{"id":1250294,"date":"2023-07-18T11:25:55","date_gmt":"2023-07-18T14:25:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1250294"},"modified":"2023-07-18T11:25:57","modified_gmt":"2023-07-18T14:25:57","slug":"informativo-stf-1101-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1101-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STF 1101 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p>Informativo n\u00ba 1101 do STF\u00a0<strong>COMENTADO.\u00a0<\/strong>\u00c9 para voc\u00ea que est\u00e1 ligad@ aqui\u00a0no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/07\/18112543\/stf-informativo-1101.pdf\" rel=\"sponsored nofollow\">DOWNLOAD do PDF<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_G99K08QfRhg\"><div id=\"lyte_G99K08QfRhg\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/G99K08QfRhg\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/G99K08QfRhg\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/G99K08QfRhg\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-constitucional\"><a>DIREITO CONSTITUCIONAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-implementacao-de-politicas-publicas-pelo-poder-judiciario-para-garantir-o-direito-a-saude\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas pelo Poder Judici\u00e1rio para garantir o direito \u00e0 sa\u00fade<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO EXTRAORDIN\u00c1RIO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u201c1. A interven\u00e7\u00e3o do Poder Judici\u00e1rio em pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de direitos fundamentais, em caso de aus\u00eancia ou defici\u00eancia grave do servi\u00e7o, n\u00e3o viola o princ\u00edpio da separa\u00e7\u00e3o dos Poderes. 2. A decis\u00e3o judicial, como regra, em lugar de determinar medidas pontuais, deve apontar as finalidades a serem alcan\u00e7adas e determinar \u00e0 Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica que apresente um plano e\/ou os meios adequados para alcan\u00e7ar o resultado; 3. No caso de servi\u00e7os de sa\u00fade, o d\u00e9ficit de profissionais pode ser suprido por concurso p\u00fablico ou, por exemplo, pelo remanejamento de recursos humanos e pela contrata\u00e7\u00e3o de organiza\u00e7\u00f5es sociais (OS) e organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil de interesse p\u00fablico (OSCIP).\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>RE 684.612\/RJ, relator Ministro Ricardo Lewandowski, redator do ac\u00f3rd\u00e3o Ministro Roberto Barroso, julgamento virtual finalizado em 30.6.2023 (Info 1101)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-situacao-fatica\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O&nbsp;(RE) 684612 foi interposto pelo Munic\u00edpio do Rio de Janeiro em a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica ajuizada pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico estadual para obrigar a prefeitura a tomar provid\u00eancias administrativas para o funcionamento do Hospital Municipal Salgado Filho. As condi\u00e7\u00f5es da estrutura e do atendimento no Hospital&nbsp;seriam p\u00e9ssimas&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>No recurso, o MP-RJ alega estar previsto no artigo 129 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal sua atribui\u00e7\u00e3o em cobrar do Estado que promova condi\u00e7\u00f5es de acesso do cidad\u00e3o \u00e0 sa\u00fade. A Prefeitura sustenta que o Poder Judici\u00e1rio n\u00e3o pode se imiscuir na tarefa do Executivo de prestar o direito fundamental \u00e0 sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-analise-estrategica\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-houve-violacao-ao-principio-da-separacao-dos-poderes\"><a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Houve viola\u00e7\u00e3o ao princ\u00edpio da separa\u00e7\u00e3o dos poderes?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na hip\u00f3tese de aus\u00eancia ou defici\u00eancia grave do servi\u00e7o, a interven\u00e7\u00e3o do Poder Judici\u00e1rio em pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de direitos fundamentais n\u00e3o viola o princ\u00edpio da separa\u00e7\u00e3o dos Poderes (CF\/1988, art. 2\u00ba),<strong> devendo a atua\u00e7\u00e3o judicial, via de regra, indicar as finalidades pretendidas e impor \u00e0 Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica a apresenta\u00e7\u00e3o dos meios adequados para alcan\u00e7\u00e1-las.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ent\u00e3o t\u00e1 liberado de vez?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tamb\u00e9m n\u00e3o!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A interven\u00e7\u00e3o casu\u00edstica do Poder Judici\u00e1rio, definindo a forma de contrata\u00e7\u00e3o de pessoal e da gest\u00e3o dos servi\u00e7os de sa\u00fade, coloca em risco a pr\u00f3pria continuidade das pol\u00edticas p\u00fablicas, j\u00e1 que desorganiza a atividade administrativa e compromete a aloca\u00e7\u00e3o racional dos escassos recursos p\u00fablicos. Assim, <strong>a participa\u00e7\u00e3o judicial deve ocorrer em situa\u00e7\u00f5es EXCEPCIONAIS e ser pautada por crit\u00e9rios de razoabilidade e efici\u00eancia, respeitada a discricionariedade do administrador em definir e implementar pol\u00edticas p\u00fablicas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, para viabilizar uma atua\u00e7\u00e3o judicial efetiva e organizada com vistas \u00e0 concretiza\u00e7\u00e3o de direitos fundamentais, <strong>o STF fixou os seguintes par\u00e2metros a serem observados<\/strong>:&nbsp;<strong>(i)<\/strong>&nbsp;a aus\u00eancia ou a grave defici\u00eancia do servi\u00e7o p\u00fablico, decorrente da in\u00e9rcia ou excessiva morosidade do Poder P\u00fablico, devem estar devidamente comprovadas nos autos (1);&nbsp;<strong>(ii)&nbsp;<\/strong>deve-se questionar se \u00e9 razo\u00e1vel e faticamente vi\u00e1vel que a obriga\u00e7\u00e3o pleiteada seja universalizada pelo ente p\u00fablico devedor, considerados os recursos efetivamente existentes;&nbsp;<strong>(iii)<\/strong>&nbsp;determina-se a finalidade a ser atingida e n\u00e3o o modo como ela dever\u00e1 ser alcan\u00e7ada pelo administrador, prestigiando-se a resolu\u00e7\u00e3o consensual da demanda e o di\u00e1logo institucional com as autoridades p\u00fablicas respons\u00e1veis;&nbsp;<strong>(iv)<\/strong>&nbsp;na implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas, a decis\u00e3o judicial deve apoiar-se em documentos ou manifesta\u00e7\u00f5es de \u00f3rg\u00e3os t\u00e9cnicos, os quais poder\u00e3o acompanhar a peti\u00e7\u00e3o inicial ou compor a instru\u00e7\u00e3o processual; e&nbsp;<strong>(v)<\/strong>&nbsp;sempre que poss\u00edvel, deve-se permitir a participa\u00e7\u00e3o de terceiros no processo, com a admiss\u00e3o de&nbsp;<strong>amici curiae<\/strong>&nbsp;e a designa\u00e7\u00e3o de audi\u00eancias p\u00fablicas.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-resultado-final\"><a>1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por maioria, ao apreciar o&nbsp;Tema 698 da repercuss\u00e3o geral, deu parcial provimento ao recurso extraordin\u00e1rio para anular o ac\u00f3rd\u00e3o recorrido e determinar o retorno dos autos \u00e0 origem para novo exame da mat\u00e9ria, de acordo com as circunst\u00e2ncias f\u00e1ticas atuais do Hospital Municipal Salgado Filho (Rio de Janeiro\/RJ) e com os par\u00e2metros ora fixados.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-prestacao-de-servicos-de-arrecadacao-e-movimentacao-de-recursos-financeiros-por-instituicoes-financeiras-privadas-constituidas-no-pais-sob-controle-estrangeiro\"><a><\/a><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <em>Presta\u00e7\u00e3o<\/em><\/a><em>&nbsp;de servi\u00e7os de arrecada\u00e7\u00e3o e movimenta\u00e7\u00e3o de recursos financeiros por institui\u00e7\u00f5es financeiras privadas constitu\u00eddas no Pa\u00eds sob controle estrangeiro<\/em><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional dispositivo de Constitui\u00e7\u00e3o estadual que veda a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de arrecada\u00e7\u00e3o e movimenta\u00e7\u00e3o de recursos financeiros por institui\u00e7\u00f5es financeiras privadas constitu\u00eddas no Pa\u00eds sob controle estrangeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 3.565\/MT, relator Ministro Roberto Barroso, julgamento virtual finalizado em 30.6.2023 (Info 1101)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-situacao-fatica\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Sistema Financeiro (Consif) ajuizou a ADI 3565 por meio da qual contesta o artigo 171 da Constitui\u00e7\u00e3o do Estado de Mato Grosso que diferencia empresa brasileira e empresa brasileira de capital nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>A confedera\u00e7\u00e3o alega que ap\u00f3s a Emenda Constitucional 06\/95, que revogou o artigo 171 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, n\u00e3o h\u00e1 mais essa distin\u00e7\u00e3o. Sustenta que o artigo questionado \u00e9 inconstitucional por submeter a tratamento diferenciado as empresas conforme a origem de seu capital e impossibilitar a livre concorr\u00eancia, como prev\u00ea o inciso IV do artigo 170 da CF. Para a Consif, o artigo da Carta mato-grossense tamb\u00e9m afeta o princ\u00edpio do livre exerc\u00edcio da atividade, previsto no inciso XIII, do artigo 5\u00ba, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-analise-estrategica\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-a-norma-e-constitucional\"><a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A norma \u00e9 constitucional?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Negativo!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional \u2014 <strong>por ofender os princ\u00edpios da isonomia (CF\/1988, art. 5\u00ba, \u201ccaput\u201d), da livre iniciativa e da livre concorr\u00eancia<\/strong> (CF\/1988, art. 170, \u201ccaput\u201d e IV) \u2014 norma de Constitui\u00e7\u00e3o estadual que impede institui\u00e7\u00f5es financeiras privadas constitu\u00eddas no Pa\u00eds sob controle estrangeiro de prestarem servi\u00e7os financeiros ao Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>A Emenda Constitucional 6\/1995 revogou o conceito de empresa brasileira de capital nacional e os fundamentos constitucionais para a concess\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o e benef\u00edcios especiais e de tratamento preferencial na aquisi\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os, exclusivamente em fun\u00e7\u00e3o da origem do capital das pessoas jur\u00eddicas (CF\/1988, art. 171). No entanto, <strong>n\u00e3o se retirou do legislador a op\u00e7\u00e3o de impor restri\u00e7\u00f5es ao capital estrangeiro quando presentes raz\u00f5es que as justifiquem, como, por exemplo, a exist\u00eancia de risco \u00e0 soberania, \u00e0 seguran\u00e7a nacional e \u00e0 ordem econ\u00f4mica<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>As atividades descritas no dispositivo estadual impugnado, contudo, s\u00e3o meras opera\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias de pagamento de valores, eis que consistem na arrecada\u00e7\u00e3o de tributos e demais receitas e na movimenta\u00e7\u00e3o de recursos financeiros.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, \u00e9 <strong>prejudicial ao pr\u00f3prio Estado restringir ainda mais o n\u00famero de institui\u00e7\u00f5es aptas a operacionalizar pagamentos em seu nome<\/strong>. Por isso, n\u00e3o h\u00e1 necessidade de conferir tratamento diferenciado entre potenciais prestadores do servi\u00e7o conforme a origem do seu capital quando a contrata\u00e7\u00e3o se restringe a institui\u00e7\u00f5es autorizadas a funcionar pelo Banco Central e que preencham requisitos de idoneidade econ\u00f4mico-financeira.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-resultado-final\"><a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por maioria, julgou procedente a a\u00e7\u00e3o para declarar a inconstitucionalidade da express\u00e3o \u201c<em>em que brasileiros detenham mais de 50% (cinquenta por cento) do capital com direito a voto<\/em>\u201d, constante do&nbsp;caput&nbsp;e dos \u00a7\u00a7 1\u00ba e 2\u00ba do art. 171 da Constitui\u00e7\u00e3o Estadual do Mato Grosso.