{"id":1103897,"date":"2022-10-03T11:32:23","date_gmt":"2022-10-03T14:32:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1103897"},"modified":"2022-10-04T09:31:12","modified_gmt":"2022-10-04T12:31:12","slug":"informativo-stj-747-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-747-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STJ 747 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p>Informativo n\u00ba 747 do STJ&nbsp;<strong>COMENTADO<\/strong>&nbsp;saindo do forno (quentinho) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2022\/09\/13013504\/stj-745.pdf\">DOWNLOA<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2022\/10\/03113203\/stj-747.pdf\">D<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2022\/10\/03113614\/stj-747-1.pdf\"> do PDF AQUI!<\/a><\/p>\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_MWVnIi-n370\"><div id=\"lyte_MWVnIi-n370\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/MWVnIi-n370\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/MWVnIi-n370\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/MWVnIi-n370\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div><figcaption>V\u00eddeo do Info proc\u00eais!<\/figcaption><\/figure>\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><a>DIREITO ADMINISTRATIVO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Legitimidade do esp\u00f3lio para ajuizar a\u00e7\u00e3o postulando pelo pagamento de repara\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica retroativa \u00e0 data da concess\u00e3o de anistia pol\u00edtica, na hip\u00f3tese em que a data do \u00f3bito do anistiado \u00e9 posterior a esta<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>MANDADO DE SEGURAN\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O esp\u00f3lio possui legitimidade ativa para <a>ajuizar a\u00e7\u00e3o postulando pelo pagamento de repara\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica retroativa \u00e0 data da concess\u00e3o de anistia pol\u00edtica, na hip\u00f3tese em que a data do \u00f3bito do anistiado \u00e9 posterior a esta<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>MS 28.276-DF, Rel. Min. Regina Helena Costa, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 10\/08\/2022, DJe 16\/08\/2022. (Info 747)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Tadeu sofreu persegui\u00e7\u00e3o pol\u00edtica durante o per\u00edodo do regime militar no Brasil, ensejando a declara\u00e7\u00e3o de anistia pol\u00edtica em seu favor. Dessa forma, adquiriu o direito de receber repara\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, de car\u00e1ter indenizat\u00f3rio, dividida em uma parcela a t\u00edtulo de atrasados e presta\u00e7\u00e3o mensal, permanente e continuada. Ocorre que Tadeu faleceu ap\u00f3s o julgamento da anistia e o in\u00edcio dos efeitos financeiros da respectiva Portaria.<\/p>\n\n\n\n<p>O Esp\u00f3lio de Tadeu ent\u00e3o impetrou Mandado de Seguran\u00e7a contra o Ministro de Estado da Defesa, em raz\u00e3o da aus\u00eancia de pagamento dos valores retroativos, acrescidos de juros e corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria, omitindo-se no cumprimento da Portaria que declarou Tadeu anistiado pol\u00edtico. Por sua vez, o Ministro prestou informa\u00e7\u00f5es alegando a ilegitimidade ativa do esp\u00f3lio para tanto.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O esp\u00f3lio possui legitimidade?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No caso, o anistiado <a>faleceu ap\u00f3s o julgamento da anistia e o in\u00edcio dos efeitos financeiros da respectiva Portaria<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Os efeitos financeiros retroativos representam, unicamente, valores incorporados ao patrim\u00f4nio do&nbsp;<em>de cujus<\/em>, relativos ao per\u00edodo compreendido entre a data fixada na Portaria anistiadora e a da morte do anistiado, constituindo direitos patrimoniais transmiss\u00edveis aos herdeiros\/sucessores do&nbsp;<em>de cujus<\/em>, raz\u00e3o pela qual <strong>o esp\u00f3lio \u00e9 parte leg\u00edtima para requerer o pagamento desse montante.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O esp\u00f3lio possui legitimidade ativa para ajuizar a\u00e7\u00e3o postulando pelo pagamento de repara\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica retroativa \u00e0 data da concess\u00e3o de anistia pol\u00edtica, na hip\u00f3tese em que a data do \u00f3bito do anistiado \u00e9 posterior a esta.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poder regulamentar e Decreto Estadual que disp\u00f5e sobre o dever de agentes p\u00fabicos disponibilizarem informa\u00e7\u00f5es sobre seus bens e evolu\u00e7\u00e3o patrimonial<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DECLARAT\u00d3RIOS NO RECURSO EM MANDADO DE SEGURAN\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o extrapola o poder regulamentar da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica, ou os princ\u00edpios que a regem, <a>Decreto Estadual que disp\u00f5e sobre o dever de agentes p\u00fabicos disponibilizarem informa\u00e7\u00f5es sobre seus bens e evolu\u00e7\u00e3o patrimonial<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt nos EDcl no RMS 55.819-MG, Rel. Min. Gurgel de Faria, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 08\/08\/2022, DJe 17\/08\/2022. (Info 747)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O Sindicato de Auditores de certo estado impetrou mandado de seguran\u00e7a no qual alega que o dever\/obriga\u00e7\u00e3o de entregar anualmente, no per\u00edodo de compreendido entre 1\u00ba de abril e 31 de maio, declara\u00e7\u00e3o de bens e valores que comp\u00f5em o seu patrim\u00f4nio privado n\u00e3o seria mais poss\u00edvel \u00e0 luz do recent\u00edssimo e impactante inciso LXXIX, do artigo 5\u00ba, da CF\/88.<\/p>\n\n\n\n<p>Alegou ainda que o Decreto Estadual n. 46.933\/2016 extrapolou o poder regulamentar ao obrigar os agentes p\u00fablicos a apresentar, no momento da posse, anualmente e quando deixarem o cargo, emprego ou fun\u00e7\u00e3o, declara\u00e7\u00e3o de bens e valores que comp\u00f5em o seu patrim\u00f4nio privado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CF\/1988:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Art. 5\u00ba Todos s\u00e3o iguais perante a lei, sem distin\u00e7\u00e3o de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no Pa\u00eds a inviolabilidade do direito \u00e0 vida, \u00e0 liberdade, \u00e0 igualdade, \u00e0 seguran\u00e7a e \u00e0 propriedade, nos termos seguintes:<\/p>\n\n\n\n<p>LXXIX &#8211; \u00e9 assegurado, nos termos da lei, o direito \u00e0 prote\u00e7\u00e3o dos dados&nbsp;pessoais, inclusive nos meios digitais.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 37. A administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica direta e indireta de qualquer dos Poderes da Uni\u00e3o, dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic\u00edpios obedecer\u00e1 aos princ\u00edpios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e efici\u00eancia e, tamb\u00e9m, ao seguinte:&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 8.429\/1992:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 13. <s>A posse e o exerc\u00edcio de agente p\u00fablico ficam condicionados \u00e0 apresenta\u00e7\u00e3o de declara\u00e7\u00e3o dos bens e valores que comp\u00f5em o seu patrim\u00f4nio privado, a fim de ser arquivada no servi\u00e7o de pessoal competente.<\/s>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 1\u00b0 <s>A declara\u00e7\u00e3o compreender\u00e1 im\u00f3veis, m\u00f3veis, semoventes, dinheiro, t\u00edtulos, a\u00e7\u00f5es, e qualquer outra esp\u00e9cie de bens e valores patrimoniais, localizado no Pa\u00eds ou no exterior, e, quando for o caso, abranger\u00e1 os bens e valores patrimoniais do c\u00f4njuge ou companheiro, dos filhos e de outras pessoas que vivam sob a depend\u00eancia econ\u00f4mica do declarante, exclu\u00eddos apenas os objetos e utens\u00edlios de uso dom\u00e9stico.<\/s><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Extrapolou o poder regulamentar?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento consolidado no STJ e no STF \u00e9 de que os servidores p\u00fablicos j\u00e1 est\u00e3o, por lei, obrigados na posse e depois, anualmente, a disponibilizar informa\u00e7\u00f5es sobre seus bens e evolu\u00e7\u00e3o patrimonial, raz\u00e3o pela qual conclui-se que o Decreto Estadual n. 46.933\/2016 n\u00e3o extrapolou o poder regulamentar, estando em sintonia com os princ\u00edpios que regem a Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica, previstos no art. 37 da <a>CF\/1988<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>A tese de que inexiste previs\u00e3o legal em sentido estrito criando a obriga\u00e7\u00e3o (ou autorizando sua cria\u00e7\u00e3o) de os servidores estaduais terem de apresentar anualmente declara\u00e7\u00e3o de bens e valores, <strong>s\u00f3 seria acolh\u00edvel se o art. 13 da Lei de Improbidade fosse limitado ao \u00e2mbito federal<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Em ADPF (n. 411, rel. Ministro Edson Fachin) promovida com a inten\u00e7\u00e3o de questionar a constitucionalidade do Decreto em quest\u00e3o, o Supremo entendeu que a abrang\u00eancia do art. 13 da Lei n. 8.429\/1992 a todos os entes deriva do sistema de tutela da probidade na Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica com g\u00eanese, fundamento e estatura constitucional, pelo que afastar aquela norma geral \u00e9 equivocado.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, conforme consta na norma supracitada, a prote\u00e7\u00e3o ali garantida \u00e9 tutelada &#8220;na forma da lei&#8221;, a qual n\u00e3o impede, mas assegura, o dever de os servidores, anualmente, disponibilizarem informa\u00e7\u00f5es sobre seus bens e evolu\u00e7\u00e3o patrimonial (art. 13, \u00a71\u00ba, da <a>Lei n. 8.429\/1992<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p>A entrega dos dados \u00e0 Administra\u00e7\u00e3o n\u00e3o implica dizer que eles dever\u00e3o ser expostos ao p\u00fablico em geral, cabendo \u00e0quela, j\u00e1 com as informa\u00e7\u00f5es em m\u00e3os, adotar as cautelas necess\u00e1rias para dar concretude ao art. 5\u00ba, LXXIX, da CF\/1988, e \u00e0 Lei Geral de Prote\u00e7\u00e3o de Dados Pessoais (LGPD), ou seja, tais normas n\u00e3o pro\u00edbem a coleta dos dados, mas, antes, asseguram que os entes pol\u00edticos-administrativos dever\u00e3o respeitar o tratamento nelas conferido.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>2.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o extrapola o poder regulamentar da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica, ou os princ\u00edpios que a regem, Decreto Estadual que disp\u00f5e sobre o dever de agentes p\u00fabicos disponibilizarem informa\u00e7\u00f5es sobre seus bens e evolu\u00e7\u00e3o patrimonial.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Desnecessidade da intima\u00e7\u00e3o da autoridade coatora para fins de in\u00edcio da contagem do prazo recursal em mandado de seguran\u00e7a<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Em mandado de seguran\u00e7a, a legitimidade para recorrer \u00e9 da pessoa jur\u00eddica de direito p\u00fablico, sendo dispens\u00e1vel a <a>intima\u00e7\u00e3o da autoridade coatora para fins de in\u00edcio da contagem do prazo recursal<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no AREsp 1.430.628-BA, Rel. Min. Francisco Falc\u00e3o, Segunda Turma, por maioria, julgado em 18\/08\/2022. (Info 747)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creide impetrou mandado de seguran\u00e7a contra ato supostamente coator do prefeito municipal tendo como objetivo a sua nomea\u00e7\u00e3o para cargo de t\u00e9cnico em enfermagem em raz\u00e3o de concurso p\u00fablico. O TJ local concedeu a seguran\u00e7a, ficando consignado que n\u00e3o haveria qualquer preju\u00edzo para a Administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, implicando apenas na reserva de vaga.<\/p>\n\n\n\n<p>Em determinado momento do processo, o Munic\u00edpio alegou nulidade processual consistente na falta de intima\u00e7\u00e3o da autoridade coatora (prefeito) para apresentar o recurso cab\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Necess\u00e1ria a intima\u00e7\u00e3o da autoridade coatora para interpor recurso?