{"id":1107737,"date":"2022-10-10T17:59:37","date_gmt":"2022-10-10T20:59:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1107737"},"modified":"2022-11-25T11:48:11","modified_gmt":"2022-11-25T14:48:11","slug":"informativo-stj-748-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-748-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STJ 748 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p>Informativo n\u00ba 748 do STJ&nbsp;<strong>COMENTADO<\/strong>&nbsp;saindo do forno (quentinho) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2022\/10\/10175919\/stj-748.pdf\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/p>\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_pU7H-tkMl20\"><div id=\"lyte_pU7H-tkMl20\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/pU7H-tkMl20\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/pU7H-tkMl20\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/pU7H-tkMl20\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-administrativo\"><a>DIREITO ADMINISTRATIVO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-queda-de-arrecadacao-fiscal-como-motivo-suficiente-para-reducao-da-contraprestacao-devida-a-concessionaria-de-servicos-publicos\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Queda de arrecada\u00e7\u00e3o fiscal como motivo suficiente para redu\u00e7\u00e3o da contrapresta\u00e7\u00e3o devida \u00e0 concession\u00e1ria de servi\u00e7os p\u00fablicos<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO NA SUSPENS\u00c3O DE LIMINAR E DE SENTEN\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A queda de arrecada\u00e7\u00e3o fiscal de munic\u00edpio contratante advinda da redu\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o do barril de petr\u00f3leo no mercado internacional n\u00e3o constitui <a>motivo suficiente para redu\u00e7\u00e3o da contrapresta\u00e7\u00e3o devida \u00e0 concession\u00e1ria de servi\u00e7os p\u00fablicos <\/a>se essa contrapresta\u00e7\u00e3o n\u00e3o estiver vinculada contratualmente \u00e0 varia\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o do petr\u00f3leo.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt na SLS 2.779-RJ, Rel. Min. Humberto Martins, Rel. Acd. Min. Jo\u00e3o Ot\u00e1vio de Noronha, Corte Especial, por maioria, julgado em 01\/06\/2022, DJe 16\/08\/2022. (Info 748)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-situacao-fatica\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O Munic\u00edpio Quebradeira ajuizou a\u00e7\u00e3o contra a concession\u00e1ria de servi\u00e7o p\u00fablico de saneamento b\u00e1sico, objetivando a revis\u00e3o dos termos do contrato de parceria p\u00fablico-privada (PPP) por meio do qual a referida municipalidade outorgara \u00e0 concession\u00e1ria a responsabilidade pela constru\u00e7\u00e3o, amplia\u00e7\u00e3o e opera\u00e7\u00e3o do sistema de esgotamento sanit\u00e1rio municipal, com fundamento na queda de arrecada\u00e7\u00e3o fiscal do Munic\u00edpio contratante advinda da redu\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o do barril de petr\u00f3leo no mercado internacional. O Ju\u00edzo de primeiro grau deferiu parcialmente a tutela antecipada para limitar a contrapresta\u00e7\u00e3o financeira ajustada inicialmente, reduzindo o valor.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-analise-estrategica\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-queda-de-arrecadacao-e-motivo-suficiente-para-rever-contrato\"><a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Queda de arrecada\u00e7\u00e3o \u00e9 motivo suficiente para rever contrato?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Sem vincula\u00e7\u00e3o, NOPS!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na origem, <a>o Munic\u00edpio ajuizou a\u00e7\u00e3o contra a concession\u00e1ria de servi\u00e7o p\u00fablico de saneamento b\u00e1sico, objetivando a revis\u00e3o dos termos do contrato de parceria p\u00fablico-privada (PPP) por meio do qual a referida municipalidade outorgara \u00e0 concession\u00e1ria a responsabilidade pela constru\u00e7\u00e3o, amplia\u00e7\u00e3o e opera\u00e7\u00e3o do sistema de esgotamento sanit\u00e1rio municipal, com fundamento na queda de arrecada\u00e7\u00e3o fiscal do Munic\u00edpio contratante advinda da redu\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o do barril de petr\u00f3leo no mercado internacional.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>O Ju\u00edzo de primeiro grau deferiu parcialmente a tutela antecipada para limitar a contrapresta\u00e7\u00e3o financeira ajustada inicialmente, reduzindo o valor. O Tribunal de Justi\u00e7a, por sua vez, analisando agravo de instrumento interposto pela concession\u00e1ria, modificou em parte a decis\u00e3o recorrida para elevar o percentual dos repasses contratuais das receitas de petr\u00f3leo auferidas pela municipalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o discutida pelo munic\u00edpio sobre a poss\u00edvel reparti\u00e7\u00e3o de riscos entre as partes n\u00e3o reside exatamente no contrato ajustado, mas na queda de arrecada\u00e7\u00e3o fiscal advinda da redu\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o do barril do petr\u00f3leo no mercado internacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Nada obstante o Fundo de Parcerias P\u00fablico-Privadas ser garantidor do contrato, segundo consignado na argumenta\u00e7\u00e3o do munic\u00edpio, referido fundo, como coobrigado e devedor solid\u00e1rio, na verdade, estava suportando a contrapresta\u00e7\u00e3o devida \u00e0 contratada. Da\u00ed o munic\u00edpio defender a tese de reparti\u00e7\u00e3o dos riscos, j\u00e1 que as receitas advindas da arrecada\u00e7\u00e3o dos royalties do petr\u00f3leo diminu\u00edram.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O Fundo de Parceria-P\u00fablico Privada foi estabelecido como garantia contratual, o que pressup\u00f5e a inexist\u00eancia de vincula\u00e7\u00e3o direta entre o fundo e a contrapresta\u00e7\u00e3o devida \u00e0 concession\u00e1ria<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, \u00e9 evidente que, analisando as cl\u00e1usulas contratuais, acrescida da redu\u00e7\u00e3o do percentual de contrapresta\u00e7\u00e3o \u00e0 concession\u00e1ria, houve o comprometimento do equil\u00edbrio econ\u00f4mico-financeiro do ajuste.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, a substitui\u00e7\u00e3o da contrapresta\u00e7\u00e3o inicialmente ajustada, sem altera\u00e7\u00e3o dos demais encargos e das obriga\u00e7\u00f5es previstas entre as partes, principalmente aquelas de responsabilidade da concession\u00e1ria, ofende a ordem p\u00fablica administrativa, pois compromete o equil\u00edbrio econ\u00f4mico-financeiro do contrato. Al\u00e9m disso, a decis\u00e3o que se pretende suspender, se, de um lado, implica diminui\u00e7\u00e3o de despesas em favor do munic\u00edpio, de outro, imp\u00f5e \u00e0 concession\u00e1ria custos n\u00e3o previstos inicialmente e riscos para a popula\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 continuidade da presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em tais hip\u00f3teses de evid\u00eancia de desequil\u00edbrio econ\u00f4mico-financeiro, o Superior Tribunal de Justi\u00e7a j\u00e1 se posicionou em favor da suspens\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, no caso analisado, h\u00e1 um pedido subsidi\u00e1rio formulado pela agravante que deve ser ponderado. Tal pedido pugna pela ado\u00e7\u00e3o do crit\u00e9rio de remunera\u00e7\u00e3o mensal com base no valor originariamente contratado. Acrescente-se a isso a situa\u00e7\u00e3o desfavor\u00e1vel das contas p\u00fablicas indicadas pelo munic\u00edpio. Diante de tais circunst\u00e2ncias, revela-se razo\u00e1vel dar provimento ao agravo para acolher o pedido subsidi\u00e1rio at\u00e9 o tr\u00e2nsito em julgado da a\u00e7\u00e3o principal.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-resultado-final\"><a>1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A queda de arrecada\u00e7\u00e3o fiscal de munic\u00edpio contratante advinda da redu\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o do barril de petr\u00f3leo no mercado internacional n\u00e3o constitui motivo suficiente para redu\u00e7\u00e3o da contrapresta\u00e7\u00e3o devida \u00e0 concession\u00e1ria de servi\u00e7os p\u00fablicos se essa contrapresta\u00e7\u00e3o n\u00e3o estiver vinculada contratualmente \u00e0 varia\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o do petr\u00f3leo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-legitimidade-da-uniao-para-figurar-no-polo-passivo-de-acao-em-que-se-discute-o-indeferimento-de-bolsa-do-prouni\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Legitimidade da Uni\u00e3o para figurar no polo passivo de a\u00e7\u00e3o em que se discute o indeferimento de bolsa do PROUNI<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Uni\u00e3o \u00e9 parte leg\u00edtima para <a>figurar no polo passivo de a\u00e7\u00e3o em que se discute o indeferimento de bolsa do PROUNI<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no REsp 1.873.134-MG, Rel. Min. Regina Helena Costa, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 15\/08\/2022, DJe 18\/08\/2022. (Info 748)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-situacao-fatica\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creide ajuizou ordin\u00e1ria objetivando a anula\u00e7\u00e3o do indeferimento da bolsa do PROUNI ou, de forma subsidi\u00e1ria, a concess\u00e3o de novo prazo para a apresenta\u00e7\u00e3o dos documentos tidos como essenciais. O pedido foi julgado parcialmente procedente para anular o ato.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sede de remessa necess\u00e1ria e apela\u00e7\u00e3o, o tribunal de origem afastou a preliminar de ilegitimidade passiva da UNI\u00c3O e confirmou a senten\u00e7a. Ainda assim, a Uni\u00e3o interp\u00f4s novos recursos alegando sua ilegitimidade passiva.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-analise-estrategica\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-questao-juridica\"><a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 11.096\/2005:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1\u00ba Fica institu\u00eddo, sob a gest\u00e3o do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, o Programa Universidade para Todos (Prouni), destinado \u00e0 concess\u00e3o de bolsas de estudo integrais e bolsas de estudo parciais de 50% (cinquenta por cento) para estudantes de cursos de gradua\u00e7\u00e3o e sequenciais de forma\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, em institui\u00e7\u00f5es privadas de ensino superior, com ou sem fins lucrativos.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 3\u00ba O estudante a ser beneficiado pelo Prouni ser\u00e1 pr\u00e9-selecionado pelos resultados do Exame Nacional do Ensino M\u00e9dio (Enem), observados o disposto no \u00a7 1\u00ba do art. 2\u00ba desta Lei e outros crit\u00e9rios estabelecidos pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, e, na etapa final, ser\u00e1 selecionado pela institui\u00e7\u00e3o privada de ensino superior, que poder\u00e1 realizar processo seletivo pr\u00f3prio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 4\u00ba Compete \u00e0 institui\u00e7\u00e3o privada de ensino superior aferir as informa\u00e7\u00f5es prestadas pelo candidato.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-a-uniao-e-parte-legitima\"><a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A Uni\u00e3o \u00e9 parte leg\u00edtima?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia em determinar se a UNI\u00c3O \u00e9 parte leg\u00edtima para figurar no polo passivo de a\u00e7\u00e3o em que se postula pela anula\u00e7\u00e3o de indeferimento de bolsa do PROUNI ou, de forma subsidi\u00e1ria, a concess\u00e3o de novo prazo para a apresenta\u00e7\u00e3o de documentos cuja falta justificou o indeferimento.<\/p>\n\n\n\n<p>O PROUNI (Programa Universidade Para Todos), institu\u00eddo pela <a>Lei n. 11.096\/2005 <\/a>tem como objetivo facilitar o ingresso nas institui\u00e7\u00f5es de ensino superior privada \u00e0queles que n\u00e3o teriam condi\u00e7\u00f5es de arcar com os custos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A gest\u00e3o ficou a cargo do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o embora as rotinas administrativas sejam atribu\u00eddas \u00e0s empresas privadas que manifestarem concord\u00e2ncia ao termo de ades\u00e3o<\/strong>, conforme disp\u00f5e os arts. 1\u00b0 e 3\u00b0, \u00a7 4\u00b0, da mencionada lei.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O Programa PROUNI \u00e9 um meio de acesso ao ensino superior, estabelecido em lei federal e controlado pelo MEC, \u00f3rg\u00e3o integrante da pr\u00f3pria Uni\u00e3o, nos termos da Lei n. 11.096\/2005, autorizando o racioc\u00ednio de que a Uni\u00e3o seria legitimada para figurar no polo passivo das a\u00e7\u00f5es que envolvam o programa<\/strong>. Com efeito, a Uni\u00e3o contribui para a manuten\u00e7\u00e3o deste programa com isen\u00e7\u00f5es fiscais previstas no art. 8\u00b0 da Lei n. 11.096\/2005.<\/p>\n\n\n\n<p>Considerando o exposto, h\u00e1 de se reconhecer a legitimidade da UNI\u00c3O para figurar no polo passivo da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-3-resultado-final\"><a>2.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A Uni\u00e3o \u00e9 parte leg\u00edtima para figurar no polo passivo de a\u00e7\u00e3o em que se discute o indeferimento de bolsa do PROUNI.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-requisitos-para-nomeacao-em-concurso-publico-e-alteracoes-legislativas-pos-edital\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Requisitos para nomea\u00e7\u00e3o em concurso p\u00fablico e altera\u00e7\u00f5es legislativas p\u00f3s edital<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO RECURSO EM MANDADO DE SEGURAN\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A exig\u00eancia dos requisitos previstos em edital para nomea\u00e7\u00e3o em cargo p\u00fablico n\u00e3o pode ser afastada por legisla\u00e7\u00e3o posterior mais ben\u00e9fica ao candidato.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no RMS 61.658-RS, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 10\/05\/2022, DJe 27\/05\/2022. (Info 748)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-situacao-fatica\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O Rio Grande do Sul lan\u00e7ou edital para a abertura de concurso p\u00fablico para Assessor Administrativo &#8211; Especialidade: Gest\u00e3o P\u00fablica, que nessa ocasi\u00e3o exigia bacharelado em qualquer curso de n\u00edvel superior, devidamente complementado com especializa\u00e7\u00e3o em administra\u00e7\u00e3o ou em gest\u00e3o p\u00fablica. Contudo, a Lei Estadual 15.153\/2018 passou a exigir meramente gradua\u00e7\u00e3o em geral, suplementado por Curso de Especializa\u00e7\u00e3o em Administra\u00e7\u00e3o ou Gest\u00e3o P\u00fablica, com dura\u00e7\u00e3o m\u00ednima de 360 horas, realizado por institui\u00e7\u00e3o de educa\u00e7\u00e3o superior devidamente credenciada pelo MEC. Crementina, aprovada no concurso em quest\u00e3o, impetrou mandado de seguran\u00e7a alegando que \u00e9 apenas tecn\u00f3loga, n\u00e3o bacharela (requisito da legisla\u00e7\u00e3o original e da data do edital), mas que deveria prevalecer a legisla\u00e7\u00e3o posterior porque vigente na data da sua nomea\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-analise-estrategica\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-questao-juridica\"><a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>S\u00famula 266\/STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>O DIPLOMA OU HABILITA\u00c7\u00c3O LEGAL PARA O EXERC\u00cdCIO DO CARGO DEVE SER EXIGIDO NA POSSE E N\u00c3O NA INSCRI\u00c7\u00c3O PARA O CONCURSO P\u00daBLICO.