{"id":1063842,"date":"2022-07-19T23:33:04","date_gmt":"2022-07-20T02:33:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1063842"},"modified":"2022-07-19T23:33:06","modified_gmt":"2022-07-20T02:33:06","slug":"informativo-stj-ed-especial-2-comentado-parte-1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-ed-especial-2-comentado-parte-1\/","title":{"rendered":"Informativo STJ Ed. Especial 2 Comentado (Parte 1)"},"content":{"rendered":"\n<p>Informativo do STJ\u00a0Edi\u00e7\u00e3o Especial (Parte 1) <strong>COMENTADO<\/strong>\u00a0para quem n\u00e3o para nem no recesso. A ressaltar que h\u00e1 decis\u00f5es in\u00e9ditas nesse informativo, n\u00e3o publicadas em outros informativos e n\u00e3o comentadas anteriormente. Portanto, trata-se n\u00e3o apenas de revis\u00e3o, mas de novo info com decis\u00f5es quentinhas, saindo do forno. Como eu sempre digo e repito: aqui no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas voc\u00ea n\u00e3o perde absolutamente nada! Vamos que vamos!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2022\/07\/19233238\/stj-ed-especial-02-direito-publico-parte-1.pdf\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/p>\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_6cVxyEwL8bQ\"><div id=\"lyte_6cVxyEwL8bQ\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/6cVxyEwL8bQ\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/6cVxyEwL8bQ\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/6cVxyEwL8bQ\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-administrativo\"><a>DIREITO ADMINISTRATIVO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-diploma-de-nivel-superior-e-posse-em-concurso-publico\"><a><\/a><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Diploma de n\u00edvel superior e posse em concurso p\u00fablico<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O candidato aprovado em concurso p\u00fablico pode assumir cargo que, segundo o edital, exige t\u00edtulo de Ensino M\u00e9dio profissionalizante ou completo com curso t\u00e9cnico em \u00e1rea espec\u00edfica, caso n\u00e3o seja portador desse t\u00edtulo mas detenha diploma de n\u00edvel superior na mesma \u00e1rea profissional.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.888.049-CE, Rel. Min. Og Fernandes, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 22\/09\/2021. (Tema 1094) (Info 710)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-situacao-fatica\"><a><\/a><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Jeremias foi aprovado em concurso p\u00fablico para o cargo de T\u00e9cnico de Laborat\u00f3rio &#8211; \u00c1rea Qu\u00edmica em um Instituto Federa Educa\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e Tecnologia. A qualifica\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para o cargo prevista no edital era de &#8220;ensino m\u00e9dio profissionalizante na \u00e1rea, ou ensino m\u00e9dio completo com curso t\u00e9cnico na \u00e1rea (\u00c1rea Qu\u00edmica)&#8221;. Ou seja, ensino m\u00e9dio FORTE!<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre que Jeremias \u00e9 bacharel em Qu\u00edmica, al\u00e9m de ter conclu\u00eddo mestrado na \u00e1rea. Ainda assim, o Instituto negou a posse ao candidato por entender que este n\u00e3o preencheria o requisito constante do edital relativo \u00e0 escolaridade\/habilita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-analise-estrategica\"><a><\/a><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-questao-juridica\"><a><\/a><a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 8.112\/1990:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 5o&nbsp; S\u00e3o requisitos b\u00e1sicos para investidura em cargo p\u00fablico:<\/p>\n\n\n\n<p>IV &#8211; o n\u00edvel de escolaridade exigido para o exerc\u00edcio do cargo;<\/p>\n\n\n\n<p>Art.&nbsp;10.&nbsp;&nbsp;A nomea\u00e7\u00e3o para cargo de carreira ou cargo isolado de provimento efetivo depende de pr\u00e9via habilita\u00e7\u00e3o em concurso p\u00fablico de provas ou de provas e t\u00edtulos, obedecidos a ordem de classifica\u00e7\u00e3o e o prazo de sua validade.<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 11.091\/2005:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 9\u00ba O ingresso nos cargos do Plano de Carreira far-se-\u00e1 no padr\u00e3o inicial do 1\u00ba (primeiro) n\u00edvel de capacita\u00e7\u00e3o do respectivo n\u00edvel de classifica\u00e7\u00e3o, mediante concurso p\u00fablico de provas ou de provas e t\u00edtulos, observadas a escolaridade e experi\u00eancia estabelecidas no Anexo II desta Lei.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2\u00ba O edital definir\u00e1 as caracter\u00edsticas de cada fase do concurso p\u00fablico, os requisitos de escolaridade, a forma\u00e7\u00e3o especializada e a experi\u00eancia profissional, os crit\u00e9rios eliminat\u00f3rios e classificat\u00f3rios, bem como eventuais restri\u00e7\u00f5es e condicionantes decorrentes do ambiente organizacional ao qual ser\u00e3o destinadas as vagas.<\/p>\n\n\n\n<p>Decreto-Lei n. 4.657\/1942:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 20. &nbsp;Nas esferas administrativa, controladora e judicial, n\u00e3o se decidir\u00e1 com base em valores jur\u00eddicos abstratos sem que sejam consideradas as consequ\u00eancias pr\u00e1ticas da decis\u00e3o.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Constitui\u00e7\u00e3o Federal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 37. A administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica direta e indireta de qualquer dos Poderes da Uni\u00e3o, dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic\u00edpios obedecer\u00e1 aos princ\u00edpios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e efici\u00eancia e, tamb\u00e9m, ao seguinte:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-jeremias-podera-tomar-posse-no-cargo\"><a><\/a><a>1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Jeremias poder\u00e1 tomar posse no cargo?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Obviamente!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os arts. 5\u00ba, IV, e 10 da <a>Lei n. 8.112\/1990<\/a>, e o art. 9\u00ba, \u00a7 2\u00ba, da <a>Lei n. 11.091\/2005 <\/a>determinam que a investidura em cargo p\u00fablico apenas ocorrer\u00e1 se o candidato tiver o n\u00edvel de escolaridade exigido para o exerc\u00edcio do cargo, conforme estiver previsto no edital do certame.<\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o que se coloca apresenta uma nota distintiva, qual seja, saber se atende \u00e0 exig\u00eancia do edital o candidato que porta um diploma de n\u00edvel superior na mesma \u00e1rea profissional do t\u00edtulo de Ensino M\u00e9dio profissionalizante ou completo com curso t\u00e9cnico indicado como requisito no certame.<\/p>\n\n\n\n<p>Sob um prisma da an\u00e1lise econ\u00f4mica do Direito, e considerando as consequ\u00eancias pr\u00e1ticas da decis\u00e3o &#8211; nos termos do art. 20 do <a>Decreto-Lei n. 4.657\/1942<\/a> (acrescentado pela Lei n. 13.655\/2018, que deu nova configura\u00e7\u00e3o \u00e0 Lei de Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0s Normas do Direito Brasileiro &#8211; LINDB) -, n\u00e3o se pode deixar de registrar que a aceita\u00e7\u00e3o de titula\u00e7\u00e3o superior \u00e0 exigida traz efeitos ben\u00e9ficos para o servi\u00e7o p\u00fablico e, consequentemente, para a sociedade brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>Destaca-se os seguintes benef\u00edcios: 1) <strong>o leque de candidatos postulantes ao cargo \u00e9 ampliado, permitindo uma sele\u00e7\u00e3o mais abrangente e mais competitiva no certame<\/strong>; 2) <strong>a pr\u00f3pria presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o p\u00fablico \u00e9 aperfei\u00e7oada com a investidura de servidores mais qualificados e aptos para o exerc\u00edcio da fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Registre-se que tal postura se coaduna com a previs\u00e3o do art. 37 da <a>Constitui\u00e7\u00e3o Federal<\/a>, que erige o princ\u00edpio da EFICI\u00caNCIA dentre os vetores da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica direta e indireta de qualquer dos Poderes da Uni\u00e3o, dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-3-resultado-final\"><a><\/a><a>1.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O candidato aprovado em concurso p\u00fablico pode assumir cargo que, segundo o edital, exige t\u00edtulo de Ensino M\u00e9dio profissionalizante ou completo com curso t\u00e9cnico em \u00e1rea espec\u00edfica, caso n\u00e3o seja portador desse t\u00edtulo mas detenha diploma de n\u00edvel superior na mesma \u00e1rea profissional.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-limitacao-da-coisa-julgada-material-no-mandado-de-seguranca-coletivo-2005-51-01-016159-0\"><a><\/a><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Limita\u00e7\u00e3o da coisa julgada material no Mandado de Seguran\u00e7a Coletivo 2005.51.01.016159-0<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A coisa julgada formada no <a>Mandado de Seguran\u00e7a Coletivo 2005.51.01.016159-0 <\/a>(impetrado pela Associa\u00e7\u00e3o de Oficiais Militares do Estado do Rio de Janeiro &#8211; AME\/RJ, enquanto substituta processual) beneficia os <a>militares e respectivos pensionistas do antigo Distrito Federal, integrantes da categoria substitu\u00edda &#8211; oficiais, independentemente de terem constado da lista apresentada no momento do ajuizamento do mandamus ou de serem filiados \u00e0 associa\u00e7\u00e3o impetrante<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.865.563-RJ, Rel. Min. S\u00e9rgio Kukina, Rel. Acd. Min. Gurgel de Faria, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por maioria, julgado em 21\/10\/2021. (Tema 1056) (Info 715)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-situacao-fatica\"><a><\/a><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o de Oficiais Militares do Estado do Rio de Janeiro &#8211; AME\/RJ impetrou o Mandado de Seguran\u00e7a Coletivo 2005.51.01.016159-0 em cuja lide se concedeu a ordem para reconhecer o direito \u00e0 Vantagem Pecuni\u00e1ria Especial\/VPE prevista na Lei n\u00ba 11.134\/05.<\/p>\n\n\n\n<p>Algum tempo depois, chegaram ao STJ centenas de recursos relativos aos limites subjetivos da coisa julgada formada no citado mandado de seguran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-analise-estrategica\"><a><\/a><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-quem-e-beneficiado-pela-decisao\"><a><\/a><a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quem \u00e9 beneficiado pela decis\u00e3o?