{"id":1186081,"date":"2023-03-14T01:53:29","date_gmt":"2023-03-14T04:53:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1186081"},"modified":"2023-03-14T01:53:32","modified_gmt":"2023-03-14T04:53:32","slug":"informativo-stj-764-parte-1-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-764-parte-1-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STJ 764 (Parte 1) Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p>Informativo n\u00ba 764 (Parte 1) do STJ\u00a0<strong>COMENTADO<\/strong>\u00a0saindo do forno (quentinho) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/03\/14015302\/stj-764-parte-1.pdf\" rel=\"sponsored nofollow\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/p>\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_T1-_1B4eHLo\"><div id=\"lyte_T1-_1B4eHLo\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/T1-_1B4eHLo\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/T1-_1B4eHLo\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/T1-_1B4eHLo\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-administrativo\"><a>DIREITO ADMINISTRATIVO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-conduta-de-filmar-mulheres-como-conduta-escandalosa-apta-a-demissao-do-servidor-publico\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Conduta de filmar mulheres como conduta escandalosa apta a demiss\u00e3o do servidor p\u00fablico<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A conduta de filmar, por meio de c\u00e2mera escondida, alunas, servidoras e funcion\u00e1rias terceirizadas caracteriza a infra\u00e7\u00e3o de conduta escandalosa, prevista no art. 132, V, parte final, da Lei n. 8.112\/1990, o que atrai a pena de demiss\u00e3o do servidor p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.006.738-PE, Rel. Ministro S\u00e9rgio Kukina, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 14\/2\/2023. (Info 764)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-situacao-fatica\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Maur\u00edcio foi demitido da Universidade em que lecionava em processo administrativo disciplinar por meio do qual foi apurado que o professor filmava alunas, servidoras e terceirizadas. Para tanto, utilizava-se de uma c\u00e2mera escondida.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformado, ajuizou a\u00e7\u00e3o visando a anula\u00e7\u00e3o do ato de demiss\u00e3o sob a alega\u00e7\u00e3o de que tal conduta n\u00e3o seria escandalosa, uma vez que os v\u00eddeos ficaram restritos ao seu HD.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-analise-estrategica\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-questao-juridica\"><a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 8.112\/1990:<\/p>\n\n\n\n<p>Art.&nbsp;132.&nbsp;&nbsp;A demiss\u00e3o ser\u00e1 aplicada nos seguintes casos:<\/p>\n\n\n\n<p>V&nbsp;&#8211;&nbsp;incontin\u00eancia p\u00fablica e conduta escandalosa, na reparti\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-conduta-escandalosa\"><a>1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Conduta escandalosa?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a jurisprud\u00eancia do STJ, &#8220;o acusado se defende dos fatos&#8221;, bastando, portanto, que &#8220;o termo de indiciamento elaborado pela comiss\u00e3o processante [contenha] descri\u00e7\u00e3o suficientemente detalhada dos il\u00edcitos administrativos imputados ao indiciado, possibilitando-lhe a compreens\u00e3o racional do que \u00e9 chamado a responder&#8221; (MS 21.721\/DF, relator Ministro S\u00e9rgio Kukina, Primeira Se\u00e7\u00e3o, DJe 18\/11\/2022).<\/p>\n\n\n\n<p>Cabe ressaltar que &#8220;as inst\u00e2ncias c\u00edvel, penal e administrativa s\u00e3o independentes. Desse modo, a senten\u00e7a penal absolut\u00f3ria por aus\u00eancia de provas do ora recorrente n\u00e3o repercute no exame do residual administrativo que envolve os fatos narrados&#8221; (AR 6.596\/BA, relator Ministro Mauro Campbell Marques, Primeira Se\u00e7\u00e3o, DJe 29\/11\/2021).<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, apresentam-se <strong>desnecess\u00e1rias maiores considera\u00e7\u00f5es a respeito de a conduta narrada no Processo Administrativo Disciplinar &#8211; PAD caracterizar, ou n\u00e3o, o crime de ass\u00e9dio sexual previsto no art. 216-A do C\u00f3digo Penal<\/strong> (&#8220;Constranger algu\u00e9m com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condi\u00e7\u00e3o de superior hier\u00e1rquico ou ascend\u00eancia inerentes ao exerc\u00edcio de emprego, cargo ou fun\u00e7\u00e3o&#8221;), haja vista que n\u00e3o foi esse o fundamento da san\u00e7\u00e3o de demiss\u00e3o, e sim a conclus\u00e3o de que a conduta imputada ao recorrente se subsume ao disposto no art. 132, V, da <a>Lei n. 8.112\/1990, <\/a>qual seja: incontin\u00eancia p\u00fablica e conduta escandalosa.<\/p>\n\n\n\n<p>A incontin\u00eancia p\u00fablica \u00e9 o comportamento de natureza grave, tido como indecente, que ocorre de forma habitual, ostensiva e em p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>Conquanto se apresente correta a assertiva de que, para justificar a aplica\u00e7\u00e3o da pena de demiss\u00e3o, a incontin\u00eancia praticada pelo servidor deva ser, al\u00e9m de p\u00fablica, tamb\u00e9m escandalosa e grave, h\u00e1 que se ressaltar que a &#8220;conduta escandalosa&#8221;, como referida no dispositivo legal em tela, possui natureza aut\u00f4noma, ostentando, via de consequ\u00eancia, requisitos pr\u00f3prios.<\/p>\n\n\n\n<p>De fato, <strong>a conduta escandalosa refere-se \u00e0quela que, embora tamb\u00e9m ofenda a moral administrativa, pode ocorrer de forma p\u00fablica ou \u00e0s ocultas, reservadamente, mas que em momento posterior chega ao conhecimento da Administra\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, a conduta praticada pelo ora recorrente &#8211; que &#8220;filmava, por meio de c\u00e2mera escondida, alunas, servidoras e funcion\u00e1rias terceirizadas&#8221;, realmente caracteriza a infra\u00e7\u00e3o prevista no art. 132, V, parte final, da Lei n. 8.112\/1990, o que atrai a pena de demiss\u00e3o do servidor p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-3-resultado-final\"><a>1.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A conduta de filmar, por meio de c\u00e2mera escondida, alunas, servidoras e funcion\u00e1rias terceirizadas caracteriza a infra\u00e7\u00e3o de conduta escandalosa, prevista no art. 132, V, parte final, da Lei n. 8.112\/1990, o que atrai a pena de demiss\u00e3o do servidor p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-civil\"><a>DIREITO CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-ir-responsabilidade-da-empresa-de-administracao-hoteleira-pelo-inadimplemento-do-contrato-de-promessa-de-compra-e-venda-de-unidades-imobiliarias-em-construcao\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Ir)Responsabilidade da empresa de administra\u00e7\u00e3o hoteleira pelo inadimplemento do contrato de promessa de compra e venda de unidades imobili\u00e1rias em constru\u00e7\u00e3o<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO DE INSTRUMENTO NO RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A empresa de administra\u00e7\u00e3o hoteleira n\u00e3o tem responsabilidade solid\u00e1ria pelo inadimplemento do contrato de promessa de compra e venda de unidades imobili\u00e1rias em constru\u00e7\u00e3o, porquanto n\u00e3o integra a cadeia de fornecimento relativa \u00e0 incorpora\u00e7\u00e3o formada pelas sociedades empres\u00e1rias inadimplentes.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no REsp 1.914.177-DF, Rel. Ministro Antonio Carlos Ferreira, Rel. para ac\u00f3rd\u00e3o Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, por maioria, julgado em 13\/12\/2022, DJe 25\/1\/2023. (Info 764)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-situacao-fatica\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A rede de Hot\u00e9is Dior foi contratada para ser a administradora de um condom\u00ednio. Como a entrega da obra n\u00e3o foi realizada conforme os prazos estipulados, os compradores passaram a buscar se ver indenizados. No contrato de venda das unidades, havia expressa previs\u00e3o do futuro pool hoteleiro administrado pela Dior.<\/p>\n\n\n\n<p>Creide ajuizou a\u00e7\u00e3o na qual sustenta a que a empresa administradora (Hot\u00e9is Dior) faria parte da cadeia de fornecimento de unidade imobili\u00e1ria aut\u00f4noma (apart-hotel) na planta. Logo, haveria sua responsabilidade solid\u00e1ria para integrar o polo passivo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-analise-estrategica\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-a-administradora-e-responsavel\"><a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A administradora \u00e9 respons\u00e1vel?