{"id":118578,"date":"2018-04-27T16:06:01","date_gmt":"2018-04-27T19:06:01","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=118578"},"modified":"2019-04-09T15:33:26","modified_gmt":"2019-04-09T18:33:26","slug":"prova-comentada-oab","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/prova-comentada-oab\/","title":{"rendered":"Prova Comentada OAB: 1\u00aa Fase XXV Exame de Ordem"},"content":{"rendered":"<h1>Entenda a fundamenta\u00e7\u00e3o de cada quest\u00e3o<\/h1>\n<p>A equipe de professores do Estrat\u00e9gia OAB preparou uma an\u00e1lise completa da prova de 1\u00aa Fase do XXV Exame de Ordem.<\/p>\n<p>Discutindo os temas centrais para a resolu\u00e7\u00e3o de cada quest\u00e3o, os coment\u00e1rios servem de um excelente guia de estudo para aqueles que est\u00e3o se preparando para o\u00a0<strong><em>XXVI <a href=\"http:\/\/www.estrategiaoab.com.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Exame de Ordem<\/a><\/em>,\u00a0<\/strong>cuja primeira fase est\u00e1 prevista para ocorrer daqui a\u00a0<strong><em>tr\u00eas meses<\/em>.<\/strong><\/p>\n<p>Esta prova, contendo\u00a0<strong><em>80 quest\u00f5es<\/em>,\u00a0<\/strong>foi aplicada em 8 de abril de 2018. Voc\u00ea pode conferir a nossa tradicional transmiss\u00e3o da corre\u00e7\u00e3o <a href=\"https:\/\/youtu.be\/6JMh2Qb87lw\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">clicando aqui<\/a>.<\/p>\n<p>N\u00e3o deixe de conferir nossos <a href=\"http:\/\/www.estrategiaoab.com.br\/curso-oab-online\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">cursos preparat\u00f3rios para o Exame de Ordem<\/a>.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/gratis\/maratona-oab\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-6550\" src=\"https:\/\/s3-sa-east-1.amazonaws.com\/estrategia-blogs-prod\/oab\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/27084956\/maratona-oab.jpg\" alt=\"maratona oab\" \/><\/a><\/p>\n<h2><em>Prova Comentada OAB<\/em><\/h2>\n<h1>Estatuto da Advocacia e C\u00f3digo de \u00c9tica<\/h1>\n<h3 style=\"text-align: right;\">Profa. Daniela Menezes<\/h3>\n<h2><strong>Quest\u00e3o 1<\/strong><\/h2>\n<p>Lina, cidad\u00e3 que n\u00e3o exerce a advocacia, deseja endere\u00e7ar \u00e0 presid\u00eancia de certa Subse\u00e7\u00e3o da OAB representa\u00e7\u00e3o pela instaura\u00e7\u00e3o de processo disciplinar em face de determinado advogado, pelo cometimento de infra\u00e7\u00f5es \u00e9ticas. Assim, ela busca se informar sobre como pode oferecer tal representa\u00e7\u00e3o e qual a forma adequada para tanto. De acordo com o disposto no C\u00f3digo de \u00c9tica e Disciplina da OAB, Lina poder\u00e1 oferecer representa\u00e7\u00e3o pela instaura\u00e7\u00e3o de processo disciplinar em face do advogado, mas<\/p>\n<p>A) deve endere\u00e7\u00e1-la ao presidente do respectivo Conselho Seccional, uma vez que receber e processar representa\u00e7\u00f5es com tal conte\u00fado n\u00e3o se inclui entre as atribui\u00e7\u00f5es das Subse\u00e7\u00f5es. A representa\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser realizada por escrito ou verbalmente, com ou sem identifica\u00e7\u00e3o do representante.<\/p>\n<p><strong>B) deve formul\u00e1-la ao presidente do Conselho Seccional ou ao presidente da Subse\u00e7\u00e3o. A representa\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser realizada por escrito ou verbalmente, mas \u00e9 necess\u00e1ria a identifica\u00e7\u00e3o do representante, sob pena de n\u00e3o ser considerada fonte id\u00f4nea.<\/strong><\/p>\n<p>C) deve endere\u00e7\u00e1-la ao presidente do respectivo Conselho Seccional, uma vez que n\u00e3o se inclui entre as atribui\u00e7\u00f5es das Subse\u00e7\u00f5es receber e processar representa\u00e7\u00f5es com tal conte\u00fado. A representa\u00e7\u00e3o dever\u00e1 ser realizada por escrito, n\u00e3o sendo consideradas fontes id\u00f4neas as representa\u00e7\u00f5es verbais ou sem identifica\u00e7\u00e3o do representante.<\/p>\n<p>D) deve formul\u00e1-la ao presidente do Conselho Seccional ou ao presidente da Subse\u00e7\u00e3o. A representa\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser realizada por escrito ou verbalmente, com ou sem identifica\u00e7\u00e3o do representante. Ser\u00e1 considerada fonte id\u00f4nea ainda que oferecida sem a identifica\u00e7\u00e3o do representante.<\/p>\n<p><strong>Gabarito: <\/strong>B<\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<p>A fundamenta\u00e7\u00e3o legal encontra-se no art. 55, \u00a71\u00ba e \u00a72\u00ba, do C\u00f3digo de \u00c9tica da OAB. Vejamos:<\/p>\n<p><em>\u201cO processo disciplinar instaura-se de of\u00edcio ou mediante representa\u00e7\u00e3o do interessado. A instaura\u00e7\u00e3o, de of\u00edcio, do processo disciplinar dar-se-\u00e1 em fun\u00e7\u00e3o do conhecimento do fato, quando obtido por meio de fonte id\u00f4nea ou em virtude de comunica\u00e7\u00e3o da autoridade competente. N\u00e3o se considera fonte id\u00f4nea a que consistir em den\u00fancia an\u00f4nima<\/em><strong>\u201d.<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a representa\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser interposta tanto no Conselho Seccional como na Subse\u00e7\u00e3o, podendo ser escrita ou verbal.<\/p>\n<p><strong>Quest\u00e3o 2<\/strong><\/p>\n<p>Em determinada sess\u00e3o do Conselho Seccional da OAB do Estado da Bahia, compareceram Arthur, Presidente do Conselho Federal da OAB; Daniel, Conselheiro Federal da OAB, integrante da delega\u00e7\u00e3o da Bahia, e Carlos, ex-Presidente do Conselho Seccional da OAB do Estado da Bahia. De acordo com o Estatuto da OAB, para as delibera\u00e7\u00f5es nessa sess\u00e3o,<\/p>\n<p>A) Arthur tem direito a voz e voto. Daniel e Carlos t\u00eam direito somente a voz.<\/p>\n<p>B) Daniel tem direito a voz e voto. Arthur e Carlos t\u00eam direito somente a voz.<\/p>\n<p>C) Daniel e Carlos t\u00eam direito a voz e voto. Arthur tem direito somente a voz.<\/p>\n<p><strong>D) Arthur, Daniel e Carlos t\u00eam direito somente a voz.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Gabarito<\/strong>: D<\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<p>A fundamenta\u00e7\u00e3o legal encontra-se no art. 51, \u00a72\u00ba, do Estatuto da Advocacia e da OAB. Vejamos:<\/p>\n<p>\u201c<em>O Conselho Federal comp\u00f5e-se:<\/em><em>\u00a0dos conselheiros federais, integrantes das delega\u00e7\u00f5es de cada unidade federativa;\u00a0dos seus ex-presidentes, na qualidade de membros honor\u00e1rios vital\u00edcios.\u00a0<\/em><em>Cada delega\u00e7\u00e3o \u00e9 formada por tr\u00eas conselheiros federais. Os ex-presidentes t\u00eam direito apenas a voz nas sess\u00f5es<\/em>\u201d.<\/p>\n<p>N\u00e3o vislumbro anula\u00e7\u00e3o nessa quest\u00e3o, pois o enunciado n\u00e3o foi omisso. A participa\u00e7\u00e3o em outra sess\u00e3o tem direito apenas a voz. A exce\u00e7\u00e3o do artigo 2, par\u00e1grafo 1\u00ba, Regulamento Geral da OAB n\u00e3o \u00e9 abrangido pela quest\u00e3o, pela falta de informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Quest\u00e3o 3<\/strong><\/p>\n<p>O Tribunal de \u00c9tica e Disciplina de certo Conselho Seccional da OAB decidiu pela suspens\u00e3o preventiva do advogado H\u00e9lio, acusado em processo disciplinar. H\u00e9lio, todavia, interp\u00f4s o recurso cab\u00edvel contra tal decis\u00e3o. Considerando as regras sobre os recursos em processos que tramitam perante a OAB, bem como a situa\u00e7\u00e3o descrita, assinale a afirmativa correta.<\/p>\n<p>A) Em regra, os recursos em processos que tramitam perante a OAB t\u00eam efeito suspensivo. Assim, no caso narrado, o recurso interposto por H\u00e9lio ser\u00e1 dotado do aludido efeito.<\/p>\n<p>B) Em regra, os recursos em processos que tramitam perante a OAB n\u00e3o t\u00eam efeito suspensivo. Todavia, nesse caso, excepcionalmente, pode ser atribu\u00eddo o efeito, se demonstrada a probabilidade de provimento ou se, sendo relevante a fundamenta\u00e7\u00e3o, o recorrente indicar risco de dano grave ou de dif\u00edcil repara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>C) Em regra, os recursos em processos que tramitam perante a OAB t\u00eam efeito suspensivo. Todavia, o recurso manejado por H\u00e9lio se inclui em hip\u00f3tese excepcional, na qual \u00e9 vedado o efeito suspensivo.<\/strong><\/p>\n<p>D) Em regra, os recursos em processos que tramitam perante a OAB n\u00e3o t\u00eam efeito suspensivo, n\u00e3o sendo permitida a concess\u00e3o de tal efeito por decis\u00e3o da autoridade julgadora. Assim, no caso narrado, o recurso interposto por H\u00e9lio n\u00e3o ser\u00e1 dotado de efeito suspensivo.<\/p>\n<p><strong>Gabarito: C<\/strong><\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<p>A fundamenta\u00e7\u00e3o legal encontra-se no art. 77 do Estatuto da Advocacia e da OAB. Vejamos:\u00a0Todos os recursos t\u00eam efeito suspensivo, exceto quando tratarem de elei\u00e7\u00f5es (arts. 63 e seguintes), de suspens\u00e3o preventiva decidida pelo Tribunal de \u00c9tica e Disciplina, e de cancelamento da inscri\u00e7\u00e3o obtida com falsa prova.<\/p>\n<h2><strong>Quest\u00e3o 4<\/strong><\/h2>\n<p>O advogado Valter instalou, na fachada do seu escrit\u00f3rio, um discreto painel luminoso com os dizeres \u201cAdvocacia Trabalhista\u201d. A sociedade de advogados X contratou a instala\u00e7\u00e3o de um s\u00f3brio painel luminoso em um dos pontos de \u00f4nibus da cidade, onde constava apenas o nome da sociedade, dos advogados associados e o endere\u00e7o da sua sede. J\u00e1 a advogada Helena fixou, em todos os elevadores do pr\u00e9dio comercial onde se situa seu escrit\u00f3rio, cartazes pequenos contendo inscri\u00e7\u00f5es sobre seu nome, o ramo do Direito em que atua e o andar no qual funciona o escrit\u00f3rio. Considerando as situa\u00e7\u00f5es descritas e o disposto no C\u00f3digo de \u00c9tica e Disciplina da OAB, assinale a afirmativa correta.<\/p>\n<p>A) Apenas Valter e a sociedade de advogados X violaram a disciplina quanto \u00e0 \u00e9tica na publicidade profissional.<\/p>\n<p>B) Apenas Helena violou a disciplina quanto \u00e0 \u00e9tica na publicidade profissional.<\/p>\n<p>C) Valter, Helena e a sociedade de advogados X violaram a disciplina quanto \u00e0 \u00e9tica na publicidade profissional.<\/p>\n<p><strong>D) Apenas a sociedade de advogados X e Helena violaram a disciplina quanto \u00e0 \u00e9tica na publicidade profissional<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>Gabarito: <\/strong>D<\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<p>N\u00e3o vislumbro anula\u00e7\u00e3o nessa quest\u00e3o, pois a fundamenta\u00e7\u00e3o legal encontra-se adequadamente no art. 40 do C\u00f3digo de \u00c9tica OAB.<\/p>\n<h2><strong>Quest\u00e3o 5<\/strong><\/h2>\n<p>Enzo, regularmente inscrito junto \u00e0 OAB, foi contratado como empregado de determinada sociedade limitada, a fim de exercer atividades privativas de advogado. Foi celebrado, por escrito, contrato individual de trabalho, o qual estabelece que Enzo se sujeitar\u00e1 a regime de dedica\u00e7\u00e3o exclusiva. A jornada de trabalho acordada de Enzo \u00e9 de oito horas di\u00e1rias. Frequentemente, por\u00e9m, \u00e9 combinado que Enzo n\u00e3o compare\u00e7a \u00e0 sede da empresa pela manh\u00e3, durante a qual deve ficar, por tr\u00eas horas, \u201cde plant\u00e3o\u201d, ou seja, \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do empregador, aguardando ordens. Nesses dias, posteriormente, no per\u00edodo da tarde, dirige-se \u00e0 sede, a fim de exercer atividades no local, pelo per\u00edodo cont\u00ednuo de seis horas. Considerando o caso narrado e a disciplina do Estatuto da Advocacia e da OAB, bem como do seu Regulamento Geral, assinale a afirmativa correta.<\/p>\n<p>A) \u00c9 vedada a pactua\u00e7\u00e3o de dedica\u00e7\u00e3o exclusiva. Dever\u00e3o ser remuneradas como extraordin\u00e1rias as horas di\u00e1rias excedentes a quatro horas cont\u00ednuas, incluindo-se as horas cumpridas por Enzo na sede da empresa, bem como as horas que ele permanece em sede externa, executando tarefas ou meramente aguardando ordens do empregador.<\/p>\n<p>B) \u00c9 autorizada a pactua\u00e7\u00e3o do regime de dedica\u00e7\u00e3o exclusiva. Dever\u00e3o ser remuneradas como extraordin\u00e1rias as horas que excederem a jornada de oito horas di\u00e1rias, o que inclui as horas cumpridas por Enzo na sede da empresa ou efetivamente executando atividades externas ordenadas pelo empregador. As horas em que Enzo apenas aguarda as ordens fora da sede s\u00e3o consideradas somente para efeito de compensa\u00e7\u00e3o de horas.<\/p>\n<p><strong>C) \u00c9 autorizada a pactua\u00e7\u00e3o do regime de dedica\u00e7\u00e3o exclusiva. Dever\u00e3o ser remuneradas como extraordin\u00e1rias as horas que excederem a jornada de oito horas di\u00e1rias, o que inclui tanto as horas cumpridas por Enzo na sede da empresa como as horas em que ele permanece em sede externa, executando tarefas ou meramente aguardando ordens do empregador.<\/strong><\/p>\n<p>D) \u00c9 autorizada a pactua\u00e7\u00e3o do regime de dedica\u00e7\u00e3o exclusiva. Dever\u00e3o ser remuneradas como extraordin\u00e1rias as horas que excederem a jornada de nove horas di\u00e1rias, o que inclui as horas cumpridas por Enzo na sede da empresa ou efetivamente executando atividades externas ordenadas pelo empregador. As horas em que Enzo apenas aguarda as ordens fora da sede s\u00e3o consideradas somente para efeito de compensa\u00e7\u00e3o de horas.<\/p>\n<p><strong>Gabarito: <\/strong>C<\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<p><strong>N\u00e3o vislumbro anula\u00e7\u00e3o nessa quest\u00e3o, pois a fundamenta\u00e7\u00e3o legal encontra-se adequadamente no art. 20, par\u00e1grafo 1\u00ba, do Estatuto da Advocacia e da OAB. Vejamos:<\/strong><\/p>\n<p>A jornada de trabalho do advogado empregado, no exerc\u00edcio da profiss\u00e3o, n\u00e3o poder\u00e1 exceder a dura\u00e7\u00e3o di\u00e1ria de quatro horas cont\u00ednuas e a de vinte horas semanais, salvo acordo ou conven\u00e7\u00e3o coletiva ou em caso de dedica\u00e7\u00e3o exclusiva. Para efeitos deste artigo, considera-se como per\u00edodo de trabalho o tempo em que o advogado estiver \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do empregador, aguardando ou executando ordens, no seu escrit\u00f3rio ou em atividades externas, sendo-lhe reembolsadas as despesas feitas com transporte, hospedagem e alimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Vimos essa quest\u00e3o no nosso curso e na revis\u00e3o de v\u00e9spera. Tema in\u00e9dito na OAB!<\/p>\n<h2><strong>Quest\u00e3o 6<\/strong><\/h2>\n<p>O advogado \u00cdcaro dos Santos, regularmente constitu\u00eddo para a defesa judicial de certo cliente, necessitou, para o correto exerc\u00edcio do mandato, que o cliente lhe apresentasse alguns documentos. Ap\u00f3s \u00cdcaro solicitar-lhe os documentos diversas vezes, realizando in\u00fameras tentativas de contato, o cliente manteve-se inerte por prazo superior a tr\u00eas meses. Considerando o caso narrado, assinale a afirmativa correta.<\/p>\n<ol>\n<li>A) Diante da in\u00e9rcia do cliente, o C\u00f3digo de \u00c9tica e Disciplina da OAB disp\u00f5e que se presume extinto automaticamente o mandato.<\/li>\n<li>B) Diante da in\u00e9rcia do cliente, o C\u00f3digo de \u00c9tica e Disciplina da OAB disp\u00f5e que \u00e9 recomendada a ren\u00fancia ao mandato. Ainda de acordo com o diploma, a ren\u00fancia ao patroc\u00ednio deve ser feita com men\u00e7\u00e3o do motivo que a determinou.<\/li>\n<li>C) Diante da in\u00e9rcia do cliente, o C\u00f3digo de \u00c9tica e Disciplina da OAB disp\u00f5e que \u00e9 recomendado ao advogado peticionar nos autos, solicitando a intima\u00e7\u00e3o pessoal do cliente para apresenta\u00e7\u00e3o dos documentos. Apenas ap\u00f3s o ato, se mantida a in\u00e9rcia, presume-se extinto o mandato.<\/li>\n<li><strong>D) Diante da in\u00e9rcia do cliente, o C\u00f3digo de \u00c9tica e Disciplina da OAB disp\u00f5e que \u00e9 recomendada a ren\u00fancia ao mandato. Ainda de acordo com o diploma, a ren\u00fancia ao patroc\u00ednio deve ser feita sem men\u00e7\u00e3o do motivo que a determinou.<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>Gabarito:<\/strong> D<\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<p><strong>N\u00e3o vislumbro anula\u00e7\u00e3o nessa quest\u00e3o, pois a fundamenta\u00e7\u00e3o legal encontra-se adequadamente no artigo 10, C\u00f3digo de \u00c9tica. Vejamos:<\/strong><\/p>\n<p>As rela\u00e7\u00f5es entre advogado e cliente baseiam-se na confian\u00e7a rec\u00edproca. Sentindo o advogado que essa confian\u00e7a lhe falta, \u00e9 recomend\u00e1vel que externe ao cliente sua impress\u00e3o e, n\u00e3o se dissipando as d\u00favidas existentes, promova, em seguida, o substabelecimento do mandato ou a ele renuncie.<\/p>\n<h2><strong>Quest\u00e3o 7<\/strong><\/h2>\n<p>Jos\u00e9 Carlos Santos, advogado, dirigiu-se ao Minist\u00e9rio P\u00fablico a fim de tomar apontamentos sobre investiga\u00e7\u00e3o criminal em andamento, conduzida pelo Parquet, em face de seu cliente, em que foi decretado sigilo. Dias depois, Jos\u00e9 Carlos foi \u00e0 delegacia de pol\u00edcia no intuito de examinar e retirar c\u00f3pias de autos de certo inqu\u00e9rito policial, em curso, no qual tamb\u00e9m foi decretado sigilo, instaurado contra outro cliente seu. Consoante o disposto no Estatuto da Advocacia e da OAB, assinale a afirmativa correta.<\/p>\n<p>A<strong>) Em ambos os casos, Jos\u00e9 Carlos dever\u00e1 apresentar procura\u00e7\u00e3o tanto para tomar apontamentos sobre a investiga\u00e7\u00e3o em tr\u00e2mite perante o Minist\u00e9rio P\u00fablico quanto para examinar e retirar c\u00f3pias do inqu\u00e9rito policial.<\/strong><\/p>\n<p>B) Apenas \u00e9 necess\u00e1rio que Jos\u00e9 Carlos apresente procura\u00e7\u00e3o para tomar apontamentos sobre a investiga\u00e7\u00e3o em tr\u00e2mite perante o Minist\u00e9rio P\u00fablico, n\u00e3o sendo exig\u00edvel a apresenta\u00e7\u00e3o de procura\u00e7\u00e3o para examinar e retirar c\u00f3pias do inqu\u00e9rito policial.<\/p>\n<p>C) Apenas \u00e9 necess\u00e1rio que Jos\u00e9 Carlos apresente procura\u00e7\u00e3o para examinar e retirar c\u00f3pias do inqu\u00e9rito policial, n\u00e3o sendo exig\u00edvel a apresenta\u00e7\u00e3o de procura\u00e7\u00e3o para tomar apontamentos sobre a investiga\u00e7\u00e3o em tr\u00e2mite perante o Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/p>\n<p>D) N\u00e3o \u00e9 exig\u00edvel a apresenta\u00e7\u00e3o de procura\u00e7\u00e3o para examinar e retirar c\u00f3pias do inqu\u00e9rito policial, nem para tomar apontamentos sobre a investiga\u00e7\u00e3o em tr\u00e2mite perante o Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/p>\n<p><strong>Gabarito: <\/strong>A<\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<p><strong>N\u00e3o vislumbro anula\u00e7\u00e3o nessa quest\u00e3o, pois a fundamenta\u00e7\u00e3o legal encontra-se no art. 7\u00ba, XIV, \u00a710, EAOAB. Vejamos:<\/strong><\/p>\n<p>Nos autos sujeitos a sigilo, deve o advogado apresentar procura\u00e7\u00e3o para o exerc\u00edcio dos direitos de que trata o inciso XIV.<\/p>\n<h2><strong>Quest\u00e3o 8<\/strong><\/h2>\n<p>Carlos praticou infra\u00e7\u00e3o disciplinar, oficialmente constatada em 09 de fevereiro de 2010. Em 11 de abril de 2013, foi instaurado processo disciplinar para apura\u00e7\u00e3o da infra\u00e7\u00e3o, e Carlos foi notificado em 15 de novembro do mesmo ano. Em 20 de fevereiro de 2015, o processo ficou pendente de julgamento, que s\u00f3 veio a ocorrer em 1\u00ba de mar\u00e7o de 2018. De acordo com o Estatuto da OAB, a pretens\u00e3o \u00e0 punibilidade da infra\u00e7\u00e3o disciplinar praticada por Carlos<\/p>\n<p>A) est\u00e1 prescrita, tendo em vista o decurso de mais de tr\u00eas anos entre a constata\u00e7\u00e3o oficial da falta e a instaura\u00e7\u00e3o do processo disciplinar.<\/p>\n<p>B) est\u00e1 prescrita, tendo em vista o decurso de mais de seis meses entre a instaura\u00e7\u00e3o do processo disciplinar e a notifica\u00e7\u00e3o de Carlos.<\/p>\n<p><strong>C) est\u00e1 prescrita, tendo em vista o decurso de mais de tr\u00eas anos de paralisa\u00e7\u00e3o para aguardar julgamento.<\/strong><\/p>\n<p>D) n\u00e3o est\u00e1 prescrita, tendo em vista que n\u00e3o decorreram cinco anos entre cada uma das etapas de constata\u00e7\u00e3o, instaura\u00e7\u00e3o, notifica\u00e7\u00e3o e julgamento.<\/p>\n<p><strong>Gabarito: <\/strong>Letra C<\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<p><strong>N\u00e3o vislumbro anula\u00e7\u00e3o nessa quest\u00e3o, pois a fundamenta\u00e7\u00e3o legal encontra-se no art. 43 par\u00e1grafo 1\u00ba,\u00a0 EAOAB. Vejamos:<\/strong><\/p>\n<p>A pretens\u00e3o \u00e0 punibilidade das infra\u00e7\u00f5es disciplinares prescreve em cinco anos, contados da data da constata\u00e7\u00e3o oficial do fato.\u00a0<u>Aplica-se a prescri\u00e7\u00e3o a todo processo disciplinar paralisado por mais de tr\u00eas anos,<\/u>\u00a0pendente de despacho ou julgamento, devendo ser arquivado de of\u00edcio, ou a requerimento da parte interessada, sem preju\u00edzo de serem apuradas as responsabilidades pela paralisa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.estrategiaoab.com.br\/curso-oab-online\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Clique aqui para conhecer nossos cursos preparat\u00f3rios para o Exame de Ordem.<\/a><\/p>\n<h3><em>Prova Comentada OAB<\/em><\/h3>\n<h1>Filosofia do Direito<\/h1>\n<h3 style=\"text-align: right;\">Profa. Karoline Strapasson<\/h3>\n<h2>Quest\u00e3o 9<\/h2>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A ideia da exist\u00eancia de lacuna \u00e9 um desafio ao conceito de completude do ordenamento jur\u00eddico. Segundo o jusfil\u00f3sofo italiano Norberto Bobbio, no livro Teoria do Ordenamento Jur\u00eddico, pode-se completar ou integrar as lacunas existentes no Direito por interm\u00e9dio de dois m\u00e9todos, a saber: heterointegra\u00e7\u00e3o e autointegra\u00e7\u00e3o. Assinale a op\u00e7\u00e3o que explica como o jusfil\u00f3sofo define tais conceitos na obra em refer\u00eancia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A) O primeiro m\u00e9todo consiste na integra\u00e7\u00e3o operada por meio de recursos a ordenamentos diversos e a fontes diversas daquela que \u00e9 dominante; o segundo m\u00e9todo consiste na integra\u00e7\u00e3o cumprida por meio do mesmo ordenamento, no \u00e2mbito da mesma fonte dominante, sem recorr\u00eancia a outros ordenamentos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">B) A heterointegra\u00e7\u00e3o consiste em preencher as lacunas recorrendo-se aos princ\u00edpios gerais do Direito, uma vez que estes n\u00e3o est\u00e3o necessariamente incutidos nas normas do Direito positivo; j\u00e1 a autointegra\u00e7\u00e3o consiste em solucionar as lacunas por meio das convic\u00e7\u00f5es pessoais do int\u00e9rprete.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">C) O primeiro m\u00e9todo diz respeito \u00e0 necessidade de utiliza\u00e7\u00e3o da jurisprud\u00eancia como meio adequado de solucionar as lacunas sem gerar controv\u00e9rsias; por outro lado, o segundo m\u00e9todo implica buscar a solu\u00e7\u00e3o da lacuna por meio de interpreta\u00e7\u00e3o extensiva.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">D) A heterointegra\u00e7\u00e3o exige que o int\u00e9rprete busque a solu\u00e7\u00e3o das lacunas nos tratados e nas conven\u00e7\u00f5es internacionais de que o pa\u00eds seja signat\u00e1rio; por seu turno, a autointegra\u00e7\u00e3o est\u00e1 relacionada \u00e0 busca da solu\u00e7\u00e3o na jurisprud\u00eancia p\u00e1tria.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>Gabarito<\/strong>: Letra A<\/span><\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<p><span style=\"color: #000000;\">J\u00e1 \u00e9 a\u00a0<strong><em>quinta vez<\/em><\/strong>\u00a0que a teoria do ordenamento jur\u00eddico de Norberto Bobbio \u00e9 cobrada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Na teoria do ordenamento jur\u00eddico estudamos as formas de integra\u00e7\u00e3o da norma jur\u00eddica frente as antinomias (quando existem duas normas com comandos contr\u00e1rios) e as lacunas (quando uma omiss\u00e3o legislativa deixa de regular determinada situa\u00e7\u00e3o jur\u00eddica).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Em raz\u00e3o do ordenamento jur\u00eddico ter por caracter\u00edsticas a\u00a0<span style=\"text-decoration: underline;\">unidade<\/span>,\u00a0<span style=\"text-decoration: underline;\">coer\u00eancia<\/span>\u00a0e\u00a0<span style=\"text-decoration: underline;\">completude<\/span>\u00a0\u00e9 necess\u00e1rio buscar maneiras para resolver as lacunas e antinomias.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Em nossa prova o tema da vez foram as\u00a0<span style=\"text-decoration: underline;\">lacunas<\/span>. A quest\u00e3o apresenta dois conceitos importantes do autor para resolver as lacunas (heterointegra\u00e7\u00e3o e autointegra\u00e7\u00e3o) e pede para que o examinando aponte qual seria o modo de proceder de cada uma para a resolu\u00e7\u00e3o da omiss\u00e3o legislativa, vejamos:<\/span><\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"color: #000000;\"><strong>Heterointegra\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0a sa\u00edda para a omiss\u00e3o legislativa passa pela an\u00e1lise de outros ordenamentos jur\u00eddicos anteriores ou contempor\u00e2neos, ou de outras fontes que n\u00e3o a lei (costumes e doutrina).<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #000000;\"><strong>Autointegra\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0neste caso procuramos a sa\u00edda para omiss\u00e3o no pr\u00f3prio ordenamento jur\u00eddico brasileiro, fazendo uso de recursos como a analogia ou dos princ\u00edpios gerais do direito.<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<h3><span style=\"color: #000000;\">Quest\u00e3o 10<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><em>Uma puni\u00e7\u00e3o s\u00f3 pode ser admitida na medida em que abre chances no sentido de evitar um mal maior<\/em>. (Jeremy Bentham)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Jeremy Bentham, em seu livro Princ\u00edpios da Moral e da Legisla\u00e7\u00e3o, afirma que h\u00e1 quatro casos em que n\u00e3o se deve infligir uma puni\u00e7\u00e3o. Assinale a op\u00e7\u00e3o que corresponde a um desses casos citados pelo autor na obra em refer\u00eancia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A) Quando a lei n\u00e3o \u00e9 suficientemente clara na puni\u00e7\u00e3o que estabelece.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">B) Quando o preju\u00edzo produzido pela puni\u00e7\u00e3o for maior do que o preju\u00edzo que se quer evitar.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">C) Quando o juiz da causa entende ser inoportuna a aplica\u00e7\u00e3o da puni\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">D) Quando o agressor j\u00e1 sofreu o suficiente em fun\u00e7\u00e3o das vicissitudes do processo penal.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>Gabarito:<\/strong>\u00a0Letra B<\/span><\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Nossa outra quest\u00e3o \u00e9 o pensamento de Jeremy Bentham autor importante do\u00a0<span style=\"text-decoration: underline;\">utilitarismo<\/span>.\u00a0<span style=\"text-decoration: underline;\">A corrente de Bentham considera que o ser humano \u00e9 conduzido pelo prazer e pela dor,<\/span>\u00a0de modo que as decis\u00f5es pessoais e p\u00fablicas devem ser tomadas \u00e0 luz do\u00a0<span style=\"text-decoration: underline;\">princ\u00edpio da utilidade que consiste em buscar o maior prazer para o maior n\u00famero de pessoas, com a menor quantidade de dor.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">O racioc\u00ednio do princ\u00edpio da utilidade \u00e9 um caminho para responder esta quest\u00e3o. O examinador menciona a obra\u00a0<em>Princ\u00edpios da Moral e da Legisla\u00e7\u00e3o<\/em>\u00a0em rela\u00e7\u00e3o a aplica\u00e7\u00e3o das penas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Para Jeremy Bentham haveriam quatro raz\u00f5es para que n\u00e3o aplicar uma pena. O examinando deve assinalar a assertiva que traduz o pensamento do autor.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A pena seria um mal, mas seria admiss\u00edvel para evitar um mal maior, ou seja, em prol da coletividade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Caso uma pena seja mais gravosa do que o ato que a motivou, temos uma rela\u00e7\u00e3o de despropor\u00e7\u00e3o, pois o preju\u00edzo da pr\u00f3pria pena \u00e9 maior que o preju\u00edzo se queria evitar. Vemos aqui o racioc\u00ednio do princ\u00edpio da utilidade aplicado a administra\u00e7\u00e3o das penas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Os outros tr\u00eas princ\u00edpios presentes na obra de Bentham tamb\u00e9m seguem o mesmo racioc\u00ednio de utilidade para que n\u00e3o se aplique a pena:<\/span><\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"color: #000000;\">A aus\u00eancia de motivo, por que o ato n\u00e3o foi prejudicial;<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #000000;\">A inefic\u00e1cia da puni\u00e7\u00e3o, pois ela n\u00e3o evita o preju\u00edzo que j\u00e1 foi cometido;<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #000000;\">A desnecessidade da puni\u00e7\u00e3o, pois o preju\u00edzo cessa por si mesmo.