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-vale-o-que\"><a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Vale o qu\u00ea?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>O que consta do edital<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia em determinar se os requisitos exigidos no edital de concurso podem ser desconsiderados quando as exig\u00eancias previstas em lei para ocupar o respectivo cargo s\u00e3o alteradas ap\u00f3s a homologa\u00e7\u00e3o do edital para beneficiar candidato que n\u00e3o cumpre as exig\u00eancias previstas no edital.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, a secretaria estadual lan\u00e7ou edital para a abertura de concurso p\u00fablico destinado ao provimento de cargo que tinha os seus requisitos disciplinados por lei estadual, exigindo bacharelado superior, em qualquer curso de n\u00edvel devidamente complementado com especializa\u00e7\u00e3o em administra\u00e7\u00e3o ou em gest\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, sobreveio lei estadual que reestruturou a carreira, modificando tanto a nomenclatura deste cargo, quanto os seus requisitos m\u00ednimos, passando a exigir meramente uma gradua\u00e7\u00e3o em geral, suplementada por Curso de Especializa\u00e7\u00e3o em Administra\u00e7\u00e3o ou Gest\u00e3o P\u00fablica, com dura\u00e7\u00e3o m\u00ednima de 360 horas, realizado por institui\u00e7\u00e3o de educa\u00e7\u00e3o superior devidamente credenciada pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC).<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a Ministra Assusete Magalh\u00e3es (voto-vista), a&nbsp;<em>ratio essendi&nbsp;<\/em>da <a>S\u00famula 266\/STJ <\/a>\u00e9 no sentido de que os requisitos, exigidos no edital do certame para o exerc\u00edcio de determinado cargo p\u00fablico, devem ser comprovados no momento da posse.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, o cerne da controv\u00e9rsia\u00e9 verificar se esses requisitos, exigidos no edital do concurso &#8211; e que eram consent\u00e2neos com a legisla\u00e7\u00e3o vigente \u00e0 \u00e9poca da publica\u00e7\u00e3o do edital -, podem ser alterados posteriormente, mesmo que por lei, seja para prejudicar ou para beneficiar os candidatos.<\/p>\n\n\n\n<p>A Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica, ao publicar o edital do concurso, baseando-se na lei \u00e0 \u00e9poca vigente, para sele\u00e7\u00e3o de candidatos, anuncia a exist\u00eancia de vagas dispon\u00edveis, exp\u00f5e os requisitos que devem ser cumpridos pelos candidatos &#8211; podendo estipular crit\u00e9rios de diferencia\u00e7\u00e3o entre os participantes, desde que previstos em lei, e cl\u00e1usulas de barreira, para classifica\u00e7\u00e3o ou para elimina\u00e7\u00e3o de candidatos -, criando expectativas a serem satisfeitas, em caso de aprova\u00e7\u00e3o, e descrevem as regras e os procedimentos que ser\u00e3o adotados durante o processo de sele\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a entrada em vigor de nova legisla\u00e7\u00e3o, em momento posterior ao edital do certame e \u00e0 homologa\u00e7\u00e3o do concurso, n\u00e3o pode ter aplicabilidade ao concurso p\u00fablico j\u00e1 realizado e homologado, seja para prejudicar, seja para beneficiar o candidato, em face da isonomia entre os participantes, s\u00f3 podendo a novel legisla\u00e7\u00e3o ser aplicada aos concursos abertos ap\u00f3s a sua vig\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Em face da observ\u00e2ncia do princ\u00edpio da vincula\u00e7\u00e3o ao edital do concurso e da isonomia entre os candidatos, n\u00e3o h\u00e1 como considerar preenchido, no caso, no momento da posse, o requisito da escolaridade &#8211; com o diploma de tecn\u00f3logo, e n\u00e3o o de bacharel <\/strong>-, ao arrepio das normas edital\u00edcias e legais vigentes na data do edital do concurso, que, ademais, fora homologado antes da vig\u00eancia da lei estadual que reestruturou a carreira.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-3-resultado-final\"><a>3.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A exig\u00eancia dos requisitos previstos em edital para nomea\u00e7\u00e3o em cargo p\u00fablico n\u00e3o pode ser afastada por legisla\u00e7\u00e3o posterior mais ben\u00e9fica ao candidato.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-constitucional\"><a>DIREITO CONSTITUCIONAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-demora-da-administracao-para-apreciar-o-pedido-de-autorizacao-para-funcionamento-de-radio-comunitaria-e-atuacao-do-poder-judiciario\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Demora da Administra\u00e7\u00e3o para apreciar o pedido de autoriza\u00e7\u00e3o para funcionamento de r\u00e1dio comunit\u00e1ria e atua\u00e7\u00e3o do Poder Judici\u00e1rio<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>EMBARGOS DE DIVERG\u00caNCIA NOS EMBARGOS EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A demora da Administra\u00e7\u00e3o <a>para apreciar o pedido de autoriza\u00e7\u00e3o para funcionamento de r\u00e1dio comunit\u00e1ria <\/a>n\u00e3o legitima o Poder Judici\u00e1rio a conceder, ainda que em car\u00e1ter prec\u00e1rio, o direito de continuidade das atividades.<\/p>\n\n\n\n<p>EDv nos EREsp 1.797.663-CE, Rel. Min. S\u00e9rgio Kukina, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 10\/08\/2022. (Info 748)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-situacao-fatica\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A Funda\u00e7\u00e3o Tonh\u00e3o ajuizou a\u00e7\u00e3o ordin\u00e1ria de obriga\u00e7\u00e3o de fazer em desfavor da Uni\u00e3o e da ANATEL, objetivando a expedi\u00e7\u00e3o de ato que permita o funcionamento da R\u00e1dio Educativa em car\u00e1ter experimental e provis\u00f3rio, diante da enorme demora do Poder Executivo para analisar o pleito autorizativo.<\/p>\n\n\n\n<p>O Ju\u00edzo de primeiro grau julgou procedente o pedido. Inconformada, a Uni\u00e3o interp\u00f4s recurso especial alegando que n\u00e3o caberia ao Poder Judici\u00e1rio realizar tal concess\u00e3o, ainda que precariamente.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-analise-estrategica\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-questao-juridica\"><a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 223. Compete ao Poder Executivo outorgar e renovar concess\u00e3o, permiss\u00e3o e autoriza\u00e7\u00e3o para o servi\u00e7o de radiodifus\u00e3o sonora e de sons e imagens, observado o princ\u00edpio da complementaridade dos sistemas privado, p\u00fablico e estatal.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-cabe-concessao-pelo-poder-judiciario\"><a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cabe concess\u00e3o pelo Poder Judici\u00e1rio?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooopss!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A presente controv\u00e9rsia, consubstanciada em saber se h\u00e1, ou n\u00e3o, possibilidade de o Poder Judici\u00e1rio autorizar o exerc\u00edcio prec\u00e1rio do servi\u00e7o de radiodifus\u00e3o comunit\u00e1ria, ante a demora dos Poderes Executivo e Legislativo em faz\u00ea-lo, n\u00e3o \u00e9 nova nesta Corte, estando vinculada ao exame da Lei n. 9.612\/1998.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A <a>Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica<\/a>, em seu art. 223, expressamente define como compet\u00eancia do Poder Executivo, com posterior referendo do Poder Legislativo, outorgar concess\u00e3o, permiss\u00e3o e autoriza\u00e7\u00e3o para o servi\u00e7o de radiodifus\u00e3o sonora e de imagens<\/strong>. N\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o, portanto, para o Judici\u00e1rio interferir em tal quest\u00e3o, sob pena de ofensa ao princ\u00edpio da separa\u00e7\u00e3o dos Poderes.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa perspectiva, n\u00e3o se revela adequada a ado\u00e7\u00e3o do entendimento segundo o qual poderia o Poder Judici\u00e1rio, no caso sob exame, suprir a omiss\u00e3o imputada aos demais Poderes, mormente considerando-se que a hip\u00f3tese n\u00e3o versa acerca de uma eventual in\u00e9rcia daqueles em intervir e agir em prol da concretiza\u00e7\u00e3o de algum direito fundamental.<\/p>\n\n\n\n<p>De fato, a esp\u00e9cie vertente aproxima-se mais de uma interven\u00e7\u00e3o do Poder Judici\u00e1rio em mat\u00e9ria relacionada, em \u00faltima an\u00e1lise, a um ju\u00edzo de valor a ser proferido pelo Poder Executivo (embora sujeito a referendo pelo Congresso Nacional) sobre a oportunidade e conveni\u00eancia na outorga da permiss\u00e3o pleiteada.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa linha de ideias, conclui-se que a solu\u00e7\u00e3o exeg\u00e9tica mais apropriada \u00e9 a de que &#8220;a demora da Administra\u00e7\u00e3o para apreciar o pedido de autoriza\u00e7\u00e3o para funcionamento de r\u00e1dio comunit\u00e1ria n\u00e3o legitima ao Poder Judici\u00e1rio conceder o direito de continuidade das atividades. Permite-se apenas a fixa\u00e7\u00e3o de um prazo para a conclus\u00e3o do procedimento, caso haja pedido expresso nesse sentido na inicial&#8221; (AgRg no REsp 1.090.517\/RS, Rel. Ministro S\u00e9rgio Kukina, Primeira Turma, DJe 14\/11\/2014).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-3-resultado-final\"><a>4.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A demora da Administra\u00e7\u00e3o para apreciar o pedido de autoriza\u00e7\u00e3o para funcionamento de r\u00e1dio comunit\u00e1ria n\u00e3o legitima o Poder Judici\u00e1rio a conceder, ainda que em car\u00e1ter prec\u00e1rio, o direito de continuidade das atividades.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-i-legitimidade-da-defensoria-publica-para-propor-acao-civil-publica-com-vista-a-impor-ao-estado-o-cumprimento-de-obrigacoes-legais-na-tutela-de-pequenos-agricultores-familiares\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (I)Legitimidade da Defensoria P\u00fablica para propor a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica com vista a impor ao Estado o cumprimento de obriga\u00e7\u00f5es legais na tutela de pequenos agricultores familiares<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Defensoria P\u00fablica possui legitimidade ativa para <a>propor a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica com vista a impor ao Estado o cumprimento de obriga\u00e7\u00f5es legais na tutela de pequenos agricultores familiares<\/a>, sendo prescind\u00edvel a comprova\u00e7\u00e3o pr\u00e9via e concreta da car\u00eancia dos assistidos.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.847.991-RS, Rel. Min. Og Fernandes, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 16\/08\/2022. (Info 748)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-situacao-fatica\"><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A Defensoria P\u00fablica ajuizou a\u00e7\u00e3o civil coletiva para tutelar direitos individuais homog\u00eaneos de pequenos produtores, pretendendo dar implemento \u00e0 previs\u00e3o legal de necessidade de apoio estatal, jur\u00eddico e t\u00e9cnico, aos pequenos agricultores de economia familiar, ou equiparados, para registro gratuito da reserva legal no cadastro ambiental rural. A discuss\u00e3o \u00e9 que alguns desses produtores n\u00e3o seriam hipossuficientes e, logo, n\u00e3o caberia \u00e0 DPE atuar no caso<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-analise-estrategica\"><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-questao-juridica\"><a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 12.651\/2012:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 53. Para o registro no CAR da Reserva Legal, nos im\u00f3veis a que se refere o inciso V do art. 3\u00ba , o propriet\u00e1rio ou possuidor apresentar\u00e1 os dados identificando a \u00e1rea proposta de Reserva Legal, cabendo aos \u00f3rg\u00e3os competentes integrantes do Sisnama, ou institui\u00e7\u00e3o por ele habilitada, realizar a capta\u00e7\u00e3o das respectivas coordenadas geogr\u00e1ficas.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. O registro da Reserva Legal nos im\u00f3veis a que se refere o inciso V do art. 3\u00ba \u00e9 gratuito, devendo o poder p\u00fablico prestar apoio t\u00e9cnico e jur\u00eddico.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-dp-tem-a-legitimidade-para-tanto\"><a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; DP tem a legitimidade para tanto?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nesta hip\u00f3tese, h\u00e1 presun\u00e7\u00e3o legal de hipossufici\u00eancia, tanto assim que claramente se extrai da <a>Lei n. 12.651\/2012 <\/a>(art. 53, par\u00e1grafo \u00fanico) o objetivo de assegurar a esse segmento produtivo, objeto de especial aten\u00e7\u00e3o inclusive do constituinte, n\u00e3o s\u00f3 isen\u00e7\u00e3o de custos como presta\u00e7\u00e3o positiva de servi\u00e7os de aux\u00edlio.<\/p>\n\n\n\n<p>Seria um <strong>CONTRASSENSSO admitir que a lei previsse tais benef\u00edcios com essa \u00f3bvia teleologia e se vedasse que a institui\u00e7\u00e3o constitucionalmente habilitada a defender os direitos dessas parcelas da sociedade fosse impedida de tutel\u00e1-los<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Descabe ao Judici\u00e1rio desconstituir a op\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do legislador na sele\u00e7\u00e3o desse p\u00fablico como destinat\u00e1rio de especial aten\u00e7\u00e3o normativa nos planos t\u00e9cnicos e jur\u00eddicos. Igualmente descabe impor \u00e0 Defensoria a reconstru\u00e7\u00e3o da op\u00e7\u00e3o pol\u00edtica com base em dados, diante da previs\u00e3o legal expressa de consider\u00e1-los hipossuficientes, merecedores de facilidades financeiras, t\u00e9cnicas e jur\u00eddicas.<\/p>\n\n\n\n<p>A legitimidade ativa da Defensoria P\u00fablica nas a\u00e7\u00f5es coletivas n\u00e3o se verifica mediante comprova\u00e7\u00e3o pr\u00e9via e concreta da car\u00eancia dos assistidos. Ainda que o provimento beneficie p\u00fablicos diversos daqueles necessitados, a hip\u00f3tese n\u00e3o veda a atua\u00e7\u00e3o da Defensoria. Esta se justifica pela mera presen\u00e7a te\u00f3rica de potenciais assistidos entre os beneficiados. (ADI n. 3.943 ED, Relator (a): C\u00e1rmen L\u00facia, Tribunal Pleno, julgado em 18\/5\/2018, ac\u00f3rd\u00e3o eletr\u00f4nico DJe-153 divulg. 31\/7\/2018 public. 1\u00ba\/8\/2018).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-3-resultado-final\"><a>5.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A Defensoria P\u00fablica possui legitimidade ativa para propor a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica com vista a impor ao Estado o cumprimento de obriga\u00e7\u00f5es legais na tutela de pequenos agricultores familiares, sendo prescind\u00edvel a comprova\u00e7\u00e3o pr\u00e9via e concreta da car\u00eancia dos assistidos.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-civil\"><a>DIREITO CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-natureza-da-obrigacao-do-coproprietario-de-pagar-alugueres-de-imovel-que-este-utiliza-com-exclusividade-como-moradia-por-sua-familia-em-favor-do-outro\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Natureza da obriga\u00e7\u00e3o do copropriet\u00e1rio de pagar alugueres de im\u00f3vel que este utiliza com exclusividade, como moradia por sua fam\u00edlia, em favor do outro.