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A jurisprud\u00eancia do STJ \u00e9 firme no sentido de que <strong>se aplica, no \u00e2mbito do Direito Administrativo, a Teoria do \u00d3rg\u00e3o ou da Imputa\u00e7\u00e3o, segundo a qual o agente que manifesta a vontade do Estado o faz por determina\u00e7\u00e3o legal<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>As a\u00e7\u00f5es praticadas pelos agentes p\u00fablicos s\u00e3o atribu\u00eddas \u00e0 pessoa jur\u00eddica a qual vinculados, sendo esta que det\u00e9m personalidade jur\u00eddica para titularizar direitos e assumir obriga\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Em mandado de seguran\u00e7a, a autoridade coatora, embora seja parte no processo, \u00e9 notificada apenas para prestar informa\u00e7\u00f5es, cessando a sua interven\u00e7\u00e3o a partir do momento que as apresenta.<\/p>\n\n\n\n<p>Tanto o \u00e9 que a legitima\u00e7\u00e3o processual, para recorrer da decis\u00e3o, \u00e9 da pessoa jur\u00eddica de direito p\u00fablico a que pertence o agente supostamente coator, o que significa dizer que o polo passivo no mandado de seguran\u00e7a \u00e9 daquela pessoa jur\u00eddica de direito p\u00fablico a qual se vincula a autoridade apontada como coatora.<\/p>\n\n\n\n<p>Acrescente-se que, para fins de viabilizar a defesa dos interesses do ente p\u00fablico, faz-se necess\u00e1ria a intima\u00e7\u00e3o do representante legal da pessoa jur\u00eddica de direito p\u00fablico e n\u00e3o a da autoridade apontada como coatora.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, \u00e9 dispens\u00e1vel a intima\u00e7\u00e3o pessoal da autoridade coatora para fins de in\u00edcio da contagem do prazo recursal.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Em mandado de seguran\u00e7a, a legitimidade para recorrer \u00e9 da pessoa jur\u00eddica de direito p\u00fablico, sendo dispens\u00e1vel a intima\u00e7\u00e3o da autoridade coatora para fins de in\u00edcio da contagem do prazo recursal.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><a>DIREITO CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Interpreta\u00e7\u00e3o do contrato de franquia<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O contrato de franquia deve ser interpretado no sentido de dar alcance do direito de exclusividade do franqueado, inclusive em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s <a>loca\u00e7\u00f5es realizadas na modalidade &#8220;corporate fleet&#8221;.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.741.586-MG, Rel. Min. Paulo de Tarso Sanseverino, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 07\/06\/2022, DJe 13\/06\/2022. (Info 747)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O caso narra a situa\u00e7\u00e3o de contrato de franquia decorrente de loca\u00e7\u00f5es realizadas na modalidade &#8220;<em>corporate fleet<\/em>&#8221; (terceiriza\u00e7\u00e3o da Frota).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Civil de 2002:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 113. Os neg\u00f3cios jur\u00eddicos devem ser interpretados conforme a boa-f\u00e9 e os usos do lugar de sua celebra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 422. Os contratantes s\u00e3o obrigados a guardar, assim na conclus\u00e3o do contrato, como em sua execu\u00e7\u00e3o, os princ\u00edpios de probidade e boa-f\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 475. A parte lesada pelo inadimplemento pode pedir a resolu\u00e7\u00e3o do contrato, se n\u00e3o preferir exigir-lhe o cumprimento, cabendo, em qualquer dos casos, indeniza\u00e7\u00e3o por perdas e danos.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Pode o franqueador fazer concorr\u00eancia com o franqueado<\/a>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Capaz!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O cerne da controv\u00e9rsia est\u00e1 em analisar a cria\u00e7\u00e3o de nova esp\u00e9cie contratual pela r\u00e9 denominada&nbsp;<em>&#8220;Corporate Fleet&#8221;<\/em>&nbsp;(terceiriza\u00e7\u00e3o da Frota).<\/p>\n\n\n\n<p>A franquia \u00e9 esp\u00e9cie de contrato de execu\u00e7\u00e3o continuada e tem por premissa a colabora\u00e7\u00e3o entre franqueado e franqueador. \u00c9 da sua ess\u00eancia, ali\u00e1s, a confian\u00e7a estabelecida entre os contratantes, concedendo o franqueador o uso de sua propriedade intelectual, ou seja, do seu&nbsp;<em>know how<\/em>, de suas marcas e patentes, de seus&nbsp;<em>softwares<\/em>, em suma, dos meios para o alcance do sucesso no empreendimento, ao franqueado, que passa a ser a ponta da lan\u00e7a da atividade empresarial, reduzindo-lhe o risco empresarial e, ao mesmo tempo, fomentando a marca em um evidente concerto empresarial. E entre as obriga\u00e7\u00f5es assumidas pelo franqueador est\u00e1 a de N\u00c3O SE ESTABELECER CONCORR\u00caNCIA INDEVIDA COM O FRANQUEADO.<\/p>\n\n\n\n<p>O <a>C\u00f3digo Civil de 2002<\/a>, ante a cl\u00e1usula aberta prevista nos arts. 113 e 422 do CC\/2002, estabeleceu o dever de os contratantes pautarem a sua conduta na \u00e9tica e na lealdade para com o outro, n\u00e3o podendo, assim, abusar no exerc\u00edcio de direito previsto contratualmente<strong>.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>4.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O contrato de franquia deve ser interpretado no sentido de dar alcance do direito de exclusividade do franqueado, inclusive em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s loca\u00e7\u00f5es realizadas na modalidade &#8220;corporate fleet&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Responsabilidade pelos danos decorrentes de artefatos explosivos jogados contra a torcida visitante<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Em partida de futebol, se houver tumulto causado por artefatos explosivos jogados contra a torcida visitante, o time mandante deve responder pelos danos causados aos torcedores.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.773.885-SP, Rel. Min. Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 30\/08\/2022. (Info 747)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Nerso e Nirso, torcedores fan\u00e1ticos do Bicuda Esporte Clube, foram assistir ao jogo da final do campeonato contra a equipe rival, Botina Fussball.&nbsp; Em determinado momento ap\u00f3s a partida, os torcedores do time visitante ficaram reclusos por quase uma hora, numa \u00e1rea pequena, protegida por muros provis\u00f3rios, sem conforto ou informa\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m disso, os torcedores rivais jogaram artefatos explosivos em dire\u00e7\u00e3o a eles, atingindo-os. Chateados, ajuizaram a\u00e7\u00e3o em face do clube mandante que, por sua vez, alegou a excludente de responsabilidade (culpa de terceiros), bem como que a responsabilidade pela seguran\u00e7a do evento seria da Pol\u00edcia Militar.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 10.671\/2003:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 13. O torcedor tem direito a seguran\u00e7a nos locais onde s\u00e3o realizados os eventos esportivos antes, durante e ap\u00f3s a realiza\u00e7\u00e3o das partidas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Par\u00e1grafo \u00fanico. Ser\u00e1 assegurado acessibilidade ao torcedor portador de defici\u00eancia ou com mobilidade reduzida.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 14. Sem preju\u00edzo do disposto nos&nbsp;arts. 12 a 14 da Lei n\u00ba 8.078, de 11 de setembro de 1990, a responsabilidade pela seguran\u00e7a do torcedor em evento esportivo \u00e9 da entidade de pr\u00e1tica desportiva detentora do mando de jogo e de seus dirigentes, que dever\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 17. \u00c9 direito do torcedor a implementa\u00e7\u00e3o de planos de a\u00e7\u00e3o referentes a seguran\u00e7a, transporte e conting\u00eancias que possam ocorrer durante a realiza\u00e7\u00e3o de eventos esportivos.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 19. As entidades respons\u00e1veis pela organiza\u00e7\u00e3o da competi\u00e7\u00e3o, bem como seus dirigentes respondem solidariamente com as entidades de que trata o art. 15 e seus dirigentes, independentemente da exist\u00eancia de culpa, pelos preju\u00edzos causados a torcedor que decorram de falhas de seguran\u00e7a nos est\u00e1dios ou da inobserv\u00e2ncia do disposto neste cap\u00edtulo.<\/p>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Defesa do Consumidor:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 3\u00b0 Fornecedor \u00e9 toda pessoa f\u00edsica ou jur\u00eddica, p\u00fablica ou privada, nacional ou estrangeira, bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividade de produ\u00e7\u00e3o, montagem, cria\u00e7\u00e3o, constru\u00e7\u00e3o, transforma\u00e7\u00e3o, importa\u00e7\u00e3o, exporta\u00e7\u00e3o, distribui\u00e7\u00e3o ou comercializa\u00e7\u00e3o de produtos ou presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Responsabilidade do time mandante?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Com certeza!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A <a>Lei n. 10.671\/2003<\/a>, que estabeleceu normas de prote\u00e7\u00e3o e defesa do torcedor, tomando como tal &#8220;toda pessoa que aprecie, apoie ou se associe a qualquer entidade de pr\u00e1tica desportiva do Pa\u00eds e acompanhe a pr\u00e1tica de determinada modalidade esportiva&#8221;, disciplinou o regime de responsabilidade civil dos times por atos de viol\u00eancia ocorridos no \u00e2mbito das respectivas partidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, nos termos do art. 13 do referido diploma legal, &#8220;o torcedor tem direito \u00e0 seguran\u00e7a nos locais onde s\u00e3o realizados os eventos esportivos, antes, durante e ap\u00f3s a realiza\u00e7\u00e3o das partidas&#8221;, e, segundo o art. 14, &#8220;a responsabilidade pela seguran\u00e7a do torcedor em evento esportivo \u00e9 da entidade de pr\u00e1tica desportiva detentora do mando de jogo e de seus dirigentes&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, <strong>o art. 19 da mesma lei prev\u00ea a responsabilidade solid\u00e1ria e objetiva &#8220;pelos preju\u00edzos causados a torcedor que decorram de falhas de seguran\u00e7a<\/strong>&#8220;.<\/p>\n\n\n\n<p>Ressalta-se, ainda, que essa lei adota, no tocante \u00e0 responsabilidade, a aplica\u00e7\u00e3o subsidi\u00e1ria do <a>C\u00f3digo de Defesa do Consumidor<\/a>, notadamente dos seus arts. 12 a 14, que tratam da responsabilidade do fornecedor por fato do servi\u00e7o ou produto que, como se sabe, \u00e9 aquele v\u00edcio grave que gera acidentes de consumo, bem como, em seu art. 3\u00ba, equipara a fornecedor a entidade respons\u00e1vel pela organiza\u00e7\u00e3o da competi\u00e7\u00e3o e a entidade de pr\u00e1tica desportiva detentora do mando de jogo.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas, portanto, de que a teoria de responsabiliza\u00e7\u00e3o no caso concreto \u00e9 de ordem OBJETIVA, ligada ao fato e ao risco da atividade e desprendida da prova da culpa (teoria subjetiva). Por outro lado, a legisla\u00e7\u00e3o brasileira citada n\u00e3o adota a teoria do risco integral, admitindo, portanto, a isen\u00e7\u00e3o da responsabilidade, caso comprovada a culpa exclusiva da v\u00edtima ou de terceiro ou a aus\u00eancia de dano.<\/p>\n\n\n\n<p>Como a exist\u00eancia do dano aos torcedores ora recorridos \u00e9 incontroversa, resta verificar a ocorr\u00eancia do fato do servi\u00e7o (falha na seguran\u00e7a) e a eventual quebra do nexo de causalidade, pela culpa exclusiva de terceiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Verifica-se que, o dever de garantir a seguran\u00e7a do torcedor n\u00e3o se limita a convocar a for\u00e7a policial ao est\u00e1dio ao longo da partida, mas tamb\u00e9m em um sem n\u00famero de medidas e provid\u00eancias contidas no plano de a\u00e7\u00e3o previsto no art. 17 da Lei n. 10.671\/2003.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, o plano de a\u00e7\u00e3o, se houve, foi manifestamente falho, pois, conforme narrado pelas inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias<a>, os torcedores do time visitante ficaram reclusos por quase uma hora, numa \u00e1rea pequena, protegida por muros provis\u00f3rios, sem conforto ou informa\u00e7\u00f5es, o que j\u00e1 caracteriza tratamento incompat\u00edvel com aquele exigido pela norma.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a for\u00e7a policial presente n\u00e3o foi capaz de conter o tumulto causado pelo artefato e atuou de forma a gerar ainda mais confus\u00e3o. N\u00e3o se olvide que, nos termos do art. 13 da aludida lei de reg\u00eancia, o torcedor tem direito a seguran\u00e7a &#8220;antes, durante e ap\u00f3s a realiza\u00e7\u00e3o das partidas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Importante ressaltar que o fato de a primeira bomba ter sido arremessada da parte externa do est\u00e1dio n\u00e3o interfere no dever de indenizar, pois os danos ocorreram nas depend\u00eancias da arena esportiva e o arremesso est\u00e1 inserido no contexto da partida de futebol e da rivalidade das torcidas, no \u00e2mbito, portanto, da atividade exercida pelo recorrente, cujo risco \u00e9 tutelado pela norma.