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-colaboracao-premiada-possibilidade-de-utilizacao-no-ambito-de-acao-civil-publica-por-ato-de-improbidade-administrativa\"><a><\/a><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <em>Colabora\u00e7\u00e3o<\/em><\/a><em>&nbsp;premiada: possibilidade de utiliza\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito de a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica por ato de improbidade administrativa<\/em><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>&nbsp;RECURSO EXTRAORDIN\u00c1RIO COM AGRAVO<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 constitucional a utiliza\u00e7\u00e3o da colabora\u00e7\u00e3o premiada, nos termos da Lei 12.850\/2013, no \u00e2mbito civil, em a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica por ato de improbidade administrativa movida pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico, observando-se as seguintes diretrizes: (1) Realizado o acordo de colabora\u00e7\u00e3o premiada, ser\u00e3o remetidos ao juiz, para an\u00e1lise, o respectivo termo, as declara\u00e7\u00f5es do colaborador e c\u00f3pia da investiga\u00e7\u00e3o, devendo o juiz ouvir sigilosamente o colaborador, acompanhado de seu defensor, oportunidade em que analisar\u00e1 os seguintes aspectos na homologa\u00e7\u00e3o: regularidade, legalidade e voluntariedade da manifesta\u00e7\u00e3o de vontade, especialmente nos casos em que o colaborador est\u00e1 ou esteve sob efeito de medidas cautelares, nos termos dos \u00a7\u00a7 6\u00ba e 7\u00ba do artigo 4\u00ba da referida Lei 12.850\/2013; (2) As declara\u00e7\u00f5es do agente colaborador, desacompanhadas de outros elementos de prova, s\u00e3o insuficientes para o in\u00edcio da a\u00e7\u00e3o civil por ato de improbidade; (3) A obriga\u00e7\u00e3o de ressarcimento do dano causado ao er\u00e1rio pelo agente colaborador deve ser integral, n\u00e3o podendo ser objeto de transa\u00e7\u00e3o ou acordo, sendo v\u00e1lida a negocia\u00e7\u00e3o em torno do modo e das condi\u00e7\u00f5es para a indeniza\u00e7\u00e3o; (4) O acordo de colabora\u00e7\u00e3o deve ser celebrado pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico, com a interveni\u00eancia da pessoa jur\u00eddica interessada e devidamente homologado pela autoridade judicial; (5) Os acordos j\u00e1 firmados somente pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico ficam preservados at\u00e9 a data deste julgamento, desde que haja previs\u00e3o de total ressarcimento do dano, tenham sido devidamente homologados em Ju\u00edzo e regularmente cumpridos pelo beneficiado.<\/p>\n\n\n\n<p>ARE 1.175.650\/PR, relator Ministro Alexandre de Moraes, julgamento virtual finalizado em 30.6.2023 (Info 1101)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-situacao-fatica\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico do Paran\u00e1 prop\u00f4s a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica por ato de improbidade administrativa contra um auditor fiscal e mais 24 pessoas f\u00edsicas e jur\u00eddicas. Na Opera\u00e7\u00e3o Publicano, revelou-se a exist\u00eancia de organiza\u00e7\u00e3o criminosa que obtinha vantagem patrimonial por meio de acordos (corrup\u00e7\u00e3o) com empres\u00e1rios sujeitos \u00e0 fiscaliza\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria na Receita Estadual.<\/p>\n\n\n\n<p>O MP-PR requereu a indisponibilidade de valores e de bens m\u00f3veis e im\u00f3veis dos acusados e a imposi\u00e7\u00e3o das san\u00e7\u00f5es previstas na Lei 8.429\/1992 (Lei de Improbidade Administrativa). A defesa de um dos auditores investigados alega que a medida se amparou em elementos colhidos em colabora\u00e7\u00e3o premiada, cuja utiliza\u00e7\u00e3o em a\u00e7\u00e3o de improbidade n\u00e3o seria admitida pelo artigo 17, par\u00e1grafo 1\u00ba, da Lei 8.429\/1992.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-analise-estrategica\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-questao-juridica\"><a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei 13.964\/2019: \u201cArt. 6\u00ba A Lei n\u00ba 8.429, de 2 de junho de 1992, passa a vigorar com as seguintes altera\u00e7\u00f5es: \u2018Art. 17&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1\u00ba As a\u00e7\u00f5es de que trata este artigo admitem a celebra\u00e7\u00e3o de acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o c\u00edvel, nos termos desta Lei.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-possivel-o-uso-da-colaboracao-premiada-em-acp-por-ato-de-improbidade\"><a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel o uso da colabora\u00e7\u00e3o premiada em ACP por ato de improbidade?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Observados os requisitos fixados pelo STF, SIM!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional o uso do instituto da colabora\u00e7\u00e3o premiada em a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica por ato de improbidade administrativa ajuizada pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico se a pessoa jur\u00eddica interessada participar como interveniente e se forem observadas as diretrizes ora fixadas pelo Supremo Tribunal Federal<strong>, cuja finalidade \u00e9 favorecer a efetiva tutela do patrim\u00f4nio p\u00fablico, da legalidade e da moralidade administrativas, e evitar a impunidade de maneira eficiente, com a prioriza\u00e7\u00e3o do combate \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O art. 6\u00ba da Lei 13.964\/2019, ao dar nova reda\u00e7\u00e3o ao \u00a7 1\u00ba do art. 17 da Lei 8.429\/1992 (Lei de Improbidade Administrativa &#8211; LIA), introduziu uma nova esp\u00e9cie de justi\u00e7a consensual\/negocial, permitindo, de modo expresso, a celebra\u00e7\u00e3o de acordo \u2014 de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o c\u00edvel \u2014 no \u00e2mbito da a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica por ato de improbidade administrativa. Contudo, antes mesmo da derroga\u00e7\u00e3o da proibi\u00e7\u00e3o dos referidos modelos de justi\u00e7a, j\u00e1 se verificava a possibilidade de utiliza\u00e7\u00e3o da colabora\u00e7\u00e3o premiada com base no restante da legisla\u00e7\u00e3o vigente.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, <strong>atendidos os par\u00e2metros legais, o acordo de colabora\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser homologado pelo juiz, desde que n\u00e3o isente o colaborador de ressarcir integralmente os danos causados, ainda que a forma de como se dar\u00e1 a indeniza\u00e7\u00e3o possa ser objeto de negocia\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, como a LIA prev\u00ea a legitimidade ativa concorrente entre o \u00f3rg\u00e3o ministerial e a pessoa jur\u00eddica de direito p\u00fablico lesada para o ajuizamento da a\u00e7\u00e3o, deve ser permitida a sua participa\u00e7\u00e3o, como interveniente, na celebra\u00e7\u00e3o do acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o c\u00edvel. O posicionamento do interveniente n\u00e3o impedir\u00e1 a celebra\u00e7\u00e3o da colabora\u00e7\u00e3o premiada pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico, por\u00e9m dever\u00e1 ser observado e analisado pelo magistrado no momento de sua homologa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-3-resultado-final\"><a>3.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, ao apreciar o&nbsp;Tema 1.043 da repercuss\u00e3o geral, negou provimento ao recurso extraordin\u00e1rio e fixou a tese jur\u00eddica supracitada.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-lei-estadual-e-regras-sobre-edificacao-e-ampliacao-de-presidios-locais\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Lei estadual e regras sobre edifica\u00e7\u00e3o e amplia\u00e7\u00e3o de pres\u00eddios locais<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional \u2014 por aus\u00eancia de afronta ao direito social \u00e0 seguran\u00e7a (CF\/1988, art. 6\u00ba), ao direito de propriedade (CF\/1988, art. 5\u00ba, \u201ccaput\u201d e XXII), ao princ\u00edpio da proporcionalidade, ou \u00e0 compet\u00eancia da Uni\u00e3o para legislar sobre direito civil (CF\/1988, art. 22, I) \u2014 lei estadual que fixa dist\u00e2ncia m\u00ednima entre pres\u00eddios e contingente m\u00e1ximo da popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 2.402\/ES, relator Ministro Nunes Marques, julgamento virtual finalizado em 23.6.2023 (Info 1101)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-situacao-fatica\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O Governador do Estado do Esp\u00edrito Santo ajuizou a ADI 2402 por meio da qual questiona a constitucionalidade de lei do Estado do Esp\u00edrito Santo que pro\u00edbe a constru\u00e7\u00e3o de pres\u00eddio no raio de 20 quil\u00f4metros de outros j\u00e1 existentes e a amplia\u00e7\u00e3o dos edif\u00edcios prisionais com capacidade para 500 detentos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-analise-estrategica\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-tudo-certo-arnaldo\"><a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tudo certo, Arnaldo?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Segue o jogo!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A amplia\u00e7\u00e3o ou constru\u00e7\u00e3o de unidades prisionais constitui mat\u00e9ria de direito penitenci\u00e1rio, cuja compet\u00eancia legislativa \u00e9 CONCORRENTE<\/strong> (CF\/1988, art. 24, I). Nesse contexto, a lei estadual impugnada, ao proibir a constru\u00e7\u00e3o de pres\u00eddio dentro do raio de vinte quil\u00f4metros de outros j\u00e1 existentes e a amplia\u00e7\u00e3o dos edif\u00edcios prisionais com capacidade para quinhentos detentos, objetiva garantir a dignidade dos presos e a seguran\u00e7a tanto deles quanto dos habitantes do entorno das unidades prisionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, em se tratando de bem p\u00fablico, <strong>o direito de propriedade encontra limites, seja na fun\u00e7\u00e3o social, seja no interesse coletivo, que imp\u00f5e balizas ao administrador para o uso, gozo e disposi\u00e7\u00e3o da propriedade<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, a&nbsp;<a>lei&nbsp;<\/a>capixaba n\u00e3o restringe o investimento do estado em seguran\u00e7a p\u00fablica, mas apenas estabelece par\u00e2metros a serem observados pela Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica estadual, com a imposi\u00e7\u00e3o de restri\u00e7\u00f5es adequadas, necess\u00e1rias e proporcionais. Isso porque elas consideram os riscos da superlota\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria para a integridade f\u00edsica e mental dos presidi\u00e1rios, bem assim a dificuldade de o Estado dispor de outras medidas administrativas com o mesmo potencial de efic\u00e1cia, levando-o a utilizar meio menos gravoso de controle da popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria e de garantia do bem-estar dos detentos e da seguran\u00e7a da popula\u00e7\u00e3o local.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-resultado-final\"><a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por maioria, conheceu parcialmente da a\u00e7\u00e3o e, nessa extens\u00e3o, a julgou improcedente para assentar a constitucionalidade da Lei 6.191\/2000 do Estado do Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-lei-municipal-proibicao-de-nepotismo-e-celebracao-de-contratos-com-agentes-publicos-municipais\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <em>Lei&nbsp;<\/em><\/a><a><em>municipal<\/em><\/a><em>: proibi\u00e7\u00e3o de nepotismo e celebra\u00e7\u00e3o de contratos com agentes p\u00fablicos municipais<\/em><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO EXTRAORDIN\u00c1RIO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional o ato normativo municipal, editado no exerc\u00edcio de compet\u00eancia legislativa suplementar, que pro\u00edba a participa\u00e7\u00e3o em licita\u00e7\u00e3o ou a contrata\u00e7\u00e3o: (a) de agentes eletivos; (b) de ocupantes de cargo em comiss\u00e3o ou fun\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a; (c) de c\u00f4njuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, at\u00e9 o terceiro grau, inclusive, de qualquer destes; e (d) dos demais servidores p\u00fablicos municipais.<\/p>\n\n\n\n<p>RE 910.552\/MG, relatora Ministra C\u00e1rmen L\u00facia, redator do ac\u00f3rd\u00e3o Ministro Roberto Barroso, julgamento virtual finalizado em 30.6.2023 (Info 1101)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-situacao-fatica\"><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>No caso, o TJ-MG julgou inconstitucional dispositivo da Lei Org\u00e2nica do Munic\u00edpio de Francisco de S\u00e1 que pro\u00edbe parentes at\u00e9 o terceiro grau do prefeito, do vice-prefeito, dos vereadores e dos servidores locais de contratarem com o munic\u00edpio. Segundo o TJ-MG, a lei municipal contraria o princ\u00edpio da simetria, pois n\u00e3o haveria na Constitui\u00e7\u00e3o Federal nem na estadual a veda\u00e7\u00e3o a tal contrata\u00e7\u00e3o. Ainda de acordo com o ac\u00f3rd\u00e3o, a Lei das Licita\u00e7\u00f5es (Lei 8.666\/1993) tamb\u00e9m n\u00e3o prev\u00ea essa limita\u00e7\u00e3o no regime jur\u00eddico das licita\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>No recurso apresentado ao STF, o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Estado de Minas Gerais (MP-MG) sustenta que o munic\u00edpio apenas exerceu sua autonomia constitucional (artigos 29 e 30), dando concretude aos princ\u00edpios constitucionais da moralidade, da impessoalidade e da isonomia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-analise-estrategica\"><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-a-norma-encontra-amparo-na-cf\"><a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A norma encontra amparo na CF?