{"id":1089889,"date":"2022-09-05T22:53:49","date_gmt":"2022-09-06T01:53:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1089889"},"modified":"2022-10-07T11:17:00","modified_gmt":"2022-10-07T14:17:00","slug":"informativo-stj-744-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-744-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STJ 744 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p>Informativo n\u00ba 744 do STJ&nbsp;<strong>COMENTADO<\/strong>&nbsp;saindo do forno (quentinho) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2022\/09\/05225334\/stj-744.pdf\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/p>\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_yRvpIMVSP-E\"><div id=\"lyte_yRvpIMVSP-E\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/yRvpIMVSP-E\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/yRvpIMVSP-E\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/yRvpIMVSP-E\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-administrativo\"><a>DIREITO ADMINISTRATIVO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-autotutela-e-revisao-do-ato-de-concessao-de-anistia\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Autotutela e revis\u00e3o do ato de concess\u00e3o de anistia<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>MANDADO DE SEGURAN\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No exerc\u00edcio de seu poder de autotutela, poder\u00e1 a Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica rever os atos de concess\u00e3o de anistia a cabos da Aeron\u00e1utica relativos \u00e0 Portaria n. 1.104\/1964, quando se comprovar a aus\u00eancia de ato com motiva\u00e7\u00e3o exclusivamente pol\u00edtica, assegurando-se ao anistiado, em procedimento administrativo, o devido processo legal e a n\u00e3o devolu\u00e7\u00e3o das verbas j\u00e1 recebidas.<\/p>\n\n\n\n<p>MS 20.187-DF, Rel. Min. Manoel Erhardt (Desembargador convocado Do TRF5), Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 10\/08\/2022. (Info 744)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-situacao-fatica\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Rubens, o anistiado, ex-cabo da aeron\u00e1utica, impetrou mandado de seguran\u00e7a esbravejando que o Ministro de Estado da Justi\u00e7a, em 2013, anulou o ato que lhe concedera anistia pol\u00edtica em 2004. Alega que h\u00e1 decad\u00eancia administrativa (lapso temporal quinquenal). Pretende o restabelecimento da anistia, com o consequente pagamento da repara\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica em presta\u00e7\u00e3o mensal, permanente e continuada.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-analise-estrategica\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-questao-juridica\"><a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n\u00ba 9.784\/1999:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 54. O direito da Administra\u00e7\u00e3o de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favor\u00e1veis para os destinat\u00e1rios decai em cinco anos, contados da data em que foram praticados, salvo comprovada m\u00e1-f\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-possivel-rever-o-ato-de-anistia\"><a>1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel rever o ato de anistia?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>SIM, desde que comprovada a aus\u00eancia de motiva\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e respeitado o contradit\u00f3rio e ampla defesa!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal efetuou o julgamento do&nbsp;Tema 839&nbsp;da pauta de repercuss\u00e3o geral, tendo emitido a tese de que, no exerc\u00edcio de seu poder de autotutela, <strong>poder\u00e1 a Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica rever os atos de concess\u00e3o de anistia a cabos da Aeron\u00e1utica relativos \u00e0 Portaria 1.104, editada pelo Ministro de Estado da Aeron\u00e1utica, em 12 de outubro de 1964, quando se comprovar a aus\u00eancia de ato com motiva\u00e7\u00e3o exclusivamente pol\u00edtica, assegurando-se ao anistiado, em procedimento administrativo, o devido processo legal e a n\u00e3o devolu\u00e7\u00e3o das verbas j\u00e1 recebidas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Cumpre frisar que, no referido julgado, a Corte Suprema lan\u00e7ou a diretriz de que o decurso do lapso temporal de 5 (cinco) anos n\u00e3o \u00e9 causa impeditiva bastante para inibir a Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica de revisar determinado ato, haja vista que a ressalva da parte final da cabe\u00e7a do art. 54 da <a>Lei n\u00ba 9.784\/1999 <\/a>autoriza a anula\u00e7\u00e3o do ato a qualquer tempo, uma vez demonstrada, no \u00e2mbito do procedimento administrativo, com observ\u00e2ncia do devido processo legal, a m\u00e1-f\u00e9 do benefici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, a Uni\u00e3o manejou recurso extraordin\u00e1rio contra o ac\u00f3rd\u00e3o que adotou a seguinte linha de pensamento: &#8220;o Ministro de Estado da Justi\u00e7a expediu a Portaria Ministerial 286, de 28.1.2013, a qual anulou o ato que concedeu a anistia pol\u00edtica. Imp\u00f5e-se reconhecer a ocorr\u00eancia da decad\u00eancia, j\u00e1 que entre a Portaria, concessiva da anistia, 21, de 8.1.2004 e a Portaria Ministerial, que anulou o ato que concedeu a anistia pol\u00edtica da parte Impetrante, decorreu o lapso temporal quinquenal&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao que se verifica do cotejo das raz\u00f5es de decidir do&nbsp;Tema 839\/STF com o aresto ora submetido a ju\u00edzo de retrata\u00e7\u00e3o, h\u00e1 conclus\u00f5es dissonantes, pois, enquanto a tese de repercuss\u00e3o adota o entendimento de que o lapso temporal de cinco anos n\u00e3o impede a revis\u00e3o do ato (quando se apurar eventual m\u00e1-f\u00e9) o aresto aplica a decad\u00eancia ao caso concreto. Ademais, somente com a apura\u00e7\u00e3o administrativa \u00e9 que se pode ter alguma aprecia\u00e7\u00e3o origin\u00e1ria acerca de eventual ato de m\u00e1-f\u00e9 como afastador de qualquer prazo de revis\u00e3o da concess\u00e3o anisti\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, conforme a solu\u00e7\u00e3o emitida pela Corte Suprema no&nbsp;Tema 839, no exerc\u00edcio de seu poder de autotutela, poder\u00e1 a Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica rever os atos de concess\u00e3o de anistia a cabos da Aeron\u00e1utica relativos \u00e0 Portaria n. 1.104, editada pelo Ministro de Estado da Aeron\u00e1utica, em 12 de outubro de 1964, quando se comprovar a aus\u00eancia de ato com motiva\u00e7\u00e3o exclusivamente pol\u00edtica, assegurando-se ao anistiado, em procedimento administrativo, o devido processo legal e a n\u00e3o devolu\u00e7\u00e3o das verbas j\u00e1 recebidas.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-3-resultado-final\"><a>1.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>No exerc\u00edcio de seu poder de autotutela, poder\u00e1 a Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica rever os atos de concess\u00e3o de anistia a cabos da Aeron\u00e1utica relativos \u00e0 Portaria n. 1.104\/1964, quando se comprovar a aus\u00eancia de ato com motiva\u00e7\u00e3o exclusivamente pol\u00edtica, assegurando-se ao anistiado, em procedimento administrativo, o devido processo legal e a n\u00e3o devolu\u00e7\u00e3o das verbas j\u00e1 recebidas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-oferecimento-de-denuncia-criminal-e-inabilitacao-para-exercicio-das-suas-funcoes-como-autoridade-julgadora-no-processo-administrativo\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Oferecimento de den\u00fancia criminal e inabilita\u00e7\u00e3o para exerc\u00edcio das suas fun\u00e7\u00f5es como autoridade julgadora no processo administrativo<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO EM MANDADO DE SEGURAN\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O <a>oferecimento de den\u00fancia criminal por autoridade que, em raz\u00e3o de suas atribui\u00e7\u00f5es legais, seja obrigada a faz\u00ea-lo n\u00e3o a inabilita, s\u00f3 por isso, a desempenhar suas fun\u00e7\u00f5es como autoridade julgadora no processo administrativo<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>RMS 54.717-SP, Rel. Min. S\u00e9rgio Kukina, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 09\/08\/2022. (Info 744)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-situacao-fatica\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Tadeu aprontou alguma perip\u00e9cia (ilegal) e acabou sofrendo san\u00e7\u00e3o disciplinar. Nada satisfeito, ele impetrou mandado de seguran\u00e7a contra o ato de san\u00e7\u00e3o administrativa de suspens\u00e3o que lhe foi imposta, por entender que o processo disciplinar que deu suporte ao ato impugnado seria nulo, em raz\u00e3o da suspei\u00e7\u00e3o do Procurador-Geral de Justi\u00e7a (autoridade impetrada).<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme Tadeu, o fato de o PGJ ter oferecido tamb\u00e9m a den\u00fancia criminal relativa ao caso, impediria sua atua\u00e7\u00e3o imparcial no julgamento do processo administrativo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-analise-estrategica\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-o-oferecimento-da-denuncia-inabilita-ao-julgamento\"><a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O oferecimento da den\u00fancia inabilita ao julgamento?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia diz respeito \u00e0 possibilidade da autoridade que, por obriga\u00e7\u00e3o legal, tenha oferecido den\u00fancia criminal, desempenhar suas fun\u00e7\u00f5es como autoridade julgadora no processo administrativo respectivo.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, afastou-se a alega\u00e7\u00e3o de imparcialidade, firme em que a autoridade impetrada agiu no leg\u00edtimo cumprimento das atribui\u00e7\u00f5es do cargo.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o tribunal&nbsp;<em>a quo<\/em><strong>, o Procurador-Geral de Justi\u00e7a n\u00e3o possui a faculdade de apresentar ou n\u00e3o a den\u00fancia quando presentes os elementos legais para prosseguir com a persecu\u00e7\u00e3o penal em caso que envolva membro do \u00f3rg\u00e3o ministerial<\/strong>, tendo agido no desempenho de suas atribui\u00e7\u00f5es regulares, raz\u00e3o pela qual esse agir da autoridade impetrada n\u00e3o caracteriza, s\u00f3 por isso, ruptura da imparcialidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, n\u00e3o h\u00e1 raz\u00e3o suficientemente forte para rever, neste caso, o entendimento j\u00e1 consolidado: o oferecimento de den\u00fancia criminal por autoridade que, em raz\u00e3o de suas atribui\u00e7\u00f5es legais, seja obrigada a faz\u00ea-lo n\u00e3o a inabilita, s\u00f3 por isso, de desempenhar suas fun\u00e7\u00f5es como autoridade julgadora no processo administrativo.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-resultado-final\"><a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O oferecimento de den\u00fancia criminal por autoridade que, em raz\u00e3o de suas atribui\u00e7\u00f5es legais, seja obrigada a faz\u00ea-lo n\u00e3o a inabilita, s\u00f3 por isso, a desempenhar suas fun\u00e7\u00f5es como autoridade julgadora no processo administrativo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-responsabilidade-da-fundacao-privada-de-apoio-a-universidade-publica-presta-servico-publico\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Responsabilidade da funda\u00e7\u00e3o privada de apoio \u00e0 universidade p\u00fablica presta servi\u00e7o p\u00fablico<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A <a>funda\u00e7\u00e3o privada de apoio \u00e0 universidade p\u00fablica presta servi\u00e7o p\u00fablico<\/a>, raz\u00e3o pela qual responde objetivamente pelos preju\u00edzos causados a terceiros, submetendo-se a pretens\u00e3o indenizat\u00f3ria ao prazo prescricional quinquenal previsto no art. 1\u00ba-C da Lei n. 9.494\/1997.<\/p>\n\n\n\n<p>AREsp 1.893.472-SP, Rel. Min. Og Fernandes, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 21\/06\/2022, DJe 28\/06\/2022. (Info 744)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-situacao-fatica\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A bi\u00f3loga Creide, em pesquisa de p\u00f3s-doutorado em formato &#8220;sandu\u00edche&#8221;, parte realizada em Portugal, parte no Brasil, produziu amostras gen\u00e9ticas, com cruzamento por duas gera\u00e7\u00f5es de indiv\u00edduos com muta\u00e7\u00f5es de interesse, seguidos de dissec\u00e7\u00e3o dos tecidos, extra\u00e7\u00e3o do RNA e seu sequenciamento (cheio dos esquemas complexos). Ap\u00f3s o projeto ser concebido em Portugal, os \u00faltimos dois passos ocorreriam no Brasil, nas instala\u00e7\u00f5es da Unicamp.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fatores ainda n\u00e3o esclarecidos, a documenta\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para dar continuidade ao estudo n\u00e3o foi recebida tempestivamente pela transportadora, resultando no retorno dos materiais gen\u00e9ticos para Portugal. Com sua degrada\u00e7\u00e3o, restaram in\u00fateis para o trabalho cient\u00edfico desenvolvido ao longo de anos, custeados por financiamento p\u00fablico. Conforme a autora, o procedimento de sequenciamento \u00e9 substancialmente custoso e que a perda do material gen\u00e9tico de dif\u00edcil repara\u00e7\u00e3o, ante o baixo volume de RNA produzido.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformada, Creide ajuizou a\u00e7\u00e3o em face da Funcamp, funda\u00e7\u00e3o privada de apoio \u00e0 universidade p\u00fablica presta servi\u00e7o p\u00fablico. Passou-se a discutir ent\u00e3o a exist\u00eancia da rela\u00e7\u00e3o contratual ou extracontratual entre as partes, bem como a responsabilidade da funda\u00e7\u00e3o que, conforme conv\u00eanios, teria ficado respons\u00e1vel pelo desembara\u00e7o das amostras enviadas \u00e0 Portugal.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-analise-estrategica\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-questao-juridica\"><a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 9.494\/1997:<\/p>\n\n\n\n<p>Art.&nbsp;1<sup>o<\/sup>-C.&nbsp;&nbsp;Prescrever\u00e1 em cinco anos o direito de obter indeniza\u00e7\u00e3o dos danos causados por agentes de pessoas jur\u00eddicas de direito p\u00fablico e de pessoas jur\u00eddicas de direito privado prestadoras de servi\u00e7os p\u00fablicos.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-a-responsabilidade-da-fundacao-de-apoio-e-objetiva-ou-subjetiva\"><a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A responsabilidade da funda\u00e7\u00e3o de apoio \u00e9 objetiva ou subjetiva?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>OBJETIVA!