{"id":1190064,"date":"2023-03-21T19:00:54","date_gmt":"2023-03-21T22:00:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1190064"},"modified":"2023-03-21T19:00:58","modified_gmt":"2023-03-21T22:00:58","slug":"gabarito-receita-federal-direito-administrativo-auditor-e-analista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/gabarito-receita-federal-direito-administrativo-auditor-e-analista\/","title":{"rendered":"Gabarito Receita Federal Direito Administrativo (Auditor e Analista)"},"content":{"rendered":"\n<p><a><\/a><a><\/a>Ol\u00e1, pessoal!<\/p>\n\n\n\n<p>Neste artigo, voc\u00ea encontrar\u00e1 a resolu\u00e7\u00e3o das quest\u00f5es de Direito Administrativo da Receita Federal (RFB), para os cargos de Auditor (AFRFB) e Analista (ATRFB). Lembrando que existem diversos cadernos de prova, motivo pelo qual a \u201cnumera\u00e7\u00e3o\u201d da quest\u00e3o poder\u00e1 n\u00e3o ser exatamente a mesma do seu caderno, em que pese as assertivas sejam as mesmas.<\/p>\n\n\n\n<p>As quest\u00f5es de direito administrativo foram complicadas, com muita cobran\u00e7a de jurisprud\u00eancia recente. Por\u00e9m, quase todos os temas foram abordados em nossos eventos, nas aulas de Reta Final, Curso de Jurisprud\u00eancia, Hora da Verdade e Revis\u00e3o de V\u00e9spera.<\/p>\n\n\n\n<p>Vou sugerir alguns recursos para Analista:<\/p>\n\n\n\n<p>(i) na quest\u00e3o sobre aplica\u00e7\u00e3o de san\u00e7\u00e3o, delega\u00e7\u00e3o e recursos, a FGV desconsiderou a reda\u00e7\u00e3o do Decreto 11.123\/2022, que deveria fundamentar a quest\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p>(ii) na quest\u00e3o da LGPD, a banca trocou o termo \u201cdados\u201d por \u201cdanos\u201d;<\/p>\n\n\n\n<p>(iii) na quest\u00e3o sobre revis\u00e3o geral anual, h\u00e1 duas op\u00e7\u00f5es corretas.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Auditor, n\u00e3o vejo possibilidade de recursos em Direito Administrativo.<\/p>\n\n\n\n<p>Vamos l\u00e1!<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se esque\u00e7a de acompanhar as nossas redes sociais de controle externo e de direito administrativo.<\/p>\n\n\n\n<p>Abra\u00e7os!<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><strong><\/strong><\/td><td><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/profherbertalmeida\/\"><strong><em>@profherbertalmeida<\/em><\/strong><\/a><strong><\/strong><\/td><td><strong><\/strong><\/td><td><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/controleexterno\/\"><strong><em>@controleexterno<\/em><\/strong><\/a><\/td><\/tr><tr><td><strong><\/strong><\/td><td><a href=\"https:\/\/t.me\/profherbertalmeida\"><strong><em>\/profherbertalmeida<\/em><\/strong><\/a><strong><\/strong><\/td><td><\/td><td><a href=\"https:\/\/t.me\/controleexterno\"><strong><em>\/controleexterno<\/em><\/strong><\/a><\/td><\/tr><tr><td><strong><\/strong><\/td><td><a href=\"https:\/\/youtube.com\/profherbertalmeida\"><strong><em>\/profherbertalmeida<\/em><\/strong><\/a><strong><\/strong><\/td><td>&nbsp;<\/td><td>&nbsp;<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Vamos aos coment\u00e1rios!<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-auditor\">Auditor<\/h1>\n\n\n\n<p>1. (FGV \u2013 Receita Federal\/2023) Jo\u00e3o e Maria s\u00e3o servidores p\u00fablicos de diferentes entes federativos e respondem, de forma aut\u00f4noma e por fatos distintos, a processos administrativos disciplinares (PAD&#8217;s), instaurados no m\u00eas passado, para apurar a pr\u00e1tica, em tese, de falta funcional. Na semana passada, ambos os servidores requereram suas aposentadorias volunt\u00e1rias por tempo de contribui\u00e7\u00e3o. A Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica de cada ente n\u00e3o analisou seus pedidos, suspendendo os correlatos processos administrativos de aposenta\u00e7\u00e3o, no aguardo da decis\u00e3o do PAD.<\/p>\n\n\n\n<p>Jo\u00e3o \u00e9 Auditor-Fiscal da Receita Federal e seu PAD apura a pr\u00e1tica, em tese, de falta funcional pun\u00edvel com a san\u00e7\u00e3o de suspens\u00e3o. Por sua vez, Maria \u00e9 Auditora da Receita do Estado Alfa e seu PAD investiga a pr\u00e1tica, em tese, de falta funcional pun\u00edvel com a san\u00e7\u00e3o de demiss\u00e3o. Sabe-se que inexiste dispositivo na legisla\u00e7\u00e3o do Estado Alfa dispondo sobre a possibilidade de aposentadoria volunt\u00e1ria no curso de PAD.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformados, ambos os servidores p\u00fablicos, que est\u00e3o afastados cautelarmente do exerc\u00edcio da fun\u00e7\u00e3o, impetraram mandados de seguran\u00e7a, entendendo possuir direito l\u00edquido e certo \u00e0 imediata aprecia\u00e7\u00e3o de seus pedidos de aposentadoria.<\/p>\n\n\n\n<p>Consoante o texto da Lei n\u00b0 8.112\/90 e a atual jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/p>\n\n\n\n<p>a) assiste raz\u00e3o a Jo\u00e3o, pois a Lei n\u00b0 8.112\/90 veda aposentadoria volunt\u00e1ria apenas ao servidor que responde a PAD que apure falta pun\u00edvel com pena de demiss\u00e3o; n\u00e3o assiste raz\u00e3o a Maria, pois se lhe aplica, por analogia, a Lei n\u00b0 8.112\/90.<\/p>\n\n\n\n<p>b) assiste raz\u00e3o a ambos os servidores: a Jo\u00e3o, pois a Lei n\u00b0 8.112\/90 veda aposentadoria volunt\u00e1ria apenas ao servidor que responde a PAD que apure falta pun\u00edvel com pena de demiss\u00e3o; a Maria, pois n\u00e3o se lhe aplica, por analogia, a Lei n\u00b0 8.112\/90, pelo princ\u00edpio da presun\u00e7\u00e3o de inoc\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>c) n\u00e3o assiste raz\u00e3o a ambos os servidores: a Jo\u00e3o, pois a Lei n\u00b0 8.112\/90 indica que s\u00f3 pode ser aposentado ap\u00f3s a conclus\u00e3o do processo e o cumprimento da penalidade acaso aplicada; a Maria, pois \u00e9 poss\u00edvel que a lacuna na legisla\u00e7\u00e3o estadual seja suprida com a aplica\u00e7\u00e3o subsidi\u00e1ria da lei n\u00b0 8.112\/90.<\/p>\n\n\n\n<p>d) n\u00e3o assiste raz\u00e3o a Jo\u00e3o, pois a Lei n\u00b0 8.112\/90 indica que s\u00f3 pode ser aposentado ap\u00f3s a conclus\u00e3o do processo, caso o PAD seja arquivado sem aplica\u00e7\u00e3o de san\u00e7\u00e3o; assiste raz\u00e3o a Maria, pois n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel aplica\u00e7\u00e3o subsidi\u00e1ria da Lei n\u00b0 8.112\/90, por ofensa ao princ\u00edpio da legalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>e) n\u00e3o assiste raz\u00e3o a Jo\u00e3o, pois a Lei n\u00b0 8.112\/90 indica que s\u00f3 pode ser aposentado ap\u00f3s a conclus\u00e3o do PAD, independentemente do cumprimento da penalidade acaso aplicada; assiste raz\u00e3o a Maria, pois n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel aplica\u00e7\u00e3o de analogia in malam partem em mat\u00e9ria de direito sancionador.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rio: <\/strong>vamos organizar as ideias para responder essa quest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Joao \u00e9 servidor federal, regido, portanto, pela Lei n\u00ba 8.112\/90, cometeu falta pun\u00edvel com suspens\u00e3o e requereu sua aposentadoria volunt\u00e1ria; j\u00e1 Maria \u00e9 servidora estadual, regida pelo estatuto local, no qual n\u00e3o consta previs\u00e3o sobre a possibilidade de se requerer a aposentadoria volunt\u00e1ria no curso de um PAD, e cometeu falta pun\u00edvel com demiss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ambos querem que seus pedidos de aposentadoria volunt\u00e1ria sejam apreciados, mesmo havendo PAD em curso.<\/p>\n\n\n\n<p>Vamos ao caso de Jo\u00e3o. Na Lei n\u00ba 8.112\/90, o art. 172 expressamente prev\u00ea que \u201co servidor que responder a processo disciplinar s\u00f3 poder\u00e1 ser exonerado a pedido, ou aposentado voluntariamente, <strong>ap\u00f3s a<\/strong> <strong>conclus\u00e3o do processo e o cumprimento da penalidade<\/strong>, acaso aplicada\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, j\u00e1 percebemos que ele n\u00e3o tem raz\u00e3o, e podemos eliminar as alternativas A e B.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0 Maria, para saber a resposta precisar\u00edamos conhecer o entendimento do Superior Tribunal de Justi\u00e7a acerca das lacunas nas legisla\u00e7\u00f5es estaduais sobre o regime jur\u00eddico dos servidores p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Eis o entendimento da Corte:<\/p>\n\n\n\n<p>A lacuna em Lei Complementar Estadual acerca da possibilidade de suspender processo de concess\u00e3o de aposentadoria enquanto tramita processo administrativo disciplinar deve ser suprida com a aplica\u00e7\u00e3o subsidi\u00e1ria da Lei n\u00ba 8.112\/90. STJ. 2\u00aa Turma. AgInt no AgInt no RMS 61.130-PR, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 27\/09\/2022 (Info 751 &#8211; STJ)<\/p>\n\n\n\n<p>Comentamos esse julgado neste v\u00eddeo aqui:<\/p>\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_3RkgwCWTGKI\"><div id=\"lyte_3RkgwCWTGKI\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/3RkgwCWTGKI\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/3RkgwCWTGKI\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/3RkgwCWTGKI\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n\n\n<p>Ent\u00e3o, a jurisprud\u00eancia aceita a <strong>aplica\u00e7\u00e3o subsidi\u00e1ria <\/strong>da legisla\u00e7\u00e3o federal no caso, de forma que o pleito de Maria tamb\u00e9m n\u00e3o poderia ser aceito. Com isso, podemos eliminar as alternativas B, D e E.<\/p>\n\n\n\n<p>Nossa resposta, consta, ent\u00e3o, da letra C: nenhum dos dois servidores tem raz\u00e3o, Jo\u00e3o por expressa previs\u00e3o do Estatuto federal, e Maria com base no entendimento jurisprudencial do STJ, que admite a aplica\u00e7\u00e3o subsidi\u00e1ria da legisla\u00e7\u00e3o federal ao caso.<\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito: alternativa C.<\/p>\n\n\n\n<p>2. (FGV \u2013 Receita Federal\/2023) A Lei de Improbidade Administrativa (LIA) foi substancialmente alterada pela Lei n\u00b0 14.230\/21. Desta forma, diante da Reforma de 2021 da LIA, em mat\u00e9ria de san\u00e7\u00f5es pela pr\u00e1tica de ato de improbidade administrativa, \u00e9 correto afirmar que<\/p>\n\n\n\n<p>a) as senten\u00e7as civis e penais produzir\u00e3o efeitos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 a\u00e7\u00e3o de improbidade, exceto quando conclu\u00edrem pela inexist\u00eancia da conduta ou pela negativa da autoria.<\/p>\n\n\n\n<p>b) as san\u00e7\u00f5es eventualmente aplicadas em outras esferas dever\u00e3o ser compensadas com as san\u00e7\u00f5es aplicadas nos termos da LIA.<\/p>\n\n\n\n<p>c) os atos do \u00f3rg\u00e3o de controle interno ou externo n\u00e3o poder\u00e3o ser considerados pelo juiz quando tiverem servido de fundamento para a conduta do agente p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>d) a aplica\u00e7\u00e3o das san\u00e7\u00f5es previstas na LIA depender\u00e1 da aprova\u00e7\u00e3o ou rejei\u00e7\u00e3o das contas pelo \u00f3rg\u00e3o de controle interno ou pelo Tribunal ou Conselho de Contas.<\/p>\n\n\n\n<p>e) a aplica\u00e7\u00e3o das san\u00e7\u00f5es previstas na LIA independer\u00e1 da efetiva ocorr\u00eancia de dano ao patrim\u00f4nio p\u00fablico, no que tange \u00e0s condutas previstas nos artigos 9\u00b0, 10\u00b0 e 11\u00ba da citada Lei.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rio:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>a) as senten\u00e7as civis e penais produzir\u00e3o efeitos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 a\u00e7\u00e3o de improbidade <strong>quando conclu\u00edrem<\/strong> (e n\u00e3o exceto quando conclu\u00edrem) pela inexist\u00eancia da conduta ou pela negativa da autoria (art. 21, \u00a7 3\u00ba). Geralmente, somente a senten\u00e7a penal costuma vincular as demais inst\u00e2ncias. Todavia, a L14230 ampliou o rol para as senten\u00e7as civis e penais \u2013 ERRADA;<\/p>\n\n\n\n<p>b) segundo os exatos termos do art. 21, \u00a7 5\u00ba, as san\u00e7\u00f5es eventualmente aplicadas em outras esferas <strong>dever\u00e3o ser compensadas com as san\u00e7\u00f5es aplicadas nos termos da LIA<\/strong> \u2013 CORRETA;<\/p>\n\n\n\n<p>c) a lei prev\u00ea expressamente que os atos do \u00f3rg\u00e3o de controle interno ou externo <strong>ser\u00e3o considerados<\/strong> pelo juiz quando tiverem servido de fundamento para a conduta do agente p\u00fablico e as provas produzidas perante os \u00f3rg\u00e3os de controle e as correspondentes decis\u00f5es dever\u00e3o ser consideradas na forma\u00e7\u00e3o da convic\u00e7\u00e3o do juiz, sem preju\u00edzo da an\u00e1lise acerca do dolo na conduta do agente (art. 21, \u00a7\u00a7 1\u00ba e 2\u00ba) \u2013 ERRADA;<\/p>\n\n\n\n<p>d) na verdade, a aplica\u00e7\u00e3o das san\u00e7\u00f5es <strong>independe<\/strong> da aprova\u00e7\u00e3o ou rejei\u00e7\u00e3o das contas pelo \u00f3rg\u00e3o de controle interno ou pelo Tribunal ou Conselho de Contas (art. 21, II) \u2013 ERRADA;<\/p>\n\n\n\n<p>e) em regra, nos termos do art. 21, I, a aplica\u00e7\u00e3o das san\u00e7\u00f5es independe da efetiva ocorr\u00eancia de dano ao patrim\u00f4nio p\u00fablico, salvo quanto \u00e0 <strong>pena de ressarcimento e \u00e0s condutas que causam les\u00e3o ao er\u00e1rio<\/strong> (art. 10). Assim, a quest\u00e3o n\u00e3o abordou as exce\u00e7\u00f5es \u2013 ERRADA.