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Com certeza!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional<strong>\u2014 por n\u00e3o violar o sistema de reparti\u00e7\u00e3o de compet\u00eancias e atender \u00e0 veda\u00e7\u00e3o ao nepotismo \u2014 <\/strong>norma municipal que pro\u00edbe a celebra\u00e7\u00e3o de contratos do munic\u00edpio com agentes p\u00fablicos municipais e respectivos parentes, at\u00e9 o terceiro grau<strong>. <\/strong>Contudo, esse impedimento n\u00e3o se aplica \u00e0s pessoas ligadas \u2014 por matrim\u00f4nio ou parentesco, afim ou consangu\u00edneo, at\u00e9 o terceiro grau, inclusive, ou por ado\u00e7\u00e3o \u2014 a servidores municipais n\u00e3o ocupantes de cargo em comiss\u00e3o ou fun\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a, sob pena de infring\u00eancia ao princ\u00edpio da proporcionalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Os munic\u00edpios disp\u00f5em de compet\u00eancia legislativa SUPLEMENTAR, em mat\u00e9ria de licita\u00e7\u00e3o e contrata\u00e7\u00e3o p\u00fablica, para atender \u00e0s suas peculiaridades locais, desde que respeitadas as normas gerais estabelecidas pela Uni\u00e3o e os princ\u00edpios constitucionais da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>De igual modo, <strong>a veda\u00e7\u00e3o ao nepotismo tem como fundamento de validade as normas principiol\u00f3gicas constitucionais que resguardam a Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica de inger\u00eancias pessoais e favoritismos pol\u00edticos em detrimento do interesse p\u00fablico<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, <strong>o impedimento de contratar com agentes p\u00fablicos ou pessoas a eles vinculadas \u00e9 imperativo de moralidade e impessoalidade somente quando a situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica permitir que se anteveja o risco de influ\u00eancia sobre a conduta dos respons\u00e1veis pela licita\u00e7\u00e3o ou pela execu\u00e7\u00e3o do contrato, a justificar uma esp\u00e9cie de suspei\u00e7\u00e3o<\/strong>. N\u00e3o h\u00e1 como presumi-la nas hip\u00f3teses em que a contrata\u00e7\u00e3o p\u00fablica ocorra com pessoas vinculadas a servidores que n\u00e3o exercem nenhuma fun\u00e7\u00e3o de dire\u00e7\u00e3o, chefia ou assessoramento.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-resultado-final\"><a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por maioria, ao apreciar o&nbsp;Tema 1.001 da repercuss\u00e3o geral, deu provimento parcial ao recurso para conferir interpreta\u00e7\u00e3o conforme a Constitui\u00e7\u00e3o ao art. 96 da Lei Org\u00e2nica do Munic\u00edpio de Francisco S\u00e1\/MG, no sentido de excluir a proibi\u00e7\u00e3o de contrata\u00e7\u00e3o de pessoas ligadas, por matrim\u00f4nio ou parentesco, afim ou consangu\u00edneo, at\u00e9 o terceiro grau, inclusive, ou por ado\u00e7\u00e3o, a servidores municipais que n\u00e3o ocupem cargo em comiss\u00e3o ou fun\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-constitucionalidade-do-estatuto-geral-das-guardas-municipais\"><a><\/a><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <em>Constitucionalidade<\/em><\/a><em>&nbsp;do Estatuto Geral das Guardas Municipais<\/em><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional \u2014 na medida em que preserva a autonomia dos munic\u00edpios (CF\/1988, art. 144, \u00a7 8\u00ba) e se limita a estabelecer crit\u00e9rios padronizados para a institui\u00e7\u00e3o, organiza\u00e7\u00e3o e exerc\u00edcio das guardas municipais&nbsp;\u2014&nbsp;a&nbsp;Lei federal 13.022\/2014, a qual disp\u00f5e sobre o Estatuto Geral das Guardas Municipais.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 5.780\/DF, relator Ministro Gilmar Mendes, julgamento virtual finalizado em 30.6.2023 (Info 1101)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-situacao-fatica\"><a>6.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Agentes de Tr\u00e2nsito do Brasil (AGTBrasil) solicitou ao STF a declara\u00e7\u00e3o de inconstitucionalidade da Lei Federal 13.022\/2014 (Estatuto Geral das Guardas Municipais). A entidade alega que a norma apresenta v\u00edcio de iniciativa legislativa e estabelece compet\u00eancias de tr\u00e2nsito \u00e0s guardas municipais, o que violaria a Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Na ADI 5780, a associa\u00e7\u00e3o explica que a norma em quest\u00e3o \u00e9 origin\u00e1ria de projeto de lei apresentado por parlamentar federal na C\u00e2mara dos Deputados. No entanto, sustenta que, por se tratar de institui\u00e7\u00e3o municipal, a organiza\u00e7\u00e3o das guardas municipais deveria se dar por meio de lei local de iniciativa do chefe do Executivo (no caso, o prefeito). Tamb\u00e9m de acordo com o AGTBrasil, os munic\u00edpios n\u00e3o podem legislar sobre tr\u00e2nsito, cuja compet\u00eancia \u00e9 conferida privativamente \u00e0 Uni\u00e3o, conforme o artigo 22, inciso XI, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-analise-estrategica\"><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-questao-juridica\"><a>6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CTB\/1997: \u201cArt. 24. Compete aos \u00f3rg\u00e3os e entidades executivos de tr\u00e2nsito dos Munic\u00edpios, no \u00e2mbito de sua circunscri\u00e7\u00e3o: (&#8230;) VI &#8211; executar a fiscaliza\u00e7\u00e3o de tr\u00e2nsito em vias terrestres, edifica\u00e7\u00f5es de uso p\u00fablico e edifica\u00e7\u00f5es privadas de uso coletivo, autuar e aplicar as penalidades de advert\u00eancia por escrito e multa e as medidas administrativas cab\u00edveis pelas infra\u00e7\u00f5es previstas neste C\u00f3digo, excetuadas aquelas de compet\u00eancia privativa dos \u00f3rg\u00e3os ou entidades executivos de tr\u00e2nsito dos Estados e do Distrito Federal previstas no \u00a7 2\u00ba do art. 22 deste C\u00f3digo, notificando os infratores e arrecadando as multas que aplicar; (&#8230;) Art. 25. Os \u00f3rg\u00e3os e entidades executivos do Sistema Nacional de Tr\u00e2nsito poder\u00e3o celebrar conv\u00eanio delegando as atividades previstas neste C\u00f3digo, com vistas \u00e0 maior efici\u00eancia e \u00e0 seguran\u00e7a para os usu\u00e1rios da via.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Lei 13.675\/2018:&nbsp;\u201cArt. 9\u00ba \u00c9 institu\u00eddo o Sistema \u00danico de Seguran\u00e7a P\u00fablica (Susp), que tem como \u00f3rg\u00e3o central o Minist\u00e9rio Extraordin\u00e1rio da Seguran\u00e7a P\u00fablica e \u00e9 integrado pelos \u00f3rg\u00e3os de que trata o art. 144 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, pelos agentes penitenci\u00e1rios, pelas guardas municipais e pelos demais integrantes estrat\u00e9gicos e operacionais, que atuar\u00e3o nos limites de suas compet\u00eancias, de forma cooperativa, sist\u00eamica e harm\u00f4nica.&nbsp;<a><\/a>(&#8230;) \u00a7 2\u00ba S\u00e3o integrantes operacionais do Susp: (&#8230;) VII &#8211; guardas municipais;\u201d<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-a-norma-e-constitucional\"><a>6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A norma \u00e9 constitucional?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong>. <strong>SIM, desde que estabele\u00e7a crit\u00e9rios padronizados!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, <strong>a lei impugnada&nbsp;constitui norma geral, de compet\u00eancia da Uni\u00e3o,&nbsp;que, al\u00e9m de tratar da organiza\u00e7\u00e3o das guardas municipais em todos os munic\u00edpios do Pa\u00eds, reconhece a prerrogativa dos entes municipais para cri\u00e1-las ou n\u00e3o, por lei, e para definir sua estrutura e funcionamento<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A jurisprud\u00eancia do STF&nbsp;autoriza o exerc\u00edcio, pelas&nbsp;guardas municipais,&nbsp;da atividade fiscalizat\u00f3ria de tr\u00e2nsito e, consequentemente, a aplica\u00e7\u00e3o de multas previstas em lei, por significar fiel manifesta\u00e7\u00e3o do poder de pol\u00edcia. Ademais, conforme entendimento do Tribunal, revela-se leg\u00edtimo o desempenho da atividade de seguran\u00e7a p\u00fablica por essas institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-3-resultado-final\"><a>6.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por unanimidade,&nbsp;julgou improcedente a a\u00e7\u00e3o para reconhecer a constitucionalidade da Lei 13.022\/2014.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-plantao-laborado-por-policiais-civis-programa-de-jornada-extra-de-seguranca-com-contraprestacao-pecuniaria-por-valor-previamente-estipulado\"><a><\/a><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <em>Plant\u00e3o<\/em><\/a><em>&nbsp;laborado por policiais civis: programa de jornada extra de seguran\u00e7a com contrapresta\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria por valor previamente estipulado<\/em><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o viola o art. 7\u00ba, XVI, da CF, o estabelecimento de programa de jornada extra de seguran\u00e7a com presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o em per\u00edodo pr\u00e9-determinado e com contrapresta\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria em valor previamente estipulado, desde que a ades\u00e3o seja volunt\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 7.356\/PE, relatora Ministra C\u00e1rmen L\u00facia, redator do ac\u00f3rd\u00e3o Ministro Roberto Barroso, julgamento virtual finalizado em 23.6.2023 (Info 1101)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-situacao-fatica\"><a>7.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Segundo a Confedera\u00e7\u00e3o Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol), autora da ADI 7356, o governo estadual estaria impondo \u00e0 categoria uma jornada de trabalho exaustiva para suprir a escassez de servidores da \u00e1rea, sem o devido pagamento das horas extras acrescidas de, pelo menos, 50% sobre a hora normal, conforme prev\u00ea a Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-analise-estrategica\"><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-pode-isso\"><a>7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Pode isso?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Desde que a ades\u00e3o seja VOLUNT\u00c1RIA, SIM!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional\u2014<strong> pois n\u00e3o afronta o direito dos policiais civis \u00e0 percep\u00e7\u00e3o de horas extras <\/strong>\u2014norma estadual que institui programa de jornada extra de seguran\u00e7a (PJES) com ades\u00e3o n\u00e3o obrigat\u00f3ria e cujo servi\u00e7o \u00e9 prestado em per\u00edodo pr\u00e9-determinado e com contrapresta\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria pr\u00e9-definida.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, a aceita\u00e7\u00e3o ao programa \u00e9 facultativa, sem produzir efeitos na vida funcional do servidor p\u00fablico. Os plant\u00f5es previstos pelas normas impugnadas n\u00e3o configuram servi\u00e7os extraordin\u00e1rios, raz\u00e3o pela qual n\u00e3o incide o adicional de 50% (cinquenta por cento) sobre a hora normal trabalhada (CF\/1988, art. 7\u00ba, XVI c\/c o art. 39, \u00a7 3\u00ba). Portanto, <strong>os policiais, voluntariamente, desempenham atividades excedentes \u00e0s suas atribui\u00e7\u00f5es funcionais, sob regime especial de trabalho, e recebem valor j\u00e1 estipulado, pago a t\u00edtulo de pr\u00eamio ou incentivo.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, o referido programa concilia o fortalecimento das a\u00e7\u00f5es de defesa e seguran\u00e7a com a necess\u00e1ria conten\u00e7\u00e3o de gastos com pessoal e o compromisso com a responsabilidade fiscal.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-resultado-final\"><a>7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por maioria, julgou improcedente a a\u00e7\u00e3o para declarar a constitucionalidade do art. 2\u00ba do Decreto 30.866\/2007 e do art. 3\u00ba e Anexos I, II, III e VI, do Decreto 38.438\/2012, ambos do Estado de Pernambuco.