{"id":1149957,"date":"2023-01-09T20:36:31","date_gmt":"2023-01-09T23:36:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1149957"},"modified":"2023-01-09T20:36:36","modified_gmt":"2023-01-09T23:36:36","slug":"informativo-stj-757-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-757-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STJ 757 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p>Informativo n\u00ba 757 do STJ\u00a0<strong>COMENTADO<\/strong>\u00a0saindo do forno (quentinho) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/01\/09203613\/stj-757.pdf\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/p>\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_ZhqGo9Dh124\"><div id=\"lyte_ZhqGo9Dh124\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/ZhqGo9Dh124\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/ZhqGo9Dh124\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/ZhqGo9Dh124\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-administrativo\"><a>DIREITO ADMINISTRATIVO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-cabimento-do-pedido-de-suspensao-de-liminar-concedida-para-determinar-a-emissao-de-certificados-de-conclusao-a-alunos-de-curso-de-medicina-com-fundamento-nas-disposicoes-da-medida-provisoria-n-934-2020\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cabimento do pedido de suspens\u00e3o de liminar concedida para determinar a emiss\u00e3o de certificados de conclus\u00e3o a alunos de curso de medicina com fundamento nas disposi\u00e7\u00f5es da Medida Provis\u00f3ria n. 934\/2020<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NA SUSPENS\u00c3O DE SEGURAN\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 cab\u00edvel o pedido de suspens\u00e3o de liminar concedida para determinar a emiss\u00e3o de certificados de conclus\u00e3o a alunos de curso de medicina com fundamento nas disposi\u00e7\u00f5es da Medida Provis\u00f3ria n. 934\/2020, convertida na Lei n. 14.040\/2020, cujos efeitos foram estendidos pela Lei n. 14.218\/2021.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt na SS 3.375-MG, Rel. Min. Humberto Martins, Corte Especial, por unanimidade, julgado em 09\/08\/2022, DJe 12\/08\/2022. (Info 757)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-situacao-fatica\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em raz\u00e3o da pandemia, foi editada a MP 14.040\/2020 que autorizou a antecipa\u00e7\u00e3o da conclus\u00e3o do curso de Medicina, desde que cumpridos alguns requisitos. Muitos alunos da FaMed (institui\u00e7\u00e3o privada de ensino superior) optaram ent\u00e3o pela antecipa\u00e7\u00e3o da conclus\u00e3o do curso at\u00e9 o final de 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 no in\u00edcio de 2022, a FaMed entendeu que a situa\u00e7\u00e3o da pandemia n\u00e3o mais justificaria a antecipa\u00e7\u00e3o, raz\u00e3o pela qual indeferiu pedidos neste sentido. Alguns alunos ent\u00e3o impetraram mandados de seguran\u00e7a contra as negativas e conseguiram liminares. O curso ent\u00e3o requereu a suspens\u00e3o da seguran\u00e7a alegando que a emiss\u00e3o de diplomas para a forma\u00e7\u00e3o incompleta de m\u00e9dicos por meio de liminares colocaria em risco a sa\u00fade p\u00fablica.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-analise-estrategica\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-cabivel-o-pedido-de-suspensao-de-liminar\"><a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cab\u00edvel o pedido de suspens\u00e3o de liminar?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia a determinar se \u00e9 cab\u00edvel o pedido de suspens\u00e3o de liminar concedida para determinar a emiss\u00e3o de certificados de conclus\u00e3o a alunos de curso de medicina com fundamento nas disposi\u00e7\u00f5es da Medida Provis\u00f3ria n. 934\/2020, convertida na Lei n. 14.040\/2020, cujos efeitos foram estendidos pela Lei n. 14.218\/2021.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, o pedido de suspens\u00e3o de liminar foi formulado em face de decis\u00f5es que determinaram a emiss\u00e3o de certificados de conclus\u00e3o de curso a alunos de curso de medicina, ante a integraliza\u00e7\u00e3o de horas de est\u00e1gio\/atividades complementares e, por consequ\u00eancia, a antecipa\u00e7\u00e3o de sua cola\u00e7\u00e3o de grau, com fundamento, entre outros, no disposto estabelecido na Medida Provis\u00f3ria n. 934\/2020, convertida na Lei n. 14.040\/2020, e, posteriormente, tendo sua extens\u00e3o de efeitos pela Lei n. 14.218\/2021.<\/p>\n\n\n\n<p>A legisla\u00e7\u00e3o de reg\u00eancia do tema da suspens\u00e3o de liminar e de senten\u00e7a, assim como da suspens\u00e3o de seguran\u00e7a (Leis n. 8.437\/1992 e 12.016\/2009) prev\u00ea, como requisito autorizador \u00e0 concess\u00e3o da medida de contracautela, que a decis\u00e3o a quo cause grave les\u00e3o \u00e0 ordem, \u00e0 sa\u00fade, \u00e0 seguran\u00e7a e \u00e0 economia p\u00fablicas.<\/p>\n\n\n\n<p>A&nbsp;<em>mens legis<\/em>&nbsp;do instituto da suspens\u00e3o de seguran\u00e7a ou de senten\u00e7a \u00e9 o estabelecimento de prerrogativa justificada pelo exerc\u00edcio da fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica na defesa do interesse do Estado. Sendo assim, busca evitar que decis\u00f5es contr\u00e1rias aos interesses p\u00fablicos prim\u00e1rios ou secund\u00e1rios, ou ainda mut\u00e1veis em raz\u00e3o da interposi\u00e7\u00e3o de recursos, tenham efeitos imediatos e lesivos para o Estado e, em \u00faltima inst\u00e2ncia, para a pr\u00f3pria coletividade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tal instituto n\u00e3o tem natureza jur\u00eddica de recurso, raz\u00e3o pela qual n\u00e3o propicia a devolu\u00e7\u00e3o do conhecimento da mat\u00e9ria para eventual reforma<\/strong>. Sua an\u00e1lise deve restringir-se \u00e0 verifica\u00e7\u00e3o de poss\u00edvel les\u00e3o \u00e0 ordem, \u00e0 sa\u00fade, \u00e0 seguran\u00e7a ou \u00e0 economia p\u00fablicas, nos termos da legisla\u00e7\u00e3o de reg\u00eancia, sem adentrar no m\u00e9rito da causa principal, de compet\u00eancia das inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias, n\u00e3o bastando a mera e unilateral declara\u00e7\u00e3o de que a decis\u00e3o liminar recorrida levar\u00e1 \u00e0 infring\u00eancia dos valores sociais protegidos pela medida de contracautela.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, <strong>a irresigna\u00e7\u00e3o apresentada no pedido de contracautela n\u00e3o possui rela\u00e7\u00e3o com os termos da concess\u00e3o para presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o p\u00fablico de educa\u00e7\u00e3o e, sim, irresigna\u00e7\u00e3o relacionada \u00e0 quest\u00e3o pontual vinculada \u00e0 emiss\u00e3o de diploma<\/strong>. A argumenta\u00e7\u00e3o usada para dar concretude ao uso do instrumento da suspens\u00e3o de seguran\u00e7a apenas ataca de forma indireta e tangencial a quest\u00e3o do ensino e da sa\u00fade p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse quadro, conclui-se pela inexist\u00eancia de interesse p\u00fablico na discuss\u00e3o veiculada na lide, cuidando-se apenas de quest\u00e3o relacionada a interesse privado da institui\u00e7\u00e3o de ensino requerente.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, no estreito e excepcional instituto de suspens\u00e3o de seguran\u00e7a, \u00e9 invi\u00e1vel o exame do acerto ou do desacerto da decis\u00e3o cujos efeitos busca-se suspender, sob pena de transforma\u00e7\u00e3o do pedido de suspens\u00e3o em suced\u00e2neo recursal e de indevida an\u00e1lise de argumentos jur\u00eddicos que atacam especificamente os fundamentos da decis\u00e3o recorrida.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-resultado-final\"><a>1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 cab\u00edvel o pedido de suspens\u00e3o de liminar concedida para determinar a emiss\u00e3o de certificados de conclus\u00e3o a alunos de curso de medicina com fundamento nas disposi\u00e7\u00f5es da Medida Provis\u00f3ria n. 934\/2020, convertida na Lei n. 14.040\/2020, cujos efeitos foram estendidos pela Lei n. 14.218\/2021.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-im-possibilidade-dos-ocupantes-de-vagas-de-natureza-especifica-concorram-a-vagas-de-natureza-mista-em-concurso-de-remocao-para-notarios-e-registradores\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade dos ocupantes de vagas de natureza espec\u00edfica concorram a vagas de natureza mista em concurso de remo\u00e7\u00e3o para not\u00e1rios e registradores<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO EM MANDADO DE SEGURAN\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em concurso de remo\u00e7\u00e3o para not\u00e1rios e registradores, \u00e9 poss\u00edvel que ocupantes de vagas de natureza espec\u00edfica concorram a vagas de natureza mista, n\u00e3o havendo necessidade de titula\u00e7\u00e3o espec\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p>RMS 50.366-RS, Rel. Min. Benedito Gon\u00e7alves, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 08\/11\/2022, DJe 10\/11\/2022. (Info 757)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-situacao-fatica\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creosvaldo, aluno do ECJ, foi aprovado em concurso notarial e atualmente \u00e9 titular do Registro de Im\u00f3veis da comarca Zeta. Por\u00e9m, ficou sabendo que o TJ local havia publicado edital para remo\u00e7\u00e3o para Cart\u00f3rio de Registro de Im\u00f3veis e Especiais da Comarca Alfa, muito maior e mais rent\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Creosvaldo conseguiu a remo\u00e7\u00e3o, mas um dos concorrentes preteridos impetrou mandado de seguran\u00e7a alegando que Creosvaldo era ocupante de vaga de natureza espec\u00edfica (Registro de Im\u00f3veis), enquanto a vaga aberta era para um cart\u00f3rio de natureza mista (Registro de Im\u00f3veis e Especiais).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-analise-estrategica\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-questao-juridica\"><a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CF:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 236. Os servi\u00e7os notariais e de registro s\u00e3o exercidos em car\u00e1ter privado, por delega\u00e7\u00e3o do Poder P\u00fablico.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1\u00ba Lei regular\u00e1 as atividades, disciplinar\u00e1 a responsabilidade civil e criminal dos not\u00e1rios, dos oficiais de registro e de seus prepostos, e definir\u00e1 a fiscaliza\u00e7\u00e3o de seus atos pelo Poder Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2\u00ba Lei federal estabelecer\u00e1 normas gerais para fixa\u00e7\u00e3o de emolumentos relativos aos atos praticados pelos servi\u00e7os notariais e de registro.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 3\u00ba O ingresso na atividade notarial e de registro depende de concurso p\u00fablico de provas e t\u00edtulos, n\u00e3o se permitindo que qualquer serventia fique vaga, sem abertura de concurso de provimento ou de remo\u00e7\u00e3o, por mais de seis meses.<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 8.935\/94:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Art. 17. Ao concurso de remo\u00e7\u00e3o somente ser\u00e3o admitidos titulares que exer\u00e7am a atividade por mais de dois anos.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Art. 19. Os candidatos ser\u00e3o declarados habilitados na rigorosa ordem de classifica\u00e7\u00e3o no concurso.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-necessaria-titulacao-especifica\"><a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Necess\u00e1ria titula\u00e7\u00e3o espec\u00edfica?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia a determinar se, em concurso de remo\u00e7\u00e3o para os servi\u00e7os notariais e registrais, h\u00e1 necessidade de titula\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para a escolha das serventias mistas.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, discute-se a possibilidade de candidatos que ingressaram nas atividades registrais e notarias em concurso de natureza espec\u00edfica, registro de im\u00f3veis e registros p\u00fablicos, concorrerem a vagas de outra natureza, para serventias mistas, registro de im\u00f3veis e especiais.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, o Edital de abertura previu que poderiam se inscrever no concurso de remo\u00e7\u00e3o os candidatos &#8220;que exer\u00e7am a titularidade de servi\u00e7o notarial e de registro e j\u00e1 detenham a delega\u00e7\u00e3o por mais de dois (02) anos, prazo este contado da data do efetivo exerc\u00edcio da atividade at\u00e9 a publica\u00e7\u00e3o do primeiro Edital&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A Constitui\u00e7\u00e3o Federal, ao se referir aos servi\u00e7os notariais e de registro, disp\u00f4s acerca da necessidade de concurso p\u00fablico para o ingresso na atividade notarial e de registro.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, a Lei n. 8.935\/94, que regulamentou o artigo 236 da CF e disp\u00f4s sobre os servi\u00e7os notariais e de registro, no que diz respeito ao concurso de remo\u00e7\u00e3o, prev\u00ea que &#8220;<strong>somente ser\u00e3o admitidos titulares que exer\u00e7am a atividade por mais de dois anos&#8221; (art. 17), bem como que &#8220;os candidatos ser\u00e3o declarados habilitados na rigorosa ordem de classifica\u00e7\u00e3o no concurso<\/strong>&#8221; (art. 19).