{"id":1131748,"date":"2022-11-30T02:44:29","date_gmt":"2022-11-30T05:44:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1131748"},"modified":"2022-11-30T02:44:37","modified_gmt":"2022-11-30T05:44:37","slug":"informativo-stf-1074-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1074-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STF 1074 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p>Informativo n\u00ba 1074 do STF\u00a0<strong>COMENTADO.\u00a0<\/strong>Fique ligado aqui\u00a0no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2022\/11\/30024407\/stf-1074.pdf\">DOWNLOAD do PDF<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_wPv2nc-wc5c\"><div id=\"lyte_wPv2nc-wc5c\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/wPv2nc-wc5c\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/wPv2nc-wc5c\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/wPv2nc-wc5c\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-administrativo\"><a>DIREITO ADMINISTRATIVO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-alteracao-de-escolaridade-para-o-cargo-de-perito-tecnico-de-policia-por-meio-de-lei-estadual\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Altera\u00e7\u00e3o de escolaridade para o cargo de perito t\u00e9cnico de pol\u00edcia por meio de lei estadual<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A exig\u00eancia de diploma de n\u00edvel superior, promovida por legisla\u00e7\u00e3o estadual, para o cargo de perito t\u00e9cnico de pol\u00edcia &#8211; que anteriormente tinha o n\u00edvel m\u00e9dio como requisito de escolaridade &#8211; n\u00e3o viola o princ\u00edpio do concurso p\u00fablico (CF\/1988, art. 37, II) nem as normas constitucionais sobre compet\u00eancia legislativa (CF\/1988, arts. 22, I; 24, XVI e \u00a7 4\u00ba).<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 7081\/BA, relator Min. Edson Fachin, julgamento virtual finalizado em 21.9.2022 (Info 1074)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-situacao-fatica\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Criminal\u00edstica (ABC) ajuizou a ADI 7081 na qual A associa\u00e7\u00e3o sustentava que dispositivos das Leis estaduais 7.146\/1992 e 11.370\/2009, que exigem n\u00edvel superior para o cargo de perito t\u00e9cnico, denominam com esse termo os peritos t\u00e9cnicos de pol\u00edcia, estabelecendo uma brecha para a usurpa\u00e7\u00e3o das atribui\u00e7\u00f5es e das prerrogativas da categoria dos peritos oficiais de natureza criminal. Para a ABC, o intuito foi o de promover ascens\u00e3o funcional por etapas e equipara\u00e7\u00e3o remunerat\u00f3ria, em viola\u00e7\u00e3o ao princ\u00edpio constitucional do concurso p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-analise-estrategica\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-questao-juridica\">1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n\n\n\n<p>CF\/1988:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 22. Compete privativamente \u00e0 Uni\u00e3o legislar sobre:<a><\/a>&nbsp;I &#8211; direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agr\u00e1rio, mar\u00edtimo, aeron\u00e1utico, espacial e do trabalho; (&#8230;) Art. 24. Compete \u00e0 Uni\u00e3o, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: (&#8230;) XVI &#8211; organiza\u00e7\u00e3o, garantias, direitos e deveres das pol\u00edcias civis. (&#8230;) \u00a7 4\u00ba A superveni\u00eancia de lei federal sobre normas gerais suspende a efic\u00e1cia da lei estadual, no que lhe for contr\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 37. A administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica direta e indireta de qualquer dos Poderes da Uni\u00e3o, dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic\u00edpios obedecer\u00e1 aos princ\u00edpios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e efici\u00eancia e, tamb\u00e9m, ao seguinte:&nbsp;(&#8230;) II &#8211; a investidura em cargo ou emprego p\u00fablico depende de aprova\u00e7\u00e3o pr\u00e9via em concurso p\u00fablico de provas ou de provas e t\u00edtulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomea\u00e7\u00f5es para cargo em comiss\u00e3o declarado em lei de livre nomea\u00e7\u00e3o e exonera\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-tudo-certo\">1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tudo certo?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Segue o jogo!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O STF j\u00e1 se pronunciou no sentido da constitucionalidade da exig\u00eancia de n\u00edvel superior para cargos que anteriormente tinham o n\u00edvel m\u00e9dio como requisito de escolaridade, pois se trata de reestrutura\u00e7\u00e3o da Administra\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o provimento derivado por ascens\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, a legisla\u00e7\u00e3o estadual, al\u00e9m de n\u00e3o tratar de tema de compet\u00eancia legislativa privativa da Uni\u00e3o, observou as determina\u00e7\u00f5es da Lei federal 12.030\/2009.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, <strong>a designa\u00e7\u00e3o \u201cperito t\u00e9cnico de pol\u00edcia\u201d em nada fere a exclusividade do&nbsp;status&nbsp;dos peritos oficiais de natureza criminal<\/strong>, listados na referida lei federal.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-3-resultado-final\">1.