<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<h2>Resumindo<\/h2>\n<p>A prova n\u00e3o inovou, mas repetiu autores j\u00e1 cobrados. A quest\u00e3o referente a Bobbio era mais simples, j\u00e1 a referente a Jeremy Bentham exigia que o examinando conhecesse o racioc\u00ednio do princ\u00edpio da utilidade, cujo autor \u00e9 refer\u00eancia.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.estrategiaoab.com.br\/curso-oab-online\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Clique aqui para conhecer nossos cursos preparat\u00f3rios para o Exame de Ordem.<\/a><\/p>\n<h3><em>Prova Comentada OAB<\/em><\/h3>\n<h1>Direito Constitucional<\/h1>\n<h3 style=\"text-align: right;\">Prof. Diego Cerqueira<\/h3>\n<h2>Quest\u00e3o 11<\/h2>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Todos os dispositivos da Lei Y, promulgada no ano de 1985, possuem total conson\u00e2ncia material e formal com a Constitui\u00e7\u00e3o de 1967, com a reda\u00e7\u00e3o dada pela Emenda Constitucional n\u00ba. 1\/1969. No entanto, o Supremo Tribunal Federal, em sede de recurso extraordin\u00e1rio, constatou que, ap\u00f3s a atua\u00e7\u00e3o do Poder Constituinte Origin\u00e1rio, que deu origem \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o de 1988, o Art. X da mencionada Lei deixou de mencionar suporte material na atual ordem Constitucional.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A) Ocorreu o fen\u00f4meno conhecido como \u201cn\u00e3o recep\u00e7\u00e3o\u201d, que tem por consequ\u00eancia a revoga\u00e7\u00e3o do ato normativo que n\u00e3o se compatibiliza materialmente com o novo par\u00e2metro constitucional.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">B) Ao declarar a inconstitucionalidade do Art. X \u00e0 luz do novo par\u00e2metro constitucional, devem ser reconhecidos os naturais efeitos retroativos (ex tunc) atribu\u00eddos a tais decis\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">C) Na aus\u00eancia de enunciado expresso, d\u00e1-se a ocorr\u00eancia do fen\u00f4meno denominado \u201cdesconstitucionaliza\u00e7\u00e3o\u201d, sendo que o Art. X \u00e9 tido como inv\u00e1lido perante a nova Constitui\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">D) Ter\u00e1 ocorrido o fen\u00f4meno da inconstitucionalidade formal superveniente, pois o Art. X, constitucional perante a Constitui\u00e7\u00e3o de 1967, tornou-se inv\u00e1lido com o advento da Constitui\u00e7\u00e3o de 1988.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>Gabarito: <\/strong>Letra\u00a0A\u00a0<\/span><\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<p><span style=\"color: #000000;\"> Estamos diante do instituto da recep\u00e7\u00e3o ou revoga\u00e7\u00e3o das normas constitucionais. Norma infraconstitucional editada sob a \u00e9gide de uma nova Constitui\u00e7\u00e3o se for materialmente compat\u00edvel ser\u00e1 recepcionada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Se for materialmente incompat\u00edvel, ser\u00e1 revogada. No caso em quest\u00e3o, a consequ\u00eancia ser\u00e1 a revoga\u00e7\u00e3o do ato normativo que n\u00e3o se compatibiliza no conte\u00fado (aspecto material) com o novo par\u00e2metro \u00a0da Constitui\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<h2>Quest\u00e3o 12<\/h2>\n<p><span style=\"color: #000000;\">O Chefe do Poder Executivo do Munic\u00edpio \u00f4mega, mediante decis\u00e3o administrativa, resolve estender aos servidores inativos do munic\u00edpio o direito ao aux\u00edlio-alimenta\u00e7\u00e3o, contrariando a S\u00famula vinculante n\u00ba. 55 do Supremo Tribunal Federal.\u00a0Para se insurgir contra a situa\u00e7\u00e3o apresentada, assinale a op\u00e7\u00e3o que indica a medida judicial que deve ser adotada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A) A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade, perante o Supremo Tribunal Federal, com o objetivo de questionar o decreto.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">B) Mandado de injun\u00e7\u00e3o, com o objetivo de exigir que o Poder Legislativo municipal edite lei regulamentando a mat\u00e9ria.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">C) Reclama\u00e7\u00e3o constitucional, com o objetivo de assegurar a autoridade da s\u00famula vinculante.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">D) Habeas data, com o objetivo de solicitar explica\u00e7\u00f5es \u00e0 administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica municipal<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>Gabarito: <\/strong>Letra C<\/span><\/p>\n<h2>Coment\u00e1rios<\/h2>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Essa quest\u00e3o foi de gra\u00e7a (rs). Vimos em aula que diante do descumprimento de s\u00famula vinculante cabe o instituto da Reclama\u00e7\u00e3o constitucional. E ela deve ser ingressada no STF com o objetivo de assegurar o cumprimento do enunciado sumulado.<\/span><\/p>\n<h2>Quest\u00e3o 13<\/h2>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Por entender que o voto \u00e9 um direito, e n\u00e3o um dever, um ter\u00e7o dos membros da C\u00e2mara dos Deputados articula proposi\u00e7\u00e3o de Emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o de 1988, no sentido de tornar facultativo a todos os cidad\u00e3os o voto nas elei\u00e7\u00f5es a serem realizadas no pa\u00eds. Sabendo que a proposta gerar\u00e1 grande pol\u00eamica, o grupo de parlamentares resolve consultar u advogado especialista na mat\u00e9ria. De acordo com o sistema jur\u00eddico-constitucional brasileiro, assinale a op\u00e7\u00e3o que indica a orienta\u00e7\u00e3o correta a ser dada pelo advogado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A) N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel sua supress\u00e3o por meio de Emenda Constitucional, porque o voto obrigat\u00f3rio \u00e9 considerado cl\u00e1usula p\u00e9trea da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica, de 1988.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">B) N\u00e3o h\u00e1 \u00f3bice para que venha a ser objeto de altera\u00e7\u00e3o por via de Emenda Constitucional, embora o voto obrigat\u00f3rio tenha estatura constitucional.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">C) Para que a proposta de Emenda Constitucional seja analisada pelo Congresso Nacional, \u00e9 necess\u00e1ria manifesta\u00e7\u00e3o de um ter\u00e7o de ambas as Casas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">D) A emenda, sendo aprovada pelo Congresso Nacional, somente ser\u00e1 promulgada ap\u00f3s a devida san\u00e7\u00e3o presidencial.<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"color: #000000;\"><strong>Gabarito: <\/strong>Letra B<\/span><\/h3>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Opa!\u00a0Quest\u00e3o pegadinha.\u00a0<strong>Voto obrigat\u00f3rio n\u00e3o \u00e9 cl\u00e1usula p\u00e9trea.<\/strong>\u00a0Nossa CF\/88 diz no\u00a0<em>art. 60,\u00a0<\/em><em>\u00a7 4\u00ba N\u00e3o ser\u00e1 objeto de delibera\u00e7\u00e3o a proposta de emenda tendente a abolir &#8211; II &#8211; o voto direto, secreto, universal e peri\u00f3dico.\u00a0<\/em>Portanto, pessoal, n\u00e3o h\u00e1 qualquer obje\u00e7\u00e3o de proposta Emenda Constitucional nesse sentido.<\/span><\/p>\n<h2>Quest\u00e3o 14<\/h2>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Ap\u00f3s uma vida dura de trabalho, Geraldo, que tem 80 anos, encontra-se doente em raz\u00e3o de um problema cr\u00f4nico nos rins e n\u00e3o possui meios de prover a pr\u00f3pria manuten\u00e7\u00e3o. Morando sozinho e n\u00e3o possuindo parentes vivos, sempre trabalhou, ao longo da vida, fazendo pequenos biscates, jamais contribuindo com a previd\u00eancia social. Instru\u00eddo, por amigos, procura um advogado para saber se o sistema jur\u00eddico-constitucional prev\u00ea algum meio assistencial para pessoas em suas condi\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A) \u00e9 garantido o amparo \u00e0 velhice somente \u00e0queles que contribu\u00edram com a seguridade social no decorrer de uma vida dedicada ao trabalho.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">B) \u00e9 assegurado o aux\u00edlio de um sal\u00e1rio m\u00ednimo apenas \u00e0queles que comprovem, concomitantemente, ser idosos e possuir defici\u00eancia f\u00edsica impeditiva para o trabalho.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">C) seria garantida a presta\u00e7\u00e3o de assist\u00eancia social a Geraldo caso ele comprovasse, por interm\u00e9dio de laudos m\u00e9dicos, ser portador de defici\u00eancia f\u00edsica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">D) h\u00e1 previs\u00e3o, no \u00e2mbito da seguridade social, de presta\u00e7\u00e3o de assist\u00eancia social a idosos na situa\u00e7\u00e3o em que Geraldo se encontra.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>Gabarito: <\/strong>Letra D.<\/span><\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Essa foi uma quest\u00e3o mais \u201cpesadinha\u201d, j\u00e1 que o examinador foi buscar l\u00e1 no tema da seguridade e assist\u00eancia social. Olha s\u00f3, nos termos do art. 203:\u00a0<em>\u201ca assist\u00eancia social ser\u00e1 prestada a quem dela necessitar,\u00a0<strong>independentemente de contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 seguridade social<\/strong>, e tem por objetivos: I &#8211; a prote\u00e7\u00e3o \u00e0 fam\u00edlia, \u00e0 maternidade, \u00e0 inf\u00e2ncia, \u00e0 adolesc\u00eancia\u00a0<strong>e \u00e0 velhice;<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Ent\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 que se falar em necessidade de contribui\u00e7\u00e3o para garantia da assist\u00eancia social. No caso pr\u00e1tico, Geraldo tem direito ao benef\u00edcio, tendo em vista que se encontra na condi\u00e7\u00e3o de idoso, com problemas de sa\u00fade e sem condi\u00e7\u00f5es para prover a pr\u00f3pria manuten\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<h2>Quest\u00e3o 15<\/h2>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Jean Oliver, nascido em Paris, na Fran\u00e7a, naturalizou-se brasileiro no ano de 2003. Entretanto, no ano de 2016, foi condenado, na Fran\u00e7a, por comprovado envolvimento de tr\u00e1fico il\u00edcito de drogas (coca\u00edna), no territ\u00f3rio franc\u00eas, entre os anos de 2010 e 2014. Antes da condena\u00e7\u00e3o, em 2015, Jean passou a residir no Brasil. A Fran\u00e7a, com quem o Brasil possui tratado de extradi\u00e7\u00e3o de Jean, a fim de que cumpra, naquele pa\u00eds, a pena de oito anos \u00e0 qual foi condenado. Apreensivo, Jean, procura um advogado e o questiona acerca da possibilidade de o Brasil extradit\u00e1-lo. O advogado, ent\u00e3o, responde que, segundo o sistema jur\u00eddico constitucional brasileiro, a extradi\u00e7\u00e3o<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A) n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, j\u00e1 que, a Constitui\u00e7\u00e3o Federal, por n\u00e3o fazer distin\u00e7\u00e3o entre o brasileiro nato e o brasileiro naturalizado, n\u00e3o pode autorizar tal procedimento.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">B) n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, pois o Brasil n\u00e3o extradita seus cidad\u00e3os nacionais naturalizados, por crime comum praticado ap\u00f3s a oficializa\u00e7\u00e3o do processo de naturaliza\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">C) \u00e9 poss\u00edvel, pois a Constitui\u00e7\u00e3o Federal prev\u00ea a possibilidade de extradi\u00e7\u00e3o em caso de comprovado envolvimento com tr\u00e1fico il\u00edcito de drogas, ainda que praticado ap\u00f3s a naturaliza\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">D) \u00e9 poss\u00edvel, pois a Constitui\u00e7\u00e3o Federal autoriza que o Brasil extradite qualquer brasileiro quando comprovado o seu envolvimento na pr\u00e1tica de crime hediondo em outro pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>\u00a0<\/strong><strong>Gabarito: <\/strong>Letra C<\/span><\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Quest\u00e3o tranquila, que cobrou o entendimento literal do art. 5\u00ba, LI, da nossa Constitui\u00e7\u00e3o: \u201c<em>nenhum brasileiro ser\u00e1 extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime comum, praticado antes da naturaliza\u00e7\u00e3o, ou de comprovado envolvimento em tr\u00e1fico il\u00edcito de entorpecentes e drogas afins, na forma da lei\u201d.\u00a0<\/em>Assim, Jean Oliver, na condi\u00e7\u00e3o de brasileiro naturalizado pode sim ser extraditado\u00a0<strong>diante do comprovado envolvimento com tr\u00e1fico il\u00edcito de drogas.<\/strong><\/span><\/p>\n<h2>Quest\u00e3o 16<\/h2>\n<p><span style=\"color: #000000;\">O Estado Alfa deixou de aplicar, na manuten\u00e7\u00e3o e desenvolvimento do ensino, o m\u00ednimo exigido da receita resultante de impostos estaduais, compreendida a proveniente de transfer\u00eancias. \u00c0 luz desse quadro, algumas associa\u00e7\u00f5es de estudantes procuraram um advogado e o questionam se, nessa hip\u00f3tese, seria poss\u00edvel decretar a interven\u00e7\u00e3o federal no Estado Alfa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A) A interven\u00e7\u00e3o federal da Uni\u00e3o no Estado Alfa pode ser decretada, ex officio, pelo Presidente da Rep\u00fablica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">B) A interven\u00e7\u00e3o federal n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, pois, por ser um mecanismo excepcional, o rol previsto na Constitui\u00e7\u00e3o que a autoriza \u00e9 taxativo, n\u00e3o contemplando a situa\u00e7\u00e3o narrada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">C) A interven\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o no Estado Alfa depender\u00e1 de requerimento do Procurador-Geral da Rep\u00fablica perante o Supremo Tribunal Federal.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">D) A interven\u00e7\u00e3o federal n\u00e3o seria poss\u00edvel, pois a norma constitucional que exige a aplica\u00e7\u00e3o de percentual m\u00ednimo de receita na educa\u00e7\u00e3o nunca foi regulamentada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>Gabarito:\u00a0<\/strong>Letra C.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>\u00a0<\/strong>A banca foi buscar o gabarito l\u00e1 no art. 34: \u201c<em>A Uni\u00e3o n\u00e3o intervir\u00e1 nos Estados nem no Distrito Federal, exceto para: VII &#8211; assegurar a observ\u00e2ncia dos seguintes princ\u00edpios constitucionais: (&#8230;) e) aplica\u00e7\u00e3o do m\u00ednimo exigido da receita resultante de impostos estaduais, compreendida a proveniente de transfer\u00eancias, na manuten\u00e7\u00e3o e desenvolvimento do ensino e nas a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os p\u00fablicos de sa\u00fade\u201d<\/em>.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Diante dessa situa\u00e7\u00e3o, caber\u00e1 ao PGR o requerimento de interven\u00e7\u00e3o federal, devendo o mesmo ser realizado perante o STF. ( Art. 36 III, CRFB\/88).<\/span><\/p>\n<h2>Quest\u00e3o 17<\/h2>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Policiais Militares do Estado Y decidiram entrar em greve em raz\u00e3o dos atrasos salariais e por considerarem inadequadas as condi\u00e7\u00f5es de trabalho. Em raz\u00e3o desse quadro, a Associa\u00e7\u00e3o de Esposas e Vi\u00favas dos Policiais Militares procura um advogado para saber a constitucionalidade dessa decis\u00e3o dos policiais militares. Sobre a hip\u00f3tese apresentada, assinale a afirmativa correta.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A) Compete aos referidos policiais militares decidir sobre a oportunidade de exercer o direito de greve, que lhes \u00e9 assegurado pela CRFB\/88.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">B) O direito de greve pode ser livremente exercido pelos policiais militares est\u00e1veis, mas aqueles que estiverem em est\u00e1gio probat\u00f3rio podem ser demitidos por falta injustificada ao servi\u00e7o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">C) O exerc\u00edcio do direito de greve, sob qualquer forma ou modalidade, \u00e9-lhes vedado, pois sua atividade \u00e9 essencial \u00e0 seguran\u00e7a da sociedade, tal qual ocorre com os militares das For\u00e7as Armadas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">D) O direito de greve dos servidores p\u00fablicos ainda n\u00e3o foi regulamentado por lei espec\u00edfica, o que torna a decis\u00e3o constitucionalmente incorreta.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>Gabarito: <\/strong>Letra C.<strong>\u00a0<\/strong><\/span><\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Olha s\u00f3. A banca cobrou o tema do direito de greve do servidores militares. No caso desses servidores, nossa Constitui\u00e7\u00e3o veda expressamente o direito de greve. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">\u00c9 a previs\u00e3o do art.\u00a0<em>Art. 142, inciso IV &#8211; ao militar s\u00e3o proibidas a sindicaliza\u00e7\u00e3o e a greve.\u00a0<\/em>Dessa forma, n\u00e3o h\u00e1 possibilidade dos policiais militares do Estado Y exercerem o direito de greve.<\/span><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.estrategiaoab.com.br\/curso-oab-online\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Clique aqui para conhecer nossos cursos preparat\u00f3rios para o Exame de Ordem.<\/a><\/p>\n<h3><em>Prova Comentada OAB<\/em><\/h3>\n<h1>Direitos Humanos<\/h1>\n<h3 style=\"text-align: right;\">Prof. Ricardo Torques<\/h3>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><strong>Quest\u00e3o 18<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Voc\u00ea foi procurado, como advogado(a), por representantes de um Centro de Defesa dos Direitos Humanos, que lhe informaram que o governador do estado, juntamente com o ministro da justi\u00e7a do pa\u00eds, estavam articulando a expuls\u00e3o coletiva de um grupo de haitianos, que vive legalmente na sua cidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na imin\u00eancia de tal situa\u00e7\u00e3o e sabendo que o Brasil \u00e9 signat\u00e1rio da Conven\u00e7\u00e3o Americana sobre os Direitos Humanos, assinale a op\u00e7\u00e3o que indica, em conformidade com essa conven\u00e7\u00e3o, o argumento jur\u00eddico a ser usado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A) Um decreto do governador combinado a uma portaria do ministro da justi\u00e7a constituem fundamento jur\u00eddico suficiente para a expuls\u00e3o coletiva, segundo a Conven\u00e7\u00e3o acima citada. Portanto, a \u00fanica solu\u00e7\u00e3o \u00e9 pol\u00edtica, ou seja, fazer manifesta\u00e7\u00f5es para demover as autoridades desse prop\u00f3sito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">B) A Conven\u00e7\u00e3o Americana sobre os Direitos Humanos \u00e9 omissa quanto a esse ponto. Portanto, a \u00fanica alternativa \u00e9 buscar apoio em outros tratados internacionais, como a Conven\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas, relativa ao Estatuto dos Refugiados, tamb\u00e9m conhecida como Conven\u00e7\u00e3o de Genebra, de 1951.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">C) A expuls\u00e3o coletiva de estrangeiros \u00e9 permitida, segundo a Conven\u00e7\u00e3o Americana sobre os Direitos Humanos, apenas no caso daqueles que tenham tido condena\u00e7\u00e3o penal com tr\u00e2nsito em julgado, o que n\u00e3o foi o caso dos haitianos visados pelos prop\u00f3sitos do governador e do ministro, uma vez que eles vivem legalmente na cidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">D) A pessoa que se ache legalmente no territ\u00f3rio de um Estado tem direito de circular nele e de nele residir em conformidade com as disposi\u00e7\u00f5es legais. Al\u00e9m disso, \u00e9 proibida a expuls\u00e3o coletiva de estrangeiros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Gabarito:<\/strong> D<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><strong>Coment\u00e1rios<\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">A quest\u00e3o cobra a Conven\u00e7\u00e3o Americana de Direitos Humanos, o principal documento do Sistema Interamericano de Direitos Humanos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Prega a Conven\u00e7\u00e3o que a expuls\u00e3o coletiva de estrangeiros \u00e9 expressamente proibida. Ou seja, n\u00e3o pode ocorrer em nenhum caso. Al\u00e9m disso, o texto\u00a0 convencionado defende que toda pessoa tem direito a circular e residir no territ\u00f3rio de um estado de acordo com as disposi\u00e7\u00f5es legais. Vejamos o art. 22, da Conven\u00e7\u00e3o, que trata dessas previs\u00f5es:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Artigo 22.\u00a0 Direito de circula\u00e7\u00e3o e de resid\u00eancia<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1. Toda pessoa que se ache legalmente no territ\u00f3rio de um Estado tem direito de circular nele e de nele residir em conformidade com as disposi\u00e7\u00f5es legais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">9. \u00c9 proibida a expuls\u00e3o coletiva de estrangeiros<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dessa forma, a\u00a0<strong>alternativa D<\/strong>\u00a0est\u00e1 correta e \u00e9 o gabarito da quest\u00e3o.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><strong>Quest\u00e3o 19<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O governo federal autorizou uma mineradora a prospectar a explora\u00e7\u00e3o dos recursos existentes nas terras ind\u00edgenas. Numerosas institui\u00e7\u00f5es da sociedade civil contratam voc\u00ea para, na condi\u00e7\u00e3o de advogado, atuar em defesa da comunidade ind\u00edgena.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tendo em vista tal fato, al\u00e9m do que determina a Conven\u00e7\u00e3o 169 da OIT Sobre Povos Ind\u00edgenas e Tribais, assinale a afirmativa correta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A) O governo dever\u00e1 estabelecer ou manter procedimentos com vistas a consultar os povos ind\u00edgenas interessados, a fim de determinar se os interesses desses povos seriam prejudicados e em que medida, antes de empreender ou autorizar qualquer programa de prospec\u00e7\u00e3o ou explora\u00e7\u00e3o dos recursos existentes em suas terras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">B) A prospec\u00e7\u00e3o e a explora\u00e7\u00e3o dos recursos naturais em terras ind\u00edgenas pode ocorrer independentemente da autoriza\u00e7\u00e3o e da participa\u00e7\u00e3o dos povos ind\u00edgenas nesse processo, desde que haja uma indeniza\u00e7\u00e3o por eventuais danos causados em decorr\u00eancia dessa explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">C) A prospec\u00e7\u00e3o e a explora\u00e7\u00e3o das riquezas naturais em terras ind\u00edgenas podem ocorrer mesmo sem a participa\u00e7\u00e3o ou o consentimento dos povos ind\u00edgenas afetados. No entanto, esses povos t\u00eam direito a receber a metade do valor obtido como lucro l\u00edquido resultante dessa explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">D) Se a propriedade dos min\u00e9rios ou dos recursos do subsolo existentes na terra ind\u00edgena pertencerem ao Estado, o governo n\u00e3o est\u00e1 juridicamente obrigado a consultar os povos interessados. Nesse caso, restaria apenas a mobiliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica como estrat\u00e9gia de convencimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Gabarito:<\/strong> A<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><strong>Coment\u00e1rios<\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">A quest\u00e3o cobra o conhecimento da Conven\u00e7\u00e3o 169 da OIT. Embora seja uma quest\u00e3o espec\u00edfica, a resposta \u00e9 bastante l\u00f3gica. Em caso de explora\u00e7\u00e3o de recursos em terrar ind\u00edgenas, os povos ind\u00edgenas devem ser consultados! O governo precisa saber em que medida aquele povo ser\u00e1 afetado. Vejamos o art. 15 da Conven\u00e7\u00e3o 169, da OIT.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Artigo 15<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1. Os direitos dos povos interessados aos recursos naturais existentes nas suas terras dever\u00e3o ser especialmente protegidos. Esses direitos abrangem o direito desses povos a participarem da utiliza\u00e7\u00e3o, administra\u00e7\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o dos recursos mencionados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2. Em caso de pertencer ao Estado a propriedade dos min\u00e9rios ou dos recursos do subsolo, ou de ter direitos sobre outros recursos, existentes na terras, os governos dever\u00e3o estabelecer ou manter procedimentos com vistas a consultar os povos interessados, a fim de se determinar se os interesses desses povos seriam prejudicados, e em que medida, antes de se empreender ou autorizar qualquer programa de prospec\u00e7\u00e3o ou explora\u00e7\u00e3o dos recursos existentes nas suas terras. Os povos interessados dever\u00e3o participar sempre que for poss\u00edvel dos benef\u00edcios que essas atividades produzam, e receber indeniza\u00e7\u00e3o equitativa por qualquer dano que possam sofrer como resultado dessas atividades.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portanto, a\u00a0<strong>alternativa A<\/strong>\u00a0est\u00e1 correta e \u00e9 o gabarito da quest\u00e3o.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><strong>Quest\u00e3o 20<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ernesto concluiu o doutorado em Direito em prestigiosa universidade situada em Nova York, nos Estados Unidos, e pretende fazer concurso para o cargo de professor em uma universidade brasileira. Uma das exig\u00eancias para a revalida\u00e7\u00e3o do seu diploma estrangeiro \u00e9 que este esteja devidamente legalizado. Essa legaliza\u00e7\u00e3o de documento estrangeiro dever\u00e1 ser feita mediante<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A) o apostilamento pela Conven\u00e7\u00e3o da Apostila de Haia, da qual Brasil e Estados Unidos fazem parte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">B) a consulariza\u00e7\u00e3o no consulado brasileiro em Nova York.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">C) a notariza\u00e7\u00e3o em consulado norte-americano no Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">D) o apostilamento pela Conven\u00e7\u00e3o da Apostila de Haia, no consulado brasileiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Gabarito<\/strong>: A<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><strong>Coment\u00e1rios<\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Conven\u00e7\u00e3o sobre a Elimina\u00e7\u00e3o da Exig\u00eancia de Legaliza\u00e7\u00e3o de Documentos P\u00fablicos Estrangeiros, conhecida como Conven\u00e7\u00e3o da Apostila, tornou mais simples e \u00e1gil a tramita\u00e7\u00e3o de documentos p\u00fablicos entre o Brasil e os mais de cem pa\u00edses que s\u00e3o partes daquele acordo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para a validade da Conven\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio que ambos os pa\u00edses sejam signat\u00e1rios da Conven\u00e7\u00e3o da Apostila e, ap\u00f3s isso, basta que o interessado se dirija a um cart\u00f3rio habilitado em uma das capitais estaduais ou no Distrito Federal e solicitar a emiss\u00e3o de uma \u201cApostila da Haia\u201d para um documento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, a <strong>alternativa A<\/strong> est\u00e1 correta e \u00e9 o gabarito da quest\u00e3o.<\/p>\n<h3><em>Prova Comentada OAB<\/em><\/h3>\n<h1 style=\"text-align: justify;\">Direito Internacional<\/h1>\n<h3 style=\"text-align: right;\">Profa. Daniela Menezes<\/h3>\n<h2><strong>Quest\u00e3o 20<\/strong><\/h2>\n<p>Ernesto concluiu o doutorado em Direito em prestigiosa universidade situada em Nova York, nos Estados Unidos, e pretende fazer concurso para o cargo de professor em uma universidade brasileira. Uma das exig\u00eancias para a revalida\u00e7\u00e3o do seu diploma estrangeiro \u00e9 que este esteja devidamente legalizado. Essa legaliza\u00e7\u00e3o de documento estrangeiro dever\u00e1 ser feita mediante<\/p>\n<p>A) o apostilamento pela Conven\u00e7\u00e3o da Apostila de Haia, da qual Brasil e Estados Unidos fazem parte.<\/p>\n<p>B) a consulariza\u00e7\u00e3o no consulado brasileiro em Nova York.<\/p>\n<p>C) a notariza\u00e7\u00e3o em consulado norte-americano no Brasil.<\/p>\n<p>D) o apostilamento pela Conven\u00e7\u00e3o da Apostila de Haia, no consulado brasileiro.