{"id":1254206,"date":"2023-07-25T01:18:44","date_gmt":"2023-07-25T04:18:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1254206"},"modified":"2023-07-25T01:18:46","modified_gmt":"2023-07-25T04:18:46","slug":"informativo-stj-780-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-780-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STJ 780 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p>Informativo n\u00ba 780 do STJ\u00a0<strong>COMENTADO<\/strong>\u00a0saindo do forno (quentinho) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/07\/25011825\/stj-informativo-780.pdf\" rel=\"sponsored nofollow\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/p>\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_j6bIOvj4hE8\"><div id=\"lyte_j6bIOvj4hE8\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/j6bIOvj4hE8\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/j6bIOvj4hE8\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/j6bIOvj4hE8\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-administrativo\"><a>DIREITO ADMINISTRATIVO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-dever-de-indenizacao-no-caso-de-contrato-verbal-e-sem-licitacao-quando-da-efetiva-prestacao-por-terceiros\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dever de indeniza\u00e7\u00e3o n<\/a>o caso de contrato verbal e sem licita\u00e7\u00e3o quando da efetiva presta\u00e7\u00e3o por terceiros<\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>No caso de contrato verbal e sem licita\u00e7\u00e3o, o ente p\u00fablico tem o dever de indenizar, desde que provada a exist\u00eancia de subcontrata\u00e7\u00e3o, a efetiva presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, ainda que por terceiros, e que tais servi\u00e7os se reverteram em benef\u00edcio da Administra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.045.450-RS, Rel. Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 20\/6\/2023. (Info 780)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-situacao-fatica\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Munic\u00edpio de Pagonada realizou um contrato verbal com Terra Plana Terraplanagem para a realiza\u00e7\u00e3o de um pequeno servi\u00e7o. Ocorre que Terra Plana optou por subcontratar a empresa Terrax, que efetivamente realizou o servi\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em raz\u00e3o da falta de autoriza\u00e7\u00e3o para subcontrata\u00e7\u00e3o, Pagonada negou o pagamento combinado e alega que &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; a alegada contrata\u00e7\u00e3o verbal seria nula e n\u00e3o produziria nenhum efeito, sendo a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica pautada pela legalidade e pela publicidade, n\u00e3o se submetendo a contrata\u00e7\u00f5es n\u00e3o formalizadas em instrumentos escritos.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, Terrax sustenta ser devido o pagamento pelos servi\u00e7os devidamente prestados, ainda que ausente autoriza\u00e7\u00e3o escrita para subcontrata\u00e7\u00e3o, sob pena de indevido enriquecimento sem causa.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-analise-estrategica\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-questao-juridica\"><a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 8.666\/1993:<\/p>\n\n\n\n<p>Art.&nbsp;59.&nbsp;&nbsp;A declara\u00e7\u00e3o de nulidade do contrato administrativo opera retroativamente impedindo os efeitos jur\u00eddicos que ele, ordinariamente, deveria produzir, al\u00e9m de desconstituir os j\u00e1 produzidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo&nbsp;\u00fanico.&nbsp;&nbsp;A nulidade n\u00e3o exonera a Administra\u00e7\u00e3o do dever de indenizar o contratado pelo que este houver executado at\u00e9 a data em que ela for declarada e por outros preju\u00edzos regularmente comprovados, contanto que n\u00e3o lhe seja imput\u00e1vel, promovendo-se a responsabilidade de quem lhe deu causa.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-pague-se\"><a>1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Pague-se?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Com certeza!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia a definir se \u00e9 devida ou n\u00e3o a indeniza\u00e7\u00e3o pelos servi\u00e7os executados, bem como pelos subcontratados, ambos sem observ\u00e2ncia da Lei n. 8.666\/1993 (vigente \u00e0 \u00e9poca dos fatos).<\/p>\n\n\n\n<p>A jurisprud\u00eancia do STJ \u00e9 no sentido de que, mesmo que seja nulo o contrato realizado com a Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica, por aus\u00eancia de pr\u00e9via licita\u00e7\u00e3o, \u00e9 devido o pagamento pelos servi\u00e7os prestados, desde que comprovados, nos termos do art. 59, par\u00e1grafo \u00fanico, da Lei n. 8.666\/1993, sob pena de enriquecimento il\u00edcito da Administra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O STJ reconhece, ademais, que, ainda que ausente a boa f\u00e9 do contratado e que tenha ele concorrido para nulidade, \u00e9 devida a indeniza\u00e7\u00e3o pelo custo b\u00e1sico do servi\u00e7o, sem margem alguma de lucro.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, <strong>a inexist\u00eancia de autoriza\u00e7\u00e3o da Administra\u00e7\u00e3o para subcontrata\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 suficiente para afastar o dever de indenizar, no caso, porque a pr\u00f3pria contrata\u00e7\u00e3o foi irregular, haja vista que n\u00e3o houve licita\u00e7\u00e3o e o contrato foi verbal<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-3-resultado-final\"><a>1.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>No caso de contrato verbal e sem licita\u00e7\u00e3o, o ente p\u00fablico tem o dever de indenizar, desde que provada a exist\u00eancia de subcontrata\u00e7\u00e3o, a efetiva presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, ainda que por terceiros, e que tais servi\u00e7os se reverteram em benef\u00edcio da Administra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-civil\"><a>DIREITO CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-im-possibilidade-da-constricao-judicial-de-bens-de-conjuge-de-devedor-casados-sob-o-regime-da-comunhao-universal-de-bens-ainda-que-nao-tenha-sido-parte-no-processo-resguardada-a-sua-meacao\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade da constri\u00e7\u00e3o judicial de bens de c\u00f4njuge de devedor, casados sob o regime da comunh\u00e3o universal de bens, ainda que n\u00e3o tenha sido parte no processo, resguardada a sua mea\u00e7\u00e3o<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel a constri\u00e7\u00e3o judicial de bens de c\u00f4njuge de devedor, casados sob o regime da comunh\u00e3o universal de bens, ainda que n\u00e3o tenha sido parte no processo, resguardada a sua mea\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.830.735-RS, Rel. Ministro Marco Aur\u00e9lio Bellizze, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 20\/6\/2023. (Info 780)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-situacao-fatica\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Nirso ajuizou a\u00e7\u00e3o em face de Tadeu, a qual foi julgada improcedente e houve sua condena\u00e7\u00e3o em honor\u00e1rios advocat\u00edcios. Em cumprimento de senten\u00e7a, n\u00e3o foram encontrados bens de Nirso que pudessem ser penhorados.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado de Tadeu ent\u00e3o ficou sabendo da exist\u00eancia de expressiva soma de dinheiro depositada na conta da esposa do executado, Nirse, com a qual Nirso \u00e9 casado pelo regime da comunh\u00e3o universal de bens. Foi pleiteada a penhora online, nas contas de titularidade de Nirse, resguardando-se, contudo, a mea\u00e7\u00e3o que lhe pertence.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-analise-estrategica\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-questao-juridica\"><a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.668. S\u00e3o exclu\u00eddos da comunh\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; os bens doados ou herdados com a cl\u00e1usula de incomunicabilidade e os sub-rogados em seu lugar;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; os bens gravados de fideicomisso e o direito do herdeiro fideicomiss\u00e1rio, antes de realizada a condi\u00e7\u00e3o suspensiva;<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; as d\u00edvidas anteriores ao casamento, salvo se provierem de despesas com seus aprestos, ou reverterem em proveito comum;<\/p>\n\n\n\n<p>IV &#8211; as doa\u00e7\u00f5es antenupciais feitas por um dos c\u00f4njuges ao outro com a cl\u00e1usula de incomunicabilidade;<\/p>\n\n\n\n<p>V &#8211; Os bens referidos nos incisos V a VII do art. 1.659.<\/p>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Processo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 674. Quem, n\u00e3o sendo parte no processo, sofrer constri\u00e7\u00e3o ou amea\u00e7a de constri\u00e7\u00e3o sobre bens que possua ou sobre os quais tenha direito incompat\u00edvel com o ato constritivo, poder\u00e1 requerer seu desfazimento ou sua inibi\u00e7\u00e3o por meio de embargos de terceiro.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>\u00a7 2\u00ba Considera-se terceiro, para ajuizamento dos embargos:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I &#8211; o c\u00f4njuge ou companheiro, quando defende a posse de bens pr\u00f3prios ou de sua mea\u00e7\u00e3o, ressalvado o disposto no&nbsp;art. 843&nbsp;;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-possivel-a-constricao-judicial-de-bens-do-conjuge\"><a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel a constri\u00e7\u00e3o judicial de bens do c\u00f4njuge?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeap!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia a determinar se \u00e9 poss\u00edvel a penhora de valores em conta corrente da esposa do devedor, casados sob o regime da comunh\u00e3o universal de bens, resguardando-se a respectiva mea\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>No regime da comunh\u00e3o universal, todos os bens que os c\u00f4njuges adquirirem antes e durante o matrim\u00f4nio, bem como as respectivas d\u00edvidas, pertencer\u00e3o a ambos<\/strong>, com exce\u00e7\u00e3o do disposto nos incisos I a V do art. 1.668 do C\u00f3digo Civil (CC).<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a doutrina, &#8220;atrav\u00e9s da comunh\u00e3o universal forma-se uma massa patrimonial \u00fanica para o casal, estabelecendo uma unicidade de bens, atingindo cr\u00e9ditos e d\u00e9bitos e comunicando os bens pret\u00e9ritos e futuros. Cessa a individualidade do patrim\u00f4nio de cada um, formando-se uma universalidade patrimonial entre os consortes, agregando todos os bens, os cr\u00e9ditos e as d\u00edvidas de cada um. \u00c9 uma verdadeira fus\u00e3o de acervos patrimoniais, constituindo um condom\u00ednio. Cada participante ter\u00e1 direito \u00e0 mea\u00e7\u00e3o sobre todos os bens componentes dessa universalidade formada, independentemente de terem sido adquiridos antes ou depois das n\u00fapcias, a t\u00edtulo oneroso ou gratuito&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa maneira, <strong>formando-se um \u00fanico patrim\u00f4nio entre os consortes, o qual engloba todos os cr\u00e9ditos e d\u00e9bitos de cada um individualmente<\/strong>, com exce\u00e7\u00e3o das hip\u00f3teses do art. 1.668 do CC, revela-se perfeitamente poss\u00edvel a constri\u00e7\u00e3o judicial de bens do c\u00f4njuge do devedor, casados sob o regime da comunh\u00e3o universal de bens, ainda que n\u00e3o tenha sido parte no processo, resguardada, obviamente, a sua mea\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>N\u00e3o h\u00e1 que se falar em responsabiliza\u00e7\u00e3o de terceiro (c\u00f4njuge) pela d\u00edvida do executado, pois a penhora recair\u00e1 sobre bens de propriedade do pr\u00f3prio devedor, decorrentes de sua mea\u00e7\u00e3o<\/strong> que lhe cabe nos bens em nome de sua esposa, em virtude do regime adotado.