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/strong>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou improcedente o pedido, reconhecendo a constitucionalidade do art. 2\u00ba, III, Anexo III, 4\u00aa Linha, da Lei 7.146\/1992 e do art. 46 da Lei 11.370\/2009 do Estado da Bahia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-criacao-de-regime-previdenciario-especifico-para-os-agentes-publicos-nao-titulares-de-cargos-efetivos-por-lei-estadual\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cria\u00e7\u00e3o de regime previdenci\u00e1rio espec\u00edfico para os agentes p\u00fablicos n\u00e3o titulares de cargos efetivos por lei estadual<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Viola o art. 40, caput e \u00a7 13, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, a institui\u00e7\u00e3o, por meio de lei estadual, de um regime previdenci\u00e1rio espec\u00edfico para os agentes p\u00fablicos n\u00e3o titulares de cargos efetivos<strong>.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>ADI 7198\/PA, relator Min. Alexandre de Moraes, julgamento virtual finalizado em 28.10.2022 (Info 1074)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-situacao-fatica\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O PGR, Augusto Aras, ajuizou a ADI 7198 contra norma estadual que concede aposentadoria e pens\u00e3o pelo Regime Pr\u00f3prio de Previd\u00eancia Social (RPPS) a servidores n\u00e3o titulares de cargo efetivo e a seus dependentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Aras, o artigo 98-A da Lei Complementar estadual (LC) 39\/2002 (inclu\u00eddo pela LC 125\/2019) permite a concess\u00e3o da aposentadoria inclusive a servidores que tiverem completado os requisitos necess\u00e1rios para recebimento dos benef\u00edcios previdenci\u00e1rios em data posterior \u00e0 edi\u00e7\u00e3o da Emenda Constitucional (EC) 20\/1998, subvertendo o modelo de previd\u00eancia social nela estabelecido e tamb\u00e9m fixado na Lei 9.717\/1998. As normas em quest\u00e3o restringem a inclus\u00e3o no RPPS aos servidores p\u00fablicos titulares de cargo efetivo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-analise-estrategica\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-nada-de-rpps-a-servidores-nao-efetivos\">2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nada de RPPS a servidores n\u00e3o efetivos?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A compet\u00eancia legislativa dos estados e do Distrito Federal em mat\u00e9ria previdenci\u00e1ria restringe-se \u00e0 compet\u00eancia suplementar para o respectivo regime pr\u00f3prio <\/strong>(CF\/1988, art. 24, \u00a7 2\u00ba) e \u00e0 institui\u00e7\u00e3o da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria para o regime pr\u00f3prio (CF\/1988, art. 149, \u00a7 1\u00ba). Em qualquer hip\u00f3tese, o exerc\u00edcio dessa compet\u00eancia legislativa \u00e9 sempre limitado aos servidores titulares de cargo efetivo. N\u00e3o h\u00e1, pois, espa\u00e7o para que os entes subnacionais criem regime pr\u00f3prio de previd\u00eancia para agentes p\u00fablicos n\u00e3o titulares de cargos efetivos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ressalte-se que, conforme disposto no art. 40, \u00a7 13, da CF\/1988, <strong>aplica-se o Regime Geral de Previd\u00eancia Social ao agente p\u00fablico ocupante, exclusivamente, de cargo em comiss\u00e3o declarado em lei de livre nomea\u00e7\u00e3o e exonera\u00e7\u00e3o; de outro cargo tempor\u00e1rio \u2014 inclusive mandato eletivo \u2014 ou de emprego p\u00fablico.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-resultado-final\">2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por maioria, julgou procedente o pedido formulado na a\u00e7\u00e3o direta, para declarar a inconstitucionalidade do art. 98-A da Lei Complementar 39\/2002 do Estado do Par\u00e1, inclu\u00eddo pela Lei Complementar estadual 125\/2019.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-lista-triplice-para-escolha-de-delegado-chefe-da-policia-civil\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Lista tr\u00edplice para escolha de delegado-chefe da Pol\u00edcia Civil<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional norma de Constitui\u00e7\u00e3o estadual, oriunda de iniciativa parlamentar, que disponha sobre a nomea\u00e7\u00e3o, pelo governador do estado, de ocupante do cargo de diretor-geral da Pol\u00edcia Civil, a partir de lista tr\u00edplice elaborada pelo Conselho Superior de Pol\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 6923\/RO, relator Min. Edson Fachin, julgamento virtual finalizado em 28.10.2022 (Info 1074)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-situacao-fatica\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O procurador-geral da Rep\u00fablica, Augusto Aras, ajuizou a ADI 6923 no STF contra normas de Rond\u00f4nia que disciplinam a nomea\u00e7\u00e3o do delegado-geral da Pol\u00edcia Civil pelo governador do estado. Os dispositivos questionados, criados por lei complementar e emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o estadual, preveem a forma\u00e7\u00e3o de lista tr\u00edplice pelo Conselho Superior de Pol\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<p>Na peti\u00e7\u00e3o inicial, Aras observa que o artigo 146-A, inserido na Constitui\u00e7\u00e3o rondoniense pela Emenda 118\/2016, foi oriundo de iniciativa parlamentar e, junto com a Lei Complementar estadual 1.005\/2018, disp\u00f5e sobre a nomea\u00e7\u00e3o do delegado-geral da Pol\u00edcia Civil. Por\u00e9m, conforme a a\u00e7\u00e3o, a mat\u00e9ria \u00e9 de iniciativa privativa do chefe do Poder Executivo, que tem compet\u00eancia para dispor sobre regime jur\u00eddico de servidores estaduais e provimento de cargos da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-analise-estrategica\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-a-norma-encontra-amparo-na-cf\">3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A norma encontra amparo na CF?