<\/p>\n<p><strong>Gabarito:<\/strong>\u00a0Letra A<\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<p>Como vimos na aula, desde 14\/08\/2016, as reparti\u00e7\u00f5es consulares nos EUA n\u00e3o tem compet\u00eancia para legaliza\u00e7\u00e3o de documentos, pois entrou em vigor para o Brasil a Conven\u00e7\u00e3o sobre a Elimina\u00e7\u00e3o de Legaliza\u00e7\u00e3o de Documentos P\u00fablicos Estrangeiros (Conven\u00e7\u00e3o da Apostila de Haia). Destaca-se que os Estados Unidos tamb\u00e9m s\u00e3o Parte na Conven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2><strong>Quest\u00e3o 21<\/strong><\/h2>\n<p>Paulo, brasileiro, celebra no Brasil um contrato de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de consultoria no Brasil a uma empresa pertencente a Fran\u00e7ois, franc\u00eas residente em Paris, para a realiza\u00e7\u00e3o de investimentos no mercado imobili\u00e1rio brasileiro. O contrato possui uma cl\u00e1usula indicando a aplica\u00e7\u00e3o da lei francesa. Em a\u00e7\u00e3o proposta por Paulo no Brasil, surge uma quest\u00e3o envolvendo a capacidade de Fran\u00e7ois para assumir e cumprir as obriga\u00e7\u00f5es previstas no contrato. Com rela\u00e7\u00e3o a essa quest\u00e3o, a Justi\u00e7a brasileira dever\u00e1 aplicar<\/p>\n<p>A) a lei brasileira, porque o contrato foi celebrado no Brasil.<\/p>\n<p>B) a lei francesa, porque Fran\u00e7ois \u00e9 residente da Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>C) a lei brasileira, pa\u00eds onde os servi\u00e7os ser\u00e3o prestados.<\/p>\n<p>D) a lei francesa, escolhida pelas partes mediante cl\u00e1usula contratual expressa.<\/p>\n<p><strong>Gabarito: <\/strong>Letra\u00a0B<\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<p>A fundamenta\u00e7\u00e3o legal encontra-se no art. 7\u00ba (LINDB). A lei do pa\u00eds em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o come\u00e7o e o fim da personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de fam\u00edlia.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.estrategiaoab.com.br\/curso-oab-online\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Clique aqui para conhecer nossos cursos preparat\u00f3rios para o Exame de Ordem.<\/a><\/p>\n<h3><em>Prova Comentada OAB<\/em><\/h3>\n<h1>Direito Tribut\u00e1rio<\/h1>\n<h3 style=\"text-align: right;\">Prof. Rodrigo Martins<\/h3>\n<h2><strong>Quest\u00e3o 22<\/strong><\/h2>\n<p>Jo\u00e3o, no final de janeiro de 2016, foi citado em execu\u00e7\u00e3o fiscal, proposta no in\u00edcio do m\u00eas, para pagamento de valores do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) referente aos anos de 2009 e 2010. Sabe-se que o IPTU em refer\u00eancia aos dois exerc\u00edcios foi lan\u00e7ado e notificado ao sujeito passivo, respectivamente, em janeiro de 2009 e janeiro de 2010. Ap\u00f3s ci\u00eancia dos lan\u00e7amentos, Jo\u00e3o n\u00e3o tomou qualquer provid\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o aos d\u00e9bitos. O Munic\u00edpio n\u00e3o adotou qualquer medida judicial entre a notifica\u00e7\u00e3o dos lan\u00e7amentos ao sujeito passivo e o ajuizamento da execu\u00e7\u00e3o fiscal.<\/p>\n<p>Com base na hip\u00f3tese apresentada, assinale a op\u00e7\u00e3o que indica o argumento apto a afastar a exig\u00eancia fiscal.<br \/>\nA) O cr\u00e9dito tribut\u00e1rio est\u00e1 extinto em virtude de decad\u00eancia.<\/p>\n<p>B) O cr\u00e9dito tribut\u00e1rio est\u00e1 extinto em virtude de parcelamento.<\/p>\n<p>C) A exigibilidade do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio est\u00e1 suspensa em virtude de compensa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>D) O cr\u00e9dito tribut\u00e1rio est\u00e1 extinto em virtude de prescri\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Gabarito:\u00a0<\/strong>Letra D<\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<p>N\u00e3o \u00e9 cab\u00edvel a alternativa &#8220;a&#8221; porque o cr\u00e9dito foi constitu\u00eddo;\u00a0n\u00e3o \u00e9 cab\u00edvel a alternativa &#8220;b&#8221; porque o problema sequer informar ter havido parcelamento; e\u00a0n\u00e3o \u00e9 cab\u00edvel a alternativa &#8220;c&#8221; porque o problema tamb\u00e9m n\u00e3o informa ter havido compensa\u00e7\u00e3o, e considerando, ainda e principalmente, que compensa\u00e7\u00e3o \u00e9 hip\u00f3tese de extin\u00e7\u00e3o (art. 156, inciso II, do CTN). S\u00f3 \u00e9 cab\u00edvel assim, a alternativa &#8220;d&#8221;, considerando que entre a notifica\u00e7\u00e3o acerca da constitui\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos e a execu\u00e7\u00e3o pode ter ultrapassado o prazo de 5 anos\u00a0(art. 156, V, e art. 174 do CTN).<\/p>\n<h2><strong>Quest\u00e3o 23<\/strong><\/h2>\n<p>Devido \u00e0 crise que vem atingindo o Estado Y, seu Governador, ap\u00f3s examinar as principais reclama\u00e7\u00f5es dos contribuintes, decidiu estabelecer medidas que facilitassem o pagamento do Imposto sobre\u00a0 a Propriedade de Ve\u00edculos Automotores (IPVA). Por meio de despacho administrativo, autorizado por lei, perdoou d\u00e9bitos de IPVA iguais ou inferiores a R$ 300,00 (trezentos reais) na \u00e9poca da publica\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, sancionou lei prorrogando o prazo de pagamento dos d\u00e9bitos de IPVA vencidos.<\/p>\n<p>Com base no caso apresentado, assinale a op\u00e7\u00e3o que indica os institutos tribut\u00e1rios utilizados pelo governo, respectivamente.<\/p>\n<p>A) Remiss\u00e3o e isen\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>B) Morat\u00f3ria e anistia.<\/p>\n<p><strong>C) Remiss\u00e3o e morat\u00f3ria.<\/strong><\/p>\n<p>D) Isen\u00e7\u00e3o e morat\u00f3ria.<\/p>\n<p><strong>Gabarito:\u00a0<\/strong>Letra C<\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<p>Remiss\u00e3o \u00e9 o &#8220;perd\u00e3o&#8221;, por meio de lei, quanto ao pagamento de cr\u00e9dito tribut\u00e1rio j\u00e1 constitu\u00eddo (art. 156, IV, do CTN), enquanto a morat\u00f3ria \u00e9 a dila\u00e7\u00e3o (prorroga\u00e7\u00e3o) do prazo legal para pagamento (art. 151, inciso I, e ss. do CTN). Esses conceitos se enquadram \u00e0 hip\u00f3tese do problema, estando correta, pois a alternativa &#8220;c&#8221;. N\u00e3o \u00e9 cab\u00edvel a alternativa &#8220;a&#8221; porque isen\u00e7\u00e3o \u00e9 hip\u00f3tese de exclus\u00e3o de cr\u00e9dito tribut\u00e1rio, que alcan\u00e7a somente fatos geradores futuro, relativamente a cr\u00e9ditos que, por isso, ainda sequer foram constitu\u00eddos; n\u00e3o \u00e9 cab\u00edvel a alternativa &#8220;b&#8221; porque anistia tamb\u00e9m \u00e9 hip\u00f3tese de exclus\u00e3o de cr\u00e9dito tribut\u00e1rio, que alcan\u00e7a\u00a0 infra\u00e7\u00f5es passadas, relativamente a autua\u00e7\u00f5es (autos de infra\u00e7\u00e3o) que ainda tamb\u00e9m n\u00e3o foram constitu\u00eddos; e\u00a0n\u00e3o \u00e9 cab\u00edvel a alternativa &#8220;d&#8221; devido \u00e0 hip\u00f3tese dada no problema n\u00e3o se enquadrar no conceito de isen\u00e7\u00e3o, conforme j\u00e1 comentamos acima (relativamente \u00e0 alternativa &#8220;a&#8221;).<\/p>\n<h2><strong>Quest\u00e3o 24<\/strong><\/h2>\n<p>Em 2015, o Munic\u00edpio X estabeleceu, por meio da Lei n\u00ba 123, al\u00edquotas progressivas do Imposto sobre Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU), tendo em conta o valor do im\u00f3vel.<\/p>\n<p>Sobre a hip\u00f3tese, assinale a afirmativa correta:<\/p>\n<p>A) A lei \u00e9 inconstitucional, pois a Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica admite al\u00edquotas progressivas do IPTU apenas se destinadas a assegurar o cumprimento da fun\u00e7\u00e3o social da propriedade urbana, o que n\u00e3o \u00e9 a hip\u00f3tese.<\/p>\n<p>B) A lei \u00e9 inconstitucional, pois viola o Princ\u00edpio da Isonomia.<\/p>\n<p>C) A lei est\u00e1 de acordo com a Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica, e a fixa\u00e7\u00e3o de al\u00edquotas progressivas poderia at\u00e9 mesmo ser estabelecida por Decreto.<\/p>\n<p><strong>D) A lei est\u00e1 de acordo com a Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica, que estabelece a possibilidade de o IPTU ser progressivo em raz\u00e3o do valor do im\u00f3vel (art. 156, \u00a7 2\u00ba, inciso I, da CF).<\/strong><\/p>\n<p><strong>Gabarito:\u00a0<\/strong>Letra D<\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<p>N\u00e3o \u00e9 cab\u00edvel a alternativa &#8220;a&#8221; porque a CF\/88 admite tanto a progressividade extrafiscal ou no tempo (art. 182, \u00a7 4\u00ba, da CF\/88), com vistas ao cumprimento da fun\u00e7\u00e3o social da propriedade, quanto a progressividade fiscal ou no espa\u00e7o, com vistas \u00e0 arrecada\u00e7\u00e3o (fun\u00e7\u00e3o arrecadat\u00f3ria, nos termos do art. 156, \u00a7 1\u00ba, inciso I, da CF\/88); n\u00e3o \u00e9 cab\u00edvel a alternativa &#8220;b&#8221; porque a progressividade \u00e9 justamente uma t\u00e9cnica de implementa\u00e7\u00e3o do Princ\u00edpio da Isonomia;\u00a0n\u00e3o \u00e9 cab\u00edvel a alternativa &#8220;c&#8221; porque a fixa\u00e7\u00e3o de al\u00edquotas do IPTU se submete ao Princ\u00edpio da Estrita Legalidade Tribut\u00e1ria (art. 150, inciso I, da CF\/88).\u00a0S\u00f3 \u00e9 cab\u00edvel assim, a alternativa &#8220;d&#8221;, considerando que a CF\/88 estabelece, expressamente, a possibilidade de o IPTU ser progressivo em raz\u00e3o do valor do im\u00f3vel (art. 156, \u00a7 1\u00ba, inciso I, da CF).<\/p>\n<h2><strong>Quest\u00e3o 25<\/strong><\/h2>\n<p>O Munic\u00edpio M, ao realizar a op\u00e7\u00e3o constitucionalmente prevista, fiscalizou e cobrou Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR), incidente sobre as propriedades rurais localizadas fora da sua \u00e1rea urbana. Em fun\u00e7\u00e3o desse fato, o Munic\u00edpio M recebeu 50% (cinquenta por cento) do produto do imposto da Uni\u00e3o sobre a propriedade rural, relativo aos im\u00f3veis nele situados.<\/p>\n<p>Diante dessa situa\u00e7\u00e3o, sobre a fiscaliza\u00e7\u00e3o e a cobran\u00e7a do ITR pelo Munic\u00edpio M, assinale a afirmativa correta.<\/p>\n<p>A) N\u00e3o s\u00e3o poss\u00edveis, por se tratar de imposto de compet\u00eancia da Uni\u00e3o.<\/p>\n<p>B) S\u00e3o poss\u00edveis, sendo igualmente correta a atribui\u00e7\u00e3o de 50% (cinquenta por cento) do produto da arrecada\u00e7\u00e3o do imposto a ele.<\/p>\n<p><strong>C) S\u00e3o poss\u00edveis, por\u00e9m, nesse caso, a totalidade do produto da arrecada\u00e7\u00e3o do imposto pertence ao Munic\u00edpio.<\/strong><\/p>\n<p>D) S\u00e3o poss\u00edveis, por\u00e9m, nesse caso, 25% (vinte e cinco por cento) do produto da arrecada\u00e7\u00e3o do imposto pertence ao Munic\u00edpio.<\/p>\n<p><strong>Gabarito: <\/strong>Letra C<\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<p>O art. 153, \u00a7 4\u00ba, inciso III, c\/c o art. 158, inciso I, ambos da CF\/88, prescrevem que o ITR ser\u00e1 fiscalizado e cobrado pelos Munic\u00edpios que assim optarem, na forma da lei, desde que n\u00e3o implique redu\u00e7\u00e3o do imposto ou qualquer outra forma de ren\u00fancia fiscal, hip\u00f3tese em que o Munic\u00edpio poder\u00e1 ficar com 100% (isto \u00e9, o total) do produto da arrecada\u00e7\u00e3o. Portanto, por expressa previs\u00e3o constitucional, s\u00f3 \u00e9 cab\u00edvel a alternativa &#8220;c&#8221;.<\/p>\n<h2><strong>Quest\u00e3o 26<\/strong><\/h2>\n<p>A pessoa jur\u00eddica XXX \u00e9 devedora de Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL), al\u00e9m de multa de of\u00edcio e de juros morat\u00f3rios (taxa SELIC), relativamente ao exerc\u00edcio de 2014.<br \/>\nO referido cr\u00e9dito tribut\u00e1rio foi devidamente constitu\u00eddo por meio de lan\u00e7amento de of\u00edcio, e sua exigibilidade se encontra suspensa por for\u00e7a de recurso administrativo. No ano de 2015, a pessoa jur\u00eddica XXX foi incorporada pela pessoa jur\u00eddica ZZZ.<\/p>\n<p>Sobre a responsabilidade tribut\u00e1ria da pessoa jur\u00eddica ZZZ, no tocante ao cr\u00e9dito tribut\u00e1rio constitu\u00eddo contra XXX, assinale a afirmativa correta.<\/p>\n<p>A) A incorporadora ZZZ \u00e9 respons\u00e1vel apenas pelo pagamento da CSLL e dos juros morat\u00f3rios (taxa Selic).<\/p>\n<p><strong>B) A incorporadora ZZZ \u00e9 integralmente respons\u00e1vel tanto pelo pagamento da CSLL quanto pelo pagamento da multa e dos juros morat\u00f3rios.<\/strong><\/p>\n<p>C) A incorporadora ZZZ \u00e9 respons\u00e1vel apenas pelo tributo, uma vez que, em raz\u00e3o da suspens\u00e3o da exigibilidade, n\u00e3o \u00e9 respons\u00e1vel pelo pagamento das multas e dos demais acr\u00e9scimos legais.<\/p>\n<p>D) A incorporadora ZZZ \u00e9 respons\u00e1vel apenas pela CSLL e pela multa, n\u00e3o sendo respons\u00e1vel pelo pagamento dos juros morat\u00f3rios.<\/p>\n<p><strong>Gabarito: <\/strong>Letra B.<\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<p>O art. 132 do CTN prescreve que a pessoa jur\u00eddica de direito privado que resultar de fus\u00e3o, transforma\u00e7\u00e3o ou incorpora\u00e7\u00e3o de outra ou em outra \u00e9 respons\u00e1vel pelos tributos devidos at\u00e9 \u00e0 data do ato pelas pessoas jur\u00eddicas de direito privado fusionadas, transformadas ou incorporadas. Ao julgar o\u00a0Recurso Especial em Repetitivo n\u00ba 923.012\/MG, o STJ sedimentou o entendimento que essa responsabilidade se estende \u00e0s multas, sejam elas morat\u00f3rias ou punitivas. Portanto, diante disso, a \u00fanica alternativa cab\u00edvel \u00e9 a &#8220;b&#8221;.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.estrategiaoab.com.br\/curso-oab-online\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Clique aqui para conhecer nossos cursos preparat\u00f3rios para o Exame de Ordem.<\/a><\/p>\n<h3><em>Prova Comentada OAB<\/em><\/h3>\n<h1>Direito Administrativo<\/h1>\n<h3 style=\"text-align: right;\">Prof. Igor Maciel<\/h3>\n<h2><strong>Quest\u00e3o 27<\/strong><\/h2>\n<p>Ricardo, servidor p\u00fablico federal, especializou-se no mercado imobili\u00e1rio, tornando-se corretor de im\u00f3veis. Em raz\u00e3o do aumento da demanda, passou a atender seus clientes durante o hor\u00e1rio de expediente, ausentando-se da reparti\u00e7\u00e3o p\u00fablica sem pr\u00e9via autoriza\u00e7\u00e3o do chefe imediato. Instaurada sindic\u00e2ncia, Ricardo foi punido com uma advert\u00eancia. A despeito disso, ele passou a reincidir na mesma falta que ensejou sua puni\u00e7\u00e3o. Nova sindic\u00e2ncia foi aberta. Com base na situa\u00e7\u00e3o narrada, assinale a afirmativa correta.<\/p>\n<p>A) A sindic\u00e2ncia n\u00e3o pode resultar, em nenhuma hip\u00f3tese, na aplica\u00e7\u00e3o da pena de suspens\u00e3o; neste caso, deve ser instaurado processo administrativo disciplinar.<\/p>\n<p>B) A reitera\u00e7\u00e3o da mesma falha n\u00e3o enseja a aplica\u00e7\u00e3o da pena de suspens\u00e3o; neste caso, a \u00fanica san\u00e7\u00e3o poss\u00edvel \u00e9 a advert\u00eancia.<\/p>\n<p>C) A sindic\u00e2ncia pode dar ensejo \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o da pena de suspens\u00e3o, desde que a san\u00e7\u00e3o seja de at\u00e9 30 (trinta) dias.<\/p>\n<p>D) A pena de demiss\u00e3o independe da instaura\u00e7\u00e3o de processo administrativo disciplinar, podendo ser aplicada ap\u00f3s sindic\u00e2ncia.<\/p>\n<p><strong>Gabarito:\u00a0<\/strong>Letra C<\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<p>Meus amigos, esta quest\u00e3o cobrou a letra fria da lei 8.112\/90.<\/p>\n<p>A sindic\u00e2ncia n\u00e3o pode redundar em penalidade de suspens\u00e3o maior que 30 dias ou em demiss\u00e3o, penalidades apenas poss\u00edveis de serem aplicadas via Processo Administrativo Disciplinar.<\/p>\n<p>Trata-se da interpreta\u00e7\u00e3o do artigo 145, II, da Lei 8.112\/90:<\/p>\n<blockquote><p>Art.\u00a0145.\u00a0\u00a0Da sindic\u00e2ncia poder\u00e1 resultar:<\/p>\n<p>I\u00a0\u2013\u00a0arquivamento do processo;<\/p>\n<p>II\u00a0\u2013\u00a0aplica\u00e7\u00e3o de penalidade de advert\u00eancia ou suspens\u00e3o de at\u00e9 30 (trinta)\u00a0dias;<\/p>\n<p>III\u00a0\u2013\u00a0instaura\u00e7\u00e3o de processo disciplinar.<\/p><\/blockquote>\n<h2><strong>Quest\u00e3o 28<\/strong><\/h2>\n<p>Raimundo tornou-se prefeito de um pequeno munic\u00edpio brasileiro. Seu mandato teve in\u00edcio em janeiro de 2009 e encerrou-se em dezembro de 2012. Em abril de 2010, sabendo que sua esposa estava gr\u00e1vida de g\u00eameos e que sua resid\u00eancia seria pequena para receber os novos filhos, Raimundo comprou um terreno e resolveu construir uma casa maior. No mesmo m\u00eas, com o or\u00e7amento familiar apertado, para n\u00e3o incorrer em novos custos, ele usou um trator de esteiras, de propriedade do munic\u00edpio, para nivelar o terreno rec\u00e9madquirido. O Minist\u00e9rio P\u00fablico teve ci\u00eancia do fato em maio de 2015 e ajuizou, em setembro do mesmo ano, a\u00e7\u00e3o de improbidade administrativa contra Raimundo. Ap\u00f3s an\u00e1lise da resposta preliminar, o juiz recebeu a a\u00e7\u00e3o e ordenou a cita\u00e7\u00e3o do r\u00e9u em dezembro de 2015. Considerando o enunciado da quest\u00e3o e a Lei de Improbidade Administrativa, em especial as disposi\u00e7\u00f5es sobre prescri\u00e7\u00e3o, o prazo prescricional das eventuais san\u00e7\u00f5es a serem aplicadas a Raimundo \u00e9 de<\/p>\n<p>A) cinco anos, tendo como termo inicial a data da infra\u00e7\u00e3o (abril de 2010); logo, como a a\u00e7\u00e3o foi ajuizada em setembro de 2015, ocorreu a prescri\u00e7\u00e3o no caso concreto.<\/p>\n<p>B) tr\u00eas anos, tendo como termo inicial a data em que os fatos se tornaram conhecidos pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico (maio de 2015); logo, como a a\u00e7\u00e3o foi ajuizada em setembro de 2015, n\u00e3o ocorreu a prescri\u00e7\u00e3o no caso concreto.<\/p>\n<p>C) cinco anos, tendo como termo inicial o t\u00e9rmino do exerc\u00edcio do mandato (dezembro de 2012); logo, como a a\u00e7\u00e3o foi ajuizada em setembro de 2015, n\u00e3o ocorreu a prescri\u00e7\u00e3o no caso concreto.<\/p>\n<p>D) tr\u00eas anos, tendo como termo inicial o t\u00e9rmino do exerc\u00edcio do mandato (dezembro de 2012); logo, como a a\u00e7\u00e3o foi ajuizada em setembro de 2015, ocorreu a prescri\u00e7\u00e3o no caso concreto.<\/p>\n<p><strong>Gabarito:\u00a0<\/strong>Letra C<\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<p>Alternativa correta, letra C.<\/p>\n<p>A prescri\u00e7\u00e3o na lei de improbidade envolve a interpreta\u00e7\u00e3o dos artigos 37, par\u00e1grafo 5\u00ba, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal e na Lei 8.429\/92, artigo 23. Para a Constitui\u00e7\u00e3o, a penalidade de ressarcimento ao er\u00e1rio \u00e9 imprescrit\u00edvel:<\/p>\n<blockquote><p>Artigo 37.<\/p>\n<p>5\u00ba A lei estabelecer\u00e1 os prazos de prescri\u00e7\u00e3o para il\u00edcitos praticados por qualquer agente, servidor ou n\u00e3o, que causem preju\u00edzos ao er\u00e1rio, ressalvadas as respectivas a\u00e7\u00f5es de ressarcimento.<\/p><\/blockquote>\n<p>Contudo, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s demais san\u00e7\u00f5es previstas na Lei 8.429\/92, o artigo 23 estabelece os seguintes prazos prescricionais:<\/p>\n<blockquote><p>Art. 23. As a\u00e7\u00f5es destinadas a levar a efeitos as san\u00e7\u00f5es previstas nesta lei podem ser propostas:<\/p>\n<p>I \u2013 at\u00e9 cinco anos ap\u00f3s o t\u00e9rmino do exerc\u00edcio de mandato, de cargo em comiss\u00e3o ou de fun\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a;<\/p>\n<p>II \u2013 dentro do prazo prescricional previsto em lei espec\u00edfica para faltas disciplinares pun\u00edveis com demiss\u00e3o a bem do servi\u00e7o p\u00fablico, nos casos de exerc\u00edcio de cargo efetivo ou emprego.<\/p>\n<p>III \u2013 at\u00e9 cinco anos da data da apresenta\u00e7\u00e3o \u00e0 administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica da presta\u00e7\u00e3o de contas final pelas entidades referidas no par\u00e1grafo \u00fanico do art. 1o desta Lei.<\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No caso da quest\u00e3o o prazo para manejo da a\u00e7\u00e3o de improbidade era de 5 (cinco) anos a contar do t\u00e9rmino do mandato do prefeito (Dezembro de 2017). N\u00e3o h\u00e1 que se falar em prescri\u00e7\u00e3o, portanto.<\/p>\n<h2><strong>Quest\u00e3o 29<\/strong><\/h2>\n<p>Jo\u00e3o foi aprovado em concurso p\u00fablico para ocupar um cargo federal. Depois de nomeado, tomou posse e entrou em exerc\u00edcio imediatamente. Por\u00e9m, em raz\u00e3o da sua baixa produtividade, o \u00f3rg\u00e3o ao qual Jo\u00e3o estava vinculado entendeu que o servidor n\u00e3o satisfez as condi\u00e7\u00f5es do est\u00e1gio probat\u00f3rio. Considerando o Estatuto dos Servidores P\u00fablicos Civis da Uni\u00e3o, \u00e0 luz do caso narrado, assinale a afirmativa correta.<\/p>\n<p>A) A Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica deve exonerar Jo\u00e3o, ap\u00f3s o devido processo legal, visto que ele n\u00e3o mostrou aptid\u00e3o e capacidade para o exerc\u00edcio do cargo.<\/p>\n<p>B) A Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica deve demitir Jo\u00e3o, solu\u00e7\u00e3o prevista em lei para os casos de inaptid\u00e3o no est\u00e1gio probat\u00f3rio.<\/p>\n<p>C) Jo\u00e3o deve ser redistribu\u00eddo para outro \u00f3rg\u00e3o ou outra entidade do mesmo Poder, a fim de que possa desempenhar suas atribui\u00e7\u00f5es em outro local.<\/p>\n<p>D) Jo\u00e3o deve ser readaptado em cargo de atribui\u00e7\u00f5es afins.<\/p>\n<p><strong>Gabarito:\u00a0<\/strong>Letra A<\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<p>Alternativa correta, letra A.<\/p>\n<p>Percebam que mais uma vez a OAB cobrou a \u201cletra fria\u201d da lei 8.112\/90, especificamente o artigo 20, par\u00e1grafo 2\u00ba:<\/p>\n<blockquote><p>Artigo\u00a020.<\/p>\n<p>2o\u00a0\u00a0O servidor n\u00e3o aprovado no est\u00e1gio probat\u00f3rio ser\u00e1 exonerado ou, se est\u00e1vel, reconduzido ao cargo anteriormente ocupado, observado o disposto no par\u00e1grafo\u00a0\u00fanico do art. 29.<\/p><\/blockquote>\n<p>O est\u00e1gio probat\u00f3rio do servidor p\u00fablico est\u00e1 previsto no artigo 20 da Lei 8.112\/90 e se destina a avaliar aspectos como assiduidade, disciplina, capacidade de iniciativa, produtividade e responsabilidade.<\/p>\n<p>Acaso n\u00e3o seja aprovado no est\u00e1gio probat\u00f3rio, o servidor ser\u00e1 exonerado do servi\u00e7o p\u00fablico. Contudo, tal exonera\u00e7\u00e3o depende de pr\u00e9vio processo administrativo que assegure ao servidor o contradit\u00f3rio e a ampla defesa.<\/p>\n<h2><strong>Quest\u00e3o\u00a030<\/strong><\/h2>\n<p>A Uni\u00e3o celebrou com a empresa Gama contrato de concess\u00e3o de servi\u00e7o p\u00fablico precedida de obra p\u00fablica. O neg\u00f3cio jur\u00eddico tinha por objeto a explora\u00e7\u00e3o, incluindo a duplica\u00e7\u00e3o, de determinada rodovia federal. Algum tempo ap\u00f3s o in\u00edcio do contrato, o poder concedente identificou a inexecu\u00e7\u00e3o de diversas obriga\u00e7\u00f5es por parte da concession\u00e1ria, o que motivou a notifica\u00e7\u00e3o da contratada. Foi autuado processo administrativo, ao fim do qual o poder concedente concluiu estar prejudicada a presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o por culpa da contratada. Com base na hip\u00f3tese apresentada, assinale a afirmativa correta.<\/p>\n<p>A) O contrato \u00e9 nulo desde a origem, eis que a concess\u00e3o de servi\u00e7os p\u00fablicos n\u00e3o pode ser precedida da execu\u00e7\u00e3o de obras p\u00fablicas.<\/p>\n<p>B) O poder concedente pode declarar a caducidade do contrato de concess\u00e3o, tendo em vista a inexecu\u00e7\u00e3o parcial do neg\u00f3cio jur\u00eddico por parte da concession\u00e1ria.<\/p>\n<p>C) O poder concedente deve, necessariamente, aplicar todas as san\u00e7\u00f5es contratuais antes de decidir pelo encerramento do contrato.<\/p>\n<p>D) O processo administrativo tem natureza de inqu\u00e9rito e visa coletar informa\u00e7\u00f5es precisas dos fatos; por isso, n\u00e3o h\u00e1 necessidade de observar o contradit\u00f3rio e a ampla defesa da concession\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>Gabarito:\u00a0<\/strong>Letra\u00a0 B<\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<p>Resposta, Letra B.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o exigia o conhecimento sobre concess\u00e3o de servi\u00e7os p\u00fablicos, mais especificamente as hip\u00f3teses de extin\u00e7\u00e3o do contrato. A caducidade da concess\u00e3o \u00e9 uma das formas de extin\u00e7\u00e3o, conforme previsto na Lei 8.987\/95:<\/p>\n<blockquote><p>Art. 35. Extingue-se a concess\u00e3o por:<\/p>\n<p>I \u2013 advento do termo contratual;<\/p>\n<p>II \u2013 encampa\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>III \u2013 caducidade;<\/p>\n<p>IV \u2013 rescis\u00e3o;<\/p>\n<p>V \u2013 anula\u00e7\u00e3o; e<\/p>\n<p>VI \u2013 fal\u00eancia ou extin\u00e7\u00e3o da empresa concession\u00e1ria e falecimento ou incapacidade do titular, no caso de empresa individual.<\/p><\/blockquote>\n<p>A caducidade \u00e9 uma hip\u00f3tese de extin\u00e7\u00e3o que decorre da inexecu\u00e7\u00e3o total ou parcial do contrato por parte do concession\u00e1rio, conforme artigo 38, da Lei 8.987\/95. Para Jos\u00e9 dos Santos Carvalho Filho (2018):<\/p>\n<blockquote><p>O Estatuto das Concess\u00f5es, por\u00e9m, ao se referir \u00e0 rescis\u00e3o, considerou-a como de iniciativa do concession\u00e1rio, reservando nomenclatura pr\u00f3pria (caducidade) para a rescis\u00e3o deflagrada pelo concedente. Resulta da\u00ed, portanto, que, nos termos da lei vigente, a rescis\u00e3o \u00e9 a forma de extin\u00e7\u00e3o cuja atividade deflagradora \u00e9 atribu\u00edda ao concession\u00e1rio. A despeito da estrita refer\u00eancia legal, por\u00e9m, n\u00e3o nos parece descartada a hip\u00f3tese de rescis\u00e3o bilateral amig\u00e1vel ou distrato, em que as partes concordam em p\u00f4r fim ao contrato. Embora n\u00e3o se tenha mencionado tal forma, n\u00e3o foi ela vedada na lei. Al\u00e9m do mais, pode haver interesse rec\u00edproco das partes contratantes em extinguir o ajuste, n\u00e3o sendo razo\u00e1vel que fossem a isso impedidas.<\/p><\/blockquote>\n<h2><strong>Quest\u00e3o 31<\/strong><\/h2>\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o religiosa Tenhaf\u00e9, al\u00e9m dos fins exclusivamente religiosos, tamb\u00e9m se dedica a atividades de interesse p\u00fablico, notadamente \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e \u00e0 socializa\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as em situa\u00e7\u00e3o de risco. Ela n\u00e3o est\u00e1 qualificada como Organiza\u00e7\u00e3o Social (OS), nem como Organiza\u00e7\u00e3o da Sociedade Civil de Interesse P\u00fablico (OSCIP), mas pretende obter verbas da Uni\u00e3o para a promo\u00e7\u00e3o de projetos inclu\u00eddos no plano de Governo Federal, propostos pela pr\u00f3pria Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica. Sobre a pretens\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o religiosa Tenhaf\u00e9, assinale a afirmativa correta.<\/p>\n<p>A) Por ser uma organiza\u00e7\u00e3o religiosa, Tenhaf\u00e9 n\u00e3o poder\u00e1 receber verbas da Uni\u00e3o.<\/p>\n<p>B) A transfer\u00eancia de verbas da Uni\u00e3o para a organiza\u00e7\u00e3o religiosa Tenhaf\u00e9 somente poder\u00e1 ser formalizada por meio de contrato administrativo, mediante a realiza\u00e7\u00e3o de licita\u00e7\u00e3o na modalidade concorr\u00eancia.<\/p>\n<p>C) Para receber verbas da Uni\u00e3o para a finalidade em apre\u00e7o, a organiza\u00e7\u00e3o religiosa Tenhaf\u00e9 dever\u00e1 qualificar-se como OS ou OSCIP.<\/p>\n<p>D) Uma vez selecionada por meio de chamamento p\u00fablico, a organiza\u00e7\u00e3o religiosa Tenhaf\u00e9 poder\u00e1 obter a transfer\u00eancia de recursos da Uni\u00e3o por meio de termo de colabora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Gabarito:\u00a0<\/strong>Letra D<\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<p>Alternativa correta, letra D.<\/p>\n<p>Amigos, esta quest\u00e3o cobrou conhecimentos sobre a Lei 13.019\/2014.<\/p>\n<p>Especificamente a organiza\u00e7\u00e3o religiosa poder\u00e1 ser enquadrada como Organiza\u00e7\u00e3o da Sociedade Civil (OSC), nos termos do artigo 2o, inciso I, \u201cc\u201d:<\/p>\n<blockquote><p>Art. 2<u><sup>o<\/sup><\/u>\u00a0Para os fins desta Lei, considera-se:<\/p>\n<p>I \u2013 organiza\u00e7\u00e3o da sociedade civil:<\/p>\n<p>c) as organiza\u00e7\u00f5es religiosas que se dediquem a atividades ou a projetos de interesse p\u00fablico e de cunho social distintas das destinadas a fins exclusivamente religiosos;<\/p><\/blockquote>\n<p>A alternativa correta exigia tamb\u00e9m o conhecimento do artigo 16, da referida lei:<\/p>\n<blockquote><p>Art. 16. \u00a0O termo de colabora\u00e7\u00e3o deve ser adotado pela administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica para consecu\u00e7\u00e3o de planos de trabalho de sua iniciativa, para celebra\u00e7\u00e3o de parcerias com organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil que envolvam a transfer\u00eancia de recursos financeiros.