{"id":1101010,"date":"2022-09-27T02:24:23","date_gmt":"2022-09-27T05:24:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1101010"},"modified":"2022-09-27T02:24:24","modified_gmt":"2022-09-27T05:24:24","slug":"informativo-stj-746-parte-ii-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-746-parte-ii-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STJ 746 Parte II Comentado"},"content":{"rendered":"<p>Informativo n\u00ba 746 Parte II do STJ <strong>COMENTADO. <\/strong>Fique ligado aqui\u00a0no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas!<\/p>\n<p><!-- \/wp:post-content --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph {\"align\":\"center\",\"fontSize\":\"huge\"} --><\/p>\n<p class=\"has-text-align-center has-huge-font-size\"><strong><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2022\/09\/27022410\/stj-746-parte-ii.pdf\">DOWNLOAD do PDF<\/a><\/strong><\/p>\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_ObCk5ZTq1dc\"><div id=\"lyte_ObCk5ZTq1dc\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/ObCk5ZTq1dc\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/ObCk5ZTq1dc\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/ObCk5ZTq1dc\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h1><a name=\"_Toc115128323\"><\/a>DIREITO TRIBUT\u00c1RIO<\/h1>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc115128324\"><\/a>1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Incid\u00eancia do ICMS sobre o servi\u00e7o de inser\u00e7\u00e3o de publicidade e veicula\u00e7\u00e3o de propaganda em sites da internet.<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n<p>O ICMS n\u00e3o incide sobre o servi\u00e7o de inser\u00e7\u00e3o de publicidade e veicula\u00e7\u00e3o de propaganda em\u00a0sites\u00a0da\u00a0internet.<\/p>\n<p>AREsp 1.598.445-SP, Rel. Min. Gurgel de Faria, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 23\/08\/2022. (Info 746)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc115128325\"><\/a>1.1.\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Online Universo S\/A impetrou mandado de seguran\u00e7a por meio da qual questiona a incid\u00eancia do ICMS sobre o servi\u00e7o de inser\u00e7\u00e3o de publicidade e veicula\u00e7\u00e3o de propaganda em\u00a0sites\u00a0da\u00a0internet.<\/p>\n<p>Por sua vez, a Fazenda Estadual alega que o servi\u00e7o de veicula\u00e7\u00e3o de publicidade na internet \u00e9 pago pelos anunciantes, n\u00e3o para terem acesso \u00e0 internet, mas para terem suas mensagens publicit\u00e1rias veiculadas pela empresa. Tal servi\u00e7o n\u00e3o se encontraria disciplinado pela Lei Geral de Telecomunica\u00e7\u00f5es, n\u00e3o podendo ser considerado como servi\u00e7o de valor adicionado. Tratando-se de neg\u00f3cios jur\u00eddicos distintos e independentes (provedor de acesso\/usu\u00e1rio e anunciante\/provedor de acesso) constituiriam fatos geradores distintos, ainda que em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo tributo ICMS comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc115128326\"><\/a>1.2.\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc115128327\"><\/a>1.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Lei Complementar n. 87\/1996:<\/p>\n<p>Art. 2\u00b0 O imposto incide sobre:<\/p>\n<p>III &#8211; presta\u00e7\u00f5es onerosas de servi\u00e7os de comunica\u00e7\u00e3o, por qualquer meio, inclusive a gera\u00e7\u00e3o, a emiss\u00e3o, a recep\u00e7\u00e3o, a transmiss\u00e3o, a retransmiss\u00e3o, a repeti\u00e7\u00e3o e a amplia\u00e7\u00e3o de comunica\u00e7\u00e3o de qualquer natureza;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>CTN:<\/p>\n<p>Art. 110. A lei tribut\u00e1ria n\u00e3o pode alterar a defini\u00e7\u00e3o, o conte\u00fado e o alcance de institutos, conceitos e formas de direito privado, utilizados, expressa ou implicitamente, pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal, pelas Constitui\u00e7\u00f5es dos Estados, ou pelas Leis Org\u00e2nicas do Distrito Federal ou dos Munic\u00edpios, para definir ou limitar compet\u00eancias tribut\u00e1rias.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Lei n. 9.472\/1997:<\/p>\n<p>Art. 60. Servi\u00e7o de telecomunica\u00e7\u00f5es \u00e9 o conjunto de atividades que possibilita a oferta de telecomunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc115128328\"><\/a>1.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Incide ICMS?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!<\/strong><\/p>\n<p>A controv\u00e9rsia trazida a debate envolve a defini\u00e7\u00e3o sobre se a cess\u00e3o de espa\u00e7o em s\u00edtio eletr\u00f4nico de provedor de acesso \u00e0\u00a0<em>internet<\/em>\u00a0para conte\u00fado publicit\u00e1rio configura servi\u00e7o de comunica\u00e7\u00e3o e, portanto, deve ser considerada como fato gerador de ICMS.<\/p>\n<p>De in\u00edcio, a Lei Complementar n. 87\/1996 prev\u00ea, em seu art. 2\u00b0, III, que <u>o ICMS incide sobre presta\u00e7\u00e3o onerosa de servi\u00e7os de comunica\u00e7\u00e3o, incluindo, na previs\u00e3o legal, a gera\u00e7\u00e3o, a emiss\u00e3o, a recep\u00e7\u00e3o, a transmiss\u00e3o, a retransmiss\u00e3o, a repeti\u00e7\u00e3o e a amplia\u00e7\u00e3o de comunica\u00e7\u00e3o de qualquer natureza, bem como fixa, na forma de seu art. 12, VII, esta presta\u00e7\u00e3o onerosa de servi\u00e7o de comunica\u00e7\u00e3o como o pr\u00f3prio momento do fato gerador<\/u>.<\/p>\n<p>No entanto, <strong>a legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria n\u00e3o pode, para definir ou limitar compet\u00eancias tribut\u00e1rias, alterar a defini\u00e7\u00e3o, o alcance e o conte\u00fado de institutos, conceitos e formas de direito privado<\/strong> (art. 110 do CTN).<\/p>\n<p>Assim, extrai-se do art. 60 da Lei n. 9.472\/1997 que <u>o servi\u00e7o de comunica\u00e7\u00e3o (telecomunica\u00e7\u00e3o) \u00e9 o conjunto de atividades que possibilita a oferta deste servi\u00e7o, ou seja, a transmiss\u00e3o, emiss\u00e3o ou recep\u00e7\u00e3o, por infraestrutura f\u00edsica de informa\u00e7\u00f5es de qualquer natureza<\/u>.<\/p>\n<p>Nesse panorama, o servi\u00e7o de comunica\u00e7\u00e3o apenas est\u00e1 configurado quando o prestador fornece ao usu\u00e1rio os meios necess\u00e1rios \u00e0 transmiss\u00e3o e \u00e0 recep\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es e mensagens objeto da comunica\u00e7\u00e3o. \u00c9 pertinente a distin\u00e7\u00e3o da mensagem e da transmiss\u00e3o da mensagem, sendo apenas este \u00faltimo objeto de tributa\u00e7\u00e3o pelo ICMS-comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Saliente-se ainda que <strong>o valor adicionado (atividade que acrescenta, a um servi\u00e7o de telecomunica\u00e7\u00f5es que lhe d\u00e1 suporte e com o qual n\u00e3o se confunde, novas utilidades relacionadas ao acesso, armazenamento, apresenta\u00e7\u00e3o, movimenta\u00e7\u00e3o ou recupera\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es), o qual n\u00e3o se confunde com o servi\u00e7o de comunica\u00e7\u00e3o, est\u00e1 prevista no art. 61 e \u00a7\u00a7 da Lei Geral de Telecomunica\u00e7\u00e3o (LGT), n\u00e3o podendo a legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria alter\u00e1-la<\/strong>.<\/p>\n<p>Por este motivo, o STJ tem adotado a orienta\u00e7\u00e3o jurisprudencial segundo a qual os servi\u00e7os de valor adicionado n\u00e3o s\u00e3o objetos de tributa\u00e7\u00e3o pelo ICMS-comunica\u00e7\u00e3o por n\u00e3o se confundirem com os servi\u00e7os de telecomunica\u00e7\u00e3o propriamente ditos.<\/p>\n<p>Especificamente quanto ao servi\u00e7o de disponibiliza\u00e7\u00e3o de espa\u00e7o para publicidade e veicula\u00e7\u00e3o de propaganda em\u00a0<em>sites<\/em>\u00a0da\u00a0<em>internet<\/em>), h\u00e1 configura\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o de valor adicionado, pois se utiliza dos meios (infraestrutura) j\u00e1 disponibilizados para o p\u00fablico em geral por terceiros para acrescentar ao servi\u00e7o de comunica\u00e7\u00e3o novas utilidades relacionadas ao acesso, armazenamento e apresenta\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es ali contidas.<\/p>\n<p>A esse respeito, o Supremo Tribunal Federal, no julgamento da ADI 6034\/RJ, firmou o entendimento segundo o qual &#8220;\u00e9 constitucional o subitem 17.25 da lista anexa \u00e0 LC n. 116\/2003, inclu\u00eddo pela LC n. 157\/2016, no que propicia a incid\u00eancia do ISS, afastando a do ICMS, sobre a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o de inser\u00e7\u00e3o de textos, desenhos e outros materiais de propaganda e publicidade em qualquer meio (exceto em livros, jornais, peri\u00f3dicos e nas modalidades de servi\u00e7os de radiodifus\u00e3o sonora e de sons e imagens de recep\u00e7\u00e3o livre e gratuita)&#8221;. (ADI 6034, Relator Dias Toffoli, Tribunal Pleno, julgado em 09\/03\/2022, DJe 21\/03\/2022). Nos termos do voto do Relator, essas atividades (inser\u00e7\u00e3o de textos, desenhos e outros materiais de propaganda e publicidade em qualquer meio), embora imprescind\u00edveis \u00e0 operacionaliza\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o de comunica\u00e7\u00e3o social, encontram-se fora do \u00e2mbito de materialidade do ICMS-comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Dito isso, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel a tributa\u00e7\u00e3o da disponibiliza\u00e7\u00e3o em s\u00edtios eletr\u00f4nicos da pr\u00f3pria provedora de acesso a\u00a0<em>internet<\/em>\u00a0de mensagem de conte\u00fado publicit\u00e1rio. Isso porque n\u00e3o constitui presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de comunica\u00e7\u00e3o propriamente dita, mas mero servi\u00e7o de valor adicionado, o qual, n\u00e3o se confunde com o servi\u00e7o de telecomunica\u00e7\u00e3o e, tamb\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 objeto de tributa\u00e7\u00e3o pelo ICMS.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc115128329\"><\/a>1.2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Resultado final.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O ICMS n\u00e3o incide sobre o servi\u00e7o de inser\u00e7\u00e3o de publicidade e veicula\u00e7\u00e3o de propaganda em\u00a0<em>sites<\/em>\u00a0da\u00a0<em>internet.<\/em><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h1><a name=\"_Toc115128330\"><\/a>DIREITO DA CRIAN\u00c7A E DO ADOLESCENTE<\/h1>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc115128331\"><\/a>2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Admissibilidade da redu\u00e7\u00e3o do valor da multa do art. 249 do Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente, inclusive aqu\u00e9m do m\u00ednimo legal de tr\u00eas sal\u00e1rios m\u00ednimos<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>PROCESSO SOB SEGREDO JUDICIAL.<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 admiss\u00edvel a redu\u00e7\u00e3o do valor da multa do art. 249 do Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente, inclusive aqu\u00e9m do m\u00ednimo legal de tr\u00eas sal\u00e1rios m\u00ednimos.<\/p>\n<p>Processo sob segredo judicial, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 23\/08\/2022, DJe 25\/08\/2022. (Info 746)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc115128332\"><\/a>2.1.\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Creide, senhora muito humilde e de parcas condi\u00e7\u00f5es financeiras, \u00e9 m\u00e3e de Tadeu, menino em idade escolar que deixou de comparecer \u00e0 escola. O Conselho Tutelar ficou sabendo da situa\u00e7\u00e3o e determinou que a genitora providenciasse para que a crian\u00e7a voltasse aos estudos. Em v\u00e3o.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s constatar que a determina\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi acatada, foi aplicada a multa do art. 249 do ECA, que prev\u00ea o pagamento de tr\u00eas a vinte sal\u00e1rios de refer\u00eancia a quem descumprir determina\u00e7\u00e3o do conselho tutelar ou autoridade judici\u00e1ria. Creide ent\u00e3o requereu a redu\u00e7\u00e3o do valor da multa alegando a incapacidade financeira.<\/p>\n<p>* Processo sob segredo judicial. Caso imaginado.