{"id":1182613,"date":"2023-03-07T02:55:53","date_gmt":"2023-03-07T05:55:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1182613"},"modified":"2023-03-07T02:55:55","modified_gmt":"2023-03-07T05:55:55","slug":"informativo-stj-763-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-763-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STJ 763 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p>Informativo n\u00ba 763 do STJ\u00a0<strong>COMENTADO<\/strong>\u00a0saindo do forno (quentinho) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/03\/07025535\/stj-763.pdf\" rel=\"sponsored nofollow\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/p>\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_GtjfQJI5lgw\"><div id=\"lyte_GtjfQJI5lgw\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/GtjfQJI5lgw\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/GtjfQJI5lgw\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/GtjfQJI5lgw\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><a>DIREITO ADMINISTRATIVO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Prazo prescricional para a cobran\u00e7a de taxa de ocupa\u00e7\u00e3o do particular no contrato administrativo de concess\u00e3o de direito real de uso para a utiliza\u00e7\u00e3o privativa de bem p\u00fablico<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Aplica-se o prazo prescricional de 10 anos, nos termos do art. 205 do C\u00f3digo Civil\/2002, na cobran\u00e7a de taxa de ocupa\u00e7\u00e3o do particular no contrato administrativo de concess\u00e3o de direito real de uso para a utiliza\u00e7\u00e3o privativa de bem p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.675.985-DF, Rel. Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, por maioria, julgado em 15\/12\/2022, DJe 31\/1\/2023. (Info 763)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A TerraCap, empresa p\u00fablica do DF, firmou contrato de direito real de concess\u00e3o de uso com Tadeu. Ocorre que Tadeu deixou de pagar a taxa de ocupa\u00e7\u00e3o referente ao contrato. Algum tempo depois, a empresa ajuizou a\u00e7\u00e3o por meio da qual intentava receber os valores. Em sua defesa, Tadeu alegou ter transcorrido o prazo prescricional de cinco anos ap\u00f3s a data de vencimento de cada parcela, tese acolhida pelo tribunal local.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformada, TerraCap interp\u00f4s recurso especial no qual alega que a remunera\u00e7\u00e3o pactuada em contrato de concess\u00e3o de direito real de uso de bem im\u00f3vel tem natureza de pre\u00e7o p\u00fablico, de modo que incide a prescri\u00e7\u00e3o regida pelo C\u00f3digo Civil, no caso, o prazo decenal.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Decreto-Lei n. 271\/1967:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 7<sup>o<\/sup>&nbsp; \u00c9 institu\u00edda a concess\u00e3o de uso de terrenos p\u00fablicos ou particulares remunerada ou gratuita, por tempo certo ou indeterminado, como direito real resol\u00favel, para fins espec\u00edficos de regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria de interesse social, urbaniza\u00e7\u00e3o, industrializa\u00e7\u00e3o, edifica\u00e7\u00e3o, cultivo da terra, aproveitamento sustent\u00e1vel das v\u00e1rzeas, preserva\u00e7\u00e3o das comunidades&nbsp; tradicionais e seus meios de subsist\u00eancia ou outras modalidades de interesse social em \u00e1reas urbanas.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>CC\/2002:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 205. A prescri\u00e7\u00e3o ocorre em dez anos, quando a lei n\u00e3o lhe haja fixado prazo menor.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 206. Prescreve:<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 5\u00ba Em cinco anos:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; a pretens\u00e3o de cobran\u00e7a de d\u00edvidas l\u00edquidas constantes de instrumento p\u00fablico ou particular;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.225. S\u00e3o direitos reais:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; a propriedade;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; a superf\u00edcie;<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; as servid\u00f5es;<\/p>\n\n\n\n<p>IV &#8211; o usufruto;<\/p>\n\n\n\n<p>V &#8211; o uso;<\/p>\n\n\n\n<p>VI &#8211; a habita\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p>VII &#8211; o direito do promitente comprador do im\u00f3vel;<\/p>\n\n\n\n<p>VIII &#8211; o penhor;<\/p>\n\n\n\n<p>IX &#8211; a hipoteca;<\/p>\n\n\n\n<p>X &#8211; a anticrese.<\/p>\n\n\n\n<p>XI &#8211; a concess\u00e3o de uso especial para fins de moradia;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>XII &#8211;&nbsp;a concess\u00e3o de direito real de uso; e<\/p>\n\n\n\n<p>XIII &#8211; a laje<\/p>\n\n\n\n<p>Decreto n. 20.910\/1932:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Art. 1\u00ba As d\u00edvidas passivas da Uni\u00e3o, dos Estados e dos Munic\u00edpios, bem assim todo e qualquer direito ou a\u00e7\u00e3o contra a Fazenda federal, estadual ou municipal, seja qual for a sua natureza, prescrevem em cinco anos contados da data do ato ou fato do qual se originarem.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Qual o prazo prescricional aplic\u00e1vel?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Decenal!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Primeira Turma do STJ, ao julgar o REsp. 1.601.386\/DF, Relator Ministro S\u00e9rgio Kukina, DJe 17\/3\/2017, pacificou entendimento de que <strong>a presta\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria pactuada em contrato de concess\u00e3o de direito real uso n\u00e3o possui natureza tribut\u00e1ria, pois n\u00e3o est\u00e1 atrelada a uma atividade administrativa espec\u00edfica decorrente do poder de pol\u00edcia, tampouco se refere \u00e0 presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os p\u00fablicos pela iniciativa privada, por meio concess\u00e3o e permiss\u00e3o<\/strong>, raz\u00e3o pela qual n\u00e3o se enquadra como taxa nem pre\u00e7o p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, \u00e9 pac\u00edfico no \u00e2mbito da Primeira Turma o entendimento de que a remunera\u00e7\u00e3o (taxa de ocupa\u00e7\u00e3o) cobrada do particular no contrato administrativo de concess\u00e3o de direito real de uso, para a utiliza\u00e7\u00e3o privativa de bem p\u00fablico, possui natureza jur\u00eddica de receita patrimonial.<\/p>\n\n\n\n<p>A concess\u00e3o de uso prevista no art. 7\u00ba do Decreto-Lei n. 271\/1967 institui um direito REAL (art. 1.225 do CC\/2022), raz\u00e3o pela qual n\u00e3o se aplica o prazo prescricional quinquenal previsto no art. 1\u00ba do Decreto n. 20.910\/1932 nem no art. 206, \u00a7 5\u00ba, I, do C\u00f3digo Civil, para o exerc\u00edcio do direito de cobran\u00e7a dessa receita patrimonial, mas sim o prazo decenal do art. 205 do CC\/2002.<\/p>\n\n\n\n<p>O princ\u00edpio da especialidade n\u00e3o \u00e9 absoluto e o art. 1\u00ba do Decreto n. 20.910\/1932 deve ser interpretado com pondera\u00e7\u00e3o, visto que editado antes da Constitui\u00e7\u00e3o Federal e do C\u00f3digo Civil de 2002, que trouxeram grandes inova\u00e7\u00f5es sobre o direito de propriedade, deixando clara a pretens\u00e3o de se privilegiar a explora\u00e7\u00e3o dos im\u00f3veis com sentido social e coletivo.<\/p>\n\n\n\n<p>No contrato de concess\u00e3o de direito real de uso, o concession\u00e1rio assume a responsabilidade de destinar o terreno a um interesse social estabelecido em lei e contratualmente determinado, em car\u00e1ter resol\u00favel, assumindo, inclusive os pagamento das taxas e impostos incidentes sobre o im\u00f3vel, de modo que o fato da pretens\u00e3o cingir-se, no caso, \u00e0 cobran\u00e7a dos valores inadimplidos (taxas de concess\u00e3o), por si s\u00f3, n\u00e3o atraem a regra prescricional quinquenal do art. 206, \u00a7 5\u00ba, inciso I, do C\u00f3digo Civil.<\/p>\n\n\n\n<p>Se a responsabilidade pelo pagamento das taxas de ocupa\u00e7\u00e3o emerge da rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica material com o im\u00f3vel, em face at\u00e9 mesmo da seguran\u00e7a jur\u00eddica, n\u00e3o h\u00e1 como aplicar o art. 206, \u00a7 5\u00ba, inciso I, do C\u00f3digo Civil, nas hip\u00f3teses em que a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica se limitar \u00e0 cobran\u00e7a das remunera\u00e7\u00f5es inadimplentes e, a depender da pretens\u00e3o deduzida na exordial, o disposto no art. 205 do CC.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>1.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Aplica-se o prazo prescricional de 10 anos, nos termos do art. 205 do C\u00f3digo Civil\/2002, na cobran\u00e7a de taxa de ocupa\u00e7\u00e3o do particular no contrato administrativo de concess\u00e3o de direito real de uso para a utiliza\u00e7\u00e3o privativa de bem p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><a>DIREITO CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Prazo prescricional da pretens\u00e3o condenat\u00f3ria decorrente da declara\u00e7\u00e3o de nulidade de cl\u00e1usula de reajuste nele prevista<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>PETI\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na vig\u00eancia dos contratos de plano de sa\u00fade ou de seguro de assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade, a pretens\u00e3o condenat\u00f3ria decorrente da declara\u00e7\u00e3o de nulidade de cl\u00e1usula de reajuste nele prevista prescreve em 20 anos (art. 177 do CC\/1916) ou em 3 anos (art. 206, \u00a7 3\u00ba, IV, do CC\/2002), observada a regra de transi\u00e7\u00e3o do art. 2.028 do CC\/2002.<\/p>\n\n\n\n<p>Pet 12.602-DF, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Rel. Acd. Ministro Jo\u00e3o Ot\u00e1vio de Noronha, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por maioria, julgado em 8\/2\/2023. (Info 763)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A Ministra Nancy Andrighi apresentou proposta de revis\u00e3o do enunciado do tema repetitivo 610\/STJ, consoante previs\u00e3o do art. 256-S, \u00a7 1\u00b0, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, o qual foi assim firmado: \u201cNa vig\u00eancia dos contratos de plano ou de seguro de assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade, a pretens\u00e3o condenat\u00f3ria decorrente da declara\u00e7\u00e3o de nulidade de cl\u00e1usula de reajuste nele prevista prescreve em 20 anos (art. 177 do CC\/1916) ou em 3 anos (art. 206, \u00a7 3\u00ba, IV, do CC\/2002), observada a regra de transi\u00e7\u00e3o do art. 2.028 do CC\/2002.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CC\/2002:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 205. A prescri\u00e7\u00e3o ocorre em dez anos, quando a lei n\u00e3o lhe haja fixado prazo menor.<\/p>\n\n\n\n<p>CPC\/15:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 926. Os tribunais devem uniformizar sua jurisprud\u00eancia e mant\u00ea-la est\u00e1vel, \u00edntegra e coerente.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 927. Os ju\u00edzes e os tribunais observar\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 4\u00ba A modifica\u00e7\u00e3o de enunciado de s\u00famula, de jurisprud\u00eancia pacificada ou de tese adotada em julgamento de casos repetitivos observar\u00e1 a necessidade de fundamenta\u00e7\u00e3o adequada e espec\u00edfica, considerando os princ\u00edpios da seguran\u00e7a jur\u00eddica, da prote\u00e7\u00e3o da confian\u00e7a e da isonomia.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Superado o entendimento do tema 610?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Ainda n\u00e3o!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a>A Ministra Nancy Andrighi apresentou proposta de revis\u00e3o do enunciado do tema repetitivo 610\/STJ, consoante previs\u00e3o do art. 256-S, \u00a7 1\u00b0, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justi\u00e7a. <\/a>Apontou que no julgamento do EREsp 1.523.744\/RS, na sess\u00e3o ocorrida no dia 20\/02\/2019, ao examinar hip\u00f3tese relativa a contratos de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de telefonia, cujas operadoras faziam cobran\u00e7as indevidas nas faturas dos consumidores<strong>, a Corte Especial do STJ adotou o posicionamento de que o prazo prescricional da pretens\u00e3o de repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito relativa \u00e0s hip\u00f3teses de responsabilidade contratual deve ser aquele previsto no art. 205 do <a>CC\/2002<\/a>, qual seja, de dez anos<\/strong>. Argumentou que, em homenagem aos princ\u00edpios da seguran\u00e7a jur\u00eddica, da prote\u00e7\u00e3o da confian\u00e7a e da isonomia, previstos no art. 927, \u00a7 4\u00ba, do <a>CPC\/15<\/a>, e diante do dever dos Tribunais de uniformizar sua jurisprud\u00eancia e de mant\u00ea-la est\u00e1vel, \u00edntegra e coerente, inscrito no art. 926 do atual diploma processual civil, a Segunda Se\u00e7\u00e3o deveria manifestar-se sobre a influ\u00eancia desse citado entendimento da Corte Especial sobre a tese repetitiva fixada nos REsps 1.361.182\/RS e 1.360.969\/RS (Tema 610\/STJ).<\/p>\n\n\n\n<p>Venceu o entendimento de que o Tema n. 610 do STJ deveria ser mantido, porque o julgamento da Corte diz respeito a contratos de lapso prescricional aplic\u00e1vel aos casos de repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito por cobran\u00e7a indevida de valores referentes a servi\u00e7os n\u00e3o contratados por telefonia, o que, ontologicamente, \u00e9 distinto do objeto do referido Tema, que trata de prazo prescricional para exerc\u00edcio da pretens\u00e3o de revis\u00e3o de cl\u00e1usula contratual que prev\u00ea reajuste de plano de sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>Apontou-se que ainda que a repeti\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito esteja, em alguma medida, inclu\u00edda na discuss\u00e3o do processo que deu origem ao precedente, n\u00e3o \u00e9, necessariamente, o tema em si.