{"id":1082769,"date":"2022-08-23T16:53:43","date_gmt":"2022-08-23T19:53:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1082769"},"modified":"2022-08-23T16:53:45","modified_gmt":"2022-08-23T19:53:45","slug":"informativo-stj-ed-especial-5-comentado-parte-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-ed-especial-5-comentado-parte-2\/","title":{"rendered":"Informativo STJ Ed. Especial 5 Comentado (Parte 2)"},"content":{"rendered":"\n<p>Informativo do STJ\u00a0Edi\u00e7\u00e3o Especial n\u00ba 5 (Parte 2) <strong>COMENTADO<\/strong>\u00a0para quem n\u00e3o marca bobeira nem no recesso. Esse info veio recheado de decis\u00f5es in\u00e9ditas pra l\u00e1 de importantes. N\u00e3o deixe de conferir!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2022\/08\/23165317\/stj-ed-especial-05-pt-02.pdf\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/p>\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_KktVXC7NBuI\"><div id=\"lyte_KktVXC7NBuI\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/KktVXC7NBuI\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/KktVXC7NBuI\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/KktVXC7NBuI\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-civil\"><a>DIREITO PROCESSUAL CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-convencao-sobre-eliminacao-da-exigencia-de-legalizacao-de-documentos-publicos-estrangeiros-e-a-substituicao-da-chancela-consular-brasileira-pela-apostila-emitida-pela-autoridade-competente-do-estado-no-qual-o-documento-e-originado\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Conven\u00e7\u00e3o sobre Elimina\u00e7\u00e3o da Exig\u00eancia de Legaliza\u00e7\u00e3o de Documentos P\u00fablicos Estrangeiros e a substitui\u00e7\u00e3o da chancela consular brasileira pela apostila emitida pela autoridade competente do Estado no qual o documento \u00e9 originado<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>PROCESSO SOB SEGREDO JUDICIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A <a>Conven\u00e7\u00e3o sobre Elimina\u00e7\u00e3o da Exig\u00eancia de Legaliza\u00e7\u00e3o de Documentos P\u00fablicos Estrangeiros, promulgada por interm\u00e9dio do Decreto n. 8.660\/2016, prev\u00ea a substitui\u00e7\u00e3o da chancela consular brasileira pela apostila emitida pela autoridade competente do Estado no qual o documento \u00e9 originado<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo sob segredo judicial, Rel. Min. Og Fernandes, Corte Especial, por unanimidade, julgado em 04\/05\/2022, DJe 25\/05\/2022. (S Info)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-situacao-fatica\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma a\u00e7\u00e3o de homologa\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a estrangeira, a parte n\u00e3o juntou aos autos a chancela consular da senten\u00e7a estrangeira cuja homologa\u00e7\u00e3o requereu, requisito indispens\u00e1vel para a chancela pelo STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>A parte ent\u00e3o alegou que a Conven\u00e7\u00e3o sobre Elimina\u00e7\u00e3o da Exig\u00eancia de Legaliza\u00e7\u00e3o de Documentos P\u00fablicos Estrangeiros, promulgada por interm\u00e9dio do Decreto n. 8.660\/2016, prev\u00ea a substitui\u00e7\u00e3o da chancela consular brasileira pela apostila emitida pela autoridade competente do Estado no qual o documento \u00e9 originado. Por\u00e9m, tamb\u00e9m n\u00e3o juntou aos autos a referida apostila.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-analise-estrategica\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-possivel-a-substituicao-da-chancela-pela-apostila\"><a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel a substitui\u00e7\u00e3o da chancela pela apostila?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A hip\u00f3tese esclarece que, apesar de devidamente intimada, a parte autora <a>n\u00e3o juntou aos autos a chancela consular ou a apostila da senten\u00e7a estrangeira cuja homologa\u00e7\u00e3o se requer, requisito indispens\u00e1vel para a chancela pelo STJ.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, n\u00e3o se desconhece que &#8220;<a><strong>a Conven\u00e7\u00e3o sobre Elimina\u00e7\u00e3o da Exig\u00eancia de Legaliza\u00e7\u00e3o de Documentos P\u00fablicos Estrangeiros, promulgada por interm\u00e9dio do Decreto n. 8.660\/2016, prev\u00ea a substitui\u00e7\u00e3o da chancela consular brasileira pela apostila emitida pela autoridade competente do Estado no qual o documento \u00e9 originado<\/strong><\/a>&#8221; (HDE n. 598\/EX, relator Ministro Francisco Falc\u00e3o, Corte Especial, julgado em 07\/04\/2021, DJe de 16\/04\/2021).<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, no caso, a parte autora n\u00e3o juntou a chancela consular e nem mesmo a apostila da senten\u00e7a estrangeira &#8211; mesmo tendo sido intimada especificamente para tal dilig\u00eancia -, o que, portanto, impede sua homologa\u00e7\u00e3o por falta de requisito formal.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-resultado-final\"><a>1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A Conven\u00e7\u00e3o sobre Elimina\u00e7\u00e3o da Exig\u00eancia de Legaliza\u00e7\u00e3o de Documentos P\u00fablicos Estrangeiros, promulgada por interm\u00e9dio do Decreto n. 8.660\/2016, prev\u00ea a substitui\u00e7\u00e3o da chancela consular brasileira pela apostila emitida pela autoridade competente do Estado no qual o documento \u00e9 originado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-im-possibilidade-da-atribuicao-de-efeitos-erga-omnes-a-sentenca-proferida-em-acao-civil-publica-na-qual-se-postula-medicamento-para-um-paciente-especifico\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade da atribui\u00e7\u00e3o de efeitos&nbsp;erga omnes&nbsp;\u00e0 senten\u00e7a proferida em a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica na qual se postula medicamento para um paciente espec\u00edfico<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a>\u00c9 poss\u00edvel a <\/a><a>atribui\u00e7\u00e3o de efeitos&nbsp;<\/a>erga omnes&nbsp;\u00e0 senten\u00e7a proferida em a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica na qual se postula medicamento para um paciente espec\u00edfico.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no REsp 1.377.135-SC, Rel. Min. S\u00e9rgio Kukina, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 10\/05\/2022, DJe 13\/05\/2022. (S Info)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-situacao-fatica\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O MP ajuizou a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica por meio da qual postulou o fornecimento do medicamento para um paciente espec\u00edfico e, ainda, para tantas outras pessoas que, em condi\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas assemelhadas, vierem a necessitar do mesmo f\u00e1rmaco.<\/p>\n\n\n\n<p>O juiz de primeira inst\u00e2ncia deferiu o pedido do MP e conferiu efeito erga omnis \u00e0 decis\u00e3o, por\u00e9m, o Tribunal local reformou a decis\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a abrang\u00eancia da decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-analise-estrategica\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-questao-juridica\"><a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 7.347\/1985:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 16. A senten\u00e7a civil far\u00e1 coisa julgada erga omnes, nos limites da compet\u00eancia territorial do \u00f3rg\u00e3o prolator, exceto se o pedido for julgado improcedente por insufici\u00eancia de provas, hip\u00f3tese em que qualquer legitimado poder\u00e1 intentar outra a\u00e7\u00e3o com id\u00eantico fundamento, valendo-se de nova prova.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-possivel-atribuir-o-efeito-erga-omnis\"><a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel atribuir o efeito <em>erga omnis<\/em>?