{"id":1213459,"date":"2023-05-10T01:10:22","date_gmt":"2023-05-10T04:10:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1213459"},"modified":"2023-05-10T01:10:24","modified_gmt":"2023-05-10T04:10:24","slug":"informativo-stf-1092-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1092-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STF 1092 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p>Informativo n\u00ba 1092 do STF\u00a0<strong>COMENTADO.\u00a0<\/strong>\u00c9 para voc\u00ea que est\u00e1 ligad@ aqui\u00a0no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/05\/10010956\/stf-informativo-1092.pdf\">DOWNLOAD do PDF<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_Bzhj7Z9prYo\"><div id=\"lyte_Bzhj7Z9prYo\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/Bzhj7Z9prYo\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/Bzhj7Z9prYo\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/Bzhj7Z9prYo\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><a>DIREITO ADMINISTRATIVO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Instala\u00e7\u00e3o de lacres eletr\u00f4nicos em tanques de postos de combust\u00edveis<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional \u2014 por violar os princ\u00edpios da proporcionalidade, da igualdade e da razoabilidade \u2014 lei distrital que obriga as distribuidoras de combust\u00edveis a instalar, \u00e0s suas expensas, lacres eletr\u00f4nicos nos tanques de armazenamento dos postos revendedores que exibem a sua marca, e dispensa dessa exig\u00eancia os postos de \u201cbandeira branca\u201d (n\u00e3o vinculados e sem compromisso firmado com determinada distribuidora).<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 3.236\/DF, relatora Ministra C\u00e1rmen L\u00facia, julgamento virtual finalizado em 24.4.2023 (Info 1092)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O ent\u00e3o governador do Distrito Federal ajuizou a ADI 3236 contra a Lei Distrital 3228\/03. A a\u00e7\u00e3o pede a inconstitucionalidade integral da lei que obriga as distribuidoras de combust\u00edveis, no DF, a colocar lacres eletr\u00f4nicos que controlem a abertura e o fechamento dos tanques nos postos de combust\u00edveis, mas apenas para os postos revendedores que exibem a sua marca, e dispensa dessa exig\u00eancia os postos de \u201cbandeira branca\u201d (n\u00e3o vinculados e sem compromisso firmado com determinada distribuidora).<\/p>\n\n\n\n<p>O governador alega que, de acordo com os incisos do artigo 177 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, s\u00e3o objeto de monop\u00f3lio da Uni\u00e3o os temas ligados ao petr\u00f3leo. Cita ainda o artigo 238, que submete a lei federal o regramento da venda e revenda de combust\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Lacrou?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Deslacra!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A utiliza\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia ou n\u00e3o da marca do distribuidor no posto de combust\u00edveis como crit\u00e9rio para incidir ou n\u00e3o a mencionada obrigatoriedade configura aus\u00eancia de adequa\u00e7\u00e3o dos fins pretendidos pela norma distrital impugnada e os meios apontados para atingi-los, revelando tratamento indevidamente DESPROPORCIONAL.<\/p>\n\n\n\n<p>Impor a instala\u00e7\u00e3o de equipamento oneroso com aplica\u00e7\u00e3o de multa aos que descumprirem a norma e liberar concorrentes que competem no mesmo ramo de atividade e se sujeitam ao mesmo \u00f3rg\u00e3o regulador \u2014 Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo, G\u00e1s Natural e Biocombust\u00edveis (ANP) \u2014 <strong>representa desequil\u00edbrio na rela\u00e7\u00e3o de concorr\u00eancia e evidente desigualdade de tratamento.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, inexiste a alegada inconstitucionalidade formal por suposta invas\u00e3o de compet\u00eancia privativa da Uni\u00e3o, pois a norma impugnada, ao dispor sobre obriga\u00e7\u00f5es na distribui\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis como medida de prote\u00e7\u00e3o consumerista, trata de tema afeto \u00e0 produ\u00e7\u00e3o, consumo e responsabilidade por dano ao consumidor cuja compet\u00eancia \u00e9 CONCORRENTE entre a Uni\u00e3o, estados e o Distrito Federal (CF\/1988, art. 24, V e VIII).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por maioria,&nbsp;julgou inconstitucional a Lei distrital 3.228\/2003. Registrou-se, ainda, que as normas dos arts. 1\u00ba e 2\u00ba do referido diploma legal determinam, por arrastamento, a declara\u00e7\u00e3o de inconstitucionalidade das demais, por se tornarem ineficazes quando n\u00e3o inexequ\u00edveis sem aqueles dispositivos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Defensoria P\u00fablica: lei estadual que fixa crit\u00e9rios de desempate para a promo\u00e7\u00e3o e a remo\u00e7\u00e3o com base na antiguidade<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional \u2014 por violar a compet\u00eancia do legislador complementar nacional (CF\/1988, arts. 61, \u00a7 1\u00ba, II, \u201cd\u201d; 93; e 134, \u00a7\u00a7 1\u00ba e 4\u00ba) e o princ\u00edpio da isonomia (CF\/1988, arts. 5\u00ba, \u201ccaput\u201d; e 19, III) \u2014 norma estadual que fixa o tempo de servi\u00e7o p\u00fablico no ente federado ou o tempo de servi\u00e7o p\u00fablico em geral como crit\u00e9rio de desempate na aferi\u00e7\u00e3o da antiguidade para a promo\u00e7\u00e3o e a remo\u00e7\u00e3o dos defensores p\u00fablicos locais.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 7.317\/RS, relatora Ministra C\u00e1rmen L\u00facia, julgamento virtual finalizado em 2.5.2023 (Info 1092)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O PGR ajuizou a ADI 7317 contra dispositivo de lei ga\u00facha que previa crit\u00e9rios de desempate para a promo\u00e7\u00e3o e a remo\u00e7\u00e3o de defensores p\u00fablicos estaduais com base na antiguidade, prevendo o tempo de exerc\u00edcio de servi\u00e7o p\u00fablico como crit\u00e9rio para o desempate.<\/p>\n\n\n\n<p>Sustenta que a Uni\u00e3o j\u00e1 exerceu sua compet\u00eancia constitucional para tratar do tema com a edi\u00e7\u00e3o da LC 80\/1994, que organiza a Defensoria P\u00fablica da Uni\u00e3o, do DF e dos Territ\u00f3rios e prescreve normas gerais para a organiza\u00e7\u00e3o das Defensorias P\u00fablicas estaduais.