{"id":1235176,"date":"2023-06-20T00:59:45","date_gmt":"2023-06-20T03:59:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1235176"},"modified":"2023-06-20T00:59:47","modified_gmt":"2023-06-20T03:59:47","slug":"informativo-stj-775-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-775-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STJ 775 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p>Informativo n\u00ba 775 do STJ\u00a0<strong>COMENTADO<\/strong>\u00a0saindo do forno (quentinho) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/06\/20005930\/stj-informativo-775.pdf\" rel=\"sponsored nofollow\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_wGIi5dhLUHU\"><div id=\"lyte_wGIi5dhLUHU\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/wGIi5dhLUHU\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/wGIi5dhLUHU\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/wGIi5dhLUHU\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-administrativo\"><a>DIREITO ADMINISTRATIVO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-prorrogacao-de-pad-como-motivo-de-nulidade\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Prorroga\u00e7\u00e3o de PAD como motivo de nulidade<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>AGRAVO INTERNO NO RECURSO EM MANDADO DE SEGURAN\u00c7A<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A prorroga\u00e7\u00e3o do processo administrativo disciplinar, por si, n\u00e3o pode ser reconhecida como causa apta a ensejar nulidade, porque n\u00e3o demonstrado o preju\u00edzo consequente dessa prorroga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no RMS 69.803-CE, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 9\/5\/2023.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-situacao-fatica\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Craudio, deputado estadual, impetrou MS contra ato do Presidente da Assembleia Legislativa. No <em>mandamus<\/em>, o deputado tenta reverter os efeitos de san\u00e7\u00e3o de suspens\u00e3o por 30 dias do seu exerc\u00edcio de deputado estadual, imposta por conta de quebra do decoro parlamenta. Craudio sustenta a nulidade do PAD porque o prazo para encerramento da investiga\u00e7\u00e3o foi prorrogado, o que, segundo a defesa, importou no desrespeito aos prazos legais pelo Conselho de \u00e9tica e pela relatora do feito administrativo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-analise-estrategica\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-a-prorrogacao-por-si-so-justifica-a-nulidade\"><a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A prorroga\u00e7\u00e3o por si s\u00f3 justifica a nulidade?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Obviamente que N\u00c3O!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0 alega\u00e7\u00e3o de nulidade da prorroga\u00e7\u00e3o indevida do processo administrativo disciplinar consequente do prazo n\u00e3o cumprido por autoridades, a prorroga\u00e7\u00e3o do processo administrativo disciplinar, por si, n\u00e3o pode ser reconhecida como causa apta a ensejar nulidade, porque n\u00e3o demonstrado o preju\u00edzo consequente dessa prorroga\u00e7\u00e3o. Nos termos da jurisprud\u00eancia do STJ, n\u00e3o h\u00e1 nulidade no processo administrativo disciplinar a ser declarada quando n\u00e3o acarreta preju\u00edzos.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, os seguintes precedentes do STJ: &#8220;[&#8230;] IV &#8211; <strong>Esta Corte pacificou entendimento segundo o qual o excesso de prazo para a conclus\u00e3o do processo administrativo disciplinar n\u00e3o gera, por si s\u00f3, a nulidade do feito, desde que n\u00e3o haja preju\u00edzo ao acusado, em observ\u00e2ncia ao princ\u00edpio do&nbsp;<em>pas de nulit\u00e9 sans grief<\/em><\/strong><em>.<\/em>&nbsp;[&#8230;]&#8221; (AgInt nos EDcl no RMS n. 36.312\/PE, relatora Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, julgado em 19\/10\/2021, DJe de 21\/10\/2021).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-resultado-final\"><a>1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A prorroga\u00e7\u00e3o do processo administrativo disciplinar, por si, n\u00e3o pode ser reconhecida como causa apta a ensejar nulidade, porque n\u00e3o demonstrado o preju\u00edzo consequente dessa prorroga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-tj-como-autoridade-coatora-quando-mero-executor-de-decisao-do-cnj\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; TJ como autoridade coatora quando mero executor de decis\u00e3o do CNJ<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO RECURSO EM MANDADO DE SEGURAN\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Tribunal de Justi\u00e7a n\u00e3o pode ser considerado autoridade coatora quando mero executor de decis\u00e3o do Conselho Nacional de Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no RMS 64.215-MG, Rel. Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 17\/4\/2023, DJe 19\/4\/2023. (Info 775)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-situacao-fatica\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Crementino, oficial substituto <em>interino<\/em> de serventia extrajudicial de um TJ, impetrou MS contra ato da Corregedoria do TJ que, ao cumprir Provimento do CNJ, restri\u00e7\u00f5es ao exerc\u00edcio do cargo dos oficiais substitutos <em>interino<\/em>s.<\/p>\n\n\n\n<p>O MS foi julgado prejudicado, reconhecida a ilegitimidade passiva do Corregedor-Geral de Justi\u00e7a. Inconformado, Crementino interp\u00f4s recurso no qual sustenta que embora o ato objeto do mandado de seguran\u00e7a seja justificado por Provimento do CNJ, os efeitos concretos foram ordenados pelo CGJ.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-analise-estrategica\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-tj-pode-ser-considerado-autoridade-coatora\"><a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; TJ pode ser considerado autoridade coatora?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No caso dos autos, a impetra\u00e7\u00e3o \u00e9 contra ato da Corregedoria do Tribunal de Justi\u00e7a do Estado de Minas Gerais, que, por meio do Aviso n. 4\/CGJ\/2019, determinou que os oficiais interinos preenchessem uma declara\u00e7\u00e3o, com posterior remessa \u00e0 Dire\u00e7\u00e3o do Foro da Comarca e \u00e0 Corregedoria-Geral de Justi\u00e7a do Estado de Minas Gerais, informando se as restri\u00e7\u00f5es contidas no \u00a7 2\u00ba do art. 2\u00ba do Provimento CNJ n. 77\/2018 seriam ou n\u00e3o aplic\u00e1veis a eles.<\/p>\n\n\n\n<p>O Tribunal de Justi\u00e7a do Estado de Minas Gerais, ao editar o Aviso n. 4\/CGJ\/2019, assim <strong>o fez como mero executor da determina\u00e7\u00e3o emanada pelo Conselho Nacional de Justi\u00e7a<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 firme o entendimento do STJ de que o Tribunal de Justi\u00e7a n\u00e3o pode ser considerado autoridade coatora quando mero executor de decis\u00e3o do Conselho Nacional de Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Reconhecida, assim, de of\u00edcio, a ILEGITIMIDADE do Corregedor-Geral do Tribunal de Justi\u00e7a do Estado de Minas Gerais para figurar, na origem, como autoridade coatora.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-resultado-final\"><a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O Tribunal de Justi\u00e7a n\u00e3o pode ser considerado autoridade coatora quando mero executor de decis\u00e3o do Conselho Nacional de Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-civil\"><a>DIREITO CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-validade-do-testamento-publico-que-a-despeito-da-existencia-de-vicio-formal-reflete-a-real-vontade-emanada-livre-e-conscientemente-do-testador-aferivel-diante-das-circunstancias-do-caso-concreto\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Validade do testamento p\u00fablico que, a despeito da exist\u00eancia de v\u00edcio formal, reflete a real vontade emanada livre e conscientemente do testador, afer\u00edvel diante das circunst\u00e2ncias do caso concreto<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O RESCIS\u00d3RIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 v\u00e1lido o testamento p\u00fablico que, a despeito da exist\u00eancia de v\u00edcio formal, reflete a real vontade emanada livre e conscientemente do testador, afer\u00edvel diante das circunst\u00e2ncias do caso concreto, e a m\u00e1cula decorre de conduta atribu\u00edvel exclusivamente ao not\u00e1rio respons\u00e1vel pela pr\u00e1tica do ato.<\/p>\n\n\n\n<p>AR 6.052-SP, Rel. Ministro Marco Aur\u00e9lio Bellizze, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 8\/2\/2023, DJe 14\/2\/2023. (Info 775)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-situacao-fatica\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Nirso foi casado com Nirse de 1984 a 2002, quando esta veio a falecer. O casal optara pelo regime da comunh\u00e3o parcial de bens. Nirse n\u00e3o deixou ascendentes nem descendentes. Para a surpresa de Nirso, os irm\u00e3os de Nirse apresentaram um testamento no qual ela arrolou como benefici\u00e1rios somente seus irm\u00e3os.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s um longo processo, o testamento foi mantido, apesar de o tabeli\u00e3o ter descumprido um procedimento formal previsto no CC\/1916 (o documento fora assinado em momentos diversos pelas partes que deveriam estar presentes conjuntamente ao ato, al\u00e9m de ser incerta a leitura do testamento). Ap\u00f3s o tr\u00e2nsito em julgado, Nirso ajuizou a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria na qual sustenta que o desatendimento ao rito legal de elabora\u00e7\u00e3o do documento coloca em d\u00favida a real vontade da autora da heran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-analise-estrategica\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-questao-juridica\"><a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CC\/2002:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.899. Quando a cl\u00e1usula testament\u00e1ria for suscet\u00edvel de interpreta\u00e7\u00f5es diferentes, prevalecer\u00e1 a que melhor assegure a observ\u00e2ncia da vontade do testador.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-valido-o-testamento\"><a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; V\u00e1lido o testamento?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O art. 1.632 do CC\/1916 disp\u00f5e que o ato principal do testamento \u00e9 a manifesta\u00e7\u00e3o da vontade do testador de dispor de seus bens para depois de sua morte. J\u00e1 o tabeli\u00e3o atua como instrumento \u00e0 consecu\u00e7\u00e3o daquele ato volitivo emanado do testador, limitando-se a redigir o que se lhe dita, sem integrar o neg\u00f3cio jur\u00eddico, e conferindo-se ao ato a forma legalmente prevista, a denotar a sua validade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tanto \u00e9 assim (o car\u00e1ter instrumental do tabeli\u00e3o na celebra\u00e7\u00e3o do testamento p\u00fablico) que o testador poderia optar pela realiza\u00e7\u00e3o de um testamento particular para alcan\u00e7ar o mesmo fim<\/strong>, sem se olvidar da maior seguran\u00e7a que cont\u00e9m no ato realizado pelo not\u00e1rio, no leg\u00edtimo exerc\u00edcio de atividade delegada do Poder P\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, a an\u00e1lise da regularidade da disposi\u00e7\u00e3o de \u00faltima vontade (testamento p\u00fablico) deve considerar o princ\u00edpio da m\u00e1xima preserva\u00e7\u00e3o da vontade do testador (CC\/1916, art. 1.666; CC\/2002, art. 1.899). A mitiga\u00e7\u00e3o do rigor formal na jurisprud\u00eancia do STJ iniciou-se com o julgamento do REsp n. 302.767\/PR, pela Quarta Turma, propugnando a atenua\u00e7\u00e3o das formalidades do testamento para fazer valer a vontade do testador, manifestada livre e conscientemente, m\u00e1xime diante da incompatibilidade f\u00e1tica de oportunizar ao estipulante a renova\u00e7\u00e3o ou o saneamento do ato &#8211; que s\u00f3 produz efeitos a partir da sua morte -, suprindo as irregularidades formais existentes.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, apesar da assinatura do testamento p\u00fablico pela testadora, pelo not\u00e1rio e pelas cinco testemunhas exigidas pela lei vigente \u00e0 data do ato (CC\/1916), houve a quebra desse preceito. O documento fora assinado em momentos diversos pelas partes que deveriam estar presentes conjuntamente ao ato, al\u00e9m de ser incerta a leitura do testamento. Logo, <strong>a m\u00e1cula incidente sobre o testamento decorreu de ato exclusivo do not\u00e1rio, mas n\u00e3o se admite que a quebra dessa confian\u00e7a implique o aumento excessivo de \u00f4nus ou perdas a terceiros<\/strong>, ante a aparente lisura dos seu atos de of\u00edcio &#8211; principalmente em se tratando de testamento, no qual a efic\u00e1cia se opera com o falecimento do testador. Sendo, assim, insuscet\u00edvel de repeti\u00e7\u00e3o ou de saneamento.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Embora n\u00e3o se ignore a exist\u00eancia de v\u00edcios formais, reconhece-se a validade dos testamentos, em virtude da preval\u00eancia do ato de manifesta\u00e7\u00e3o de \u00faltima vontade do testado<\/strong>r, sobretudo quando n\u00e3o comprovada a sua incapacidade nem a exist\u00eancia de v\u00edcio na sua manifesta\u00e7\u00e3o de vontade.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, \u00e9 v\u00e1lido o testamento p\u00fablico que, a despeito da exist\u00eancia de v\u00edcio formal, reflete a real vontade emanada livre e conscientemente do testador, afer\u00edvel diante das circunst\u00e2ncias do caso concreto, e a m\u00e1cula decorre de conduta atribu\u00edvel exclusivamente ao not\u00e1rio respons\u00e1vel pela pr\u00e1tica do ato, como na hip\u00f3tese, aplicando-se, assim, a teoria da apar\u00eancia, de sorte a preponderar o princ\u00edpio da vontade soberana do testador em detrimento da quebra do princ\u00edpio da unicidade do ato testament\u00e1rio por inobserv\u00e2ncia ao regramento disposto no art. 1.632 do CC\/1916.