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-do-trabalho\"><a>DIREITO DO TRABALHO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-criacao-mediante-lei-do-fundo-de-garantia-das-execucoes-trabalhistas-funget\"><a><\/a><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <em>Cria\u00e7\u00e3o<\/em><\/a><em>, mediante lei, do Fundo de Garantia das Execu\u00e7\u00f5es Trabalhistas (Funget)<\/em><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE POR OMISS\u00c3O<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 omiss\u00e3o inconstitucional do Poder Legislativo quanto \u00e0 edi\u00e7\u00e3o de lei&nbsp;que crie o Fundo de Garantia das Execu\u00e7\u00f5es Trabalhistas (Funget) \u2014 conforme previsto pelo artigo 3\u00ba da EC 45\/2004 \u2014, o qual \u00e9 integrado, entre outras receitas, pelas multas decorrentes de condena\u00e7\u00f5es trabalhistas e administrativas oriundas da fiscaliza\u00e7\u00e3o do trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>ADO 27\/DF, relatora Ministra C\u00e1rmen L\u00facia, julgamento virtual finalizado em 30.6.2023 (Info 1101)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-situacao-fatica\"><a>8.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Na ADO 27, a Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT) diz que os membros do MPT enfrentam constantemente dificuldades em sua autua\u00e7\u00e3o, ao encontrar diversas situa\u00e7\u00f5es nas quais empregadores que violam normas trabalhistas n\u00e3o s\u00e3o localizados e, consequentemente, \u201cfica frustrada tanto a investiga\u00e7\u00e3o como a execu\u00e7\u00e3o de direitos fundamentais laborais reconhecidos aos trabalhadores\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A entidade destaca que mesmo passados mais de nove anos da entrada em vigor da emenda constitucional, at\u00e9 hoje o Fundo de Garantia das Execu\u00e7\u00f5es Trabalhistas (Funget), n\u00e3o foi criado, tendo em vista a omiss\u00e3o do Poder Legislativo em votar a lei necess\u00e1ria. Ressalta ainda que o fundo est\u00e1 previsto na Conven\u00e7\u00e3o 173 da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT).<\/p>\n\n\n\n<p>O Funget, a ser criado por lei, deve ser integrado pelas multas decorrentes de condena\u00e7\u00f5es trabalhistas e da fiscaliza\u00e7\u00e3o do trabalho, al\u00e9m de outras receitas. Seu objetivo \u00e9 assegurar o pagamento dos cr\u00e9ditos reconhecidos pela Justi\u00e7a do Trabalho, em caso de n\u00e3o quita\u00e7\u00e3o da d\u00edvida pelo devedor na fase da execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Os procuradores do Trabalho informam que os \u00fanicos projetos de lei em curso (PLs 4.597\/2004, 246\/2005 e 6.541\/2010), que tramitam em conjunto, est\u00e3o sem qualquer movimenta\u00e7\u00e3o desde 2010 e n\u00e3o t\u00eam relator. Com tais argumentos, a ANPT pede que o STF declare a inconstitucionalidade, por omiss\u00e3o, do artigo 3\u00ba da EC 45 para que o dispositivo seja efetivamente regulamentado e, consequentemente, seja criado o Fundo de Garantia das Execu\u00e7\u00f5es Trabalhistas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-analise-estrategica\"><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-questao-juridica\"><a>8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>EC 45\/2004: \u201cArt. 3\u00ba.&nbsp;A lei criar\u00e1 o Fundo de Garantia das Execu\u00e7\u00f5es Trabalhistas, integrado pelas multas decorrentes de condena\u00e7\u00f5es trabalhistas e administrativas oriundas da fiscaliza\u00e7\u00e3o do trabalho, al\u00e9m de outras receitas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-como-fica\"><a>8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Como fica?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Foi declarada a OMISS\u00c3O INCONSTITUCIONAL!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A regulamenta\u00e7\u00e3o do Funget garante a efetividade da presta\u00e7\u00e3o jurisdicional com a satisfa\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos trabalhistas, motivo pelo qual se revela como um facilitador da execu\u00e7\u00e3o trabalhista<\/strong>, tema cuja import\u00e2ncia \u00e9 internacionalmente reconhecida (Conven\u00e7\u00e3o 173 da OIT, arts. 9\u00ba ao 13).<\/p>\n\n\n\n<p>A jurisprud\u00eancia do STF \u00e9 firme no sentido de que a tramita\u00e7\u00e3o de projeto de lei n\u00e3o obsta a caracteriza\u00e7\u00e3o de omiss\u00e3o inconstitucional, especialmente, se inobservado um prazo razo\u00e1vel de delibera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, verifica-se omiss\u00e3o&nbsp;pass\u00edvel de ser reputada inconstitucional,&nbsp;evidenciada pelo lapso temporal decorrido entre a publica\u00e7\u00e3o da EC 45\/2004 e pela exist\u00eancia de projeto de lei em tramita\u00e7\u00e3o h\u00e1 dezesseis anos, e sem andamento h\u00e1 tr\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-3-resultado-final\"><a>8.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio,&nbsp;por maioria,&nbsp;<strong>(i)<\/strong>&nbsp;declarou a mora do Congresso Nacional em editar a lei pela qual se institui o Funget, nos termos determinados pelo art. 3\u00ba da EC 45\/2004; e&nbsp;<strong>(ii)&nbsp;<\/strong>fixou o prazo de 24 meses, a contar da data da publica\u00e7\u00e3o do ac\u00f3rd\u00e3o, para que a omiss\u00e3o inconstitucional seja sanada.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-extincao-de-entidades-da-administracao-publica-estadual-e-condicionamento-por-decisao-judicial-a-previa-conclusao-de-negociacao-coletiva\"><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Extin\u00e7\u00e3o de entidades da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica estadual e condicionamento, por decis\u00e3o judicial, \u00e0 pr\u00e9via conclus\u00e3o de negocia\u00e7\u00e3o coletiva<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>ARGUI\u00c7\u00c3O DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o nulas \u2014 por violarem os princ\u00edpios da separa\u00e7\u00e3o dos Poderes e da legalidade \u2014 as decis\u00f5es judiciais que condicionam a rescis\u00e3o de contratos de trabalho de empregados p\u00fablicos n\u00e3o est\u00e1veis \u00e0 pr\u00e9via conclus\u00e3o de negocia\u00e7\u00e3o coletiva, de modo a impedir que o estado federado realize atos tendentes a descontinuar a atividade das funda\u00e7\u00f5es, sociedades de economia mista e autarquias estaduais.<\/p>\n\n\n\n<p>ADPF 486\/RS, relator Ministro Gilmar Mendes, julgamento virtual finalizado em 30.6.2023 (Info 1101)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-1-situacao-fatica\"><a>9.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Na ADPF 486, o governador ga\u00facho argumenta que o Rio Grande do Sul se encontra em meio \u00e0 mais severa crise das finan\u00e7as p\u00fablicas de sua hist\u00f3ria. Narra que a fim de cumprir requisitos para aderir ao Regime de Recupera\u00e7\u00e3o Fiscal (RRF) dos estados e modernizar suas estruturas, foi institu\u00eddo o Plano de Moderniza\u00e7\u00e3o do Estado, que, entre outras medidas, extinguiu seis funda\u00e7\u00f5es p\u00fablicas. As Leis Estaduais 14.979\/2017, 14.982\/2017 e 14.983\/2017 extinguem tamb\u00e9m os quadros de pessoal dessas entidades, com a manuten\u00e7\u00e3o apenas dos empregados est\u00e1veis vinculados ao estado.<\/p>\n\n\n\n<p>As dispensas resultaram em diversas reclama\u00e7\u00f5es trabalhistas nas quais t\u00eam sido proferidas decis\u00f5es que declaram a obrigatoriedade de conclus\u00e3o das negocia\u00e7\u00f5es coletivas antes das rescis\u00f5es contratuais, tomando como base um precedente do Tribunal Superior do Trabalho (TST) relativo \u00e0 Embraer.<\/p>\n\n\n\n<p>A interven\u00e7\u00e3o sindical pr\u00e9via \u00e9 exig\u00eancia procedimental imprescind\u00edvel para a dispensa em massa de trabalhadores, que n\u00e3o se confunde com autoriza\u00e7\u00e3o pr\u00e9via por parte da entidade sindical ou celebra\u00e7\u00e3o de conven\u00e7\u00e3o ou acordo coletivo. RE 999435\/SP, relator Min. Marco Aur\u00e9lio, redator do ac\u00f3rd\u00e3o Min. Edson Fachin, julgamento em 8.6.2022 (Info 1058)<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o governador, tais decis\u00f5es n\u00e3o somente pro\u00edbem que o estado cumpra com o quanto determina a legisla\u00e7\u00e3o sem a pr\u00e9via autoriza\u00e7\u00e3o dos sindicatos das categorias profissionais envolvidas, como lhe imp\u00f5e \u2013 e, assim, a toda a sociedade ga\u00facha \u2013, que se desperdice a verba empregada na continuidade de atividades que ser\u00e3o \u2013 em breve e por for\u00e7a de lei \u2013 descontinuadas. O argumento \u00e9 o de que tais decis\u00f5es violam princ\u00edpios como o da legalidade e da separa\u00e7\u00e3o dos Poderes, por desconsiderar as regras constitucionais sobre o direito potestativo do empregador p\u00fablico de rescindir os contratos de seus empregados.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-analise-estrategica\"><a>9.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-1-justica-do-trabalho-mandou-mal-de-novo\"><a>9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Justi\u00e7a do Trabalho mandou mal de novo<\/a>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeap!!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A extin\u00e7\u00e3o de entidades da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica indireta deve ser autorizada por lei, inexistindo outras condicionantes no texto constitucional. Ademais<strong>, \u00e9 atribui\u00e7\u00e3o do chefe do Poder Executivo o tratamento da organiza\u00e7\u00e3o da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica, podendo criar e extinguir entidades da Administra\u00e7\u00e3o indireta, mediante lei, conforme o melhor interesse da administra\u00e7\u00e3o<\/strong>, devendo os funcion\u00e1rios dessas entidades serem concursados e regidos pela CLT, observadas as exce\u00e7\u00f5es expressamente previstas constitucionalmente.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, os pronunciamentos da Justi\u00e7a do Trabalho condicionam a implementa\u00e7\u00e3o de programa de desestatiza\u00e7\u00e3o \u00e0 conclus\u00e3o de negocia\u00e7\u00f5es coletivas, o que enseja conflito entre os Poderes, na medida em que interferem na gest\u00e3o estadual e obstaculizam a execu\u00e7\u00e3o de decis\u00f5es pol\u00edticas tomadas pelo Poder Executivo e acolhidas pelo Poder Legislativo estadual.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-2-resultado-final\"><a>9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por maioria, n\u00e3o conheceu do pedido de aditamento \u00e0 inicial e, no m\u00e9rito, julgou parcialmente procedente a a\u00e7\u00e3o para declarar a nulidade das aludidas decis\u00f5es judiciais.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-piso-salarial-nacional-de-enfermeiro-tecnico-e-auxiliar-de-enfermagem-e-parteira\"><a>10.&nbsp; <em>Piso&nbsp;salarial nacional de enfermeiro, t\u00e9cnico e auxiliar de enfermagem e parteira<\/em><\/a><em>&nbsp;<\/em><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 luz do princ\u00edpio federativo (CF\/1988, arts. 1\u00ba, \u201ccaput\u201d; 18; 25; 30; e 60, \u00a7 4\u00ba, I), o piso salarial nacional da enfermagem deve ser pago pelos estados, pelo Distrito Federal e pelos munic\u00edpios na medida dos repasses dos recursos federais.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 7.222 MC-Ref-segundo\/DF, relator Ministro Roberto Barroso, redatores do ac\u00f3rd\u00e3o Ministros Roberto Barroso e Gilmar Mendes (voto conjunto), julgamento virtual finalizado em 30.6.2023 (Info 1101)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-1-situacao-fatica\"><a>10.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Sa\u00fade, Hospitais e Estabelecimentos e Servi\u00e7os (CNSa\u00fade) questiona dispositivos da Lei 14.434\/2022 que fixam piso salarial para enfermeiros, auxiliares e t\u00e9cnicos de enfermagem e para parteiras. A mat\u00e9ria \u00e9 objeto da (ADI) 7222.<\/p>\n\n\n\n<p>O argumento \u00e9 o de quebra da autonomia or\u00e7ament\u00e1ria dos estados e dos munic\u00edpios, com risco de descontinua\u00e7\u00e3o de tratamentos essenciais em raz\u00e3o da limita\u00e7\u00e3o dos recursos financeiros e do aumento dos servi\u00e7os privados de sa\u00fade. De acordo com a CNSa\u00fade, deveriam ter sido realizados estudos sobre a viabilidade da ado\u00e7\u00e3o de novo piso, levando em considera\u00e7\u00e3o os impactos econ\u00f4micos diretos e indiretos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda de acordo com a confedera\u00e7\u00e3o, qualquer lei envolvendo aumento de remunera\u00e7\u00e3o de servidores p\u00fablicos federais \u00e9 de iniciativa privativa do chefe do Poder Executivo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-analise-estrategica\"><a>10.