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CF\/1988: \u201cArt. 61. A iniciativa das leis complementares e ordin\u00e1rias cabe a qualquer membro ou Comiss\u00e3o da C\u00e2mara dos Deputados, do Senado Federal ou do Congresso Nacional, ao Presidente da Rep\u00fablica, ao Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais Superiores, ao Procurador-Geral da Rep\u00fablica e aos cidad\u00e3os, na forma e nos casos previstos nesta Constitui\u00e7\u00e3o. \u00a7 1\u00ba S\u00e3o de iniciativa privativa do Presidente da Rep\u00fablica as leis que: (&#8230;) II \u2013 disponham sobre: (&#8230;) d) organiza\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico e da Defensoria P\u00fablica da Uni\u00e3o, bem como normas gerais para a organiza\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico e da Defensoria P\u00fablica dos Estados, do Distrito Federal e dos Territ\u00f3rios; (&#8230;) Art. 93. Lei complementar, de iniciativa do Supremo Tribunal Federal, dispor\u00e1 sobre o Estatuto da Magistratura, observados os seguintes princ\u00edpios: (&#8230;) II &#8211; promo\u00e7\u00e3o de entr\u00e2ncia para entr\u00e2ncia, alternadamente, por antiguidade e merecimento, atendidas as seguintes normas: (&#8230;) Art. 134. A Defensoria P\u00fablica \u00e9 institui\u00e7\u00e3o permanente, essencial \u00e0 fun\u00e7\u00e3o jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe, como express\u00e3o e instrumento do regime democr\u00e1tico, fundamentalmente, a orienta\u00e7\u00e3o jur\u00eddica, a promo\u00e7\u00e3o dos direitos humanos e a defesa, em todos os graus, judicial e extrajudicial, dos direitos individuais e coletivos, de forma integral e gratuita, aos necessitados, na forma do inciso LXXIV do art. 5\u00ba desta Constitui\u00e7\u00e3o Federal. \u00a7 1\u00ba Lei complementar organizar\u00e1 a Defensoria P\u00fablica da Uni\u00e3o e do Distrito Federal e dos Territ\u00f3rios e prescrever\u00e1 normas gerais para sua organiza\u00e7\u00e3o nos Estados, em cargos de carreira, providos, na classe inicial, mediante concurso p\u00fablico de provas e t\u00edtulos, assegurada a seus integrantes a garantia da inamovibilidade e vedado o exerc\u00edcio da advocacia fora das atribui\u00e7\u00f5es institucionais. (&#8230;) \u00a7 4\u00ba S\u00e3o princ\u00edpios institucionais da Defensoria P\u00fablica a unidade, a indivisibilidade e a independ\u00eancia funcional, aplicando-se tamb\u00e9m, no que couber, o disposto no art. 93 e no inciso II do art. 96 desta Constitui\u00e7\u00e3o Federal<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Pode o Estado meter a colher<\/a>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Quem faz sopa \u00e9 a Uni\u00e3o!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O mesmo racioc\u00ednio aplicado quanto \u00e0 carreira da magistratura deve ser adotado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 de defensor p\u00fablico, sendo vedado \u00e0 lei estadual disciplinar mat\u00e9ria pr\u00f3pria da Lei Org\u00e2nica da Defensoria P\u00fablica (Lei Complementar 80\/1994) ou dispor de forma contr\u00e1ria a ela.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, do cotejo das normas da LC 80\/1994 com os dispositivos impugnados, <strong>verifica-se inexistir norma nacional a reconhecer o tempo de exerc\u00edcio de servi\u00e7o p\u00fablico como crit\u00e9rio v\u00e1lido para o desempate na antiguidade para fins de promo\u00e7\u00e3o na carreira de Defensor P\u00fablico<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, ao fixar o tempo de servi\u00e7o p\u00fablico como crit\u00e9rio de desempate para promo\u00e7\u00e3o e remo\u00e7\u00e3o por antiguidade, o legislador estadual estabeleceu inconstitucional distin\u00e7\u00e3o entre membros da mesma carreira, em desrespeito ao princ\u00edpio da isonomia.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>2.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por maioria, julgou procedente a a\u00e7\u00e3o para declarar a inconstitucionalidade das express\u00f5es \u201ccontar com maior tempo de servi\u00e7o p\u00fablico no Estado, maior tempo de servi\u00e7o p\u00fablico em geral\u201d, \u201cno servi\u00e7o p\u00fablico estadual e no servi\u00e7o p\u00fablico em geral\u201d e \u201cno servi\u00e7o p\u00fablico do Estado, no servi\u00e7o p\u00fablico em geral\u201d, constantes nos \u00a7\u00a7 1\u00ba e 2\u00ba do art. 20 e no \u00a7 4\u00ba do art. 29 da Lei Complementar 11.795\/2002 do Estado do Rio Grande do Sul (Estatuto da Defensoria P\u00fablica ga\u00facha), atribuindo efic\u00e1cia&nbsp;ex nunc&nbsp;\u00e0 declara\u00e7\u00e3o de inconstitucionalidade a contar da publica\u00e7\u00e3o da ata de julgamento.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Minist\u00e9rio P\u00fablico: lei estadual que fixa crit\u00e9rios de desempate para a promo\u00e7\u00e3o e a remo\u00e7\u00e3o com base na antiguidade<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional \u2014 por violar a compet\u00eancia do legislador complementar nacional (CF\/1988, arts. 61, \u00a7 1\u00ba, II, \u201cd\u201d; 93; e 129, \u00a7 4\u00ba) e o princ\u00edpio da isonomia (CF\/1988, arts. 5\u00ba, \u201ccaput\u201d; e 19, III) \u2014 norma estadual que fixa o tempo de servi\u00e7o p\u00fablico no ente federado ou o maior n\u00famero de filhos como crit\u00e9rio de desempate na aferi\u00e7\u00e3o da antiguidade para a promo\u00e7\u00e3o e a remo\u00e7\u00e3o de membros do Minist\u00e9rio P\u00fablico local.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 7.283\/MG, relatora Ministra C\u00e1rmen L\u00facia, julgamento virtual finalizado em 2.5.2023 (Info 1092)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O PGR ajuizou a ADI 7317 contra dispositivo de lei ga\u00facha que previa crit\u00e9rios de desempate para a promo\u00e7\u00e3o e a remo\u00e7\u00e3o de membros do MP com base na antiguidade, prevendo o tempo de exerc\u00edcio de servi\u00e7o p\u00fablico como crit\u00e9rio para o desempate.<\/p>\n\n\n\n<p>Sustenta que a lei org\u00e2nica nacional do MP (lei 8.625\/93) admite, como crit\u00e9rio de apura\u00e7\u00e3o da antiguidade para efeito de promo\u00e7\u00e3o e remo\u00e7\u00e3o, apenas a atua\u00e7\u00e3o na entr\u00e2ncia ou categoria. Por isso, a ado\u00e7\u00e3o de outros crit\u00e9rios criaria prefer\u00eancia e privil\u00e9gio infundado, violando os princ\u00edpios da igualdade e da isonomia federativa.