strong> por outro, o STF j\u00e1 asseverou, quando do julgamento da ADPF 708 (paralisa\u00e7\u00e3o do Fundo Clima) e da ADO 59 (paralisa\u00e7\u00e3o do Fundo Amaz\u00f4nia), que a atua\u00e7\u00e3o da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica tem sido insuficiente e ineficaz em rela\u00e7\u00e3o ao aumento do desmatamento e da destrui\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia Legal, lar de quase todos os povos ind\u00edgenas isolados e de recente contato brasileiros.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, o pedido de um Plano de A\u00e7\u00e3o para atuar na efetiva e URGENTE prote\u00e7\u00e3o dos povos ind\u00edgenas isolados e de recente contato encontra previs\u00e3o no artigo 231 da Carta da Rep\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\">3.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, em aprecia\u00e7\u00e3o conjunta, por maioria, referendou a&nbsp;decis\u00e3o&nbsp;que deferiu o pedido liminar nas medidas cautelares pleiteadas, para: \u201c1. Determinar \u00e0 Uni\u00e3o Federal que adote todas as medidas necess\u00e1rias para garantir a prote\u00e7\u00e3o integral dos territ\u00f3rios com presen\u00e7a de povos ind\u00edgenas isolados e de recente contato, garantindo-se que as portarias de restri\u00e7\u00e3o de uso sejam sempre renovadas antes do t\u00e9rmino de sua vig\u00eancia, at\u00e9 a conclus\u00e3o definitiva do processo demarcat\u00f3rio ou at\u00e9 a publica\u00e7\u00e3o de estudo fundamentado que descarte a exist\u00eancia de ind\u00edgenas isolados em determinada \u00e1rea, com fundamento no princ\u00edpio da precau\u00e7\u00e3o e preven\u00e7\u00e3o. 2. Determinar \u00e0 Uni\u00e3o Federal que apresente, no prazo de 60 dias (sessenta), contados inclusive durante o recesso forense, nos termos do artigo 214, II, do CPC, um Plano de A\u00e7\u00e3o para regulariza\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o das terras ind\u00edgenas com presen\u00e7a de povos ind\u00edgenas isolados e de recente contato, contendo as seguintes informa\u00e7\u00f5es: a) Cronograma de a\u00e7\u00e3o para a realiza\u00e7\u00e3o de expedi\u00e7\u00f5es voltadas a iniciar ou dar continuidade aos estudos dos Registros de Refer\u00eancia em Estudo e um cronograma de a\u00e7\u00e3o para qualificar os Registros de Informa\u00e7\u00f5es; b) Dados que, em tese, deveriam ser p\u00fablicos: i) o quantitativo de servidores lotados em cada FPE e em cada uma das BAPE, ii) o patrim\u00f4nio de cada FPE e de cada BAPE (com respectivo registro no SPU), iii) as condi\u00e7\u00f5es destes bens (se em condi\u00e7\u00f5es de uso ou imprest\u00e1veis) e iv) os contratos atualmente vigentes nestas unidades (contratos de pessoal, servi\u00e7os e aquisi\u00e7\u00e3o de bens e insumos); c) Quais BAPEs est\u00e3o em funcionamento efetivo e o or\u00e7amento dedicado a cada uma delas, bem como quais encontram-se desativadas e por quais raz\u00f5es; d) Cronograma de elabora\u00e7\u00e3o e publica\u00e7\u00e3o dos Relat\u00f3rios Circunstanciados de Identifica\u00e7\u00e3o e Delimita\u00e7\u00e3o das terras ind\u00edgenas onde incidem Restri\u00e7\u00f5es de Uso com Refer\u00eancia Confirmada de Povo Ind\u00edgena Isolado, a saber: Pirititi, Piripkura e Tanaru; e) Cronograma para conclus\u00e3o da demarca\u00e7\u00e3o da terra ind\u00edgena Kawahiva do Rio Pardo, localizado no estado do Mato Grosso, que tem presen\u00e7a de povo ind\u00edgena isolado; f) Cronograma de a\u00e7\u00e3o para realiza\u00e7\u00e3o de atividades de vigil\u00e2ncia, fiscaliza\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o, visando garantir a integridade das terras ind\u00edgenas e conter as invas\u00f5es. 3. Determinar \u00e0 Uni\u00e3o Federal que demonstre junto \u00e0 apresenta\u00e7\u00e3o do Plano, a exist\u00eancia dos recursos necess\u00e1rios \u00e0 execu\u00e7\u00e3o das tarefas, primordialmente daquelas consideradas priorit\u00e1rias e mais urgentes, nos termos do cronograma a ser exibido a este Ju\u00edzo para homologa\u00e7\u00e3o, promovendo aporte financeiro de novos recursos \u00e0 Funai, se necess\u00e1rio, de forma que ela possa executar o Plano de A\u00e7\u00e3o para regulariza\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o das terras ind\u00edgenas com presen\u00e7a de povos ind\u00edgenas isolados e de recente contato, incluindo rubricas espec\u00edficas para a reestrutura\u00e7\u00e3o f\u00edsica, abertura de novas unidades de prote\u00e7\u00e3o e contrata\u00e7\u00e3o de pessoal para atuar nas Frentes de Prote\u00e7\u00e3o Etnoambientais (FPEs) e Bases de Prote\u00e7\u00e3o Etnoambientais (BAPEs), para fiel cumprimento da previs\u00e3o normativa da Portaria Funai n. 666\/17, que institui o Regimento Interno da Funai; 4. Determinar ao CNJ, no \u00e2mbito do Observat\u00f3rio Nacional sobre Quest\u00f5es Ambientais, Econ\u00f4micas e Sociais de Alta Complexidade e Grande Impacto e Repercuss\u00e3o, a instala\u00e7\u00e3o de um Grupo de Trabalho com prazo indeterminado, para acompanhamento cont\u00ednuo de a\u00e7\u00f5es judiciais relacionadas \u00e0 efetiva\u00e7\u00e3o dos direitos dos Povos Ind\u00edgenas Isolados e de Recente Contato (PIIRC), a fim de que haja cumprimento do direito fundamental \u00e0 razo\u00e1vel dura\u00e7\u00e3o do processo, nos termos do art. 5\u00ba, inciso LXXVIII da Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988. 