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia consiste em definir se a empresa de administra\u00e7\u00e3o hoteleira, respons\u00e1vel pela futura administra\u00e7\u00e3o de condom\u00ednio, faz parte da cadeia de fornecimento de unidade imobili\u00e1ria aut\u00f4noma (<em>apart-hotel<\/em>) na planta. E, por conseguinte, se possui responsabilidade solid\u00e1ria para integrar o polo passivo de eventual a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, ambas Turmas de Direito Privado do STJ entendem que a rede hoteleira n\u00e3o tem responsabilidade solid\u00e1ria pelo n\u00e3o adimplemento do contrato de promessa de compra e venda de unidades imobili\u00e1rias, porquanto n\u00e3o integra a cadeia de fornecimento relativa \u00e0 incorpora\u00e7\u00e3o formada pelas sociedades empres\u00e1rias inadimplentes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A circunst\u00e2ncia de haver no contrato a previs\u00e3o de que o consumidor se obriga a aderir por instrumento particular ao futuro&nbsp;<em>pool<\/em>&nbsp;hoteleiro n\u00e3o implica responsabilidade da administradora por eventual inadimplemento da construtora\/incorporadora\/vendedora. <\/strong>Ademais, enquanto n\u00e3o conclu\u00edda a constru\u00e7\u00e3o da unidade imobili\u00e1ria, sequer tem objeto o contrato de administra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, no que diz respeito ao atraso na constru\u00e7\u00e3o da unidade, \u00e9 IRRELEVANTE a circunst\u00e2ncia de que foi previamente indicado ao consumidor o nome da empresa de hotelaria, porque n\u00e3o se alega nenhum defeito relacionado \u00e0 coloca\u00e7\u00e3o de im\u00f3vel no&nbsp;<em>pool<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, <strong>n\u00e3o h\u00e1 responsabilidade solid\u00e1ria de quem vai administrar um futuro&nbsp;<em>pool<\/em>&nbsp;hoteleiro, pois sua pr\u00f3pria exist\u00eancia depende da conclus\u00e3o com \u00eaxito da constru\u00e7\u00e3o<\/strong>, o que \u00e9 facilmente percept\u00edvel pelo consumidor.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-resultado-final\"><a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A empresa de administra\u00e7\u00e3o hoteleira n\u00e3o tem responsabilidade solid\u00e1ria pelo inadimplemento do contrato de promessa de compra e venda de unidades imobili\u00e1rias em constru\u00e7\u00e3o, porquanto n\u00e3o integra a cadeia de fornecimento relativa \u00e0 incorpora\u00e7\u00e3o formada pelas sociedades empres\u00e1rias inadimplentes.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-civil\"><a>DIREITO PROCESSUAL CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-cabimento-da-instauracao-de-incidente-de-assuncao-de-competencia-iac-enquanto-a-questao-de-direito-nao-tiver-sido-objeto-de-debates\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cabimento da instaura\u00e7\u00e3o de incidente de assun\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia (IAC) enquanto a quest\u00e3o de direito n\u00e3o tiver sido objeto de debates<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>QUEST\u00c3O DE ORDEM.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 cab\u00edvel a instaura\u00e7\u00e3o de incidente de assun\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia (IAC) enquanto a quest\u00e3o de direito n\u00e3o tiver sido objeto de debates, com a forma\u00e7\u00e3o de um entendimento firme e sedimentado, nos termos do \u00a7 4\u00ba do art. 927 do C\u00f3digo de Processo Civil.<\/p>\n\n\n\n<p>QO no REsp 1.882.957-SP, Ministra Nancy Andrighi, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por maioria, julgado em 8\/2\/2023. (Info 764)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-situacao-fatica\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Foi suscitada quest\u00e3o de ordem para instaura\u00e7\u00e3o de incidente de assun\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia (IAC) para decidir acerca da &#8220;obriga\u00e7\u00e3o de custeio, pelo plano de sa\u00fade, de exame ou tratamento, que n\u00e3o conste do rol da Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade (ANS), prescrito por m\u00e9dico especialista como melhor op\u00e7\u00e3o para o restabelecimento da sa\u00fade do paciente&#8221;, ante a promulga\u00e7\u00e3o da Lei n. 14.454\/2022.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-analise-estrategica\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-questao-juridica\"><a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Processo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 947. \u00c9 admiss\u00edvel a assun\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia quando o julgamento de recurso, de remessa necess\u00e1ria ou de processo de compet\u00eancia origin\u00e1ria envolver relevante quest\u00e3o de direito, com grande repercuss\u00e3o social, sem repeti\u00e7\u00e3o em m\u00faltiplos processos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 4\u00ba Aplica-se o disposto neste artigo quando ocorrer relevante quest\u00e3o de direito a respeito da qual seja conveniente a preven\u00e7\u00e3o ou a composi\u00e7\u00e3o de diverg\u00eancia entre c\u00e2maras ou turmas do tribunal.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-cabivel-o-iac\"><a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cab\u00edvel o IAC?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>N\u00e3o enquanto n\u00e3o houver entendimento sedimentado!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Foi suscitada quest\u00e3o de ordem para instaura\u00e7\u00e3o de incidente de assun\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia (IAC) para decidir acerca da &#8220;obriga\u00e7\u00e3o de custeio, pelo plano de sa\u00fade, de exame ou tratamento, que n\u00e3o conste do rol da Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade (ANS), prescrito por m\u00e9dico especialista como melhor op\u00e7\u00e3o para o restabelecimento da sa\u00fade do paciente&#8221;, ante a promulga\u00e7\u00e3o da Lei n. 14.454\/2022.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 8\/6\/2022, a Segunda Se\u00e7\u00e3o, ao julgar os EREsps 1.886.929\/SP e 1.889.704\/SP (DJe 3\/8\/2022), uniformizou a jurisprud\u00eancia, concluindo pela natureza taxativa, em regra, do rol da ANS. Esse julgamento teve grande repercuss\u00e3o social, provocando rea\u00e7\u00f5es de diversos segmentos da sociedade e a mobiliza\u00e7\u00e3o do Congresso Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi, ent\u00e3o, apresentado o Projeto de Lei n. 2.033\/2022, para alterar a Lei n. 9.656\/1998, estabelecendo hip\u00f3teses de cobertura de exames ou tratamentos de sa\u00fade n\u00e3o inclu\u00eddos no rol de procedimentos e eventos em sa\u00fade suplementar. O projeto foi aprovado na C\u00e2mara e no Senado e seguiu para san\u00e7\u00e3o presidencial, tendo sido a Lei n. 14.454 sancionada em 21\/9\/2022, sem vetos.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa Lei, ao afastar a natureza taxativa mitigada do rol da ANS e estabelecer a sua natureza exemplificativa mitigada, trouxe outra perspectiva a respeito da mat\u00e9ria, exigindo, de fato, um novo pronunciamento desta Corte, agora \u00e0 luz da recente inova\u00e7\u00e3o legislativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Todavia, <strong>a superveni\u00eancia desse diploma n\u00e3o tem o cond\u00e3o de alterar o objeto da multiplicidade de recursos referentes \u00e0 mesma quest\u00e3o de direito que j\u00e1 tramitavam <\/strong>no STJ, sen\u00e3o apenas de provocar, eventualmente, a adequa\u00e7\u00e3o na interpreta\u00e7\u00e3o e no alcance das teses fixadas pela Segunda Se\u00e7\u00e3o, a depender do contexto f\u00e1tico-probat\u00f3rio delineado em cada hip\u00f3tese concreta.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, a despeito da vig\u00eancia da Lei 14.454\/2022, \u00e9 poss\u00edvel concluir que h\u00e1, no Superior Tribunal de Justi\u00e7a, repeti\u00e7\u00e3o em m\u00faltiplos processos da quest\u00e3o de direito a ser submetida a julgamento e, por conseguinte, falta, para o acolhimento da quest\u00e3o de ordem, o requisito objetivo que autoriza a admiss\u00e3o da assun\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia, consoante exige o art. 947 do C\u00f3digo de Processo Civil (CPC) e o art. 271-B do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (RISTJ).<\/p>\n\n\n\n<p>Noutra toada, a instaura\u00e7\u00e3o desse incidente, ao menos por ora, mostra-se PREMATURA. Com efeito, assim como na afeta\u00e7\u00e3o ao rito dos repetitivos, <strong>a assun\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia, em homenagem \u00e0 seguran\u00e7a jur\u00eddica, deve ser admitida somente quando a quest\u00e3o de direito tiver sido objeto de debates, com a forma\u00e7\u00e3o de um entendimento firme e sedimentado no \u00e2mbito das Turmas da Segunda Se\u00e7\u00e3o<\/strong>, evitando, com isso, a fixa\u00e7\u00e3o de tese de observ\u00e2ncia obrigat\u00f3ria que n\u00e3o reflita uma decis\u00e3o amadurecida desta Corte ao longo do tempo, a partir do sopesamento dos mais variados argumentos em uma ou outra dire\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, entretanto, n\u00e3o h\u00e1 aqui pronunciamentos suficientes, tampouco conflitantes, a respeito da controv\u00e9rsia posta em an\u00e1lise sob o enfoque da recente altera\u00e7\u00e3o legislativa e seus efeitos, inclusive para que se possa cogitar em preven\u00e7\u00e3o ou composi\u00e7\u00e3o de diverg\u00eancia jurisprudencial entre as Turmas da Segunda Se\u00e7\u00e3o (\u00a7 4\u00ba do art. 947 do CPC).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-3-resultado-final\"><a>3.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 cab\u00edvel a instaura\u00e7\u00e3o de incidente de assun\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia (IAC) enquanto a quest\u00e3o de direito n\u00e3o tiver sido objeto de debates, com a forma\u00e7\u00e3o de um entendimento firme e sedimentado, nos termos do \u00a7 4\u00ba do art. 927 do C\u00f3digo de Processo Civil.