<\/p>\n\n\n\n<p>Caso a medida constritiva recaia sobre bem de propriedade exclusiva do c\u00f4njuge do devedor, o meio processual para impugnar essa constri\u00e7\u00e3o, a fim de se afastar a presun\u00e7\u00e3o de comunicabilidade, ser\u00e1 pela via dos embargos de terceiro, a teor do que disp\u00f5e o art. 674, \u00a7 2\u00ba, inciso I, do C\u00f3digo de Processo Civil, cabendo \u00e0 esposa o \u00f4nus de comprovar isso.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-3-resultado-final\"><a>2.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel a constri\u00e7\u00e3o judicial de bens de c\u00f4njuge de devedor, casados sob o regime da comunh\u00e3o universal de bens, ainda que n\u00e3o tenha sido parte no processo, resguardada a sua mea\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-prevalencia-do-penhor-sobre-os-frutos-outorgado-em-beneficio-de-terceiro-sobre-o-direito-da-parceira-outorgante-em-contrato-de-parceria-agricola\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Preval\u00eancia do penhor sobre os frutos outorgado em benef\u00edcio de terceiro sobre o direito da parceira outorgante em contrato de parceria agr\u00edcola<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em contrato de parceria agr\u00edcola, o penhor sobre os frutos outorgado em benef\u00edcio de terceiro prevalece sobre o direito da parceira outorgante, uma vez que as c\u00e9dulas do produto rural foram registradas anteriormente \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o da parceria, devendo prevalecer a boa-f\u00e9 no neg\u00f3cio jur\u00eddico.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.038.495-GO, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Rel. para ac\u00f3rd\u00e3o Ministro Humberto Martins, Terceira Turma, por maioria, julgado em 20\/6\/2023. (Info 780)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-situacao-fatica\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Coagro ajuizou a\u00e7\u00e3o contra Fazenda Barbaqu\u00e1, alegando que vendeu produtos ao agricultor Virso e este, em troca, ficou devendo sacas de soja, representadas por C\u00e9dulas de Produto Rural, registradas no Registro de Im\u00f3veis (penhor). Afirmou ter descoberto que Virso depositou parte dos gr\u00e3os colhidos da safra em outra fazenda, o que n\u00e3o poderia ter sido feito sem antes a quita\u00e7\u00e3o do seu cr\u00e9dito, o qual tem prefer\u00eancia sobre os referidos gr\u00e3os.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, a fazenda deposit\u00e1ria alega que o Sr. Virso \u00e9 seu parceiro outorgado, em virtude de contrato de parceria agr\u00edcola, que vedaria expressamente a institui\u00e7\u00e3o de gravame sobre a sua parte da colheita. Al\u00e9m disso, o Estatuto da Terra e o seu Regulamento preveem a necessidade da expressa autoriza\u00e7\u00e3o para imposi\u00e7\u00e3o de gravame \u00e0 cota do parceiro.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-analise-estrategica\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-questao-juridica\"><a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Decreto n. 59.566\/1966:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Art 56. A extens\u00e3o do penhor \u00e0 cota dos frutos da parceria que cabe a qualquer dos parceiros, depende sempre do consentimento do outro, salvo nos casos em que o contrato esteja transcrito no Registro P\u00fablico e neste conste aquela autoriza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 422. Os contratantes s\u00e3o obrigados a guardar, assim na conclus\u00e3o do contrato, como em sua execu\u00e7\u00e3o, os princ\u00edpios de probidade e boa-f\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-prevalece-o-penhor-se-o-contrato-de-parceria-nao-era-registrado\"><a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Prevalece o penhor se o contrato de parceria n\u00e3o era registrado?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Exatamente!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia est\u00e1 em decidir se o penhor sobre os frutos de parceria agr\u00edcola, constitu\u00eddo exclusivamente pelo parceiro outorgado em favor de terceiro, depende de consentimento do parceiro outorgante para recair sobre a sua cota, na hip\u00f3tese em que o contrato de parceria foi firmado antes, mas registrado depois da garantia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O art. 56 do Decreto n. 59.566\/1966 n\u00e3o inclui, em sua reda\u00e7\u00e3o, a eventual negocia\u00e7\u00e3o jur\u00eddica anterior, devidamente registrada, referente \u00e0 expedi\u00e7\u00e3o de c\u00e9dula de produto rural, portanto n\u00e3o se pode partir da presun\u00e7\u00e3o de que tal reda\u00e7\u00e3o legal obrigatoriamente despreza uma entabula\u00e7\u00e3o como essa<\/strong>, pois tal proceder deixaria de respeitar princ\u00edpios jur\u00eddicos de um neg\u00f3cio jur\u00eddico probo, como a boa-f\u00e9, a confian\u00e7a leg\u00edtima depositada entre as partes e a seguran\u00e7a jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p>O dispositivo em comento em nenhum momento afirma que a aus\u00eancia de consentimento em contrato n\u00e3o registrado atinge anterior c\u00e9dula de produto rural devidamente registrada, situa\u00e7\u00e3o na qual n\u00e3o tinha como o terceiro prejudicado saber que anterior negocia\u00e7\u00e3o eventualmente poderia ter sido entabulada. Ent\u00e3o, tal possibilidade de situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica, qual seja, anterior registro de c\u00e9dula de produto rural, n\u00e3o est\u00e1 prevista na exce\u00e7\u00e3o inserta no referido dispositivo legal, n\u00e3o podendo haver dedu\u00e7\u00e3o de tal conclus\u00e3o jur\u00eddica desconectada dos princ\u00edpios que regem o proceder das contrata\u00e7\u00f5es, conforme o sistema civil previsto no C\u00f3digo Civil.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conforme o princ\u00edpio da boa-f\u00e9 objetiva, brocardo jur\u00eddico sustent\u00e1culo do desenho dos neg\u00f3cios jur\u00eddicos, deve-se garantir confian\u00e7a e expectativas leg\u00edtimas entre as partes em todas as fases da contrata\u00e7\u00e3o.<\/strong> \u00c9 relevante lembrar do teor do art. 422 do C\u00f3digo Civil, o qual nos ensina que os contratantes s\u00e3o obrigados a guardar os princ\u00edpios de probidade e boa-f\u00e9, tanto na conclus\u00e3o do contrato como em sua execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, n\u00e3o se pode perquirir t\u00e3o somente acerca da seguran\u00e7a jur\u00eddica dos contratantes do contrato de parceria agr\u00edcola, mas tamb\u00e9m se deve levar em conta a seguran\u00e7a jur\u00eddica do contratante da c\u00e9dula de produto rural que, mediante conduta pautada pela boa-f\u00e9, entabulou neg\u00f3cio jur\u00eddico, sem nenhuma ci\u00eancia de outros terceiros que pudessem ser afetados, at\u00e9 por que n\u00e3o tinha como sab\u00ea-lo. Se o contrato de parceria rural nem sequer havia sido registrado, era imposs\u00edvel, o conhecimento por parte de terceiros. Ademais, <strong>a Lei n. 6.015\/1973 prescreve que o registro determina a prioridade do t\u00edtulo.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-3-resultado-final\"><a>3.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Em contrato de parceria agr\u00edcola, o penhor sobre os frutos outorgado em benef\u00edcio de terceiro prevalece sobre o direito da parceira outorgante, uma vez que as c\u00e9dulas do produto rural foram registradas anteriormente \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o da parceria, devendo prevalecer a boa-f\u00e9 no neg\u00f3cio jur\u00eddico.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-civil\"><a>DIREITO PROCESSUAL CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-admissibilidade-da-oposicao-de-embargos-de-divergencia-fundado-em-acordao-paradigma-do-mesmo-orgao-julgador-que-proferiu-a-decisao-embargada\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Admissibilidade da oposi\u00e7\u00e3o de embargos de diverg\u00eancia fundado em ac\u00f3rd\u00e3o paradigma do mesmo \u00f3rg\u00e3o julgador que proferiu a decis\u00e3o embargada<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DIVERG\u00caNCIA EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A oposi\u00e7\u00e3o de embargos de diverg\u00eancia fundado em ac\u00f3rd\u00e3o paradigma do mesmo \u00f3rg\u00e3o julgador que proferiu a decis\u00e3o embargada somente \u00e9 admitida quando houver a altera\u00e7\u00e3o de mais da metade dos seus membros.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt nos EAREsp 2.095.061-SP, Rel. Ministro Moura Ribeiro, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 30\/5\/2023, DJe 1\u00ba\/6\/2023. (Info 780)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-situacao-fatica\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma a\u00e7\u00e3o, os embargos de diverg\u00eancia n\u00e3o foram admitidos, diante da impossibilidade de se discutir diss\u00eddio jurisprudencial no \u00e2mbito da pr\u00f3pria Turma julgadora que prolatou o ac\u00f3rd\u00e3o embargado.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda assim, a parte recorrente interp\u00f4s agravo interno no qual sustenta que deve ser reconhecido o dissenso jurisprudencial e dar-lhe provimento a fim de evitar conflito de posicionamentos do STJ, em observ\u00e2ncia ao princ\u00edpio da isonomia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-analise-estrategica\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-questao-juridica\"><a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.043. \u00c9 embarg\u00e1vel o ac\u00f3rd\u00e3o de \u00f3rg\u00e3o fracion\u00e1rio que:<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 3\u00ba Cabem embargos de diverg\u00eancia quando o ac\u00f3rd\u00e3o paradigma for da mesma turma que proferiu a decis\u00e3o embargada, desde que sua composi\u00e7\u00e3o tenha sofrido altera\u00e7\u00e3o em mais da metade de seus membros.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-possivel-a-oposicao-de-embargos-de-divergencia\"><a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel a oposi\u00e7\u00e3o de embargos de diverg\u00eancia?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Somente quando houver a altera\u00e7\u00e3o de mais da metade dos seus membros!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a>Os embargos de diverg\u00eancia n\u00e3o foram admitidos, diante da impossibilidade de se discutir diss\u00eddio jurisprudencial no \u00e2mbito da pr\u00f3pria Turma julgadora que prolatou o ac\u00f3rd\u00e3o embargado<\/a>. Isso porque <strong>o requisito da diversidade org\u00e2nica exige que os ac\u00f3rd\u00e3os embargado e paradigma tenham sido julgados por \u00f3rg\u00e3o fracion\u00e1rio diverso do que proferiu a decis\u00e3o embargada<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, os embargos de diverg\u00eancia se revelaram incab\u00edveis, aplicando-se, por analogia, o \u00f3bice do enunciado da S\u00famula n. 353 do STF, que proclama a inadmissibilidade dessa esp\u00e9cie recursal quando deduzida com fundamento em diverg\u00eancia entre decis\u00f5es da mesma Turma do Supremo Tribunal Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Como se sabe, somente \u00e9 poss\u00edvel a oposi\u00e7\u00e3o de embargos de diverg\u00eancia fundado em ac\u00f3rd\u00e3o paradigma da mesma Turma que proferiu a decis\u00e3o embargada quando houver a altera\u00e7\u00e3o de mais da metade dos seus membros (art. 1.043, \u00a7 3\u00ba, do CPC), o que n\u00e3o ocorreu.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-3-resultado-final\"><a>4.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A oposi\u00e7\u00e3o de embargos de diverg\u00eancia fundado em ac\u00f3rd\u00e3o paradigma do mesmo \u00f3rg\u00e3o julgador que proferiu a decis\u00e3o embargada somente \u00e9 admitida quando houver a altera\u00e7\u00e3o de mais da metade dos seus membros.