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia est\u00e1 relacionada \u00e0 possibilidade ou n\u00e3o de se atribuir efeito&nbsp;<em>erga omnes<\/em>&nbsp;\u00e0 decis\u00e3o proferida em a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica, na qual o&nbsp;<em>Parquet&nbsp;<\/em>local postulou <a>o fornecimento do medicamento para um paciente espec\u00edfico e, ainda, para tantas outras pessoas que, em condi\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas assemelhadas, vierem a necessitar do mesmo f\u00e1rmaco.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>De in\u00edcio<strong>, ressalta-se que a quest\u00e3o \u00e9 de direito efetivo, envolvendo a interpreta\u00e7\u00e3o do art. 16 da <a>Lei n. 7.347\/1985<\/a><\/strong>. Ao analisar a quest\u00e3o de fundo da controv\u00e9rsia apresentada, o Tribunal de origem concluiu por n\u00e3o chancelar o efeito&nbsp;<em>erga omnes<\/em>&nbsp;outorgado pelo Ju\u00edzo de primeira inst\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p><a>Todavia, nos termos da jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, em a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica na qual se postula medicamento para um espec\u00edfico paciente, revela-se poss\u00edvel, havendo pedido tamb\u00e9m expresso, a prola\u00e7\u00e3o de decis\u00e3o com efic\u00e1cia&nbsp;<em>erga omnes<\/em>, em ordem a que, posteriormente, cada paciente interessado, desincumbindo-se do \u00f4nus de comprovar o seu enquadramento cl\u00ednico \u00e0 hip\u00f3tese prevista no comando judicial, possa pleitear e obter o mesmo rem\u00e9dio nele indicado <\/a>(AgInt no REsp 1.549.608\/SC, Rel. Ministro Francisco Falc\u00e3o, Segunda Turma, julgado em 16\/11\/2017, DJe 22\/11\/2017 e AgInt no REsp 1.377.401\/SC, Rel. Ministro Napole\u00e3o Nunes Maia Filho, Primeira Turma, julgado em 7\/3\/2017, DJe 20\/3\/2017).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-3-resultado-final\"><a>2.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel a atribui\u00e7\u00e3o de efeitos&nbsp;<em>erga omnes<\/em>&nbsp;\u00e0 senten\u00e7a proferida em a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica na qual se postula medicamento para um paciente espec\u00edfico.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-honorarios-advocaticios-nos-casos-de-extincao-de-execucao-fiscal-em-razao-do-cancelamento-da-inscricao-da-divida-ativa\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Honor\u00e1rios advocat\u00edcios nos casos de extin\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o fiscal em raz\u00e3o do cancelamento da inscri\u00e7\u00e3o da d\u00edvida ativa<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A necessidade de deferimento de honor\u00e1rios advocat\u00edcios <a>nos casos de extin\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o fiscal em raz\u00e3o do cancelamento da inscri\u00e7\u00e3o da d\u00edvida ativa <\/a>n\u00e3o pode ensejar \u00f4nus excessivo do Estado, sob pena de esvaziar, por completo, o disposto no art. 26 da Lei de Execu\u00e7\u00e3o Fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no AREsp 1.967.127-RJ, Rel. Min. Gurgel de Faria, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 07\/06\/2022. (S Info)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-situacao-fatica\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O Munic\u00edpio Carioca ajuizou a\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o fiscal em desfavor de Peixe Dourado Aqu\u00e1rios Ltda. A executada apresentou embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o fiscal, por\u00e9m, a a\u00e7\u00e3o foi extinta sem resolu\u00e7\u00e3o de m\u00e9rito em raz\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o dada pela Fazenda Municipal de que a CDA foi cancelada administrativamente, tendo o juiz fixado verba honor\u00e1ria no percentual de 8%, ou seja, mais de a R$ 100 mil.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformado, o Munic\u00edpio Carioca interp\u00f4s sucessivos recursos nos quais alega a falta de razoabilidade do valor atribu\u00eddo aos honor\u00e1rios, uma vez que os embargos em quest\u00e3o sequer chegaram a ser analisados pelo juiz competente.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-analise-estrategica\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-questao-juridica\"><a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Processo Civil de 2015:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Art. 8\u00ba Ao aplicar o ordenamento jur\u00eddico, o juiz atender\u00e1 aos fins sociais e \u00e0s exig\u00eancias do bem comum, resguardando e promovendo a dignidade da pessoa humana e observando a proporcionalidade, a razoabilidade, a legalidade, a publicidade e a efici\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 85. A senten\u00e7a condenar\u00e1 o vencido a pagar honor\u00e1rios ao advogado do vencedor.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 1\u00ba S\u00e3o devidos honor\u00e1rios advocat\u00edcios na reconven\u00e7\u00e3o, no cumprimento de senten\u00e7a, provis\u00f3rio ou definitivo, na execu\u00e7\u00e3o, resistida ou n\u00e3o, e nos recursos interpostos, cumulativamente.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 2\u00ba Os honor\u00e1rios ser\u00e3o fixados entre o m\u00ednimo de dez e o m\u00e1ximo de vinte por cento sobre o valor da condena\u00e7\u00e3o, do proveito econ\u00f4mico obtido ou, n\u00e3o sendo poss\u00edvel mensur\u00e1-lo, sobre o valor atualizado da causa, atendidos:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I &#8211; o grau de zelo do profissional;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>II &#8211; o lugar de presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>III &#8211; a natureza e a import\u00e2ncia da causa;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>IV &#8211; o trabalho realizado pelo advogado e o tempo exigido para o seu servi\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 3\u00ba Nas causas em que a Fazenda P\u00fablica for parte, a fixa\u00e7\u00e3o dos honor\u00e1rios observar\u00e1 os crit\u00e9rios estabelecidos nos incisos I a IV do \u00a7 2\u00ba e os seguintes percentuais:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I &#8211; m\u00ednimo de dez e m\u00e1ximo de vinte por cento sobre o valor da condena\u00e7\u00e3o ou do proveito econ\u00f4mico obtido at\u00e9 200 (duzentos) sal\u00e1rios-m\u00ednimos;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>II &#8211; m\u00ednimo de oito e m\u00e1ximo de dez por cento sobre o valor da condena\u00e7\u00e3o ou do proveito econ\u00f4mico obtido acima de 200 (duzentos) sal\u00e1rios-m\u00ednimos at\u00e9 2.000 (dois mil) sal\u00e1rios-m\u00ednimos;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>III &#8211; m\u00ednimo de cinco e m\u00e1ximo de oito por cento sobre o valor da condena\u00e7\u00e3o ou do proveito econ\u00f4mico obtido acima de 2.000 (dois mil) sal\u00e1rios-m\u00ednimos at\u00e9 20.000 (vinte mil) sal\u00e1rios-m\u00ednimos;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>IV &#8211; m\u00ednimo de tr\u00eas e m\u00e1ximo de cinco por cento sobre o valor da condena\u00e7\u00e3o ou do proveito econ\u00f4mico obtido acima de 20.000 (vinte mil) sal\u00e1rios-m\u00ednimos at\u00e9 100.000 (cem mil) sal\u00e1rios-m\u00ednimos;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>V &#8211; m\u00ednimo de um e m\u00e1ximo de tr\u00eas por cento sobre o valor da condena\u00e7\u00e3o ou do proveito econ\u00f4mico obtido acima de 100.000 (cem mil) sal\u00e1rios-m\u00ednimos.<\/p>\n\n\n\n<p>Lei de Execu\u00e7\u00e3o Fiscal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 26 &#8211; Se, antes da decis\u00e3o de primeira inst\u00e2ncia, a inscri\u00e7\u00e3o de Divida Ativa for, a qualquer t\u00edtulo, cancelada, a execu\u00e7\u00e3o fiscal ser\u00e1 extinta, sem qualquer \u00f4nus para as partes.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00famula 153 do STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>A desist\u00eancia da execu\u00e7\u00e3o fiscal, ap\u00f3s o oferecimento dos embargos, n\u00e3o exime o exequente dos encargos de sucumb\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-devem-ser-deferidos-os-honorarios\"><a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Devem ser deferidos os honor\u00e1rios?