<\/p>\n\n\n\n<p>Outrossim, a Resolu\u00e7\u00e3o 81 do CNJ, que tamb\u00e9m versa sobre os concursos para outorga de delega\u00e7\u00f5es de notas e de registro, reafirmou, como \u00fanica condi\u00e7\u00e3o para participa\u00e7\u00e3o do certame de remo\u00e7\u00e3o, o exerc\u00edcio da titularidade de outra delega\u00e7\u00e3o, de notas ou de registro por mais de dois anos, na forma do artigo 17 da Lei n. 8.935\/1994, assim como a necessidade de observ\u00e2ncia da ordem classificat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Como se pode perceber, tanto no edital do certame, quanto na legisla\u00e7\u00e3o que regula a mat\u00e9ria, n\u00e3o h\u00e1 imposi\u00e7\u00e3o de que o candidato, para ser removido para serventias mistas, seja titular de serventia mista, mas apenas que exer\u00e7a, por mais de dois anos, a titularidade da delega\u00e7\u00e3o anterior, seja ela notarial ou de registro.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 imposi\u00e7\u00e3o de que as serventias aglutinadas somente podem ser disputadas pelos atuais titulares de serventias aglutinadas. Por oportuno, <strong>registra-se que o requisito previsto no artigo 27, I, da Lei Estadual n. 11.183\/1998, que exige a observ\u00e2ncia de especializa\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o notarial ou de registro, destina-se, expressamente, apenas aos concursos p\u00fablicos para ingresso, de forma que, para remo\u00e7\u00e3o, nos casos de serventias com acumula\u00e7\u00e3o de atividades notarial e registral, dada a diversidade de servi\u00e7os prestados, nada impede que tanto o not\u00e1rio como o registrador concorram \u00e0 delega\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-3-resultado-final\"><a>2.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Em concurso de remo\u00e7\u00e3o para not\u00e1rios e registradores, \u00e9 poss\u00edvel que ocupantes de vagas de natureza espec\u00edfica concorram a vagas de natureza mista, n\u00e3o havendo necessidade de titula\u00e7\u00e3o espec\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-fato-gerador-do-laudemio\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Fato gerador do laud\u00eamio<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O fato gerador do laud\u00eamio \u00e9 o registro do im\u00f3vel em Cart\u00f3rio de Registro de Im\u00f3veis, que \u00e9 o momento em que ocorre a transfer\u00eancia do dom\u00ednio \u00fatil do aludido direito real.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.833.609-PE, Rel. Min. Benedito Gon\u00e7alves, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 08\/11\/2022, DJe 11\/11\/2022. (Info 757)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-situacao-fatica\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Tadeu celebrou contrato de compra e venda de um im\u00f3vel em meados de 2015. O contrato foi assinado em novembro, mas somente foi levado a registro em 2016, quando da vig\u00eancia de nova lei que excluiu da base do laud\u00eamio o valor das benfeitorias.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, Tadeu j\u00e1 havia recolhido o valor do laud\u00eamio (valor pago para a Uni\u00e3o por se tratar de im\u00f3vel em terreno de marinha), sendo que o valor recolhido foi calculado com base tamb\u00e9m nas benfeitorias. Tadeu ent\u00e3o ajuizou a\u00e7\u00e3o para ressarcir o valor, alegando que o fato gerador do laud\u00eamio seria o do momento do registro da transfer\u00eancia do bem.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-analise-estrategica\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-questao-juridica\"><a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CC\/2002:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.227. Os direitos reais sobre im\u00f3veis constitu\u00eddos, ou transmitidos por atos entre vivos, s\u00f3 se adquirem com o registro no Cart\u00f3rio de Registro de Im\u00f3veis dos referidos t\u00edtulos (arts. 1.245 a 1.247), salvo os casos expressos neste C\u00f3digo.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-qual-o-momento-do-fato-gerador-do-laudemio\"><a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Qual o momento do fato gerador do laud\u00eamio?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>O momento em que ocorre a transfer\u00eancia do dom\u00ednio \u00fatil do aludido direito real!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia consiste em definir qual a legisla\u00e7\u00e3o aplic\u00e1vel para fins de recolhimento do laud\u00eamio incidente sobre a transfer\u00eancia de terrenos de marinha, a da \u00e9poca da realiza\u00e7\u00e3o do neg\u00f3cio jur\u00eddico ou do registro do t\u00edtulo translativo no Registro de Im\u00f3veis.<\/p>\n\n\n\n<p>A respeito do tema, o STJ j\u00e1 se manifestou no sentido de que o fato gerador da laud\u00eamio n\u00e3o ocorre quando da celebra\u00e7\u00e3o do contrato de compra e venda, nem da sua quita\u00e7\u00e3o, mas, sim, da data do registro do im\u00f3vel em Cart\u00f3rio de Registro de Im\u00f3veis (art. 1.227 do CC\/2002), <strong>que \u00e9 o momento em que ocorre a transfer\u00eancia do dom\u00ednio \u00fatil do aludido direito real <\/strong>(REsp 1.257.565\/CE, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 30\/08\/2011).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-3-resultado-final\"><a>3.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O fato gerador do laud\u00eamio \u00e9 o registro do im\u00f3vel em Cart\u00f3rio de Registro de Im\u00f3veis, que \u00e9 o momento em que ocorre a transfer\u00eancia do dom\u00ednio \u00fatil do aludido direito real.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-direito-do-profissional-de-advocacia-privada-constituido-por-municipio-por-mandato-com-poderes-expressos-para-o-cadastramento-e-acesso-aos-dados-utilizados-pelos-estados-no-calculo-do-valor-adicionado-referente-ao-icms\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Direito do profissional de advocacia privada constitu\u00eddo por munic\u00edpio por mandato com poderes expressos para o cadastramento e acesso aos dados utilizados pelos Estados no c\u00e1lculo do valor adicionado referente ao ICMS<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO EM MANDADO DE SEGURAN\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O <a>profissional de advocacia privada constitu\u00eddo por munic\u00edpio por mandato com poderes expressos n\u00e3o tem direito l\u00edquido e certo para o cadastramento e acesso aos dados utilizados pelos Estados no c\u00e1lculo do valor adicionado referente ao ICMS<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>RMS 68.647-GO, Rel. Min. S\u00e9rgio Kukina, Rel. Acd. Min. Gurgel de Faria, Primeira Turma, por maioria, julgado em 08\/11\/2022. (Info 757)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-situacao-fatica\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A OAB impetrou MS coletivo contra ato conjuntamente atribu\u00eddo ao Secret\u00e1rio de Estado da Economia postulando a concess\u00e3o de ordem que assegure a todos os advogados e sociedades de advocacia o direito de se cadastrar e acessar as informa\u00e7\u00f5es fiscais geridas pelo CO\u00cdNDICE-ICMS, \u00e0 semelhan\u00e7a dos servidores p\u00fablicos efetivos autorizados, condicionando o exerc\u00edcio desse direito unicamente \u00e0 autoriza\u00e7\u00e3o espec\u00edfica concedida pelo Chefe do Poder Executivo Municipal.<\/p>\n\n\n\n<p>A OAB sustenta que n\u00e3o haveria qualquer previs\u00e3o de que tal acesso somente poderia ser concedido a servidores p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-analise-estrategica\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-questao-juridica\"><a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Constitui\u00e7\u00e3o Federal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 5\u00ba Todos s\u00e3o iguais perante a lei, sem distin\u00e7\u00e3o de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no Pa\u00eds a inviolabilidade do direito \u00e0 vida, \u00e0 liberdade, \u00e0 igualdade, \u00e0 seguran\u00e7a e \u00e0 propriedade, nos termos seguintes:<\/p>\n\n\n\n<p>X &#8211; s\u00e3o inviol\u00e1veis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indeniza\u00e7\u00e3o pelo dano material ou moral decorrente de sua viola\u00e7\u00e3o;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 37. A administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica direta e indireta de qualquer dos Poderes da Uni\u00e3o, dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic\u00edpios obedecer\u00e1 aos princ\u00edpios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e efici\u00eancia e, tamb\u00e9m, ao seguinte:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 93. Lei complementar, de iniciativa do Supremo Tribunal Federal, dispor\u00e1 sobre o Estatuto da Magistratura, observados os seguintes princ\u00edpios:<\/p>\n\n\n\n<p>IX todos os julgamentos dos \u00f3rg\u00e3os do Poder Judici\u00e1rio ser\u00e3o p\u00fablicos, e fundamentadas todas as decis\u00f5es, sob pena de nulidade, podendo a lei limitar a presen\u00e7a, em determinados atos, \u00e0s pr\u00f3prias partes e a seus advogados, ou somente a estes, em casos nos quais a preserva\u00e7\u00e3o do direito \u00e0 intimidade do interessado no sigilo n\u00e3o prejudique o interesse p\u00fablico \u00e0 informa\u00e7\u00e3o;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 8.906\/1994:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 7\u00ba S\u00e3o direitos do advogado:<\/p>\n\n\n\n<p>XIII &#8211; examinar, em qualquer \u00f3rg\u00e3o dos Poderes Judici\u00e1rio e Legislativo, ou da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica em geral, autos de processos findos ou em andamento, mesmo sem procura\u00e7\u00e3o, quando n\u00e3o estiverem sujeitos a sigilo ou segredo de justi\u00e7a, assegurada a obten\u00e7\u00e3o de c\u00f3pias, com possibilidade de tomar apontamentos;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>XV &#8211; ter vista dos processos judiciais ou administrativos de qualquer natureza, em cart\u00f3rio ou na reparti\u00e7\u00e3o competente, ou retir\u00e1-los pelos prazos legais;<\/p>\n\n\n\n<p>LC n. 63\/1990:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 3\u00ba 25% (vinte e cinco por cento) do produto da arrecada\u00e7\u00e3o do Imposto sobre Opera\u00e7\u00f5es relativas \u00e0 Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e sobre Presta\u00e7\u00e3o de Servi\u00e7os de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunica\u00e7\u00e3o ser\u00e3o creditados, pelos Estados, aos respectivos Munic\u00edpios, conforme os seguintes crit\u00e9rios:<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 5\u00ba Os Prefeitos Municipais, as associa\u00e7\u00f5es de Munic\u00edpios e seus representantes ter\u00e3o livre acesso \u00e0s informa\u00e7\u00f5es e documentos utilizados pelos Estados no c\u00e1lculo do valor adicionado, sendo vedado, a estes, omitir quaisquer dados ou crit\u00e9rios, ou dificultar ou impedir aqueles no acompanhamento dos c\u00e1lculos.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-tem-direito-ao-acesso\"><a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tem direito ao acesso?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia diz respeito \u00e0 possibilidade de se facultar aos advogados particulares contratados pelos munic\u00edpios o acesso aos dados e sistemas informatizados do CO\u00cdNDICE-ICMS, \u00e0 semelhan\u00e7a dos servidores p\u00fablicos efetivos autorizados a tal acesso.<\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente, consigna-se que o Conselho Deliberativo dos \u00cdndices de Participa\u00e7\u00e3o dos Munic\u00edpios (CO\u00cdNDICE-ICMS) tem por objetivo elaborar o \u00edndice de distribui\u00e7\u00e3o de ICMS entre os munic\u00edpios do Estado de Goi\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<p>Acerca do tema em debate, o art. 5\u00ba, X, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal (&#8220;s\u00e3o inviol\u00e1veis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indeniza\u00e7\u00e3o pelo dano material ou moral decorrente de sua viola\u00e7\u00e3o&#8221;) protege, em uma de suas facetas, a intimidade fiscal, figurando, assim, como uma garantia fundamental assegurada ao contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>No \u00e2mbito da administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria de todos os entes federados, o art. 198 do CTN, ao mesmo tempo que veda a divulga\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o obtida em raz\u00e3o do of\u00edcio (sobre a situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica ou financeira do sujeito passivo ou de terceiros e sobre a natureza e o estado de seus neg\u00f3cios ou atividade), p\u00f5e em evid\u00eancia que <strong>o acesso a dados sigilosos integra o feixe de atribui\u00e7\u00e3o funcional inerente ao cargo exercido pelo servidor vinculado \u00e0 pr\u00f3pria administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda vale refor\u00e7ar que a publicidade \u00e9 a regra nos processos judiciais e administrativos (CF art. 93, IX, e art. 37,&nbsp;<em>caput<\/em>), salvo as exce\u00e7\u00f5es elencadas na lei por expressa determina\u00e7\u00e3o constitucional, ao passo que, para os dados e registros fiscais, a regra \u00e9 a do sigilo em seu acesso.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, o art. 7\u00ba, XIII e XV, da Lei n. 8.906\/1994 (Estatuto da OAB), ao fazer refer\u00eancia a processos judiciais ou administrativos em tr\u00e2mite ou conclu\u00eddos, n\u00e3o cont\u00e9m comando normativo apto a afastar, ou mesmo mitigar, o sigilo imposto aos dados fiscais contidos no sistema CO\u00cdNDICE-ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, em face da prote\u00e7\u00e3o do sigilo fiscal, o alcance interpretativo a ser dado ao art. 3\u00ba, \u00a7 5\u00ba, da LC n. 63\/1990 n\u00e3o permite franquear ao advogado contratado pelo Munic\u00edpio ou pela associa\u00e7\u00e3o de Munic\u00edpios o acesso direto aos dados relativos ao IPM-ICMS em posse da administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-3-resultado-final\"><a>4.