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc115128333\"><\/a>2.2.\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc115128334\"><\/a>2.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente:<\/p>\n<p>Art. 129. S\u00e3o medidas aplic\u00e1veis aos pais ou respons\u00e1vel:<\/p>\n<p>I &#8211; encaminhamento a servi\u00e7os e programas oficiais ou comunit\u00e1rios de prote\u00e7\u00e3o, apoio e promo\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia;\u00a0<\/p>\n<p>II &#8211; inclus\u00e3o em programa oficial ou comunit\u00e1rio de aux\u00edlio, orienta\u00e7\u00e3o e tratamento a alco\u00f3latras e toxic\u00f4manos;<\/p>\n<p>III &#8211; encaminhamento a tratamento psicol\u00f3gico ou psiqui\u00e1trico;<\/p>\n<p>IV &#8211; encaminhamento a cursos ou programas de orienta\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>V &#8211; obriga\u00e7\u00e3o de matricular o filho ou pupilo e acompanhar sua freq\u00fc\u00eancia e aproveitamento escolar;<\/p>\n<p>VI &#8211; obriga\u00e7\u00e3o de encaminhar a crian\u00e7a ou adolescente a tratamento especializado;<\/p>\n<p>VII &#8211; advert\u00eancia;<\/p>\n<p>VIII &#8211; perda da guarda;<\/p>\n<p>IX &#8211; destitui\u00e7\u00e3o da tutela;<\/p>\n<p>X &#8211; suspens\u00e3o ou destitui\u00e7\u00e3o do\u00a0p\u00e1trio poder\u00a0poder familiar\u00a0.<\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Na aplica\u00e7\u00e3o das medidas previstas nos incisos IX e X deste artigo, observar-se-\u00e1 o disposto nos arts. 23 e 24.<\/p>\n<p>Art. 214. Os valores das multas reverter\u00e3o ao fundo gerido pelo Conselho dos Direitos da Crian\u00e7a e do Adolescente do respectivo munic\u00edpio.<\/p>\n<ul>\n<li>1\u00ba As multas n\u00e3o recolhidas at\u00e9 trinta dias ap\u00f3s o tr\u00e2nsito em julgado da decis\u00e3o ser\u00e3o exigidas atrav\u00e9s de execu\u00e7\u00e3o promovida pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico, nos mesmos autos, facultada igual iniciativa aos demais legitimados.<\/li>\n<li>2\u00ba Enquanto o fundo n\u00e3o for regulamentado, o dinheiro ficar\u00e1 depositado em estabelecimento oficial de cr\u00e9dito, em conta com corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Art. 249. Descumprir, dolosa ou culposamente, os deveres inerentes ao\u00a0p\u00e1trio poder\u00a0poder familiar\u00a0ou decorrente de tutela ou guarda, bem assim determina\u00e7\u00e3o da autoridade judici\u00e1ria ou Conselho Tutelar:\u00a0<\/p>\n<p>Pena &#8211; multa de tr\u00eas a vinte sal\u00e1rios de refer\u00eancia, aplicando-se o dobro em caso de reincid\u00eancia.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc115128335\"><\/a>2.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Poss\u00edvel a redu\u00e7\u00e3o da multa ainda que para valor abaixo de tr\u00eas sal\u00e1rios m\u00ednimos?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!<\/strong><\/p>\n<p>Da an\u00e1lise do art. 129 do Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente, verifica-se que o legislador inseriu medidas de cunho essencialmente preventivo, pedag\u00f3gico ou educativo (como as hip\u00f3teses dos incisos I a VI) e tamb\u00e9m medidas tipicamente sancionadoras, estabelecendo entre elas uma evidente grada\u00e7\u00e3o que envolve desde a mais leve (como \u00e9 a hip\u00f3tese do inciso VII, que \u00e9 advert\u00eancia) at\u00e9 san\u00e7\u00f5es mais graves (como s\u00e3o as hip\u00f3teses dos incisos VIII a X, a saber, perda da guarda, destitui\u00e7\u00e3o da tutela e suspens\u00e3o ou destitui\u00e7\u00e3o do poder familiar).<\/p>\n<p><strong>O caso em an\u00e1lise tem como pano de fundo o pagamento de multa prevista no art. 249 do ECA, estabelecida em seu patamar m\u00ednimo (03 sal\u00e1rios m\u00ednimos) tendo em vista a evas\u00e3o escolar de filho adolescente em raz\u00e3o da neglig\u00eancia e da omiss\u00e3o de sua genitora.<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 correto afirmar, nesse contexto, que <u>a san\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria prevista no art. 249 do ECA, embora topologicamente distante do art. 129 do mesmo Estatuto, igualmente comp\u00f5e aquele mesmo rol, tratando-se de medida que, a despeito de seu cunho essencialmente sancionat\u00f3rio, igualmente possui car\u00e1ter preventivo, coercitivo e disciplinador, buscando-se ainda que tais condutas n\u00e3o mais se repitam a bem dos filhos<\/u>.<\/p>\n<p><strong>A situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do infrator n\u00e3o deve parametrizar o exame da pr\u00f3pria adequa\u00e7\u00e3o da provid\u00eancia determinada<\/strong>, quest\u00e3o que melhor se amolda \u00e0 ideia de que seja a medida efetivamente preventiva, pedag\u00f3gica e inibidora da repeti\u00e7\u00e3o das condutas censuradas.<\/p>\n<p>Dito de outra maneira, a vulnerabilidade social e econ\u00f4mica da entidade familiar e dos pais n\u00e3o impede a aplica\u00e7\u00e3o da multa prevista no art. 249 do ECA se os requisitos de sua incid\u00eancia estiverem presentes.<\/p>\n<p>Contudo<strong>, a situa\u00e7\u00e3o de hipossufici\u00eancia econ\u00f4mica deve ser considerada como relevante para a fixa\u00e7\u00e3o do valor da multa<\/strong>, que ser\u00e1 revertida ao fundo gerido pelo Conselho dos Direitos da Crian\u00e7a do Adolescente do respectivo munic\u00edpio (art. 214 do ECA), especialmente porque <u>n\u00e3o se pode olvidar que o referido valor ser\u00e1 logicamente despendido pela entidade familiar em que est\u00e1 inserida a crian\u00e7a ou adolescente que se pretende proteger igualmente de uma situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade financeira<\/u>.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao tema, sublinhe-se que h\u00e1 sucessivos precedentes desta Terceira Turma no sentido de que, embora n\u00e3o seja admiss\u00edvel a exclus\u00e3o da multa ao fundamento de vulnerabilidade e hipossufici\u00eancia econ\u00f4mica, \u00e9 perfeitamente admiss\u00edvel a redu\u00e7\u00e3o do valor da multa do art. 249 do ECA, inclusive aqu\u00e9m do m\u00ednimo legal de 03 sal\u00e1rios m\u00ednimos, nessas circunst\u00e2ncias. Nesse sentido, confiram-se: REsp 1.658.508\/RJ, Terceira Turma, DJe 26\/10\/2018; REsp 1.780.008\/MG, Terceira Turma, DJe 08\/06\/2020 e REsp 1.784.627\/SC, Terceira Turma, DJe 08\/06\/2020.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc115128336\"><\/a>2.2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Resultado final.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00c9 admiss\u00edvel a redu\u00e7\u00e3o do valor da multa do art. 249 do Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente, inclusive aqu\u00e9m do m\u00ednimo legal de tr\u00eas sal\u00e1rios m\u00ednimos.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h1><a name=\"_Toc115128337\"><\/a>DIREITO DO CONSUMIDOR<\/h1>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc115128338\"><\/a>3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Diferencia\u00e7\u00e3o entre bacharelado e licenciatura na oferta pela institui\u00e7\u00e3o de ensino<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n<p>Constitui dever da institui\u00e7\u00e3o de ensino a informa\u00e7\u00e3o clara e transparente acerca do curso ofertado, orientando e advertindo seus alunos acerca da separa\u00e7\u00e3o entre bacharelado e licenciatura.<\/p>\n<p>AgInt no REsp 1.738.996-RJ, Rel. Min. Paulo de Tarso Sanseverino, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 30\/05\/2022, DJe 02\/06\/2022. (Info 746)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc115128339\"><\/a>3.1.\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Josefa, aluna em gradua\u00e7\u00e3o de curso de ensino superior, alega que foi enganada pela institui\u00e7\u00e3o de ensino que, no seu s\u00edtio eletr\u00f4nico, teria garantido aos futuros alunos inexistir limita\u00e7\u00e3o ao exerc\u00edcio da profiss\u00e3o por aqueles portadores de diploma de licenciatura plena em Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica, isto no ano de 2006, quando de sua entrada na Universidade, ou seja, quando j\u00e1 vigente a separa\u00e7\u00e3o, entre bacharelado e licenciatura, ocorrida no curso de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica.<\/p>\n<p>Inconformada, ajuizou a\u00e7\u00e3o em face da institui\u00e7\u00e3o se ensino por meio da qual requer a condena\u00e7\u00e3o em danos morais e materiais.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc115128340\"><\/a>3.2.\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc115128341\"><\/a>3.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>CDC:<\/p>\n<p>Art. 6\u00ba S\u00e3o direitos b\u00e1sicos do consumidor:<\/p>\n<p>I &#8211; a prote\u00e7\u00e3o da vida, sa\u00fade e seguran\u00e7a contra os riscos provocados por pr\u00e1ticas no fornecimento de produtos e servi\u00e7os considerados perigosos ou nocivos;<\/p>\n<p>II &#8211; a educa\u00e7\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o sobre o consumo adequado dos produtos e servi\u00e7os, asseguradas a liberdade de escolha e a igualdade nas contrata\u00e7\u00f5es;<\/p>\n<p>III &#8211; a informa\u00e7\u00e3o adequada e clara sobre os diferentes produtos e servi\u00e7os, com especifica\u00e7\u00e3o correta de quantidade, caracter\u00edsticas, composi\u00e7\u00e3o, qualidade, tributos incidentes e pre\u00e7o, bem como sobre os riscos que apresentem;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>IV &#8211; a prote\u00e7\u00e3o contra a publicidade enganosa e abusiva, m\u00e9todos comerciais coercitivos ou desleais, bem como contra pr\u00e1ticas e cl\u00e1usulas abusivas ou impostas no fornecimento de produtos e servi\u00e7os;<\/p>\n<p>V &#8211; a modifica\u00e7\u00e3o das cl\u00e1usulas contratuais que estabele\u00e7am presta\u00e7\u00f5es desproporcionais ou sua revis\u00e3o em raz\u00e3o de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas;<\/p>\n<p>VI &#8211; a efetiva preven\u00e7\u00e3o e repara\u00e7\u00e3o de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos e difusos;<\/p>\n<p>VII &#8211; o acesso aos \u00f3rg\u00e3os judici\u00e1rios e administrativos com vistas \u00e0 preven\u00e7\u00e3o ou repara\u00e7\u00e3o de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos ou difusos, assegurada a prote\u00e7\u00e3o Jur\u00eddica, administrativa e t\u00e9cnica aos necessitados;<\/p>\n<p>VIII &#8211; a facilita\u00e7\u00e3o da defesa de seus direitos, inclusive com a invers\u00e3o do \u00f4nus da prova, a seu favor, no processo civil, quando, a crit\u00e9rio do juiz, for veross\u00edmil a alega\u00e7\u00e3o ou quando for ele hipossuficiente, segundo as regras ordin\u00e1rias de experi\u00eancias;<\/p>\n<p>X &#8211; a adequada e eficaz presta\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os p\u00fablicos em geral.<\/p>\n<p>XI &#8211; a garantia de pr\u00e1ticas de cr\u00e9dito respons\u00e1vel, de educa\u00e7\u00e3o financeira e de preven\u00e7\u00e3o e tratamento de situa\u00e7\u00f5es de superendividamento, preservado o m\u00ednimo existencial, nos termos da regulamenta\u00e7\u00e3o, por meio da revis\u00e3o e da repactua\u00e7\u00e3o da d\u00edvida, entre outras medidas;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>XII &#8211; a preserva\u00e7\u00e3o do m\u00ednimo existencial, nos termos da regulamenta\u00e7\u00e3o, na repactua\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas e na concess\u00e3o de cr\u00e9dito;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>XIII &#8211; a informa\u00e7\u00e3o acerca dos pre\u00e7os dos produtos por unidade de medida, tal como por quilo, por litro, por metro ou por outra unidade, conforme o caso.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. \u00a0A informa\u00e7\u00e3o de que trata o inciso III do\u00a0<strong>caput<\/strong>\u00a0deste artigo deve ser acess\u00edvel \u00e0 pessoa com defici\u00eancia, observado o disposto em regulamento.\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>Art. 30. Toda informa\u00e7\u00e3o ou publicidade, suficientemente precisa, veiculada por qualquer forma ou meio de comunica\u00e7\u00e3o com rela\u00e7\u00e3o a produtos e servi\u00e7os oferecidos ou apresentados, obriga o fornecedor que a fizer veicular ou dela se utilizar e integra o contrato que vier a ser celebrado.