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia consiste em determinar o prazo prescricional na hip\u00f3tese de danos provocados por funda\u00e7\u00e3o privada que prestou servi\u00e7os p\u00fablicos de apoio \u00e0 universidade p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>A doutrina leciona que, &#8220;enquanto a entidade p\u00fablica presta servi\u00e7o p\u00fablico, a entidade de apoio presta o mesmo tipo de atividade, todavia, n\u00e3o como servi\u00e7o delegado pela Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica, mas como atividade aberta \u00e0 iniciativa privada, atuando mais comumente junto a universidades e hospitais p\u00fablicos&#8221;, reafirmando a condi\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o p\u00fablico dessa esp\u00e9cie.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, <strong>\u00e9 irrelevante que se trate de funda\u00e7\u00e3o de natureza privada<\/strong>. A pessoa jur\u00eddica de direito privado que preste servi\u00e7o p\u00fablico tem obriga\u00e7\u00e3o constitucional de reparar os preju\u00edzos causados a terceiros. A hip\u00f3tese \u00e9 regulada pelo art. 1\u00ba-C da <a>Lei n. 9.494\/1997 <\/a>quanto ao prazo prescricional, fixado em 5 (cinco) anos.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, a funda\u00e7\u00e3o privada prestou servi\u00e7os p\u00fablicos de apoio \u00e0 universidade p\u00fablica e assumiu perante estas obriga\u00e7\u00f5es alusivas ao desembara\u00e7o aduaneiro das amostras biol\u00f3gicas objeto da pesquisa de p\u00f3s-doutoranda. <a>Por fatores ainda n\u00e3o esclarecidos, a documenta\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria n\u00e3o foi recebida tempestivamente pela transportadora, resultando no retorno dos materiais gen\u00e9ticos para Portugal, onde a pesquisa teve in\u00edcio. Com sua degrada\u00e7\u00e3o, restaram in\u00fateis para o trabalho cient\u00edfico desenvolvido ao longo de anos, custeados por financiamento p\u00fablico.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Assim, diante da exist\u00eancia de servi\u00e7o p\u00fablico na rela\u00e7\u00e3o entabulada entre a funda\u00e7\u00e3o privada e a universidade p\u00fablica, atrai-se a responsabilidade objetiva extracontratual perante terceiros das pessoas jur\u00eddicas de direito privado que prestem servi\u00e7os p\u00fablicos, configurando-se hip\u00f3tese de incid\u00eancia do prazo prescricional quinquenal.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-3-resultado-final\"><a>3.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A funda\u00e7\u00e3o privada de apoio \u00e0 universidade p\u00fablica presta servi\u00e7o p\u00fablico, raz\u00e3o pela qual responde objetivamente pelos preju\u00edzos causados a terceiros, submetendo-se a pretens\u00e3o indenizat\u00f3ria ao prazo prescricional quinquenal previsto no art. 1\u00ba-C da Lei n. 9.494\/1997.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-civil\"><a>DIREITO CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-roubo-de-carga-em-transporte-rodoviario-e-responsabilidade-da-transportadora-perante-a-seguradora-do-proprietario-da-mercadoria-transportada\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Roubo de carga em transporte rodovi\u00e1rio e responsabilidade da transportadora perante a seguradora do propriet\u00e1rio da mercadoria transportada<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>EMBARGOS DE DIVERG\u00caNCIA EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O <a>roubo de carga em transporte rodovi\u00e1rio, mediante uso de arma de fogo, exclui a responsabilidade da transportadora perante a seguradora do propriet\u00e1rio da mercadoria transportada, <\/a>quando adotadas <a>todas as cautelas que razoavelmente dela se poderia esperar<\/a>, assim como a conduta direta do segurado que agravar o risco da cobertura contratada, por ato culposo ou doloso, acarreta a exonera\u00e7\u00e3o do dever da seguradora do pagamento da indeniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>EREsp 1.577.162-SP, Rel. Min. Moura Ribeiro, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por maioria, julgado em 10\/08\/2022. (Info 744)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-situacao-fatica\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Transpotter Ltda realizava o transporte de mercadoria segurada quando um de seus ve\u00edculos foi parado e roubado mediante o uso de arma de fogo \u2014 a despeito, segundo ela, de ter tomado todas as cautelas que razoavelmente dela se poderia esperar. A seguradora Cobrotudo, entretanto, salienta que a Transpotter teria agravado o risco de roubos ao n\u00e3o efetuar a consulta ao &#8220;Telerisco&#8221;, nos termos do ajuste firmado. Telerisco \u00e9 um sistema que analisa as necessidades e riscos de cada viagem a ser realizada.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-analise-estrategica\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-questao-juridica\"><a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CC\/2002:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 393. O devedor n\u00e3o responde pelos preju\u00edzos resultantes de caso fortuito ou for\u00e7a maior, se expressamente n\u00e3o se houver por eles responsabilizado.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. O caso fortuito ou de for\u00e7a maior verifica-se no fato necess\u00e1rio, cujos efeitos n\u00e3o era poss\u00edvel evitar ou impedir.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 768. O segurado perder\u00e1 o direito \u00e0 garantia se agravar intencionalmente o risco objeto do contrato.<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 11.442\/2007:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 13.&nbsp; Sem preju\u00edzo do seguro de responsabilidade civil contra danos a terceiros previsto em lei, toda opera\u00e7\u00e3o de transporte contar\u00e1 com o seguro contra perdas ou danos causados \u00e0 carga, de acordo com o que seja estabelecido no contrato ou conhecimento de transporte, podendo o seguro ser contratado:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; pelo contratante dos servi\u00e7os, eximindo o transportador da responsabilidade de faz\u00ea-lo;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; pelo transportador, quando n\u00e3o for firmado pelo contratante.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico.&nbsp; As condi\u00e7\u00f5es do seguro de transporte rodovi\u00e1rio de cargas obedecer\u00e3o \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o em vigor<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-caso-fortuito-ou-a-transportadora-leva-a-culpa\"><a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Caso fortuito ou a transportadora leva a culpa?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Caso fortuito<\/strong>!!!<\/p>\n\n\n\n<p>O dissenso submetido \u00e0 an\u00e1lise da Segunda Se\u00e7\u00e3o do STJ diz respeito ao direito de indeniza\u00e7\u00e3o da seguradora sub-rogada nos direitos e a\u00e7\u00f5es da propriet\u00e1ria da carga no caso de fortuito externo (roubo de carga com o emprego de arma de fogo), na hip\u00f3tese de o risco ser agravado pela transportadora.<\/p>\n\n\n\n<p>O art. 393 do <a>CC\/2002 <\/a>afasta a responsabilidade do devedor pelos preju\u00edzos resultantes de caso fortuito ou for\u00e7a maior, se expressamente n\u00e3o houver por eles se responsabilizado. No seu par\u00e1grafo \u00fanico, define caso fortuito ou for\u00e7a maior como o fato necess\u00e1rio, cujos efeitos n\u00e3o eram poss\u00edveis evitar ou impedir.<\/p>\n\n\n\n<p>O art. 768 do diploma civil, por sua vez, comina a perda do direito \u00e0 garantia do segurado se ele agravar intencionalmente o risco objeto do contrato, obrigando o segurado a se abster de todo e qualquer ato que acarrete o agravamento dos riscos pactuados pelas partes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O roubo, mediante uso de arma de fogo, \u00e9 fato de terceiro equipar\u00e1vel a for\u00e7a maior, que exclui o dever de indenizar, ainda que haja responsabilidade civil objetiva na situa\u00e7\u00e3o em concreto.<\/strong> Trata-se de fato inevit\u00e1vel, por\u00e9m, previs\u00edvel no transporte de cargas, tanto que h\u00e1 obrigatoriedade na realiza\u00e7\u00e3o de seguro (art. 13 da <a>Lei n. 11.442\/2007<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p>A ado\u00e7\u00e3o de medidas de preven\u00e7\u00e3o antecipada de sinistros est\u00e1 inserida no dever de colabora\u00e7\u00e3o decorrente da boa-f\u00e9 objetiva, resultando na perda do direito do segurado se ele agravar intencionalmente o risco do objeto do contrato. <strong>O caso do roubo de carga, de todo modo, exclui a responsabilidade da transportadora perante a seguradora do propriet\u00e1rio da mercadoria transportada quando adotadas todas as cautelas que razoavelmente dela se poderia esperar.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, \u00e9 pac\u00edfico o entendimento no sentido de que a conduta direta do segurado que agravar o risco da cobertura contratada, por ato culposo ou doloso, acarreta a exonera\u00e7\u00e3o do dever da seguradora do pagamento da indeniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O posicionamento do Tribunal da Cidadania buscou, assim, solu\u00e7\u00e3o razo\u00e1vel para equacionar o problema da criminalidade do roubo de cargas, evitando a empresa propriet\u00e1ria da mercadoria suportar todo o \u00f4nus da perda da carga, tampouco impor tal \u00f4nus a transportadora, que n\u00e3o presta servi\u00e7o de seguran\u00e7a \u00e0 carga, mas de transporte, nem a seguradora, que \u00e9 contratada por imposi\u00e7\u00e3o legal em raz\u00e3o do agravamento desenfreado do risco pelos envolvidos.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-3-resultado-final\"><a>4.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O roubo de carga em transporte rodovi\u00e1rio, mediante uso de arma de fogo, exclui a responsabilidade da transportadora perante a seguradora do propriet\u00e1rio da mercadoria transportada, quando adotadas todas as cautelas que razoavelmente dela se poderia esperar, assim como a conduta direta do segurado que agravar o risco da cobertura contratada, por ato culposo ou doloso, acarreta a exonera\u00e7\u00e3o do dever da seguradora do pagamento da indeniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-civil\"><a>DIREITO PROCESSUAL CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-im-possibilidade-de-levantamento-pelo-autor-do-deposito-judicial-da-acao-rescisoria\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade de levantamento pelo autor do dep\u00f3sito judicial da a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>PROCESSO SOB SEGREDO DE JUSTI\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Extinta a a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria, por indeferimento da peti\u00e7\u00e3o inicial, <a>sem aprecia\u00e7\u00e3o do m\u00e9rito, por meio de delibera\u00e7\u00e3o monocr\u00e1tica, <\/a>o relator poder\u00e1 facultar, ao autor, o levantamento do dep\u00f3sito judicial previsto no art. 968, II, do CPC\/2015.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo sob segredo judicial, Rel. Min. Marco Buzzi, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 10\/08\/2022. (Info 744)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-situacao-fatica\"><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Crementino ajuizou a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria por meio da qual buscava rescindir uma decis\u00e3o judicial transitada em julgado desfavor\u00e1vel. Para tanto, realizou o dep\u00f3sito necess\u00e1rio de 5% do valor da causa.<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre que a peti\u00e7\u00e3o inicial foi indeferida e a a\u00e7\u00e3o extinta sem aprecia\u00e7\u00e3o do m\u00e9rito, por meio de delibera\u00e7\u00e3o monocr\u00e1tica. Chateado, Crementino requereu ent\u00e3o que lhe fosse autorizado o levantamento dos valores depositados.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-analise-estrategica\"><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-questao-juridica\"><a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Art. 6\u00ba Todos os sujeitos do processo devem cooperar entre si para que se obtenha, em tempo razo\u00e1vel, decis\u00e3o de m\u00e9rito justa e efetiva.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Art. 330. A peti\u00e7\u00e3o inicial ser\u00e1 indeferida quando:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I &#8211; for inepta;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>\u00a7 1\u00ba Considera-se inepta a peti\u00e7\u00e3o inicial quando:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I &#8211; lhe faltar pedido ou causa de pedir;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 485. O juiz n\u00e3o resolver\u00e1 o m\u00e9rito quando:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I &#8211; indeferir a peti\u00e7\u00e3o inicial;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 968. A peti\u00e7\u00e3o inicial ser\u00e1 elaborada com observ\u00e2ncia dos requisitos essenciais do&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2015-2018\/2015\/lei\/l13105.htm#art319\">art. 319&nbsp;<\/a>, devendo o autor:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>II &#8211; depositar a import\u00e2ncia de cinco por cento sobre o valor da causa, que se converter\u00e1 em multa caso a a\u00e7\u00e3o seja, por unanimidade de votos, declarada inadmiss\u00edvel ou improcedente.<\/p>\n\n\n\n<p>CF:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 5\u00ba Todos s\u00e3o iguais perante a lei, sem distin\u00e7\u00e3o de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no Pa\u00eds a inviolabilidade do direito \u00e0 vida, \u00e0 liberdade, \u00e0 igualdade, \u00e0 seguran\u00e7a e \u00e0 propriedade, nos termos seguintes:<\/p>\n\n\n\n<p>XXXV &#8211; a lei n\u00e3o excluir\u00e1 da aprecia\u00e7\u00e3o do Poder Judici\u00e1rio les\u00e3o ou amea\u00e7a a direito;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-possivel-o-levantamento-do-deposito-pelo-autor\"><a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel o levantamento do dep\u00f3sito pelo autor?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O ajuizamento de a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria pressup\u00f5e &#8211; al\u00e9m da demonstra\u00e7\u00e3o efetiva, concreta e objetiva de seus requisitos legais &#8211; o cumprimento de condi\u00e7\u00e3o de procedibilidade prevista no art. 968, inciso II, do <a>CPC\/2015<\/a>, consubstanciada na necessidade do autor realizar o dep\u00f3sito judicial da import\u00e2ncia de 5% (cinco) por cento sobre o valor da causa, o qual se converter\u00e1 em multa caso a a\u00e7\u00e3o seja, por unanimidade de votos, declarada inadmiss\u00edvel ou improcedente.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A norma em comento constitui, sem d\u00favida, tentativa do legislador de evitar o ajuizamento desmedido e aventureiro de a\u00e7\u00f5es rescis\u00f3rias. N\u00e3o se olvida que o acesso \u00e0 Justi\u00e7a constitui direito fundamental (art. 5\u00ba, XXXV, da CF), mas todo e qualquer postulante deve litigar de forma respons\u00e1vel (art. 6\u00ba, do CPC\/2015). <\/strong>Tem-se como norte, em hip\u00f3teses deste jaez, a circunst\u00e2ncia segundo a qual o pleito rescis\u00f3rio possui, em nosso sistema, car\u00e1ter excepcional porquanto seu acolhimento ter\u00e1, como efeito imediato, repercuss\u00e3o na coisa julgada formada pelo t\u00edtulo executivo judicial transitado em julgado.