{"id":1143708,"date":"2022-12-27T02:16:11","date_gmt":"2022-12-27T05:16:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1143708"},"modified":"2022-12-27T02:16:18","modified_gmt":"2022-12-27T05:16:18","slug":"informativo-stj-755-comentado-parte-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-755-comentado-parte-2\/","title":{"rendered":"Informativo STJ 755 Comentado (Parte 2)"},"content":{"rendered":"\n<p>Informativo n\u00ba 755 (Parte 2) do STJ\u00a0<strong>COMENTADO<\/strong>\u00a0saindo do forno (quentinho) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2022\/12\/27021214\/stj-755-parte-2.pdf\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/p>\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_J8hejLJT_PI\"><div id=\"lyte_J8hejLJT_PI\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/J8hejLJT_PI\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/J8hejLJT_PI\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/J8hejLJT_PI\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-civil\"><a>DIREITO PROCESSUAL CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-cabimento-de-recurso-ordinario-em-mandado-de-seguranca-na-hipotese-em-que-houver-a-concessao-da-seguranca-e-a-parte-impugna-capitulo-que-havia-tao-somente-excluido-a-multa-cominatoria-para-o-cumprimento-da-liminar\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cabimento de recurso ordin\u00e1rio em mandado de seguran\u00e7a na hip\u00f3tese em que houver a concess\u00e3o da seguran\u00e7a e a parte impugna cap\u00edtulo que havia t\u00e3o-somente exclu\u00eddo a multa cominat\u00f3ria para o cumprimento da liminar<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO EM MANDADO DE SEGURAN\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o cabe recurso ordin\u00e1rio em mandado de seguran\u00e7a com fundamento no art. 105, inciso II, al\u00ednea &#8220;b&#8221;, da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica, na hip\u00f3tese em que houver a concess\u00e3o da seguran\u00e7a e a parte impugna cap\u00edtulo que havia t\u00e3o-somente exclu\u00eddo a multa cominat\u00f3ria para o cumprimento da liminar.<\/p>\n\n\n\n<p>RMS 69.727-RJ, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 18\/10\/2022. (Info 755)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-situacao-fatica\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creiton, concurseiro, ap\u00f3s muito tempo de estudo, resolveu se arriscar no concurso dos sonhos. Ocorre que, por falhas do site da banca organizadora, Creiton n\u00e3o conseguiu emitir o boleto necess\u00e1rio ao pagamento da inscri\u00e7\u00e3o. Inconformado, impetrou mandado de seguran\u00e7a requerendo a emiss\u00e3o do boleto e a prorroga\u00e7\u00e3o do prazo de inscri\u00e7\u00e3o. A liminar foi deferida para que a banca emitisse e endere\u00e7asse o boleto para Creiton no prazo de 2 dias, sob pena de multa.<\/p>\n\n\n\n<p>A banca somente enviou o boleto ap\u00f3s 4 dias, o que levou Creiton a requerer a aplica\u00e7\u00e3o da multa, o que n\u00e3o foi acolhido em raz\u00e3o das boas explica\u00e7\u00f5es apresentadas pela banca. Creiton interp\u00f4s recurso ordin\u00e1rio requerendo a manuten\u00e7\u00e3o da multa e revers\u00e3o dos valores em seu favor.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-analise-estrategica\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-questao-juridica\"><a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CF:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 105. Compete ao Superior Tribunal de Justi\u00e7a:<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; julgar, em recurso ordin\u00e1rio:<\/p>\n\n\n\n<p>b) os mandados de seguran\u00e7a decididos em \u00fanica inst\u00e2ncia pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados, do Distrito Federal e Territ\u00f3rios, quando denegat\u00f3ria a decis\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-cabe-o-ro\"><a>1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cabe o RO?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Noooops!!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A pretens\u00e3o mandamental foi deduzida com a finalidade de compelir a autoridade impetrada a providenciar a expedi\u00e7\u00e3o de um boleto banc\u00e1rio para que a impetrante pudesse realizar a sua inscri\u00e7\u00e3o em concurso p\u00fablico<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, aparentemente havia um problema tanto na gera\u00e7\u00e3o desse boleto, quanto no seu registro banc\u00e1rio, e isso dificultava o procedimento de inscri\u00e7\u00e3o porque o pagamento n\u00e3o podia ser feito.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a pretens\u00e3o mandamental ESGOTAVA-SE nisso, e que a despeito de ter sido cominada multa para obrigar a autoridade ao pronto atendimento da decis\u00e3o judicial concessiva de liminar, a sua exist\u00eancia em si \u00e9 irrelevante para a correta defini\u00e7\u00e3o da pretens\u00e3o, assim como do seu acolhimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, <strong>\u00e9 inafast\u00e1vel concluir que tenha a parte impetrante pedido ou n\u00e3o a comina\u00e7\u00e3o de multa, e tivesse o \u00f3rg\u00e3o judicial deferido ou indeferido a &#8220;<em>astreinte<\/em>&#8220;, o primordial a ser considerado para efeito da caracteriza\u00e7\u00e3o da pretens\u00e3o mandamental, do resultado processual concessivo ou denegat\u00f3rio e da forma\u00e7\u00e3o da coisa julgada \u00e9 que o pedido principal consistira t\u00e3o-somente na expedi\u00e7\u00e3o de novo boleto banc\u00e1rio<\/strong> e na prorroga\u00e7\u00e3o do prazo de inscri\u00e7\u00e3o. Foi nesse sentido que houve a &#8220;concess\u00e3o da seguran\u00e7a&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sendo assim, uma vez que o resultado judicial n\u00e3o \u00e9 denegat\u00f3rio da pretens\u00e3o mandamental, n\u00e3o h\u00e1 hip\u00f3tese de cabimento do recurso ordin\u00e1rio, na forma do art. 105, inciso II, al\u00ednea &#8220;b&#8221;, da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica, e por isso n\u00e3o se conhece do recurso ordin\u00e1rio em mandado de seguran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-3-resultado-final\"><a>1.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o cabe recurso ordin\u00e1rio em mandado de seguran\u00e7a com fundamento no art. 105, inciso II, al\u00ednea &#8220;b&#8221;, da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica, na hip\u00f3tese em que houver a concess\u00e3o da seguran\u00e7a e a parte impugna cap\u00edtulo que havia t\u00e3o-somente exclu\u00eddo a multa cominat\u00f3ria para o cumprimento da liminar.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-des-necessidade-de-consenso-em-relacao-ao-perito-para-realizacao-da-pericia\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Des)Necessidade de consenso em rela\u00e7\u00e3o ao perito para realiza\u00e7\u00e3o da per\u00edcia<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Se n\u00e3o h\u00e1 consenso entre as partes a respeito da escolha do perito, o profissional indicado por uma das partes, mas rejeitado pela outra, n\u00e3o pode realizar a produ\u00e7\u00e3o da prova como perito do ju\u00edzo.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.924.452-SP, Rel. Min. Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 04\/10\/2022, DJe 10\/10\/2022. (Info 755)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-situacao-fatica\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma a\u00e7\u00e3o indenizat\u00f3ria ajuizada por Ramon em face do Col\u00e9gio Dante, o juiz deferiu a realiza\u00e7\u00e3o de per\u00edcia e intimou as partes para informar se gostariam de indicar conjuntamente um perito. Ramon sugeriu Dr. Creisson, enquanto o col\u00e9gio informou n\u00e3o ter nenhum profissional a indicar, mas que n\u00e3o concordava com a indica\u00e7\u00e3o de Dr. Creisson. O juiz acabou nomeando o Dr. Creisson, profissional indicado unicamente pelo autor realizasse a per\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-analise-estrategica\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-questao-juridica\"><a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 156. O juiz ser\u00e1 assistido por perito quando a prova do fato depender de conhecimento t\u00e9cnico ou cient\u00edfico.