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda que o julgamento dos EREsp n. 1.523.744\/RS tenha tangenciado o mesmo tema, uma vez que ali ficou decidido que &#8220;a discuss\u00e3o sobre a cobran\u00e7a indevida de valores constantes de rela\u00e7\u00e3o contratual e eventual repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito n\u00e3o se enquadra no prazo trienal, seja porque a causa jur\u00eddica, em princ\u00edpio, existe (rela\u00e7\u00e3o contratual pr\u00e9via em que se debate a legitimidade da cobran\u00e7a), seja porque a a\u00e7\u00e3o de repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito \u00e9 a\u00e7\u00e3o espec\u00edfica&#8221;, n\u00e3o diz respeito, efetivamente, \u00e0 mesma quest\u00e3o, uma vez que o Tema n. 610 refere-se especificamente a planos de sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>Para se chegar a um precedente qualificado, com a consagra\u00e7\u00e3o de tese jur\u00eddica apta a retratar o entendimento do Tribunal sobre determinada mat\u00e9ria e a ser aplicada a todos os processos pendentes e futuros que versem sobre o mesmo tema, o caminho de constru\u00e7\u00e3o conjunta \u00e9 longo e \u00e1rduo. De igual forma, a supera\u00e7\u00e3o de um precedente qualificado (<em>overruling<\/em>) exige um caminhar, um amadurecimento, uma sequ\u00eancia de passos que culminar\u00e3o com a mudan\u00e7a de interpreta\u00e7\u00e3o antes dada por esta Corte a determinado tema.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, afirma-se por PREMATURA a proposta de supera\u00e7\u00e3o do Tema n. 610 do STJ.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>2.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Na vig\u00eancia dos contratos de plano de sa\u00fade ou de seguro de assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade, a pretens\u00e3o condenat\u00f3ria decorrente da declara\u00e7\u00e3o de nulidade de cl\u00e1usula de reajuste nele prevista prescreve em 20 anos (art. 177 do CC\/1916) ou em 3 anos (art. 206, \u00a7 3\u00ba, IV, do CC\/2002), observada a regra de transi\u00e7\u00e3o do art. 2.028 do CC\/2002.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade da a genitora, na condi\u00e7\u00e3o de representante legal, se sub-rogar nos direitos da credora, menor, sobre a presta\u00e7\u00e3o referente a alimentos in natura que aquela pagou em virtude da inadimpl\u00eancia do genitor\/executado<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>PROCESSO EM SEGREDO DE JUSTI\u00c7A<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Na execu\u00e7\u00e3o de alimentos, n\u00e3o pode a genitora, na condi\u00e7\u00e3o de representante legal, se sub-rogar nos direitos da credora, menor, sobre a presta\u00e7\u00e3o referente a alimentos in natura que aquela pagou em virtude da inadimpl\u00eancia do genitor\/executado, devendo ajuizar a\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 7\/2\/2023, DJe 9\/2\/2023. (Info 763)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma execu\u00e7\u00e3o de alimentos, Craudete, m\u00e3e de Creide, pagou as refei\u00e7\u00f5es e alimentos in natura na escola e necess\u00e1rios ao sustento da menor em raz\u00e3o do inadimplemento do genitor e executado Creiton. Em raz\u00e3o disso, requereu a sub-roga\u00e7\u00e3o nos valores a receber da filha.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CC\/2002:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 346. A sub-roga\u00e7\u00e3o opera-se, de pleno direito, em favor:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; do credor que paga a d\u00edvida do devedor comum;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; do adquirente do im\u00f3vel hipotecado, que paga a credor hipotec\u00e1rio, bem como do terceiro que efetiva o pagamento para n\u00e3o ser privado de direito sobre im\u00f3vel;<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; do terceiro interessado, que paga a d\u00edvida pela qual era ou podia ser obrigado, no todo ou em parte.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel a sub-roga\u00e7\u00e3o?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Discute-se se h\u00e1 ilegalidade flagrante ou teratologia em decis\u00e3o que decretou a pris\u00e3o civil de genitor, por n\u00e3o ter adimplido integralmente sua obriga\u00e7\u00e3o alimentar.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, a representante legal da infante pagou suas refei\u00e7\u00f5es em determinado per\u00edodo, obriga\u00e7\u00e3o descumprida pelo executado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 luz da jurisprud\u00eancia do STJ, a genitora, mesmo na condi\u00e7\u00e3o de representante legal, na presente execu\u00e7\u00e3o por via reflexa, n\u00e3o poderia se sub-rogar nos direitos da credora dos alimentos, cujo direito \u00e9 PESSOAL e INTRANSFER\u00cdVEL, n\u00e3o obstante o genitor tenha descumprido a obriga\u00e7\u00e3o alimentar, contida no t\u00edtulo executivo judicial.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Seria necess\u00e1rio, com efeito, o ajuizamento de a\u00e7\u00e3o de conhecimento AUT\u00d4NOMA<\/strong>, para que ela venha a obter o reembolso da referida despesa efetuada (adiantada) no per\u00edodo, porque n\u00e3o h\u00e1 que se falar em sub-roga\u00e7\u00e3o legal na hip\u00f3tese em comento, diante da aus\u00eancia das hip\u00f3teses do art. 346 do CC\/2002.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, deve-se afastar o decreto de pris\u00e3o civil do genitor, especificamente em rela\u00e7\u00e3o aos referidos alimentos&nbsp;<em>in natura<\/em>, que foram pagos pela genitora da credora (como medida de prote\u00e7\u00e3o para a filha menor, que n\u00e3o poderia ficar sem refei\u00e7\u00e3o na escola), que devem ser objeto de a\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a pr\u00f3pria, sob o crivo do contradit\u00f3rio, n\u00e3o podendo ser realizada na presente execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>3.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Na execu\u00e7\u00e3o de alimentos, n\u00e3o pode a genitora, na condi\u00e7\u00e3o de representante legal, se sub-rogar nos direitos da credora, menor, sobre a presta\u00e7\u00e3o referente a alimentos in natura que aquela pagou em virtude da inadimpl\u00eancia do genitor\/executado, devendo ajuizar a\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade da convers\u00e3o da pris\u00e3o civil em regime fechado, em virtude de d\u00edvida de natureza alimentar, para regime domiciliar quando a devedora de alimentos for respons\u00e1vel pela guarda de outro filho de at\u00e9 12 anos de idade<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>PROCESSO SOB SEGREDO DE JUSTI\u00c7A<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel a convers\u00e3o da pris\u00e3o civil em regime fechado, em virtude de d\u00edvida de natureza alimentar, para regime domiciliar quando a devedora de alimentos for respons\u00e1vel pela guarda de outro filho de at\u00e9 12 anos de idade.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo sob segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 7\/2\/2023. (Info 763)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Craudinha foi presa e cumpria pena em regime fechado em raz\u00e3o do inadimplemento de presta\u00e7\u00f5es aliment\u00edcias devidas. Ocorre que ela tamb\u00e9m \u00e9 m\u00e3e de Lurdinha, atualmente com 08 anos de idade, sendo tamb\u00e9m a \u00fanica respons\u00e1vel pela menina. Em raz\u00e3o disso, sua defesa requereu a convers\u00e3o do regime fechado para o domiciliar.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Processo Penal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 318.&nbsp; Poder\u00e1 o juiz substituir a pris\u00e3o preventiva pela domiciliar quando o agente for:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>V &#8211; mulher com filho de at\u00e9 12 (doze) anos de idade incompletos;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Aplica-se o art. 318, V, do CPP pris\u00e3o aliment\u00edcia<\/a>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia a definir se a pris\u00e3o civil da devedora de alimentos pode ser convertida, do regime fechado para o domiciliar, na hip\u00f3tese em que tenha ela filho de at\u00e9 12 anos de idade, aplicando-se, por analogia, o art. 318, V, do C\u00f3digo de Processo Penal.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao ponto, \u00e9 importante destacar, inicialmente, que se trata de regra introduzida \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o processual penal por for\u00e7a da Lei n\u00ba 13.257\/2016, que &#8220;Disp\u00f5e sobre as pol\u00edticas p\u00fablicas para a primeira inf\u00e2ncia&#8221;. Em raz\u00e3o dessa lei, foram alteradas in\u00fameras disposi\u00e7\u00f5es do Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O art. 318, V, do C\u00f3digo de Processo Penal, que se pretende seja aplicado por analogia \u00e0 hip\u00f3tese do devedor de alimentos<\/strong>, n\u00e3o \u00e9 uma regra isoladamente criada com o fim espec\u00edfico de atender ao direito processual penal, mas, ao rev\u00e9s, <strong>comp\u00f5e um conjunto de regras destinadas \u00e0 promo\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica p\u00fablica de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 primeira inf\u00e2ncia<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das faces dessa ampla pol\u00edtica p\u00fablica diz respeito \u00e0 rela\u00e7\u00e3o entre os pais em situa\u00e7\u00e3o de c\u00e1rcere e os seus filhos, especialmente aqueles que ainda est\u00e3o nos primeiros anos de vida, diante da necessidade do desenvolvimento infantil, da personalidade e do ser humano. Pretende-se, com esse conjunto de regras<strong>, minimizar os riscos e diminuir os efeitos naturalmente nocivos<\/strong> que o afastamento parental produz em rela\u00e7\u00e3o aos filhos.<\/p>\n\n\n\n<p>Tratando especificamente da regra do art. 318, V, do C\u00f3digo de Processo Penal, compreende a jurisprud\u00eancia do STJ que &#8220;a concess\u00e3o de pris\u00e3o domiciliar \u00e0s genitoras de menores de at\u00e9 12 anos incompletos n\u00e3o est\u00e1 condicionada \u00e0 comprova\u00e7\u00e3o da imprescindibilidade dos cuidados maternos, que \u00e9 legalmente presumida&#8221;. Nesse sentido: AgRg no HC 731.648\/SC, 5\u00aa Turma, DJe 23\/06\/2022, HC 422.235\/MS, 6\u00aa Turma, DJe 19\/12\/2017 e HC 383.606\/RJ, 6\u00aa Turma, DJe 08\/03\/2018.<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se, ali\u00e1s, de entendimento que se alinha ao pret\u00e9rito posicionamento do Supremo Tribunal Federal por ocasi\u00e3o do julgamento do HC 143.641\/SP, em que adequadamente se diagnosticou o problema do encarceramento das m\u00e3es e os reflexos nocivos \u00e0 vida dos filhos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A presun\u00e7\u00e3o de necessidade de cuidado materno que justifica a pris\u00e3o domiciliar das m\u00e3es de filhos de at\u00e9 12 anos, ali\u00e1s, decorre da pr\u00f3pria observa\u00e7\u00e3o da realidade<\/strong>, em que o encarceramento atinge, sobremaneira, as m\u00e3es solo, \u00fanicas respons\u00e1veis pela cria\u00e7\u00e3o da prole.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, se a finalidade essencial da regra do art. 318, V, do CPP, \u00e9 a prote\u00e7\u00e3o integral da crian\u00e7a, minimizando-se as chances de ela ser criada no c\u00e1rcere conjuntamente com a m\u00e3e ou colocada em fam\u00edlia substituta ou em acolhimento institucional na aus\u00eancia da m\u00e3e encarcerada, mesmo diante da hip\u00f3tese de poss\u00edvel pr\u00e1tica de um il\u00edcito penal, n\u00e3o h\u00e1 raz\u00e3o para que essa mesma regra n\u00e3o se aplique \u00e0s m\u00e3es encarceradas em virtude de d\u00edvida de natureza alimentar, observada a necessidade de adapta\u00e7\u00e3o desse entendimento \u00e0s particularidades dessa esp\u00e9cie de execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, anote-se que a pris\u00e3o domiciliar prevista no art. 318, V, do CPP, possui natureza de medida cautelar alternativa \u00e0 pris\u00e3o preventiva em regime fechado e tem por finalidade segregar a pessoa do conv\u00edvio social, ao passo que a pris\u00e3o em decorr\u00eancia da d\u00edvida de natureza alimentar possui a natureza de medida coercitiva que tem por finalidade dobrar a renit\u00eancia da devedora e compeli-la a adimplir rapidamente a obriga\u00e7\u00e3o em virtude da necessidade de suprimento das necessidades b\u00e1sicas do exequente.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, <strong>n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que, na hip\u00f3tese de inadimplemento da d\u00edvida, deve haver a segrega\u00e7\u00e3o da devedora de alimentos, com a finalidade de incomod\u00e1-la a ponto de buscar todos os meios poss\u00edveis de solver a obriga\u00e7\u00e3o, mas essa restri\u00e7\u00e3o ao direito de ir e vir deve ser compatibilizada com a necessidade de obter recursos financeiros aptos n\u00e3o apenas a quitar a d\u00edvida alimentar em rela\u00e7\u00e3o ao exequente, mas tamb\u00e9m suprir as necessidades b\u00e1sicas do filho que se encontra sob a sua guarda<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>4.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel a convers\u00e3o da pris\u00e3o civil em regime fechado, em virtude de d\u00edvida de natureza alimentar, para regime domiciliar quando a devedora de alimentos for respons\u00e1vel pela guarda de outro filho de at\u00e9 12 anos de idade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Penhora do bem de fam\u00edlia e interpreta\u00e7\u00e3o restritiva<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As hip\u00f3teses permissivas da penhora do bem de fam\u00edlia devem receber interpreta\u00e7\u00e3o restritiva, n\u00e3o havendo possibilidade de incid\u00eancia da exce\u00e7\u00e3o \u00e0 impenhorabilidade do bem de fam\u00edlia do fiador ao devedor solid\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no AREsp 2.118.730-PR, Rel. Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 14\/11\/2022, DJe 21\/11\/2022. (Info 763)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O fundo de investimento Diamante ajuizou execu\u00e7\u00e3o de t\u00edtulo extrajudicial referente ao inadimplemento de um contrato de loca\u00e7\u00e3o firmado com a empresa Pagonada e afian\u00e7ado por Craudio.<\/p>\n\n\n\n<p>Em determinado momento do processo, foi requerida a interpreta\u00e7\u00e3o extensiva da exce\u00e7\u00e3o entabulada no art. 3\u00ba, inc. VII da Lei n. 8.009\/1990, equiparando-se o devedor solid\u00e1rio ao fiador em contrato de loca\u00e7\u00e3o para fins de penhorar seu im\u00f3vel.