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-1-questao-juridica\"><a>10.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CF\/1988: \u201cArt. 198. As a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os p\u00fablicos de sa\u00fade integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema \u00fanico, organizado de acordo com as seguintes diretrizes: (&#8230;) \u00a7 14. Compete \u00e0 Uni\u00e3o, nos termos da lei, prestar assist\u00eancia financeira complementar aos Estados, ao Distrito Federal e aos Munic\u00edpios e \u00e0s entidades filantr\u00f3picas, bem como aos prestadores de servi\u00e7os contratualizados que atendam, no m\u00ednimo, 60% (sessenta por cento) de seus pacientes pelo sistema \u00fanico de sa\u00fade, para o cumprimento dos pisos salariais de que trata o \u00a7 12 deste artigo.&nbsp;(Inclu\u00eddo pela Emenda Constitucional n\u00ba 127, de 2022)<a><\/a>&nbsp;\u00a7 15. Os recursos federais destinados aos pagamentos da assist\u00eancia financeira complementar aos Estados, ao Distrito Federal e aos Munic\u00edpios e \u00e0s entidades filantr\u00f3picas, bem como aos prestadores de servi\u00e7os contratualizados que atendam, no m\u00ednimo, 60% (sessenta por cento) de seus pacientes pelo sistema \u00fanico de sa\u00fade, para o cumprimento dos pisos salariais de que trata o \u00a7 12 deste artigo ser\u00e3o consignados no or\u00e7amento geral da Uni\u00e3o com dota\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria e exclusiva.&nbsp;(Inclu\u00eddo pela Emenda Constitucional n\u00ba 127, de 2022)\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;\u201cArt. 7\u00ba S\u00e3o direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, al\u00e9m de outros que visem \u00e0 melhoria de sua condi\u00e7\u00e3o social: (&#8230;) XIII &#8211; dura\u00e7\u00e3o do trabalho normal n\u00e3o superior a oito horas di\u00e1rias e quarenta e quatro semanais, facultada a compensa\u00e7\u00e3o de hor\u00e1rios e a redu\u00e7\u00e3o da jornada, mediante acordo ou conven\u00e7\u00e3o coletiva de trabalho;\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>CLT\/1943: \u201cArt. 616 &#8211;&nbsp;Os Sindicatos representativos de categorias econ\u00f4micas ou profissionais e as empresas, inclusive as que n\u00e3o tenham representa\u00e7\u00e3o sindical, quando provocados, n\u00e3o podem recusar-se \u00e0 negocia\u00e7\u00e3o coletiva.&nbsp;(Reda\u00e7\u00e3o dada pelo Decreto-lei n\u00ba 229, de 28.2.1967)&nbsp;(&#8230;) 3\u00ba Havendo conven\u00e7\u00e3o, acordo ou senten\u00e7a normativa em vigor, o diss\u00eddio coletivo dever\u00e1 ser instaurado dentro dos sessenta dias anteriores ao respectivo termo final, para que o novo instrumento possa ter vig\u00eancia no dia imediato a esse termo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Lei 14.434\/2022: \u201cArt. 1\u00ba A&nbsp;Lei n\u00ba 7.498, de 25 de junho de 1986, passa a vigorar acrescida dos seguintes arts. 15-A, 15-B, 15-C e 15-D: \u2018Art. 15-A.&nbsp;O piso salarial nacional dos Enfermeiros contratados sob o regime da Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo&nbsp;Decreto-Lei n\u00ba 5.452, de 1\u00ba de maio de 1943, ser\u00e1 de R$ 4.750,00 (quatro mil setecentos e cinquenta reais) mensais. Par\u00e1grafo \u00fanico. O piso salarial dos profissionais celetistas de que tratam os arts. 7\u00ba, 8\u00ba e 9\u00ba desta Lei \u00e9 fixado com base no piso estabelecido no&nbsp;<strong>caput<\/strong>&nbsp;deste artigo, para o Enfermeiro, na raz\u00e3o de: I &#8211; 70% (setenta por cento) para o T\u00e9cnico de Enfermagem; II &#8211; 50% (cinquenta por cento) para o Auxiliar de Enfermagem e para a Parteira.\u2019 \u2018Art. 15-B.&nbsp;O piso salarial nacional dos Enfermeiros contratados sob o regime dos servidores p\u00fablicos civis da Uni\u00e3o, das autarquias e das funda\u00e7\u00f5es p\u00fablicas federais, nos termos da&nbsp;Lei n\u00ba 8.112, de 11 de dezembro de 1990, ser\u00e1 de R$ 4.750,00 (quatro mil setecentos e cinquenta reais) mensais. Par\u00e1grafo \u00fanico. O piso salarial dos servidores de que tratam os arts. 7\u00ba, 8\u00ba e 9\u00ba desta Lei \u00e9 fixado com base no piso estabelecido no&nbsp;<strong>caput<\/strong>&nbsp;deste artigo, para o Enfermeiro, na raz\u00e3o de: I &#8211; 70% (setenta por cento) para o T\u00e9cnico de Enfermagem; II &#8211; 50% (cinquenta por cento) para o Auxiliar de Enfermagem e para a Parteira.\u2019 \u2018Art. 15-C. O piso salarial nacional dos Enfermeiros servidores dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic\u00edpios e de suas autarquias e funda\u00e7\u00f5es ser\u00e1 de R$ 4.750,00 (quatro mil setecentos e cinquenta reais) mensais. Par\u00e1grafo \u00fanico. O piso salarial dos servidores de que tratam os arts. 7\u00ba, 8\u00ba e 9\u00ba desta Lei \u00e9 fixado com base no piso estabelecido no&nbsp;<strong>caput<\/strong>&nbsp;deste artigo, para o Enfermeiro, na raz\u00e3o de: I &#8211; 70% (setenta por cento) para o T\u00e9cnico de Enfermagem; II &#8211; 50% (cinquenta por cento) para o Auxiliar de Enfermagem e para a Parteira.\u2019 \u2018Art. 15-D. (VETADO).<a><\/a>\u2019 Art. 2\u00ba Esta Lei entra em vigor na data de sua publica\u00e7\u00e3o. \u00a7 1\u00ba O piso salarial previsto na&nbsp;Lei n\u00ba 7.498, de 25 de junho de 1986, entrar\u00e1 em vigor imediatamente, assegurada a manuten\u00e7\u00e3o das remunera\u00e7\u00f5es e dos sal\u00e1rios vigentes superiores a ele na data de entrada em vigor desta Lei, independentemente da jornada de trabalho para a qual o profissional ou trabalhador foi admitido ou contratado. \u00a7 2\u00ba Os acordos individuais e os acordos, contratos e conven\u00e7\u00f5es coletivas respeitar\u00e3o o piso salarial previsto na&nbsp;Lei n\u00ba 7.498, de 25 de junho de 1986,&nbsp;considerada ilegal e il\u00edcita a sua desconsidera\u00e7\u00e3o ou supress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-2-tem-piso-ou-nao-tem\"><a>10.2.2. Tem piso ou n\u00e3o tem<\/a>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Para o p\u00fablico SIM, para o privado, N\u00c3O!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo ap\u00f3s a edi\u00e7\u00e3o da EC 127\/2022 e da Lei 14.581\/2023, previu-se uma forma apenas parcial e tempor\u00e1ria de a Uni\u00e3o transferir os recursos financeiros para custear a implementa\u00e7\u00e3o do piso salarial nacional aos entes subnacionais, raz\u00e3o por que <strong>inexiste a indica\u00e7\u00e3o de uma fonte segura capaz de arcar com os encargos financeiros impostos aos estados, ao Distrito Federal e aos munic\u00edpios para al\u00e9m do corrente ano de 2023.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, o pagamento a ser efetuado pelos entes subnacionais e seus \u00f3rg\u00e3os da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica indireta est\u00e1 condicionado ao aporte de recursos pela Uni\u00e3o (CF\/1988, art. 198, \u00a7\u00a7 14 e 15). Eventual insufici\u00eancia dessa complementa\u00e7\u00e3o financeira, portanto, imp\u00f5e \u00e0 Uni\u00e3o providenciar cr\u00e9dito suplementar. Se inexistir fonte que possa fazer frente aos custos exigidos, n\u00e3o ser\u00e1 demandado dos referidos entes o cumprimento do piso da Lei 14.434\/2022.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>E em caso de carga hor\u00e1ria reduzida???<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No caso de carga hor\u00e1ria reduzida, o piso salarial deve ser proporcional \u00e0s horas trabalhadas.<\/p>\n\n\n\n<p>O piso corresponde ao valor m\u00ednimo a ser pago em fun\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho completa (CF\/1988, art. 7\u00ba, XIII), de modo que <strong>a remunera\u00e7\u00e3o pode ser reduzida proporcionalmente se a jornada de trabalho for inferior, \u00e0 luz do senso comum e da ideia m\u00ednima de justi\u00e7a.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como ficam os profissionais celetistas???<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos profissionais celetistas em geral, a negocia\u00e7\u00e3o coletiva entre as partes \u00e9 exig\u00eancia procedimental imprescind\u00edvel \u00e0 implementa\u00e7\u00e3o do piso salarial nacional. Nesse caso, prevalecer\u00e1 o negociado sobre o legislado.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse ajuste entre os sindicatos laborais e patronais viabiliza a adequa\u00e7\u00e3o do piso salarial \u00e0 realidade dos diferentes hospitais e entidades de sa\u00fade pelo Pa\u00eds e atenua o risco de externalidades negativas, especialmente demiss\u00f5es em massa e preju\u00edzo aos servi\u00e7os de sa\u00fade.<strong> N\u00e3o havendo acordo, incidir\u00e1 a Lei 14.434\/2022, que tem a sua efic\u00e1cia diferida pelo prazo de 60 dias (CLT, art. 616, \u00a7 3\u00ba, por aplica\u00e7\u00e3o anal\u00f3gica), contados da data de publica\u00e7\u00e3o da ata deste julgamento, inclusive se j\u00e1 houver conven\u00e7\u00e3o ou acordo coletivo em vigor sobre o assunto<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-3-resultado-final\"><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a>10.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><a>Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por maioria, referendou a&nbsp;<\/a>decis\u00e3o de 15.5.2023, que revogou parcialmente a&nbsp;medida cautelar deferida em 4.9.2022, acrescida de complementa\u00e7\u00e3o, a fim de que sejam restabelecidos os efeitos da Lei 14.434\/2022, \u00e0 exce\u00e7\u00e3o da express\u00e3o \u201c<em>acordos, contratos e conven\u00e7\u00f5es coletivas<\/em>\u201d (art. 2\u00ba, \u00a7 2\u00ba), com a implementa\u00e7\u00e3o do piso salarial nacional por ela institu\u00eddo nos seguintes moldes:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(i)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>em rela\u00e7\u00e3o aos servidores p\u00fablicos civis da Uni\u00e3o, autarquias e funda\u00e7\u00f5es p\u00fablicas federais (Lei 7.498\/1986, art. 15-B), a implementa\u00e7\u00e3o do piso salarial nacional deve ocorrer na forma prevista na Lei 14.434\/2022;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(ii)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>em rela\u00e7\u00e3o aos servidores p\u00fablicos dos estados, Distrito Federal, munic\u00edpios e de suas autarquias e funda\u00e7\u00f5es (Lei 7.498\/1986, art. 15-C), bem como aos profissionais contratados por entidades privadas que atendam, no m\u00ednimo, 60% de seus pacientes pelo SUS (Lei 7.498\/1986, art. 15-A):<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(ii.a)<\/strong>&nbsp;a implementa\u00e7\u00e3o da diferen\u00e7a remunerat\u00f3ria resultante do piso salarial nacional deve ocorrer na extens\u00e3o do quanto disponibilizado, a t\u00edtulo de \u201c<em>assist\u00eancia financeira complementar<\/em>\u201d, pelo or\u00e7amento da Uni\u00e3o (CF\/1988, art. 198, \u00a7\u00a7 14 e 15, com reda\u00e7\u00e3o dada pela EC 127\/2022);<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(ii.b)<\/strong>&nbsp;eventual insufici\u00eancia da \u201c<em>assist\u00eancia financeira complementar<\/em>\u201d mencionada no item \u201c<strong>ii.a\u201d<\/strong>&nbsp;instaura o dever da Uni\u00e3o de providenciar cr\u00e9dito suplementar, cuja fonte de abertura ser\u00e3o recursos provenientes do cancelamento, total ou parcial, de dota\u00e7\u00f5es tais como aquelas destinadas ao pagamento de emendas parlamentares individuais ao projeto de lei or\u00e7ament\u00e1ria destinadas a a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os p\u00fablicos de sa\u00fade (CF\/1988, art. 166, \u00a7 9\u00ba) ou direcionadas \u00e0s demais emendas parlamentares (inclusive de Relator-Geral do Or\u00e7amento). N\u00e3o sendo tomada tal provid\u00eancia, n\u00e3o ser\u00e1 exig\u00edvel o pagamento por parte dos entes referidos no item \u201c<strong>ii\u201d<\/strong>; e<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(ii.c)<\/strong>&nbsp;uma vez disponibilizados os recursos financeiros suficientes, o pagamento do piso salarial dever\u00e1 ser proporcional nos casos de carga hor\u00e1ria inferior a 8 (oito) horas por dia ou 44 (quarenta e quatro) horas semanais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(iii)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong>Al\u00e9m disso, pelo&nbsp;<strong>voto m\u00e9dio<\/strong>, o Plen\u00e1rio tamb\u00e9m referendou o seguinte item \u201c<strong>i\u201d<\/strong>&nbsp;da decis\u00e3o, nestes termos: em rela\u00e7\u00e3o aos profissionais celetistas em geral (Lei 7.498\/1986, art. 15-A), a implementa\u00e7\u00e3o do piso salarial nacional dever\u00e1 ser precedida de negocia\u00e7\u00e3o coletiva entre as partes, como exig\u00eancia procedimental imprescind\u00edvel, levando em conta a preocupa\u00e7\u00e3o com demiss\u00f5es em massa ou preju\u00edzos para os servi\u00e7os de sa\u00fade. N\u00e3o havendo acordo, incidir\u00e1 a Lei 14.434\/2022, desde que decorrido o prazo de 60 (sessenta) dias, contados da data de publica\u00e7\u00e3o da ata deste julgamento.