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>\u00a7 5\u00ba Na localidade onde n\u00e3o houver inscrito no cadastro disponibilizado pelo tribunal, a nomea\u00e7\u00e3o do perito \u00e9 de livre escolha pelo juiz e dever\u00e1 recair sobre profissional ou \u00f3rg\u00e3o t\u00e9cnico ou cient\u00edfico comprovadamente detentor do conhecimento necess\u00e1rio \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o da per\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 190. Versando o processo sobre direitos que admitam autocomposi\u00e7\u00e3o, \u00e9 l\u00edcito \u00e0s partes plenamente capazes estipular mudan\u00e7as no procedimento para ajust\u00e1-lo \u00e0s especificidades da causa e convencionar sobre os seus \u00f4nus, poderes, faculdades e deveres processuais, antes ou durante o processo.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. De of\u00edcio ou a requerimento, o juiz controlar\u00e1 a validade das conven\u00e7\u00f5es previstas neste artigo, recusando-lhes aplica\u00e7\u00e3o somente nos casos de nulidade ou de inser\u00e7\u00e3o abusiva em contrato de ades\u00e3o ou em que alguma parte se encontre em manifesta situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 471. As partes podem, de comum acordo, escolher o perito, indicando-o mediante requerimento, desde que:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I &#8211; sejam plenamente capazes;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>II &#8211; a causa possa ser resolvida por autocomposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 1\u00ba As partes, ao escolher o perito, j\u00e1 devem indicar os respectivos assistentes t\u00e9cnicos para acompanhar a realiza\u00e7\u00e3o da per\u00edcia, que se realizar\u00e1 em data e local previamente anunciados.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 2\u00ba O perito e os assistentes t\u00e9cnicos devem entregar, respectivamente, laudo e pareceres em prazo fixado pelo juiz.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 3\u00ba A per\u00edcia consensual substitui, para todos os efeitos, a que seria realizada por perito nomeado pelo juiz.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-ha-de-ser-consensual\"><a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; H\u00e1 de ser consensual?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Sempre!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A nomea\u00e7\u00e3o do perito deve ocorrer entre os profissionais e \u00f3rg\u00e3os t\u00e9cnicos ou cient\u00edficos constantes do cadastro realizado pelo Tribunal<\/strong>. Somente na localidade onde n\u00e3o houver o registro de profissionais habilitados, a escolha do&nbsp;<em>expert<\/em>&nbsp;ser\u00e1 de livre escolha do juiz (\u00a7 5\u00ba do art. 156 do CPC\/2015).<\/p>\n\n\n\n<p>O art. 471 do CPC\/2015 trouxe importante inova\u00e7\u00e3o ao permitir a indica\u00e7\u00e3o do perito pelas partes, havendo, no ponto, a possibilidade de celebra\u00e7\u00e3o de neg\u00f3cio jur\u00eddico processual.<\/p>\n\n\n\n<p>Por se tratar de per\u00edcia consensual, exige-se o comum acordo entre os litigantes, cuja prova realizada substitui, para todos os efeitos, aquela que seria realizada por profissional nomeado pelo juiz. Al\u00e9m disso, as partes devem ser plenamente capazes e a causa deve versar acerca de direito que admita a autocomposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante da necessidade de uniformiza\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria, o Conselho Nacional de Justi\u00e7a editou a Resolu\u00e7\u00e3o n. 233\/2016 para dispor acerca da &#8220;cria\u00e7\u00e3o de cadastro de profissionais e \u00f3rg\u00e3os t\u00e9cnicos ou cient\u00edficos no \u00e2mbito da Justi\u00e7a de primeiro e segundo graus&#8221; e determinar a institui\u00e7\u00e3o do Cadastro Eletr\u00f4nico de Peritos e \u00d3rg\u00e3os T\u00e9cnicos e Cient\u00edficos (CPTEC).<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, a referida resolu\u00e7\u00e3o tra\u00e7a outras normas a respeito da quest\u00e3o: (I) impossibilidade de nomea\u00e7\u00e3o profissional ou de \u00f3rg\u00e3o que n\u00e3o esteja regularmente cadastrado, salvo no caso do art. 156, \u00a7 5\u00ba, do CPC\/2015 (art. 6\u00ba,&nbsp;<em>caput<\/em>); (II) a escolha dos peritos previamente cadastrados ocorrer\u00e1 por nomea\u00e7\u00e3o direta ou por sorteio eletr\u00f4nico, a crit\u00e9rio do magistrado (art. 9\u00ba, \u00a7 1\u00ba) e (III) o juiz poder\u00e1 selecionar profissionais de sua confian\u00e7a, entre aqueles que estejam regularmente cadastrados no CPTEC, para atua\u00e7\u00e3o em sua unidade jurisdicional, devendo, entre os selecionados, observar o crit\u00e9rio equitativo de nomea\u00e7\u00e3o em se tratando de profissionais da mesma especialidade (art. 9\u00ba, \u00a7 2\u00ba).<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, o CNJ reafirma que a nomea\u00e7\u00e3o de perito ou de \u00f3rg\u00e3o n\u00e3o cadastrado somente ocorrer\u00e1 quando n\u00e3o existir profissional especializado e quando houver indica\u00e7\u00e3o conjunta pelas partes. Nessa hip\u00f3tese, &#8220;o profissional ou o \u00f3rg\u00e3o ser\u00e1 notificado, no mesmo ato que lhe der ci\u00eancia da nomea\u00e7\u00e3o, para proceder ao seu cadastramento&#8221; (art. 10).<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa linha, <strong>observa-se que o CPC\/2015 estabelece como regra a escolha do perito pelo ju\u00edzo e, como alternativa, possibilita a nomea\u00e7\u00e3o do referido profissional pelas partes.<\/strong> Por\u00e9m, na segunda hip\u00f3tese, a concord\u00e2ncia dos litigantes \u00e9 elemento FUNDAMENTAL \u00e0 validade (ou \u00e0 exist\u00eancia) do neg\u00f3cio jur\u00eddico processual.<\/p>\n\n\n\n<p>Tanto \u00e9 assim que o Enunciado n. 616 do F\u00f3rum Permanente de Processualistas Civis (FPPC) orienta no sentido de que &#8220;os requisitos de validade previstos no C\u00f3digo Civil s\u00e3o aplic\u00e1veis aos neg\u00f3cios jur\u00eddicos processuais, observadas as regras processuais pertinentes&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o art. 190 do CPC\/2015, que traz a norma geral dos neg\u00f3cios processuais, prescreve ser l\u00edcito \u00e0s partes estipular mudan\u00e7a &#8220;no procedimento para ajust\u00e1-lo \u00e0s especificidades da causa e convencionar sobre os seus \u00f4nus, poderes, faculdades e deveres processuais, antes ou durante o processo&#8221;. Com efeito, o estatual processual deixa claro, mais uma vez, a necessidade de converg\u00eancia entres os sujeitos litigantes, sem a qual o ajuste n\u00e3o se concretiza.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, diante da aus\u00eancia de consenso entre as partes, \u00e9 NULA a decis\u00e3o que acolheu a indica\u00e7\u00e3o do perito feita pelo autor, cabendo ao magistrado, na origem, nomear profissional devidamente inscrito em sistema mantido pelo tribunal ao qual est\u00e1 vinculado.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-3-resultado-final\"><a>2.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Se n\u00e3o h\u00e1 consenso entre as partes a respeito da escolha do perito, o profissional indicado por uma das partes, mas rejeitado pela outra, n\u00e3o pode realizar a produ\u00e7\u00e3o da prova como perito do ju\u00edzo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-cabimento-da-capitalizacao-mensal-dos-juros-remuneratorios-que-incidem-sobre-as-diferencas-decorrentes-de-expurgos-inflacionarios-reconhecidas-em-acao-civil-publica\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cabimento da capitaliza\u00e7\u00e3o mensal dos juros remunerat\u00f3rios que incidem sobre as diferen\u00e7as decorrentes de expurgos inflacion\u00e1rios reconhecidas em a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 cab\u00edvel a capitaliza\u00e7\u00e3o mensal dos juros remunerat\u00f3rios que incidem sobre as diferen\u00e7as decorrentes de expurgos inflacion\u00e1rios reconhecidas em a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.940.427-SP, Rel. Min. Moura Ribeiro, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 09\/08\/2022, DJe de 15\/08\/2022. (Info 755)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-situacao-fatica\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O Instituto do Consumidor ajuizou ACP na qual requereu que o Banco Brasa fosse condenado ao pagamento das diferen\u00e7as decorrentes de expurgos inflacion\u00e1rios. Ao ficar sabendo do tr\u00e2nsito em julgado procedente da ACP, Tadeu requereu o cumprimento individual da senten\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Em impugna\u00e7\u00e3o, o Banco Brasa sustentou que os juros remunerat\u00f3rios seriam devidos somente nos meses em que fora reconhecido o expurgo da corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria, tese da qual discorda Tadeu, interessado na capitaliza\u00e7\u00e3o mensal dos juros remunerat\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-analise-estrategica\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-cabe-a-capitalizacao-mensal\"><a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cabe a capitaliza\u00e7\u00e3o mensal?