{"id":1111504,"date":"2022-10-17T22:20:53","date_gmt":"2022-10-18T01:20:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1111504"},"modified":"2022-11-25T11:45:08","modified_gmt":"2022-11-25T14:45:08","slug":"informativo-stj-749-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-749-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STJ 749 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p>Informativo n\u00ba 749 &#8211; Parte 1 do STJ&nbsp;<strong>COMENTADO<\/strong>&nbsp;saindo do forno (quentinho) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2022\/10\/17222027\/stj-749-parte-1.pdf\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/p>\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_Waqx48FN3Sw\"><div id=\"lyte_Waqx48FN3Sw\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/Waqx48FN3Sw\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/Waqx48FN3Sw\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/Waqx48FN3Sw\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-administrativo\"><a>DIREITO ADMINISTRATIVO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-competencia-para-julgar-reclamacao-trabalhista-ajuizada-por-servidor-admitido-sem-concurso-publico-e-sob-o-regime-celetista-antes-da-cf-1988\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Compet\u00eancia para julgar reclama\u00e7\u00e3o trabalhista ajuizada por servidor admitido sem concurso p\u00fablico e sob o regime celetista antes da CF\/1988<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>CONFLITO DE COMPET\u00caNCIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Compete \u00e0 Justi\u00e7a do Trabalho processar e <a>julgar reclama\u00e7\u00e3o trabalhista ajuizada por servidor admitido sem concurso p\u00fablico e sob o regime celetista antes da CF\/1988<\/a>, mesmo que haja cumula\u00e7\u00e3o de pedidos referente ao per\u00edodo <a>trabalhado sob o regime de contrata\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>CC 188.950-TO, Rel. Min. Assusete Magalh\u00e3es, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 14\/09\/2022.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-situacao-fatica\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creide ajuizou reclama\u00e7\u00e3o trabalhista ajuizada contra o munic\u00edpio, na qual narrou que fora admitida em 1986, sob o regime da CLT, sem concurso p\u00fablico. Foi dispensada, sem justa causa, em idos de 2020, e recontratada no dia seguinte para a mesma fun\u00e7\u00e3o, mas na modalidade de presta\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria de trabalho, com grande redu\u00e7\u00e3o salarial. O Munic\u00edpio n\u00e3o realizou a baixa na CTPS e n\u00e3o realizou o pagamento de quaisquer verbas rescis\u00f3rias. Requereu o pagamento de verbas rescis\u00f3rias trabalhistas, diferen\u00e7as salariais, declara\u00e7\u00e3o de nulidade do contrato de presta\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria de servi\u00e7o e, para arrematar, indeniza\u00e7\u00e3o por dano moral!.<\/p>\n\n\n\n<p>Iniciou-se ent\u00e3o a discuss\u00e3o acerca da compet\u00eancia para o julgamento da a\u00e7\u00e3o referente ao per\u00edodo trabalhado sob o regime de contrata\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-analise-estrategica\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-questao-juridica\"><a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>S\u00famula 97 STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>Compete \u00e0 Justi\u00e7a do Trabalho processar e julgar reclama\u00e7\u00e3o de servidor p\u00fablico relativamente a vantagens trabalhistas anteriores \u00e0 institui\u00e7\u00e3o do regime jur\u00eddico \u00fanico.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00famula 170-STJ: Compete ao ju\u00edzo onde primeiro for intentada a a\u00e7\u00e3o envolvendo acumula\u00e7\u00e3o de pedidos, trabalhista e estatut\u00e1rio, decidi-la nos limites da sua jurisdi\u00e7\u00e3o, sem preju\u00edzo do ajuizamento de nova causa, com o pedido remanescente, no ju\u00edzo pr\u00f3prio.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-a-quem-compete-o-julgamento\"><a>1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A quem compete o julgamento?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Justi\u00e7a do TRABALHO!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a>A \u201cbronca\u201d <\/a>\u00e9 sobre a compet\u00eancia para processar e julgar a demanda quando parte do pedido envolve estatut\u00e1rio (tempor\u00e1rio), parte trabalhista (CLT).<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o tema, o STF definiu, em sede de repercuss\u00e3o geral, &#8220;ser da compet\u00eancia da Justi\u00e7a do Trabalho processar e julgar demandas visando a obter presta\u00e7\u00f5es de natureza trabalhista, ajuizadas contra \u00f3rg\u00e3os da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica por servidores que ingressaram em seus quadros, sem concurso p\u00fablico, antes do advento da CF\/88, sob regime da Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho -CLT. Inaplicabilidade, em casos tais, dos precedentes formados na ADI 3.395-MC (Rel. Min. Cezar Peluso, DJ de 10\/11\/2006) e no RE 573.202 (Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Dje de 5\/12\/2008,&nbsp;Tema 43)&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Consubstanciando essa orienta\u00e7\u00e3o, a S\u00famula n. 97\/STJ estabelece que &#8220;<strong>compete \u00e0 Justi\u00e7a do Trabalho processar e julgar reclama\u00e7\u00e3o de servidor p\u00fablico relativamente a vantagens trabalhistas anteriores \u00e0 institui\u00e7\u00e3o do regime jur\u00eddico \u00fanico<\/strong>&#8220;.<\/p>\n\n\n\n<p>Acres\u00e7a-se que, no caso, a compet\u00eancia da Justi\u00e7a do Trabalho &#8211; na qual ajuizada a reclama\u00e7\u00e3o &#8211; n\u00e3o se descaracteriza pelo fato de a parte reclamante ter adicionado, aos pedidos relativos ao v\u00ednculo trabalhista &#8211; pagamento de aviso pr\u00e9vio, FGTS, libera\u00e7\u00e3o das guias do seguro-desemprego, multa do art. 477, \u00a7 8\u00ba, da CLT, indeniza\u00e7\u00e3o de f\u00e9rias, 13\u00ba sal\u00e1rio, adicional de insalubridade e indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais -, requerimento de pagamento de diferen\u00e7as salariais dos meses de abril a outubro de 2020, quando j\u00e1 estava sob o regime de contrata\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria, bem como a declara\u00e7\u00e3o de nulidade de contrato de presta\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria de servi\u00e7o, a partir de 01\/04\/2020.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso de pedidos cumulados, incide a S\u00famula n. 97 desta Corte Superior conjugada com a orienta\u00e7\u00e3o firmada na S\u00famula n. 170, tamb\u00e9m deste Superior Tribunal de Justi\u00e7a, que disp\u00f5e que compete ao ju\u00edzo onde primeiro for intentada a a\u00e7\u00e3o envolvendo acumula\u00e7\u00e3o de pedidos, trabalhista e estatut\u00e1rio, decidi-la nos limites da sua jurisdi\u00e7\u00e3o, sem preju\u00edzo do ajuizamento de nova causa, com o pedido remanescente, no ju\u00edzo pr\u00f3prio.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-3-resultado-final\"><a>1.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Compete \u00e0 Justi\u00e7a do Trabalho processar e julgar reclama\u00e7\u00e3o trabalhista ajuizada por servidor admitido sem concurso p\u00fablico e sob o regime celetista antes da CF\/1988, mesmo que haja cumula\u00e7\u00e3o de pedidos referente ao per\u00edodo trabalhado sob o regime de contrata\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-parametro-remuneratorio-da-vpni-para-o-calculo-da-remuneracao-dos-procuradores-da-fazenda-nacional\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Par\u00e2metro remunerat\u00f3rio da VPNI para o c\u00e1lculo da remunera\u00e7\u00e3o dos Procuradores da Fazenda Nacional<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O <a>par\u00e2metro remunerat\u00f3rio sobre o qual deve incidir a VNPI para <\/a><a>o c\u00e1lculo da remunera\u00e7\u00e3o dos Procuradores da Fazenda Nacional <\/a>\u00e9 <a>o existente em mar\u00e7o\/2002.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>AREsp 956.526-SP, Rel. Min. Gurgel de Faria, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 13\/09\/2022.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-situacao-fatica\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Dr. Creisson, Procurador da Fazenda Nacional, ajuizou a\u00e7\u00e3o em face da Uni\u00e3o na qual questiona o par\u00e2metro remunerat\u00f3rio sobre o qual deve incidir a VNPI para o c\u00e1lculo da remunera\u00e7\u00e3o dos Procuradores da Fazenda Nacional.