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-im-possibilidade-da-interpretacao-extensiva-ao-art-1-026-do-codigo-de-processo-civil-a-fim-de-estender-o-significado-de-recurso-a-quaisquer-defesas-apresentadas\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade da interpreta\u00e7\u00e3o extensiva ao art. 1.026 do C\u00f3digo de Processo Civil a fim de estender o significado de recurso a quaisquer defesas apresentadas<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os embargos de declara\u00e7\u00e3o interrompem o prazo apenas para a interposi\u00e7\u00e3o de recurso, n\u00e3o sendo poss\u00edvel conferir <a>interpreta\u00e7\u00e3o extensiva ao art. 1.026 do C\u00f3digo de Processo Civil a fim de estender o significado de recurso a quaisquer defesas apresentadas<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.822.287-PR, Rel. Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, por maioria, julgado em 6\/6\/2023. (Info 780)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-situacao-fatica\"><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O banco Pagonada op\u00f4s embargos de declara\u00e7\u00e3o, do despacho que determinou o pagamento volunt\u00e1rio do valor executado ou a apresenta\u00e7\u00e3o de impugna\u00e7\u00e3o. Alegou no EDcl litispend\u00eancia e viola\u00e7\u00e3o \u00e0 coisa julgada. Os embargos foram rejeitados, sendo destacado que as alega\u00e7\u00f5es levantadas suscitadas deveriam ser arguidas pela via adequada, ou seja, mediante impugna\u00e7\u00e3o ao cumprimento de senten\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Apresentada impugna\u00e7\u00e3o ao cumprimento de senten\u00e7a, tal foi rejeitada por intempestividade, sob o fundamento de que a partir da ci\u00eancia do executado quanto ao cumprimento de senten\u00e7a se iniciaria o prazo para apresenta\u00e7\u00e3o da defesa. Esse prazo n\u00e3o se suspenderia ou interromperia pela oposi\u00e7\u00e3o de embargos declarat\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-analise-estrategica\"><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-questao-juridica\"><a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Processo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 994. S\u00e3o cab\u00edveis os seguintes recursos:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I &#8211; apela\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>II &#8211; agravo de instrumento;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>III &#8211; agravo interno;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>IV &#8211; embargos de declara\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>V &#8211; recurso ordin\u00e1rio;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>VI &#8211; recurso especial;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>VII &#8211; recurso extraordin\u00e1rio;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>VIII &#8211; agravo em recurso especial ou extraordin\u00e1rio;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>IX &#8211; embargos de diverg\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.026. Os embargos de declara\u00e7\u00e3o n\u00e3o possuem efeito suspensivo e interrompem o prazo para a interposi\u00e7\u00e3o de recurso<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-possivel-a-interpretacao-extensiva-para-abranger-defesas\"><a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel a interpreta\u00e7\u00e3o extensiva para abranger defesas?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooopsss!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia a determinar se a oposi\u00e7\u00e3o de embargos de declara\u00e7\u00e3o interrompe o prazo para apresenta\u00e7\u00e3o de qualquer defesa, em interpreta\u00e7\u00e3o extensiva do art. 1.026 do C\u00f3digo de Processo Civil, segundo o qual, &#8220;os embargos de declara\u00e7\u00e3o n\u00e3o possuem efeito suspensivo e interrompem o prazo para a interposi\u00e7\u00e3o de recurso&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa esp\u00e9cie de interpreta\u00e7\u00e3o decorre da car\u00eancia de amplitude da lei, que n\u00e3o abrange o necess\u00e1rio para atender o caso concreto. Trata-se de uma t\u00e9cnica interpretativa na qual o magistrado amplia o sentido da norma, de forma a alcan\u00e7ar uma situa\u00e7\u00e3o que, a princ\u00edpio, n\u00e3o seria objeto dela. Ela n\u00e3o cria direito novo, mas apenas identifica o verdadeiro conte\u00fado e alcance da lei, que n\u00e3o teria sido suficientemente expresso no texto normativo.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa perspectiva, \u00e9 for\u00e7oso concluir pelo n\u00e3o cabimento de interpreta\u00e7\u00e3o extensiva da regra contida no art. 1.026 do CPC, sob pena de verdadeira usurpa\u00e7\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o legislativa pelo Poder Judici\u00e1rio, tendo em vista que o termo &#8220;recurso&#8221; n\u00e3o d\u00e1 margem para o int\u00e9rprete validamente extrair o sentido de &#8220;defesa ajuizada pelo devedor&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>No mais, o STJ possui entendimento pac\u00edfico de que <strong>o rol de recursos, previsto no art. 994 do CPC, \u00e9 taxativo. Assim, por serem taxativas as hip\u00f3teses legais de recurso, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel atribuir interpreta\u00e7\u00e3o extensiva ao texto normativo<\/strong>. Desse modo, confere-se previsibilidade e coer\u00eancia na aplica\u00e7\u00e3o da lei, em observ\u00e2ncia \u00e0 seguran\u00e7a jur\u00eddica que deve permear a hermen\u00eautica das normas processuais.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-3-resultado-final\"><a>5.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Os embargos de declara\u00e7\u00e3o interrompem o prazo apenas para a interposi\u00e7\u00e3o de recurso, n\u00e3o sendo poss\u00edvel conferir interpreta\u00e7\u00e3o extensiva ao art. 1.026 do C\u00f3digo de Processo Civil a fim de estender o significado de recurso a quaisquer defesas apresentadas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-im-prescindibilidade-da-intimacao-do-reu-revel-na-fase-de-cumprimento-de-sentenca-nas-hipoteses-em-que-o-executado-estiver-representado-pela-defensoria-publica-ou-nao-possuir-procurador-constituido-nos-autos\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Prescindibilidade da intima\u00e7\u00e3o do r\u00e9u revel na fase de cumprimento de senten\u00e7a nas hip\u00f3teses em que o executado estiver representado pela Defensoria P\u00fablica ou n\u00e3o possuir procurador constitu\u00eddo nos autos.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 imprescind\u00edvel a <a>intima\u00e7\u00e3o do r\u00e9u revel na fase de cumprimento de senten\u00e7a<\/a>, devendo ser realizada por interm\u00e9dio de carta com Aviso de Recebimento (AR) nas hip\u00f3teses em que o executado estiver representado pela Defensoria P\u00fablica ou n\u00e3o possuir procurador constitu\u00eddo nos autos.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.053.868-RS, Rel. Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 6\/6\/2023, DJe 12\/6\/2023. (Info 780)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-situacao-fatica\"><a>6.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Max Im\u00f3veis ajuizou a\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a de alugu\u00e9is em face de Creosvalda. Esta foi intimada no processo cognitivo e se tornou revel, mas n\u00e3o recebeu intima\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a ou do cumprimento de senten\u00e7a. Ap\u00f3s algum tempo, soube da penhora do seu im\u00f3vel. Inconformada, apresentou a impugna\u00e7\u00e3o \u00e0 execu\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a, a qual foi indeferida em raz\u00e3o da preclus\u00e3o, por se entender desnecess\u00e1ria a intima\u00e7\u00e3o pessoal da agravante na fase de cumprimento de senten\u00e7a, em raz\u00e3o do n\u00e3o comparecimento na fase de conhecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Creosvalda ent\u00e3o interp\u00f4s sucessivos recursos nos quais sustenta ser necess\u00e1ria a intima\u00e7\u00e3o pessoal dos devedores no momento do cumprimento de senten\u00e7a prolatada em processo no qual o r\u00e9u, embora citados pessoalmente, n\u00e3o apresentaram defesa.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-analise-estrategica\"><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-questao-juridica\"><a>6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Processo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 513. O cumprimento da senten\u00e7a ser\u00e1 feito segundo as regras deste T\u00edtulo, observando-se, no que couber e conforme a natureza da obriga\u00e7\u00e3o, o disposto no Livro II da Parte Especial deste C\u00f3digo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2\u00ba O devedor ser\u00e1 intimado para cumprir a senten\u00e7a:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>II &#8211; por carta com aviso de recebimento, quando representado pela Defensoria P\u00fablica ou quando n\u00e3o tiver procurador constitu\u00eddo nos autos, ressalvada a hip\u00f3tese do inciso IV;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-necessaria-a-intimacao-do-reu-revel-para-o-cumprimento-de-sentenca\"><a>6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Necess\u00e1ria a intima\u00e7\u00e3o do r\u00e9u revel para o cumprimento de senten\u00e7a?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Obviamente!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia a determinar se \u00e9 necess\u00e1ria a intima\u00e7\u00e3o da parte executada na fase de cumprimento de senten\u00e7a, quando, apesar de citada na fase de conhecimento, n\u00e3o constitui procurador, verificando-se a revelia.<\/p>\n\n\n\n<p>O artigo 513, \u00a7 2\u00ba, II, do C\u00f3digo de Processo Civil (CPC\/2015) disp\u00f5e <strong>que o devedor ser\u00e1 intimado para cumprir a senten\u00e7a &#8220;por carta com aviso de recebimento, quando representado pela Defensoria P\u00fablica ou quando n\u00e3o tiver procurador constitu\u00eddo nos autos, ressalvada a hip\u00f3tese do inciso IV<\/strong>&#8220;.<\/p>\n\n\n\n<p>A norma processual \u00e9 clara e n\u00e3o permite nenhum outro entendimento a respeito do tema, sendo, por conseguinte, causa de nulidade a aus\u00eancia de intima\u00e7\u00e3o da parte revel em fase de cumprimento de senten\u00e7a, n\u00e3o obstante ter sido devidamente citada na a\u00e7\u00e3o de conhecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, nas hip\u00f3teses em que o executado revel estiver sendo representado pela Defensoria P\u00fablica ou n\u00e3o possuir procurador constitu\u00eddo nos autos, a intima\u00e7\u00e3o deve ocorrer por carta com Aviso de Recebimento (AR).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-3-resultado-final\"><a>6.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 imprescind\u00edvel a intima\u00e7\u00e3o do r\u00e9u revel na fase de cumprimento de senten\u00e7a, devendo ser realizada por interm\u00e9dio de carta com Aviso de Recebimento (AR) nas hip\u00f3teses em que o executado estiver representado pela Defensoria P\u00fablica ou n\u00e3o possuir procurador constitu\u00eddo nos autos.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-empresarial\"><a>DIREITO EMPRESARIAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-aplicabilidade-da-regra-geral-de-preservacao-do-direito-dos-credores-contra-os-coobrigados-quando-o-juizo-trabalhista-nao-e-informado-da-clausula-negocial-de-exoneracao-dos-coobrigados\"><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Aplicabilidade da regra geral de preserva\u00e7\u00e3o do direito dos credores contra os coobrigados quando o ju\u00edzo trabalhista n\u00e3o \u00e9 informado da cl\u00e1usula negocial de exonera\u00e7\u00e3o dos coobrigados<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO CONFLITO DE COMPET\u00caNCIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Se <a>o ju\u00edzo trabalhista n\u00e3o \u00e9 informado da cl\u00e1usula negocial de exonera\u00e7\u00e3o dos coobrigados<\/a>, a<a>plica-se a <\/a><a>regra geral de preserva\u00e7\u00e3o do direito dos credores contra os coobrigados<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no CC 186.813-RJ, Rel. Ministro Jo\u00e3o Ot\u00e1vio de Noronha, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 8\/3\/2023, DJe 14\/3\/2023. (Info 780)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-situacao-fatica\"><a>7.