{"id":1258936,"date":"2023-08-02T09:01:09","date_gmt":"2023-08-02T12:01:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1258936"},"modified":"2023-08-02T09:01:12","modified_gmt":"2023-08-02T12:01:12","slug":"revisao-stf-parte-2-2023-1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/revisao-stf-parte-2-2023-1\/","title":{"rendered":"Revis\u00e3o STF (Parte 2) 2023.1"},"content":{"rendered":"\n<p>O STF est\u00e1 de recesso, mas n\u00f3s n\u00e3o paramos no meio da estrada, n\u00e3o \u00e9?! Bora revisar o que o STF de mais importante decidiu no primeiro semestre de 2023. Nessa Parte 2 da nossa revis\u00e3o temos Direito Processual Penal, Tribut\u00e1rio, Ambiental, Trabalhista, Previdenci\u00e1rio, Eleitoral e Internacional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/08\/02090039\/stf-revisao-ii-2023-1.pdf\" rel=\"sponsored nofollow\">DOWNLOAD do PDF<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_RW2RnGG-OfA\"><div id=\"lyte_RW2RnGG-OfA\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/RW2RnGG-OfA\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/RW2RnGG-OfA\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/RW2RnGG-OfA\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-penal\"><a><\/a><a>DIREITO PROCESSUAL PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-prisao-especial-aos-portadores-de-diploma-de-curso-superior\"><a><\/a><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Pris\u00e3o especial aos portadores de diploma de curso superior<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>ARGUI\u00c7\u00c3O DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 incompat\u00edvel com a Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988 \u2014 por ofensa ao princ\u00edpio da isonomia (CF\/1988, arts. 3\u00ba, IV; e 5\u00ba, \u201ccaput\u201d) \u2014 a previs\u00e3o contida no inciso VII do art. 295 do C\u00f3digo de Processo Penal (CPP) que concede o direito a pris\u00e3o especial, at\u00e9 decis\u00e3o penal definitiva, a pessoas com diploma de ensino superior.<\/p>\n\n\n\n<p>ADPF 334\/DF, relator Ministro Alexandre de Moraes, julgamento virtual finalizado em 31.3.2023 (Info 1089)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-situacao-fatica\"><a><\/a><a>1.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A PGR ajuizou no STF a ADPF 334 contra o dispositivo do C\u00f3digo de Processo Penal (CPP) que concede o direito a pris\u00e3o especial aos portadores de diploma de ensino superior. Para o procurador-geral, o benef\u00edcio, previsto no inciso VII do artigo 295 do CPP, viola a conforma\u00e7\u00e3o constitucional e os objetivos fundamentais da Rep\u00fablica, o princ\u00edpio da dignidade humana e o da isonomia.<\/p>\n\n\n\n<p>A Procuradoria Geral da Rep\u00fablica observa que o \u201cprivil\u00e9gio\u201d da pris\u00e3o especial, institu\u00eddo em 1937, no governo provis\u00f3rio de Get\u00falio Vargas, originou-se em contexto antidemocr\u00e1tico, durante per\u00edodo de supress\u00e3o de garantias fundamentais e manuten\u00e7\u00e3o de privil\u00e9gios sem respaldo na igualdade substancial entre cidad\u00e3os. Leis posteriores alteraram os crit\u00e9rios, mas \u201cn\u00e3o foram capazes de retirar a m\u00e1cula de inconstitucionalidade\u201d da distin\u00e7\u00e3o para portadores de diploma de ensino superior.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-analise-estrategica\"><a><\/a><a>1.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-questao-juridica\"><a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPP\/1941: \u201cArt. 295. Ser\u00e3o recolhidos a quart\u00e9is ou a pris\u00e3o especial, \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o da autoridade competente, quando sujeitos a pris\u00e3o antes de condena\u00e7\u00e3o definitiva: (&#8230;) VII &#8211; os diplomados por qualquer das faculdades superiores da Rep\u00fablica;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-a-prisao-especial-se-mostra-constitucional\"><a>1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A pris\u00e3o especial se mostra constitucional?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A previs\u00e3o do direito \u00e0 pris\u00e3o especial a diplomados em ensino superior n\u00e3o guarda rela\u00e7\u00e3o com qualquer objetivo constitucional, com a satisfa\u00e7\u00e3o de interesses p\u00fablicos ou com a prote\u00e7\u00e3o de seu benefici\u00e1rio frente a algum risco maior a que possa ser submetido em virtude especificamente do seu grau de escolaridade.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, <strong>a referida norma n\u00e3o protege categoria de pessoas fragilizadas e merecedoras de tutela<\/strong>. Ao contr\u00e1rio, configura medida estatal DISCRIMINAT\u00d3RIA, que promove a categoriza\u00e7\u00e3o de presos e fortalece as desigualdades, pois beneficia, com base em qualifica\u00e7\u00e3o de ordem estritamente pessoal (grau de instru\u00e7\u00e3o acad\u00eamica), aqueles que j\u00e1 s\u00e3o favorecidos por sua posi\u00e7\u00e3o socioecon\u00f4mica, visto que obtiveram a regalia de acesso a uma universidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, a extens\u00e3o da pris\u00e3o especial a essas pessoas caracteriza verdadeiro PRIVIL\u00c9GIO que, em \u00faltima an\u00e1lise, <strong>materializa a desigualdade social e o vi\u00e9s seletivo do direito penal, em afronta ao preceito fundamental da Constitui\u00e7\u00e3o que assegura a igualdade entre todos na lei e perante a lei<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-3-resultado-final\"><a>1.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou procedente a ADPF para declarar a n\u00e3o recep\u00e7\u00e3o do art. 295, VII, do CPP, pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-tributario\"><a><\/a><a>DIREITO <\/a>TRIBUT\u00c1RIO<\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-coisa-julgada-em-materia-tributaria-limites-de-sua-eficacia-temporal-quando-derivada-de-relacao-juridica-de-trato-continuado\"><a><\/a><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Coisa julgada em mat\u00e9ria tribut\u00e1ria: limites de sua efic\u00e1cia temporal quando derivada de rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica de trato continuado<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO EXTRAORDIN\u00c1RIO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As decis\u00f5es do STF em controle incidental de constitucionalidade, anteriores \u00e0 institui\u00e7\u00e3o do regime de repercuss\u00e3o geral, n\u00e3o impactam automaticamente a coisa julgada que se tenha formado, mesmo nas rela\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas tribut\u00e1rias de trato sucessivo. 2. J\u00e1 as decis\u00f5es proferidas em a\u00e7\u00e3o direta ou em sede de repercuss\u00e3o geral interrompem automaticamente os efeitos temporais das decis\u00f5es transitadas em julgado nas referidas rela\u00e7\u00f5es, respeitadas a irretroatividade, a anterioridade anual e a noventena ou a anterioridade nonagesimal, conforme a natureza do tributo.<\/p>\n\n\n\n<p>RE 955.227\/BA, relator Ministro Roberto Barroso, julgamento finalizado em 8.2.2023 (Info 1082)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-situacao-fatica\"><a><\/a><a>2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em 1992, transitou em julgado decis\u00e3o que garantiu \u00e0 petroqu\u00edmica Braskem o direito de n\u00e3o recolher a Contribui\u00e7\u00e3o Social Sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL). Por muitos anos ap\u00f3s a decis\u00e3o, a empresa deixou de recolher o tributo. Em 2007, sobreveio o julgamento da ADI 15, na qual o STF declarou a constitucionalidade da norma, retomando-se a cobran\u00e7a da contribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre que a Uni\u00e3o n\u00e3o engoliu bem essa hist\u00f3ria e em RE sustenta que a reitera\u00e7\u00e3o de decis\u00f5es do STF em sentido contr\u00e1rio ao da senten\u00e7a transitada em julgado implicaria que a coisa julgada n\u00e3o opera mais efeitos. Sustentou ainda que, do contr\u00e1rio, ficaria configurada uma situa\u00e7\u00e3o de viola\u00e7\u00e3o de igualdade entre os contribuintes, uma vez que aqueles que n\u00e3o tiveram acesso \u00e0 Justi\u00e7a ficaram sujeitos ao recolhimento da CSLL. Por fim, entende que com rela\u00e7\u00e3o aos fatos geradores ocorridos ap\u00f3s as decis\u00f5es reiteradas do STF, os efeitos futuros da coisa julgada teriam sido sustados e o tributo passaria a ser exig\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-analise-estrategica\"><a><\/a><a>2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-como-fica-o-transito-em-julgado-e-a-seguranca-juridica\"><a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Como fica o tr\u00e2nsito em julgado? E a seguran\u00e7a jur\u00eddica?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Dizem TCHAU!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os efeitos temporais da coisa julgada nas rela\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas tribut\u00e1rias de trato sucessivo s\u00e3o imediatamente CESSADOS quando o STF se manifestar em sentido oposto em julgamento de controle concentrado de constitucionalidade ou de recurso extraordin\u00e1rio com repercuss\u00e3o geral<strong>.