<\/p>\n\n\n\n<p>A prop\u00f3sito, acerca do tema, cumpre referir as precisas considera\u00e7\u00f5es do e. Min. Francisco Falc\u00e3o, no \u00e2mbito da eg. Corte Especial, no sentido de que &#8220;(&#8230;) A imposi\u00e7\u00e3o de dep\u00f3sito pr\u00e9vio visa a resguardar a seriedade da via rescis\u00f3ria, desestimulando o ajuizamento de a\u00e7\u00f5es com intuito de simples emula\u00e7\u00e3o.&#8221; (AR 5681\/SP, Rel. Min. Francisco Falc\u00e3o, Dje de 22\/05\/2012).<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, o art. 968, II, do CPC\/2015 tem como desiderato compatibilizar\/acomodar princ\u00edpios e normas constitucionais (art. 5\u00ba, XXXV, XXXVI, da CF\/1988), com o respeito \u00e0 coisa julgada, formada a partir do contradit\u00f3rio e da ampla defesa, exigindo-se, portanto, \u00e0quele que pretende propor ao Poder Judici\u00e1rio a rediscuss\u00e3o do tema transitado em julgado, o dep\u00f3sito em ep\u00edgrafe, no valor atualizado da causa, em percentual de 5% (cinco) por cento que, atendidos os crit\u00e9rios fixados pelo legislador, se converter\u00e1 em multa em favor do r\u00e9u.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, a exegese do referido normativo imp\u00f5e reconhecer a circunst\u00e2ncia segundo a qual a perda dos valores financeiros em favor do r\u00e9u em a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria exige, inexoravelmente, vota\u00e7\u00e3o colegiada em car\u00e1ter un\u00e2nime, julgando inadmiss\u00edvel ou improcedente o pleito rescis\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, a doutrina sustenta: &#8220;(&#8230;) Compreende-se a raz\u00e3o da exig\u00eancia de unanimidade. \u00c9 que, se ao menos um voto houver em prol do autor, tal significa que, dentro do pr\u00f3prio colegiado, houve quem reconhecia o direito por ele alegado, de modo que, de certa forma, prestigiada a boa-f\u00e9 no ajuizamento, donde razo\u00e1vel a op\u00e7\u00e3o legal de n\u00e3o ocorrer a perda do dep\u00f3sito inicial em prol da parte adversa&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A prop\u00f3sito, bem destacou a Min. Nancy Andrighi na oportunidade do julgamento da AR 839\/SP, publicado em 01\/08\/2000, aprofundando o exame do conte\u00fado da norma prevista no art. 488, II, do CPC\/1973 &#8211; replicada pelo atual C\u00f3digo de Processo Civil no art. 968, inciso II &#8211; esclareceu que &#8220;o texto legal exige o julgamento un\u00e2nime do \u00f3rg\u00e3o Colegiado, como se infere da express\u00e3o &#8216;unanimidade de votos&#8217;. Havendo n\u00edtida distin\u00e7\u00e3o entre julgamento singular e julgamento colegiado, incumbe ao Relator, ao tempo em que obsta o seguimento da a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria, ato cont\u00ednuo, facultar o levantamento do dep\u00f3sito pelo autor&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma<strong>, para que seja revertido o dep\u00f3sito em favor do r\u00e9u, imp\u00f5e-se a observ\u00e2ncia dos crit\u00e9rios legais e objetivos definidos pelo legislador ordin\u00e1rio, consistentes no exame colegiado da quest\u00e3o, com a delibera\u00e7\u00e3o proferida por unanimidade de votos, julgando improcedente ou inadmiss\u00edvel o pleito rescis\u00f3rio<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Com esse norte hermen\u00eautico, este signat\u00e1rio, na hip\u00f3tese, com fundamento no art. 330, I, \u00a71\u00ba, I e art. 485, I, do CPC\/2015, indeferiu a peti\u00e7\u00e3o inicial da presente a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria e, por conseguinte julgou extinta a demanda, franqueando-se ao autor, a possibilidade do levantamento do dep\u00f3sito judicial, na mesma linha adotada pelo e. Min. Luis Felipe Salom\u00e3o (AR 4459\/DF, Dje de 17\/09\/2014) e do e. Min. Ricardo Villas B\u00f4as Cueva (AR 3751\/PR, DJe de 23\/02\/2017).<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, com o indeferimento da pr\u00f3pria peti\u00e7\u00e3o inicial &#8211; sem se falar, portanto, em cita\u00e7\u00e3o da r\u00e9, a possibilidade de levantamento do dep\u00f3sito judicial configura, tamb\u00e9m, medida que desestimula a recorribilidade tendo, na hip\u00f3tese dos autos, obtido pleno \u00eaxito, porquanto o autor da presente a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria, em raz\u00e3o da rejei\u00e7\u00e3o inicial do seu pleito, n\u00e3o interp\u00f4s recurso, seja para reformar a decis\u00e3o (agravo interno) ou aprimor\u00e1-la (embargos de declara\u00e7\u00e3o).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-3-resultado-final\"><a>5.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Extinta a a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria, por indeferimento da peti\u00e7\u00e3o inicial, sem aprecia\u00e7\u00e3o do m\u00e9rito, por meio de delibera\u00e7\u00e3o monocr\u00e1tica, o relator poder\u00e1 facultar, ao autor, o levantamento do dep\u00f3sito judicial previsto no art. 968, II, do CPC\/2015.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-i-legitimidade-do-socio-executado-para-impugnar-a-decisao-que-defere-o-pedido-de-desconsideracao-inversa-da-personalidade-juridica\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (I)Legitimidade do s\u00f3cio executado para impugnar a decis\u00e3o que defere o pedido de desconsidera\u00e7\u00e3o inversa da personalidade jur\u00eddica<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a>O <\/a><a>s\u00f3cio executado possui legitimidade e interesse recursal para impugnar a decis\u00e3o que defere o pedido de desconsidera\u00e7\u00e3o inversa da personalidade jur\u00eddica <\/a>dos entes empresariais dos quais \u00e9 s\u00f3cio.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.980.607-DF, Rel. Min. Marco Aur\u00e9lio Bellizze, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 09\/08\/2022, DJe 12\/08\/2022. (Info 744)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-situacao-fatica\"><a>6.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creiton interp\u00f4s agravo de instrumento desafiando decis\u00e3o interlocut\u00f3ria do Ju\u00edzo de primeiro grau, que, nos autos de cumprimento de senten\u00e7a contra ele em curso, deferiu o pedido de desconsidera\u00e7\u00e3o inversa da personalidade jur\u00eddica das empresas de que \u00e9 s\u00f3cio, para a alcan\u00e7ar o patrim\u00f4nio das sociedades. Ao analisar o agravo, o tribunal local n\u00e3o conheceu do recurso por entender que Creiton n\u00e3o deteria legitimidade nem interesse recursal, quanto \u00e0 decis\u00e3o que defere o pedido de desconsidera\u00e7\u00e3o inversa da personalidade jur\u00eddica em cumprimento de senten\u00e7a contra ele ajuizado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-analise-estrategica\"><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-questao-juridica\"><a>6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Processo Civil de 2015:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Art. 135. Instaurado o incidente, o s\u00f3cio ou a pessoa jur\u00eddica ser\u00e1 citado para manifestar-se e requerer as provas cab\u00edveis no prazo de 15 (quinze) dias.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 996. O recurso pode ser interposto pela parte vencida, pelo terceiro prejudicado e pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico, como parte ou como fiscal da ordem jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Par\u00e1grafo \u00fanico. Cumpre ao terceiro demonstrar a possibilidade de a decis\u00e3o sobre a rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica submetida \u00e0 aprecia\u00e7\u00e3o judicial atingir direito de que se afirme titular ou que possa discutir em ju\u00edzo como substituto processual.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-o-socio-executado-tem-interesse-e-legitimidade\"><a>6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O s\u00f3cio executado tem interesse e legitimidade?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em evolu\u00e7\u00e3o doutrin\u00e1ria e jurisprudencial, passou-se a admitir a responsabiliza\u00e7\u00e3o da sociedade empres\u00e1ria por d\u00edvidas pessoais dos s\u00f3cios, quando estes se utilizarem da empresa como subterf\u00fagio \u00e0 satisfa\u00e7\u00e3o de suas obriga\u00e7\u00f5es, caracterizando, assim, a desconsidera\u00e7\u00e3o inversa da personalidade jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p>Para verificar a sua ocorr\u00eancia no caso concreto, inseriu-se no ordenamento jur\u00eddico p\u00e1trio, com a entrada em vigor do C\u00f3digo de Processo Civil de 2015, o instrumento processual denominado incidente de desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica &#8211; esp\u00e9cie de interven\u00e7\u00e3o de terceiro &#8211; positivado nos arts. 133 a 137 do diploma adjetivo.<\/p>\n\n\n\n<p>A jurisprud\u00eancia do STJ assenta-se no sentido de que, sendo deferido o pedido de desconsidera\u00e7\u00e3o, o interesse recursal da empresa devedora origin\u00e1ria \u00e9 excepcional, evidenciado no prop\u00f3sito de defesa do seu patrim\u00f4nio moral, da honra objetiva, do bom nome, ou seja, da prote\u00e7\u00e3o da sua personalidade, abrangendo, inclusive, a sua autonomia e a regularidade da administra\u00e7\u00e3o, inexistindo, por outro lado, interesse na defesa da esfera de direitos dos s\u00f3cios\/administradores.<\/p>\n\n\n\n<p>Na desconsidera\u00e7\u00e3o inversa da personalidade jur\u00eddica, por sua vez, verifica-se que <strong>o resultado do respectivo incidente pode interferir n\u00e3o apenas na esfera jur\u00eddica do devedor (decorrente do surgimento de eventual direito de regresso da sociedade em seu desfavor ou do reconhecimento do seu estado de insolv\u00eancia), mas tamb\u00e9m na rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica de material estabelecida entre ele e os demais s\u00f3cios do ente empresarial, como porventura a inger\u00eancia na&nbsp;<em>affectio societatis<\/em><\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><a>Desse modo, sobressaem o interesse e a legitimidade do s\u00f3cio devedor, tanto para figurar no polo passivo do incidente de desconsidera\u00e7\u00e3o inversa da personalidade jur\u00eddica, quanto para recorrer da decis\u00e3o que lhe ponha fim, seja na condi\u00e7\u00e3o de parte vencida, seja na condi\u00e7\u00e3o de terceiro em rela\u00e7\u00e3o ao incidente, em interpreta\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica dos arts. 135 e 996 do <\/a><a>C\u00f3digo de Processo Civil de 2015<\/a>, notadamente para questionar sobre a presen\u00e7a ou n\u00e3o, no caso concreto, dos requisitos ensejadores ao deferimento do pedido.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-3-resultado-final\"><a>6.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O s\u00f3cio executado possui legitimidade e interesse recursal para impugnar a decis\u00e3o que defere o pedido de desconsidera\u00e7\u00e3o inversa da personalidade jur\u00eddica dos entes empresariais dos quais \u00e9 s\u00f3cio.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-natureza-do-pronunciamento-judicial-que-versa-sobre-a-habilitacao-do-credito-no-inventario\"><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Natureza do pronunciamento judicial que versa sobre a habilita\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito no invent\u00e1rio<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na vig\u00eancia da nova legisla\u00e7\u00e3o processual, o <a>pronunciamento judicial que versa sobre a habilita\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito no invent\u00e1rio <\/a>\u00e9 uma decis\u00e3o interlocut\u00f3ria a que se impugna por meio de agravo de instrumento com base no art. 1.015, par\u00e1grafo \u00fanico, do CPC\/2015.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.963.966-SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 03\/05\/2022, DJe 05\/05\/2022. (Info 744)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-situacao-fatica\"><a>7.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creosvalda habilitou seu cr\u00e9dito em face do esp\u00f3lio de Craudio. Por\u00e9m, a senten\u00e7a denegou a habilita\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito em raz\u00e3o de impugna\u00e7\u00e3o dos herdeiros e remeteu o exame da quest\u00e3o \u00e0s vias ordin\u00e1rias com base no art. 487, I, do CPC\/15, determinou a reserva cautelar de bens do esp\u00f3lio para garantir a satisfa\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito e reconheceu a exist\u00eancia de sucumb\u00eancia rec\u00edproca.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformada, Creosvalda interp\u00f4s apela\u00e7\u00e3o, a qual n\u00e3o foi conhecida pelo tribunal local sob o fundamento de que o recurso apropriado para tanto seria o agravo de instrumento.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-analise-estrategica\"><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-questao-juridica\"><a>7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 203. Os pronunciamentos do juiz consistir\u00e3o em senten\u00e7as, decis\u00f5es interlocut\u00f3rias e despachos.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 1\u00ba Ressalvadas as disposi\u00e7\u00f5es expressas dos procedimentos especiais, senten\u00e7a \u00e9 o pronunciamento por meio do qual o juiz, com fundamento nos&nbsp;arts. 485&nbsp;e&nbsp;487&nbsp;, p\u00f5e fim \u00e0 fase cognitiva do procedimento comum, bem como extingue a execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 643. N\u00e3o havendo concord\u00e2ncia de todas as partes sobre o pedido de pagamento feito pelo credor, ser\u00e1 o pedido remetido \u00e0s vias ordin\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Par\u00e1grafo \u00fanico. O juiz mandar\u00e1, por\u00e9m, reservar, em poder do inventariante, bens suficientes para pagar o credor quando a d\u00edvida constar de documento que comprove suficientemente a obriga\u00e7\u00e3o e a impugna\u00e7\u00e3o n\u00e3o se fundar em quita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.015. Cabe agravo de instrumento contra as decis\u00f5es interlocut\u00f3rias que versarem sobre:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I &#8211; tutelas provis\u00f3rias;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>II &#8211; m\u00e9rito do processo;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>III &#8211; rejei\u00e7\u00e3o da alega\u00e7\u00e3o de conven\u00e7\u00e3o de arbitragem;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>IV &#8211; incidente de desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>V &#8211; rejei\u00e7\u00e3o do pedido de gratuidade da justi\u00e7a ou acolhimento do pedido de sua revoga\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>VI &#8211; exibi\u00e7\u00e3o ou posse de documento ou coisa;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>VII &#8211; exclus\u00e3o de litisconsorte;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>VIII &#8211; rejei\u00e7\u00e3o do pedido de limita\u00e7\u00e3o do litiscons\u00f3rcio;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>IX &#8211; admiss\u00e3o ou inadmiss\u00e3o de interven\u00e7\u00e3o de terceiros;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>X &#8211; concess\u00e3o, modifica\u00e7\u00e3o ou revoga\u00e7\u00e3o do efeito suspensivo aos embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>XI &#8211; redistribui\u00e7\u00e3o do \u00f4nus da prova nos termos do&nbsp;art. 373, \u00a7 1\u00ba&nbsp;;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>XII &#8211; (VETADO);<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>XIII &#8211; outros casos expressamente referidos em lei.