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-analise-estrategica\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-questao-juridica\"><a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CF:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 37. A administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica direta e indireta de qualquer dos Poderes da Uni\u00e3o, dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic\u00edpios obedecer\u00e1 aos princ\u00edpios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e efici\u00eancia e, tamb\u00e9m, ao seguinte:&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>XI &#8211; a remunera\u00e7\u00e3o e o subs\u00eddio dos ocupantes de cargos, fun\u00e7\u00f5es e empregos p\u00fablicos da administra\u00e7\u00e3o direta, aut\u00e1rquica e fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes da Uni\u00e3o, dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic\u00edpios, dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes pol\u00edticos e os proventos, pens\u00f5es ou outra esp\u00e9cie remunerat\u00f3ria, percebidos cumulativamente ou n\u00e3o, inclu\u00eddas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, n\u00e3o poder\u00e3o exceder o subs\u00eddio mensal, em esp\u00e9cie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, aplicando-se como limite, nos Munic\u00edpios, o subs\u00eddio do Prefeito, e nos Estados e no Distrito Federal, o subs\u00eddio mensal do Governador no \u00e2mbito do Poder Executivo, o subs\u00eddio dos Deputados Estaduais e Distritais no \u00e2mbito do Poder Legislativo e o subsidio dos Desembargadores do Tribunal de Justi\u00e7a, limitado a noventa inteiros e vinte e cinco cent\u00e9simos por cento do subs\u00eddio mensal, em esp\u00e9cie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, no \u00e2mbito do Poder Judici\u00e1rio, aplic\u00e1vel este limite aos membros do Minist\u00e9rio P\u00fablico, aos Procuradores e aos Defensores P\u00fablicos;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-qual-o-parametro-a-ser-observado\"><a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Qual o par\u00e2metro a ser observado?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>O existente em mar\u00e7o\/2002!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 pac\u00edfico no \u00e2mbito do STJ que, a partir de 26\/6\/2002, data da publica\u00e7\u00e3o da MP 43\/2002, a composi\u00e7\u00e3o da remunera\u00e7\u00e3o dos Procuradores da Fazenda Nacional passou a ser a seguinte: a) vencimento b\u00e1sico; b)&nbsp;<em>pro labore<\/em>, calculado no percentual de 30% (trinta por cento) sobre o referido vencimento b\u00e1sico; c) Vantagem Pessoal Nominalmente Identificada &#8211; VPNI, caso ocorra redu\u00e7\u00e3o na totalidade da remunera\u00e7\u00e3o dos servidores p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<p>A MP 43\/2002 (convertida na Lei n. 10.549\/2002), embora tenha sido publicada em julho\/2002, determinou, no art. 3\u00ba, que a nova estrutura de pagamento nela prevista retroagiria ao m\u00eas de mar\u00e7o\/2002, sem excluir, desse per\u00edodo &#8220;intermedi\u00e1rio&#8221;, as vantagens que at\u00e9 ent\u00e3o foram percebidas pelos Procuradores da Fazenda Nacional, o que acabou ocasionando uma situa\u00e7\u00e3o virtualmente h\u00edbrida, porque entre o regime remunerat\u00f3rio anterior (at\u00e9 mar\u00e7o\/2002) e o regime novo (a partir de julho\/2002) os agentes p\u00fablicos fizeram jus aos valores correspondentes \u00e0s vantagens de ambos os regimes.<\/p>\n\n\n\n<p>Hip\u00f3tese em que a discuss\u00e3o \u00e9 sobre qual o par\u00e2metro remunerat\u00f3rio em rela\u00e7\u00e3o ao qual deve incidir a VNPI acima citada: se aquele existente em mar\u00e7o\/2002, ou se o que existiu entre mar\u00e7o\/2002 e junho\/2002, sendo certo que deve prevalecer a primeira op\u00e7\u00e3o, em fun\u00e7\u00e3o de interpreta\u00e7\u00e3o teleol\u00f3gica e hist\u00f3rica da lei.<\/p>\n\n\n\n<p>A MP 43\/2002 (convertida na Lei n. 10.549\/2002) <strong>foi criada para esmorecer o estado de incongru\u00eancia, ent\u00e3o existente, entre os cargos das carreiras jur\u00eddicas da Uni\u00e3o, no que diz respeito \u00e0s remunera\u00e7\u00f5es daqueles profissionais.<\/strong> Agora, a se concluir pela necessidade de manuten\u00e7\u00e3o do regime &#8220;intermedi\u00e1rio&#8221;, em vez de dar tratamento ison\u00f4mico com as demais carreiras da AGU, estar-se-ia conferindo aos Procuradores da Fazenda Nacional tratamento muito mais ben\u00e9fico, no sentido oposto \u00e0 finalidade legal.<\/p>\n\n\n\n<p>Se era para preponderar, em car\u00e1ter definitivo, um regime remunerat\u00f3rio intermedi\u00e1rio, que somava vantagens da antiga estrutura remunerat\u00f3ria, com os novos benef\u00edcios, n\u00e3o faria o menor sentido determinar a exclus\u00e3o de rubricas ou mesmo determinar a aplica\u00e7\u00e3o retroativa de parte da lei, pois bastaria criar novas vantagens e som\u00e1-las \u00e0s j\u00e1 existentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Hip\u00f3tese em que, na pr\u00e1tica, n\u00e3o houve realmente a exist\u00eancia de tr\u00eas regimes, um antigo, um intermedi\u00e1rio e um novo, pois o regime &#8220;h\u00edbrido&#8221; ou &#8220;intermedi\u00e1rio&#8221; figurou apenas como uma fic\u00e7\u00e3o legal, que teve impactos financeiros favor\u00e1veis em rela\u00e7\u00e3o aos Procuradores da Fazenda Nacional, <strong>somente em car\u00e1ter retroativo, mas que n\u00e3o chegou a efetivamente vigorar ao longo dos meses de mar\u00e7o a junho\/2002<\/strong>, o que refor\u00e7a a conclus\u00e3o de que a irredutibilidade de vencimentos deve tomar como par\u00e2metro o regime que efetivamente existia antes da altera\u00e7\u00e3o, qual seja: a composi\u00e7\u00e3o remunerat\u00f3ria prevista em mar\u00e7o\/2002.<\/p>\n\n\n\n<p>Caso o par\u00e2metro remunerat\u00f3rio para fins de pagamento da VPNI fosse aquele fict\u00edcia e atecnicamente criado pela MP 43\/2002 (convertida na Lei n. 10.549\/2002), possibilitar-se-ia que os Procuradores da Fazenda Nacional violassem mensal e prolongadamente o art. 37, XI, da <a>CF<\/a>, o qual estabelece o teto remunerat\u00f3rio do servi\u00e7o p\u00fablico e que, naquela \u00e9poca, previa import\u00e2ncia inferior \u00e0 que resultou do regime &#8220;intermedi\u00e1rio&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-3-resultado-final\"><a>2.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O par\u00e2metro remunerat\u00f3rio sobre o qual deve incidir a VNPI para o c\u00e1lculo da remunera\u00e7\u00e3o dos Procuradores da Fazenda Nacional \u00e9 o existente em mar\u00e7o\/2002.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-civil\"><a>DIREITO CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-im-possibilidade-da-realizacao-de-hasta-publica-para-alienacao-de-vaga-de-garagem-em-condominio\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade da realiza\u00e7\u00e3o de hasta p\u00fablica para aliena\u00e7\u00e3o de vaga de garagem em condom\u00ednio<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A <a>hasta p\u00fablica para aliena\u00e7\u00e3o de vaga de garagem em condom\u00ednio <\/a>se restringe aos demais cond\u00f4minos, salvo autoriza\u00e7\u00e3o expressa na conven\u00e7\u00e3o condominial.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.008.627-RS, Rel. Min. Assusete Magalh\u00e3es, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 13\/09\/2022.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-situacao-fatica\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O INMETRO ajuizou a\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o fiscal em face de Tadeu. Em determinado momento, foi realizada a penhora de vaga de garagem de condom\u00ednio e o INMETRO requereu que fosse realizada hasta p\u00fablica para a aliena\u00e7\u00e3o do bem.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformado, Tadeu interp\u00f4s sucessivos recursos nos quais alega que inexiste qualquer previs\u00e3o que permita a aliena\u00e7\u00e3o do bem por pessoas estranhas ao condom\u00ednio, por consequ\u00eancia, a arremata\u00e7\u00e3o do bem s\u00f3 poderia ser realizada por pessoa cond\u00f4mina.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-analise-estrategica\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-questao-juridica\"><a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 4.591\/1964:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 2\u00ba Cada unidade com sa\u00edda para a via p\u00fablica, diretamente ou por processo de passagem comum, ser\u00e1 sempre tratada como objeto de propriedade exclusiva, qualquer que seja o n\u00famero de suas pe\u00e7as e sua destina\u00e7\u00e3o, inclusive&nbsp;(VETADO)&nbsp;edif\u00edcio-garagem, com ressalva das restri\u00e7\u00f5es que se lhe imponham.<\/p>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.331. Pode haver, em edifica\u00e7\u00f5es, partes que s\u00e3o propriedade exclusiva, e partes que s\u00e3o propriedade comum dos cond\u00f4minos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1&nbsp;<sup>o&nbsp;<\/sup>As partes suscet\u00edveis de utiliza\u00e7\u00e3o independente, tais como apartamentos, escrit\u00f3rios, salas, lojas e sobrelojas, com as respectivas fra\u00e7\u00f5es ideais no solo e nas outras partes comuns, sujeitam-se a propriedade exclusiva, podendo ser alienadas e gravadas livremente por seus propriet\u00e1rios, exceto os abrigos para ve\u00edculos, que n\u00e3o poder\u00e3o ser alienados ou alugados a pessoas estranhas ao condom\u00ednio, salvo autoriza\u00e7\u00e3o expressa na conven\u00e7\u00e3o de condom\u00ednio<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-somente-os-condominos\"><a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Somente os cond\u00f4minos?