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CF\/1988: \u201cArt. 61. A iniciativa das leis complementares e ordin\u00e1rias cabe a qualquer membro ou Comiss\u00e3o da C\u00e2mara dos Deputados, do Senado Federal ou do Congresso Nacional, ao Presidente da Rep\u00fablica, ao Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais Superiores, ao Procurador-Geral da Rep\u00fablica e aos cidad\u00e3os, na forma e nos casos previstos nesta Constitui\u00e7\u00e3o. \u00a7 1\u00ba S\u00e3o de iniciativa privativa do Presidente da Rep\u00fablica as leis que: (&#8230;) II \u2013 disponham sobre: (&#8230;) d) organiza\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico e da Defensoria P\u00fablica da Uni\u00e3o, bem como normas gerais para a organiza\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico e da Defensoria P\u00fablica dos Estados, do Distrito Federal e dos Territ\u00f3rios; (&#8230;) Art. 93. Lei complementar, de iniciativa do Supremo Tribunal Federal, dispor\u00e1 sobre o Estatuto da Magistratura, observados os seguintes princ\u00edpios: (&#8230;) II &#8211; promo\u00e7\u00e3o de entr\u00e2ncia para entr\u00e2ncia, alternadamente, por antiguidade e merecimento, atendidas as seguintes normas: (&#8230;) Art. 129. S\u00e3o fun\u00e7\u00f5es institucionais do Minist\u00e9rio P\u00fablico (&#8230;) \u00a7 4\u00ba Aplica-se ao Minist\u00e9rio P\u00fablico, no que couber, o disposto no art. 93.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Para os mesmos fatos o mesmo direito?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Na mosca!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O mesmo racioc\u00ednio aplicado quanto \u00e0 carreira da magistratura deve ser adotado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 do Minist\u00e9rio P\u00fablico, sendo vedado \u00e0 lei estadual disciplinar mat\u00e9ria pr\u00f3pria da Lei Org\u00e2nica do Minist\u00e9rio P\u00fablico (LONMP, Lei 8.625\/1993) ou dispor de forma contr\u00e1ria a ela.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, do cotejo das normas da LONMP com os dispositivos impugnados, <strong>verifica-se inexistir norma nacional a reconhecer o n\u00famero de filhos e o tempo de exerc\u00edcio de servi\u00e7o p\u00fablico no estado federado como crit\u00e9rios v\u00e1lidos para o desempate na antiguidade de membros do Minist\u00e9rio P\u00fablico<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><a>Ademais,<\/a>&nbsp;ao fixar o n\u00famero de filhos e o tempo de servi\u00e7o p\u00fablico na unidade federativa como crit\u00e9rios de desempate para promo\u00e7\u00e3o e remo\u00e7\u00e3o por antiguidade, o legislador estadual estabeleceu inconstitucional distin\u00e7\u00e3o entre membros da mesma carreira, em desrespeito ao princ\u00edpio da isonomia.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>3.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por maioria, julgou procedente a a\u00e7\u00e3o para declarar a inconstitucionalidade do art. 185, par\u00e1grafo \u00fanico, V e VI, da Lei Complementar 34\/1994 do Estado de Minas Gerais (Lei Org\u00e2nica do Minist\u00e9rio P\u00fablico mineiro), atribuindo efic\u00e1cia&nbsp;ex nunc&nbsp;\u00e0 declara\u00e7\u00e3o de inconstitucionalidade a contar da publica\u00e7\u00e3o da ata de julgamento.<a><\/a><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Impedimento da aposentadoria volunt\u00e1ria e da exonera\u00e7\u00e3o a pedido de servidor estadual que responde a processo administrativo disciplinar<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional norma estadual que impede a exonera\u00e7\u00e3o a pedido e a aposentadoria volunt\u00e1ria de servidor que responde a processo administrativo disciplinar (PAD). Contudo, \u00e9 poss\u00edvel conceder a aposentadoria ao investigado quando a conclus\u00e3o do PAD n\u00e3o observar prazo razo\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 6.591\/DF, relator Ministro Edson Fachin, julgamento virtual finalizado em 2.5.2023 (Info 1092)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Foi ajuizada a ADI 6591 em face de norma estadual baiana que impedia a exonera\u00e7\u00e3o a pedido e a aposentadoria volunt\u00e1ria de servidor que respondesse a processo administrativo disciplinar (PAD).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei 8.112\/1990: \u201cArt. 172.&nbsp;&nbsp;O servidor que responder a processo disciplinar s\u00f3 poder\u00e1 ser exonerado a pedido, ou aposentado voluntariamente, ap\u00f3s a conclus\u00e3o do processo e o cumprimento da penalidade, acaso aplicada. Par\u00e1grafo \u00fanico. Ocorrida a exonera\u00e7\u00e3o de que trata o par\u00e1grafo \u00fanico, inciso I do art. 34, o ato ser\u00e1 convertido em demiss\u00e3o, se for o caso.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Pode segurar o sujeito pela cangote<\/a>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Pode. Mas \u00e9 poss\u00edvel conceder a aposentadoria ao investigado quando a conclus\u00e3o do PAD n\u00e3o observar prazo razo\u00e1vel!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica n\u00e3o possui discricionariedade para deixar de aplicar penalidades disciplinares quando os fatos se amoldarem ao tipo legal, assim como para estender, de modo desproporcional, o prazo para a conclus\u00e3o do respectivo processo administrativo. Assim, \u00e9 poss\u00edvel a cumula\u00e7\u00e3o de san\u00e7\u00f5es \u2014 pois se revela como medida razo\u00e1vel e proporcional \u2014 necess\u00e1rias para a observ\u00e2ncia do princ\u00edpio democr\u00e1tico.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, a indisponibilidade dos bens para o ressarcimento do dano ou a configura\u00e7\u00e3o de eventual inelegibilidade \u2014 penalidades aplic\u00e1veis quando o servidor \u00e9 demitido \u2014 justificam a previs\u00e3o do art. 172 da Lei 8.112\/1990 \u2014 que disp\u00f5e sobre o regime jur\u00eddico dos servidores p\u00fablicos civis da Uni\u00e3o, das autarquias e das funda\u00e7\u00f5es p\u00fablicas federais \u2014, e cuja reda\u00e7\u00e3o foi replicada pela lei estadual impugnada.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, o <strong>tempo de espera para a conclus\u00e3o do PAD pode ser demasiado e acabar atingindo, de forma reflexa, o direito \u00e0 aposentadoria<\/strong>. Se isso ocorrer, \u00e9 necess\u00e1rio verificar, \u00e0 luz do caso concreto, o real motivo da demora: se a des\u00eddia, entre outras possibilidades, decorre do abuso do direito de defesa, pela complexidade do caso, ou pela necessidade de produ\u00e7\u00e3o de provas.