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Os militares e respectivos pensionistas do antigo Distrito Federal, integrantes da categoria substitu\u00edda &#8211; oficiais, independentemente de terem constado da lista apresentada no momento do ajuizamento do mandamus ou de serem filiados \u00e0 associa\u00e7\u00e3o impetrante!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente, no julgamento do ARE 1.293.130\/RG-SP, realizado sob a sistem\u00e1tica da repercuss\u00e3o geral, o Supremo Tribunal Federal reafirmou a sua jurisprud\u00eancia dominante, estabelecendo a tese de que &#8220;\u00e9 desnecess\u00e1ria a autoriza\u00e7\u00e3o expressa dos associados, a rela\u00e7\u00e3o nominal destes, bem como a comprova\u00e7\u00e3o de filia\u00e7\u00e3o pr\u00e9via, para a cobran\u00e7a de valores pret\u00e9ritos de t\u00edtulo judicial decorrente de mandado de seguran\u00e7a coletivo impetrado por entidade associativa de car\u00e1ter civil&#8221;. Esse, inclusive, \u00e9 o teor da S\u00famula 629 do STF: &#8220;A impetra\u00e7\u00e3o de mandado de seguran\u00e7a coletivo por entidade de classe em favor dos associados independe da autoriza\u00e7\u00e3o destes&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o obstante o entendimento acima indicado, n\u00e3o \u00e9 suficiente para dirimir a quest\u00e3o travada nos presentes autos, devendo, tamb\u00e9m, ser observados os limites da coisa julgada.<\/p>\n\n\n\n<p>No ponto, n\u00e3o andou bem a Corte&nbsp;<em>a quo<\/em>&nbsp;ao consignar que o t\u00edtulo executivo teria se formado nos moldes delimitados pelas inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias no julgamento do&nbsp;<em>writ<\/em>&nbsp;&#8211; com a limita\u00e7\u00e3o da incorpora\u00e7\u00e3o da vantagem aos associados da impetrante constantes na lista anexada \u00e0 inicial.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, consoante registrado pelo Tribunal de origem, no primeiro grau, a ordem foi parcialmente concedida para determinar que a autoridade coatora procedesse \u00e0 incorpora\u00e7\u00e3o da &#8220;Vantagem Pecuni\u00e1ria Especial institu\u00edda pela Lei n. 11.134\/2005, nos proventos de reforma auferidos pelos Policiais Militares e Bombeiros do antigo Distrito Federal filiados \u00e0 Impetrante, que tivessem adquirido o direito \u00e0 inatividade remunerada at\u00e9 a vig\u00eancia da Lei n. 5.787\/1972, bem como nos proventos de pens\u00e3o institu\u00eddos pelos referidos militares e percebidos por filiados \u00e0 Associa\u00e7\u00e3o Autora&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sede de apela\u00e7\u00e3o, a senten\u00e7a foi parcialmente reformada para se reconhecer a isonomia entre os militares do Distrito Federal e os remanescentes do antigo Distrito Federal, tendo sido determinada a incorpora\u00e7\u00e3o da Vantagem em comento aos associados da impetrante.<\/p>\n\n\n\n<p>Interposto recurso especial pela Uni\u00e3o (REsp 1.121.981\/RJ), o apelo nobre foi provido e denegada a ordem.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, a Terceira Se\u00e7\u00e3o do STJ acolheu embargos de diverg\u00eancia interpostos pela Associa\u00e7\u00e3o &#8220;para que a Vantagem Pecuni\u00e1ria Especial &#8211; VPE, criada pela Lei n\u00ba 11.134\/05, seja estendida aos servidores do antigo Distrito Federal em raz\u00e3o da vincula\u00e7\u00e3o jur\u00eddica criada pela Lei n\u00ba 10.486\/2002&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Da simples leitura do&nbsp;<em>decisum<\/em>&nbsp;acima destacado, v\u00ea-se que, contrariamente ao explicitado pelo Tribunal de origem, <strong>o STJ reconheceu o direito de todos os servidores do antigo Distrito Federal, n\u00e3o havendo qualquer limita\u00e7\u00e3o quanto aos associados da ent\u00e3o impetrante nem tampouco dos constantes em lista<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, <strong>a configura\u00e7\u00e3o da legitimidade ativa, para fins de execu\u00e7\u00e3o individual do t\u00edtulo coletivo em comento, PRESCINDE: a) da presen\u00e7a do nome do exequente individual na lista de associados eventualmente apresentada quando do ajuizamento do mandado de seguran\u00e7a e, assim tamb\u00e9m, b) da comprova\u00e7\u00e3o de filia\u00e7\u00e3o, no caso concreto, \u00e0 Associa\u00e7\u00e3o de Oficiais Militares Estaduais do Rio de Janeiro, autora da seguran\u00e7a coletiva.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O caso concreto, entretanto, guarda particularidade: a exequente \u00e9 pensionista de ex-Pra\u00e7a da Pol\u00edcia Militar do antigo Distrito Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Conquanto o Tribunal de origem tenha utilizado fundamento equivocado quanto \u00e0 limita\u00e7\u00e3o da coisa julgada formada no julgamento do mandado de seguran\u00e7a coletivo, registrou que a exequente n\u00e3o teria legitimidade, tendo em vista que o instituidor da pens\u00e3o ostentava a condi\u00e7\u00e3o de pra\u00e7a, na gradua\u00e7\u00e3o de Terceiro Sargento, n\u00e3o podendo, portanto, ser filiado \u00e0 AME\/RJ, uma vez que a associa\u00e7\u00e3o tem por objeto apenas a defesa de interesses dos Oficiais Militares.<\/p>\n\n\n\n<p>Toda a fundamenta\u00e7\u00e3o j\u00e1 anteriormente indicada permite uma \u00fanica conclus\u00e3o: a legitimidade para a execu\u00e7\u00e3o individual do t\u00edtulo coletivo formado em sede de mandado de seguran\u00e7a, caso o t\u00edtulo executivo tenha transitado em julgado sem limita\u00e7\u00e3o subjetiva (lista, autoriza\u00e7\u00e3o etc), restringe-se aos integrantes da categoria que foi efetivamente substitu\u00edda.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, ainda que nos embargos de diverg\u00eancia manejados na a\u00e7\u00e3o origin\u00e1ria tenha a Terceira Se\u00e7\u00e3o do STJ acolhido o recurso para que &#8220;a Vantagem Pecuni\u00e1ria Especial &#8211; VPE, criada pela Lei n\u00ba 11.134\/05, seja estendida aos servidores do antigo Distrito Federal&#8221;, a coisa julgada formada no t\u00edtulo jamais poderia abarcar servidor militar n\u00e3o integrante da categoria que estava sendo substitu\u00edda no&nbsp;<em>writ<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-resultado-final\"><a><\/a><a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A coisa julgada formada no Mandado de Seguran\u00e7a Coletivo 2005.51.01.016159-0 (impetrado pela Associa\u00e7\u00e3o de Oficiais Militares do Estado do Rio de Janeiro &#8211; AME\/RJ, enquanto substituta processual) beneficia os militares e respectivos pensionistas do antigo Distrito Federal, integrantes da categoria substitu\u00edda &#8211; oficiais, independentemente de terem constado da lista apresentada no momento do ajuizamento do mandamus ou de serem filiados \u00e0 associa\u00e7\u00e3o impetrante.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-laudemio-como-fato-gerador-da-multa-prevista-no-4\u00ba-do-art-3\u00ba-do-decreto-lei-n-2-398-1987\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Laud\u00eamio como fato gerador da multa prevista no \u00a7 4\u00ba do art. 3\u00ba do Decreto-Lei n. 2.398\/1987<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A multa administrativa <a>prevista no \u00a7 4\u00ba do art. 3\u00ba do Decreto-Lei n. 2.398\/1987 <\/a>n\u00e3o possui como fato gerador o pagamento de laud\u00eamio.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.400.057-SC, Rel. Min. S\u00e9rgio Kukina, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 07\/12\/2021, DJe 10\/12\/2021. (S Info)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-situacao-fatica\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Tadeu ajuizou a\u00e7\u00e3o contra a Uni\u00e3o, visando suspender a exigibilidade de pagamento de multa por atraso na transfer\u00eancia de im\u00f3vel sob o regime de ocupa\u00e7\u00e3o, porque a taxa de laud\u00eamio sobre o mesmo im\u00f3vel foi declarada inexig\u00edvel em senten\u00e7a transitada em julgado. Em primeiro grau de jurisdi\u00e7\u00e3o, a pretens\u00e3o foi julgada procedente, sob o fundamento de que, em sendo reconhecida a inexigibilidade do laud\u00eamio, a multa de transfer\u00eancia cobrada em raz\u00e3o do atraso tamb\u00e9m \u00e9 indevida, eis que o acess\u00f3rio acompanha o principal.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformada, a Uni\u00e3o interp\u00f4s sucessivos recursos nos quais alega que a multa devida n\u00e3o tem como fato gerador o pagamento do laud\u00eamio. A inscri\u00e7\u00e3o da autora decorre da multa por atraso na solicita\u00e7\u00e3o de transfer\u00eancia de que trata o artigo 3\u00ba, \u00a7 4\u00ba e 5\u00ba do Decreto-lei n\u00b0 2.398.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-analise-estrategica\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-questao-juridica\"><a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Decreto-Lei n. 2.398\/1987:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 3<sup>o<\/sup>&nbsp;&nbsp;A transfer\u00eancia onerosa, entre vivos, do dom\u00ednio \u00fatil e da inscri\u00e7\u00e3o de ocupa\u00e7\u00e3o de terreno da Uni\u00e3o ou de cess\u00e3o de direito a eles relativos depender\u00e1 do pr\u00e9vio recolhimento do laud\u00eamio pelo vendedor, em quantia correspondente a 5% (cinco por cento) do valor atualizado do dom\u00ednio pleno do terreno, exclu\u00eddas as benfeitorias<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 4<sup>o<\/sup>&nbsp;Conclu\u00edda a transmiss\u00e3o, o adquirente dever\u00e1 requerer ao \u00f3rg\u00e3o local da SPU, no prazo m\u00e1ximo de sessenta dias, que providencie a transfer\u00eancia dos registros cadastrais para o seu nome, observando-se, no caso de im\u00f3vel aforado, o disposto no&nbsp;art. 116 do Decreto-Lei n<sup>o<\/sup>&nbsp;9.760, de 1946.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-laudemio-como-fato-gerador-da-multa\"><a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Laud\u00eamio como fato gerador da multa?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooopsss!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No caso analisado, ajuizou-se pretens\u00e3o visando suspender a exigibilidade do pagamento de multa por atraso na transfer\u00eancia de im\u00f3vel sob o regime de ocupa\u00e7\u00e3o, porque o laud\u00eamio sobre o mesmo im\u00f3vel foi declarado inexig\u00edvel em senten\u00e7a transitada em julgado.