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Par\u00e1grafo \u00fanico. Tamb\u00e9m caber\u00e1 agravo de instrumento contra decis\u00f5es interlocut\u00f3rias proferidas na fase de liquida\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a ou de cumprimento de senten\u00e7a, no processo de execu\u00e7\u00e3o e no processo de invent\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-apelacao-ou-agravo-de-instrumento\"><a>7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Apela\u00e7\u00e3o ou agravo de instrumento?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Agravo de instrumento!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O CPC\/1973, em sua vers\u00e3o origin\u00e1ria, previa que a senten\u00e7a era o ato do juiz que colocava fim ao processo, decidindo ou n\u00e3o o m\u00e9rito da causa, tratando-se de um crit\u00e9rio puramente temporal.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante da insufici\u00eancia desse crit\u00e9rio, o legislador, por interm\u00e9dio da Lei n. 11.232\/2005, modificou substancialmente o conceito de senten\u00e7a, qualificando-a como o ato do juiz que implicava em alguma das situa\u00e7\u00f5es previstas nos arts. 267 e 269, de modo que, ap\u00f3s essa reforma, a senten\u00e7a passou a ser conceituada a partir de um crit\u00e9rio puramente material.<\/p>\n\n\n\n<p>Dado que ambos os crit\u00e9rios, isoladamente considerados, n\u00e3o eram suficientes para resolver uma s\u00e9rie de quest\u00f5es, o legislador, no <a>CPC\/2015<\/a>, passou a combin\u00e1-los. Desse modo, nos termos do art. 203, \u00a7 1\u00ba e ressalvadas as disposi\u00e7\u00f5es expressas dos procedimentos especiais, &#8220;senten\u00e7a \u00e9 o pronunciamento por meio do qual o juiz, com fundamento nos arts. 485 e 487, p\u00f5e fim \u00e0 fase cognitiva do procedimento comum, bem como extingue a execu\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa breve introdu\u00e7\u00e3o \u00e9 relevante porque, na vig\u00eancia do CPC\/1973, a natureza jur\u00eddica do pronunciamento do juiz que tratava da habilita\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito no invent\u00e1rio, deferindo-a ou negando-a, foi objeto de severa controv\u00e9rsia no \u00e2mbito desta Corte.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, de um lado, anote-se que h\u00e1 precedente no sentido de que essa decis\u00e3o era senten\u00e7a e, portanto, impugn\u00e1vel por apela\u00e7\u00e3o (REsp 1.133.447\/SP, Terceira Turma, DJe 19\/12\/2012), ao mesmo tempo que h\u00e1 precedente em sentido oposto, fixando a tese de que essa decis\u00e3o era interlocut\u00f3ria e, bem assim, impugn\u00e1vel por agravo de instrumento (REsp 1.107.400\/SP, Quarta Turma, DJe 13\/11\/2013).<\/p>\n\n\n\n<p>Com a entrada em vigor da nova legisla\u00e7\u00e3o processual e a modifica\u00e7\u00e3o do conceito de senten\u00e7a, que passou a ser definido a partir de um duplo crit\u00e9rio (temporal e material), a controv\u00e9rsia at\u00e9 ent\u00e3o existente deve ser superada, na medida em que a decis\u00e3o referida no art. 643,&nbsp;caput, do CPC\/2015, al\u00e9m de n\u00e3o colocar fim ao processo de invent\u00e1rio, subsome-se \u00e0 regra espec\u00edfica de impugna\u00e7\u00e3o, prevista no art. 1.015, par\u00e1grafo \u00fanico, do CPC\/2015.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa conclus\u00e3o decorre, em primeiro lugar, do precedente em que se afirmou que <strong>todas as decis\u00f5es interlocut\u00f3rias proferidas na a\u00e7\u00e3o de invent\u00e1rio s\u00e3o imediatamente recorr\u00edveis por agravo de instrumento, independentemente de seu conte\u00fado, por for\u00e7a do art. 1.015, par\u00e1grafo \u00fanico, do CPC\/2015<\/strong> (REsp 1.803.925\/SP, Corte Especial, DJe 06\/08\/2019).<\/p>\n\n\n\n<p>Em segundo lugar, tamb\u00e9m se extrai essa conclus\u00e3o de outro julgado, igualmente recente e tratando especificamente da quest\u00e3o relacionada ao art. 643,&nbsp;<em>caput<\/em>, do CPC\/2015, em que se consignou que &#8220;<strong>embora processado em apenso aos autos principais, o provimento jurisdicional que extingue a\u00e7\u00e3o de habilita\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito n\u00e3o encerra o processo de invent\u00e1rio, o que evidencia sua natureza interlocut\u00f3ria<\/strong>&#8221; (AgInt no AREsp 1.681.737\/PR, Quarta Turma, DJe 04\/06\/2021).<\/p>\n\n\n\n<p>Em verdade, percebe-se que a habilita\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito \u00e9 um incidente processual, que tramitar\u00e1 apensado ou vinculado ao invent\u00e1rio, sem caracter\u00edsticas de a\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante desse cen\u00e1rio, \u00e9 correto fixar a tese de que, na vig\u00eancia da nova legisla\u00e7\u00e3o processual, o pronunciamento judicial que versa sobre a habilita\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito no invent\u00e1rio \u00e9 uma decis\u00e3o interlocut\u00f3ria e, desse modo, \u00e9 impugn\u00e1vel por agravo de instrumento com base no art. 1.015, par\u00e1grafo \u00fanico, do CPC\/2015.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-3-resultado-final\"><a>7.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Na vig\u00eancia da nova legisla\u00e7\u00e3o processual, o pronunciamento judicial que versa sobre a habilita\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito no invent\u00e1rio \u00e9 uma decis\u00e3o interlocut\u00f3ria a que se impugna por meio de agravo de instrumento com base no art. 1.015, par\u00e1grafo \u00fanico, do CPC\/2015.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-cabimento-da-cumulacao-das-medidas-executivas-de-coercao-pessoal-e-de-expropriacao-no-ambito-do-mesmo-procedimento-executivo-na-cobranca-de-obrigacao-alimentar\"><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cabimento da cumula\u00e7\u00e3o das medidas executivas de coer\u00e7\u00e3o pessoal e de expropria\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito do mesmo procedimento executivo na cobran\u00e7a de obriga\u00e7\u00e3o alimentar<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>PROCESSO SOB SEGREDO JUDICIAL<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a>Na cobran\u00e7a de obriga\u00e7\u00e3o alimentar, \u00e9 cab\u00edvel a <\/a><a>cumula\u00e7\u00e3o das <\/a><a>medidas executivas de coer\u00e7\u00e3o pessoal e de expropria\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito do mesmo procedimento executivo<\/a>, desde que n\u00e3o haja preju\u00edzo ao devedor nem ocorra qualquer tumulto processual.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo sob segredo judicial, Rel. Min. Luis Felipe Salom\u00e3o, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 09\/08\/2022. (Info 744)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-situacao-fatica\"><a>8.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma cobran\u00e7a de obriga\u00e7\u00e3o alimentar, o alimentando Creisson requereu que fossem deferidas medidas executivas de coer\u00e7\u00e3o pessoal (pris\u00e3o) e de expropria\u00e7\u00e3o (penhora) no \u00e2mbito do mesmo procedimento executivo, de forma cumulativa.<\/p>\n\n\n\n<p>O devedor Craudio alega a impossibilidade cumula\u00e7\u00e3o das medidas no mesmo processo executivo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-analise-estrategica\"><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-questao-juridica\"><a>8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Art. 8\u00ba Ao aplicar o ordenamento jur\u00eddico, o juiz atender\u00e1 aos fins sociais e \u00e0s exig\u00eancias do bem comum, resguardando e promovendo a dignidade da pessoa humana e observando a proporcionalidade, a razoabilidade, a legalidade, a publicidade e a efici\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 780. O exequente pode cumular v\u00e1rias execu\u00e7\u00f5es, ainda que fundadas em t\u00edtulos diferentes, quando o executado for o mesmo e desde que para todas elas seja competente o mesmo ju\u00edzo e id\u00eantico o procedimento.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-cabivel-a-cumulacao\"><a>8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cab\u00edvel a cumula\u00e7\u00e3o?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia est\u00e1 em definir sobre a viabilidade de se cumular as t\u00e9cnicas executivas da coer\u00e7\u00e3o pessoal (pris\u00e3o) e da coer\u00e7\u00e3o patrimonial (penhora) no mesmo processo para cobran\u00e7a de obriga\u00e7\u00e3o alimentar.<\/p>\n\n\n\n<p>A corrente que defende a veda\u00e7\u00e3o de cumula\u00e7\u00e3o se vale basicamente de dois fundamentos: de que a ado\u00e7\u00e3o ensejaria tumulto processual e de que h\u00e1 express\u00e3o veda\u00e7\u00e3o legal (<a>CPC\/2015<\/a>, art. 780).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo esse ponto de vista, por haver diversidade procedimental entre o rito da pris\u00e3o e o da expropria\u00e7\u00e3o, seria invi\u00e1vel a jun\u00e7\u00e3o dos ritos no \u00e2mbito da mesma execu\u00e7\u00e3o de alimentos. Tal normativo teria justamente o intento de evitar o aparecimento de tumulto processual em raz\u00e3o da cumula\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00f5es sob ritos diversos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sentido inverso est\u00e3o os favor\u00e1veis \u00e0 jun\u00e7\u00e3o das t\u00e9cnicas. Defendem que n\u00e3o h\u00e1 veda\u00e7\u00e3o legal, que o novo CPC tem como escopo a flexibilidade procedimental, de que h\u00e1 incid\u00eancia dos princ\u00edpios da economia, celeridade, efici\u00eancia, al\u00e9m de n\u00e3o ser poss\u00edvel presumir a exist\u00eancia de preju\u00edzo. Por fim, t\u00eam como principal fundamento o fato de que a execu\u00e7\u00e3o de alimentos foi prevista para prestigiar o alimentado, credor de alimentos e, por conseguinte, seria facultado a ele cumular ou n\u00e3o os ritos dentro do mesmo procedimento executivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme a doutrina, a an\u00e1lise sobre a cumula\u00e7\u00e3o de requerimentos em um cumprimento de senten\u00e7a &#8220;exige que se olhe para o direito material, em primeiro lugar<strong>. S\u00f3 se estar\u00e1 verdadeiramente diante de cumula\u00e7\u00e3o de &#8216;efetiva\u00e7\u00f5es de direitos&#8217; quando tenha havido mais de uma pretens\u00e3o manifestada em ju\u00edzo<\/strong>, inicialmente. Do contr\u00e1rio, estar-se-\u00e1 apenas diante de verifica\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o da cumulabilidade de t\u00e9cnicas executivas (em rela\u00e7\u00e3o a uma s\u00f3 pretens\u00e3o)&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se pode baralhar os conceitos de t\u00e9cnica executiva e procedimento executivo, <strong>pois os instrumentos executivos servem, dentro da faculdade do credor e da condu\u00e7\u00e3o processual do magistrado, justamente para trazer efici\u00eancia ao rito procedimental.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Dessarte, em raz\u00e3o da flexibilidade procedimental de nosso sistema processual e da relev\u00e2ncia do bem jur\u00eddico tutelado em quest\u00e3o, deve-se adotar um posicionamento conciliat\u00f3rio entre as correntes divergentes, conferindo-se concretude \u00e0 op\u00e7\u00e3o procedimental do credor de alimentos, sem se descuidar de eventual infort\u00fanio pr\u00e1tico a ser sopesado no caso em concreto, trazendo adequa\u00e7\u00e3o e efetividade \u00e0 tutela jurisdicional, tendo sempre como norte a dignidade da pessoa do credor necessitado.<\/p>\n\n\n\n<p><a>Assim, EM REGRA, \u00e9 cab\u00edvel a cumula\u00e7\u00e3o das medidas executivas da coer\u00e7\u00e3o pessoal e da expropria\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito do mesmo procedimento executivo, desde que n\u00e3o haja preju\u00edzo ao devedor (a ser devidamente comprovado por ele) nem ocorra qualquer tumulto processual, ambos a serem avaliados pelo magistrado no caso concreto.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, \u00e9 recomend\u00e1vel que credor especifique, em t\u00f3pico pr\u00f3prio, a sua pretens\u00e3o ritual em rela\u00e7\u00e3o a eles, assim como o mandado de cita\u00e7\u00e3o\/intima\u00e7\u00e3o dever\u00e1 prever as diferentes consequ\u00eancias de acordo com as diferentes presta\u00e7\u00f5es. A defesa do requerido, por sua vez, poder\u00e1 se dar em t\u00f3picos ou, separadamente, com a justifica\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o as presta\u00e7\u00f5es atuais e impugna\u00e7\u00e3o ou embargos para se opor \u00e0s presta\u00e7\u00f5es pret\u00e9ritas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Apenas se houver demonstra\u00e7\u00e3o de algum preju\u00edzo pelo devedor ou se o magistrado vislumbrar a ocorr\u00eancia de tumulto processual em detrimento da presta\u00e7\u00e3o jurisdicional \u00e9 que se determinar\u00e1 a cis\u00e3o do feito<\/strong>, como o apensamento em apartado de um dos requerimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>A delimita\u00e7\u00e3o do alcance de cada pedido \u00e9 apta a afastar, em tese, algum embara\u00e7o processual, cindindo-se o feito diante das t\u00e9cnicas executivas pleiteadas de forma a permitir que a parte adversa tenha conhecimento de que e de como se defender.<\/p>\n\n\n\n<p>Tal solu\u00e7\u00e3o atende a um s\u00f3 tempo os princ\u00edpios da celeridade, da economia, da efici\u00eancia e da proporcionalidade, atendendo aos fins sociais e \u00e0s exig\u00eancias do bem comum, resguardando e promovendo a dignidade da pessoa humana, nos termos exigidos pelo art. 8\u00ba do CPC\/2015, prestigiando o alimentando na busca do recebimento do seu cr\u00e9dito alimentar (indispens\u00e1vel \u00e0 sua sobreviv\u00eancia), exatamente o ser vulner\u00e1vel a quem o procedimento executivo visa socorrer.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-3-resultado-final\"><a>8.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Na cobran\u00e7a de obriga\u00e7\u00e3o alimentar, \u00e9 cab\u00edvel a cumula\u00e7\u00e3o das medidas executivas de coer\u00e7\u00e3o pessoal e de expropria\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito do mesmo procedimento executivo, desde que n\u00e3o haja preju\u00edzo ao devedor nem ocorra qualquer tumulto processual.