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao tema, a ministra Nancy Andrighi bem lembrou no voto do Recurso Especial 1.924.527\/PR que a regulamenta\u00e7\u00e3o e as pol\u00edticas p\u00fablicas de seguran\u00e7a de est\u00e1dios preveem n\u00edveis de atua\u00e7\u00e3o das for\u00e7as, incluindo, a par do ambiente interno, o per\u00edmetro externo da arena, ou seja, a \u00e1rea de entorno do est\u00e1dio.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>5.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Em partida de futebol, se houver tumulto causado por artefatos explosivos jogados contra a torcida visitante, o time mandante deve responder pelos danos causados aos torcedores.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Termo inicial para a contagem do prazo prescricional da pretens\u00e3o de cobran\u00e7a de parcelas vencidas em contrato de m\u00fatuo vinculado ao SFH<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Em contrato de m\u00fatuo vinculado ao Sistema Financeiro de Habita\u00e7\u00e3o (SFH), o <a>termo <\/a><a>inicial para a contagem do prazo prescricional da pretens\u00e3o de cobran\u00e7a de QUAISQUER parcelas vencidas <\/a>\u00e9 a data de vencimento da \u00faltima parcela.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no REsp 1.837.718-PR, Rel. Min. Raul Ara\u00fajo, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 09\/08\/2022, DJe 30\/08\/2022. (Info 747)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>6.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A COHA (Companhia de Habita\u00e7\u00e3o) ajuizou execu\u00e7\u00e3o hipotec\u00e1ria em agosto de 2011 visando a compelir os devedores mutu\u00e1rios a pagar presta\u00e7\u00f5es que se venceram no per\u00edodo de julho de 2003 a fevereiro de 2016.<\/p>\n\n\n\n<p>Os mutu\u00e1rios ent\u00e3o alegaram a prescri\u00e7\u00e3o as parcelas vencidas antes de agosto de 2011. As inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias declararam a prescri\u00e7\u00e3o das parcelas vencidas h\u00e1 mais de cinco anos da data da distribui\u00e7\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o hipotec\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Qual o termo inicial para a contagem do prazo prescricional da pretens\u00e3o de cobran\u00e7a de parcelas vencidas?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>A data do vencimento da \u00faltima parcela!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia diz respeito ao termo&nbsp;<em>a quo<\/em>&nbsp;para a contagem do prazo prescricional da pretens\u00e3o de cobran\u00e7a de parcelas vencidas de contrato vinculado ao Sistema Financeiro de Habita\u00e7\u00e3o (SFH).<\/p>\n\n\n\n<p><a><strong>As inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias declararam a prescri\u00e7\u00e3o das parcelas vencidas h\u00e1 mais de cinco anos da data da distribui\u00e7\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o hipotec\u00e1ria<\/strong><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, tal conclus\u00e3o mostra-se EQUIVOCADA, haja vista a exist\u00eancia de uma obriga\u00e7\u00e3o \u00fanica, relativa ao pagamento do valor do empr\u00e9stimo contra\u00eddo para a aquisi\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel, quantia j\u00e1 disponibilizada pela institui\u00e7\u00e3o financeira.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O parcelamento do pagamento, em benef\u00edcio da parte devedora, nas datas de vencimento pactuadas no contrato, n\u00e3o configura rela\u00e7\u00e3o de trato sucessivo decorrente de obriga\u00e7\u00f5es peri\u00f3dicas, que se renovam m\u00eas a m\u00eas<\/strong>. A obriga\u00e7\u00e3o de pagamento do valor financiado \u00e9 \u00daNICA, devendo ser quitada a integralidade do valor financiado at\u00e9 o termo do contrato.<\/p>\n\n\n\n<p>O parcelamento n\u00e3o torna aut\u00f4nomas cada uma das parcelas, a ponto de ensejar a contagem do prazo prescricional relativo a cada uma delas, mas sim ao final do prazo contratual relativo ao empr\u00e9stimo para aquisi\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel.<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento adotado na decis\u00e3o agravada, de contar a prescri\u00e7\u00e3o do vencimento de cada parcela, demandaria o ajuizamento de execu\u00e7\u00f5es m\u00faltiplas, uma execu\u00e7\u00e3o a cada parcela vencida, o que n\u00e3o se mostra razo\u00e1vel, nem compat\u00edvel com a pr\u00f3pria contrata\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Por se tratar de obriga\u00e7\u00e3o \u00fanica (pagamento do valor financiado), que somente se desdobrou em parcelas para facilitar o adimplemento da parte devedora, o termo inicial do prazo prescricional tamb\u00e9m \u00e9 \u00daNICO, devendo ser considerado o dia do vencimento da \u00faltima parcela do contrato.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Em contrato de m\u00fatuo vinculado ao Sistema Financeiro de Habita\u00e7\u00e3o (SFH), o termo inicial para a contagem do prazo prescricional da pretens\u00e3o de cobran\u00e7a de parcelas vencidas \u00e9 a data de vencimento da \u00faltima parcela.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><a>DIREITO PROCESSUAL CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Compet\u00eancia para processar o cumprimento quanto aos honor\u00e1rios sucumbenciais fixados em a\u00e7\u00e3o na qual foi determinada a remessa do processo para a Justi\u00e7a Estadual<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>CONFLITO DE COMPET\u00caNCIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Se, na mesma decis\u00e3o, \u00e9 reconhecida a ilegitimidade passiva de autarquia federal e, em raz\u00e3o disso, \u00e9 <a>determinada a remessa do processo para a Justi\u00e7a Estadual<\/a>, a compet\u00eancia <a>para processar o cumprimento quanto aos honor\u00e1rios sucumbenciais<\/a> nela fixados \u00e9 da Justi\u00e7a Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>CC 175.883-PR, Rel. Min. Marco Aur\u00e9lio Bellizze, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 24\/08\/2022, DJe 26\/08\/2022. (Info 747)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>7.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>No caso, o Juiz federal reconheceu a ilegitimidade passiva da autarquia federal e condenou a autora ao pagamento de honor\u00e1rios, determinando a remessa dos autos \u00e0 Justi\u00e7a estadual. Iniciou-se ent\u00e3o a discuss\u00e3o acerca da compet\u00eancia para execu\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios sucumbenciais.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 66. H\u00e1 conflito de compet\u00eancia quando:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>II &#8211; 2 (dois) ou mais ju\u00edzes se consideram incompetentes, atribuindo um ao outro a compet\u00eancia;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 516. O cumprimento da senten\u00e7a efetuar-se-\u00e1 perante:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>II &#8211; o ju\u00edzo que decidiu a causa no primeiro grau de jurisdi\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 8.906\/1994:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 24. A decis\u00e3o judicial que fixar ou arbitrar honor\u00e1rios e o contrato escrito que os estipular s\u00e3o t\u00edtulos executivos e constituem cr\u00e9dito privilegiado na fal\u00eancia, concordata, concurso de credores, insolv\u00eancia civil e liquida\u00e7\u00e3o extrajudicial.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 1\u00ba A execu\u00e7\u00e3o dos honor\u00e1rios pode ser promovida nos mesmos autos da a\u00e7\u00e3o em que tenha atuado o advogado, se assim lhe convier.<\/p>\n\n\n\n<p>CF\/1988:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 109. Aos ju\u00edzes federais compete processar e julgar:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; as causas em que a Uni\u00e3o, entidade aut\u00e1rquica ou empresa p\u00fablica federal forem interessadas na condi\u00e7\u00e3o de autoras, r\u00e9s, assistentes ou oponentes, exceto as de fal\u00eancia, as de acidentes de trabalho e as sujeitas \u00e0 Justi\u00e7a Eleitoral e \u00e0 Justi\u00e7a do Trabalho;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A quem compete a execu\u00e7\u00e3o dos honor\u00e1rios?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Justi\u00e7a FEDERAL!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia consiste em definir a <a>compet\u00eancia para execu\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios sucumbenciais<\/a> fixados originariamente pelo Ju\u00edzo federal em a\u00e7\u00e3o cuja compet\u00eancia foi declinada ao Ju\u00edzo estadual em decorr\u00eancia da ilegitimidade passiva de autarquia federal.<\/p>\n\n\n\n<p>De in\u00edcio, cumpre relembrar que o conflito negativo de compet\u00eancia estar\u00e1 configurado, segundo o art. 66, II, do <a>CPC\/2015<\/a>, quando dois ou mais ju\u00edzes se considerarem incompetentes para processamento da causa, atribuindo um ao outro a compet\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Da exegese do art. 516, II, do CPC\/2015, depreende-se que a compet\u00eancia para dar cumprimento ao t\u00edtulo executivo judicial \u00e9 do Ju\u00edzo que decidiu a causa em primeiro grau de jurisdi\u00e7\u00e3o<\/strong>. Por sua vez, conforme o art. 24, \u00a7 1\u00ba, da <a>Lei n. 8.906\/1994<\/a>, a execu\u00e7\u00e3o da verba honor\u00e1ria pode ser promovida nos mesmos autos da a\u00e7\u00e3o, se assim convier ao advogado, sobretudo porque se trata de t\u00edtulo aut\u00f4nomo \u00e0 demanda origin\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A prop\u00f3sito, &#8220;da combinada leitura dos referidos normativos, depreende-se que, como regra, o cumprimento da senten\u00e7a, a\u00ed abarcada a imposi\u00e7\u00e3o sucumbencial, deve ocorrer nos mesmos autos em que se formou o correspondente t\u00edtulo exequendo e, por conseguinte, perante o Ju\u00edzo prolator do t\u00edtulo&#8221; (REsp 1.859.295\/MG, Rel. Min. S\u00e9rgio Kukina, Primeira Turma, julgado em 26\/05\/2020, DJe 29\/05\/2020).<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, <a>o Juiz federal reconheceu a ilegitimidade passiva da autarquia federal e condenou a autora ao pagamento de honor\u00e1rios, determinando a remessa dos autos \u00e0 Justi\u00e7a estadual<\/a>. Assim, apesar de n\u00e3o ser poss\u00edvel que se d\u00ea nos pr\u00f3prios autos, a execu\u00e7\u00e3o da verba honor\u00e1ria requerida pela entidade federal deve ser processada perante o Ju\u00edzo federal que constituiu o t\u00edtulo executivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Destaca-se, ainda, que a solu\u00e7\u00e3o n\u00e3o atrai as hip\u00f3teses de compet\u00eancia absoluta da Justi\u00e7a federal, pelo contr\u00e1rio, pois o art. 109, I, da <a>CF\/1988 <\/a>prev\u00ea a compet\u00eancia dos ju\u00edzes federais para processar e julgar as causas em que a Uni\u00e3o, entidade aut\u00e1rquica ou empresa p\u00fablica federal forem interessadas na condi\u00e7\u00e3o autoras, r\u00e9s, assistentes ou oponentes, exceto as de fal\u00eancia, as de acidentes de trabalho e as sujeitas \u00e0s Justi\u00e7a Eleitoral e \u00e0 Justi\u00e7a do Trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, a execu\u00e7\u00e3o, na esp\u00e9cie, foi promovida pela CVM, uma autarquia federal em regime especial, vinculada ao Minist\u00e9rio da Economia, assim como a peti\u00e7\u00e3o inicial foi assinada por procurador federal para cobran\u00e7a de honor\u00e1rios arbitrados por Ju\u00edzo federal. Portanto, n\u00e3o restou configurada nenhuma das hip\u00f3teses de exce\u00e7\u00e3o que justificariam a remessa dos autos a outro Ju\u00edzo.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>7.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Se, na mesma decis\u00e3o, \u00e9 reconhecida a ilegitimidade passiva de autarquia federal e, em raz\u00e3o disso, \u00e9 determinada a remessa do processo para a Justi\u00e7a Estadual, a compet\u00eancia para processar o cumprimento quanto aos honor\u00e1rios sucumbenciais nela fixados \u00e9 da Justi\u00e7a Federal.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Isen\u00e7\u00e3o em favor da Fazenda P\u00fablica e abrang\u00eancia das despesas com o deslocamento dos oficiais de justi\u00e7a para a pr\u00e1tica do ato citat\u00f3rio.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A <a>isen\u00e7\u00e3o prevista em favor da Fazenda P\u00fablica no art. 39 da Lei. n. 6.830\/1980 <\/a>n\u00e3o pode ser estendida \u00e0s <a><\/a><a>despesas com o deslocamento dos oficiais de justi\u00e7a para a pr\u00e1tica do ato citat\u00f3rio<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no REsp 1.995.692-PB, Rel. Min. S\u00e9rgio Kukina, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 22\/08\/2022, DJe 25\/08\/2022. (Info 747)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>8.