<\/p>\n\n\n\n<p>Da exegese do \u00a7 4\u00ba do art. 3\u00ba do <a>Decreto-Lei n. 2.398\/1987<\/a>, depreende-se que a obriga\u00e7\u00e3o imputada ao adquirente, qual seja, a de &#8220;requerer ao \u00f3rg\u00e3o local da SPU, no prazo m\u00e1ximo de sessenta dias, que providencie a transfer\u00eancia dos registros cadastrais para o seu nome&#8221;, n\u00e3o possui como fato gerador o pagamento do laud\u00eamio. Em verdade, <strong>a multa decorre, como expressamente prev\u00ea o texto legal, da n\u00e3o observ\u00e2ncia de uma formalidade, o que revela o car\u00e1ter aut\u00f4nomo da obriga\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 principal<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A orienta\u00e7\u00e3o jurisprudencial do STJ assevera que &#8220;a obriga\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria possui car\u00e1ter aut\u00f4nomo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 principal, pois mesmo n\u00e3o existindo obriga\u00e7\u00e3o principal a ser adimplida, pode haver obriga\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria a ser cumprida, no interesse da arrecada\u00e7\u00e3o ou da fiscaliza\u00e7\u00e3o de tributos&#8221; (EDcl no REsp 1.384.832\/RN, Rel. Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, DJe 24\/3\/2014), concep\u00e7\u00e3o perfeitamente aplic\u00e1vel \u00e0 multa administrativa em tela.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-3-resultado-final\"><a>3.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A multa administrativa prevista no \u00a7 4\u00ba do art. 3\u00ba do Decreto-Lei n. 2.398\/1987 n\u00e3o possui como fato gerador o pagamento de laud\u00eamio.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-impedimento-de-registro-e-homologacao-do-curso-de-reciclagem-de-vigilante-em-razao-de-existencia-de-acao-penal-nao-transitada-em-julgado\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Impedimento de registro e homologa\u00e7\u00e3o do curso de reciclagem de vigilante em raz\u00e3o de exist\u00eancia de a\u00e7\u00e3o penal n\u00e3o transitada em julgado<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 legal o impedimento de registro e homologa\u00e7\u00e3o de curso de forma\u00e7\u00e3o ou reciclagem de vigilante por ter sido verificada a exist\u00eancia de inqu\u00e9rito ou a\u00e7\u00e3o penal n\u00e3o transitada em julgado, notadamente quando o delito imputado atenta contra a integridade f\u00edsica da pessoa humana, comportamento incompat\u00edvel com as fun\u00e7\u00f5es de vigilante.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.562.104-PE, Rel. Min. Benedito Gon\u00e7alves, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 16\/11\/2021, DJe 23\/11\/2021. (S Info)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-situacao-fatica\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Craudi\u00e3o, vigilante profissional, teve o registro e homologa\u00e7\u00e3o do curso de reciclagem negado pela Pol\u00edcia Federal em raz\u00e3o de estar sendo processado criminalmente por dois crimes dolosos contra a vida, sendo um deles de tentativa de homic\u00eddio com emprego de arma de fogo, e um crime de viol\u00eancia dom\u00e9stica contra a mulher.<\/p>\n\n\n\n<p>Alega que somente previs\u00e3o legal poderia impedir sua participa\u00e7\u00e3o no curso e que a portaria que prev\u00ea a necessidade de \u201c&#8221;ter idoneidade comprovada mediante a apresenta\u00e7\u00e3o de antecedentes criminais, sem registros de indiciamento em inqu\u00e9rito policial, de estar sendo processado criminalmente ou ter sido condenado em processo criminal\u201d extrapolaria os limites da lei.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-analise-estrategica\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-legal-o-impedimento-do-registro-e-homologacao-da-reciclagem\"><a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Legal o impedimento do registro e homologa\u00e7\u00e3o da reciclagem?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente, cumpre salientar que a jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a entende que viola o princ\u00edpio da presun\u00e7\u00e3o de inoc\u00eancia o impedimento de registro e homologa\u00e7\u00e3o de curso de forma\u00e7\u00e3o ou reciclagem de vigilante, por ter sido verificada a exist\u00eancia de inqu\u00e9rito ou a\u00e7\u00e3o penal n\u00e3o transitada em julgado, notadamente quando o delito imputado n\u00e3o envolve o emprego de viol\u00eancia contra pessoa ou comportamento incompat\u00edvel com as fun\u00e7\u00f5es de vigilante.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>H\u00e1, tamb\u00e9m, precedentes no STJ no sentido de que a idoneidade do vigilante, requisito essencial ao exerc\u00edcio de sua profiss\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 afastada na hip\u00f3tese de haver condena\u00e7\u00e3o por delito epis\u00f3dico e que n\u00e3o traga consigo uma valora\u00e7\u00e3o negativa sobre a conduta exigida ao profissiona<\/strong>l.<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre que, no caso em an\u00e1lise, o impedimento se deu em raz\u00e3o do candidato a vigilante <a>estar sendo processado criminalmente por dois crimes dolosos contra a vida, sendo um deles de tentativa de homic\u00eddio com emprego de arma de fogo, e um crime de viol\u00eancia dom\u00e9stica contra a mulher<\/a>, o que denota incompatibilidade com o exerc\u00edcio da profiss\u00e3o de vigilante, porquanto atentam contra a integridade f\u00edsica da pessoa humana, a carregar uma valora\u00e7\u00e3o negativa da conduta exigida do profissional.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-resultado-final\"><a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 legal o impedimento de registro e homologa\u00e7\u00e3o de curso de forma\u00e7\u00e3o ou reciclagem de vigilante por ter sido verificada a exist\u00eancia de inqu\u00e9rito ou a\u00e7\u00e3o penal n\u00e3o transitada em julgado, notadamente quando o delito imputado atenta contra a integridade f\u00edsica da pessoa humana, comportamento incompat\u00edvel com as fun\u00e7\u00f5es de vigilante.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-historico-do-candidato-como-usuario-de-drogas-e-impedimento-a-posse-em-cargo-publico-da-policia-militar\"><a><\/a><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Hist\u00f3rico do candidato como usu\u00e1rio de drogas e impedimento a posse em cargo p\u00fablico da Pol\u00edcia Militar<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a>Impedir que candidato em concurso p\u00fablico que j\u00e1 \u00e9 integrantes dos quadros da Administra\u00e7\u00e3o prossiga no certame p\u00fablico para ingresso nas fileiras da Pol\u00edtica Militar na fase de sindic\u00e2ncia de vida pregressa, fundada em relato do pr\u00f3prio candidato no formul\u00e1rio de ingresso na corpora\u00e7\u00e3o de que foi usu\u00e1rio de drogas h\u00e1 sete anos, acaba por aplic\u00e1-lo uma san\u00e7\u00e3o de car\u00e1ter perp\u00e9tuo, dado o grande lastro temporal entre o fato tido como desabonador e o momento da investiga\u00e7\u00e3o social.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>AREsp 1.806.617-DF, Rel. Min. Og Fernandes, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 01\/06\/2021. (Info 699)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-situacao-fatica\"><a><\/a><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Rafael foi reprovado na fase de investiga\u00e7\u00e3o social do concurso p\u00fablico para o Curso de Forma\u00e7\u00e3o de Pra\u00e7as da Pol\u00edcia Militar do Distrito Federal &#8211; PMDF, realizado em 2019, por ter declarado que fez uso de drogas no ano de 2011, isto \u00e9, quando tinha 19 (dezenove) anos de idade, tendo figurado em processo criminal arquivado no ano de 2012, em raz\u00e3o da extin\u00e7\u00e3o da punibilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformado, ingressou com mandado de seguran\u00e7a no qual narrou que \u00e9 professor da rede p\u00fablica de ensino do Distrito Federal, gozando de boa conduta social, c\u00edvel, criminal, funcional e escolar, tendo sido, inclusive, aprovado na fase de investiga\u00e7\u00e3o social para o cargo de Soldado da Pol\u00edcia Militar de outro Estado da Federa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, sustenta a aus\u00eancia de razoabilidade e proporcionalidade do ato que o desclassificou do certame p\u00fablico, na medida em que o fato isolado ocorrido em sua juventude n\u00e3o seria suficiente para desabonar sua aptid\u00e3o moral para o cargo na Pol\u00edcia Militar, considerando-se, inclusive, suas atuais atribui\u00e7\u00f5es como servidor p\u00fablico do Distrito Federal.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-analise-estrategica\"><a><\/a><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-a-reprovacao-na-fase-de-investigacao-social-se-justifica\"><a><\/a><a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A reprova\u00e7\u00e3o na fase de investiga\u00e7\u00e3o social se justifica?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente, salienta-se que a jurisprud\u00eancia do STJ j\u00e1 sedimentou o entendimento de que, tratando-se da fase de investiga\u00e7\u00e3o social para cargos sens\u00edveis, como s\u00e3o os da \u00e1rea policial, a an\u00e1lise realizada pela autoridade administrativa n\u00e3o deve se restringir \u00e0 constata\u00e7\u00e3o de condena\u00e7\u00f5es penais transitadas em julgado, englobando o exame de outros aspectos relacionados \u00e0 conduta moral e social do candidato, a fim de verificar sua adequa\u00e7\u00e3o ao cargo pretendido.<\/p>\n\n\n\n<p>Por seu turno, destaca-se que <strong>a discricionariedade administrativa n\u00e3o se encontra imune ao controle judicial<\/strong>, mormente diante da pr\u00e1tica de atos que impliquem restri\u00e7\u00f5es de direitos dos administrados, como se afigura a elimina\u00e7\u00e3o de um candidato a concurso p\u00fablico, cumprindo ao \u00f3rg\u00e3o julgador reapreciar os aspectos vinculados do ato administrativo, a exemplo da compet\u00eancia, forma, finalidade, bem como a observ\u00e2ncia dos princ\u00edpios da proporcionalidade e razoabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, o Superior Tribunal de Justi\u00e7a, ao examinar casos envolvendo a elimina\u00e7\u00e3o de candidatos na fase de investiga\u00e7\u00e3o social de certame p\u00fablico para as carreiras policiais, j\u00e1 teve a oportunidade de consignar que a sindic\u00e2ncia de vida pregressa dos candidatos a concursos p\u00fablicos deve estar jungida pelos princ\u00edpios da razoabilidade e proporcionalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Na situa\u00e7\u00e3o em apre\u00e7o, tem-se o relato de um fato pelo pr\u00f3prio candidato, no respectivo formul\u00e1rio de ingresso na incorpora\u00e7\u00e3o, de que foi usu\u00e1rio de drogas quando tinha 19 (dezenove) anos de idade e que n\u00e3o mais possui essa adi\u00e7\u00e3o h\u00e1 sete anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Destaca-se, ainda, a informa\u00e7\u00e3o de que <strong>o referido candidato, atualmente, \u00e9 servidor p\u00fablico,<\/strong> exercendo o cargo de professor, n\u00e3o havendo qualquer registro sobre o envolvimento em qualquer ato desabonador de sua reputa\u00e7\u00e3o moral.