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>4.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por maioria,&nbsp;julgou parcialmente procedente a a\u00e7\u00e3o para conferir interpreta\u00e7\u00e3o conforme a Constitui\u00e7\u00e3o ao art. 240 da Lei 6.677\/1994 do Estado da Bahia, a fim de assentar que, em caso de inobserv\u00e2ncia de prazo razo\u00e1vel para a conclus\u00e3o de processo administrativo disciplinar, seja poss\u00edvel a concess\u00e3o de aposentadoria a servidor investigado.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><a>DIREITO CONSTITUCIONAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (In)constitucionalidade de dispositivos do C\u00f3digo de Processo Civil de 2015<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A edi\u00e7\u00e3o da Lei 13.105\/2015, conhecida como C\u00f3digo de Processo Civil de 2015 (CPC\/2015), consagrou o entendimento de que o processo n\u00e3o deve ser um fim em si mesmo, devendo-se buscar uma adequada media\u00e7\u00e3o entre o direito nele previsto e a sua realiza\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica, a fim de torn\u00e1-lo efetivo, exigindo-se postura interpretativa orientada a reafirmar e refor\u00e7ar esse objetivo<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 5.492\/DF, relator Ministro Dias Toffoli, julgamento virtual finalizado em 24.4.2023 (Info 1092)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O governador do Rio de Janeiro ajuizou no STF a ADI 5492 contra dispositivos da Lei Federal 13.105\/2015, que instituiu o novo C\u00f3digo de Processo Civil. Para o estado, as inconstitucionalidades apontadas agridem valores fundamentais albergados pela Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica. Alega que foram claramente transgredidos os limites em que cabia ao legislador ordin\u00e1rio atuar.<\/p>\n\n\n\n<p>O governo estadual questiona, entre outras coisitas, a aplica\u00e7\u00e3o do CPC aos processos administrativos estaduais (artigo 15), a submiss\u00e3o dos estados-membros e o Distrito Federal ao foro de domic\u00edlio do autor da demanda jur\u00eddica, pela mera vontade deste. Isso, segundo a ADI, comprometeria a efetividade da garantia do contradit\u00f3rio, esvaziaria a Justi\u00e7a estadual como componente da auto-organiza\u00e7\u00e3o federativa e daria margem ao abuso de direito no processo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC\/2015: \u201cArt. 46. A a\u00e7\u00e3o fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens m\u00f3veis ser\u00e1 proposta, em regra, no foro de domic\u00edlio do r\u00e9u. (&#8230;) \u00a7 5\u00ba A execu\u00e7\u00e3o fiscal ser\u00e1 proposta no foro de domic\u00edlio do r\u00e9u, no de sua resid\u00eancia ou no do lugar onde for encontrado. (&#8230;) Art. 52. \u00c9 competente o foro de domic\u00edlio do r\u00e9u para as causas em que seja autor Estado ou o Distrito Federal.<a><\/a>&nbsp;Par\u00e1grafo \u00fanico. Se Estado ou o Distrito Federal for o demandado, a a\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser proposta no foro de domic\u00edlio do autor, no de ocorr\u00eancia do ato ou fato que originou a demanda, no de situa\u00e7\u00e3o da coisa ou na capital do respectivo ente federado.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tratamento uniforme?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Em federalismo tupiniquim, com certeza!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O car\u00e1ter nacional e cogente do CPC\/2015 imp\u00f5e conferir tratamento uniforme a todos os jurisdicionados submetidos a processo no territ\u00f3rio brasileiro, n\u00e3o se permitindo que ele seja diverso em mat\u00e9ria processual conforme a unidade federada na qual ocorre o lit\u00edgio.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">5.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; E a regra que autoriza os Estados e munic\u00edpios a serem demandados onde Deus quiser?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>J\u00e1 era!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a>\u00c9 inconstitucional a regra de compet\u00eancia que autoriza que entes subnacionais sejam demandados em qualquer comarca do Pa\u00eds, <\/a>pois a fixa\u00e7\u00e3o do foro deve se RESTRINGIR aos seus respectivos limites territoriais.<\/p>\n\n\n\n<p>Deve ser conferida interpreta\u00e7\u00e3o conforme a Constitui\u00e7\u00e3o aos artigos 46, \u00a7 5\u00ba, e 52, par\u00e1grafo \u00fanico, ambos do CPC\/2015, no sentido de que <strong>a compet\u00eancia seja definida nos limites territoriais do respectivo estado ou do Distrito Federal, nos casos de promo\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o fiscal e de ajuizamento de a\u00e7\u00e3o em que qualquer deles seja demandado<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A possibilidade de litigar em face da Uni\u00e3o em qualquer parte do Pa\u00eds (CF\/1988, art. 109, \u00a7\u00a7 1\u00ba e 2\u00ba) \u00e9 compat\u00edvel com a estrutura\u00e7\u00e3o nacional da Advocacia P\u00fablica federal. Contudo, estender essa previs\u00e3o aos entes subnacionais resulta na desconsidera\u00e7\u00e3o de sua prerrogativa constitucional de auto-organiza\u00e7\u00e3o (CF\/1988, arts. 18, 25 e 125) e da circunst\u00e2ncia de que sua atua\u00e7\u00e3o se desenvolve dentro dos seus limites territoriais.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">5.2.4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dep\u00f3sito de RPVs somente em bancos oficiais?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong><strong> Limitou demais!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a>\u00c9 inconstitucional a obrigatoriedade de os dep\u00f3sitos judiciais e de valores de RPVs serem realizados somente em bancos oficiais <\/a>(CPC\/2015, arts. 535, \u00a7 3\u00ba, II; e 840, I).<\/p>\n\n\n\n<p>Essa determina\u00e7\u00e3o <strong>viola os princ\u00edpios da efici\u00eancia administrativa, da livre concorr\u00eancia e da livre iniciativa<\/strong>, assim como cerceia os entes federados, notadamente as justi\u00e7as estaduais, quanto ao exerc\u00edcio de suas autonomias.