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc115128342\"><\/a>3.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Dever da institui\u00e7\u00e3o de ensino?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!<\/strong><\/p>\n<p>A tese em an\u00e1lise delimita-se a saber se a aluna em gradua\u00e7\u00e3o de curso de ensino superior restou enganada pela institui\u00e7\u00e3o de ensino que, no seu s\u00edtio eletr\u00f4nico, teria garantido aos futuros alunos inexistir limita\u00e7\u00e3o ao exerc\u00edcio da profiss\u00e3o por aqueles portadores de diploma de licenciatura plena em Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica, isto no ano de 2006, quando de sua entrada na Universidade, ou seja, quando j\u00e1 vigente a separa\u00e7\u00e3o, entre bacharelado e licenciatura, ocorrida no curso de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica.<\/p>\n<p>Na hip\u00f3tese, a institui\u00e7\u00e3o de ensino, al\u00e9m de sustentar o equ\u00edvoco acerca da restri\u00e7\u00e3o da atividade aos alunos da licenciatura, sustentara, tamb\u00e9m, que a autora teria sido devidamente informada sobre as duas modalidades de curso na \u00e1rea de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica bem como as \u00e1reas de habilita\u00e7\u00e3o de cada curso e que no s\u00edtio eletr\u00f4nico j\u00e1 havia informa\u00e7\u00f5es claras e objetivas sobre as novas modifica\u00e7\u00f5es determinadas pelo CONFEF, informando que o licenciado atua desde a educa\u00e7\u00e3o infantil at\u00e9 o ensino m\u00e9dio e o bacharelado nas demais \u00e1reas, exceto a educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Era seu \u00f4nus, pois, evidenciar que prestara claras informa\u00e7\u00f5es \u00e0 aluna, o que n\u00e3o fizera, pelo contr\u00e1rio, gerara leg\u00edtima expectativa de que ela poderia atuar em qualquer campo profissional ligado \u00e0 sua \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><u>Presente o conflito de informa\u00e7\u00f5es prestadas aos alunos da institui\u00e7\u00e3o, tendo em vista as multif\u00e1rias a\u00e7\u00f5es ajuizadas, evidenciando-se a viola\u00e7\u00e3o aos dispositivos da lei consumerista a reconhecer a vulnerabilidade t\u00e9cnica e informacional dos consumidores<\/u> e o \u00f4nus da r\u00e9 em evidenciar a aus\u00eancia de falha na presta\u00e7\u00e3o dos seus servi\u00e7os.<\/p>\n<p><strong>O fato de a estudante ter concorrido no vestibular para o curso de licenciatura, como reconhecera o ac\u00f3rd\u00e3o, n\u00e3o seria suficiente a fazer superada a alega\u00e7\u00e3o de que incorreta informa\u00e7\u00e3o teria sido prestada \u00e0 aluna no site eletr\u00f4nico da institui\u00e7\u00e3o<\/strong> no sentido de que o curso em quest\u00e3o permitiria ao profissional o pleno exerc\u00edcio de suas fun\u00e7\u00f5es, inclusive em clubes e academias.<\/p>\n<p>O ju\u00edzo sentenciante, orientando a proced\u00eancia dos pedidos, reconhecera que &#8220;(&#8230;) as Institui\u00e7\u00f5es de Ensino deveriam ter o cuidado redobrado de forma a alertar os vestibulandos que prestaram o concurso naquele ano, como no caso da Autora, que realizou sua matr\u00edcula em maio de 2006.<\/p>\n<p>Dessa forma, em que pese a distin\u00e7\u00e3o ter decorrido de norma regulamentar dos Conselhos profissionais, tal fato n\u00e3o exime a obriga\u00e7\u00e3o das Sociedades de Ensino de comprovar que prestaram todas as informa\u00e7\u00f5es poss\u00edveis aos alunos que se matricularam no curso de Licenciatura em Ed. F\u00edsica acerca das novas restri\u00e7\u00f5es impostas.&#8221;<\/p>\n<p>O racioc\u00ednio levado a efeito pelo ju\u00edzo de primeiro grau revela plena conson\u00e2ncia com as disposi\u00e7\u00f5es dos arts. 6\u00ba e 30 do CDC no sentido de que \u00e9 direito do consumidor e dever do fornecedor a informa\u00e7\u00e3o adequada e clara sobre os diferentes produtos e servi\u00e7os por ele fornecidos, estando o vulner\u00e1vel protegido contra a publicidade enganosa e abusiva, m\u00e9todos comerciais coercitivos ou desleais, bem como contra pr\u00e1ticas abusivas no fornecimento de produtos e servi\u00e7os.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 insuficiente o fato de a aluna ter-se matriculado para o curso de licenciatura como reconhecido no ac\u00f3rd\u00e3o, pois este fato n\u00e3o enfraquece o argumento de que a informa\u00e7\u00e3o prestada pela institui\u00e7\u00e3o fora deficiente<\/strong> e que teria sido garantido o amplo exerc\u00edcio da profiss\u00e3o \u00e0 consumidora.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc115128343\"><\/a>3.2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Resultado final.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Constitui dever da institui\u00e7\u00e3o de ensino a informa\u00e7\u00e3o clara e transparente acerca do curso ofertado, orientando e advertindo seus alunos acerca da separa\u00e7\u00e3o entre bacharelado e licenciatura.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h1><a name=\"_Toc115128344\"><\/a>DIREITO PENAL<\/h1>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc115128345\"><\/a>4.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Tipicidade da conduta do servidor que se apropria de valores que j\u00e1 lhe pertenceriam, em raz\u00e3o do cargo por ele ocupado.<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 t\u00edpico o ato do servidor que se apropria de valores que j\u00e1 lhe pertenceriam, em raz\u00e3o do cargo por ele ocupado.<\/p>\n<p>AgRg no AREsp 2.073.825-RS, Rel. Min. Ribeiro Dantas, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 16\/08\/2022, DJe 22\/08\/2022. (Info 746)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc115128346\"><\/a>4.1.\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O vereador Craudio nomeou Creide para cargo em comiss\u00e3o na C\u00e2mara Municipal. Por\u00e9m, segundo a den\u00fancia do MP, tal conduta configuraria peculato-desvio, uma vez que Creide apenas comparecia ao trabalho para assinar o ponto, sem exercer suas atribui\u00e7\u00f5es do cargo, assim n\u00e3o faria jus \u00e0 remunera\u00e7\u00e3o percebida (funcion\u00e1ria fantasma).<\/p>\n<p>A defesa alega que embora n\u00e3o cumprisse a carga hor\u00e1ria semanal de 40 horas, Creide estava cedida para trabalhar no gabinete de outro vereador (corr\u00e9u na a\u00e7\u00e3o), sendo que, portanto, desempenhava outras fun\u00e7\u00f5es. Creide n\u00e3o era t\u00e3o fantasmag\u00f3rica assim&#8230;.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc115128347\"><\/a>4.2.\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc115128348\"><\/a>4.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Conduta at\u00edpica?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!<\/strong><\/p>\n<p>No caso, a conduta imputada \u00e0s partes \u00e9 a nomea\u00e7\u00e3o da r\u00e9 para o exerc\u00edcio de cargo em C\u00e2mara Municipal, no gabinete do corr\u00e9u. Segundo a narrativa do\u00a0<em>Parquet<\/em>, essa conduta configurou o crime de peculato-desvio porque a r\u00e9 apenas comparecia ao trabalho, para assinar o ponto sem, contudo, exercer suas atribui\u00e7\u00f5es do cargo e, dessa forma, n\u00e3o faria jus \u00e0 remunera\u00e7\u00e3o percebida.<\/p>\n<p>Extrai-se na situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica que houve comunh\u00e3o de esfor\u00e7os, a partir de janeiro de 2016, e teriam desviado, em proveito pr\u00f3prio, R$ 478.419,09, referentes aos vencimentos mensais da r\u00e9. Isso porque, embora cedida para trabalhar no gabinete do corr\u00e9u na C\u00e2mara de Vereadores, desempenhava outras fun\u00e7\u00f5es, n\u00e3o cumprindo com a carga hor\u00e1ria semanal de 40 horas.<\/p>\n<p>Todavia, <strong>n\u00e3o h\u00e1 imputa\u00e7\u00e3o de que o corr\u00e9u tomasse para si os vencimentos da r\u00e9, mas somente que a referida servidora n\u00e3o desempenhava, efetivamente, as fun\u00e7\u00f5es para as quais foi nomeada<\/strong>. Tampouco se registra, em qualquer momento, que as verbas remunerat\u00f3rias fossem destinadas a qualquer pessoa, al\u00e9m da pr\u00f3pria r\u00e9.<\/p>\n<p>Nos termos da jurisprud\u00eancia deste STJ, n\u00e3o \u00e9 t\u00edpico o ato do servidor que se apropria de valores que j\u00e1 lhe pertenceriam, em raz\u00e3o do cargo por ele ocupado. Assim, a conduta da funcion\u00e1ria poderia ter repercuss\u00f5es disciplinares ou mesmo no \u00e2mbito da improbidade administrativa, mas n\u00e3o se ajusta ao delito de peculato, porque seus vencimentos efetivamente lhe pertenciam. <u>Se o servidor merecia perceber a remunera\u00e7\u00e3o, \u00e0 luz da aus\u00eancia da contrapresta\u00e7\u00e3o respectiva, \u00e9 quest\u00e3o a ser discutida na esfera administrativo-sancionadora<\/u>, mas n\u00e3o na inst\u00e2ncia penal, por falta de tipicidade.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc115128349\"><\/a>4.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Resultado final.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 t\u00edpico o ato do servidor que se apropria de valores que j\u00e1 lhe pertenceriam, em raz\u00e3o do cargo por ele ocupado.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc115128350\"><\/a>5.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Necessidade de interrup\u00e7\u00e3o do ciclo delitivo de associa\u00e7\u00f5es e organiza\u00e7\u00f5es criminosas como fundamento id\u00f4neo para justificar a cust\u00f3dia cautelar e a garantia da ordem p\u00fablica.<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>HABEAS CORPUS<\/strong><\/p>\n<p>A necessidade de interrup\u00e7\u00e3o do ciclo delitivo de associa\u00e7\u00f5es e organiza\u00e7\u00f5es criminosas \u00e9 fundamento id\u00f4neo para justificar a cust\u00f3dia cautelar e a garantia da ordem p\u00fablica.<\/p>\n<p>HC 730.721-SP, Rel. Min. Sebasti\u00e3o Reis J\u00fanior, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 23\/08\/2022. (Info 746)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc115128351\"><\/a>5.1.\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Nildo \u00e9 apontado pelo MP como m\u00e9dico com posi\u00e7\u00e3o de lideran\u00e7a na organiza\u00e7\u00e3o criminosa constitu\u00edda para fraudar licita\u00e7\u00f5es e contrata\u00e7\u00f5es p\u00fablicas por munic\u00edpios, com a instala\u00e7\u00e3o e administra\u00e7\u00e3o de hospitais de campanha destinados ao enfrentamento da pandemia de Covid-19. Tudo num complexo e estruturado esquema criminoso voltado \u00e0 pr\u00e1tica de lavagem de capitais, peculato, falsidade ideol\u00f3gica e uso de documento falso.<\/p>\n<p>Apesar da den\u00fancia e de nomea\u00e7\u00e3o de interventor judicial, as condutas criminosas teriam continuado, fato que levou ao provimento do recurso do MP para reestabelecer a pris\u00e3o preventiva de Nildo e seus comparsas. Inconformada, a defesa impetrou Habeas Corpus no qual alega a aus\u00eancia de proporcionalidade, vez que os aventados riscos \u00e0 ordem p\u00fablica e \u00e0 instru\u00e7\u00e3o criminal poderiam ser assegurados suficientemente e adequadamente por medidas cautelares alternativas \u00e0 pris\u00e3o preventiva.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc115128352\"><\/a>5.2.\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc115128353\"><\/a>5.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Justificada a cust\u00f3dia cautelar?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!<\/strong><\/p>\n<p>O caso trata de um paciente apontado como um dos principais benefici\u00e1rios finais dos desvios de recursos p\u00fablicos (cerca de 18 milh\u00f5es de reais) e m\u00e9dico com posi\u00e7\u00e3o de lideran\u00e7a na organiza\u00e7\u00e3o criminosa constitu\u00edda para fraudar licita\u00e7\u00f5es e contrata\u00e7\u00f5es p\u00fablicas realizadas por diversos munic\u00edpios do Estado de S\u00e3o Paulo, por interm\u00e9dio, desde 2018, de associa\u00e7\u00e3o relacionada ao servi\u00e7o de sa\u00fade, inclusive com a instala\u00e7\u00e3o e administra\u00e7\u00e3o de hospitais de campanha destinados ao enfrentamento da pandemia de Covid-19. Tudo num complexo e estruturado esquema criminoso, voltado \u00e0 pr\u00e1tica de lavagem de capitais, de peculato, falsidade ideol\u00f3gica e uso de documento falso.