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-3-resultado-final\"><a>3.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 v\u00e1lido o testamento p\u00fablico que, a despeito da exist\u00eancia de v\u00edcio formal, reflete a real vontade emanada livre e conscientemente do testador, afer\u00edvel diante das circunst\u00e2ncias do caso concreto, e a m\u00e1cula decorre de conduta atribu\u00edvel exclusivamente ao not\u00e1rio respons\u00e1vel pela pr\u00e1tica do ato.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-in-validade-do-contrato-de-prestacao-de-servicos-que-caracterizam-atividades-privativas-de-advocacia-celebrado-por-sociedade-empresaria-ainda-que-um-dos-socios-dessa-sociedade-seja-advogado\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (In)Validade do contrato de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os que caracterizam atividades privativas de advocacia, celebrado por sociedade empres\u00e1ria, ainda que um dos s\u00f3cios dessa sociedade seja advogado<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>PROCESSO EM SEGREDO DE JUSTI\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 nulo o contrato de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os que caracterizam atividades privativas de advocacia, celebrado por sociedade empres\u00e1ria, ainda que um dos s\u00f3cios dessa sociedade seja advogado.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 25\/4\/2023, DJe 27\/4\/2023. (Info 775)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-situacao-fatica\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A empresa PagoPouco, cansada de gastar um valor que considerava excessivo com seus advogados, resolveu contratar uma sociedade empres\u00e1ria em que um dos s\u00f3cios, Dr. Creisson, era advogado. A contrata\u00e7\u00e3o era para realiza\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os que caracterizam atividades privativas de advocacia. Algum tempo depois, a OAB ficou sabendo do causo e resolveu tomar provid\u00eancias em ju\u00edzo&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>*Processo sob segredo de justi\u00e7a. Caso imaginado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-analise-estrategica\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-questao-juridica\"><a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 8.906\/1994:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1\u00ba S\u00e3o atividades privativas de advocacia:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I &#8211; a postula\u00e7\u00e3o a&nbsp;qualquer&nbsp;\u00f3rg\u00e3o do Poder Judici\u00e1rio e aos juizados especiais;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>II &#8211; as atividades de consultoria, assessoria e dire\u00e7\u00e3o jur\u00eddicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 4\u00ba S\u00e3o nulos os atos privativos de advogado praticados por pessoa n\u00e3o inscrita na OAB, sem preju\u00edzo das san\u00e7\u00f5es civis, penais e administrativas.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Par\u00e1grafo \u00fanico. S\u00e3o tamb\u00e9m nulos os atos praticados por advogado impedido &#8211; no \u00e2mbito do impedimento &#8211; suspenso, licenciado ou que passar a exercer atividade incompat\u00edvel com a advocacia.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 16. &nbsp;N\u00e3o s\u00e3o admitidas a registro nem podem funcionar todas as esp\u00e9cies de sociedades de advogados que apresentem forma ou caracter\u00edsticas de sociedade empres\u00e1ria, que adotem denomina\u00e7\u00e3o de fantasia, que realizem atividades estranhas \u00e0 advocacia, que incluam como s\u00f3cio ou titular de sociedade unipessoal de advocacia pessoa n\u00e3o inscrita como advogado ou totalmente proibida de advogar.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-valido-o-contrato\"><a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; V\u00e1lido o contrato?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>A OAB ia pirar!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O art. 1\u00ba, I e II, da Lei n. 8.906\/1994 (Estatuto da Advocacia) prev\u00ea que <strong>s\u00e3o atividades privativas de advocacia a postula\u00e7\u00e3o a qualquer \u00f3rg\u00e3o do Poder Judici\u00e1rio e aos juizados especiais; e as atividades de consultoria, assessoria e dire\u00e7\u00e3o jur\u00eddicas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Os atos privativos de advocacia somente podem ser praticados, sob pena de nulidade absoluta, por advogados inscritos na OAB, os quais, podem se reunir em sociedade simples, mas apenas com o devido registro no respectivo Conselho Seccional e, mesmo assim, os referidos atos privativos n\u00e3o podem ser praticados pela sociedade, mas apenas por seus s\u00f3cios, de forma individual. Intelig\u00eancia dos arts. 1\u00ba, 4\u00ba, 15, \u00a7 1\u00ba, e 16 da Lei n. 8.906\/1994.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00c9 vedado ao advogado prestar servi\u00e7os de assessoria e consultoria jur\u00eddicas para terceiros, em sociedades que n\u00e3o possam ser registradas na OAB<\/strong>. Intelig\u00eancia do art. 16 da Lei n. 8.906\/1994 c\/c o art. 4\u00ba, par\u00e1grafo \u00fanico, do Regulamento Geral do Estatuto da Advocacia e da OAB.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, se uma sociedade empres\u00e1ria n\u00e3o registrada na OAB celebra contrato de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os que caracterizam atividades privativas de advocacia, esse neg\u00f3cio jur\u00eddico \u00e9 nulo, ainda que um dos s\u00f3cios dessa sociedade seja advogado.<\/p>\n\n\n\n<p>Em s\u00edntese, atos privativos de advocacia somente podem ser praticados, sob pena de nulidade absoluta, por advogados inscritos na OAB, os quais, podem se reunir em sociedade simples, mas apenas com o devido registro no respectivo Conselho Seccional e, mesmo assim, os referidos atos privativos n\u00e3o podem ser praticados pela sociedade, mas apenas por seus s\u00f3cios, de forma individual.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-3-resultado-final\"><a>4.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 nulo o contrato de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os que caracterizam atividades privativas de advocacia, celebrado por sociedade empres\u00e1ria, ainda que um dos s\u00f3cios dessa sociedade seja advogado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-im-possibilidade-da-inclusao-do-fiador-no-polo-passivo-da-fase-de-cumprimento-de-sentenca-em-acao-renovatoria\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade da inclus\u00e3o do fiador no polo passivo da fase de cumprimento de senten\u00e7a em a\u00e7\u00e3o renovat\u00f3ria<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Admite-se a <a>inclus\u00e3o do fiador no polo passivo da fase de cumprimento de senten\u00e7a em a\u00e7\u00e3o renovat\u00f3ria<\/a>, caso o locat\u00e1rio n\u00e3o solva integralmente as obriga\u00e7\u00f5es pecuni\u00e1rias oriundas do contrato que foi renovado, ainda que n\u00e3o tenha integrado o polo ativo da rela\u00e7\u00e3o processual na fase de conhecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.060.759-SP, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 16\/5\/2023. (Info 775)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-situacao-fatica\"><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creosvaldo alugou um im\u00f3vel comercial para a empresa Pagonada, no qual Creiton constou como fiador. Pouco antes do t\u00e9rmino da vig\u00eancia do contrato, Pagonada ajuizou a\u00e7\u00e3o renovat\u00f3ria, na qual constava a ci\u00eancia de Creiton e concord\u00e2ncia deste com os encargos da fian\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o foi julgada e restou um significativo valor a ser pago por Pagonada. Creosvaldo ent\u00e3o requereu a inclus\u00e3o de Creiton no polo passivo da a\u00e7\u00e3o, j\u00e1 em cumprimento de senten\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Creiton ent\u00e3o contestou a inclus\u00e3o, j\u00e1 que n\u00e3o participou da a\u00e7\u00e3o na fase de conhecimento.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-analise-estrategica\"><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-questao-juridica\"><a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 318. Aplica-se a todas as causas o procedimento comum, salvo disposi\u00e7\u00e3o em contr\u00e1rio deste C\u00f3digo ou de lei.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Art. 513. O cumprimento da senten\u00e7a ser\u00e1 feito segundo as regras deste T\u00edtulo, observando-se, no que couber e conforme a natureza da obriga\u00e7\u00e3o, o disposto no Livro II da Parte Especial deste C\u00f3digo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 5\u00ba O cumprimento da senten\u00e7a n\u00e3o poder\u00e1 ser promovido em face do fiador, do coobrigado ou do correspons\u00e1vel que n\u00e3o tiver participado da fase de conhecimento.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-possivel-a-inclusao\"><a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel a inclus\u00e3o?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong><strong> Excepcionalmente, SIM!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia consiste em definir se os fiadores de contrato de loca\u00e7\u00e3o que n\u00e3o participaram da fase de conhecimento na a\u00e7\u00e3o renovat\u00f3ria podem ser inclu\u00eddos no polo passivo do cumprimento de senten\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Como regra, o C\u00f3digo de Processo Civil n\u00e3o admite a modifica\u00e7\u00e3o do polo passivo com a inclus\u00e3o, na fase de cumprimento de senten\u00e7a, daquele que esteve ausente \u00e0 a\u00e7\u00e3o de conhecimento, sem que ocorra a viola\u00e7\u00e3o dos princ\u00edpios da ampla defesa, do contradit\u00f3rio e do devido processo legal.<\/p>\n\n\n\n<p>No que tange \u00e0 inclus\u00e3o do fiador na fase de cumprimento de senten\u00e7a, o art. 513, \u00a7 5\u00ba, do CPC\/2015 \u00e9 categ\u00f3rico ao afirmar que &#8220;<strong>o cumprimento da senten\u00e7a n\u00e3o poder\u00e1 ser promovido em face do fiador, do coobrigado ou do correspons\u00e1vel que n\u00e3o tiver participado da fase de conhecimento<\/strong>&#8220;. A norma positiva o entendimento jurisprudencial do STJ, consolidado na S\u00famula 268\/STJ: &#8220;O fiador que n\u00e3o integrou a rela\u00e7\u00e3o processual na a\u00e7\u00e3o de despejo n\u00e3o responde pela execu\u00e7\u00e3o do julgado&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse entendimento, todavia, n\u00e3o se aplica \u00e0s a\u00e7\u00f5es renovat\u00f3rias de loca\u00e7\u00e3o comercial. Isso porque, al\u00e9m dos requisitos da peti\u00e7\u00e3o inicial dispostos na legisla\u00e7\u00e3o processual civil (art. 319 do CPC\/15), a Lei do Inquilinato (Lei n. 8.245\/1991) prev\u00ea documentos ESPEC\u00cdFICOS que devem instruir a a\u00e7\u00e3o renovat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Para o ajuizamento da a\u00e7\u00e3o renovat\u00f3ria \u00e9 preciso que o autor da a\u00e7\u00e3o instrua a inicial com indica\u00e7\u00e3o expressa do fiador &#8211; seja quem j\u00e1 garantia o contrato que se pretende renovar, seja terceira pessoa que passar\u00e1 a garanti-lo<\/strong> &#8211; e com documento que ateste que este aceita todos os encargos da fian\u00e7a. A declara\u00e7\u00e3o atesta a anu\u00eancia dos fiadores com a renova\u00e7\u00e3o do contrato e, justamente por isso, permite que sejam inclu\u00eddos no cumprimento de senten\u00e7a, ainda que n\u00e3o tenham participado do processo na fase de conhecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Destarte, EXCEPCIONALMENTE, admite-se a inclus\u00e3o do fiador no polo passivo do cumprimento de senten\u00e7a, caso o locat\u00e1rio n\u00e3o solva integralmente as obriga\u00e7\u00f5es pecuni\u00e1rias oriundas do contrato que foi renovado &#8211; ou, como na esp\u00e9cie, ao pagamento de alugueres decorrentes de a\u00e7\u00e3o renovat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, destaca-se que, <strong>na a\u00e7\u00e3o renovat\u00f3ria, o encargo que o fiador assume n\u00e3o \u00e9 o valor objeto da pretens\u00e3o inicial, mas o novo aluguel que ser\u00e1 arbitrado judicialmente<\/strong>, at\u00e9 mesmo porque &#8220;se ao final da a\u00e7\u00e3o renovat\u00f3ria uma nova aven\u00e7a ser\u00e1 estabelecida entre locador e locat\u00e1rio, \u00e9 imperioso que a fian\u00e7a prestada no contrato que se pretende renovar continue a vigorar em rela\u00e7\u00e3o ao novo pacto estipulado em senten\u00e7a, afinal, a fian\u00e7a \u00e9 contrato que n\u00e3o admite a interpreta\u00e7\u00e3o extensiva&#8221; (REsp 682.822\/RS, Sexta Turma, DJe 3\/11\/2009).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-3-resultado-final\"><a>5.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Admite-se a inclus\u00e3o do fiador no polo passivo da fase de cumprimento de senten\u00e7a em a\u00e7\u00e3o renovat\u00f3ria, caso o locat\u00e1rio n\u00e3o solva integralmente as obriga\u00e7\u00f5es pecuni\u00e1rias oriundas do contrato que foi renovado, ainda que n\u00e3o tenha integrado o polo ativo da rela\u00e7\u00e3o processual na fase de conhecimento.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-ciencia-previa-da-seguradora-a-respeito-de-clausula-arbitral-pactuada-no-contrato-objeto-de-seguro-garantia-como-razao-de-submissao-a-jurisdicao-arbitral\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ci\u00eancia pr\u00e9via da seguradora a respeito de cl\u00e1usula arbitral pactuada no contrato objeto de seguro garantia como raz\u00e3o de submiss\u00e3o \u00e0 jurisdi\u00e7\u00e3o arbitral<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A ci\u00eancia pr\u00e9via da seguradora a respeito de cl\u00e1usula arbitral pactuada no contrato objeto de seguro garantia resulta na sua submiss\u00e3o \u00e0 jurisdi\u00e7\u00e3o arbitral, pois o risco \u00e9 objeto da pr\u00f3pria ap\u00f3lice securit\u00e1ria e constitui elemento objetivo a ser considerado na avalia\u00e7\u00e3o da cobertura do sinistro pela seguradora, nos termos do artigo 757 do C\u00f3digo Civil.