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A institui\u00e7\u00e3o de requisitos para a nomea\u00e7\u00e3o do delegado-chefe da Pol\u00edcia Civil \u00e9 mat\u00e9ria de iniciativa PRIVATIVA do chefe do Poder Executivo (CF\/1988, art. 61, \u00a7 1\u00ba, II,&nbsp;c&nbsp;e&nbsp;e), e, dessa forma, <strong>n\u00e3o pode ser tratada por emenda constitucional de iniciativa parlamentar.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, o art. 144, \u00a7 6\u00ba, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, estabelece v\u00ednculo de subordina\u00e7\u00e3o das respectivas pol\u00edcias civis aos governadores de estado. Assim, a atribui\u00e7\u00e3o de maior autonomia ao Conselho Superior de Pol\u00edcia, materializada na elabora\u00e7\u00e3o de listas tr\u00edplices de observ\u00e2ncia obrigat\u00f3ria, mostra-se INCONSTITUCIONAL, especialmente por restringir o poder de escolha do chefe do Poder Executivo estadual.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-resultado-final\">3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou procedente o pedido, para declarar a inconstitucionalidade do art. 146-A da Constitui\u00e7\u00e3o rondoniense, inclu\u00eddo pela Emenda Constitucional 118\/2016, e, ainda, da Lei Complementar 1.005\/2018 daquela unidade federada.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-constitucional\"><a>DIREITO CONSTITUCIONAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-resolucao-do-tse-e-enfrentamento-a-desinformacao-no-processo-eleitoral\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resolu\u00e7\u00e3o do TSE e enfrentamento \u00e0 desinforma\u00e7\u00e3o no processo eleitoral &#8211;<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Resolu\u00e7\u00e3o 23.714\/2022 do TSE \u2014 que disp\u00f5e sobre o enfrentamento \u00e0 desinforma\u00e7\u00e3o atentat\u00f3ria \u00e0 integridade do processo eleitoral \u2014 n\u00e3o exorbita o \u00e2mbito da sua compet\u00eancia normativa e tampouco imp\u00f5e censura ou restri\u00e7\u00e3o a meio de comunica\u00e7\u00e3o ou linha editorial da m\u00eddia imprensa e eletr\u00f4nica.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 7261 MC\/DF, relator Min. Edson Fachin, julgamento virtual finalizado em 25.10.2022 (Info 1074)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-situacao-fatica\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O procurador-geral da Rep\u00fablica, Augusto Aras, protocolou a ADI 7261 contra dispositivos da resolu\u00e7\u00e3o aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para enfrentar a desinforma\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito do processo eleitoral.<\/p>\n\n\n\n<p>A Resolu\u00e7\u00e3o 23.714\/2022 do TSE estabelece que, ap\u00f3s decis\u00e3o colegiada que determine a retirada de conte\u00fado de desinforma\u00e7\u00e3o, a Presid\u00eancia do TSE poder\u00e1 determinar a extens\u00e3o dessa decis\u00e3o a conte\u00fados id\u00eanticos republicados. Tamb\u00e9m passa a ser proibido o pagamento de qualquer tipo de publicidade nas 48 horas anteriores e nas 24 horas posteriores \u00e0s elei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A norma pro\u00edbe a divulga\u00e7\u00e3o ou o compartilhamento de fatos inver\u00eddicos ou gravemente descontextualizados que atinjam a integridade do processo eleitoral, incluindo os processos de vota\u00e7\u00e3o, apura\u00e7\u00e3o e totaliza\u00e7\u00e3o de votos. Nesses casos, o TSE pode determinar \u00e0s plataformas digitais a remo\u00e7\u00e3o imediata (em at\u00e9 duas horas) do conte\u00fado, sob pena de multa de R$ 100 mil a R$ 150 mil por hora de descumprimento.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-analise-estrategica\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-a-norma-exorbita-a-competencia-normativa\">4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A norma exorbita a compet\u00eancia normativa?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Aparentemente, N\u00c3O&#8230;.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na hip\u00f3tese, em an\u00e1lise perfunct\u00f3ria de medida cautelar<strong>, pode-se afirmar que a compet\u00eancia normativa do TSE foi exercida nos limites de sua miss\u00e3o institucional e de seu poder de pol\u00edcia, considerada, sobretudo, a aus\u00eancia de previs\u00e3o normativa constante da Lei Geral das Elei\u00e7\u00f5es<\/strong> (Lei 9.504\/1997), em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 reconhecida prolifera\u00e7\u00e3o de not\u00edcias falsas, com aptid\u00e3o para contaminar o espa\u00e7o p\u00fablico e influir indevidamente na vontade dos eleitores.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, o direito \u00e0 liberdade de express\u00e3o pode ceder, em concreto, no caso em que ela for usada para erodir a confian\u00e7a e a legitimidade da lisura pol\u00edtico-eleitoral. Trata-se de ced\u00eancia ESPEC\u00cdFICA, analisada \u00e0 luz da viola\u00e7\u00e3o concreta das regras eleitorais e n\u00e3o de censura pr\u00e9via e anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Eventual restri\u00e7\u00e3o se aplica APENAS \u00e0quele discurso que, por sua falsidade patente, descontrole e circula\u00e7\u00e3o massiva, atinge gravemente o processo eleitoral.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-resultado-final\">4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por maioria, referendou a decis\u00e3o que indeferiu a medida cautelar em a\u00e7\u00e3o direta.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-prazo-para-adequacao-ao-sistema-unico-e-integrado-de-execucao-orcamentaria\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Prazo para adequa\u00e7\u00e3o ao sistema \u00fanico e integrado de execu\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>ARGUI\u00c7\u00c3O DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Decreto presidencial 10.540\/2020, que estabelece prazo para que os entes federados promovam adequa\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para a integra\u00e7\u00e3o ao sistema de publicidade de dados, estabelecido pela Lei Complementar 156\/2016, com padr\u00e3o m\u00ednimo de transpar\u00eancia e qualidade, n\u00e3o ofende os princ\u00edpios da legalidade, da separa\u00e7\u00e3o dos Poderes, da reserva de lei complementar, da publicidade, da efici\u00eancia e da impessoalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>ADPF 763\/DF, relator Min. Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, julgamento virtual finalizado em 28.10.2022 (Info 1074)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-situacao-fatica\"><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O PSB ajuizou a ADPF 763 na qual afirma que o Governo Federal intenta mudar a&nbsp;Lei de Responsabilidade Fiscal para produzir um inconstitucional apag\u00e3o de transpar\u00eancia na Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica de todos os n\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>O partido questiona especificamente o decreto 10.540\/20, que disp\u00f5e sobre o padr\u00e3o m\u00ednimo de qualidade do Sistema \u00danico e Integrado de Execu\u00e7\u00e3o Or\u00e7ament\u00e1ria, Administra\u00e7\u00e3o Financeira e Controle. Pela norma, os entes federativos dever\u00e3o seguir as disposi\u00e7\u00f5es apenas a partir de janeiro de 2023.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-analise-estrategica\"><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-tudo-certo-arnaldo\">5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tudo certo, Arnaldo?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Lei de Responsabilidade Fiscal retirou o car\u00e1ter legal da mat\u00e9ria atinente \u00e0s normas gerais de contabilidade p\u00fablica e delegou ao \u00f3rg\u00e3o t\u00e9cnico-burocr\u00e1tico da Uni\u00e3o a fun\u00e7\u00e3o de harmoniza\u00e7\u00e3o dos ditames cont\u00e1beis dos entes da Federa\u00e7\u00e3o. Dessa forma, o Poder Executivo atuou dentro do campo discricion\u00e1rio que lhe foi reservado pela lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o tema, cumpre ressaltar <strong>ser razo\u00e1vel a escolha realizada no decreto impugnado de estabelecer um novo regime de transi\u00e7\u00e3o, com a dila\u00e7\u00e3o dos prazos, j\u00e1 que o novo padr\u00e3o demanda not\u00f3ria expertise t\u00e9cnica<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-resultado-final\">5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>&nbsp;Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio conheceu da argui\u00e7\u00e3o de descumprimento de preceito fundamental e, no m\u00e9rito, julgou-a improcedente, de modo a declarar a constitucionalidade dos arts. 18 a 20 do Decreto 10.540\/2020.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-lei-estadual-militares-estaduais-e-instituicao-de-contribuicao-para-custear-servicos-de-saude\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Lei estadual: militares estaduais e institui\u00e7\u00e3o de contribui\u00e7\u00e3o para custear servi\u00e7os de sa\u00fade<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional preceito de lei estadual que institui contribui\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria de bombeiros e policiais militares estaduais para compor fundo de assist\u00eancia, com o objetivo de custear servi\u00e7os de sa\u00fade a eles prestados. Contudo, o legislador estadual pode estabelecer contribui\u00e7\u00e3o facultativa com o aludido fim.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 5368\/TO, relator Min. Dias Toffoli, julgamento virtual finalizado em 28.10.2022 (Info 1074)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-situacao-fatica\"><a>6.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O ent\u00e3o procurador-geral da Rep\u00fablica, Rodrigo Janot, ajuizou a ADI 5368 no STF, contra dispositivo da Lei estadual 2.578\/2012, do Tocantins, que institui contribui\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria por parte de policiais e bombeiros militares do estado para compor fundo de assist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o par\u00e1grafo 2\u00ba do artigo 156 da lei estadual, que trata das contribui\u00e7\u00f5es compuls\u00f3rias, os militares ativos e inativos t\u00eam que contribuir com 0,5% do subs\u00eddio do posto ou da gradua\u00e7\u00e3o para o custeio de servi\u00e7os de sa\u00fade (odontologia, medicina, fisioterapia, psicologia, assist\u00eancia hospitalar e exames complementares de diagn\u00f3sticos).<\/p>\n\n\n\n<p>Para Janot, esse dispositivo da lei tocantinense violaria o artigo 149 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, o qual disp\u00f5e que \u201ccompete exclusivamente \u00e0 Uni\u00e3o instituir contribui\u00e7\u00f5es sociais\u201d, com exce\u00e7\u00e3o de regime previdenci\u00e1rio para servidores p\u00fablicos e custeio de servi\u00e7o de ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-analise-estrategica\"><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-questao-juridica\">6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n\n\n\n<p>CF\/1988:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 40. O regime pr\u00f3prio de previd\u00eancia social dos servidores titulares de cargos efetivos ter\u00e1 car\u00e1ter contributivo e solid\u00e1rio, mediante contribui\u00e7\u00e3o do respectivo ente federativo, de servidores ativos, de aposentados e de pensionistas, observados crit\u00e9rios que preservem o equil\u00edbrio financeiro e atuarial.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-contribuicao-compulsoria-vedada\">6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Contribui\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria vedada?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeap, mas <u>facultativa<\/u>, pode!