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o direito \u00e0 guarda de ve\u00edculos em garagens, a <a>Lei n. 4.591\/1964, <\/a>em seu art. 2\u00ba, prev\u00ea que, nas edifica\u00e7\u00f5es ou conjuntos de edifica\u00e7\u00f5es, este &#8220;ser\u00e1 tratado como objeto de propriedade exclusiva, com ressalva das restri\u00e7\u00f5es que ao mesmo sejam impostas por instrumentos contratuais adequados, e ser\u00e1 vinculada \u00e0 unidade habitacional a que corresponder, no caso de n\u00e3o lhe ser atribu\u00edda fra\u00e7\u00e3o ideal espec\u00edfica de terreno&#8221;. Disp\u00f5e ainda que este direito &#8220;poder\u00e1 ser transferido a outro cond\u00f4mino, independentemente da aliena\u00e7\u00e3o da unidade a que corresponder, vedada sua transfer\u00eancia a pessoas estranhas ao condom\u00ednio&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, nos termos do referido dispositivo legal<strong>, as vagas de garagem seriam tratadas &#8220;como objeto de propriedade exclusiva&#8221;, vinculadas &#8220;\u00e0 unidade habitacional a que corresponder<\/strong>&#8220;, podendo ser transferidas &#8220;a outro cond\u00f4mino&#8221;, sendo, contudo, &#8220;vedada sua transfer\u00eancia a pessoas estranhas ao condom\u00ednio&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a posterior Lei n. 12.607\/2012 deu nova reda\u00e7\u00e3o ao art. 1.331, \u00a7 1\u00ba, do <a>C\u00f3digo Civil<\/a>, que passou a prever que, em edifica\u00e7\u00f5es, &#8220;as partes suscet\u00edveis de utiliza\u00e7\u00e3o independente, tais como apartamentos, escrit\u00f3rios, salas, lojas e sobrelojas, com as respectivas fra\u00e7\u00f5es ideais no solo e nas outras partes comuns, sujeitam-se a propriedade exclusiva, podendo ser alienadas e gravadas livremente por seus propriet\u00e1rios, exceto os abrigos para ve\u00edculos, que n\u00e3o poder\u00e3o ser alienados ou alugados a pessoas estranhas ao condom\u00ednio, salvo autoriza\u00e7\u00e3o expressa na conven\u00e7\u00e3o de condom\u00ednio&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, levando em conta os objetivos do referido diploma, no sentido de dar maior seguran\u00e7a aos condom\u00ednios, entende-se que a veda\u00e7\u00e3o de aliena\u00e7\u00e3o dos abrigos para ve\u00edculos a pessoas estranhas ao condom\u00ednio, estipulada no art. 1.331, \u00a7 1\u00ba, do C\u00f3digo Civil, deva prevalecer tamb\u00e9m nas aliena\u00e7\u00f5es judiciais. Em tais casos, a hasta p\u00fablica <strong>dever\u00e1 ocorrer no universo limitado dos demais cond\u00f4minos<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-3-resultado-final\"><a>3.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A hasta p\u00fablica para aliena\u00e7\u00e3o de vaga de garagem em condom\u00ednio se restringe aos demais cond\u00f4minos, salvo autoriza\u00e7\u00e3o expressa na conven\u00e7\u00e3o condominial.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-i-legitimidade-da-sociedade-de-advocacia-e-parte-legitima-para-cobrar-honorarios-contratuais-na-hipotese-de-expressa-cessao-de-credito-operada-por-advogado-ingressante\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (I)Legitimidade da sociedade de advocacia \u00e9 parte leg\u00edtima para cobrar honor\u00e1rios contratuais na hip\u00f3tese de expressa cess\u00e3o de cr\u00e9dito operada por advogado ingressante<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A <a>sociedade de advocacia \u00e9 parte leg\u00edtima para cobrar honor\u00e1rios contratuais na hip\u00f3tese de expressa cess\u00e3o de cr\u00e9dito operada por advogado ingressante<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.004.335-SP, Rel. Min. Moura Ribeiro, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 09\/08\/2022, DJe 18\/08\/2022.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-situacao-fatica\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Goofy Advogados Associados ajuizou execu\u00e7\u00e3o de contrato de honor\u00e1rios advocat\u00edcios em face de Creiton, buscando o recebimento de valores n\u00e3o honrados no tempo, lugar e forma convencionados. O executado apresentou exce\u00e7\u00e3o de pr\u00e9-executividade sustentando a ilegitimidade da sociedade de advocacia, pois o contrato foi firmado exclusivamente com a Dra. Suzana Goofy e dele a sociedade de advocacia n\u00e3o participou, mas que teria apenas cedido o cr\u00e9dito para Goofy.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-analise-estrategica\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-questao-juridica\"><a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 288. \u00c9 ineficaz, em rela\u00e7\u00e3o a terceiros, a transmiss\u00e3o de um cr\u00e9dito, se n\u00e3o celebrar-se mediante instrumento p\u00fablico, ou instrumento particular revestido das solenidades do \u00a7 1&nbsp;<sup>o&nbsp;<\/sup>do art. 654.<\/p>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Processo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 778. Pode promover a execu\u00e7\u00e3o for\u00e7ada o credor a quem a lei confere t\u00edtulo executivo.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 1\u00ba Podem promover a execu\u00e7\u00e3o for\u00e7ada ou nela prosseguir, em sucess\u00e3o ao exequente origin\u00e1rio:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I &#8211; o Minist\u00e9rio P\u00fablico, nos casos previstos em lei;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>II &#8211; o esp\u00f3lio, os herdeiros ou os sucessores do credor, sempre que, por morte deste, lhes for transmitido o direito resultante do t\u00edtulo executivo;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>III &#8211; o cession\u00e1rio, quando o direito resultante do t\u00edtulo executivo lhe for transferido por ato entre vivos;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>IV &#8211; o sub-rogado, nos casos de sub-roga\u00e7\u00e3o legal ou convencional.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 2\u00ba A sucess\u00e3o prevista no \u00a7 1\u00ba independe de consentimento do executado.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-a-sociedade-de-advocacia-e-parte-legitima\"><a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A sociedade de advocacia \u00e9 parte leg\u00edtima?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia consiste em saber se sociedade de advocacia \u00e9 parte leg\u00edtima para executar contrato de honor\u00e1rios advocat\u00edcios de titularidade de s\u00f3cio que ingressou posteriormente na sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A cess\u00e3o, em princ\u00edpio, independe de forma<\/strong>. A disposi\u00e7\u00e3o constante do art. 288 do <a>C\u00f3digo Civil <\/a>diz da exig\u00eancia de instrumento p\u00fablico ou instrumento particular apenas para a produ\u00e7\u00e3o de efic\u00e1cia &#8220;em rela\u00e7\u00e3o a terceiros&#8221;. A doutrina estabelece que com rela\u00e7\u00e3o ao cedente e ao cession\u00e1rio (credor origin\u00e1rio e novo credor), a cess\u00e3o tem forma livre, podendo ser verbal. Em regra, portanto, esta n\u00e3o exige forma r\u00edgida.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, <strong>o art. 778 do <a>C\u00f3digo de Processo Civil <\/a>\u00e9 muito claro ao permitir a execu\u00e7\u00e3o for\u00e7ada, ou nela prosseguir, em sucess\u00e3o ao exequente origin\u00e1rio<\/strong>: &#8220;III &#8211; o cession\u00e1rio, quando o direito resultante do t\u00edtulo executivo lhe for transferido por ato entre vivos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, tamb\u00e9m se refuta a falta de notifica\u00e7\u00e3o da cess\u00e3o ao devedor, porque isso n\u00e3o compromete a validade da cess\u00e3o, mas, no m\u00e1ximo, serviria para dispensar o devedor n\u00e3o notificado de ter de pagar novamente ao credor-cession\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse entendimento, a jurisprud\u00eancia do STJ j\u00e1 afirmou que: &#8220;<strong>se a falta de comunica\u00e7\u00e3o da cess\u00e3o do cr\u00e9dito n\u00e3o afasta a exigibilidade da d\u00edvida, basta a cita\u00e7\u00e3o do devedor na a\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a ajuizada pelo credor-cession\u00e1rio para atender ao comando do art. 290 do C\u00f3digo Civil<\/strong>, que \u00e9 a de &#8216;dar ci\u00eancia&#8217; ao devedor do neg\u00f3cio, por meio de &#8216;escrito p\u00fablico ou particular. A partir da cita\u00e7\u00e3o, o devedor toma ci\u00eancia inequ\u00edvoca da cess\u00e3o de cr\u00e9dito e, por conseguinte, a quem deve pagar. Assim, a cita\u00e7\u00e3o revela-se suficiente para cumprir a exig\u00eancia de cientificar o devedor da transfer\u00eancia do cr\u00e9dito'&#8221;. (EAREsp 1125139\/PR, Rel. Ministra Laurita Vaz, Corte Especial, julgado em 06\/10\/2021, DJe 17\/12\/2021).<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, o contrato foi firmado exclusivamente com a s\u00f3cia-majorit\u00e1ria &#8211; atuante em momento anterior ao seu ingresso na sociedade de advocacia -, e dele o escrit\u00f3rio n\u00e3o figurou, de forma expressa, no contrato e nas procura\u00e7\u00f5es ou substabelecimentos juntados. Destaca-se, ainda, que se tratava de t\u00edtulo extrajudicial, no qual n\u00e3o se poderia admitir que a legitimidade ativa da parte credora decorresse de presun\u00e7\u00f5es, especialmente ap\u00f3s a an\u00e1lise de documentos que n\u00e3o guardavam rela\u00e7\u00e3o com o t\u00edtulo executado. Por conseguinte, pelo conjunto de elementos e circunst\u00e2ncias, houve expressa cess\u00e3o do cr\u00e9dito por parte da advogada em favor da sociedade em que passou a integrar. Logo, tornando-se a nova credora, \u00e9 patente a legitimidade derivada da sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, <strong>n\u00e3o se observaram impedimentos para que a sociedade procedesse a cobran\u00e7a, porquanto na pr\u00e1tica assumiu a condi\u00e7\u00e3o de nova credora<\/strong>. A eventual discord\u00e2ncia ou oposi\u00e7\u00e3o do devedor relativamente \u00e0 cess\u00e3o tem-se por irrelevante, pois ele n\u00e3o \u00e9 parte na cess\u00e3o de cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-3-resultado-final\"><a>4.