{"id":1231345,"date":"2023-06-13T11:03:30","date_gmt":"2023-06-13T14:03:30","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1231345"},"modified":"2023-06-13T11:03:32","modified_gmt":"2023-06-13T14:03:32","slug":"informativo-stf-1096-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1096-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STF 1096 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p>Informativo n\u00ba 1096 do STF\u00a0<strong>COMENTADO.\u00a0<\/strong>\u00c9 para voc\u00ea que est\u00e1 ligad@ aqui\u00a0no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/06\/13110253\/stf-informativo-1096.pdf\">DOWNLOAD do PDF<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_oPojkALTgmw\"><div id=\"lyte_oPojkALTgmw\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/oPojkALTgmw\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/oPojkALTgmw\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/oPojkALTgmw\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-administrativo\"><a>DIREITO ADMINISTRATIVO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-vinculacao-de-remuneracoes-aos-subsidios-dos-ministros-do-supremo-tribunal-federal\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Vincula\u00e7\u00e3o de remunera\u00e7\u00f5es aos subs\u00eddios dos ministros do Supremo Tribunal Federal<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional, por viola\u00e7\u00e3o ao art. 37, X e XIII, e ao art. 39, \u00a7 1\u00ba, da CF, a vincula\u00e7\u00e3o de remunera\u00e7\u00f5es de carreiras pertencentes a entes federativos distintos ao subs\u00eddio de Ministros do Supremo Tribunal Federal.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA previs\u00e3o legal que fixe subs\u00eddio em percentual determinado de um cargo paradigma deve ser interpretada conforme \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o, considerando-se como base o valor vigente no momento de publica\u00e7\u00e3o da lei impugnada, vedados reajustes autom\u00e1ticos posteriores.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o ofende a Constitui\u00e7\u00e3o o escalonamento de vencimentos entre cargos estruturados na mesma carreira p\u00fablica ou entre conselheiros e auditores de Contas.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 7.264\/TO, relator Ministro Roberto Barroso, julgamento virtual finalizado em 19.5.2023 (Info 1096)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-situacao-fatica\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A PGR ajuizou diversas ADIS em face de leis do Tocantins que asseguravam reajuste autom\u00e1tico a magistrados e membros do Minist\u00e9rio P\u00fablico e do Tribunal de Contas do estado sempre que houver aumento do subs\u00eddio de ministro do STF.<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o foi ajuizada em face das Leis estaduais 1.631\/2005, 1.632\/2005 e 1.634\/2005, que fixam a remunera\u00e7\u00e3o desses cargos em 90,25% do subs\u00eddio mensal dos ministros do STF.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-analise-estrategica\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-a-vinculacao-encontra-amparo-na-cf\"><a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A vincula\u00e7\u00e3o encontra amparo na CF?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional \u2014 tendo em vista a veda\u00e7\u00e3o expressa do art. 37, XIII, da CF\/1988, a autonomia federativa (CF\/1988, art. 39, \u00a7 1\u00ba) e a exig\u00eancia de lei espec\u00edfica para reajustes \u2014 a vincula\u00e7\u00e3o ou equipara\u00e7\u00e3o entre agentes p\u00fablicos de entes federativos distintos para obten\u00e7\u00e3o de efeitos remunerat\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, as normas estaduais impugnadas fixaram vincula\u00e7\u00e3o dos subs\u00eddios de seus magistrados, membros do Minist\u00e9rio P\u00fablico e do Tribunal de Contas \u00e0queles pagos aos ministros do STF, em desacordo com a jurisprud\u00eancia do STF.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, <strong>n\u00e3o h\u00e1 justificativa para o ente regional delegar \u00e0 lei federal, que estabelece a remunera\u00e7\u00e3o dos ministros do STF, a fun\u00e7\u00e3o de, por via obl\u00edqua, determinar o valor dos subs\u00eddios dos desembargadores ou ju\u00edzes de Direito<\/strong>. A fixa\u00e7\u00e3o do valor dos subs\u00eddios deve ser feita por lei estadual, \u00e0 luz da realidade local, observados os par\u00e2metros constitucionais (CF\/1988, art. 93, V).