5. Que seja reconhecida pelas autoridades a forma isolada de viver como declara\u00e7\u00e3o da livre autodetermina\u00e7\u00e3o dos povos ind\u00edgenas isolados, sendo o ato do isolamento considerado suficiente para fins de consulta, nos termos da Conven\u00e7\u00e3o n. 169 da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT), da Declara\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre os Direitos dos Povos Ind\u00edgenas e da Declara\u00e7\u00e3o Americana sobre os Direitos dos Povos Ind\u00edgenas, normas internacionais de direitos humanos, internalizadas no ordenamento jur\u00eddico brasileiro. 6. Determinar \u00e0 Uni\u00e3o Federal, no prazo de at\u00e9 60 dias, a emiss\u00e3o de Portarias de Restri\u00e7\u00e3o de Uso para as refer\u00eancias de povos ind\u00edgenas isolados que se encontram fora ou parcialmente fora de terras ind\u00edgenas, bem como planos de prote\u00e7\u00e3o das referidas \u00e1reas, sob pena de, em n\u00e3o se cumprindo o prazo, que o STF determine a Restri\u00e7\u00e3o de Uso por decis\u00e3o judicial dessas \u00e1reas. 7. Determinar \u00e0 Uni\u00e3o e \u00e0 FUNAI a manuten\u00e7\u00e3o da Portaria de Restri\u00e7\u00e3o de Uso n\u00ba 1.040, de 16 de outubro de 2015, do Grupo Ind\u00edgena Tanaru, at\u00e9 o final julgamento de m\u00e9rito da presente argui\u00e7\u00e3o. Ainda, determino que a Uni\u00e3o forne\u00e7a, no prazo de dez dias, as seguintes informa\u00e7\u00f5es: (i) detalhamento da situa\u00e7\u00e3o do ind\u00edgena da etnia Tanaru conhecido como \u00cdndio do Buraco, recentemente falecido em seu territ\u00f3rio; (ii) disponibilize documentos comprobat\u00f3rios da per\u00edcia a fim de comprovar os procedimentos utilizados e do resultado da aut\u00f3psia realizada no cad\u00e1ver de nosso parente; (iii) qual destina\u00e7\u00e3o pretende-se seja dada \u00e0 Terra Ind\u00edgena Tanaru\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-decreto-presidencial-e-regulamentacao-do-estatuto-do-desarmamento\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Decreto Presidencial e regulamenta\u00e7\u00e3o do Estatuto do Desarmamento<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional \u2014 por exorbitar os limites outorgados ao Presidente da Rep\u00fablica (CF\/1988, art. 84, IV) e vulnerar pol\u00edticas p\u00fablicas de prote\u00e7\u00e3o a direitos fundamentais \u2014 norma de decreto presidencial, editado com base no poder regulamentar, que inova na ordem jur\u00eddica e fragiliza o programa normativo estabelecido pela Lei 10.826\/2003 (Estatuto do Desarmamento).<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 6.119\/DF, relator Ministro Edson Fachin, julgamento virtual finalizado em 30.6.2023 (Info 1102)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O Partido Socialista Brasileiro (PSB) ajuizou no STF a ADI 6119 contra dispositivos da Lei 10.826\/2003 e do Decreto 9.685\/2019, para que se estabele\u00e7a a interpreta\u00e7\u00e3o segundo a qual a posse de armas de fogo s\u00f3 pode ser autorizada \u00e0s pessoas que demonstrem, por raz\u00f5es profissionais ou pessoais, possuir efetiva necessidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A lei estabelece que, al\u00e9m de declarar a efetiva necessidade, \u00e9 preciso atender os seguintes requisitos para adquirir arma de fogo: certid\u00f5es negativas de antecedentes criminais; n\u00e3o estar respondendo a inqu\u00e9rito policial ou a processo criminal; ocupa\u00e7\u00e3o l\u00edcita e resid\u00eancia certa; e capacidade t\u00e9cnica e de aptid\u00e3o psicol\u00f3gica para o manuseio de arma. J\u00e1 o decreto permite a posse de arma para residentes em \u00e1reas urbanas com elevados \u00edndices de viol\u00eancia, consideradas aquelas localizadas em unidades federativas com \u00edndices anuais de mais de dez homic\u00eddios por cem mil habitantes em 2016, conforme os dados do Atlas da Viol\u00eancia 2018.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-minha-arma-minha-vida\">4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Minha arma, minha vida?