<\/p>\n<p><strong>Mesmo depois da deflagra\u00e7\u00e3o da Opera\u00e7\u00e3o Cont\u00e1gio, em 20\/04\/2021, teria havido distribui\u00e7\u00e3o de dinheiro pela organiza\u00e7\u00e3o criminosa, com armazenamento de valores em local tido como\u00a0<em>bunker<\/em><\/strong>\u00a0(a Pol\u00edcia Federal chegou a apreender mais de 463 mil reais); <u>teria ocorrido a orienta\u00e7\u00e3o pelos l\u00edderes da organiza\u00e7\u00e3o para que os s\u00f3cios formais das empresas de fachada se ocultassem<\/u>. Os desvios de recursos p\u00fablicos estariam continuando mesmo ap\u00f3s a nomea\u00e7\u00e3o de interventor judicial na associa\u00e7\u00e3o. <strong>O Sr. Nildo e outro investigado teriam tentado a destrui\u00e7\u00e3o ou oculta\u00e7\u00e3o de provas, ao apagarem todos os registros de conversas do aplicativo\u00a0<em>Whatsapp<\/em>\u00a0com o intuito de destruir evid\u00eancias.<\/strong><\/p>\n<p>Nesse sentido, est\u00e3o <u>presentes ind\u00edcios suficientes de autoria e de materialidade delitiva e h\u00e1 motiva\u00e7\u00e3o id\u00f4nea, concreta e contempor\u00e2nea, para o decreto prisional<\/u>, seja pela necessidade de INTERROMPER o ciclo delitivo da organiza\u00e7\u00e3o criminosa, seja para EVITAR a reitera\u00e7\u00e3o delitiva, ou mesmo a fim de ASSEGURAR a conveni\u00eancia da instru\u00e7\u00e3o criminal.<\/p>\n<p>Tais particularidades demonstram a gravidade real dos fatos, a periculosidade social do paciente e a reitera\u00e7\u00e3o delitiva, havendo, portanto, motiva\u00e7\u00e3o id\u00f4nea e contempor\u00e2nea para o decreto prisional.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc115128354\"><\/a>5.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Resultado final.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A necessidade de interrup\u00e7\u00e3o do ciclo delitivo de associa\u00e7\u00f5es e organiza\u00e7\u00f5es criminosas \u00e9 fundamento id\u00f4neo para justificar a cust\u00f3dia cautelar e a garantia da ordem p\u00fablica.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc115128355\"><\/a>6.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Multirreincid\u00eancia espec\u00edfica somada ao fato de o acusado estar em pris\u00e3o domiciliar durante as reitera\u00e7\u00f5es criminosas como circunst\u00e2ncias que inviabilizam a aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da insignific\u00e2ncia<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n<p>A multirreincid\u00eancia espec\u00edfica somada ao fato de o acusado estar em pris\u00e3o domiciliar durante as reitera\u00e7\u00f5es criminosas s\u00e3o circunst\u00e2ncias que inviabilizam a aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da insignific\u00e2ncia.<\/p>\n<p>REsp 1.957.218-MG, Rel. Min. Olindo Menezes (Desembargador convocado do TRF 1\u00aa Regi\u00e3o), Sexta Turma, por maioria, julgado em 23\/08\/2022. (Info 746)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc115128356\"><\/a>6.1.\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Creitinho, multirreincidente, foi denunciado pelo crime de furto de tr\u00eas desodorantes enquanto cumpria a pena alternativa de pris\u00e3o domiciliar. Sua defesa alega ser aplic\u00e1vel ao caso o princ\u00edpio da insignific\u00e2ncia, devido ao baixo valor dos bens furtados.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc115128357\"><\/a>6.2.\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc115128358\"><\/a>6.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Inviabilizado o uso do princ\u00edpio da insignific\u00e2ncia?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>J\u00e1 Elvis!!!<\/strong><\/p>\n<p>Sedimentou-se a orienta\u00e7\u00e3o jurisprudencial no STJ no sentido de <strong>que a incid\u00eancia do princ\u00edpio da insignific\u00e2ncia pressup\u00f5e a concomit\u00e2ncia de quatro vetores:<\/strong> a) a <u>m\u00ednima ofensividade da conduta do agente<\/u>; b<u>) nenhuma periculosidade social da a\u00e7\u00e3o<\/u>; c) o <u>reduzid\u00edssimo grau de reprovabilidade do comportamento<\/u>; e d) a <u>inexpressividade da les\u00e3o jur\u00eddica provocada<\/u>.<\/p>\n<p>No caso, \u00e9 <strong>imputado ao acusado a subtra\u00e7\u00e3o de 03 (tr\u00eas) desodorantes<\/strong>, cujo valor agregado, segundo a representante da empresa ofendida, \u00e9 de R$ 38,00 (trinta e oito reais), tendo sido restitu\u00eddos \u00e0 v\u00edtima.<\/p>\n<p>Contudo, o ac\u00f3rd\u00e3o, ao reformar a senten\u00e7a de absolvi\u00e7\u00e3o sum\u00e1ria, destacou que <u>o r\u00e9u ostenta multirreincid\u00eancia espec\u00edfica, encontrando-se, \u00e0 \u00e9poca dos fatos, no gozo de pris\u00e3o domiciliar, situa\u00e7\u00e3o que afastaria a incid\u00eancia do princ\u00edpio da insignific\u00e2ncia<\/u>.<\/p>\n<p>\u00c9 certo que h\u00e1 precedentes do Supremo Tribunal Federal em que se afasta a tipicidade material da conduta criminosa quando o furto \u00e9 praticado para subtrair objeto de valor irrelevante, ainda que o paciente seja reincidente na pr\u00e1tica delitiva.<\/p>\n<p>Entretanto, <strong>o pr\u00f3prio STF tamb\u00e9m tem precedentes que apontam a relev\u00e2ncia da an\u00e1lise da reincid\u00eancia delitiva para afastar a tipicidade da conduta<\/strong>, conforme se verifica no julgamento do\u00a0<em>Habeas Corpus<\/em>\u00a0123.108\/MG, da Relatoria do Ministro Roberto Barroso, no qual, o Plen\u00e1rio do STF decidiu, por maioria de votos, que a &#8220;aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da insignific\u00e2ncia envolve um ju\u00edzo amplo (conglobante), que vai al\u00e9m da simples aferi\u00e7\u00e3o do resultado material da conduta, abrangendo tamb\u00e9m a reincid\u00eancia ou contum\u00e1cia do agente, elementos que, embora n\u00e3o determinantes, devem ser considerados&#8221;.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a an\u00e1lise dos precedentes desta Corte Superior e do STF, \u00e9 razo\u00e1vel concluir que a reincid\u00eancia n\u00e3o impede, por si s\u00f3, que se reconhe\u00e7a a insignific\u00e2ncia penal da conduta \u00e0 luz dos elementos do caso concreto, mas pode ser um dos elementos que justificam a tipicidade material da conduta.<\/p>\n<p>Extrai-se do caso que, al\u00e9m de estar em pris\u00e3o domiciliar no momento em que praticou o furto, no dia 7\/9\/2016, o recorrente tamb\u00e9m j\u00e1 foi condenado em 20\/12\/2013 por furto praticado em 24\/1\/2013; em 18\/6\/2014, por furto e resist\u00eancia praticados em 26\/11\/2013; em 28\/2\/2008, por tentativa de furto e uso de documento falso praticados em 22\/5\/2007, e, por fim, condenado em 7\/12\/2007 por tentativa de furto praticada em 22\/8\/2007.<\/p>\n<p>O entendimento, portanto, encontra-se em conson\u00e2ncia com a orienta\u00e7\u00e3o jurisprudencial da Terceira Se\u00e7\u00e3o do STJ, no julgamento do EAREsp 221.999\/RS, da relatoria do Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, de que a reitera\u00e7\u00e3o criminosa inviabiliza a aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da insignific\u00e2ncia, ressalvada a possibilidade de, no caso concreto, as inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias verificarem ser a medida socialmente recomend\u00e1vel, o que n\u00e3o se d\u00e1 no caso.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc115128359\"><\/a>6.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Resultado final.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A multirreincid\u00eancia espec\u00edfica somada ao fato de o acusado estar em pris\u00e3o domiciliar durante as reitera\u00e7\u00f5es criminosas s\u00e3o circunst\u00e2ncias que inviabilizam a aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da insignific\u00e2ncia.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc115128360\"><\/a>7.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 (In)Compet\u00eancia dos guardas municipais para patrulhar supostos pontos de tr\u00e1fico de drogas, realizar abordagens e revistas em indiv\u00edduos suspeitos da pr\u00e1tica de tal crime ou ainda investigar den\u00fancias an\u00f4nimas relacionadas ao tr\u00e1fico<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n<p>As guardas municipais n\u00e3o possuem compet\u00eancia para patrulhar supostos pontos de tr\u00e1fico de drogas, realizar abordagens e revistas em indiv\u00edduos suspeitos da pr\u00e1tica de tal crime ou ainda investigar den\u00fancias an\u00f4nimas relacionadas ao tr\u00e1fico e outros delitos cuja pr\u00e1tica n\u00e3o atinja de maneira clara, direta e imediata os bens, servi\u00e7os e instala\u00e7\u00f5es municipais.<\/p>\n<p>REsp 1.977.119-SP, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 16\/08\/2022. (Info 746)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc115128361\"><\/a>7.1.\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Dois guardas municipais estavam em patrulhamento quando depararam com Creitinho sentado na cal\u00e7ada, o qual, ao avistar a viatura, levantou-se e colocou uma sacola pl\u00e1stica na cintura. Por desconfiar de tal conduta, decidiram abord\u00e1-lo e, depois de revista pessoal, encontraram no referido recipiente certa quantidade de drogas que ensejou a pris\u00e3o em flagrante delito.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a condena\u00e7\u00e3o em primeiro grau, a defesa de Creitinho interp\u00f4s sucessivos recursos nos quais alega a ilicitude das provas colhidas em revista pessoal feita por guardas municipais.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc115128362\"><\/a>7.2.\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc115128363\"><\/a>7.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>CF:<\/p>\n<p>Art. 129. S\u00e3o fun\u00e7\u00f5es institucionais do Minist\u00e9rio P\u00fablico:<\/p>\n<p>VII &#8211; exercer o controle externo da atividade policial, na forma da lei complementar mencionada no artigo anterior;<\/p>\n<p>Art. 144. A seguran\u00e7a p\u00fablica, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, \u00e9 exercida para a preserva\u00e7\u00e3o da ordem p\u00fablica e da incolumidade das pessoas e do patrim\u00f4nio, atrav\u00e9s dos seguintes \u00f3rg\u00e3os:<\/p>\n<p>I &#8211; pol\u00edcia federal;<\/p>\n<p>II &#8211; pol\u00edcia rodovi\u00e1ria federal;<\/p>\n<p>III &#8211; pol\u00edcia ferrovi\u00e1ria federal;<\/p>\n<p>IV &#8211; pol\u00edcias civis;<\/p>\n<p>V &#8211; pol\u00edcias militares e corpos de bombeiros militares.<\/p>\n<p>VI &#8211; pol\u00edcias penais federal, estaduais e distrital.\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>CPP:<\/p>\n<p>Art.\u00a0157.\u00a0 S\u00e3o inadmiss\u00edveis, devendo ser desentranhadas do processo, as provas il\u00edcitas, assim entendidas as obtidas em viola\u00e7\u00e3o a normas constitucionais ou legais.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>Art.\u00a0244.\u00a0\u00a0A busca pessoal independer\u00e1 de mandado, no caso de pris\u00e3o ou quando houver fundada suspeita de que a pessoa esteja na posse de arma proibida ou de objetos ou pap\u00e9is que constituam corpo de delito, ou quando a medida for determinada no curso de busca domiciliar.<\/p>\n<p>Art.\u00a0301.\u00a0\u00a0Qualquer do povo poder\u00e1 e as autoridades policiais e seus agentes dever\u00e3o prender quem quer que seja encontrado em flagrante delito.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc115128364\"><\/a>7.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Os GM extrapolaram suas compet\u00eancias?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Aparentemente, SIM!!!<\/strong><\/p>\n<p><u>A Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988 n\u00e3o atribui \u00e0 guarda municipal atividades ostensivas t\u00edpicas de pol\u00edcia militar ou investigativas de pol\u00edcia civil, como se fossem verdadeiras &#8220;pol\u00edcias municipais&#8221;, mas t\u00e3o somente de prote\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio municipal, nele inclu\u00eddos os seus bens, servi\u00e7os e instala\u00e7\u00f5es<\/u>. A exclus\u00e3o das guardas municipais do rol de \u00f3rg\u00e3os encarregados de promover a seguran\u00e7a p\u00fablica (incisos do art. 144 da Constitui\u00e7\u00e3o) decorreu de OP\u00c7\u00c3O expressa do legislador constituinte &#8211; apesar das investidas em contr\u00e1rio &#8211; por n\u00e3o incluir no texto constitucional nenhuma forma de pol\u00edcia municipal.