{"id":1220329,"date":"2023-05-23T00:37:01","date_gmt":"2023-05-23T03:37:01","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1220329"},"modified":"2023-05-23T00:37:03","modified_gmt":"2023-05-23T03:37:03","slug":"informativo-stj-772-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-772-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STJ 772 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p>Informativo n\u00ba 772 do STJ\u00a0<strong>COMENTADO<\/strong>\u00a0saindo do forno (quentinho) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/05\/23003637\/stj-informativo-772.pdf\" rel=\"sponsored nofollow\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/p>\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_bl_oLROVwDM\"><div id=\"lyte_bl_oLROVwDM\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/bl_oLROVwDM\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/bl_oLROVwDM\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/bl_oLROVwDM\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-administrativo\"><a>DIREITO ADMINISTRATIVO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-transformacao-de-area-loteada-por-pousada-no-parque-nacional-de-jericoacoara-e-dever-de-indenizar\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Transforma\u00e7\u00e3o de \u00e1rea loteada por pousada no Parque Nacional de Jericoacoara e dever de indenizar.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A transforma\u00e7\u00e3o da \u00e1rea loteada por pousada no Parque Nacional de Jericoacoara se deu por desapropria\u00e7\u00e3o e gera o dever do Estado de indenizar a propriet\u00e1ria do im\u00f3vel.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.340.335-CE, Rel. Ministro Benedito Gon\u00e7alves, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 18\/4\/2023, DJe 25\/4\/2023. (Info 772)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-situacao-fatica\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creusa, propriet\u00e1ria de uma pousada no Parque Nacional do Jericoacoara, ajuizou a\u00e7\u00e3o na qual alega n\u00e3o ter recebido a correspondente indeniza\u00e7\u00e3o por for\u00e7a da edi\u00e7\u00e3o do Decreto que transformou a \u00c1rea de Preserva\u00e7\u00e3o Permanente de Jericoacoara no Parque Nacional de Jericoacoara. Por isso, entende estar caracterizada a ocorr\u00eancia de desapropria\u00e7\u00e3o indireta.<\/p>\n\n\n\n<p>O tribunal local indeferiu os pedidos por entender que, mesmo ap\u00f3s a transforma\u00e7\u00e3o, n\u00e3o houve o esvaziamento econ\u00f4mico do im\u00f3vel em foco, uma vez que diversas atividades econ\u00f4micas ainda eram pass\u00edveis de explora\u00e7\u00e3o, e consequentemente afastou a ocorr\u00eancia de desapropria\u00e7\u00e3o indireta.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-analise-estrategica\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-questao-juridica\"><a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 11.486\/2007:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1<sup>o<\/sup>&nbsp; O Parque Nacional de Jericoacoara, situado nos Munic\u00edpios de Jijoca de Jericoacoara e Cruz, no Estado do Cear\u00e1, criado nos termos do&nbsp;Decreto s\/n<sup>o<\/sup>&nbsp;de 4 de fevereiro de 2002, passa a reger-se pelas disposi\u00e7\u00f5es desta Lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 2<sup>o<\/sup>&nbsp; O Parque Nacional de Jericoacoara tem por objetivos proteger e preservar amostras dos ecossistemas costeiros, assegurar a preserva\u00e7\u00e3o de seus recursos naturais, possibilitando a realiza\u00e7\u00e3o de pesquisa cient\u00edfica e o desenvolvimento de atividades de educa\u00e7\u00e3o ambiental e interpreta\u00e7\u00e3o ambiental, de recrea\u00e7\u00e3o em contato com a natureza e de turismo ecol\u00f3gico.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-verifica-se-a-desapropriacao-e-o-dever-de-indenizar\"><a>1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Verifica-se a desapropria\u00e7\u00e3o e o dever de indenizar?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Com certeza!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia em quest\u00e3o trata da transforma\u00e7\u00e3o de determinada \u00e1rea, inicialmente ocupada por pousada, no Parque Nacional de Jericoacoara (\u00c1rea de Preserva\u00e7\u00e3o Permanente de Jericoacoara), e da ocorr\u00eancia de desapropria\u00e7\u00e3o indireta sobre im\u00f3vel de propriedade daquela, pela qual pretende indeniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A autora pleiteou indeniza\u00e7\u00e3o em virtude da transforma\u00e7\u00e3o da \u00c1rea de Preserva\u00e7\u00e3o Permanente de Jericoacoara no Parque Nacional de Jericoacoara. O Tribunal de origem consignou que os im\u00f3veis atingidos pela cria\u00e7\u00e3o deste poderiam ser explorados mediante atividades tur\u00edsticas, com espeque nos arts. 1\u00ba e 2\u00ba da Lei n. 11.486\/2007, pois &#8220;os im\u00f3veis que se encontram dentro da \u00e1rea do Parque Nacional de Jericoacoara poder\u00e3o ser economicamente explorados, desde que, em atividades de turismo ecol\u00f3gico&#8221;. Por essa raz\u00e3o pela qual entendeu n\u00e3o ter havido o esvaziamento econ\u00f4mico do im\u00f3vel em foco, e consequentemente afastou a ocorr\u00eancia de desapropria\u00e7\u00e3o indireta. A quest\u00e3o foi examinada sob a \u00f3tica do grau de esvaziamento econ\u00f4mico da propriedade por for\u00e7a de suposta limita\u00e7\u00e3o administrativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, a<strong> solu\u00e7\u00e3o da controv\u00e9rsia apenas reclama a aplica\u00e7\u00e3o da lei em sua literalidade<\/strong>. \u00c9 que o \u00a7 1\u00b0 do art. 1\u00b0 da Lei n. 9.985\/2000 assevera que &#8220;O Parque Nacional \u00e9 de posse e dom\u00ednio p\u00fablicos, sendo que as \u00e1reas particulares inclu\u00eddas em seus limites ser\u00e3o desapropriadas, de acordo com o que disp\u00f5e a lei&#8221;. Se a pr\u00f3pria lei informa que os im\u00f3veis de dom\u00ednio particular devem ser desapropriados para a cria\u00e7\u00e3o de parques nacionais, \u00e9 despiciendo sindicar sobre a eventual imposi\u00e7\u00e3o de limita\u00e7\u00e3o administrativa. Assim, \u00e9 de se concluir que houve desapropria\u00e7\u00e3o, raz\u00e3o pela qual o pagamento de justa indeniza\u00e7\u00e3o \u00e9 medida que se imp\u00f5e. Ainda que seja permitida a sua visita\u00e7\u00e3o para recrea\u00e7\u00e3o e turismo ecol\u00f3gico, o dom\u00ednio do particular obrigatoriamente deve ser transferido ao Poder P\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>A jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a tamb\u00e9m reconhece a necessidade de pr\u00e9via desapropria\u00e7\u00e3o para cria\u00e7\u00e3o de parque nacional, cuja respectiva \u00e1rea seja de dom\u00ednio particular (AgInt no REsp 2.018.026\/AC, Relatora Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, DJe 24\/11\/2022 e REsp 1.724.777\/MG, Relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 24\/4\/2018, DJe 8\/9\/2020).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-3-resultado-final\"><a>1.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A transforma\u00e7\u00e3o da \u00e1rea loteada por pousada no Parque Nacional de Jericoacoara se deu por desapropria\u00e7\u00e3o e gera o dever do Estado de indenizar a propriet\u00e1ria do im\u00f3vel.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-civil\"><a>DIREITO CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-prazo-prescricional-aplicavel-a-pretensao-de-restituicao-de-valores-de-beneficios-previdenciarios-complementares-recebidos-por-forca-de-decisao-liminar-posteriormente-revogada\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Prazo prescricional aplic\u00e1vel \u00e0 pretens\u00e3o de restitui\u00e7\u00e3o de valores de benef\u00edcios previdenci\u00e1rios complementares recebidos por for\u00e7a de decis\u00e3o liminar posteriormente revogada.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 de 10 anos o prazo prescricional aplic\u00e1vel \u00e0 pretens\u00e3o de restitui\u00e7\u00e3o de valores de benef\u00edcios previdenci\u00e1rios complementares recebidos por for\u00e7a de decis\u00e3o liminar posteriormente revogada, tendo em vista n\u00e3o se tratar de hip\u00f3tese de enriquecimento sem causa, de prescri\u00e7\u00e3o intercorrente ou de responsabilidade civil. O termo a quo do prazo prescricional da pretens\u00e3o de restitui\u00e7\u00e3o de valores de benef\u00edcios previdenci\u00e1rios complementares recebidos por for\u00e7a de decis\u00e3o liminar posteriormente revogada \u00e9 a data do tr\u00e2nsito em julgado do provimento jurisdicional em que a confirma, pois esse \u00e9 o momento em que o credor toma conhecimento de seu direito \u00e0 restitui\u00e7\u00e3o, em que n\u00e3o mais ser\u00e1 poss\u00edvel a revers\u00e3o do aresto que revogou a decis\u00e3o prec\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.939.455-DF, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por maioria, julgado em 26\/4\/2023. (Info 772)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-situacao-fatica\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Crementino ajuizou a\u00e7\u00e3o para receber benef\u00edcios previdenci\u00e1rios complementares. Foi deferida liminar ordenando o pagamento. Ocorre que, posteriormente, a liminar foi revogada e o plano de previd\u00eancia resolveu cobrar os valores pagos a Crementino. Em sua defesa, Crementino alega a ocorr\u00eancia da prescri\u00e7\u00e3o trienal, sendo que o prazo prescricional teria iniciado com o in\u00edcio dos pagamentos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-analise-estrategica\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-questao-juridica\"><a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 205. A prescri\u00e7\u00e3o ocorre em dez anos, quando a lei n\u00e3o lhe haja fixado prazo menor.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 206. Prescreve:<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 3&nbsp;<sup>o&nbsp;<\/sup>Em tr\u00eas anos:<\/p>\n\n\n\n<p>IV &#8211; a pretens\u00e3o de ressarcimento de enriquecimento sem causa;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 5\u00ba Em cinco anos:<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; a pretens\u00e3o do vencedor para haver do vencido o que despendeu em ju\u00edzo.<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 8.213\/1991:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 103. &nbsp;O prazo de decad\u00eancia do direito ou da a\u00e7\u00e3o do segurado ou benefici\u00e1rio para a revis\u00e3o do ato de concess\u00e3o, indeferimento, cancelamento ou cessa\u00e7\u00e3o de benef\u00edcio e do ato de deferimento, indeferimento ou n\u00e3o concess\u00e3o de revis\u00e3o de benef\u00edcio \u00e9 de 10 (dez) anos, contado:&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; do dia primeiro do m\u00eas subsequente ao do recebimento da primeira presta\u00e7\u00e3o ou da data em que a presta\u00e7\u00e3o deveria ter sido paga com o valor revisto; ou&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; do dia em que o segurado tomar conhecimento da decis\u00e3o de indeferimento, cancelamento ou cessa\u00e7\u00e3o do seu pedido de benef\u00edcio ou da decis\u00e3o de deferimento ou indeferimento de revis\u00e3o de benef\u00edcio, no \u00e2mbito administrativo.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Prescreve em cinco anos, a contar da data em que deveriam ter sido pagas, toda e qualquer a\u00e7\u00e3o para haver presta\u00e7\u00f5es vencidas ou quaisquer restitui\u00e7\u00f5es ou diferen\u00e7as devidas pela Previd\u00eancia Social, salvo o direito dos menores, incapazes e ausentes, na forma do C\u00f3digo Civil.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Lei Complementar n. 109\/2001:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Art. 75. Sem preju\u00edzo do benef\u00edcio, prescreve em cinco anos o direito \u00e0s presta\u00e7\u00f5es n\u00e3o pagas nem reclamadas na \u00e9poca pr\u00f3pria, resguardados os direitos dos menores dependentes, dos incapazes ou dos ausentes, na forma do C\u00f3digo Civil.<\/p>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Processo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 302. Independentemente da repara\u00e7\u00e3o por dano processual, a parte responde pelo preju\u00edzo que a efetiva\u00e7\u00e3o da tutela de urg\u00eancia causar \u00e0 parte adversa, se:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I &#8211; a senten\u00e7a lhe for desfavor\u00e1vel;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>II &#8211; obtida liminarmente a tutela em car\u00e1ter antecedente, n\u00e3o fornecer os meios necess\u00e1rios para a cita\u00e7\u00e3o do requerido no prazo de 5 (cinco) dias;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>III &#8211; ocorrer a cessa\u00e7\u00e3o da efic\u00e1cia da medida em qualquer hip\u00f3tese legal;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>IV &#8211; o juiz acolher a alega\u00e7\u00e3o de decad\u00eancia ou prescri\u00e7\u00e3o da pretens\u00e3o do autor.