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O profissional de advocacia privada constitu\u00eddo por munic\u00edpio por mandato com poderes expressos n\u00e3o tem direito l\u00edquido e certo para o cadastramento e acesso aos dados utilizados pelos Estados no c\u00e1lculo do valor adicionado referente ao ICMS.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-reintegracao-de-conselheiro-de-tribunal-de-contas-quando-a-vaga-estiver-ocupada\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Reintegra\u00e7\u00e3o de Conselheiro de Tribunal de Contas quando a vaga estiver ocupada<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO EM MANDADO DE SEGURAN\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Paran\u00e1, quando n\u00e3o puder ser reintegrado imediatamente, deve permanecer em disponibilidade, conforme legisla\u00e7\u00e3o estadual, haja vista que a perda do cargo ocupado com garantia de vitaliciedade necessita de decis\u00e3o judicial transitada em julgado, em a\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria.<\/p>\n\n\n\n<p>RMS 52.896-PR, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, Rel. Acd. Min. Assusete Magalh\u00e3es, Segunda Turma, por maioria, julgado em 23\/08\/2022, DJe 17\/10\/2022. (Info 757)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-situacao-fatica\"><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Cerso foi nomeado Conselheiro TCE-PR e exerceu as fun\u00e7\u00f5es por oito meses, quando foi afastado por decis\u00e3o liminar do STF em raz\u00e3o de suposto nepotismo. O Governador que o havia nomeado, revogou o ato e foi nomeado outro conselheiro, Nerso.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformado com a perda do cargo, Cerso impetrou mandado de seguran\u00e7a alegando que n\u00e3o houve efetiva vac\u00e2ncia do cargo, somente afastamento tempor\u00e1rio, bem como que, em raz\u00e3o da vitaliciedade decorrente do cargo, somente poderia perder o cargo em raz\u00e3o de decis\u00e3o judicial transitada em julgado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-analise-estrategica\"><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-questao-juridica\"><a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CF\/1988:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 73. O Tribunal de Contas da Uni\u00e3o, integrado por nove Ministros, tem sede no Distrito Federal, quadro pr\u00f3prio de pessoal e jurisdi\u00e7\u00e3o em todo o territ\u00f3rio nacional, exercendo, no que couber, as atribui\u00e7\u00f5es previstas no art. 96. .<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 3\u00b0 Os Ministros do Tribunal de Contas da Uni\u00e3o ter\u00e3o as mesmas garantias, prerrogativas, impedimentos, vencimentos e vantagens dos Ministros do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, aplicando-se-lhes, quanto \u00e0 aposentadoria e pens\u00e3o, as normas constantes do art. 40.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 75. As normas estabelecidas nesta se\u00e7\u00e3o aplicam-se, no que couber, \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o, composi\u00e7\u00e3o e fiscaliza\u00e7\u00e3o dos Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito Federal, bem como dos Tribunais e Conselhos de Contas dos Munic\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. As Constitui\u00e7\u00f5es estaduais dispor\u00e3o sobre os Tribunais de Contas respectivos, que ser\u00e3o integrados por sete Conselheiros.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 95. Os ju\u00edzes gozam das seguintes garantias:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; vitaliciedade, que, no primeiro grau, s\u00f3 ser\u00e1 adquirida ap\u00f3s dois anos de exerc\u00edcio, dependendo a perda do cargo, nesse per\u00edodo, de delibera\u00e7\u00e3o do tribunal a que o juiz estiver vinculado, e, nos demais casos, de senten\u00e7a judicial transitada em julgado;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; inamovibilidade, salvo por motivo de interesse p\u00fablico, na forma do art. 93, VIII;<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; irredutibilidade de subs\u00eddio, ressalvado o disposto nos arts. 37, X e XI, 39, \u00a7 4\u00ba, 150, II, 153, III, e 153, \u00a7 2\u00ba, I.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Aos ju\u00edzes \u00e9 vedado:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; exercer, ainda que em disponibilidade, outro cargo ou fun\u00e7\u00e3o, salvo uma de magist\u00e9rio;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; receber, a qualquer t\u00edtulo ou pretexto, custas ou participa\u00e7\u00e3o em processo;<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; dedicar-se \u00e0 atividade pol\u00edtico-partid\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>IV receber, a qualquer t\u00edtulo ou pretexto, aux\u00edlios ou contribui\u00e7\u00f5es de pessoas f\u00edsicas, entidades p\u00fablicas ou privadas, ressalvadas as exce\u00e7\u00f5es previstas em lei;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>V exercer a advocacia no ju\u00edzo ou tribunal do qual se afastou, antes de decorridos tr\u00eas anos do afastamento do cargo por aposentadoria ou exonera\u00e7\u00e3o.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-cerso-perde-o-cargo-assume-fica-em-disponibilidade\"><a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cerso perde o cargo? Assume? Fica em disponibilidade?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Permanece em DISPONIBILIDADE!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No caso, \u00e9 &#8220;incontroverso o fato de o recorrente ter entrado em exerc\u00edcio na fun\u00e7\u00e3o de Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Paran\u00e1&#8221;, pelo que dotado ele da garantia da vitaliciedade, prevista no art. 95, I, da CF\/1988, s\u00f3 podendo perder o cargo mediante senten\u00e7a judicial transitada em julgado, norma aplic\u00e1vel aos membros do Tribunal de Contas da Uni\u00e3o e estendida aos Conselheiros dos Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito Federal, nos termos dos arts. 73, \u00a7 3\u00ba, e 75 da CF\/1988.<\/p>\n\n\n\n<p>Cumpre destacar que o impetrante tem garantida a vitaliciedade desde a posse, de vez que o requisito constitucional de dois anos do exerc\u00edcio do cargo \u00e9 exig\u00edvel apenas no primeiro grau, na forma do art. 95 da CF\/1988.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, o art. 77, \u00a7 3\u00ba, da Constitui\u00e7\u00e3o do Estado do Paran\u00e1 disp\u00f5e que &#8220;os conselheiros do Tribunal de Contas do Estado ter\u00e3o as mesmas garantias, prerrogativas, impedimentos, vencimentos e vantagens dos desembargadores do Tribunal de Justi\u00e7a&#8221;, norma reiterada no art. 128 da Lei Complementar estadual n. 113\/2005 &#8211; Lei Org\u00e2nica do Tribunal de Contas do Estado do Paran\u00e1, que, no seu art. 135, disp\u00f5e que &#8220;o Conselheiro e o Auditor, depois de empossados, somente perder\u00e3o o cargo por senten\u00e7a judicial transitada em julgado&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>De modo consent\u00e2neo, ainda, com o art. 22, I, e, da Lei Complementar n. 35\/1979, que garante a vitaliciedade, a partir da posse, aos desembargadores, aos quais s\u00e3o equiparados, em garantias e prerrogativas, os Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Paran\u00e1 (art. 77, \u00a7 3\u00ba, da Constitui\u00e7\u00e3o do Estado do Paran\u00e1 e art. 128 da Lei Complementar estadual n. 113\/2005).<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, depreende-se do processo que os atos de autotutela, impugnados no&nbsp;<em>mandamus<\/em>&nbsp;(Ato do Presidente n. 006\/2011 e o Decreto 1.325\/2011), foram publicados em 05\/05\/2011, aproximadamente 2 (dois) anos depois de o Pleno do STF, pela liminar deferida na Rcl 6.702\/PR, suspender os efeitos da nomea\u00e7\u00e3o da parte recorrente.<\/p>\n\n\n\n<p>Isto \u00e9, <strong>enquanto a quest\u00e3o estava sob o crivo judicial, as autoridades impetradas, invocando parte dos fundamentos adotados, em ju\u00edzo prec\u00e1rio, na referida Rcl 6.702\/PR, assim como &#8220;dificuldades e preju\u00edzos&#8221; para o funcionamento do TCE, desfizeram a investidura do impetrante unilateralmente, quando a vaga poderia ter sido temporariamente suprida pela convoca\u00e7\u00e3o de auditores, tal como estabelecem, inclusive na hip\u00f3tese de vac\u00e2ncia<\/strong>, os arts. 129 e ss. da Lei Org\u00e2nica do TCE\/PR (Lei Complementar n. 113\/2005).<\/p>\n\n\n\n<p>Por essas raz\u00f5es, \u00e9 correto o entendimento de que &#8220;a anula\u00e7\u00e3o da nomea\u00e7\u00e3o j\u00e1 se evidencia como ato inv\u00e1lido, porque n\u00e3o precedida por devido processo legal judicial&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, deve-se observar a regula\u00e7\u00e3o da Lei estadual n. 6.174\/1970 (Estatuto dos Servidores P\u00fablicos Civis do Estado do Paran\u00e1). Segundo o art. 108 da aludida Lei estadual, reintegrado judicialmente o agente, quem lhe ocupava o lugar ser\u00e1 exonerado ou reconduzido ao cargo anteriormente ocupado.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, os arts. 107, par\u00e1grafo \u00fanico, e 147, II, da mesma Lei estabelecem que, n\u00e3o sendo poss\u00edvel exonerar ou reconduzir o atual ocupante do cargo, fica assegurado ao servidor reintegrado o direito de permanecer em disponibilidade. Estes \u00faltimos dispositivos &#8211; e n\u00e3o o art. 108 &#8211; \u00e9 que devem orientar a solu\u00e7\u00e3o da controv\u00e9rsia.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso porque a cl\u00e1usula aberta &#8211; impossibilidade de exonera\u00e7\u00e3o ou recondu\u00e7\u00e3o, a que aludem os citados arts. 107, par\u00e1grafo \u00fanico, e 147, II, da Lei estadual n. 6.174\/1970 &#8211; encontra, no peculiar caso dos autos, o seu sentido concreto: a parte recorrida tamb\u00e9m assumiu o cargo com garantia de vitaliciedade, de modo que, conforme as normas constitucionais de reg\u00eancia, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que venha a perder o cargo, sen\u00e3o &#8211; tal como se est\u00e1 ora assegurando \u00e0 parte recorrente &#8211; mediante a\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, considerando que o inciso II do art. 147 da referida Lei estadual confere ao servidor reintegrado, quando imposs\u00edvel a sua recondu\u00e7\u00e3o ao cargo, o direito de permanecer em disponibilidade deve ser aplicado, no caso, em favor da parte recorrente, porquanto n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel destituir a parte recorrida do cargo que ocupa, tamb\u00e9m com vitaliciedade, h\u00e1 mais de 11 (onze) anos, sendo, atualmente, Vice-presidente da Corte de Contas.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-3-resultado-final\"><a>5.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Paran\u00e1, quando n\u00e3o puder ser reintegrado imediatamente, deve permanecer em disponibilidade, conforme legisla\u00e7\u00e3o estadual, haja vista que a perda do cargo ocupado com garantia de vitaliciedade necessita de decis\u00e3o judicial transitada em julgado, em a\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-civil\"><a>DIREITO CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-termo-inicial-do-prazo-prescricional-para-propor-acao-de-peticao-de-heranca\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Termo inicial do prazo prescricional para propor a\u00e7\u00e3o de peti\u00e7\u00e3o de heran\u00e7a<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>PROCESSO SOB SEGREDO DE JUSTI\u00c7A<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>O prazo prescricional para propor a\u00e7\u00e3o de peti\u00e7\u00e3o de heran\u00e7a conta-se da abertura da sucess\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo sob segredo judicial, Rel. Min. Antonio Carlos Ferreira, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por maioria, julgado em 26\/10\/2022. (Info 757)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-situacao-fatica\"><a>6.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Ricard\u00e3o, falecido em 2000, deixou heran\u00e7a para os tr\u00eas filhos. Muito tempo depois, surge Creide que alega que o falecido era pai biol\u00f3gico de seu filho Ricardinho.<\/p>\n\n\n\n<p>Julgou-se procedente o pedido de reconhecimento de paternidade, em senten\u00e7a que transitou em julgado em 2012. Ricardinho ent\u00e3o aju\u00edza a\u00e7\u00e3o de peti\u00e7\u00e3o de heran\u00e7a contra os seus tr\u00eas irm\u00e3os. Os tr\u00eas contestaram a a\u00e7\u00e3o alegando que j\u00e1 havia ocorrido a prescri\u00e7\u00e3o decenal, uma vez que a abertura da sucess\u00e3o foi realizada em 2000.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-analise-estrategica\"><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-questao-juridica\"><a>6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CC\/2002:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 189. Violado o direito, nasce para o titular a pretens\u00e3o, a qual se extingue, pela prescri\u00e7\u00e3o, nos prazos a que aludem os arts. 205 e 206.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.784. Aberta a sucess\u00e3o, a heran\u00e7a transmite-se, desde logo, aos herdeiros leg\u00edtimos e testament\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 627. Conclu\u00eddas as cita\u00e7\u00f5es, abrir-se-\u00e1 vista \u00e0s partes, em cart\u00f3rio e pelo prazo comum de 15 (quinze) dias, para que se manifestem sobre as primeiras declara\u00e7\u00f5es, incumbindo \u00e0s partes:<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 3\u00ba Verificando que a disputa sobre a qualidade de herdeiro a que alude o inciso III demanda produ\u00e7\u00e3o de provas que n\u00e3o a documental, o juiz remeter\u00e1 a parte \u00e0s vias ordin\u00e1rias e sobrestar\u00e1, at\u00e9 o julgamento da a\u00e7\u00e3o, a entrega do quinh\u00e3o que na partilha couber ao herdeiro admitido.