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 8.009\/1990:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 3\u00ba A impenhorabilidade \u00e9 opon\u00edvel em qualquer processo de execu\u00e7\u00e3o civil, fiscal, previdenci\u00e1ria, trabalhista ou de outra natureza, salvo se movido:<\/p>\n\n\n\n<p>VII &#8211; por obriga\u00e7\u00e3o decorrente de fian\u00e7a concedida em contrato de loca\u00e7\u00e3o.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A interpreta\u00e7\u00e3o deve ser restritiva ou extensiva?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Restritiva!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia submetida est\u00e1 em saber se \u00e9 poss\u00edvel interpreta\u00e7\u00e3o extensiva da exce\u00e7\u00e3o entabulada no art. 3\u00ba, inc. VII da Lei n. 8.009\/1990, a fim de equiparar o devedor solid\u00e1rio ao fiador em contrato de loca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme entendimento do STJ, <strong>o escopo da Lei n. 8.009\/1990 n\u00e3o \u00e9 proteger o devedor contra suas d\u00edvidas, mas sim a entidade familiar no seu conceito mais amplo, raz\u00e3o pela qual as hip\u00f3teses permissivas da penhora do bem de fam\u00edlia<\/strong>, em virtude do seu car\u00e1ter EXCEPCIONAL, devem receber interpreta\u00e7\u00e3o restritiva, n\u00e3o havendo que se falar em possibilidade de incid\u00eancia da exce\u00e7\u00e3o \u00e0 impenhorabilidade de bem de fam\u00edlia do fiador ao devedor solid\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A posi\u00e7\u00e3o jur\u00eddica de devedor solid\u00e1rio n\u00e3o se confunde com a figura do fiador de contrato de loca\u00e7\u00e3o, n\u00e3o podendo receber o mesmo tratamento jur\u00eddico<\/strong>, notadamente para a incid\u00eancia de norma restritiva de direitos.<\/p>\n\n\n\n<p>A prop\u00f3sito: &#8220;A impenhorabilidade do bem de fam\u00edlia decorre dos direitos fundamentais \u00e0 dignidade da pessoa humana e \u00e0 moradia, de forma que as exce\u00e7\u00f5es previstas na legisla\u00e7\u00e3o n\u00e3o comportam interpreta\u00e7\u00e3o extensiva&#8221; (REsp 1.604.422\/MG, relator Ministro Paulo de Tarso Sanseverino, Terceira Turma, julgado em 24\/8\/2021, DJe 27\/8\/2021).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>5.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>As hip\u00f3teses permissivas da penhora do bem de fam\u00edlia devem receber interpreta\u00e7\u00e3o restritiva, n\u00e3o havendo possibilidade de incid\u00eancia da exce\u00e7\u00e3o \u00e0 impenhorabilidade do bem de fam\u00edlia do fiador ao devedor solid\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Responsabilidade dos pais por contrato oneroso de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os escolares celebrado entre a institui\u00e7\u00e3o de ensino e terceiro estranho \u00e0 entidade familiar<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os pais, detentores do poder familiar, n\u00e3o respondem solidariamente por contrato oneroso de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os escolares celebrado entre a institui\u00e7\u00e3o de ensino e terceiro estranho \u00e0 entidade familiar.<\/p>\n\n\n\n<p>AREsp 571.709-SP, Rel. Ministro Raul Ara\u00fajo, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 7\/2\/2023. (Info 763)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>6.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creitinho, filho de Creiton e Creosvalda, estudou por v\u00e1rios anos no Col\u00e9gio particular M\u00faltipla Escolha. Ocorre que o contrato n\u00e3o foi firmado pelos pais do menor, mas sim pelo padrinho do menor, Tadeu.<\/p>\n\n\n\n<p>Em raz\u00e3o do inadimplemento de algumas mensalidades, o col\u00e9gio ajuizou a\u00e7\u00e3o por meio da qual buscava o pagamento do valor devido. Requereu ainda a inclus\u00e3o dos pais do aluno como respons\u00e1veis solid\u00e1rios, o que foi negado.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Caso adaptado.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CC\/2002:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 265. A solidariedade n\u00e3o se presume; resulta da lei ou da vontade das partes.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.643. Podem os c\u00f4njuges, independentemente de autoriza\u00e7\u00e3o um do outro:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; comprar, ainda a cr\u00e9dito, as coisas necess\u00e1rias \u00e0 economia dom\u00e9stica;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; obter, por empr\u00e9stimo, as quantias que a aquisi\u00e7\u00e3o dessas coisas possa exigir.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.644. As d\u00edvidas contra\u00eddas para os fins do artigo antecedente obrigam solidariamente ambos os c\u00f4njuges.<\/p>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 790. S\u00e3o sujeitos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o os bens:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>IV &#8211; do c\u00f4njuge ou companheiro, nos casos em que seus bens pr\u00f3prios ou de sua mea\u00e7\u00e3o respondem pela d\u00edvida;<\/p>\n\n\n\n<p>Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente (ECA):<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 55. Os pais ou respons\u00e1vel t\u00eam a obriga\u00e7\u00e3o de matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Os pais devem responder solidariamente?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No julgamento do REsp 1.472.316\/SP (Relator o Ministro Paulo de Tarso Sanseverino, julgado em 05\/12\/2017, DJe de 18\/12\/2017), a Terceira Turma entendeu que &#8220;(&#8230;) os pais, detentores do poder familiar, t\u00eam o dever de garantir o sustento e a educa\u00e7\u00e3o dos filhos, compreendendo, a\u00ed, a manuten\u00e7\u00e3o do infante em ensino regular, pelo que dever\u00e3o, solidariamente, responder pelas mensalidades da escola em que matriculado o filho&#8221;. Assim, o genitor ou a genitora, que n\u00e3o conste como respons\u00e1vel financeiro no contrato de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os escolares firmado pelo outro c\u00f4njuge com a institui\u00e7\u00e3o de ensino da crian\u00e7a, det\u00e9m legitimidade para figurar no polo passivo de a\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a da d\u00edvida.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A responsabilidade solid\u00e1ria dos genitores, nos termos em que reconhecida nos julgados supramencionados, decorre da interpreta\u00e7\u00e3o combinada de dispositivos<\/strong> do C\u00f3digo Civil de 2002, do C\u00f3digo de Processo Civil (de 1973 e\/ou de 2015) e do Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente (ECA).<\/p>\n\n\n\n<p>Consoante interpreta\u00e7\u00e3o dos arts. 1.643 e 1.644 do CC\/2002 e 592, IV, do CPC\/73 (correspondente ao art. 790, IV, do CPC\/2015), o casal responde solidariamente pelas obriga\u00e7\u00f5es relativas \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o da economia dom\u00e9stica, em proveito da entidade familiar, ainda que a d\u00edvida tenha sido contra\u00edda por apenas um dos c\u00f4njuges\/companheiros, sendo poss\u00edvel, inclusive, requerer a excuss\u00e3o dos bens n\u00e3o s\u00f3 do legitimado ordin\u00e1rio, mas tamb\u00e9m do coobrigado, extraordinariamente legitimado, uma vez que o patrim\u00f4nio deste se sujeita \u00e0 solv\u00eancia do d\u00e9bito utilizado para satisfazer as necessidades da entidade familiar.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda, conforme previs\u00e3o contida no art. 55 do Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente (ECA), &#8220;os pais ou respons\u00e1vel t\u00eam a obriga\u00e7\u00e3o de matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, <strong>sendo a obriga\u00e7\u00e3o relativa \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o dos filhos no ensino regular de ambos os genitores, tem-se que a d\u00edvida originada de contrato de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os educacionais firmado em benef\u00edcio da prole \u00e9 comum ao casal, como resultado do poder familiar<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse cen\u00e1rio, firmado o contrato de servi\u00e7os educacionais por apenas um dos detentores do poder familiar, \u00e9 indiferente que o outro n\u00e3o esteja nominado no instrumento para que seja poss\u00edvel o redirecionamento da execu\u00e7\u00e3o da d\u00edvida. Isso significa que, constando do contrato apenas o nome da m\u00e3e, o pai tamb\u00e9m responde pela d\u00edvida inadimplida, e vice-versa. Isso, porque, como j\u00e1 mencionado, o poder familiar implica responsabilidade solid\u00e1ria de ambos os genitores em prover a educa\u00e7\u00e3o dos filhos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre que, na hip\u00f3tese, tem-se circunst\u00e2ncia EXCEPCIONAL, diferenciada. Trata-se de determinar se o inadimplemento das mensalidades escolares relativas a contrato de servi\u00e7os escolares firmado por TERCEIRO, estranho \u00e0 entidade familiar, obriga os pais da crian\u00e7a ao pagamento do d\u00e9bito decorrente da contrata\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, nos termos do art. 265 do CC\/2002, <strong>a solidariedade n\u00e3o pode ser presumida, resultando de previs\u00e3o legal ou contratual<\/strong>. Assim, n\u00e3o havendo como se reconhecer a responsabilidade solid\u00e1ria decorrente do poder familiar (legal), a \u00fanica maneira de se redirecionar a execu\u00e7\u00e3o aos pais do aluno seria caso houvesse alguma anu\u00eancia ou participa\u00e7\u00e3o de qualquer dos pais no instrumento contratual firmado pela ora agravante com a parte contratante.<\/p>\n\n\n\n<p>Afigura-se, pois, descabida a aplica\u00e7\u00e3o da mesma&nbsp;<em>ratio&nbsp;<\/em>ao julgamento de circunst\u00e2ncia f\u00e1tica e jur\u00eddica distinta. Consequentemente, inexistindo previs\u00e3o legal e\/ou convencional que respalde o reconhecimento da solidariedade entre os genitores do aluno e os contratantes dos servi\u00e7os, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, na hip\u00f3tese, redirecionar a execu\u00e7\u00e3o das mensalidades inadimplidas aos genitores, que n\u00e3o fizeram parte da aven\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>6.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Os pais, detentores do poder familiar, n\u00e3o respondem solidariamente por contrato oneroso de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os escolares celebrado entre a institui\u00e7\u00e3o de ensino e terceiro estranho \u00e0 entidade familiar.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><a>DIREITO PROCESSUAL CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Compet\u00eancia para processar e julgar as Reclama\u00e7\u00f5es destinadas a dirimir diverg\u00eancia entre ac\u00f3rd\u00e3o prolatado por Turma Recursal Estadual e a jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, consolidada em incidente de assun\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia e de resolu\u00e7\u00e3o de demandas repetitivas, em julgamento de recurso especial repetitivo e em enunciados das S\u00famulas do STJ.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NA RECLAMA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Compete \u00e0s C\u00e2maras Reunidas ou \u00e0 Se\u00e7\u00e3o Especializada dos Tribunais de Justi\u00e7a a <a>compet\u00eancia para processar e julgar as Reclama\u00e7\u00f5es destinadas a dirimir diverg\u00eancia entre ac\u00f3rd\u00e3o prolatado por Turma Recursal Estadual e a jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, consolidada em incidente de assun\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia e de resolu\u00e7\u00e3o de demandas repetitivas, em julgamento de recurso especial repetitivo e em enunciados das S\u00famulas do STJ.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>AgInt na Rcl 41.841-RJ, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 8\/2\/2023. (Info 763)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>7.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Trata-se de reclama\u00e7\u00e3o na qual se questiona a compet\u00eancia para processar e julgar as Reclama\u00e7\u00f5es destinadas a dirimir diverg\u00eancia entre ac\u00f3rd\u00e3o prolatado por Turma Recursal Estadual e a jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, consolidada em incidente de assun\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia e de resolu\u00e7\u00e3o de demandas repetitivas, em julgamento de recurso especial repetitivo e em enunciados das S\u00famulas do STJ.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A quem compete?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>\u00c0s C\u00e2maras Reunidas ou \u00e0 Se\u00e7\u00e3o Especializada dos Tribunais de Justi\u00e7a!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Da leitura da \u00edntegra da Lei n. 9.099\/1995, percebe-se que o legislador n\u00e3o definiu um mecanismo de revis\u00e3o das decis\u00f5es das Turmas Recursais, nem de uniformiza\u00e7\u00e3o de jurisprud\u00eancia, menos ainda de adequa\u00e7\u00e3o \u00e0 jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa lacuna ensejou, no \u00e2mbito do STJ, a partir do julgamento pelo Supremo Tribunal Federal dos EDcl no RE 571.572\/BA (Tribunal Pleno, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 27\/11\/2009), a cria\u00e7\u00e3o de procedimentos com rela\u00e7\u00e3o a ac\u00f3rd\u00e3os de Turma Recursais Estaduais previstos na Lei n. 9.099\/1995, para adequ\u00e1-los \u00e0 jurisprud\u00eancia, s\u00famula ou orienta\u00e7\u00e3o adotada na sistem\u00e1tica dos recursos repetitivos do STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>Era a&nbsp;<em>ratio essendi&nbsp;<\/em>da Resolu\u00e7\u00e3o n. 12\/2009 do STJ, a qual dispunha sobre o processamento, no Superior Tribunal de Justi\u00e7a, das reclama\u00e7\u00f5es destinadas a dirimir diverg\u00eancia entre ac\u00f3rd\u00e3o prolatado por turma recursal estadual e a jurisprud\u00eancia desta Corte.<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre que referida resolu\u00e7\u00e3o foi expressamente revogada pela emenda ao Regimento Interno do Superior Tribunal de Justi\u00e7a n. 22, de 16\/3\/2016.