<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, \u00e9 poss\u00edvel interpretar as normas impugnadas no sentido de que a refer\u00eancia a 90,25%, para fins de c\u00e1lculo do subs\u00eddio, corresponde a um valor fixo resultante da incid\u00eancia desse percentual sobre o valor do subs\u00eddio mensal dos ministros do STF vigente \u00e0 \u00e9poca da publica\u00e7\u00e3o da lei (no caso, conforme estabelecido pela Lei federal 11.143\/2005), vedando-se a extens\u00e3o autom\u00e1tica de reajustes posteriores concedidos no \u00e2mbito da Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, a mera sistematiza\u00e7\u00e3o da hierarquia salarial entre classes de uma mesma carreira, atrav\u00e9s do escalonamento vertical de seus subs\u00eddios, n\u00e3o configura vincula\u00e7\u00e3o ou equipara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-resultado-final\"><a>1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por maioria, julgou parcialmente procedente o pedido, para atribuir interpreta\u00e7\u00e3o conforme a Constitui\u00e7\u00e3o ao art. 1\u00ba,&nbsp;caput, da Lei 1.631\/2005, ao art. 1\u00ba,&nbsp;caput, da Lei 1.632\/2005, e ao art. 1\u00ba,&nbsp;caput, da Lei 1.634\/2005, todas do Estado de Tocantins, para afastar qualquer interpreta\u00e7\u00e3o que assegure aos agentes p\u00fablicos contemplados reajuste autom\u00e1tico sempre que aumentado o valor do subs\u00eddio do ministro do Supremo Tribunal Federal, valendo dizer que a men\u00e7\u00e3o a 90,25% deve ser tomada quanto ao valor vigente \u00e0 data da edi\u00e7\u00e3o da lei (R$ 21.500,00, conforme Lei federal 11.143\/2005), de modo que reajustes posteriores demandar\u00e3o lei espec\u00edfica, na forma do art. 37, X, da CF\/1988.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-prorrogacao-e-re-licitacao-de-contratos-de-parceria-entre-municipio-e-a-iniciativa-privada\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Prorroga\u00e7\u00e3o e (re)licita\u00e7\u00e3o de contratos de parceria entre munic\u00edpio e a iniciativa privada<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>ARGUI\u00c7\u00c3O DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A ado\u00e7\u00e3o do rito de urg\u00eancia em proposi\u00e7\u00f5es legislativas \u00e9 prerrogativa regimental atribu\u00edda \u00e0 respectiva Casa Legislativa e consiste em mat\u00e9ria \u201cinterna corporis\u201d, de modo que n\u00e3o cabe ao Poder Judici\u00e1rio qualquer interfer\u00eancia, sob pena de viola\u00e7\u00e3o ao princ\u00edpio de separa\u00e7\u00e3o dos Poderes (CF\/1988, art. 2\u00ba).<\/p>\n\n\n\n<p>ADPF 971\/SP, relator Ministro Gilmar Mendes, julgamento virtual finalizado em 26.5.2023 (Info 1096)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-situacao-fatica\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) contesta, por meio da ADPF 971, a validade de norma que permite ao Munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo prorrogar e relicitar contratos de parceria com a iniciativa privada.<\/p>\n\n\n\n<p>O partido sustenta que a Lei municipal 17.731\/2022, ao disciplinar novos institutos e criar diretrizes na \u00e1rea de licita\u00e7\u00e3o e contratos p\u00fablicos, invadiu a compet\u00eancia federal para legislar sobre a mat\u00e9ria (artigo 22, inciso XXVII, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal) e conceder tratamento \u00fanico a todos os entes federados. Segundo o PSOL, essa compet\u00eancia j\u00e1 foi exercida com a edi\u00e7\u00e3o das Leis federais 8.666\/1993 e 14.133\/2021.<\/p>\n\n\n\n<p>Na a\u00e7\u00e3o, o partido pede a invalidade da lei municipal e de todos os atos administrativos ou normativos, de qualquer modalidade de contrato e fase de certame licitat\u00f3rio, fundados nela. Tamb\u00e9m solicita a interrup\u00e7\u00e3o de atos que visem \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o ou \u00e0 prorroga\u00e7\u00e3o de contratos de servi\u00e7os, obras e bens.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-analise-estrategica\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-tudo-certo-arnaldo\"><a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tudo certo, Arnaldo?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Segue o jogo!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A jurisprud\u00eancia do STF \u00e9 consolidada no sentido de que <strong>o Poder Judici\u00e1rio n\u00e3o pode apreciar o m\u00e9rito da op\u00e7\u00e3o do Poder Legislativo pela tramita\u00e7\u00e3o abreviada de projeto de lei ou de outras proposi\u00e7\u00f5es de sua compet\u00eancia<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional lei municipal que, ao regulamentar apenas o seu interesse local, sem&nbsp;criar novas&nbsp;figuras ou institutos de licita\u00e7\u00e3o ou contrata\u00e7\u00e3o, estabelece diretrizes gerais para a prorroga\u00e7\u00e3o e&nbsp;relicita\u00e7\u00e3o&nbsp;dos contratos de parceria entre o munic\u00edpio e a iniciativa privada.