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-financeiro\"><a>DIREITO FINANCEIRO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-lei-de-responsabilidade-fiscal-e-o-limite-de-gastos-com-pessoal\"><a><\/a><a>11.&nbsp; <em>Lei<\/em><\/a><em>&nbsp;de Responsabilidade Fiscal e o limite de gastos com pessoal<\/em><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE CONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o constitucionais \u2014 \u00e0 luz do regime constitucional de reparti\u00e7\u00e3o de compet\u00eancias (CF\/1988, arts. 24, I; e 169, \u201ccaput\u201d) e do equil\u00edbrio federativo \u2014 dispositivos da Lei Complementar 101\/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal) que incluem, no c\u00e1lculo dos gastos com pessoal pela Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica, as despesas com inativos e pensionistas, bem como o imposto de renda retido na fonte.<\/p>\n\n\n\n<p>ADC 69\/DF, relator Ministro Alexandre de Moraes, julgamento virtual finalizado em 30.6.2023 (Info 1101)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-1-situacao-fatica\"><a>11.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O partido Novo ajuizou no STF a ADC 69 a fim de confirmar a constitucionalidade de dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101\/2000, a LRF) que tratam do limite de gastos com pessoal, especialmente a soma dos gastos com inativos e pensionistas.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a legenda, alguns tribunais de contas estaduais t\u00eam alterado o conceito de despesas p\u00fablicas com pessoal e deixado de incluir as despesas com pensionistas e inativos e o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) nos limites dessa rubrica. Isso teria permitido que estados assumam novos compromissos financeiros, aumentando seu grau de endividamento.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-analise-estrategica\"><a>11.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-1-questao-juridica\"><a>11.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>LRF\/2000: \u201cArt. 18.Para os efeitos desta Lei Complementar, entende-se como despesa total com pessoal: o somat\u00f3rio dos gastos do ente da Federa\u00e7\u00e3o com os ativos, os inativos e os pensionistas, relativos a mandatos eletivos, cargos, fun\u00e7\u00f5es ou empregos, civis, militares e de membros de Poder, com quaisquer esp\u00e9cies remunerat\u00f3rias, tais como vencimentos e vantagens, fixas e vari\u00e1veis, subs\u00eddios, proventos da aposentadoria, reformas e pens\u00f5es, inclusive adicionais, gratifica\u00e7\u00f5es, horas extras e vantagens pessoais de qualquer natureza, bem como encargos sociais e contribui\u00e7\u00f5es recolhidas pelo ente \u00e0s entidades de previd\u00eancia. (&#8230;)&nbsp;Art. 19.Para os fins do disposto no&nbsp;caput&nbsp;do art. 169 da Constitui\u00e7\u00e3o, a despesa total com pessoal, em cada per\u00edodo de apura\u00e7\u00e3o e em cada ente da Federa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o poder\u00e1 exceder os percentuais da receita corrente l\u00edquida, a seguir discriminados:&nbsp;<a><\/a>I &#8211; Uni\u00e3o: 50% (cinq\u00fcenta por cento);&nbsp;<a><\/a>II &#8211; Estados: 60% (sessenta por cento);&nbsp;<a><\/a>III &#8211; Munic\u00edpios: 60% (sessenta por cento).&nbsp;<a><\/a>\u00a7 1<sup>o<\/sup>&nbsp;Na verifica\u00e7\u00e3o do atendimento dos limites definidos neste artigo, n\u00e3o ser\u00e3o computadas as despesas:&nbsp;<a><\/a>I &#8211; de indeniza\u00e7\u00e3o por demiss\u00e3o de servidores ou empregados;&nbsp;<a><\/a>II &#8211; relativas a incentivos \u00e0 demiss\u00e3o volunt\u00e1ria;&nbsp;<a><\/a>III &#8211; derivadas da aplica\u00e7\u00e3o do disposto no&nbsp;inciso II do \u00a7 6<sup>o<\/sup>&nbsp;do art. 57 da Constitui\u00e7\u00e3o;&nbsp;<a><\/a>IV &#8211; decorrentes de decis\u00e3o judicial e da compet\u00eancia de per\u00edodo anterior ao da apura\u00e7\u00e3o a que se refere o \u00a7 2<sup>o<\/sup>&nbsp;do art. 18;&nbsp;<a><\/a>V &#8211; com pessoal, do Distrito Federal e dos Estados do Amap\u00e1 e Roraima, custeadas com recursos transferidos pela Uni\u00e3o na forma dos&nbsp;incisos XIII&nbsp;e&nbsp;XIV do art. 21 da Constitui\u00e7\u00e3o&nbsp;e do&nbsp;art. 31 da Emenda Constitucional n<sup>o<\/sup>&nbsp;19;<a><\/a>&nbsp;VI &#8211; com inativos e pensionistas, ainda que pagas por interm\u00e9dio de unidade gestora \u00fanica ou fundo previsto no&nbsp;art. 249 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal,&nbsp;quanto \u00e0 parcela custeada por recursos provenientes:&nbsp;(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei Complementar n\u00ba 178, de 2021)&nbsp;<a><\/a>a) da arrecada\u00e7\u00e3o de contribui\u00e7\u00f5es dos segurados;&nbsp;<a><\/a>b) da compensa\u00e7\u00e3o financeira de que trata o&nbsp;\u00a7&nbsp;9<sup>o<\/sup>&nbsp;do art. 201 da Constitui\u00e7\u00e3o;&nbsp;<a><\/a><a><\/a>c) de transfer\u00eancias destinadas a promover o equil\u00edbrio atuarial do regime de previd\u00eancia, na forma definida pelo \u00f3rg\u00e3o do Poder Executivo federal respons\u00e1vel pela orienta\u00e7\u00e3o, pela supervis\u00e3o e pelo acompanhamento dos regimes pr\u00f3prios de previd\u00eancia social dos servidores p\u00fablicos.&nbsp;(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei Complementar n\u00ba 178, de 2021)&nbsp;<a><\/a>\u00a7 2<sup>o<\/sup>&nbsp;Observado o disposto no inciso IV do \u00a7 1<sup>o<\/sup>, as despesas com pessoal decorrentes de senten\u00e7as judiciais ser\u00e3o inclu\u00eddas no limite do respectivo Poder ou \u00f3rg\u00e3o referido no art. 20.&nbsp;<a><\/a>\u00a7 3\u00ba Na verifica\u00e7\u00e3o do atendimento dos limites definidos neste artigo, \u00e9 vedada a dedu\u00e7\u00e3o da parcela custeada com recursos aportados para a cobertura do d\u00e9ficit financeiro dos regimes de previd\u00eancia.&nbsp;(Inclu\u00eddo pela Lei Complementar n\u00ba 178, de 2021)\u201d<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-2-obrigatoria-a-inclusao-das-despesas-com-pensionistas-inativos-e-irpf\"><a>11.2.2. Obrigat\u00f3ria a inclus\u00e3o das despesas com pensionistas, inativos e IRPF?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Com certeza!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No plano financeiro, a Constitui\u00e7\u00e3o Federal (CF\/1988, art. 169,caput) estabelece que <strong>a despesa com pessoal ativo e inativo da Uni\u00e3o, dos estados, do Distrito Federal e dos munic\u00edpios deve respeitar os limites fixados em lei complementar de car\u00e1ter nacional, no caso, a Lei de Responsabilidade Fiscal &#8211; LRF<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma vez atribu\u00edda compet\u00eancia ao ente central para regular a quest\u00e3o de modo geral e uniforme por meio de uma lei nacional, os entes subnacionais devem obedi\u00eancia ao regramento editado, sendo-lhes vedado escolher as regras que ir\u00e3o adotar.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, o entendimento que fundamenta a exclus\u00e3o do imposto de renda retido na fonte do limite de despesa de pessoal contraria diretamente o disposto no art. 19 da LRF \u2014 que enumera as parcelas n\u00e3o integrantes do referido c\u00e1lculo \u2014, de forma que manifesta\u00e7\u00f5es subnacionais em sentido ampliativo usurpam a compet\u00eancia legislativa da Uni\u00e3o para editar normas gerais sobre direito financeiro (CF\/1988, art. 24, I).<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, excepcionadas as hip\u00f3teses previstas na LRF (art. 19, \u00a7 1\u00ba, VI), <strong>a desconsidera\u00e7\u00e3o dos valores pagos a inativos e pensionistas para o c\u00e1lculo do limite de gastos com pessoal afronta a sistem\u00e1tica prevista pela referida lei (art. 18,&nbsp;caput), bem como os dispositivos constitucionais acima referidos.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-3-resultado-final\"><a>11.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, converteu o julgamento da cautelar em delibera\u00e7\u00e3o de m\u00e9rito e julgou procedente a a\u00e7\u00e3o para declarar a constitucionalidade do art. 18,&nbsp;<strong>caput<\/strong>, e do art. 19,&nbsp;<strong>caput,<\/strong>&nbsp;e \u00a7\u00a7 1\u00ba e 2\u00ba, ambos da LRF.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-complementacao-ao-fundef-pagamento-de-debito-originado-de-erro-no-calculo-das-verbas-a-serem-repassadas-pela-uniao-e-regime-de-precatorios\"><a><\/a><a>12.&nbsp; <em>Complementa\u00e7\u00e3o<\/em><\/a><em>&nbsp;ao Fundef: pagamento de d\u00e9bito originado de erro no c\u00e1lculo das verbas a serem repassadas pela Uni\u00e3o e regime de precat\u00f3rios<\/em><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO EXTRAORDIN\u00c1RIO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>1. \u201cA complementa\u00e7\u00e3o ao FUNDEF realizada a partir do valor m\u00ednimo anual por aluno fixada em desacordo com a m\u00e9dia nacional imp\u00f5e \u00e0 Uni\u00e3o o dever de suplementa\u00e7\u00e3o de recursos.\u201d 2. \u201cSendo tal obriga\u00e7\u00e3o imposta por t\u00edtulo executivo judicial, aplica-se a sistem\u00e1tica dos precat\u00f3rios, nos termos do art. 100 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>RE 635.347\/DF, relator Ministro Roberto Barroso, julgamento virtual finalizado em 30.6.2023 (Info 1101)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-1-situacao-fatica\"><a>12.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o tem como objeto a cobran\u00e7a pelo Munic\u00edpio de Dirceu Arcoverde, no Piau\u00ed, das diferen\u00e7as devidas e n\u00e3o transferidas pela Uni\u00e3o referentes aos exerc\u00edcios de 2001 a 2005, a t\u00edtulo de complementa\u00e7\u00e3o da transfer\u00eancia dos recursos do FUNDEF. Tais recursos, conforme os autos, teriam deixado de ser pagos pela Uni\u00e3o em raz\u00e3o da fixa\u00e7\u00e3o do valor m\u00ednimo anual por aluno se encontrar em desacordo ao que previsto na Lei Federal 9.424\/96, \u201cconsoante reda\u00e7\u00e3o do&nbsp;<em>caput&nbsp;<\/em>do art. 6\u00b0 cominado com a regra disposta no par\u00e1grafo 1\u00ba\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O munic\u00edpio piauiense alega que a desobedi\u00eancia da Uni\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 norma na fixa\u00e7\u00e3o correta do valor m\u00ednimo anual por aluno resulta em preju\u00edzo, formando um cr\u00e9dito cuja import\u00e2ncia pretende cobrar atrav\u00e9s da presta\u00e7\u00e3o jurisdicional ora requerida, como meio extremo, diante das fracassadas tentativas realizadas no campo pol\u00edtico e administrativo.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a quest\u00e3o suscitada no RE, de autoria da Uni\u00e3o, diz respeito \u00e0 compatibilidade, ou n\u00e3o, da forma de pagamento estabelecida pela decis\u00e3o atacada com o artigo 60, par\u00e1grafo 1\u00ba, do Ato das Disposi\u00e7\u00f5es Constitucionais Transit\u00f3rias (ADCT), e o artigo 100 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-analise-estrategica\"><a>12.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-1-o-pagamento-deve-ser-realizado-por-precatorios\"><a>12.2.1. O pagamento deve ser realizado por precat\u00f3rios?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeap!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Quando ordenado em t\u00edtulo executivo judicial, deve ser observada a sistem\u00e1tica dos precat\u00f3rios (CF\/1988, art. 100, \u201ccaput\u201d) para o pagamento das quantias que deixaram de ser repassadas pela Uni\u00e3o a t\u00edtulo de complementa\u00e7\u00e3o financeira ao Fundo de Manuten\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valoriza\u00e7\u00e3o do Magist\u00e9rio (Fundef).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A ado\u00e7\u00e3o de par\u00e2metros nacionais n\u00e3o descaracteriza o car\u00e1ter regional dos fundos de natureza cont\u00e1bil, gerenciados pelos estados federados, e objetiva igualar os investimentos em educa\u00e7\u00e3o na Federa\u00e7\u00e3o<\/strong>. Nesse contexto, a jurisprud\u00eancia do STF disp\u00f5e que o montante da referida complementa\u00e7\u00e3o deve ser calculado com base no valor m\u00ednimo nacional por aluno extra\u00eddo da m\u00e9dia nacional, de modo que o erro no c\u00f4mputo imp\u00f5e \u00e0 Uni\u00e3o o dever de suplementar os recursos.