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma recupera\u00e7\u00e3o judicial, o Ju\u00edzo da recupera\u00e7\u00e3o reconheceu a validade da cl\u00e1usula do plano que exonerou tamb\u00e9m os coobrigados. Ocorre que o ju\u00edzo trabalhista n\u00e3o foi informado a este respeito, raz\u00e3o pela qual deu prosseguimento ao andamento das a\u00e7\u00f5es individuais contra esses mesmos coobrigados.<\/p>\n\n\n\n<p>Em recurso, as empresas coobrigadas alegam que o Ju\u00edzo trabalhista, ao dar prosseguimento \u00e0 execu\u00e7\u00e3o individual, ignorou o plano de soerguimento homologado pelo Ju\u00edzo da recupera\u00e7\u00e3o. Sustentam que o pagamento do cr\u00e9dito trabalhista j\u00e1 estava previsto expressamente no plano de soerguimento; portanto, estaria caracterizada a ofensa \u00e0 compet\u00eancia do ju\u00edzo universal.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-analise-estrategica\"><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-questao-juridica\"><a>7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 11.101\/2005:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 49. Est\u00e3o sujeitos \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o judicial todos os cr\u00e9ditos existentes na data do pedido, ainda que n\u00e3o vencidos.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 1\u00ba Os credores do devedor em recupera\u00e7\u00e3o judicial conservam seus direitos e privil\u00e9gios contra os coobrigados, fiadores e obrigados de regresso.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-como-fica\"><a>7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Como fica?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Aplica-se a regra geral de preserva\u00e7\u00e3o do direito dos credores contra os coobrigados!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Conforme entendimento pac\u00edfico, <strong>ap\u00f3s o deferimento da recupera\u00e7\u00e3o judicial, a compet\u00eancia para o prosseguimento dos atos de execu\u00e7\u00e3o relacionados a reclama\u00e7\u00f5es trabalhistas movidas contra a empresa \u00e9 do ju\u00edzo universal, vedada a pr\u00e1tica de atos constritivos do patrim\u00f4nio da empresa recuperanda<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Para configura\u00e7\u00e3o de conflito positivo de compet\u00eancia, deve ser demonstrado que a decis\u00e3o supostamente conflitante impactou a compet\u00eancia de outro ju\u00edzo.<\/p>\n\n\n\n<p>Em regra, n\u00e3o existe conflito de compet\u00eancia entre o ju\u00edzo da recupera\u00e7\u00e3o judicial e o ju\u00edzo trabalhista que determina o prosseguimento da execu\u00e7\u00e3o apenas contra os s\u00f3cios ou coobrigados.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, <strong>o Ju\u00edzo da recupera\u00e7\u00e3o reconheceu a validade da cl\u00e1usula do plano que exonerou tamb\u00e9m os coobrigados.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Conquanto determinado o prosseguimento das a\u00e7\u00f5es individuais contra esses mesmos coobrigados, observa-se que, tratando-se de cl\u00e1usula negocial de exclus\u00e3o de coobrigados, o Ju\u00edzo trabalhista deveria ter sido informado da aprova\u00e7\u00e3o do plano, pois os credores, em regra, preservam os direitos contra os coobrigados do devedor em recupera\u00e7\u00e3o, conforme o \u00a7 1\u00ba do art. 49 da Lei n. 11.101\/2005.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a cl\u00e1usula do plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial que estende a nova\u00e7\u00e3o aos coobrigados, fiadores, obrigados de regresso e avalistas deve ser aprovada expressamente pelos credores detentores dessas garantias, n\u00e3o tendo efic\u00e1cia para os que n\u00e3o compareceram \u00e0 assembleia geral, abstiveram-se de votar ou se posicionaram contra.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, ausente manifesta resist\u00eancia do ju\u00edzo trabalhista ao comando do ju\u00edzo da recupera\u00e7\u00e3o de reconhecer a validade da cl\u00e1usula que exonerou os coobrigados, n\u00e3o h\u00e1 conflito de compet\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-3-resultado-final\"><a>7.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Se o ju\u00edzo trabalhista n\u00e3o \u00e9 informado da cl\u00e1usula negocial de exonera\u00e7\u00e3o dos coobrigados, aplica-se a regra geral de preserva\u00e7\u00e3o do direito dos credores contra os coobrigados.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-exigibilidade-do-deposito-da-indenizacao-seguro-garantia-judicial-pela-seguradora-no-curso-de-execucao-trabalhista-apos-pedido-de-recuperacao-judicial\"><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Exigibilidade do dep\u00f3sito da indeniza\u00e7\u00e3o (seguro garantia judicial), pela seguradora, no curso de execu\u00e7\u00e3o trabalhista, ap\u00f3s pedido de recupera\u00e7\u00e3o judicial<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO CONFLITO DE COMPET\u00caNCIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O dep\u00f3sito da indeniza\u00e7\u00e3o (seguro garantia judicial), pela seguradora, no curso de execu\u00e7\u00e3o trabalhista, somente pode ser exigido na hip\u00f3tese de o sinistro ter ocorrido em momento anterior ao pedido de recupera\u00e7\u00e3o judicial da empresa executada.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no CC 193.218-DF, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 30\/5\/2023, DJe 1\u00ba\/6\/2023. (Info 780)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-situacao-fatica\"><a>8.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Trata-se de conflito de compet\u00eancia no qual se discute se cr\u00e9dito decorrente de seguro garantia judicial apresentado em execu\u00e7\u00e3o trabalhista poderia ser exigido da seguradora se a segurada se encontra em recupera\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa recuperanda sustenta que o ju\u00edzo do trabalho, dada a situa\u00e7\u00e3o dos autos, n\u00e3o seria competente para determinar o dep\u00f3sito do valor correspondente ao sinistro.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-analise-estrategica\"><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-deve-ser-realizado-o-deposito-da-indenizacao\"><a>8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Deve ser realizado o dep\u00f3sito da indeniza\u00e7\u00e3o?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Somente na hip\u00f3tese de o sinistro ter ocorrido em momento anterior ao pedido de recupera\u00e7\u00e3o judicial da empresa executada!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A jurisprud\u00eancia do STJ assinala que, &#8220;<strong>no seguro-garantia judicial, a rela\u00e7\u00e3o existente entre o garantidor (seguradora) e o credor (segurado) \u00e9 distinta daquela existente entre credor (exequente) e o garantidor do t\u00edtulo (coobrigado), visto que no primeiro caso a rela\u00e7\u00e3o resulta do contrato de seguro firmado e, no segundo, do pr\u00f3prio t\u00edtulo, somente sendo devida a indeniza\u00e7\u00e3o se e quando ficar caracterizado o sinistro<\/strong>&#8221; (CC 161.667\/GO, Segunda Se\u00e7\u00e3o, DJe 31\/8\/2020).<\/p>\n\n\n\n<p>Consoante a referida orienta\u00e7\u00e3o, &#8220;na hip\u00f3tese de haver o deferimento da recupera\u00e7\u00e3o judicial, a execu\u00e7\u00e3o contra o devedor principal ser\u00e1 extinta, haja vista a aus\u00eancia de t\u00edtulo a lhe dar suporte, somente sendo poss\u00edvel exigir o dep\u00f3sito da indeniza\u00e7\u00e3o pela seguradora se tiver ficado caracterizado o sinistro em momento anterior (ao do pedido de recupera\u00e7\u00e3o), observada a extens\u00e3o dos riscos cobertos pela ap\u00f3lice&#8221; (CC 161.667\/GO, Segunda Se\u00e7\u00e3o, DJe 31\/8\/2020).<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, no curso de execu\u00e7\u00e3o trabalhista, o dep\u00f3sito da indeniza\u00e7\u00e3o (seguro garantia judicial), pela seguradora, somente pode ser exigido na hip\u00f3tese de o sinistro ter ocorrido em momento anterior ao pedido de recupera\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-resultado-final\"><a>8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O dep\u00f3sito da indeniza\u00e7\u00e3o (seguro garantia judicial), pela seguradora, no curso de execu\u00e7\u00e3o trabalhista, somente pode ser exigido na hip\u00f3tese de o sinistro ter ocorrido em momento anterior ao pedido de recupera\u00e7\u00e3o judicial da empresa executada.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-admissibilidade-da-responsabilidade-solidaria-e-a-extensao-dos-efeitos-da-falencia-ao-socio-diretor-de-sociedade-anonima\"><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Admissibilidade da responsabilidade solid\u00e1ria e a extens\u00e3o dos efeitos da fal\u00eancia ao s\u00f3cio diretor de sociedade an\u00f4nima<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A responsabilidade solid\u00e1ria e a extens\u00e3o dos efeitos da fal\u00eancia ao s\u00f3cio diretor de sociedade an\u00f4nima somente s\u00e3o admitidas <a>mediante declara\u00e7\u00e3o em senten\u00e7a pr\u00e9via proferida em processo aut\u00f4nomo reconhecendo a pr\u00e1tica de atos que tenham resultado na quebra da pessoa jur\u00eddica<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.833.445-RJ, Rel. Ministro Jo\u00e3o Ot\u00e1vio de Noronha, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 20\/6\/2023, Dje 22\/6\/2023. (Info 780)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-1-situacao-fatica\"><a>9.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Com a homologa\u00e7\u00e3o do pedido de autofal\u00eancia da empresa Quebradeira, o Ju\u00edzo de primeiro grau determinou o registro da senten\u00e7a no Cart\u00f3rio de Interdi\u00e7\u00f5es e Tutelas, estendendo a anota\u00e7\u00e3o aos nomes dos s\u00f3cios diretores.<\/p>\n\n\n\n<p>O inqu\u00e9rito judicial instaurado para apura\u00e7\u00e3o de eventual responsabilidade pelos atos de fal\u00eancia foi arquivado pelo fato de a quebra das sociedades ter se dado exclusivamente pela conjuntura econ\u00f4mica do pa\u00eds, em especial pelo Plano Collor. Ao avaliar o pedido de baixa dos nomes dos s\u00f3cios diretores no cart\u00f3rio extrajudicial competente, o Tribunal local entendeu que a qualidade de diretores e administradores das sociedades falidas atrairia a incid\u00eancia do disposto no art. 37 do Decreto-Lei n. 7.661\/1945, vigente \u00e0 \u00e9poca da quebra, o que autorizaria a equipara\u00e7\u00e3o deles \u00e0 figura do falido, com a consequente extens\u00e3o de todas as restri\u00e7\u00f5es legais e das obriga\u00e7\u00f5es destinadas \u00e0 massa.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-analise-estrategica\"><a>9.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-1-questao-juridica\"><a>9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Decreto-Lei n. 7.661\/1945:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 6\u00b0 A responsabilidade solid\u00e1ria dos diretores das sociedades an\u00f4nimas e dos gerentes das sociedades por cotas de responsabilidade limitada, estabelecida nas respectivas leis; a dos s\u00f3cios comandit\u00e1rios (C\u00f3digo Comercial, art. 314), e a do s\u00f3cio oculto (C\u00f3digo Comercial, art. 305), ser\u00e3o apuradas, e tornar-se-\u00e3o efetivas, mediante processo ordin\u00e1rio, no ju\u00edzo da fal\u00eancia, aplicando-se ao caso o disposto no art. 50, \u00a7 1\u00b0.