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>SIM, mas de forma MODERADA!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O <a>C\u00f3digo de Processo Civil de 2015<\/a>, em seu art. 85, dedicou amplo cap\u00edtulo para tratar dos honor\u00e1rios advocat\u00edcios, estabelecendo novos par\u00e2metros OBJETIVOS para a fixa\u00e7\u00e3o da verba honor\u00e1ria, com a estipula\u00e7\u00e3o de percentuais m\u00ednimos e m\u00e1ximos sobre o sucesso econ\u00f4mico obtido com a demanda (\u00a7 2\u00ba), inclusive nas causas envolvendo a Fazenda P\u00fablica (\u00a7 3\u00ba), de modo que, na maioria dos casos, a avalia\u00e7\u00e3o subjetiva dos crit\u00e9rios legais a serem observados pelo magistrado servir\u00e1 apenas para que ele possa justificar o percentual escolhido dentro do intervalo permitido.<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel exigir do legislador que a tarifa\u00e7\u00e3o dos honor\u00e1rios advocat\u00edcios por ele criada atenda com razoabilidade todas as situa\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, sendo certo que a sua aplica\u00e7\u00e3o em alguns feitos pode gerar DISTOR\u00c7\u00d5ES.<\/p>\n\n\n\n<p>No presente caso, <a>houve embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o fiscal, extinto sem resolu\u00e7\u00e3o de m\u00e9rito em raz\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o dada pela Fazenda Municipal de que a CDA foi cancelada administrativamente, com fixa\u00e7\u00e3o da verba honor\u00e1ria no percentual de 8%, o que ensejaria verba honor\u00e1ria superior a R$ 107.000,00 (cento e sete mil reais).<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Tem-se, portanto, um exemplo claro do disposto acima pois, aplicando \u00e0 esp\u00e9cie o \u00a7 3\u00ba do art. 85 do CPC, com a apresenta\u00e7\u00e3o de defesa cujo conte\u00fado n\u00e3o foi sopesado na senten\u00e7a extintiva, a qual se fundou no cancelamento administrativo do d\u00e9bito cobrado, ensejaria verba honor\u00e1ria elevad\u00edssima.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Essa situa\u00e7\u00e3o de fixa\u00e7\u00e3o n\u00e3o razo\u00e1vel dos honor\u00e1rios revela que a nova regulamenta\u00e7\u00e3o comporta interpreta\u00e7\u00e3o teleol\u00f3gica e sistem\u00e1tica<\/strong>, notadamente para atingir os postulados constitucionais da proporcionalidade e da razoabilidade, hoje expressamente positivados no \u00e2mbito do direito instrumental, consoante o que disp\u00f5e o art. 8\u00ba do CPC.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, faz-se necess\u00e1rio tamb\u00e9m considerar que a <a>Lei de Execu\u00e7\u00e3o Fiscal<\/a>, norma especial em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s regras gerais estabelecidas no C\u00f3digo vigente, cont\u00e9m dispositivo espec\u00edfico para o caso de extin\u00e7\u00e3o do feito executivo em raz\u00e3o de cancelamento da inscri\u00e7\u00e3o de d\u00edvida ativa informado anteriormente \u00e0 decis\u00e3o de primeira inst\u00e2ncia, exonerando as partes de quaisquer \u00f4nus. Trata-se do art. 26, assim redigido: &#8220;Se antes da decis\u00e3o de primeira inst\u00e2ncia, a inscri\u00e7\u00e3o de D\u00edvida Ativa for, a qualquer t\u00edtulo, cancelada, a execu\u00e7\u00e3o fiscal ser\u00e1 extinta, sem qualquer \u00f4nus para as partes&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 bem verdade que a jurisprud\u00eancia do STJ, sopesando a necessidade de remunerar a defesa t\u00e9cnica pelo oferecimento de embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o em momento anterior ao cancelamento administrativo, <strong>passou a admitir a fixa\u00e7\u00e3o da verba honor\u00e1ria pelo princ\u00edpio da causalidade, mesmo quando a execu\u00e7\u00e3o \u00e9 encerrada com base no art. 26 da LEF<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, foi editada a <a>S\u00famula 153 do STJ: &#8220;A desist\u00eancia da execu\u00e7\u00e3o fiscal, ap\u00f3s o oferecimento dos embargos, n\u00e3o exime o exequente dos encargos de sucumb\u00eancia.&#8221;<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, a necessidade de deferimento de honor\u00e1rios advocat\u00edcios nesses casos n\u00e3o pode ensejar \u00f4nus excessivo ao Estado, sob pena de esvaziar, por completo, o referido artigo de lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Da senten\u00e7a fundada no art. 26 da LEF n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel identificar objetiva e direta rela\u00e7\u00e3o de causa e efeito entre a atua\u00e7\u00e3o do advogado e o proveito econ\u00f4mico obtido pelo seu cliente, a justificar que a verba honor\u00e1ria seja necessariamente deferida com essa base de c\u00e1lculo, de modo que ela deve ser arbitrada por ju\u00edzo de equidade do magistrado, crit\u00e9rio que, mesmo sendo residual, na espec\u00edfica hip\u00f3tese dos autos, encontra respaldo nos princ\u00edpios da razoabilidade e da proporcionalidade preconizados no art. 8\u00ba do CPC\/2015.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, para esses casos, a remunera\u00e7\u00e3o do caus\u00eddico deve ser fixada mediante aprecia\u00e7\u00e3o equitativa, levando-se em conta os par\u00e2metros elencados nos incisos do \u00a7 2\u00ba do art. 85, sem preju\u00edzo de que a import\u00e2ncia econ\u00f4mica da causa tamb\u00e9m possa ser considerada em conjunto com os demais crit\u00e9rios.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-3-resultado-final\"><a>3.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A necessidade de deferimento de honor\u00e1rios advocat\u00edcios nos casos de extin\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o fiscal em raz\u00e3o do cancelamento da inscri\u00e7\u00e3o da d\u00edvida ativa n\u00e3o pode ensejar \u00f4nus excessivo do Estado, sob pena de esvaziar, por completo, o disposto no art. 26 da Lei de Execu\u00e7\u00e3o Fiscal.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-natureza-do-prazo-de-30-dias-para-ajuizamento-de-acao-principal-oriunda-de-pedido-formulado-na-tutela-cautelar-antecedente\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Natureza do prazo de 30 dias para ajuizamento de a\u00e7\u00e3o principal oriunda de pedido formulado na tutela cautelar antecedente<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a>\u00c9 decadencial o prazo de 30 dias para o <\/a><a>ajuizamento de a\u00e7\u00e3o principal oriunda de pedido formulado na tutela cautelar antecedente<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no REsp 1.982.986-MG, Rel. Min. Benedito Gon\u00e7alves, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 20\/06\/2022, DJe 22\/06\/2022. (S Info)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-situacao-fatica\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Tadeu, vereador, vereador, ainda em 2018, ajuizou uma a\u00e7\u00e3o de tutela cautelar antecedente com o objetivo de sobrestar o processo pol\u00edtico-administrativo de sua cassa\u00e7\u00e3o, at\u00e9 que a C\u00e2mara Municipal de Santa B\u00e1rbara\/MG oportunizasse acesso aos autos f\u00edsicos integrais e restabelecesse a instru\u00e7\u00e3o probat\u00f3ria (artigo 5 do Decreto-Lei n. 201\/67).<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre que no primeiro grau, o processo cautelar foi extinto, sem resolu\u00e7\u00e3o de m\u00e9rito, considerando que o vereador, por meio de seu representante legal, tomou ci\u00eancia da decis\u00e3o no dia 02.05.2018, o prazo para o oferecimento do pedido principal findou-se aos 31.05.2018, prazo esse contado de forma corrida, por se tratar de prazo decadencial, com natureza de direito material. Logo, &nbsp;efetivada a tutela cautelar e n\u00e3o tendo a parte autora deduzido o pedido principal no prazo legal, foi declarada a perda da efic\u00e1cia da medida, com efeito <em>ex tunc<\/em>, extinguindo-se o processo.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformado, Tadeu interp\u00f4s sucessivos recursos alegando que o prazo em quest\u00e3o n\u00e3o seria decadencial, mas sim processual, caso em que seria contado em dias \u00fateis.