<\/p>\n\n\n\n<p>A metodologia de c\u00e1lculo que frustre a equipara\u00e7\u00e3o do valor m\u00ednimo por aluno \u00e0 m\u00e9dia nacional esbarra n\u00e3o apenas na pr\u00f3pria raz\u00e3o de cria\u00e7\u00e3o do Fundef, mas em um dos objetivos fundamentais da Rep\u00fablica: a redu\u00e7\u00e3o das desigualdades sociais e regionais (CF\/1988, art. 3\u00ba, III).<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, como inexiste exce\u00e7\u00e3o constitucional espec\u00edfica, as quantias devidas devem ser quitadas conforme o regime de precat\u00f3rios, independentemente de sua destina\u00e7\u00e3o vinculada \u00e0 educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-2-resultado-final\"><a>12.2.2. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, ao apreciar o&nbsp;Tema 416 da repercuss\u00e3o geral, deu parcial provimento ao recurso extraordin\u00e1rio para determinar que o pagamento da complementa\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o ao Fundef observe a sistem\u00e1tica dos precat\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-adesao-ao-regime-de-recuperacao-fiscal-regras-de-ajuste-financeiro-e-restricoes-temporarias-aos-entes-aderentes\"><a><\/a><a>13.&nbsp; <em>Ades\u00e3o<\/em><\/a><em>&nbsp;ao Regime de Recupera\u00e7\u00e3o Fiscal: regras de ajuste financeiro e restri\u00e7\u00f5es tempor\u00e1rias aos entes aderentes<\/em><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As veda\u00e7\u00f5es \u00e0 reposi\u00e7\u00e3o de vac\u00e2ncias de cargos p\u00fablicos durante a vig\u00eancia do Regime de Recupera\u00e7\u00e3o Fiscal afrontam a autonomia dos estados e munic\u00edpios, o princ\u00edpio da proporcionalidade, bem como o princ\u00edpio da continuidade do servi\u00e7o p\u00fablico. Contudo, a realiza\u00e7\u00e3o de concursos p\u00fablicos e o provimento de cargos pelos entes aderentes devem respeitar os requisitos legais usuais: (a) autoriza\u00e7\u00e3o da autoridade estadual ou municipal competente; (b) avalia\u00e7\u00e3o das prioridades do ente pol\u00edtico; e (c) exist\u00eancia de viabilidade or\u00e7ament\u00e1ria na admiss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 6.930\/DF, relator Ministro Roberto Barroso, julgamento virtual finalizado em 30.6.2023 (Info 1101)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-1-situacao-fatica\"><a>13.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o dos Magistrados Brasileiros (AMB) e a Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Membros do Minist\u00e9rio P\u00fablico (Conamp) ajuizaram no STF a ADI 6930 contra a Lei Complementar (LC) 178\/2021, que estabelece o Programa de Acompanhamento e Transpar\u00eancia Fiscal (PATF) e o Plano de Promo\u00e7\u00e3o do Equil\u00edbrio Fiscal (PEF).<\/p>\n\n\n\n<p>A norma, que alterou dispositivos das LCs 101\/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal) e 159\/2017, prev\u00ea as contrapartidas para que estados e munic\u00edpios possam aderir ao Regime de Recupera\u00e7\u00e3o Fiscal (RRF) com o objetivo de pagar suas d\u00edvidas com a Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo as entidades, os estados que aderirem ao RRF ficar\u00e3o proibidos de realizar concursos p\u00fablicos para reposi\u00e7\u00f5es de cargos vagos, efetivos ou vital\u00edcios.<\/p>\n\n\n\n<p>As associa\u00e7\u00f5es alegam que os estados n\u00e3o submetidos ao regime tamb\u00e9m ser\u00e3o afetados devido \u00e0 altera\u00e7\u00e3o dos limites de despesas com pessoal. Isso porque a legisla\u00e7\u00e3o passou a considerar como valores integrantes das despesas com pessoal do Judici\u00e1rio as realizadas com os servidores inativos e pensionistas, mesmo que o seu custeio esteja a cargo de outro Poder ou \u00f3rg\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-analise-estrategica\"><a>13.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-1-questao-juridica\"><a>13.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>LC 159\/2017:&nbsp;\u201cArt. 8\u00ba S\u00e3o vedados ao Estado durante a vig\u00eancia do Regime de Recupera\u00e7\u00e3o Fiscal: (&#8230;)&nbsp;IV &#8211; a admiss\u00e3o ou a contrata\u00e7\u00e3o de pessoal, a qualquer t\u00edtulo, ressalvadas as reposi\u00e7\u00f5es de:&nbsp;(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei Complementar n\u00ba 178, de 2021)<a><\/a>&nbsp;a) cargos de chefia e de dire\u00e7\u00e3o e assessoramento que n\u00e3o acarretem aumento de despesa;&nbsp;(Inclu\u00edda pela Lei Complementar n\u00ba 178, de 2021)<a><\/a>&nbsp;b) contrata\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria; e&nbsp;(Inclu\u00edda pela Lei Complementar n\u00ba 178, de 2021)<a><\/a>&nbsp;c) (VETADO);&nbsp;(Inclu\u00edda pela Lei Complementar n\u00ba 178, de 2021)\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>LC 159\/2017:&nbsp;\u201cArt. 2\u00ba O Plano de Recupera\u00e7\u00e3o Fiscal ser\u00e1 formado por leis ou atos normativos do Estado que desejar aderir ao Regime de Recupera\u00e7\u00e3o Fiscal, por diagn\u00f3stico em que se reconhece a situa\u00e7\u00e3o de desequil\u00edbrio financeiro, por metas e compromissos e pelo detalhamento das medidas de ajuste, com os impactos esperados e os prazos para a sua ado\u00e7\u00e3o.&nbsp;(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei Complementar n\u00ba 178, de 2021)&nbsp;(&#8230;)&nbsp;\u00a7 4\u00ba &nbsp;N\u00e3o se incluem na base de c\u00e1lculo e no limite de que trata o inciso V do \u00a7 1\u00ba:&nbsp;(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei Complementar n\u00ba 178, de 2021)<a><\/a>&nbsp;I &#8211; as transfer\u00eancias constitucionais para os respectivos Munic\u00edpios estabelecidas nos&nbsp;arts. 158&nbsp;e&nbsp;159, \u00a7\u00a7 3\u00ba&nbsp;e&nbsp;4\u00ba, e as destina\u00e7\u00f5es de que trata o&nbsp;art. 212-A, todos da Constitui\u00e7\u00e3o Federal;&nbsp;(Inclu\u00eddo pela Lei Complementar n\u00ba 178, de 2021)<a><\/a>&nbsp;II &#8211; as despesas custeadas com as transfer\u00eancias de que trata o&nbsp;art. 166-A da Constitui\u00e7\u00e3o Federal;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;(Inclu\u00eddo pela Lei Complementar n\u00ba 178, de 2021)<a><\/a>&nbsp;II &#8211; as despesas custeadas com recursos de transfer\u00eancias previstas nos&nbsp;arts. 166&nbsp;e&nbsp;166-A da Constitui\u00e7\u00e3o Federal;&nbsp;(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei Complementar n\u00ba 189, de 2022)<a><\/a>&nbsp;III &#8211; as despesas custeadas com doa\u00e7\u00f5es e as transfer\u00eancias volunt\u00e1rias definidas no&nbsp;art. 25 da Lei Complementar n\u00ba 101, de 4 de maio de 2000;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;(Inclu\u00eddo pela Lei Complementar n\u00ba 178, de 2021)<a><\/a>&nbsp;III &#8211; (revogado);&nbsp;(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei Complementar n\u00ba 189, de 2022)<a><\/a>&nbsp;IV &#8211; as despesas em sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o realizadas pelo ente em raz\u00e3o de eventual diferen\u00e7a positiva entre a varia\u00e7\u00e3o anual das bases de c\u00e1lculo das aplica\u00e7\u00f5es m\u00ednimas de que tratam o&nbsp;\u00a7 2\u00ba do art. 198&nbsp;e o&nbsp;art. 212 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal&nbsp;e a varia\u00e7\u00e3o do IPCA no mesmo per\u00edodo.&nbsp;(Inclu\u00eddo pela Lei Complementar n\u00ba 178, de 2021)<a><\/a>&nbsp;V &#8211; as despesas custeadas com recursos de transfer\u00eancias da Uni\u00e3o com aplica\u00e7\u00f5es vinculadas, conforme definido pela Secretaria do Tesouro Nacional do Minist\u00e9rio da Economia.&nbsp;(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei Complementar n\u00ba 189, de 2022)\u201d<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-2-persiste-a-vedacao-a-realizacao-de-concursos-e-reposicao-de-cargos\"><a>13.2.2. Persiste a veda\u00e7\u00e3o \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de concursos e reposi\u00e7\u00e3o de cargos?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em regra, o legislador nacional pode limitar a admiss\u00e3o de pessoal por entes federados em recupera\u00e7\u00e3o fiscal, sobretudo considerando que um dos problemas cr\u00f4nicos da Federa\u00e7\u00e3o brasileira consiste no controle das despesas p\u00fablicas com pessoal. Contudo, <strong>limita\u00e7\u00f5es dessa natureza devem respeitar a intangibilidade do pacto federativo e a necess\u00e1ria harmonia das rela\u00e7\u00f5es pol\u00edticas entre os entes estatais brasileiros.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, a submiss\u00e3o da referida reposi\u00e7\u00e3o de vac\u00e2ncias \u00e0 autoriza\u00e7\u00e3o no Plano de Recupera\u00e7\u00e3o Fiscal \u2014 ato administrativo complexo que demanda anu\u00eancia de diversos \u00f3rg\u00e3os federais, al\u00e9m de aprova\u00e7\u00e3o final do Presidente da Rep\u00fablica \u2014 viola a autonomia dos estados e munic\u00edpios, o princ\u00edpio da proporcionalidade, na vertente da proibi\u00e7\u00e3o do excesso e interfere diretamente na continuidade administrativa dos servi\u00e7os p\u00fablicos estaduais e municipais.<\/p>\n\n\n\n<p>A submiss\u00e3o dos investimentos executados por fundos p\u00fablicos especiais ao teto de gastos <strong>ofende os princ\u00edpios da efici\u00eancia e da proporcionalidade, na medida em que n\u00e3o atinge o objetivo pretendido de contribuir ou de fomentar a responsabilidade fiscal dos entes subnacionais.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Essa vincula\u00e7\u00e3o, quando n\u00e3o destinada ao pagamento de despesas obrigat\u00f3rias, especialmente as relacionadas ao custeio de pessoal, compromete a execu\u00e7\u00e3o de investimentos em melhorias efetivas nos respectivos servi\u00e7os p\u00fablicos, j\u00e1 que as verbas p\u00fablicas n\u00e3o retornar\u00e3o ao caixa \u00fanico do Tesouro por expressa veda\u00e7\u00e3o legal e, por isso, n\u00e3o poder\u00e3o ser empregados em investimentos p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-3-resultado-final\"><a>13.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou parcialmente procedente a a\u00e7\u00e3o para conferir interpreta\u00e7\u00e3o conforme a Constitui\u00e7\u00e3o: (<strong>i<\/strong>) ao art. 8\u00ba, IV, da LC 159\/2017, com a reda\u00e7\u00e3o conferida pela LC 178\/2021, para autorizar a reposi\u00e7\u00e3o de cargos vagos pelos entes federados que aderirem ao Regime de Recupera\u00e7\u00e3o Fiscal institu\u00eddo por aquele diploma normativo; e (<strong>ii<\/strong>) ao art. 2\u00ba, \u00a7 4\u00ba, da LC 159\/2017, com a reda\u00e7\u00e3o conferida pela LC 178\/2021, de modo a excluir do teto de gastos os investimentos executados com recursos afetados aos fundos p\u00fablicos especiais institu\u00eddos pelo Poder Judici\u00e1rio, pelos Tribunais de Contas, pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico, pelas Defensorias P\u00fablicas e pelas Procuradorias-Gerais dos estados e do Distrito Federal.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-penal\"><a>DIREITO PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-termo-inicial-da-prescricao-executoria-estatal-a-partir-do-transito-em-julgado-para-a-acusacao-ou-para-todas-as-partes\"><a><\/a><a>14.&nbsp; <em>Termo<\/em><\/a><em>&nbsp;inicial da prescri\u00e7\u00e3o execut\u00f3ria estatal: a partir do tr\u00e2nsito em julgado para a acusa\u00e7\u00e3o ou para todas as partes<\/em><em>&nbsp;<\/em><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO EXTRAORDIN\u00c1RIO COM AGRAVO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O prazo para a prescri\u00e7\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o da pena concretamente aplicada somente come\u00e7a a correr do dia em que a senten\u00e7a condenat\u00f3ria transita em julgado para ambas as partes, momento em que nasce para o Estado a pretens\u00e3o execut\u00f3ria da pena, conforme interpreta\u00e7\u00e3o dada pelo Supremo Tribunal Federal ao princ\u00edpio da presun\u00e7\u00e3o de inoc\u00eancia (art. 5\u00ba, inciso LVII, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal) nas ADC 43, 44 e 54.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>ARE 848.107\/DF, relator Ministro Dias Toffoli, julgamento virtual finalizado em 30.6.2023 (Info 1101)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-1-situacao-fatica\"><a>14.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O processo foi ajuizado no STF pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico do Distrito Federal e Territ\u00f3rios para questionar ac\u00f3rd\u00e3o do Tribunal de Justi\u00e7a do Distrito Federal que reconheceu como marco inicial da contagem da PPE o prazo o tr\u00e2nsito em julgado para a acusa\u00e7\u00e3o, com base no que prev\u00ea o artigo 112 (inciso I) do C\u00f3digo Penal.