{"id":1203808,"date":"2023-04-19T00:44:15","date_gmt":"2023-04-19T03:44:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1203808"},"modified":"2023-04-19T00:44:17","modified_gmt":"2023-04-19T03:44:17","slug":"informativo-stf-1089-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1089-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STF 1089 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p>Informativo n\u00ba 1089 do STF\u00a0<strong>COMENTADO.\u00a0<\/strong>\u00c9 para voc\u00ea que est\u00e1 ligad@ aqui\u00a0no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/04\/19004339\/stf-informativo-1089.pdf\">DOWNLOAD do PDF<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_slTea6KYGsw\"><div id=\"lyte_slTea6KYGsw\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/slTea6KYGsw\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/slTea6KYGsw\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/slTea6KYGsw\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-administrativo\"><a>DIREITO ADMINISTRATIVO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-dispensa-de-licitacao-para-a-outorga-de-servicos-de-transporte-coletivo-de-passageiros-desvinculados-da-exploracao-de-infraestrutura\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dispensa de licita\u00e7\u00e3o para a outorga de servi\u00e7os de transporte coletivo de passageiros desvinculados da explora\u00e7\u00e3o de infraestrutura<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional dispositivo de lei federal que altera o regime de outorga da presta\u00e7\u00e3o regular de servi\u00e7os de transporte terrestre coletivo de passageiros desvinculados da explora\u00e7\u00e3o de obras de infraestrutura, permitindo sua realiza\u00e7\u00e3o mediante mera autoriza\u00e7\u00e3o estatal, sem a necessidade de licita\u00e7\u00e3o pr\u00e9via, desde que cumpridos requisitos espec\u00edficos.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 5.549\/DF, relator Ministro Luiz Fux, julgamento finalizado em 29.3.2023 (Info 1089)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-situacao-fatica\"><a>1.1. Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A PGR ajuizou a ADI 5549 contra dispositivo da Lei 12.996\/2014, que alterou a Lei 10.233\/2001, a qual disp\u00f5e sobre a reestrutura\u00e7\u00e3o dos transportes aquavi\u00e1rio e terrestre. De acordo com a ADI,&nbsp;a norma&nbsp;viola os artigos 37,&nbsp;<em>caput<\/em>&nbsp;e inciso XXI, e 175,&nbsp;<em>caput<\/em>, da CF.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o procurador-geral, a reda\u00e7\u00e3o anterior dos artigos 13 e 14 da Lei 10.233\/2001 exigia que outorga de presta\u00e7\u00e3o regular de servi\u00e7os de transporte terrestre coletivo de passageiros, desvinculada de explora\u00e7\u00e3o de infraestrutura, fosse concedida mediante PERMISS\u00c3O. Com as altera\u00e7\u00f5es questionadas, passou-se a se exigir simples AUTORIZA\u00c7\u00c3O, ou seja, <em>sem necessidade de procedimento licitat\u00f3rio pr\u00e9vio<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-analise-estrategica\"><a>1.2. An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-questao-juridica\"><a>1.2.1.&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei 12.996\/2014:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 3\u00ba&nbsp;A&nbsp;Lei n&nbsp;\u00ba&nbsp;10.233, de 5 de junho de 2001, passa a vigorar com as seguintes altera\u00e7\u00f5es:&nbsp;\u201cArt. 13 (&#8230;)&nbsp;IV &#8211;&nbsp;permiss\u00e3o, quando se tratar de: a) presta\u00e7\u00e3o regular de servi\u00e7os de transporte terrestre coletivo interestadual semiurbano de passageiros desvinculados da explora\u00e7\u00e3o da infraestrutura; b) presta\u00e7\u00e3o regular de servi\u00e7os de transporte ferrovi\u00e1rio de passageiros desvinculados da explora\u00e7\u00e3o de infraestrutura;&nbsp;V &#8211;&nbsp;autoriza\u00e7\u00e3o, quando se tratar de: (&#8230;)&nbsp;e)&nbsp;presta\u00e7\u00e3o regular de servi\u00e7os de transporte terrestre coletivo interestadual e internacional de passageiros desvinculados da explora\u00e7\u00e3o da infraestrutura.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>CF\/1988:&nbsp;\u201cArt. 21. Compete \u00e0 Uni\u00e3o: (&#8230;) XII &#8211; explorar, diretamente ou mediante autoriza\u00e7\u00e3o, concess\u00e3o ou permiss\u00e3o: (&#8230;) e) os servi\u00e7os de transporte rodovi\u00e1rio interestadual e internacional de passageiros; (&#8230;)&nbsp;Art. 174.&nbsp;Como agente normativo e regulador da atividade econ\u00f4mica, o Estado exercer\u00e1, na forma da lei, as fun\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o, incentivo e planejamento, sendo este determinante para o setor p\u00fablico e indicativo para o setor privado.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-ta-valendo\"><a>1.2.2.&nbsp; T\u00e1 valendo<\/a>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Segueeee o jogo!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A assimetria regulat\u00f3ria estabelece a possibilidade de outorga da titularidade do servi\u00e7o p\u00fablico estatal de transporte mediante autoriza\u00e7\u00e3o, sem a necessidade de licita\u00e7\u00e3o, se atendidos requisitos objetivos estabelecidos pela respectiva ag\u00eancia reguladora, no caso, a Ag\u00eancia Nacional de Transporte Terrestres &#8211; ANTT (CF\/1988, arts. 21, XII,&nbsp;e; e 174,&nbsp;caput).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A Constitui\u00e7\u00e3o Federal elegeu setores que, em raz\u00e3o da sua din\u00e2mica de funcionamento, abrigam atividades cuja oferta pode ser compartilhada entre v\u00e1rios agentes, sem preju\u00edzo dos atributos de continuidade, atualidade e adequa\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o p\u00fablico<\/strong>. Assim, a dispensa de licita\u00e7\u00e3o n\u00e3o significa que faltar\u00e1 rigidez na sele\u00e7\u00e3o das transportadoras.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, a escolha pol\u00edtica de permitir a descentraliza\u00e7\u00e3o operacional possibilita a&nbsp;amplia\u00e7\u00e3o da competitividade em benef\u00edcio do consumidor e&nbsp;gera uma aloca\u00e7\u00e3o mais eficiente de recursos, aumentando o bem-estar da sociedade. Isso porque a maior oferta de prestadores contribui para a universaliza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os, atingindo uma maior capilaridade no atendimento de destinos e rotas, de forma a garantir o direito de locomo\u00e7\u00e3o, a redu\u00e7\u00e3o de desigualdades regionais, o desenvolvimento nacional, bem como a integra\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e cultural dos povos da Am\u00e9rica Latina (CF\/1988, art. 4\u00ba, par\u00e1grafo \u00fanico).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-3-resultado-final\"><a>1.2.3.&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, em aprecia\u00e7\u00e3o conjunta, por maioria, conheceu parcialmente da ADI 6.270\/DF e&nbsp;integralmente da ADI 5.549\/DF; e, quanto ao m\u00e9rito, por maioria, as julgou improcedentes. Em&nbsp;<em>obiter&nbsp;dictum<\/em>, o Tribunal entendeu que o Poder Executivo e a ANTT devem providenciar as formalidades complementares introjetadas no ac\u00f3rd\u00e3o do Tribunal de Contas da Uni\u00e3o e na Lei 14.298\/2022.