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 628. Aquele que se julgar preterido poder\u00e1 demandar sua admiss\u00e3o no invent\u00e1rio, requerendo-a antes da partilha.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2\u00ba Se para solu\u00e7\u00e3o da quest\u00e3o for necess\u00e1ria a produ\u00e7\u00e3o de provas que n\u00e3o a documental, o juiz remeter\u00e1 o requerente \u00e0s vias ordin\u00e1rias, mandando reservar, em poder do inventariante, o quinh\u00e3o do herdeiro exclu\u00eddo at\u00e9 que se decida o lit\u00edgio.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-o-prazo-e-contado-a-partir-de-quando\"><a>6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O prazo \u00e9 contado a partir de quando?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Da abertura da SUCESS\u00c3O!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao termo inicial do prazo prescricional para a a\u00e7\u00e3o de peti\u00e7\u00e3o de heran\u00e7a, a Terceira Turma concluiu no ac\u00f3rd\u00e3o embargado que &#8220;o termo inicial para o ajuizamento da a\u00e7\u00e3o de peti\u00e7\u00e3o de heran\u00e7a \u00e9 a data do tr\u00e2nsito em julgado da a\u00e7\u00e3o de investiga\u00e7\u00e3o de paternidade&#8221;. Tal orienta\u00e7\u00e3o, vinculada \u00e0 teoria da&nbsp;<em>actio nata<\/em>, decorre do fundamento &#8220;de que antes do conhecimento da les\u00e3o ao direito subjetivo pelo seu titular, n\u00e3o se pode considerar iniciado o c\u00f4mputo do prazo prescricional&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, na Quarta Turma, ficou decidido que &#8220;o termo inicial do prazo prescricional da pretens\u00e3o de peti\u00e7\u00e3o de heran\u00e7a conta-se da abertura da sucess\u00e3o [&#8230;], momento em que [&#8230;] nasce para o herdeiro, ainda que n\u00e3o legalmente reconhecido, o direito de reivindicar os direitos sucess\u00f3rios (<em>actio nata<\/em>)&#8221; (AgInt no AREsp 1.430.937\/SP, Rel. Ministro Raul Ara\u00fajo, DJe 6\/3\/2020, e AgInt no AREsp 479.648\/MS, Rel. Ministro Raul Ara\u00fajo, DJe 6\/3\/2020).<\/p>\n\n\n\n<p>O princ\u00edpio da&nbsp;<em>actio nata<\/em>&nbsp;(<em>actione non nata non praescribitur &#8211;&nbsp;<\/em>a\u00e7\u00e3o n\u00e3o nascida n\u00e3o prescreve), aplicado nos ac\u00f3rd\u00e3os confrontados, encontra-se disciplinado na parte final do art. 177 do CC\/1916 e no art. 189 do CC\/2002. Segundo tais normas, vinculadas ao princ\u00edpio da&nbsp;<em>actio nata<\/em>, o prazo prescricional correr\u00e1 a partir do momento em que for poss\u00edvel, em tese, propor a a\u00e7\u00e3o, qual seja, a data em que afrontado o direito. Referidas normas n\u00e3o exigem que o titular do direito tenha ci\u00eancia da respectiva les\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente admite-se que <strong>a regra geral, que adota a vertente objetiva na aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da&nbsp;<em>actio nata<\/em>, comporta exce\u00e7\u00f5es, em decorr\u00eancia ora de lei espec\u00edfica ora de circunst\u00e2ncias extremamente relevantes verificadas no caso concreto<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>No presente caso, efetivamente inexistem circunst\u00e2ncias espec\u00edficas que impliquem afastamento da regra geral (corrente objetiva), sobretudo diante das demais normas que disciplinam a sucess\u00e3o, aplic\u00e1veis mesmo nos casos em que a condi\u00e7\u00e3o de herdeiro ainda n\u00e3o tenha sido reconhecida oficialmente.<\/p>\n\n\n\n<p>Destaca-se que, pelo princ\u00edpio da&nbsp;<em>saisine<\/em>, a heran\u00e7a transmite-se no momento da abertura da sucess\u00e3o (art. 1.572 do CC\/1916 e 1.784 do CC\/2002). Ademais, <strong>havendo questionamento de alta indaga\u00e7\u00e3o acerca da condi\u00e7\u00e3o de herdeiro, tal mat\u00e9ria ser\u00e1 remetida \u00e0s inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias, reservando-se o respectivo quinh\u00e3o at\u00e9 a solu\u00e7\u00e3o do caso<\/strong> (arts. 1.000, parte final do par\u00e1grafo \u00fanico, e 1.001 do CPC\/1973 e arts. 627, \u00a7 3\u00ba, e 628, \u00a7 2\u00ba, do CPC\/2015)<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, aberta a sucess\u00e3o, o herdeiro, independentemente do reconhecimento oficial de tal condi\u00e7\u00e3o, poder\u00e1 imediatamente postular seus direitos heredit\u00e1rios nas vias ordin\u00e1rias, cabendo-lhe as seguintes op\u00e7\u00f5es: (i) propor a\u00e7\u00e3o de investiga\u00e7\u00e3o de paternidade cumulada com peti\u00e7\u00e3o de heran\u00e7a; (ii) propor concomitantemente, mas em processos distintos, a\u00e7\u00e3o de investiga\u00e7\u00e3o de paternidade e a\u00e7\u00e3o de peti\u00e7\u00e3o de heran\u00e7a. Em tal caso, ambas poder\u00e3o tramitar simultaneamente, ou se poder\u00e1 suspender a peti\u00e7\u00e3o de heran\u00e7a at\u00e9 o julgamento da investigat\u00f3ria; (iii) propor a\u00e7\u00e3o de peti\u00e7\u00e3o de heran\u00e7a, na qual dever\u00e3o ser discutidas, na esfera das causas de pedir, a efetiva paternidade do falecido e a viola\u00e7\u00e3o do direito heredit\u00e1rio. Tal op\u00e7\u00e3o, na pr\u00e1tica, revela causas de pedir e pedidos semelhantes aos deduzidos no item &#8220;i&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Enfim, <strong>a defesa do direito heredit\u00e1rio pode ser exercida de imediato, logo ap\u00f3s a abertura da sucess\u00e3o<\/strong>, devendo prevalecer o entendimento firmado nos paradigmas da Quarta Turma.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A aus\u00eancia de pr\u00e9via propositura de a\u00e7\u00e3o de investiga\u00e7\u00e3o de paternidade, imprescrit\u00edvel, e de seu julgamento definitivo n\u00e3o constitui \u00f3bice para o ajuizamento de a\u00e7\u00e3o de peti\u00e7\u00e3o de heran\u00e7a e para o in\u00edcio da contagem do prazo prescricional<\/strong>. A defini\u00e7\u00e3o da paternidade e da afronta ao direito heredit\u00e1rio, na verdade, apenas interfere na proced\u00eancia da a\u00e7\u00e3o de peti\u00e7\u00e3o de heran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-3-resultado-final\"><a>6.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O prazo prescricional para propor a\u00e7\u00e3o de peti\u00e7\u00e3o de heran\u00e7a conta-se da abertura da sucess\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-im-possibilidade-da-compensacao-ser-alegada-em-contestacao-de-forma-a-justificar-o-nao-pagamento-do-valor-cobrado-ou-a-sua-reducao-extinguindo-ou-modificando-o-direito-do-autor\"><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade da compensa\u00e7\u00e3o ser alegada em contesta\u00e7\u00e3o, de forma a justificar o n\u00e3o pagamento do valor cobrado ou a sua redu\u00e7\u00e3o, extinguindo ou modificando o direito do autor<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel a compensa\u00e7\u00e3o ser alegada em contesta\u00e7\u00e3o, de forma a justificar o n\u00e3o pagamento do valor cobrado ou a sua redu\u00e7\u00e3o, extinguindo ou modificando o direito do autor. (1) N\u00e3o h\u00e1 como formular, na contesta\u00e7\u00e3o, pedido de rescis\u00e3o ou revis\u00e3o contratual. (2) Se a pretens\u00e3o de cobran\u00e7a deduzida na inicial \u00e9 fundada em cl\u00e1usula contratual, a alega\u00e7\u00e3o de nulidade dessa cl\u00e1usula ou da pr\u00f3pria cobran\u00e7a pode ser manejada em contesta\u00e7\u00e3o, por caracterizar fato extintivo do direito do autor.(3)<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.000.288-MG, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 25\/10\/2022, DJe 27\/10\/2022. (Info 757)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-situacao-fatica\"><a>7.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Crementino celebrou contrato de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os com Creiton. Ap\u00f3s algum tempo, Creiton deixou de pagar os valores combinados. Crementino ent\u00e3o ajuizou a\u00e7\u00e3o cobrando os valores que entendia devidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em contesta\u00e7\u00e3o, Creiton n\u00e3o negou a d\u00edvida, mas sustentou que Crementino tamb\u00e9m lhe deveria um valor e requereu ent\u00e3o a compensa\u00e7\u00e3o das obriga\u00e7\u00f5es, comprometendo-se a pagar somente a diferen\u00e7a. Tamb\u00e9m requereu a revis\u00e3o ou rescis\u00e3o do contrato por onerosidade excessiva, bem como a nulidade da cl\u00e1usula contratual que estabelecia o valor que deveria ser pago a Crementino.<\/p>\n\n\n\n<p>Crementino discorda da compensa\u00e7\u00e3o e sustenta que o devedor deveria t\u00ea-la requerido em reconven\u00e7\u00e3o e n\u00e3o em contesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-analise-estrategica\"><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-questao-juridica\"><a>7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 141. O juiz decidir\u00e1 o m\u00e9rito nos limites propostos pelas partes, sendo-lhe vedado conhecer de quest\u00f5es n\u00e3o suscitadas a cujo respeito a lei exige iniciativa da parte.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 492. \u00c9 vedado ao juiz proferir decis\u00e3o de natureza diversa da pedida, bem como condenar a parte em quantidade superior ou em objeto diverso do que lhe foi demandado.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. A decis\u00e3o deve ser certa, ainda que resolva rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica condicional.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 350. Se o r\u00e9u alegar fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor, este ser\u00e1 ouvido no prazo de 15 (quinze) dias, permitindo-lhe o juiz a produ\u00e7\u00e3o de prova.<\/p>\n\n\n\n<p>CC\/2002:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 104. O advogado n\u00e3o ser\u00e1 admitido a postular em ju\u00edzo sem procura\u00e7\u00e3o, salvo para evitar preclus\u00e3o, decad\u00eancia ou prescri\u00e7\u00e3o, ou para praticar ato considerado urgente.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 1\u00ba Nas hip\u00f3teses previstas no&nbsp;caput&nbsp;, o advogado dever\u00e1, independentemente de cau\u00e7\u00e3o, exibir a procura\u00e7\u00e3o no prazo de 15 (quinze) dias, prorrog\u00e1vel por igual per\u00edodo por despacho do juiz.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 2\u00ba O ato n\u00e3o ratificado ser\u00e1 considerado ineficaz relativamente \u00e0quele em cujo nome foi praticado, respondendo o advogado pelas despesas e por perdas e danos.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 369. A compensa\u00e7\u00e3o efetua-se entre d\u00edvidas l\u00edquidas, vencidas e de coisas fung\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 472. O distrato faz-se pela mesma forma exigida para o contrato.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 474. A cl\u00e1usula resolutiva expressa opera de pleno direito; a t\u00e1cita depende de interpela\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>CDC:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 51. S\u00e3o nulas de pleno direito, entre outras, as cl\u00e1usulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e servi\u00e7os que:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; impossibilitem, exonerem ou atenuem a responsabilidade do fornecedor por v\u00edcios de qualquer natureza dos produtos e servi\u00e7os ou impliquem ren\u00fancia ou disposi\u00e7\u00e3o de direitos. Nas rela\u00e7\u00f5es de consumo entre o fornecedor e o consumidor pessoa jur\u00eddica, a indeniza\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser limitada, em situa\u00e7\u00f5es justific\u00e1veis;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; subtraiam ao consumidor a op\u00e7\u00e3o de reembolso da quantia j\u00e1 paga, nos casos previstos neste c\u00f3digo;<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; transfiram responsabilidades a terceiros;<\/p>\n\n\n\n<p>IV &#8211; estabele\u00e7am obriga\u00e7\u00f5es consideradas in\u00edquas, abusivas, que coloquem o consumidor em desvantagem exagerada, ou sejam incompat\u00edveis com a boa-f\u00e9 ou a eq\u00fcidade;<\/p>\n\n\n\n<p>VI &#8211; estabele\u00e7am invers\u00e3o do \u00f4nus da prova em preju\u00edzo do consumidor;<\/p>\n\n\n\n<p>VII &#8211; determinem a utiliza\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria de arbitragem;<\/p>\n\n\n\n<p>VIII &#8211; imponham representante para concluir ou realizar outro neg\u00f3cio jur\u00eddico pelo consumidor;<\/p>\n\n\n\n<p>IX &#8211; deixem ao fornecedor a op\u00e7\u00e3o de concluir ou n\u00e3o o contrato, embora obrigando o consumidor;<\/p>\n\n\n\n<p>X &#8211; permitam ao fornecedor, direta ou indiretamente, varia\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o de maneira unilateral;<\/p>\n\n\n\n<p>XI &#8211; autorizem o fornecedor a cancelar o contrato unilateralmente, sem que igual direito seja conferido ao consumidor;<\/p>\n\n\n\n<p>XII &#8211; obriguem o consumidor a ressarcir os custos de cobran\u00e7a de sua obriga\u00e7\u00e3o, sem que igual direito lhe seja conferido contra o fornecedor;<\/p>\n\n\n\n<p>XIII &#8211; autorizem o fornecedor a modificar unilateralmente o conte\u00fado ou a qualidade do contrato, ap\u00f3s sua celebra\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p>XIV &#8211; infrinjam ou possibilitem a viola\u00e7\u00e3o de normas ambientais;<\/p>\n\n\n\n<p>XV &#8211; estejam em desacordo com o sistema de