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">5.2.5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Vale deferir tutela de evid\u00eancia?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong><strong> L\u00f3gico!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o constitucionais os dispositivos legais (CPC\/2015, arts. 9\u00ba, par\u00e1grafo \u00fanico, III; e 311, par\u00e1grafo \u00fanico) que, sem pr\u00e9via cita\u00e7\u00e3o do r\u00e9u, admitem a concess\u00e3o de tutela de evid\u00eancia quando os fatos alegados possam ser demonstrados documentalmente e a tese jur\u00eddica estiver consolidada em julgamento de casos repetitivos ou em s\u00famula vinculante.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, <strong>inexiste qualquer ofensa ao princ\u00edpio do contradit\u00f3rio caso haja justificativa razo\u00e1vel e proporcional para a posterga\u00e7\u00e3o do contradit\u00f3rio e desde que se abra a possibilidade de a parte se manifestar posteriormente<\/strong> acerca da decis\u00e3o que a afetou, ou sobre o ato do qual n\u00e3o participou.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">5.2.6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Presume-se a repercuss\u00e3o geral de RE que impugna declara\u00e7\u00e3o de inconstitucionalidade?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong><strong> A\u00ed vale!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional presun\u00e7\u00e3o de repercuss\u00e3o geral de recurso extraordin\u00e1rio que impugna ac\u00f3rd\u00e3o que tenha declarado inconstitucionalidade de tratado ou lei federal (CPC\/2015, art. 1.035, \u00a7 3\u00ba, III).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Essa previs\u00e3o se fundamenta, em especial, na necessidade de uniformizar a aplica\u00e7\u00e3o de lei federal em todo o territ\u00f3rio nacional<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">5.2.7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Por fim, amarra a Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica \u00e0s teses firmadas em casos repetitivos relacionados \u00e0 presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os delegados?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong><strong> Amarrou geral!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional a determina\u00e7\u00e3o de vincular a Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica \u00e0 efetiva aplica\u00e7\u00e3o de tese firmada no julgamento de casos repetitivos relacionados \u00e0 presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o delegado (CPC\/2015, arts. 985, \u00a7 2\u00ba; e 1.040, IV).<\/p>\n\n\n\n<p>Ao ampliar os di\u00e1logos institucionais entre as entidades p\u00fablicas, <strong>essa medida assegura maior efetividade no cumprimento de decis\u00e3o judicial ao mesmo tempo em que densifica direitos garantidos constitucionalmente.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>5.2.8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, em aprecia\u00e7\u00e3o conjunta, por maioria, julgou parcialmente procedentes as a\u00e7\u00f5es para:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>i)&nbsp;declarar constitucionais a express\u00e3o \u201cadministrativos\u201d do art. 15; a express\u00e3o \u201cdos Estados, do Distrito Federal e dos Munic\u00edpios\u201d do art. 242, \u00a7 3\u00ba; a refer\u00eancia ao inciso II do art. 311 constante do art. 9\u00ba, par\u00e1grafo \u00fanico, II, e do art. 311, par\u00e1grafo \u00fanico; o art. 985, \u00a7 2\u00ba; e o art. 1.040, IV, todos do CPC\/2015;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ii)&nbsp;atribuir interpreta\u00e7\u00e3o conforme a Constitui\u00e7\u00e3o ao art. 46, \u00a7 5\u00ba, do CPC\/2015, para restringir sua aplica\u00e7\u00e3o aos limites do territ\u00f3rio de cada ente subnacional ou ao local de ocorr\u00eancia do fato gerador;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>iii)&nbsp;atribuir interpreta\u00e7\u00e3o conforme a Constitui\u00e7\u00e3o ao art. 52, par\u00e1grafo \u00fanico, do CPC\/2015, para restringir a compet\u00eancia do foro de domic\u00edlio do autor \u00e0s comarcas inseridas nos limites territoriais do estado-membro ou do Distrito Federal que figure como r\u00e9u;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>iv)&nbsp;declarar a inconstitucionalidade da express\u00e3o \u201cde banco oficial\u201d, constante do art. 535, \u00a7 3\u00ba, II, do CPC\/2015, e conferir interpreta\u00e7\u00e3o conforme ao dispositivo para que se entenda que a \u201cag\u00eancia\u201d nele referida pode ser de institui\u00e7\u00e3o financeira p\u00fablica ou privada. Para dar cumprimento ao disposto na norma, poder\u00e1 a administra\u00e7\u00e3o do tribunal contratar banco oficial ou, caso assim opte, banco privado, hip\u00f3tese em que ser\u00e3o observadas a realidade do caso concreto, os regramentos legais e princ\u00edpios constitucionais aplic\u00e1veis e as normas do procedimento licitat\u00f3rio, visando \u00e0 escolha da proposta mais adequada para a administra\u00e7\u00e3o de tais recursos; e<\/p>\n\n\n\n<p>v)&nbsp;declarar a inconstitucionalidade da express\u00e3o \u201cna falta desses estabelecimentos\u201d do art. 840, I, do CPC\/2015, e conferir interpreta\u00e7\u00e3o conforme ao preceito para que se entenda que poder\u00e1 a administra\u00e7\u00e3o do tribunal efetuar os dep\u00f3sitos judiciais (a) no Banco do Brasil, na Caixa Econ\u00f4mica Federal ou em banco do qual o estado ou o Distrito Federal possua mais da metade do capital social integralizado, ou, (b) n\u00e3o aceitando o crit\u00e9rio preferencial proposto pelo legislador e observada a realidade do caso concreto, os regramentos legais e os princ\u00edpios constitucionais aplic\u00e1veis, realizar procedimento licitat\u00f3rio visando \u00e0 escolha da proposta mais adequada para a administra\u00e7\u00e3o dos recursos dos particulares.