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia a determinar se, havendo previs\u00e3o expressa no t\u00edtulo judicial, \u00e9 cab\u00edvel a capitaliza\u00e7\u00e3o mensal de juros remunerat\u00f3rios que incidem sobre as diferen\u00e7as decorrentes de expurgos inflacion\u00e1rios reconhecidos em a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>A Segunda Se\u00e7\u00e3o do STJ, no julgamento do REsp 1.392.245\/DF, sob o rito dos repetitivos, fixou a tese de que <strong>\u00e9 vedada a inclus\u00e3o de juros remunerat\u00f3rios nos c\u00e1lculos de liquida\u00e7\u00e3o\/execu\u00e7\u00e3o se inexistir condena\u00e7\u00e3o expressa na fase de conhecimento, sem preju\u00edzo de, quando cab\u00edvel, o interessado ajuizar a\u00e7\u00e3o individual de conhecimento<\/strong>. Na ocasi\u00e3o do julgamento do referido recurso especial, prevaleceu o entendimento de que os juros remunerat\u00f3rios possuem natureza contratual, dependendo sua incid\u00eancia de pedido na inicial da a\u00e7\u00e3o de conhecimento e condena\u00e7\u00e3o expressa a esse respeito na senten\u00e7a exequenda. Assim, a determina\u00e7\u00e3o de capitaliza\u00e7\u00e3o mensal dos juros remunerat\u00f3rios da poupan\u00e7a n\u00e3o conflita com esse entendimento, haja vista que, naquela oportunidade, apenas se decidiu sobre a inclus\u00e3o de juros remunerat\u00f3rios n\u00e3o previstos no t\u00edtulo exequendo quando do respectivo cumprimento de senten\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Tratando-se de contrato de caderneta de poupan\u00e7a, \u00e9 poss\u00edvel concluir que os juros remunerat\u00f3rios contemplados na senten\u00e7a devem incidir m\u00eas a m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>A capitaliza\u00e7\u00e3o mensal dos juros remunerat\u00f3rios das cadernetas de poupan\u00e7a foi autorizada pelo BACEN por meio da Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 1.236\/86, que estabeleceu &#8220;que as institui\u00e7\u00f5es autorizadas a receber dep\u00f3sitos de poupan\u00e7a livre dever\u00e3o creditar os rendimentos \u00e0s contas de pessoas f\u00edsicas no 1\u00ba (primeiro) dia \u00fatil ap\u00f3s per\u00edodo de 1 (um) m\u00eas corrido de perman\u00eancia do dep\u00f3sito&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, os juros remunerat\u00f3rios das cadernetas de poupan\u00e7a, ao se agregarem ao capital, passam a constituir o pr\u00f3prio cr\u00e9dito, deixando de ter a natureza de acess\u00f3rio. Tanto que a jurisprud\u00eancia do STJ \u00e9 firme no sentido de que o prazo prescricional aplic\u00e1vel para a pretens\u00e3o de recebimento de referida verba \u00e9 o vinten\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, <strong>havendo condena\u00e7\u00e3o expressa ao pagamento de juros remunerat\u00f3rios no t\u00edtulo exequendo, estes capitalizam-se mensalmente.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-resultado-final\"><a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 cab\u00edvel a capitaliza\u00e7\u00e3o mensal dos juros remunerat\u00f3rios que incidem sobre as diferen\u00e7as decorrentes de expurgos inflacion\u00e1rios reconhecidas em a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-principio-da-especialidade-e-descontos-da-comissao-devida-a-susep-nos-valores-pagos-aos-liquidantes\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Princ\u00edpio da especialidade e descontos da comiss\u00e3o devida \u00e0 SUSEP nos valores pagos aos liquidantes<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em decorr\u00eancia da aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da especialidade, os valores pagos aos liquidantes n\u00e3o devem ser descontados da comiss\u00e3o devida \u00e0 Superintend\u00eancia de Seguros Privados (SUSEP), respons\u00e1vel pela atividade concreta de condu\u00e7\u00e3o do processo de liquida\u00e7\u00e3o extrajudicial.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.028.232-RJ, Rel. Min. Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 11\/10\/2022, DJe 17\/10\/2022. (Info 755)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-situacao-fatica\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Union Holding ajuizou a\u00e7\u00e3o em face da SUSEP com o objetivo de declarar indevida a cobran\u00e7a de comiss\u00e3o e ainda a restitui\u00e7\u00e3o dos valores j\u00e1 pagos sob o mesmo t\u00edtulo. Explica que teve sua liquida\u00e7\u00e3o extrajudicial decretada pela SUSEP tendo sido nomeado agente p\u00fablico para a administra\u00e7\u00e3o e os atos de gest\u00e3o ordin\u00e1ria da sociedade em regime de liquida\u00e7\u00e3o extrajudicial. Al\u00e9m disso, foi cobrado uma comiss\u00e3o de 5% sob o valor de venda dos ativos da massa.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a venda de alguns ativos, a SUSEP determinou que parte dos valores fossem destinados ao pagamento da remunera\u00e7\u00e3o do liquidante. SanFra, uma das credoras de Union, n\u00e3o concordou com a ideia e ajuizou a\u00e7\u00e3o sustentando que a remunera\u00e7\u00e3o do liquidante deveria ser descontada da comiss\u00e3o da SUSEP.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-analise-estrategica\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-questao-juridica\"><a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Decreto-Lei n. 73\/1966:<\/p>\n\n\n\n<p>Art 39. Do produto da arrecada\u00e7\u00e3o do imp\u00f4sto s\u00f4bre opera\u00e7\u00f5es financeiras a que se refere a Lei n\u00ba 5.143, de 20-10-66, ser\u00e1 destacada a parcela necess\u00e1ria ao custeio das atividades da SUSEP.<\/p>\n\n\n\n<p>Art 40. Constituem ainda recursos da SUSEP:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; O produto das multas aplicadas pela SUSEP;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; Dota\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria espec\u00edfica ou cr\u00e9ditos especiais;<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; Juros de dep\u00f3sitos banc\u00e1rios;<\/p>\n\n\n\n<p>IV &#8211; A participa\u00e7\u00e3o que lhe f\u00f4r atribu\u00edda pelo CNSP no fundo previsto no art. 16;<\/p>\n\n\n\n<p>V &#8211; Outras receitas ou valores advent\u00edcios, resultantes de suas atividades.<\/p>\n\n\n\n<p>Art 97. A liquida\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria ou compuls\u00f3ria das Sociedades Seguradoras ser\u00e1 processada pela SUSEP.<\/p>\n\n\n\n<p>Art 106. A SUSEP ter\u00e1 direito \u00e0 comiss\u00e3o de cinco por cento s\u00f4bre o ativo apurado nos trabalhos de liquida\u00e7\u00e3o, competindo ao Superintendente arbitrar a gratifica\u00e7\u00e3o a ser paga aos inspetores e funcion\u00e1rios encarregados de execut\u00e1-los.<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 4.595\/1964:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 18. As institui\u00e7\u00f5es&nbsp; financeiras&nbsp; somente poder\u00e3o&nbsp;&nbsp; funcionar&nbsp; no Pa\u00eds&nbsp; mediante&nbsp; pr\u00e9via autoriza\u00e7\u00e3o do Banco Central&nbsp; da Rep\u00fablica do Brasil ou decreto do&nbsp; Poder&nbsp; Executivo, quando forem estrangeiras.