<\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito: alternativa B.<\/p>\n\n\n\n<p>3. (FGV \u2013 Receita Federal\/2023) Marcelo, candidato que est\u00e1 prestando concurso p\u00fablico para o cargo de t\u00e9cnico administrativo da Autarquia Federal Alfa, requereu ao Presidente dessa autarquia que informasse quantos ocupantes do cargo efetivo de t\u00e9cnico administrativo foram nomeados e quantos deixaram o cargo nos tr\u00eas \u00faltimos anos.<\/p>\n\n\n\n<p>A autoridade respondeu que n\u00e3o poderia fornecer tais informa\u00e7\u00f5es, porque elas seriam sigilosas, haja vista que estariam insertas na autonomia administrativa da autarquia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 luz do texto constitucional e da jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, a postura da Autarquia Federal Alfa est\u00e1<\/p>\n\n\n\n<p>a) incorreta, porque se aplica o princ\u00edpio da publicidade da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica, de maneira que todos os atos e informa\u00e7\u00f5es sobre a Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica, em qualquer hip\u00f3tese, devem ser objeto de publicidade, sendo incab\u00edvel qualquer imposi\u00e7\u00e3o de sigilo.<\/p>\n\n\n\n<p>b) correta, pois se presume que a manuten\u00e7\u00e3o do sigilo de informa\u00e7\u00f5es sobre pessoal dos \u00f3rg\u00e3os e entes da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica \u00e9 \u00fatil \u00e0 seguran\u00e7a da sociedade e do Estado, raz\u00e3o pela qual deve o cidad\u00e3o comprovar sua capacidade t\u00e9cnica de manter as informa\u00e7\u00f5es sob sigilo.<\/p>\n\n\n\n<p>c) incorreta, pois se aplica o princ\u00edpio da publicidade da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica, de maneira que, no regime de transpar\u00eancia brasileiro, vige o princ\u00edpio da m\u00e1xima divulga\u00e7\u00e3o sendo que a publicidade \u00e9 regra, e o sigilo, exce\u00e7\u00e3o, sem subterf\u00fagios, anacronismos jur\u00eddicos ou meias-medidas.<\/p>\n\n\n\n<p>d) correta, porque informa\u00e7\u00f5es sobre recursos humanos de \u00f3rg\u00e3os e entes da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica s\u00e3o classificadas como informa\u00e7\u00f5es de planejamento estrat\u00e9gico e, por isso, est\u00e3o cobertas pelo sigilo organizacional pr\u00f3prio desses \u00f3rg\u00e3os e entes.<\/p>\n\n\n\n<p>e) correta, porque as informa\u00e7\u00f5es podem ser direcionadas para uma utiliza\u00e7\u00e3o que comprometa os servi\u00e7os prestados pela autarquia, que det\u00e9m legitimamente compet\u00eancia para decidir sobre a necessidade de sigilo, desde que n\u00e3o ultrapasse o prazo m\u00e1ximo previsto na Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rio<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o cobrou um julgado bem espec\u00edfico, mas era poss\u00edvel responder mesmo sem o conhecer. Basta lembrar do princ\u00edpio da publicidade, que \u00e9 a regra, sendo o sigilo a exce\u00e7\u00e3o. Agora, vamos avaliar as op\u00e7\u00f5es:<\/p>\n\n\n\n<p>a) no regime constitucional brasileiro, a publicidade \u00e9 a regra e o sigilo a exce\u00e7\u00e3o, n\u00e3o havendo uma proibi\u00e7\u00e3o total ao sigilo, cab\u00edvel quando seja imprescind\u00edvel \u00e0 seguran\u00e7a da sociedade e do Estado (CF, art. 5\u00ba, XXXIII) \u2013 ERRADA;<\/p>\n\n\n\n<p>b) o sigilo n\u00e3o se presume, dependendo sempre de classifica\u00e7\u00e3o e de justificativa. Por l\u00f3gica, n\u00e3o cabe ao cidad\u00e3o provar que pode manter o sigilo (j\u00e1 que esta n\u00e3o \u00e9 sua obriga\u00e7\u00e3o) \u2013 ERRADA;<\/p>\n\n\n\n<p>c) Segundo o STJ, no regime de transpar\u00eancia brasileiro, vige o princ\u00edpio da m\u00e1xima divulga\u00e7\u00e3o, em que a publicidade \u00e9 regra, e o sigilo, exce\u00e7\u00e3o. Assim, \u201c\u00e9 dever do Estado demonstrar raz\u00f5es consistentes para negar a publicidade ativa e ainda mais fortes para rejeitar o atendimento ao dever de transpar\u00eancia passiva\u201d (STJ, REsp n. 1.857.098\/MS) \u2013 CORRETA;<\/p>\n\n\n\n<p>d) n\u00e3o h\u00e1 essa previs\u00e3o na Constitui\u00e7\u00e3o Federal ou na Lei de Acesso \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o \u2013 ERRADA;<\/p>\n\n\n\n<p>e) pelo contr\u00e1rio, os \u00f3rg\u00e3os e entidades administrativas devem promover, independentemente de requerimentos, a divulga\u00e7\u00e3o em local de f\u00e1cil acesso, no \u00e2mbito de suas compet\u00eancias, de informa\u00e7\u00f5es de interesse coletivo ou geral por eles produzidas ou custodiadas \u2013 ERRADA.<\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito: alternativa C.<\/p>\n\n\n\n<p>4. (FGV \u2013 Receita Federal\/2023) O Estado Beta, em caso de comprovado iminente perigo p\u00fablico, consistente em alagamento decorrente de fortes e extraordin\u00e1rias chuvas, por meio de sua autoridade competente, pretende fazer uso da requisi\u00e7\u00e3o administrativa de bem im\u00f3vel da Uni\u00e3o, assegurando-lhe indeniza\u00e7\u00e3o ulterior, se houver dano.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base no texto constitucional e na jurisprud\u00eancia do Supremo Tribunal Federal, a pretens\u00e3o do Estado Beta \u00e9<\/p>\n\n\n\n<p>a) vi\u00e1vel, diante da narrada situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia p\u00fablica, mas a indeniza\u00e7\u00e3o deve ser pr\u00e9via, mediante acordo com a Uni\u00e3o ou dep\u00f3sito judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>b) vi\u00e1vel, diante da narrada situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia p\u00fablica, desde que haja pr\u00e9via decis\u00e3o judicial e dep\u00f3sito em ju\u00edzo do valor inicialmente estimado para indeniza\u00e7\u00e3o, diante da determina\u00e7\u00e3o constitucional de reserva de jurisdi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>c) invi\u00e1vel, pois ofende o princ\u00edpio federativo a requisi\u00e7\u00e3o de bens de um ente federativo por outro, o que somente se admitiria \u00e0 Uni\u00e3o, de forma excepcional, durante a vig\u00eancia das medidas excepcionais de estado de defesa e estado de s\u00edtio.<\/p>\n\n\n\n<p>d) vi\u00e1vel, diante da narrada situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia p\u00fablica, mas a indeniza\u00e7\u00e3o ulterior deve ocorrer independentemente de haver dano ao im\u00f3vel e deve ser calculada com base no tempo de utiliza\u00e7\u00e3o do bem da Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>e) invi\u00e1vel, pois, no tocante aos entes federativos, suas rela\u00e7\u00f5es se caracterizam pela coopera\u00e7\u00e3o e pela horizontalidade, n\u00e3o se admitindo a ente federativo requisitar bem pertencente a outro, sob pena de ferimento da autonomia desse ente e, consequentemente, ofensa ao pacto federativo, mas \u00e9 poss\u00edvel no caso a requisi\u00e7\u00e3o administra\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o p\u00fablico, desde que demonstrada situa\u00e7\u00e3o de perigo p\u00fablico iminente.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rio:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Vimos esse tema nas nossas revis\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A requisi\u00e7\u00e3o administrativa \u00e9 forma de interven\u00e7\u00e3o do Estado que consiste na requisi\u00e7\u00e3o de bens m\u00f3veis, im\u00f3veis e servi\u00e7os particulares em situa\u00e7\u00e3o de perigo p\u00fablico iminente, para atendimento de necessidades coletivas urgentes e transit\u00f3rias (como ocorre em filmes \u201camericanos\u201d, quando um policial \u201cpede\u201d o carro de um particular para uma persegui\u00e7\u00e3o).<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o tema, o STF entendeu que:<\/p>\n\n\n\n<p>A requisi\u00e7\u00e3o administrativa \u201cpara atendimento de necessidades coletivas, urgentes e transit\u00f3rias, decorrentes de situa\u00e7\u00f5es de perigo iminente, de calamidade p\u00fablica ou de irrup\u00e7\u00e3o de epidemias\u201d \u2014 prevista na Lei Org\u00e2nica do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (Lei 8.080\/1990) \u2014 <strong>n\u00e3o recai sobre bens e\/ou servi\u00e7os p\u00fablicos de outro ente federativo.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>[ADI 3454\/DF, relator Min. Dias Toffoli, julgamento virtual finalizado em 20.6.2022 \u2013 Informativo 1059].<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, em regra, um ente da federa\u00e7\u00e3o <strong>n\u00e3o pode fazer a requisi\u00e7\u00e3o de bem de outro ente da federa\u00e7\u00e3o<\/strong>. Contudo, h\u00e1 uma exce\u00e7\u00e3o: a Uni\u00e3o pode fazer a requisi\u00e7\u00e3o sobre os demais entes da federa\u00e7\u00e3o, durante a vig\u00eancia de estado de defesa (CF\/1988, art. 136, \u00a7 1\u00ba, II) e de estado de s\u00edtio (CF\/1988, art. 139, VII).<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, no caso da quest\u00e3o, a requisi\u00e7\u00e3o sobre um bem da Uni\u00e3o \u00e9 invi\u00e1vel, e j\u00e1 podemos eliminar as alternativas A, B e D.<\/p>\n\n\n\n<p>O nosso gabarito, portanto, est\u00e1 na letra C, conforme fundamentos que apresentamos.<\/p>\n\n\n\n<p>A letra E est\u00e1 errada, justamente porque admite-se a requisi\u00e7\u00e3o de forma excepcional, desde que seja da Uni\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o aos Estados ou Munic\u00edpios, mas somente em estado de defesa ou em estado de s\u00edtio.<\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito: alternativa C.<\/p>\n\n\n\n<p>5. (FGV \u2013 Receita Federal\/2023) A nova lei de licita\u00e7\u00f5es estabelece que licita\u00e7\u00e3o internacional \u00e9 aquela processada em territ\u00f3rio nacional, na qual \u00e9 admitida a participa\u00e7\u00e3o de licitantes estrangeiros, ou licita\u00e7\u00e3o na qual o objeto contratual pode ou deve ser executado no todo ou em parte em territ\u00f3rio estrangeiro. Como se sabe, nas licita\u00e7\u00f5es de \u00e2mbito internacional, o edital dever\u00e1 ajustar-se \u00e0s diretrizes da pol\u00edtica monet\u00e1ria e do com\u00e9rcio exterior e atender \u00e0s exig\u00eancias dos \u00f3rg\u00e3os competentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste contexto, em mat\u00e9ria de licita\u00e7\u00f5es internacionais, de acordo com a Lei n\u00b0 14.133\/2021, \u00e9 correto afirmar que<\/p>\n\n\n\n<p>a) os gravames incidentes sobre os pre\u00e7os constar\u00e3o do edital e ser\u00e3o definidos a partir de estimativas ou m\u00e9dias dos tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>b) o edital n\u00e3o admitir\u00e1 qualquer previs\u00e3o de margem de prefer\u00eancia para bens produzidos no Pa\u00eds e servi\u00e7os nacionais que atendam \u00e0s normas t\u00e9cnicas brasileiras.<\/p>\n\n\n\n<p>c) o pagamento feito ao licitante brasileiro contratado em virtude de licita\u00e7\u00e3o internacional ser\u00e1 efetuado em d\u00f3lar.<\/p>\n\n\n\n<p>d) o edital poder\u00e1 prever condi\u00e7\u00f5es de habilita\u00e7\u00e3o, classifica\u00e7\u00e3o e julgamento que constituam barreiras de acesso ao licitante estrangeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>e) quando for permitido ao licitante estrangeiro cotar pre\u00e7o em moeda estrangeira, o licitante brasileiro n\u00e3o poder\u00e1 faz\u00ea-lo, pois os valores, os pre\u00e7os e os custos utilizados ter\u00e3o como express\u00e3o monet\u00e1ria a moeda corrente nacional.