<\/p>\n\n\n\n<p>E mais, h\u00e1 o registro de que esse mesmo candidato foi aprovado na fase de investiga\u00e7\u00e3o social no concurso para Soldado da Pol\u00edcia Militar em outro Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, impedir que o candidato prossiga no certame p\u00fablico para ingresso nas fileiras da Pol\u00edtica Militar, al\u00e9m de revelar uma postura contradit\u00f3ria da pr\u00f3pria Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica, que reputa como inid\u00f4neo um candidato que j\u00e1 \u00e9 integrante dos quadros do servi\u00e7o p\u00fablico, acaba por aplic\u00e1-lo uma san\u00e7\u00e3o de car\u00e1ter permanente, dado o grande lastro temporal entre o fato tido como desabonador e o momento da investiga\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-resultado-final\"><a><\/a><a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Impedir que candidato em concurso p\u00fablico que j\u00e1 \u00e9 integrantes dos quadros da Administra\u00e7\u00e3o prossiga no certame p\u00fablico para ingresso nas fileiras da Pol\u00edtica Militar na fase de sindic\u00e2ncia de vida pregressa, fundada em relato do pr\u00f3prio candidato no formul\u00e1rio de ingresso na corpora\u00e7\u00e3o de que foi usu\u00e1rio de drogas h\u00e1 sete anos, acaba por aplic\u00e1-lo uma san\u00e7\u00e3o de car\u00e1ter perp\u00e9tuo, dado o grande lastro temporal entre o fato tido como desabonador e o momento da investiga\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-incorporacao-de-imovel-ao-inss-por-expressa-determinacao-legal-e-necessidade-do-registro-do-bem-em-cartorio-de-imoveis\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Incorpora\u00e7\u00e3o de im\u00f3vel ao INSS por expressa determina\u00e7\u00e3o legal e necessidade do registro do bem em cart\u00f3rio de im\u00f3veis<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A in<a>corpora\u00e7\u00e3o de im\u00f3vel ao INSS por expressa determina\u00e7\u00e3o legal \u00e9 ato jur\u00eddico perfeito e independe de registro do bem em cart\u00f3rio de im\u00f3veis<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.629.090-PE, Rel. Min. S\u00e9rgio Kukina, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 09\/11\/2021, DJe 19\/11\/2021. (S Info)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-situacao-fatica\"><a>6.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O Estado do Pernambuco doou um im\u00f3vel \u00e0 Caixa de Aposentadoria e Pens\u00f5es dos Trabalhadores em Trapiches e Armaz\u00e9ns no ano de 1938. A referida entidade, por sua vez, passou a compor o INPS, que, por sua vez, ap\u00f3s muito tempo e transforma\u00e7\u00f5es, passou a ser o que hoje conhecemos como INSS.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda assim, o INSS concedeu o uso gratuito do im\u00f3vel ao Estado de Pernambuco at\u00e9 o ano de 2008, quando oficiou o estado requerendo a desocupa\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel para uso pr\u00f3prio. Inconformado, Pernambuco ajuizou a\u00e7\u00e3o por meio da qual sustenta que o im\u00f3vel n\u00e3o pertence \u00e0 autarquia, em raz\u00e3o da falta de registro no cart\u00f3rio de im\u00f3veis.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-analise-estrategica\"><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-questao-juridica\"><a>6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Decreto n 99.350\/1990:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 15. Ficam incorporados ao INSS os acervos patrimonial, financeiro e de recursos humanos dos \u00f3rg\u00e3os e unidades dos extintos Iapas e INPS.<\/p>\n\n\n\n<p>CC\/1916:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 531. Est\u00e3o sujeitos a transcri\u00e7\u00e3o, no respectivo registro, os t\u00edtulos translativos da propriedade im\u00f3vel, por ato entre vivos.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 533.&nbsp;Os atos sujeitos a transcri\u00e7\u00e3o&nbsp;(arts. 531 e 532 ns. II e III).&nbsp;n\u00e3o transferem o dom\u00ednio, sen\u00e3o da data em que se transcreverem (arts. 856,&nbsp;860, par\u00e1grafo \u00fanico).<\/p>\n\n\n\n<p>CC\/2002:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.245. Transfere-se entre vivos a propriedade mediante o registro do t\u00edtulo translativo no Registro de Im\u00f3veis.<\/p>\n\n\n\n<p>LINDB:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 6\u00ba A Lei em vigor ter\u00e1 efeito imediato e geral, respeitados o ato jur\u00eddico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada.<\/p>\n\n\n\n<p>CF\/1988:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 5\u00ba Todos s\u00e3o iguais perante a lei, sem distin\u00e7\u00e3o de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no Pa\u00eds a inviolabilidade do direito \u00e0 vida, \u00e0 liberdade, \u00e0 igualdade, \u00e0 seguran\u00e7a e \u00e0 propriedade, nos termos seguintes:<\/p>\n\n\n\n<p>XXXVI &#8211; a lei n\u00e3o prejudicar\u00e1 o direito adquirido, o ato jur\u00eddico perfeito e a coisa julgada;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-necessario-o-registro\"><a>6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Necess\u00e1rio o registro?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No caso analisado, o Tribunal&nbsp;<em>a quo<\/em>&nbsp;consignou que o im\u00f3vel foi doado pelo Estado de Pernambuco <a>\u00e0 Caixa de Aposentadoria e Pens\u00f5es dos Trabalhadores em Trapiches e Armaz\u00e9ns no ano de 1938<\/a>. <a>A referida entidade, por sua vez, passou a compor o INPS<\/a>, nos termos do Decreto-Lei n. 72\/1966, o qual expressamente declarou que os bens pertencentes \u00e0s caixas de aposentadoria passariam \u00e0 propriedade da, ent\u00e3o, nova autarquia.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, a Lei n. 6.439\/1977, ao estabelecer o SINPAS, determinou a distribui\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio das autarquias relacionadas \u00e0 previd\u00eancia e assist\u00eancia sociais.<\/p>\n\n\n\n<p>O INSS, por seu turno, foi criado a partir da fus\u00e3o do IAPAS com o INPS, nos termos da Lei n 8.029\/1990.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o Decreto de cria\u00e7\u00e3o do INSS (<a>Decreto n 99.350\/1990<\/a>) assim disp\u00f4s sobre o patrim\u00f4nio da autarquia: &#8220;Art. 15. Ficam incorporados ao INSS os acervos patrimonial, financeiro e de recursos humanos dos \u00f3rg\u00e3os e unidades dos extintos Iapas e INPS.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, observa-se que os bens pertencentes \u00e0 Caixa de Aposentadoria e Pens\u00f5es dos Trabalhadores em Trapiches e Armaz\u00e9ns passaram,<em>&nbsp;ex lege<\/em>, a integrar o patrim\u00f4nio do INPS e, posteriormente, a lei determinou que os patrim\u00f4nios do IAPAS e do INPS passassem ao acervo do INSS.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, <strong>n\u00e3o procede suposta antinomia existente entre os arts. 531 e 533 do <a>CC\/1916<\/a><\/strong> (vigente \u00e0 \u00e9poca em que a propriedade foi alienada) e as referidas leis que regulamentaram a incorpora\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel ao patrim\u00f4nio das autarquias previdenci\u00e1rias que se sucederam ao longo do tempo, pois a legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, pertinente ao INPS, IAPAS, SINPAS e INSS, prevalece em detrimento da norma geral.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, n\u00e3o prospera o argumento de que, a partir da vig\u00eancia do <a>CC\/2002 <\/a>(art. 1.245), teria surgido nova necessidade de registro do bem em cart\u00f3rio, pois, na exist\u00eancia de aparente conflito entre os crit\u00e9rios da cronologia e da especialidade, este \u00faltimo deve prevalecer.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o bastasse isso<strong>, a incorpora\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio pela nova autarquia por expressa determina\u00e7\u00e3o legal \u00e9 medida que constitui ato jur\u00eddico perfeito, de modo que eventual altera\u00e7\u00e3o normativa n\u00e3o teria o cond\u00e3o de afetar a transfer\u00eancia pret\u00e9rita da propriedade<\/strong>, nos termos do art. 6\u00ba da <a>LINDB<\/a> e art. 5\u00ba, XXXVI, da <a>CF\/1988<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-3-resultado-final\"><a>6.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A incorpora\u00e7\u00e3o de im\u00f3vel ao INSS por expressa determina\u00e7\u00e3o legal \u00e9 ato jur\u00eddico perfeito e independe de registro do bem em cart\u00f3rio de im\u00f3veis.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-principio-da-vinculacao-ao-instrumento-convocatorio-e-questao-de-concurso-publico-com-abordagem-exclusiva-e-aprofundada-de-materia-cujo-edital-preve-sua-cobranca-apenas-em-modo-de-incursoes-incidentais\"><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Princ\u00edpio da vincula\u00e7\u00e3o ao instrumento convocat\u00f3rio e quest\u00e3o de concurso p\u00fablico com abordagem exclusiva e aprofundada de mat\u00e9ria cujo edital prev\u00ea sua cobran\u00e7a apenas em modo de &#8220;incurs\u00f5es incidentais&#8221;.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO EM MANDADO DE SEGURAN\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Viola o princ\u00edpio da vincula\u00e7\u00e3o ao instrumento convocat\u00f3rio <a>quest\u00e3o de concurso p\u00fablico com abordagem exclusiva e aprofundada de mat\u00e9ria cujo edital prev\u00ea sua cobran\u00e7a apenas em modo de &#8220;incurs\u00f5es incidentais&#8221;.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>RMS 67.044-SC, Rel. Min. S\u00e9rgio Kukina, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 14\/12\/2021, DJe 16\/12\/2021. (S Info)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-situacao-fatica\"><a>7.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Crementina prestou concurso p\u00fablico para Promotor de Justi\u00e7a Substituto. Na fase discursiva, uma das quest\u00f5es era inteiramente dedicada \u00e0 abordagem do direito falimentar, em car\u00e1ter de exclusividade, especificamente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 atua\u00e7\u00e3o do MP no processo falimentar. Por\u00e9m, ao tratar do tema, o Edital de Concurso em an\u00e1lise previa que &#8220;As provas a que alude o item 6.1 poder\u00e3o conter incurs\u00f5es incidentais sobre Direito Constitucional, Direito Administrativo, Direito Tribut\u00e1rio, Direito Eleitoral, Direito Falimentar e Legisla\u00e7\u00e3o Institucional.