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-analise-estrategica\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-questao-juridica\"><a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 219. Na contagem de prazo em dias, estabelecido por lei ou pelo juiz, computar-se-\u00e3o somente os dias \u00fateis.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Par\u00e1grafo \u00fanico. O disposto neste artigo aplica-se somente aos prazos processuais.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 223. Decorrido o prazo, extingue-se o direito de praticar ou de emendar o ato processual, independentemente de declara\u00e7\u00e3o judicial, ficando assegurado, por\u00e9m, \u00e0 parte provar que n\u00e3o o realizou por justa causa.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 308. Efetivada a tutela cautelar, o pedido principal ter\u00e1 de ser formulado pelo autor no prazo de 30 (trinta) dias, caso em que ser\u00e1 apresentado nos mesmos autos em que deduzido o pedido de tutela cautelar, n\u00e3o dependendo do adiantamento de novas custas processuais.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 1\u00ba O pedido principal pode ser formulado conjuntamente com o pedido de tutela cautelar.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 2\u00ba A causa de pedir poder\u00e1 ser aditada no momento de formula\u00e7\u00e3o do pedido principal.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 3\u00ba Apresentado o pedido principal, as partes ser\u00e3o intimadas para a audi\u00eancia de concilia\u00e7\u00e3o ou de media\u00e7\u00e3o, na forma do&nbsp;art. 334&nbsp;, por seus advogados ou pessoalmente, sem necessidade de nova cita\u00e7\u00e3o do r\u00e9u.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 4\u00ba N\u00e3o havendo autocomposi\u00e7\u00e3o, o prazo para contesta\u00e7\u00e3o ser\u00e1 contado na forma do&nbsp;art. 335&nbsp;.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Art. 309. Cessa a efic\u00e1cia da tutela concedida em car\u00e1ter antecedente, se:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I &#8211; o autor n\u00e3o deduzir o pedido principal no prazo legal;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>II &#8211; n\u00e3o for efetivada dentro de 30 (trinta) dias;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>III &#8211; o juiz julgar improcedente o pedido principal formulado pelo autor ou extinguir o processo sem resolu\u00e7\u00e3o de m\u00e9rito.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Par\u00e1grafo \u00fanico. Se por qualquer motivo cessar a efic\u00e1cia da tutela cautelar, \u00e9 vedado \u00e0 parte renovar o pedido, salvo sob novo fundamento.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-decadencial\"><a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Decadencial?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Com certeza!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ainda na vig\u00eancia do CPC\/1973, \u00e0 luz dos arts. 806 e 808, o STJ sedimentou entendimento jurisprudencial segundo o qual &#8220;a falta de ajuizamento da a\u00e7\u00e3o principal no prazo do art. 806 do CPC acarreta a perda da efic\u00e1cia da liminar deferida e a extin\u00e7\u00e3o do processo cautelar&#8221; (S\u00famula n. 482 do STJ).<\/p>\n\n\n\n<p>Ao se consultar os precedentes mencionados na proposta da referida s\u00famula, percebe-se que, \u00e0 \u00e9poca, <strong>havia orienta\u00e7\u00e3o jurisprudencial do Tribunal pela natureza decadencial do prazo de 30 dias para o ajuizamento da a\u00e7\u00e3o principal, da\u00ed porque a n\u00e3o observ\u00e2ncia resultava na extin\u00e7\u00e3o do processo cautelar<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><a>Por sua vez, na vig\u00eancia do <\/a><a>CPC\/2015<\/a>, mant\u00e9m-se a orienta\u00e7\u00e3o pela natureza decadencial do prazo de 30 dias para a formula\u00e7\u00e3o do pedido principal (art. 308 do CPC\/2015), raz\u00e3o pela qual deve ser contado em dias corridos, e n\u00e3o em dias \u00fateis, regra aplic\u00e1vel somente para prazos processuais (art. 219, par\u00e1grafo \u00fanico).<\/p>\n\n\n\n<p>De fato, quanto aos prazos processuais, a Lei n. 13.105\/2015 &#8211; CPC\/2015 estabelece, que, na contagem de prazo em dias, estabelecido por lei ou pelo juiz, computar-se-\u00e3o somente os dias \u00fateis (art. 209); e que, &#8220;decorrido o prazo, extingue-se o direito de praticar ou de emendar o ato processual, independentemente de declara\u00e7\u00e3o judicial, ficando assegurado, por\u00e9m, \u00e0 parte provar que n\u00e3o o realizou por justa causa&#8221; (art. 223).<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, no que se refere ao processo cautelar, o CPC\/2015 disp\u00f5e, ainda, que, efetivada a tutela cautelar, o pedido principal ter\u00e1 de ser formulado pelo autor no prazo de 30 dias, sob pena de cessar a efic\u00e1cia da cautelar, hip\u00f3tese em que ser\u00e1 vedado a renova\u00e7\u00e3o do pedido, salvo sob novo fundamento (arts. 308 e 309).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-3-resultado-final\"><a>4.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 decadencial o prazo de 30 dias para o ajuizamento de a\u00e7\u00e3o principal oriunda de pedido formulado na tutela cautelar antecedente.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-efeitos-da-verificacao-de-irregularidade-na-representacao-processual-da-parte\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Efeitos da verifica\u00e7\u00e3o de irregularidade na representa\u00e7\u00e3o processual da parte<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO EM MANDADO DE SEGURAN\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A <a>verifica\u00e7\u00e3o de irregularidade na representa\u00e7\u00e3o processual da parte <\/a>implica a suspens\u00e3o do processo e a designa\u00e7\u00e3o de prazo razo\u00e1vel para que se componha o v\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>RMS 62.707-BA, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, por maioria, julgado em 07\/06\/2022, DJe 01\/07\/2022. (S Info)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-situacao-fatica\"><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O Sindicato dos Enfermeiros Baianos impetrou mandado de seguran\u00e7a pretendendo a nomea\u00e7\u00e3o de associados que teriam se classificado dentro das vagas oferecidas em edital de abertura de certame de responsabilidade do Munic\u00edpio de Salvador.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, o munic\u00edpio alega a irregularidade na representa\u00e7\u00e3o processual do sindicato, uma vez que ausente o registro do sindicato no Minist\u00e9rio do Trabalho, raz\u00e3o que levou o Tribunal local a denegar a ordem.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-analise-estrategica\"><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-questao-juridica\"><a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>Art. 76. Verificada a incapacidade processual ou a irregularidade da representa\u00e7\u00e3o da parte, o juiz suspender\u00e1 o processo e designar\u00e1 prazo razo\u00e1vel para que seja sanado o v\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 1\u00ba Descumprida a determina\u00e7\u00e3o, caso o processo esteja na inst\u00e2ncia origin\u00e1ria:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I &#8211; o processo ser\u00e1 extinto, se a provid\u00eancia couber ao autor;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>II &#8211; o r\u00e9u ser\u00e1 considerado revel, se a provid\u00eancia lhe couber;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>III &#8211; o terceiro ser\u00e1 considerado revel ou exclu\u00eddo do processo, dependendo do polo em que se encontre.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 2\u00ba Descumprida a determina\u00e7\u00e3o em fase recursal perante tribunal de justi\u00e7a, tribunal regional federal ou tribunal superior, o relator:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I &#8211; n\u00e3o conhecer\u00e1 do recurso, se a provid\u00eancia couber ao recorrente;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>II &#8211; determinar\u00e1 o desentranhamento das contrarraz\u00f5es, se a provid\u00eancia couber ao recorrido.