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Par\u00e1grafo \u00fanico. A indeniza\u00e7\u00e3o ser\u00e1 liquidada nos autos em que a medida tiver sido concedida, sempre que poss\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-qual-o-prazo-prescricional-aplicavel\"><a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Qual o prazo prescricional aplic\u00e1vel?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>DECENAL!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A&nbsp;<em>ratio decidendi<\/em>&nbsp;dos EAREsp 738.991\/RS, no sentido de que deve ser aplicada a regra geral, disposta no art. 205 do C\u00f3digo Civil, \u00e0 pretens\u00e3o de restitui\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a indevida, no contexto de uma rela\u00e7\u00e3o de consumo, pois nessas situa\u00e7\u00f5es h\u00e1 uma causa, o contrato existente, inexistindo regra espec\u00edfica ao caso, se amolda \u00e0 hip\u00f3tese em apre\u00e7o, justificando o afastamento do prazo prescricional previsto para a pretens\u00e3o de ressarcimento de enriquecimento sem causa e a incid\u00eancia do prazo prescricional geral de 10 (dez) anos na aus\u00eancia de prazo espec\u00edfico previsto em lei, notadamente tendo em vista que&nbsp;<em>ubi eadem ratio ibi eadem legis dispositio<\/em>&nbsp;(onde existe a mesma raz\u00e3o fundamental, prevalece a mesma regra de direito).<\/p>\n\n\n\n<p>O que se verifica \u00e9 que, <strong>antes do pagamento da complementa\u00e7\u00e3o de aposentadoria por efeito de decis\u00e3o liminar, existe um contrato de previd\u00eancia privada celebrado<\/strong>. Desse modo, os pagamentos excedentes encontram-se inseridos no contexto da rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica previdenci\u00e1ria existente entre as partes, que \u00e9 fruto de um contrato que lhe serviu de fundamento. Muito embora a decis\u00e3o que deferiu a tutela de urg\u00eancia possa ser encarada como causa imediata dos referidos pagamentos, \u00e9 imperioso observar que, a rigor, a verdadeira causa, isto \u00e9, a causa mediata do recebimento da complementa\u00e7\u00e3o de aposentadoria \u00e9 o pr\u00f3prio contrato de previd\u00eancia privada entabulado entre recorrente e recorrida, motivo pelo qual n\u00e3o h\u00e1 que se falar, na esp\u00e9cie, em enriquecimento sem causa.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, <strong>se n\u00e3o existisse o referido contrato de previd\u00eancia complementar, n\u00e3o haveria como se deferir a tutela de urg\u00eancia cuja revoga\u00e7\u00e3o ora se discute, motivo pelo qual n\u00e3o incide na esp\u00e9cie o prazo prescricional trienal<\/strong> previsto no art. 206, \u00a7 3\u00ba, IV, do C\u00f3digo Civil, mas, sim, o prazo prescricional geral de dez anos previsto no art. 205 do mesmo Diploma legal.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m n\u00e3o s\u00e3o aplic\u00e1veis ao caso os prazos previstos no par\u00e1grafo \u00fanico do art. 103 da Lei n. 8.213\/1991, no art. 75 da Lei Complementar n. 109\/2001 e nas S\u00famulas 291 e 427 do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, que referem-se \u00e0s pretens\u00f5es dos benefici\u00e1rios em face da entidade de previd\u00eancia para cobrar valores que entendem devidos em virtude, diretamente, da rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica previdenci\u00e1ria estabelecida entre as partes. N\u00e3o h\u00e1 refer\u00eancia alguma a poss\u00edveis pretens\u00f5es titularizadas pela entidade previdenci\u00e1ria em face do benefici\u00e1rio na espec\u00edfica hip\u00f3tese de revoga\u00e7\u00e3o de decis\u00e3o liminar outrora deferida. A pretens\u00e3o do autor, deduzida na inicial, \u00e9 efic\u00e1cia do contrato de previd\u00eancia complementar. \u00c9 com base no contrato que o autor veicula sua pretens\u00e3o na exordial. Por outro lado, a pretens\u00e3o de ressarcimento do r\u00e9u \u00e9 efic\u00e1cia da revoga\u00e7\u00e3o da tutela de urg\u00eancia outrora deferida. S\u00e3o pretens\u00f5es distintas, titularizadas por sujeitos diversos e que representam a efic\u00e1cia de fatos jur\u00eddicos igualmente distintos. N\u00e3o h\u00e1 aqui nenhuma simetria, motivo pelo qual, rogando as mais respeitosas v\u00eanias, n\u00e3o h\u00e1 que se falar em prescri\u00e7\u00e3o intercorrente.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, a doutrina aponta que o inciso III do \u00a7 5\u00ba do art. 206 do C\u00f3digo Civil, por sua vez, trata apenas da pretens\u00e3o de ressarcimento das verbas que a parte vencedora despendeu em ju\u00edzo em virtude do processo, abarcando custas, dilig\u00eancias de oficiais de justi\u00e7a, preparos, honor\u00e1rios de perito, etc, n\u00e3o guardando, portanto, sequer similitude com a hip\u00f3tese em apre\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Especificamente no que diz respeito ao art. 75 da Lei Complementar n. 109\/2001, no julgamento do REsp 1803627\/SP, de relatoria do Ministro Paulo de Tarso Sanseverino, afastou-se expressamente a sua incid\u00eancia, ao fundamento de que se trataria de previs\u00e3o legal de aplica\u00e7\u00e3o restrita \u00e0 pretens\u00e3o de recebimento de parcelas n\u00e3o pagas de benef\u00edcio de previd\u00eancia complementar.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se pode olvidar, ademais, que, <strong>em mat\u00e9ria de prescri\u00e7\u00e3o, a interpreta\u00e7\u00e3o h\u00e1 de ser restritiva, tendo em vista se tratar do encobrimento da efic\u00e1cia da pretens\u00e3o pelo decurso do tempo, representando verdadeira restri\u00e7\u00e3o \u00e0 esfera jur\u00eddica dos sujeitos de direito<\/strong>. H\u00e1 evidente preju\u00edzo \u00e0 seguran\u00e7a jur\u00eddica ao se interpretar elasticamente as normas atinentes \u00e0 prescri\u00e7\u00e3o com base em princ\u00edpios jur\u00eddicos, como o da simetria.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra quest\u00e3o fundamental para o deslinde da controv\u00e9rsia diz respeito \u00e0 determina\u00e7\u00e3o do alcance interpretativo do art. 302 do C\u00f3digo de Processo Civil. O que se discute, verdadeiramente, portanto, \u00e9 se o simples dever de restituir valores recebidos por for\u00e7a de tutela antecipada decorre ou n\u00e3o de responsabilidade civil. O fato jur\u00eddico que d\u00e1 origem ao dever de restituir \u00e9 o ato jur\u00eddico processual, praticado pelo juiz, de julgar improcedentes os pedidos, confirmando a revoga\u00e7\u00e3o da liminar. Ao julgar improcedentes os pedidos, confirmando a revoga\u00e7\u00e3o da liminar, nasce para aquele que foi beneficiado pela tutela antecipada o dever de restituir aquilo que recebeu, pois a tutela provis\u00f3ria \u00e9, por sua pr\u00f3pria natureza, prec\u00e1ria. N\u00e3o se trata, portanto, propriamente, de responsabilidade civil, mas de simples restitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A distin\u00e7\u00e3o \u00e9 s\u00fatil: uma coisa \u00e9 o dever de restituir os valores despendidos para cumprir a tutela antecipada deferida; outra, \u00e9 o dever de indenizar os danos causados pelo deferimento da tutela. Em s\u00edntese, indenizam-se os danos causados pelo deferimento da tutela antecipada quando se observa, na hip\u00f3tese concreta, que a simples restitui\u00e7\u00e3o do que se recebeu n\u00e3o \u00e9 suficiente para o restabelecimento do&nbsp;<em>status quo ante<\/em>. Nessa hip\u00f3tese, ao lado da restitui\u00e7\u00e3o, haver\u00e1 indeniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em s\u00edntese, tendo em vista n\u00e3o se tratar de hip\u00f3tese de enriquecimento sem causa, de prescri\u00e7\u00e3o intercorrente ou de responsabilidade civil, incide, na aus\u00eancia de prazo espec\u00edfico previsto em lei, o prazo prescricional geral de dez anos disposto no art. 205 do C\u00f3digo Civil.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-3-e-qual-o-termo-inicial-a-ser-considerado\">2.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; E qual o termo inicial a ser considerado????<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>A data do tr\u00e2nsito em julgado que confirma a revoga\u00e7\u00e3o da liminar!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A determina\u00e7\u00e3o do termo inicial dos prazos prescricionais demanda que se estabele\u00e7a a distin\u00e7\u00e3o entre os conceitos de direito subjetivo e de pretens\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A pretens\u00e3o, posi\u00e7\u00e3o jur\u00eddica de direito material encoberta pela prescri\u00e7\u00e3o, \u00e9 &#8220;a posi\u00e7\u00e3o subjetiva de poder exigir de outrem alguma presta\u00e7\u00e3o positiva ou negativa&#8221;. Trata-se do chamado grau de exigibilidade do direito, nascendo, portanto, t\u00e3o logo este se torne exig\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Pode-se observar que, antes do advento da pretens\u00e3o, j\u00e1 existe direito e dever, mas em situa\u00e7\u00e3o est\u00e1tica. Especificamente no \u00e2mbito das rela\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas obrigacionais, por exemplo, antes mesmo do nascimento da pretens\u00e3o, j\u00e1 h\u00e1 cr\u00e9dito (direito) e d\u00e9bito (dever) e, portanto, credor e devedor.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A dinamicidade surge, t\u00e3o somente, com o nascimento da pretens\u00e3o, que pode ser, ou n\u00e3o, concomitante ao surgimento do pr\u00f3prio direito subjetivo<\/strong>. Somente a partir desse momento, o titular do direito poder\u00e1 exigir do devedor que cumpra aquilo a que est\u00e1 obrigado.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, visando ao encobrimento da efic\u00e1cia da pretens\u00e3o, <strong>a prescri\u00e7\u00e3o, como consequ\u00eancia l\u00f3gica, possui como termo inicial do transcurso de seu prazo o nascimento dessa posi\u00e7\u00e3o jur\u00eddica<\/strong> (pretens\u00e3o).<\/p>\n\n\n\n<p>Da\u00ed a t\u00e3o propalada teoria da&nbsp;<em>actio nata<\/em>, segundo a qual os prazos prescricionais se iniciariam no exato momento do surgimento da pretens\u00e3o. De fato, somente a partir do instante em que o titular do direito pode exigir a sua satisfa\u00e7\u00e3o \u00e9 que se revela l\u00f3gico imputar-lhe eventual in\u00e9rcia em ver satisfeito o seu interesse.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A jurisprud\u00eancia do STJ, passou a admitir que, em determinadas hip\u00f3teses, o in\u00edcio dos prazos prescricionais deveria ocorrer a partir da ci\u00eancia do nascimento da pretens\u00e3o por seu titular<\/strong>, no que ficou conhecido como o vi\u00e9s subjetivo da teoria da&nbsp;<em>actio nata<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Na hip\u00f3tese dos autos, em que se discute o prazo prescricional da pretens\u00e3o restitut\u00f3ria fruto da revoga\u00e7\u00e3o de tutela provis\u00f3ria outrora deferida, importa consignar que o termo inicial do prazo prescricional \u00e9, em regra, a data em que o credor tem conhecimento da pretens\u00e3o que lhe compete e da pessoa do respons\u00e1vel<\/strong>, aplicando-se, portanto, o vi\u00e9s subjetivo da teoria da&nbsp;<em>actio nata<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, \u00e9 for\u00e7oso concluir que, na espec\u00edfica hip\u00f3tese de revoga\u00e7\u00e3o de decis\u00e3o liminar, o termo&nbsp;<em>a quo<\/em>&nbsp;do prazo prescricional \u00e9 a data do tr\u00e2nsito em julgado do provimento jurisdicional em que se confirma a revoga\u00e7\u00e3o da liminar, pois esse \u00e9 o momento em que o credor toma conhecimento de seu direito \u00e0 restitui\u00e7\u00e3o, pois n\u00e3o mais ser\u00e1 poss\u00edvel a revers\u00e3o do aresto que revogou a decis\u00e3o prec\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 imprescind\u00edvel aguardar-se o tr\u00e2nsito em julgado, pois, se a tutela provis\u00f3ria concedida ao autor for revogada, mas a pretens\u00e3o autoral for, ao final, julgada procedente, nada haver\u00e1 que ser restitu\u00eddo, uma vez que aquilo que foi pago a t\u00edtulo prec\u00e1rio revelou-se, ao final, realmente devido. Em s\u00edntese, se nada deve ser restitu\u00eddo, sequer seria necess\u00e1rio discutir acerca da prescri\u00e7\u00e3o da pretens\u00e3o restitut\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-4-resultado-final\"><a>2.2.4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 de 10 anos o prazo prescricional aplic\u00e1vel \u00e0 pretens\u00e3o de restitui\u00e7\u00e3o de valores de benef\u00edcios previdenci\u00e1rios complementares recebidos por for\u00e7a de decis\u00e3o liminar posteriormente revogada, tendo em vista n\u00e3o se tratar de hip\u00f3tese de enriquecimento sem causa, de prescri\u00e7\u00e3o intercorrente ou de responsabilidade civil.