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Prote\u00e7\u00e3o do meio ambiente: atividade garimpeira e presun\u00e7\u00f5es de legalidade da origem do ouro comercializado e da boa-f\u00e9 da institui\u00e7\u00e3o adquirente<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Encontram-se presentes os requisitos para a concess\u00e3o da medida cautelar, pois (i) h\u00e1 plausibilidade jur\u00eddica quanto \u00e0 alega\u00e7\u00e3o de que o dispositivo impugnado \u2014 ao modificar o processo de compra de ouro e passar a presumir a legalidade de sua aquisi\u00e7\u00e3o e a boa-f\u00e9 do adquirente \u2014 viola o dever de prote\u00e7\u00e3o do meio ambiente (CF\/1988, art. 225), por fragilizar a efetividade do controle do garimpo; e (ii) h\u00e1 perigo da demora na presta\u00e7\u00e3o jurisdicional, eis que evidenciados danos ambientais \u2014 com repercuss\u00e3o na sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o, em especial dos povos ind\u00edgenas \u2014 e aumento da viol\u00eancia nas regi\u00f5es garimpeiras.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 7.273 MC-Ref\/DF, relator Ministro Gilmar Mendes, julgamento virtual finalizado em 2.5.2023 (Info 10)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>6.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O Partido Socialista Brasileiro (PSB) e a Rede Sustentabilidade ajuizaram no STF a ADI 7273 para questionar norma que permite a comercializa\u00e7\u00e3o de ouro com base na presun\u00e7\u00e3o da boa-f\u00e9 das informa\u00e7\u00f5es prestadas pelos vendedores sobre a origem do metal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O objeto de questionamento \u00e9 o par\u00e1grafo 4\u00ba do artigo 39 da Lei 12.844\/2013. As agremia\u00e7\u00f5es sustentam que o dispositivo desobriga as Distribuidoras de T\u00edtulos e Valores Mobili\u00e1rios (DTVMs), institui\u00e7\u00f5es legalmente autorizadas a comprar e vender ouro no pa\u00eds, de controlar a origem do produto, permitindo que todo o ouro ilegal oriundo da Amaz\u00f4nia seja escoado com apar\u00eancia de licitude.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>&nbsp;Lei federal 12.844\/2013: \u201cArt. 39. A prova da regularidade da primeira aquisi\u00e7\u00e3o de ouro produzido sob qualquer regime de aproveitamento ser\u00e1 feita com base em: (&#8230;) \u00a7 4\u00ba Presumem-se a legalidade do ouro adquirido e a boa-f\u00e9 da pessoa jur\u00eddica adquirente quando as informa\u00e7\u00f5es mencionadas neste artigo, prestadas pelo vendedor, estiverem devidamente arquivadas na institui\u00e7\u00e3o legalmente autorizada a realizar a compra de ouro.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A situa\u00e7\u00e3o justifica a concess\u00e3o de liminar?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O princ\u00edpio da proporcionalidade funciona como filtro de constitucionalidade, n\u00e3o s\u00f3 no que diz respeito \u00e0s proibi\u00e7\u00f5es de interven\u00e7\u00f5es nos direitos fundamentais, como tamb\u00e9m nas situa\u00e7\u00f5es em que eles n\u00e3o permitem uma prote\u00e7\u00e3o insuficiente<\/strong>, a sugerir a diminui\u00e7\u00e3o da margem de discricionariedade dos poderes p\u00fablicos, os quais passam a estar obrigados a agir.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, o STF j\u00e1 declarou a inconstitucionalidade de normas que dispensam a exig\u00eancia de pr\u00e9vio licenciamento ambiental para atividades potencialmente poluidoras.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, simplificar o processo de compra de ouro permitiu a expans\u00e3o do com\u00e9rcio ilegal e fortaleceu as atividades de garimpo ilegal, o desmatamento, a contamina\u00e7\u00e3o de rios e a viol\u00eancia nas regi\u00f5es de garimpo, atingindo, inclusive, os povos ind\u00edgenas das \u00e1reas afetadas.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>6.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, em aprecia\u00e7\u00e3o conjunta, por unanimidade,&nbsp;referendou a&nbsp;decis\u00e3o&nbsp;que deferiu o pedido liminar formulado nas duas a\u00e7\u00f5es para determinar:&nbsp;(i)&nbsp;a suspens\u00e3o da efic\u00e1cia do art. 39, \u00a7 4\u00ba, da Lei federal 12.844\/2013&nbsp;(3); e&nbsp;(ii)&nbsp;que o Poder Executivo da Uni\u00e3o (inclusive as autarquias de natureza especial que falaram nos autos) adote, no prazo de 90 dias: (a) um novo marco normativo para a fiscaliza\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio do ouro, especialmente quanto \u00e0 verifica\u00e7\u00e3o da origem legal daquele adquirido por Distribuidoras de T\u00edtulos e Valores Mobili\u00e1rios (DTVMs); e (b) medidas (legislativas, regulat\u00f3rias e\/ou administrativas) que inviabilizem a aquisi\u00e7\u00e3o de ouro extra\u00eddo de \u00e1reas de&nbsp;prote\u00e7\u00e3o ambiental e de terras ind\u00edgenas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Leis estaduais sobre associa\u00e7\u00f5es de socorro m\u00fatuo e associa\u00e7\u00f5es e cooperativas de autogest\u00e3o de planos de prote\u00e7\u00e3o contra riscos patrimoniais<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o inconstitucionais \u2014 por violarem a compet\u00eancia privativa da Uni\u00e3o para legislar sobre direito civil, seguros e sistema de capta\u00e7\u00e3o da poupan\u00e7a popular (CF\/1988, art. 22, I, VII e XIX), bem como a sua compet\u00eancia exclusiva para fiscalizar o setor de seguros (CF\/1988, art. 21, VIII) \u2014 leis estaduais que disp\u00f5em sobre associa\u00e7\u00f5es de socorro m\u00fatuo e associa\u00e7\u00f5es e cooperativas de autogest\u00e3o de planos de prote\u00e7\u00e3o contra riscos patrimoniais.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 6.753\/GO, relator Ministro Gilmar Mendes, julgamento virtual finalizado em 2.5.2023 (Info 1092)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>7.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A Confedera\u00e7\u00e3o Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previd\u00eancia Privada e Vida, Sa\u00fade Suplementar e Capitaliza\u00e7\u00e3o (CNSEG) questionou, por meio da ADI 6753, a validade de lei do Estado de Minas Gerais que estabelece normas de prote\u00e7\u00e3o aos consumidores filiados a associa\u00e7\u00f5es de socorro m\u00fatuo.<\/p>\n\n\n\n<p>A Lei estadual 23.993\/2021 regulamenta, no estado, as atividades dessas associa\u00e7\u00f5es, que, segundo a confedera\u00e7\u00e3o, oferecem servi\u00e7os equipar\u00e1veis a seguros sem, contudo, a submiss\u00e3o \u00e0s normas legais e regulat\u00f3rias do mercado. De acordo com a entidade, a norma procura regulamentar e legitimar a oferta ilegal de seguros pelas associa\u00e7\u00f5es, que concorreriam diretamente e de forma desleal com as empresas por ela representadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a CNSEG, a lei estadual viola os princ\u00edpios da livre concorr\u00eancia, da isonomia e da defesa do consumidor e, ainda, usurpa a compet\u00eancia privativa da Uni\u00e3o para legislar sobre direito civil, seguros e sistemas de capta\u00e7\u00e3o da poupan\u00e7a popular e para fiscalizar o setor.