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A coisa julgada n\u00e3o pode servir como salvo conduto imut\u00e1vel a fim de ser opon\u00edvel eternamente pelo jurisdicionado somente porque lhe \u00e9 ben\u00e9fica, de modo que, uma vez modificado o contexto f\u00e1tico e jur\u00eddico \u2014 com o pronunciamento desta Corte em repercuss\u00e3o geral ou em controle concentrado \u2014 os efeitos das decis\u00f5es transitadas em julgado em rela\u00e7\u00f5es de trato continuado devem se adaptar, aplicando-se a l\u00f3gica da cl\u00e1usula&nbsp;<em>rebus sic stantibus.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, os contribuintes possu\u00edam o direito de n\u00e3o recolher a Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL) com fundamento em decis\u00f5es transitadas em julgado que consideraram a inconstitucionalidade incidental da Lei 7.689\/1998 (que institui a referida contribui\u00e7\u00e3o). Em 2007, sobreveio o julgamento da ADI 15, na qual o STF declarou a constitucionalidade da norma, retomando-se a cobran\u00e7a da contribui\u00e7\u00e3o. Assim, desde o julgamento de 2007, j\u00e1 estava clara a posi\u00e7\u00e3o do STF em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 validade da Lei 7.689\/1988, interrompendo automaticamente (independentemente de a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria) os efeitos temporais das decis\u00f5es transitadas em julgado que declararam a inconstitucionalidade da incid\u00eancia da CSLL (em rela\u00e7\u00e3o a fatos geradores posteriores a esse ano).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Caso mantidas essas decis\u00f5es, haveria not\u00e1vel discrep\u00e2ncia pass\u00edvel de ofender a igualdade tribut\u00e1ria e a livre concorr\u00eancia<\/strong>, pois, em se tratando de rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica de trato continuado, o contribuinte dispensado do pagamento da CSLL ostentaria vantagem competitiva em rela\u00e7\u00e3o aos demais, j\u00e1 que n\u00e3o destinaria parcela dos seus recursos a essa finalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, uma decis\u00e3o da Corte, em controle concentrado ou em repercuss\u00e3o geral, que seja contr\u00e1ria \u00e0 coisa julgada favor\u00e1vel ao contribuinte em rela\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas tribut\u00e1rias de trato continuado produz para ele uma norma jur\u00eddica NOVA (situa\u00e7\u00e3o semelhante \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de um novo tributo), motivo pelo qual, a depender da esp\u00e9cie do tributo, deve-se observar a IRRETROATIVIDADE, a ANTERIORIDADE ANUAL e NOVENTENA (no caso das contribui\u00e7\u00f5es para seguridade social, a anterioridade nonagesimal).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-resultado-final\"><a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade,&nbsp;<strong>(i)&nbsp;<\/strong>ao apreciar o&nbsp;Tema 885 da repercuss\u00e3o geral, negou provimento ao recurso extraordin\u00e1rio da Uni\u00e3o;&nbsp;<strong>(ii)<\/strong>&nbsp;ao apreciar o&nbsp;Tema 881 da repercuss\u00e3o geral, deu provimento ao recurso extraordin\u00e1rio da Uni\u00e3o; e&nbsp;<strong>(iii)<\/strong>&nbsp;fixou, para ambos os casos, a tese acima registrada. Por maioria, n\u00e3o modulou os efeitos da decis\u00e3o e entendeu aplic\u00e1veis as limita\u00e7\u00f5es constitucionais temporais ao poder de tributar.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-prescricao-intercorrente-tributaria-e-prazo-de-um-ano-de-suspensao-da-execucao-fiscal\"><a><\/a><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Prescri\u00e7\u00e3o intercorrente tribut\u00e1ria e prazo de um ano de suspens\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o fiscal<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO EXTRAORDIN\u00c1RIO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional o art. 40 da Lei 6.830\/1980 (Lei de Execu\u00e7\u00e3o Fiscal \u2013 LEF), tendo natureza processual o prazo de um ano de suspens\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o fiscal. Ap\u00f3s o decurso desse prazo, inicia-se automaticamente a contagem do prazo prescricional tribut\u00e1rio de cinco anos.<\/p>\n\n\n\n<p>RE 636.562\/SC, relator Ministro Roberto Barroso, julgamento virtual finalizado em 17.2.2023 (Info 1083)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-situacao-fatica\"><a><\/a><a>3.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A Uni\u00e3o ajuizou execu\u00e7\u00e3o fiscal em face da empresa Quer\u00eancia para cobrar cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios relativos a contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias. O juiz suspendeu o curso do processo por um ano, conforme previsto na LEF. Ap\u00f3s mais de cinco anos desde o encerramento da suspens\u00e3o anual, sem nenhuma movimenta\u00e7\u00e3o do processo pela Uni\u00e3o, foi reconhecida a prescri\u00e7\u00e3o intercorrente, com a extin\u00e7\u00e3o do direito de cobran\u00e7a do cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p>O TRF-4, ao julgar apela\u00e7\u00e3o da sempre sedenta Uni\u00e3o, manteve a senten\u00e7a. No RE, a Fazenda Nacional questionou a constitucionalidade das regras que disciplinam a prescri\u00e7\u00e3o ocorrida no curso dos processos de execu\u00e7\u00e3o fiscal (prescri\u00e7\u00e3o intercorrente tribut\u00e1ria).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-analise-estrategica\"><a><\/a><a>3.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-questao-juridica\"><a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>LEF\/1980: \u201cArt. 40 &#8211; O Juiz suspender\u00e1 o curso da execu\u00e7\u00e3o, enquanto n\u00e3o for localizado o devedor ou encontrados bens sobre os quais possa recair a penhora, e, nesses casos, n\u00e3o correr\u00e1 o prazo de prescri\u00e7\u00e3o. \u00a7 1\u00ba \u2013 Suspenso o curso da execu\u00e7\u00e3o, ser\u00e1 aberta vista dos autos ao representante judicial da Fazenda P\u00fablica. \u00a7 2\u00ba \u2013 Decorrido o prazo m\u00e1ximo de 1 (um) ano, sem que seja localizado o devedor ou encontrados bens penhor\u00e1veis, o Juiz ordenar\u00e1 o arquivamento dos autos. \u00a7 3\u00ba \u2013 Encontrados que sejam, a qualquer tempo, o devedor ou os bens, ser\u00e3o desarquivados os autos para prosseguimento da execu\u00e7\u00e3o. \u00a7 4\u00ba \u2013 Se da decis\u00e3o que ordenar o arquivamento tiver decorrido o prazo prescricional, o juiz, depois de ouvida a Fazenda P\u00fablica, poder\u00e1, de of\u00edcio, reconhecer a prescri\u00e7\u00e3o intercorrente e decret\u00e1-la de imediato. \u00a7 5\u00ba \u2013 A manifesta\u00e7\u00e3o pr\u00e9via da Fazenda P\u00fablica prevista no \u00a7 4\u00ba deste artigo ser\u00e1 dispensada no caso de cobran\u00e7as judiciais cujo valor seja inferior ao m\u00ednimo fixado por ato do Ministro de Estado da Fazenda.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>CF\/1988: \u201cArt. 146. Cabe \u00e0 lei complementar: (&#8230;) III &#8211; estabelecer normas gerais em mat\u00e9ria de legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, especialmente sobre: (&#8230;) b) obriga\u00e7\u00e3o, lan\u00e7amento, cr\u00e9dito, prescri\u00e7\u00e3o e decad\u00eancia tribut\u00e1rios;\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>CTN\/1966: \u201cArt. 174. A a\u00e7\u00e3o para a cobran\u00e7a do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio prescreve em cinco anos, contados da data da sua constitui\u00e7\u00e3o definitiva. Par\u00e1grafo \u00fanico. A prescri\u00e7\u00e3o se interrompe: I &#8211; pelo despacho do juiz que ordenar a cita\u00e7\u00e3o em execu\u00e7\u00e3o fiscal; (Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lcp n\u00ba 118, de 2005) II &#8211; pelo protesto judicial; III &#8211; por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor; IV &#8211; por qualquer ato inequ\u00edvoco ainda que extrajudicial, que importe em reconhecimento do d\u00e9bito pelo devedor.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-a-norma-e-constitucional\"><a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A norma \u00e9 constitucional?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional \u2014 por n\u00e3o afrontar a exig\u00eancia de lei complementar para tratar da mat\u00e9ria (CF\/1988, art. 146, III, \u201cb\u201d) \u2014 o art. 40 da LEF \u2014 lei ordin\u00e1ria nacional \u2014 quanto \u00e0 prescri\u00e7\u00e3o intercorrente tribut\u00e1ria e ao prazo de um ano de suspens\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o fiscal. E o \u00a7 4\u00ba do aludido dispositivo deve ser lido de modo que, <strong>ap\u00f3s o decurso do prazo de um ano de suspens\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o fiscal, a contagem do prazo de prescri\u00e7\u00e3o de cinco anos seja iniciada automaticamente<\/strong>.