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-im-prescindibilidade-da-citacao-dos-coproprietarios-do-imovel-para-integrarem-a-relacao-processual-nas-acoes-demolitorias-de-obra-ajuizadas-em-face-de-construcoes-erguidas-em-desacordo-com-as-regras-urbanisticas-ou-ambientais\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Prescindibilidade da cita\u00e7\u00e3o dos copropriet\u00e1rios do im\u00f3vel para integrarem a rela\u00e7\u00e3o processual nas a\u00e7\u00f5es demolit\u00f3rias de obra ajuizadas em face de constru\u00e7\u00f5es erguidas em desacordo com as regras urban\u00edsticas ou ambientais<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Nas a\u00e7\u00f5es demolit\u00f3rias de obra ajuizadas em face de constru\u00e7\u00f5es erguidas em desacordo com as regras urban\u00edsticas ou ambientais \u00e9 prescind\u00edvel a cita\u00e7\u00e3o dos copropriet\u00e1rios do im\u00f3vel para integrarem a rela\u00e7\u00e3o processual, na qualidade de litisconsorte passivo necess\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.830.821-PE, Rel. Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 14\/2\/2023. (Info 764)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-situacao-fatica\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Craudete ajuizou a\u00e7\u00e3o de demoli\u00e7\u00e3o em face de Tadeu, em raz\u00e3o deste estar construindo casa de alvenaria vizinha ao seu im\u00f3vel. Alega que Tadeu n\u00e3o est\u00e1 a observar as regras urban\u00edsticas, invadindo a \u00e1rea alheia, abalando e gerando destrui\u00e7\u00e3o da resid\u00eancia de Craudete. Tadeu interp\u00f4s sucessivos recursos nos quais sustenta a nulidade do processo, por aus\u00eancia de forma\u00e7\u00e3o de litisconsorte passivo necess\u00e1rio com o copropriet\u00e1rio do im\u00f3vel, no caso, sua esposa Vanusa.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-analise-estrategica\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-questao-juridica\"><a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Processo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Art. 114. O litiscons\u00f3rcio ser\u00e1 necess\u00e1rio por disposi\u00e7\u00e3o de lei ou quando, pela natureza da rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica controvertida, a efic\u00e1cia da senten\u00e7a depender da cita\u00e7\u00e3o de todos que devam ser litisconsortes.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-imprescindivel-a-citacao-da-coproprietaria\"><a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Imprescind\u00edvel a cita\u00e7\u00e3o da copropriet\u00e1ria?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o disposto no art. 114 do C\u00f3digo de Processo Civil de 2015, &#8220;o litiscons\u00f3rcio ser\u00e1 necess\u00e1rio por disposi\u00e7\u00e3o de lei ou quando, pela natureza da rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica controvertida, a efic\u00e1cia da senten\u00e7a depender da cita\u00e7\u00e3o de todos que devam ser litisconsortes&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Disp\u00f5e o art. 116 do mesmo diploma legal que &#8220;o litiscons\u00f3rcio ser\u00e1 unit\u00e1rio quando, pela natureza da rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica, o juiz tiver de decidir o m\u00e9rito de modo uniforme para todos os litisconsortes&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas a\u00e7\u00f5es demolit\u00f3rias, como no caso, o Superior Tribunal de Justi\u00e7a j\u00e1 se manifestou no sentido <strong>que \u00e9 imprescind\u00edvel a cita\u00e7\u00e3o do c\u00f4njuge ou dos copropriet\u00e1rios do im\u00f3vel para integrarem a rela\u00e7\u00e3o processual, na qualidade de litisconsorte passivo necess\u00e1rio, em raz\u00e3o de a demanda envolver direitos reais imobili\u00e1rios, visto que possuem a mesma natureza das a\u00e7\u00f5es de nuncia\u00e7\u00e3o de obra nova<\/strong>, distinguindo-se apenas em raz\u00e3o do estado em que se encontra a constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, a Terceira Turma da Corte, ao julgar o REsp 1.721.472\/DF, relator Ministro Paulo de Tarso Sanseverino, DJe 25\/6\/2021, entendeu que, em a\u00e7\u00e3o para demoli\u00e7\u00e3o de obra em DESACORDO com a legisla\u00e7\u00e3o urban\u00edstica ou ambiental, o fato de o copropriet\u00e1rio sofrer os efeitos da senten\u00e7a n\u00e3o \u00e9 suficiente para caracterizar o litiscons\u00f3rcio necess\u00e1rio, porque o direito de propriedade permanecer\u00e1 intocado. A Segunda Turma segue o mesmo entendimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante da diverg\u00eancia de entendimento, coaduna-se com a segunda linha de pensamento exposta, no sentido de que, <strong>nas a\u00e7\u00f5es demolit\u00f3rias de obra ajuizadas em face de constru\u00e7\u00f5es erguidas em desacordo com as regras urban\u00edsticas ou ambientais, \u00e9 prescind\u00edvel a cita\u00e7\u00e3o dos copropriet\u00e1rios do im\u00f3vel para integrarem a rela\u00e7\u00e3o processual, na qualidade de litisconsorte passivo necess\u00e1rio<\/strong>, notadamente porque a discuss\u00e3o central do feito n\u00e3o diz respeito ao direito de propriedade ou posse.<\/p>\n\n\n\n<p>Eventual diminui\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio do copropriet\u00e1rio do im\u00f3vel, em raz\u00e3o da demoli\u00e7\u00e3o da obra, seria apenas uma consequ\u00eancia natural do cumprimento da decis\u00e3o judicial, que imp\u00f4s a obriga\u00e7\u00e3o de demolir as constru\u00e7\u00f5es erguidas ilicitamente, vale dizer, em desacordo com a legisla\u00e7\u00e3o de reg\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-3-resultado-final\"><a>4.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Nas a\u00e7\u00f5es demolit\u00f3rias de obra ajuizadas em face de constru\u00e7\u00f5es erguidas em desacordo com as regras urban\u00edsticas ou ambientais \u00e9 prescind\u00edvel a cita\u00e7\u00e3o dos copropriet\u00e1rios do im\u00f3vel para integrarem a rela\u00e7\u00e3o processual, na qualidade de litisconsorte passivo necess\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-im-possibilidade-da-oportunizacao-ao-impetrante-de-emenda-a-inicial-para-a-indicacao-da-correta-autoridade-coatora-quando-a-referida-modificacao-implique-na-alteracao-da-competencia-jurisdicional-em-mandado-de-seguranca\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade da oportuniza\u00e7\u00e3o ao impetrante de emenda \u00e0 inicial para a indica\u00e7\u00e3o da correta autoridade coatora, quando a referida modifica\u00e7\u00e3o implique na altera\u00e7\u00e3o da compet\u00eancia jurisdicional em mandado de seguran\u00e7a<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em mandado de seguran\u00e7a, \u00e9 vedada a <a>oportuniza\u00e7\u00e3o ao impetrante de emenda \u00e0 inicial para a indica\u00e7\u00e3o da correta autoridade coatora, quando a referida modifica\u00e7\u00e3o implique na altera\u00e7\u00e3o da compet\u00eancia jurisdicional<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.954.451-RJ, Rel. Ministro Francisco Falc\u00e3o, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 14\/2\/2023. (Info 764)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-situacao-fatica\"><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creosvaldo impetrou mandado de seguran\u00e7a contra ato do Secret\u00e1rio de Estado de Fazenda do Estado do Rio de Janeiro que exigiu o pagamento do IPVA e das taxas de licenciamento de 2014 a 2018, como condi\u00e7\u00e3o para que o ve\u00edculo pudesse ser transferido do Estado de S\u00e3o Paulo para o do Rio de Janeiro, sendo que nesse per\u00edodo os tributos teriam sido pagos naquele Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>O tribunal local reconheceu a ilegitimidade passiva do Secret\u00e1rio e declinou da compet\u00eancia para uma das varas da fazenda p\u00fablica. Em recurso, o Estado do RJ sustenta que mediante o reconhecimento da ilegitimidade da Autoridade Coatora, haveria a car\u00eancia da a\u00e7\u00e3o, o que levaria a extin\u00e7\u00e3o da demanda e n\u00e3o \u00e0 altera\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-analise-estrategica\"><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-deve-ser-oportunizada-a-emenda-a-inicial\"><a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Deve ser oportunizada a emenda \u00e0 inicial?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nada! J\u00e1 era pro MS!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a tem jurisprud\u00eancia pac\u00edfica no sentido da veda\u00e7\u00e3o \u00e0 oportuniza\u00e7\u00e3o ao impetrante, em Mandado de Seguran\u00e7a, da emenda \u00e0 inicial para a indica\u00e7\u00e3o da correta autoridade coatora, quando a referida modifica\u00e7\u00e3o implique na altera\u00e7\u00e3o da compet\u00eancia jurisdicional.<\/p>\n\n\n\n<p>No mesmo sentido, confira-se: &#8220;PROCESSUAL CIVIL E TRIBUT\u00c1RIO. MANDADO DE SEGURAN\u00c7A. ICMS. GLOSA DE CR\u00c9DITOS. SECRET\u00c1RIO DE ESTADO DA FAZENDA. ILEGITIMIDADE PASSIVA. 1. Os recursos em mandado de seguran\u00e7a dirigidos ao Superior Tribunal de Justi\u00e7a s\u00e3o apreciados em sede de jurisdi\u00e7\u00e3o ordin\u00e1ria, o que enseja o conhecimento de of\u00edcio de quest\u00f5es de ordem p\u00fablica, entre elas a alusiva \u00e0s condi\u00e7\u00f5es da a\u00e7\u00e3o, no caso, especificamente, a relacionada com a legitimidade passiva da autoridade apontada como coatora. 