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-tomada-de-contas-especial-prazo-prescricional-para-instauracao-pelo-tcu\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tomada de Contas Especial: prazo prescricional para instaura\u00e7\u00e3o pelo TCU &#8211;<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>MANDADO DE SEGURAN\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com exce\u00e7\u00e3o do ressarcimento de valores pleiteados pela via judicial decorrentes da ilegalidade de despesa ou da irregularidade de contas, as san\u00e7\u00f5es administrativas aplicadas pelo Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU) s\u00e3o prescrit\u00edveis, aplicando-se os prazos da Lei 9.873\/1999.<\/p>\n\n\n\n<p>MS 36.990 AgR\/DF, relator Ministro Ricardo Lewandowski, julgamento em 28.3.2023 (Info 1089)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-situacao-fatica\"><a>2.1. Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Tadeu era integrante de uma associa\u00e7\u00e3o que recebia recursos federais. O TCU constatou que Tadeu teria praticado atos suspeitos de irregularidade em 2009. Em 2015, o TCU instaurou o processo de Tomada de Contas, com a cita\u00e7\u00e3o sendo cumprida em 2017, isto \u00e9, cerca de oito anos ap\u00f3s a pr\u00e1tica dos atos. A tomada de contas resultou na aplica\u00e7\u00e3o de multa. Tadeu ent\u00e3o impetrou Mandado de Seguran\u00e7a no qual alega a prescri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-analise-estrategica\"><a>2.2. An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-questao-juridica\"><a>2.2.1.&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei 9.873\/1999: \u201cArt. 1\u00ba Prescreve em cinco anos a a\u00e7\u00e3o punitiva da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica Federal, direta e indireta, no exerc\u00edcio do poder de pol\u00edcia, objetivando apurar infra\u00e7\u00e3o \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o em vigor, contados da data da pr\u00e1tica do ato ou, no caso de infra\u00e7\u00e3o permanente ou continuada, do dia em que tiver cessado. \u00a7 1\u00ba Incide a prescri\u00e7\u00e3o no procedimento administrativo paralisado por mais de tr\u00eas anos, pendente de julgamento ou despacho, cujos autos ser\u00e3o arquivados de of\u00edcio ou mediante requerimento da parte interessada, sem preju\u00edzo da apura\u00e7\u00e3o da responsabilidade funcional decorrente da paralisa\u00e7\u00e3o, se for o caso. \u00a7 2\u00ba Quando o fato objeto da a\u00e7\u00e3o punitiva da Administra\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m constituir crime, a prescri\u00e7\u00e3o reger-se-\u00e1 pelo prazo previsto na lei penal. Art. 1\u00ba-A. Constitu\u00eddo definitivamente o cr\u00e9dito n\u00e3o tribut\u00e1rio, ap\u00f3s o t\u00e9rmino regular do processo administrativo, prescreve em 5 (cinco) anos a a\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica federal relativa a cr\u00e9dito decorrente da aplica\u00e7\u00e3o de multa por infra\u00e7\u00e3o \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o em vigor. Art. 2\u00ba Interrompe-se a prescri\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o punitiva: I \u2013 pela notifica\u00e7\u00e3o ou cita\u00e7\u00e3o do indiciado ou acusado, inclusive por meio de edital; II &#8211; por qualquer ato inequ\u00edvoco, que importe apura\u00e7\u00e3o do fato; III &#8211; pela decis\u00e3o condenat\u00f3ria recorr\u00edvel. IV \u2013&nbsp;por&nbsp;qualquer ato inequ\u00edvoco que importe em manifesta\u00e7\u00e3o expressa de tentativa de solu\u00e7\u00e3o conciliat\u00f3ria no \u00e2mbito interno da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica federal.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-as-sancoes-aplicadas-pelo-tcu-sao-prescritiveis\"><a>2.2.2.&nbsp; As san\u00e7\u00f5es aplicadas pelo TCU s\u00e3o prescrit\u00edveis?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Como regra, SIM!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em regra, as a\u00e7\u00f5es de ressarcimento ao er\u00e1rio submetem-se \u00e0 prescri\u00e7\u00e3o, salvo aquelas fundadas na pr\u00e1tica de ato doloso tipificado na Lei 8.429\/1992 (vide&nbsp;Tema 897 RG). Isso inclui <strong>todas as demandas que envolvam a pretens\u00e3o estatal de ser ressarcido pela pr\u00e1tica de qualquer ato il\u00edcito, seja de natureza civil, administrativa ou penal, ressalvadas as exce\u00e7\u00f5es constitucionais<\/strong> (CF\/1988, art. 5\u00ba, XLII e XLIV) e, como dito, a pr\u00e1tica de ato doloso de improbidade administrativa (excluindo-se os atos \u00edmprobos culposos, que se submetem \u00e0 regra prescricional).<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, a jurisprud\u00eancia do STF repele a imprescritibilidade de pretens\u00f5es punitivas do TCU, de modo que a aplicabilidade de suas san\u00e7\u00f5es administrativas sofre os efeitos fulminantes da passagem de tempo, de acordo com os prazos previstos em lei. No caso, \u00e9 regulada integralmente pela Lei 9.873\/1999,&nbsp;que estabelece o prazo de cinco anos da a\u00e7\u00e3o punitiva da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica federal, direta e indireta, no exerc\u00edcio do poder de pol\u00edcia, objetivando apurar infra\u00e7\u00e3o \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o em vigor, contados da data da pr\u00e1tica do ato ou, no caso de infra\u00e7\u00e3o permanente ou continuada, do dia em que tiver cessado.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Na esp\u00e9cie, a prescri\u00e7\u00e3o restou configurada, pois o impetrante teria praticado atos comissivos em novembro de 2009. Em outubro de 2015, o TCU instaurou o processo de Tomada de Contas e a cita\u00e7\u00e3o foi devidamente cumprida em setembro de 2017, isto \u00e9, cerca de oito anos ap\u00f3s a pr\u00e1tica dos atos.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-3-resultado-final\"><a>2.2.3.&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, a Segunda Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental para manter a decis\u00e3o monocr\u00e1tica que declarou a ocorr\u00eancia da prescri\u00e7\u00e3o da pretens\u00e3o punitiva do TCU em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s infra\u00e7\u00f5es imputadas ao impetrante nos autos da TC 030.229\/2015-4, bem como ressaltou a possibilidade de a Uni\u00e3o perseguir, se assim entender, os valores referentes ao ressarcimento dos danos na esfera judicial.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-responsabilidade-civil-do-estado-e-morte-de-cidadao-em-acao-policial-armada\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Responsabilidade civil do Estado e morte de cidad\u00e3o em a\u00e7\u00e3o policial armada<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDIN\u00c1RIO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No caso de v\u00edtima atingida por proj\u00e9til de arma de fogo durante uma opera\u00e7\u00e3o policial, \u00e9 dever do Estado, em decorr\u00eancia de sua responsabilidade civil objetiva, provar a exclus\u00e3o do nexo causal entre o ato e o dano, pois ele \u00e9 presumido.