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.988.894-SP, Rel. Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 9\/5\/2023. (Info 775)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-situacao-fatica\"><a>6.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Medellin Transportes firmou contrato de transporte mar\u00edtimo com Alstom Energias, no qual constava cl\u00e1usula arbitral. Em raz\u00e3o do alto valor do objeto transportado, as partes optaram pela contrata\u00e7\u00e3o de seguro, este firmado com Cobromesmo Seguros.<\/p>\n\n\n\n<p>Houve o sinistro. A seguradora pagou ao segurado a indeniza\u00e7\u00e3o cab\u00edvel e ajuizou a\u00e7\u00e3o regressiva de ressarcimento. A transportadora sustenta a incompet\u00eancia da Justi\u00e7a Brasileira para julgar o m\u00e9rito da demanda, em raz\u00e3o da exist\u00eancia de cl\u00e1usula arbitral. Por sua vez, Cobromesmo sustenta que a arbitragem deve ser expressa e volunt\u00e1ria, o que n\u00e3o ocorre quando aparece adesiva e abusivamente imposta no contrato de transporte mar\u00edtimo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-analise-estrategica\"><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-questao-juridica\"><a>6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 349. A sub-roga\u00e7\u00e3o transfere ao novo credor todos os direitos, a\u00e7\u00f5es, privil\u00e9gios e garantias do primitivo, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 d\u00edvida, contra o devedor principal e os fiadores.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 757. Pelo contrato de seguro, o segurador se obriga, mediante o pagamento do pr\u00eamio, a garantir interesse leg\u00edtimo do segurado, relativo a pessoa ou a coisa, contra riscos predeterminados.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 759. A emiss\u00e3o da ap\u00f3lice dever\u00e1 ser precedida de proposta escrita com a declara\u00e7\u00e3o dos elementos essenciais do interesse a ser garantido e do risco.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 765. O segurado e o segurador s\u00e3o obrigados a guardar na conclus\u00e3o e na execu\u00e7\u00e3o do contrato, a mais estrita boa-f\u00e9 e veracidade, tanto a respeito do objeto como das circunst\u00e2ncias e declara\u00e7\u00f5es a ele concernentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 766. Se o segurado, por si ou por seu representante, fizer declara\u00e7\u00f5es inexatas ou omitir circunst\u00e2ncias que possam influir na aceita\u00e7\u00e3o da proposta ou na taxa do pr\u00eamio, perder\u00e1 o direito \u00e0 garantia, al\u00e9m de ficar obrigado ao pr\u00eamio vencido.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 786. Paga a indeniza\u00e7\u00e3o, o segurador sub-roga-se, nos limites do valor respectivo, nos direitos e a\u00e7\u00f5es que competirem ao segurado contra o autor do dano.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2\u00ba \u00c9 ineficaz qualquer ato do segurado que diminua ou extinga, em preju\u00edzo do segurador, os direitos a que se refere este artigo.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-a-seguradora-deve-se-submeter-a-jurisdicao-arbitral\"><a>6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A seguradora deve se submeter \u00e0 jurisdi\u00e7\u00e3o arbitral?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Com certeza!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O cerne da controv\u00e9rsia versa acerca da transmiss\u00e3o autom\u00e1tica ou n\u00e3o de cl\u00e1usula arbitral, prevista em contrato de transporte mar\u00edtimo, \u00e0s seguradoras sub-rogadas, em caso de a\u00e7\u00e3o regressiva de ressarcimento.<\/p>\n\n\n\n<p>A sub-roga\u00e7\u00e3o prevista no art. 786 do C\u00f3digo Civil (CC) &#8211; que estabelece que, &#8220;paga a indeniza\u00e7\u00e3o, o segurador sub-roga-se, nos limites do valor respectivo, nos direitos e a\u00e7\u00f5es que competirem ao segurado contra o autor do dano&#8221; &#8211; <strong>possui natureza jur\u00eddica de sub-roga\u00e7\u00e3o legal<\/strong>, pois independe de previs\u00e3o contratual, \u00e0 luz do disposto no art. 346, III, do CC. A quase totalidade dos contratos de seguro de dano repete a referida disposi\u00e7\u00e3o legal, o que, por si s\u00f3, n\u00e3o transforma a natureza jur\u00eddica da sub-roga\u00e7\u00e3o legal em convencional.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Com efeito, a sub-roga\u00e7\u00e3o legal n\u00e3o implica titulariza\u00e7\u00e3o da posi\u00e7\u00e3o contratual do segurado pelo segurador, pois, apesar de relacionados, o contrato de seguro e o contrato segurado s\u00e3o independentes, aut\u00f4nomos e, mais, referem-se a obriga\u00e7\u00f5es distintas, ainda que equivalentes no montante indenizat\u00f3rio<\/strong>. No contrato objeto de seguro garantia h\u00e1 a obriga\u00e7\u00e3o principal inadimplida e demais pactos acess\u00f3rios decorrentes da aven\u00e7a, no contrato de seguro h\u00e1 t\u00e3o somente um interesse protegido: o risco de descumprimento do contrato assegurado, que o segurador assume em troca dos pr\u00eamios pagos e do poder de buscar o ressarcimento pela ap\u00f3lice indenizada.<\/p>\n\n\n\n<p>Deve ser afastada a submiss\u00e3o \u00e0 cl\u00e1usula arbitral como efeito direto e autom\u00e1tico da sub-roga\u00e7\u00e3o legal, haja vista ser poss\u00edvel a exist\u00eancia de sub-roga\u00e7\u00e3o convencional ou, ao menos, a considera\u00e7\u00e3o da referida cl\u00e1usula no risco a ser garantido nos casos de seguro garantia, ainda que de forma impl\u00edcita. A diferencia\u00e7\u00e3o proposta mostra-se essencial em raz\u00e3o da necessidade de a submiss\u00e3o de determinado conflito \u00e0 jurisdi\u00e7\u00e3o arbitral ser fruto da autonomia das partes, nos termos do art. 3\u00b0 da Lei n. 9.307\/96, bem como da inefic\u00e1cia de &#8220;qualquer ato do segurado que diminua ou extinga, em preju\u00edzo do segurador, os direitos a que se refere este artigo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Entendimento diverso possibilitaria obrigar a seguradora a se submeter ao compromisso arbitral decorrente de cl\u00e1usula compromiss\u00f3ria celebrada posteriormente \u00e0 contrata\u00e7\u00e3o da ap\u00f3lice securit\u00e1ria, n\u00e3o considerada no c\u00e1lculo do risco predeterminado (arts. 757, caput, 759, 765 e 766 do C\u00f3digo Civil).<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, notadamente nos casos de seguro garantia n\u00e3o h\u00e1 como se afastar o conhecimento pr\u00e9vio da seguradora da exist\u00eancia de cl\u00e1usula compromiss\u00f3ria no contrato de transporte mar\u00edtimo de cargas objeto da ap\u00f3lice securit\u00e1ria. Como consequ\u00eancia da sub-roga\u00e7\u00e3o legal, h\u00e1 transfer\u00eancia de &#8220;todos os direitos, a\u00e7\u00f5es, privil\u00e9gios e garantias do primitivo, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 d\u00edvida, contra o devedor principal e os fiadores&#8221;, a teor do disposto no art. 349 do CC.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Trata-se, portanto, de instituto de natureza mista, material e processual, dado que s\u00e3o transferidas tamb\u00e9m &#8220;as a\u00e7\u00f5es que competiriam ao segurado&#8221;.<\/strong> Desse modo, tendo sido submetido o contrato previamente \u00e0 seguradora, a fim de que analisasse os riscos provenientes do contrato garantido, entre os quais foi ou deveria ter sido considerada a cl\u00e1usula compromiss\u00f3ria, inafast\u00e1vel o entendimento de que tal cl\u00e1usula deve ser considerara como um dos elementos essenciais do interesse a ser garantido e do risco predeterminado (arts. 757, caput, e 759 do CC).<\/p>\n\n\n\n<p>A previs\u00e3o do art. 786, \u00a7 2\u00b0, do CC, de que &#8220;\u00e9 ineficaz qualquer ato do segurado que diminua ou extinga, em preju\u00edzo do segurador, os direitos a que se refere este artigo&#8221;, refere-se aos atos praticados posteriormente \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o do contrato de seguro e\/ou sem o conhecimento da seguradora, justamente em virtude da exig\u00eancia legal de ci\u00eancia pr\u00e9via para se estipular os riscos predeterminados garantidos. N\u00e3o h\u00e1 como incidir a mencionada regra quando a disposi\u00e7\u00e3o contratual integra a unidade do risco objeto da pr\u00f3pria ap\u00f3lice securit\u00e1ria, dado que elemento objetivo a ser considerado nos c\u00e1lculos atuariais efetuados pela seguradora e objeto da autonomia das partes.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa senda<strong>, em raz\u00e3o da presun\u00e7\u00e3o de paridade e simetria entre as partes contratantes, bem como \u00e0 luz do princ\u00edpio da interven\u00e7\u00e3o m\u00ednima e da excepcionalidade da revis\u00e3o contratual,<\/strong> nos termos dos arts. 421, caput e par\u00e1grafo \u00fanico, e 421-A, aquiescendo a seguradora em garantir o contrato de transporte mar\u00edtimo internacional, com previs\u00e3o origin\u00e1ria de cl\u00e1usula compromiss\u00f3ria, igualmente n\u00e3o h\u00e1 que se falar em viola\u00e7\u00e3o \u00e0 voluntariedade prevista na Lei de Arbitragem.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Afastar a sub-roga\u00e7\u00e3o na cl\u00e1usula arbitral, previamente exposta \u00e0 aprova\u00e7\u00e3o da seguradora e de conhecimento de todos, implicaria submeter as partes do contrato de transporte mar\u00edtimo ao arb\u00edtrio da contraparte na livre escolha da jurisdi\u00e7\u00e3o aplic\u00e1vel \u00e0 aven\u00e7a<\/strong>, pois dependente \u00fanica e exclusivamente da seguradora escolhida pelo consignat\u00e1rio da carga.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, a despeito de a sub-roga\u00e7\u00e3o legal em favor da seguradora n\u00e3o importar transmiss\u00e3o autom\u00e1tica de cl\u00e1usula compromiss\u00f3ria, a ci\u00eancia pr\u00e9via da seguradora a respeito de sua exist\u00eancia no contrato objeto de seguro garantia resulta na submiss\u00e3o \u00e0 jurisdi\u00e7\u00e3o arbitral.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-3-resultado-final\"><a>6.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A ci\u00eancia pr\u00e9via da seguradora a respeito de cl\u00e1usula arbitral pactuada no contrato objeto de seguro garantia resulta na sua submiss\u00e3o \u00e0 jurisdi\u00e7\u00e3o arbitral, pois o risco \u00e9 objeto da pr\u00f3pria ap\u00f3lice securit\u00e1ria e constitui elemento objetivo a ser considerado na avalia\u00e7\u00e3o da cobertura do sinistro pela seguradora, nos termos do artigo 757 do C\u00f3digo Civil.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-civil\"><a>DIREITO PROCESSUAL CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-extincao-do-cumprimento-provisorio-de-sentenca-por-conta-de-transacao-celebrada-em-acao-coletiva-entre-o-proprio-devedor-e-o-legitimado-extraordinario-e-efeitos-sucumbenciais\"><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Extin\u00e7\u00e3o do cumprimento provis\u00f3rio de senten\u00e7a por conta de transa\u00e7\u00e3o celebrada em a\u00e7\u00e3o coletiva entre o pr\u00f3prio devedor e o legitimado extraordin\u00e1rio e efeitos sucumbenciais<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A extin\u00e7\u00e3o do cumprimento provis\u00f3rio de senten\u00e7a por conta de transa\u00e7\u00e3o celebrada em a\u00e7\u00e3o coletiva entre o pr\u00f3prio devedor e o legitimado extraordin\u00e1rio, em preju\u00edzo do exequente, n\u00e3o afasta o princ\u00edpio da causalidade em desfavor da parte executada, nem atrai a sucumb\u00eancia para a parte exequente.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.053.653-SP, Rel. Ministro Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Terceira Turma, por maioria, julgamento em 16\/5\/2023. (Info 775)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-situacao-fatica\"><a>7.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em um cumprimento provis\u00f3rio de senten\u00e7a, Tadeu buscava o pagamento da diferen\u00e7a de rendimentos em caderneta de poupan\u00e7a. O cumprimento individual da senten\u00e7a coletiva teve por base t\u00edtulo executivo judicial formado em a\u00e7\u00e3o coletiva, a saber: a decis\u00e3o proferida nos autos da A\u00e7\u00e3o Civil P\u00fablica promovida no Estado de S\u00e3o Paulo pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC). No decorrer do processo, esse t\u00edtulo executivo judicial da a\u00e7\u00e3o coletiva foi substitu\u00eddo por transa\u00e7\u00e3o, celebrada pelos legitimados e homologada, em primeiro lugar, na A\u00e7\u00e3o de Descumprimento de Preceito Fundamental n\u00ba 165\/DF.<\/p>\n\n\n\n<p>A transa\u00e7\u00e3o previa a forma\u00e7\u00e3o de t\u00edtulo executivo somente para pessoas que iniciaram o cumprimento de senten\u00e7a at\u00e9 certa data, o que n\u00e3o foi o caso de Tadeu. Em raz\u00e3o disso, o feito foi extinto, sem atendimento da pretens\u00e3o satisfativa, por aus\u00eancia do t\u00edtulo executivo, e \u2013 importante para a quest\u00e3o em an\u00e1lise \u2013 sem arbitramento de honor\u00e1rios sucumbenciais, por aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da causalidade. Em recurso, os advogados da institui\u00e7\u00e3o financeira executada insurgiram-se contra o n\u00e3o arbitramento de honor\u00e1rios sucumbenciais.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-analise-estrategica\"><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-afasta-o-principio-da-causalidade-ou-atrai-a-sucumbencia\"><a>7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Afasta o princ\u00edpio da causalidade ou atrai a sucumb\u00eancia?