<\/p>\n<p>Tanto a Pol\u00edcia Militar quanto a Pol\u00edcia Civil &#8211; em contrapartida \u00e0 possibilidade de exercerem a for\u00e7a p\u00fablica e o monop\u00f3lio estatal da viol\u00eancia &#8211; est\u00e3o sujeitas a r\u00edgido controle correcional externo do Minist\u00e9rio P\u00fablico (art. 129, VII, CF) e do Poder Judici\u00e1rio (respectivamente da Justi\u00e7a Militar e da Justi\u00e7a Estadual). <strong>J\u00e1 as guardas municipais \u2015 apesar da sua relev\u00e2ncia \u2015 n\u00e3o est\u00e3o sujeitas a nenhum controle correcional externo do Minist\u00e9rio P\u00fablico nem do Poder Judici\u00e1rio<\/strong>. \u00c9 de ser ver com espanto, em um Estado Democr\u00e1tico de Direito, uma for\u00e7a p\u00fablica imune a tais formas de fiscaliza\u00e7\u00e3o, a corroborar, mais uma vez, a decis\u00e3o conscientemente tomada pelo Poder Constituinte origin\u00e1rio quando restringiu as balizas de atua\u00e7\u00e3o das guardas municipais \u00e0 vigil\u00e2ncia do patrim\u00f4nio municipal.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 preciso ser dotado de grande criatividade para imaginar &#8211; em um pa\u00eds com suas conhecidas mazelas estruturais e culturais &#8211; o potencial ca\u00f3tico de se autorizar que cada um dos 5.570 munic\u00edpios brasileiros tenha sua pr\u00f3pria pol\u00edcia, subordinada apenas ao comando do prefeito local e insubmissa a qualquer controle externo. Se mesmo no modelo de policiamento sujeito a controle externo do Minist\u00e9rio P\u00fablico e concentrado em apenas 26 estados e um Distrito Federal j\u00e1 se encontram dificuldades de conten\u00e7\u00e3o e responsabiliza\u00e7\u00e3o por eventuais abusos na atividade policial, \u00e9 f\u00e1cil identificar o exponencial aumento de riscos e obst\u00e1culos \u00e0 fiscaliza\u00e7\u00e3o caso se permita a organiza\u00e7\u00e3o de pol\u00edcias locais nos 5.570 munic\u00edpios brasileiros.<\/p>\n<p>A exemplificar o patente desvirtuamento das guardas municipais na atualidade, cabe registrar que muitas delas est\u00e3o alterando suas denomina\u00e7\u00f5es para &#8220;Pol\u00edcia Municipal&#8221;. Ademais, in\u00fameros munic\u00edpios pelo pa\u00eds afora &#8211; alguns at\u00e9 mesmo de porte bastante diminuto &#8211; est\u00e3o equipando as suas guardas com fuzis, equipamentos de uso b\u00e9lico, de alto poder letal e de uso exclusivo das For\u00e7as Armadas.<\/p>\n<p>A adequada interpreta\u00e7\u00e3o do art. 244 do CPP \u00e9 a de que a fundada suspeita de posse de corpo de delito \u00e9 um requisito necess\u00e1rio, mas n\u00e3o suficiente, por si s\u00f3, para autorizar a realiza\u00e7\u00e3o de busca pessoal, porque n\u00e3o \u00e9 a qualquer cidad\u00e3o que \u00e9 dada a possibilidade de avaliar a presen\u00e7a dele; isto \u00e9, n\u00e3o \u00e9 a todo indiv\u00edduo que cabe definir se, naquela oportunidade, a suspeita era fundada ou n\u00e3o e, por consequ\u00eancia, proceder a uma abordagem seguida de revista. Em outras palavras, mesmo se houver elementos concretos indicativos de fundada suspeita da posse de corpo de delito, a busca pessoal s\u00f3 ser\u00e1 v\u00e1lida se realizada pelos agentes p\u00fablicos com atribui\u00e7\u00e3o para tanto, a quem compete avaliar a presen\u00e7a de tais ind\u00edcios e proceder \u00e0 abordagem do suspeito.<\/p>\n<p>Ao dispor no art. 301 do CPP que &#8220;qualquer do povo poder\u00e1 [&#8230;] prender quem quer que seja encontrado em flagrante delito&#8221;, o legislador, tendo em conta o princ\u00edpio da autodefesa da sociedade e a impossibilidade de que o Estado seja onipresente, contemplou apenas os flagrantes vis\u00edveis de plano, como, por exemplo, a situa\u00e7\u00e3o de algu\u00e9m que, no transporte p\u00fablico, flagra um indiv\u00edduo subtraindo sorrateiramente a carteira do bolso da cal\u00e7a de outrem e o det\u00e9m. Diferente, por\u00e9m, \u00e9 a hip\u00f3tese em que a situa\u00e7\u00e3o de flagrante s\u00f3 \u00e9 evidenciada ap\u00f3s realizar atividades invasivas de pol\u00edcia ostensiva ou investigativa como a busca pessoal ou domiciliar, uma vez que n\u00e3o \u00e9 qualquer do povo que pode investigar, interrogar, abordar ou revistar seus semelhantes.<\/p>\n<p><strong>Da mesma forma que os guardas municipais n\u00e3o s\u00e3o equipar\u00e1veis a policiais, tamb\u00e9m n\u00e3o s\u00e3o cidad\u00e3os comuns. Trata-se de agentes p\u00fablicos com atribui\u00e7\u00e3o\u00a0<em>sui generis<\/em>\u00a0de seguran\u00e7a<\/strong>, pois, embora n\u00e3o elencados no rol de incisos do art. 144, caput, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, est\u00e3o inseridos \u00a7 8\u00ba de tal dispositivo; dentro, portanto, do T\u00edtulo V, Cap\u00edtulo III, da CF\/1988, que trata da seguran\u00e7a p\u00fablica em sentido lato. <u>Assim, se por um lado n\u00e3o podem realizar tudo o que \u00e9 autorizado \u00e0s pol\u00edcias, por outro lado tamb\u00e9m n\u00e3o est\u00e3o plenamente reduzidos \u00e0 mera condi\u00e7\u00e3o de &#8220;qualquer do povo&#8221;; s\u00e3o servidores p\u00fablicos dotados do importante poder-dever de proteger o patrim\u00f4nio municipal, nele inclu\u00eddos os seus bens, servi\u00e7os e instala\u00e7\u00f5es<\/u>.<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel e recomend\u00e1vel, dessa forma, que exer\u00e7am a vigil\u00e2ncia, por exemplo, de creches, escolas e postos de sa\u00fade municipais, de modo a garantir que n\u00e3o tenham sua estrutura f\u00edsica danificada ou subtra\u00edda por v\u00e2ndalos ou furtadores e, assim, permitir a continuidade da presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o p\u00fablico municipal correlato a tais instala\u00e7\u00f5es. Nessa esteira, podem realizar patrulhamento preventivo na cidade, mas sempre vinculados \u00e0 finalidade espec\u00edfica de tutelar os bens, servi\u00e7os e instala\u00e7\u00f5es municipais, e n\u00e3o de reprimir a criminalidade urbana ordin\u00e1ria, fun\u00e7\u00e3o esta cab\u00edvel apenas \u00e0s pol\u00edcias, tal como ocorre, na maioria das vezes, com o tr\u00e1fico de drogas.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 das guardas municipais, mas sim das pol\u00edcias, como regra, a compet\u00eancia para patrulhar supostos pontos de tr\u00e1fico de drogas, realizar abordagens e revistas em indiv\u00edduos suspeitos da pr\u00e1tica de tal crime ou ainda investigar den\u00fancias an\u00f4nimas relacionadas ao tr\u00e1fico e outros delitos cuja pr\u00e1tica n\u00e3o atinja de maneira clara, direta e imediata os bens, servi\u00e7os e instala\u00e7\u00f5es municipais. Poder\u00e3o, todavia, realizar busca pessoal em situa\u00e7\u00f5es absolutamente EXCEPCIONAIS &#8211; e por isso interpretadas restritivamente &#8211; <strong>nas quais se demonstre concretamente haver clara, direta e imediata rela\u00e7\u00e3o de pertin\u00eancia com a finalidade da corpora\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, quando se tratar de instrumento imprescind\u00edvel para a tutela dos bens, servi\u00e7os e instala\u00e7\u00f5es municipais<\/strong>. Vale dizer, s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel que as guardas municipais realizem excepcionalmente busca pessoal se houver, al\u00e9m de justa causa para a medida (fundada suspeita de posse de corpo de delito), rela\u00e7\u00e3o clara, direta e imediata com a necessidade de proteger a integridade dos bens e instala\u00e7\u00f5es ou assegurar a adequada execu\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os municipais, o que n\u00e3o se confunde com permiss\u00e3o para realizarem atividades ostensivas ou investigativas t\u00edpicas das pol\u00edcias militar e civil para combate da criminalidade urbana ordin\u00e1ria.<\/p>\n<p>A fim de evitar eventuais compreens\u00f5es equivocadas da diretriz acima, esclarece-se que n\u00e3o basta que o crime seja praticado em um bem p\u00fablico municipal, como, por exemplo, uma rua municipal, ou contra algum habitante do munic\u00edpio. \u00c9 preciso que, na hip\u00f3tese dos bens e instala\u00e7\u00f5es municipais, o crime do qual se suspeita atente contra a sua integridade f\u00edsica; no caso dos servi\u00e7os, por sua vez, \u00e9 necess\u00e1rio que a conduta possa obstar a sua adequada execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 o caso, por exemplo, de algu\u00e9m que seja visto tentando pular o muro para fora de uma escola municipal em situa\u00e7\u00e3o que indique ser prov\u00e1vel haver furtado um bem pertencente \u00e0 institui\u00e7\u00e3o e ter consigo a\u00a0<em>res furtiva<\/em>; ou, ainda, a hip\u00f3tese de existir fundada suspeita de que um indiv\u00edduo esteja vendendo drogas dentro da sala de aula de uma escola municipal, o que, por certo, deve ser coibido pelos agentes incumbidos de resguardar a adequada execu\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o p\u00fablico municipal de educa\u00e7\u00e3o no local. Nessas situa\u00e7\u00f5es extraordin\u00e1rias, os guardas municipais estar\u00e3o autorizados a revistar o suspeito para confirmar a exist\u00eancia do crime e efetuar a pris\u00e3o em flagrante delito, se for o caso.<\/p>\n<p>No caso, os guardas municipais estavam em patrulhamento quando depararam com o recorrente sentado na cal\u00e7ada, o qual, ao avistar a viatura, levantou-se e colocou uma sacola pl\u00e1stica na cintura. Por desconfiar de tal conduta, decidiram abord\u00e1-lo e, depois de revista pessoal, encontraram no referido recipiente certa quantidade de drogas que ensejou a pris\u00e3o em flagrante delito.<\/p>\n<p>Ainda que eventualmente se considerasse prov\u00e1vel que a sacola ocultada pelo r\u00e9u contivesse objetos il\u00edcitos, <strong>n\u00e3o estavam os guardas municipais autorizados, naquela situa\u00e7\u00e3o, a avaliar a presen\u00e7a da fundada suspeita e efetuar a busca pessoal no acusado<\/strong>. <u>Caberia aos agentes municipais, apenas, naquele contexto totalmente alheio \u00e0s suas atribui\u00e7\u00f5es, acionar os \u00f3rg\u00e3os policiais para que realizassem a abordagem e revista do suspeito<\/u>, o que, por n\u00e3o haver sido feito, macula a validade da dilig\u00eancia por viola\u00e7\u00e3o do art. 244 do CPP e, por conseguinte, das provas colhidas em decorr\u00eancia dela, nos termos do art. 157 do CPP, tamb\u00e9m contrariado na hip\u00f3tese.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc115128365\"><\/a>7.2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Resultado final.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>As guardas municipais n\u00e3o possuem compet\u00eancia para patrulhar supostos pontos de tr\u00e1fico de drogas, realizar abordagens e revistas em indiv\u00edduos suspeitos da pr\u00e1tica de tal crime ou ainda investigar den\u00fancias an\u00f4nimas relacionadas ao tr\u00e1fico e outros delitos cuja pr\u00e1tica n\u00e3o atinja de maneira clara, direta e imediata os bens, servi\u00e7os e instala\u00e7\u00f5es municipais.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc115128366\"><\/a><a name=\"_Toc115128367\"><\/a>8.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Aplicabilidade do princ\u00edpio da intranscend\u00eancia da pena \u00e0s pessoas jur\u00eddicas<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n<p>O princ\u00edpio da intranscend\u00eancia da pena, previsto no art. 5\u00ba, XLV da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, tem aplica\u00e7\u00e3o \u00e0s pessoas jur\u00eddicas, de modo que, extinta legalmente a pessoa jur\u00eddica &#8211; sem nenhum ind\u00edcio de fraude -, aplica-se analogicamente o art. 107, I, do C\u00f3digo Penal, com a consequente extin\u00e7\u00e3o de sua punibilidade.<\/p>\n<p>REsp 1.977.172-PR, Rel. Min. Ribeiro Dantas, Terceira Se\u00e7\u00e3o, por maioria, julgado em 24\/08\/2022. (Info 746)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc115128368\"><\/a>8.1.