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma execu\u00e7\u00e3o fiscal, o Estado da Para\u00edba foi intimado para recolher as custas processuais referentes \u00e0s despesas com o deslocamento dos oficiais de justi\u00e7a para a pr\u00e1tica do ato citat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Houve a recusa do ente federativo, que alegou ser favorecido pela isen\u00e7\u00e3o prevista em favor da Fazenda P\u00fablica no art. 39 da Lei. n. 6.830\/1980.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 6.830\/1980:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 39 &#8211; A Fazenda P\u00fablica n\u00e3o est\u00e1 sujeita ao pagamento de custas e emolumentos. A pr\u00e1tica dos atos judiciais de seu interesse independer\u00e1 de preparo ou de pr\u00e9vio dep\u00f3sito.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Par\u00e1grafo \u00danico &#8211; Se vencida, a Fazenda P\u00fablica ressarcir\u00e1 o valor das despesas feitas pela parte contr\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 91. As despesas dos atos processuais praticados a requerimento da Fazenda P\u00fablica, do Minist\u00e9rio P\u00fablico ou da Defensoria P\u00fablica ser\u00e3o pagas ao final pelo vencido.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 1\u00ba As per\u00edcias requeridas pela Fazenda P\u00fablica, pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico ou pela Defensoria P\u00fablica poder\u00e3o ser realizadas por entidade p\u00fablica ou, havendo previs\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria, ter os valores adiantados por aquele que requerer a prova.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 2\u00ba N\u00e3o havendo previs\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria no exerc\u00edcio financeiro para adiantamento dos honor\u00e1rios periciais, eles ser\u00e3o pagos no exerc\u00edcio seguinte ou ao final, pelo vencido, caso o processo se encerre antes do adiantamento a ser feito pelo ente p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Abrange as despesas de deslocamento dos OJs?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Noooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A diretriz jurisprudencial firmada no \u00e2mbito do REsp 1.858.965\/SP, julgado sob o rito dos recursos repetitivos, somente tem incid\u00eancia em demandas nas quais a cita\u00e7\u00e3o se realizou na modalidade POSTAL, situa\u00e7\u00e3o que n\u00e3o se amolda ao caso, o qual trata do recolhimento pr\u00e9vio da dilig\u00eancia destinada aos oficiais de justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>As despesas com a cita\u00e7\u00e3o postal est\u00e3o compreendidas no conceito de &#8220;custas processuais&#8221;, referidas estas como &#8220;atos judiciais de seu interesse [do exequente]&#8221; pelo art. 39 da <a>Lei n. 6.830\/1980<\/a>, e &#8220;despesas dos atos processuais&#8221; pelo art. 91 do <a>CPC\/2015<\/a>. A previs\u00e3o do vigente C\u00f3digo de Processo Civil, acerca da desnecessidade de adiantamento das despesas processuais pelo ente p\u00fablico, veio referendar o que j\u00e1 dizia este estatuto espec\u00edfico das execu\u00e7\u00f5es fiscais.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, <strong>\u00e0 luz desses dispositivos legais, tem-se que a fazenda p\u00fablica exequente n\u00e3o est\u00e1 obrigada, no \u00e2mbito das execu\u00e7\u00f5es fiscais, a promover o adiantamento das custas relativas \u00e0s despesas <u>POSTAIS<\/u> referentes ao ato citat\u00f3rio <\/strong>(REsp 443.678\/RS, Rel. Min. Jos\u00e9 Delgado, Primeira Turma, DJe 07\/10\/2002).<\/p>\n\n\n\n<p>Todavia, as despesas com o deslocamento dos OFICIAIS DE JUSTI\u00c7A n\u00e3o configuram custas ou emolumentos, mas &#8220;remunera\u00e7\u00e3o de terceiras pessoas acionadas pelo aparelho jurisprudencial&#8221; (REsp 1.036.656\/SP, Rel. Ministra Eliana Calmon, Primeira Se\u00e7\u00e3o, DJe 06\/04\/2009), motivo pelo qual <strong>n\u00e3o est\u00e3o abrangidas pela isen\u00e7\u00e3o de que trata o art. 39 da Lei n. 6.830\/1980, estando a Fazenda P\u00fablica obrigada a realizar o dep\u00f3sito pr\u00e9vio da quantia correspondente<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><strong>Custas cita\u00e7\u00e3o\/intima\u00e7\u00e3o execu\u00e7\u00f5es fiscais (Fazenda P\u00fablica)<\/strong><strong><\/strong><\/td><\/tr><tr><td><strong>Postais<\/strong><strong><\/strong><\/td><td><strong>Oficiais de Justi\u00e7a<\/strong><strong><\/strong><\/td><\/tr><tr><td><strong>ISEN\u00c7\u00c3O<\/strong><strong><\/strong><\/td><td><strong>PAGA!<\/strong><strong><\/strong><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>8.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A isen\u00e7\u00e3o prevista em favor da Fazenda P\u00fablica no art. 39 da Lei. n. 6.830\/1980 n\u00e3o pode ser estendida \u00e0s despesas com o deslocamento dos oficiais de justi\u00e7a para a pr\u00e1tica do ato citat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Fixa\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios advocat\u00edcios quando, em julgamento de a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria, o Tribunal reconhece a sua incompet\u00eancia, realizando apenas o ju\u00edzo rescindendo, e submete ao \u00f3rg\u00e3o jurisdicional competente o ju\u00edzo rescis\u00f3rio.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 devida a fixa\u00e7\u00e3o <a>de honor\u00e1rios advocat\u00edcios quando, em julgamento de a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria, o Tribunal reconhece a sua incompet\u00eancia, realizando apenas o ju\u00edzo rescindendo, e submete <\/a><a>ao \u00f3rg\u00e3o jurisdicional competente o ju\u00edzo rescis\u00f3rio<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.848.704-RJ, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, Rel. Acd. Min. Herman Benjamin, Segunda Turma, por maioria, julgado em 23\/08\/2022. (Info 747)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>9.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Dr. Creisson ajuizou a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria em favor de um dos seus clientes. Ocorre que o Tribunal no qual a a\u00e7\u00e3o foi ajuizada reconheceu sua incompet\u00eancia para o julgamento, realizando apenas o ju\u00edzo rescindendo e submeteu ao \u00f3rg\u00e3o jurisdicional competente o ju\u00edzo rescis\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado da parte contr\u00e1ria interp\u00f4s sucessivos recursos alegando mesmo assim ser devida a fixa\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios, tesa da qual discordou o tribunal local sob o fundamento de que a a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria proposta pelo art. 966, II, do CPC\/2015 (incompet\u00eancia absoluta) apenas ensejou o decl\u00ednio da compet\u00eancia do processo rescindido da Justi\u00e7a Comum para a Justi\u00e7a do Trabalho.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>9.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 64. A incompet\u00eancia, absoluta ou relativa, ser\u00e1 alegada como quest\u00e3o preliminar de contesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 4\u00ba Salvo decis\u00e3o judicial em sentido contr\u00e1rio, conservar-se-\u00e3o os efeitos de decis\u00e3o proferida pelo ju\u00edzo incompetente at\u00e9 que outra seja proferida, se for o caso, pelo ju\u00edzo competente.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 85. A senten\u00e7a condenar\u00e1 o vencido a pagar honor\u00e1rios ao advogado do vencedor.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 525. Transcorrido o prazo previsto no&nbsp;art. 523&nbsp;sem o pagamento volunt\u00e1rio, inicia-se o prazo de 15 (quinze) dias para que o executado, independentemente de penhora ou nova intima\u00e7\u00e3o, apresente, nos pr\u00f3prios autos, sua impugna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 1\u00ba Na impugna\u00e7\u00e3o, o executado poder\u00e1 alegar:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I &#8211; falta ou nulidade da cita\u00e7\u00e3o se, na fase de conhecimento, o processo correu \u00e0 revelia;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 966. A decis\u00e3o de m\u00e9rito, transitada em julgado, pode ser rescindida quando:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>II &#8211; for proferida por juiz impedido ou por ju\u00edzo absolutamente incompetente;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 968. A peti\u00e7\u00e3o inicial ser\u00e1 elaborada com observ\u00e2ncia dos requisitos essenciais do&nbsp;art. 319&nbsp;, devendo o autor:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I &#8211; cumular ao pedido de rescis\u00e3o, se for o caso, o de novo julgamento do processo;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 974. Julgando procedente o pedido, o tribunal rescindir\u00e1 a decis\u00e3o, proferir\u00e1, se for o caso, novo julgamento e determinar\u00e1 a restitui\u00e7\u00e3o do dep\u00f3sito a que se refere o&nbsp;inciso II do art. 968&nbsp;.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Par\u00e1grafo \u00fanico. Considerando, por unanimidade, inadmiss\u00edvel ou improcedente o pedido, o tribunal determinar\u00e1 a revers\u00e3o, em favor do r\u00e9u, da import\u00e2ncia do dep\u00f3sito, sem preju\u00edzo do disposto no&nbsp;\u00a7 2\u00ba do art. 82&nbsp;.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Devida a fixa\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No caso concreto, a Corte de Origem, <a>ao fundamento de que a a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria proposta pelo art. 966, II, do <\/a><a>CPC\/2015 <\/a>(incompet\u00eancia absoluta) apenas ensejou o decl\u00ednio da compet\u00eancia do processo rescindido da Justi\u00e7a Comum para a Justi\u00e7a do Trabalho, deixou de fixar a verba honor\u00e1ria por n\u00e3o haver sido realizado ainda ju\u00edzo rescis\u00f3rio. Ou seja, considerou o ju\u00edzo rescindendo e o ju\u00edzo rescis\u00f3rio como sendo parte de uma s\u00f3 a\u00e7\u00e3o, de modo que a fixa\u00e7\u00e3o da verba honor\u00e1ria somente seria realizada uma \u00fanica vez quando do novo julgamento da causa (ju\u00edzo rescis\u00f3rio) pelo ju\u00edzo tido por materialmente competente.<\/p>\n\n\n\n<p>A A\u00e7\u00e3o Rescis\u00f3ria figura entre as esp\u00e9cies de rem\u00e9dios contra as decis\u00f5es judiciais, na categoria de a\u00e7\u00f5es aut\u00f4nomas impugnativas. Guarda, por isso, pressupostos processuais pr\u00f3prios, tratando-se de processo DISTINTO daquele onde proferida a decis\u00e3o rescindenda.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme art. 968, I, do C\u00f3digo de Processo Civil, <strong>a A\u00e7\u00e3o Rescis\u00f3ria, a depender de sua causa de pedir e das particularidades do caso, pode veicular uma ou duas postula\u00e7\u00f5es<\/strong>. Pode bastar-se no ju\u00edzo rescindente, quando ent\u00e3o, apenas, ser\u00e1 objetivado o afastamento da coisa julgada formada. Ou pode, para al\u00e9m do referido ju\u00edzo (rescindente), reclamar o ju\u00edzo rescis\u00f3rio, ocasi\u00e3o em que ap\u00f3s a rescis\u00e3o, acaso o Tribunal detenha compet\u00eancia para tanto, ser\u00e1 renovado o julgamento da causa origin\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 entendimento corrente da Segunda Turma do STJ que n\u00e3o h\u00e1 dupla fixa\u00e7\u00e3o de sucumb\u00eancia quando, na A\u00e7\u00e3o Rescis\u00f3ria, se exercita o duplo ju\u00edzo, rescidente e rescis\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, contudo, inexiste na A\u00e7\u00e3o Rescis\u00f3ria proposta demanda por ju\u00edzo rescis\u00f3rio no pr\u00f3prio Tribunal de origem, eis que o fundamento da a\u00e7\u00e3o proposta na origem era o reconhecimento da incompet\u00eancia da Justi\u00e7a Comum para o julgamento da causa cujo pronunciamento se rescindiu, na forma do art. 966, II, do CPC\/2015. Houve julgamento da a\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma impugnativa proposta, a \u00fanica que competia mesmo \u00e0 Corte Estadual julgar considerando que, proclamada a incompet\u00eancia da Justi\u00e7a Estadual, o caso origin\u00e1rio (e cuja senten\u00e7a foi rescindida) dever\u00e1 ser encaminhado ao \u00f3rg\u00e3o jurisdicional competente, na forma do art. 64, \u00a7 4\u00ba, do CPC\/2015.