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-tributario\"><a>DIREITO TRIBUT\u00c1RIO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-mp-651-2014-e-legitimidade-da-incidencia-do-irpj-e-da-cssl-sobre-o-reintegra\"><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; MP 651\/2014 e legitimidade da incid\u00eancia do IRPJ e da CSSL sobre o REINTEGRA<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO EMBARGOS DE DIVERG\u00caNCIA EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 a edi\u00e7\u00e3o Medida Provis\u00f3ria 651\/2014, convertida na Lei n. 13.043\/2014, \u00e9 leg\u00edtima a incid\u00eancia <a>do IRPJ e da CSSL sobre o REINTEGRA<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no EREsp 1.668.885-PR, Rel. Min. Manoel Erhardt (Desembargador convocado do TRF 5\u00aa regi\u00e3o), Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 10\/08\/2022. (Info 744)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-1-situacao-fatica\"><a>9.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>DNS do Brasil Ltda. ajuizou a\u00e7\u00e3o por meio da qual alega a impossibilidade de inclus\u00e3o do REINTEGRA nas bases de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL, haja vista a identidade da natureza e finalidade do benef\u00edcio fiscal do REINTEGRA, qual seja, incentivo estatal na forma de recupera\u00e7\u00e3o dos custos tribut\u00e1rios incidente na exporta\u00e7\u00e3o de produtos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-analise-estrategica\"><a>9.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-1-questao-juridica\"><a>9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 9.430\/1996:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 28.&nbsp; Aplicam-se \u00e0 apura\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo e ao pagamento da contribui\u00e7\u00e3o social sobre o lucro l\u00edquido as normas da legisla\u00e7\u00e3o vigente e as correspondentes aos arts. 1<sup>o<\/sup>&nbsp;a 3<sup>o<\/sup>, 5<sup>o<\/sup>&nbsp;a 14, 17 a 24-B, 26, 55 e 71.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Empresas sem Escritura\u00e7\u00e3o Cont\u00e1bil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Art.&nbsp;29.&nbsp;A base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o social sobre o lucro l\u00edquido, devida pelas pessoas jur\u00eddicas tributadas com base no lucro presumido ou arbitrado e pelas demais empresas dispensadas de escritura\u00e7\u00e3o cont\u00e1bil, corresponder\u00e1 \u00e0 soma dos valores:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>II &#8211; os ganhos de capital, os rendimentos e ganhos l\u00edquidos auferidos em aplica\u00e7\u00f5es financeiras, as demais receitas, os resultados positivos decorrentes de receitas n\u00e3o abrangidas pela inciso I do&nbsp;<strong>caput<\/strong>, com os respectivos valores decorrentes do ajuste a valor presente de que trata o&nbsp;inciso VIII do caput do art. 183 da Lei n\u00ba 6.404, de 15 de dezembro de 1976, e demais valores determinados nesta Lei, auferidos naquele mesmo per\u00edodo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-2-legitima-a-incidencia-do-csll-e-irpj\"><a>9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Leg\u00edtima a incid\u00eancia do CSLL e IRPJ?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Primeira Se\u00e7\u00e3o do STJ adotou a tese defendida pelo ente fazend\u00e1rio, e confirmada pela Segunda Turma, para consolidar orienta\u00e7\u00e3o segundo a qual, somente com o advento da Medida Provis\u00f3ria n. 651\/2014, convertida na Lei n. 13.043\/2014, os valores ressarcidos no \u00e2mbito do Regime de Reintegra\u00e7\u00e3o de Valores Tribut\u00e1rios &#8211; REINTEGRA foram exclu\u00eddos expressamente da base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos termos da MP n. 540\/2011, convertida na Lei n. 12.546\/2011, o REINTEGRA tem natureza de subven\u00e7\u00e3o governamental para o setor exportador, n\u00e3o significando devolu\u00e7\u00e3o de um pagamento indevido ou recomposi\u00e7\u00e3o de preju\u00edzos, mas sim um benef\u00edcio, um est\u00edmulo, com a finalidade de prestigiar e tornar o produto nacional mais competitivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse benef\u00edcio, por se tratar de subven\u00e7\u00e3o, est\u00e1 disciplinado no art. 44 da Lei n. 4.506\/1964 e pelos arts. 392, I, e 443 do RIR\/1999, <strong>cuja regra geral \u00e9 a de inclus\u00e3o do valor reintegrado no lucro operacional, ensejando a tributa\u00e7\u00e3o pelo IRPJ, diante da aus\u00eancia de previs\u00e3o legal em contr\u00e1rio<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A Lei n. 12.546\/2011 n\u00e3o se referiu \u00e0 n\u00e3o inclus\u00e3o do cr\u00e9dito na base de outros tributos, e que as altera\u00e7\u00f5es promovidas pela MP n. 601\/2012 e, posteriormente, pela Lei n. 12.844\/2013, apenas tinham prorrogado a aplica\u00e7\u00e3o do REINTEGRA \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es realizadas at\u00e9 31 de dezembro de 2013.<\/p>\n\n\n\n<p>Somente com a edi\u00e7\u00e3o da MP n. 651\/2014, convertida na Lei n. 13.043\/2014, que reinstituiu o REINTEGRA extinto em dezembro de 2013, foi expressamente previsto que o valor do cr\u00e9dito apurado conforme o disposto neste artigo n\u00e3o ser\u00e1 computado na base de c\u00e1lculo da Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep, da Cofins, do Imposto sobre a Renda da Pessoa Jur\u00eddica &#8211; IRPJ e da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido &#8211; CSLL.<\/p>\n\n\n\n<p>Sendo assim, <strong>at\u00e9 a edi\u00e7\u00e3o da MP n. 651\/2014, \u00e9 leg\u00edtima a incid\u00eancia do IRPJ sobre o REINTEGRA, visto que o valor reintegrado comp\u00f5e o lucro operacional da empresa<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m no que se refere ao CSLL, o REINTEGRA se caracteriza como receita integrando o lucro operacional, de modo a neutralizar o valor computado anteriormente, motivo pelo qual o benef\u00edcio em comento deve ser adicionado \u00e0 base de c\u00e1lculo da CSLL, conforme o disposto nos arts. 28 e 29, II, da <a>Lei n. 9.430\/1996<\/a>, at\u00e9 a edi\u00e7\u00e3o da Medida Provis\u00f3ria n. 651\/2004, quando o referido cr\u00e9dito passou a ser isento de IRPF e CSLL.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse cen\u00e1rio, consoante entendimento consagrado no \u00e2mbito da Primeira Se\u00e7\u00e3o do STJ, somente ap\u00f3s a entrada em vigor da MP n. 651\/2004, os cr\u00e9ditos do REINTEGRA n\u00e3o mais comp\u00f5em a base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-3-resultado-final\"><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a>9.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>At\u00e9 a edi\u00e7\u00e3o Medida Provis\u00f3ria 651\/2014, convertida na Lei n. 13.043\/2014, \u00e9 leg\u00edtima a incid\u00eancia do IRPJ e da CSSL sobre o REINTEGRA.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-cabimento-da-restituicao-da-diferenca-do-icms-pago-a-mais-no-regime-de-substituicao-tributaria-para-frente-se-a-base-de-calculo-efetiva-da-operacao-for-inferior-a-presumida\"><a>10.&nbsp; Cabimento da restitui\u00e7\u00e3o da diferen\u00e7a do ICMS pago a mais no regime de substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria para frente se a base de c\u00e1lculo efetiva da opera\u00e7\u00e3o for inferior \u00e0 presumida<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 devida a <a>restitui\u00e7\u00e3o da diferen\u00e7a do ICMS pago a mais no regime de substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria para frente se a base de c\u00e1lculo efetiva da opera\u00e7\u00e3o for inferior \u00e0 presumida<\/a>, sendo inaplic\u00e1vel a condi\u00e7\u00e3o de que trata o art. 166 do CTN.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 525.625-RS, Rel. Min. Francisco Falc\u00e3o, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 09\/08\/2022. (Info 744)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-1-situacao-fatica\"><a>10.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Toretto Ve\u00edculos ajuizou a\u00e7\u00e3o objetivando o ressarcimento da diferen\u00e7a entre o valor de ICMS recolhido mediante uma base de c\u00e1lculo pr\u00e9-fixada, e o valor da venda realizada a menor, no regime de arrecada\u00e7\u00e3o por substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O recurso especial foi provido, com a orienta\u00e7\u00e3o decorrente do julgamento proferido na ADI 1.851-4\/AL, no sentido de que o contribuinte n\u00e3o pode requerer a repeti\u00e7\u00e3o\/compensa\u00e7\u00e3o do ICMS pago a maior quando o pre\u00e7o estimado da venda da mercadoria \u00e9 superior ao valor efetivo da opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, foi interposto recurso extraordin\u00e1rio e determinado o sobrestamento do feito at\u00e9 o julgamento pelo STF do RE 593.849\/MG.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-analise-estrategica\"><a>10.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-1-questao-juridica\"><a>10.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.040. Publicado o ac\u00f3rd\u00e3o paradigma:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I &#8211; o presidente ou o vice-presidente do tribunal de origem negar\u00e1 seguimento aos recursos especiais ou extraordin\u00e1rios sobrestados na origem, se o ac\u00f3rd\u00e3o recorrido coincidir com a orienta\u00e7\u00e3o do tribunal superior;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>II &#8211; o \u00f3rg\u00e3o que proferiu o ac\u00f3rd\u00e3o recorrido, na origem, reexaminar\u00e1 o processo de compet\u00eancia origin\u00e1ria, a remessa necess\u00e1ria ou o recurso anteriormente julgado, se o ac\u00f3rd\u00e3o recorrido contrariar a orienta\u00e7\u00e3o do tribunal superior;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>III &#8211; os processos suspensos em primeiro e segundo graus de jurisdi\u00e7\u00e3o retomar\u00e3o o curso para julgamento e aplica\u00e7\u00e3o da tese firmada pelo tribunal superior;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>IV &#8211; se os recursos versarem sobre quest\u00e3o relativa a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o p\u00fablico objeto de concess\u00e3o, permiss\u00e3o ou autoriza\u00e7\u00e3o, o resultado do julgamento ser\u00e1 comunicado ao \u00f3rg\u00e3o, ao ente ou \u00e0 ag\u00eancia reguladora competente para fiscaliza\u00e7\u00e3o da efetiva aplica\u00e7\u00e3o, por parte dos entes sujeitos a regula\u00e7\u00e3o, da tese adotada.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 1\u00ba A parte poder\u00e1 desistir da a\u00e7\u00e3o em curso no primeiro grau de jurisdi\u00e7\u00e3o, antes de proferida a senten\u00e7a, se a quest\u00e3o nela discutida for id\u00eantica \u00e0 resolvida pelo recurso representativo da controv\u00e9rsia.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 2\u00ba Se a desist\u00eancia ocorrer antes de oferecida contesta\u00e7\u00e3o, a parte ficar\u00e1 isenta do pagamento de custas e de honor\u00e1rios de sucumb\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 3\u00ba A desist\u00eancia apresentada nos termos do \u00a7 1\u00ba independe de consentimento do r\u00e9u, ainda que apresentada contesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-2-devida-a-restituicao-da-diferenca\"><a>10.2.2. Devida a restitui\u00e7\u00e3o da diferen\u00e7a?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O feito decorre de <a>a\u00e7\u00e3o promovida por concession\u00e1ria de ve\u00edculos objetivando o ressarcimento da diferen\u00e7a entre o valor de ICMS recolhido mediante uma base de c\u00e1lculo pr\u00e9-fixada, e o valor da venda realizada a menor, no regime de arrecada\u00e7\u00e3o por substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>O recurso especial foi provido, com a orienta\u00e7\u00e3o decorrente do julgamento proferido na ADI 1.851-4\/AL, no sentido de que o contribuinte n\u00e3o pode requerer a repeti\u00e7\u00e3o\/compensa\u00e7\u00e3o do ICMS pago a maior quando o pre\u00e7o estimado da venda da mercadoria \u00e9 superior ao valor efetivo da opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Interposto recurso extraordin\u00e1rio, o Supremo Tribunal Federal determinou sua devolu\u00e7\u00e3o para os fins do art. 543-B do CPC\/1973. Retornando os autos ao STJ<a>, foi determinado o sobrestamento do recurso extraordin\u00e1rio at\u00e9 o julgamento pelo STF do RE 593.849\/MG <\/a>e, ap\u00f3s o julgamento do referido recurso extraordin\u00e1rio, foi determinada a remessa do feito ao \u00f3rg\u00e3o colegiado prolator da decis\u00e3o para exercer o ju\u00edzo de retrata\u00e7\u00e3o previsto no art. 1.040 do <a>CPC\/2015<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a>No exerc\u00edcio do ju\u00edzo de retrata\u00e7\u00e3o verifica-se que o Supremo Tribunal Federal, no julgamento do RE 593.849\/MG, firmou a tese de que: &#8220;<strong>\u00c9 devida a restitui\u00e7\u00e3o da diferen\u00e7a do Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os &#8211; ICMS pago a mais no regime de substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria para frente se a base de c\u00e1lculo efetiva da opera\u00e7\u00e3o for inferior \u00e0 presumida<\/strong>&#8220;.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Observado que o contribuinte recolhe antecipadamente o tributo, com base em valor presumido quando da aquisi\u00e7\u00e3o da mercadoria, na revenda por valor menor que o presumido, este mesmo contribuinte arca com a diferen\u00e7a, decorrendo o desconto no pre\u00e7o final do produto da pr\u00f3pria margem de lucro do comerciante, sendo inaplic\u00e1vel, na esp\u00e9cie, a condi\u00e7\u00e3o ao pleito repetit\u00f3rio de que trata o art. 166 do CTN.