\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Seabra incorporou a empresa Chandell, sendo esta \u00faltima alvo de a\u00e7\u00e3o penal por polui\u00e7\u00e3o no descarte de milho e soja. Com a incorpora\u00e7\u00e3o ocorrida, a pessoa jur\u00eddica da Chandell foi extinta. O tribunal local entendeu que isso equivaleria \u00e0 morte de um r\u00e9u, o que leva \u00e0 extin\u00e7\u00e3o da punibilidade, conforme o artigo 107, inciso I, do C\u00f3digo Penal.<\/p>\n<p>O MP n\u00e3o concordou com a decis\u00e3o a interp\u00f4s diversos recursos nos quais sustenta que o princ\u00edpio da intranscend\u00eancia da pena teria aplica\u00e7\u00e3o restrita \u00e0s pessoas f\u00edsicas.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc115128369\"><\/a>8.2.\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc115128370\"><\/a>8.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>CC\/2002:<\/p>\n<p>Art. 1.116. Na incorpora\u00e7\u00e3o, uma ou v\u00e1rias sociedades s\u00e3o absorvidas por outra, que lhes sucede em todos os direitos e obriga\u00e7\u00f5es, devendo todas aprov\u00e1-la, na forma estabelecida para os respectivos tipos.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Lei n. 6.404\/1976:<\/p>\n<p>Art. 227. A incorpora\u00e7\u00e3o \u00e9 a opera\u00e7\u00e3o pela qual uma ou mais sociedades s\u00e3o absorvidas por outra, que lhes sucede em todos os direitos e obriga\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Lei n. 9.605\/1998:<\/p>\n<p>Art. 23. A presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os \u00e0 comunidade pela pessoa jur\u00eddica consistir\u00e1 em:<\/p>\n<p>II &#8211; execu\u00e7\u00e3o de obras de recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas;<\/p>\n<p>Art. 24. A pessoa jur\u00eddica constitu\u00edda ou utilizada, preponderantemente, com o fim de permitir, facilitar ou ocultar a pr\u00e1tica de crime definido nesta Lei ter\u00e1 decretada sua liquida\u00e7\u00e3o for\u00e7ada, seu patrim\u00f4nio ser\u00e1 considerado instrumento do crime e como tal perdido em favor do Fundo Penitenci\u00e1rio Nacional.<\/p>\n<p>Art. 54. Causar polui\u00e7\u00e3o de qualquer natureza em n\u00edveis tais que resultem ou possam resultar em danos \u00e0 sa\u00fade humana, ou que provoquem a mortandade de animais ou a destrui\u00e7\u00e3o significativa da flora:<\/p>\n<p>Pena &#8211; reclus\u00e3o, de um a quatro anos, e multa.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>CF\/88:<\/p>\n<p>Art. 5\u00ba Todos s\u00e3o iguais perante a lei, sem distin\u00e7\u00e3o de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no Pa\u00eds a inviolabilidade do direito \u00e0 vida, \u00e0 liberdade, \u00e0 igualdade, \u00e0 seguran\u00e7a e \u00e0 propriedade, nos termos seguintes:<\/p>\n<p>XLV &#8211; nenhuma pena passar\u00e1 da pessoa do condenado, podendo a obriga\u00e7\u00e3o de reparar o dano e a decreta\u00e7\u00e3o do perdimento de bens ser, nos termos da lei, estendidas aos sucessores e contra eles executadas, at\u00e9 o limite do valor do patrim\u00f4nio transferido;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc115128371\"><\/a>8.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Aplic\u00e1vel \u00e0s PJs?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!<\/strong><\/p>\n<p>Inicialmente, como se extrai dos arts. 1.116 do CC\/2002 e 227 da Lei n. 6.404\/1976, <u>a sucess\u00e3o da incorporada pela incorporadora se opera quanto a direitos e obriga\u00e7\u00f5es, e mesmo assim somente para aqueles compat\u00edveis com a natureza da incorpora\u00e7\u00e3o, como aponta a doutrina<\/u>. Obriga\u00e7\u00e3o, n\u00e3o custa lembrar, \u00e9 instituto com um sentido jur\u00eddico pr\u00f3prio, diferente de seu significado popular, &#8220;e a\u00ed se concebe a obriga\u00e7\u00e3o como um v\u00ednculo de direito que liga uma pessoa a outra, ou uma rela\u00e7\u00e3o de car\u00e1ter patrimonial, que permite exigir de algu\u00e9m uma presta\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p><strong>As consequ\u00eancias de uma s\u00e9rie de atos il\u00edcitos cabem em tese no conceito de obriga\u00e7\u00f5es, e por isso est\u00e3o abarcadas pela sucess\u00e3o<\/strong>. \u00c9 o caso, por exemplo, da repara\u00e7\u00e3o\u00a0<em>in natura<\/em>\u00a0do dano ambiental na esfera c\u00edvel ou administrativa, juntamente da responsabilidade civil por indenizar terceiros eventualmente afetados pela suposta polui\u00e7\u00e3o praticada. Em tais rela\u00e7\u00f5es, de natureza indiscutivelmente patrimonial, \u00e9 poss\u00edvel identificar todos os elementos que estruturam uma obriga\u00e7\u00e3o, a saber: (I) as partes ativa e passiva (elemento subjetivo), (II) o objeto, que consiste em presta\u00e7\u00f5es patrimoniais de dar ou fazer, e (III) o v\u00ednculo jur\u00eddico que os une (<em>ex lege<\/em>, nessa situa\u00e7\u00e3o hipot\u00e9tica). Por conseguinte, <u>poss\u00edveis obriga\u00e7\u00f5es reparat\u00f3rias derivadas do ato il\u00edcito descrito na den\u00fancia podem ser redirecionadas (em tese), nos exatos limites dos arts. 1.116 do CC\/2002 e 227 da Lei n. 6.404\/1976<\/u>.<\/p>\n<p><strong>J\u00e1 a pretens\u00e3o punitiva estatal, pela pr\u00e1tica do crime tipificado no art. 54 da Lei n. 9.605\/1998, n\u00e3o se enquadra em nenhum desses conceitos ora analisados<\/strong>.<\/p>\n<p>\u00c9 verdade que, como diz o\u00a0<em>Parquet<\/em>, as san\u00e7\u00f5es pass\u00edveis de imposi\u00e7\u00e3o \u00e0 pessoa jur\u00eddica, previstas nos arts. 21 a 24 da Lei n. 9.605\/1998, assemelham-se a obriga\u00e7\u00f5es de dar, fazer e n\u00e3o fazer, o que poderia induzir o int\u00e9rprete a acreditar numa poss\u00edvel transmissibilidade \u00e0 sociedade incorporadora. Afinal, h\u00e1 uma ineg\u00e1vel similitude entre os efeitos pr\u00e1ticos da obriga\u00e7\u00e3o civil de reparar o dano causado e, exemplificativamente, a imposi\u00e7\u00e3o da pena de executar obras de recupera\u00e7\u00e3o do meio ambiente degradado, modalidade de reprimenda restritiva de direitos (presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os \u00e0 comunidade) tratada no art. 23, II, da Lei n. 9.605\/1998.<\/p>\n<p>As san\u00e7\u00f5es criminais, entretanto, n\u00e3o se equiparam a obriga\u00e7\u00f5es c\u00edveis, porque o fundamento jur\u00eddico de sua incid\u00eancia \u00e9 em todo distinto. Na rela\u00e7\u00e3o entre o Minist\u00e9rio P\u00fablico e o r\u00e9u em uma a\u00e7\u00e3o penal, inexistem os tr\u00eas elementos obrigacionais h\u00e1 pouco referenciados, justamente porque a pretens\u00e3o punitiva criminal n\u00e3o \u00e9 uma obriga\u00e7\u00e3o, dela divergindo em suas fontes, estruturas e consequ\u00eancias.<\/p>\n<p>No aspecto estrutural, o v\u00ednculo das obriga\u00e7\u00f5es recai sobre o patrim\u00f4nio do devedor (art. 798 do CPC), enquanto a pretens\u00e3o punitiva sujeita n\u00e3o s\u00f3 os bens do acusado, mas tamb\u00e9m sua liberdade e, em casos extremos, sua pr\u00f3pria vida (art. 5\u00ba, XLVII, &#8220;a&#8221;, da CR\/1988) \u00e0 potestade estatal. Essa severidade adicional do bra\u00e7o sancionador do Estado justifica outra diferen\u00e7a nas estruturas da obriga\u00e7\u00e3o e da pretens\u00e3o punitiva: enquanto a obriga\u00e7\u00e3o, sem atravessar a crise do inadimplemento, pode ser espontaneamente cumprida pelo devedor, a pretens\u00e3o punitiva sequer \u00e9 tecnicamente adimpl\u00edvel. O autor de um delito n\u00e3o pode, ele pr\u00f3prio, reconhecer a pr\u00e1tica do crime e privar-se de sua liberdade com uma pena reclusiva, sendo imprescind\u00edvel a intermedia\u00e7\u00e3o do Poder Judici\u00e1rio para a imposi\u00e7\u00e3o de san\u00e7\u00f5es criminais &#8211; e isso mesmo nos casos em que o sistema jur\u00eddico permite negocia\u00e7\u00f5es entre acusa\u00e7\u00e3o e defesa a seu respeito, como nos acordos de colabora\u00e7\u00e3o premiada, regidos pela Lei n. 12.850\/2013.<\/p>\n<p>Por fim, <u>as consequ\u00eancias jur\u00eddicas da obriga\u00e7\u00e3o e da pretens\u00e3o punitiva s\u00e3o tamb\u00e9m distintas. Se de um lado a obriga\u00e7\u00e3o reclama adimplemento (espont\u00e2neo ou for\u00e7ado) ou resolu\u00e7\u00e3o em perdas e danos, a pretens\u00e3o punitiva, de outro, gera a aplica\u00e7\u00e3o de pena quando julgada procedente pelo Poder Judici\u00e1rio<\/u>.<\/p>\n<p>Todas essas diferencia\u00e7\u00f5es demonstram que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel enquadrar a pretens\u00e3o punitiva na transmissibilidade regida pelos arts. 1.116 do CC\/2002 e 227 da Lei n. 6.404\/1976, o que nos traz a uma conclus\u00e3o intermedi\u00e1ria: n\u00e3o h\u00e1, no regramento jur\u00eddico da incorpora\u00e7\u00e3o, norma autorizadora da extens\u00e3o da responsabilidade penal \u00e0 incorporadora por ato praticado pela incorporada.<\/p>\n<p>Pensando ainda no aspecto consequencial, a pena \u00e9 disciplinada por um plexo normativo pr\u00f3prio, com matizes garantistas que delimitam sua extens\u00e3o e tamb\u00e9m n\u00e3o t\u00eam correspond\u00eancia no campo das obriga\u00e7\u00f5es. Para os fins deste voto, o mais relevante deles \u00e9 o princ\u00edpio da pessoalidade ou intranscend\u00eancia, insculpido no art. 5\u00ba, XLV, da CR\/1988.<\/p>\n<p>Para o\u00a0<em>Parquet<\/em>, referido princ\u00edpio n\u00e3o teria aplica\u00e7\u00e3o \u00e0s pessoas jur\u00eddicas, destinando-se exclusivamente \u00e0s pessoas naturais. A compreens\u00e3o sistem\u00e1tica da norma constitucional tamb\u00e9m aponta nessa dire\u00e7\u00e3o: se o sistema criminal admite a puni\u00e7\u00e3o de pessoas jur\u00eddicas, em que pesem as peculiaridades que derivam da aus\u00eancia de um corpo f\u00edsico, n\u00e3o pode o sistema valer-se dessas mesmas peculiaridades como fundamento para restringir garantias penais cujo exerc\u00edcio pela pessoa jur\u00eddica \u00e9, na pr\u00e1tica, poss\u00edvel.<\/p>\n<p>\u00c9 distinta a hip\u00f3tese da incorpora\u00e7\u00e3o realizada para escapar ao cumprimento de uma pena j\u00e1 aplicada \u00e0 sociedade incorporada em senten\u00e7a definitiva, ainda que n\u00e3o exista fraude. Afinal, no presente caso, n\u00e3o chegou a ocorrer a prola\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a condenat\u00f3ria, porque a a\u00e7\u00e3o penal foi trancada em seu nascedouro: o que se julgou neste recurso especial foi a possibilidade de a incorporadora suceder a incorporada para responder a a\u00e7\u00e3o penal ainda em tramita\u00e7\u00e3o. A situa\u00e7\u00e3o seria diferente se j\u00e1 houvesse senten\u00e7a definitiva impondo alguma pena \u00e0 sociedade e esta, sentindo-se onerada pela reprimenda, aceitasse ser incorporada por outra, a fim de n\u00e3o arcar com os efeitos da san\u00e7\u00e3o penal.<\/p>\n<p>Para esses dois casos (tanto a ocorr\u00eancia de fraude como a incorpora\u00e7\u00e3o realizada ap\u00f3s senten\u00e7a condenat\u00f3ria transitada em julgado), pode-se pensar na desconsidera\u00e7\u00e3o da incorpora\u00e7\u00e3o, ou mesmo da personalidade jur\u00eddica da incorporadora, a fim de manter viva a sociedade incorporada at\u00e9 que a pena seja cumprida. Ou, no caso da pena mais gravosa do cat\u00e1logo legal (a liquida\u00e7\u00e3o for\u00e7ada, prevista no art. 24 da Lei n. 9.605\/1998), \u00e9 vi\u00e1vel declarar a inefic\u00e1cia da opera\u00e7\u00e3o de incorpora\u00e7\u00e3o em face do Poder P\u00fablico, de modo a garantir que a parcela de patrim\u00f4nio incorporada seja alcan\u00e7ada pela pena definitiva.<\/p>\n<p>Trata-se de solu\u00e7\u00f5es em tese poss\u00edveis para evitar o esvaziamento da pretens\u00e3o punitiva estatal, a serem aprofundadas pelo Judici\u00e1rio nas hip\u00f3teses sobreditas. O fundamental, neste julgamento, \u00e9 compreender que a situa\u00e7\u00e3o dos autos n\u00e3o abrange fraude ou incorpora\u00e7\u00e3o com o fim de escapar a uma pena j\u00e1 aplicada, mesmo porque, repito, a a\u00e7\u00e3o penal foi trancada pouco ap\u00f3s o recebimento da den\u00fancia. Se configurada alguma dessas outras hip\u00f3teses, haver\u00e1 distin\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao precedente ora firmado, com a necess\u00e1ria aplica\u00e7\u00e3o de consequ\u00eancia jur\u00eddica diversa.