<\/p>\n\n\n\n<p>O termo a quo do prazo prescricional da pretens\u00e3o de restitui\u00e7\u00e3o de valores de benef\u00edcios previdenci\u00e1rios complementares recebidos por for\u00e7a de decis\u00e3o liminar posteriormente revogada \u00e9 a data do tr\u00e2nsito em julgado do provimento jurisdicional em que a confirma, pois esse \u00e9 o momento em que o credor toma conhecimento de seu direito \u00e0 restitui\u00e7\u00e3o, em que n\u00e3o mais ser\u00e1 poss\u00edvel a revers\u00e3o do aresto que revogou a decis\u00e3o prec\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-ir-retroatividade-dos-efeitos-da-modificacao-do-regime-de-separacao-total-para-o-de-comunhao-universal-de-bens-na-constancia-do-casamento\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Ir)Retroatividade dos efeitos da modifica\u00e7\u00e3o do regime de separa\u00e7\u00e3o total para o de comunh\u00e3o universal de bens, na const\u00e2ncia do casamento.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>PROCESSO EM SEGREDO DE JUSTI\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os efeitos da modifica\u00e7\u00e3o do regime de separa\u00e7\u00e3o total para o de comunh\u00e3o universal de bens, na const\u00e2ncia do casamento, retroagem \u00e0 data do matrim\u00f4nio (efic\u00e1cia ex tunc).<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministro Raul Ara\u00fajo, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 25\/4\/2023. (Info 772)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-situacao-fatica\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Nirso e Nirse casaram-se pelo regime da separa\u00e7\u00e3o eletiva de bens e, valendo-se da Nirso e Nirse casaram-se pelo regime da separa\u00e7\u00e3o eletiva de bens e, valendo-se da autonomia de vontade, optaram por alterar o regime para a comunh\u00e3o universal de bens. Manifestaram, expressamente, a inten\u00e7\u00e3o de comunicar todo o patrim\u00f4nio. Ocorre que um dos credores de Nirso se insurgiu contra a altera\u00e7\u00e3o, por entender que esta lhe traria preju\u00edzos e que eventual altera\u00e7\u00e3o n\u00e3o poderia retroagir para atingir d\u00edvidas passadas \u2014 firmadas antes da traquinagem.<\/p>\n\n\n\n<p>* Processo sob segredo de justi\u00e7a. Caso imaginado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-analise-estrategica\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-questao-juridica\"><a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.639. \u00c9 l\u00edcito aos nubentes, antes de celebrado o casamento, estipular, quanto aos seus bens, o que lhes aprouver.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2&nbsp;<sup>o&nbsp;<\/sup>\u00c9 admiss\u00edvel altera\u00e7\u00e3o do regime de bens, mediante autoriza\u00e7\u00e3o judicial em pedido motivado de ambos os c\u00f4njuges, apurada a proced\u00eancia das raz\u00f5es invocadas e ressalvados os direitos de terceiros.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.667. O regime de comunh\u00e3o universal importa a comunica\u00e7\u00e3o de todos os bens presentes e futuros dos c\u00f4njuges e suas d\u00edvidas passivas, com as exce\u00e7\u00f5es do artigo seguinte.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-vale-a-alteracao-conta-de-quando\"><a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Vale a altera\u00e7\u00e3o? Conta de quando<\/a>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>T\u00e1 valendooo! Retroage paro o in\u00edcio da rela\u00e7\u00e3o matrimonial.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A modifica\u00e7\u00e3o do regime de bens foi admitida pelo C\u00f3digo Civil de 2002, especialmente no seu art. 1.639, \u00a7 2\u00ba. Nos termos da literalidade da norma, <strong>a altera\u00e7\u00e3o do regime de bens n\u00e3o poder\u00e1 prejudicar os direitos de terceiros<\/strong>. Constata-se, assim, a preocupa\u00e7\u00e3o de se proteger a boa-f\u00e9 objetiva, em desprest\u00edgio da m\u00e1-f\u00e9, de modo que a altera\u00e7\u00e3o do regime n\u00e3o poder\u00e1 ser utilizada para fraude em preju\u00edzo de terceiros, inclusive de ordem tribut\u00e1ria. Assim, em qualquer hip\u00f3tese, havendo preju\u00edzo para terceiros de boa-f\u00e9, a altera\u00e7\u00e3o do regime de bens deve ser reconhecida como ineficaz em rela\u00e7\u00e3o a esses, o que n\u00e3o prejudica a sua validade e efic\u00e1cia entre as partes e de modo geral.<\/p>\n\n\n\n<p>Na hip\u00f3tese do presente recurso, as partes casaram-se pelo regime da separa\u00e7\u00e3o eletiva de bens e, valendo-se da autonomia de vontade, optaram por alter\u00e1-lo para o regime da comunh\u00e3o universal de bens (o que supera, portanto, a comunh\u00e3o parcial), manifestando, expressamente, a inten\u00e7\u00e3o de comunicar todo o patrim\u00f4nio, inclusive aquele amealhado antes de formulado o pedido de altera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse caso, <strong>a retroatividade (efeitos&nbsp;<em>ex tunc<\/em>) n\u00e3o teria o cond\u00e3o de gerar preju\u00edzos a terceiros, porque todo o patrim\u00f4nio titulado pelos recorrentes continuaria respondendo, em sua integralidade, por eventuais d\u00edvidas<\/strong>, conforme intelig\u00eancia do art. 1.667 do C\u00f3digo Civil de 2002, que disp\u00f5e que o regime da comunh\u00e3o universal de bens importa a comunh\u00e3o de todos os bens presentes e futuros dos c\u00f4njuges e suas d\u00edvidas passivas. Com efeito, na hip\u00f3tese de altera\u00e7\u00e3o do regime de bens para o da comunh\u00e3o universal o pr\u00f3prio casamento se fortalece, os v\u00ednculos do casal se ampliam e a efic\u00e1cia&nbsp;<em>ex tunc<\/em>&nbsp;decorre da pr\u00f3pria natureza do referido regime.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa linha, \u00e9 poss\u00edvel que os interessados requeiram ao juiz que estabele\u00e7a a retroa\u00e7\u00e3o dos efeitos da senten\u00e7a, optando pelos efeitos&nbsp;<em>ex tunc<\/em>. No que tange \u00e0 esfera jur\u00eddica de interesses de terceiros, a lei j\u00e1 ressalva os direitos de terceiros que eventualmente se considerem prejudicados, de modo que a modifica\u00e7\u00e3o do regime de bens ser\u00e1 considerada ineficaz em rela\u00e7\u00e3o a eles.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A veda\u00e7\u00e3o, em car\u00e1ter absoluto, \u00e0 retroatividade implicaria inadmiss\u00edvel engessamento, retardando os benef\u00edcios que adviriam de um regime presumivelmente mais vantajoso para as partes e terceiros<\/strong>. O que n\u00e3o se pode fazer \u00e9 retroagir para prejudicar, para alterar uma situa\u00e7\u00e3o do passado em preju\u00edzo da sociedade. Ao contr\u00e1rio, se a retroatividade \u00e9 ben\u00e9fica para a coletividade, se n\u00e3o viola o patrim\u00f4nio individual, nem prejudica terceiros, ou seja, se o retroagir n\u00e3o produz desequil\u00edbrio jur\u00eddico-social, deve ser admitido.<\/p>\n\n\n\n<p>Havendo altera\u00e7\u00e3o da separa\u00e7\u00e3o eletiva de bens para a comunh\u00e3o universal, s\u00f3 haveria de fato uma comunh\u00e3o &#8220;universal&#8221; se os bens j\u00e1 existentes se comunicarem. Sendo o regime primitivo o da separa\u00e7\u00e3o de bens, com a altera\u00e7\u00e3o para comunh\u00e3o universal, todos os bens presentes e futuros devem entrar para a comunh\u00e3o. <strong>Como a pr\u00f3pria lei j\u00e1 ressalva os direitos de terceiros (a altera\u00e7\u00e3o do regime de bens ser\u00e1 ineficaz perante eles) n\u00e3o h\u00e1 por que o Estado-juiz criar embara\u00e7os \u00e0 livre decis\u00e3o do casal acerca do que melhor atende a seus interesses.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 dif\u00edcil tamb\u00e9m imaginar algum preju\u00edzo aos credores, visto que esses, com a altera\u00e7\u00e3o do regime para comunh\u00e3o universal, ter\u00e3o mais bens dispon\u00edveis para garantir a cobran\u00e7a de valores. Independentemente de constar na decis\u00e3o judicial, o patrim\u00f4nio continuar\u00e1 respondendo pelas d\u00edvidas existentes. Quanto a eventual credor prejudicado, vale a ressalva feita pela lei que diz respeito \u00e0 inefic\u00e1cia em rela\u00e7\u00e3o a direito de algum terceiro que venha a alegar preju\u00edzo.<\/p>\n\n\n\n<p>Como regra, a mudan\u00e7a de regime de bens valer\u00e1 apenas para o futuro, n\u00e3o prejudicando os atos jur\u00eddicos perfeitos. Mas a modifica\u00e7\u00e3o poder\u00e1 alcan\u00e7ar os atos passados se o regime adotado (exemplo: altera\u00e7\u00e3o de separa\u00e7\u00e3o convencional para comunh\u00e3o parcial ou universal) beneficiar terceiro credor pela amplia\u00e7\u00e3o das garantias patrimoniais. Aceit\u00e1vel, portanto, a retroa\u00e7\u00e3o decorrente de expl\u00edcita manifesta\u00e7\u00e3o de vontade dos c\u00f4njuges.<\/p>\n\n\n\n<p>A mutabilidade do regime de bens nada mais \u00e9 do que a livre disposi\u00e7\u00e3o patrimonial dos c\u00f4njuges, senhores que s\u00e3o de suas coisas. N\u00e3o h\u00e1 sentido proibir a retroatividade \u00e0 data da celebra\u00e7\u00e3o do matrim\u00f4nio livremente manifestada pelos c\u00f4njuges de comunicar todo o patrim\u00f4nio, inclusive aquele amealhado antes de formulado o pedido de altera\u00e7\u00e3o do regime de bens, especialmente no caso em que a retroatividade \u00e9 corol\u00e1rio l\u00f3gico da mudan\u00e7a para a comunh\u00e3o universal.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-3-resultado-final\"><a>3.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Os efeitos da modifica\u00e7\u00e3o do regime de separa\u00e7\u00e3o total para o de comunh\u00e3o universal de bens, na const\u00e2ncia do casamento, retroagem \u00e0 data do matrim\u00f4nio (efic\u00e1cia ex tunc).<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-civil\"><a>DIREITO PROCESSUAL CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-tema-505-stj-e-afastamento-da-incidencia-de-ir-e-csll-sobre-a-taxa-selic-quando-aplicada-a-repeticao-de-indebito-tributario\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tema 505\/STJ e afastamento da incid\u00eancia de IR e CSLL sobre a taxa SELIC quando aplicada \u00e0 repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito tribut\u00e1rio<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em adequa\u00e7\u00e3o da jurisprud\u00eancia do STJ ao que foi julgado pelo STF no Tema 962 da Repercuss\u00e3o Geral (RE 1.063.187\/SC), modifica-se a tese referente ao Tema 505\/STJ para afastar a incid\u00eancia de IR e CSLL sobre a taxa SELIC quando aplicada \u00e0 repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito tribut\u00e1rio, preservando-se a tese referente ao Tema 504\/STJ e demais teses j\u00e1 aprovadas no Tema 878\/STJ, reconhecendo a modula\u00e7\u00e3o dos efeitos estabelecido no EDcl no RE 1.063.187\/SC pelo STF.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.138.695-SC, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 26\/4\/2023 (Tema 505) (Info 772)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-situacao-fatica\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em julgado proferido no RE 1.063.187\/SC, o STF, apreciando o Tema n. 962 da repercuss\u00e3o geral (aprecia\u00e7\u00e3o de valores atinentes \u00e0 taxa SELIC recebidos em raz\u00e3o de repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito tribut\u00e1rio), deu interpreta\u00e7\u00e3o conforme a Constitui\u00e7\u00e3o Federal ao art. 3\u00ba, \u00a7 1\u00ba, da Lei n. 7.713\/1988; ao art. 17 do Decreto-Lei n. 1.598\/1977 e ao art. 43, II e \u00a7 1\u00ba, do CTN para excluir do \u00e2mbito de aplica\u00e7\u00e3o desses dispositivos a incid\u00eancia do IR e da CSLL sobre a taxa SELIC recebida pelo contribuinte na repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Fixou-se, ent\u00e3o, a seguinte tese: Tema n. 962 da Repercuss\u00e3o Geral: &#8220;\u00c9 inconstitucional a incid\u00eancia do IRPJ e da CSLL sobre os valores atinentes \u00e0 taxa Selic recebidos em raz\u00e3o de repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito tribut\u00e1rio&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre que o STJ tinha entendimento oposto e o manifestou ao julgar o tema Tema 505\/STJ&#8230;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-analise-estrategica\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-questao-juridica\"><a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CC\/2002:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 403. Ainda que a inexecu\u00e7\u00e3o resulte de dolo do devedor, as perdas e danos s\u00f3 incluem os preju\u00edzos efetivos e os lucros cessantes por efeito dela direto e imediato, sem preju\u00edzo do disposto na lei processual.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-afasta-se-o-ir-e-csll-sobre-a-taxa-selic\"><a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Afasta-se o IR e CSLL sobre a taxa SELIC?