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. O juiz, a requerimento do s\u00edndico, pode ordenar o sequestro de bens que bastem para efetivar a responsabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 37. Ressalvados os direitos reconhecidos aos s\u00f3cios solid\u00e0riamente respons\u00e1veis pelas obriga\u00e7\u00f5es sociais, as sociedades falidas ser\u00e3o representadas na fal\u00eancia pelos seus diretores, administradores, gerentes ou liquidantes, os quais ficar\u00e3o sujeitos a t\u00f4das as obriga\u00e7\u00f5es que a presente lei imp\u00f5e ao devedor ou falido, ser\u00e3o ouvidos nos casos em que a lei prescreve a audi\u00eancia do falido, e incorrer\u00e3o na pena de pris\u00e3o nos t\u00earmos do art. 35.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Cabe ao inventariante, nos t\u00earmos d\u00easte artigo, a representa\u00e7\u00e3o do esp\u00f3lio falido.<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 11.101\/2005:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 82. A responsabilidade pessoal dos s\u00f3cios de responsabilidade limitada, dos controladores e dos administradores da sociedade falida, estabelecida nas respectivas leis, ser\u00e1 apurada no pr\u00f3prio ju\u00edzo da fal\u00eancia, independentemente da realiza\u00e7\u00e3o do ativo e da prova da sua insufici\u00eancia para cobrir o passivo, observado o procedimento ordin\u00e1rio previsto no C\u00f3digo de Processo Civil.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-2-possivel-a-extensao-dos-efeitos-ao-socio-diretor\"><a>9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel a extens\u00e3o dos efeitos ao s\u00f3cio diretor?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Somente mediante declara\u00e7\u00e3o em senten\u00e7a pr\u00e9via proferida em processo aut\u00f4nomo reconhecendo a pr\u00e1tica de atos que tenham resultado na quebra da pessoa jur\u00eddica!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia a determinar, na vig\u00eancia do Decreto-Lei n. 7.661\/1945, a possibilidade de estender aos diretores os efeitos da fal\u00eancia, se n\u00e3o houve constata\u00e7\u00e3o de responsabilidades desses pela fal\u00eancia da sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A responsabilidade pessoal do s\u00f3cio da pessoa jur\u00eddica submetida ao procedimento falimentar tem como pressuposto a subsidiariedade decorrente da separa\u00e7\u00e3o de personalidades e, por consequ\u00eancia, de patrim\u00f4nio<\/strong>. Assim, n\u00e3o pode a personalidade civil da pessoa f\u00edsica do s\u00f3cio ser confundida com a personalidade jur\u00eddica da pessoa jur\u00eddica, sob pena de se estabelecer verdadeira confus\u00e3o patrimonial acerca das obriga\u00e7\u00f5es contra\u00eddas, em especial daquelas oriundas do procedimento falimentar. Essa dualidade de personalidades da pessoa f\u00edsica e da pessoa jur\u00eddica imp\u00f5e, como regra, a orienta\u00e7\u00e3o acerca da incomunicabilidade entre o patrim\u00f4nio do s\u00f3cio e o patrim\u00f4nio da sociedade empresarial.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso das sociedades de responsabilidade limitada, a responsabiliza\u00e7\u00e3o dos s\u00f3cios e administradores da sociedade falida, via de regra, pode ocorrer em duas situa\u00e7\u00f5es distintas. <strong>A primeira diz respeito aos atos praticados perante a sociedade<\/strong>, o que acarretaria a responsabilidade perante a massa falida, exigindo-se, para tanto, a\u00e7\u00e3o de responsabilidade pr\u00f3pria, nos termos do art. 6\u00ba do Decreto-Lei n. 7.661\/1945. <strong>A segunda diz respeito \u00e0 responsabilidade dos s\u00f3cios perante os credores da massa<\/strong>, o que exigiria procedimento incidente relacionado \u00e0 desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica, conforme disposto no art. 82 da Lei n. 11.101\/2005.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>As duas hip\u00f3teses n\u00e3o se confundem, mas ambas exigem a caracteriza\u00e7\u00e3o espec\u00edfica da responsabilidade, motivo pelo qual a incid\u00eancia da solidariedade do art. 37 do Decreto-Lei n. 7.661\/1945 n\u00e3o pode se dar de forma autom\u00e1tica nos autos<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa maneira, a aus\u00eancia de processo aut\u00f4nomo em que se tenha comprovado a exist\u00eancia de responsabilidade pela pr\u00e1tica de atos que tenham rela\u00e7\u00e3o direta ou indireta com a quebra da sociedade empres\u00e1ria inviabiliza o reconhecimento da solidariedade a respeito das obriga\u00e7\u00f5es oriundas do procedimento falimentar, o que impede a extens\u00e3o dos efeitos da fal\u00eancia aos s\u00f3cios diretores e a manuten\u00e7\u00e3o da anota\u00e7\u00e3o de seus nomes junto ao cart\u00f3rio extrajudicial.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 cabimento para a responsabilidade objetiva do s\u00f3cio de responsabilidade limitada, sem que tenha sido demonstrada a pr\u00e1tica de atos de fal\u00eancia ou o descumprimento de deveres no bojo do procedimento falimentar.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-3-resultado-final\"><a>9.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A responsabilidade solid\u00e1ria e a extens\u00e3o dos efeitos da fal\u00eancia ao s\u00f3cio diretor de sociedade an\u00f4nima somente s\u00e3o admitidas mediante declara\u00e7\u00e3o em senten\u00e7a pr\u00e9via proferida em processo aut\u00f4nomo reconhecendo a pr\u00e1tica de atos que tenham resultado na quebra da pessoa jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-previdenciario\"><a>DIREITO PREVIDENCI\u00c1RIO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-manutencao-de-qualidade-de-segurado-em-razao-do-recebimento-de-beneficio-deferido-por-decisao-de-carater-provisorio-futuramente-revogada\">10.&nbsp; &nbsp;<a>Manuten\u00e7\u00e3o de qualidade de segurado em raz\u00e3o do recebimento de benef\u00edcio deferido por decis\u00e3o de car\u00e1ter provis\u00f3rio futuramente revogada.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A previs\u00e3o legal de manuten\u00e7\u00e3o da qualidade de segurado, contida no art. 15, I, da Lei n. 8.213\/1991, inclui os benef\u00edcios deferidos por decis\u00e3o de car\u00e1ter provis\u00f3rio, ainda que seja futuramente revogada.<\/p>\n\n\n\n<p>AREsp 2.023.456-SP, Rel. Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 20\/6\/2023. (Info 780)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-1-situacao-fatica\"><a>10.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Crementino requereu a concess\u00e3o de aux\u00edlio por incapacidade tempor\u00e1ria ao INSS, o que foi negado na via administrativa em raz\u00e3o da falta de constata\u00e7\u00e3o de incapacidade laboral pela per\u00edcia m\u00e9dica. Inconformado, ajuizou a\u00e7\u00e3o na qual foi concedido o benef\u00edcio em car\u00e1ter provis\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>O benef\u00edcio foi mantido e pago por mais de um ano, quando ent\u00e3o a decis\u00e3o que ordenou a concess\u00e3o foi revogada. Ao tentar novamente a concess\u00e3o administrativa, Crementino foi surpreendido por novo indeferimento, desta vez fundamentado na falta de qualidade de segurado, em raz\u00e3o de falta de recolhimento das contribui\u00e7\u00f5es por mais de um ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Caso hipot\u00e9tico.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-analise-estrategica\"><a>10.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-1-questao-juridica\"><a>10.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 296. A tutela provis\u00f3ria conserva sua efic\u00e1cia na pend\u00eancia do processo, mas pode, a qualquer tempo, ser revogada ou modificada.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Par\u00e1grafo \u00fanico. Salvo decis\u00e3o judicial em contr\u00e1rio, a tutela provis\u00f3ria conservar\u00e1 a efic\u00e1cia durante o per\u00edodo de suspens\u00e3o do processo.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 300. A tutela de urg\u00eancia ser\u00e1 concedida quando houver elementos que evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado \u00fatil do processo.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>\u00a7 3\u00ba A tutela de urg\u00eancia de natureza antecipada n\u00e3o ser\u00e1 concedida quando houver perigo de irreversibilidade dos efeitos da decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 8.213\/1991:<\/p>\n\n\n\n<p>Art.&nbsp;15.&nbsp;Mant\u00e9m a qualidade de segurado, independentemente de contribui\u00e7\u00f5es:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; sem limite de prazo, quem est\u00e1 em gozo de benef\u00edcio, exceto do aux\u00edlio-acidente;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-2-o-beneficio-concedido-provisoriamente-mantem-a-qualidade-de-segurado\"><a>10.2.2. O benef\u00edcio concedido provisoriamente mant\u00e9m a qualidade de segurado?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeap!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em regra, a tutela antecipada ou de urg\u00eancia figura como provimento judicial provis\u00f3rio e revers\u00edvel (art. 273, \u00a7 2\u00ba, do CPC\/1973 e arts. 296 e 300, \u00a7 3\u00ba, do CPC\/2015), pelo que, a rigor, a <strong>revoga\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o que concede o mandamento provis\u00f3rio produz efeitos imediatos e retroativos, impondo o retorno \u00e0 situa\u00e7\u00e3o anterior ao deferimento da medida, cujo \u00f4nus deve ser suportado pelo benefici\u00e1rio da tutela.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Como o cumprimento provis\u00f3rio ocorre por iniciativa e responsabilidade do autor, cabe a este, em regra, suportar o \u00f4nus decorrente da revers\u00e3o da decis\u00e3o prec\u00e1ria, na medida em que, a rigor, pode, de antem\u00e3o, prever os resultados de eventual cassa\u00e7\u00e3o da medida, escolher sujeitar-se a tais consequ\u00eancias e at\u00e9 mesmo trabalhar previamente para evitar ou mitigar os impactos negativos no caso de revers\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Essa regra (de total reversibilidade\/restitui\u00e7\u00e3o ao estado anterior), por\u00e9m, n\u00e3o pode ser aplicada em rela\u00e7\u00e3o ao segurado em gozo de benef\u00edcio previdenci\u00e1rio por incapacidade laborativa, concedido por meio de tutela de urg\u00eancia posteriormente revogada, na medida em que, nesses casos<\/strong>, o \u00f4nus (de perder a condi\u00e7\u00e3o de segurado) n\u00e3o \u00e9 completamente previs\u00edvel, evit\u00e1vel ou mitig\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, n\u00e3o \u00e9 de todo previs\u00edvel porque o art. 15, I, da Lei n. 8.213\/1991 assegura que, independentemente de contribui\u00e7\u00f5es, quem est\u00e1 em gozo de benef\u00edcio (qualquer que seja a natureza da concess\u00e3o, porque o dispositivo n\u00e3o diferenciou), mant\u00e9m a qualidade de segurado, sem limite de prazo, isto \u00e9, n\u00e3o seria razo\u00e1vel exigir do segurado de boa-f\u00e9 considerar que tal previs\u00e3o expressa fosse afastada automaticamente na ocasi\u00e3o da revoga\u00e7\u00e3o da medida de car\u00e1ter prec\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, <strong>o \u00f4nus (de perder a qualidade de segurado) n\u00e3o \u00e9 mitig\u00e1vel ou evit\u00e1vel, pois enquanto o segurado est\u00e1 em gozo de benef\u00edcio previdenci\u00e1rio por incapacidade laborativa, concedido por meio de tutela de urg\u00eancia, n\u00e3o pode recolher contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias<\/strong>, uma vez que, em tal condi\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se insere na previs\u00e3o dos arts. 11 ou 13 da Lei n. 8.213\/1991.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-3-resultado-final\"><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a>10.