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1\u00ba Al\u00e9m dos estabelecimentos banc\u00e1rios oficiais ou privados, das sociedades de cr\u00e9dito, financiamento e investimentos, das caixas econ\u00f4micas e das cooperativas de cr\u00e9dito ou a se\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito das cooperativas que a tenham, tamb\u00e9m se subordinam \u00e0s disposi\u00e7\u00f5es e disciplina desta lei no que for aplic\u00e1vel, as bolsas de valores, companhias de seguros e de capitaliza\u00e7\u00e3o, as sociedades que efetuam distribui\u00e7\u00e3o de pr\u00eamios em im\u00f3veis, mercadorias ou dinheiro, mediante sorteio de t\u00edtulos de sua emiss\u00e3o ou por qualquer forma, e as pessoas f\u00edsicas ou jur\u00eddicas que exer\u00e7am, por conta pr\u00f3pria ou de terceiros, atividade relacionada com a compra e venda de a\u00e7\u00f5es e outros quaisquer t\u00edtulos, realizando nos mercados financeiros e de capitais opera\u00e7\u00f5es ou servi\u00e7os de natureza dos executados pelas institui\u00e7\u00f5es financeiras.<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 6.024\/1974:<\/p>\n\n\n\n<p>Art . 16. A liquida\u00e7\u00e3o extrajudicial ser\u00e1 executada por liquidante nomeado pelo Banco Central do Brasil, com amplos poderes de administra\u00e7\u00e3o e liquida\u00e7\u00e3o, especialmente os de verifica\u00e7\u00e3o e classifica\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos, podendo nomear e demitir funcion\u00e1rios, fixando-lhes os vencimentos, outorgar e cassar mandatos, propor a\u00e7\u00f5es e representar a massa em Ju\u00edzo ou fora dele.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2\u00ba Os honor\u00e1rios do liquidante, a serem pagos por conta da liquidanda, ser\u00e3o fixados pelo Banco Central do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 11.101\/2005:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 24. O juiz fixar\u00e1 o valor e a forma de pagamento da remunera\u00e7\u00e3o do administrador judicial, observados a capacidade de pagamento do devedor, o grau de complexidade do trabalho e os valores praticados no mercado para o desempenho de atividades semelhantes.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 1\u00ba Em qualquer hip\u00f3tese, o total pago ao administrador judicial n\u00e3o exceder\u00e1 5% (cinco por cento) do valor devido aos credores submetidos \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o judicial ou do valor de venda dos bens na fal\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-desconta-da-comissao\"><a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Desconta da comiss\u00e3o?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A Superintend\u00eancia de Seguros Privados &#8211; SUSEP exerce, nos procedimentos de liquida\u00e7\u00e3o extrajudicial, d\u00faplice fun\u00e7\u00e3o, a primeira consubstanciada no \u00f3rg\u00e3o processante do procedimento de liquida\u00e7\u00e3o<\/strong> &#8211; tal como ocorre com o Banco Central na hip\u00f3tese de liquida\u00e7\u00e3o de institui\u00e7\u00f5es financeiras &#8211; e outra, como o pr\u00f3prio liquidante da sociedade empres\u00e1ria, com responsabilidade de realiza\u00e7\u00e3o do ativo e pagamento dos credores (arts. 97 e 106 do Decreto-Lei n. 73\/1966).<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, ap\u00f3s decretada a liquida\u00e7\u00e3o extrajudicial da sociedade seguradora, a SUSEP poder\u00e1 nomear agente p\u00fablico para conduzir o respectivo processo, na qualidade de liquidante, de maneira similar \u00e0 fun\u00e7\u00e3o do administrador judicial na fal\u00eancia, nos termos do art. 106 do Decreto-Lei n. 73\/1966.<\/p>\n\n\n\n<p>A exegese consent\u00e2nea com a disciplina legal orienta-se no sentido de <strong>que a SUSEP, pelo exerc\u00edcio das fun\u00e7\u00f5es de liquidante e \u00f3rg\u00e3o processante previstas na legisla\u00e7\u00e3o de reg\u00eancia, auferir\u00e1 a remunera\u00e7\u00e3o equivalente a 5% (cinco por cento) sobre o ativo apurado da sociedade seguradora em liquida\u00e7\u00e3o<\/strong>. Em caso de nomea\u00e7\u00e3o de agente p\u00fablico para conduzir o procedimento, eventual remunera\u00e7\u00e3o deve ser subtra\u00edda dessa comiss\u00e3o, porquanto a legisla\u00e7\u00e3o aplic\u00e1vel n\u00e3o prev\u00ea outra forma de remunera\u00e7\u00e3o de tais agentes. Id\u00eantica exegese \u00e9 determinada pelo art. 82 do Decreto n. 60.459\/1967.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessarte, \u00e9 imperiosa a infer\u00eancia no sentido de que a comiss\u00e3o referida pelo art. 106 do Decreto-Lei n. 73\/1966, em verdade, constitui a \u00fanica import\u00e2ncia devida pela sociedade liquidanda \u00e0 SUSEP pelo exerc\u00edcio de suas atividades. Assim, ao prever a legisla\u00e7\u00e3o que os valores pagos aos agentes encarregados de executar a liquida\u00e7\u00e3o devem ser extra\u00eddos da comiss\u00e3o, n\u00e3o est\u00e1 a transferir \u00e0 SUSEP a incumb\u00eancia do pagamento, pelo singelo motivo de que a disciplina legal j\u00e1 sup\u00f5e estarem inclu\u00eddas as import\u00e2ncias no montante relativo \u00e0 comiss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, nos arts. 39 e 40 do Decreto-Lei n. 73\/1966, instrumento que cria a SUSEP, autarquia respons\u00e1vel pela execu\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica p\u00fablica elaborada pelo Conselho Nacional de Seguros Privados &#8211; CNSP e pela fiscaliza\u00e7\u00e3o da constitui\u00e7\u00e3o, organiza\u00e7\u00e3o, funcionamento e opera\u00e7\u00f5es das Sociedades Seguradoras, n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o espec\u00edfica da comiss\u00e3o como fonte geral de custeio da autarquia, o que culmina por confirmar seu car\u00e1ter de retribui\u00e7\u00e3o pelos servi\u00e7os espec\u00edficos prestados no procedimento de liquida\u00e7\u00e3o extrajudicial.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao custeio de car\u00e1ter geral como agente fiscalizador do mercado supervisionado, d\u00e1-se por interm\u00e9dio do recebimento das verbas referidas nos arts. 39 e 40 do Decreto-Lei n. 73\/1966, mas a espec\u00edfica atividade de processamento e liquida\u00e7\u00e3o das sociedades seguradoras conta com retribui\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, consubstanciada na comiss\u00e3o prevista no art. 106 do mesmo diploma legal.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso porque a aplica\u00e7\u00e3o da Lei n. 6.024\/1964 \u00e0s sociedades seguradoras de capitaliza\u00e7\u00e3o e \u00e0s entidades de previd\u00eancia privada, todavia, pela pr\u00f3pria dic\u00e7\u00e3o legal, somente ocorre no que for cab\u00edvel, \u00e9 dizer, se houver regula\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria pela lei especial &#8211; Decreto-Lei n. 73\/1966 &#8211; que seja incompat\u00edvel com o conte\u00fado normativo da Lei n. 6.024\/1964, prevalecer\u00e1 a disciplina especial.<\/p>\n\n\n\n<p>Verifica-se, portanto, que o crit\u00e9rio para a solu\u00e7\u00e3o da antinomia, no caso em quest\u00e3o, decorre da aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da ESPECIALIDADE. Por conseguinte, <strong>a incompatibilidade normativa soluciona-se pela aplica\u00e7\u00e3o da norma que cont\u00e9m elementos especializantes, subtraindo do espectro normativo da norma geral a aplica\u00e7\u00e3o em virtude de determinadas caracter\u00edsticas que s\u00e3o especiais<\/strong>. O conflito entre os crit\u00e9rios cronol\u00f3gico e de especialidade resolve-se priorizando a regulamenta\u00e7\u00e3o particular.<\/p>\n\n\n\n<p>A Lei n. 6.024\/1974 disp\u00f5e sobre a interven\u00e7\u00e3o e a liquida\u00e7\u00e3o extrajudicial de institui\u00e7\u00f5es financeiras. Por\u00e9m, o Decreto-Lei n. 73\/1966 cuida do processo de liquida\u00e7\u00e3o de um tipo espec\u00edfico de institui\u00e7\u00e3o financeira (equiparado pelo art. 18, \u00a7 1\u00ba, da Lei n. 4.595\/1964), cujo agente fiscalizador &#8211; a SUSEP &#8211; \u00e9 diverso daquele que atua no sistema financeiro &#8211; o Banco Central do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Em consequ\u00eancia, n\u00e3o \u00e9 aplic\u00e1vel \u00e0 hip\u00f3tese &#8211; por se referir \u00e0 liquida\u00e7\u00e3o de sociedade seguradora de capitaliza\u00e7\u00e3o &#8211; o art. 16, \u00a7 2\u00ba, da Lei n. 6.024\/1974, que prev\u00ea a fixa\u00e7\u00e3o dos honor\u00e1rios do liquidante pelo Banco Central do Brasil &#8211; aqui, a SUSEP -, pagos por conta da liquidanda.<\/p>\n\n\n\n<p>Vale referir, finalmente, que tamb\u00e9m a Lei n. 11.101\/2005 (Lei de Recupera\u00e7\u00e3o Judicial e Fal\u00eancias) tem similar disposi\u00e7\u00e3o em seu art. 24, \u00a7 1\u00ba, ao prever que o total pago ao administrador judicial n\u00e3o exceder\u00e1 5% (cinco por cento) do valor devido aos credores submetidos \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o judicial ou do valor de venda dos bens na fal\u00eancia, o que equivale, nesta \u00faltima hip\u00f3tese, ao ativo apurado no processo de liquida\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-3-resultado-final\"><a>4.