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nem uma coisa nem outra!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em regra, a sucumb\u00eancia de uma das partes \u00e9 suficiente para indicar quem foi o respons\u00e1vel pela instaura\u00e7\u00e3o do processo e, por conseguinte, pelos custos incorridos na efetiva\u00e7\u00e3o do direito, inclusive com honor\u00e1rios advocat\u00edcios. Todavia, h\u00e1 situa\u00e7\u00f5es em que se verifica que a parte que deu causa \u00e0 instaura\u00e7\u00e3o do processo n\u00e3o foi aquela que sucumbiu. Assim, o caso atrai a aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da causalidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O princ\u00edpio da causalidade n\u00e3o se contrap\u00f5e ao princ\u00edpio da sucumb\u00eancia.<\/strong> Antes, \u00e9 este um dos elementos norteadores daquele, pois, de ordin\u00e1rio, o sucumbente \u00e9 considerado respons\u00e1vel pela instaura\u00e7\u00e3o do processo e, assim, condenado nas despesas processuais. O princ\u00edpio da sucumb\u00eancia, contudo, cede lugar quando, embora vencedora, a parte deu causa \u00e0 instaura\u00e7\u00e3o da lide (REsp 303.597\/SP).<\/p>\n\n\n\n<p>Na hip\u00f3tese, o cumprimento provis\u00f3rio individual de senten\u00e7a proferida em a\u00e7\u00e3o coletiva foi extinto sem atendimento da pretens\u00e3o satisfativa. O t\u00edtulo executivo judicial que propiciou, de in\u00edcio, a propositura da a\u00e7\u00e3o foi substitu\u00eddo, no decorrer do processo, por uma transa\u00e7\u00e3o, realizada entre a parte executada e o legitimado extraordin\u00e1rio, excluindo-se o direito do exequente, que n\u00e3o participou da negocia\u00e7\u00e3o e da celebra\u00e7\u00e3o do acordo. Nesse sentido, a controv\u00e9rsia consiste em verificar a quem cabe arcar com os honor\u00e1rios advocat\u00edcios sucumbenciais: se ao exequente, por for\u00e7a do princ\u00edpio da sucumb\u00eancia, ou \u00e0 parte executada.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentro dessas balizas, quanto ao encerramento do cumprimento de senten\u00e7a sem o atendimento da pretens\u00e3o satisfativa, a mera aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da sucumb\u00eancia para o arbitramento de honor\u00e1rios advocat\u00edcios mostra-se de todo insuficiente.<\/p>\n\n\n\n<p>A jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a consolidou-se no sentido de, <strong>em regra, n\u00e3o considerar o pr\u00f3prio exequente, seja no cumprimento de senten\u00e7a ou no processo de execu\u00e7\u00e3o, como sendo aquele que deu causa \u00e0 instaura\u00e7\u00e3o do processo, simplesmente pelo fato de n\u00e3o ter obtido, ao final, a satisfa\u00e7\u00e3o de seu cr\u00e9dito<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Considera-se que o n\u00e3o adimplemento da obriga\u00e7\u00e3o contida no t\u00edtulo \u00e9 o fato que d\u00e1 causa ao ajuizamento da medida execut\u00f3ria. Assim, o credor d\u00e1 in\u00edcio ao cumprimento ou promove a execu\u00e7\u00e3o porque teve seu patrim\u00f4nio desfalcado &#8211; e o faz devido \u00e0 falta de satisfa\u00e7\u00e3o da obriga\u00e7\u00e3o pelo devedor. A provisoriedade do t\u00edtulo que d\u00e1 embasamento ao cumprimento de senten\u00e7a faz com que o exequente, em regra, assuma o risco da reforma do t\u00edtulo judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora a atitude do legitimado extraordin\u00e1rio afete a esfera jur\u00eddica do exequente, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel lhe atribuir a causa do encerramento da a\u00e7\u00e3o, e nem \u00e9 razo\u00e1vel que suporte o risco de que a parte executada e a pr\u00f3pria institui\u00e7\u00e3o voltada a defender seus interesses acabem por encerrar acordo que fulmine sua pretens\u00e3o, obrigando-lhe ainda a cobrir os custos da sucumb\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, em resumo: (i) se o cumprimento individual e provis\u00f3rio de senten\u00e7a extinto foi ajuizado antes da publica\u00e7\u00e3o de homologa\u00e7\u00e3o de acordo coletivo, deve ser aplicado o princ\u00edpio da causalidade em favor do poupador; e (ii) se o cumprimento individual e provis\u00f3rio de senten\u00e7a extinto foi ajuizado no dia da homologa\u00e7\u00e3o de acordo coletivo ou posteriormente a essa data, deve ser aplicado o princ\u00edpio da sucumb\u00eancia, arbitrando-se honor\u00e1rios sucumbenciais em favor dos patronos da institui\u00e7\u00e3o financeira, pela proposi\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o carente de t\u00edtulo executivo judicial, mesmo que provis\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-resultado-final\"><a>7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A extin\u00e7\u00e3o do cumprimento provis\u00f3rio de senten\u00e7a por conta de transa\u00e7\u00e3o celebrada em a\u00e7\u00e3o coletiva entre o pr\u00f3prio devedor e o legitimado extraordin\u00e1rio, em preju\u00edzo do exequente, n\u00e3o afasta o princ\u00edpio da causalidade em desfavor da parte executada, nem atrai a sucumb\u00eancia para a parte exequente.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-reconvencao-promovida-em-litisconsorcio-com-terceiro-e-inclusao-deste-no-polo-passivo-da-acao-principal\"><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Reconven\u00e7\u00e3o promovida em litiscons\u00f3rcio com terceiro e inclus\u00e3o deste no polo passivo da a\u00e7\u00e3o principal.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A reconven\u00e7\u00e3o promovida em litiscons\u00f3rcio com terceiro n\u00e3o acarreta a inclus\u00e3o deste no polo passivo da a\u00e7\u00e3o principal.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.046.666-SP, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 16\/5\/2023, DJe 19\/5\/2023. (Info 775)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-situacao-fatica\"><a>8.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Crementino ajuizou a\u00e7\u00e3o em face da franqueadora de seu neg\u00f3cio na qual requereu a nulidade do contrato de franquia. Spoils Franchising apresentou ent\u00e3o reconven\u00e7\u00e3o, juntamente com Maga Alimentos, credora de produtos fornecidos, no qual pugnaram pela condena\u00e7\u00e3o de Crementino ao pagamento de royalties e produtos adquiridos e n\u00e3o pagos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o caso, o TJ deu provimento \u00e0 apela\u00e7\u00e3o de Crementino e o isentou do pagamento dos royalties, bem como dos insumos. Inconformada, Maga Alimentos interp\u00f4s recurso especial sustentando que n\u00e3o constava no polo passivo da a\u00e7\u00e3o, mas t\u00e3o somente o polo ativo da demanda reconvencional. Alega ainda que isentar o franqueado do pagamento dos insumos fornecidos para o exerc\u00edcio de sua atividade vai contra a veda\u00e7\u00e3o do enriquecimento sem causa.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-analise-estrategica\"><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-questao-juridica\"><a>8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 343. Na contesta\u00e7\u00e3o, \u00e9 l\u00edcito ao r\u00e9u propor reconven\u00e7\u00e3o para manifestar pretens\u00e3o pr\u00f3pria, conexa com a a\u00e7\u00e3o principal ou com o fundamento da defesa.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>\u00a7 2\u00ba A desist\u00eancia da a\u00e7\u00e3o ou a ocorr\u00eancia de causa extintiva que impe\u00e7a o exame de seu m\u00e9rito n\u00e3o obsta ao prosseguimento do processo quanto \u00e0 reconven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 3\u00ba A reconven\u00e7\u00e3o pode ser proposta contra o autor e terceiro.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 4\u00ba A reconven\u00e7\u00e3o pode ser proposta pelo r\u00e9u em litiscons\u00f3rcio com terceiro.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-a-reconvencao-justifica-a-inclusao-no-polo-passivo-da-acao-principal\"><a>8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A reconven\u00e7\u00e3o justifica a inclus\u00e3o no polo passivo da a\u00e7\u00e3o principal?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Uma coisa \u00e9 uma coisa&#8230;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A reconven\u00e7\u00e3o tem natureza jur\u00eddica de a\u00e7\u00e3o e \u00e9 AUT\u00d4NOMA em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 demanda principal<\/strong> (art. 343, \u00a7 2\u00ba, do CPC\/2015). Por meio dela, o r\u00e9u deixa de ocupar uma posi\u00e7\u00e3o simplesmente passiva no processo e passa a formular pretens\u00e3o contra o autor, pleiteando um bem da vida.<\/p>\n\n\n\n<p>O CPC\/2015 inovou no procedimento relativo \u00e0 reconven\u00e7\u00e3o ao prever que ela deve ser apresentada na pr\u00f3pria contesta\u00e7\u00e3o e n\u00e3o mais de forma aut\u00f4noma (art. 343,&nbsp;<em>caput<\/em>), como ocorria durante a vig\u00eancia do CPC\/1973. Apesar disso, a reconven\u00e7\u00e3o continua sendo uma a\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Al\u00e9m da amplia\u00e7\u00e3o objetiva, a reconven\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m pode ocasionar a amplia\u00e7\u00e3o subjetiva, por meio da inclus\u00e3o de um sujeito que at\u00e9 ent\u00e3o n\u00e3o participava do processo<\/strong> (art. 343, \u00a7\u00a7 3\u00ba e 4\u00ba, do CPC\/2015). O art. 343, \u00a7\u00a7 3\u00ba e 4\u00ba, do CPC\/2015 autoriza que a reconven\u00e7\u00e3o seja proposta contra o autor e um terceiro ou pelo r\u00e9u em litiscons\u00f3rcio com terceiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa hip\u00f3tese, o juiz deve examinar cada um dos pleitos, vale dizer, o pedido formulado na inicial e o pedido deduzido na reconven\u00e7\u00e3o, de forma aut\u00f4noma, sem que haja a indevida atribui\u00e7\u00e3o de obriga\u00e7\u00f5es \u00e0 parte que n\u00e3o comp\u00f5e a rela\u00e7\u00e3o processual.<\/p>\n\n\n\n<p>Ante a autonomia e a independ\u00eancia da reconven\u00e7\u00e3o, a amplia\u00e7\u00e3o subjetiva do processo promovida pela reconven\u00e7\u00e3o n\u00e3o modifica os polos da a\u00e7\u00e3o principal, de modo que as quest\u00f5es debatidas na a\u00e7\u00e3o ficam restritas \u00e0s partes que j\u00e1 integravam os polos ativo e passivo da demanda, n\u00e3o se estendendo ao terceiro, que apenas \u00e9 parte da demanda reconvencional.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-3-resultado-final\"><a>8.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A reconven\u00e7\u00e3o promovida em litiscons\u00f3rcio com terceiro n\u00e3o acarreta a inclus\u00e3o deste no polo passivo da a\u00e7\u00e3o principal.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-consequencias-do-falecimento-do-reu-antes-do-ajuizamento-da-acao\"><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Consequ\u00eancias do falecimento do r\u00e9u antes do ajuizamento da a\u00e7\u00e3o<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Se o r\u00e9u falecer antes do ajuizamento da a\u00e7\u00e3o, n\u00e3o havendo cita\u00e7\u00e3o v\u00e1lida, deve ser facultada ao autor a emenda \u00e0 peti\u00e7\u00e3o inicial, para incluir no polo passivo o esp\u00f3lio ou os herdeiros, nos termos do art. 329, I, do CPC\/2015.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.025.757-SE, Rel. Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 2\/5\/2023, DJe 5\/5\/2023. (Info 775)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-1-situacao-fatica\"><a>9.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Banco Brasa ajuizou a\u00e7\u00e3o monit\u00f3ria em face de Crementino. O ju\u00edzo de primeiro grau julgou extinto o processo sem resolu\u00e7\u00e3o de m\u00e9rito, pois era fato incontroverso que o r\u00e9u falecera antes mesmo do ajuizamento da a\u00e7\u00e3o. O TJ local reformou a decis\u00e3o para determinar o prosseguimento do processo em desfavor dos herdeiros de Crementino, baseando-se no princ\u00edpio da economia processual.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformados, os herdeiros de Crementino interpuseram recurso no qual sustentam a impossibilidade de altera\u00e7\u00e3o do polo passivo da rela\u00e7\u00e3o processual, tendo em vista que o feito foi apresentado contra o devedor j\u00e1 falecido \u00e0 data do ajuizamento da a\u00e7\u00e3o monit\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-analise-estrategica\"><a>9.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-1-questao-juridica\"><a>9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Art. 110. Ocorrendo a morte de qualquer das partes, dar-se-\u00e1 a sucess\u00e3o pelo seu esp\u00f3lio ou pelos seus sucessores, observado o disposto no&nbsp;art. 313, \u00a7\u00a7 1\u00ba e 2\u00ba&nbsp;.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 329. O autor poder\u00e1:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I &#8211; at\u00e9 a cita\u00e7\u00e3o, aditar ou alterar o pedido ou a causa de pedir, independentemente de consentimento do r\u00e9u;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-2-como-fica\"><a>9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Como fica?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Deve ser facultada ao autor a chance de emendar a peti\u00e7\u00e3o inicial!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o controvertida cinge-se \u00e0 possibilidade de facultar ao autor o aditamento da inicial para regulariza\u00e7\u00e3o do polo passivo, na circunst\u00e2ncia de falecimento do r\u00e9u anterior \u00e0 propositura da a\u00e7\u00e3o monit\u00f3ria. Inicialmente, \u00e9 inquestion\u00e1vel que o autor n\u00e3o possu\u00eda conhecimento da morte do devedor quando do ajuizamento da a\u00e7\u00e3o monit\u00f3ria. Desse modo, n\u00e3o se trata de hip\u00f3tese de sucess\u00e3o processual pelos herdeiros (art. 110 do CPC\/2015), a qual ocorre apenas quando a parte falece no curso do processo.