<\/p>\n\n\n\n<p>ARE 1.382.159 AgR\/RJ, relator Ministro Nunes Marques, redator do ac\u00f3rd\u00e3o Ministro Gilmar Mendes (Info 1089)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-situacao-fatica\"><a>3.1. Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Um menino dormia em sua casa quando foi atingido na cabe\u00e7a por uma bala perdida. A situa\u00e7\u00e3o ocorreu durante uma opera\u00e7\u00e3o na favela carioca. A fam\u00edlia ajuizou a\u00e7\u00e3o em face do estado carioca requerendo indeniza\u00e7\u00e3o. Ocorre que, de alguma forma, o proj\u00e9til n\u00e3o foi encontrado, raz\u00e3o pela qual o RJ sustenta que seria imposs\u00edvel atribuir a responsabilidade da morte ao estado, j\u00e1 que n\u00e3o haveria como provar que o tiro teria sido efetuado por policiais.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-analise-estrategica\"><a>3.2. An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-questao-juridica\"><a>3.2.1.&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>&nbsp;CPC\/2015: \u201cArt. 373. O \u00f4nus da prova incumbe: (&#8230;)<a><\/a>&nbsp;II &#8211; ao r\u00e9u, quanto \u00e0 exist\u00eancia de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-ha-responsabilidade-estatal\"><a>3.2.2.&nbsp; H\u00e1 responsabilidade estatal?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No contexto de incurs\u00f5es policiais, comprovado o confronto armado entre agentes estatais e criminosos (a\u00e7\u00e3o), e a les\u00e3o ou morte de cidad\u00e3o (dano) por disparo de arma de fogo (nexo), o Estado deve comprovar a ocorr\u00eancia de hip\u00f3teses interruptivas da rela\u00e7\u00e3o de causalidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A a\u00e7\u00e3o de agentes estatais \u2014 munidos de armamento letal, em \u00e1rea urbana densamente povoada, deflagrando ou reagindo a confronto com criminosos \u2014 imp\u00f5e ao ente estatal a demonstra\u00e7\u00e3o da conformidade da interven\u00e7\u00e3o das for\u00e7as de seguran\u00e7a p\u00fablica<\/strong>, visto que possui condi\u00e7\u00f5es de elucidar as causas e circunst\u00e2ncias do evento danoso.<\/p>\n\n\n\n<p>A atribui\u00e7\u00e3o desse \u00f4nus probat\u00f3rio \u00e9 decorr\u00eancia l\u00f3gica do monop\u00f3lio estatal do uso da for\u00e7a e dos meios de investiga\u00e7\u00e3o. <strong>O Estado possui os meios para tanto<\/strong> \u2014 como c\u00e2meras corporais e peritos oficiais \u2014, <strong>cabendo-lhe averiguar as externalidades negativas de sua a\u00e7\u00e3o armada, coligindo evid\u00eancias e elaborando os laudos que permitam a identifica\u00e7\u00e3o das reais circunst\u00e2ncias da morte de civis<\/strong> desarmados dentro de sua pr\u00f3pria resid\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, a per\u00edcia foi inconclusiva sobre a origem do disparo. A v\u00edtima foi alvejada por proj\u00e9til de arma de fogo dentro de sua pr\u00f3pria casa, enquanto deitado na cama com sua m\u00e3e, quando ocorria incurs\u00e3o de agentes estatais armados, com disparos de armas de fogo. Assim, ausente a comprova\u00e7\u00e3o pelo Estado de caso fortuito, for\u00e7a maior, culpa exclusiva da v\u00edtima, fato de terceiro ou outra circunst\u00e2ncia interruptiva do nexo causal, mostra-se inafast\u00e1vel o dever de indenizar.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-3-resultado-final\"><a>3.2.3.&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, a Segunda Turma, por maioria, deu provimento ao agravo interno e ao recurso extraordin\u00e1rio com agravo para julgar procedentes, em parte, os pedidos e condenar o Estado do Rio de Janeiro ao pagamento de compensa\u00e7\u00e3o por danos morais a parentes da v\u00edtima.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-constitucional\"><a>DIREITO CONSTITUCIONAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-poderes-judiciario-e-legislativo-estaduais-representacao-judicial-extraordinaria-e-atribuicoes-do-procurador-geral-da-assembleia-legislativa-e-dos-consultores-juridicos-do-poder-judiciario\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poderes Judici\u00e1rio e Legislativo estaduais: representa\u00e7\u00e3o judicial extraordin\u00e1ria e atribui\u00e7\u00f5es do Procurador-Geral da Assembleia Legislativa e dos consultores jur\u00eddicos do Poder Judici\u00e1rio<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional a institui\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os, fun\u00e7\u00f5es ou carreiras especiais voltadas \u00e0 consultoria e assessoramento jur\u00eddicos dos Poderes Judici\u00e1rio e Legislativo estaduais, admitindo-se a representa\u00e7\u00e3o judicial extraordin\u00e1ria exclusivamente nos casos em que os referidos entes despersonalizados necessitem praticar em ju\u00edzo, em nome pr\u00f3prio, atos processuais na defesa de sua autonomia, prerrogativas e independ\u00eancia face aos demais Poderes, desde que a atividade desempenhada pelos referidos \u00f3rg\u00e3os, fun\u00e7\u00f5es e carreiras especiais remanes\u00e7a devidamente apartada da atividade-fim do Poder estadual a que se encontram vinculados.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 6.433\/PR, relator Ministro Gilmar Mendes, julgamento virtual finalizado em 31.3.2023 (Info 1089)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-situacao-fatica\"><a>4.1. Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Procuradores dos Estados e do Distrito Federal (Anape) ajuizou no STF a ADI 6433 em que contesta dispositivos da Emenda Constitucional 44\/2019 do Estado do Paran\u00e1, que trata da atua\u00e7\u00e3o da Procuradoria da Assembleia Legislativa e da Consultoria Jur\u00eddica do Tribunal de Justi\u00e7a local.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a associa\u00e7\u00e3o, a emenda amplia as atribui\u00e7\u00f5es do procurador-geral da Assembleia Legislativa, ao incluir sua atua\u00e7\u00e3o no processo judicial que versar sobre ato praticado pelo Poder Legislativo ou por sua administra\u00e7\u00e3o. A entidade alega que isso usurpa as atribui\u00e7\u00f5es das carreiras exclusivas dos procuradores dos estados (artigo 132 da CF). Argumenta ainda que a cria\u00e7\u00e3o de atribui\u00e7\u00f5es da Consultoria Jur\u00eddica do TJ n\u00e3o poderia ser feita por iniciativa parlamentar, mas do pr\u00f3prio Tribunal, conforme previs\u00e3o constitucional.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-analise-estrategica\"><a>4.2. An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-a-norma-encontra-respaldo-na-cf\"><a>4.2.1.&nbsp; A norma encontra respaldo na CF?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional a institui\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os, fun\u00e7\u00f5es ou carreiras especiais para consultoria e assessoramento jur\u00eddicos do Poder Legislativo ou do Poder Judici\u00e1rio estaduais, <strong>admitindo-se a representa\u00e7\u00e3o judicial extraordin\u00e1ria apenas nos casos em que o Poder estadual correspondente precise defender em ju\u00edzo, em nome pr\u00f3prio, sua autonomia, prerrogativas e independ\u00eancia em face dos demais Poderes.