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <a><strong>Manda quem pode&#8230; (obedece que tem ju\u00edzo)<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Em julgado proferido no RE 1.063.187\/SC (STF, Tribunal Pleno, Rel. Ministro Dias Toffoli, julgado em 27\/9\/2021), o Supremo Tribunal Federal, apreciando o Tema n. 962 da repercuss\u00e3o geral (aprecia\u00e7\u00e3o de valores atinentes \u00e0 taxa SELIC recebidos em raz\u00e3o de repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito tribut\u00e1rio), deu interpreta\u00e7\u00e3o conforme a Constitui\u00e7\u00e3o Federal ao art. 3\u00ba, \u00a7 1\u00ba, da Lei n. 7.713\/1988; ao art. 17 do Decreto-Lei n. 1.598\/1977 e ao art. 43, II e \u00a7 1\u00ba, do CTN para excluir do \u00e2mbito de aplica\u00e7\u00e3o desses dispositivos a incid\u00eancia do IR e da CSLL sobre a taxa SELIC recebida pelo contribuinte na repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Fixou-se, ent\u00e3o, a seguinte tese: Tema n. 962 da Repercuss\u00e3o Geral: &#8220;\u00c9 inconstitucional a incid\u00eancia do IRPJ e da CSLL sobre os valores atinentes \u00e0 taxa Selic recebidos em raz\u00e3o de repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito tribut\u00e1rio&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A&nbsp;<em>ratio decidendi&nbsp;<\/em>da causa em quest\u00e3o versa apenas sobre a taxa SELIC percebida em raz\u00e3o da repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito tribut\u00e1rio que, excepcionalmente, n\u00e3o possui natureza de lucros cessantes. No precedente, <strong>o STF acabou por trazer para o conceito de indeniza\u00e7\u00e3o o tecnicamente chamado &#8220;dano remoto&#8221; (ou dano indireto) &#8211; aquele dano decorrente dos compromissos feitos pelo credor em seu pr\u00f3prio preju\u00edzo durante a mora do devedor e que n\u00e3o estavam no contrato e n\u00e3o eram previs\u00edveis pelo devedor<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>O conceito de &#8220;dano emergente&#8221; existe em oposi\u00e7\u00e3o ao de &#8220;dano remoto&#8221;. O art. 403 do CC\/2002, disp\u00f5e que &#8220;as perdas e danos s\u00f3 incluem os preju\u00edzos efetivos e os lucros cessantes por efeito dela (inexecu\u00e7\u00e3o) direto e imediato&#8221;. Dessa forma, invocar eventuais preju\u00edzos que o credor vier a sofrer ao tomar dinheiro emprestado para saldar suas obriga\u00e7\u00f5es porque o devedor est\u00e1 em mora com ele, significa trazer para o conceito de &#8220;dano emergente&#8221; situa\u00e7\u00f5es t\u00edpicas de &#8220;dano remoto&#8221;. De todo modo, essa constata\u00e7\u00e3o, a de que se invocou de forma casu\u00edstica o &#8220;dano remoto&#8221;, apenas corrobora a excepcionalidade do argumento utilizado pelo STF.<\/p>\n\n\n\n<p>Posteriormente, <strong>o entendimento foi confirmado mais adiante com o julgamento dos embargos de declara\u00e7\u00e3o no mesmo RE n. 1.063.187\/SC<\/strong> (STF, Tribunal Pleno, Rel. Ministro Dias Toffoli, julgado em 2.5.2022). No julgado, foi prestado o esclarecimento de que o ac\u00f3rd\u00e3o se aplica apenas nas hip\u00f3teses em que h\u00e1 o acr\u00e9scimo de juros morat\u00f3rios mediante a taxa SELIC na repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito tribut\u00e1rio (inclusive na realizada por meio de compensa\u00e7\u00e3o), seja na esfera administrativa, seja na esfera judicial, n\u00e3o se aplicando nas situa\u00e7\u00f5es em que a SELIC incide a t\u00edtulo de juros remunerat\u00f3rios, de dep\u00f3sitos judiciais ou nas situa\u00e7\u00f5es de juros de mora pagos no contexto de contrato entre particulares.<\/p>\n\n\n\n<p>A delimita\u00e7\u00e3o feita pelo Supremo Tribunal Federal \u00e9 extremamente relevante. Embora signifique uma supera\u00e7\u00e3o da tese repetitiva adotada pelo STJ no&nbsp;Tema 505\/STJ, significa tamb\u00e9m que todas as demais teses repetitivas adotadas pelo STJ no que diz respeito \u00e0 incid\u00eancia do IR e da CSLL sobre juros de mora restam preservadas. Assim, embora o&nbsp;Tema 505\/STJ&nbsp;deva sofrer modifica\u00e7\u00e3o para ser adaptado ao Tema n. 962 da Repercuss\u00e3o Geral, continuam em pleno vigor o&nbsp;Tema 504\/STJ&nbsp;e o&nbsp;Tema 878\/STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto de relevo \u00e9 que no julgamento dos Edcl no RE 1.063.187\/SC (STF, Tribunal Pleno, Rel. Ministro Dias Toffoli, julgado em 2.5.2022) o STF acolheu pedido de modula\u00e7\u00e3o de efeitos estabelecendo que a tese aprovada produza efeitos&nbsp;<em>ex nunc&nbsp;<\/em>a partir de 30\/9\/2021 (data da publica\u00e7\u00e3o da ata de julgamento do m\u00e9rito), ficando ressalvados: a) as a\u00e7\u00f5es ajuizadas at\u00e9 17\/9\/2021 (data do in\u00edcio do julgamento do m\u00e9rito); e b) os fatos geradores anteriores a 30\/9\/2021 em rela\u00e7\u00e3o aos quais n\u00e3o tenha havido o pagamento do IRPJ ou da CSLL a que se refere a tese de repercuss\u00e3o geral.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><strong>Fica estabelecido:<\/strong><strong><\/strong><\/td><\/tr><tr><td><strong>(a) a Fazenda Nacional n\u00e3o poder\u00e1 mais cobrar IR ou CSLL incidentes sobre juros SELIC na repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito tribut\u00e1rio;<\/strong><\/td><\/tr><tr><td><strong>(b) quem n\u00e3o pagou IR ou CSLL incidentes sobre juros SELIC na repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito tribut\u00e1rio n\u00e3o poder\u00e1 mais ser obrigado a pagar;<\/strong><\/td><\/tr><tr><td><strong>(c) quem j\u00e1 pagou e tem a\u00e7\u00f5es novas ajuizadas (a\u00e7\u00f5es ajuizadas depois de 17\/9\/2021) n\u00e3o receber\u00e1 a repeti\u00e7\u00e3o; e<\/strong><\/td><\/tr><tr><td><strong>(d) quem j\u00e1 pagou e tem a\u00e7\u00f5es antigas ajuizadas (a\u00e7\u00f5es ajuizadas at\u00e9 17\/9\/2021) receber\u00e1 a repeti\u00e7\u00e3o correspondente.<\/strong><strong><\/strong><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Essa mesma modula\u00e7\u00e3o, por fazer parte da repercuss\u00e3o geral, tamb\u00e9m \u00e9 vinculante para este Superior Tribunal de Justi\u00e7a tanto quanto a tese principal acolhida no Tema n. 962 da Repercuss\u00e3o Geral e aqui deve ser reproduzida, de modo que a tese firmada no&nbsp;TEMA 505\/STJ&nbsp;deve ser por ela integrada, prevalecendo a tese em sua reda\u00e7\u00e3o anterior para as situa\u00e7\u00f5es exclu\u00eddas pela modula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, os temas enfrentados no presente repetitivo j\u00e1 inclu\u00edda a supera\u00e7\u00e3o realizada pelo STF recebem as seguintes teses:&nbsp;Tema 504\/STJ: &#8220;Os juros incidentes na devolu\u00e7\u00e3o dos dep\u00f3sitos judiciais possuem natureza remunerat\u00f3ria e n\u00e3o escapam \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o pelo IRPJ e pela CSLL&#8221;; e&nbsp;Tema 505\/STJ: &#8220;Os juros SELIC incidentes na repeti\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito tribut\u00e1rio se encontram fora da base de c\u00e1lculo do IR e da CSLL, havendo que ser observada a modula\u00e7\u00e3o prevista no Tema n. 962 da Repercuss\u00e3o Geral do STF &#8211; Precedentes: RE 1.063.187\/SC e Edcl no RE 1.063.187\/SC&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, em ju\u00edzo de retrata\u00e7\u00e3o modifica-se a reda\u00e7\u00e3o do&nbsp;Tema 505\/STJ, mantendo a tese referente ao&nbsp;Tema 504\/STJ&nbsp;e demais teses j\u00e1 aprovadas no&nbsp;Tema 878\/STJ.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-3-resultado-final\"><a>4.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Em adequa\u00e7\u00e3o da jurisprud\u00eancia do STJ ao que foi julgado pelo STF no Tema 962 da Repercuss\u00e3o Geral (RE 1.063.187\/SC), modifica-se a tese referente ao Tema 505\/STJ para afastar a incid\u00eancia de IR e CSLL sobre a taxa SELIC quando aplicada \u00e0 repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito tribut\u00e1rio, preservando-se a tese referente ao Tema 504\/STJ e demais teses j\u00e1 aprovadas no Tema 878\/STJ, reconhecendo a modula\u00e7\u00e3o dos efeitos estabelecido no EDcl no RE 1.063.187\/SC pelo STF.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-principio-da-nao-surpresa-e-impossibilidade-do-julgador-decidir-com-base-em-fundamentos-juridicos-nao-submetidos-ao-contraditorio-no-decorrer-do-processo\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Princ\u00edpio da n\u00e3o surpresa e impossibilidade do julgador decidir com base em fundamentos jur\u00eddicos n\u00e3o submetidos ao contradit\u00f3rio no decorrer do processo<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Em respeito ao princ\u00edpio da n\u00e3o surpresa, \u00e9 vedado ao julgador decidir com base em fundamentos jur\u00eddicos n\u00e3o submetidos ao contradit\u00f3rio no decorrer do processo.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.049.725-PE, Rel. Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 25\/4\/2023. (Info 772)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-situacao-fatica\"><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma a\u00e7\u00e3o que tratava da legalidade de um Decreto Municipal que deu denomina\u00e7\u00e3o a uma \u00e1rea de prote\u00e7\u00e3o ambiental, Creiton, propriet\u00e1rio de parte da \u00e1rea, alega que esse neg\u00f3cio de mera denomina\u00e7\u00e3o \u00e9 balela e que houve, na verdade, desapropria\u00e7\u00e3o indireta.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o Creiton, o processo n\u00e3o andou direito, tendo havido les\u00e3o ao princ\u00edpio da n\u00e3o-surpresa. Por qu\u00ea? Ora, n\u00e3o se teria conferido a ele a possibilidade questionar o ato (deu denomina\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00e1rea de prote\u00e7\u00e3o ambiental) e demandar a pondera\u00e7\u00e3o do argumento e constru\u00e7\u00e3o de contra-argumento no pleno exerc\u00edcio do contradit\u00f3rio e da ampla defesa. Teria havido decis\u00e3o com base em argumento n\u00e3o submetido ao contradit\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-analise-estrategica\"><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-questao-juridica\"><a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 10. O juiz n\u00e3o pode decidir, em grau algum de jurisdi\u00e7\u00e3o, com base em fundamento a respeito do qual n\u00e3o se tenha dado \u00e0s partes oportunidade de se manifestar, ainda que se trate de mat\u00e9ria sobre a qual deva decidir de of\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 933. Se o relator constatar a ocorr\u00eancia de fato superveniente \u00e0 decis\u00e3o recorrida ou a exist\u00eancia de quest\u00e3o apreci\u00e1vel de of\u00edcio ainda n\u00e3o examinada que devam ser considerados no julgamento do recurso, intimar\u00e1 as partes para que se manifestem no prazo de 5 (cinco) dias.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-houve-violacao-ao-principio-da-nao-surpresa\"><a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Houve viola\u00e7\u00e3o ao princ\u00edpio da n\u00e3o surpresa?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>E como&#8230;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O argumento f\u00e1tico novo apresentado em sustenta\u00e7\u00e3o oral, em segunda inst\u00e2ncia, foi a alega\u00e7\u00e3o de que a Lei municipal n. 17.337\/2017, ato administrativo concreto, com roupagem de lei formal, que t\u00e3o somente deu uma denomina\u00e7\u00e3o a uma \u00e1rea de prote\u00e7\u00e3o ambiental, significou reconhecimento municipal da ocorr\u00eancia da desapropria\u00e7\u00e3o indireta.<\/p>\n\n\n\n<p>V\u00ea-se, ent\u00e3o, que n\u00e3o foi apenas a alega\u00e7\u00e3o em plen\u00e1rio de fundamento legal novo, mas sim de constru\u00e7\u00e3o argumentativa com conclus\u00e3o de postura municipal de reconhecimento administrativo de realiza\u00e7\u00e3o de desapropria\u00e7\u00e3o indireta, tudo com base em fato jur\u00eddico apresentado de forma surpreendente, sem pr\u00e9via possibilidade, com anteced\u00eancia devida, de pondera\u00e7\u00e3o do argumento e constru\u00e7\u00e3o de contra-argumento no pleno exerc\u00edcio do contradit\u00f3rio e da ampla defesa.<\/p>\n\n\n\n<p>Tal lei em sentido material configura, de forma inequ\u00edvoca, um ato administrativo que apenas deu nova denomina\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00e1rea de prote\u00e7\u00e3o ambiental em ep\u00edgrafe, com caracter\u00edstica essencialmente individual, referindo-se a im\u00f3vel espec\u00edfico e determinado, n\u00e3o regulamentando, assim, eventuais e futuras rela\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas de forma geral e impessoal, particularidades essenciais para caracteriz\u00e1-lo como fundamento legal.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessarte, de acordo com o art. 933, em sintonia com o art. 10, todos do CPC, veda-se a decis\u00e3o-surpresa no \u00e2mbito dos tribunais, tendo decidido de forma acertada, o Tribunal de origem, no sentido de abrir vista \u00e0s partes para que possam manifestar-se, em respeito ao devido processo legal.