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, o aditamento da inicial deve ser permitido porque a a\u00e7\u00e3o judicial foi proposta contra parte incapaz de figurar no polo passivo. De fato, n\u00e3o havendo cita\u00e7\u00e3o v\u00e1lida do r\u00e9u, pois previamente falecido \u00e0 \u00e9poca do ajuizamento da a\u00e7\u00e3o, deve ser facultada ao autor a emenda \u00e0 peti\u00e7\u00e3o inicial para incluir o esp\u00f3lio ou os herdeiros, nos termos do art. 329, I, do CPC\/2015.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse mesmo sentido, a Terceira Turma firmou o entendimento de que &#8220;<strong>o correto enquadramento jur\u00eddico da situa\u00e7\u00e3o em que uma a\u00e7\u00e3o judicial \u00e9 ajuizada em face de r\u00e9u falecido previamente \u00e0 propositura da demanda \u00e9 a de ilegitimidade passiva do&nbsp;<em>de cujus<\/em>, devendo ser facultado ao autor, diante da aus\u00eancia de ato citat\u00f3rio v\u00e1lido, emendar a peti\u00e7\u00e3o inicial para regularizar o polo passivo, dirigindo a sua pretens\u00e3o ao esp\u00f3lio<\/strong>&#8221; (REsp n. 1.559.791\/PB, Relatora Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 28\/8\/2018, DJe 31\/8\/2018).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-3-resultado-final\"><a>9.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Se o r\u00e9u falecer antes do ajuizamento da a\u00e7\u00e3o, n\u00e3o havendo cita\u00e7\u00e3o v\u00e1lida, deve ser facultada ao autor a emenda \u00e0 peti\u00e7\u00e3o inicial, para incluir no polo passivo o esp\u00f3lio ou os herdeiros, nos termos do art. 329, I, do CPC\/2015.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-empresarial\"><a>DIREITO EMPRESARIAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-efeitos-da-decretacao-da-falencia-e-poderes-do-devedor-falido\"><a>10.&nbsp; Efeitos da decreta\u00e7\u00e3o da fal\u00eancia e poderes do devedor falido<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>EMBARGOS DECLARAT\u00d3RIOS NO AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Depois da decreta\u00e7\u00e3o da fal\u00eancia, o devedor falido n\u00e3o se convola em mero expectador no processo falimentar, podendo praticar atos processuais em defesa dos seus interesses pr\u00f3prios.<\/p>\n\n\n\n<p>EDcl no AgInt no AREsp 1.271.076-GO, Rel. Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 24\/4\/2023, DJe 28\/4\/2023. (Info 775)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-1-situacao-fatica\"><a>10.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A empresa Quebradeira teve decretada sua fal\u00eancia. Creiton, o devedor falido, insurgiu-se contra decis\u00f5es no processo falimentar que iam contra seus interesses. Ocorre que o ju\u00edzo falimentar entendeu pela ilegitimidade deste para se manifestar ap\u00f3s a decreta\u00e7\u00e3o da fal\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-analise-estrategica\"><a>10.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-1-questao-juridica\"><a>10.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 11.101\/2005:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 22. Ao administrador judicial compete, sob a fiscaliza\u00e7\u00e3o do juiz e do Comit\u00ea, al\u00e9m de outros deveres que esta Lei lhe imp\u00f5e:<\/p>\n\n\n\n<p>III \u2013 na fal\u00eancia:<\/p>\n\n\n\n<p>n) representar a massa falida em ju\u00edzo, contratando, se necess\u00e1rio, advogado, cujos honor\u00e1rios ser\u00e3o previamente ajustados e aprovados pelo Comit\u00ea de Credores;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 103. Desde a decreta\u00e7\u00e3o da fal\u00eancia ou do seq\u00fcestro, o devedor perde o direito de administrar os seus bens ou deles dispor.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. O falido poder\u00e1, contudo, fiscalizar a administra\u00e7\u00e3o da fal\u00eancia, requerer as provid\u00eancias necess\u00e1rias para a conserva\u00e7\u00e3o de seus direitos ou dos bens arrecadados e intervir nos processos em que a massa falida seja parte ou interessada, requerendo o que for de direito e interpondo os recursos cab\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-2-devedor-falido-vira-mero-expectador\"><a>10.2.2. Devedor falido vira mero expectador?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Noooops!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ap\u00f3s a decreta\u00e7\u00e3o da fal\u00eancia, o falido perde a possibilidade de dispor de seus bens e administr\u00e1-los, que passam a ser geridos pelo s\u00edndico da massa falida,<\/strong> conforme disp\u00f5e o art. 22, III, &#8220;n&#8221;, da Lei n. 11.101\/2005.<\/p>\n\n\n\n<p>Em raz\u00e3o do teor do referido dispositivo legal, foram proferidos precedentes do STJ com entendimento de que &#8220;com a decreta\u00e7\u00e3o da quebra, h\u00e1 a perda da legitima\u00e7\u00e3o ativa e passiva do falido como consequ\u00eancia l\u00f3gica da impossibilidade de dispor de seus bens e de administr\u00e1-los, haja vista que os interesses patrimoniais passam a ser geridos e representados pelo s\u00edndico da massa falida&#8221; (REsp 1.323.353\/RJ, Rel. Ministro Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Terceira Turma, julgado em 9\/12\/2014, DJe 15\/12\/2014).<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, o Tribunal de origem aplicou o disposto no art. 103 da Lei n. 11.101\/2005, que prev\u00ea que &#8220;<strong>o falido, embora n\u00e3o possa mais representar a massa falida, poder\u00e1 intervir nos processos em defesa de seus pr\u00f3prios interesses, mormente quando se mostram conflitantes com os da massa falida<\/strong>&#8220;.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela mesma raz\u00e3o, pacificou-se no STJ o entendimento de que a &#8220;<em>massa falida n\u00e3o se confunde com a pessoa do falido, ou seja, o devedor contra quem foi proferida senten\u00e7a de quebra empresarial. Nesse passo, a nomea\u00e7\u00e3o do s\u00edndico visa a preservar, sobretudo, a comunh\u00e3o de interesses dos credores (massa falida subjetiva), mas n\u00e3o os interesses do falido, os quais, no mais das vezes, s\u00e3o conflitantes com os interesses da massa. Assim, depois da decreta\u00e7\u00e3o da fal\u00eancia, o devedor falido n\u00e3o se convola em mero expectador no processo falimentar, podendo praticar atos processuais em defesa dos seus interesses pr\u00f3prios<\/em>&#8221; (REsp 702.835\/PR, Rel. Ministro Luis Felipe Salom\u00e3o, Quarta Turma, julgado em 16\/9\/2010, DJe 23\/9\/2010).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-3-resultado-final\"><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a>10.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Depois da decreta\u00e7\u00e3o da fal\u00eancia, o devedor falido n\u00e3o se convola em mero expectador no processo falimentar, podendo praticar atos processuais em defesa dos seus interesses pr\u00f3prios.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-tributario\"><a>DIREITO TRIBUT\u00c1RIO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-base-de-calculo-do-beneficio-fiscal-do-pat\"><a>11.&nbsp; Base de c\u00e1lculo do benef\u00edcio fiscal do PAT<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O benef\u00edcio fiscal institu\u00eddo pelo art. 1\u00ba da Lei n. 6.321\/1976, consubstanciado no desconto em dobro das despesas comprovadamente realizadas com o Programa de Alimenta\u00e7\u00e3o do Trabalhador &#8211; PAT, deve se dar sobre o lucro tribut\u00e1vel da pessoa jur\u00eddica, resultando, assim, no lucro real, sobre o qual dever\u00e1 recair o adicional do imposto de renda, de modo que as dedu\u00e7\u00f5es realizadas no momento da apura\u00e7\u00e3o do lucro real n\u00e3o interferem na integralidade prevista no \u00a7 4\u00ba do art. 3\u00ba da Lei n. 9.249\/1995.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no REsp 1.801.706-SC, Rel. Ministro Paulo S\u00e9rgio Domingues, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 2\/5\/2023, DJe 11\/5\/2023. (Info 775)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-1-situacao-fatica\"><a>11.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Piso Cer\u00e2micas ajuizou a\u00e7\u00e3o por meio da qual requer a inclus\u00e3o do adicional do IRPJ no c\u00e1lculo do benef\u00edcio fiscal institu\u00eddo pelo art. 1\u00ba da Lei n. 6.321\/1976, que prev\u00ea desconto em dobro das despesas comprovadamente realizadas com o Programa de Alimenta\u00e7\u00e3o do Trabalhador &#8211; PAT, bem como a determina\u00e7\u00e3o de que a base utilizada para apura\u00e7\u00e3o do limitador de 4% seja a mesma daquela utilizada pelo benef\u00edcio, qual seja, o lucro tribut\u00e1vel.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a Uni\u00e3o interp\u00f4s sucessivos recursos sustentando que ap\u00f3s a altera\u00e7\u00e3o legislativa promovida pela Lei 9.532\/1997, a dedu\u00e7\u00e3o das despesas com o Programa de Alimenta\u00e7\u00e3o do Trabalhador-PAT deve ser calculada sobre o imposto devido, sem qualquer dedu\u00e7\u00e3o sobre o seu adicional, conforme determina o \u00a7 4\u00ba do art. 3\u00ba da Lei 9.249\/1995.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-analise-estrategica\"><a>11.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-1-questao-juridica\"><a>11.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 6.321\/1976:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1\u00ba As pessoas jur\u00eddicas poder\u00e3o deduzir do lucro tribut\u00e1vel, para fins de apura\u00e7\u00e3o do imposto sobre a renda, o dobro das despesas comprovadamente realizadas no per\u00edodo-base em programas de alimenta\u00e7\u00e3o do trabalhador previamente aprovados pelo Minist\u00e9rio do Trabalho e Previd\u00eancia, na forma e de acordo com os limites dispostos no decreto que regulamenta esta Lei.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-2-o-beneficio-deve-ser-aplicado-sobre-o-lucro-tributavel\"><a>11.2.2. O benef\u00edcio deve ser aplicado sobre o lucro tribut\u00e1vel?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeap!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento do Superior Tribunal de Justi\u00e7a \u00e9 de que o benef\u00edcio fiscal institu\u00eddo pelo art. 1\u00ba da Lei n. 6.321\/1976, consubstanciado no desconto em dobro das despesas comprovadamente realizadas com o Programa de Alimenta\u00e7\u00e3o do Trabalhador &#8211; PAT, deve se dar sobre o lucro tribut\u00e1vel da pessoa jur\u00eddica, resultando, assim, no lucro real, sobre o qual dever\u00e1 recair o adicional do imposto de renda, de modo que as dedu\u00e7\u00f5es realizadas no momento da apura\u00e7\u00e3o do lucro real n\u00e3o interfiram na integralidade prevista no \u00a7 4\u00ba do art. 3\u00ba da Lei n. 9.249\/1995.<\/p>\n\n\n\n<p>A prop\u00f3sito, confiram-se os recentes julgados:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;(&#8230;) 2. \u00c9 firme o posicionamento desta Corte Superior segundo o qual os benef\u00edcios institu\u00eddos pelas Leis n. 6.297\/1975 e 6.321\/1976 aplicam-se ao adicional do imposto de renda, devendo, primeiramente, proceder-se \u00e0 dedu\u00e7\u00e3o sobre o lucro da empresa, resultando no lucro real, sobre o qual dever\u00e1 ser calculado o adicional (AgInt no REsp 1.695.806\/RS, Segunda Turma, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 7\/8\/2018, DJe 14\/8\/2018). 3. Esta Corte j\u00e1 se pronunciou no sentido de <strong>que conquanto esta Corte tenha posicionamento no sentido de que a dedu\u00e7\u00e3o do dobro das despesas comprovadamente gastas com o Programa de Alimenta\u00e7\u00e3o do Trabalhador &#8211; PAT deve se dar por sobre o lucro tribut\u00e1vel (e n\u00e3o por sobre o imposto de renda devido), diferentemente, a limita\u00e7\u00e3o da dobra deve obedecer ao limite de 4% (quatro por cento) do imposto de renda devido e n\u00e3o a 4% do lucro tribut\u00e1vel<\/strong>. Isto porque tal limite est\u00e1 expresso nos arts. 5\u00ba e 6\u00ba, I, da Lei n. 9.532\/97 (AgInt nos EDcl nos EDcl no REsp 1.926.785\/RS, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, julgado em 21\/2\/2022, DJe 2\/3\/2022). (&#8230;)&#8221; (AgInt no REsp n. 1.968.875\/RS, relator Ministro Benedito Gon\u00e7alves, Primeira Turma, julgado em 5\/12\/2022, DJe 9\/12\/2022).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-3-resultado-final\"><a>11.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O benef\u00edcio fiscal institu\u00eddo pelo art. 1\u00ba da Lei n. 6.321\/1976, consubstanciado no desconto em dobro das despesas comprovadamente realizadas com o Programa de Alimenta\u00e7\u00e3o do Trabalhador &#8211; PAT, deve se dar sobre o lucro tribut\u00e1vel da pessoa jur\u00eddica, resultando, assim, no lucro real, sobre o qual dever\u00e1 recair o adicional do imposto de renda, de modo que as dedu\u00e7\u00f5es realizadas no momento da apura\u00e7\u00e3o do lucro real n\u00e3o interferem na integralidade prevista no \u00a7 4\u00ba do art. 3\u00ba da Lei n. 9.249\/1995.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-penal\"><a>DIREITO PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-competencia-para-processar-e-julgar-crime-de-estelionato-contra-fundo-estrangeiro-no-qual-os-atos-desenvolvidos-foram-praticados-em-territorio-nacional-ainda-que-diverso-o-domicilio-de-socio-lesado\"><a>12.&nbsp; Compet\u00eancia para processar e julgar crime de estelionato contra fundo estrangeiro no qual os atos desenvolvidos foram praticados em territ\u00f3rio nacional, ainda que diverso o domic\u00edlio de s\u00f3cio lesado<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO REGIMENTAL NO CONFLITO DE COMPET\u00caNCIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Compete ao ju\u00edzo estadual processar e julgar crime de estelionato contra fundo estrangeiro no qual os atos desenvolvidos foram praticados em territ\u00f3rio nacional, ainda que diverso o domic\u00edlio de s\u00f3cio lesado.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no CC 192.274-RJ, Rel. Ministro Ribeiro Dantas, Terceira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 8\/3\/2023, DJe 10\/3\/2023. (Info 775)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-1-situacao-fatica\"><a>12.