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformada, Crementina impetrou mandado de seguran\u00e7a requerendo a atribui\u00e7\u00e3o dos pontos integrais em rela\u00e7\u00e3o a quest\u00e3o combatida.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-analise-estrategica\"><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-violado-o-principio-da-vinculacao-ao-instrumento-convocatorio\"><a>7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Violado o princ\u00edpio da vincula\u00e7\u00e3o ao instrumento convocat\u00f3rio?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>De in\u00edcio, relevante pontuar que a Banca Examinadora \u00e9 livre na escolha dos temas e de crit\u00e9rios avaliativos a serem observados no certame, os quais devem ser previamente indicados no edital de abertura. Contudo, <strong>essa mesma escolha, por \u00f3bvio, condiciona e determina o posterior comportamento do colegiado, tanto na elabora\u00e7\u00e3o como na aplica\u00e7\u00e3o da prova<\/strong>. Da\u00ed porque, sem ignorar o preceito geral de n\u00e3o caber ao Poder Judici\u00e1rio se imiscuir na discricionariedade da Banca Examinadora &#8211; inclusive quanto \u00e0 defini\u00e7\u00e3o do percentual da prova a ser dedicado a cada tema previamente eleito no edital de abertura do certame -, a singular e inusitada situa\u00e7\u00e3o em an\u00e1lise nesse espec\u00edfico certame, faz por afastar a referida diretriz geral.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, <a>o Edital de Concurso em an\u00e1lise previa que &#8220;As provas a que alude o item 6.1 <u>poder\u00e3o conter incurs\u00f5es incidentais<\/u> sobre Direito Constitucional, Direito Administrativo, Direito Tribut\u00e1rio, Direito Eleitoral, Direito Falimentar e Legisla\u00e7\u00e3o Institucional<\/a>&#8220;.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, a mera leitura do extenso enunciado autoriza a conclus\u00e3o de que <strong>a quest\u00e3o n\u00e3o se resolve sem expressivo dom\u00ednio do Direito Falimentar, na medida em que requer do candidato que ofere\u00e7a, de forma discursiva e \u00e0 luz da Lei n. 11.101\/2005, minuciosas e fundamentadas respostas \u00e0s indaga\u00e7\u00f5es acerca da situa\u00e7\u00e3o hipot\u00e9tica<\/strong> posta pela Banca Examinadora.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, de incurs\u00e3o incidental ou cobran\u00e7a de forma transversal certamente n\u00e3o se trata: a referida quest\u00e3o aborda o Direito Falimentar de modo APROFUNDADO e <strong>n\u00e3o incidental.<\/strong> O enunciado demandava do candidato conhecimento prospectivo sobre a pr\u00e1tica e a atua\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico nos processos de fal\u00eancia e recupera\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>Ora, \u00e9 firme o entendimento do STJ de que &#8220;o edital do concurso p\u00fablico constitui lei entre as partes, gerando direitos e obriga\u00e7\u00f5es tanto para a Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica quanto para o candidato, compelidos ambos \u00e0 sua fiel observ\u00e2ncia&#8221; (RMS 61.995\/RS, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 1\u00b0\/6\/2020).<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, no caso, a Banca Examinadora deixou de observar estritamente o edital do certame, ao elaborar a quest\u00e3o com abordagem exclusiva e visivelmente aprofundada &#8211; e n\u00e3o meramente incidental -, de um dos temas previstos. Violando, assim, o princ\u00edpio da vincula\u00e7\u00e3o ao instrumento convocat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-resultado-final\"><a>7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Viola o princ\u00edpio da vincula\u00e7\u00e3o ao instrumento convocat\u00f3rio quest\u00e3o de concurso p\u00fablico com abordagem exclusiva e aprofundada de mat\u00e9ria cujo edital prev\u00ea sua cobran\u00e7a apenas em modo de &#8220;incurs\u00f5es incidentais&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-agravo-de-instrumento-e-acao-de-improbidade-administrativa\"><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Agravo de instrumento e a\u00e7\u00e3o de improbidade administrativa<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Aplica-se \u00e0 a\u00e7\u00e3o de improbidade administrativa o previsto no artigo 19, \u00a7 1\u00ba, da Lei da A\u00e7\u00e3o Popular, segundo o qual das decis\u00f5es interlocut\u00f3rias cabe agravo de instrumento.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.925.492-RJ, Rel. Min. Herman Benjamin, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 04\/05\/2021. (Info 695)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-situacao-fatica\"><a>8.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma A\u00e7\u00e3o por Improbidade, o Ju\u00edzo de primeiro grau indeferiu o pedido de depoimento pessoal da r\u00e9, o que resultou na interposi\u00e7\u00e3o de Agravo de Instrumento. O Recurso n\u00e3o foi conhecido sob o fundamento de que seria &#8220;inaplic\u00e1vel na hip\u00f3tese o disposto no artigo 19, par\u00e1grafo 1\u00ba da Lei n. 4.717\/1965, j\u00e1 que se refere \u00e0s A\u00e7\u00f5es Populares&#8221; e &#8220;a Decis\u00e3o hostilizada n\u00e3o se enquadra no rol taxativo do artigo 1.015 do C\u00f3digo de Processo Civil&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-analise-estrategica\"><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-questao-juridica\"><a>8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei da A\u00e7\u00e3o Popular:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 19. A senten\u00e7a que concluir pela car\u00eancia ou pela improced\u00eancia da a\u00e7\u00e3o est\u00e1 sujeita ao duplo grau de jurisdi\u00e7\u00e3o, n\u00e3o produzindo efeito sen\u00e3o depois de confirmada pelo tribunal; da que julgar a a\u00e7\u00e3o procedente caber\u00e1 apela\u00e7\u00e3o, com efeito suspensivo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1\u00ba Das decis\u00f5es interlocut\u00f3rias poder\u00e3o ser interpostos os recursos previstos no C\u00f3digo de Processo Civil.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1\u00ba Das decis\u00f5es interlocut\u00f3rias cabe agravo de instrumento.<\/p>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.015. Cabe agravo de instrumento contra as decis\u00f5es interlocut\u00f3rias que versarem sobre:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; tutelas provis\u00f3rias;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; m\u00e9rito do processo;<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; rejei\u00e7\u00e3o da alega\u00e7\u00e3o de conven\u00e7\u00e3o de arbitragem;<\/p>\n\n\n\n<p>IV &#8211; incidente de desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica;<\/p>\n\n\n\n<p>V &#8211; rejei\u00e7\u00e3o do pedido de gratuidade da justi\u00e7a ou acolhimento do pedido de sua revoga\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p>VI &#8211; exibi\u00e7\u00e3o ou posse de documento ou coisa;<\/p>\n\n\n\n<p>VII &#8211; exclus\u00e3o de litisconsorte;<\/p>\n\n\n\n<p>VIII &#8211; rejei\u00e7\u00e3o do pedido de limita\u00e7\u00e3o do litiscons\u00f3rcio;<\/p>\n\n\n\n<p>IX &#8211; admiss\u00e3o ou inadmiss\u00e3o de interven\u00e7\u00e3o de terceiros;<\/p>\n\n\n\n<p>X &#8211; concess\u00e3o, modifica\u00e7\u00e3o ou revoga\u00e7\u00e3o do efeito suspensivo aos embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p>XI &#8211; redistribui\u00e7\u00e3o do \u00f4nus da prova nos termos do art. 373, \u00a7 1\u00ba ;<\/p>\n\n\n\n<p>XIII &#8211; outros casos expressamente referidos em lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Tamb\u00e9m caber\u00e1 agravo de instrumento contra decis\u00f5es interlocut\u00f3rias proferidas na fase de liquida\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a ou de cumprimento de senten\u00e7a, no processo de execu\u00e7\u00e3o e no processo de invent\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-cabe-o-agravo-de-instrumento\"><a>8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cabe o agravo de instrumento?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>&nbsp;Yeaph!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento do Ju\u00edzo de primeiro grau contraria a orienta\u00e7\u00e3o, consagrada no STJ, de que &#8220;<strong>O C\u00f3digo de Processo Civil deve ser aplicado somente de forma subsidi\u00e1ria \u00e0 Lei de Improbidade Administrativa.<\/strong> Microssistema de tutela coletiva&#8221; (REsp 1.217.554\/SP, Rel. Ministra Eliana Calmon, Segunda Turma, DJe 22.8.2013).<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia do microssistema de tutela coletiva foi concebida com o fim de assegurar a efetividade da jurisdi\u00e7\u00e3o no trato dos direitos coletivos, raz\u00e3o pela qual a previs\u00e3o do artigo 19, \u00a7 1\u00ba, da Lei da A\u00e7\u00e3o Popular (&#8220;Das decis\u00f5es interlocut\u00f3rias cabe agravo de instrumento&#8221;) se sobrep\u00f5e, inclusive nos processos de improbidade, \u00e0 previs\u00e3o restritiva do artigo 1.015 do CPC\/2015.<\/p>\n\n\n\n<p>Na mesma dire\u00e7\u00e3o: &#8220;Os arts. 21 da Lei da A\u00e7\u00e3o Civil P\u00fablica e 90 do CDC, como normas de envio, possibilitaram o surgimento do denominado Microssistema ou Minissistema de prote\u00e7\u00e3o dos interesses ou direitos coletivos amplo senso, no qual se comunicam outras normas, como o Estatuto do Idoso e o da Crian\u00e7a e do Adolescente, a Lei da A\u00e7\u00e3o Popular, a Lei de Improbidade Administrativa e outras que visam tutelar direitos dessa natureza, de forma que os instrumentos e institutos podem ser utilizados com o escopo de &#8216;propiciar sua adequada e efetiva tutela'&#8221; (art. 83 do CDC)&#8221; (REsp 695.396\/RS, Primeira Turma, Rel. Ministro Arnaldo Esteves Lima, DJe 27.4.2011).<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, deve-se aplicar \u00e0 A\u00e7\u00e3o por Improbidade o mesmo entendimento j\u00e1 adotado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 A\u00e7\u00e3o Popular, como sucedeu, entre outros, no seguinte precedente: &#8220;A norma espec\u00edfica inserida no microssistema de tutela coletiva, prevendo a impugna\u00e7\u00e3o de decis\u00f5es interlocut\u00f3rias mediante agravo de instrumento (art. 19 da Lei n. 4.717\/65), n\u00e3o \u00e9 afastada pelo rol taxativo do art. 1.015 do CPC\/2015, notadamente porque o inciso XIII daquele preceito contempla o cabimento daquele recurso em &#8216;outros casos expressamente referidos em lei'&#8221; (AgInt no REsp 1.733.540\/DF, Rel. Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, DJe 4.12.2019). Na mesma dire\u00e7\u00e3o: REsp 1.452.660\/ES, Rel. Ministro Og Fernandes, Segunda Turma, DJe 27.4.2018.