<a><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A compet\u00eancia privativa da Uni\u00e3o para legislar sobre direito processual (CF\/1988, art. 22, I), assim como a norma do art. 146, III,&nbsp;b, da CF\/1988, garantem a UNIFORMIDADE do tratamento da mat\u00e9ria em \u00e2mbito nacional e, consequentemente, a preserva\u00e7\u00e3o da ISONOMIA entre os sujeitos passivos nas execu\u00e7\u00f5es fiscais em todo o Pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, inexiste v\u00edcio de inconstitucionalidade formal, pois o dispositivo impugnado, embora positivado mediante lei ordin\u00e1ria, n\u00e3o extrapola a norma constitucional a que atende. <strong>Ao estabelecer o termo inicial para a prescri\u00e7\u00e3o intercorrente, ele apenas prev\u00ea um marco processual para a contagem do prazo, sem que deixe de observar o prazo de cinco anos, estabelecido na Lei 5.172\/1966<\/strong> (C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional &#8211; CTN). Em outras palavras, o legislador ordin\u00e1rio se limitou a transpor o modelo estabelecido no art. 174 do CTN, adaptando-o \u00e0s particularidades da prescri\u00e7\u00e3o observada no curso de uma execu\u00e7\u00e3o fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Impedir o in\u00edcio autom\u00e1tico da contagem do prazo da prescri\u00e7\u00e3o intercorrente \u2014 ap\u00f3s o t\u00e9rmino da suspens\u00e3o \u2014 pode acarretar a ETERNIZA\u00c7\u00c3O das execu\u00e7\u00f5es fiscais, em contrariedade aos princ\u00edpios da seguran\u00e7a jur\u00eddica e do devido processo legal<\/strong>, bem como \u00e0 exig\u00eancia da razo\u00e1vel dura\u00e7\u00e3o do processo, o que justifica a necessidade de se conferir interpreta\u00e7\u00e3o conforme a Constitui\u00e7\u00e3o ao \u00a7 4\u00ba do art. 40 da LEF.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-3-resultado-final\"><a>3.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, ao apreciar o&nbsp;Tema 390 da repercuss\u00e3o geral, negou provimento ao recurso extraordin\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-ambiental\"><a>DIREITO AMBIENTAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-proibicao-de-destruicao-e-inutilizacao-de-bens-apreendidos-em-operacoes-de-fiscalizacao-ambiental\"><a><\/a><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Proibi\u00e7\u00e3o de destrui\u00e7\u00e3o e inutiliza\u00e7\u00e3o de bens apreendidos em opera\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o ambiental<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional \u2014 por violar a compet\u00eancia da Uni\u00e3o para legislar sobre normas gerais de prote\u00e7\u00e3o ao meio ambiente e sobre direito penal e processual penal (CF\/1988, arts. 24, VI e VII; e 22, I) \u2014 lei estadual que pro\u00edbe os \u00f3rg\u00e3os ambientais e a pol\u00edcia militar de destru\u00edrem e inutilizarem bens particulares apreendidos em opera\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 7.203\/RO, relator Ministro Gilmar Mendes, julgamento virtual finalizado em 28.2.2023 (Info 1084)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-situacao-fatica\"><a><\/a><a>4.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O procurador-geral da Rep\u00fablica ajuizou no STF duas ADIs 7203 e 7204 contra leis de Rond\u00f4nia e Roraima, respectivamente, que pro\u00edbem os \u00f3rg\u00e3os ambientais e a Pol\u00edcia Militar desses estados de destru\u00edrem e inutilizarem bens particulares apreendidos em opera\u00e7\u00f5es e fiscaliza\u00e7\u00f5es ambientais.<\/p>\n\n\n\n<p>O PGR alega que as normas fragilizam o direito fundamental ao meio ambiente ecologicamente equilibrado e o princ\u00edpio da veda\u00e7\u00e3o ao retrocesso ambiental. Aponta que, nos casos em que for invi\u00e1vel a remo\u00e7\u00e3o de produtos ou equipamentos utilizados para a pr\u00e1tica de infra\u00e7\u00f5es ambientais, eles devem ser destru\u00eddos no local para impedir que voltem a ser utilizados ap\u00f3s a sa\u00edda dos fiscais. Para o procurador-geral da Rep\u00fablica, as leis violariam, ainda, a compet\u00eancia privativa da Uni\u00e3o para legislar sobre direito penal e processual penal e sobre normas gerais de defesa do solo e dos recursos naturais, prote\u00e7\u00e3o do meio ambiente e controle da polui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-analise-estrategica\"><a><\/a><a>4.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-questao-juridica\"><a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei 9.605\/1998: \u201cArt. 25. Verificada a infra\u00e7\u00e3o, ser\u00e3o apreendidos seus produtos e instrumentos, lavrando-se os respectivos autos. (&#8230;) \u00a7 3\u00ba Tratando-se de produtos perec\u00edveis ou madeiras, ser\u00e3o estes avaliados e doados a institui\u00e7\u00f5es cient\u00edficas, hospitalares, penais e outras com fins beneficentes. \u00a7 4\u00b0 Os produtos e subprodutos da fauna n\u00e3o perec\u00edveis ser\u00e3o destru\u00eddos ou doados a institui\u00e7\u00f5es cient\u00edficas, culturais ou educacionais. \u00a7 5\u00ba Os instrumentos utilizados na pr\u00e1tica da infra\u00e7\u00e3o ser\u00e3o vendidos, garantida a sua descaracteriza\u00e7\u00e3o por meio da reciclagem. (&#8230;) Art. 72. As infra\u00e7\u00f5es administrativas s\u00e3o punidas com as seguintes san\u00e7\u00f5es, observado o disposto no art. 6\u00ba: (&#8230;) IV &#8211; apreens\u00e3o dos animais, produtos e subprodutos da fauna e flora, instrumentos, petrechos, equipamentos ou ve\u00edculos de qualquer natureza utilizados na infra\u00e7\u00e3o; V &#8211; destrui\u00e7\u00e3o ou inutiliza\u00e7\u00e3o do produto; (&#8230;) VIII &#8211; demoli\u00e7\u00e3o de obra; (&#8230;) \u00a7 6\u00ba A apreens\u00e3o e destrui\u00e7\u00e3o referidas nos incisos IV e V do caput obedecer\u00e3o ao disposto no art. 25 desta Lei.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Decreto 6.514\/2008: \u201cArt. 3\u00ba As infra\u00e7\u00f5es administrativas s\u00e3o punidas com as seguintes san\u00e7\u00f5es: (&#8230;) V &#8211; destrui\u00e7\u00e3o ou inutiliza\u00e7\u00e3o do produto; (&#8230;) Art. 101. Constatada a infra\u00e7\u00e3o ambiental, o agente autuante, no uso do seu poder de pol\u00edcia, poder\u00e1 adotar as seguintes medidas administrativas: (&#8230;) V &#8211; destrui\u00e7\u00e3o ou inutiliza\u00e7\u00e3o dos produtos, subprodutos e instrumentos da infra\u00e7\u00e3o (&#8230;) Art. 111. Os produtos, inclusive madeiras, subprodutos e instrumentos utilizados na pr\u00e1tica da infra\u00e7\u00e3o poder\u00e3o ser destru\u00eddos ou inutilizados quando: I &#8211; a medida for necess\u00e1ria para evitar o seu uso e aproveitamento indevidos nas situa\u00e7\u00f5es em que o transporte e a guarda forem invi\u00e1veis em face das circunst\u00e2ncias; ou II &#8211; possam expor o meio ambiente a riscos significativos ou comprometer a seguran\u00e7a da popula\u00e7\u00e3o e dos agentes p\u00fablicos envolvidos na fiscaliza\u00e7\u00e3o. Par\u00e1grafo \u00fanico. O termo de destrui\u00e7\u00e3o ou inutiliza\u00e7\u00e3o dever\u00e1 ser instru\u00eddo com elementos que identifiquem as condi\u00e7\u00f5es anteriores e posteriores \u00e0 a\u00e7\u00e3o, bem como a avalia\u00e7\u00e3o dos bens destru\u00eddos (&#8230;) Art. 134. Ap\u00f3s decis\u00e3o que confirme o auto de infra\u00e7\u00e3o, os bens e animais apreendidos que ainda n\u00e3o tenham sido objeto da destina\u00e7\u00e3o prevista no art. 107, n\u00e3o mais retornar\u00e3o ao infrator, devendo ser destinados da seguinte forma: (&#8230;) IV &#8211; os instrumentos utilizados na pr\u00e1tica da infra\u00e7\u00e3o poder\u00e3o ser destru\u00eddos, utilizados pela administra\u00e7\u00e3o quando houver necessidade, doados ou vendidos, garantida a sua descaracteriza\u00e7\u00e3o, neste \u00faltimo caso, por meio da reciclagem quando o instrumento puder ser utilizado na pr\u00e1tica de novas infra\u00e7\u00f5es;&nbsp;V &#8211; os demais petrechos, equipamentos, ve\u00edculos e embarca\u00e7\u00f5es descritos no inciso IV do art. 72 da lei n\u00ba 9.605, de 1998, poder\u00e3o ser utilizados pela administra\u00e7\u00e3o quando houver necessidade, ou ainda vendidos, doados ou destru\u00eddos, conforme decis\u00e3o motivada da autoridade ambiental;\u201d<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-houve-invasao-de-competencia-da-uniao\"><a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Houve invas\u00e3o de compet\u00eancia da Uni\u00e3o?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>E n\u00e3o foi pouca!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O Poder P\u00fablico e toda a sociedade possuem o DEVER de defender e preservar um meio ambiente ecologicamente equilibrado<\/strong>, sendo permitida a aplica\u00e7\u00e3o de san\u00e7\u00f5es penais e administrativas \u00e0s condutas e atividades a ele lesivas (CF\/1988, art. 225,&nbsp;<strong>caput<\/strong>, e \u00a7 3\u00ba).<\/p>\n\n\n\n<p>As diretrizes tra\u00e7adas pela legisla\u00e7\u00e3o editada pela Uni\u00e3o (Lei 9.605\/1998 e Decreto 6.514\/2008), em determinadas situa\u00e7\u00f5es e atendidos todos os requisitos, permitem o uso do poder de pol\u00edcia quando constatada a infra\u00e7\u00e3o ambiental, adotando-se a medida administrativa de destrui\u00e7\u00e3o e inutiliza\u00e7\u00e3o dos produtos, subprodutos e instrumentos da infra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, a sistem\u00e1tica adotada pela lei impugnada \u00e9 INCOMPAT\u00cdVEL com a legisla\u00e7\u00e3o federal, uma vez que o afastamento da san\u00e7\u00e3o configura extravasamento da atua\u00e7\u00e3o legislativa estadual em detrimento das diretrizes gerais estabelecidas pela Uni\u00e3o, o que, de acordo com a jurisprud\u00eancia da Corte \u00e9 hip\u00f3tese de reconhecimento de inconstitucionalidade formal.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-3-resultado-final\"><a>4.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou procedente a a\u00e7\u00e3o para declarar a inconstitucionalidade da Lei 5.299\/2022 do Estado de Rond\u00f4nia.