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2015-2018\/2015\/Lei\/L13204.htm#art2\">(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 13.204, de 2015)<\/a><\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Os conselhos de pol\u00edticas p\u00fablicas poder\u00e3o apresentar propostas \u00e0 administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica para celebra\u00e7\u00e3o de termo de colabora\u00e7\u00e3o com organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil.<\/p><\/blockquote>\n<p>Por fim, o chamamento p\u00fablico \u00e9 a forma correta de sele\u00e7\u00e3o da OSC, em raz\u00e3o do disposto no artigo 2o, inciso XII:<\/p>\n<blockquote><p>Artigo 2o.<\/p>\n<p>XII \u2013 chamamento p\u00fablico: procedimento destinado a selecionar organiza\u00e7\u00e3o da sociedade civil para firmar parceria por meio de termo de colabora\u00e7\u00e3o ou de fomento, no qual se garanta a observ\u00e2ncia dos princ\u00edpios da isonomia, da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da igualdade, da publicidade, da probidade administrativa, da vincula\u00e7\u00e3o ao instrumento convocat\u00f3rio, do julgamento objetivo e dos que lhes s\u00e3o correlatos;<\/p><\/blockquote>\n<h2><strong>Quest\u00e3o\u00a032<\/strong><\/h2>\n<p>Em novembro de 2014, Josu\u00e9 decidiu gozar um per\u00edodo sab\u00e1tico e passou, a partir de ent\u00e3o, quatro anos viajando pelo mundo. Ao retornar ao Brasil, foi surpreendido pelo fato de que um terreno de sua propriedade havia sido invadido, em setembro de 2015, pelo Munic\u00edpio Beta, que nele construiu uma esta\u00e7\u00e3o de tratamento de \u00e1gua e esgoto. Em raz\u00e3o disso, Josu\u00e9 procurou voc\u00ea para, na qualidade de advogado(a), tra\u00e7ar a orienta\u00e7\u00e3o jur\u00eddica adequada, em conson\u00e2ncia com o ordenamento vigente.<\/p>\n<p>A) Deve ser ajuizada uma a\u00e7\u00e3o possess\u00f3ria, diante do esbulho cometido pelo Poder P\u00fablico municipal.<\/p>\n<p>B) N\u00e3o cabe qualquer provid\u00eancia em Ju\u00edzo, considerando que a pretens\u00e3o de Josu\u00e9 est\u00e1 prescrita.<\/p>\n<p>C) Imp\u00f5e-se que Josu\u00e9 aguarde que o bem venha a ser destinado pelo Munic\u00edpio a uma finalidade alheia ao interesse p\u00fablico, para que, somente ent\u00e3o, possa pleitear uma indeniza\u00e7\u00e3o em Ju\u00edzo.<\/p>\n<p>D) \u00c9 pertinente o ajuizamento de uma a\u00e7\u00e3o indenizat\u00f3ria, com base na desapropria\u00e7\u00e3o indireta, diante da incorpora\u00e7\u00e3o do bem ao patrim\u00f4nio p\u00fablico pela afeta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Gabarito:\u00a0<\/strong>Letra D.<\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<p>Alternativa correta, Letra D.<\/p>\n<p>Amigos, esta quest\u00e3o foi bem inteligente.<\/p>\n<p>A pergunta \u00e9: o im\u00f3vel j\u00e1 foi incorporado ao patrim\u00f4nio do Munic\u00edpio?<\/p>\n<p>Sim, inclusive o munic\u00edpio j\u00e1 afetou o bem a uma destina\u00e7\u00e3o p\u00fablica espec\u00edfica.<\/p>\n<p>Assim, n\u00e3o cabe mais qualquer a\u00e7\u00e3o possess\u00f3ria a ser manejada pelo propriet\u00e1rio do im\u00f3vel que dever\u00e1, nos termos do artigo 35, do Decreto-lei 3.365\/41, ajuizar a\u00e7\u00e3o de desapropria\u00e7\u00e3o indireta:<\/p>\n<blockquote><p>Art.\u00a035.\u00a0\u00a0Os bens expropriados, uma vez incorporados \u00e0 Fazenda P\u00fablica, n\u00e3o podem ser objeto de reivindica\u00e7\u00e3o, ainda que fundada em nulidade do processo de desapropria\u00e7\u00e3o. Qualquer a\u00e7\u00e3o, julgada procedente, resolver-se-\u00e1 em perdas e danos.<\/p><\/blockquote>\n<p><a href=\"http:\/\/www.estrategiaoab.com.br\/curso-oab-online\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Clique aqui para conhecer nossos cursos preparat\u00f3rios para o Exame de Ordem.<\/a><\/p>\n<h3><em>Prova Comentada OAB<\/em><\/h3>\n<h1>Direito Ambiental<\/h1>\n<h3 style=\"text-align: right;\">Prof. Rosenval Jr.<\/h3>\n<h2>Quest\u00e3o 33<\/h2>\n<p>Configurada a viola\u00e7\u00e3o aos dispositivos da Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o, especificamente sobre a restaura\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o de ecossistema degradado, o Estado Z promove a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica em face de Josemar, causador do dano. Em sua defesa judicial, Josemar n\u00e3o nega a degrada\u00e7\u00e3o, mas alega o direito subjetivo de celebra\u00e7\u00e3o de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), com a possibilidade de transacionar sobre o conte\u00fado das normas sobre restaura\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o. Sobre a hip\u00f3tese, assinale a alternativa correta.<\/p>\n<p>a) Josemar n\u00e3o possui direito subjetivo \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o do TAC, que, caso celebrado, n\u00e3o pode dispor sobre o conte\u00fado da norma violada, mas sobre a forma de seu cumprimento.<\/p>\n<p>b) O TAC n\u00e3o pode ser celebrado, uma vez que a a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica foi proposta pelo Estado, e n\u00e3o pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/p>\n<p>c) Josemar possui direito subjetivo a celebrar o TAC, sob pena de viola\u00e7\u00e3o ao princ\u00edpio da isonomia, mas sem que haja possibilidade de flexibilizar o conte\u00fado das normas violadas.<\/p>\n<p>d) Josemar possui direito subjetivo a celebrar o TAC nos termos pretendidos, valendo o termo como t\u00edtulo executivo extrajudicial, apto a extinguir a a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica por perda do objeto.<\/p>\n<p><strong>Gabarito<\/strong>: Letra A.<\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<p>De acordo com o art. 5\u00ba, \u00a7 6\u00b0, da Lei n\u00ba 7.347\/1985, os \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos legitimados para a propositura da A\u00e7\u00e3o Civil P\u00fablica poder\u00e3o tomar dos interessados compromisso de ajustamento de sua conduta \u00e0s exig\u00eancias legais, mediante comina\u00e7\u00f5es, com efic\u00e1cia de t\u00edtulo executivo extrajudicial.<\/p>\n<p>O respons\u00e1vel pelo fato assume o compromisso de evitar ou remover o il\u00edcito, e\/ou de reparar o dano e obriga-se formalmente a se ajustar \u00e0s disposi\u00e7\u00f5es normativas incidentes.<\/p>\n<p>O referido instrumento n\u00e3o tem car\u00e1ter obrigat\u00f3rio, em que pese sua not\u00f3ria efetividade. O grande peguinha da quest\u00e3o foi o verbo \u201cpoder\u00e3o\u201d, previsto na Lei n\u00ba 7.347\/1985. Ou seja, os legitimados poder\u00e3o tomar dos interessados o compromisso de ajustamento de conduta, mas n\u00e3o \u00e9 obrigat\u00f3ria a celebra\u00e7\u00e3o do termo.<\/p>\n<h2>Quest\u00e3o 34<\/h2>\n<p>Os Munic\u00edpios ABC e XYZ estabeleceram uma solu\u00e7\u00e3o consorciada intermunicipal para a gest\u00e3o de res\u00edduos s\u00f3lidos. Nesse sentido, celebraram um cons\u00f3rcio para estabelecer as obriga\u00e7\u00f5es e os procedimentos operacionais relativos aos res\u00edduos s\u00f3lidos de servi\u00e7os de sa\u00fade, gerados por ambos os munic\u00edpios. Sobre a validade do plano intermunicipal de res\u00edduos s\u00f3lidos, assinale a alternativa correta:<\/p>\n<p>A) N\u00e3o \u00e9 v\u00e1lido, uma vez que os res\u00edduos de servi\u00e7os de sa\u00fade n\u00e3o fazem parte da Pol\u00edtica Nacional de Res\u00edduos S\u00f3lidos, sendo disciplinados por lei espec\u00edfica.<\/p>\n<p>B) \u00c9 v\u00e1lido, sendo que os Munic\u00edpios ABC e XYZ ter\u00e3o prioridade em financiamentos de entidades federais de cr\u00e9dito para o manejo dos res\u00edduos s\u00f3lidos.<\/p>\n<p>C) \u00c9 v\u00e1lido, devendo o cons\u00f3rcio ser formalizado por meio de sociedade de prop\u00f3sito espec\u00edfico com a forma de sociedade an\u00f4nima.<\/p>\n<p>D) \u00c9 v\u00e1lido, tendo como conte\u00fado m\u00ednimo a aplica\u00e7\u00e3o de 1% (um por cento) da receita corrente l\u00edquida de cada munic\u00edpio consorciado.<\/p>\n<p><strong>Gabarito<\/strong>: Letra B.<\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<p>Entre os planos de res\u00edduos s\u00f3lidos, n\u00f3s temos os planos intermunicipais de res\u00edduos s\u00f3lidos, conforme disposto no art. 14, da Pol\u00edtica Nacional de Res\u00edduos S\u00f3lidos (PNRS).<\/p>\n<p>Consoante disp\u00f5e o art. 18, \u00a7 1\u00ba, I, da PNRS, ser\u00e3o priorizados no acesso aos recursos da Uni\u00e3o os Munic\u00edpios que optarem por solu\u00e7\u00f5es consorciadas intermunicipais para a gest\u00e3o dos res\u00edduos s\u00f3lidos, inclu\u00edda a elabora\u00e7\u00e3o e implementa\u00e7\u00e3o de plano intermunicipal, ou que se inserirem de forma volunt\u00e1ria nos planos microrregionais de res\u00edduos s\u00f3lidos.<\/p>\n<p>Ainda de acordo com o art. 45 da Lei n\u00ba 12.305\/2010 (Pol\u00edtica Nacional de Res\u00edduos S\u00f3lidos &#8211; PNRS), os cons\u00f3rcios p\u00fablicos constitu\u00eddos, nos termos da Lei n\u00ba 11.107\/2005, com o objetivo de viabilizar a descentraliza\u00e7\u00e3o e a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os p\u00fablicos que envolvam res\u00edduos s\u00f3lidos, t\u00eam prioridade na obten\u00e7\u00e3o dos incentivos institu\u00eddos pelo Governo Federal.<\/p>\n<p>Cabe dizer que a classifica\u00e7\u00e3o de res\u00edduos s\u00f3lidos n\u00e3o exclui os res\u00edduos de sa\u00fade. Inclusive, conforme art. 13, I, da PNRS, os res\u00edduos de sa\u00fade constam entre as classifica\u00e7\u00f5es dos res\u00edduos quanto a origem.<\/p>\n<p>Quest\u00e3o espec\u00edfica e dif\u00edcil.<\/p>\n<p>Diante do exposto, o gabarito \u00e9 a letra B.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.estrategiaoab.com.br\/curso-oab-online\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Clique aqui para conhecer nossos cursos preparat\u00f3rios para o Exame de Ordem.<\/a><\/p>\n<h1>Direito Civil<\/h1>\n<h3 style=\"text-align: right;\">Prof. Paulo H. M. Sousa<\/h3>\n<h2><strong>Quest\u00e3o 35<\/strong><\/h2>\n<p>Jo\u00e3o,\u00a0 empres\u00e1rio\u00a0 individual,\u00a0 \u00e9\u00a0 titular\u00a0 de\u00a0 um\u00a0 estabelecimento comercial\u00a0 que\u00a0 funciona\u00a0 em\u00a0 loja\u00a0 alugada\u00a0 em\u00a0 um shopping-center\u00a0 movimentado.\u00a0\u00a0 No\u00a0\u00a0 estabelecimento,\u00a0 trabalham\u00a0\u00a0 o pr\u00f3prio Jo\u00e3o, como gerente, sua esposa, como caixa, e M\u00e1rcia, uma funcion\u00e1ria contratada para atuar como vendedora. Certo dia, Miguel, um fornecedor de produtos da loja, quando da entrega de uma encomenda feita por Jo\u00e3o, foi recebido por M\u00e1rcia e sentiu-se ofendido por coment\u00e1rios preconceituosos e\u00a0 discriminat\u00f3rios\u00a0 realizados\u00a0 pela\u00a0 vendedora.\u00a0 Assim, Miguel ingressou\u00a0 com\u00a0 a\u00e7\u00e3o\u00a0 indenizat\u00f3ria\u00a0 por\u00a0 danos\u00a0 morais\u00a0 em\u00a0 face de Jo\u00e3o.<\/p>\n<p>A respeito do caso narrado, assinale a afirmativa correta.<\/p>\n<p>A) Jo\u00e3o n\u00e3o deve\u00a0 responder\u00a0 pelo\u00a0 dano\u00a0 moral,\u00a0 uma\u00a0 vez\u00a0 que n\u00e3o foi causado direta e imediatamente por conduta sua.<\/p>\n<p>B) Jo\u00e3o pode responder\u00a0 apenas\u00a0 pelo\u00a0 dano\u00a0 moral,\u00a0 caso\u00a0 reste\u00a0 comprovada\u00a0 sua\u00a0 culpa in vigilando\u00a0 em\u00a0 rela\u00e7\u00e3o\u00a0 \u00e0\u00a0 conduta de M\u00e1rcia.<\/p>\n<p>C) Jo\u00e3o pode responder\u00a0 apenas\u00a0 por\u00a0 parte\u00a0 da\u00a0 compensa\u00e7\u00e3o por\u00a0\u00a0\u00a0 danos\u00a0\u00a0\u00a0 morais\u00a0\u00a0\u00a0 diante\u00a0\u00a0\u00a0 da\u00a0\u00a0\u00a0 verifica\u00e7\u00e3o\u00a0\u00a0\u00a0 de\u00a0\u00a0\u00a0 culpa \u00a0concorrente de terceiro.<\/p>\n<p>D) Jo\u00e3o deve responder\u00a0\u00a0 pelos\u00a0\u00a0 danos\u00a0\u00a0 causados,\u00a0\u00a0 n\u00e3o\u00a0\u00a0 lhe assistindo alegar culpa exclusiva de terceiro.<\/p>\n<p><strong>Gabarito<\/strong>: Letra D.<\/p>\n<h3><strong>Coment\u00e1rios<\/strong><\/h3>\n<p>A <strong>alternativa A<\/strong> est\u00e1 incorreta, eis que o art. 932, inc. III (\u201cS\u00e3o tamb\u00e9m respons\u00e1veis pela repara\u00e7\u00e3o civil o empregador ou comitente, por seus empregados, servi\u00e7ais e prepostos, no exerc\u00edcio do trabalho que lhes competir, ou em raz\u00e3o dele\u201d) prev\u00ea que nesses casos o empregador responde, ainda que n\u00e3o tenha ele sido o causador do dano.<\/p>\n<p>A <strong>alternativa B<\/strong> est\u00e1 incorreta, porque segundo o art. 933 (\u201cAs pessoas indicadas nos incisos I a V do artigo antecedente, ainda que n\u00e3o haja culpa de sua parte, responder\u00e3o pelos atos praticados pelos terceiros ali referidos\u201d) o respons\u00e1vel responde de maneira objetiva pelos danos causados.<\/p>\n<p>A <strong>alternativa C<\/strong> est\u00e1 incorreta, at\u00e9 porque n\u00e3o se fala em \u201cterceiro\u201d, no caso, j\u00e1 que M\u00e1rcia \u00e9 funcion\u00e1ria de Jo\u00e3o.<\/p>\n<p>A <strong>alternativa D<\/strong> est\u00e1 correta, por aplica\u00e7\u00e3o do art. 932, inc. III cumulada com o art. 933, supracitados. Irrelevante se a v\u00edtima \u00e9 fornecedor, cliente, funcion\u00e1rio etc.; o empregador responde.<\/p>\n<h2><strong>Quest\u00e3o 36\u00a0<\/strong><\/h2>\n<p>Em\u00a0 05\u00a0 de\u00a0 dezembro\u00a0 de\u00a0 2016,\u00a0 S\u00e9rgio,\u00a0 mediante\u00a0 contrato\u00a0 de compra\u00a0\u00a0 e\u00a0\u00a0 venda,\u00a0\u00a0 adquiriu\u00a0\u00a0 de\u00a0\u00a0 Fernando\u00a0\u00a0 um\u00a0\u00a0 computador seminovo\u00a0 (ano\u00a0 2014)\u00a0 da\u00a0 marca\u00a0 Massa\u00a0 pelo\u00a0 valor\u00a0 de\u00a0 R$5.000,00.\u00a0 O\u00a0 pagamento\u00a0 foi\u00a0 integralizado\u00a0 \u00e0\u00a0 vista,\u00a0 no mesmo dia,\u00a0 e\u00a0 foi\u00a0 previsto\u00a0 no\u00a0 contrato\u00a0 que\u00a0 o\u00a0 bem\u00a0 seria\u00a0 entregue\u00a0 em at\u00e9 um m\u00eas, devendo Fernando contatar S\u00e9rgio, por telefone, para\u00a0 que\u00a0 este\u00a0 buscasse\u00a0 o \u00a0computador\u00a0 em\u00a0 sua\u00a0 casa.\u00a0 No contrato, tamb\u00e9m foi prevista multa de R$ 500,00 caso o bem n\u00e3o fosse entregue no prazo combinado. \u00a0Em\u00a0 06\u00a0 de\u00a0 janeiro\u00a0 de\u00a0 2017, S\u00e9rgio,\u00a0 muito\u00a0 ansioso,\u00a0 ligou\u00a0 para Fernando\u00a0 perguntando\u00a0 pelo\u00a0 computador,\u00a0 mas\u00a0 teve\u00a0 como resposta\u00a0 que\u00a0 o\u00a0 atraso\u00a0 na\u00a0 entrega\u00a0 se\u00a0 deu\u00a0 porque\u00a0 a\u00a0 irm\u00e3\u00a0 de Fernando,\u00a0 Ana,\u00a0 que\u00a0 iria\u00a0 trazer\u00a0 um\u00a0 computador\u00a0 novo\u00a0 para\u00a0 ele do\u00a0 exterior,\u00a0 tinha\u00a0 perdido\u00a0 o\u00a0 voo e\u00a0 s\u00f3\u00a0 chegaria\u00a0 ap\u00f3s\u00a0 uma semana.\u00a0\u00a0 Por\u00a0\u00a0 tal\u00a0\u00a0 raz\u00e3o,\u00a0\u00a0 Fernando\u00a0\u00a0 ainda\u00a0\u00a0 dependia\u00a0\u00a0 do computador antigo para trabalhar e n\u00e3o poderia entreg\u00e1-lo de imediato a S\u00e9rgio.<\/p>\n<p>Acerca dos fatos narrados, assinale a afirmativa correta.<\/p>\n<p>A) S\u00e9rgio poder\u00e1 exigir de Fernando a execu\u00e7\u00e3o espec\u00edfica da obriga\u00e7\u00e3o (entrega\u00a0 do\u00a0 bem)\u00a0 ou\u00a0 a\u00a0 cl\u00e1usula\u00a0 penal\u00a0 de\u00a0 R$ 500,00,\u00a0\u00a0 n\u00e3o\u00a0\u00a0 podendo\u00a0\u00a0 ser\u00a0\u00a0 cumulada\u00a0\u00a0 a\u00a0\u00a0 multa\u00a0\u00a0 com\u00a0\u00a0 a obriga\u00e7\u00e3o principal.<\/p>\n<p>B) S\u00e9rgio poder\u00e1 exigir de Fernando a execu\u00e7\u00e3o espec\u00edfica da obriga\u00e7\u00e3o (entrega do\u00a0 bem)\u00a0 simultaneamente\u00a0 \u00e0\u00a0 multa de R$ 500,00, tendo em vista ser cl\u00e1usula penal morat\u00f3ria.<\/p>\n<p>C) S\u00e9rgio somente poder\u00e1\u00a0 exigir\u00a0 de\u00a0 Fernando\u00a0 a\u00a0 execu\u00e7\u00e3o espec\u00edfica\u00a0 da\u00a0 obriga\u00e7\u00e3o\u00a0 (entrega\u00a0 do\u00a0 bem),\u00a0 n\u00e3o a multa, pois o\u00a0 atraso\u00a0 foi\u00a0 por\u00a0 culpa\u00a0 de\u00a0 terceiro\u00a0 (Ana),\u00a0 e\u00a0 n\u00e3o\u00a0 de Fernando.<\/p>\n<p>D) S\u00e9rgio somente poder\u00e1 exigir de Fernando a cl\u00e1usula penal de R$ 500,00,\u00a0 n\u00e3o\u00a0 a\u00a0 execu\u00e7\u00e3o\u00a0 espec\u00edfica\u00a0 da\u00a0 obriga\u00e7\u00e3o (entrega do bem), que depende de terceiro (Ana).<\/p>\n<p><strong>Gabarito:\u00a0<\/strong>Letra B.<\/p>\n<h3><strong>Coment\u00e1rios<\/strong><\/h3>\n<p>A <strong>alternativa A<\/strong> est\u00e1 incorreta, porque o art. 410 (\u201cQuando se estipular a cl\u00e1usula penal para o caso de total inadimplemento da obriga\u00e7\u00e3o, esta converter-se-\u00e1 em alternativa a benef\u00edcio do credor\u201d) se aplica somente ao caso de inadimplemento absoluto, que n\u00e3o \u00e9 o caso.<\/p>\n<p>A <strong>alternativa B<\/strong> est\u00e1 correta, j\u00e1 que se trata de mora, inadimplemento relativo, segundo o art. 411: \u201cQuando se estipular a cl\u00e1usula penal para o caso de mora, ou em seguran\u00e7a especial de outra cl\u00e1usula determinada, ter\u00e1 o credor o arb\u00edtrio de exigir a satisfa\u00e7\u00e3o da pena cominada, juntamente com o desempenho da obriga\u00e7\u00e3o principal\u201d.<\/p>\n<p>A <strong>alternativa C<\/strong> est\u00e1 incorreta, pois n\u00e3o se fala de promessa de fato de terceiro nesse caso.<\/p>\n<p>A <strong>alternativa D<\/strong> est\u00e1 incorreta, eis que mesmo que fosse uma promessa de fato de terceiro, o contratante responderia.<\/p>\n<h2><strong>Quest\u00e3o 37\u00a0<\/strong><\/h2>\n<p>Marcos caminhava na rua em frente ao Edif\u00edcio Roma quando, da\u00a0 janela\u00a0 de\u00a0 um\u00a0 dos\u00a0 apartamentos\u00a0 da\u00a0 frente\u00a0 do\u00a0 edif\u00edcio,\u00a0 caiu uma torradeira el\u00e9trica, que o atingiu quando passava. Marcos sofreu\u00a0 fratura\u00a0 do\u00a0 bra\u00e7o \u00a0direito,\u00a0 que\u00a0 foi\u00a0 diretamente\u00a0 atingido pelo\u00a0 objeto,\u00a0 e\u00a0 permaneceu\u00a0 seis\u00a0 semanas\u00a0 com\u00a0 o\u00a0 membro imobilizado,\u00a0 impossibilitado\u00a0 de\u00a0 trabalhar,\u00a0 at\u00e9\u00a0 se\u00a0 recuperar plenamente do acidente.<\/p>\n<p>\u00c0 luz do caso narrado, assinale a afirmativa correta.<\/p>\n<p>A) O condom\u00ednio do\u00a0\u00a0 Edif\u00edcio\u00a0\u00a0 Roma\u00a0\u00a0 poder\u00e1\u00a0\u00a0 vir\u00a0\u00a0 a\u00a0\u00a0 ser responsabilizado\u00a0 pelos\u00a0 danos\u00a0 causados\u00a0 a\u00a0 Marcos,\u00a0 com base na teoria da causalidade alternativa.<\/p>\n<p>B) Marcos apenas poder\u00e1\u00a0\u00a0 cobrar\u00a0\u00a0 indeniza\u00e7\u00e3o\u00a0\u00a0 por\u00a0\u00a0 danos materiais\u00a0 e\u00a0 morais\u00a0 do\u00a0 morador\u00a0 do\u00a0 apartamento\u00a0 do\u00a0 qual caiu o objeto, tendo que comprovar tal fato.<\/p>\n<p>C) Marcos n\u00e3o poder\u00e1\u00a0 cobrar\u00a0 nenhuma\u00a0 indeniza\u00e7\u00e3o\u00a0 a\u00a0 t\u00edtulo de\u00a0\u00a0 danos\u00a0\u00a0 materiais\u00a0\u00a0 pelo\u00a0\u00a0 acidente\u00a0\u00a0 sofrido,\u00a0\u00a0 pois\u00a0\u00a0 n\u00e3o permaneceu com nenhuma incapacidade permanente.<\/p>\n<p>D) Caso Marcos consiga\u00a0 identificar\u00a0 de\u00a0 qual\u00a0 janela\u00a0 caiu o objeto,\u00a0 o\u00a0 respectivo\u00a0 morador\u00a0 poder\u00e1\u00a0 alegar\u00a0 aus\u00eancia\u00a0 de culpa\u00a0\u00a0 ou\u00a0\u00a0 dolo\u00a0\u00a0 para\u00a0\u00a0 se\u00a0\u00a0 eximir\u00a0\u00a0 de\u00a0\u00a0 pagar\u00a0\u00a0 qualquer indeniza\u00e7\u00e3o a ele.<\/p>\n<p><strong>Gabarito<\/strong>: Letra A.<\/p>\n<h3><strong>Coment\u00e1rios<\/strong><\/h3>\n<p>A <strong>alternativa A<\/strong> est\u00e1 correta, havendo responsabilidade objetiva no caso do art. 938: \u201cAquele que habitar pr\u00e9dio, ou parte dele, responde pelo dano proveniente das coisas que dele ca\u00edrem ou forem lan\u00e7adas em lugar indevido\u201d.<\/p>\n<p>A <strong>alternativa B<\/strong> est\u00e1 incorreta, pois, a despeito da literalidade do art. 938, h\u00e1 responsabilidade do condom\u00ednio no caso em que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel indicar com precis\u00e3o o morador que causou o dano, segundo o STJ.<\/p>\n<p>A <strong>alternativa C<\/strong> est\u00e1 incorreta, dado que a despeito de n\u00e3o haver dano permanente, houve dano, e a v\u00edtima dever ser indenizada.<\/p>\n<p>A <strong>alternativa D<\/strong> est\u00e1 incorreta, eis que a responsabilidade civil \u00e9 objetiva, nesse caso. Veja que o art. 938, em momento algum menciona a necessidade de comprova\u00e7\u00e3o e culpa ou dolo.<\/p>\n<h2><strong>Quest\u00e3o 38<\/strong><\/h2>\n<p>Jonas\u00a0 trabalha\u00a0 como\u00a0 caseiro\u00a0 da\u00a0 casa\u00a0 de\u00a0 praia\u00a0 da\u00a0 fam\u00edlia Magalh\u00e3es,\u00a0\u00a0 exercendo\u00a0\u00a0 ainda\u00a0\u00a0 a\u00a0\u00a0 fun\u00e7\u00e3o\u00a0\u00a0 de\u00a0\u00a0 cuidador\u00a0\u00a0 da matriarca\u00a0 Lena,\u00a0 j\u00e1\u00a0 com\u00a0 95 \u00a0anos.\u00a0 Dez\u00a0 dias\u00a0 ap\u00f3s\u00a0 o\u00a0 falecimento de\u00a0 Lena,\u00a0 Jonas\u00a0 tem\u00a0 seu\u00a0 contrato\u00a0 de\u00a0 trabalho\u00a0 extinto\u00a0 pelos herdeiros.\u00a0 Contudo,\u00a0 ele \u00a0permanece\u00a0 morando\u00a0 na\u00a0 casa, apesar de\u00a0\u00a0 n\u00e3o\u00a0\u00a0 manter\u00a0\u00a0 qualquer\u00a0\u00a0 outra\u00a0\u00a0 rela\u00e7\u00e3o\u00a0\u00a0 jur\u00eddica\u00a0\u00a0 com\u00a0\u00a0 os herdeiros,\u00a0 que\u00a0 tamb\u00e9m\u00a0 j\u00e1\u00a0 n\u00e3o\u00a0 frequentam\u00a0 mais\u00a0 o \u00a0im\u00f3vel\u00a0 e permanecem incomunic\u00e1veis.\u00a0 Jonas\u00a0\u00a0\u00a0 decidiu,\u00a0\u00a0\u00a0 por\u00a0\u00a0\u00a0 sua\u00a0\u00a0\u00a0 pr\u00f3pria\u00a0\u00a0\u00a0 conta,\u00a0\u00a0\u00a0 fazer\u00a0\u00a0\u00a0 diversas modifica\u00e7\u00f5es na casa: alterou a pintura, cobriu a garagem (que passou\u00a0 a\u00a0 alugar\u00a0 para\u00a0 vizinhos)\u00a0 e\u00a0 ampliou\u00a0 a\u00a0 churrasqueira.\u00a0 Ele passou\u00a0 a\u00a0 dormir\u00a0 na\u00a0 su\u00edte\u00a0 principal,\u00a0 assumiu\u00a0 as\u00a0 despesas\u00a0 de \u00e1gua,\u00a0\u00a0 luz,\u00a0\u00a0 g\u00e1s\u00a0\u00a0 e\u00a0\u00a0 telefone,\u00a0\u00a0 e\u00a0\u00a0 apresentou-se,\u00a0\u00a0 perante\u00a0\u00a0 a comunidade, como \u201co novo propriet\u00e1rio do im\u00f3vel\u201d.\u00a0 Doze\u00a0 anos\u00a0 ap\u00f3s\u00a0 o\u00a0 falecimento\u00a0 de\u00a0 Lena,\u00a0 seu\u00a0 filho\u00a0 Adauto decide retomar o im\u00f3vel, mas Jonas se recusa a devolv\u00ea-lo.<\/p>\n<p>A partir da hip\u00f3tese narrada, assinale a afirmativa correta.<\/p>\n<p>A) Jonas n\u00e3o pode\u00a0 usucapir\u00a0 o\u00a0 bem,\u00a0 eis\u00a0 que\u00a0 \u00e9\u00a0 possuidor de m\u00e1-f\u00e9.<\/p>\n<p>B) Adauto n\u00e3o tem\u00a0 direito\u00a0 \u00e0\u00a0 a\u00e7\u00e3o\u00a0 possess\u00f3ria,\u00a0 eis\u00a0 que o im\u00f3vel estava abandonado.<\/p>\n<p>C) Jonas n\u00e3o pode\u00a0 ser\u00a0 considerado\u00a0 possuidor,\u00a0 eis\u00a0 que\u00a0 \u00e9 o caseiro do im\u00f3vel.<\/p>\n<p>D) Na hip\u00f3tese indicada,\u00a0\u00a0 a\u00a0\u00a0 m\u00e1-f\u00e9\u00a0\u00a0 de\u00a0\u00a0 Jonas\u00a0\u00a0 n\u00e3o\u00a0\u00a0 \u00e9\u00a0\u00a0 um empecilho \u00e0 usucapi\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Gabarito<\/strong>: Letra D.<\/p>\n<h3><strong>Coment\u00e1rios<\/strong><\/h3>\n<p>A <strong>alternativa A<\/strong> est\u00e1 incorreta, porque, de fato o possuidor possuiu a coisa de m\u00e1-f\u00e9 (sabia do impedimento a respeito da aquisi\u00e7\u00e3o da propriedade), mas tinha posse justa (sem viol\u00eancia, clandestinidade ou precariedade), o que lhe permite usucapir o bem, em dadas circunst\u00e2ncias.<\/p>\n<p>A <strong>alternativa B<\/strong> est\u00e1 incorreta, porque n\u00e3o h\u00e1 abandono, nesse caso, propriamente dito. O propriet\u00e1rio abandonou a coisa, mas a coisa n\u00e3o est\u00e1 abandonada, porque se encontra na posse de outrem.<\/p>\n<p>A <strong>alternativa C<\/strong> est\u00e1 incorreta, porque o caseiro era detentor apenas enquanto cuidador era; quando a matriarca Lena faleceu, ele n\u00e3o mais estava sujeito. Veja que o art. 1.198 (\u201cConsidera-se detentor aquele que, achando-se em rela\u00e7\u00e3o de depend\u00eancia para com outro, conserva a posse em nome deste e em cumprimento de ordens ou instru\u00e7\u00f5es suas\u201d) determina que o detentor, detentor \u00e9, enquanto cumpre ordens.<\/p>\n<p>A <strong>alternativa D<\/strong> est\u00e1 correta, pela conjuga\u00e7\u00e3o do <em>caput <\/em>do art. 1.238 (\u201cAquele que, por quinze anos, sem interrup\u00e7\u00e3o, nem oposi\u00e7\u00e3o, possuir como seu um im\u00f3vel, adquire-lhe a propriedade, independentemente de t\u00edtulo e boa-f\u00e9; podendo requerer ao juiz que assim o declare por senten\u00e7a, a qual servir\u00e1 de t\u00edtulo para o registro no Cart\u00f3rio de Registro de Im\u00f3veis\u201d) com o par\u00e1grafo \u00fanico (\u201cO prazo estabelecido neste artigo reduzir-se-\u00e1 a dez anos se o possuidor houver estabelecido no im\u00f3vel a sua moradia habitual, ou nele realizado obras ou servi\u00e7os de car\u00e1ter produtivo\u201d). Como ele est\u00e1 no im\u00f3vel h\u00e1 12 anos, pode adquirir por usucapi\u00e3o.<\/p>\n<h2><strong>Quest\u00e3o 39<\/strong><\/h2>\n<p>M\u00e1rio, cego, vi\u00favo, faleceu em 1\u00ba de junho de 2017, deixando 2\u00a0 filhos:\u00a0 Clara,\u00a0 casada\u00a0 com\u00a0 Paulo,\u00a0 e\u00a0 J\u00falio,\u00a0 solteiro.\u00a0 Em\u00a0 seu testamento\u00a0 p\u00fablico,\u00a0 feito\u00a0 de\u00a0 acordo\u00a0 com\u00a0 as\u00a0 formalidades legais,\u00a0 em\u00a0 02\u00a0 de\u00a0 janeiro\u00a0 de\u00a0 2017,\u00a0 M\u00e1rio\u00a0 gravou\u00a0 a\u00a0 leg\u00edtima\u00a0 de Clara\u00a0 com\u00a0 cl\u00e1usula\u00a0 de\u00a0 incomunicabilidade;\u00a0 al\u00e9m\u00a0 disso,\u00a0 deixou toda a sua parte dispon\u00edvel para J\u00falio.<\/p>\n<p>Sobre a situa\u00e7\u00e3o narrada, assinale a afirmativa correta.<\/p>\n<p>A) O testamento \u00e9 inv\u00e1lido, pois, como M\u00e1rio \u00e9 cego, deveria estar regularmente assistido\u00a0 para\u00a0 celebrar\u00a0 o\u00a0 testamento validamente.<\/p>\n<p>B) A cl\u00e1usula de\u00a0 incomunicabilidade\u00a0 \u00e9\u00a0 inv\u00e1lida,\u00a0 pois\u00a0 M\u00e1rio n\u00e3o\u00a0 declarou\u00a0 a\u00a0 justa\u00a0 causa\u00a0 no\u00a0 testamento,\u00a0 como\u00a0 exigido pela legisla\u00e7\u00e3o civil.<\/p>\n<p>C) A cl\u00e1usula que\u00a0 confere\u00a0 a \u00a0J\u00falio\u00a0 toda\u00a0 a\u00a0 parte\u00a0 dispon\u00edvel\u00a0 \u00e9 inv\u00e1lida,\u00a0 pois\u00a0 M\u00e1rio\u00a0 n\u00e3o \u00a0pode\u00a0 tratar\u00a0 seus\u00a0 filhos\u00a0 de\u00a0 forma diferente.<\/p>\n<p>D) O testamento \u00e9\u00a0 inv\u00e1lido,\u00a0 pois,\u00a0 como\u00a0 M\u00e1rio\u00a0 \u00e9\u00a0 cego,\u00a0 \u00a0a legisla\u00e7\u00e3o\u00a0\u00a0\u00a0 apenas\u00a0\u00a0\u00a0 lhe\u00a0\u00a0\u00a0 permite\u00a0\u00a0\u00a0 celebrar\u00a0\u00a0\u00a0 testamento cerrado.<\/p>\n<p><strong>Gabarito:\u00a0<\/strong>Letra B.<\/p>\n<h3><strong>Coment\u00e1rios<\/strong><\/h3>\n<p>A <strong>alternativa A<\/strong> est\u00e1 incorreta, conforme o art. 1.867: \u201cAo cego s\u00f3 se permite o testamento p\u00fablico, que lhe ser\u00e1 lido, em voz alta, duas vezes, uma pelo tabeli\u00e3o ou por seu substituto legal, e a outra por uma das testemunhas, designada pelo testador, fazendo-se de tudo circunstanciada men\u00e7\u00e3o no testamento\u201d.<\/p>\n<p>A <strong>alternativa B<\/strong> est\u00e1 correta, de acordo com o art. 1.848: \u201cSalvo se houver justa causa, declarada no testamento, n\u00e3o pode o testador estabelecer cl\u00e1usula de inalienabilidade, impenhorabilidade, e de incomunicabilidade, sobre os bens da leg\u00edtima\u201d.<\/p>\n<p>A <strong>alternativa C<\/strong> est\u00e1 incorreta, segundo o art. 1.849: \u201cO herdeiro necess\u00e1rio, a quem o testador deixar a sua parte dispon\u00edvel, ou algum legado, n\u00e3o perder\u00e1 o direito \u00e0 leg\u00edtima\u201d.<\/p>\n<p>A <strong>alternativa D<\/strong> est\u00e1 incorreta, conforme o art. 1.872: \u201cN\u00e3o pode dispor de seus bens em testamento cerrado quem n\u00e3o saiba ou n\u00e3o possa ler\u201d.<\/p>\n<h2><strong>Quest\u00e3o 40<\/strong><\/h2>\n<p>Ana, sem filhos, solteira\u00a0 e cujos pais\u00a0 s\u00e3o pr\u00e9-mortos, tinha os dois\u00a0 av\u00f3s\u00a0 paternos\u00a0 e\u00a0 a\u00a0 av\u00f3\u00a0 materna\u00a0 vivos,\u00a0 bem\u00a0 como dois irm\u00e3os: Bernardo (germano) e Carmem (unilateral). Ana falece sem\u00a0 testamento,\u00a0 deixando \u00a0heran\u00e7a\u00a0 l\u00edquida\u00a0 no\u00a0 valor\u00a0 de\u00a0 R$ 60.000,00 (sessenta mil reais).<\/p>\n<p>De\u00a0\u00a0 acordo\u00a0\u00a0 com\u00a0\u00a0 os\u00a0\u00a0 fatos\u00a0\u00a0 narrados,\u00a0\u00a0 assinale\u00a0\u00a0 a\u00a0\u00a0 afirmativa correta.<\/p>\n<p>A) Seus tr\u00eas av\u00f3s receber\u00e3o, cada um, R$ 20.000,00 (vinte mil reais), por direito\u00a0 de\u00a0 representa\u00e7\u00e3o\u00a0 dos\u00a0 pais\u00a0 de\u00a0 Ana,\u00a0 pr\u00e9-mortos.<\/p>\n<p>B) Seus av\u00f3s paternos\u00a0 receber\u00e3o,\u00a0 cada\u00a0 um,\u00a0 R$\u00a0 15<\/p>\n<p>000,00(quinze mil reais) e sua av\u00f3 materna receber\u00e1 R$ 30.000,00 (trinta mil reais), por direito pr\u00f3prio.<\/p>\n<p>C) Bernardo receber\u00e1 R$\u00a0 000,00\u00a0 (quarenta\u00a0 mil\u00a0 reais,\u00a0 por ser\u00a0 irm\u00e3o\u00a0 germano,\u00a0 e\u00a0 Carmem\u00a0 receber\u00e1\u00a0 R$\u00a0 20.000,00 (vinte mil reais), por ser irm\u00e3 unilateral.<\/p>\n<p>D) Bernardo e Carmem\u00a0 receber\u00e3o,\u00a0 cada\u00a0 um,\u00a0 R$\u00a0 30.000,00 (trinta mil reais), por direito pr\u00f3prio.