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O STF reconhece a validade da estrutura\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os e carreiras especiais voltados \u00e0 consultoria e ao assessoramento jur\u00eddicos de assembleias legislativas e tribunais de justi\u00e7a estaduais, bem assim a possibilidade de institui\u00e7\u00e3o de carreiras especiais para a representa\u00e7\u00e3o judicial dos aludidos entes despersonalizados nas situa\u00e7\u00f5es em que precisem praticar em ju\u00edzo, em nome pr\u00f3prio, atos processuais na defesa de sua autonomia, prerrogativas e independ\u00eancia em face dos demais Poderes.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas hip\u00f3teses em que admitida, a atividade de representa\u00e7\u00e3o judicial extraordin\u00e1ria a ser desempenhada pelos \u00f3rg\u00e3os, fun\u00e7\u00f5es ou carreiras especiais deve permanecer devidamente apartada da atividade-fim do Poder estadual ao qual vinculados<strong>.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A constitucionalidade da pr\u00e1tica pressup\u00f5e o atendimento de normas de procedimento destinadas a garantir a efetiva observ\u00e2ncia do regramento constitucional da advocacia p\u00fablica<\/strong>, sobretudo o princ\u00edpio da moralidade administrativa (CF\/1988, art. 37) e as normas que regem o exerc\u00edcio da advocacia de Estado (CF\/1988,&nbsp;arts. 131 a 133).<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, para evitar potenciais conflitos de interesse incompat\u00edveis com a administra\u00e7\u00e3o da Justi\u00e7a, os estados devem observar a diretriz do art. 28, IV, da Lei 8.906\/1994 (Estatuto da OAB), segundo a qual a advocacia \u00e9 incompat\u00edvel com as atividades desenvolvidas pelos ocupantes de cargos ou fun\u00e7\u00f5es vinculadas \u00e0 atividade jurisdicional do Poder Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o ofende o princ\u00edpio do concurso p\u00fablico a mudan\u00e7a da denomina\u00e7\u00e3o do cargo p\u00fablico efetivo de assessor jur\u00eddico para a de consultor jur\u00eddico, <strong>quando ausente efetiva transforma\u00e7\u00e3o ou transposi\u00e7\u00e3o de um cargo no outro.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional a mera altera\u00e7\u00e3o de nomenclatura de cargo p\u00fablico. Para que a reestrutura\u00e7\u00e3o de cargos seja considerada adequada diante do princ\u00edpio do concurso p\u00fablico (CF\/1988, art. 37, II), \u00e9 necess\u00e1ria a presen\u00e7a simult\u00e2nea de tr\u00eas requisitos fundamentais: (i) a similitude entre as atribui\u00e7\u00f5es dos cargos envolvidos; (ii) a identidade dos requisitos de escolaridade entre os cargos e; (iii) a equival\u00eancia salarial entre eles.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-resultado-final\"><a>4.2.2.&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><a>Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou parcialmente procedente a a\u00e7\u00e3o para:&nbsp;<\/a>(i) declarar a inconstitucionalidade parcial, sem redu\u00e7\u00e3o de texto, do art. 124-A da Constitui\u00e7\u00e3o do Estado do Paran\u00e1, apenas para conferir-lhe interpreta\u00e7\u00e3o conforme a Constitui\u00e7\u00e3o Federal, a fim de limitar a atua\u00e7\u00e3o dos procuradores da Assembleia Legislativa aos casos em que atuem em nome do Poder Legislativo para a defesa de sua autonomia, de suas prerrogativas e de sua independ\u00eancia frente aos demais Poderes e; (ii) declarar a inconstitucionalidade parcial, sem redu\u00e7\u00e3o de texto, do art. 243-B da Constitui\u00e7\u00e3o do Estado do Paran\u00e1, para conferir-lhe interpreta\u00e7\u00e3o conforme a Constitui\u00e7\u00e3o Federal, a fim de estabelecer que: (i) apenas os Consultores Jur\u00eddicos do Poder Judici\u00e1rio do Paran\u00e1 encarregados das fun\u00e7\u00f5es de defesa institucional devem desempenhar a representa\u00e7\u00e3o extraordin\u00e1ria prevista pelo constituinte estadual, atividade a ser desempenhada mediante a manuten\u00e7\u00e3o de inscri\u00e7\u00e3o profissional junto ao Conselho Seccional da OAB\/PR e em regime de dedica\u00e7\u00e3o exclusiva e integral, vedado o exerc\u00edcio de outra atividade que tenha rela\u00e7\u00e3o, direta ou indireta, com o assessoramento da atividade jurisdicional do Poder Judici\u00e1rio; e (ii) os demais Consultores Jur\u00eddicos do Poder Judici\u00e1rio do Paran\u00e1 que exer\u00e7am outras fun\u00e7\u00f5es, em especial fun\u00e7\u00f5es relacionadas ao assessoramento da atividade jurisdicional daquela Corte, devem permanecer apartados das atividades de representa\u00e7\u00e3o judicial extraordin\u00e1ria do Poder Judici\u00e1rio estadual, com inscri\u00e7\u00e3o profissional junto ao Conselho Seccional da OAB\/PR inativa, sendo-lhes vedado o exerc\u00edcio da referida atividade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-lei-9-868-1999-e-o-rito-de-processamento-das-adi-e-adc-principios-do-contraditorio-e-da-ampla-defesa-e-modulacao-de-efeitos-nas-acoes-de-controle-concentrado-de-constitucionalidade\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Lei 9.868\/1999 e o rito de processamento das ADI e ADC: princ\u00edpios do contradit\u00f3rio e da ampla defesa e modula\u00e7\u00e3o de efeitos nas a\u00e7\u00f5es de controle concentrado de constitucionalidade<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o configura inconstitucionalidade por omiss\u00e3o \u2014 por alegada ofensa aos princ\u00edpios do contradit\u00f3rio e da ampla defesa quanto \u00e0 participa\u00e7\u00e3o da sociedade civil no processamento das a\u00e7\u00f5es declarat\u00f3rias de constitucionalidade \u2014 o veto presidencial aos textos constantes do art. 17 e dos \u00a7\u00a7 1\u00ba e 2\u00ba do art. 18 do projeto de lei convertido na Lei 9.868\/1999<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 2.154\/DF, relator Ministro Dias Toffoli, redatora do ac\u00f3rd\u00e3o Ministra C\u00e1rmen L\u00facia, julgamento virtual finalizado em 31.3.2023 (Info 1089)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-situacao-fatica\"><a>5.1. Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A Confedera\u00e7\u00e3o Nacional das Profiss\u00f5es Liberais (CNPL) ajuizou a ADI 2154 por meio da qual questiona dispositivos da Lei 9.868\/99, que disp\u00f5e sobre an\u00e1lise e julgamento das ADIs e ADCs.<\/p>\n\n\n\n<p>O ponto questionado \u00e9 o dispositivo que autoriza o STF a modular os efeitos da decis\u00e3o em que for declarada a inconstitucionalidade de normas. A CPPL ainda sustentou a inconstitucionalidade por omiss\u00e3o no rito de processamento das ADCs, em raz\u00e3o do veto do presidente da Rep\u00fablica a trechos do projeto de lei convertido na Lei 9.868\/1999.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-analise-estrategica\"><a>5.2. An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-questao-juridica\"><a>5.2.1.&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei 9.868\/1999: \u201cArt. 27. Ao declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo, e tendo em vista raz\u00f5es de seguran\u00e7a jur\u00eddica ou de excepcional interesse social, poder\u00e1 o Supremo Tribunal Federal, por maioria de dois ter\u00e7os de seus membros, restringir os efeitos daquela declara\u00e7\u00e3o ou decidir que ela s\u00f3 tenha efic\u00e1cia a partir de seu tr\u00e2nsito em julgado ou de outro momento que venha a ser fixado.