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a edi\u00e7\u00e3o da Resolu\u00e7\u00e3o STJ\/GP n. 3, de 7\/4\/2016, foi atribu\u00edda \u00e0s C\u00e2maras Reunidas ou \u00e0 Se\u00e7\u00e3o Especializada dos Tribunais de Justi\u00e7a a compet\u00eancia para processar e julgar as Reclama\u00e7\u00f5es destinadas a dirimir diverg\u00eancia entre ac\u00f3rd\u00e3o prolatado por Turma Recursal Estadual e a jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, consolidada em incidente de assun\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia e de resolu\u00e7\u00e3o de demandas repetitivas, em julgamento de recurso especial repetitivo e em enunciados das S\u00famulas do STJ.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Compete \u00e0s C\u00e2maras Reunidas ou \u00e0 Se\u00e7\u00e3o Especializada dos Tribunais de Justi\u00e7a a compet\u00eancia para processar e julgar as Reclama\u00e7\u00f5es destinadas a dirimir diverg\u00eancia entre ac\u00f3rd\u00e3o prolatado por Turma Recursal Estadual e a jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, consolidada em incidente de assun\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia e de resolu\u00e7\u00e3o de demandas repetitivas, em julgamento de recurso especial repetitivo e em enunciados das S\u00famulas do STJ.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Provimento jurisdicional que d\u00e1 classifica\u00e7\u00e3o jur\u00eddica \u00e0 quest\u00e3o controvertida apreciada em sede de embargos de diverg\u00eancia e ofensa ao art. 10 do CPC<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>EMBARGOS DE DECLARA\u00c7\u00c3O NOS EMBARGOS EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o ofende o art. 10 do CPC\/2015 o provimento jurisdicional que d\u00e1 classifica\u00e7\u00e3o jur\u00eddica \u00e0 quest\u00e3o controvertida apreciada em sede de embargos de diverg\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>EDcl nos EREsp 1.213.143-RS, Rel. Ministra Regina Helena Costa, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 8\/2\/2023. (Info 763)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>8.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma execu\u00e7\u00e3o fiscal, a Fazenda Nacional defende a nulidade de ac\u00f3rd\u00e3o no qual apenas em suposta tardia manifesta\u00e7\u00e3o, ap\u00f3s a prola\u00e7\u00e3o do voto da Ministra Relatora, o contribuinte agitou a mat\u00e9ria atinente aos atos normativos infralegais que embasaram os fundamentos do ac\u00f3rd\u00e3o embargado, sem que se tenha dado a oportunidade de manifesta\u00e7\u00e3o contradit\u00f3ria \u00e0 Fazenda Nacional. A seu ver, teria ocorrido desrespeito ao contradit\u00f3rio e ofensa ao art. 10 do CPC\/15.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 10. O juiz n\u00e3o pode decidir, em grau algum de jurisdi\u00e7\u00e3o, com base em fundamento a respeito do qual n\u00e3o se tenha dado \u00e0s partes oportunidade de se manifestar, ainda que se trate de mat\u00e9ria sobre a qual deva decidir de of\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ofensa ao contradit\u00f3rio substancial?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente, impende assinalar que, &#8220;na linha dos precedentes desta Corte, n\u00e3o h\u00e1 ofensa ao princ\u00edpio da n\u00e3o surpresa quando o magistrado, diante dos limites da causa de pedir, do pedido e do substrato f\u00e1tico delineado nos autos, realiza a tipifica\u00e7\u00e3o jur\u00eddica da pretens\u00e3o no ordenamento jur\u00eddico posto, aplicando a lei adequada \u00e0 solu\u00e7\u00e3o do conflito, ainda que as partes n\u00e3o a tenham invocado (<em>iura novit curia<\/em>) e independentemente de oitiva delas, at\u00e9 porque a lei deve ser do conhecimento de todos, n\u00e3o podendo ningu\u00e9m se dizer surpreendido com a sua aplica\u00e7\u00e3o.&#8221; (AgInt no REsp 1.799.071\/PR, Rel. Min. Moura Ribeiro, Terceira Turma, julgado em 15\/8\/2022).<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda no tocante ao conte\u00fado de tal princ\u00edpio, o STJ j\u00e1 assentou que este &#8220;<strong>n\u00e3o possui dimens\u00f5es absolutas que levem \u00e0 sua aplica\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica e irrestrita<\/strong> [&#8230;]&#8221; (AgInt no AREsp 1.778.081\/PR, Rel. Min. Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 21\/2\/2022).<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 firme a compreens\u00e3o do STJ segundo a qual n\u00e3o h\u00e1 ofensa ao art. 10 do CPC\/2015 &#8220;[&#8230;] se o Tribunal d\u00e1 classifica\u00e7\u00e3o jur\u00eddica aos fatos controvertidos contr\u00e1rios \u00e0 pretens\u00e3o da parte com aplica\u00e7\u00e3o da lei aos fatos narrados nos autos&#8221; (AgInt no AREsp 1.889.349\/RJ, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, julgado em 16\/11\/2021).<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 vista da dimens\u00e3o relativa do apontado princ\u00edpio, <strong>EQUIVOCADA a interpreta\u00e7\u00e3o que conclua pela sua aplica\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica e irrestrita, mormente no bojo da tomada de votos em julgamento de embargos de diverg\u00eancia<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>8.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o ofende o art. 10 do CPC\/2015 o provimento jurisdicional que d\u00e1 classifica\u00e7\u00e3o jur\u00eddica \u00e0 quest\u00e3o controvertida apreciada em sede de embargos de diverg\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Recurso cab\u00edvel da decis\u00e3o que declara a inexigibilidade parcial da execu\u00e7\u00e3o<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o que declara a inexigibilidade parcial da execu\u00e7\u00e3o \u00e9 recorr\u00edvel mediante agravo de instrumento, configurando erro grosseiro a interposi\u00e7\u00e3o de apela\u00e7\u00e3o, o que inviabiliza a aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da fungibilidade recursal.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.947.309-BA, Rel. Ministro Francisco Falc\u00e3o, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 7\/2\/2023. (Info 763)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>9.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O Sindicato dos Trabalhadores do Servi\u00e7o P\u00fablico Federal no Estado da Bahia atua em cumprimento de senten\u00e7a de t\u00edtulo judicial decorrente de ACP na qual se reconheceu vantagens salariais a servidores p\u00fablicos e pensionistas da Uni\u00e3o, Autarquias e Funda\u00e7\u00f5es P\u00fablicas Federais, no Estado da Bahia.<\/p>\n\n\n\n<p>A Uni\u00e3o apresentou impugna\u00e7\u00e3o a cumprimento de senten\u00e7a, objetivando a extin\u00e7\u00e3o do feito sem resolu\u00e7\u00e3o de m\u00e9rito quanto aos substitu\u00eddos do Sindicato exequente que integram a Administra\u00e7\u00e3o Indireta e que n\u00e3o apresentam vincula\u00e7\u00e3o direta com a Uni\u00e3o. O Sindicato ent\u00e3o interp\u00f4s apela\u00e7\u00e3o contra a decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>9.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Qual o recurso cab\u00edvel?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>AGRAVO DE INSTRUMENTO!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a \u00e9 no sentido de que, sob a \u00e9gide do Novo C\u00f3digo de Processo Civil, a apela\u00e7\u00e3o \u00e9 o recurso cab\u00edvel contra decis\u00e3o que acolhe impugna\u00e7\u00e3o do cumprimento de senten\u00e7a e EXTINGUE a execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda, o agravo de instrumento \u00e9 o recurso cab\u00edvel contra as decis\u00f5es que acolhem parcialmente a impugna\u00e7\u00e3o ou lhe negam provimento, por n\u00e3o acarretarem a extin\u00e7\u00e3o da fase executiva em andamento, portanto, com natureza jur\u00eddica de decis\u00e3o interlocut\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A inobserv\u00e2ncia desta sistem\u00e1tica caracteriza erro GROSSEIRO<strong>, vedada a aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da fungibilidade recursal, cab\u00edvel apenas na hip\u00f3tese de d\u00favida objetiva<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Na hip\u00f3tese, verifica-se que a decis\u00e3o ora apelada reconheceu a ilegitimidade da Uni\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o aos exequentes que tenham v\u00ednculo com autarquia ou funda\u00e7\u00e3o p\u00fablica, contudo determinou o prosseguimento da execu\u00e7\u00e3o. Assim, considerando que n\u00e3o h\u00e1 extin\u00e7\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o, o recurso cab\u00edvel seria o agravo de instrumento, o que inviabiliza a aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da fungibilidade.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o que declara a inexigibilidade parcial da execu\u00e7\u00e3o \u00e9 recorr\u00edvel mediante agravo de instrumento, configurando erro grosseiro a interposi\u00e7\u00e3o de apela\u00e7\u00e3o, o que inviabiliza a aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da fungibilidade recursal.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>10.&nbsp; Dispensa de publica\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o no \u00f3rg\u00e3o oficial no processo eletr\u00f4nico<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ainda que se trate de processo eletr\u00f4nico, a publica\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o no \u00f3rg\u00e3o oficial somente ser\u00e1 dispensada quando a parte estiver representada por advogado cadastrado no sistema do Poder Judici\u00e1rio, ocasi\u00e3o em que a intima\u00e7\u00e3o se dar\u00e1 de forma eletr\u00f4nica.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.951.656-RS, Rel. Ministro Marco Aur\u00e9lio Bellizze, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 7\/2\/2023. (Info 763)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>10.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O Banco Pin interp\u00f4s recurso especial no qual alega a nulidade processual devido \u00e0 n\u00e3o publica\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a em di\u00e1rio oficial (aus\u00eancia de intima\u00e7\u00e3o). Conforme o banco, foi decretada sua revelia em a\u00e7\u00e3o na qual n\u00e3o havia advogados constitu\u00eddos no processo e tampouco cadastrados no portal.<\/p>\n\n\n\n<p>A seu ver, mesmo se tratando de processo digital, sua intima\u00e7\u00e3o deveria se dar por meio de publica\u00e7\u00e3o no Di\u00e1rio Oficial, a menos que estivesse representada por advogado cadastrado no sistema interno do tribunal, hip\u00f3tese em que poder\u00e1 ser intimada de forma eletr\u00f4nica.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>10.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>10.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 11.419\/2006:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 5\u00ba: As intima\u00e7\u00f5es ser\u00e3o feitas por meio eletr\u00f4nico em portal pr\u00f3prio aos que se cadastrarem na forma do art. 2\u00ba desta Lei, dispensando-se a publica\u00e7\u00e3o no \u00f3rg\u00e3o oficial, inclusive eletr\u00f4nico.<\/p>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 346. Os prazos contra o revel que n\u00e3o tenha patrono nos autos fluir\u00e3o da data de publica\u00e7\u00e3o do ato decis\u00f3rio no \u00f3rg\u00e3o oficial.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Par\u00e1grafo \u00fanico. O revel poder\u00e1 intervir no processo em qualquer fase, recebendo-o no estado em que se encontrar.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>10.2.2. Tem de publicar em di\u00e1rio oficial<\/a>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Com certeza!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O C\u00f3digo de Processo Civil de 1973, em seu art. 322, com a reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n. 11.280\/2006, disciplinava que, &#8220;contra o revel que n\u00e3o tenha patrono nos autos, correr\u00e3o os prazos independentemente de intima\u00e7\u00e3o, a partir da publica\u00e7\u00e3o de cada ato decis\u00f3rio&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Interpretando o referido dispositivo legal, o Superior Tribunal de Justi\u00e7a passou a entender que os prazos contra o r\u00e9u revel sem advogado constitu\u00eddo nos autos corriam a partir da publica\u00e7\u00e3o em cart\u00f3rio de cada ato decis\u00f3rio, n\u00e3o havendo necessidade de publica\u00e7\u00e3o na imprensa oficial.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O C\u00f3digo de Processo Civil de 2015, no entanto, em aten\u00e7\u00e3o aos princ\u00edpios do contradit\u00f3rio e da publicidade dos atos jurisdicionais, trouxe significativa mudan\u00e7a<\/strong> em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 regra de intima\u00e7\u00e3o do revel sem advogado constitu\u00eddo nos autos.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, diante da nova regra estabelecida, passou-se a exigir a publica\u00e7\u00e3o do ato decis\u00f3rio na imprensa oficial, para que se inicie o prazo processual contra o revel que n\u00e3o tenha advogado constitu\u00eddo nos autos, n\u00e3o sendo suficiente, portanto, a mera publica\u00e7\u00e3o em cart\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o art. 5\u00ba da Lei n. 11.419\/2006, que disp\u00f5e sobre a informatiza\u00e7\u00e3o do processo judicial, &#8220;As intima\u00e7\u00f5es ser\u00e3o feitas por meio eletr\u00f4nico em portal pr\u00f3prio aos que se cadastrarem na forma do art. 2\u00ba desta Lei, dispensando-se a publica\u00e7\u00e3o no \u00f3rg\u00e3o oficial, inclusive eletr\u00f4nico&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, extrai-se que, ainda que se trate de processo eletr\u00f4nico, a publica\u00e7\u00e3o no \u00f3rg\u00e3o oficial somente ser\u00e1 dispensada quando as partes estiverem representadas por advogados cadastrados no sistema eletr\u00f4nico do Poder Judici\u00e1rio, ocasi\u00e3o em que a intima\u00e7\u00e3o se dar\u00e1 pelo respectivo sistema.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a intima\u00e7\u00e3o somente ser\u00e1 considerada realizada quando o intimando &#8211; leia-se: o advogado cadastrado no sistema &#8211; efetivar a consulta eletr\u00f4nica. Logo, se a parte n\u00e3o est\u00e1 representada por advogado cadastrado no portal eletr\u00f4nico, jamais haver\u00e1 a possibilidade de consulta, o que impossibilita a efetiva intima\u00e7\u00e3o do ato decis\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Na hip\u00f3tese, como n\u00e3o havia advogados constitu\u00eddos no processo e cadastrados no portal, a sua intima\u00e7\u00e3o do r\u00e9u revel deveria obrigatoriamente ocorrer por meio de publica\u00e7\u00e3o no di\u00e1rio de justi\u00e7a, raz\u00e3o pela qual a intima\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a realizada apenas pelo sistema eletr\u00f4nico do Tribunal de origem violou os arts. 346 do <a>CPC\/2015<\/a> e art. 5\u00ba da Lei n. 11.419\/2006.