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-previdenciario\"><a><\/a><a>DIREITO PREVIDENCI\u00c1RIO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-reforma-previdenciaria-criterios-de-calculo-para-a-pensao-por-morte\"><a><\/a><a><\/a><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <em>Reforma<\/em><\/a><em>&nbsp;previdenci\u00e1ria: crit\u00e9rios de c\u00e1lculo para a pens\u00e3o por morte<\/em><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional&nbsp;<a>o art. 23, caput, da Emenda Constitucional 103\/2019<\/a>, que fixa novos crit\u00e9rios de c\u00e1lculo para a pens\u00e3o por morte no Regime Geral e nos Regimes Pr\u00f3prios de Previd\u00eancia Social. Em especial, o caput do artigo 23 da EC 103\/2019, que determina que a pens\u00e3o por morte concedida a dependente de segurado do RGPS ou de servidor p\u00fablico federal ser\u00e1 equivalente a uma cota familiar de 50% do valor da aposentadoria recebida ou daquela a que teria direito se fosse aposentado por incapacidade permanente na data do \u00f3bito, acrescida de cotas de 10 pontos percentuais por dependente, at\u00e9 o m\u00e1ximo de 100%.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 7.051\/DF, relator Ministro Roberto Barroso, julgamento virtual finalizado em 23.6.2023 (Info 1101)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-situacao-fatica\"><a><\/a><a>5.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores Assalariados e Assalariadas Rurais (Contar) ajuizou aADI 7051 no STF contra dispositivo da Emenda Constitucional (EC) 103\/2019 que instituiu a regra de c\u00e1lculo da pens\u00e3o por morte do segurado do Regime Geral de Previd\u00eancia Social (RGPS) que venha a falecer antes da sua aposentadoria.<\/p>\n\n\n\n<p>O dispositivo questionado (caput do artigo 23 da EC 103\/2019) determina que a pens\u00e3o por morte concedida a dependente de segurado do RGPS ou de servidor p\u00fablico federal ser\u00e1 equivalente a uma cota familiar de 50% do valor da aposentadoria recebida ou daquela a que teria direito se fosse aposentado por incapacidade permanente na data do \u00f3bito, acrescida de cotas de 10 pontos percentuais por dependente, at\u00e9 o m\u00e1ximo de 100%.\u202f<\/p>\n\n\n\n<p>Para a entidade, tal regra leva em conta o valor da aposentadoria simulada por incapacidade, impedindo que o valor da pens\u00e3o por morte espelhe proporcionalmente o valor sobre o qual foram descontadas as contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias a cargo do segurado e das entidades patronais (quando for o caso). A confedera\u00e7\u00e3o afirma que essa forma de c\u00e1lculo retira dos dependentes dos segurados o direito a uma vida com subsist\u00eancia digna, violando dispositivos constitucionais que versam sobre o car\u00e1ter contributivo do RGPS e que garantem a prote\u00e7\u00e3o digna \u00e0 fam\u00edlia do falecido, em especial a prote\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-analise-estrategica\"><a><\/a><a>5.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-questao-juridica\"><a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>&nbsp;EC 103\/2019:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 3\u00ba A concess\u00e3o de aposentadoria ao servidor p\u00fablico federal vinculado a regime pr\u00f3prio de previd\u00eancia social e ao segurado do Regime Geral de Previd\u00eancia Social e de pens\u00e3o por morte aos respectivos dependentes ser\u00e1 assegurada, a qualquer tempo, desde que tenham sido cumpridos os requisitos para obten\u00e7\u00e3o desses benef\u00edcios at\u00e9 a data de entrada em vigor desta Emenda Constitucional, observados os crit\u00e9rios da legisla\u00e7\u00e3o vigente na data em que foram atendidos os requisitos para a concess\u00e3o da aposentadoria ou da pens\u00e3o por morte.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cArt. 23. A pens\u00e3o por morte concedida a dependente de segurado do Regime Geral de Previd\u00eancia Social ou de servidor p\u00fablico federal ser\u00e1 equivalente a uma cota familiar de 50% (cinquenta por cento) do valor da aposentadoria recebida pelo segurado ou servidor ou daquela a que teria direito se fosse aposentado por incapacidade permanente na data do \u00f3bito, acrescida de cotas de 10 (dez) pontos percentuais por dependente, at\u00e9 o m\u00e1ximo de 100% (cem por cento).\u201d<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-a-norma-ofende-a-cf\"><a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A norma ofende a CF?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooopsss!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional\u2014<strong> \u00e0 luz da autoconten\u00e7\u00e3o judicial no controle de constitucionalidade de Emendas \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o Federal e da adequada considera\u00e7\u00e3o das capacidades institucionais e dos efeitos sist\u00eamicos na tomada de decis\u00f5es judiciais envolvendo mat\u00e9rias atinentes \u00e0 Previd\u00eancia Social <\/strong>\u2014&nbsp;o art. 23, \u201ccaput\u201d, da EC 103\/2019, que alterou o c\u00e1lculo do benef\u00edcio da pens\u00e3o por morte.<\/p>\n\n\n\n<p>O dispositivo impugnado teve como prop\u00f3sito <strong>a restaura\u00e7\u00e3o do equil\u00edbrio financeiro e atuarial do sistema previdenci\u00e1rio, de modo que inexiste ofensa ao princ\u00edpio da contributividade<\/strong>. Desse modo, a institui\u00e7\u00e3o da pens\u00e3o por morte deve considerar, al\u00e9m da necessidade dos dependentes, a possibilidade real do sistema de arcar com esse custo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, essa reforma previdenci\u00e1ria resguardou os direitos adquiridos (EC 103\/2019, art. 3\u00ba) e n\u00e3o violou as leg\u00edtimas expectativas ou a seguran\u00e7a jur\u00eddica, pois, mesmo ausente regra de transi\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para as pens\u00f5es, as regras incidentes sobre a aposentadoria acabam por produzir reflexos no c\u00e1lculo do benef\u00edcio por morte.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, a ocorr\u00eancia de um decr\u00e9scimo relevante no valor do benef\u00edcio \u2014 que exigir\u00e1 um planejamento financeiro maior dos segurados com dependentes \u2014 n\u00e3o significa viola\u00e7\u00e3o a nenhuma cl\u00e1usula p\u00e9trea, eis que o n\u00facleo essencial do direito \u00e0 previd\u00eancia social e do princ\u00edpio da dignidade da pessoa humana n\u00e3o oferece par\u00e2metros precisos para o c\u00e1lculo da presta\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria. Al\u00e9m disso, <strong>vedou-se que o benef\u00edcio seja inferior ao sal\u00e1rio-m\u00ednimo quando for a \u00fanica fonte de renda formal do dependente<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-3-resultado-final\"><a>5.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por maioria, julgou improcedente a a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-eeitoral\"><a>DIREITO EEITORAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-candidaturas-femininas-nas-eleicoes-proporcionais-punicao-no-caso-de-fraudes-e-limitacao-de-seu-alcance\"><a><\/a><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Candidaturas femininas nas elei\u00e7\u00f5es proporcionais: puni\u00e7\u00e3o no caso de fraudes e limita\u00e7\u00e3o de seu alcance<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional o entendimento jurisprudencial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) segundo o qual \u00e9: (i) cab\u00edvel a utiliza\u00e7\u00e3o da A\u00e7\u00e3o de Investiga\u00e7\u00e3o Judicial Eleitoral (AIJE) para apura\u00e7\u00e3o de fraude \u00e0 cota de g\u00eanero; e (ii) imperativa a cassa\u00e7\u00e3o do registro ou do diploma de todos os candidatos beneficiados por essa fraude.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 6.338\/DF, relatora Ministra Rosa Weber, julgamento virtual finalizado em 31.3.2023 (Info 1089)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-situacao-fatica\"><a><\/a><a>6.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O partido Solidariedade (SD) requereu ao STF que o reconhecimento judicial de eventual fraude nas candidaturas femininas seja limitado aos respons\u00e1veis pelo abuso de poder e aos partidos que tenham concordado com tais candidaturas, de forma a n\u00e3o alcan\u00e7ar poss\u00edveis benefici\u00e1rios que concorreram de boa-f\u00e9 nas elei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Na ADI 6338, o partido pretende que a Lei das Elei\u00e7\u00f5es (artigo 10, par\u00e1grafo 3\u00ba, da Lei 9.504\/1997) e a Lei de Inelegibilidade (artigo 22, inciso XIV, da Lei Complementar 64\/1990) sejam interpretadas \u00e0 luz do princ\u00edpio da igualdade de pol\u00edtica de g\u00eanero nos casos de abuso de poder decorrentes de fraude a cotas de g\u00eanero, a\u00e7\u00e3o afirmativa de promo\u00e7\u00e3o e fomento \u00e0 inclus\u00e3o feminina na pol\u00edtica.&nbsp;Para o Solidariedade, deve ser aplicada interpreta\u00e7\u00e3o segundo a qual nas hip\u00f3teses de reconhecimento de fraude \u00e0s candidaturas femininas em sede de A\u00e7\u00e3o de Investiga\u00e7\u00e3o Judicial Eleitoral (AIJE), ocorra apenas a cassa\u00e7\u00e3o dos respons\u00e1veis pela pr\u00e1tica abusiva e a puni\u00e7\u00e3o da agremia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-analise-estrategica\"><a><\/a><a>6.