prote\u00e7\u00e3o ao consumidor;<\/p>\n\n\n\n<p>XVI &#8211; possibilitem a ren\u00fancia do direito de indeniza\u00e7\u00e3o por benfeitorias necess\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>XVII &#8211; condicionem ou limitem de qualquer forma o acesso aos \u00f3rg\u00e3os do Poder Judici\u00e1rio;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>XVIII &#8211; estabele\u00e7am prazos de car\u00eancia em caso de impontualidade das presta\u00e7\u00f5es mensais ou impe\u00e7am o restabelecimento integral dos direitos do consumidor e de seus meios de pagamento a partir da purga\u00e7\u00e3o da mora ou do acordo com os credores;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-possivel-pedido-de-compensacao-em-contestacao\"><a>7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel pedido de compensa\u00e7\u00e3o em contesta\u00e7\u00e3o<\/a>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia consiste em definir se a compensa\u00e7\u00e3o de valores pode ser alegada como mat\u00e9ria de defesa em contesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O princ\u00edpio da demanda, decorrente dos arts. 128 e 460 do CPC\/1973 (arts. 141 e 492 do CPC\/2015), imp\u00f5e limites que devem ser observados pela atividade jurisdicional, de modo que ao processo interessa o lit\u00edgio apenas nos limites em que foi proposto pelas partes ao juiz, devendo existir uma estrita correla\u00e7\u00e3o entre pedido, causa de pedir e senten\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>O mais usual \u00e9 que os pedidos e a causa de pedir sejam delimitados pelo autor na peti\u00e7\u00e3o inicial, no entanto \u00e9 poss\u00edvel a amplia\u00e7\u00e3o destes pelo r\u00e9u. Como j\u00e1 decidiu esta Terceira Turma, &#8220;<strong>no tocante a eventuais pleitos realizados pelo r\u00e9u citado, a disciplina processual civil prev\u00ea que devem ser feitos por meio de reconven\u00e7\u00e3o. Isso porque, em contesta\u00e7\u00e3o, o r\u00e9u deve apenas alegar todas as mat\u00e9rias de defesa que reputar necess\u00e1rias para ilidir o pedido do autor, mas n\u00e3o deve fazer pedidos<\/strong>&#8220;, ao menos quanto ao m\u00e9rito (REsp 1.849.967\/SP, Terceira Turma, DJe 11\/02\/2021).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo leciona a doutrina, a contesta\u00e7\u00e3o \u00e9 ve\u00edculo para: (I) defesas substanciais diretas, podendo o r\u00e9u negar os fatos alegados pelo autor ou a efic\u00e1cia jur\u00eddica desses fatos; (II) defesas substanciais indiretas, podendo o r\u00e9u alegar fatos novos, relevantes para o julgamento de m\u00e9rito; e (III) defesas processuais, que s\u00e3o sempre indiretas.<\/p>\n\n\n\n<p>Na defesa substancial indireta, o entendimento doutrin\u00e1rio enfatiza &#8220;o r\u00e9u op\u00f5e \u00e0 pretens\u00e3o do autor a alega\u00e7\u00e3o de um fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito que este alega ter. Esses fatos atuam negativamente sobre o direito e, cada um deles, a seu modo, todos comprometem a efic\u00e1cia do fato constitutivo alegado pelo autor &#8211; sendo todos eles, portanto, dotados de efic\u00e1cia favor\u00e1vel ao r\u00e9u&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, na presente hip\u00f3tese, discute-se a possibilidade de alegar, em contesta\u00e7\u00e3o, a compensa\u00e7\u00e3o entre o cr\u00e9dito da autora e os preju\u00edzos sofridos pela r\u00e9 em valor a ser apurado em liquida\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a, como forma de recomposi\u00e7\u00e3o do desequil\u00edbrio contratual.<\/p>\n\n\n\n<p>Como mencionado, a compensa\u00e7\u00e3o \u00e9 mat\u00e9ria poss\u00edvel de ser alegada em contesta\u00e7\u00e3o, de forma a justificar o n\u00e3o pagamento do valor cobrado ou a sua redu\u00e7\u00e3o, extinguindo ou modificando o direito do autor. Todavia, \u00e9 preciso observar que, conforme o art. 369 do CC\/2002, a compensa\u00e7\u00e3o se d\u00e1 apenas entre d\u00edvidas l\u00edquidas, vencidas e de coisas fung\u00edveis. Logo, a alega\u00e7\u00e3o deve ser apreciada, mas o seu acolhimento depender\u00e1 do preenchimento desses requisitos.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-3-possivel-pedido-de-compensacao-em-contestacao\">7.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel pedido de compensa\u00e7\u00e3o em contesta\u00e7\u00e3o?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>A\u00ed tamb\u00e9m n\u00e3o&#8230;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia consiste em definir se a rescis\u00e3o ou revis\u00e3o do contrato por onerosidade excessiva pode ser alegada como mat\u00e9ria de defesa em contesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 como formular, na contesta\u00e7\u00e3o, pedido de rescis\u00e3o ou revis\u00e3o contratual. Isso porque, sem reconven\u00e7\u00e3o, o Juiz n\u00e3o pode julgar pedidos do r\u00e9u quanto ao m\u00e9rito e, por consequ\u00eancia, n\u00e3o pode decretar a rescis\u00e3o do contrato e reconstituir o status quo ante ou revisar o contrato para alterar os direitos e as obriga\u00e7\u00f5es nele previstos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outras palavras, <strong>o direito do autor s\u00f3 seria extinto ou modificado ap\u00f3s a decreta\u00e7\u00e3o da rescis\u00e3o ou da revis\u00e3o por senten\u00e7a e, para tanto, seria necess\u00e1ria a realiza\u00e7\u00e3o de um pedido em reconven\u00e7\u00e3o ou em a\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, o r\u00e9u pode alegar, na contesta\u00e7\u00e3o, que j\u00e1 ocorreu o desfazimento do contrato, como na hip\u00f3tese de cl\u00e1usula resolutiva expressa (art. 474 do CC\/2002) ou de distrato (art. 472 do CC\/2002). Ademais, a diferen\u00e7a \u00e9 que nessa situa\u00e7\u00e3o o desfazimento j\u00e1 se operou, extinguindo o direito do autor no plano do direito material, sem a necessidade de decis\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-4-e-quanto-a-alegacao-da-nulidade-da-clausula-contratual-na-qual-se-baseia-a-cobranca-pode-ser-alegada-na-contestacao\">7.2.4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; E quanto a alega\u00e7\u00e3o da nulidade da cl\u00e1usula contratual na qual se baseia a cobran\u00e7a? Pode ser alegada na contesta\u00e7\u00e3o?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Sem problemas!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia consiste em definir se a nulidade de cl\u00e1usula contratual ou da cobran\u00e7a pode ser alegada como mat\u00e9ria de defesa em contesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quando se est\u00e1 diante de alega\u00e7\u00e3o de fatos novos pelo r\u00e9u, para avaliar se s\u00e3o poss\u00edveis de serem apresentados em contesta\u00e7\u00e3o, sem a necessidade de reconven\u00e7\u00e3o, \u00e9 preciso apurar se s\u00e3o fatos impeditivos, modificativos ou extintivos do direito do autor<\/strong>, como autoriza o art. 326 do CPC\/1973 (art. 350 do CPC\/2015). Nessa hip\u00f3tese, haver\u00e1 uma AMPLIA\u00c7\u00c3O do objeto de conhecimento do Juiz, mas n\u00e3o do processo e todas as alega\u00e7\u00f5es servir\u00e3o exclusivamente para fundamentar a improced\u00eancia do pedido do autor.<\/p>\n\n\n\n<p>A alega\u00e7\u00e3o de nulidade de cl\u00e1usula contratual \u00e9 mat\u00e9ria poss\u00edvel de ser alegada em contesta\u00e7\u00e3o sempre que consistir em fato extintivo do direito do autor. Assim, o Ju\u00edzo pode julgar improcedente o pedido do autor que estiver baseado em cl\u00e1usula contratual tida como nula (v.g., por aus\u00eancia dos requisitos de validade do art. 104 do CC\/2002, nas hip\u00f3teses do art. 51 do <a>CDC<\/a>, por viola\u00e7\u00e3o \u00e0 boa-f\u00e9 objetiva etc.).<\/p>\n\n\n\n<p>Sob esse enfoque<strong>, se a pretens\u00e3o deduzida na inicial \u00e9 de cobran\u00e7a de d\u00e9bito e ela est\u00e1 fundada em cl\u00e1usula contratual, a alega\u00e7\u00e3o de nulidade dessa cl\u00e1usula ou da pr\u00f3pria cobran\u00e7a pode ser manejada em contesta\u00e7\u00e3o, por caracterizar fato extintivo do direito do autor.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, a doutrina sustenta a possibilidade de alegar a nulidade do neg\u00f3cio jur\u00eddico como mat\u00e9ria de defesa. Para o autor, trata-se de uma hip\u00f3tese de obje\u00e7\u00e3o substancial. De todo o modo, sendo a alega\u00e7\u00e3o apenas em contesta\u00e7\u00e3o, sem pedido reconvencional, a senten\u00e7a n\u00e3o declarar\u00e1 a nulidade, sendo esta apenas um fundamento para a improced\u00eancia do pedido do autor.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-5-resultado-final\"><a>7.2.5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel a compensa\u00e7\u00e3o ser alegada em contesta\u00e7\u00e3o, de forma a justificar o n\u00e3o pagamento do valor cobrado ou a sua redu\u00e7\u00e3o, extinguindo ou modificando o direito do autor.(1) N\u00e3o h\u00e1 como formular, na contesta\u00e7\u00e3o, pedido de rescis\u00e3o ou revis\u00e3o contratual.(2) Se a pretens\u00e3o de cobran\u00e7a deduzida na inicial \u00e9 fundada em cl\u00e1usula contratual, a alega\u00e7\u00e3o de nulidade dessa cl\u00e1usula ou da pr\u00f3pria cobran\u00e7a pode ser manejada em contesta\u00e7\u00e3o, por caracterizar fato extintivo do direito do autor.(3)<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-inadimplemento-de-alimentos-compensatorios-destinados-a-manutencao-do-padrao-de-vida-de-ex-conjuge-em-razao-da-ruptura-da-sociedade-conjugal-e-execucao-pelo-tiro-da-prisao\"><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Inadimplemento de alimentos compensat\u00f3rios, destinados \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o do padr\u00e3o de vida de ex-c\u00f4njuge em raz\u00e3o da ruptura da sociedade conjugal e execu\u00e7\u00e3o pelo tiro da pris\u00e3o<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>PROCESSO SOB SEGREDO DE JUSTI\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O inadimplemento de alimentos compensat\u00f3rios, destinados \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o do padr\u00e3o de vida de ex-c\u00f4njuge em raz\u00e3o da ruptura da sociedade conjugal, n\u00e3o justifica a execu\u00e7\u00e3o pelo rito da pris\u00e3o, dada a natureza indenizat\u00f3ria e n\u00e3o propriamente alimentar.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo sob segredo judicial, Rel. Min. Raul Ara\u00fajo, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 13\/09\/2022, DJe 20\/09\/2022.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-situacao-fatica\"><a>8.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creiton era casado com Craudete. O tempo passou e o amor se foi. Optaram pelo div\u00f3rcio, no qual Creiton foi condenado ao pagamento de quinze sal\u00e1rios m\u00ednimos mensais a t\u00edtulo de alimentos compensat\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><strong>O que s\u00e3o alimentos compensat\u00f3rios?<\/strong> \u201cO rompimento da uni\u00e3o entre um casal pode causar desequil\u00edbrio econ\u00f4mico nas condi\u00e7\u00f5es sociais de um dos c\u00f4njuges\/companheiros desprovidos de bens ou rendas. Os alimentos compensat\u00f3rios &#8211; cuja natureza \u00e9 indenizat\u00f3ria &#8211; t\u00eam, por finalidade, atenuar tal disparidade, dispensando prova de necessidade alimentar, ao contr\u00e1rio da pens\u00e3o aliment\u00edcia, que busca atender as demandas de subsist\u00eancia. Esta, por sua vez, exige prova da necessidade do c\u00f4njuge, companheiro ou parente\u201d (IBDFAM).<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Creiton deixou de efetuar os pagamentos, raz\u00e3o que levou Craudete a ajuizar execu\u00e7\u00e3o de alimentos pelo rito da pris\u00e3o. Em recurso, Creiton sustenta que o rito da pris\u00e3o seria incab\u00edvel no caso por se tratar de d\u00edvida de natureza indenizat\u00f3ria e n\u00e3o alimentar.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Processo sob segredo de justi\u00e7a- Caso imaginado.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-analise-estrategica\"><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-questao-juridica\"><a>8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Constitui\u00e7\u00e3o Federal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 5\u00ba Todos s\u00e3o iguais perante a lei, sem distin\u00e7\u00e3o de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no Pa\u00eds a inviolabilidade do direito \u00e0 vida, \u00e0 liberdade, \u00e0 igualdade, \u00e0 seguran\u00e7a e \u00e0 propriedade, nos termos seguintes:<\/p>\n\n\n\n<p>LXVII &#8211; n\u00e3o haver\u00e1 pris\u00e3o civil por d\u00edvida, salvo a do respons\u00e1vel pelo inadimplemento volunt\u00e1rio e inescus\u00e1vel de obriga\u00e7\u00e3o aliment\u00edcia e a do deposit\u00e1rio infiel;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-possivel-a-execucao-pelo-rito-da-prisao\"><a>8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel a execu\u00e7\u00e3o pelo rito da pris\u00e3o?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Conforme entendimento do STJ, &#8220;A autoriza\u00e7\u00e3o constitucional e legal para que se utilize a pris\u00e3o civil como t\u00e9cnica de coer\u00e7\u00e3o do devedor de alimentos n\u00e3o significa dizer que se trata de medida de deferimento obrigat\u00f3rio e irrefletido, devendo ser examinado, sempre, as circunst\u00e2ncias que permeiam a hip\u00f3tese em ju\u00edzo de pondera\u00e7\u00e3o entre a m\u00e1xima efetividade da tutela satisfativa e a menor onerosidade da execu\u00e7\u00e3o&#8221; (HC 422.699\/SP, Relatora Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 26\/6\/2018, DJe de 29\/06\/2018).