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a>10.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Ainda que se trate de processo eletr\u00f4nico, a publica\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o no \u00f3rg\u00e3o oficial somente ser\u00e1 dispensada quando a parte estiver representada por advogado cadastrado no sistema do Poder Judici\u00e1rio, ocasi\u00e3o em que a intima\u00e7\u00e3o se dar\u00e1 de forma eletr\u00f4nica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>11.&nbsp; Princ\u00edpio da Adstri\u00e7\u00e3o e deferimento de medida cautelar que diverge ou ultrapassa os limites do pedido formulado pela parte,<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>PROCESSO SOB SEGREDO DE JUSTI\u00c7A<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o contraria o princ\u00edpio da adstri\u00e7\u00e3o o deferimento de medida cautelar que diverge ou ultrapassa os limites do pedido formulado pela parte, se entender o magistrado que essa provid\u00eancia milita em favor da efic\u00e1cia da tutela jurisdicional.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 6\/12\/2022, DJe 13\/12\/2022. (Info 763)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>11.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma a\u00e7\u00e3o, o Tribunal local entendeu pela aus\u00eancia dos requisitos para o deferimento da tutela de urg\u00eancia pleiteada \u2014 a absten\u00e7\u00e3o total do uso das inven\u00e7\u00f5es objeto do lit\u00edgio. Deferiu, isso sim, medida cautelar de natureza alternativa e provis\u00f3ria para evitar o enriquecimento indevido da parte contr\u00e1ria, que teria deixado de remunerar sua contraparte pelo uso das patentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo sob segredo de justi\u00e7a- Caso imaginado.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>11.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>11.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 297. O juiz poder\u00e1 determinar as medidas que considerar adequadas para efetiva\u00e7\u00e3o da tutela provis\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Par\u00e1grafo \u00fanico. A efetiva\u00e7\u00e3o da tutela provis\u00f3ria observar\u00e1 as normas referentes ao cumprimento provis\u00f3rio da senten\u00e7a, no que couber.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>11.2.2. Houve ofensa ao princ\u00edpio da Adstri\u00e7\u00e3o?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>De in\u00edcio, reafirma-se o entendimento &#8211; ratificado pela Quarta Turma &#8211; no sentido de que &#8220;o poder geral de cautela, positivado no art. 798 do CPC\/1973 [art. 297 do CPC\/2015], autoriza que o magistrado defira medidas cautelares &#8216;<em>ex officio<\/em>&#8216;, no escopo de preservar a utilidade de provimento jurisdicional futuro&#8221;, e tamb\u00e9m que &#8220;n\u00e3o contraria o princ\u00edpio da adstri\u00e7\u00e3o o deferimento de medida cautelar que ultrapassa os limites do pedido formulado pela parte, se entender o magistrado que essa provid\u00eancia milita em favor da efic\u00e1cia da tutela jurisdicional&#8221; (AgInt no REsp 1.694.810\/SP, julgado em 20\/8\/2019, DJe 26\/8\/2019).<\/p>\n\n\n\n<p>No caso concreto, embora o Tribunal de origem tenha afirmado a aus\u00eancia dos requisitos para o deferimento da tutela de urg\u00eancia pleiteada &#8211; entendida essa como a absten\u00e7\u00e3o total do uso das inven\u00e7\u00f5es objeto do lit\u00edgio &#8211; deferiu medida cautelar de natureza alternativa e provis\u00f3ria para evitar o enriquecimento indevido da agravada, que teria deixado de remunerar sua contraparte pelo uso das patentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Evidenciada, contudo, a exorbit\u00e2ncia do valor fixado para o pagamento &#8211; correspondente \u00e0 contrata\u00e7\u00e3o global de licenciamento, que envolve o uso de dezena de milhares de patentes em todo o mundo -, <strong>\u00e9 poss\u00edvel ajust\u00e1-lo, ainda de forma provis\u00f3ria e com suporte no poder geral de cautela, utilizando-se dos mesmos par\u00e2metros aven\u00e7ados pelas partes na contrata\u00e7\u00e3o que outrora entabularam.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>11.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o contraria o princ\u00edpio da adstri\u00e7\u00e3o o deferimento de medida cautelar que diverge ou ultrapassa os limites do pedido formulado pela parte, se entender o magistrado que essa provid\u00eancia milita em favor da efic\u00e1cia da tutela jurisdicional.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>12.&nbsp; Cabimento da fixa\u00e7\u00e3o de verba honor\u00e1ria decorrente do n\u00e3o conhecimento do recurso de apela\u00e7\u00e3o manejado por cons\u00f3rcio, em conjunto com as empresas que o comp\u00f5em, quando ente sem personalidade jur\u00eddica<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o cabe a fixa\u00e7\u00e3o de verba honor\u00e1ria decorrente do n\u00e3o conhecimento do recurso de apela\u00e7\u00e3o manejado por cons\u00f3rcio, em conjunto com as empresas que o comp\u00f5em, quando ente sem personalidade jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.006.681-RJ, Rel. Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, por maioria, julgado em 7\/2\/2023. (Info 763)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>12.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma a\u00e7\u00e3o, o cons\u00f3rcio composto pelas empresas que ocupam o polo passivo da demanda interp\u00f4s apela\u00e7\u00e3o em conjunto com estas. O tribunal local n\u00e3o conheceu do recurso manejado por ilegitimidade processual e falta de personalidade jur\u00eddica, deixando de condenar o cons\u00f3rcio ao pagamento de honor\u00e1rios em favor da parte adversa.<\/p>\n\n\n\n<p>Dr. Creisson, advogado da parte contr\u00e1ria, interp\u00f4s recurso especial sustentando o cabimento de fixa\u00e7\u00e3o das verbas honor\u00e1rias a serem pagas pelo cons\u00f3rcio.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>12.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>12.2.1. Cabem honor\u00e1rios<\/a>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No caso, cons\u00f3rcio composto pelas empresas que ocupam o polo passivo da demanda interp\u00f4s apela\u00e7\u00e3o em conjunto com estas. A Corte local n\u00e3o conheceu deste apelo manejado por ilegitimidade processual e falta de personalidade jur\u00eddica, deixando de condenar o cons\u00f3rcio ao pagamento de honor\u00e1rios em favor da parte adversa.<\/p>\n\n\n\n<p>A conclus\u00e3o atinente \u00e0 impossibilidade de fixa\u00e7\u00e3o de verba honor\u00e1ria deve ser mantida, ante a aus\u00eancia de personalidade jur\u00eddica do cons\u00f3rcio, o qual consiste apenas na reuni\u00e3o de esfor\u00e7os das empresas r\u00e9s voltados \u00e0 consecu\u00e7\u00e3o dos objetivos contratados entre as partes.<\/p>\n\n\n\n<p>Inexistindo personalidade ao cons\u00f3rcio, sequer por fic\u00e7\u00e3o jur\u00eddica, n\u00e3o h\u00e1 como condenar ente despersonificado ao pagamento de quaisquer verbas.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>12.2.2. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o cabe a fixa\u00e7\u00e3o de verba honor\u00e1ria decorrente do n\u00e3o conhecimento do recurso de apela\u00e7\u00e3o manejado por cons\u00f3rcio, em conjunto com as empresas que o comp\u00f5em, quando ente sem personalidade jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><a>DIREITO <\/a>TRIBUT\u00c1RIO<\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>13.&nbsp; Valores descontados dos empregados relativos \u00e0 participa\u00e7\u00e3o deles no custeio do vale-transporte e aux\u00edlio-alimenta\u00e7\u00e3o e base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria, de terceiros e do SAT\/RAT a cargo da empresa<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os valores descontados dos empregados relativos \u00e0 participa\u00e7\u00e3o deles no custeio do vale-transporte e aux\u00edlio-alimenta\u00e7\u00e3o n\u00e3o constam no rol das verbas que n\u00e3o integram o conceito de sal\u00e1rio de contribui\u00e7\u00e3o, listadas no \u00a7 9\u00b0 do art. 28 da Lei n. 8.212\/1991, raz\u00e3o pela qual devem constituir a base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria, de terceiros e do SAT\/RAT a cargo da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.033.904-RS, Rel. Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 7\/2\/2023. (Info 763)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>13.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Rap Ind\u00fastria de Alimentos ajuizou a\u00e7\u00e3o em face da Fazenda Nacional na qual alega que os valores descontados dos empregados relativos \u00e0 participa\u00e7\u00e3o deles no custeio do vale-transporte e aux\u00edlio-alimenta\u00e7\u00e3o n\u00e3o deveriam integrar a base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria, de terceiros e do SAT\/RAT a cargo da empresa.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>13.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>13.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 8.212\/1991:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 28. Entende-se por sal\u00e1rio-de-contribui\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 9\u00ba N\u00e3o integram o sal\u00e1rio-de-contribui\u00e7\u00e3o para os fins desta Lei, exclusivamente:&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>13.2.2. Os vales incidem na BC das contribui\u00e7\u00f5es<\/a>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A jurisprud\u00eancia do STJ de que os valores descontados dos empregados relativos \u00e0 participa\u00e7\u00e3o deles no custeio do vale-transporte, aux\u00edlio-alimenta\u00e7\u00e3o n\u00e3o constam no rol das verbas que n\u00e3o integram o conceito de sal\u00e1rio de contribui\u00e7\u00e3o, listadas no \u00a7 9\u00b0 do art. 28 da <a>Lei n. 8.212\/1991<\/a>, raz\u00e3o pela qual devem constituir a base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria, de terceiros e do SAT\/RAT a cargo da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa linha: &#8220;(&#8230;) III &#8211; (&#8230;) <strong>A jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a \u00e9 pac\u00edfica ao afirmar que os valores descontados aos empregados correspondentes \u00e0 participa\u00e7\u00e3o deles no custeio do vale-transporte, aux\u00edlio-alimenta\u00e7\u00e3o e aux\u00edlio-sa\u00fade\/odontol\u00f3gico n\u00e3o constam no rol das verbas que n\u00e3o integram o conceito de sal\u00e1rio de contribui\u00e7\u00e3o, listadas no \u00a7 9\u00b0 do art. 28 da Lei n. 8.212\/1991, raz\u00e3o pela qual devem constituir a base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria, de terceiros e do SAT\/RAT a cargo da empresa.<\/strong> (&#8230;) (AgInt no REsp 2.003.622\/RS, relator Ministro Francisco Falc\u00e3o, Segunda Turma, julgado em 24\/10\/2022, DJe de 27\/10\/2022.)&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>13.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Os valores descontados dos empregados relativos \u00e0 participa\u00e7\u00e3o deles no custeio do vale-transporte e aux\u00edlio-alimenta\u00e7\u00e3o n\u00e3o constam no rol das verbas que n\u00e3o integram o conceito de sal\u00e1rio de contribui\u00e7\u00e3o, listadas no \u00a7 9\u00b0 do art. 28 da Lei n. 8.212\/1991, raz\u00e3o pela qual devem constituir a base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria, de terceiros e do SAT\/RAT a cargo da empresa.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><a>DIREITO DA CRIAN\u00c7A E DO ADOLESCENTE<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>14.&nbsp; Viabilidade da manuten\u00e7\u00e3o da medida socioeducativa ap\u00f3s o atingimento de sua finalidade.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>PROCESSO SOB SEGREDO DE JUSTI\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Tendo a medida socioeducativa atingido a sua finalidade, \u00e9 invi\u00e1vel manter a execu\u00e7\u00e3o apenas pela men\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica \u00e0 insufici\u00eancia do tempo de acautelamento do adolescente.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo sob segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministro Sebasti\u00e3o Reis J\u00fanior, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 7\/2\/2023. (Info 763)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>14.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creitinho, menor, cometeu ato infracional e cumpria medida socioeducativa. Depois de algum tempo, foi elaborado laudo multidisciplinar que apontava que a medida socioeducativa havia cumprido sua finalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda assim, o juiz respons\u00e1vel manteve a execu\u00e7\u00e3o da medida por entender que o per\u00edodo pelo qual se encontra acautelado o adolescente n\u00e3o seria suficiente para que este reflita sobre os graves atos que cometeu.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>14.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>14.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 12.594\/2012:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 46. A medida socioeducativa ser\u00e1 declarada extinta:<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; pela realiza\u00e7\u00e3o de sua finalidade;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 52. O cumprimento das medidas socioeducativas, em regime de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os \u00e0 comunidade, liberdade assistida, semiliberdade ou interna\u00e7\u00e3o, depender\u00e1 de Plano Individual de Atendimento (PIA), instrumento de previs\u00e3o, registro e gest\u00e3o das atividades a serem desenvolvidas com o adolescente.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. O PIA dever\u00e1 contemplar a participa\u00e7\u00e3o dos pais ou respons\u00e1veis, os quais t\u00eam o dever de contribuir com o processo ressocializador do adolescente, sendo esses pass\u00edveis de responsabiliza\u00e7\u00e3o administrativa, nos termos do&nbsp;art. 249 da Lei n\u00ba 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente),&nbsp;civil e criminal.