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Associa\u00e7\u00e3o de socorro<\/a>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Que man\u00e9 socorro!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, <strong>os diplomas estaduais impugnados \u2014 ainda que sob o pretexto de esclarecer as diferen\u00e7as entre os institutos da associa\u00e7\u00e3o civil e do seguro empresarial \u2014 regulamentam e validam a comercializa\u00e7\u00e3o de seguros pelas referidas entidades como se seguradoras fossem<\/strong>, sem submet\u00ea-las \u00e0s regras do regime jur\u00eddico securit\u00e1rio, previstas em legisla\u00e7\u00e3o federal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As atividades desenvolvidas por essas associa\u00e7\u00f5es e cooperativas caracterizam-se como oferta irregular de seguro ao mercado e, embora presentes todos os elementos de um contrato de seguro \u2014 como o risco, a garantia, o interesse segur\u00e1vel, entre outros \u2014, n\u00e3o observam as normas impostas ao setor (C\u00f3digo Civil\/2002, arts. 757 a 802; e Decreto-Lei 73\/1966).<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, apesar da compet\u00eancia legislativa para dispor sobre produ\u00e7\u00e3o e consumo ser concorrente entre a Uni\u00e3o, estados e o DF (CF\/1988, art. 24, V), tendo em vista a compet\u00eancia privativa da Uni\u00e3o para legislar sobre direito civil, os entes regionais n\u00e3o est\u00e3o autorizados a disciplinarem rela\u00e7\u00f5es contratuais securit\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, em aprecia\u00e7\u00e3o conjunta, por maioria, julgou procedentes as a\u00e7\u00f5es para declarar a inconstitucionalidade formal da Lei&nbsp;<a>20.894\/2020 do Estado de Goi\u00e1s<\/a>&nbsp;e da&nbsp;<a>Lei 9.578\/2022 do Estado do Rio de Janeiro<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Vigilantes de empresas de seguran\u00e7a privada: concess\u00e3o de porte de arma de fogo por lei estadual<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional, por viola\u00e7\u00e3o \u00e0 compet\u00eancia legislativa privativa da Uni\u00e3o, lei estadual que reconhece o risco da atividade e a efetiva necessidade do porte de armas de fogo para os vigilantes de empresas de seguran\u00e7a privada.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 7.252\/TO, relator Ministro Roberto Barroso, julgamento virtual finalizado em 24.4.2023 (Info 1092)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>8.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O PGR prop\u00f4s ao STF a ADI 7252 contra norma do Estado do Tocantins que reconhece a necessidade do porte de armas de fogo para vigilantes de empresas de seguran\u00e7a privada, em raz\u00e3o do risco da atividade.<\/p>\n\n\n\n<p>Na a\u00e7\u00e3o, o procurador-geral alega que a Lei estadual 3.960\/2022 invade a compet\u00eancia da Uni\u00e3o para autorizar e fiscalizar a produ\u00e7\u00e3o de material b\u00e9lico e para legislar sobre a mat\u00e9ria e sobre direito penal.<\/p>\n\n\n\n<p>Aras argumenta que, embora as empresas de seguran\u00e7a privada estejam entre as exce\u00e7\u00f5es previstas pelo Estatuto do Desarmamento (Lei federal 10.826\/2003) quanto \u00e0 proibi\u00e7\u00e3o geral de portar arma de fogo, a efetiva autoriza\u00e7\u00e3o para o porte deve ser concedida pela Pol\u00edcia Federal, com base naquele mesmo diploma legal. Alega, ainda, que a jurisprud\u00eancia do Supremo destaca a necessidade de tratamento uniforme do tema em todo o pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei 10.826\/2003: \u201cArt. 10. A autoriza\u00e7\u00e3o para o porte de arma de fogo de uso permitido, em todo o territ\u00f3rio nacional, \u00e9 de compet\u00eancia da Pol\u00edcia Federal e somente ser\u00e1 concedida ap\u00f3s autoriza\u00e7\u00e3o do Sinarm.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Armados at\u00e9 os dentes<\/a>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>S\u00f3 se a Uni\u00e3o deixar!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional \u2014 <strong>por invadir a compet\u00eancia da Uni\u00e3o exclusiva para autorizar e fiscalizar a produ\u00e7\u00e3o e o com\u00e9rcio de material b\u00e9lico<\/strong> (CF\/1988, art. 21, VI), <strong>e privativa para legislar sobre material b\u00e9lico<\/strong> (CF\/1988, art. 22, XXI) \u2014 lei estadual que reconhece o risco da atividade e a efetiva necessidade do porte de armas de fogo para os vigilantes de empresas de seguran\u00e7a privada.<\/p>\n\n\n\n<p>Em estrita observ\u00e2ncia \u00e0s regras de reparti\u00e7\u00e3o de compet\u00eancias constitucionalmente previstas, a Uni\u00e3o editou a Lei 10.826\/2003 (Estatuto do Desarmamento), a qual disp\u00f5e, entre outras quest\u00f5es, sobre registro, posse e comercializa\u00e7\u00e3o de armas de fogo e muni\u00e7\u00e3o. A referida norma atribui \u00e0 Pol\u00edcia Federal a compet\u00eancia para autorizar o porte de arma de fogo de uso permitido em todo o territ\u00f3rio nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto<strong>, tendo em vista a predomin\u00e2ncia de interesse nacional para tratar da mat\u00e9ria \u2014 o que imp\u00f5e, consequentemente, a necessidade de se garantir uniformidade na sua regulamenta\u00e7\u00e3o em todo o territ\u00f3rio brasileiro<\/strong> \u2014, o STF j\u00e1 declarou a INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL de normas estaduais com conte\u00fado similar ao da lei impugnada.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>8.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><a>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou procedente a a\u00e7\u00e3o para declarar a inconstitucionalidade da Lei 3.960\/2022 do Estado do Tocantins.