<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, o paciente foi condenado ao pagamento de alimentos \u00e0 sua ex-companheira no valor de cinco sal\u00e1rios m\u00ednimos. A referida fixa\u00e7\u00e3o prevaleceu por mais de nove anos, quando, por ocasi\u00e3o do julgamento da apela\u00e7\u00e3o, o Tribunal de origem majorou os alimentos para quinze sal\u00e1rios m\u00ednimos, com a finalidade de manter o padr\u00e3o de vida ao qual estava acostumada a alimentante durante a uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos termos do art. 5\u00ba, LXVII, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, somente quando houver o inadimplemento inescus\u00e1vel e volunt\u00e1rio por parte do respons\u00e1vel pelo pagamento de presta\u00e7\u00e3o aliment\u00edcia, afigura-se poss\u00edvel e cab\u00edvel a sua pris\u00e3o civil.<\/p>\n\n\n\n<p>A pris\u00e3o por d\u00edvida de alimentos \u00e9 medida dr\u00e1stica e EXCEPCIONAL, que <strong>somente \u00e9 admitida excepcionalmente, quando imprescind\u00edvel \u00e0 subsist\u00eancia do alimentando, n\u00e3o estando atrelada a uma poss\u00edvel puni\u00e7\u00e3o por inadimplemento<\/strong>, ou mesmo \u00e0 forma de remi\u00e7\u00e3o da d\u00edvida alimentar, tendo como escopo coagir o devedor a pagar os alimentos devidos a fim de preservar a sobreviv\u00eancia do alimentando.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda, no julgamento do RHC 117.996\/RS, a Terceira Turma firmou o entendimento de que o inadimplemento dos alimentos destinados \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o do padr\u00e3o de vida do ex-c\u00f4njuge, que sofreu dr\u00e1stica redu\u00e7\u00e3o em raz\u00e3o da ruptura da sociedade conjugal &#8211; alimentos compensat\u00f3rios &#8211; n\u00e3o justifica a execu\u00e7\u00e3o pelo rito da pris\u00e3o, em raz\u00e3o de sua natureza indenizat\u00f3ria, e n\u00e3o propriamente alimentar.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, o STJ tamb\u00e9m possui o entendimento de que, &#8220;quando o credor de d\u00e9bito alimentar for maior e capaz, e a d\u00edvida se prolongar no tempo, atingindo altos valores, exigir o pagamento de todo o montante, sob pena de pris\u00e3o civil, \u00e9 excesso gravoso que refoge aos estreitos e justificados objetivos da pris\u00e3o civil por d\u00edvida alimentar, para desbordar e se transmudar em san\u00e7\u00e3o por inadimplemento&#8221; (HC 392.521\/SP, Relatora Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 27\/06\/2017, DJe de 01\/08\/2017).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-3-resultado-final\"><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a>8.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O inadimplemento de alimentos compensat\u00f3rios, destinados \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o do padr\u00e3o de vida de ex-c\u00f4njuge em raz\u00e3o da ruptura da sociedade conjugal, n\u00e3o justifica a execu\u00e7\u00e3o pelo rito da pris\u00e3o, dada a natureza indenizat\u00f3ria e n\u00e3o propriamente alimentar.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-civil\"><a>DIREITO PROCESSUAL CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-im-possibilidade-da-a-interposicao-direta-do-recurso-de-agravo-de-instrumento-contra-decisao-que-determina-a-penhora-de-bens-sem-a-previa-utilizacao-do-procedimento-de-impugnacao-na-fase-de-cumprimento-de-sentenca\"><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade da \u00e0 interposi\u00e7\u00e3o direta do recurso de agravo de instrumento contra decis\u00e3o que determina a penhora de bens sem a pr\u00e9via utiliza\u00e7\u00e3o do procedimento de impugna\u00e7\u00e3o na fase de cumprimento de senten\u00e7a<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na fase de cumprimento de senten\u00e7a, n\u00e3o h\u00e1 \u00f3bice \u00e0 interposi\u00e7\u00e3o direta do recurso de agravo de instrumento contra decis\u00e3o que determina a penhora de bens sem a pr\u00e9via utiliza\u00e7\u00e3o do procedimento de impugna\u00e7\u00e3o previsto no art. 525, \u00a7 11, do CPC\/2015.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.023.890-MS, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 25\/10\/2022, DJe 27\/10\/2022.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-1-situacao-fatica\"><a>9.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Virso ingressou com cumprimento de senten\u00e7a para cobrar certo valor de Terc\u00edlio, na qual foram penhorados bens do devedor. Terc\u00edlio, intimado da penhora, interp\u00f4s agravo de instrumento diretamente e sem a pr\u00e9via utiliza\u00e7\u00e3o do procedimento de impugna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformado, Virso interp\u00f4s recursos alegando que Terc\u00edlio n\u00e3o poderia ter interposto o agravo de instrumento de forma direta. No seu entender, seria necess\u00e1rio primeiramente peticionar informando as raz\u00f5es da inconformidade, para somente depois ser poss\u00edvel a interposi\u00e7\u00e3o do agravo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-analise-estrategica\"><a>9.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-1-questao-juridica\"><a>9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 525. Transcorrido o prazo previsto no art. 523 sem o pagamento volunt\u00e1rio, inicia-se o prazo de 15 (quinze) dias para que o executado, independentemente de penhora ou nova intima\u00e7\u00e3o, apresente, nos pr\u00f3prios autos, sua impugna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 11. As quest\u00f5es relativas a fato superveniente ao t\u00e9rmino do prazo para apresenta\u00e7\u00e3o da impugna\u00e7\u00e3o, assim como aquelas relativas \u00e0 validade e \u00e0 adequa\u00e7\u00e3o da penhora, da avalia\u00e7\u00e3o e dos atos executivos subsequentes, podem ser arguidas por simples peti\u00e7\u00e3o, tendo o executado, em qualquer dos casos, o prazo de 15 (quinze) dias para formular esta argui\u00e7\u00e3o, contado da comprovada ci\u00eancia do fato ou da intima\u00e7\u00e3o do ato.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-2-possivel-a-interposicao-direta-de-agravo-de-instrumento\"><a>9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel a interposi\u00e7\u00e3o direta de agravo de instrumento?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Do exame do \u00a7 11, do art. 525, do CPC\/2015, infere-se que este faculta ao devedor-executado insurgir-se, por &#8220;simples peti\u00e7\u00e3o&#8221;, no prazo de 15 dias, contra quest\u00f5es relativas: a) a fatos supervenientes ao t\u00e9rmino do prazo para a apresenta\u00e7\u00e3o da impugna\u00e7\u00e3o e; b) \u00e0 validade e adequa\u00e7\u00e3o da penhora, da avalia\u00e7\u00e3o e dos atos executivos subsequentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, extrai-se da literalidade do referido dispositivo legal que, ao dispor que as quest\u00f5es nele elencadas <strong>&#8220;podem ser arguidas por simples peti\u00e7\u00e3o&#8221; n\u00e3o estabelece um dever ou \u00f4nus ao executado &#8211; muito menos uma condi\u00e7\u00e3o de admissibilidade de eventual recurso -, mas sim uma faculdade, que pode ou n\u00e3o ser utilizada pelo devedor na medida do seu interesse<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, do ponto de vista da interpreta\u00e7\u00e3o TELEOL\u00d3GICA, imp\u00f5e-se ressaltar, outrossim, que <strong>o \u00a711, do art. 525, do CPC\/2015 tem por escopo garantir uma posi\u00e7\u00e3o mais favor\u00e1vel ao devedor, na medida em que facilita a veicula\u00e7\u00e3o de determinadas teses defensivas no \u00e2mbito da fase de cumprimento de senten\u00e7a<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>De fato, o novo C\u00f3digo de Processo Civil, em dispositivo que n\u00e3o possui correspondente no Diploma anterior, permite que o devedor, por meio de simples peti\u00e7\u00e3o, impugne, entre outras mat\u00e9rias, a validade e adequa\u00e7\u00e3o da penhora determinada pelo juiz, mitigando, portanto, conforme destaca a doutrina, as formalidades processuais em prol da &#8220;obten\u00e7\u00e3o dos efeitos substanciais dos atos do processo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa esteira de intelec\u00e7\u00e3o, reconhecer o n\u00e3o cabimento do recurso de agravo de instrumento, impondo ao executado o dever de se defender, previamente, por meio de simples peti\u00e7\u00e3o, significaria, a rigor, interpretar o dispositivo legal contrariamente \u00e0 sua pr\u00f3pria finalidade, o que n\u00e3o se deve admitir. Dito de outro modo, se a finalidade do texto legal \u00e9 tutelar a posi\u00e7\u00e3o do executado, cabe a ele o exame da conveni\u00eancia da utiliza\u00e7\u00e3o do instrumento processual ali previsto antes da interposi\u00e7\u00e3o de eventual recurso.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, considerar a pr\u00e9via apresenta\u00e7\u00e3o de &#8220;simples peti\u00e7\u00e3o&#8221;, na forma do \u00a711 do art. 525 do CPC\/2015, como requisito indispens\u00e1vel \u00e0 interposi\u00e7\u00e3o do recurso de agravo de instrumento significaria, mediante interpreta\u00e7\u00e3o ampliativa, a cria\u00e7\u00e3o de requisito de admissibilidade n\u00e3o previsto na lei, o que afronta a regra de hermen\u00eautica acima mencionada segundo a qual as exce\u00e7\u00f5es devem ser interpretadas RESTRITIVAMENTE.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-3-resultado-final\"><a>9.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Na fase de cumprimento de senten\u00e7a, n\u00e3o h\u00e1 \u00f3bice \u00e0 interposi\u00e7\u00e3o direta do recurso de agravo de instrumento contra decis\u00e3o que determina a penhora de bens sem a pr\u00e9via utiliza\u00e7\u00e3o do procedimento de impugna\u00e7\u00e3o previsto no art. 525, \u00a7 11, do CPC\/2015.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-previdenciario\"><a>DIREITO PREVIDENCI\u00c1RIO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-in-compatibilidade-com-a-cf-do-reconhecimento-de-direitos-previdenciarios-pensao-por-morte-a-pessoa-que-manteve-durante-longo-periodo-e-com-aparencia-familiar-uniao-com-outra-casada\"><a>10.&nbsp; (In)Compatibilidade com a CF do reconhecimento de direitos previdenci\u00e1rios (pens\u00e3o por morte) \u00e0 pessoa que manteve, durante longo per\u00edodo e com apar\u00eancia familiar, uni\u00e3o com outra casada<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL NOS EMBARGOS DECLARAT\u00d3RIOS NO AGRAVO DE INSTRUMENTO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nos termos do Tema 526\/STF, \u00e9 incompat\u00edvel com a Constitui\u00e7\u00e3o Federal o reconhecimento de direitos previdenci\u00e1rios (pens\u00e3o por morte) \u00e0 pessoa que manteve, durante longo per\u00edodo e com apar\u00eancia familiar, uni\u00e3o com outra casada, porquanto o concubinato n\u00e3o se equipara, para fins de prote\u00e7\u00e3o estatal, \u00e0s uni\u00f5es afetivas resultantes do casamento e da uni\u00e3o est\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no RE nos EDcl no AgRg no Ag 1.424.071-RO, Rel. Min. Jorge Mussi, Corte Especial, por unanimidade, julgado em 07\/06\/2022, DJe 09\/06\/2022.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-1-situacao-fatica\"><a>10.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Gerald\u00e3o era casado com Neide e com esta teve dois filhos. Em raz\u00e3o da sua profiss\u00e3o de representante, Gerald\u00e3o passa metade do m\u00eas em casa com sua esposa e o restante do per\u00edodo viajando.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante uma das viagens, conheceu Suzana e passou a conviver com ela no tempo dispon\u00edvel. A conviv\u00eancia virou uma esp\u00e9cie de \u201cuni\u00e3o est\u00e1vel\u201d, fato reconhecido pelos moradores locais que conhecem Gerald\u00e3o como companheiro de Suzana.<\/p>\n\n\n\n<p>Algum tempo depois, Gerald\u00e3o faleceu. A esposa e a companheira foram tentar habilitar seus benef\u00edcios de pens\u00e3o por morte e s\u00f3 ent\u00e3o ficaram sabendo da exist\u00eancia da respectiva \u201coutra\u201d. A pens\u00e3o foi inicialmente concedida \u00e0 esposa Neide e Suzana ajuizou a\u00e7\u00e3o com o objetivo de ter reconhecido o direito ao benef\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-analise-estrategica\"><a>10.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-1-admite-se-a-pensao-a-concubina\"><a>10.2.1. Admite-se a pens\u00e3o \u00e0 concubina<\/a>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No caso, discute-se a possibilidade de se reconhecer o direito a benef\u00edcio previdenci\u00e1rio a companheira de pessoa casada, a qual mantinha dois n\u00facleos familiares, concomitantemente, ambos caracterizados pela dura\u00e7\u00e3o, notoriedade, depend\u00eancia afetiva e econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<p>No julgamento do RE 669.465\/ES, sob a sistem\u00e1tica da repercuss\u00e3o geral, o Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que &#8220;\u00e9 incompat\u00edvel com a Constitui\u00e7\u00e3o Federal o reconhecimento de direitos previdenci\u00e1rios (pens\u00e3o por morte) \u00e0 pessoa que manteve, durante longo per\u00edodo e com apar\u00eancia familiar, uni\u00e3o com outra casada, porquanto o concubinato n\u00e3o se equipara, para fins de prote\u00e7\u00e3o estatal, \u00e0s uni\u00f5es afetivas resultantes do casamento e da uni\u00e3o est\u00e1vel&#8221; (Tema 526\/STF).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-2-resultado-final\"><a>10.2.2. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Nos termos do Tema 526\/STF, \u00e9 incompat\u00edvel com a Constitui\u00e7\u00e3o Federal o reconhecimento de direitos previdenci\u00e1rios (pens\u00e3o por morte) \u00e0 pessoa que manteve, durante longo per\u00edodo e com apar\u00eancia familiar, uni\u00e3o com outra casada, porquanto o concubinato n\u00e3o se equipara, para fins de prote\u00e7\u00e3o estatal, \u00e0s uni\u00f5es afetivas resultantes do casamento e da uni\u00e3o est\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-penal\"><a>DIREITO PROCESSUAL PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-competencia-para-a-execucao-do-acordo-de-nao-persecucao-penal\"><a>11.