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, a lei municipal impugnada regulou os servi\u00e7os p\u00fablicos de sua pr\u00f3pria compet\u00eancia, definindo os institutos da prorroga\u00e7\u00e3o contratual, da prorroga\u00e7\u00e3o antecipada, e da&nbsp;relicita\u00e7\u00e3o, al\u00e9m das condi\u00e7\u00f5es e formas para a prorroga\u00e7\u00e3o dos contratos de parceria, a defini\u00e7\u00e3o dos conceitos e requisitos para a&nbsp;relicita\u00e7\u00e3o, e do objeto nos contratos de parceria.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, <strong>a norma atuou dentro da discricionariedade que lhe \u00e9 conferida (CF\/1988, art. 30, I e II), sem avan\u00e7ar em temas de car\u00e1ter geral relacionados \u00e0 licita\u00e7\u00e3o e \u00e0 contrata\u00e7\u00e3o<\/strong>. Nesse contexto, disciplinou somente aspectos da gest\u00e3o administrativa dos contratos de parceria, permitindo ao administrador, com base nas normas gerais federais relacionadas ao tema, decidir do melhor modo para atender ao interesse p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, houve plena observ\u00e2ncia aos requisitos necess\u00e1rios ao reconhecimento da higidez da prorroga\u00e7\u00e3o antecipada, a saber:&nbsp;<strong>(i)<\/strong>&nbsp;que o contrato vigente de concess\u00e3o ou permiss\u00e3o que ser\u00e1 prorrogado tenha sido previamente licitado;&nbsp;<strong>(ii)<\/strong>&nbsp;que o edital de licita\u00e7\u00e3o e o contrato original autorizem a prorroga\u00e7\u00e3o;&nbsp;<strong>(iii)<\/strong>&nbsp;que seja viabilizada \u00e0 Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica, na figura do Poder concedente, uma decis\u00e3o discricion\u00e1ria e motivada; e&nbsp;<strong>(iv)<\/strong>&nbsp;que essa decis\u00e3o seja sempre lastreada no crit\u00e9rio da vantajosidade.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-resultado-final\"><a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, em aprecia\u00e7\u00e3o conjunta, por unanimidade, julgou improcedentes as a\u00e7\u00f5es para assentar a constitucionalidade da Lei 17.731\/2022 do Munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo\/SP.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-ambiental\"><a>DIREITO AMBIENTAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-proibicao-de-pulverizacao-aerea-de-agrotoxicos-no-ambito-estadual\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Proibi\u00e7\u00e3o de pulveriza\u00e7\u00e3o a\u00e9rea de agrot\u00f3xicos no \u00e2mbito estadual<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional \u2014 por representar norma mais protetiva \u00e0 sa\u00fade e ao meio ambiente do que as diretrizes gerais da legisla\u00e7\u00e3o federal, bem como estabelecer restri\u00e7\u00e3o razo\u00e1vel e proporcional \u00e0s t\u00e9cnicas de aplica\u00e7\u00e3o de pesticidas \u2014 norma estadual que veda a pulveriza\u00e7\u00e3o a\u00e9rea de agrot\u00f3xicos na agricultura local e sujeita o infrator ao pagamento de multa.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 6.137\/CE, relatora Ministra C\u00e1rmen L\u00facia, julgamento virtual finalizado em 26.5.2023 (Info 1096)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-situacao-fatica\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A Confedera\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Brasil (CNA) ajuizou no STF a ADI 6137 contra a Lei 16.820\/2019 do Cear\u00e1, que pro\u00edbe a pulveriza\u00e7\u00e3o a\u00e9rea de agrot\u00f3xicos e a incorpora\u00e7\u00e3o de mecanismos de controle vetorial por meio de dispers\u00e3o por aeronave em todo o estado.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a entidade, a norma invadiu compet\u00eancia privativa da Uni\u00e3o ao legislar sobre a navega\u00e7\u00e3o a\u00e9rea e prote\u00e7\u00e3o ao meio ambiente, al\u00e9m de violar os princ\u00edpios constitucionais da livre iniciativa e da livre concorr\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a CNA, os defensivos agr\u00edcolas s\u00e3o utilizados como rem\u00e9dio para as plantas e sua forma de aplica\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial para a frui\u00e7\u00e3o da lavoura e, consequentemente, para que n\u00e3o falte alimentos \u00e0 popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-analise-estrategica\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-questao-juridica\"><a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei 7.802\/1989: \u201cArt. 10. Compete aos Estados e ao Distrito Federal, nos termos dos&nbsp;arts. 23 e 24 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, legislar sobre o uso, a produ\u00e7\u00e3o, o consumo, o com\u00e9rcio e o armazenamento dos agrot\u00f3xicos, seus componentes e afins, bem como fiscalizar o uso, o consumo, o com\u00e9rcio, o armazenamento e o transporte interno.