<\/p>\n\n\n\n<p>Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 99. As medidas previstas neste Cap\u00edtulo poder\u00e3o ser aplicadas isolada ou cumulativamente, bem como substitu\u00eddas a qualquer tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 100. Na aplica\u00e7\u00e3o das medidas levar-se-\u00e3o em conta as necessidades pedag\u00f3gicas, preferindo-se aquelas que visem ao fortalecimento dos v\u00ednculos familiares e comunit\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>14.2.2. Vi\u00e1vel a manuten\u00e7\u00e3o da medida?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A execu\u00e7\u00e3o da medida socioeducativa, embora ostente vi\u00e9s retributivo, est\u00e1 conformada pelos princ\u00edpios da BREVIDADE e EXCEPCIONALIDADE, n\u00e3o havendo tempo pr\u00e9-estabelecido de sua dura\u00e7\u00e3o, bastando para sua extin\u00e7\u00e3o, que atenda sua finalidade, nos termos do art. 46, II, da Lei n. 12.594\/2012.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 bem verdade que <strong>n\u00e3o h\u00e1 vincula\u00e7\u00e3o do juiz ao laudo multidisciplinar elaborado no curso da execu\u00e7\u00e3o da medida socioeducativa<\/strong>, nos termos do princ\u00edpio do LIVRE CONVENCIMENTO MOTIVADO cabendo ao Judici\u00e1rio modular ou extinguir a medida, nos termos dos arts. 99 e 100 do Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente e com base em fundamenta\u00e7\u00e3o id\u00f4nea.<\/p>\n\n\n\n<p>Tal fundamento tem car\u00e1ter exclusivamente retributivo, finalidade que, embora presente na imposi\u00e7\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o da medida socioeducativa, escapa \u00e0 dosagem judicial, remanescendo apenas enquanto n\u00e3o atingidas as finalidades estabelecidas no plano individual de atendimento (art. 52 da Lei n. 12.594\/2012), n\u00e3o constituindo crit\u00e9rio legal invoc\u00e1vel pelo juiz para manter em curso medida que j\u00e1 atingiu sua finalidade, principalmente a t\u00edtulo de dila\u00e7\u00e3o temporal.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, a despeito da indica\u00e7\u00e3o de cumprimento da finalidade, a inst\u00e2ncia local manteve a medida por entender que o per\u00edodo pelo qual se encontra acautelado o adolescente n\u00e3o \u00e9 suficiente para que reflita sobre os graves atos que cometeu. <strong>No entanto, tal fundamento n\u00e3o possui amparo legal<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Percebe-se que a falta de crit\u00e9rio legal torna ARBITR\u00c1RIA a manuten\u00e7\u00e3o da medida em execu\u00e7\u00e3o. A insufici\u00eancia do per\u00edodo em que acautelado n\u00e3o est\u00e1 ancorada em qualquer crit\u00e9rio legal afer\u00edvel, control\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, considerando os postulados da brevidade e da excepcionalidade, que na execu\u00e7\u00e3o da medida socioeducativa restringem a interven\u00e7\u00e3o do Estado ao necess\u00e1rio para atingimento da finalidade da medida, invi\u00e1vel manter a execu\u00e7\u00e3o apenas pela men\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica \u00e0 insufici\u00eancia do tempo, a despeito, ainda, da men\u00e7\u00e3o ao hist\u00f3rico infracional do menor.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>14.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Tendo a medida socioeducativa atingido a sua finalidade, \u00e9 invi\u00e1vel manter a execu\u00e7\u00e3o apenas pela men\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica \u00e0 insufici\u00eancia do tempo de acautelamento do adolescente.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><a>DIREITO PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>15.&nbsp; Justa causa para persecu\u00e7\u00e3o penal no CPM<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>CONFLITO DE COMPET\u00caNCIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O reconhecimento da justa causa para a persecu\u00e7\u00e3o criminal do delito do art. 324 do CPM exige que o Minist\u00e9rio P\u00fablico indique, na den\u00fancia, a lei, regulamento ou instru\u00e7\u00e3o alegadamente violada, al\u00e9m de descrever o ato prejudicial \u00e0 administra\u00e7\u00e3o militar.<\/p>\n\n\n\n<p>CC 191.358-MS, Rel. Ministra Laurita Vaz, Terceira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 14\/12\/2022, DJe 19\/12\/2022. (Info 763)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>15.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Wesley, militar, foi denunciado pelo crime do art. 324 do CPM, o qual consiste em inobserv\u00e2ncia de lei, regulamento ou instru\u00e7\u00e3o. Conforme a den\u00fancia, o militar era respons\u00e1vel e propriet\u00e1rio de cinco empresas e teria adquirido diversos produtos de forma irregular sem o pagamento dos impostos devidos, assim como importado mercadorias proibidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Por entender n\u00e3o se tratar de crime miliar, o Juiz Auditor Estadual declinou da compet\u00eancia para a Justi\u00e7a Federal.&nbsp; Por sua vez, o juiz federal suscitou conflito de compet\u00eancia por entender que n\u00e3o restou noticiado nos autos de que tenha havido rejei\u00e7\u00e3o da den\u00fancia oferecida quanto ao crime de inobserv\u00e2ncia de lei, regulamento ou instru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>15.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>15.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPM:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Inobserv\u00e2ncia de lei, regulamento ou instru\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Art.&nbsp;324. Deixar, no exerc\u00edcio de fun\u00e7\u00e3o, de observar lei, regulamento ou instru\u00e7\u00e3o, dando causa direta \u00e0 pr\u00e1tica de ato prejudicial \u00e0 administra\u00e7\u00e3o militar:<\/p>\n\n\n\n<p>Pena &#8211; se o fato foi praticado por toler\u00e2ncia, deten\u00e7\u00e3o at\u00e9 seis meses; se por neglig\u00eancia, suspens\u00e3o do exerc\u00edcio do p\u00f4sto, gradua\u00e7\u00e3o, cargo ou fun\u00e7\u00e3o, de tr\u00eas meses a um ano.<\/p>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Processo Penal Militar:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Requisitos da den\u00fancia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Art. 77. A den\u00fancia conter\u00e1:<\/p>\n\n\n\n<p>a) a designa\u00e7\u00e3o do juiz a que se dirigir;<\/p>\n\n\n\n<p>b) o nome, idade, profiss\u00e3o e resid\u00eancia do acusado, ou esclarecimentos pelos quais possa ser qualificado;<\/p>\n\n\n\n<p>c) o tempo e o lugar do crime;<\/p>\n\n\n\n<p>d) a qualifica\u00e7\u00e3o do ofendido e a designa\u00e7\u00e3o da pessoa jur\u00eddica ou institui\u00e7\u00e3o prejudicada ou atingida, sempre que poss\u00edvel;<\/p>\n\n\n\n<p>e) a exposi\u00e7\u00e3o do fato criminoso, com t\u00f4das as suas circunst\u00e2ncias;<\/p>\n\n\n\n<p>f) as raz\u00f5es de convic\u00e7\u00e3o ou presun\u00e7\u00e3o da delinq\u00fc\u00eancia;<\/p>\n\n\n\n<p>g) a classifica\u00e7\u00e3o do crime;<\/p>\n\n\n\n<p>h) o rol das testemunhas, em n\u00famero n\u00e3o superior a seis, com a indica\u00e7\u00e3o da sua profiss\u00e3o e resid\u00eancia; e o das informantes com a mesma indica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Dispensa de testemunhas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Par\u00e1grafo \u00fanico. O rol de testemunhas poder\u00e1 ser dispensado, se o Minist\u00e9rio P\u00fablico dispuser de prova documental suficiente para oferecer a den\u00fancia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rejei\u00e7\u00e3o de den\u00fancia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Art. 78. A den\u00fancia n\u00e3o ser\u00e1 recebida pelo juiz:<\/p>\n\n\n\n<p>a) se n\u00e3o contiver os requisitos expressos no artigo anterior;<\/p>\n\n\n\n<p>b) se o fato narrado n\u00e3o constituir evidentemente crime da compet\u00eancia da Justi\u00e7a Militar;<\/p>\n\n\n\n<p>c) se j\u00e1 estiver extinta a punibilidade;<\/p>\n\n\n\n<p>d) se f\u00f4r manifesta a incompet\u00eancia do juiz ou a ilegitimidade do acusador.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Preenchimento de requisitos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 1\u00ba No caso da al\u00ednea&nbsp;a&nbsp;, o juiz antes de rejeitar a den\u00fancia, mandar\u00e1, em despacho fundamentado, remeter o processo ao \u00f3rg\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico para que, dentro do prazo de tr\u00eas dias, contados da data do recebimento dos autos, sejam preenchidos os requisitos que n\u00e3o o tenham sido.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ilegitimidade do acusador<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 2\u00ba No caso de ilegitimidade do acusador, a rejei\u00e7\u00e3o da den\u00fancia n\u00e3o obstar\u00e1 o exerc\u00edcio da a\u00e7\u00e3o penal, desde que promovida depois por acusador leg\u00edtimo, a quem o juiz determinar\u00e1 a apresenta\u00e7\u00e3o dos autos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Incompet\u00eancia do juiz. Declara\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 3\u00ba No caso de incompet\u00eancia do juiz, \u00easte a declarar\u00e1 em despacho fundamentado, determinando a remessa do processo ao&nbsp;juiz competente.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>15.2.2. Necess\u00e1ria a indica\u00e7\u00e3o da norma violada?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a>O conflito de compet\u00eancia decorre da diverg\u00eancia instaurada entre o Ju\u00edzo federal e o Ju\u00edzo auditor da auditoria militar. Em ambos houve recusa ao processamento e ao julgamento da suposta pr\u00e1tica de delito do art. 324 do CPM imputado a policial militar.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>O tipo penal previsto no art. 324 do C\u00f3digo Penal Militar, criminaliza o ato de &#8220;deixar, no exerc\u00edcio de fun\u00e7\u00e3o, de observar lei, regulamento ou instru\u00e7\u00e3o, dando causa direta \u00e0 pr\u00e1tica de ato prejudicial \u00e0 administra\u00e7\u00e3o militar&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, o Minist\u00e9rio P\u00fablico imputou ao denunciado, na qualidade negligente, delito militar que se trata de NORMA PENAL EM BRANCO. Assim, para o reconhecimento da justa causa, exige-se que o Minist\u00e9rio P\u00fablico indique, na den\u00fancia, a lei, ou o regulamento, ou a instru\u00e7\u00e3o alegadamente violada (por tratar-se de norma penal em branco), al\u00e9m de descrever o ato prejudicial \u00e0 administra\u00e7\u00e3o militar.<\/p>\n\n\n\n<p>Todavia, constata-se que <strong>o&nbsp;<em>Parquet<\/em>&nbsp;n\u00e3o se desincumbiu do seu \u00f4nus de, no ponto, declinar as circunst\u00e2ncias essenciais ao reconhecimento da justa causa, nos termos dos arts. 77 e 78 do C\u00f3digo de Processo Penal Militar<\/strong>. A pe\u00e7a nem especifica qual lei, regulamento, ou instru\u00e7\u00e3o teriam sido violados. Outrossim, o \u00d3rg\u00e3o acusat\u00f3rio n\u00e3o relata nenhum ato prejudicial \u00e0 administra\u00e7\u00e3o militar.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, para imputa\u00e7\u00e3o do delito previsto art. 324 do CPM, n\u00e3o basta o Minist\u00e9rio P\u00fablico t\u00e3o somente reproduzir o seu teor, mas indicar qual lei, regulamento, ou instru\u00e7\u00e3o teria sido violada, descrevendo o ato prejudicial \u00e0 administra\u00e7\u00e3o militar, tendo em vista que &#8220;o art. 324 do C\u00f3digo Penal Militar pressup\u00f5e a pr\u00e1tica de ato prejudicial \u00e0 administra\u00e7\u00e3o militar. (&#8230;) Pressup\u00f5e tamb\u00e9m, porque se trata de tipo penal incompleto (de descri\u00e7\u00e3o incompleta da conduta incriminada), que a conduta descrita tenha precipuamente inobservado lei, regulamento ou instru\u00e7\u00e3o&#8221; (STJ, RHC 16.115\/PA, Relator Ministro Nilson Naves, Sexta Turma, julgado em 21\/10\/2004, DJ de 9\/2\/2005, p. 222).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>15.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O reconhecimento da justa causa para a persecu\u00e7\u00e3o criminal do delito do art. 324 do CPM exige que o Minist\u00e9rio P\u00fablico indique, na den\u00fancia, a lei, regulamento ou instru\u00e7\u00e3o alegadamente violada, al\u00e9m de descrever o ato prejudicial \u00e0 administra\u00e7\u00e3o militar.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>16.&nbsp; Compet\u00eancia para processar e julgar o crime de falsifica\u00e7\u00e3o de documento p\u00fablico, consistente na falsifica\u00e7\u00e3o de identidades funcionais do Poder Judici\u00e1rio da Uni\u00e3o<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>CONFLITO DE COMPET\u00caNCIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Compete \u00e0 Justi\u00e7a Federal processar e julgar o crime de falsifica\u00e7\u00e3o de documento p\u00fablico, consistente na falsifica\u00e7\u00e3o de identidades funcionais do Poder Judici\u00e1rio da Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>CC 192.033-SP, Rel. Ministra Laurita Vaz, Terceira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 14\/12\/2022, DJe 19\/12\/2022. (Info 763)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>16.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma blitz, a PRF parou um ve\u00edculo e requereu aos ocupantes que apresentassem seus documentos. O casal Creosvaldo e Neide ent\u00e3o apresentou suas identidades, estas originais. Os policiais (que t\u00eam um sonar para atitude suspeita kkkk), resolveram \u201cdar uma geral\u201d no ve\u00edculo, no qual foram encontradas v\u00e1rias identidades funcionais do Poder Judici\u00e1rio Federal, contendo a fotografia de Neide, mas em cada uma das identidades funcionais estava preenchida com nomes e dados diversos, ou seja, documentos falsificados.<\/p>\n\n\n\n<p>O Ju\u00edzo Estadual declinou da sua compet\u00eancia, ao fundamento de que o crime teria sido consumado em detrimento de servi\u00e7o da Uni\u00e3o. Por sua vez, o Juiz Federal suscitou conflito de compet\u00eancia por entender que n\u00e3o havia qualquer indicativo de que os investigados tenham apresentados documento falso aos policiais rodovi\u00e1rios federais e que n\u00e3o houve ofensa aos interesses da Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>16.