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Ravenna Fundos, sediada em Bahamas, foi v\u00edtima de estelionato praticado por representantes da Empresa Mosaico High Yeld. Os atos criminosos foram praticados na cidade de Barueri-SP.<\/p>\n\n\n\n<p>O feito foi originariamente distribu\u00eddo ao Ju\u00edzo de Direito da Criminal da Comarca de Barueri -SP, que declinou da compet\u00eancia \u00e0 Justi\u00e7a Federal, por entender presentes ind\u00edcios de crime contra o sistema financeiro nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>O Ju\u00edzo Federal de Barueri, por sua vez, remeteu os autos \u00e0 Justi\u00e7a Federal do Rio de Janeiro, por considerar que a compet\u00eancia, nos delitos de estelionato, \u00e9 definida pelo domic\u00edlio da v\u00edtima, sendo que havia v\u00edtimas domiciliadas no RJ.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, o Ju\u00edzo Federal do Rio de Janeiro suscitou conflito de compet\u00eancia para afastar a compet\u00eancia da Justi\u00e7a Federal ao argumento de que o simples fato de a v\u00edtima possuir domic\u00edlio no exterior n\u00e3o \u00e9 capaz de assegurar o interesse da Uni\u00e3o no feito, ausentes elementos que indiquem preju\u00edzo a seus bens e servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-analise-estrategica\"><a>12.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-1-questao-juridica\"><a>12.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Processo Penal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art.&nbsp;70.&nbsp;&nbsp;A compet\u00eancia ser\u00e1, de regra, determinada pelo lugar em que se consumar a infra\u00e7\u00e3o, ou, no caso de tentativa, pelo lugar em que for praticado o \u00faltimo ato de execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 4\u00ba Nos crimes previstos no art. 171 do Decreto-Lei n\u00ba 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (C\u00f3digo Penal), quando praticados mediante dep\u00f3sito, mediante emiss\u00e3o de cheques sem suficiente provis\u00e3o de fundos em poder do sacado ou com o pagamento frustrado ou mediante transfer\u00eancia de valores, a compet\u00eancia ser\u00e1 definida pelo local do domic\u00edlio da v\u00edtima, e, em caso de pluralidade de v\u00edtimas, a compet\u00eancia firmar-se-\u00e1 pela preven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 7.492\/1986:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 26. A a\u00e7\u00e3o penal, nos crimes previstos nesta lei, ser\u00e1 promovida pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal, perante a Justi\u00e7a Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Constitui\u00e7\u00e3o Federal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 109. Aos ju\u00edzes federais compete processar e julgar:<\/p>\n\n\n\n<p>IV &#8211; os crimes pol\u00edticos e as infra\u00e7\u00f5es penais praticadas em detrimento de bens, servi\u00e7os ou interesse da Uni\u00e3o ou de suas entidades aut\u00e1rquicas ou empresas p\u00fablicas, exclu\u00eddas as contraven\u00e7\u00f5es e ressalvada a compet\u00eancia da Justi\u00e7a Militar e da Justi\u00e7a Eleitoral;<\/p>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Penal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 70 &#8211; Quando o agente, mediante uma s\u00f3 a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o, pratica dois ou mais crimes, id\u00eanticos ou n\u00e3o, aplica-se-lhe a mais grave das penas cab\u00edveis ou, se iguais, somente uma delas, mas aumentada, em qualquer caso, de um sexto at\u00e9 metade. As penas aplicam-se, entretanto, cumulativamente, se a a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o \u00e9 dolosa e os crimes concorrentes resultam de des\u00edgnios aut\u00f4nomos, consoante o disposto no artigo anterior.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-2-a-quem-compete-julgar\"><a>12.2.2. A quem compete julgar?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Justi\u00e7a ESTADUAL!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O \u00a7 4\u00ba do art. 70 do C\u00f3digo de Processo Penal, inclu\u00eddo pela Lei n. 14.155\/2021, disp\u00f5e que &#8220;[n]os crimes previstos no art. 171 do CP, quando praticados mediante dep\u00f3sito, mediante emiss\u00e3o de cheques sem suficiente provis\u00e3o de fundos em poder do sacado ou com o pagamento frustrado ou mediante transfer\u00eancia de valores, a compet\u00eancia ser\u00e1 definida pelo local do domic\u00edlio da v\u00edtima, e, em caso de pluralidade de v\u00edtimas, a compet\u00eancia firmar-se-\u00e1 pela preven\u00e7\u00e3o. <strong>A regra, por\u00e9m, n\u00e3o abarca &#8211; e nem poderia abarcar &#8211; todas as situa\u00e7\u00f5es relacionadas ao delito de estelionato, raz\u00e3o pela qual s\u00e3o poss\u00edveis exce\u00e7\u00f5es<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, o fundo estrangeiro, v\u00edtima dos delitos em investiga\u00e7\u00e3o, sustenta a necessidade de reforma da decis\u00e3o para fixar a compet\u00eancia da Justi\u00e7a Federal, a pretexto de que o bem jur\u00eddico tutelado \u00e9 o Sistema Financeiro Nacional (art. 26 da Lei n. 7.492\/1986). Afirma que h\u00e1 s\u00f3cio lesado residente no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro, devendo ser declarada a compet\u00eancia da Justi\u00e7a Federal da Se\u00e7\u00e3o Judici\u00e1ria daquele estado.<\/p>\n\n\n\n<p>Todavia, <strong>h\u00e1 apura\u00e7\u00e3o de delito de estelionato (e n\u00e3o contra o Sistema Financeiro Nacional) praticados por representantes de empresa, em preju\u00edzo de fundo estrangeiro sediado em Nassau-Bahamas<\/strong>, e representado por diretor residente e domiciliado em Lugano-Su\u00ed\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, os atos criminosos foram desenvolvidos na cidade de Barueri-SP (sede da empresa dos supostos estelionat\u00e1rios), o que torna este o Ju\u00edzo competente &#8211; inclusive em prol da melhor colheita das provas e da efetiva\u00e7\u00e3o da defesa dos denunciados. Ademais, <strong>a exist\u00eancia de poss\u00edveis v\u00edtimas domiciliadas no Rio de Janeiro n\u00e3o \u00e9 circunst\u00e2ncia suficiente para o deslocamento da compet\u00eancia, sobretudo porque a empresa pode possuir s\u00f3cios em diversas localidades<\/strong>, sendo a empresa a v\u00edtima em quest\u00e3o, que efetiva negocia\u00e7\u00f5es financeiras com os acusados, e n\u00e3o cada um dos s\u00f3cios individualmente representados.<\/p>\n\n\n\n<p>Como tamb\u00e9m destacou o Ju\u00edzo federal suscitante, <strong>o fato de a v\u00edtima se encontrar sediada no exterior, por si s\u00f3, n\u00e3o \u00e9 capaz de configurar a compet\u00eancia da Justi\u00e7a Federal<\/strong>. De igual modo, o simples fato de as atividades desempenhadas pelos r\u00e9us serem fiscalizadas pela Comiss\u00e3o de Valores Mobili\u00e1rios (CVM) n\u00e3o s\u00e3o suficientes para em raz\u00e3o delas somente atrair a aplica\u00e7\u00e3o do art. 109, IV, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, &#8220;<em>com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 compet\u00eancia para julgamento do delito de estelionato, fixada pelo local de resid\u00eancia da v\u00edtima, este crit\u00e9rio somente incide na hip\u00f3tese prevista no art. 70, \u00a7 4\u00ba, do CPP. Sendo v\u00edtima sediada no estrangeiro, e tendo as transfer\u00eancias ocorrido no exterior, n\u00e3o h\u00e1 como aplic\u00e1-lo, valendo, pois, a regra do&nbsp;caput&nbsp;do art. 70 do C\u00f3digo Penal, sendo o local de consuma\u00e7\u00e3o do delito a cidade de Barueri<\/em>&#8220;.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, n\u00e3o obstante o Ju\u00edzo de Direito da Comarca de Barueri n\u00e3o figurar como suscitante ou suscitado &#8220;A jurisprud\u00eancia tem reconhecido a possibilidade de declara\u00e7\u00e3o da compet\u00eancia de um terceiro ju\u00edzo que n\u00e3o figure no conflito de compet\u00eancia em julgamento, quer na qualidade de suscitante, quer na qualidade de suscitado&#8221; (CC 168.575\/MS, Rel. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Terceira Se\u00e7\u00e3o, DJe 14\/10\/2019).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-3-resultado-final\"><a>12.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Compete ao ju\u00edzo estadual processar e julgar crime de estelionato contra fundo estrangeiro no qual os atos desenvolvidos foram praticados em territ\u00f3rio nacional, ainda que diverso o domic\u00edlio de s\u00f3cio lesado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-aplicabilidade-da-agravante-do-art-61-ii-f-do-codigo-penal-cp-quando-adotado-o-rito-da-lei-n-11-340-2006-lei-maria-da-penha\"><a>13.&nbsp; Aplicabilidade da agravante do art. 61, II, &#8220;f&#8221;, do C\u00f3digo Penal (CP) quando adotado o rito da Lei n. 11.340\/2006 (Lei Maria da Penha).<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A aplica\u00e7\u00e3o da agravante prevista no art. 61, II, &#8220;f&#8221;, do C\u00f3digo Penal, em condena\u00e7\u00e3o pelo delito do art. 129, \u00a7 9\u00ba, do CP, por si s\u00f3, n\u00e3o configura bis in idem.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no REsp 1.998.980-GO, Rel. Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 8\/5\/2023, DJe 10\/5\/2023. (Info 775)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-1-situacao-fatica\"><a>13.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Geremias cometeu crime de les\u00e3o corporal contra sua companheira Creide. Na condena\u00e7\u00e3o, o ju\u00edzo de primeiro grau aplicou a agravante prevista no art. 61, II, &#8220;f&#8221;, do C\u00f3digo Penal, o elevou a pena na segunda fase da dosimetria.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformada, a defesa de Geremias alega que ao considerar tanto a qualificadora do artigo 129, \u00a7 9\u00ba, como a agravante do artigo 61, inciso II, al\u00ednea \u201cf\u201d, ambos do C\u00f3digo Penal, o recorrido ser\u00e1 punido duas vezes pela mesma circunst\u00e2ncia: a viol\u00eancia dom\u00e9stica.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-analise-estrategica\"><a>13.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-1-questao-juridica\"><a>13.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Penal:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Art. 61 &#8211; S\u00e3o circunst\u00e2ncias que sempre agravam a pena, quando n\u00e3o constituem ou qualificam o crime:<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; ter o agente cometido o crime:<\/p>\n\n\n\n<p>f) com abuso de autoridade ou prevalecendo-se de rela\u00e7\u00f5es dom\u00e9sticas, de coabita\u00e7\u00e3o ou de hospitalidade, ou com viol\u00eancia contra a mulher na forma da lei espec\u00edfica;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 129. Ofender a integridade corporal ou a sa\u00fade de outrem:<\/p>\n\n\n\n<p>Pena &#8211; deten\u00e7\u00e3o, de tr\u00eas meses a um ano.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 9<sup>o<\/sup>&nbsp; Se a les\u00e3o for praticada contra ascendente, descendente, irm\u00e3o, c\u00f4njuge ou companheiro, ou com quem conviva ou tenha convivido, ou, ainda, prevalecendo-se o agente das rela\u00e7\u00f5es dom\u00e9sticas, de coabita\u00e7\u00e3o ou de hospitalidade:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Pena &#8211; deten\u00e7\u00e3o, de 3 (tr\u00eas) meses a 3 (tr\u00eas) anos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 10. Nos casos previstos nos \u00a7\u00a7 1<sup>o<\/sup>&nbsp;a 3<sup>o<\/sup>&nbsp;deste artigo, se as circunst\u00e2ncias s\u00e3o as indicadas no \u00a7 9<sup>o<\/sup>&nbsp;deste artigo, aumenta-se a pena em 1\/3 (um ter\u00e7o).<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 13.&nbsp; Se a les\u00e3o for praticada contra a mulher, por raz\u00f5es da condi\u00e7\u00e3o do sexo feminino, nos termos do \u00a7 2\u00ba-A do art. 121 deste C\u00f3digo:<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-2-bis-in-idem\"><a>13.2.2. Bis in idem?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nem a pau!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia \u00e0 incid\u00eancia da agravante do art. 61, II, &#8220;f&#8221;, do C\u00f3digo Penal (CP) quando adotado o rito da Lei n. 11.340\/2006 (Lei Maria da Penha).<\/p>\n\n\n\n<p>A figura qualificada do crime de les\u00e3o corporal prevista no \u00a7 9\u00ba, ou a causa de aumento, \u00a7 10, e a agravante gen\u00e9rica n\u00e3o possuem o mesmo \u00e2mbito de incid\u00eancia, n\u00e3o redundando, pois, em uma dupla puni\u00e7\u00e3o pelo mesmo fato. <strong>A causa de aumento do \u00a7 10 do art. 129 do CP pune mais gravemente o agente que pratica a les\u00e3o corporal utilizando-se das rela\u00e7\u00f5es familiares ou dom\u00e9sticas<\/strong>, circunst\u00e2ncia que torna a v\u00edtima mais vulner\u00e1vel ao seu agressor e tamb\u00e9m eleva as chances de impunidade do agente. Nessa hip\u00f3tese, a v\u00edtima pode ser tanto homem quanto mulher, j\u00e1 que a a\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 movida pelo g\u00eanero do ofendido. Assim, nesse caso, h\u00e1 maior reprimenda em raz\u00e3o da VIOL\u00caNCIA DOM\u00c9STICA.<\/p>\n\n\n\n<p>De outro lado, <strong>a agravante gen\u00e9rica prevista no art. 61, II, &#8220;f&#8221;, do CP visa punir o agente que pratica crime contra a mulher em raz\u00e3o de seu g\u00eanero, cometido ou n\u00e3o no ambiente familiar ou dom\u00e9stico<\/strong>. Destarte, nessa al\u00ednea, prev\u00ea-se um agravamento da penalidade em raz\u00e3o da viol\u00eancia de G\u00caNERO.