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rio:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>a) essa \u00e9 a exata previs\u00e3o do art. 52, \u00a7 4\u00ba: os gravames incidentes sobre os pre\u00e7os constar\u00e3o do edital e ser\u00e3o definidos a partir de estimativas ou m\u00e9dias dos tributos \u2013 CORRETA;<\/p>\n\n\n\n<p>b) \u00e9 sim admitida a previs\u00e3o de margem de prefer\u00eancia para bens produzidos no Pa\u00eds e servi\u00e7os nacionais que atendam \u00e0s normas t\u00e9cnicas brasileiras, nos termos do art. 52, \u00a7 6\u00ba &#8211; ERRADA;<\/p>\n\n\n\n<p>c) a previs\u00e3o legal (art. 52, \u00a7 2\u00ba) \u00e9 de que o pagamento feito ao licitante brasileiro eventualmente contratado em virtude de licita\u00e7\u00e3o em que se tenha cotado os pre\u00e7os em moeda estrangeira, <strong>ser\u00e1 efetuado em moeda corrente nacional<\/strong>. Dizendo de outra forma, ainda que o licitante brasileiro opte por cotar pre\u00e7o em moeda estrangeira, caso ele seja contratado, o pagamento ocorrer\u00e1 (ao brasileiro) em moeda corrente nacional \u2013 ERRADA;<\/p>\n\n\n\n<p>d) o edital <strong>n\u00e3o poder\u00e1<\/strong> prever condi\u00e7\u00f5es de habilita\u00e7\u00e3o, classifica\u00e7\u00e3o e julgamento que constituam barreiras de acesso ao licitante estrangeiro (art. 52, \u00a7 6\u00ba) \u2013 ERRADA;<\/p>\n\n\n\n<p>e) em atendimento ao princ\u00edpio da isonomia, quando for permitido ao licitante estrangeiro cotar pre\u00e7o em moeda estrangeira, o licitante brasileiro igualmente poder\u00e1 faz\u00ea-lo (art. 52, \u00a7 1\u00ba) \u2013 ERRADA.<\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito: alternativa A.<\/p>\n\n\n\n<p>6. (FGV \u2013 Receita Federal\/2023) A concession\u00e1ria Gama, ap\u00f3s sagrar-se vencedora em licita\u00e7\u00e3o, assinou contrato de concess\u00e3o para presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o p\u00fablico de manuten\u00e7\u00e3o, recupera\u00e7\u00e3o e melhoria de determinada rodovia do poder concedente Delta. A autarquia municipal \u00d4mega, que presta os servi\u00e7os de abastecimento de \u00e1gua pot\u00e1vel e esgotamento sanit\u00e1rio, necessita realizar obra para implanta\u00e7\u00e3o de rede coletora de esgoto, que passaria pela faixa de dom\u00ednio na citada rodovia, de maneira a levar saneamento b\u00e1sico \u00e0 \u00e1rea onde se situa importante Universidade p\u00fablica do ente Delta.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, a concession\u00e1ria Gama est\u00e1 exigindo que a autarquia \u00d4mega pague certo valor a t\u00edtulo de pre\u00e7o p\u00fablico, pela ocupa\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria das faixas laterais da rodovia.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso em tela, em mat\u00e9ria de servi\u00e7os p\u00fablicos e bens p\u00fablicos, consoante jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, a cobran\u00e7a promovida pela concession\u00e1ria de rodovia, em face de autarquia prestadora de servi\u00e7os de saneamento b\u00e1sico, pelo uso da faixa de dom\u00ednio da via p\u00fablica concedida \u00e9<\/p>\n\n\n\n<p>a) devida, porque, no atendimento \u00e0s peculiaridades do servi\u00e7o p\u00fablico, pode a concession\u00e1ria Gama incluir outras fontes provenientes de receitas alternativas, complementares, acess\u00f3rias ou de projetos associados, com ou sem exclusividade, com vistas a favorecer a modicidade das tarifas.<\/p>\n\n\n\n<p>b) devida, porque, no atendimento \u00e0s peculiaridades do servi\u00e7o p\u00fablico, pode a concession\u00e1ria Gama exigir a cobran\u00e7a de receitas alternativas, complementares, acess\u00f3rias ou de projetos associados, com ou sem exclusividade, com vistas a manter o equil\u00edbrio econ\u00f4mico e financeiro do contrato de concess\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>c) devida, porque, para assegurar a presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o p\u00fablico adequado, pode a concession\u00e1ria Gama exigir dos usu\u00e1rios, incluindo outros concession\u00e1rios, a cobran\u00e7a de remunera\u00e7\u00e3o m\u00f3dica da faixa de dom\u00ednio da rodovia a ser ocupada, observados os princ\u00edpios da proporcionalidade e da efici\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>d) indevida, pois, apesar de o bem cedido \u00e0 concession\u00e1ria Gama ser classificado como bem p\u00fablico de uso especial, a rodovia permanece afetada \u00e0 destina\u00e7\u00e3o p\u00fablica, raz\u00e3o pela qual se afigura ileg\u00edtimo exigir remunera\u00e7\u00e3o da autarquia \u00d4mega pela sua utiliza\u00e7\u00e3o, devendo o valor ser repassado de forma difusa a todos os usu\u00e1rios do servi\u00e7o, observado o equil\u00edbrio econ\u00f4mico e financeiro do contrato.<\/p>\n\n\n\n<p>e) indevida, pois, embora cedido \u00e0 concession\u00e1ria Gama, o bem p\u00fablico de uso comum do povo n\u00e3o se desnatura, permanecendo afetado \u00e0 destina\u00e7\u00e3o p\u00fablica, motivo pelo qual se afigura ileg\u00edtimo exigir remunera\u00e7\u00e3o pela sua utiliza\u00e7\u00e3o, quando voltada a viabilizar a execu\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o p\u00fablico de saneamento b\u00e1sico prestado pela autarquia \u00d4mega.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rio: <\/strong>mais uma quest\u00e3o jurisprudencial. Se voc\u00ea quiser entender melhor esse julgado, eu j\u00e1 havia gravado um v\u00eddeo sobre o tema:<\/p>\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_na9sjZCpxBQ\"><div id=\"lyte_na9sjZCpxBQ\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/na9sjZCpxBQ\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/na9sjZCpxBQ\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/na9sjZCpxBQ\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n\n\n<p>A faixa de dom\u00ednio corresponde \u00e0 base f\u00edsica sobre a qual se assenta uma <strong>rodovia<\/strong>, constitu\u00edda pelas pistas de rolamento, canteiros, obras de arte, acostamentos, sinaliza\u00e7\u00e3o e <strong>faixa lateral de seguran\u00e7a<\/strong>, com limites definidos conforme projeto executivo da rodovia, decretos de utilidade p\u00fablica, ou em projetos de desapropria\u00e7\u00e3o. Em suma, envolve a rodovia e a margem at\u00e9 a cerca das propriedades.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, vamos citar a decis\u00e3o do STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 indevida a cobran\u00e7a promovida por concession\u00e1ria de rodovia, em face de autarquia prestadora de servi\u00e7os de saneamento b\u00e1sico, <strong>pelo uso da faixa de dom\u00ednio da via p\u00fablica concedida<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora cedido ao particular, <strong>o bem p\u00fablico de uso comum do povo <\/strong>n\u00e3o se desnatura, permanecendo, pois, afetado \u00e0 destina\u00e7\u00e3o p\u00fablica, motivo pelo qual se afigura ileg\u00edtimo exigir remunera\u00e7\u00e3o pela sua utiliza\u00e7\u00e3o, quando voltada a viabilizar a execu\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o p\u00fablico de saneamento b\u00e1sico prestado por entidade estatal que esteja fora do regime concorrencial.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.817.302-SP, Rel. Min. Regina Helena Costa, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 08\/06\/2022. (Tema IAC 8).<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, mesmo quando o Estado concede uma rodovia, a faixa de dom\u00ednio continua como um bem p\u00fablico de uso comum do povo (as estradas entram nessa categoria de bens). Logo, se uma entidade p\u00fablica, que atua fora do regime concorrencial, precisar utilizar essa faixa, n\u00e3o haver\u00e1 cobran\u00e7a, mesmo que a rodovia esteja em regime de concess\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, as alternativas A, B e C est\u00e3o erradas, pois a cobran\u00e7a \u00e9 indevida. A D est\u00e1 errada porque o <strong>bem \u00e9 de uso comum do povo<\/strong>, e n\u00e3o especial.<\/p>\n\n\n\n<p>O gabarito, portanto, est\u00e1 na alternativa E: indevida, pois, embora cedido \u00e0 concession\u00e1ria Gama, o bem p\u00fablico de uso comum do povo n\u00e3o se desnatura, permanecendo afetado \u00e0 destina\u00e7\u00e3o p\u00fablica, motivo pelo qual se afigura ileg\u00edtimo exigir remunera\u00e7\u00e3o pela sua utiliza\u00e7\u00e3o, quando voltada a viabilizar a execu\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o p\u00fablico de saneamento b\u00e1sico prestado pela autarquia \u00d4mega.<\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito: alternativa E.<\/p>\n\n\n\n<p>7. (FGV \u2013 Receita Federal\/2023) O C\u00f3digo de Tr\u00e2nsito Brasileiro (CTB) prev\u00ea que, para a expedi\u00e7\u00e3o do novo Certificado de Registro de Ve\u00edculo, ser\u00e3o exigidos alguns documentos, como o comprovante de quita\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos relativos a tributos, encargos e multas de tr\u00e2nsito vinculados ao ve\u00edculo, independentemente da responsabilidade pelas infra\u00e7\u00f5es cometidas.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a doutrina de Direito Administrativo, em especial em mat\u00e9ria de ato administrativo e poderes administrativos, bem como com base no entendimento do Supremo Tribunal Federal, a norma do CTB acima reproduzida \u00e9<\/p>\n\n\n\n<p>a) inconstitucional, por viola\u00e7\u00e3o ao princ\u00edpio da intranscend\u00eancia subjetiva das san\u00e7\u00f5es, raz\u00e3o pela qual \u00e9 imprescind\u00edvel pr\u00e9vio processo administrativo para oportunizar ao administrado o direito de impugnar a autoria da multa de tr\u00e2nsito, com vistas ao regular exerc\u00edcio do poder disciplinar.<\/p>\n\n\n\n<p>b) inconstitucional, por viola\u00e7\u00e3o ao atributo do ato administrativo da autoexecutoriedade, pois o Estado n\u00e3o pode adotar san\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, que se caracterizam pela utiliza\u00e7\u00e3o de meios de coer\u00e7\u00e3o indireta.<\/p>\n\n\n\n<p>c) inconstitucional, por viola\u00e7\u00e3o ao atributo do ato administrativo da exigibilidade, pois o Estado n\u00e3o pode adotar san\u00e7\u00f5es administrativas, que se caracterizam pela utiliza\u00e7\u00e3o de meios de coer\u00e7\u00e3o direta que impe\u00e7am ou dificultem o direito de propriedade.<\/p>\n\n\n\n<p>d) constitucional, pois n\u00e3o constitui coa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica com o prop\u00f3sito de arrecadar o que \u00e9 devido, mas trata de exig\u00eancia relacionada com a fiscaliza\u00e7\u00e3o da circula\u00e7\u00e3o dos ve\u00edculos automotores, mat\u00e9ria afeta ao poder de pol\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<p>e) constitucional, pois, apesar de constituir coa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica com o prop\u00f3sito de arrecadar o que \u00e9 devido, trata de exig\u00eancia relacionada com a fiscaliza\u00e7\u00e3o da circula\u00e7\u00e3o dos ve\u00edculos automotores, mat\u00e9ria afeta ao poder disciplinar.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rio:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O C\u00f3digo de Tr\u00e2nsito Brasileiro, em seu artigo 124, prev\u00ea uma regra de exigibilidade, ou seja, de ado\u00e7\u00e3o de meios indiretos para for\u00e7ar o particular a cumprir a vontade estatal. Se voc\u00ea tentar renovar o documento do seu carro, o \u00f3rg\u00e3o de tr\u00e2nsito exigir\u00e1 a quita\u00e7\u00e3o das multas de tr\u00e2nsito. N\u00e3o se trata de autoexecutoriedade, pois n\u00e3o \u00e9 o Estado quem retira o dinheiro da sua conta. \u00c9 voc\u00ea mesmo que \u201cvai ao banco\u201d e quita os d\u00e9bitos. Logo, de forma indireta, o Estado \u201cfor\u00e7ou\u201d voc\u00ea a executar a medida (pagou as multas). Por isso, temos um caso de exigibilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A d\u00favida \u00e9 se essa regra seria constitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, o STF entendeu que n\u00e3o h\u00e1 qualquer inconstitucionalidade quanto aos arts. 124, inciso VIII; 128; 131, \u00a7 2\u00ba do CTB.<\/p>\n\n\n\n<p>O Tribunal entendeu que as exig\u00eancias contidas nos arts. 124, VIII, 128, e 131, \u00a7 2\u00ba, <strong>n\u00e3o limitam o direito de propriedade, tampouco constituem-se coa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica para arrecadar o que \u00e9 devido<\/strong>, mas de dados inerentes \u00e0s sucessivas renova\u00e7\u00f5es dos certificados de registro do autom\u00f3vel junto ao \u00f3rg\u00e3o competente, para a libera\u00e7\u00e3o do tr\u00e2nsito de ve\u00edculos (ADI 2998 &#8211; Informativo 937).