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O texto constitucional atribui \u00e0&nbsp;<a>Uni\u00e3o a compet\u00eancia exclusiva para a institui\u00e7\u00e3o de contribui\u00e7\u00f5es sociais, de interven\u00e7\u00e3o no dom\u00ednio econ\u00f4mico e de interesse das categorias profissionais ou econ\u00f4micas<\/a><\/strong> (CF\/1988, art. 149). Vale lembrar que os entes estaduais s\u00f3 podem instituir contribui\u00e7\u00e3o para custear o regime previdenci\u00e1rio tratado no art. 40 da CF\/1988.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, os servi\u00e7os m\u00e9dicos, hospitalares, odontol\u00f3gicos e farmac\u00eauticos podem ser prestados aos militares estaduais, desde que n\u00e3o seja de modo impositivo, e sim facultativamente. Nesse contexto, o benef\u00edcio seria custeado mediante o pagamento de contribui\u00e7\u00e3o facultativa dos militares que se dispusessem a dele fruir e os servi\u00e7os de sa\u00fade consistiriam em aut\u00eantico plano de sa\u00fade complementar, distinto do Sistema \u00danico de Sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-3-resultado-final\">6.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>Com esses entendimentos, o Plen\u00e1rio julgou parcialmente procedente pedido formulado em a\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade a fim de conferir ao art. 156, \u00a7 2\u00ba, da Lei 2.578\/2012 do Estado do Tocantins interpreta\u00e7\u00e3o conforme \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o Federal, de modo a afastar o car\u00e1ter compuls\u00f3rio da contribui\u00e7\u00e3o mencionada no dispositivo, com modula\u00e7\u00e3o dos efeitos da decis\u00e3o, estabelecendo que ela produza efeitos&nbsp;ex nunc&nbsp;a partir da data de publica\u00e7\u00e3o da ata do julgamento do m\u00e9rito e reconhecendo a impossibilidade de repeti\u00e7\u00e3o das contribui\u00e7\u00f5es recolhidas at\u00e9 a referida data.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-lei-federal-e-reajuste-da-previdencia-social-nos-estados-e-no-distrito-federal-de-forma-simultanea-com-o-regime-geral\"><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Lei federal e reajuste da previd\u00eancia social nos estados e no Distrito Federal de forma simult\u00e2nea com o regime geral<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 formalmente inconstitucional lei federal que determina a todos os entes federados mantenedores de regimes pr\u00f3prios da previd\u00eancia social a realiza\u00e7\u00e3o de reajustes, na mesma data e \u00edndice em que se der o reacerto dos benef\u00edcios do regime geral, excetuados os beneficiados pela garantia da paridade.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 4582\/DF, relator Min. Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, julgamento virtual finalizado em 28.10.2022 (Info 1074)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-situacao-fatica\"><a>7.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O governador do Estado do Rio Grande do Sul ajuizou a ADI 4582 no STF para questionar a constitucionalidade do dispositivo de lei federal que estabelece que a Uni\u00e3o, os estados e Distrito Federal e os Munic\u00edpios devem reajustar os proventos de aposentadoria e as pens\u00f5es \u2013 daqueles benefici\u00e1rios que n\u00e3o t\u00eam direito \u00e0 regra da paridade \u2013 na mesma data e adotando os mesmos \u00edndices fixados pelo Regime Geral de Previd\u00eancia Social.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o governador, o artigo 15 da Lei federal 10.887, de 2004, na reda\u00e7\u00e3o conferida pelo artigo 171 da Lei 11.784, de 2008, excederia a compet\u00eancia da Uni\u00e3o para legislar sobre norma geral de previd\u00eancia social e deve ser suspenso liminarmente at\u00e9 o julgamento de m\u00e9rito, deixando-se a crit\u00e9rio dos entes federativos legislar sobre a mat\u00e9ria, na conformidade de suas respectivas autonomias.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-analise-estrategica\"><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-questao-juridica\">7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n\n\n\n<p>CF\/1988:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 24. Compete \u00e0 Uni\u00e3o, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre (&#8230;) XII&nbsp;&#8211; previd\u00eancia social, prote\u00e7\u00e3o e defesa da sa\u00fade; \u00a71\u00ba No \u00e2mbito da legisla\u00e7\u00e3o concorrente, a compet\u00eancia da Uni\u00e3o limitar-se-\u00e1 a estabelecer normas gerais.<\/p>\n\n\n\n<p>Lei 11.784\/2008:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 171. O art. 15 da Lei n\u00ba 10.887, de 18 de junho de 2004, passa a vigorar com a seguinte reda\u00e7\u00e3o: Art. 15. Os proventos de aposentadoria e as pens\u00f5es de que tratam os arts. 1\u00ba e 2\u00ba desta Lei ser\u00e3o reajustados, a partir de janeiro de 2008, na mesma data e \u00edndice em que se der o reajuste dos benef\u00edcios do regime geral de previd\u00eancia social, ressalvados os beneficiados pela garantia de paridade de revis\u00e3o de proventos de aposentadoria e pens\u00f5es de acordo com a legisla\u00e7\u00e3o vigente.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-a-norma-e-constitucional\">7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A norma \u00e9 constitucional?