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-necessaria-a-suspensao-do-processo-e-designacao-de-prazo\"><a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Necess\u00e1ria a suspens\u00e3o do processo e designa\u00e7\u00e3o de prazo?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O recurso ordin\u00e1rio devolveu ao conhecimento do Superior Tribunal de Justi\u00e7a quest\u00e3o relacionada \u00e0 extin\u00e7\u00e3o an\u00f4mala do processo fundada em irregularidade na representa\u00e7\u00e3o processual.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O argumento tem refer\u00eancia \u00e0 possibilidade de o sindicato estar em ju\u00edzo, porque para isso uma das exig\u00eancias \u00e9 que tenha constitui\u00e7\u00e3o v\u00e1lida e regular<\/strong>, que se d\u00e1 com o registro dos seus assentamentos no Minist\u00e9rio do Trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Haveria, portanto, um problema de ordem procedimental, com a falta de comprova\u00e7\u00e3o do referido registro, que poderia vir a provocar o reconhecimento da incapacidade do sindicato de estar em ju\u00edzo, o que pressupunha a aplica\u00e7\u00e3o da regra do art. 76 do <a>CPC\/2015<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, pelo texto expresso do art. 76 do CPC\/2015 a conduta do \u00f3rg\u00e3o judicante relativamente a essa irregularidade deveria ser (a) a suspens\u00e3o processual e (b) a designa\u00e7\u00e3o de prazo razo\u00e1vel para o v\u00edcio fosse sanado.<\/p>\n\n\n\n<p>Ante o dever de COOPERA\u00c7\u00c3O processual, no qual se encerra os de informa\u00e7\u00e3o e de esclarecimento, <strong>a ordem do tribunal de origem havia de ser, portanto, a suspens\u00e3o processual e designa\u00e7\u00e3o do prazo razo\u00e1vel, com a explicita\u00e7\u00e3o clara e precisa da provid\u00eancia ansiada, ou seja, de que o sindicato apresentasse o registro perante o Minist\u00e9rio do Trabalho, afastando-se a extin\u00e7\u00e3o a processual<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-3-resultado-final\"><a>5.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A verifica\u00e7\u00e3o de irregularidade na representa\u00e7\u00e3o processual da parte implica a suspens\u00e3o do processo e a designa\u00e7\u00e3o de prazo razo\u00e1vel para que se componha o v\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-des-necessidade-de-acao-autonoma-para-definicao-e-cobranca-de-honorarios-advocaticios-quando-transitada-em-julgado-decisao-omissa-quanto-a-fixacao-dessa-verba\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Des)Necessidade de a\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma para defini\u00e7\u00e3o e cobran\u00e7a de honor\u00e1rios advocat\u00edcios quando transitada em julgado decis\u00e3o omissa quanto \u00e0 fixa\u00e7\u00e3o dessa verba<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 necess\u00e1ria <a>a\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma para defini\u00e7\u00e3o e cobran\u00e7a de honor\u00e1rios advocat\u00edcios se transitada em julgado decis\u00e3o omissa quanto \u00e0 fixa\u00e7\u00e3o dessa verba, mesmo que se refira a reforma total de senten\u00e7a com condena\u00e7\u00e3o em honor\u00e1rios.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.884.778-RS, Rel. Min. Francisco Falc\u00e3o, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 24\/05\/2022, DJe 27\/05\/2022. (S Info)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-situacao-fatica\"><a>6.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma a\u00e7\u00e3o ordin\u00e1ria, houve a fixa\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios advocat\u00edcios sucumbenciais na respectiva senten\u00e7a de 1\u00b0 grau, posteriormente totalmente reformada pelo ac\u00f3rd\u00e3o da a\u00e7\u00e3o ordin\u00e1ria que definiu a lide.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, o ac\u00f3rd\u00e3o deixou de fixar os honor\u00e1rios advocat\u00edcios e o advogado, Dr. Creisson, n\u00e3o recorreu da decis\u00e3o, que veio a transitar em julgado. Ap\u00f3s se dar conta do problema, Dr. Creisson interp\u00f4s sucessivos recursos nos quais alega que a reforma da senten\u00e7a implicaria invers\u00e3o autom\u00e1tica da sucumb\u00eancia, n\u00e3o caracterizando a omiss\u00e3o contida no art. 85, \u00a718, mas a autom\u00e1tica invers\u00e3o da verba j\u00e1 fixada no \u00e2mbito do primeiro grau.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-analise-estrategica\"><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-questao-juridica\"><a>6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 85. A senten\u00e7a condenar\u00e1 o vencido a pagar honor\u00e1rios ao advogado do vencedor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 18. Caso a decis\u00e3o transitada em julgado seja omissa quanto ao direito aos honor\u00e1rios ou ao seu valor, \u00e9 cab\u00edvel a\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma para sua defini\u00e7\u00e3o e cobran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-necessaria-acao-autonoma\"><a>6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Necess\u00e1ria a\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaphhhh!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O art. 85, \u00a718, do <a>CPC\/2015 <\/a>estabelece que, transitada em julgado a decis\u00e3o, caso haja omiss\u00e3o quanto \u00e0 fixa\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios, \u00e9 cab\u00edvel a\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma para defini\u00e7\u00e3o e cobran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p><a>Assim, <strong>existindo reforma total da senten\u00e7a que condenou o recorrente em honor\u00e1rios, embora a invers\u00e3o da verba seja autom\u00e1tica, se a decis\u00e3o que transitar em julgado for omissa nessa parte e o caus\u00eddico n\u00e3o opor embargos de declara\u00e7\u00e3o manifestando a omiss\u00e3o da referida invers\u00e3o, transitar\u00e1 em julgado a decis\u00e3o sem a necess\u00e1ria fixa\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios<\/strong>.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Nessa hip\u00f3tese, resta ao caus\u00eddico ajuizar a\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria para pleitear a fixa\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios advocat\u00edcios partindo da defini\u00e7\u00e3o do percentual de honor\u00e1rios fixados no Ju\u00edzo de primeiro grau.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-3-resultado-final\"><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a>6.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 necess\u00e1ria a\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma para defini\u00e7\u00e3o e cobran\u00e7a de honor\u00e1rios advocat\u00edcios se transitada em julgado decis\u00e3o omissa quanto \u00e0 fixa\u00e7\u00e3o dessa verba, mesmo que se refira a reforma total de senten\u00e7a com condena\u00e7\u00e3o em honor\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-decretacao-da-ilegitimidade-ativa-de-um-dos-orgaos-do-ministerio-publico-em-relacao-a-acao-proposta-e-imediata-extincao-da-lide-sem-julgamento-do-merito\"><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Decreta\u00e7\u00e3o da ilegitimidade ativa de um dos \u00f3rg\u00e3os do Minist\u00e9rio P\u00fablico em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 a\u00e7\u00e3o proposta e imediata extin\u00e7\u00e3o da lide sem julgamento do m\u00e9rito<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a>A d<\/a><a>ecreta\u00e7\u00e3o da ilegitimidade ativa de um dos \u00f3rg\u00e3os do Minist\u00e9rio P\u00fablico em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 a\u00e7\u00e3o proposta<\/a>, atraindo o deslocamento da compet\u00eancia para outro Ju\u00edzo, n\u00e3o resulta na <a>imediata extin\u00e7\u00e3o da lide sem julgamento do m\u00e9rito<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.820.565-PB, Rel. Min. Og Fernandes, Segunda Turma, por maioria, julgado em 07\/06\/2022. (S Info)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-situacao-fatica\"><a>7.