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse diapas\u00e3o, <strong>o entendimento jur\u00eddico adotado no STJ \u00e9 no sentido de respeito ao princ\u00edpio da n\u00e3o surpresa, o qual ensina que \u00e9 vedado ao julgador decidir com base em fundamentos jur\u00eddicos n\u00e3o submetidos ao contradit\u00f3rio no decorrer do processo<\/strong>, com fulcro no art. 10 do CPC.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, \u00e9 necess\u00e1ria a observ\u00e2ncia da coopera\u00e7\u00e3o processual nas rela\u00e7\u00f5es endoprocessuais e do direito \u00e0 leg\u00edtima confian\u00e7a de que o resultado do processo seja decorrente de fundamentos previamente conhecidos e debatidos pelas partes litigantes.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-3-resultado-final\"><a>5.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Em respeito ao princ\u00edpio da n\u00e3o surpresa, \u00e9 vedado ao julgador decidir com base em fundamentos jur\u00eddicos n\u00e3o submetidos ao contradit\u00f3rio no decorrer do processo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-onus-do-ajuizamento-da-acao-de-conhecimento-em-inventario\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00d4nus do ajuizamento da a\u00e7\u00e3o de conhecimento em invent\u00e1rio<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 \u00f4nus do credor n\u00e3o admitido no invent\u00e1rio o ajuizamento da a\u00e7\u00e3o de conhecimento, n\u00e3o competindo ao juiz a convers\u00e3o do pedido de habilita\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito em a\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a, em substitui\u00e7\u00e3o \u00e0s partes.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.045.640-GO, Rel. Ministro Marco Aur\u00e9lio Bellizze, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 25\/4\/2023, DJe 28\/4\/2023. (Info 772)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-situacao-fatica\"><a>6.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Crementino requereu a habilita\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito no invent\u00e1rio de Craudio, alegando que ao pagar o d\u00e9bito contra ele executado na condi\u00e7\u00e3o de avalista e devedor solid\u00e1rio, se sub-rogou nos direitos do credor. Foi prolatada senten\u00e7a na qual se determinou a convers\u00e3o da habilita\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito em invent\u00e1rio em a\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a, com reserva de bens. Para dar efetividade ao decidido, o juiz\u00e3o ainda declarou nula de pleno direito a escritura p\u00fablica de invent\u00e1rio e partilha extrajudicial celebrada.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformados, os herdeiros interpuseram recurso no qual alegam a impossibilidade da convers\u00e3o da habilita\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito no invent\u00e1rio em a\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-analise-estrategica\"><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-questao-juridica\"><a>6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Processo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 612. O juiz decidir\u00e1 todas as quest\u00f5es de direito desde que os fatos relevantes estejam provados por documento, s\u00f3 remetendo para as vias ordin\u00e1rias as quest\u00f5es que dependerem de outras provas.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 642. Antes da partilha, poder\u00e3o os credores do esp\u00f3lio requerer ao ju\u00edzo do invent\u00e1rio o pagamento das d\u00edvidas vencidas e exig\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>&nbsp;Art. 643. N\u00e3o havendo concord\u00e2ncia de todas as partes sobre o pedido de pagamento feito pelo credor, ser\u00e1 o pedido remetido \u00e0s vias ordin\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Par\u00e1grafo \u00fanico. O juiz mandar\u00e1, por\u00e9m, reservar, em poder do inventariante, bens suficientes para pagar o credor quando a d\u00edvida constar de documento que comprove suficientemente a obriga\u00e7\u00e3o e a impugna\u00e7\u00e3o n\u00e3o se fundar em quita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.997. A heran\u00e7a responde pelo pagamento das d\u00edvidas do falecido; mas, feita a partilha, s\u00f3 respondem os herdeiros, cada qual em propor\u00e7\u00e3o da parte que na heran\u00e7a lhe coube.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-possivel-a-conversao\"><a>6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel a convers\u00e3o?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nana-nina-N\u00c3O!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia a definir a possibilidade de convers\u00e3o, de of\u00edcio, de pedido de habilita\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito em invent\u00e1rio em a\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessume-se da leitura dos arts. 1.017 do C\u00f3digo de Processo Civil de 1973 (CPC\/1973), 642 do C\u00f3digo de Processo Civil de 2015 (CPC\/2015) e 1.997 do C\u00f3digo Civil (CC) que, <strong>concordando as partes interessadas (credores e herdeiros) com o pedido, o juiz, ao declarar habilitado o credor, mandar\u00e1 que se fa\u00e7a a separa\u00e7\u00e3o de dinheiro ou, em sua falta, de bens suficientes para o seu pagamento, determinando, em seguida, a sua aliena\u00e7\u00e3o ou, caso requeira o credor, lhe sejam adjudicados os bens j\u00e1 reservados para o seu pagamento, em vez do recebimento em dinheiro, desde que a esse respeito concordem todas as partes<\/strong> (arts. 1.017, \u00a7\u00a7 2\u00ba ao 4\u00ba, do CPC\/1973; e 642, \u00a7\u00a7 2\u00ba ao 4\u00ba, do CPC\/2015).<\/p>\n\n\n\n<p>Havendo discord\u00e2ncia de alguma parte quanto ao cr\u00e9dito, ser\u00e1 o credor remetido \u00e0s vias ordin\u00e1rias, afigurando-se poss\u00edvel ao juiz, na oportunidade, a reserva, em poder do inventariante, de bens suficientes para pagar o credor quando a d\u00edvida constar de documento que comprove suficientemente a obriga\u00e7\u00e3o e a impugna\u00e7\u00e3o n\u00e3o se fundar em quita\u00e7\u00e3o, nos termos dos arts. 1.018 do CPC\/1973 e 643 do CPC\/2015.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa situa\u00e7\u00e3o, o credor exclu\u00eddo dever\u00e1 ajuizar a a\u00e7\u00e3o ordin\u00e1ria cab\u00edvel (cobran\u00e7a, monit\u00f3ria, execu\u00e7\u00e3o etc), no prazo de 30 (trinta) dias contados da data em que foi intimado da decis\u00e3o (arts. 1.039, I, do CPC\/1973; e 668, I, do CPC\/2015), sob pena de perda de efic\u00e1cia da reserva de bens eventualmente decretada pelo magistrado.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, no que concerne \u00e0 habilita\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito em que haja impugna\u00e7\u00e3o, n\u00e3o recai essa regra da universalidade, pois, com base em expressa disposi\u00e7\u00e3o legal (arts. 1.018 do CPC\/1973 e 643 do CPC\/2015), deve o pleito ser remetido \u00e0s vias ordin\u00e1rias e sujeito \u00e0 compet\u00eancia do ju\u00edzo c\u00edvel da a\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a, monit\u00f3ria ou de execu\u00e7\u00e3o, conforme o caso \u2014 &#8220;basta a discord\u00e2ncia, ainda que o fundamento n\u00e3o seja adequado, constituindo-se, portanto, regra especial&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 de se registrar que a impugna\u00e7\u00e3o ao pedido de habilita\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito por alguma parte interessada, a ensejar a remessa aos meios processuais ordin\u00e1rios e a poss\u00edvel concess\u00e3o pelo juiz da reserva de bens do esp\u00f3lio em favor do habilitante, confere fei\u00e7\u00e3o contenciosa ao incidente, consistindo em verdadeira &#8220;medida cautelar que o juiz toma,&nbsp;<em>ex officio,<\/em>&nbsp;em defesa do interesse do credor que n\u00e3o det\u00e9m sucesso na habilita\u00e7\u00e3o: se o cr\u00e9dito estiver suficientemente comprovado por documento e a impugna\u00e7\u00e3o n\u00e3o se fundar em quita\u00e7\u00e3o, o magistrado mandar\u00e1 reservar, em poder do inventariante, bens suficientes para pagar o credor, enquanto se aguarda a solu\u00e7\u00e3o da cobran\u00e7a contenciosa&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 consabido que o foro sucess\u00f3rio \u00e9 universal, afigurando-se competente o ju\u00edzo do invent\u00e1rio para conhecer e decidir &#8220;todas as quest\u00f5es de direito e tamb\u00e9m as quest\u00f5es de fato, quando este se achar provado por documento, s\u00f3 remetendo para os meios ordin\u00e1rios as que demandarem alta indaga\u00e7\u00e3o ou dependerem de outras provas&#8221; (art. 984 do CPC\/1973, equivalente ao art. 612 do CPC\/2015).<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, no que concerne \u00e0 habilita\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito em que haja impugna\u00e7\u00e3o, n\u00e3o recai essa regra da universalidade, pois, com base em expressa disposi\u00e7\u00e3o legal (arts. 1.018 do CPC\/1973 e 643 do CPC\/2015), para que o pleito seja remetido \u00e0s vias ordin\u00e1rias e sujeito \u00e0 compet\u00eancia do ju\u00edzo c\u00edvel da a\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a, monit\u00f3ria ou de execu\u00e7\u00e3o, conforme o caso, &#8220;basta a discord\u00e2ncia, ainda que o fundamento n\u00e3o seja adequado, constituindo-se, portanto, regra especial&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a doutrina, &#8220;n\u00e3o cabe nesse incidente um ju\u00edzo de valor do juiz do invent\u00e1rio sobre a quest\u00e3o posta, n\u00e3o constituindo ela uma daquelas a respeito da qual ele estaria autorizado a decidir em caso de conflito (art. 612 do CPC). Todavia, o juiz, de of\u00edcio, desde que entenda que o documento apresentado pelo credor requerente comprove suficientemente a obriga\u00e7\u00e3o e, ainda, desde que a alega\u00e7\u00e3o de qualquer das partes do invent\u00e1rio n\u00e3o seja fundada em pagamento, e esteja acompanhada de prova valiosa, poder\u00e1 determinar a reserva em poder do inventariante de bens suficientes para pagar o credor, se vitorioso na a\u00e7\u00e3o a ser proposta&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo, conclui-se que, <strong>havendo impugna\u00e7\u00e3o, por alguma parte interessada, \u00e0 habilita\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito em invent\u00e1rio, imp\u00f5e-se ao ju\u00edzo do invent\u00e1rio a remessa das partes \u00e0s vias ordin\u00e1rias, ainda que sobre o mesmo ju\u00edzo recaia a compet\u00eancia para o invent\u00e1rio e para as demandas ordin\u00e1rias<\/strong> (tal como ocorre nos ju\u00edzos de Vara \u00fanica), pois, nos termos dos fundamentos apresentados, constitui \u00f4nus do credor exclu\u00eddo o ajuizamento da respectiva a\u00e7\u00e3o ordin\u00e1ria, n\u00e3o competindo ao juiz a convers\u00e3o do pedido de habilita\u00e7\u00e3o na demanda a ser proposta pela parte.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-3-resultado-final\"><a>6.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 \u00f4nus do credor n\u00e3o admitido no invent\u00e1rio o ajuizamento da a\u00e7\u00e3o de conhecimento, n\u00e3o competindo ao juiz a convers\u00e3o do pedido de habilita\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito em a\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a, em substitui\u00e7\u00e3o \u00e0s partes.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-tributario\"><a>DIREITO TRIBUT\u00c1RIO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-incidencia-de-contribuicao-previdenciaria-a-cargo-do-empregador-sobre-auxilio-alimentacao-pago-em-pecunia\"><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Incid\u00eancia de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria a cargo do empregador sobre aux\u00edlio-alimenta\u00e7\u00e3o pago em pec\u00fania<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Incide a contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria a cargo do empregador sobre o aux\u00edlio-alimenta\u00e7\u00e3o pago em pec\u00fania.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.995.437-CE, Rel. Ministro Gurgel de Faria, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 26\/4\/2023. (Tema 1164) (Info 772)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-situacao-fatica\"><a>7.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A Construtora Lego paga aos seus empregados uma verba denominada \u201caux\u00edlio-alimenta\u00e7\u00e3o\u201d. Tal pagamento ocorre em dinheiro. O fisco notificou e cobrou da construtora o valor que entendia devido em contribui\u00e7\u00f5es sociais sobre tal verba.