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>16.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 12.774\/2012:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 4\u00ba As carteiras de identidade funcional emitidas pelos \u00f3rg\u00e3os do Poder Judici\u00e1rio da Uni\u00e3o t\u00eam f\u00e9 p\u00fablica em todo o territ\u00f3rio nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Constitui\u00e7\u00e3o Federal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 109. Aos ju\u00edzes federais compete processar e julgar:<\/p>\n\n\n\n<p>IV &#8211; os crimes pol\u00edticos e as infra\u00e7\u00f5es penais praticadas em detrimento de bens, servi\u00e7os ou interesse da Uni\u00e3o ou de suas entidades aut\u00e1rquicas ou empresas p\u00fablicas, exclu\u00eddas as contraven\u00e7\u00f5es e ressalvada a compet\u00eancia da Justi\u00e7a Militar e da Justi\u00e7a Eleitoral;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>16.2.2. A quem compete julgar e processar?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Justi\u00e7a FEDERAL!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a sedimentou, na S\u00famula n. 546, a orienta\u00e7\u00e3o jurisprudencial de que &#8220;<strong>a compet\u00eancia para processar e julgar o crime de uso de documento falso \u00e9 firmada em raz\u00e3o da entidade ou \u00f3rg\u00e3o ao qual foi apresentado o documento p\u00fablico, n\u00e3o importando a qualifica\u00e7\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o expedidor<\/strong>&#8220;.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, n\u00e3o houve a apresenta\u00e7\u00e3o dos documentos falsos \u00e0 autoridade policial. Assim, <strong>n\u00e3o se apura o crime de uso de documento falso, mas de falsifica\u00e7\u00e3o de documento p\u00fablico<\/strong>, pois &#8220;n\u00e3o h\u00e1 como se reconhecer na conduta,&nbsp;<em>a priori<\/em>, o elemento de vontade (de fazer uso de documento falso) necess\u00e1rio \u00e0 caracteriza\u00e7\u00e3o do delito do art. 304 do CP&#8221; (CC 148.592\/RJ, Rel. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Terceira Se\u00e7\u00e3o, DJe de 13\/2\/2017).<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, ainda que n\u00e3o se trate de uso de documento falso, a compet\u00eancia \u00e9 da Justi\u00e7a Comum Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 certo que em crimes nos quais as v\u00edtimas prim\u00e1rias de falsifica\u00e7\u00f5es de documentos emitidos por \u00f3rg\u00e3os federais s\u00e3o particulares, a compet\u00eancia para processar e julgar o delito n\u00e3o \u00e9 deslocada para a Justi\u00e7a Federal, em raz\u00e3o de preju\u00edzos t\u00e3o somente reflexos a interesses e bens da Uni\u00e3o, suas autarquias ou empresas p\u00fablicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Todavia, h\u00e1 distin\u00e7\u00e3o (<em>distinguishing<\/em>) em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 diretriz jurisprudencial acima. <strong>A v\u00edtima prim\u00e1ria \u00e9 a Uni\u00e3o, pois n\u00e3o se cogita de preju\u00edzo fundamental a particulares<\/strong>. Vale destacar que a Lei n. 12.774\/2012, ao dispor sobre as Carreiras dos Servidores do Poder Judici\u00e1rio da Uni\u00e3o, prescreveu, em seu art. 4\u00ba, que &#8220;as carteiras de identidade funcional emitidas pelos \u00f3rg\u00e3os do Poder Judici\u00e1rio da Uni\u00e3o t\u00eam f\u00e9 p\u00fablica em todo o territ\u00f3rio nacional&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, a falsifica\u00e7\u00e3o de identidades funcionais do Poder Judici\u00e1rio da Uni\u00e3o atinge direta e essencialmente a f\u00e9 p\u00fablica e a presun\u00e7\u00e3o de veracidade de documento, cuja expedi\u00e7\u00e3o atribui-se \u00e0 Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica Federal, \u00e0 qual o resguardo compete constitucionalmente \u00e0 Justi\u00e7a Comum Federal (art. 109, inciso IV, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>16.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Compete \u00e0 Justi\u00e7a Federal processar e julgar o crime de falsifica\u00e7\u00e3o de documento p\u00fablico, consistente na falsifica\u00e7\u00e3o de identidades funcionais do Poder Judici\u00e1rio da Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><a>DIREITO PROCESSUAL PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>17.&nbsp; Admissibilidade das provas digitais sem registro documental acerca dos procedimentos adotados pela pol\u00edcia para a preserva\u00e7\u00e3o da integridade, autenticidade e confiabilidade dos elementos inform\u00e1ticos<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>PROCESSO SOB SEGREDO DE JUSTI\u00c7A<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o inadmiss\u00edveis as provas digitais sem registro documental acerca dos procedimentos adotados pela pol\u00edcia para a preserva\u00e7\u00e3o da integridade, autenticidade e confiabilidade dos elementos inform\u00e1ticos.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo sob segredo de justi\u00e7a, Rel. Ministro Messod Azulay Neto, Rel. Acd. Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, por maioria, julgado em 7\/2\/2023. (Info 763)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>17.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma investiga\u00e7\u00e3o criminal, a pol\u00edcia apreendeu diversos computadores, tablets e celulares de suspeitos de formarem uma organiza\u00e7\u00e3o criminosa. Nos equipamentos foram encontradas v\u00e1rias provas digitais dos il\u00edcitos cometidos pela quadrilha, sendo tais provas juntadas ao inqu\u00e9rito que sustentava a a\u00e7\u00e3o penal.<\/p>\n\n\n\n<p>A defesa sustenta que a pol\u00edcia n\u00e3o documentou nenhum de seus procedimentos no manuseio dos computadores apreendidos na casa do investigado e, portanto, imposs\u00edvel aferir sua proced\u00eancia, ou seja, se foram adotadas pela pol\u00edcia cautelas suficientes para garantir a mesmidade das fontes de prova arrecadadas no inqu\u00e9rito, especificamente envolvendo os conte\u00fados dos computadores apreendidos na resid\u00eancia do acusado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>17.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>17.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Processo Penal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art.&nbsp;157.&nbsp; S\u00e3o inadmiss\u00edveis, devendo ser desentranhadas do processo, as provas il\u00edcitas, assim entendidas as obtidas em viola\u00e7\u00e3o a normas constitucionais ou legais.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp; &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7&nbsp;1<sup>o<\/sup>&nbsp; S\u00e3o tamb\u00e9m inadmiss\u00edveis as provas derivadas das il\u00edcitas, salvo quando n\u00e3o evidenciado o nexo de causalidade entre umas e outras, ou quando as derivadas puderem ser obtidas por uma fonte independente das primeiras.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Art.&nbsp;158.&nbsp;&nbsp;Quando a infra\u00e7\u00e3o deixar vest\u00edgios, ser\u00e1 indispens\u00e1vel o exame de corpo de delito, direto ou indireto, n\u00e3o podendo supri-lo a confiss\u00e3o do acusado.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Par\u00e1grafo \u00fanico.&nbsp;Dar-se-\u00e1 prioridade \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o do exame de corpo de delito quando se tratar de crime que envolva:&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra mulher;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; viol\u00eancia contra crian\u00e7a, adolescente, idoso ou pessoa com defici\u00eancia<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>17.2.2. Tais provas s\u00e3o admiss\u00edveis?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A principal finalidade da cadeia de cust\u00f3dia, enquanto decorr\u00eancia l\u00f3gica do conceito de corpo de delito (art. 158 do C\u00f3digo de Processo Penal), \u00e9 garantir que os vest\u00edgios deixados no mundo material por uma infra\u00e7\u00e3o penal correspondem exatamente \u00e0queles arrecadados pela pol\u00edcia, examinados e apresentados em ju\u00edzo. Busca-se assegurar que os vest\u00edgios s\u00e3o os mesmos, sem nenhum tipo de adultera\u00e7\u00e3o ocorrida durante o per\u00edodo em que permaneceram sob a cust\u00f3dia do Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, a defesa sustenta que a pol\u00edcia n\u00e3o documentou nenhum de seus procedimentos no manuseio dos computadores apreendidos na casa do investigado e, portanto, aferir sua proced\u00eancia demanda apenas que se avalie a exist\u00eancia da documenta\u00e7\u00e3o referente \u00e0 cadeia de cust\u00f3dia, ou seja, se foram adotadas pela pol\u00edcia cautelas suficientes para garantir a mesmidade das fontes de prova arrecadadas no inqu\u00e9rito, especificamente envolvendo os conte\u00fados dos computadores apreendidos na resid\u00eancia do acusado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Em que pese a intr\u00ednseca volatilidade dos dados armazenados digitalmente, j\u00e1 s\u00e3o relativamente bem delineados os mecanismos necess\u00e1rios para assegurar sua integridade<\/strong>, tornando poss\u00edvel verificar se alguma informa\u00e7\u00e3o foi alterada, suprimida ou adicionada ap\u00f3s a coleta inicial das fontes de prova pela pol\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<p>Pensando especificamente na situa\u00e7\u00e3o, a autoridade policial respons\u00e1vel pela apreens\u00e3o de um computador (ou outro dispositivo de armazenamento de informa\u00e7\u00f5es digitais) deve copiar integralmente (<em>bit a bit<\/em>) o conte\u00fado do dispositivo, gerando uma imagem dos dados: um arquivo que espelha e representa fielmente o conte\u00fado original.<\/p>\n\n\n\n<p>Aplicando-se uma t\u00e9cnica de algoritmo&nbsp;<em>hash<\/em>, \u00e9 poss\u00edvel obter uma assinatura \u00fanica para cada arquivo &#8211; uma esp\u00e9cie de impress\u00e3o digital ou DNA, por assim dizer, do arquivo. Esse c\u00f3digo&nbsp;<em>hash<\/em>&nbsp;gerado da imagem teria um valor diferente caso um \u00fanico&nbsp;<em>bit<\/em>&nbsp;de informa\u00e7\u00e3o fosse alterado em alguma etapa da investiga\u00e7\u00e3o, quando a fonte de prova j\u00e1 estivesse sob a cust\u00f3dia da pol\u00edcia. Mesmo altera\u00e7\u00f5es pontuais e m\u00ednimas no arquivo resultariam numa&nbsp;<em>hash<\/em>&nbsp;totalmente diferente, pelo que se denomina em tecnologia da informa\u00e7\u00e3o de efeito avalanche.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, comparando as&nbsp;<em>hashes<\/em>&nbsp;calculadas nos momentos da coleta e da per\u00edcia (ou de sua repeti\u00e7\u00e3o em ju\u00edzo), \u00e9 poss\u00edvel detectar se o conte\u00fado extra\u00eddo do dispositivo foi alterado, minimamente que seja. N\u00e3o havendo altera\u00e7\u00e3o (isto \u00e9, permanecendo \u00edntegro o corpo de delito), as&nbsp;<em>hashes<\/em>&nbsp;ser\u00e3o id\u00eanticas, o que permite atestar com elevad\u00edssimo grau de confiabilidade que a fonte de prova permaneceu intacta.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo<strong>, no caso, n\u00e3o existe nenhum tipo de registro documental sobre o modo de coleta e preserva\u00e7\u00e3o dos equipamentos, quem teve contato com eles, quando tais contatos aconteceram e qual o trajeto administrativo interno percorrido pelos aparelhos uma vez apreendidos pela pol\u00edcia<\/strong>. Nem se precisa questionar se a pol\u00edcia espelhou o conte\u00fado dos computadores e calculou a&nbsp;<em>hash<\/em>&nbsp;da imagem resultante, porque at\u00e9 mesmo provid\u00eancias muito mais b\u00e1sicas do que essa &#8211; como documentar o que foi feito &#8211; foram ignoradas pela autoridade policial.<\/p>\n\n\n\n<p>Salienta-se, ainda, que antes mesmo de ser periciado pela pol\u00edcia, o conte\u00fado extra\u00eddo dos equipamentos foi analisado pela pr\u00f3pria institui\u00e7\u00e3o financeira v\u00edtima. O laudo produzido pelo banco n\u00e3o esclarece se o perito particular teve acesso aos computadores propriamente ditos, mas diz que recebeu da pol\u00edcia um arquivo de imagem. Entretanto em nenhum lugar h\u00e1 a indica\u00e7\u00e3o de como a pol\u00edcia extraiu a imagem, tampouco a indica\u00e7\u00e3o da&nbsp;<em>hash&nbsp;<\/em>respectiva, para que fosse poss\u00edvel confrontar a c\u00f3pia periciada com o arquivo original e, assim, aferir sua autenticidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Por conseguinte, os elementos comprometem a confiabilidade da prova: n\u00e3o h\u00e1 como assegurar que os elementos inform\u00e1ticos periciados pela pol\u00edcia e pelo banco s\u00e3o \u00edntegros e id\u00eanticos aos que existiam nos computadores do r\u00e9u, o que acarreta ofensa ao art. 158 do CPP com a quebra da cadeia de cust\u00f3dia dos computadores apreendidos pela pol\u00edcia, inadmitindo-se as provas obtidas por falharem num teste de confiabilidade m\u00ednima; inadmiss\u00edveis s\u00e3o, igualmente, as provas delas derivadas, em aplica\u00e7\u00e3o anal\u00f3gica do art. 157, \u00a7 1\u00ba, do CPP.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>17.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>S\u00e3o inadmiss\u00edveis as provas digitais sem registro documental acerca dos procedimentos adotados pela pol\u00edcia para a preserva\u00e7\u00e3o da integridade, autenticidade e confiabilidade dos elementos inform\u00e1ticos.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><a>DIREITO PENAL MILITAR<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>18.&nbsp; (In)Compet\u00eancia da Justi\u00e7a Militar para processar e julgar crime cometido por policial militar que, ainda que esteja na ativa, pratica a conduta il\u00edcita fora do hor\u00e1rio de servi\u00e7o, em contexto dissociado do exerc\u00edcio regular de sua fun\u00e7\u00e3o e em lugar n\u00e3o vinculado \u00e0 Administra\u00e7\u00e3o Militar<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>HABEAS CORPUS<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A Justi\u00e7a Militar \u00e9 incompetente para processar e julgar crime cometido por policial militar que, ainda que esteja na ativa, pratica a conduta il\u00edcita fora do hor\u00e1rio de servi\u00e7o, em contexto dissociado do exerc\u00edcio regular de sua fun\u00e7\u00e3o e em lugar n\u00e3o vinculado \u00e0 Administra\u00e7\u00e3o Militar.