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Art. 18 \u00a7 2\u00ba O relator, considerando a relev\u00e2ncia da mat\u00e9ria e a representatividade dos postulantes, poder\u00e1, por despacho irrecorr\u00edvel, admitir, observado o prazo estabelecido no par\u00e1grafo anterior, a manifesta\u00e7\u00e3o de outros \u00f3rg\u00e3os ou entidades.&#8221; (VETADO)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-configurada-a-inconstitucionalidade-por-omissao\"><a>5.2.2.&nbsp; Configurada a inconstitucionalidade por omiss\u00e3o?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Noops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A omiss\u00e3o a ser questionada em ADI deve decorrer da in\u00e9rcia estatal em estabelecer medidas necess\u00e1rias \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o concreta dos preceitos constitucionais. Da leitura dos princ\u00edpios do contradit\u00f3rio e da ampla defesa n\u00e3o se extrai qualquer exig\u00eancia de produ\u00e7\u00e3o normativa ou suposi\u00e7\u00e3o de d\u00e9ficit estrutural de suas implementa\u00e7\u00f5es legais capaz de autorizar o ajuizamento da presente a\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade por omiss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, a pretens\u00e3o de que o Tribunal reconhe\u00e7a a legitimidade constitucional de normas vetadas pelo presidente da Rep\u00fablica, no exerc\u00edcio de seu leg\u00edtimo ju\u00edzo de conveni\u00eancia, resulta na assun\u00e7\u00e3o de uma condi\u00e7\u00e3o de legislador positivo, em afronta \u00e0 reiterada jurisprud\u00eancia desta Corte e ao princ\u00edpio da separa\u00e7\u00e3o dos Poderes.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda que potencializado o interesse gen\u00e9rico de defesa da Constitui\u00e7\u00e3o como fundamento de participa\u00e7\u00e3o da sociedade no processo decis\u00f3rio da ADC, <strong>a interven\u00e7\u00e3o ora pleiteada estaria atendida pela possibilidade de os legitimados proporem ADI quanto ao mesmo dispositivo<\/strong>, com a reuni\u00e3o dos processos para julgamento conjunto.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, o veto ao \u00a7 2\u00ba do art. 18 da Lei 9.868\/1999 n\u00e3o prejudica a participa\u00e7\u00e3o social na jurisdi\u00e7\u00e3o prestada em ADC, pois o relator pode requisitar informa\u00e7\u00f5es, consultar peritos ou designar audi\u00eancia p\u00fablica para ouvir depoimentos de pessoas com experi\u00eancia e autoridade na mat\u00e9ria submetida \u00e0 discuss\u00e3o (Lei 9.868\/1999, art. 20, \u00a7 1\u00ba).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>E a norma que permite a modula\u00e7\u00e3o dos efeitos???<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional a norma contida no art. 27 da Lei 9.868\/1999, que permite a modula\u00e7\u00e3o de efeitos, pelo Supremo Tribunal Federal, da decis\u00e3o que declara a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes do advento da referida lei, <strong>o STF, &nbsp;em casos pontais, j\u00e1 vinha mitigando a aplica\u00e7\u00e3o da teoria da nulidade das leis declaradas inconstitucionais, de modo que a t\u00e9cnica da modula\u00e7\u00e3o dos efeitos foi realizada com a finalidade de conservar a pr\u00f3pria unidade da Constitui\u00e7\u00e3o<\/strong>, sendo desnecess\u00e1ria a sua autoriza\u00e7\u00e3o expressa no texto constitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao modular os efeitos, o STF aplica diretamente a Constitui\u00e7\u00e3o no sentido de limitar a efic\u00e1cia temporal da declara\u00e7\u00e3o de inconstitucionalidade de determinada norma. Ponderam-se os poss\u00edveis preju\u00edzos da lacuna normativa resultante dessa declara\u00e7\u00e3o para proteger a seguran\u00e7a jur\u00eddica, direitos fundamentais ou outros valores constitucionais que devam ser preservados.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-3-resultado-final\"><a>5.2.3.&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, em conclus\u00e3o da aprecia\u00e7\u00e3o conjunta (vide&nbsp;Informativo 456), (i) por unanimidade, julgou improcedentes as a\u00e7\u00f5es para afastar a suposta inconstitucionalidade por omiss\u00e3o dos&nbsp;arts. 17 e 18, \u00a7\u00a7 1\u00ba e 2\u00ba, ambos da Lei 9.868\/1999; e (ii) por maioria, julgou improcedentes as a\u00e7\u00f5es para assentar a constitucionalidade do art. 27 da Lei 9.868\/1999.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-covid-19-prorrogacao-do-prazo-de-vigencia-de-medidas-do-programa-emergencial-de-manutencao-do-emprego-e-da-renda\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Covid-19: prorroga\u00e7\u00e3o do prazo de vig\u00eancia de medidas do Programa Emergencial de Manuten\u00e7\u00e3o do Emprego e da Renda<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O prazo de vig\u00eancia das medidas que integram o Programa Emergencial de Manuten\u00e7\u00e3o do Emprego e da Renda (PEMER) \u2014 pol\u00edtica p\u00fablica de enfrentamento \u00e0 pandemia da Covid-19, institu\u00edda pela Lei 14.020\/2020 \u2014 possui sentido inequ\u00edvoco, de modo que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel interpreta\u00e7\u00e3o diversa de sua literalidade (31 de dezembro de 2020).<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 6.662\/DF, relator Ministro Roberto Barroso, julgamento virtual finalizado em 31.3.2023 (Info 1089)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-situacao-fatica\"><a>6.1. Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) ajuizou no STF a ADI 6662, em que pede a extens\u00e3o da vig\u00eancia dos efeitos do Programa Emergencial de Manuten\u00e7\u00e3o do Emprego e da Renda, institu\u00eddo pela Lei 14.020\/2020. A vig\u00eancia da lei est\u00e1 restrita \u00e0 dura\u00e7\u00e3o do estado de calamidade p\u00fablica (31\/12\/2020, segundo o Decreto Legislativo 6\/2020) e \u00e0 vig\u00eancia da Lei 13.979\/2020, que trata das medidas de enfrentamento da pandemia, tamb\u00e9m questionada pelo partido.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base na CF, o PCdoB argumenta que o Programa Emergencial visa a proporcionar a exist\u00eancia digna aos trabalhadores (artigo 170) e \u00e0 busca do pleno emprego (artigo 170, inciso VIII). Assim, considera necess\u00e1rio que as medidas previstas na Lei 13.979\/2020, al\u00e9m do programa institu\u00eddo pela Lei 14.020\/2020, integrem o arsenal normativo \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o das autoridades p\u00fablicas para combater a pandemia e garantir exist\u00eancia digna \u00e0 popula\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-analise-estrategica\"><a>6.2. An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-possivel-interpretacao-para-extensao-do-prazo\"><a>6.2.1.&nbsp; Poss\u00edvel interpreta\u00e7\u00e3o para extens\u00e3o do prazo?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A fixa\u00e7\u00e3o de interpreta\u00e7\u00e3o conforme, pleiteada pelo partido requerente, n\u00e3o pode ser aplic\u00e1vel ao caso. Isso porque <strong>a utiliza\u00e7\u00e3o dessa t\u00e9cnica tem como finalidade preservar a constitucionalidade da norma questionada em respeito ao princ\u00edpio democr\u00e1tico<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, caso o sentido mais evidente j\u00e1 seja compat\u00edvel com a ordem constitucional vigente ou a norma n\u00e3o comporte mais de uma possibilidade interpretativa, n\u00e3o se deve aplicar a referida t\u00e9cnica.