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-a-norma-ofende-a-cf\"><a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A norma ofende a CF?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A jurisprud\u00eancia do STF \u00e9 firme no sentido de que <strong>a prote\u00e7\u00e3o do meio ambiente e a defesa da sa\u00fade s\u00e3o mat\u00e9rias de compet\u00eancia concorrente da Uni\u00e3o, dos estados e do Distrito Federal<\/strong> (CF\/1988,&nbsp;arts. 23, II e VI; e 24, VI e XII).<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, atuando conforme o sistema constitucional de reparti\u00e7\u00e3o de compet\u00eancias, o legislador cearense proibiu a utiliza\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica de pulveriza\u00e7\u00e3o a\u00e9rea em seu territ\u00f3rio sem contrariar a regulamenta\u00e7\u00e3o da Lei 7.802\/1989, a qual se limitou a tra\u00e7ar os par\u00e2metros gerais sobre a mat\u00e9ria e estabelecer atividades de coordena\u00e7\u00e3o e a\u00e7\u00f5es integradas.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, <strong>estudos t\u00e9cnicos constataram os riscos envolvidos pela pr\u00e1tica e apontaram peculiaridades locais que tornam proporcional a veda\u00e7\u00e3o estabelecida em favor do direito \u00e0 sa\u00fade e dos princ\u00edpios constitucionais da preven\u00e7\u00e3o e da precau\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, a livre iniciativa n\u00e3o impede a regulamenta\u00e7\u00e3o das atividades econ\u00f4micas pelo Estado, notadamente quando ela se mostrar indispens\u00e1vel ao resguardo de outros valores constitucionais. Assim, <strong>o Tribunal tem privilegiado a proibi\u00e7\u00e3o do retrocesso socioambiental, ao ponderar o direito \u00e0 livre iniciativa com a defesa do meio ambiente e a prote\u00e7\u00e3o da sa\u00fade humana.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-3-resultado-final\"><a>3.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, conheceu parcialmente da a\u00e7\u00e3o e, nesta extens\u00e3o, a julgou improcedente para reconhecer a constitucionalidade do \u00a7 1\u00ba e do&nbsp;caput&nbsp;do art. 28-B da Lei 12.228\/1993 do Estado do Cear\u00e1, inclu\u00eddos pela Lei estadual 16.820\/2019.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-conama-regras-sobre-composicao-funcionamento-e-processo-decisorio\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Conama: regras sobre composi\u00e7\u00e3o, funcionamento e processo decis\u00f3rio<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>ARGUI\u00c7\u00c3O DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional \u2014 por configurar retrocesso institucional e socioambiental, dada sua incompatibilidade com o modelo da democracia constitucional e viola\u00e7\u00e3o a preceitos fundamentais \u2014 o Decreto 9.806\/2019 que, sob a justificativa da liberdade de conforma\u00e7\u00e3o decis\u00f3ria administrativa, foi editado para dispor sobre regras de composi\u00e7\u00e3o e funcionamento do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), e promoveu altera\u00e7\u00f5es quanto \u00e0 representa\u00e7\u00e3o de seus membros e ao seu processo decis\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>ADPF 623\/DF, relatora Ministra Rosa Weber, julgamento virtual finalizado em 19.5.2023 (Info 1096)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-situacao-fatica\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A PGR ajuizou no STF duas ADPFs (622 e 623) questionando decretos do presidente da Rep\u00fablica que alteram a composi\u00e7\u00e3o e a forma de escolha dos membros do Conselho Nacional dos Direitos da Crian\u00e7a e do Adolescente (Conanda) e do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). De acordo com a Procuradoria-Geral, as modifica\u00e7\u00f5es, que reduziram o n\u00famero de assentos destinados \u00e0 sociedade civil nos conselhos, violam o direito de participa\u00e7\u00e3o popular direta e a proibi\u00e7\u00e3o ao retrocesso institucional.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a PGR, o Decreto 9.806\/2019 alterou o funcionamento do Conama de forma a reduzir a representa\u00e7\u00e3o da sociedade civil, o que afeta a participa\u00e7\u00e3o popular direta na elabora\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas de prote\u00e7\u00e3o ao meio ambiente.