<\/p>\n\n\n\n<p>HC 764.059-SP, Rel. Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 7\/2\/2023.<a> (Info 763)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>18.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Craudio, policial militar, amarrou um cidad\u00e3o na rua e come\u00e7ou a agredir e question\u00e1-lo acerca de um furto ocorrido na vizinhan\u00e7a. O cidad\u00e3o nada tinha a ver com o ocorrido. Posteriormente, o MP denunciou Craudio por les\u00e3o corporal e abuso de autoridade (atentado \u00e0 incolumidade f\u00edsica de indiv\u00edduo). Craudio estava de folga e, portanto, sem a farda da corpora\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se identificou como policial, bem como utilizou seu ve\u00edculo pessoal e sua arma particular.<\/p>\n\n\n\n<p>Craudio foi condenado em primeira inst\u00e2ncia da justi\u00e7a comum, mas sua defesa impetrou Habeas Corpus no qual alega a incompet\u00eancia da Justi\u00e7a Comum e consequente reconhecimento da compet\u00eancia da Justi\u00e7a Militar.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>18.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>18.2.1. Justi\u00e7a <\/a>Castrense?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Negativo!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia consiste em definir se \u00e9 compet\u00eancia da justi\u00e7a castrense processar e julgar delito cometido por policial de folga, sem farda, com ve\u00edculo pessoal e portando arma particular.<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento do Superior Tribunal de Justi\u00e7a \u00e9 no sentido de que &#8220;n\u00e3o se enquadra no conceito de crime militar previsto no art. 9\u00ba, I, al\u00edneas &#8220;b&#8221; e &#8220;c&#8221;, do C\u00f3digo Penal Militar o delito cometido por Policial Militar que, ainda que esteja na ativa, pratica a conduta il\u00edcita fora do hor\u00e1rio de servi\u00e7o, em contexto dissociado do exerc\u00edcio regular de sua fun\u00e7\u00e3o e em lugar n\u00e3o vinculado \u00e0 Administra\u00e7\u00e3o Militar&#8221; (AgRg no HC 656.361\/RJ, relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, DJe de 16\/8\/2021).<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, a Corte Estadual entendeu que na ocasi\u00e3o dos fatos, <a>o acusado estava de folga e, portanto, sem a farda da corpora\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se identificou como policial, bem como utilizou seu ve\u00edculo pessoal e sua arma particular<\/a>. Assim, embora ostentasse a condi\u00e7\u00e3o de policial militar na ativa, a pr\u00e1tica delitiva n\u00e3o decorreu de seu servi\u00e7o ou em raz\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o. A circunst\u00e2ncia \u00e9 corroborada pela declara\u00e7\u00e3o da v\u00edtima, na qual afirma que os indiv\u00edduos que o abordaram n\u00e3o se apresentaram como policiais, vestiam roupas comuns e n\u00e3o estavam fardados.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante disso, a Lei n. 13.491\/2017 n\u00e3o tem aplica\u00e7\u00e3o no caso, tendo em vista que o acusado \u00e9 um policial de folga, hip\u00f3tese que n\u00e3o se tornou crime militar nos termos da novel legisla\u00e7\u00e3o. <strong>A referida lei, frisa-se, n\u00e3o alterou a compet\u00eancia nestes casos, mas apenas ampliou o rol de condutas para abarcar crimes contra civis previstos na Legisla\u00e7\u00e3o Penal Comum (C\u00f3digo Penal e leis esparsas), desde que praticados por militar em servi\u00e7o ou no exerc\u00edcio da fun\u00e7\u00e3o <\/strong>(art. 9\u00ba, II, <a>Lei n. 13.491\/2017<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>18.2.2. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A Justi\u00e7a Militar \u00e9 incompetente para processar e julgar crime cometido por policial militar que, ainda que esteja na ativa, pratica a conduta il\u00edcita fora do hor\u00e1rio de servi\u00e7o, em contexto dissociado do exerc\u00edcio regular de sua fun\u00e7\u00e3o e em lugar n\u00e3o vinculado \u00e0 Administra\u00e7\u00e3o Militar.<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-d5dcf860-8b2a-4bec-abde-e503b6ad11c4\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/03\/07025535\/stj-763.pdf\">stj-763<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/03\/07025535\/stj-763.pdf\" class=\"wp-block-file__button wp-element-button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-d5dcf860-8b2a-4bec-abde-e503b6ad11c4\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Informativo n\u00ba 763 do STJ\u00a0COMENTADO\u00a0saindo do forno (quentinho) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! DOWNLOAD do PDF AQUI! DIREITO ADMINISTRATIVO 1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Prazo prescricional para a cobran\u00e7a de taxa de ocupa\u00e7\u00e3o do particular no contrato administrativo de concess\u00e3o de direito real de uso para a utiliza\u00e7\u00e3o privativa de bem p\u00fablico RECURSO ESPECIAL [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":833,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"post_tipo":"article","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"tax_estado":[],"class_list":["post-1182613","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cursos-e-concursos"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v27.2 (Yoast SEO v27.2) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Informativo STJ 763 Comentado<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-763-comentado\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Informativo STJ 763 Comentado\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Informativo n\u00ba 763 do STJ\u00a0COMENTADO\u00a0saindo do forno (quentinho) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! DOWNLOAD do PDF AQUI! DIREITO ADMINISTRATIVO 1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Prazo prescricional para a cobran\u00e7a de taxa de ocupa\u00e7\u00e3o do particular no contrato administrativo de concess\u00e3o de direito real de uso para a utiliza\u00e7\u00e3o privativa de bem p\u00fablico RECURSO ESPECIAL [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-763-comentado\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Estrat\u00e9gia Concursos\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2023-03-07T05:55:53+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2023-03-07T05:55:55+00:00\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Jean Vilbert\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@EstratConcursos\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@EstratConcursos\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Jean Vilbert\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"67 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"NewsArticle\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-763-comentado\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-763-comentado\/\"},\"author\":{\"name\":\"Jean Vilbert\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/person\/475a0922f10cff0d1bc8bfecde05f999\"},\"headline\":\"Informativo STJ 763 Comentado\",\"datePublished\":\"2023-03-07T05:55:53+00:00\",\"dateModified\":\"2023-03-07T05:55:55+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-763-comentado\/\"},\"wordCount\":13323,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization\"},\"articleSection\":[\"Concursos P\u00fablicos\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-763-comentado\/#respond\"]}],\"copyrightYear\":\"2023\",\"copyrightHolder\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization\"}},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-763-comentado\/\",\"url\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-763-comentado\/\",\"name\":\"Informativo STJ 763 Comentado\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#website\"},\"datePublished\":\"2023-03-07T05:55:53+00:00\",\"dateModified\":\"2023-03-07T05:55:55+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-763-comentado\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-763-comentado\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-763-comentado\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Informativo STJ 763 Comentado\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#website\",\"url\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/\",\"name\":\"Estrat\u00e9gia Concursos\",\"description\":\"O blog da Estrat\u00e9gia Concursos traz not\u00edcias sobre concursos e artigos de professores oferecendo cursos para concursos (pdf + videaulas) no site.\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization\",\"name\":\"Estrat\u00e9gia Concursos\",\"url\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/06\/03203428\/logo_concursos-1.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/06\/03203428\/logo_concursos-1.jpg\",\"width\":230,\"height\":60,\"caption\":\"Estrat\u00e9gia Concursos\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/\"},\"sameAs\":[\"https:\/\/x.com\/EstratConcursos\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/person\/475a0922f10cff0d1bc8bfecde05f999\",\"name\":\"Jean Vilbert\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/1667694e4ebdd32feeac9ea2794de3f0470b5c55c6198181ab0b0c333b121921?s=96&d=mm&r=g\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/1667694e4ebdd32feeac9ea2794de3f0470b5c55c6198181ab0b0c333b121921?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/1667694e4ebdd32feeac9ea2794de3f0470b5c55c6198181ab0b0c333b121921?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"Jean Vilbert\"},\"url\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/author\/jeanvilbertgmail-com\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO Premium plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Informativo STJ 763 Comentado","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-763-comentado\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Informativo STJ 763 Comentado","og_description":"Informativo n\u00ba 763 do STJ\u00a0COMENTADO\u00a0saindo do forno (quentinho) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! DOWNLOAD do PDF AQUI! DIREITO ADMINISTRATIVO 1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Prazo prescricional para a cobran\u00e7a de taxa de ocupa\u00e7\u00e3o do particular no contrato administrativo de concess\u00e3o de direito real de uso para a utiliza\u00e7\u00e3o privativa de bem p\u00fablico RECURSO ESPECIAL [&hellip;]","og_url":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-763-comentado\/","og_site_name":"Estrat\u00e9gia Concursos","article_published_time":"2023-03-07T05:55:53+00:00","article_modified_time":"2023-03-07T05:55:55+00:00","author":"Jean Vilbert","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@EstratConcursos","twitter_site":"@EstratConcursos","twitter_misc":{"Escrito por":"Jean Vilbert","Est. tempo de leitura":"67 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"NewsArticle","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-763-comentado\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-763-comentado\/"},"author":{"name":"Jean Vilbert","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/person\/475a0922f10cff0d1bc8bfecde05f999"},"headline":"Informativo STJ 763 Comentado","datePublished":"2023-03-07T05:55:53+00:00","dateModified":"2023-03-07T05:55:55+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-763-comentado\/"},"wordCount":13323,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization"},"articleSection":["Concursos P\u00fablicos"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-763-comentado\/#respond"]}],"copyrightYear":"2023","copyrightHolder":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization"}},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-763-comentado\/","url":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-763-comentado\/","name":"Informativo STJ 763 Comentado","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#website"},"datePublished":"2023-03-07T05:55:53+00:00","dateModified":"2023-03-07T05:55:55+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-763-comentado\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-763-comentado\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-763-comentado\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Informativo STJ 763 Comentado"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#website","url":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/","name":"Estrat\u00e9gia Concursos","description":"O blog da Estrat\u00e9gia Concursos traz not\u00edcias sobre concursos e artigos de professores oferecendo cursos para concursos (pdf + videaulas) no site.","publisher":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization","name":"Estrat\u00e9gia Concursos","url":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/06\/03203428\/logo_concursos-1.jpg","contentUrl":"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/06\/03203428\/logo_concursos-1.jpg","width":230,"height":60,"caption":"Estrat\u00e9gia Concursos"},"image":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/x.com\/EstratConcursos"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/person\/475a0922f10cff0d1bc8bfecde05f999","name":"Jean Vilbert","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/1667694e4ebdd32feeac9ea2794de3f0470b5c55c6198181ab0b0c333b121921?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/1667694e4ebdd32feeac9ea2794de3f0470b5c55c6198181ab0b0c333b121921?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/1667694e4ebdd32feeac9ea2794de3f0470b5c55c6198181ab0b0c333b121921?s=96&d=mm&r=g","caption":"Jean Vilbert"},"url":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/author\/jeanvilbertgmail-com\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1182613","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/833"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1182613"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1182613\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1182615,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1182613\/revisions\/1182615"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1182613"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1182613"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1182613"},{"taxonomy":"tax_estado","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tax_estado?post=1182613"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}