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-questao-juridica\"><a>6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei 9.504\/1997: \u201cArt. 10. (&#8230;) \u00a7 3\u00ba Do n\u00famero de vagas resultante das regras previstas neste artigo, cada partido ou coliga\u00e7\u00e3o preencher\u00e1 o m\u00ednimo de 30% (trinta por cento) e o m\u00e1ximo de 70% (setenta por cento) para candidaturas de cada sexo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>LC 64\/1990: \u201cArt. 22. Qualquer partido pol\u00edtico, coliga\u00e7\u00e3o, candidato ou Minist\u00e9rio P\u00fablico Eleitoral poder\u00e1 representar \u00e0 Justi\u00e7a Eleitoral, diretamente ao Corregedor-Geral ou Regional, relatando fatos e indicando provas, ind\u00edcios e circunst\u00e2ncias e pedir abertura de investiga\u00e7\u00e3o judicial para apurar uso indevido, desvio ou abuso do poder econ\u00f4mico ou do poder de autoridade, ou utiliza\u00e7\u00e3o indevida de ve\u00edculos ou meios de comunica\u00e7\u00e3o social, em benef\u00edcio de candidato ou de partido pol\u00edtico, obedecido o seguinte rito: (&#8230;) XIV \u2013 julgada procedente a representa\u00e7\u00e3o, ainda que ap\u00f3s a proclama\u00e7\u00e3o dos eleitos, o Tribunal declarar\u00e1 a inelegibilidade do representado e de quantos hajam contribu\u00eddo para a pr\u00e1tica do ato,&nbsp;cominando-lhes&nbsp;san\u00e7\u00e3o de inelegibilidade para as elei\u00e7\u00f5es a se realizarem nos 8 (oito) anos subsequentes \u00e0 elei\u00e7\u00e3o em que se verificou, al\u00e9m da cassa\u00e7\u00e3o do registro ou diploma do candidato diretamente beneficiado pela interfer\u00eancia do poder econ\u00f4mico ou pelo desvio ou abuso do poder de autoridade ou dos meios de comunica\u00e7\u00e3o, determinando a remessa dos autos ao Minist\u00e9rio P\u00fablico Eleitoral, para instaura\u00e7\u00e3o de processo disciplinar, se for o caso, e de a\u00e7\u00e3o penal, ordenando quaisquer outras provid\u00eancias que a esp\u00e9cie comportar<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-alivia-a-barra-em-caso-de-fraude\"><a>6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Alivia a barra em caso de fraude<\/a>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Sem chances!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A fraude \u00e0 cota de g\u00eanero, consubstanciada no lan\u00e7amento fict\u00edcio de candidaturas femininas<\/strong> \u2014 t\u00e3o somente para preencher o m\u00ednimo de 30% (trinta por cento), sem o empreendimento de atos de campanhas, arrecada\u00e7\u00e3o de recursos, dentre outros \u2014 <strong>materializa conduta transgressora da cidadania<\/strong> (CF\/1988, art. 1\u00ba, II), <strong>do pluralismo pol\u00edtico<\/strong> (CF\/1988, art. 1\u00ba, V), da ISONOMIA (CF\/1988, art. 5\u00ba, I), <strong>subverte a pol\u00edtica p\u00fablica afirmativa e afeta substancialmente a legitimidade, a normalidade e a lisura do pleito<\/strong> (CF\/1988, art. 1\u00ba, par\u00e1grafo \u00fanico, e art. 14,&nbsp;caput, \u00a7 9\u00ba).<\/p>\n\n\n\n<p>A utiliza\u00e7\u00e3o desse expediente fraudulento gera uma competi\u00e7\u00e3o ileg\u00edtima pelo voto popular, uma vez que ocasiona grave desequil\u00edbrio entre os participantes em disputa. Como consequ\u00eancia, a sua pr\u00e1tica proporciona o registro de montante mais elevado de postulantes masculinos, o incremento do quociente partid\u00e1rio e, consequentemente, do n\u00famero de cadeiras alcan\u00e7adas.<a><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, <strong>o TSE tem compreendido que toda fraude \u00e9 uma conduta abusiva sob a \u00f3ptica jur\u00eddica, o que legitima a utiliza\u00e7\u00e3o da AIJE e da A\u00e7\u00e3o de Impugna\u00e7\u00e3o de Mandato Eletivo (AIME) para apurar a ocorr\u00eancia, ou n\u00e3o, da fraude<\/strong>. Desse modo, a cassa\u00e7\u00e3o do registro ou do diploma, em rela\u00e7\u00e3o a todos os benefici\u00e1rios do ato fraudulento e abusivo, \u00e9 efeito consequencial necess\u00e1rio da proced\u00eancia do pedido deduzido em AIJE.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-3-resultado-final\"><a>6.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou improcedente a a\u00e7\u00e3o para assentar a constitucionalidade do art. 10, \u00a7 3\u00ba, da Lei 9.504\/1997 (Lei das Elei\u00e7\u00f5es) e do art. 22, XIV, da Lei Complementar 64\/1990 (Lei das Inelegibilidades).<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-internacional\"><a>DIREITO INTERNACIONAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-cabimento-de-acao-rescisoria-e-efeitos-do-empate-em-julgamento-de-processo-de-extradicao\"><a><\/a><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cabimento de a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria e efeitos do empate em julgamento de processo de extradi\u00e7\u00e3o<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>A\u00c7\u00c3O RESCIS\u00d3RIA<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 cab\u00edvel o ajuizamento de a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria em face de ac\u00f3rd\u00e3o proferido pelo STF em processo de extradi\u00e7\u00e3o, pois este possui cunho predominantemente administrativo, n\u00e3o havendo que se falar na hip\u00f3tese de julgamento de natureza penal.<\/p>\n\n\n\n<p>AR 2.921\/DF, relator Ministro Alexandre de Moraes, julgamento finalizado em 30.3.2023 (Info 1089)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-situacao-fatica\"><a><\/a><a>7.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em 1993, um colombiano matou a namorada e fugiu para o Brasil, onde foi encontrado em 2017. A segunda turma do STF, em raz\u00e3o de empate, negou a extradi\u00e7\u00e3o do cidad\u00e3o colombiano, decis\u00e3o que transitou em julgado em 2021. Algum tempo depois, o pai da v\u00edtima ajuizou a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria sob a alega\u00e7\u00e3o de que o pedido de extradi\u00e7\u00e3o n\u00e3o teria natureza penal (o que afastaria a tese do resultado mais ben\u00e9fico ao r\u00e9u diante do empate), mas de instrumento de coopera\u00e7\u00e3o jur\u00eddica internacional.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-analise-estrategica\"><a><\/a><a>7.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-cabivel-a-acao-rescisoria\"><a>7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cab\u00edvel a a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A extradi\u00e7\u00e3o constitui instrumento de coopera\u00e7\u00e3o jur\u00eddica internacional e possui natureza jur\u00eddica de ato administrativo, diplom\u00e1tico e jur\u00eddico.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, trata-se de a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria ajuizada contra ac\u00f3rd\u00e3o da Segunda Turma do STF que, <strong>diante do empate na vota\u00e7\u00e3o decorrente da aus\u00eancia de ministro por motivo de licen\u00e7a m\u00e9dica, concluiu pela preval\u00eancia do voto mais favor\u00e1vel ao r\u00e9u e julgou improcedente o pedido&nbsp;extradicional<\/strong>&nbsp;(Ext&nbsp;1.560\/DF). Como o objeto em discuss\u00e3o \u00e9 justamente a verifica\u00e7\u00e3o da validade da preval\u00eancia desse voto em caso de empate, atrai-se a hip\u00f3tese de cabimento da rescis\u00f3ria referente \u00e0 manifesta viola\u00e7\u00e3o a literal dispositivo de norma jur\u00eddica (CPC\/2015, art. 966, V).<\/p>\n\n\n\n<p>Verificada a ocorr\u00eancia de empate em julgamento de processo de extradi\u00e7\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio o seu adiamento para que a decis\u00e3o seja tomada somente depois do voto de desempate, visto que a aplica\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00e3o mais favor\u00e1vel ao r\u00e9u se restringe aos casos expressamente previstos na legisla\u00e7\u00e3o<strong>.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A partir da leitura SISTEM\u00c1TICA de dispositivos regimentais e na linha da jurisprud\u00eancia do STF v\u00ea-se que <strong>h\u00e1 prefer\u00eancia pela vota\u00e7\u00e3o majorit\u00e1ria em julgamentos colegiados, com a obten\u00e7\u00e3o do voto de desempate, especialmente quando o empate se deve a situa\u00e7\u00e3o totalmente solucion\u00e1vel, como no caso concreto (licen\u00e7a m\u00e9dica).<\/strong> Nesse contexto, o C\u00f3digo de Processo Penal (CPP\/1941,&nbsp;arts. 615, \u00a7 1\u00ba, e 664, par\u00e1grafo \u00fanico) disp\u00f5e sobre a necessidade de colheita do voto do presidente do Tribunal, da C\u00e2mara ou da Turma, se n\u00e3o tiver votado, oportunidade em que proferir\u00e1, ent\u00e3o, o voto de desempate, conhecido como \u201cvoto de qualidade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A solu\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel ao r\u00e9u, no caso de empate em&nbsp;habeas corpus&nbsp;ou recurso criminal, configura situa\u00e7\u00e3o EXCEPCIONAL\u00cdSSIMA<\/strong>, que n\u00e3o pode ser estendida a casos distintos dos estabelecidos na lei.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-resultado-final\"><a>7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por maioria, julgou parcialmente procedente a a\u00e7\u00e3o para (i) afastar a proclama\u00e7\u00e3o do resultado prolatada no mencionado processo de extradi\u00e7\u00e3o; e (ii) determinar a remessa dos autos \u00e0 Segunda Turma para fins de aplica\u00e7\u00e3o do art. 150, \u00a7\u00a7 1\u00ba e 2\u00ba, do RISTF, com a tomada do voto do ministro ausente para a conclus\u00e3o do julgamento.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-denuncia-de-tratados-internacionais-necessidade-da-manifestacao-da-vontade-do-congresso-nacional\"><a><\/a><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Den\u00fancia de tratados internacionais: necessidade da manifesta\u00e7\u00e3o da vontade do Congresso Nacional<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DECLARAT\u00d3RIA DE CONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A den\u00fancia pelo Presidente da Rep\u00fablica de tratados internacionais aprovados pelo Congresso Nacional, para que produza efeitos no ordenamento jur\u00eddico interno, n\u00e3o prescinde da sua aprova\u00e7\u00e3o pelo Congresso.