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A sociedade de advocacia \u00e9 parte leg\u00edtima para cobrar honor\u00e1rios contratuais na hip\u00f3tese de expressa cess\u00e3o de cr\u00e9dito operada por advogado ingressante.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-divulgacao-de-noticia-ou-critica-acerca-de-atos-ou-decisoes-do-poder-publico-e-abuso-no-exercicio-da-liberdade-de-imprensa\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Divulga\u00e7\u00e3o de not\u00edcia ou cr\u00edtica acerca de atos ou decis\u00f5es do Poder P\u00fablico e abuso no exerc\u00edcio da liberdade de imprensa<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A divulga\u00e7\u00e3o de <a>not\u00edcia ou cr\u00edtica acerca de atos ou decis\u00f5es do Poder P\u00fablico<\/a>, ou de comportamento de seus agentes, n\u00e3o configuram, a princ\u00edpio, <a>abuso no exerc\u00edcio da liberdade de imprensa<\/a>, desde que n\u00e3o se refiram a n\u00facleo essencial de intimidade e de vida privada da pessoa.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.325.938-SE, Rel. Min. Raul Ara\u00fajo, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 23\/08\/2022, DJe 31\/08\/2022.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-situacao-fatica\"><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creosvalda, magistrada, ajuizou a demanda com vistas \u00e0 condena\u00e7\u00e3o da R\u00e1dio Taquara, ao pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais em raz\u00e3o da publica\u00e7\u00e3o de reportagem em r\u00e1dio de grande audi\u00eancia no Estado, alegando que a publica\u00e7\u00e3o insinuou sua rela\u00e7\u00e3o com atividades ilegais (jogo do bicho), causando danos \u00e0 sua honra e imagem perante jurisdicionados, colegas de trabalho e a popula\u00e7\u00e3o em geral. A senten\u00e7a condenou a r\u00e9 ao pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o em significativo valor.<\/p>\n\n\n\n<p>A reportagem baseou-se em relatos do superintendente da Pol\u00edcia Civil do Estado, acerca da deflagra\u00e7\u00e3o de opera\u00e7\u00e3o que investigava pessoas envolvidas com o jogo do bicho em determinado Estado, citando a atua\u00e7\u00e3o da autora no exerc\u00edcio de seu cargo p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformada, a R\u00e1dio interp\u00f4s sucessivos recursos nos quais alega que a reportagem se limitou a narrar as cr\u00edticas proferidas por autoridade policial, sem emitir qualquer ju\u00edzo de valor, associado ao fato de em nenhum momento associar o nome da ju\u00edza ao crime organizado ou a qualquer ato il\u00edcito.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-analise-estrategica\"><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-houve-abuso\"><a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Houve abuso?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O STJ estabeleceu, para situa\u00e7\u00f5es de conflito entre a liberdade de express\u00e3o e os direitos da personalidade, entre outros, os seguintes elementos de pondera\u00e7\u00e3o: &#8220;(I) o compromisso \u00e9tico com a informa\u00e7\u00e3o veross\u00edmil; (II) a preserva\u00e7\u00e3o dos chamados direitos da personalidade, entre os quais incluem-se os direitos \u00e0 honra, \u00e0 imagem, \u00e0 privacidade e \u00e0 intimidade; e (III) a veda\u00e7\u00e3o de veicula\u00e7\u00e3o de cr\u00edtica jornal\u00edstica com intuito de difamar, injuriar ou caluniar a pessoa (<em>animus injuriandi vel diffamandi<\/em>)&#8221; (REsp 801.109\/DF, Rel. Ministro Raul Ara\u00fajo, Quarta Turma, DJe de 12\/03\/2013).<\/p>\n\n\n\n<p>Em princ\u00edpio, a publica\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria jornal\u00edstica que narra fatos ver\u00eddicos ou veross\u00edmeis n\u00e3o caracteriza hip\u00f3tese de responsabilidade civil, ainda que apresentando opini\u00f5es severas, ir\u00f4nicas ou impiedosas, sobretudo quando se tratar de figura p\u00fablica que exer\u00e7a atividade tipicamente estatal, gerindo interesses da coletividade, e que se refira <strong>a fatos de interesse geral relacionados \u00e0 atividade p\u00fablica<\/strong> desenvolvida pela pessoa noticiada.<\/p>\n\n\n\n<p>A liberdade de express\u00e3o, nessas hip\u00f3teses, \u00e9 PREVALENTE, atraindo verdadeira excludente an\u00edmica, a afastar o intuito doloso de ofender a honra da pessoa a que se refere a reportagem.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, a an\u00e1lise acerca da ocorr\u00eancia de abuso no exerc\u00edcio da liberdade de express\u00e3o, a ensejar repara\u00e7\u00e3o por dano moral, deve ser feita em cada caso concreto, mormente quando a pessoa envolvida for investida de autoridade p\u00fablica, pois, em tese, sopesados os valores em conflito, \u00e9 recomend\u00e1vel que se d\u00ea primazia \u00e0 liberdade de informa\u00e7\u00e3o e de cr\u00edtica, como decorr\u00eancia da vida em um Estado Democr\u00e1tico.<\/p>\n\n\n\n<p>Em observ\u00e2ncia \u00e0 situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica do processo em ep\u00edgrafe, <a>a reportagem baseou-se em relatos do superintendente da Pol\u00edcia Civil do Estado, acerca da deflagra\u00e7\u00e3o de opera\u00e7\u00e3o que investigava pessoas envolvidas com o jogo do bicho em determinado Estado, citando a atua\u00e7\u00e3o da autora no exerc\u00edcio de seu cargo p\u00fablico <\/a>(magistrada), tendo o Tribunal local consignado expressamente que &#8220;a inten\u00e7\u00e3o de narrar o ocorrido esteve presente durante toda a reda\u00e7\u00e3o do texto&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse prisma, tem-se que a mat\u00e9ria jornal\u00edstica relacionou-se a fatos de interesse da coletividade, os quais dizem respeito diretamente com atos da magistrada enquanto autoridade p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, verifica-se que, em que pese o tom \u00e1cido da referida reportagem, com o emprego de express\u00f5es como &#8220;aberra\u00e7\u00e3o jur\u00eddica&#8221; e &#8220;descalabro&#8221;, as cr\u00edticas est\u00e3o inseridas no \u00e2mbito da mat\u00e9ria jornal\u00edstica de cunho informativo, baseada em levantamentos de fatos de interesse p\u00fablico, sem adentrar a intimidade e a vida privada da recorrida, o que significa que n\u00e3o extrapola claramente o direito de cr\u00edtica, principalmente porque exercida em rela\u00e7\u00e3o a caso que ostenta gravidade e ampla repercuss\u00e3o e interesse social.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, <strong>quando n\u00e3o ficar caracterizado o abuso ofensivo na cr\u00edtica exercida pela parte no exerc\u00edcio da liberdade de express\u00e3o jornal\u00edstica, deve-se afastar o dever de indeniza\u00e7\u00e3o<\/strong>, por for\u00e7a da &#8220;imperiosa cl\u00e1usula de modicidade&#8221; subjacente a que alude a eg. Suprema Corte no julgamento da ADPF 130\/DF.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-resultado-final\"><a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A divulga\u00e7\u00e3o de not\u00edcia ou cr\u00edtica acerca de atos ou decis\u00f5es do Poder P\u00fablico, ou de comportamento de seus agentes, n\u00e3o configuram, a princ\u00edpio, abuso no exerc\u00edcio da liberdade de imprensa, desde que n\u00e3o se refiram a n\u00facleo essencial de intimidade e de vida privada da pessoa.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-civil\"><a>DIREITO PROCESSUAL CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-i-legitimidade-dos-acionistas-minoritarios-para-promover-procedimentos-arbitrais-destinados-a-responsabilizacao-civil-dos-controladores\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (I)Legitimidade dos acionistas minorit\u00e1rios para promover procedimentos arbitrais destinados \u00e0 responsabiliza\u00e7\u00e3o civil dos controladores<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>PROCESSO SOB SEGREDO DE JUSTI\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os <a>acionistas minorit\u00e1rios n\u00e3o t\u00eam legitimidade extraordin\u00e1ria para promover procedimentos arbitrais destinados \u00e0 responsabiliza\u00e7\u00e3o civil dos controladores<\/a>, com base no art. 246 da Lei n. 6.404\/1976, (a\u00e7\u00e3o social ut singili) enquanto n\u00e3o caracterizada a in\u00e9rcia da companhia, o que se verifica quando, convocada assembleia geral para deliberar sobre a responsabilidade destes, h\u00e1 delibera\u00e7\u00e3o autorizativa e n\u00e3o s\u00e3o promovidas as medidas cab\u00edveis dentro dos tr\u00eas meses subsequentes ou quando h\u00e1 delibera\u00e7\u00e3o negativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo sob segredo de justi\u00e7a, Rel. Min. Marco Aur\u00e9lio Bellizze, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 22\/06\/2022, DJe 30\/06\/2022.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-situacao-fatica\"><a>6.