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, o art. 15 da Lei 10.887\/2004 fere a autonomia administrativa e financeira dos entes federados, que se caracteriza pela denominada tr\u00edplice capacidade de auto-organiza\u00e7\u00e3o e normatiza\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria, autogoverno e autoadministra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>De fato, nos termos da CF\/88, art. 24, XII e \u00a7 1\u00ba, <strong>a reg\u00eancia federal deve ficar restrita ao estabelecimento de normas gerais, que n\u00e3o alcan\u00e7am a revis\u00e3o dos proventos<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, n\u00e3o h\u00e1 inconstitucionalidade no objeto, caso se considere a lei dirigida unicamente \u00e0 Uni\u00e3o, havendo, assim, uma vincula\u00e7\u00e3o entre o RGPS e o regime pr\u00f3prio de previd\u00eancia social em n\u00edvel federal.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-3-resultado-final\">7.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, conheceu da a\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade e, no m\u00e9rito, julgou-a procedente para fins de conferir interpreta\u00e7\u00e3o conforme \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o ao art. 15 da Lei 10.887\/2004, com a reda\u00e7\u00e3o que lhe foi atribu\u00edda pela Lei 11.784\/2008, de modo a restringir-lhe a aplicabilidade apenas aos servidores ativos e inativos e aos pensionistas da Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-civil\"><a>DIREITO PROCESSUAL CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-participacao-obrigatoria-de-empregado-em-acordo-celebrado-no-ambito-de-acao-civil-publica\"><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Participa\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria de empregado em acordo celebrado no \u00e2mbito de a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO EXTRAORDIN\u00c1RIO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica proposta pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho em face de empresa estatal, com o prop\u00f3sito de invalidar a contrata\u00e7\u00e3o irregular de pessoal, n\u00e3o \u00e9 cab\u00edvel o ingresso, no polo passivo da causa, de todos os empregados atingidos, mas \u00e9 indispens\u00e1vel sua representa\u00e7\u00e3o pelo sindicato da categoria.<\/p>\n\n\n\n<p>RE 629647\/RR, relator Ministro Marco Aur\u00e9lio, redator do ac\u00f3rd\u00e3o Min. Alexandre de Moraes, julgamento virtual finalizado em 28.10.2022 (Info 1074)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-situacao-fatica\"><a>8.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Trata-se de ACP ajuizada em 2003 pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho (MPT), que pedia o afastamento dos trabalhadores contratados pela CAER sem concurso. Ap\u00f3s a homologa\u00e7\u00e3o do acordo, que resultou na dispensa de 400 empregados, o Sindicato dos Trabalhadores nas Ind\u00fastrias Urbanas no Estado de Roraima apresentou a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria visando desconstituir o acordo celebrado.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos argumentos apresentados pelo sindicato na a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria foi o fato de n\u00e3o ter sido citado na a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica, o que violaria o direito de defesa dos trabalhadores diretamente afetados pelo acordo. A rescis\u00f3ria foi julgada improcedente pelo Tribunal Regional do Trabalho da 11\u00aa Regi\u00e3o, e o recurso ordin\u00e1rio foi desprovido pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), com o entendimento de que o litiscons\u00f3rcio, na a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica, \u00e9 meramente facultativo, e n\u00e3o obrigat\u00f3rio<\/p>\n\n\n\n<p>Em recurso extraordin\u00e1rio, o sindicato reitera a alega\u00e7\u00e3o de ofensa aos princ\u00edpios da ampla defesa e do contradit\u00f3rio, considerando que o acordo resultou na demiss\u00e3o sum\u00e1ria de aproximadamente 98% dos empregados da CAER sem a sua participa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-analise-estrategica\"><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-necessaria-a-participacao-do-sindicato\">8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Necess\u00e1ria a participa\u00e7\u00e3o do sindicato?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os interesses dos empregados diretamente afetados por acordo firmado no \u00e2mbito de processos coletivos devem ser defendidos pelo sindicato que representa a categoria, n\u00e3o havendo necessidade da cita\u00e7\u00e3o de cada empregado para forma\u00e7\u00e3o de litiscons\u00f3rcio passivo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A pretens\u00e3o de inclus\u00e3o de todos os indiv\u00edduos eventualmente atingidos pelo acordo mostra-se incompat\u00edvel com a estrutura do processo coletivo<\/strong>, especialmente por comprometer a efetividade e a celeridade processual.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-resultado-final\">8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o Tribunal, por maioria, apreciando o&nbsp;Tema 1.004 da repercuss\u00e3o geral, deu parcial provimento ao recurso extraordin\u00e1rio e julgou procedente o pedido da a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria para, em Ju\u00edzo rescindente, desconstituir o acordo em apre\u00e7o e, em ju\u00edzo rescis\u00f3rio, determinar a reabertura da instru\u00e7\u00e3o processual perante a vara do Trabalho de origem, com a devida integra\u00e7\u00e3o do sindicato \u00e0 lide.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-tributario\"><a>DIREITO TRIBUT\u00c1RIO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-entidades-fechadas-de-previdencia-complementar-e-incidencia-do-irrf-e-da-csll\"><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Entidades fechadas de previd\u00eancia complementar e incid\u00eancia do IRRF e da CSLL<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO EXTRAORDIN\u00c1RIO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional a cobran\u00e7a, em face das entidades fechadas de previd\u00eancia complementar n\u00e3o imunes, do imposto de renda retido na fonte (IRRF) e da&nbsp;<a>contribui\u00e7\u00e3o social sobre o lucro l\u00edquido<\/a>&nbsp;(CSLL).