<\/p>\n\n\n\n<p>ADC 39\/DF, relator Ministro Dias Toffoli, julgamento virtual finalizado em 16.6.2023 (Info 1099)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-situacao-fatica\"><a><\/a><a>8.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo (CNC) ajuizou no STF a ADC 39, que tem por objeto o Decreto 2.100\/1996, no qual o ent\u00e3o presidente da Rep\u00fablica, Fernando Henrique Cardoso, comunicou a ren\u00fancia do Brasil ao cumprimento da Conven\u00e7\u00e3o 158 da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT). J\u00e1 a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores da Agricultura (Contag) sustenta que o Decreto viola o artigo 49, inciso I da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>A contenda \u00e9 que a norma da OIT disciplina rela\u00e7\u00f5es de direito privado entre empregadores e empregados, enquanto o artigo 49, inciso I, da CF define a compet\u00eancia exclusiva do Congresso Nacional para resolver definitivamente sobre tratados e conven\u00e7\u00f5es internacionais que acarretem encargos ou compromissos gravosos ao patrim\u00f4nio nacional.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-analise-estrategica\"><a><\/a><a>8.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-questao-juridica\"><a>8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>&nbsp;CF\/1988: \u201cArt. 49. \u00c9 da compet\u00eancia exclusiva do Congresso Nacional: I &#8211; resolver definitivamente sobre tratados, acordos ou atos internacionais que acarretem encargos ou compromissos gravosos ao patrim\u00f4nio nacional; (&#8230;) Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da Rep\u00fablica: (&#8230;) VIII &#8211; celebrar tratados, conven\u00e7\u00f5es e atos internacionais, sujeitos a referendo do Congresso Nacional;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-dispensada-a-aprovacao-pelo-cn\"><a>8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dispensada a aprova\u00e7\u00e3o pelo CN?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em decorr\u00eancia do pr\u00f3prio Estado Democr\u00e1tico de Direito e de seu corol\u00e1rio, o princ\u00edpio da legalidade, \u00e9 necess\u00e1ria a manifesta\u00e7\u00e3o de vontade do Congresso Nacional para que a den\u00fancia de um tratado internacional produza efeitos no direito dom\u00e9stico, raz\u00e3o pela qual \u00e9 inconstitucional a den\u00fancia unilateral pelo Presidente da Rep\u00fablica. Contudo, <strong>esse entendimento deve ser aplicado somente a partir da publica\u00e7\u00e3o da ata do presente julgamento, mantendo-se a efic\u00e1cia das den\u00fancias realizadas at\u00e9 esse marco temporal<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A exclus\u00e3o das normas incorporadas ao ordenamento jur\u00eddico interno n\u00e3o pode ocorrer de forma autom\u00e1tica, por vontade exclusiva do Presidente da Rep\u00fablica, sob pena de vulnerar o princ\u00edpio democr\u00e1tico, a separa\u00e7\u00e3o de Poderes, o sistema de freios e contrapesos e a pr\u00f3pria soberania popular. Assim, uma vez ingressado no ordenamento jur\u00eddico p\u00e1trio mediante referendo do Congresso Nacional, a supress\u00e3o do tratado internacional pressup\u00f5e tamb\u00e9m a chancela popular por meio de seus representantes eleitos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Essa participa\u00e7\u00e3o do Poder Legislativo ganha import\u00e2ncia ainda mais elevada quando se tem em perspectiva normas de prote\u00e7\u00e3o aos direitos humanos<\/strong>. Na esp\u00e9cie, trata-se de den\u00fancia da Conven\u00e7\u00e3o 158 da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho &#8211; OIT, cujo intuito \u00e9 proteger os trabalhadores contra a dispensa arbitr\u00e1ria ou sem justa causa (direito social previsto no art. 7\u00ba, I, da CF\/1988).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Em homenagem ao princ\u00edpio da seguran\u00e7a jur\u00eddica,<\/strong> deve ser mantida a validade do Decreto 2.100\/1996, por meio do qual o Presidente da Rep\u00fablica tornou p\u00fablica a den\u00fancia da Conven\u00e7\u00e3o 158 da OIT.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora, \u00e0 luz do ordenamento constitucional, a den\u00fancia de tratados internacionais dependa de anu\u00eancia do Congresso Nacional para surtir efeitos internamente, a pr\u00e1tica institucional resultou em uma aceita\u00e7\u00e3o t\u00e1cita da den\u00fancia unilateral por reiteradas vezes e em per\u00edodos variados da hist\u00f3ria nacional, de modo que se consubstanciou em costume consolidado pelo tempo e que vinha sendo adotado de boa-f\u00e9 e com justa expectativa de legitimidade, eis que, at\u00e9 ent\u00e3o, n\u00e3o foi formalmente invalidado.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-3-resultado-final\"><a>8.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por maioria, julgou procedente a a\u00e7\u00e3o para manter a validade do Decreto 2.100\/1996 e formular apelo ao legislador \u201cpara que elabore disciplina acerca da den\u00fancia dos tratados internacionais, a qual preveja a chancela do Congresso Nacional como condi\u00e7\u00e3o para a produ\u00e7\u00e3o de efeitos na ordem jur\u00eddica interna, por se tratar de um imperativo democr\u00e1tico e de uma exig\u00eancia do princ\u00edpio da legalidade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-do-trabalho\"><a>DIREITO DO TRABALHO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-reforma-trabalhista-tabelamento-e-limitacao-dos-valores-de-indenizacao-por-danos-extrapatrimoniais-oriundos-da-relacao-de-trabalho\"><a><\/a><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Reforma Trabalhista: tabelamento e limita\u00e7\u00e3o dos valores de indeniza\u00e7\u00e3o por danos extrapatrimoniais oriundos da rela\u00e7\u00e3o de trabalho<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional o tabelamento para fins de fixa\u00e7\u00e3o do valor de indeniza\u00e7\u00e3o por dano moral trabalhista previsto na Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho (CLT). Contudo, os montantes elencados na lei n\u00e3o podem ser interpretados como um \u201cteto\u201d, mas apenas servem como par\u00e2metro para a fundamenta\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o judicial, de modo a permitir que ela, desde que devidamente motivada, determine o pagamento de quantias superiores.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 6.050\/DF, relator Ministro Gilmar Mendes, julgamento virtual finalizado em 23.6.2023 (Info 1100)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-1-situacao-fatica\"><a><\/a><a>9.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra) ajuizou no STF a ADI 6050, que tem por objeto as novas regras da CLT relativas \u00e0s repara\u00e7\u00f5es de danos de natureza extrapatrimonial decorrentes da rela\u00e7\u00e3o de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dispositivos questionados s\u00e3o os incisos I, II, III e IV do artigo 223-G da Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho (CLT) com a reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei 13.467\/2017 (Reforma Trabalhista), que fixam limites vinculados ao sal\u00e1rio do trabalhador ofendido. Segundo a associa\u00e7\u00e3o, a limita\u00e7\u00e3o contraria o princ\u00edpio da isonomia. \u201cA indeniza\u00e7\u00e3o decorrente de um mesmo dano moral (tetraplegia de um servente ou de um diretor de empresa, por exemplo) ter\u00e1 valor diferente em raz\u00e3o do sal\u00e1rio de cada ofendido\u201d, argumenta.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-analise-estrategica\"><a><\/a><a>9.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-1-questao-juridica\"><a>9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CLT\/1943: \u201cArt. 223-A.&nbsp; Aplicam-se \u00e0 repara\u00e7\u00e3o de danos de natureza extrapatrimonial decorrentes da rela\u00e7\u00e3o de trabalho apenas os dispositivos deste T\u00edtulo. Art. 223-B. Causa dano de natureza extrapatrimonial a a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o que ofenda a esfera moral ou existencial da pessoa f\u00edsica ou jur\u00eddica, as quais s\u00e3o as titulares exclusivas do direito \u00e0 repara\u00e7\u00e3o. (<\/p>\n\n\n\n<p>(3) CLT\/1943: \u201cArt. 223-G. &nbsp;Ao apreciar o pedido, o ju\u00edzo considerar\u00e1:<a><\/a>&nbsp;I &#8211; a natureza do bem jur\u00eddico tutelado;<a><\/a>&nbsp;II &#8211; a intensidade do sofrimento ou da humilha\u00e7\u00e3o;<a><\/a>&nbsp;III &#8211; a possibilidade de supera\u00e7\u00e3o f\u00edsica ou psicol\u00f3gica;<a><\/a>&nbsp;IV &#8211; os reflexos pessoais e sociais da a\u00e7\u00e3o ou da omiss\u00e3o;<a><\/a>&nbsp;V &#8211; a extens\u00e3o e a dura\u00e7\u00e3o dos efeitos da ofensa;<a><\/a>&nbsp;VI &#8211; as condi\u00e7\u00f5es em que ocorreu a ofensa ou o preju\u00edzo moral;<a><\/a>&nbsp;VII &#8211; o grau de dolo ou culpa;<a><\/a>&nbsp;VIII &#8211; a ocorr\u00eancia de retrata\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea;<a><\/a>&nbsp;IX &#8211; o esfor\u00e7o efetivo para minimizar a ofensa;<a><\/a>&nbsp;X &#8211; o perd\u00e3o, t\u00e1cito ou expresso;<a><\/a>&nbsp;XI &#8211; a situa\u00e7\u00e3o social e econ\u00f4mica das partes envolvidas;<a><\/a>&nbsp;XII &#8211; o grau de publicidade da ofensa.