<\/p>\n<p><strong>Gabarito<\/strong>: Letra B.<\/p>\n<h3><strong>Coment\u00e1rios<\/strong><\/h3>\n<p>A <strong>alternativa A<\/strong> est\u00e1 incorreta, n\u00e3o se falando em direito de representa\u00e7\u00e3o na linha ascendente, como prev\u00ea o art. 1.836: \u201cNa falta de descendentes, s\u00e3o chamados \u00e0 sucess\u00e3o os ascendentes, em concorr\u00eancia com o c\u00f4njuge sobrevivente\u201d.<\/p>\n<p>A <strong>alternativa B<\/strong> est\u00e1 correta, como se extrai do art. 1.836, \u00a72\u00ba: \u201cHavendo igualdade em grau e diversidade em linha, os ascendentes da linha paterna herdam a metade, cabendo a outra aos da linha materna\u201d.<\/p>\n<p>A <strong>alternativa C<\/strong> est\u00e1 incorreta, pela combina\u00e7\u00e3o do art. 1.838 (\u201cEm falta de descendentes e ascendentes, ser\u00e1 deferida a sucess\u00e3o por inteiro ao c\u00f4njuge sobrevivente\u201d) com o art. 1.839 (\u201cSe n\u00e3o houver c\u00f4njuge sobrevivente, nas condi\u00e7\u00f5es estabelecidas no art. 1.830, ser\u00e3o chamados a suceder os colaterais at\u00e9 o quarto grau\u201d).<\/p>\n<p>A <strong>alternativa D<\/strong> est\u00e1 incorreta, s\u00f3 herdando os irm\u00e3os, colaterais, se n\u00e3o houver ascedentes.<\/p>\n<h2><strong>Quest\u00e3o 41<\/strong><\/h2>\n<p>Arlindo, propriet\u00e1rio da vaca Malhada, vendeu-a a seu vizinho, Lauro. Celebraram, em 10 de janeiro de 2018, um contrato de compra\u00a0\u00a0 e\u00a0\u00a0 venda,\u00a0\u00a0 pelo\u00a0\u00a0 qual\u00a0\u00a0 Arlindo\u00a0\u00a0 deveria\u00a0\u00a0 receber\u00a0\u00a0 do comprador a quantia de R$ 2.500,00, no momento da entrega do\u00a0 animal,\u00a0 agendada\u00a0 para\u00a0 um\u00a0 m\u00eas\u00a0 ap\u00f3s\u00a0 a\u00a0 celebra\u00e7\u00e3o\u00a0 do contrato. Nesse interregno, contudo, para surpresa de Arlindo, Malhada pariu dois bezerros.<\/p>\n<p>Sobre os fatos narrados, assinale a afirmativa correta.<\/p>\n<p>A) Os bezerros pertencem a Arlindo.<\/p>\n<p>B) Os bezerros pertencem a Lauro.<\/p>\n<p>C) Um bezerro pertence a Arlindo e o outro, a Lauro.<\/p>\n<p>D)Dever\u00e1 ser feito um sorteio para definir a quem pertencem os bezerros.<\/p>\n<p><strong>Gabarito:\u00a0<\/strong>Letra A.<\/p>\n<h3><strong>Coment\u00e1rios<\/strong><\/h3>\n<p>A <strong>alternativa A<\/strong> est\u00e1 correta, na literalidade do art. 237: \u201cAt\u00e9 a tradi\u00e7\u00e3o pertence ao devedor a coisa, com os seus melhoramentos e acrescidos, pelos quais poder\u00e1 exigir aumento no pre\u00e7o; se o credor n\u00e3o anuir, poder\u00e1 o devedor resolver a obriga\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>As <strong>alternativas B, C <\/strong>e<strong> D<\/strong> est\u00e3o incorretas, portanto.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.estrategiaoab.com.br\/curso-oab-online\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Clique aqui para conhecer nossos cursos preparat\u00f3rios para o Exame de Ordem.<\/a><\/p>\n<h3><em>Prova Comentada OAB<\/em><\/h3>\n<h1>Direito da Crian\u00e7a e do Adolescente<\/h1>\n<h3 style=\"text-align: right;\">Prof. Ricardo Torques<\/h3>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><strong>Quest\u00e3o 42<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Beatriz, quando solteira, adotou o beb\u00ea Th\u00e9o. Passados dois anos da ado\u00e7\u00e3o, Beatriz come\u00e7ou a viver em uni\u00e3o est\u00e1vel com Leandro. Em raz\u00e3o das constantes viagens a trabalho de Beatriz, Leandro era quem diariamente cuidava de Th\u00e9o, participando de todas as atividades escolares. Th\u00e9o reconheceu Leandro como pai.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando Beatriz e Leandro terminaram o relacionamento, Th\u00e9o j\u00e1 contava com 15 anos de idade. Leandro, atendendo a um pedido do adolescente, decide ingressar com a\u00e7\u00e3o de ado\u00e7\u00e3o unilateral do infante. Beatriz discorda do pedido, sob o argumento de que a uni\u00e3o est\u00e1vel est\u00e1 extinta e que n\u00e3o mant\u00e9m um bom relacionamento com Leandro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Considerando o Princ\u00edpio do Superior Interesse da Crian\u00e7a e do Adolescente e a Prioridade Absoluta no Tratamento de seus Direitos, Th\u00e9o pode ser adotado por Leandro?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A) N\u00e3o, pois, para a ado\u00e7\u00e3o unilateral, \u00e9 imprescind\u00edvel que Beatriz concorde com o pedido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">B) Sim, caso haja, no curso do processo, acordo entre Beatriz e Leandro, regulamentando a conviv\u00eancia familiar de Th\u00e9o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">C) N\u00e3o, pois somente os pretendentes casados, ou que vivam em uni\u00e3o est\u00e1vel, podem ingressar com a\u00e7\u00e3o de ado\u00e7\u00e3o unilateral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">D) Sim, o pedido de ado\u00e7\u00e3o unilateral formulado por Leandro poder\u00e1, excepcionalmente, ser deferido e, ainda que de forma n\u00e3o consensual, regulamentada a conviv\u00eancia familiar de Th\u00e9o com os pais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Gabarito<\/strong>: D<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><strong>Coment\u00e1rios<\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa \u00e9 a t\u00edpica quest\u00e3o em que a aplica\u00e7\u00e3o de princ\u00edpios \u00e9 aplicada diretamente. No caso, aplicaremos o princ\u00edpio do melhor superior interesse da crian\u00e7a. A ado\u00e7\u00e3o unilateral t\u00edpica \u00e9 aquela que ocorre nos termos do art. 51, \u00a713, do ECA, segundo a qual o pai adota o filho biol\u00f3gico da m\u00e3e, ou vice-versa. No caso, entretanto, temos mais algumas especificidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Leandro e Beatriz n\u00e3o convivem mais. N\u00e3o obstante isso, Th\u00e9o, hoje adolescente, reconhece Leandro como pai, com quem mant\u00e9m bom relacionamento. Al\u00e9m disso, o pr\u00f3prio Th\u00e9o deseja t\u00ea-lo reconhecido como pai. Sobressai-se, portanto, o princ\u00edpio do melhor interesse da crian\u00e7a. N\u00e3o obstante, n\u00e3o haja nem mesmo mais conviv\u00eancia do casal, a ado\u00e7\u00e3o unilateral dever\u00e1 ser reconhecida, independentemente do reconhecimento e Beatriz, pelo que a alternativa D \u00e9 a correta e gabarito da quest\u00e3o.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><strong>Quest\u00e3o 43<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ang\u00e9lica, crian\u00e7a com 5 anos de idade, reside com a m\u00e3e Teresa, o padrasto Ant\u00f4nio e a tia materna Joana. A tia suspeita de que sua sobrinha seja v\u00edtima de abuso sexual praticado pelo padrasto. Isso porque, certa vez, ao tomar banho com Ang\u00e9lica, esta reclamou de dores na vagina e no \u00e2nus, que aparentavam estar bem vermelhos. Na ocasi\u00e3o, a sobrinha disse que \u201co papito coloca o dedo no meu bumbum e na minha perereca, e d\u00f3i\u201d. Joana narrou o caso para a irm\u00e3 Teresa, que disse n\u00e3o acreditar no relato da filha, pois ela gostava de inventar hist\u00f3rias, e que, ainda que fosse verdade, n\u00e3o poderia fazer nada, pois depende financeiramente de Ant\u00f4nio. Joana, ent\u00e3o, ap\u00f3s registrar a ocorr\u00eancia na Delegacia de Pol\u00edcia, que apenas instaurou o inqu\u00e9rito policial e encaminhou a crian\u00e7a para exame de corpo de delito, busca orienta\u00e7\u00e3o jur\u00eddica sobre o que fazer para coloc\u00e1-la em seguran\u00e7a imediatamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com o Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente, a fim de resguardar a integridade de Ang\u00e9lica at\u00e9 que os fatos sejam devidamente apurados pelo Ju\u00edzo Criminal competente, assinale a op\u00e7\u00e3o que indica a medida que poder\u00e1 ser postulada por um advogado junto ao Ju\u00edzo da Inf\u00e2ncia e da Juventude.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A) A aplica\u00e7\u00e3o da medida protetiva de acolhimento institucional de Ang\u00e9lica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">B) Solicitar a suspens\u00e3o do poder familiar de Ant\u00f4nio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">C) Solicitar o afastamento de Ant\u00f4nio da moradia comum.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">D) Solicitar a destitui\u00e7\u00e3o do poder familiar da m\u00e3e Teresa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Gabarito:<\/strong> C<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><strong>Coment\u00e1rios<\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com o art. 130 do ECA, caso verificada a hip\u00f3tese de maus-tratos, opress\u00e3o ou abuso sexual impostos pelos pais ou respons\u00e1vel, a autoridade judici\u00e1ria poder\u00e1 determinar, como medida cautelar, o afastamento do agressor da moradia comum, pelo que a alternativa C \u00e9 a correta e gabarito da quest\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.estrategiaoab.com.br\/curso-oab-online\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Clique aqui para conhecer nossos cursos preparat\u00f3rios para o Exame de Ordem.<\/a><\/p>\n<h3><em>Prova Comentada OAB<\/em><\/h3>\n<h1 style=\"text-align: justify;\">Direito do Consumidor<\/h1>\n<h3 style=\"text-align: right;\">Prof. Igor Maciel<\/h3>\n<h2><strong>Quest\u00e3o\u00a044<\/strong><\/h2>\n<p>Petr\u00f4nio, servidor p\u00fablico estadual aposentado, firmou, em um intervalo de seis meses, tr\u00eas contratos de <strong>empr\u00e9stimo consignado com duas institui\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias diferentes<\/strong>, comprometendo 70% (setenta por cento) do valor de aposentadoria recebido mensalmente, o que est\u00e1 prejudicando seu sustento, j\u00e1 que n\u00e3o possui outra fonte de renda. Petr\u00f4nio procura orienta\u00e7\u00e3o de um advogado para saber se h\u00e1 possibilidade de corrigir o que alega ter sido um engano de contrata\u00e7\u00e3o de empr\u00e9stimos sucessivos. <strong>Partindo dessa situa\u00e7\u00e3o, \u00e0 luz do entendimento do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, assinale a afirmativa correta<\/strong>.<\/p>\n<p>A) N\u00e3o h\u00e1 abusividade na realiza\u00e7\u00e3o de descontos superiores a 50% (cinquenta por cento) dos rendimentos do consumidor para fins de pagamento de presta\u00e7\u00e3o dos empr\u00e9stimos quando se tratar de contratos firmados com fornecedores diferentes, como no caso narrado.<\/p>\n<p>B) O consumidor n\u00e3o pode ser submetido \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de desequil\u00edbrio na rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica, sendo nulas de pleno direito as cl\u00e1usulas contratuais do contrato no momento em que os descontos ultrapassam metade da aposentadoria do consumidor.<\/p>\n<p>C) Os descontos a t\u00edtulo de cr\u00e9dito consignado, incidentes sobre os proventos de servidores, como \u00e9 o caso de Petr\u00f4nio, <strong>devem ser limitados a 30% (trinta por cento) da remunera\u00e7\u00e3o<\/strong>, em raz\u00e3o da sua natureza alimentar e do m\u00ednimo existencial.<\/p>\n<p>D) Tratando-se de consumidor hipervulner\u00e1vel pelo fator et\u00e1rio, os contratos dependem de anu\u00eancia de familiar, que deve assinar conjuntamente ao idoso, n\u00e3o podendo comprometer mais do que 20% (vinte por cento) do valor recebido a t\u00edtulo de aposentadoria.<\/p>\n<p><strong>Gabarito:\u00a0<\/strong>Letra C<\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<p>A jurisprud\u00eancia majorit\u00e1ria do STJ entende\u00a0que os descontos de empr\u00e9stimos consignados n\u00e3o podem ultrapassar 30% da remunera\u00e7\u00e3o do servidor p\u00fablico. Letra C \u00e9 a alternativa correta.<\/p>\n<p><strong>Quest\u00e3o\u00a045<\/strong><\/p>\n<p>Elo\u00e1 procurou o renomado Est\u00fadio Max para tratamento de restaura\u00e7\u00e3o dos fios do cabelo, que entendia muito danificados pelo uso de qu\u00edmicas capilares. A proposta do profissional empregado do estabelecimento foi a aplica\u00e7\u00e3o de determinado produto que acabara de chegar ao mercado, da marca mundialmente conhecida Ops, que promovia uma amostragem inaugural do produto em quest\u00e3o no pr\u00f3prio Est\u00fadio Max. Elo\u00e1 ficou satisfeita com o resultado da aplica\u00e7\u00e3o pelo profissional no estabelecimento, mas, nos dias que se seguiram, observou a queda e a quebra de muitos fios de cabelo, o que foi aumentando progressivamente. Retornando ao Est\u00fadio, o funcion\u00e1rio que a havia atendido informou-lhe que poderia ter ocorrido rea\u00e7\u00e3o qu\u00edmica com outro produto utilizado por Elo\u00e1 anteriormente ao tratamento, levando aos efeitos descritos pela consumidora, embora o produto da marca Ops n\u00e3o apontasse contraindica\u00e7\u00f5es. Elo\u00e1 procurou voc\u00ea como advogado(a), narrando essa situa\u00e7\u00e3o. Neste caso, assinale a op\u00e7\u00e3o que apresenta sua orienta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A) H\u00e1 evidente fato do servi\u00e7o executado pelo profissional, cabendo ao Est\u00fadio Max e ao fabricante do produto da marca Ops, em responsabilidade solid\u00e1ria, responderem pelos danos suportados pela consumidora.<\/p>\n<p>B) H\u00e1 evidente fato do produto; por esse motivo, a a\u00e7\u00e3o judicial poder\u00e1 ser proposta apenas em face da fabricante do produto da marca Ops, n\u00e3o havendo responsabilidade solid\u00e1ria do comerciante Est\u00fadio Max.<\/p>\n<p>C) H\u00e1 evidente fato do servi\u00e7o, o que vincula a responsabilidade civil subjetiva exclusiva do profissional que sugeriu e aplicou o produto, com base na teoria do risco da atividade, excluindo-se a responsabilidade do Est\u00fadio Max.<\/p>\n<p>D) H\u00e1 evidente v\u00edcio do produto, sendo a responsabilidade objetiva decorrente do acidente de consumo atribu\u00edda ao fabricante do produto da marca Ops e, em car\u00e1ter subsidi\u00e1rio, ao Est\u00fadio Max e ao profissional , e n\u00e3o do profissional que aplicou o produto.<\/p>\n<p><strong>Gabarito:\u00a0<\/strong>Letra A<\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<p>Alternativa dada pela banca como correta, letra A.<\/p>\n<p>Prezados, de fato a alternativa correta, no meu entendimento, \u00e9 a letra A.<\/p>\n<p>Isto porque fica claro no enunciado que a consumidora buscou a PRESTA\u00c7\u00c3O de um SERVI\u00c7O de profissionais especializados.<\/p>\n<p>Neste caso, o evento ocorrido fora, em verdade, um fato de um servi\u00e7o. Neste caso, o artigo 14 do CDC estabelece ser a responsabilidade de TODOS OS FORNECEDORES da cadeia solid\u00e1ria:<\/p>\n<blockquote><p>Art. 14. O fornecedor de servi\u00e7os responde, independentemente da exist\u00eancia de culpa, pela repara\u00e7\u00e3o dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos \u00e0 presta\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os, bem como por informa\u00e7\u00f5es insuficientes ou inadequadas sobre sua frui\u00e7\u00e3o e riscos.<\/p><\/blockquote>\n<p>Este o gabarito, inclusive, que apresentei na nossa corre\u00e7\u00e3o da prova.<\/p>\n<h3><strong>Mas professor, a LETRA B tamb\u00e9m n\u00e3o estaria correta?<\/strong><\/h3>\n<p>Amigos, acredito que n\u00e3o.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o n\u00e3o envolve um FATO do PRODUTO, mas um FATO do SERVI\u00c7O.<\/p>\n<p>Contudo, vou redigir um recurso para tentar \u201cfor\u00e7ar\u201d a barra no sentido de a LETRA B tamb\u00e9m estar correta e, por conseguinte, gerar a anula\u00e7\u00e3o da quest\u00e3o. Combinado?<\/p>\n<p>Copiem os argumentos e fa\u00e7am o recurso no per\u00edodo correto na FGV\/OAB, combinado?<\/p>\n<h3>Mas professor, o senhor falou no AO VIVO que esta quest\u00e3o comportava anula\u00e7\u00e3o.<\/h3>\n<p>Verdade.<\/p>\n<p>Na minha opini\u00e3o, esta quest\u00e3o deve ser anulada em raz\u00e3o da reda\u00e7\u00e3o do item D que de forma capciosa e mal redigida n\u00e3o permite concluirmos qual a afirma\u00e7\u00e3o do item: o cabeleireiro tem ou n\u00e3o responsabilidade?<\/p>\n<p>Irei incluir no recurso tamb\u00e9m este argumento, combinado?<\/p>\n<h3><strong>(Aqui deve iniciar o seu recurso)<\/strong><\/h3>\n<p>A quest\u00e3o em ep\u00edgrafe deve ser anulada por dois motivos.<\/p>\n<p>Em primeiro lugar, a quest\u00e3o comporta DUAS RESPOSTAS CORRETAS, o que gera a sua natural nulidade.<\/p>\n<p>Apesar de o gabarito apontado pela banca ter sido a letra A, o enunciado n\u00e3o deixa claro se a alternativa versa sobre um fato do PRODUTO ou do SERVI\u00c7O. Isto porque o enunciado expressamente afirma que \u201co produto da marca Ops n\u00e3o apontasse contraindica\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>Percebe-se, assim, uma falha na fabrica\u00e7\u00e3o do produto por ferir o dever de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade do consumidor previsto no artigo 8\u00ba e seu par\u00e1grafo 1\u00ba:<\/p>\n<blockquote><p>Art. 8\u00b0 Os produtos e servi\u00e7os colocados no mercado de consumo n\u00e3o acarretar\u00e3o riscos \u00e0 sa\u00fade ou seguran\u00e7a dos consumidores, exceto os considerados normais e previs\u00edveis em decorr\u00eancia de sua natureza e frui\u00e7\u00e3o, obrigando-se os fornecedores, em qualquer hip\u00f3tese, a dar as informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias e adequadas a seu respeito.<\/p>\n<p>1\u00baEm se tratando de produto industrial, ao fabricante cabe prestar as informa\u00e7\u00f5es a que se refere este artigo, atrav\u00e9s de impressos apropriados que devam acompanhar o produto.\u00a0\u00a0\u00a0(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 13.486, de 2017)<\/p><\/blockquote>\n<p>Neste caso, n\u00e3o \u00e9 razo\u00e1vel a responsabiliza\u00e7\u00e3o do comerciante do produto (o sal\u00e3o de beleza), uma vez que o comerciante apenas responder\u00e1 de forma SUBSIDI\u00c1RIA, nos termos dos artigos 12 e 13 do CDC:<\/p>\n<blockquote><p>Art. 12. O fabricante, o produtor, o construtor, nacional ou estrangeiro, e o importador respondem, independentemente da exist\u00eancia de culpa, pela repara\u00e7\u00e3o dos danos causados aos consumidores por defeitos decorrentes de projeto, fabrica\u00e7\u00e3o, constru\u00e7\u00e3o, montagem, f\u00f3rmulas, manipula\u00e7\u00e3o, apresenta\u00e7\u00e3o ou acondicionamento de seus produtos, bem como por informa\u00e7\u00f5es insuficientes ou inadequadas sobre sua utiliza\u00e7\u00e3o e riscos.<\/p>\n<p>Art. 13. O comerciante \u00e9 igualmente respons\u00e1vel, nos termos do artigo anterior, quando:<\/p>\n<p>I &#8211; o fabricante, o construtor, o produtor ou o importador n\u00e3o puderem ser identificados;<\/p>\n<p>II &#8211; o produto for fornecido sem identifica\u00e7\u00e3o clara do seu fabricante, produtor, construtor ou importador;<\/p>\n<p>III &#8211; n\u00e3o conservar adequadamente os produtos perec\u00edveis.<\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Aquele que efetivar o pagamento ao prejudicado poder\u00e1 exercer o direito de regresso contra os demais respons\u00e1veis, segundo sua participa\u00e7\u00e3o na causa\u00e7\u00e3o do evento danoso.<\/p><\/blockquote>\n<p>Assim, o comerciante \u2013 via de regra \u2013 apenas responderia no caso concreto se n\u00e3o fosse poss\u00edvel a identifica\u00e7\u00e3o clara do fabricante do produto OPS, hip\u00f3tese distinta do caso narrado na quest\u00e3o.<\/p>\n<p>Inclusive, o Superior Tribunal de Justi\u00e7a possui entendimento no sentido de que n\u00e3o cabe a denuncia\u00e7\u00e3o \u00e0 lide do Comerciante, exatamente porque este n\u00e3o responde de forma imediata se n\u00e3o presentes as hip\u00f3teses do artigo 13, do CDC.<\/p>\n<p>Neste sentido:<\/p>\n<blockquote><p>AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL. CONSUMIDOR.<\/p>\n<p>DENUNCIA\u00c7\u00c3O DA LIDE. OBJETIVO. TRANSFER\u00caNCIA DE RESPONSABILIDADE A TERCEIRO. PRETENS\u00c3O. N\u00c3O CABIMENTO. HIP\u00d3TESE N\u00c3O RESTRITA \u00c0 RESPONSABILIDADE PELO FATO DO PRODUTO. ACIDENTE DE CONSUMO. ARTS. 12 E 14 DO CDC. INCID\u00caNCIA.<\/p>\n<p>1. A veda\u00e7\u00e3o \u00e0 denuncia\u00e7\u00e3o da lide prevista no art. 88 do C\u00f3digo de Defesa do Consumidor n\u00e3o se restringe \u00e0 responsabilidade do comerciante por fato do produto (art. 13 do CDC), sendo aplic\u00e1vel tamb\u00e9m nas demais hip\u00f3teses de responsabilidade civil por acidentes de consumo (arts. 12 e 14 do CDC).<\/p>\n<p>2. \u00c9 descabida a denuncia\u00e7\u00e3o quando h\u00e1 unicamente a pretens\u00e3o de transferir responsabilidade pr\u00f3pria a terceiro<\/p>\n<p>3. Agravo regimental n\u00e3o provido.<\/p>\n<p>(AgRg no REsp 1316868\/DF, Rel. Ministro RICARDO VILLAS B\u00d4AS CUEVA, TERCEIRA TURMA, julgado em 05\/05\/2016, DJe 12\/05\/2016)<\/p><\/blockquote>\n<p>Al\u00e9m disso, a quest\u00e3o tamb\u00e9m merece ser ANULADA, em raz\u00e3o da total INCOMPREENS\u00c3O na REDA\u00c7\u00c3O da \u201cletra D\u201d.<\/p>\n<p>Esta confundiu sobremaneira o candidato por n\u00e3o deixar clara a inten\u00e7\u00e3o do dispositivo.<\/p>\n<p>Perceba, nobre examinador, que o item \u2013 ao mesmo tempo \u2013 afirma que o profissional POSSUI RESPONSABILIDADE SUBSIDI\u00c1RIA e que o profissional N\u00c3O POSSUI RESPONSABILIDADE SUBSIDI\u00c1RIA, conforme parte final do dispositivo: \u201ce, em car\u00e1ter subsidi\u00e1rio, ao Est\u00fadio Max e\u00a0<u>ao profissional , e n\u00e3o do profissional<\/u>\u00a0que aplicou o produto.\u201d<\/p>\n<p>Tal falha na reda\u00e7\u00e3o prejudicou sobremaneira os candidatos que n\u00e3o conseguiram entender a afirmativa do item e, portanto, gerou inseguran\u00e7a na defini\u00e7\u00e3o da alternativa correta.<\/p>\n<p>Assim, pelas raz\u00f5es expostas, requer-se a anula\u00e7\u00e3o da quest\u00e3o, por ser medida de JUSTI\u00c7A.<\/p>\n<h3><strong>(Aqui deve finalizar o seu recurso)<\/strong><\/h3>\n<p><a href=\"http:\/\/www.estrategiaoab.com.br\/curso-oab-online\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Clique aqui para conhecer nossos cursos preparat\u00f3rios para o Exame de Ordem.<\/a><\/p>\n<h3><em>Prova Comentada OAB<\/em><\/h3>\n<h1>Direito Empresarial<\/h1>\n<h3 style=\"text-align: right;\">Prof. Renato Borelli<\/h3>\n<h2>Quest\u00e3o 46<\/h2>\n<p>Paulo precisa de um ve\u00edculo automotor para entregar os produtos de seu estabelecimento aos clientes, mas n\u00e3o tem numer\u00e1rio para adquiri-lo. Ele foi aconselhado por sua advogada a celebrar um contrato de arrendamento mercantil.<br \/>\nAssinale a op\u00e7\u00e3o que indica as faculdades do arrendat\u00e1rio ao final desse contrato.<br \/>\na) Devolver o bem ao arrendador, renovar o contrato ou exercer op\u00e7\u00e3o de compra.<br \/>\nb) Subarrendar o bem a terceiro ou exercer a op\u00e7\u00e3o de compra.<br \/>\nc) Subarrendar o bem a terceiro, renovar o contrato ou exercer a op\u00e7\u00e3o de compra.<br \/>\nd) Devolver o bem ao arrendador ou renovar o contrato.<\/p>\n<p><strong>Gabarito<\/strong>: Letra A.<\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<p>Como se sabe, o leasing ou arrendamento mercantil \u00e9 um contrato de loca\u00e7\u00e3o em que se asseguram ao arrendat\u00e1rio tr\u00eas op\u00e7\u00f5es ao final do aluguel: (a) renovar a loca\u00e7\u00e3o; (b) encerrar o contrato, n\u00e3o mais renovando a loca\u00e7\u00e3o; (c) comprar o bem alugado, pagando-se o valor residual.<\/p>\n<h2>Quest\u00e3o 47<\/h2>\n<p>O empres\u00e1rio individual Jos\u00e9 de Freitas alienou seu estabelecimento a outro empres\u00e1rio mediante os termos de um contrato escrito, averbado \u00e0 margem de sua inscri\u00e7\u00e3o no Registro P\u00fablico de Empresas Mercantis, publicado na imprensa oficial, mas n\u00e3o lhe restaram bens suficientes para solver o seu passivo.<br \/>\nEm rela\u00e7\u00e3o \u00e0 aliena\u00e7\u00e3o do estabelecimento empresarial nessas condi\u00e7\u00f5es, sua efic\u00e1cia depende<\/p>\n<p>a) Da quita\u00e7\u00e3o pr\u00e9via dos cr\u00e9ditos trabalhistas e fiscais vencidos no ano anterior ao da aliena\u00e7\u00e3o do estabelecimento.<br \/>\nb) Do pagamento a todos os credores, ou do consentimento destes, de modo expresso ou t\u00e1cito, em trinta dias a partir de sua notifica\u00e7\u00e3o.<br \/>\nc) Da quita\u00e7\u00e3o ou anu\u00eancia pr\u00e9via dos credores com garantia real e, quanto aos demais credores, da notifica\u00e7\u00e3o da transfer\u00eancia com anteced\u00eancia de, no m\u00ednimo, sessenta dias.<br \/>\nd) do consentimento expresso de todos os credores quirograf\u00e1rios ou da consigna\u00e7\u00e3o pr\u00e9via das import\u00e2ncias que lhes s\u00e3o devidas.<\/p>\n<p><strong>Gabarito<\/strong>:\u00a0Letra\u00a0B.<\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<p>Essa quest\u00e3o foi f\u00e1cil! Na semana de revis\u00e3o n\u00f3s falamos sobre o disposto no art. 1.145, do CC, que determina:<br \/>\n\u201cArt. 1.145. Se ao alienante n\u00e3o restarem bens suficientes para solver o seu passivo, a efic\u00e1cia da aliena\u00e7\u00e3o do estabelecimento depende do pagamento de todos os credores, ou do consentimento destes, de modo expresso ou t\u00e1cito, em trinta dias a partir de sua notifica\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<h2>Quest\u00e3o 48<\/h2>\n<p>Para realizar o pagamento de uma d\u00edvida contra\u00edda pelo s\u00f3cio M. Paragua\u00e7u em favor da sociedade Iguape, Cananeia &amp;amp; Cia Ltda., o primeiro emitiu uma nota promiss\u00f3ria \u00e0 vista, com cl\u00e1usula \u00e0 ordem no valor de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais).<br \/>\nDe acordo com essas informa\u00e7\u00f5es e a respeito da cl\u00e1usula \u00e0 ordem, \u00e9 correto afirmar que<\/p>\n<p>a) a nota promiss\u00f3ria, na omiss\u00e3o dessa cl\u00e1usula, somente poderia ser transferida pela forma e com os efeitos de cess\u00e3o de cr\u00e9dito.<br \/>\nb) a cl\u00e1usula implica a possibilidade de transfer\u00eancia do t\u00edtulo por endosso, sendo o endossante respons\u00e1vel pelo pagamento, salvo cl\u00e1usula sem garantia.<br \/>\nc) a cl\u00e1usula implica a possibilidade de transfer\u00eancia do t\u00edtulo por endosso, porque a modalidade de vencimento da nota promiss\u00f3ria \u00e9 \u00e0 vista.<br \/>\nd) tal cl\u00e1usula implica a possibilidade de transfer\u00eancia do t\u00edtulo por cess\u00e3o de cr\u00e9dito, n\u00e3o respondendo o cedente pela solv\u00eancia do emitente, salvo cl\u00e1usula de garantia.<\/p>\n<p><strong>Gabarito: <\/strong>Letra B.<\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<p>Consoante o conceito da nota promiss\u00f3ria, estampado nos arts. 11 e 15, ambos da LUG, o gabarito da quest\u00e3o \u00e9 a assertiva \u201cB\u201d.<\/p>\n<p>\u201cArt. 11 &#8211; Quando o sacador tiver inserido na letra as palavras \u2018n\u00e3o a ordem\u2019, ou uma express\u00e3o equivalente, a letra s\u00f3 \u00e9 transmiss\u00edvel pela forma e com os efeitos de uma cess\u00e3o ordin\u00e1ria de cr\u00e9ditos\u201d.<\/p>\n<h2>Quest\u00e3o 49<\/h2>\n<p>Borba Eletr\u00f4nico Ltda celebrou contrato de abertura de cr\u00e9dito em conta corrente com o Banco Humait\u00e1 S\/S, lastreado em nota promiss\u00f3ria emitida em garantia de d\u00edvida.<br \/>\nSobre a nota promiss\u00f3ria e o contrato de abertura de cr\u00e9dito em conta corrente, diante do inadimplemento do mutu\u00e1rio, assinale a afirmativa correta.<br \/>\na) O contrato, ainda que acompanhado de extrato de conta corrente e assinado por duas testemunhas, n\u00e3o \u00e9 t\u00edtulo executivo extrajudicial, e a nota promiss\u00f3ria a ele vinculada n\u00e3o goza de autonomia, em raz\u00e3o da iliquidez do t\u00edtulo que a originou.<br \/>\nb) O contrato, desde que acompanhado de extrato da conta corrente e assinado por duas testemunhas, \u00e9 t\u00edtulo executivo extrajudicial, por\u00e9m a nota promiss\u00f3ria a ele vinculada n\u00e3o goza de autonomia, em raz\u00e3o da abusividade da cl\u00e1usula de mandato.<br \/>\nc) O contrato, ainda que acompanhado de extrato da conta corrente e assinado por duas testemunhas, n\u00e3o \u00e9 t\u00edtulo executivo extrajudicial, por\u00e9m a nota promiss\u00f3ria a ele vinculada goza de autonomia, em raz\u00e3o de sua independ\u00eancia.<br \/>\nd) O contrato, mesmo n\u00e3o acompanhado de extrato da conta corrente ou assinado por duas testemunhas, \u00e9 t\u00edtulo executivo extrajudicial, e a nota promiss\u00f3ria a ele vinculada goza de executividade aut\u00f4noma.<\/p>\n<p><strong>Gabarito<\/strong>: Letra A.<\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<p>Em nosso curso espec\u00edfico para 1\u00aa fase do XXV <a href=\"https:\/\/www.estrategiaoab.com.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Exame da OAB,<\/a> na aula de Direito Cambi\u00e1rio, n\u00f3s falamos sobre esses dois enunciados de s\u00famulas, que respondiam a quest\u00e3o!<\/p>\n<p>S\u00famula 233\/STJ &#8211; O contrato de abertura de cr\u00e9dito, ainda que acompanhado de extrato da conta-corrente, n\u00e3o \u00e9 t\u00edtulo executivo.<\/p>\n<p>S\u00famula 258\/STJ &#8211; A nota promiss\u00f3ria vinculada a contrato de abertura de cr\u00e9dito n\u00e3o goza de autonomia em raz\u00e3o da iliquidez do t\u00edtulo que a originou.