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>N\u00e3o dessa vez&#8230;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, os diversos atos normativos editados pelo Presidente da Rep\u00fablica com a finalidade de promover a chamada \u201cflexibiliza\u00e7\u00e3o das armas\u201d no Pa\u00eds extrapolaram o conte\u00fado do referido Estatuto \u2014 que inaugurou uma pol\u00edtica de controle respons\u00e1vel de armas de fogo e muni\u00e7\u00f5es no territ\u00f3rio nacional \u2014 e <strong>substitu\u00edram os par\u00e2metros legais por outras diretrizes estabelecidas unilateralmente.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As medidas decorrentes das inova\u00e7\u00f5es normativas caracterizam manifesto RETROCESSO na constru\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas voltadas \u00e0 seguran\u00e7a p\u00fablica e ao CONTROLE de armas no Brasil, vulnerando as diretrizes nucleares do Estatuto.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, a livre circula\u00e7\u00e3o de cidad\u00e3os armados, carregando consigo m\u00faltiplas armas de fogo, atenta contra os valores da seguran\u00e7a p\u00fablica e da defesa da paz, criando risco social incompat\u00edvel com ideais constitucionalmente consagrados.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Todo mundo desarmado ent\u00e3o?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>N\u00e3o \u00e9 bem assim tamb\u00e9m&#8230;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A aquisi\u00e7\u00e3o de armas de fogo deve se pautar pelo car\u00e1ter excepcional, raz\u00e3o pela qual se exige a demonstra\u00e7\u00e3o concreta da efetiva necessidade, por motivos tanto profissionais quanto pessoais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>As esp\u00e9cies de necessidade ficta ou presumida, nas quais o \u00edndice de realidade torna-se secund\u00e1rio, n\u00e3o realizam o dever de dilig\u00eancia do Estado, e s\u00e3o, por conseguinte, contr\u00e1rias \u00e0 ordem constitucional.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, <strong>a \u00fanica interpreta\u00e7\u00e3o do art. 4\u00ba,&nbsp;caput, do Estatuto do Desarmamento compat\u00edvel com a Constitui\u00e7\u00e3o \u00e9 aquela que v\u00ea na declara\u00e7\u00e3o de efetiva necessidade a conjuga\u00e7\u00e3o de dois fatores<\/strong>:&nbsp;(a)&nbsp;a imperatividade da demonstra\u00e7\u00e3o de que, no caso concreto, realmente exista a necessidade de adquirir uma arma de fogo, segundo os crit\u00e9rios legais; e&nbsp;(b)&nbsp;a obriga\u00e7\u00e3o do Poder Executivo de estabelecer procedimentos fiscalizat\u00f3rios s\u00f3lidos que permitam auferir a realidade da necessidade.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\">4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio julgou diversas a\u00e7\u00f5es que tratam do tema e, conforme as respectivas atas de julgamento:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(i)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>conferiu interpreta\u00e7\u00e3o conforme a Constitui\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>a.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;ao art. 4\u00ba do Estatuto do Desarmamento, fixando a orienta\u00e7\u00e3o hermen\u00eautica de que a posse de armas de fogo s\u00f3 pode ser autorizada \u00e0s pessoas que demonstrem concretamente, por raz\u00f5es profissionais ou pessoais, possu\u00edrem efetiva necessidade;<\/p>\n\n\n\n<p>b.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;ao art. 4\u00ba, \u00a7 2\u00ba, do Estatuto do Desarmamento, e ao art. 2\u00ba, \u00a7 3\u00ba, do Decreto 9.847\/2019, para fixar a tese de que a limita\u00e7\u00e3o dos quantitativos de muni\u00e7\u00f5es adquir\u00edveis se vincula \u00e0quilo que, de forma diligente e proporcional, garanta apenas o necess\u00e1rio \u00e0 seguran\u00e7a dos cidad\u00e3os;<\/p>\n\n\n\n<p>c.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;ao art. 10, \u00a7 1\u00ba, inciso I, do Estatuto do Desarmamento, para fixar a tese hermen\u00eautica de que a atividade regulamentar do Poder Executivo n\u00e3o pode criar presun\u00e7\u00f5es de efetiva necessidade outras al\u00e9m daquelas j\u00e1 disciplinadas em lei; e<\/p>\n\n\n\n<p>d.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;ao art. 27 do Estatuto do Desarmamento, a fim de fixar a tese hermen\u00eautica de que aquisi\u00e7\u00e3o de armas de fogo de uso restrito s\u00f3 pode ser autorizada no interesse da pr\u00f3pria seguran\u00e7a p\u00fablica ou da defesa nacional, n\u00e3o em raz\u00e3o do interesse pessoal do requerente; bem como<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(ii)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>declarou a inconstitucionalidade:<\/p>\n\n\n\n<p>a.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;da Portaria Interministerial 1.634\/GM-MD, de 22 de abril de 2020;<\/p>\n\n\n\n<p>b.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;do art. 3\u00ba, \u00a7 1\u00ba, do Decreto 9.845\/2019;<\/p>\n\n\n\n<p>c.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;do art. 3\u00ba, incisos I e II, e \u00a7 1\u00ba, do Decreto 9.846\/2019;<\/p>\n\n\n\n<p>d.