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A previs\u00e3o legal de manuten\u00e7\u00e3o da qualidade de segurado, contida no art. 15, I, da Lei n. 8.213\/1991, inclui os benef\u00edcios deferidos por decis\u00e3o de car\u00e1ter provis\u00f3rio, ainda que seja futuramente revogada.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-penal\"><a>DIREITO PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-im-prescindibilidade-de-o-tribunal-avalie-a-prova-dos-autos-a-fim-perquirir-se-ha-algum-elemento-que-ampare-o-decidido-pelos-jurados-diante-de-recurso-de-apelacao-de-decisao-do-tribunal-do-juri-que-contrariar-manifestamente-prova-dos-autos\"><a>11.&nbsp; (Im)Prescindibilidade de o Tribunal avalie a prova dos autos a fim perquirir se h\u00e1 algum elemento que ampare o decidido pelos jurados diante de recurso de apela\u00e7\u00e3o de decis\u00e3o do tribunal do j\u00fari que contrariar manifestamente prova dos autos<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECLAMA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Diante de recurso de apela\u00e7\u00e3o com base no art. 593, III,&nbsp;d, do CPP, \u00e9 imprescind\u00edvel que o Tribunal avalie a prova dos autos a fim perquirir se h\u00e1 algum elemento que ampare o decidido pelos jurados.<\/p>\n\n\n\n<p>Rcl 42.274-RS, Rel. Ministro Joel Ilan Paciornik, Terceira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 24\/5\/2023, DJe 26\/5\/2023. (Info 780)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-1-situacao-fatica\"><a>11.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em julgamento pelo Tribunal do J\u00fari, o MPE sustenta que os jurados reconheceram o excesso culposo em leg\u00edtima defesa sem nenhum respaldo nos autos. Considerou-se que o primeiro disparo contra a v\u00edtima j\u00e1 teria sido suficiente para deix\u00e1-la estirada ao solo na posi\u00e7\u00e3o dec\u00fabito ventral, cessando a agress\u00e3o. Os depoimentos de testemunhas presenciais, bem como fotografias e laudo pericial afastaram cabalmente a tese do interessado apresentada aos jurados, segundo a qual apenas efetuou outros disparos porque a v\u00edtima caiu segurando suas pernas.<\/p>\n\n\n\n<p>O Tribunal local, ao julgar o apelo, n\u00e3o citou elemento de prova para concluir que a decis\u00e3o dos jurados n\u00e3o est\u00e1 manifestamente divorciada do acervo probat\u00f3rio, limitando-se a afirmar que os jurados acolheram a tese defensiva a eles apresentada em plen\u00e1rio por \u00edntima convic\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-analise-estrategica\"><a>11.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-1-questao-juridica\"><a>11.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPP:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 593. Caber\u00e1 apela\u00e7\u00e3o no prazo de 5 (cinco) dias:<\/p>\n\n\n\n<p>III&nbsp;&#8211;&nbsp;das decis\u00f5es do Tribunal do J\u00fari, quando:&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>d) for a decis\u00e3o dos jurados manifestamente contr\u00e1ria \u00e0 prova dos autos.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-2-o-tribunal-deve-avaliar-as-provas\"><a>11.2.2. O tribunal deve avaliar as provas?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Com certeza!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00c9 indiscut\u00edvel que os jurados atuantes no Tribunal do j\u00fari julgam por \u00edntima convic\u00e7\u00e3o, pois n\u00e3o precisam justificar as raz\u00f5es pelas quais responderam de um modo ou de outro os quesitos formulados<\/strong>. Todavia, essa premissa n\u00e3o impede que o Tribunal de origem exer\u00e7a controle sobre a decis\u00e3o dos jurados, sob pena de tornar letra morta o contido no art. 593, III,&nbsp;<em>d<\/em>, do CPP, que expressamente estipula cabimento de apela\u00e7\u00e3o contra decis\u00e3o de jurados manifestamente contr\u00e1ria \u00e0 prova dos autos.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, <strong>\u00e9 indispens\u00e1vel que o Tribunal avalie a prova dos autos, com fim de perquirir se h\u00e1 algum elemento que ampare o decidido pelos jurados.<\/strong> Trata-se de provid\u00eancia objetiva de cotejo do veredicto com a prova dos autos, sendo prescind\u00edvel qualquer ingresso na mente dos jurados. Contudo, cabe ressaltar que, havendo duas vers\u00f5es jur\u00eddicas sobre os fatos, ambas amparadas no acervo probat\u00f3rio, deve ser preservada a decis\u00e3o dos jurados, em aten\u00e7\u00e3o \u00e0 soberania dos veredictos.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, o apelo da acusa\u00e7\u00e3o fez refer\u00eancia expressa a elementos do acervo probat\u00f3rio dos autos para concluir que houve excesso doloso, raz\u00e3o pela qual a decis\u00e3o dos jurados seria manifestamente contr\u00e1ria \u00e0 prova dos autos. N\u00e3o \u00e9 o caso de absolvi\u00e7\u00e3o por clem\u00eancia. Os jurados n\u00e3o absolveram o interessado, pois responderam negativamente ao quesito gen\u00e9rico. Houve, sim, reconhecimento de leg\u00edtima defesa e o reconhecimento de seu excesso. O que se discute \u00e9 se esse excesso foi culposo ou doloso.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o MPE, os jurados reconheceram o excesso culposo em leg\u00edtima defesa sem nenhum respaldo nos autos. Considerou-se que o primeiro disparo contra a v\u00edtima j\u00e1 teria sido suficiente para deix\u00e1-la estirada ao solo na posi\u00e7\u00e3o dec\u00fabito ventral, cessando a agress\u00e3o. Quanto aos demais disparos, foram justificados pelo&nbsp;<em>animus necandi.<\/em>&nbsp;Os depoimentos de testemunhas presenciais, bem como fotografias e laudo pericial afastaram cabalmente a tese do interessado apresentada aos jurados, segundo a qual apenas efetuou outros disparos porque a v\u00edtima caiu segurando suas pernas.<\/p>\n\n\n\n<p>Todavia, o Tribunal de origem, ao julgar o apelo &#8211; e tamb\u00e9m os embargos de declara\u00e7\u00e3o -, n\u00e3o citou elemento algum de prova para concluir que a decis\u00e3o dos jurados n\u00e3o est\u00e1 manifestamente divorciada do acervo probat\u00f3rio, limitando-se a afirmar que os jurados acolheram a tese defensiva a eles apresentada em plen\u00e1rio por \u00edntima convic\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Por essa raz\u00e3o, <strong>a determina\u00e7\u00e3o de novo julgamento dos embargos de declara\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental para que, ao amparo da prova produzida nos autos, o magistrado fundamente o seu convencimento sobre a decis\u00e3o dos jurados ser ou n\u00e3o manifestamente contr\u00e1ria \u00e0 prova dos autos<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-3-resultado-final\"><a>11.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Diante de recurso de apela\u00e7\u00e3o com base no art. 593, III,<em>&nbsp;d<\/em>, do CPP, \u00e9 imprescind\u00edvel que o Tribunal avalie a prova dos autos a fim perquirir se h\u00e1 algum elemento que ampare o decidido pelos jurados.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-penal\"><a>DIREITO PROCESSUAL PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-competencia-para-julgamento-do-crime-de-insercao-de-dados-falsos-em-sistema-de-dados-federais\"><a>12.&nbsp; Compet\u00eancia para julgamento do crime de inser\u00e7\u00e3o de dados falsos em sistema de dados federais<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO REGIMENTAL NO CONFLITO DE COMPET\u00caNCIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A inser\u00e7\u00e3o de dados falsos em sistema de dados federais n\u00e3o fixa, por si s\u00f3, a compet\u00eancia da Justi\u00e7a Federal, a qual somente \u00e9 atra\u00edda quando houver ofensa direta a bens, servi\u00e7os ou interesses da Uni\u00e3o ou \u00f3rg\u00e3o federal.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no CC 193.250-GO, Rel. Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Terceira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 24\/5\/2023, DJe 29\/5\/2023. (Info 780)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-1-situacao-fatica\"><a>12.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creosvaldo foi abordado por Policiais Rodovi\u00e1rios Federais dirigindo caminh\u00e3o com carregamento de madeira, ocasi\u00e3o em que apresentou Documento de Origem Florestal \u2013 DOF irregular e\/ou inv\u00e1lido, j\u00e1 que as esp\u00e9cies transportadas eram divergentes daquelas descritas no DOF.<\/p>\n\n\n\n<p>O auto de pris\u00e3o foi encaminhado ao ju\u00edzo federal local, que declinou da compet\u00eancia para o ju\u00edzo estadual por entender que que n\u00e3o ficou demonstrada a ofensa a interesse direto e espec\u00edfico da Uni\u00e3o ou de suas entidades aut\u00e1rquicas ou empresas p\u00fablicas com a suposta apresenta\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o falsa no sistema DOF.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-analise-estrategica\"><a>12.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-1-a-quem-compete-julgar\"><a>12.2.1. A quem compete julgar?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Ju\u00edzo ESTADUAL!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Conforme orienta\u00e7\u00e3o jurisprudencial do STJ, &#8220;<strong>conquanto o Sistema DOF tenha sido institu\u00eddo e implantado pelo IBAMA (art. 1\u00ba da Portaria\/MMA n. 253\/2006, c\/c Instru\u00e7\u00e3o Normativa n. 112\/2006 do IBAMA), o mero fato de o Sistema estar hospedado em seu site n\u00e3o atrai, por si s\u00f3, a compet\u00eancia federal para o julgamento de delito de falsifica\u00e7\u00e3o de Documento de Origem Florestal<\/strong>&#8221; (CC 168.575\/MS, relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Terceira Se\u00e7\u00e3o, julgado em 9\/10\/2019, DJe 14\/10\/2019).<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, n\u00e3o foi indicado nenhum preju\u00edzo concreto ao ente federal ou demonstrada a ofensa a interesse direto e espec\u00edfico da Uni\u00e3o ou de suas entidades aut\u00e1rquicas ou empresas p\u00fablicas com a suposta apresenta\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o falsa no sistema DOF (Documento de Origem Florestal), motivo pelo qual o feito deve ser processado e julgado pela Justi\u00e7a comum estadual.<\/p>\n\n\n\n<p>No mesmo sentido, &#8220;embora a emiss\u00e3o e o controle o DOF (Documento de Origem Florestal) recaiam sobre o IBAMA, isso n\u00e3o pode significar,&nbsp;<em>tout court<\/em>, que qualquer pr\u00e1tica delitiva que envolva a inser\u00e7\u00e3o de dados no sistema dessa autarquia (em qualquer de suas unidades) que armazena os registros, contenha, em si, elemento suficiente para caracterizar o interesse da Uni\u00e3o ou da pr\u00f3pria autarquia. Isso porque a prote\u00e7\u00e3o ao meio ambiente \u00e9 de compet\u00eancia comum e, em alguns casos, embora o registro seja feito no Ibama, o interesse envolvido \u00e9 nitidamente estadual. Vale dizer, irregularidades no registro, oriundas de pr\u00e1tica criminosa, por si, n\u00e3o t\u00eam o cond\u00e3o de atrair a compet\u00eancia federal. Racioc\u00ednio diverso ensejaria a compet\u00eancia federal para todo e qualquer caso, haja vista que a prote\u00e7\u00e3o, a fiscaliza\u00e7\u00e3o e a conserva\u00e7\u00e3o ambiental s\u00e3o prop\u00f3sitos \u00ednsitos \u00e0 pr\u00f3pria exist\u00eancia (cria\u00e7\u00e3o) do Ibama&#8221; (CC 141.822\/PR, relator Ministro Rogerio Schietti Cruz, Terceira Se\u00e7\u00e3o, julgado em 9\/9\/2015, DJe 21\/9\/2015).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-2-resultado-final\"><a>12.2.2. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A inser\u00e7\u00e3o de dados falsos em sistema de dados federais n\u00e3o fixa, por si s\u00f3, a compet\u00eancia da Justi\u00e7a Federal, a qual somente \u00e9 atra\u00edda quando houver ofensa direta a bens, servi\u00e7os ou interesses da Uni\u00e3o ou \u00f3rg\u00e3o federal.