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-resultado-final\"><a>6.2.2.&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou improcedente a a\u00e7\u00e3o para rejeitar o pedido de interpreta\u00e7\u00e3o conforme a Constitui\u00e7\u00e3o que objetivava ampliar o prazo de vig\u00eancia do art. 8\u00ba da Lei 13.979\/2020 e dos&nbsp;arts. 1\u00ba, 2\u00ba, 7\u00ba, 8\u00ba, \u00a7 6\u00ba, 16, par\u00e1grafo \u00fanico, 18, \u00a7 4\u00ba, e 25, \u00a7 1\u00ba, todos da Lei 14.020\/2020.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-instituicao-do-abono-de-permanencia-em-atividade-para-magistrados-do-estado\"><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Institui\u00e7\u00e3o do abono de perman\u00eancia em atividade para magistrados do estado<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional \u2014 por violar a compet\u00eancia da Uni\u00e3o para dispor sobre a magistratura brasileira \u2014 norma estadual que cria nova vantagem remunerat\u00f3ria (benef\u00edcio de perman\u00eancia em atividade) para os magistrados do Poder Judici\u00e1rio local.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 2.952\/RJ, relator Ministro Gilmar Mendes, julgamento virtual finalizado em 31.3.2023 (Info 1089)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-situacao-fatica\"><a>7.1. Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Na ADI 2952, a PGR questiona a Lei 1.856\/91, tamb\u00e9m do estado do Rio de Janeiro, por contrariar o artigo 93, caput, da CF. A Lei instituiu o \u201cbenef\u00edcio de perman\u00eancia em atividade\u201d aos magistrados estaduais, que dever\u00e1 incidir no percentual anual de 5% por ano que exceder os trinta anos de servi\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a PGR, a concess\u00e3o de benef\u00edcios a magistrados \u00e9 disciplina sujeita \u00e0 lei complementar e, de acordo com a Constitui\u00e7\u00e3o, compete ao Supremo Tribunal Federal a iniciativa para elaborar lei complementar que cuide da quest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-analise-estrategica\"><a>7.2. An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-questao-juridica\"><a>7.2.1.&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CF\/1988: \u201cArt. 93. Lei complementar, de iniciativa do Supremo Tribunal Federal, dispor\u00e1 sobre o Estatuto da Magistratura, observados os seguintes princ\u00edpios:<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-a-penduricalho-caiu\"><a>7.2.2.&nbsp; A Penduricalho caiu?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>J\u00e1 era!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 o advento de lei complementar de iniciativa do STF, o Estatuto da Magistratura continua a ser disciplinado pela Lei Complementar 35\/1979 (Lei Org\u00e2nica da Magistratura Nacional \u2013 LOMAN).<\/p>\n\n\n\n<p>As disposi\u00e7\u00f5es da LOMAN constituem um regime jur\u00eddico \u00fanico dos magistrados do Pa\u00eds. Assim, <strong>como o Poder Judici\u00e1rio \u00e9 nacional, os seus membros devem se submeter a regras uniformes, de modo que, para preservar a independ\u00eancia assegurada constitucionalmente ao Poder Judici\u00e1rio<\/strong>, as normas da LOMAN vinculam o Legislativo e o Judici\u00e1rio estaduais.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, a natureza TAXATIVA do rol de direitos e vantagens dos magistrados (LOMAN, art. 65) impede o legislador ordin\u00e1rio, federal ou estadual, bem como os tribunais, quando da confec\u00e7\u00e3o do regimento interno, de suprimir ou instituir novos benef\u00edcios a seus membros.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A alternativa de caracteriza\u00e7\u00e3o das normas da LOMAN como meramente program\u00e1ticas ou n\u00e3o vinculantes abriria uma via perigosa para a concess\u00e3o ilimitada de privil\u00e9gios, propiciando um quadro inst\u00e1vel de \u201ctroca institucional de boas vontades\u201d entre os poderes locais<\/strong>, circunst\u00e2ncia INCOMPAT\u00cdVEL com a independ\u00eancia constitucional do Poder Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-3-resultado-final\"><a>7.2.3.&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou procedente a a\u00e7\u00e3o para declarar a inconstitucionalidade da Lei 1.856\/1991 do Estado do Rio de Janeiro.<a><\/a><\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-eleitoral\"><a>DIREITO ELEITORAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-candidaturas-femininas-nas-eleicoes-proporcionais-punicao-no-caso-de-fraudes-e-limitacao-de-seu-alcance\"><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Candidaturas femininas nas elei\u00e7\u00f5es proporcionais: puni\u00e7\u00e3o no caso de fraudes e limita\u00e7\u00e3o de seu alcance<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional o entendimento jurisprudencial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) segundo o qual \u00e9: (i) cab\u00edvel a utiliza\u00e7\u00e3o da A\u00e7\u00e3o de Investiga\u00e7\u00e3o Judicial Eleitoral (AIJE) para apura\u00e7\u00e3o de fraude \u00e0 cota de g\u00eanero; e (ii) imperativa a cassa\u00e7\u00e3o do registro ou do diploma de todos os candidatos beneficiados por essa fraude.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 6.338\/DF, relatora Ministra Rosa Weber, julgamento virtual finalizado em 31.3.2023 (Info 1089)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-situacao-fatica\"><a>8.1. Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O partido Solidariedade (SD) requereu ao STF que o reconhecimento judicial de eventual fraude nas candidaturas femininas seja limitado aos respons\u00e1veis pelo abuso de poder e aos partidos que tenham concordado com tais candidaturas, de forma a n\u00e3o alcan\u00e7ar poss\u00edveis benefici\u00e1rios que concorreram de boa-f\u00e9 nas elei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Na ADI 6338, o partido pretende que a Lei das Elei\u00e7\u00f5es (artigo 10, par\u00e1grafo 3\u00ba, da Lei 9.504\/1997) e a Lei de Inelegibilidade (artigo 22, inciso XIV, da Lei Complementar 64\/1990) sejam interpretadas \u00e0 luz do princ\u00edpio da igualdade de pol\u00edtica de g\u00eanero nos casos de abuso de poder decorrentes de fraude a cotas de g\u00eanero, a\u00e7\u00e3o afirmativa de promo\u00e7\u00e3o e fomento \u00e0 inclus\u00e3o feminina na pol\u00edtica.&nbsp;Para o Solidariedade, deve ser aplicada interpreta\u00e7\u00e3o segundo a qual nas hip\u00f3teses de reconhecimento de fraude \u00e0s candidaturas femininas em sede de A\u00e7\u00e3o de Investiga\u00e7\u00e3o Judicial Eleitoral (AIJE), ocorra apenas a cassa\u00e7\u00e3o dos respons\u00e1veis pela pr\u00e1tica abusiva e a puni\u00e7\u00e3o da agremia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-analise-estrategica\"><a>8.2. An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-questao-juridica\"><a>8.2.1.