&nbsp;De acordo com a argumenta\u00e7\u00e3o, a redu\u00e7\u00e3o resultou em profunda disparidade representativa em rela\u00e7\u00e3o aos demais setores sociais representados no \u00f3rg\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-analise-estrategica\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-verifica-se-o-retrocesso-socioambiental-pela-norma\"><a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Verifica-se o retrocesso socioambiental pela norma?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Com certeza!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A norma impugnada \u00e9 procedimentalmente ASSIM\u00c9TRICA no que diz respeito \u00e0 aloca\u00e7\u00e3o do poder de voto no processo decis\u00f3rio do Conama<strong>. Ela representa obst\u00e1culo para as reais oportunidades de participa\u00e7\u00e3o social na arena decis\u00f3ria ambiental, na medida em que potencializa o poder em um setor em desfavor da fragmenta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do setor da sociedade civil e dos entes federados<\/strong>, de modo a impossibilitar qualquer resist\u00eancia e absor\u00e7\u00e3o dos interesses dessas pluralidades.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, <strong>a fixa\u00e7\u00e3o do sorteio, fundado na aleatoriedade, como m\u00e9todo de designa\u00e7\u00e3o dos representantes das sociedades civis, dos entes subnacionais e das entidades empresariais na composi\u00e7\u00e3o do Conama<\/strong> \u2014 em substitui\u00e7\u00e3o ao fundado na liberdade de escolha, mediante elei\u00e7\u00e3o e baseado na liberdade de autodetermina\u00e7\u00e3o dos interessados \u2014 <strong>enseja desobedi\u00eancia aos direitos fundamentais de participa\u00e7\u00e3o e ao projeto constitucional de uma democracia direta.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, o espa\u00e7o decis\u00f3rio do Poder Executivo n\u00e3o permite interven\u00e7\u00e3o ou regula\u00e7\u00e3o desproporcional. Assim, <strong>a supress\u00e3o de marcos regulat\u00f3rios democr\u00e1ticos e procedimentais m\u00ednimos \u2014 que n\u00e3o se confunde com a sua reformula\u00e7\u00e3o \u2014 configura quadro normativo de aparente retrocesso institucional no campo da prote\u00e7\u00e3o e defesa dos direitos ao meio ambiente ecologicamente equilibrado<\/strong> (CF\/1988, art. 225,&nbsp;<strong>caput<\/strong>) e da participa\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica (CF\/1988,&nbsp;arts. 1\u00ba,&nbsp;<strong>caput<\/strong>&nbsp;e I; e 14).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-resultado-final\"><a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, converteu a aprecia\u00e7\u00e3o da medida cautelar em an\u00e1lise do m\u00e9rito e julgou procedente a a\u00e7\u00e3o para declarar a inconstitucionalidade do&nbsp;<a>Decreto 9.806\/2019<\/a>.<a><\/a><\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-constitucional\"><a>DIREITO CONSTITUCIONAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-exercicio-da-funcao-de-judicatura-de-contas-por-tribunal-de-contas-estadual-observancia-da-estrutura-sistemica-constitucional-da-atividade-de-controle\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Exerc\u00edcio da fun\u00e7\u00e3o de judicatura de contas por Tribunal de Contas estadual: observ\u00e2ncia da estrutura sist\u00eamica constitucional da atividade de controle<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o inconstitucionais normas que atribuem a emiss\u00e3o de pareceres opinativos aos auditores de Tribunal de Contas estadual, por incompatibilidade com a fun\u00e7\u00e3o de judicatura de contas estabelecida pelos arts. 73, \u00a7 4\u00ba, e 75, caput, da Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 5.530\/MS, relator Ministro Roberto Barroso, julgamento virtual finalizado em 19.5.2023 (Info 1096)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-situacao-fatica\"><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Foi ajuizada no STF a ADI 5530 contra dispositivos da Constitui\u00e7\u00e3o do Estado do Mato Grosso do Sul e da Lei Org\u00e2nica do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS).&nbsp;Para a Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Ministros e Conselheiros Substitutos dos Tribunais de Contas (Audicon), autora da a\u00e7\u00e3o, os dispositivos questionados impedem o exerc\u00edcio pleno da jurisdi\u00e7\u00e3o de contas no TCE-MS.