<\/p>\n<h2>Quest\u00e3o 50 (C\u00d3PIA DE QUEST\u00c3O J\u00c1 COBRADA EM 2013)<\/h2>\n<p>Concession\u00e1ria de Ve\u00edculos Primeira Cruz Ltda. obteve concess\u00e3o de sua recupera\u00e7\u00e3o judicial. Diante da necessidade de aliena\u00e7\u00e3o de bens, n\u00e3o relacionados previamente no plano de recupera\u00e7\u00e3o, foi convocada assembleia geral de credores.<br \/>\nA proposta de aliena\u00e7\u00e3o foi aprovada em raz\u00e3o do voto decisivo da credora Dutra &amp;amp; Corda Representa\u00e7\u00e3o Ltda., cujo s\u00f3cio majorit\u00e1rio P Dutra tem participa\u00e7\u00e3o de 32% (trinta e dois por cento) no capital da sociedade recuperanda.<br \/>\nCom base nesses dados, \u00e9 correto afirmar que<\/p>\n<p>a) a decis\u00e3o \u00e9 nula de pleno direito, pois a pretens\u00e3o de aliena\u00e7\u00e3o de bens do ativo permanente, n\u00e3o relacionados no plano, enseja a convola\u00e7\u00e3o da recupera\u00e7\u00e3o judicial em fal\u00eancia.<br \/>\nb) o voto da sociedade Dutra &amp;amp; Corda Representa\u00e7\u00f5es Ltda. n\u00e3o poderia ter sido considerado para fins de verifica\u00e7\u00e3o do qu\u00f3rum de instala\u00e7\u00e3o e de delibera\u00e7\u00e3o da assembleia geral.<br \/>\nc) O voto da Sociedade Dutra &amp;amp; Corda Representa\u00e7\u00e3o Ltda, como credora, n\u00e3o poderia ter participado nem proferido voto em assembleia geral.<br \/>\nd) a assembleia \u00e9 nula, pois a autoriza\u00e7\u00e3o para a aliena\u00e7\u00e3o de bens do ativo permanente, n\u00e3o relacionados no plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial, \u00e9 prerrogativa exclusiva do administrador judicial.<\/p>\n<p><strong>Gabarito<\/strong>: Letra C.<\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<p>A quest\u00e3o n\u00ba 50 cobrou a literalidade do disposto no art. 43, da Lei n\u00ba 11.101\/2005. Consoante apontamos anteriormente, essa quest\u00e3o j\u00e1 havia sido cobrada pela FGV em 2013! Assim, mais uma vez, n\u00f3s do Estrat\u00e9gia OAB afirmamos que a resolu\u00e7\u00e3o de quest\u00f5es, na prepara\u00e7\u00e3o para a sua prova, \u00e9 ess\u00eancia!<\/p>\n<p>\u201cArt. 43. Os s\u00f3cios do devedor, bem como as sociedades coligadas, controladoras, controladas ou as que tenham s\u00f3cio ou acionista com participa\u00e7\u00e3o superior a 10% (dez por cento) do capital social do devedor ou em que o devedor ou algum de seus s\u00f3cios detenham participa\u00e7\u00e3o superior a 10% (dez por cento) do capital social, poder\u00e3o participar da assembl\u00e9ia-geral de credores, sem ter direito a voto e n\u00e3o ser\u00e3o considerados para fins de verifica\u00e7\u00e3o do quorum de instala\u00e7\u00e3o e de delibera\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.estrategiaoab.com.br\/curso-oab-online\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Clique aqui para conhecer nossos cursos preparat\u00f3rios para o Exame de Ordem.<\/a><\/p>\n<h3><em>Prova Comentada OAB<\/em><\/h3>\n<h1>Direito Processual Civil<\/h1>\n<h3 style=\"text-align: right;\">Prof. Ricardo Torques<\/h3>\n<h2>Quest\u00e3o 51<\/h2>\n<div>Alceb\u00edades ajuizou demanda de obriga\u00e7\u00e3o de fazer pelo procedimento comum, com base em cl\u00e1usula contratual, no foro da comarca de Petr\u00f3polis. Citada para integrar a rela\u00e7\u00e3o processual, a r\u00e9 Benedita lembrou-se de ter ajustado contratualmente que o foro para tratar judicialmente de qualquer desaven\u00e7a seria o da comarca de Niter\u00f3i, e comunicou o fato ao seu advogado. Sobre o procedimento a ser adotado pela defesa, segundo o caso narrado, assinale a afirmativa correta.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A) A defesa poder\u00e1 alegar a incompet\u00eancia de foro antes da audi\u00eancia de concilia\u00e7\u00e3o ou de media\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>B) A defesa poder\u00e1 alegar a incompet\u00eancia a qualquer tempo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>C) A defesa s\u00f3 poder\u00e1 alegar a incompet\u00eancia de foro como preliminar da contesta\u00e7\u00e3o, considerando tratar-se de regra de compet\u00eancia absoluta, sob pena de preclus\u00e3o.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>D) A defesa tem o \u00f4nus de apresentar exce\u00e7\u00e3o de incompet\u00eancia, em peti\u00e7\u00e3o separada, no prazo de resposta.<\/div>\n<p>Gabarito: Letra A.<\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<div dir=\"auto\">Segundo a s\u00famula n\u00ba 33, do STJ, temos como regra geral que a incompet\u00eancia relativa n\u00e3o pode ser reconhecida de of\u00edcio pelo juiz. Por\u00e9m, temos uma exce\u00e7\u00e3o, quando houver abusividade na cl\u00e1usula do foro de elei\u00e7\u00e3o, conforme prev\u00ea o art. 63, do NCPC:<\/div>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div dir=\"auto\">&#8220;<em>Art. 63.\u00a0 As partes podem modificar a compet\u00eancia em raz\u00e3o do valor e do territ\u00f3rio, elegendo foro onde ser\u00e1 proposta a\u00e7\u00e3o oriunda de direitos e obriga\u00e7\u00f5es.<\/em>&#8220;<\/div>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div dir=\"auto\">Al\u00e9m disso, de acordo com o art. 340, do NCPC,\u00a0\u00a0havendo alega\u00e7\u00e3o de incompet\u00eancia relativa ou absoluta, a contesta\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser protocolada no foro de domic\u00edlio do r\u00e9u, fato que ser\u00e1 imediatamente comunicado ao juiz da causa, preferencialmente por meio eletr\u00f4nico.<\/div>\n<div dir=\"auto\"><\/div>\n<div dir=\"auto\">Assim, a desobedi\u00eancia acerca do foro de elei\u00e7\u00e3o envolve hip\u00f3tese de incompet\u00eancia relativa, aleg\u00e1vel em preliminar de contesta\u00e7\u00e3o pelo r\u00e9u, sob pena de preclus\u00e3o. Desse modo, a alternativa A est\u00e1 correta e \u00e9 o gabarito da quest\u00e3o.<\/div>\n<h2>Quest\u00e3o 52<\/h2>\n<div>Aline e Alfredo, casados h\u00e1 20 anos pelo regime da comunh\u00e3o parcial de bens, possuem um filho maior de idade e plenamente capaz. N\u00e3o obstante, Aline encontra-se gr\u00e1vida do segundo filho do casal, estando no sexto m\u00eas de gesta\u00e7\u00e3o. Ocorre que, por diverg\u00eancias pessoais, o casal decide se divorciar e se dirige a um escrit\u00f3rio de advocacia, onde demonstram consenso quanto \u00e0 partilha de bens comuns e ao pagamento de pens\u00e3o aliment\u00edcia, inexistindo quaisquer outras quest\u00f5es de cunho pessoal ou patrimonial. Assinale a op\u00e7\u00e3o que apresenta a orienta\u00e7\u00e3o jur\u00eddica correta a ser prestada ao casal.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A) Inexistindo conflito de interesses quanto \u00e0 partilha de bens comuns, Aline e Alfredo poder\u00e3o ingressar com o pedido de div\u00f3rcio pela via extrajudicial, desde que estejam devidamente assistidos por advogado ou defensor p\u00fablico.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>B) Aline e Alfredo dever\u00e3o ingressar com a\u00e7\u00e3o judicial de div\u00f3rcio, uma vez que a exist\u00eancia de nascituro impede a realiza\u00e7\u00e3o de div\u00f3rcio consensual pela via extrajudicial, ou seja, por escritura p\u00fablica.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>C) O div\u00f3rcio consensual de Aline e Alfredo somente poder\u00e1 ser homologado ap\u00f3s a partilha de bens do casal.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>D) A partilha dever\u00e1 ser feita mediante a\u00e7\u00e3o judicial, embora o div\u00f3rcio possa ser realizado extrajudicialmente.<\/div>\n<p>Gabarito: Letra B.<\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<div dir=\"auto\">\n<div dir=\"auto\">\n<div dir=\"auto\">De acordo com o art. 733, do NCPC,\u00a0\u00a0o\u00a0div\u00f3rcio consensual, a separa\u00e7\u00e3o consensual e a extin\u00e7\u00e3o consensual de uni\u00e3o est\u00e1vel, n\u00e3o havendo nascituro ou filhos incapazes e observados os requisitos legais, poder\u00e3o ser realizados por escritura p\u00fablica.<\/div>\n<div dir=\"auto\">Como Aline est\u00e1 gr\u00e1vida, est\u00e1 impedida a\u00a0realiza\u00e7\u00e3o de div\u00f3rcio consensual por escritura p\u00fablica. Portanto,\u00a0\u00a0Aline e Alfredo dever\u00e3o ingressar com a\u00e7\u00e3o judicial de div\u00f3rcio. Assim, a alternativa B est\u00e1 correta e \u00e9 o gabarito da quest\u00e3o.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><strong>Quest\u00e3o 53<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A sociedade empres\u00e1ria Sucesso veiculou propaganda enganosa acerca de um determinado produto, com especifica\u00e7\u00f5es distintas daquelas indicadas no material publicit\u00e1rio. Aproximadamente 500.000 consumidores, dentre os quais alguns hipossuficientes, compraram o produto. Diante disso, a Associa\u00e7\u00e3o de Defesa do Consumidor, constitu\u00edda h\u00e1 10 anos, cogitou a possibilidade de ajuizar a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica, com base na Lei n\u00ba 7.347\/85, para obter indeniza\u00e7\u00e3o para tais consumidores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante dessas informa\u00e7\u00f5es, assinale a afirmativa correta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A) O Minist\u00e9rio P\u00fablico \u00e9 parte ileg\u00edtima para a propositura da a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">B) A Associa\u00e7\u00e3o de Defesa do Consumidor pode propor a a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">C) Qualquer consumidor lesado pode propor a a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">D) A propositura da a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica pela Defensoria dispensa a participa\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico no processo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Gabarito<\/strong>: Letra B.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><strong>Coment\u00e1rios<\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">A quest\u00e3o cobra os legitimados para propor a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica. Essa informa\u00e7\u00e3o est\u00e1 no art. 5\u00ba, da Lei de ACP.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Art. 5\u00ba T\u00eam legitimidade para propor a a\u00e7\u00e3o principal e a a\u00e7\u00e3o cautelar:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">V &#8211; a associa\u00e7\u00e3o que, concomitantemente:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">a) esteja constitu\u00edda h\u00e1 pelo menos 1 (um) ano nos termos da lei civil;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">b) inclua, entre suas finalidades institucionais, a prote\u00e7\u00e3o ao patrim\u00f4nio p\u00fablico e social, ao meio ambiente, ao consumidor, \u00e0 ordem econ\u00f4mica, \u00e0 livre concorr\u00eancia, aos direitos de grupos raciais, \u00e9tnicos ou religiosos ou ao patrim\u00f4nio art\u00edstico, est\u00e9tico, hist\u00f3rico, tur\u00edstico e paisag\u00edstico.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim,\u00a0 a\u00a0<strong>alternativa B<\/strong>\u00a0est\u00e1 correta e \u00e9 o gabarito da quest\u00e3o, porque a a\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser proposta pela Associa\u00e7\u00e3o, uma vez que ela est\u00e1 constitu\u00edda h\u00e1 10 anos e inclui entre as suas finalidades institucionais a prote\u00e7\u00e3o ao consumidor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vejamos os erros das demais assertivas:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A alternativa A est\u00e1\u00a0 equivocada, pois o MP \u00e9 parte leg\u00edtima para propor ACP.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Alternativa C est\u00e1 incorreta, pois a ACP n\u00e3o pode ser proposta por qualquer pessoa. Aqui a quest\u00e3o tentou confundir o candidato com os legitimados para a A\u00e7\u00e3o Popular, que pode ser proposta por qualquer cidad\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A alternativa D est\u00e1 incorreta, pois quando o MP n\u00e3o propuser a a\u00e7\u00e3o, ter\u00e1 que participar do processo.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><strong>Quest\u00e3o 54<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Almir ingressa com a\u00e7\u00e3o pelo procedimento comum em face de Jos\u00e9, pleiteando obriga\u00e7\u00e3o de fazer consistente na restaura\u00e7\u00e3o do sinteco aplicado no piso de seu apartamento, uma vez que, dias ap\u00f3s a realiza\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o ter sido conclu\u00edda, o verniz come\u00e7ou a apresentar diversas manchas irregulares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em sua inicial, afirma ter interesse na autocomposi\u00e7\u00e3o. O juiz da causa, verificando que a peti\u00e7\u00e3o inicial preenche os requisitos essenciais, n\u00e3o sendo caso de improced\u00eancia liminar do pedido, designa audi\u00eancia de concilia\u00e7\u00e3o a ser realizada dentro de 60 (sessenta) dias, promovendo, ainda, a cita\u00e7\u00e3o do r\u00e9u com 30 (trinta) dias de anteced\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com base na legisla\u00e7\u00e3o processual aplic\u00e1vel ao caso apresentado, assinale a afirmativa correta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A) Caso Almir e Jos\u00e9 cheguem a um acordo durante a audi\u00eancia de concilia\u00e7\u00e3o, a autocomposi\u00e7\u00e3o obtida ser\u00e1 reduzida a termo pelo conciliador e, independentemente da sua homologa\u00e7\u00e3o pelo magistrado, j\u00e1 constitui t\u00edtulo executivo judicial, bastando que o instrumento seja referendado pelos advogados dos transatores ou por conciliador credenciado junto ao tribunal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">B) Agiu equivocadamente o magistrado, uma vez que o CPC\/15 prev\u00ea a imprescindibilidade do pr\u00e9vio oferecimento de contesta\u00e7\u00e3o por Jos\u00e9, no prazo de 15 (quinze) dias \u00fateis a serem contados de sua cita\u00e7\u00e3o e antes da designa\u00e7\u00e3o da audi\u00eancia conciliat\u00f3ria, sob pena de vulnerar o princ\u00edpio constitucional da ampla defesa e do contradit\u00f3rio, tamb\u00e9m reproduzido na legisla\u00e7\u00e3o adjetiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">C) Caso Almir, autor da a\u00e7\u00e3o, deixe de comparecer injustificadamente \u00e0 audi\u00eancia de concilia\u00e7\u00e3o, tal aus\u00eancia \u00e9 considerada pelo CPC\/15 como ato atentat\u00f3rio \u00e0 dignidade da justi\u00e7a, sendo sancionado com multa de at\u00e9 dois por cento da vantagem econ\u00f4mica pretendida ou do valor da causa, revertida em favor do Estado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">D) Almir e Jos\u00e9 n\u00e3o precisam comparecer \u00e0 audi\u00eancia de concilia\u00e7\u00e3o acompanhados por seus advogados, uma vez que, nessa fase processual, a rela\u00e7\u00e3o processual ainda n\u00e3o foi integralmente formada e n\u00e3o h\u00e1 propriamente uma lide, a qual apenas surgir\u00e1 quando do oferecimento da contesta\u00e7\u00e3o pelo r\u00e9u.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Gabarito<\/strong>: C<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><strong>Coment\u00e1rios<\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">No NCPC, o comparecimento a audi\u00eancia de concilia\u00e7\u00e3o \u00e9 obrigat\u00f3ria, tanto \u00e9 que o n\u00e3o comparecimento configura ato atentat\u00f3rio \u00e0 dignidade da justi\u00e7a. Veja o art. 334, \u00a7 8\u00ba, do NCPC, que responde a quest\u00e3o:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a7 8\u00ba O n\u00e3o comparecimento injustificado do autor ou do r\u00e9u \u00e0 audi\u00eancia de concilia\u00e7\u00e3o \u00e9 considerado ato atentat\u00f3rio \u00e0 dignidade da justi\u00e7a e ser\u00e1 sancionado com multa de at\u00e9 dois por cento da vantagem econ\u00f4mica pretendida ou do valor da causa, revertida em favor da Uni\u00e3o ou do Estado.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portanto, a\u00a0<strong>alternativa C<\/strong>\u00a0est\u00e1 correta e \u00e9 o gabarito da quest\u00e3o.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><strong>Quest\u00e3o 55<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tancredo ajuizou equivocadamente, em abril de 2017, demanda reivindicat\u00f3ria em face de Gilberto, caseiro do s\u00edtio Campos Verdes, porque Gilberto parecia ostentar a condi\u00e7\u00e3o de propriet\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante do narrado, assinale a afirmativa correta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A) Gilberto dever\u00e1 realizar a nomea\u00e7\u00e3o \u00e0 autoria no prazo de contesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">B) Gilberto poder\u00e1 alegar ilegitimidade ad causam na contesta\u00e7\u00e3o, indicando aquele que considera propriet\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">C) Trata-se de v\u00edcio san\u00e1vel, podendo o magistrado corrigir o polo passivo de of\u00edcio, substituindo Gilberto da rela\u00e7\u00e3o processual, ainda que este n\u00e3o tenha indicado algu\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">D) Gilberto poder\u00e1 promover o chamamento ao processo de seu patr\u00e3o, a quem est\u00e1 subordinado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Gabarito<\/strong>: B<\/p>\n<h3><strong>Coment\u00e1rio<\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como Gilberto n\u00e3o \u00e9 o propriet\u00e1rio do s\u00edtio, a a\u00e7\u00e3o reinvindicat\u00f3ria n\u00e3o \u00e9 cab\u00edvel. Nesse caso, cabe \u00e0 Gilberto alegar que \u00e9 parte ileg\u00edtima na a\u00e7\u00e3o proposta e indicar aquele que entende ser o propriet\u00e1rio do s\u00edtio. Esse fato deve ser aplicado em preliminar de contesta\u00e7\u00e3o , conforme o art. 337, XI, do NCPC \u2013 preliminar de contesta\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">XI &#8211; aus\u00eancia de legitimidade ou de interesse processual;<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, a\u00a0<strong>alternativa B<\/strong>\u00a0est\u00e1 correta e \u00e9 o gabarito da quest\u00e3o.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><strong>Quest\u00e3o 56<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alice, em raz\u00e3o de descumprimento contratual por parte de Lucas, constituiu Osvaldo como seu advogado para ajuizar uma a\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a com pedido de condena\u00e7\u00e3o em R$ 300.000,00 (trezentos mil reais), valor atribu\u00eddo \u00e0 causa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A a\u00e7\u00e3o foi julgada procedente, mas n\u00e3o houve a condena\u00e7\u00e3o em honor\u00e1rios sucumbenciais. Interposta apela\u00e7\u00e3o por Lucas, veio a ser desprovida, sendo certificado o tr\u00e2nsito em julgado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Considerando o exposto, assinale a afirmativa correta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A) Em raz\u00e3o do tr\u00e2nsito em julgado e da preclus\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 mais possibilidade de fixa\u00e7\u00e3o dos honor\u00e1rios sucumbenciais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">B) Como n\u00e3o houve condena\u00e7\u00e3o, presume-se que h\u00e1 fixa\u00e7\u00e3o impl\u00edcita de honor\u00e1rios sucumbenciais na m\u00e9dia entre o m\u00ednimo e o m\u00e1ximo, ou seja, 15% do valor da condena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">C) O tr\u00e2nsito em julgado n\u00e3o impede a discuss\u00e3o no mesmo processo, podendo ser requerida a fixa\u00e7\u00e3o dos honor\u00e1rios sucumbenciais por meio de simples peti\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">D) Deve ser proposta a\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma para defini\u00e7\u00e3o dos honor\u00e1rios sucumbenciais e de sua cobran\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Gabarito<\/strong>: D<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><strong>Coment\u00e1rios<\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caso de decis\u00e3o transitada em julgado que n\u00e3o mencione a condena\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios de sucumb\u00eancia, de acordo com o art. 83, \u00a7 18, do NCPC, dever\u00e1 ser proposta a\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma para cobran\u00e7a dos honor\u00e1rios.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a7 18. Caso a decis\u00e3o transitada em julgado seja omissa quanto ao direito aos honor\u00e1rios ou ao seu valor, \u00e9 cab\u00edvel a\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma para sua defini\u00e7\u00e3o e cobran\u00e7a.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desta forma, a\u00a0<strong>alternativa D<\/strong>\u00a0est\u00e1 correta e \u00e9 o gabarito da quest\u00e3o.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><strong>Quest\u00e3o 57<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lucas, em lit\u00edgio instaurado contra Alberto, viu seus pedidos serem julgados procedentes em primeira inst\u00e2ncia, o que veio a ser confirmado pelo tribunal local em sede de apela\u00e7\u00e3o. Com a publica\u00e7\u00e3o do ac\u00f3rd\u00e3o proferido em sede de apela\u00e7\u00e3o na imprensa oficial, Alberto interp\u00f4s recurso especial, alegando que o julgado teria negado vig\u00eancia a dispositivo de lei federal. Simultaneamente, Lucas op\u00f4s embargos de declara\u00e7\u00e3o contra o mesmo ac\u00f3rd\u00e3o, suscitando a exist\u00eancia de omiss\u00e3o. Nessa situa\u00e7\u00e3o hipot\u00e9tica,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A) o recurso especial de Alberto dever\u00e1 ser considerado extempor\u00e2neo, visto que interposto antes do julgamento dos embargos de declara\u00e7\u00e3o de Lucas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">B) Alberto, ap\u00f3s o julgamento dos embargos de declara\u00e7\u00e3o de Lucas, ter\u00e1 o direito de complementar ou alterar as raz\u00f5es de seu recurso especial, independentemente do resultado do julgamento dos embargos de declara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">C) Alberto n\u00e3o precisar\u00e1 ratificar as raz\u00f5es de seu recurso especial para que o recurso seja processado e julgado se os embargos de declara\u00e7\u00e3o de Lucas forem rejeitados, n\u00e3o alterando a decis\u00e3o recorrida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">D) Alberto dever\u00e1 interpor novo recurso especial ap\u00f3s o julgamento dos embargos de declara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Gabarito:<\/strong> C<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><strong>Coment\u00e1rios<\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caso de propositura de embargos de declara\u00e7\u00e3o, o conte\u00fado da decis\u00e3o poder\u00e1 ou n\u00e3o ser alterado. Caso a decis\u00e3o seja alterada, a parte que apresentou os recursos deve ter a oportunidade de modificar suas raz\u00f5es recursais. Por outro lado, se os embargos forem rejeitados ou n\u00e3o alterarem a decis\u00e3o, o recurso seguir\u00e1 normalmente sem qualquer mudan\u00e7a, com fundamento no art. 1.024, \u00a7 5\u00ba, do NCPC:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a7\u00a0 5o Se os embargos de declara\u00e7\u00e3o forem rejeitados ou n\u00e3o alterarem a conclus\u00e3o do julgamento anterior, o recurso interposto pela outra parte antes da publica\u00e7\u00e3o do julgamento dos embargos de declara\u00e7\u00e3o ser\u00e1 processado e julgado independentemente de ratifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portanto, a\u00a0<strong>alternativa C<\/strong>\u00a0est\u00e1 correta e \u00e9 o gabarito da quest\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.estrategiaoab.com.br\/curso-oab-online\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Clique aqui para conhecer nossos cursos preparat\u00f3rios para o Exame de Ordem.<\/a><\/p>\n<h3><em>Prova Comentada OAB<\/em><\/h3>\n<h1 style=\"text-align: justify;\">Direito Penal<\/h1>\n<h3 style=\"text-align: right;\">Prof. Fernando Tadeu Marques<\/h3>\n<h2><strong>Quest\u00e3o 58<\/strong><\/h2>\n<p>M\u00e1rcia e Pl\u00ednio se encontram em um quarto de hotel e, ap\u00f3s discutirem o relacionamento por v\u00e1rias horas, acabaram por se ofender reciprocamente. M\u00e1rcia, ent\u00e3o, querendo dar fim \u00e0 vida de ambos, ingressa no banheiro do quarto e liga o g\u00e1s, aproveitando-se do fato de que Pl\u00ednio estava dormindo.<\/p>\n<p>Em raz\u00e3o do forte cheiro exalado, quando ambos j\u00e1 estavam desmaiados, os seguran\u00e7as do hotel invadem o quarto e resgatam o casal, que foi levado para o hospital. Tanto Pl\u00ednio, quanto M\u00e1rcia acabaram sofrendo les\u00f5es corporais graves.<\/p>\n<p>Registrado o fato na delegacia, Pl\u00ednio, revoltado com o comportamento de M\u00e1rcia, procura seu advogado e pergunta se a conduta dela configuraria crime de<\/p>\n<p>A) Les\u00e3o corporal, grave apenas<\/p>\n<p>B) tentativa de homic\u00eddio qualificado e tentativa de suic\u00eddio<\/p>\n<p><strong>C) tentativa de homic\u00eddio qualificado, apenas<\/strong><\/p>\n<p>D) tentativa de suic\u00eddio, por duas vezes.<\/p>\n<p><strong>Gabarito<\/strong>: Letra C.<\/p>\n<h3><strong>Coment\u00e1rios<\/strong><\/h3>\n<p><em>Homic\u00eddio simples<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Art. 121. Matar algu\u00e9m:<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Pena &#8211; reclus\u00e3o, de seis a vinte anos.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Caso de diminui\u00e7\u00e3o de pena<\/em><\/p>\n<p><em>1\u00ba Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral, ou sob o dom\u00ednio de violenta emo\u00e7\u00e3o, logo em seguida a injusta provoca\u00e7\u00e3o da v\u00edtima, o juiz pode reduzir a pena de um sexto a um ter\u00e7o.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<strong>\u00a0 Homic\u00eddio qualificado<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>2\u00b0 Se o homic\u00eddio \u00e9 cometido:<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 I &#8211; mediante paga ou promessa de recompensa, ou por outro motivo torpe;<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 II &#8211; por motivo f\u00fatil;<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 III &#8211; com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou de que possa resultar perigo comum;<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 IV &#8211; \u00e0 trai\u00e7\u00e3o, de emboscada, ou mediante dissimula\u00e7\u00e3o ou outro recurso que dificulte ou torne imposs\u00edvel a defesa do ofendido;<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 V &#8211; para assegurar a execu\u00e7\u00e3o, a oculta\u00e7\u00e3o, a impunidade ou vantagem de outro crime:<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0 Pena &#8211; reclus\u00e3o, de doze a trinta anos.<\/em><\/p>\n<p><em>Art. 14 &#8211; Diz-se o crime:\u00a0<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/1980-1988\/L7209.htm#art14\"><em>(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 7.209, de 11.7.1984)<\/em><\/a><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Crime consumado\u00a0<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/1980-1988\/L7209.htm#art14\"><em>(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 7.209, de 11.7.1984)<\/em><\/a><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 I &#8211; consumado, quando nele se re\u00fanem todos os elementos de sua defini\u00e7\u00e3o legal;\u00a0<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/1980-1988\/L7209.htm#art14\"><em>(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 7.209, de 11.7.1984)<\/em><\/a><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Tentativa\u00a0<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/1980-1988\/L7209.htm#art14\"><em>(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 7.209, de 11.7.1984)<\/em><\/a><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 II &#8211; tentado, quando, iniciada a execu\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se consuma por circunst\u00e2ncias alheias \u00e0 vontade do agente.\u00a0<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/1980-1988\/L7209.htm#art14\"><em>(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 7.209, de 11.7.1984)<\/em><\/a><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Pena de tentativa\u00a0<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/1980-1988\/L7209.htm#art14\"><em>(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 7.209, de 11.7.1984)<\/em><\/a><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Par\u00e1grafo \u00fanico &#8211; Salvo disposi\u00e7\u00e3o em contr\u00e1rio, pune-se a tentativa com a pena correspondente ao crime consumado, diminu\u00edda de um a dois ter\u00e7os.