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A obriga\u00e7\u00e3o <a>do copropriet\u00e1rio de pagar alugueres de im\u00f3vel que este utiliza com exclusividade, como moradia por sua fam\u00edlia, em favor do outro <\/a>configura-se como propter rem afastando, assim, a impenhorabilidade do bem de fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.888.863-SP, Rel. Min. Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Rel. Acd. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, por maioria, julgado em 10\/05\/2022, DJe 20\/05\/2022. (Info 748)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-situacao-fatica\"><a>6.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Craudio ajuizou a\u00e7\u00e3o de arbitramento de alugu\u00e9is contra Nirso e Nirse tendo como causa de pedir o im\u00f3vel mantido em condom\u00ednio com os r\u00e9us, cujo pedido foi julgado procedente. Na fase de cumprimento de senten\u00e7a, Craudio requereu a penhora da fra\u00e7\u00e3o correspondente a 69,23% do im\u00f3vel em que residem os r\u00e9us, cujo pedido foi deferido. Inconformado, o Casal interp\u00f4s recurso especial no qual alega a impenhorabilidade do im\u00f3vel com base no art. 1\u00ba da Lei n\u00ba 8.009\/1990.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-analise-estrategica\"><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-questao-juridica\"><a>6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.319. Cada cond\u00f4mino responde aos outros pelos frutos que percebeu da coisa e pelo dano que lhe causou.<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 8.009\/90:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 3\u00ba A impenhorabilidade \u00e9 opon\u00edvel em qualquer processo de execu\u00e7\u00e3o civil, fiscal, previdenci\u00e1ria, trabalhista ou de outra natureza, salvo se movido:<\/p>\n\n\n\n<p>IV &#8211; para cobran\u00e7a de impostos, predial ou territorial, taxas e contribui\u00e7\u00f5es devidas em fun\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel familiar;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-propter-rem\"><a>6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <em>Propter rem<\/em><\/a>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O prop\u00f3sito recursal consiste em definir a possibilidade de penhora de im\u00f3vel, em regime de copropriedade, quando \u00e9 utilizado com exclusividade, como moradia pela fam\u00edlia de um dos copropriet\u00e1rios, o qual foi condenado a pagar alugueres devidos em favor do copropriet\u00e1rio que n\u00e3o usufrui do im\u00f3vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Anota-se, inicialmente, que a obriga\u00e7\u00e3o de pagar aluguel por uso exclusivo do bem cumpre o primeiro requisito das obriga\u00e7\u00f5es&nbsp;<em>propter rem<\/em>, pois se funda em direito real, uma vez que o STJ assentou como fundamento para a atribui\u00e7\u00e3o de responsabilidade pelo uso exclusivo de coisa comum a primazia da posse sobre a forma de exerc\u00edcio da copropriedade.<\/p>\n\n\n\n<p>Como bem disciplinado pelo STJ, <strong>a obriga\u00e7\u00e3o de indenizar decorre do direito real do devedor, porquanto sem a copropriedade estabelecida na modalidade condominial, a coisa n\u00e3o seria comum<\/strong>. Via de consequ\u00eancia, descaberia falar na antijuridicidade de seu uso que gera o dever de indeniza\u00e7\u00e3o com causa real, a saber, o pagamento de aluguel aos demais cond\u00f4minos. Assim, \u00e9 o direito real da posse que fundamenta o dever de indenizar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante deixar consignado que, constituem determinantes da obriga\u00e7\u00e3o de natureza&nbsp;<em>propter rem<\/em>: a vincula\u00e7\u00e3o da obriga\u00e7\u00e3o com determinado direito real; a situa\u00e7\u00e3o jur\u00eddica do obrigado; e a tipicidade da conex\u00e3o entre a obriga\u00e7\u00e3o e o direito real.<\/p>\n\n\n\n<p>A exig\u00eancia de tipicidade da obriga\u00e7\u00e3o&nbsp;<em>propter rem<\/em>&nbsp;ocorre para impedir terceiros de criarem novas obriga\u00e7\u00f5es e as oporem a titulares de direito real. Neste sentido, a obriga\u00e7\u00e3o de indenizar os demais cond\u00f4minos pelos frutos que se percebe da coisa decorre de previs\u00e3o legal, institu\u00eddo no art. 1.319 do <a>C\u00f3digo Civil, <\/a>na subse\u00e7\u00e3o que versa sobre os direitos e deveres dos cond\u00f4minos. Cumprindo, portanto, com o requisito da tipicidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, <strong>a obriga\u00e7\u00e3o que se imputa ao copropriet\u00e1rio para indenizar os demais que n\u00e3o disp\u00f5e da posse, independe de sua vontade, pois decorre t\u00e3o somente de sua qualidade de titular de um direito real. Assim, a obriga\u00e7\u00e3o do copropriet\u00e1rio de indenizar os demais que n\u00e3o disp\u00f5e da posse, independe sua declara\u00e7\u00e3o de vontade, porque, decorre t\u00e3o somente da cotitularidade da propriedade<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>O aluguel por uso exclusivo do bem, portanto, configura-se como obriga\u00e7\u00e3o&nbsp;<em>propter rem<\/em>&nbsp;e, por esta raz\u00e3o, enquadra-se nas exce\u00e7\u00f5es previstas no art. 3\u00ba, IV, da <a>Lei n. 8.009\/90 <\/a>para afastar a impenhorabilidade do bem de fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>Tal conclus\u00e3o n\u00e3o decorre de aplica\u00e7\u00e3o do entendimento j\u00e1 consolidado neste Superior Tribunal de Justi\u00e7a de ser a obriga\u00e7\u00e3o&nbsp;<em>propter rem<\/em>&nbsp;fundamento para penhorabilidade do bem de fam\u00edlia, ao tamb\u00e9m j\u00e1 estabelecido dever de pagar aluguel pelo uso exclusivo do bem.<\/p>\n\n\n\n<p>A prote\u00e7\u00e3o constitucional da impenhorabilidade do bem de fam\u00edlia fundamenta-se na intelig\u00eancia de proteger o direito do n\u00facleo familiar, que \u00e9 propriet\u00e1rio do bem e nele reside, contra terceiros credores. N\u00e3o \u00e9 esta a situa\u00e7\u00e3o que se vislumbra na presente hip\u00f3tese. \u00c9 indevido, portanto, utilizar-se da Lei n. 8.009\/1990 para prejudicar o direito de cond\u00f4minos que compartilham dos mesmos direitos e deveres sobre o bem condominial.<\/p>\n\n\n\n<p>Isto, pois, a obriga\u00e7\u00e3o de indenizar os demais cond\u00f4minos por uso exclusivo do bem gera d\u00e9bito oriundo de direito real, configurando-se como uma obriga\u00e7\u00e3o&nbsp;<em>propter rem<\/em>. Nestes termos, admitida a penhorabilidade do bem de fam\u00edlia, conforme previsto no art. 3\u00ba, IV, da Lei n. 8.009\/1990.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-3-resultado-final\"><a>6.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A obriga\u00e7\u00e3o do copropriet\u00e1rio de pagar alugueres de im\u00f3vel que este utiliza com exclusividade, como moradia por sua fam\u00edlia, em favor do outro configura-se como <em>propter rem<\/em> afastando, assim, a impenhorabilidade do bem de fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-bem-gravado-com-clausula-de-inalienabilidade-temporaria-nas-hipoteses-em-que-encerrada-a-convivencia-do-casal-ainda-que-nao-decretado-o-divorcio\"><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Bem gravado com cl\u00e1usula de inalienabilidade tempor\u00e1ria nas hip\u00f3teses em que encerrada a conviv\u00eancia do casal, ainda que n\u00e3o decretado o div\u00f3rcio<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>PROCESSO SOB SEGREDO DE JUSTI\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nas hip\u00f3teses em que encerrada a conviv\u00eancia more uxorio, mas ainda n\u00e3o decretado o div\u00f3rcio, o <a>bem gravado com cl\u00e1usula de inalienabilidade tempor\u00e1ria n\u00e3o integra o patrim\u00f4nio partilh\u00e1vel<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo sob segredo de justi\u00e7a, Rel. Min. Marco Aur\u00e9lio Bellizze, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 24\/05\/2022, DJe 31\/05\/2022. (Info 748)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-situacao-fatica\"><a>7.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creide ajuizou uma a\u00e7\u00e3o de div\u00f3rcio litigioso em face de Creiton, sendo incontroverso que o casamento ocorreu em 20\/5\/2012, sob o regime de comunh\u00e3o universal de bens, e que o casal est\u00e1 separado desde mar\u00e7o de 2013, sem possibilidade de reconcilia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Iniciou-se ent\u00e3o a discuss\u00e3o acerca da possibilidade de partilha do bem im\u00f3vel que foi objeto de doa\u00e7\u00e3o pelo poder p\u00fablico, j\u00e1 durante a separa\u00e7\u00e3o de fato, com expressa determina\u00e7\u00e3o no termo de ades\u00e3o de que seria inadmiss\u00edvel a permuta, cess\u00e3o, aluguel, venda ou qualquer outra forma de repasse do bem pelo prazo de 10 (dez) anos, a contar da assinatura do termo.<\/p>\n\n\n\n<p>*Processo sob segredo de justi\u00e7a &#8211; Caso imaginado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-analise-estrategica\"><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-questao-juridica\"><a>7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CC\/2002:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.576. A separa\u00e7\u00e3o judicial p\u00f5e termo aos deveres de coabita\u00e7\u00e3o e fidelidade rec\u00edproca e ao regime de bens.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. O procedimento judicial da separa\u00e7\u00e3o caber\u00e1 somente aos c\u00f4njuges, e, no caso de incapacidade, ser\u00e3o representados pelo curador, pelo ascendente ou pelo irm\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.668. S\u00e3o exclu\u00eddos da comunh\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; os bens doados ou herdados com a cl\u00e1usula de incomunicabilidade e os sub-rogados em seu lugar;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-integra-o-patrimonio-partilhavel\"><a>7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Integra o patrim\u00f4nio partilh\u00e1vel?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia est\u00e1 em definir se \u00e9 poss\u00edvel a inclus\u00e3o de im\u00f3vel gravado com cl\u00e1usula de inalienabilidade tempor\u00e1ria na partilha de bens no div\u00f3rcio, em virtude do transcurso do prazo no momento da prola\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso trata de <a>uma a\u00e7\u00e3o de div\u00f3rcio litigioso, sendo incontroverso que o casamento ocorreu em 20\/5\/2012, sob o regime de comunh\u00e3o universal de bens, e que o casal est\u00e1 separado desde mar\u00e7o de 2013, sem possibilidade de reconcilia\u00e7\u00e3o.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Assim, n\u00e3o h\u00e1 dissenso entre as partes quanto \u00e0 decreta\u00e7\u00e3o do div\u00f3rcio, ficando a controv\u00e9rsia restrita \u00e0 partilha do bem im\u00f3vel, o qual, segundo as premissas estabelecidas pelo Tribunal de origem, <a>foi objeto de doa\u00e7\u00e3o pelo poder p\u00fablico, com expressa determina\u00e7\u00e3o no termo de ades\u00e3o de que \u00e9 inadmiss\u00edvel a permuta, cess\u00e3o, aluguel, venda ou qualquer outra forma de repasse do bem pelo prazo de 10 (dez) anos, a contar da assinatura do termo.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Anota-se que a separa\u00e7\u00e3o judicial ou extrajudicial extingue a sociedade conjugal (e n\u00e3o o v\u00ednculo matrimonial, pois este persiste) em virtude do fim da comunh\u00e3o de vidas, o que implica a manuten\u00e7\u00e3o do impedimento matrimonial, enquanto, de outro lado, faz cessar o regime de bens, o dever de fidelidade rec\u00edproca e o dever de coabita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, n\u00e3o se pode descurar da separa\u00e7\u00e3o de fato, que \u00e9 uma hip\u00f3tese informal de dissolu\u00e7\u00e3o da sociedade conjugal, pois do mesmo modo que o simples fato instaura rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica entre casais, configurando uni\u00e3o est\u00e1vel, provoca tamb\u00e9m a sua extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Relembre-se que <strong>a separa\u00e7\u00e3o de fato n\u00e3o pode ser confundida com uma simples interrup\u00e7\u00e3o da coabita\u00e7\u00e3o, pois esta pode decorrer, inclusive, de uma necessidade ou conveni\u00eancia da pr\u00f3pria fam\u00edlia, como na aus\u00eancia prolongada de um dos c\u00f4njuges em raz\u00e3o do trabalho<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, demonstrada a real exist\u00eancia da separa\u00e7\u00e3o de fato, imperiosa se torna a aplica\u00e7\u00e3o anal\u00f3gica da regra da separa\u00e7\u00e3o judicial ou extrajudicial prevista no art. 1.576 do <a>CC\/2002<\/a>, motivo pelo qual um dos seus efeitos \u00e9 exatamente o fim da efic\u00e1cia do regime de bens. Em raz\u00e3o face disso, o racioc\u00ednio a ser empregado nas hip\u00f3teses em que encerrada a conviv\u00eancia&nbsp;<em>more uxorio<\/em>, mas ainda n\u00e3o decretado o div\u00f3rcio, \u00e9 o de que os bens adquiridos durante a separa\u00e7\u00e3o de fato n\u00e3o s\u00e3o partilh\u00e1veis com a decreta\u00e7\u00e3o do div\u00f3rcio.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, considerar como termo final do regime de bens a data da senten\u00e7a de div\u00f3rcio poderia gerar situa\u00e7\u00f5es inusitadas e injustas, j\u00e1 que, durante o lapso temporal compreendido entre o fim da sociedade conjugal e a senten\u00e7a de div\u00f3rcio, um dos c\u00f4njuges poderia adquirir outros bens com recursos pr\u00f3prios ou at\u00e9 mesmo com o esfor\u00e7o comum de um novo companheiro, mas que seriam inclu\u00eddos na partilha de bens do relacionamento extinto.<\/p>\n\n\n\n<p>Deve-se ressaltar que o C\u00f3digo Civil elegeu como princ\u00edpios basilares a socialidade, a operabilidade e a eticidade, abandonando a vis\u00e3o excessivamente patrimonialista e individualista da lei civil anterior, mas que n\u00e3o podem ser utilizados para fundamentar a derrotabilidade da norma e justificar situa\u00e7\u00f5es&nbsp;<em>contra legem<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Na hip\u00f3tese, <strong>a separa\u00e7\u00e3o de fato se deu em mar\u00e7o de 2013, quando ainda vigorava a cl\u00e1usula de inalienabilidade e, consequentemente, o im\u00f3vel doado n\u00e3o integrava o patrim\u00f4nio do casal, de modo que a sua incomunicabilidade deve ser reconhecida, com a exclus\u00e3o do bem da comunh\u00e3o<\/strong>, conforme determina o art. 1.668, I, do CC\/2002.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, destaca-se que o fato de o im\u00f3vel ter sido doado em 2006 e o termo de ades\u00e3o registrado em cart\u00f3rio apenas em 2009 n\u00e3o altera a conclus\u00e3o acima, pois, independentemente da data que se adote como termo inicial para c\u00f4mputo do lapso temporal da cl\u00e1usula de inalienabilidade, o prazo decenal n\u00e3o teria se verificado ao tempo da separa\u00e7\u00e3o de fato.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-3-resultado-final\"><a>7.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Nas hip\u00f3teses em que encerrada a conviv\u00eancia <em>more<\/em> <em>uxorio<\/em>, mas ainda n\u00e3o decretado o div\u00f3rcio, o bem gravado com cl\u00e1usula de inalienabilidade tempor\u00e1ria n\u00e3o integra o patrim\u00f4nio partilh\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-im-possibilidade-de-alteracao-do-registro-pela-pretensao-de-homenagear-um-ascendente\"><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade de altera\u00e7\u00e3o do registro pela pretens\u00e3o de homenagear um ascendente<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A simples pretens\u00e3o de homenagear um ascendente n\u00e3o constitui fundamento bastante para configurar a excepcionalidade que propicia a modifica\u00e7\u00e3o do registro.