&nbsp;. ().&nbsp;\u00a7 1<sup>o<\/sup>&nbsp;&nbsp;Se julgar procedente o pedido, o ju\u00edzo fixar\u00e1 a indeniza\u00e7\u00e3o a ser paga, a cada um dos ofendidos, em um dos seguintes par\u00e2metros, vedada a acumula\u00e7\u00e3o&nbsp;:<a><\/a>&nbsp;I &#8211; ofensa de natureza leve, at\u00e9 tr\u00eas vezes o \u00faltimo sal\u00e1rio contratual do ofendido;<a><\/a>&nbsp;II &#8211; ofensa de natureza m\u00e9dia, at\u00e9 cinco vezes o \u00faltimo sal\u00e1rio contratual do ofendido;&nbsp;<a><\/a>III &#8211; ofensa de natureza grave, at\u00e9 vinte vezes o \u00faltimo sal\u00e1rio contratual do ofendido;<a><\/a>&nbsp;IV &#8211; ofensa de natureza grav\u00edssima, at\u00e9 cinquenta vezes o \u00faltimo sal\u00e1rio contratual do ofendido.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-2-a-norma-e-constitucional\"><a>9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A norma \u00e9 constitucional?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>SIM, mas n\u00e3o deve ser interpretada de modo absoluto!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Diante da discrep\u00e2ncia das decis\u00f5es judiciais no Pa\u00eds, a \u201cReforma Trabalhista\u201d (Lei 13.467\/2017), ao estabelecer esses indicadores e referenciais, buscou, na medida do poss\u00edvel, garantir tratamento ison\u00f4mico aos empregadores e empregados.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme jurisprud\u00eancia do STF, <strong>\u00e9 inconstitucional a tarifa\u00e7\u00e3o pr\u00e9via e abstrata dos montantes de indeniza\u00e7\u00e3o por dano extrapatrimonial mediante modelo legislativo que subtraia totalmente do juiz o seu arbitramento, tornando-o um mero aplicador de cifras pr\u00e9-determinadas que n\u00e3o podem ser adaptadas \u00e0s especificidades do caso concreto<\/strong>. Todavia, isso n\u00e3o equivale \u00e0 proibi\u00e7\u00e3o de m\u00e9todos que auxiliem, a partir da listagem de crit\u00e9rios interpretativos objetivos, na quantifica\u00e7\u00e3o do dano, pois aptos a balizarem o livre convencimento motivado do magistrado.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, na hip\u00f3tese de eventuais lacunas na aplica\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o trabalhista, \u00e9 poss\u00edvel o emprego supletivo do C\u00f3digo Civil (T\u00edtulo IX) no \u00e2mbito das rela\u00e7\u00f5es trabalhistas, contanto que n\u00e3o haja contrariedade com o regime previsto na CLT.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-3-resultado-final\"><a>9.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por maioria, em aprecia\u00e7\u00e3o conjunta, julgou parcialmente procedentes as a\u00e7\u00f5es para conferir interpreta\u00e7\u00e3o conforme a Constitui\u00e7\u00e3o e estabelecer que:&nbsp;<strong>(i)<\/strong>&nbsp;as reda\u00e7\u00f5es conferidas aos art. 223-A e 223-B, ambos da CLT, n\u00e3o excluem o direito \u00e0 repara\u00e7\u00e3o por dano moral indireto ou dano em ricochete (dano reflexo) no \u00e2mbito das rela\u00e7\u00f5es de trabalho, a ser apreciado nos termos da legisla\u00e7\u00e3o civil; e&nbsp;<strong>(ii)<\/strong>&nbsp;os crit\u00e9rios de quantifica\u00e7\u00e3o de repara\u00e7\u00e3o por dano extrapatrimonial previstos no art. 223-G,&nbsp;caput&nbsp;e \u00a7 1\u00ba, da CLT, dever\u00e3o ser observados pelo julgador como orientativos de fundamenta\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o judicial, sendo constitucional, por\u00e9m, o arbitramento judicial do dano em valores superiores aos limites m\u00e1ximos dispostos nos incisos I a IV do \u00a7 1\u00ba do art. 223-G, quando consideradas as circunst\u00e2ncias do caso concreto e os princ\u00edpios da razoabilidade, da proporcionalidade e da igualdade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-criacao-mediante-lei-do-fundo-de-garantia-das-execucoes-trabalhistas-funget\"><a><\/a><a><\/a><a>10.&nbsp; <em>Cria\u00e7\u00e3o<\/em><\/a><em>, mediante lei, do Fundo de Garantia das Execu\u00e7\u00f5es Trabalhistas (Funget)<\/em><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE POR OMISS\u00c3O<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 omiss\u00e3o inconstitucional do Poder Legislativo quanto \u00e0 edi\u00e7\u00e3o de lei&nbsp;que crie o Fundo de Garantia das Execu\u00e7\u00f5es Trabalhistas (Funget) \u2014 conforme previsto pelo artigo 3\u00ba da EC 45\/2004 \u2014, o qual \u00e9 integrado, entre outras receitas, pelas multas decorrentes de condena\u00e7\u00f5es trabalhistas e administrativas oriundas da fiscaliza\u00e7\u00e3o do trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>ADO 27\/DF, relatora Ministra C\u00e1rmen L\u00facia, julgamento virtual finalizado em 30.6.2023 (Info 1101)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-1-situacao-fatica\"><a><\/a><a>10.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Na ADO 27, a Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT) diz que os membros do MPT enfrentam constantemente dificuldades em sua autua\u00e7\u00e3o, ao encontrar diversas situa\u00e7\u00f5es nas quais empregadores que violam normas trabalhistas n\u00e3o s\u00e3o localizados e, consequentemente, \u201cfica frustrada tanto a investiga\u00e7\u00e3o como a execu\u00e7\u00e3o de direitos fundamentais laborais reconhecidos aos trabalhadores\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A entidade destaca que mesmo passados mais de nove anos da entrada em vigor da emenda constitucional, at\u00e9 hoje o Fundo de Garantia das Execu\u00e7\u00f5es Trabalhistas (Funget), n\u00e3o foi criado, tendo em vista a omiss\u00e3o do Poder Legislativo em votar a lei necess\u00e1ria. Ressalta ainda que o fundo est\u00e1 previsto na Conven\u00e7\u00e3o 173 da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT).<\/p>\n\n\n\n<p>O Funget, a ser criado por lei, deve ser integrado pelas multas decorrentes de condena\u00e7\u00f5es trabalhistas e da fiscaliza\u00e7\u00e3o do trabalho, al\u00e9m de outras receitas. Seu objetivo \u00e9 assegurar o pagamento dos cr\u00e9ditos reconhecidos pela Justi\u00e7a do Trabalho, em caso de n\u00e3o quita\u00e7\u00e3o da d\u00edvida pelo devedor na fase da execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Os procuradores do Trabalho informam que os \u00fanicos projetos de lei em curso (PLs 4.597\/2004, 246\/2005 e 6.541\/2010), que tramitam em conjunto, est\u00e3o sem qualquer movimenta\u00e7\u00e3o desde 2010 e n\u00e3o t\u00eam relator. Com tais argumentos, a ANPT pede que o STF declare a inconstitucionalidade, por omiss\u00e3o, do artigo 3\u00ba da EC 45 para que o dispositivo seja efetivamente regulamentado e, consequentemente, seja criado o Fundo de Garantia das Execu\u00e7\u00f5es Trabalhistas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-analise-estrategica\"><a><\/a><a>10.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-1-questao-juridica\"><a>10.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>EC 45\/2004: \u201cArt. 3\u00ba.&nbsp;A lei criar\u00e1 o Fundo de Garantia das Execu\u00e7\u00f5es Trabalhistas, integrado pelas multas decorrentes de condena\u00e7\u00f5es trabalhistas e administrativas oriundas da fiscaliza\u00e7\u00e3o do trabalho, al\u00e9m de outras receitas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-2-como-fica\"><a>10.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Como fica?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Foi declarada a OMISS\u00c3O INCONSTITUCIONAL!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A regulamenta\u00e7\u00e3o do Funget garante a efetividade da presta\u00e7\u00e3o jurisdicional com a satisfa\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos trabalhistas, motivo pelo qual se revela como um facilitador da execu\u00e7\u00e3o trabalhista<\/strong>, tema cuja import\u00e2ncia \u00e9 internacionalmente reconhecida (Conven\u00e7\u00e3o 173 da OIT, arts. 9\u00ba ao 13).<\/p>\n\n\n\n<p>A jurisprud\u00eancia do STF \u00e9 firme no sentido de que a tramita\u00e7\u00e3o de projeto de lei n\u00e3o obsta a caracteriza\u00e7\u00e3o de omiss\u00e3o inconstitucional, especialmente, se inobservado um prazo razo\u00e1vel de delibera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, verifica-se omiss\u00e3o&nbsp;pass\u00edvel de ser reputada inconstitucional,&nbsp;evidenciada pelo lapso temporal decorrido entre a publica\u00e7\u00e3o da EC 45\/2004 e pela exist\u00eancia de projeto de lei em tramita\u00e7\u00e3o h\u00e1 dezesseis anos, e sem andamento h\u00e1 tr\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-3-resultado-final\"><a>10.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio,&nbsp;por maioria,&nbsp;<strong>(i)<\/strong>&nbsp;declarou a mora do Congresso Nacional em editar a lei pela qual se institui o Funget, nos termos determinados pelo art. 3\u00ba da EC 45\/2004; e&nbsp;<strong>(ii)&nbsp;<\/strong>fixou o prazo de 24 meses, a contar da data da publica\u00e7\u00e3o do ac\u00f3rd\u00e3o, para que a omiss\u00e3o inconstitucional seja sanada.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-extincao-de-entidades-da-administracao-publica-estadual-e-condicionamento-por-decisao-judicial-a-previa-conclusao-de-negociacao-coletiva\"><a><\/a><a>11.