<\/p>\n\n\n\n<p>Vencido o Relator quando \u00e0 fundamenta\u00e7\u00e3o, prevalecendo o posicionamento lan\u00e7ado em voto-vista no sentido de que &#8220;&#8230; a repercuss\u00e3o econ\u00f4mica dos tributos \u00e9 quest\u00e3o emp\u00edrica. Saber quem suporta o \u00f4nus de determinado tributo, em dada circunst\u00e2ncia, demanda a verifica\u00e7\u00e3o de in\u00fameras vari\u00e1veis econ\u00f4micas, que n\u00e3o podem ser presumidas pelo simples fato de a mercadoria ter sido vendida por valor inferior ao presumido. Com efeito, a repercuss\u00e3o econ\u00f4mica dos tributos \u00e9 quest\u00e3o das mais complexas e controversas na ci\u00eancia das finan\u00e7as, sendo poss\u00edvel, em tese, que um tributo indireto seja suportado, individual ou conjuntamente, pelo capital, pelo trabalho ou pelos consumidores. N\u00e3o parece adequado, portanto, afastar a aplica\u00e7\u00e3o do art. 166 do CTN com fundamento numa presun\u00e7\u00e3o de todo desvinculada dos fatos econ\u00f4micos subjacentes \u00e0 incid\u00eancia tribut\u00e1ria &#8230;&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, destaca-se que &#8220;(&#8230;) O art. 166 do CTN est\u00e1 inserido na se\u00e7\u00e3o relativa ao &#8220;pagamento indevido&#8221;, o que, nos termos do art. 165 do CTN, ocorre nos seguintes casos: &#8216;I &#8211; cobran\u00e7a ou pagamento espont\u00e2neo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria aplic\u00e1vel, ou da natureza ou circunst\u00e2ncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido; II &#8211; erro na identifica\u00e7\u00e3o do sujeito passivo, na determina\u00e7\u00e3o da al\u00edquota aplic\u00e1vel, no c\u00e1lculo do montante do d\u00e9bito ou na elabora\u00e7\u00e3o ou confer\u00eancia de qualquer documento relativo ao pagamento; III &#8211; reforma, anula\u00e7\u00e3o, revoga\u00e7\u00e3o ou rescis\u00e3o de decis\u00e3o condenat\u00f3ria&#8217;. Como se nota, em nenhum deles se encontra a hip\u00f3tese de que trata o presente Recurso Especial. O montante pago a t\u00edtulo de substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria n\u00e3o era indevido, quando da realiza\u00e7\u00e3o da opera\u00e7\u00e3o anterior. Ao contr\u00e1rio, aquele valor era devido e poderia ser, inclusive, exigido pela Administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria. Ocorre que, realizada a opera\u00e7\u00e3o que se presumiu, a base de c\u00e1lculo revelou-se inferior \u00e0 presumida. Esse fato superveniente \u00e9 que faz nascer o direito do contribuinte. N\u00e3o se trata, portanto, de repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito, nos moldes do art. 165 do CTN, mas de mero ressarcimento, que encontra fundamento tanto no art. 150, \u00a7 7\u00ba, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, como assentou o STF, no RE 593.849\/MG, quanto no art. 10 da Lei Complementar 87\/1996, que merece ser interpretado em conson\u00e2ncia com o que decidido naquela oportunidade (&#8230;)&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-3-resultado-final\"><a>10.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><a>\u00c9 devida a restitui\u00e7\u00e3o da diferen\u00e7a do ICMS pago a mais no regime de substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria para frente se a base de c\u00e1lculo efetiva da opera\u00e7\u00e3o for inferior \u00e0 presumida, sendo inaplic\u00e1vel a condi\u00e7\u00e3o de que trata o art. 166 do CTN.<\/a><\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-ambiental\"><a>DIREITO AMBIENTAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-prazo-prescricional-da-pretensao-executoria-de-obrigacoes-de-fazer-previstas-em-termo-de-ajustamento-de-conduta-tac-firmado-para-reparacao-de-danos-ambientais-decorrentes-de-empreendimento-imobiliario\"><a>11.&nbsp; Prazo prescricional da pretens\u00e3o execut\u00f3ria de obriga\u00e7\u00f5es de fazer previstas em Termo de ajustamento de conduta (TAC) firmado para repara\u00e7\u00e3o de danos ambientais decorrentes de empreendimento imobili\u00e1rio<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A <a>pretens\u00e3o execut\u00f3ria de obriga\u00e7\u00f5es de fazer previstas em Termo de ajustamento de conduta (TAC) firmado para repara\u00e7\u00e3o de danos ambientais decorrentes de empreendimento imobili\u00e1rio<\/a>, quando relacionadas a quest\u00f5es meramente patrimoniais, n\u00e3o visando a restaura\u00e7\u00e3o de bens de natureza ambiental, sujeita-se \u00e0 prescri\u00e7\u00e3o quinquenal.<\/p>\n\n\n\n<p>AREsp 1.941.907-RJ, Rel. Min. Benedito Gon\u00e7alves, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 09\/08\/2022. (Info 744)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-1-situacao-fatica\"><a>11.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O MP ajuizou A\u00e7\u00e3o Civil P\u00fablica contra STL Participa\u00e7\u00f5es S.A, objetivando a repara\u00e7\u00e3o dos danos causados pela constru\u00e7\u00e3o do Shopping Center Bolebon \u00e0 comunidade vizinha, conhecida como &#8220;Cruzada S\u00e3o Sebasti\u00e3o&#8221;, composta por v\u00e1rios condom\u00ednios edil\u00edcios. No curso desse processo, as partes celebraram Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), no qual a empresa se comprometeu a realizar diversas obras civis no local, como forma de reparar os danos causados aos cond\u00f4minos em decorr\u00eancia da constru\u00e7\u00e3o do empreendimento. Sob a alega\u00e7\u00e3o de n\u00e3o cumprimento satisfat\u00f3rio das obriga\u00e7\u00f5es assumidas no TAC, os condom\u00ednios ajuizaram A\u00e7\u00e3o de Indeniza\u00e7\u00e3o contra a empresa e, em seguida, o Minist\u00e9rio P\u00fablico promoveu A\u00e7\u00e3o de Execu\u00e7\u00e3o de t\u00edtulo executivo extrajudicial.<\/p>\n\n\n\n<p>Em julgamento de embargos declarat\u00f3rios, o tribunal local acolheu a argui\u00e7\u00e3o da demandada e reconheceu a ocorr\u00eancia de prescri\u00e7\u00e3o da pretens\u00e3o do MP de executar o TAC, julgando extinta a execu\u00e7\u00e3o. A grande quest\u00e3o \u00e9 prescritibilidade (ou n\u00e3o) de t\u00edtulo executivo decorrente de condena\u00e7\u00e3o por dano ambiental posteriormente convertida em perdas e danos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-analise-estrategica\"><a>11.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-1-questao-juridica\"><a>11.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 4.717\/1965:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Art. 21. A a\u00e7\u00e3o prevista nesta lei prescreve em 5 (cinco) anos.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00famula 467 do STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Prescreve em cinco anos, contados do t\u00e9rmino do processo administrativo, a pretens\u00e3o da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica promover a execu\u00e7\u00e3o da multa por infra\u00e7\u00e3o ambiental\u201d<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-2-aplicavel-a-prescricao-quinquenal\"><a>11.2.2. Aplic\u00e1vel a prescri\u00e7\u00e3o quinquenal?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia diz respeito ao prazo prescricional aplic\u00e1vel \u00e0 pretens\u00e3o execut\u00f3ria de obriga\u00e7\u00f5es de fazer previstas em Termo de ajustamento de conduta (TAC).<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se desconhece que a jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, seguindo posi\u00e7\u00e3o consolidada no \u00e2mbito do Supremo Tribunal Federal (Tema 999&nbsp;de Repercuss\u00e3o Geral), possui <strong>entendimento no sentido de que \u00e9 imprescrit\u00edvel a pretens\u00e3o de repara\u00e7\u00e3o civil de dano ambiental.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m, recentemente, o Supremo Tribunal Federal, reconheceu a repercuss\u00e3o geral, no ARE 1.352.872\/SC, da mat\u00e9ria atinente \u00e0 &#8220;prescritibilidade de t\u00edtulo executivo decorrente de condena\u00e7\u00e3o por dano ambiental posteriormente convertida em perdas e danos&#8221; (Tema 1194\/STF).<\/p>\n\n\n\n<p>Todavia, o contexto delineado pelas inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias denota n\u00e3o se tratar de recomposi\u00e7\u00e3o de dano ambiental. Isso porque o Minist\u00e9rio P\u00fablico pretende executar cl\u00e1usula do TAC firmado com a empresa respons\u00e1vel pela constru\u00e7\u00e3o de empreendimento imobili\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A pretens\u00e3o trazida n\u00e3o se refere \u00e0 repara\u00e7\u00e3o de danos ambientais em si, a ensejar a imprescritibilidade, mas sim \u00e0 pretens\u00e3o execut\u00f3ria de obriga\u00e7\u00f5es de fazer previstas em TAC, relacionada a obras e servi\u00e7os de pavimenta\u00e7\u00e3o, pintura e instala\u00e7\u00e3o de telhas, assumidos pela empresa construtora como contrapartida \u00e0 comunidade vizinha, pela instala\u00e7\u00e3o do empreendimento imobili\u00e1rio<\/strong>. Discute suposto inadimplemento parcial de uma das cl\u00e1usulas previstas no TAC firmado com o Minist\u00e9rio P\u00fablico Estadual, alusivas a obras de melhorias e conserva\u00e7\u00e3o em pr\u00e9dios, sob a alega\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o foram executadas com o devido padr\u00e3o de qualidade esperado. N\u00e3o se visa a restaura\u00e7\u00e3o de bens de natureza ambiental, mas a repara\u00e7\u00e3o meramente patrimonial.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, n\u00e3o se trata de a\u00e7\u00e3o de indeniza\u00e7\u00e3o por dano ambiental, mas sim execu\u00e7\u00e3o de pretenso t\u00edtulo executivo extrajudicial, em rela\u00e7\u00e3o a qual h\u00e1 de incidir a prescri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Por oportuno, \u00e9 importante ressaltar que a jurisprud\u00eancia do STJ distingue a obriga\u00e7\u00e3o de reparar o dano ambiental e a obriga\u00e7\u00e3o de executar a multa administrativa por infra\u00e7\u00e3o ambiental, haja vista que aquela, ao contr\u00e1rio do que ocorre com esta, n\u00e3o s\u00e3o alcan\u00e7adas pela incid\u00eancia da prescri\u00e7\u00e3o. Nesse sentido \u00e9 o que disp\u00f5e a <a>S\u00famula 467 do STJ (&#8220;Prescreve em cinco anos, contados do t\u00e9rmino do processo administrativo, a pretens\u00e3o da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica promover a execu\u00e7\u00e3o da multa por infra\u00e7\u00e3o ambiental<\/a>&#8220;).<\/p>\n\n\n\n<p><a>Assim, n\u00e3o se tratando diretamente de danos ambientais, n\u00e3o h\u00e1 como se afastar do entendimento de que a presente pretens\u00e3o execut\u00f3ria, proposta pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Estadual ap\u00f3s mais de cinco anos do termo final para cumprimento das obriga\u00e7\u00f5es constantes no TAC, est\u00e1 sujeita \u00e0 prescri\u00e7\u00e3o quinquenal, diante da aplica\u00e7\u00e3o do disposto no artigo 21 da <\/a><a>Lei n. 4.717\/1965<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-3-resultado-final\"><a>11.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><a>A pretens\u00e3o execut\u00f3ria de obriga\u00e7\u00f5es de fazer previstas em Termo de ajustamento de conduta (TAC) firmado para repara\u00e7\u00e3o de danos ambientais decorrentes de empreendimento imobili\u00e1rio, quando relacionadas a quest\u00f5es meramente patrimoniais, n\u00e3o visando a restaura\u00e7\u00e3o de bens de natureza ambiental, sujeita-se \u00e0 prescri\u00e7\u00e3o quinquenal.<\/a><\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-penal\"><a>DIREITO PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-acordao-condenatorio-e-interrupcao-da-prescricao\"><a>12.&nbsp; Ac\u00f3rd\u00e3o condenat\u00f3rio e interrup\u00e7\u00e3o da prescri\u00e7\u00e3o<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O ac\u00f3rd\u00e3o condenat\u00f3rio de que trata o inciso IV do art. 117 do C\u00f3digo Penal interrompe a prescri\u00e7\u00e3o, inclusive quando confirmat\u00f3rio de senten\u00e7a condenat\u00f3ria, seja mantendo, reduzindo ou aumentando a pena anteriormente imposta.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.930.130-MG, Rel. Min. Jo\u00e3o Ot\u00e1vio de Noronha, Terceira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 10\/08\/2022 (Tema 1100). (Info 744)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-1-situacao-fatica\"><a>12.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Tadeu foi denunciado e condenado pelo crime de roubo. Em recurso de apela\u00e7\u00e3o, foi-lhe dado provimento para aplicar a diminui\u00e7\u00e3o da pena pela tentativa em sua fra\u00e7\u00e3o m\u00e1xima e, por conseguinte, reduzir a pena.<\/p>\n\n\n\n<p>Requerida a decreta\u00e7\u00e3o da extin\u00e7\u00e3o da punibilidade pela ocorr\u00eancia da prescri\u00e7\u00e3o da pretens\u00e3o punitiva, o pleito foi deferido, uma vez que, para o tribunal local, o ac\u00f3rd\u00e3o confirmat\u00f3rio de decis\u00e3o condenat\u00f3ria n\u00e3o interrompe a prescri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformado, o MP interp\u00f4s recurso especial no qual sustenta que posicionamento adotado pelo tribunal local estaria equivocado e violaria o art. 117,IV do CP.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-analise-estrategica\"><a>12.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-1-questao-juridica\"><a>12.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Penal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 117 &#8211; O curso da prescri\u00e7\u00e3o interrompe-se:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; pela pron\u00fancia;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; pela decis\u00e3o confirmat\u00f3ria da pron\u00fancia;<\/p>\n\n\n\n<p>IV &#8211; pela publica\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a ou ac\u00f3rd\u00e3o condenat\u00f3rios recorr\u00edveis<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-2-interrompe-a-prescricao\"><a>12.2.2. Interrompe a prescri\u00e7\u00e3o?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Certamente!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia suscitada no presente recurso especial repetitivo diz respeito \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o do disposto no inciso IV do art. 117 do <a>C\u00f3digo Penal<\/a>, introduzido pela Lei n. 11.596\/2007, mais precisamente para se definir se o ac\u00f3rd\u00e3o que confirma senten\u00e7a condenat\u00f3ria, mantendo, reduzindo ou aumentando a pena anteriormente imposta, tamb\u00e9m constitui marco interruptivo da pretens\u00e3o punitiva.<\/p>\n\n\n\n<p>No \u00e2mbito do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, inicialmente, vigia o posicionamento de que o ac\u00f3rd\u00e3o confirmat\u00f3rio da condena\u00e7\u00e3o n\u00e3o era novo marco interruptivo prescricional. Entendia-se que a decis\u00e3o confirmat\u00f3ria da condena\u00e7\u00e3o n\u00e3o opera a interrup\u00e7\u00e3o do prazo de prescri\u00e7\u00e3o, de modo que o efeito interruptivo somente ocorre quando o ac\u00f3rd\u00e3o condena o apelado absolvido em primeiro grau. Pontuava-se que o C\u00f3digo Penal expressamente disp\u00f5e, no art. 117, II e III, que a prescri\u00e7\u00e3o se interrompe pela pron\u00fancia e pela decis\u00e3o confirmat\u00f3ria da pron\u00fancia. Assim, da t\u00e9cnica legislativa adotada extrai-se que o legislador n\u00e3o contemplou o ac\u00f3rd\u00e3o confirmat\u00f3rio como novo marco interruptivo da prescri\u00e7\u00e3o, pois absteve-se da mesma t\u00e9cnica quando da previs\u00e3o do inciso IV do art. 117 do CP. Deduzia-se que a exist\u00eancia de decis\u00f5es do STF desprovidas de efeito vinculante e divergentes do entendimento do STJ com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 mesma mat\u00e9ria n\u00e3o impedia esta Corte de continuar exercendo sua fun\u00e7\u00e3o constitucional e aplicando o entendimento que considerasse mais adequado \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o infraconstitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, com o passar do tempo, passou a viger no STJ, em conson\u00e2ncia com a orienta\u00e7\u00e3o do STF, o entendimento de que, <strong>ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a condenat\u00f3ria, h\u00e1 outro marco interruptivo, a saber, o ac\u00f3rd\u00e3o confirmat\u00f3rio da condena\u00e7\u00e3o, que, nos termos da orienta\u00e7\u00e3o firmada no Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal no julgamento do HC 176.473\/RR, configura marco interruptivo da prescri\u00e7\u00e3o, ainda que n\u00e3o modifique o t\u00edtulo condenat\u00f3rio<\/strong> (meramente confirmat\u00f3rio da condena\u00e7\u00e3o).