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.962.674-MG, Rel. Min. Marco Aur\u00e9lio Bellizze, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 24\/05\/2022, DJe 31\/05\/2022. (Info 748)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-situacao-fatica\"><a>8.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creosvaldo promoveu a a\u00e7\u00e3o de retifica\u00e7\u00e3o de registros p\u00fablicos postulando a inclus\u00e3o do sobrenome da av\u00f3 materna, Berdinazzi. O juiz de primeiro grau, ap\u00f3s a oposi\u00e7\u00e3o dos embargos de declara\u00e7\u00e3o, julgou parcialmente procedente o pedido para autorizar o autor a acrescer somente o sobrenome Mezenga.<\/p>\n\n\n\n<p>Interposta apela\u00e7\u00e3o pelo interessado, Tribunal local reconheceu, de of\u00edcio, o v\u00edcio na senten\u00e7a e, conforme o art. 1.013, \u00a7 3\u00ba, do CPC\/2015, julgou improcedente o pedido por entender que a mera pretens\u00e3o de homenagear um ascendente n\u00e3o configuraria a motiva\u00e7\u00e3o justa necess\u00e1ria para a altera\u00e7\u00e3o do registro.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-analise-estrategica\"><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-questao-juridica\"><a>8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 16. Toda pessoa tem direito ao nome, nele compreendidos o prenome e o sobrenome.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-possivel-a-alteracao-para-simples-homenagem\"><a>8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel a altera\u00e7\u00e3o para simples homenagem?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O prop\u00f3sito recursal consiste em definir se \u00e9 poss\u00edvel a retifica\u00e7\u00e3o do registro p\u00fablico para inclus\u00e3o do sobrenome da av\u00f3 materna.<\/p>\n\n\n\n<p>No tocante \u00e0 retifica\u00e7\u00e3o do registro p\u00fablico<strong>, importante destacar que o nome \u00e9 um dos direitos expressamente previstos no <a>C\u00f3digo Civil <\/a>como um sinal exterior da personalidade (art. 16 do CC), sendo respons\u00e1vel por individualizar seu portador no \u00e2mbito das rela\u00e7\u00f5es civis e, em raz\u00e3o disso, deve ser registrado civilmente como um modo de garantir a prote\u00e7\u00e3o estatal sobre ele<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, o direito ao nome est\u00e1 ligado a seu aspecto p\u00fablico dado pelo registro de pessoas naturais, segundo o qual o Estado determina limites para os nomes e seus elementos constitutivos, tal como a obrigatoriedade de conter ao menos um prenome e um nome (sobrenome).<\/p>\n\n\n\n<p>Por conseguinte, a legisla\u00e7\u00e3o de reg\u00eancia consagra o princ\u00edpio da imutabilidade do nome, de maneira que o prenome e nome s\u00e3o, em regra, imut\u00e1veis, a fim de garantir a seguran\u00e7a jur\u00eddica e a estabilidade das rela\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas, pois, do contr\u00e1rio, a individualiza\u00e7\u00e3o e a certeza sobre quem se fala seriam temer\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, o STJ vem EVOLUINDO sua interpreta\u00e7\u00e3o sobre o tema a fim de se adequar \u00e0 nova realidade social e de tentar acompanhar a velocidade de transforma\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas, passando a entender que o tema est\u00e1 inserido no \u00e2mbito da autonomia privada, apesar de n\u00e3o perder seu aspecto p\u00fablico, haja vista que somente ser\u00e1 admiss\u00edvel a retifica\u00e7\u00e3o quando n\u00e3o se verificar riscos a terceiros e \u00e0 seguran\u00e7a jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa toada, &#8220;conquanto a modifica\u00e7\u00e3o do nome civil seja qualificada como excepcional e as hip\u00f3teses em que se admite a altera\u00e7\u00e3o sejam restritivas, esta Corte tem reiteradamente flexibilizado essas regras, interpretando-as de modo hist\u00f3rico-evolutivo para que se amoldem a atual realidade social em que o tema se encontra mais no \u00e2mbito da autonomia privada, permitindo-se a modifica\u00e7\u00e3o se n\u00e3o houver risco \u00e0 seguran\u00e7a jur\u00eddica e a terceiros&#8221; (REsp 1.873.918\/SP, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 2\/3\/2021, DJe 4\/3\/2021).<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, destaca-se que o nome de fam\u00edlia tem como escopo identificar a qual fam\u00edlia pertence a pessoa, isto \u00e9, faz com que a pessoa sinta-se pertencente a determinada fam\u00edlia, como membro integrante dela.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, <strong>n\u00e3o se pode descurar do fato de que o sobrenome n\u00e3o tem a fun\u00e7\u00e3o de estreitar v\u00ednculos afetivos com os membros da fam\u00edlia, pois sua fun\u00e7\u00e3o primordial \u00e9 revelar a estirpe familiar no meio social e reduzir as possibilidades de homon\u00edmia, haja vista que, nos termos do art. 54 da <a>Lei de Registros P\u00fablicos<\/a>, o registro de nascimento cont\u00e9m os nomes dos pais e dos av\u00f3s<\/strong>. Esse entendimento foi adotado pela Quarta Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a no REsp 1.731.091\/SC, Rel. Min. Luis Felipe Salom\u00e3o, julgado em 14\/12\/2021, DJe 17\/02\/2022.<\/p>\n\n\n\n<p>Em face dessas considera\u00e7\u00f5es, nota-se que o recorrente n\u00e3o logrou \u00eaxito em comprovar a exist\u00eancia de justo motivo para se viabilizar a inclus\u00e3o pretendida, sobretudo porque a simples homenagem \u00e0 sua av\u00f3 n\u00e3o constitui fundamento bastante para configurar a excepcionalidade que propicia a modifica\u00e7\u00e3o do registro, j\u00e1 que n\u00e3o h\u00e1 na lei a previs\u00e3o de que sentimentos \u00edntimos sejam suficientes para alterar a qualidade imut\u00e1vel do nome, n\u00e3o sendo essa a fun\u00e7\u00e3o exercida pelo sobrenome.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-3-resultado-final\"><a>8.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A simples pretens\u00e3o de homenagear um ascendente n\u00e3o constitui fundamento bastante para configurar a excepcionalidade que propicia a modifica\u00e7\u00e3o do registro.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-inclusao-de-patronimico-para-diferenciacao-de-homonimo-que-responde-a-processo-criminal\"><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Inclus\u00e3o de patron\u00edmico para diferencia\u00e7\u00e3o de hom\u00f4nimo que responde a processo criminal<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A exist\u00eancia de um hom\u00f4nimo que responde a processo criminal, ainda que em outro estado da federa\u00e7\u00e3o, pode ensejar um constrangimento capaz de configurar o justo motivo para fundamentar a inclus\u00e3o de patron\u00edmico.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.962.674-MG, Rel. Min. Marco Aur\u00e9lio Bellizze, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 24\/05\/2022, DJe 31\/05\/2022. (Info 748)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-1-situacao-fatica\"><a>9.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Tadeu Taquara, advogado criminalista e professor universit\u00e1rio, ajuizou a\u00e7\u00e3o por meio da qual pretende ver reconhecido o direito a acrescentar mais um patron\u00edmico em seu nome, uma vez que existente um hom\u00f4nimo que responde a v\u00e1rios processos criminais.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme o advogado, a exist\u00eancia de hom\u00f4nimo envolvido em crimes estaria lhe trazendo preju\u00edzos.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-analise-estrategica\"><a>9.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-1-questao-juridica\"><a>9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 723. O juiz decidir\u00e1 o pedido no prazo de 10 (dez) dias.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. O juiz n\u00e3o \u00e9 obrigado a observar crit\u00e9rio de legalidade estrita, podendo adotar em cada caso a solu\u00e7\u00e3o que considerar mais conveniente ou oportuna.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-2-justifica-a-inclusao-de-patronimico\"><a>9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Justifica a inclus\u00e3o de patron\u00edmico?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Incialmente, cumpre acentuar que <strong>uma das reais fun\u00e7\u00f5es do patron\u00edmico \u00e9 diminuir a possibilidade de hom\u00f4nimos e evitar preju\u00edzos \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o do sujeito a ponto de lhe causar algum constrangimento<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A mera exist\u00eancia de homon\u00edmia n\u00e3o \u00e9 argumento suficiente para determinar a retifica\u00e7\u00e3o do registro civil, sendo imprescind\u00edvel a demonstra\u00e7\u00e3o de que o fato imp\u00f5e ao sujeito situa\u00e7\u00f5es vexat\u00f3rias, humilhantes e constrangedoras, que possam atingir diretamente a sua personalidade e sua dignidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, a Corte estadual consignou que h\u00e1 efetivamente um caso de homon\u00edmia, que \u00e9 r\u00e9u em um processo criminal.<\/p>\n\n\n\n<p>Deve-se destacar que o recorrente \u00e9 advogado atuante na \u00e1rea criminal e professor universit\u00e1rio de direito processual penal, de modo que a exist\u00eancia de um hom\u00f4nimo que responde a processo criminal, ainda que em outro estado da federa\u00e7\u00e3o, pode ensejar um constrangimento capaz de configurar o justo motivo para fundamentar a inclus\u00e3o do patron\u00edmico pretendido.<\/p>\n\n\n\n<p>V\u00ea-se <strong>que a possibilidade de um potencial cliente do advogado fazer uma consulta em sites de buscas na&nbsp;<em>internet<\/em>&nbsp;sobre profissional e encontrar o seu nome vinculado a processo criminal pode causar um embara\u00e7o que atinge diretamente sua imagem e sua reputa\u00e7\u00e3o, configurando motivo bastante para justificar a retifica\u00e7\u00e3o do registro<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, a pr\u00f3pria Magistrada de primeiro grau, que possui uma maior proximidade com os fatos, reconheceu que a exist\u00eancia de hom\u00f4nimo estaria gerando constrangimentos ao autor.<\/p>\n\n\n\n<p>Outrossim, importante relembrar que, por se tratar de um procedimento de jurisdi\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria, o Juiz n\u00e3o \u00e9 obrigado a observar o crit\u00e9rio da legalidade estrita, conforme disp\u00f5e o art. 723, par\u00e1grafo \u00fanico, do <a>CPC\/2015<\/a>, podendo adotar no caso concreto a solu\u00e7\u00e3o que reputar mais conveniente ou oportuna, por meio de um ju\u00edzo de equidade, o qual, na esp\u00e9cie, demanda reconhecer a possibilidade de retifica\u00e7\u00e3o do registro.<\/p>\n\n\n\n<p>Repise-se que, malgrado o car\u00e1ter p\u00fablico que envolve a quest\u00e3o, o atual entendimento desta Corte vem se inclinando para entender que a retifica\u00e7\u00e3o do nome est\u00e1 inserida no \u00e2mbito da autonomia privada, sendo que, na esp\u00e9cie, al\u00e9m de afastar o constrangimento suportado pelo requerente, n\u00e3o h\u00e1 nenhuma ofensa \u00e0 seguran\u00e7a jur\u00eddica e \u00e0 estabilidade das rela\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas, j\u00e1 que haver\u00e1 t\u00e3o somente a inclus\u00e3o do sobrenome da av\u00f3 materna do autor, sem exclus\u00e3o de nenhum outro patron\u00edmico.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-3-resultado-final\"><a>9.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A exist\u00eancia de um hom\u00f4nimo que responde a processo criminal, ainda que em outro estado da federa\u00e7\u00e3o, pode ensejar um constrangimento capaz de configurar o justo motivo para fundamentar a inclus\u00e3o de patron\u00edmico.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-utilizacao-de-fotografias-para-ilustrar-materia-jornalistica-e-violacao-do-direito-de-preservacao-de-imagem\"><a>10.&nbsp; Utiliza\u00e7\u00e3o de fotografias para ilustrar mat\u00e9ria jornal\u00edstica e viola\u00e7\u00e3o do direito de preserva\u00e7\u00e3o de imagem<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>PROCESSO EM SEGREDO JUDICIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A utiliza\u00e7\u00e3o de fotografias que servirem t\u00e3o somente para ilustrar mat\u00e9ria jornal\u00edstica sobre fato ocorrido e narrado pelo ponto de vista do rep\u00f3rter n\u00e3o constitui, per se, <a>viola\u00e7\u00e3o ao direito de preserva\u00e7\u00e3o de imagem ou de vida \u00edntima e privada de outrem<\/a>, n\u00e3o havendo que se falar em causa para indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo em segredo judicial, Rel. Min. Raul Ara\u00fajo, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 23\/08\/2022, DJe 31\/08\/2022. (Info 748)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-1-situacao-fatica\"><a>10.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Uma rep\u00f3rter publicou mat\u00e9ria em revista na qual narrava fato ocorrido em um evento social no qual ocorreu um certo \u201centrevero\u201d, envolvendo pessoas famosas e que posteriormente veio a ser investigado criminalmente.<\/p>\n\n\n\n<p>Na reportagem, a rep\u00f3rter utilizou fotografias registradas durante a confus\u00e3o e narrou a situa\u00e7\u00e3o pelo seu ponto de vista. Previsivelmente, uma das partes \u201cexpostas\u201d na reportagem n\u00e3o gostou da ideia e ajuizou a\u00e7\u00e3o de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais, alegando a viola\u00e7\u00e3o ao direito de preserva\u00e7\u00e3o de imagem ou de vida \u00edntima e privada de outrem.<\/p>\n\n\n\n<p>*Processo sob segredo de justi\u00e7a &#8211; Caso imaginado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-analise-estrategica\"><a>10.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-1-configurada-a-violacao-a-imagem\"><a>10.2.1. Configurada a viola\u00e7\u00e3o \u00e0 imagem?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise acerca da ocorr\u00eancia de abuso no exerc\u00edcio da liberdade de express\u00e3o a ensejar repara\u00e7\u00e3o por dano moral deve ser feita no caso concreto, pois, em tese, sopesados os valores em conflito, \u00e9 recomend\u00e1vel que se d\u00ea primazia \u00e0 liberdade de informa\u00e7\u00e3o e de cr\u00edtica, como decorr\u00eancia da vida em um Estado Democr\u00e1tico.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a jurisprud\u00eancia deste Tribunal Superior, publica\u00e7\u00f5es que narrem fatos ver\u00eddicos ou veross\u00edmeis, embora eivados de opini\u00f5es severas, ir\u00f4nicas ou impiedosas, a princ\u00edpio, n\u00e3o configuram ato il\u00edcito.<\/p>\n\n\n\n<p>A not\u00edcia veiculada na revista expressa o pensamento da rep\u00f3rter sobre fato ocorrido durante a cobertura de evento do qual participavam v\u00e1rios famosos, o que, a toda evid\u00eancia, gera o interesse do p\u00fablico que consome esse tipo de not\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa perspectiva, <strong>apesar da utiliza\u00e7\u00e3o de opini\u00f5es severas e ir\u00f4nicas, a publica\u00e7\u00e3o narrou fato ocorrido e que, inclusive, estava sendo apurado criminalmente pela autoridade policial, de modo que sua divulga\u00e7\u00e3o, ainda que somente sob o ponto de vista de uma das partes, n\u00e3o demonstra, inequivocamente, o intuito de difamar, injuriar ou caluniar a pessoa<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso porque &#8220;A liberdade de informa\u00e7\u00e3o diz respeito a noticiar fatos, e o exerc\u00edcio desse direito apenas ser\u00e1 digno de prote\u00e7\u00e3o quando presente o requisito interno da verdade, pela ci\u00eancia da realidade, que n\u00e3o se exige seja absoluta, mas aquela que se extrai da dilig\u00eancia do informador, a quem incumbe apurar de forma s\u00e9ria os fatos que pretende tornar p\u00fablicos&#8221; (REsp 1.897.338\/DF, Rel. Ministro Luis Felipe Salom\u00e3o, Quarta Turma, julgado em 24\/11\/2020, DJe de 05\/02\/2021).