&nbsp; Extin\u00e7\u00e3o de entidades da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica estadual e condicionamento, por decis\u00e3o judicial, \u00e0 pr\u00e9via conclus\u00e3o de negocia\u00e7\u00e3o coletiva<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>ARGUI\u00c7\u00c3O DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o nulas \u2014 por violarem os princ\u00edpios da separa\u00e7\u00e3o dos Poderes e da legalidade \u2014 as decis\u00f5es judiciais que condicionam a rescis\u00e3o de contratos de trabalho de empregados p\u00fablicos n\u00e3o est\u00e1veis \u00e0 pr\u00e9via conclus\u00e3o de negocia\u00e7\u00e3o coletiva, de modo a impedir que o estado federado realize atos tendentes a descontinuar a atividade das funda\u00e7\u00f5es, sociedades de economia mista e autarquias estaduais.<\/p>\n\n\n\n<p>ADPF 486\/RS, relator Ministro Gilmar Mendes, julgamento virtual finalizado em 30.6.2023 (Info 1101)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-1-situacao-fatica\"><a><\/a><a>11.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Na ADPF 486, o governador ga\u00facho argumenta que o Rio Grande do Sul se encontra em meio \u00e0 mais severa crise das finan\u00e7as p\u00fablicas de sua hist\u00f3ria. Narra que a fim de cumprir requisitos para aderir ao Regime de Recupera\u00e7\u00e3o Fiscal (RRF) dos estados e modernizar suas estruturas, foi institu\u00eddo o Plano de Moderniza\u00e7\u00e3o do Estado, que, entre outras medidas, extinguiu seis funda\u00e7\u00f5es p\u00fablicas. As Leis Estaduais 14.979\/2017, 14.982\/2017 e 14.983\/2017 extinguem tamb\u00e9m os quadros de pessoal dessas entidades, com a manuten\u00e7\u00e3o apenas dos empregados est\u00e1veis vinculados ao estado.<\/p>\n\n\n\n<p>As dispensas resultaram em diversas reclama\u00e7\u00f5es trabalhistas nas quais t\u00eam sido proferidas decis\u00f5es que declaram a obrigatoriedade de conclus\u00e3o das negocia\u00e7\u00f5es coletivas antes das rescis\u00f5es contratuais, tomando como base um precedente do Tribunal Superior do Trabalho (TST) relativo \u00e0 Embraer.<\/p>\n\n\n\n<p>A interven\u00e7\u00e3o sindical pr\u00e9via \u00e9 exig\u00eancia procedimental imprescind\u00edvel para a dispensa em massa de trabalhadores, que n\u00e3o se confunde com autoriza\u00e7\u00e3o pr\u00e9via por parte da entidade sindical ou celebra\u00e7\u00e3o de conven\u00e7\u00e3o ou acordo coletivo. RE 999435\/SP, relator Min. Marco Aur\u00e9lio, redator do ac\u00f3rd\u00e3o Min. Edson Fachin, julgamento em 8.6.2022 (Info 1058)<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o governador, tais decis\u00f5es n\u00e3o somente pro\u00edbem que o estado cumpra com o quanto determina a legisla\u00e7\u00e3o sem a pr\u00e9via autoriza\u00e7\u00e3o dos sindicatos das categorias profissionais envolvidas, como lhe imp\u00f5e \u2013 e, assim, a toda a sociedade ga\u00facha \u2013, que se desperdice a verba empregada na continuidade de atividades que ser\u00e3o \u2013 em breve e por for\u00e7a de lei \u2013 descontinuadas. O argumento \u00e9 o de que tais decis\u00f5es violam princ\u00edpios como o da legalidade e da separa\u00e7\u00e3o dos Poderes, por desconsiderar as regras constitucionais sobre o direito potestativo do empregador p\u00fablico de rescindir os contratos de seus empregados.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-analise-estrategica\"><a><\/a><a>11.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-1-justica-do-trabalho-mandou-mal-de-novo\"><a>11.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Justi\u00e7a do Trabalho mandou mal de novo<\/a>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeap!!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A extin\u00e7\u00e3o de entidades da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica indireta deve ser autorizada por lei, inexistindo outras condicionantes no texto constitucional. Ademais<strong>, \u00e9 atribui\u00e7\u00e3o do chefe do Poder Executivo o tratamento da organiza\u00e7\u00e3o da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica, podendo criar e extinguir entidades da Administra\u00e7\u00e3o indireta, mediante lei, conforme o melhor interesse da administra\u00e7\u00e3o<\/strong>, devendo os funcion\u00e1rios dessas entidades serem concursados e regidos pela CLT, observadas as exce\u00e7\u00f5es expressamente previstas constitucionalmente.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, os pronunciamentos da Justi\u00e7a do Trabalho condicionam a implementa\u00e7\u00e3o de programa de desestatiza\u00e7\u00e3o \u00e0 conclus\u00e3o de negocia\u00e7\u00f5es coletivas, o que enseja conflito entre os Poderes, na medida em que interferem na gest\u00e3o estadual e obstaculizam a execu\u00e7\u00e3o de decis\u00f5es pol\u00edticas tomadas pelo Poder Executivo e acolhidas pelo Poder Legislativo estadual.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-2-resultado-final\"><a>11.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por maioria, n\u00e3o conheceu do pedido de aditamento \u00e0 inicial e, no m\u00e9rito, julgou parcialmente procedente a a\u00e7\u00e3o para declarar a nulidade das aludidas decis\u00f5es judiciais.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-constitucional-magis\"><a>DIREITO CONSTITUCIONAL (MAGIS)<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-instituicao-do-abono-de-permanencia-em-atividade-para-magistrados-do-estado\"><a><\/a><a>12.&nbsp; Institui\u00e7\u00e3o do abono de perman\u00eancia em atividade para magistrados do estado<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional \u2014 por violar a compet\u00eancia da Uni\u00e3o para dispor sobre a magistratura brasileira \u2014 norma estadual que cria nova vantagem remunerat\u00f3ria (benef\u00edcio de perman\u00eancia em atividade) para os magistrados do Poder Judici\u00e1rio local.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 2.952\/RJ, relator Ministro Gilmar Mendes, julgamento virtual finalizado em 31.3.2023 (Info 1089)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-1-situacao-fatica\"><a><\/a><a>12.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Na ADI 2952, a PGR questiona a Lei 1.856\/91, tamb\u00e9m do estado do Rio de Janeiro, por contrariar o artigo 93, caput, da CF. A Lei instituiu o \u201cbenef\u00edcio de perman\u00eancia em atividade\u201d aos magistrados estaduais, que dever\u00e1 incidir no percentual anual de 5% por ano que exceder os trinta anos de servi\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a PGR, a concess\u00e3o de benef\u00edcios a magistrados \u00e9 disciplina sujeita \u00e0 lei complementar e, de acordo com a Constitui\u00e7\u00e3o, compete ao Supremo Tribunal Federal a iniciativa para elaborar lei complementar que cuide da quest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-analise-estrategica\"><a><\/a><a>12.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-1-questao-juridica\"><a>12.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CF\/1988: \u201cArt. 93. Lei complementar, de iniciativa do Supremo Tribunal Federal, dispor\u00e1 sobre o Estatuto da Magistratura, observados os seguintes princ\u00edpios:<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-2-a-penduricalho-caiu\"><a>12.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A Penduricalho caiu?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>J\u00e1 era!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 o advento de lei complementar de iniciativa do STF, o Estatuto da Magistratura continua a ser disciplinado pela Lei Complementar 35\/1979 (Lei Org\u00e2nica da Magistratura Nacional \u2013 LOMAN).<\/p>\n\n\n\n<p>As disposi\u00e7\u00f5es da LOMAN constituem um regime jur\u00eddico \u00fanico dos magistrados do Pa\u00eds. Assim, <strong>como o Poder Judici\u00e1rio \u00e9 nacional, os seus membros devem se submeter a regras uniformes, de modo que, para preservar a independ\u00eancia assegurada constitucionalmente ao Poder Judici\u00e1rio<\/strong>, as normas da LOMAN vinculam o Legislativo e o Judici\u00e1rio estaduais.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, a natureza TAXATIVA do rol de direitos e vantagens dos magistrados (LOMAN, art. 65) impede o legislador ordin\u00e1rio, federal ou estadual, bem como os tribunais, quando da confec\u00e7\u00e3o do regimento interno, de suprimir ou instituir novos benef\u00edcios a seus membros.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A alternativa de caracteriza\u00e7\u00e3o das normas da LOMAN como meramente program\u00e1ticas ou n\u00e3o vinculantes abriria uma via perigosa para a concess\u00e3o ilimitada de privil\u00e9gios, propiciando um quadro inst\u00e1vel de \u201ctroca institucional de boas vontades\u201d entre os poderes locais<\/strong>, circunst\u00e2ncia INCOMPAT\u00cdVEL com a independ\u00eancia constitucional do Poder Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-3-resultado-final\"><a>12.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou procedente a a\u00e7\u00e3o para declarar a inconstitucionalidade da Lei 1.856\/1991 do Estado do Rio de Janeiro.<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-56e0f5c7-576c-4f4c-ae5e-7f45a291cf3d\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/08\/02090039\/stf-revisao-ii-2023-1.pdf\">stf-revisao-ii-2023-1<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/08\/02090039\/stf-revisao-ii-2023-1.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-56e0f5c7-576c-4f4c-ae5e-7f45a291cf3d\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O STF est\u00e1 de recesso, mas n\u00f3s n\u00e3o paramos no meio da estrada, n\u00e3o \u00e9?! 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