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a ADI, a Constitui\u00e7\u00e3o Estadual (artigo 80, par\u00e1grafo 5\u00ba) e a Lei Org\u00e2nica do TCE-MS (artigo 53, inciso II) violam a Constitui\u00e7\u00e3o Federal (artigo 73, par\u00e1grafo 4\u00ba e artigo 75) quanto ao direito do auditor ou conselheiro-substituto do TCE-MS de exercer as atribui\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias da judicatura de contas. As normas estaduais questionadas estabelecem que os auditores integrantes do TCE-MS s\u00e3o privados de presidir, relatar e\/ou discutir processos quando n\u00e3o est\u00e3o em substitui\u00e7\u00e3o aos conselheiros titulares, bem como n\u00e3o t\u00eam assento permanente no Plen\u00e1rio e nas C\u00e2maras do Tribunal, al\u00e9m de serem compelidos a emitir pareceres em processos, sem qualquer conte\u00fado decis\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-analise-estrategica\"><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-pareceres-opinativos\"><a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Pareceres opinativos?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>A\u00ed n\u00e3o, n\u00e9&#8230;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Os entes federados possuem autonomia para fixar, em lei, as atribui\u00e7\u00f5es para o cargo de auditor (ministros ou conselheiros substitutos) do respectivo Tribunal de Contas<\/strong>, e podem, inclusive, inovar em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s fixadas na Lei Org\u00e2nica do Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (Lei 8.443\/1992). Contudo, <strong>elas devem sempre obedecer ao perfil judicante do cargo expressamente institu\u00eddo pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988<\/strong> (arts. 73, \u00a7 4\u00ba; e 75), indispens\u00e1vel para que as atividades desempenhadas pelas Cortes de Contas sejam exercidas com qualidade, autonomia e isen\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988 disp\u00f5e que o auditor, cujo cargo deve ser replicado nos Tribunais de Contas dos estados, Distrito Federal e munic\u00edpios, exerce \u201catribui\u00e7\u00f5es da judicatura\u201d mesmo quando n\u00e3o estiver em substitui\u00e7\u00e3o de ministro ou conselheiro, sendo-lhes asseguradas as garantias e impedimentos pr\u00f3prios de juiz (art. 73, \u00a7 3\u00ba).<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto<strong>, os auditores n\u00e3o se confundem com profissionais respons\u00e1veis pelas auditorias e fiscaliza\u00e7\u00f5es, ou com servidores que auxiliam na atividade de controle externo, uma vez que prestaram concurso p\u00fablico espec\u00edfico para realizar o julgamento das contas p\u00fablicas, relatar e instruir processos<\/strong>, propor decis\u00f5es e, por vezes, ter assento no colegiado. Desse modo, a emiss\u00e3o de pareceres ou quaisquer atos opinativos contradiz as atribui\u00e7\u00f5es e garantias judicantes previstas para o cargo, eis que configuram tarefas desprovidas de car\u00e1ter decis\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, a previs\u00e3o na lei estadual impugnada atinente aos vencimentos e vantagens do cargo, com vistas a garantir padr\u00e3o compat\u00edvel com o exerc\u00edcio da judicatura, situa-se no \u00e2mbito de sua autonomia federativa, conforme jurisprud\u00eancia desta Corte, que entende poss\u00edvel a vincula\u00e7\u00e3o remunerat\u00f3ria entre auditores e conselheiros de Tribunais de Contas estaduais.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-resultado-final\"><a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou parcialmente procedente a a\u00e7\u00e3o para:&nbsp;<strong>(i)<\/strong>&nbsp;declarar a inconstitucionalidade do art. 14, I, II, III, IV; e da express\u00e3o&nbsp;<em>\u201cdos Auditores\u201d<\/em>, contida no art. 53, II, ambos da Lei Complementar 160\/2012 do Estado do Mato Grosso do Sul (4);&nbsp;<strong>(ii)<\/strong>&nbsp;atribuir interpreta\u00e7\u00e3o conforme a Constitui\u00e7\u00e3o \u00e0 express\u00e3o&nbsp;<em>\u201cestabelecidas em lei\u201d<\/em>,contida no art. 80, \u00a7 5\u00ba, da Constitui\u00e7\u00e3o do Estado do Mato Grosso do Sul, a fim de explicitar que as atribui\u00e7\u00f5es do cargo de auditor, fixadas em lei, devem guardar pertin\u00eancia com a fun\u00e7\u00e3o de judicatura de contas; e&nbsp;<strong>(iii)<\/strong>&nbsp;declarar a inconstitucionalidade, por arrastamento, da reda\u00e7\u00e3o origin\u00e1ria do art. 14 da Lei Complementar 160\/2012 e do art. 19, I e II, da Lei Complementar 48\/1990, ambas do Estado do Mato Grosso do Sul, a fim de evitar efeito repristinat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-emenda-parlamentar-em-projeto-de-iniciativa-do-chefe-do-poder-executivo-estadual-plano-de-cargos-carreira-e-remuneracoes-dos-servidores-da-educacao-basica-roraimense\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Emenda