2. O Superior Tribunal de Justi\u00e7a tem-se pronunciado no sentido de que o Secret\u00e1rio de Fazenda do Estado n\u00e3o \u00e9 parte leg\u00edtima para figurar como autoridade coatora em mandados de seguran\u00e7a em que se discute a exigibilidade de tributos, n\u00e3o havendo falar, de outro lado, na possibilidade de encampa\u00e7\u00e3o nem em eventual poder hier\u00e1rquico sobre seus subordinados, uma vez que sua presen\u00e7a indevida no&nbsp;<em>mandamus&nbsp;<\/em>altera a compet\u00eancia para o julgamento da a\u00e7\u00e3o mandamental. 3. <strong>&#8216;A jurisprud\u00eancia deste STJ compreende n\u00e3o ser poss\u00edvel autorizar a emenda da inicial para corre\u00e7\u00e3o da autoridade indicada como coatora nas hip\u00f3teses em que tal modifica\u00e7\u00e3o implica em altera\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia jurisdicional. Isso porque compete originariamente ao Tribunal de Justi\u00e7a Estadual o julgamento de mandado de seguran\u00e7a contra Secret\u00e1rio de Estado, prerrogativa de foro n\u00e3o extens\u00edvel ao servidor respons\u00e1vel pelo lan\u00e7amento tribut\u00e1rio&#8217;<\/strong> (AgInt no RMS 54.535\/RJ, Rel. Ministro S\u00e9rgio Kukina, Primeira Turma, DJe 26\/9\/2018). (&#8230;) (AgInt no RMS n. 53.867\/MG, relator Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, julgado em 21\/3\/2019, DJe de 3\/4\/2019)&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-resultado-final\"><a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Em mandado de seguran\u00e7a, \u00e9 vedada a oportuniza\u00e7\u00e3o ao impetrante de emenda \u00e0 inicial para a indica\u00e7\u00e3o da correta autoridade coatora, quando a referida modifica\u00e7\u00e3o implique na altera\u00e7\u00e3o da compet\u00eancia jurisdicional.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-teto-minimo-para-ajuizamento-de-execucao-fiscal\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Teto m\u00ednimo para ajuizamento de execu\u00e7\u00e3o fiscal<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O teto m\u00ednimo para ajuizamento de execu\u00e7\u00e3o fiscal independe do valor estabelecido como anuidade pelos Conselhos de fiscaliza\u00e7\u00e3o profissional.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.043.494-SC, Rel. Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 14\/2\/2023. (Info 764)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-situacao-fatica\"><a>6.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O CREA ajuizou execu\u00e7\u00e3o fiscal em face de Respect Constutora. Em determinado momento do processo, foi alegado que o montante a ser considerado como limite m\u00ednimo para ajuizamento de execu\u00e7\u00e3o fiscal seria de cinco vezes o valor definido pelo conselho profissional para a cobran\u00e7a de anuidades.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-analise-estrategica\"><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-questao-juridica\"><a>6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 12.514\/2011:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 4\u00ba Os Conselhos cobrar\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I &#8211; multas por viola\u00e7\u00e3o da \u00e9tica, conforme disposto na legisla\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>II &#8211; anuidades; e<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>III &#8211; outras obriga\u00e7\u00f5es definidas em lei especial.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Par\u00e1grafo \u00fanico. O inadimplemento ou o atraso no pagamento das anuidades previstas no inciso II do caput deste artigo n\u00e3o ensejar\u00e1 a suspens\u00e3o do registro ou o impedimento de exerc\u00edcio da profiss\u00e3o.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Art. 6\u00ba As anuidades cobradas pelo conselho ser\u00e3o no valor de:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I &#8211; para profissionais de n\u00edvel superior: at\u00e9 R$ 500,00 (quinhentos reais);<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>II &#8211; para profissionais de n\u00edvel t\u00e9cnico: at\u00e9 R$ 250,00 (duzentos e cinquenta reais); e<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>III &#8211; para pessoas jur\u00eddicas, conforme o capital social, os seguintes valores m\u00e1ximos:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>a) at\u00e9 R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais): R$ 500,00 (quinhentos reais);<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>b) acima de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) e at\u00e9 R$ 200.000,00 (duzentos mil reais): R$ 1.000,00 (mil reais);<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>c) acima de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais) e at\u00e9 R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais): R$ 1.500,00 (mil e quinhentos reais);<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>d) acima de R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais) e at\u00e9 R$ 1.000.000,00 (um milh\u00e3o de reais): R$ 2.000,00 (dois mil reais);<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>e) acima de R$ 1.000.000,00 (um milh\u00e3o de reais) e at\u00e9 R$ 2.000.000,00 (dois milh\u00f5es de reais): R$ 2.500,00 (dois mil e quinhentos reais);<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>f) acima de R$ 2.000.000,00 (dois milh\u00f5es de reais) e at\u00e9 R$ 10.000.000,00 (dez milh\u00f5es de reais): R$ 3.000,00 (tr\u00eas mil reais);<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>g) acima de R$ 10.000.000,00 (dez milh\u00f5es de reais): R$ 4.000,00 (quatro mil reais).<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 1\u00ba Os valores das anuidades ser\u00e3o reajustados de acordo com a varia\u00e7\u00e3o integral do \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor &#8211; INPC, calculado pela Funda\u00e7\u00e3o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica &#8211; IBGE, ou pelo \u00edndice oficial que venha a substitu\u00ed-lo.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 2\u00ba O valor exato da anuidade, o desconto para profissionais rec\u00e9m-inscritos, os crit\u00e9rios de isen\u00e7\u00e3o para profissionais, as regras de recupera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos, as regras de parcelamento, garantido o m\u00ednimo de 5 (cinco) vezes, e a concess\u00e3o de descontos para pagamento antecipado ou \u00e0 vista, ser\u00e3o estabelecidos pelos respectivos conselhos federais.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 8\u00ba Os Conselhos n\u00e3o executar\u00e3o judicialmente d\u00edvidas, de quaisquer das origens previstas no art. 4\u00ba desta Lei, com valor total inferior a 5 (cinco) vezes o constante do inciso I do caput do art. 6\u00ba desta Lei, observado o disposto no seu \u00a7 1\u00ba.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-depende-do-valor-da-anuidade\"><a>6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Depende do valor da anuidade?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A simples leitura dos arts. 4\u00ba, 6\u00ba e 8\u00ba da Lei n. 12.514\/2011 permite concluir que o teto m\u00ednimo para ajuizamento de execu\u00e7\u00e3o fiscal independe do valor estabelecido pelos Conselhos de fiscaliza\u00e7\u00e3o profissional, pois o legislador optou pelo valor fixo do art. 6\u00ba, I, da Lei n. 12.514\/2011, com a reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n. 14.195\/2021.<\/p>\n\n\n\n<p>O pleito para que o montante a ser considerado como limite m\u00ednimo para ajuizamento de execu\u00e7\u00e3o fiscal seja de cinco vezes o valor (definido pelo conselho profissional) para a cobran\u00e7a de anuidades &#8211; at\u00e9 o limite m\u00e1ximo constante do inciso I do art. 6\u00ba da Lei n. 12.514\/2011, deve ser <strong>rejeitado por contrariar a literalidade do disposto no art. 8\u00ba,&nbsp;<em>caput<\/em>, da Lei n. 12.514\/2011, com reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n. 14.195\/2021, que \u00e9 expl\u00edcito ao se referir ao &#8220;valor total inferior a 5 (cinco) vezes o constante do inciso I do&nbsp;<em>caput<\/em>&nbsp;do art. 6\u00ba desta Lei&#8221;, em vez de referir-se ao &#8220;valor cobrado anualmente da pessoa f\u00edsica ou jur\u00eddica inadimplente&#8221;, tal como estabelecia o mesmo dispositivo, em sua reda\u00e7\u00e3o original<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-3-resultado-final\"><a>6.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O teto m\u00ednimo para ajuizamento de execu\u00e7\u00e3o fiscal independe do valor estabelecido como anuidade pelos Conselhos de fiscaliza\u00e7\u00e3o profissional.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-cabimento-dos-honorarios-recursais-na-hipotese-de-recurso-que-mantem-acordao-que-reconheceu-error-in-procedendo-e-anulou-a-sentenca\"><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cabimento dos honor\u00e1rios recursais na hip\u00f3tese de recurso que mant\u00e9m ac\u00f3rd\u00e3o que reconheceu <em>error in procedendo<\/em> e anulou a senten\u00e7a.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DECLARAT\u00d3RIOS NO RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o s\u00e3o cab\u00edveis honor\u00e1rios recursais na hip\u00f3tese de recurso que mant\u00e9m ac\u00f3rd\u00e3o que reconheceu&nbsp;error in procedendo&nbsp;e anulou a senten\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt nos EDcl no REsp 2.004.107-PB, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 15\/12\/2022, DJe 19\/12\/2022. (Info 764)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-situacao-fatica\"><a>7.