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformada, a Construtora impetrou MS no qual sustenta a n\u00e3o incid\u00eancia de contribui\u00e7\u00f5es sociais, tese acolhida pelo tribunal local. Em recurso especial, a Fazenda Nacional alega que independentemente da natureza da verba, a contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria deve incidir sobre os ganhos habituais do empregado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-analise-estrategica\"><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-questao-juridica\"><a>7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Constitui\u00e7\u00e3o Federal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 195. A seguridade social ser\u00e1 financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos or\u00e7amentos da Uni\u00e3o, dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic\u00edpios, e das seguintes contribui\u00e7\u00f5es sociais:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei, incidentes sobre:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>a) a folha de sal\u00e1rios e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer t\u00edtulo, \u00e0 pessoa f\u00edsica que lhe preste servi\u00e7o, mesmo sem v\u00ednculo empregat\u00edcio;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 201. A previd\u00eancia social ser\u00e1 organizada sob a forma do Regime Geral de Previd\u00eancia Social, de car\u00e1ter contributivo e de filia\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria, observados crit\u00e9rios que preservem o equil\u00edbrio financeiro e atuarial, e atender\u00e1, na forma da lei, a:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 11. Os ganhos habituais do empregado, a qualquer t\u00edtulo, ser\u00e3o incorporados ao sal\u00e1rio para efeito de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria e conseq\u00fcente repercuss\u00e3o em benef\u00edcios, nos casos e na forma da lei.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>CLT:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 457 &#8211; Compreendem-se na remunera\u00e7\u00e3o do empregado, para todos os efeitos legais, al\u00e9m do sal\u00e1rio devido e pago diretamente pelo empregador, como contrapresta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o, as gorjetas que receber.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 2<sup>o<\/sup>&nbsp;&nbsp;As import\u00e2ncias, ainda que habituais, pagas a t\u00edtulo de ajuda de custo, aux\u00edlio-alimenta\u00e7\u00e3o, vedado seu pagamento em dinheiro, di\u00e1rias para viagem, pr\u00eamios e abonos n\u00e3o integram a remunera\u00e7\u00e3o do empregado, n\u00e3o se incorporam ao contrato de trabalho e n\u00e3o constituem base de incid\u00eancia de qualquer encargo trabalhista e previdenci\u00e1rio.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-incide-contribuicao-social\"><a>7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Incide contribui\u00e7\u00e3o social?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Pra variar&#8230;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o submetida refere-se \u00e0 possibilidade de incid\u00eancia da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria devida pelo empregador sobre os valores pagos em pec\u00fania aos empregados a t\u00edtulo de aux\u00edlio-alimenta\u00e7\u00e3o, ou seja, se essa verba se enquadra no conceito de sal\u00e1rio para que possa compor a base de c\u00e1lculo do referido tributo.<\/p>\n\n\n\n<p>De in\u00edcio, ressalta-se que a contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria devida pelo empregador \u00e9 uma das esp\u00e9cies de contribui\u00e7\u00f5es para o custeio da seguridade social e encontra-se prevista na al\u00ednea &#8220;a&#8221; do inciso I do art. 195 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal. \u00c9 necess\u00e1rio considerar, tamb\u00e9m, o disposto no art. 201, \u00a7 11, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, que traz o conceito constitucional de sal\u00e1rio para fins de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria: &#8220;Os ganhos habituais do empregado, a qualquer t\u00edtulo, ser\u00e3o incorporados ao sal\u00e1rio para efeito de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria e consequente repercuss\u00e3o em benef\u00edcios, nos casos e na forma da lei&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal, ao examinar o RE 565.160\/SC (de relatoria do Ministro Marco Aur\u00e9lio Mello, julgado sob o rito da repercuss\u00e3o geral &#8211; Tema n. 20), enfrentou quest\u00e3o relacionada \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o da express\u00e3o &#8220;folha de sal\u00e1rios&#8221;, para fins de incid\u00eancia da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria devida pelo empregador e fixou a seguinte tese jur\u00eddica: &#8220;<strong>A contribui\u00e7\u00e3o social a cargo do empregador incide sobre ganhos habituais do empregado, a qualquer t\u00edtulo, quer anteriores, quer posteriores \u00e0 Emenda Constitucional n. 20\/1998 &#8211; intelig\u00eancia dos artigos 195, inciso I, e 201, \u00a7 11, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal<\/strong>&#8220;.<\/p>\n\n\n\n<p>Dos votos proferidos pelos Ministros do STF, \u00e9 poss\u00edvel extrair dois requisitos para que determinada verba componha a base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria patronal: (I) habitualidade; (II) car\u00e1ter salarial. A habitualidade constitui pressuposto constitucional expresso no art. 201, \u00a7 11, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, enquanto a defini\u00e7\u00e3o da natureza salarial ou indenizat\u00f3ria da verba paga ao empregado est\u00e1 afeta \u00e0 esfera infraconstitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, <strong>o aux\u00edlio-alimenta\u00e7\u00e3o \u00e9 parcela que constitui benef\u00edcio concedido aos empregados para custear despesas com alimenta\u00e7\u00e3o<\/strong> (necessidade essa que deve ser suprimida diariamente) sendo, portanto, inerente \u00e0 sua natureza a habitualidade. Assim, fica claro que o requisito constitucional para a incid\u00eancia da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria a cargo do empregador est\u00e1 cumprido.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o federal que trata da base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria e da natureza das parcelas recebidas em decorr\u00eancia de rela\u00e7\u00e3o de emprego, elenca-se a Lei n. 8.212\/1991 (Lei Org\u00e2nica da Seguridade Social) e a Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho (CLT). A interpreta\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica dos arts. 22, I, 28, I, da Lei n. 8.212\/1991 e 457, \u00a7 2\u00ba, da CLT (a partir da vig\u00eancia da Lei n. 13.467\/2017 &#8211; Reforma Trabalhista) revela que o aux\u00edlio-alimenta\u00e7\u00e3o pago em dinheiro ao empregado possui natureza salarial.<\/p>\n\n\n\n<p>Extrai-se desses dispositivos que <strong>h\u00e1 uma correspond\u00eancia entre a base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria devida pelo empregador e a base de c\u00e1lculo do benef\u00edcio previdenci\u00e1rio a ser recebido pelo empregado, sendo certo que ambas levam em considera\u00e7\u00e3o a natureza salarial das verbas pagas<\/strong>. Em outras palavras: a parcela paga ao empregado com car\u00e1ter salarial manter\u00e1 essa natureza para fins de incid\u00eancia de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria patronal e, tamb\u00e9m, de apura\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio previdenci\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Dito isso, vale ressaltar que o STJ, ao julgar o REsp 1.358.281\/SP, submetido ao rito dos recursos repetitivos, explicitou no que consiste o car\u00e1ter salarial e o indenizat\u00f3rio das verbas pagas aos empregados para definir sua exclus\u00e3o ou inclus\u00e3o na base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, cabe aqui esclarecer que a presente controv\u00e9rsia envolve o aux\u00edlio-alimenta\u00e7\u00e3o pago em dinheiro ao empregado, que pode ser usado para quaisquer outras finalidades que n\u00e3o sejam a de arcar com os gastos com sua alimenta\u00e7\u00e3o. N\u00e3o se discute, nesse precedente, a natureza dos valores contidos em cart\u00f5es pr\u00e9-pagos, fornecidos pelos empregadores, de empresas como &#8220;Ticket&#8221;, &#8220;Alelo&#8221; e &#8220;VR Benef\u00edcios&#8221;, cuja utiliza\u00e7\u00e3o depende da aceita\u00e7\u00e3o em estabelecimentos credenciados, como supermercados, restaurantes e padarias.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-3-resultado-final\"><a>7.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Incide a contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria a cargo do empregador sobre o aux\u00edlio-alimenta\u00e7\u00e3o pago em pec\u00fania.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-beneficios-fiscais-e-efeitos-no-icms\"><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Benef\u00edcios fiscais e efeitos no ICMS<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>1. Imposs\u00edvel excluir os benef\u00edcios fiscais relacionados ao ICMS, &#8211; tais como redu\u00e7\u00e3o de base de c\u00e1lculo, redu\u00e7\u00e3o de al\u00edquota, isen\u00e7\u00e3o, diferimento, entre outros &#8211; da base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL, salvo quando atendidos os requisitos previstos em lei (art. 10 da Lei Complementar n. 160\/2017 e art. 30 da Lei n. 12.973\/2014), n\u00e3o se lhes aplicando o entendimento firmado nos ERESP 1.517.492\/PR que excluiu o cr\u00e9dito presumido de ICMS das bases de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL.<\/p>\n\n\n\n<p>2. Para a exclus\u00e3o dos benef\u00edcios fiscais relacionados ao ICMS, &#8211; tais como redu\u00e7\u00e3o de base de c\u00e1lculo, redu\u00e7\u00e3o de al\u00edquota, isen\u00e7\u00e3o, diferimento, entre outros &#8211; da base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL, n\u00e3o deve ser exigida a demonstra\u00e7\u00e3o de concess\u00e3o como est\u00edmulo \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o ou expans\u00e3o de empreendimentos econ\u00f4micos.<\/p>\n\n\n\n<p>3. Considerando que a Lei Complementar 160\/2017 incluiu os \u00a7\u00a7 4\u00ba e 5\u00ba ao art. 30 da Lei n. 12.973\/2014 sem, entretanto, revogar o disposto no seu \u00a7 2\u00ba, a dispensa de comprova\u00e7\u00e3o pr\u00e9via, pela empresa, de que a subven\u00e7\u00e3o fiscal foi concedida como medida de est\u00edmulo \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o ou expans\u00e3o do empreendimento econ\u00f4mico n\u00e3o obsta a Receita Federal de proceder ao lan\u00e7amento do IRPJ e da CSSL se, em procedimento fiscalizat\u00f3rio, for verificado que os valores oriundos do benef\u00edcio fiscal foram utilizados para finalidade estranha \u00e0 garantia da viabilidade do empreendimento econ\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.945.110-RS, Rel. Ministro Benedito Gon\u00e7alves, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 26\/4\/2023. (Tema 1182) (Info 772)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-situacao-fatica\"><a>8.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Trata-se de RESP no qual se discute se seria poss\u00edvel excluir os benef\u00edcios fiscais relacionados ao ICMS, &#8211; tais como redu\u00e7\u00e3o de base de c\u00e1lculo, redu\u00e7\u00e3o de al\u00edquota, isen\u00e7\u00e3o, imunidade, diferimento, entre outros &#8211; da base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-analise-estrategica\"><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-questao-juridica\"><a>8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei Complementar n. 160\/2017:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 10.&nbsp; O disposto nos&nbsp;\u00a7\u00a7 4<sup>o<\/sup>&nbsp;e 5<sup>o<\/sup>&nbsp;do art. 30 da Lei n<sup>o<\/sup>&nbsp;12.973, de 13 de maio de 2014, aplica-se inclusive aos incentivos e aos benef\u00edcios fiscais ou financeiro-fiscais de ICMS institu\u00eddos em desacordo com o disposto na&nbsp;al\u00ednea \u2018g\u2019 do inciso XII do \u00a7 2<sup>o<\/sup>&nbsp;do art. 155 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal&nbsp;por legisla\u00e7\u00e3o estadual publicada at\u00e9 a data de in\u00edcio de produ\u00e7\u00e3o de efeitos desta Lei Complementar, desde que atendidas as respectivas exig\u00eancias de registro e dep\u00f3sito, nos termos do art. 3<sup>o<\/sup>&nbsp;desta Lei Complementar.