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Trata-se de uma a\u00e7\u00e3o movida por acionistas minorit\u00e1rios de uma companhia intentando promover procedimentos arbitrais destinados \u00e0 responsabiliza\u00e7\u00e3o civil dos controladores na qual passou-se a discutir a legitimidade extraordin\u00e1ria dos autores para tanto.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-analise-estrategica\"><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-questao-juridica\"><a>6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei 6.404\/1976:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 159. Compete \u00e0 companhia, mediante pr\u00e9via delibera\u00e7\u00e3o da assembl\u00e9ia-geral, a a\u00e7\u00e3o de responsabilidade civil contra o administrador, pelos preju\u00edzos causados ao seu patrim\u00f4nio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 3\u00ba Qualquer acionista poder\u00e1 promover a a\u00e7\u00e3o, se n\u00e3o for proposta no prazo de 3 (tr\u00eas) meses da delibera\u00e7\u00e3o da assembl\u00e9ia-geral.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 4\u00ba Se a assembl\u00e9ia deliberar n\u00e3o promover a a\u00e7\u00e3o, poder\u00e1 ela ser proposta por acionistas que representem 5% (cinco por cento), pelo menos, do capital social.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 246. A sociedade controladora ser\u00e1 obrigada a reparar os danos que causar \u00e0 companhia por atos praticados com infra\u00e7\u00e3o ao disposto nos artigos 116 e 117.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1\u00ba A a\u00e7\u00e3o para haver repara\u00e7\u00e3o cabe:<\/p>\n\n\n\n<p>a) a acionistas que representem 5% (cinco por cento) ou mais do capital social;<\/p>\n\n\n\n<p>b) a qualquer acionista, desde que preste cau\u00e7\u00e3o pelas custas e honor\u00e1rios de advogado devidos no caso de vir a a\u00e7\u00e3o ser julgada improcedente.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-tem-os-acionistas-legitimidade\"><a>6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; T\u00eam os acionistas legitimidade?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o de repara\u00e7\u00e3o de danos causados ao patrim\u00f4nio social por atos dos administradores, assim como dos controladores, <strong>dever\u00e1 ser proposta, em princ\u00edpio, pela companhia diretamente lesada, que \u00e9, naturalmente, a titular do direito material em quest\u00e3o<\/strong>. A chamada a\u00e7\u00e3o social de responsabilidade civil dos administradores e\/ou dos controladores, deve ser promovida, prioritariamente, pela pr\u00f3pria companhia lesada (a\u00e7\u00e3o social&nbsp;<em>ut universi<\/em>). Em caso de in\u00e9rcia da companhia (a ser bem especificada em cada caso), a lei confere, subsidiariamente, aos acionistas, na forma ali discriminada, legitimidade extraordin\u00e1ria para promover a a\u00e7\u00e3o social em comento (a\u00e7\u00e3o social de responsabilidade&nbsp;<em>ut singuli<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>A delibera\u00e7\u00e3o da companhia para promover a\u00e7\u00e3o social de responsabilidade do administrador e\/ou do controlador d\u00e1-se, indiscutivelmente, por meio da realiza\u00e7\u00e3o de assembleia geral. A caracteriza\u00e7\u00e3o da in\u00e9rcia da companhia depende, pois, da delibera\u00e7\u00e3o autorizativa e, passados os tr\u00eas meses subsequentes, a titular do direito n\u00e3o ter promovido a medida judicial\/artibral cab\u00edvel; ou, mesmo da delibera\u00e7\u00e3o negativa, termos a partir dos quais \u00e9 poss\u00edvel cogitar na abertura da via da a\u00e7\u00e3o social&nbsp;<em>ut singuli<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 certo que a <a>Lei 6.404\/1976 <\/a>confere aos acionistas minorit\u00e1rios, na forma ali discriminada, entre outras garantias destinadas justamente a fiscalizar a gest\u00e3o de neg\u00f3cios e o controle exercido, o direito de promover a convoca\u00e7\u00e3o da assembleia geral, sobretudo para os casos que guardam manifesta gravidade. Caso os controladores venham a interferir na pr\u00f3pria delibera\u00e7\u00e3o assembelar, a lei p\u00f5e \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o dos acionistas minorit\u00e1rios, na forma da lei, a possibilidade de ajuizar a\u00e7\u00e3o social (subsidiariamente).<\/p>\n\n\n\n<p>Em sendo a delibera\u00e7\u00e3o autorizativa, <strong>caso a companhia n\u00e3o promova a a\u00e7\u00e3o social de responsabilidade de administradores e\/ou de controladores nos tr\u00eas meses subsequentes, qualquer acionista poder\u00e1 promover a a\u00e7\u00e3o social&nbsp;<em>ut singili<\/em><\/strong>&nbsp;(\u00a7 3\u00ba do art. 159).<\/p>\n\n\n\n<p>Se a assembleia deliberar por n\u00e3o promover a a\u00e7\u00e3o social, seja de responsabilidade de administrador, seja de responsabilidade de controlador, <strong>acionistas que representem pelo menos 5% (cinco por cento) do capital social poder\u00e3o promover a a\u00e7\u00e3o social&nbsp;<em>ut singili<\/em>,<\/strong> com fulcro no \u00a7 4\u00ba do art. 159 e no art. 246 da LSA.<\/p>\n\n\n\n<p>Tem-se, todavia, que, nessa \u00faltima hip\u00f3tese, no caso de a assembleia deliberar por n\u00e3o promover a\u00e7\u00e3o social, em se tratando de responsabilidade do controlador, seria dado tamb\u00e9m a qualquer acionista, com base no \u00a7 1\u00ba, a, do art. 246, promover a a\u00e7\u00e3o social&nbsp;<em>ut singili<\/em>, desde que preste cau\u00e7\u00e3o pelas custas e honor\u00e1rios de advogado devidos no caso de vir a a\u00e7\u00e3o ser julgada improcedente.<\/p>\n\n\n\n<p>Em todo e qualquer caso, portanto, a a\u00e7\u00e3o social de responsabilidade de administrador e\/ou de controlador promovida por acionista minorit\u00e1rio (<em>ut singili<\/em>) em legitima\u00e7\u00e3o extraordin\u00e1ria, por ser subsidi\u00e1ria, depende, necessariamente, da in\u00e9rcia da companhia, titular do direito lesado, que possui legitimidade ordin\u00e1ria e priorit\u00e1ria no ajuizamento de a\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se pode conceber que a companhia, titular do direito lesado, fique tolhida de prosseguir com a\u00e7\u00e3o social de responsabilidade dos administradores e dos controladores, promovida tempestivamente e em conformidade com autoriza\u00e7\u00e3o assemblear (nos moldes prescritos na lei de reg\u00eancia, mediante atua\u00e7\u00e3o determinante de acionista detentor de mais de 5% do capital social) simplesmente porque determinados acionistas minorit\u00e1rios, em antecipa\u00e7\u00e3o a tal delibera\u00e7\u00e3o e, por isso, sem legitimidade para tanto, precipitaram-se em promover a a\u00e7\u00e3o social de responsabilidade de controladores, possivelmente objetivando receber o pr\u00eamio de cinco por cento, calculado sobre o valor da indeniza\u00e7\u00e3o, a pretexto de defender os interesses da companhia, em legitimidade extraordin\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-3-resultado-final\"><a>6.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Os acionistas minorit\u00e1rios n\u00e3o t\u00eam legitimidade extraordin\u00e1ria para promover procedimentos arbitrais destinados \u00e0 responsabiliza\u00e7\u00e3o civil dos controladores, com base no art. 246 da Lei n. 6.404\/1976, (a\u00e7\u00e3o social ut singili) enquanto n\u00e3o caracterizada a in\u00e9rcia da companhia, o que se verifica quando, convocada assembleia geral para deliberar sobre a responsabilidade destes, h\u00e1 delibera\u00e7\u00e3o autorizativa e n\u00e3o s\u00e3o promovidas as medidas cab\u00edveis dentro dos tr\u00eas meses subsequentes ou quando h\u00e1 delibera\u00e7\u00e3o negativa.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-competencia-para-julgamento-do-conflito-de-competencia-estabelecido-entre-tribunais-arbitrais-vinculados-a-mesma-camara-de-arbitragem\"><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Compet\u00eancia para julgamento do conflito de compet\u00eancia estabelecido entre Tribunais Arbitrais vinculados \u00e0 mesma C\u00e2mara de Arbitragem<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>PROCESSO SOB SEGREDO DE JUSTI\u00c7A<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Compete ao Superior Tribunal de Justi\u00e7a <a>conhecer e julgar <\/a><a>o conflito de compet\u00eancia estabelecido entre Tribunais Arbitrais vinculados \u00e0 mesma C\u00e2mara de Arbitragem<\/a>, quando a solu\u00e7\u00e3o para o impasse criado n\u00e3o \u00e9 objeto de disciplina no regulamento desta.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo sob segredo de justi\u00e7a, Rel. Min. Marco Aur\u00e9lio Bellizze, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 22\/06\/2022, DJe 30\/06\/2022.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-situacao-fatica\"><a>7.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma a\u00e7\u00e3o submetida ao ju\u00edzo arbitral, iniciou-se a discuss\u00e3o acerca da compet\u00eancia para conhecer e julgar o conflito de compet\u00eancia estabelecido entre Tribunais Arbitrais vinculados \u00e0 mesma C\u00e2mara de Arbitragem, quando a solu\u00e7\u00e3o para o impasse criado n\u00e3o \u00e9 objeto de disciplina no seu regulamento.