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>N\u00e3o se pode recusar a fixa\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios na A\u00e7\u00e3o Rescis\u00f3ria proposta com fundamento no art. 966, II, do CPC\/2015, porque ainda haver\u00e1 julgamento da demanda origin\u00e1ria pelo \u00f3rg\u00e3o jurisdicional competente<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A sucumb\u00eancia da A\u00e7\u00e3o Rescis\u00f3ria \u00e9 AUT\u00d4NOMA em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sucumb\u00eancia da a\u00e7\u00e3o origin\u00e1ria a ser julgada, eis que assentadas em atua\u00e7\u00f5es diversas, em processos diversos e com pressupostos tamb\u00e9m diversos. Negar-se a remunera\u00e7\u00e3o pelo exitoso patroc\u00ednio da primeira, porque haver\u00e1 novo julgamento da a\u00e7\u00e3o origin\u00e1ria em outro \u00f3rg\u00e3o jurisdicional (que n\u00e3o tem compet\u00eancia para o julgamento da A\u00e7\u00e3o Rescis\u00f3ria), n\u00e3o \u00e9 a melhor exegese dos artigos 85,&nbsp;<em>caput<\/em>, e 974, par\u00e1grafo \u00fanico, do CPC\/2015.<\/p>\n\n\n\n<p>Se a A\u00e7\u00e3o Rescis\u00f3ria fosse desacolhida em ju\u00edzo rescidente; ou mesmo se superado o ju\u00edzo rescidente, fosse desacolhida no ju\u00edzo rescis\u00f3rio, seriam preservadas em favor do vencedor dupla honor\u00e1ria; a da a\u00e7\u00e3o origin\u00e1ria e a da A\u00e7\u00e3o Rescis\u00f3ria. N\u00e3o se v\u00ea como, em desfavor do advogado vencedor da Rescis\u00f3ria, interpretar-se de maneira diversa, atribuindo-lhe direito a uma \u00fanica honor\u00e1ria, pese a atua\u00e7\u00e3o em duas a\u00e7\u00f5es aut\u00f4nomas.<\/p>\n\n\n\n<p>Do mesmo modo, acaso o efeito rescindente da senten\u00e7a fosse buscado em impugna\u00e7\u00e3o ao cumprimento de senten\u00e7a com fundamento no art. 525, \u00a7 1\u00ba, I, do CPC\/2015 (nulidade da cita\u00e7\u00e3o) &#8211; que faz papel semelhante ao da A\u00e7\u00e3o Rescis\u00f3ria nestas hip\u00f3teses -, haveria fixa\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios em favor do advogado do impugnante (S\u00famula 519\/STJ, a contrario sensu). Isso sem preju\u00edzo de nova honor\u00e1ria que ser\u00e1 fixada quando do rejulgamento da a\u00e7\u00e3o origin\u00e1ria, ap\u00f3s suprimento do v\u00edcio que gerou a rescis\u00e3o do pronunciamento anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, existe a possibilidade de se fixar honor\u00e1rios na A\u00e7\u00e3o Recis\u00f3ria quando a ela bastar o pronunciamento do ju\u00edzo rescis\u00f3rio. Vide a hip\u00f3tese do art. 966, IV, do CPC\/2015, em que se objetive, simplesmente, rescindir pronunciamento violador da coisa julgada anterior. Tem-se ju\u00edzo rescindente sem ju\u00edzo rescis\u00f3rio, sendo ineg\u00e1vel que haver\u00e1 fixa\u00e7\u00e3o de sucumb\u00eancia em prol do advogado vencedor da demanda, mesmo inexistindo qualquer rejulgamento posterior.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>9.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 devida a fixa\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios advocat\u00edcios quando, em julgamento de a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria, o Tribunal reconhece a sua incompet\u00eancia, realizando apenas o ju\u00edzo rescindendo, e submete ao \u00f3rg\u00e3o jurisdicional competente o ju\u00edzo rescis\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>10.&nbsp; Abrang\u00eancia da cl\u00e1usula arbitral<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Quando houver cl\u00e1usula arbitral, em regra, submete-se ao tribunal arbitral qualquer quest\u00e3o que envolva a exist\u00eancia, validade e efic\u00e1cia da cl\u00e1usula compromiss\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.959.435-RJ, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 30\/08\/2022. (Info 747)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>10.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Stibe Ferrovias ajuizou a\u00e7\u00e3o de indeniza\u00e7\u00e3o contra a Funda\u00e7\u00e3o Ferrovi\u00e1ria. A senten\u00e7a julgou extinto o processo sem aprecia\u00e7\u00e3o do m\u00e9rito, nos termos do art. 485, inciso VII, do CPC\/2015, pela exist\u00eancia de cl\u00e1usula de arbitragem.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, o Tribunal local deu provimento ao recurso de apela\u00e7\u00e3o para cassar a senten\u00e7a, afastando a cl\u00e1usula compromiss\u00f3ria de arbitragem, determinando o retorno dos autos ao ju\u00edzo a quo, com prosseguimento da instru\u00e7\u00e3o processual em seus ulteriores termos.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformada, a Funda\u00e7\u00e3o interp\u00f4s recurso especial no qual alega que o ac\u00f3rd\u00e3o recorrido teria afastado, sem qualquer embasamento legal, a cl\u00e1usula compromiss\u00f3ria de arbitragem, infringindo o art. 8\u00ba, par\u00e1grafo \u00fanico, da Lei 9307\/96, o qual disp\u00f5e que \u201ccaber\u00e1 ao \u00e1rbitro decidir de of\u00edcio ou por provoca\u00e7\u00e3o das partes as quest\u00f5es acerca da exist\u00eancia, validade e efic\u00e1cia da conven\u00e7\u00e3o de arbitragem e do contrato que contenha cl\u00e1usula compromiss\u00f3ria\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>10.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>10.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 9.307\/1996:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1\u00baAs pessoas capazes de contratar poder\u00e3o valer-se da arbitragem para dirimir lit\u00edgios relativos a direitos patrimoniais dispon\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 11.101\/2005:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 6\u00ba A decreta\u00e7\u00e3o da fal\u00eancia ou o deferimento do processamento da recupera\u00e7\u00e3o judicial implica:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1\u00ba Ter\u00e1 prosseguimento no ju\u00edzo no qual estiver se processando a a\u00e7\u00e3o que demandar quantia il\u00edquida.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 3\u00ba O juiz competente para as a\u00e7\u00f5es referidas nos \u00a7\u00a7 1\u00ba e 2\u00ba deste artigo poder\u00e1 determinar a reserva da import\u00e2ncia que estimar devida na recupera\u00e7\u00e3o judicial ou na fal\u00eancia, e, uma vez reconhecido l\u00edquido o direito, ser\u00e1 o cr\u00e9dito inclu\u00eddo na classe pr\u00f3pria.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>10.2.2. Ampla abrang\u00eancia?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Aparentemente, SIM!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com a celebra\u00e7\u00e3o da conven\u00e7\u00e3o de arbitragem que pode se dar por meio da estipula\u00e7\u00e3o de compromisso arbitral ou de cl\u00e1usula compromiss\u00f3ria, tem-se que aos contratantes \u00e9 dada a possibilidade de submeter suas controv\u00e9rsias, desde que relativas a direitos patrimoniais dispon\u00edveis, a um ju\u00edzo arbitral (art. 1\u00ba da <a>Lei n. 9.307\/1996<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>As esp\u00e9cies de conven\u00e7\u00e3o distinguem-se entre si apenas quanto ao objeto submetido \u00e0 arbitragem: enquanto o compromisso arbitral ter\u00e1 por objeto controv\u00e9rsia concreta e atual, a cl\u00e1usula compromiss\u00f3ria ter\u00e1 por objeto demanda eventual, indeterminada e futura<\/strong> (SEC 1.210\/GB, Corte Especial, julgado em 20\/06\/2007, DJ de 06\/08\/2007).<\/p>\n\n\n\n<p>No particular, a quest\u00e3o deve ser abordada com enfoque espec\u00edfico na cl\u00e1usula compromiss\u00f3ria, uma vez que foi pactuada entre as partes, constando expressamente do instrumento contratual entre elas firmado.<\/p>\n\n\n\n<p>Vale lembrar que a pactua\u00e7\u00e3o v\u00e1lida de cl\u00e1usula compromiss\u00f3ria possui for\u00e7a vinculante, obrigando as partes da rela\u00e7\u00e3o contratual a respeitar, para a resolu\u00e7\u00e3o dos conflitos da\u00ed decorrentes, a compet\u00eancia atribu\u00edda ao \u00e1rbitro (REsp 1.277.725\/AM, Terceira Turma, julgado em 12\/03\/2013, DJe de 18\/03\/2013).<\/p>\n\n\n\n<p>Como regra, diz-se, ent\u00e3o, que <strong>a celebra\u00e7\u00e3o de cl\u00e1usula compromiss\u00f3ria implica a derroga\u00e7\u00e3o da jurisdi\u00e7\u00e3o estatal, impondo ao \u00e1rbitro o poder-dever de decidir as quest\u00f5es decorrentes do contrato e, inclusive, decidir acerca da pr\u00f3pria exist\u00eancia, validade e efic\u00e1cia da cl\u00e1usula compromiss\u00f3ria<\/strong> (princ\u00edpio da&nbsp;<em>Kompetenz-Kompetenz<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo aponta a doutrina, &#8220;o estado de fal\u00eancia superveniente ao processo arbitral n\u00e3o representa obst\u00e1culo ao desenvolvimento da arbitragem j\u00e1 instaurada. Como visto, a decreta\u00e7\u00e3o da fal\u00eancia n\u00e3o foi considerada motivo suficiente para o sobrestamento da arbitragem, sendo razo\u00e1vel se entender que o mesmo entendimento tamb\u00e9m seria aplicado em caso de processamento ou mesmo concess\u00e3o de recupera\u00e7\u00e3o judicial incidental \u00e0 arbitragem&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Importante mencionar que, mesmo que a situa\u00e7\u00e3o submetida \u00e0 arbitragem envolva demanda l\u00edquida, pretendendo o procedimento arbitral a forma\u00e7\u00e3o de t\u00edtulo executivo capaz de fundamentar uma futura execu\u00e7\u00e3o, ganhando a arbitragem ares de a\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a, eventuais &#8220;questionamentos sobre a possibilidade de aplica\u00e7\u00e3o da exce\u00e7\u00e3o prevista no art. 6.\u00ba, \u00a7 1.\u00ba, da <a>Lei n. 11.101\/2005<\/a>, que s\u00f3 se refere a &#8216;quantia il\u00edquida&#8217; [&#8230;] \u00e9 aconselh\u00e1vel que o credor requeira ao \u00e1rbitro ou ao tribunal arbitral que determine a reserva da import\u00e2ncia que estimar devida na recupera\u00e7\u00e3o judicial, conforme lhe autoriza o art. 6.\u00ba, \u00a7 3.\u00ba, da Lei 11.101\/2005&#8243;.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel inferir que o princ\u00edpio da&nbsp;<em>Kompetenz-Kompetenz<\/em>&nbsp;deve prevalecer, at\u00e9 mesmo diante de situa\u00e7\u00f5es em que se coloque em d\u00favida o procedimento arbitral, posto que \u00e9 dado ao \u00e1rbitro esta fun\u00e7\u00e3o de solucionar os questionamentos acerca da exist\u00eancia, validade e efic\u00e1cia da pr\u00f3pria cl\u00e1usula compromiss\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Imperioso mencionar que o ju\u00edzo arbitral prevalece at\u00e9 mesmo para an\u00e1lise de medidas cautelares ou urgentes, sendo instado o Poder Judici\u00e1rio a atuar apenas em situa\u00e7\u00f5es excepcionais que possam representar o pr\u00f3prio esvaimento do direito ou mesmo preju\u00edzo \u00e0s partes, a exemplo da aus\u00eancia de instaura\u00e7\u00e3o do ju\u00edzo arbitral, que se sabe n\u00e3o ser procedimento imediato.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a>10.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Quando houver cl\u00e1usula arbitral, em regra, submete-se ao tribunal arbitral qualquer quest\u00e3o que envolva a exist\u00eancia, validade e efic\u00e1cia da cl\u00e1usula compromiss\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><a>DIREITO EMPRESARIAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>11.&nbsp; Contrata\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de links patrocinados (keyword advertising)<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Configura concorr\u00eancia desleal a <a>contrata\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de links patrocinados (keyword advertising) prestados por provedores de busca na internet para obter posi\u00e7\u00e3o privilegiada em resultado de busca em que o consumidor de produto <\/a>ou servi\u00e7o utiliza como palavra-chave a marca de um concorrente.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.937.989-SP, Rel. Min. Luis Felipe Salom\u00e3o, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 23\/08\/2022. (Info 747)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>11.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>CTC Turismo, ag\u00eancia de turismo, ajuizou a\u00e7\u00e3o em face de Aterrissar Viagens na qual alega que a empresa concorrente tem se utilizado da ferramenta de busca conhecida como \u201cGoogle Adwards\u201d para obter visualiza\u00e7\u00f5es quando realizada a pesquisa pelo nome de sua marca.&nbsp; Conforme a autora, a conduta caracterizaria pr\u00e1tica de concorr\u00eancia desleal, uma vez que a r\u00e9 busca direcionar os clientes de sua empresa para site diverso.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua defesa, Aterrissar alega que contratou o servi\u00e7o de publicidade (link patrocinado &#8211; <em>keyword advertising<\/em>), mas sem qualquer inten\u00e7\u00e3o de desviar clientes.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>11.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>11.