<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nessas considera\u00e7\u00f5es, conclui-se, portanto, que a utiliza\u00e7\u00e3o de fotografias serviu t\u00e3o somente para ilustrar a mat\u00e9ria jornal\u00edstica sobre fato ocorrido e narrado pelo ponto de vista da rep\u00f3rter, e de interesse do p\u00fablico-alvo do ve\u00edculo de comunica\u00e7\u00e3o, tratando-se, na hip\u00f3tese, de exerc\u00edcio regular do direito de informa\u00e7\u00e3o, de modo que n\u00e3o constitui,&nbsp;<em>per se<\/em>, viola\u00e7\u00e3o ao direito de preserva\u00e7\u00e3o de sua imagem ou de sua vida \u00edntima e privada, n\u00e3o havendo que se falar em causa para indeniza\u00e7\u00e3o por danos patrimoniais ou morais \u00e0 imagem.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-2-resultado-final\"><a>10.2.2. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A utiliza\u00e7\u00e3o de fotografias que servirem t\u00e3o somente para ilustrar mat\u00e9ria jornal\u00edstica sobre fato ocorrido e narrado pelo ponto de vista do rep\u00f3rter n\u00e3o constitui, per se, viola\u00e7\u00e3o ao direito de preserva\u00e7\u00e3o de imagem ou de vida \u00edntima e privada de outrem, n\u00e3o havendo que se falar em causa para indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-previdenciario\"><a>DIREITO PREVIDENCI\u00c1RIO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-termo-inicial-do-direito-a-revisao-de-beneficio-previdenciario-com-fundamento-no-art-144-da-lei-n-8-213-1991\"><a>11.&nbsp; Termo inicial do direito \u00e0 revis\u00e3o de benef\u00edcio previdenci\u00e1rio, com fundamento no art. 144 da Lei n. 8.213\/1991<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O <a>direito \u00e0 revis\u00e3o de benef\u00edcio previdenci\u00e1rio, com fundamento no art. 144 da Lei n. 8.213\/1991<\/a>, submete-se ao prazo decadencial de dez anos, adotando-se como termo inicial <a>a data da vig\u00eancia da Medida Provis\u00f3ria 1.523-9\/1997, o dia 28\/06\/1997.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no AREsp 2.013.778-RS, Rel. Min. Herman Benjamin, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 21\/06\/2022, DJe 27\/06\/2022. (Info 748)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-1-situacao-fatica\"><a>11.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Crementina ajuizou a\u00e7\u00e3o visando \u00e0 revis\u00e3o de benef\u00edcio de pens\u00e3o por morte, concedido em 1989, com fundamento no art. 144 da Lei n. 8.213\/1991, que previa o rec\u00e1lculo e reajuste da renda mensal inicial de todos os benef\u00edcios de presta\u00e7\u00e3o continuada concedidos pela Previd\u00eancia Social entre 5 de outubro de 1988 e 5 de abril de 1991, de acordo com as regras estabelecidas em lei.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-analise-estrategica\"><a>11.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-1-questao-juridica\"><a>11.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 8.213\/1991:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 144. <s>At\u00e9 1\u00ba de junho de 1992, todos os benef\u00edcios de presta\u00e7\u00e3o continuada concedidos pela Previd\u00eancia Social, entre 5 de outubro de 1988 e 5 de abril de 1991, devem ter sua renda mensal inicial recalculada e reajustada, de acordo com as regras estabelecidas nesta Lei.<\/s>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Revogado pela Medida Provis\u00f3ria n\u00ba 2.187-13, de 2001)<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. <s>A renda mensal recalculada de acordo com o disposto no caput deste artigo, substituir\u00e1 para todos os efeitos a que prevalecia at\u00e9 ent\u00e3o, n\u00e3o sendo devido, entretanto, o pagamento de quaisquer diferen\u00e7as decorrentes da aplica\u00e7\u00e3o deste artigo referentes \u00e0s compet\u00eancias de outubro de 1988 a maio de 1992.<\/s><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-2-qual-o-termo-inicial-a-ser-observado\"><a>11.2.2. Qual o termo inicial a ser observado?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>A data da vig\u00eancia da Medida Provis\u00f3ria 1.523-9\/1997, o dia 28\/06\/1997!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se na origem <a>de A\u00e7\u00e3o visando \u00e0 revis\u00e3o de benef\u00edcio de pens\u00e3o por morte com fundamento no art. 144 da <\/a><a>Lei n. 8.213\/1991<\/a>, que previa o rec\u00e1lculo e reajuste da renda mensal inicial de todos os benef\u00edcios de presta\u00e7\u00e3o continuada concedidos pela Previd\u00eancia Social entre 5 de outubro de 1988 e 5 de abril de 1991, de acordo com as regras estabelecidas nesta Lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Cuidando-se de benef\u00edcio previdenci\u00e1rio, incide, como regra, nos pedidos de revis\u00e3o do ato de concess\u00e3o ou de indeferimento do benef\u00edcio, a norma do art. 103 da Lei n. 8.213\/1991 &#8211; &#8220;\u00c9 de dez anos o prazo de decad\u00eancia de todo e qualquer direito ou a\u00e7\u00e3o do segurado ou benefici\u00e1rio para a revis\u00e3o do ato de concess\u00e3o de benef\u00edcio, a contar do dia primeiro do m\u00eas seguinte ao do recebimento da primeira presta\u00e7\u00e3o ou, quando for o caso, do dia em que tomar conhecimento da decis\u00e3o indeferit\u00f3ria definitiva no \u00e2mbito administrativo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o decidido pela Primeira Se\u00e7\u00e3o do STJ, no julgamento do Recurso Especial 1.326.114\/SC, admitido como representativo da controv\u00e9rsia (art. 543-C do CPC\/1973), o prazo decadencial de que trata a Medida Provis\u00f3ria 1.523-9, de 27\/06\/1997, de 10 (dez) anos, tem incid\u00eancia nos pedidos de revis\u00e3o de benef\u00edcios concedidos antes da sua entrada em vigor, adotando-se, nesses casos, como marco inicial, a data da vig\u00eancia do referido diploma, no dia 28\/06\/1997.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda, conforme decidido pela Primeira Se\u00e7\u00e3o do STJ, por maioria, no julgamento dos EREsp 1.605.554\/PR, o princ\u00edpio da&nbsp;<em>actio nata&nbsp;<\/em>diz respeito ao direito de a\u00e7\u00e3o, e, nessa medida, est\u00e1 interligado ao prazo prescricional. <strong>O prazo decadencial, por sua vez, refere-se ao direito material, que, como disp\u00f5e a lei, n\u00e3o se suspende, nem se interrompe, de modo que, deca\u00eddo o direito de revis\u00e3o do benef\u00edcio origin\u00e1rio, n\u00e3o mais poder\u00e1 ser exercido pelo benefici\u00e1rio da pens\u00e3o por morte.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, o Tribunal de origem deixou registrado que &#8220;n\u00e3o incide, na hip\u00f3tese, a decad\u00eancia ou a prescri\u00e7\u00e3o de fundo do direito, pois o art. 103, caput, da Lei n\u00ba 8.213\/91 prev\u00ea prazo extintivo de todo e qualquer direito ou a\u00e7\u00e3o do segurado ou benefici\u00e1rio para a revis\u00e3o do ato de concess\u00e3o do benef\u00edcio, e, no caso, n\u00e3o est\u00e1 em causa o ato de concess\u00e3o ou indeferimento do benef\u00edcio, e sim a correta aplica\u00e7\u00e3o, a benef\u00edcio j\u00e1 concedido, da recomposi\u00e7\u00e3o de que trata o art. 144 da Lei n.\u00ba 8.213\/91&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, considerando que o benef\u00edcio origin\u00e1rio \u00e9 anterior ao ano de 1997 e que a a\u00e7\u00e3o foi ajuizada em 05\/07\/2019, verifica-se que, quando feito o pedido revisional, j\u00e1 havia decorrido o prazo decadencial.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-3-resultado-final\"><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a>11.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O direito \u00e0 revis\u00e3o de benef\u00edcio previdenci\u00e1rio, com fundamento no art. 144 da a Lei n. 8.213\/1991, submete-se ao prazo decadencial de dez anos, adotando-se como termo inicial a data da vig\u00eancia da Medida Provis\u00f3ria 1.523-9\/1997, o dia 28\/06\/1997.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-empresarial\"><a>DIREITO EMPRESARIAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-contrato-garantido-por-penhora-e-possibilidade-do-pedido-de-falencia-do-devedor\"><a>12.&nbsp; Contrato garantido por penhora e possibilidade do pedido de fal\u00eancia do devedor<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em contrato garantido por hipoteca, a efetiva\u00e7\u00e3o de penhora sobre o bem dado em garantia, por si s\u00f3, n\u00e3o impede que o credor requeira a fal\u00eancia do devedor com fundamento no art. 94, II, da Lei n. 11.101\/2005.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.698.997-SP, Rel. Min. Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 16\/08\/2022. (Info 748)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-1-situacao-fatica\"><a>12.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Quebradeira Ltda. contratou um empr\u00e9stimo junto ao Banco Cobromesmo, o qual foi garantido por hipoteca. Ocorre que a empresa n\u00e3o veio a pagar o empr\u00e9stimo e foi efetivada a penhora sobre o bem.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda assim, o Banco requereu a fal\u00eancia do devedor alegando que o im\u00f3vel penhorado n\u00e3o mais seria suficiente para o pagamento das d\u00edvidas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-analise-estrategica\"><a>12.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-1-questao-juridica\"><a>12.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 831. A penhora dever\u00e1 recair sobre tantos bens quantos bastem para o pagamento do principal atualizado, dos juros, das custas e dos honor\u00e1rios advocat\u00edcios.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 835. A penhora observar\u00e1, preferencialmente, a seguinte ordem:<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 3\u00ba Na execu\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito com garantia real, a penhora recair\u00e1 sobre a coisa dada em garantia, e, se a coisa pertencer a terceiro garantidor, este tamb\u00e9m ser\u00e1 intimado da penhora.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 848. As partes poder\u00e3o requerer a substitui\u00e7\u00e3o da penhora se:<\/p>\n\n\n\n<p>VI &#8211; fracassar a tentativa de aliena\u00e7\u00e3o judicial do bem; ou<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 874. Ap\u00f3s a avalia\u00e7\u00e3o, o juiz poder\u00e1, a requerimento do interessado e ouvida a parte contr\u00e1ria, mandar:<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; ampliar a penhora ou transferi-la para outros bens mais valiosos, se o valor dos bens penhorados for inferior ao cr\u00e9dito do exequente.<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 11.101\/2005:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 94. Ser\u00e1 decretada a fal\u00eancia do devedor que:<\/p>\n\n\n\n<p>II \u2013 executado por qualquer quantia l\u00edquida, n\u00e3o paga, n\u00e3o deposita e n\u00e3o nomeia \u00e0 penhora bens suficientes dentro do prazo legal;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-2-a-penhora-do-bem-impede-o-requerimento-de-falencia\"><a>12.2.2. A penhora do bem impede o requerimento de fal\u00eancia<\/a>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia cinge-se em determinar se, em contrato garantido por hipoteca, o credor pode requerer a fal\u00eancia do devedor caso reconhecida a insufici\u00eancia do bem dado em garantia.<\/p>\n\n\n\n<p>O Tribunal de origem considerou que, em contrato garantido por hipoteca, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel ao credor requerer a fal\u00eancia do devedor, mas somente a constri\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel hipotecado. Ponderou-se que, no presente caso, o bem hipotecado foi &#8220;tido por id\u00f4neo pelas institui\u00e7\u00f5es financeiras credoras, cujo zelo e rigor na avalia\u00e7\u00e3o da idoneidade de garantias contratuais dispensam coment\u00e1rios&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 essa, todavia, a melhor interpreta\u00e7\u00e3o para o dispositivo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O bem hipotecado \u00e9 sujeito a vicissitudes que podem alterar de modo substancial o seu valor de mercado<\/strong>. Al\u00e9m disso, a evolu\u00e7\u00e3o da d\u00edvida em face do prolongado inadimplemento do devedor, em cotejo com a inequivalente valoriza\u00e7\u00e3o do bem, s\u00e3o circunst\u00e2ncias que devem ser consideradas. Note-se que o C\u00f3digo Civil prev\u00ea a possibilidade de vencimento antecipado da d\u00edvida \u00e0 luz dessa realidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem qualquer descompasso com esse silogismo, o art. 655, \u00a7 3\u00ba, do CPC\/1973 (com a reda\u00e7\u00e3o da Lei n. 11.382\/2006) n\u00e3o previu que a penhora deveria recair obrigatoriamente sobre o bem hipotecado. Apenas estabelecia que a constri\u00e7\u00e3o incidiria, &#8220;preferencialmente&#8221;, sobre o bem dado em garantia.<\/p>\n\n\n\n<p>A jurisprud\u00eancia do STJ, seja interpretando a norma do art. 655, \u00a7 1\u00ba, do CPC\/1973, seja interpretando o art. 835, \u00a7 3\u00ba, do CPC\/2015 &#8211; que corresponde \u00e0quele -, em conformidade com o princ\u00edpio da maior efetividade da execu\u00e7\u00e3o, entende que a determina\u00e7\u00e3o legal de que <strong>a penhora incida sobre o bem hipotecado tem natureza &#8220;<u>relativa<\/u>, devendo ser afastada tal regra quando constatada situa\u00e7\u00e3o excepcional, notadamente se o bem dado em garantia real se apresenta impr\u00f3prio ou insuficiente para a satisfa\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito da parte exequente<\/strong>&#8221; (AgInt no REsp n. 1.778.230\/DF, Rel. Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, DJe 19\/11\/2019).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>A efetiva\u00e7\u00e3o de penhora sobre o bem hipotecado, por si, n\u00e3o impede que o credor hipotec\u00e1rio, exequente, requeira a fal\u00eancia do devedor com fundamento no art. 94, II, da <a>Lei n. 11.101\/2005<\/a>. Isso porque, se o referido bem, atualmente, n\u00e3o for suficiente para quitar a d\u00edvida &#8211; inexistindo pagamento, dep\u00f3sito ou ainda a indica\u00e7\u00e3o de outros bens \u00e0 penhora, pelo devedor -, estar\u00e1 caracterizada a execu\u00e7\u00e3o frustrada disciplinada no referido dispositivo.<strong><\/strong><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>A inidoneidade do bem penhorado &#8211; ainda que objeto de garantia real &#8211; pode revelar-se em momento ulterior ao da constri\u00e7\u00e3o ou da hipoteca, o que deve ser aferido pelo juiz para avaliar a sufici\u00eancia da garantia durante todo o tr\u00e2mite processual, bem assim para fundamentar o decreto de fal\u00eancia do devedor com amparo no art. 94, II, da Lei n. 11.101\/2005.<\/p>\n\n\n\n<p>Sob esse enfoque, a legisla\u00e7\u00e3o processual determina a penhora de tantos bens quantos bastem para o pagamento da d\u00edvida total &#8211; principal atualizado, juros, custas e honor\u00e1rios advocat\u00edcios (arts. 659, caput, do CPC\/1973 e 831 do CPC\/2015) -, e permite a substitui\u00e7\u00e3o do bem penhorado quando infrut\u00edfera a aliena\u00e7\u00e3o judicial (arts. 656, VI, do CPC\/1973 e 848, VI, do CPC\/2015), outrossim admitindo que a penhora seja ampliada ou transferida ap\u00f3s a avalia\u00e7\u00e3o para bens mais valiosos quando o valor dos penhorados for inferior ao respectivo cr\u00e9dito (arts 685, II, do CPC\/1973 e 874, II, do CPC\/2015).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-3-resultado-final\"><a>12.