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-analise-estrategica\"><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-questao-juridica\"><a>7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Constitui\u00e7\u00e3o Federal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constitui\u00e7\u00e3o, cabendo-lhe:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; processar e julgar, originariamente:<\/p>\n\n\n\n<p>o) os conflitos de compet\u00eancia entre o Superior Tribunal de Justi\u00e7a e quaisquer tribunais, entre Tribunais Superiores, ou entre estes e qualquer outro tribunal;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 105. Compete ao Superior Tribunal de Justi\u00e7a:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; processar e julgar, originariamente:<\/p>\n\n\n\n<p>d) os conflitos de compet\u00eancia entre quaisquer tribunais, ressalvado o disposto no art. 102, I, &#8220;o&#8221;, bem como entre tribunal e ju\u00edzes a ele n\u00e3o vinculados e entre ju\u00edzes vinculados a tribunais diversos;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-a-quem-compete-julgar-o-conflito-de-competencia\"><a>7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A quem compete julgar o conflito de compet\u00eancia?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>AO STJ!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Segunda Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, a partir do&nbsp;<em>leading case<\/em>&nbsp;&#8211; CC 111.230\/DF &#8211; passou a reconhecer que <strong>o Tribunal arbitral se insere, indiscutivelmente, na express\u00e3o &#8220;quaisquer tribunais&#8221;,<\/strong> constante no art. 105, I, d, da <a>Constitui\u00e7\u00e3o Federal<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a compreens\u00e3o adotada pela Segunda Se\u00e7\u00e3o, a reda\u00e7\u00e3o constitucional n\u00e3o pressup\u00f5e que o conflito de compet\u00eancia perante o STJ d\u00ea-se apenas entre \u00f3rg\u00e3os judicantes pertencentes necessariamente ao Poder Judici\u00e1rio, podendo ser integrado tamb\u00e9m por Tribunal arbitral.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, <strong>compete ao Superior Tribunal de Justi\u00e7a conhecer e julgar originariamente os conflitos de compet\u00eancia entre quaisquer tribunais<\/strong> [leia-se, Tribunais de Justi\u00e7a dos Estados e do Distrito Federal, Tribunais Regionais Federais e Tribunais arbitrais], ressalvado o disposto no art. 102, I, &#8216;o&#8217; [conflito entre Tribunais Superiores a ser julgado pelo STF], bem como entre tribunal [os mesmos antes referidos] e ju\u00edzes a ele n\u00e3o vinculados e entre ju\u00edzes vinculados a tribunais diversos.<\/p>\n\n\n\n<p>Afasta-se, assim, qualquer possibilidade de um conflito de compet\u00eancia estabelecido entre Tribunais arbitrais ser dirimido por um juiz de primeira inst\u00e2ncia, independentemente da necessidade ou n\u00e3o de interpreta\u00e7\u00e3o da cl\u00e1usula compromiss\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O mesmo se diga em rela\u00e7\u00e3o aos Tribunais de segunda Inst\u00e2ncia. Pela norma constitucional acima referida, os Tribunais de Justi\u00e7a dos Estados e do Distrito Federal e Tribunais Regionais Federais, residualmente, t\u00eam compet\u00eancia para dirimir conflito de compet\u00eancia entre ju\u00edzos a eles diretamente vinculados. Diversamente, os Tribunais arbitrais, em situa\u00e7\u00e3o de conflito compet\u00eancia, ainda que se encontrem situados na mesma unidade da Federa\u00e7\u00e3o ou na mesma Regi\u00e3o, n\u00e3o s\u00e3o vinculados a nenhum Tribunal de Justi\u00e7a ou Tribunal Regional Federal, ainda que se utilize mais uma vez do dito paralelismo entre as jurisdi\u00e7\u00f5es arbitral e estatal.<\/p>\n\n\n\n<p>Poder-se-ia supor que, estando os Tribunais arbitrais suscitados vinculados \u00e0 mesma C\u00e2mara de Arbitragem, a compet\u00eancia para dirimir o conflito de compet\u00eancia seria da pr\u00f3pria c\u00e2mara. Todavia, no procedimento arbitral, quem ostenta o poder jurisdicional \u00e9 o tribunal arbitral devidamente constitu\u00eddo, segundo a indica\u00e7\u00e3o das partes na forma\u00e7\u00e3o do painel arbitral; a C\u00e2mara de arbitragem apenas administra o procedimento arbitral, sem, portanto, deter nenhum poder jurisdicional para dirimir eventual impasse criado entre os Tribunais arbitrais a ela vinculado que profiram decis\u00f5es inconcili\u00e1veis entre si.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Idealmente, a solu\u00e7\u00e3o para o conflito de compet\u00eancia entre Tribunais arbitrais vinculados \u00e0 mesma C\u00e2mara de arbitragem haveria de ser disciplinado e solucionado pelo Regulamento da C\u00e2mara de Arbitragem do Mercado<\/strong>, o qual, ao ser eleito pelas partes para dirimir seu conflito de interesses, atenderia, naturalmente, ao princ\u00edpio da autonomia de vontades, norteador de toda e qualquer arbitragem.<\/p>\n\n\n\n<p>Todavia, sendo absolutamente OMISSO o Regulamento da C\u00e2mara de Arbitragem em disciplinar a solu\u00e7\u00e3o para o impasse criado entre Tribunais arbitrais, compete ao Superior Tribunal de Justi\u00e7a, em aten\u00e7\u00e3o \u00e0 fun\u00e7\u00e3o constitucional que lhe \u00e9 atribu\u00edda no art. 105, I, d, da Carta Magna, conhecer e julgar o conflito de compet\u00eancia estabelecido.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-3-resultado-final\"><a>7.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Compete ao Superior Tribunal de Justi\u00e7a conhecer e julgar o conflito de compet\u00eancia estabelecido entre Tribunais Arbitrais vinculados \u00e0 mesma C\u00e2mara de Arbitragem, quando a solu\u00e7\u00e3o para o impasse criado n\u00e3o \u00e9 objeto de disciplina no regulamento desta.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-duracao-da-medida-coercitiva-atipica\"><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dura\u00e7\u00e3o da <\/a>medida coercitiva at\u00edpica<\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>HABEAS CORPUS<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 um tempo pr\u00e9-estabelecido fixamente para a dura\u00e7\u00e3o da medida coercitiva at\u00edpica, que deve perdurar por tempo suficiente para dobrar a renit\u00eancia do devedor.<\/p>\n\n\n\n<p>HC 711.194-SP, Rel. Min. Marco Aur\u00e9lio Bellizze, Rel. Acd. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, por maioria, julgado em 21\/06\/2022, DJe 27\/06\/2022.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-situacao-fatica\"><a>8.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creusa impetrou Habeas Corpus contra decis\u00e3o do Tribunal local que manteve o bloqueio de seu passaporte como medida coercitiva at\u00edpica por quase dois anos. Conforme Creusa, j\u00e1 teria restado comprovada a aus\u00eancia de patrim\u00f4nio expropri\u00e1vel para o pagamento da d\u00edvida, raz\u00e3o pela qual requereu a suspens\u00e3o dos efeitos da decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-analise-estrategica\"><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-duracao-pre-estabelecida\"><a>8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dura\u00e7\u00e3o pr\u00e9-estabelecida?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Noooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As medidas executivas at\u00edpicas, sobretudo as coercitivas, <strong>n\u00e3o s\u00e3o penalidades judiciais impostas ao devedor<\/strong>, pois, se assim fossem, implicariam obrigatoriamente em quita\u00e7\u00e3o da d\u00edvida ap\u00f3s o cumprimento da referida pena, o que n\u00e3o ocorre.<\/p>\n\n\n\n<p>Por esse motivo, \u00e9 correto dizer que essas medidas tamb\u00e9m n\u00e3o representam uma supera\u00e7\u00e3o do dogma da patrimonialidade da execu\u00e7\u00e3o, uma vez que s\u00e3o os bens &#8211; e apenas os bens &#8211; do devedor que respondem pelas suas d\u00edvidas. N\u00e3o se deve confundir, todavia, patrimonialidade da execu\u00e7\u00e3o com a possibilidade de imposi\u00e7\u00e3o de restri\u00e7\u00f5es pessoais como m\u00e9todo para dobrar a recalcitr\u00e2ncia do devedor.<\/p>\n\n\n\n<p>De fato, essas medidas devem ser deferidas e mantidas enquanto conseguirem operar, sobre o devedor, restri\u00e7\u00f5es pessoais capazes de incomodar e suficientes para tir\u00e1-lo da zona de conforto, especialmente no que se refere aos seus deleites, aos seus banquetes, aos seus prazeres e aos seus luxos, todos bancados pelos credores.<\/p>\n\n\n\n<p>A limita\u00e7\u00e3o temporal das medidas coercitivas at\u00edpicas, a prop\u00f3sito, \u00e9 quest\u00e3o in\u00e9dita nesta Corte, pois os precedentes at\u00e9 aqui examinados se circunscreveram aos pressupostos para deferimento de medidas dessa natureza, mas n\u00e3o \u00e0s hip\u00f3teses de manuten\u00e7\u00e3o e de verifica\u00e7\u00e3o de efetividade ap\u00f3s o transcurso de determinado per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p>Feitas estas considera\u00e7\u00f5es, \u00e9 correto afirmar que n\u00e3o h\u00e1 uma f\u00f3rmula m\u00e1gica e nem deve haver um tempo pr\u00e9-estabelecido fixamente para a dura\u00e7\u00e3o de uma medida coercitiva, que deve perdurar, pois, pelo tempo suficiente para dobrar a renit\u00eancia do devedor, de modo a efetivamente convenc\u00ea-lo de que \u00e9 mais vantajoso adimplir a obriga\u00e7\u00e3o do que, por exemplo, n\u00e3o poder realizar viagens internacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>No que tange ao bloqueio de passaporte, observa-se <strong>o peculiar e injustificado interesse que os devedores<\/strong> que afirmam estar em situa\u00e7\u00e3o de MISERABILIDADE, de insolv\u00eancia ou de qualquer modo impossibilitados de adimplir as suas d\u00edvidas, <strong>possuem especificamente na posse desse documento.