parlamentar em projeto de iniciativa do chefe do Poder Executivo estadual: Plano de Cargos, Carreira e Remunera\u00e7\u00f5es dos servidores da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica roraimense<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Embora poss\u00edvel a apresenta\u00e7\u00e3o de emendas parlamentares a projetos de iniciativa privativa do chefe do Poder Executivo, s\u00e3o inconstitucionais os atos normativos resultantes de altera\u00e7\u00f5es que promovem aumento de despesa (CF\/1988, art. 63, I), bem como que n\u00e3o guardem estrita pertin\u00eancia com o objeto da proposta original, ainda que digam respeito \u00e0 mesma mat\u00e9ria.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 6.091\/RR, relator Ministro Dias Toffoli, julgamento virtual finalizado em 26.5.2023 (Info 1096)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-situacao-fatica\"><a>6.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Na ADI 6091, o governador de Roraima narra que a Lei Estadual 1030\/2016 teve origem em projeto de lei encaminhado pelo Poder Executivo \u00e0 Assembleia Legislativa de Roraima e sofreu altera\u00e7\u00f5es por meio de emendas apresentadas por deputados estaduais. Muitas altera\u00e7\u00f5es foram vetadas pela ent\u00e3o governadora, mas o veto foi derrubado pelo Legislativo local.<\/p>\n\n\n\n<p>Ant\u00f4nio Den\u00e1rium sustenta que os artigos 3\u00ba, 8\u00ba, 13, 16, 17, 23, 27, 30, 36 e 37 da lei apresentam inconstitucionalidade formal por usurpa\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia do chefe do Poder Executivo para apresentar projetos de lei sobre regime jur\u00eddico, remunera\u00e7\u00e3o e aposentadoria de servidores p\u00fablicos. Segundo ele, os dispositivos conferem gratifica\u00e7\u00f5es e direitos aos servidores da educa\u00e7\u00e3o sem indicar a fonte de custeio das despesas, interferem na gest\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria do Executivo e engessam o or\u00e7amento do estado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-analise-estrategica\"><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-possiveis-as-emendas-a-revelia-do-executivo\"><a>6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edveis as emendas \u00e0 revelia do executivo?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No caso analisado, trata-se de projeto de lei que versa sobre regime jur\u00eddico e remunera\u00e7\u00e3o dos servidores p\u00fablicos estaduais na \u00e1rea da sa\u00fade, enviado \u00e0 Assembleia Legislativa pelo chefe do Poder Executivo local, no exerc\u00edcio de sua iniciativa privativa. Todavia, as emendas parlamentares institu\u00edram gratifica\u00e7\u00f5es e aumentos remunerat\u00f3rios, estabeleceram obriga\u00e7\u00e3o para realizar concursos p\u00fablicos, definiram percentuais de cargos comissionados e fixaram novos crit\u00e9rios para incrementos remunerat\u00f3rios, com ineg\u00e1vel aumento de despesa e em patente desarmonia com o objeto do projeto inicial.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional \u2014 por violar a compet\u00eancia privativa da Uni\u00e3o para legislar sobre diretrizes e bases da educa\u00e7\u00e3o nacional (CF\/1988, art. 22, XXIV) \u2014 norma estadual que disp\u00f5e sobre o reconhecimento e a valida\u00e7\u00e3o de t\u00edtulos acad\u00eamicos obtidos no exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Consoante jurisprud\u00eancia do STF, <strong>as quest\u00f5es afetas \u00e0 internaliza\u00e7\u00e3o de t\u00edtulos acad\u00eamicos expedidos por institui\u00e7\u00f5es de ensino superior estrangeiras devem ser regulamentadas por normas de car\u00e1ter nacional, pois representam interesse geral, demandando tratamento uniforme<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A lei estadual impugnada previu o aproveitamento de t\u00edtulos e diplomas de cursos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o&nbsp;<strong>lato sensu<\/strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>stricto sensu<\/strong>&nbsp;obtidos em institui\u00e7\u00f5es sediadas em pa\u00edses membros do Mercosul, e permitiu a sua equipara\u00e7\u00e3o com os cursos oferecidos por institui\u00e7\u00f5es de ensino superior sediadas no Brasil com o consequente pagamento de gratifica\u00e7\u00e3o a partir da data do requerimento. Assim, tratou do tema de modo diverso do previsto na legisla\u00e7\u00e3o federal (Lei 9.394\/1996,&nbsp;arts. 44 e 48).