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Em contrato garantido por hipoteca, a efetiva\u00e7\u00e3o de penhora sobre o bem dado em garantia, por si s\u00f3, n\u00e3o impede que o credor requeira a fal\u00eancia do devedor com fundamento no art. 94, II, da Lei n. 11.101\/2005.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-do-consumidor\"><a>DIREITO DO CONSUMIDOR<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-in-viabilidade-do-ajuizamento-de-acao-coletiva-que-tenha-como-causa-de-pedir-abusividade-contratual-sem-que-seja-colacionado-aos-autos-uma-unica-prova-documental\"><a>13.&nbsp; (In)Viabilidade do ajuizamento de a\u00e7\u00e3o coletiva, que tenha como causa de pedir abusividade contratual, sem que seja colacionado aos autos uma \u00fanica prova documental.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 invi\u00e1vel o <a>ajuizamento de a\u00e7\u00e3o coletiva, que tenha como causa de pedir abusividade contratual, sem que seja colacionado aos autos uma \u00fanica prova documental.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.583.430-RS, Rel. Min. Luis Felipe Salom\u00e3o, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 23\/08\/2022. (Info 748)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-1-situacao-fatica\"><a>13.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O Instituto de Defesa dos Consumidores de Cr\u00e9dito &#8211; IDCC ajuizou a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica em face do Banco Cyti S.A, por meio da qual pretendia a tutela jurisdicional para defesa dos direitos individuais homog\u00eaneos dos consumidores domiciliados no Rio Grande do Sul que celebraram contratos para consumo de cr\u00e9dito com a r\u00e9 (contratos de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de emiss\u00e3o, administra\u00e7\u00e3o e processamento de cart\u00f5es) e que, por ocasi\u00e3o do pagamento das presta\u00e7\u00f5es mensais (amortiza\u00e7\u00f5es), ap\u00f3s o vencimento, tiveram contra si cobrada, na composi\u00e7\u00e3o do d\u00e9bito, a comiss\u00e3o de perman\u00eancia cumulada com os encargos da mora (juros de mora + multa morat\u00f3ria), circunst\u00e2ncia que se afiguraria claramente il\u00edcita.<\/p>\n\n\n\n<p>O ju\u00edzo de primeiro grau julgou procedentes os pedidos formulados na inicial. Inconformada, a defesa da r\u00e9 interp\u00f4s sucessivos recursos nos quais alega que o instituto n\u00e3o indicou um \u00fanico caso real, de qualquer correntista em que a apontada cobran\u00e7a tenha sido efetuada, ponderando que caberia ser demonstrado minimamente o fato constitutivo de direito.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-analise-estrategica\"><a>13.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-1-questao-juridica\"><a>13.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 373. O \u00f4nus da prova incumbe:<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1\u00ba Nos casos previstos em lei ou diante de peculiaridades da causa relacionadas \u00e0 impossibilidade ou \u00e0 excessiva dificuldade de cumprir o encargo nos termos do caput ou \u00e0 maior facilidade de obten\u00e7\u00e3o da prova do fato contr\u00e1rio, poder\u00e1 o juiz atribuir o \u00f4nus da prova de modo diverso, desde que o fa\u00e7a por decis\u00e3o fundamentada, caso em que dever\u00e1 dar \u00e0 parte a oportunidade de se desincumbir do \u00f4nus que lhe foi atribu\u00eddo.<\/p>\n\n\n\n<p>CDC:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 6\u00ba S\u00e3o direitos b\u00e1sicos do consumidor:<\/p>\n\n\n\n<p>VIII &#8211; a facilita\u00e7\u00e3o da defesa de seus direitos, inclusive com a invers\u00e3o do \u00f4nus da prova, a seu favor, no processo civil, quando, a crit\u00e9rio do juiz, for veross\u00edmil a alega\u00e7\u00e3o ou quando for ele hipossuficiente, segundo as regras ordin\u00e1rias de experi\u00eancias;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-2-viavel-o-ajuizamento-da-acao-coletiva\"><a>13.2.2. Vi\u00e1vel o ajuizamento da a\u00e7\u00e3o coletiva?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Obviamente que N\u00c3O!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia cinge-se a determinar se \u00e9 vi\u00e1vel o ajuizamento de a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica apontando abusividade contratual, sem que seja colacionado aos autos um \u00fanico contrato, extrato, recibo de pagamento ou documento equivalente que indique a cumula\u00e7\u00e3o da cobran\u00e7a de comiss\u00e3o de perman\u00eancia com outros encargos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 bem de ver que o direito processual coletivo, com base constitucional e legal (Lei n. 8.078\/1990, C\u00f3digo de Defesa do Consumidor; e Lei n. 7.347\/85, Lei de A\u00e7\u00e3o Civil P\u00fablica), possui ineg\u00e1vel vertente instrumentalista, afirmada pela disponibiliza\u00e7\u00e3o de institutos eficazes de garantia da ordem jur\u00eddica justa. Dessa fei\u00e7\u00e3o plural do direito, pr\u00f3pria do processo coletivo, sobressai a ideia de solidariedade, que imp\u00f5e a transforma\u00e7\u00e3o do modelo cl\u00e1ssico de legitima\u00e7\u00e3o processual ativa, inadequado \u00e0 regula\u00e7\u00e3o dos conflitos de grupos e coletividades.<\/p>\n\n\n\n<p>A tutela coletiva dos direitos individuais homog\u00eaneos, em que pese tratar-se de cl\u00e1ssicos direitos subjetivos divis\u00edveis e dispon\u00edveis, justifica-se em raz\u00e3o da preval\u00eancia das quest\u00f5es comuns (homogeneidade) e da superioridade em termos de efic\u00e1cia e de justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a doutrina, distinguem-se duas ordens de tutela coletiva: 1\u00aa) a dos interesses e direitos essencialmente coletivos (que se enquadrariam nos difusos, segundo o crit\u00e9rio do CDC) e dos coletivos &#8220;propriamente ditos&#8221; (os coletivos do CDC), e 2\u00aa) a dos interesses ou direitos de natureza coletiva apenas na forma em que s\u00e3o tutelados (correspondendo aos direitos individuais homog\u00eaneos). Nessa categoria de direitos, embora direitos subjetivos tradicionais (divis\u00edveis e patrimoniais), pass\u00edveis, portanto, de aten\u00e7\u00e3o individualizada, seu tratamento coletivo se justifica em raz\u00e3o da conveni\u00eancia dos interesses da coletividade, dada a repercuss\u00e3o e a dimens\u00e3o marcadamente sociais.<\/p>\n\n\n\n<p>O modelo de tutela coletiva dom\u00e9stico inspirou-se nas&nbsp;<em>class actions for damage&nbsp;<\/em>norte-americanas, cuja admissibilidade, na tutela dos direitos individuais homog\u00eaneos, requer o cumprimento obrigat\u00f3rio de dois pressupostos, a saber: 1) preval\u00eancia das quest\u00f5es comuns de fato e de direito, ou ter\u00edamos um direito heterog\u00eaneo; e 2) superioridade, em efic\u00e1cia e justi\u00e7a, da tutela coletiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Concomitantemente, <strong>o processo civil brasileiro \u00e9 regido pela teoria da substancia\u00e7\u00e3o do pedido, de modo que a causa de pedir constitui-se n\u00e3o pela rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica afirmada pelo autor, mas pelo fato ou complexo de fatos que fundamentam a pretens\u00e3o que se entende por resistida<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>O Juiz goza de liberdade, dentro dos limites f\u00e1ticos aportados no processo, para a aplica\u00e7\u00e3o do direito, sob o enquadramento jur\u00eddico que entender pertinente. Ao qualificar os fatos trazidos ao seu conhecimento, o magistrado n\u00e3o fica adstrito aos fundamentos apresentados pelas partes, em observ\u00e2ncia ao brocardo&nbsp;<em>da mihi factum dabo tibi ius<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Consoante leciona a doutrina especializada, h\u00e1 uma diferen\u00e7a t\u00eanue, de natureza quantitativa, na formula\u00e7\u00e3o da causa de pedir na demanda coletiva. Enquanto numa a\u00e7\u00e3o individual \u00e9 fact\u00edvel que a substancia\u00e7\u00e3o des\u00e7a a min\u00facias do fato, que n\u00e3o inerentes \u00e0 pr\u00f3pria rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica de cunho material e individual, isto n\u00e3o se verifica com tamanho rigor na demanda coletiva, onde a substancia\u00e7\u00e3o acaba tornando-se mais t\u00eanue, recaindo apenas sobre aspectos mais gen\u00e9ricos da conduta impugnada na a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo nas a\u00e7\u00f5es em defesa de interesses individuais homog\u00eaneos: basta a descri\u00e7\u00e3o da conduta genericamente, o dano causado de forma inespec\u00edfica, e o nexo entre ambos, sendo imposs\u00edvel a especifica\u00e7\u00e3o da narrativa com rela\u00e7\u00e3o a cada um dos poss\u00edveis lesados. A descri\u00e7\u00e3o f\u00e1tica deve ser formulada no limite da sufici\u00eancia para a demonstra\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o material mais ampla, decorrente da pr\u00f3pria ess\u00eancia dos interesses metaindividuais.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00a7 1\u00ba do art. 373 do <a>CPC\/2015 <\/a>estabelece que, nos casos previstos em lei ou diante de peculiaridades da causa relacionadas \u00e0 impossibilidade ou \u00e0 excessiva dificuldade de cumprir o encargo nos termos do caput ou \u00e0 maior facilidade de obten\u00e7\u00e3o da prova do fato contr\u00e1rio, poder\u00e1 o juiz atribuir o \u00f4nus da prova de modo diverso, desde que o fa\u00e7a por decis\u00e3o fundamentada, caso em que dever\u00e1 dar \u00e0 parte a oportunidade de se desincumbir do \u00f4nus que lhe foi atribu\u00eddo, j\u00e1 o \u00a7 2\u00ba elucida que a decis\u00e3o prevista no \u00a7 1\u00ba deste artigo n\u00e3o pode gerar situa\u00e7\u00e3o em que a desincumb\u00eancia do encargo pela parte seja imposs\u00edvel ou excessivamente dif\u00edcil. Nessa acep\u00e7\u00e3o, o art. 373 do CPC \u00e9 um indicativo para o juiz livrar-se do estado de d\u00favida e decidir o m\u00e9rito da quest\u00e3o. Tal d\u00favida deve ser suportada pela parte que tem o \u00f4nus da prova. Se a d\u00favida paira sobre a a alega\u00e7\u00e3o de fato constitutivo, essa deve ser paga pelo demandante tendo o juiz de julgar improcedente o seu pedido, ocorrendo o contr\u00e1rio em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s demais alega\u00e7\u00f5es de fato.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 imperioso observar tamb\u00e9m que, a par dessas disposi\u00e7\u00f5es legais mencionadas, n\u00e3o se pode descuidar de uma interpreta\u00e7\u00e3o SISTEM\u00c1TICA, pois o art. 370,&nbsp;<em>caput,<\/em>&nbsp;do CPC estabelece tamb\u00e9m que caber\u00e1 ao juiz, de of\u00edcio ou a requerimento da parte, determinar as provas necess\u00e1rias ao julgamento do m\u00e9rito.<\/p>\n\n\n\n<p>Malgrado o art. 6\u00ba, VIII, do <a>CDC<\/a> preveja a invers\u00e3o do \u00f4nus da prova para facilita\u00e7\u00e3o da defesa, a aplica\u00e7\u00e3o do C\u00f3digo de Defesa do Consumidor n\u00e3o exime o autor do \u00f4nus de apresentar prova m\u00ednima dos fatos constitutivos de seu direito. (AgInt no AREsp n. 917.743\/MG, relator Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, julgado em 08\/05\/2018, DJe de 18\/05\/2018).<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto<strong>, como regra de instru\u00e7\u00e3o, o \u00f4nus da prova destina-se a iluminar o juiz que chega ao final do procedimento sem se convencer sobre as alega\u00e7\u00f5es de fato da causa.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Admite-se a exist\u00eancia do aspecto relativo ao \u00f4nus&nbsp;<em>subjetivo<\/em>&nbsp;da prova, voltado \u00e0 atividade das partes, orientando-as quanto \u00e0 produ\u00e7\u00e3o dos elementos de convic\u00e7\u00e3o necess\u00e1rios a seu \u00eaxito. Mas o \u00f4nus&nbsp;<em>objetivo&nbsp;<\/em>ganha em import\u00e2ncia quanto \u00e1 defini\u00e7\u00e3o da demanda, sendo este seu significado mais evidente e importante, referindo-se ao magistrado.<\/p>\n\n\n\n<p>No \u00e2mbito do processo coletivo, as situa\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas discutidas s\u00e3o complexas, envolvendo direitos essencialmente coletivos, no qual a titularidade pertence a uma coletividade, ou direitos individuais homog\u00eaneos, onde existe um grande n\u00famero de lesados.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a produ\u00e7\u00e3o da prova nestes casos se afigura dificultosa, uma vez que em muitas situa\u00e7\u00f5es \u00e9 imposs\u00edvel demonstrar a les\u00e3o aos sujeitos individuais, ou mesmo invi\u00e1vel diante do grande n\u00famero de sujeitos eventualmente lesados, sendo recorrente e v\u00e1lida a utiliza\u00e7\u00e3o como meio de prova da amostragem (a partir da prova de um fato ou de alguns fatos selecionados de um conjunto comum, formula-se um racioc\u00ednio indutivo no qual se pressup\u00f5e que uma vez demonstrada determinada situa\u00e7\u00e3o para os objetos selecionados, esta tamb\u00e9m se repetir\u00e1 para os demais componentes do conjunto).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-3-resultado-final\"><a>13.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 invi\u00e1vel o ajuizamento de a\u00e7\u00e3o coletiva, que tenha como causa de pedir abusividade contratual, sem que seja colacionado aos autos uma \u00fanica prova documental.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-penal\"><a>DIREITO PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-aspectos-penais-relevantes-no-julgamento-da-chacina-do-unai\"><a>14.&nbsp; Aspectos penais relevantes no julgamento da Chacina do Una\u00ed<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a>A qualificadora da paga (art. 121, 2\u00ba, I, do CP) n\u00e3o \u00e9 aplic\u00e1vel aos mandantes do homic\u00eddio<\/a>, porque o pagamento \u00e9, para eles, a conduta que os integra no concurso de pessoas, mas n\u00e3o o motivo do crime. (1) Diversamente do que ocorre na hip\u00f3tese de contrariedade entre o veredito e as provas dos autos (art. 593, \u00a7 3\u00ba, do CPP), <a>o afastamento de qualificadora por v\u00edcio de quesita\u00e7\u00e3o n\u00e3o exige a submiss\u00e3o dos r\u00e9us a novo j\u00fari<\/a>. (2) Embora seja necess\u00e1ria a quesita\u00e7\u00e3o aos jurados sobre a incid\u00eancia de minorantes, <a>a escolha do quantum de diminui\u00e7\u00e3o da pena <\/a>cabe ao juiz sentenciante, e n\u00e3o ao j\u00fari. (3) \u00c9 justificada a redu\u00e7\u00e3o da pena do r\u00e9u colaborador em patamar um pouco inferior ao que havia sido ajustado com o Minist\u00e9rio P\u00fablico, tendo em vista que o acusado prestou declara\u00e7\u00f5es falsas perante o plen\u00e1rio do j\u00fari. (4) H\u00e1 nulidade no quesito que n\u00e3o questiona os jurados sobre a ci\u00eancia dos mandantes do crime em rela\u00e7\u00e3o ao modus operandi pelos executores diretos &#8211; emboscada -, j\u00e1 que as qualificadoras objetivas do homic\u00eddio s\u00f3 se comunicam entre os coautores desde que tenham ci\u00eancia do fato que qualifica o crime. (5)<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.973.397-MG, Rel. Min. Ribeiro Dantas, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 06\/09\/2022. (Info 748)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-1-situacao-fatica\"><a>14.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O MP ofereceu den\u00fancia em face de Beto, Hugo e Z\u00e9, por quatro homic\u00eddios em epis\u00f3dio conhecido como &#8216;Chacina de Una\u00ed&#8217;. Conforme apurado, os tr\u00eas acusados seriam os mandantes dos crimes.<\/p>\n\n\n\n<p>A mat\u00e9ria controversa diz respeito \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o de qualificadoras, minorantes, e o montante a ser reduzido da pena em vista de colabora\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de outras quest\u00f5es mais&#8230;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-analise-estrategica\"><a>14.