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 12.973\/2014:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 30. As subven\u00e7\u00f5es para investimento, inclusive mediante isen\u00e7\u00e3o ou redu\u00e7\u00e3o de impostos, concedidas como est\u00edmulo \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o ou expans\u00e3o de empreendimentos econ\u00f4micos e as doa\u00e7\u00f5es feitas pelo poder p\u00fablico n\u00e3o ser\u00e3o computadas na determina\u00e7\u00e3o do lucro real, desde que seja registrada em reserva de lucros a que se refere o&nbsp;art. 195-A da Lei n\u00ba 6.404, de 15 de dezembro de 1976,&nbsp;que somente poder\u00e1 ser utilizada para:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I &#8211; absor\u00e7\u00e3o de preju\u00edzos, desde que anteriormente j\u00e1 tenham sido totalmente absorvidas as demais Reservas de Lucros, com exce\u00e7\u00e3o da Reserva Legal; ou<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>II &#8211; aumento do capital social.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 1\u00ba Na hip\u00f3tese do inciso I do&nbsp;caput&nbsp;, a pessoa jur\u00eddica dever\u00e1 recompor a reserva \u00e0 medida que forem apurados lucros nos per\u00edodos subsequentes.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 2\u00ba As doa\u00e7\u00f5es e subven\u00e7\u00f5es de que trata o&nbsp;caput&nbsp;ser\u00e3o tributadas caso n\u00e3o seja observado o disposto no \u00a7 1\u00ba ou seja dada destina\u00e7\u00e3o diversa da que est\u00e1 prevista no&nbsp;caput&nbsp;, inclusive nas hip\u00f3teses de:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I &#8211; capitaliza\u00e7\u00e3o do valor e posterior restitui\u00e7\u00e3o de capital aos s\u00f3cios ou ao titular, mediante redu\u00e7\u00e3o do capital social, hip\u00f3tese em que a base para a incid\u00eancia ser\u00e1 o valor restitu\u00eddo, limitado ao valor total das exclus\u00f5es decorrentes de doa\u00e7\u00f5es ou subven\u00e7\u00f5es governamentais para investimentos;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>II &#8211; restitui\u00e7\u00e3o de capital aos s\u00f3cios ou ao titular, mediante redu\u00e7\u00e3o do capital social, nos 5 (cinco) anos anteriores \u00e0 data da doa\u00e7\u00e3o ou da subven\u00e7\u00e3o, com posterior capitaliza\u00e7\u00e3o do valor da doa\u00e7\u00e3o ou da subven\u00e7\u00e3o, hip\u00f3tese em que a base para a incid\u00eancia ser\u00e1 o valor restitu\u00eddo, limitada ao valor total das exclus\u00f5es decorrentes de doa\u00e7\u00f5es ou de subven\u00e7\u00f5es governamentais para investimentos; ou<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>III &#8211; integra\u00e7\u00e3o \u00e0 base de c\u00e1lculo dos dividendos obrigat\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 3\u00ba Se, no per\u00edodo de apura\u00e7\u00e3o, a pessoa jur\u00eddica apurar preju\u00edzo cont\u00e1bil ou lucro l\u00edquido cont\u00e1bil inferior \u00e0 parcela decorrente de doa\u00e7\u00f5es e de subven\u00e7\u00f5es governamentais e, nesse caso, n\u00e3o puder ser constitu\u00edda como parcela de lucros nos termos do&nbsp;caput&nbsp;, esta dever\u00e1 ocorrer \u00e0 medida que forem apurados lucros nos per\u00edodos subsequentes.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 4\u00ba Os incentivos e os benef\u00edcios fiscais ou financeiro-fiscais relativos ao imposto previsto no&nbsp;inciso II do&nbsp;<strong>caput&nbsp;<\/strong>do art. 155 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal,&nbsp;concedidos pelos Estados e pelo Distrito Federal, s\u00e3o considerados subven\u00e7\u00f5es para investimento, vedada a exig\u00eancia de outros requisitos ou condi\u00e7\u00f5es n\u00e3o previstos neste artigo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 5\u00ba O disposto no \u00a7 4\u00ba deste artigo aplica-se inclusive aos processos administrativos e judiciais ainda n\u00e3o definitivamente julgados<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-resultado-final\"><a>8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>1. Imposs\u00edvel excluir os benef\u00edcios fiscais relacionados ao ICMS, &#8211; tais como redu\u00e7\u00e3o de base de c\u00e1lculo, redu\u00e7\u00e3o de al\u00edquota, isen\u00e7\u00e3o, diferimento, entre outros &#8211; da base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL, salvo quando atendidos os requisitos previstos em lei (art. 10 da Lei Complementar n. 160\/2017 e art. 30 da Lei n. 12.973\/2014), n\u00e3o se lhes aplicando o entendimento firmado nos ERESP 1.517.492\/PR que excluiu o cr\u00e9dito presumido de ICMS das bases de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL.<\/p>\n\n\n\n<p>2. Para a exclus\u00e3o dos benef\u00edcios fiscais relacionados ao ICMS, &#8211; tais como redu\u00e7\u00e3o de base de c\u00e1lculo, redu\u00e7\u00e3o de al\u00edquota, isen\u00e7\u00e3o, diferimento, entre outros &#8211; da base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL, n\u00e3o deve ser exigida a demonstra\u00e7\u00e3o de concess\u00e3o como est\u00edmulo \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o ou expans\u00e3o de empreendimentos econ\u00f4micos.<\/p>\n\n\n\n<p>3. Considerando que a Lei Complementar 160\/2017 incluiu os \u00a7\u00a7 4\u00ba e 5\u00ba ao art. 30 da Lei n. 12.973\/2014 sem, entretanto, revogar o disposto no seu \u00a7 2\u00ba, a dispensa de comprova\u00e7\u00e3o pr\u00e9via, pela empresa, de que a subven\u00e7\u00e3o fiscal foi concedida como medida de est\u00edmulo \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o ou expans\u00e3o do empreendimento econ\u00f4mico n\u00e3o obsta a Receita Federal de proceder ao lan\u00e7amento do IRPJ e da CSSL se, em procedimento fiscalizat\u00f3rio, for verificado que os valores oriundos do benef\u00edcio fiscal foram utilizados para finalidade estranha \u00e0 garantia da viabilidade do empreendimento econ\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-penal\"><a>DIREITO PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-requisitos-para-reexame-dos-fundamentos-utilizados-na-dosimetria-da-pena-em-revisao-criminal\"><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Requisitos para reexame dos fundamentos utilizados na dosimetria da pena em revis\u00e3o criminal<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>REVIS\u00c3O CRIMINAL<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Os fundamentos utilizados na dosimetria da pena somente devem ser reexaminados se evidenciado, previamente, o cabimento do pedido revisional.<\/p>\n\n\n\n<p>RvCr 5.247-DF, Rel. Ministro Ribeiro Dantas, Rel. para ac\u00f3rd\u00e3o Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Terceira Se\u00e7\u00e3o, por maioria, julgado em 22\/3\/2023, DJe 14\/4\/2023. (Info 772)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-1-situacao-fatica\"><a>9.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creitinho foi condenado por tr\u00e1fico de drogas. Sua defesa ajuizou revis\u00e3o criminal na qual alega que a pena a ele imposta foi majorada de forma excessiva e desproporcional, levando-se em considera\u00e7\u00e3o, na primeira fase, a culpabilidade, os motivos do crime e a personalidade do agente.<\/p>\n\n\n\n<p>A revis\u00e3o criminal foi ajuizada com base no art. 621, III, parte final, do C\u00f3digo de Processo Penal relativa \u00e0 descoberta de novas provas ap\u00f3s a senten\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-analise-estrategica\"><a>9.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-1-questao-juridica\"><a>9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Processo Penal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art.&nbsp;621.&nbsp;&nbsp;A revis\u00e3o dos processos findos ser\u00e1 admitida:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I&nbsp;&#8211;&nbsp;quando a senten\u00e7a condenat\u00f3ria for contr\u00e1ria ao texto expresso da lei penal ou \u00e0 evid\u00eancia dos autos;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>II&nbsp;&#8211;&nbsp;quando a senten\u00e7a condenat\u00f3ria se fundar em depoimentos, exames ou documentos comprovadamente falsos;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>III&nbsp;&#8211;&nbsp;quando, ap\u00f3s a senten\u00e7a, se descobrirem novas provas de inoc\u00eancia do condenado ou de circunst\u00e2ncia que determine ou autorize diminui\u00e7\u00e3o especial da pena.<\/p>\n\n\n\n<p>CF:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 5\u00ba Todos s\u00e3o iguais perante a lei, sem distin\u00e7\u00e3o de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no Pa\u00eds a inviolabilidade do direito \u00e0 vida, \u00e0 liberdade, \u00e0 igualdade, \u00e0 seguran\u00e7a e \u00e0 propriedade, nos termos seguintes:<\/p>\n\n\n\n<p>XXXVI &#8211; a lei n\u00e3o prejudicar\u00e1 o direito adquirido, o ato jur\u00eddico perfeito e a coisa julgada;<\/p>\n\n\n\n<p>LVI &#8211; s\u00e3o inadmiss\u00edveis, no processo, as provas obtidas por meios il\u00edcitos;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-2-possivel-rever-os-criterios-da-dosimetria\"><a>9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel rever os crit\u00e9rios da dosimetria?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>S\u00f3 se restar evidenciado o cabimento da revisional!!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O STJ entende que &#8220;<strong>embora seja poss\u00edvel rever a dosimetria da pena em revis\u00e3o criminal, a utiliza\u00e7\u00e3o do pleito revisional \u00e9 pr\u00e1tica excepcional, somente justificada quando houver contrariedade ao texto expresso da lei ou \u00e0 evid\u00eancia dos autos<\/strong>&#8221; (AgRg no AREsp 734.052\/MS, Quinta Turma, relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, DJe de 16\/12\/2015).<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, o pedido revisional direciona-se contra a exaspera\u00e7\u00e3o da pena, sob o argumento de terem sido desproporcionais tanto o aumento imposto \u00e0 pena-base como o aplicado na segunda fase, em raz\u00e3o da agravante da reincid\u00eancia. A revis\u00e3o criminal foi ajuizada com base no art. 621, III, parte final, do C\u00f3digo de Processo Penal relativa \u00e0 descoberta de novas provas ap\u00f3s a senten\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, limitou-se o requerente a afirmar que, na fixa\u00e7\u00e3o da pena, &#8220;n\u00e3o se levou em conta os princ\u00edpios da individualiza\u00e7\u00e3o da pena, da proporcionalidadee da razoabilidade, autorizando assim a reforma da condena\u00e7\u00e3o pois que h\u00e1 circunst\u00e2ncia que autorize diminui\u00e7\u00e3o especial de pena&#8221;. <strong>N\u00e3o foram indicadas as novas provas a que faz alus\u00e3o o inciso III do art. 621 do C\u00f3digo de Processo Penal, \u00f4nus inafast\u00e1vel e apto a legitimar a utiliza\u00e7\u00e3o da revis\u00e3o crimina<\/strong>l.<\/p>\n\n\n\n<p>Os fundamentos utilizados na dosimetria da pena somente devem ser examinados se evidenciado, previamente, o cabimento do pedido revisional, porquanto a revis\u00e3o criminal n\u00e3o se qualifica como simples instrumento a servi\u00e7o do inconformismo da parte. Portanto, examin\u00e1-la, no caso, significaria autorizar a revis\u00e3o dos crit\u00e9rios de discricionariedade utilizados pelo STJ para manter a pena aplicada pela inst\u00e2ncia ordin\u00e1ria, desvirtuando por completo a ess\u00eancia do instituto.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, conforme recentemente advertiu a Terceira Se\u00e7\u00e3o, &#8220;<strong>apenas a ofensa manifesta ao texto legal permite a revis\u00e3o da senten\u00e7a protegida pelo tr\u00e2nsito em julgado, diante da necessidade de ponderar as garantias constitucionais da seguran\u00e7a jur\u00eddica<\/strong> (art. 5\u00ba, XXXVI, da CF<strong>) e do devido processo legal<\/strong> (art. 5\u00ba, inciso LVI, da CF)&#8221; &#8211; RvCr 4.890\/DF, relatora Ministra Laurita Vaz, Terceira Se\u00e7\u00e3o, julgado em 26\/5\/2021, DJe 2\/6\/2021.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-3-resultado-final\"><a>9.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Os fundamentos utilizados na dosimetria da pena somente devem ser reexaminados se evidenciado, previamente, o cabimento do pedido revisional.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-penal\"><a>DIREITO PROCESSUAL PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-natureza-da-acao-penal-relativa-ao-delito-de-registro-nao-autorizado-da-intimidade-sexual\"><a>10.&nbsp; Natureza da a\u00e7\u00e3o penal relativa ao delito de registro n\u00e3o autorizado da intimidade sexual<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>PROCESSO SOB SEGREDO DE JUSTI\u00c7A<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>O delito de registro n\u00e3o autorizado da intimidade sexual (art. 216-B do CP) possui a natureza de a\u00e7\u00e3o penal p\u00fablica incondicionada.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministro Sebasti\u00e3o Reis J\u00fanior, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 25\/4\/2023. (Info 772)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-1-situacao-fatica\"><a>10.