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-resultado-final\"><a>6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, conheceu parcialmente da a\u00e7\u00e3o e, nessa extens\u00e3o, a julgou procedente para declarar a inconstitucionalidade formal dos artigos 3\u00ba; 8\u00ba; 16 (inclus\u00e3o do \u00a7 4\u00ba ao art. 41 da Lei 892\/2013); 17 (inclus\u00e3o do \u00a7 5\u00ba do art. 41-A da Lei 892\/2013); 23; 27; 30; 36 (inclus\u00e3o do \u00a7 2\u00ba ao art. 112 da Lei 892\/2013); e 37, todos da Lei 1.030\/2016 do Estado de Roraima, atribuindo \u00e0 decis\u00e3o efeitos&nbsp;ex&nbsp;nunc&nbsp;a contar da data da publica\u00e7\u00e3o da ata do julgamento.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-penal\"><a>DIREITO PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-condenacao-do-reu-por-maioria-participacao-dos-ministros-que-votaram-pela-absolvicao-na-fase-da-dosimetria-da-pena\"><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Condena\u00e7\u00e3o do r\u00e9u por maioria: participa\u00e7\u00e3o dos ministros que votaram pela absolvi\u00e7\u00e3o na fase da dosimetria da pena<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>QUEST\u00c3O DE ORDEM NA A\u00c7\u00c3O PENAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A dosimetria da pena \u00e9 uma fase independente do julgamento, raz\u00e3o pela qual todos os ministros possuem o direito de se manifestar, independentemente de terem votado no sentido da absolvi\u00e7\u00e3o ou condena\u00e7\u00e3o do r\u00e9u.<\/p>\n\n\n\n<p>QO na AP 1.025\/DF, relator Ministro Edson Fachin, redator do ac\u00f3rd\u00e3o Ministro Alexandre de Moraes, julgamento finalizado em 25.5.2023 (Info 1096)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-situacao-fatica\"><a>7.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Trata-se de quest\u00e3o de ordem levantada no julgamento da A\u00e7\u00e3o Penal 1025\/DF, que condenou o ex-senador Fernando Collor por crimes na BR Distribuidora, em que oito ministros votaram pela condena\u00e7\u00e3o e dois pela absolvi\u00e7\u00e3o. Para o ministro Edson Fachin (relator), a delibera\u00e7\u00e3o sobre a dosimetria deve ser restrita a quem votou pela condena\u00e7\u00e3o, pois, para quem absolveu, n\u00e3o h\u00e1 pena a ser fixada.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Alexandre de Moraes abriu a diverg\u00eancia. Na sua compreens\u00e3o, uma vez encerrada a discuss\u00e3o sobre o m\u00e9rito, todos os ministros est\u00e3o aptos a votar na dosimetria, fase independente do julgamento.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-analise-estrategica\"><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-dosimetria-para-todos\"><a>7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dosimetria para todos?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>\u00c9 por a\u00ed&#8230;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Assim como o julgamento de uma preliminar de m\u00e9rito \u2014 como, por exemplo, a prescri\u00e7\u00e3o \u2014 n\u00e3o impede, mesmo se afastada, que todos os ministros continuem a participar do julgamento, <strong>o voto vencido que absolve o r\u00e9u n\u00e3o priva o magistrado que o proferiu da participa\u00e7\u00e3o do julgamento da dosimetria da pena.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, se todos podem participar do julgamento de posteriores eventuais embargos de declara\u00e7\u00e3o, nada obsta que participem da dosimetria da pena, de forma a garantir o amplo debate sobre a aplica\u00e7\u00e3o de uma pena justa, garantia fundamental do r\u00e9u, notadamente porque a decis\u00e3o do Tribunal deve ser o reflexo do colegiado.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-resultado-final\"><a>7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por maioria, resolvendo quest\u00e3o de ordem proposta pela Presid\u00eancia, decidiu pela participa\u00e7\u00e3o de todos os ministros quando da vota\u00e7\u00e3o relativa \u00e0 dosimetria da pena, inclusive dos que emitiram ju\u00edzo absolut\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-0979bf66-f911-46f3-9041-3854beb541e8\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/06\/13110253\/stf-informativo-1096.pdf\">stf-informativo-1096<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/06\/13110253\/stf-informativo-1096.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-0979bf66-f911-46f3-9041-3854beb541e8\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Informativo n\u00ba 1096 do STF\u00a0COMENTADO.\u00a0\u00c9 para voc\u00ea que est\u00e1 ligad@ aqui\u00a0no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! 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