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 9.279\/1996:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Art. 129. A propriedade da marca adquire-se pelo registro validamente expedido, conforme as disposi\u00e7\u00f5es desta Lei, sendo assegurado ao titular seu uso exclusivo em todo o territ\u00f3rio nacional, observado quanto \u00e0s marcas coletivas e de certifica\u00e7\u00e3o o disposto nos arts. 147 e 148.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Art. 131. A prote\u00e7\u00e3o de que trata esta Lei abrange o uso da marca em pap\u00e9is, impressos, propaganda e documentos relativos \u00e0 atividade do titular.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 195. Comete crime de concorr\u00eancia desleal quem:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>III &#8211; emprega meio fraudulento, para desviar, em proveito pr\u00f3prio ou alheio, clientela de outrem;<\/p>\n\n\n\n<p>IV &#8211; usa express\u00e3o ou sinal de propaganda alheios, ou os imita, de modo a criar confus\u00e3o entre os produtos ou estabelecimentos;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>V &#8211; usa, indevidamente, nome comercial, t\u00edtulo de estabelecimento ou ins\u00edgnia alheios ou vende, exp\u00f5e ou oferece \u00e0 venda ou tem em estoque produto com essas refer\u00eancias;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>11.2.2. Configurada a concorr\u00eancia desleal?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia consiste em definir se configura ou n\u00e3o concorr\u00eancia desleal a conduta de um anunciante na internet de utilizar a marca registrada de um concorrente como palavra-chave em link patrocinado para obter posi\u00e7\u00e3o privilegiada em resultados de buscas, direcionando os usu\u00e1rios daqueles produtos e servi\u00e7os para o seu pr\u00f3prio s\u00edtio eletr\u00f4nico.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sendo a livre iniciativa e a livre concorr\u00eancia fundamentos de nosso ordenamento, a efetiva\u00e7\u00e3o do objetivo que subsidiam imp\u00f5e, por certo, a disciplina de um regramento m\u00ednimo<\/strong>. Nesse rumo, a normatiza\u00e7\u00e3o favorece disputas leais de mercado, ao mesmo tempo em que censura pr\u00e1ticas ileg\u00edtimas de obten\u00e7\u00e3o de vantagem, estrutural ao direito concorrencial.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 desleal a concorr\u00eancia sempre que se verificar a utiliza\u00e7\u00e3o de esfor\u00e7os que se distanciam da \u00e9tica e perseguem o desvio de clientela e empobrecimento do concorrente.<\/p>\n\n\n\n<p>Em recurso julgado pelo rito dos repetitivos (REsp 1.527.232\/SP), ficou acentuado que, baseado na defini\u00e7\u00e3o de concorr\u00eancia desleal apresentada na Conven\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o de Paris (al\u00ednea 2 do seu artigo 10 bis), observa-se que a no\u00e7\u00e3o de concorr\u00eancia pode variar de um pa\u00eds para outro, j\u00e1 que o entendimento sobre o que seja &#8220;uso honesto&#8221;, em mat\u00e9ria industrial e comercial, \u00e9 vari\u00e1vel e estabelece-se conforme o espa\u00e7o e tempo que ocupa, moldando-se em pr\u00e1ticas moralmente aceitas e sobre valores, realidade social e conjunto de princ\u00edpios do regime jur\u00eddico a que ser\u00e1 aplic\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>A Lei de Propriedade Industrial (<a>Lei n. 9.279\/1996<\/a>), especialmente em seu art. 195, tipifica como crime de concorr\u00eancia desleal nas hip\u00f3teses em que se: &#8220;III &#8211; emprega meio fraudulento, para desviar, em proveito pr\u00f3prio ou alheio, clientela de outrem; IV &#8211; usa express\u00e3o ou sinal de propaganda alheios, ou os imita, de modo a criar confus\u00e3o entre os produtos ou estabelecimentos; V &#8211; usa, indevidamente, nome comercial, t\u00edtulo de estabelecimento ou ins\u00edgnia alheios ou vende, exp\u00f5e ou oferece \u00e0 venda ou tem em estoque produto com essas refer\u00eancias&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O exame da mat\u00e9ria em julgamento passa por contextualizar o tema no ambiente virtual, principalmente no \u00e2mbito da internet.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, o desenvolvimento tecnol\u00f3gico concebeu situa\u00e7\u00f5es at\u00e9 ent\u00e3o desconsideradas pelo ordenamento jur\u00eddico, mas que demandariam tutela jur\u00eddica. De acordo com a doutrina, &#8220;o fato de a Internet ter se transformado numa &#8216;grande ferramenta de publicidade, sen\u00e3o a maior, para o fomento da produ\u00e7\u00e3o e circula\u00e7\u00e3o de bens ou servi\u00e7os&#8221;, &#8220;a invisibilidade \u00e9 equivalente \u00e0 morte&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>No contexto dos recursos tecnol\u00f3gicos, a Internet se destaca como instrumento arrojado de intera\u00e7\u00e3o eficiente, tendo em vista a expedita propaga\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o, num ininterrupto tr\u00e2nsito de dados. Assim, as rela\u00e7\u00f5es arquitetadas no &#8220;sistema global de redes de computadores&#8221;, transa\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas ou sociais, por organiza\u00e7\u00f5es e institui\u00e7\u00f5es ou individuais, ajustam-se, majoritariamente, pela produ\u00e7\u00e3o, registro, gerenciamento e uso de informa\u00e7\u00e3o, multiplicando-se as formas de produ\u00e7\u00e3o e circula\u00e7\u00e3o de produtos e servi\u00e7os, transformando os modelos de neg\u00f3cio at\u00e9 ent\u00e3o existentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa senda, mister assinalar que <strong>\u00e9 comum o reconhecimento de que a neutralidade da rede estimula a livre concorr\u00eancia e o acesso do consumidor aos bens e servi\u00e7os.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em outra perspectiva, a Internet maximiza a visibilidade da oferta e circula\u00e7\u00e3o de produtos e servi\u00e7os, propiciando aos players o alcance de mercados at\u00e9 ent\u00e3o de dif\u00edcil ou imposs\u00edvel ingresso.<\/p>\n\n\n\n<p>Em virtude da evolu\u00e7\u00e3o da&nbsp;<em>internet<\/em>, o com\u00e9rcio eletr\u00f4nico (<em>e-commerce<\/em>), atividade de aliena\u00e7\u00e3o, em sentido amplo, de bens ou servi\u00e7os por meio eletr\u00f4nico, apresenta-se como forma interessante de desenvolvimento da atividade empresarial, propiciando o advento de novos modelos de neg\u00f3cio e a expans\u00e3o da livre concorr\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse rumo, ao mesmo tempo em que a concorr\u00eancia \u00e9 favorecida, imp\u00f5e-se a cada um dos atuantes do mercado empenho maior para que se destaque dos demais. Assim, para suprir essa demanda, novos expedientes de visibilidade s\u00e3o desenvolvidos e oferecidos pelos provedores de pesquisa da Internet.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, as empresas que atuam no&nbsp;<em>e-commerce<\/em>&nbsp;preocupam-se com o formato e funcionalidade de seus endere\u00e7os virtuais e, cada vez mais, empregam esfor\u00e7os para que seus sites apare\u00e7am em posi\u00e7\u00e3o de destaque nos resultados das buscas na&nbsp;<em>Internet<\/em>. Agem desta maneira visando atrair o maior n\u00famero poss\u00edvel de visitantes, potenciais clientes.<\/p>\n\n\n\n<p>Por certo, o principal instrumento utilizado pelo com\u00e9rcio eletr\u00f4nico \u00e9 oferecido pelos provedores de pesquisa, sites que rastreiam, indexam e armazenam as mais variadas informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis&nbsp;<em>online<\/em>, organizando-as e classificando-as para que, uma vez consultados, possam fornec\u00ea-las atrav\u00e9s de sugest\u00f5es (ou resultados) que atendam aos crit\u00e9rios de busca informados pelos pr\u00f3prios usu\u00e1rios, um servi\u00e7o pago de publicidade para alterar o referenciamento de um dom\u00ednio, com base na utiliza\u00e7\u00e3o de certas palavras-chave. Dizendo de outro modo, o provedor coloca \u00e0 venda palavras-chave, que quando utilizadas pelo usu\u00e1rio, acarretar\u00e3o o aparecimento, com destaque e preced\u00eancia, do conte\u00fado pretendido pelo anunciante.<\/p>\n\n\n\n<p>A esse mecanismo oferecido pelos provedores de busca para dar publicidade aos produtos e servi\u00e7os d\u00e1-se o nome de&nbsp;<em>links<\/em>&nbsp;patrocinados (<em>keyword advertising<\/em>). Assim, ter\u00e3o preval\u00eancia no rol de resultados de determinada busca, o an\u00fancio, empresa ou marca daquele anunciante que se disp\u00f4s a pagar o maior valor pela posi\u00e7\u00e3o destacada da palavra-chave.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora seja l\u00edcito o expediente dos&nbsp;<em>links<\/em>&nbsp;patrocinados nos sites de busca, a inexist\u00eancia de par\u00e2metros ou mesmo proibi\u00e7\u00f5es referentes \u00e0s palavras-chaves que acionem a publicidade, escolhidas pelos anunciantes, podem gerar conflitos relacionados \u00e0 propriedade intelectual.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 que algumas empresas, ao contratarem&nbsp;<em>links<\/em>&nbsp;patrocinados, elegem como tal marcas ou nomes empresariais de concorrentes, usualmente empresas consagradas em seus respectivos ramos de atua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante deste cen\u00e1rio, a utiliza\u00e7\u00e3o, por terceiros, de marcas registradas, como palavras-chave em&nbsp;<em>links&nbsp;<\/em>patrocinados, com indiscut\u00edvel desvio de clientela, caracteriza ato de concorr\u00eancia desleal. <strong>A utiliza\u00e7\u00e3o da marca de um concorrente como palavra-chave para direcionar o consumidor do produto ou servi\u00e7o para o&nbsp;<em>link<\/em>&nbsp;do concorrente usurpador, \u00e9 capaz de causar confus\u00e3o quanto aos produtos oferecidos ou a atividade exercida pelos concorrentes<\/strong>. A deslealdade, aqui, estaria na forma de capta\u00e7\u00e3o de clientela, por recurso ardil, sem a dispensa de investimentos condizentes. Ainda, a pr\u00e1tica desleal conduz a processo de dilui\u00e7\u00e3o da marca no mercado, que perde posi\u00e7\u00e3o de destaque e preju\u00edzo \u00e0 fun\u00e7\u00e3o publicit\u00e1ria, pela redu\u00e7\u00e3o da visibilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da flagrante utiliza\u00e7\u00e3o indevida de nome empresarial e marca alheia, a utiliza\u00e7\u00e3o de links patrocinados, na forma como engendrada pela ora recorrente, \u00e9 conduta reprimida pelo art. 195, III e V, da Lei da Propriedade Industrial e pelo artigo 10 bis, da Conven\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o de Paris para Prote\u00e7\u00e3o da Propriedade Industrial. A propriedade da marca adquire-se pelo registro validamente expedido, sendo assegurado ao titular seu uso exclusivo em toda a abrang\u00eancia do territ\u00f3rio nacional, conforme disp\u00f5e o art. 129 da Lei n. 9.279\/1996, sendo certo que &#8220;abrange o uso da marca em pap\u00e9is, impressos, propaganda e documentos relativos \u00e0 atividade do titular&#8221;, tamb\u00e9m nos termos do art. 131 da mesma lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse rumo de ideias, \u00e9 certo que o est\u00edmulo \u00e0 livre iniciativa, dentro ou fora da rede mundial de computadores, deve conhecer limites, sendo inconceb\u00edvel reconhecer l\u00edcita conduta que cause confus\u00e3o ou associa\u00e7\u00e3o proposital \u00e0 marca de terceiro atuante no mesmo nicho de mercado.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>11.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Configura concorr\u00eancia desleal a contrata\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de links patrocinados (keyword advertising) prestados por provedores de busca na internet para obter posi\u00e7\u00e3o privilegiada em resultado de busca em que o consumidor de produto ou servi\u00e7o utiliza como palavra-chave a marca de um concorrente.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><a>DIREITO PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>12.&nbsp; Decis\u00e3o que determina exclus\u00e3o de elementos probat\u00f3rios obtidos mediante o acesso ao e-mail funcional de servidor investigado e aproveitamento de provas independentes<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o <a>que determina <\/a><a>exclus\u00e3o de elementos probat\u00f3rios obtidos mediante o acesso ao e-mail funcional de servidor <\/a>investigado n\u00e3o contamina a legalidade da utiliza\u00e7\u00e3o de provas produzidas de forma independente por comiss\u00e3o disciplinar de PAD, em observ\u00e2ncia \u00e0 teoria da fonte independente e da descoberta inevit\u00e1vel da prova.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg na Rcl 42.292-DF, Rel. Min. Olindo Menezes (Desembargador convocado do TRF 1\u00aa Regi\u00e3o), Terceira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 24\/08\/2022, DJe 26\/08\/2022. (Info 747)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>12.