<\/p>\n\n\n\n<p>RE 612686\/SC, relator Min. Dias Toffoli, julgamento virtual finalizado em 28.10.2022 (Info 1074)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-1-situacao-fatica\"><a>9.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>No RE 612686, interposto ao Supremo pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Entidades Fechadas de Previd\u00eancia Complementar (Abrapp), alega-se que a natureza jur\u00eddica n\u00e3o lucrativa dessas entidades afastaria a incid\u00eancia do Imposto de Renda e da Contribui\u00e7\u00e3o Social Sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o RE, o fato gerador desses tributos decorre do exerc\u00edcio de atividade empresarial&nbsp;que tenha por objeto ou fim social a obten\u00e7\u00e3o de lucro. A natureza n\u00e3o lucrativa das entidades fechadas de previd\u00eancia, por sua vez, estaria fixada em lei federal que trata dessas pessoas jur\u00eddicas, a Lei 6.435\/1977, revogada pela Lei Complementar 109\/2001, atualmente em vigor.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-analise-estrategica\"><a>9.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-1-tem-de-pagar-ou-liberou\">9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tem de pagar ou liberou?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>PAGA!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A cobran\u00e7a do IRRF e da CSLL de entidades fechadas de previd\u00eancia complementar, n\u00e3o abrangidas por imunidades tribut\u00e1rias, \u00e9 compat\u00edvel com a Constitui\u00e7\u00e3o Federal<strong>.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ausente imunidade tribut\u00e1ria aplic\u00e1vel, mesmo as entidades sem fins lucrativos podem ser reconhecidas como contribuintes do imposto de renda ou da contribui\u00e7\u00e3o social sobre o lucro l\u00edquido, caso realizem o FATO GERADOR.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, a CF\/1988 n\u00e3o exige que o contribuinte tenha, necessariamente, fins lucrativos para haver a incid\u00eancia dos mencionados tributos. A aus\u00eancia de finalidade lucrativa n\u00e3o impossibilita que tais entidades aufiram resultados positivos ou outros acr\u00e9scimos patrimoniais.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, as rendas oriundas de aplica\u00e7\u00f5es financeiras e os resultados positivos das entidades fechadas de previd\u00eancia privada se enquadram no que se entende por renda, lucro ou acr\u00e9scimo patrimonial, que s\u00e3o fatos geradores daqueles tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>No mais, <strong>as contribui\u00e7\u00f5es para a seguridade social se assentam na solidariedade geral<\/strong>. Dessa forma, a pessoa jur\u00eddica equiparada \u00e0 empresa na forma da lei, mesmo que n\u00e3o tenha fins lucrativos, pode ser chamada a contribuir para a seguridade social, inclusive mediante contribui\u00e7\u00e3o incidente sobre o lucro.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, apesar de n\u00e3o ser poss\u00edvel falar, contabilmente, em apura\u00e7\u00e3o de lucro ou de preju\u00edzo pelas entidades fechadas de previd\u00eancia privada \u2014 e sim apura\u00e7\u00e3o de super\u00e1vits ou de d\u00e9ficits \u2014, a contabilidade, ainda que possa ser tomada pela lei como ponto de partida para a determina\u00e7\u00e3o das bases de c\u00e1lculo de diversos tributos, de modo algum subordina a tributa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-2-resultado-final\">9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, ao apreciar o&nbsp;Tema 699 da repercuss\u00e3o geral, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, negou provimento ao recurso extraordin\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-incidencia-de-itcmd-em-relacao-a-inventarios-e-arrolamentos-processados-no-exterior\"><a>10.&nbsp; Incid\u00eancia de ITCMD em rela\u00e7\u00e3o a invent\u00e1rios e arrolamentos processados no exterior<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 vedado aos estados e ao Distrito Federal instituir o Imposto sobre Transmiss\u00e3o Causa Mortis e Doa\u00e7\u00e3o (ITCMD) nas hip\u00f3teses dispostas no art. 155, \u00a7 1\u00ba, III, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, sem a edi\u00e7\u00e3o da lei complementar federal exigida pelo referido dispositivo constitucional<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 6828\/AL, relator Min. Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, julgamento virtual finalizado em 28.10.2022 (Info 1074)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-1-situacao-fatica\"><a>10.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica ajuizou 24 ADIs no STF contra leis estaduais que disciplinam o imposto sobre doa\u00e7\u00f5es e heran\u00e7as provenientes do exterior (ITCMD).<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, cada estado tem legisla\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria sobre a tributa\u00e7\u00e3o, pois a lei complementar federal prevista na Constitui\u00e7\u00e3o Federal (artigo 155, par\u00e1grafo 1\u00ba, inciso III) ainda n\u00e3o foi editada. A mat\u00e9ria j\u00e1 foi analisada pelo Supremo no julgamento do RE 851108, com repercuss\u00e3o geral (Tema 825). Na ocasi\u00e3o, foi julgada inconstitucional norma do Estado de S\u00e3o Paulo e estabelecida a necessidade de edi\u00e7\u00e3o de lei federal para regular a compet\u00eancia para institui\u00e7\u00e3o do ITCMD.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o PGR, por se tratar de recurso extraordin\u00e1rio com repercuss\u00e3o geral, o efeito vinculante da decis\u00e3o seria restrito aos \u00f3rg\u00e3os do Poder Judici\u00e1rio, e n\u00e3o \u00e0s administra\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, da\u00ed o ajuizamento das a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-analise-estrategica\"><a>10.