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-3-resultado-final\"><a>8.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Aplica-se \u00e0 a\u00e7\u00e3o de improbidade administrativa o previsto no artigo 19, \u00a7 1\u00ba, da Lei da A\u00e7\u00e3o Popular, segundo o qual das decis\u00f5es interlocut\u00f3rias cabe agravo de instrumento.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-civil\"><a>DIREITO CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-competencia-interna-do-stj-para-julgamento-de-acao-regressiva-por-sub-rogacao-da-seguradora-nos-direitos-do-segurado-movida-por-aquela-contra-concessionaria-de-rodovia-estadual-em-razao-de-acidente-de-transito\"><a><\/a><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Compet\u00eancia interna do STJ para julgamento de a\u00e7\u00e3o regressiva por sub-roga\u00e7\u00e3o da seguradora nos direitos do segurado movida por aquela contra concession\u00e1ria de rodovia estadual, em raz\u00e3o de acidente de tr\u00e2nsito<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>CONFLITO DE COMPET\u00caNCIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Compete \u00e0 Primeira Se\u00e7\u00e3o do STJ o <a>julgamento de a\u00e7\u00e3o regressiva por sub-roga\u00e7\u00e3o da seguradora nos direitos do segurado movida por aquela contra concession\u00e1ria de rodovia estadual, em raz\u00e3o de acidente de tr\u00e2nsito<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>CC 181.628-DF, Rel. Min. Raul Ara\u00fajo, Corte Especial, por maioria, julgado em 11\/11\/2021. (Info 718)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-1-situacao-fatica\"><a><\/a><a>9.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Brasa Seguros ajuizou a\u00e7\u00e3o em face de uma concession\u00e1ria de rodovias pedindo o ressarcimento do valor por ela despendido no conserto do ve\u00edculo segurado, em raz\u00e3o de acidente ocorrido por suposta falha na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o da concession\u00e1ria. Iniciou-se ent\u00e3o a discuss\u00e3o sobre qual turma deveria julgar a a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-analise-estrategica\"><a><\/a><a>9.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-1-a-quem-compete\"><a><\/a><a>9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A quem compete?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Uma das Turmas da PRIMEIRA SE\u00c7\u00c3O!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No caso, a controv\u00e9rsia cinge-se \u00e0 defini\u00e7\u00e3o da compet\u00eancia interna do Superior Tribunal de Justi\u00e7a para julgar recurso oriundo de a\u00e7\u00e3o regressiva por sub-roga\u00e7\u00e3o da seguradora nos direitos do segurado, movida por aquela contra concession\u00e1ria de rodovia estadual, tendo em vista o pr\u00e9vio pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o pela seguradora promovente ao segurado em raz\u00e3o de acidente de tr\u00e2nsito ocorrido em rodovia administrada pela concession\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Conquanto o pleito principal tenha car\u00e1ter indenizat\u00f3rio, tal pedido tem como causa de pedir a suposta defici\u00eancia na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o p\u00fablico de administra\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o da rodovia pela empresa concession\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, <strong>a rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica litigiosa \u00e9 de Direito P\u00fablico, relacionada \u00e0 responsabilidade civil do Estado<\/strong>, nos termos do art. 9\u00ba, \u00a7 1\u00ba, VIII, do RISTJ.<\/p>\n\n\n\n<p>A demonstrar cabalmente a natureza p\u00fablica da quest\u00e3o, observe-se que: se o particular (segurado) optasse por ingressar com a a\u00e7\u00e3o indenizat\u00f3ria diretamente contra a concession\u00e1ria, a solu\u00e7\u00e3o para a compet\u00eancia interna seria a mesma, de encaminhamento dos autos \u00e0 Primeira Se\u00e7\u00e3o, pois a discuss\u00e3o tratada permaneceria no \u00e2mbito da responsabilidade civil do Estado e, portanto, na compet\u00eancia das Turmas da Primeira Se\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, n\u00e3o \u00e9 o contrato de seguro que estar\u00e1 em discuss\u00e3o, mas a responsabilidade extracontratual do Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>De modo id\u00eantico, caso inexistisse a concess\u00e3o da rodovia e o Estado de S\u00e3o Paulo a administrasse diretamente, a seguradora, sub-rogada nos direitos do segurado acidentado, usu\u00e1rio da estrada, ingressaria com a mesma a\u00e7\u00e3o diretamente contra o Estado, pelas mesmas raz\u00f5es invocadas na inicial, pois n\u00e3o haveria concession\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 o contrato de concess\u00e3o que estar\u00e1 em discuss\u00e3o, mas a responsabilidade extracontratual do Estado.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-2-resultado-final\"><a><\/a><a>9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Compete \u00e0 Primeira Se\u00e7\u00e3o do STJ o julgamento de a\u00e7\u00e3o regressiva por sub-roga\u00e7\u00e3o da seguradora nos direitos do segurado movida por aquela contra concession\u00e1ria de rodovia estadual, em raz\u00e3o de acidente de tr\u00e2nsito.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-civil\"><a>DIREITO PROCESSUAL CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-im-possibilidade-de-renuncia-pelo-autor-ao-valor-que-exceda-o-valor-maximo-previsto-para-o-jec\"><a>10.&nbsp; (Im)Possibilidade de ren\u00fancia pelo autor ao valor que exceda o valor m\u00e1ximo previsto para o JEC.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ao autor que deseje litigar no \u00e2mbito de Juizado Especial Federal C\u00edvel, \u00e9 l\u00edcito renunciar, de modo expresso e para fins de atribui\u00e7\u00e3o de valor \u00e0 causa, ao montante que exceda os 60 (sessenta) sal\u00e1rios-m\u00ednimos previstos no art. 3\u00ba, caput, da Lei n. 10.259\/2001, a\u00ed inclu\u00eddas, sendo o caso, as presta\u00e7\u00f5es vincendas.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.807.665-SC, Rel. Min. S\u00e9rgio Kukina, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 28\/10\/2020, DJe 26\/11\/2020 (Tema 1030) (Info 683)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-1-situacao-fatica\"><a>10.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O TRF-4, decidindo Incidente de Resolu\u00e7\u00e3o de Demandas Repetitivas (IRDR), concluiu no sentido de ser poss\u00edvel aos demandantes renunciar ao excedente do valor de al\u00e7ada previsto no art. 3\u00ba da Lei n. 10.259\/2001 (sessenta sal\u00e1rios-m\u00ednimos) a\u00ed inclu\u00eddas presta\u00e7\u00f5es vincendas.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformada, a Uni\u00e3o interp\u00f4s recurso especial no qual sustentou ser absoluta a compet\u00eancia dos Juizados Especiais Federais, n\u00e3o se podendo permitir que a parte autora possa renunciar a valores, o que implicaria na escolha do ju\u00edzo, menosprezando o princ\u00edpio do juiz natural.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-analise-estrategica\"><a>10.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-1-questao-juridica\"><a>10.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 10.259\/2001:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 3o Compete ao Juizado Especial Federal C\u00edvel processar, conciliar e julgar causas de compet\u00eancia da Justi\u00e7a Federal at\u00e9 o valor de sessenta sal\u00e1rios m\u00ednimos, bem como executar as suas senten\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2o Quando a pretens\u00e3o versar sobre obriga\u00e7\u00f5es vincendas, para fins de compet\u00eancia do Juizado Especial, a soma de doze parcelas n\u00e3o poder\u00e1 exceder o valor referido no art. 3o, caput.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 3o No foro onde estiver instalada Vara do Juizado Especial, a sua compet\u00eancia \u00e9 absoluta.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 17. Tratando-se de obriga\u00e7\u00e3o de pagar quantia certa, ap\u00f3s o tr\u00e2nsito em julgado da decis\u00e3o, o pagamento ser\u00e1 efetuado no prazo de sessenta dias, contados da entrega da requisi\u00e7\u00e3o, por ordem do Juiz, \u00e0 autoridade citada para a causa, na ag\u00eancia mais pr\u00f3xima da Caixa Econ\u00f4mica Federal ou do Banco do Brasil, independentemente de precat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 4o Se o valor da execu\u00e7\u00e3o ultrapassar o estabelecido no \u00a7 1o, o pagamento far-se-\u00e1, sempre, por meio do precat\u00f3rio, sendo facultado \u00e0 parte exeq\u00fcente a ren\u00fancia ao cr\u00e9dito do valor excedente, para que possa optar pelo pagamento do saldo sem o precat\u00f3rio, da forma l\u00e1 prevista.<\/p>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Processo Civil 1973:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 260. Quando se pedirem presta\u00e7\u00f5es vencidas e vincendas, tomar-se-\u00e1 em considera\u00e7\u00e3o o valor de umas e outras. O valor das presta\u00e7\u00f5es vincendas ser\u00e1 igual a uma presta\u00e7\u00e3o anual, se a obriga\u00e7\u00e3o for por tempo indeterminado, ou por tempo superior a 1 (um) ano; se, por tempo inferior, ser\u00e1 igual \u00e0 soma das presta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Processo Civil 2015:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 291. A toda causa ser\u00e1 atribu\u00eddo valor certo, ainda que n\u00e3o tenha conte\u00fado econ\u00f4mico imediatamente afer\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 292. O valor da causa constar\u00e1 da peti\u00e7\u00e3o inicial ou da reconven\u00e7\u00e3o e ser\u00e1:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; na a\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a de d\u00edvida, a soma monetariamente corrigida do principal, dos juros de mora vencidos e de outras penalidades, se houver, at\u00e9 a data de propositura da a\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; na a\u00e7\u00e3o que tiver por objeto a exist\u00eancia, a validade, o cumprimento, a modifica\u00e7\u00e3o, a resolu\u00e7\u00e3o, a resili\u00e7\u00e3o ou a rescis\u00e3o de ato jur\u00eddico, o valor do ato ou o de sua parte controvertida;<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; na a\u00e7\u00e3o de alimentos, a soma de 12 (doze) presta\u00e7\u00f5es mensais pedidas pelo autor;<\/p>\n\n\n\n<p>IV &#8211; na a\u00e7\u00e3o de divis\u00e3o, de demarca\u00e7\u00e3o e de reivindica\u00e7\u00e3o, o valor de avalia\u00e7\u00e3o da \u00e1rea ou do bem objeto do pedido;<\/p>\n\n\n\n<p>V &#8211; na a\u00e7\u00e3o indenizat\u00f3ria, inclusive a fundada em dano moral, o valor pretendido;<\/p>\n\n\n\n<p>VI &#8211; na a\u00e7\u00e3o em que h\u00e1 cumula\u00e7\u00e3o de pedidos, a quantia correspondente \u00e0 soma dos valores de todos eles;<\/p>\n\n\n\n<p>VII &#8211; na a\u00e7\u00e3o em que os pedidos s\u00e3o alternativos, o de maior valor;<\/p>\n\n\n\n<p>VIII &#8211; na a\u00e7\u00e3o em que houver pedido subsidi\u00e1rio, o valor do pedido principal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1\u00ba Quando se pedirem presta\u00e7\u00f5es vencidas e vincendas, considerar-se-\u00e1 o valor de umas e outras.