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Rubens, servidor p\u00fablico, foi denunciado pela pr\u00e1tica de crimes contra a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica. Em determinado momento do processo, impetrou Habeas Corpus no qual foi determinada a exclus\u00e3o de elementos probat\u00f3rios obtidos mediante o acesso ao e-mail funcional de servidor.<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre que o PAD continuava a correr normalmente e utilizando-se das mesmas provas obtivas pelo acesso ao e-mail funcional, raz\u00e3o que levou Rubens a ajuizar Reclama\u00e7\u00e3o ante o STJ.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>12.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>12.2.1. Contaminadas as provas obtidas no PAD?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Se obtidas de forma independente, N\u00c3O!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente, anota-se que, nos termos em que fora julgado o RHC 120.939\/SP, n\u00e3o se delimitou o alcance da declara\u00e7\u00e3o de ilicitude dos e-mails pertencentes a servidor, se apenas o pessoal ou tamb\u00e9m o funcional.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;<strong>O reconhecimento de nulidades no curso do processo penal reclama uma efetiva demonstra\u00e7\u00e3o do preju\u00edzo \u00e0 parte, sem a qual prevalecer\u00e1 o princ\u00edpio da instrumentalidade das formas positivado pelo art. 563 do CPP<\/strong> (<em>pas de nullit\u00e9 sans grief<\/em>)&#8221; (AgRg no HC n. 727.803\/PR, relator Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, julgado em 17\/05\/2022, DJe de 20\/05\/2022).<\/p>\n\n\n\n<p>Se, no caso concreto, h\u00e1 men\u00e7\u00f5es \u00e0 participa\u00e7\u00e3o do servidor no \u00e2mbito da Opera\u00e7\u00e3o &#8220;Porto Seguro&#8221;, mesmo antes da prola\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o reclamada, sustentando-se, ainda, que &#8220;o acesso ao correio eletr\u00f4nico institucional do reclamante n\u00e3o foi obtido pela Comiss\u00e3o Processante como decorrente das medidas cautelares deferidas no bojo de inqu\u00e9rito policial, mas sim por meio de prova produzida na esfera estritamente administrativa&#8221;, n\u00e3o h\u00e1 falar-se em preju\u00edzo. Tanto que &#8220;mesmo ap\u00f3s ser dado cumprimento \u00e0 decis\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, com extra\u00e7\u00e3o dos autos das provas declaradas il\u00edcitas, remanesce conjunto probat\u00f3rio robusto apto a legitimar a manuten\u00e7\u00e3o da penalidade&#8221; (demiss\u00e3o).<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, n\u00e3o h\u00e1 nenhum impedimento, ou se contesta, a legalidade da utiliza\u00e7\u00e3o das provas produzidas de forma independente pela comiss\u00e3o disciplinar no PAD, uma vez que o \u00e2mbito decis\u00f3rio foi, t\u00e3o somente, a exclus\u00e3o dos&nbsp;<em>e-mails<\/em>&nbsp;pertencentes ao agravado, tanto os de cunho pessoal como os funcionais. Dizendo de outra forma, n\u00e3o h\u00e1 nenhuma obje\u00e7\u00e3o \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o das demais provas colhidas de maneira independente no processo administrativo citado.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>12.2.2. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o que determina exclus\u00e3o de elementos probat\u00f3rios obtidos mediante o acesso ao e-mail funcional de servidor investigado n\u00e3o contamina a legalidade da utiliza\u00e7\u00e3o de provas produzidas de forma independente por comiss\u00e3o disciplinar de PAD, em observ\u00e2ncia \u00e0 teoria da fonte independente e da descoberta inevit\u00e1vel da prova.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><a>DIREITO PROCESSUAL PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>13.&nbsp; (Im)Possibilidade de afastamento da S\u00famula 7 do STJ em crimes contra a dignidade sexual<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>PROCESSO SOB SEGREDO DE JUSTI\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em crimes contra a dignidade sexual, \u00e9 poss\u00edvel afastar, em car\u00e1ter excepcional, o \u00f3bice da S\u00famula n. 7\/STJ estritamente para a revalora\u00e7\u00e3o de prova ou de dados que estejam admitidos e delineados no decis\u00f3rio recorrido de forma expl\u00edcita.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo sob segredo de justi\u00e7a, Rel. Min. Jesu\u00edno Rissato (Desembargador convocado do TJDFT), Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 23\/08\/2022, DJe 26\/08\/2022. (Info 747)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>13.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Tadeu foi condenado pela pr\u00e1tica do delito previsto no art. 217-A,&nbsp;<em>caput<\/em>, c\/c art. 226, II, ambos do CP. Na segunda inst\u00e2ncia, o tribunal local reconheceu a forma tentada do crime de estupro, aplicando-se causa de diminui\u00e7\u00e3o de pena na fra\u00e7\u00e3o de um ter\u00e7o. Contudo, em sede de recurso especial, o STJ entendeu pela forma consumada do delito e, consequentemente, afastou a causa de diminui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformado, Tadeu interp\u00f4s agravo regimental no qual sustenta que a quest\u00e3o seria meramente valorativa de prova, n\u00e3o sendo mat\u00e9ria de direito, raz\u00e3o pela qual n\u00e3o deve ser debatida em sede de Recurso Especial diante da incid\u00eancia da S\u00famula n. 7\/STJ, bem como a aus\u00eancia de provas concretas quanto \u00e0 comprova\u00e7\u00e3o da autoria delitiva.<\/p>\n\n\n\n<p>*Processo sob segredo de justi\u00e7a- Caso imaginado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>13.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>13.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CP:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Estupro&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Art. 213.&nbsp; Constranger algu\u00e9m, mediante viol\u00eancia ou grave amea\u00e7a, a ter conjun\u00e7\u00e3o carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso<\/p>\n\n\n\n<p>Pena &#8211; reclus\u00e3o, de 6 (seis) a 10 (dez) anos.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Estupro de vulner\u00e1vel<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Art. 217-A.&nbsp; Ter conjun\u00e7\u00e3o carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Pena &#8211; reclus\u00e3o, de 8 (oito) a 15 (quinze) anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 226. A pena \u00e9 aumentada:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; de metade, se o agente \u00e9 ascendente, padrasto ou madrasta, tio, irm\u00e3o, c\u00f4njuge, companheiro, tutor, curador, preceptor ou empregador da v\u00edtima ou por qualquer outro t\u00edtulo tiver autoridade sobre ela;<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00famula n. 7\/STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>A PRETENS\u00c3O DE SIMPLES REEXAME DE PROVA N\u00c3O ENSEJA RECURSO ESPECIAL.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>13.2.2. Poss\u00edvel o afastamento da S\u00famula 7?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Excepcionalmente\u201d (kkk), SIM!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na origem<a>, o ju\u00edzo singular condenou o r\u00e9u pela pr\u00e1tica do delito previsto no art. 217-A,&nbsp;<em>caput<\/em>, c\/c art. 226, II, ambos do <\/a><a>CP<\/a>. Na segunda inst\u00e2ncia, o tribunal de origem reconheceu a forma tentada do crime de estupro, aplicando-se causa de diminui\u00e7\u00e3o de pena na fra\u00e7\u00e3o de um ter\u00e7o. Contudo, em sede de recurso especial, esta Corte Superior entendeu pela forma consumada do delito e, consequentemente, afastou a causa de diminui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, no agravo regimental, a parte agravante sustenta que &#8220;a quest\u00e3o \u00e9 meramente valorativa de prova, n\u00e3o sendo mat\u00e9ria de direito, raz\u00e3o pela qual n\u00e3o deve ser debatida em sede de Recurso Especial&#8221; diante da incid\u00eancia da S\u00famula n. 7\/STJ, bem como assevera aus\u00eancia de provas concretas quanto \u00e0 comprova\u00e7\u00e3o da autoria delitiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, o ato libidinoso, atualmente descrito nos arts. 213 e 217-A do C\u00f3digo Penal, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o coito anal ou o sexo oral, mas podem ser caracterizados mediante toques, beijo lascivo, contatos voluptuosos, contempla\u00e7\u00e3o lasciva, dentre outros. Isto porque, o legislador, com a altera\u00e7\u00e3o trazida pela Lei n. 12.015\/2009, optou por consagrar que no delito de estupro a pratica de conjun\u00e7\u00e3o carnal ou outro ato libidinoso, n\u00e3o havendo rol taxativo ou exemplificativo acerca de quais atos seria considerados libidinosos.<\/p>\n\n\n\n<p>Importante destacar que<strong> a pretens\u00e3o recursal ministerial n\u00e3o exige o vedado reexame do material cognitivo, pois busca-se a denominada revalora\u00e7\u00e3o da prova, a qual restou admitida e considerada suficiente no pr\u00f3prio ac\u00f3rd\u00e3o agravado<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta linha, a doutrina, analisando o tema, diz: &#8220;Mas examinar se os seus ju\u00edzes malferiram o direito \u00e0 prova, se negaram o direito que as partes t\u00eam de produzi-la, isto \u00e9, se a sua produ\u00e7\u00e3o foi requerida&nbsp;<em>ex vi legis<\/em>, essa \u00e9 uma faculdade que n\u00e3o pode ser negada aos ju\u00edzes dos apelos maiores&#8221;. E ainda: &#8220;Acrescentamos que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 em consequ\u00eancia do erro de direito que pode haver m\u00e1 valora\u00e7\u00e3o da prova. Ela pode decorrer tamb\u00e9m do arb\u00edtrio do magistrado ao negar-se a admiti-la&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, diferentemente da conclus\u00e3o da E. Corte local, o delito referenciado tamb\u00e9m se consuma com a efetiva pr\u00e1tica de ato libidinoso diverso da conjun\u00e7\u00e3o carnal. Ademais, este Superior Tribunal, em casos de similares crimes contra a dignidade sexual, afastou a <a>S\u00famula n. 7\/STJ <\/a>estritamente para fins de revalora\u00e7\u00e3o dos elementos f\u00e1ticos-probat\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>13.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Em crimes contra a dignidade sexual, \u00e9 poss\u00edvel afastar, em car\u00e1ter excepcional, o \u00f3bice da S\u00famula n. 7\/STJ estritamente para a revalora\u00e7\u00e3o de prova ou de dados que estejam admitidos e delineados no decis\u00f3rio recorrido de forma expl\u00edcita.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>14.&nbsp; Consequ\u00eancias do reconhecimento da manifesta contrariedade entre o veredito condenat\u00f3rio e as provas dos autos<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>PROCESSO SOB SEGREDO DE JUSTI\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O <a>reconhecimento <\/a><a>da manifesta contrariedade entre o veredito condenat\u00f3rio e as provas dos autos<\/a> gera a cassa\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a e submiss\u00e3o dos r\u00e9us a novo j\u00fari, mas n\u00e3o sua absolvi\u00e7\u00e3o imediata pelos ju\u00edzes togados, na forma do art. 593, \u00a7 3\u00ba, do CPP.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo sob segredo de justi\u00e7a, Rel. Min. Ribeiro Dantas, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 21\/06\/2022, DJe 29\/06\/2022. (Info 747)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>14.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Craudio foi condenado por um Tribunal do J\u00fari pelo crime de homic\u00eddio. Posteriormente, foi reconhecida a manifesta contrariedade entre o veredito condenat\u00f3rio e as provas dos autos, raz\u00e3o que levou seu advogado a requerer a absolvi\u00e7\u00e3o imediata de seu cliente.<\/p>\n\n\n\n<p>*Processo sob segredo de justi\u00e7a- Caso imaginado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>14.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>14.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPP:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 593. Caber\u00e1 apela\u00e7\u00e3o no prazo de 5 (cinco) dias:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7&nbsp;3<sup>o<\/sup>&nbsp;&nbsp;Se a apela\u00e7\u00e3o se fundar no n<sup>o<\/sup>&nbsp;III,&nbsp;d, deste artigo, e o tribunal&nbsp;ad quem&nbsp;se convencer de que a decis\u00e3o dos jurados \u00e9 manifestamente contr\u00e1ria \u00e0 prova dos autos, dar-lhe-\u00e1 provimento para sujeitar o r\u00e9u a novo julgamento; n\u00e3o se admite, por\u00e9m, pelo mesmo motivo, segunda apela\u00e7\u00e3o.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>14.2.2. Cabe a absolvi\u00e7\u00e3o imediata?