&nbsp; Compet\u00eancia para a execu\u00e7\u00e3o do acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>CONFLITO DE COMPET\u00caNCIA<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A compet\u00eancia para a execu\u00e7\u00e3o do acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal \u00e9 do Ju\u00edzo que o homologou.<\/p>\n\n\n\n<p>CC 192.158-MT, Rel. Min. Laurita Vaz, Terceira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 09\/11\/2022, DJe 18\/11\/2022<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-1-situacao-fatica\"><a>11.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Crementino cometeu crime de compet\u00eancia da justi\u00e7a federal no qual foi homologado acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal na comarca em que ocorreu o crime, em SP.<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre que Crementino reside em Cuiab\u00e1, raz\u00e3o que levou o juiz federal de SP a declarar a sua incompet\u00eancia para processar a execu\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es firmadas no acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal e a remeter para o ju\u00edzo federal de Cuiab\u00e1-MT.<\/p>\n\n\n\n<p>Este, por sua vez, suscitou conflito de compet\u00eancia alegando que a compet\u00eancia para execu\u00e7\u00e3o do ANPP seria do ju\u00edzo que o homologou.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-analise-estrategica\"><a>11.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-1-questao-juridica\"><a>11.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Processo Penal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 28-A. N\u00e3o sendo caso de arquivamento e tendo o investigado confessado formal e circunstancialmente a pr\u00e1tica de infra\u00e7\u00e3o penal sem viol\u00eancia ou grave amea\u00e7a e com pena m\u00ednima inferior a 4 (quatro) anos, o Minist\u00e9rio P\u00fablico poder\u00e1 propor acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal, desde que necess\u00e1rio e suficiente para reprova\u00e7\u00e3o e preven\u00e7\u00e3o do crime, mediante as seguintes condi\u00e7\u00f5es ajustadas cumulativa e alternativamente:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 6\u00ba Homologado judicialmente o acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal, o juiz devolver\u00e1 os autos ao Minist\u00e9rio P\u00fablico para que inicie sua execu\u00e7\u00e3o perante o ju\u00edzo de execu\u00e7\u00e3o penal.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-2-a-quem-compete-a-execucao\"><a>11.2.2. A quem compete a execu\u00e7\u00e3o?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Ao ju\u00edzo que o homologou!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O art. 28-A, \u00a7 6\u00ba, do C\u00f3digo de Processo Penal, ao determinar que o acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal ser\u00e1 executado no ju\u00edzo da execu\u00e7\u00e3o penal, implicitamente, estabeleceu que o cumprimento das condi\u00e7\u00f5es impostas no referido acordo dever\u00e1 observar, no que forem compat\u00edveis, as regras pertinentes \u00e0 execu\u00e7\u00e3o das penas.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo pac\u00edfica orienta\u00e7\u00e3o do STJ, a compet\u00eancia para a execu\u00e7\u00e3o das penas \u00e9 do Ju\u00edzo da condena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>No caso espec\u00edfico de execu\u00e7\u00e3o de penas restritivas de direitos, em se tratando de condenado residente em jurisdi\u00e7\u00e3o diversa do Ju\u00edzo que o condenou, tamb\u00e9m \u00e9 sedimentada a orienta\u00e7\u00e3o de que a compet\u00eancia para a execu\u00e7\u00e3o permanece com o Ju\u00edzo da condena\u00e7\u00e3o<\/strong>, que deprecar\u00e1 ao Ju\u00edzo da localidade em que reside o apenado t\u00e3o-somente o acompanhamento e a fiscaliza\u00e7\u00e3o do cumprimento da reprimenda.<\/p>\n\n\n\n<p>Sendo assim, em se tratando de cumprimento das condi\u00e7\u00f5es impostas em acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal, a compet\u00eancia para a sua execu\u00e7\u00e3o \u00e9 do Ju\u00edzo que o homologou, o qual poder\u00e1 deprecar a fiscaliza\u00e7\u00e3o do cumprimento do ajuste e a pr\u00e1tica de atos processuais para o atual domic\u00edlio do apenado.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-3-resultado-final\"><a>11.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A compet\u00eancia para a execu\u00e7\u00e3o do acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal \u00e9 do Ju\u00edzo que o homologou.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-intimacao-pessoal-do-mp-quando-requerida-realizacao-por-meio-eletronico\"><a>12.&nbsp; Intima\u00e7\u00e3o pessoal do MP quando requerida realiza\u00e7\u00e3o por meio eletr\u00f4nico<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>PETI\u00c7\u00c3O NO RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Havendo requerimento pr\u00f3prio neste sentido, a intima\u00e7\u00e3o efetivada por meio eletr\u00f4nico do Minist\u00e9rio P\u00fablico n\u00e3o viola sua prerrogativa de ser pessoalmente intimado.<\/p>\n\n\n\n<p>Pet no REsp 1.468.085-PA, Rel. Min. Jo\u00e3o Ot\u00e1vio de Noronha, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 13\/09\/2022, DJe 16\/09\/2022.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-1-situacao-fatica\"><a>12.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em um certo processo, o Minist\u00e9rio P\u00fablico Estadual foi inclu\u00eddo, a requerimento pr\u00f3prio, no Portal de Intima\u00e7\u00e3o do STJ. Devidamente intimado na forma solicitada (meio eletr\u00f4nico), o MP deixou transcorrer<em> in albis <\/em>o prazo para recorrer. Logo em seguida, peticiona alegando a nulidade da intima\u00e7\u00e3o em raz\u00e3o da ofensa \u00e0 prerrogativa de intima\u00e7\u00e3o pessoal.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-analise-estrategica\"><a>12.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-1-questao-juridica\"><a>12.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 11.419\/2006:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 5\u00ba As intima\u00e7\u00f5es ser\u00e3o feitas por meio eletr\u00f4nico em portal pr\u00f3prio aos que se cadastrarem na forma do art. 2\u00ba desta Lei, dispensando-se a publica\u00e7\u00e3o no \u00f3rg\u00e3o oficial, inclusive eletr\u00f4nico.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 1\u00ba Considerar-se-\u00e1 realizada a intima\u00e7\u00e3o no dia em que o intimando efetivar a consulta eletr\u00f4nica ao teor da intima\u00e7\u00e3o, certificando-se nos autos a sua realiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>\u00a7 3\u00ba A consulta referida nos \u00a7\u00a7 1\u00ba e 2\u00ba deste artigo dever\u00e1 ser feita em at\u00e9 10 (dez) dias corridos contados da data do envio da intima\u00e7\u00e3o, sob pena de considerar-se a intima\u00e7\u00e3o automaticamente realizada na data do t\u00e9rmino desse prazo.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-2-violou-se-a-prerrogativa-da-intimacao-pessoal\"><a>12.2.2. Violou-se a prerrogativa da intima\u00e7\u00e3o pessoal?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Claro que N\u00c3O!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O cerne da controv\u00e9rsia diz respeito \u00e0 validade de intima\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica, o que violaria \u00e0 prerrogativa do Minist\u00e9rio P\u00fablico de ser pessoalmente intimado.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, o Minist\u00e9rio P\u00fablico Estadual foi inclu\u00eddo, <strong>a requerimento pr\u00f3prio<\/strong>, no Portal de Intima\u00e7\u00e3o do STJ; em raz\u00e3o disso, foi intimado, pessoalmente e de forma eletr\u00f4nica.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, n\u00e3o h\u00e1 falar em aus\u00eancia de intima\u00e7\u00e3o pessoal ou de viola\u00e7\u00e3o da prerrogativa do Minist\u00e9rio P\u00fablico, pois, conforme o disposto no art. 5\u00ba, \u00a7\u00a7 1\u00ba e 3\u00ba, da Lei n. 11.419\/2006, &#8220;a intima\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica considera-se realizada no dia em que efetivada a consulta eletr\u00f4nica, em at\u00e9 10 dias, contados da data do seu envio, sob pena de considerar-se realizada automaticamente na data do t\u00e9rmino do prazo, regras aplic\u00e1veis ao Minist\u00e9rio P\u00fablico, em observ\u00e2ncia aos princ\u00edpios da igualdade das partes e do devido processo legal (EDcl nos EDcl no REsp 1623985\/SP, Rel. Ministro Nefi Cordeiro, Sexta Turma, DJe 11\/11\/2019)&#8221; (AgRg nos EDcl no AREsp 1.637.160\/MS, relator Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, DJe de 10\/06\/2020).<\/p>\n\n\n\n<p>Cumpre lembrar que a tese fixada no julgamento do REsp 1.349.935\/SE, submetido \u00e0 sistem\u00e1tica dos repetitivos &#8211; a saber, a de que o termo inicial da contagem do prazo para impugnar decis\u00e3o judicial \u00e9, para o Minist\u00e9rio P\u00fablico, a data da entrega dos autos na reparti\u00e7\u00e3o administrativa do \u00f3rg\u00e3o, sendo irrelevante que a intima\u00e7\u00e3o pessoal tenha se dado em audi\u00eancia, em cart\u00f3rio ou por mandado -, &#8220;n\u00e3o foi constru\u00edda sob a perspectiva das intima\u00e7\u00f5es realizadas nos processos eletr\u00f4nicos, conforme os regramentos do art. 5\u00ba, \u00a7\u00a7 1\u00ba e 3\u00ba, da Lei n. 11.419\/2006&#8221; (AgRg no REsp n. 1.827.505\/MS, relator Ministro Jorge Mussi, Quinta Turma, DJe de 17\/09\/2019).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-3-resultado-final\"><a>12.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Havendo requerimento pr\u00f3prio neste sentido, a intima\u00e7\u00e3o efetivada por meio eletr\u00f4nico do Minist\u00e9rio P\u00fablico n\u00e3o viola sua prerrogativa de ser pessoalmente intimado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-in-existencia-de-nulidade-na-formulacao-de-quesito-a-respeito-do-dolo-eventual-quando-a-defesa-apresenta-tese-no-sentido-de-desclassificar-o-crime-para-lesao-corporal-seguida-de-morte\"><a>13.&nbsp; (In)Exist\u00eancia de nulidade na formula\u00e7\u00e3o de quesito a respeito do dolo eventual, quando a defesa apresenta tese no sentido de desclassificar o crime para les\u00e3o corporal seguida de morte.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No \u00e2mbito do Tribunal do J\u00fari, n\u00e3o h\u00e1 nulidade na formula\u00e7\u00e3o de quesito a respeito do dolo eventual, quando a defesa apresenta tese no sentido de desclassificar o crime para les\u00e3o corporal seguida de morte, ainda que a quest\u00e3o n\u00e3o tenha sido discutida em plen\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>AREsp 1.883.314-DF, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 25\/10\/2022, DJe 18\/11\/2022.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-1-situacao-fatica\"><a>13.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em um julgamento pelo Tribunal do J\u00fari, a defesa apresentou a tese de que o acusado n\u00e3o teria praticado homic\u00eddio, mas sim les\u00e3o corporal seguida de morte.&nbsp; O Juiz ent\u00e3o formulou dois quesitos para abarcar a alega\u00e7\u00e3o defensiva, o primeiro a respeito do dolo direto, tendo os jurados respondido negativamente, e o segundo a respeito do dolo eventual, tendo os jurados respondido afirmativamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seguida, a defesa impugnou o quesito referente ao dolo eventual alegando que em nenhum momento teria sido imputado ao r\u00e9u o homic\u00eddio mediante dolo eventual.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-analise-estrategica\"><a>13.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-1-questao-juridica\"><a>13.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPP:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 482.&nbsp; O Conselho de Senten\u00e7a ser\u00e1 questionado sobre mat\u00e9ria de fato e se o acusado deve ser absolvido.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Par\u00e1grafo \u00fanico.&nbsp; Os quesitos ser\u00e3o redigidos em proposi\u00e7\u00f5es afirmativas, simples e distintas, de modo que cada um deles possa ser respondido com suficiente clareza e necess\u00e1ria precis\u00e3o. Na sua elabora\u00e7\u00e3o, o presidente levar\u00e1 em conta os termos da pron\u00fancia ou das decis\u00f5es posteriores que julgaram admiss\u00edvel a acusa\u00e7\u00e3o, do interrogat\u00f3rio e das alega\u00e7\u00f5es das partes.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 483.&nbsp; Os quesitos ser\u00e3o formulados na seguinte ordem, indagando sobre:<\/p>\n\n\n\n<p>I \u2013 a materialidade do fato:<\/p>\n\n\n\n<p>II \u2013 a autoria ou participa\u00e7\u00e3o;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>III \u2013 se o acusado deve ser absolvido;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 4o&nbsp; Sustentada a desclassifica\u00e7\u00e3o da infra\u00e7\u00e3o para outra de compet\u00eancia do juiz singular, ser\u00e1 formulado quesito a respeito, para ser respondido ap\u00f3s o 2o (segundo) ou 3o (terceiro) quesito, conforme o caso.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 565.&nbsp; Nenhuma das partes poder\u00e1 arg\u00fcir nulidade a que haja dado causa, ou para que tenha concorrido, ou referente a formalidade cuja observ\u00e2ncia s\u00f3 \u00e0 parte contr\u00e1ria interesse.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-2-presente-a-nulidade\"><a>13.2.2. Presente a nulidade?