<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, como n\u00e3o h\u00e1 inconstitucionalidade, podemos eliminar as alternativas A, B e C.<\/p>\n\n\n\n<p>O erro da letra E \u00e9 dizer que se constitui em coa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, mas o STF disse que n\u00e3o \u00e9! Al\u00e9m disso, n\u00e3o se trata de decorr\u00eancia do poder disciplinar, mas de poder de pol\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo, a \u00fanica alternativa de acordo com o entendimento do STF \u00e9 a letra D.<\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito: alternativa D.<\/p>\n\n\n\n<p>8. (FGV \u2013 Receita Federal\/2023) Em tema de aloca\u00e7\u00e3o de riscos em contratos administrativos, a nova Lei de Licita\u00e7\u00f5es e Contratos estabelece que o contrato poder\u00e1 identificar os riscos contratuais previstos e presum\u00edveis e prever matriz de aloca\u00e7\u00e3o de riscos, alocando-os entre contratante e contratado, mediante indica\u00e7\u00e3o daqueles a serem assumidos pelo setor p\u00fablico ou pelo setor privado ou daqueles a serem assumidos pelo setor p\u00fablico ou pelo setor privado ou daqueles a serem compartilhados.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, de acordo com a Lei n\u00b0 14.133\/2021, sempre que atendidas as condi\u00e7\u00f5es do contrato e da matriz de aloca\u00e7\u00e3o de riscos, ser\u00e1 considerado mantido o equil\u00edbrio econ\u00f4mico-financeiro,<\/p>\n\n\n\n<p>a) desde que observada a veda\u00e7\u00e3o de que os riscos que tenham cobertura oferecida por seguradoras sejam transferidos ao contratado.<\/p>\n\n\n\n<p>b) observando-se, na aloca\u00e7\u00e3o de riscos, a necess\u00e1ria obriga\u00e7\u00e3o legal de ado\u00e7\u00e3o de m\u00e9todos e padr\u00f5es usualmente utilizados por entidades p\u00fablicas e, ao tratar de riscos relacionados \u00e0 arrecada\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, a pr\u00e9via manifesta\u00e7\u00e3o da Receita Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>c) uma vez que a aloca\u00e7\u00e3o de riscos deve considerar, em compatibilidade com as obriga\u00e7\u00f5es e os encargos atribu\u00eddos \u00e0s partes no contrato, a natureza do risco, mas n\u00e3o o benefici\u00e1rio das presta\u00e7\u00f5es a que se vincula e a capacidade de cada selo para melhor gerenci\u00e1-lo, para se evitar vantagem excessivas a uma dessas partes do contrato.<\/p>\n\n\n\n<p>d) renunciando as partes aos pedidos de restabelecimento do equil\u00edbrio relacionados aos riscos assumidos, exceto no que refere \u00e0s altera\u00e7\u00f5es unilaterais determinadas pela Administra\u00e7\u00e3o, nas hip\u00f3teses indicadas na lei, e ao aumento ou \u00e0 redu\u00e7\u00e3o, por legisla\u00e7\u00e3o superveniente, dos tributos diretamente pagos pelo contratado em decorr\u00eancia do contrato.<\/p>\n\n\n\n<p>e) quando, na aloca\u00e7\u00e3o de riscos, for observada a obrigatoriedade legal de ado\u00e7\u00e3o de m\u00e9todos e padr\u00f5es usualmente utilizados por entidades p\u00fablicas, mas n\u00e3o por privadas, e os minist\u00e9rios e secretarias supervisores dos \u00f3rg\u00e3os e das entidades da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica definirem os par\u00e2metros e o detalhamento dos procedimentos necess\u00e1rios \u00e0 sua identifica\u00e7\u00e3o, aloca\u00e7\u00e3o e quantifica\u00e7\u00e3o financeira mediante autoriza\u00e7\u00e3o do Tribunal de Contas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rio:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>a)&nbsp; a L14133 prev\u00ea que os riscos que tenham cobertura oferecida por seguradoras ser\u00e3o <strong>preferencialmente transferidos <\/strong>ao contratado (art. 103, \u00a7 2\u00ba) \u2013 ERRADA;<\/p>\n\n\n\n<p>b) a Lei de Licita\u00e7\u00f5es prev\u00ea que, na aloca\u00e7\u00e3o de riscos, poder\u00e3o ser adotados m\u00e9todos e padr\u00f5es usualmente utilizados por <strong>entidades p\u00fablicas e privadas<\/strong>, e os minist\u00e9rios e secretarias supervisores dos \u00f3rg\u00e3os e das entidades da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica poder\u00e3o definir os par\u00e2metros e o detalhamento dos procedimentos necess\u00e1rios a sua identifica\u00e7\u00e3o, aloca\u00e7\u00e3o e quantifica\u00e7\u00e3o financeira (L14133, art. 103, \u00a7 6\u00ba). Tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1, na lei, indica\u00e7\u00e3o de necessidade de manifesta\u00e7\u00e3o pr\u00e9via da Receita Federal \u2013 ERRADA;<\/p>\n\n\n\n<p>c) a aloca\u00e7\u00e3o de riscos considerar\u00e1, em compatibilidade com as obriga\u00e7\u00f5es e os encargos atribu\u00eddos \u00e0s partes no contrato, a natureza do risco, <strong>o benefici\u00e1rio<\/strong> das presta\u00e7\u00f5es a que se vincula e a capacidade de cada setor para melhor gerenci\u00e1-lo (art. 103, \u00a7 1\u00ba) \u2013 ERRADA;<\/p>\n\n\n\n<p>d) sempre que atendidas as condi\u00e7\u00f5es do contrato e da matriz de aloca\u00e7\u00e3o de riscos, ser\u00e1 considerado mantido o equil\u00edbrio econ\u00f4mico-financeiro, renunciando as partes aos pedidos de restabelecimento do equil\u00edbrio relacionados aos riscos assumidos, exceto no que se refere:<\/p>\n\n\n\n<p>(i) \u00e0s altera\u00e7\u00f5es unilaterais determinadas pela Administra\u00e7\u00e3o, nas hip\u00f3teses do inciso I do caput do art. 124 desta Lei; e<\/p>\n\n\n\n<p>(ii) ao aumento ou \u00e0 redu\u00e7\u00e3o, por legisla\u00e7\u00e3o superveniente, dos tributos diretamente pagos pelo contratado em decorr\u00eancia do contrato (art. 103, \u00a75\u00ba).<\/p>\n\n\n\n<p>Essa medida ocorre porque a matriz de aloca\u00e7\u00e3o de riscos j\u00e1 precifica os riscos. Assim, as partes \u201crenunciam\u201d aos pedidos de reequil\u00edbrio, pois o risco j\u00e1 estar\u00e1 no pre\u00e7o, salvo os casos excepcionais citados acima \u2013 CORRETA;<\/p>\n\n\n\n<p>e) j\u00e1 vimos que, na aloca\u00e7\u00e3o de riscos, poder\u00e3o ser adotados m\u00e9todos e padr\u00f5es usualmente utilizados por entidades <strong>p\u00fablicas e privadas<\/strong> (art. 103, \u00a7 6\u00ba) \u2013 ERRADA.<\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito: alternativa D.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-analista\">Analista<\/h1>\n\n\n\n<p>15. (FGV \u2013 Receita Federal\/2023) Cl\u00e1udia \u00e9 servidora p\u00fablica federal de carreira, devidamente aprovada em concurso p\u00fablico para cargo de n\u00edvel m\u00e9dio, que galgou a estabilidade h\u00e1 alguns anos. Recentemente, Cl\u00e1udia foi aprovada em concurso de n\u00edvel superior do Estado \u00d4mega, com remunera\u00e7\u00e3o bastante superior e que \u00e9 inacumul\u00e1vel com a anterior; foi convocada para a nomea\u00e7\u00e3o, mas est\u00e1 receosa de eventualmente n\u00e3o ser habilitada no est\u00e1gio probat\u00f3rio relativo ao novo cargo.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante desta situa\u00e7\u00e3o hipot\u00e9tica, \u00e0 luz do disposto na Lei n\u00ba 8.112\/90, \u00e9 correto afirmar que Cl\u00e1udia<\/p>\n\n\n\n<p>a) j\u00e1 est\u00e1 estabilizada no servi\u00e7o p\u00fablico, de modo que n\u00e3o pode ser inabilitada no est\u00e1gio probat\u00f3rio no novo cargo.<\/p>\n\n\n\n<p>b) deve pedir a exonera\u00e7\u00e3o do cargo que ocupa, inexistindo previs\u00e3o que viabilize o seu retorno caso n\u00e3o seja habilitada em est\u00e1gio probat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>c) n\u00e3o pode pedir a exonera\u00e7\u00e3o com viabilidade de retorno em caso de inabilita\u00e7\u00e3o no est\u00e1gio probat\u00f3rio, na medida em que o novo cargo n\u00e3o \u00e9 federal.<\/p>\n\n\n\n<p>d) pode pedir a declara\u00e7\u00e3o de vac\u00e2ncia do cargo de origem, com a viabilidade de recondu\u00e7\u00e3o caso seja considerada inabilitada no est\u00e1gio probat\u00f3rio no novo cargo.<\/p>\n\n\n\n<p>e) deve solicitar a disponibilidade, com a possibilidade de ser aproveitada no cargo anteriormente ocupado, caso venha a ser considerada inabilitada no est\u00e1gio probat\u00f3rio no novo cargo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rio:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>a) n\u00e3o h\u00e1 impedimento para que uma pessoa j\u00e1 est\u00e1vel seja aprovada em um novo concurso. Nesse caso, o servidor mant\u00e9m a estabilidade, mas precisar\u00e1 realizar um novo per\u00edodo de est\u00e1gio probat\u00f3rio relativo ao novo cargo. Caso n\u00e3o seja aprovada nesse novo est\u00e1gio, pode ser inabilitada e reconduzido ao cargo de origem \u2013 ERRADA;<\/p>\n\n\n\n<p>b) n\u00e3o se fala em exonera\u00e7\u00e3o nos casos em que o servidor est\u00e1vel deseja tomar posse em outro cargo inacumul\u00e1vel. Isso \u00e9 denominado como \u201c<strong>pedido de vac\u00e2ncia<\/strong>\u201d, que autorizar\u00e1 a recondu\u00e7\u00e3o do servidor ao seu cargo de origem em virtude da inabilita\u00e7\u00e3o ou desist\u00eancia do est\u00e1gio probat\u00f3rio relativo a outro cargo (art. 29, I). A exonera\u00e7\u00e3o encerra o v\u00ednculo com a Administra\u00e7\u00e3o, logo n\u00e3o se aplica ao caso \u2013 ERRADA;<\/p>\n\n\n\n<p>c) a possibilidade de pedir a recondu\u00e7\u00e3o independe de o cargo ser da mesma esfera, ou seja, um servidor federal pode sim pedir vac\u00e2ncia de seu cargo para participar de est\u00e1gio probat\u00f3rio de um cargo estadual ou municipal. A regra \u00e9 que a recondu\u00e7\u00e3o seja prevista no cargo de origem (naquele que o servidor pretende regressar, se for o caso) \u2013 ERRADA;<\/p>\n\n\n\n<p>d) exatamente isso. O <strong>pedido de vac\u00e2ncia<\/strong> n\u00e3o configura a exonera\u00e7\u00e3o do cargo e garante a possibilidade de retorno do servidor caso seja inabilitado em est\u00e1gio probat\u00f3rio referente a outro cargo \u2013 CORRETA;<\/p>\n\n\n\n<p>e) a disponibilidade n\u00e3o \u00e9 \u201csolicitada\u201d pelo servidor. Essa hip\u00f3tese se aplica quando houver extin\u00e7\u00e3o ou declara\u00e7\u00e3o de desnecessidade de cargo efetivo provido por servidor est\u00e1vel \u2013 ERRADA.<\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito: alternativa D.<\/p>\n\n\n\n<p>16. (FGV \u2013 Receita Federal\/2023) No in\u00edcio do ano passado, Roberta, servidora ocupante do cargo de analista tribut\u00e1ria da Receita Federal, ap\u00f3s o devido processo administrativo disciplinar, teve a sua aposentadoria cassada por decis\u00e3o de Ministro de Estado, cuja atribui\u00e7\u00e3o decorre da delega\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia do Presidente da Rep\u00fablica para aplica\u00e7\u00e3o de tal penalidade, nos termos do ent\u00e3o vigente Decreto XYZ.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformada com a mencionada decis\u00e3o, Roberta apresentou recurso hier\u00e1rquico direcionado ao Presidente da Rep\u00fablica para anular a penalidade aplicada, sob o fundamento de n\u00e3o ser v\u00e1lida a delega\u00e7\u00e3o efetuada, entre outros argumentos, cuja remessa foi indeferida.<\/p>\n\n\n\n<p>Considerando que o mencionado Decreto n\u00e3o vedava a possibilidade de interposi\u00e7\u00e3o de recurso hier\u00e1rquico, bem como as normas federais sobre delega\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia e esp\u00e9cies de recursos administrativos, \u00e9 correto afirmar, \u00e0 luz do entendimento dos Tribunais Superiores, que<\/p>\n\n\n\n<p>a) o ordenamento p\u00e1trio n\u00e3o admite a delega\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia realizada pelo mencionado Decreto.<\/p>\n\n\n\n<p>b) o recurso apresentado por Roberta \u00e9 um recurso hier\u00e1rquico impr\u00f3prio que n\u00e3o pode ser admitido, diante da aus\u00eancia de previs\u00e3o legal espec\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p>c) a lei de processo administrativo federal (Lei n\u00ba 9.784\/99) veda a interposi\u00e7\u00e3o de recurso hier\u00e1rquico para a autoridade delegante quando a decis\u00e3o foi tomada pelo delegado no exerc\u00edcio das respectivas fun\u00e7\u00f5es administrativas.<\/p>\n\n\n\n<p>d) Roberta n\u00e3o poderia interpor recurso hier\u00e1rquico da mencionada decis\u00e3o, a qual era pass\u00edvel exclusivamente de pedido de reconsidera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>e) como n\u00e3o h\u00e1 norma que vede o recurso hier\u00e1rquico pr\u00f3prio em quest\u00e3o, deve ser aplicada a regra geral que admite a sua interposi\u00e7\u00e3o, o que impacta na decis\u00e3o que indeferiu a remessa para a autoridade delegante.