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-efeito-do-recurso-dirigido-as-instancias-administrativas-contra-o-parecer-da-instancia-superior-do-ministerio-publico-no-caso-de-recusa-de-oferecimento-do-acordo-de-nao-persecucao-penal-pelo-representante-do-ministerio-publico\"><a>13.&nbsp; Efeito do recurso dirigido \u00e0s inst\u00e2ncias administrativas contra o parecer da inst\u00e2ncia superior do Minist\u00e9rio P\u00fablico no caso de recusa de oferecimento do acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal pelo representante do Minist\u00e9rio P\u00fablico<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>PROCESSO EM SEGREDO DE JUSTI\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No caso de recusa de oferecimento do acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal pelo representante do Minist\u00e9rio P\u00fablico, <a>o recurso dirigido \u00e0s inst\u00e2ncias administrativas contra o parecer da inst\u00e2ncia superior do Minist\u00e9rio P\u00fablico<\/a> n\u00e3o det\u00e9m efeito suspensivo capaz de sustar o andamento de a\u00e7\u00e3o penal.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 5\/6\/2023, DJe 7\/6\/2023. (Info 780)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-1-situacao-fatica\"><a>13.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Craudio cometeu crime e foi denunciado. Como o MP n\u00e3o ofereceu o ANPP, a defesa interp\u00f4s recurso dirigido \u00e0s inst\u00e2ncias administrativas superiores do Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste meio tempo, a\u00e7\u00e3o penal prosseguiu, o que levou a defesa de Creitinho a questionar por meio de recurso a continuidade da a\u00e7\u00e3o penal, uma vez que, em seu entender, o recurso apresentado contra o n\u00e3o oferecimento do ANPP teria efeito suspensivo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-analise-estrategica\"><a>13.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-1-questao-juridica\"><a>13.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Processo Penal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 28-A. N\u00e3o sendo caso de arquivamento e tendo o investigado confessado formal e circunstancialmente a pr\u00e1tica de infra\u00e7\u00e3o penal sem viol\u00eancia ou grave amea\u00e7a e com pena m\u00ednima inferior a 4 (quatro) anos, o Minist\u00e9rio P\u00fablico poder\u00e1 propor acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal, desde que necess\u00e1rio e suficiente para reprova\u00e7\u00e3o e preven\u00e7\u00e3o do crime, mediante as seguintes condi\u00e7\u00f5es ajustadas cumulativa e alternativamente:<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 14. No caso de recusa, por parte do Minist\u00e9rio P\u00fablico, em propor o acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal, o investigado poder\u00e1 requerer a remessa dos autos a \u00f3rg\u00e3o superior, na forma do art. 28 deste C\u00f3digo.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-2-tem-efeito-suspensivo\"><a>13.2.2. Tem efeito suspensivo?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Negativo!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O \u00a7 14 do art. 28-A do <a>C\u00f3digo de Processo Penal <\/a><strong>garantiu a possibilidade de o investigado requerer a remessa dos autos a \u00f3rg\u00e3o superior do Minist\u00e9rio P\u00fablico nas hip\u00f3teses em que a acusa\u00e7\u00e3o tenha se recusado a oferecer a proposta de Acordo de N\u00e3o Persecu\u00e7\u00e3o Penal na origem.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No caso, verifica-se que, diante da recusa do representante do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal em primeiro grau para propor o acordo, a defesa pugnou pela reaprecia\u00e7\u00e3o do tema pela C\u00e2mara de Coordena\u00e7\u00e3o e Revis\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal &#8211; MPF, o que foi deferido no pr\u00f3prio \u00e2mbito administrativo.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo <strong>o \u00f3rg\u00e3o superior do Minist\u00e9rio P\u00fablico ratificou o entendimento acerca da impossibilidade concreta da propositura do acordo aos acusados<\/strong>. Nesse caso, por aus\u00eancia de previs\u00e3o legal, afasta-se a obrigatoriedade de suspens\u00e3o das duas a\u00e7\u00f5es penais em curso na origem diante da pend\u00eancia do julgamento de recurso administrativo interposto pela defesa no \u00e2mbito interno do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal. Isso porque cumpre ao Minist\u00e9rio P\u00fablico, como titular da a\u00e7\u00e3o penal p\u00fablica, a propositura, ou n\u00e3o, do ANPP (art. 28-A do CPP).<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, n\u00e3o h\u00e1 ilegalidade pelo fato de o \u00f3rg\u00e3o acusat\u00f3rio sequer ter iniciado di\u00e1logo com a defesa sobre o tema, notadamente porque, de forma fundamentada, explicitou as raz\u00f5es pelas quais entendeu n\u00e3o ser vi\u00e1vel a propositura do acordo. O oferecimento submete-se \u00e0 DISCRICIONARIEDADE do Minist\u00e9rio P\u00fablico como titular da a\u00e7\u00e3o penal. N\u00e3o constitui direito subjetivo do acusado a oferta do acordo. Por fim, tamb\u00e9m n\u00e3o cabe ao Poder Judici\u00e1rio impor ao Minist\u00e9rio P\u00fablico a obriga\u00e7\u00e3o de ofert\u00e1-lo.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-3-resultado-final\"><a>13.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>No caso de recusa de oferecimento do acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal pelo representante do Minist\u00e9rio P\u00fablico, o recurso dirigido \u00e0s inst\u00e2ncias administrativas contra o parecer da inst\u00e2ncia superior do Minist\u00e9rio P\u00fablico n\u00e3o det\u00e9m efeito suspensivo capaz de sustar o andamento de a\u00e7\u00e3o penal.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-exercicio-do-direito-ao-silencio-e-efeitos-probatorios\"><a>14.&nbsp; Exerc\u00edcio do direito ao sil\u00eancio e efeitos probat\u00f3rios<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>O exerc\u00edcio do direito ao sil\u00eancio n\u00e3o pode servir de fundamento para descredibilizar o acusado nem para presumir a veracidade das vers\u00f5es sustentadas por policiais, sendo imprescind\u00edvel a supera\u00e7\u00e3o do&nbsp;standard&nbsp;probat\u00f3rio pr\u00f3prio do processo penal a respald\u00e1-las.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.037.491-SP, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 6\/6\/2023. (Info 780)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-1-situacao-fatica\"><a>14.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creitinho foi denunciado pelo crime de tr\u00e1fico de drogas. Embora em primeiro grau tenha sido acolhida a tese de que se tratava de usu\u00e1rio que havia acabado de comprar a droga dos traficantes, em apela\u00e7\u00e3o, o tribunal local reformou a senten\u00e7a para condenar o rapaz.<\/p>\n\n\n\n<p>A condena\u00e7\u00e3o foi embasada no fato de que Creitinho optara pelo sil\u00eancio em ju\u00edzo, bem como da declara\u00e7\u00e3o dos policiais que teriam visto o acusado se esquivando das viaturas e escondendo drogas em locais distintos. Na linha argumentativa desenvolvida e adotada pelo Tribunal, a negativa do r\u00e9u em ju\u00edzo seria estrat\u00e9gia para evitar a condena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-analise-estrategica\"><a>14.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-1-questao-juridica\"><a>14.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CF:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>&nbsp;Art. 5\u00ba Todos s\u00e3o iguais perante a lei, sem distin\u00e7\u00e3o de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no Pa\u00eds a inviolabilidade do direito \u00e0 vida, \u00e0 liberdade, \u00e0 igualdade, \u00e0 seguran\u00e7a e \u00e0 propriedade, nos termos seguintes:<\/p>\n\n\n\n<p>LXVIII &#8211; conceder-se-\u00e1&nbsp;habeas corpus&nbsp;sempre que algu\u00e9m sofrer ou se achar amea\u00e7ado de sofrer viol\u00eancia ou coa\u00e7\u00e3o em sua liberdade de locomo\u00e7\u00e3o, por ilegalidade ou abuso de poder;<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 11.343\/2006:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 33. Importar, exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor \u00e0 venda, oferecer, ter em dep\u00f3sito, transportar, trazer consigo, guardar, prescrever, ministrar, entregar a consumo ou fornecer drogas, ainda que gratuitamente, sem autoriza\u00e7\u00e3o ou em desacordo com determina\u00e7\u00e3o legal ou regulamentar:<\/p>\n\n\n\n<p>Pena &#8211; reclus\u00e3o de 5 (cinco) a 15 (quinze) anos e pagamento de 500 (quinhentos) a 1.500 (mil e quinhentos) dias-multa.<\/p>\n\n\n\n<p>CPP:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 186. Depois de devidamente qualificado e cientificado do inteiro teor da acusa\u00e7\u00e3o, o acusado ser\u00e1 informado pelo juiz, antes de iniciar o interrogat\u00f3rio, do seu direito de permanecer calado e de n\u00e3o responder perguntas que lhe forem formuladas.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Par\u00e1grafo \u00fanico. O sil\u00eancio, que n\u00e3o importar\u00e1 em confiss\u00e3o, n\u00e3o poder\u00e1 ser interpretado em preju\u00edzo da defesa.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-2-pode-punir-o-silencio\"><a>14.2.2. Pode punir o sil\u00eancio<\/a>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>De jeito nenhum!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O direito ao sil\u00eancio, enumerado na Constitui\u00e7\u00e3o Federal como direito de permanecer calado, \u00e9 suced\u00e2neo l\u00f3gico do princ\u00edpio&nbsp;<em>nemo tenetur se detegere<\/em>. Nesse sentido, <strong>\u00e9 equivocado qualquer entendimento de que se conclua que seu exerc\u00edcio possa acarretar alguma puni\u00e7\u00e3o ao acusado<\/strong>. A pessoa n\u00e3o pode ser punida por realizar um comportamento a que tem direito. O art. 5\u00ba, inc. LXIII, da CF, n\u00e3o deixa d\u00favidas quanto \u00e0 n\u00e3o recep\u00e7\u00e3o do art. 198 do CPP, quando diz que o sil\u00eancio do acusado, ainda que n\u00e3o importe em confiss\u00e3o, poder\u00e1 se constituir elemento para a forma\u00e7\u00e3o do convencimento do juiz.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse reprov\u00e1vel subterf\u00fagio processual foi enfrentado no julgamento do HC 330.559\/SC, em 2018. Consta, na ementa daquela decis\u00e3o que: &#8220;3. Na verdade, qualquer pessoa ao confrontar-se com o Estado em sua atividade persecut\u00f3ria, deve ter a prote\u00e7\u00e3o jur\u00eddica contra eventual tentativa de induzir-lhe \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de prova favor\u00e1vel ao interesse punitivo estatal, especialmente se do sil\u00eancio puder decorrer responsabiliza\u00e7\u00e3o penal do pr\u00f3prio depoente&#8221;. (HC n. 330559\/SC, Rel. Ministro Rogerio Schietti, Sexta Turma, DJe 9\/10\/2018).<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, a absolvi\u00e7\u00e3o em primeira inst\u00e2ncia foi revista pelo Tribunal que, acolhendo a apela\u00e7\u00e3o interposta pela acusa\u00e7\u00e3o, condenou o r\u00e9u pela pr\u00e1tica do delito incurso no art. 33, caput, da Lei n. 11.343\/2006. <a>Na linha argumentativa desenvolvida a negativa do r\u00e9u em ju\u00edzo quanto \u00e0 comiss\u00e3o do delito seria estrat\u00e9gia para evitar a condena\u00e7\u00e3o<\/a>. As exatas palavras utilizadas no ac\u00f3rd\u00e3o recorrido foram que: &#8220;Fosse verdadeira a fr\u00e1gil negativa judicial, certamente o r\u00e9u a teria apresentado perante a autoridade policial, quando entretanto, valeu-se do direito constitucional ao sil\u00eancio, comportamento que, se por um lado n\u00e3o pode prejudic\u00e1-lo, por outro permite afirmar que a simpl\u00f3ria negativa \u00e9 mera tentativa de se livrar da condena\u00e7\u00e3o&#8221;. Houve, portanto, viola\u00e7\u00e3o direta ao art. 186 do CPP.