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Crementino, r\u00e9u em uma a\u00e7\u00e3o de improbidade administrativa, alegou a preliminar de incompet\u00eancia da Justi\u00e7a Federal para processar a causa, em decorr\u00eancia da ilegitimidade ativa do MPF e determinou o envio dos autos para o Ju\u00edzo estadual da Comarca de Condessa\/PB, a quem caberia o processamento da demanda.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, restou comprovado que as verbas da referida lide pertenciam ao ente municipal, tendo sido utilizados recursos provenientes de arrecada\u00e7\u00e3o de ICMS e do FPM do referido munic\u00edpio, afastando, assim, a legitimidade do MPF para pleitear o ressarcimento delas e as condena\u00e7\u00f5es previstas na LIA.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, para a defesa de Crementino, o juiz federal deveria ent\u00e3o ter extinto a a\u00e7\u00e3o sem julgamento do m\u00e9rito.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-analise-estrategica\"><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-questao-juridica\"><a>7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Constitui\u00e7\u00e3o Federal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 127. O Minist\u00e9rio P\u00fablico \u00e9 institui\u00e7\u00e3o permanente, essencial \u00e0 fun\u00e7\u00e3o jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jur\u00eddica, do regime democr\u00e1tico e dos interesses sociais e individuais indispon\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-imediata-extincao-sem-julgamento-do-merito\"><a>7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Imediata extin\u00e7\u00e3o sem julgamento do m\u00e9rito?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nana-nina-N\u00c3O!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O art. 127 da <a>Constitui\u00e7\u00e3o Federal <\/a>disp\u00f5e que o &#8220;Minist\u00e9rio P\u00fablico \u00e9 institui\u00e7\u00e3o permanente, essencial \u00e0 fun\u00e7\u00e3o jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jur\u00eddica, do regime democr\u00e1tico e dos interesses sociais e individuais indispon\u00edveis&#8221;, descrevendo como &#8220;princ\u00edpios institucionais do Minist\u00e9rio P\u00fablico a unidade, a indivisibilidade e a independ\u00eancia funcional&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O princ\u00edpio da UNIDADE do&nbsp;<em>Parquet<\/em>&nbsp;exige <strong>a compreens\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o &#8220;Minist\u00e9rio P\u00fablico&#8221; como um corpo uniforme.<\/strong> H\u00e1 apenas DIVIS\u00c3O em \u00f3rg\u00e3os independentes (Minist\u00e9rio P\u00fablico da Uni\u00e3o, que compreende o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal, o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho, o Minist\u00e9rio P\u00fablico Militar, o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Distrito Federal e Territ\u00f3rios e os Minist\u00e9rios P\u00fablicos dos Estados) para a execu\u00e7\u00e3o das compet\u00eancias institucionais previstas na legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a>Desse modo, eventual decreta\u00e7\u00e3o da ilegitimidade ativa de um dos \u00f3rg\u00e3os do Minist\u00e9rio P\u00fablico em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 a\u00e7\u00e3o proposta, atraindo o deslocamento da compet\u00eancia para outro Ju\u00edzo, n\u00e3o resulta na imediata extin\u00e7\u00e3o da lide sem julgamento do m\u00e9rito. <strong>Deve o Ju\u00edzo competente intimar o \u00f3rg\u00e3o ministerial com atribui\u00e7\u00f5es para a causa com o intuito de ratificar ou n\u00e3o a peti\u00e7\u00e3o e, dessa feita, dar continuidade ou n\u00e3o \u00e0 a\u00e7\u00e3o proposta.<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-3-resultado-final\"><a>7.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A decreta\u00e7\u00e3o da ilegitimidade ativa de um dos \u00f3rg\u00e3os do Minist\u00e9rio P\u00fablico em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 a\u00e7\u00e3o proposta, atraindo o deslocamento da compet\u00eancia para outro Ju\u00edzo, n\u00e3o resulta na imediata extin\u00e7\u00e3o da lide sem julgamento do m\u00e9rito.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-invocacao-de-precedente-vinculante-na-hipotese-temporal-expressamente-excluida-de-sua-incidencia-pelo-proprio-julgamento-controlador-e-violacao-dos-deveres-de-lealdade-de-boa-fe-e-de-cooperacao-processual\"><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Invoca\u00e7\u00e3o de precedente vinculante na hip\u00f3tese temporal expressamente exclu\u00edda de sua incid\u00eancia pelo pr\u00f3prio julgamento controlador e viola\u00e7\u00e3o dos deveres de lealdade, de boa-f\u00e9 e de coopera\u00e7\u00e3o processual.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DECLARAT\u00d3RIOS NO RECURSO EM MANDADO DE SEGURAN\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A <a>invoca\u00e7\u00e3o de precedente vinculante na hip\u00f3tese temporal <\/a><a>expressamente exclu\u00edda de sua incid\u00eancia pelo pr\u00f3prio julgamento <\/a>controlador configura viola\u00e7\u00e3o dos deveres de lealdade, de boa-f\u00e9 e de coopera\u00e7\u00e3o processual, ensejando a aplica\u00e7\u00e3o da multa do art. 1.021, \u00a7 4\u00ba, do CPC\/2015.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt nos EDcl no RMS 34.477-DF, Rel. Min. Og Fernandes, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 21\/06\/2022, DJe 27\/06\/2022. (S Info)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-situacao-fatica\"><a>8.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creosvalda, servidora p\u00fablica, foi notificada acerca de descontos que viriam a ser realizados em sua remunera\u00e7\u00e3o em raz\u00e3o de erro operacional da administra\u00e7\u00e3o. Inconformada, impetrou mandado de seguran\u00e7a contra o ato.<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre que, durante o tr\u00e2mite da a\u00e7\u00e3o, a Uni\u00e3o aduziu que ap\u00f3s o julgamento pelo Conselho da Justi\u00e7a Federal da interpreta\u00e7\u00e3o administrativa aplic\u00e1vel sobre incorpora\u00e7\u00e3o de quintos, a continuidade dos pagamentos configura erro operacional, inexistindo boa-f\u00e9 do servidor. Defendeu a DISTIN\u00c7\u00c3O do caso \u2013 atualiza\u00e7\u00e3o de quintos \u2013 com a incorpora\u00e7\u00e3o de quintos, esta objeto da tese do Supremo expressamente exclu\u00edda de sua incid\u00eancia pelo pr\u00f3prio julgamento.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-analise-estrategica\"><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-questao-juridica\"><a>8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 5\u00ba Aquele que de qualquer forma participa do processo deve comportar-se de acordo com a boa-f\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>Art. 6\u00ba Todos os sujeitos do processo devem cooperar entre si para que se obtenha, em tempo razo\u00e1vel, decis\u00e3o de m\u00e9rito justa e efetiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.021. Contra decis\u00e3o proferida pelo relator caber\u00e1 agravo interno para o respectivo \u00f3rg\u00e3o colegiado, observadas, quanto ao processamento, as regras do regimento interno do tribunal.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>\u00a7 4\u00ba Quando o agravo interno for declarado manifestamente inadmiss\u00edvel ou improcedente em vota\u00e7\u00e3o un\u00e2nime, o \u00f3rg\u00e3o colegiado, em decis\u00e3o fundamentada, condenar\u00e1 o agravante a pagar ao agravado multa fixada entre um e cinco por cento do valor atualizado da causa.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-houve-a-violacao-dos-deveres-processuais\"><a>8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Houve a viola\u00e7\u00e3o dos deveres processuais?