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rio:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o \u00e9 pass\u00edvel de <strong>RECURSO<\/strong>. Conforme comentamos no gabarito extraoficial, aparentemente, a FGV cobrou a reda\u00e7\u00e3o do Decreto 11.123\/2022, que disp\u00f5e que:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 6\u00ba Caber\u00e1 <strong>pedido de reconsidera\u00e7\u00e3o<\/strong> \u00e0 autoridade que houver proferido a decis\u00e3o com fundamento nas delega\u00e7\u00f5es ou subdelega\u00e7\u00f5es previstas neste Decreto.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico.&nbsp; O pedido de que trata o caput n\u00e3o poder\u00e1 ser renovado.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 7\u00ba <strong>N\u00e3o caber\u00e1 interposi\u00e7\u00e3o de recurso hier\u00e1rquico<\/strong> ao Presidente da Rep\u00fablica ou ao Ministro de Estado em face de decis\u00e3o proferida em <strong>processo administrativo disciplinar<\/strong> proferida com fundamento nas delega\u00e7\u00f5es ou subdelega\u00e7\u00f5es previstas neste Decreto.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, o Decreto literalmente impede a interposi\u00e7\u00e3o de recurso hier\u00e1rquico, determinando somente a aplica\u00e7\u00e3o do <strong>pedido de reconsidera\u00e7\u00e3o<\/strong> (para a mesma autoridade). Com isso, o gabarito deveria ser a letra D.<\/p>\n\n\n\n<p>A banca, por\u00e9m, marcou a letra E, que disp\u00f5e que seria cab\u00edvel o recurso hier\u00e1rquico pr\u00f3prio, por falta de norma que vede a aplica\u00e7\u00e3o desse tipo de recurso. De fato, essa seria a regra, conforme prev\u00ea o art. 107 da L8112 e o art. 56 da L9784. Por\u00e9m, o Decreto 11.123\/2022 prev\u00ea o contr\u00e1rio, vedando <strong>EXPRESSAMENTE<\/strong> o recurso hier\u00e1rquico e determinando a aplica\u00e7\u00e3o somente do recurso de reconsidera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No meu ponto de vista, foi erro de digita\u00e7\u00e3o do avaliador, pois se trata de disposi\u00e7\u00e3o literal, conforme citamos acima. Al\u00e9m disso, a reda\u00e7\u00e3o das letras D e E, bem como o enunciado da quest\u00e3o, contextualizam com o teor do Decreto 11.123\/2022. Enfim, seria muita coincid\u00eancia tal contextualiza\u00e7\u00e3o, caso a banca n\u00e3o estivesse considerando o teor do D11123.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, sugiro a interposi\u00e7\u00e3o de recurso para <strong>ALTERAR<\/strong> o gabarito para <strong>letra D<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Observa\u00e7\u00e3o: cuidado para n\u00e3o confundir com o Decreto 11.155\/2022, que possui reda\u00e7\u00e3o semelhante, mas delegando a compet\u00eancia para outras autoridades.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, vamos analisar as outras op\u00e7\u00f5es:<\/p>\n\n\n\n<p>a) a delega\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia mencionada \u00e9 sim admitida no ordenamento, havendo decis\u00e3o do STF pela sua constitucionalidade (MS 24.128, julgamento em 7\/4\/2005, que versava sobre o Decreto 3.035\/1999, que trouxe a previs\u00e3o inicial dessa delega\u00e7\u00e3o) \u2013 ERRADA;<\/p>\n\n\n\n<p>b) o recurso hier\u00e1rquico impr\u00f3prio \u00e9 dirigido \u00e0 autoridade que <strong>n\u00e3o possui posi\u00e7\u00e3o de superioridade hier\u00e1rquica<\/strong> em rela\u00e7\u00e3o a quem praticou o ato recorrido. Como existe rela\u00e7\u00e3o de hierarquia entre os Ministros e o Presidente da Rep\u00fablica, o recurso (se cab\u00edvel) seria pr\u00f3prio e n\u00e3o impr\u00f3prio \u2013 ERRADA;<\/p>\n\n\n\n<p>c) a Lei n\u00ba 9.784\/99 <strong>n\u00e3o traz veda\u00e7\u00e3o<\/strong> em rela\u00e7\u00e3o a isso, sendo poss\u00edvel a interposi\u00e7\u00e3o de recursos mesmo quando a decis\u00e3o decorre de delega\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia \u2013 ERRADA;<\/p>\n\n\n\n<p>d) com base no Decreto que mencionamos acima, <strong>n\u00e3o caber\u00e1 interposi\u00e7\u00e3o de recurso hier\u00e1rquico ao Presidente da Rep\u00fablica <\/strong>ou ao Ministro de Estado em face de decis\u00e3o proferida em processo administrativo disciplinar proferida com fundamento nas delega\u00e7\u00f5es ou subdelega\u00e7\u00f5es previstas no Decreto (art. 7\u00ba). Ainda de acordo com o Decreto, <strong>caber\u00e1 pedido de reconsidera\u00e7\u00e3o<\/strong> \u00e0 autoridade que houver proferido a decis\u00e3o com fundamento nas delega\u00e7\u00f5es ou subdelega\u00e7\u00f5es nele previstas (art. 6\u00ba) \u2013 CORRETA;<\/p>\n\n\n\n<p>e) existe sim a norma que veda o recurso hier\u00e1rquico pr\u00f3prio nesses casos, que \u00e9 o art. 7\u00ba do Decreto n\u00ba 11.123\/2022 \u2013 ERRADA.<\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito: alternativa E (recurso para ALTERAR o gabarito para letra D).<\/p>\n\n\n\n<p>17. (FGV \u2013 Receita Federal\/2023) A Secretaria de Sa\u00fade do Estado Alfa est\u00e1 realizando estudos em sa\u00fade p\u00fablica com vistas a aprimorar a pol\u00edtica p\u00fablica prevista em lei para o combate \u00e0 dengue que, ano ap\u00f3s ano, vem assolando a popula\u00e7\u00e3o local. Para a efetiva\u00e7\u00e3o de tal objetivo, o \u00f3rg\u00e3o de pesquisa do aludido ente federativo precisa levantar dados sens\u00edveis de moradores da localidade, constantes de certo banco de dados. Tais dados incluem informa\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas, filia\u00e7\u00e3o, etnia, al\u00e9m de convic\u00e7\u00f5es que se desdobram em h\u00e1bitos pessoais e que podem impactar na identifica\u00e7\u00e3o dos efeitos e controle da doen\u00e7a em quest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 luz do disposto na Lei Geral de Prote\u00e7\u00e3o de Danos, \u00e9 correto afirmar que<\/p>\n\n\n\n<p>a) n\u00e3o h\u00e1 qualquer restri\u00e7\u00e3o ao tratamento de informa\u00e7\u00f5es de etnia e filia\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o constituem dados sens\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>b) a divulga\u00e7\u00e3o dos resultados da pesquisa poder\u00e1 revelar os dados pessoais levantados, desde que n\u00e3o incluam eventuais dados sens\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>c) incumbe ao \u00f3rg\u00e3o que est\u00e1 realizando a pesquisa a responsabilidade pela seguran\u00e7a da informa\u00e7\u00e3o, de modo que n\u00e3o \u00e9 permitida, em circunst\u00e2ncia alguma, a transfer\u00eancia de tais dados a terceiros.<\/p>\n\n\n\n<p>d) se os dados forem mantidos em ambiente controlado e seguro, ainda que poss\u00edvel, n\u00e3o haver\u00e1 necessidade de anomiza\u00e7\u00e3o ou pseudominiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>e) o levantamento de dados almejado n\u00e3o pode ser realizado sem o consentimento do titular para tal finalidade espec\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rio:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o em si n\u00e3o tem problemas. Contudo, houve um erro de digita\u00e7\u00e3o da banca. Ao inv\u00e9s de \u201cProte\u00e7\u00e3o de Dados\u201d eles digitaram \u201cProte\u00e7\u00e3o de Danos\u201d. N\u00e3o sei se isso ser\u00e1 suficiente para uma anula\u00e7\u00e3o, mas fica o registro para quem quiser <strong>recorrer<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, vamos analisar as op\u00e7\u00f5es:<\/p>\n\n\n\n<p>a) dado pessoal sens\u00edvel \u00e9 o dado pessoal sobre origem racial ou \u00e9tnica, convic\u00e7\u00e3o religiosa, opini\u00e3o pol\u00edtica, filia\u00e7\u00e3o a sindicato ou a organiza\u00e7\u00e3o de car\u00e1ter religioso, filos\u00f3fico ou pol\u00edtico, dado referente \u00e0 sa\u00fade ou \u00e0 vida sexual, dado gen\u00e9tico ou biom\u00e9trico, quando vinculado a uma pessoa natural (art. 5\u00ba, II). Portanto, as informa\u00e7\u00f5es mencionadas s\u00e3o sim consideradas dados sens\u00edveis, n\u00e3o podendo ser livremente divulgadas \u2013 ERRADA;<\/p>\n\n\n\n<p>b) nos termos do art. 13, \u00a7 1\u00ba, da LGPD, a divulga\u00e7\u00e3o dos resultados ou de qualquer excerto do estudo ou da pesquisa relativa \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica <strong>em nenhuma hip\u00f3tese poder\u00e1 revelar dados pessoais <\/strong>\u2013 ERRADA;<\/p>\n\n\n\n<p>c) o \u00f3rg\u00e3o de pesquisa ser\u00e1 o respons\u00e1vel pela seguran\u00e7a da informa\u00e7\u00e3o relativa a estudos em sa\u00fade p\u00fablica, <strong>n\u00e3o permitida, em circunst\u00e2ncia alguma, a transfer\u00eancia dos dados a terceiro<\/strong> (art. 13, \u00a7 2\u00ba) \u2013 CORRETA;<\/p>\n\n\n\n<p>d) a LGPD estabelece que, sempre que poss\u00edvel, seja adotada nas pesquisas em sa\u00fade<strong> a anonimiza\u00e7\u00e3o ou pseudonimiza\u00e7\u00e3o dos dados<\/strong>, nos termos do <em>caput<\/em> do art. 13 \u2013 ERRADA;<\/p>\n\n\n\n<p>e) existem hip\u00f3teses de tratamento de dados pessoais ou sens\u00edveis independentemente do consentimento do titular, como para \u201crealiza\u00e7\u00e3o de estudos por \u00f3rg\u00e3o de pesquisa, garantida, sempre que poss\u00edvel, a anonimiza\u00e7\u00e3o dos dados pessoais sens\u00edveis\u201d (art. 11, II, \u2018c\u2019), entre outras \u2013 ERRADA.<\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito: alternativa C (recurso para ANULAR, por erro de digita\u00e7\u00e3o).<\/p>\n\n\n\n<p>18. (FGV \u2013 Receita Federal\/2023) No in\u00edcio do ano de 2023, Jo\u00e3o, Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil, dolosamente, exerceu atividade de consultoria e assessoramento, recebendo remunera\u00e7\u00e3o de dez mil reais, para o contribuinte Jos\u00e9, cuja declara\u00e7\u00e3o do imposto de renda de pessoa f\u00edsica estava retida em malha fiscal, pois ocorrem diferen\u00e7as de informa\u00e7\u00f5es entre aquilo que foi informado pelo contribuinte e as demais informa\u00e7\u00f5es constantes na base de dados da RFB. \u00c9 evidente que Jos\u00e9 tinha interesse suscet\u00edvel de ser atingido por a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o decorrente das atribui\u00e7\u00f5es do citado agente p\u00fablico, durante sua atividade funcional, haja vista que o pr\u00f3prio Jo\u00e3o faria a posterior an\u00e1lise das informa\u00e7\u00f5es e documentos a serem apresentados pelo contribuinte, e ambos tinham conhecimento de tal fato.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso em tela, consoante disp\u00f5e a Lei n\u00ba 8.429\/92, com as altera\u00e7\u00f5es introduzidas pela Lei n\u00ba 14.230\/21, em tese<\/p>\n\n\n\n<p>a) Jo\u00e3o e Jos\u00e9 n\u00e3o podem ser responsabilizados por ato de improbidade administrativa, diante da expressa revoga\u00e7\u00e3o do tipo que capitulava a conduta narrada como ato improbo.<\/p>\n\n\n\n<p>b) Jo\u00e3o e Jos\u00e9 podem ser responsabilizados por ato de improbidade administrativa que importou enriquecimento il\u00edcito, entre cujas san\u00e7\u00f5es est\u00e1 o pagamento de multa civil equivalente ao valor do acr\u00e9scimo patrimonial.<\/p>\n\n\n\n<p>c) Jo\u00e3o e Jos\u00e9 podem ser responsabilizados por ato de improbidade administrativa que atentou contra os princ\u00edpios da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica, entre cujas san\u00e7\u00f5es est\u00e1 o pagamento de multa civil de at\u00e9 cem vezes o valor da remunera\u00e7\u00e3o percebida pelo agente<\/p>\n\n\n\n<p>d) apenas Jos\u00e9, na qualidade de contribuinte, praticou ato de improbidade, e Jo\u00e3o pode ser responsabilizado por falta funcional.