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O Dr. Creisson estava feliz da vida que seus estimados honor\u00e1rios haviam sido fixados em frut\u00edfera a\u00e7\u00e3o judicial. Acontece que o tribunal acabou por anular a senten\u00e7a em quest\u00e3o e determinou o retorno dos autos \u00e0 vara de origem. Inconformado, o Dr. Creisson interp\u00f4s recurso no qual alega o cabimento de honor\u00e1rios recursais, ainda que com a anula\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-analise-estrategica\"><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-questao-juridica\"><a>7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 85. A senten\u00e7a condenar\u00e1 o vencido a pagar honor\u00e1rios ao advogado do vencedor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 11. O tribunal, ao julgar recurso, majorar\u00e1 os honor\u00e1rios fixados anteriormente levando em conta o trabalho adicional realizado em grau recursal, observando, conforme o caso, o disposto nos \u00a7\u00a7 2\u00ba a 6\u00ba, sendo vedado ao tribunal, no c\u00f4mputo geral da fixa\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios devidos ao advogado do vencedor, ultrapassar os respectivos limites estabelecidos nos \u00a7\u00a7 2\u00ba e 3\u00ba para a fase de conhecimento.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-devidos-os-honorarios-recursais\"><a>7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Devidos os honor\u00e1rios recursais?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No caso analisado, embora a senten\u00e7a tenha condenado a parte embargante ao pagamento de honor\u00e1rios advocat\u00edcios fixados em R$ 1.500,00 (mil e quinhentos reais), o Tribunal de origem deu provimento \u00e0 apela\u00e7\u00e3o para, &#8220;anulando a senten\u00e7a, determinar o retorno dos autos \u00e0 vara de origem, para regular prosseguimento do feito&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse cen\u00e1rio, ainda que exista a prola\u00e7\u00e3o de uma senten\u00e7a com a condena\u00e7\u00e3o em honor\u00e1rios sucumbenciais, <strong>o superveniente provimento de recurso, com o reconhecimento de&nbsp;<em>error in procedendo<\/em>&nbsp;e a anula\u00e7\u00e3o de tal decis\u00e3o, como ocorreu na esp\u00e9cie, enseja o desfazimento tamb\u00e9m da estipula\u00e7\u00e3o da sucumb\u00eancia origin\u00e1ria, de modo que, nessa hip\u00f3tese, se n\u00e3o subsiste a condena\u00e7\u00e3o em honor\u00e1rios na origem, n\u00e3o h\u00e1 que se falar em sua majora\u00e7\u00e3o em sede recursal<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, confira-se o seguinte julgado: &#8220;(&#8230;) 3. Os honor\u00e1rios recursais n\u00e3o t\u00eam autonomia nem exist\u00eancia independente da sucumb\u00eancia fixada na origem e representam um acr\u00e9scimo (o CPC\/2015 fala em &#8220;majora\u00e7\u00e3o&#8221;) ao \u00f4nus estabelecido previamente, motivo por que na hip\u00f3tese de descabimento ou na de aus\u00eancia de fixa\u00e7\u00e3o anterior, n\u00e3o haver\u00e1 falar em honor\u00e1rios recursais. 4. Assim, n\u00e3o s\u00e3o cab\u00edveis honor\u00e1rios recursais na hip\u00f3tese de recurso que reconhece &#8220;<em>error in procedendo<\/em>&#8221; e que anula a senten\u00e7a, uma vez que essa provid\u00eancia torna sem efeito tamb\u00e9m o cap\u00edtulo decis\u00f3rio referente aos honor\u00e1rios sucumbenciais e estes, por seu turno, constituem pressuposto para a fixa\u00e7\u00e3o (&#8220;majora\u00e7\u00e3o&#8221;) do \u00f4nus em grau recursal. Exegese do art. 85, \u00a7 11, do CPC\/2015. 5. Recurso especial provido (REsp 1.703.677\/PE, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, julgado em 28\/11\/2017, DJe de 1\u00ba\/12\/2017)&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Esse entendimento, ademais, guarda perfeita sintonia com a jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a no sentido de que \u00e9 devida a majora\u00e7\u00e3o da verba honor\u00e1ria sucumbencial, na forma do art. 85, \u00a7 11, do CPC\/2015, apenas quando estiverem presentes os seguintes requisitos<\/strong>, simultaneamente: a) decis\u00e3o recorrida publicada a partir de 18.3.2016, quando entrou em vigor o novo C\u00f3digo de Processo Civil; b) recurso n\u00e3o conhecido integralmente ou n\u00e3o provido, monocraticamente ou pelo \u00f3rg\u00e3o colegiado competente; e c) <strong>condena\u00e7\u00e3o em honor\u00e1rios advocat\u00edcios desde a origem no feito em que interposto o recurso<\/strong> (AgInt nos EAREsp 762.075\/MT, Rel. p\/ ac\u00f3rd\u00e3o Ministro Herman Benjamin, Corte Especial, DJe 7\/3\/2019).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-3-resultado-final\"><a>7.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o s\u00e3o cab\u00edveis honor\u00e1rios recursais na hip\u00f3tese de recurso que mant\u00e9m ac\u00f3rd\u00e3o que reconheceu&nbsp;<em>error in procedendo<\/em>&nbsp;e anulou a senten\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-relatividade-da-nulidade-advinda-da-nao-suspensao-do-feito-em-virtude-da-morte-de-coexecutado\"><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Relatividade da nulidade advinda da n\u00e3o suspens\u00e3o do feito em virtude da morte de coexecutado.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 relativa a <a>nulidade advinda da n\u00e3o suspens\u00e3o do feito em virtude da morte de coexecutado,<\/a> sendo imprescind\u00edvel a comprova\u00e7\u00e3o do preju\u00edzo processual sofrido pela parte a quem a nulidade aproveitaria.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.033.239-SP, Rel. Ministro Marco Aur\u00e9lio Bellizze, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 14\/2\/2023. (Info 764)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-situacao-fatica\"><a>8.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma execu\u00e7\u00e3o, foram citados os coexecutados e casados Creide e Creisson. Ocorre que, no curso do processo, Creisson veio a falecer um m\u00eas antes da intima\u00e7\u00e3o da penhora do im\u00f3vel em que residia, informa\u00e7\u00e3o omitida pela executada Creide ao alegar a impenhorabilidade do bem.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s quase um ano, foi ent\u00e3o noticiada ao ju\u00edzo a morte de Creisson. Ap\u00f3s a regulariza\u00e7\u00e3o do polo passivo, o esp\u00f3lio alega a nulidade dos atos processuais desde o \u00f3bito.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-analise-estrategica\"><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-questao-juridica\"><a>8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Processo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 313. Suspende-se o processo:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I &#8211; pela morte ou pela perda da capacidade processual de qualquer das partes, de seu representante legal ou de seu procurador;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-a-nulidade-e-relativa-ou-absoluta\"><a>8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A nulidade \u00e9 relativa ou absoluta?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>RELATIVA!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nos termos do art. 313, I, do <a>C\u00f3digo de Processo Civil<\/a>, <strong>a superveni\u00eancia do \u00f3bito de uma das partes enseja a imediata suspens\u00e3o do processo<\/strong> &#8211; desde o evento morte, portanto -, a fim de viabilizar a substitui\u00e7\u00e3o processual da parte por seu esp\u00f3lio. O objetivo \u00e9 preservar o interesse particular do esp\u00f3lio, assim como dos herdeiros do falecido.<\/p>\n\n\n\n<p>Sendo esse o prop\u00f3sito da norma processual, a nulidade advinda da inobserv\u00e2ncia dessa regra \u00e9 RELATIVA, pass\u00edvel de declara\u00e7\u00e3o apenas no caso de a n\u00e3o regulariza\u00e7\u00e3o do polo ensejar real e concreto preju\u00edzo processual ao esp\u00f3lio. Do contr\u00e1rio, os atos processuais praticados, a despeito da n\u00e3o suspens\u00e3o do feito, h\u00e3o de ser considerados absolutamente v\u00e1lidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em face disso, <strong>n\u00e3o se pode deixar de reconhecer que a caracteriza\u00e7\u00e3o de preju\u00edzo processual, advindo da n\u00e3o suspens\u00e3o do feito, mostra-se absolutamente incoerente quando a parte a quem a nulidade aproveitaria, ciente de seu fato gerador, n\u00e3o a suscita nos autos logo na primeira oportunidade que lhe \u00e9 dada<\/strong>. Trazer a lume a correlata insurg\u00eancia apenas ulteriormente, no caso de prola\u00e7\u00e3o de decis\u00e3o desfavor\u00e1vel, configura absoluta contrariedade aos princ\u00edpios da efetividade, da razoabilidade e da boa-f\u00e9 processual.<\/p>\n\n\n\n<p>A pretens\u00e3o de anular a avalia\u00e7\u00e3o do bem penhorado, em raz\u00e3o de nulidade cujo fato gerador &#8211; morte do executado &#8211; era de pleno conhecimento da coexecutada, a qual deliberadamente deixou de suscitar a quest\u00e3o em Ju\u00edzo num primeiro momento, n\u00e3o pode ser admitida,&nbsp;<em>a posteriori<\/em>, para beneficiar a pr\u00f3pria parte executada, sem vulnera\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da boa-f\u00e9 processual.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-3-resultado-final\"><a>8.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 relativa a nulidade advinda da n\u00e3o suspens\u00e3o do feito em virtude da morte de coexecutado, sendo imprescind\u00edvel a comprova\u00e7\u00e3o do preju\u00edzo processual sofrido pela parte a quem a nulidade aproveitaria.