<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, a aplica\u00e7\u00e3o conjunta da agravante e da causa de aumento pune o agressor pela viol\u00eancia dom\u00e9stica contra a mulher. Tanto n\u00e3o h\u00e1&nbsp;<em>bis in idem<\/em>&nbsp;que o legislador inseriu novo par\u00e1grafo no art. 129 do CP (\u00a7 13), para punir com maior severidade exatamente a les\u00e3o corporal praticada contra a mulher, em raz\u00e3o da condi\u00e7\u00e3o do sexo feminino, a denotar que o \u00a7 9\u00ba n\u00e3o abordava essa circunst\u00e2ncia espec\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se olvida, contudo, que \u00e9 poss\u00edvel cogitar-se a ocorr\u00eancia de&nbsp;<em>bis in idem<\/em>&nbsp;em determinadas hip\u00f3teses de aplica\u00e7\u00e3o conjunta dos dois dispositivos em comento, como, por exemplo, quando se est\u00e1 diante apenas da circunst\u00e2ncia de o crime ter sido cometido com prevalecimento das &#8220;rela\u00e7\u00f5es dom\u00e9sticas, de coabita\u00e7\u00e3o ou de hospitalidade&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-3-resultado-final\"><a>13.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A aplica\u00e7\u00e3o da agravante prevista no art. 61, II, &#8220;f&#8221;, do C\u00f3digo Penal, em condena\u00e7\u00e3o pelo delito do art. 129, \u00a7 9\u00ba, do CP, por si s\u00f3, n\u00e3o configura bis in idem.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-penal\"><a>DIREITO PROCESSUAL PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-competencia-para-processar-e-julgar-governador-em-exercicio-que-deixou-o-cargo-de-vice-governador-durante-o-mesmo-mandato-quando-os-fatos-imputados-digam-respeito-ao-exercicio-das-funcoes-no-ambito-do-poder-executivo-estadual\"><a>14.&nbsp; Compet\u00eancia para processar e julgar governador em exerc\u00edcio que deixou o cargo de vice-governador durante o mesmo mandato, quando os fatos imputados digam respeito ao exerc\u00edcio das fun\u00e7\u00f5es no \u00e2mbito do Poder Executivo estadual.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>QUEST\u00c3O DE ORDEM NO AGRAVO REGIMENTAL NA A\u00c7\u00c3O PENAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Compete ao Superior Tribunal de Justi\u00e7a, para os fins preconizados pela regra do foro por prerrogativa de fun\u00e7\u00e3o, processar e julgar governador em exerc\u00edcio que deixou o cargo de vice-governador durante o mesmo mandato, quando os fatos imputados digam respeito ao exerc\u00edcio das fun\u00e7\u00f5es no \u00e2mbito do Poder Executivo estadual.<\/p>\n\n\n\n<p>QO no AgRg na APn 973-RJ, Rel. Ministro Benedito Gon\u00e7alves, Rel. para ac\u00f3rd\u00e3o Ministro Luis Felipe Salom\u00e3o, Corte Especial, por maioria, julgado em 3\/5\/2023. (Info 775)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-1-situacao-fatica\"><a>14.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em raz\u00e3o de opera\u00e7\u00f5es deflagradas e inqu\u00e9rito da PF, o atual governador do RJ, Claudio Castro, passou a ser investigado por suposto cometido crime durante o seu per\u00edodo como Vice-Governador. Como se sabe, em virtude do impeachment de Wilson Witzel, Claudi\u00e3o passou a ocupar o cargo de governador. Da\u00ed se iniciou a discuss\u00e3o sobre a compet\u00eancia do STJ (ou n\u00e3o) para julgar processo, j\u00e1 que os fatos s\u00e3o da \u00e9poca em que o investigado ocupava o cargo de vice-governador, mas agora ele \u00e9 o chefe.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-analise-estrategica\"><a>14.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-1-vai-que-e-tua-stj\"><a>14.2.1. Vai que \u00e9 tua, STJ?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Bem por a\u00ed&#8230;.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No caso, <strong>os fatos imputados foram supostamente cometidos durante o exerc\u00edcio do cargo de vice-governador, relacionados \u00e0s fun\u00e7\u00f5es desempenhadas; n\u00e3o houve in\u00edcio da instru\u00e7\u00e3o criminal, raz\u00e3o pela qual a compet\u00eancia deveria ser afetada em raz\u00e3o de o agente ter vindo a ocupar outro cargo, qual seja, o de governador<\/strong>, submetido \u00e0 compet\u00eancia constitucionalmente fixada no Superior Tribunal de Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>O feito encontra-se em fase inquisitorial, sendo que, em rela\u00e7\u00e3o ao atual governador do Estado, h\u00e1 somente uma medida de busca e apreens\u00e3o deferida, n\u00e3o havendo den\u00fancia oferecida tampouco desdobramento algum desse fato.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, <strong>o julgamento da AP 937 QO no Supremo Tribunal Federal cuidou da hip\u00f3tese exclusiva de parlamentares federais e em situa\u00e7\u00e3o espec\u00edfica<\/strong>. Efetivamente, a hip\u00f3tese na qual a defini\u00e7\u00e3o da compet\u00eancia diz respeito a fatos supostamente cometidos por vice-governador \u00e0 \u00e9poca, atualmente governador do Estado, n\u00e3o foi solucionada pelo apontado paradigma que, por via de consequ\u00eancia, n\u00e3o se presta como padr\u00e3o decis\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Os fatos est\u00e3o intrinsecamente relacionados ao exerc\u00edcio das fun\u00e7\u00f5es, n\u00e3o necessariamente de vice-governador, mas como integrante da c\u00fapula do Poder P\u00fablico estadual<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>O vice-governador, supostamente, praticou os atos no exerc\u00edcio de suas fun\u00e7\u00f5es, com inobserv\u00e2ncia dos deveres funcionais, em troca de supostas vantagens indevidas, caracterizada a rela\u00e7\u00e3o de causalidade entre o crime imputado e o exerc\u00edcio do cargo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O fato de ter assumido a condi\u00e7\u00e3o de governador, no mesmo mandato, revela identidade de investidura funcional para os escopos preconizados pela regra do foro por prerrogativa de fun\u00e7\u00e3o<\/strong>, outorgada&nbsp;<em>ratione muneris<\/em>, n\u00e3o sendo configurada esp\u00e9cie alguma de privil\u00e9gio em favor do cidad\u00e3o, mas obs\u00e9quio \u00e0s fun\u00e7\u00f5es exercidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, cabe ao Superior Tribunal de Justi\u00e7a a an\u00e1lise do bem jur\u00eddico tutelado e a defini\u00e7\u00e3o da compet\u00eancia na hip\u00f3tese de decl\u00ednio, sob pena de ofensa \u00e0 estrutura hierarquizada da Jurisdi\u00e7\u00e3o e \u00e0 pr\u00f3pria racionalidade do Sistema de Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda, os fatos configuram, em tese, e, segundo alegado, crimes comuns, n\u00e3o havendo falar-se abstratamente em interesse da Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-2-resultado-final\"><a>14.2.2. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Compete ao Superior Tribunal de Justi\u00e7a, para os fins preconizados pela regra do foro por prerrogativa de fun\u00e7\u00e3o, processar e julgar governador em exerc\u00edcio que deixou o cargo de vice-governador durante o mesmo mandato, quando os fatos imputados digam respeito ao exerc\u00edcio das fun\u00e7\u00f5es no \u00e2mbito do Poder Executivo estadual.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-impedimento-intercorrente-e-a-ideia-de-um-juiz-convencional-e-seletivo\"><a>15.&nbsp; Impedimento intercorrente e a ideia de um juiz convencional e seletivo.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na hip\u00f3tese de impedimento intercorrente, o exerc\u00edcio de voto para o fim espec\u00edfico de desempatar o julgamento da sess\u00e3o, previsto no C\u00f3digo de Processo Penal e no Regimento Interno do Tribunal de Justi\u00e7a, com vig\u00eancia anterior ao fato processual, n\u00e3o implica a ideia de um juiz convencional e seletivo.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no HC 707.376-SP, Rel. Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 16\/5\/2023. (Info 775)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-1-situacao-fatica\"><a>15.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Nirso foi condenado pelo Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo pela pr\u00e1tica de corrup\u00e7\u00e3o ativa, mas apenas ap\u00f3s o voto de desempate proferido pelo Presidente com fulcro no art. 153, II, do Regimento Interno do TJSP. O presida proferiu voto em substitui\u00e7\u00e3o de desembargador que, na primeira sess\u00e3o realizada, analisou quest\u00f5es preliminares e o m\u00e9rito da causa relativamente a corr\u00e9u &#8211; mas, por problemas de conex\u00e3o com a&nbsp;<em>internet<\/em>, n\u00e3o participou integralmente da sequ\u00eancia do julgamento.<\/p>\n\n\n\n<p>A defesa alega que a sess\u00e3o deveria ter sido suspensa ou ent\u00e3o que, havendo empate quanto a condena\u00e7\u00e3o e a absolvi\u00e7\u00e3o do paciente, incidiria a regra prevista na \u00faltima parte do art. 615, \u00a7 1\u00ba do C\u00f3digo de Processo Penal, que prev\u00ea a decis\u00e3o mais favor\u00e1vel ao r\u00e9u em caso de empate.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-2-analise-estrategica\"><a>15.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-2-1-questao-juridica\"><a>15.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Constitui\u00e7\u00e3o Federal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 125. Os Estados organizar\u00e3o sua Justi\u00e7a, observados os princ\u00edpios estabelecidos nesta Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1\u00ba A compet\u00eancia dos tribunais ser\u00e1 definida na Constitui\u00e7\u00e3o do Estado, sendo a lei de organiza\u00e7\u00e3o judici\u00e1ria de iniciativa do Tribunal de Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Processo Penal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 609. Os recursos, apela\u00e7\u00f5es e embargos ser\u00e3o julgados pelos Tribunais de Justi\u00e7a, c\u00e2maras ou turmas criminais, de acordo com a compet\u00eancia estabelecida nas leis de organiza\u00e7\u00e3o judici\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-2-2-tudo-certo-arnaldo\"><a>15.2.2. Tudo certo, Arnaldo?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Segue o jogo!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia acerca da legalidade do voto de desempate proferido pelo Presidente do Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo, com fulcro no art. 153, II, do Regimento Interno do aludido tribunal, que culminou na condena\u00e7\u00e3o do acusado pela pr\u00e1tica do crime de corrup\u00e7\u00e3o ativa.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, proferiu voto em substitui\u00e7\u00e3o de desembargador que, na primeira sess\u00e3o realizada, a respeito das quest\u00f5es preliminares e analisou o m\u00e9rito da causa &#8211; relativamente ao corr\u00e9u &#8211; mas, por problemas de conex\u00e3o com a&nbsp;<em>internet<\/em>, n\u00e3o participou integralmente da sequ\u00eancia do julgamento.<\/p>\n\n\n\n<p>De in\u00edcio, na perspectiva da norma regimental, ao menos tr\u00eas motivos podem ser invocados para concluir que o ato impugnado n\u00e3o ofende os princ\u00edpios do devido processo legal, legalidade, seguran\u00e7a jur\u00eddica e juiz natural: a qualidade de membro do \u00d3rg\u00e3o Especial; a possibilidade de convoca\u00e7\u00e3o de todos os integrantes para a vota\u00e7\u00e3o; a composi\u00e7\u00e3o m\u00ednima do colegiado.<\/p>\n\n\n\n<p>Consoante o art. 8\u00ba do RITJSP<strong>, o Presidente \u00e9 membro nato do \u00d3rg\u00e3o Especial. Logo, na qualidade de elemento indissoci\u00e1vel do colegiado, sua ativa participa\u00e7\u00e3o no julgamento &#8211; nas limitadas hip\u00f3teses do regimento interno &#8211; n\u00e3o pode ser refutada em virtude de um resultado desfavor\u00e1vel ao sentenciado<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0 possibilidade de incid\u00eancia do art. 39, \u00a7 2\u00ba, do RITJSP, observa-se em seu enunciado que, &#8220;havendo empate no \u00d3rg\u00e3o Especial e tendo votado todos os seus integrantes, convocar-se-\u00e1 o desembargador mais antigo que n\u00e3o o integre, para proferir voto de desempate&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O artigo do regimento interno supracitado, efetivamente, n\u00e3o foi aplicado, <strong>porquanto com o voto de todos os seus integrantes &#8211; a\u00ed inclu\u00eddo o Presidente do Tribunal &#8211; n\u00e3o se fez necess\u00e1rio voto de desempate de outro desembargador n\u00e3o integrante do \u00d3rg\u00e3o Especial.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, em que pese a aus\u00eancia superveniente de um dos desembargadores devido a uma falha t\u00e9cnica de conex\u00e3o com a&nbsp;<em>internet<\/em>, o fato de remanescer a sess\u00e3o de julgamento com 22 membros n\u00e3o viola o art. 11 do RITJSP, porquanto o referido dispositivo regimental expressamente prev\u00ea que &#8220;<strong>o \u00d3rg\u00e3o Especial instalar-se-\u00e1 com a presen\u00e7a de, no m\u00ednimo, treze desembargadore<\/strong>s&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, n\u00e3o h\u00e1 falar de flagrante ilegalidade se o Regimento Interno do Tribunal de origem disp\u00f5e que, excepcionalmente, o Presidente ter\u00e1 voto para os casos de empate, independentemente da mat\u00e9ria debatida (art. 153, II, do RITJSP). No caso, circunst\u00e2ncias alheias \u00e0 vontade dos participantes do ato culminaram na necessidade de executar uma fun\u00e7\u00e3o latente do Presidente do Tribunal Paulista, em prol da celeridade e economia processual, sem ofender o devido processo legal.<\/p>\n\n\n\n<p>Fosse outra a&nbsp;<em>ratio<\/em>&nbsp;da norma, haveria no regimento interno uma ressalva atrelada ao pr\u00f3prio dispositivo regimental atacado, ou de forma aut\u00f4noma em outro artigo, impedindo que o voto do Presidente da Corte estadual tivesse lugar quando ausente um membro do \u00d3rg\u00e3o Especial, o que n\u00e3o \u00e9 o caso.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, <strong>n\u00e3o se divisa nenhuma irregularidade de ordem na decis\u00e3o do \u00d3rg\u00e3o Especial de prosseguir o julgamento com fulcro no art. 153, II, do RITJSP, proveniente da compet\u00eancia privativa do Tribunal de Justi\u00e7a paulista de elaborar seu regimento interno<\/strong> (art. 69, II, &#8220;a&#8221;, da Constitui\u00e7\u00e3o do Estado de S\u00e3o Paulo, art. 125, \u00a7 1\u00ba, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal e art. 609,&nbsp;<em>caput<\/em>, do C\u00f3digo de Processo Penal).