<\/p>\n\n\n\n<p>e) apenas Jo\u00e3o, na qualidade de agente p\u00fablico, praticou ato de improbidade, e Jos\u00e9 pode ser responsabilizado por dano moral coletivo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rio:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Jo\u00e3o (como agente p\u00fablico) e Jos\u00e9 (como terceiro, segundo art. 3\u00ba) cometeram ato de improbidade administrativa que importa em <strong>enriquecimento il\u00edcito<\/strong>, nos termos do art. 9\u00ba, VIII da LIA:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 9\u00ba [&#8230;] VIII &#8211; aceitar emprego, comiss\u00e3o ou exercer atividade de consultoria ou assessoramento para pessoa f\u00edsica ou jur\u00eddica que tenha interesse suscet\u00edvel de ser atingido ou amparado por a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o decorrente das atribui\u00e7\u00f5es do agente p\u00fablico, durante a atividade;<\/p>\n\n\n\n<p>Para esses casos, a lei prev\u00ea que, independentemente do ressarcimento integral do dano patrimonial, se efetivo, e das san\u00e7\u00f5es penais comuns e de responsabilidade, civis e administrativas previstas na legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, est\u00e1 o respons\u00e1vel pelo ato de improbidade sujeito \u00e0s seguintes comina\u00e7\u00f5es, que podem ser aplicadas isolada ou cumulativamente, de acordo com a gravidade do fato:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; na hip\u00f3tese do art. 9\u00ba desta Lei, perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrim\u00f4nio, perda da fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica, suspens\u00e3o dos direitos pol\u00edticos at\u00e9 14 (catorze) anos, pagamento de <strong>multa civil equivalente ao valor do acr\u00e9scimo patrimonial<\/strong> e proibi\u00e7\u00e3o de contratar com o poder p\u00fablico ou de receber benef\u00edcios ou incentivos fiscais ou credit\u00edcios, direta ou indiretamente, ainda que por interm\u00e9dio de pessoa jur\u00eddica da qual seja s\u00f3cio majorit\u00e1rio, pelo prazo n\u00e3o superior a 14 (catorze) anos;<\/p>\n\n\n\n<p>A letra A est\u00e1 incorreta, pois n\u00e3o houve revoga\u00e7\u00e3o da conduta descrita. A letra C est\u00e1 errada, pois se trata de enriquecimento il\u00edcito (e n\u00e3o de ato que atenta contra os princ\u00edpios). J\u00e1 as op\u00e7\u00f5es D e E excluem Jos\u00e9 ou Jo\u00e3o, e vimos que isso n\u00e3o est\u00e1 certo.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, o nosso gabarito \u00e9 a letra B, porque ambos respondem por improbidade, trata-se de enriquecimento il\u00edcito e a multa \u00e9 equivalente ao acr\u00e9scimo patrimonial.<\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito: alternativa B.<\/p>\n\n\n\n<p>19. (FGV \u2013 Receita Federal\/2023) O Tribunal de Contas do Estado Delta negou registro de admiss\u00e3o de pessoal realizado pelo Munic\u00edpio Alfa, situado no mencionado Estado. Ocorre que a C\u00e2mara de Vereadores n\u00e3o concordou com a Corte de Contas, raz\u00e3o pela qual reviu a mencionada negativa por meio de decis\u00e3o de metade de seus membros.<\/p>\n\n\n\n<p>Considerando o controle externo exercido pelo Poder Legislativo sobre os atos administrativos, \u00e0 luz da orienta\u00e7\u00e3o do Supremo Tribunal Federal firmada em sede de repercuss\u00e3o geral, \u00e9 correto afirmar que<\/p>\n\n\n\n<p>a) a decis\u00e3o da C\u00e2mara de Vereadores est\u00e1 respaldada pela Constitui\u00e7\u00e3o, na medida em que a Corte de Contas \u00e9 \u00f3rg\u00e3o auxiliar do Poder Legislativo.<\/p>\n\n\n\n<p>b) a C\u00e2mara de Vereadores s\u00f3 poderia ter revisto a decis\u00e3o da Corte de Contas por meio de decis\u00e3o de dois ter\u00e7os de seus membros.<\/p>\n\n\n\n<p>c) a compet\u00eancia t\u00e9cnica da Corte de Contas ao promover a negativa em quest\u00e3o n\u00e3o se subordina \u00e0 revis\u00e3o do Poder Legislativo.<\/p>\n\n\n\n<p>d) a C\u00e2mara de Vereadores n\u00e3o poder\u00e1 rever a decis\u00e3o da Corte de Contas na situa\u00e7\u00e3o descrita ou em qualquer outra situa\u00e7\u00e3o, pois este \u00e9 um \u00f3rg\u00e3o independente.<\/p>\n\n\n\n<p>e) a C\u00e2mara de Vereadores apenas teria compet\u00eancia para rever negativa realizada por Tribunal de Contas Municipal criado ap\u00f3s a Constitui\u00e7\u00e3o de 1988.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rio:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o cobrou a decis\u00e3o do STF consubstanciado no Tema 47 (RE 576920): \u201cA compet\u00eancia t\u00e9cnica do Tribunal de Contas do Estado, ao negar registro de admiss\u00e3o de pessoal, <strong>n\u00e3o se subordina \u00e0 revis\u00e3o pelo Poder Legislativo respectivo<\/strong>\u201d. Assim, o gabarito \u00e9 a letra C, pois a C\u00e2mara n\u00e3o poderia rever a decis\u00e3o do Tribunal de Contas.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, as op\u00e7\u00f5es A, B e E est\u00e3o erradas, pois a C\u00e2mara n\u00e3o poderia rever a decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Cabe apenas uma ressalva na letra D. A pergunta que podemos fazer \u00e9: \u201cem qual hip\u00f3tese a C\u00e2mara pode rever uma decis\u00e3o dos tribunais de contas?\u201d. Creio que a banca est\u00e1 se referindo ao parecer pr\u00e9vio, que deixar\u00e1 de prevalecer por decis\u00e3o de dois ter\u00e7os dos membros da C\u00e2mara Municipal (CF, art. 31, \u00a7 2\u00ba). Eu n\u00e3o concordo integralmente com isso, pois a C\u00e2mara n\u00e3o est\u00e1 \u201crevendo\u201d o parecer pr\u00e9vio, mas julgando as contas em sentido diverso dele (o parecer pr\u00e9vio continua ali, mas a C\u00e2mara pode contrariar o seu teor por decis\u00e3o de dois ter\u00e7os dos seus membros). Por\u00e9m, apesar dessa nossa cr\u00edtica, essa parece ser a \u00fanica justificativa para o erro da letra D.<\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito: alternativa C.<\/p>\n\n\n\n<p>20. (FGV \u2013 Receita Federal\/2023) O Sindicato dos Servidores do Poder Executivo do Munic\u00edpio X ajuizou a\u00e7\u00e3o buscando a responsabiliza\u00e7\u00e3o do respectivo ente federativo sob o fundamento de que os aludidos agentes p\u00fablicos est\u00e3o h\u00e1 seis anos sem revis\u00e3o geral de vencimentos, de modo que a conduta omissiva do Prefeito em tomar tal iniciativa a eles ocasionou direta e imediatamente in\u00fameros preju\u00edzos materiais, em decorr\u00eancia das perdas inflacion\u00e1rias, a ensejar o dever de indenizar. Pleiteia, ainda, que o Judici\u00e1rio estabele\u00e7a o aumento necess\u00e1rio para repor a deprecia\u00e7\u00e3o da remunera\u00e7\u00e3o mediante a ado\u00e7\u00e3o de \u00edndice oficial.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante desta situa\u00e7\u00e3o hipot\u00e9tica, \u00e0 luz da orienta\u00e7\u00e3o firmada pelo Supremo Tribunal Federal, \u00e9 correto afirmar que<\/p>\n\n\n\n<p>a) est\u00e1 configurada a responsabilidade civil objetiva do ente federativo, na medida em que est\u00e3o presentes os elementos conduta omissiva de agente p\u00fablico, dano e nexo de causalidade, a ensejar o dever de indenizar almejado.<\/p>\n\n\n\n<p>b) caracterizada a omiss\u00e3o do Prefeito, o Judici\u00e1rio deve determinar o aumento da remunera\u00e7\u00e3o pleiteado, a fim de repor as perdas inflacion\u00e1rias, em decorr\u00eancia da viola\u00e7\u00e3o de dever jur\u00eddico.<\/p>\n\n\n\n<p>c) a omiss\u00e3o do Prefeito n\u00e3o enseja direito subjetivo \u00e0 indeniza\u00e7\u00e3o, mas o Poder Executivo deve pronunciar-se de forma fundamentada acerca das raz\u00f5es pelas quais n\u00e3o encaminhou projeto de lei para tal finalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>d) n\u00e3o est\u00e3o presentes os elementos caracterizadores da responsabilidade civil, sendo certo que ao Judici\u00e1rio caberia apenas o reconhecimento da mora do Chefe do Poder Executivo, mediante estipula\u00e7\u00e3o de prazo para o encaminhamento do respectivo projeto de lei.<\/p>\n\n\n\n<p>e) diante da inexist\u00eancia de comando que determine tal conduta ao Prefeito, n\u00e3o h\u00e1 viola\u00e7\u00e3o de dever jur\u00eddico que pudesse, eventualmente, ensejar a responsabiliza\u00e7\u00e3o do respectivo ente federativo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rio<\/strong>: est\u00e1 quest\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 pass\u00edvel de recurso.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o STF (RE 843112, Tema 624 \u2013 julgamento em 22\/09\/20):<\/p>\n\n\n\n<p>Tema 624: O Poder Judici\u00e1rio n\u00e3o possui compet\u00eancia para determinar ao Poder Executivo a apresenta\u00e7\u00e3o de projeto de lei que vise a promover a revis\u00e3o geral anual da remunera\u00e7\u00e3o dos servidores p\u00fablicos, tampouco para fixar o respectivo \u00edndice de corre\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o STF tamb\u00e9m j\u00e1 afirmou que (RE 565.089, rel. p\/ o ac. min. Roberto Barroso, j. 25-9-2019):<\/p>\n\n\n\n<p>Tema 19: O <strong>n\u00e3o encaminhamento <\/strong>de projeto de lei de <strong>revis\u00e3o anual dos vencimentos <\/strong>dos servidores p\u00fablicos, previsto no inciso X do art. 37 da CF\/1988, <strong>n\u00e3o gera direito subjetivo a indeniza\u00e7\u00e3o<\/strong>. Deve o Poder Executivo, no entanto, <strong>pronunciar-se de forma fundamentada acerca das raz\u00f5es pelas quais n\u00e3o prop\u00f4s a revis\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo, a resposta correta est\u00e1 na alternativa C.<\/p>\n\n\n\n<p>Vamos agora identificar o erro de cada alternativa:<\/p>\n\n\n\n<p>a) o <strong>n\u00e3o encaminhamento <\/strong>de projeto de lei de <strong>revis\u00e3o anual dos vencimentos <\/strong>dos servidores p\u00fablicos, previsto no inciso X do art. 37 da CF\/1988, <strong>n\u00e3o gera direito subjetivo a indeniza\u00e7\u00e3o <\/strong>\u2013 ERRADA;<\/p>\n\n\n\n<p>b) o Poder Judici\u00e1rio n\u00e3o possui compet\u00eancia para determinar ao Poder Executivo a apresenta\u00e7\u00e3o de projeto de lei que vise a promover a revis\u00e3o geral anual da remunera\u00e7\u00e3o dos servidores p\u00fablicos \u2013 ERRADA;<\/p>\n\n\n\n<p>d) o Poder Judici\u00e1rio n\u00e3o pode fixar prazo para o encaminhamento do projeto. Assim, n\u00e3o faz sentido reconhecer a mora, j\u00e1 que n\u00e3o se trata de direito subjetivo para o servidor \u2013 ERRADA;<\/p>\n\n\n\n<p>e) eu n\u00e3o encontrei erro nesta alternativa. Vimos que o STF entendeu que n\u00e3o cabe indeniza\u00e7\u00e3o pela aus\u00eancia do encaminhamento de projeto de lei sobre a revis\u00e3o geral anual.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, o ac\u00f3rd\u00e3o do RE 565.089 consignou que a CF\/1988 \u201c<strong>n\u00e3o estabelece um dever espec\u00edfico de que a remunera\u00e7\u00e3o dos servidores seja objeto de aumentos anuais<\/strong>, menos ainda em percentual que corresponda, obrigatoriamente, \u00e0 infla\u00e7\u00e3o apurada no per\u00edodo\u201d. Adicionalmente, em embargos de declara\u00e7\u00e3o, o STF afirmou que (Embargos de Declara\u00e7\u00e3o no RE 565.089):<\/p>\n\n\n\n<p>Os embargos de declara\u00e7\u00e3o pretendem que esta Corte comine alguma penalidade ao Chefe do Poder Executivo que se omitir em enviar a justificativa quanto \u00e0 n\u00e3o realiza\u00e7\u00e3o da revis\u00e3o geral anual. Por\u00e9m, <strong>n\u00e3o cabe ao Supremo Tribunal Federal impor san\u00e7\u00e3o n\u00e3o prevista expressamente em lei ou na Constitui\u00e7\u00e3o<\/strong>. A consequ\u00eancia jur\u00eddica de eventual omiss\u00e3o do Chefe do Executivo, que decorre diretamente do ac\u00f3rd\u00e3o j\u00e1 prolatado, <strong>\u00e9 a possibilidade de propositura de a\u00e7\u00e3o judicial para faz\u00ea-lo cumprir o dever de fundamenta\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O trecho citado versa sobre o prefeito e n\u00e3o sobre o ente em si, mas tamb\u00e9m nos ajuda a fundamentar o recurso. Note que o STF afirmou que a revis\u00e3o geral anual n\u00e3o \u00e9 uma obriga\u00e7\u00e3o, n\u00e3o ensejando dever de indeniza\u00e7\u00e3o. A \u00fanica medida seria obrigar o chefe do Executivo a fundamentar o n\u00e3o encaminhamento do projeto.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, n\u00e3o existe, de fato, viola\u00e7\u00e3o de dever jur\u00eddico para ensejar a responsabiliza\u00e7\u00e3o do ente federativo. Oras, se houvesse, caberia indeniza\u00e7\u00e3o (mas isso foi afastado na tese fixada pelo STF no RE 565.089).<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, a letra E tamb\u00e9m est\u00e1 CERTA, cabendo recurso para ANULA\u00c7\u00c3O da quest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito: alternativa C (recurso para ANULAR).<\/p>\n\n\n\n<p>21. (FGV \u2013 Receita Federal\/2023) Com vistas a melhor atender ao interesse p\u00fablico, verificou-se a necessidade de que a sede de certa unidade de atendimento da Receita Federal seja instalada em determinado im\u00f3vel, de propriedade de Cristiane, cujas caracter\u00edsticas de instala\u00e7\u00e3o e de localiza\u00e7\u00e3o tornam necess\u00e1ria sua escolha, tal como demonstram estudos espec\u00edficos acerca do tema.<\/p>\n\n\n\n<p>Considerando o disposto na Lei n\u00ba 14.133\/2021, \u00e9 correto afirmar que<\/p>\n\n\n\n<p>a) a situa\u00e7\u00e3o caracteriza hip\u00f3tese de inexigibilidade de licita\u00e7\u00e3o para a loca\u00e7\u00e3o do bem de Cristiane, que deve ser devidamente instru\u00edda nos termos da lei.