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Em decorr\u00eancia da aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da especialidade, os valores pagos aos liquidantes n\u00e3o devem ser descontados da comiss\u00e3o devida \u00e0 Superintend\u00eancia de Seguros Privados (SUSEP), respons\u00e1vel pela atividade concreta de condu\u00e7\u00e3o do processo de liquida\u00e7\u00e3o extrajudicial.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-penal\"><a>DIREITO PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-termo-inicial-da-contagem-do-prazo-da-prescricao-da-pretensao-executoria\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Termo inicial da contagem do prazo da prescri\u00e7\u00e3o da pretens\u00e3o execut\u00f3ria<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>O Termo inicial da contagem do prazo da prescri\u00e7\u00e3o da pretens\u00e3o execut\u00f3ria \u00e9 o tr\u00e2nsito em julgado para ambas as partes.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no REsp 1.983.259-PR, Rel. Min. Sebasti\u00e3o Reis J\u00fanior, Terceira Se\u00e7\u00e3o, por maioria, julgado 26\/10\/2022, DJe 03\/11\/2022. (Info 755)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-situacao-fatica\"><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Craudio foi condenado a uma pena de reclus\u00e3o, senten\u00e7a mantida pelo tribunal local. Do ac\u00f3rd\u00e3o, somente a defesa de Craudio interp\u00f4s recurso, tendo o MP restado inerte.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s o julgamento do recurso extraordin\u00e1rio, passou-se a discutir acerca do termo inicial da contagem do prazo da prescri\u00e7\u00e3o da pretens\u00e3o execut\u00f3ria. A defesa de Craudio sustenta que deveria ser iniciada a contagem quando do tr\u00e2nsito em julgado para o MP, enquanto o MP alega que deve ser contada a partir do tr\u00e2nsito para ambas as partes.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-analise-estrategica\"><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-qual-o-termo-a-ser-observado\"><a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Qual o termo a ser observado?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>O tr\u00e2nsito em julgado para as duas partes!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Necess\u00e1rio o alinhamento dos julgados do Superior Tribunal de Justi\u00e7a com o posicionamento adotado nas recentes decis\u00f5es monocr\u00e1ticas proferidas no \u00e2mbito do Supremo Tribunal Federal, bem como nos seus \u00f3rg\u00e3os colegiados.<\/p>\n\n\n\n<p>O STF fixou a orienta\u00e7\u00e3o de que &#8220;<strong>[a] prescri\u00e7\u00e3o da pretens\u00e3o execut\u00f3ria, no que pressup\u00f5e quadro a revelar a possibilidade de execu\u00e7\u00e3o da pena, tem como marco inicial o tr\u00e2nsito em julgado, para ambas as partes, da condena\u00e7\u00e3o<\/strong>&#8220;. Logo, &#8220;enquanto n\u00e3o proclamada a inadmiss\u00e3o de recurso de natureza excepcional, tem-se o curso da prescri\u00e7\u00e3o da pretens\u00e3o punitiva, e n\u00e3o a da pretens\u00e3o execut\u00f3ria&#8221; (AI 794.971\/RJ-AgR, rel. do ac. Min. Marco Aur\u00e9lio, DJe de 28\/06\/21) (ARE 1.301.223 AgR-ED, Relato Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 29\/04\/2022).<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme orienta\u00e7\u00e3o da Sexta Turma do STJ, n\u00e3o h\u00e1 que se falar em prescri\u00e7\u00e3o da pretens\u00e3o execut\u00f3ria, porque, ainda que haja, no STF, reconhecimento de repercuss\u00e3o geral &#8211; ARE 848.107\/DF (Tema n. 788) -, pendente de julgamento, &#8220;<strong>[o] Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do AI 794.971-AgR\/RJ (Rel. para ac\u00f3rd\u00e3o Ministro Marco Aur\u00e9lio, DJe 25\/06\/2021), definiu que o&nbsp;<em>dies a quo<\/em>&nbsp;para a contagem da prescri\u00e7\u00e3o da pretens\u00e3o execut\u00f3ria \u00e9 o tr\u00e2nsito em julgado para ambas as partes.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Assim, por j\u00e1 ter havido manifesta\u00e7\u00e3o do Plen\u00e1rio da Suprema Corte sobre a controv\u00e9rsia e em raz\u00e3o desse entendimento estar sendo adotado pelos Ministros de ambas as Turmas do STF, essa orienta\u00e7\u00e3o deve passar a ser aplicada nos julgamentos do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, uma vez que n\u00e3o h\u00e1 mais diverg\u00eancia interna naquela Corte sobre o assunto (AgRg no RHC 163.758\/SC, rel. Ministra Laurita Vaz, Sexta Turma, DJe de 27\/06\/2022), (AgRg no REsp 2.000.360\/PR, rel. Ministro Olindo Menezes (Desembargador convocado do TRF 1\u00aa Regi\u00e3o), Sexta Turma, DJe de 15\/08\/2022).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-resultado-final\"><a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O Termo inicial da contagem do prazo da prescri\u00e7\u00e3o da pretens\u00e3o execut\u00f3ria \u00e9 o tr\u00e2nsito em julgado para ambas as partes.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-pacote-anticrime-e-progressao-de-regime-ao-condenado-por-crime-hediondo-com-resultado-morte-e-reincidente-generico\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Pacote anticrime e progress\u00e3o de regime ao condenado por crime hediondo com resultado morte e reincidente gen\u00e9rico<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Aplica-se se o percentual previsto no art. 112, inciso VI, al\u00ednea &#8220;a&#8221;, da Lei n. 7.210\/1984 (Lei de Execu\u00e7\u00e3o Penal) para a progress\u00e3o de regime ao condenado por crime hediondo com resultado morte e reincidente gen\u00e9rico, quando a condena\u00e7\u00e3o tenha ocorrido antes da entrada em vigor da Lei n. 13.964\/2019 (Pacote Anticrime).<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no REsp 2.015.414-MG, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 25\/10\/2022. (Info 755)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-situacao-fatica\"><a>6.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Crementino, apenado em raz\u00e3o do crime de homic\u00eddio qualificado, encontra-se cumprindo pena em reclus\u00e3o. Al\u00e9m disso, trata-se de reincidente gen\u00e9rico por ter sido condenado anteriormente pelo crime de furto.<\/p>\n\n\n\n<p>Sua condena\u00e7\u00e3o ocorreu antes da vig\u00eancia do chamado pacote anticrime, mas sua defesa alega que ele faria jus \u00e0 progress\u00e3o de regime quando do cumprimento de 50% da pena.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-analise-estrategica\"><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-questao-juridica\"><a>6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 7.210\/1984:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 112. A pena privativa de liberdade ser\u00e1 executada em forma progressiva com a transfer\u00eancia para regime menos rigoroso, a ser determinada pelo juiz, quando o preso tiver cumprido ao menos:<\/p>\n\n\n\n<p>VI &#8211; 50% (cinquenta por cento) da pena, se o apenado for:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>a) condenado pela pr\u00e1tica de crime hediondo ou equiparado, com resultado morte, se for prim\u00e1rio, vedado o livramento condicional:<\/p>\n\n\n\n<p>b) condenado por exercer o comando, individual ou coletivo, de organiza\u00e7\u00e3o criminosa estruturada para a pr\u00e1tica de crime hediondo ou equiparado; ou&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>c) condenado pela pr\u00e1tica do crime de constitui\u00e7\u00e3o de mil\u00edcia privada;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-aplicavel-o-percentual-de-50\"><a>6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Aplic\u00e1vel o percentual de 50%?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia a determinar qual seria o percentual de pena a ser cumprido para que a pessoa condenada por crime hediondo com resultado morte e reincidente gen\u00e9rica possa requerer a transfer\u00eancia para regime menos rigoroso, quando a condena\u00e7\u00e3o ocorreu antes da entrada em vigor da Lei n. 13.964\/2019 (Pacote Anticrime).