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A pretens\u00e3o do agravante, de fazer incidir tese vinculante na hip\u00f3tese expressamente recha\u00e7ada pelo pr\u00f3prio precedente, configura especial viola\u00e7\u00e3o do dever de lealdade processual, positivado no atual C\u00f3digo (arts. 5\u00ba e 6\u00ba do <a>CPC\/2015<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p>Em sistemas de precedentes mais maduros, como o norte-americano, h\u00e1, nos pr\u00f3prios c\u00f3digos de advocacia, obriga\u00e7\u00f5es \u00e9ticas de apresentar n\u00e3o s\u00f3 a verdade dos fatos, mas a de enfrentamento expresso dos precedentes vinculantes que o advogado tenha conhecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Sob essa \u00f3tica, <strong>sublinha-se o princ\u00edpio da &#8220;candura perante o tribunal&#8221; (<em>candor toward the tribunal<\/em>), mais precisamente, do dever de expor ao pr\u00f3prio tribunal a exist\u00eancia de precedente controlador desfavor\u00e1vel \u00e0 sua tese (<em>duty to disclose adverse authority<\/em>) <\/strong>&#8211; evidentemente, para DESCONSTRU\u00cd-LO, invocando-se argumentos de distin\u00e7\u00e3o ou supera\u00e7\u00e3o. Tais previs\u00f5es constam nas&nbsp;<em>Model Rules of Professional Conduct<\/em>&nbsp;da&nbsp;<em>ABA<\/em>, equivalente \u00e0 OAB.<\/p>\n\n\n\n<p>Naquele pa\u00eds, a doutrina leciona no sentido de que a conduta corr\u00f3i a integridade do processo jurisdicional e nem mesmo se escusa de san\u00e7\u00e3o o advogado que deixa de identificar o precedente por pesquisa deliberadamente deficiente.<\/p>\n\n\n\n<p>Conquanto haja discuss\u00f5es s\u00e9rias naquele ordenamento quanto ao que se possa considerar (e provar) como precedente vinculante conhecido pelo patrono, a jurisprud\u00eancia identifica, como exemplo da hip\u00f3tese, casos em que o advogado atuou no precedente.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao manejar pretens\u00e3o patentemente contr\u00e1ria ao julgado repetitivo, especificamente contra a modula\u00e7\u00e3o expressamente afirmada, a parte incorre em abuso do direito de recorrer e viola a boa-f\u00e9 processual, atraindo a incid\u00eancia da multa do art. 1.021, \u00a7 4\u00ba, do CPC\/2015.<\/p>\n\n\n\n<p>V\u00ea-se, portanto, que <strong>o amadurecimento do sistema de precedentes demanda uma postura comprometida com seriedade de todos os agentes, n\u00e3o s\u00f3 do Judici\u00e1rio e dos julgadores, mas tamb\u00e9m das partes e dos advogados.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-3-resultado-final\"><a>8.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A invoca\u00e7\u00e3o de precedente vinculante na hip\u00f3tese temporal expressamente exclu\u00edda de sua incid\u00eancia pelo pr\u00f3prio julgamento controlador configura viola\u00e7\u00e3o dos deveres de lealdade, de boa-f\u00e9 e de coopera\u00e7\u00e3o processual, ensejando a aplica\u00e7\u00e3o da multa do art. 1.021, \u00a7 4\u00ba, do CPC\/2015.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-tributario\"><a>DIREITO TRIBUT\u00c1RIO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-pensao-alimenticia-acordo-celebrado-pelo-casal-e-declaracao-anual-do-irpf\"><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Pens\u00e3o aliment\u00edcia, acordo celebrado pelo casal e declara\u00e7\u00e3o anual do IRPF<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nos termos do art. 4\u00ba da Lei n. 9.250\/1995, apesar de ser dedut\u00edvel da base de c\u00e1lculo do Imposto de Renda, n\u00e3o obstante a exist\u00eancia de eventual acordo celebrado pelo casal, o valor referente \u00e0 pens\u00e3o aliment\u00edcia, deve constar na declara\u00e7\u00e3o anual do respons\u00e1vel pelo pagamento da pens\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no REsp 1.614.328-ES, Rel. Min. Manoel Erhardt (Desembargador Convocado do TRF da 5\u00aa Regi\u00e3o), Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 06\/06\/2022, DJe 08\/06\/2022. (S Info)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-1-situacao-fatica\"><a>9.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creiton n\u00e3o informou em sua declara\u00e7\u00e3o de imposto de renda os valores pagos a t\u00edtulo de pens\u00e3o aliment\u00edcia, sob o argumento de que esses valores foram declarados pela sua ex-esposa Creide, que \u00e9 benefici\u00e1ria da pens\u00e3o aliment\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme Creiton, quando da homologa\u00e7\u00e3o do acordo em que foi discutida a pens\u00e3o aliment\u00edcia, tamb\u00e9m teria ficado acordado que Creide receberia o valor total do benef\u00edcio previdenci\u00e1rio de sua titularidade e ficaria respons\u00e1vel pela declara\u00e7\u00e3o e eventuais recolhimentos do IRPF.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, o Fisco n\u00e3o estava sabendo do brique e notificou Creiton em raz\u00e3o da suposta omiss\u00e3o de renda nos exerc\u00edcios em que foi paga a pens\u00e3o aliment\u00edcia desta forma.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-analise-estrategica\"><a>9.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-1-questao-juridica\"><a>9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 9.250\/1995:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 4\u00ba. Na determina\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo sujeita \u00e0 incid\u00eancia mensal do imposto de renda poder\u00e3o ser deduzidas:<\/p>\n\n\n\n<p>II \u2013 as import\u00e2ncias pagas a t\u00edtulo de pens\u00e3o aliment\u00edcia em face das normas do Direito de Fam\u00edlia, quando em cumprimento de decis\u00e3o judicial, inclusive a presta\u00e7\u00e3o de alimentos provisionais, de acordo homologado judicialmente, ou de escritura p\u00fablica a que se refere o art. 1.124-A da Lei n<sup>o<\/sup>&nbsp;5.869, de 11 de janeiro de 1973 &#8211; C\u00f3digo de Processo Civil;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>CTN:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 123. Salvo disposi\u00e7\u00f5es de lei em contr\u00e1rio, as conven\u00e7\u00f5es particulares, relativas \u00e0 responsabilidade pelo pagamento de tributos, n\u00e3o podem ser opostas \u00e0 Fazenda P\u00fablica, para modificar a defini\u00e7\u00e3o legal do sujeito passivo das obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias correspondentes.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-2-o-valor-da-pensao-deve-ser-declarado-pelo-responsavel-pelo-pagamento\"><a>9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O valor da pens\u00e3o deve ser declarado pelo respons\u00e1vel pelo pagamento?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Obviamente!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nos termos do art. 4\u00ba da <a>Lei n. 9.250\/1995<\/a><strong>, na determina\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo sujeita \u00e0 incid\u00eancia mensal do imposto de renda poder\u00e3o ser deduzidas, entre outras, as import\u00e2ncias pagas a t\u00edtulo de pens\u00e3o aliment\u00edcia em face das normas do Direito de Fam\u00edlia, quando em cumprimento de decis\u00e3o ou acordo judicial<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Do referido dispositivo legal extrai-se que, apesar de ser dedut\u00edvel da base de c\u00e1lculo do Imposto de Renda, o valor referente \u00e0 pens\u00e3o aliment\u00edcia deve constar na declara\u00e7\u00e3o anual do respons\u00e1vel pelo pagamento da pens\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, o autor <a>n\u00e3o informou em sua declara\u00e7\u00e3o de imposto de renda os valores pagos a t\u00edtulo de pens\u00e3o aliment\u00edcia, sob o argumento de que esses valores foram declarados pela sua ex-esposa, que \u00e9 benefici\u00e1ria da pens\u00e3o aliment\u00edcia.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O fato de existir acordo celebrado pelo casal n\u00e3o modifica o sujeito passivo da obriga\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, tendo em vista que as conven\u00e7\u00f5es particulares n\u00e3o s\u00e3o opon\u00edveis ao Fisco<\/strong>, conforme o art. 123 do <a>CTN<\/a> (salvo disposi\u00e7\u00f5es de lei em contr\u00e1rio, as conven\u00e7\u00f5es particulares, relativas \u00e0 responsabilidade pelo pagamento de tributos, n\u00e3o podem ser opostas \u00e0 Fazenda P\u00fablica, para modificar a defini\u00e7\u00e3o legal do sujeito passivo das obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias correspondentes).