<\/p>\n\n\n\n<p>b) a Administra\u00e7\u00e3o pode alugar o bem de Cristiane mediante pr\u00e9via justifica\u00e7\u00e3o e licita\u00e7\u00e3o na modalidade preg\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>c) \u00e9 poss\u00edvel a loca\u00e7\u00e3o do bem de Cristiane mediante dispensa de licita\u00e7\u00e3o, devidamente instru\u00edda nos termos da lei.<\/p>\n\n\n\n<p>d) a lei n\u00e3o admite que a Administra\u00e7\u00e3o seja locat\u00e1ria de bem im\u00f3vel, de modo que o bem de Cristiane deve ser necessariamente desapropriado.<\/p>\n\n\n\n<p>e) a loca\u00e7\u00e3o do bem de Cristiane depende de pr\u00e9via justifica\u00e7\u00e3o e deve ser precedida de licita\u00e7\u00e3o na modalidade concorr\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rio:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>a) o art. 74, V da NLLC diz que \u00e9 inexig\u00edvel a licita\u00e7\u00e3o quando invi\u00e1vel a competi\u00e7\u00e3o, em especial nos casos de aquisi\u00e7\u00e3o ou loca\u00e7\u00e3o de im\u00f3vel <strong>cujas caracter\u00edsticas de instala\u00e7\u00f5es e de localiza\u00e7\u00e3o tornem necess\u00e1ria sua escolha<\/strong>. \u00c9 exatamente o caso do enunciado \u2013 CORRETA;<\/p>\n\n\n\n<p>b) o preg\u00e3o \u00e9 modalidade para aquisi\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os considerados <strong>comuns<\/strong> e n\u00e3o engloba a loca\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis \u2013 ERRADA;<\/p>\n\n\n\n<p>c) n\u00e3o se trata de hip\u00f3tese de dispensa de licita\u00e7\u00e3o, mas sim de inexigibilidade \u2013 ERRADA;<\/p>\n\n\n\n<p>d) a Administra\u00e7\u00e3o pode sim ser locat\u00e1ria de bens m\u00f3veis ou im\u00f3veis, n\u00e3o sendo necess\u00e1ria a realiza\u00e7\u00e3o de desapropria\u00e7\u00f5es \u2013 ERRADA;<\/p>\n\n\n\n<p>e) a Lei n\u00e3o define a modalidade para loca\u00e7\u00e3o de bens, mas, como vimos, nesse caso temos uma hip\u00f3tese de inexigibilidade de licita\u00e7\u00e3o, que ocorre quando h\u00e1 inviabilidade de competi\u00e7\u00e3o, ou seja, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel realizar um procedimento competitivo em virtude das condi\u00e7\u00f5es da situa\u00e7\u00e3o \u2013 ERRADA.<\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito: alternativa A.<\/p>\n\n\n\n<p>22. (FGV \u2013 Receita Federal\/2023) Felipe \u00e9 servidor federal est\u00e1vel ocupante de cargo efetivo e foi regularmente designado como agente da contrata\u00e7\u00e3o do respectivo \u00f3rg\u00e3o. No exerc\u00edcio de suas atribui\u00e7\u00f5es, Felipe deparou- se com uma nulidade em procedimento licitat\u00f3rio, realizado com fulcro na Lei n\u00ba 14.133\/2021, que resultou na formaliza\u00e7\u00e3o de um contrato de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os cont\u00ednuos, que est\u00e1 em plena execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Acerca desta situa\u00e7\u00e3o hipot\u00e9tica, \u00e9 correto afirmar que<\/p>\n\n\n\n<p>a) eventual nulidade do procedimento licitat\u00f3rio resultou automaticamente sanada com a formaliza\u00e7\u00e3o do contrato.<\/p>\n\n\n\n<p>b) a Administra\u00e7\u00e3o deve necessariamente reconhecer a nulidade do contrato, pois dos atos nulos n\u00e3o se originam direitos.<\/p>\n\n\n\n<p>c) eventuais impactos econ\u00f4micos e financeiros do reconhecimento da nulidade n\u00e3o podem ser considerados pela Administra\u00e7\u00e3o, diante da verifica\u00e7\u00e3o de um v\u00edcio insan\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>d) caso preenchidos os requisitos para declarar a nulidade do contrato, a Administra\u00e7\u00e3o, com vistas a dar continuidade \u00e0 atividade administrativa, poder\u00e1 decidir que a nulidade s\u00f3 tenha efic\u00e1cia em momento futuro, suficiente para efetuar nova contrata\u00e7\u00e3o, por prazo de at\u00e9 seis meses, prorrog\u00e1vel uma vez.<\/p>\n\n\n\n<p>e) verificada a necessidade de declarar a nulidade do contrato, a Administra\u00e7\u00e3o fica exonerada do dever de indenizar o contratado pelo que tiver executado, ainda que n\u00e3o lhe seja imput\u00e1vel o v\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rio:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>a) n\u00e3o se fala em saneamento das nulidades com a assinatura do contrato, j\u00e1 que <strong>as nulidades poder\u00e3o ser declaradas mesmo durante a execu\u00e7\u00e3o contratual <\/strong>(art. 147) \u2013 ERRADA;<\/p>\n\n\n\n<p>b) caber\u00e1 \u00e0 Administra\u00e7\u00e3o <strong>decidir sobre a suspens\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o ou sobre a declara\u00e7\u00e3o de nulidade<\/strong> do contrato (art. 147), avaliando se a medida atende ao interesse p\u00fablico. Logo, a anula\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 obrigat\u00f3ria \u2013 ERRADA;<\/p>\n\n\n\n<p>c) constatada irregularidade no procedimento licitat\u00f3rio ou na execu\u00e7\u00e3o contratual, caso n\u00e3o seja poss\u00edvel o saneamento, a decis\u00e3o sobre a suspens\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o ou sobre a declara\u00e7\u00e3o de nulidade do contrato somente ser\u00e1 adotada na hip\u00f3tese em que se revelar medida de interesse p\u00fablico, com avalia\u00e7\u00e3o, entre outros, os <strong>impactos econ\u00f4micos e financeiros<\/strong> decorrentes do atraso na frui\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios do objeto do contrato (art. 147, I) \u2013 ERRADA;<\/p>\n\n\n\n<p>d) conforme previsto no art. 148, \u00a72\u00ba, ao declarar a nulidade do contrato, a autoridade, com vistas \u00e0 continuidade da atividade administrativa, <strong>poder\u00e1 decidir que ela s\u00f3 tenha efic\u00e1cia em momento futuro<\/strong>, suficiente para efetuar nova contrata\u00e7\u00e3o, por prazo de at\u00e9 6 (seis) meses, prorrog\u00e1vel uma \u00fanica vez. Essa \u00e9 a modula\u00e7\u00e3o dos efeitos da anula\u00e7\u00e3o \u2013 CORRETA;<\/p>\n\n\n\n<p>e) a nulidade <strong>n\u00e3o exonerar\u00e1 a Administra\u00e7\u00e3o<\/strong> do dever de indenizar o contratado pelo que houver executado at\u00e9 a data em que for declarada ou tornada eficaz, bem como por outros preju\u00edzos regularmente comprovados, desde que n\u00e3o lhe seja imput\u00e1vel, e ser\u00e1 promovida a responsabiliza\u00e7\u00e3o de quem lhe tenha dado causa (art. 149) \u2013 ERRADA.<\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito: alternativa D.<\/p>\n\n\n\n<p>23. (FGV \u2013 Receita Federal\/2023) Suponha que recentemente tenha sido divulgada not\u00edcia no Portal Nacional de Contrata\u00e7\u00f5es P\u00fablicas &#8211; PNCP informando que o cat\u00e1logo eletr\u00f4nico de padroniza\u00e7\u00e3o apresentou o primeiro item padronizado para a contrata\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos, a saber: \u00e1gua mineral natural sem g\u00e1s, mediante a disponibiliza\u00e7\u00e3o dos documentos modelo da fase preparat\u00f3ria, inclusive, o termo de refer\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante desta situa\u00e7\u00e3o hipot\u00e9tica, \u00e0 luz do disposto na Lei n\u00ba 14.133\/2021, \u00e9 correto afirmar que<\/p>\n\n\n\n<p>a) o aludido cat\u00e1logo n\u00e3o tem previs\u00e3o expressa na nova lei geral de licita\u00e7\u00f5es, mas \u00e9 pr\u00e1tica louv\u00e1vel com vistas a implementar a efici\u00eancia da Administra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>b) o cat\u00e1logo n\u00e3o deveria divulgar documentos padronizados, pois a utiliza\u00e7\u00e3o de modelos \u00e9 vedada pela nova lei geral de licita\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>c) a especifica\u00e7\u00e3o do produto necess\u00e1ria para o termo de refer\u00eancia para as compras da Administra\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode constar de tal cat\u00e1logo eletr\u00f4nico de padroniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>d) os Estados e Munic\u00edpios n\u00e3o podem se utilizar do cat\u00e1logo eletr\u00f4nico de padroniza\u00e7\u00e3o divulgado.<\/p>\n\n\n\n<p>e) caso a Administra\u00e7\u00e3o decida n\u00e3o utilizar o mencionado cat\u00e1logo, dever\u00e1 justificar tal decis\u00e3o por escrito.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rio:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>a) a lei prev\u00ea sim a utiliza\u00e7\u00e3o de cat\u00e1logos eletr\u00f4nicos, nos termos do art. 19, II, que diz que os \u00f3rg\u00e3os da Administra\u00e7\u00e3o dever\u00e3o criar <strong>cat\u00e1logo eletr\u00f4nico de padroniza\u00e7\u00e3o de compras, servi\u00e7os e obras<\/strong>, admitida a ado\u00e7\u00e3o do cat\u00e1logo do Poder Executivo federal por todos os entes federativos \u2013 ERRADA;<\/p>\n\n\n\n<p>b) a lei autoriza a utiliza\u00e7\u00e3o de modelos padronizados, dizendo que os \u00f3rg\u00e3os da Administra\u00e7\u00e3o com compet\u00eancias regulamentares relativas \u00e0s atividades de administra\u00e7\u00e3o de materiais, de obras e servi\u00e7os e de licita\u00e7\u00f5es e contratos dever\u00e3o \u2013 instituir, com aux\u00edlio dos \u00f3rg\u00e3os de assessoramento jur\u00eddico e de controle interno, modelos de minutas de editais, de termos de refer\u00eancia, de contratos padronizados e de outros documentos, admitida a ado\u00e7\u00e3o das minutas do Poder Executivo federal por todos os entes federativos (art. 19, IV) \u2013 ERRADA;<\/p>\n\n\n\n<p>c) o cat\u00e1logo eletr\u00f4nico pode ser utilizado em termos de refer\u00eancia, pois um dos seus objetivos \u00e9 justamente o de facilitar a descri\u00e7\u00e3o do objeto em futuras licita\u00e7\u00f5es \u2013 ERRADA;<\/p>\n\n\n\n<p>d) o cat\u00e1logo eletr\u00f4nico de padroniza\u00e7\u00e3o do Poder Executivo federal poder\u00e1 ser adotado pelos demais entes da Federa\u00e7\u00e3o \u2013 ERRADA;<\/p>\n\n\n\n<p>e) o cat\u00e1logo \u00e9 a regra. A n\u00e3o utiliza\u00e7\u00e3o do cat\u00e1logo eletr\u00f4nico de padroniza\u00e7\u00e3o ou dos modelos de minutas <strong>dever\u00e1 ser justificada por escrito e anexada ao respectivo processo licitat\u00f3rio<\/strong> (art. 19, \u00a7 2\u00ba) \u2013 CORRETA.<\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito: alternativa E.<\/p>\n\n\n\n<p>24. (FGV \u2013 Receita Federal\/2023) Ap\u00f3s o devido procedimento licitat\u00f3rio, a Uni\u00e3o dele determinado servi\u00e7o de sua compet\u00eancia para a sociedade <em>Fazcerto<\/em>, mediante contrato de concess\u00e3o comum, remunerado exclusivamente por tarifa, sendo certo que o edital e o contrato preveem a viabilidade de subconcess\u00e3o de parcela das atividades<\/p>\n\n\n\n<p>Em raz\u00e3o de conting\u00eancias da aludida concession\u00e1ria, seus dirigentes est\u00e3o analisando a viabilidade de implementar a mencionada cl\u00e1usula e realizar a subconcess\u00e3o ou eventualmente, transferir o controle acion\u00e1rio da sociedade <em>Fazcerto<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante desta situa\u00e7\u00e3o hipot\u00e9tica, \u00e0 luz da orienta\u00e7\u00e3o firmada pelo Supremo Tribunal Federal, \u00e9 correto afirmar que<\/p>\n\n\n\n<p>a) n\u00e3o h\u00e1 possibilidade de transfer\u00eancia do controle acion\u00e1rio da sociedade, na medida em que os contratos administrativos ostentam car\u00e1ter personal\u00edssimo, sob pena de violar os princ\u00edpios correlatos ao dever de licitar.<\/p>\n\n\n\n<p>b) s\u00e3o aplic\u00e1veis as mesmas regras para a subconcess\u00e3o e para eventual transfer\u00eancia de controle acion\u00e1rio, sendo necess\u00e1ria pr\u00e9via anu\u00eancia do poder concedente e realiza\u00e7\u00e3o de nova licita\u00e7\u00e3o em ambos os casos.<\/p>\n\n\n\n<p>c) n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio promover concorr\u00eancia para realizar a subconcess\u00e3o autorizada no contrato de concess\u00e3o formalizado mediante o devido procedimento licitat\u00f3rio, pois o concession\u00e1rio, como agente econ\u00f4mico que \u00e9, pode decidir sobre seus parceiros empresariais conforme crit\u00e9rios pr\u00f3prios.<\/p>\n\n\n\n<p>d) a transfer\u00eancia de controle acion\u00e1rio pode ser feita sem a realiza\u00e7\u00e3o de nova licita\u00e7\u00e3o, mediante anu\u00eancia do poder concedente, desde que a pretendente atenda \u00e0s exig\u00eancias de capacidade t\u00e9cnica, idoneidade financeira e regularidade fiscal e jur\u00eddica necess\u00e1rias \u00e0 assun\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o e se comprometa a cumprir todas as cl\u00e1usulas do contrato em vigor.