<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/1980-1988\/L7209.htm#art14\">(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 7.209, de 11.7.1984<\/a><\/em><\/p>\n<h2><strong>Quest\u00e3o 59<\/strong><\/h2>\n<p>Francisco, brasileiro, \u00e9 funcion\u00e1rio do Banco do Brasil, sociedade de economia mista, e trabalha na ag\u00eancia de Lisboa em Portugal. Passando por dificuldades financeiras, acaba desviando dinheiro do banco para uma conta particular, sendo o fato descoberto pela infra\u00e7\u00e3o praticada. Extinta a pena, ele retorna ao seu pa\u00eds de origem e \u00e9 surpreendido ao ser citado, em processo no Brasil, para responder pelo mesmo fato, raz\u00e3o pela qual procura seu advogado.<\/p>\n<p>Considerando as informa\u00e7\u00f5es narradas, o advogado de Francisco dever\u00e1 informar que, de acordo com o previsto no C\u00f3digo Penal<\/p>\n<p>A) Ele n\u00e3o poder\u00e1 responder no Brasil pelo mesmo fato, por j\u00e1 ter sido julgado e condenado em Portugal<\/p>\n<p>B) Ele somente poderia ser julgado no Brasil por aquele mesmo fato, caso tivesse sido absolvido no Brasil, por aquele mesmo fato, caso tivesse sido absolvido em Portugal.<\/p>\n<p>C) Ele pode ser julgado tamb\u00e9m no Brasil por aquele fato, sendo totalmente indiferente a condena\u00e7\u00e3o sofrida em Portugal<\/p>\n<p><strong>D) Ele poder\u00e1 ser julgado tamb\u00e9m no Brasil por aquele fato, mas a pena cumprida em Portugal atenua ou ser\u00e1 computada naquela imposta no Brasil, em caso de nova condena\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Gabarito<\/strong>: Letra D.<\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<p><em>Extraterritorialidade\u00a0<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/1980-1988\/L7209.htm#art7\"><em>(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 7.209, de 1984)<\/em><\/a><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Art. 7\u00ba &#8211; Ficam sujeitos \u00e0 lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro:\u00a0<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/1980-1988\/L7209.htm#art7\"><em>(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 7.209, de 1984)<\/em><\/a><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 I &#8211; os crimes:\u00a0<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/1980-1988\/L7209.htm#art7\"><em>(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 7.209, de 11.7.1984)<\/em><\/a><\/p>\n<p><em>a) contra a vida ou a liberdade do Presidente da Rep\u00fablica;\u00a0<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/1980-1988\/L7209.htm#art7\"><em>(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 7.209, de 1984)<\/em><\/a><\/p>\n<p><em>b) contra o patrim\u00f4nio ou a f\u00e9 p\u00fablica da Uni\u00e3o, do Distrito Federal, de Estado, de Territ\u00f3rio, de Munic\u00edpio, de empresa p\u00fablica, sociedade de economia mista, autarquia ou funda\u00e7\u00e3o institu\u00edda pelo Poder P\u00fablico;\u00a0<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/1980-1988\/L7209.htm#art7\"><em>(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 7.209, de 1984)<\/em><\/a><\/p>\n<p><em>c) contra a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, por quem est\u00e1 a seu servi\u00e7o;\u00a0<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/1980-1988\/L7209.htm#art7\"><em>(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 7.209, de 1984)<\/em><\/a><\/p>\n<p><em>d) de genoc\u00eddio, quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil;\u00a0<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/1980-1988\/L7209.htm#art7\"><em>(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 7.209, de 1984)<\/em><\/a><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 II &#8211; os crimes:\u00a0\u00a0<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/1980-1988\/L7209.htm#art7\"><em>(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 7.209, de 11.7.1984)<\/em><\/a><\/p>\n<p><em>a) que, por tratado ou conven\u00e7\u00e3o, o Brasil se obrigou a reprimir;\u00a0<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/1980-1988\/L7209.htm#art7\"><em>(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 7.209, de 1984)<\/em><\/a><\/p>\n<p><em>b) praticados por brasileiro;\u00a0<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/1980-1988\/L7209.htm#art7\"><em>(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 7.209, de 1984)<\/em><\/a><\/p>\n<p><em>c) praticados em aeronaves ou embarca\u00e7\u00f5es brasileiras, mercantes ou de propriedade privada, quando em territ\u00f3rio estrangeiro e a\u00ed n\u00e3o sejam julgados.\u00a0<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/1980-1988\/L7209.htm#art7\"><em>(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 7.209, de 1984)<\/em><\/a><\/p>\n<p><em>2\u00ba &#8211; Nos casos do inciso II, a aplica\u00e7\u00e3o da lei brasileira depende do concurso das seguintes condi\u00e7\u00f5es:\u00a0<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/1980-1988\/L7209.htm#art7\"><em>(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 7.209, de 1984)<\/em><\/a><\/p>\n<p><em>a) entrar o agente no territ\u00f3rio nacional;\u00a0<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/1980-1988\/L7209.htm#art7\"><em>(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 7.209, de 1984)<\/em><\/a><\/p>\n<p><em>b) ser o fato pun\u00edvel tamb\u00e9m no pa\u00eds em que foi praticado;\u00a0<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/1980-1988\/L7209.htm#art7\"><em>(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 7.209, de 1984)<\/em><\/a><\/p>\n<p><em>c) estar o crime inclu\u00eddo entre aqueles pelos quais a lei brasileira autoriza a extradi\u00e7\u00e3o;\u00a0<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/1980-1988\/L7209.htm#art7\"><em>(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 7.209, de 1984)<\/em><\/a><\/p>\n<p><em>d) n\u00e3o ter sido o agente absolvido no estrangeiro ou n\u00e3o ter a\u00ed cumprido a pena;\u00a0<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/1980-1988\/L7209.htm#art7\"><em>(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 7.209, de 1984)<\/em><\/a><\/p>\n<p><em>e) n\u00e3o ter sido o agente perdoado no estrangeiro ou, por outro motivo, n\u00e3o estar extinta a punibilidade, segundo a lei mais favor\u00e1vel.\u00a0<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/1980-1988\/L7209.htm#art7\"><em>(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 7.209, de 1984)<\/em><\/a><\/p>\n<p><em>3\u00ba &#8211; A lei brasileira aplica-se tamb\u00e9m ao crime cometido por estrangeiro contra brasileiro fora do Brasil, se, reunidas as condi\u00e7\u00f5es previstas no par\u00e1grafo anterior:\u00a0<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/1980-1988\/L7209.htm#art7\"><em>(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 7.209, de 1984)<\/em><\/a><\/p>\n<p><em>a) n\u00e3o foi pedida ou foi negada a extradi\u00e7\u00e3o;\u00a0<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/1980-1988\/L7209.htm#art7\"><em>(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 7.209, de 1984)<\/em><\/a><\/p>\n<p><em>b) houve requisi\u00e7\u00e3o do Ministro da Justi\u00e7a.\u00a0<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/1980-1988\/L7209.htm#art7\"><em>(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 7.209, de 1984)<\/em><\/a><\/p>\n<h2><strong>Quest\u00e3o 60<\/strong><\/h2>\n<p>Em 2014, T\u00falio foi condenado definitivamente pela pr\u00e1tica de um crime de estupro ao cumprimento de pena de 6 anos. Ap\u00f3s preencher todos os requisitos legais, foi a ele deferido livramento condicional. No curso do livramento, T\u00falio vem novamente a ser condenado definitivamente por outro crime de estupro praticado durante o per\u00edodo de prova. Preocupada com as consequ\u00eancias dessa nova condena\u00e7\u00e3o, a fam\u00edlia de T\u00falio procura o advogado para esclarecimentos.<\/p>\n<p>Considerando as informa\u00e7\u00f5es narradas, o advogado de T\u00falio dever\u00e1 esclarecer \u00e0 fam\u00edlia que a nova condena\u00e7\u00e3o funciona, na revoga\u00e7\u00e3o do livramento, como causa<\/p>\n<p><strong>A) Obrigat\u00f3ria, n\u00e3o sendo poss\u00edvel a obten\u00e7\u00e3o de livramento condicional em rela\u00e7\u00e3o ao novo delito<\/strong><\/p>\n<p>B) Obrigat\u00f3ria, sendo poss\u00edvel a obten\u00e7\u00e3o de livramento condicional ap\u00f3s cumprimento de mais de 2\/3 das penas somadas.<\/p>\n<p>C) Facultativa, n\u00e3o sendo poss\u00edvel a obten\u00e7\u00e3o de livramento condicional, em rela\u00e7\u00e3o ao novo delito<\/p>\n<p>D) Facultativa, sendo poss\u00edvel a obten\u00e7\u00e3o de livramento condicional ap\u00f3s cumprimento de mais de 2\/3 das penas somadas.<\/p>\n<p><strong>Gabarito<\/strong>: Letra A.<\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<p><em>Efeitos da revoga\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Art. 88 &#8211; Revogado o livramento, n\u00e3o poder\u00e1 ser novamente concedido, e, salvo quando a revoga\u00e7\u00e3o resulta de condena\u00e7\u00e3o por outro crime anterior \u00e0quele benef\u00edcio, n\u00e3o se desconta na pena o tempo em que esteve solto o condenado.\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/1980-1988\/L7209.htm#art88\">(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 7.209, de 11.7.1984)<\/a><\/em><\/p>\n<h2><strong>Quest\u00e3o 61<\/strong><\/h2>\n<p>Laura, nascida em 21 de Fevereiro de 2000, \u00e9 inimiga declarada de L\u00edvia, nascida em 14 de dezembro de 1999, sendo que o principal motivo da rivalidade est\u00e1 no fato de que L\u00edvia tem interesse no namorado de Laura.<\/p>\n<p>Durante uma festa, em 19 de fevereiro de 2018, Laura vem a saber que L\u00edvia anunciou para todos que tentaria manter\u00a0 saber que L\u00edvia anunciou para todos que tentaria manter rela\u00e7\u00f5es sexuais com o referido namorado. Soube, ainda que L\u00edvia disse que, na semana seguinte, iria desferir um tapa no rosto de Laura, na frente de seus colegas, como forma de humilh\u00e1-la.<\/p>\n<p>Diante disso, para evitar que as amea\u00e7as de L\u00edvia se concretizam, Laura, durante a festa, desfere facadas no peito de L\u00edvia, mas terceiros interv\u00e9m e encaminham\u00a0 L\u00edvia, diretamente para o hospital. Dois dias depois, L\u00edvia vem a falecer em virtude dos golpes sofridos.<\/p>\n<p>Descoberto os fatos, o Minist\u00e9rio P\u00fablico ofereceu den\u00fancia em face de Laura pela pr\u00e1tica do crime de homic\u00eddio qualificado.<\/p>\n<p>Confirmados integralmente os fatos,\u00a0 defesa t\u00e9cnica de Laura dever\u00e1 pleitear o reconhecimento da<\/p>\n<p><strong>A) Inimputabilidade da agente<\/strong><\/p>\n<p>B) Leg\u00edtima defesa<\/p>\n<p>C) Inexigibilidade de conduta diversa<\/p>\n<p>D) Atenuante de menoridade relativa<\/p>\n<p><b>Gabarito<\/b>: Letra A.<\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<p><em>Menores de dezoito anos<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Art. 27 &#8211; Os menores de 18 (dezoito) anos s\u00e3o penalmente inimput\u00e1veis, ficando sujeitos \u00e0s normas estabelecidas na legisla\u00e7\u00e3o especial.\u00a0<\/em><em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/1980-1988\/L7209.htm#art27\">(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 7.209, de 11.7.1984<\/a>).<\/em><\/p>\n<h2><strong>Quest\u00e3o 62<\/strong><\/h2>\n<p>Juarez, com a inten\u00e7\u00e3o de causar a morte de um casal de vizinhos, aproveita a situa\u00e7\u00e3o em que o marido e a esposa est\u00e3o juntos, conversando na rua e, joga um artefato explosivo nas v\u00edtimas, sendo a explos\u00e3o deste material b\u00e9lico a causa eficiente da morte do casal. Apesar de todos os fatos e a autoria restarem provados em inqu\u00e9rito encaminhado ao Minist\u00e9rio P\u00fablico com relat\u00f3rio final de indiciamento de Juarez, o Promotor de Justi\u00e7a se mant\u00e9m inerte em raz\u00e3o de excesso de servi\u00e7o, n\u00e3o apresentando den\u00fancia no prazo legal. Depois de v\u00e1rios meses com omiss\u00e3o do Promotor de Justi\u00e7a, o filho do casal falecido procura o advogado da fam\u00edlia para ado\u00e7\u00e3o das medidas cab\u00edveis.<\/p>\n<p>No momento da apresenta\u00e7\u00e3o de queixa em a\u00e7\u00e3o penal privada subsidi\u00e1ria da p\u00fablica, o advogado do filho do casal, sob o ponto de vista t\u00e9cnico, de acordo com o C\u00f3digo Penal, dever\u00e1 imputar a Juarez a pr\u00e1tica de dois crimes de homic\u00eddio em<\/p>\n<p>A) Concurso material, requerendo a soma das penas impostas para cada um dos delitos<\/p>\n<p>B) Concurso formal, requerendo a exaspera\u00e7\u00e3o da pena mais grave em raz\u00e3o do concurso de crimes<\/p>\n<p>C) Continuidade delitiva, requerendo a exaspera\u00e7\u00e3o da pena mais grave em raz\u00e3o do concurso de crimes<\/p>\n<p><strong>D) Concurso formal, requerendo a soma das penas impostas para cada um dos delitos<\/strong><\/p>\n<p><strong>Gabarito:<\/strong>\u00a0Letra\u00a0D<strong>.<\/strong><\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<p><em>Concurso formal<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Art. 70 &#8211; Quando o agente, mediante uma s\u00f3 a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o, pratica dois ou mais crimes, id\u00eanticos ou n\u00e3o, aplica-se-lhe a mais grave das penas cab\u00edveis ou, se iguais, somente uma delas, mas aumentada, em qualquer caso, de um sexto at\u00e9 metade. As penas aplicam-se, entretanto, cumulativamente, se a a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o \u00e9 dolosa e os crimes concorrentes resultam de des\u00edgnios aut\u00f4nomos, consoante o disposto no artigo anterior.<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/1980-1988\/L7209.htm#art70\"><em>(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 7.209, de 11.7.1984)<\/em><\/a><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Par\u00e1grafo \u00fanico &#8211; N\u00e3o poder\u00e1 a pena exceder a que seria cab\u00edvel pela regra do art. 69 deste C\u00f3digo.\u00a0<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/1980-1988\/L7209.htm#art70\"><em>(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 7.209, de 11.7.1984)<\/em><\/a><\/p>\n<h2><strong>Quest\u00e3o 63<\/strong><\/h2>\n<p>Fl\u00e1via conheceu Paulo durante uma festa de anivers\u00e1rio. Ap\u00f3s a festa, ambos foram para a casa de Paulo, juntamente com Luiza, amiga de Fl\u00e1via, sob o alegado desejo de se conhecerem melhor.<\/p>\n<p>Em determinado momento, Paulo, sem qualquer viol\u00eancia real ou grave amea\u00e7a, ingressa no banheiro para urinar, ocasi\u00e3o em que Fl\u00e1via e Luiza colocam um peda\u00e7o de madeira na fechadura, deixando Paulo preso dentro do local. Aproveitando-se dessa situa\u00e7\u00e3o, subtraem diversos bens da resid\u00eancia de Paulo e deixam o im\u00f3vel, enquanto a v\u00edtima apesar de perceber\u00a0 a subtra\u00e7\u00e3o, n\u00e3o tinha condi\u00e7\u00e3o de reagir. Horas depois, vizinhos escutam os gritos de Paulo e chamam a Pol\u00edcia.<\/p>\n<p>De imediato, Paulo procura seu advogado para esclarecimentos sobre a responsabilidade penal de Luiza e Fl\u00e1via.<\/p>\n<p>Considerando as informa\u00e7\u00f5es narradas, o advogado de Paulo dever\u00e1 esclarecer que as condutas de Luiza e Fl\u00e1via configuram crime de<\/p>\n<p><strong>A) Roubo majorado<\/strong><\/p>\n<p>B) Furto qualificado, apenas<\/p>\n<p>C) C\u00e1rcere privado, apenas<\/p>\n<p>D) Furto qualificado e c\u00e1rcere privado<\/p>\n<p><strong>Gabarito<\/strong>: Letra A.<\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<p><em>Roubo<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Art. 157 &#8211; Subtrair coisa m\u00f3vel alheia, para si ou para outrem, mediante grave amea\u00e7a ou viol\u00eancia a pessoa, ou depois de hav\u00ea-la, por qualquer meio, reduzido \u00e0 impossibilidade de resist\u00eancia:<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Pena &#8211; reclus\u00e3o, de quatro a dez anos, e multa.<\/em><\/p>\n<p><em>1\u00ba &#8211; Na mesma pena incorre quem, logo depois de subtra\u00edda a coisa, emprega viol\u00eancia contra pessoa ou grave amea\u00e7a, a fim de assegurar a impunidade do crime ou a deten\u00e7\u00e3o da coisa para si ou para terceiro.<\/em><\/p>\n<p><em>2\u00ba &#8211; A pena aumenta-se de um ter\u00e7o at\u00e9 metade:<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 I &#8211; se a viol\u00eancia ou amea\u00e7a \u00e9 exercida com emprego de arma;<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 II &#8211; se h\u00e1 o concurso de duas ou mais pessoas;<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 III &#8211; se a v\u00edtima est\u00e1 em servi\u00e7o de transporte de valores e o agente conhece tal circunst\u00e2ncia.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 IV &#8211; se a subtra\u00e7\u00e3o for de ve\u00edculo automotor que venha a ser transportado para outro Estado ou para o exterior;\u00a0<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/L9426.htm#art1\"><em>(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 9.426, de 1996)<\/em><\/a><\/p>\n<p><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 V &#8211; se o agente mant\u00e9m a v\u00edtima em seu poder, restringindo sua liberdade.\u00a0<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/L9426.htm#art1\"><em>(Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 9.426, de 1996)<\/em><\/a><\/p>\n<p><em>3\u00ba Se da viol\u00eancia resulta les\u00e3o corporal grave, a pena \u00e9 de reclus\u00e3o, de sete a quinze anos, al\u00e9m da multa; se resulta morte, a reclus\u00e3o \u00e9 de vinte a trinta anos, sem preju\u00edzo da multa.\u00a0<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/L9426.htm#art1\"><em>(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 9.426, de 1996)<\/em><\/a>\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/L8072.htm#art9\"><em>Vide Lei n\u00ba 8.072, de 25.7.90<\/em><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.estrategiaoab.com.br\/curso-oab-online\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Clique aqui para conhecer nossos cursos preparat\u00f3rios para o Exame de Ordem.<\/a><\/p>\n<h3><em>Prova Comentada OAB<\/em><\/h3>\n<h1 style=\"text-align: justify;\">Direito Processual Penal<\/h1>\n<h3 style=\"text-align: right;\">Profa. Marcelle A. Tasoko<\/h3>\n<h2>Quest\u00e3o 64<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No dia 15 de maio de 2017, Caio, pai de um adolescente de 14 anos, conduzia um ve\u00edculo automotor, em via p\u00fablica, \u00e0s 14h, quando foi solicitada sua parada em uma\u00a0<em>blitz.\u00a0<\/em>Ap\u00f3s consultar a placa do autom\u00f3vel, os policiais constataram que o ve\u00edculo era produto de crime de roubo ocorrido no dia 13 de maio de 2017, \u00e0s 09h. Diante de suposta pr\u00e1tica do crime de recepta\u00e7\u00e3o, realizaram a pris\u00e3o e encaminharam Caio para a Delegacia.<\/p>\n<p>Em sede policial, a v\u00edtima do crime de roubo foi convidada a comparecer e, em observ\u00e2ncia a todas as formalidades legais, reconheceu Caio como autor do crime que sofrera. A autoridade policial lavrou auto de pris\u00e3o em flagrante pelo crime de roubo em detrimento da recepta\u00e7\u00e3o. O Minist\u00e9rio P\u00fablico, em audi\u00eancia de cust\u00f3dia, manifesta-se pela convers\u00e3o da pris\u00e3o em flagrante em preventiva, valorizando o fato de Caio ser reincidente, conforme confirma\u00e7\u00e3o constante de sua folha de Antecedentes Criminais.<\/p>\n<p>Quando de sua manifesta\u00e7\u00e3o, o advogado de Caio, sob o ponto de vista t\u00e9cnico, dever\u00e1 requerer<\/p>\n<p>A) A liberdade provis\u00f3ria, pois, apesar da pris\u00e3o em flagrante ser legal, n\u00e3o est\u00e3o presentes os pressupostos para pris\u00e3o preventiva.<\/p>\n<p>B) Relaxamento da pris\u00e3o, em raz\u00e3o da aus\u00eancia de situa\u00e7\u00e3o de flagrante.<\/p>\n<p>C) Revoga\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o preventiva, pois a pris\u00e3o em flagrante pelo crime de roubo ilegal.<\/p>\n<p>D) Substitui\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o preventiva por pris\u00e3o domiciliar, pois Caio \u00e9 respons\u00e1vel pelos cuidados de adolescente de 14 anos.<\/p>\n<p><strong>Gabarito<\/strong>: Letra B<\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<p>Alternativa B, a pris\u00e3o em flagrante de Caio foi ilegal, uma vez que apesar dele ter sido encontrado com o objeto do crime (carro), fazendo o candidato acreditar na possibilidade do flagrante presumido, j\u00e1 havia passado mais de 48 horas. Assim, apesar, de n\u00e3o existirem os requisitos previstos no art. 312 do CPP referente a pris\u00e3o preventiva, o flagrante era ilegal.<\/p>\n<p>Foi uma quest\u00e3o que tentou induzir o candidato a confus\u00e3o, pois a pris\u00e3o em flagrante era ilegal e tamb\u00e9m n\u00e3o existiam os requisitos da pris\u00e3o preventiva. Fazendo com que o examinando ficasse na d\u00favida entre a liberdade provis\u00f3ria e o relaxamento da pris\u00e3o em flagrante. Contudo, como deve ser analisado primeiro a legalidade do flagrante, alternativa correta \u00e9 o relaxamento do flagrante.<\/p>\n<h2>Quest\u00e3o 65<\/h2>\n<p>Luiz foi condenado, em primeira inst\u00e2ncia, pela pr\u00e1tica de crime de homic\u00eddio qualificado em raz\u00e3o de recurso que dificultou a defesa da v\u00edtima. Durante seu interrogat\u00f3rio em Plen\u00e1rio, Luiz confessou a pr\u00e1tica delitiva, mas disse que n\u00e3o houve recurso que dificultou a defesa da v\u00edtima, tendo em vista que ele estava discutindo com ela quando a a\u00e7\u00e3o delitiva. Insatisfeito com o reconhecimento da qualificadora pelos jurados, j\u00e1 que, diferentemente do que ocorreu em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 autoria, n\u00e3o haveria qualquer prova em rela\u00e7\u00e3o \u00e0quela, o advogado apresentou, de imediato, recurso de apela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Considerando apenas as informa\u00e7\u00f5es narradas, o advogado de Luiz dever\u00e1 buscar, em sede de recurso,<\/p>\n<p>A) O reconhecimento de nulidade, com consequente realiza\u00e7\u00e3o de nova sess\u00e3o de julgamento.<\/p>\n<p>B) O reconhecimento de que a decis\u00e3o dos jurados foi manifestamente contr\u00e1ria \u00e0 prova dos autos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 qualificadora, com consequente realiza\u00e7\u00e3o de nova sess\u00e3o de julgamento. C) O afastamento da qualificadora pelo Tribunal de 2\u00aa inst\u00e2ncia, com imediata readequa\u00e7\u00e3o, pelo \u00f3rg\u00e3o da pena aplicada pelo ju\u00edzo do Tribunal do J\u00fari.<\/p>\n<p>D) O afastamento da qualificadora pelo Tribunal de 2\u00aa inst\u00e2ncia, com baixa dos autos, para que o ju\u00edzo do Tribunal do J\u00fari, aplique nova pena.<\/p>\n<p><strong>Gabarito<\/strong>: Letra B<\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<p>Alternativa B. O art. 593, III, \u201cd\u201d do CPP prev\u00ea a possibilidade da interposi\u00e7\u00e3o de recurso de apela\u00e7\u00e3o quando a decis\u00e3o dos jurados for manifestamente contr\u00e1ria \u00e0 prova dos autos, e tendo em vista o princ\u00edpio constitucional da soberania dos veredictos, o Tribunal de Justi\u00e7a n\u00e3o poder\u00e1 alterar a decis\u00e3o dos jurados, devendo anular o julgamento e consequentemente realizar nova sess\u00e3o de julgamento.<\/p>\n<h2>Quest\u00e3o 66<\/h2>\n<p>Maria, 15 anos de idade, comparece \u00e0 Delegacia em janeiro de 2017, acompanhada de seu pai, e narra que Jo\u00e3o, 18 anos, mediante grave amea\u00e7a, teria constrangido-a a manter com ele conjun\u00e7\u00e3o carnal, demonstrando interesse, juntamente com seu representante, na responsabiliza\u00e7\u00e3o criminal do autor do fato. Instaurado inqu\u00e9rito policial para apurar o crime de estupro, todas as testemunhas e Jo\u00e3o afirmaram que a rela\u00e7\u00e3o foi consentida por Maria, raz\u00e3o pela qual, ap\u00f3s promo\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico pelo arquivamento, por falta de justa causa, o juiz homologou o arquivamento com base no fundamento apresentado. Dois meses ap\u00f3s o arquivamento, uma colega de classe de Maria a procura e diz que teve medo de contar antes a qualquer pessoa, mas em seu celular havia v\u00eddeo ficava demonstrado o emprego de grave amea\u00e7a por parte deste. Maria, ent\u00e3o, entrega o v\u00eddeo ao advogado da fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Considerando a situa\u00e7\u00e3o narrada, o advogado de Maria<\/p>\n<p>A) Nada poder\u00e1 fazer sob o ponto de vista criminal, tendo em vista que a decis\u00e3o de arquivamento fez coisa julgada material.<\/p>\n<p>B) Poder\u00e1 apresentar o v\u00eddeo ao Minist\u00e9rio P\u00fablico, sendo poss\u00edvel o desarquivamento do inqu\u00e9rito ou oferecimento de den\u00fancia por parte do Promotor de Justi\u00e7a, em raz\u00e3o da exist\u00eancia de prova nova.<\/p>\n<p>C) Nada poder\u00e1 fazer sob o ponto de vista criminal, tendo em vista que, apesar da decis\u00e3o de arquivamento n\u00e3o ter feito coisa julgada material, o v\u00eddeo n\u00e3o poder\u00e1 ser considerado prova nova, j\u00e1 que existia antes do arquivamento do inqu\u00e9rito.<\/p>\n<p>D) Poder\u00e1 iniciar, de imediato, a\u00e7\u00e3o penal privada subsidi\u00e1ria da p\u00fablica em raz\u00e3o da omiss\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico no oferecimento de den\u00fancia em momento anterior.<\/p>\n<p><strong>Gabarito<\/strong>: Letra B<\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<p>Alternativa B, o v\u00eddeo poder\u00e1 ser utilizado, uma vez que com o surgimento de novas provas, o inqu\u00e9rito poder\u00e1 ser desarquivado ou a den\u00fancia oferecida, de acordo com o art. 18 do CPP.<\/p>\n<h2>Quest\u00e3o 67<\/h2>\n<p>Bruna compareceu \u00e0 Delegacia e narrou que foi v\u00edtima de um crime de amea\u00e7a, delito este de a\u00e7\u00e3o penal p\u00fablica condicionada \u00e0 representa\u00e7\u00e3o, que teria sido praticado por seu marido Rui, em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a mulher. Disse, ainda, ter interesse que seu marido fosse responsabilizado criminalmente por seu comportamento.<\/p>\n<p>O procedimento foi encaminhado ao Minist\u00e9rio P\u00fablico, que ofereceu den\u00fancia em face de Rui pela pr\u00e1tica do crime de amea\u00e7a (art. 147 do C\u00f3digo Penal, nos termos da Lei n\u00ba 11.340\/06). Bruna, por\u00e9m, comparece \u00e0 Delegacia, antes do recebimento da den\u00fancia, e afirma n\u00e3o mais ter interesse na responsabiliza\u00e7\u00e3o penal de seu marido com quem continua convivendo. Posteriormente, Bruna e Rui procuram o advogado da fam\u00edlia e informam sobre o novo comparecimento de Bruna \u00e0 Delegacia.<\/p>\n<p>Considerando as informa\u00e7\u00f5es narradas, o advogado dever\u00e1 esclarecer que<\/p>\n<p>A) A retrata\u00e7\u00e3o de Bruna, perante a autoridade policial, at\u00e9 o momento, \u00e9 irrelevante e n\u00e3o poder\u00e1 ser buscada proposta de suspens\u00e3o condicional do processo.<\/p>\n<p>B) A retrata\u00e7\u00e3o de Bruna, perante a autoridade policial, at\u00e9 o momento, \u00e9 v\u00e1lida e suficiente para impedir o recebimento da den\u00fancia.<\/p>\n<p>C) N\u00e3o cabe retrata\u00e7\u00e3o do direito de representa\u00e7\u00e3o ap\u00f3s o oferecimento da den\u00fancia: logo, a retrata\u00e7\u00e3o foi inv\u00e1lida.<\/p>\n<p>D) N\u00e3o cabe retrata\u00e7\u00e3o do direito de representa\u00e7\u00e3o nos crimes praticados no \u00e2mbito de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a mulher, e nem poder\u00e1 ser buscada proposta de transa\u00e7\u00e3o penal.<\/p>\n<p><strong>Gabarito<\/strong>: Letra A.<\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<p>Alternativa A, tratando-se de Lei Maria da Penha, em casos envolvendo viol\u00eancia dom\u00e9stica ou familiar contra mulher, a retrata\u00e7\u00e3o somente poder\u00e1 ocorrer perante o juiz, conforme art. 16 da referida Lei. Ademais, o art. 41 da pr\u00f3pria lei veda a aplica\u00e7\u00e3o de qualquer benef\u00edcio previsto na Lei 9.099\/95, ou seja, dentre eles temos a suspens\u00e3o condicional do processo.<\/p>\n<h2>Quest\u00e3o 68<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Zeca e Juca foram denunciados pela pr\u00e1tica do crime de sequestro, figurando como v\u00edtima Vanda. Por ocasi\u00e3o do interrogat\u00f3rio, Zeca nega a autoria delitiva e diz que nem conhece Juca: j\u00e1 Juca alega que conhece Zeca e que somente este seria autor do fato, declarando-se inocente.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a instru\u00e7\u00e3o, o juiz profere senten\u00e7a absolvendo os denunciados. No dia da publica\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a, Vanda e Juca procuram seus respectivos advogados e reiteram a certeza quanto a instru\u00e7\u00e3o, o juiz profere senten\u00e7a, Vanda e Juca procuram seus respectivos advogados e reiteram a certeza quanto \u00e0 autoria delitiva de Zeca e ao interesse em intervir no processo como assistentes de acusa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Considerando apenas as informa\u00e7\u00f5es narradas, assinale a a alternativa correta.