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Isso porque ou bem o devedor realmente se encontra em situa\u00e7\u00e3o de pen\u00faria financeira e n\u00e3o re\u00fane condi\u00e7\u00f5es de satisfazer a d\u00edvida (e, nessa hip\u00f3tese, a suspens\u00e3o do passaporte ser\u00e1 duplamente in\u00f3cua, como t\u00e9cnica coercitiva e porque o documento apenas ficar\u00e1 sob a posse do devedor no Brasil, diante da impossibilidade de custear viagens internacionais) <strong>ou o devedor est\u00e1 realmente ocultando patrim\u00f4nio e ter\u00e1 revogada a suspens\u00e3o t\u00e3o logo quite as suas d\u00edvidas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-resultado-final\"><a>8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 um tempo pr\u00e9-estabelecido fixamente para a dura\u00e7\u00e3o da medida coercitiva at\u00edpica, que deve perdurar por tempo suficiente para dobrar a renit\u00eancia do devedor.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-parte-que-nao-apresenta-documentacao-apta-a-comprovar-a-liquidez-da-divida-e-violacao-a-coisa-julgada\"><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Parte que n\u00e3o apresenta documenta\u00e7\u00e3o apta a comprovar a liquidez da d\u00edvida e viola\u00e7\u00e3o a coisa julgada<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Configura viola\u00e7\u00e3o \u00e0 coisa julgada o imediato cumprimento de senten\u00e7a, quando o t\u00edtulo judicial transitado em julgado determina a apura\u00e7\u00e3o dos danos materiais sofridos pela parte em liquida\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a e esta n\u00e3o apresenta documenta\u00e7\u00e3o <a>apta a comprovar a liquidez da d\u00edvida<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>AREsp 1.832.357-DF, Rel. Min. Marco Buzzi, Rel. Acd. Min. Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, por maioria, julgado em 23\/08\/2022.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-1-situacao-fatica\"><a>9.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Josefina e Gertrudes firmaram contrato e Gertrudes ficou respons\u00e1vel pelo pagamento dos impostos, o que ela N\u00c3O fez! Josefina moveu a\u00e7\u00e3o para se ver reparada, tanto do imposto, quando de outros preju\u00edzos que sofreu. A senten\u00e7a julgou os pedidos procedentes e determinou que os valores exatos dos preju\u00edzos suportados seriam verificados em liquida\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando chegou a hora de ajustar o devido, o Tribunal local acolheu a tese de que a indeniza\u00e7\u00e3o por danos materiais fixada pelo t\u00edtulo executivo deveria incluir o valor dos tributos n\u00e3o recolhidos e descritos. Gertrudes entrou em parafuso! Ela alega estar configurada a ofensa \u00e0 coisa julgada, pois os danos materiais n\u00e3o poderiam incluir os tributos sem estabelecer que deveria ser pago \u00e0 pr\u00f3pria exequente o valor da d\u00edvida pendente perante o fisco, sob pena de DUPLA condena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-analise-estrategica\"><a>9.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-1-questao-juridica\"><a>9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Art. 502. Denomina-se coisa julgada material a autoridade que torna imut\u00e1vel e indiscut\u00edvel a decis\u00e3o de m\u00e9rito n\u00e3o mais sujeita a recurso.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-2-violou-se-a-coisa-julgada\"><a>9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Violou-se a coisa julgada?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Se a r\u00e9 for condenada a pagar o valor dos tributos \u00e0 autora, ent\u00e3o a autora deve recolher o valor perante o Fisco. Do contr\u00e1rio, a r\u00e9 deve pagar diretamente ao Fisco.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o \u00e9 f\u00e1tica, mas conforme a linha do julgado: <strong>os preju\u00edzos suportados pela exequente<\/strong>, pass\u00edveis de comprova\u00e7\u00e3o na fase de liquida\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a, e abarcados no t\u00edtulo exequendo poderiam incluir: quantias por ela pagas a advogado com a finalidade de patrocinar sua defesa no procedimento administrativo fiscal no qual foram identificados os d\u00e9bitos tribut\u00e1rios; despesas para defesa em executivos fiscais, ou outras despesas por ela efetivadas ou preju\u00edzos sofridos em decorr\u00eancia do n\u00e3o recolhimento dos tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 essa comprova\u00e7\u00e3o, acerca de quais teriam sido os danos materiais causados \u00e0 autora pelo n\u00e3o recolhimento dos tributos lan\u00e7ados em nome da empresa individual de sua propriedade ap\u00f3s a assun\u00e7\u00e3o do neg\u00f3cio, que foi remetida pelo t\u00edtulo judicial exequendo \u00e0 fase de liquida\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, se a d\u00edvida fiscal n\u00e3o foi paga, sendo credor o fisco, o t\u00edtulo judicial exequendo, ao estabelecer que os &#8220;valores correspondentes a d\u00e9bitos tribut\u00e1rios, lan\u00e7ados ap\u00f3s a assinatura do contrato, devem ser suportados pela requerida&#8221;, naturalmente significa que devem ser pagos pela r\u00e9 \u00e0 Fazenda credora. \u00c0 autora da a\u00e7\u00e3o, deve ser pago, a t\u00edtulo de indeniza\u00e7\u00e3o, a ser apurada em liquida\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a, o valor correspondente aos danos materiais que sofreu decorrente do ato il\u00edcito perpetrado pela requerida ap\u00f3s a assinatura do contrato ao n\u00e3o recolher os tributos devidos.<\/p>\n\n\n\n<p>O t\u00edtulo exequendo n\u00e3o determinou o pagamento \u00e0 autora da d\u00edvida tribut\u00e1ria da qual \u00e9 credor o fisco, interpreta\u00e7\u00e3o essa, desprovida de razoabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A condena\u00e7\u00e3o imposta a t\u00edtulo de danos materiais foi de indeniza\u00e7\u00e3o dos preju\u00edzos causados \u00e0 autora decorrentes do n\u00e3o recolhimento dos tributos devidos ap\u00f3s a assun\u00e7\u00e3o do neg\u00f3cio. Se a autora, confessadamente, n\u00e3o recolheu os tributos, naturalmente o dano material por ela sofrido n\u00e3o pode corresponder ao valor dos tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>A despeito da obscuridade e da reda\u00e7\u00e3o tortuosa do ac\u00f3rd\u00e3o recorrido, a ofensa ao art. 502 do <a>CPC<\/a> \u00e9 manifesta e deve conduzir, de pronto, ao integral provimento do recurso, para a reforma do ac\u00f3rd\u00e3o recorrido, facultado \u00e0 autora requer liquida\u00e7\u00e3o por artigos na qual demonstre e comprove os efetivos danos materiais (decr\u00e9scimo em seu patrim\u00f4nio) em decorr\u00eancia do n\u00e3o recolhimento dos tributos mencionados no dispositivo do ac\u00f3rd\u00e3o exequendo.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-3-resultado-final\"><a>9.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Configura viola\u00e7\u00e3o \u00e0 coisa julgada o imediato cumprimento de senten\u00e7a, quando o t\u00edtulo judicial transitado em julgado determina a apura\u00e7\u00e3o dos danos materiais sofridos pela parte em liquida\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a e esta n\u00e3o apresenta documenta\u00e7\u00e3o apta a comprovar a liquidez da d\u00edvida.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-cabimento-da-medida-coercitiva-atipica-de-apreensao-de-passaportes-em-sede-de-processo-de-falencia\"><a>10.&nbsp; Cabimento da medida coercitiva at\u00edpica de apreens\u00e3o de passaportes em sede de processo de fal\u00eancia<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>HABEAS CORPUS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 cab\u00edvel a <a>medida coercitiva at\u00edpica de apreens\u00e3o de passaportes, em sede de processo de fal\u00eancia<\/a>, quando constatados fortes ind\u00edcios de oculta\u00e7\u00e3o de patrim\u00f4nio.<\/p>\n\n\n\n<p>HC 742.879-RJ, Rel. Min. Raul Ara\u00fajo, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 13\/09\/2022.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-1-situacao-fatica\"><a>10.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Crementino estava endividado at\u00e9 os tubos. Seus neg\u00f3cios acabaram naufragando e agora ele est\u00e1 em meio a processo de fal\u00eancia. Na confus\u00e3o, a massa falida pretendeu a apreens\u00e3o do seu passaporte, sob a alega\u00e7\u00e3o de que ele vem reiteradamente descumprindo o artigo 104, III e VI, da Lei Falimentar. Isso porque Crementino (espertinho) estaria realizando despesas vultosas com viagens realizadas ao exterior, em vez de pagar as contas.<\/p>\n\n\n\n<p>A apreens\u00e3o do passaporte, alega a massa, teria ainda fun\u00e7\u00e3o coercitiva da medida ao cumprimento da obriga\u00e7\u00e3o de saldar o passivo concursal. Em outras palavras: PAGAR AS D\u00cdVIDA. Crementino alega que a apreens\u00e3o configura constrangimento \u00e0 sua liberdade de locomo\u00e7\u00e3o, pois est\u00e1 impedido de sair do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-analise-estrategica\"><a>10.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-1-questao-juridica\"><a>10.