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-processo-em-curso-no-stj-e-legitimidade-do-mpf-para-substituir-associacao-extinta-por-decisao-judicial-em-acao-civil-publica-proposta-perante-a-justica-estadual\"><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Processo em curso no STJ e legitimidade do MPF para substituir associa\u00e7\u00e3o extinta por decis\u00e3o judicial em a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica proposta perante a Justi\u00e7a estadual<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ainda que o processo esteja em curso no Superior Tribunal de Justi\u00e7a, o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal n\u00e3o possui legitimidade para substituir associa\u00e7\u00e3o extinta por decis\u00e3o judicial em a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica proposta perante a Justi\u00e7a estadual.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.678.925-MG, Rel. Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, por maioria, julgado em 14\/2\/2023. (Info 764)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-1-situacao-fatica\"><a>9.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A associa\u00e7\u00e3o Podemos ajuizou uma ACP. Ap\u00f3s algum tempo, esta associa\u00e7\u00e3o foi extinta por decis\u00e3o judicial da justi\u00e7a estadual, \u00e9poca em que a ACP ajuizada estava em curso no STJ. Como derradeira manifesta\u00e7\u00e3o no processo, a associa\u00e7\u00e3o requereu que fosse intimado o MPE para lhe substituir no polo ativo.<\/p>\n\n\n\n<p>O MPE n\u00e3o deu muita bola e o processo foi julgado extinto em raz\u00e3o da aus\u00eancia da capacidade da associa\u00e7\u00e3o. A\u00ed \u00e9 que o MPF ficou sabendo da situa\u00e7\u00e3o e interp\u00f4s embargos alegando que seria de sua compet\u00eancia atuar nas causas de compet\u00eancia do STJ.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-analise-estrategica\"><a>9.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-1-questao-juridica\"><a>9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CF:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Art. 109. Aos ju\u00edzes federais compete processar e julgar:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; as causas em que a Uni\u00e3o, entidade aut\u00e1rquica ou empresa p\u00fablica federal forem interessadas na condi\u00e7\u00e3o de autoras, r\u00e9s, assistentes ou oponentes, exceto as de fal\u00eancia, as de acidentes de trabalho e as sujeitas \u00e0 Justi\u00e7a Eleitoral e \u00e0 Justi\u00e7a do Trabalho;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; as causas entre Estado estrangeiro ou organismo internacional e Munic\u00edpio ou pessoa domiciliada ou residente no Pa\u00eds;<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; as causas fundadas em tratado ou contrato da Uni\u00e3o com Estado estrangeiro ou organismo internacional;<\/p>\n\n\n\n<p>IV &#8211; os crimes pol\u00edticos e as infra\u00e7\u00f5es penais praticadas em detrimento de bens, servi\u00e7os ou interesse da Uni\u00e3o ou de suas entidades aut\u00e1rquicas ou empresas p\u00fablicas, exclu\u00eddas as contraven\u00e7\u00f5es e ressalvada a compet\u00eancia da Justi\u00e7a Militar e da Justi\u00e7a Eleitoral;<\/p>\n\n\n\n<p>V &#8211; os crimes previstos em tratado ou conven\u00e7\u00e3o internacional, quando, iniciada a execu\u00e7\u00e3o no Pa\u00eds, o resultado tenha ou devesse ter ocorrido no estrangeiro, ou reciprocamente;<\/p>\n\n\n\n<p>V-A as causas relativas a direitos humanos a que se refere o \u00a7 5\u00ba deste artigo;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>VI &#8211; os crimes contra a organiza\u00e7\u00e3o do trabalho e, nos casos determinados por lei, contra o sistema financeiro e a ordem econ\u00f4mico-financeira;<\/p>\n\n\n\n<p>VII &#8211; os&nbsp;habeas corpus, em mat\u00e9ria criminal de sua compet\u00eancia ou quando o constrangimento provier de autoridade cujos atos n\u00e3o estejam diretamente sujeitos a outra jurisdi\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p>VIII &#8211; os mandados de seguran\u00e7a e os&nbsp;habeas data&nbsp;contra ato de autoridade federal, excetuados os casos de compet\u00eancia dos tribunais federais;<\/p>\n\n\n\n<p>IX &#8211; os crimes cometidos a bordo de navios ou aeronaves, ressalvada a compet\u00eancia da Justi\u00e7a Militar;<\/p>\n\n\n\n<p>X &#8211; os crimes de ingresso ou perman\u00eancia irregular de estrangeiro, a execu\u00e7\u00e3o de carta rogat\u00f3ria, ap\u00f3s o &#8220;exequatur&#8221;, e de senten\u00e7a estrangeira, ap\u00f3s a homologa\u00e7\u00e3o, as causas referentes \u00e0 nacionalidade, inclusive a respectiva op\u00e7\u00e3o, e \u00e0 naturaliza\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p>XI &#8211; a disputa sobre direitos ind\u00edgenas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1\u00ba As causas em que a Uni\u00e3o for autora ser\u00e3o aforadas na se\u00e7\u00e3o judici\u00e1ria onde tiver domic\u00edlio a outra parte.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2\u00ba As causas intentadas contra a Uni\u00e3o poder\u00e3o ser aforadas na se\u00e7\u00e3o judici\u00e1ria em que for domiciliado o autor, naquela onde houver ocorrido o ato ou fato que deu origem \u00e0 demanda ou onde esteja situada a coisa, ou, ainda, no Distrito Federal.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 3\u00ba Lei poder\u00e1 autorizar que as causas de compet\u00eancia da Justi\u00e7a Federal em que forem parte institui\u00e7\u00e3o de previd\u00eancia social e segurado possam ser processadas e julgadas na justi\u00e7a estadual quando a comarca do domic\u00edlio do segurado n\u00e3o for sede de vara federal.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 4\u00ba Na hip\u00f3tese do par\u00e1grafo anterior, o recurso cab\u00edvel ser\u00e1 sempre para o Tribunal Regional Federal na \u00e1rea de jurisdi\u00e7\u00e3o do juiz de primeiro grau.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 5\u00ba Nas hip\u00f3teses de grave viola\u00e7\u00e3o de direitos humanos, o Procurador-Geral da Rep\u00fablica, com a finalidade de assegurar o cumprimento de obriga\u00e7\u00f5es decorrentes de tratados internacionais de direitos humanos dos quais o Brasil seja parte, poder\u00e1 suscitar, perante o Superior Tribunal de Justi\u00e7a, em qualquer fase do inqu\u00e9rito ou processo, incidente de deslocamento de compet\u00eancia para a Justi\u00e7a Federal.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-2-o-mpf-tem-legitimidade-para-tanto\"><a>9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O MPF tem legitimidade para tanto?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A associa\u00e7\u00e3o que ajuizara a a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica foi extinta por decis\u00e3o judicial, requerendo a intima\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico para manifestar-se acerca da substitui\u00e7\u00e3o no polo ativo. O Minist\u00e9rio P\u00fablico Estadual, a despeito de ter sido intimado, n\u00e3o se manifestou, raz\u00e3o pela qual o processo foi julgado extinto, sem resolu\u00e7\u00e3o do m\u00e9rito, diante da aus\u00eancia de capacidade para ser parte da associa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) op\u00f4s embargos declarat\u00f3rios contra essa decis\u00e3o, afirmando que, &#8220;de acordo com o art. 37, I, e 66 da Lei Complementar n\u00ba 75, de 20\/5\/1993, \u00e9 atribui\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal atuar nas causas de compet\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, por seus Subprocuradores-gerais da Rep\u00fablica&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A pretens\u00e3o do MPF de substituir a associa\u00e7\u00e3o civil \u00e9 inadmiss\u00edvel porquanto a presente a\u00e7\u00e3o tramitou na Justi\u00e7a do Estado de Minas Gerais. Embora tenha legitimidade para oficiar nos processos em curso no STJ, essa legitimidade n\u00e3o se estende \u00e0 assun\u00e7\u00e3o do polo ativo de a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica proposta perante a Justi\u00e7a estadual e que nela teve tramita\u00e7\u00e3o por n\u00e3o se enquadrar na compet\u00eancia da Justi\u00e7a Federal (CF, art. 109).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-3-resultado-final\"><a>9.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Ainda que o processo esteja em curso no Superior Tribunal de Justi\u00e7a, o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal n\u00e3o possui legitimidade para substituir associa\u00e7\u00e3o extinta por decis\u00e3o judicial em a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica proposta perante a Justi\u00e7a estadual.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-cpc-1973-e-fixacao-dos-honorarios-da-fase-de-cumprimento-de-sentenca\"><a>10.&nbsp; CPC\/1973 e fixa\u00e7\u00e3o dos honor\u00e1rios da fase de cumprimento de senten\u00e7a<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DECLARAT\u00d3RIOS NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na vig\u00eancia do antigo C\u00f3digo de Processo Civil, os honor\u00e1rios da fase de cumprimento de senten\u00e7a eram fixados no recebimento da inicial, sendo devidos desde o esgotamento do prazo para pagamento volunt\u00e1rio, inclusive na hip\u00f3tese de parcelamento prevista no art. 745-A do CPC\/1973.