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;do art. 2\u00ba, incisos I e II, e \u00a7 1\u00ba, dos Decretos 9.845\/2019, 9.846\/2019, 9.847\/2019;<\/p>\n\n\n\n<p>e.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;do \u00a7 11 do art. 12 do Decreto 9.847\/2019 e do \u00a7 3\u00ba do art. 3\u00ba do Decreto 9.846\/2019;<\/p>\n\n\n\n<p>f.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;dos incisos I e II do \u00a7 2\u00ba do art. 34 do Decreto 9.847\/2019;<\/p>\n\n\n\n<p>g.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;dos incisos I, II, VI e VII do \u00a7 3\u00ba do art. 2\u00ba do Regulamento de Produtos Controlados (Decreto 10.030\/2019), inclu\u00eddos pelo Decreto 10.627\/2021;<\/p>\n\n\n\n<p>h.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;do \u00a7 1\u00ba do art. 7\u00ba do Decreto 10.030\/2019 (inclu\u00eddo pelo Decreto 10.627\/2021);<\/p>\n\n\n\n<p>i.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;dos \u00a7\u00a7 8\u00ba e 8\u00ba-A do art. 3\u00ba Decreto 9.845\/2019, inclu\u00eddo pelo Decreto 10.628\/2021;<\/p>\n\n\n\n<p>j.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;da express\u00e3o normativa \u201c<em>quando as quantidades excederem os limites estabelecidos nos incisos I e II do&nbsp;<strong>caput<\/strong><\/em>\u201d, inscrita no inciso II do \u00a7 5\u00ba do art. 3\u00ba do Decreto 9.846\/2021, na reda\u00e7\u00e3o dada pelo Decreto 10.629\/2021;<\/p>\n\n\n\n<p>l.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;dos incisos I e II do \u00a7 1\u00ba e do \u00a7 4\u00ba,&nbsp;<strong>caput<\/strong>&nbsp;e incisos I e II, todos do art. 4\u00ba do Decreto 9.846\/2021, na reda\u00e7\u00e3o dada pelo Decreto 10.629\/2019;<\/p>\n\n\n\n<p>m.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;da express\u00e3o \u201c<em>por instrutor de tiro desportivo<\/em>\u201d, inscrita no inciso V do \u00a7 2\u00ba do art. 3\u00ba do Decreto 9.846\/2019 (na reda\u00e7\u00e3o dada pelo Decreto 10.629\/2021) e \u201c<em>fornecido por psic\u00f3logo com registro profissional ativo em Conselho Regional de Psicologia<\/em>\u201d do inciso VI do \u00a7 2\u00ba do art. 3\u00ba do Decreto 9.846\/2019 (na reda\u00e7\u00e3o dada pelo Decreto 10.629\/2021);<\/p>\n\n\n\n<p>n.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;do art. 7\u00ba do Decreto 9.846\/2019 (na reda\u00e7\u00e3o dada pelo Decreto 10.629\/2021), restabelecendo-se, em consequ\u00eancia, a vig\u00eancia do \u00a7 2\u00ba do art. 30 do Decreto 5.123\/2004;<\/p>\n\n\n\n<p>o.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;do \u00a7 2\u00ba do art. 4\u00ba e do \u00a7 3\u00ba do art. 5\u00ba do Decreto 9.846\/2019 (na reda\u00e7\u00e3o dada pelo Decreto 10.629\/2021); e<\/p>\n\n\n\n<p>p.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;do \u00a7 1\u00ba do art. 17 e da express\u00e3o normativa \u201c<em>em todo o territ\u00f3rio nacional<\/em>\u201d, prevista no&nbsp;<strong>caput<\/strong>&nbsp;do art. 17 do Decreto 9.847\/2019 (na reda\u00e7\u00e3o dada pelo Decreto 10.630\/2021), fixando a exegese no sentido de que o \u00e2mbito espacial de validade do porte de arma de uso permitido concedido pela Pol\u00edcia Federal dever\u00e1 corresponder \u00e0 amplitude do territ\u00f3rio (municipal, estadual ou nacional) onde se mostre presente a efetiva necessidade exigida pelo Estatuto, devendo o \u00f3rg\u00e3o competente fazer constar essa indica\u00e7\u00e3o no respectivo documento.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-pagamento-de-auxilio-a-membros-do-poder-judiciario-estadual\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Pagamento de aux\u00edlio a membros do Poder Judici\u00e1rio estadual<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional \u2014 por violar o art. 39, \u00a7 4\u00ba, da CF\/1988, haja vista o car\u00e1ter de indevido acr\u00e9scimo remunerat\u00f3rio \u2014 norma estadual que prev\u00ea adicional de \u201caux\u00edlio-aperfei\u00e7oamento profissional\u201d aos seus magistrados.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 5.407\/MG, relator Ministro Alexandre de Moraes, julgamento finalizado em 30.6.2023 (Info 1102)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O ent\u00e3o PGR, Rodrigo Janot, ajuizou a ADI 5407 no STF, com pedido de medida cautelar, em que questiona o pagamento de \u201caux\u00edlio-aperfei\u00e7oamento profissional\u201d e de \u201caux\u00edlio-sa\u00fade\u201d a ju\u00edzes do Poder Judici\u00e1rio do Estado de Minas Gerais.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a a\u00e7\u00e3o, \u201co aux\u00edlio-aperfei\u00e7oamento profissional\u201d seria pago para a aquisi\u00e7\u00e3o de livros jur\u00eddicos, digitais e material de inform\u00e1tica, no valor anual de at\u00e9 metade do subs\u00eddio mensal, mediante reembolso. J\u00e1 o \u201caux\u00edlio-sa\u00fade\u201d seria pago mensalmente aos magistrados no valor equivalente a 10% do respectivo subs\u00eddio.