<\/p>\n\n\n\n<p>A Terceira Se\u00e7\u00e3o do STJ, no julgamento dos Recursos Especiais 1.910.240\/MG e 1.918.338\/MT, ambos pela sistem\u00e1tica do recurso representativo de controv\u00e9rsia, estabeleceu tese, no Tema Repetitivo n. 1.084, no sentido de que &#8220;<strong>\u00e9 reconhecida a retroatividade do patamar estabelecido no art. 112, V, da Lei n. 13.964\/2019, \u00e0queles apenados que, embora tenham cometido crime hediondo ou equiparado sem resultado morte, n\u00e3o sejam reincidentes em delito de natureza semelhante<\/strong>&#8220;.<\/p>\n\n\n\n<p>A tese estabelecida nos mencionados recursos repetitivos, limita-se \u00e0 retroatividade do art. 112, inciso V, da <a>Lei n. 7.210\/1984 <\/a>(Lei de Execu\u00e7\u00e3o Penal &#8211; LEP), na reda\u00e7\u00e3o da Lei n. 13.964\/2019, aos condenados que, embora tenham cometido crime hediondo ou equiparado sem resultado morte, n\u00e3o sejam reincidentes em delito de natureza semelhante.<\/p>\n\n\n\n<p>Conquanto tenha o relator, em&nbsp;<em>obter dictum<\/em>, ponderado que a parte final do art. 112, inciso VI, al\u00ednea &#8220;a&#8221;, da Lei de Execu\u00e7\u00e3o Penal (na reda\u00e7\u00e3o da Lei n. 13.964\/2019) n\u00e3o seria aplic\u00e1vel aos condenados por crimes hediondos com resultado morte antes da entrada em vigor da Lei n. 13.964\/2019, fossem eles prim\u00e1rios ou reincidentes gen\u00e9ricos, pois tamb\u00e9m vedaria o benef\u00edcio do livramento condicional, disposi\u00e7\u00e3o que n\u00e3o existiria ao tempo da vig\u00eancia do art. 2\u00ba, \u00a7 2\u00ba, da Lei n. 8.072\/1990, situa\u00e7\u00e3o mais gravosa ao sentenciado, ao julgar o recurso especial, na sistem\u00e1tica dos recursos repetitivos, vota-se na tese final nele fixada, n\u00e3o necessariamente aderindo a todos os fundamentos postos no voto condutor do ac\u00f3rd\u00e3o, sobretudo quando exarados em&nbsp;<em>obiter dictum<\/em>, que n\u00e3o tem efeito vinculante.<\/p>\n\n\n\n<p>Dito isto, ainda que a Lei n. 13.964\/2019 tenha trazido disposi\u00e7\u00f5es sobre o livramento condicional, n\u00e3o promoveu altera\u00e7\u00e3o nem revoga\u00e7\u00e3o expressa do texto normativo pelo qual este instituto \u00e9 regido, o C\u00f3digo Penal, com as altera\u00e7\u00f5es trazidas pelas Leis n. 7.209\/1984 e 13.344\/2016.<\/p>\n\n\n\n<p>Por consect\u00e1rio l\u00f3gico, <strong>n\u00e3o h\u00e1 por que vedar a aplica\u00e7\u00e3o da retroatividade no tocante \u00e0 fra\u00e7\u00e3o para progress\u00e3o de regime, em raz\u00e3o da veda\u00e7\u00e3o do livramento condicional, na medida em que n\u00e3o h\u00e1 combina\u00e7\u00e3o de leis<\/strong>, uma vez que esse instituto estava \u00e0 \u00e9poca regulamentado materialmente em lei diversa da lei que dispunha sobre a progress\u00e3o de regime.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, n\u00e3o h\u00e1 a cria\u00e7\u00e3o de uma terceira lei, nem se viola a vontade do Poder Legislativo, porque o diploma legislativo que delibera sobre as regras do livramento condicional para o condenado em crime hediondo com resultado morte \u00e9 o C\u00f3digo Penal, alterado pelas Leis n. 7.209\/1984 e 13.344\/2016, que permanece em plena vig\u00eancia, e n\u00e3o as Leis n. 7.210\/1984 e 8.072\/1990, como no caso da progress\u00e3o de regime.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa linha de entendimento, recentes decis\u00f5es do STJ afirmam que <strong>a aplica\u00e7\u00e3o retroativa do art. 112, inciso VI, al\u00ednea &#8220;a&#8221;, da LEP aos condenados por crime hediondo ou equiparado com resultado morte, seria admiss\u00edvel e n\u00e3o prejudicial ao executado, tendo em vista que, em uma interpreta\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica<\/strong>, a veda\u00e7\u00e3o de concess\u00e3o de livramento condicional somente atingiria o per\u00edodo previsto para a progress\u00e3o de regime, n\u00e3o impedindo posterior pleito com fundamento no art. 83, inciso V, do CP.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, aplica-se a exig\u00eancia do cumprimento de 50% (cinquenta por cento) da pena imposta \u00e0 pessoa condenada por crime hediondo com resultado morte e reincidente gen\u00e9rica, quando a condena\u00e7\u00e3o ocorreu antes da entrada em vigor da Lei n. 13.964\/2019, para fins de obten\u00e7\u00e3o de progress\u00e3o de regime prisional, na forma do art. 112, inciso VI, al\u00ednea &#8220;a&#8221;, da LEP (na reda\u00e7\u00e3o da Lei n. 13.964\/2019).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-3-resultado-final\"><a>6.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Aplica-se se o percentual previsto no art. 112, inciso VI, al\u00ednea &#8220;a&#8221;, da Lei n. 7.210\/1984 (Lei de Execu\u00e7\u00e3o Penal) para a progress\u00e3o de regime ao condenado por crime hediondo com resultado morte e reincidente gen\u00e9rico, quando a condena\u00e7\u00e3o tenha ocorrido antes da entrada em vigor da Lei n. 13.964\/2019 (Pacote Anticrime).<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-penal\"><a>DIREITO PROCESSUAL PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-competencia-para-processar-e-julgar-os-casos-envolvendo-estupro-de-vulneravel-cometido-pelo-pai-em-ambiente-domestico-nas-comarcas-em-que-nao-houver-vara-especializada\"><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Compet\u00eancia para processar e julgar os casos envolvendo estupro de vulner\u00e1vel cometido pelo pai em ambiente dom\u00e9stico nas comarcas em que n\u00e3o houver vara especializada.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>PROCESSO SOB SEGREDO DE JUSTI\u00c7A<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s o advento do art. 23 da Lei n. 13.431\/2017, nas comarcas em que n\u00e3o houver vara especializada em crimes contra a crian\u00e7a e o adolescente, compete \u00e0 vara especializada em viol\u00eancia dom\u00e9stica, onde houver, processar e julgar os <a>casos envolvendo estupro de vulner\u00e1vel cometido pelo pai <\/a>(bem como pelo padrasto, companheiro, namorado ou similar) contra a filha (ou crian\u00e7a ou adolescente) no ambiente dom\u00e9stico ou familiar.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo sob segredo de justi\u00e7a, Rel. Min. Sebasti\u00e3o Reis J\u00fanior, Terceira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 26\/10\/2022. (Info 755)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-situacao-fatica\"><a>7.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma comarca onde n\u00e3o foi instalada vara especializada em crimes contra a crian\u00e7a e o adolescente, o padrasto de uma crian\u00e7a foi denunciado pelo crime de estupro de vulner\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo foi inicialmente distribu\u00eddo para uma vara criminal, mas o juiz declinou da compet\u00eancia para a vara especializada em viol\u00eancia dom\u00e9stica, que, por sua vez, suscitou conflito de compet\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo sob segredo de justi\u00e7a- Caso imaginado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-analise-estrategica\"><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-questao-juridica\"><a>7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 13.431\/2017:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 23. Os \u00f3rg\u00e3os respons\u00e1veis pela organiza\u00e7\u00e3o judici\u00e1ria poder\u00e3o criar juizados ou varas especializadas em crimes contra a crian\u00e7a e o adolescente.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. At\u00e9 a implementa\u00e7\u00e3o do disposto no caput deste artigo, o julgamento e a execu\u00e7\u00e3o das causas decorrentes das pr\u00e1ticas de viol\u00eancia ficar\u00e3o, preferencialmente, a cargo dos juizados ou varas especializadas em viol\u00eancia dom\u00e9stica e temas afins.<\/p>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Processo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 927. Os ju\u00edzes e os tribunais observar\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>\u00a7 3\u00ba Na hip\u00f3tese de altera\u00e7\u00e3o de jurisprud\u00eancia dominante do Supremo Tribunal Federal e dos tribunais superiores ou daquela oriunda de julgamento de casos repetitivos, pode haver modula\u00e7\u00e3o dos efeitos da altera\u00e7\u00e3o no interesse social e no da seguran\u00e7a jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-a-quem-compete-processar-e-julgar\"><a>7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A quem compete processar e julgar?