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-3-resultado-final\"><a>9.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Nos termos do art. 4\u00ba da Lei n. 9.250\/1995, apesar de ser dedut\u00edvel da base de c\u00e1lculo do Imposto de Renda, n\u00e3o obstante a exist\u00eancia de eventual acordo celebrado pelo casal, o valor referente \u00e0 pens\u00e3o aliment\u00edcia, deve constar na declara\u00e7\u00e3o anual do respons\u00e1vel pelo pagamento da pens\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-im-possibilidade-de-o-contribuinte-apurar-seus-creditos-na-compensacao-de-debitos-proprios-relativos-a-quaisquer-tributos-e-contribuicoes-administrados-pela-rfb\"><a>10.&nbsp; (Im)Possibilidade de o contribuinte apurar seus cr\u00e9ditos na &#8220;compensa\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos pr\u00f3prios relativos a quaisquer tributos e contribui\u00e7\u00f5es administrados&#8221; pela RFB<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nos termos do art. 74 da Lei n. 9.430\/1996, o <a>contribuinte pode apurar seus cr\u00e9ditos na &#8220;compensa\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos pr\u00f3prios relativos a quaisquer tributos e contribui\u00e7\u00f5es administrados&#8221; pela Receita Federal do Brasil<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.804.942-PE, Rel. Min. Benedito Gon\u00e7alves, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 21\/06\/2022, DJe 27\/06\/2022. (S Info)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-1-situacao-fatica\"><a>10.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Lada Motors impetrou mandado de seguran\u00e7a contra ato atribu\u00eddo a Delegado da Receita Federal consistente na negativa do alegado direito l\u00edquido e certo de aproveitar o cr\u00e9dito presumido de IPI concedido pela Lei n. 9.440\/97 para ressarcimento e abatimento com quaisquer outros tributos administrados pela Receita Federal do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Em primeiro grau, a liminar foi confirmada e o pedido mandamental julgado procedente para determinar que a autoridade impetrada se abstenha de indeferir os pleitos da impetrante para a utiliza\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito presumido de IPI previsto pela Lei n. 9.440\/97 para o ressarcimento e o abatimento de outros tributos administrados pela Receita Federal do Brasil, exclusivamente sob o entendimento de que tais cr\u00e9ditos n\u00e3o s\u00e3o pass\u00edveis de ressarcimento e compensa\u00e7\u00e3o, decis\u00e3o mantida pelo Tribunal local.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-analise-estrategica\"><a>10.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-1-questao-juridica\"><a>10.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 12.407\/2011:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 11-B.&nbsp;As empresas referidas no \u00a7 1\u00ba do art. 1\u00ba , habilitadas nos termos do art. 12, far\u00e3o jus a cr\u00e9dito presumido do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), como ressarcimento das contribui\u00e7\u00f5es de que tratam as Leis Complementares n\u00bas 7, de 7 de setembro de 1970, e 70, de 30 de dezembro de 1991, desde que apresentem projetos que contemplem novos investimentos e a pesquisa para o desenvolvimento de novos produtos ou novos modelos de produtos j\u00e1 existentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 9.430\/1996:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 74. O sujeito passivo que apurar cr\u00e9dito, inclusive os judiciais com tr\u00e2nsito em julgado, relativo a tributo ou contribui\u00e7\u00e3o administrado pela Secretaria da Receita Federal, pass\u00edvel de restitui\u00e7\u00e3o ou de ressarcimento, poder\u00e1 utiliz\u00e1-lo na compensa\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos pr\u00f3prios relativos a quaisquer tributos e contribui\u00e7\u00f5es administrados por aquele \u00d3rg\u00e3o.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-2-possivel-a-apuracao-pelo-contribuinte\"><a>10.2.2. Poss\u00edvel a apura\u00e7\u00e3o pelo contribuinte?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o controvertida consiste na defini\u00e7\u00e3o da extens\u00e3o do benef\u00edcio fiscal previsto no art. 11-B da <a>Lei n. 12.407\/2011<\/a>, se a sua aplicabilidade autoriza ao contribuinte que requeira \u00e0 Receita Federal do Brasil o ressarcimento mediante a compensa\u00e7\u00e3o de qualquer tributo por ela administrado.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde a edi\u00e7\u00e3o Lei n. 9.440\/1997, em sua vers\u00e3o original, at\u00e9 a superveni\u00eancia da Lei n. 12.407\/2011 (objeto da convers\u00e3o da MP n. 512\/2010), o arqu\u00e9tipo b\u00e1sico do benef\u00edcio permaneceu inalterado &#8211; concess\u00e3o de cr\u00e9dito presumido de IPI como forma de ressarcimento da contribui\u00e7\u00e3o ao PIS e da COFINS &#8211; sendo que se lhe foram acrescentadas qualificadoras tribut\u00e1rias que sofisticaram o favor fiscal, de um modo a aproxim\u00e1-lo das finalidades perseguidas pelo legislador.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, a solu\u00e7\u00e3o da controv\u00e9rsia deve se concentrar no tipo b\u00e1sico fundamental do benef\u00edcio fiscal, cujo n\u00facleo est\u00e1 contido no termo t\u00e9cnico tribut\u00e1rio &#8220;ressarcimento&#8221;. <strong>Se todas as formula\u00e7\u00f5es legais asseguraram o ressarcimento da contribui\u00e7\u00e3o social do PIS e da COFINS, na forma de cr\u00e9dito presumido de IPI, devemos investigar tecnicamente o que a Lei entende, autenticamente, como ressarcimento tribut\u00e1rio<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><a>Nesse sentido, tratando genericamente do instituto da restitui\u00e7\u00e3o e da compensa\u00e7\u00e3o, a <\/a><a>Lei n. 9.430\/1996 <\/a>disp\u00f5e que &#8220;o sujeito passivo que apurar cr\u00e9dito, inclusive os judiciais com tr\u00e2nsito em julgado, relativo a tributo ou contribui\u00e7\u00e3o administrado pela Secretaria da Receita Federal, pass\u00edvel de restitui\u00e7\u00e3o ou de ressarcimento, poder\u00e1 utiliz\u00e1-lo na compensa\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos pr\u00f3prios relativos a quaisquer tributos e contribui\u00e7\u00f5es administrados por aquele \u00d3rg\u00e3o&#8221; (art. 74).<\/p>\n\n\n\n<p>Na hip\u00f3tese, <a>o contribuinte apura cr\u00e9dito fundado em benef\u00edcio fiscal institu\u00eddo em Lei, que consiste pontualmente em cr\u00e9dito presumido de IPI, como ressarcimento das contribui\u00e7\u00f5es sociais do PIS e da COFINS<\/a>. Portanto, nos termos do art. 74 da Lei n. 9.430\/1996, o contribuinte pode apurar seus cr\u00e9ditos na &#8220;compensa\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos pr\u00f3prios relativos a quaisquer tributos e contribui\u00e7\u00f5es administrados&#8221; pela Receita Federal do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-3-resultado-final\"><a>10.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><a>Nos termos do art. 74 da Lei n. 9.430\/1996, o contribuinte pode apurar seus cr\u00e9ditos na &#8220;compensa\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos pr\u00f3prios relativos a quaisquer tributos e contribui\u00e7\u00f5es administrados&#8221; pela Receita Federal do Brasil.<\/a><\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-e5782755-72e0-47e8-b134-581addd87574\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2022\/08\/23165317\/stj-ed-especial-05-pt-02.pdf\">stj-ed-especial-05-pt-02<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2022\/08\/23165317\/stj-ed-especial-05-pt-02.pdf\" class=\"wp-block-file__button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-e5782755-72e0-47e8-b134-581addd87574\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Informativo do STJ\u00a0Edi\u00e7\u00e3o Especial n\u00ba 5 (Parte 2) COMENTADO\u00a0para quem n\u00e3o marca bobeira nem no recesso. 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