<\/p>\n\n\n\n<p>Os benef\u00edcios est\u00e3o previstos pelo artigo 114, IX e XII, da Lei Complementar 59\/2001, com reda\u00e7\u00e3o dada pelo artigo 46 da Lei Complementar 135\/2014, de Minas Gerais, e a Resolu\u00e7\u00e3o 782\/2014 do \u00d3rg\u00e3o Especial do Tribunal de Justi\u00e7a do estado e, segundo a PGR, s\u00e3o inconstitucionais por violarem o modelo de remunera\u00e7\u00e3o por subs\u00eddio imposto aos ju\u00edzes pelo artigo 39, par\u00e1grafo 4\u00ba, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\">5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n\n\n\n<p>CF\/1988: \u201cArt. 39. (&#8230;) \u00a7 4\u00ba O membro de Poder, o detentor de mandato eletivo, os Ministros de Estado e os Secret\u00e1rios Estaduais e Municipais ser\u00e3o remunerados exclusivamente por subs\u00eddio fixado em parcela \u00fanica, vedado o acr\u00e9scimo de qualquer gratifica\u00e7\u00e3o, adicional, abono, pr\u00eamio, verba de representa\u00e7\u00e3o ou outra esp\u00e9cie remunerat\u00f3ria, obedecido, em qualquer caso, o disposto no art. 37, X e XI.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-burla-ao-subsidio\">5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Burla ao subs\u00eddio?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Aparentemente, SIM!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Essa vantagem remunerat\u00f3ria vai al\u00e9m do subs\u00eddio estipulado para os magistrados do estado, configurando adicional calculado sobre o valor do subs\u00eddio, em descompasso com a sistem\u00e1tica remunerat\u00f3ria disciplinada pela EC 19\/1998.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, <strong>a verba n\u00e3o possui car\u00e1ter indenizat\u00f3rio, pois n\u00e3o se destina a compensar o benefici\u00e1rio de disp\u00eandios suportados em decorr\u00eancia do exerc\u00edcio do cargo.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\">5.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, conheceu parcialmente da a\u00e7\u00e3o e, nessa extens\u00e3o, a julgou procedente para declarar a inconstitucionalidade do inciso IX do art. 114 da Lei Complementar 59\/2001, com a reda\u00e7\u00e3o dada pelo art. 46 da Lei Complementar 135\/2014, ambas do Estado de Minas Gerais.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-do-trabalho\"><a>DIREITO DO TRABALHO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-reforma-trabalhista-possibilidade-de-acordo-individual-para-adocao-da-jornada-12-por-36-horas\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Reforma Trabalhista: possibilidade de acordo individual para ado\u00e7\u00e3o da jornada 12 por 36 horas<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional&nbsp;\u2014 na medida em que privilegia a liberdade de escolha do trabalhador e refor\u00e7a o&nbsp;equil\u00edbrio entre os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa \u2014 norma da \u201cReforma Trabalhista\u201d (Lei 13.467\/2017) que permite, por meio de acordo individual escrito entre o empregador e o trabalhador, a ado\u00e7\u00e3o da jornada de 12 horas de trabalho seguidas por 36 horas ininterruptas de descanso.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 5.994\/DF, relator Ministro Marco Aur\u00e9lio, redator do ac\u00f3rd\u00e3o Ministro Gilmar Mendes, julgamento virtual finalizado em 30.6.2023 (Info 1102)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>6.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores na Sa\u00fade (CNTS) ajuizou a ADI 5994 no STF, para que seja declarada a incompatibilidade com a CF da express\u00e3o \u201cacordo individual escrito\u201d contida no artigo 59-A da CLT com a reda\u00e7\u00e3o dada pela Reforma Trabalhista (Lei 13.467\/2017).<\/p>\n\n\n\n<p>O dispositivo questionado faculta \u00e0s partes, mediante acordo individual escrito, conven\u00e7\u00e3o coletiva ou acordo coletivo de trabalho, estabelecer hor\u00e1rio de trabalho de 12 horas seguidas por 36 horas ininterruptas de descanso, observados ou indenizados os intervalos para repouso e alimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A CNTS sustenta que, ao permitir a ado\u00e7\u00e3o de jornada de 12&#215;36 por meio de acordo individual, a nova reda\u00e7\u00e3o do artigo da CLT viola o disposto no inciso XXIII do artigo 7\u00ba da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, que estabelece a garantia de dura\u00e7\u00e3o do trabalho normal n\u00e3o superior a 8 horas di\u00e1rias e 44 semanais, condicionando a fixa\u00e7\u00e3o de jornadas ininterruptas \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o de acordo ou conven\u00e7\u00e3o coletiva de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-questao-juridica\">6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n\n\n\n<p>CLT\/1943: \u201cArt. 59-A. &nbsp;Em exce\u00e7\u00e3o ao disposto no&nbsp;art. 59 desta Consolida\u00e7\u00e3o,&nbsp;\u00e9 facultado \u00e0s partes, mediante acordo individual escrito, conven\u00e7\u00e3o coletiva ou acordo coletivo de trabalho, estabelecer hor\u00e1rio de trabalho de doze horas seguidas por trinta e seis horas ininterruptas de descanso, observados ou indenizados os intervalos para repouso e alimenta\u00e7\u00e3o.