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 11.101\/2005:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 22. Ao administrador judicial compete, sob a fiscaliza\u00e7\u00e3o do juiz e do Comit\u00ea, al\u00e9m de outros deveres que esta Lei lhe imp\u00f5e:<\/p>\n\n\n\n<p>III \u2013 na fal\u00eancia:<\/p>\n\n\n\n<p>l) praticar todos os atos conservat\u00f3rios de direitos e a\u00e7\u00f5es, diligenciar a cobran\u00e7a de d\u00edvidas e dar a respectiva quita\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 99. A senten\u00e7a que decretar a fal\u00eancia do devedor, dentre outras determina\u00e7\u00f5es:<\/p>\n\n\n\n<p>IX \u2013 nomear\u00e1 o administrador judicial, que desempenhar\u00e1 suas fun\u00e7\u00f5es na forma do inciso III do&nbsp;<strong>caput&nbsp;<\/strong>do art. 22 desta Lei sem preju\u00edzo do disposto na al\u00ednea&nbsp;a&nbsp;do inciso II do&nbsp;<strong>caput&nbsp;<\/strong>do art. 35 desta Lei;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 103. Desde a decreta\u00e7\u00e3o da fal\u00eancia ou do seq\u00fcestro, o devedor perde o direito de administrar os seus bens ou deles dispor.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 189. Aplica-se, no que couber, aos procedimentos previstos nesta Lei, o disposto na&nbsp;Lei n\u00ba 13.105, de 16 de mar\u00e7o de 2015 (C\u00f3digo de Processo Civil), desde que n\u00e3o seja incompat\u00edvel com os princ\u00edpios desta Lei.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 139. O juiz dirigir\u00e1 o processo conforme as disposi\u00e7\u00f5es deste C\u00f3digo, incumbindo-lhe:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>IV &#8211; determinar todas as medidas indutivas, coercitivas, mandamentais ou sub-rogat\u00f3rias necess\u00e1rias para assegurar o cumprimento de ordem judicial, inclusive nas a\u00e7\u00f5es que tenham por objeto presta\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 774. Considera-se atentat\u00f3ria \u00e0 dignidade da justi\u00e7a a conduta comissiva ou omissiva do executado que:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I &#8211; frauda a execu\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>II &#8211; se op\u00f5e maliciosamente \u00e0 execu\u00e7\u00e3o, empregando ardis e meios artificiosos;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>III &#8211; dificulta ou embara\u00e7a a realiza\u00e7\u00e3o da penhora;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>IV &#8211; resiste injustificadamente \u00e0s ordens judiciais;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>V &#8211; intimado, n\u00e3o indica ao juiz quais s\u00e3o e onde est\u00e3o os bens sujeitos \u00e0 penhora e os respectivos valores, nem exibe prova de sua propriedade e, se for o caso, certid\u00e3o negativa de \u00f4nus.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Par\u00e1grafo \u00fanico. Nos casos previstos neste artigo, o juiz fixar\u00e1 multa em montante n\u00e3o superior a vinte por cento do valor atualizado do d\u00e9bito em execu\u00e7\u00e3o, a qual ser\u00e1 revertida em proveito do exequente, exig\u00edvel nos pr\u00f3prios autos do processo, sem preju\u00edzo de outras san\u00e7\u00f5es de natureza processual ou material.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-2-cabe-a-apreensao-dos-passaportes\"><a>10.2.2. Cabe a apreens\u00e3o dos passaportes?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Se identificados ind\u00edcios de oculta\u00e7\u00e3o de patrim\u00f4nio, SIM!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia a determinar a possibilidade de utilizar-se medidas executivas at\u00edpicas, apreens\u00e3o de passaporte, em processo de fal\u00eancia como medida coercitiva destinada a compelir o falido a cumprir com sua obriga\u00e7\u00e3o de saldar o passivo concursal.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentre os efeitos da senten\u00e7a declarat\u00f3ria da fal\u00eancia, destaca-se a designa\u00e7\u00e3o do administrador judicial, a quem a lei imp\u00f5e o dever de praticar os atos necess\u00e1rios \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o do ativo e ao pagamento dos credores, nos termos do art. 99, IX, c\/c art. 22, III, &#8220;i&#8221;, da <a>Lei n. 11.101\/2005<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Concomitantemente, desde o momento da decreta\u00e7\u00e3o da fal\u00eancia, o falido perde o direito de administrar os seus bens e deles dispor, por for\u00e7a do art. 103,&nbsp;<em>caput<\/em>, da Lei n. 11.101\/2005.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, <strong>considerando que a fal\u00eancia se caracteriza como um processo de execu\u00e7\u00e3o coletiva decretado judicialmente<\/strong>, devendo o patrim\u00f4nio do falido estar comprometido exclusivamente com o pagamento da massa falida, tem-se poss\u00edvel a aplica\u00e7\u00e3o do art. 139, IV, do <a>CPC\/2015<\/a>, de forma subsidi\u00e1ria, observando o disposto no art. 189 da Lei n. 11.101\/2005.<\/p>\n\n\n\n<p>Referido artigo do CPC\/2015 prev\u00ea a possibilidade do ju\u00edzo utilizar medidas executivas at\u00edpicas quando a busca persistente de bens do devedor n\u00e3o descortina patrim\u00f4nio sujeito \u00e0 execu\u00e7\u00e3o, mas o comportamento social do executado evidencia incompatibilidade desse dado com a realidade, tais como: sinais de solv\u00eancia em ambientes e em redes sociais ou p\u00fablicos, em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 indisponibilidade patrimonial alegada e aparentada no processo.<\/p>\n\n\n\n<p>Existem alguns LIMITES materiais que v\u00eam sendo constru\u00eddos para orientar a aplica\u00e7\u00e3o dos meios at\u00edpicos. Um deles \u00e9 a necessidade de pr\u00e9vio exaurimento dos meios t\u00edpicos ou subsidiariedade dos meios at\u00edpicos. N\u00e3o obstante isso, a imposi\u00e7\u00e3o de pr\u00e9vio exaurimento da via t\u00edpica \u00e9 exig\u00eancia que pode ser RELATIVIZADA em alguns casos. \u00c9 o que deve ocorrer quando o comportamento processual da parte, em qualquer das fases do processo, descortina a sua propens\u00e3o \u00e0 deslealdade ou \u00e0 desordem.<\/p>\n\n\n\n<p>A boa-f\u00e9 objetiva \u00e9 princ\u00edpio cuja inobserv\u00e2ncia deve implicar n\u00e3o apenas san\u00e7\u00f5es processuais, como a prevista no caso de conduta atentat\u00f3ria \u00e0 dignidade da justi\u00e7a (CPC, art. 774). O descumprimento do princ\u00edpio, para al\u00e9m da san\u00e7\u00e3o punitiva, deve irradiar efeitos jur\u00eddicos para repelir as consequ\u00eancias da atua\u00e7\u00e3o maliciosa. Diagnosticando o atuar processualmente desleal, deve o juiz se utilizar de meios capazes de imediatamente fazer cessar ou, ao menos, remediar a nocividade da conduta. Logo, diante de um comportamento infringente \u00e0 boa-f\u00e9 objetiva, passa o juiz a desfrutar da possibilidade de utilizar-se de meios executivos at\u00edpicos antes mesmo de exaurida a via t\u00edpica.<\/p>\n\n\n\n<p>Outros <strong>limites apresentados \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o dos meios at\u00edpicos s\u00e3o a observ\u00e2ncia do contradit\u00f3rio pr\u00e9vio<\/strong> &#8211; salvo quando puder frustrar os efeitos da medida &#8211; e a exig\u00eancia de fundamenta\u00e7\u00e3o adequada, garantias do devido processo legal.<\/p>\n\n\n\n<p>Destarte, demonstradas a conduta processualmente temer\u00e1ria do falido, a consistente fundamenta\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o e a observ\u00e2ncia do contradit\u00f3rio pr\u00e9vio, n\u00e3o configura constrangimento ilegal a apreens\u00e3o e reten\u00e7\u00e3o de passaportes.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-3-resultado-final\"><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a>10.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 cab\u00edvel a medida coercitiva at\u00edpica de apreens\u00e3o de passaportes, em sede de processo de fal\u00eancia, quando constatados fortes ind\u00edcios de oculta\u00e7\u00e3o de patrim\u00f4nio.<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-7487baf8-e825-4351-9a4b-25145f24e29b\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2022\/10\/17222027\/stj-749-parte-1.pdf\">stj-749-parte-1<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2022\/10\/17222027\/stj-749-parte-1.pdf\" class=\"wp-block-file__button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-7487baf8-e825-4351-9a4b-25145f24e29b\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Informativo n\u00ba 749 &#8211; Parte 1 do STJ&nbsp;COMENTADO&nbsp;saindo do forno (quentinho) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! 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DIREITO ADMINISTRATIVO 1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Compet\u00eancia para julgar reclama\u00e7\u00e3o trabalhista ajuizada por servidor admitido sem concurso p\u00fablico e sob o regime celetista antes da CF\/1988 CONFLITO DE COMPET\u00caNCIA Compete \u00e0 Justi\u00e7a do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":833,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"post_tipo":"article","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"tax_estado":[],"class_list":["post-1111504","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cursos-e-concursos"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v27.2 (Yoast SEO v27.2) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Informativo STJ 749 Comentado<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"No artigo, voc\u00ea acompanha as principais novidades do Informativo n\u00ba 749 do STJ. 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