<\/p>\n\n\n\n<p>O MPDFT entende que, com base na presun\u00e7\u00e3o da inoc\u00eancia, \u00e9 imposs\u00edvel a execu\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a penal condenat\u00f3ria antes do seu definitivo tr\u00e2nsito em julgado, por respeito aos princ\u00edpios constitucionais previstos no artigo 5\u00ba (incisos II e LVII) da Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-analise-estrategica\"><a>14.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-1-questao-juridica\"><a>14.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CP\/1940:&nbsp;\u201cArt. 110 &#8211; A prescri\u00e7\u00e3o depois de transitar em julgado a senten\u00e7a condenat\u00f3ria regula-se pela pena aplicada e verifica-se nos prazos fixados no artigo anterior, os quais se aumentam de um ter\u00e7o, se o condenado \u00e9 reincidente. \u00a7 1\u00ba A prescri\u00e7\u00e3o, depois da senten\u00e7a condenat\u00f3ria com tr\u00e2nsito em julgado para a acusa\u00e7\u00e3o ou depois de improvido seu recurso, regula-se pela pena aplicada, n\u00e3o podendo, em nenhuma hip\u00f3tese, ter por termo inicial data anterior \u00e0 da den\u00fancia ou queixa. \u00a7 2\u00ba&nbsp;(Revogado pela Lei n\u00ba 12.234, de 2010).&nbsp;Art. 112 &#8211; No caso do art. 110 deste C\u00f3digo, a prescri\u00e7\u00e3o come\u00e7a a correr: I &#8211; do dia em que transita em julgado a senten\u00e7a condenat\u00f3ria, para a acusa\u00e7\u00e3o, ou a que revoga a suspens\u00e3o condicional da pena ou o livramento condicional;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-2-qual-o-termo-inicial\"><a>14.2.2. Qual o termo inicial?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>A data em que a senten\u00e7a condenat\u00f3ria transita em julgado para AMBAS as partes!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 incompat\u00edvel com a atual ordem constitucional<strong>\u2014 \u00e0 luz do postulado da presun\u00e7\u00e3o de inoc\u00eancia (CF\/1988, art. 5\u00ba, LVII) e o atual entendimento do STF sobre ele \u2014 <\/strong>a aplica\u00e7\u00e3o meramente literal do disposto no art. 112, I, do C\u00f3digo Penal. Por isso, \u00e9 necess\u00e1rio interpret\u00e1-lo SISTEMICAMENTE, com a fixa\u00e7\u00e3o do tr\u00e2nsito em julgado para ambas as partes (acusa\u00e7\u00e3o e defesa) como marco inicial da prescri\u00e7\u00e3o da pretens\u00e3o execut\u00f3ria estatal pela pena concretamente aplicada em senten\u00e7a condenat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme jurisprud\u00eancia firmada no STF, <strong>o Estado n\u00e3o pode determinar a execu\u00e7\u00e3o da pena contra condenado com base em t\u00edtulo executivo n\u00e3o definitivo, dada a preval\u00eancia do princ\u00edpio da n\u00e3o culpabilidade ou da presun\u00e7\u00e3o de inoc\u00eancia<\/strong>. Assim, a constitui\u00e7\u00e3o definitiva do t\u00edtulo judicial condenat\u00f3rio \u00e9 condi\u00e7\u00e3o de exerc\u00edcio da pretens\u00e3o execut\u00f3ria do Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, a prescri\u00e7\u00e3o&nbsp;da pretens\u00e3o execut\u00f3ria pressup\u00f5e a&nbsp;in\u00e9rcia&nbsp;do&nbsp;titular&nbsp;do direito de punir. Portanto, a \u00fanica interpreta\u00e7\u00e3o do inciso I do art. 112 do C\u00f3digo Penal compat\u00edvel com esse entendimento \u00e9 a que elimina do dispositivo a locu\u00e7\u00e3o \u201c<em>para a acusa\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d e define como termo inicial o tr\u00e2nsito em julgado para ambas as partes, visto que \u00e9 nesse momento que surge o t\u00edtulo penal pass\u00edvel de ser executado pelo Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, <strong>a aplica\u00e7\u00e3o da literalidade do dispositivo impugnado, al\u00e9m de contr\u00e1ria \u00e0 ordem jur\u00eddico-normativa, apenas fomenta a interposi\u00e7\u00e3o de recursos com fins meramente procrastinat\u00f3rios, frustrando a efetividade da jurisdi\u00e7\u00e3o penal<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-3-resultado-final\"><a>14.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse e outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por maioria, ao apreciar o&nbsp;Tema 788 de repercuss\u00e3o geral, negou provimento ao agravo em recurso extraordin\u00e1rio interposto pelo MPDFT e declarou a n\u00e3o recep\u00e7\u00e3o pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal da locu\u00e7\u00e3o \u201c<em>para a acusa\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d, contida art. 112, inciso I (primeira parte), do C\u00f3digo Penal, conferindo-lhe interpreta\u00e7\u00e3o conforme a Constitui\u00e7\u00e3o no sentido de que a prescri\u00e7\u00e3o come\u00e7a a correr do dia em que transita em julgado a senten\u00e7a condenat\u00f3ria para ambas as partes. Esse entendimento se aplica aos casos em que (<strong>i<\/strong>) a pena n\u00e3o foi declarada extinta pela prescri\u00e7\u00e3o; e (<strong>ii<\/strong>) cujo tr\u00e2nsito em julgado para a acusa\u00e7\u00e3o tenha ocorrido ap\u00f3s 12.11.2020.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-previdenciario\"><a>DIREITO PREVIDENCI\u00c1RIO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-reforma-previdenciaria-criterios-de-calculo-para-a-pensao-por-morte\"><a><\/a><a>15.&nbsp; <em>Reforma<\/em><\/a><em>&nbsp;previdenci\u00e1ria: crit\u00e9rios de c\u00e1lculo para a pens\u00e3o por morte<\/em><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional&nbsp;<a>o art. 23, caput, da Emenda Constitucional 103\/2019<\/a>, que fixa novos crit\u00e9rios de c\u00e1lculo para a pens\u00e3o por morte no Regime Geral e nos Regimes Pr\u00f3prios de Previd\u00eancia Social. Em especial, o caput do artigo 23 da EC 103\/2019, que determina que a pens\u00e3o por morte concedida a dependente de segurado do RGPS ou de servidor p\u00fablico federal ser\u00e1 equivalente a uma cota familiar de 50% do valor da aposentadoria recebida ou daquela a que teria direito se fosse aposentado por incapacidade permanente na data do \u00f3bito, acrescida de cotas de 10 pontos percentuais por dependente, at\u00e9 o m\u00e1ximo de 100%.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 7.051\/DF, relator Ministro Roberto Barroso, julgamento virtual finalizado em 23.6.2023 (Info 1101)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-1-situacao-fatica\"><a>15.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores Assalariados e Assalariadas Rurais (Contar) ajuizou aADI 7051 no STF contra dispositivo da Emenda Constitucional (EC) 103\/2019 que instituiu a regra de c\u00e1lculo da pens\u00e3o por morte do segurado do Regime Geral de Previd\u00eancia Social (RGPS) que venha a falecer antes da sua aposentadoria.<\/p>\n\n\n\n<p>O dispositivo questionado (caput do artigo 23 da EC 103\/2019) determina que a pens\u00e3o por morte concedida a dependente de segurado do RGPS ou de servidor p\u00fablico federal ser\u00e1 equivalente a uma cota familiar de 50% do valor da aposentadoria recebida ou daquela a que teria direito se fosse aposentado por incapacidade permanente na data do \u00f3bito, acrescida de cotas de 10 pontos percentuais por dependente, at\u00e9 o m\u00e1ximo de 100%.\u202f<\/p>\n\n\n\n<p>Para a entidade, tal regra leva em conta o valor da aposentadoria simulada por incapacidade, impedindo que o valor da pens\u00e3o por morte espelhe proporcionalmente o valor sobre o qual foram descontadas as contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias a cargo do segurado e das entidades patronais (quando for o caso). A confedera\u00e7\u00e3o afirma que essa forma de c\u00e1lculo retira dos dependentes dos segurados o direito a uma vida com subsist\u00eancia digna, violando dispositivos constitucionais que versam sobre o car\u00e1ter contributivo do RGPS e que garantem a prote\u00e7\u00e3o digna \u00e0 fam\u00edlia do falecido, em especial a prote\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-2-analise-estrategica\"><a>15.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-2-1-questao-juridica\"><a>15.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>&nbsp;EC 103\/2019:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 3\u00ba A concess\u00e3o de aposentadoria ao servidor p\u00fablico federal vinculado a regime pr\u00f3prio de previd\u00eancia social e ao segurado do Regime Geral de Previd\u00eancia Social e de pens\u00e3o por morte aos respectivos dependentes ser\u00e1 assegurada, a qualquer tempo, desde que tenham sido cumpridos os requisitos para obten\u00e7\u00e3o desses benef\u00edcios at\u00e9 a data de entrada em vigor desta Emenda Constitucional, observados os crit\u00e9rios da legisla\u00e7\u00e3o vigente na data em que foram atendidos os requisitos para a concess\u00e3o da aposentadoria ou da pens\u00e3o por morte.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cArt. 23. A pens\u00e3o por morte concedida a dependente de segurado do Regime Geral de Previd\u00eancia Social ou de servidor p\u00fablico federal ser\u00e1 equivalente a uma cota familiar de 50% (cinquenta por cento) do valor da aposentadoria recebida pelo segurado ou servidor ou daquela a que teria direito se fosse aposentado por incapacidade permanente na data do \u00f3bito, acrescida de cotas de 10 (dez) pontos percentuais por dependente, at\u00e9 o m\u00e1ximo de 100% (cem por cento).\u201d<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-2-2-a-norma-ofende-a-cf\"><a>15.2.2. A norma ofende a CF?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooopsss!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional\u2014<strong> \u00e0 luz da autoconten\u00e7\u00e3o judicial no controle de constitucionalidade de Emendas \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o Federal e da adequada considera\u00e7\u00e3o das capacidades institucionais e dos efeitos sist\u00eamicos na tomada de decis\u00f5es judiciais envolvendo mat\u00e9rias atinentes \u00e0 Previd\u00eancia Social <\/strong>\u2014&nbsp;o art. 23, \u201ccaput\u201d, da EC 103\/2019, que alterou o c\u00e1lculo do benef\u00edcio da pens\u00e3o por morte.<\/p>\n\n\n\n<p>O dispositivo impugnado teve como prop\u00f3sito <strong>a restaura\u00e7\u00e3o do equil\u00edbrio financeiro e atuarial do sistema previdenci\u00e1rio, de modo que inexiste ofensa ao princ\u00edpio da contributividade<\/strong>. Desse modo, a institui\u00e7\u00e3o da pens\u00e3o por morte deve considerar, al\u00e9m da necessidade dos dependentes, a possibilidade real do sistema de arcar com esse custo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, essa reforma previdenci\u00e1ria resguardou os direitos adquiridos (EC 103\/2019, art. 3\u00ba) e n\u00e3o violou as leg\u00edtimas expectativas ou a seguran\u00e7a jur\u00eddica, pois, mesmo ausente regra de transi\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para as pens\u00f5es, as regras incidentes sobre a aposentadoria acabam por produzir reflexos no c\u00e1lculo do benef\u00edcio por morte.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, a ocorr\u00eancia de um decr\u00e9scimo relevante no valor do benef\u00edcio \u2014 que exigir\u00e1 um planejamento financeiro maior dos segurados com dependentes \u2014 n\u00e3o significa viola\u00e7\u00e3o a nenhuma cl\u00e1usula p\u00e9trea, eis que o n\u00facleo essencial do direito \u00e0 previd\u00eancia social e do princ\u00edpio da dignidade da pessoa humana n\u00e3o oferece par\u00e2metros precisos para o c\u00e1lculo da presta\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria. Al\u00e9m disso, <strong>vedou-se que o benef\u00edcio seja inferior ao sal\u00e1rio-m\u00ednimo quando for a \u00fanica fonte de renda formal do dependente<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-2-3-resultado-final\"><a>15.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por maioria, julgou improcedente a a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-5ce310f7-34a4-4181-8c01-08ccc0ebd961\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/07\/18112543\/stf-informativo-1101.pdf\">stf-informativo-1101<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/07\/18112543\/stf-informativo-1101.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-5ce310f7-34a4-4181-8c01-08ccc0ebd961\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Informativo n\u00ba 1101 do STF\u00a0COMENTADO.\u00a0\u00c9 para voc\u00ea que est\u00e1 ligad@ aqui\u00a0no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! DOWNLOAD do PDF DIREITO CONSTITUCIONAL 1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas pelo Poder Judici\u00e1rio para garantir o direito \u00e0 sa\u00fade RECURSO EXTRAORDIN\u00c1RIO \u201c1. 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