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-1-questao-juridica\"><a>14.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Penal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 18 &#8211; Diz-se o crime:<\/p>\n\n\n\n<p>Crime doloso<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; doloso, quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo;<\/p>\n\n\n\n<p>Homic\u00eddio simples:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 121. Matar alguem:<\/p>\n\n\n\n<p>Pena &#8211; reclus\u00e3o, de seis a vinte anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Caso de diminui\u00e7\u00e3o de pena<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1\u00ba Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral, ou sob o dom\u00ednio de violenta emo\u00e7\u00e3o, logo em seguida a injusta provoca\u00e7\u00e3o da v\u00edtima, o juiz pode reduzir a pena de um sexto a um ter\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Homic\u00eddio qualificado<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2\u00b0 Se o homic\u00eddio \u00e9 cometido:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; mediante paga ou promessa de recompensa, ou por outro motivo torpe;<\/p>\n\n\n\n<p>CPP:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 483.&nbsp; Os quesitos ser\u00e3o formulados na seguinte ordem, indagando sobre:<\/p>\n\n\n\n<p>IV \u2013 se existe causa de diminui\u00e7\u00e3o de pena alegada pela defesa;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 3o&nbsp; Decidindo os jurados pela condena\u00e7\u00e3o, o julgamento prossegue, devendo ser formulados quesitos sobre:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>I \u2013 causa de diminui\u00e7\u00e3o de pena alegada pela defesa;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 492.&nbsp; Em seguida, o presidente proferir\u00e1 senten\u00e7a que:<\/p>\n\n\n\n<p>I \u2013 no caso de condena\u00e7\u00e3o:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>c) impor\u00e1 os aumentos ou diminui\u00e7\u00f5es da pena, em aten\u00e7\u00e3o \u00e0s causas admitidas pelo j\u00fari;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 593. Caber\u00e1 apela\u00e7\u00e3o no prazo de 5 (cinco) dias:<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; das decis\u00f5es do Tribunal do J\u00fari, quando:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>d) for a decis\u00e3o dos jurados manifestamente contr\u00e1ria \u00e0 prova dos autos.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2o&nbsp; Interposta a apela\u00e7\u00e3o com fundamento no no III, c, deste artigo, o tribunal ad quem, se Ihe der provimento, retificar\u00e1 a aplica\u00e7\u00e3o da pena ou da medida de seguran\u00e7a.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 3o&nbsp; Se a apela\u00e7\u00e3o se fundar no no III, d, deste artigo, e o tribunal ad quem se convencer de que a decis\u00e3o dos jurados \u00e9 manifestamente contr\u00e1ria \u00e0 prova dos autos, dar-lhe-\u00e1 provimento para sujeitar o r\u00e9u a novo julgamento; n\u00e3o se admite, por\u00e9m, pelo mesmo motivo, segunda apela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-2-a-qualificadora-da-paga-art-121-2\u00ba-i-do-cp-e-aplicavel-aos-mandantes-do-homicidio\"><a>14.2.2. A qualificadora da paga (art. 121, 2\u00ba, I, do CP) \u00e9 aplic\u00e1vel aos mandantes do homic\u00eddio?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente, segundo a jurisprud\u00eancia desta Quinta Turma, <strong>os motivos do homic\u00eddio t\u00eam car\u00e1ter eminentemente subjetivo e, dessa forma, n\u00e3o se comunicam necessariamente entre os coautores<\/strong>. Especificamente sobre a qualificadora da paga, este colegiado sedimentou a compreens\u00e3o de que tal circunst\u00e2ncia se aplica somente aos executores diretos do homic\u00eddio, porque s\u00e3o eles que, propriamente, cometem o crime &#8220;mediante paga ou promessa de recompensa&#8221;. Como consequ\u00eancia, o mandante do delito n\u00e3o incorre na referida qualificadora, j\u00e1 que sua contribui\u00e7\u00e3o para o cometimento do homic\u00eddio em concurso de pessoas, na forma de autoria mediata, \u00e9 a pr\u00f3pria contrata\u00e7\u00e3o e pagamento do assassinato.<\/p>\n\n\n\n<p>Existem precedentes mais antigos desta Turma em sentido contr\u00e1rio, permitindo a aplica\u00e7\u00e3o da qualificadora tamb\u00e9m ao mandante do homic\u00eddio. Nem se ignora que, na Sexta Turma, j\u00e1 se afirmou que &#8220;\u00e9 poss\u00edvel a aplica\u00e7\u00e3o da qualificadora descrita no inciso I do \u00a7 2\u00ba do artigo 121 do <a>C\u00f3digo Penal <\/a>ao mandante do crime de homic\u00eddio&#8221; (HC n. 447.390\/SC, relatora Ministra Laurita Vaz, Sexta Turma, julgado em 23\/4\/2019, DJe de 30\/4\/2019).<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, como destaca a doutrina, os motivos do mandante &#8211; pelo menos em tese &#8211; podem at\u00e9 ser nobres ou mesmo se enquadrar no privil\u00e9gio do \u00a7 1\u00ba do art. 121, j\u00e1 que o autor intelectual n\u00e3o age motivado pela recompensa; somente o executor direto \u00e9 quem, recebendo o pagamento ou a promessa, a tem como um dos motivos determinantes de sua conduta. H\u00e1, assim, uma diferencia\u00e7\u00e3o relevante entre as condutas de mandante e executor: para o primeiro, a paga \u00e9 a pr\u00f3pria conduta que permite seu enquadramento no tipo penal enquanto coautor, na modalidade de autoria mediata; para o segundo, a paga \u00e9, efetivamente, o motivo (ou um dos motivos) pelo qual aderiu ao concurso de agentes e executou a a\u00e7\u00e3o nuclear t\u00edpica.<\/p>\n\n\n\n<p>E, como se sabe, a qualificadora prevista no inciso I do art. 121, \u00a7 2\u00ba, do CP, diz respeito \u00e0 motiva\u00e7\u00e3o do agente, tendo a lei utilizado, ali, a t\u00e9cnica da interpreta\u00e7\u00e3o anal\u00f3gica. Vale dizer: o homic\u00eddio \u00e9 qualificado sempre que seu motivo for torpe, o que acontece exemplificativamente nas situa\u00e7\u00f5es em que o crime \u00e9 praticado mediante paga ou promessa de recompensa, ou por motivos assemelhados a estes.<\/p>\n\n\n\n<p>Em conclus\u00e3o, como a paga n\u00e3o \u00e9 o motivo da conduta do mandante, mas sim o meio de sua exterioriza\u00e7\u00e3o, referida qualificadora n\u00e3o se aplica a ele.<\/p>\n\n\n\n<p>O direito penal \u00e9 regido pelo princ\u00edpio da legalidade, de modo que considera\u00e7\u00f5es sobre justi\u00e7a e equidade, ponder\u00e1veis que sejam, n\u00e3o autorizam o julgador a suplantar eventuais defici\u00eancias do tipo penal. Outrossim, a jurisprud\u00eancia mais recente deste colegiado tem se orientado pela inaplicabilidade da qualificadora ao mandante, forte nas raz\u00f5es de legalidade acima referidas.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-3-o-afastamento-de-qualificadora-por-vicio-de-quesitacao-exige-a-submissao-dos-reus-a-novo-juri\">14.2.3. O afastamento de qualificadora por v\u00edcio de quesita\u00e7\u00e3o exige a submiss\u00e3o dos r\u00e9us a novo j\u00fari?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A censura a uma qualificadora s\u00f3 imp\u00f5e a necessidade de novo julgamento pelos jurados quando o Tribunal reconhecer, no ponto, a manifesta contrariedade entre o veredito e as provas dos autos, na forma do art. 593, III, &#8220;d&#8221;, e \u00a7 3\u00ba, do <a>CPP<\/a>. Faz sentido a op\u00e7\u00e3o legislativa: como a qualificadora cont\u00e9m uma descri\u00e7\u00e3o t\u00edpica, e tendo em vista a compet\u00eancia do j\u00fari para identificar os fatos e enquadr\u00e1-los no tipo penal correspondente, a Corte de apela\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode substituir os jurados caso discorde da valora\u00e7\u00e3o probat\u00f3ria por eles feita, mas deve encaminhar a causa novamente ao j\u00fari para que este, agora em car\u00e1ter definitivo, se pronuncie uma segunda vez sobre as provas.<\/p>\n\n\n\n<p>Se n\u00e3o h\u00e1 declara\u00e7\u00e3o de contrariedade entre o veredito e as provas (hip\u00f3tese da al\u00ednea &#8220;d&#8221; do art. 593, \u00a7 3\u00ba, do CPP), mas sim a nulidade da quesita\u00e7\u00e3o no ponto (al\u00ednea &#8220;a&#8221; do art. 593, \u00a7 3\u00ba, do CPP), n\u00e3o h\u00e1 nenhuma exig\u00eancia legal de realiza\u00e7\u00e3o de novo j\u00fari. Isso <strong>porque o \u00fanico efeito decorrente da exclus\u00e3o da qualificadora ser\u00e1 o afastamento da agravante do art. 61, II, &#8220;b&#8221;, do CP na dosimetria da pena<\/strong>. Sem a qualificadora da paga, a \u00fanica circunst\u00e2ncia que permanecer\u00e1 a qualificar o homic\u00eddio ser\u00e1 a do inciso V do art. 121, \u00a7 2\u00ba, do CP, o que imp\u00f5e seu decote na segunda fase da aplica\u00e7\u00e3o da pena. Para al\u00e9m desse impacto no c\u00e1lculo do apenamento, nenhuma outra consequ\u00eancia advir\u00e1 da exclus\u00e3o da qualificadora da paga.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, compete ao STJ sanar ele pr\u00f3prio, diretamente, a nulidade detectada, a fim de retificar o c\u00e1lculo das reprimendas dos acusados, como manda o art. 593, \u00a7 2\u00ba, do CPP.<\/p>\n\n\n\n<p>Nem existiria utilidade pr\u00e1tica na instaura\u00e7\u00e3o de novo j\u00fari, porque n\u00e3o haveria nenhuma cogni\u00e7\u00e3o adicional que os jurados pudessem exercer sobre a qualificadora da paga (diferentemente, por exemplo, da hip\u00f3tese de manifesta contrariedade entre o veredito e as provas, em que os ju\u00edzes leigos podem se debru\u00e7ar novamente sobre os mesmos dados probat\u00f3rios). A exclus\u00e3o da referida qualificadora decorre somente da necessidade de correla\u00e7\u00e3o entre den\u00fancia e quesita\u00e7\u00e3o, tema jur\u00eddico que nem poderia ser reexaminado pelo j\u00fari em um novo julgamento.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-4-em-relacao-as-minorantes-a-quem-cabe-a-escolha-do-quantum-de-diminuicao-da-pena\">14.2.4. &nbsp;Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s minorantes, a quem cabe a escolha do quantum de diminui\u00e7\u00e3o da pena??<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Ao JUIZ SENTENCIANTE!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 nulidade pela suposta falta de quesita\u00e7\u00e3o da minorante da colabora\u00e7\u00e3o premiada. No caso, conforme a ata da sess\u00e3o de julgamento pelo tribunal do j\u00fari, o juiz sentenciante inquiriu os jurados sobre a diminui\u00e7\u00e3o da pena do recorrente pela colabora\u00e7\u00e3o, como manda o art. 483, IV, e \u00a7 3\u00ba, I, do CPP. O quesito foi repetido para abranger todas as quatro v\u00edtimas dos homic\u00eddios. <strong>\u00c9 de f\u00e1cil percep\u00e7\u00e3o, portanto, que n\u00e3o houve supress\u00e3o do quesito obrigat\u00f3rio.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Extrai-se da situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica que a defesa parecia discordar na realidade do quantum de redu\u00e7\u00e3o aplicado na senten\u00e7a. Isso porque o r\u00e9u havia previamente pactuado com o Minist\u00e9rio P\u00fablico a redu\u00e7\u00e3o em 2\/3, mas o juiz sentenciante minorou a pena em 1\/2. Entretanto, tal aprecia\u00e7\u00e3o n\u00e3o diz respeito \u00e0 falta de quesito obrigat\u00f3rio, porque o j\u00fari n\u00e3o \u00e9 perguntado sobre as fra\u00e7\u00f5es de aumento ou diminui\u00e7\u00e3o aplic\u00e1veis \u00e0s majorantes ou minorantes por ele reconhecidas, mas somente sobre a incid\u00eancia das majorantes ou minorantes em si. Assim, uma vez aplicadas estas pelos jurados, compete ao juiz presidente eleger a fra\u00e7\u00e3o cab\u00edvel, na forma do art. 492, I, &#8220;c&#8221;, do CPP.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-5-a-prestacao-de-informacoes-falsas-pelo-reu-colaborante-justifica-diminuicao-menor-da-pena\">14.2.5. &nbsp;A presta\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es FALSAS pelo r\u00e9u colaborante justifica diminui\u00e7\u00e3o MENOR da pena??<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Obviamente!!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 minorante da colabora\u00e7\u00e3o premiada, no que diz respeito ao m\u00e9rito da fra\u00e7\u00e3o de redu\u00e7\u00e3o propriamente dita, o Tribunal de origem entendeu que a minora\u00e7\u00e3o no patamar de 1\/2, em vez dos 2\/3 pactuados no acordo de colabora\u00e7\u00e3o, foi justificada pelo fato de o colaborador ter prestado declara\u00e7\u00f5es falsas contra os corr\u00e9us, como reconhecido pelos jurados.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, n\u00e3o h\u00e1 ilegalidade na diminui\u00e7\u00e3o da reprimenda em fra\u00e7\u00e3o um pouco inferior \u00e0 que havia sido combinada entre o recorrente e o Parquet, porquanto apresentada no ac\u00f3rd\u00e3o recorrido motiva\u00e7\u00e3o id\u00f4nea para este fim.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-6-ha-nulidade-no-quesito-que-nao-questiona-os-jurados-sobre-a-ciencia-dos-mandantes-do-crime-em-relacao-ao-modus-operandi-pelos-executores-diretos\">14.2.6. &nbsp;H\u00e1 nulidade no quesito que n\u00e3o questiona os jurados sobre a ci\u00eancia dos mandantes do crime em rela\u00e7\u00e3o ao modus operandi pelos executores diretos??<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No caso, n\u00e3o se questionou o j\u00fari sobre o conhecimento dos r\u00e9us, mandantes do crime, acerca da maneira pela qual seus executores diretos o cometeriam, o que causa, sim, nulidade no reconhecimento da qualificadora.<\/p>\n\n\n\n<p>Afinal, a emboscada \u00e9 qualificadora OBJETIVA &#8211; relacionada ao&nbsp;<em>modus operandi<\/em>&nbsp;do homic\u00eddio &#8211; que se comunica a todos os coautores, desde que estes tenham ci\u00eancia do fato que qualifica o crime. Lembre-se que, <strong>desde sua hist\u00f3rica transposi\u00e7\u00e3o da culpabilidade para a tipicidade no \u00e2mbito da teoria geral do delito, o dolo engloba um elemento cognitivo &#8211; vale dizer, o conhecimento do agente quanto a todos os fatos descritos no tipo penal como elementares<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Caso contr\u00e1rio, os acusados poderiam ser punidos por circunst\u00e2ncia f\u00e1tica que nunca entrou em sua esfera de ci\u00eancia e, consequentemente, jamais integrou seu dolo, o que configuraria responsabiliza\u00e7\u00e3o penal objetiva, inadmiss\u00edvel em nosso sistema criminal, em franca viola\u00e7\u00e3o do art. 18, I, do CP.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 se poderia pensar, em tese, na possibilidade de dolo eventual dos mandantes quanto \u00e0 emboscada, por ser previs\u00edvel que os executores diretos dos assassinatos adotariam tal artif\u00edcio para ceifar a vida dos ofendidos, tendo os mandantes demonstrado uma hipot\u00e9tica indiferen\u00e7a a esse respeito. No entanto, essa nova configura\u00e7\u00e3o f\u00e1tica deveria ter sido objeto de den\u00fancia, instru\u00e7\u00e3o, pron\u00fancia, prova em plen\u00e1rio e quesita\u00e7\u00e3o aos jurados, sendo que nada disso ocorreu.<\/p>\n\n\n\n<p>Da maneira como redigido o quesito, o j\u00fari reconheceu apenas que os executores diretos do homic\u00eddio &#8211; os pistoleiros autores dos disparos &#8211; o fizeram mediante uma emboscada, mas n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel extrair, de sua resposta, nenhuma conclus\u00e3o a respeito da interfer\u00eancia dos mandantes nesse ponto. O quesito n\u00e3o contempla, por exemplo, a hip\u00f3tese de a emboscada ter sido o modo eleito pelos mandantes para a pr\u00e1tica dos assassinatos, ou escolhida pelos pistoleiros e aprovada pelos mandantes, ou ao menos sabida por estes. Por isso, a simples exist\u00eancia objetiva da qualificadora n\u00e3o se comunica aos ora recorrentes se, em nenhum momento, os jurados foram perguntados a respeito do dolo &#8211; ainda que eventual &#8211; dos mandantes quanto \u00e0 emboscada.