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2\u00ba O valor das presta\u00e7\u00f5es vincendas ser\u00e1 igual a uma presta\u00e7\u00e3o anual, se a obriga\u00e7\u00e3o for por tempo indeterminado ou por tempo superior a 1 (um) ano, e, se por tempo inferior, ser\u00e1 igual \u00e0 soma das presta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 3\u00ba O juiz corrigir\u00e1, de of\u00edcio e por arbitramento, o valor da causa quando verificar que n\u00e3o corresponde ao conte\u00fado patrimonial em discuss\u00e3o ou ao proveito econ\u00f4mico perseguido pelo autor, caso em que se proceder\u00e1 ao recolhimento das custas correspondentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 293. O r\u00e9u poder\u00e1 impugnar, em preliminar da contesta\u00e7\u00e3o, o valor atribu\u00eddo \u00e0 causa pelo autor, sob pena de preclus\u00e3o, e o juiz decidir\u00e1 a respeito, impondo, se for o caso, a complementa\u00e7\u00e3o das custas.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-2-possivel-tal-renuncia\"><a>10.2.2. Poss\u00edvel tal ren\u00fancia?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>SIM!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0 fixa\u00e7\u00e3o do valor da causa em sede de juizados especiais federais, o \u00a7 2\u00ba do art. 3\u00ba da Lei n. 10.259\/2001 disp\u00f5e que, &#8220;quando a pretens\u00e3o versar sobre obriga\u00e7\u00f5es vincendas, para fins de compet\u00eancia do Juizado Especial, a soma de doze parcelas n\u00e3o poder\u00e1 exceder o valor referido no art. 3\u00ba, caput&#8221;, omitindo-se o legislador, por\u00e9m, em disciplinar o valor relativo a parcelas j\u00e1 vencidas, gerando, no ponto, a necessidade de se recorrer aos subsidi\u00e1rios pr\u00e9stimos do C\u00f3digo de Processo Civil.<\/p>\n\n\n\n<p>De h\u00e1 muito, &#8220;na hip\u00f3tese de o pedido englobar presta\u00e7\u00f5es vencidas e vincendas, h\u00e1 no STJ entendimento segundo o qual incide a regra do art. 260 do C\u00f3digo de Processo Civil, que interpretado conjuntamente com o mencionado art. 3\u00ba, \u00a7 2\u00ba, da Lei 10.259\/2001, estabelece a soma da presta\u00e7\u00f5es vencidas mais doze parcelas vincendas, para a fixa\u00e7\u00e3o do conte\u00fado econ\u00f4mico da demanda e, consequentemente, a determina\u00e7\u00e3o da compet\u00eancia do juizado especial federal&#8221; (CC 91.470\/SP, Rel. Ministra Maria Thereza de Assis Moura, Terceira Se\u00e7\u00e3o, DJe 26\/8\/2008).<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, na fixa\u00e7\u00e3o do valor da causa perante os juizados especiais federais, dever\u00e3o ser observadas, para al\u00e9m do regramento previsto na Lei n. 10.259\/2001 (art. 3\u00ba), as disposi\u00e7\u00f5es contidas nos artigos 291 a 293 do CPC\/2015.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, cabe registrar que a jurisprud\u00eancia desta Corte \u00e9 pac\u00edfica quanto \u00e0 natureza absoluta da compet\u00eancia atribu\u00edda aos Juizados Especiais Federais, a teor do art. 3\u00ba, \u00a7 3\u00ba, da Lei n. 10.259\/2001, observando-se, para isso, o valor da causa.<\/p>\n\n\n\n<p>Delineados, pois, os crit\u00e9rios para a apura\u00e7\u00e3o do valor da causa nos Juizados Especiais Federais, tanto quanto sua compet\u00eancia absoluta para atuar nas hip\u00f3teses em que o postulante circunscreva sua pretens\u00e3o inicial em montante que n\u00e3o ultrapasse o limite de sessenta sal\u00e1rios m\u00ednimos, <em>resta indagar sobre a possibilidade, ou n\u00e3o, de a parte autora renunciar a valores excedentes a esse patamar sexagesimal, para poder demandar perante esses mesmos Juizados Especiais Federais<\/em>, a\u00ed inclu\u00eddo o montante das parcelas vincendas, bem assim se tal ren\u00fancia dever\u00e1 ser comunicada expressamente pela parte autora.<\/p>\n\n\n\n<p>A possibilidade de ren\u00fancia para ado\u00e7\u00e3o do procedimento previsto na Lei n. 10.259\/2001 encontra conforto na jurisprud\u00eancia do STJ, conforme se extrai do seguinte e j\u00e1 vetusto julgado:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Se o autor da a\u00e7\u00e3o renunciou expressamente o que excede a sessenta sal\u00e1rios, competente o Juizado Especial Federal para o feito&#8221; (CC 86.398\/RJ, Rel. Ministra Maria Thereza de Assis Moura, Terceira Se\u00e7\u00e3o, DJ 22\/2\/2008).Em refor\u00e7o, vale mencionar que, embora a Lei n. 10.259\/2001 n\u00e3o cuide expressamente da possibilidade de ren\u00fancia inicial para fins de fixa\u00e7\u00e3o da compet\u00eancia dos Juizados Especiais Federais, seu \u00a7 4\u00ba do artigo 17 disp\u00f5e que, &#8220;se o valor da execu\u00e7\u00e3o ultrapassar o estabelecido no \u00a7 1\u00ba, o pagamento far-se-\u00e1, sempre, por meio do precat\u00f3rio, sendo facultado \u00e0 parte exequente a ren\u00fancia ao cr\u00e9dito do valor excedente, para que possa optar pelo pagamento do saldo sem o precat\u00f3rio, da forma l\u00e1 prevista.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Se o legislador, na fase de CUMPRIMENTO da decis\u00e3o, previu expressamente a possibilidade de ren\u00fancia ao cr\u00e9dito excedente para fins de o credor se esquivar do recebimento via precat\u00f3rio, n\u00e3o se compreende como razo\u00e1vel vedar-se ao interessado, no ato de AJUIZAMENTO da a\u00e7\u00e3o, a possibilidade de dispor de valores presumidamente seus, em prol de uma solu\u00e7\u00e3o mais c\u00e9lere do lit\u00edgio perante os Juizados Especiais Federais.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Estabelecida essa diretriz, a quest\u00e3o remanescente diz com a por\u00e7\u00e3o do valor da causa a ser considerada para fins de ren\u00fancia<\/strong>, no momento do ajuizamento da a\u00e7\u00e3o, tendo em mira que a Lei Adjetiva Civil estabelece que, para a composi\u00e7\u00e3o daquele montante, dever\u00e3o ser consideradas as presta\u00e7\u00f5es vencidas e as vincendas.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao ponto, havendo discuss\u00e3o sobre rela\u00e7\u00e3o de trato sucessivo nos Juizados Especiais Federais, deve ser observada a conjugada aplica\u00e7\u00e3o dos arts. 3\u00ba, \u00a7 2\u00ba, da Lei n. 10.259\/2001 e 292 do CPC\/2015, quando a defini\u00e7\u00e3o do valor da causa dever\u00e1 observar os seguintes vetores: a) versando a pretens\u00e3o apenas sobre presta\u00e7\u00f5es vincendas, considerar-se-\u00e1 a soma de doze delas para a defini\u00e7\u00e3o da compet\u00eancia (art. 3\u00ba, \u00a7 2\u00ba, da Lei n. 10.259\/2001); b) quando o pleito englobar presta\u00e7\u00f5es vencidas e vincendas, e a obriga\u00e7\u00e3o for por tempo indeterminado ou superior a um ano, somam-se os valores de todas as parcelas vencidas e de uma anuidade das parcelas vincendas (ex vi do art. 292, \u00a7\u00a7 1\u00ba e 2\u00ba, do CPC\/2015).<\/p>\n\n\n\n<p>Em suma, inexistem amarras legais que impe\u00e7am o demandante de, assim lhe convindo, reivindicar pretens\u00e3o financeira a menor, que lhe possibilite enquadrar-se na al\u00e7ada estabelecida pelo art. 3\u00ba, caput, da Lei n. 10.259\/2001.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-3-resultado-final\"><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a>10.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Ao autor que deseje litigar no \u00e2mbito de Juizado Especial Federal C\u00edvel, \u00e9 l\u00edcito renunciar, de modo expresso e para fins de atribui\u00e7\u00e3o de valor \u00e0 causa, ao montante que exceda os 60 (sessenta) sal\u00e1rios-m\u00ednimos previstos no art. 3\u00ba, caput, da Lei n. 10.259\/2001, a\u00ed inclu\u00eddas, sendo o caso, as presta\u00e7\u00f5es vincendas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-abrangencia-do-recurso-especial-interposto-contra-acordao-em-acao-rescisoria\"><a><\/a><a>11.&nbsp; Abrang\u00eancia do recurso especial interposto contra ac\u00f3rd\u00e3o em a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>EMBARGOS DE DIVERG\u00caNCIA EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a>O recurso <\/a><a>especial interposto contra ac\u00f3rd\u00e3o em a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria <\/a>pode atacar diretamente os fundamentos do ac\u00f3rd\u00e3o rescindendo, n\u00e3o precisando limitar-se aos pressupostos de admissibilidade da rescis\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>EREsp 1.434.604-PR, Rel. Min. Raul Ara\u00fajo, Corte Especial, por unanimidade, julgado em 18\/08\/2021. (Info 705)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-1-situacao-fatica\"><a><\/a><a>11.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>No julgamento de determinado Recurso Especial, foi inicialmente decidido pelo STJ que \u201cO recurso especial em sede de a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria deve limitar-se aos pressupostos dessa a\u00e7\u00e3o e n\u00e3o atacar o pr\u00f3prio m\u00e9rito, n\u00e3o sendo caso de reexame do julgado rescindendo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformada, a parte interp\u00f4s embargos nos quais sustentou que seria desnecess\u00e1rio o revolvimento f\u00e1tico para perceber a ilegitimidade ativa da Uni\u00e3o e a ilegalidade da decis\u00e3o embasada em normativa expressamente revogada.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-analise-estrategica\"><a><\/a><a>11.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-1-questao-juridica\"><a><\/a><a>11.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC de 2015:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 966. A decis\u00e3o de m\u00e9rito, transitada em julgado, pode ser rescindida quando:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>V &#8211; violar manifestamente norma jur\u00eddica;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-2-o-recurso-especial-interposto-contra-acordao-em-acao-rescisoria-pode-atacar-diretamente-os-fundamentos-do-acordao-rescindendo\"><a><\/a><a>11.2.2. O recurso especial interposto contra ac\u00f3rd\u00e3o em a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria pode atacar diretamente os fundamentos do ac\u00f3rd\u00e3o rescindendo?