&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei 9.504\/1997: \u201cArt. 10. (&#8230;) \u00a7 3\u00ba Do n\u00famero de vagas resultante das regras previstas neste artigo, cada partido ou coliga\u00e7\u00e3o preencher\u00e1 o m\u00ednimo de 30% (trinta por cento) e o m\u00e1ximo de 70% (setenta por cento) para candidaturas de cada sexo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>LC 64\/1990: \u201cArt. 22. Qualquer partido pol\u00edtico, coliga\u00e7\u00e3o, candidato ou Minist\u00e9rio P\u00fablico Eleitoral poder\u00e1 representar \u00e0 Justi\u00e7a Eleitoral, diretamente ao Corregedor-Geral ou Regional, relatando fatos e indicando provas, ind\u00edcios e circunst\u00e2ncias e pedir abertura de investiga\u00e7\u00e3o judicial para apurar uso indevido, desvio ou abuso do poder econ\u00f4mico ou do poder de autoridade, ou utiliza\u00e7\u00e3o indevida de ve\u00edculos ou meios de comunica\u00e7\u00e3o social, em benef\u00edcio de candidato ou de partido pol\u00edtico, obedecido o seguinte rito: (&#8230;) XIV \u2013 julgada procedente a representa\u00e7\u00e3o, ainda que ap\u00f3s a proclama\u00e7\u00e3o dos eleitos, o Tribunal declarar\u00e1 a inelegibilidade do representado e de quantos hajam contribu\u00eddo para a pr\u00e1tica do ato,&nbsp;cominando-lhes&nbsp;san\u00e7\u00e3o de inelegibilidade para as elei\u00e7\u00f5es a se realizarem nos 8 (oito) anos subsequentes \u00e0 elei\u00e7\u00e3o em que se verificou, al\u00e9m da cassa\u00e7\u00e3o do registro ou diploma do candidato diretamente beneficiado pela interfer\u00eancia do poder econ\u00f4mico ou pelo desvio ou abuso do poder de autoridade ou dos meios de comunica\u00e7\u00e3o, determinando a remessa dos autos ao Minist\u00e9rio P\u00fablico Eleitoral, para instaura\u00e7\u00e3o de processo disciplinar, se for o caso, e de a\u00e7\u00e3o penal, ordenando quaisquer outras provid\u00eancias que a esp\u00e9cie comportar<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-alivia-a-barra-em-caso-de-fraude\"><a>8.2.2.&nbsp; Alivia a barra em caso de fraude<\/a>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Sem chances!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A fraude \u00e0 cota de g\u00eanero, consubstanciada no lan\u00e7amento fict\u00edcio de candidaturas femininas<\/strong> \u2014 t\u00e3o somente para preencher o m\u00ednimo de 30% (trinta por cento), sem o empreendimento de atos de campanhas, arrecada\u00e7\u00e3o de recursos, dentre outros \u2014 <strong>materializa conduta transgressora da cidadania<\/strong> (CF\/1988, art. 1\u00ba, II), <strong>do pluralismo pol\u00edtico<\/strong> (CF\/1988, art. 1\u00ba, V), da ISONOMIA (CF\/1988, art. 5\u00ba, I), <strong>subverte a pol\u00edtica p\u00fablica afirmativa e afeta substancialmente a legitimidade, a normalidade e a lisura do pleito<\/strong> (CF\/1988, art. 1\u00ba, par\u00e1grafo \u00fanico, e art. 14,&nbsp;caput, \u00a7 9\u00ba).<\/p>\n\n\n\n<p>A utiliza\u00e7\u00e3o desse expediente fraudulento gera uma competi\u00e7\u00e3o ileg\u00edtima pelo voto popular, uma vez que ocasiona grave desequil\u00edbrio entre os participantes em disputa. Como consequ\u00eancia, a sua pr\u00e1tica proporciona o registro de montante mais elevado de postulantes masculinos, o incremento do quociente partid\u00e1rio e, consequentemente, do n\u00famero de cadeiras alcan\u00e7adas.<a><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, <strong>o TSE tem compreendido que toda fraude \u00e9 uma conduta abusiva sob a \u00f3ptica jur\u00eddica, o que legitima a utiliza\u00e7\u00e3o da AIJE e da A\u00e7\u00e3o de Impugna\u00e7\u00e3o de Mandato Eletivo (AIME) para apurar a ocorr\u00eancia, ou n\u00e3o, da fraude<\/strong>. Desse modo, a cassa\u00e7\u00e3o do registro ou do diploma, em rela\u00e7\u00e3o a todos os benefici\u00e1rios do ato fraudulento e abusivo, \u00e9 efeito consequencial necess\u00e1rio da proced\u00eancia do pedido deduzido em AIJE.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-3-resultado-final\"><a>8.2.3.&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou improcedente a a\u00e7\u00e3o para assentar a constitucionalidade do art. 10, \u00a7 3\u00ba, da Lei 9.504\/1997 (Lei das Elei\u00e7\u00f5es) e do art. 22, XIV, da Lei Complementar 64\/1990 (Lei das Inelegibilidades).<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-internacional-e-processual\"><a>DIREITO INTERNACIONAL e PROCESSUAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-cabimento-de-acao-rescisoria-e-efeitos-do-empate-em-julgamento-de-processo-de-extradicao\"><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cabimento de a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria e efeitos do empate em julgamento de processo de extradi\u00e7\u00e3o<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O RESCIS\u00d3RIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 cab\u00edvel o ajuizamento de a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria em face de ac\u00f3rd\u00e3o proferido pelo STF em processo de extradi\u00e7\u00e3o, pois este possui cunho predominantemente administrativo, n\u00e3o havendo que se falar na hip\u00f3tese de julgamento de natureza penal.<\/p>\n\n\n\n<p>AR 2.921\/DF, relator Ministro Alexandre de Moraes, julgamento finalizado em 30.3.2023 (Info 1089)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-1-situacao-fatica\"><a>9.1. Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em 1993, um colombiano matou a namorada e fugiu para o Brasil, onde foi encontrado em 2017. A segunda turma do STF, em raz\u00e3o de empate, negou a extradi\u00e7\u00e3o do cidad\u00e3o colombiano, decis\u00e3o que transitou em julgado em 2021. Algum tempo depois, o pai da v\u00edtima ajuizou a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria sob a alega\u00e7\u00e3o de que o pedido de extradi\u00e7\u00e3o n\u00e3o teria natureza penal (o que afastaria a tese do resultado mais ben\u00e9fico ao r\u00e9u diante do empate), mas de instrumento de coopera\u00e7\u00e3o jur\u00eddica internacional.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-analise-estrategica\"><a>9.2. An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-1-cabivel-a-acao-rescisoria\"><a>9.2.1.&nbsp; Cab\u00edvel a a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A extradi\u00e7\u00e3o constitui instrumento de coopera\u00e7\u00e3o jur\u00eddica internacional e possui natureza jur\u00eddica de ato administrativo, diplom\u00e1tico e jur\u00eddico.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, trata-se de a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria ajuizada contra ac\u00f3rd\u00e3o da Segunda Turma do STF que, <strong>diante do empate na vota\u00e7\u00e3o decorrente da aus\u00eancia de ministro por motivo de licen\u00e7a m\u00e9dica, concluiu pela preval\u00eancia do voto mais favor\u00e1vel ao r\u00e9u e julgou improcedente o pedido&nbsp;extradicional<\/strong>&nbsp;(Ext&nbsp;1.560\/DF). Como o objeto em discuss\u00e3o \u00e9 justamente a verifica\u00e7\u00e3o da validade da preval\u00eancia desse voto em caso de empate, atrai-se a hip\u00f3tese de cabimento da rescis\u00f3ria referente \u00e0 manifesta viola\u00e7\u00e3o a literal dispositivo de norma jur\u00eddica (CPC\/2015, art. 966, V).