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>As varas especializadas em VIOL\u00caNCIA DOM\u00c9STICA!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a quest\u00e3o em solucionar a diverg\u00eancia jurisprudencial sobre a compet\u00eancia para julgar o estupro perpetrado contra crian\u00e7a e adolescente no contexto de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar.<\/p>\n\n\n\n<p>De fato, a Quinta Turma do STJ entende que, para que a compet\u00eancia dos Juizados Especiais de Viol\u00eancia Dom\u00e9stica seja firmada, n\u00e3o basta que o crime seja praticado contra mulher no \u00e2mbito dom\u00e9stico ou familiar, exigindo-se que a motiva\u00e7\u00e3o do acusado seja de g\u00eanero, ou que a vulnerabilidade da ofendida seja decorrente da sua condi\u00e7\u00e3o de mulher. J\u00e1 a Sexta Turma, em recentes julgados, vem compreendendo que o estupro de vulner\u00e1vel cometido por pessoa relacionada \u00e0 ofendida pelo v\u00ednculo dom\u00e9stico e familiar deve ser destinado \u00e0 Vara Especializada em Viol\u00eancia Dom\u00e9stica, nos termos da Lei n. 11.340\/2006.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A solu\u00e7\u00e3o da controv\u00e9rsia deve atender ao disposto na Lei n. 11.340\/2006, assim como na Lei n. 13.431\/2017, que instituem o sistema de garantia de direitos da crian\u00e7a e do adolescente v\u00edtima ou testemunha de viol\u00eancia<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Dois argumentos bastam para esse efeito. O primeiro reside no fato de que n\u00e3o pode ser aceito um fator meramente et\u00e1rio para afastar a compet\u00eancia da vara especializada e a incid\u00eancia do subsistema da Lei n. 11.340\/2006.<\/p>\n\n\n\n<p>A referida lei nada mais objetiva do que a prote\u00e7\u00e3o de v\u00edtimas contra os abusos cometidos no ambiente dom\u00e9stico, derivados da distor\u00e7\u00e3o sobre a rela\u00e7\u00e3o familiar decorrente do p\u00e1trio poder, em que se pressup\u00f5e intimidade e afeto, al\u00e9m do fator essencial de ser a v\u00edtima mulher, elementos suficientes para atrair a compet\u00eancia da vara especializada em viol\u00eancia dom\u00e9stica.<\/p>\n\n\n\n<p>O segundo argumento est\u00e1 na edi\u00e7\u00e3o da Lei n. 13.431\/2017, que instituiu procedimentos de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 crian\u00e7a e ao adolescente v\u00edtima de viol\u00eancia, alterando a <a>Lei n. 8.069\/1990 <\/a>(Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente). A referida lei estabeleceu uma s\u00e9rie de medidas, em diversos \u00e2mbitos, com o objetivo de conferir melhores condi\u00e7\u00f5es de defesa e prote\u00e7\u00e3o a crian\u00e7as e adolescentes v\u00edtimas de condutas violentas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 apura\u00e7\u00e3o judicial de tais atos, a mencionada legisla\u00e7\u00e3o assim estabelece: Art. 23. Os \u00f3rg\u00e3os respons\u00e1veis pela organiza\u00e7\u00e3o judici\u00e1ria poder\u00e3o criar juizados ou varas especializadas em crimes contra a crian\u00e7a e o adolescente. Par\u00e1grafo \u00fanico. At\u00e9 a implementa\u00e7\u00e3o do disposto no&nbsp;<em>caput&nbsp;<\/em>deste artigo, o julgamento e a execu\u00e7\u00e3o das causas decorrentes das pr\u00e1ticas de viol\u00eancia ficar\u00e3o, preferencialmente, a cargo dos juizados ou varas especializadas em viol\u00eancia dom\u00e9stica e temas afins.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, a partir da entrada em vigor da Lei n. 13.431\/2017, estabeleceu-se que as a\u00e7\u00f5es penais que apurem crimes envolvendo viol\u00eancia contra crian\u00e7as e adolescentes devem tramitar nas varas especializadas previstas no&nbsp;<em>caput<\/em>&nbsp;do art. 23; no caso de n\u00e3o cria\u00e7\u00e3o das referidas varas, devem tramitar nos juizados ou varas especializados em viol\u00eancia dom\u00e9stica, independentemente de considera\u00e7\u00f5es acerca da idade, do sexo da v\u00edtima ou da motiva\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia, conforme determina o par\u00e1grafo \u00fanico do mesmo artigo. Assim, somente nas comarcas em que n\u00e3o houver varas especializadas em viol\u00eancia contra crian\u00e7as e adolescentes ou juizados\/varas de viol\u00eancia dom\u00e9stica \u00e9 que poder\u00e1 a a\u00e7\u00e3o tramitar na vara criminal comum.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, nos termos do art. 927, \u00a7 3\u00ba, do C\u00f3digo de Processo Civil, tendo em vista a altera\u00e7\u00e3o da jurisprud\u00eancia dominante do STJ em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s a\u00e7\u00f5es penais que tenham tramitado ou que estejam atualmente em tr\u00e2mite nas varas criminais comuns, a fim de assegurar a seguran\u00e7a jur\u00eddica, notadamente por se tratar de compet\u00eancia de natureza absoluta, a tese ora firmada ter\u00e1 sua aplica\u00e7\u00e3o modulada nos seguintes termos:<\/p>\n\n\n\n<p>a) nas comarcas em que n\u00e3o houver juizado ou vara especializada nos moldes do art. 23 da Lei n. 13.431\/2017, as a\u00e7\u00f5es penais que tratam de crimes praticados com viol\u00eancia contra a crian\u00e7a e o adolescente, distribu\u00eddas at\u00e9 a data de publica\u00e7\u00e3o do ac\u00f3rd\u00e3o deste julgamento (inclusive), tramitar\u00e3o nas varas \u00e0s quais foram distribu\u00eddas originalmente ou ap\u00f3s determina\u00e7\u00e3o definitiva do Tribunal local ou superior, sejam elas juizados\/varas de viol\u00eancia dom\u00e9stica, sejam varas criminais comuns;<\/p>\n\n\n\n<p>b) nas comarcas em que n\u00e3o houver juizado ou vara especializada nos moldes do art. 23 da Lei n. 13.431\/2017, as a\u00e7\u00f5es penais que tratam de crimes praticados com viol\u00eancia contra a crian\u00e7a e o adolescente, distribu\u00eddas ap\u00f3s a data de publica\u00e7\u00e3o do ac\u00f3rd\u00e3o deste julgamento, dever\u00e3o ser obrigatoriamente processadas nos juizados\/varas de viol\u00eancia dom\u00e9stica e, somente na aus\u00eancia destas, nas varas criminais comuns.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-3-resultado-final\"><a>7.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s o advento do art. 23 da Lei n. 13.431\/2017, nas comarcas em que n\u00e3o houver vara especializada em crimes contra a crian\u00e7a e o adolescente, compete \u00e0 vara especializada em viol\u00eancia dom\u00e9stica, onde houver, processar e julgar os casos envolvendo estupro de vulner\u00e1vel cometido pelo pai (bem como pelo padrasto, companheiro, namorado ou similar) contra a filha (ou crian\u00e7a ou adolescente) no ambiente dom\u00e9stico ou familiar.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-habitacao-em-predio-abandonado-de-escola-municipal-como-domicilio-protegido\"><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Habita\u00e7\u00e3o em pr\u00e9dio abandonado de escola municipal como domic\u00edlio protegido.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A habita\u00e7\u00e3o em pr\u00e9dio abandonado de escola municipal pode caracterizar o conceito de domic\u00edlio em que incide a prote\u00e7\u00e3o disposta no art. 5\u00ba, inciso XI da Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no HC 712.529-SE, Rel. Min. Ribeiro Dantas, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 25\/10\/2022, publicado em 04\/11\/2022. (Info 755)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-situacao-fatica\"><a>8.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creosvaldo habita pr\u00e9dio abandonado de escola municipal. Ap\u00f3s algum tempo ali, fez do lugar sua moradia, com suas roupas e parcos pertences ali guardados. Ap\u00f3s algum tempo morando ali, o setor de intelig\u00eancia da pol\u00edcia suspeitou que o local era utilizado para o tr\u00e1fico de drogas.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma viatura chegou ao local e os policiais, ainda que sem mandado, vasculharam o local onde encontraram drogas e uma arma, raz\u00e3o pela qual Creosvaldo foi preso em flagrante. Sua defesa alega a ilegalidade da pris\u00e3o em raz\u00e3o da entrada for\u00e7ada em domic\u00edlio, sem mandado judicial e justa causa para tanto.