<\/p>\n<p>A) O advogado de Juca poder\u00e1 requerer a interven\u00e7\u00e3o de seu cliente como assistente de acusa\u00e7\u00e3o, devendo, , o Minist\u00e9rio P\u00fablico ser ouvido previamente sobre a admiss\u00e3o assistente.<\/p>\n<p>B) Os advogados de Juca e Vanda n\u00e3o poder\u00e3o requerer a interven\u00e7\u00e3o de seus clientes como assistentes de acusa\u00e7\u00e3o, tendo em vista que j\u00e1 foi proferida senten\u00e7a.<\/p>\n<p>C) O advogado de Vanda poder\u00e1 requerer a interven\u00e7\u00e3o de sua cliente como assistente de acusa\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o poder\u00e1 solicitar a realiza\u00e7\u00e3o de nova audi\u00eancia para elaborar as perguntas que entender pertinentes.<\/p>\n<p>D) O advogado de Vanda poder\u00e1 requerer a interven\u00e7\u00e3o de sua cliente como assistente de acusa\u00e7\u00e3o, e do despacho que admitir ou n\u00e3o o assistente caber\u00e1 recurso em sentido estrito.<\/p>\n<p><strong>Gabarito<\/strong>: Letra C.<\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<p>Alternativa C. O art. 268 do CPP disp\u00f5e que somente a v\u00edtima poder\u00e1 se habilitar como assistente de acusa\u00e7\u00e3o no processo quando ainda n\u00e3o tenha ocorrido o tr\u00e2nsito em jugado. O art. 269 do CPP ainda prev\u00ea que o assistente dever\u00e1 assumir a causa no estado em que estiver, logo, n\u00e3o poder\u00e1 requerer a realiza\u00e7\u00e3o de nova audi\u00eancia. Ademais, invi\u00e1vel que o corr\u00e9u se habilite, em processo que atuou, mesmo sendo absolvido.<\/p>\n<h2>Quest\u00e3o 69<\/h2>\n<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico ofereceu den\u00fancia em face de Matheus, imputando-lhe a pr\u00e1tica de um crime de estelionato. Na cota da den\u00fancia, o Promotor de Justi\u00e7a solicitou a realiza\u00e7\u00e3o de exame grafot\u00e9cnico para comparar as assinaturas constantes da documenta\u00e7\u00e3o falsa, utilizada como instrumento da pr\u00e1tica do estelionato, com as de Matheus. Ap\u00f3s ser citado, Matheus procura seu advogado e esclarece, em sigilo, que realmente foi autor do crime de estelionato.<\/p>\n<p>Considerando as informa\u00e7\u00f5es narradas, sob o ponto de vista t\u00e9cnico, o advogado dever\u00e1 esclarecer que Matheus<\/p>\n<p>A) Dever\u00e1 realizar o exame grafot\u00e9cnico, segundo as determina\u00e7\u00f5es que lhe forem realizadas, j\u00e1 que prevalece no Processo Penal o Princ\u00edpio da Verdade Real.<\/p>\n<p>B) Poder\u00e1 recusar a realizar o exame grafot\u00e9cnico at\u00e9 o momento de seu interrogat\u00f3rio, ocasi\u00e3o em que dever\u00e1 fornecer padr\u00e3o para o exame grafot\u00e9cnico, ainda que com assinaturas diferentes daquela tradicionalmente utilizadas por ele.<\/p>\n<p>C) Dever\u00e1 realizar o exame grafot\u00e9cnico, tendo em vista que, no recebimento da den\u00fancia, prevalece o princ\u00edpio do\u00a0<em>in dubio pro societatis<\/em>.<\/p>\n<p>D) Poder\u00e1 se recursar a realizar o exame grafot\u00e9cnico durante todo o processo, e essa omiss\u00e3o n\u00e3o pode ser interpretada como confiss\u00e3o dos fatos narrados da den\u00fancia.<\/p>\n<p><strong>Gabarito<\/strong>: Letra D.<\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<p>Alternativa D. O acusado durante todo o processo n\u00e3o estar\u00e1 obrigado a produzir provas contra si mesmo, podendo se recusar a realizar o exame grafot\u00e9cnico e essa recusa jamais poder\u00e1 ser interpretada como confiss\u00e3o, em decorr\u00eancia do Princ\u00edpio constitucional da veda\u00e7\u00e3o da autoincrimina\u00e7\u00e3o que decorre do art. 5\u00ba, LXIII da CF e art. 8\u00ba, 2,g do Pacto de San Jos\u00e9 da Costa Rica.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.estrategiaoab.com.br\/curso-oab-online\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Clique aqui para conhecer nossos cursos preparat\u00f3rios para o Exame de Ordem.<\/a><\/p>\n<h3><em>Prova Comentada OAB<\/em><\/h3>\n<h1>Direito do Trabalho<\/h1>\n<h3 style=\"text-align: right;\">Profa. Priscila Ferreira<\/h3>\n<h2>Quest\u00e3o 70<\/h2>\n<p>Em mar\u00e7o de 2015, L\u00edvia foi contratada por um estabelecimento comercial para exercer a fun\u00e7\u00e3o de caixa, cumprindo jornada de segunda-feira a s\u00e1bado das 8h \u00e0s 18h, com intervalo de 30 minutos para refei\u00e7\u00e3o. Em 10 de mar\u00e7o de 2017, L\u00edvia foi dispensada sem justa causa, com aviso pr\u00e9vio indenizado, afastando-se de imediato. Em 30 de mar\u00e7o de 2017, L\u00edvia registrou sua candidatura a dirigente sindical e, em 8 de abril de 2017, foi eleita vice-presidente do sindicato dos comerci\u00e1rios da sua regi\u00e3o. Diante desse fato, L\u00edvia ponderou com a dire\u00e7\u00e3o da empresa que n\u00e3o seria poss\u00edvel a sua dispensa, mas o empregador insistiu na manuten\u00e7\u00e3o da dispensa afirmando que o aviso pr\u00e9vio n\u00e3o poderia ser considerado para fins de garantia no emprego. Sobre a hip\u00f3tese narrada, de acordo com a CLT e com o entendimento consolidado do TST, assinale a afirmativa correta.<br \/>\nA) O per\u00edodo do aviso pr\u00e9vio \u00e9 integrado ao contrato para todos os fins, da\u00ed porque L\u00edvia, que foi eleita enquanto o pacto laboral estava em vigor, n\u00e3o poder\u00e1 ser dispensada sem justa causa.<br \/>\nB) N\u00e3o se computa o aviso pr\u00e9vio para fins de tempo de servi\u00e7o nem anota\u00e7\u00e3o na CTPS do empregado e, em raz\u00e3o disso, L\u00edvia n\u00e3o ter\u00e1 direito \u00e0 estabilidade oriunda da elei\u00e7\u00e3o para dirigente sindical.<br \/>\nC) O aviso pr\u00e9vio \u00e9 computado para todos os fins, mas, como a candidatura da empregada ocorreu no decorrer do aviso pr\u00e9vio, L\u00edvia n\u00e3o ter\u00e1 garantia no emprego.<br \/>\nD) A Lei e a jurisprud\u00eancia n\u00e3o tratam dessa situa\u00e7\u00e3o especial, raz\u00e3o pela qual caber\u00e1 ao magistrado, no caso concreto, decidir se o aviso pr\u00e9vio ser\u00e1 computado ao contrato.<\/p>\n<p><strong>Gabarito<\/strong>: Letra C.<\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<p>O aviso pr\u00e9vio deve ser observado para todos os fins trabalhistas, mas no que tange a estabilidade do dirigente sindical, nesta situa\u00e7\u00e3o hipot\u00e9tica, nos termos da S\u00famula n. 369, V do TST preceitua-se que:<br \/>\n\u201cO registro da candidatura do empregado a cargo de dirigente sindical durante o per\u00edodo de aviso pr\u00e9vio, ainda que indenizado, n\u00e3o lhe assegura a estabilidade, visto que inaplic\u00e1vel a regra do \u00a7 3\u00ba do art. 543 da Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho.\u201d<\/p>\n<h2>Quest\u00e3o\u00a071<\/h2>\n<p>Ferdinando trabalha na sociedade empres\u00e1ria Alfa S.A. h\u00e1 4 anos, mas anda desestimulado com o emprego e deseja dar um novo rumo \u00e0 sua vida, retornando, em tempo integral, aos estudos para tentar uma outra carreira profissional. Imbu\u00eddo desta inten\u00e7\u00e3o, Ferdinando procurou seu chefe, em 08\/03\/2018, e apresentou uma proposta para, de comum acordo, ser dispensado da empresa, com formula\u00e7\u00e3o de um distrato. Diante do caso apresentado e dos termos da CLT, assinale a afirmativa correta.<br \/>\nA) A realiza\u00e7\u00e3o da extin\u00e7\u00e3o contratual por vontade m\u00fatua \u00e9 vi\u00e1vel, mas a indeniza\u00e7\u00e3o ser\u00e1 reduzida pela metade e o empregado n\u00e3o receber\u00e1 seguro desemprego.<br \/>\nB) A ruptura contratual por consenso pode ser feita, mas depende de homologa\u00e7\u00e3o judicial ou do sindicato de classe do empregado.<br \/>\nC) O contrato n\u00e3o pode ser extinto por acordo entre as partes, j\u00e1 que falta previs\u00e3o legal para tanto, cabendo ao empregado pedir demiss\u00e3o ou o empregador o dispensar sem justa causa. D) O caso pode ser considerado des\u00eddia por parte do empregado, gerando ent\u00e3o a dispensa por justa causa, sem direito a qualquer indeniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Gabarito<\/strong>: Letra A.<\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<p>Nos termos do artigo 484-A da CLT, observa-se que:<\/p>\n<p>\u201c<em>O contrato de trabalho poder\u00e1 ser extinto por acordo entre empregado e empregador, caso em que ser\u00e3o devidas as seguintes verbas trabalhistas:<\/em><br \/>\n<em>I &#8211; por metade:<\/em><br \/>\n<em>a) o aviso pr\u00e9vio, se indenizado; e<\/em><br \/>\n<em>b) a indeniza\u00e7\u00e3o sobre o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Servi\u00e7o, prevista no \u00a7 1o do art. 18 da Lei no 8.036, de 11 de maio de 1990;<\/em><br \/>\n<em>II &#8211; na integralidade, as demais verbas trabalhistas.<\/em><br \/>\n<em>\u00a7 1o A extin\u00e7\u00e3o do contrato prevista no caput deste artigo permite a movimenta\u00e7\u00e3o da conta vinculada do trabalhador no Fundo de Garantia do Tempo de Servi\u00e7o na forma do inciso I-A do art. 20 da Lei no 8.036, de 11 de maio de 1990, limitada at\u00e9 80% (oitenta por cento) do valor dos dep\u00f3sitos.<\/em><br \/>\n<em>\u00a7 2o A extin\u00e7\u00e3o do contrato por acordo prevista no caput deste artigo n\u00e3o autoriza o ingresso no Programa de Seguro-Desemprego.<\/em>\u201d.<\/p>\n<h2>Quest\u00e3o\u00a072<\/h2>\n<p>Efig\u00eania foi empregada da sociedade empres\u00e1ria Luz Eterna S.A., exercendo, por \u00faltimo, o cargo de chefe do setor de Recursos Humanos. Ap\u00f3s d\u00e9cadas de dedica\u00e7\u00e3o \u00e0 empresa, Efig\u00eania se aposentou por tempo de contribui\u00e7\u00e3o e saiu do emprego por vontade pr\u00f3pria, recebendo a indeniza\u00e7\u00e3o legal. Ocorre que, ap\u00f3s seis meses da jubila\u00e7\u00e3o, Efig\u00eania passou a sentir falta da rotina que o seu trabalho gerava e tamb\u00e9m do conv\u00edvio com os colegas de trabalho, da\u00ed porque manifestou desejo de retornar ao mercado de trabalho. Ciente disso, a ex-empregadora ofereceu novamente o emprego a Efig\u00eania, nas mesmas condi\u00e7\u00f5es vigentes antes da aposentadoria, j\u00e1 que ela era excelente empregada e tinha profundo conhecimento das rotinas do setor de RH. Com base na situa\u00e7\u00e3o retratada e na Lei, assinale a afirmativa correta.<br \/>\nA) Uma vez que Efig\u00eania se aposentou, ela n\u00e3o pode assumir emprego na mesma sociedade empres\u00e1ria na qual se jubilou, por veda\u00e7\u00e3o legal expressa, sob pena de nulidade do segundo contrato.<br \/>\nB) Se Efig\u00eania voltar a trabalhar na sociedade empres\u00e1ria, o seu contracheque ter\u00e1 o desconto do INSS mensal, sendo irrelevante que ela seja aposentada.<br \/>\nC) A ex-empregada pode voltar a trabalhar porque sua liberdade \u00e9 garantida pela Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica, mas dever\u00e1 optar entre receber o sal\u00e1rio do empregador ou a aposentadoria pelo INSS, j\u00e1 que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel o ac\u00famulo.<br \/>\nD) O tempo trabalhado antes da aposentadoria, caso seja quitado pela sociedade empres\u00e1ria, ser\u00e1 considerado para fins de pagamento de adicional por tempo de servi\u00e7o no segundo contrato.<\/p>\n<p><strong>Gabarito<\/strong>: Letra B.<\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<p>Segundo as regras da legisla\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria, n\u00e3o h\u00e1 \u00f3bice para que o empregado aposentado por tempo de contribui\u00e7\u00e3o possa retornar ao labor, o que n\u00e3o se aplicaria, caso fosse aposentado por invalidez.<\/p>\n<h2>Quest\u00e3o\u00a073<\/h2>\n<p>Jer\u00f4nimo Fernandes Silva foi admitido pela sociedade empres\u00e1ria Usina A\u00e7\u00facar Feliz S.A. em 12 de fevereiro de 2018 para exercer a fun\u00e7\u00e3o de gerente regional, recebendo sal\u00e1rio de R$ 22.000,00 mensais. Jer\u00f4nimo cuida de toda a Usina, analisando os contratos de venda dos produtos fabricados, comprando insumos e materiais, al\u00e9m de gerenciar os 80 empregados que a sociedade empres\u00e1ria possui. A sociedade empres\u00e1ria pretende inserir cl\u00e1usula compromiss\u00f3ria de arbitragem no contrato de trabalho. Diante da situa\u00e7\u00e3o retratada e dos preceitos da CLT, assinale a afirmativa correta.<br \/>\nA) A cl\u00e1usula compromiss\u00f3ria de arbitragem pode ser estipulada no momento da contrata\u00e7\u00e3o, desde que o empregado manifeste concord\u00e2ncia expressa.<br \/>\nB) A cl\u00e1usula compromiss\u00f3ria de arbitragem \u00e9 vi\u00e1vel, se o empregado for portador de diploma de n\u00edvel superior.<br \/>\nC) N\u00e3o cabe arbitragem nas lides trabalhistas individuais, pelo que nula eventual estipula\u00e7\u00e3o nesse sentido.<br \/>\nD) \u00c9 poss\u00edvel a estipula\u00e7\u00e3o de cl\u00e1usula compromiss\u00f3ria de arbitragem, desde que isso seja homologado pelo sindicato de classe.<\/p>\n<p><strong>Gabarito<\/strong>: Letra A.<\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<p>Nos termos do artigo 507-A da CLT, observa-se que:<br \/>\n\u201cNos contratos individuais de trabalho cuja remunera\u00e7\u00e3o seja superior a duas vezes o limite m\u00e1ximo estabelecido para os benef\u00edcios do Regime Geral de Previd\u00eancia Social, poder\u00e1 ser pactuada cl\u00e1usula compromiss\u00f3ria de arbitragem, desde que por iniciativa do empregado ou mediante a sua concord\u00e2ncia expressa, nos termos previstos na Lei no 9.307, de 23 de setembro de 1996.\u201d.<br \/>\nAdemais, a cl\u00e1usula compromiss\u00f3ria de arbitragem poder\u00e1 ser pactuada, desde que o empregado perceba remunera\u00e7\u00e3o superior a duas vezes o limite m\u00e1ximo estabelecido para os benef\u00edcios do Regime Geral de Previd\u00eancia Social, bem como concorde expressamente.<br \/>\nPor fim, fique atento que a estipula\u00e7\u00e3o de arbitragem entre as partes n\u00e3o tem por requisito de legalidade que o empregado possua n\u00edvel superior, como exig\u00edvel nas disposi\u00e7\u00f5es legais acerca do trabalhador hipersuficiente.<\/p>\n<h2>Quest\u00e3o\u00a074<\/h2>\n<p>L\u00facio foi dispensado do emprego, no qual trabalhou de 17\/11\/2017 a 20\/03\/2018, por seu empregador. Na sociedade empres\u00e1ria em que trabalhou, L\u00facio batia o cart\u00e3o de ponto apenas no in\u00edcio e no fim da jornada efetiva de trabalho, sem considerar o tempo de caf\u00e9 da manh\u00e3, de troca de uniforme (que consistia em vestir um jaleco branco e t\u00eanis comum, que ficavam na posse do empregado) e o tempo em que jogava pingue-pongue ap\u00f3s almo\u00e7ar, j\u00e1 que o fazia em 15 minutos, e poderia ficar jogando at\u00e9 o t\u00e9rmino do intervalo integral. Voc\u00ea foi procurado por L\u00facio para, como advogado, ingressar com a\u00e7\u00e3o pleiteando horas extras pelo tempo indicado no enunciado n\u00e3o constante dos controles de hor\u00e1rio. Sobre o caso, \u00e0 luz da CLT, assinale a afirmativa correta.<br \/>\nA) L\u00facio n\u00e3o faz jus \u00e0s horas extras pelas atividades indicadas, pois as mesmas n\u00e3o constituem tempo \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do empregador.<br \/>\nB) L\u00facio faz jus \u00e0s horas extras pelas atividades indicadas, pois as mesmas constituem tempo \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do empregador, j\u00e1 que L\u00facio estava nas depend\u00eancias da empresa.<br \/>\nC) Apenas o tempo de alimenta\u00e7\u00e3o e caf\u00e9 da manh\u00e3 devem ser considerados como tempo \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que o outro representa lazer do empregado.<br \/>\nD) Apenas o tempo em que ficava jogando poder\u00e1 ser pretendido como hora extra, pois L\u00facio n\u00e3o desfrutava integralmente da pausa alimentar.<\/p>\n<p><strong>Gabarito<\/strong>: Letra A.<\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<p>Nos termos do artigo 4\u00ba, par\u00e1grafo segundo da CLT, observa-se que:<br \/>\n\u201cArt. 4\u00ba &#8211; Considera-se como de servi\u00e7o efetivo o per\u00edodo em que o empregado esteja \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do empregador, aguardando ou executando ordens, salvo disposi\u00e7\u00e3o especial expressamente consignada.<br \/>\n(&#8230;)<br \/>\n\u00a7 2o Por n\u00e3o se considerar tempo \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do empregador, n\u00e3o ser\u00e1 computado como per\u00edodo extraordin\u00e1rio o que exceder a jornada normal, ainda que ultrapasse o limite de cinco minutos previsto no \u00a7 1o do art. 58 desta Consolida\u00e7\u00e3o, quando o empregado, por escolha pr\u00f3pria, buscar prote\u00e7\u00e3o pessoal, em caso de inseguran\u00e7a nas vias p\u00fablicas ou m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, bem como adentrar ou permanecer nas depend\u00eancias da empresa para exercer atividades particulares, entre outras:<br \/>\nI &#8211; pr\u00e1ticas religiosas;<br \/>\nII &#8211; descanso;<br \/>\nIII &#8211; lazer;<br \/>\nIV &#8211; estudo;<br \/>\nV &#8211; alimenta\u00e7\u00e3o;<br \/>\nVI &#8211; atividades de relacionamento social;<br \/>\nVII &#8211; higiene pessoal;<br \/>\nVIII &#8211; troca de roupa ou uniforme, quando n\u00e3o houver obrigatoriedade de realizar a troca na empresa.\u201d<br \/>\nDiante do exposto, o tempo utilizado pelo empregado ao longo do per\u00edodo laboral para as atividades por ele desempenhadas n\u00e3o constituem tempo \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do empregador.<\/p>\n<h2>Quest\u00e3o\u00a075<\/h2>\n<p>Jorge trabalhou para a Sapataria Bico Fino Ltda., de 16\/11\/2017 a 20\/03\/2018. Na ocasi\u00e3o realizava jornada das 9h \u00e0s 18h, com 15 minutos de intervalo. Ao ser dispensado ajuizou a\u00e7\u00e3o trabalhista, reclamando o pagamento de uma hora integral pela aus\u00eancia do intervalo, al\u00e9m dos reflexos disso nas demais parcelas intercorrentes do contrato de trabalho. Diante disso, e considerando o texto da CLT, assinale a afirmativa correta.<br \/>\nA) Jorge faz jus a 45 minutos acrescidos de 50%, por\u00e9m sem os reflexos, dada a natureza jur\u00eddica indenizat\u00f3ria da parcela.<br \/>\nB) Jorge faz jus a 45 minutos acrescidos de 50%, al\u00e9m dos reflexos, dada a natureza jur\u00eddica salarial da parcela.<br \/>\nC) Jorge faz jus a uma hora integral acrescida de 50%, por\u00e9m sem os reflexos, dada a natureza jur\u00eddica indenizat\u00f3ria da parcela.<br \/>\nD) Jorge faz jus a uma hora integral acrescida de 50%, por\u00e9m sem os reflexos, dada a natureza jur\u00eddica salarial da parcela.<\/p>\n<p><strong>Gabarito<\/strong>: Letra A.<\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<p>Nos termos do artigo 71, par\u00e1grafo quarto da CLT, destaca-se que:<br \/>\n\u201cA n\u00e3o concess\u00e3o ou a concess\u00e3o parcial do intervalo intrajornada m\u00ednimo, para repouso e alimenta\u00e7\u00e3o, a empregados urbanos e rurais, implica o pagamento, de natureza indenizat\u00f3ria, apenas do per\u00edodo suprimido, com acr\u00e9scimo de 50% (cinquenta por cento) sobre o valor da remunera\u00e7\u00e3o da hora normal de trabalho.\u201d<br \/>\nAssim, a concess\u00e3o parcial do intervalo intrajornada gera direito ao empregado em ser indenizado na modalidade de hora extra no que tange apenas ao per\u00edodo suprimido, e n\u00e3o a sua integralidade, conforme consignado na legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.estrategiaoab.com.br\/curso-oab-online\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Clique aqui para conhecer nossos cursos preparat\u00f3rios para o Exame de Ordem.<\/a><\/p>\n<h3><em>Prova Comentada OAB<\/em><\/h3>\n<h1>Direito Processual do Trabalho<\/h1>\n<h3 style=\"text-align: right;\">Profa.\u00a0Priscila Ferreira<\/h3>\n<h2>Quest\u00e3o\u00a076<\/h2>\n<p>Silvio contratou voc\u00ea como advogado para ajuizar a\u00e7\u00e3o trabalhista em face do empregador. Entretanto, na audi\u00eancia, o juiz constatou que n\u00e3o havia procura\u00e7\u00e3o nos autos. Diante disso, voc\u00ea requereu fosse efetivado registro em ata de audi\u00eancia no qual Silvio o constitu\u00eda como procurador. Silvio anuiu com o requerimento. Com base na hip\u00f3tese narrada, nos termos da CLT, assinale a afirmativa correta.<br \/>\nA) O mandato, no caso, \u00e9 v\u00e1lido e os poderes s\u00e3o apenas para o foro em geral.<br \/>\nB) O mandato, no caso, \u00e9 inv\u00e1lido, e seria necess\u00e1rio e obrigat\u00f3rio o requerimento de prazo para juntada de procura\u00e7\u00e3o.<br \/>\nC) O mandato, no caso, \u00e9 v\u00e1lido e os poderes s\u00e3o para o foro em geral, bem como os especiais, dentre eles os poderes para transigir.<br \/>\nD) O mandato \u00e9 v\u00e1lido apenas para a representa\u00e7\u00e3o na audi\u00eancia, devendo os demais atos serem regularizados e juntada a procura\u00e7\u00e3o para atos futuros.<\/p>\n<p><strong>Gabarito<\/strong>: Letra A.<\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<p>Nos termos do artigo 791, par\u00e1grafo terceiro da CLT, verifica-se que:<br \/>\n\u201cA constitui\u00e7\u00e3o de procurador com poderes para o foro em geral poder\u00e1 ser efetivada, mediante simples registro em ata de audi\u00eancia, a requerimento verbal do advogado interessado, com anu\u00eancia da parte representada.\u201d<br \/>\nNo presente caso, o advogado possuir\u00e1 poderes apenas para o foro em geral, o que denominamos doutrinariamente como mandato aput acta.<\/p>\n<h2>Quest\u00e3o\u00a077<\/h2>\n<p>J\u00e9ssica trabalhou na sociedade empres\u00e1ria M\u00f3veis Perfeitos Ltda. por 4 (quatro) anos, quando foi dispensada sem justa causa, sem receber as verbas resilit\u00f3rias. Em raz\u00e3o disso, ajuizou reclama\u00e7\u00e3o trabalhista pelo rito ordin\u00e1rio postulando os direitos relativos \u00e0 sua sa\u00edda, al\u00e9m de horas extras, equipara\u00e7\u00e3o salarial, adicional de insalubridade e indeniza\u00e7\u00e3o por dano moral porque foi privada da indeniza\u00e7\u00e3o que serviria para pagar as suas contas regulares. Na audi\u00eancia designada, ap\u00f3s feito o preg\u00e3o, a sociedade empres\u00e1ria informou, e comprovou documentalmente, que conseguira no m\u00eas anterior a sua recupera\u00e7\u00e3o judicial, motivo pelo qual requereu a suspens\u00e3o da reclama\u00e7\u00e3o trabalhista por 180 dias, conforme previsto em Lei, sob pena de o prosseguimento acarretar a nulidade do feito. Diante da situa\u00e7\u00e3o concreta e dos termos da legisla\u00e7\u00e3o em vigor, assinale a afirmativa correta.<br \/>\nA) A sociedade empres\u00e1ria est\u00e1 correta, porque, em havendo concess\u00e3o de recupera\u00e7\u00e3o judicial, a Lei determina a suspens\u00e3o de todas as a\u00e7\u00f5es.<br \/>\nB) A Lei n\u00e3o traz nenhuma previs\u00e3o a respeito, da\u00ed porque ficar\u00e1 a crit\u00e9rio do prudente arb\u00edtrio do juiz deferir a suspens\u00e3o processual requerida.<br \/>\nC) A sociedade empres\u00e1ria est\u00e1 equivocada, pois a suspens\u00e3o da reclama\u00e7\u00e3o trabalhista somente ocorreria na fase execut\u00f3ria, o que n\u00e3o \u00e9 o caso.<br \/>\nD) O Juiz do Trabalho, tendo sido deferida a recupera\u00e7\u00e3o judicial, deve suspender o processo, declarar sua incompet\u00eancia e enviar os autos \u00e0 Justi\u00e7a Estadual.<\/p>\n<p><strong>Gabarito<\/strong>: Letra C.<\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<p>A suspens\u00e3o do processo na fase de conhecimento n\u00e3o se revela como poss\u00edvel legalmente, ainda, que a empresa esteja em recupera\u00e7\u00e3o judicial, uma vez que os cr\u00e9ditos trabalhistas n\u00e3o est\u00e3o liquidados, o que se coaduna com o disposto no art. 6\u00ba, \u00a7 1\u00ba, da Lei 11.101\/05.<\/p>\n<p>Neste sentido, ainda, preceitua a jurisprud\u00eancia do TST:<\/p>\n<p>\u201c<em>A suspens\u00e3o do processo trabalhista, em face do deferimento de recupera\u00e7\u00e3o judicial deferida a uma das empresas constantes do p\u00f3lo passivo da reclama\u00e7\u00e3o trabalhista, quando o feito encontra-se ainda na fase de conhecimento, esbarra no princ\u00edpio da efetividade da presta\u00e7\u00e3o jurisdicional preconizado pelo art. 5\u00ba, LXXVIII, da CF\/88.(TRT-15 &#8211; RO: 00100206120155150073 0010020-61.2015.5.15.0073, Relator: LUIZ ANTONIO LAZARIM, 9\u00aa C\u00e2mara, Data de Publica\u00e7\u00e3o: 08\/06\/2016)<\/em>&#8220;.<\/p>\n<h2>Quest\u00e3o\u00a078<\/h2>\n<p>Em sede de reclama\u00e7\u00f5es trabalhista duas sociedades empres\u00e1rias foram condenadas em primeira inst\u00e2ncia. A Massa Falida da Cal\u00e7ados Sola Dura Ltda. e a Institutos de Seguros Privados do Brasil, sociedade empres\u00e1ria em liquida\u00e7\u00e3o extrajudicial. Acerca do dep\u00f3sito recursal, na qualidade de advogado das empresas voc\u00ea dever\u00e1<br \/>\nA) deixar de recolher o dep\u00f3sito recursal e custas nos dois casos, j\u00e1 que se trata de massa falida de empresa em liquida\u00e7\u00e3o extrajudicial.<br \/>\nB) deixar de recolher o dep\u00f3sito recursal e as custas no caso da massa falida, mas recolher ambos para a empresa em liquida\u00e7\u00e3o extrajudicial.<br \/>\nC) recolher nos dois casos o dep\u00f3sito recursal e as custas, sob pena de deser\u00e7\u00e3o.<br \/>\nD) deixar de recolher o dep\u00f3sito recursal no caso da massa falida, mas recolher ambos para a empresa em liquida\u00e7\u00e3o extrajudicial e as custas para a massa falida.<\/p>\n<p><strong>Gabarito<\/strong>: Letra B.<\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<p>Nos termos da S\u00famula n. 86 do TST, observa-se que:<br \/>\n\u201c<em>N\u00e3o ocorre deser\u00e7\u00e3o de recurso da massa falida por falta de pagamento de custas ou de dep\u00f3sito do valor da condena\u00e7\u00e3o.Esse privil\u00e9gio, todavia, n\u00e3o se aplica \u00e0 empresa em liquida\u00e7\u00e3o extrajudicial<\/em>.\u201d<\/p>\n<p>Desta forma, a massa falida possui prerrogativas de isen\u00e7\u00f5es n\u00e3o aplic\u00e1veis para as empresas em liquida\u00e7\u00e3o extrajudicial.<\/p>\n<h2>Quest\u00e3o\u00a079<\/h2>\n<p>Em reclama\u00e7\u00e3o trabalhista j\u00e1 na fase de execu\u00e7\u00e3o, o juiz determinou que o autor apresentasse os c\u00e1lculos de liquida\u00e7\u00e3o, determina\u00e7\u00e3o esta que foi cumprida pelo exequente em fevereiro de 2018. Ent\u00e3o, o calculista do ju\u00edzo analisou as contas e entendeu que elas estavam corretas, pelo que o juiz homologou os c\u00e1lculos ofertados e determinou a cita\u00e7\u00e3o do executado para pagamento em 48 horas, sob pena de execu\u00e7\u00e3o. Considerando a narrativa apresentada e os termos da CLT, assinale a afirmativa correta.<br \/>\nA) Agiu corretamente o juiz, porque as contas foram atestadas pelo calculista como corretas.<br \/>\nB) Equivocou-se o magistrado, porque deveria obrigatoriamente conferir vista dos c\u00e1lculos ao executado.<br \/>\nC) Uma vez que o juiz do Trabalho tem amplo poder de dire\u00e7\u00e3o e controle do processo, sua decis\u00e3o est\u00e1 amparada na norma cogente.<br \/>\nD) O juiz tem a faculdade de abrir vista ao executado por 10 dias, mas n\u00e3o obriga\u00e7\u00e3o de faz\u00ea-lo.<\/p>\n<p><strong>Gabarito<\/strong>: Letra B.<\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<p>Nos termos do artigo 879, par\u00e1grafo segundo da CLT observa-se que:<br \/>\n\u201cElaborada a conta e tornada l\u00edquida, o ju\u00edzo dever\u00e1 abrir \u00e0s partes prazo comum de oito dias para impugna\u00e7\u00e3o fundamentada com a indica\u00e7\u00e3o dos itens e valores objeto da discord\u00e2ncia, sob pena de preclus\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Logo, na fase de liquida\u00e7\u00e3o, o magistrado deve conceder prazo de oito dias para as partes se manifestarem acerca dos c\u00e1lculos j\u00e1 apresentados, n\u00e3o tratando-se de uma faculdade do magistrado tal concess\u00e3o.<\/p>\n<h2>Quest\u00e3o 80<\/h2>\n<p>Em determinada Vara do Trabalho foi prolatada uma senten\u00e7a que, ap\u00f3s publicada, n\u00e3o foi objeto de recurso por nenhum dos litigantes. Quinze meses depois, uma das partes ajuizou a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria perante o Tribunal Regional do Trabalho local, tendo o ac\u00f3rd\u00e3o julgado improcedente o pedido da rescis\u00f3ria. Ainda inconformada, a parte deseja que o TST aprecie a demanda. Assinale a op\u00e7\u00e3o que indica, na hip\u00f3tese, o recurso cab\u00edvel para o Tribunal Superior do Trabalho.<br \/>\nA) Recurso Ordin\u00e1rio.<br \/>\nB) Recurso de Revista.<br \/>\nC) Recurso Especial.<br \/>\nD) Agravo de Instrumento.<\/p>\n<p><strong>Gabarito<\/strong>: Letra A.<\/p>\n<h3>Coment\u00e1rios<\/h3>\n<p>Nos termos da S\u00famula n. 158 do TST, observa-se que:<br \/>\n\u201cDa decis\u00e3o de Tribunal Regional do Trabalho, em a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria, \u00e9 cab\u00edvel recurso ordin\u00e1rio para o Tribunal Superior do Trabalho, em face da organiza\u00e7\u00e3o judici\u00e1ria trabalhista.\u201d.<\/p>\n<p>Logo, no caso retratado cab\u00edvel se torna a interposi\u00e7\u00e3o de Recurso Ordin\u00e1rio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entenda a fundamenta\u00e7\u00e3o de cada quest\u00e3o A equipe de professores do Estrat\u00e9gia OAB preparou uma an\u00e1lise completa da prova de 1\u00aa Fase do XXV Exame de Ordem. 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