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Disp\u00f5e o art. 482, par\u00e1grafo \u00fanico,&nbsp;<em>in fine<\/em>, do CPP, que o juiz presidente elaborar\u00e1 os quesitos levando em conta os termos da pron\u00fancia, do interrogat\u00f3rio e das alega\u00e7\u00f5es das partes. De rigor, inexistindo tese desclassificat\u00f3ria, seriam realizados os tr\u00eas quesitos obrigat\u00f3rios a respeito da materialidade, da autoria e da absolvi\u00e7\u00e3o (art. 483, I, II e III, do CPP).<\/p>\n\n\n\n<p>No caso concreto, <a>a Defesa apresentou a tese desclassificat\u00f3ria, atraindo o disposto no art. 483, \u00a7 4\u00ba, do CPP, que disp\u00f5e o dever de ser formulado quesito correspondente. E, consoante incontroverso, foram formulados <\/a><a>dois quesitos para abarcar a alega\u00e7\u00e3o defensiva de desclassifica\u00e7\u00e3o de homic\u00eddio consumado para les\u00e3o corporal seguida de morte, quais sejam, o primeiro a respeito do dolo direto, tendo os jurados respondido negativamente, e o segundo a respeito do dolo eventual, tendo os jurados respondido afirmativamente<\/a>. Tal proceder na quesita\u00e7\u00e3o encontra respaldo na jurisprud\u00eancia do STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>Ressalta-se que <strong>a sistem\u00e1tica do Tribunal do J\u00fari implica numa vis\u00e3o mais alargada do princ\u00edpio da correla\u00e7\u00e3o entre a acusa\u00e7\u00e3o e a senten\u00e7a<\/strong>. O pr\u00f3prio C\u00f3digo de Processo Penal permite ao juiz reconhecer o homic\u00eddio culposo que n\u00e3o foi objeto de den\u00fancia e pron\u00fancia, raz\u00e3o pela qual seria incongruente vedar aos jurados, competentes que s\u00e3o, reconhecer o homic\u00eddio por dolo eventual (REsp 1.425.154\/DF).<\/p>\n\n\n\n<p>Para os delitos de homic\u00eddio e les\u00e3o corporal seguida de morte, h\u00e1 id\u00eantica materialidade, qual seja, a morte da v\u00edtima. Ainda, escoram-se em uma conduta com nexo de causalidade com o resultado morte. Distinguem-se na tipifica\u00e7\u00e3o, portanto, no \u00e2nimo da conduta. Haver\u00e1 les\u00e3o corporal seguida de morte se, e somente se, preenchidos dois requisitos: evidenciado que o agente n\u00e3o quis a morte (n\u00e3o atuou com dolo direto de homic\u00eddio) ou n\u00e3o assumiu o risco de produzir o resultado (n\u00e3o atuou com dolo eventual).<\/p>\n\n\n\n<p>Logo, considerando que a Defesa foi quem levou ao conhecimento dos jurados a tese desclassificat\u00f3ria de homic\u00eddio consumado para les\u00e3o corporal seguida de morte e que, a apresenta\u00e7\u00e3o da referida tese de forma completa abarca afastamento da conduta animada pelo dolo eventual, n\u00e3o h\u00e1 que se falar em surpresa ou ofensa ao princ\u00edpio da amplitude de defesa. Ou seja, <strong>se a tese do dolo eventual n\u00e3o foi discutida em plen\u00e1rio, eventual nulidade n\u00e3o poderia ter sido invocada pela Defesa, pois concorreu para tanto<\/strong>, sendo aplic\u00e1vel o art. 565 do CPP.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-3-resultado-final\"><a>13.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>No \u00e2mbito do Tribunal do J\u00fari, n\u00e3o h\u00e1 nulidade na formula\u00e7\u00e3o de quesito a respeito do dolo eventual, quando a defesa apresenta tese no sentido de desclassificar o crime para les\u00e3o corporal seguida de morte, ainda que a quest\u00e3o n\u00e3o tenha sido discutida em plen\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-necessidade-de-observancia-da-resolucao-n-425-do-cnj-na-analise-do-cabimento-da-prisao-preventiva-de-pessoas-em-situacao-de-rua\"><a>14.&nbsp; Necessidade de observ\u00e2ncia da Resolu\u00e7\u00e3o n. 425 do CNJ na an\u00e1lise do cabimento da pris\u00e3o preventiva de pessoas em situa\u00e7\u00e3o de rua<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>HABEAS CORPUS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na an\u00e1lise do cabimento da pris\u00e3o preventiva de pessoas em situa\u00e7\u00e3o de rua, al\u00e9m dos requisitos legais previstos no C\u00f3digo de Processo Penal, o magistrado deve observar as recomenda\u00e7\u00f5es constantes da Resolu\u00e7\u00e3o n. 425 do CNJ, e, caso sejam fixadas medidas cautelares alternativas, aquela que melhor se adequa a realidade da pessoa em situa\u00e7\u00e3o de rua.<\/p>\n\n\n\n<p>HC 772.380-SP, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 08\/11\/2022, DJe 16\/11\/2022.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-1-situacao-fatica\"><a>14.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creitinho, pessoa em situa\u00e7\u00e3o de rua, foi preso em flagrante pelo crime de dano qualificado. O juiz lhe concedeu liberdade provis\u00f3ria mediante cumprimento de cautelares diversas da pris\u00e3o, dentre as quais comparecimento para dormir em abrigo municipal.<\/p>\n\n\n\n<p>Creitinho descumpriu a medida, raz\u00e3o pela qual foi decretada sua pris\u00e3o preventiva. Inconformada, a Defensoria P\u00fablica da Uni\u00e3o impetrou HC no qual sustenta que o fato de o acusado estar em situa\u00e7\u00e3o de rua n\u00e3o autoriza a sua manuten\u00e7\u00e3o no c\u00e1rcere.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-analise-estrategica\"><a>14.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-1-questao-juridica\"><a>14.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPP:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 282.&nbsp; As medidas cautelares previstas neste T\u00edtulo dever\u00e3o ser aplicadas observando-se a:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; necessidade para aplica\u00e7\u00e3o da lei penal, para a investiga\u00e7\u00e3o ou a instru\u00e7\u00e3o criminal e, nos casos expressamente previstos, para evitar a pr\u00e1tica de infra\u00e7\u00f5es penais;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; adequa\u00e7\u00e3o da medida \u00e0 gravidade do crime, circunst\u00e2ncias do fato e condi\u00e7\u00f5es pessoais do indiciado ou acusado.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 319.&nbsp; S\u00e3o medidas cautelares diversas da pris\u00e3o:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I &#8211; comparecimento peri\u00f3dico em ju\u00edzo, no prazo e nas condi\u00e7\u00f5es fixadas pelo juiz, para informar e justificar atividades;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>II &#8211; proibi\u00e7\u00e3o de acesso ou frequ\u00eancia a determinados lugares quando, por circunst\u00e2ncias relacionadas ao fato, deva o indiciado ou acusado permanecer distante desses locais para evitar o risco de novas infra\u00e7\u00f5es;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>III &#8211; proibi\u00e7\u00e3o de manter contato com pessoa determinada quando, por circunst\u00e2ncias relacionadas ao fato, deva o indiciado ou acusado dela permanecer distante;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>IV &#8211; proibi\u00e7\u00e3o de ausentar-se da Comarca quando a perman\u00eancia seja conveniente ou necess\u00e1ria para a investiga\u00e7\u00e3o ou instru\u00e7\u00e3o;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>V &#8211; recolhimento domiciliar no per\u00edodo noturno e nos dias de folga quando o investigado ou acusado tenha resid\u00eancia e trabalho fixos;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>VI &#8211; suspens\u00e3o do exerc\u00edcio de fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica ou de atividade de natureza econ\u00f4mica ou financeira quando houver justo receio de sua utiliza\u00e7\u00e3o para a pr\u00e1tica de infra\u00e7\u00f5es penais;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>VII &#8211; interna\u00e7\u00e3o provis\u00f3ria do acusado nas hip\u00f3teses de crimes praticados com viol\u00eancia ou grave amea\u00e7a, quando os peritos conclu\u00edrem ser inimput\u00e1vel ou semi-imput\u00e1vel&nbsp;(art. 26 do C\u00f3digo Penal)&nbsp;e houver risco de reitera\u00e7\u00e3o;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>VIII &#8211; fian\u00e7a, nas infra\u00e7\u00f5es que a admitem, para assegurar o comparecimento a atos do processo, evitar a obstru\u00e7\u00e3o do seu andamento ou em caso de resist\u00eancia injustificada \u00e0 ordem judicial;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>IX &#8211; monitora\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-2-alem-dos-requisitos-do-cpp-ha-de-se-observar-a-resolucao-do-cnj\"><a>14.2.2. Al\u00e9m dos requisitos do CPP, h\u00e1 de se observar a Resolu\u00e7\u00e3o do CNJ?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Aparentemente, SIM!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O Conselho Nacional de Justi\u00e7a editou a Resolu\u00e7\u00e3o n. 425\/2021, que instituiu, no \u00e2mbito do Poder Judici\u00e1rio, a Pol\u00edtica Nacional Judicial de Aten\u00e7\u00e3o a Pessoas em Situa\u00e7\u00e3o de Rua e suas interseccionalidades<\/strong>. No que tange \u00e0s medidas em procedimentos criminais, no art. 18, recomenda-se especial aten\u00e7\u00e3o \u00e0s demandas das pessoas em situa\u00e7\u00e3o de rua, com vistas a assegurar a inclus\u00e3o social delas, observando-se a principiologia e as medidas de prote\u00e7\u00e3o de direitos previstas na resolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, na an\u00e1lise do cabimento da pris\u00e3o preventiva de pessoas em situa\u00e7\u00e3o de rua, al\u00e9m dos requisitos legais previstos no C\u00f3digo de Processo Penal, o magistrado deve observar as recomenda\u00e7\u00f5es constantes da Resolu\u00e7\u00e3o n. 425 do CNJ, e, caso sejam fixadas medidas cautelares alternativas, aquela que melhor se adequa a realidade da pessoa em situa\u00e7\u00e3o de rua, em especial quanto \u00e0 sua hipossufici\u00eancia, hipervulnerabilidade, proporcionalidade da medida diante do contexto e trajet\u00f3ria de vida, al\u00e9m das possibilidades de cumprimento.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tal como na pris\u00e3o, para a fixa\u00e7\u00e3o de medidas cautelares diversas, previstas no art. 319 do CPP, \u00e9 preciso fundamenta\u00e7\u00e3o espec\u00edfica (concreta), a fim de demonstrar a necessidade e a adequa\u00e7\u00e3o da medida restritiva da liberdade aos fins a que se destina<\/strong>, consoante previs\u00e3o do art. 282 do CPP. Nesse sentido, a jurisprud\u00eancia do STJ n\u00e3o admite restri\u00e7\u00e3o \u00e0 liberdade do agente sem a devida fundamenta\u00e7\u00e3o concreta que indique a necessidade da cust\u00f3dia cautelar, sob pena de a medida perder a sua natureza excepcional e se transformar em mera resposta punitiva antecipada.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora haja afirmado categoricamente a inexist\u00eancia de elementos suficientes e plaus\u00edveis para a decreta\u00e7\u00e3o da cust\u00f3dia cautelar, o Juiz de primeiro grau, na decis\u00e3o que homologou o flagrante do acusado e concedeu a liberdade provis\u00f3ria, fixou medidas cautelares de proibi\u00e7\u00e3o de se ausentar da Subse\u00e7\u00e3o Judici\u00e1ria, por mais de dez dias, ou altera\u00e7\u00e3o de endere\u00e7o sem comunica\u00e7\u00e3o pr\u00e9via ao Ju\u00edzo, e recolhimento noturno em albergue municipal ou outro ponto de acolhida, informando o Ju\u00edzo de seu endere\u00e7o. Desse modo, as referidas medidas restritivas foram fixadas t\u00e3o somente com base na exist\u00eancia da materialidade delitiva e dos ind\u00edcios de autoria, sem que fosse demonstrada a cautelaridade necess\u00e1ria a qualquer provid\u00eancia desta ordem.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a fixa\u00e7\u00e3o da medida de recolhimento noturno em albergue municipal constituiu verdadeiro acolhimento compuls\u00f3rio do acusado, sem que houvesse justificativa para a medida em cotejo com o crime imputado ao paciente (dano qualificado praticado durante o dia) e sem que fosse observada a diretriz de possibilidade real de cumprimento, dada a condi\u00e7\u00e3o de pessoa em situa\u00e7\u00e3o de rua do agente.<\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o referente a pessoas em situa\u00e7\u00e3o de rua \u00e9 complexa, demanda atua\u00e7\u00e3o conjunta e intersetorial, e o c\u00e1rcere, em situa\u00e7\u00f5es como a que se apresenta nos autos, n\u00e3o se mostra como solu\u00e7\u00e3o adequada. Cabe aos membros do Poder Judici\u00e1rio, ainda que atuantes somente no \u00e2mbito criminal, um olhar atento a quest\u00f5es sociais atinentes aos r\u00e9us em situa\u00e7\u00e3o de rua, com vistas \u00e0 ado\u00e7\u00e3o de medidas pautadas sempre no princ\u00edpio da legalidade, mas sem refor\u00e7ar a invisibilidade desse grupo populacional.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-3-resultado-final\"><a>14.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Na an\u00e1lise do cabimento da pris\u00e3o preventiva de pessoas em situa\u00e7\u00e3o de rua, al\u00e9m dos requisitos legais previstos no C\u00f3digo de Processo Penal, o magistrado deve observar as recomenda\u00e7\u00f5es constantes da Resolu\u00e7\u00e3o n. 425 do CNJ, e, caso sejam fixadas medidas cautelares alternativas, aquela que melhor se adequa a realidade da pessoa em situa\u00e7\u00e3o de rua.<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-0961506a-5680-4f10-9870-db56e741eed0\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/01\/09203613\/stj-757.pdf\">stj-757<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2023\/01\/09203613\/stj-757.pdf\" class=\"wp-block-file__button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-0961506a-5680-4f10-9870-db56e741eed0\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Informativo n\u00ba 757 do STJ\u00a0COMENTADO\u00a0saindo do forno (quentinho) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! 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