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-analise-estrategica\"><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-questao-juridica\"><a>8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CF\/88:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 5\u00ba Todos s\u00e3o iguais perante a lei, sem distin\u00e7\u00e3o de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no Pa\u00eds a inviolabilidade do direito \u00e0 vida, \u00e0 liberdade, \u00e0 igualdade, \u00e0 seguran\u00e7a e \u00e0 propriedade, nos termos seguintes:<\/p>\n\n\n\n<p>XI &#8211; a casa \u00e9 asilo inviol\u00e1vel do indiv\u00edduo, ningu\u00e9m nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determina\u00e7\u00e3o judicial;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-pode-ser-considerado-domicilio\"><a>8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Pode ser considerado domic\u00edlio?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeap.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica, em seu art. 5\u00ba, inciso XI, afirma que &#8220;a casa \u00e9 asilo inviol\u00e1vel do indiv\u00edduo, ningu\u00e9m nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determina\u00e7\u00e3o judicial&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O Pleno do Supremo Tribunal Federal, no exame do RE 603.616 (Tema 280\/STF), reconhecido como de repercuss\u00e3o geral, assentou que &#8220;a<strong> entrada for\u00e7ada em domic\u00edlio sem mandado judicial s\u00f3 \u00e9 l\u00edcita, mesmo em per\u00edodo noturno, quando amparada em fundadas raz\u00f5es, devidamente justificadas&nbsp;<em>a posteriori<\/em>, que indiquem que dentro da casa ocorre situa\u00e7\u00e3o de flagrante delito, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou da autoridade e de nulidade dos atos praticados<\/strong>&#8220;.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o procede o fundamento de que o fato de o agravante habitar o pr\u00e9dio abandonado de uma escola municipal descaracterizaria o conceito de domic\u00edlio, para que haja prote\u00e7\u00e3o constitucional<\/p>\n\n\n\n<p>Anota-se, por fim, que o Decreto n. 7.053\/2009, que instituiu a Pol\u00edtica Nacional para Popula\u00e7\u00e3o em Situa\u00e7\u00e3o de Rua, refor\u00e7a a condi\u00e7\u00e3o de moradia aos habitantes de logradouros p\u00fablicos e \u00e1reas degradadas.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-3-resultado-final\"><a>8.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A habita\u00e7\u00e3o em pr\u00e9dio abandonado de escola municipal pode caracterizar o conceito de domic\u00edlio em que incide a prote\u00e7\u00e3o disposta no art. 5\u00ba, inciso XI da Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-im-possibilidade-de-alteracao-de-competencia-pela-superveniente-posse-no-cargo-de-prefeito-municipal\"><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade de altera\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia pela superveniente posse no cargo de Prefeito Municipal<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o sendo o crime praticado em raz\u00e3o e durante o exerc\u00edcio do cargo ou fun\u00e7\u00e3o, as regras de compet\u00eancia n\u00e3o s\u00e3o alteradas pela superveniente posse no cargo de Prefeito Municipal.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.982.779-AC, Rel. Min. Olindo Menezes (Desembargador convocado do TRF da 1\u00aa Regi\u00e3o), Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 14\/09\/2022, DJe 20\/09\/2022. <a>(Info 755)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-1-situacao-fatica\"><a>9.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Humberto, atualmente Prefeito Municipal, foi denunciado e condenado pelo crime de recepta\u00e7\u00e3o, mas sustenta a incompet\u00eancia absoluta da c\u00e2mara criminal do TJ local para julgar autoridade com prerrogativa de foro.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme Humberto, ainda que os crimes tenham ocorridos anteriormente \u00e0 posse como Chefe do Poder Executivo, somente o Pleno do TJ teria compet\u00eancia para o julgamento.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-analise-estrategica\"><a>9.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-1-altera-a-competencia\"><a>9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Altera a compet\u00eancia?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Se os crimes n\u00e3o foram praticados em raz\u00e3o e durante o exerc\u00edcio do cargo, ent\u00e3o N\u00c3O!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O foro por prerrogativa de fun\u00e7\u00e3o exige contemporaneidade e pertin\u00eancia tem\u00e1tica entre os fatos em apura\u00e7\u00e3o e o exerc\u00edcio da fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica, haja vista que o Supremo Tribunal Federal decidiu que, &#8220;<strong>n\u00e3o obstante as recorrentes discuss\u00f5es doutrin\u00e1rias e jurisprudenciais acerca da compet\u00eancia absoluta em raz\u00e3o da prerrogativa de fun\u00e7\u00e3o, o Supremo Tribunal Federal assentou posicionamento, ainda que restrito a Deputados Federais e Senadores, de que o foro por prerrogativa de fun\u00e7\u00e3o aplica-se t\u00e3o somente aos crimes cometidos durante o exerc\u00edcio do cargo e relacionados \u00e0s fun\u00e7\u00f5es desempenhadas, sendo que, terminada a instru\u00e7\u00e3o processual, a compet\u00eancia para processar e julgar a\u00e7\u00f5es penais n\u00e3o mais ser\u00e1 afetada em raz\u00e3o de o agente p\u00fablico vir a ocupar cargo ou deixar o cargo que ocupava<\/strong>&#8221; (AP n. 937 QO\/RJ, Rel. Ministro Roberto Barroso, Tribunal Pleno, julgado em 3\/5\/2018).<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, al\u00e9m de o crime ser ANTERIOR \u00e0 posse como chefe do Poder Executivo Municipal, o ato praticado n\u00e3o guarda rela\u00e7\u00e3o com o seu cargo eletivo, n\u00e3o havendo que se falar em deslocamento do feito para julgamento pelo Pleno do Tribunal de Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>A Sexta Turma do STJ entende que as regras de compet\u00eancia n\u00e3o s\u00e3o alteradas quando, ap\u00f3s a prola\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a, um dos r\u00e9us passa a exercer cargo de Prefeito Municipal, mantendo-se o julgamento do recurso interposto por \u00f3rg\u00e3o fracion\u00e1rio do Tribunal de origem.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-2-resultado-final\"><a>9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o sendo o crime praticado em raz\u00e3o e durante o exerc\u00edcio do cargo ou fun\u00e7\u00e3o, as regras de compet\u00eancia n\u00e3o s\u00e3o alteradas pela superveniente posse no cargo de Prefeito Municipal.<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-833304c0-0b03-4be8-86fd-f196e1118d81\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2022\/12\/27021214\/stj-755-parte-2.pdf\">stj-755-parte-2<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2022\/12\/27021214\/stj-755-parte-2.pdf\" class=\"wp-block-file__button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-833304c0-0b03-4be8-86fd-f196e1118d81\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Informativo n\u00ba 755 (Parte 2) do STJ\u00a0COMENTADO\u00a0saindo do forno (quentinho) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! 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DIREITO PROCESSUAL CIVIL 1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cabimento de recurso ordin\u00e1rio em mandado de seguran\u00e7a na hip\u00f3tese em que houver a concess\u00e3o da seguran\u00e7a e a parte impugna cap\u00edtulo que havia t\u00e3o-somente exclu\u00eddo a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":833,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"post_tipo":"article","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"tax_estado":[],"class_list":["post-1143708","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cursos-e-concursos"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v27.2 (Yoast SEO v27.2) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Informativo STJ 755 Comentado (Parte 2)<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-755-comentado-parte-2\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Informativo STJ 755 Comentado (Parte 2)\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Informativo n\u00ba 755 (Parte 2) do STJ\u00a0COMENTADO\u00a0saindo do forno (quentinho) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! 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