&nbsp;<a><\/a>(Inclu\u00eddo pela Lei 13.467, de 2017)&nbsp;Par\u00e1grafo \u00fanico. &nbsp;A remunera\u00e7\u00e3o mensal pactuada pelo hor\u00e1rio previsto no&nbsp;<strong>caput<\/strong>&nbsp;deste artigo abrange os pagamentos devidos pelo descanso semanal remunerado e pelo descanso em feriados, e ser\u00e3o considerados compensados os feriados e as prorroga\u00e7\u00f5es de trabalho noturno, quando houver, de que tratam o&nbsp;art. 70&nbsp;e o&nbsp;\u00a7 5\u00ba do art. 73 desta Consolida\u00e7\u00e3o.&nbsp;&nbsp;(Inclu\u00eddo pela Lei 13.467, de 2017)\u201d<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-tudo-certo\">6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tudo certo?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Segue o jogo e a jornada 12&#215;36&#8230;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A Constitui\u00e7\u00e3o Federal n\u00e3o pro\u00edbe a jornada&nbsp;de 12 x 36 horas<\/strong>. Embora preveja a dura\u00e7\u00e3o normal do trabalho n\u00e3o superior a 8 horas di\u00e1rias e 44 semanais, ela admite a relativiza\u00e7\u00e3o do tempo trabalhado mediante a compensa\u00e7\u00e3o de hor\u00e1rios e a redu\u00e7\u00e3o da jornada, ainda que por acordo ou conven\u00e7\u00e3o coletiva de trabalho&nbsp;(CF\/1988, art. 7\u00ba, XIII). Na esp\u00e9cie, as 4 horas di\u00e1rias a mais s\u00e3o compensadas por 36 horas seguidas de descanso.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, <strong>a possibilidade de acordo individual para a referida finalidade privilegia a liberdade do trabalhador em optar por uma jornada j\u00e1 amplamente utilizada no ordenamento brasileiro, al\u00e9m de equilibrar os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa, fundamentos da Rep\u00fablica Federativa do Brasil<\/strong> (CF\/1988, art. 1\u00ba, IV, c\/c o art. 170,&nbsp;caput).<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, a jurisprud\u00eancia do STF reconhece a constitucionalidade dessa jornada para os bombeiros civis e, at\u00e9 mesmo antes do advento da \u201cReforma Trabalhista\u201d, a S\u00famula 444 do Tribunal Superior do Trabalho j\u00e1 previa a sua aceita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-3-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\">6.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por maioria,&nbsp;julgou improcedente a a\u00e7\u00e3o para reconhecer a constitucionalidade do&nbsp;art. 59-A,&nbsp;caput&nbsp;e par\u00e1grafo \u00fanico, da CLT, na reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei 13.467\/2017.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-lei-nbsp-dos-caminhoneiros-e-condicoes-de-trabalho-do-motorista-profissional-rodoviario-nbsp\"><a><\/a><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <em>\u201c<\/em><\/a><a><\/a><em>Lei<\/em><em>&nbsp;dos Caminhoneiros\u201d e condi\u00e7\u00f5es de trabalho do motorista profissional rodovi\u00e1rio<\/em>&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o inconstitucionais dispositivos da \u201cLei dos Caminhoneiros\u201d (Lei 13.103\/2015) que desrespeitam os direitos socias e as normas de prote\u00e7\u00e3o ao trabalhador (CF\/1988, art. 7\u00ba), tais como os que preveem (a) a redu\u00e7\u00e3o e\/ou o fracionamento dos intervalos intrajornadas e do descanso semanal remunerado; e (b) a hip\u00f3tese de descanso de motorista com o ve\u00edculo em movimento; e aquele que (c) exclui do c\u00f4mputo da jornada di\u00e1ria de trabalho do motorista profissional o tempo decorrido durante a carga ou a descarga do ve\u00edculo, ou, ainda, a fiscaliza\u00e7\u00e3o da mercadoria.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 5.322\/DF, relator Ministro Alexandre de Moraes, julgamento virtual finalizado em 30.6.2023 (Info 1102)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>7.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres (CNTTT) ajuizou no STF a ADI 5322 para questionar a Lei 13.103\/2015, que regulamenta o exerc\u00edcio da profiss\u00e3o de motorista profissional nas atividades de transporte rodovi\u00e1rio de cargas e passageiros.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a confedera\u00e7\u00e3o, a chamada \u201cLei dos Caminhoneiros\u201d, sancionada pela Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, em mar\u00e7o de 2015, retirou dos trabalhadores em transporte direitos previstos na Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho (CLT), no C\u00f3digo de Tr\u00e2nsito Brasileiro (CTB) e na Lei 12.619\/2012, que tamb\u00e9m trata do exerc\u00edcio da profiss\u00e3o de motorista profissional.