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt nos EDcl no AREsp 920.284-SP, Rel. Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, julgado em 14\/2\/2023, DJe 27\/2\/2023. (Info 764)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-1-situacao-fatica\"><a>10.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em um cumprimento de senten\u00e7a arbitral, a parte executada optou pelo parcelamento previsto no art. 475-A do CPC\/1973. Ap\u00f3s a quita\u00e7\u00e3o do valor parcelado, o credor requereu o pagamento dos honor\u00e1rios advocat\u00edcios, uma vez que o valor n\u00e3o fora pago integralmente no prazo legal.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-analise-estrategica\"><a>10.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-1-devidos-ainda-que-com-o-parcelamento\"><a>10.2.1. Devidos ainda que com o parcelamento?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cuida-se, na origem, de cumprimento de senten\u00e7a arbitral &#8211; t\u00edtulo executivo judicial, conforme previs\u00e3o do art. 475-N, inc. IV, do CPC\/1973, vigente \u00e0 \u00e9poca. O valor exequendo foi parcelado, na forma do artigo 745-A do CPC\/1973, cingindo-se a controv\u00e9rsia recursal ao cabimento de honor\u00e1rios sucumbenciais relativos \u00e0 fase de execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O referido dispositivo enuncia: &#8220;Art. 745-A. No prazo para embargos, reconhecendo o cr\u00e9dito do exequente e comprovando o dep\u00f3sito de 30% (trinta por cento) do valor em execu\u00e7\u00e3o, inclusive custas e honor\u00e1rios de advogado, poder\u00e1 o executado requerer seja admitido a pagar o restante em at\u00e9 6 (seis) parcelas mensais, acrescidas de corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e juros de 1% (um por cento) ao m\u00eas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Imperioso ressaltar que o referido dispositivo se encontrava em cap\u00edtulo dedicado \u00e0 execu\u00e7\u00e3o por t\u00edtulo extrajudicial &#8211; tendo sido aplicado por analogia ao cumprimento de senten\u00e7a de obriga\u00e7\u00e3o de pagar quantia certa. Tal ressalva \u00e9 necess\u00e1ria para que se compreenda a quais valores de custas e honor\u00e1rios o dispositivo se refere. Ora, <strong>se o dispositivo foi originalmente previsto para execu\u00e7\u00e3o por t\u00edtulo extrajudicial, somente poderia se referir \u00e0s custas e honor\u00e1rios da pr\u00f3pria execu\u00e7\u00e3o<\/strong>, pois inexistente pr\u00e9via fase cognitiva na hip\u00f3tese a qual o dispositivo se dedica. Portanto, ao aplicar-se o dispositivo, por analogia, ao cumprimento de senten\u00e7a, deve-se incluir, no parcelamento, as custas e honor\u00e1rios da fase de execu\u00e7\u00e3o &#8211; n\u00e3o sendo vi\u00e1vel a exclus\u00e3o da verba honor\u00e1ria relativa a essa fase por pagamento volunt\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos termos da jurisprud\u00eancia da Corte, <strong>s\u00e3o cab\u00edveis honor\u00e1rios advocat\u00edcios na fase de cumprimento de senten\u00e7a quando n\u00e3o h\u00e1 pagamento volunt\u00e1rio no prazo de 15 (quinze) dias, previsto no art. 475-J do CPC\/1973<\/strong>. O referido pagamento deve ser integral &#8211; sob pena de incidir a verba honor\u00e1ria sobre a parcela restante.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda, na fase de execu\u00e7\u00e3o, a verba \u00e9 fixada j\u00e1 no recebimento da peti\u00e7\u00e3o inicial (ou seja, do pedido de instaura\u00e7\u00e3o de cumprimento de senten\u00e7a) &#8211; sendo devida desde o esgotamento do prazo de 15 (quinze) dias para o pagamento.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-2-resultado-final\"><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a>10.2.2. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Na vig\u00eancia do antigo C\u00f3digo de Processo Civil, os honor\u00e1rios da fase de cumprimento de senten\u00e7a eram fixados no recebimento da inicial, sendo devidos desde o esgotamento do prazo para pagamento volunt\u00e1rio, inclusive na hip\u00f3tese de parcelamento prevista no art. 745-A do CPC\/1973.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-ambiental\"><a>DIREITO AMBIENTAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-competencia-para-julgamento-de-delito-remanescente-quando-ha-sentenca-prolatada-quanto-ao-delito-conexo\"><a>11.&nbsp; Compet\u00eancia para julgamento de delito remanescente quando h\u00e1 senten\u00e7a prolatada quanto ao delito conexo<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>CONFLITO DE COMPET\u00caNCIA<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Havendo senten\u00e7a prolatada quanto ao delito conexo, a compet\u00eancia para julgamento do delito remanescente deve ser aferida isoladamente.<\/p>\n\n\n\n<p>CC 193.005-MG, Rel. Ministra Laurita Vaz, Terceira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 8\/2\/2023, DJe 15\/2\/2023. (Info 764)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-1-situacao-fatica\"><a>11.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O MP ofereceu den\u00fancia contra Craudio em raz\u00e3o da pr\u00e1tica de dois crimes ambientais, em concurso material.&nbsp; Recebida a den\u00fancia, a defesa requereu a declina\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia para o ju\u00edzo federal, sob alega\u00e7\u00e3o de que haveria conex\u00e3o com os fatos que embasaram outra a\u00e7\u00e3o penal.<\/p>\n\n\n\n<p>O ju\u00edzo federal, apesar de simpatizar com a litispend\u00eancia, em raz\u00e3o de j\u00e1 haver senten\u00e7a prolatada no processo, entendeu que n\u00e3o seria o caso de reuni\u00e3o dos processos. Por tal raz\u00e3o, suscitou conflito de compet\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-analise-estrategica\"><a>11.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-1-questao-juridica\"><a>11.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 9.605\/1998:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 38. Destruir ou danificar floresta considerada de preserva\u00e7\u00e3o permanente, mesmo que em forma\u00e7\u00e3o, ou utiliz\u00e1-la com infring\u00eancia das normas de prote\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>Pena &#8211; deten\u00e7\u00e3o, de um a tr\u00eas anos, ou multa, ou ambas as penas cumulativamente.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Par\u00e1grafo \u00fanico. Se o crime for culposo, a pena ser\u00e1 reduzida \u00e0 metade.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 55. Executar pesquisa, lavra ou extra\u00e7\u00e3o de recursos minerais sem a competente autoriza\u00e7\u00e3o, permiss\u00e3o, concess\u00e3o ou licen\u00e7a, ou em desacordo com a obtida:<\/p>\n\n\n\n<p>Pena &#8211; deten\u00e7\u00e3o, de seis meses a um ano, e multa.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Par\u00e1grafo \u00fanico. Nas mesmas penas incorre quem deixa de recuperar a \u00e1rea pesquisada ou explorada, nos termos da autoriza\u00e7\u00e3o, permiss\u00e3o, licen\u00e7a, concess\u00e3o ou determina\u00e7\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o competente.<\/p>\n\n\n\n<p>Constitui\u00e7\u00e3o Federal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 20. S\u00e3o bens da Uni\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; os lagos, rios e quaisquer correntes de \u00e1gua em terrenos de seu dom\u00ednio, ou que banhem mais de um Estado, sirvam de limites com outros pa\u00edses, ou se estendam a territ\u00f3rio estrangeiro ou dele provenham, bem como os terrenos marginais e as praias fluviais;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 26. Incluem-se entre os bens dos Estados:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; as \u00e1guas superficiais ou subterr\u00e2neas, fluentes, emergentes e em dep\u00f3sito, ressalvadas, neste caso, na forma da lei, as decorrentes de obras da Uni\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-2-a-afericao-deve-ser-isolada\"><a>11.2.2. A aferi\u00e7\u00e3o deve ser isolada?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No caso, o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Estado de Minas Gerais ofereceu den\u00fancia pela pr\u00e1tica dos crimes do art. 38,&nbsp;<em>caput<\/em>, e do art. 55,&nbsp;<em>caput<\/em>, da Lei n. 9.605\/1998, em concurso material.<\/p>\n\n\n\n<p>O Ju\u00edzo Federal, ap\u00f3s receber os autos em raz\u00e3o da declina\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia do Ju\u00edzo Estadual, extinguiu a a\u00e7\u00e3o penal, no tocante ao crime do art. 55,&nbsp;<em>caput<\/em>, da Lei n. 9.605\/1998, referente \u00e0 conduta de extra\u00e7\u00e3o de areia e cascalho, por reconhecer a litispend\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o a a\u00e7\u00e3o penal que tramitara naquele ju\u00edzo, na qual, inclusive j\u00e1 houvera a prola\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a condenat\u00f3ria. Em rela\u00e7\u00e3o ao delito do art. 38,&nbsp;<em>caput<\/em>, tamb\u00e9m da Lei n. 9.605\/1998, afirmou que o il\u00edcito n\u00e3o ocorreu em \u00e1rea pertencente ou protegida pela Uni\u00e3o, motivo pelo qual suscitou o conflito.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o tema, a S\u00famula n. 235 do Superior Tribunal de Justi\u00e7a disp\u00f5e que <strong>&#8220;[a] conex\u00e3o n\u00e3o determina a reuni\u00e3o dos processos, se um deles j\u00e1 foi julgado<\/strong>.