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-7-resultado-final\"><a>14.2.7. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A qualificadora da paga (art. 121, 2\u00ba, I, do CP) n\u00e3o \u00e9 aplic\u00e1vel aos mandantes do homic\u00eddio, porque o pagamento \u00e9, para eles, a conduta que os integra no concurso de pessoas, mas n\u00e3o o motivo do crime. (1) Diversamente do que ocorre na hip\u00f3tese de contrariedade entre o veredito e as provas dos autos (art. 593, \u00a7 3\u00ba, do CPP), o afastamento de qualificadora por v\u00edcio de quesita\u00e7\u00e3o n\u00e3o exige a submiss\u00e3o dos r\u00e9us a novo j\u00fari. (2) Embora seja necess\u00e1ria a quesita\u00e7\u00e3o aos jurados sobre a incid\u00eancia de minorantes, a escolha do quantum de diminui\u00e7\u00e3o da pena cabe ao juiz sentenciante, e n\u00e3o ao j\u00fari. (3) \u00c9 justificada a redu\u00e7\u00e3o da pena do r\u00e9u colaborador em patamar um pouco inferior ao que havia sido ajustado com o Minist\u00e9rio P\u00fablico, tendo em vista que o acusado prestou declara\u00e7\u00f5es falsas perante o plen\u00e1rio do j\u00fari. (4) <a>H\u00e1 nulidade no quesito que n\u00e3o questiona os jurados sobre a ci\u00eancia dos mandantes do crime em rela\u00e7\u00e3o ao modus operandi pelos executores diretos <\/a>&#8211; emboscada -, j\u00e1 que as qualificadoras objetivas do homic\u00eddio s\u00f3 se comunicam entre os coautores desde que tenham ci\u00eancia do fato que qualifica o crime.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-imprescindibilidade-da-descricao-da-predisposicao-comum-de-meios-para-a-pratica-de-uma-serie-indeterminada-de-delitos-e-uma-continua-vinculacao-entre-os-associados-com-essa-finalidade-na-denuncia-para-a-caracterizacao-do-delito-de-associacao-criminosa-inserido-em-contexto-societario\"><a>15.&nbsp; Imprescindibilidade da descri\u00e7\u00e3o da predisposi\u00e7\u00e3o comum de meios para a pr\u00e1tica de uma s\u00e9rie indeterminada de delitos e uma cont\u00ednua vincula\u00e7\u00e3o entre os associados com essa finalidade na den\u00fancia para a caracteriza\u00e7\u00e3o do delito de associa\u00e7\u00e3o criminosa inserido em contexto societ\u00e1rio<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO EM HABEAS CORPUS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para a <a>caracteriza\u00e7\u00e3o <\/a><a>do delito de associa\u00e7\u00e3o criminosa <\/a>inserido em contexto societ\u00e1rio, \u00e9 imprescind\u00edvel que a den\u00fancia contenha <a>a <\/a><a>descri\u00e7\u00e3o da predisposi\u00e7\u00e3o comum de meios para a pr\u00e1tica de uma s\u00e9rie indeterminada de delitos e uma cont\u00ednua vincula\u00e7\u00e3o entre os associados com essa finalidade<\/a>, n\u00e3o bastando a men\u00e7\u00e3o da posi\u00e7\u00e3o\/cargo ocupado pela pessoa f\u00edsica na empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>RHC 139.465-PA, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 23\/08\/2022, DJe 31\/08\/2022. (Info 748)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-1-situacao-fatica\"><a>15.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O MP ofereceu den\u00fancia contra pessoas f\u00edsicas e jur\u00eddicas ligadas ao Grupo Sol S.A., respons\u00e1vel pelo tratamento de res\u00edduos das cidades da &#8220;Grande Bel\u00e9m&#8221;, cujo objeto seria a pr\u00e1tica de supostos crimes ambientais, em associa\u00e7\u00e3o criminosa, ocorridos no Aterro Sanit\u00e1rio de Marituba, consistentes no armazenamento de chorume de forma supostamente excessiva e em \u00e1reas parcialmente descobertas. A den\u00fancia foi oferecida em face de oito s\u00f3cios do grupo, inclusive Creisson.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformado, Creisson impetrou habeas corpus no qual pretendia o trancamento de a\u00e7\u00e3o penal em raz\u00e3o de in\u00e9pcia da den\u00fancia, uma vez que esta se utilizou da mera condi\u00e7\u00e3o de s\u00f3cio ou dirigente da sociedade empres\u00e1ria para estabelecer o nexo de causalidade e, com isso, justificar a imputa\u00e7\u00e3o penal do delito de associa\u00e7\u00e3o criminosa.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-2-analise-estrategica\"><a>15.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-2-1-questao-juridica\"><a>15.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Penal:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Associa\u00e7\u00e3o Criminosa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Art. 288. &nbsp;Associarem-se 3 (tr\u00eas) ou mais pessoas, para o fim espec\u00edfico de cometer crimes:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Pena &#8211; reclus\u00e3o, de 1 (um) a 3 (tr\u00eas) anos.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. &nbsp;A pena aumenta-se at\u00e9 a metade se a associa\u00e7\u00e3o \u00e9 armada ou se houver a participa\u00e7\u00e3o de crian\u00e7a ou adolescente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-2-2-necessaria-a-descricao-da-predisposicao-comum-de-meios-para-a-pratica-dos-crimes\"><a>15.2.2. Necess\u00e1ria a descri\u00e7\u00e3o da predisposi\u00e7\u00e3o comum de meios para a pr\u00e1tica dos crimes?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Com certeza!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A jurisprud\u00eancia do STJ \u00e9 firme na dire\u00e7\u00e3o de que <strong>nos crimes societ\u00e1rios, mostra-se impositivo que a den\u00fancia contenha a descri\u00e7\u00e3o m\u00ednima da conduta de cada acusado e do nexo de causalidade, sob pena de ser considerada inepta<\/strong>. Registre-se que o nexo causal n\u00e3o pode ser aferido pela simples posi\u00e7\u00e3o ocupada pela pessoa f\u00edsica na empresa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A imputa\u00e7\u00e3o de responsabilidade individual exige como substrato m\u00ednimo a identifica\u00e7\u00e3o de comportamento concreto violador de um determinado tipo penal.<\/strong> Afinal, n\u00e3o se trata de responsabilizar os sujeitos pelo mero pertencimento \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o empresarial, mas pelo suposto cometimento de delitos a partir dela.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 insuficiente e equivocado afirmar que um indiv\u00edduo \u00e9 autor porque det\u00e9m o dom\u00ednio do fato se, no plano intermedi\u00e1rio ligado aos fatos, n\u00e3o h\u00e1 nenhuma circunst\u00e2ncia que estabele\u00e7a o nexo entre sua conduta e o resultado lesivo (comprova\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia de plano delituoso comum ou contribui\u00e7\u00e3o relevante para a ocorr\u00eancia do fato criminoso).<\/p>\n\n\n\n<p>Para a caracteriza\u00e7\u00e3o do delito previsto no art. 288 do <a>C\u00f3digo Penal <\/a>\u00e9 necess\u00e1rio que, al\u00e9m da reuni\u00e3o de mais de tr\u00eas pessoas, seja indicado, na den\u00fancia, o v\u00ednculo associativo permanente para a pr\u00e1tica de crimes; vale dizer \u00e9 impositivo que haja a descri\u00e7\u00e3o da predisposi\u00e7\u00e3o comum de meios para a pr\u00e1tica de uma s\u00e9rie indeterminada de delitos e uma cont\u00ednua vincula\u00e7\u00e3o entre os associados com essa finalidade.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-2-3-resultado-final\"><a>15.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Para a caracteriza\u00e7\u00e3o do delito de associa\u00e7\u00e3o criminosa inserido em contexto societ\u00e1rio, \u00e9 imprescind\u00edvel que a den\u00fancia contenha a descri\u00e7\u00e3o da predisposi\u00e7\u00e3o comum de meios para a pr\u00e1tica de uma s\u00e9rie indeterminada de delitos e uma cont\u00ednua vincula\u00e7\u00e3o entre os associados com essa finalidade, n\u00e3o bastando a men\u00e7\u00e3o da posi\u00e7\u00e3o\/cargo ocupado pela pessoa f\u00edsica na empresa.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-16-remicao-de-pena-em-virtude-de-realizacao-de-curso-profissionalizante-ead-e-exigencia-de-certificado-do-mec\"><a>16.&nbsp; Remi\u00e7\u00e3o de pena em virtude de realiza\u00e7\u00e3o de curso profissionalizante EAD e exig\u00eancia de certificado do MEC<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A remi\u00e7\u00e3o de pena em virtude de curso profissionalizante, realizado pelo apenado na modalidade \u00e0 dist\u00e2ncia (EaD), exige a apresenta\u00e7\u00e3o de certificado emitido por entidade educacional devidamente credenciada perante o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC).<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no HC 722.388-SP, Rel. Min. Olindo Menezes (Desembargador convocado do TRF 1\u00aa Regi\u00e3o), Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 09\/08\/2022, DJe 15\/08\/2022. (Info 748)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-16-1-situacao-fatica\"><a>16.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creitinho, apenado cumprindo pena de reclus\u00e3o, concluiu o curso de gerente administrativo, num total de 1460 horas estudadas, de forma que requereu a remi\u00e7\u00e3o de 121 dias como pena cumprida, referente aos dias estudados, bem como o acr\u00e9scimo de 40 dias, nos termos do art. 126, \u00a75\u00ba da LEP.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, o juiz da execu\u00e7\u00e3o indeferiu o requerimento sob o fundamento de que o curso \u00e0 dist\u00e2ncia conclu\u00eddo por Creitinho n\u00e3o possui certifica\u00e7\u00e3o da Autoridade Educacional competente. Inconformada, a defesa impetrou Habeas Corpus alegando a desnecessidade da formalidade em curso profissionalizante.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-16-2-analise-estrategica\"><a>16.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-16-2-1-questao-juridica\"><a>16.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>LEP:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 126.&nbsp; O condenado que cumpre a pena em regime fechado ou semiaberto poder\u00e1 remir, por trabalho ou por estudo, parte do tempo de execu\u00e7\u00e3o da pena.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1o&nbsp; A contagem de tempo referida no caput ser\u00e1 feita \u00e0 raz\u00e3o de:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; 1 (um) dia de pena a cada 12 (doze) horas de frequ\u00eancia escolar &#8211; atividade de ensino fundamental, m\u00e9dio, inclusive profissionalizante, ou superior, ou ainda de requalifica\u00e7\u00e3o profissional &#8211; divididas, no m\u00ednimo, em 3 (tr\u00eas) dias;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; 1 (um) dia de pena a cada 3 (tr\u00eas) dias de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2o&nbsp; As atividades de estudo a que se refere o \u00a7 1o deste artigo poder\u00e3o ser desenvolvidas de forma presencial ou por metodologia de ensino a dist\u00e2ncia e dever\u00e3o ser certificadas pelas autoridades educacionais competentes dos cursos frequentados.<\/p>\n\n\n\n<p>Lei 9.394\/1996:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 39.&nbsp; A educa\u00e7\u00e3o profissional e tecnol\u00f3gica, no cumprimento dos objetivos da educa\u00e7\u00e3o nacional, integra-se aos diferentes n\u00edveis e modalidades de educa\u00e7\u00e3o e \u00e0s dimens\u00f5es do trabalho, da ci\u00eancia e da tecnologia.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 80. O Poder P\u00fablico incentivar\u00e1 o desenvolvimento e a veicula\u00e7\u00e3o de programas de ensino a dist\u00e2ncia, em todos os n\u00edveis e modalidades de ensino, e de educa\u00e7\u00e3o continuada.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-16-2-2-necessario-o-credenciamento-no-mec\"><a>16.2.2. Necess\u00e1rio o credenciamento no MEC?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O art. 126 da <a>LEP<\/a> prev\u00ea, em seu \u00a7 2\u00ba, que &#8220;as atividades de estudo a que se refere o \u00a7 1\u00ba deste artigo poder\u00e3o ser desenvolvidas de forma presencial ou por metodologia de ensino a dist\u00e2ncia e dever\u00e3o ser certificadas pelas autoridades educacionais competentes dos cursos frequentados&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, no que se refere \u00e0 educa\u00e7\u00e3o profissionalizante e ao ensino \u00e0 dist\u00e2ncia, disp\u00f5em os arts. 39 e 80 da <a>Lei 9.394\/1996 <\/a>(Lei de Diretrizes e Bases da Educa\u00e7\u00e3o Nacional), notadamente no \u00a7 1\u00ba do art. 80 que &#8220;<strong>a educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia, organizada com abertura e regime especiais, ser\u00e1 oferecida por institui\u00e7\u00f5es especificamente credenciadas pela Uni\u00e3o<\/strong>&#8220;.<\/p>\n\n\n\n<p>Como se v\u00ea, a Lei de Diretrizes e Bases da Educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o dispensa o credenciamento das institui\u00e7\u00f5es de ensino que ofertem cursos profissionalizantes e, quanto aos cursos \u00e0 dist\u00e2ncia, traz de forma expressa a exig\u00eancia de credenciamento junto \u00e0 Uni\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es de ensino.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, o Curso de Gerente Administrativo, ofertado pelo CBT EAD, n\u00e3o satisfaz as exig\u00eancias legais, ante a aus\u00eancia de demonstra\u00e7\u00e3o do efetivo credenciamento deste, n\u00e3o sendo poss\u00edvel, portanto, o deferimento da remi\u00e7\u00e3o da pena pelo estudo. (AgRg no REsp 1.926.932\/SC, relator Ministro Felix Fischer, Quinta Turma, julgado em 18\/5\/2021, DJe de 25\/5\/2021).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-16-2-3-resultado-final\"><a>16.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A remi\u00e7\u00e3o de pena em virtude de curso profissionalizante, realizado pelo apenado na modalidade \u00e0 dist\u00e2ncia (EaD), exige a apresenta\u00e7\u00e3o de certificado emitido por entidade educacional devidamente credenciada perante o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC).<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-b9ae0ab2-0d53-4a92-a1b6-aeea35689434\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2022\/10\/10175919\/stj-748.pdf\">stj-748<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2022\/10\/10175919\/stj-748.pdf\" class=\"wp-block-file__button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-b9ae0ab2-0d53-4a92-a1b6-aeea35689434\">Baixar<\/a><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Informativo n\u00ba 748 do STJ&nbsp;COMENTADO&nbsp;saindo do forno (quentinho) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! 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DIREITO ADMINISTRATIVO 1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Queda de arrecada\u00e7\u00e3o fiscal como motivo suficiente para redu\u00e7\u00e3o da contrapresta\u00e7\u00e3o devida \u00e0 concession\u00e1ria de servi\u00e7os p\u00fablicos AGRAVO NA SUSPENS\u00c3O DE LIMINAR E DE SENTEN\u00c7A A queda de arrecada\u00e7\u00e3o fiscal [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":833,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"post_tipo":"article","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"tax_estado":[219989],"class_list":["post-1107737","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cursos-e-concursos","tax_estado-sp"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v27.2 (Yoast SEO v27.2) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Informativo STJ 748 Comentado<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Acompanhe no artigo o Informativo n\u00ba 748 do STJ comentado e explicado! 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