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-1-questao-juridica\">10.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n\n\n\n<p>CF\/88:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 155. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: I &#8211; transmiss\u00e3o causa mortis e doa\u00e7\u00e3o, de quaisquer bens ou direitos; (\u2026) \u00a7 1\u00ba O imposto previsto no inciso I: I &#8211; relativamente a bens im\u00f3veis e respectivos direitos, compete ao Estado da situa\u00e7\u00e3o do bem, ou ao Distrito Federal; II &#8211; relativamente a bens m\u00f3veis, t\u00edtulos e cr\u00e9ditos, compete ao Estado onde se processar o invent\u00e1rio ou arrolamento, ou tiver domic\u00edlio o doador, ou ao Distrito Federal; III &#8211; ter\u00e1 compet\u00eancia para sua institui\u00e7\u00e3o regulada por lei complementar: a) se o doador tiver domicilio ou resid\u00eancia no exterior; b) se o de cujus possu\u00eda bens, era residente ou domiciliado ou teve o seu invent\u00e1rio processado no exterior.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-2-sem-lc-sem-itcmd\">10.2.2. Sem LC, sem ITCMD?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>\u00c9 por a\u00ed&#8230;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O STF \u2014 diante da omiss\u00e3o do legislador nacional em estabelecer normas gerais pertinentes \u00e0 compet\u00eancia para instituir o ITCMD \u2014 tem reconhecido, reiteradamente, a inconstitucionalidade de leis ou decretos estaduais sobre o tema, haja vista a necessidade da edi\u00e7\u00e3o de lei complementar para fins de institui\u00e7\u00e3o do&nbsp;imposto sobre transmiss\u00e3o causa mortis e doa\u00e7\u00e3o&nbsp;pelos estados e DF, nas situa\u00e7\u00f5es especificamente ressalvadas na Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>No julgamento do&nbsp;RE 851.108&nbsp;(Tema 825 RG), o Tribunal consignou <strong>a impossibilidade de os estados-membros e o Distrito Federal usarem da compet\u00eancia legislativa plena<\/strong>, com fundamento no art. 24, \u00a7 3\u00ba, da CF e no art. 34, \u00a7 3\u00ba, do ADCT, para a institui\u00e7\u00e3o do ITCMD nas hip\u00f3teses previstas no art. 155, \u00a7 1\u00ba, III, casos em que ficaria ela condicionada \u00e0 pr\u00e9via regulamenta\u00e7\u00e3o mediante lei complementar federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, o STF reconheceu a omiss\u00e3o inconstitucional na regulamenta\u00e7\u00e3o do artigo 155, \u00a7 1\u00ba, III, da CF e estabeleceu prazo para que o Congresso Nacional edite lei complementar com normas gerais definidoras do ITCMD nas doa\u00e7\u00f5es e nas heran\u00e7as institu\u00eddas no exterior.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-3-resultado-final\"><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a>10.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio declarou a inconstitucionalidade do art. 7\u00ba, III, do Decreto 10.306\/2011, do Estado de Alagoas, bem como a nulidade, sem redu\u00e7\u00e3o de texto, do art. 7\u00ba, I,\u00a0<strong>a<\/strong>, do mesmo diploma, para fins de excluir de seu programa normativo a possibilidade de incid\u00eancia de ITCMD em rela\u00e7\u00e3o a invent\u00e1rios e arrolamentos processados no exterior, com a modula\u00e7\u00e3o dos efeitos da decis\u00e3o, para que tenha efic\u00e1cia a partir da publica\u00e7\u00e3o do ac\u00f3rd\u00e3o prolatado no RE 851.108 (20.4.2021), estando ressalvadas as a\u00e7\u00f5es judiciais pendentes de conclus\u00e3o at\u00e9 o mesmo marco temporal em que se discuta \u201c<em>(1) a qual Estado o contribuinte deveria efetuar o pagamento do ITCMD, considerando a ocorr\u00eancia de bitributa\u00e7\u00e3o; ou (2) a validade da cobran\u00e7a desse imposto, n\u00e3o tendo sido pago anteriormente<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-b5a0d882-b517-438a-bd04-dfbc15b1c4ea\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2022\/11\/30024407\/stf-1074.pdf\">stf-1074<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2022\/11\/30024407\/stf-1074.pdf\" class=\"wp-block-file__button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-b5a0d882-b517-438a-bd04-dfbc15b1c4ea\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Informativo n\u00ba 1074 do STF\u00a0COMENTADO.\u00a0Fique ligado aqui\u00a0no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! DOWNLOAD do PDF DIREITO ADMINISTRATIVO 1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Altera\u00e7\u00e3o de escolaridade para o cargo de perito t\u00e9cnico de pol\u00edcia por meio de lei estadual A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE A exig\u00eancia de diploma de n\u00edvel superior, promovida por legisla\u00e7\u00e3o estadual, para o cargo de perito t\u00e9cnico de pol\u00edcia [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":833,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"post_tipo":"article","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"tax_estado":[],"class_list":["post-1131748","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cursos-e-concursos"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v27.2 (Yoast SEO v27.2) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Informativo STF 1074 Comentado<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1074-comentado\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Informativo STF 1074 Comentado\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Informativo n\u00ba 1074 do STF\u00a0COMENTADO.\u00a0Fique ligado aqui\u00a0no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! 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