&#8221; Embora o enunciado tenha origem em feitos de natureza c\u00edvel, \u00e9 pac\u00edfico o entendimento de que a sua orienta\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 aplic\u00e1vel aos processos penais.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, havendo senten\u00e7a prolatada quanto ao delito conexo, a compet\u00eancia para julgamento do delito remanescente deve ser aferida isoladamente, ou seja, apenas em raz\u00e3o dos fatos que se amoldam ao art. 38,&nbsp;<em>caput<\/em>, da Lei n. 9.605\/1998.<\/p>\n\n\n\n<p>Para que haja compet\u00eancia da Justi\u00e7a Federal, a pr\u00e1tica do referido delito deve ter ocorrido em detrimento de bens, servi\u00e7os ou interesse da Uni\u00e3o, nos termos do art. 109, inciso IV, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>O Rio das Mortes tem o seu curso integralmente no estado de Minas Gerais. Por essa raz\u00e3o, \u00e9 de propriedade do referido estado, nos termos do art. 20, III, c\/c o art. 26, I, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, o crime do art. 38,&nbsp;<em>caput<\/em>, da Lei n. 9.605\/1998, praticado na \u00e1rea de preserva\u00e7\u00e3o permanente, em suas margens, n\u00e3o atingiu o patrim\u00f4nio, servi\u00e7os ou interesse da Uni\u00e3o, cabendo \u00e0 Justi\u00e7a Estadual o seu julgamento.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-3-resultado-final\"><a>11.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Havendo senten\u00e7a prolatada quanto ao delito conexo, a compet\u00eancia para julgamento do delito remanescente deve ser aferida isoladamente.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-empresarial\"><a>DIREITO EMPRESARIAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-natureza-da-remuneracao-do-administrador-judicial\"><a>12.&nbsp; Natureza da remunera\u00e7\u00e3o do administrador judicial<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp; <strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A remunera\u00e7\u00e3o do administrador judicial \u00e9 cr\u00e9dito extraconcursal, n\u00e3o se submetendo aos efeitos do plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.905.591-MT, Rel. Ministro Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 7\/2\/2023, DJe 13\/2\/2023. (Info 764)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-1-situacao-fatica\"><a>12.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Suzete foi nomeada administradora judicial em uma recupera\u00e7\u00e3o judicial. Seus honor\u00e1rios arbitrados foram inclu\u00eddos no plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial devidamente aprovado e homologado em ju\u00edzo.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformada, interp\u00f4s sucessivos recursos alegando que sua nomea\u00e7\u00e3o ocorreu ap\u00f3s o pedido da recupera\u00e7\u00e3o judicial, raz\u00e3o pela qual seu cr\u00e9dito deveria ser considerado extraconcursal e n\u00e3o se submeter ao plano de pagamento homologado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-analise-estrategica\"><a>12.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-1-questao-juridica\"><a>12.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Processo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Art. 149. S\u00e3o auxiliares da Justi\u00e7a, al\u00e9m de outros cujas atribui\u00e7\u00f5es sejam determinadas pelas normas de organiza\u00e7\u00e3o judici\u00e1ria, o escriv\u00e3o, o chefe de secretaria, o oficial de justi\u00e7a, o perito, o deposit\u00e1rio, o administrador, o int\u00e9rprete, o tradutor, o mediador, o conciliador judicial, o partidor, o distribuidor, o contabilista e o regulador de avarias.<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 11.101\/2005:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 49. Est\u00e3o sujeitos \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o judicial todos os cr\u00e9ditos existentes na data do pedido, ainda que n\u00e3o vencidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 56. Havendo obje\u00e7\u00e3o de qualquer credor ao plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial, o juiz convocar\u00e1 a assembl\u00e9ia-geral de credores para deliberar sobre o plano de recupera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 4\u00ba Rejeitado o plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial, o administrador judicial submeter\u00e1, no ato, \u00e0 vota\u00e7\u00e3o da assembleia-geral de credores a concess\u00e3o de prazo de 30 (trinta) dias para que seja apresentado plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial pelos credores.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 84. Ser\u00e3o considerados cr\u00e9ditos extraconcursais e ser\u00e3o pagos com preced\u00eancia sobre os mencionados no art. 83 desta Lei, na ordem a seguir, aqueles relativos:<\/p>\n\n\n\n<p>I-D &#8211; \u00e0s remunera\u00e7\u00f5es devidas ao administrador judicial e aos seus auxiliares, aos reembolsos devidos a membros do Comit\u00ea de Credores, e aos cr\u00e9ditos derivados da legisla\u00e7\u00e3o trabalhista ou decorrentes de acidentes de trabalho relativos a servi\u00e7os prestados ap\u00f3s a decreta\u00e7\u00e3o da fal\u00eancia;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-2-extraconcursal\"><a>12.2.2. Extraconcursal?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O administrador judicial tem papel preponderante na condu\u00e7\u00e3o da recupera\u00e7\u00e3o judicial e na fal\u00eancia<\/strong>, atua\u00e7\u00e3o que foi ampliada com a reforma trazida pela Lei n. 14.112\/2020. Ele atua, ainda, na condi\u00e7\u00e3o de auxiliar da justi\u00e7a, nos termos do art. 149 do C\u00f3digo de Processo Civil de 2015.<\/p>\n\n\n\n<p>Na medida em que presta servi\u00e7o essencial \u00e0 administra\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a, deve ser remunerado, estando as balizas para definir o valor da verba e a forma de pagamento estabelecidas no art. 24 da Lei n. 11.101\/2005.<\/p>\n\n\n\n<p>Como observa-se do referido artigo, \u00e9 dever do magistrado definir o valor da remunera\u00e7\u00e3o e a forma de pagamento, podendo estabelecer o parcelamento da verba, proposta que pode, ou n\u00e3o, ser aceita pelo administrador judicial.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O que n\u00e3o se mostra poss\u00edvel \u00e9 permitir que a remunera\u00e7\u00e3o seja paga na forma do plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial<\/strong>. Em primeiro lugar, o cr\u00e9dito \u00e9 EXTRACONCURSAL, pois seu fato gerador \u00e9 POSTERIOR ao pedido de recupera\u00e7\u00e3o judicial (art. 49 da Lei de Recupera\u00e7\u00f5es de Empresas e Fal\u00eancia), al\u00e9m de ser assim caracterizado expressamente no caso de fal\u00eancia (art. 84, I, &#8220;d&#8221;, da Lei n. 11.101\/2005).<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, n\u00e3o se submete aos efeitos do plano, seja para sobre ele incidir eventual des\u00e1gio ou car\u00eancia, seja para ser pago de forma diferida ou parcelada. N\u00e3o fosse isso, a remunera\u00e7\u00e3o do administrador judicial \u00e9 insuscet\u00edvel de negocia\u00e7\u00e3o quer com os devedores, quer com os credores, diante da necessidade de garantir sua imparcialidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel sua inclus\u00e3o no plano redigido pelo devedor (ou pelos credores &#8211; art. 56, \u00a7 4\u00ba, da LREF), tampouco a vota\u00e7\u00e3o por sua aprova\u00e7\u00e3o ou rejei\u00e7\u00e3o pelos credores.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-3-resultado-final\"><a>12.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A remunera\u00e7\u00e3o do administrador judicial \u00e9 cr\u00e9dito extraconcursal, n\u00e3o se submetendo aos efeitos do plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-38fedc1e-3fd7-45f1-ac11-3944f4411850\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/03\/14015302\/stj-764-parte-1.pdf\">stj-764-parte-1<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/03\/14015302\/stj-764-parte-1.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-38fedc1e-3fd7-45f1-ac11-3944f4411850\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Informativo n\u00ba 764 (Parte 1) do STJ\u00a0COMENTADO\u00a0saindo do forno (quentinho) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! 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DIREITO ADMINISTRATIVO 1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Conduta de filmar mulheres como conduta escandalosa apta a demiss\u00e3o do servidor p\u00fablico RECURSO ESPECIAL A conduta de filmar, por meio de c\u00e2mera escondida, alunas, servidoras e funcion\u00e1rias [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":833,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"post_tipo":"article","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"tax_estado":[],"class_list":["post-1186081","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cursos-e-concursos"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v27.2 (Yoast SEO v27.2) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Informativo STJ 764 (Parte 1) Comentado<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-764-parte-1-comentado\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Informativo STJ 764 (Parte 1) Comentado\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Informativo n\u00ba 764 (Parte 1) do STJ\u00a0COMENTADO\u00a0saindo do forno (quentinho) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! 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