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc115128372\"><\/a>8.2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Resultado final.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O princ\u00edpio da intranscend\u00eancia da pena, previsto no art. 5\u00ba, XLV da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, tem aplica\u00e7\u00e3o \u00e0s pessoas jur\u00eddicas, de modo que, extinta legalmente a pessoa jur\u00eddica &#8211; sem nenhum ind\u00edcio de fraude -, aplica-se analogicamente o art. 107, I, do C\u00f3digo Penal, com a consequente extin\u00e7\u00e3o de sua punibilidade.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h1>DIREITO PROCESSUAL PENAL<\/h1>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc115128373\"><\/a>9.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Cabimento da revis\u00e3o criminal quando utilizada nova apela\u00e7\u00e3o, com vista a reexame de fatos e provas, n\u00e3o se verificando contrariedade ao texto expresso da lei penal ou \u00e0 evid\u00eancia dos autos<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>AGRAVO REGIMENTAL NA REVIS\u00c3O CRIMINAL<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 cab\u00edvel revis\u00e3o criminal quando utilizada como nova apela\u00e7\u00e3o, com vista a reexame de fatos e provas, n\u00e3o se verificando contrariedade ao texto expresso da lei penal ou \u00e0 evid\u00eancia dos autos, consoante previs\u00e3o do art. 621, I, do C\u00f3digo de Processo Penal.<\/p>\n<p>AgRg na RvCr 5.735-DF, Rel. Min. Ribeiro Dantas, Terceira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 11\/05\/2022, DJe 16\/05\/2022. (Info 746)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc115128374\"><\/a>9.1.\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Virson, condenado por tr\u00e1fico de drogas, teve sua revis\u00e3o criminal liminarmente indeferida, uma vez que o ministro relator entendeu tratar-se de uma \u201cnova apela\u00e7\u00e3o\u201d para reexame de fatos e provas. Inconformado, Virson interp\u00f4s agravo regimental contra a decis\u00e3o.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc115128375\"><\/a>9.2.\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc115128376\"><\/a>9.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>C\u00f3digo de Processo Penal:<\/p>\n<p>Art.\u00a0621.\u00a0\u00a0A revis\u00e3o dos processos findos ser\u00e1 admitida:<\/p>\n<p>I\u00a0&#8211;\u00a0quando a senten\u00e7a condenat\u00f3ria for contr\u00e1ria ao texto expresso da lei penal ou \u00e0 evid\u00eancia dos autos;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc115128377\"><\/a>9.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Cab\u00edvel a revis\u00e3o para tanto?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> .<strong>Nana-nina-N\u00c3O!!!!<\/strong><\/p>\n<p>Cumpre lembrar que este &#8220;Superior Tribunal de Justi\u00e7a pacificou o entendimento no sentido do n\u00e3o cabimento da revis\u00e3o criminal quando utilizada como nova apela\u00e7\u00e3o, com vista ao mero reexame de fatos e provas, n\u00e3o se verificando hip\u00f3tese de contrariedade ao texto expresso da lei penal ou \u00e0 evid\u00eancia dos autos, consoante previs\u00e3o do art. 621, I, do CPP&#8221; (AgRg no REsp n. 1.781.148\/RJ, Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, DJe 18\/10\/2019).<\/p>\n<p>No caso concreto, <strong>a pretens\u00e3o do autor \u00e9 rediscutir tudo aquilo que fora objeto de an\u00e1lise no processo penal origin\u00e1rio. A prova j\u00e1 foi objeto de aprecia\u00e7\u00e3o pelas inst\u00e2ncias competentes, n\u00e3o havendo nenhuma informa\u00e7\u00e3o adicional a modificar a conclus\u00e3o alcan\u00e7ada<\/strong>.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc115128378\"><\/a>9.2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Resultado final.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 cab\u00edvel revis\u00e3o criminal quando utilizada nova apela\u00e7\u00e3o, com vista a reexame de fatos e provas, n\u00e3o se verificando contrariedade ao texto expresso da lei penal ou \u00e0 evid\u00eancia dos autos, consoante previs\u00e3o do art. 621, I, do C\u00f3digo de Processo Penal.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc115128379\"><\/a>10.\u00a0 (Des)Necessidade de defesa pr\u00e9via quando do oferecimento da den\u00fancia o acusado n\u00e3o exercer fun\u00e7\u00e3o ou cargo p\u00fablico<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EM HABEAS CORPUS<\/strong><\/p>\n<p>Se, no momento do oferecimento da den\u00fancia, o acusado n\u00e3o exercer fun\u00e7\u00e3o\/cargo p\u00fablico, torna-se dispens\u00e1vel a defesa pr\u00e9via prevista no art. 2\u00b0, I, do Decreto Presidencial n. 201\/1967.<\/p>\n<p>AgRg no RHC 163.645-TO, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 16\/08\/2022, DJe 22\/08\/2022. (Info 746)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc115128380\"><\/a>10.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Tirso foi denunciado por ter praticado crimes previstos na lei de licita\u00e7\u00f5es em coautoria com seu irm\u00e3o e prefeito municipal, Atirso. Por\u00e9m, o momento em que foi oferecida a den\u00fancia, Tirso j\u00e1 n\u00e3o mais ocupava o cargo supostamente utilizado nos crimes.<\/p>\n<p>A defesa de Atirso alega que o processamento da a\u00e7\u00e3o deveria ocorrer por meio de procedimento especial, no qual seria necess\u00e1rio que o ju\u00edzo singular abrisse vista dos autos aos acusados para apresenta\u00e7\u00e3o de Defesa Pr\u00e9via no prazo de 5 dias.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc115128381\"><\/a>10.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc115128382\"><\/a>10.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Decreto Presidencial n. 201\/1967:<\/p>\n<p>Art. 2\u00ba O processo dos crimes definidos no artigo anterior \u00e9 o comum do ju\u00edzo singular, estabelecido pelo C\u00f3digo de Processo Penal, com as seguintes modifica\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<p>I &#8211; Antes de receber a den\u00fancia, o Juiz ordenar\u00e1 a notifica\u00e7\u00e3o do acusado para apresentar defesa pr\u00e9via, no prazo de cinco dias. Se o acusado n\u00e3o for encontrado para a notifica\u00e7\u00e3o, ser-lhe-\u00e1 nomeado defensor, a quem caber\u00e1 apresentar a defesa, dentro no mesmo prazo.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>C\u00f3digo de Processo Penal:<\/p>\n<p>Art.\u00a0563.\u00a0\u00a0Nenhum ato ser\u00e1 declarado nulo, se da nulidade n\u00e3o resultar preju\u00edzo para a acusa\u00e7\u00e3o ou para a defesa.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc115128383\"><\/a>10.2.2. Necess\u00e1ria a defesa pr\u00e9via?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!<\/strong><\/p>\n<p>O processo penal \u00e9 regido pelo princ\u00edpio do\u00a0<em>tempus regit actum<\/em>, assim, se no momento do oferecimento da den\u00fancia os acusados n\u00e3o exerciam fun\u00e7\u00e3o\/cargo p\u00fablico, torna-se dispens\u00e1vel a defesa pr\u00e9via prevista no art. 2\u00ba, I, do Decreto Presidencial n. 201\/1967, <strong>que tem por escopo a prote\u00e7\u00e3o do interesse p\u00fablico e da atividade exercida pelo servidor p\u00fablico, motivo da real preocupa\u00e7\u00e3o do legislador<\/strong>.<\/p>\n<p>No caso, <u>n\u00e3o tendo a defesa demonstrado em que medida a aus\u00eancia de notifica\u00e7\u00e3o anterior ao recebimento da den\u00fancia poderia gerar preju\u00edzo \u00e0 sua ampla defesa na a\u00e7\u00e3o penal, n\u00e3o h\u00e1 se falar em nulidade<\/u>, uma vez que, nos termos do art. 563 do C\u00f3digo de Processo Penal, &#8220;nenhum ato ser\u00e1 declarado nulo, se da nulidade n\u00e3o resultar preju\u00edzo para a acusa\u00e7\u00e3o ou para a defesa&#8221;.<\/p>\n<p>Ademais, <strong>a defesa preliminar nos crimes de responsabilidade de prefeitos \u00e9 suprida pela resposta \u00e0 acusa\u00e7\u00e3o do rito ordin\u00e1rio, em que \u00e9 permitida n\u00e3o apenas a formal rejei\u00e7\u00e3o da den\u00fancia como, inclusive, mais ampla e beneficamente ao acusado, o ju\u00edzo de sua sum\u00e1ria inoc\u00eancia<\/strong> (AgRg no RHC n. 88.026\/PE, relator Ministro Nefi Cordeiro, Sexta Turma, julgado em 13\/8\/2019, DJe de 22\/8\/2019).<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc115128384\"><\/a>10.2.3. Resultado final.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Se, no momento do oferecimento da den\u00fancia, o acusado n\u00e3o exercer fun\u00e7\u00e3o\/cargo p\u00fablico, torna-se dispens\u00e1vel a defesa pr\u00e9via prevista no art. 2\u00b0, I, do Decreto Presidencial n. 201\/1967.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc115128385\"><\/a>11.\u00a0 Medida mais gravosa decretada pelo ju\u00edzo e atua\u00e7\u00e3o de of\u00edcio<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS.<\/strong><\/p>\n<p>Se o requerimento do Minist\u00e9rio P\u00fablico limita-se \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o de medidas cautelares ao preso em flagrante, \u00e9 vedado ao juiz decretar a medida mais gravosa &#8211; pris\u00e3o preventiva -, por configurar uma atua\u00e7\u00e3o de of\u00edcio.<\/p>\n<p>AgRg no HC 754.506-MG, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 16\/08\/2022, DJe 22\/08\/2022. (Info 746)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc115128386\"><\/a>11.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Creosvaldo foi preso em flagrante delito, pris\u00e3o posteriormente convertida em preventiva, pela suposta pr\u00e1tica do crime previsto no artigo 33, caput, da Lei de Drogas. Na audi\u00eancia de cust\u00f3dia, o Minist\u00e9rio P\u00fablico pugnou pela aplica\u00e7\u00e3o de medidas cautelares. No entanto, o Magistrado concluiu pela a decreta\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o preventiva.<\/p>\n<p>Inconformada, a defesa de Creosvaldo impetrou <em>Habeas Corpus<\/em> no qual alega a nulidade da pris\u00e3o foi reconhecida por ter sido decretada de of\u00edcio.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc115128387\"><\/a>11.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc115128388\"><\/a>11.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>C\u00f3digo de Processo Penal:<\/p>\n<p>Art. 3\u00ba-A. O processo penal ter\u00e1 estrutura acusat\u00f3ria, vedadas a iniciativa do juiz na fase de investiga\u00e7\u00e3o e a substitui\u00e7\u00e3o da atua\u00e7\u00e3o probat\u00f3ria do \u00f3rg\u00e3o de acusa\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p>Art. 310. Ap\u00f3s receber o auto de pris\u00e3o em flagrante, no prazo m\u00e1ximo de at\u00e9 24 (vinte e quatro) horas ap\u00f3s a realiza\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o, o juiz dever\u00e1 promover audi\u00eancia de cust\u00f3dia com a presen\u00e7a do acusado, seu advogado constitu\u00eddo ou membro da Defensoria P\u00fablica e o membro do Minist\u00e9rio P\u00fablico, e, nessa audi\u00eancia, o juiz dever\u00e1, fundamentadamente:\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>I &#8211; relaxar a pris\u00e3o ilegal; ou\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>II &#8211; converter a pris\u00e3o em flagrante em preventiva, quando presentes os requisitos constantes do\u00a0art. 312 deste C\u00f3digo, e se revelarem inadequadas ou insuficientes as medidas cautelares diversas da pris\u00e3o; ou\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>III &#8211; conceder liberdade provis\u00f3ria, com ou sem fian\u00e7a.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc115128389\"><\/a>11.2.2. Configurada a atua\u00e7\u00e3o de of\u00edcio?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!<\/strong><\/p>\n<p>A reforma introduzida pela Lei n. 13.964\/2019 (&#8220;Lei Anticrime&#8221;), preservando e valorizando as caracter\u00edsticas essenciais da estrutura acusat\u00f3ria do processo penal brasileiro, modificou a disciplina das medidas de natureza cautelar, especialmente as de car\u00e1ter processual, estabelecendo um modelo mais coerente com as caracter\u00edsticas do moderno processo penal.