<\/p>\n\n\n\n<p>e) n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria autoriza\u00e7\u00e3o do poder concedente para a subconcess\u00e3o j\u00e1 que esta consta da mencionada cl\u00e1usula contratual, mas a anu\u00eancia expressa revela-se imprescind\u00edvel para eventual transfer\u00eancia de controle acion\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rio:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O STF decidiu (ADI 2946\/DF) que:<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 <strong>constitucional<\/strong> a transfer\u00eancia da concess\u00e3o e do controle societ\u00e1rio das concession\u00e1rias de servi\u00e7os p\u00fablicos, mediante anu\u00eancia do poder concedente (Lei 8.987\/1995, art. 27).<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, prev\u00ea o art. 27 que <a><\/a>\u201ca transfer\u00eancia de concess\u00e3o ou do controle societ\u00e1rio da concession\u00e1ria <strong>sem pr\u00e9via anu\u00eancia<\/strong> do poder concedente implicar\u00e1 a caducidade da concess\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Acrescenta-se que o art. 27 disp\u00f5e que:<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1o Para fins de obten\u00e7\u00e3o da anu\u00eancia de que trata o caput deste artigo, o pretendente dever\u00e1:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; atender \u00e0s exig\u00eancias de capacidade t\u00e9cnica, idoneidade financeira e regularidade jur\u00eddica e fiscal necess\u00e1rias \u00e0 assun\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o; e<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; comprometer-se a cumprir todas as cl\u00e1usulas do contrato em vigor.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento e na Lei, chegamos \u00e0 alternativa D como gabarito.<\/p>\n\n\n\n<p>Vamos analisar as demais alternativas:<\/p>\n\n\n\n<p>a) h\u00e1 a possibilidade de transfer\u00eancia, como previsto no art. 27 da Lei 8.987\/95 \u2013 ERRADA;<\/p>\n\n\n\n<p>b) a outorga de subconcess\u00e3o depende de licita\u00e7\u00e3o na modalidade concorr\u00eancia (L8987, art. 26). Essa mesma regra n\u00e3o se aplica \u00e0 transfer\u00eancia do controle acion\u00e1rio, conforme vimos acima \u2013 ERRADA;<\/p>\n\n\n\n<p>c) para as subconcess\u00f5es, \u00e9 necess\u00e1ria a licita\u00e7\u00e3o na modalidade concorr\u00eancia \u2013 ERRADA;<\/p>\n\n\n\n<p>e) as subconcess\u00f5es dependem sim de anu\u00eancia do poder concedente \u2013 ERRADA.<\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito: alternativa D.<\/p>\n\n\n\n<p>25. (FGV \u2013 Receita Federal\/2023) Hospital <em>Dod<\/em> \u00e9 uma sociedade de economia mista estadual que realiza atividade t\u00edpica de Estado na \u00e1rea da sa\u00fade e que n\u00e3o tem intuito de obten\u00e7\u00e3o de lucro, de modo que atua em regime n\u00e3o concorrencial.<\/p>\n\n\n\n<p>Em decorr\u00eancia de uma s\u00e9rie de demandas ajuizadas em seu desfavor, seus dirigentes est\u00e3o com fundadas d\u00favidas acerca do reconhecimento pelo Supremo Tribunal Federal de peculiaridades relativas ao respectivo regime jur\u00eddico enquanto entidade da Administra\u00e7\u00e3o Indireta, sendo correto afirmar que<\/p>\n\n\n\n<p>a) a entidade administrativa em quest\u00e3o integra o conceito de Fazenda P\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>b) deve a ela ser reconhecida imunidade tribut\u00e1ria rec\u00edproca.<\/p>\n\n\n\n<p>c) a responsabiliza\u00e7\u00e3o civil da entidade por erro m\u00e9dico de seus agentes apenas pode decorrer de dolo ou culpa.<\/p>\n\n\n\n<p>d) os bens de sua titularidade podem ser penhorados, ainda que utilizados na realiza\u00e7\u00e3o de suas atividades.<\/p>\n\n\n\n<p>e) n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel atribuir a tal entidade nenhuma prerrogativa reconhecida para os entes federativos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rio: <\/strong>a quest\u00e3o trata da chamada \u201cautarquiza\u00e7\u00e3o\u201d das empresas estatais. Para tanto, s\u00e3o necess\u00e1rios tr\u00eas requisitos:<\/p>\n\n\n\n<p>1) que a empresa estatal preste um <strong>servi\u00e7o p\u00fablico<\/strong>;<\/p>\n\n\n\n<p>2) que esse servi\u00e7o p\u00fablico seja prestado em <strong>regime n\u00e3o concorrencial<\/strong>;<\/p>\n\n\n\n<p>3) que a entidade <strong>n\u00e3o fa\u00e7a a distribui\u00e7\u00e3o de lucros entre acionistas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses tr\u00eas requisitos constam no caso descrito no enunciado.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, a empresa pode gozar de algumas regras aplic\u00e1veis \u00e0s autarquias, como a delega\u00e7\u00e3o do poder de pol\u00edcia, o pagamento de d\u00e9bitos pelo <strong>regime de precat\u00f3rios<\/strong> e <strong>incid\u00eancia da imunidade tribut\u00e1ria rec\u00edproca<\/strong> (STF, ACO 3410\/SE, j. 20\/4\/2022).<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, vamos analisar as op\u00e7\u00f5es:<\/p>\n\n\n\n<p>a) a priori, o termo Fazenda P\u00fablica designa as entidades de direito p\u00fablico. H\u00e1 algumas diverg\u00eancias conceituais, mas \u00e9 certo que as empresas estatais n\u00e3o comp\u00f5em esse conceito \u2013 ERRADA;<\/p>\n\n\n\n<p>b) de fato, a entidade goza da imunidade tribut\u00e1ria rec\u00edproca \u2013 CORRETA;<\/p>\n\n\n\n<p>c) a responsabilidade, nesse caso, \u00e9 objetiva, j\u00e1 que a entidade presta servi\u00e7o p\u00fablico, independente de dolo ou culpa, portanto \u2013 ERRADA;<\/p>\n\n\n\n<p>d) se a entidade presta servi\u00e7os p\u00fablicos, os bens utilizados diretamente na presta\u00e7\u00e3o desses servi\u00e7os n\u00e3o podem ser penhorados (STF, ADPF 275\/PB, j. 17\/10\/2018) \u2013 ERRADA;<\/p>\n\n\n\n<p>e) \u00e9 poss\u00edvel sim estender benef\u00edcios dos entes federativos no caso da quest\u00e3o, como a imunidade tribut\u00e1ria rec\u00edproca \u2013 ERRADA.<\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito: alternativa B.<\/p>\n\n\n\n<p>26. (FGV \u2013 Receita Federal\/2023) Alicia, analista tribut\u00e1ria da Receita Federal, em 21\/08\/2015, praticou conduta pass\u00edvel de demiss\u00e3o, mas que n\u00e3o \u00e9 tipificada como crime, da qual as autoridades administrativas tomaram conhecimento em 09\/10\/2016. O respectivo processo administrativo disciplinar foi instaurado em 20\/07\/2017 e, ap\u00f3s o regular processamento, resultou na aplica\u00e7\u00e3o da mencionada penalidade em 31\/07\/2022.<\/p>\n\n\n\n<p>A luz da jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, \u00e9 correto afirmar que a pretens\u00e3o punitiva em sede disciplinar<\/p>\n\n\n\n<p>a) n\u00e3o est\u00e1 prescrita, pois o prazo de cinco anos aplic\u00e1vel \u00e0 mencionada hip\u00f3tese de demiss\u00e3o deve ser contado da data em que a Administra\u00e7\u00e3o tomou conhecimento do fato e foi interrompido com a instaura\u00e7\u00e3o do processo disciplinar, voltando a fluir por inteiro, ap\u00f3s decorridos cento e quarenta dias da interrup\u00e7\u00e3o, de modo que ainda n\u00e3o havia transcorrido quando da imposi\u00e7\u00e3o da penalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>b) est\u00e1 prescrita, pois o prazo de cinco anos aplic\u00e1vel \u00e0 mencionada hip\u00f3tese de demiss\u00e3o deve ser contado da pr\u00e1tica da conduta e j\u00e1 havia se consumado quando da imposi\u00e7\u00e3o da penalidade administrativa, considerando que n\u00e3o houve qualquer causa de interrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>c) n\u00e3o est\u00e1 prescrita, pois o prazo de oito anos previsto na lei de improbidade administrativa, que \u00e9 aplic\u00e1vel na hip\u00f3tese de demiss\u00e3o, deve ser contado da data em que a Administra\u00e7\u00e3o tomou conhecimento do fato, de modo que n\u00e3o havia transcorrido quando da imposi\u00e7\u00e3o da penalidade administrativa, independentemente de causa de interrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>d) n\u00e3o est\u00e1 prescrita, pois o prazo de oito anos previsto para os crimes contra a Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica, que \u00e9 aplic\u00e1vel na hip\u00f3tese de demiss\u00e3o, deve ser contado da data em que a Administra\u00e7\u00e3o tomou conhecimento do fato, de modo que n\u00e3o havia transcorrido quando da imposi\u00e7\u00e3o da penalidade administrativa, independentemente de causa de interrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>e) est\u00e1 prescrita, pois o prazo de cinco anos aplic\u00e1vel \u00e0 mencionada hip\u00f3tese de demiss\u00e3o deve ser contado da pr\u00e1tica da conduta e foi interrompido com a instaura\u00e7\u00e3o do processo disciplinar, ap\u00f3s o que voltou a fluir por inteiro, de modo que j\u00e1 havia se consumado quando da imposi\u00e7\u00e3o da penalidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rio:<\/strong> vamos esquematizar as datas trazidas pela quest\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>21\/08\/2015 \u2013 pr\u00e1tica da conduta;<\/p>\n\n\n\n<p>09\/10\/2016 \u2013 autoridade toma conhecimento do fato (aqui come\u00e7a a contar o prazo prescricional);<\/p>\n\n\n\n<p>20\/07\/2017 &#8211; PAD instaurado (interrompe \u2013 zera \u2013 o prazo prescricional);<\/p>\n\n\n\n<p>+ 140 dias (prazo que a prescri\u00e7\u00e3o fixa interrompida): <strong>7\/12\/2017<\/strong>;<\/p>\n\n\n\n<p>31\/07\/2022 \u2013 aplica\u00e7\u00e3o da penalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o quer saber se a pretens\u00e3o punitiva est\u00e1 ou n\u00e3o prescrita.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre esse tema, a S\u00famula 635 do STJ diz que:<\/p>\n\n\n\n<p>Os prazos prescricionais previstos no art. 142 da Lei n. 8.112\/1990 iniciam-se na data em que <strong>a autoridade competente para a abertura do procedimento administrativo toma conhecimento do fato<\/strong>, interrompem-se com o primeiro ato de instaura\u00e7\u00e3o v\u00e1lido &#8211; sindic\u00e2ncia de car\u00e1ter punitivo ou processo disciplinar &#8211; e voltam a fluir por inteiro, ap\u00f3s decorridos 140 dias desde a interrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Da data em que autoridade tomou conhecimento at\u00e9 a instaura\u00e7\u00e3o do PAD, decorreu menos de um ano (09\/10\/2016 =&gt; 20\/07\/2017).<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa data \u2013 20\/07\/2017 \u2013 interrompeu-se o prazo prescricional. Interrompido, o prazo volta a fluir, por inteiro, ap\u00f3s decorridos <strong>140 dias desde a interrup\u00e7\u00e3o<\/strong>. Isso ocorre em 7\/12\/2017.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, at\u00e9 a data da aplica\u00e7\u00e3o da penalidade \u2013 <strong>31\/07\/2022<\/strong> \u2013 n\u00e3o havia decorrido o prazo prescricional de <strong>5 anos<\/strong> previstos na Lei para a aplica\u00e7\u00e3o da penalidade de demiss\u00e3o (art. 142, I). A prescri\u00e7\u00e3o somente ocorrer\u00e1 em <strong>7\/12\/2022<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo, as alternativas B e E est\u00e3o erradas, pois a pretens\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 prescrita. O prazo das letras C e D est\u00e1 errado, pois \u00e9 de cinco, e n\u00e3o oito anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, chegamos ao nosso gabarito na letra A.<\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito: alternativa A.<\/p>\n\n\n\n<p>Abra\u00e7os!<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><strong><\/strong><\/td><td><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/profherbertalmeida\/\"><strong><em>@profherbertalmeida<\/em><\/strong><\/a><strong><\/strong><\/td><td><strong><\/strong><\/td><td><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/controleexterno\/\"><strong><em>@controleexterno<\/em><\/strong><\/a><\/td><\/tr><tr><td><strong><\/strong><\/td><td><a href=\"https:\/\/t.me\/profherbertalmeida\"><strong><em>\/profherbertalmeida<\/em><\/strong><\/a><strong><\/strong><\/td><td><\/td><td><a href=\"https:\/\/t.me\/controleexterno\"><strong><em>\/controleexterno<\/em><\/strong><\/a><\/td><\/tr><tr><td><strong><\/strong><\/td><td><a href=\"https:\/\/youtube.com\/profherbertalmeida\"><strong><em>\/profherbertalmeida<\/em><\/strong><\/a><strong><\/strong><\/td><td>&nbsp;<\/td><td>&nbsp;<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ol\u00e1, pessoal! 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