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Josefino manteve relacionamento com Creide. E n\u00e3o \u00e9 que o rapaz gravava as rela\u00e7\u00f5es sexuais sem a ci\u00eancia da Creide?! E da\u00ed deu no que deu&#8230; Quando o relacionamento acabou, Josefino passou a exibir as imagens aos amigos, fato do qual tomou conhecimento Creide. O Problema \u00e9 que apenas ap\u00f3s um ano da ci\u00eancia das grava\u00e7\u00f5es \u00e9 que Creide tomou provid\u00eancia para \u201cdenunciar\u201d o ex-namorado.<\/p>\n\n\n\n<p>A defesa de Josefino, mais ligeira que rato perseguido por gato, sustenta que houve decad\u00eancia, pois que, mesmo tomando conhecimento da grava\u00e7\u00e3o ilegal, a v\u00edtima Creide apenas teria representado ap\u00f3s o prazo de 6 meses conferido pelo art. 38 do CPP.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-analise-estrategica\"><a>10.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-1-questao-juridica\"><a>10.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Penal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 216-B. &nbsp;Produzir, fotografar, filmar ou registrar, por qualquer meio, conte\u00fado com cena de nudez ou ato sexual ou libidinoso de car\u00e1ter \u00edntimo e privado sem autoriza\u00e7\u00e3o dos participantes:&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Pena &#8211; deten\u00e7\u00e3o, de 6 (seis) meses a 1 (um) ano, e multa.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. &nbsp;Na mesma pena incorre quem realiza montagem em fotografia, v\u00eddeo, \u00e1udio ou qualquer outro registro com o fim de incluir pessoa em cena de nudez ou ato sexual ou libidinoso de car\u00e1ter \u00edntimo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A\u00e7\u00e3o penal<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Art. 225.&nbsp; Nos crimes definidos nos Cap\u00edtulos I e II deste T\u00edtulo, procede-se mediante a\u00e7\u00e3o penal p\u00fablica incondicionada.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>CPP:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 28. Ordenado o arquivamento do inqu\u00e9rito policial ou de quaisquer elementos informativos da mesma natureza, o \u00f3rg\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico comunicar\u00e1 \u00e0 v\u00edtima, ao investigado e \u00e0 autoridade policial e encaminhar\u00e1 os autos para a inst\u00e2ncia de revis\u00e3o ministerial para fins de homologa\u00e7\u00e3o, na forma da lei.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-2-acao-penal-publica-incondicionada\"><a>10.2.2. A\u00e7\u00e3o penal p\u00fablica incondicionada?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Lei n. 13.718\/2018 converteu a a\u00e7\u00e3o penal de todos os crimes contra a dignidade sexual em p\u00fablica incondicionada (art. 225 do C\u00f3digo Penal). Posteriormente, a Lei n. 13.772\/2018 criou um novo cap\u00edtulo no C\u00f3digo Penal, o Cap\u00edtulo I-A, e dentro dele o delito do art. 216-B (Registro n\u00e3o autorizado da intimidade sexual). <strong>Ao criar esse novo cap\u00edtulo, no entanto, deixou-se de acrescentar sua men\u00e7\u00e3o no art. 225 do C\u00f3digo Penal, o qual se referia aos cap\u00edtulos existentes \u00e0 \u00e9poca da sua reda\u00e7\u00e3o<\/strong> (Cap\u00edtulos I e II).<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, a defesa alega a exist\u00eancia de constrangimento ilegal decorrente do ato de recebimento da den\u00fancia, uma vez que o crime encontra-se prescrito e deca\u00eddo, pois, mesmo tomando conhecimento da grava\u00e7\u00e3o ilegal, a v\u00edtima apenas teria representado ap\u00f3s o prazo de 6 meses conferido pelo art. 38 do CPP.<\/p>\n\n\n\n<p>Todavia, compreende-se que tal omiss\u00e3o legislativa n\u00e3o prejudica o posicionamento de que o crime de registro n\u00e3o autorizado da intimidade sexual se trata de a\u00e7\u00e3o penal p\u00fablica incondicionada. Isso porque, inexistindo men\u00e7\u00e3o expressa (seja no cap\u00edtulo I-A, seja no art. 216-B) de que se trata de a\u00e7\u00e3o privada ou p\u00fablica condicionada, aplica-se a regra geral do C\u00f3digo Penal: no sil\u00eancio da lei, deve-se considerar a a\u00e7\u00e3o penal como p\u00fablica incondicionada.<\/p>\n\n\n\n<p>No mesmo sentido, referencia-se o entendimento do Tribunal de origem no sentido de que &#8220;A interpreta\u00e7\u00e3o deve ser, em tais hip\u00f3teses, necessariamente restritiva, pelo que \u00e9 for\u00e7oso reconhecer n\u00e3o estar referido &#8220;Cap\u00edtulo I-A&#8221; abrangido na previs\u00e3o expressa de mencionado art. 225 do CP. N\u00e3o se pode, contudo, perder de vista que a regra geral da legisla\u00e7\u00e3o criminal \u00e9 a a\u00e7\u00e3o penal p\u00fablica ser incondicionada, sendo p\u00fablica condicionada, ou privada, apenas se houver previs\u00e3o expressa nesse sentido pelo legislador&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, <strong>ao se considerar o delito de registro n\u00e3o autorizado da intimidade sexual como delito de a\u00e7\u00e3o penal p\u00fablica incondicionada, inexiste a alegada decad\u00eancia do direito de representa\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-3-resultado-final\"><a>10.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O delito de registro n\u00e3o autorizado da intimidade sexual (art. 216-B do CP) possui a natureza de a\u00e7\u00e3o penal p\u00fablica incondicionada.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-cabimento-do-anpp-nos-casos-em-que-houver-a-modificacao-do-quadro-fatico-juridico-e-ainda-em-situacoes-em-que-houver-a-desclassificacao-do-delito\"><a>11.&nbsp; Cabimento do ANPP nos casos em que houver a modifica\u00e7\u00e3o do quadro f\u00e1tico-jur\u00eddico, e, ainda, em situa\u00e7\u00f5es em que houver a desclassifica\u00e7\u00e3o do delito<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Nos casos em que houver a modifica\u00e7\u00e3o do quadro f\u00e1tico-jur\u00eddico, e, ainda, em situa\u00e7\u00f5es em que houver a desclassifica\u00e7\u00e3o do delito &#8211; seja por emendatio ou mutatio libelli -, uma vez preenchidos os requisitos legais exigidos para o Acordo de N\u00e3o Persecu\u00e7\u00e3o Penal, torna-se cab\u00edvel o instituto negocial.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no REsp 2.016.905-SP, Rel. Ministro Messod Azulay Neto, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 7\/3\/2023, DJe 14\/4\/2023. (Info 772)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-1-situacao-fatica\"><a>11.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creosvalda foi condenada pelo crime de falsidade ideol\u00f3gica por sete vezes. Em apela\u00e7\u00e3o, foi provido o recurso para reconhecer a continuidade delitiva dos atos e o redimensionamento da pena para menos de dois anos.<\/p>\n\n\n\n<p>A defesa ent\u00e3o requereu a remessa do feito ao MP, para que avaliasse a possibilidade de celebra\u00e7\u00e3o de ANPP, o que foi negado pelo tribunal sob a alega\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o se poderia discutir a composi\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a condena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-analise-estrategica\"><a>11.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-1-questao-juridica\"><a>11.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CP:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Falsidade ideol\u00f3gica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Art. 299 &#8211; Omitir, em documento p\u00fablico ou particular, declara\u00e7\u00e3o que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declara\u00e7\u00e3o falsa ou diversa da que devia ser escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obriga\u00e7\u00e3o ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante:<\/p>\n\n\n\n<p>Pena &#8211; reclus\u00e3o, de um a cinco anos, e multa, se o documento \u00e9 p\u00fablico, e reclus\u00e3o de um a tr\u00eas anos, e multa, de quinhentos mil r\u00e9is a cinco contos de r\u00e9is, se o documento \u00e9 particular.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico &#8211; Se o agente \u00e9 funcion\u00e1rio p\u00fablico, e comete o crime prevalecendo-se do cargo, ou se a falsifica\u00e7\u00e3o ou altera\u00e7\u00e3o \u00e9 de assentamento de registro civil, aumenta-se a pena de sexta parte.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-2-cabivel-o-anpp\"><a>11.2.2. Cab\u00edvel o ANPP?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>SIM!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No caso, houve uma relevante altera\u00e7\u00e3o do quadro f\u00e1tico-jur\u00eddico, tornando-se potencialmente cab\u00edvel o instituto negocial do Acordo de N\u00e3o Persecu\u00e7\u00e3o Penal &#8211; ANPP. Afinal, o Tribunal&nbsp;<em>a quo<\/em>, ao julgar o recurso de apela\u00e7\u00e3o interposto pela defesa, deu-lhe parcial provimento, a fim de reconhecer a continuidade delitiva entre os crimes de falsidade ideol\u00f3gica (CP, art. 299), tornando, assim, objetivamente vi\u00e1vel a realiza\u00e7\u00e3o do referido acordo, em raz\u00e3o do novo patamar de apenamento &#8211; pena m\u00ednima cominada inferior a 4 (quatro) anos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Trata-se,&nbsp;<em>mutatis mutandis<\/em>, de racioc\u00ednio similar \u00e0quele constante da S\u00famula n. 337 do STJ<\/strong>, a saber: &#8220;\u00c9 cab\u00edvel a suspens\u00e3o condicional do processo na desclassifica\u00e7\u00e3o do crime e na proced\u00eancia parcial da pretens\u00e3o punitiva&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>De fato, ao longo da a\u00e7\u00e3o penal at\u00e9 a prola\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a condenat\u00f3ria, o ANPP n\u00e3o era cab\u00edvel, seja porque a Lei n. 13.964\/2019 (Pacote Anticrime) entrou em vigor em 23\/1\/2020, ap\u00f3s o oferecimento da den\u00fancia (26\/4\/2019), seja porque o crime imputado &#8211; falsidade ideol\u00f3gica, por sete vezes, em concurso material &#8211; n\u00e3o tornava vi\u00e1vel o referido acordo, tendo em vista que a pena m\u00ednima cominada era superior a 4 (quatro) anos, em raz\u00e3o do concurso material de crimes.<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre que o Tribunal de origem, j\u00e1 na vig\u00eancia da Lei n. 13.964\/2019, deu parcial provimento ao recurso de apela\u00e7\u00e3o interposto pela defesa para reconhecer a continuidade delitiva entre os crimes de falsidade ideol\u00f3gica, afastando, assim, o concurso material.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Essa modifica\u00e7\u00e3o do quadro f\u00e1tico-jur\u00eddico n\u00e3o somente resultou numa consider\u00e1vel redu\u00e7\u00e3o da pena, mas tamb\u00e9m tornou objetivamente cab\u00edvel a formula\u00e7\u00e3o de acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal<\/strong>, ao menos sob o aspecto referente ao requisito da pena m\u00ednima cominada ser inferior a 4 (quatro) anos, conforme previsto no art. 28-A do CPP.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, nos casos em que houver a modifica\u00e7\u00e3o do quadro f\u00e1tico-jur\u00eddico, como no caso em quest\u00e3o, e ainda em situa\u00e7\u00f5es em que houver a desclassifica\u00e7\u00e3o do delito &#8211; seja por&nbsp;<em>emendatio<\/em>&nbsp;ou&nbsp;<em>mutatio libelli<\/em>&nbsp;-, uma vez preenchidos os requisitos legais exigidos para o ANPP, torna-se cab\u00edvel o instituto negocial.<\/p>\n\n\n\n<p>Cabe salientar, ainda, que, no caso, n\u00e3o se faz necess\u00e1ria a discuss\u00e3o acerca da quest\u00e3o da retroatividade do ANPP, mas, sim, unicamente a circunst\u00e2ncia de que a altera\u00e7\u00e3o do quadro f\u00e1tico-jur\u00eddico tornou potencialmente cab\u00edvel o instituto negocial, de maneira que o entendimento externado na presente decis\u00e3o n\u00e3o entra em confronto com a jurisprud\u00eancia do STJ.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-3-resultado-final\"><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a>11.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Nos casos em que houver a modifica\u00e7\u00e3o do quadro f\u00e1tico-jur\u00eddico, e, ainda, em situa\u00e7\u00f5es em que houver a desclassifica\u00e7\u00e3o do delito &#8211; seja por emendatio ou mutatio libelli -, uma vez preenchidos os requisitos legais exigidos para o Acordo de N\u00e3o Persecu\u00e7\u00e3o Penal, torna-se cab\u00edvel o instituto negocial.<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-a330b622-1721-49b4-b070-c0861cc4b386\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/05\/23003637\/stj-informativo-772.pdf\">stj-informativo-772<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/05\/23003637\/stj-informativo-772.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-a330b622-1721-49b4-b070-c0861cc4b386\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Informativo n\u00ba 772 do STJ\u00a0COMENTADO\u00a0saindo do forno (quentinho) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! 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