<\/p>\n\n\n\n<p>Destaca-se que n\u00e3o se v\u00ea impropriedade, sob o prisma da interpreta\u00e7\u00e3o gramatical, na conclus\u00e3o de que as disposi\u00e7\u00f5es normativas do art. 117, IV, do CP objetivam que o ac\u00f3rd\u00e3o condenat\u00f3rio proferido na primeira inst\u00e2ncia recursal em apela\u00e7\u00e3o interposta contra a senten\u00e7a condenat\u00f3ria seja causa interruptiva da prescri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo interpreta\u00e7\u00e3o de lei pelo m\u00e9todo hist\u00f3rico, \u00e9 id\u00f4neo o entendimento de que a altera\u00e7\u00e3o promovida no art. 117, IV, do CP pela Lei n. 11.596\/2007 visou adicionar nova causa de interrup\u00e7\u00e3o da prescri\u00e7\u00e3o superveniente, a saber, a publica\u00e7\u00e3o do ac\u00f3rd\u00e3o condenat\u00f3rio em primeira inst\u00e2ncia recursal, e, desse modo, evitar que recursos meramente protelat\u00f3rios alcan\u00e7assem o lapso prescricional.<\/p>\n\n\n\n<p>A alta carga de substitutividade, translatividade e devolutividade inerente ao recurso de apela\u00e7\u00e3o propicia que o ac\u00f3rd\u00e3o condenat\u00f3rio resultante de seu julgamento, ainda que confirmat\u00f3rio de senten\u00e7a condenat\u00f3ria, seja h\u00e1bil para suced\u00ea-la, de modo que, sob o aspecto sistem\u00e1tico-processual, n\u00e3o se percebe incompatibilidade sist\u00eamica que impossibilite que ele constitua marco interruptivo prescricional, nem mesmo sob o aspecto de postulados inerentes ao Direito Penal relacionados \u00e0 obrigatoriedade de clareza e precis\u00e3o de uma norma penal.<\/p>\n\n\n\n<p>Em not\u00f3rio cen\u00e1rio em que o sistema recursal propicia elevada recorribilidade com fins procrastinat\u00f3rios, de modo a ensejar a n\u00e3o punibilidade do acusado, \u00e9 leg\u00edtimo, segundo interpreta\u00e7\u00e3o final\u00edstica, instituir como marco prescricional a data de publica\u00e7\u00e3o de ac\u00f3rd\u00e3o condenat\u00f3rio resultante da interposi\u00e7\u00e3o de apela\u00e7\u00e3o contra senten\u00e7a condenat\u00f3ria, visto que impede o fomento da impunibilidade e, por conseguinte, o descr\u00e9dito do Poder Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-3-resultado-final\"><a>12.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O ac\u00f3rd\u00e3o condenat\u00f3rio de que trata o inciso IV do art. 117 do C\u00f3digo Penal interrompe a prescri\u00e7\u00e3o, inclusive quando confirmat\u00f3rio de senten\u00e7a condenat\u00f3ria, seja mantendo, reduzindo ou aumentando a pena anteriormente imposta.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-principio-da-bagatela-e-reiteracao-da-conduta-pelo-agente\"><a>13.&nbsp; Princ\u00edpio da bagatela e reitera\u00e7\u00e3o da conduta pelo agente<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Admite-se reconhecer a n\u00e3o punibilidade de um furto de coisa com valor insignificante, ainda que presentes antecedentes penais do agente, se n\u00e3o denotarem estes tratar-se de algu\u00e9m que se dedica, com habitualidade, a cometer crimes patrimoniais.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no REsp 1.986.729-MG, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 28\/06\/2022, DJe 30\/06\/2022. (Info 744)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-1-situacao-fatica\"><a>13.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creitinho foi denunciado pelo crime de furto de quatro desodorantes. O juiz de primeiro grau afastou a incid\u00eancia da insignific\u00e2ncia, uma vez que \u00e0 \u00e9poca dos fatos, o acusado era reincidente e possu\u00eda passagens policiais, encontrando-se, inclusive, com tornozeleira eletr\u00f4nica, o que demonstraria que ele estava envolvido na criminalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformada, a defesa de Creitinho sustenta que a tentativa de furto cometido resvala na ideia de insignific\u00e2ncia, sendo que o valor do bem furtado seria irrelevante, de modo que n\u00e3o haveria les\u00e3o ao bem jur\u00eddico tutelado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-analise-estrategica\"><a>13.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-1-possivel-reconhecer-a-nao-punibilidade\"><a>13.2.1. Poss\u00edvel reconhecer a n\u00e3o punibilidade?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph, desde que n\u00e3o constatada a habitualidade dos crimes patrimoniais!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A simples exist\u00eancia de maus antecedentes penais, sem a devida e criteriosa verifica\u00e7\u00e3o da natureza desses atos pret\u00e9ritos, n\u00e3o pode servir de barreira autom\u00e1tica para a invoca\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio bagatelar<\/strong>. Com efeito, qual o relevo, para o reconhecimento da natureza insignificante de um furto, de se constatar que o agente, anteriormente, fora condenado por desacato \u00e0 autoridade, por les\u00f5es corporais culposas, por crime contra a honra ou por outro il\u00edcito que n\u00e3o apresenta nenhuma conex\u00e3o comportamental com o crime sob exame? Afastar a insignific\u00e2ncia nessas hip\u00f3teses seria desproposital.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, haver\u00e1 de ser outra a conclus\u00e3o, ao constatar o aplicador da lei que o agente, nos \u00faltimos anos, vem-se ocupando de cometer pequenos delitos (nomeadamente furtos).<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, n\u00e3o se admite a incid\u00eancia da regra bagatelar em casos nos quais o agente \u00e9 contumaz autor de pequenos desfalques ao patrim\u00f4nio, ressalvadas, vale registrar, as hip\u00f3teses em que a inexpressividade da conduta ou do resultado \u00e9 t\u00e3o grande que, a despeito da exist\u00eancia de maus antecedentes, n\u00e3o se justifica o uso do aparato repressivo do Estado para punir o comportamento formalmente tipificado como crime.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda, a reincid\u00eancia ou reitera\u00e7\u00e3o delitiva \u00e9 elemento hist\u00f3rico objetivo, e n\u00e3o subjetivo, ao contr\u00e1rio do que o voc\u00e1bulo possa sugerir. Isso porque n\u00e3o se avalia o agente (o que poderia resvalar em um direito penal do autor), mas, diferentemente, analisa-se, de maneira objetiva, o hist\u00f3rico penal desse indiv\u00edduo, que poder\u00e1 indicar aspecto impeditivo da incid\u00eancia da referida exclus\u00e3o da punibilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Assinala-se que o legislador penal confere relevo ao hist\u00f3rico de vida pregressa do r\u00e9u para outorgar-lhe a redu\u00e7\u00e3o da pena, em forma de causa especial de diminui\u00e7\u00e3o da san\u00e7\u00e3o, o que evidencia, sem margem a tergiversa\u00e7\u00f5es, que o legislador penal, m\u00e1xime em crimes que afetam o patrim\u00f4nio alheio, d\u00e1 import\u00e2ncia ao comportamento pret\u00e9rito do agente para conceder-lhe o benef\u00edcio da redu\u00e7\u00e3o da pena.<\/p>\n\n\n\n<p>De igual modo, a Parte Geral do C\u00f3digo Penal d\u00e1 v\u00e1rios exemplos de interfer\u00eancia da primariedade e\/ou dos bons antecedentes penais do r\u00e9u para fins de individualizar a san\u00e7\u00e3o ou para conceder ou n\u00e3o certos benef\u00edcios.<\/p>\n\n\n\n<p>Ora, se o legislador penal sopesa o comportamento do acusado anterior \u00e0 pr\u00e1tica do crime que est\u00e1 sendo objeto de um processo penal, quer para diminuir-lhe o&nbsp;<em>quantum<\/em>, quer para conceder-lhe algum direito (substitui\u00e7\u00e3o da pena privativa de liberdade, livramento condicional etc.), por qual motivo deixar\u00e1 o int\u00e9rprete e aplicador da lei penal de ter em conta anteriores condena\u00e7\u00f5es definitivas do r\u00e9u ao analisar a relev\u00e2ncia penal de seu agir, i.e., tendo em mira o desvalor de sua conduta?<\/p>\n\n\n\n<p>Da mesma forma, como j\u00e1 observado, <strong>cada caso h\u00e1 de ensejar an\u00e1lise criteriosa e singularizada, de modo a, eventualmente, ser reconhecida a n\u00e3o punibilidade de um furto de coisa com valor insignificante, ainda que presentes antecedentes penais do agente, se n\u00e3o denotarem estes tratar-se de algu\u00e9m que se dedica, com habitualidade, a cometer crimes patrimoniais<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-2-resultado-final\"><a>13.2.2. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Admite-se reconhecer a n\u00e3o punibilidade de um furto de coisa com valor insignificante, ainda que presentes antecedentes penais do agente, se n\u00e3o denotarem estes tratar-se de algu\u00e9m que se dedica, com habitualidade, a cometer crimes patrimoniais.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-penal\"><a>DIREITO PROCESSUAL PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-deslocamento-de-competencia-para-a-apuracao-dos-casos-conhecidos-como-maio-sangrento-e-chacina-do-parque-bristol\"><a>14.&nbsp; Deslocamento de compet\u00eancia para a apura\u00e7\u00e3o dos casos conhecidos como &#8220;Maio Sangrento&#8221; e &#8220;Chacina do Parque Bristol&#8221;.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>INCIDENTE DE DESLOCAMENTO DE COMPET\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Terceira Se\u00e7\u00e3o deferiu o incidente de deslocamento de compet\u00eancia para a Justi\u00e7a Federal em raz\u00e3o da incapacidade dos agentes p\u00fablicos na condu\u00e7\u00e3o de investiga\u00e7\u00f5es, de identificar os autores dos homic\u00eddios\/execu\u00e7\u00f5es cometidos nos <a>casos conhecidos como &#8220;Maio Sangrento&#8221; e &#8220;Chacina do Parque Bristol&#8221;.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>IDC 9-SP, Rel. Min. Jo\u00e3o Ot\u00e1vio de Noronha, Terceira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 10\/08\/2022. (Info 744)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-1-situacao-fatica\"><a>14.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica (PGR) requereu o deslocamento de compet\u00eancia objetivando a&nbsp;reabertura e a transfer\u00eancia, para a Justi\u00e7a Federal, de inqu\u00e9ritos relativos ao caso conhecido como Chacina do Parque Bristol \u2013 s\u00e9rie de assassinatos cometidos em maio de 2006 por grupo de exterm\u00ednio supostamente ligado a agentes de seguran\u00e7a p\u00fablica de S\u00e3o Paulo, como repres\u00e1lia a ataques da fac\u00e7\u00e3o criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).<\/p>\n\n\n\n<p>Inserida no per\u00edodo conhecido como Maio Sangrento, a Chacina do Parque Bristol foi um ataque cometido por homens encapuzados contra cinco pessoas que estavam no bairro de mesmo nome, localizado na Zona Sul de S\u00e3o Paulo. Na a\u00e7\u00e3o, tr\u00eas pessoas morreram baleadas. Segundo os autos, logo ap\u00f3s o crime, uma viatura da Pol\u00edcia Militar teria passado pelo local para recolher cartuchos e proj\u00e9teis que estavam no ch\u00e3o. Meses ap\u00f3s esse epis\u00f3dio, um dos sobreviventes foi morto a poucos metros do local onde havia sido atingido na primeira vez.<\/p>\n\n\n\n<p>Como consequ\u00eancia da chacina, foram instaurados dois inqu\u00e9ritos policiais. No primeiro deles, a pol\u00edcia entendeu n\u00e3o haver elementos suficientes de autoria, motivo pelo qual o Minist\u00e9rio P\u00fablico de S\u00e3o Paulo requereu o arquivamento, que foi deferido pelo juiz; no segundo, tamb\u00e9m arquivado, o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal alegou que n\u00e3o foram juntados exames periciais importantes para a elucida\u00e7\u00e3o dos fatos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-analise-estrategica\"><a>14.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-1-questao-juridica\"><a>14.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Constitui\u00e7\u00e3o Federal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 109. Aos ju\u00edzes federais compete processar e julgar:<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 5\u00ba Nas hip\u00f3teses de grave viola\u00e7\u00e3o de direitos humanos, o Procurador-Geral da Rep\u00fablica, com a finalidade de assegurar o cumprimento de obriga\u00e7\u00f5es decorrentes de tratados internacionais de direitos humanos dos quais o Brasil seja parte, poder\u00e1 suscitar, perante o Superior Tribunal de Justi\u00e7a, em qualquer fase do inqu\u00e9rito ou processo, incidente de deslocamento de compet\u00eancia para a Justi\u00e7a Federal.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-2-correto-o-deslocamento-de-competencia\"><a>14.2.2. Correto o deslocamento de compet\u00eancia?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Vai de mala e cuia!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O art. 109, \u00a7 5\u00ba, da <a>Constitui\u00e7\u00e3o Federal<\/a>, estabelece que, nas &#8220;hip\u00f3teses de grave viola\u00e7\u00e3o de direitos humanos, o Procurador-Geral da Rep\u00fablica, com a finalidade de assegurar o cumprimento de obriga\u00e7\u00f5es decorrentes de tratados internacionais de direitos humanos dos quais o Brasil seja parte, poder\u00e1 suscitar, perante o Superior Tribunal de Justi\u00e7a, em qualquer fase do inqu\u00e9rito ou processo, incidente de deslocamento de compet\u00eancia para a Justi\u00e7a Federal&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Os requisitos do incidente de deslocamento de compet\u00eancia s\u00e3o: a) <strong>grave viola\u00e7\u00e3o de direitos humanos<\/strong>; b) <strong>necessidade de assegurar o cumprimento, pelo Brasil, de obriga\u00e7\u00f5es decorrentes de tratados internacionais<\/strong>; c) <strong>incapacidade &#8211; oriunda de in\u00e9rcia, omiss\u00e3o, inefic\u00e1cia, neglig\u00eancia, falta de vontade pol\u00edtica, de condi\u00e7\u00f5es pessoais e\/ou materiais, etc. &#8211; de o Estado-Membro, por suas institui\u00e7\u00f5es e autoridades, levar a cabo, em toda a sua extens\u00e3o, a persecu\u00e7\u00e3o penal<\/strong> (IDC n. 1\/PA, Terceira Se\u00e7\u00e3o do STJ).<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, apesar do extenso tempo decorrido entre os fatos e a formula\u00e7\u00e3o do pedido de deslocamento de compet\u00eancia, est\u00e3o presentes os requisitos constitucionais que autorizam e justificam o atendimento do pleito de deslocamento de compet\u00eancia para reabrir as investiga\u00e7\u00f5es, processar e julgar os respons\u00e1veis pelos delitos, principalmente porque estudos posteriores, que n\u00e3o foram considerados \u00e0 \u00e9poca, sugerem a possibilidade de os fatos estarem relacionados \u00e0 criminalidade organizada e a uma s\u00e9rie de outros crimes praticados no m\u00eas de maio de 2006 e em circunst\u00e2ncias similares, reconhecendo a INOPER\u00c2NCIA ou INCAPACIDADE das autoridades do Estado de S\u00e3o Paulo para a repress\u00e3o, apura\u00e7\u00e3o, puni\u00e7\u00e3o e ado\u00e7\u00e3o de medidas que evitem a repeti\u00e7\u00e3o de ocorr\u00eancias similares, em descumprimento das obriga\u00e7\u00f5es internacionais de direitos humanos das quais o Brasil \u00e9 signat\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-3-resultado-final\"><a>14.