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O racioc\u00ednio enviesado que concedeu inequ\u00edvoco valor de verdade \u00e0 palavra dos policiais e que interpretou a negativa do acusado em ju\u00edzo como mentira, teve o sil\u00eancio do r\u00e9u em sede policial como ponto de partida<\/strong>. A inst\u00e2ncia de segundo grau erroneamente preencheu o sil\u00eancio do r\u00e9u com palavras que ele pode nunca ter pronunciado, j\u00e1 que, do ponto de vista processual-probat\u00f3rio, tem-se apenas o que os policiais afirmaram haver escutado, em modo informal, ainda no local do fato.<\/p>\n\n\n\n<p>Decidiu o Tribunal estadual, ent\u00e3o, que, se de um lado havia raz\u00f5es para crer que o r\u00e9u mentia em ju\u00edzo, de outro, estavam os desembargadores julgadores autorizados a acreditar que os policiais \u00e9 que traziam relatos correspondentes \u00e0 realidade, ao afirmarem: 1) que avistaram o acusado descartando as drogas que foram encontradas no ch\u00e3o, 2) que a balan\u00e7a de precis\u00e3o que estava no interior de um carro abandonado seria do acusado e, adicionalmente, 3) que ainda na cena do crime, o recorrente haveria confessado informalmente que, sim, traficava.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa narrativa toma como ver\u00eddica uma situa\u00e7\u00e3o em que o investigado ofereceu \u00e0queles policiais, desembara\u00e7adamente, a verdade dos fatos, em retribui\u00e7\u00e3o \u00e0 empatia com que fora tratado por eles; como se houvesse confidenciado um segredo a novos amigos, e n\u00e3o confessado a pr\u00e1tica de um delito a agentes da lei. Se \u00e9 que de fato o acusado confirmou para os policiais que traficava por passar por dificuldades financeiras, \u00e9 ingenuidade supor que o tenha feito em cen\u00e1rio totalmente livre da mais m\u00ednima injusta press\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O Tribunal incorreu em injusti\u00e7as epist\u00eamicas de diversos tipos, seja por excesso de credibilidade conferido ao testemunho dos policiais, seja a injusti\u00e7a epist\u00eamica cometida contra o r\u00e9u, ao lhe conferir credibilidade justamente quando menos teve oportunidade de atuar como sujeito de direitos.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, \u00e9 preciso reconhecer que, <strong>se se pretende aproveitar a palavra do policial, imp\u00f5e-se a exig\u00eancia de respaldo probat\u00f3rio que v\u00e1 al\u00e9m do sil\u00eancio do investigado ou r\u00e9u<\/strong>. O sil\u00eancio n\u00e3o descredibiliza o imputado e n\u00e3o autoriza que magistrados concedam autom\u00e1tica presun\u00e7\u00e3o de veracidade \u00e0s vers\u00f5es sustentadas por policiais.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, ante a manifesta escassez probat\u00f3ria que &#8211; em viola\u00e7\u00e3o ao art. 186 do CPP &#8211; se extraiu do sil\u00eancio do acusado infer\u00eancias que a lei n\u00e3o autoriza extrair, imp\u00f5e-se reconhecer que o&nbsp;<em>standard<\/em>&nbsp;probat\u00f3rio pr\u00f3prio do processo penal, para a condena\u00e7\u00e3o, n\u00e3o foi superado.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-3-resultado-final\"><a>14.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O exerc\u00edcio do direito ao sil\u00eancio n\u00e3o pode servir de fundamento para descredibilizar o acusado nem para presumir a veracidade das vers\u00f5es sustentadas por policiais, sendo imprescind\u00edvel a supera\u00e7\u00e3o do&nbsp;<em>standard<\/em>&nbsp;probat\u00f3rio pr\u00f3prio do processo penal a respald\u00e1-las.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-requisitos-para-o-afastamento-da-prisao-domiciliar-para-mulher-gestante-ou-mae-de-filho-menor-de-12-anos\"><a>15.&nbsp; Requisitos para o afastamento da pris\u00e3o domiciliar para mulher gestante ou m\u00e3e de filho menor de 12 anos<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O <a>afastamento da pris\u00e3o domiciliar para mulher gestante ou m\u00e3e de filho menor de 12 anos <\/a>exige fundamenta\u00e7\u00e3o id\u00f4nea e casu\u00edstica, independentemente de comprova\u00e7\u00e3o de indispensabilidade da sua presen\u00e7a para prestar cuidados ao filho, sob pena de infring\u00eancia ao art. 318, inciso V, do CPP, inserido pelo Marco Legal da Primeira Inf\u00e2ncia (Lei n. 13.257\/2016).<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no HC 805.493-SC, Rel. Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, por maioria, julgado em 20\/6\/2023, DJe 23\/6\/2023. (Info 780)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-1-situacao-fatica\"><a>15.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creide, m\u00e3e de crian\u00e7as menores de 12 anos, foi apreendida na posse de grande quantidade e variedade de drogas: al\u00e9m de crack e coca, 2kg (dois quilos)!!! Restou constatado que a mulher traficava e guardava as drogas em na resid\u00eancia que habitava junto com os filhos.<\/p>\n\n\n\n<p>A defesa de Creide requereu a pris\u00e3o domiciliar para mulher gestante ou m\u00e3e de filho menor de 12 anos, conforme decis\u00e3o do STF em habeas corpus coletivo. O pedido foi negado e fundamentado na periculosidade da r\u00e9 e a necessidade da segrega\u00e7\u00e3o como forma de acautelar a ordem p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-2-analise-estrategica\"><a>15.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-2-1-questao-juridica\"><a>15.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Processo Penal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 310. Ap\u00f3s receber o auto de pris\u00e3o em flagrante, no prazo m\u00e1ximo de at\u00e9 24 (vinte e quatro) horas ap\u00f3s a realiza\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o, o juiz dever\u00e1 promover audi\u00eancia de cust\u00f3dia com a presen\u00e7a do acusado, seu advogado constitu\u00eddo ou membro da Defensoria P\u00fablica e o membro do Minist\u00e9rio P\u00fablico, e, nessa audi\u00eancia, o juiz dever\u00e1, fundamentadamente:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>II &#8211; converter a pris\u00e3o em flagrante em preventiva, quando presentes os requisitos constantes do&nbsp;art. 312 deste C\u00f3digo, e se revelarem inadequadas ou insuficientes as medidas cautelares diversas da pris\u00e3o; ou&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 312. A pris\u00e3o preventiva poder\u00e1 ser decretada como garantia da ordem p\u00fablica, da ordem econ\u00f4mica, por conveni\u00eancia da instru\u00e7\u00e3o criminal ou para assegurar a aplica\u00e7\u00e3o da lei penal, quando houver prova da exist\u00eancia do crime e ind\u00edcio suficiente de autoria e de perigo gerado pelo estado de liberdade do imputado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-2-2-pode-prender\"><a>15.2.2. Pode prender?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Pode&#8230; Mas tem justificar bonitinho!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a possui entendimento consolidado no sentido de que <strong>a validade da segrega\u00e7\u00e3o cautelar est\u00e1 condicionada \u00e0 observ\u00e2ncia, em decis\u00e3o devidamente fundamentada, aos requisitos insertos no art. 312 do C\u00f3digo de Processo Penal, revelando-se indispens\u00e1vel a demonstra\u00e7\u00e3o de em que consiste o&nbsp;<em>periculum libertatis<\/em>.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o bastasse a compreens\u00e3o j\u00e1 sedimentada no STJ, <strong>o Supremo Tribunal Federal, no julgamento do HC 143.641\/SP, concedeu habeas corpus coletivo &#8220;para determinar a substitui\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o preventiva pela domiciliar &#8211; sem preju\u00edzo da aplica\u00e7\u00e3o concomitante das medidas alternativas previstas no art. 319 do CPP &#8211; de todas as mulheres presas, gestantes, pu\u00e9rperas, ou m\u00e3es de crian\u00e7as e deficientes sob sua guarda, nos termos do art. 2\u00ba do ECA e da Conven\u00e7\u00e3o de Direitos das Pessoas com Defici\u00eancias<\/strong> (Decreto Legislativo 186\/2008 e Lei 13.146\/2015), relacionadas nesse processo pelo DEPEN e outras autoridades estaduais, enquanto perdurar tal condi\u00e7\u00e3o, excetuados os casos de crimes praticados por elas mediante viol\u00eancia ou grave amea\u00e7a, contra seus descendentes ou, ainda, em situa\u00e7\u00f5es excepcional\u00edssimas, as quais dever\u00e3o ser devidamente fundamentadas pelos ju\u00edzes que denegarem o benef\u00edcio (&#8230;)&#8221; (STF, HC 143.641\/SP, relator Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, julgado em 20\/2\/2018, DJe de 21\/2\/2018).<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, a pris\u00e3o preventiva est\u00e1 justificada, pois, segundo a decis\u00e3o que a imp\u00f4s, foi apreendida grande quantidade e variedade de drogas, a saber, 2kg (dois quilos) de maconha, 8g (oito gramas) de crack e 18g (dezoito gramas) de coca\u00edna. Dessarte, evidenciadas a periculosidade da r\u00e9 e a necessidade da segrega\u00e7\u00e3o como forma de acautelar a ordem p\u00fablica. Ademais, <strong>o decreto de pris\u00e3o preventiva salienta que, embora a autuada n\u00e3o possua antecedentes criminais, a elevada quantidade de drogas apreendidas inviabiliza a concess\u00e3o da liberdade provis\u00f3ria<\/strong> (art. 310, II, CPP).<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, a negativa da pris\u00e3o domiciliar \u00e0 acusada teve como lastro o fato de o delito ter sido cometido em sua pr\u00f3pria resid\u00eancia, com armazenamento de grande quantidade e variedade de drogas em ambiente onde habitava com os filhos, colocando-os em risco, circunst\u00e2ncia apta a afastar a aplica\u00e7\u00e3o do entendimento da Suprema Corte.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-2-3-resultado-final\"><a>15.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O afastamento da pris\u00e3o domiciliar para mulher gestante ou m\u00e3e de filho menor de 12 anos exige fundamenta\u00e7\u00e3o id\u00f4nea e casu\u00edstica, independentemente de comprova\u00e7\u00e3o de indispensabilidade da sua presen\u00e7a para prestar cuidados ao filho, sob pena de infring\u00eancia ao art. 318, inciso V, do CPP, inserido pelo Marco Legal da Primeira Inf\u00e2ncia (Lei n. 13.257\/2016).<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-c3bd0ec9-dc92-43c1-88cb-1684716262bc\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/07\/25011825\/stj-informativo-780.pdf\">stj-informativo-780<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/07\/25011825\/stj-informativo-780.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-c3bd0ec9-dc92-43c1-88cb-1684716262bc\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Informativo n\u00ba 780 do STJ\u00a0COMENTADO\u00a0saindo do forno (quentinho) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! 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DIREITO ADMINISTRATIVO 1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dever de indeniza\u00e7\u00e3o no caso de contrato verbal e sem licita\u00e7\u00e3o quando da efetiva presta\u00e7\u00e3o por terceiros RECURSO ESPECIAL No caso de contrato verbal e sem licita\u00e7\u00e3o, o ente p\u00fablico [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":833,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"post_tipo":"article","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"tax_estado":[],"class_list":["post-1254206","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cursos-e-concursos"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v27.2 (Yoast SEO v27.2) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Informativo STJ 780 Comentado<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-780-comentado\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Informativo STJ 780 Comentado\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Informativo n\u00ba 780 do STJ\u00a0COMENTADO\u00a0saindo do forno (quentinho) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! 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