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente, anota-se que no ac\u00f3rd\u00e3o embargado concluiu-se pelo n\u00e3o cabimento do recurso especial interposto em sede de a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria, com base no art. 485, V, do C\u00f3digo de Processo Civil de 1973, porque n\u00e3o se limitara aos seus pressupostos de admissibilidade, impugnando, assim, diretamente o m\u00e9rito do ac\u00f3rd\u00e3o rescindendo.<\/p>\n\n\n\n<p>O aresto paradigma da Corte Especial, diversamente do aresto embargado, considerou que <strong>\u00e9 vi\u00e1vel recurso especial interposto contra ac\u00f3rd\u00e3o proferido em a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria, baseada no art. 485, V, do CPC\/1973, que se insurge contra os fundamentos do ac\u00f3rd\u00e3o rescindendo<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O entendimento do ac\u00f3rd\u00e3o paradigma mostra-se correto<\/strong>, especialmente quando relacionado ao disposto no art. 485, V, do C\u00f3digo de Processo Civil de 1973 (atualmente art. 966, V, do <a>CPC de 2015<\/a>), pois se h\u00e1 alega\u00e7\u00e3o de viola\u00e7\u00e3o a literal disposi\u00e7\u00e3o de lei no ac\u00f3rd\u00e3o recorrido, o m\u00e9rito do recurso especial se confunde com os pr\u00f3prios fundamentos para a propositura da a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria, autorizando o STJ a examinar tamb\u00e9m o ac\u00f3rd\u00e3o rescindendo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 de se concluir, portanto, que, em rela\u00e7\u00e3o a a\u00e7\u00f5es rescis\u00f3rias ajuizadas com base no art. 485, V, do CPC de 1973, o recurso especial poder\u00e1 ultrapassar os pressupostos da a\u00e7\u00e3o e chegar ao exame do seu m\u00e9rito.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-3-resultado-final\"><a><\/a><a>11.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O recurso especial interposto contra ac\u00f3rd\u00e3o em a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria pode atacar diretamente os fundamentos do ac\u00f3rd\u00e3o rescindendo, n\u00e3o precisando limitar-se aos pressupostos de admissibilidade da rescis\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-lealdade-processual-e-atribuicao-de-responsabilidade-instrutoria-ao-magistrado\"><a>12.&nbsp; Lealdade processual e atribui\u00e7\u00e3o de responsabilidade instrut\u00f3ria ao magistrado<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Deixar de requerer dilig\u00eancias poss\u00edveis ao tempo da a\u00e7\u00e3o e atribuir responsabilidade instrut\u00f3ria ao magistrado desrespeita a lealdade processual.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.693.334-RJ, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 07\/12\/2021, DJe 14\/12\/2021. (S Info)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-1-situacao-fatica\"><a>12.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal prop\u00f4s a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica em face de Blackns Gases Industriais S\/A e de HAGA S\/A imputando a pr\u00e1tica de infra\u00e7\u00f5es contra a ordem econ\u00f4mica. Segundo afirmou na inicial, a r\u00e9 praticaria pre\u00e7os abusivos, mediante forma\u00e7\u00e3o de cartel e de controle concertado entre concorrentes \u2013 haveria um \u201cacord\u00e3o\u201d entre a r\u00e9 a outa \u00fanica fornecedora de gases industriais aos hospitais federais do Rio de Janeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Em vista disso, requereu que as companhias fossem condenadas ao pagamento de multa equivalente a trinta por cento do valor do faturamento bruto registrado no \u00faltimo exerc\u00edcio anterior \u00e0 propositura da a\u00e7\u00e3o, bem como \u00e0 publica\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a em jornal.<\/p>\n\n\n\n<p>Em primeiro grau de jurisdi\u00e7\u00e3o o pleito foi desacolhido por falta de provas<\/p>\n\n\n\n<p>Irresignado, o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal interp\u00f4s apelo no qual sustentou que o juiz da causa tem amplos poderes instrut\u00f3rios na busca da verdade real e em se tratando de fatos sujeitos a per\u00edcias complexas, no que se inclui a requisi\u00e7\u00e3o de documentos necess\u00e1rios ao deslinde da controv\u00e9rsia. Assim, n\u00e3o havendo prova suficiente das infra\u00e7\u00f5es \u00e0 ordem econ\u00f4mica caberia ao magistrado diligenciar a sua produ\u00e7\u00e3o, n\u00e3o lhe cumprindo simplesmente rejeitar a pretens\u00e3o deduzida na a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica, o que veio a ensejar o cerceamento ao direito de defesa.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-analise-estrategica\"><a>12.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-1-questao-juridica\"><a>12.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC\/1973:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 128. O juiz decidir\u00e1 a lide nos limites em que foi proposta, sendo-lhe defeso conhecer de quest\u00f5es, n\u00e3o suscitadas, a cujo respeito a lei exige a iniciativa da parte.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 130. Caber\u00e1 ao juiz, de of\u00edcio ou a requerimento da parte, determinar as provas necess\u00e1rias \u00e0 instru\u00e7\u00e3o do processo, indeferindo as dilig\u00eancias in\u00fateis ou meramente protelat\u00f3rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 461. Na a\u00e7\u00e3o que tenha por objeto o cumprimento de obriga\u00e7\u00e3o de fazer ou n\u00e3o fazer, o juiz conceder\u00e1 a tutela espec\u00edfica da obriga\u00e7\u00e3o ou, se procedente o pedido, determinar\u00e1 provid\u00eancias que assegurem o resultado pr\u00e1tico equivalente ao do adimplemento.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-2-querer-jogar-a-culpa-no-juiz-configura-deslealdade-processual\"><a>12.2.2. Querer jogar a culpa no juiz configura deslealdade processual<\/a>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia ao julgamento de demanda coletiva, em que, entre outros interesses protegidos de natureza essencialmente coletiva, a exist\u00eancia de regras disciplinando o \u00f4nus da prova n\u00e3o autoriza a conclus\u00e3o de que o juiz se vincula a uma posi\u00e7\u00e3o de in\u00e9rcia no campo probat\u00f3rio, ocupando uma posi\u00e7\u00e3o estanque diante da iniciativa probat\u00f3ria das partes. Ao contr\u00e1rio, o magistrado, consoante as regras previstas no art. 130 do <a>CPC\/1973<\/a>, compartilha com elas o dever de evitar o&nbsp;<em>non liquet<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo<strong>, tal dever h\u00e1 de se ater \u00e0s hip\u00f3teses nas quais, diante de um m\u00ednimo ju\u00edzo de convic\u00e7\u00e3o quanto aos fatos narrados, a insufici\u00eancia de provas impede o encontro de uma resposta jur\u00eddica para o julgamento<\/strong>. Em outras palavras, n\u00e3o h\u00e1 que se falar em ampla atividade probat\u00f3ria a cargo do julgador de forma a alcan\u00e7ar dilig\u00eancias que uma das partes deixou de requerer.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 fato que o princ\u00edpio inquisitivo previsto nos arts. 128 e 461 do CPC\/1973 confere ao juiz poder de n\u00e3o se conformar com a verdade apresentada pelas partes, se entender que aquela n\u00e3o se mostra suficiente para se aproximar o m\u00e1ximo da verdade substancial. Por\u00e9m, o ju\u00edzo de conveni\u00eancia quanto \u00e0s dilig\u00eancias necess\u00e1rias, justamente por ser ele o destinat\u00e1rio da prova, \u00e9 exclusivo do julgador.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante de um ju\u00edzo positivo deve existir uma m\u00ednima deliba\u00e7\u00e3o a ser feita, tomando como refer\u00eancia as seguintes quest\u00f5es: I) m\u00ednima certeza da pr\u00e1tica delituosa, II) exist\u00eancia, ainda que m\u00ednimos, de elementos probat\u00f3rios que indicam a pr\u00e1tica de infra\u00e7\u00e3o a ordem econ\u00f4mica por forma\u00e7\u00e3o de cart\u00e9is, III) ativa atua\u00e7\u00e3o do autor da ACP, notadamente quanto a delimita\u00e7\u00e3o dos fatos narrados e com intensa participa\u00e7\u00e3o na fase instrut\u00f3ria do feito.<\/p>\n\n\n\n<p>Sen\u00e3o, <strong>pelo fato de ser do magistrado a escolha de quais elementos de prova ele deve, de oficio determinar, tamb\u00e9m pelo fato de que, a se admitir a tese ora proposta, por via transversa, estar-se-ia legitimando uma a\u00e7\u00e3o apta desrespeitar o dever de lealdade processual.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A lealdade processual \u00e9 um dos deveres anexos criados pela boa-f\u00e9 objetiva. Direcionada a todos os part\u00edcipes do processo, indica ser dever das partes &#8211; no campo probat\u00f3rio &#8211; narrar os fatos objeto da demanda, com indica\u00e7\u00e3o de todos os elementos probat\u00f3rios, de forma a permitir que a parte ex adversa exer\u00e7a o contradit\u00f3rio de forma eficaz.<\/p>\n\n\n\n<p>Como bem ensina o professor Arruda Alvim &#8220;(&#8230;) a lealdade \u00e9 um paradigma \u00e9tico, que informa a atividade, no sentido do litigante agir de frente, sem provid\u00eancias inesperadas, mesmo que tais provid\u00eancias sejam leg\u00edtimas.&#8221; Deixar de apresentar documentos j\u00e1 conhecidos ao tempo da a\u00e7\u00e3o e atribuir responsabilidade instrut\u00f3ria ao magistrado fere os deveres anexos da boa-f\u00e9 objetiva na seara processual.<\/p>\n\n\n\n<p>DOUTRINA<\/p>\n\n\n\n<p>Arruda Alvim &#8220;(&#8230;) a lealdade \u00e9 um paradigma \u00e9tico, que informa a atividade, no sentido do litigante agir de frente, sem provid\u00eancias inesperadas, mesmo que tais provid\u00eancias sejam leg\u00edtimas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-3-resultado-final\"><a>12.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Deixar de requerer dilig\u00eancias poss\u00edveis ao tempo da a\u00e7\u00e3o e atribuir responsabilidade instrut\u00f3ria ao magistrado desrespeita a lealdade processual.<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-1bbe3bcb-9817-418c-b9c0-8f7117422d2d\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2022\/07\/19233238\/stj-ed-especial-02-direito-publico-parte-1.pdf\">stj-ed-especial-02-direito-publico-parte-1<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2022\/07\/19233238\/stj-ed-especial-02-direito-publico-parte-1.pdf\" class=\"wp-block-file__button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-1bbe3bcb-9817-418c-b9c0-8f7117422d2d\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Informativo do STJ\u00a0Edi\u00e7\u00e3o Especial (Parte 1) COMENTADO\u00a0para quem n\u00e3o para nem no recesso. 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