<\/p>\n\n\n\n<p>Verificada a ocorr\u00eancia de empate em julgamento de processo de extradi\u00e7\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio o seu adiamento para que a decis\u00e3o seja tomada somente depois do voto de desempate, visto que a aplica\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00e3o mais favor\u00e1vel ao r\u00e9u se restringe aos casos expressamente previstos na legisla\u00e7\u00e3o<strong>.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A partir da leitura SISTEM\u00c1TICA de dispositivos regimentais e na linha da jurisprud\u00eancia do STF v\u00ea-se que <strong>h\u00e1 prefer\u00eancia pela vota\u00e7\u00e3o majorit\u00e1ria em julgamentos colegiados, com a obten\u00e7\u00e3o do voto de desempate, especialmente quando o empate se deve a situa\u00e7\u00e3o totalmente solucion\u00e1vel, como no caso concreto (licen\u00e7a m\u00e9dica).<\/strong> Nesse contexto, o C\u00f3digo de Processo Penal (CPP\/1941,&nbsp;arts. 615, \u00a7 1\u00ba, e 664, par\u00e1grafo \u00fanico) disp\u00f5e sobre a necessidade de colheita do voto do presidente do Tribunal, da C\u00e2mara ou da Turma, se n\u00e3o tiver votado, oportunidade em que proferir\u00e1, ent\u00e3o, o voto de desempate, conhecido como \u201cvoto de qualidade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A solu\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel ao r\u00e9u, no caso de empate em&nbsp;habeas corpus&nbsp;ou recurso criminal, configura situa\u00e7\u00e3o EXCEPCIONAL\u00cdSSIMA<\/strong>, que n\u00e3o pode ser estendida a casos distintos dos estabelecidos na lei.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-2-resultado-final\"><a>9.2.2.&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por maioria, julgou parcialmente procedente a a\u00e7\u00e3o para (i) afastar a proclama\u00e7\u00e3o do resultado prolatada no mencionado processo de extradi\u00e7\u00e3o; e (ii) determinar a remessa dos autos \u00e0 Segunda Turma para fins de aplica\u00e7\u00e3o do art. 150, \u00a7\u00a7 1\u00ba e 2\u00ba, do RISTF, com a tomada do voto do ministro ausente para a conclus\u00e3o do julgamento.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-penal\"><a>DIREITO PROCESSUAL PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-prisao-especial-aos-portadores-de-diploma-de-curso-superior\"><a>10. Pris\u00e3o especial aos portadores de diploma de curso superior<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>ARGUI\u00c7\u00c3O DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 incompat\u00edvel com a Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988 \u2014 por ofensa ao princ\u00edpio da isonomia (CF\/1988, arts. 3\u00ba, IV; e 5\u00ba, \u201ccaput\u201d) \u2014 a previs\u00e3o contida no inciso VII do art. 295 do C\u00f3digo de Processo Penal (CPP) que concede o direito a pris\u00e3o especial, at\u00e9 decis\u00e3o penal definitiva, a pessoas com diploma de ensino superior.<\/p>\n\n\n\n<p>ADPF 334\/DF, relator Ministro Alexandre de Moraes, julgamento virtual finalizado em 31.3.2023 (Info 1089)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-1-situacao-fatica\"><a>10.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A PGR ajuizou no STF a ADPF 334 contra o dispositivo do C\u00f3digo de Processo Penal (CPP) que concede o direito a pris\u00e3o especial aos portadores de diploma de ensino superior. Para o procurador-geral, o benef\u00edcio, previsto no inciso VII do artigo 295 do CPP, viola a conforma\u00e7\u00e3o constitucional e os objetivos fundamentais da Rep\u00fablica, o princ\u00edpio da dignidade humana e o da isonomia.<\/p>\n\n\n\n<p>A Procuradoria Geral da Rep\u00fablica observa que o \u201cprivil\u00e9gio\u201d da pris\u00e3o especial, institu\u00eddo em 1937, no governo provis\u00f3rio de Get\u00falio Vargas, originou-se em contexto antidemocr\u00e1tico, durante per\u00edodo de supress\u00e3o de garantias fundamentais e manuten\u00e7\u00e3o de privil\u00e9gios sem respaldo na igualdade substancial entre cidad\u00e3os. Leis posteriores alteraram os crit\u00e9rios, mas \u201cn\u00e3o foram capazes de retirar a m\u00e1cula de inconstitucionalidade\u201d da distin\u00e7\u00e3o para portadores de diploma de ensino superior.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-analise-estrategica\"><a>10.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-1-questao-juridica\"><a>10.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPP\/1941: \u201cArt. 295. Ser\u00e3o recolhidos a quart\u00e9is ou a pris\u00e3o especial, \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o da autoridade competente, quando sujeitos a pris\u00e3o antes de condena\u00e7\u00e3o definitiva: (&#8230;) VII &#8211; os diplomados por qualquer das faculdades superiores da Rep\u00fablica;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-2-a-prisao-especial-se-mostra-constitucional\"><a>10.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A pris\u00e3o especial se mostra constitucional?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A previs\u00e3o do direito \u00e0 pris\u00e3o especial a diplomados em ensino superior n\u00e3o guarda rela\u00e7\u00e3o com qualquer objetivo constitucional, com a satisfa\u00e7\u00e3o de interesses p\u00fablicos ou com a prote\u00e7\u00e3o de seu benefici\u00e1rio frente a algum risco maior a que possa ser submetido em virtude especificamente do seu grau de escolaridade.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, <strong>a referida norma n\u00e3o protege categoria de pessoas fragilizadas e merecedoras de tutela<\/strong>. Ao contr\u00e1rio, configura medida estatal DISCRIMINAT\u00d3RIA, que promove a categoriza\u00e7\u00e3o de presos e fortalece as desigualdades, pois beneficia, com base em qualifica\u00e7\u00e3o de ordem estritamente pessoal (grau de instru\u00e7\u00e3o acad\u00eamica), aqueles que j\u00e1 s\u00e3o favorecidos por sua posi\u00e7\u00e3o socioecon\u00f4mica, visto que obtiveram a regalia de acesso a uma universidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, a extens\u00e3o da pris\u00e3o especial a essas pessoas caracteriza verdadeiro PRIVIL\u00c9GIO que, em \u00faltima an\u00e1lise, <strong>materializa a desigualdade social e o vi\u00e9s seletivo do direito penal, em afronta ao preceito fundamental da Constitui\u00e7\u00e3o que assegura a igualdade entre todos na lei e perante a lei<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-3-resultado-final\"><a>10.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou procedente a ADPF para declarar a n\u00e3o recep\u00e7\u00e3o do art. 295, VII, do CPP, pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988.<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-a4369724-883a-4ef8-9ddd-323d5e4280d4\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/04\/19004339\/stf-informativo-1089.pdf\">stf-informativo-1089<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/04\/19004339\/stf-informativo-1089.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-a4369724-883a-4ef8-9ddd-323d5e4280d4\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Informativo n\u00ba 1089 do STF\u00a0COMENTADO.\u00a0\u00c9 para voc\u00ea que est\u00e1 ligad@ aqui\u00a0no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! 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