<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, ressalte-se que o exerc\u00edcio de voto para o objetivo espec\u00edfico de desempatar o julgamento da sess\u00e3o, previsto no C\u00f3digo de Processo Penal e no Regimento Interno do Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo, com vig\u00eancia anterior ao fato processual, n\u00e3o implica a ideia de um juiz convencional e seletivamente designado para concluir o processo.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-2-3-resultado-final\"><a>15.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Na hip\u00f3tese de impedimento intercorrente, o exerc\u00edcio de voto para o fim espec\u00edfico de desempatar o julgamento da sess\u00e3o, previsto no C\u00f3digo de Processo Penal e no Regimento Interno do Tribunal de Justi\u00e7a, com vig\u00eancia anterior ao fato processual, n\u00e3o implica a ideia de um juiz convencional e seletivo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-16-cabimento-do-acesso-aos-elementos-de-prova-ja-documentados-nos-autos-de-inquerito-policial-aos-familiares-das-vitimas-por-meio-de-seus-advogados-ou-defensores-publicos\"><a>16.&nbsp; Cabimento do acesso aos elementos de prova j\u00e1 documentados nos autos de inqu\u00e9rito policial aos familiares das v\u00edtimas, por meio de seus advogados ou defensores p\u00fablicos<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>PROCESSO SOB SEGREDO DE JUSTI\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 cab\u00edvel o acesso aos elementos de prova j\u00e1 documentados nos autos de inqu\u00e9rito policial aos familiares das v\u00edtimas, por meio de seus advogados ou defensores p\u00fablicos, em observ\u00e2ncia aos limites estabelecidos pela S\u00famula Vinculante n. 14.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 18\/4\/2023, DJe 3\/5\/2023.<a> (Info 775)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-16-1-situacao-fatica\"><a>16.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Os familiares de duas v\u00edtimas fatais de homic\u00eddio requereram o deferimento do acesso aos elementos de prova j\u00e1 documentados nos autos do inqu\u00e9rito policial que investiga o suposto mandante dos homic\u00eddios. O pedido foi negado, sob o fundamento para a negativa foi a necessidade de manuten\u00e7\u00e3o do sigilo do inqu\u00e9rito.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo sob segredo de justi\u00e7a. Caso imaginado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-16-2-analise-estrategica\"><a>16.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-16-2-1-questao-juridica\"><a>16.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPP:<\/p>\n\n\n\n<p>Art.&nbsp;268.&nbsp;&nbsp;Em todos os termos da a\u00e7\u00e3o p\u00fablica, poder\u00e1 intervir, como assistente do Minist\u00e9rio P\u00fablico, o ofendido ou seu representante legal, ou, na falta, qualquer das pessoas mencionadas no&nbsp;Art. 31.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Art.&nbsp;269.&nbsp;&nbsp;O assistente ser\u00e1 admitido enquanto n\u00e3o passar em julgado a senten\u00e7a e receber\u00e1 a causa no estado em que se achar.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00famula Vinculante n. 14:<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos elementos de prova que, j\u00e1 documentados em procedimento investigat\u00f3rio realizado por \u00f3rg\u00e3o com compet\u00eancia de pol\u00edcia judici\u00e1ria, digam respeito ao exerc\u00edcio do direito de defesa.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-16-2-2-devem-ser-disponibilizados-os-elementos-ja-colhidos-no-inquerito\"><a>16.2.2. Devem ser disponibilizados os elementos j\u00e1 colhidos no inqu\u00e9rito?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Com certeza!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia consiste em definir se h\u00e1 possibilidade de habilita\u00e7\u00e3o de familiares da v\u00edtima, por seus representantes legais, <a>como assistentes de acusa\u00e7\u00e3o no inqu\u00e9rito policial <\/a>e acesso aos elementos de prova j\u00e1 documentados.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O sigilo do inqu\u00e9rito policial tem intr\u00ednseca rela\u00e7\u00e3o com a efic\u00e1cia da investiga\u00e7\u00e3o pr\u00e9-processual, porquanto sua publiciza\u00e7\u00e3o poderia tornar in\u00f3cua a apura\u00e7\u00e3o do fato criminoso<\/strong>. Contudo, a jurisprud\u00eancia dos Tribunais Superiores caminhou para sedimentar o car\u00e1ter relativo desse sigilo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s dilig\u00eancias findas e j\u00e1 documentadas na investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O resultado dessa tend\u00eancia interpretativa culminou na edi\u00e7\u00e3o da S\u00famula Vinculante n. 14, a qual disp\u00f5e ser &#8220;direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos elementos de prova que, j\u00e1 documentados em procedimento investigat\u00f3rio realizado por \u00f3rg\u00e3o com compet\u00eancia de pol\u00edcia judici\u00e1ria, digam respeito ao exerc\u00edcio do direito de defesa&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, os familiares de duas v\u00edtimas fatais de homic\u00eddio pretendem o deferimento do acesso aos elementos de prova j\u00e1 documentados nos autos do inqu\u00e9rito policial que investiga o(s) suposto(s) mandante(s) dos homic\u00eddios.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, <strong>as leis de reg\u00eancia da advocacia e da Defensoria P\u00fablica tamb\u00e9m garantem ao defensor&nbsp;<em>lato sensu<\/em>&nbsp;o direito de examinar os autos do inqu\u00e9rito policial e de extrair as c\u00f3pias que entender pertinente<\/strong>. A escolha hermen\u00eautica dos Ministros do Supremo Tribunal Federal pela palavra &#8220;representado&#8221;, contida no enunciado sumular, confere amplitude subjetiva para albergar n\u00e3o apenas o investigado, como tamb\u00e9m outras pessoas interessadas no caso em apura\u00e7\u00e3o, em particular a v\u00edtima da a\u00e7\u00e3o delitiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Sob outra angula\u00e7\u00e3o &#8211; complementar, mas tamb\u00e9m determinante para a an\u00e1lise -, \u00e9 de se incrementar a observ\u00e2ncia e o adimplemento, no \u00e2mbito do sistema de justi\u00e7a criminal, de protocolos e tratados internacionais de Direitos Humanos e de senten\u00e7as proferidas pela Corte Interamericana de Direitos Humanos. Como exemplo, cite-se o caso Gomes Lund e outros versus Brasil (Guerrilha do Araguaia), no qual a Corte IDH salientou que &#8220;as v\u00edtimas de viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos ou seus familiares devem contar com amplas possibilidades de ser ouvidos e atuar nos respectivos processos, tanto \u00e0 procura do esclarecimento dos fatos e da puni\u00e7\u00e3o dos respons\u00e1veis, como em busca de uma devida repara\u00e7\u00e3o&#8221; (Senten\u00e7a de 24 de novembro de 2010, \u00a7 139).<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao tema, a Regra n. 35 do Protocolo de Minnesota &#8211; documento elaborado pelo Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos destinado \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o de mortes potencialmente il\u00edcitas &#8211; estabelece que: &#8220;<em>35.<\/em>&nbsp;<em>La participaci\u00f3n de los miembros de la familia y otros parientes cercanos de la persona fallecida o desaparecida constituye un elemento importante en una investigaci\u00f3n eficaz. El Estado debe permitir a todos los parientes cercanos participar de manera efectiva en la investigaci\u00f3n, aunque sin poner en peligro su integridad<\/em>&#8220;.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m nesse sentido, por ocasi\u00e3o do julgamento do caso Cosme Genoveva e outros versus Brasil (Favela Nova Bras\u00edlia), a Corte Interamericana de Direitos Humanos determinou que &#8220;<strong>o Estado dever\u00e1 adotar as medidas legislativas ou de outra natureza necess\u00e1rias para permitir \u00e0s v\u00edtimas de delitos ou a seus familiares participar de maneira formal e efetiva da investiga\u00e7\u00e3o de delitos conduzida pela pol\u00edcia ou pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico<\/strong>&#8220;.<\/p>\n\n\n\n<p>No \u00e2mbito do STJ, com base nessa mesma premissa, as duas Turmas que integram a Terceira Se\u00e7\u00e3o j\u00e1 concederam acesso ao inqu\u00e9rito policial a advogados das v\u00edtimas, pois deve &#8220;ser assegurado \u00e0 suposta v\u00edtima, assim como ao pr\u00f3prio investigado &#8211; ambos legitimamente interessados nos rumos dos trabalhos desempenhados pela Pol\u00edcia Judici\u00e1ria e que, inclusive, poder\u00e3o colaborar com as autoridades competentes na elucida\u00e7\u00e3o dos fatos investigados &#8211; amplo acesso aos elementos de prova j\u00e1 documentados&#8221; (RMS 55.790\/SP, Rel. Ministro Jorge Mussi, Quinta Turma, DJe 14\/12\/2018).<\/p>\n\n\n\n<p>Com vistas a dar cumprimento \u00e0 decis\u00e3o da Corte IDH no caso Favela Nova Bras\u00edlia, o Conselho Nacional de Justi\u00e7a editou, em 9\/4\/2021, a Resolu\u00e7\u00e3o n. 386, com vistas a aprimorar a Resolu\u00e7\u00e3o n. 253, anteriormente publicada pelo mesmo \u00f3rg\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Estabelece o art. 2\u00ba da mencionada norma que os tribunais dever\u00e3o instituir Centros Especializados de Aten\u00e7\u00e3o \u00e0s V\u00edtimas, aos quais incumbe, entre outras atribui\u00e7\u00f5es, &#8220;fornecer informa\u00e7\u00f5es sobre a tramita\u00e7\u00e3o de inqu\u00e9ritos e processos judiciais que tenham por objeto a apura\u00e7\u00e3o de crime ou ato infracional, ou a repara\u00e7\u00e3o de dano decorrente de sua pr\u00e1tica&#8221;. A resolu\u00e7\u00e3o ainda determina que, at\u00e9 a estrutura\u00e7\u00e3o dos referidos Centros, &#8220;os tribunais dever\u00e3o assegurar a presta\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os previstos neste artigo por meio de outros canais de atendimento ao cidad\u00e3o que j\u00e1 estejam em funcionamento, a exemplo das ouvidorias, dos plant\u00f5es especializados e dos servi\u00e7os de assist\u00eancia multidisciplinar&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Na hip\u00f3tese&nbsp;<em>sub judice<\/em>, os familiares das duas v\u00edtimas pretendem o deferimento do acesso aos elementos de prova j\u00e1 documentados nos autos do inqu\u00e9rito policial que investiga o(s) mandante(s) dos homic\u00eddios. Ressalta-se que as recorrentes n\u00e3o pretendem a habilita\u00e7\u00e3o como assistentes de acusa\u00e7\u00e3o no inqu\u00e9rito policial, tampouco buscam interferir nessa investiga\u00e7\u00e3o; o objeto deste recurso cinge-se ao acesso aos elementos de prova j\u00e1 documentados no inqu\u00e9rito policial.<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de observa\u00e7\u00e3o sutil, mas relevante, porquanto os poderes legalmente previstos para o assistente de acusa\u00e7\u00e3o s\u00e3o distintos do direito ora pleiteado. Ademais, como bem observado pelo Tribunal a quo, &#8220;na fase de investiga\u00e7\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 habilita\u00e7\u00e3o de assistente, \u00e9 o entendimento majorit\u00e1rio da doutrina&#8221;. Exemplificativamente: &#8220;N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel a interven\u00e7\u00e3o do assistente de acusa\u00e7\u00e3o durante o inqu\u00e9rito policial. Somente durante a a\u00e7\u00e3o penal \u00e9 que ter\u00e1 cabimento a interven\u00e7\u00e3o do assistente, desde o in\u00edcio da a\u00e7\u00e3o penal (CPP, art. 268) at\u00e9 o tr\u00e2nsito em julgado da condena\u00e7\u00e3o (CPP, art. 269)&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-16-2-3-resultado-final\"><a>16.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 cab\u00edvel o acesso aos elementos de prova j\u00e1 documentados nos autos de inqu\u00e9rito policial aos familiares das v\u00edtimas, por meio de seus advogados ou defensores p\u00fablicos, em observ\u00e2ncia aos limites estabelecidos pela S\u00famula Vinculante n. 14.<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-fa4dfaf4-f6fb-42b3-980c-31faa7185ce6\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/06\/20005930\/stj-informativo-775.pdf\">stj-informativo-775<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/06\/20005930\/stj-informativo-775.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-fa4dfaf4-f6fb-42b3-980c-31faa7185ce6\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Informativo n\u00ba 775 do STJ\u00a0COMENTADO\u00a0saindo do forno (quentinho) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! 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DIREITO ADMINISTRATIVO 1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Prorroga\u00e7\u00e3o de PAD como motivo de nulidade AGRAVO INTERNO NO RECURSO EM MANDADO DE SEGURAN\u00c7A A prorroga\u00e7\u00e3o do processo administrativo disciplinar, por si, n\u00e3o pode ser reconhecida como causa apta [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":833,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"post_tipo":"article","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"tax_estado":[],"class_list":["post-1235176","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cursos-e-concursos"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v27.2 (Yoast SEO v27.2) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Informativo STJ 775 Comentado<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-775-comentado\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Informativo STJ 775 Comentado\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Informativo n\u00ba 775 do STJ\u00a0COMENTADO\u00a0saindo do forno (quentinho) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! 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