<\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o da CNTTT, o artigo 4\u00ba da lei, que modificou o par\u00e1grafo 5\u00ba do artigo 71 da CLT e reduziu os hor\u00e1rios de descanso e alimenta\u00e7\u00e3o intrajornada do trabalhador, afronta o inciso XXII do artigo 7\u00ba da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, que prev\u00ea como direitos dos trabalhadores urbanos e rurais a \u201credu\u00e7\u00e3o dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de sa\u00fade, higiene e seguran\u00e7a\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-as-normas-encontram-respaldo-na-cf\">7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; As normas encontram respaldo na CF?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>\u00c9 uma cilada, Bino!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O gozo do per\u00edodo restante de descanso interjornada, durante os intervalos da jornada di\u00e1ria de labor ou no interior do ve\u00edculo, al\u00e9m de impedir a completa recupera\u00e7\u00e3o f\u00edsica e mental do motorista<\/strong> \u2014 o que reflete diretamente na seguran\u00e7a das rodovias \u2014, desnatura a pr\u00f3pria finalidade do descanso entre jornadas, direito social indispon\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Da mesma forma, a previs\u00e3o de descanso com o ve\u00edculo em movimento, quando dois motoristas trabalharem em revezamento, desrespeita o que previsto constitucionalmente quanto \u00e0 seguran\u00e7a e sa\u00fade do trabalhador. <strong>N\u00e3o h\u00e1 que se cogitar que o devido descanso ocorra em um ve\u00edculo em movimento, o qual, muitas das vezes, sequer possui acomoda\u00e7\u00e3o adequada<\/strong> para o corpo repousar ap\u00f3s a jornada di\u00e1ria ou semanal de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, o chamado \u201ctempo de espera\u201d n\u00e3o pode ser exclu\u00eddo da jornada normal de trabalho nem da jornada extraordin\u00e1ria, sob pena de causar efetivo preju\u00edzo ao trabalhador, al\u00e9m de desvirtuar a pr\u00f3pria rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica trabalhista existente.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\">7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio conheceu em parte da a\u00e7\u00e3o direta e, nessa extens\u00e3o, a julgou parcialmente procedente para declarar a inconstitucionalidade:&nbsp;<strong>(i)<\/strong>&nbsp;por maioria, da express\u00e3o \u201c<em>sendo facultados o seu fracionamento e a coincid\u00eancia com os per\u00edodos de parada obrigat\u00f3ria na condu\u00e7\u00e3o do ve\u00edculo estabelecida pela Lei n\u00ba 9.503, de 23 de setembro de 1997 &#8211; C\u00f3digo de Tr\u00e2nsito Brasileiro, garantidos o m\u00ednimo de 8 (oito) horas ininterruptas no primeiro per\u00edodo e o gozo do remanescente dentro das 16 (dezesseis) horas seguintes ao fim do primeiro per\u00edodo<\/em>\u201d,&nbsp;&nbsp;prevista na parte final do \u00a7 3\u00ba do art. 235-C;&nbsp;<strong>(ii)<\/strong>&nbsp;por maioria, da express\u00e3o \u201c<em>n\u00e3o sendo computadas como jornada de trabalho e nem como horas extraordin\u00e1rias<\/em>\u201d, prevista na parte final do \u00a7 8\u00ba do art. 235-C;&nbsp;<strong>(iii)<\/strong>&nbsp;por unanimidade, da express\u00e3o \u201c<em>e o tempo de espera<\/em>\u201d, disposta na parte final do \u00a7 1\u00ba do art. 235-C, por arrastamento;&nbsp;<strong>(iv)<\/strong>&nbsp;por unanimidade, do \u00a7 9\u00ba do art. 235-C, sem efeito repristinat\u00f3rio;&nbsp;<strong>(v)<\/strong>&nbsp;por maioria, da express\u00e3o \u201c<em>as quais n\u00e3o ser\u00e3o consideradas como parte da jornada de trabalho, ficando garantido, por\u00e9m, o gozo do descanso de 8 horas ininterruptas aludido no \u00a7 3\u00ba\u201d,<\/em>&nbsp;do \u00a7 12 do art. 235-C;&nbsp;<strong>(vi)<\/strong>&nbsp;por maioria, da express\u00e3o \u201c<em>usufru\u00eddo no retorno do motorista \u00e0 base (matriz ou filial) ou ao seu domic\u00edlio, salvo se a empresa oferecer condi\u00e7\u00f5es adequadas para o efetivo gozo do referido repouso<\/em>\u201d, constante do&nbsp;<strong>caput<\/strong>&nbsp;do art. 235-D;&nbsp;<strong>(vii)<\/strong>&nbsp;por unanimidade, dos \u00a7\u00a7 1\u00ba, 2\u00ba e 5\u00ba do art. 235-D;&nbsp;<strong>(viii)<\/strong>&nbsp;por unanimidade, do inciso III do art. 235-E,&nbsp;<strong>todos da CLT<\/strong>, com a reda\u00e7\u00e3o dada pelo art. 6\u00ba da Lei 13.103\/2015; e&nbsp;<strong>(ix)<\/strong>&nbsp;por maioria, da express\u00e3o \u201c<em>que podem ser fracionadas, usufru\u00eddas no ve\u00edculo e coincidir com os intervalos mencionados no \u00a7 1\u00ba, observadas no primeiro per\u00edodo 8 horas ininterruptas de descanso<\/em>\u201d, na forma como prevista no \u00a7 3\u00ba do art. 67-C do CTB, com reda\u00e7\u00e3o dada pelo art. 7\u00ba da Lei 13.103\/2015.