<\/a><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Serventias extrajudiciais: regras atinentes ao concurso para ingresso na carreira notarial por lei estadual<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>ARGUI\u00c7\u00c3O DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 incompat\u00edvel com a Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988 \u2014 por violar a compet\u00eancia da Uni\u00e3o para definir os princ\u00edpios b\u00e1sicos a serem seguidos na execu\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os notariais e de registro (CF\/1988, art. 236) \u2014 norma estadual que objetiva regulamentar a forma de provimento de suas serventias extrajudiciais, fixando regras do concurso para ingresso e remo\u00e7\u00e3o nos respectivos cart\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p>ADPF 209\/SP, relator Ministro Gilmar Mendes, julgamento virtual finalizado em 2.5.2023 (Info 1092)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>9.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o dos Not\u00e1rios e Registradores do Brasil (Anoreg) ajuizou no STF a ADPF 209 pretendendo o reconhecimento da constitucionalidade da Lei Complementar paulista 539, que fixou regras do concurso para ingresso e remo\u00e7\u00e3o em cart\u00f3rios no estado.<\/p>\n\n\n\n<p>O cerne da ADPF \u00e9 a recep\u00e7\u00e3o da lei estadual, publicada em maio de 1988, pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal, promulgada cinco meses depois. A pr\u00f3pria Constitui\u00e7\u00e3o previu, no artigo 236, que uma lei federal regularizaria as atividades dos not\u00e1rios (donos de cart\u00f3rios), mas ela s\u00f3 foi publicada em 21 de novembro de 1994 (Lei 8.935\/94).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a associa\u00e7\u00e3o, no hiato normativo entre a promulga\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica de 1988 e a publica\u00e7\u00e3o da Lei federal 8.935\/94, o STJ entendeu que a Lei Complementar paulista 539\/88 deveria ser aplicada aos concursos que viessem a ser realizados pelo Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>A Anoreg pede que a lei paulista 539 seja observada pelo poder p\u00fablico paulista na realiza\u00e7\u00e3o de concursos para o preenchimento de serventias [cart\u00f3rios] vagas, nas oportunidades em que as disposi\u00e7\u00f5es daquela lei complementar n\u00e3o conflitem com a Lei federal 8.935\/94 e com a Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>9.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CF\/1988: \u201c<a><\/a>Art. 236. Os servi\u00e7os notariais e de registro s\u00e3o exercidos em car\u00e1ter privado, por delega\u00e7\u00e3o do Poder P\u00fablico. \u00a7 1\u00ba Lei regular\u00e1 as atividades, disciplinar\u00e1 a responsabilidade civil e criminal dos not\u00e1rios, dos oficiais de registro e de seus prepostos, e definir\u00e1 a fiscaliza\u00e7\u00e3o de seus atos pelo Poder Judici\u00e1rio.<a><\/a>&nbsp;\u00a7 2\u00ba Lei federal estabelecer\u00e1 normas gerais para fixa\u00e7\u00e3o de emolumentos relativos aos atos praticados pelos servi\u00e7os notariais e de registro. \u00a7 3\u00ba O ingresso na atividade notarial e de registro depende de concurso p\u00fablico de provas e t\u00edtulos, n\u00e3o se permitindo que qualquer serventia fique vaga, sem abertura de concurso de provimento ou de remo\u00e7\u00e3o, por mais de seis meses<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Vale a norma estadual?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nem a pau, Juvenal!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A referida compet\u00eancia foi reservada constitucionalmente ao legislador federal, que j\u00e1 a exerceu com a edi\u00e7\u00e3o da Lei 8.935\/1994, a qual confere ao Poder Judici\u00e1rio a realiza\u00e7\u00e3o dos certames e a consequente atribui\u00e7\u00e3o para o ato de investidura na atividade notarial e de registro. Assim, <strong>norma estadual n\u00e3o pode acrescentar qualquer condi\u00e7\u00e3o restritiva al\u00e9m daquelas estabelecidas na legisla\u00e7\u00e3o federal<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, com a finalidade de uniformizar os certames de provas e t\u00edtulos para outorga de declara\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os notariais e de registro, o Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ) editou a Resolu\u00e7\u00e3o 81\/2009.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">9.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; D\u00e1 para salvar s\u00f3 a regula\u00e7\u00e3o dos t\u00edtulos no concurso?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nem isso!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 incompat\u00edvel com a Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988 \u2014 <strong>por violar o princ\u00edpio da isonomia (<\/strong>CF\/1988, art. 5\u00ba, \u201ccaput\u201d) \u2014 norma estadual que introduz novas regras para a avalia\u00e7\u00e3o de t\u00edtulos nos concursos para ingresso nas serventias extrajudiciais, prevendo benef\u00edcios a um grupo espec\u00edfico de candidatos.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, <strong>a norma estadual impugnada conferiu indevida valora\u00e7\u00e3o aos t\u00edtulos, beneficiando candidatos que j\u00e1 desempenharam atividades funcionais pertinentes \u00e0 \u00e1rea de notas e de registros<\/strong>, dando-lhes a possibilidade de alcan\u00e7ar maior pontua\u00e7\u00e3o no certame. Essa circunst\u00e2ncia restringe o universo de candidatos aptos a conquistar a respectiva pontua\u00e7\u00e3o, raz\u00e3o pela qual configura afronta \u00e0 IGUALDADE de condi\u00e7\u00f5es de acesso \u00e0 fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>9.2.4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, o Plen\u00e1rio, por maioria, julgou improcedente a a\u00e7\u00e3o para declarar n\u00e3o recepcionados pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988 os arts. 3\u00ba, \u00a7 2\u00ba; e 10,\u00a0caput\u00a0e \u00a7\u00a7 2\u00ba, 4\u00ba, 5\u00ba e 6\u00ba, ambos da Lei Complementar 539\/1988 do Estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-ac2da0b7-f5ae-4a7c-8f1d-3dd4b37f2b3a\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/05\/10010956\/stf-informativo-1092.pdf\">stf-informativo-1092<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/05\/10010956\/stf-informativo-1092.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-ac2da0b7-f5ae-4a7c-8f1d-3dd4b37f2b3a\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Informativo n\u00ba 1092 do STF\u00a0COMENTADO.\u00a0\u00c9 para voc\u00ea que est\u00e1 ligad@ aqui\u00a0no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! 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