<\/p>\n<p><u>Ap\u00f3s o in\u00edcio da vig\u00eancia da mencionada lei, houve a inser\u00e7\u00e3o do art. 3\u00ba-A ao CPP e a supress\u00e3o do termo &#8220;de of\u00edcio&#8221; que constava do art. 282, \u00a7\u00a7 2\u00ba e 4\u00ba, e do art. 311, todos do C\u00f3digo de Processo Penal.<\/u><\/p>\n<p><strong>Assim sendo, o art. 310 e os demais dispositivos do C\u00f3digo de Processo Penal devem ser interpretados privilegiando o regime do sistema acusat\u00f3rio vigente em nosso pa\u00eds<\/strong>, nos termos da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, que outorgou ao\u00a0<em>Parquet<\/em>\u00a0a relevante fun\u00e7\u00e3o institucional, dentre outras, de &#8220;promover, privativamente, a a\u00e7\u00e3o penal p\u00fablica, na forma da lei&#8221; (art. 129, I, CF), ressalvada a hip\u00f3tese, que \u00e9 EXCEPCIONAL, prevista no art. 5\u00ba, LIX, da Carta Pol\u00edtica e do pr\u00f3prio C\u00f3digo de Processo Penal.<\/p>\n<p>Assim, a despeito da manifesta\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico em audi\u00eancia de cust\u00f3dia, a pris\u00e3o que venha a ser decretada por Magistrado, \u00e0 revelia de um requerimento expresso nesse sentido, configura uma atua\u00e7\u00e3o de of\u00edcio em contrariedade ao que disp\u00f5e a nova regra processual penal.<\/p>\n<p>N\u00e3o se desconhece a exist\u00eancia de um precedente da Sexta Turma deste Tribunal acerca do tema, validando a decreta\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o preventiva mesmo diante de requerimento expresso do Minist\u00e9rio P\u00fablico para aplicar apenas as medidas cautelares. De acordo com a maioria dos membros do \u00f3rg\u00e3o fracion\u00e1rio, a &#8220;A determina\u00e7\u00e3o do Magistrado, em sentido diverso do requerido pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico, pela autoridade policial ou pelo ofendido, n\u00e3o pode ser considerada como atua\u00e7\u00e3o\u00a0<em>ex officio<\/em>, uma vez que lhe \u00e9 permitido atuar conforme os ditames legais, desde que previamente provocado, no exerc\u00edcio de sua jurisdi\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>Contudo, aduzem-se votos divergentes, os quais fundamentam o estudo da tese em quest\u00e3o, no sentido de que: (I) &#8220;o juiz n\u00e3o deveria, sob os ausp\u00edcios do sistema acusat\u00f3rio, decretar a pris\u00e3o, como a cautelar m\u00e1xima, atendo-se, diversamente, ao pedido do\u00a0<em>dominus litis<\/em>.&#8221; (Ministro Olindo Menezes); e (II) a decis\u00e3o do Magistrado &#8220;tem como limite o que foi requerido pelo titular da a\u00e7\u00e3o. Ir al\u00e9m do que foi pedido ser\u00e1 permitir que o juiz tenha uma iniciativa incompat\u00edvel com o sistema acusat\u00f3rio, substituindo ou corrigindo, a seu bel prazer, a vontade do \u00f3rg\u00e3o de acusa\u00e7\u00e3o ou suprindo suas eventuais falhas ou omiss\u00f5es (que s\u00e3o omiss\u00f5es ou falhas ao olhar do pr\u00f3prio juiz)&#8221; (Ministro Sebasti\u00e3o Reis).<\/p>\n<p>Assim, <strong>tratando-se de pedido do Minist\u00e9rio P\u00fablico limitado \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o de medidas cautelares ao preso em flagrante, \u00e9 vedado ao juiz decretar a medida mais gravosa, a pris\u00e3o preventiva, por configurar uma atua\u00e7\u00e3o de of\u00edcio<\/strong>.<\/p>\n<p>Por \u00faltimo, <u>a manifesta\u00e7\u00e3o posterior do Minist\u00e9rio P\u00fablico favor\u00e1vel \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o preventiva, proferida em sede de\u00a0<em>habeas corpus<\/em>\u00a0origin\u00e1rio, n\u00e3o supre a ilegalidade da pris\u00e3o decretada de of\u00edcio em primeiro grau, por se tratar de a\u00e7\u00e3o de manejo exclusivo da defesa em benef\u00edcio do r\u00e9u<\/u>.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc115128390\"><\/a>11.2.3. Resultado final.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Se o requerimento do Minist\u00e9rio P\u00fablico limita-se \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o de medidas cautelares ao preso em flagrante, \u00e9 vedado ao juiz decretar a medida mais gravosa &#8211; pris\u00e3o preventiva -, por configurar uma atua\u00e7\u00e3o de of\u00edcio.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc115128391\"><\/a>12.\u00a0 Nulidade da condena\u00e7\u00e3o fundamentada em reconhecimento fotogr\u00e1fico que, al\u00e9m de ter sido realizado com grande lapso temporal dos fatos, encontra-se em contradi\u00e7\u00e3o com os depoimentos prestados pela v\u00edtima<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>HABEAS CORPUS<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 nula a condena\u00e7\u00e3o fundamentada em reconhecimento fotogr\u00e1fico que, al\u00e9m de ter sido realizado com grande lapso temporal dos fatos, encontra-se em contradi\u00e7\u00e3o com os depoimentos prestados pela v\u00edtima, n\u00e3o sendo poss\u00edvel a sua convalida\u00e7\u00e3o em ju\u00edzo.<\/p>\n<p>HC 664.537-RJ, Rel. Min. Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 16\/08\/2022, DJe 19\/08\/2022. (Info 746)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc115128392\"><\/a>12.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Odete foi assaltada por tr\u00eas agentes em janeiro de 2018. Na delegacia n\u00e3o reconheceu nenhuma das fotos que lhe foram apresentadas e afirmou categoricamente n\u00e3o ser capaz de realizar retrato falado e que os tr\u00eas assaltantes aparentavam ser menores de idade. J\u00e1 em abril do mesmo ano, quase tr\u00eas meses ap\u00f3s o fato, a v\u00edtima alega ter reconhecido um dos assaltantes em uma maca em um hospital, momento em que se deslocou \u00e0 delegacia para denunciar o fato, o que ensejou nova apresenta\u00e7\u00e3o de fotografias e, assim, o r\u00e9u foi ent\u00e3o efetivamente reconhecido em solo policial, bem como pessoalmente em ju\u00edzo.<\/p>\n<p>Ressalte-se que o agente reconhecido, \u00e0 \u00e9poca do delito, j\u00e1 contava com 27 anos de idade e o reconhecimento foi refor\u00e7ado pela apresenta\u00e7\u00e3o das fotografias do suspeito na delegacia. Inconformada, a defesa do suspeito impetrou Habeas Corpus alegando a nulidade da condena\u00e7\u00e3o baseada no reconhecimento, ainda que convalidado em ju\u00edzo posteriormente.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc115128393\"><\/a>12.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc115128394\"><\/a>12.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>C\u00f3digo de Processo Penal:<\/p>\n<p>Art.\u00a0226.\u00a0\u00a0Quando houver necessidade de fazer-se o reconhecimento de pessoa, proceder-se-\u00e1 pela seguinte forma:<\/p>\n<p>I\u00a0&#8211;\u00a0a pessoa que tiver de fazer o reconhecimento ser\u00e1 convidada a descrever a pessoa que deva ser reconhecida;<\/p>\n<p>Il\u00a0&#8211;\u00a0a pessoa, cujo reconhecimento se pretender, ser\u00e1 colocada, se poss\u00edvel, ao lado de outras que com ela tiverem qualquer semelhan\u00e7a, convidando-se quem tiver de fazer o reconhecimento a apont\u00e1-la;<\/p>\n<p>III\u00a0&#8211;\u00a0se houver raz\u00e3o para recear que a pessoa chamada para o reconhecimento, por efeito de intimida\u00e7\u00e3o ou outra influ\u00eancia, n\u00e3o diga a verdade em face da pessoa que deve ser reconhecida, a autoridade providenciar\u00e1 para que esta n\u00e3o veja aquela;<\/p>\n<p>IV\u00a0&#8211;\u00a0do ato de reconhecimento lavrar-se-\u00e1 auto pormenorizado, subscrito pela autoridade, pela pessoa chamada para proceder ao reconhecimento e por duas testemunhas presenciais.<\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico.\u00a0\u00a0O disposto no n<u><sup>o<\/sup><\/u>\u00a0III deste artigo n\u00e3o ter\u00e1 aplica\u00e7\u00e3o na fase da instru\u00e7\u00e3o criminal ou em plen\u00e1rio de julgamento.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc115128395\"><\/a>12.2.2. Nula a condena\u00e7\u00e3o?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yaeapph!!!!<\/strong><\/p>\n<p>No caso, a v\u00edtima foi assaltada por tr\u00eas agentes em janeiro de 2018. Na delegacia n\u00e3o reconheceu nenhuma das fotos que lhe foram apresentadas e afirmou categoricamente n\u00e3o ser capaz de realizar retrato falado e que os tr\u00eas assaltantes aparentavam ser menores de idade. J\u00e1 em abril do mesmo ano, quase tr\u00eas meses ap\u00f3s o fato, a v\u00edtima alega ter reconhecido um dos assaltantes em uma maca em um hospital, momento em que se deslocou \u00e0 delegacia para denunciar o fato, o que ensejou nova apresenta\u00e7\u00e3o de fotografias e, assim, o r\u00e9u foi ent\u00e3o efetivamente reconhecido em solo policial, bem como pessoalmente em ju\u00edzo.<\/p>\n<p>Todavia, tal narrativa n\u00e3o se mostra suficiente para atribuir a autoria ao paciente. Isso porque a v\u00edtima afirmou categoricamente n\u00e3o ser capaz de realizar retrato falado no dia dos fatos e alegou aparentarem ser os assaltantes menores de idade, mas, tr\u00eas meses ap\u00f3s o evento, afirmou com convic\u00e7\u00e3o ter reconhecido o agente que, \u00e0 \u00e9poca do delito, j\u00e1 contava com 27 anos de idade e o reconhecimento foi refor\u00e7ado pela apresenta\u00e7\u00e3o das fotografias do suspeito na delegacia.<\/p>\n<p>Todos esses elementos considerados em conjunto e somados ao fato de que nenhuma outra prova independente e id\u00f4nea &#8211; que n\u00e3o o depoimento da v\u00edtima &#8211; ter sido apresentada <u>configuram a nulidade do reconhecimento, porquanto realizado quase tr\u00eas meses ap\u00f3s o fato, refor\u00e7ada a mem\u00f3ria da v\u00edtima pela apresenta\u00e7\u00e3o de fotografias do suspeito na delegacia, circunst\u00e2ncias que contaminariam a idoneidade do reconhecimento realizado em ju\u00edzo<\/u>.<\/p>\n<p>Sobre o reconhecimento de pessoas, a Sexta Turma firmou recentemente entendimento no sentido de que <strong>al\u00e9m do regramento previsto no art. 226 do C\u00f3digo de Processo Penal ser de observ\u00e2ncia obrigat\u00f3ria, n\u00e3o prescinde de corrobora\u00e7\u00e3o por outros elementos indici\u00e1rios submetidos ao crivo do contradit\u00f3rio na fase judicial.<\/strong><\/p>\n<p>Com tal entendimento, objetiva-se a mitiga\u00e7\u00e3o de erros judici\u00e1rios grav\u00edssimos que, provavelmente, resultaram em diversas condena\u00e7\u00f5es lastreadas em acervo probat\u00f3rio fr\u00e1gil, como o mero reconhecimento fotogr\u00e1fico de pessoas em procedimentos crivados de v\u00edcios legais e at\u00e9 psicol\u00f3gicos &#8211; dado o enviesamento cognitivo causado pela apresenta\u00e7\u00e3o irregular de fotografias escolhidas pelas for\u00e7as policiais -, que acabam por contaminar a mem\u00f3ria das v\u00edtimas, circunst\u00e2ncia que reverbera at\u00e9 a fase judicial e torna invi\u00e1vel posterior convalida\u00e7\u00e3o em raz\u00e3o do vi\u00e9s de confirma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc115128396\"><\/a>12.2.3. Resultado final.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00c9 nula a condena\u00e7\u00e3o fundamentada em reconhecimento fotogr\u00e1fico que, al\u00e9m de ter sido realizado com grande lapso temporal dos fatos, encontra-se em contradi\u00e7\u00e3o com os depoimentos prestados pela v\u00edtima, n\u00e3o sendo poss\u00edvel a sua convalida\u00e7\u00e3o em ju\u00edzo.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n\n<!-- wp:file {\"id\":1101012,\"href\":\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2022\/09\/27022410\/stj-746-parte-ii.pdf\",\"displayPreview\":true} -->\n<div class=\"wp-block-file\"><object><\/object><a id=\"wp-block-file--media-138389d0-4381-44bf-9fbd-24c77ccf45fe\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2022\/09\/27022410\/stj-746-parte-ii.pdf\">stj-746-parte-ii<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2022\/09\/27022410\/stj-746-parte-ii.pdf\" class=\"wp-block-file__button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-138389d0-4381-44bf-9fbd-24c77ccf45fe\">Baixar<\/a><\/div>\n<!-- \/wp:file -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Informativo n\u00ba 746 Parte II do STJ COMENTADO. 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