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-civil\"><a>DIREITO PROCESSUAL CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-competencia-nbsp-para-julgar-acao-em-que-servidor-celetista-pleiteia-parcela-de-natureza-administrativa\"><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Compet\u00eancia&nbsp;para julgar a\u00e7\u00e3o em que servidor celetista pleiteia parcela de natureza administrativa<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>RECURSO EXTRAORDIN\u00c1RIO<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;<\/strong>A Justi\u00e7a Comum \u00e9 competente para julgar a\u00e7\u00e3o ajuizada por servidor celetista contra o Poder P\u00fablico, em que se pleiteia parcela de natureza administrativa, modulando-se os efeitos da decis\u00e3o para manter na Justi\u00e7a do Trabalho, at\u00e9 o tr\u00e2nsito em julgado e correspondente execu\u00e7\u00e3o, os processos em que houver sido proferida senten\u00e7a de m\u00e9rito at\u00e9 a data de publica\u00e7\u00e3o da presente ata de julgamento.<\/p>\n\n\n\n<p>RE 1.288.440\/SP, relator Ministro Roberto Barroso, julgamento virtual finalizado em 30.6.2023 (Info 1102)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-nbsp-situacao-fatica\"><a>8.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Craudete, servidora do Hospital das Cl\u00ednicas da USP e regida pelo regime celetista, ajuizou a\u00e7\u00e3o por meio da qual pleiteava que os c\u00e1lculos dos adicionais por tempo de servi\u00e7o (quinqu\u00eanios) incidissem sobre os vencimentos integrais. O Tribunal de Justi\u00e7a do Estado de S\u00e3o Paulo (TJ-SP) julgou a demanda ao entender que, ainda que subordinada \u00e0 CLT, Craudete se equipara a servidor p\u00fablico estadual e, est\u00e1 vinculada ao regime jur\u00eddico de direito administrativo, pelo que compete \u00e0 Justi\u00e7a Comum julgar a demanda.<\/p>\n\n\n\n<p>No STF, o Hospital das Cl\u00ednicas argumenta que a decis\u00e3o da Justi\u00e7a estadual contraria a jurisprud\u00eancia dominante da Corte (Tema 853) de que \u00e9 da Justi\u00e7a do Trabalho a compet\u00eancia para processar e julgar demandas sobre presta\u00e7\u00f5es de natureza trabalhista ajuizadas contra \u00f3rg\u00e3os da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica por servidores p\u00fablicos que ingressaram em seus quadros, sem concurso p\u00fablico, antes da Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988, sob regime da CLT.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-nbsp-analise-estrategica\"><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-a-quem-compete-julgar\">8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A quem compete julgar?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Justi\u00e7a COMUM!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Compete \u00e0 Justi\u00e7a Comum o julgamento de a\u00e7\u00e3o na qual servidor celetista demanda parcela de natureza administrativa contra o Poder P\u00fablico<strong>.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Por se tratar de <strong>parcela administrativa, a causa de pedir e o pedido da a\u00e7\u00e3o fundamentam-se em norma estatut\u00e1ria<\/strong>. Assim, embora o v\u00ednculo do servidor seja de natureza celetista, a aprecia\u00e7\u00e3o do lit\u00edgio n\u00e3o comp\u00f5e a esfera de compet\u00eancia da Justi\u00e7a do Trabalho, conforme&nbsp;entendimento fixado pelo STF ao interpretar o art. 114, I, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, <strong>por raz\u00f5es de seguran\u00e7a jur\u00eddica, os efeitos da decis\u00e3o devem ser modulados,&nbsp;a fim de manter na Justi\u00e7a trabalhista, at\u00e9 o tr\u00e2nsito em julgado e correspondente execu\u00e7\u00e3o<\/strong>, os processos em que proferida senten\u00e7a de m\u00e9rito at\u00e9 a data de publica\u00e7\u00e3o da ata do presente julgamento.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-nbsp-nbsp-nbsp-nbsp-resultado-final\">8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por maioria, ao apreciar o\u00a0Tema 1.143 da repercuss\u00e3o geral, negou provimento ao recurso extraordin\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-9a83b578-272e-4be1-9838-3165db440eec\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/08\/16085942\/stf-informativo-1102.pdf\">stf-informativo-1102<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/08\/16085942\/stf-informativo-1102.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-9a83b578-272e-4be1-9838-3165db440eec\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voltou com tudo!!! 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