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Obviamente que N\u00c3O!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em respeito \u00e0 compet\u00eancia constitucional dos jurados para o julgamento de crimes dolosos contra a vida, o reconhecimento da manifesta contrariedade entre o veredito condenat\u00f3rio e as provas dos autos implica a cassa\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a e a submiss\u00e3o dos acusados a novo j\u00fari, na forma do art. 593, \u00a7 3\u00ba, do <a>CPP<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O pedido absolut\u00f3rio, ali\u00e1s, seria mesmo invi\u00e1vel, por carecer de base legal.<\/strong> Trata-se de norma legal que, equaliza a soberania constitucional dos vereditos com a possibilidade de seu controle jurisdicional, sem, contudo, permitir a substitui\u00e7\u00e3o do j\u00fari por ju\u00edzes togados.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>14.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O reconhecimento da manifesta contrariedade entre o veredito condenat\u00f3rio e as provas dos autos gera a cassa\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a e submiss\u00e3o dos r\u00e9us a novo j\u00fari, mas n\u00e3o sua absolvi\u00e7\u00e3o imediata pelos ju\u00edzes togados, na forma do art. 593, \u00a7 3\u00ba, do CPP.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>15.&nbsp; Excesso de prazo para conclus\u00e3o do inqu\u00e9rito policial e constrangimento ilegal<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>HABEAS CORPUS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 excesso de prazo para conclus\u00e3o de inqu\u00e9rito policial, quando, a despeito do investigado se encontrar solto e de n\u00e3o sofrer efeitos de qualquer medida restritiva, a investiga\u00e7\u00e3o perdura por longo per\u00edodo e n\u00e3o resta demonstrada a complexidade apta a afastar o constrangimento ilegal.<\/p>\n\n\n\n<p>HC 653.299-SC, Rel. Min. Laurita Vaz, Rel. Acd. Min. Sebasti\u00e3o Reis J\u00fanior, Sexta Turma, por maioria, julgado em 16\/08\/2022, DJe 25\/08\/2022. (Info 747)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>15.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Dr.Creisson \u00e9 investigado pelo crime de desvio de valores supostamente recebidos na qualidade de advogado da v\u00edtima (pessoa idosa, analfabeta e economicamente hipossuficiente). A investiga\u00e7\u00e3o iniciou em 2013, restou quatro anos paralisada e, ap\u00f3s a paralisa\u00e7\u00e3o, o delegado concluiu pela inexist\u00eancia de prova da materialidade e de ind\u00edcios suficientes de autoria. No entanto, a pedido do Minist\u00e9rio P\u00fablico, a investiga\u00e7\u00e3o prosseguiu.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformado, Dr. Creisson impetrou Habeas Corpus no qual alega a aus\u00eancia de justa causa, a ilegitimidade do Minist\u00e9rio P\u00fablico para apurar quest\u00f5es relativas a honor\u00e1rios advocat\u00edcios e o suposto excesso de prazo para a conclus\u00e3o do inqu\u00e9rito policial.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>15.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>15.2.1. Configurado o constrangimento ilegal?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O prazo para a conclus\u00e3o do inqu\u00e9rito policial, em caso de investigado solto \u00e9 IMPR\u00d3PRIO. Assim, <strong>pode ser prorrogado a depender da complexidade das investiga\u00e7\u00f5es<\/strong>. Contudo, consoante precedentes do STJ, \u00e9 poss\u00edvel que se realize, por meio de&nbsp;<em>habeas corpus<\/em>, o controle acerca da razoabilidade da dura\u00e7\u00e3o da investiga\u00e7\u00e3o, sendo cab\u00edvel, at\u00e9 mesmo, o trancamento do inqu\u00e9rito policial, caso demonstrada a excessiva demora para a sua conclus\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Constata-se, no caso, o alegado constrangimento ilegal decorrente do excesso de prazo para a conclus\u00e3o do inqu\u00e9rito policial na origem, instaurado em 2013, ou seja, h\u00e1 mais de 9 (nove) anos. As nuances do caso concreto n\u00e3o indicam que a investiga\u00e7\u00e3o \u00e9 demasiadamente complexa: apura-se o alegado<a> desvio de valores supostamente recebidos pelo paciente, na qualidade de advogado da v\u00edtima (pessoa idosa, analfabeta e economicamente hipossuficiente<\/a>); h\u00e1 apenas um investigado; foi ouvida somente uma testemunha e determinada a quebra do sigilo banc\u00e1rio de duas pessoas; e com dilig\u00eancias j\u00e1 cumpridas.<\/p>\n\n\n\n<p>Outrossim, a investiga\u00e7\u00e3o ficou PARALISADA por cerca de 4 (quatro) anos e <strong>a autoridade policial, posteriormente, apresentou relat\u00f3rio que <a>concluiu pela inexist\u00eancia de prova da materialidade e de ind\u00edcios suficientes de autoria. No entanto, a pedido do Minist\u00e9rio P\u00fablico, a investiga\u00e7\u00e3o prosseguiu<\/a><\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Mostra-se inadmiss\u00edvel que, no panorama atual, em que o ordenamento jur\u00eddico p\u00e1trio \u00e9 norteado pela razo\u00e1vel dura\u00e7\u00e3o do processo (no \u00e2mbito judicial e administrativo) &#8211; cl\u00e1usula p\u00e9trea institu\u00edda expressamente na Constitui\u00e7\u00e3o Federal pela Emenda Constitucional n. 45\/2004 -, um cidad\u00e3o seja indefinidamente investigado, transmutando a investiga\u00e7\u00e3o do fato para a investiga\u00e7\u00e3o da pessoa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O fato de o paciente n\u00e3o ter sido indiciado ou n\u00e3o sofrer os efeitos de qualquer medida restritiva, por si s\u00f3, n\u00e3o indica aus\u00eancia de constrangimento, considerando que a simples exist\u00eancia da investiga\u00e7\u00e3o, que no caso est\u00e1 relacionada ao exerc\u00edcio profissional do paciente<\/strong>, j\u00e1 \u00e9, como disse o Ministro Antonio Saldanha Palheiro, por ocasi\u00e3o do julgamento do RHC 135.299\/CE, uma estigmatiza\u00e7\u00e3o decorrente da condi\u00e7\u00e3o de suspeito de pr\u00e1tica delitiva. O constrangimento \u00e9 patente.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>15.2.2. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>H\u00e1 excesso de prazo para conclus\u00e3o de inqu\u00e9rito policial, quando, a despeito do investigado se encontrar solto e de n\u00e3o sofrer efeitos de qualquer medida restritiva, a investiga\u00e7\u00e3o perdura por longo per\u00edodo e n\u00e3o resta demonstrada a complexidade apta a afastar o constrangimento ilegal.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>16.&nbsp; (In)Capacidade da PJ para celebrar acordo de colabora\u00e7\u00e3o premiada, previsto na Lei n. 12.850\/2013.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO EM HABEAS CORPUS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Pessoa jur\u00eddica n\u00e3o possui capacidade para <a>celebrar acordo de colabora\u00e7\u00e3o premiada, previsto na Lei n. 12.850\/2013.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>RHC 154.979-SP, Rel. Min. Olindo Menezes (Desembargador convocado do TRF 1\u00aa Regi\u00e3o), Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 09\/08\/2022, DJe 15\/08\/2022. (Info 747)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>16.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creosvaldo foi denunciado por crime de Organiza\u00e7\u00e3o Criminosa e Lavagem de Bens e Valores. Os outros corr\u00e9us, ex-executivos da empresa Corr\u00eaa, teriam se tornado colaboradores ao assinar documento denominado Termo de Ades\u00e3o, o qual estaria atrelado a um Acordo de Colabora\u00e7\u00e3o Premiada firmado entre a pessoa jur\u00eddica \u201cCorr\u00eaa\u201d e o Minist\u00e9rio P\u00fablico de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>Creosvaldo interp\u00f4s Habeas Corpus no qual sustenta que o acordo de colabora\u00e7\u00e3o premiada foi celebrado entre MPSP e uma parte que n\u00e3o seria pessoa f\u00edsica, sen\u00e3o uma pessoa jur\u00eddica de direito privado, no que entende havido constrangimento ilegal, pois a legisla\u00e7\u00e3o penal prev\u00ea que o acordo de colabora\u00e7\u00e3o deve ser volunt\u00e1rio, n\u00e3o sendo poss\u00edvel tal capacidade volitiva \u00e0 pessoa jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>16.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>16.2.1. PJ pode celebrar acordo de colabora\u00e7\u00e3o premiada?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A colabora\u00e7\u00e3o premiada, hoje prevista em v\u00e1rios diplomas legais punitivos, foi introduzida no Brasil pela <a>Lei n. 8.072\/1990 <\/a>(arts. 7\u00ba e 8\u00ba, par\u00e1grafo \u00fanico), e tem sempre para o colaborador o objetivo PERSONAL\u00cdSSIMO de obter uma redu\u00e7\u00e3o ou mesmo isen\u00e7\u00e3o de pena, como est\u00e1 claro na Lei n. 12.850\/2013, que inclusive prev\u00ea que o MP poder\u00e1 deixar de oferecer a den\u00fancia (art. 4\u00ba, \u00a7\u00a7 2\u00ba e 4\u00ba), <strong>o que, at\u00e9 mesmo pela excepcionalidade da norma penal, ou pr\u00e9-processual penal, n\u00e3o se aplica \u00e0s pessoas jur\u00eddicas, cuja responsabilidade penal se limita aos crimes ambientais<\/strong> (art. 225, \u00a7 3\u00ba &#8211; CF), e menos ainda em rela\u00e7\u00e3o aos seus executivos, pessoas f\u00edsicas, que t\u00eam o direito personal\u00edssimo de, segundo a suja conveni\u00eancia, admitir contra si a pr\u00e1tica de crimes com o referidos prop\u00f3sitos penais.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a Lei n. 12.850\/2013, n\u00e3o se mostra poss\u00edvel o enquadramento de pessoa jur\u00eddica como investigada ou acusada no tipo de crime de organiza\u00e7\u00e3o criminosa. Tamb\u00e9m n\u00e3o seria razo\u00e1vel qualific\u00e1-la como ente capaz de celebrar o acordo de colabora\u00e7\u00e3o nela previsto, menos ainda em rela\u00e7\u00e3o aos seus dirigentes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O fator vontade do imputado vem previsto de forma expressa na lei, ao dispor que &#8220;Realizado o acordo na forma do \u00a7 6\u00ba, o respectivo termo, acompanhado das declara\u00e7\u00f5es do colaborador e de c\u00f3pia da investiga\u00e7\u00e3o, ser\u00e1 remetido ao juiz para homologa\u00e7\u00e3o, o qual dever\u00e1 verificar sua regularidade, legalidade e voluntariedade, podendo para este fim, sigilosamente, ouvir o colaborador, na presen\u00e7a de seu defensor<\/strong> &#8221; (art. 4\u00ba, \u00a7 7\u00ba).<\/p>\n\n\n\n<p>Destaca-se que &#8220;o Supremo Tribunal Federal, por seu Plen\u00e1rio, em voto da relatoria do Ministro Dias Toffoli, nos autos do HC 127.483\/PR, assentou o entendimento de que a colabora\u00e7\u00e3o premiada, para al\u00e9m de t\u00e9cnica especial de investiga\u00e7\u00e3o, \u00e9 neg\u00f3cio jur\u00eddico processual personal\u00edssimo, pois, por meio dele, se pretende a coopera\u00e7\u00e3o do imputado para a investiga\u00e7\u00e3o e para o processo penal, o qual poder\u00e1 redundar em benef\u00edcios de natureza penal premial, sendo necess\u00e1rio que a ele se aquies\u00e7a, voluntariamente, que esteja no pleno gozo de sua capacidade civil, e consciente dos efeitos decorrentes de sua realiza\u00e7\u00e3o&#8221; (APn 843\/DF, Rel. Ministro Herman Benjamin, Corte Especial, julgado em 06\/12\/2017, DJe 01\/02\/2018).<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa compreens\u00e3o, <strong>rememora-se que acordo de leni\u00eancia n\u00e3o \u00e9 acordo de colabora\u00e7\u00e3o premiada<\/strong>. Ou se tem uma colabora\u00e7\u00e3o premiada, baseada, por exemplo, na Lei n. 12.850\/2013, com todas as suas regras gerais (de matiz voltada para o Direito Penal), ou um acordo de leni\u00eancia, seja o da Lei n. 12.846\/2013 ou mesmo o da Lei n. 12.529\/2011, caso se pretenda a atua\u00e7\u00e3o em \u00e2mbito c\u00edvel e administrativo.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>16.2.2. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Pessoa jur\u00eddica n\u00e3o possui capacidade para celebrar acordo de colabora\u00e7\u00e3o premiada, previsto na Lei n. 12.850\/2013.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-c0edc4d6-00df-4003-ab4e-c39acb245bd6\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2022\/10\/03113614\/stj-747-1.pdf\">stj-747-1<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2022\/10\/03113614\/stj-747-1.pdf\" class=\"wp-block-file__button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-c0edc4d6-00df-4003-ab4e-c39acb245bd6\">Baixar<\/a><\/div>\n\n\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-\"><\/h1>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Informativo n\u00ba 747 do STJ&nbsp;COMENTADO&nbsp;saindo do forno (quentinho) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! 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