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A Terceira Se\u00e7\u00e3o deferiu o incidente de deslocamento de compet\u00eancia para a Justi\u00e7a Federal em raz\u00e3o da incapacidade dos agentes p\u00fablicos na condu\u00e7\u00e3o de investiga\u00e7\u00f5es, de identificar os autores dos homic\u00eddios\/execu\u00e7\u00f5es cometidos nos casos conhecidos como &#8220;Maio Sangrento&#8221; e &#8220;Chacina do Parque Bristol&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-chip-telefonico-descartado-pelo-acusado-em-via-publica-e-quebra-de-sigilo-telefonico\"><a>15.&nbsp; Chip telef\u00f4nico descartado pelo acusado em via p\u00fablica e quebra de sigilo telef\u00f4nico<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>HABEAS CORPUS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O acesso ao&nbsp;chip&nbsp;telef\u00f4nico descartado pelo acusado em via p\u00fablica n\u00e3o se qualifica como quebra de sigilo telef\u00f4nico.<\/p>\n\n\n\n<p>HC 720.605-PR, Rel. Min. Ribeiro Dantas, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 09\/08\/2022. (Info 744)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-1-situacao-fatica\"><a>15.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creitinho cometeu crime de roubo. Por\u00e9m, foi visto e perseguido por policiais logo ap\u00f3s o ato. Durante a fuga, jogou fora um simulacro de arma de fogo, um aparelho celular e um chip de operadora de telefonia, objetos esses encontrados em via p\u00fablica. Conforme viv\u00eancia pr\u00e1tica, relataram os policias militares que seria muito comum a retirada do chip dos celulares roubados, para dificultar a identifica\u00e7\u00e3o dos propriet\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Apreendido o chip descartado pelo acusado, houve a inser\u00e7\u00e3o em outro aparelho telef\u00f4nico pela pol\u00edcia para fins de poss\u00edvel identifica\u00e7\u00e3o da v\u00edtima lesada, o que de fato ocorreu. Ocorre que a v\u00edtima n\u00e3o era propriet\u00e1ria do celular descartado, mas somente do chip. A defesa sustenta que o aparelho pertencia ao pr\u00f3prio acusado, o que incorreria na viola\u00e7\u00e3o de sigilo telef\u00f4nico.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-2-analise-estrategica\"><a>15.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-2-1-questao-juridica\"><a>15.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPP:<\/p>\n\n\n\n<p>Art.&nbsp;244.&nbsp;&nbsp;A busca pessoal independer\u00e1 de mandado, no caso de pris\u00e3o ou quando houver fundada suspeita de que a pessoa esteja na posse de arma proibida ou de objetos ou pap\u00e9is que constituam corpo de delito, ou quando a medida for determinada no curso de busca domiciliar.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-2-2-jogou-fora-ja-era-o-sigilo\"><a>15.2.2. Jogou fora, j\u00e1 era o sigilo?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>\u00c9 mais ou menos por a\u00ed&#8230;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>De in\u00edcio, ressalta-se que &#8220;nos termos do art. 244 do <a>CPP<\/a>, a busca pessoal independer\u00e1 de mandado quando houver pris\u00e3o ou fundada suspeita de que a pessoa esteja na posse de arma proibida, objetos ou pap\u00e9is que constituam corpo de delito, ou ainda quando a medida for determinada no curso de busca domiciliar.&#8221; (AgRg no AREsp 1403409\/RS, Rel. Ministro Rog\u00e9rio Schietti Cruz, Sexta Turma, julgado em 26\/03\/2019, DJe 04\/04\/2019).<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, os policiais visualizaram o delito de roubo sendo praticado por diversos indiv\u00edduos em via p\u00fablica e perseguiram os assaltantes, que empreenderam fuga. Ap\u00f3s cont\u00ednua persegui\u00e7\u00e3o, o paciente foi alcan\u00e7ado. Assim, n\u00e3o h\u00e1 se falar em nulidade da busca pessoal quando o acusado \u00e9 preso em flagrante impr\u00f3prio, pois indubitavelmente h\u00e1 fundada suspeita do cometimento do delito na hip\u00f3tese.<\/p>\n\n\n\n<p>Verifique-se que, durante a fuga, o acusado dispensou um simulacro de arma de fogo, um aparelho celular e um&nbsp;<em>chip<\/em>&nbsp;de operadora de telefonia, objetos esses encontrados em via p\u00fablica. Conforme viv\u00eancia pr\u00e1tica, relataram os policias militares que \u00e9 muito comum a retirada do&nbsp;<em>chip<\/em>&nbsp;dos celulares roubados, para dificultar a identifica\u00e7\u00e3o dos propriet\u00e1rios. Assim, sendo apreendido o&nbsp;<em>chip<\/em>&nbsp;descartado pelo acusado, houve a inser\u00e7\u00e3o em outro aparelho telef\u00f4nico pela pol\u00edcia para fins de poss\u00edvel identifica\u00e7\u00e3o da v\u00edtima lesada, o que de fato ocorreu. Ocorre que a v\u00edtima n\u00e3o era propriet\u00e1ria do celular descartado, mas somente do&nbsp;<em>chip<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>A defesa sustenta que o aparelho pertencia ao pr\u00f3prio acusado. Atente-se, por\u00e9m, que o aparelho telef\u00f4nico n\u00e3o foi examinado. <a>Assim, <u>ainda que o celular seja de propriedade do acusado, saliente-se que n\u00e3o houve extra\u00e7\u00e3o de nenhum dado do aparelho, pois o alvo de an\u00e1lise foi apenas o&nbsp;<em>chip<\/em>&nbsp;telef\u00f4nico descartado, que de fato era de uma das v\u00edtimas<\/u><strong>. Hip\u00f3tese distinta seria se o celular fosse acessado pelos policiais e alguma informa\u00e7\u00e3o retirada e utilizada em desfavor do acusado, o que n\u00e3o ocorreu<\/strong>. Dessa forma, torna-se in\u00f3cua a tese defensiva no sentido de suposta viola\u00e7\u00e3o de sigilo telef\u00f4nico, afinal, n\u00e3o encontra amparo no contexto f\u00e1tico narrado nos autos<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-2-3-resultado-final\"><a>15.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O acesso ao&nbsp;<em>chip<\/em>&nbsp;telef\u00f4nico descartado pelo acusado em via p\u00fablica n\u00e3o se qualifica como quebra de sigilo telef\u00f4nico.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-menor-relevancia-para-concurso\"><a>MENOR RELEV\u00c2NCIA PARA CONCURSO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-16-juizo-de-admissibilidade-dos-embargos\"><a>16.&nbsp; Ju\u00edzo de admissibilidade dos embargos<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>EMBARGOS DE DIVERG\u00caNCIA EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Se o embargante invocar, como paradigmas, julgado de \u00f3rg\u00e3o fracion\u00e1rio de diferente Se\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m julgado de \u00f3rg\u00e3o fracion\u00e1rio da mesma Se\u00e7\u00e3o que prolatou o ac\u00f3rd\u00e3o embargado, caber\u00e1 \u00e0 Corte Especial proferir ju\u00edzo negativo de admissibilidade dos embargos de diverg\u00eancia se ausentes seus requisitos, somente devendo ser cindido o julgamento na hip\u00f3tese em que for admiss\u00edvel o pronunciamento de m\u00e9rito da Se\u00e7\u00e3o \u00e0 qual est\u00e3o vinculados os \u00f3rg\u00e3os fracion\u00e1rios que proferiram os ac\u00f3rd\u00e3os paradigma e embargado.<\/p>\n\n\n\n<p>EAREsp 1.681.737-PR, Rel. Min. Nancy Andrighi, Corte Especial, por unanimidade, julgado em 03\/08\/2022, DJe 09\/08\/2022. (Info 744)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-16-1-situacao-fatica\"><a>16.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma a\u00e7\u00e3o de habilita\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito de invent\u00e1rio, uma das partes interp\u00f4s embargos e passou-se a discutir a quem cabe realizar o ju\u00edzo de admissibilidade dos embargos de diverg\u00eancias em situa\u00e7\u00f5es, em que s\u00e3o apontados paradigmas de \u00f3rg\u00e3o fracion\u00e1rio pertencente a mesma Se\u00e7\u00e3o que proferiu o ac\u00f3rd\u00e3o embargado e paradigma de \u00f3rg\u00e3o fracion\u00e1rio pertencente a Se\u00e7\u00e3o distinta daquela que proferiu o ac\u00f3rd\u00e3o embargado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-16-2-analise-estrategica\"><a>16.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-16-2-1-a-quem-compete-realizar-o-juizo-de-admissibilidade\"><a>16.2.1. A quem compete realizar o ju\u00edzo de admissibilidade?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>CORTE ESPECIAL!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o em an\u00e1lise est\u00e1 em definir a <a>quem cabe realizar o ju\u00edzo de admissibilidade dos embargos de diverg\u00eancias em situa\u00e7\u00f5es, em que s\u00e3o apontados paradigmas de \u00f3rg\u00e3o fracion\u00e1rio pertencente a mesma Se\u00e7\u00e3o que proferiu o ac\u00f3rd\u00e3o embargado e paradigma de \u00f3rg\u00e3o fracion\u00e1rio pertencente a Se\u00e7\u00e3o distinta daquela que proferiu o ac\u00f3rd\u00e3o embargado<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao ponto, advirta-se que n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que deve haver a cis\u00e3o do julgamento de m\u00e9rito dos embargos de diverg\u00eancia em hip\u00f3teses dessa natureza, de modo que, em rela\u00e7\u00e3o ao ac\u00f3rd\u00e3o paradigma de \u00f3rg\u00e3o fracion\u00e1rio pertencente a mesma Se\u00e7\u00e3o que proferiu o ac\u00f3rd\u00e3o embargado, a ela caber\u00e1 dirimir a diverg\u00eancia, ao passo que, em rela\u00e7\u00e3o ao paradigma de \u00f3rg\u00e3o fracion\u00e1rio pertencente a Se\u00e7\u00e3o distinta daquela que proferiu o ac\u00f3rd\u00e3o embargado, \u00e0 Corte Especial caber\u00e1 dirimir a diverg\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Sabendo-se que, em situa\u00e7\u00f5es dessa esp\u00e9cie, o julgamento naturalmente se inicia no \u00e2mbito da Corte Especial, a quest\u00e3o que se coloca \u00e9 saber se tamb\u00e9m o ju\u00edzo de admissibilidade deve ser cindido, bipartindo-se o julgamento, nesse aspecto, em duas etapas: a primeira, perante a Corte Especial, no que se refere aos paradigmas de Se\u00e7\u00e3o distinta daquela que proferiu o ac\u00f3rd\u00e3o embargado; a segunda, na respectiva Se\u00e7\u00e3o, no que tange aos paradigmas de seus \u00f3rg\u00e3os fracion\u00e1rios em rela\u00e7\u00e3o ao ac\u00f3rd\u00e3o embargado.<\/p>\n\n\n\n<p>No particular, sublinhe-se que, inicialmente, posicionou-se a jurisprud\u00eancia do STJ no sentido de que, &#8220;<strong>em se tratando de uma mesma quest\u00e3o, ainda que tenha sido indicado paradigma de Turma da mesma Se\u00e7\u00e3o, al\u00e9m daqueles oriundos de Turmas de Se\u00e7\u00f5es diversas, a compet\u00eancia para o julgamento ser\u00e1 do colegiado mais amplo<\/strong>&#8220;. (AgRg nos EDcl nos EAg 901.062\/SP, Corte Especial, DJe 26\/09\/2011). No mesmo sentido: AgRg nos EREsp 1.136.447\/RS, Corte Especial, DJe 21\/11\/2012 e AgRg nos EAREsp 510.682\/RJ, Corte Especial, DJe 23\/03\/2015.<\/p>\n\n\n\n<p>Posteriormente, passou-se a admitir que a Corte Especial tamb\u00e9m possa se pronunciar sobre o ju\u00edzo de admissibilidade dos embargos de diverg\u00eancia nas hip\u00f3teses em que existam paradigmas de \u00f3rg\u00e3os fracion\u00e1rios da mesma Se\u00e7\u00e3o e de diferentes Se\u00e7\u00f5es, consignando-se que &#8220;n\u00e3o deve ser seccionado o julgamento para que uma Se\u00e7\u00e3o profira outra decis\u00e3o em embargos de diverg\u00eancia em que a Corte Especial &#8211; \u00f3rg\u00e3o de hierarquia jurisdicional mais elevada deste Superior Tribunal -, ou um de seus ministros com compet\u00eancia monocr\u00e1tica, conclui que o m\u00e9rito do pedido recursal n\u00e3o pode ser analisado por ser inadmiss\u00edvel o recurso&#8221; (AgRg nos EAREsp 155.081\/SC, Corte Especial, DJe 06\/05\/2016). No mesmo sentido: AgRg nos EAREsp 593.919\/PR, Corte Especial, DJe 23\/11\/2018, AgInt no AgInt nos EREsp 1.305.165\/RJ, Corte Especial, DJe 11\/03\/2021 e AgInt nos EAREsp 673.112\/TO, Corte Especial, DJe 09\/03\/2022.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-16-2-2-resultado-final\"><a>16.2.2. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Se o embargante invocar, como paradigmas, julgado de \u00f3rg\u00e3o fracion\u00e1rio de diferente Se\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m julgado de \u00f3rg\u00e3o fracion\u00e1rio da mesma Se\u00e7\u00e3o que prolatou o ac\u00f3rd\u00e3o embargado, caber\u00e1 \u00e0 Corte Especial proferir ju\u00edzo negativo de admissibilidade dos embargos de diverg\u00eancia se ausentes seus requisitos, somente devendo ser cindido o julgamento na hip\u00f3tese em que for admiss\u00edvel o pronunciamento de m\u00e9rito da Se\u00e7\u00e3o \u00e0 qual est\u00e3o vinculados os \u00f3rg\u00e3os fracion\u00e1rios que proferiram os ac\u00f3rd\u00e3os paradigma e embargado.<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden class=\"wp-block-file__embed\" data=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2022\/09\/05225334\/stj-744.pdf\" type=\"application\/pdf\" style=\"width:100%;height:600px\" aria-label=\"Incorporado de Incorporado de stj-744..\"><\/object><a id=\"wp-block-file--media-afee9312-5c74-4952-bd85-b371dbb9ea56\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2022\/09\/05225334\/stj-744.pdf\">stj-744<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2022\/09\/05225334\/stj-744.pdf\" class=\"wp-block-file__button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-afee9312-5c74-4952-bd85-b371dbb9ea56\">Baixar<\/a><\/div>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Saiba mais: <a href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/concurso-stj\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Concurso STJ<\/a>.<\/li><\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Informativo n\u00ba 744 do STJ&nbsp;COMENTADO&nbsp;saindo do forno (quentinho) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! 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DIREITO ADMINISTRATIVO 1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Autotutela e revis\u00e3o do ato de concess\u00e3o de anistia MANDADO DE SEGURAN\u00c7A No exerc\u00edcio de seu poder de autotutela, poder\u00e1 a Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica rever os atos de concess\u00e3o de anistia [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":833,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"post_tipo":"article","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"tax_estado":[],"class_list":["post-1089889","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cursos-e-concursos"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v27.2 (Yoast SEO v27.2) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Informativo STJ 744 Comentado<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-744-comentado\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Informativo STJ 744 Comentado\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Informativo n\u00ba 744 do STJ&nbsp;COMENTADO&nbsp;saindo do forno (quentinho) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! 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